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Ementa e Acórdão 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIC FERREIRA BRAGA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. NATUREZA ADMINISTRATIVA DA DECISÃO DO CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. INCABÍVEL A INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 18 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229971. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIC FERREIRA BRAGA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Eric Ferreira Braga contra decisão do Superior Tribunal Militar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 7. Este Supremo Tribunal assentou ser incabível a interposição de recurso extraordinário contra decisão proferida pelo Conselho de Justificação, por ser de natureza administrativa: ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Decisão do Conselho de Justificação. Natureza Administrativa. 3. Incabível a interposição de recurso extraordinário. Precedentes desta Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 811.709-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.12.2010). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. PERDA DE POSTO E DE PATENTE POR INDIGNIDADE E INCOMPATIBILIDADE DO OFICIALATO. DECISÃO DE CUNHO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. A jurisprudência desta Corte fixou entendimento no sentido de que é inviável recurso extraordinário interposto contra decisão proferida em Conselho Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229972. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIC FERREIRA BRAGA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Eric Ferreira Braga contra decisão do Superior Tribunal Militar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 7. Este Supremo Tribunal assentou ser incabível a interposição de recurso extraordinário contra decisão proferida pelo Conselho de Justificação, por ser de natureza administrativa: ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Decisão do Conselho de Justificação. Natureza Administrativa. 3. Incabível a interposição de recurso extraordinário. Precedentes desta Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 811.709-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.12.2010). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. PERDA DE POSTO E DE PATENTE POR INDIGNIDADE E INCOMPATIBILIDADE DO OFICIALATO. DECISÃO DE CUNHO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. A jurisprudência desta Corte fixou entendimento no sentido de que é inviável recurso extraordinário interposto contra decisão proferida em Conselho Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 889205 AGR / DF de justificação, dada sua natureza administrativa. Agravo regimental a que nega provimento’ (AI 719.502-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 19.9.2008). 8. Pelo exposto, nego seguimento aos agravos (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Intimada em 19.6.2015, a Defensoria Pública da União interpôs, em 1º.7.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que, “ainda que se admita que o processo especial submete-se, no início, à decisão administrativa do Conselho de Justificação e de Ministro Militar, a ultimação do processo ocorre por decisão jurisdicional, proferida pelo STM”. Este o teor dos pedidos: “a) nos termos do § 2º do art. 317 do RISTF, a reconsideração da decisão monocrática, para submeter-se o recurso extraordinário ao exame de repercussão geral, apreciando-se, por fim, seu mérito; b) caso não haja a reconsideração, que o presente agravo seja submetido à Turma competente; c) à Turma competente, que reforme a decisão agravada, para submeter o recurso extraordinário ao exame de repercussão geral, apreciando, por fim, seu mérito”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229972. Supremo Tribunal Federal ARE 889205 AGR / DF de justificação, dada sua natureza administrativa. Agravo regimental a que nega provimento’ (AI 719.502-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 19.9.2008). 8. Pelo exposto, nego seguimento aos agravos (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Intimada em 19.6.2015, a Defensoria Pública da União interpôs, em 1º.7.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que, “ainda que se admita que o processo especial submete-se, no início, à decisão administrativa do Conselho de Justificação e de Ministro Militar, a ultimação do processo ocorre por decisão jurisdicional, proferida pelo STM”. Este o teor dos pedidos: “a) nos termos do § 2º do art. 317 do RISTF, a reconsideração da decisão monocrática, para submeter-se o recurso extraordinário ao exame de repercussão geral, apreciando-se, por fim, seu mérito; b) caso não haja a reconsideração, que o presente agravo seja submetido à Turma competente; c) à Turma competente, que reforme a decisão agravada, para submeter o recurso extraordinário ao exame de repercussão geral, apreciando, por fim, seu mérito”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou ser incabível a interposição de recurso extraordinário contra decisão proferida pelo Conselho de Justificação, por ser de natureza administrativa: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Decisão do Conselho de Justificação. Natureza Administrativa. 3. Incabível a interposição de recurso extraordinário. Precedentes desta Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 811.709-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.12.2010). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. PERDA DE POSTO E DE PATENTE POR INDIGNIDADE E INCOMPATIBILIDADE DO OFICIALATO. DECISÃO DE CUNHO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. A jurisprudência desta Corte fixou entendimento no sentido de que é inviável recurso extraordinário interposto contra decisão proferida em Conselho de justificação, dada sua natureza administrativa. Agravo regimental a que nega provimento” (AI 719.502-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 19.9.2008). “EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. PEÇA ESSENCIAL. AUSÊNCIA. SÚMULA 288 DO STF. CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. TRIBUNAL DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229973. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou ser incabível a interposição de recurso extraordinário contra decisão proferida pelo Conselho de Justificação, por ser de natureza administrativa: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Decisão do Conselho de Justificação. Natureza Administrativa. 3. Incabível a interposição de recurso extraordinário. Precedentes desta Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 811.709-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.12.2010). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. PERDA DE POSTO E DE PATENTE POR INDIGNIDADE E INCOMPATIBILIDADE DO OFICIALATO. DECISÃO DE CUNHO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. A jurisprudência desta Corte fixou entendimento no sentido de que é inviável recurso extraordinário interposto contra decisão proferida em Conselho de justificação, dada sua natureza administrativa. Agravo regimental a que nega provimento” (AI 719.502-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 19.9.2008). “EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. PEÇA ESSENCIAL. AUSÊNCIA. SÚMULA 288 DO STF. CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. TRIBUNAL DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 889205 AGR / DF JUSTIÇA MILITAR. PERDA DE POSTO E PATENTE DE OFICIAL. DECISÃO ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE RE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - Decisão monocrática que negou seguimento ao agravo de instrumento em razão da ausência de peças essenciais à compreensão da controvérsia. Incidência da Súmula 288 do STF. II - Inexistência de novos argumentos capazes de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que deve ser mantida. III - Decisão do Tribunal de Justiça Militar, em Conselho de Justificação, que decreta a perda de posto e de patente de oficial tem natureza administrativa, sendo inadmissível a interposição de RE. IV - Agravo regimental improvido” (AI 650.238-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 31.8.2007). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229973. Supremo Tribunal Federal ARE 889205 AGR / DF JUSTIÇA MILITAR. PERDA DE POSTO E PATENTE DE OFICIAL. DECISÃO ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE RE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - Decisão monocrática que negou seguimento ao agravo de instrumento em razão da ausência de peças essenciais à compreensão da controvérsia. Incidência da Súmula 288 do STF. II - Inexistência de novos argumentos capazes de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que deve ser mantida. III - Decisão do Tribunal de Justiça Militar, em Conselho de Justificação, que decreta a perda de posto e de patente de oficial tem natureza administrativa, sendo inadmissível a interposição de RE. IV - Agravo regimental improvido” (AI 650.238-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 31.8.2007). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 18/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ERIC FERREIRA BRAGA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais, realizada na República Dominicana. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196076 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ERIC FERREIRA BRAGA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais, realizada na República Dominicana. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196076 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9255786
2015-08-18T00:00:00
2015-08-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. NATUREZA ADMINISTRATIVA DA DECISÃO DO CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. INCABÍVEL A INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur317141
- Acórdão(s) citado(s): (DECISÃO, CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO) AI 650238 AgR (1ªT), AI 719502 AgR (2ªT), AI 811709 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 15/09/2015, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
889205
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 889205 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ERIC FERREIRA BRAGA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIC FERREIRA BRAGA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. NATUREZA ADMINISTRATIVA DA DECISÃO DO CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. INCABÍVEL A INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 18 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229971. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIC FERREIRA BRAGA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Eric Ferreira Braga contra decisão do Superior Tribunal Militar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 7. Este Supremo Tribunal assentou ser incabível a interposição de recurso extraordinário contra decisão proferida pelo Conselho de Justificação, por ser de natureza administrativa: ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Decisão do Conselho de Justificação. Natureza Administrativa. 3. Incabível a interposição de recurso extraordinário. Precedentes desta Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 811.709-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.12.2010). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. PERDA DE POSTO E DE PATENTE POR INDIGNIDADE E INCOMPATIBILIDADE DO OFICIALATO. DECISÃO DE CUNHO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. A jurisprudência desta Corte fixou entendimento no sentido de que é inviável recurso extraordinário interposto contra decisão proferida em Conselho Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229972. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIC FERREIRA BRAGA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Eric Ferreira Braga contra decisão do Superior Tribunal Militar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 7. Este Supremo Tribunal assentou ser incabível a interposição de recurso extraordinário contra decisão proferida pelo Conselho de Justificação, por ser de natureza administrativa: ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Decisão do Conselho de Justificação. Natureza Administrativa. 3. Incabível a interposição de recurso extraordinário. Precedentes desta Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 811.709-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.12.2010). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. PERDA DE POSTO E DE PATENTE POR INDIGNIDADE E INCOMPATIBILIDADE DO OFICIALATO. DECISÃO DE CUNHO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. A jurisprudência desta Corte fixou entendimento no sentido de que é inviável recurso extraordinário interposto contra decisão proferida em Conselho Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 889205 AGR / DF de justificação, dada sua natureza administrativa. Agravo regimental a que nega provimento’ (AI 719.502-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 19.9.2008). 8. Pelo exposto, nego seguimento aos agravos (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Intimada em 19.6.2015, a Defensoria Pública da União interpôs, em 1....7.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que, “ainda que se admita que o processo especial submete-se, no início, à decisão administrativa do Conselho de Justificação e de Ministro Militar, a ultimação do processo ocorre por decisão jurisdicional, proferida pelo STM”. Este o teor dos pedidos: “a) nos termos do § 2... do art. 317 do RISTF, a reconsideração da decisão monocrática, para submeter-se o recurso extraordinário ao exame de repercussão geral, apreciando-se, por fim, seu mérito; b) caso não haja a reconsideração, que o presente agravo seja submetido à Turma competente; c) à Turma competente, que reforme a decisão agravada, para submeter o recurso extraordinário ao exame de repercussão geral, apreciando, por fim, seu mérito”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229972. Supremo Tribunal Federal ARE 889205 AGR / DF de justificação, dada sua natureza administrativa. Agravo regimental a que nega provimento’ (AI 719.502-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 19.9.2008). 8. Pelo exposto, nego seguimento aos agravos (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Intimada em 19.6.2015, a Defensoria Pública da União interpôs, em 1....7.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que, “ainda que se admita que o processo especial submete-se, no início, à decisão administrativa do Conselho de Justificação e de Ministro Militar, a ultimação do processo ocorre por decisão jurisdicional, proferida pelo STM”. Este o teor dos pedidos: “a) nos termos do § 2... do art. 317 do RISTF, a reconsideração da decisão monocrática, para submeter-se o recurso extraordinário ao exame de repercussão geral, apreciando-se, por fim, seu mérito; b) caso não haja a reconsideração, que o presente agravo seja submetido à Turma competente; c) à Turma competente, que reforme a decisão agravada, para submeter o recurso extraordinário ao exame de repercussão geral, apreciando, por fim, seu mérito”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou ser incabível a interposição de recurso extraordinário contra decisão proferida pelo Conselho de Justificação, por ser de natureza administrativa: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Decisão do Conselho de Justificação. Natureza Administrativa. 3. Incabível a interposição de recurso extraordinário. Precedentes desta Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 811.709-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.12.2010). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. PERDA DE POSTO E DE PATENTE POR INDIGNIDADE E INCOMPATIBILIDADE DO OFICIALATO. DECISÃO DE CUNHO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. A jurisprudência desta Corte fixou entendimento no sentido de que é inviável recurso extraordinário interposto contra decisão proferida em Conselho de justificação, dada sua natureza administrativa. Agravo regimental a que nega provimento” (AI 719.502-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 19.9.2008). “EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. PEÇA ESSENCIAL. AUSÊNCIA. SÚMULA 288 DO Supremo Tribunal Federal. CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. TRIBUNAL DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229973. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou ser incabível a interposição de recurso extraordinário contra decisão proferida pelo Conselho de Justificação, por ser de natureza administrativa: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Decisão do Conselho de Justificação. Natureza Administrativa. 3. Incabível a interposição de recurso extraordinário. Precedentes desta Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 811.709-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.12.2010). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. PERDA DE POSTO E DE PATENTE POR INDIGNIDADE E INCOMPATIBILIDADE DO OFICIALATO. DECISÃO DE CUNHO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. A jurisprudência desta Corte fixou entendimento no sentido de que é inviável recurso extraordinário interposto contra decisão proferida em Conselho de justificação, dada sua natureza administrativa. Agravo regimental a que nega provimento” (AI 719.502-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 19.9.2008). “EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. PEÇA ESSENCIAL. AUSÊNCIA. SÚMULA 288 DO Supremo Tribunal Federal. CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. TRIBUNAL DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 889205 AGR / DF JUSTIÇA MILITAR. PERDA DE POSTO E PATENTE DE OFICIAL. DECISÃO ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE Recurso Extraordinário. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - Decisão monocrática que negou seguimento ao agravo de instrumento em razão da ausência de peças essenciais à compreensão da controvérsia. Incidência da Súmula 288 do Supremo Tribunal Federal. II - Inexistência de novos argumentos capazes de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que deve ser mantida. III - Decisão do Tribunal de Justiça Militar, em Conselho de Justificação, que decreta a perda de posto e de patente de oficial tem natureza administrativa, sendo inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário. IV - Agravo regimental improvido” (AI 650.238-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 31.8.2007). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229973. Supremo Tribunal Federal ARE 889205 AGR / DF JUSTIÇA MILITAR. PERDA DE POSTO E PATENTE DE OFICIAL. DECISÃO ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE Recurso Extraordinário. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - Decisão monocrática que negou seguimento ao agravo de instrumento em razão da ausência de peças essenciais à compreensão da controvérsia. Incidência da Súmula 288 do Supremo Tribunal Federal. II - Inexistência de novos argumentos capazes de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que deve ser mantida. III - Decisão do Tribunal de Justiça Militar, em Conselho de Justificação, que decreta a perda de posto e de patente de oficial tem natureza administrativa, sendo inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário. IV - Agravo regimental improvido” (AI 650.238-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 31.8.2007). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 18/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ERIC FERREIRA BRAGA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais, realizada na República Dominicana. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196076 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889.205 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ERIC FERREIRA BRAGA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais, realizada na República Dominicana. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196076 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 889 . 205", "AI 811 . 709 - AgR", "AI 811 . 709 - AgR", "ARE 889205 AGR / DF", "AI 719 . 502 - AgR", "AI 719 . 502 - AgR", "AI 811 . 709 - AgR", "AI 719 . 502 - AgR", "SÚMULA 288 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 811 . 709 - AgR", "AI 719 . 502 - AgR", "SÚMULA 288 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 889205 AGR", "Súmula 288 do Supremo Tribunal Federal", "AI 650 . 238 - AgR", "ARE 889205 AGR / DF", "Súmula 288 do Supremo Tribunal Federal", "AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "República Dominicana", "DISTRITO FEDERAL", "República Dominicana" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "Superior Tribunal Militar", "Segunda Turma", "Conselho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "Superior Tribunal Militar", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Defensoria Pública da União", "STM", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Defensoria Pública da União", "STM", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "TRIBUNAL DE Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça Militar", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça Militar", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "2", ".", ".", ". Turma", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "2", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "ERIC FERREIRA BRAGA", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ERIC FERREIRA BRAGA", "CÁRMEN LÚCIA", "Eric Ferreira Braga", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "ERIC FERREIRA BRAGA", "CÁRMEN LÚCIA", "Eric Ferreira Braga", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Eros Grau", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "ERIC FERREIRA BRAGA", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "ERIC FERREIRA BRAGA", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "18", "/", "08", "/", "2015", "18 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "15", ".", "6", ".", "2015", "6", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "15", ".", "6", ".", "2015", "6", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", "19", ".", "6", ".", "2015", "1", ".", ".", ".", ".", "7", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", "19", ".", "6", ".", "2015", "1", ".", ".", ".", ".", "7", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "6", ".", "12", ".", "2010", "19", ".", "9", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "6", ".", "12", ".", "2010", "19", ".", "9", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "18", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - ASIBAMA ADV.(A/S) :ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 1ª CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. NATUREZA ALIMENTAR E A PERCEPÇÃO DE BOA-FÉ AFASTAM A RESTITUIÇÃO DOS VALORES RECEBIDOS ATÉ A REVOGAÇÃO DA LIMINAR. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido do descabimento da restituição de valores percebidos indevidamente em circunstâncias, tais como a dos autos, em que o servidor público está de boa-fé. (Precedentes: MS 26.085, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 13/6/2008; AI 490.551-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 3/9/2010) 2. A boa-fé na percepção de valores indevidos bem como a natureza Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400275. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF alimentar dos mesmos afastam o dever de sua restituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400275. Supremo Tribunal Federal MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF alimentar dos mesmos afastam o dever de sua restituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - ASIBAMA ADV.(A/S) :ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 1ª CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto pela União, contra decisão que prolatei, assim ementada: “MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO. ADMINISTRATIVO. PROVENTOS. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA COISA JULGADA. NÃO OCORRÊNCIA. NATUREZA ALIMENTAR DA PARCELA E A PERCEPÇÃO DE BOA-FÉ IMPEDEM A RESTITUIÇÃO DOS VALORES RECEBIDOS ATÉ A REVOGAÇÃO DA LIMINAR. SEGURANÇA CONCEDIDA PARCIALMENTE.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400276. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - ASIBAMA ADV.(A/S) :ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 1ª CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto pela União, contra decisão que prolatei, assim ementada: “MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO. ADMINISTRATIVO. PROVENTOS. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA COISA JULGADA. NÃO OCORRÊNCIA. NATUREZA ALIMENTAR DA PARCELA E A PERCEPÇÃO DE BOA-FÉ IMPEDEM A RESTITUIÇÃO DOS VALORES RECEBIDOS ATÉ A REVOGAÇÃO DA LIMINAR. SEGURANÇA CONCEDIDA PARCIALMENTE.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF Inconformada com a parte final da referida decisão, a União recorre somente em relação à dispensa de restituição dos valores percebidos pelos servidores, sustentando que não há que se falar em princípio da boa-fé e direito adquirido na medida em que os valores percebidos pelos servidores associados decorrem de decisão judicial de natureza precária e proferida em sede de cognição sumária. Com base nisso, postula o provimento do agravo regimental para que não haja dispensa ao ressarcimento ao Erário das quantias recebidas em decorrência da liminar antes concedida. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400276. Supremo Tribunal Federal MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF Inconformada com a parte final da referida decisão, a União recorre somente em relação à dispensa de restituição dos valores percebidos pelos servidores, sustentando que não há que se falar em princípio da boa-fé e direito adquirido na medida em que os valores percebidos pelos servidores associados decorrem de decisão judicial de natureza precária e proferida em sede de cognição sumária. Com base nisso, postula o provimento do agravo regimental para que não haja dispensa ao ressarcimento ao Erário das quantias recebidas em decorrência da liminar antes concedida. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Conforme consignado na decisão ora questionada, a jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido da desnecessidade de restituição de valores percebidos indevidamente em circunstâncias, tais como a dos autos, em que o servidor público está de boa-fé, verbis: “EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO QUE CONSIDEROU ILEGAL APOSENTADORIA E DETERMINOU A RESTITUIÇÃO DE VALORES. ACUMULAÇÃO ILEGAL DE CARGOS DE PROFESSOR. AUSÊNCIA DE COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. UTILIZAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO PARA OBTENÇÃO DE VANTAGENS EM DUPLICIDADE (ARTS. 62 E 193 DA LEI N. 8.112/90). MÁ-FÉ NÃO CONFIGURADA. DESNECESSIDADE DE RESTITUIÇÃO DOS VALORES PERCEBIDOS. INOCORRÊNCIA DE DESRESPEITO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO DIREITO ADQUIRIDO. 1. A compatibilidade de horários é requisito indispensável para o reconhecimento da licitude da acumulação de cargos públicos. É ilegal a acumulação dos cargos quando ambos estão submetidos ao regime de 40 horas semanais e um deles exige dedicação exclusiva. 2. O § 2º do art. 193 da Lei n. 8.112/1990 veda a utilização cumulativa do tempo de exercício de função ou cargo comissionado para assegurar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400277. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Conforme consignado na decisão ora questionada, a jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido da desnecessidade de restituição de valores percebidos indevidamente em circunstâncias, tais como a dos autos, em que o servidor público está de boa-fé, verbis: “EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO QUE CONSIDEROU ILEGAL APOSENTADORIA E DETERMINOU A RESTITUIÇÃO DE VALORES. ACUMULAÇÃO ILEGAL DE CARGOS DE PROFESSOR. AUSÊNCIA DE COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. UTILIZAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO PARA OBTENÇÃO DE VANTAGENS EM DUPLICIDADE (ARTS. 62 E 193 DA LEI N. 8.112/90). MÁ-FÉ NÃO CONFIGURADA. DESNECESSIDADE DE RESTITUIÇÃO DOS VALORES PERCEBIDOS. INOCORRÊNCIA DE DESRESPEITO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO DIREITO ADQUIRIDO. 1. A compatibilidade de horários é requisito indispensável para o reconhecimento da licitude da acumulação de cargos públicos. É ilegal a acumulação dos cargos quando ambos estão submetidos ao regime de 40 horas semanais e um deles exige dedicação exclusiva. 2. O § 2º do art. 193 da Lei n. 8.112/1990 veda a utilização cumulativa do tempo de exercício de função ou cargo comissionado para assegurar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF incorporação de quintos nos proventos do servidor (art. 62 da Lei n. 8.112/1990) e para viabilizar a percepção da gratificação de função em sua aposentadoria (art. 193, caput, da Lei n. 8.112/1990). É inadmissível a incorporação de vantagens sob o mesmo fundamento, ainda que em cargos públicos diversos. 3. O reconhecimento da ilegalidade da cumulação de vantagens não determina, automaticamente, a restituição ao erário dos valores recebidos, salvo se comprovada a má-fé do servidor, o que não foi demonstrado nos autos. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem-se firmado no sentido de que, no exercício da competência que lhe foi atribuída pelo art. 71, inc. III, da Constituição da República, o Tribunal de Contas da União cumpre os princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando garante ao interessado - como se deu na espécie - os recursos inerentes à sua defesa plena. 5. Ato administrativo complexo, a aposentadoria do servidor, somente se torna ato perfeito e acabado após seu exame e registro pelo Tribunal de Contas da União. 6. Segurança parcialmente concedida.” (MS 26.085, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 13/6/2008). (Grifamos) “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. SÚMULA STF 473. PRINCÍPIOS DA SEGURANÇA JURÍDICA E DA BOA FÉ. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO DE VALORES RECEBIDOS A MAIOR. HORAS EXTRAS. DESNECESSIDADE. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA PRECLUSA. 1. A Administração pode, a qualquer tempo, rever seus atos eivados de erro ou ilegalidade (Súmula STF 473), porém o reconhecimento da ilegalidade do ato que majorou o percentual das horas extras incorporadas aos proventos não determina, automaticamente, a restituição ao erário dos valores recebidos, uma vez comprovada a boa-fé da impetrante, ora agravada. Precedentes. 2. Encontra-se preclusa a questão envolvendo o não- reconhecimento de prescrição do ressarcimento em relação às parcelas pretendidas e que são posteriores ao qüinqüênio que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400277. Supremo Tribunal Federal MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF incorporação de quintos nos proventos do servidor (art. 62 da Lei n. 8.112/1990) e para viabilizar a percepção da gratificação de função em sua aposentadoria (art. 193, caput, da Lei n. 8.112/1990). É inadmissível a incorporação de vantagens sob o mesmo fundamento, ainda que em cargos públicos diversos. 3. O reconhecimento da ilegalidade da cumulação de vantagens não determina, automaticamente, a restituição ao erário dos valores recebidos, salvo se comprovada a má-fé do servidor, o que não foi demonstrado nos autos. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem-se firmado no sentido de que, no exercício da competência que lhe foi atribuída pelo art. 71, inc. III, da Constituição da República, o Tribunal de Contas da União cumpre os princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando garante ao interessado - como se deu na espécie - os recursos inerentes à sua defesa plena. 5. Ato administrativo complexo, a aposentadoria do servidor, somente se torna ato perfeito e acabado após seu exame e registro pelo Tribunal de Contas da União. 6. Segurança parcialmente concedida.” (MS 26.085, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 13/6/2008). (Grifamos) “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. SÚMULA STF 473. PRINCÍPIOS DA SEGURANÇA JURÍDICA E DA BOA FÉ. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO DE VALORES RECEBIDOS A MAIOR. HORAS EXTRAS. DESNECESSIDADE. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA PRECLUSA. 1. A Administração pode, a qualquer tempo, rever seus atos eivados de erro ou ilegalidade (Súmula STF 473), porém o reconhecimento da ilegalidade do ato que majorou o percentual das horas extras incorporadas aos proventos não determina, automaticamente, a restituição ao erário dos valores recebidos, uma vez comprovada a boa-fé da impetrante, ora agravada. Precedentes. 2. Encontra-se preclusa a questão envolvendo o não- reconhecimento de prescrição do ressarcimento em relação às parcelas pretendidas e que são posteriores ao qüinqüênio que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF antecederam à propositura da ação. 3. Agravo regimental improvido.” (AI 490.551-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 3/9/2010). (Grifamos) No presente caso, fica patente a boa-fé dos associados da impetrante, porquanto a recomposição salarial (URP – 26,05%) foi deferida em decisão judicial que transitou em julgado. Existia, assim, a base da confiança a legitimar a tutela das expectativas legítimas dos associados da impetrante impedindo a obrigatoriedade de restituição. Ademais, ressalto a natureza alimentar da verba recebida. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400277. Supremo Tribunal Federal MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF antecederam à propositura da ação. 3. Agravo regimental improvido.” (AI 490.551-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 3/9/2010). (Grifamos) No presente caso, fica patente a boa-fé dos associados da impetrante, porquanto a recomposição salarial (URP – 26,05%) foi deferida em decisão judicial que transitou em julgado. Existia, assim, a base da confiança a legitimar a tutela das expectativas legítimas dos associados da impetrante impedindo a obrigatoriedade de restituição. Ademais, ressalto a natureza alimentar da verba recebida. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por último, Presidente, estou a prover, também, porque tem-se distinguido a decisão judicial para efeito de percepção de remuneração da decisão judicial que teria que ser específica, para receber na inatividade. Há precedentes da Turma. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449344. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por último, Presidente, estou a prover, também, porque tem-se distinguido a decisão judicial para efeito de percepção de remuneração da decisão judicial que teria que ser específica, para receber na inatividade. Há precedentes da Turma. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - ASIBAMA ADV.(A/S) : ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA 1ª CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412795 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - ASIBAMA ADV.(A/S) : ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA 1ª CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412795 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9466714
2015-09-08T00:00:00
2015-09-28T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015.
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. NATUREZA ALIMENTAR E A PERCEPÇÃO DE BOA-FÉ AFASTAM A RESTITUIÇÃO DOS VALORES RECEBIDOS ATÉ A REVOGAÇÃO DA LIMINAR. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido do descabimento da restituição de valores percebidos indevidamente em circunstâncias, tais como a dos autos, em que o servidor público está de boa-fé. (Precedentes: MS 26.085, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 13/6/2008; AI 490.551-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 3/9/2010) 2. A boa-fé na percepção de valores indevidos bem como a natureza alimentar dos mesmos afastam o dever de sua restituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur321980
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, RESTITUIÇÃO DE VALOR, RECEBIMENTO DE BOA-FÉ) MS 26085 (TP), AI 490551 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 07/10/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
25921
null
MS-AgR-segundo
acordaos
MS 25921 AgR-segundo
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AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - ASIBAMA ADV.(A/S) : ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA 1ª CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - ASIBAMA ADV.(A/S) :ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 1... CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. NATUREZA ALIMENTAR E A PERCEPÇÃO DE BOA-FÉ AFASTAM A RESTITUIÇÃO DOS VALORES RECEBIDOS ATÉ A REVOGAÇÃO DA LIMINAR. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido do descabimento da restituição de valores percebidos indevidamente em circunstâncias, tais como a dos autos, em que o servidor público está de boa-fé. (Precedentes: MS 26.085, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 13/6/2008; AI 490.551-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 3/9/2010) 2. A boa-fé na percepção de valores indevidos bem como a natureza Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400275. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF alimentar dos mesmos afastam o dever de sua restituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400275. Supremo Tribunal Federal MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF alimentar dos mesmos afastam o dever de sua restituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - ASIBAMA ADV.(A/S) :ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 1... CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto pela União, contra decisão que prolatei, assim ementada: “MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO. ADMINISTRATIVO. PROVENTOS. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA COISA JULGADA. NÃO OCORRÊNCIA. NATUREZA ALIMENTAR DA PARCELA E A PERCEPÇÃO DE BOA-FÉ IMPEDEM A RESTITUIÇÃO DOS VALORES RECEBIDOS ATÉ A REVOGAÇÃO DA LIMINAR. SEGURANÇA CONCEDIDA PARCIALMENTE.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400276. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - ASIBAMA ADV.(A/S) :ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 1... CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto pela União, contra decisão que prolatei, assim ementada: “MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO. ADMINISTRATIVO. PROVENTOS. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA COISA JULGADA. NÃO OCORRÊNCIA. NATUREZA ALIMENTAR DA PARCELA E A PERCEPÇÃO DE BOA-FÉ IMPEDEM A RESTITUIÇÃO DOS VALORES RECEBIDOS ATÉ A REVOGAÇÃO DA LIMINAR. SEGURANÇA CONCEDIDA PARCIALMENTE.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF Inconformada com a parte final da referida decisão, a União recorre somente em relação à dispensa de restituição dos valores percebidos pelos servidores, sustentando que não há que se falar em princípio da boa-fé e direito adquirido na medida em que os valores percebidos pelos servidores associados decorrem de decisão judicial de natureza precária e proferida em sede de cognição sumária. Com base nisso, postula o provimento do agravo regimental para que não haja dispensa ao ressarcimento ao Erário das quantias recebidas em decorrência da liminar antes concedida. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400276. Supremo Tribunal Federal MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF Inconformada com a parte final da referida decisão, a União recorre somente em relação à dispensa de restituição dos valores percebidos pelos servidores, sustentando que não há que se falar em princípio da boa-fé e direito adquirido na medida em que os valores percebidos pelos servidores associados decorrem de decisão judicial de natureza precária e proferida em sede de cognição sumária. Com base nisso, postula o provimento do agravo regimental para que não haja dispensa ao ressarcimento ao Erário das quantias recebidas em decorrência da liminar antes concedida. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Conforme consignado na decisão ora questionada, a jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido da desnecessidade de restituição de valores percebidos indevidamente em circunstâncias, tais como a dos autos, em que o servidor público está de boa-fé, verbis: “EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO QUE CONSIDEROU ILEGAL APOSENTADORIA E DETERMINOU A RESTITUIÇÃO DE VALORES. ACUMULAÇÃO ILEGAL DE CARGOS DE PROFESSOR. AUSÊNCIA DE COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. UTILIZAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO PARA OBTENÇÃO DE VANTAGENS EM DUPLICIDADE (ARTS. 62 E 193 DA LEI N. 8.112/90). MÁ-FÉ NÃO CONFIGURADA. DESNECESSIDADE DE RESTITUIÇÃO DOS VALORES PERCEBIDOS. INOCORRÊNCIA DE DESRESPEITO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO DIREITO ADQUIRIDO. 1. A compatibilidade de horários é requisito indispensável para o reconhecimento da licitude da acumulação de cargos públicos. É ilegal a acumulação dos cargos quando ambos estão submetidos ao regime de 40 horas semanais e um deles exige dedicação exclusiva. 2. O § 2... do art. 193 da Lei n. 8.112/1990 veda a utilização cumulativa do tempo de exercício de função ou cargo comissionado para assegurar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400277. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Conforme consignado na decisão ora questionada, a jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido da desnecessidade de restituição de valores percebidos indevidamente em circunstâncias, tais como a dos autos, em que o servidor público está de boa-fé, verbis: “EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO QUE CONSIDEROU ILEGAL APOSENTADORIA E DETERMINOU A RESTITUIÇÃO DE VALORES. ACUMULAÇÃO ILEGAL DE CARGOS DE PROFESSOR. AUSÊNCIA DE COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. UTILIZAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO PARA OBTENÇÃO DE VANTAGENS EM DUPLICIDADE (ARTS. 62 E 193 DA LEI N. 8.112/90). MÁ-FÉ NÃO CONFIGURADA. DESNECESSIDADE DE RESTITUIÇÃO DOS VALORES PERCEBIDOS. INOCORRÊNCIA DE DESRESPEITO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO DIREITO ADQUIRIDO. 1. A compatibilidade de horários é requisito indispensável para o reconhecimento da licitude da acumulação de cargos públicos. É ilegal a acumulação dos cargos quando ambos estão submetidos ao regime de 40 horas semanais e um deles exige dedicação exclusiva. 2. O § 2... do art. 193 da Lei n. 8.112/1990 veda a utilização cumulativa do tempo de exercício de função ou cargo comissionado para assegurar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF incorporação de quintos nos proventos do servidor (art. 62 da Lei n. 8.112/1990) e para viabilizar a percepção da gratificação de função em sua aposentadoria (art. 193, caput, da Lei n. 8.112/1990). É inadmissível a incorporação de vantagens sob o mesmo fundamento, ainda que em cargos públicos diversos. 3. O reconhecimento da ilegalidade da cumulação de vantagens não determina, automaticamente, a restituição ao erário dos valores recebidos, salvo se comprovada a má-fé do servidor, o que não foi demonstrado nos autos. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem-se firmado no sentido de que, no exercício da competência que lhe foi atribuída pelo art. 71, inc. III, da Constituição da República, o Tribunal de Contas da União cumpre os princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando garante ao interessado - como se deu na espécie - os recursos inerentes à sua defesa plena. 5. Ato administrativo complexo, a aposentadoria do servidor, somente se torna ato perfeito e acabado após seu exame e registro pelo Tribunal de Contas da União. 6. Segurança parcialmente concedida.” (MS 26.085, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 13/6/2008). (Grifamos) “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 473. PRINCÍPIOS DA SEGURANÇA JURÍDICA E DA BOA FÉ. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO DE VALORES RECEBIDOS A MAIOR. HORAS EXTRAS. DESNECESSIDADE. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA PRECLUSA. 1. A Administração pode, a qualquer tempo, rever seus atos eivados de erro ou ilegalidade (Súmula Supremo Tribunal Federal 473), porém o reconhecimento da ilegalidade do ato que majorou o percentual das horas extras incorporadas aos proventos não determina, automaticamente, a restituição ao erário dos valores recebidos, uma vez comprovada a boa-fé da impetrante, ora agravada. Precedentes. 2. Encontra-se preclusa a questão envolvendo o não- reconhecimento de prescrição do ressarcimento em relação às parcelas pretendidas e que são posteriores ao qüinqüênio que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400277. Supremo Tribunal Federal MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF incorporação de quintos nos proventos do servidor (art. 62 da Lei n. 8.112/1990) e para viabilizar a percepção da gratificação de função em sua aposentadoria (art. 193, caput, da Lei n. 8.112/1990). É inadmissível a incorporação de vantagens sob o mesmo fundamento, ainda que em cargos públicos diversos. 3. O reconhecimento da ilegalidade da cumulação de vantagens não determina, automaticamente, a restituição ao erário dos valores recebidos, salvo se comprovada a má-fé do servidor, o que não foi demonstrado nos autos. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem-se firmado no sentido de que, no exercício da competência que lhe foi atribuída pelo art. 71, inc. III, da Constituição da República, o Tribunal de Contas da União cumpre os princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando garante ao interessado - como se deu na espécie - os recursos inerentes à sua defesa plena. 5. Ato administrativo complexo, a aposentadoria do servidor, somente se torna ato perfeito e acabado após seu exame e registro pelo Tribunal de Contas da União. 6. Segurança parcialmente concedida.” (MS 26.085, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 13/6/2008). (Grifamos) “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 473. PRINCÍPIOS DA SEGURANÇA JURÍDICA E DA BOA FÉ. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO DE VALORES RECEBIDOS A MAIOR. HORAS EXTRAS. DESNECESSIDADE. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA PRECLUSA. 1. A Administração pode, a qualquer tempo, rever seus atos eivados de erro ou ilegalidade (Súmula Supremo Tribunal Federal 473), porém o reconhecimento da ilegalidade do ato que majorou o percentual das horas extras incorporadas aos proventos não determina, automaticamente, a restituição ao erário dos valores recebidos, uma vez comprovada a boa-fé da impetrante, ora agravada. Precedentes. 2. Encontra-se preclusa a questão envolvendo o não- reconhecimento de prescrição do ressarcimento em relação às parcelas pretendidas e que são posteriores ao qüinqüênio que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF antecederam à propositura da ação. 3. Agravo regimental improvido.” (AI 490.551-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 3/9/2010). (Grifamos) No presente caso, fica patente a boa-fé dos associados da impetrante, porquanto a recomposição salarial (URP – 26,05%) foi deferida em decisão judicial que transitou em julgado. Existia, assim, a base da confiança a legitimar a tutela das expectativas legítimas dos associados da impetrante impedindo a obrigatoriedade de restituição. Ademais, ressalto a natureza alimentar da verba recebida. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400277. Supremo Tribunal Federal MS 25921 AGR-SEGUNDO / DF antecederam à propositura da ação. 3. Agravo regimental improvido.” (AI 490.551-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 3/9/2010). (Grifamos) No presente caso, fica patente a boa-fé dos associados da impetrante, porquanto a recomposição salarial (URP – 26,05%) foi deferida em decisão judicial que transitou em julgado. Existia, assim, a base da confiança a legitimar a tutela das expectativas legítimas dos associados da impetrante impedindo a obrigatoriedade de restituição. Ademais, ressalto a natureza alimentar da verba recebida. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por último, Presidente, estou a prover, também, porque tem-se distinguido a decisão judicial para efeito de percepção de remuneração da decisão judicial que teria que ser específica, para receber na inatividade. Há precedentes da Turma. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449344. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por último, Presidente, estou a prover, também, porque tem-se distinguido a decisão judicial para efeito de percepção de remuneração da decisão judicial que teria que ser específica, para receber na inatividade. Há precedentes da Turma. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - ASIBAMA ADV.(A/S) : ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA 1... CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412795 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.921 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - ASIBAMA ADV.(A/S) : ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA 1... CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412795 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 26 . 085", "AI 490 . 551 - AgR", "MS 25921 AGR", "MS 25921 AGR", "MANDADO DE SEGURANÇA 25 . 921", "MS 25921 AGR - SEGUNDO / DF", "MS 25921 AGR", "MS 25921", "MS 26 . 085", "Súmula Supremo Tribunal Federal 473", "MS 25921", "MS 26 . 085", "Súmula", "MS 25921", "AI 490 . 551 - AgR", "MS 25921 AGR", "AI 490 . 551 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 62 E 193 DA LEI N . 8 . 112 / 90", "§ 2 . . . do", "art . 193 da Lei n . 8 . 112 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 62 E 193 DA LEI N . 8 . 112 / 90", "art . 193 da Lei n . 8 . 112 / 1990", "art . 62 da Lei n . 8 . 112 / 1990", "art . 193 , caput , da Lei n . 8 . 112 / 1990", "art . 71 , inc . III , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 62 da Lei n . 8 . 112 / 1990", "art . 193 , caput , da Lei n . 8 . 112 / 1990", "art . 71 , inc . III , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE", "ASIBAMA", "CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS", "IBAMA", "SEGUNDO", "TCU", "Tribunal Pleno", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "UNIÃO", "UNIÃO", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE", "CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS", "IBAMA", "União", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "UNIÃO", "UNIÃO", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE", "ASIBAMA", "CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE", "IBAMA", "União", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDO", "/", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE", "ASIBAMA", "CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE", "IBAMA", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE", "ASIBAMA", "CÂMARA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE", "IBAMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "08", "/", "09", "/", "2015", "13", "/", "6", "/", "2008", "3", "/", "9", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "FEVEREIRO DE 1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "6", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "6", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "9", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "9", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ARLENE BARBOZA VILELA ADV.(A/S) :ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDACAO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL - FCMS AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. FUNÇÃO COMISSIONADA INCORPORADA. REAJUSTE. EQUIVALÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 16.4.2014. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Óbice da Súmula 280 do STF. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202927. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 886346 AGR / MS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de agosto de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202927. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de agosto de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ARLENE BARBOZA VILELA ADV.(A/S) :ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDACAO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL - FCMS AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Arlene Barboza Vilela. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Afirma inexistente identidade entre o presente caso e o RE 563.968-RG. Relata que “(...) o caso em tela trata do recebimento de adicionais por incorporação de cargo ou função que foram majorados proporcionalmente por lei (Lei Estadual 2.152/2000 que deu nova denominação aos cargos como o DGA-1 até o DGA-7) ignorando, no entanto, o servidor que já havia trabalhado e incorporado determinado cargo/função (...)”. Alega possuir direito à “(...) equivalência do valor do vencimento do cargo em comissão incorporado com o do atual dos servidores do Estado (...)”. Sustenta incabível a ação rescisória ante o óbice da Súmula 343 desta Suprema Corte. Insiste na afronta aos arts. 5º, XXXVI, e 37, XII, XIV e XV, da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AÇÃO RESCISÓRIA - PRELIMINAR DE FALTA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202928. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ARLENE BARBOZA VILELA ADV.(A/S) :ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDACAO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL - FCMS AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Arlene Barboza Vilela. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Afirma inexistente identidade entre o presente caso e o RE 563.968-RG. Relata que “(...) o caso em tela trata do recebimento de adicionais por incorporação de cargo ou função que foram majorados proporcionalmente por lei (Lei Estadual 2.152/2000 que deu nova denominação aos cargos como o DGA-1 até o DGA-7) ignorando, no entanto, o servidor que já havia trabalhado e incorporado determinado cargo/função (...)”. Alega possuir direito à “(...) equivalência do valor do vencimento do cargo em comissão incorporado com o do atual dos servidores do Estado (...)”. Sustenta incabível a ação rescisória ante o óbice da Súmula 343 desta Suprema Corte. Insiste na afronta aos arts. 5º, XXXVI, e 37, XII, XIV e XV, da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AÇÃO RESCISÓRIA - PRELIMINAR DE FALTA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 886346 AGR / MS INTERESSE DE AGIR AFASTADA - ART. 485, V DO CPC – QUESTÃO DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. 1.Para que o pedido rescisório fundado no artigo 485, V, do CPC, seja julgado procedente, é necessário que a violação à literal disposição de lei seja direta, entendida no sentido de ser a decisão adotada contra a literalidade da norma jurídica, e não deduzida a partir de interpretações possíveis, restritivas ou extensivas, ou mesmo por integração analógica, ex vi, inclusive, da Súmula 343 do STF, que estabelece que "não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais." 2. Em se tratando, contudo, de violação à literal disposição da Constituição Federal (no caso, artigos 37, § 4º e 93, IX), não é aplicável a Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal nas ações rescisórias versando sobre matéria constitucional, como já vem sendo iterativamente decidido pelo Supremo Tribunal Federal (Edcl no AgRg no RE 328.812/AM, Rel. Min. Gilmar Mendes e AR 1.527-RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Preliminar de falta de interesse de agir afastada. AÇÃO RESCISÓRIA – FUNCIONÁRIO PÚBLICO - ESTABILIDADE FINANCEIRA - INCORPORAÇÃO DE VANTAGEM DECORRENTE DO EXERCÍCIO DE CARGO OU FUNÇÃO EM COMISSÃO - AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO - VANTAGEM PESSOAL QUE NÃO MANTÉM VINCULAÇÃO COM O CARGO OUTRORA EXERCIDO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO 563.965/RN, EM REGIME DE REPERCUSSÃO GERAL - VIOLAÇÃO DE LITERAL DISPOSIÇÃO DOS ARTIGOS 5º, XXXVI, 37, XII, XIV e XV DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – PEDIDO RESCISÓRIO JULGADO PROCEDENTE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento de que a vantagem incorporada pelo servidor público em decorrência do exercício de cargo ou função comissionada tem natureza de vantagem pessoal, não mantendo qualquer tipo de vinculação com o cargo cujo exercício originou a vantagem, passando a quantia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202928. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS INTERESSE DE AGIR AFASTADA - ART. 485, V DO CPC – QUESTÃO DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. 1.Para que o pedido rescisório fundado no artigo 485, V, do CPC, seja julgado procedente, é necessário que a violação à literal disposição de lei seja direta, entendida no sentido de ser a decisão adotada contra a literalidade da norma jurídica, e não deduzida a partir de interpretações possíveis, restritivas ou extensivas, ou mesmo por integração analógica, ex vi, inclusive, da Súmula 343 do STF, que estabelece que "não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais." 2. Em se tratando, contudo, de violação à literal disposição da Constituição Federal (no caso, artigos 37, § 4º e 93, IX), não é aplicável a Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal nas ações rescisórias versando sobre matéria constitucional, como já vem sendo iterativamente decidido pelo Supremo Tribunal Federal (Edcl no AgRg no RE 328.812/AM, Rel. Min. Gilmar Mendes e AR 1.527-RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Preliminar de falta de interesse de agir afastada. AÇÃO RESCISÓRIA – FUNCIONÁRIO PÚBLICO - ESTABILIDADE FINANCEIRA - INCORPORAÇÃO DE VANTAGEM DECORRENTE DO EXERCÍCIO DE CARGO OU FUNÇÃO EM COMISSÃO - AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO - VANTAGEM PESSOAL QUE NÃO MANTÉM VINCULAÇÃO COM O CARGO OUTRORA EXERCIDO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO 563.965/RN, EM REGIME DE REPERCUSSÃO GERAL - VIOLAÇÃO DE LITERAL DISPOSIÇÃO DOS ARTIGOS 5º, XXXVI, 37, XII, XIV e XV DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – PEDIDO RESCISÓRIO JULGADO PROCEDENTE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento de que a vantagem incorporada pelo servidor público em decorrência do exercício de cargo ou função comissionada tem natureza de vantagem pessoal, não mantendo qualquer tipo de vinculação com o cargo cujo exercício originou a vantagem, passando a quantia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 886346 AGR / MS correspondente a ser reajustada segundo os critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo. RE 563.965/RN. 2. Pedido rescisório julgado procedente por ofensa à literal disposição dos artigos 5º, XXXVI, 37, XII, XIV e XV da Constituição Federal.” Acórdão recorrido publicado em 16.4.2014. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202928. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS correspondente a ser reajustada segundo os critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo. RE 563.965/RN. 2. Pedido rescisório julgado procedente por ofensa à literal disposição dos artigos 5º, XXXVI, 37, XII, XIV e XV da Constituição Federal.” Acórdão recorrido publicado em 16.4.2014. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXXVI, e 37, XII, XIV e XV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Estabilidade financeira. Manutenção da forma de composição da remuneração. Impossibilidade. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 1. É pacífica a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXXVI, e 37, XII, XIV e XV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Estabilidade financeira. Manutenção da forma de composição da remuneração. Impossibilidade. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 1. É pacífica a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 886346 AGR / MS jurisprudência da Corte no sentido de que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. É possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma de calcular gratificação incorporada pelo servidor em razão de ter ocupado função/cargo comissionado, submetendo-a aos índices gerais de revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 752.073- AgR/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.10.2014) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Estabilidade financeira. Manutenção da forma de composição da remuneração ou proventos. Impossibilidade. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Restituição de valores pagos pela Administração a beneficiário de boa-fé. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. É possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma de calcular gratificação que foi incorporada pelo servidor, submetendo-a aos índices gerais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS jurisprudência da Corte no sentido de que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. É possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma de calcular gratificação incorporada pelo servidor em razão de ter ocupado função/cargo comissionado, submetendo-a aos índices gerais de revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 752.073- AgR/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.10.2014) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Estabilidade financeira. Manutenção da forma de composição da remuneração ou proventos. Impossibilidade. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Restituição de valores pagos pela Administração a beneficiário de boa-fé. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. É possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma de calcular gratificação que foi incorporada pelo servidor, submetendo-a aos índices gerais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 886346 AGR / MS de revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional. 3. O Plenário da Corte, no exame do AI nº 841.473/RS, Relator o Ministro Cezar Peluso, reconheceu a ausência de repercussão geral do tema relativo à “restituição de valores pagos indevidamente pela Administração Pública à beneficiário de boa-fé”. 4. Agravo regimental não provido.”(ARE 869569 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 26/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-128 DIVULG 30-06-2015 PUBLIC 01-07- 2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. GRATIFICAÇÃO INCORPORADA. REESTRUTURAÇÃO DOS CARGOS POR LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE. ESTABILIDADE FINANCEIRA. DIREITO À PERMANÊNCIA DO REGIME LEGAL DE REAJUSTE DE VANTAGEM. INEXISTÊNCIA. 1. A estabilidade financeira garante ao servidor efetivo, após certo tempo de exercício de cargo em comissão ou assemelhado, a continuidade da percepção da diferença entre os vencimentos desse cargo e o do seu cargo efetivo. 2. O reajuste futuro desse benefício, uma vez desvinculado dos vencimentos do cargo em comissão que ensejou a sua incorporação, obedece aos critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo. (Precedentes: RE n.º 226.462/SC Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 25.5.01; RE n.º 563.965/RN, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Plenário, DJ de 20.3.09; RE n.º 600.856, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14.12.10; RE n.º 603.890, Relator o Ministro Dias Tofolli, DJe de 01.08.11; RE n.º 594.958-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 07.10.11, entre outros). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. LEGITIMIDADE. PROVENTOS. REAJUSTES. APOSENTADORIA ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41. EQUIPARAÇÃO DOS APOSENTADOS AOS ATIVOS. JUROS DE MORA. 1. Em razão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS de revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional. 3. O Plenário da Corte, no exame do AI nº 841.473/RS, Relator o Ministro Cezar Peluso, reconheceu a ausência de repercussão geral do tema relativo à “restituição de valores pagos indevidamente pela Administração Pública à beneficiário de boa-fé”. 4. Agravo regimental não provido.”(ARE 869569 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 26/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-128 DIVULG 30-06-2015 PUBLIC 01-07- 2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. GRATIFICAÇÃO INCORPORADA. REESTRUTURAÇÃO DOS CARGOS POR LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE. ESTABILIDADE FINANCEIRA. DIREITO À PERMANÊNCIA DO REGIME LEGAL DE REAJUSTE DE VANTAGEM. INEXISTÊNCIA. 1. A estabilidade financeira garante ao servidor efetivo, após certo tempo de exercício de cargo em comissão ou assemelhado, a continuidade da percepção da diferença entre os vencimentos desse cargo e o do seu cargo efetivo. 2. O reajuste futuro desse benefício, uma vez desvinculado dos vencimentos do cargo em comissão que ensejou a sua incorporação, obedece aos critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo. (Precedentes: RE n.º 226.462/SC Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 25.5.01; RE n.º 563.965/RN, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Plenário, DJ de 20.3.09; RE n.º 600.856, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14.12.10; RE n.º 603.890, Relator o Ministro Dias Tofolli, DJe de 01.08.11; RE n.º 594.958-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 07.10.11, entre outros). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. LEGITIMIDADE. PROVENTOS. REAJUSTES. APOSENTADORIA ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41. EQUIPARAÇÃO DOS APOSENTADOS AOS ATIVOS. JUROS DE MORA. 1. Em razão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 886346 AGR / MS do estabelecido no artigo 207 da Constituição Federal, rejeitada a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam suscitada pela UFPR. 2. ‘A jurisprudência do e. Superior Tribunal de Justiça é uníssona no sentido de que os servidores públicos aposentados antes do advento da Emenda Constitucional nº 41 têm direito à equiparação de seus proventos com a remuneração estabelecida para os servidores em atividade (RMS 20372, DJ 03/04/2006, p. 372)’. 3. Os juros de mora são devidos desde a citação nos termos do artigo 219 do CPC”. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 687276 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 04/12/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-033 DIVULG 19-02-2013 PUBLIC 20-02- 2013) Entender de modo diverso demandaria a análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. REENQUADRAMENTO FUNCIONAL. INCORPORAÇÃO DE VANTAGENS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL (LEI ESTADUAL N. 2.152/2000). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 856861 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 25/06/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-154 DIVULG 08-08-2014 PUBLIC 12-08- 2014) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. INCORPORAÇÃO DE VANTAGEM PELO EXERCÍCIO DE FUNÇÃO COMISSIONADA. LEIS ESTADUAIS 1.102/1990, 1.756/1997 e 2.152/2000. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS do estabelecido no artigo 207 da Constituição Federal, rejeitada a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam suscitada pela UFPR. 2. ‘A jurisprudência do e. Superior Tribunal de Justiça é uníssona no sentido de que os servidores públicos aposentados antes do advento da Emenda Constitucional nº 41 têm direito à equiparação de seus proventos com a remuneração estabelecida para os servidores em atividade (RMS 20372, DJ 03/04/2006, p. 372)’. 3. Os juros de mora são devidos desde a citação nos termos do artigo 219 do CPC”. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 687276 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 04/12/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-033 DIVULG 19-02-2013 PUBLIC 20-02- 2013) Entender de modo diverso demandaria a análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. REENQUADRAMENTO FUNCIONAL. INCORPORAÇÃO DE VANTAGENS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL (LEI ESTADUAL N. 2.152/2000). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 856861 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 25/06/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-154 DIVULG 08-08-2014 PUBLIC 12-08- 2014) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. INCORPORAÇÃO DE VANTAGEM PELO EXERCÍCIO DE FUNÇÃO COMISSIONADA. LEIS ESTADUAIS 1.102/1990, 1.756/1997 e 2.152/2000. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 886346 AGR / MS SÚMULA 280/STF. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5º, XXXVI, E 37, X, XIII E XV, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA AO ART. 2º DA CF/88: INOCORRÊNCIA. INOVAÇÃO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.11.2009. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. A alegada violação dos arts. 25, 39 e 93, IX, da lei Maior não foi arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo regimental. Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI 832900 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, julgado em 18/06/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-148 DIVULG 31-07-2013 PUBLIC 01-08-2013) Inaplicável, por seu turno, o enunciado da Súmula 343/STF, ausente decisão rescindenda baseada em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS SÚMULA 280/STF. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5º, XXXVI, E 37, X, XIII E XV, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA AO ART. 2º DA CF/88: INOCORRÊNCIA. INOVAÇÃO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.11.2009. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. A alegada violação dos arts. 25, 39 e 93, IX, da lei Maior não foi arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo regimental. Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI 832900 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, julgado em 18/06/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-148 DIVULG 31-07-2013 PUBLIC 01-08-2013) Inaplicável, por seu turno, o enunciado da Súmula 343/STF, ausente decisão rescindenda baseada em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ARLENE BARBOZA VILELA ADV.(A/S) : ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL - FCMS AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268684 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ARLENE BARBOZA VILELA ADV.(A/S) : ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL - FCMS AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268684 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9278595
2015-08-18T00:00:00
2015-09-01T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. FUNÇÃO COMISSIONADA INCORPORADA. REAJUSTE. EQUIVALÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 16.4.2014. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Óbice da Súmula 280 do STF. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur317441
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, ESTABILIDADE FINANCEIRA) RE 687276 AgR (1ªT), ARE 869569 AgR (2ªT). (SERVIDOR PÚBLICO, INCORPORAÇÃO DE VANTAGENS) AI 856861 AgR (2ªT), AI 832900 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 11/09/2015, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
886346
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-002152 ANO-2000\n LEI ORDINÁRIA, MS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 886346 AgR
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AGTE.(S) : ARLENE BARBOZA VILELA ADV.(A/S) : ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL - FCMS AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
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Ementa e Acórdão 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ARLENE BARBOZA VILELA ADV.(A/S) :ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDACAO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL - FCMS AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. FUNÇÃO COMISSIONADA INCORPORADA. REAJUSTE. EQUIVALÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 16.4.2014. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202927. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 886346 AGR / MS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de agosto de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202927. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de agosto de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ARLENE BARBOZA VILELA ADV.(A/S) :ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDACAO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL - FCMS AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Arlene Barboza Vilela. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Afirma inexistente identidade entre o presente caso e o Recurso Extraordinário 563.968-RG. Relata que “(...) o caso em tela trata do recebimento de adicionais por incorporação de cargo ou função que foram majorados proporcionalmente por lei (Lei Estadual 2.152/2000 que deu nova denominação aos cargos como o DGA-1 até o DGA-7) ignorando, no entanto, o servidor que já havia trabalhado e incorporado determinado cargo/função (...)”. Alega possuir direito à “(...) equivalência do valor do vencimento do cargo em comissão incorporado com o do atual dos servidores do Estado (...)”. Sustenta incabível a ação rescisória ante o óbice da Súmula 343 desta Suprema Corte. Insiste na afronta aos arts. 5..., XXXVI, e 37, XII, XIV e XV, da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AÇÃO RESCISÓRIA - PRELIMINAR DE FALTA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202928. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ARLENE BARBOZA VILELA ADV.(A/S) :ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDACAO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL - FCMS AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Arlene Barboza Vilela. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Afirma inexistente identidade entre o presente caso e o Recurso Extraordinário 563.968-RG. Relata que “(...) o caso em tela trata do recebimento de adicionais por incorporação de cargo ou função que foram majorados proporcionalmente por lei (Lei Estadual 2.152/2000 que deu nova denominação aos cargos como o DGA-1 até o DGA-7) ignorando, no entanto, o servidor que já havia trabalhado e incorporado determinado cargo/função (...)”. Alega possuir direito à “(...) equivalência do valor do vencimento do cargo em comissão incorporado com o do atual dos servidores do Estado (...)”. Sustenta incabível a ação rescisória ante o óbice da Súmula 343 desta Suprema Corte. Insiste na afronta aos arts. 5..., XXXVI, e 37, XII, XIV e XV, da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AÇÃO RESCISÓRIA - PRELIMINAR DE FALTA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 886346 AGR / MS INTERESSE DE AGIR AFASTADA - ART. 485, V DO Código de Processo Civil – QUESTÃO DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. 1.Para que o pedido rescisório fundado no artigo 485, V, do Código de Processo Civil, seja julgado procedente, é necessário que a violação à literal disposição de lei seja direta, entendida no sentido de ser a decisão adotada contra a literalidade da norma jurídica, e não deduzida a partir de interpretações possíveis, restritivas ou extensivas, ou mesmo por integração analógica, ex vi, inclusive, da Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal, que estabelece que "não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais." 2. Em se tratando, contudo, de violação à literal disposição da Constituição Federal (no caso, artigos 37, § 4... e 93, IX), não é aplicável a Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal nas ações rescisórias versando sobre matéria constitucional, como já vem sendo iterativamente decidido pelo Supremo Tribunal Federal (Edcl no AgRg no Recurso Extraordinário 328.812/AM, Rel. Min. Gilmar Mendes e AR 1.527-RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Preliminar de falta de interesse de agir afastada. AÇÃO RESCISÓRIA – FUNCIONÁRIO PÚBLICO - ESTABILIDADE FINANCEIRA - INCORPORAÇÃO DE VANTAGEM DECORRENTE DO EXERCÍCIO DE CARGO OU FUNÇÃO EM COMISSÃO - AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO - VANTAGEM PESSOAL QUE NÃO MANTÉM VINCULAÇÃO COM O CARGO OUTRORA EXERCIDO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO 563.965/RN, EM REGIME DE REPERCUSSÃO GERAL - VIOLAÇÃO DE LITERAL DISPOSIÇÃO DOS ARTIGOS 5..., XXXVI, 37, XII, XIV e XV DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – PEDIDO RESCISÓRIO JULGADO PROCEDENTE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento de que a vantagem incorporada pelo servidor público em decorrência do exercício de cargo ou função comissionada tem natureza de vantagem pessoal, não mantendo qualquer tipo de vinculação com o cargo cujo exercício originou a vantagem, passando a quantia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202928. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS INTERESSE DE AGIR AFASTADA - ART. 485, V DO Código de Processo Civil – QUESTÃO DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. 1.Para que o pedido rescisório fundado no artigo 485, V, do Código de Processo Civil, seja julgado procedente, é necessário que a violação à literal disposição de lei seja direta, entendida no sentido de ser a decisão adotada contra a literalidade da norma jurídica, e não deduzida a partir de interpretações possíveis, restritivas ou extensivas, ou mesmo por integração analógica, ex vi, inclusive, da Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal, que estabelece que "não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais." 2. Em se tratando, contudo, de violação à literal disposição da Constituição Federal (no caso, artigos 37, § 4... e 93, IX), não é aplicável a Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal nas ações rescisórias versando sobre matéria constitucional, como já vem sendo iterativamente decidido pelo Supremo Tribunal Federal (Edcl no AgRg no Recurso Extraordinário 328.812/AM, Rel. Min. Gilmar Mendes e AR 1.527-RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Preliminar de falta de interesse de agir afastada. AÇÃO RESCISÓRIA – FUNCIONÁRIO PÚBLICO - ESTABILIDADE FINANCEIRA - INCORPORAÇÃO DE VANTAGEM DECORRENTE DO EXERCÍCIO DE CARGO OU FUNÇÃO EM COMISSÃO - AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO - VANTAGEM PESSOAL QUE NÃO MANTÉM VINCULAÇÃO COM O CARGO OUTRORA EXERCIDO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO 563.965/RN, EM REGIME DE REPERCUSSÃO GERAL - VIOLAÇÃO DE LITERAL DISPOSIÇÃO DOS ARTIGOS 5..., XXXVI, 37, XII, XIV e XV DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – PEDIDO RESCISÓRIO JULGADO PROCEDENTE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento de que a vantagem incorporada pelo servidor público em decorrência do exercício de cargo ou função comissionada tem natureza de vantagem pessoal, não mantendo qualquer tipo de vinculação com o cargo cujo exercício originou a vantagem, passando a quantia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 886346 AGR / MS correspondente a ser reajustada segundo os critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo. Recurso Extraordinário 563.965/RN. 2. Pedido rescisório julgado procedente por ofensa à literal disposição dos artigos 5..., XXXVI, 37, XII, XIV e XV da Constituição Federal.” Acórdão recorrido publicado em 16.4.2014. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202928. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS correspondente a ser reajustada segundo os critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo. Recurso Extraordinário 563.965/RN. 2. Pedido rescisório julgado procedente por ofensa à literal disposição dos artigos 5..., XXXVI, 37, XII, XIV e XV da Constituição Federal.” Acórdão recorrido publicado em 16.4.2014. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXVI, e 37, XII, XIV e XV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Estabilidade financeira. Manutenção da forma de composição da remuneração. Impossibilidade. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 1. É pacífica a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXVI, e 37, XII, XIV e XV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Estabilidade financeira. Manutenção da forma de composição da remuneração. Impossibilidade. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 1. É pacífica a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 886346 AGR / MS jurisprudência da Corte no sentido de que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. É possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma de calcular gratificação incorporada pelo servidor em razão de ter ocupado função/cargo comissionado, submetendo-a aos índices gerais de revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 752.073- AgR/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.10.2014) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Estabilidade financeira. Manutenção da forma de composição da remuneração ou proventos. Impossibilidade. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Restituição de valores pagos pela Administração a beneficiário de boa-fé. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. É possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma de calcular gratificação que foi incorporada pelo servidor, submetendo-a aos índices gerais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS jurisprudência da Corte no sentido de que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. É possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma de calcular gratificação incorporada pelo servidor em razão de ter ocupado função/cargo comissionado, submetendo-a aos índices gerais de revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 752.073- AgR/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.10.2014) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Estabilidade financeira. Manutenção da forma de composição da remuneração ou proventos. Impossibilidade. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Restituição de valores pagos pela Administração a beneficiário de boa-fé. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. É possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma de calcular gratificação que foi incorporada pelo servidor, submetendo-a aos índices gerais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 886346 AGR / MS de revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional. 3. O Plenário da Corte, no exame do AI n 841.473/RS, Relator o Ministro Cezar Peluso, reconheceu a ausência de repercussão geral do tema relativo à “restituição de valores pagos indevidamente pela Administração Pública à beneficiário de boa-fé”. 4. Agravo regimental não provido.”(ARE 869569 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 26/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-128 DIVULG 30-06-2015 PUBLIC 01-07- 2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. GRATIFICAÇÃO INCORPORADA. REESTRUTURAÇÃO DOS CARGOS POR LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE. ESTABILIDADE FINANCEIRA. DIREITO À PERMANÊNCIA DO REGIME LEGAL DE REAJUSTE DE VANTAGEM. INEXISTÊNCIA. 1. A estabilidade financeira garante ao servidor efetivo, após certo tempo de exercício de cargo em comissão ou assemelhado, a continuidade da percepção da diferença entre os vencimentos desse cargo e o do seu cargo efetivo. 2. O reajuste futuro desse benefício, uma vez desvinculado dos vencimentos do cargo em comissão que ensejou a sua incorporação, obedece aos critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo. (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 226.462/SC Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 25.5.01; Recurso Extraordinário n. 563.965/RN, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Plenário, DJ de 20.3.09; Recurso Extraordinário n. 600.856, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14.12.10; Recurso Extraordinário n. 603.890, Relator o Ministro Dias Tofolli, DJe de 01.08.11; Recurso Extraordinário n. 594.958-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 07.10.11, entre outros). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. LEGITIMIDADE. PROVENTOS. REAJUSTES. APOSENTADORIA ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL n 41. EQUIPARAÇÃO DOS APOSENTADOS AOS ATIVOS. JUROS DE MORA. 1. Em razão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS de revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional. 3. O Plenário da Corte, no exame do AI n 841.473/RS, Relator o Ministro Cezar Peluso, reconheceu a ausência de repercussão geral do tema relativo à “restituição de valores pagos indevidamente pela Administração Pública à beneficiário de boa-fé”. 4. Agravo regimental não provido.”(ARE 869569 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 26/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-128 DIVULG 30-06-2015 PUBLIC 01-07- 2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. GRATIFICAÇÃO INCORPORADA. REESTRUTURAÇÃO DOS CARGOS POR LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE. ESTABILIDADE FINANCEIRA. DIREITO À PERMANÊNCIA DO REGIME LEGAL DE REAJUSTE DE VANTAGEM. INEXISTÊNCIA. 1. A estabilidade financeira garante ao servidor efetivo, após certo tempo de exercício de cargo em comissão ou assemelhado, a continuidade da percepção da diferença entre os vencimentos desse cargo e o do seu cargo efetivo. 2. O reajuste futuro desse benefício, uma vez desvinculado dos vencimentos do cargo em comissão que ensejou a sua incorporação, obedece aos critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo. (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 226.462/SC Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 25.5.01; Recurso Extraordinário n. 563.965/RN, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Plenário, DJ de 20.3.09; Recurso Extraordinário n. 600.856, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14.12.10; Recurso Extraordinário n. 603.890, Relator o Ministro Dias Tofolli, DJe de 01.08.11; Recurso Extraordinário n. 594.958-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 07.10.11, entre outros). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. LEGITIMIDADE. PROVENTOS. REAJUSTES. APOSENTADORIA ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL n 41. EQUIPARAÇÃO DOS APOSENTADOS AOS ATIVOS. JUROS DE MORA. 1. Em razão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 886346 AGR / MS do estabelecido no artigo 207 da Constituição Federal, rejeitada a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam suscitada pela UFPR. 2. ‘A jurisprudência do e. Superior Tribunal de Justiça é uníssona no sentido de que os servidores públicos aposentados antes do advento da Emenda Constitucional n 41 têm direito à equiparação de seus proventos com a remuneração estabelecida para os servidores em atividade (RMS 20372, DJ 03/04/2006, p. 372)’. 3. Os juros de mora são devidos desde a citação nos termos do artigo 219 do Código de Processo Civil”. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 687276 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 04/12/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-033 DIVULG 19-02-2013 PUBLIC 20-02- 2013) Entender de modo diverso demandaria a análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. REENQUADRAMENTO FUNCIONAL. INCORPORAÇÃO DE VANTAGENS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL (LEI ESTADUAL N. 2.152/2000). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 856861 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 25/06/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-154 DIVULG 08-08-2014 PUBLIC 12-08- 2014) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. INCORPORAÇÃO DE VANTAGEM PELO EXERCÍCIO DE FUNÇÃO COMISSIONADA. LEIS ESTADUAIS 1.102/1990, 1.756/1997 e 2.152/2000. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS do estabelecido no artigo 207 da Constituição Federal, rejeitada a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam suscitada pela UFPR. 2. ‘A jurisprudência do e. Superior Tribunal de Justiça é uníssona no sentido de que os servidores públicos aposentados antes do advento da Emenda Constitucional n 41 têm direito à equiparação de seus proventos com a remuneração estabelecida para os servidores em atividade (RMS 20372, DJ 03/04/2006, p. 372)’. 3. Os juros de mora são devidos desde a citação nos termos do artigo 219 do Código de Processo Civil”. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 687276 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 04/12/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-033 DIVULG 19-02-2013 PUBLIC 20-02- 2013) Entender de modo diverso demandaria a análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. REENQUADRAMENTO FUNCIONAL. INCORPORAÇÃO DE VANTAGENS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL (LEI ESTADUAL N. 2.152/2000). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 856861 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 25/06/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-154 DIVULG 08-08-2014 PUBLIC 12-08- 2014) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. INCORPORAÇÃO DE VANTAGEM PELO EXERCÍCIO DE FUNÇÃO COMISSIONADA. LEIS ESTADUAIS 1.102/1990, 1.756/1997 e 2.152/2000. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 886346 AGR / MS SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5..., XXXVI, E 37, X, XIII E XV, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA AO ART. 2... DA Constituição Federal de 1988/88: INOCORRÊNCIA. INOVAÇÃO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.11.2009. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. A alegada violação dos arts. 25, 39 e 93, IX, da lei Maior não foi arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo regimental. Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI 832900 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, julgado em 18/06/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-148 DIVULG 31-07-2013 PUBLIC 01-08-2013) Inaplicável, por seu turno, o enunciado da Súmula 343/Supremo Tribunal Federal, ausente decisão rescindenda baseada em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Supremo Tribunal Federal ARE 886346 AGR / MS SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5..., XXXVI, E 37, X, XIII E XV, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA AO ART. 2... DA Constituição Federal de 1988/88: INOCORRÊNCIA. INOVAÇÃO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.11.2009. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. A alegada violação dos arts. 25, 39 e 93, IX, da lei Maior não foi arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo regimental. Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI 832900 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, julgado em 18/06/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-148 DIVULG 31-07-2013 PUBLIC 01-08-2013) Inaplicável, por seu turno, o enunciado da Súmula 343/Supremo Tribunal Federal, ausente decisão rescindenda baseada em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9202929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ARLENE BARBOZA VILELA ADV.(A/S) : ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL - FCMS AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268684 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 886.346 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ARLENE BARBOZA VILELA ADV.(A/S) : ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL - FCMS AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268684 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 886346 AGR / MS", "AGRAVO 886 . 346", "Recurso Extraordinário 563 . 968 - RG", "Súmula 343 desta Suprema Corte", "Recurso Extraordinário 563 . 968 - RG", "Súmula 343 desta Suprema Corte", "ARE 886346 AGR / MS", "Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal", "Edcl no AgRg no Recurso Extraordinário 328 . 812 / AM", "AR 1 . 527 - RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 563 . 965 / RN", "ARE 886346 AGR / MS", "Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal", "Edcl no AgRg no Recurso Extraordinário 328 . 812 / AM", "AR 1 . 527 - RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 563 . 965 / RN", "ARE 886346 AGR / MS", "Recurso Extraordinário 563 . 965 / RN", "ARE 886346 AGR / MS", "Recurso Extraordinário 563 . 965 / RN", "Recurso Extraordinário 752 . 073 - AgR / MS", "ARE 886346 AGR / MS", "Recurso Extraordinário 752 . 073 - AgR / MS", "AI n 841 . 473 / RS", "ARE 869569 AgR", "Recurso Extraordinário n . 226 . 462 / SC", "Recurso Extraordinário n . 563 . 965 / RN", "Recurso Extraordinário n . 600 . 856", "Recurso Extraordinário n . 603 . 890", "Recurso Extraordinário n . 594 . 958 - AgR", "ARE 886346 AGR / MS", "AI n 841 . 473 / RS", "ARE 869569 AgR", "Recurso Extraordinário n . 226 . 462 / SC", "Recurso Extraordinário n . 563 . 965 / RN", "Recurso Extraordinário n . 600 . 856", "Recurso Extraordinário n . 603 . 890", "Recurso Extraordinário n . 594 . 958 - AgR", "Recurso Extraordinário 687276 AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 856861 AgR", "ARE 886346 AGR / MS", "Recurso Extraordinário 687276 AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 856861 AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 832900 AgR", "Súmula 343 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 886346 AGR / MS", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 832900 AgR", "Súmula 343 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei Estadual 2 . 152 / 2000", "arts . 5 . . . , XXXVI , e 37 , XII , XIV e XV , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei Estadual 2 . 152 / 2000", "arts . 5 . . . , XXXVI , e 37 , XII , XIV e XV , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 485 , V DO Código de Processo Civil", "artigo 485 , V , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "ARTIGOS 5 . . . , XXXVI , 37 , XII , XIV e XV DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 485 , V DO Código de Processo Civil", "artigo 485 , V , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "ARTIGOS 5 . . . , XXXVI , 37 , XII , XIV e XV DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , XXXVI , 37 , XII , XIV e XV da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , XXXVI , 37 , XII , XIV e XV da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXVI , e 37 , XII , XIV e XV , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXVI , e 37 , XII , XIV e XV , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EMENDA", "Medida Provisória", "artigo 207 da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 41", "artigo 219 do Código de Processo Civil", "LEI ESTADUAL N . 2 . 152 / 2000", "LEIS ESTADUAIS 1 . 102 / 1990", "1", ".", "756", "/", "1997", "2", ".", "152", "/", "2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 207 da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 41", "artigo 219 do Código de Processo Civil", "LEI ESTADUAL N . 2 . 152 / 2000", "LEIS ESTADUAIS 1 . 102 / 1990", "1", ".", "756", "/", "1997", "2", ".", "152", "/", "2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 5 . . . , XXXVI , E 37 , X , XIII E XV , DA LEI MAIOR", "ART . 2 . . . 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Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOÃO BATISTA JÚNIOR INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 02227620065) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EX- JUIZ CLASSISTA. RESSARCIMENTO DE VALORES RECEBIDOS REFERENTES A FÉRIAS CONCEDIDAS INDEVIDAMENTE. DECADÊNCIA EM RELAÇÃO À DEVOLUÇÃO DOS VALORES PERCEBIDOS ATÉ 01/2001. EM RELAÇÃO ÀS DEMAIS PARCELAS, CONSTATAÇÃO DE EVIDENTE BOA-FÉ DO IMPETRANTE, DA INTERPRETAÇÃO ERRÔNEA DA LEI E DO CARÁTER ALIMENTÍCIO DOS VALORES PERCEBIDOS. NÃO DEMONSTRAÇÃO, PELA RECORRENTE, DE INEXISTÊNCIA DE DÚVIDA RAZOÁVEL EM RELAÇÃO À MATÉRIA TRATADA NO MANDADO DE SEGURANÇA. GOZO DAS FÉRIAS CONFORME REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO VIGENTE À ÉPOCA. DEVOLUÇÃO DOS VALORES CONSISTE EM OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA E PROTEÇÃO DA CONFIANÇA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. As férias concedidas de forma indevida foram gozadas na forma prevista no regimento interno do TRT 15ª Região vigente à época. 2. Os valores cuja devolução foi determinada pelo TCU referem-se ao período de 21/5/1999 a 20/12/2004. Quanto às parcelas percebidas antes de 01/2001, o lapso temporal entre a data de recebimento destas pelo impetrante e a data de 05/1/2006, quando obteve ciência sobre a decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400688. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão MS 27467 AGR / DF do TCU que, primeiramente, determinou a devolução dos valores, é superior aos cinco anos previstos no art. 54 da Lei nº 9.784/1999. 4. Em relação às demais parcelas, ou seja, posteriores a 01/2001, constatei a presença dos requisitos da boa-fé do impetrante, aliado à ocorrência de errônea interpretação da Lei e ao caráter alimentício dos valores percebidos 5. Ademais, não houve demonstração, pela recorrente, que a matéria tratada no presente mandado de segurança, qual seja, o direito a férias de 60 dias para juízes classistas, resta pacificada nesta Corte. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400688. Supremo Tribunal Federal MS 27467 AGR / DF do TCU que, primeiramente, determinou a devolução dos valores, é superior aos cinco anos previstos no art. 54 da Lei nº 9.784/1999. 4. Em relação às demais parcelas, ou seja, posteriores a 01/2001, constatei a presença dos requisitos da boa-fé do impetrante, aliado à ocorrência de errônea interpretação da Lei e ao caráter alimentício dos valores percebidos 5. Ademais, não houve demonstração, pela recorrente, que a matéria tratada no presente mandado de segurança, qual seja, o direito a férias de 60 dias para juízes classistas, resta pacificada nesta Corte. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400688. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOÃO BATISTA JÚNIOR INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 02227620065) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto pela UNIÃO, contra decisão que prolatei, assim ementada: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EX-JUIZ CLASSISTA. RESSARCIMENTO DE VALORES RECEBIDOS REFERENTE A FÉRIAS CONCEDIDAS INDEVIDAMENTE. CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. SEGURANÇA CONCEDIDA.” Inconformada com a referida decisão, a União sustenta que não há dúvida razoável sobre a interpretação do tema, bem como a hipótese de erro escusável da Administração. Alega, ainda, que não incide o prazo decadencial no caso e que há imprescritibilidade de ressarcimento ao erário. Com base nisso, postula o provimento do agravo regimental e a denegação da ordem. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400689. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOÃO BATISTA JÚNIOR INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 02227620065) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto pela UNIÃO, contra decisão que prolatei, assim ementada: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EX-JUIZ CLASSISTA. RESSARCIMENTO DE VALORES RECEBIDOS REFERENTE A FÉRIAS CONCEDIDAS INDEVIDAMENTE. CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. SEGURANÇA CONCEDIDA.” Inconformada com a referida decisão, a União sustenta que não há dúvida razoável sobre a interpretação do tema, bem como a hipótese de erro escusável da Administração. Alega, ainda, que não incide o prazo decadencial no caso e que há imprescritibilidade de ressarcimento ao erário. Com base nisso, postula o provimento do agravo regimental e a denegação da ordem. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400689. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Primeiramente, ressalto os marcos temporais relacionados ao caso presente. Os valores referentes à concessão indevida das férias ao Impetrante foram percebidos no período de 21/5/1999 a 20/12/2004. Em 05/01/2006, o impetrante tomou ciência da necessidade de devolução desses valores em decorrência de determinação do Acórdão nº 1.477/2005, observado o ofício nº 004/2006 (fls.20). Posteriormente, foi proferido o Acórdão nº 2.038/2008 do TCU, impugnado pelo presente mandamus, em Tomadas de Contas Especial, na sessão do dia 24/6/2008, reafirmando a ilegalidade da concessão de férias e a necessidade de devolução dos valores mencionados. Quanto às parcelas recebidas antes de janeiro de 2001, registro que o lapso temporal entre a data de recebimento destas pelo impetrante e a data de sua ciência sobre a obrigação de ressarcimento é superior aos cinco anos previstos no art. 54 da Lei nº 9.784/1999. Em relação às demais parcelas, ou seja, posteriores a janeiro de 2001, tem-se que os requisitos para a concessão da segurança encontram-se presentes, uma vez que restou evidente a boa-fé do impetrante no recebimento dos valores referentes às férias concedidas indevidamente, a ocorrência de errônea interpretação da lei, o caráter alimentício dos valores percebidos. Além disso, não houve demonstração, pela recorrente, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400690. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Primeiramente, ressalto os marcos temporais relacionados ao caso presente. Os valores referentes à concessão indevida das férias ao Impetrante foram percebidos no período de 21/5/1999 a 20/12/2004. Em 05/01/2006, o impetrante tomou ciência da necessidade de devolução desses valores em decorrência de determinação do Acórdão nº 1.477/2005, observado o ofício nº 004/2006 (fls.20). Posteriormente, foi proferido o Acórdão nº 2.038/2008 do TCU, impugnado pelo presente mandamus, em Tomadas de Contas Especial, na sessão do dia 24/6/2008, reafirmando a ilegalidade da concessão de férias e a necessidade de devolução dos valores mencionados. Quanto às parcelas recebidas antes de janeiro de 2001, registro que o lapso temporal entre a data de recebimento destas pelo impetrante e a data de sua ciência sobre a obrigação de ressarcimento é superior aos cinco anos previstos no art. 54 da Lei nº 9.784/1999. Em relação às demais parcelas, ou seja, posteriores a janeiro de 2001, tem-se que os requisitos para a concessão da segurança encontram-se presentes, uma vez que restou evidente a boa-fé do impetrante no recebimento dos valores referentes às férias concedidas indevidamente, a ocorrência de errônea interpretação da lei, o caráter alimentício dos valores percebidos. Além disso, não houve demonstração, pela recorrente, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 27467 AGR / DF que a matéria tratada no presente mandado de segurança, qual seja o direito a férias de 60 dias para juízes classistas, restasse pacificada nesta Corte, visto que os precedentes citados no agravo da União tratam de outras vantagens. Ademais, entendo que as férias foram gozadas na forma prevista no regimento interno do TRT 15º Região vigente à época, porquanto a concessão foi realizada pela própria administração do TRT 15ª Região, sem que houvesse qualquer participação do impetrante no procedimento. Por fim, conforme consignado na decisão ora questionada, verifico que a determinação do TCU ofende o princípio da segurança jurídica e a proteção da confiança. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400690. Supremo Tribunal Federal MS 27467 AGR / DF que a matéria tratada no presente mandado de segurança, qual seja o direito a férias de 60 dias para juízes classistas, restasse pacificada nesta Corte, visto que os precedentes citados no agravo da União tratam de outras vantagens. Ademais, entendo que as férias foram gozadas na forma prevista no regimento interno do TRT 15º Região vigente à época, porquanto a concessão foi realizada pela própria administração do TRT 15ª Região, sem que houvesse qualquer participação do impetrante no procedimento. Por fim, conforme consignado na decisão ora questionada, verifico que a determinação do TCU ofende o princípio da segurança jurídica e a proteção da confiança. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estou a divergir também no primeiro. A matéria é idêntica mesmo no recebimento de boa- fé, ilegítimo, há de haver a devolução pelo servidor. Estou a prover o agravo regimental, que é da União. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9440905. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estou a divergir também no primeiro. A matéria é idêntica mesmo no recebimento de boa- fé, ilegítimo, há de haver a devolução pelo servidor. Estou a prover o agravo regimental, que é da União. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9440905. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA JÚNIOR INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 02227620065) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412799 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA JÚNIOR INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 02227620065) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412799 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9465864
2015-09-08T00:00:00
2015-09-28T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EX-JUIZ CLASSISTA. RESSARCIMENTO DE VALORES RECEBIDOS REFERENTES A FÉRIAS CONCEDIDAS INDEVIDAMENTE. DECADÊNCIA EM RELAÇÃO À DEVOLUÇÃO DOS VALORES PERCEBIDOS ATÉ 01/2001. EM RELAÇÃO ÀS DEMAIS PARCELAS, CONSTATAÇÃO DE EVIDENTE BOA-FÉ DO IMPETRANTE, DA INTERPRETAÇÃO ERRÔNEA DA LEI E DO CARÁTER ALIMENTÍCIO DOS VALORES PERCEBIDOS. NÃO DEMONSTRAÇÃO, PELA RECORRENTE, DE INEXISTÊNCIA DE DÚVIDA RAZOÁVEL EM RELAÇÃO À MATÉRIA TRATADA NO MANDADO DE SEGURANÇA. GOZO DAS FÉRIAS CONFORME REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO VIGENTE À ÉPOCA. DEVOLUÇÃO DOS VALORES CONSISTE EM OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA E PROTEÇÃO DA CONFIANÇA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. As férias concedidas de forma indevida foram gozadas na forma prevista no regimento interno do TRT 15ª Região vigente à época. 2. Os valores cuja devolução foi determinada pelo TCU referem-se ao período de 21/5/1999 a 20/12/2004. Quanto às parcelas percebidas antes de 01/2001, o lapso temporal entre a data de recebimento destas pelo impetrante e a data de 05/1/2006, quando obteve ciência sobre a decisão do TCU que, primeiramente, determinou a devolução dos valores, é superior aos cinco anos previstos no art. 54 da Lei nº 9.784/1999. 4. Em relação às demais parcelas, ou seja, posteriores a 01/2001, constatei a presença dos requisitos da boa-fé do impetrante, aliado à ocorrência de errônea interpretação da Lei e ao caráter alimentício dos valores percebidos 5. Ademais, não houve demonstração, pela recorrente, que a matéria tratada no presente mandado de segurança, qual seja, o direito a férias de 60 dias para juízes classistas, resta pacificada nesta Corte. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur321960
Número de páginas: 7. Análise: 07/10/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
27467
[ "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO" ]
MS-AgR
acordaos
MS 27467 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA JÚNIOR INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 02227620065) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOÃO BATISTA JÚNIOR INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC n 02227620065) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EX- JUIZ CLASSISTA. RESSARCIMENTO DE VALORES RECEBIDOS REFERENTES A FÉRIAS CONCEDIDAS INDEVIDAMENTE. DECADÊNCIA EM RELAÇÃO À DEVOLUÇÃO DOS VALORES PERCEBIDOS ATÉ 01/2001. EM RELAÇÃO ÀS DEMAIS PARCELAS, CONSTATAÇÃO DE EVIDENTE BOA-FÉ DO IMPETRANTE, DA INTERPRETAÇÃO ERRÔNEA DA LEI E DO CARÁTER ALIMENTÍCIO DOS VALORES PERCEBIDOS. NÃO DEMONSTRAÇÃO, PELA RECORRENTE, DE INEXISTÊNCIA DE DÚVIDA RAZOÁVEL EM RELAÇÃO À MATÉRIA TRATADA NO MANDADO DE SEGURANÇA. GOZO DAS FÉRIAS CONFORME REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO VIGENTE À ÉPOCA. DEVOLUÇÃO DOS VALORES CONSISTE EM OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA E PROTEÇÃO DA CONFIANÇA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. As férias concedidas de forma indevida foram gozadas na forma prevista no regimento interno do TRT 15... Região vigente à época. 2. Os valores cuja devolução foi determinada pelo TCU referem-se ao período de 21/5/1999 a 20/12/2004. Quanto às parcelas percebidas antes de 01/2001, o lapso temporal entre a data de recebimento destas pelo impetrante e a data de 05/1/2006, quando obteve ciência sobre a decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400688. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão MS 27467 AGR / DF do TCU que, primeiramente, determinou a devolução dos valores, é superior aos cinco anos previstos no art. 54 da Lei n 9.784/1999. 4. Em relação às demais parcelas, ou seja, posteriores a 01/2001, constatei a presença dos requisitos da boa-fé do impetrante, aliado à ocorrência de errônea interpretação da Lei e ao caráter alimentício dos valores percebidos 5. Ademais, não houve demonstração, pela recorrente, que a matéria tratada no presente mandado de segurança, qual seja, o direito a férias de 60 dias para juízes classistas, resta pacificada nesta Corte. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400688. Supremo Tribunal Federal MS 27467 AGR / DF do TCU que, primeiramente, determinou a devolução dos valores, é superior aos cinco anos previstos no art. 54 da Lei n 9.784/1999. 4. Em relação às demais parcelas, ou seja, posteriores a 01/2001, constatei a presença dos requisitos da boa-fé do impetrante, aliado à ocorrência de errônea interpretação da Lei e ao caráter alimentício dos valores percebidos 5. Ademais, não houve demonstração, pela recorrente, que a matéria tratada no presente mandado de segurança, qual seja, o direito a férias de 60 dias para juízes classistas, resta pacificada nesta Corte. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400688. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOÃO BATISTA JÚNIOR INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC n 02227620065) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto pela UNIÃO, contra decisão que prolatei, assim ementada: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EX-JUIZ CLASSISTA. RESSARCIMENTO DE VALORES RECEBIDOS REFERENTE A FÉRIAS CONCEDIDAS INDEVIDAMENTE. CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. SEGURANÇA CONCEDIDA.” Inconformada com a referida decisão, a União sustenta que não há dúvida razoável sobre a interpretação do tema, bem como a hipótese de erro escusável da Administração. Alega, ainda, que não incide o prazo decadencial no caso e que há imprescritibilidade de ressarcimento ao erário. Com base nisso, postula o provimento do agravo regimental e a denegação da ordem. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400689. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOÃO BATISTA JÚNIOR INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC n 02227620065) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto pela UNIÃO, contra decisão que prolatei, assim ementada: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EX-JUIZ CLASSISTA. RESSARCIMENTO DE VALORES RECEBIDOS REFERENTE A FÉRIAS CONCEDIDAS INDEVIDAMENTE. CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. SEGURANÇA CONCEDIDA.” Inconformada com a referida decisão, a União sustenta que não há dúvida razoável sobre a interpretação do tema, bem como a hipótese de erro escusável da Administração. Alega, ainda, que não incide o prazo decadencial no caso e que há imprescritibilidade de ressarcimento ao erário. Com base nisso, postula o provimento do agravo regimental e a denegação da ordem. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400689. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Primeiramente, ressalto os marcos temporais relacionados ao caso presente. Os valores referentes à concessão indevida das férias ao Impetrante foram percebidos no período de 21/5/1999 a 20/12/2004. Em 05/01/2006, o impetrante tomou ciência da necessidade de devolução desses valores em decorrência de determinação do Acórdão n 1.477/2005, observado o ofício n 004/2006 (fls.20). Posteriormente, foi proferido o Acórdão n 2.038/2008 do TCU, impugnado pelo presente mandamus, em Tomadas de Contas Especial, na sessão do dia 24/6/2008, reafirmando a ilegalidade da concessão de férias e a necessidade de devolução dos valores mencionados. Quanto às parcelas recebidas antes de janeiro de 2001, registro que o lapso temporal entre a data de recebimento destas pelo impetrante e a data de sua ciência sobre a obrigação de ressarcimento é superior aos cinco anos previstos no art. 54 da Lei n 9.784/1999. Em relação às demais parcelas, ou seja, posteriores a janeiro de 2001, tem-se que os requisitos para a concessão da segurança encontram-se presentes, uma vez que restou evidente a boa-fé do impetrante no recebimento dos valores referentes às férias concedidas indevidamente, a ocorrência de errônea interpretação da lei, o caráter alimentício dos valores percebidos. Além disso, não houve demonstração, pela recorrente, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400690. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Primeiramente, ressalto os marcos temporais relacionados ao caso presente. Os valores referentes à concessão indevida das férias ao Impetrante foram percebidos no período de 21/5/1999 a 20/12/2004. Em 05/01/2006, o impetrante tomou ciência da necessidade de devolução desses valores em decorrência de determinação do Acórdão n 1.477/2005, observado o ofício n 004/2006 (fls.20). Posteriormente, foi proferido o Acórdão n 2.038/2008 do TCU, impugnado pelo presente mandamus, em Tomadas de Contas Especial, na sessão do dia 24/6/2008, reafirmando a ilegalidade da concessão de férias e a necessidade de devolução dos valores mencionados. Quanto às parcelas recebidas antes de janeiro de 2001, registro que o lapso temporal entre a data de recebimento destas pelo impetrante e a data de sua ciência sobre a obrigação de ressarcimento é superior aos cinco anos previstos no art. 54 da Lei n 9.784/1999. Em relação às demais parcelas, ou seja, posteriores a janeiro de 2001, tem-se que os requisitos para a concessão da segurança encontram-se presentes, uma vez que restou evidente a boa-fé do impetrante no recebimento dos valores referentes às férias concedidas indevidamente, a ocorrência de errônea interpretação da lei, o caráter alimentício dos valores percebidos. Além disso, não houve demonstração, pela recorrente, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 27467 AGR / DF que a matéria tratada no presente mandado de segurança, qual seja o direito a férias de 60 dias para juízes classistas, restasse pacificada nesta Corte, visto que os precedentes citados no agravo da União tratam de outras vantagens. Ademais, entendo que as férias foram gozadas na forma prevista no regimento interno do TRT 15... Região vigente à época, porquanto a concessão foi realizada pela própria administração do TRT 15... Região, sem que houvesse qualquer participação do impetrante no procedimento. Por fim, conforme consignado na decisão ora questionada, verifico que a determinação do TCU ofende o princípio da segurança jurídica e a proteção da confiança. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400690. Supremo Tribunal Federal MS 27467 AGR / DF que a matéria tratada no presente mandado de segurança, qual seja o direito a férias de 60 dias para juízes classistas, restasse pacificada nesta Corte, visto que os precedentes citados no agravo da União tratam de outras vantagens. Ademais, entendo que as férias foram gozadas na forma prevista no regimento interno do TRT 15... Região vigente à época, porquanto a concessão foi realizada pela própria administração do TRT 15... Região, sem que houvesse qualquer participação do impetrante no procedimento. Por fim, conforme consignado na decisão ora questionada, verifico que a determinação do TCU ofende o princípio da segurança jurídica e a proteção da confiança. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estou a divergir também no primeiro. A matéria é idêntica mesmo no recebimento de boa- fé, ilegítimo, há de haver a devolução pelo servidor. Estou a prover o agravo regimental, que é da União. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9440905. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estou a divergir também no primeiro. A matéria é idêntica mesmo no recebimento de boa- fé, ilegítimo, há de haver a devolução pelo servidor. Estou a prover o agravo regimental, que é da União. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9440905. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA JÚNIOR INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC n 02227620065) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412799 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.467 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA JÚNIOR INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC n 02227620065) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412799 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "TC n 02227620065", "MS 27467 AGR / DF do", "MS 27467 AGR / DF do", "TC n 02227620065", "TC n 02227620065", "Acórdão n 1 . 477 / 2005", "Acórdão n 2 . 038 / 2008 do TCU", "Acórdão n 1 . 477 / 2005", "Acórdão n 2 . 038 / 2008 do TCU", "MS 27467", "TC n 02227620065", "TC n 02227620065" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO", "TRT", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "TRT 15 . . . Região", "TRT 15 . . . Região", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "TRT 15 . . . Região", "TRT 15 . . . Região", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA", "JOÃO BATISTA JÚNIOR", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA", "JOÃO BATISTA JÚNIOR", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA", "JOÃO BATISTA JÚNIOR", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA", "JOÃO BATISTA JÚNIOR", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "EDISON LAERCIO DE OLIVEIRA", "JOÃO BATISTA JÚNIOR", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "08", "/", "09", "/", "2015", "01", "/", "2001", "21", "/", "5", "/", "1999", "20", "/", "12", "/", "2004", "01", "/", "2001", "05", "/", "1", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "2001", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "2001", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "21", "/", "5", "/", "1999", "20", "/", "12", "/", "2004", "05", "/", "01", "/", "2006", "24", "/", "6", "/", "2008", "janeiro de 2001", "janeiro de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "21", "/", "5", "/", "1999", "20", "/", "12", "/", "2004", "05", "/", "01", "/", "2006", "24", "/", "6", "/", "2008", "janeiro de 2001", "janeiro de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANA DE ARO HESPANHOL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. COBERTURA DE PLANO DE SAÚDE: IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO, DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291170. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANA DE ARO HESPANHOL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Centro Trasmontano de São Paulo contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais de São Paulo, que manteve a sentença pela qual condenada a Agravante a arcar com os custos de tratamento médico. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. No Recurso Extraordinário n. 578.801, de minha relatoria, este Supremo Tribunal decidiu haver “repercussão geral na questão sobre a aplicação retroativa de leis sobre planos de saúde aos contratos firmados antes da sua vigência, à luz do art. 5º, inc. XXXVI, da Constituição da República” (DJe 31.10.2008). Contudo, não é o caso de se devolverem estes autos à origem para observância da sistemática da repercussão geral (art. 543-B do Código de Processo Civil), por haver outros óbices processuais a impedirem a apreciação do mérito do recurso extraordinário: ‘A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF)’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANA DE ARO HESPANHOL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Centro Trasmontano de São Paulo contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais de São Paulo, que manteve a sentença pela qual condenada a Agravante a arcar com os custos de tratamento médico. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. No Recurso Extraordinário n. 578.801, de minha relatoria, este Supremo Tribunal decidiu haver “repercussão geral na questão sobre a aplicação retroativa de leis sobre planos de saúde aos contratos firmados antes da sua vigência, à luz do art. 5º, inc. XXXVI, da Constituição da República” (DJe 31.10.2008). Contudo, não é o caso de se devolverem estes autos à origem para observância da sistemática da repercussão geral (art. 543-B do Código de Processo Civil), por haver outros óbices processuais a impedirem a apreciação do mérito do recurso extraordinário: ‘A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF)’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 891306 AGR / SP (RE 694.347-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 20.2.2013). ‘Nos termos do art. 323 do RISTF, o exame da repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário somente é viável se não for o caso da negativa de seu seguimento por outras razões. A existência de vícios processuais ou formais que impedem a reforma do acórdão recorrido retiram a utilidade do recurso extraordinário, requisito necessário ao interesse jurídico recursal. A aplicação das Súmulas 279 e 284/STF ao caso prejudica o exame da repercussão geral’ (RE 542.799-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 23.4.2012). 7. Na espécie, o art. 5º, incs. II e XXXVI, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios na Turma Recursal, tampouco tendo sido opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Este Supremo Tribunal assentou exigir-se o prequestionamento, mesmo em matéria de ordem pública: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento’ (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Supremo Tribunal Federal ARE 891306 AGR / SP (RE 694.347-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 20.2.2013). ‘Nos termos do art. 323 do RISTF, o exame da repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário somente é viável se não for o caso da negativa de seu seguimento por outras razões. A existência de vícios processuais ou formais que impedem a reforma do acórdão recorrido retiram a utilidade do recurso extraordinário, requisito necessário ao interesse jurídico recursal. A aplicação das Súmulas 279 e 284/STF ao caso prejudica o exame da repercussão geral’ (RE 542.799-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 23.4.2012). 7. Na espécie, o art. 5º, incs. II e XXXVI, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios na Turma Recursal, tampouco tendo sido opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Este Supremo Tribunal assentou exigir-se o prequestionamento, mesmo em matéria de ordem pública: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento’ (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 891306 AGR / SP A questão constitucional impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 282 do STF. II – Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo regimental improvido’ (AI 633.188-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 31.10.2007). 8. Ressalte-se ter a Turma Recursal assentado estar a doença diagnosticada coberta pelo plano de saúde, ‘não podendo o plano de saúde questionar o procedimento médico prescrito pelo médico da Recorrida e, apresentando a doença diagnosticada cobertura pelo plano de saúde, sendo devida a cobertura para pagamento da prótese, razão pela qual mantenho a sentença recorrida, pelos seus próprios fundamentos, na forma do art. 46 da Lei n. 9.099/95’ (fl. 156). A apreciação do pleito recursal demandaria análise prévia do conjunto fático-probatório constante do processo, do contrato firmado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código de Defesa do Consumidor). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário, conforme dispõem as Súmulas ns. 279 e 454 deste Supremo Tribunal: ‘‘As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. A pretensão do recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/STF: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. A matéria tratada nos autos não traz identidade com a do RE 578.801-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, razão pela qual não incide a sistemática do art. 543-B do CPC. Na hipótese, não houve aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Supremo Tribunal Federal ARE 891306 AGR / SP A questão constitucional impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 282 do STF. II – Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo regimental improvido’ (AI 633.188-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 31.10.2007). 8. Ressalte-se ter a Turma Recursal assentado estar a doença diagnosticada coberta pelo plano de saúde, ‘não podendo o plano de saúde questionar o procedimento médico prescrito pelo médico da Recorrida e, apresentando a doença diagnosticada cobertura pelo plano de saúde, sendo devida a cobertura para pagamento da prótese, razão pela qual mantenho a sentença recorrida, pelos seus próprios fundamentos, na forma do art. 46 da Lei n. 9.099/95’ (fl. 156). A apreciação do pleito recursal demandaria análise prévia do conjunto fático-probatório constante do processo, do contrato firmado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código de Defesa do Consumidor). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário, conforme dispõem as Súmulas ns. 279 e 454 deste Supremo Tribunal: ‘‘As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. A pretensão do recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/STF: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. A matéria tratada nos autos não traz identidade com a do RE 578.801-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, razão pela qual não incide a sistemática do art. 543-B do CPC. Na hipótese, não houve aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 891306 AGR / SP contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido’ (RE 640.404-AgR-segundo, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 6.3.2014). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA CONTRATUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 767.233-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.11.2013). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 216-221). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, Centro Trasmontano de São Paulo interpõe, em 12.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “a questão sub judice não lastreia com reexame de cláusulas contratuais, mas sim com a nítida violação ao ato jurídico perfeito, norteado pelo artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição da República Federativa do Brasil, sendo amplamente demonstrado e provado nos autos” (fl. 228). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Supremo Tribunal Federal ARE 891306 AGR / SP contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido’ (RE 640.404-AgR-segundo, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 6.3.2014). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA CONTRATUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 767.233-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.11.2013). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 216-221). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, Centro Trasmontano de São Paulo interpõe, em 12.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “a questão sub judice não lastreia com reexame de cláusulas contratuais, mas sim com a nítida violação ao ato jurídico perfeito, norteado pelo artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição da República Federativa do Brasil, sendo amplamente demonstrado e provado nos autos” (fl. 228). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. A Juíza Relatora do processo no Colégio Recursal assentou: “A matéria já é pacificada em nossos Tribunais. Assim, tendo em vista que os contratos de plano de saúde são de trato sucessivo, a Lei 9.656/98 deve ser aplicada tanto para contratos celebrados antes ou depois de sua edição, não podendo prosperar o reclamo da Recorrente. Ademais, bem caracterizada a situação de urgência nos autos, não podendo o plano de saúde questionar o procedimento médico prescrito pelo médico da Recorrida e, apresentando a doença diagnosticada cobertura pelo plano de saúde, sendo devida a cobertura para pagamento da prótese” (fls. 155-156). 2. A apreciação do pleito recursal demandaria análise prévia do conjunto fático-probatório constante do processo, do contrato firmado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código de Defesa do Consumidor). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário, conforme disposto nas Súmulas ns. 279 e 454 deste Supremo Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 762.441-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291172. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. A Juíza Relatora do processo no Colégio Recursal assentou: “A matéria já é pacificada em nossos Tribunais. Assim, tendo em vista que os contratos de plano de saúde são de trato sucessivo, a Lei 9.656/98 deve ser aplicada tanto para contratos celebrados antes ou depois de sua edição, não podendo prosperar o reclamo da Recorrente. Ademais, bem caracterizada a situação de urgência nos autos, não podendo o plano de saúde questionar o procedimento médico prescrito pelo médico da Recorrida e, apresentando a doença diagnosticada cobertura pelo plano de saúde, sendo devida a cobertura para pagamento da prótese” (fls. 155-156). 2. A apreciação do pleito recursal demandaria análise prévia do conjunto fático-probatório constante do processo, do contrato firmado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código de Defesa do Consumidor). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário, conforme disposto nas Súmulas ns. 279 e 454 deste Supremo Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 762.441-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291172. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 891306 AGR / SP 27.9.2013). “DIREITO DO CONSUMIDOR. PLANO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE. REAJUSTE POR FAIXA ETÁRIA. REVISÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 454/STF. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.8.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. A verificação das alegações deduzidas no apelo extremo demandaria, ainda, reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 864.309-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.3.2015). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291172. Supremo Tribunal Federal ARE 891306 AGR / SP 27.9.2013). “DIREITO DO CONSUMIDOR. PLANO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE. REAJUSTE POR FAIXA ETÁRIA. REVISÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 454/STF. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.8.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. A verificação das alegações deduzidas no apelo extremo demandaria, ainda, reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 864.309-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.3.2015). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291172. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANA DE ARO HESPANHOL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258811 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANA DE ARO HESPANHOL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258811 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9318640
2015-08-25T00:00:00
2015-09-04T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. COBERTURA DE PLANO DE SAÚDE: IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO, DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur318157
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279, SÚMULA 454) ARE 762441 AgR (2ªT), ARE 864309 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 14/09/2015, MAD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
891306
[ "LEG-FED LEI-008078 ANO-1990\n CDC-1990 CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 891306 AgR
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AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANA DE ARO HESPANHOL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANA DE ARO HESPANHOL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. COBERTURA DE PLANO DE SAÚDE: IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO, DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291170. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANA DE ARO HESPANHOL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Centro Trasmontano de São Paulo contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais de São Paulo, que manteve a sentença pela qual condenada a Agravante a arcar com os custos de tratamento médico. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. No Recurso Extraordinário n. 578.801, de minha relatoria, este Supremo Tribunal decidiu haver “repercussão geral na questão sobre a aplicação retroativa de leis sobre planos de saúde aos contratos firmados antes da sua vigência, à luz do art. 5..., inc. XXXVI, da Constituição da República” (DJe 31.10.2008). Contudo, não é o caso de se devolverem estes autos à origem para observância da sistemática da repercussão geral (art. 543-B do Código de Processo Civil), por haver outros óbices processuais a impedirem a apreciação do mérito do recurso extraordinário: ‘A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988)’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANA DE ARO HESPANHOL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Centro Trasmontano de São Paulo contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais de São Paulo, que manteve a sentença pela qual condenada a Agravante a arcar com os custos de tratamento médico. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. No Recurso Extraordinário n. 578.801, de minha relatoria, este Supremo Tribunal decidiu haver “repercussão geral na questão sobre a aplicação retroativa de leis sobre planos de saúde aos contratos firmados antes da sua vigência, à luz do art. 5..., inc. XXXVI, da Constituição da República” (DJe 31.10.2008). Contudo, não é o caso de se devolverem estes autos à origem para observância da sistemática da repercussão geral (art. 543-B do Código de Processo Civil), por haver outros óbices processuais a impedirem a apreciação do mérito do recurso extraordinário: ‘A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988)’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 891306 AGR / SP (Recurso Extraordinário 694.347-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 20.2.2013). ‘Nos termos do art. 323 do RISTF, o exame da repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário somente é viável se não for o caso da negativa de seu seguimento por outras razões. A existência de vícios processuais ou formais que impedem a reforma do acórdão recorrido retiram a utilidade do recurso extraordinário, requisito necessário ao interesse jurídico recursal. A aplicação das Súmulas 279 e 284/Supremo Tribunal Federal ao caso prejudica o exame da repercussão geral’ (Recurso Extraordinário 542.799-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 23.4.2012). 7. Na espécie, o art. 5..., incs. II e XXXVI, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios na Turma Recursal, tampouco tendo sido opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Este Supremo Tribunal assentou exigir-se o prequestionamento, mesmo em matéria de ordem pública: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento’ (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Supremo Tribunal Federal ARE 891306 AGR / SP (Recurso Extraordinário 694.347-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 20.2.2013). ‘Nos termos do art. 323 do RISTF, o exame da repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário somente é viável se não for o caso da negativa de seu seguimento por outras razões. A existência de vícios processuais ou formais que impedem a reforma do acórdão recorrido retiram a utilidade do recurso extraordinário, requisito necessário ao interesse jurídico recursal. A aplicação das Súmulas 279 e 284/Supremo Tribunal Federal ao caso prejudica o exame da repercussão geral’ (Recurso Extraordinário 542.799-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 23.4.2012). 7. Na espécie, o art. 5..., incs. II e XXXVI, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios na Turma Recursal, tampouco tendo sido opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Este Supremo Tribunal assentou exigir-se o prequestionamento, mesmo em matéria de ordem pública: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento’ (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 891306 AGR / SP A questão constitucional impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. II – Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo regimental improvido’ (AI 633.188-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 31.10.2007). 8. Ressalte-se ter a Turma Recursal assentado estar a doença diagnosticada coberta pelo plano de saúde, ‘não podendo o plano de saúde questionar o procedimento médico prescrito pelo médico da Recorrida e, apresentando a doença diagnosticada cobertura pelo plano de saúde, sendo devida a cobertura para pagamento da prótese, razão pela qual mantenho a sentença recorrida, pelos seus próprios fundamentos, na forma do art. 46 da Lei n. 9.099/95’ (fl. 156). A apreciação do pleito recursal demandaria análise prévia do conjunto fático-probatório constante do processo, do contrato firmado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código de Defesa do Consumidor). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário, conforme dispõem as Súmulas ns. 279 e 454 deste Supremo Tribunal: ‘‘As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. A pretensão do recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. A matéria tratada nos autos não traz identidade com a do Recurso Extraordinário 578.801-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, razão pela qual não incide a sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil. Na hipótese, não houve aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Supremo Tribunal Federal ARE 891306 AGR / SP A questão constitucional impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. II – Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo regimental improvido’ (AI 633.188-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 31.10.2007). 8. Ressalte-se ter a Turma Recursal assentado estar a doença diagnosticada coberta pelo plano de saúde, ‘não podendo o plano de saúde questionar o procedimento médico prescrito pelo médico da Recorrida e, apresentando a doença diagnosticada cobertura pelo plano de saúde, sendo devida a cobertura para pagamento da prótese, razão pela qual mantenho a sentença recorrida, pelos seus próprios fundamentos, na forma do art. 46 da Lei n. 9.099/95’ (fl. 156). A apreciação do pleito recursal demandaria análise prévia do conjunto fático-probatório constante do processo, do contrato firmado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código de Defesa do Consumidor). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário, conforme dispõem as Súmulas ns. 279 e 454 deste Supremo Tribunal: ‘‘As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. A pretensão do recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. A matéria tratada nos autos não traz identidade com a do Recurso Extraordinário 578.801-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, razão pela qual não incide a sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil. Na hipótese, não houve aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 891306 AGR / SP contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido’ (Recurso Extraordinário 640.404-AgR-segundo, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 6.3.2014). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA CONTRATUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 767.233-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.11.2013). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 216-221). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, Centro Trasmontano de São Paulo interpõe, em 12.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “a questão sub judice não lastreia com reexame de cláusulas contratuais, mas sim com a nítida violação ao ato jurídico perfeito, norteado pelo artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição da República Federativa do Brasil, sendo amplamente demonstrado e provado nos autos” (fl. 228). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Supremo Tribunal Federal ARE 891306 AGR / SP contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido’ (Recurso Extraordinário 640.404-AgR-segundo, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 6.3.2014). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA CONTRATUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 767.233-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.11.2013). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 216-221). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, Centro Trasmontano de São Paulo interpõe, em 12.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “a questão sub judice não lastreia com reexame de cláusulas contratuais, mas sim com a nítida violação ao ato jurídico perfeito, norteado pelo artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição da República Federativa do Brasil, sendo amplamente demonstrado e provado nos autos” (fl. 228). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. A Juíza Relatora do processo no Colégio Recursal assentou: “A matéria já é pacificada em nossos Tribunais. Assim, tendo em vista que os contratos de plano de saúde são de trato sucessivo, a Lei 9.656/98 deve ser aplicada tanto para contratos celebrados antes ou depois de sua edição, não podendo prosperar o reclamo da Recorrente. Ademais, bem caracterizada a situação de urgência nos autos, não podendo o plano de saúde questionar o procedimento médico prescrito pelo médico da Recorrida e, apresentando a doença diagnosticada cobertura pelo plano de saúde, sendo devida a cobertura para pagamento da prótese” (fls. 155-156). 2. A apreciação do pleito recursal demandaria análise prévia do conjunto fático-probatório constante do processo, do contrato firmado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código de Defesa do Consumidor). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário, conforme disposto nas Súmulas ns. 279 e 454 deste Supremo Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 762.441-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291172. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. A Juíza Relatora do processo no Colégio Recursal assentou: “A matéria já é pacificada em nossos Tribunais. Assim, tendo em vista que os contratos de plano de saúde são de trato sucessivo, a Lei 9.656/98 deve ser aplicada tanto para contratos celebrados antes ou depois de sua edição, não podendo prosperar o reclamo da Recorrente. Ademais, bem caracterizada a situação de urgência nos autos, não podendo o plano de saúde questionar o procedimento médico prescrito pelo médico da Recorrida e, apresentando a doença diagnosticada cobertura pelo plano de saúde, sendo devida a cobertura para pagamento da prótese” (fls. 155-156). 2. A apreciação do pleito recursal demandaria análise prévia do conjunto fático-probatório constante do processo, do contrato firmado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código de Defesa do Consumidor). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário, conforme disposto nas Súmulas ns. 279 e 454 deste Supremo Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 762.441-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291172. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 891306 AGR / SP 27.9.2013). “DIREITO DO CONSUMIDOR. PLANO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE. REAJUSTE POR FAIXA ETÁRIA. REVISÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.8.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. A verificação das alegações deduzidas no apelo extremo demandaria, ainda, reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 864.309-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.3.2015). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291172. Supremo Tribunal Federal ARE 891306 AGR / SP 27.9.2013). “DIREITO DO CONSUMIDOR. PLANO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE. REAJUSTE POR FAIXA ETÁRIA. REVISÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.8.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. A verificação das alegações deduzidas no apelo extremo demandaria, ainda, reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 864.309-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.3.2015). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291172. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANA DE ARO HESPANHOL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258811 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.306 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANA DE ARO HESPANHOL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258811 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891 . 306", "SÚMULAS NS . 279", "Recurso Extraordinário n . 578 . 801", "ARE 891306 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 694 . 347 - AgR", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 542 . 799 - AgR", "Súmulas ns . 282", "SÚMULAS 282", "AI 631 . 961 - ED", "SÚMULA 282 . I - 2", "ARE 891306 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 694 . 347 - AgR", "Súmulas 279 e 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 542 . 799 - AgR", "Súmulas ns . 282", "SÚMULAS 282", "AI 631 . 961 - ED", "SÚMULA 282 . I - 2", "ARE 891306 AGR / SP", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI 633 . 188 - AgR", "Súmulas ns . 279", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 578 . 801 - RG", "ARE 891306 AGR / SP", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI 633 . 188 - AgR", "Súmulas ns . 279", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 578 . 801 - RG", "ARE 891306 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 640 . 404 - AgR - segundo", "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 767 . 233 - AgR", "ARE 891306 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 640 . 404 - AgR - segundo", "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 767 . 233 - AgR", "Súmulas ns . 279", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 762 . 441 - AgR", "Súmulas ns . 279", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 762 . 441 - AgR", "ARE 891306 AGR", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 864 . 309 - AgR", "ARE 891306 AGR / SP", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 864 . 309 -" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "2001", "art . 5 . . . , inc . XXXVI , da Constituição da República ”", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . XXXVI , da Constituição da República", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incs . II e XXXVI , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "art . 5 . . . , incs . II e XXXVI , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 46 da Lei n . 9 . 099 / 95", "Código de Defesa do Consumidor", "Constituição da República", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Lei 9 .", "Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 46 da Lei n . 9 . 099 / 95", "Código de", "Constituição da República", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Lei 9 . 656 / 98", "Código de Defesa do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição da República Federativa do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do", "artigo 5 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 656 / 98", "Código de Defesa do Consumidor", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 656 / 98", "Código de Defesa do Consumidor", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", 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Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Centro Trasmontano de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Centro Trasmontano de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Colégio", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS", "ANA DE ARO HESPANHOL", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS", "ANA DE ARO HESPANHOL", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS", "ANA DE ARO HESPANHOL", "CÁRMEN LÚCIA", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS", "ANA DE ARO HESPANHOL", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS", "ANA DE ARO HESPANHOL", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "25", "/", "08", "/", "2015", "30", ".", "6", ".", "2015", "31", ".", "10", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "30", ".", "6", ".", "2015", "31", ".", "10", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "2", ".", "2013", "23", ".", "4", ".", "2012", "15", ".", "5", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "2", ".", "2013", "23", ".", "4", ".", "2012", "15", ".", "5", ".", "2009", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ROBERTO CESTARI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Responsabilidade civil do Estado. Setor Sucroalcooleiro. Fixação de preços em valores inferiores aos custos de produção. Repercussão geral do tema reconhecida. Mantida a decisão em que se determinou o retorno dos autos à origem. Precedentes. 1. O Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE nº 884.325/DF, Relator o Ministro Edson Fachin, reconheceu a repercussão geral da matéria relativa à “verificação da ocorrência de dano e consequente responsabilidade da União pela eventual fixação de preços dos produtos do setor sucroalcooleiro em valores inferiores ao custo de produção”. 2. Manutenção da decisão mediante a qual, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, se determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963717. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 910656 AGR / DF Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963717. Supremo Tribunal Federal ARE 910656 AGR / DF Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963717. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ROBERTO CESTARI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que determinei a devolução dos autos à Corte de origem para a aplicação do disposto no art. 543-B, do Código de Processo Civil, haja vista o reconhecimento da repercussão geral da matéria debatida no ARE nº 884.325/DF-RG - Tema 826, no qual se discute “a responsabilidade da União pela eventual fixação de preços dos produtos do setor sucroalcooleiro em valores inferiores ao custo de produção”. Sustenta a agravante que a matéria tratada no paradigma apontado não corresponde ao tema versado neste apelo extremo, porquanto, no caso em epígrafe, “o acórdão recorrido não negou a possibilidade de a União ser objetivamente responsabilizada em decorrência de intervenção estatal, contudo, entendeu que no caso concreto não foi comprovada a ocorrência dos requisitos de tal modalidade de responsabilidade do Estado, ou seja, o dano e a relação de causa e efeito”. Alega, também, a necessidade do reexame fático-probatório, haja a vista a conclusão do Tribunal de origem de que não houve a comprovação do dano e de suas causas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963714. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ROBERTO CESTARI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que determinei a devolução dos autos à Corte de origem para a aplicação do disposto no art. 543-B, do Código de Processo Civil, haja vista o reconhecimento da repercussão geral da matéria debatida no ARE nº 884.325/DF-RG - Tema 826, no qual se discute “a responsabilidade da União pela eventual fixação de preços dos produtos do setor sucroalcooleiro em valores inferiores ao custo de produção”. Sustenta a agravante que a matéria tratada no paradigma apontado não corresponde ao tema versado neste apelo extremo, porquanto, no caso em epígrafe, “o acórdão recorrido não negou a possibilidade de a União ser objetivamente responsabilizada em decorrência de intervenção estatal, contudo, entendeu que no caso concreto não foi comprovada a ocorrência dos requisitos de tal modalidade de responsabilidade do Estado, ou seja, o dano e a relação de causa e efeito”. Alega, também, a necessidade do reexame fático-probatório, haja a vista a conclusão do Tribunal de origem de que não houve a comprovação do dano e de suas causas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963714. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O recurso extraordinário foi interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que confirmou a sentença que julgara improcedente a pretensão do agravado à indenização por danos materiais decorrentes de supostas perdas do setor sucroalcooleiro, em razão da fixação de preços pelo Ministério da Fazenda em valores inferiores aos dos custos de produção indicados pela Fundação Getúlio Vargas. O referido julgado está assim ementado: “RESPONSABILIDADE CIVIL. SETOR SUCRO- ALCOOLEIRO. LEVANTAMENTO DE CUSTOS MÉDIOS, PARA PRODUTIVIDADE MÍNIMA, EFETUADO PELA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. FIXAÇÃO DE PREÇOS, PELO MINISTÉRIO DA FAZENDA, COM BASE EM ÍNDICE DE DESVALORIZAÇÃO DA MOEDA. ALEGAÇÃO DE PREJUÍZO: DIFERENÇA ENTRE O TOTAL DO EFETIVO FATURAMENTO E O QUE SUPOSTAMENTE RESULTARIA COM PREÇOS FIXADOS EM FUNÇÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO INDICADOS PELA FGV. INSUFICIÊNCIA DO CRITÉRIO PARA DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO OU DE LUCRO ABAIXO DO RAZOÁVEL. RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DO ESTADO. PROVA DE DANO E SUA CAUSA. ÔNUS DO AUTOR DA AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. 1. A Lei nº 4.870/1965, artigos 9º e 10, não determinou que os preços dos derivados de cana correspondessem ao valor dos custos apurados, por amostragem, pela Fundação Getúlio Vargas, ou seja, não havia direito subjetivo a que os preços Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O recurso extraordinário foi interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que confirmou a sentença que julgara improcedente a pretensão do agravado à indenização por danos materiais decorrentes de supostas perdas do setor sucroalcooleiro, em razão da fixação de preços pelo Ministério da Fazenda em valores inferiores aos dos custos de produção indicados pela Fundação Getúlio Vargas. O referido julgado está assim ementado: “RESPONSABILIDADE CIVIL. SETOR SUCRO- ALCOOLEIRO. LEVANTAMENTO DE CUSTOS MÉDIOS, PARA PRODUTIVIDADE MÍNIMA, EFETUADO PELA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. FIXAÇÃO DE PREÇOS, PELO MINISTÉRIO DA FAZENDA, COM BASE EM ÍNDICE DE DESVALORIZAÇÃO DA MOEDA. ALEGAÇÃO DE PREJUÍZO: DIFERENÇA ENTRE O TOTAL DO EFETIVO FATURAMENTO E O QUE SUPOSTAMENTE RESULTARIA COM PREÇOS FIXADOS EM FUNÇÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO INDICADOS PELA FGV. INSUFICIÊNCIA DO CRITÉRIO PARA DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO OU DE LUCRO ABAIXO DO RAZOÁVEL. RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DO ESTADO. PROVA DE DANO E SUA CAUSA. ÔNUS DO AUTOR DA AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. 1. A Lei nº 4.870/1965, artigos 9º e 10, não determinou que os preços dos derivados de cana correspondessem ao valor dos custos apurados, por amostragem, pela Fundação Getúlio Vargas, ou seja, não havia direito subjetivo a que os preços Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 910656 AGR / DF fossem determinados apenas e exclusivamente com base nesse levantamento de custos. 2. O perito calculou o faturamento pelo preço que a parte autora entende deveria ter sido fixado e dele subtraiu o resultado obtido com o preço efetivamente praticado. 3. Para chegar a essa conclusão, deixou de considerar: a) que a Autora não realizaria a mesma quantidade de vendas se o preço tivesse sido fixado em patamar superior, principalmente se outras empresas, aceitando, continuassem a vender pelo preço fixado pelo Governo; b) que a elevação do preço da mercadoria puxaria os custos de produção e os índices de inflação; c) a influência do preço de cada produto sobre a relação entre o consumo de álcool e o de derivados de petróleo, especialmente gasolina. 4. Trata-se, a realizada nos autos, de uma prova genérica, hipotética, não de uma prova concreta, como se exige, de dano sofrido pela parte Autora. Não se demonstrou a existência de prejuízos, nem de lucros abaixo do razoável. 5. Os levantamentos feitos pela Fundação Getúlio Vargas levavam em conta índices mínimos de produtividade, cuja contrapartida é o custo máximo, critério ao qual o Governo não poderia estar vinculado na fixação de preços, sob pena de inversão dos objetivos da norma (controle de preços), estando jungido apenas a tê-lo em vista (art. 10 da referida Lei). 6. O resultado líquido não se dá em função, exclusivamente, dos custos de produção, mas também da capacidade administrativa e gerencial da empresa. 7. A responsabilidade extracontratual do Estado, conquanto predominantemente de caráter objetivo, não dispensa a prova cabal de dano e respectiva causa, cujo ônus é da pessoa que pretende indenização. 8. Apelação a que se nega provimento.” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que a matéria constante dos autos corresponde ao Tema nº 826 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na internet, ARE nº 884.325/DF, Relator o Ministro 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Supremo Tribunal Federal ARE 910656 AGR / DF fossem determinados apenas e exclusivamente com base nesse levantamento de custos. 2. O perito calculou o faturamento pelo preço que a parte autora entende deveria ter sido fixado e dele subtraiu o resultado obtido com o preço efetivamente praticado. 3. Para chegar a essa conclusão, deixou de considerar: a) que a Autora não realizaria a mesma quantidade de vendas se o preço tivesse sido fixado em patamar superior, principalmente se outras empresas, aceitando, continuassem a vender pelo preço fixado pelo Governo; b) que a elevação do preço da mercadoria puxaria os custos de produção e os índices de inflação; c) a influência do preço de cada produto sobre a relação entre o consumo de álcool e o de derivados de petróleo, especialmente gasolina. 4. Trata-se, a realizada nos autos, de uma prova genérica, hipotética, não de uma prova concreta, como se exige, de dano sofrido pela parte Autora. Não se demonstrou a existência de prejuízos, nem de lucros abaixo do razoável. 5. Os levantamentos feitos pela Fundação Getúlio Vargas levavam em conta índices mínimos de produtividade, cuja contrapartida é o custo máximo, critério ao qual o Governo não poderia estar vinculado na fixação de preços, sob pena de inversão dos objetivos da norma (controle de preços), estando jungido apenas a tê-lo em vista (art. 10 da referida Lei). 6. O resultado líquido não se dá em função, exclusivamente, dos custos de produção, mas também da capacidade administrativa e gerencial da empresa. 7. A responsabilidade extracontratual do Estado, conquanto predominantemente de caráter objetivo, não dispensa a prova cabal de dano e respectiva causa, cujo ônus é da pessoa que pretende indenização. 8. Apelação a que se nega provimento.” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que a matéria constante dos autos corresponde ao Tema nº 826 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na internet, ARE nº 884.325/DF, Relator o Ministro 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 910656 AGR / DF Edson Fachin, relativo à “verificação da ocorrência de dano e consequente responsabilidade da União pela eventual fixação de preços dos produtos do setor sucroalcooleiro em valores inferiores ao custo de produção”. Vide a respectiva ementa: “CONSTITUCIONAL. ECONÔMICO. INTERVENÇÃO ESTATAL NA ECONOMIA. NORMAS DE INTERVENÇÃO. LIBERDADE DE INICIATIVA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. SETOR SUCROALCOOLEIRO. QUALIFICAÇÃO JURÍDICA DO DANO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Tem repercussão geral a questão relativa à responsabilidade objetiva da União e à qualificação jurídica do dano causado ao setor sucroalcooleiro, em virtude da fixação dos preços dos produtos do setor em valores inferiores ao levantamento de custos realizados pela Fundação Getúlio Vargas, levando-se em conta o valor constitucional da livre iniciativa e a intervenção do Estado no domínio econômico.” Registre-se que, na hipótese paradigma da repercussão geral, o Tribunal de origem e o Superior Tribunal de Justiça também não reconheceram a ocorrência de dano. Todavia, o argumento de que incidiria no caso a Súmula 279/STF foi rechaçado por esta Corte no voto condutor do acórdão. Vide: “A definição do que deve ser considerado para aferir o dano – custos médios ou individuais de produção – é uma questão jurídica, e não fática. Trata-se de qualificar juridicamente fatos incontroversos, o que afasta a Súmula 279/STF.” Desse modo, correta a decisão agravada, que, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Nesse sentido, os seguintes precedentes: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Supremo Tribunal Federal ARE 910656 AGR / DF Edson Fachin, relativo à “verificação da ocorrência de dano e consequente responsabilidade da União pela eventual fixação de preços dos produtos do setor sucroalcooleiro em valores inferiores ao custo de produção”. Vide a respectiva ementa: “CONSTITUCIONAL. ECONÔMICO. INTERVENÇÃO ESTATAL NA ECONOMIA. NORMAS DE INTERVENÇÃO. LIBERDADE DE INICIATIVA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. SETOR SUCROALCOOLEIRO. QUALIFICAÇÃO JURÍDICA DO DANO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Tem repercussão geral a questão relativa à responsabilidade objetiva da União e à qualificação jurídica do dano causado ao setor sucroalcooleiro, em virtude da fixação dos preços dos produtos do setor em valores inferiores ao levantamento de custos realizados pela Fundação Getúlio Vargas, levando-se em conta o valor constitucional da livre iniciativa e a intervenção do Estado no domínio econômico.” Registre-se que, na hipótese paradigma da repercussão geral, o Tribunal de origem e o Superior Tribunal de Justiça também não reconheceram a ocorrência de dano. Todavia, o argumento de que incidiria no caso a Súmula 279/STF foi rechaçado por esta Corte no voto condutor do acórdão. Vide: “A definição do que deve ser considerado para aferir o dano – custos médios ou individuais de produção – é uma questão jurídica, e não fática. Trata-se de qualificar juridicamente fatos incontroversos, o que afasta a Súmula 279/STF.” Desse modo, correta a decisão agravada, que, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Nesse sentido, os seguintes precedentes: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 910656 AGR / DF “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA – MATÉRIA IDÊNTICA – BAIXA À ORIGEM – MANUTENÇÃO. O reconhecimento da repercussão geral do tema relativo à capitalização mensal dos juros direciona à devolução do processo à origem – artigo 543-B do Código de Processo Civil” (ARE nº 732.649/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 15/5/14). “Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Repercussão geral. Reconhecimento. Devolução à origem, nos termos do art. 543-B do CPC. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Esta Corte no exame do RE nº 560.900/DF-RG, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, reconheceu a repercussão geral do tema relativo à validade, ou não, da restrição à participação em concurso público de candidato que responde a processo criminal. 3. Manutenção da decisão que, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. 4. Agravo regimental não provido” (RE nº 741.414/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/3/14). “DIREITO DO TRABALHO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA DECORRENTE DE CONTRATO DE TRABALHO. COMPETÊNCIA. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-B DO CPC). Considerada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma – no qual reconhecida a existência de repercussão geral-, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual mantida a aplicação da sistemática do art. 543, § 3º, do CPC. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI nº 733.050/RS- 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Supremo Tribunal Federal ARE 910656 AGR / DF “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA – MATÉRIA IDÊNTICA – BAIXA À ORIGEM – MANUTENÇÃO. O reconhecimento da repercussão geral do tema relativo à capitalização mensal dos juros direciona à devolução do processo à origem – artigo 543-B do Código de Processo Civil” (ARE nº 732.649/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 15/5/14). “Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Repercussão geral. Reconhecimento. Devolução à origem, nos termos do art. 543-B do CPC. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Esta Corte no exame do RE nº 560.900/DF-RG, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, reconheceu a repercussão geral do tema relativo à validade, ou não, da restrição à participação em concurso público de candidato que responde a processo criminal. 3. Manutenção da decisão que, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. 4. Agravo regimental não provido” (RE nº 741.414/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/3/14). “DIREITO DO TRABALHO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA DECORRENTE DE CONTRATO DE TRABALHO. COMPETÊNCIA. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-B DO CPC). Considerada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma – no qual reconhecida a existência de repercussão geral-, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual mantida a aplicação da sistemática do art. 543, § 3º, do CPC. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI nº 733.050/RS- 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 910656 AGR / DF ED-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 23/10/12). “ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO – BASE DE CÁLCULO – ARTIGO 37, INCISO XIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 19/98 – REPERCUSSÃO GERAL – BAIXA À ORIGEM – O reconhecimento de repercussão geral da matéria respalda a decisão que determina a devolução dos autos à origem. Artigo 543 – B do Código de Processo Civil” (AI nº 794.392/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 3/4/12). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Supremo Tribunal Federal ARE 910656 AGR / DF ED-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 23/10/12). “ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO – BASE DE CÁLCULO – ARTIGO 37, INCISO XIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 19/98 – REPERCUSSÃO GERAL – BAIXA À ORIGEM – O reconhecimento de repercussão geral da matéria respalda a decisão que determina a devolução dos autos à origem. Artigo 543 – B do Código de Processo Civil” (AI nº 794.392/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 3/4/12). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ROBERTO CESTARI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824193 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ROBERTO CESTARI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824193 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9984075
2015-11-10T00:00:00
2015-12-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Responsabilidade civil do Estado. Setor Sucroalcooleiro. Fixação de preços em valores inferiores aos custos de produção. Repercussão geral do tema reconhecida. Mantida a decisão em que se determinou o retorno dos autos à origem. Precedentes. 1. O Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE nº 884.325/DF, Relator o Ministro Edson Fachin, reconheceu a repercussão geral da matéria relativa à “verificação da ocorrência de dano e consequente responsabilidade da União pela eventual fixação de preços dos produtos do setor sucroalcooleiro em valores inferiores ao custo de produção”. 2. Manutenção da decisão mediante a qual, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, se determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Agravo regimental não provido.
sjur333340
- Acórdão(s) citado(s): (SETOR SUCROALCOOLEIRO, FIXAÇÃO DE PREÇOS) ARE 884325 RG. (RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL, DEVOLUÇÃO DOS AUTOS) AI 794392 AgR, AI 733050 ED-AgR (1ªT), RE 741414 ED (1ªT), ARE 732649 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 12/01/2016, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
910656
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00328 PAR-ÚNICO\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 910656 AgR
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AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ROBERTO CESTARI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ROBERTO CESTARI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Responsabilidade civil do Estado. Setor Sucroalcooleiro. Fixação de preços em valores inferiores aos custos de produção. Repercussão geral do tema reconhecida. Mantida a decisão em que se determinou o retorno dos autos à origem. Precedentes. 1. O Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE n 884.325/DF, Relator o Ministro Edson Fachin, reconheceu a repercussão geral da matéria relativa à “verificação da ocorrência de dano e consequente responsabilidade da União pela eventual fixação de preços dos produtos do setor sucroalcooleiro em valores inferiores ao custo de produção”. 2. Manutenção da decisão mediante a qual, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, se determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963717. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 910656 AGR / DF Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963717. Supremo Tribunal Federal ARE 910656 AGR / DF Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963717. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ROBERTO CESTARI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que determinei a devolução dos autos à Corte de origem para a aplicação do disposto no art. 543-B, do Código de Processo Civil, haja vista o reconhecimento da repercussão geral da matéria debatida no ARE n 884.325/DF-RG - Tema 826, no qual se discute “a responsabilidade da União pela eventual fixação de preços dos produtos do setor sucroalcooleiro em valores inferiores ao custo de produção”. Sustenta a agravante que a matéria tratada no paradigma apontado não corresponde ao tema versado neste apelo extremo, porquanto, no caso em epígrafe, “o acórdão recorrido não negou a possibilidade de a União ser objetivamente responsabilizada em decorrência de intervenção estatal, contudo, entendeu que no caso concreto não foi comprovada a ocorrência dos requisitos de tal modalidade de responsabilidade do Estado, ou seja, o dano e a relação de causa e efeito”. Alega, também, a necessidade do reexame fático-probatório, haja a vista a conclusão do Tribunal de origem de que não houve a comprovação do dano e de suas causas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963714. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ROBERTO CESTARI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que determinei a devolução dos autos à Corte de origem para a aplicação do disposto no art. 543-B, do Código de Processo Civil, haja vista o reconhecimento da repercussão geral da matéria debatida no ARE n 884.325/DF-RG - Tema 826, no qual se discute “a responsabilidade da União pela eventual fixação de preços dos produtos do setor sucroalcooleiro em valores inferiores ao custo de produção”. Sustenta a agravante que a matéria tratada no paradigma apontado não corresponde ao tema versado neste apelo extremo, porquanto, no caso em epígrafe, “o acórdão recorrido não negou a possibilidade de a União ser objetivamente responsabilizada em decorrência de intervenção estatal, contudo, entendeu que no caso concreto não foi comprovada a ocorrência dos requisitos de tal modalidade de responsabilidade do Estado, ou seja, o dano e a relação de causa e efeito”. Alega, também, a necessidade do reexame fático-probatório, haja a vista a conclusão do Tribunal de origem de que não houve a comprovação do dano e de suas causas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963714. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O recurso extraordinário foi interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região, que confirmou a sentença que julgara improcedente a pretensão do agravado à indenização por danos materiais decorrentes de supostas perdas do setor sucroalcooleiro, em razão da fixação de preços pelo Ministério da Fazenda em valores inferiores aos dos custos de produção indicados pela Fundação Getúlio Vargas. O referido julgado está assim ementado: “RESPONSABILIDADE CIVIL. SETOR SUCRO- ALCOOLEIRO. LEVANTAMENTO DE CUSTOS MÉDIOS, PARA PRODUTIVIDADE MÍNIMA, EFETUADO PELA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. FIXAÇÃO DE PREÇOS, PELO MINISTÉRIO DA FAZENDA, COM BASE EM ÍNDICE DE DESVALORIZAÇÃO DA MOEDA. ALEGAÇÃO DE PREJUÍZO: DIFERENÇA ENTRE O TOTAL DO EFETIVO FATURAMENTO E O QUE SUPOSTAMENTE RESULTARIA COM PREÇOS FIXADOS EM FUNÇÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO INDICADOS PELA FGV. INSUFICIÊNCIA DO CRITÉRIO PARA DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO OU DE LUCRO ABAIXO DO RAZOÁVEL. RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DO ESTADO. PROVA DE DANO E SUA CAUSA. ÔNUS DO AUTOR DA AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. 1. A Lei n 4.870/1965, artigos 9... e 10, não determinou que os preços dos derivados de cana correspondessem ao valor dos custos apurados, por amostragem, pela Fundação Getúlio Vargas, ou seja, não havia direito subjetivo a que os preços Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O recurso extraordinário foi interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região, que confirmou a sentença que julgara improcedente a pretensão do agravado à indenização por danos materiais decorrentes de supostas perdas do setor sucroalcooleiro, em razão da fixação de preços pelo Ministério da Fazenda em valores inferiores aos dos custos de produção indicados pela Fundação Getúlio Vargas. O referido julgado está assim ementado: “RESPONSABILIDADE CIVIL. SETOR SUCRO- ALCOOLEIRO. LEVANTAMENTO DE CUSTOS MÉDIOS, PARA PRODUTIVIDADE MÍNIMA, EFETUADO PELA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. FIXAÇÃO DE PREÇOS, PELO MINISTÉRIO DA FAZENDA, COM BASE EM ÍNDICE DE DESVALORIZAÇÃO DA MOEDA. ALEGAÇÃO DE PREJUÍZO: DIFERENÇA ENTRE O TOTAL DO EFETIVO FATURAMENTO E O QUE SUPOSTAMENTE RESULTARIA COM PREÇOS FIXADOS EM FUNÇÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO INDICADOS PELA FGV. INSUFICIÊNCIA DO CRITÉRIO PARA DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO OU DE LUCRO ABAIXO DO RAZOÁVEL. RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DO ESTADO. PROVA DE DANO E SUA CAUSA. ÔNUS DO AUTOR DA AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. 1. A Lei n 4.870/1965, artigos 9... e 10, não determinou que os preços dos derivados de cana correspondessem ao valor dos custos apurados, por amostragem, pela Fundação Getúlio Vargas, ou seja, não havia direito subjetivo a que os preços Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 910656 AGR / DF fossem determinados apenas e exclusivamente com base nesse levantamento de custos. 2. O perito calculou o faturamento pelo preço que a parte autora entende deveria ter sido fixado e dele subtraiu o resultado obtido com o preço efetivamente praticado. 3. Para chegar a essa conclusão, deixou de considerar: a) que a Autora não realizaria a mesma quantidade de vendas se o preço tivesse sido fixado em patamar superior, principalmente se outras empresas, aceitando, continuassem a vender pelo preço fixado pelo Governo; b) que a elevação do preço da mercadoria puxaria os custos de produção e os índices de inflação; c) a influência do preço de cada produto sobre a relação entre o consumo de álcool e o de derivados de petróleo, especialmente gasolina. 4. Trata-se, a realizada nos autos, de uma prova genérica, hipotética, não de uma prova concreta, como se exige, de dano sofrido pela parte Autora. Não se demonstrou a existência de prejuízos, nem de lucros abaixo do razoável. 5. Os levantamentos feitos pela Fundação Getúlio Vargas levavam em conta índices mínimos de produtividade, cuja contrapartida é o custo máximo, critério ao qual o Governo não poderia estar vinculado na fixação de preços, sob pena de inversão dos objetivos da norma (controle de preços), estando jungido apenas a tê-lo em vista (art. 10 da referida Lei). 6. O resultado líquido não se dá em função, exclusivamente, dos custos de produção, mas também da capacidade administrativa e gerencial da empresa. 7. A responsabilidade extracontratual do Estado, conquanto predominantemente de caráter objetivo, não dispensa a prova cabal de dano e respectiva causa, cujo ônus é da pessoa que pretende indenização. 8. Apelação a que se nega provimento.” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que a matéria constante dos autos corresponde ao Tema n 826 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na internet, ARE n 884.325/DF, Relator o Ministro 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Supremo Tribunal Federal ARE 910656 AGR / DF fossem determinados apenas e exclusivamente com base nesse levantamento de custos. 2. O perito calculou o faturamento pelo preço que a parte autora entende deveria ter sido fixado e dele subtraiu o resultado obtido com o preço efetivamente praticado. 3. Para chegar a essa conclusão, deixou de considerar: a) que a Autora não realizaria a mesma quantidade de vendas se o preço tivesse sido fixado em patamar superior, principalmente se outras empresas, aceitando, continuassem a vender pelo preço fixado pelo Governo; b) que a elevação do preço da mercadoria puxaria os custos de produção e os índices de inflação; c) a influência do preço de cada produto sobre a relação entre o consumo de álcool e o de derivados de petróleo, especialmente gasolina. 4. Trata-se, a realizada nos autos, de uma prova genérica, hipotética, não de uma prova concreta, como se exige, de dano sofrido pela parte Autora. Não se demonstrou a existência de prejuízos, nem de lucros abaixo do razoável. 5. Os levantamentos feitos pela Fundação Getúlio Vargas levavam em conta índices mínimos de produtividade, cuja contrapartida é o custo máximo, critério ao qual o Governo não poderia estar vinculado na fixação de preços, sob pena de inversão dos objetivos da norma (controle de preços), estando jungido apenas a tê-lo em vista (art. 10 da referida Lei). 6. O resultado líquido não se dá em função, exclusivamente, dos custos de produção, mas também da capacidade administrativa e gerencial da empresa. 7. A responsabilidade extracontratual do Estado, conquanto predominantemente de caráter objetivo, não dispensa a prova cabal de dano e respectiva causa, cujo ônus é da pessoa que pretende indenização. 8. Apelação a que se nega provimento.” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que a matéria constante dos autos corresponde ao Tema n 826 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na internet, ARE n 884.325/DF, Relator o Ministro 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 910656 AGR / DF Edson Fachin, relativo à “verificação da ocorrência de dano e consequente responsabilidade da União pela eventual fixação de preços dos produtos do setor sucroalcooleiro em valores inferiores ao custo de produção”. Vide a respectiva ementa: “CONSTITUCIONAL. ECONÔMICO. INTERVENÇÃO ESTATAL NA ECONOMIA. NORMAS DE INTERVENÇÃO. LIBERDADE DE INICIATIVA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. SETOR SUCROALCOOLEIRO. QUALIFICAÇÃO JURÍDICA DO DANO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Tem repercussão geral a questão relativa à responsabilidade objetiva da União e à qualificação jurídica do dano causado ao setor sucroalcooleiro, em virtude da fixação dos preços dos produtos do setor em valores inferiores ao levantamento de custos realizados pela Fundação Getúlio Vargas, levando-se em conta o valor constitucional da livre iniciativa e a intervenção do Estado no domínio econômico.” Registre-se que, na hipótese paradigma da repercussão geral, o Tribunal de origem e o Superior Tribunal de Justiça também não reconheceram a ocorrência de dano. Todavia, o argumento de que incidiria no caso a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal foi rechaçado por esta Corte no voto condutor do acórdão. Vide: “A definição do que deve ser considerado para aferir o dano – custos médios ou individuais de produção – é uma questão jurídica, e não fática. Trata-se de qualificar juridicamente fatos incontroversos, o que afasta a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.” Desse modo, correta a decisão agravada, que, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Nesse sentido, os seguintes precedentes: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Supremo Tribunal Federal ARE 910656 AGR / DF Edson Fachin, relativo à “verificação da ocorrência de dano e consequente responsabilidade da União pela eventual fixação de preços dos produtos do setor sucroalcooleiro em valores inferiores ao custo de produção”. Vide a respectiva ementa: “CONSTITUCIONAL. ECONÔMICO. INTERVENÇÃO ESTATAL NA ECONOMIA. NORMAS DE INTERVENÇÃO. LIBERDADE DE INICIATIVA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. SETOR SUCROALCOOLEIRO. QUALIFICAÇÃO JURÍDICA DO DANO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Tem repercussão geral a questão relativa à responsabilidade objetiva da União e à qualificação jurídica do dano causado ao setor sucroalcooleiro, em virtude da fixação dos preços dos produtos do setor em valores inferiores ao levantamento de custos realizados pela Fundação Getúlio Vargas, levando-se em conta o valor constitucional da livre iniciativa e a intervenção do Estado no domínio econômico.” Registre-se que, na hipótese paradigma da repercussão geral, o Tribunal de origem e o Superior Tribunal de Justiça também não reconheceram a ocorrência de dano. Todavia, o argumento de que incidiria no caso a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal foi rechaçado por esta Corte no voto condutor do acórdão. Vide: “A definição do que deve ser considerado para aferir o dano – custos médios ou individuais de produção – é uma questão jurídica, e não fática. Trata-se de qualificar juridicamente fatos incontroversos, o que afasta a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.” Desse modo, correta a decisão agravada, que, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Nesse sentido, os seguintes precedentes: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 910656 AGR / DF “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA – MATÉRIA IDÊNTICA – BAIXA À ORIGEM – MANUTENÇÃO. O reconhecimento da repercussão geral do tema relativo à capitalização mensal dos juros direciona à devolução do processo à origem – artigo 543-B do Código de Processo Civil” (ARE n 732.649/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 15/5/14). “Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Repercussão geral. Reconhecimento. Devolução à origem, nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Esta Corte no exame do Recurso Extraordinário n 560.900/DF-RG, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, reconheceu a repercussão geral do tema relativo à validade, ou não, da restrição à participação em concurso público de candidato que responde a processo criminal. 3. Manutenção da decisão que, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. 4. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 741.414/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/3/14). “DIREITO DO TRABALHO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA DECORRENTE DE CONTRATO DE TRABALHO. COMPETÊNCIA. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-B DO Código de Processo Civil). Considerada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma – no qual reconhecida a existência de repercussão geral-, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual mantida a aplicação da sistemática do art. 543, § 3..., do Código de Processo Civil. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI n 733.050/RS- 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Supremo Tribunal Federal ARE 910656 AGR / DF “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA – MATÉRIA IDÊNTICA – BAIXA À ORIGEM – MANUTENÇÃO. O reconhecimento da repercussão geral do tema relativo à capitalização mensal dos juros direciona à devolução do processo à origem – artigo 543-B do Código de Processo Civil” (ARE n 732.649/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 15/5/14). “Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Repercussão geral. Reconhecimento. Devolução à origem, nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Esta Corte no exame do Recurso Extraordinário n 560.900/DF-RG, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, reconheceu a repercussão geral do tema relativo à validade, ou não, da restrição à participação em concurso público de candidato que responde a processo criminal. 3. Manutenção da decisão que, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. 4. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 741.414/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/3/14). “DIREITO DO TRABALHO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA DECORRENTE DE CONTRATO DE TRABALHO. COMPETÊNCIA. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-B DO Código de Processo Civil). Considerada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma – no qual reconhecida a existência de repercussão geral-, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual mantida a aplicação da sistemática do art. 543, § 3..., do Código de Processo Civil. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI n 733.050/RS- 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 910656 AGR / DF ED-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 23/10/12). “ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO – BASE DE CÁLCULO – ARTIGO 37, INCISO XIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – EMENDA CONSTITUCIONAL n 19/98 – REPERCUSSÃO GERAL – BAIXA À ORIGEM – O reconhecimento de repercussão geral da matéria respalda a decisão que determina a devolução dos autos à origem. Artigo 543 – B do Código de Processo Civil” (AI n 794.392/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 3/4/12). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Supremo Tribunal Federal ARE 910656 AGR / DF ED-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 23/10/12). “ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO – BASE DE CÁLCULO – ARTIGO 37, INCISO XIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – EMENDA CONSTITUCIONAL n 19/98 – REPERCUSSÃO GERAL – BAIXA À ORIGEM – O reconhecimento de repercussão geral da matéria respalda a decisão que determina a devolução dos autos à origem. Artigo 543 – B do Código de Processo Civil” (AI n 794.392/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 3/4/12). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ROBERTO CESTARI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824193 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.656 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ROBERTO CESTARI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824193 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910 . 656", "ARE n 884 . 325 / DF", "ARE 910656 AGR / DF", "ARE 910656 AGR / DF", "ARE n 884 . 325 / DF - RG", "ARE n 884 . 325 / DF - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910 . 656", "ARE n 884 . 325 / DF", "ARE 910656 AGR / DF", "ARE n 884 . 325 / DF", "ARE 910656 AGR / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal .", "ARE 910656 AGR / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal .", "ARE n 732 . 649 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário n 560 . 900 / DF - RG", "Recurso Extraordinário n 741 . 414 / SP - AgR", "AI n 733 . 050 / RS - 4", "ARE 910656 AGR / DF", "ARE n 732 . 649 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário n 560 . 900 / DF - RG", "Recurso Extraordinário n 741 . 414 / SP - AgR", "AI n 733 . 050 / RS - 4", "AI n 794 . 392 / GO - AgR", "ARE 910656 AGR / DF", "AI n 794 . 392 / GO - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 4 . 870 / 1965 , artigos 9 . . .", "Medida Provisória n", "Lei n 4 . 870 / 1965", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "artigo 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "ART . 543 - B DO Código de Processo Civil", "art . 543 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "ART . 543 - B DO Código de Processo Civil", "art . 543 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 37 , INCISO XIV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "EMENDA CONSTITUCIONAL n 19 / 98", "Artigo 543 – B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 37 , INCISO XIV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "EMENDA CONSTITUCIONAL n 19 / 98", "Artigo 543 – B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Cuba", "DISTRITO FEDERAL", "Cuba" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "União", "União", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "União", "União", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Ministério da Fazenda", "Fundação Getúlio Vargas", "FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS", "MINISTÉRIO DA FAZENDA", "FGV", "Fundação Getúlio Vargas", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . 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Ementa e Acórdão 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ANTONIO FERNANDO DA CUNHA VEIGA AGDO.(A/S) :ANDREA BEATRIZ BRITTO VILLAS BOAS ADV.(A/S) :JORGE BARROSO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público estadual. Auditores fiscais. Teto remuneratório estadual. Estorno. Ausência de repercussão geral. Alegada repristinação de norma da Constituição Estadual em razão da sucessão das Emendas à Constituição Federal nºs 41/03 e 47/05. Ofensa reflexa. Súmula nº 280/STF. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 576.336/RO-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à possibilidade de estorno na remuneração de auditores fiscais estaduais em razão da modificação dos subtetos remuneratórios no âmbito do Estado, alterados em consequência das emendas nºs 41/03 e 47/05 à Constituição Federal, uma vez que a discussão da matéria não transcenderia o interesse das partes em litígio. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o exame da legislação local. Incidência da orientação da Sumula nº 280 da Corte. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964534. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 834690 AGR / BA Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964534. Supremo Tribunal Federal ARE 834690 AGR / BA Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ANTONIO FERNANDO DA CUNHA VEIGA AGDO.(A/S) :ANDREA BEATRIZ BRITTO VILLAS BOAS ADV.(A/S) :JORGE BARROSO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Seção Cível de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. JULGAMENTO DO MÉRITO DO PRESENTE MANDAMUS. REMUNERAÇÃO DO SERVIDOR DO PODER EXECUTIVO. AUDITOR FISCAL. TETO REMUNERATÓRIO. SIMPLES RECONHECIMENTO DE REVOGAÇÃO OU NÃO DE DIPLOMA ESTADUAL POR EMENDA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO ENVOLVE JUÍZO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICÁVEL A REGRA DE RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 37, § 12, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EC 47/2005, COM EFEITOS RETROATIVOS. REVALIDAÇÃO EXPRESSA DO ART. 34, § 5°, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. SUBSÍDIO DE DESEMBARGADOR DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964532. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ANTONIO FERNANDO DA CUNHA VEIGA AGDO.(A/S) :ANDREA BEATRIZ BRITTO VILLAS BOAS ADV.(A/S) :JORGE BARROSO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Seção Cível de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. JULGAMENTO DO MÉRITO DO PRESENTE MANDAMUS. REMUNERAÇÃO DO SERVIDOR DO PODER EXECUTIVO. AUDITOR FISCAL. TETO REMUNERATÓRIO. SIMPLES RECONHECIMENTO DE REVOGAÇÃO OU NÃO DE DIPLOMA ESTADUAL POR EMENDA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO ENVOLVE JUÍZO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICÁVEL A REGRA DE RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 37, § 12, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EC 47/2005, COM EFEITOS RETROATIVOS. REVALIDAÇÃO EXPRESSA DO ART. 34, § 5°, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. SUBSÍDIO DE DESEMBARGADOR DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 834690 AGR / BA TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA. PRECEDENTES. SEGURANÇA CONCEDIDA.’ Alega a agravante, nas razões do recurso extraordinário, violação dos artigos 37, inciso XI, e 97 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Não merece trânsito o apelo, uma vez que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 576.336/RO, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. A decisão do plenário está assim ementada: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AUDITOR FISCAL. ESTORNO NA REMUNERAÇÃO. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. SUPERVENIÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL 47/2005. SUBSÍDIO DO DESEMBARGADOR. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Questão restrita ao interesse regional e das partes.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964532. Supremo Tribunal Federal ARE 834690 AGR / BA TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA. PRECEDENTES. SEGURANÇA CONCEDIDA.’ Alega a agravante, nas razões do recurso extraordinário, violação dos artigos 37, inciso XI, e 97 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Não merece trânsito o apelo, uma vez que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 576.336/RO, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. A decisão do plenário está assim ementada: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AUDITOR FISCAL. ESTORNO NA REMUNERAÇÃO. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. SUPERVENIÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL 47/2005. SUBSÍDIO DO DESEMBARGADOR. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Questão restrita ao interesse regional e das partes.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 834690 AGR / BA Aduz o agravante, in verbis, que, “[d]e fato, o tema da constitucionalidade do teto constitucional atrelado ao vencimento do Governador do Estado sofreu negativa de Repercussão Geral no passado, na análise do RE 576.336/RO (tema 81). Ocorre que essa negativa está sendo desafiada através de Pedido de Revisão de Negativa de Repercussão Geral, apresentada incidentalmente ao RE 713.759/BA, Min. ROSA WEBER. Em decisão publicada em 31.10.2014, a Min. ROSA WEBER afastou a aplicação do tema 81 ao caso dos autos, tendo expressamente assentado que ‘não guarda identidade temática o paradigma indicado com a questão posta nos autos, tampouco com as decisões indicadas já submetidas à sistemática da repercussão geral, referentes ao teto remuneratório dos servidores públicos.’ A diferenciação dos casos também foi percebida pelo Min. Joaquim Barbosa (...) na SL 576... (…) Desse modo, seja pela promoção do Pedido de Revisão, seja pela não identidade dos temas, impõe-se o sobrestamento dos recursos extraordinários interpostos enquanto perdurar a mencionada Revisão, nos exatos termos do art. 543-A § 5º do CPC e artigo 327 do CPC. Ademais, o Estado aponta que o artigo 34, § 5º, da Constituição baiana, o qual permitia pagamento de vencimentos em patamar superior ao teto, foi revogado pela EC 41, de 2003. No entanto, a revogação tácita dessa última EC pela EC 47, de 2005, não teria o condão de repristinar o artigo 34, § 5º, da Constituição baiana, na medida em que esse instituto não é previsto no ordenamento jurídico brasileiro (a não ser que o próprio texto da norma o previsse, o que não é o caso do teto dos servidores públicos)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964532. Supremo Tribunal Federal ARE 834690 AGR / BA Aduz o agravante, in verbis, que, “[d]e fato, o tema da constitucionalidade do teto constitucional atrelado ao vencimento do Governador do Estado sofreu negativa de Repercussão Geral no passado, na análise do RE 576.336/RO (tema 81). Ocorre que essa negativa está sendo desafiada através de Pedido de Revisão de Negativa de Repercussão Geral, apresentada incidentalmente ao RE 713.759/BA, Min. ROSA WEBER. Em decisão publicada em 31.10.2014, a Min. ROSA WEBER afastou a aplicação do tema 81 ao caso dos autos, tendo expressamente assentado que ‘não guarda identidade temática o paradigma indicado com a questão posta nos autos, tampouco com as decisões indicadas já submetidas à sistemática da repercussão geral, referentes ao teto remuneratório dos servidores públicos.’ A diferenciação dos casos também foi percebida pelo Min. Joaquim Barbosa (...) na SL 576... (…) Desse modo, seja pela promoção do Pedido de Revisão, seja pela não identidade dos temas, impõe-se o sobrestamento dos recursos extraordinários interpostos enquanto perdurar a mencionada Revisão, nos exatos termos do art. 543-A § 5º do CPC e artigo 327 do CPC. Ademais, o Estado aponta que o artigo 34, § 5º, da Constituição baiana, o qual permitia pagamento de vencimentos em patamar superior ao teto, foi revogado pela EC 41, de 2003. No entanto, a revogação tácita dessa última EC pela EC 47, de 2005, não teria o condão de repristinar o artigo 34, § 5º, da Constituição baiana, na medida em que esse instituto não é previsto no ordenamento jurídico brasileiro (a não ser que o próprio texto da norma o previsse, o que não é o caso do teto dos servidores públicos)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Com efeito, em que pese a decisão proferida pela Ministra Rosa Weber no exame do RE nº 713.759/BA, citada pelo agravante, analisando o acompanhamento processual do mencionado recurso no sítio eletrônico deste Tribunal, verifico que, posteriormente, a Ministra Relatora proferiu nova decisão, publicada no DJe de 28/5/15, mediante a qual negou seguimento ao recurso extraordinário do Estado da Bahia, por considerar que a discussão ali travada seria de índole infraconstitucional. Do mesmo modo, não prospera a tese do agravante em relação à SL nº 576, cujo julgamento final transcrevo abaixo: “SUSPENSÃO DE LIMINAR. SUBTETO ESTADUAL. SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. EMENDA CONSTITUCIONAL 47/2005. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO AFASTADA NO JULGAMENTO DO RE 576.336. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NO JULGAMENTO DA ADI 4.900. I – Constatada a identidade entre o presente caso e o leading case, cuja repercussão geral foi rejeitada, mesma sorte sofrerá o futuro recurso extraordinário que venha a ser interposto pelo agravante, situação suficiente para a manutenção do indeferimento do pedido de suspensão pelo Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (SL nº 576/BA-AgR-segundo, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/9/15). Anoto que o referido acórdão transitou em julgado em 11/9/15. Ressalto, ainda, que o simples protocolo de petição pleiteando a revisão da tese proferida no RE nº 576.336/RO-RG não é suficiente para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964531. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Com efeito, em que pese a decisão proferida pela Ministra Rosa Weber no exame do RE nº 713.759/BA, citada pelo agravante, analisando o acompanhamento processual do mencionado recurso no sítio eletrônico deste Tribunal, verifico que, posteriormente, a Ministra Relatora proferiu nova decisão, publicada no DJe de 28/5/15, mediante a qual negou seguimento ao recurso extraordinário do Estado da Bahia, por considerar que a discussão ali travada seria de índole infraconstitucional. Do mesmo modo, não prospera a tese do agravante em relação à SL nº 576, cujo julgamento final transcrevo abaixo: “SUSPENSÃO DE LIMINAR. SUBTETO ESTADUAL. SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. EMENDA CONSTITUCIONAL 47/2005. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO AFASTADA NO JULGAMENTO DO RE 576.336. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NO JULGAMENTO DA ADI 4.900. I – Constatada a identidade entre o presente caso e o leading case, cuja repercussão geral foi rejeitada, mesma sorte sofrerá o futuro recurso extraordinário que venha a ser interposto pelo agravante, situação suficiente para a manutenção do indeferimento do pedido de suspensão pelo Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (SL nº 576/BA-AgR-segundo, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/9/15). Anoto que o referido acórdão transitou em julgado em 11/9/15. Ressalto, ainda, que o simples protocolo de petição pleiteando a revisão da tese proferida no RE nº 576.336/RO-RG não é suficiente para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964531. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 834690 AGR / BA afastar sua aplicação, motivo pelo qual indefiro o pedido de sobrestamento. Assim, é de ser mantida a decisão agravada, na qual se aplicou ao caso o quanto decidido pelo Plenário desta Corte, que, no julgamento do RE nº 576.336/RO-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à possibilidade de estorno na remuneração de auditores fiscais estaduais em razão da modificação dos tetos remuneratórios no âmbito dos Estados, alterados em consequência das emendas nºs 41/03 e 47/05 à Constituição Federal, uma vez que a discussão da matéria não transcenderia o interesse das partes em litígio. Aplicando essa orientação, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. TETO ESTADUAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: RE 576.336- RG/RO. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 810.338/RO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/9/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TETO REMUNERATÓRIO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS Nº 41/2003 E Nº 47/2005. TEMA Nº 81 DO PLENÁRIO VIRTUAL. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. No julgamento do RE n.º 576.336, relator o Ministro Ricardo Lewandowski, o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal rejeitou a repercussão geral de matéria idêntica à versada nestes autos. 2. O assunto corresponde ao Tema nº 81 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do STF e a manifestação lançada no Plenário Virtual está assim ementada: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964531. Supremo Tribunal Federal ARE 834690 AGR / BA afastar sua aplicação, motivo pelo qual indefiro o pedido de sobrestamento. Assim, é de ser mantida a decisão agravada, na qual se aplicou ao caso o quanto decidido pelo Plenário desta Corte, que, no julgamento do RE nº 576.336/RO-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à possibilidade de estorno na remuneração de auditores fiscais estaduais em razão da modificação dos tetos remuneratórios no âmbito dos Estados, alterados em consequência das emendas nºs 41/03 e 47/05 à Constituição Federal, uma vez que a discussão da matéria não transcenderia o interesse das partes em litígio. Aplicando essa orientação, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. TETO ESTADUAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: RE 576.336- RG/RO. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 810.338/RO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/9/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TETO REMUNERATÓRIO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS Nº 41/2003 E Nº 47/2005. TEMA Nº 81 DO PLENÁRIO VIRTUAL. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. No julgamento do RE n.º 576.336, relator o Ministro Ricardo Lewandowski, o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal rejeitou a repercussão geral de matéria idêntica à versada nestes autos. 2. O assunto corresponde ao Tema nº 81 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do STF e a manifestação lançada no Plenário Virtual está assim ementada: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964531. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 834690 AGR / BA SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AUDITOR FISCAL. ESTORNO NA REMUNERAÇÃO. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. SUPERVENIÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL 47/2005. SUBSÍDIO DO DESEMBARGADOR. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Questão restrita ao interesse regional e das partes’. 3. Nego provimento ao agravo regimental” (RE nº 721.502/AL-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 22/5/13). Ademais, para se discutir acerca da vigência ou não da norma da Constituição Estadual que estabelece o parâmetro para o teto do funcionalismo no Estado do Bahia, em razão da sucessão no tempo das Emendas nºs 41/03 e 47/5 à Constituição Federal, seria necessário analisar a Constituição Estadual, fim para o qual não se presta o recurso extraordinário. Incide a orientação da Sumula nº 280 desta Corte. Nesse sentido, registro o seguinte julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADMINISTRATIVO. REPRISTINAÇÃO DE NORMA DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. TETO REMUNERATÓRIO DE SERVIDOR ESTADUAL: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 830.149/BA-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/12/14). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964531. Supremo Tribunal Federal ARE 834690 AGR / BA SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AUDITOR FISCAL. ESTORNO NA REMUNERAÇÃO. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. SUPERVENIÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL 47/2005. SUBSÍDIO DO DESEMBARGADOR. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Questão restrita ao interesse regional e das partes’. 3. Nego provimento ao agravo regimental” (RE nº 721.502/AL-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 22/5/13). Ademais, para se discutir acerca da vigência ou não da norma da Constituição Estadual que estabelece o parâmetro para o teto do funcionalismo no Estado do Bahia, em razão da sucessão no tempo das Emendas nºs 41/03 e 47/5 à Constituição Federal, seria necessário analisar a Constituição Estadual, fim para o qual não se presta o recurso extraordinário. Incide a orientação da Sumula nº 280 desta Corte. Nesse sentido, registro o seguinte julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADMINISTRATIVO. REPRISTINAÇÃO DE NORMA DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. TETO REMUNERATÓRIO DE SERVIDOR ESTADUAL: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 830.149/BA-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/12/14). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964531. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ANTONIO FERNANDO DA CUNHA VEIGA AGDO.(A/S) : ANDREA BEATRIZ BRITTO VILLAS BOAS ADV.(A/S) : JORGE BARROSO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824163 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ANTONIO FERNANDO DA CUNHA VEIGA AGDO.(A/S) : ANDREA BEATRIZ BRITTO VILLAS BOAS ADV.(A/S) : JORGE BARROSO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824163 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9997265
2015-11-10T00:00:00
2015-12-15T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público estadual. Auditores fiscais. Teto remuneratório estadual. Estorno. Ausência de repercussão geral. Alegada repristinação de norma da Constituição Estadual em razão da sucessão das Emendas à Constituição Federal nºs 41/03 e 47/05. Ofensa reflexa. Súmula nº 280/STF. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 576.336/RO-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à possibilidade de estorno na remuneração de auditores fiscais estaduais em razão da modificação dos subtetos remuneratórios no âmbito do Estado, alterados em consequência das emendas nºs 41/03 e 47/05 à Constituição Federal, uma vez que a discussão da matéria não transcenderia o interesse das partes em litígio. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o exame da legislação local. Incidência da orientação da Sumula nº 280 da Corte. 3. Agravo regimental não provido.
sjur333637
- Acórdão(s) citado(s): (AUDITOR FISCAL, ESTORNO DE REMUNERAÇÃO) RE 576336 RG. (SERVIDOR PÚBLICO, TETO REMUNERATÓRIO) RE 721502 AgR (1ªT), ARE 810338 AgR (2ªT). (REPRISTINAÇÃO DE NORMA DE CONSTITUIÇÃO ESTADUAL) ARE 830149 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 15/01/2016, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
834690
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000047 ANO-2005\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 834690 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ANTONIO FERNANDO DA CUNHA VEIGA AGDO.(A/S) : ANDREA BEATRIZ BRITTO VILLAS BOAS ADV.(A/S) : JORGE BARROSO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ANTONIO FERNANDO DA CUNHA VEIGA AGDO.(A/S) :ANDREA BEATRIZ BRITTO VILLAS BOAS ADV.(A/S) :JORGE BARROSO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público estadual. Auditores fiscais. Teto remuneratório estadual. Estorno. Ausência de repercussão geral. Alegada repristinação de norma da Constituição Estadual em razão da sucessão das Emendas à Constituição Federal ns 41/03 e 47/05. Ofensa reflexa. Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 576.336/RO-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à possibilidade de estorno na remuneração de auditores fiscais estaduais em razão da modificação dos subtetos remuneratórios no âmbito do Estado, alterados em consequência das emendas ns 41/03 e 47/05 à Constituição Federal, uma vez que a discussão da matéria não transcenderia o interesse das partes em litígio. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o exame da legislação local. Incidência da orientação da Sumula n 280 da Corte. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964534. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 834690 AGR / BA Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964534. Supremo Tribunal Federal ARE 834690 AGR / BA Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ANTONIO FERNANDO DA CUNHA VEIGA AGDO.(A/S) :ANDREA BEATRIZ BRITTO VILLAS BOAS ADV.(A/S) :JORGE BARROSO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Seção Cível de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. JULGAMENTO DO MÉRITO DO PRESENTE MANDAMUS. REMUNERAÇÃO DO SERVIDOR DO PODER EXECUTIVO. AUDITOR FISCAL. TETO REMUNERATÓRIO. SIMPLES RECONHECIMENTO DE REVOGAÇÃO OU NÃO DE DIPLOMA ESTADUAL POR EMENDA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO ENVOLVE JUÍZO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICÁVEL A REGRA DE RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 37, § 12, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EC 47/2005, COM EFEITOS RETROATIVOS. REVALIDAÇÃO EXPRESSA DO ART. 34, § 5..., DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. SUBSÍDIO DE DESEMBARGADOR DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964532. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ANTONIO FERNANDO DA CUNHA VEIGA AGDO.(A/S) :ANDREA BEATRIZ BRITTO VILLAS BOAS ADV.(A/S) :JORGE BARROSO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Seção Cível de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. JULGAMENTO DO MÉRITO DO PRESENTE MANDAMUS. REMUNERAÇÃO DO SERVIDOR DO PODER EXECUTIVO. AUDITOR FISCAL. TETO REMUNERATÓRIO. SIMPLES RECONHECIMENTO DE REVOGAÇÃO OU NÃO DE DIPLOMA ESTADUAL POR EMENDA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO ENVOLVE JUÍZO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICÁVEL A REGRA DE RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 37, § 12, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EC 47/2005, COM EFEITOS RETROATIVOS. REVALIDAÇÃO EXPRESSA DO ART. 34, § 5..., DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. SUBSÍDIO DE DESEMBARGADOR DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 834690 AGR / BA TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA. PRECEDENTES. SEGURANÇA CONCEDIDA.’ Alega a agravante, nas razões do recurso extraordinário, violação dos artigos 37, inciso XI, e 97 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Não merece trânsito o apelo, uma vez que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Recurso Extraordinário n 576.336/RO, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. A decisão do plenário está assim ementada: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AUDITOR FISCAL. ESTORNO NA REMUNERAÇÃO. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. SUPERVENIÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL 47/2005. SUBSÍDIO DO DESEMBARGADOR. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Questão restrita ao interesse regional e das partes.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964532. Supremo Tribunal Federal ARE 834690 AGR / BA TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA. PRECEDENTES. SEGURANÇA CONCEDIDA.’ Alega a agravante, nas razões do recurso extraordinário, violação dos artigos 37, inciso XI, e 97 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Não merece trânsito o apelo, uma vez que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Recurso Extraordinário n 576.336/RO, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. A decisão do plenário está assim ementada: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AUDITOR FISCAL. ESTORNO NA REMUNERAÇÃO. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. SUPERVENIÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL 47/2005. SUBSÍDIO DO DESEMBARGADOR. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Questão restrita ao interesse regional e das partes.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 834690 AGR / BA Aduz o agravante, in verbis, que, “[d]e fato, o tema da constitucionalidade do teto constitucional atrelado ao vencimento do Governador do Estado sofreu negativa de Repercussão Geral no passado, na análise do Recurso Extraordinário 576.336/RO (tema 81). Ocorre que essa negativa está sendo desafiada através de Pedido de Revisão de Negativa de Repercussão Geral, apresentada incidentalmente ao Recurso Extraordinário 713.759/BA, Min. ROSA WEBER. Em decisão publicada em 31.10.2014, a Min. ROSA WEBER afastou a aplicação do tema 81 ao caso dos autos, tendo expressamente assentado que ‘não guarda identidade temática o paradigma indicado com a questão posta nos autos, tampouco com as decisões indicadas já submetidas à sistemática da repercussão geral, referentes ao teto remuneratório dos servidores públicos.’ A diferenciação dos casos também foi percebida pelo Min. Joaquim Barbosa (...) na SL 576... (…) Desse modo, seja pela promoção do Pedido de Revisão, seja pela não identidade dos temas, impõe-se o sobrestamento dos recursos extraordinários interpostos enquanto perdurar a mencionada Revisão, nos exatos termos do art. 543-A § 5... do Código de Processo Civil e artigo 327 do Código de Processo Civil. Ademais, o Estado aponta que o artigo 34, § 5..., da Constituição baiana, o qual permitia pagamento de vencimentos em patamar superior ao teto, foi revogado pela EC 41, de 2003. No entanto, a revogação tácita dessa última EC pela EC 47, de 2005, não teria o condão de repristinar o artigo 34, § 5..., da Constituição baiana, na medida em que esse instituto não é previsto no ordenamento jurídico brasileiro (a não ser que o próprio texto da norma o previsse, o que não é o caso do teto dos servidores públicos)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964532. Supremo Tribunal Federal ARE 834690 AGR / BA Aduz o agravante, in verbis, que, “[d]e fato, o tema da constitucionalidade do teto constitucional atrelado ao vencimento do Governador do Estado sofreu negativa de Repercussão Geral no passado, na análise do Recurso Extraordinário 576.336/RO (tema 81). Ocorre que essa negativa está sendo desafiada através de Pedido de Revisão de Negativa de Repercussão Geral, apresentada incidentalmente ao Recurso Extraordinário 713.759/BA, Min. ROSA WEBER. Em decisão publicada em 31.10.2014, a Min. ROSA WEBER afastou a aplicação do tema 81 ao caso dos autos, tendo expressamente assentado que ‘não guarda identidade temática o paradigma indicado com a questão posta nos autos, tampouco com as decisões indicadas já submetidas à sistemática da repercussão geral, referentes ao teto remuneratório dos servidores públicos.’ A diferenciação dos casos também foi percebida pelo Min. Joaquim Barbosa (...) na SL 576... (…) Desse modo, seja pela promoção do Pedido de Revisão, seja pela não identidade dos temas, impõe-se o sobrestamento dos recursos extraordinários interpostos enquanto perdurar a mencionada Revisão, nos exatos termos do art. 543-A § 5... do Código de Processo Civil e artigo 327 do Código de Processo Civil. Ademais, o Estado aponta que o artigo 34, § 5..., da Constituição baiana, o qual permitia pagamento de vencimentos em patamar superior ao teto, foi revogado pela EC 41, de 2003. No entanto, a revogação tácita dessa última EC pela EC 47, de 2005, não teria o condão de repristinar o artigo 34, § 5..., da Constituição baiana, na medida em que esse instituto não é previsto no ordenamento jurídico brasileiro (a não ser que o próprio texto da norma o previsse, o que não é o caso do teto dos servidores públicos)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Com efeito, em que pese a decisão proferida pela Ministra Rosa Weber no exame do Recurso Extraordinário n 713.759/BA, citada pelo agravante, analisando o acompanhamento processual do mencionado recurso no sítio eletrônico deste Tribunal, verifico que, posteriormente, a Ministra Relatora proferiu nova decisão, publicada no DJe de 28/5/15, mediante a qual negou seguimento ao recurso extraordinário do Estado da Bahia, por considerar que a discussão ali travada seria de índole infraconstitucional. Do mesmo modo, não prospera a tese do agravante em relação à SL n 576, cujo julgamento final transcrevo abaixo: “SUSPENSÃO DE LIMINAR. SUBTETO ESTADUAL. SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. EMENDA CONSTITUCIONAL 47/2005. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO AFASTADA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 576.336. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NO JULGAMENTO DA ADI 4.900. I – Constatada a identidade entre o presente caso e o leading case, cuja repercussão geral foi rejeitada, mesma sorte sofrerá o futuro recurso extraordinário que venha a ser interposto pelo agravante, situação suficiente para a manutenção do indeferimento do pedido de suspensão pelo Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (SL n 576/BA-AgR-segundo, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/9/15). Anoto que o referido acórdão transitou em julgado em 11/9/15. Ressalto, ainda, que o simples protocolo de petição pleiteando a revisão da tese proferida no Recurso Extraordinário n 576.336/RO-RG não é suficiente para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964531. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Com efeito, em que pese a decisão proferida pela Ministra Rosa Weber no exame do Recurso Extraordinário n 713.759/BA, citada pelo agravante, analisando o acompanhamento processual do mencionado recurso no sítio eletrônico deste Tribunal, verifico que, posteriormente, a Ministra Relatora proferiu nova decisão, publicada no DJe de 28/5/15, mediante a qual negou seguimento ao recurso extraordinário do Estado da Bahia, por considerar que a discussão ali travada seria de índole infraconstitucional. Do mesmo modo, não prospera a tese do agravante em relação à SL n 576, cujo julgamento final transcrevo abaixo: “SUSPENSÃO DE LIMINAR. SUBTETO ESTADUAL. SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. EMENDA CONSTITUCIONAL 47/2005. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO AFASTADA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 576.336. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NO JULGAMENTO DA ADI 4.900. I – Constatada a identidade entre o presente caso e o leading case, cuja repercussão geral foi rejeitada, mesma sorte sofrerá o futuro recurso extraordinário que venha a ser interposto pelo agravante, situação suficiente para a manutenção do indeferimento do pedido de suspensão pelo Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (SL n 576/BA-AgR-segundo, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/9/15). Anoto que o referido acórdão transitou em julgado em 11/9/15. Ressalto, ainda, que o simples protocolo de petição pleiteando a revisão da tese proferida no Recurso Extraordinário n 576.336/RO-RG não é suficiente para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964531. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 834690 AGR / BA afastar sua aplicação, motivo pelo qual indefiro o pedido de sobrestamento. Assim, é de ser mantida a decisão agravada, na qual se aplicou ao caso o quanto decidido pelo Plenário desta Corte, que, no julgamento do Recurso Extraordinário n 576.336/RO-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à possibilidade de estorno na remuneração de auditores fiscais estaduais em razão da modificação dos tetos remuneratórios no âmbito dos Estados, alterados em consequência das emendas ns 41/03 e 47/05 à Constituição Federal, uma vez que a discussão da matéria não transcenderia o interesse das partes em litígio. Aplicando essa orientação, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. TETO ESTADUAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: Recurso Extraordinário 576.336- RG/RO. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 810.338/RO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/9/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TETO REMUNERATÓRIO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS n 41/2003 E n 47/2005. TEMA n 81 DO PLENÁRIO VIRTUAL. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 576.336, relator o Ministro Ricardo Lewandowski, o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal rejeitou a repercussão geral de matéria idêntica à versada nestes autos. 2. O assunto corresponde ao Tema n 81 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do Supremo Tribunal Federal e a manifestação lançada no Plenário Virtual está assim ementada: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964531. Supremo Tribunal Federal ARE 834690 AGR / BA afastar sua aplicação, motivo pelo qual indefiro o pedido de sobrestamento. Assim, é de ser mantida a decisão agravada, na qual se aplicou ao caso o quanto decidido pelo Plenário desta Corte, que, no julgamento do Recurso Extraordinário n 576.336/RO-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à possibilidade de estorno na remuneração de auditores fiscais estaduais em razão da modificação dos tetos remuneratórios no âmbito dos Estados, alterados em consequência das emendas ns 41/03 e 47/05 à Constituição Federal, uma vez que a discussão da matéria não transcenderia o interesse das partes em litígio. Aplicando essa orientação, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. TETO ESTADUAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: Recurso Extraordinário 576.336- RG/RO. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 810.338/RO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/9/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TETO REMUNERATÓRIO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS n 41/2003 E n 47/2005. TEMA n 81 DO PLENÁRIO VIRTUAL. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 576.336, relator o Ministro Ricardo Lewandowski, o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal rejeitou a repercussão geral de matéria idêntica à versada nestes autos. 2. O assunto corresponde ao Tema n 81 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do Supremo Tribunal Federal e a manifestação lançada no Plenário Virtual está assim ementada: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964531. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 834690 AGR / BA SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AUDITOR FISCAL. ESTORNO NA REMUNERAÇÃO. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. SUPERVENIÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL 47/2005. SUBSÍDIO DO DESEMBARGADOR. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Questão restrita ao interesse regional e das partes’. 3. Nego provimento ao agravo regimental” (Recurso Extraordinário n 721.502/AL-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 22/5/13). Ademais, para se discutir acerca da vigência ou não da norma da Constituição Estadual que estabelece o parâmetro para o teto do funcionalismo no Estado do Bahia, em razão da sucessão no tempo das Emendas ns 41/03 e 47/5 à Constituição Federal, seria necessário analisar a Constituição Estadual, fim para o qual não se presta o recurso extraordinário. Incide a orientação da Sumula n 280 desta Corte. Nesse sentido, registro o seguinte julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADMINISTRATIVO. REPRISTINAÇÃO DE NORMA DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. TETO REMUNERATÓRIO DE SERVIDOR ESTADUAL: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 830.149/BA-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/12/14). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964531. Supremo Tribunal Federal ARE 834690 AGR / BA SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AUDITOR FISCAL. ESTORNO NA REMUNERAÇÃO. SUBSÍDIO DO GOVERNADOR. EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. SUPERVENIÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL 47/2005. SUBSÍDIO DO DESEMBARGADOR. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Questão restrita ao interesse regional e das partes’. 3. Nego provimento ao agravo regimental” (Recurso Extraordinário n 721.502/AL-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 22/5/13). Ademais, para se discutir acerca da vigência ou não da norma da Constituição Estadual que estabelece o parâmetro para o teto do funcionalismo no Estado do Bahia, em razão da sucessão no tempo das Emendas ns 41/03 e 47/5 à Constituição Federal, seria necessário analisar a Constituição Estadual, fim para o qual não se presta o recurso extraordinário. Incide a orientação da Sumula n 280 desta Corte. Nesse sentido, registro o seguinte julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADMINISTRATIVO. REPRISTINAÇÃO DE NORMA DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. TETO REMUNERATÓRIO DE SERVIDOR ESTADUAL: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 830.149/BA-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/12/14). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964531. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ANTONIO FERNANDO DA CUNHA VEIGA AGDO.(A/S) : ANDREA BEATRIZ BRITTO VILLAS BOAS ADV.(A/S) : JORGE BARROSO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824163 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.690 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ANTONIO FERNANDO DA CUNHA VEIGA AGDO.(A/S) : ANDREA BEATRIZ BRITTO VILLAS BOAS ADV.(A/S) : JORGE BARROSO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824163 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834 . 690", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 576 . 336 / RO - RG", "Sumula n 280 da Corte", "AGRAVO 834 . 690", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário n 576 . 336 / RO", "ARE 834690 AGR /", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário n 576 . 336", "ARE 834690 AGR / BA", "Recurso Extraordinário 576 . 336 / RO", "Recurso Extraordinário 713 . 759", "SL 576 .", "ARE 834690", "Recurso Extraordinário 576 . 336 / RO", "Recurso Extraordinário 713 . 759 / BA", "SL 576 .", "Recurso Extraordinário n 713 . 759 / BA", "SL n 576", "Recurso Extraordinário 576 . 336", "ADI 4 . 900", "SL n 576 / BA -", "Recurso Extraordinário n 576 . 336 / RO", "Recurso Extraordinário n 713 . 759 / BA", "SL n 576", "Recurso Extraordinário 576 . 336", "ADI 4 . 900", "SL n 576 / BA - AgR - segundo", "Recurso Extraordinário n 576 . 336 / RO - RG", "ARE 834690 AGR / BA", "Recurso 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Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , § 12 , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "EC 47 / 2005", "ART . 34 , § 5 . . . , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 37 , inciso XI , e 97 da Constituição Federal", "EMENDA", "EMENDA CONSTITUCIONAL 47 / 2005", "artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 37 , inciso XI , e 97 da Constituição Federal", "EMENDA CONSTITUCIONAL 41 / 2003", "SUPERVENIÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL 47 / 2005", "artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A § 5 . . . do Código de Processo Civil", "artigo 327 do Código de Processo Civil", "artigo 34 , § 5 . . . , da Constituição baiana", "EC 41", "EC 47", "artigo 34 , § 5 . . . , da Constituição baiana", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A § 5 . . . do Código de Processo Civil", "artigo 327 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BARROSO", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "ANTONIO FERNANDO DA CUNHA VEIGA", "ANDREA BEATRIZ BRITTO VILLAS BOAS", "JORGE BARROSO", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "10", ".", "2014", "2003", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", 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Ementa e Acórdão 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DALVIO TSCHINKEL ADV.(A/S) :JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DALVIO TSCHINKEL E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo em recurso ordinário em mandado de segurança. Interposição do recurso pelo advogado, em nome próprio. Ausência de interesse recursal. Agravo não provido. Inexiste interesse recursal de advogado para interpor, em nome próprio, agravo nos autos de recurso ordinário quando o objeto da impetração versa unicamente sobre interesse da parte. A condenação em honorários, que fundamentaria, segundo entende a recorrente, seu interesse na interposição do regimental, não foi objeto da impetração, razão pela qual não é fato hábil a justificar a interposição de recurso nos presentes autos. Agravo não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438599. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RMS 33326 AGR / DF Brasília, 8 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438599. Supremo Tribunal Federal RMS 33326 AGR / DF Brasília, 8 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438599. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DALVIO TSCHINKEL ADV.(A/S) :JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DALVIO TSCHINKEL E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental, proposto, em nome próprio, pela advogada constituída nos autos, em face de decisão monocrática de minha lavra mediante a qual neguei seguimento ao recurso ordinário, interposto contra acórdão com que o Superior Tribunal de Justiça ratificou decisão singular de indeferimento do Mandado de Segurança nº 18.999/DF, impetrado naquela Corte com o objetivo de anular o julgamento proferido pela Terceira Turma do STJ nos autos do Recurso Especial nº 1.284.035/MS. Em suas razões, defende a advogada que possui interesse recursal, pois nos autos do recurso especial que deu origem ao presente recurso ordinário em mandado de segurança, o relator daquele feito fixou os honorários de sucumbência à razão de 50%, devidamente compensados entre as partes. No mérito, argui que, ao contrário do que foi decidido na decisão monocrática de minha lavra, a interposição do mandamus era sim cabível, pois nenhum recurso seria possível em face da decisão impugnada (proferida nos autos do Resp nº 1.284.035/MS); a qual, ademais, conteria flagrante teratologia, por ter o STJ admitido o recurso especial, mesmo sabendo se tratar de recurso inadmissível. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438596. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DALVIO TSCHINKEL ADV.(A/S) :JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DALVIO TSCHINKEL E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental, proposto, em nome próprio, pela advogada constituída nos autos, em face de decisão monocrática de minha lavra mediante a qual neguei seguimento ao recurso ordinário, interposto contra acórdão com que o Superior Tribunal de Justiça ratificou decisão singular de indeferimento do Mandado de Segurança nº 18.999/DF, impetrado naquela Corte com o objetivo de anular o julgamento proferido pela Terceira Turma do STJ nos autos do Recurso Especial nº 1.284.035/MS. Em suas razões, defende a advogada que possui interesse recursal, pois nos autos do recurso especial que deu origem ao presente recurso ordinário em mandado de segurança, o relator daquele feito fixou os honorários de sucumbência à razão de 50%, devidamente compensados entre as partes. No mérito, argui que, ao contrário do que foi decidido na decisão monocrática de minha lavra, a interposição do mandamus era sim cabível, pois nenhum recurso seria possível em face da decisão impugnada (proferida nos autos do Resp nº 1.284.035/MS); a qual, ademais, conteria flagrante teratologia, por ter o STJ admitido o recurso especial, mesmo sabendo se tratar de recurso inadmissível. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438596. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório RMS 33326 AGR / DF Requer, ao final, a recorrente a reconsideração da decisão agravada, para o fim de que seja dado provimento ao recurso ordinário interposto e, caso assim não se entenda, seja submetido o agravo regimental ao órgão colegiado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438596. Supremo Tribunal Federal RMS 33326 AGR / DF Requer, ao final, a recorrente a reconsideração da decisão agravada, para o fim de que seja dado provimento ao recurso ordinário interposto e, caso assim não se entenda, seja submetido o agravo regimental ao órgão colegiado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438596. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não se deve conhecer do recurso, por ausência de interesse e de legitimidade recursal. De fato, o mérito do mandamus – e por consequência do recurso ordinário interposto nesta Corte – é tão somente a admissão pelo STJ de recurso especial (que, no entender da impetrante, seria manifestamente inadmissível). A condenação em honorários, portanto, que fundamentaria, segundo entende a recorrente, seu interesse na interposição deste regimental, não foi objeto da impetração, razão pela qual não é fato hábil a justificar a interposição de recurso nos presentes autos. Carece, desse modo, a ora agravante de interesse recursal. Observe-se, ainda, que, apesar de a agravante fundamentar seu interesse recursal na condenação em honorários, seu recurso se volta contra o mérito da decisão agravada, que versou unicamente sobre a inexistência de teratologia na decisão do STJ nos autos do Resp nº 1.284.035/MS. Somente a parte, todavia, detém legitimidade para a defesa do mérito da demanda por ela proposta, não sendo reservado ao causídico, quanto ao ponto, senão a representação processual da impetrante, carecendo, portanto, de legitimidade recursal própria para a obtenção de reforma da decisão ora recorrida. Pelo exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438597. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não se deve conhecer do recurso, por ausência de interesse e de legitimidade recursal. De fato, o mérito do mandamus – e por consequência do recurso ordinário interposto nesta Corte – é tão somente a admissão pelo STJ de recurso especial (que, no entender da impetrante, seria manifestamente inadmissível). A condenação em honorários, portanto, que fundamentaria, segundo entende a recorrente, seu interesse na interposição deste regimental, não foi objeto da impetração, razão pela qual não é fato hábil a justificar a interposição de recurso nos presentes autos. Carece, desse modo, a ora agravante de interesse recursal. Observe-se, ainda, que, apesar de a agravante fundamentar seu interesse recursal na condenação em honorários, seu recurso se volta contra o mérito da decisão agravada, que versou unicamente sobre a inexistência de teratologia na decisão do STJ nos autos do Resp nº 1.284.035/MS. Somente a parte, todavia, detém legitimidade para a defesa do mérito da demanda por ela proposta, não sendo reservado ao causídico, quanto ao ponto, senão a representação processual da impetrante, carecendo, portanto, de legitimidade recursal própria para a obtenção de reforma da decisão ora recorrida. Pelo exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 08/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DALVIO TSCHINKEL ADV.(A/S) : JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DALVIO TSCHINKEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410239 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DALVIO TSCHINKEL ADV.(A/S) : JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DALVIO TSCHINKEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410239 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9466431
2015-09-08T00:00:00
2015-09-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 08.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA Agravo em recurso ordinário em mandado de segurança. Interposição do recurso pelo advogado, em nome próprio. Ausência de interesse recursal. Agravo não provido. Inexiste interesse recursal de advogado para interpor, em nome próprio, agravo nos autos de recurso ordinário quando o objeto da impetração versa unicamente sobre interesse da parte. A condenação em honorários, que fundamentaria, segundo entende a recorrente, seu interesse na interposição do regimental, não foi objeto da impetração, razão pela qual não é fato hábil a justificar a interposição de recurso nos presentes autos. Agravo não provido.
sjur321939
Número de páginas: 6. Análise: 08/10/2015, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
33326
null
RMS-AgR
acordaos
RMS 33326 AgR
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AGTE.(S) : DALVIO TSCHINKEL ADV.(A/S) : JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DALVIO TSCHINKEL E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DALVIO TSCHINKEL ADV.(A/S) :JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DALVIO TSCHINKEL E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo em recurso ordinário em mandado de segurança. Interposição do recurso pelo advogado, em nome próprio. Ausência de interesse recursal. Agravo não provido. Inexiste interesse recursal de advogado para interpor, em nome próprio, agravo nos autos de recurso ordinário quando o objeto da impetração versa unicamente sobre interesse da parte. A condenação em honorários, que fundamentaria, segundo entende a recorrente, seu interesse na interposição do regimental, não foi objeto da impetração, razão pela qual não é fato hábil a justificar a interposição de recurso nos presentes autos. Agravo não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438599. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RMS 33326 AGR / DF Brasília, 8 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438599. Supremo Tribunal Federal RMS 33326 AGR / DF Brasília, 8 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438599. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DALVIO TSCHINKEL ADV.(A/S) :JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DALVIO TSCHINKEL E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental, proposto, em nome próprio, pela advogada constituída nos autos, em face de decisão monocrática de minha lavra mediante a qual neguei seguimento ao recurso ordinário, interposto contra acórdão com que o Superior Tribunal de Justiça ratificou decisão singular de indeferimento do Mandado de Segurança n 18.999/DF, impetrado naquela Corte com o objetivo de anular o julgamento proferido pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do Recurso Especial n 1.284.035/MS. Em suas razões, defende a advogada que possui interesse recursal, pois nos autos do recurso especial que deu origem ao presente recurso ordinário em mandado de segurança, o relator daquele feito fixou os honorários de sucumbência à razão de 50%, devidamente compensados entre as partes. No mérito, argui que, ao contrário do que foi decidido na decisão monocrática de minha lavra, a interposição do mandamus era sim cabível, pois nenhum recurso seria possível em face da decisão impugnada (proferida nos autos do Resp n 1.284.035/MS); a qual, ademais, conteria flagrante teratologia, por ter o Superior Tribunal de Justiça admitido o recurso especial, mesmo sabendo se tratar de recurso inadmissível. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438596. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DALVIO TSCHINKEL ADV.(A/S) :JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DALVIO TSCHINKEL E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental, proposto, em nome próprio, pela advogada constituída nos autos, em face de decisão monocrática de minha lavra mediante a qual neguei seguimento ao recurso ordinário, interposto contra acórdão com que o Superior Tribunal de Justiça ratificou decisão singular de indeferimento do Mandado de Segurança n 18.999/DF, impetrado naquela Corte com o objetivo de anular o julgamento proferido pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do Recurso Especial n 1.284.035/MS. Em suas razões, defende a advogada que possui interesse recursal, pois nos autos do recurso especial que deu origem ao presente recurso ordinário em mandado de segurança, o relator daquele feito fixou os honorários de sucumbência à razão de 50%, devidamente compensados entre as partes. No mérito, argui que, ao contrário do que foi decidido na decisão monocrática de minha lavra, a interposição do mandamus era sim cabível, pois nenhum recurso seria possível em face da decisão impugnada (proferida nos autos do Resp n 1.284.035/MS); a qual, ademais, conteria flagrante teratologia, por ter o Superior Tribunal de Justiça admitido o recurso especial, mesmo sabendo se tratar de recurso inadmissível. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438596. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório RMS 33326 AGR / DF Requer, ao final, a recorrente a reconsideração da decisão agravada, para o fim de que seja dado provimento ao recurso ordinário interposto e, caso assim não se entenda, seja submetido o agravo regimental ao órgão colegiado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438596. Supremo Tribunal Federal RMS 33326 AGR / DF Requer, ao final, a recorrente a reconsideração da decisão agravada, para o fim de que seja dado provimento ao recurso ordinário interposto e, caso assim não se entenda, seja submetido o agravo regimental ao órgão colegiado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438596. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não se deve conhecer do recurso, por ausência de interesse e de legitimidade recursal. De fato, o mérito do mandamus – e por consequência do recurso ordinário interposto nesta Corte – é tão somente a admissão pelo Superior Tribunal de Justiça de recurso especial (que, no entender da impetrante, seria manifestamente inadmissível). A condenação em honorários, portanto, que fundamentaria, segundo entende a recorrente, seu interesse na interposição deste regimental, não foi objeto da impetração, razão pela qual não é fato hábil a justificar a interposição de recurso nos presentes autos. Carece, desse modo, a ora agravante de interesse recursal. Observe-se, ainda, que, apesar de a agravante fundamentar seu interesse recursal na condenação em honorários, seu recurso se volta contra o mérito da decisão agravada, que versou unicamente sobre a inexistência de teratologia na decisão do Superior Tribunal de Justiça nos autos do Resp n 1.284.035/MS. Somente a parte, todavia, detém legitimidade para a defesa do mérito da demanda por ela proposta, não sendo reservado ao causídico, quanto ao ponto, senão a representação processual da impetrante, carecendo, portanto, de legitimidade recursal própria para a obtenção de reforma da decisão ora recorrida. Pelo exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438597. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não se deve conhecer do recurso, por ausência de interesse e de legitimidade recursal. De fato, o mérito do mandamus – e por consequência do recurso ordinário interposto nesta Corte – é tão somente a admissão pelo Superior Tribunal de Justiça de recurso especial (que, no entender da impetrante, seria manifestamente inadmissível). A condenação em honorários, portanto, que fundamentaria, segundo entende a recorrente, seu interesse na interposição deste regimental, não foi objeto da impetração, razão pela qual não é fato hábil a justificar a interposição de recurso nos presentes autos. Carece, desse modo, a ora agravante de interesse recursal. Observe-se, ainda, que, apesar de a agravante fundamentar seu interesse recursal na condenação em honorários, seu recurso se volta contra o mérito da decisão agravada, que versou unicamente sobre a inexistência de teratologia na decisão do Superior Tribunal de Justiça nos autos do Resp n 1.284.035/MS. Somente a parte, todavia, detém legitimidade para a defesa do mérito da demanda por ela proposta, não sendo reservado ao causídico, quanto ao ponto, senão a representação processual da impetrante, carecendo, portanto, de legitimidade recursal própria para a obtenção de reforma da decisão ora recorrida. Pelo exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 08/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DALVIO TSCHINKEL ADV.(A/S) : JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DALVIO TSCHINKEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410239 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.326 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DALVIO TSCHINKEL ADV.(A/S) : JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DALVIO TSCHINKEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410239 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RMS 33326 AGR / DF", "Mandado de Segurança n 18 . 999 / DF", "Recurso Especial n 1 . 284 . 035 / MS", "Resp n 1 . 284 . 035 / MS", "Mandado de Segurança n 18 . 999 / DF", "Recurso Especial n 1 . 284 . 035 / MS", "Resp n 1 . 284 . 035 / MS", "RMS 33326 AGR / DF", "RMS 33326 AGR / DF", "Resp n 1 . 284 . 035 / MS", "Resp n 1 . 284 . 035 / MS" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "DALVIO TSCHINKEL", "JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS", "LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA", "DALVIO TSCHINKEL", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DALVIO TSCHINKEL", "JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS", "LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA", "DALVIO TSCHINKEL", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DALVIO TSCHINKEL", "JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS", "LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA", "DALVIO TSCHINKEL", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DALVIO TSCHINKEL", "JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS", "LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA", "DALVIO TSCHINKEL", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "DALVIO TSCHINKEL", "JULIANA SIMONIELE SALDANHA TSCHINKEL CORREIA SANTOS", "LUIZ CARLOS GIORDANI COSTA", "DALVIO TSCHINKEL", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "08", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) :ENDERSON BELLOTE MACHADO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO COMPLEMENTAR PARA PAGAMENTO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL N. 30/2000. NECESSIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484971. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) :ENDERSON BELLOTE MACHADO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO COMPLEMENTAR PARA PAGAMENTO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL N. 30/2000. NECESSIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484970. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) :ENDERSON BELLOTE MACHADO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO COMPLEMENTAR PARA PAGAMENTO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL N. 30/2000. NECESSIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484970. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) :ENDERSON BELLOTE MACHADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.7.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União contra julgado do Tribunal Regional Federal da Segunda Região, que decidiu ser possível a “expedição de precatório complementar para pagamento de correção monetária de valor pago pela sistemática anterior à mudança introduzida pela Emenda Constitucional n. 30/2000”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 5. O Tribunal Regional assentou: (...) Esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que assentou a possibilidade de incidência de correção monetária em precatório e da necessidade de expedição de novo precatório para pagamento de crédito suplementar: “Execução por título judicial: expedição de novo precatório para cobrança de crédito suplementar: necessidade: discussão anterior à EC 30/2000: precedente (RE 168.016, Galvão, 1ª T., DJ 2.8.96)” (AI 487.699-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). “Recurso Extraordinário. 2. Precatórios. Juros de mora. 3. Art. 100, § 1º, da Constituição Federal. Redação anterior à Emenda 30, de 2000. 4. Inclusão no orçamento das entidades de direito público. Apresentação até 1º de julho, data em que terão seus valores Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) :ENDERSON BELLOTE MACHADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.7.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União contra julgado do Tribunal Regional Federal da Segunda Região, que decidiu ser possível a “expedição de precatório complementar para pagamento de correção monetária de valor pago pela sistemática anterior à mudança introduzida pela Emenda Constitucional n. 30/2000”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 5. O Tribunal Regional assentou: (...) Esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que assentou a possibilidade de incidência de correção monetária em precatório e da necessidade de expedição de novo precatório para pagamento de crédito suplementar: “Execução por título judicial: expedição de novo precatório para cobrança de crédito suplementar: necessidade: discussão anterior à EC 30/2000: precedente (RE 168.016, Galvão, 1ª T., DJ 2.8.96)” (AI 487.699-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). “Recurso Extraordinário. 2. Precatórios. Juros de mora. 3. Art. 100, § 1º, da Constituição Federal. Redação anterior à Emenda 30, de 2000. 4. Inclusão no orçamento das entidades de direito público. Apresentação até 1º de julho, data em que terão seus valores Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 646466 AGR / RJ atualizados. 5. Prazo constitucional de pagamento até o final do exercício seguinte. 5. Descaracterização da mora, quando não há atraso na satisfação dos débitos. 5. Recurso extraordinário provido” (RE 298.616, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJ 3.10.2003). “CONSTITUCIONAL. FINANCEIRO. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE MORA. APURAÇÃO ENTRE A DATA DE REALIZAÇÃO DA CONTA DOS VALORES DEVIDOS E A EXPEDIÇÃO DA RPV. RELEVÂNCIA DO LAPSO TEMPORAL. CABIMENTO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA QUANTO AO CABIMENTO DA APLICAÇÃO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. 1. ‘O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, CONHECENDO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, JULGARÁ A CAUSA, APLICANDO O DIREITO À ESPÉCIE’ (Súmula 456/STF). Aplicabilidade ao recurso extraordinário em exame. 2. É devida correção monetária no período compreendido entre a data de elaboração do cálculo da requisição de pequeno valor - RPV e sua expedição para pagamento. Recurso extraordinário conhecido, ao qual se dá parcial provimento, para cassar o acórdão-recorrido, de modo que o TJ/RS possa dar continuidade ao julgamento para definir qual é o índice de correção monetária aplicável em âmbito estadual” (ARE 638.195, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, Dje 13.12.2013). (...) 6. Ressalte-se ter o Tribunal de origem decidido que, “à época da expedição do precatório - antes da EC-30/2000 -, a atualização monetária era feita somente até o dia 1º de julho do ano da expedição, razão pela qual sempre ficava um período em aberto entre a atualização e o pagamento, implicando em expedição de precatório complementar, como in casu. Dessa forma, deve prosseguir a execução pelos cálculos de fls. 12/14, elaborados pelo contador judicial” (fl. 60). A pretensão da Recorrente exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Supremo Tribunal Federal RE 646466 AGR / RJ atualizados. 5. Prazo constitucional de pagamento até o final do exercício seguinte. 5. Descaracterização da mora, quando não há atraso na satisfação dos débitos. 5. Recurso extraordinário provido” (RE 298.616, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJ 3.10.2003). “CONSTITUCIONAL. FINANCEIRO. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE MORA. APURAÇÃO ENTRE A DATA DE REALIZAÇÃO DA CONTA DOS VALORES DEVIDOS E A EXPEDIÇÃO DA RPV. RELEVÂNCIA DO LAPSO TEMPORAL. CABIMENTO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA QUANTO AO CABIMENTO DA APLICAÇÃO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. 1. ‘O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, CONHECENDO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, JULGARÁ A CAUSA, APLICANDO O DIREITO À ESPÉCIE’ (Súmula 456/STF). Aplicabilidade ao recurso extraordinário em exame. 2. É devida correção monetária no período compreendido entre a data de elaboração do cálculo da requisição de pequeno valor - RPV e sua expedição para pagamento. Recurso extraordinário conhecido, ao qual se dá parcial provimento, para cassar o acórdão-recorrido, de modo que o TJ/RS possa dar continuidade ao julgamento para definir qual é o índice de correção monetária aplicável em âmbito estadual” (ARE 638.195, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, Dje 13.12.2013). (...) 6. Ressalte-se ter o Tribunal de origem decidido que, “à época da expedição do precatório - antes da EC-30/2000 -, a atualização monetária era feita somente até o dia 1º de julho do ano da expedição, razão pela qual sempre ficava um período em aberto entre a atualização e o pagamento, implicando em expedição de precatório complementar, como in casu. Dessa forma, deve prosseguir a execução pelos cálculos de fls. 12/14, elaborados pelo contador judicial” (fl. 60). A pretensão da Recorrente exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RE 646466 AGR / RJ “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ACOLHIMENTO. EFEITOS MODIFICATIVOS. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Aferição de erro material na conta original a justificar a expedição de precatório. Necessidade de reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula STF nº 279. 2. Embargos declaratórios acolhidos, com efeitos modificativos, para negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União” (RE 436.808-AgR-ED, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 28.4.2006). “Recurso extraordinário: descabimento: questões relativas à efetiva quitação de todas as parcelas do precatório ou de erro na elaboração das planilhas apresentadas pelo recorrente e nos depósitos efetuados com base nelas ou nos cálculos elaborados pelo contador judicial, que demandariam reapreciação da prova (Súmula 279)” (RE 402.892, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 25.2.2005). Nada há a prover quanto às alegações da Recorrente. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 174-182). 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 12.8.2015 (fl. 183), a União interpõe, em 24.8.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 187-193). 3. A Agravante afirma que “a controvérsia suscitada pelo recurso extraordinário cinge-se a uma única questão: investigar se é cabível a expedição de novo precatório para suprir suposta atualização monetária devida entre a data de expedição do precatório original – abril de 1994 – e a data de seu efetivo pagamento – agosto de 1995” (fl. 188). Assevera “necessário apenas que se exprima interpretação sobre tema de índole constitucional, sem que se requeira qualquer análise de fatos, provas ou da legislação infraconstitucional, com a obtenção de manifestação do STF a respeito 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Supremo Tribunal Federal RE 646466 AGR / RJ “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ACOLHIMENTO. EFEITOS MODIFICATIVOS. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Aferição de erro material na conta original a justificar a expedição de precatório. Necessidade de reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula STF nº 279. 2. Embargos declaratórios acolhidos, com efeitos modificativos, para negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União” (RE 436.808-AgR-ED, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 28.4.2006). “Recurso extraordinário: descabimento: questões relativas à efetiva quitação de todas as parcelas do precatório ou de erro na elaboração das planilhas apresentadas pelo recorrente e nos depósitos efetuados com base nelas ou nos cálculos elaborados pelo contador judicial, que demandariam reapreciação da prova (Súmula 279)” (RE 402.892, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 25.2.2005). Nada há a prover quanto às alegações da Recorrente. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 174-182). 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 12.8.2015 (fl. 183), a União interpõe, em 24.8.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 187-193). 3. A Agravante afirma que “a controvérsia suscitada pelo recurso extraordinário cinge-se a uma única questão: investigar se é cabível a expedição de novo precatório para suprir suposta atualização monetária devida entre a data de expedição do precatório original – abril de 1994 – e a data de seu efetivo pagamento – agosto de 1995” (fl. 188). Assevera “necessário apenas que se exprima interpretação sobre tema de índole constitucional, sem que se requeira qualquer análise de fatos, provas ou da legislação infraconstitucional, com a obtenção de manifestação do STF a respeito 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório RE 646466 AGR / RJ do tema” (fls. 189-190). Argumenta existir jurisprudência deste Supremo Tribunal em sentido contrário à decisão agravada. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Supremo Tribunal Federal RE 646466 AGR / RJ do tema” (fls. 189-190). Argumenta existir jurisprudência deste Supremo Tribunal em sentido contrário à decisão agravada. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido da possibilidade de incidência de correção monetária em precatório e da necessidade de expedição de novo precatório para pagamento de crédito complementar no período anterior à Emenda Constitucional n. 30/2000. Confira-se trecho do voto do Ministro Sepúlveda Pertence no Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n. 492.017: “Como já mencionei na decisão agravada, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é indispensável a expedição de novo precatório para cobrança de crédito suplementar. A redação do artigo 100, da Constituição Federal foi alterada pela EC n. 30, de 13 de dezembro de 2000, entretanto a discussão é anterior a esta data, portanto, in casu, necessária a expedição de novo precatório para pagamento do crédito suplementar” (Primeira Turma, DJ 10.12.2004). Assim também os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO, CONVERTIDO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. EXECUÇÃO. FAZENDA PÚBLICA. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. INDISPENSABILIDADE. 1. A impugnação dos fundamentos da decisão recorrida é imprescindível para o conhecimento e julgamento do agravo regimental. Aplicação do § 1º do artigo 317 do RISTF. 2. No mérito, esta Corte firmou entendimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484973. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido da possibilidade de incidência de correção monetária em precatório e da necessidade de expedição de novo precatório para pagamento de crédito complementar no período anterior à Emenda Constitucional n. 30/2000. Confira-se trecho do voto do Ministro Sepúlveda Pertence no Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n. 492.017: “Como já mencionei na decisão agravada, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é indispensável a expedição de novo precatório para cobrança de crédito suplementar. A redação do artigo 100, da Constituição Federal foi alterada pela EC n. 30, de 13 de dezembro de 2000, entretanto a discussão é anterior a esta data, portanto, in casu, necessária a expedição de novo precatório para pagamento do crédito suplementar” (Primeira Turma, DJ 10.12.2004). Assim também os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO, CONVERTIDO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. EXECUÇÃO. FAZENDA PÚBLICA. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. INDISPENSABILIDADE. 1. A impugnação dos fundamentos da decisão recorrida é imprescindível para o conhecimento e julgamento do agravo regimental. Aplicação do § 1º do artigo 317 do RISTF. 2. No mérito, esta Corte firmou entendimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 646466 AGR / RJ no sentido de ser necessária a expedição de precatório, processado na forma estabelecida no artigo 100 e §§, da CB/88, não havendo cabimento para notificação ao Poder Público, no sentido de que realize a complementação do pagamento em prazo determinado pelo Juiz. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 488.234-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJ 29.9.2006). “1.Execução por título judicial: expedição de novo precatório para cobrança de crédito suplementar: necessidade: discussão anterior à EC 30/2000: precedente (RE 168.016, Galvão, 1ª T., DJ 2.8.96). 2. Ônus da sucumbência: inocorrência de omissão quanto à inversão de ônus, uma vez que estes foram fixados apenas no julgamento dos embargos à execução, ação que não está em exame” (AI 487.699-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484973. Supremo Tribunal Federal RE 646466 AGR / RJ no sentido de ser necessária a expedição de precatório, processado na forma estabelecida no artigo 100 e §§, da CB/88, não havendo cabimento para notificação ao Poder Público, no sentido de que realize a complementação do pagamento em prazo determinado pelo Juiz. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 488.234-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJ 29.9.2006). “1.Execução por título judicial: expedição de novo precatório para cobrança de crédito suplementar: necessidade: discussão anterior à EC 30/2000: precedente (RE 168.016, Galvão, 1ª T., DJ 2.8.96). 2. Ônus da sucumbência: inocorrência de omissão quanto à inversão de ônus, uma vez que estes foram fixados apenas no julgamento dos embargos à execução, ação que não está em exame” (AI 487.699-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) : ENDERSON BELLOTE MACHADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458612 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) : ENDERSON BELLOTE MACHADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458612 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9507999
2015-09-22T00:00:00
2015-10-02T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO COMPLEMENTAR PARA PAGAMENTO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL N. 30/2000. NECESSIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur322764
- Acórdão(s) citado(s): (PRECATÓRIO COMPLEMENTAR, OBJETO, CORREÇÃO MONETÁRIA) AI 488234 AgR (2ªT), AI 492017 AgR (1ªT), AI 487699 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 09/10/2015, BMP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
646466
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000030 ANO-2000\n EMENDA CONSTITUCIONAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 646466 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) : ENDERSON BELLOTE MACHADO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) :ENDERSON BELLOTE MACHADO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO COMPLEMENTAR PARA PAGAMENTO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL N. 30/2000. NECESSIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484971. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) :ENDERSON BELLOTE MACHADO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO COMPLEMENTAR PARA PAGAMENTO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL N. 30/2000. NECESSIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484970. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) :ENDERSON BELLOTE MACHADO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO COMPLEMENTAR PARA PAGAMENTO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL N. 30/2000. NECESSIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484970. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) :ENDERSON BELLOTE MACHADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.7.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União contra julgado do Tribunal Regional Federal da Segunda Região, que decidiu ser possível a “expedição de precatório complementar para pagamento de correção monetária de valor pago pela sistemática anterior à mudança introduzida pela Emenda Constitucional n. 30/2000”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 5. O Tribunal Regional assentou: (...) Esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que assentou a possibilidade de incidência de correção monetária em precatório e da necessidade de expedição de novo precatório para pagamento de crédito suplementar: “Execução por título judicial: expedição de novo precatório para cobrança de crédito suplementar: necessidade: discussão anterior à EC 30/2000: precedente (Recurso Extraordinário 168.016, Galvão, 1... T., DJ 2.8.96)” (AI 487.699-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). “Recurso Extraordinário. 2. Precatórios. Juros de mora. 3. Art. 100, § 1..., da Constituição Federal. Redação anterior à Emenda 30, de 2000. 4. Inclusão no orçamento das entidades de direito público. Apresentação até 1... de julho, data em que terão seus valores Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) :ENDERSON BELLOTE MACHADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.7.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União contra julgado do Tribunal Regional Federal da Segunda Região, que decidiu ser possível a “expedição de precatório complementar para pagamento de correção monetária de valor pago pela sistemática anterior à mudança introduzida pela Emenda Constitucional n. 30/2000”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 5. O Tribunal Regional assentou: (...) Esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que assentou a possibilidade de incidência de correção monetária em precatório e da necessidade de expedição de novo precatório para pagamento de crédito suplementar: “Execução por título judicial: expedição de novo precatório para cobrança de crédito suplementar: necessidade: discussão anterior à EC 30/2000: precedente (Recurso Extraordinário 168.016, Galvão, 1... T., DJ 2.8.96)” (AI 487.699-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). “Recurso Extraordinário. 2. Precatórios. Juros de mora. 3. Art. 100, § 1..., da Constituição Federal. Redação anterior à Emenda 30, de 2000. 4. Inclusão no orçamento das entidades de direito público. Apresentação até 1... de julho, data em que terão seus valores Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ atualizados. 5. Prazo constitucional de pagamento até o final do exercício seguinte. 5. Descaracterização da mora, quando não há atraso na satisfação dos débitos. 5. Recurso extraordinário provido” (Recurso Extraordinário 298.616, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJ 3.10.2003). “CONSTITUCIONAL. FINANCEIRO. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE MORA. APURAÇÃO ENTRE A DATA DE REALIZAÇÃO DA CONTA DOS VALORES DEVIDOS E A EXPEDIÇÃO DA RPV. RELEVÂNCIA DO LAPSO TEMPORAL. CABIMENTO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA QUANTO AO CABIMENTO DA APLICAÇÃO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. 1. ‘O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, CONHECENDO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, JULGARÁ A CAUSA, APLICANDO O DIREITO À ESPÉCIE’ (Súmula 456/Supremo Tribunal Federal). Aplicabilidade ao recurso extraordinário em exame. 2. É devida correção monetária no período compreendido entre a data de elaboração do cálculo da requisição de pequeno valor - RPV e sua expedição para pagamento. Recurso extraordinário conhecido, ao qual se dá parcial provimento, para cassar o acórdão-recorrido, de modo que o TJ/RS possa dar continuidade ao julgamento para definir qual é o índice de correção monetária aplicável em âmbito estadual” (ARE 638.195, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, Dje 13.12.2013). (...) 6. Ressalte-se ter o Tribunal de origem decidido que, “à época da expedição do precatório - antes da EC-30/2000 -, a atualização monetária era feita somente até o dia 1... de julho do ano da expedição, razão pela qual sempre ficava um período em aberto entre a atualização e o pagamento, implicando em expedição de precatório complementar, como in casu. Dessa forma, deve prosseguir a execução pelos cálculos de fls. 12/14, elaborados pelo contador judicial” (fl. 60). A pretensão da Recorrente exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ atualizados. 5. Prazo constitucional de pagamento até o final do exercício seguinte. 5. Descaracterização da mora, quando não há atraso na satisfação dos débitos. 5. Recurso extraordinário provido” (Recurso Extraordinário 298.616, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJ 3.10.2003). “CONSTITUCIONAL. FINANCEIRO. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE MORA. APURAÇÃO ENTRE A DATA DE REALIZAÇÃO DA CONTA DOS VALORES DEVIDOS E A EXPEDIÇÃO DA RPV. RELEVÂNCIA DO LAPSO TEMPORAL. CABIMENTO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA QUANTO AO CABIMENTO DA APLICAÇÃO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. 1. ‘O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, CONHECENDO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, JULGARÁ A CAUSA, APLICANDO O DIREITO À ESPÉCIE’ (Súmula 456/Supremo Tribunal Federal). Aplicabilidade ao recurso extraordinário em exame. 2. É devida correção monetária no período compreendido entre a data de elaboração do cálculo da requisição de pequeno valor - RPV e sua expedição para pagamento. Recurso extraordinário conhecido, ao qual se dá parcial provimento, para cassar o acórdão-recorrido, de modo que o TJ/RS possa dar continuidade ao julgamento para definir qual é o índice de correção monetária aplicável em âmbito estadual” (ARE 638.195, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, Dje 13.12.2013). (...) 6. Ressalte-se ter o Tribunal de origem decidido que, “à época da expedição do precatório - antes da EC-30/2000 -, a atualização monetária era feita somente até o dia 1... de julho do ano da expedição, razão pela qual sempre ficava um período em aberto entre a atualização e o pagamento, implicando em expedição de precatório complementar, como in casu. Dessa forma, deve prosseguir a execução pelos cálculos de fls. 12/14, elaborados pelo contador judicial” (fl. 60). A pretensão da Recorrente exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ACOLHIMENTO. EFEITOS MODIFICATIVOS. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Aferição de erro material na conta original a justificar a expedição de precatório. Necessidade de reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal n 279. 2. Embargos declaratórios acolhidos, com efeitos modificativos, para negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União” (Recurso Extraordinário 436.808-AgR-ED, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 28.4.2006). “Recurso extraordinário: descabimento: questões relativas à efetiva quitação de todas as parcelas do precatório ou de erro na elaboração das planilhas apresentadas pelo recorrente e nos depósitos efetuados com base nelas ou nos cálculos elaborados pelo contador judicial, que demandariam reapreciação da prova (Súmula 279)” (Recurso Extraordinário 402.892, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 25.2.2005). Nada há a prover quanto às alegações da Recorrente. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 174-182). 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 12.8.2015 (fl. 183), a União interpõe, em 24.8.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 187-193). 3. A Agravante afirma que “a controvérsia suscitada pelo recurso extraordinário cinge-se a uma única questão: investigar se é cabível a expedição de novo precatório para suprir suposta atualização monetária devida entre a data de expedição do precatório original – abril de 1994 – e a data de seu efetivo pagamento – agosto de 1995” (fl. 188). Assevera “necessário apenas que se exprima interpretação sobre tema de índole constitucional, sem que se requeira qualquer análise de fatos, provas ou da legislação infraconstitucional, com a obtenção de manifestação do Supremo Tribunal Federal a respeito 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ACOLHIMENTO. EFEITOS MODIFICATIVOS. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Aferição de erro material na conta original a justificar a expedição de precatório. Necessidade de reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal n 279. 2. Embargos declaratórios acolhidos, com efeitos modificativos, para negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União” (Recurso Extraordinário 436.808-AgR-ED, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 28.4.2006). “Recurso extraordinário: descabimento: questões relativas à efetiva quitação de todas as parcelas do precatório ou de erro na elaboração das planilhas apresentadas pelo recorrente e nos depósitos efetuados com base nelas ou nos cálculos elaborados pelo contador judicial, que demandariam reapreciação da prova (Súmula 279)” (Recurso Extraordinário 402.892, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 25.2.2005). Nada há a prover quanto às alegações da Recorrente. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 174-182). 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 12.8.2015 (fl. 183), a União interpõe, em 24.8.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 187-193). 3. A Agravante afirma que “a controvérsia suscitada pelo recurso extraordinário cinge-se a uma única questão: investigar se é cabível a expedição de novo precatório para suprir suposta atualização monetária devida entre a data de expedição do precatório original – abril de 1994 – e a data de seu efetivo pagamento – agosto de 1995” (fl. 188). Assevera “necessário apenas que se exprima interpretação sobre tema de índole constitucional, sem que se requeira qualquer análise de fatos, provas ou da legislação infraconstitucional, com a obtenção de manifestação do Supremo Tribunal Federal a respeito 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ do tema” (fls. 189-190). Argumenta existir jurisprudência deste Supremo Tribunal em sentido contrário à decisão agravada. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ do tema” (fls. 189-190). Argumenta existir jurisprudência deste Supremo Tribunal em sentido contrário à decisão agravada. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido da possibilidade de incidência de correção monetária em precatório e da necessidade de expedição de novo precatório para pagamento de crédito complementar no período anterior à Emenda Constitucional n. 30/2000. Confira-se trecho do voto do Ministro Sepúlveda Pertence no Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n. 492.017: “Como já mencionei na decisão agravada, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é indispensável a expedição de novo precatório para cobrança de crédito suplementar. A redação do artigo 100, da Constituição Federal foi alterada pela EC n. 30, de 13 de dezembro de 2000, entretanto a discussão é anterior a esta data, portanto, in casu, necessária a expedição de novo precatório para pagamento do crédito suplementar” (Primeira Turma, DJ 10.12.2004). Assim também os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO, CONVERTIDO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. EXECUÇÃO. FAZENDA PÚBLICA. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. INDISPENSABILIDADE. 1. A impugnação dos fundamentos da decisão recorrida é imprescindível para o conhecimento e julgamento do agravo regimental. Aplicação do § 1... do artigo 317 do RISTF. 2. No mérito, esta Corte firmou entendimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484973. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido da possibilidade de incidência de correção monetária em precatório e da necessidade de expedição de novo precatório para pagamento de crédito complementar no período anterior à Emenda Constitucional n. 30/2000. Confira-se trecho do voto do Ministro Sepúlveda Pertence no Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n. 492.017: “Como já mencionei na decisão agravada, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é indispensável a expedição de novo precatório para cobrança de crédito suplementar. A redação do artigo 100, da Constituição Federal foi alterada pela EC n. 30, de 13 de dezembro de 2000, entretanto a discussão é anterior a esta data, portanto, in casu, necessária a expedição de novo precatório para pagamento do crédito suplementar” (Primeira Turma, DJ 10.12.2004). Assim também os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO, CONVERTIDO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. EXECUÇÃO. FAZENDA PÚBLICA. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. INDISPENSABILIDADE. 1. A impugnação dos fundamentos da decisão recorrida é imprescindível para o conhecimento e julgamento do agravo regimental. Aplicação do § 1... do artigo 317 do RISTF. 2. No mérito, esta Corte firmou entendimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ no sentido de ser necessária a expedição de precatório, processado na forma estabelecida no artigo 100 e §§, da CB/88, não havendo cabimento para notificação ao Poder Público, no sentido de que realize a complementação do pagamento em prazo determinado pelo Juiz. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 488.234-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJ 29.9.2006). “1.Execução por título judicial: expedição de novo precatório para cobrança de crédito suplementar: necessidade: discussão anterior à EC 30/2000: precedente (Recurso Extraordinário 168.016, Galvão, 1... T., DJ 2.8.96). 2. Ônus da sucumbência: inocorrência de omissão quanto à inversão de ônus, uma vez que estes foram fixados apenas no julgamento dos embargos à execução, ação que não está em exame” (AI 487.699-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484973. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ no sentido de ser necessária a expedição de precatório, processado na forma estabelecida no artigo 100 e §§, da CB/88, não havendo cabimento para notificação ao Poder Público, no sentido de que realize a complementação do pagamento em prazo determinado pelo Juiz. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 488.234-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJ 29.9.2006). “1.Execução por título judicial: expedição de novo precatório para cobrança de crédito suplementar: necessidade: discussão anterior à EC 30/2000: precedente (Recurso Extraordinário 168.016, Galvão, 1... T., DJ 2.8.96). 2. Ônus da sucumbência: inocorrência de omissão quanto à inversão de ônus, uma vez que estes foram fixados apenas no julgamento dos embargos à execução, ação que não está em exame” (AI 487.699-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) : ENDERSON BELLOTE MACHADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458612 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.466 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE GERALDO BENEDITO CUSTÓDIO ADV.(A/S) : ENDERSON BELLOTE MACHADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458612 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646 . 466", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646 . 466", "Recurso Extraordinário 168 . 016", "AI 487 . 699 - AgR", "Recurso Extraordinário 168 . 016", "AI 487 . 699 - AgR", "Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 298 . 616", "Súmula 456 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 638 . 195", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 298 . 616", "Súmula 456 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 638 . 195", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ", "Súmula", "Recurso Extraordinário 436 . 808 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 402 . 892", "Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ", "Súmula Supremo Tribunal Federal n 279 .", "Recurso Extraordinário 436 . 808 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 402 . 892", "Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 646466 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646 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"Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "ENDERSON BELLOTE MACHADO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco .", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "ENDERSON BELLOTE MACHADO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "09", "/", "2015", "22 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "16", ".", "7", ".", "2015", "2", ".", "8", ".", "96", "18", ".", "3", ".", "2005", "2000", "1", ".", ". . de julho", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "16", ".", "7", ".", "2015", "2", ".", 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Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR ADV.(A/S) :ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PEDIDO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR Nº 200810000012822) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. LITISPENDÊNCIA. DECADÊNCIA. AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO EM RELAÇÃO A FALTA DE OITIVA DE TESTEMUNHA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, sempre que dotados de efeitos infringentes, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 9.3.2011; RE 546.525-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 5.4.2011). 2. A litispendência, a decadência, a ausência de prova pré- constituída e a ausência de demonstração de prejuízo quanto à falta de oitiva de uma testemunha, restaram evidenciadas na decisão recorrida. 3. A parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar os fundamentos da decisão impugnada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400304. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão MS 28175 ED / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e desprovê-lo, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400304. Supremo Tribunal Federal MS 28175 ED / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e desprovê-lo, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR ADV.(A/S) :ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PEDIDO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR Nº 200810000012822) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. JULGAMENTO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR INSTAURADO CONTRA MAGISTRADO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. FALTA E VÍCIO DE INTIMAÇÃO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO E DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. PRETENSÃO MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTE. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. DENEGAÇÃO DA ORDEM.” Inconformado com a referida decisão, o ora embargante sustenta que houve omissão quanto à indicação de jurisprudência consolidada, que permitiria o julgamento de mérito do mandado de segurança em decisão monocrática. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400305. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR ADV.(A/S) :ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PEDIDO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR Nº 200810000012822) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. JULGAMENTO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR INSTAURADO CONTRA MAGISTRADO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. FALTA E VÍCIO DE INTIMAÇÃO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO E DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. PRETENSÃO MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTE. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. DENEGAÇÃO DA ORDEM.” Inconformado com a referida decisão, o ora embargante sustenta que houve omissão quanto à indicação de jurisprudência consolidada, que permitiria o julgamento de mérito do mandado de segurança em decisão monocrática. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Nesse sentido, colaciono os seguintes julgados, verbis: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA PETIÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. O CONTROLE ABSTRATO DE LEI OU DE ATO NORMATIVO DO PODER PÚBLICO NÃO PODE SER O OBJETO PRINCIPAL DA AÇÃO ORIGINÁRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Pet 4.837-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14/3/2011) “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO STJ. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do CPC. 3. O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400306. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Nesse sentido, colaciono os seguintes julgados, verbis: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA PETIÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. O CONTROLE ABSTRATO DE LEI OU DE ATO NORMATIVO DO PODER PÚBLICO NÃO PODE SER O OBJETO PRINCIPAL DA AÇÃO ORIGINÁRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Pet 4.837-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14/3/2011) “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO STJ. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do CPC. 3. O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 28175 ED / DF objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 546.525- ED, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 5/4/2011) Assim, conheço dos embargos de declaração como agravo regimental e passo a apreciá-lo. Na decisão recorrida restou evidenciada a litispendência, decadência, ausência de prova pré-constituída e que não houve a demonstração de prejuízo quanto à falta de oitiva de uma testemunha. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar os fundamentos da decisão impugnada. A parte recorrente, apenas, alegou a inexistência de jurisprudência consolidada sobre a matéria versada no mandado de segurança. Ao assim proceder, deixou de atacar razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Desse modo, o presente agravo regimental não merece ser provido. Com essas considerações, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400306. Supremo Tribunal Federal MS 28175 ED / DF objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 546.525- ED, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 5/4/2011) Assim, conheço dos embargos de declaração como agravo regimental e passo a apreciá-lo. Na decisão recorrida restou evidenciada a litispendência, decadência, ausência de prova pré-constituída e que não houve a demonstração de prejuízo quanto à falta de oitiva de uma testemunha. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar os fundamentos da decisão impugnada. A parte recorrente, apenas, alegou a inexistência de jurisprudência consolidada sobre a matéria versada no mandado de segurança. Ao assim proceder, deixou de atacar razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Desse modo, o presente agravo regimental não merece ser provido. Com essas considerações, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Turma converte declaratórios que, sabidamente, só podem ser manuseados a partir de omissão, contradição e obscuridade e, posteriormente, aponta que aquele que não protocolou o agravo não atacou todos os fundamentos da decisão agravada. De duas, uma: se há essa conversão, tem-se que abrir, então, prazo para a parte aditar a peça primeira. Por isso estou provendo esse agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449346. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Turma converte declaratórios que, sabidamente, só podem ser manuseados a partir de omissão, contradição e obscuridade e, posteriormente, aponta que aquele que não protocolou o agravo não atacou todos os fundamentos da decisão agravada. De duas, uma: se há essa conversão, tem-se que abrir, então, prazo para a parte aditar a peça primeira. Por isso estou provendo esse agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR ADV.(A/S) : ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PEDIDO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR Nº 200810000012822) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412802 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR ADV.(A/S) : ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PEDIDO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR Nº 200810000012822) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9466644
2015-09-08T00:00:00
2015-09-28T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015.
EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. LITISPENDÊNCIA. DECADÊNCIA. AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO EM RELAÇÃO A FALTA DE OITIVA DE TESTEMUNHA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, sempre que dotados de efeitos infringentes, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 9.3.2011; RE 546.525-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 5.4.2011). 2. A litispendência, a decadência, a ausência de prova pré-constituída e a ausência de demonstração de prejuízo quanto à falta de oitiva de uma testemunha, restaram evidenciadas na decisão recorrida. 3. A parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar os fundamentos da decisão impugnada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur321981
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CONVERSÃO) AI 547827 ED (1ªT), RE 546525 ED (2ªT), Pet 4837 ED (TP), Rcl 11022 ED (TP). Número de páginas: 7. Análise: 07/10/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
28175
null
MS-ED
acordaos
MS 28175 ED
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EMBTE.(S) : SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR ADV.(A/S) : ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PEDIDO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR Nº 200810000012822) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR ADV.(A/S) :ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PEDIDO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR n 200810000012822) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. LITISPENDÊNCIA. DECADÊNCIA. AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO EM RELAÇÃO A FALTA DE OITIVA DE TESTEMUNHA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, sempre que dotados de efeitos infringentes, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 5.4.2011). 2. A litispendência, a decadência, a ausência de prova pré- constituída e a ausência de demonstração de prejuízo quanto à falta de oitiva de uma testemunha, restaram evidenciadas na decisão recorrida. 3. A parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar os fundamentos da decisão impugnada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400304. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão MS 28175 ED / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e desprovê-lo, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400304. Supremo Tribunal Federal MS 28175 ED / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e desprovê-lo, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR ADV.(A/S) :ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PEDIDO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR n 200810000012822) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. JULGAMENTO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR INSTAURADO CONTRA MAGISTRADO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. FALTA E VÍCIO DE INTIMAÇÃO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO E DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. PRETENSÃO MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTE. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. DENEGAÇÃO DA ORDEM.” Inconformado com a referida decisão, o ora embargante sustenta que houve omissão quanto à indicação de jurisprudência consolidada, que permitiria o julgamento de mérito do mandado de segurança em decisão monocrática. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400305. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR ADV.(A/S) :ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PEDIDO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR n 200810000012822) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. JULGAMENTO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR INSTAURADO CONTRA MAGISTRADO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. FALTA E VÍCIO DE INTIMAÇÃO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO E DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. PRETENSÃO MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTE. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. DENEGAÇÃO DA ORDEM.” Inconformado com a referida decisão, o ora embargante sustenta que houve omissão quanto à indicação de jurisprudência consolidada, que permitiria o julgamento de mérito do mandado de segurança em decisão monocrática. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Nesse sentido, colaciono os seguintes julgados, verbis: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA PETIÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. O CONTROLE ABSTRATO DE LEI OU DE ATO NORMATIVO DO PODER PÚBLICO NÃO PODE SER O OBJETO PRINCIPAL DA AÇÃO ORIGINÁRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Pet 4.837-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14/3/2011) “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO Superior Tribunal de Justiça. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do Código de Processo Civil. 3. O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400306. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Nesse sentido, colaciono os seguintes julgados, verbis: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA PETIÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. O CONTROLE ABSTRATO DE LEI OU DE ATO NORMATIVO DO PODER PÚBLICO NÃO PODE SER O OBJETO PRINCIPAL DA AÇÃO ORIGINÁRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Pet 4.837-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14/3/2011) “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO Superior Tribunal de Justiça. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do Código de Processo Civil. 3. O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 28175 ED / DF objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 546.525- ED, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 5/4/2011) Assim, conheço dos embargos de declaração como agravo regimental e passo a apreciá-lo. Na decisão recorrida restou evidenciada a litispendência, decadência, ausência de prova pré-constituída e que não houve a demonstração de prejuízo quanto à falta de oitiva de uma testemunha. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar os fundamentos da decisão impugnada. A parte recorrente, apenas, alegou a inexistência de jurisprudência consolidada sobre a matéria versada no mandado de segurança. Ao assim proceder, deixou de atacar razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Desse modo, o presente agravo regimental não merece ser provido. Com essas considerações, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400306. Supremo Tribunal Federal MS 28175 ED / DF objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 546.525- ED, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 5/4/2011) Assim, conheço dos embargos de declaração como agravo regimental e passo a apreciá-lo. Na decisão recorrida restou evidenciada a litispendência, decadência, ausência de prova pré-constituída e que não houve a demonstração de prejuízo quanto à falta de oitiva de uma testemunha. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar os fundamentos da decisão impugnada. A parte recorrente, apenas, alegou a inexistência de jurisprudência consolidada sobre a matéria versada no mandado de segurança. Ao assim proceder, deixou de atacar razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Desse modo, o presente agravo regimental não merece ser provido. Com essas considerações, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Turma converte declaratórios que, sabidamente, só podem ser manuseados a partir de omissão, contradição e obscuridade e, posteriormente, aponta que aquele que não protocolou o agravo não atacou todos os fundamentos da decisão agravada. De duas, uma: se há essa conversão, tem-se que abrir, então, prazo para a parte aditar a peça primeira. Por isso estou provendo esse agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449346. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Turma converte declaratórios que, sabidamente, só podem ser manuseados a partir de omissão, contradição e obscuridade e, posteriormente, aponta que aquele que não protocolou o agravo não atacou todos os fundamentos da decisão agravada. De duas, uma: se há essa conversão, tem-se que abrir, então, prazo para a parte aditar a peça primeira. Por isso estou provendo esse agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR ADV.(A/S) : ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PEDIDO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR n 200810000012822) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412802 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.175 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR ADV.(A/S) : ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PEDIDO DE AVOCAÇÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR n 200810000012822) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "MS 28175 ED / DF", "MS 28175 ED / DF", "Pet 4 . 837 - ED", "Pet 4 . 837 - ED", "MS 28175 ED / DF", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "MS 28175 ED / DF", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "MANDADO DE SEGURANÇA 28 . 175" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 512 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 512 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "TRF", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "TRF", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR", "ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR", "ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO", "LUIZ FUX", "SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR", "LUIZ FUX", "SUENON FERREIRA DE SOUSA", "ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO", "LUIZ FUX", "SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR", "ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "SUENON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR", "ANTONIO CANDIDO MONTEIRO DE BRITTO", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "08", "/", "09", "/", "2015", "14", ".", "3", ".", "2011", "7", ".", "4", ".", "2011", "9", ".", "3", ".", "2011", "5", ".", "4", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "14", "/", "3", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "14", "/", "3", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "4", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "4", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DOUGLAS MACANHA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA FURTO – OBJETO DE PEQUENO VALOR. A questão do pequeno valor da coisa apropriada é resolvida ante a circunstância judicial consequências do crime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815289. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DOUGLAS MACANHA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Marcos Paulo Dutra Santos: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Juiz de Fora, no Processo nº 145.05.275.363-2, condenou o paciente a 2 anos e 10 meses de reclusão e ao pagamento de 24 dias-multa, em regime semiaberto, ante a prática do delito versado no artigo 155, cabeça (furto simples), do Código Penal, por ter subtraído cinco barras de ferro, avaliadas em R$ 75,00. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento à apelação da defesa, reduzindo a pena para um ano, cinco meses e quinze dias e ao pagamento de doze dias- multa. Consignou ser inadequado assentar a insignificância, ante os princípios da reserva legal e da independência entre os Poderes da República. Manteve o regime semiaberto, em virtude da reincidência, bem como o indeferimento da substituição, uma vez que o furto ocorreu durante a execução da pena alusiva a condenação anterior, relacionada ao crime previsto no artigo 129, § 3º, do Código Penal – lesão corporal qualificada pelo resultado morte. No Recurso Especial nº 1.313.800, buscou-se a absolvição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815290. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DOUGLAS MACANHA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Marcos Paulo Dutra Santos: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Juiz de Fora, no Processo nº 145.05.275.363-2, condenou o paciente a 2 anos e 10 meses de reclusão e ao pagamento de 24 dias-multa, em regime semiaberto, ante a prática do delito versado no artigo 155, cabeça (furto simples), do Código Penal, por ter subtraído cinco barras de ferro, avaliadas em R$ 75,00. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento à apelação da defesa, reduzindo a pena para um ano, cinco meses e quinze dias e ao pagamento de doze dias- multa. Consignou ser inadequado assentar a insignificância, ante os princípios da reserva legal e da independência entre os Poderes da República. Manteve o regime semiaberto, em virtude da reincidência, bem como o indeferimento da substituição, uma vez que o furto ocorreu durante a execução da pena alusiva a condenação anterior, relacionada ao crime previsto no artigo 129, § 3º, do Código Penal – lesão corporal qualificada pelo resultado morte. No Recurso Especial nº 1.313.800, buscou-se a absolvição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 115978 / MG com base no princípio da insignificância. A Relatora negou-lhe seguimento, pois, conforme ressaltou, o paciente ostenta diversas anotações criminais e é reincidente, o que inviabilizaria o reconhecimento da bagatela. Agravo regimental foi desprovido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, com lastro nos mesmos fundamentos. Neste habeas, a Defensoria Pública da União assevera caber observar o princípio da insignificância, apesar da reincidência. Argumenta que a tipicidade da conduta deve ser analisada com base na conduta perpetrada, sem levar em consideração as condições pessoais. Postula a absolvição do paciente, ante a atipicidade material da conduta. Não houve pedido de medida acauteladora. A Procuradoria Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. Em consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, verificou-se que o acórdão proferido transitou em julgado no dia 6 de fevereiro de 2013, tornando-se definitiva a condenação do paciente. Lancei visto no processo em 1º de novembro de 2015, liberando-o para exame na Turma a partir de 10 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815290. Supremo Tribunal Federal HC 115978 / MG com base no princípio da insignificância. A Relatora negou-lhe seguimento, pois, conforme ressaltou, o paciente ostenta diversas anotações criminais e é reincidente, o que inviabilizaria o reconhecimento da bagatela. Agravo regimental foi desprovido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, com lastro nos mesmos fundamentos. Neste habeas, a Defensoria Pública da União assevera caber observar o princípio da insignificância, apesar da reincidência. Argumenta que a tipicidade da conduta deve ser analisada com base na conduta perpetrada, sem levar em consideração as condições pessoais. Postula a absolvição do paciente, ante a atipicidade material da conduta. Não houve pedido de medida acauteladora. A Procuradoria Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. Em consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, verificou-se que o acórdão proferido transitou em julgado no dia 6 de fevereiro de 2013, tornando-se definitiva a condenação do paciente. Lancei visto no processo em 1º de novembro de 2015, liberando-o para exame na Turma a partir de 10 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Observem o arcabouço normativo. Para a situação jurídica em que o bem furtado é de pequeno valor, há figura típica específica. Eis o preceito regedor da matéria: Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. […] § 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. Sendo a coisa apropriada de pequeno valor, o fato repercute na fixação da pena-base – consequências da prática criminosa –, não levando a concluir-se pela atipicidade. Indefiro a ordem. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815291. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Observem o arcabouço normativo. Para a situação jurídica em que o bem furtado é de pequeno valor, há figura típica específica. Eis o preceito regedor da matéria: Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. […] § 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. Sendo a coisa apropriada de pequeno valor, o fato repercute na fixação da pena-base – consequências da prática criminosa –, não levando a concluir-se pela atipicidade. Indefiro a ordem. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. EDSON FACHIN 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Eu estou acompanhando Sua Excelência o Relator, com a ressalva de tratar-se, aqui, de substitutivo de extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823264. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Eu estou acompanhando Sua Excelência o Relator, com a ressalva de tratar-se, aqui, de substitutivo de extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823264. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.978 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : DOUGLAS MACANHA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, com ressalva de entendimento dos Senhores Ministros Edson Fachin e Rosa Weber, Presidente, quanto ao não conhecimento. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. 1ª Turma, 10.11.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9833935 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.978 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : DOUGLAS MACANHA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, com ressalva de entendimento dos Senhores Ministros Edson Fachin e Rosa Weber, Presidente, quanto ao não conhecimento. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. 1ª Turma, 10.11.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9833935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9881113
2015-11-10T00:00:00
2015-11-27T00:00:00
Por unanimidade, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, com ressalva de entendimento dos Senhores Ministros Edson Fachin e Rosa Weber, Presidente, quanto ao não conhecimento. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. 1ª Turma, 10.11.2015.
HABEAS CORPUS
FURTO – OBJETO DE PEQUENO VALOR. A questão do pequeno valor da coisa apropriada é resolvida ante a circunstância judicial consequências do crime.
sjur331064
Número de páginas: 6. Análise: 03/12/2015, MAD.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
115978
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00155 PAR-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 115978
[ "" ]
PACTE.(S) : DOUGLAS MACANHA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DOUGLAS MACANHA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA FURTO – OBJETO DE PEQUENO VALOR. A questão do pequeno valor da coisa apropriada é resolvida ante a circunstância judicial consequências do crime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815289. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DOUGLAS MACANHA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Marcos Paulo Dutra Santos: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Juiz de Fora, no Processo n 145.05.275.363-2, condenou o paciente a 2 anos e 10 meses de reclusão e ao pagamento de 24 dias-multa, em regime semiaberto, ante a prática do delito versado no artigo 155, cabeça (furto simples), do Código Penal, por ter subtraído cinco barras de ferro, avaliadas em R$ 75,00. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento à apelação da defesa, reduzindo a pena para um ano, cinco meses e quinze dias e ao pagamento de doze dias- multa. Consignou ser inadequado assentar a insignificância, ante os princípios da reserva legal e da independência entre os Poderes da República. Manteve o regime semiaberto, em virtude da reincidência, bem como o indeferimento da substituição, uma vez que o furto ocorreu durante a execução da pena alusiva a condenação anterior, relacionada ao crime previsto no artigo 129, § 3..., do Código Penal – lesão corporal qualificada pelo resultado morte. No Recurso Especial n 1.313.800, buscou-se a absolvição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815290. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DOUGLAS MACANHA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Marcos Paulo Dutra Santos: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Juiz de Fora, no Processo n 145.05.275.363-2, condenou o paciente a 2 anos e 10 meses de reclusão e ao pagamento de 24 dias-multa, em regime semiaberto, ante a prática do delito versado no artigo 155, cabeça (furto simples), do Código Penal, por ter subtraído cinco barras de ferro, avaliadas em R$ 75,00. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento à apelação da defesa, reduzindo a pena para um ano, cinco meses e quinze dias e ao pagamento de doze dias- multa. Consignou ser inadequado assentar a insignificância, ante os princípios da reserva legal e da independência entre os Poderes da República. Manteve o regime semiaberto, em virtude da reincidência, bem como o indeferimento da substituição, uma vez que o furto ocorreu durante a execução da pena alusiva a condenação anterior, relacionada ao crime previsto no artigo 129, § 3..., do Código Penal – lesão corporal qualificada pelo resultado morte. No Recurso Especial n 1.313.800, buscou-se a absolvição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 115978 / MG com base no princípio da insignificância. A Relatora negou-lhe seguimento, pois, conforme ressaltou, o paciente ostenta diversas anotações criminais e é reincidente, o que inviabilizaria o reconhecimento da bagatela. Agravo regimental foi desprovido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, com lastro nos mesmos fundamentos. Neste habeas, a Defensoria Pública da União assevera caber observar o princípio da insignificância, apesar da reincidência. Argumenta que a tipicidade da conduta deve ser analisada com base na conduta perpetrada, sem levar em consideração as condições pessoais. Postula a absolvição do paciente, ante a atipicidade material da conduta. Não houve pedido de medida acauteladora. A Procuradoria Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. Em consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, verificou-se que o acórdão proferido transitou em julgado no dia 6 de fevereiro de 2013, tornando-se definitiva a condenação do paciente. Lancei visto no processo em 1... de novembro de 2015, liberando-o para exame na Turma a partir de 10 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815290. Supremo Tribunal Federal HC 115978 / MG com base no princípio da insignificância. A Relatora negou-lhe seguimento, pois, conforme ressaltou, o paciente ostenta diversas anotações criminais e é reincidente, o que inviabilizaria o reconhecimento da bagatela. Agravo regimental foi desprovido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, com lastro nos mesmos fundamentos. Neste habeas, a Defensoria Pública da União assevera caber observar o princípio da insignificância, apesar da reincidência. Argumenta que a tipicidade da conduta deve ser analisada com base na conduta perpetrada, sem levar em consideração as condições pessoais. Postula a absolvição do paciente, ante a atipicidade material da conduta. Não houve pedido de medida acauteladora. A Procuradoria Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. Em consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, verificou-se que o acórdão proferido transitou em julgado no dia 6 de fevereiro de 2013, tornando-se definitiva a condenação do paciente. Lancei visto no processo em 1... de novembro de 2015, liberando-o para exame na Turma a partir de 10 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Observem o arcabouço normativo. Para a situação jurídica em que o bem furtado é de pequeno valor, há figura típica específica. Eis o preceito regedor da matéria: Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. […] § 2... - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. Sendo a coisa apropriada de pequeno valor, o fato repercute na fixação da pena-base – consequências da prática criminosa –, não levando a concluir-se pela atipicidade. Indefiro a ordem. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815291. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Observem o arcabouço normativo. Para a situação jurídica em que o bem furtado é de pequeno valor, há figura típica específica. Eis o preceito regedor da matéria: Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. […] § 2... - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. Sendo a coisa apropriada de pequeno valor, o fato repercute na fixação da pena-base – consequências da prática criminosa –, não levando a concluir-se pela atipicidade. Indefiro a ordem. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9815291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. EDSON FACHIN 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Eu estou acompanhando Sua Excelência o Relator, com a ressalva de tratar-se, aqui, de substitutivo de extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823264. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.978 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Eu estou acompanhando Sua Excelência o Relator, com a ressalva de tratar-se, aqui, de substitutivo de extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823264. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.978 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : DOUGLAS MACANHA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, com ressalva de entendimento dos Senhores Ministros Edson Fachin e Rosa Weber, Presidente, quanto ao não conhecimento. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. 1... Turma, 10.11.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9833935 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.978 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : DOUGLAS MACANHA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, com ressalva de entendimento dos Senhores Ministros Edson Fachin e Rosa Weber, Presidente, quanto ao não conhecimento. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. 1... Turma, 10.11.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9833935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SONIA KIRSCH ADV.(A/S) :MARIA ANGÉLICA ORSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FAISAL MOTHCI KARAM AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CAMPO BOM ADV.(A/S) :EUNICE SCHUMANN EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESCABIMENTO. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demanda a análise de legislação infraconstitucional, procedimento inviável nesta fase recursal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 08 de setembro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451877. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SONIA KIRSCH ADV.(A/S) :MARIA ANGÉLICA ORSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FAISAL MOTHCI KARAM AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CAMPO BOM ADV.(A/S) :EUNICE SCHUMANN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão constitucional. 2. A parte agravante alega que a solução do caso prescinde da análise da legislação infraconstitucional. Reitera as alegações constantes da petição de recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451878. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SONIA KIRSCH ADV.(A/S) :MARIA ANGÉLICA ORSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FAISAL MOTHCI KARAM AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CAMPO BOM ADV.(A/S) :EUNICE SCHUMANN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão constitucional. 2. A parte agravante alega que a solução do caso prescinde da análise da legislação infraconstitucional. Reitera as alegações constantes da petição de recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional. 2. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul solucionou a controvérsia em acórdão assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE SEGURANÇA. EXPEDIÇÃO DE CERTIDÃO DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE. Inexistência de violação ao direito líquido e certo previsto no art. 5º, XXXIV, "b", da Constituição Federal (que garante o direito à obtenção de certidões em repartição pública), haja vista que a negativa do pedido foi baseada no art. 12, da Portaria nº 154/08, do Ministério da Previdência Social, bem como no art. 44, § 4º, da Lei Municipal nº 1.472/93, com redação dada pela Lei Municipal nº 3.119/07, sendo esta declarada constitucional pelo Órgão Especial desta Corte (ADI nº 70022303267). Precedentes desta Corte. RECURSO DESPROVIDO.” 3. Tal como assentado pela decisão agravada, para se chegar à conclusão pretendida pela parte agravante seria imprescindível a revisão da interpretação dada pelo Tribunal de origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451879. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional. 2. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul solucionou a controvérsia em acórdão assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE SEGURANÇA. EXPEDIÇÃO DE CERTIDÃO DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE. Inexistência de violação ao direito líquido e certo previsto no art. 5º, XXXIV, "b", da Constituição Federal (que garante o direito à obtenção de certidões em repartição pública), haja vista que a negativa do pedido foi baseada no art. 12, da Portaria nº 154/08, do Ministério da Previdência Social, bem como no art. 44, § 4º, da Lei Municipal nº 1.472/93, com redação dada pela Lei Municipal nº 3.119/07, sendo esta declarada constitucional pelo Órgão Especial desta Corte (ADI nº 70022303267). Precedentes desta Corte. RECURSO DESPROVIDO.” 3. Tal como assentado pela decisão agravada, para se chegar à conclusão pretendida pela parte agravante seria imprescindível a revisão da interpretação dada pelo Tribunal de origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 843478 AGR / RS revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.” (ARE 842.865-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS FEDERAIS E LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280 DO STF. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279. AGRAVO IMPROVIDO. I O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional federal e local aplicável à espécie. Inadmissível o RE ante a existência de ofensa meramente reflexa à Constituição e a incidência da Súmula 280 do STF. II Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no caso, a Súmula 279 do STF. III Agravo regimental improvido.” (ARE 714.951-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451879. Supremo Tribunal Federal ARE 843478 AGR / RS revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.” (ARE 842.865-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS FEDERAIS E LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280 DO STF. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279. AGRAVO IMPROVIDO. I O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional federal e local aplicável à espécie. Inadmissível o RE ante a existência de ofensa meramente reflexa à Constituição e a incidência da Súmula 280 do STF. II Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no caso, a Súmula 279 do STF. III Agravo regimental improvido.” (ARE 714.951-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SONIA KIRSCH ADV.(A/S) : MARIA ANGÉLICA ORSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FAISAL MOTHCI KARAM AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CAMPO BOM ADV.(A/S) : EUNICE SCHUMANN Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412898 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SONIA KIRSCH ADV.(A/S) : MARIA ANGÉLICA ORSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FAISAL MOTHCI KARAM AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CAMPO BOM ADV.(A/S) : EUNICE SCHUMANN Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9466223
2015-09-08T00:00:00
2015-09-28T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESCABIMENTO. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demanda a análise de legislação infraconstitucional, procedimento inviável nesta fase recursal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento
sjur321963
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 714951 AgR (2ªT), ARE 842865 AgR (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 08/10/2015, MAD.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
843478
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 843478 AgR
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AGTE.(S) : SONIA KIRSCH ADV.(A/S) : MARIA ANGÉLICA ORSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FAISAL MOTHCI KARAM AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CAMPO BOM ADV.(A/S) : EUNICE SCHUMANN
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Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SONIA KIRSCH ADV.(A/S) :MARIA ANGÉLICA ORSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FAISAL MOTHCI KARAM AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CAMPO BOM ADV.(A/S) :EUNICE SCHUMANN EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESCABIMENTO. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demanda a análise de legislação infraconstitucional, procedimento inviável nesta fase recursal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 08 de setembro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451877. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SONIA KIRSCH ADV.(A/S) :MARIA ANGÉLICA ORSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FAISAL MOTHCI KARAM AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CAMPO BOM ADV.(A/S) :EUNICE SCHUMANN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão constitucional. 2. A parte agravante alega que a solução do caso prescinde da análise da legislação infraconstitucional. Reitera as alegações constantes da petição de recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451878. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SONIA KIRSCH ADV.(A/S) :MARIA ANGÉLICA ORSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FAISAL MOTHCI KARAM AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CAMPO BOM ADV.(A/S) :EUNICE SCHUMANN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão constitucional. 2. A parte agravante alega que a solução do caso prescinde da análise da legislação infraconstitucional. Reitera as alegações constantes da petição de recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional. 2. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul solucionou a controvérsia em acórdão assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE SEGURANÇA. EXPEDIÇÃO DE CERTIDÃO DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE. Inexistência de violação ao direito líquido e certo previsto no art. 5..., XXXIV, "b", da Constituição Federal (que garante o direito à obtenção de certidões em repartição pública), haja vista que a negativa do pedido foi baseada no art. 12, da Portaria n 154/08, do Ministério da Previdência Social, bem como no art. 44, § 4..., da Lei Municipal n 1.472/93, com redação dada pela Lei Municipal n 3.119/07, sendo esta declarada constitucional pelo Órgão Especial desta Corte (ADI n 70022303267). Precedentes desta Corte. RECURSO DESPROVIDO.” 3. Tal como assentado pela decisão agravada, para se chegar à conclusão pretendida pela parte agravante seria imprescindível a revisão da interpretação dada pelo Tribunal de origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451879. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional. 2. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul solucionou a controvérsia em acórdão assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE SEGURANÇA. EXPEDIÇÃO DE CERTIDÃO DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE. Inexistência de violação ao direito líquido e certo previsto no art. 5..., XXXIV, "b", da Constituição Federal (que garante o direito à obtenção de certidões em repartição pública), haja vista que a negativa do pedido foi baseada no art. 12, da Portaria n 154/08, do Ministério da Previdência Social, bem como no art. 44, § 4..., da Lei Municipal n 1.472/93, com redação dada pela Lei Municipal n 3.119/07, sendo esta declarada constitucional pelo Órgão Especial desta Corte (ADI n 70022303267). Precedentes desta Corte. RECURSO DESPROVIDO.” 3. Tal como assentado pela decisão agravada, para se chegar à conclusão pretendida pela parte agravante seria imprescindível a revisão da interpretação dada pelo Tribunal de origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 843478 AGR / RS revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.” (ARE 842.865-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS FEDERAIS E LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279. AGRAVO IMPROVIDO. I O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional federal e local aplicável à espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário ante a existência de ofensa meramente reflexa à Constituição e a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. II Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental improvido.” (ARE 714.951-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451879. Supremo Tribunal Federal ARE 843478 AGR / RS revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.” (ARE 842.865-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS FEDERAIS E LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279. AGRAVO IMPROVIDO. I O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional federal e local aplicável à espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário ante a existência de ofensa meramente reflexa à Constituição e a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. II Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental improvido.” (ARE 714.951-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9451879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SONIA KIRSCH ADV.(A/S) : MARIA ANGÉLICA ORSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FAISAL MOTHCI KARAM AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CAMPO BOM ADV.(A/S) : EUNICE SCHUMANN Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412898 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.478 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SONIA KIRSCH ADV.(A/S) : MARIA ANGÉLICA ORSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FAISAL MOTHCI KARAM AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CAMPO BOM ADV.(A/S) : EUNICE SCHUMANN Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843 . 478", "ADI n 70022303267", "ADI n 70022303267", "ARE 843478", "ARE 842 . 865 - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 714 . 951 - AgR", "ARE 843478", "ARE 842 . 865 - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 714 . 951 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXIV , \" b \" , da Constituição Federal", "art . 12 , da Portaria n 154 / 08", "art . 44 , § 4 . . . , da Lei Municipal n 1 . 472 / 93", "Lei Municipal n 3 . 119 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXIV , \" b \" , da Constituição Federal", "art . 12 , da Portaria n 154 / 08", "art . 44 , § 4 . . . , da Lei Municipal n 1 . 472 / 93", "Lei Municipal n 3 . 119 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE CAMPO BOM", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE CAMPO BOM", "MUNICÍPIO DE CAMPO BOM", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "CAMPO BOM" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Ministério da Previdência Social", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Ministério da Previdência Social", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "SONIA KIRSCH", "MARIA ANGÉLICA ORSI", "FAISAL MOTHCI KARAM", "EUNICE SCHUMANN", "Rosa Weber", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "SONIA KIRSCH", "MARIA ANGÉLICA ORSI", "FAISAL MOTHCI KARAM", "EUNICE SCHUMANN", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "SONIA KIRSCH", "MARIA ANGÉLICA ORSI", "FAISAL MOTHCI KARAM", "EUNICE SCHUMANN", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "SONIA KIRSCH", "MARIA ANGÉLICA ORSI", "FAISAL MOTHCI KARAM", "EUNICE SCHUMANN", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "SONIA KIRSCH", "MARIA ANGÉLICA ORSI", "FAISAL MOTHCI KARAM", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "08", "/", "09", "/", "2015", "08 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCELO TESHEINER CAVASSANI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGÉTICA VALE DO SÃO SIMÃO ADV.(A/S) :JOEL LUÍS THOMAZ BASTOS E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. MANUTENÇÃO DOS BENS NA POSSE DO DEVEDOR FIDUCIANTE. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468230. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCELO TESHEINER CAVASSANI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGÉTICA VALE DO SÃO SIMÃO ADV.(A/S) :JOEL LUÍS THOMAZ BASTOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu de agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte”. 2. No caso, o recurso extraordinário não foi admitido porque: (i) “para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito da afronta direta à Magna Carta”; (ii) “os argumentos expostos na peça recursal conduzem ao terreno dos fatos, cujo reexame não se torna suscetível no âmbito do extraordinário. Incidente, portanto, a súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal”. 3. A parte agravante afasta o fundamento da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. 4. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468231. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCELO TESHEINER CAVASSANI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGÉTICA VALE DO SÃO SIMÃO ADV.(A/S) :JOEL LUÍS THOMAZ BASTOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu de agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte”. 2. No caso, o recurso extraordinário não foi admitido porque: (i) “para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito da afronta direta à Magna Carta”; (ii) “os argumentos expostos na peça recursal conduzem ao terreno dos fatos, cujo reexame não se torna suscetível no âmbito do extraordinário. Incidente, portanto, a súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal”. 3. A parte agravante afasta o fundamento da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. 4. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468231. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O presente agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “É possível, em situações excepcionais, a mantença dos bens na posse do devedor fiduciante, se verossímil sua necessidade ao desenvolvimento e à continuidade das atividades industriais do devedor. Recurso provido em parte.” 3. A parte recorrente, na peça de recurso extraordinário, alega que ocorreu violação ao art. 5º, II, XXII, XXXV, LIV e LV, da Constituição. Afirma que “a ordem de devolução dos bens contida no acórdão recorrido impede o exercício do direito de ação, que fora violado em sua positivação constitucional, eis que inviabiliza a própria demanda ao manter os bens na posse da Recorrida sem nada pagar”. 4. A pretensão não merece acolhida. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Veja-se, nesse sentido, o ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assim ementado (Tema 660): “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468233. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O presente agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “É possível, em situações excepcionais, a mantença dos bens na posse do devedor fiduciante, se verossímil sua necessidade ao desenvolvimento e à continuidade das atividades industriais do devedor. Recurso provido em parte.” 3. A parte recorrente, na peça de recurso extraordinário, alega que ocorreu violação ao art. 5º, II, XXII, XXXV, LIV e LV, da Constituição. Afirma que “a ordem de devolução dos bens contida no acórdão recorrido impede o exercício do direito de ação, que fora violado em sua positivação constitucional, eis que inviabiliza a própria demanda ao manter os bens na posse da Recorrida sem nada pagar”. 4. A pretensão não merece acolhida. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Veja-se, nesse sentido, o ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assim ementado (Tema 660): “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468233. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 903385 AGR / SP legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” 5. Ademais, a solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório contantes dos autos, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF. 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468233. Supremo Tribunal Federal ARE 903385 AGR / SP legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” 5. Ademais, a solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório contantes dos autos, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF. 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468233. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCELO TESHEINER CAVASSANI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA ENERGÉTICA VALE DO SÃO SIMÃO ADV.(A/S) : JOEL LUÍS THOMAZ BASTOS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519219 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCELO TESHEINER CAVASSANI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA ENERGÉTICA VALE DO SÃO SIMÃO ADV.(A/S) : JOEL LUÍS THOMAZ BASTOS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519219 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9541497
2015-09-22T00:00:00
2015-10-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. MANUTENÇÃO DOS BENS NA POSSE DO DEVEDOR FIDUCIANTE. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur323608
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 5. Análise: 15/10/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
903385
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 903385 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCELO TESHEINER CAVASSANI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA ENERGÉTICA VALE DO SÃO SIMÃO ADV.(A/S) : JOEL LUÍS THOMAZ BASTOS E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCELO TESHEINER CAVASSANI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGÉTICA VALE DO SÃO SIMÃO ADV.(A/S) :JOEL LUÍS THOMAZ BASTOS E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. MANUTENÇÃO DOS BENS NA POSSE DO DEVEDOR FIDUCIANTE. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468230. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCELO TESHEINER CAVASSANI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGÉTICA VALE DO SÃO SIMÃO ADV.(A/S) :JOEL LUÍS THOMAZ BASTOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu de agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte”. 2. No caso, o recurso extraordinário não foi admitido porque: (i) “para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito da afronta direta à Magna Carta”; (ii) “os argumentos expostos na peça recursal conduzem ao terreno dos fatos, cujo reexame não se torna suscetível no âmbito do extraordinário. Incidente, portanto, a súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal”. 3. A parte agravante afasta o fundamento da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. 4. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468231. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCELO TESHEINER CAVASSANI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGÉTICA VALE DO SÃO SIMÃO ADV.(A/S) :JOEL LUÍS THOMAZ BASTOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu de agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte”. 2. No caso, o recurso extraordinário não foi admitido porque: (i) “para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito da afronta direta à Magna Carta”; (ii) “os argumentos expostos na peça recursal conduzem ao terreno dos fatos, cujo reexame não se torna suscetível no âmbito do extraordinário. Incidente, portanto, a súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal”. 3. A parte agravante afasta o fundamento da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. 4. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468231. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O presente agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “É possível, em situações excepcionais, a mantença dos bens na posse do devedor fiduciante, se verossímil sua necessidade ao desenvolvimento e à continuidade das atividades industriais do devedor. Recurso provido em parte.” 3. A parte recorrente, na peça de recurso extraordinário, alega que ocorreu violação ao art. 5..., II, XXII, XXXV, LIV e LV, da Constituição. Afirma que “a ordem de devolução dos bens contida no acórdão recorrido impede o exercício do direito de ação, que fora violado em sua positivação constitucional, eis que inviabiliza a própria demanda ao manter os bens na posse da Recorrida sem nada pagar”. 4. A pretensão não merece acolhida. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Veja-se, nesse sentido, o ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assim ementado (Tema 660): “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468233. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O presente agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “É possível, em situações excepcionais, a mantença dos bens na posse do devedor fiduciante, se verossímil sua necessidade ao desenvolvimento e à continuidade das atividades industriais do devedor. Recurso provido em parte.” 3. A parte recorrente, na peça de recurso extraordinário, alega que ocorreu violação ao art. 5..., II, XXII, XXXV, LIV e LV, da Constituição. Afirma que “a ordem de devolução dos bens contida no acórdão recorrido impede o exercício do direito de ação, que fora violado em sua positivação constitucional, eis que inviabiliza a própria demanda ao manter os bens na posse da Recorrida sem nada pagar”. 4. A pretensão não merece acolhida. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Veja-se, nesse sentido, o ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assim ementado (Tema 660): “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468233. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 903385 AGR / SP legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” 5. Ademais, a solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório contantes dos autos, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468233. Supremo Tribunal Federal ARE 903385 AGR / SP legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” 5. Ademais, a solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório contantes dos autos, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468233. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCELO TESHEINER CAVASSANI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA ENERGÉTICA VALE DO SÃO SIMÃO ADV.(A/S) : JOEL LUÍS THOMAZ BASTOS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519219 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.385 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCELO TESHEINER CAVASSANI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA ENERGÉTICA VALE DO SÃO SIMÃO ADV.(A/S) : JOEL LUÍS THOMAZ BASTOS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519219 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903 . 385", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal ”", "súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 903385 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 903385 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Magna Carta ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Magna Carta ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , II , XXII , XXXV , LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO MERCEDES", "BENZ DO BRASIL S / A", "COMPANHIA ENERGÉTICA VALE DO SÃO SIMÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO MERCEDES - BENZ DO BRASIL S / A", "COMPANHIA ENERGÉTICA", "VALE DO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO MERCEDES - BENZ DO BRASIL S / A", "COMPANHIA ENERGÉTICA", "VALE DO SÃO SIMÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO MERCEDES - BENZ DO BRASIL S / A", "COMPANHIA ENERGÉTICA", "VALE DO SÃO SIMÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO MERCEDES - BENZ DO BRASIL S / A", "COMPANHIA ENERGÉTICA", "VALE DO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARCELO TESHEINER CAVASSANI", "JOEL LUÍS THOMAZ BASTOS", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCELO TESHEINER CAVASSANI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCELO TESHEINER CAVASSANI", "LUÍS THOMAZ BASTOS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCELO TESHEINER CAVASSANI", "JOEL LUÍS THOMAZ BASTOS", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "MARCELO TESHEINER CAVASSANI", "LUÍS THOMAZ BASTOS", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "09", "/", "2015", "22 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "22", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :JOSE LUIZ LEVY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :JOÃO TONNERA JUNIOR CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO ESTADUAL – PARÂMETRO. Somente se admite como parâmetro de ação direta de inconstitucionalidade, formalizada perante Tribunal de Justiça, norma da Constituição estadual anterior à lei ou ato normativo impugnado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 8 de setembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449377. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :JOSE LUIZ LEVY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :JOÃO TONNERA JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 189 a 191 neguei seguimento ao extraordinário, consignando: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – NORMA ANTERIOR AO DISPOSITIVO DITO VIOLADO – IMPOSSIBILIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A decisão impugnada mediante o extraordinário está em consonância com a jurisprudência do Supremo há muito consolidada. Confiram com as seguintes ementas: CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – A NOÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE- INCONSTITUCIONALIDADE COMO CONCEITO DE RELAÇÃO – A QUESTÃO PERTINENTE AO BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE (ADI 514/PI, REL. MIN. CELSO DE MELLO – ADI 595/ES, REL. MIN. CELSO DE MELLO, v.g.) – DIREITO PRÉ-CONSTITUCIONAL – CÓDIGO ELEITORAL, ART. 224 – INVIABILIDADE DESSA FISCALIZAÇÃO CONCENTRADA EM SEDE DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :JOSE LUIZ LEVY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :JOÃO TONNERA JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 189 a 191 neguei seguimento ao extraordinário, consignando: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – NORMA ANTERIOR AO DISPOSITIVO DITO VIOLADO – IMPOSSIBILIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A decisão impugnada mediante o extraordinário está em consonância com a jurisprudência do Supremo há muito consolidada. Confiram com as seguintes ementas: CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – A NOÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE- INCONSTITUCIONALIDADE COMO CONCEITO DE RELAÇÃO – A QUESTÃO PERTINENTE AO BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE (ADI 514/PI, REL. MIN. CELSO DE MELLO – ADI 595/ES, REL. MIN. CELSO DE MELLO, v.g.) – DIREITO PRÉ-CONSTITUCIONAL – CÓDIGO ELEITORAL, ART. 224 – INVIABILIDADE DESSA FISCALIZAÇÃO CONCENTRADA EM SEDE DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 474347 AGR / SP AÇÃO DIRETA NÃO CONHECIDA – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação direta de inconstitucionalidade não se revela instrumento juridicamente idôneo ao exame da legitimidade constitucional de atos normativos do Poder Público que tenham sido editados em momento anterior ao da vigência da Constituição sob cuja égide foi instaurado o controle normativo abstrato. - A superveniência de uma nova Constituição não torna inconstitucionais os atos estatais a ela anteriores e que, com ela, sejam materialmente incompatíveis. Na hipótese de ocorrer tal situação, a incompatibilidade normativa superveniente resolver-se-á pelo reconhecimento de que o ato pré-constitucional acha-se revogado, expondo-se, por isso mesmo, a mero juízo negativo de recepção, cuja pronúncia, contudo, não se comporta no âmbito da ação direta de inconstitucionalidade. Doutrina. Precedentes. (Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.222/DF, relator ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 2 de setembro de 2014.) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – IMPUGNAÇÃO DE ATO ESTATAL EDITADO ANTERIORMENTE À VIGÊNCIA DA CF/88 – INCONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE – INOCORRÊNCIA – HIPÓTESE DE REVOGAÇÃO DO ATO HIERARQUICAMENTE INFERIOR POR AUSÊNCIA DE RECEPÇÃO – IMPOSSIBILIDADE DE INSTAURAÇÃO DO CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – AÇÃO DIRETA NÃO CONHECIDA. - A ação direta de inconstitucionalidade não se revela 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Supremo Tribunal Federal RE 474347 AGR / SP AÇÃO DIRETA NÃO CONHECIDA – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação direta de inconstitucionalidade não se revela instrumento juridicamente idôneo ao exame da legitimidade constitucional de atos normativos do Poder Público que tenham sido editados em momento anterior ao da vigência da Constituição sob cuja égide foi instaurado o controle normativo abstrato. - A superveniência de uma nova Constituição não torna inconstitucionais os atos estatais a ela anteriores e que, com ela, sejam materialmente incompatíveis. Na hipótese de ocorrer tal situação, a incompatibilidade normativa superveniente resolver-se-á pelo reconhecimento de que o ato pré-constitucional acha-se revogado, expondo-se, por isso mesmo, a mero juízo negativo de recepção, cuja pronúncia, contudo, não se comporta no âmbito da ação direta de inconstitucionalidade. Doutrina. Precedentes. (Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.222/DF, relator ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 2 de setembro de 2014.) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – IMPUGNAÇÃO DE ATO ESTATAL EDITADO ANTERIORMENTE À VIGÊNCIA DA CF/88 – INCONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE – INOCORRÊNCIA – HIPÓTESE DE REVOGAÇÃO DO ATO HIERARQUICAMENTE INFERIOR POR AUSÊNCIA DE RECEPÇÃO – IMPOSSIBILIDADE DE INSTAURAÇÃO DO CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – AÇÃO DIRETA NÃO CONHECIDA. - A ação direta de inconstitucionalidade não se revela 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 474347 AGR / SP instrumento juridicamente idôneo ao exame da legitimidade constitucional de atos normativos do Poder Público que tenham sido editados em momento anterior ao da vigência da Constituição sob cuja égide foi instaurado o controle normativo abstrato. A fiscalização concentrada de constitucionalidade supõe a necessária existência de uma relação de contemporaneidade entre o ato estatal impugnado e a Carta Política sob cujo domínio normativo veio ele a ser editado. O entendimento de que leis pré-constitucionais não se predispõem, vigente uma nova Constituição, à tutela jurisdicional de constitucionalidade "in abstracto" - orientação jurisprudencial já consagrada no regime anterior (RTJ 95/980 - 95/993 - 99/544) - foi reafirmado por esta Corte, em recentes pronunciamentos, na perspectiva da Carta Federal de 1988. - A incompatibilidade vertical superveniente de atos do Poder Público, em face de um novo ordenamento constitucional, traduz hipótese de pura e simples revogação dessas espécies jurídicas, posto que lhe são hierarquicamente inferiores. O exame da revogação de leis ou atos normativos do Poder Público constitui matéria absolutamente estranha à função jurídico-processual da ação direta de inconstitucionalidade. (Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 74/RN, relator ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça de 25 de setembro de 1992.) 2. Ante o quadro, nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O agravante insiste no processamento do extraordinário. Argumenta tratar-se de hipótese diversa da não recepção. Sustenta a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Supremo Tribunal Federal RE 474347 AGR / SP instrumento juridicamente idôneo ao exame da legitimidade constitucional de atos normativos do Poder Público que tenham sido editados em momento anterior ao da vigência da Constituição sob cuja égide foi instaurado o controle normativo abstrato. A fiscalização concentrada de constitucionalidade supõe a necessária existência de uma relação de contemporaneidade entre o ato estatal impugnado e a Carta Política sob cujo domínio normativo veio ele a ser editado. O entendimento de que leis pré-constitucionais não se predispõem, vigente uma nova Constituição, à tutela jurisdicional de constitucionalidade "in abstracto" - orientação jurisprudencial já consagrada no regime anterior (RTJ 95/980 - 95/993 - 99/544) - foi reafirmado por esta Corte, em recentes pronunciamentos, na perspectiva da Carta Federal de 1988. - A incompatibilidade vertical superveniente de atos do Poder Público, em face de um novo ordenamento constitucional, traduz hipótese de pura e simples revogação dessas espécies jurídicas, posto que lhe são hierarquicamente inferiores. O exame da revogação de leis ou atos normativos do Poder Público constitui matéria absolutamente estranha à função jurídico-processual da ação direta de inconstitucionalidade. (Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 74/RN, relator ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça de 25 de setembro de 1992.) 2. Ante o quadro, nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O agravante insiste no processamento do extraordinário. Argumenta tratar-se de hipótese diversa da não recepção. Sustenta a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 474347 AGR / SP inconstitucionalidade da Lei municipal impugnada, pois, embora anterior à Constituição do Estado de São Paulo, viola norma de observância obrigatória da Lei Maior. O Prefeito do Município de São Paulo, em contraminuta, defende o acerto da decisão recorrida. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Supremo Tribunal Federal RE 474347 AGR / SP inconstitucionalidade da Lei municipal impugnada, pois, embora anterior à Constituição do Estado de São Paulo, viola norma de observância obrigatória da Lei Maior. O Prefeito do Município de São Paulo, em contraminuta, defende o acerto da decisão recorrida. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (Relator) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador Legislativo, foi protocolada no prazo legal. É imprópria a irresignação. Consoante fiz ver na decisão atacada, a jurisprudência do Supremo é firme no sentido de não admitir, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, a impugnação de ato estatal editado anteriormente à vigência do parâmetro constitucional supostamente violado. A superveniência de nova norma constitucional impede a recepção das leis e atos normativos anteriores quando materialmente incompatíveis, mas não os torna inconstitucionais. No presente caso, o fato de a lei municipal afrontar norma de observância obrigatória não autoriza conclusão diversa. Embora inquestionável a necessidade de obediência de tais normas pelas constituições estaduais, não se pode admitir, como parâmetro em representação de inconstitucionalidade proposta perante o Tribunal de Justiça local, norma da Constituição da República. Esse o entendimento assentado pelo Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 508/MG, da relatoria do ministro Sydney Sanches, assim resumido: EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO MUNICIPAL, EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: CABIMENTO ADMITIDO PELA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, QUE ATRIBUI COMPETÊNCIA AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA PROCESSÁ-LA E JULGÁ- LA. INADMISSIBILIDADE. 1. O ordenamento constitucional brasileiro admite Ações Diretas de Inconstitucionalidade de leis ou atos normativos municipais, em face da Constituição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449379. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (Relator) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador Legislativo, foi protocolada no prazo legal. É imprópria a irresignação. Consoante fiz ver na decisão atacada, a jurisprudência do Supremo é firme no sentido de não admitir, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, a impugnação de ato estatal editado anteriormente à vigência do parâmetro constitucional supostamente violado. A superveniência de nova norma constitucional impede a recepção das leis e atos normativos anteriores quando materialmente incompatíveis, mas não os torna inconstitucionais. No presente caso, o fato de a lei municipal afrontar norma de observância obrigatória não autoriza conclusão diversa. Embora inquestionável a necessidade de obediência de tais normas pelas constituições estaduais, não se pode admitir, como parâmetro em representação de inconstitucionalidade proposta perante o Tribunal de Justiça local, norma da Constituição da República. Esse o entendimento assentado pelo Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 508/MG, da relatoria do ministro Sydney Sanches, assim resumido: EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO MUNICIPAL, EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: CABIMENTO ADMITIDO PELA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, QUE ATRIBUI COMPETÊNCIA AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA PROCESSÁ-LA E JULGÁ- LA. INADMISSIBILIDADE. 1. O ordenamento constitucional brasileiro admite Ações Diretas de Inconstitucionalidade de leis ou atos normativos municipais, em face da Constituição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 474347 AGR / SP estadual, a serem processadas e julgadas, originariamente, pelos Tribunais de Justiça dos Estados (artigo 125, parágrafo 2° da C.F.). 2. Não, porém, em face da Constituição Federal. 3. Aliás, nem mesmo o Supremo Tribunal Federal tem competência para Ações dessa espécie, pois o art. 102, I, "a", da C.F. só a prevê para Ações Diretas de Inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual. Não, assim, municipal. 4. De sorte que o controle de constitucionalidade de leis ou atos normativos municipais, diante da Constituição Federal, só se faz, no Brasil, pelo sistema difuso, ou seja no julgamento de casos concretos, com eficácia, "inter partes", não "erga omnes". 5. Precedentes. 6. Ação Direta julgada procedente, pelo S.T.F., para declarar a inconstitucionalidade das expressões "e da Constituição da República" e "em face da Constituição da República", constantes do art. 106, alínea "h", e do parágrafo 1° do art. 118, todos da Constituição de Minas Gerais, por conferirem ao respectivo Tribunal de Justiça competência para o processo e julgamento de A.D.I. de lei ou ato normativo municipal, em face da Constituição Federal. 7. Plenário. Decisão unânime. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449379. Supremo Tribunal Federal RE 474347 AGR / SP estadual, a serem processadas e julgadas, originariamente, pelos Tribunais de Justiça dos Estados (artigo 125, parágrafo 2° da C.F.). 2. Não, porém, em face da Constituição Federal. 3. Aliás, nem mesmo o Supremo Tribunal Federal tem competência para Ações dessa espécie, pois o art. 102, I, "a", da C.F. só a prevê para Ações Diretas de Inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual. Não, assim, municipal. 4. De sorte que o controle de constitucionalidade de leis ou atos normativos municipais, diante da Constituição Federal, só se faz, no Brasil, pelo sistema difuso, ou seja no julgamento de casos concretos, com eficácia, "inter partes", não "erga omnes". 5. Precedentes. 6. Ação Direta julgada procedente, pelo S.T.F., para declarar a inconstitucionalidade das expressões "e da Constituição da República" e "em face da Constituição da República", constantes do art. 106, alínea "h", e do parágrafo 1° do art. 118, todos da Constituição de Minas Gerais, por conferirem ao respectivo Tribunal de Justiça competência para o processo e julgamento de A.D.I. de lei ou ato normativo municipal, em face da Constituição Federal. 7. Plenário. Decisão unânime. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : JOSE LUIZ LEVY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : JOÃO TONNERA JUNIOR Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412831 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : JOSE LUIZ LEVY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : JOÃO TONNERA JUNIOR Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412831 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9476146
2015-09-08T00:00:00
2015-09-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO ESTADUAL – PARÂMETRO. Somente se admite como parâmetro de ação direta de inconstitucionalidade, formalizada perante Tribunal de Justiça, norma da Constituição estadual anterior à lei ou ato normativo impugnado.
sjur322144
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO MUNICIPAL, EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL) ADI 508 (TP). Número de páginas: 8. Análise: 06/10/2015, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
474347
null
RE-AgR
acordaos
RE 474347 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : JOSE LUIZ LEVY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : JOÃO TONNERA JUNIOR
[ "" ]
Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :JOSE LUIZ LEVY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :JOÃO TONNERA JUNIOR CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO ESTADUAL – PARÂMETRO. Somente se admite como parâmetro de ação direta de inconstitucionalidade, formalizada perante Tribunal de Justiça, norma da Constituição estadual anterior à lei ou ato normativo impugnado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 8 de setembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449377. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :JOSE LUIZ LEVY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :JOÃO TONNERA JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 189 a 191 neguei seguimento ao extraordinário, consignando: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – NORMA ANTERIOR AO DISPOSITIVO DITO VIOLADO – IMPOSSIBILIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A decisão impugnada mediante o extraordinário está em consonância com a jurisprudência do Supremo há muito consolidada. Confiram com as seguintes ementas: CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – A NOÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE- INCONSTITUCIONALIDADE COMO CONCEITO DE RELAÇÃO – A QUESTÃO PERTINENTE AO BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE (ADI 514/PI, REL. MIN. CELSO DE MELLO – ADI 595/ES, REL. MIN. CELSO DE MELLO, v.g.) – DIREITO PRÉ-CONSTITUCIONAL – CÓDIGO ELEITORAL, ART. 224 – INVIABILIDADE DESSA FISCALIZAÇÃO CONCENTRADA EM SEDE DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :JOSE LUIZ LEVY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :JOÃO TONNERA JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 189 a 191 neguei seguimento ao extraordinário, consignando: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – NORMA ANTERIOR AO DISPOSITIVO DITO VIOLADO – IMPOSSIBILIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A decisão impugnada mediante o extraordinário está em consonância com a jurisprudência do Supremo há muito consolidada. Confiram com as seguintes ementas: CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – A NOÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE- INCONSTITUCIONALIDADE COMO CONCEITO DE RELAÇÃO – A QUESTÃO PERTINENTE AO BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE (ADI 514/PI, REL. MIN. CELSO DE MELLO – ADI 595/ES, REL. MIN. CELSO DE MELLO, v.g.) – DIREITO PRÉ-CONSTITUCIONAL – CÓDIGO ELEITORAL, ART. 224 – INVIABILIDADE DESSA FISCALIZAÇÃO CONCENTRADA EM SEDE DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP AÇÃO DIRETA NÃO CONHECIDA – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação direta de inconstitucionalidade não se revela instrumento juridicamente idôneo ao exame da legitimidade constitucional de atos normativos do Poder Público que tenham sido editados em momento anterior ao da vigência da Constituição sob cuja égide foi instaurado o controle normativo abstrato. - A superveniência de uma nova Constituição não torna inconstitucionais os atos estatais a ela anteriores e que, com ela, sejam materialmente incompatíveis. Na hipótese de ocorrer tal situação, a incompatibilidade normativa superveniente resolver-se-á pelo reconhecimento de que o ato pré-constitucional acha-se revogado, expondo-se, por isso mesmo, a mero juízo negativo de recepção, cuja pronúncia, contudo, não se comporta no âmbito da ação direta de inconstitucionalidade. Doutrina. Precedentes. (Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.222/DF, relator ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 2 de setembro de 2014.) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – IMPUGNAÇÃO DE ATO ESTATAL EDITADO ANTERIORMENTE À VIGÊNCIA DA Constituição Federal de 1988/88 – INCONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE – INOCORRÊNCIA – HIPÓTESE DE REVOGAÇÃO DO ATO HIERARQUICAMENTE INFERIOR POR AUSÊNCIA DE RECEPÇÃO – IMPOSSIBILIDADE DE INSTAURAÇÃO DO CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – AÇÃO DIRETA NÃO CONHECIDA. - A ação direta de inconstitucionalidade não se revela 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP AÇÃO DIRETA NÃO CONHECIDA – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação direta de inconstitucionalidade não se revela instrumento juridicamente idôneo ao exame da legitimidade constitucional de atos normativos do Poder Público que tenham sido editados em momento anterior ao da vigência da Constituição sob cuja égide foi instaurado o controle normativo abstrato. - A superveniência de uma nova Constituição não torna inconstitucionais os atos estatais a ela anteriores e que, com ela, sejam materialmente incompatíveis. Na hipótese de ocorrer tal situação, a incompatibilidade normativa superveniente resolver-se-á pelo reconhecimento de que o ato pré-constitucional acha-se revogado, expondo-se, por isso mesmo, a mero juízo negativo de recepção, cuja pronúncia, contudo, não se comporta no âmbito da ação direta de inconstitucionalidade. Doutrina. Precedentes. (Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.222/DF, relator ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 2 de setembro de 2014.) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – IMPUGNAÇÃO DE ATO ESTATAL EDITADO ANTERIORMENTE À VIGÊNCIA DA Constituição Federal de 1988/88 – INCONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE – INOCORRÊNCIA – HIPÓTESE DE REVOGAÇÃO DO ATO HIERARQUICAMENTE INFERIOR POR AUSÊNCIA DE RECEPÇÃO – IMPOSSIBILIDADE DE INSTAURAÇÃO DO CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – AÇÃO DIRETA NÃO CONHECIDA. - A ação direta de inconstitucionalidade não se revela 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP instrumento juridicamente idôneo ao exame da legitimidade constitucional de atos normativos do Poder Público que tenham sido editados em momento anterior ao da vigência da Constituição sob cuja égide foi instaurado o controle normativo abstrato. A fiscalização concentrada de constitucionalidade supõe a necessária existência de uma relação de contemporaneidade entre o ato estatal impugnado e a Carta Política sob cujo domínio normativo veio ele a ser editado. O entendimento de que leis pré-constitucionais não se predispõem, vigente uma nova Constituição, à tutela jurisdicional de constitucionalidade "in abstracto" - orientação jurisprudencial já consagrada no regime anterior (RTJ 95/980 - 95/993 - 99/544) - foi reafirmado por esta Corte, em recentes pronunciamentos, na perspectiva da Carta Federal de 1988. - A incompatibilidade vertical superveniente de atos do Poder Público, em face de um novo ordenamento constitucional, traduz hipótese de pura e simples revogação dessas espécies jurídicas, posto que lhe são hierarquicamente inferiores. O exame da revogação de leis ou atos normativos do Poder Público constitui matéria absolutamente estranha à função jurídico-processual da ação direta de inconstitucionalidade. (Ação Direta de Inconstitucionalidade n 74/RN, relator ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça de 25 de setembro de 1992.) 2. Ante o quadro, nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O agravante insiste no processamento do extraordinário. Argumenta tratar-se de hipótese diversa da não recepção. Sustenta a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP instrumento juridicamente idôneo ao exame da legitimidade constitucional de atos normativos do Poder Público que tenham sido editados em momento anterior ao da vigência da Constituição sob cuja égide foi instaurado o controle normativo abstrato. A fiscalização concentrada de constitucionalidade supõe a necessária existência de uma relação de contemporaneidade entre o ato estatal impugnado e a Carta Política sob cujo domínio normativo veio ele a ser editado. O entendimento de que leis pré-constitucionais não se predispõem, vigente uma nova Constituição, à tutela jurisdicional de constitucionalidade "in abstracto" - orientação jurisprudencial já consagrada no regime anterior (RTJ 95/980 - 95/993 - 99/544) - foi reafirmado por esta Corte, em recentes pronunciamentos, na perspectiva da Carta Federal de 1988. - A incompatibilidade vertical superveniente de atos do Poder Público, em face de um novo ordenamento constitucional, traduz hipótese de pura e simples revogação dessas espécies jurídicas, posto que lhe são hierarquicamente inferiores. O exame da revogação de leis ou atos normativos do Poder Público constitui matéria absolutamente estranha à função jurídico-processual da ação direta de inconstitucionalidade. (Ação Direta de Inconstitucionalidade n 74/RN, relator ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça de 25 de setembro de 1992.) 2. Ante o quadro, nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O agravante insiste no processamento do extraordinário. Argumenta tratar-se de hipótese diversa da não recepção. Sustenta a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP inconstitucionalidade da Lei municipal impugnada, pois, embora anterior à Constituição do Estado de São Paulo, viola norma de observância obrigatória da Lei Maior. O Prefeito do Município de São Paulo, em contraminuta, defende o acerto da decisão recorrida. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP inconstitucionalidade da Lei municipal impugnada, pois, embora anterior à Constituição do Estado de São Paulo, viola norma de observância obrigatória da Lei Maior. O Prefeito do Município de São Paulo, em contraminuta, defende o acerto da decisão recorrida. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (Relator) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador Legislativo, foi protocolada no prazo legal. É imprópria a irresignação. Consoante fiz ver na decisão atacada, a jurisprudência do Supremo é firme no sentido de não admitir, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, a impugnação de ato estatal editado anteriormente à vigência do parâmetro constitucional supostamente violado. A superveniência de nova norma constitucional impede a recepção das leis e atos normativos anteriores quando materialmente incompatíveis, mas não os torna inconstitucionais. No presente caso, o fato de a lei municipal afrontar norma de observância obrigatória não autoriza conclusão diversa. Embora inquestionável a necessidade de obediência de tais normas pelas constituições estaduais, não se pode admitir, como parâmetro em representação de inconstitucionalidade proposta perante o Tribunal de Justiça local, norma da Constituição da República. Esse o entendimento assentado pelo Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 508/MG, da relatoria do ministro Sydney Sanches, assim resumido: EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO MUNICIPAL, EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: CABIMENTO ADMITIDO PELA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, QUE ATRIBUI COMPETÊNCIA AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA PROCESSÁ-LA E JULGÁ- LA. INADMISSIBILIDADE. 1. O ordenamento constitucional brasileiro admite Ações Diretas de Inconstitucionalidade de leis ou atos normativos municipais, em face da Constituição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449379. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (Relator) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador Legislativo, foi protocolada no prazo legal. É imprópria a irresignação. Consoante fiz ver na decisão atacada, a jurisprudência do Supremo é firme no sentido de não admitir, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, a impugnação de ato estatal editado anteriormente à vigência do parâmetro constitucional supostamente violado. A superveniência de nova norma constitucional impede a recepção das leis e atos normativos anteriores quando materialmente incompatíveis, mas não os torna inconstitucionais. No presente caso, o fato de a lei municipal afrontar norma de observância obrigatória não autoriza conclusão diversa. Embora inquestionável a necessidade de obediência de tais normas pelas constituições estaduais, não se pode admitir, como parâmetro em representação de inconstitucionalidade proposta perante o Tribunal de Justiça local, norma da Constituição da República. Esse o entendimento assentado pelo Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 508/MG, da relatoria do ministro Sydney Sanches, assim resumido: EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO MUNICIPAL, EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: CABIMENTO ADMITIDO PELA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, QUE ATRIBUI COMPETÊNCIA AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA PROCESSÁ-LA E JULGÁ- LA. INADMISSIBILIDADE. 1. O ordenamento constitucional brasileiro admite Ações Diretas de Inconstitucionalidade de leis ou atos normativos municipais, em face da Constituição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP estadual, a serem processadas e julgadas, originariamente, pelos Tribunais de Justiça dos Estados (artigo 125, parágrafo 2... da C.F.). 2. Não, porém, em face da Constituição Federal. 3. Aliás, nem mesmo o Supremo Tribunal Federal tem competência para Ações dessa espécie, pois o art. 102, I, "a", da C.F. só a prevê para Ações Diretas de Inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual. Não, assim, municipal. 4. De sorte que o controle de constitucionalidade de leis ou atos normativos municipais, diante da Constituição Federal, só se faz, no Brasil, pelo sistema difuso, ou seja no julgamento de casos concretos, com eficácia, "inter partes", não "erga omnes". 5. Precedentes. 6. Ação Direta julgada procedente, pelo S.T.F., para declarar a inconstitucionalidade das expressões "e da Constituição da República" e "em face da Constituição da República", constantes do art. 106, alínea "h", e do parágrafo 1... do art. 118, todos da Constituição de Minas Gerais, por conferirem ao respectivo Tribunal de Justiça competência para o processo e julgamento de A.D.I. de lei ou ato normativo municipal, em face da Constituição Federal. 7. Plenário. Decisão unânime. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449379. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP estadual, a serem processadas e julgadas, originariamente, pelos Tribunais de Justiça dos Estados (artigo 125, parágrafo 2... da C.F.). 2. Não, porém, em face da Constituição Federal. 3. Aliás, nem mesmo o Supremo Tribunal Federal tem competência para Ações dessa espécie, pois o art. 102, I, "a", da C.F. só a prevê para Ações Diretas de Inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual. Não, assim, municipal. 4. De sorte que o controle de constitucionalidade de leis ou atos normativos municipais, diante da Constituição Federal, só se faz, no Brasil, pelo sistema difuso, ou seja no julgamento de casos concretos, com eficácia, "inter partes", não "erga omnes". 5. Precedentes. 6. Ação Direta julgada procedente, pelo S.T.F., para declarar a inconstitucionalidade das expressões "e da Constituição da República" e "em face da Constituição da República", constantes do art. 106, alínea "h", e do parágrafo 1... do art. 118, todos da Constituição de Minas Gerais, por conferirem ao respectivo Tribunal de Justiça competência para o processo e julgamento de A.D.I. de lei ou ato normativo municipal, em face da Constituição Federal. 7. Plenário. Decisão unânime. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9449379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : JOSE LUIZ LEVY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : JOÃO TONNERA JUNIOR Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412831 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.347 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : JOSE LUIZ LEVY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : JOÃO TONNERA JUNIOR Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412831 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 347", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 347", "ADI 514 / PI", "ADI 595 / ES", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 347", "ADI 514 / PI", "ADI 595 / ES", "Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP", "Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 222 / DF", "Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP", "Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 222 / DF", "Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP", "RTJ 95 / 980 - 95 / 993 - 99 / 544", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 74 / RN", "Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP", "RTJ 95 / 980 - 95 / 993 - 99 /", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 74 / RN", "Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 347", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 508 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 347", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 508 / MG", "Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 474347 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 347", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 347" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO ELEITORAL , ART . 224", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO ELEITORAL , ART . 224", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política", "Carta Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política", "Carta Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Estado de São Paulo", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Estado de São Paulo", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 125 , parágrafo 2 . . . da C . 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F .", "Constituição Federal", "Constituição da", "Constituição da República", "Constituição de Minas Gerais", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Município de São Paulo", "Município de São Paulo", "SÃO PAULO", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "SÃO PAULO", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasil", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "-", "GERAL DA REPÚBLICA", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PROCURADORIA", "-", "GERAL DA REPÚBLICA", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Supremo", "CONSTITUIÇÃO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Supremo", "CONSTITUIÇÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "S", ".", "T", ".", "F", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "S", ".", "T", "F", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "JOSE LUIZ LEVY", "JOÃO TONNERA JUNIOR", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSE LUIZ LEVY", "JOÃO TONNERA JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "JOSE LUIZ LEVY", "JOÃO TONNERA JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Sydney Sanches", "MARCO AURÉLIO", "Sydney Sanches", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSE LUIZ LEVY", "JOÃO TONNERA JUNIOR", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "JOSE LUIZ LEVY", "JOÃO TONNERA JUNIOR", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "08", "/", "09", "/", "2015", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de setembro de 1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de setembro de 1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :ROSIENE BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS ALBUQUERQUE LOPES DE OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. CONTRATO NULO. ART. 19-A DA LEI N. 8.036/1990. RECOLHIMENTO DE FGTS. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484806. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :ROSIENE BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS ALBUQUERQUE LOPES DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.3.2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Alagoas contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, que aplicou o art. 19-A da Lei n. 8.036/1990 a contrato declarado nulo em período anterior à vigência da Medida Provisória n. 2.164-41/2001. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 596.478/RR, Rel. Min. Ellen Gracie, Redator para o acórdão Min. Dias Toffoli, o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu: ‘Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei nº 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484807. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :ROSIENE BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS ALBUQUERQUE LOPES DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.3.2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Alagoas contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, que aplicou o art. 19-A da Lei n. 8.036/1990 a contrato declarado nulo em período anterior à vigência da Medida Provisória n. 2.164-41/2001. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 596.478/RR, Rel. Min. Ellen Gracie, Redator para o acórdão Min. Dias Toffoli, o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu: ‘Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei nº 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 736412 AGR / AL o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento’ (DJ 1º.3.2013, grifos nossos). O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.3.2013, Alagoas interpõe, em 19.3.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega “ainda pende[nte] de julgamento a ADI 3.127/AL a qual questiona a constitucionalidade da Medida Provisória nº 2.164-41 que deu nova redação ao art. 19-A da Lei nº 8.036/90” (fl. 3, doc. 16). Requer a reconsideração da decisão agravada, para sobrestar-se o processo até a decisão definitiva na ADI 3.127, ou o provimento do presente recurso. 4. Em 23.5.2013, determinei o sobrestamento do presente feito até o julgamento da ADI 3.127. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484807. Supremo Tribunal Federal ARE 736412 AGR / AL o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento’ (DJ 1º.3.2013, grifos nossos). O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.3.2013, Alagoas interpõe, em 19.3.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega “ainda pende[nte] de julgamento a ADI 3.127/AL a qual questiona a constitucionalidade da Medida Provisória nº 2.164-41 que deu nova redação ao art. 19-A da Lei nº 8.036/90” (fl. 3, doc. 16). Requer a reconsideração da decisão agravada, para sobrestar-se o processo até a decisão definitiva na ADI 3.127, ou o provimento do presente recurso. 4. Em 23.5.2013, determinei o sobrestamento do presente feito até o julgamento da ADI 3.127. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Em 26.3.2015, o Supremo Tribunal Federal julgou improcedente a ADI 3.127, nos termos do voto do Relator, assim ementado: “TRABALHISTA E CONSTITUCIONAL. MP 2.164-41/2001. INCLUSÃO DO ART. 19-A NA LEI 8.036/1990. EMPREGADOS ADMITIDOS SEM CONCURSO PÚBLICO. CONTRATAÇÃO NULA. EFEITOS. RECOLHIMENTO E LEVANTAMENTO DO FGTS. LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DA NORMA. 1. O art. 19-A da Lei 8.036/90, incluído pela MP 2.164/01, não afronta o princípio do concurso público, pois ele não infirma a nulidade da contratação feita à margem dessa exigência, mas apenas permite o levantamento dos valores recolhidos a título de FGTS pelo trabalhador que efetivamente cumpriu suas obrigações contratuais, prestando o serviço devido. O caráter compensatório dessa norma foi considerado legítimo pelo Supremo Tribunal Federal no RE 596.478, Red. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, DJe de 1º/3/2013, com repercussão geral reconhecida. 2. A expansão da abrangência do FGTS para cobrir outros riscos que não aqueles estritamente relacionados com a modalidade imotivada de dispensa – tais como a própria situação de desemprego e outros eventos socialmente indesejáveis, como o acometimento por doença grave e a idade avançada – não compromete a essência constitucional do fundo. 3. A MP 2.164/01 não interferiu na autonomia administrativa dos Estados, Distrito Federal e Municípios para organizar o regime funcional de seus respectivos servidores, uma vez que, além de não ter criado qualquer obrigação financeira sem previsão orçamentária, a medida em questão dispôs sobre relações jurídicas de natureza trabalhista, dando nova destinação a um valor que, a rigor, já vinha sendo ordinariamente recolhido na conta do FGTS vinculada aos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484828. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Em 26.3.2015, o Supremo Tribunal Federal julgou improcedente a ADI 3.127, nos termos do voto do Relator, assim ementado: “TRABALHISTA E CONSTITUCIONAL. MP 2.164-41/2001. INCLUSÃO DO ART. 19-A NA LEI 8.036/1990. EMPREGADOS ADMITIDOS SEM CONCURSO PÚBLICO. CONTRATAÇÃO NULA. EFEITOS. RECOLHIMENTO E LEVANTAMENTO DO FGTS. LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DA NORMA. 1. O art. 19-A da Lei 8.036/90, incluído pela MP 2.164/01, não afronta o princípio do concurso público, pois ele não infirma a nulidade da contratação feita à margem dessa exigência, mas apenas permite o levantamento dos valores recolhidos a título de FGTS pelo trabalhador que efetivamente cumpriu suas obrigações contratuais, prestando o serviço devido. O caráter compensatório dessa norma foi considerado legítimo pelo Supremo Tribunal Federal no RE 596.478, Red. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, DJe de 1º/3/2013, com repercussão geral reconhecida. 2. A expansão da abrangência do FGTS para cobrir outros riscos que não aqueles estritamente relacionados com a modalidade imotivada de dispensa – tais como a própria situação de desemprego e outros eventos socialmente indesejáveis, como o acometimento por doença grave e a idade avançada – não compromete a essência constitucional do fundo. 3. A MP 2.164/01 não interferiu na autonomia administrativa dos Estados, Distrito Federal e Municípios para organizar o regime funcional de seus respectivos servidores, uma vez que, além de não ter criado qualquer obrigação financeira sem previsão orçamentária, a medida em questão dispôs sobre relações jurídicas de natureza trabalhista, dando nova destinação a um valor que, a rigor, já vinha sendo ordinariamente recolhido na conta do FGTS vinculada aos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 736412 AGR / AL empregados. 4. Ao autorizar o levantamento do saldo eventualmente presente nas contas de FGTS dos empregados desligados até 28/7/2001, impedindo a reversão desses valores ao erário sob a justificativa de anulação contratual, a norma do art. 19-A da Lei 8.036/90 não acarretou novos dispêndios, não desconstituiu qualquer ato jurídico perfeito, nem investiu contra nenhum direito adquirido da Administração Pública, pelo que não há falar em violação ao art. 5º, XXXVI, da CF. 5. Ação direta de inconstitucionalidade julgada improcedente” (DJe 5.8.2015). 3. Como afirmado na decisão agravada, no julgamento do Recurso Extraordinário n. 596.478/RR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu: “Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei nº 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento” (DJ 1º.3.2013). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484828. Supremo Tribunal Federal ARE 736412 AGR / AL empregados. 4. Ao autorizar o levantamento do saldo eventualmente presente nas contas de FGTS dos empregados desligados até 28/7/2001, impedindo a reversão desses valores ao erário sob a justificativa de anulação contratual, a norma do art. 19-A da Lei 8.036/90 não acarretou novos dispêndios, não desconstituiu qualquer ato jurídico perfeito, nem investiu contra nenhum direito adquirido da Administração Pública, pelo que não há falar em violação ao art. 5º, XXXVI, da CF. 5. Ação direta de inconstitucionalidade julgada improcedente” (DJe 5.8.2015). 3. Como afirmado na decisão agravada, no julgamento do Recurso Extraordinário n. 596.478/RR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu: “Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei nº 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento” (DJ 1º.3.2013). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : ROSIENE BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS ALBUQUERQUE LOPES DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458614 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : ROSIENE BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS ALBUQUERQUE LOPES DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458614 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9518553
2015-09-22T00:00:00
2015-10-05T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. CONTRATO NULO. ART. 19-A DA LEI N. 8.036/1990. RECOLHIMENTO DE FGTS. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur322984
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRATO NULO, FGTS) ADI 3127 (TP), RE 596478 RG. Número de páginas: 6. Análise: 13/10/2015, BMP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
736412
[ "LEG-FED LEI-008036 ANO-1990\n ART-0019A\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 736412 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : ROSIENE BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS ALBUQUERQUE LOPES DE OLIVEIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :ROSIENE BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS ALBUQUERQUE LOPES DE OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. CONTRATO NULO. ART. 19-A DA LEI N. 8.036/1990. RECOLHIMENTO DE FGTS. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484806. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :ROSIENE BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS ALBUQUERQUE LOPES DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.3.2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Alagoas contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, que aplicou o art. 19-A da Lei n. 8.036/1990 a contrato declarado nulo em período anterior à vigência da Medida Provisória n. 2.164-41/2001. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 596.478/RR, Rel. Min. Ellen Gracie, Redator para o acórdão Min. Dias Toffoli, o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu: ‘Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei n 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484807. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :ROSIENE BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS ALBUQUERQUE LOPES DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.3.2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Alagoas contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, que aplicou o art. 19-A da Lei n. 8.036/1990 a contrato declarado nulo em período anterior à vigência da Medida Provisória n. 2.164-41/2001. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 596.478/RR, Rel. Min. Ellen Gracie, Redator para o acórdão Min. Dias Toffoli, o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu: ‘Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei n 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 736412 AGR / AL o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento’ (DJ 1....3.2013, grifos nossos). O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.3.2013, Alagoas interpõe, em 19.3.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega “ainda pende[nte] de julgamento a ADI 3.127/AL a qual questiona a constitucionalidade da Medida Provisória n 2.164-41 que deu nova redação ao art. 19-A da Lei n 8.036/90” (fl. 3, doc. 16). Requer a reconsideração da decisão agravada, para sobrestar-se o processo até a decisão definitiva na ADI 3.127, ou o provimento do presente recurso. 4. Em 23.5.2013, determinei o sobrestamento do presente feito até o julgamento da ADI 3.127. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484807. Supremo Tribunal Federal ARE 736412 AGR / AL o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento’ (DJ 1....3.2013, grifos nossos). O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.3.2013, Alagoas interpõe, em 19.3.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega “ainda pende[nte] de julgamento a ADI 3.127/AL a qual questiona a constitucionalidade da Medida Provisória n 2.164-41 que deu nova redação ao art. 19-A da Lei n 8.036/90” (fl. 3, doc. 16). Requer a reconsideração da decisão agravada, para sobrestar-se o processo até a decisão definitiva na ADI 3.127, ou o provimento do presente recurso. 4. Em 23.5.2013, determinei o sobrestamento do presente feito até o julgamento da ADI 3.127. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Em 26.3.2015, o Supremo Tribunal Federal julgou improcedente a ADI 3.127, nos termos do voto do Relator, assim ementado: “TRABALHISTA E CONSTITUCIONAL. Medida Provisória 2.164-41/2001. INCLUSÃO DO ART. 19-A NA LEI 8.036/1990. EMPREGADOS ADMITIDOS SEM CONCURSO PÚBLICO. CONTRATAÇÃO NULA. EFEITOS. RECOLHIMENTO E LEVANTAMENTO DO FGTS. LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DA NORMA. 1. O art. 19-A da Lei 8.036/90, incluído pela Medida Provisória 2.164/01, não afronta o princípio do concurso público, pois ele não infirma a nulidade da contratação feita à margem dessa exigência, mas apenas permite o levantamento dos valores recolhidos a título de FGTS pelo trabalhador que efetivamente cumpriu suas obrigações contratuais, prestando o serviço devido. O caráter compensatório dessa norma foi considerado legítimo pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 596.478, Red. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, DJe de 1.../3/2013, com repercussão geral reconhecida. 2. A expansão da abrangência do FGTS para cobrir outros riscos que não aqueles estritamente relacionados com a modalidade imotivada de dispensa – tais como a própria situação de desemprego e outros eventos socialmente indesejáveis, como o acometimento por doença grave e a idade avançada – não compromete a essência constitucional do fundo. 3. A Medida Provisória 2.164/01 não interferiu na autonomia administrativa dos Estados, Distrito Federal e Municípios para organizar o regime funcional de seus respectivos servidores, uma vez que, além de não ter criado qualquer obrigação financeira sem previsão orçamentária, a medida em questão dispôs sobre relações jurídicas de natureza trabalhista, dando nova destinação a um valor que, a rigor, já vinha sendo ordinariamente recolhido na conta do FGTS vinculada aos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484828. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Em 26.3.2015, o Supremo Tribunal Federal julgou improcedente a ADI 3.127, nos termos do voto do Relator, assim ementado: “TRABALHISTA E CONSTITUCIONAL. Medida Provisória 2.164-41/2001. INCLUSÃO DO ART. 19-A NA LEI 8.036/1990. EMPREGADOS ADMITIDOS SEM CONCURSO PÚBLICO. CONTRATAÇÃO NULA. EFEITOS. RECOLHIMENTO E LEVANTAMENTO DO FGTS. LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DA NORMA. 1. O art. 19-A da Lei 8.036/90, incluído pela Medida Provisória 2.164/01, não afronta o princípio do concurso público, pois ele não infirma a nulidade da contratação feita à margem dessa exigência, mas apenas permite o levantamento dos valores recolhidos a título de FGTS pelo trabalhador que efetivamente cumpriu suas obrigações contratuais, prestando o serviço devido. O caráter compensatório dessa norma foi considerado legítimo pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 596.478, Red. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, DJe de 1.../3/2013, com repercussão geral reconhecida. 2. A expansão da abrangência do FGTS para cobrir outros riscos que não aqueles estritamente relacionados com a modalidade imotivada de dispensa – tais como a própria situação de desemprego e outros eventos socialmente indesejáveis, como o acometimento por doença grave e a idade avançada – não compromete a essência constitucional do fundo. 3. A Medida Provisória 2.164/01 não interferiu na autonomia administrativa dos Estados, Distrito Federal e Municípios para organizar o regime funcional de seus respectivos servidores, uma vez que, além de não ter criado qualquer obrigação financeira sem previsão orçamentária, a medida em questão dispôs sobre relações jurídicas de natureza trabalhista, dando nova destinação a um valor que, a rigor, já vinha sendo ordinariamente recolhido na conta do FGTS vinculada aos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 736412 AGR / AL empregados. 4. Ao autorizar o levantamento do saldo eventualmente presente nas contas de FGTS dos empregados desligados até 28/7/2001, impedindo a reversão desses valores ao erário sob a justificativa de anulação contratual, a norma do art. 19-A da Lei 8.036/90 não acarretou novos dispêndios, não desconstituiu qualquer ato jurídico perfeito, nem investiu contra nenhum direito adquirido da Administração Pública, pelo que não há falar em violação ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988. 5. Ação direta de inconstitucionalidade julgada improcedente” (DJe 5.8.2015). 3. Como afirmado na decisão agravada, no julgamento do Recurso Extraordinário n. 596.478/RR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu: “Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei n 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento” (DJ 1....3.2013). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484828. Supremo Tribunal Federal ARE 736412 AGR / AL empregados. 4. Ao autorizar o levantamento do saldo eventualmente presente nas contas de FGTS dos empregados desligados até 28/7/2001, impedindo a reversão desses valores ao erário sob a justificativa de anulação contratual, a norma do art. 19-A da Lei 8.036/90 não acarretou novos dispêndios, não desconstituiu qualquer ato jurídico perfeito, nem investiu contra nenhum direito adquirido da Administração Pública, pelo que não há falar em violação ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988. 5. Ação direta de inconstitucionalidade julgada improcedente” (DJe 5.8.2015). 3. Como afirmado na decisão agravada, no julgamento do Recurso Extraordinário n. 596.478/RR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu: “Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei n 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento” (DJ 1....3.2013). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9484828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : ROSIENE BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS ALBUQUERQUE LOPES DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458614 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.412 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : ROSIENE BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS ALBUQUERQUE LOPES DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458614 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736 . 412", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736 . 412", "Recurso Extraordinário n . 596 . 478 / RR", "Recurso Extraordinário n . 596 . 478 / RR", "ARE 736412 AGR / AL", "ADI 3 . 127 / AL", "ADI 3", "ADI 3 . 127", "ARE 736412 AGR /", "ADI 3 . 127 / AL", "ADI 3 . 127", "ADI 3 . 127", "ADI 3 . 127", "Recurso Extraordinário 596 . 478", "ADI 3 . 127", "Recurso Extraordinário 596 . 478", "ARE 736412 AGR / AL", "Recurso Extraordinário n . 596 . 478 / RR", "ARE 736412 AGR /", "Recurso Extraordinário n . 596 . 478 / RR" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 19 - A DA LEI N . 8 . 036 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 19 - A da Lei n . 8 . 036 / 1990", "Medida Provisória n . 2 . 164 - 41 / 2001", "Artigo 19 - A da Lei n 8 . 036 / 90", "art . 19 - A da Lei n 8 . 036 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 19 - A da Lei n . 8 . 036 / 1990", "Medida Provisória n . 2 . 164 - 41 / 2001", "19", "-", "A da Lei n 8 . 036 / 90", "art . 19 - A da Lei n 8 . 036 / 90", "art . 37 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :LEONIDAS CABRAL ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EUGÊNIO LEONARDO VIEIRA GRANDÓ AGDO.(A/S) :MARCILIO ROQUE ALVES XAVIER ADV.(A/S) :FREDERICO AUGUSTO VIEIRA GRANDÓ E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454/STF. 1. Não há matéria constitucional nas causas em que se discute o direito à revisão de cláusulas de contrato bancário findo. Precedentes. 2. Para dissentir do acórdão recorrido e concluir pela existência das inconstitucionalidades apontadas, seria necessária a análise do contrato firmado entra as partes, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460472. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :LEONIDAS CABRAL ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EUGÊNIO LEONARDO VIEIRA GRANDÓ AGDO.(A/S) :MARCILIO ROQUE ALVES XAVIER ADV.(A/S) :FREDERICO AUGUSTO VIEIRA GRANDÓ E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão constitucional. 2. A parte agravante alega que a solução do caso prescinde da análise da legislação infraconstitucional. Insiste na tese de que houve erro material na estipulação dos juros legais no Tribunal de origem, supostamente ao digitar o valor arbitrado. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460473. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :LEONIDAS CABRAL ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EUGÊNIO LEONARDO VIEIRA GRANDÓ AGDO.(A/S) :MARCILIO ROQUE ALVES XAVIER ADV.(A/S) :FREDERICO AUGUSTO VIEIRA GRANDÓ E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão constitucional. 2. A parte agravante alega que a solução do caso prescinde da análise da legislação infraconstitucional. Insiste na tese de que houve erro material na estipulação dos juros legais no Tribunal de origem, supostamente ao digitar o valor arbitrado. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Com efeito, não há matéria constitucional nas causas em que se discute o direito à revisão de cláusulas de contrato bancário findo. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: ARE 789.693, Rel. Min Teori Zavascki; ARE 786.512, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; e ARE 778.677, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia. 3. Quanto à alegada violação ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal. No recurso, a parte recorrente não cogita de retroação de lei superveniente, somente postula uma nova apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que impossibilita a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/STF. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460474. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Com efeito, não há matéria constitucional nas causas em que se discute o direito à revisão de cláusulas de contrato bancário findo. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: ARE 789.693, Rel. Min Teori Zavascki; ARE 786.512, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; e ARE 778.677, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia. 3. Quanto à alegada violação ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal. No recurso, a parte recorrente não cogita de retroação de lei superveniente, somente postula uma nova apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que impossibilita a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/STF. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : LEONIDAS CABRAL ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EUGÊNIO LEONARDO VIEIRA GRANDÓ AGDO.(A/S) : MARCILIO ROQUE ALVES XAVIER ADV.(A/S) : FREDERICO AUGUSTO VIEIRA GRANDÓ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519140 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : LEONIDAS CABRAL ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EUGÊNIO LEONARDO VIEIRA GRANDÓ AGDO.(A/S) : MARCILIO ROQUE ALVES XAVIER ADV.(A/S) : FREDERICO AUGUSTO VIEIRA GRANDÓ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519140 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9542322
2015-09-22T00:00:00
2015-10-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454/STF. 1. Não há matéria constitucional nas causas em que se discute o direito à revisão de cláusulas de contrato bancário findo. Precedentes. 2. Para dissentir do acórdão recorrido e concluir pela existência das inconstitucionalidades apontadas, seria necessária a análise do contrato firmado entra as partes, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur323632
- Decisões monocráticas citadas: (CONTRATO BANCÁRIO, REVISÃO DE CLÁULAS) ARE 778677, ARE 786512, ARE 789693. Número de páginas: 4. Análise: 14/10/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
772077
[ "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 772077 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : LEONIDAS CABRAL ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EUGÊNIO LEONARDO VIEIRA GRANDÓ AGDO.(A/S) : MARCILIO ROQUE ALVES XAVIER ADV.(A/S) : FREDERICO AUGUSTO VIEIRA GRANDÓ E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :LEONIDAS CABRAL ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EUGÊNIO LEONARDO VIEIRA GRANDÓ AGDO.(A/S) :MARCILIO ROQUE ALVES XAVIER ADV.(A/S) :FREDERICO AUGUSTO VIEIRA GRANDÓ E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. 1. Não há matéria constitucional nas causas em que se discute o direito à revisão de cláusulas de contrato bancário findo. Precedentes. 2. Para dissentir do acórdão recorrido e concluir pela existência das inconstitucionalidades apontadas, seria necessária a análise do contrato firmado entra as partes, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460472. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :LEONIDAS CABRAL ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EUGÊNIO LEONARDO VIEIRA GRANDÓ AGDO.(A/S) :MARCILIO ROQUE ALVES XAVIER ADV.(A/S) :FREDERICO AUGUSTO VIEIRA GRANDÓ E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão constitucional. 2. A parte agravante alega que a solução do caso prescinde da análise da legislação infraconstitucional. Insiste na tese de que houve erro material na estipulação dos juros legais no Tribunal de origem, supostamente ao digitar o valor arbitrado. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460473. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :LEONIDAS CABRAL ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EUGÊNIO LEONARDO VIEIRA GRANDÓ AGDO.(A/S) :MARCILIO ROQUE ALVES XAVIER ADV.(A/S) :FREDERICO AUGUSTO VIEIRA GRANDÓ E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão constitucional. 2. A parte agravante alega que a solução do caso prescinde da análise da legislação infraconstitucional. Insiste na tese de que houve erro material na estipulação dos juros legais no Tribunal de origem, supostamente ao digitar o valor arbitrado. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Com efeito, não há matéria constitucional nas causas em que se discute o direito à revisão de cláusulas de contrato bancário findo. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: ARE 789.693, Rel. Min Teori Zavascki; ARE 786.512, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; e ARE 778.677, Rel. Min. Cármen Lúcia. 3. Quanto à alegada violação ao art. 5..., XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal. No recurso, a parte recorrente não cogita de retroação de lei superveniente, somente postula uma nova apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que impossibilita a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460474. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Com efeito, não há matéria constitucional nas causas em que se discute o direito à revisão de cláusulas de contrato bancário findo. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: ARE 789.693, Rel. Min Teori Zavascki; ARE 786.512, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; e ARE 778.677, Rel. Min. Cármen Lúcia. 3. Quanto à alegada violação ao art. 5..., XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal. No recurso, a parte recorrente não cogita de retroação de lei superveniente, somente postula uma nova apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que impossibilita a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : LEONIDAS CABRAL ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EUGÊNIO LEONARDO VIEIRA GRANDÓ AGDO.(A/S) : MARCILIO ROQUE ALVES XAVIER ADV.(A/S) : FREDERICO AUGUSTO VIEIRA GRANDÓ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519140 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.077 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : LEONIDAS CABRAL ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EUGÊNIO LEONARDO VIEIRA GRANDÓ AGDO.(A/S) : MARCILIO ROQUE ALVES XAVIER ADV.(A/S) : FREDERICO AUGUSTO VIEIRA GRANDÓ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519140 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
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Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :OGNEV MEIRELES COSAC AGTE.(S) :CIRPLAS - CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA ADV.(A/S) :FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO ADV.(A/S) :IRINEU DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ERRO MÉDICO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.10.2012. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos incisos LIV e LV do art. 5º da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478172. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 898106 AGR / DF Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478172. Supremo Tribunal Federal ARE 898106 AGR / DF Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478172. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :OGNEV MEIRELES COSAC AGTE.(S) :CIRPLAS - CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA ADV.(A/S) :FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO ADV.(A/S) :IRINEU DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental Ognev Meireles Cosac e Cirplas (Centro de Cirurgia Plástica de Brasília Ltda.). A matéria debatida, em síntese, diz com a responsabilização civil por danos materiais e morais decorrentes de procedimento estético no qual teria ocorrido infecção hospitalar. Atacam a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insistem na tese da afronta aos princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reiteram a afronta ao art. 5º, LIV e LV, da Lei Maior. Afirmam que “a presente demanda gravita na seara do ‘erro médico’, dependendo exclusivamente de conhecimento técnico, conforme já se manifestou o Superior Tribunal de Justiça ao asseverar que nos termos do art. 400, II, do CPC, não é possível produzir prova exclusivamente testemunhal a respeito de fatos que ‘só por documento ou por exame pericial podem ser provados’”. Aduzem que “o artigo 420, I CPC afirma que o julgador somente dispensará a perícia quando a prova do fato não depender do conhecimento especial de técnico”. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478173. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :OGNEV MEIRELES COSAC AGTE.(S) :CIRPLAS - CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA ADV.(A/S) :FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO ADV.(A/S) :IRINEU DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental Ognev Meireles Cosac e Cirplas (Centro de Cirurgia Plástica de Brasília Ltda.). A matéria debatida, em síntese, diz com a responsabilização civil por danos materiais e morais decorrentes de procedimento estético no qual teria ocorrido infecção hospitalar. Atacam a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insistem na tese da afronta aos princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reiteram a afronta ao art. 5º, LIV e LV, da Lei Maior. Afirmam que “a presente demanda gravita na seara do ‘erro médico’, dependendo exclusivamente de conhecimento técnico, conforme já se manifestou o Superior Tribunal de Justiça ao asseverar que nos termos do art. 400, II, do CPC, não é possível produzir prova exclusivamente testemunhal a respeito de fatos que ‘só por documento ou por exame pericial podem ser provados’”. Aduzem que “o artigo 420, I CPC afirma que o julgador somente dispensará a perícia quando a prova do fato não depender do conhecimento especial de técnico”. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478173. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 898106 AGR / DF “CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. PRELIMINAR DE OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. REJEIÇÃO. CIRURGIA PLÁSTICA. INFECÇÃO HOSPITALAR. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DO MÉDICO E OBJETIVA DA CLÍNICA. INFECÇÃO HOSPITALAR. CASO FORTUITO. NÃO CONFIGURAÇÃO. DANO MAATERAL COMPROVADO. DANO EMERGENTE E LUCROS CESSSANTES. DANOS MORAIS. EXISTÊNCAI DE OFENSA AOS DIREITOS DE PERSONALIDADE. SENTENÇA REFORMADA.” Acórdão recorrido publicado em 22.10.2012. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478173. Supremo Tribunal Federal ARE 898106 AGR / DF “CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. PRELIMINAR DE OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. REJEIÇÃO. CIRURGIA PLÁSTICA. INFECÇÃO HOSPITALAR. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DO MÉDICO E OBJETIVA DA CLÍNICA. INFECÇÃO HOSPITALAR. CASO FORTUITO. NÃO CONFIGURAÇÃO. DANO MAATERAL COMPROVADO. DANO EMERGENTE E LUCROS CESSSANTES. DANOS MORAIS. EXISTÊNCAI DE OFENSA AOS DIREITOS DE PERSONALIDADE. SENTENÇA REFORMADA.” Acórdão recorrido publicado em 22.10.2012. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478173. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na alegação de afronta ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição da República. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na alegação de afronta ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição da República. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 898106 AGR / DF "Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Ofensa reflexa e reexame de provas (Súmula nº 279). 1. A Corte tem entendimento pacífico no sentido de que a violação aos preceitos constitucionais insculpidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV, LV; e 37, caput, do Texto Maior, configura, via de regra, como no presente caso, mera ofensa reflexa, sendo, dessa forma, incabível a interposição de apelo extremo. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido." (AI 839.585- AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012) "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Supremo Tribunal Federal ARE 898106 AGR / DF "Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Ofensa reflexa e reexame de provas (Súmula nº 279). 1. A Corte tem entendimento pacífico no sentido de que a violação aos preceitos constitucionais insculpidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV, LV; e 37, caput, do Texto Maior, configura, via de regra, como no presente caso, mera ofensa reflexa, sendo, dessa forma, incabível a interposição de apelo extremo. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido." (AI 839.585- AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012) "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 898106 AGR / DF "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). Por seu turno, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ALEGADO ERRO MÉDICO NÃO COMPROVADO. DANO MORAL INEXISTENTE. INDENIZAÇÃO INDEVIDA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 789301 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 25/02/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-049 DIVULG 12-03-2014 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Supremo Tribunal Federal ARE 898106 AGR / DF "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). Por seu turno, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ALEGADO ERRO MÉDICO NÃO COMPROVADO. DANO MORAL INEXISTENTE. INDENIZAÇÃO INDEVIDA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 789301 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 25/02/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-049 DIVULG 12-03-2014 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 898106 AGR / DF PUBLIC 13-03-2014) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Responsabilidade civil do Estado. Erro médico. Não ocorrência. Danos morais e materiais. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não restaram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade civil da Administração Pública pelos danos causados à agravante. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 677139 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 21/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-155 DIVULG 08-08-2013 PUBLIC 09-08- 2013) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Supremo Tribunal Federal ARE 898106 AGR / DF PUBLIC 13-03-2014) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Responsabilidade civil do Estado. Erro médico. Não ocorrência. Danos morais e materiais. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não restaram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade civil da Administração Pública pelos danos causados à agravante. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 677139 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 21/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-155 DIVULG 08-08-2013 PUBLIC 09-08- 2013) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 898106 AGR / DF NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Supremo Tribunal Federal ARE 898106 AGR / DF NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : OGNEV MEIRELES COSAC AGTE.(S) : CIRPLAS - CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA ADV.(A/S) : FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO ADV.(A/S) : IRINEU DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519203 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : OGNEV MEIRELES COSAC AGTE.(S) : CIRPLAS - CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA ADV.(A/S) : FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO ADV.(A/S) : IRINEU DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519203 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9541393
2015-09-22T00:00:00
2015-10-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ERRO MÉDICO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.10.2012. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos incisos LIV e LV do art. 5º da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur323646
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) AI 842445 AgR (1ªT), AI 745285 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 19/10/2015, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
898106
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 898106 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : OGNEV MEIRELES COSAC AGTE.(S) : CIRPLAS - CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA ADV.(A/S) : FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO ADV.(A/S) : IRINEU DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :OGNEV MEIRELES COSAC AGTE.(S) :CIRPLAS - CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA ADV.(A/S) :FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO ADV.(A/S) :IRINEU DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ERRO MÉDICO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.10.2012. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos incisos LIV e LV do art. 5... da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478172. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 898106 AGR / DF Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478172. Supremo Tribunal Federal ARE 898106 AGR / DF Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478172. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :OGNEV MEIRELES COSAC AGTE.(S) :CIRPLAS - CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA ADV.(A/S) :FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO ADV.(A/S) :IRINEU DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental Ognev Meireles Cosac e Cirplas (Centro de Cirurgia Plástica de Brasília Ltda.). A matéria debatida, em síntese, diz com a responsabilização civil por danos materiais e morais decorrentes de procedimento estético no qual teria ocorrido infecção hospitalar. Atacam a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insistem na tese da afronta aos princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reiteram a afronta ao art. 5..., LIV e LV, da Lei Maior. Afirmam que “a presente demanda gravita na seara do ‘erro médico’, dependendo exclusivamente de conhecimento técnico, conforme já se manifestou o Superior Tribunal de Justiça ao asseverar que nos termos do art. 400, II, do Código de Processo Civil, não é possível produzir prova exclusivamente testemunhal a respeito de fatos que ‘só por documento ou por exame pericial podem ser provados’”. Aduzem que “o artigo 420, I Código de Processo Civil afirma que o julgador somente dispensará a perícia quando a prova do fato não depender do conhecimento especial de técnico”. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478173. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :OGNEV MEIRELES COSAC AGTE.(S) :CIRPLAS - CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA ADV.(A/S) :FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO ADV.(A/S) :IRINEU DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental Ognev Meireles Cosac e Cirplas (Centro de Cirurgia Plástica de Brasília Ltda.). A matéria debatida, em síntese, diz com a responsabilização civil por danos materiais e morais decorrentes de procedimento estético no qual teria ocorrido infecção hospitalar. Atacam a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insistem na tese da afronta aos princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reiteram a afronta ao art. 5..., LIV e LV, da Lei Maior. Afirmam que “a presente demanda gravita na seara do ‘erro médico’, dependendo exclusivamente de conhecimento técnico, conforme já se manifestou o Superior Tribunal de Justiça ao asseverar que nos termos do art. 400, II, do Código de Processo Civil, não é possível produzir prova exclusivamente testemunhal a respeito de fatos que ‘só por documento ou por exame pericial podem ser provados’”. Aduzem que “o artigo 420, I Código de Processo Civil afirma que o julgador somente dispensará a perícia quando a prova do fato não depender do conhecimento especial de técnico”. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478173. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 898106 AGR / DF “CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. PRELIMINAR DE OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. REJEIÇÃO. CIRURGIA PLÁSTICA. INFECÇÃO HOSPITALAR. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DO MÉDICO E OBJETIVA DA CLÍNICA. INFECÇÃO HOSPITALAR. CASO FORTUITO. NÃO CONFIGURAÇÃO. DANO MAATERAL COMPROVADO. DANO EMERGENTE E LUCROS CESSSANTES. DANOS MORAIS. EXISTÊNCAI DE OFENSA AOS DIREITOS DE PERSONALIDADE. SENTENÇA REFORMADA.” Acórdão recorrido publicado em 22.10.2012. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478173. Supremo Tribunal Federal ARE 898106 AGR / DF “CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. PRELIMINAR DE OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. REJEIÇÃO. CIRURGIA PLÁSTICA. INFECÇÃO HOSPITALAR. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DO MÉDICO E OBJETIVA DA CLÍNICA. INFECÇÃO HOSPITALAR. CASO FORTUITO. NÃO CONFIGURAÇÃO. DANO MAATERAL COMPROVADO. DANO EMERGENTE E LUCROS CESSSANTES. DANOS MORAIS. EXISTÊNCAI DE OFENSA AOS DIREITOS DE PERSONALIDADE. SENTENÇA REFORMADA.” Acórdão recorrido publicado em 22.10.2012. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478173. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na alegação de afronta ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição da República. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na alegação de afronta ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição da República. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 898106 AGR / DF "Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Ofensa reflexa e reexame de provas (Súmula n 279). 1. A Corte tem entendimento pacífico no sentido de que a violação aos preceitos constitucionais insculpidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV, LV; e 37, caput, do Texto Maior, configura, via de regra, como no presente caso, mera ofensa reflexa, sendo, dessa forma, incabível a interposição de apelo extremo. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido." (AI 839.585- AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012) "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Supremo Tribunal Federal ARE 898106 AGR / DF "Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Ofensa reflexa e reexame de provas (Súmula n 279). 1. A Corte tem entendimento pacífico no sentido de que a violação aos preceitos constitucionais insculpidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV, LV; e 37, caput, do Texto Maior, configura, via de regra, como no presente caso, mera ofensa reflexa, sendo, dessa forma, incabível a interposição de apelo extremo. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido." (AI 839.585- AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012) "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 898106 AGR / DF "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). Por seu turno, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ALEGADO ERRO MÉDICO NÃO COMPROVADO. DANO MORAL INEXISTENTE. INDENIZAÇÃO INDEVIDA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 789301 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 25/02/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-049 DIVULG 12-03-2014 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Supremo Tribunal Federal ARE 898106 AGR / DF "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). Por seu turno, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ALEGADO ERRO MÉDICO NÃO COMPROVADO. DANO MORAL INEXISTENTE. INDENIZAÇÃO INDEVIDA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 789301 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 25/02/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-049 DIVULG 12-03-2014 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 898106 AGR / DF PUBLIC 13-03-2014) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Responsabilidade civil do Estado. Erro médico. Não ocorrência. Danos morais e materiais. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não restaram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade civil da Administração Pública pelos danos causados à agravante. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 677139 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 21/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-155 DIVULG 08-08-2013 PUBLIC 09-08- 2013) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Supremo Tribunal Federal ARE 898106 AGR / DF PUBLIC 13-03-2014) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Responsabilidade civil do Estado. Erro médico. Não ocorrência. Danos morais e materiais. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não restaram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade civil da Administração Pública pelos danos causados à agravante. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 677139 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 21/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-155 DIVULG 08-08-2013 PUBLIC 09-08- 2013) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 898106 AGR / DF NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Supremo Tribunal Federal ARE 898106 AGR / DF NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : OGNEV MEIRELES COSAC AGTE.(S) : CIRPLAS - CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA ADV.(A/S) : FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO ADV.(A/S) : IRINEU DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519203 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.106 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : OGNEV MEIRELES COSAC AGTE.(S) : CIRPLAS - CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA ADV.(A/S) : FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO ADV.(A/S) : IRINEU DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519203 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898 . 106", "ARE 898106 AGR / DF", "ARE 898106 AGR / DF", "AGRAVO 898 . 106", "ARE 898106 AGR / DF", "ARE 898106 AGR / DF", "AI 839 . 585 - AgR / MG", "495", ".", "-", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "ARE 898106 AGR", "AI 839 . 585 - AgR / MG", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "ARE 898106", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 789301 AgR", "ARE 898106 AGR / DF", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 789301 AgR", "ARE 898106", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 677139 AgR", "ARE 898106 AGR /", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 677139 AgR", "ARE 898106 AGR / DF", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 898106 AGR / DF", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 898 . 106" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "incisos LIV e LV do art . 5 . . . da Carta Magna", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Lei Maior", "art . 400 , II , do Código de Processo Civil", "artigo 420 , I Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Lei Maior", "art . 400 , II , do Código de Processo Civil", "artigo 420 , I Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição da República", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição da República", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV , LV ; e 37 , caput , do Texto Maior", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "C", ".", "F .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CIRPLAS", "-", "CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CIRPLAS", "-", "CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA", "Centro de Cirurgia Plástica de Brasília Ltda .", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CIRPLAS", "-", "CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA", "Centro de Cirurgia Plástica de Brasília Ltda .", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "DF", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", ".", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CIRPLAS", "-", "CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CIRPLAS", "-", "CENTRO DE CIRURGIA PLASTICA DE BRASILIA LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "OGNEV MEIRELES", "FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK", "SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO", "IRINEU DE OLIVEIRA FILHO", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "OGNEV MEIRELES COSAC", "FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK", "SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO", "IRINEU DE OLIVEIRA FILHO", "Rosa Weber", "Ognev Meireles Cosac", "ROSA WEBER", "OGNEV MEIRELES COSAC", "FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK", "SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO", "IRINEU DE OLIVEIRA FILHO", "Rosa Weber", "Ognev Meireles", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER ARE", "Dias Toffoli", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Dias Toffoli", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "ROSA WEBER", "Carlos Velloso", "CÁRMEN LÚCIA", "Carlos Velloso", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "OGNEV MEIRELES COSAC", "FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK", "SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO", "IRINEU DE OLIVEIRA FILHO", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "OGNEV MEIRELES COSAC", "FABIANA MANCUSO ATTIÉ GELK", "SHEYLA AGUIAR FARAGE DE CARVALHO", "IRINEU DE OLIVEIRA FILHO", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "09", "/", "2015", "22", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "3", ".", "2012", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "3", ".", "2012", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "9", ".", "2002", "25", "/", "02", "/", "2014", "12", "-", "03", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "9", ".", "2002", "25", "/", "02", "/", "2014", "12", "-", "03", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "-", "03", "-", "2014", "21", "/", "05", "/", "2013", "08", "-", "08", "-", "2013", "09", "-", "08", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "-", "03", "-", "2014", "21", "/", "05", "/", "2013", "08", "-", "08", "-", "2013", "09", "-", "08", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "4", ".", "2012", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "4", ".", "2012", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "22", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ELBA CECILIA DICKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS ZACCHI EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ESTADO DE SANTA CATARINA. SERVIDORES PÚBLICOS INATIVOS. PAGAMENTO DA VERBA DENOMINADA “PRÊMIO EDUCAR”. HIPÓTESE NÃO VEDADA PELA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL OU À SÚMULA VINCULANTE 10. PRECEDENTE DA SEGUNDA TURMA EM CASO IDÊNTICO (RE 697.710-AGR, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI, DJE DE 15/8/2014). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468954. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ELBA CECILIA DICKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS ZACCHI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário ao fundamento de que “não viola a cláusula de reserva de plenário ou a Súmula Vinculante 10 o julgado proferido por órgão fracionário que, sem declarar a inconstitucionalidade de lei ou afastar sua incidência com base em argumento constitucional, limita-se a interpretá-la de acordo com o caso concreto” (fl. 3, doc. 23). Sustenta a parte agravante, em suma, que “a decisão recorrida, proferida por órgão fracionário do Tribunal de Justiça, afastou a incidência ou aplicação do art. 5º da Lei Estadual n. 14.406/2008 ao fundamento de que a restrição nele contida é incompatível com os princípios da igualdade, da razoabilidade e da proporcionalidade (que são constitucionais), sem declarar, contudo, de modo expresso, a inconstitucionalidade da norma” (fl. 5, doc. 25). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469076. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ELBA CECILIA DICKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS ZACCHI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário ao fundamento de que “não viola a cláusula de reserva de plenário ou a Súmula Vinculante 10 o julgado proferido por órgão fracionário que, sem declarar a inconstitucionalidade de lei ou afastar sua incidência com base em argumento constitucional, limita-se a interpretá-la de acordo com o caso concreto” (fl. 3, doc. 23). Sustenta a parte agravante, em suma, que “a decisão recorrida, proferida por órgão fracionário do Tribunal de Justiça, afastou a incidência ou aplicação do art. 5º da Lei Estadual n. 14.406/2008 ao fundamento de que a restrição nele contida é incompatível com os princípios da igualdade, da razoabilidade e da proporcionalidade (que são constitucionais), sem declarar, contudo, de modo expresso, a inconstitucionalidade da norma” (fl. 5, doc. 25). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469076. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto em ação de cobrança ajuizada por servidores estaduais inativos visando ao pagamento da verba denominada “Prêmio Educar”. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina decidiu, em suma, que, “mesmo que a lei estadual se refira somente aos integrantes do magistério em atividade nas salas de aula e nada diga sobre a possibilidade de incorporação, o ‘Prêmio Educar’ se estende aos professores inativos que conquistaram direito adquirido à paridade de seus proventos com a remuneração (vencimento e vantagens) dos servidores em atividade (…)” (fl. 16, doc. 1). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC, porquanto o acórdão recorrido contrariou a Súmula Vinculante 10 e a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. Aponta ofensa ao art. 97 da CF/88 e à Súmula Vinculante 10, ao argumento de que o órgão fracionário do TJSC afastou a aplicação do art. 5º da Lei 14.406/08, que veda a concessão do “Prêmio Educar” na hipótese em exame, ao fundamento de que o dispositivo seria incompatível com os princípios da igualdade, da razoabilidade e da proporcionalidade. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para que seja declarada a nulidade absoluta do acórdão recorrido e determinada a realização de novo julgamento, com observância ao art. 97 da Carta Magna e à Súmula Vinculante 10. Em contrarrazões, a parte recorrida postula o desprovimento do recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto em ação de cobrança ajuizada por servidores estaduais inativos visando ao pagamento da verba denominada “Prêmio Educar”. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina decidiu, em suma, que, “mesmo que a lei estadual se refira somente aos integrantes do magistério em atividade nas salas de aula e nada diga sobre a possibilidade de incorporação, o ‘Prêmio Educar’ se estende aos professores inativos que conquistaram direito adquirido à paridade de seus proventos com a remuneração (vencimento e vantagens) dos servidores em atividade (…)” (fl. 16, doc. 1). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC, porquanto o acórdão recorrido contrariou a Súmula Vinculante 10 e a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. Aponta ofensa ao art. 97 da CF/88 e à Súmula Vinculante 10, ao argumento de que o órgão fracionário do TJSC afastou a aplicação do art. 5º da Lei 14.406/08, que veda a concessão do “Prêmio Educar” na hipótese em exame, ao fundamento de que o dispositivo seria incompatível com os princípios da igualdade, da razoabilidade e da proporcionalidade. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para que seja declarada a nulidade absoluta do acórdão recorrido e determinada a realização de novo julgamento, com observância ao art. 97 da Carta Magna e à Súmula Vinculante 10. Em contrarrazões, a parte recorrida postula o desprovimento do recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 704612 AGR / SC O recurso extraordinário foi admitido na origem e determinada sua remessa a esta Corte como representativo da controvérsia, nos termos do art. 543-B, § 1º, do CPC. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do recurso extraordinário. 2. A presente demanda, ajuizada por servidores públicos aposentados do Estado de Santa Catarina, visa ao pagamento da verba denominada “Prêmio Educar”, instituída pela Lei Estadual 14.406/08 “aos servidores ativos ocupantes dos cargos de Professor, Especialista em Assuntos Educacionais, Assistente Técnico- Pedagógico e Assistente de Educação, do Quadro do Magistério Público Estadual e aos Professores Admitidos em Caráter Temporário da Secretaria de Estado da Educação, lotados e em exercício nas unidades escolares, e da Fundação Catarinense de Educação Especial” (art. 1º da Lei Estadual 14.406/08). A pretensão autoral foi acolhida pelas instâncias de origem ao fundamento de que se trata de vantagem de caráter geral e, portanto, extensível aos inativos que ingressaram no serviço público até a data da EC 20/98, seja em decorrência da norma do art. 40, § 8º, da CF/88, na redação dada por essa emenda constitucional, seja por força da EC 47/05. No recurso extraordinário, o Estado de Santa Catarina argumenta que o órgão fracionário do TJSC, ao manter a procedência dos pedidos, afastou a aplicação do art. 5º da Lei Estadual 14.406/08, que veda a concessão da vantagem em determinadas situações, violando o art. 97 da Constituição e a Súmula Vinculante 10. 3. O recurso extraordinário não merece prosperar. O art. 97 da CF/88 determina que “somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público”. A Súmula Vinculante 10, por sua vez, dispõe que “viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que embora não declare expressamente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Supremo Tribunal Federal RE 704612 AGR / SC O recurso extraordinário foi admitido na origem e determinada sua remessa a esta Corte como representativo da controvérsia, nos termos do art. 543-B, § 1º, do CPC. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do recurso extraordinário. 2. A presente demanda, ajuizada por servidores públicos aposentados do Estado de Santa Catarina, visa ao pagamento da verba denominada “Prêmio Educar”, instituída pela Lei Estadual 14.406/08 “aos servidores ativos ocupantes dos cargos de Professor, Especialista em Assuntos Educacionais, Assistente Técnico- Pedagógico e Assistente de Educação, do Quadro do Magistério Público Estadual e aos Professores Admitidos em Caráter Temporário da Secretaria de Estado da Educação, lotados e em exercício nas unidades escolares, e da Fundação Catarinense de Educação Especial” (art. 1º da Lei Estadual 14.406/08). A pretensão autoral foi acolhida pelas instâncias de origem ao fundamento de que se trata de vantagem de caráter geral e, portanto, extensível aos inativos que ingressaram no serviço público até a data da EC 20/98, seja em decorrência da norma do art. 40, § 8º, da CF/88, na redação dada por essa emenda constitucional, seja por força da EC 47/05. No recurso extraordinário, o Estado de Santa Catarina argumenta que o órgão fracionário do TJSC, ao manter a procedência dos pedidos, afastou a aplicação do art. 5º da Lei Estadual 14.406/08, que veda a concessão da vantagem em determinadas situações, violando o art. 97 da Constituição e a Súmula Vinculante 10. 3. O recurso extraordinário não merece prosperar. O art. 97 da CF/88 determina que “somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público”. A Súmula Vinculante 10, por sua vez, dispõe que “viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que embora não declare expressamente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 704612 AGR / SC a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte”. No caso dos autos, todavia, o Tribunal a quo não afastou a aplicação do art. 5º da Lei Estadual 14.406/08, nem declarou sua inconstitucionalidade. Ora, esse dispositivo legal não veda a concessão do “Prêmio Educar” aos servidores aposentados, mas apenas àqueles que se encontrem no gozo de determinadas licenças. Veja-se: Art. 5º O Prêmio Educar não será concedido aos servidores em afastamento por motivo de saúde própria, de saúde do cônjuge ou de pessoa da família, readaptação, licença especial prevista na Lei Complementar nº 58, de 30 de julho de 1992, licença para freqüentar curso de pós- graduação, licença para concorrer ou exercer mandato eletivo, permuta entre estados, usufruto de licença- prêmio, férias, em convocação ou à disposição de outro órgão e outros afastamentos legais. Como se vê, a disposição normativa em questão sequer possui aplicabilidade nesta demanda, ajuizada por servidores inativos. Evidencia-se, assim, que a Corte de origem apenas interpretou a Lei Estadual 14.406/08 em consonância com as disposições constitucionais pertinentes à controvérsia para determinar o pagamento do “Prêmio Educar” aos servidores estaduais inativos, o qual, saliente-se mais uma vez, não é vedado pela legislação estadual. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não viola a cláusula de reserva de plenário ou a Súmula Vinculante 10 o julgado proferido por órgão fracionário que, sem declarar a inconstitucionalidade de lei ou afastar sua incidência com base em argumento constitucional, limita-se a interpretá-la de acordo com o caso concreto. Nesse sentido, citem-se os seguintes julgados: ARE 766.406-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 4/4/2014; AI 776.721- AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Supremo Tribunal Federal RE 704612 AGR / SC a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte”. No caso dos autos, todavia, o Tribunal a quo não afastou a aplicação do art. 5º da Lei Estadual 14.406/08, nem declarou sua inconstitucionalidade. Ora, esse dispositivo legal não veda a concessão do “Prêmio Educar” aos servidores aposentados, mas apenas àqueles que se encontrem no gozo de determinadas licenças. Veja-se: Art. 5º O Prêmio Educar não será concedido aos servidores em afastamento por motivo de saúde própria, de saúde do cônjuge ou de pessoa da família, readaptação, licença especial prevista na Lei Complementar nº 58, de 30 de julho de 1992, licença para freqüentar curso de pós- graduação, licença para concorrer ou exercer mandato eletivo, permuta entre estados, usufruto de licença- prêmio, férias, em convocação ou à disposição de outro órgão e outros afastamentos legais. Como se vê, a disposição normativa em questão sequer possui aplicabilidade nesta demanda, ajuizada por servidores inativos. Evidencia-se, assim, que a Corte de origem apenas interpretou a Lei Estadual 14.406/08 em consonância com as disposições constitucionais pertinentes à controvérsia para determinar o pagamento do “Prêmio Educar” aos servidores estaduais inativos, o qual, saliente-se mais uma vez, não é vedado pela legislação estadual. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não viola a cláusula de reserva de plenário ou a Súmula Vinculante 10 o julgado proferido por órgão fracionário que, sem declarar a inconstitucionalidade de lei ou afastar sua incidência com base em argumento constitucional, limita-se a interpretá-la de acordo com o caso concreto. Nesse sentido, citem-se os seguintes julgados: ARE 766.406-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 4/4/2014; AI 776.721- AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 704612 AGR / SC 10/12/2014; RE 664.959-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/12/2014; RE 814.575-AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe de 7/11/2014; ARE 826.489-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 13/10/2014; ARE 818.694-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 8/9/2014; RE 697.710-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/8/2014. Cite-se, ainda, em caso idêntico: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. PRÊMIO EDUCAR. EXTENSÃO A SERVIDORES INATIVOS. NATUREZA DA VANTAGEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não há que falar em violação ao art. 97 da CF, tampouco em aplicação da Súmula Vinculante 10 do STF, uma vez que, no caso, não houve declaração ou reconhecimento de inconstitucionalidade nem de incompatibilidade da norma jurídica com a Constituição Federal que reclamasse a sujeição da questão à regra da reserva de plenário. II - A jurisprudência do STF orienta-se no sentido de que a análise da prévia definição pelo Tribunal a quo da natureza da vantagem concedida situa-se em âmbito infraconstitucional. Entender de forma contrária ao que definido pelo Tribunal de origem demanda a interpretação das normas infraconstitucionais pertinentes, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 697.710-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/8/2014) 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Supremo Tribunal Federal RE 704612 AGR / SC 10/12/2014; RE 664.959-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/12/2014; RE 814.575-AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe de 7/11/2014; ARE 826.489-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 13/10/2014; ARE 818.694-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 8/9/2014; RE 697.710-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/8/2014. Cite-se, ainda, em caso idêntico: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. PRÊMIO EDUCAR. EXTENSÃO A SERVIDORES INATIVOS. NATUREZA DA VANTAGEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não há que falar em violação ao art. 97 da CF, tampouco em aplicação da Súmula Vinculante 10 do STF, uma vez que, no caso, não houve declaração ou reconhecimento de inconstitucionalidade nem de incompatibilidade da norma jurídica com a Constituição Federal que reclamasse a sujeição da questão à regra da reserva de plenário. II - A jurisprudência do STF orienta-se no sentido de que a análise da prévia definição pelo Tribunal a quo da natureza da vantagem concedida situa-se em âmbito infraconstitucional. Entender de forma contrária ao que definido pelo Tribunal de origem demanda a interpretação das normas infraconstitucionais pertinentes, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 697.710-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/8/2014) 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 704612 AGR / SC 4. Registre-se, por fim, não haver identidade fática entre a hipótese em exame e aquelas analisadas no RE 627.334-AgR (Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 22/9/2011) e no RE 613.767-AgR (Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 1/2/2011), uma vez que, em tais casos, julgaram-se demandas ajuizadas por servidores ativos que se enquadravam nas hipóteses nas quais a concessão do “Prêmio- Ensinar” era expressamente vedada pelo art. 5º da Lei Estadual 14.406/08. Neste caso, como não há proibição expressa na legislação estadual de concessão da referida verba aos inativos, não há como afirmar que a procedência do pedido acarretou ofensa à cláusula de reserva de plenário. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Supremo Tribunal Federal RE 704612 AGR / SC 4. Registre-se, por fim, não haver identidade fática entre a hipótese em exame e aquelas analisadas no RE 627.334-AgR (Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 22/9/2011) e no RE 613.767-AgR (Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 1/2/2011), uma vez que, em tais casos, julgaram-se demandas ajuizadas por servidores ativos que se enquadravam nas hipóteses nas quais a concessão do “Prêmio- Ensinar” era expressamente vedada pelo art. 5º da Lei Estadual 14.406/08. Neste caso, como não há proibição expressa na legislação estadual de concessão da referida verba aos inativos, não há como afirmar que a procedência do pedido acarretou ofensa à cláusula de reserva de plenário. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : ELBA CECILIA DICKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS ZACCHI Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509032 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : ELBA CECILIA DICKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS ZACCHI Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9541063
2015-09-22T00:00:00
2015-10-08T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ESTADO DE SANTA CATARINA. SERVIDORES PÚBLICOS INATIVOS. PAGAMENTO DA VERBA DENOMINADA “PRÊMIO EDUCAR”. HIPÓTESE NÃO VEDADA PELA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL OU À SÚMULA VINCULANTE 10. PRECEDENTE DA SEGUNDA TURMA EM CASO IDÊNTICO (RE 697.710-AGR, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI, DJE DE 15/8/2014). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur323603
- Acórdão(s) citado(s): (RESERVA DE PLENÁRIO) RE 697710 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 15/10/2015, MAD.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
704612
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 704612 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : ELBA CECILIA DICKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS ZACCHI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ELBA CECILIA DICKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS ZACCHI EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ESTADO DE SANTA CATARINA. SERVIDORES PÚBLICOS INATIVOS. PAGAMENTO DA VERBA DENOMINADA “PRÊMIO EDUCAR”. HIPÓTESE NÃO VEDADA PELA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL OU À SÚMULA VINCULANTE 10. PRECEDENTE DA SEGUNDA TURMA EM CASO IDÊNTICO (Recurso Extraordinário 697.710-AGR, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI, DJE DE 15/8/2014). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468954. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ELBA CECILIA DICKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS ZACCHI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário ao fundamento de que “não viola a cláusula de reserva de plenário ou a Súmula Vinculante 10 o julgado proferido por órgão fracionário que, sem declarar a inconstitucionalidade de lei ou afastar sua incidência com base em argumento constitucional, limita-se a interpretá-la de acordo com o caso concreto” (fl. 3, doc. 23). Sustenta a parte agravante, em suma, que “a decisão recorrida, proferida por órgão fracionário do Tribunal de Justiça, afastou a incidência ou aplicação do art. 5... da Lei Estadual n. 14.406/2008 ao fundamento de que a restrição nele contida é incompatível com os princípios da igualdade, da razoabilidade e da proporcionalidade (que são constitucionais), sem declarar, contudo, de modo expresso, a inconstitucionalidade da norma” (fl. 5, doc. 25). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469076. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ELBA CECILIA DICKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS ZACCHI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário ao fundamento de que “não viola a cláusula de reserva de plenário ou a Súmula Vinculante 10 o julgado proferido por órgão fracionário que, sem declarar a inconstitucionalidade de lei ou afastar sua incidência com base em argumento constitucional, limita-se a interpretá-la de acordo com o caso concreto” (fl. 3, doc. 23). Sustenta a parte agravante, em suma, que “a decisão recorrida, proferida por órgão fracionário do Tribunal de Justiça, afastou a incidência ou aplicação do art. 5... da Lei Estadual n. 14.406/2008 ao fundamento de que a restrição nele contida é incompatível com os princípios da igualdade, da razoabilidade e da proporcionalidade (que são constitucionais), sem declarar, contudo, de modo expresso, a inconstitucionalidade da norma” (fl. 5, doc. 25). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469076. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto em ação de cobrança ajuizada por servidores estaduais inativos visando ao pagamento da verba denominada “Prêmio Educar”. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina decidiu, em suma, que, “mesmo que a lei estadual se refira somente aos integrantes do magistério em atividade nas salas de aula e nada diga sobre a possibilidade de incorporação, o ‘Prêmio Educar’ se estende aos professores inativos que conquistaram direito adquirido à paridade de seus proventos com a remuneração (vencimento e vantagens) dos servidores em atividade (…)” (fl. 16, doc. 1). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, porquanto o acórdão recorrido contrariou a Súmula Vinculante 10 e a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. Aponta ofensa ao art. 97 da Constituição Federal de 1988/88 e à Súmula Vinculante 10, ao argumento de que o órgão fracionário do TJSC afastou a aplicação do art. 5... da Lei 14.406/08, que veda a concessão do “Prêmio Educar” na hipótese em exame, ao fundamento de que o dispositivo seria incompatível com os princípios da igualdade, da razoabilidade e da proporcionalidade. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para que seja declarada a nulidade absoluta do acórdão recorrido e determinada a realização de novo julgamento, com observância ao art. 97 da Carta Magna e à Súmula Vinculante 10. Em contrarrazões, a parte recorrida postula o desprovimento do recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto em ação de cobrança ajuizada por servidores estaduais inativos visando ao pagamento da verba denominada “Prêmio Educar”. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina decidiu, em suma, que, “mesmo que a lei estadual se refira somente aos integrantes do magistério em atividade nas salas de aula e nada diga sobre a possibilidade de incorporação, o ‘Prêmio Educar’ se estende aos professores inativos que conquistaram direito adquirido à paridade de seus proventos com a remuneração (vencimento e vantagens) dos servidores em atividade (…)” (fl. 16, doc. 1). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, porquanto o acórdão recorrido contrariou a Súmula Vinculante 10 e a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. Aponta ofensa ao art. 97 da Constituição Federal de 1988/88 e à Súmula Vinculante 10, ao argumento de que o órgão fracionário do TJSC afastou a aplicação do art. 5... da Lei 14.406/08, que veda a concessão do “Prêmio Educar” na hipótese em exame, ao fundamento de que o dispositivo seria incompatível com os princípios da igualdade, da razoabilidade e da proporcionalidade. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para que seja declarada a nulidade absoluta do acórdão recorrido e determinada a realização de novo julgamento, com observância ao art. 97 da Carta Magna e à Súmula Vinculante 10. Em contrarrazões, a parte recorrida postula o desprovimento do recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 704612 AGR / SC O recurso extraordinário foi admitido na origem e determinada sua remessa a esta Corte como representativo da controvérsia, nos termos do art. 543-B, § 1..., do Código de Processo Civil. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do recurso extraordinário. 2. A presente demanda, ajuizada por servidores públicos aposentados do Estado de Santa Catarina, visa ao pagamento da verba denominada “Prêmio Educar”, instituída pela Lei Estadual 14.406/08 “aos servidores ativos ocupantes dos cargos de Professor, Especialista em Assuntos Educacionais, Assistente Técnico- Pedagógico e Assistente de Educação, do Quadro do Magistério Público Estadual e aos Professores Admitidos em Caráter Temporário da Secretaria de Estado da Educação, lotados e em exercício nas unidades escolares, e da Fundação Catarinense de Educação Especial” (art. 1... da Lei Estadual 14.406/08). A pretensão autoral foi acolhida pelas instâncias de origem ao fundamento de que se trata de vantagem de caráter geral e, portanto, extensível aos inativos que ingressaram no serviço público até a data da EC 20/98, seja em decorrência da norma do art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988/88, na redação dada por essa emenda constitucional, seja por força da EC 47/05. No recurso extraordinário, o Estado de Santa Catarina argumenta que o órgão fracionário do TJSC, ao manter a procedência dos pedidos, afastou a aplicação do art. 5... da Lei Estadual 14.406/08, que veda a concessão da vantagem em determinadas situações, violando o art. 97 da Constituição e a Súmula Vinculante 10. 3. O recurso extraordinário não merece prosperar. O art. 97 da Constituição Federal de 1988/88 determina que “somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público”. A Súmula Vinculante 10, por sua vez, dispõe que “viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que embora não declare expressamente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 704612 AGR / SC O recurso extraordinário foi admitido na origem e determinada sua remessa a esta Corte como representativo da controvérsia, nos termos do art. 543-B, § 1..., do Código de Processo Civil. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do recurso extraordinário. 2. A presente demanda, ajuizada por servidores públicos aposentados do Estado de Santa Catarina, visa ao pagamento da verba denominada “Prêmio Educar”, instituída pela Lei Estadual 14.406/08 “aos servidores ativos ocupantes dos cargos de Professor, Especialista em Assuntos Educacionais, Assistente Técnico- Pedagógico e Assistente de Educação, do Quadro do Magistério Público Estadual e aos Professores Admitidos em Caráter Temporário da Secretaria de Estado da Educação, lotados e em exercício nas unidades escolares, e da Fundação Catarinense de Educação Especial” (art. 1... da Lei Estadual 14.406/08). A pretensão autoral foi acolhida pelas instâncias de origem ao fundamento de que se trata de vantagem de caráter geral e, portanto, extensível aos inativos que ingressaram no serviço público até a data da EC 20/98, seja em decorrência da norma do art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988/88, na redação dada por essa emenda constitucional, seja por força da EC 47/05. No recurso extraordinário, o Estado de Santa Catarina argumenta que o órgão fracionário do TJSC, ao manter a procedência dos pedidos, afastou a aplicação do art. 5... da Lei Estadual 14.406/08, que veda a concessão da vantagem em determinadas situações, violando o art. 97 da Constituição e a Súmula Vinculante 10. 3. O recurso extraordinário não merece prosperar. O art. 97 da Constituição Federal de 1988/88 determina que “somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público”. A Súmula Vinculante 10, por sua vez, dispõe que “viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que embora não declare expressamente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 704612 AGR / SC a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte”. No caso dos autos, todavia, o Tribunal a quo não afastou a aplicação do art. 5... da Lei Estadual 14.406/08, nem declarou sua inconstitucionalidade. Ora, esse dispositivo legal não veda a concessão do “Prêmio Educar” aos servidores aposentados, mas apenas àqueles que se encontrem no gozo de determinadas licenças. Veja-se: Art. 5... O Prêmio Educar não será concedido aos servidores em afastamento por motivo de saúde própria, de saúde do cônjuge ou de pessoa da família, readaptação, licença especial prevista na Lei Complementar n 58, de 30 de julho de 1992, licença para freqüentar curso de pós- graduação, licença para concorrer ou exercer mandato eletivo, permuta entre estados, usufruto de licença- prêmio, férias, em convocação ou à disposição de outro órgão e outros afastamentos legais. Como se vê, a disposição normativa em questão sequer possui aplicabilidade nesta demanda, ajuizada por servidores inativos. Evidencia-se, assim, que a Corte de origem apenas interpretou a Lei Estadual 14.406/08 em consonância com as disposições constitucionais pertinentes à controvérsia para determinar o pagamento do “Prêmio Educar” aos servidores estaduais inativos, o qual, saliente-se mais uma vez, não é vedado pela legislação estadual. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não viola a cláusula de reserva de plenário ou a Súmula Vinculante 10 o julgado proferido por órgão fracionário que, sem declarar a inconstitucionalidade de lei ou afastar sua incidência com base em argumento constitucional, limita-se a interpretá-la de acordo com o caso concreto. Nesse sentido, citem-se os seguintes julgados: ARE 766.406-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 4/4/2014; AI 776.721- AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 704612 AGR / SC a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte”. No caso dos autos, todavia, o Tribunal a quo não afastou a aplicação do art. 5... da Lei Estadual 14.406/08, nem declarou sua inconstitucionalidade. Ora, esse dispositivo legal não veda a concessão do “Prêmio Educar” aos servidores aposentados, mas apenas àqueles que se encontrem no gozo de determinadas licenças. Veja-se: Art. 5... O Prêmio Educar não será concedido aos servidores em afastamento por motivo de saúde própria, de saúde do cônjuge ou de pessoa da família, readaptação, licença especial prevista na Lei Complementar n 58, de 30 de julho de 1992, licença para freqüentar curso de pós- graduação, licença para concorrer ou exercer mandato eletivo, permuta entre estados, usufruto de licença- prêmio, férias, em convocação ou à disposição de outro órgão e outros afastamentos legais. Como se vê, a disposição normativa em questão sequer possui aplicabilidade nesta demanda, ajuizada por servidores inativos. Evidencia-se, assim, que a Corte de origem apenas interpretou a Lei Estadual 14.406/08 em consonância com as disposições constitucionais pertinentes à controvérsia para determinar o pagamento do “Prêmio Educar” aos servidores estaduais inativos, o qual, saliente-se mais uma vez, não é vedado pela legislação estadual. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não viola a cláusula de reserva de plenário ou a Súmula Vinculante 10 o julgado proferido por órgão fracionário que, sem declarar a inconstitucionalidade de lei ou afastar sua incidência com base em argumento constitucional, limita-se a interpretá-la de acordo com o caso concreto. Nesse sentido, citem-se os seguintes julgados: ARE 766.406-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 4/4/2014; AI 776.721- AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 704612 AGR / SC 10/12/2014; Recurso Extraordinário 664.959-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/12/2014; Recurso Extraordinário 814.575-AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe de 7/11/2014; ARE 826.489-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 13/10/2014; ARE 818.694-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 8/9/2014; Recurso Extraordinário 697.710-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/8/2014. Cite-se, ainda, em caso idêntico: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. PRÊMIO EDUCAR. EXTENSÃO A SERVIDORES INATIVOS. NATUREZA DA VANTAGEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não há que falar em violação ao art. 97 da Constituição Federal de 1988, tampouco em aplicação da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que, no caso, não houve declaração ou reconhecimento de inconstitucionalidade nem de incompatibilidade da norma jurídica com a Constituição Federal que reclamasse a sujeição da questão à regra da reserva de plenário. II - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido de que a análise da prévia definição pelo Tribunal a quo da natureza da vantagem concedida situa-se em âmbito infraconstitucional. Entender de forma contrária ao que definido pelo Tribunal de origem demanda a interpretação das normas infraconstitucionais pertinentes, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 697.710-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/8/2014) 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 704612 AGR / SC 10/12/2014; Recurso Extraordinário 664.959-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/12/2014; Recurso Extraordinário 814.575-AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe de 7/11/2014; ARE 826.489-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 13/10/2014; ARE 818.694-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 8/9/2014; Recurso Extraordinário 697.710-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/8/2014. Cite-se, ainda, em caso idêntico: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. PRÊMIO EDUCAR. EXTENSÃO A SERVIDORES INATIVOS. NATUREZA DA VANTAGEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não há que falar em violação ao art. 97 da Constituição Federal de 1988, tampouco em aplicação da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que, no caso, não houve declaração ou reconhecimento de inconstitucionalidade nem de incompatibilidade da norma jurídica com a Constituição Federal que reclamasse a sujeição da questão à regra da reserva de plenário. II - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido de que a análise da prévia definição pelo Tribunal a quo da natureza da vantagem concedida situa-se em âmbito infraconstitucional. Entender de forma contrária ao que definido pelo Tribunal de origem demanda a interpretação das normas infraconstitucionais pertinentes, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 697.710-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/8/2014) 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 704612 AGR / SC 4. Registre-se, por fim, não haver identidade fática entre a hipótese em exame e aquelas analisadas no Recurso Extraordinário 627.334-AgR (Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 22/9/2011) e no Recurso Extraordinário 613.767-AgR (Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 1/2/2011), uma vez que, em tais casos, julgaram-se demandas ajuizadas por servidores ativos que se enquadravam nas hipóteses nas quais a concessão do “Prêmio- Ensinar” era expressamente vedada pelo art. 5... da Lei Estadual 14.406/08. Neste caso, como não há proibição expressa na legislação estadual de concessão da referida verba aos inativos, não há como afirmar que a procedência do pedido acarretou ofensa à cláusula de reserva de plenário. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 704612 AGR / SC 4. Registre-se, por fim, não haver identidade fática entre a hipótese em exame e aquelas analisadas no Recurso Extraordinário 627.334-AgR (Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 22/9/2011) e no Recurso Extraordinário 613.767-AgR (Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 1/2/2011), uma vez que, em tais casos, julgaram-se demandas ajuizadas por servidores ativos que se enquadravam nas hipóteses nas quais a concessão do “Prêmio- Ensinar” era expressamente vedada pelo art. 5... da Lei Estadual 14.406/08. Neste caso, como não há proibição expressa na legislação estadual de concessão da referida verba aos inativos, não há como afirmar que a procedência do pedido acarretou ofensa à cláusula de reserva de plenário. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9469077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : ELBA CECILIA DICKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS ZACCHI Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509032 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704.612 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : ELBA CECILIA DICKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS ZACCHI Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704 . 612", "Recurso Extraordinário 697 . 710 - AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704 . 612", "Súmula Vinculante 10", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704 . 612", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704 . 612", "Súmula Vinculante 10", "Súmula Vinculante 10", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 704 .", "Súmula Vinculante 10", "Súmula Vinculante 10", "Súmula Vinculante 10", "Recurso Extraordinário 704612 AGR / SC", "Súmula Vinculante 10", "Súmula Vinculante 10", "Recurso Extraordinário 704612 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 704612 AGR", "ARE 766 . 406 - AgR", "AI 776 . 721 - AgR", "Recurso Extraordinário 704612 AGR / SC", "ARE 766 . 406 - AgR", "AI 776 . 721 - AgR", "Recurso Extraordinário 704612 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 664 . 959 - AgR", "Recurso Extraordinário 814 . 575 - AgR", "ARE 826 . 489 - AgR", "ARE 818 . 694 - AgR", "Recurso Extraordinário 697 . 710 - AgR", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 697 . 710 - AgR", 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"2014", "13", "/", "10", "/", "2014", "8", "/", "9", "/", "2014", "15", "/", "8", "/", "2014", "15", "/", "8", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "12", "/", "2014", "17", "/", "12", "/", "2014", "7", "/", "11", "/", "2014", "13", "/", "10", "/", "2014", "8", "/", "9", "/", "2014", "15", "/", "8", "/", "2014", "15", "/", "8", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "9", "/", "2011", "1", "/", "2", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "9", "/", "2011", "1", "/", "2", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "22", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. GRATIFICAÇÃO INSTITUÍDA PELA LEI Nº 13.266/1998 DO ESTADO DE GOIÁS. NATUREZA GENÉRICA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. DESCABIMENTO 1. Hipótese em em que, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem faz-se necessário examinar a legislação ordinária aplicada à espécie, bem como uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. 2. Quanto à suposta violação ao art. 2º da Constituição Federal, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que “o regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos poderes” (MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460452. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 683297 AGR / GO MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460452. Supremo Tribunal Federal ARE 683297 AGR / GO MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, pelo seguinte fundamento: “para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica da vantagem, seria necessário o exame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, além de uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário”. 2. A parte agravante alega que a solução do caso prescinde da análise da legislação infraconstitucional e do reexame dos fatos e provas constantes dos autos. Sustenta que “a decisão colegiada repercutiu em afronta ao Princípio da Repartição dos Poderes (art. 2º, CF/88), uma vez que permitiu inconstitucional ingerência do Poder Judiciário perante competência exclusiva do Poder Executivo”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460453. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, pelo seguinte fundamento: “para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica da vantagem, seria necessário o exame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, além de uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário”. 2. A parte agravante alega que a solução do caso prescinde da análise da legislação infraconstitucional e do reexame dos fatos e provas constantes dos autos. Sustenta que “a decisão colegiada repercutiu em afronta ao Princípio da Repartição dos Poderes (art. 2º, CF/88), uma vez que permitiu inconstitucional ingerência do Poder Judiciário perante competência exclusiva do Poder Executivo”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460453. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe argumentos suficientes para modificar a decisão ora recorrido. 2. Quanto à suposta violação ao art. 2º da Constituição Federal, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que “o regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos poderes”. Nesse sentido, veja-se trecho da ementa do MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello: “[...] - O Poder Judiciário, quando intervém para assegurar as franquias constitucionais e para garantir a integridade e a supremacia da Constituição, desempenha , de maneira plenamente legítima, as atribuições que lhe conferiu a própria Carta da República. O regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação de poderes. [...]” 3. Quanto às demais questões, tal como constatou a decisão agravada, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza genérica da vantagem concedida aos servidores, pois, em regra, exige-se o exame da legislação local pertinente, bem como uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidem, no caso, as Súmulas 279 e 280/STF. Nesse sentido, vejam-se os seguintes julgados de ambas as Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460454. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe argumentos suficientes para modificar a decisão ora recorrido. 2. Quanto à suposta violação ao art. 2º da Constituição Federal, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que “o regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos poderes”. Nesse sentido, veja-se trecho da ementa do MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello: “[...] - O Poder Judiciário, quando intervém para assegurar as franquias constitucionais e para garantir a integridade e a supremacia da Constituição, desempenha , de maneira plenamente legítima, as atribuições que lhe conferiu a própria Carta da República. O regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação de poderes. [...]” 3. Quanto às demais questões, tal como constatou a decisão agravada, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza genérica da vantagem concedida aos servidores, pois, em regra, exige-se o exame da legislação local pertinente, bem como uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidem, no caso, as Súmulas 279 e 280/STF. Nesse sentido, vejam-se os seguintes julgados de ambas as Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460454. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 683297 AGR / GO Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO . SERVIDORES INATIVOS BENEFICIADOS PELA REGRA DE PARIDADE. EXTENSÃO DE VANTABEM DE NATUREZA GENÉRICA. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 59/2004. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CF/88. PRECEDENTES. Dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica das vantagens concedidas aos servidores, se genéricas ou pro labore faciendo, exige o exame da legislação local pertinente (incidência da Súmula 280/STF). Precedentes. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800.325-AgR, julgado sob a minha relatoria, Primeira Turma). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. POLICIAL MILITAR ESTADUAL. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO. EXTENSÃO AOS INATIVOS. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. VIOLAÇÃO À RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CF/88. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO SOBRE A QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 680.371-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460454. Supremo Tribunal Federal ARE 683297 AGR / GO Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO . SERVIDORES INATIVOS BENEFICIADOS PELA REGRA DE PARIDADE. EXTENSÃO DE VANTABEM DE NATUREZA GENÉRICA. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 59/2004. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CF/88. PRECEDENTES. Dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica das vantagens concedidas aos servidores, se genéricas ou pro labore faciendo, exige o exame da legislação local pertinente (incidência da Súmula 280/STF). Precedentes. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800.325-AgR, julgado sob a minha relatoria, Primeira Turma). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. POLICIAL MILITAR ESTADUAL. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO. EXTENSÃO AOS INATIVOS. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. VIOLAÇÃO À RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CF/88. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO SOBRE A QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 680.371-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460454. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 683297 AGR / GO Segunda Turma) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460454. Supremo Tribunal Federal ARE 683297 AGR / GO Segunda Turma) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460454. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519120 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519120 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9542001
2015-09-22T00:00:00
2015-10-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. GRATIFICAÇÃO INSTITUÍDA PELA LEI Nº 13.266/1998 DO ESTADO DE GOIÁS. NATUREZA GENÉRICA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. DESCABIMENTO 1. Hipótese em em que, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem faz-se necessário examinar a legislação ordinária aplicada à espécie, bem como uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. 2. Quanto à suposta violação ao art. 2º da Constituição Federal, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que “o regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos poderes” (MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur323636
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES) MS 23452 (1ªT). (SERVIDOR PÚBLICO, EXTENSÃO DE VANTAGEM) RE 680371 AgR (1ªT), ARE 800325 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 14/10/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
683297
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-013266 ANO-1998\n LEI ORDINÁRIA, GO" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 683297 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. GRATIFICAÇÃO INSTITUÍDA PELA LEI n 13.266/1998 DO ESTADO DE GOIÁS. NATUREZA GENÉRICA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. DESCABIMENTO 1. Hipótese em em que, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem faz-se necessário examinar a legislação ordinária aplicada à espécie, bem como uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Quanto à suposta violação ao art. 2... da Constituição Federal, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que “o regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos poderes” (MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460452. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 683297 AGR / GO MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460452. Supremo Tribunal Federal ARE 683297 AGR / GO MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, pelo seguinte fundamento: “para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica da vantagem, seria necessário o exame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, além de uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário”. 2. A parte agravante alega que a solução do caso prescinde da análise da legislação infraconstitucional e do reexame dos fatos e provas constantes dos autos. Sustenta que “a decisão colegiada repercutiu em afronta ao Princípio da Repartição dos Poderes (art. 2..., Constituição Federal de 1988/88), uma vez que permitiu inconstitucional ingerência do Poder Judiciário perante competência exclusiva do Poder Executivo”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460453. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, pelo seguinte fundamento: “para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica da vantagem, seria necessário o exame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, além de uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário”. 2. A parte agravante alega que a solução do caso prescinde da análise da legislação infraconstitucional e do reexame dos fatos e provas constantes dos autos. Sustenta que “a decisão colegiada repercutiu em afronta ao Princípio da Repartição dos Poderes (art. 2..., Constituição Federal de 1988/88), uma vez que permitiu inconstitucional ingerência do Poder Judiciário perante competência exclusiva do Poder Executivo”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460453. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe argumentos suficientes para modificar a decisão ora recorrido. 2. Quanto à suposta violação ao art. 2... da Constituição Federal, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que “o regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos poderes”. Nesse sentido, veja-se trecho da ementa do MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello: “[...] - O Poder Judiciário, quando intervém para assegurar as franquias constitucionais e para garantir a integridade e a supremacia da Constituição, desempenha , de maneira plenamente legítima, as atribuições que lhe conferiu a própria Carta da República. O regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação de poderes. [...]” 3. Quanto às demais questões, tal como constatou a decisão agravada, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza genérica da vantagem concedida aos servidores, pois, em regra, exige-se o exame da legislação local pertinente, bem como uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidem, no caso, as Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, vejam-se os seguintes julgados de ambas as Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460454. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe argumentos suficientes para modificar a decisão ora recorrido. 2. Quanto à suposta violação ao art. 2... da Constituição Federal, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que “o regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos poderes”. Nesse sentido, veja-se trecho da ementa do MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello: “[...] - O Poder Judiciário, quando intervém para assegurar as franquias constitucionais e para garantir a integridade e a supremacia da Constituição, desempenha , de maneira plenamente legítima, as atribuições que lhe conferiu a própria Carta da República. O regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação de poderes. [...]” 3. Quanto às demais questões, tal como constatou a decisão agravada, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza genérica da vantagem concedida aos servidores, pois, em regra, exige-se o exame da legislação local pertinente, bem como uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidem, no caso, as Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, vejam-se os seguintes julgados de ambas as Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460454. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 683297 AGR / GO Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO . SERVIDORES INATIVOS BENEFICIADOS PELA REGRA DE PARIDADE. EXTENSÃO DE VANTABEM DE NATUREZA GENÉRICA. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 59/2004. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88. PRECEDENTES. Dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica das vantagens concedidas aos servidores, se genéricas ou pro labore faciendo, exige o exame da legislação local pertinente (incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Precedentes. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800.325-AgR, julgado sob a minha relatoria, Primeira Turma). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. POLICIAL MILITAR ESTADUAL. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO. EXTENSÃO AOS INATIVOS. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO À RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO SOBRE A QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 680.371-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460454. Supremo Tribunal Federal ARE 683297 AGR / GO Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO . SERVIDORES INATIVOS BENEFICIADOS PELA REGRA DE PARIDADE. EXTENSÃO DE VANTABEM DE NATUREZA GENÉRICA. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 59/2004. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88. PRECEDENTES. Dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica das vantagens concedidas aos servidores, se genéricas ou pro labore faciendo, exige o exame da legislação local pertinente (incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Precedentes. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800.325-AgR, julgado sob a minha relatoria, Primeira Turma). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. POLICIAL MILITAR ESTADUAL. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO. EXTENSÃO AOS INATIVOS. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO À RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO SOBRE A QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 680.371-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460454. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 683297 AGR / GO Segunda Turma) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460454. Supremo Tribunal Federal ARE 683297 AGR / GO Segunda Turma) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9460454. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519120 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.297 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519120 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683 . 297", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "MS 23 . 452", "ARE 683297 AGR / GO", "ARE 683297 AGR / GO", "MS 23 . 452", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "MS 23 . 452", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 683297 AGR /", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 800 . 325 - AgR", "SÚMULAS 279", "ARE 680 . 371 - AgR", "ARE 683297 AGR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 800 . 325 - AgR", "SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 371 - AgR", "ARE 683297 AGR / GO", "ARE 683297 AGR / GO" ], "LEGISLACAO": [ "LEI n 13 . 266 / 1998", "art . 2 . . . da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Constituição Federal", "Constituição", "Constituição", "Carta da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Constituição Federal", "Constituição", "Constituição", "Carta da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 59 / 2004", "ART . 97 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "ART . 97 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 59 / 2004", "ART . 97 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "ART . 97 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 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Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE", "IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE", "IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE", "IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "ROBERTO BARROSO", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE", "IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "ANDERSON LUIZ ALMEIDA ANDRADE", "IVAN HENRIQUE DE SOUSA FILHO", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "09", "/", "2015", "22 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "22", ".", "9", ".", 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Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LIBERTINA LEANDRO DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. PEDIDO DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. MATÉRIA RESTRITA AO ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DE DEBATE. JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. DISPENSABILIDADE DE ADVOGADO EM CAUSAS CÍVEIS. POSSIBILIDADE. ADI 3.168/DF. 1. Incide no caso a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que a controvérsia acerca do pedido de realização de perícia para a concessão de aposentadoria por invalidez é restrita ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI 3.168, da relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, assentou entendimento de que a presença de advogado em primeira instância nos Juizados Especiais Federais em área cível é dispensável. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487053. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão AI 851178 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487053. Supremo Tribunal Federal AI 851178 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LIBERTINA LEANDRO DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão constitucional. 2. A parte agravante alega que a decisão agravada foi omissa quanto ao pedido de anulação da sentença por ausência de representação do advogado em 1ª instância. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487054. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LIBERTINA LEANDRO DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão constitucional. 2. A parte agravante alega que a decisão agravada foi omissa quanto ao pedido de anulação da sentença por ausência de representação do advogado em 1ª instância. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Incide a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que a controvérsia acerca do pedido de realização de perícia para a concessão de aposentadoria por invalidez é restrita ao âmbito infraconstitucional. Veja-se, nessa linha, a ementa do AI 736.487 AgR, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. ILEGITIMIDADE AD CAUSAM . APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. PEDIDO DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” 3. Ademais, a jurisprudência desta Corte, ao julgar a ADI 3.168, da relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, assentou entendimento de que a presença de advogado em primeira instância nos Juizados Especiais Federais em área cível é dispensável. Veja-se, a propósito, como ficou a ementa do referido julgado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS. LEI 10.259/2001, ART. 10. DISPENSABILIDADE DE ADVOGADO NAS CAUSAS CÍVEIS. IMPRESCINDIBILIDADE DA PRESENÇA DE ADVOGADO NAS CAUSAS CRIMINAIS. APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487055. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Incide a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que a controvérsia acerca do pedido de realização de perícia para a concessão de aposentadoria por invalidez é restrita ao âmbito infraconstitucional. Veja-se, nessa linha, a ementa do AI 736.487 AgR, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. ILEGITIMIDADE AD CAUSAM . APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. PEDIDO DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” 3. Ademais, a jurisprudência desta Corte, ao julgar a ADI 3.168, da relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, assentou entendimento de que a presença de advogado em primeira instância nos Juizados Especiais Federais em área cível é dispensável. Veja-se, a propósito, como ficou a ementa do referido julgado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS. LEI 10.259/2001, ART. 10. DISPENSABILIDADE DE ADVOGADO NAS CAUSAS CÍVEIS. IMPRESCINDIBILIDADE DA PRESENÇA DE ADVOGADO NAS CAUSAS CRIMINAIS. APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 851178 AGR / SP LEI 9.099/1995. INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO. É constitucional o art. 10 da Lei 10.259/2001, que faculta às partes a designação de representantes para a causa, advogados ou não, no âmbito dos juizados especiais federais. No que se refere aos processos de natureza cível, o Supremo Tribunal Federal já firmou o entendimento de que a imprescindibilidade de advogado é relativa, podendo, portanto, ser afastada pela lei em relação aos juizados especiais. Precedentes. Perante os juizados especiais federais, em processos de natureza cível, as partes podem comparecer pessoalmente em juízo ou designar representante, advogado ou não, desde que a causa não ultrapasse o valor de sessenta salários mínimos (art. 3º da Lei 10.259/2001) e sem prejuízo da aplicação subsidiária integral dos parágrafos do art. 9º da Lei 9.099/1995. Já quanto aos processos de natureza criminal, em homenagem ao princípio da ampla defesa, é imperativo que o réu compareça ao processo devidamente acompanhado de profissional habilitado a oferecer-lhe defesa técnica de qualidade, ou seja, de advogado devidamente inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil ou defensor público. Aplicação subsidiária do art. 68, III, da Lei 9.099/1995. Interpretação conforme, para excluir do âmbito de incidência do art. 10 da Lei 10.259/2001 os feitos de competência dos juizados especiais criminais da Justiça Federal.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487055. Supremo Tribunal Federal AI 851178 AGR / SP LEI 9.099/1995. INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO. É constitucional o art. 10 da Lei 10.259/2001, que faculta às partes a designação de representantes para a causa, advogados ou não, no âmbito dos juizados especiais federais. No que se refere aos processos de natureza cível, o Supremo Tribunal Federal já firmou o entendimento de que a imprescindibilidade de advogado é relativa, podendo, portanto, ser afastada pela lei em relação aos juizados especiais. Precedentes. Perante os juizados especiais federais, em processos de natureza cível, as partes podem comparecer pessoalmente em juízo ou designar representante, advogado ou não, desde que a causa não ultrapasse o valor de sessenta salários mínimos (art. 3º da Lei 10.259/2001) e sem prejuízo da aplicação subsidiária integral dos parágrafos do art. 9º da Lei 9.099/1995. Já quanto aos processos de natureza criminal, em homenagem ao princípio da ampla defesa, é imperativo que o réu compareça ao processo devidamente acompanhado de profissional habilitado a oferecer-lhe defesa técnica de qualidade, ou seja, de advogado devidamente inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil ou defensor público. Aplicação subsidiária do art. 68, III, da Lei 9.099/1995. Interpretação conforme, para excluir do âmbito de incidência do art. 10 da Lei 10.259/2001 os feitos de competência dos juizados especiais criminais da Justiça Federal.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LIBERTINA LEANDRO DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519165 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LIBERTINA LEANDRO DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519165 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9541633
2015-09-22T00:00:00
2015-10-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. PEDIDO DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. MATÉRIA RESTRITA AO ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DE DEBATE. JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. DISPENSABILIDADE DE ADVOGADO EM CAUSAS CÍVEIS. POSSIBILIDADE. ADI 3.168/DF. 1. Incide no caso a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que a controvérsia acerca do pedido de realização de perícia para a concessão de aposentadoria por invalidez é restrita ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI 3.168, da relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, assentou entendimento de que a presença de advogado em primeira instância nos Juizados Especiais Federais em área cível é dispensável. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur323681
- Acórdão(s) citado(s): (APOSENTADORIA POR INVALIDEZ, PERÍCIA) AI 736487 AgR (1ªT). (ADVOGADO, DISPENSABILIDADE) ADI 3168 (TP). Número de páginas: 6. Análise: 14/10/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
851178
null
AI-AgR
acordaos
AI 851178 AgR
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AGTE.(S) : LIBERTINA LEANDRO DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LIBERTINA LEANDRO DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. PEDIDO DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. MATÉRIA RESTRITA AO ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DE DEBATE. JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. DISPENSABILIDADE DE ADVOGADO EM CAUSAS CÍVEIS. POSSIBILIDADE. ADI 3.168/DF. 1. Incide no caso a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que a controvérsia acerca do pedido de realização de perícia para a concessão de aposentadoria por invalidez é restrita ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI 3.168, da relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, assentou entendimento de que a presença de advogado em primeira instância nos Juizados Especiais Federais em área cível é dispensável. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487053. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão AI 851178 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487053. Supremo Tribunal Federal AI 851178 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LIBERTINA LEANDRO DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão constitucional. 2. A parte agravante alega que a decisão agravada foi omissa quanto ao pedido de anulação da sentença por ausência de representação do advogado em 1... instância. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487054. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LIBERTINA LEANDRO DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou provimento ao agravo (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão constitucional. 2. A parte agravante alega que a decisão agravada foi omissa quanto ao pedido de anulação da sentença por ausência de representação do advogado em 1... instância. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Incide a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que a controvérsia acerca do pedido de realização de perícia para a concessão de aposentadoria por invalidez é restrita ao âmbito infraconstitucional. Veja-se, nessa linha, a ementa do AI 736.487 AgR, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. ILEGITIMIDADE AD CAUSAM . APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. PEDIDO DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” 3. Ademais, a jurisprudência desta Corte, ao julgar a ADI 3.168, da relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, assentou entendimento de que a presença de advogado em primeira instância nos Juizados Especiais Federais em área cível é dispensável. Veja-se, a propósito, como ficou a ementa do referido julgado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS. LEI 10.259/2001, ART. 10. DISPENSABILIDADE DE ADVOGADO NAS CAUSAS CÍVEIS. IMPRESCINDIBILIDADE DA PRESENÇA DE ADVOGADO NAS CAUSAS CRIMINAIS. APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487055. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Incide a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que a controvérsia acerca do pedido de realização de perícia para a concessão de aposentadoria por invalidez é restrita ao âmbito infraconstitucional. Veja-se, nessa linha, a ementa do AI 736.487 AgR, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. ILEGITIMIDADE AD CAUSAM . APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. PEDIDO DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” 3. Ademais, a jurisprudência desta Corte, ao julgar a ADI 3.168, da relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, assentou entendimento de que a presença de advogado em primeira instância nos Juizados Especiais Federais em área cível é dispensável. Veja-se, a propósito, como ficou a ementa do referido julgado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS. LEI 10.259/2001, ART. 10. DISPENSABILIDADE DE ADVOGADO NAS CAUSAS CÍVEIS. IMPRESCINDIBILIDADE DA PRESENÇA DE ADVOGADO NAS CAUSAS CRIMINAIS. APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 851178 AGR / SP LEI 9.099/1995. INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO. É constitucional o art. 10 da Lei 10.259/2001, que faculta às partes a designação de representantes para a causa, advogados ou não, no âmbito dos juizados especiais federais. No que se refere aos processos de natureza cível, o Supremo Tribunal Federal já firmou o entendimento de que a imprescindibilidade de advogado é relativa, podendo, portanto, ser afastada pela lei em relação aos juizados especiais. Precedentes. Perante os juizados especiais federais, em processos de natureza cível, as partes podem comparecer pessoalmente em juízo ou designar representante, advogado ou não, desde que a causa não ultrapasse o valor de sessenta salários mínimos (art. 3... da Lei 10.259/2001) e sem prejuízo da aplicação subsidiária integral dos parágrafos do art. 9... da Lei 9.099/1995. Já quanto aos processos de natureza criminal, em homenagem ao princípio da ampla defesa, é imperativo que o réu compareça ao processo devidamente acompanhado de profissional habilitado a oferecer-lhe defesa técnica de qualidade, ou seja, de advogado devidamente inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil ou defensor público. Aplicação subsidiária do art. 68, III, da Lei 9.099/1995. Interpretação conforme, para excluir do âmbito de incidência do art. 10 da Lei 10.259/2001 os feitos de competência dos juizados especiais criminais da Justiça Federal.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487055. Supremo Tribunal Federal AI 851178 AGR / SP LEI 9.099/1995. INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO. É constitucional o art. 10 da Lei 10.259/2001, que faculta às partes a designação de representantes para a causa, advogados ou não, no âmbito dos juizados especiais federais. No que se refere aos processos de natureza cível, o Supremo Tribunal Federal já firmou o entendimento de que a imprescindibilidade de advogado é relativa, podendo, portanto, ser afastada pela lei em relação aos juizados especiais. Precedentes. Perante os juizados especiais federais, em processos de natureza cível, as partes podem comparecer pessoalmente em juízo ou designar representante, advogado ou não, desde que a causa não ultrapasse o valor de sessenta salários mínimos (art. 3... da Lei 10.259/2001) e sem prejuízo da aplicação subsidiária integral dos parágrafos do art. 9... da Lei 9.099/1995. Já quanto aos processos de natureza criminal, em homenagem ao princípio da ampla defesa, é imperativo que o réu compareça ao processo devidamente acompanhado de profissional habilitado a oferecer-lhe defesa técnica de qualidade, ou seja, de advogado devidamente inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil ou defensor público. Aplicação subsidiária do art. 68, III, da Lei 9.099/1995. Interpretação conforme, para excluir do âmbito de incidência do art. 10 da Lei 10.259/2001 os feitos de competência dos juizados especiais criminais da Justiça Federal.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9487055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LIBERTINA LEANDRO DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519165 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.178 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LIBERTINA LEANDRO DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519165 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 178", "ADI 3 . 168 / DF", "ADI 3 . 168", "AI 851178 AGR / SP", "AI 851178 AGR / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 178", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 178", "AI 736 . 487 AgR", "ADI 3 . 168", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 .", "AI 736 . 487 AgR", "ADI 3 . 168", "AI 851178 AGR / SP", "AI 851178 AGR / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 .", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 178" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 10 . 259 / 2001 , ART . 10", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 10 . 259 / 2001 , ART . 10", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 099 / 1995", "art . 10 da Lei 10 . 259 / 2001", "art . 3 . . . da Lei 10 . 259 / 2001", "art . 9 . . . da Lei 9 . 099 / 1995", "art . 68 , III , da Lei 9 . 099 / 1995", "art . 10 da Lei 10 . 259 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 96.763 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :PAULO RICARDO SANTOS DA SILVA IMPTE.(S) :ANTÔNIO PRESTES DO NASCIMENTO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HABEAS CORPUS Nº 117100 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – OBJETO. O habeas corpus é meio hábil a afastar ilegalidade a alcançar, direta ou indiretamente, a liberdade de ir e vir do cidadão. A viabilidade de concessão da ordem não ocorre quando há decisão precária e efêmera do Superior Tribunal de Justiça indeferindo liminar tendo em conta a necessidade de pronunciamento definitivo quanto a ato processual praticado na origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507353. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 96.763 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :PAULO RICARDO SANTOS DA SILVA IMPTE.(S) :ANTÔNIO PRESTES DO NASCIMENTO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HABEAS CORPUS Nº 117100 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de relatório, as informações prestadas pelo Gabinete: Neste habeas, formulou-se pleito visando determinar fossem desentranhados dezesseis apensos da Ação Penal nº 001/2.05.0005560-3, a que responde o paciente, e que o Juízo da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre/RS se abstivesse de autorizar a juntada de documentos alheios aos fatos discutidos no processo. Requereu-se também a suspensão do julgamento pelo Tribunal do Júri até a decisão final do Supremo. Tem este teor a decisão mediante a qual Vossa Excelência, em 14 de novembro de 2008, indeferiu o pedido liminar: IMPETRAÇÕES SUCESSIVAS – VERBETE Nº 691 DA SÚMULA DO SUPREMO – ENTENDIMENTO DO COLEGIADO – EXCEPCIONALIDADE NÃO VERIFICADA – LIMINAR INDEFERIDA. 1. Eis as informações prestadas pelo Gabinete: O paciente formalizou correição parcial, com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 96.763 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :PAULO RICARDO SANTOS DA SILVA IMPTE.(S) :ANTÔNIO PRESTES DO NASCIMENTO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HABEAS CORPUS Nº 117100 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de relatório, as informações prestadas pelo Gabinete: Neste habeas, formulou-se pleito visando determinar fossem desentranhados dezesseis apensos da Ação Penal nº 001/2.05.0005560-3, a que responde o paciente, e que o Juízo da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre/RS se abstivesse de autorizar a juntada de documentos alheios aos fatos discutidos no processo. Requereu-se também a suspensão do julgamento pelo Tribunal do Júri até a decisão final do Supremo. Tem este teor a decisão mediante a qual Vossa Excelência, em 14 de novembro de 2008, indeferiu o pedido liminar: IMPETRAÇÕES SUCESSIVAS – VERBETE Nº 691 DA SÚMULA DO SUPREMO – ENTENDIMENTO DO COLEGIADO – EXCEPCIONALIDADE NÃO VERIFICADA – LIMINAR INDEFERIDA. 1. Eis as informações prestadas pelo Gabinete: O paciente formalizou correição parcial, com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 96763 / RS pedido de liminar, contra decisão do Juízo de Direito da 1ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, a implicar o não- acolhimento do pedido de desentranhamento de peças anexadas ao Processo nº 001/2.05.0005560-3, pelo Ministério Público. O Tribunal de Justiça deferiu em parte a pretensão, tão-só para permitir ao advogado atuar como defensor dativo. Quanto à juntada de documentos, assentou não ter havido tumulto processual no fato de o Juízo indeferir o desentranhamento das peças, porque aos jurados caberia a análise plena, não sendo possível subtrair- lhes informações trazidas pelas partes (folha 30 a 33). Contra o referido julgado foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça – o de nº 117.100. Requereu-se o desentranhamento de documentação juntada pelo Ministério Público, porque não teria qualquer relação com o fato em apuração. O ministro Paulo Gallotti, relator, não vislumbrou, de plano, a existência de constrangimento ilegal e indeferiu a medida acauteladora. Assentou a necessidade de exame mais detalhado dos elementos de convicção carreados para o processo, a ocorrer no julgamento definitivo do habeas. O impetrante busca infirmar esse ato. Preliminarmente, sustenta a inaplicabilidade do óbice do Verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Aponta encontrar-se o paciente submetido a constrangimento ilegal, pois a juntada de peças não referentes ao objeto da ação penal virá a influir na decisão dos jurados, contribuindo para a incompreensão dos fatos e das provas atinentes à suposta prática delituosa. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Supremo Tribunal Federal HC 96763 / RS pedido de liminar, contra decisão do Juízo de Direito da 1ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, a implicar o não- acolhimento do pedido de desentranhamento de peças anexadas ao Processo nº 001/2.05.0005560-3, pelo Ministério Público. O Tribunal de Justiça deferiu em parte a pretensão, tão-só para permitir ao advogado atuar como defensor dativo. Quanto à juntada de documentos, assentou não ter havido tumulto processual no fato de o Juízo indeferir o desentranhamento das peças, porque aos jurados caberia a análise plena, não sendo possível subtrair- lhes informações trazidas pelas partes (folha 30 a 33). Contra o referido julgado foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça – o de nº 117.100. Requereu-se o desentranhamento de documentação juntada pelo Ministério Público, porque não teria qualquer relação com o fato em apuração. O ministro Paulo Gallotti, relator, não vislumbrou, de plano, a existência de constrangimento ilegal e indeferiu a medida acauteladora. Assentou a necessidade de exame mais detalhado dos elementos de convicção carreados para o processo, a ocorrer no julgamento definitivo do habeas. O impetrante busca infirmar esse ato. Preliminarmente, sustenta a inaplicabilidade do óbice do Verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Aponta encontrar-se o paciente submetido a constrangimento ilegal, pois a juntada de peças não referentes ao objeto da ação penal virá a influir na decisão dos jurados, contribuindo para a incompreensão dos fatos e das provas atinentes à suposta prática delituosa. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 96763 / RS No mérito, informa ter sido denunciado e pronunciado o paciente pela prática do crime de homicídio qualificado. No curso do processo, as partes foram intimadas a se manifestarem sobre a necessidade de produção de outras provas. A defesa indicou testemunhas e o Ministério Público requereu a anexação de documentos. Segundo assevera, até o momento da “Correição Parcial”, houve a juntada de documentos – a comporem sete apensos - os quais não guardavam relação com os fatos da causa, mas com a vida das testemunhas indicadas pela defesa. Aduz que isso teria como finalidade provocar tumulto processual, mostrando-se inadmissível a circunstância de um processo com apenas um acusado conter quatro volumes principais (1.150 folhas) e dezesseis apensos (3.004 folhas). Argumenta que, consoante a Lei nº 11.689/2008, o tempo destinado às partes para o debate foi reduzido para uma hora e trinta minutos. Diz, então, da impossibilidade de se analisarem mais de vinte volumes durante o transcurso desse exíguo lapso temporal, advindo prejuízo à defesa e ofensa às garantias constitucionais da ampla defesa e do devido processo legal, dando ensejo, também, à ocorrência de nulidade se, usando da faculdade prevista no artigo 480 do Código de Processo Penal, a acusação, a defesa e os jurados solicitarem ao orador, por intermédio do Juiz, esclarecimentos a respeito de fatos alegados, quando deverá ser indicada a folha do processo onde se encontrar a peça lida ou citada por eles. Na seqüência, passa a indicar quais documentos devem ser desentranhados em cada 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Supremo Tribunal Federal HC 96763 / RS No mérito, informa ter sido denunciado e pronunciado o paciente pela prática do crime de homicídio qualificado. No curso do processo, as partes foram intimadas a se manifestarem sobre a necessidade de produção de outras provas. A defesa indicou testemunhas e o Ministério Público requereu a anexação de documentos. Segundo assevera, até o momento da “Correição Parcial”, houve a juntada de documentos – a comporem sete apensos - os quais não guardavam relação com os fatos da causa, mas com a vida das testemunhas indicadas pela defesa. Aduz que isso teria como finalidade provocar tumulto processual, mostrando-se inadmissível a circunstância de um processo com apenas um acusado conter quatro volumes principais (1.150 folhas) e dezesseis apensos (3.004 folhas). Argumenta que, consoante a Lei nº 11.689/2008, o tempo destinado às partes para o debate foi reduzido para uma hora e trinta minutos. Diz, então, da impossibilidade de se analisarem mais de vinte volumes durante o transcurso desse exíguo lapso temporal, advindo prejuízo à defesa e ofensa às garantias constitucionais da ampla defesa e do devido processo legal, dando ensejo, também, à ocorrência de nulidade se, usando da faculdade prevista no artigo 480 do Código de Processo Penal, a acusação, a defesa e os jurados solicitarem ao orador, por intermédio do Juiz, esclarecimentos a respeito de fatos alegados, quando deverá ser indicada a folha do processo onde se encontrar a peça lida ou citada por eles. Na seqüência, passa a indicar quais documentos devem ser desentranhados em cada 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 96763 / RS apenso (folha 15 a 19). Indaga, então, se não estaria caracterizada a prática de abuso, considerando-se que, a continuar assim, o processo contará, na data do julgamento pelo Júri, prevista para 5 de dezembro de 2008, com mais de vinte apensos, “bisbilhotando a vida alheia”. Ressalta a necessidade de ser observada a “paridade de armas”, tal como entendeu o Supremo ao julgar o “caso das algemas”. Requer a concessão de liminar, determinando- se o desentranhamento dos 16 apensos, e a intimação do Juízo da 1ª Vara do Júri para se abster de autorizar a juntada de documentos alheios ao fato discutido na ação penal, qual seja, a morte de José Antonio Rodrigues Braga e a autoria do homicídio. Sucessivamente, pede seja suspenso o julgamento do paciente pelo Tribunal do Júri, previsto para 5 de dezembro de 2008, até o exame final da impetração. O paciente está em liberdade ante medida acauteladora deferida por Vossa Excelência no Habeas Corpus nº 88.721 - cópia às folhas 47 e 48. Este último processo encontra-se na residência, com informações, para confecção de relatório e voto. 2. A Turma, contra minha óptica isolada, tem adotado postura inflexível na observância do Verbete nº 691 da Súmula desta Corte. Atuando como porta- voz do Colegiado, no campo precário e efêmero da liminar, apenas implemento providência caso o quadro represente excepcionalidade maior a envolver, diretamente, a liberdade de ir e vir do paciente. Isso não ocorre na espécie. 3. Indefiro a medida acauteladora. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Supremo Tribunal Federal HC 96763 / RS apenso (folha 15 a 19). Indaga, então, se não estaria caracterizada a prática de abuso, considerando-se que, a continuar assim, o processo contará, na data do julgamento pelo Júri, prevista para 5 de dezembro de 2008, com mais de vinte apensos, “bisbilhotando a vida alheia”. Ressalta a necessidade de ser observada a “paridade de armas”, tal como entendeu o Supremo ao julgar o “caso das algemas”. Requer a concessão de liminar, determinando- se o desentranhamento dos 16 apensos, e a intimação do Juízo da 1ª Vara do Júri para se abster de autorizar a juntada de documentos alheios ao fato discutido na ação penal, qual seja, a morte de José Antonio Rodrigues Braga e a autoria do homicídio. Sucessivamente, pede seja suspenso o julgamento do paciente pelo Tribunal do Júri, previsto para 5 de dezembro de 2008, até o exame final da impetração. O paciente está em liberdade ante medida acauteladora deferida por Vossa Excelência no Habeas Corpus nº 88.721 - cópia às folhas 47 e 48. Este último processo encontra-se na residência, com informações, para confecção de relatório e voto. 2. A Turma, contra minha óptica isolada, tem adotado postura inflexível na observância do Verbete nº 691 da Súmula desta Corte. Atuando como porta- voz do Colegiado, no campo precário e efêmero da liminar, apenas implemento providência caso o quadro represente excepcionalidade maior a envolver, diretamente, a liberdade de ir e vir do paciente. Isso não ocorre na espécie. 3. Indefiro a medida acauteladora. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório HC 96763 / RS 4. Colham o parecer da Procuradoria Geral da República. 5. Publiquem. A Procuradoria Geral da República, no parecer, sustenta inexistir excepcionalidade capaz de autorizar o afastamento do Verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Aduz que a matéria discutida neste habeas não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça, tornando inviável o exame, sob pena de supressão de instância. Ressalta que a inadequação e a dispensabilidade dos documentos apresentados pelo Ministério Público exige a reapreciação do conjunto fático-probatório, inadmissível na via eleita. Opina pelo indeferimento da ordem. Em 19 de março de 2009, Vossa Excelência não acolheu o pedido de reconsideração da decisão liminar (folha 1300 a 1303), salientando a necessidade de aguardar-se, com as consequências próprias, o crivo do Colegiado. Por meio de despacho, em 7 de abril de 2010, Vossa Excelência solicitou informações ao Juízo e intimou o impetrante a manifestar-se quanto ao interesse no prosseguimento do habeas, tendo em conta a superveniência de sentença penal condenatória (folha 1316). O Juízo da 1ª Vara do Júri do Foro Central da Comarca de Porto Alegre encaminhou cópia da decisão na qual imposta ao paciente a pena de vinte e dois anos de reclusão no regime inicial fechado. A Secretaria Judiciária certificou, à folha 1322, que, embora intimado, o impetrante quedou silente quanto ao despacho, de 7 de abril de 2010, visando elucidar o interesse na sequência do habeas. Vossa Excelência 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Supremo Tribunal Federal HC 96763 / RS 4. Colham o parecer da Procuradoria Geral da República. 5. Publiquem. A Procuradoria Geral da República, no parecer, sustenta inexistir excepcionalidade capaz de autorizar o afastamento do Verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Aduz que a matéria discutida neste habeas não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça, tornando inviável o exame, sob pena de supressão de instância. Ressalta que a inadequação e a dispensabilidade dos documentos apresentados pelo Ministério Público exige a reapreciação do conjunto fático-probatório, inadmissível na via eleita. Opina pelo indeferimento da ordem. Em 19 de março de 2009, Vossa Excelência não acolheu o pedido de reconsideração da decisão liminar (folha 1300 a 1303), salientando a necessidade de aguardar-se, com as consequências próprias, o crivo do Colegiado. Por meio de despacho, em 7 de abril de 2010, Vossa Excelência solicitou informações ao Juízo e intimou o impetrante a manifestar-se quanto ao interesse no prosseguimento do habeas, tendo em conta a superveniência de sentença penal condenatória (folha 1316). O Juízo da 1ª Vara do Júri do Foro Central da Comarca de Porto Alegre encaminhou cópia da decisão na qual imposta ao paciente a pena de vinte e dois anos de reclusão no regime inicial fechado. A Secretaria Judiciária certificou, à folha 1322, que, embora intimado, o impetrante quedou silente quanto ao despacho, de 7 de abril de 2010, visando elucidar o interesse na sequência do habeas. Vossa Excelência 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Relatório HC 96763 / RS determinou a reiteração dos termos da intimação, ressaltando o silêncio notado. À folha 1363, a Secretaria certificou que, apesar de expedida intimação postal para o impetrante, este não se manifestou. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revela que o Habeas Corpus nº 117.100/RS foi distribuído à ministra Assusete Magalhães, em 24 de agosto de 2012, e encontra-se concluso. Lancei visto no processo em 4 de março de 2013, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 12 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Supremo Tribunal Federal HC 96763 / RS determinou a reiteração dos termos da intimação, ressaltando o silêncio notado. À folha 1363, a Secretaria certificou que, apesar de expedida intimação postal para o impetrante, este não se manifestou. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revela que o Habeas Corpus nº 117.100/RS foi distribuído à ministra Assusete Magalhães, em 24 de agosto de 2012, e encontra-se concluso. Lancei visto no processo em 4 de março de 2013, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 12 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 96.763 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Após o incidente processual, alusivo à juntada de documentos e à formalização de correição parcial, ocorreu o Júri, sendo condenado o paciente. Está-se diante de quadro que não enseja a concessão da ordem. Relativamente ao tempo de sustentação perante o Júri, cabe ressaltar não haver confusão com o exame dos documentos anexados pelo Ministério Público, que pode acontecer em período anterior. No mais, ao deixar de implementar a medida acauteladora, o Superior Tribunal de Justiça não praticou qualquer ilegalidade. Indefiro a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500107. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 96.763 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Após o incidente processual, alusivo à juntada de documentos e à formalização de correição parcial, ocorreu o Júri, sendo condenado o paciente. Está-se diante de quadro que não enseja a concessão da ordem. Relativamente ao tempo de sustentação perante o Júri, cabe ressaltar não haver confusão com o exame dos documentos anexados pelo Ministério Público, que pode acontecer em período anterior. No mais, ao deixar de implementar a medida acauteladora, o Superior Tribunal de Justiça não praticou qualquer ilegalidade. Indefiro a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 96.763 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : PAULO RICARDO SANTOS DA SILVA IMPTE.(S) : ANTÔNIO PRESTES DO NASCIMENTO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS Nº 117100 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3522949 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 96.763 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : PAULO RICARDO SANTOS DA SILVA IMPTE.(S) : ANTÔNIO PRESTES DO NASCIMENTO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS Nº 117100 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3522949 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3523243
2013-03-12T00:00:00
2013-03-21T00:00:00
A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – OBJETO. O habeas corpus é meio hábil a afastar ilegalidade a alcançar, direta ou indiretamente, a liberdade de ir e vir do cidadão. A viabilidade de concessão da ordem não ocorre quando há decisão precária e efêmera do Superior Tribunal de Justiça indeferindo liminar tendo em conta a necessidade de pronunciamento definitivo quanto a ato processual praticado na origem.
sjur226734
Número de páginas: 9. Análise: 22/04/2013, AAT. Revisão: 07/05/2013, SEV.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
96763
null
HC
acordaos
HC 96763
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PACTE.(S) : PAULO RICARDO SANTOS DA SILVA IMPTE.(S) : ANTÔNIO PRESTES DO NASCIMENTO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS Nº 117100 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 96.763 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :PAULO RICARDO SANTOS DA SILVA IMPTE.(S) :ANTÔNIO PRESTES DO NASCIMENTO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HABEAS CORPUS n 117100 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – OBJETO. O habeas corpus é meio hábil a afastar ilegalidade a alcançar, direta ou indiretamente, a liberdade de ir e vir do cidadão. A viabilidade de concessão da ordem não ocorre quando há decisão precária e efêmera do Superior Tribunal de Justiça indeferindo liminar tendo em conta a necessidade de pronunciamento definitivo quanto a ato processual praticado na origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507353. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 96.763 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :PAULO RICARDO SANTOS DA SILVA IMPTE.(S) :ANTÔNIO PRESTES DO NASCIMENTO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HABEAS CORPUS n 117100 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de relatório, as informações prestadas pelo Gabinete: Neste habeas, formulou-se pleito visando determinar fossem desentranhados dezesseis apensos da Ação Penal n 001/2.05.0005560-3, a que responde o paciente, e que o Juízo da 1... Vara do Júri de Porto Alegre/RS se abstivesse de autorizar a juntada de documentos alheios aos fatos discutidos no processo. Requereu-se também a suspensão do julgamento pelo Tribunal do Júri até a decisão final do Supremo. Tem este teor a decisão mediante a qual Vossa Excelência, em 14 de novembro de 2008, indeferiu o pedido liminar: IMPETRAÇÕES SUCESSIVAS – VERBETE n 691 DA SÚMULA DO SUPREMO – ENTENDIMENTO DO COLEGIADO – EXCEPCIONALIDADE NÃO VERIFICADA – LIMINAR INDEFERIDA. 1. Eis as informações prestadas pelo Gabinete: O paciente formalizou correição parcial, com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 96.763 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :PAULO RICARDO SANTOS DA SILVA IMPTE.(S) :ANTÔNIO PRESTES DO NASCIMENTO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HABEAS CORPUS n 117100 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de relatório, as informações prestadas pelo Gabinete: Neste habeas, formulou-se pleito visando determinar fossem desentranhados dezesseis apensos da Ação Penal n 001/2.05.0005560-3, a que responde o paciente, e que o Juízo da 1... Vara do Júri de Porto Alegre/RS se abstivesse de autorizar a juntada de documentos alheios aos fatos discutidos no processo. Requereu-se também a suspensão do julgamento pelo Tribunal do Júri até a decisão final do Supremo. Tem este teor a decisão mediante a qual Vossa Excelência, em 14 de novembro de 2008, indeferiu o pedido liminar: IMPETRAÇÕES SUCESSIVAS – VERBETE n 691 DA SÚMULA DO SUPREMO – ENTENDIMENTO DO COLEGIADO – EXCEPCIONALIDADE NÃO VERIFICADA – LIMINAR INDEFERIDA. 1. Eis as informações prestadas pelo Gabinete: O paciente formalizou correição parcial, com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 96763 / RS pedido de liminar, contra decisão do Juízo de Direito da 1... Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, a implicar o não- acolhimento do pedido de desentranhamento de peças anexadas ao Processo n 001/2.05.0005560-3, pelo Ministério Público. O Tribunal de Justiça deferiu em parte a pretensão, tão-só para permitir ao advogado atuar como defensor dativo. Quanto à juntada de documentos, assentou não ter havido tumulto processual no fato de o Juízo indeferir o desentranhamento das peças, porque aos jurados caberia a análise plena, não sendo possível subtrair- lhes informações trazidas pelas partes (folha 30 a 33). Contra o referido julgado foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça – o de n 117.100. Requereu-se o desentranhamento de documentação juntada pelo Ministério Público, porque não teria qualquer relação com o fato em apuração. O ministro Paulo Gallotti, relator, não vislumbrou, de plano, a existência de constrangimento ilegal e indeferiu a medida acauteladora. Assentou a necessidade de exame mais detalhado dos elementos de convicção carreados para o processo, a ocorrer no julgamento definitivo do habeas. O impetrante busca infirmar esse ato. Preliminarmente, sustenta a inaplicabilidade do óbice do Verbete n 691 da Súmula do Supremo. Aponta encontrar-se o paciente submetido a constrangimento ilegal, pois a juntada de peças não referentes ao objeto da ação penal virá a influir na decisão dos jurados, contribuindo para a incompreensão dos fatos e das provas atinentes à suposta prática delituosa. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Supremo Tribunal Federal HC 96763 / RS pedido de liminar, contra decisão do Juízo de Direito da 1... Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, a implicar o não- acolhimento do pedido de desentranhamento de peças anexadas ao Processo n 001/2.05.0005560-3, pelo Ministério Público. O Tribunal de Justiça deferiu em parte a pretensão, tão-só para permitir ao advogado atuar como defensor dativo. Quanto à juntada de documentos, assentou não ter havido tumulto processual no fato de o Juízo indeferir o desentranhamento das peças, porque aos jurados caberia a análise plena, não sendo possível subtrair- lhes informações trazidas pelas partes (folha 30 a 33). Contra o referido julgado foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça – o de n 117.100. Requereu-se o desentranhamento de documentação juntada pelo Ministério Público, porque não teria qualquer relação com o fato em apuração. O ministro Paulo Gallotti, relator, não vislumbrou, de plano, a existência de constrangimento ilegal e indeferiu a medida acauteladora. Assentou a necessidade de exame mais detalhado dos elementos de convicção carreados para o processo, a ocorrer no julgamento definitivo do habeas. O impetrante busca infirmar esse ato. Preliminarmente, sustenta a inaplicabilidade do óbice do Verbete n 691 da Súmula do Supremo. Aponta encontrar-se o paciente submetido a constrangimento ilegal, pois a juntada de peças não referentes ao objeto da ação penal virá a influir na decisão dos jurados, contribuindo para a incompreensão dos fatos e das provas atinentes à suposta prática delituosa. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 96763 / RS No mérito, informa ter sido denunciado e pronunciado o paciente pela prática do crime de homicídio qualificado. No curso do processo, as partes foram intimadas a se manifestarem sobre a necessidade de produção de outras provas. A defesa indicou testemunhas e o Ministério Público requereu a anexação de documentos. Segundo assevera, até o momento da “Correição Parcial”, houve a juntada de documentos – a comporem sete apensos - os quais não guardavam relação com os fatos da causa, mas com a vida das testemunhas indicadas pela defesa. Aduz que isso teria como finalidade provocar tumulto processual, mostrando-se inadmissível a circunstância de um processo com apenas um acusado conter quatro volumes principais (1.150 folhas) e dezesseis apensos (3.004 folhas). Argumenta que, consoante a Lei n 11.689/2008, o tempo destinado às partes para o debate foi reduzido para uma hora e trinta minutos. Diz, então, da impossibilidade de se analisarem mais de vinte volumes durante o transcurso desse exíguo lapso temporal, advindo prejuízo à defesa e ofensa às garantias constitucionais da ampla defesa e do devido processo legal, dando ensejo, também, à ocorrência de nulidade se, usando da faculdade prevista no artigo 480 do Código de Processo Penal, a acusação, a defesa e os jurados solicitarem ao orador, por intermédio do Juiz, esclarecimentos a respeito de fatos alegados, quando deverá ser indicada a folha do processo onde se encontrar a peça lida ou citada por eles. Na seqüência, passa a indicar quais documentos devem ser desentranhados em cada 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Supremo Tribunal Federal HC 96763 / RS No mérito, informa ter sido denunciado e pronunciado o paciente pela prática do crime de homicídio qualificado. No curso do processo, as partes foram intimadas a se manifestarem sobre a necessidade de produção de outras provas. A defesa indicou testemunhas e o Ministério Público requereu a anexação de documentos. Segundo assevera, até o momento da “Correição Parcial”, houve a juntada de documentos – a comporem sete apensos - os quais não guardavam relação com os fatos da causa, mas com a vida das testemunhas indicadas pela defesa. Aduz que isso teria como finalidade provocar tumulto processual, mostrando-se inadmissível a circunstância de um processo com apenas um acusado conter quatro volumes principais (1.150 folhas) e dezesseis apensos (3.004 folhas). Argumenta que, consoante a Lei n 11.689/2008, o tempo destinado às partes para o debate foi reduzido para uma hora e trinta minutos. Diz, então, da impossibilidade de se analisarem mais de vinte volumes durante o transcurso desse exíguo lapso temporal, advindo prejuízo à defesa e ofensa às garantias constitucionais da ampla defesa e do devido processo legal, dando ensejo, também, à ocorrência de nulidade se, usando da faculdade prevista no artigo 480 do Código de Processo Penal, a acusação, a defesa e os jurados solicitarem ao orador, por intermédio do Juiz, esclarecimentos a respeito de fatos alegados, quando deverá ser indicada a folha do processo onde se encontrar a peça lida ou citada por eles. Na seqüência, passa a indicar quais documentos devem ser desentranhados em cada 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 96763 / RS apenso (folha 15 a 19). Indaga, então, se não estaria caracterizada a prática de abuso, considerando-se que, a continuar assim, o processo contará, na data do julgamento pelo Júri, prevista para 5 de dezembro de 2008, com mais de vinte apensos, “bisbilhotando a vida alheia”. Ressalta a necessidade de ser observada a “paridade de armas”, tal como entendeu o Supremo ao julgar o “caso das algemas”. Requer a concessão de liminar, determinando- se o desentranhamento dos 16 apensos, e a intimação do Juízo da 1... Vara do Júri para se abster de autorizar a juntada de documentos alheios ao fato discutido na ação penal, qual seja, a morte de José Antonio Rodrigues Braga e a autoria do homicídio. Sucessivamente, pede seja suspenso o julgamento do paciente pelo Tribunal do Júri, previsto para 5 de dezembro de 2008, até o exame final da impetração. O paciente está em liberdade ante medida acauteladora deferida por Vossa Excelência no Habeas Corpus n 88.721 - cópia às folhas 47 e 48. Este último processo encontra-se na residência, com informações, para confecção de relatório e voto. 2. A Turma, contra minha óptica isolada, tem adotado postura inflexível na observância do Verbete n 691 da Súmula desta Corte. Atuando como porta- voz do Colegiado, no campo precário e efêmero da liminar, apenas implemento providência caso o quadro represente excepcionalidade maior a envolver, diretamente, a liberdade de ir e vir do paciente. Isso não ocorre na espécie. 3. Indefiro a medida acauteladora. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Supremo Tribunal Federal HC 96763 / RS apenso (folha 15 a 19). Indaga, então, se não estaria caracterizada a prática de abuso, considerando-se que, a continuar assim, o processo contará, na data do julgamento pelo Júri, prevista para 5 de dezembro de 2008, com mais de vinte apensos, “bisbilhotando a vida alheia”. Ressalta a necessidade de ser observada a “paridade de armas”, tal como entendeu o Supremo ao julgar o “caso das algemas”. Requer a concessão de liminar, determinando- se o desentranhamento dos 16 apensos, e a intimação do Juízo da 1... Vara do Júri para se abster de autorizar a juntada de documentos alheios ao fato discutido na ação penal, qual seja, a morte de José Antonio Rodrigues Braga e a autoria do homicídio. Sucessivamente, pede seja suspenso o julgamento do paciente pelo Tribunal do Júri, previsto para 5 de dezembro de 2008, até o exame final da impetração. O paciente está em liberdade ante medida acauteladora deferida por Vossa Excelência no Habeas Corpus n 88.721 - cópia às folhas 47 e 48. Este último processo encontra-se na residência, com informações, para confecção de relatório e voto. 2. A Turma, contra minha óptica isolada, tem adotado postura inflexível na observância do Verbete n 691 da Súmula desta Corte. Atuando como porta- voz do Colegiado, no campo precário e efêmero da liminar, apenas implemento providência caso o quadro represente excepcionalidade maior a envolver, diretamente, a liberdade de ir e vir do paciente. Isso não ocorre na espécie. 3. Indefiro a medida acauteladora. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório HC 96763 / RS 4. Colham o parecer da Procuradoria Geral da República. 5. Publiquem. A Procuradoria Geral da República, no parecer, sustenta inexistir excepcionalidade capaz de autorizar o afastamento do Verbete n 691 da Súmula do Supremo. Aduz que a matéria discutida neste habeas não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça, tornando inviável o exame, sob pena de supressão de instância. Ressalta que a inadequação e a dispensabilidade dos documentos apresentados pelo Ministério Público exige a reapreciação do conjunto fático-probatório, inadmissível na via eleita. Opina pelo indeferimento da ordem. Em 19 de março de 2009, Vossa Excelência não acolheu o pedido de reconsideração da decisão liminar (folha 1300 a 1303), salientando a necessidade de aguardar-se, com as consequências próprias, o crivo do Colegiado. Por meio de despacho, em 7 de abril de 2010, Vossa Excelência solicitou informações ao Juízo e intimou o impetrante a manifestar-se quanto ao interesse no prosseguimento do habeas, tendo em conta a superveniência de sentença penal condenatória (folha 1316). O Juízo da 1... Vara do Júri do Foro Central da Comarca de Porto Alegre encaminhou cópia da decisão na qual imposta ao paciente a pena de vinte e dois anos de reclusão no regime inicial fechado. A Secretaria Judiciária certificou, à folha 1322, que, embora intimado, o impetrante quedou silente quanto ao despacho, de 7 de abril de 2010, visando elucidar o interesse na sequência do habeas. Vossa Excelência 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Supremo Tribunal Federal HC 96763 / RS 4. Colham o parecer da Procuradoria Geral da República. 5. Publiquem. A Procuradoria Geral da República, no parecer, sustenta inexistir excepcionalidade capaz de autorizar o afastamento do Verbete n 691 da Súmula do Supremo. Aduz que a matéria discutida neste habeas não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça, tornando inviável o exame, sob pena de supressão de instância. Ressalta que a inadequação e a dispensabilidade dos documentos apresentados pelo Ministério Público exige a reapreciação do conjunto fático-probatório, inadmissível na via eleita. Opina pelo indeferimento da ordem. Em 19 de março de 2009, Vossa Excelência não acolheu o pedido de reconsideração da decisão liminar (folha 1300 a 1303), salientando a necessidade de aguardar-se, com as consequências próprias, o crivo do Colegiado. Por meio de despacho, em 7 de abril de 2010, Vossa Excelência solicitou informações ao Juízo e intimou o impetrante a manifestar-se quanto ao interesse no prosseguimento do habeas, tendo em conta a superveniência de sentença penal condenatória (folha 1316). O Juízo da 1... Vara do Júri do Foro Central da Comarca de Porto Alegre encaminhou cópia da decisão na qual imposta ao paciente a pena de vinte e dois anos de reclusão no regime inicial fechado. A Secretaria Judiciária certificou, à folha 1322, que, embora intimado, o impetrante quedou silente quanto ao despacho, de 7 de abril de 2010, visando elucidar o interesse na sequência do habeas. Vossa Excelência 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Relatório HC 96763 / RS determinou a reiteração dos termos da intimação, ressaltando o silêncio notado. À folha 1363, a Secretaria certificou que, apesar de expedida intimação postal para o impetrante, este não se manifestou. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revela que o Habeas Corpus n 117.100/RS foi distribuído à ministra Assusete Magalhães, em 24 de agosto de 2012, e encontra-se concluso. Lancei visto no processo em 4 de março de 2013, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 12 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Supremo Tribunal Federal HC 96763 / RS determinou a reiteração dos termos da intimação, ressaltando o silêncio notado. À folha 1363, a Secretaria certificou que, apesar de expedida intimação postal para o impetrante, este não se manifestou. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revela que o Habeas Corpus n 117.100/RS foi distribuído à ministra Assusete Magalhães, em 24 de agosto de 2012, e encontra-se concluso. Lancei visto no processo em 4 de março de 2013, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 12 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 96.763 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Após o incidente processual, alusivo à juntada de documentos e à formalização de correição parcial, ocorreu o Júri, sendo condenado o paciente. Está-se diante de quadro que não enseja a concessão da ordem. Relativamente ao tempo de sustentação perante o Júri, cabe ressaltar não haver confusão com o exame dos documentos anexados pelo Ministério Público, que pode acontecer em período anterior. No mais, ao deixar de implementar a medida acauteladora, o Superior Tribunal de Justiça não praticou qualquer ilegalidade. Indefiro a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500107. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 96.763 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Após o incidente processual, alusivo à juntada de documentos e à formalização de correição parcial, ocorreu o Júri, sendo condenado o paciente. Está-se diante de quadro que não enseja a concessão da ordem. Relativamente ao tempo de sustentação perante o Júri, cabe ressaltar não haver confusão com o exame dos documentos anexados pelo Ministério Público, que pode acontecer em período anterior. No mais, ao deixar de implementar a medida acauteladora, o Superior Tribunal de Justiça não praticou qualquer ilegalidade. Indefiro a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 96.763 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : PAULO RICARDO SANTOS DA SILVA IMPTE.(S) : ANTÔNIO PRESTES DO NASCIMENTO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS n 117100 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3522949 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 96.763 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : PAULO RICARDO SANTOS DA SILVA IMPTE.(S) : ANTÔNIO PRESTES DO NASCIMENTO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS n 117100 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3522949 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 96 . 763", "HABEAS CORPUS n 117100", "HABEAS CORPUS 96 . 763", "HABEAS CORPUS n 117100 DO SUPERIOR", "Ação Penal n 001 / 2 . 05 . 0005560 - 3", "VERBETE n 691 DA SÚMULA DO SUPREMO", "HABEAS CORPUS 96 . 763", "HABEAS CORPUS n 117100 DO SUPERIOR", "Ação Penal n 001 / 2 . 05 . 0005560 - 3", "VERBETE n 691 DA SÚMULA DO SUPREMO", "HC 96763 / RS", "Processo n 001 / 2 . 05 . 0005560 - 3", "Verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 96763 / RS", "Processo n 001 / 2 . 05 . 0005560 - 3", "Verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 96763 / RS", "HC 96763 / RS", "HC 96763 / RS", "Habeas Corpus n 88 . 721", "Verbete n 691 da Súmula desta Corte", "HC 96763 / RS", "Habeas Corpus n 88 . 721", "Verbete n 691 da Súmula desta Corte", "HC 96763 / RS", "Verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 96763 / RS", "Verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 96763 / RS", "Habeas Corpus n 117 . 100 / RS", "HC 96763 / RS", "Habeas Corpus n 117 . 100 / RS", "HABEAS CORPUS 96 . 763", 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Ementa e Acórdão 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARZAGÃO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA - ME ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS BORGES E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908925. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARZAGÃO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA - ME ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS BORGES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de setembro de 2015, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – IMPOSTO DE TRANSMISSÃO INTER VIVOS DE BENS IMÓVEIS – FATO GERADOR – REGISTRO IMOBILIÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de origem assentou a exigibilidade do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI por ocasião do efetivo registro do título translativo do imóvel alienado. Asseverou pretender o Município cobrar o imposto sem ocorrência do fato gerador e julgou inexistente a mora, pois o estado não pode exigir multa por atraso no pagamento de tributo antes do efetivo fato gerador. O Pleno, apreciando a Representação de Inconstitucionalidade nº 1.121-6/GO, da relatoria do ministro Moreira Alves, declarou ostentar a pecha lei que tenha o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908926. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARZAGÃO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA - ME ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS BORGES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de setembro de 2015, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – IMPOSTO DE TRANSMISSÃO INTER VIVOS DE BENS IMÓVEIS – FATO GERADOR – REGISTRO IMOBILIÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de origem assentou a exigibilidade do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI por ocasião do efetivo registro do título translativo do imóvel alienado. Asseverou pretender o Município cobrar o imposto sem ocorrência do fato gerador e julgou inexistente a mora, pois o estado não pode exigir multa por atraso no pagamento de tributo antes do efetivo fato gerador. O Pleno, apreciando a Representação de Inconstitucionalidade nº 1.121-6/GO, da relatoria do ministro Moreira Alves, declarou ostentar a pecha lei que tenha o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 910898 AGR / RJ compromisso de compra e venda como fato gerador de imposto sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a eles relativos. Eis a ementa do acórdão, publicado no Diário da Justiça de 13 de abril de 1984: Fato gerador do imposto sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a ele relativos. Compromisso de compra e venda. - O compromisso de compra e venda, no sistema jurídico brasileiro, não transmite direitos reais nem configura cessão de direitos à aquisição deles, razão por que é inconstitucional a lei que o tenha como fato gerador do imposto sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a ele relativos. Representação julgada procedente, declarando-se a inconstitucionalidade do inciso I do parágrafo único do artigo 114 da Lei 7730, de 30 de outubro de 1973, do Estado de Goiás. Concluir de modo diverso requer o reexame dos fatos e provas envolvidos. A atuação em sede excepcional faz-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908926. Supremo Tribunal Federal ARE 910898 AGR / RJ compromisso de compra e venda como fato gerador de imposto sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a eles relativos. Eis a ementa do acórdão, publicado no Diário da Justiça de 13 de abril de 1984: Fato gerador do imposto sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a ele relativos. Compromisso de compra e venda. - O compromisso de compra e venda, no sistema jurídico brasileiro, não transmite direitos reais nem configura cessão de direitos à aquisição deles, razão por que é inconstitucional a lei que o tenha como fato gerador do imposto sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a ele relativos. Representação julgada procedente, declarando-se a inconstitucionalidade do inciso I do parágrafo único do artigo 114 da Lei 7730, de 30 de outubro de 1973, do Estado de Goiás. Concluir de modo diverso requer o reexame dos fatos e provas envolvidos. A atuação em sede excepcional faz-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 910898 AGR / RJ 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, no regimental, insiste no processamento do extraordinário. Articula com a existência de ofensa direta ao artigo 150, § 7º, da Constituição Federal. Sustenta a constitucionalidade da fixação antecipada da data para o recolhimento do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI. A parte agravada, instada a pronunciar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908926. Supremo Tribunal Federal ARE 910898 AGR / RJ 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, no regimental, insiste no processamento do extraordinário. Articula com a existência de ofensa direta ao artigo 150, § 7º, da Constituição Federal. Sustenta a constitucionalidade da fixação antecipada da data para o recolhimento do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI. A parte agravada, instada a pronunciar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador municipal, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou, em síntese: APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. Ação de repetição de indébito. Imposto de transmissão de propriedade inter vivos em caráter oneroso. Fato gerador. Registro do título junto ao respectivo cartório imobiliário. Impossibilidade de antecipação do lançamento. Mora inexistente. Não pode a Municipalidade cobrar multa por atraso no seu pagamento antes da ocorrência do fato gerador. Restituição devida. Sentença mantida. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. RECURSO QUE TEM O SEGUIMENTO NEGADO NA FORMA DO ART. 557 caput DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. A argumentação do agravante não merece prosperar. O Plenário, ao examinar a Representação de Inconstitucionalidade nº 1.121-6/GO, julgou a matéria quanto a não incidência do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI no compromisso de compra e venda, pois não transmite direitos reais nem configura cessão de direitos à aquisição deles. A demonstração da realização do fato gerador exige a apreciação de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908927. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador municipal, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou, em síntese: APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. Ação de repetição de indébito. Imposto de transmissão de propriedade inter vivos em caráter oneroso. Fato gerador. Registro do título junto ao respectivo cartório imobiliário. Impossibilidade de antecipação do lançamento. Mora inexistente. Não pode a Municipalidade cobrar multa por atraso no seu pagamento antes da ocorrência do fato gerador. Restituição devida. Sentença mantida. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. RECURSO QUE TEM O SEGUIMENTO NEGADO NA FORMA DO ART. 557 caput DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. A argumentação do agravante não merece prosperar. O Plenário, ao examinar a Representação de Inconstitucionalidade nº 1.121-6/GO, julgou a matéria quanto a não incidência do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI no compromisso de compra e venda, pois não transmite direitos reais nem configura cessão de direitos à aquisição deles. A demonstração da realização do fato gerador exige a apreciação de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 910898 AGR / RJ matéria fática, de modo a elucidar a natureza dos negócios jurídicos envolvidos e qualificados pela autoridade fiscal. Daí a impossibilidade de concluir pela ofensa, no caso concreto, ao artigo 150, § 7º, da Constituição Federal. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908927. Supremo Tribunal Federal ARE 910898 AGR / RJ matéria fática, de modo a elucidar a natureza dos negócios jurídicos envolvidos e qualificados pela autoridade fiscal. Daí a impossibilidade de concluir pela ofensa, no caso concreto, ao artigo 150, § 7º, da Constituição Federal. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARZAGÃO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA - ME ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS BORGES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.11.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9834011 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARZAGÃO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA - ME ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS BORGES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.11.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9834011 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9937102
2015-11-10T00:00:00
2015-12-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur332069
- Acórdão(s) citado(s): (ITBI, COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA) Rp 1121 (TP). Número de páginas: 7. Análise: 10/12/2015, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
910898
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00150 PAR-00007\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 910898 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARZAGÃO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA - ME ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS BORGES E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARZAGÃO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA - ME ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS BORGES E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908925. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARZAGÃO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA - ME ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS BORGES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de setembro de 2015, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – IMPOSTO DE TRANSMISSÃO INTER VIVOS DE BENS IMÓVEIS – FATO GERADOR – REGISTRO IMOBILIÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de origem assentou a exigibilidade do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI por ocasião do efetivo registro do título translativo do imóvel alienado. Asseverou pretender o Município cobrar o imposto sem ocorrência do fato gerador e julgou inexistente a mora, pois o estado não pode exigir multa por atraso no pagamento de tributo antes do efetivo fato gerador. O Pleno, apreciando a Representação de Inconstitucionalidade n 1.121-6/GO, da relatoria do ministro Moreira Alves, declarou ostentar a pecha lei que tenha o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908926. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARZAGÃO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA - ME ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS BORGES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de setembro de 2015, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – IMPOSTO DE TRANSMISSÃO INTER VIVOS DE BENS IMÓVEIS – FATO GERADOR – REGISTRO IMOBILIÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de origem assentou a exigibilidade do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI por ocasião do efetivo registro do título translativo do imóvel alienado. Asseverou pretender o Município cobrar o imposto sem ocorrência do fato gerador e julgou inexistente a mora, pois o estado não pode exigir multa por atraso no pagamento de tributo antes do efetivo fato gerador. O Pleno, apreciando a Representação de Inconstitucionalidade n 1.121-6/GO, da relatoria do ministro Moreira Alves, declarou ostentar a pecha lei que tenha o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 910898 AGR / RJ compromisso de compra e venda como fato gerador de imposto sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a eles relativos. Eis a ementa do acórdão, publicado no Diário da Justiça de 13 de abril de 1984: Fato gerador do imposto sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a ele relativos. Compromisso de compra e venda. - O compromisso de compra e venda, no sistema jurídico brasileiro, não transmite direitos reais nem configura cessão de direitos à aquisição deles, razão por que é inconstitucional a lei que o tenha como fato gerador do imposto sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a ele relativos. Representação julgada procedente, declarando-se a inconstitucionalidade do inciso I do parágrafo único do artigo 114 da Lei 7730, de 30 de outubro de 1973, do Estado de Goiás. Concluir de modo diverso requer o reexame dos fatos e provas envolvidos. A atuação em sede excepcional faz-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908926. Supremo Tribunal Federal ARE 910898 AGR / RJ compromisso de compra e venda como fato gerador de imposto sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a eles relativos. Eis a ementa do acórdão, publicado no Diário da Justiça de 13 de abril de 1984: Fato gerador do imposto sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a ele relativos. Compromisso de compra e venda. - O compromisso de compra e venda, no sistema jurídico brasileiro, não transmite direitos reais nem configura cessão de direitos à aquisição deles, razão por que é inconstitucional a lei que o tenha como fato gerador do imposto sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a ele relativos. Representação julgada procedente, declarando-se a inconstitucionalidade do inciso I do parágrafo único do artigo 114 da Lei 7730, de 30 de outubro de 1973, do Estado de Goiás. Concluir de modo diverso requer o reexame dos fatos e provas envolvidos. A atuação em sede excepcional faz-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 910898 AGR / RJ 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, no regimental, insiste no processamento do extraordinário. Articula com a existência de ofensa direta ao artigo 150, § 7..., da Constituição Federal. Sustenta a constitucionalidade da fixação antecipada da data para o recolhimento do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI. A parte agravada, instada a pronunciar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908926. Supremo Tribunal Federal ARE 910898 AGR / RJ 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, no regimental, insiste no processamento do extraordinário. Articula com a existência de ofensa direta ao artigo 150, § 7..., da Constituição Federal. Sustenta a constitucionalidade da fixação antecipada da data para o recolhimento do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI. A parte agravada, instada a pronunciar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador municipal, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou, em síntese: APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. Ação de repetição de indébito. Imposto de transmissão de propriedade inter vivos em caráter oneroso. Fato gerador. Registro do título junto ao respectivo cartório imobiliário. Impossibilidade de antecipação do lançamento. Mora inexistente. Não pode a Municipalidade cobrar multa por atraso no seu pagamento antes da ocorrência do fato gerador. Restituição devida. Sentença mantida. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. RECURSO QUE TEM O SEGUIMENTO NEGADO NA FORMA DO ART. 557 caput DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. A argumentação do agravante não merece prosperar. O Plenário, ao examinar a Representação de Inconstitucionalidade n 1.121-6/GO, julgou a matéria quanto a não incidência do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI no compromisso de compra e venda, pois não transmite direitos reais nem configura cessão de direitos à aquisição deles. A demonstração da realização do fato gerador exige a apreciação de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908927. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador municipal, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou, em síntese: APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. Ação de repetição de indébito. Imposto de transmissão de propriedade inter vivos em caráter oneroso. Fato gerador. Registro do título junto ao respectivo cartório imobiliário. Impossibilidade de antecipação do lançamento. Mora inexistente. Não pode a Municipalidade cobrar multa por atraso no seu pagamento antes da ocorrência do fato gerador. Restituição devida. Sentença mantida. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. RECURSO QUE TEM O SEGUIMENTO NEGADO NA FORMA DO ART. 557 caput DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. A argumentação do agravante não merece prosperar. O Plenário, ao examinar a Representação de Inconstitucionalidade n 1.121-6/GO, julgou a matéria quanto a não incidência do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI no compromisso de compra e venda, pois não transmite direitos reais nem configura cessão de direitos à aquisição deles. A demonstração da realização do fato gerador exige a apreciação de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 910898 AGR / RJ matéria fática, de modo a elucidar a natureza dos negócios jurídicos envolvidos e qualificados pela autoridade fiscal. Daí a impossibilidade de concluir pela ofensa, no caso concreto, ao artigo 150, § 7..., da Constituição Federal. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908927. Supremo Tribunal Federal ARE 910898 AGR / RJ matéria fática, de modo a elucidar a natureza dos negócios jurídicos envolvidos e qualificados pela autoridade fiscal. Daí a impossibilidade de concluir pela ofensa, no caso concreto, ao artigo 150, § 7..., da Constituição Federal. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9908927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARZAGÃO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA - ME ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS BORGES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.11.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9834011 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.898 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARZAGÃO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA - ME ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS BORGES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.11.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9834011 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910 . 898", "Representação de Inconstitucionalidade n 1 . 121 - 6 / GO", "Representação de Inconstitucionalidade n 1 . 121 - 6 / GO", "ARE 910898 AGR / RJ", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 910898 AGR / RJ", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 910898 AGR / RJ", "ARE 910898 AGR / RJ", "Representação de Inconstitucionalidade n 1 . 121 - 6 / GO", "Representação de Inconstitucionalidade n 1 . 121 - 6 / GO", "ARE 910898 AGR / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do parágrafo único do artigo 114 da Lei 7730", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do parágrafo único do artigo 114 da Lei 7730", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 150 , § 7 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 150 , § 7 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FORMTAP INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A ADV.(A/S) :GUSTAVO DAUAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ELETROPAULO METROPOLITANA - ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S/A ADV.(A/S) :TATIANA SAYEGH E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E CONSUMIDOR. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Tarifa diferenciada de energia elétrica. Análise de normas infralegais. Ofensa constitucional indireta. Precedentes. 3. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553883. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FORMTAP INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A ADV.(A/S) :GUSTAVO DAUAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ELETROPAULO METROPOLITANA - ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S/A ADV.(A/S) :TATIANA SAYEGH E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 1º de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Formtap Indústria e Comércio S/A contra julgado proferido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que julgara improcedente ação declaratória que pretendia discutir a cobrança de tarifas diferenciadas para fornecimento de energia elétrica. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553884. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FORMTAP INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A ADV.(A/S) :GUSTAVO DAUAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ELETROPAULO METROPOLITANA - ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S/A ADV.(A/S) :TATIANA SAYEGH E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 1º de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Formtap Indústria e Comércio S/A contra julgado proferido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que julgara improcedente ação declaratória que pretendia discutir a cobrança de tarifas diferenciadas para fornecimento de energia elétrica. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 722739 AGR / SP 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador Relator Antonio Rigolin afirmou: (…) O novo exame da decisão impugnada exigiria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Decreto nº 41.019/1957 e Portaria n. 27/1989 do DNAEE) e do conjunto fático- probatório do processo. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: (…) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2013, interpõe Formtap Indústria e Comércio S/A, em 14.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega a Agravante que “a Portaria 027/87, por ser um mero regulamento, por ser uma norma infralegal e secundária, jamais poderia combater os mandamentos do Decreto n. 41.019/57”. Sustenta que “a diferenciação de tarifa só é possível se as condições de fornecimento e utilização tiverem alguma especificidade. Neste caso, primeiro a concessionária deveria apresentar quais seriam tais condições e porque ensejariam uma cobrança diferenciada”. Afirma que “a prova da composição de custos sobre a qual o DNAEE deveria ter se baseado para promover o aumento aplicado na Portaria n. 027 de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553884. Supremo Tribunal Federal ARE 722739 AGR / SP 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador Relator Antonio Rigolin afirmou: (…) O novo exame da decisão impugnada exigiria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Decreto nº 41.019/1957 e Portaria n. 27/1989 do DNAEE) e do conjunto fático- probatório do processo. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: (…) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2013, interpõe Formtap Indústria e Comércio S/A, em 14.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega a Agravante que “a Portaria 027/87, por ser um mero regulamento, por ser uma norma infralegal e secundária, jamais poderia combater os mandamentos do Decreto n. 41.019/57”. Sustenta que “a diferenciação de tarifa só é possível se as condições de fornecimento e utilização tiverem alguma especificidade. Neste caso, primeiro a concessionária deveria apresentar quais seriam tais condições e porque ensejariam uma cobrança diferenciada”. Afirma que “a prova da composição de custos sobre a qual o DNAEE deveria ter se baseado para promover o aumento aplicado na Portaria n. 027 de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 722739 AGR / SP 11/03/87, deveria ter sido iniciada nos circuitos de distribuição e estudada e preparada por cada Concessionária local, mediante posterior apresentação ao DNAEE para que este, por sua vez, calculasse a média de custo no Brasil, considerando todos os incentivos e subsídios e, assim, ficasse comprovado que o custo final era realmente aquele”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553884. Supremo Tribunal Federal ARE 722739 AGR / SP 11/03/87, deveria ter sido iniciada nos circuitos de distribuição e estudada e preparada por cada Concessionária local, mediante posterior apresentação ao DNAEE para que este, por sua vez, calculasse a média de custo no Brasil, considerando todos os incentivos e subsídios e, assim, ficasse comprovado que o custo final era realmente aquele”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal de origem decidiu: “Tratando-se de obrigação de trato sucessivo, o prazo prescricional para insurgência do consumidor inicia-se a partir do vencimento de cada prestação. Partindo dessa premissa e considerando que a ação foi proposta em 18 de maio de 2007, as parcelas vencidas anteriormente a 18 de maio de 1987 se encontram irremediavelmente atingidas pela prescrição. (…) A autora pleiteia a declaração de ilegalidade da Portaria n. 27/87 do DNAEE e a condenação da ré a restituir em dobro os valores pagos a maior. O art. 177 do Decreto n. 41.019/57, estabeleceu a divisão de consumidores de energia elétrica, em residencial, industrial, comercial, rural, poderes públicos, iluminação pública, serviços públicos e consumo próprio, dispondo que poderiam ser subdividas em grupos, de acordo com as suas características de demanda e de consumo. (…) Nos termos do art. 2º do Decreto n. 62.724/68, que estabeleceu normas gerais de tarifação para as empresas concessionárias de energia elétrica, as classes de consumidores previstas no art. 177 do Decreto n. 41.019/57, deviam ser subdivididas em ‘Grupo A’ e ‘Grupo B’. (…) Desse modo, observadas as condições de fornecimento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553885. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal de origem decidiu: “Tratando-se de obrigação de trato sucessivo, o prazo prescricional para insurgência do consumidor inicia-se a partir do vencimento de cada prestação. Partindo dessa premissa e considerando que a ação foi proposta em 18 de maio de 2007, as parcelas vencidas anteriormente a 18 de maio de 1987 se encontram irremediavelmente atingidas pela prescrição. (…) A autora pleiteia a declaração de ilegalidade da Portaria n. 27/87 do DNAEE e a condenação da ré a restituir em dobro os valores pagos a maior. O art. 177 do Decreto n. 41.019/57, estabeleceu a divisão de consumidores de energia elétrica, em residencial, industrial, comercial, rural, poderes públicos, iluminação pública, serviços públicos e consumo próprio, dispondo que poderiam ser subdividas em grupos, de acordo com as suas características de demanda e de consumo. (…) Nos termos do art. 2º do Decreto n. 62.724/68, que estabeleceu normas gerais de tarifação para as empresas concessionárias de energia elétrica, as classes de consumidores previstas no art. 177 do Decreto n. 41.019/57, deviam ser subdivididas em ‘Grupo A’ e ‘Grupo B’. (…) Desse modo, observadas as condições de fornecimento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 722739 AGR / SP utilização dos serviços, não há ofensa do princípio da isonomia e ilegalidade no modo de tarifação da energia consumida pela Requerente”. 3. Como afirmado na decisão agravada, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação. O Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da Agravante. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou esse entendimento ao reconhecer a repercussão geral do presente tema: “Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão . 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010). 4. Como afirmado na decisão agravada, divergir das instâncias originárias sobre o deslinde da controvérsia demandaria a análise de norma infraconstitucional (Decreto n. 41.019/1957 e Portaria n. 27/1989 do DNAEE) e o reexame de fatos e provas, inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL. MAJORAÇÃO DE TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA. PORTARIAS 38/1986 E 45/1986 DO DNAEE. VIGÊNCIA DOS DECRETOS-LEIS 2.283/1986 E 2.284/1986. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A questão em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553885. Supremo Tribunal Federal ARE 722739 AGR / SP utilização dos serviços, não há ofensa do princípio da isonomia e ilegalidade no modo de tarifação da energia consumida pela Requerente”. 3. Como afirmado na decisão agravada, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação. O Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da Agravante. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou esse entendimento ao reconhecer a repercussão geral do presente tema: “Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão . 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010). 4. Como afirmado na decisão agravada, divergir das instâncias originárias sobre o deslinde da controvérsia demandaria a análise de norma infraconstitucional (Decreto n. 41.019/1957 e Portaria n. 27/1989 do DNAEE) e o reexame de fatos e provas, inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL. MAJORAÇÃO DE TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA. PORTARIAS 38/1986 E 45/1986 DO DNAEE. VIGÊNCIA DOS DECRETOS-LEIS 2.283/1986 E 2.284/1986. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A questão em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 722739 AGR / SP debate fora decidida à luz da legislação infraconstitucional, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 494.170-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 6.3.2009). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA. DECRETOS-LEIS NS. 2.283/86 E 2.284/86. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a controvérsia sobre o reajuste da tarifa de energia elétrica na vigência dos Decretos-leis ns. 2.283/86 e 2.284/86 é de natureza infraconstitucional. Precedentes. 2. Art. 5º, inc. XXXVII e LIII, da Constituição da República: ofensa constitucional indireta. 3. Julgado do Tribunal de origem que rejeita incidente de inconstitucionalidade, por ser incabível o pedido, não afronta o art. 97 da Constituição da República” (RE 474.876-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.11.2008). “ADMINISTRATIVO. TARIFAS DE ENERGIA ELÉTRICA. REAJUSTE. VIGÊNCIA DO DL 2.283/86 E DO DL 2.284/86. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (RE 609.448-RG, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário Virtual, DJe 4.6.2010). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553885. Supremo Tribunal Federal ARE 722739 AGR / SP debate fora decidida à luz da legislação infraconstitucional, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 494.170-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 6.3.2009). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA. DECRETOS-LEIS NS. 2.283/86 E 2.284/86. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a controvérsia sobre o reajuste da tarifa de energia elétrica na vigência dos Decretos-leis ns. 2.283/86 e 2.284/86 é de natureza infraconstitucional. Precedentes. 2. Art. 5º, inc. XXXVII e LIII, da Constituição da República: ofensa constitucional indireta. 3. Julgado do Tribunal de origem que rejeita incidente de inconstitucionalidade, por ser incabível o pedido, não afronta o art. 97 da Constituição da República” (RE 474.876-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.11.2008). “ADMINISTRATIVO. TARIFAS DE ENERGIA ELÉTRICA. REAJUSTE. VIGÊNCIA DO DL 2.283/86 E DO DL 2.284/86. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (RE 609.448-RG, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário Virtual, DJe 4.6.2010). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FORMTAP INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A ADV.(A/S) : GUSTAVO DAUAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ELETROPAULO METROPOLITANA - ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S/A ADV.(A/S) : TATIANA SAYEGH E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530013 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FORMTAP INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A ADV.(A/S) : GUSTAVO DAUAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ELETROPAULO METROPOLITANA - ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S/A ADV.(A/S) : TATIANA SAYEGH E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3581643
2013-03-12T00:00:00
2013-04-03T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E CONSUMIDOR. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Tarifa diferenciada de energia elétrica. Análise de normas infralegais. Ofensa constitucional indireta. Precedentes. 3. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur227313
- Acórdão(s) citado(s): (DEVER DE FUNDAMENTAR) AI 792292 QO-RG (TP). (SÚMULA 279) AI 494170 AgR (2ªT), RE 474876 AgR (1ªT), RE 609448 RG (TP). Número de páginas: 8. Análise: 25/04/2013, TBC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
722739
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED DEC-041019 ANO-1957\r\n DECRETO\r\n\r\n", "LEG-FED PRT-000027 ANO-1989\r\n PORTARIA DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA - DNAEE" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 722739 AgR
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AGDO.(A/S) : ELETROPAULO METROPOLITANA - ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S/A AGTE.(S) : FORMTAP INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A ADV.(A/S) : GUSTAVO DAUAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TATIANA SAYEGH E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FORMTAP INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A ADV.(A/S) :GUSTAVO DAUAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ELETROPAULO METROPOLITANA - ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S/A ADV.(A/S) :TATIANA SAYEGH E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E CONSUMIDOR. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Tarifa diferenciada de energia elétrica. Análise de normas infralegais. Ofensa constitucional indireta. Precedentes. 3. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553883. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FORMTAP INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A ADV.(A/S) :GUSTAVO DAUAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ELETROPAULO METROPOLITANA - ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S/A ADV.(A/S) :TATIANA SAYEGH E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 1... de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Formtap Indústria e Comércio S/A contra julgado proferido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que julgara improcedente ação declaratória que pretendia discutir a cobrança de tarifas diferenciadas para fornecimento de energia elétrica. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (Recurso Extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553884. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FORMTAP INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A ADV.(A/S) :GUSTAVO DAUAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ELETROPAULO METROPOLITANA - ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S/A ADV.(A/S) :TATIANA SAYEGH E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 1... de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Formtap Indústria e Comércio S/A contra julgado proferido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que julgara improcedente ação declaratória que pretendia discutir a cobrança de tarifas diferenciadas para fornecimento de energia elétrica. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (Recurso Extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 722739 AGR / SP 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador Relator Antonio Rigolin afirmou: (…) O novo exame da decisão impugnada exigiria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Decreto n 41.019/1957 e Portaria n. 27/1989 do DNAEE) e do conjunto fático- probatório do processo. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: (…) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2013, interpõe Formtap Indústria e Comércio S/A, em 14.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega a Agravante que “a Portaria 027/87, por ser um mero regulamento, por ser uma norma infralegal e secundária, jamais poderia combater os mandamentos do Decreto n. 41.019/57”. Sustenta que “a diferenciação de tarifa só é possível se as condições de fornecimento e utilização tiverem alguma especificidade. Neste caso, primeiro a concessionária deveria apresentar quais seriam tais condições e porque ensejariam uma cobrança diferenciada”. Afirma que “a prova da composição de custos sobre a qual o DNAEE deveria ter se baseado para promover o aumento aplicado na Portaria n. 027 de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553884. Supremo Tribunal Federal ARE 722739 AGR / SP 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador Relator Antonio Rigolin afirmou: (…) O novo exame da decisão impugnada exigiria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Decreto n 41.019/1957 e Portaria n. 27/1989 do DNAEE) e do conjunto fático- probatório do processo. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: (…) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2013, interpõe Formtap Indústria e Comércio S/A, em 14.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega a Agravante que “a Portaria 027/87, por ser um mero regulamento, por ser uma norma infralegal e secundária, jamais poderia combater os mandamentos do Decreto n. 41.019/57”. Sustenta que “a diferenciação de tarifa só é possível se as condições de fornecimento e utilização tiverem alguma especificidade. Neste caso, primeiro a concessionária deveria apresentar quais seriam tais condições e porque ensejariam uma cobrança diferenciada”. Afirma que “a prova da composição de custos sobre a qual o DNAEE deveria ter se baseado para promover o aumento aplicado na Portaria n. 027 de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 722739 AGR / SP 11/03/87, deveria ter sido iniciada nos circuitos de distribuição e estudada e preparada por cada Concessionária local, mediante posterior apresentação ao DNAEE para que este, por sua vez, calculasse a média de custo no Brasil, considerando todos os incentivos e subsídios e, assim, ficasse comprovado que o custo final era realmente aquele”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553884. Supremo Tribunal Federal ARE 722739 AGR / SP 11/03/87, deveria ter sido iniciada nos circuitos de distribuição e estudada e preparada por cada Concessionária local, mediante posterior apresentação ao DNAEE para que este, por sua vez, calculasse a média de custo no Brasil, considerando todos os incentivos e subsídios e, assim, ficasse comprovado que o custo final era realmente aquele”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal de origem decidiu: “Tratando-se de obrigação de trato sucessivo, o prazo prescricional para insurgência do consumidor inicia-se a partir do vencimento de cada prestação. Partindo dessa premissa e considerando que a ação foi proposta em 18 de maio de 2007, as parcelas vencidas anteriormente a 18 de maio de 1987 se encontram irremediavelmente atingidas pela prescrição. (…) A autora pleiteia a declaração de ilegalidade da Portaria n. 27/87 do DNAEE e a condenação da ré a restituir em dobro os valores pagos a maior. O art. 177 do Decreto n. 41.019/57, estabeleceu a divisão de consumidores de energia elétrica, em residencial, industrial, comercial, rural, poderes públicos, iluminação pública, serviços públicos e consumo próprio, dispondo que poderiam ser subdividas em grupos, de acordo com as suas características de demanda e de consumo. (…) Nos termos do art. 2... do Decreto n. 62.724/68, que estabeleceu normas gerais de tarifação para as empresas concessionárias de energia elétrica, as classes de consumidores previstas no art. 177 do Decreto n. 41.019/57, deviam ser subdivididas em ‘Grupo A’ e ‘Grupo B’. (…) Desse modo, observadas as condições de fornecimento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553885. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal de origem decidiu: “Tratando-se de obrigação de trato sucessivo, o prazo prescricional para insurgência do consumidor inicia-se a partir do vencimento de cada prestação. Partindo dessa premissa e considerando que a ação foi proposta em 18 de maio de 2007, as parcelas vencidas anteriormente a 18 de maio de 1987 se encontram irremediavelmente atingidas pela prescrição. (…) A autora pleiteia a declaração de ilegalidade da Portaria n. 27/87 do DNAEE e a condenação da ré a restituir em dobro os valores pagos a maior. O art. 177 do Decreto n. 41.019/57, estabeleceu a divisão de consumidores de energia elétrica, em residencial, industrial, comercial, rural, poderes públicos, iluminação pública, serviços públicos e consumo próprio, dispondo que poderiam ser subdividas em grupos, de acordo com as suas características de demanda e de consumo. (…) Nos termos do art. 2... do Decreto n. 62.724/68, que estabeleceu normas gerais de tarifação para as empresas concessionárias de energia elétrica, as classes de consumidores previstas no art. 177 do Decreto n. 41.019/57, deviam ser subdivididas em ‘Grupo A’ e ‘Grupo B’. (…) Desse modo, observadas as condições de fornecimento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 722739 AGR / SP utilização dos serviços, não há ofensa do princípio da isonomia e ilegalidade no modo de tarifação da energia consumida pela Requerente”. 3. Como afirmado na decisão agravada, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação. O Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da Agravante. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou esse entendimento ao reconhecer a repercussão geral do presente tema: “Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão . 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010). 4. Como afirmado na decisão agravada, divergir das instâncias originárias sobre o deslinde da controvérsia demandaria a análise de norma infraconstitucional (Decreto n. 41.019/1957 e Portaria n. 27/1989 do DNAEE) e o reexame de fatos e provas, inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL. MAJORAÇÃO DE TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA. PORTARIAS 38/1986 E 45/1986 DO DNAEE. VIGÊNCIA DOS DECRETOS-LEIS 2.283/1986 E 2.284/1986. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A questão em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553885. Supremo Tribunal Federal ARE 722739 AGR / SP utilização dos serviços, não há ofensa do princípio da isonomia e ilegalidade no modo de tarifação da energia consumida pela Requerente”. 3. Como afirmado na decisão agravada, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação. O Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da Agravante. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou esse entendimento ao reconhecer a repercussão geral do presente tema: “Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão . 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010). 4. Como afirmado na decisão agravada, divergir das instâncias originárias sobre o deslinde da controvérsia demandaria a análise de norma infraconstitucional (Decreto n. 41.019/1957 e Portaria n. 27/1989 do DNAEE) e o reexame de fatos e provas, inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL. MAJORAÇÃO DE TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA. PORTARIAS 38/1986 E 45/1986 DO DNAEE. VIGÊNCIA DOS DECRETOS-LEIS 2.283/1986 E 2.284/1986. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A questão em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 722739 AGR / SP debate fora decidida à luz da legislação infraconstitucional, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 494.170-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 6.3.2009). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA. DECRETOS-LEIS NS. 2.283/86 E 2.284/86. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a controvérsia sobre o reajuste da tarifa de energia elétrica na vigência dos Decretos-leis ns. 2.283/86 e 2.284/86 é de natureza infraconstitucional. Precedentes. 2. Art. 5..., inc. XXXVII e LIII, da Constituição da República: ofensa constitucional indireta. 3. Julgado do Tribunal de origem que rejeita incidente de inconstitucionalidade, por ser incabível o pedido, não afronta o art. 97 da Constituição da República” (Recurso Extraordinário 474.876-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.11.2008). “ADMINISTRATIVO. TARIFAS DE ENERGIA ELÉTRICA. REAJUSTE. VIGÊNCIA DO DL 2.283/86 E DO DL 2.284/86. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (Recurso Extraordinário 609.448-RG, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário Virtual, DJe 4.6.2010). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553885. Supremo Tribunal Federal ARE 722739 AGR / SP debate fora decidida à luz da legislação infraconstitucional, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 494.170-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 6.3.2009). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA. DECRETOS-LEIS NS. 2.283/86 E 2.284/86. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a controvérsia sobre o reajuste da tarifa de energia elétrica na vigência dos Decretos-leis ns. 2.283/86 e 2.284/86 é de natureza infraconstitucional. Precedentes. 2. Art. 5..., inc. XXXVII e LIII, da Constituição da República: ofensa constitucional indireta. 3. Julgado do Tribunal de origem que rejeita incidente de inconstitucionalidade, por ser incabível o pedido, não afronta o art. 97 da Constituição da República” (Recurso Extraordinário 474.876-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.11.2008). “ADMINISTRATIVO. TARIFAS DE ENERGIA ELÉTRICA. REAJUSTE. VIGÊNCIA DO DL 2.283/86 E DO DL 2.284/86. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (Recurso Extraordinário 609.448-RG, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário Virtual, DJe 4.6.2010). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FORMTAP INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A ADV.(A/S) : GUSTAVO DAUAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ELETROPAULO METROPOLITANA - ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S/A ADV.(A/S) : TATIANA SAYEGH E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530013 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.739 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FORMTAP INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A ADV.(A/S) : GUSTAVO DAUAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ELETROPAULO METROPOLITANA - ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S/A ADV.(A/S) : TATIANA SAYEGH E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722 . 739", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722 . 739", "ARE 722739 AGR / SP 140 . 370", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 722739 AGR / SP 140 . 370", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "ARE", "AI 792 . 292 - QORG", "ARE 722739 AGR / SP", "AI 792 . 292 - QORG", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 494 . 170 - AgR", "Recurso Extraordinário 474 . 876 - AgR", "Recurso Extraordinário 609 . 448 -", "ARE 722739 AGR / SP", "AI 494 . 170 - AgR", "Recurso Extraordinário 474 . 876 - AgR", "Recurso Extraordinário 609 . 448 - RG" ], "LEGISLACAO": [ "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 41 . 019 / 1957", "Portaria n . 27 / 1989 do DNAEE", "Constituição da República", "Lei n . 12 . 322 / 2010", "art . 21 , § 1 . . . , do", "Portaria 027 / 87", "Decreto n . 41 . 019 / 57", "Portaria n . 027 de 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 41 . 019 / 1957", "Portaria n . 27 / 1989 do DNAEE", "Constituição da República", "art", "Lei n . 12 . 322 / 2010", "art . 21 , § 1 . . . , do", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Portaria 027 / 87", "Decreto n . 41 . 019 / 57", "Portaria n . 027 de 2 Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 27 / 87", "art . 177 do Decreto n . 41 . 019 / 57", "Decreto n . 62 . 724 / 68", "art . 177 do Decreto n . 41 . 019 / 57", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 27 / 87 do", "art . 177 do Decreto n . 41 . 019 / 57", "Decreto n . 62 . 724 / 68", "art . 177 do Decreto n . 41 . 019 / 57", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Decreto n . 41 . 019 / 1957", "Portaria n . 27 / 1989 do DNAEE", "PORTARIAS 38 / 1986", "45", "/", "1986 DO DNAEE", "DECRETOS", "-", "LEIS 2 . 283 / 1986", "2", ".", "284", "/", "1986", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Decreto n . 41 . 019 / 1957", "Portaria n . 27 / 1989", "PORTARIAS 38 / 1986", "45", "/", "1986", "DECRETOS", "-", "LEIS 2 . 283 / 1986", "2", ".", "284", "/", "1986", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETOS", "-", "LEIS NS . 2 . 283 / 86", "2", ".", "284", "/", "86", "Decretos", "-", "leis ns . 2 . 283 / 86", "2", ".", "284", "/", "86", "Art . 5 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JOÃO GABRIEL FREITAS DOS SANTOS ADV.(A/S) :JOÃO SERGIO VALDRIGUES GODOI ARALDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL DISSOCIADAS DO QUE DELIBERADO NA DECISÃO MONOCRÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS E DO ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 266/2004 E LEI ESTADUAL 5.645/1979. CONFLITO APARENTE DE NORMAS. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Apresenta-se deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões estão dissociadas do que decidido na decisão monocrática. Incide, na hipótese, a Súmula 284 desta Corte. II - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. III - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593906. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 727507 AGR / SC Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593906. Supremo Tribunal Federal RE 727507 AGR / SC Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JOÃO GABRIEL FREITAS DOS SANTOS ADV.(A/S) :JOÃO SERGIO VALDRIGUES GODOI ARALDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que incidem, na espécie, as Súmulas 280 e 284 desta Corte. Ademais, entendeu-se que, segundo a jurisprudência do Tribunal, em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. O agravante afirma que a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário teve por fundamentos “a ausência de repercussão direta no plano normativo da Constituição” (fl. 177) e a incidência da Súmula 279 desta Corte. Alega, ainda, que a matéria discutida no extraordinário foi devidamente prequestionada e que a ofensa à Constituição Federal ocorreu de forma direta. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593907. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JOÃO GABRIEL FREITAS DOS SANTOS ADV.(A/S) :JOÃO SERGIO VALDRIGUES GODOI ARALDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que incidem, na espécie, as Súmulas 280 e 284 desta Corte. Ademais, entendeu-se que, segundo a jurisprudência do Tribunal, em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. O agravante afirma que a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário teve por fundamentos “a ausência de repercussão direta no plano normativo da Constituição” (fl. 177) e a incidência da Súmula 279 desta Corte. Alega, ainda, que a matéria discutida no extraordinário foi devidamente prequestionada e que a ofensa à Constituição Federal ocorreu de forma direta. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593907. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. A decisão agravada negou seguimento ao extraordinário interposto pelo recorrente com base nas Súmulas 280 e 284 desta Corte, bem como na ocorrência de ofensa reflexa ao texto constitucional. O agravante, contudo, não desenvolveu argumentação destinada a infirmar a decisão ora impugnada, por mim proferida. De fato, o recorrente interpõe o presente agravo regimental “contra decisão monocrática do Excelentíssimo Senhor Ministro MARCO AURÉLIO DE MELO, Relator do presente RECURSO EXTRAORDINÁRIO” (fl. 176), bem como cita, como decisão recorrida, a íntegra de um julgado subscrito pelo Ministro Celso de Mello. Constato, portanto, que as razões recursais estão dissociadas do disposto na decisão agravada, o que caracteriza a deficiência na fundamentação deste agravo regimental. Incide, na hipótese, a Súmula 284 do STF. Além disso, conforme destacado na decisão agravada, a matéria em exame nestes autos está restrita ao âmbito infraconstitucional. Com efeito, o Tribunal de origem entendeu que, no conflito aparente entre a Lei Complementar estadual 266/2004 e e a Lei estadual 5.645/1979 acerca do critério de cálculo das verbas referentes às horas extras e ao adicional noturno, deve ser adotado o critério estabelecido por esta última norma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593908. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. A decisão agravada negou seguimento ao extraordinário interposto pelo recorrente com base nas Súmulas 280 e 284 desta Corte, bem como na ocorrência de ofensa reflexa ao texto constitucional. O agravante, contudo, não desenvolveu argumentação destinada a infirmar a decisão ora impugnada, por mim proferida. De fato, o recorrente interpõe o presente agravo regimental “contra decisão monocrática do Excelentíssimo Senhor Ministro MARCO AURÉLIO DE MELO, Relator do presente RECURSO EXTRAORDINÁRIO” (fl. 176), bem como cita, como decisão recorrida, a íntegra de um julgado subscrito pelo Ministro Celso de Mello. Constato, portanto, que as razões recursais estão dissociadas do disposto na decisão agravada, o que caracteriza a deficiência na fundamentação deste agravo regimental. Incide, na hipótese, a Súmula 284 do STF. Além disso, conforme destacado na decisão agravada, a matéria em exame nestes autos está restrita ao âmbito infraconstitucional. Com efeito, o Tribunal de origem entendeu que, no conflito aparente entre a Lei Complementar estadual 266/2004 e e a Lei estadual 5.645/1979 acerca do critério de cálculo das verbas referentes às horas extras e ao adicional noturno, deve ser adotado o critério estabelecido por esta última norma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 727507 AGR / SC tendo em vista o princípio da especialidade, tal como se observa nos seguintes trechos do aresto atacado: “A divergência apontada pelas partes reside, necessariamente, na definição do que é remuneração, adotando o autor o critério estabelecido no art. 4º da Lei Complementar Estadual 266/04 que estabelece que é 'a soma mensal paga ou devida em caráter continuado, como vencimento, salário, subsídios, adicionais, abonos, 13º salário, gratificações incorporáveis, disponibilidade ou reforma e quaisquer outros estipêndios, excluídas as verbas de caráter indenizatórios'. Por outro norte, o réu defende, e já adota este critério ao efetuar os pagamentos aos Policiais Militares, os conceitos estabelecidos no art. 3º da Lei 5.645/79, que determina que 'a remuneração do policial- militar na ativa compreende: I – vencimentos; II – adicional por tempo de serviço; III – adicional de permanência'. Logo, indiscutível a existência de aparente conflito de normas, cabendo ao Julgador estabelecer os critérios que dirimirão a contenda para então definir qual lei será adotada para a solução do conflito. Neste caso, para a análise da matéria, necessário invocar os critérios de especificidade das normas posta em discussão. Vejamos. A Legislação aplicada pelo autor (LCE 266/04) para apontar o equívoco no cálculo das horas extras e adicional noturno tem aplicação específica para cálculo da 'contribuição para o custeio do Regime Previdenciário dos servidores ativos, inativos e pensionistas do Estado de Santa Catarina', ao passo que a Lei utilizada como parâmetro pelo réu (Lei 5.645/79) 'dispõe sobre a remuneração da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina'. Ou seja, muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos Policiais Militares para calcular sua contribuição previdenciária, face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593908. Supremo Tribunal Federal RE 727507 AGR / SC tendo em vista o princípio da especialidade, tal como se observa nos seguintes trechos do aresto atacado: “A divergência apontada pelas partes reside, necessariamente, na definição do que é remuneração, adotando o autor o critério estabelecido no art. 4º da Lei Complementar Estadual 266/04 que estabelece que é 'a soma mensal paga ou devida em caráter continuado, como vencimento, salário, subsídios, adicionais, abonos, 13º salário, gratificações incorporáveis, disponibilidade ou reforma e quaisquer outros estipêndios, excluídas as verbas de caráter indenizatórios'. Por outro norte, o réu defende, e já adota este critério ao efetuar os pagamentos aos Policiais Militares, os conceitos estabelecidos no art. 3º da Lei 5.645/79, que determina que 'a remuneração do policial- militar na ativa compreende: I – vencimentos; II – adicional por tempo de serviço; III – adicional de permanência'. Logo, indiscutível a existência de aparente conflito de normas, cabendo ao Julgador estabelecer os critérios que dirimirão a contenda para então definir qual lei será adotada para a solução do conflito. Neste caso, para a análise da matéria, necessário invocar os critérios de especificidade das normas posta em discussão. Vejamos. A Legislação aplicada pelo autor (LCE 266/04) para apontar o equívoco no cálculo das horas extras e adicional noturno tem aplicação específica para cálculo da 'contribuição para o custeio do Regime Previdenciário dos servidores ativos, inativos e pensionistas do Estado de Santa Catarina', ao passo que a Lei utilizada como parâmetro pelo réu (Lei 5.645/79) 'dispõe sobre a remuneração da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina'. Ou seja, muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos Policiais Militares para calcular sua contribuição previdenciária, face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 727507 AGR / SC 5.645/79 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade). Veja-se ainda que, o próprio art. 4º da LCE 266/04 deixa nítida que a especifidade da referida norma serve tão somente para o cálculo da contribuição previdenciária, ao definir que 'entende-se como remuneração ou proventos, para fins desta Lei Complementar, a soma mensal paga ou devida em caráter continuado […]'. Portanto, verifico que razão assiste ao réu em seus critérios de cálculo utilizados para apurar o valor efetivamente devido a título de horas extras e adicional noturno, os quais já são conhecidos e afirmados pelo próprio autor” (fls. 100-101). Desse modo, firmar entendimento diverso implicaria revisão da interpretação conferida àquelas legislações pela instância ordinária, circunstância que torna inviável o recurso nos termos da Súmula 280 do STF. Nesse sentido, além do precedente citado na decisão impugnada, menciono, ainda, o AI 789.107-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, cuja ementa segue transcrita: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público distrital. 4. O agravo regimental não atacou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 287. 5. A discussão acerca da matéria de fundo refere-se a suposto conflito de legalidade entre normas locais (Decreto distrital 16.990/95 e Lei distrital 786/94). Necessário rever a interpretação conferida pela origem à mencionada legislação. Impossibilidade. Óbices previstos nas súmulas 280 e 636. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (grifos meus). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593908. Supremo Tribunal Federal RE 727507 AGR / SC 5.645/79 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade). Veja-se ainda que, o próprio art. 4º da LCE 266/04 deixa nítida que a especifidade da referida norma serve tão somente para o cálculo da contribuição previdenciária, ao definir que 'entende-se como remuneração ou proventos, para fins desta Lei Complementar, a soma mensal paga ou devida em caráter continuado […]'. Portanto, verifico que razão assiste ao réu em seus critérios de cálculo utilizados para apurar o valor efetivamente devido a título de horas extras e adicional noturno, os quais já são conhecidos e afirmados pelo próprio autor” (fls. 100-101). Desse modo, firmar entendimento diverso implicaria revisão da interpretação conferida àquelas legislações pela instância ordinária, circunstância que torna inviável o recurso nos termos da Súmula 280 do STF. Nesse sentido, além do precedente citado na decisão impugnada, menciono, ainda, o AI 789.107-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, cuja ementa segue transcrita: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público distrital. 4. O agravo regimental não atacou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 287. 5. A discussão acerca da matéria de fundo refere-se a suposto conflito de legalidade entre normas locais (Decreto distrital 16.990/95 e Lei distrital 786/94). Necessário rever a interpretação conferida pela origem à mencionada legislação. Impossibilidade. Óbices previstos nas súmulas 280 e 636. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (grifos meus). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : JOÃO GABRIEL FREITAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : JOÃO SERGIO VALDRIGUES GODOI ARALDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600549 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : JOÃO GABRIEL FREITAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : JOÃO SERGIO VALDRIGUES GODOI ARALDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600549 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3642844
2013-03-19T00:00:00
2013-04-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL DISSOCIADAS DO QUE DELIBERADO NA DECISÃO MONOCRÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS E DO ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 266/2004 E LEI ESTADUAL 5.645/1979. CONFLITO APARENTE DE NORMAS. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Apresenta-se deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões estão dissociadas do que decidido na decisão monocrática. Incide, na hipótese, a Súmula 284 desta Corte. II - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.
sjur228008
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280) AI 789107 AgR(2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 07/05/2013, LLD.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
727507
[ "LEG-FED SUMSTF-000280\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000284\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n", "LEG-EST LCP-000266 ANO-2004\r\n LEI COMPLEMENTAR, SC\r\n\r\n", "LEG-EST LEI-005645 ANO-1979\r\n LEI ORDINÁRIA, SC" ]
RE-AgR
acordaos
RE 727507 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGTE.(S) : JOÃO GABRIEL FREITAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : JOÃO SERGIO VALDRIGUES GODOI ARALDI E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JOÃO GABRIEL FREITAS DOS SANTOS ADV.(A/S) :JOÃO SERGIO VALDRIGUES GODOI ARALDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL DISSOCIADAS DO QUE DELIBERADO NA DECISÃO MONOCRÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS E DO ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 266/2004 E LEI ESTADUAL 5.645/1979. CONFLITO APARENTE DE NORMAS. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - Apresenta-se deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões estão dissociadas do que decidido na decisão monocrática. Incide, na hipótese, a Súmula 284 desta Corte. II - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. III - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593906. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 727507 AGR / SC Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593906. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 727507 AGR / SC Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JOÃO GABRIEL FREITAS DOS SANTOS ADV.(A/S) :JOÃO SERGIO VALDRIGUES GODOI ARALDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que incidem, na espécie, as Súmulas 280 e 284 desta Corte. Ademais, entendeu-se que, segundo a jurisprudência do Tribunal, em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. O agravante afirma que a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário teve por fundamentos “a ausência de repercussão direta no plano normativo da Constituição” (fl. 177) e a incidência da Súmula 279 desta Corte. Alega, ainda, que a matéria discutida no extraordinário foi devidamente prequestionada e que a ofensa à Constituição Federal ocorreu de forma direta. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593907. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JOÃO GABRIEL FREITAS DOS SANTOS ADV.(A/S) :JOÃO SERGIO VALDRIGUES GODOI ARALDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que incidem, na espécie, as Súmulas 280 e 284 desta Corte. Ademais, entendeu-se que, segundo a jurisprudência do Tribunal, em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. O agravante afirma que a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário teve por fundamentos “a ausência de repercussão direta no plano normativo da Constituição” (fl. 177) e a incidência da Súmula 279 desta Corte. Alega, ainda, que a matéria discutida no extraordinário foi devidamente prequestionada e que a ofensa à Constituição Federal ocorreu de forma direta. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593907. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. A decisão agravada negou seguimento ao extraordinário interposto pelo recorrente com base nas Súmulas 280 e 284 desta Corte, bem como na ocorrência de ofensa reflexa ao texto constitucional. O agravante, contudo, não desenvolveu argumentação destinada a infirmar a decisão ora impugnada, por mim proferida. De fato, o recorrente interpõe o presente agravo regimental “contra decisão monocrática do Excelentíssimo Senhor Ministro MARCO AURÉLIO DE MELO, Relator do presente RECURSO EXTRAORDINÁRIO” (fl. 176), bem como cita, como decisão recorrida, a íntegra de um julgado subscrito pelo Ministro Celso de Mello. Constato, portanto, que as razões recursais estão dissociadas do disposto na decisão agravada, o que caracteriza a deficiência na fundamentação deste agravo regimental. Incide, na hipótese, a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Além disso, conforme destacado na decisão agravada, a matéria em exame nestes autos está restrita ao âmbito infraconstitucional. Com efeito, o Tribunal de origem entendeu que, no conflito aparente entre a Lei Complementar estadual 266/2004 e e a Lei estadual 5.645/1979 acerca do critério de cálculo das verbas referentes às horas extras e ao adicional noturno, deve ser adotado o critério estabelecido por esta última norma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593908. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. A decisão agravada negou seguimento ao extraordinário interposto pelo recorrente com base nas Súmulas 280 e 284 desta Corte, bem como na ocorrência de ofensa reflexa ao texto constitucional. O agravante, contudo, não desenvolveu argumentação destinada a infirmar a decisão ora impugnada, por mim proferida. De fato, o recorrente interpõe o presente agravo regimental “contra decisão monocrática do Excelentíssimo Senhor Ministro MARCO AURÉLIO DE MELO, Relator do presente RECURSO EXTRAORDINÁRIO” (fl. 176), bem como cita, como decisão recorrida, a íntegra de um julgado subscrito pelo Ministro Celso de Mello. Constato, portanto, que as razões recursais estão dissociadas do disposto na decisão agravada, o que caracteriza a deficiência na fundamentação deste agravo regimental. Incide, na hipótese, a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Além disso, conforme destacado na decisão agravada, a matéria em exame nestes autos está restrita ao âmbito infraconstitucional. Com efeito, o Tribunal de origem entendeu que, no conflito aparente entre a Lei Complementar estadual 266/2004 e e a Lei estadual 5.645/1979 acerca do critério de cálculo das verbas referentes às horas extras e ao adicional noturno, deve ser adotado o critério estabelecido por esta última norma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 727507 AGR / SC tendo em vista o princípio da especialidade, tal como se observa nos seguintes trechos do aresto atacado: “A divergência apontada pelas partes reside, necessariamente, na definição do que é remuneração, adotando o autor o critério estabelecido no art. 4... da Lei Complementar Estadual 266/04 que estabelece que é 'a soma mensal paga ou devida em caráter continuado, como vencimento, salário, subsídios, adicionais, abonos, 13... salário, gratificações incorporáveis, disponibilidade ou reforma e quaisquer outros estipêndios, excluídas as verbas de caráter indenizatórios'. Por outro norte, o réu defende, e já adota este critério ao efetuar os pagamentos aos Policiais Militares, os conceitos estabelecidos no art. 3... da Lei 5.645/79, que determina que 'a remuneração do policial- militar na ativa compreende: I – vencimentos; II – adicional por tempo de serviço; III – adicional de permanência'. Logo, indiscutível a existência de aparente conflito de normas, cabendo ao Julgador estabelecer os critérios que dirimirão a contenda para então definir qual lei será adotada para a solução do conflito. Neste caso, para a análise da matéria, necessário invocar os critérios de especificidade das normas posta em discussão. Vejamos. A Legislação aplicada pelo autor (LCE 266/04) para apontar o equívoco no cálculo das horas extras e adicional noturno tem aplicação específica para cálculo da 'contribuição para o custeio do Regime Previdenciário dos servidores ativos, inativos e pensionistas do Estado de Santa Catarina', ao passo que a Lei utilizada como parâmetro pelo réu (Lei 5.645/79) 'dispõe sobre a remuneração da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina'. Ou seja, muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos Policiais Militares para calcular sua contribuição previdenciária, face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593908. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 727507 AGR / SC tendo em vista o princípio da especialidade, tal como se observa nos seguintes trechos do aresto atacado: “A divergência apontada pelas partes reside, necessariamente, na definição do que é remuneração, adotando o autor o critério estabelecido no art. 4... da Lei Complementar Estadual 266/04 que estabelece que é 'a soma mensal paga ou devida em caráter continuado, como vencimento, salário, subsídios, adicionais, abonos, 13... salário, gratificações incorporáveis, disponibilidade ou reforma e quaisquer outros estipêndios, excluídas as verbas de caráter indenizatórios'. Por outro norte, o réu defende, e já adota este critério ao efetuar os pagamentos aos Policiais Militares, os conceitos estabelecidos no art. 3... da Lei 5.645/79, que determina que 'a remuneração do policial- militar na ativa compreende: I – vencimentos; II – adicional por tempo de serviço; III – adicional de permanência'. Logo, indiscutível a existência de aparente conflito de normas, cabendo ao Julgador estabelecer os critérios que dirimirão a contenda para então definir qual lei será adotada para a solução do conflito. Neste caso, para a análise da matéria, necessário invocar os critérios de especificidade das normas posta em discussão. Vejamos. A Legislação aplicada pelo autor (LCE 266/04) para apontar o equívoco no cálculo das horas extras e adicional noturno tem aplicação específica para cálculo da 'contribuição para o custeio do Regime Previdenciário dos servidores ativos, inativos e pensionistas do Estado de Santa Catarina', ao passo que a Lei utilizada como parâmetro pelo réu (Lei 5.645/79) 'dispõe sobre a remuneração da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina'. Ou seja, muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos Policiais Militares para calcular sua contribuição previdenciária, face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 727507 AGR / SC 5.645/79 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade). Veja-se ainda que, o próprio art. 4... da LCE 266/04 deixa nítida que a especifidade da referida norma serve tão somente para o cálculo da contribuição previdenciária, ao definir que 'entende-se como remuneração ou proventos, para fins desta Lei Complementar, a soma mensal paga ou devida em caráter continuado […]'. Portanto, verifico que razão assiste ao réu em seus critérios de cálculo utilizados para apurar o valor efetivamente devido a título de horas extras e adicional noturno, os quais já são conhecidos e afirmados pelo próprio autor” (fls. 100-101). Desse modo, firmar entendimento diverso implicaria revisão da interpretação conferida àquelas legislações pela instância ordinária, circunstância que torna inviável o recurso nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além do precedente citado na decisão impugnada, menciono, ainda, o AI 789.107-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, cuja ementa segue transcrita: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público distrital. 4. O agravo regimental não atacou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 287. 5. A discussão acerca da matéria de fundo refere-se a suposto conflito de legalidade entre normas locais (Decreto distrital 16.990/95 e Lei distrital 786/94). Necessário rever a interpretação conferida pela origem à mencionada legislação. Impossibilidade. Óbices previstos nas súmulas 280 e 636. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (grifos meus). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593908. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 727507 AGR / SC 5.645/79 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade). Veja-se ainda que, o próprio art. 4... da LCE 266/04 deixa nítida que a especifidade da referida norma serve tão somente para o cálculo da contribuição previdenciária, ao definir que 'entende-se como remuneração ou proventos, para fins desta Lei Complementar, a soma mensal paga ou devida em caráter continuado […]'. Portanto, verifico que razão assiste ao réu em seus critérios de cálculo utilizados para apurar o valor efetivamente devido a título de horas extras e adicional noturno, os quais já são conhecidos e afirmados pelo próprio autor” (fls. 100-101). Desse modo, firmar entendimento diverso implicaria revisão da interpretação conferida àquelas legislações pela instância ordinária, circunstância que torna inviável o recurso nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além do precedente citado na decisão impugnada, menciono, ainda, o AI 789.107-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, cuja ementa segue transcrita: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público distrital. 4. O agravo regimental não atacou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 287. 5. A discussão acerca da matéria de fundo refere-se a suposto conflito de legalidade entre normas locais (Decreto distrital 16.990/95 e Lei distrital 786/94). Necessário rever a interpretação conferida pela origem à mencionada legislação. Impossibilidade. Óbices previstos nas súmulas 280 e 636. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (grifos meus). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3593908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : JOÃO GABRIEL FREITAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : JOÃO SERGIO VALDRIGUES GODOI ARALDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600549 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.507 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : JOÃO GABRIEL FREITAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : JOÃO SERGIO VALDRIGUES GODOI ARALDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600549 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727 . 507", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 727507 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 727507 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727 . 507", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727 . 507", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727 . 507", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727 . 507", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 727507 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 727507 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 727507 AGR / SC 5 . 645 / 79", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AI 789 . 107 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 727507 AGR / SC 5 . 645 / 79", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AI 789 . 107 - AgR / DF", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727 . 507" ], "LEGISLACAO": [ "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 266 / 2004", "LEI ESTADUAL 5 . 645 / 1979", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição ”", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição ”", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar estadual 266 / 2004", "Lei estadual 5 . 645 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar estadual 266 / 2004", "Lei estadual 5 . 645 / 1979", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . da Lei Complementar Estadual", "art . 3 . . . da Lei 5 . 645 / 79", "LCE 266 / 04", "Lei 5 . 645 / 79", "LCE 266 / 04", "Lei 2 Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . da Lei Complementar Estadual 266 / 04", "art . 3 . . . da Lei 5 . 645 / 79", "LCE 266", "Lei 5 . 645 / 79", "LCE 266 / 04", "Lei 2 Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . da", "LCE 266 / 04", "Decreto distrital 16 . 990 / 95", "Lei distrital 786 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . da", "LCE 266 / 04", "Decreto distrital 16 . 990 / 95", "Lei distrital 786 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :OLVEPLAST - OLVEBRA EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA. ADV.(A/S) :MARCOS SEIITI ABE ADV.(A/S) :FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Parcelamento. Tributo declarado inconstitucional. Repetição de indébito. ICMS. Ônus de se comprovar o não repasse do encargo ao contribuinte de fato. Ofensa reflexa e Súmula nº 279. Efeitos confiscatórios dos encargos. Ausência de prequestionamento. Incidência da Súmula nº 282. 1. A jurisprudência da Corte é pacífica em conceber que a repetição de indébito de tributos indiretos é matéria infraconstitucional. Não obstante, a análise do ônus da demonstração do não repasse do encargo ao contribuinte de fato encontra óbice na Súmula nº 279 da Corte. 2. Quanto às supostas violações dos arts. 150, inciso IV; e 192, § 3º, ambos da Constituição Federal, é forçoso reconhecer que não houve um posicionamento de mérito prévio por parte da instância ordinária, o que denota a manifesta ausência de prequestionamento. Deve incidir na espécie a Súmula nº 282 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709428. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 587451 AGR / SP Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709428. Supremo Tribunal Federal AI 587451 AGR / SP Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :OLVEPLAST - OLVEBRA EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA. ADV.(A/S) :MARCOS SEIITI ABE ADV.(A/S) :FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MIISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Olvebra Embalagens Plásticas Ltda. (Olveplast) interpõe tempestivo agravo regimental em face da decisão mediante a qual o eminente Ministro Sepúlveda Pertence negou provimento ao agravo de instrumento. O juízo singular ficou vazado nos seguintes termos: “Agravo de instrumento de decisão que inadmitiu RE, a, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim ementado (f. 330): ‘TRIBUTÁRIO – Declaratória – ICMS – Insurge-se contra: a-) o aumento da alíquota do ICMS , de 17% para 18%, determinado pela Lei 6.374/89 – Inconstitucionalidade declarada pelo STF – Distinção entre ‘contribuinte de fato’ e ‘contribuinte de direito’ – Inexistência de comprovação de que a autora tenha efetivamente suportado o ônus tributário – Correta aplicação do art. 166 do CTN , em consonância com as Súmulas 71 e 546 do STF; b-) o parcelamento administrativo firmado entre a parte e o fisco – Questionamento, posterior, dos ‘acréscimos moratórios’ inseridos no parcelamento, em especial os ‘juros’ e a ‘multa de mora’ em face de ‘denúncia expontânea’ do devedor – Inadmissibilidade – Parte que confessou estar em mora – Acréscimos devidos em decorrência Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709426. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :OLVEPLAST - OLVEBRA EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA. ADV.(A/S) :MARCOS SEIITI ABE ADV.(A/S) :FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MIISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Olvebra Embalagens Plásticas Ltda. (Olveplast) interpõe tempestivo agravo regimental em face da decisão mediante a qual o eminente Ministro Sepúlveda Pertence negou provimento ao agravo de instrumento. O juízo singular ficou vazado nos seguintes termos: “Agravo de instrumento de decisão que inadmitiu RE, a, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim ementado (f. 330): ‘TRIBUTÁRIO – Declaratória – ICMS – Insurge-se contra: a-) o aumento da alíquota do ICMS , de 17% para 18%, determinado pela Lei 6.374/89 – Inconstitucionalidade declarada pelo STF – Distinção entre ‘contribuinte de fato’ e ‘contribuinte de direito’ – Inexistência de comprovação de que a autora tenha efetivamente suportado o ônus tributário – Correta aplicação do art. 166 do CTN , em consonância com as Súmulas 71 e 546 do STF; b-) o parcelamento administrativo firmado entre a parte e o fisco – Questionamento, posterior, dos ‘acréscimos moratórios’ inseridos no parcelamento, em especial os ‘juros’ e a ‘multa de mora’ em face de ‘denúncia expontânea’ do devedor – Inadmissibilidade – Parte que confessou estar em mora – Acréscimos devidos em decorrência Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709426. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 587451 AGR / SP de lei – Inexistência de direito a compensação; e finalmente, c-) contra a exclusão da operação denominada de ‘Cálculo por dentro’ – Incidência do artigo 33 da Lei estadual nº 6.374/89 – Legalidade - Inexistência de ilegalidade ou inconstitucionalidade na sistemática adotada pela Lei nº 6.374/89 – Não violação do princípio da não cumulatividade – Inocorrência de bitributação – Precedentes – Ação improcedente – Recurso não provido.’ Alega o RE violação dos artigos 5º, XXII; 145, § 1º; 150, II e IV; 155, § 2º, I, IV, e V; 167, IV; 192, § 3º, da Constituição Federal. Decido. As peculiaridades concernentes ao parcelamento administrativo são questões infraconstitucionais, de inviável reexame em recurso extraordinário. Quanto à operação cálculo por dentro, o acórdão recorrido ajusta-se ao entendimento do Tribunal, v.g., AAII 397.743-AgR, 14.12.2004, 2ª T., Ellen; 413.753-AgR, 21.09.2004, 1ª T., Eros; e 437.636-AgR, 05.04.2005, 1ª T., Pertence. No mesmo sentido, v.g., RE 212.209, relator M. Aurélio e redator para acórdão Jobim, RTJ 184/729, cuja ementa possui o seguinte teor: ‘Constitucional. Tributário. Base de cálculo do ICMS: inclusão no valor da operação ou da prestação de serviço somado ao próprio tributo. Constitucionalidade. Recurso desprovido.’ Com relação à majoração da alíquota do ICMS de 17% para 18%, não estando comprovado se houve ou não repasse do tributo ao consumidor final, é incabível a restituição dessa diferença: incide, a contrario sensu, o enunciado da Súmula 546: ‘Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte ‘de jure’ não recuperou do contribuinte ‘de facto’ o ‘quantum’ respectivo’. Por fim, o artigo 192, § 3º, da Constituição é impertinente ao caso. Nego provimento ao agravo.” A agravante sustenta haver um erro de premissa no decisum singular. A contribuinte afirma não incorrer no óbice constante do art. 166 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709426. Supremo Tribunal Federal AI 587451 AGR / SP de lei – Inexistência de direito a compensação; e finalmente, c-) contra a exclusão da operação denominada de ‘Cálculo por dentro’ – Incidência do artigo 33 da Lei estadual nº 6.374/89 – Legalidade - Inexistência de ilegalidade ou inconstitucionalidade na sistemática adotada pela Lei nº 6.374/89 – Não violação do princípio da não cumulatividade – Inocorrência de bitributação – Precedentes – Ação improcedente – Recurso não provido.’ Alega o RE violação dos artigos 5º, XXII; 145, § 1º; 150, II e IV; 155, § 2º, I, IV, e V; 167, IV; 192, § 3º, da Constituição Federal. Decido. As peculiaridades concernentes ao parcelamento administrativo são questões infraconstitucionais, de inviável reexame em recurso extraordinário. Quanto à operação cálculo por dentro, o acórdão recorrido ajusta-se ao entendimento do Tribunal, v.g., AAII 397.743-AgR, 14.12.2004, 2ª T., Ellen; 413.753-AgR, 21.09.2004, 1ª T., Eros; e 437.636-AgR, 05.04.2005, 1ª T., Pertence. No mesmo sentido, v.g., RE 212.209, relator M. Aurélio e redator para acórdão Jobim, RTJ 184/729, cuja ementa possui o seguinte teor: ‘Constitucional. Tributário. Base de cálculo do ICMS: inclusão no valor da operação ou da prestação de serviço somado ao próprio tributo. Constitucionalidade. Recurso desprovido.’ Com relação à majoração da alíquota do ICMS de 17% para 18%, não estando comprovado se houve ou não repasse do tributo ao consumidor final, é incabível a restituição dessa diferença: incide, a contrario sensu, o enunciado da Súmula 546: ‘Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte ‘de jure’ não recuperou do contribuinte ‘de facto’ o ‘quantum’ respectivo’. Por fim, o artigo 192, § 3º, da Constituição é impertinente ao caso. Nego provimento ao agravo.” A agravante sustenta haver um erro de premissa no decisum singular. A contribuinte afirma não incorrer no óbice constante do art. 166 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709426. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório AI 587451 AGR / SP do Código Tributário Nacional, uma vez que não pleiteia a repetição do indébito. Sustenta estar vindicando o direito de creditar-se nas quantias pagas indevidamente. Nesse particular, afirma que o direito aos créditos decorre do princípio constitucional da não cumulatividade e que não podem ser apontados óbices de ordem legal para suprimir o creditamento. Destaca que a exclusão da multa moratória é um consectário da denúncia espontânea e que, portanto, tal valor deve ser excluído do montante parcelado. Ao final, ressalta que o acréscimo financeiro de 1,8 % além dos encargos acessórios hodiernos, como juros, multa e correção, tem caráter confiscatório, em manifesta violação do art. 150, inciso IV, da Constituição Federal. É o que cumpre relatar. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709426. Supremo Tribunal Federal AI 587451 AGR / SP do Código Tributário Nacional, uma vez que não pleiteia a repetição do indébito. Sustenta estar vindicando o direito de creditar-se nas quantias pagas indevidamente. Nesse particular, afirma que o direito aos créditos decorre do princípio constitucional da não cumulatividade e que não podem ser apontados óbices de ordem legal para suprimir o creditamento. Destaca que a exclusão da multa moratória é um consectário da denúncia espontânea e que, portanto, tal valor deve ser excluído do montante parcelado. Ao final, ressalta que o acréscimo financeiro de 1,8 % além dos encargos acessórios hodiernos, como juros, multa e correção, tem caráter confiscatório, em manifesta violação do art. 150, inciso IV, da Constituição Federal. É o que cumpre relatar. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709426. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Tenho como irrepreensível a afirmação assentada na decisão vergastada: “[a]s peculiaridades concernentes ao parcelamento administrativo são questões infraconstitucionais, de inviável reexame em recurso extraordinário”. No esteio do decisum singular, ressalto não haver ressonância constitucional quanto às alegações pertinentes ao alcance da denúncia espontânea, naquilo que concerne à multa moratória, nem quanto ao óbice do art. 166 do Código Tributário Nacional. Não obstante, a questão referente à demonstração de não se haver repassado o encargo na repetição de tributos indiretos encontra óbice na Súmula nº 279 deste Supremo Tribunal Federal. Neste sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA SOBRE LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS. NÃO INCIDÊNCIA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PROVAS QUANTO AO REPASSE OU NÃO DO ÔNUS. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ART. 166 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Tenho como irrepreensível a afirmação assentada na decisão vergastada: “[a]s peculiaridades concernentes ao parcelamento administrativo são questões infraconstitucionais, de inviável reexame em recurso extraordinário”. No esteio do decisum singular, ressalto não haver ressonância constitucional quanto às alegações pertinentes ao alcance da denúncia espontânea, naquilo que concerne à multa moratória, nem quanto ao óbice do art. 166 do Código Tributário Nacional. Não obstante, a questão referente à demonstração de não se haver repassado o encargo na repetição de tributos indiretos encontra óbice na Súmula nº 279 deste Supremo Tribunal Federal. Neste sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA SOBRE LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS. NÃO INCIDÊNCIA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PROVAS QUANTO AO REPASSE OU NÃO DO ÔNUS. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ART. 166 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 587451 AGR / SP reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. A análise quanto ao repasse ou não do encargo financeiro, tal como exigido pelo art. 166 do CTN, demanda o reexame do conjunto fático-jurídico. 4. A Súmula 279/STF dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 5. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 6. O acórdão originariamente recorrido assentou: ‘ISS. LOCAÇÃO. BENS MÓVEIS. AUSÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 1º, LXXIX, DO DECRETO 10514/91. REPASSE DO ENCARGO FINACEIRO. TRIBUTO INDIRETO. REPETIÇÃO. IMPROCEDENTE. O objeto social da autora é a locação e a manutenção de máquinas copiadoras, impressoras, multifuncionais, calculadoras e demais equipamentos eletro/eletrônicos para escritórios. A autora funda sua pretensão em precedente do Eg.STF que declarou inconstitucional o item 79 da lista de serviços, anexa ao Decreto-lei 406/68, que tributava tal atividade. Segundo o Eg. STF, a locação de bens móveis, no direito civil, traduz uma obrigação de dar, devendo tal conceito ser aplicado no âmbito do direito tributário, consoante a previsão do art. 110 do CTN. Desse modo, não seria possível a incidência, sobre essa atividade, do Imposto sobre Serviços que tem por objeto a prestação de serviços a qual exprime uma obrigação de fazer. Não há mais o amparo legal no Decreto-lei 406/48 a embasar a incidência do ISS sobre locação de bens móveis na lei municipal. Reconhecida a inconstitucionalidade da tributação, em tese, há o direito do contribuinte à repetição de indébito. O Órgão Especial deste Tribunal de Justiça no julgamento da Argüição de Inconstitucionalidade nº 7/2006 entendeu pela 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Supremo Tribunal Federal AI 587451 AGR / SP reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. A análise quanto ao repasse ou não do encargo financeiro, tal como exigido pelo art. 166 do CTN, demanda o reexame do conjunto fático-jurídico. 4. A Súmula 279/STF dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 5. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 6. O acórdão originariamente recorrido assentou: ‘ISS. LOCAÇÃO. BENS MÓVEIS. AUSÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 1º, LXXIX, DO DECRETO 10514/91. REPASSE DO ENCARGO FINACEIRO. TRIBUTO INDIRETO. REPETIÇÃO. IMPROCEDENTE. O objeto social da autora é a locação e a manutenção de máquinas copiadoras, impressoras, multifuncionais, calculadoras e demais equipamentos eletro/eletrônicos para escritórios. A autora funda sua pretensão em precedente do Eg.STF que declarou inconstitucional o item 79 da lista de serviços, anexa ao Decreto-lei 406/68, que tributava tal atividade. Segundo o Eg. STF, a locação de bens móveis, no direito civil, traduz uma obrigação de dar, devendo tal conceito ser aplicado no âmbito do direito tributário, consoante a previsão do art. 110 do CTN. Desse modo, não seria possível a incidência, sobre essa atividade, do Imposto sobre Serviços que tem por objeto a prestação de serviços a qual exprime uma obrigação de fazer. Não há mais o amparo legal no Decreto-lei 406/48 a embasar a incidência do ISS sobre locação de bens móveis na lei municipal. Reconhecida a inconstitucionalidade da tributação, em tese, há o direito do contribuinte à repetição de indébito. O Órgão Especial deste Tribunal de Justiça no julgamento da Argüição de Inconstitucionalidade nº 7/2006 entendeu pela 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 587451 AGR / SP inconstitucionalidade do artigo 1º, LXXIX, do Decreto 10514/91, do Município do Rio de Janeiro. Destaque-se a incidência da regra do art.166 do CTN, nos casos de repetição de pagamento de tributo indireto, assim entendido como aquele em que há o repasse do ônus tributário ao contribuinte de fato, ou seja, ao consumidor final do serviço. In casu, consoante reiterada jurisprudência do STJ, o ISS assume feição de tributo indireto quando incide sobre a locação de bens móveis. Daí se infere a ilegitimidade da autora para pleitear a repetição do tributo pago indevidamente, pois a regra do art.166 determina que: ‘a restituição de tributos que comportem por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la.’ No caso concreto, não houve o cumprimento dos requisitos da lei, sendo improcedente o pedido de repetição. PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO. 7. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 829.292/RJ-AgR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/4/12). “RECURSO. Embargos de divergência. Ausência de similitude fática entre o acórdão paradigma e o acórdão recorrido. Embargos não conhecidos. Cabem embargos de divergência à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário desta Corte, desde que tratem ambos do mesmo thema decidendum. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Tributo. Repetição de indébito. Comprovação de não ter sido transferido o encargo financeiro. Art. 166 do CTN. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. Jurisprudência da Corte. Não comprovação da divergência. Embargos de divergência não conhecidos. A análise da demonstração da assunção do encargo financeiro ou a existência de expressa autorização do contribuinte de fato, para fins de restituição de tributos (art. 166 do CTN), demanda o reexame de fatos e provas” (AI nº 500.324/SP-AgR-EDv, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Supremo Tribunal Federal AI 587451 AGR / SP inconstitucionalidade do artigo 1º, LXXIX, do Decreto 10514/91, do Município do Rio de Janeiro. Destaque-se a incidência da regra do art.166 do CTN, nos casos de repetição de pagamento de tributo indireto, assim entendido como aquele em que há o repasse do ônus tributário ao contribuinte de fato, ou seja, ao consumidor final do serviço. In casu, consoante reiterada jurisprudência do STJ, o ISS assume feição de tributo indireto quando incide sobre a locação de bens móveis. Daí se infere a ilegitimidade da autora para pleitear a repetição do tributo pago indevidamente, pois a regra do art.166 determina que: ‘a restituição de tributos que comportem por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la.’ No caso concreto, não houve o cumprimento dos requisitos da lei, sendo improcedente o pedido de repetição. PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO. 7. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 829.292/RJ-AgR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/4/12). “RECURSO. Embargos de divergência. Ausência de similitude fática entre o acórdão paradigma e o acórdão recorrido. Embargos não conhecidos. Cabem embargos de divergência à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário desta Corte, desde que tratem ambos do mesmo thema decidendum. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Tributo. Repetição de indébito. Comprovação de não ter sido transferido o encargo financeiro. Art. 166 do CTN. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. Jurisprudência da Corte. Não comprovação da divergência. Embargos de divergência não conhecidos. A análise da demonstração da assunção do encargo financeiro ou a existência de expressa autorização do contribuinte de fato, para fins de restituição de tributos (art. 166 do CTN), demanda o reexame de fatos e provas” (AI nº 500.324/SP-AgR-EDv, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 587451 AGR / SP Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno, julgado em 2/12/10, DJe de 1º/2/11). Quanto às supostas violações dos arts. 150, inciso IV; e 192, § 3º, ambos da Constituição Federal, verifico que não houve um posicionamento de mérito prévio por parte da instância ordinária, o que denota a manifesta ausência de prequestionamento. Deve incidir na espécie a Súmula nº 282 desta Corte. Ante o exposto, firme nas diretrizes jurisprudenciais colacionadas, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Supremo Tribunal Federal AI 587451 AGR / SP Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno, julgado em 2/12/10, DJe de 1º/2/11). Quanto às supostas violações dos arts. 150, inciso IV; e 192, § 3º, ambos da Constituição Federal, verifico que não houve um posicionamento de mérito prévio por parte da instância ordinária, o que denota a manifesta ausência de prequestionamento. Deve incidir na espécie a Súmula nº 282 desta Corte. Ante o exposto, firme nas diretrizes jurisprudenciais colacionadas, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : OLVEPLAST - OLVEBRA EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA. ADV.(A/S) : MARCOS SEIITI ABE ADV.(A/S) : FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604707 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : OLVEPLAST - OLVEBRA EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA. ADV.(A/S) : MARCOS SEIITI ABE ADV.(A/S) : FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604707 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3757183
2013-03-19T00:00:00
2013-05-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Parcelamento. Tributo declarado inconstitucional. Repetição de indébito. ICMS. Ônus de se comprovar o não repasse do encargo ao contribuinte de fato. Ofensa reflexa e Súmula nº 279. Efeitos confiscatórios dos encargos. Ausência de prequestionamento. Incidência da Súmula nº 282. 1. A jurisprudência da Corte é pacífica em conceber que a repetição de indébito de tributos indiretos é matéria infraconstitucional. Não obstante, a análise do ônus da demonstração do não repasse do encargo ao contribuinte de fato encontra óbice na Súmula nº 279 da Corte. 2. Quanto às supostas violações dos arts. 150, inciso IV; e 192, § 3º, ambos da Constituição Federal, é forçoso reconhecer que não houve um posicionamento de mérito prévio por parte da instância ordinária, o que denota a manifesta ausência de prequestionamento. Deve incidir na espécie a Súmula nº 282 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido.
sjur229768
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, TRIBUTO, REPETIÇÃO DE INDÉBITO) AI 829292 AgR-AgR (1ªT), AI 500324 AgR-EDv (TP). Número de páginas: 10. Análise: 29/05/2013, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
587451
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00150 INC-00004 ART-00192 PAR-00003\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 587451 AgR
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AGTE.(S) : OLVEPLAST - OLVEBRA EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA. ADV.(A/S) : MARCOS SEIITI ABE ADV.(A/S) : FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :OLVEPLAST - OLVEBRA EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA. ADV.(A/S) :MARCOS SEIITI ABE ADV.(A/S) :FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Parcelamento. Tributo declarado inconstitucional. Repetição de indébito. ICMS. Ônus de se comprovar o não repasse do encargo ao contribuinte de fato. Ofensa reflexa e Súmula n 279. Efeitos confiscatórios dos encargos. Ausência de prequestionamento. Incidência da Súmula n 282. 1. A jurisprudência da Corte é pacífica em conceber que a repetição de indébito de tributos indiretos é matéria infraconstitucional. Não obstante, a análise do ônus da demonstração do não repasse do encargo ao contribuinte de fato encontra óbice na Súmula n 279 da Corte. 2. Quanto às supostas violações dos arts. 150, inciso IV; e 192, § 3..., ambos da Constituição Federal, é forçoso reconhecer que não houve um posicionamento de mérito prévio por parte da instância ordinária, o que denota a manifesta ausência de prequestionamento. Deve incidir na espécie a Súmula n 282 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709428. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 587451 AGR / SP Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709428. Supremo Tribunal Federal AI 587451 AGR / SP Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :OLVEPLAST - OLVEBRA EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA. ADV.(A/S) :MARCOS SEIITI ABE ADV.(A/S) :FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MIISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Olvebra Embalagens Plásticas Ltda. (Olveplast) interpõe tempestivo agravo regimental em face da decisão mediante a qual o eminente Ministro Sepúlveda Pertence negou provimento ao agravo de instrumento. O juízo singular ficou vazado nos seguintes termos: “Agravo de instrumento de decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário, a, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim ementado (f. 330): ‘TRIBUTÁRIO – Declaratória – ICMS – Insurge-se contra: a-) o aumento da alíquota do ICMS , de 17% para 18%, determinado pela Lei 6.374/89 – Inconstitucionalidade declarada pelo Supremo Tribunal Federal – Distinção entre ‘contribuinte de fato’ e ‘contribuinte de direito’ – Inexistência de comprovação de que a autora tenha efetivamente suportado o ônus tributário – Correta aplicação do art. 166 do CTN , em consonância com as Súmulas 71 e 546 do Supremo Tribunal Federal; b-) o parcelamento administrativo firmado entre a parte e o fisco – Questionamento, posterior, dos ‘acréscimos moratórios’ inseridos no parcelamento, em especial os ‘juros’ e a ‘multa de mora’ em face de ‘denúncia expontânea’ do devedor – Inadmissibilidade – Parte que confessou estar em mora – Acréscimos devidos em decorrência Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709426. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :OLVEPLAST - OLVEBRA EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA. ADV.(A/S) :MARCOS SEIITI ABE ADV.(A/S) :FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MIISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Olvebra Embalagens Plásticas Ltda. (Olveplast) interpõe tempestivo agravo regimental em face da decisão mediante a qual o eminente Ministro Sepúlveda Pertence negou provimento ao agravo de instrumento. O juízo singular ficou vazado nos seguintes termos: “Agravo de instrumento de decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário, a, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim ementado (f. 330): ‘TRIBUTÁRIO – Declaratória – ICMS – Insurge-se contra: a-) o aumento da alíquota do ICMS , de 17% para 18%, determinado pela Lei 6.374/89 – Inconstitucionalidade declarada pelo Supremo Tribunal Federal – Distinção entre ‘contribuinte de fato’ e ‘contribuinte de direito’ – Inexistência de comprovação de que a autora tenha efetivamente suportado o ônus tributário – Correta aplicação do art. 166 do CTN , em consonância com as Súmulas 71 e 546 do Supremo Tribunal Federal; b-) o parcelamento administrativo firmado entre a parte e o fisco – Questionamento, posterior, dos ‘acréscimos moratórios’ inseridos no parcelamento, em especial os ‘juros’ e a ‘multa de mora’ em face de ‘denúncia expontânea’ do devedor – Inadmissibilidade – Parte que confessou estar em mora – Acréscimos devidos em decorrência Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709426. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 587451 AGR / SP de lei – Inexistência de direito a compensação; e finalmente, c-) contra a exclusão da operação denominada de ‘Cálculo por dentro’ – Incidência do artigo 33 da Lei estadual n 6.374/89 – Legalidade - Inexistência de ilegalidade ou inconstitucionalidade na sistemática adotada pela Lei n 6.374/89 – Não violação do princípio da não cumulatividade – Inocorrência de bitributação – Precedentes – Ação improcedente – Recurso não provido.’ Alega o Recurso Extraordinário violação dos artigos 5..., XXII; 145, § 1...; 150, II e IV; 155, § 2..., I, IV, e V; 167, IV; 192, § 3..., da Constituição Federal. Decido. As peculiaridades concernentes ao parcelamento administrativo são questões infraconstitucionais, de inviável reexame em recurso extraordinário. Quanto à operação cálculo por dentro, o acórdão recorrido ajusta-se ao entendimento do Tribunal, v.g., AAII 397.743-AgR, 14.12.2004, 2... T., Ellen; 413.753-AgR, 21.09.2004, 1... T., Eros; e 437.636-AgR, 05.04.2005, 1... T., Pertence. No mesmo sentido, v.g., Recurso Extraordinário 212.209, relator M. Aurélio e redator para acórdão Jobim, RTJ 184/729, cuja ementa possui o seguinte teor: ‘Constitucional. Tributário. Base de cálculo do ICMS: inclusão no valor da operação ou da prestação de serviço somado ao próprio tributo. Constitucionalidade. Recurso desprovido.’ Com relação à majoração da alíquota do ICMS de 17% para 18%, não estando comprovado se houve ou não repasse do tributo ao consumidor final, é incabível a restituição dessa diferença: incide, a contrario sensu, o enunciado da Súmula 546: ‘Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte ‘de jure’ não recuperou do contribuinte ‘de facto’ o ‘quantum’ respectivo’. Por fim, o artigo 192, § 3..., da Constituição é impertinente ao caso. Nego provimento ao agravo.” A agravante sustenta haver um erro de premissa no decisum singular. A contribuinte afirma não incorrer no óbice constante do art. 166 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709426. Supremo Tribunal Federal AI 587451 AGR / SP de lei – Inexistência de direito a compensação; e finalmente, c-) contra a exclusão da operação denominada de ‘Cálculo por dentro’ – Incidência do artigo 33 da Lei estadual n 6.374/89 – Legalidade - Inexistência de ilegalidade ou inconstitucionalidade na sistemática adotada pela Lei n 6.374/89 – Não violação do princípio da não cumulatividade – Inocorrência de bitributação – Precedentes – Ação improcedente – Recurso não provido.’ Alega o Recurso Extraordinário violação dos artigos 5..., XXII; 145, § 1...; 150, II e IV; 155, § 2..., I, IV, e V; 167, IV; 192, § 3..., da Constituição Federal. Decido. As peculiaridades concernentes ao parcelamento administrativo são questões infraconstitucionais, de inviável reexame em recurso extraordinário. Quanto à operação cálculo por dentro, o acórdão recorrido ajusta-se ao entendimento do Tribunal, v.g., AAII 397.743-AgR, 14.12.2004, 2... T., Ellen; 413.753-AgR, 21.09.2004, 1... T., Eros; e 437.636-AgR, 05.04.2005, 1... T., Pertence. No mesmo sentido, v.g., Recurso Extraordinário 212.209, relator M. Aurélio e redator para acórdão Jobim, RTJ 184/729, cuja ementa possui o seguinte teor: ‘Constitucional. Tributário. Base de cálculo do ICMS: inclusão no valor da operação ou da prestação de serviço somado ao próprio tributo. Constitucionalidade. Recurso desprovido.’ Com relação à majoração da alíquota do ICMS de 17% para 18%, não estando comprovado se houve ou não repasse do tributo ao consumidor final, é incabível a restituição dessa diferença: incide, a contrario sensu, o enunciado da Súmula 546: ‘Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte ‘de jure’ não recuperou do contribuinte ‘de facto’ o ‘quantum’ respectivo’. Por fim, o artigo 192, § 3..., da Constituição é impertinente ao caso. Nego provimento ao agravo.” A agravante sustenta haver um erro de premissa no decisum singular. A contribuinte afirma não incorrer no óbice constante do art. 166 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709426. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório AI 587451 AGR / SP do Código Tributário Nacional, uma vez que não pleiteia a repetição do indébito. Sustenta estar vindicando o direito de creditar-se nas quantias pagas indevidamente. Nesse particular, afirma que o direito aos créditos decorre do princípio constitucional da não cumulatividade e que não podem ser apontados óbices de ordem legal para suprimir o creditamento. Destaca que a exclusão da multa moratória é um consectário da denúncia espontânea e que, portanto, tal valor deve ser excluído do montante parcelado. Ao final, ressalta que o acréscimo financeiro de 1,8 % além dos encargos acessórios hodiernos, como juros, multa e correção, tem caráter confiscatório, em manifesta violação do art. 150, inciso IV, da Constituição Federal. É o que cumpre relatar. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709426. Supremo Tribunal Federal AI 587451 AGR / SP do Código Tributário Nacional, uma vez que não pleiteia a repetição do indébito. Sustenta estar vindicando o direito de creditar-se nas quantias pagas indevidamente. Nesse particular, afirma que o direito aos créditos decorre do princípio constitucional da não cumulatividade e que não podem ser apontados óbices de ordem legal para suprimir o creditamento. Destaca que a exclusão da multa moratória é um consectário da denúncia espontânea e que, portanto, tal valor deve ser excluído do montante parcelado. Ao final, ressalta que o acréscimo financeiro de 1,8 % além dos encargos acessórios hodiernos, como juros, multa e correção, tem caráter confiscatório, em manifesta violação do art. 150, inciso IV, da Constituição Federal. É o que cumpre relatar. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709426. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Tenho como irrepreensível a afirmação assentada na decisão vergastada: “[a]s peculiaridades concernentes ao parcelamento administrativo são questões infraconstitucionais, de inviável reexame em recurso extraordinário”. No esteio do decisum singular, ressalto não haver ressonância constitucional quanto às alegações pertinentes ao alcance da denúncia espontânea, naquilo que concerne à multa moratória, nem quanto ao óbice do art. 166 do Código Tributário Nacional. Não obstante, a questão referente à demonstração de não se haver repassado o encargo na repetição de tributos indiretos encontra óbice na Súmula n 279 deste Supremo Tribunal Federal. Neste sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA SOBRE LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS. NÃO INCIDÊNCIA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PROVAS QUANTO AO REPASSE OU NÃO DO ÔNUS. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ART. 166 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Tenho como irrepreensível a afirmação assentada na decisão vergastada: “[a]s peculiaridades concernentes ao parcelamento administrativo são questões infraconstitucionais, de inviável reexame em recurso extraordinário”. No esteio do decisum singular, ressalto não haver ressonância constitucional quanto às alegações pertinentes ao alcance da denúncia espontânea, naquilo que concerne à multa moratória, nem quanto ao óbice do art. 166 do Código Tributário Nacional. Não obstante, a questão referente à demonstração de não se haver repassado o encargo na repetição de tributos indiretos encontra óbice na Súmula n 279 deste Supremo Tribunal Federal. Neste sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA SOBRE LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS. NÃO INCIDÊNCIA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PROVAS QUANTO AO REPASSE OU NÃO DO ÔNUS. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ART. 166 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 587451 AGR / SP reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. A análise quanto ao repasse ou não do encargo financeiro, tal como exigido pelo art. 166 do CTN, demanda o reexame do conjunto fático-jurídico. 4. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 5. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 6. O acórdão originariamente recorrido assentou: ‘ISS. LOCAÇÃO. BENS MÓVEIS. AUSÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 1..., LXXIX, DO DECRETO 10514/91. REPASSE DO ENCARGO FINACEIRO. TRIBUTO INDIRETO. REPETIÇÃO. IMPROCEDENTE. O objeto social da autora é a locação e a manutenção de máquinas copiadoras, impressoras, multifuncionais, calculadoras e demais equipamentos eletro/eletrônicos para escritórios. A autora funda sua pretensão em precedente do Eg.Supremo Tribunal Federal que declarou inconstitucional o item 79 da lista de serviços, anexa ao Decreto-lei 406/68, que tributava tal atividade. Segundo o Eg. Supremo Tribunal Federal, a locação de bens móveis, no direito civil, traduz uma obrigação de dar, devendo tal conceito ser aplicado no âmbito do direito tributário, consoante a previsão do art. 110 do CTN. Desse modo, não seria possível a incidência, sobre essa atividade, do Imposto sobre Serviços que tem por objeto a prestação de serviços a qual exprime uma obrigação de fazer. Não há mais o amparo legal no Decreto-lei 406/48 a embasar a incidência do ISS sobre locação de bens móveis na lei municipal. Reconhecida a inconstitucionalidade da tributação, em tese, há o direito do contribuinte à repetição de indébito. O Órgão Especial deste Tribunal de Justiça no julgamento da Argüição de Inconstitucionalidade n 7/2006 entendeu pela 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Supremo Tribunal Federal AI 587451 AGR / SP reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. A análise quanto ao repasse ou não do encargo financeiro, tal como exigido pelo art. 166 do CTN, demanda o reexame do conjunto fático-jurídico. 4. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 5. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 6. O acórdão originariamente recorrido assentou: ‘ISS. LOCAÇÃO. BENS MÓVEIS. AUSÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 1..., LXXIX, DO DECRETO 10514/91. REPASSE DO ENCARGO FINACEIRO. TRIBUTO INDIRETO. REPETIÇÃO. IMPROCEDENTE. O objeto social da autora é a locação e a manutenção de máquinas copiadoras, impressoras, multifuncionais, calculadoras e demais equipamentos eletro/eletrônicos para escritórios. A autora funda sua pretensão em precedente do Eg.Supremo Tribunal Federal que declarou inconstitucional o item 79 da lista de serviços, anexa ao Decreto-lei 406/68, que tributava tal atividade. Segundo o Eg. Supremo Tribunal Federal, a locação de bens móveis, no direito civil, traduz uma obrigação de dar, devendo tal conceito ser aplicado no âmbito do direito tributário, consoante a previsão do art. 110 do CTN. Desse modo, não seria possível a incidência, sobre essa atividade, do Imposto sobre Serviços que tem por objeto a prestação de serviços a qual exprime uma obrigação de fazer. Não há mais o amparo legal no Decreto-lei 406/48 a embasar a incidência do ISS sobre locação de bens móveis na lei municipal. Reconhecida a inconstitucionalidade da tributação, em tese, há o direito do contribuinte à repetição de indébito. O Órgão Especial deste Tribunal de Justiça no julgamento da Argüição de Inconstitucionalidade n 7/2006 entendeu pela 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 587451 AGR / SP inconstitucionalidade do artigo 1..., LXXIX, do Decreto 10514/91, do Município do Rio de Janeiro. Destaque-se a incidência da regra do art.166 do CTN, nos casos de repetição de pagamento de tributo indireto, assim entendido como aquele em que há o repasse do ônus tributário ao contribuinte de fato, ou seja, ao consumidor final do serviço. In casu, consoante reiterada jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, o ISS assume feição de tributo indireto quando incide sobre a locação de bens móveis. Daí se infere a ilegitimidade da autora para pleitear a repetição do tributo pago indevidamente, pois a regra do art.166 determina que: ‘a restituição de tributos que comportem por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la.’ No caso concreto, não houve o cumprimento dos requisitos da lei, sendo improcedente o pedido de repetição. PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO. 7. Agravo Regimental desprovido” (AI n 829.292/RJ-AgR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/4/12). “RECURSO. Embargos de divergência. Ausência de similitude fática entre o acórdão paradigma e o acórdão recorrido. Embargos não conhecidos. Cabem embargos de divergência à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário desta Corte, desde que tratem ambos do mesmo thema decidendum. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Tributo. Repetição de indébito. Comprovação de não ter sido transferido o encargo financeiro. Art. 166 do CTN. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. Jurisprudência da Corte. Não comprovação da divergência. Embargos de divergência não conhecidos. A análise da demonstração da assunção do encargo financeiro ou a existência de expressa autorização do contribuinte de fato, para fins de restituição de tributos (art. 166 do CTN), demanda o reexame de fatos e provas” (AI n 500.324/SP-AgR-EDv, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Supremo Tribunal Federal AI 587451 AGR / SP inconstitucionalidade do artigo 1..., LXXIX, do Decreto 10514/91, do Município do Rio de Janeiro. Destaque-se a incidência da regra do art.166 do CTN, nos casos de repetição de pagamento de tributo indireto, assim entendido como aquele em que há o repasse do ônus tributário ao contribuinte de fato, ou seja, ao consumidor final do serviço. In casu, consoante reiterada jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, o ISS assume feição de tributo indireto quando incide sobre a locação de bens móveis. Daí se infere a ilegitimidade da autora para pleitear a repetição do tributo pago indevidamente, pois a regra do art.166 determina que: ‘a restituição de tributos que comportem por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la.’ No caso concreto, não houve o cumprimento dos requisitos da lei, sendo improcedente o pedido de repetição. PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO. 7. Agravo Regimental desprovido” (AI n 829.292/RJ-AgR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/4/12). “RECURSO. Embargos de divergência. Ausência de similitude fática entre o acórdão paradigma e o acórdão recorrido. Embargos não conhecidos. Cabem embargos de divergência à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário desta Corte, desde que tratem ambos do mesmo thema decidendum. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Tributo. Repetição de indébito. Comprovação de não ter sido transferido o encargo financeiro. Art. 166 do CTN. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. Jurisprudência da Corte. Não comprovação da divergência. Embargos de divergência não conhecidos. A análise da demonstração da assunção do encargo financeiro ou a existência de expressa autorização do contribuinte de fato, para fins de restituição de tributos (art. 166 do CTN), demanda o reexame de fatos e provas” (AI n 500.324/SP-AgR-EDv, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709425. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 587451 AGR / SP Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno, julgado em 2/12/10, DJe de 1.../2/11). Quanto às supostas violações dos arts. 150, inciso IV; e 192, § 3..., ambos da Constituição Federal, verifico que não houve um posicionamento de mérito prévio por parte da instância ordinária, o que denota a manifesta ausência de prequestionamento. Deve incidir na espécie a Súmula n 282 desta Corte. Ante o exposto, firme nas diretrizes jurisprudenciais colacionadas, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : OLVEPLAST - OLVEBRA EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA. ADV.(A/S) : MARCOS SEIITI ABE ADV.(A/S) : FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604707 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 587.451 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : OLVEPLAST - OLVEBRA EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA. ADV.(A/S) : MARCOS SEIITI ABE ADV.(A/S) : FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604707 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 587 . 451", "Súmula n 279 da Corte", "Súmula n 282 desta Corte", "AI 587451 AGR / SP", "AI 587451 AGR / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 587 . 451", "Súmulas 71", "Súmulas 71", "AI 587451 AGR / SP", "AAII 397 . 743 -", "Recurso Extraordinário 212 . 209", "Súmula 546", "AI 587451 AGR / SP", "AAII 397 . 743 -", "AgR", "413", ".", "753", "-", "AgR", "437", ".", "636", "-", "AgR", "Recurso Extraordinário 212 . 209", "RTJ 184 / 729", "AI 587451 AGR / SP", "AI 587451 AGR / SP do Código Tributário", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 587 . 451", "Súmula n 279 deste Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 587 .", "Súmula n 279 deste Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI 587451 AGR / SP", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Argüição de Inconstitucionalidade n 7 / 2006", "AI 587451 AGR / SP", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Argüição de Inconstitucionalidade n 7 / 2006", "AI 587451 AGR / SP", "AI n 829 . 292 / RJ - AgR - AgR", "AI n 500 . 324 / SP - AgR -", "AI 587451 AGR / SP", "AI n 829 . 292 / RJ - AgR - AgR", "AI n 500 . 324 / SP - AgR", "AI 587451 AGR / SP", "Súmula n 282 desta Corte", "AI 587451 AGR / SP", "Súmula n 282 desta Corte", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 587 . 451", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 587 . 451" ], "LEGISLACAO": [ "arts . 150 , inciso IV ; 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Órgão Especial deste Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Órgão Especial", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "OLVEPLAST", "-", "OLVEBRA EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA .", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "OLVEPLAST", "-", "OLVEBRA EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA .", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "MARCOS SEIITI ABE", "FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARCOS SEIITI ABE", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "MARCOS SEIITI ABE", "FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Aurélio", "Jobim", "Ellen", "Eros", "Pertence", "Aurélio", "Jobim", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "DIAS TOFFOLI", "MARCOS SEIITI ABE", "FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "MARCOS SEIITI ABE", "FERNANDA GADELHA ARAÚJO LIMA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2004", "21", ".", "09", ".", "2004", "05", ".", "04", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2004", "21", ".", "09", ".", "2004", "05", ".", "04", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "02", ".", "11", "15", ".", "03", ".", "11", "18", ".", "03", ".", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "02", ".", "11", "15", ".", "03", ".", "11", "18", ".", "03", ".", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "4", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "4", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "12", "/", "10", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "12", "/", "10", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :DOUGLAS BAPTISTA IMPTE.(S) :ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. SEQUESTRO. DUPLO HOMICÍDIO QUALIFICADO. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. OCULTAÇÃO DE CADÁVER. ALEGAÇÃO DE DEMORA NA FORMAÇÃO DA CULPA. RÉU PRONUNCIADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO. ADVENTO DA SENTENÇA DE PRONÚNCIA. EXCESSO DE PRAZO CONFIGURADO. ORDEM CONCEDIDA. 1. O excesso de prazo da prisão em razão da demora no julgamento do processo-crime, sem que a ela possa ser imputada a desídia da defesa do segundo Paciente, configura constrangimento ilegal à liberdade de locomoção. 2. Ordem concedida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551662. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :DOUGLAS BAPTISTA IMPTE.(S) :ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas Corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA, estudante de Direito, em favor de DOUGLAS BAPTISTA, contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou o Habeas Corpus n. 180.357. 2. Expõe a denúncia que “no dia 25 de dezembro de 2003, por volta das 16h15min, no Dique do Sambaiatuba, Viela nº 5, no município de São Vicente, DOUGLAS BAPTISTA, agindo previamente ajustado e com identidade de propósitos com Ivan Batista Fonseca”, privaram a liberdade de duas crianças, Nathaly Jennifer Ribeiro e Náila de Jesus, ambas com 5 anos de idade, mediante sequestro. Afirma-se, também, que o Paciente teria constrangido uma das vítimas, “mediante violência real e presumida em razão da idade, a com ele praticar conjunção carnal”. Posteriormente, o Paciente, e o corréu, “por motivo torpe, com emprego de asfixia, mediante dissimulação e recurso que tornou impossível a defesa da vítima, matou” as vítimas “com emprego de asfixia, mediante dissimulação e recurso que tornou impossível a defesa (...), bem como para assegurar a ocultação e a impunidade do outro homicídio”. De acordo com a inicial acusatória, o motivo do crime teria sido um desentendimento entre os corréus com a mãe de uma das vítimas. O Paciente foi denunciado “como incurso no art. 148, caput, c.c. art. 61, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :DOUGLAS BAPTISTA IMPTE.(S) :ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas Corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA, estudante de Direito, em favor de DOUGLAS BAPTISTA, contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou o Habeas Corpus n. 180.357. 2. Expõe a denúncia que “no dia 25 de dezembro de 2003, por volta das 16h15min, no Dique do Sambaiatuba, Viela nº 5, no município de São Vicente, DOUGLAS BAPTISTA, agindo previamente ajustado e com identidade de propósitos com Ivan Batista Fonseca”, privaram a liberdade de duas crianças, Nathaly Jennifer Ribeiro e Náila de Jesus, ambas com 5 anos de idade, mediante sequestro. Afirma-se, também, que o Paciente teria constrangido uma das vítimas, “mediante violência real e presumida em razão da idade, a com ele praticar conjunção carnal”. Posteriormente, o Paciente, e o corréu, “por motivo torpe, com emprego de asfixia, mediante dissimulação e recurso que tornou impossível a defesa da vítima, matou” as vítimas “com emprego de asfixia, mediante dissimulação e recurso que tornou impossível a defesa (...), bem como para assegurar a ocultação e a impunidade do outro homicídio”. De acordo com a inicial acusatória, o motivo do crime teria sido um desentendimento entre os corréus com a mãe de uma das vítimas. O Paciente foi denunciado “como incurso no art. 148, caput, c.c. art. 61, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório HC 109128 / SP inciso II, alínea h (por duas vezes), ambos do Código Penal, no artigo 213, c.c. o artigo 224, a, ambos da Lei Substantiva Penal, combinados com o artigo 9º, da Lei nº. 8.072/90, no artigo 121, § 2º, incisos I, III e IV, e § 4º, parte final, do Código Penal (em relação à vítima Nathaly), no artigo 121, § 2º, incisos III, IV e V, e § 4º, parte final, do Código Penal (quanto à Nájila), e no artigo 211, c.c. O artigo 61, inciso II, alínea h, ambos do Estatuto Repressivo Penal (por duas vezes), todos os dispositivos legais combinados com o artigo 69, caput, do Código Penal”. 3. Segundo os autos, em 30.12.2003, o Juízo da Comarca de São Vicente – SP decretou a prisão temporária do Paciente, que, em 26.2.2004, foi convertida em prisão preventiva. 4. Em 9.2.2010, o Paciente foi pronunciado “como incurso nas penas do art. 121, § 2º, I, III e IV e § 4º, parte final, todos do Código Penal, em relação à Nathaly, e a prática do delito capitulado no art. 121, § 2º, III, IV e V, e § 4º, parte final, todos do Código Penal, em relação à Nájila, bem como dos crimes conexos de 'Sequestro' (por duas vezes), de 'Estupro' e de 'Ocultação de cadáver' (por duas vezes)”. 5. Em 29.7.2010, o Tribunal de Justiça de São Paulo denegou a ordem do Habeas Corpus n. 990.10.211337-0, lá impetrado, nos termos do voto condutor do acórdão, verbis: “(...) Trata-se de Habeas Corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício do paciente acima nomeado, que estaria sofrendo constrangimento ilegal derivado de estar preso, suportando excesso de prazo na formação da culpa, nos autos do processo que responde na 1ª Vara da Comarca de Itanhaém. O feito foi regularmente processado e a liminar acabou sendo denegada. É o relatório. A questão posta é simples, não permitindo que se faça maiores digressões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP inciso II, alínea h (por duas vezes), ambos do Código Penal, no artigo 213, c.c. o artigo 224, a, ambos da Lei Substantiva Penal, combinados com o artigo 9º, da Lei nº. 8.072/90, no artigo 121, § 2º, incisos I, III e IV, e § 4º, parte final, do Código Penal (em relação à vítima Nathaly), no artigo 121, § 2º, incisos III, IV e V, e § 4º, parte final, do Código Penal (quanto à Nájila), e no artigo 211, c.c. O artigo 61, inciso II, alínea h, ambos do Estatuto Repressivo Penal (por duas vezes), todos os dispositivos legais combinados com o artigo 69, caput, do Código Penal”. 3. Segundo os autos, em 30.12.2003, o Juízo da Comarca de São Vicente – SP decretou a prisão temporária do Paciente, que, em 26.2.2004, foi convertida em prisão preventiva. 4. Em 9.2.2010, o Paciente foi pronunciado “como incurso nas penas do art. 121, § 2º, I, III e IV e § 4º, parte final, todos do Código Penal, em relação à Nathaly, e a prática do delito capitulado no art. 121, § 2º, III, IV e V, e § 4º, parte final, todos do Código Penal, em relação à Nájila, bem como dos crimes conexos de 'Sequestro' (por duas vezes), de 'Estupro' e de 'Ocultação de cadáver' (por duas vezes)”. 5. Em 29.7.2010, o Tribunal de Justiça de São Paulo denegou a ordem do Habeas Corpus n. 990.10.211337-0, lá impetrado, nos termos do voto condutor do acórdão, verbis: “(...) Trata-se de Habeas Corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício do paciente acima nomeado, que estaria sofrendo constrangimento ilegal derivado de estar preso, suportando excesso de prazo na formação da culpa, nos autos do processo que responde na 1ª Vara da Comarca de Itanhaém. O feito foi regularmente processado e a liminar acabou sendo denegada. É o relatório. A questão posta é simples, não permitindo que se faça maiores digressões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 109128 / SP Com efeito, a solução do caso deflui do próprio enunciado da Súmula nº 21, do STJ: ‘PRONUNCIADO O RÉU, FICA SUPERADA A ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL DA PRISÃO POR EXCESSO DE PRAZO NA INSTRUÇÃO”. Sendo assim, inexiste o propalado constrangimento ilegal. Consequentemente, DENEGO o writ (...)” ( fls. 118-119 do anexo 1). 6. Contra essa decisão, foi impetrado o Habeas Corpus n. 180.357 no Superior Tribunal de Justiça, que, em 22.2.2011, denegou a ordem, nos termos seguintes: “HABEAS CORPUS. DUPLO HOMICÍDIO QUALIFICADO. ESTUPRO DE MENORES. SEQUESTRO. OCULTAÇÃO DE CADÁVER. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. COMPLEXIDADE. EXPEDIÇÃO DE CARTAS PRECATÓRIAS. AUSÊNCIA DE DESÍDIA DO ESTADO-JUIZ. RÉU PRONUNCIADO. SÚMULA N. 21/STJ. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. REGULAR PROCESSAMENTO. GRAVIDADE EXACERBADA DOS DELITOS QUE, ADEMAIS, RECOMENDA SUA MANUTENÇÃO NO CÁRCERE PROVISÓRIO POR GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. CONSTRANGIMENTO NÃO EVIDENCIADO. 1. Não é de ser reconhecida coação ilegal por excesso de prazo quando eventual dilação é oriunda das peculiaridades do processo, como, no caso, a complexidade da ação penal, que envolve o seqüestro de duas crianças de 5 anos de idade, o estupro de uma delas e o homicídio praticado contra ambas, ocultando-se os cadáveres, encontrando-se o paciente custodiado em comarca diversa, da mesma forma que as testemunhas, levando à necessidade de realização da instrução mediante expedição de cartas precatórias, não havendo evidências de que a autoridade judiciária tenha agido com negligência ou desídia. 2. Ademais, pronunciado o réu, fica por ora superado eventual constrangimento temporal, à luz do enunciado sumular n. 21 deste Superior Tribunal de Justiça, devendo-se também atentar para o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP Com efeito, a solução do caso deflui do próprio enunciado da Súmula nº 21, do STJ: ‘PRONUNCIADO O RÉU, FICA SUPERADA A ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL DA PRISÃO POR EXCESSO DE PRAZO NA INSTRUÇÃO”. Sendo assim, inexiste o propalado constrangimento ilegal. Consequentemente, DENEGO o writ (...)” ( fls. 118-119 do anexo 1). 6. Contra essa decisão, foi impetrado o Habeas Corpus n. 180.357 no Superior Tribunal de Justiça, que, em 22.2.2011, denegou a ordem, nos termos seguintes: “HABEAS CORPUS. DUPLO HOMICÍDIO QUALIFICADO. ESTUPRO DE MENORES. SEQUESTRO. OCULTAÇÃO DE CADÁVER. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. COMPLEXIDADE. EXPEDIÇÃO DE CARTAS PRECATÓRIAS. AUSÊNCIA DE DESÍDIA DO ESTADO-JUIZ. RÉU PRONUNCIADO. SÚMULA N. 21/STJ. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. REGULAR PROCESSAMENTO. GRAVIDADE EXACERBADA DOS DELITOS QUE, ADEMAIS, RECOMENDA SUA MANUTENÇÃO NO CÁRCERE PROVISÓRIO POR GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. CONSTRANGIMENTO NÃO EVIDENCIADO. 1. Não é de ser reconhecida coação ilegal por excesso de prazo quando eventual dilação é oriunda das peculiaridades do processo, como, no caso, a complexidade da ação penal, que envolve o seqüestro de duas crianças de 5 anos de idade, o estupro de uma delas e o homicídio praticado contra ambas, ocultando-se os cadáveres, encontrando-se o paciente custodiado em comarca diversa, da mesma forma que as testemunhas, levando à necessidade de realização da instrução mediante expedição de cartas precatórias, não havendo evidências de que a autoridade judiciária tenha agido com negligência ou desídia. 2. Ademais, pronunciado o réu, fica por ora superado eventual constrangimento temporal, à luz do enunciado sumular n. 21 deste Superior Tribunal de Justiça, devendo-se também atentar para o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório HC 109128 / SP regular processamento do recurso em sentido estrito defensivo, que ascendeu à Corte estadual em 3.11.2010, sendo remetido ao Parquet, para manifestação, em 1º.12.2010. 3. Não pode ser negligenciada, ainda, na análise da questão, a presença de fartos elementos indicando que a prisão cautelar do paciente é medida devida e necessária, sobretudo em razão da extrema gravidade e repugnância dos fatos que lhe são atribuídos - violência sexual praticada contra uma criança de 5 anos que, juntamente com uma amiga da mesma idade, foram seqüestradas e tiveram os braços e pernas amarrados, sendo posteriormente assassinadas por asfixia - tendo o acusado, que privava de relação com a mãe de uma das vítimas, supostamente agido por motivo de vingança, fatos que atestam de forma cabal sua periculosidade e, malgrado não se possa adentrar em matéria probatória, configura hipótese de prisão cautelar por garantia da ordem pública (Precedentes). 4. Ordem denegada”. 7. Na presente ação, a defesa alega, basicamente, haver constrangimento ilegal pelo de excesso de prazo para formação da culpa. Afirma que “o caso em tela […] não apresenta quaisquer das ocorrências aceitas pela jurisprudência para ensejar um ‘alargamento’ nos prazos, restando, mais do que óbvio, que a demora na entrega da prestação jurisdicional ocorre[u] por culpa única e exclusiva do Estado”. Para tanto, aduz ter havido: i) “excessiva demora da Autoridade Policial em devolver o inquérito policial”; ii) “demora na instauração do incidente de insanidade mental no paciente”; iii) cancelamento da audiência para interrogatório (devido à transferência do Paciente de estabelecimento prisional); iv) demora no cumprimento de carta precatória para intimação do Paciente (devido à greve dos servidores do Poder Judiciário); v) “demora na remessa dos autos ao Ministério Público para o oferecimento dos quesitos no incidente de insanidade mental”; vi) “excessiva demora no cumprimento de determinação judicial para que se oficiasse ao Distrito Policial de São Vicente”; vii) “demora de conclusão dos autos de incidente de insanidade 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP regular processamento do recurso em sentido estrito defensivo, que ascendeu à Corte estadual em 3.11.2010, sendo remetido ao Parquet, para manifestação, em 1º.12.2010. 3. Não pode ser negligenciada, ainda, na análise da questão, a presença de fartos elementos indicando que a prisão cautelar do paciente é medida devida e necessária, sobretudo em razão da extrema gravidade e repugnância dos fatos que lhe são atribuídos - violência sexual praticada contra uma criança de 5 anos que, juntamente com uma amiga da mesma idade, foram seqüestradas e tiveram os braços e pernas amarrados, sendo posteriormente assassinadas por asfixia - tendo o acusado, que privava de relação com a mãe de uma das vítimas, supostamente agido por motivo de vingança, fatos que atestam de forma cabal sua periculosidade e, malgrado não se possa adentrar em matéria probatória, configura hipótese de prisão cautelar por garantia da ordem pública (Precedentes). 4. Ordem denegada”. 7. Na presente ação, a defesa alega, basicamente, haver constrangimento ilegal pelo de excesso de prazo para formação da culpa. Afirma que “o caso em tela […] não apresenta quaisquer das ocorrências aceitas pela jurisprudência para ensejar um ‘alargamento’ nos prazos, restando, mais do que óbvio, que a demora na entrega da prestação jurisdicional ocorre[u] por culpa única e exclusiva do Estado”. Para tanto, aduz ter havido: i) “excessiva demora da Autoridade Policial em devolver o inquérito policial”; ii) “demora na instauração do incidente de insanidade mental no paciente”; iii) cancelamento da audiência para interrogatório (devido à transferência do Paciente de estabelecimento prisional); iv) demora no cumprimento de carta precatória para intimação do Paciente (devido à greve dos servidores do Poder Judiciário); v) “demora na remessa dos autos ao Ministério Público para o oferecimento dos quesitos no incidente de insanidade mental”; vi) “excessiva demora no cumprimento de determinação judicial para que se oficiasse ao Distrito Policial de São Vicente”; vii) “demora de conclusão dos autos de incidente de insanidade 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório HC 109128 / SP mental ao magistrado”; viii) “excessiva demora na juntada de petição da Defesa”; ix) “demora na juntada da carta precatória contendo o interrogatório do paciente”; x) “necessidade de aditamento do ofício”, nos autos de insanidade mental, para realização “adequada de exame pericial”, em virtude de falha cartorária; xi) demora na distribuição de carta precatória para oitiva de testemunhas da acusação; xii) “necessidade de redesignação de audiência, devido à não apresentação do paciente no ato”; xiii) “demora na distribuição de carta precatória (…) na comarca de São Paulo”; xiv) “exame pericial não realizado no paciente devido a falta de escolta para apresentação do mesmo, gerando demorada nova solicitação”; xv) “audiência não realizada devido à ausência de duas testemunhas da acusação na comarca de São Vicente, ensejando uma segunda redesignação do ato”; xvi) “audiência (novamente) não realizada na comarca de São Vicente, devido ao fato do paciente não ter sido apresentado por falta de escolta, ensejando uma terceira resignação do ato”; xvii) “audiência (novamente) não realizada na comarca de São Vicente, devido ao não comparecimento de testemunha da acusação”; xviii) “falha da Autoridade Policial – expressamente reconhecida pelo Ministério Público – no cumprimento de diligência requerida 4 meses antes”; xix) “demora no cumprimento de determinação judicial, que acolheu o pleito do Ministério Público, no sentido de expedição de ofício à Autoridade Policial”; xx) “demora na resposta da Autoridade Policial ao ofício visando a localização de testemunha da acusação, ensejando duas reiterações”; xxi) “demora no cumprimento da determinação judicial de reiteração de informações à Autoridade Policial”; xxii) “não apresentação do paciente na data designada para seu exame pericial, devido ao pouco tempo de comunicação”; xxiii) demora no cumprimento das cartas precatórias expedidas em 28.11.2005, 29.5.2006, 20.6.2006 e 29.4.2010; xxiv) “demora na conclusão ao magistrado de manifestação do Ministério Público acerca da possibilidade de realização de exame faltante no juízo deprecado”; xxv) “demora [de] 8 meses para designação de exame pericial no paciente”; xxvi) “carta precatória devolvida ao juízo deprecante/ originário de Itanhaém, sem cumprimento, depois de mais de 1 ano de tramitação”; xxvii) “demora de 5 meses para o cumprimento de um único despacho”; xxviii) “excessiva demora na juntada aos autos do laudo pericial realizado no paciente: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP mental ao magistrado”; viii) “excessiva demora na juntada de petição da Defesa”; ix) “demora na juntada da carta precatória contendo o interrogatório do paciente”; x) “necessidade de aditamento do ofício”, nos autos de insanidade mental, para realização “adequada de exame pericial”, em virtude de falha cartorária; xi) demora na distribuição de carta precatória para oitiva de testemunhas da acusação; xii) “necessidade de redesignação de audiência, devido à não apresentação do paciente no ato”; xiii) “demora na distribuição de carta precatória (…) na comarca de São Paulo”; xiv) “exame pericial não realizado no paciente devido a falta de escolta para apresentação do mesmo, gerando demorada nova solicitação”; xv) “audiência não realizada devido à ausência de duas testemunhas da acusação na comarca de São Vicente, ensejando uma segunda redesignação do ato”; xvi) “audiência (novamente) não realizada na comarca de São Vicente, devido ao fato do paciente não ter sido apresentado por falta de escolta, ensejando uma terceira resignação do ato”; xvii) “audiência (novamente) não realizada na comarca de São Vicente, devido ao não comparecimento de testemunha da acusação”; xviii) “falha da Autoridade Policial – expressamente reconhecida pelo Ministério Público – no cumprimento de diligência requerida 4 meses antes”; xix) “demora no cumprimento de determinação judicial, que acolheu o pleito do Ministério Público, no sentido de expedição de ofício à Autoridade Policial”; xx) “demora na resposta da Autoridade Policial ao ofício visando a localização de testemunha da acusação, ensejando duas reiterações”; xxi) “demora no cumprimento da determinação judicial de reiteração de informações à Autoridade Policial”; xxii) “não apresentação do paciente na data designada para seu exame pericial, devido ao pouco tempo de comunicação”; xxiii) demora no cumprimento das cartas precatórias expedidas em 28.11.2005, 29.5.2006, 20.6.2006 e 29.4.2010; xxiv) “demora na conclusão ao magistrado de manifestação do Ministério Público acerca da possibilidade de realização de exame faltante no juízo deprecado”; xxv) “demora [de] 8 meses para designação de exame pericial no paciente”; xxvi) “carta precatória devolvida ao juízo deprecante/ originário de Itanhaém, sem cumprimento, depois de mais de 1 ano de tramitação”; xxvii) “demora de 5 meses para o cumprimento de um único despacho”; xxviii) “excessiva demora na juntada aos autos do laudo pericial realizado no paciente: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório HC 109128 / SP mais de 10 meses”; xxix) “erro na expedição da carta precatória para intimação do paciente visando que este constituísse noco Advogado”; xxx) “erro na intimação do Advogado constituído do paciente”. Assim sendo, alega que “apesar de já decorrido irrazoável prazo (quase 7 anos e 6 meses), o processo ainda não chegou ao final, graças ao péssimo funcionamento do aparelho estatal (...)”. Aduz que “o paciente, que em nada interferiu na demora do processo, não pode arcar com a ineficácia estatal em não conseguir cumprir os prazos processuais: existe, a seu favor, o direito constitucional de ver seu processo julgado em tempo razoável”. Observa que, apesar de ter sido “proferida decisão de pronúncia em 09/02/2010”, o argumento de que com a decisão de pronúncia ficaria superada a alegação de excesso de prazo “é insubsistente para o caso em tela”, pois “não pode prosperar o entendimento de que [o] excesso de prazo ocorrido na primeira fase do rito do Júri há de ser esquecido (‘superado’, nos dizeres da Súmula 21/STJ) quando da prolação de pronúncia: se o rito é um só -divididos em duas fases que se complementam – há, sim de ser verificado uma única ocorrência de prisão cautelar, para que o paciente não seja prejudicado em seu ‘status libertatis’”. Este o teor dos pedidos: “a) em caráter liminar (CPP, art. 660, § 2º), a suspensão cautelar da eficácia do mandado de prisão preventiva até o julgamento colegiado do presente habeas corpus; E depois de solicitadas informações (se necessárias, pois as peças principais da ação penal, além da inicial do writ impetrado junto ao TJSP, informações prestadas pelo juízo originário, acórdão que denegou a ordem judicial do writ impetrado junto ao Colendo Superior Tribunal de Justiça, e acórdão por este denegado, acompanham a impetração), e com parecer da Procuradoria-Geral da República: b) No mérito, em caráter definitivo (CF, art. 5º, LXVIII, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP mais de 10 meses”; xxix) “erro na expedição da carta precatória para intimação do paciente visando que este constituísse noco Advogado”; xxx) “erro na intimação do Advogado constituído do paciente”. Assim sendo, alega que “apesar de já decorrido irrazoável prazo (quase 7 anos e 6 meses), o processo ainda não chegou ao final, graças ao péssimo funcionamento do aparelho estatal (...)”. Aduz que “o paciente, que em nada interferiu na demora do processo, não pode arcar com a ineficácia estatal em não conseguir cumprir os prazos processuais: existe, a seu favor, o direito constitucional de ver seu processo julgado em tempo razoável”. Observa que, apesar de ter sido “proferida decisão de pronúncia em 09/02/2010”, o argumento de que com a decisão de pronúncia ficaria superada a alegação de excesso de prazo “é insubsistente para o caso em tela”, pois “não pode prosperar o entendimento de que [o] excesso de prazo ocorrido na primeira fase do rito do Júri há de ser esquecido (‘superado’, nos dizeres da Súmula 21/STJ) quando da prolação de pronúncia: se o rito é um só -divididos em duas fases que se complementam – há, sim de ser verificado uma única ocorrência de prisão cautelar, para que o paciente não seja prejudicado em seu ‘status libertatis’”. Este o teor dos pedidos: “a) em caráter liminar (CPP, art. 660, § 2º), a suspensão cautelar da eficácia do mandado de prisão preventiva até o julgamento colegiado do presente habeas corpus; E depois de solicitadas informações (se necessárias, pois as peças principais da ação penal, além da inicial do writ impetrado junto ao TJSP, informações prestadas pelo juízo originário, acórdão que denegou a ordem judicial do writ impetrado junto ao Colendo Superior Tribunal de Justiça, e acórdão por este denegado, acompanham a impetração), e com parecer da Procuradoria-Geral da República: b) No mérito, em caráter definitivo (CF, art. 5º, LXVIII, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório HC 109128 / SP LXXVIII c/c CPP, arts. 647 e 648, II) seja concedida a ordem para revogar a prisão preventiva do paciente por excesso de prazo, possibilitando que aguarde em liberdade o trânsito em julgado de eventual condenação proferida na ação pena (1ª Vara Judicial da comarca de Itanhaém/SP, Processo 266.01.2004.005294-3/ Número de ordem 180/2004). Por fim, requer a disponibilização, junto ao site deste Tribunal, da data da sessão de julgamento para ciência e apresentação, se o caso, de memoriais por meio de Advogado”. 8. Em 24.8.2011, indeferi o requerimento de medida liminar e determinei que fosse dada vista ao Procurador-Geral da República. 9. Em 21.11.2011, a Procuradoria-Geral da República opinou “pela denegação da ordem”. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP LXXVIII c/c CPP, arts. 647 e 648, II) seja concedida a ordem para revogar a prisão preventiva do paciente por excesso de prazo, possibilitando que aguarde em liberdade o trânsito em julgado de eventual condenação proferida na ação pena (1ª Vara Judicial da comarca de Itanhaém/SP, Processo 266.01.2004.005294-3/ Número de ordem 180/2004). Por fim, requer a disponibilização, junto ao site deste Tribunal, da data da sessão de julgamento para ciência e apresentação, se o caso, de memoriais por meio de Advogado”. 8. Em 24.8.2011, indeferi o requerimento de medida liminar e determinei que fosse dada vista ao Procurador-Geral da República. 9. Em 21.11.2011, a Procuradoria-Geral da República opinou “pela denegação da ordem”. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (RELATORA): 1. Conforme relatado, o núcleo central da questão trazida neste habeas é a alegação de constrangimento ilegal decorrente do excesso de prazo da prisão do Paciente. 2. A Procuradoria-Geral da República se manifestou nos termos seguintes: “ 5. Entendo que não assiste razão à impetrante. 6. O Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que ‘a prisão cautelar - qualquer que seja a modalidade que ostente no ordenamento positivo brasileiro (prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente de sentença de pronúncia ou prisão motivada por condenação penal recorrível) - somente se legitima, se se comprovar, com apoio em base empírica idônea, a real necessidade da adoção, pelo Estado, dessa extraordinária medida de constrição do ‘status libertatis’ do indiciado ou do réu.’ (HC nº 89.501/GO, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 16.3.2007). 7. No caso, como bem asseverou o Superior Tribunal de Justiça o paciente teve a custódia preventiva decretada em 26.02.2004, com suporte na necessidade de se garantir a ordem pública e o bom andamento da instrução criminal, sobretudo em razão da exacerbada gravidade dos crimes em tese praticados e da periculosidade demonstrada pelo agente, tendo o juízo singular consignado que ‘os indiciados mataram com requintes de crueldade, duas garotas de apenas 5 (cinco) anos de idade’, sendo que ‘a fls. 28, Douglas confessou os crimes (sequestro e homicídio contra as duas meninas) com riqueza de detalhes e incriminou também Ivan Batista’ . Nesse contexto, inquestionável que ‘a gravidade e crueldade dos delitos mais do que justificam as custódias cautelares dos indiciados’ (fls. 187). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (RELATORA): 1. Conforme relatado, o núcleo central da questão trazida neste habeas é a alegação de constrangimento ilegal decorrente do excesso de prazo da prisão do Paciente. 2. A Procuradoria-Geral da República se manifestou nos termos seguintes: “ 5. Entendo que não assiste razão à impetrante. 6. O Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que ‘a prisão cautelar - qualquer que seja a modalidade que ostente no ordenamento positivo brasileiro (prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente de sentença de pronúncia ou prisão motivada por condenação penal recorrível) - somente se legitima, se se comprovar, com apoio em base empírica idônea, a real necessidade da adoção, pelo Estado, dessa extraordinária medida de constrição do ‘status libertatis’ do indiciado ou do réu.’ (HC nº 89.501/GO, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 16.3.2007). 7. No caso, como bem asseverou o Superior Tribunal de Justiça o paciente teve a custódia preventiva decretada em 26.02.2004, com suporte na necessidade de se garantir a ordem pública e o bom andamento da instrução criminal, sobretudo em razão da exacerbada gravidade dos crimes em tese praticados e da periculosidade demonstrada pelo agente, tendo o juízo singular consignado que ‘os indiciados mataram com requintes de crueldade, duas garotas de apenas 5 (cinco) anos de idade’, sendo que ‘a fls. 28, Douglas confessou os crimes (sequestro e homicídio contra as duas meninas) com riqueza de detalhes e incriminou também Ivan Batista’ . Nesse contexto, inquestionável que ‘a gravidade e crueldade dos delitos mais do que justificam as custódias cautelares dos indiciados’ (fls. 187). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109128 / SP 8. Ademais, a inicial acusatória descreve que o paciente, juntamente com outro corréu ao encontrarem um lugar ermo, amarraram braços e pernas das menores, momento em que o paciente constrangeu a menor Nathaly a manter conjunção carnal e, encontrando resistência, matou-a por asfixia mecânica, oriunda de esganadura. Como a menor Nájila havia presenciado os fatos, os acusados deliberaram por também ceifar sua vida, utilizando-se do mesmo modo pelo qual assassinaram a outra criança. Dessa forma, conclui-se que a custódia está devidamente fundamentada, diante da real periculosidade do paciente, também evidenciada pela existência de outros registros criminais em seu desfavor (consta dos autos que desde 1992, já havia matado, pelo menos, outras seis crianças, incluindo uma enteada), por ter praticado o crime com requintes de crueldade e por motivo de vingança contra a mãe de uma das vítimas. 9. Assim, presentes os requisitos da segregação cautelar, não existe ilegalidade a reparar: ‘O decreto de prisão preventiva, no caso, está devidamente fundamentado, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal, não evidenciando constrangimento ilegal amparável pela via do habeas corpus.’ (HC nº 95.581/SP, Rel. Min. Menezes Direito, DJe de 28.11.2008); ‘a prisão preventiva pode ser decretada em face periculosidade demonstrada pela gravidade e violência do crime, ainda que primário o agente’ (RHC nº 67.267/SP, rel. Min. Moreira Alves, DJ de 28.4.89; HC nº 72.865/SP, rel. Min. Moreira Alves, DJ de 9.8.96); ‘A decretação da prisão preventiva baseada na garantia da ordem pública está devidamente fundamentada em fatos concretos a justificar a segregação cautelar, em especial diante do modus operandi da prática delituosa, o qual revela a periculosidade do agente.’ (HC nº 94.121/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 12.6.2009). 10. Quanto ao excesso de prazo, bem asseverou o Superior Tribunal de Justiça que, apesar da ação penal movida contra o paciente perdurar por tempo superior ao da média dos processos, observa-se que a respectiva instrução acabou por se revestir de alguma complexidade, sobretudo em razão de encontrar-se o réu custodiado em local distinto do distrito da culpa, assim como as testemunhas, levando à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP 8. Ademais, a inicial acusatória descreve que o paciente, juntamente com outro corréu ao encontrarem um lugar ermo, amarraram braços e pernas das menores, momento em que o paciente constrangeu a menor Nathaly a manter conjunção carnal e, encontrando resistência, matou-a por asfixia mecânica, oriunda de esganadura. Como a menor Nájila havia presenciado os fatos, os acusados deliberaram por também ceifar sua vida, utilizando-se do mesmo modo pelo qual assassinaram a outra criança. Dessa forma, conclui-se que a custódia está devidamente fundamentada, diante da real periculosidade do paciente, também evidenciada pela existência de outros registros criminais em seu desfavor (consta dos autos que desde 1992, já havia matado, pelo menos, outras seis crianças, incluindo uma enteada), por ter praticado o crime com requintes de crueldade e por motivo de vingança contra a mãe de uma das vítimas. 9. Assim, presentes os requisitos da segregação cautelar, não existe ilegalidade a reparar: ‘O decreto de prisão preventiva, no caso, está devidamente fundamentado, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal, não evidenciando constrangimento ilegal amparável pela via do habeas corpus.’ (HC nº 95.581/SP, Rel. Min. Menezes Direito, DJe de 28.11.2008); ‘a prisão preventiva pode ser decretada em face periculosidade demonstrada pela gravidade e violência do crime, ainda que primário o agente’ (RHC nº 67.267/SP, rel. Min. Moreira Alves, DJ de 28.4.89; HC nº 72.865/SP, rel. Min. Moreira Alves, DJ de 9.8.96); ‘A decretação da prisão preventiva baseada na garantia da ordem pública está devidamente fundamentada em fatos concretos a justificar a segregação cautelar, em especial diante do modus operandi da prática delituosa, o qual revela a periculosidade do agente.’ (HC nº 94.121/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 12.6.2009). 10. Quanto ao excesso de prazo, bem asseverou o Superior Tribunal de Justiça que, apesar da ação penal movida contra o paciente perdurar por tempo superior ao da média dos processos, observa-se que a respectiva instrução acabou por se revestir de alguma complexidade, sobretudo em razão de encontrar-se o réu custodiado em local distinto do distrito da culpa, assim como as testemunhas, levando à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109128 / SP necessidade de realização dos atos processuais mediante a expedição de cartas precatórias, circunstância que, pela própria natureza do instrumento procedimental, demanda um maior tempo para o processamento do feito. Na esteira das informações trazidas pela autoridade a quo, constata-se as peculiaridades que motivaram certa dilação processual, que, à toda evidência, não pode ser atribuído a desídia da autoridade judiciária (…). Seguem as notícias do Poder Judiciário bandeirante, relatando que ‘realizada a oitiva das testemunhas arroladas, vieram os laudos dos exames de sanidade mental do ora paciente, declarando-se encerrada a instrução criminal aos 17 de setembro de 2009’ (fls. 1374). (…) No caso em análise, como visto, inobstante o longo transcurso desde a deflagração do processo, eventual constrangimento encontra-se, por ora, superado, devido ao encerramento da etapa do judicium accusationis e a pronúncia do paciente, datada de 9.2.2010, aplicando-se ao caso o entendimento consolidado na Súmula n. 21 desta Corte Superior de Justiça: ‘Pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução’. 11. Cabe notar, ainda, que a interposição de recurso em sentido estrito pela defesa, contra a sentença de pronúncia, também contribuiu para o adiamento da realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. 12. Isso posto, em consonância com o acórdão impugnado, opino pela denegação da ordem”. 3. Apesar dos argumentos apresentados na manifestação da Procuradoria-Geral da República, estou convencida de que a ordem há de ser concedida ao Paciente DOUGLAS BAPTISTA. 4. É sabido, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que “o excesso de prazo para o término da instrução criminal mostra-se razoável quando o feito é complexo” (HC 88.443, Rel. Min. Eros Grau, DJ 1.6.2007) e que a “alegação de excesso de prazo da instrução criminal fic[a] superada pelo advento da sentença de pronúncia” (HC 96.609, Rel. Min. Eros Grau, DJe 29.10.2009). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP necessidade de realização dos atos processuais mediante a expedição de cartas precatórias, circunstância que, pela própria natureza do instrumento procedimental, demanda um maior tempo para o processamento do feito. Na esteira das informações trazidas pela autoridade a quo, constata-se as peculiaridades que motivaram certa dilação processual, que, à toda evidência, não pode ser atribuído a desídia da autoridade judiciária (…). Seguem as notícias do Poder Judiciário bandeirante, relatando que ‘realizada a oitiva das testemunhas arroladas, vieram os laudos dos exames de sanidade mental do ora paciente, declarando-se encerrada a instrução criminal aos 17 de setembro de 2009’ (fls. 1374). (…) No caso em análise, como visto, inobstante o longo transcurso desde a deflagração do processo, eventual constrangimento encontra-se, por ora, superado, devido ao encerramento da etapa do judicium accusationis e a pronúncia do paciente, datada de 9.2.2010, aplicando-se ao caso o entendimento consolidado na Súmula n. 21 desta Corte Superior de Justiça: ‘Pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução’. 11. Cabe notar, ainda, que a interposição de recurso em sentido estrito pela defesa, contra a sentença de pronúncia, também contribuiu para o adiamento da realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. 12. Isso posto, em consonância com o acórdão impugnado, opino pela denegação da ordem”. 3. Apesar dos argumentos apresentados na manifestação da Procuradoria-Geral da República, estou convencida de que a ordem há de ser concedida ao Paciente DOUGLAS BAPTISTA. 4. É sabido, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que “o excesso de prazo para o término da instrução criminal mostra-se razoável quando o feito é complexo” (HC 88.443, Rel. Min. Eros Grau, DJ 1.6.2007) e que a “alegação de excesso de prazo da instrução criminal fic[a] superada pelo advento da sentença de pronúncia” (HC 96.609, Rel. Min. Eros Grau, DJe 29.10.2009). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109128 / SP Por outro lado, este Supremo Tribunal tem entendido também que a prisão sujeita-se ao limite da razoabilidade, não se permitindo o seu prolongamento por tempo indefinido. Nesse sentido decidiu a Segunda Turma no julgamento do HC 80.379, Rel. Min. Celso de Mello, cuja ementa é a seguinte: “E M E N T A: HABEAS CORPUS - (...) PRISÃO CAUTELAR QUE SE PROLONGA DE MODO IRRAZOÁVEL - EXCESSO DE PRAZO IMPUTÁVEL AO PODER PÚBLICO - VIOLAÇÃO À GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DUE PROCESS OF LAW - DIREITO QUE ASSISTE AO RÉU DE SER JULGADO DENTRO DE PRAZO ADEQUADO E RAZOÁVEL - PEDIDO DEFERIDO. (...) O JULGAMENTO SEM DILAÇÕES INDEVIDAS CONSTITUI PROJEÇÃO DO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - O direito ao julgamento, sem dilações indevidas, qualifica-se como prerrogativa fundamental que decorre da garantia constitucional do ‘due process of law’. O réu - especialmente aquele que se acha sujeito a medidas cautelares de privação da sua liberdade - tem o direito público subjetivo de ser julgado, pelo Poder Público, dentro de prazo razoável, sem demora excessiva e nem dilações indevidas. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Art. 7º, ns. 5 e 6). Doutrina. Jurisprudência. - O excesso de prazo, quando exclusivamente imputável ao aparelho judiciário - não derivando, portanto, de qualquer fato procrastinatório causalmente atribuível ao réu - traduz situação anômala que compromete a efetividade do processo, pois, além de tornar evidente o desprezo estatal pela liberdade do cidadão, frustra um direito básico que assiste a qualquer pessoa: o direito à resolução do litígio, sem dilações indevidas e com todas as garantias reconhecidas pelo ordenamento constitucional. O EXCESSO DE PRAZO, NOS CRIMES HEDIONDOS, IMPÕE O RELAXAMENTO DA PRISÃO CAUTELAR. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP Por outro lado, este Supremo Tribunal tem entendido também que a prisão sujeita-se ao limite da razoabilidade, não se permitindo o seu prolongamento por tempo indefinido. Nesse sentido decidiu a Segunda Turma no julgamento do HC 80.379, Rel. Min. Celso de Mello, cuja ementa é a seguinte: “E M E N T A: HABEAS CORPUS - (...) PRISÃO CAUTELAR QUE SE PROLONGA DE MODO IRRAZOÁVEL - EXCESSO DE PRAZO IMPUTÁVEL AO PODER PÚBLICO - VIOLAÇÃO À GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DUE PROCESS OF LAW - DIREITO QUE ASSISTE AO RÉU DE SER JULGADO DENTRO DE PRAZO ADEQUADO E RAZOÁVEL - PEDIDO DEFERIDO. (...) O JULGAMENTO SEM DILAÇÕES INDEVIDAS CONSTITUI PROJEÇÃO DO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - O direito ao julgamento, sem dilações indevidas, qualifica-se como prerrogativa fundamental que decorre da garantia constitucional do ‘due process of law’. O réu - especialmente aquele que se acha sujeito a medidas cautelares de privação da sua liberdade - tem o direito público subjetivo de ser julgado, pelo Poder Público, dentro de prazo razoável, sem demora excessiva e nem dilações indevidas. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Art. 7º, ns. 5 e 6). Doutrina. Jurisprudência. - O excesso de prazo, quando exclusivamente imputável ao aparelho judiciário - não derivando, portanto, de qualquer fato procrastinatório causalmente atribuível ao réu - traduz situação anômala que compromete a efetividade do processo, pois, além de tornar evidente o desprezo estatal pela liberdade do cidadão, frustra um direito básico que assiste a qualquer pessoa: o direito à resolução do litígio, sem dilações indevidas e com todas as garantias reconhecidas pelo ordenamento constitucional. O EXCESSO DE PRAZO, NOS CRIMES HEDIONDOS, IMPÕE O RELAXAMENTO DA PRISÃO CAUTELAR. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109128 / SP - Impõe-se o relaxamento da prisão cautelar, mesmo que se trate de procedimento instaurado pela suposta prática de crime hediondo, desde que se registre situação configuradora de excesso de prazo não imputável ao indiciado/acusado. A natureza da infração penal não pode restringir a aplicabilidade e a força normativa da regra inscrita no art. 5º, LXV, da Constituição da República, que dispõe, em caráter imperativo, que a prisão ilegal ‘será imediatamente relaxada’ pela autoridade judiciária. Precedentes.” (DJ 25.5.2001). Esse entendimento foi mantido por este Supremo Tribunal no julgamento do HC 86.915, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 16.6.2006; e do HC 87.721de minha relatoria, DJ 7.12.2006. 5. A demora para encerramento do processo criminal, sem justificativa plausível ou sem que se possam atribuir ao Réu as razões para o retardamento daquele fim, ofende princípios constitucionais, sendo de se enfatizar o da dignidade da pessoa humana e o da razoável duração do processo (art. 5º, incisos III e LXXVIII, da Constituição da República). A forma de punição a ser definida para quem quer que seja haverá de ser aquela definida legalmente, sendo a mora judicial, enquanto preso o Réu ainda não condenado, uma forma de punição sem respeito ao princípio do devido processo legal. Note-se que, até o momento do julgamento da presente impetração, o Paciente não foi julgado pelo Tribunal do Júri, estando preso preventivamente, portanto, há oito anos. Portanto, as circunstâncias que atrasam o julgamento do Paciente pelo Juízo a quo não podem ser a ele atribuídas, não havendo, nos autos qualquer indício de que tenha contribuído para a demora. 6. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de se conceder a ordem para deferir a liberdade provisória ao Paciente DOUGLAS BAPTISTA, não atingindo essa decisão qualquer outro decreto 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP - Impõe-se o relaxamento da prisão cautelar, mesmo que se trate de procedimento instaurado pela suposta prática de crime hediondo, desde que se registre situação configuradora de excesso de prazo não imputável ao indiciado/acusado. A natureza da infração penal não pode restringir a aplicabilidade e a força normativa da regra inscrita no art. 5º, LXV, da Constituição da República, que dispõe, em caráter imperativo, que a prisão ilegal ‘será imediatamente relaxada’ pela autoridade judiciária. Precedentes.” (DJ 25.5.2001). Esse entendimento foi mantido por este Supremo Tribunal no julgamento do HC 86.915, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 16.6.2006; e do HC 87.721de minha relatoria, DJ 7.12.2006. 5. A demora para encerramento do processo criminal, sem justificativa plausível ou sem que se possam atribuir ao Réu as razões para o retardamento daquele fim, ofende princípios constitucionais, sendo de se enfatizar o da dignidade da pessoa humana e o da razoável duração do processo (art. 5º, incisos III e LXXVIII, da Constituição da República). A forma de punição a ser definida para quem quer que seja haverá de ser aquela definida legalmente, sendo a mora judicial, enquanto preso o Réu ainda não condenado, uma forma de punição sem respeito ao princípio do devido processo legal. Note-se que, até o momento do julgamento da presente impetração, o Paciente não foi julgado pelo Tribunal do Júri, estando preso preventivamente, portanto, há oito anos. Portanto, as circunstâncias que atrasam o julgamento do Paciente pelo Juízo a quo não podem ser a ele atribuídas, não havendo, nos autos qualquer indício de que tenha contribuído para a demora. 6. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de se conceder a ordem para deferir a liberdade provisória ao Paciente DOUGLAS BAPTISTA, não atingindo essa decisão qualquer outro decreto 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109128 / SP prisional. 7. Comunique-se esta decisão, com urgência, ao Juízo da Comarca de São Vicente – SP, ao qual caberá a expedição do alvará de soltura, se, por outro motivo, o Paciente DOUGLAS BAPTISTA não estiver preso. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP prisional. 7. Comunique-se esta decisão, com urgência, ao Juízo da Comarca de São Vicente – SP, ao qual caberá a expedição do alvará de soltura, se, por outro motivo, o Paciente DOUGLAS BAPTISTA não estiver preso. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu também estou de acordo, porque, realmente, uma década preso sem julgamento, isso é antijustiça. Não pode ser tolerado pelo Supremo Tribunal Federal, por mais grave que seja o crime. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - E eu acho isso: todas as instâncias, Presidente, citaram que, tendo sido prenunciado em 2010, não se há falar mais em excesso de prazo. Não. A jurisprudência do Supremo há de ser interpretada como queria Carlos Maximiliano, interpretada a lei inteligentemente. Quando dissemos "pronunciou" - imagina-se que não vai excesso de prazo - é porque, na sequência, se terá o Júri. Mas, só da pronúncia, nós já teríamos três anos, depois de mais oito anos da ocorrência do fato e sete anos de prisão; não é possível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3518134. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu também estou de acordo, porque, realmente, uma década preso sem julgamento, isso é antijustiça. Não pode ser tolerado pelo Supremo Tribunal Federal, por mais grave que seja o crime. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - E eu acho isso: todas as instâncias, Presidente, citaram que, tendo sido prenunciado em 2010, não se há falar mais em excesso de prazo. Não. A jurisprudência do Supremo há de ser interpretada como queria Carlos Maximiliano, interpretada a lei inteligentemente. Quando dissemos "pronunciou" - imagina-se que não vai excesso de prazo - é porque, na sequência, se terá o Júri. Mas, só da pronúncia, nós já teríamos três anos, depois de mais oito anos da ocorrência do fato e sete anos de prisão; não é possível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3518134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 109.128 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : DOUGLAS BAPTISTA IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para deferir a liberdade provisória ao Paciente Douglas Baptista, não atingindo essa decisão qualquer outro decreto prisional. Determinou, ainda, a comunicação, com urgência, ao Juízo da Comarca de São Vicente-SP, ao qual caberá a expedição do alvará de soltura, se, por outro motivo, o Paciente Douglas Baptista não estiver preso, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3543107 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 109.128 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : DOUGLAS BAPTISTA IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para deferir a liberdade provisória ao Paciente Douglas Baptista, não atingindo essa decisão qualquer outro decreto prisional. Determinou, ainda, a comunicação, com urgência, ao Juízo da Comarca de São Vicente-SP, ao qual caberá a expedição do alvará de soltura, se, por outro motivo, o Paciente Douglas Baptista não estiver preso, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3543107 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3561523
2013-03-12T00:00:00
2013-04-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para deferir a liberdade provisória ao Paciente Douglas Baptista, não atingindo essa decisão qualquer outro decreto prisional. Determinou, ainda, a comunicação, com urgência, ao Juízo da Comarca de São Vicente-SP, ao qual caberá a expedição do alvará de soltura, se, por outro motivo, o Paciente Douglas Baptista não estiver preso, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. SEQUESTRO. DUPLO HOMICÍDIO QUALIFICADO. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. OCULTAÇÃO DE CADÁVER. ALEGAÇÃO DE DEMORA NA FORMAÇÃO DA CULPA. RÉU PRONUNCIADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO. ADVENTO DA SENTENÇA DE PRONÚNCIA. EXCESSO DE PRAZO CONFIGURADO. ORDEM CONCEDIDA. 1. O excesso de prazo da prisão em razão da demora no julgamento do processo-crime, sem que a ela possa ser imputada a desídia da defesa do segundo Paciente, configura constrangimento ilegal à liberdade de locomoção. 2. Ordem concedida.
sjur227101
- Acórdão(s) citado(s): (EXCESSO DE PRAZO, PRISÃO PROVISÓRIA) HC 88443 (2ªT), HC 96609 (2ªT), HC 80379 (2ªT), HC 86915 (2ªT), HC 87721 (1ªT). Número de páginas: 16. Análise: 23/04/2013, TBC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
109128
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00003 INC-00078 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
HC
acordaos
HC 109128
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PACTE.(S) : DOUGLAS BAPTISTA IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :DOUGLAS BAPTISTA IMPTE.(S) :ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. SEQUESTRO. DUPLO HOMICÍDIO QUALIFICADO. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. OCULTAÇÃO DE CADÁVER. ALEGAÇÃO DE DEMORA NA FORMAÇÃO DA CULPA. RÉU PRONUNCIADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO. ADVENTO DA SENTENÇA DE PRONÚNCIA. EXCESSO DE PRAZO CONFIGURADO. ORDEM CONCEDIDA. 1. O excesso de prazo da prisão em razão da demora no julgamento do processo-crime, sem que a ela possa ser imputada a desídia da defesa do segundo Paciente, configura constrangimento ilegal à liberdade de locomoção. 2. Ordem concedida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551662. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :DOUGLAS BAPTISTA IMPTE.(S) :ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas Corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA, estudante de Direito, em favor de DOUGLAS BAPTISTA, contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou o Habeas Corpus n. 180.357. 2. Expõe a denúncia que “no dia 25 de dezembro de 2003, por volta das 16h15min, no Dique do Sambaiatuba, Viela n 5, no município de São Vicente, DOUGLAS BAPTISTA, agindo previamente ajustado e com identidade de propósitos com Ivan Batista Fonseca”, privaram a liberdade de duas crianças, Nathaly Jennifer Ribeiro e Náila de Jesus, ambas com 5 anos de idade, mediante sequestro. Afirma-se, também, que o Paciente teria constrangido uma das vítimas, “mediante violência real e presumida em razão da idade, a com ele praticar conjunção carnal”. Posteriormente, o Paciente, e o corréu, “por motivo torpe, com emprego de asfixia, mediante dissimulação e recurso que tornou impossível a defesa da vítima, matou” as vítimas “com emprego de asfixia, mediante dissimulação e recurso que tornou impossível a defesa (...), bem como para assegurar a ocultação e a impunidade do outro homicídio”. De acordo com a inicial acusatória, o motivo do crime teria sido um desentendimento entre os corréus com a mãe de uma das vítimas. O Paciente foi denunciado “como incurso no art. 148, caput, c.c. art. 61, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :DOUGLAS BAPTISTA IMPTE.(S) :ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas Corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA, estudante de Direito, em favor de DOUGLAS BAPTISTA, contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou o Habeas Corpus n. 180.357. 2. Expõe a denúncia que “no dia 25 de dezembro de 2003, por volta das 16h15min, no Dique do Sambaiatuba, Viela n 5, no município de São Vicente, DOUGLAS BAPTISTA, agindo previamente ajustado e com identidade de propósitos com Ivan Batista Fonseca”, privaram a liberdade de duas crianças, Nathaly Jennifer Ribeiro e Náila de Jesus, ambas com 5 anos de idade, mediante sequestro. Afirma-se, também, que o Paciente teria constrangido uma das vítimas, “mediante violência real e presumida em razão da idade, a com ele praticar conjunção carnal”. Posteriormente, o Paciente, e o corréu, “por motivo torpe, com emprego de asfixia, mediante dissimulação e recurso que tornou impossível a defesa da vítima, matou” as vítimas “com emprego de asfixia, mediante dissimulação e recurso que tornou impossível a defesa (...), bem como para assegurar a ocultação e a impunidade do outro homicídio”. De acordo com a inicial acusatória, o motivo do crime teria sido um desentendimento entre os corréus com a mãe de uma das vítimas. O Paciente foi denunciado “como incurso no art. 148, caput, c.c. art. 61, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório HC 109128 / SP inciso II, alínea h (por duas vezes), ambos do Código Penal, no artigo 213, c.c. o artigo 224, a, ambos da Lei Substantiva Penal, combinados com o artigo 9..., da Lei n. 8.072/90, no artigo 121, § 2..., incisos I, III e IV, e § 4..., parte final, do Código Penal (em relação à vítima Nathaly), no artigo 121, § 2..., incisos III, IV e V, e § 4..., parte final, do Código Penal (quanto à Nájila), e no artigo 211, c.c. O artigo 61, inciso II, alínea h, ambos do Estatuto Repressivo Penal (por duas vezes), todos os dispositivos legais combinados com o artigo 69, caput, do Código Penal”. 3. Segundo os autos, em 30.12.2003, o Juízo da Comarca de São Vicente – SP decretou a prisão temporária do Paciente, que, em 26.2.2004, foi convertida em prisão preventiva. 4. Em 9.2.2010, o Paciente foi pronunciado “como incurso nas penas do art. 121, § 2..., I, III e IV e § 4..., parte final, todos do Código Penal, em relação à Nathaly, e a prática do delito capitulado no art. 121, § 2..., III, IV e V, e § 4..., parte final, todos do Código Penal, em relação à Nájila, bem como dos crimes conexos de 'Sequestro' (por duas vezes), de 'Estupro' e de 'Ocultação de cadáver' (por duas vezes)”. 5. Em 29.7.2010, o Tribunal de Justiça de São Paulo denegou a ordem do Habeas Corpus n. 990.10.211337-0, lá impetrado, nos termos do voto condutor do acórdão, verbis: “(...) Trata-se de Habeas Corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício do paciente acima nomeado, que estaria sofrendo constrangimento ilegal derivado de estar preso, suportando excesso de prazo na formação da culpa, nos autos do processo que responde na 1... Vara da Comarca de Itanhaém. O feito foi regularmente processado e a liminar acabou sendo denegada. É o relatório. A questão posta é simples, não permitindo que se faça maiores digressões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP inciso II, alínea h (por duas vezes), ambos do Código Penal, no artigo 213, c.c. o artigo 224, a, ambos da Lei Substantiva Penal, combinados com o artigo 9..., da Lei n. 8.072/90, no artigo 121, § 2..., incisos I, III e IV, e § 4..., parte final, do Código Penal (em relação à vítima Nathaly), no artigo 121, § 2..., incisos III, IV e V, e § 4..., parte final, do Código Penal (quanto à Nájila), e no artigo 211, c.c. O artigo 61, inciso II, alínea h, ambos do Estatuto Repressivo Penal (por duas vezes), todos os dispositivos legais combinados com o artigo 69, caput, do Código Penal”. 3. Segundo os autos, em 30.12.2003, o Juízo da Comarca de São Vicente – SP decretou a prisão temporária do Paciente, que, em 26.2.2004, foi convertida em prisão preventiva. 4. Em 9.2.2010, o Paciente foi pronunciado “como incurso nas penas do art. 121, § 2..., I, III e IV e § 4..., parte final, todos do Código Penal, em relação à Nathaly, e a prática do delito capitulado no art. 121, § 2..., III, IV e V, e § 4..., parte final, todos do Código Penal, em relação à Nájila, bem como dos crimes conexos de 'Sequestro' (por duas vezes), de 'Estupro' e de 'Ocultação de cadáver' (por duas vezes)”. 5. Em 29.7.2010, o Tribunal de Justiça de São Paulo denegou a ordem do Habeas Corpus n. 990.10.211337-0, lá impetrado, nos termos do voto condutor do acórdão, verbis: “(...) Trata-se de Habeas Corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício do paciente acima nomeado, que estaria sofrendo constrangimento ilegal derivado de estar preso, suportando excesso de prazo na formação da culpa, nos autos do processo que responde na 1... Vara da Comarca de Itanhaém. O feito foi regularmente processado e a liminar acabou sendo denegada. É o relatório. A questão posta é simples, não permitindo que se faça maiores digressões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 109128 / SP Com efeito, a solução do caso deflui do próprio enunciado da Súmula n 21, do Superior Tribunal de Justiça: ‘PRONUNCIADO O RÉU, FICA SUPERADA A ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL DA PRISÃO POR EXCESSO DE PRAZO NA INSTRUÇÃO”. Sendo assim, inexiste o propalado constrangimento ilegal. Consequentemente, DENEGO o writ (...)” ( fls. 118-119 do anexo 1). 6. Contra essa decisão, foi impetrado o Habeas Corpus n. 180.357 no Superior Tribunal de Justiça, que, em 22.2.2011, denegou a ordem, nos termos seguintes: “HABEAS CORPUS. DUPLO HOMICÍDIO QUALIFICADO. ESTUPRO DE MENORES. SEQUESTRO. OCULTAÇÃO DE CADÁVER. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. COMPLEXIDADE. EXPEDIÇÃO DE CARTAS PRECATÓRIAS. AUSÊNCIA DE DESÍDIA DO ESTADO-JUIZ. RÉU PRONUNCIADO. SÚMULA N. 21/Superior Tribunal de Justiça. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. REGULAR PROCESSAMENTO. GRAVIDADE EXACERBADA DOS DELITOS QUE, ADEMAIS, RECOMENDA SUA MANUTENÇÃO NO CÁRCERE PROVISÓRIO POR GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. CONSTRANGIMENTO NÃO EVIDENCIADO. 1. Não é de ser reconhecida coação ilegal por excesso de prazo quando eventual dilação é oriunda das peculiaridades do processo, como, no caso, a complexidade da ação penal, que envolve o seqüestro de duas crianças de 5 anos de idade, o estupro de uma delas e o homicídio praticado contra ambas, ocultando-se os cadáveres, encontrando-se o paciente custodiado em comarca diversa, da mesma forma que as testemunhas, levando à necessidade de realização da instrução mediante expedição de cartas precatórias, não havendo evidências de que a autoridade judiciária tenha agido com negligência ou desídia. 2. Ademais, pronunciado o réu, fica por ora superado eventual constrangimento temporal, à luz do enunciado sumular n. 21 deste Superior Tribunal de Justiça, devendo-se também atentar para o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP Com efeito, a solução do caso deflui do próprio enunciado da Súmula n 21, do Superior Tribunal de Justiça: ‘PRONUNCIADO O RÉU, FICA SUPERADA A ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL DA PRISÃO POR EXCESSO DE PRAZO NA INSTRUÇÃO”. Sendo assim, inexiste o propalado constrangimento ilegal. Consequentemente, DENEGO o writ (...)” ( fls. 118-119 do anexo 1). 6. Contra essa decisão, foi impetrado o Habeas Corpus n. 180.357 no Superior Tribunal de Justiça, que, em 22.2.2011, denegou a ordem, nos termos seguintes: “HABEAS CORPUS. DUPLO HOMICÍDIO QUALIFICADO. ESTUPRO DE MENORES. SEQUESTRO. OCULTAÇÃO DE CADÁVER. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. COMPLEXIDADE. EXPEDIÇÃO DE CARTAS PRECATÓRIAS. AUSÊNCIA DE DESÍDIA DO ESTADO-JUIZ. RÉU PRONUNCIADO. SÚMULA N. 21/Superior Tribunal de Justiça. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. REGULAR PROCESSAMENTO. GRAVIDADE EXACERBADA DOS DELITOS QUE, ADEMAIS, RECOMENDA SUA MANUTENÇÃO NO CÁRCERE PROVISÓRIO POR GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. CONSTRANGIMENTO NÃO EVIDENCIADO. 1. Não é de ser reconhecida coação ilegal por excesso de prazo quando eventual dilação é oriunda das peculiaridades do processo, como, no caso, a complexidade da ação penal, que envolve o seqüestro de duas crianças de 5 anos de idade, o estupro de uma delas e o homicídio praticado contra ambas, ocultando-se os cadáveres, encontrando-se o paciente custodiado em comarca diversa, da mesma forma que as testemunhas, levando à necessidade de realização da instrução mediante expedição de cartas precatórias, não havendo evidências de que a autoridade judiciária tenha agido com negligência ou desídia. 2. Ademais, pronunciado o réu, fica por ora superado eventual constrangimento temporal, à luz do enunciado sumular n. 21 deste Superior Tribunal de Justiça, devendo-se também atentar para o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório HC 109128 / SP regular processamento do recurso em sentido estrito defensivo, que ascendeu à Corte estadual em 3.11.2010, sendo remetido ao Parquet, para manifestação, em 1....12.2010. 3. Não pode ser negligenciada, ainda, na análise da questão, a presença de fartos elementos indicando que a prisão cautelar do paciente é medida devida e necessária, sobretudo em razão da extrema gravidade e repugnância dos fatos que lhe são atribuídos - violência sexual praticada contra uma criança de 5 anos que, juntamente com uma amiga da mesma idade, foram seqüestradas e tiveram os braços e pernas amarrados, sendo posteriormente assassinadas por asfixia - tendo o acusado, que privava de relação com a mãe de uma das vítimas, supostamente agido por motivo de vingança, fatos que atestam de forma cabal sua periculosidade e, malgrado não se possa adentrar em matéria probatória, configura hipótese de prisão cautelar por garantia da ordem pública (Precedentes). 4. Ordem denegada”. 7. Na presente ação, a defesa alega, basicamente, haver constrangimento ilegal pelo de excesso de prazo para formação da culpa. Afirma que “o caso em tela […] não apresenta quaisquer das ocorrências aceitas pela jurisprudência para ensejar um ‘alargamento’ nos prazos, restando, mais do que óbvio, que a demora na entrega da prestação jurisdicional ocorre[u] por culpa única e exclusiva do Estado”. Para tanto, aduz ter havido: i) “excessiva demora da Autoridade Policial em devolver o inquérito policial”; ii) “demora na instauração do incidente de insanidade mental no paciente”; iii) cancelamento da audiência para interrogatório (devido à transferência do Paciente de estabelecimento prisional); iv) demora no cumprimento de carta precatória para intimação do Paciente (devido à greve dos servidores do Poder Judiciário); v) “demora na remessa dos autos ao Ministério Público para o oferecimento dos quesitos no incidente de insanidade mental”; vi) “excessiva demora no cumprimento de determinação judicial para que se oficiasse ao Distrito Policial de São Vicente”; vii) “demora de conclusão dos autos de incidente de insanidade 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP regular processamento do recurso em sentido estrito defensivo, que ascendeu à Corte estadual em 3.11.2010, sendo remetido ao Parquet, para manifestação, em 1....12.2010. 3. Não pode ser negligenciada, ainda, na análise da questão, a presença de fartos elementos indicando que a prisão cautelar do paciente é medida devida e necessária, sobretudo em razão da extrema gravidade e repugnância dos fatos que lhe são atribuídos - violência sexual praticada contra uma criança de 5 anos que, juntamente com uma amiga da mesma idade, foram seqüestradas e tiveram os braços e pernas amarrados, sendo posteriormente assassinadas por asfixia - tendo o acusado, que privava de relação com a mãe de uma das vítimas, supostamente agido por motivo de vingança, fatos que atestam de forma cabal sua periculosidade e, malgrado não se possa adentrar em matéria probatória, configura hipótese de prisão cautelar por garantia da ordem pública (Precedentes). 4. Ordem denegada”. 7. Na presente ação, a defesa alega, basicamente, haver constrangimento ilegal pelo de excesso de prazo para formação da culpa. Afirma que “o caso em tela […] não apresenta quaisquer das ocorrências aceitas pela jurisprudência para ensejar um ‘alargamento’ nos prazos, restando, mais do que óbvio, que a demora na entrega da prestação jurisdicional ocorre[u] por culpa única e exclusiva do Estado”. Para tanto, aduz ter havido: i) “excessiva demora da Autoridade Policial em devolver o inquérito policial”; ii) “demora na instauração do incidente de insanidade mental no paciente”; iii) cancelamento da audiência para interrogatório (devido à transferência do Paciente de estabelecimento prisional); iv) demora no cumprimento de carta precatória para intimação do Paciente (devido à greve dos servidores do Poder Judiciário); v) “demora na remessa dos autos ao Ministério Público para o oferecimento dos quesitos no incidente de insanidade mental”; vi) “excessiva demora no cumprimento de determinação judicial para que se oficiasse ao Distrito Policial de São Vicente”; vii) “demora de conclusão dos autos de incidente de insanidade 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório HC 109128 / SP mental ao magistrado”; viii) “excessiva demora na juntada de petição da Defesa”; ix) “demora na juntada da carta precatória contendo o interrogatório do paciente”; x) “necessidade de aditamento do ofício”, nos autos de insanidade mental, para realização “adequada de exame pericial”, em virtude de falha cartorária; xi) demora na distribuição de carta precatória para oitiva de testemunhas da acusação; xii) “necessidade de redesignação de audiência, devido à não apresentação do paciente no ato”; xiii) “demora na distribuição de carta precatória (…) na comarca de São Paulo”; xiv) “exame pericial não realizado no paciente devido a falta de escolta para apresentação do mesmo, gerando demorada nova solicitação”; xv) “audiência não realizada devido à ausência de duas testemunhas da acusação na comarca de São Vicente, ensejando uma segunda redesignação do ato”; xvi) “audiência (novamente) não realizada na comarca de São Vicente, devido ao fato do paciente não ter sido apresentado por falta de escolta, ensejando uma terceira resignação do ato”; xvii) “audiência (novamente) não realizada na comarca de São Vicente, devido ao não comparecimento de testemunha da acusação”; xviii) “falha da Autoridade Policial – expressamente reconhecida pelo Ministério Público – no cumprimento de diligência requerida 4 meses antes”; xix) “demora no cumprimento de determinação judicial, que acolheu o pleito do Ministério Público, no sentido de expedição de ofício à Autoridade Policial”; xx) “demora na resposta da Autoridade Policial ao ofício visando a localização de testemunha da acusação, ensejando duas reiterações”; xxi) “demora no cumprimento da determinação judicial de reiteração de informações à Autoridade Policial”; xxii) “não apresentação do paciente na data designada para seu exame pericial, devido ao pouco tempo de comunicação”; xxiii) demora no cumprimento das cartas precatórias expedidas em 28.11.2005, 29.5.2006, 20.6.2006 e 29.4.2010; xxiv) “demora na conclusão ao magistrado de manifestação do Ministério Público acerca da possibilidade de realização de exame faltante no juízo deprecado”; xxv) “demora [de] 8 meses para designação de exame pericial no paciente”; xxvi) “carta precatória devolvida ao juízo deprecante/ originário de Itanhaém, sem cumprimento, depois de mais de 1 ano de tramitação”; xxvii) “demora de 5 meses para o cumprimento de um único despacho”; xxviii) “excessiva demora na juntada aos autos do laudo pericial realizado no paciente: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP mental ao magistrado”; viii) “excessiva demora na juntada de petição da Defesa”; ix) “demora na juntada da carta precatória contendo o interrogatório do paciente”; x) “necessidade de aditamento do ofício”, nos autos de insanidade mental, para realização “adequada de exame pericial”, em virtude de falha cartorária; xi) demora na distribuição de carta precatória para oitiva de testemunhas da acusação; xii) “necessidade de redesignação de audiência, devido à não apresentação do paciente no ato”; xiii) “demora na distribuição de carta precatória (…) na comarca de São Paulo”; xiv) “exame pericial não realizado no paciente devido a falta de escolta para apresentação do mesmo, gerando demorada nova solicitação”; xv) “audiência não realizada devido à ausência de duas testemunhas da acusação na comarca de São Vicente, ensejando uma segunda redesignação do ato”; xvi) “audiência (novamente) não realizada na comarca de São Vicente, devido ao fato do paciente não ter sido apresentado por falta de escolta, ensejando uma terceira resignação do ato”; xvii) “audiência (novamente) não realizada na comarca de São Vicente, devido ao não comparecimento de testemunha da acusação”; xviii) “falha da Autoridade Policial – expressamente reconhecida pelo Ministério Público – no cumprimento de diligência requerida 4 meses antes”; xix) “demora no cumprimento de determinação judicial, que acolheu o pleito do Ministério Público, no sentido de expedição de ofício à Autoridade Policial”; xx) “demora na resposta da Autoridade Policial ao ofício visando a localização de testemunha da acusação, ensejando duas reiterações”; xxi) “demora no cumprimento da determinação judicial de reiteração de informações à Autoridade Policial”; xxii) “não apresentação do paciente na data designada para seu exame pericial, devido ao pouco tempo de comunicação”; xxiii) demora no cumprimento das cartas precatórias expedidas em 28.11.2005, 29.5.2006, 20.6.2006 e 29.4.2010; xxiv) “demora na conclusão ao magistrado de manifestação do Ministério Público acerca da possibilidade de realização de exame faltante no juízo deprecado”; xxv) “demora [de] 8 meses para designação de exame pericial no paciente”; xxvi) “carta precatória devolvida ao juízo deprecante/ originário de Itanhaém, sem cumprimento, depois de mais de 1 ano de tramitação”; xxvii) “demora de 5 meses para o cumprimento de um único despacho”; xxviii) “excessiva demora na juntada aos autos do laudo pericial realizado no paciente: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório HC 109128 / SP mais de 10 meses”; xxix) “erro na expedição da carta precatória para intimação do paciente visando que este constituísse noco Advogado”; xxx) “erro na intimação do Advogado constituído do paciente”. Assim sendo, alega que “apesar de já decorrido irrazoável prazo (quase 7 anos e 6 meses), o processo ainda não chegou ao final, graças ao péssimo funcionamento do aparelho estatal (...)”. Aduz que “o paciente, que em nada interferiu na demora do processo, não pode arcar com a ineficácia estatal em não conseguir cumprir os prazos processuais: existe, a seu favor, o direito constitucional de ver seu processo julgado em tempo razoável”. Observa que, apesar de ter sido “proferida decisão de pronúncia em 09/02/2010”, o argumento de que com a decisão de pronúncia ficaria superada a alegação de excesso de prazo “é insubsistente para o caso em tela”, pois “não pode prosperar o entendimento de que [o] excesso de prazo ocorrido na primeira fase do rito do Júri há de ser esquecido (‘superado’, nos dizeres da Súmula 21/Superior Tribunal de Justiça) quando da prolação de pronúncia: se o rito é um só -divididos em duas fases que se complementam – há, sim de ser verificado uma única ocorrência de prisão cautelar, para que o paciente não seja prejudicado em seu ‘status libertatis’”. Este o teor dos pedidos: “a) em caráter liminar (CPP, art. 660, § 2...), a suspensão cautelar da eficácia do mandado de prisão preventiva até o julgamento colegiado do presente habeas corpus; E depois de solicitadas informações (se necessárias, pois as peças principais da ação penal, além da inicial do writ impetrado junto ao TJSP, informações prestadas pelo juízo originário, acórdão que denegou a ordem judicial do writ impetrado junto ao Colendo Superior Tribunal de Justiça, e acórdão por este denegado, acompanham a impetração), e com parecer da Procuradoria-Geral da República: b) No mérito, em caráter definitivo (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP mais de 10 meses”; xxix) “erro na expedição da carta precatória para intimação do paciente visando que este constituísse noco Advogado”; xxx) “erro na intimação do Advogado constituído do paciente”. Assim sendo, alega que “apesar de já decorrido irrazoável prazo (quase 7 anos e 6 meses), o processo ainda não chegou ao final, graças ao péssimo funcionamento do aparelho estatal (...)”. Aduz que “o paciente, que em nada interferiu na demora do processo, não pode arcar com a ineficácia estatal em não conseguir cumprir os prazos processuais: existe, a seu favor, o direito constitucional de ver seu processo julgado em tempo razoável”. Observa que, apesar de ter sido “proferida decisão de pronúncia em 09/02/2010”, o argumento de que com a decisão de pronúncia ficaria superada a alegação de excesso de prazo “é insubsistente para o caso em tela”, pois “não pode prosperar o entendimento de que [o] excesso de prazo ocorrido na primeira fase do rito do Júri há de ser esquecido (‘superado’, nos dizeres da Súmula 21/Superior Tribunal de Justiça) quando da prolação de pronúncia: se o rito é um só -divididos em duas fases que se complementam – há, sim de ser verificado uma única ocorrência de prisão cautelar, para que o paciente não seja prejudicado em seu ‘status libertatis’”. Este o teor dos pedidos: “a) em caráter liminar (CPP, art. 660, § 2...), a suspensão cautelar da eficácia do mandado de prisão preventiva até o julgamento colegiado do presente habeas corpus; E depois de solicitadas informações (se necessárias, pois as peças principais da ação penal, além da inicial do writ impetrado junto ao TJSP, informações prestadas pelo juízo originário, acórdão que denegou a ordem judicial do writ impetrado junto ao Colendo Superior Tribunal de Justiça, e acórdão por este denegado, acompanham a impetração), e com parecer da Procuradoria-Geral da República: b) No mérito, em caráter definitivo (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório HC 109128 / SP LXXVIII c/c CPP, arts. 647 e 648, II) seja concedida a ordem para revogar a prisão preventiva do paciente por excesso de prazo, possibilitando que aguarde em liberdade o trânsito em julgado de eventual condenação proferida na ação pena (1... Vara Judicial da comarca de Itanhaém/SP, Processo 266.01.2004.005294-3/ Número de ordem 180/2004). Por fim, requer a disponibilização, junto ao site deste Tribunal, da data da sessão de julgamento para ciência e apresentação, se o caso, de memoriais por meio de Advogado”. 8. Em 24.8.2011, indeferi o requerimento de medida liminar e determinei que fosse dada vista ao Procurador-Geral da República. 9. Em 21.11.2011, a Procuradoria-Geral da República opinou “pela denegação da ordem”. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP LXXVIII c/c CPP, arts. 647 e 648, II) seja concedida a ordem para revogar a prisão preventiva do paciente por excesso de prazo, possibilitando que aguarde em liberdade o trânsito em julgado de eventual condenação proferida na ação pena (1... Vara Judicial da comarca de Itanhaém/SP, Processo 266.01.2004.005294-3/ Número de ordem 180/2004). Por fim, requer a disponibilização, junto ao site deste Tribunal, da data da sessão de julgamento para ciência e apresentação, se o caso, de memoriais por meio de Advogado”. 8. Em 24.8.2011, indeferi o requerimento de medida liminar e determinei que fosse dada vista ao Procurador-Geral da República. 9. Em 21.11.2011, a Procuradoria-Geral da República opinou “pela denegação da ordem”. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551663. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (RELATORA): 1. Conforme relatado, o núcleo central da questão trazida neste habeas é a alegação de constrangimento ilegal decorrente do excesso de prazo da prisão do Paciente. 2. A Procuradoria-Geral da República se manifestou nos termos seguintes: “ 5. Entendo que não assiste razão à impetrante. 6. O Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que ‘a prisão cautelar - qualquer que seja a modalidade que ostente no ordenamento positivo brasileiro (prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente de sentença de pronúncia ou prisão motivada por condenação penal recorrível) - somente se legitima, se se comprovar, com apoio em base empírica idônea, a real necessidade da adoção, pelo Estado, dessa extraordinária medida de constrição do ‘status libertatis’ do indiciado ou do réu.’ (HC n 89.501/GO, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 16.3.2007). 7. No caso, como bem asseverou o Superior Tribunal de Justiça o paciente teve a custódia preventiva decretada em 26.02.2004, com suporte na necessidade de se garantir a ordem pública e o bom andamento da instrução criminal, sobretudo em razão da exacerbada gravidade dos crimes em tese praticados e da periculosidade demonstrada pelo agente, tendo o juízo singular consignado que ‘os indiciados mataram com requintes de crueldade, duas garotas de apenas 5 (cinco) anos de idade’, sendo que ‘a fls. 28, Douglas confessou os crimes (sequestro e homicídio contra as duas meninas) com riqueza de detalhes e incriminou também Ivan Batista’ . Nesse contexto, inquestionável que ‘a gravidade e crueldade dos delitos mais do que justificam as custódias cautelares dos indiciados’ (fls. 187). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (RELATORA): 1. Conforme relatado, o núcleo central da questão trazida neste habeas é a alegação de constrangimento ilegal decorrente do excesso de prazo da prisão do Paciente. 2. A Procuradoria-Geral da República se manifestou nos termos seguintes: “ 5. Entendo que não assiste razão à impetrante. 6. O Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que ‘a prisão cautelar - qualquer que seja a modalidade que ostente no ordenamento positivo brasileiro (prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente de sentença de pronúncia ou prisão motivada por condenação penal recorrível) - somente se legitima, se se comprovar, com apoio em base empírica idônea, a real necessidade da adoção, pelo Estado, dessa extraordinária medida de constrição do ‘status libertatis’ do indiciado ou do réu.’ (HC n 89.501/GO, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 16.3.2007). 7. No caso, como bem asseverou o Superior Tribunal de Justiça o paciente teve a custódia preventiva decretada em 26.02.2004, com suporte na necessidade de se garantir a ordem pública e o bom andamento da instrução criminal, sobretudo em razão da exacerbada gravidade dos crimes em tese praticados e da periculosidade demonstrada pelo agente, tendo o juízo singular consignado que ‘os indiciados mataram com requintes de crueldade, duas garotas de apenas 5 (cinco) anos de idade’, sendo que ‘a fls. 28, Douglas confessou os crimes (sequestro e homicídio contra as duas meninas) com riqueza de detalhes e incriminou também Ivan Batista’ . Nesse contexto, inquestionável que ‘a gravidade e crueldade dos delitos mais do que justificam as custódias cautelares dos indiciados’ (fls. 187). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109128 / SP 8. Ademais, a inicial acusatória descreve que o paciente, juntamente com outro corréu ao encontrarem um lugar ermo, amarraram braços e pernas das menores, momento em que o paciente constrangeu a menor Nathaly a manter conjunção carnal e, encontrando resistência, matou-a por asfixia mecânica, oriunda de esganadura. Como a menor Nájila havia presenciado os fatos, os acusados deliberaram por também ceifar sua vida, utilizando-se do mesmo modo pelo qual assassinaram a outra criança. Dessa forma, conclui-se que a custódia está devidamente fundamentada, diante da real periculosidade do paciente, também evidenciada pela existência de outros registros criminais em seu desfavor (consta dos autos que desde 1992, já havia matado, pelo menos, outras seis crianças, incluindo uma enteada), por ter praticado o crime com requintes de crueldade e por motivo de vingança contra a mãe de uma das vítimas. 9. Assim, presentes os requisitos da segregação cautelar, não existe ilegalidade a reparar: ‘O decreto de prisão preventiva, no caso, está devidamente fundamentado, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal, não evidenciando constrangimento ilegal amparável pela via do habeas corpus.’ (HC n 95.581/SP, Rel. Min. Menezes Direito, DJe de 28.11.2008); ‘a prisão preventiva pode ser decretada em face periculosidade demonstrada pela gravidade e violência do crime, ainda que primário o agente’ (RHC n 67.267/SP, rel. Min. Moreira Alves, DJ de 28.4.89; HC n 72.865/SP, rel. Min. Moreira Alves, DJ de 9.8.96); ‘A decretação da prisão preventiva baseada na garantia da ordem pública está devidamente fundamentada em fatos concretos a justificar a segregação cautelar, em especial diante do modus operandi da prática delituosa, o qual revela a periculosidade do agente.’ (HC n 94.121/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 12.6.2009). 10. Quanto ao excesso de prazo, bem asseverou o Superior Tribunal de Justiça que, apesar da ação penal movida contra o paciente perdurar por tempo superior ao da média dos processos, observa-se que a respectiva instrução acabou por se revestir de alguma complexidade, sobretudo em razão de encontrar-se o réu custodiado em local distinto do distrito da culpa, assim como as testemunhas, levando à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP 8. Ademais, a inicial acusatória descreve que o paciente, juntamente com outro corréu ao encontrarem um lugar ermo, amarraram braços e pernas das menores, momento em que o paciente constrangeu a menor Nathaly a manter conjunção carnal e, encontrando resistência, matou-a por asfixia mecânica, oriunda de esganadura. Como a menor Nájila havia presenciado os fatos, os acusados deliberaram por também ceifar sua vida, utilizando-se do mesmo modo pelo qual assassinaram a outra criança. Dessa forma, conclui-se que a custódia está devidamente fundamentada, diante da real periculosidade do paciente, também evidenciada pela existência de outros registros criminais em seu desfavor (consta dos autos que desde 1992, já havia matado, pelo menos, outras seis crianças, incluindo uma enteada), por ter praticado o crime com requintes de crueldade e por motivo de vingança contra a mãe de uma das vítimas. 9. Assim, presentes os requisitos da segregação cautelar, não existe ilegalidade a reparar: ‘O decreto de prisão preventiva, no caso, está devidamente fundamentado, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal, não evidenciando constrangimento ilegal amparável pela via do habeas corpus.’ (HC n 95.581/SP, Rel. Min. Menezes Direito, DJe de 28.11.2008); ‘a prisão preventiva pode ser decretada em face periculosidade demonstrada pela gravidade e violência do crime, ainda que primário o agente’ (RHC n 67.267/SP, rel. Min. Moreira Alves, DJ de 28.4.89; HC n 72.865/SP, rel. Min. Moreira Alves, DJ de 9.8.96); ‘A decretação da prisão preventiva baseada na garantia da ordem pública está devidamente fundamentada em fatos concretos a justificar a segregação cautelar, em especial diante do modus operandi da prática delituosa, o qual revela a periculosidade do agente.’ (HC n 94.121/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 12.6.2009). 10. Quanto ao excesso de prazo, bem asseverou o Superior Tribunal de Justiça que, apesar da ação penal movida contra o paciente perdurar por tempo superior ao da média dos processos, observa-se que a respectiva instrução acabou por se revestir de alguma complexidade, sobretudo em razão de encontrar-se o réu custodiado em local distinto do distrito da culpa, assim como as testemunhas, levando à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109128 / SP necessidade de realização dos atos processuais mediante a expedição de cartas precatórias, circunstância que, pela própria natureza do instrumento procedimental, demanda um maior tempo para o processamento do feito. Na esteira das informações trazidas pela autoridade a quo, constata-se as peculiaridades que motivaram certa dilação processual, que, à toda evidência, não pode ser atribuído a desídia da autoridade judiciária (…). Seguem as notícias do Poder Judiciário bandeirante, relatando que ‘realizada a oitiva das testemunhas arroladas, vieram os laudos dos exames de sanidade mental do ora paciente, declarando-se encerrada a instrução criminal aos 17 de setembro de 2009’ (fls. 1374). (…) No caso em análise, como visto, inobstante o longo transcurso desde a deflagração do processo, eventual constrangimento encontra-se, por ora, superado, devido ao encerramento da etapa do judicium accusationis e a pronúncia do paciente, datada de 9.2.2010, aplicando-se ao caso o entendimento consolidado na Súmula n. 21 desta Corte Superior de Justiça: ‘Pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução’. 11. Cabe notar, ainda, que a interposição de recurso em sentido estrito pela defesa, contra a sentença de pronúncia, também contribuiu para o adiamento da realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. 12. Isso posto, em consonância com o acórdão impugnado, opino pela denegação da ordem”. 3. Apesar dos argumentos apresentados na manifestação da Procuradoria-Geral da República, estou convencida de que a ordem há de ser concedida ao Paciente DOUGLAS BAPTISTA. 4. É sabido, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que “o excesso de prazo para o término da instrução criminal mostra-se razoável quando o feito é complexo” (HC 88.443, Rel. Min. Eros Grau, DJ 1.6.2007) e que a “alegação de excesso de prazo da instrução criminal fic[a] superada pelo advento da sentença de pronúncia” (HC 96.609, Rel. Min. Eros Grau, DJe 29.10.2009). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP necessidade de realização dos atos processuais mediante a expedição de cartas precatórias, circunstância que, pela própria natureza do instrumento procedimental, demanda um maior tempo para o processamento do feito. Na esteira das informações trazidas pela autoridade a quo, constata-se as peculiaridades que motivaram certa dilação processual, que, à toda evidência, não pode ser atribuído a desídia da autoridade judiciária (…). Seguem as notícias do Poder Judiciário bandeirante, relatando que ‘realizada a oitiva das testemunhas arroladas, vieram os laudos dos exames de sanidade mental do ora paciente, declarando-se encerrada a instrução criminal aos 17 de setembro de 2009’ (fls. 1374). (…) No caso em análise, como visto, inobstante o longo transcurso desde a deflagração do processo, eventual constrangimento encontra-se, por ora, superado, devido ao encerramento da etapa do judicium accusationis e a pronúncia do paciente, datada de 9.2.2010, aplicando-se ao caso o entendimento consolidado na Súmula n. 21 desta Corte Superior de Justiça: ‘Pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução’. 11. Cabe notar, ainda, que a interposição de recurso em sentido estrito pela defesa, contra a sentença de pronúncia, também contribuiu para o adiamento da realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. 12. Isso posto, em consonância com o acórdão impugnado, opino pela denegação da ordem”. 3. Apesar dos argumentos apresentados na manifestação da Procuradoria-Geral da República, estou convencida de que a ordem há de ser concedida ao Paciente DOUGLAS BAPTISTA. 4. É sabido, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que “o excesso de prazo para o término da instrução criminal mostra-se razoável quando o feito é complexo” (HC 88.443, Rel. Min. Eros Grau, DJ 1.6.2007) e que a “alegação de excesso de prazo da instrução criminal fic[a] superada pelo advento da sentença de pronúncia” (HC 96.609, Rel. Min. Eros Grau, DJe 29.10.2009). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109128 / SP Por outro lado, este Supremo Tribunal tem entendido também que a prisão sujeita-se ao limite da razoabilidade, não se permitindo o seu prolongamento por tempo indefinido. Nesse sentido decidiu a Segunda Turma no julgamento do HC 80.379, Rel. Min. Celso de Mello, cuja ementa é a seguinte: “E M E N T A: HABEAS CORPUS - (...) PRISÃO CAUTELAR QUE SE PROLONGA DE MODO IRRAZOÁVEL - EXCESSO DE PRAZO IMPUTÁVEL AO PODER PÚBLICO - VIOLAÇÃO À GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DUE PROCESS OF LAW - DIREITO QUE ASSISTE AO RÉU DE SER JULGADO DENTRO DE PRAZO ADEQUADO E RAZOÁVEL - PEDIDO DEFERIDO. (...) O JULGAMENTO SEM DILAÇÕES INDEVIDAS CONSTITUI PROJEÇÃO DO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - O direito ao julgamento, sem dilações indevidas, qualifica-se como prerrogativa fundamental que decorre da garantia constitucional do ‘due process of law’. O réu - especialmente aquele que se acha sujeito a medidas cautelares de privação da sua liberdade - tem o direito público subjetivo de ser julgado, pelo Poder Público, dentro de prazo razoável, sem demora excessiva e nem dilações indevidas. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Art. 7..., ns. 5 e 6). Doutrina. Jurisprudência. - O excesso de prazo, quando exclusivamente imputável ao aparelho judiciário - não derivando, portanto, de qualquer fato procrastinatório causalmente atribuível ao réu - traduz situação anômala que compromete a efetividade do processo, pois, além de tornar evidente o desprezo estatal pela liberdade do cidadão, frustra um direito básico que assiste a qualquer pessoa: o direito à resolução do litígio, sem dilações indevidas e com todas as garantias reconhecidas pelo ordenamento constitucional. O EXCESSO DE PRAZO, NOS CRIMES HEDIONDOS, IMPÕE O RELAXAMENTO DA PRISÃO CAUTELAR. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP Por outro lado, este Supremo Tribunal tem entendido também que a prisão sujeita-se ao limite da razoabilidade, não se permitindo o seu prolongamento por tempo indefinido. Nesse sentido decidiu a Segunda Turma no julgamento do HC 80.379, Rel. Min. Celso de Mello, cuja ementa é a seguinte: “E M E N T A: HABEAS CORPUS - (...) PRISÃO CAUTELAR QUE SE PROLONGA DE MODO IRRAZOÁVEL - EXCESSO DE PRAZO IMPUTÁVEL AO PODER PÚBLICO - VIOLAÇÃO À GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DUE PROCESS OF LAW - DIREITO QUE ASSISTE AO RÉU DE SER JULGADO DENTRO DE PRAZO ADEQUADO E RAZOÁVEL - PEDIDO DEFERIDO. (...) O JULGAMENTO SEM DILAÇÕES INDEVIDAS CONSTITUI PROJEÇÃO DO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - O direito ao julgamento, sem dilações indevidas, qualifica-se como prerrogativa fundamental que decorre da garantia constitucional do ‘due process of law’. O réu - especialmente aquele que se acha sujeito a medidas cautelares de privação da sua liberdade - tem o direito público subjetivo de ser julgado, pelo Poder Público, dentro de prazo razoável, sem demora excessiva e nem dilações indevidas. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Art. 7..., ns. 5 e 6). Doutrina. Jurisprudência. - O excesso de prazo, quando exclusivamente imputável ao aparelho judiciário - não derivando, portanto, de qualquer fato procrastinatório causalmente atribuível ao réu - traduz situação anômala que compromete a efetividade do processo, pois, além de tornar evidente o desprezo estatal pela liberdade do cidadão, frustra um direito básico que assiste a qualquer pessoa: o direito à resolução do litígio, sem dilações indevidas e com todas as garantias reconhecidas pelo ordenamento constitucional. O EXCESSO DE PRAZO, NOS CRIMES HEDIONDOS, IMPÕE O RELAXAMENTO DA PRISÃO CAUTELAR. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109128 / SP - Impõe-se o relaxamento da prisão cautelar, mesmo que se trate de procedimento instaurado pela suposta prática de crime hediondo, desde que se registre situação configuradora de excesso de prazo não imputável ao indiciado/acusado. A natureza da infração penal não pode restringir a aplicabilidade e a força normativa da regra inscrita no art. 5..., LXV, da Constituição da República, que dispõe, em caráter imperativo, que a prisão ilegal ‘será imediatamente relaxada’ pela autoridade judiciária. Precedentes.” (DJ 25.5.2001). Esse entendimento foi mantido por este Supremo Tribunal no julgamento do HC 86.915, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 16.6.2006; e do HC 87.721de minha relatoria, DJ 7.12.2006. 5. A demora para encerramento do processo criminal, sem justificativa plausível ou sem que se possam atribuir ao Réu as razões para o retardamento daquele fim, ofende princípios constitucionais, sendo de se enfatizar o da dignidade da pessoa humana e o da razoável duração do processo (art. 5..., incisos III e LXXVIII, da Constituição da República). A forma de punição a ser definida para quem quer que seja haverá de ser aquela definida legalmente, sendo a mora judicial, enquanto preso o Réu ainda não condenado, uma forma de punição sem respeito ao princípio do devido processo legal. Note-se que, até o momento do julgamento da presente impetração, o Paciente não foi julgado pelo Tribunal do Júri, estando preso preventivamente, portanto, há oito anos. Portanto, as circunstâncias que atrasam o julgamento do Paciente pelo Juízo a quo não podem ser a ele atribuídas, não havendo, nos autos qualquer indício de que tenha contribuído para a demora. 6. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de se conceder a ordem para deferir a liberdade provisória ao Paciente DOUGLAS BAPTISTA, não atingindo essa decisão qualquer outro decreto 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP - Impõe-se o relaxamento da prisão cautelar, mesmo que se trate de procedimento instaurado pela suposta prática de crime hediondo, desde que se registre situação configuradora de excesso de prazo não imputável ao indiciado/acusado. A natureza da infração penal não pode restringir a aplicabilidade e a força normativa da regra inscrita no art. 5..., LXV, da Constituição da República, que dispõe, em caráter imperativo, que a prisão ilegal ‘será imediatamente relaxada’ pela autoridade judiciária. Precedentes.” (DJ 25.5.2001). Esse entendimento foi mantido por este Supremo Tribunal no julgamento do HC 86.915, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 16.6.2006; e do HC 87.721de minha relatoria, DJ 7.12.2006. 5. A demora para encerramento do processo criminal, sem justificativa plausível ou sem que se possam atribuir ao Réu as razões para o retardamento daquele fim, ofende princípios constitucionais, sendo de se enfatizar o da dignidade da pessoa humana e o da razoável duração do processo (art. 5..., incisos III e LXXVIII, da Constituição da República). A forma de punição a ser definida para quem quer que seja haverá de ser aquela definida legalmente, sendo a mora judicial, enquanto preso o Réu ainda não condenado, uma forma de punição sem respeito ao princípio do devido processo legal. Note-se que, até o momento do julgamento da presente impetração, o Paciente não foi julgado pelo Tribunal do Júri, estando preso preventivamente, portanto, há oito anos. Portanto, as circunstâncias que atrasam o julgamento do Paciente pelo Juízo a quo não podem ser a ele atribuídas, não havendo, nos autos qualquer indício de que tenha contribuído para a demora. 6. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de se conceder a ordem para deferir a liberdade provisória ao Paciente DOUGLAS BAPTISTA, não atingindo essa decisão qualquer outro decreto 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109128 / SP prisional. 7. Comunique-se esta decisão, com urgência, ao Juízo da Comarca de São Vicente – SP, ao qual caberá a expedição do alvará de soltura, se, por outro motivo, o Paciente DOUGLAS BAPTISTA não estiver preso. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Supremo Tribunal Federal HC 109128 / SP prisional. 7. Comunique-se esta decisão, com urgência, ao Juízo da Comarca de São Vicente – SP, ao qual caberá a expedição do alvará de soltura, se, por outro motivo, o Paciente DOUGLAS BAPTISTA não estiver preso. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3551664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu também estou de acordo, porque, realmente, uma década preso sem julgamento, isso é antijustiça. Não pode ser tolerado pelo Supremo Tribunal Federal, por mais grave que seja o crime. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - E eu acho isso: todas as instâncias, Presidente, citaram que, tendo sido prenunciado em 2010, não se há falar mais em excesso de prazo. Não. A jurisprudência do Supremo há de ser interpretada como queria Carlos Maximiliano, interpretada a lei inteligentemente. Quando dissemos "pronunciou" - imagina-se que não vai excesso de prazo - é porque, na sequência, se terá o Júri. Mas, só da pronúncia, nós já teríamos três anos, depois de mais oito anos da ocorrência do fato e sete anos de prisão; não é possível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3518134. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.128 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu também estou de acordo, porque, realmente, uma década preso sem julgamento, isso é antijustiça. Não pode ser tolerado pelo Supremo Tribunal Federal, por mais grave que seja o crime. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - E eu acho isso: todas as instâncias, Presidente, citaram que, tendo sido prenunciado em 2010, não se há falar mais em excesso de prazo. Não. A jurisprudência do Supremo há de ser interpretada como queria Carlos Maximiliano, interpretada a lei inteligentemente. Quando dissemos "pronunciou" - imagina-se que não vai excesso de prazo - é porque, na sequência, se terá o Júri. Mas, só da pronúncia, nós já teríamos três anos, depois de mais oito anos da ocorrência do fato e sete anos de prisão; não é possível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3518134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 109.128 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : DOUGLAS BAPTISTA IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para deferir a liberdade provisória ao Paciente Douglas Baptista, não atingindo essa decisão qualquer outro decreto prisional. Determinou, ainda, a comunicação, com urgência, ao Juízo da Comarca de São Vicente-SP, ao qual caberá a expedição do alvará de soltura, se, por outro motivo, o Paciente Douglas Baptista não estiver preso, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3543107 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 109.128 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : DOUGLAS BAPTISTA IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para deferir a liberdade provisória ao Paciente Douglas Baptista, não atingindo essa decisão qualquer outro decreto prisional. Determinou, ainda, a comunicação, com urgência, ao Juízo da Comarca de São Vicente-SP, ao qual caberá a expedição do alvará de soltura, se, por outro motivo, o Paciente Douglas Baptista não estiver preso, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 109 . 128", "HABEAS CORPUS 109 . 128", "HABEAS CORPUS 109 . 128 SÃO", "HC 109128 / SP", "Habeas Corpus n . 990 . 10 . 211337 - 0", "HC 109128 / SP", "Habeas Corpus n . 990 . 10 . 211337 - 0", "HC 109128 / SP", "Súmula n 21 , do Superior Tribunal de Justiça", "Habeas Corpus n . 180 . 357", "SÚMULA N . 21 / Superior Tribunal de Justiça", "enunciado sumular n . 21 deste Superior Tribunal de Justiça", "HC 109128 / SP", "Súmula n 21 , do Superior Tribunal de Justiça", "Habeas Corpus n . 180 . 357 no", "SÚMULA N . 21 / Superior Tribunal de Justiça", "enunciado sumular n . 21 deste Superior Tribunal de Justiça", "HC 109128 / SP", "HC 109128 / SP", "HC 109128 / SP", "HC 109128 / SP", "HC 109128 / SP", "Súmula 21 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 109128 / SP", "Súmula 21 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 109128 / SP", "HC 109128 / SP", "HABEAS CORPUS 109 . 128", "HC n 89 . 501 / GO", "HABEAS CORPUS 109 . 128", "HC n 89 . 501 / GO", "HC 109128 / SP", "HC n 95 . 581 / SP", "RHC n 67 . 267 / SP", "HC n 72 . 865 / SP", "HC n 94 . 121 / DF", "HC 109128 / SP", "HC n 95 . 581 / SP", "RHC n 67 . 267 / SP", "HC n 72 . 865 / SP", "HC n 94 . 121 / DF", "HC 109128 / SP", "Súmula n . 21 desta Corte Superior de Justiça", "HC 88 . 443", "HC 96 . 609", "HC 109128 / SP", "Súmula n . 21 desta Corte Superior de Justiça", "HC 88 . 443", "HC 96 . 609", "HC 109128 / SP", "HC 80 .", "HC 109128 / SP", "HC 80 . 379", "HC 109128 / SP", "HC 86 . 915", "HC 87 . 721de", "HC 109128 / SP", "HC 86 . 915", "HC 87 . 721de", "HC 109128 / SP", "HC 109128", "HABEAS CORPUS 109 . 128 SÃO", "HABEAS CORPUS 109 . 128", "HABEAS CORPUS 109 . 128", "HABEAS CORPUS 109 . 128" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 660 , § 2 . . .", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII , 6", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 660 , § 2 .", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII , 6", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LXXVIII c / c CPP , arts . 647 e 648 , II", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LXXVIII c / c CPP , arts . 647 e 648 , II", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Vara da Comarca de Itanhaém", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas 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"ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas 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de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte", "CÁRMEN LÚCIA", "DOUGLAS BAPTISTA", "ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA", "Douglas Baptista", "Douglas Baptista", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2013", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "25 de dezembro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "25 de dezembro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "12", ".", "2003", "26", ".", "2", ".", "2004", "9", ".", "2", ".", "2010", "29", ".", "7", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "12", ".", "2003", "26", ".", "2", ".", "2004", "9", ".", "2", ".", "2010", "29", ".", "7", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "2", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "2", ".", 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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE AGDO.(A/S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :PAULO CEZAR PINHEIRO CARNEIRO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592240. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão AI 834712 AGR / RS regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592240. Supremo Tribunal Federal AI 834712 AGR / RS regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592240. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE AGDO.(A/S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :PAULO CEZAR PINHEIRO CARNEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 143 e 144, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve debate e decisão prévios sobre a alegada violação dos artigos 23, inciso I, 30, incisos I, II e VIII, 174 da Constituição Federal. Vale frisar que o recorrente não arguiu o vício de procedimento. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592241. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE AGDO.(A/S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :PAULO CEZAR PINHEIRO CARNEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 143 e 144, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve debate e decisão prévios sobre a alegada violação dos artigos 23, inciso I, 30, incisos I, II e VIII, 174 da Constituição Federal. Vale frisar que o recorrente não arguiu o vício de procedimento. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592241. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório AI 834712 AGR / RS judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Município de Porto Alegre, na minuta de folha 147 a 150, insiste na demonstração de violência aos artigos 23, inciso I, 30, incisos I, II e VII, e 174 da Constituição Federal. Sustenta estar devidamente prequestionada a matéria, sendo legítima e constitucional a cobrança de remuneração mensal pela utilização de bem público por particulares. A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 154 a 158, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592241. Supremo Tribunal Federal AI 834712 AGR / RS judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Município de Porto Alegre, na minuta de folha 147 a 150, insiste na demonstração de violência aos artigos 23, inciso I, 30, incisos I, II e VII, e 174 da Constituição Federal. Sustenta estar devidamente prequestionada a matéria, sendo legítima e constitucional a cobrança de remuneração mensal pela utilização de bem público por particulares. A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 154 a 158, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592241. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído (folha 9), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça consignou em síntese (folha 64): PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. ADMISSIBILIDADE. DISSÍDIO NÃO DEMONSTRADO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. REGRA TÉCNICA. VIA IMPRÓPRIA. PRECEDENTES DO STJ. (ADMINISTRATIVO.REMUNERAÇÃO MENSAL PELO USO DAS VIAS PÚBLICAS INSTITUÍDA POR LEI MUNICIPAL. NATUREZA JURÍDICA. ) 1. A admissão dos embargos de divergência reclama a comprovação do dissídio jurisprudencial na forma prevista pelo RISTJ, com a demonstração das circunstâncias que assemelham os casos confrontados. 2. Os embargos de divergência não comportam discussão acerca da aplicação de regra técnica concernente ao conhecimento de recurso especial, como, in casu, a incidência das Súmulas n.°s 05 e 07/STJ e 280 e 282/STF. 3. Deveras, esta Corte em inúmeros julgados firmou entendimento no sentido da impossibilidade de discussão, em sede de embargos de divergência, acerca do acerto ou desacerto na aplicação de regra técnica relativa ao conhecimento de recurso especial. Precedentes desta Corte: EREsp 585091/DF, desta relatoria p/ acórdão, DJ de 19.09.2005 e AgRg na Pet Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592242. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído (folha 9), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça consignou em síntese (folha 64): PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. ADMISSIBILIDADE. DISSÍDIO NÃO DEMONSTRADO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. REGRA TÉCNICA. VIA IMPRÓPRIA. PRECEDENTES DO STJ. (ADMINISTRATIVO.REMUNERAÇÃO MENSAL PELO USO DAS VIAS PÚBLICAS INSTITUÍDA POR LEI MUNICIPAL. NATUREZA JURÍDICA. ) 1. A admissão dos embargos de divergência reclama a comprovação do dissídio jurisprudencial na forma prevista pelo RISTJ, com a demonstração das circunstâncias que assemelham os casos confrontados. 2. Os embargos de divergência não comportam discussão acerca da aplicação de regra técnica concernente ao conhecimento de recurso especial, como, in casu, a incidência das Súmulas n.°s 05 e 07/STJ e 280 e 282/STF. 3. Deveras, esta Corte em inúmeros julgados firmou entendimento no sentido da impossibilidade de discussão, em sede de embargos de divergência, acerca do acerto ou desacerto na aplicação de regra técnica relativa ao conhecimento de recurso especial. Precedentes desta Corte: EREsp 585091/DF, desta relatoria p/ acórdão, DJ de 19.09.2005 e AgRg na Pet Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592242. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 834712 AGR / RS 4021/RJ, Relator Ministro Castro Meira, DJ de 10.10.2005. 4. In casu, o aresto embargado decidiu que a natureza jurídica da remuneração mensal pelo uso das vias públicas instituída por lei municipal é de preço público enquanto que o aresto paradigma, em hipótese análoga, não conheceu do recurso especial ante a incidência das Súmulas n.°s 05 e 07/STJ e 280 e 282/STF. 4. Agravo regimental desprovido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação local. No mais, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Seo ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592242. Supremo Tribunal Federal AI 834712 AGR / RS 4021/RJ, Relator Ministro Castro Meira, DJ de 10.10.2005. 4. In casu, o aresto embargado decidiu que a natureza jurídica da remuneração mensal pelo uso das vias públicas instituída por lei municipal é de preço público enquanto que o aresto paradigma, em hipótese análoga, não conheceu do recurso especial ante a incidência das Súmulas n.°s 05 e 07/STJ e 280 e 282/STF. 4. Agravo regimental desprovido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação local. No mais, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Seo ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592242. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 834712 AGR / RS entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592242. Supremo Tribunal Federal AI 834712 AGR / RS entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592242. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE AGDO.(A/S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : PAULO CEZAR PINHEIRO CARNEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604833 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE AGDO.(A/S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : PAULO CEZAR PINHEIRO CARNEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604833 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3642843
2013-03-19T00:00:00
2013-04-15T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur228017
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 282, SÚMULA 356) AI 541696 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 22/05/2013, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
834712
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 834712 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE AGDO.(A/S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : PAULO CEZAR PINHEIRO CARNEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : WALTER POLISTCHUCK
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE AGDO.(A/S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :PAULO CEZAR PINHEIRO CARNEIRO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592240. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão AI 834712 AGR / RS regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592240. Supremo Tribunal Federal AI 834712 AGR / RS regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592240. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE AGDO.(A/S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :PAULO CEZAR PINHEIRO CARNEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 143 e 144, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve debate e decisão prévios sobre a alegada violação dos artigos 23, inciso I, 30, incisos I, II e VIII, 174 da Constituição Federal. Vale frisar que o recorrente não arguiu o vício de procedimento. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592241. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE AGDO.(A/S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :PAULO CEZAR PINHEIRO CARNEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 143 e 144, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve debate e decisão prévios sobre a alegada violação dos artigos 23, inciso I, 30, incisos I, II e VIII, 174 da Constituição Federal. Vale frisar que o recorrente não arguiu o vício de procedimento. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592241. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório AI 834712 AGR / RS judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Município de Porto Alegre, na minuta de folha 147 a 150, insiste na demonstração de violência aos artigos 23, inciso I, 30, incisos I, II e VII, e 174 da Constituição Federal. Sustenta estar devidamente prequestionada a matéria, sendo legítima e constitucional a cobrança de remuneração mensal pela utilização de bem público por particulares. A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 154 a 158, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592241. Supremo Tribunal Federal AI 834712 AGR / RS judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Município de Porto Alegre, na minuta de folha 147 a 150, insiste na demonstração de violência aos artigos 23, inciso I, 30, incisos I, II e VII, e 174 da Constituição Federal. Sustenta estar devidamente prequestionada a matéria, sendo legítima e constitucional a cobrança de remuneração mensal pela utilização de bem público por particulares. A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 154 a 158, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592241. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído (folha 9), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça consignou em síntese (folha 64): PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. ADMISSIBILIDADE. DISSÍDIO NÃO DEMONSTRADO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. REGRA TÉCNICA. VIA IMPRÓPRIA. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. (ADMINISTRATIVO.REMUNERAÇÃO MENSAL PELO USO DAS VIAS PÚBLICAS INSTITUÍDA POR LEI MUNICIPAL. NATUREZA JURÍDICA. ) 1. A admissão dos embargos de divergência reclama a comprovação do dissídio jurisprudencial na forma prevista pelo RISTJ, com a demonstração das circunstâncias que assemelham os casos confrontados. 2. Os embargos de divergência não comportam discussão acerca da aplicação de regra técnica concernente ao conhecimento de recurso especial, como, in casu, a incidência das Súmulas n.s 05 e 07/Superior Tribunal de Justiça e 280 e 282/Supremo Tribunal Federal. 3. Deveras, esta Corte em inúmeros julgados firmou entendimento no sentido da impossibilidade de discussão, em sede de embargos de divergência, acerca do acerto ou desacerto na aplicação de regra técnica relativa ao conhecimento de recurso especial. Precedentes desta Corte: EREsp 585091/DF, desta relatoria p/ acórdão, DJ de 19.09.2005 e AgRg na Pet Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592242. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído (folha 9), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça consignou em síntese (folha 64): PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. ADMISSIBILIDADE. DISSÍDIO NÃO DEMONSTRADO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. REGRA TÉCNICA. VIA IMPRÓPRIA. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. (ADMINISTRATIVO.REMUNERAÇÃO MENSAL PELO USO DAS VIAS PÚBLICAS INSTITUÍDA POR LEI MUNICIPAL. NATUREZA JURÍDICA. ) 1. A admissão dos embargos de divergência reclama a comprovação do dissídio jurisprudencial na forma prevista pelo RISTJ, com a demonstração das circunstâncias que assemelham os casos confrontados. 2. Os embargos de divergência não comportam discussão acerca da aplicação de regra técnica concernente ao conhecimento de recurso especial, como, in casu, a incidência das Súmulas n.s 05 e 07/Superior Tribunal de Justiça e 280 e 282/Supremo Tribunal Federal. 3. Deveras, esta Corte em inúmeros julgados firmou entendimento no sentido da impossibilidade de discussão, em sede de embargos de divergência, acerca do acerto ou desacerto na aplicação de regra técnica relativa ao conhecimento de recurso especial. Precedentes desta Corte: EREsp 585091/DF, desta relatoria p/ acórdão, DJ de 19.09.2005 e AgRg na Pet Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592242. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 834712 AGR / RS 4021/RJ, Relator Ministro Castro Meira, DJ de 10.10.2005. 4. In casu, o aresto embargado decidiu que a natureza jurídica da remuneração mensal pelo uso das vias públicas instituída por lei municipal é de preço público enquanto que o aresto paradigma, em hipótese análoga, não conheceu do recurso especial ante a incidência das Súmulas n.s 05 e 07/Superior Tribunal de Justiça e 280 e 282/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental desprovido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação local. No mais, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Seo ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592242. Supremo Tribunal Federal AI 834712 AGR / RS 4021/RJ, Relator Ministro Castro Meira, DJ de 10.10.2005. 4. In casu, o aresto embargado decidiu que a natureza jurídica da remuneração mensal pelo uso das vias públicas instituída por lei municipal é de preço público enquanto que o aresto paradigma, em hipótese análoga, não conheceu do recurso especial ante a incidência das Súmulas n.s 05 e 07/Superior Tribunal de Justiça e 280 e 282/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental desprovido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação local. No mais, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Seo ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592242. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 834712 AGR / RS entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592242. Supremo Tribunal Federal AI 834712 AGR / RS entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592242. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE AGDO.(A/S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : PAULO CEZAR PINHEIRO CARNEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604833 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.712 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE AGDO.(A/S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : PAULO CEZAR PINHEIRO CARNEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604833 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 712", "AI 834712 AGR / RS", "AI 834712 AGR / RS", "AI 834712", "AI 834712 AGR / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 712", "Súmulas n . s 05", "EREsp 585091 / DF", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 712", "Súmulas n . s 05", "EREsp 585091 / DF", "AI 834712 AGR / RS 4021 / RJ", "Súmulas n . s 05 e 07 / Superior Tribunal de Justiça", "280 e 282 / Supremo Tribunal Federal", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "AI 834712 AGR / RS 4021 / RJ", "Súmulas n . s 05", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "AI 834712 AGR / RS", "AI 834712 AGR / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 712" ], "LEGISLACAO": [ "PREQUESTIONAMENTO", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 23 , inciso I , 30 , incisos I , II e VIII , 174 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 23 , inciso I , 30 , incisos I , II e VIII , 174 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 23 , inciso I , 30 , incisos I , II e VII , e 174 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 23 , inciso I , 30 , incisos I , II e VII , e 174 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :FELIPE LÜCKMANN FABRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :IRENE AMORIM KNUPP MIRANDA INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Correção dos depósitos judiciais pela Taxa Selic somente após a Lei nº 9.703/98. Violação do princípio da isonomia. Necessidade do exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente reflexa. 1. No caso em apreço, não há como concluir pela suposta violação do princípio da isonomia sem aferir uma eventual violação da Lei nº 6.830/80. Quando a constatação da violação do dispositivo constitucional suscitado depender de uma análise prévia de normas infraconstitucionais, a ofensa será meramente reflexa. 2. A questão controvertida repousa na esfera da legalidade, razão pela qual já existe pronunciamento conclusivo do Superior Tribunal de Justiça reconhecendo a inaplicabilidade da Taxa Selic em período anterior à vigência da Lei nº 9.703/98. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683991. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 539191 AGR / SC Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683991. Supremo Tribunal Federal RE 539191 AGR / SC Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :FELIPE LÜCKMANN FABRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :IRENE AMORIM KNUPP MIRANDA INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Brasil Telecom S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Brasil Telecom S.A. interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE DO TRIBUTO. ART. 151, II, DO CTN. EXECUÇÃO FISCAL. JUROS. NÃO INCIDÊNCIA. SÚMULA N.º 257/TFR. 1. O depósito do montante integral, previsto no art. 151, II, do CTN como causa de suspensão da exigibilidade do tributo, não possui natureza especulativa, devendo ser afastada a incidência de juros de qualquer natureza, sobretudo os remuneratórios, sob pena de converter-se o depósito em investimento financeiro. 2. Ao montante depositado judicialmente deverá ser Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :FELIPE LÜCKMANN FABRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :IRENE AMORIM KNUPP MIRANDA INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Brasil Telecom S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Brasil Telecom S.A. interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE DO TRIBUTO. ART. 151, II, DO CTN. EXECUÇÃO FISCAL. JUROS. NÃO INCIDÊNCIA. SÚMULA N.º 257/TFR. 1. O depósito do montante integral, previsto no art. 151, II, do CTN como causa de suspensão da exigibilidade do tributo, não possui natureza especulativa, devendo ser afastada a incidência de juros de qualquer natureza, sobretudo os remuneratórios, sob pena de converter-se o depósito em investimento financeiro. 2. Ao montante depositado judicialmente deverá ser Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 539191 AGR / SC acrescido, apenas, o valor relativo à correção monetária, para se evitar a corrosão da moeda por força da espiral inflacionária, a teor do que preceituam o art. 3º do Decreto-Lei n.º 1.737/79 e o art. 32 da Lei n.º 6.830/80. 3. Vitorioso o contribuinte, terá direito ao levantamento do valor do depósito, sem o inconveniente do precatório judicial. Vencedora a Fazenda Nacional ou qualquer de suas autarquias, deverá o valor depositado ser convertido em renda da pessoa jurídica de direito público, sendo desnecessária futura execução fiscal. Em ambos os casos, incide apenas a correção monetária, sem juros de qualquer natureza. Precedentes. 4. "Não rendem juros os depósitos judiciais na Caixa Econômica Federal a que se referem o Decreto-Lei 759/69, art. 16, e o Decreto-Lei 1.737/79, art. 3º’ (Súmula n.º 257/TFR). 5. Recurso ordinário provido’ (fl. 27). Opostos embargos de declaração (fls. 81 a 91), foram acolhidos sem efeitos modificativos. Segue-se a ementa do referido julgado: ‘TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO. DEPÓSITO JUDICIAL. ART. 151, II, DO CTN. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. REDISCUSSÃO DE MÉRITO. DECADÊNCIA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. NÃO OCORRÊNCIA. 1. Ausentes as hipóteses de cabimento dos embargos de declaração, nos moldes do art. 535 do CPC. Os aclaratórios não se prestam para o reexame de matérias já decididas e a contradição deve situar-se no contexto do aresto embargado e não entre a decisão e a prova dos autos ou qualquer outro elemento. 2. O disposto no art. 32 da Lei nº 6.830/80, foi 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal RE 539191 AGR / SC acrescido, apenas, o valor relativo à correção monetária, para se evitar a corrosão da moeda por força da espiral inflacionária, a teor do que preceituam o art. 3º do Decreto-Lei n.º 1.737/79 e o art. 32 da Lei n.º 6.830/80. 3. Vitorioso o contribuinte, terá direito ao levantamento do valor do depósito, sem o inconveniente do precatório judicial. Vencedora a Fazenda Nacional ou qualquer de suas autarquias, deverá o valor depositado ser convertido em renda da pessoa jurídica de direito público, sendo desnecessária futura execução fiscal. Em ambos os casos, incide apenas a correção monetária, sem juros de qualquer natureza. Precedentes. 4. "Não rendem juros os depósitos judiciais na Caixa Econômica Federal a que se referem o Decreto-Lei 759/69, art. 16, e o Decreto-Lei 1.737/79, art. 3º’ (Súmula n.º 257/TFR). 5. Recurso ordinário provido’ (fl. 27). Opostos embargos de declaração (fls. 81 a 91), foram acolhidos sem efeitos modificativos. Segue-se a ementa do referido julgado: ‘TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO. DEPÓSITO JUDICIAL. ART. 151, II, DO CTN. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. REDISCUSSÃO DE MÉRITO. DECADÊNCIA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. NÃO OCORRÊNCIA. 1. Ausentes as hipóteses de cabimento dos embargos de declaração, nos moldes do art. 535 do CPC. Os aclaratórios não se prestam para o reexame de matérias já decididas e a contradição deve situar-se no contexto do aresto embargado e não entre a decisão e a prova dos autos ou qualquer outro elemento. 2. O disposto no art. 32 da Lei nº 6.830/80, foi 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RE 539191 AGR / SC discutido de forma exauriente pelo acórdão embargado. A solução da controvérsia, entretanto, divorciada da pretensão da ora embargante, não é suficiente para respaldar a oposição de embargos de declaração. 3. Inexistiu, outrossim, omissão quanto à aplicação do art. 1º, § 3º da Lei nº 9.703/98, que determina a aplicação da taxa SELIC na correção dos depósitos judiciais e extrajudiciais. Tal legislação foi publicada em data posterior à data do depósito realizado nos autos, não se aplicando, portanto à espécie. 4. São despiciendas considerações acerca dos princípios constitucionais da isonomia e razoabilidade, no sentido de que a taxa SELIC deveria ser aplicada para a correção dos depósitos judiciais, eis que a tese da embargada foi afastada com base na legislação vigente à época do depósito judicial, o que extirpa, por conseguinte, a alegação de ofensa a tais princípios. 5. A alegação de decadência, também, não merece guarida. O Tribunal de origem, de forma clara e precisa, constatou a tempestividade da segurança impetrada e a embargante não logrou êxito demonstrar os documentos que deveriam ser apreciados por esta Corte, eis que a numeração das páginas indicadas não condizem com a realidade dos autos. 6. Embargos de declaração acolhidos sem efeitos modificativos’ (fl. 102). Sustenta a recorrente violação do artigo 5º, caput, incisos XXXV e LV, da Constituição Federal, uma vez que defende a aplicação do índice de correção SELIC sobre depósitos judiciais efetuados em período anterior à vigência da Lei nº 9.703/98 em prol da observância do princípio da isonomia. Contrarrazoado (fls. 69 a 71), o recurso extraordinário (fls. 33 a 47) não foi admitido (fls. 73/74), tendo seguimento por força de decisão proferida em agravo de instrumento (fls. 120 a 122). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal RE 539191 AGR / SC discutido de forma exauriente pelo acórdão embargado. A solução da controvérsia, entretanto, divorciada da pretensão da ora embargante, não é suficiente para respaldar a oposição de embargos de declaração. 3. Inexistiu, outrossim, omissão quanto à aplicação do art. 1º, § 3º da Lei nº 9.703/98, que determina a aplicação da taxa SELIC na correção dos depósitos judiciais e extrajudiciais. Tal legislação foi publicada em data posterior à data do depósito realizado nos autos, não se aplicando, portanto à espécie. 4. São despiciendas considerações acerca dos princípios constitucionais da isonomia e razoabilidade, no sentido de que a taxa SELIC deveria ser aplicada para a correção dos depósitos judiciais, eis que a tese da embargada foi afastada com base na legislação vigente à época do depósito judicial, o que extirpa, por conseguinte, a alegação de ofensa a tais princípios. 5. A alegação de decadência, também, não merece guarida. O Tribunal de origem, de forma clara e precisa, constatou a tempestividade da segurança impetrada e a embargante não logrou êxito demonstrar os documentos que deveriam ser apreciados por esta Corte, eis que a numeração das páginas indicadas não condizem com a realidade dos autos. 6. Embargos de declaração acolhidos sem efeitos modificativos’ (fl. 102). Sustenta a recorrente violação do artigo 5º, caput, incisos XXXV e LV, da Constituição Federal, uma vez que defende a aplicação do índice de correção SELIC sobre depósitos judiciais efetuados em período anterior à vigência da Lei nº 9.703/98 em prol da observância do princípio da isonomia. Contrarrazoado (fls. 69 a 71), o recurso extraordinário (fls. 33 a 47) não foi admitido (fls. 73/74), tendo seguimento por força de decisão proferida em agravo de instrumento (fls. 120 a 122). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RE 539191 AGR / SC Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República, Dra. Sandra Cureau, pelo não conhecimento do recurso, e caso superado tal entendimento, por seu desprovimento (fl. 135). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de declaração foi publicado em 26/9/05, como expresso na certidão de folha 104, não sendo exigível, conforme decidido na Questão de Ordem no AI nº 664.567, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário. No que se refere aos incisos XXXV e LV do artigo 5º, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal RE 539191 AGR / SC Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República, Dra. Sandra Cureau, pelo não conhecimento do recurso, e caso superado tal entendimento, por seu desprovimento (fl. 135). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de declaração foi publicado em 26/9/05, como expresso na certidão de folha 104, não sendo exigível, conforme decidido na Questão de Ordem no AI nº 664.567, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário. No que se refere aos incisos XXXV e LV do artigo 5º, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RE 539191 AGR / SC legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP - AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). No que tange ao emprego da taxa SELIC para fins tributários, o Supremo Tribunal Federal reconheceu, no exame do RE nº 582.461/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, a existência da repercussão geral desta matéria. No julgamento do mérito da referida ação, em 18/5/11, o Pleno desta Corte, enfrentando o assunto à luz do princípio da isonomia, consolidou entendimento no sentido da legitimidade da incidência da SELIC na atualização de débito tributário desde que exista lei legitimando o uso deste índice. Desse modo, como na presente lide a recorrente pretende a aplicação da taxa SELIC como fator de correção monetária de depósitos judiciais realizados pela contribuinte em período anterior à vigência da Lei nº 9.703/98, ou seja, momento que não havia legislação determinando a utilização do referido índice, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal RE 539191 AGR / SC legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP - AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). No que tange ao emprego da taxa SELIC para fins tributários, o Supremo Tribunal Federal reconheceu, no exame do RE nº 582.461/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, a existência da repercussão geral desta matéria. No julgamento do mérito da referida ação, em 18/5/11, o Pleno desta Corte, enfrentando o assunto à luz do princípio da isonomia, consolidou entendimento no sentido da legitimidade da incidência da SELIC na atualização de débito tributário desde que exista lei legitimando o uso deste índice. Desse modo, como na presente lide a recorrente pretende a aplicação da taxa SELIC como fator de correção monetária de depósitos judiciais realizados pela contribuinte em período anterior à vigência da Lei nº 9.703/98, ou seja, momento que não havia legislação determinando a utilização do referido índice, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RE 539191 AGR / SC improcedente é o pleito da ora recorrente. Colhe-se, na parte que interessa, o voto do Relator o Ministro Gilmar Mendes proferido no julgamento supracitado: ‘Não obstante, diante da existência de precedente no qual o tema foi enfrentado à luz do princípio da isonomia, bem como do reconhecimento, pelo Plenário, da repercussão geral na matéria tratada no presente recurso- paradigma, manifesto-me pela legitimidade da incidência da taxa SELIC na atualização do débito tributário. (...) Registro, ainda, o julgamento do Recurso Especial 879.844, Rel. Min. Luiz Fux, em que o Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar processo-paradigma da sistemática dos recursos repetitivos, concluiu pela legalidade da aplicação da Taxa Selic na atualização de débitos tributários, em acórdão cuja ementa dispõe, na parte que interessa: ‘A Taxa SELIC é legítima como índice de correção monetária e de juros de mora, na atualização dos débitos tributários pagos em atraso, diante da existência de Lei Estadual que determina a adoção dos mesmos critérios adotados na correção dos débitos fiscais federais’ (Precedentes: AgRg no Ag 1103085/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 04/08/2009, DJe 03/09/2009; REsp 803.059/MG, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/06/2009, DJe 24/06/2009; REsp 1098029/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/06/2009, DJe 29/06/2009; AgRg no Ag 1107556/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/06/2009, DJe 01/07/2009; AgRg no Ag 961.746/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/05/2009, DJe 21/08/2009). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal RE 539191 AGR / SC improcedente é o pleito da ora recorrente. Colhe-se, na parte que interessa, o voto do Relator o Ministro Gilmar Mendes proferido no julgamento supracitado: ‘Não obstante, diante da existência de precedente no qual o tema foi enfrentado à luz do princípio da isonomia, bem como do reconhecimento, pelo Plenário, da repercussão geral na matéria tratada no presente recurso- paradigma, manifesto-me pela legitimidade da incidência da taxa SELIC na atualização do débito tributário. (...) Registro, ainda, o julgamento do Recurso Especial 879.844, Rel. Min. Luiz Fux, em que o Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar processo-paradigma da sistemática dos recursos repetitivos, concluiu pela legalidade da aplicação da Taxa Selic na atualização de débitos tributários, em acórdão cuja ementa dispõe, na parte que interessa: ‘A Taxa SELIC é legítima como índice de correção monetária e de juros de mora, na atualização dos débitos tributários pagos em atraso, diante da existência de Lei Estadual que determina a adoção dos mesmos critérios adotados na correção dos débitos fiscais federais’ (Precedentes: AgRg no Ag 1103085/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 04/08/2009, DJe 03/09/2009; REsp 803.059/MG, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/06/2009, DJe 24/06/2009; REsp 1098029/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/06/2009, DJe 29/06/2009; AgRg no Ag 1107556/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/06/2009, DJe 01/07/2009; AgRg no Ag 961.746/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/05/2009, DJe 21/08/2009). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Relatório RE 539191 AGR / SC 3. Raciocínio diverso importaria tratamento anti-isonômico, porquanto a Fazenda restaria obrigada a reembolsar os contribuintes por esta taxa SELIC, ao passo que, no desembolso, os cidadãos exonerar-se-iam desse critério, gerando desequilíbrio nas receitas fazendárias.’ Assim, é legítima a utilização da taxa SELIC como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso, diante da existência de lei que, legitimamente, determina a sua adoção. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega a agravante, in verbis, que, “[s]endo aplicados aos créditos da União a Taxa SELIC desde o advento da Lei nº 9.250/96, a luz do princípio constitucional da isonomia, insculpido no art. 5º, caput, da Constituição Federal, e do §1º do art. 32 da Lei nº 6.830/80, a mesma regra aplicada deve ser aplicada aos créditos dos contribuintes contra a União, pois se trata do mesmo crédito.” A agravante sustenta que, por força de disposição expressa constante da Lei de Execuções Fiscais, assim que a taxa Selic passou a ser aplicável para correção dos créditos tributários devidos em favor da União, o referido índice de atualização passou a ser aplicável também na correção dos depósitos judiciais realizados pela contribuinte. Entendimento diverso acarretaria uma vulneração do princípio da isonomia. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal RE 539191 AGR / SC 3. Raciocínio diverso importaria tratamento anti-isonômico, porquanto a Fazenda restaria obrigada a reembolsar os contribuintes por esta taxa SELIC, ao passo que, no desembolso, os cidadãos exonerar-se-iam desse critério, gerando desequilíbrio nas receitas fazendárias.’ Assim, é legítima a utilização da taxa SELIC como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso, diante da existência de lei que, legitimamente, determina a sua adoção. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega a agravante, in verbis, que, “[s]endo aplicados aos créditos da União a Taxa SELIC desde o advento da Lei nº 9.250/96, a luz do princípio constitucional da isonomia, insculpido no art. 5º, caput, da Constituição Federal, e do §1º do art. 32 da Lei nº 6.830/80, a mesma regra aplicada deve ser aplicada aos créditos dos contribuintes contra a União, pois se trata do mesmo crédito.” A agravante sustenta que, por força de disposição expressa constante da Lei de Execuções Fiscais, assim que a taxa Selic passou a ser aplicável para correção dos créditos tributários devidos em favor da União, o referido índice de atualização passou a ser aplicável também na correção dos depósitos judiciais realizados pela contribuinte. Entendimento diverso acarretaria uma vulneração do princípio da isonomia. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme consignado em relatório, a agravante se insurge contra a decisão monocrática, sustentando, essencialmente, que o entendimento que vem sendo adotado viola sobremaneira o princípio constitucional da isonomia, na medida em que, desde que a taxa Selic passou a ser utilizada pelo Fisco para a atualização dos créditos inadimplidos, deveria o referido índice ser empregado também na atualização dos depósitos judiciais, por força de disposição constante da Lei de Execuções Fiscais. Vê-se, portanto, que o cerne deste feito não está adstrito à constitucionalidade da Taxa Selic em si, visto que essa questão já está pacificada pela jurisprudência desta Corte. A irresignação do contribuinte se volta contra a possibilidade de apenas a União corrigir seus créditos pelo referido índice, no que tange ao período que vai da Lei nº 9.250/96 até a Lei nº 9.703/98. No caso em apreço, não há como concluir pela suposta violação do princípio da isonomia sem aferir uma eventual violação da Lei nº 6.830/80. A contribuinte se escora em um eventual permissivo constante na referida lei para sustentar que poderia corrigir seus depósitos desde a Lei nº 9.250/96. Se tivesse ocorrido violação do texto constitucional, essa seria tão somente reflexa. Sempre que a constatação de uma tal violação depender de uma análise prévia de normas infraconstitucionais, a ofensa será caracterizada como meramente reflexa. Neste sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Princípio da isonomia. 1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido da impossibilidade do cabimento do recurso extraordinário quando não há ofensa direta à Constituição federal. 2. Agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683989. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme consignado em relatório, a agravante se insurge contra a decisão monocrática, sustentando, essencialmente, que o entendimento que vem sendo adotado viola sobremaneira o princípio constitucional da isonomia, na medida em que, desde que a taxa Selic passou a ser utilizada pelo Fisco para a atualização dos créditos inadimplidos, deveria o referido índice ser empregado também na atualização dos depósitos judiciais, por força de disposição constante da Lei de Execuções Fiscais. Vê-se, portanto, que o cerne deste feito não está adstrito à constitucionalidade da Taxa Selic em si, visto que essa questão já está pacificada pela jurisprudência desta Corte. A irresignação do contribuinte se volta contra a possibilidade de apenas a União corrigir seus créditos pelo referido índice, no que tange ao período que vai da Lei nº 9.250/96 até a Lei nº 9.703/98. No caso em apreço, não há como concluir pela suposta violação do princípio da isonomia sem aferir uma eventual violação da Lei nº 6.830/80. A contribuinte se escora em um eventual permissivo constante na referida lei para sustentar que poderia corrigir seus depósitos desde a Lei nº 9.250/96. Se tivesse ocorrido violação do texto constitucional, essa seria tão somente reflexa. Sempre que a constatação de uma tal violação depender de uma análise prévia de normas infraconstitucionais, a ofensa será caracterizada como meramente reflexa. Neste sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Princípio da isonomia. 1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido da impossibilidade do cabimento do recurso extraordinário quando não há ofensa direta à Constituição federal. 2. Agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683989. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 539191 AGR / SC regimental ao qual se nega provimento” (AI nº 762.505/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/8/11). Tratando-se de controvérsia que repousa no âmbito da legalidade, urge reconhecer a competência do Superior Tribunal de Justiça para dirimir a questão de direito suscitada pela contribuinte. Nesse passo, cumpre consignar que tal questão já foi pacificada pela jurisprudência, restando reconhecida a inaplicabilidade da Taxa Selic em período anterior à Lei nº 9.703/98. Não remanesce qualquer dúvida a respeito do tema, considerando, sobretudo, que não há ressonância constitucional direta acerca da matéria decidida. Confira-se o precedente a seguir, o qual demonstra o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça acerca do tema: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. DEPÓSITO JUDICIAL. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. DEPÓSITO JUDICIAL EFETUADO APÓS 1º.12.1998. APLICAÇÃO DA LEI N. 9.703/98. CORREÇÃO MONETÁRIA. SELIC. SÚMULA 179/STJ. 1. A Taxa SELIC, como forma de correção monetária dos depósitos judiciais e extrajudiciais, somente incide após o advento da Lei n. 9.703 de 17/11/1998. [...]” (AgR nos ED no AgR no RMS nº 30.760/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Humberto Martins, DJe 25/9/12 – destaques nossos). Firme nas razões delineadas e certo de que a agravante não deduziu fundamentos suficientes para afastá-las, deve ser mantida a decisão atacada. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683989. Supremo Tribunal Federal RE 539191 AGR / SC regimental ao qual se nega provimento” (AI nº 762.505/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/8/11). Tratando-se de controvérsia que repousa no âmbito da legalidade, urge reconhecer a competência do Superior Tribunal de Justiça para dirimir a questão de direito suscitada pela contribuinte. Nesse passo, cumpre consignar que tal questão já foi pacificada pela jurisprudência, restando reconhecida a inaplicabilidade da Taxa Selic em período anterior à Lei nº 9.703/98. Não remanesce qualquer dúvida a respeito do tema, considerando, sobretudo, que não há ressonância constitucional direta acerca da matéria decidida. Confira-se o precedente a seguir, o qual demonstra o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça acerca do tema: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. DEPÓSITO JUDICIAL. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. DEPÓSITO JUDICIAL EFETUADO APÓS 1º.12.1998. APLICAÇÃO DA LEI N. 9.703/98. CORREÇÃO MONETÁRIA. SELIC. SÚMULA 179/STJ. 1. A Taxa SELIC, como forma de correção monetária dos depósitos judiciais e extrajudiciais, somente incide após o advento da Lei n. 9.703 de 17/11/1998. [...]” (AgR nos ED no AgR no RMS nº 30.760/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Humberto Martins, DJe 25/9/12 – destaques nossos). Firme nas razões delineadas e certo de que a agravante não deduziu fundamentos suficientes para afastá-las, deve ser mantida a decisão atacada. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683989. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : FELIPE LÜCKMANN FABRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : IRENE AMORIM KNUPP MIRANDA INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482303 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : FELIPE LÜCKMANN FABRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : IRENE AMORIM KNUPP MIRANDA INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482303 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3750011
2013-02-26T00:00:00
2013-05-07T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 26.2.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Correção dos depósitos judiciais pela Taxa Selic somente após a Lei nº 9.703/98. Violação do princípio da isonomia. Necessidade do exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente reflexa. 1. No caso em apreço, não há como concluir pela suposta violação do princípio da isonomia sem aferir uma eventual violação da Lei nº 6.830/80. Quando a constatação da violação do dispositivo constitucional suscitado depender de uma análise prévia de normas infraconstitucionais, a ofensa será meramente reflexa. 2. A questão controvertida repousa na esfera da legalidade, razão pela qual já existe pronunciamento conclusivo do Superior Tribunal de Justiça reconhecendo a inaplicabilidade da Taxa Selic em período anterior à vigência da Lei nº 9.703/98. 3. Agravo regimental não provido.
sjur229621
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) AI 762505 AgR (1ªT). (DEPÓSITO JUDICIAL, CORREÇÃO MONETARIA, TAXA SELIC) RMS 30760 AgR-ED-AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 27/05/2013, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
539191
[ "LEG-FED LEI-006830 ANO-1980\r\n LEF-1980 LEI DE EXECUÇÃO FISCAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-009250 ANO-1996\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-009703 ANO-1998\r\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 539191 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : FELIPE LÜCKMANN FABRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : IRENE AMORIM KNUPP MIRANDA INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :FELIPE LÜCKMANN FABRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :IRENE AMORIM KNUPP MIRANDA INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Correção dos depósitos judiciais pela Taxa Selic somente após a Lei n 9.703/98. Violação do princípio da isonomia. Necessidade do exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente reflexa. 1. No caso em apreço, não há como concluir pela suposta violação do princípio da isonomia sem aferir uma eventual violação da Lei n 6.830/80. Quando a constatação da violação do dispositivo constitucional suscitado depender de uma análise prévia de normas infraconstitucionais, a ofensa será meramente reflexa. 2. A questão controvertida repousa na esfera da legalidade, razão pela qual já existe pronunciamento conclusivo do Superior Tribunal de Justiça reconhecendo a inaplicabilidade da Taxa Selic em período anterior à vigência da Lei n 9.703/98. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683991. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683991. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :FELIPE LÜCKMANN FABRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :IRENE AMORIM KNUPP MIRANDA INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Brasil Telecom S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Brasil Telecom S.A. interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE DO TRIBUTO. ART. 151, II, DO CTN. EXECUÇÃO FISCAL. JUROS. NÃO INCIDÊNCIA. SÚMULA N. 257/TFR. 1. O depósito do montante integral, previsto no art. 151, II, do CTN como causa de suspensão da exigibilidade do tributo, não possui natureza especulativa, devendo ser afastada a incidência de juros de qualquer natureza, sobretudo os remuneratórios, sob pena de converter-se o depósito em investimento financeiro. 2. Ao montante depositado judicialmente deverá ser Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :FELIPE LÜCKMANN FABRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :IRENE AMORIM KNUPP MIRANDA INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Brasil Telecom S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Brasil Telecom S.A. interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE DO TRIBUTO. ART. 151, II, DO CTN. EXECUÇÃO FISCAL. JUROS. NÃO INCIDÊNCIA. SÚMULA N. 257/TFR. 1. O depósito do montante integral, previsto no art. 151, II, do CTN como causa de suspensão da exigibilidade do tributo, não possui natureza especulativa, devendo ser afastada a incidência de juros de qualquer natureza, sobretudo os remuneratórios, sob pena de converter-se o depósito em investimento financeiro. 2. Ao montante depositado judicialmente deverá ser Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC acrescido, apenas, o valor relativo à correção monetária, para se evitar a corrosão da moeda por força da espiral inflacionária, a teor do que preceituam o art. 3... do Decreto-Lei n. 1.737/79 e o art. 32 da Lei n. 6.830/80. 3. Vitorioso o contribuinte, terá direito ao levantamento do valor do depósito, sem o inconveniente do precatório judicial. Vencedora a Fazenda Nacional ou qualquer de suas autarquias, deverá o valor depositado ser convertido em renda da pessoa jurídica de direito público, sendo desnecessária futura execução fiscal. Em ambos os casos, incide apenas a correção monetária, sem juros de qualquer natureza. Precedentes. 4. "Não rendem juros os depósitos judiciais na Caixa Econômica Federal a que se referem o Decreto-Lei 759/69, art. 16, e o Decreto-Lei 1.737/79, art. 3...’ (Súmula n. 257/TFR). 5. Recurso ordinário provido’ (fl. 27). Opostos embargos de declaração (fls. 81 a 91), foram acolhidos sem efeitos modificativos. Segue-se a ementa do referido julgado: ‘TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO. DEPÓSITO JUDICIAL. ART. 151, II, DO CTN. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. REDISCUSSÃO DE MÉRITO. DECADÊNCIA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. NÃO OCORRÊNCIA. 1. Ausentes as hipóteses de cabimento dos embargos de declaração, nos moldes do art. 535 do Código de Processo Civil. Os aclaratórios não se prestam para o reexame de matérias já decididas e a contradição deve situar-se no contexto do aresto embargado e não entre a decisão e a prova dos autos ou qualquer outro elemento. 2. O disposto no art. 32 da Lei n 6.830/80, foi 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC acrescido, apenas, o valor relativo à correção monetária, para se evitar a corrosão da moeda por força da espiral inflacionária, a teor do que preceituam o art. 3... do Decreto-Lei n. 1.737/79 e o art. 32 da Lei n. 6.830/80. 3. Vitorioso o contribuinte, terá direito ao levantamento do valor do depósito, sem o inconveniente do precatório judicial. Vencedora a Fazenda Nacional ou qualquer de suas autarquias, deverá o valor depositado ser convertido em renda da pessoa jurídica de direito público, sendo desnecessária futura execução fiscal. Em ambos os casos, incide apenas a correção monetária, sem juros de qualquer natureza. Precedentes. 4. "Não rendem juros os depósitos judiciais na Caixa Econômica Federal a que se referem o Decreto-Lei 759/69, art. 16, e o Decreto-Lei 1.737/79, art. 3...’ (Súmula n. 257/TFR). 5. Recurso ordinário provido’ (fl. 27). Opostos embargos de declaração (fls. 81 a 91), foram acolhidos sem efeitos modificativos. Segue-se a ementa do referido julgado: ‘TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO. DEPÓSITO JUDICIAL. ART. 151, II, DO CTN. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. REDISCUSSÃO DE MÉRITO. DECADÊNCIA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. NÃO OCORRÊNCIA. 1. Ausentes as hipóteses de cabimento dos embargos de declaração, nos moldes do art. 535 do Código de Processo Civil. Os aclaratórios não se prestam para o reexame de matérias já decididas e a contradição deve situar-se no contexto do aresto embargado e não entre a decisão e a prova dos autos ou qualquer outro elemento. 2. O disposto no art. 32 da Lei n 6.830/80, foi 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC discutido de forma exauriente pelo acórdão embargado. A solução da controvérsia, entretanto, divorciada da pretensão da ora embargante, não é suficiente para respaldar a oposição de embargos de declaração. 3. Inexistiu, outrossim, omissão quanto à aplicação do art. 1..., § 3... da Lei n 9.703/98, que determina a aplicação da taxa SELIC na correção dos depósitos judiciais e extrajudiciais. Tal legislação foi publicada em data posterior à data do depósito realizado nos autos, não se aplicando, portanto à espécie. 4. São despiciendas considerações acerca dos princípios constitucionais da isonomia e razoabilidade, no sentido de que a taxa SELIC deveria ser aplicada para a correção dos depósitos judiciais, eis que a tese da embargada foi afastada com base na legislação vigente à época do depósito judicial, o que extirpa, por conseguinte, a alegação de ofensa a tais princípios. 5. A alegação de decadência, também, não merece guarida. O Tribunal de origem, de forma clara e precisa, constatou a tempestividade da segurança impetrada e a embargante não logrou êxito demonstrar os documentos que deveriam ser apreciados por esta Corte, eis que a numeração das páginas indicadas não condizem com a realidade dos autos. 6. Embargos de declaração acolhidos sem efeitos modificativos’ (fl. 102). Sustenta a recorrente violação do artigo 5..., caput, incisos XXXV e LV, da Constituição Federal, uma vez que defende a aplicação do índice de correção SELIC sobre depósitos judiciais efetuados em período anterior à vigência da Lei n 9.703/98 em prol da observância do princípio da isonomia. Contrarrazoado (fls. 69 a 71), o recurso extraordinário (fls. 33 a 47) não foi admitido (fls. 73/74), tendo seguimento por força de decisão proferida em agravo de instrumento (fls. 120 a 122). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC discutido de forma exauriente pelo acórdão embargado. A solução da controvérsia, entretanto, divorciada da pretensão da ora embargante, não é suficiente para respaldar a oposição de embargos de declaração. 3. Inexistiu, outrossim, omissão quanto à aplicação do art. 1..., § 3... da Lei n 9.703/98, que determina a aplicação da taxa SELIC na correção dos depósitos judiciais e extrajudiciais. Tal legislação foi publicada em data posterior à data do depósito realizado nos autos, não se aplicando, portanto à espécie. 4. São despiciendas considerações acerca dos princípios constitucionais da isonomia e razoabilidade, no sentido de que a taxa SELIC deveria ser aplicada para a correção dos depósitos judiciais, eis que a tese da embargada foi afastada com base na legislação vigente à época do depósito judicial, o que extirpa, por conseguinte, a alegação de ofensa a tais princípios. 5. A alegação de decadência, também, não merece guarida. O Tribunal de origem, de forma clara e precisa, constatou a tempestividade da segurança impetrada e a embargante não logrou êxito demonstrar os documentos que deveriam ser apreciados por esta Corte, eis que a numeração das páginas indicadas não condizem com a realidade dos autos. 6. Embargos de declaração acolhidos sem efeitos modificativos’ (fl. 102). Sustenta a recorrente violação do artigo 5..., caput, incisos XXXV e LV, da Constituição Federal, uma vez que defende a aplicação do índice de correção SELIC sobre depósitos judiciais efetuados em período anterior à vigência da Lei n 9.703/98 em prol da observância do princípio da isonomia. Contrarrazoado (fls. 69 a 71), o recurso extraordinário (fls. 33 a 47) não foi admitido (fls. 73/74), tendo seguimento por força de decisão proferida em agravo de instrumento (fls. 120 a 122). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República, Dra. Sandra Cureau, pelo não conhecimento do recurso, e caso superado tal entendimento, por seu desprovimento (fl. 135). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de declaração foi publicado em 26/9/05, como expresso na certidão de folha 104, não sendo exigível, conforme decidido na Questão de Ordem no AI n 664.567, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário. No que se refere aos incisos XXXV e LV do artigo 5..., apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República, Dra. Sandra Cureau, pelo não conhecimento do recurso, e caso superado tal entendimento, por seu desprovimento (fl. 135). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de declaração foi publicado em 26/9/05, como expresso na certidão de folha 104, não sendo exigível, conforme decidido na Questão de Ordem no AI n 664.567, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário. No que se refere aos incisos XXXV e LV do artigo 5..., apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP - AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). No que tange ao emprego da taxa SELIC para fins tributários, o Supremo Tribunal Federal reconheceu, no exame do Recurso Extraordinário n 582.461/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, a existência da repercussão geral desta matéria. No julgamento do mérito da referida ação, em 18/5/11, o Pleno desta Corte, enfrentando o assunto à luz do princípio da isonomia, consolidou entendimento no sentido da legitimidade da incidência da SELIC na atualização de débito tributário desde que exista lei legitimando o uso deste índice. Desse modo, como na presente lide a recorrente pretende a aplicação da taxa SELIC como fator de correção monetária de depósitos judiciais realizados pela contribuinte em período anterior à vigência da Lei n 9.703/98, ou seja, momento que não havia legislação determinando a utilização do referido índice, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP - AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). No que tange ao emprego da taxa SELIC para fins tributários, o Supremo Tribunal Federal reconheceu, no exame do Recurso Extraordinário n 582.461/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, a existência da repercussão geral desta matéria. No julgamento do mérito da referida ação, em 18/5/11, o Pleno desta Corte, enfrentando o assunto à luz do princípio da isonomia, consolidou entendimento no sentido da legitimidade da incidência da SELIC na atualização de débito tributário desde que exista lei legitimando o uso deste índice. Desse modo, como na presente lide a recorrente pretende a aplicação da taxa SELIC como fator de correção monetária de depósitos judiciais realizados pela contribuinte em período anterior à vigência da Lei n 9.703/98, ou seja, momento que não havia legislação determinando a utilização do referido índice, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC improcedente é o pleito da ora recorrente. Colhe-se, na parte que interessa, o voto do Relator o Ministro Gilmar Mendes proferido no julgamento supracitado: ‘Não obstante, diante da existência de precedente no qual o tema foi enfrentado à luz do princípio da isonomia, bem como do reconhecimento, pelo Plenário, da repercussão geral na matéria tratada no presente recurso- paradigma, manifesto-me pela legitimidade da incidência da taxa SELIC na atualização do débito tributário. (...) Registro, ainda, o julgamento do Recurso Especial 879.844, Rel. Min. Luiz Fux, em que o Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar processo-paradigma da sistemática dos recursos repetitivos, concluiu pela legalidade da aplicação da Taxa Selic na atualização de débitos tributários, em acórdão cuja ementa dispõe, na parte que interessa: ‘A Taxa SELIC é legítima como índice de correção monetária e de juros de mora, na atualização dos débitos tributários pagos em atraso, diante da existência de Lei Estadual que determina a adoção dos mesmos critérios adotados na correção dos débitos fiscais federais’ (Precedentes: AgRg no Ag 1103085/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 04/08/2009, DJe 03/09/2009; REsp 803.059/MG, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/06/2009, DJe 24/06/2009; REsp 1098029/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/06/2009, DJe 29/06/2009; AgRg no Ag 1107556/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/06/2009, DJe 01/07/2009; AgRg no Ag 961.746/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/05/2009, DJe 21/08/2009). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC improcedente é o pleito da ora recorrente. Colhe-se, na parte que interessa, o voto do Relator o Ministro Gilmar Mendes proferido no julgamento supracitado: ‘Não obstante, diante da existência de precedente no qual o tema foi enfrentado à luz do princípio da isonomia, bem como do reconhecimento, pelo Plenário, da repercussão geral na matéria tratada no presente recurso- paradigma, manifesto-me pela legitimidade da incidência da taxa SELIC na atualização do débito tributário. (...) Registro, ainda, o julgamento do Recurso Especial 879.844, Rel. Min. Luiz Fux, em que o Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar processo-paradigma da sistemática dos recursos repetitivos, concluiu pela legalidade da aplicação da Taxa Selic na atualização de débitos tributários, em acórdão cuja ementa dispõe, na parte que interessa: ‘A Taxa SELIC é legítima como índice de correção monetária e de juros de mora, na atualização dos débitos tributários pagos em atraso, diante da existência de Lei Estadual que determina a adoção dos mesmos critérios adotados na correção dos débitos fiscais federais’ (Precedentes: AgRg no Ag 1103085/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 04/08/2009, DJe 03/09/2009; REsp 803.059/MG, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/06/2009, DJe 24/06/2009; REsp 1098029/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/06/2009, DJe 29/06/2009; AgRg no Ag 1107556/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/06/2009, DJe 01/07/2009; AgRg no Ag 961.746/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/05/2009, DJe 21/08/2009). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC 3. Raciocínio diverso importaria tratamento anti-isonômico, porquanto a Fazenda restaria obrigada a reembolsar os contribuintes por esta taxa SELIC, ao passo que, no desembolso, os cidadãos exonerar-se-iam desse critério, gerando desequilíbrio nas receitas fazendárias.’ Assim, é legítima a utilização da taxa SELIC como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso, diante da existência de lei que, legitimamente, determina a sua adoção. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega a agravante, in verbis, que, “[s]endo aplicados aos créditos da União a Taxa SELIC desde o advento da Lei n 9.250/96, a luz do princípio constitucional da isonomia, insculpido no art. 5..., caput, da Constituição Federal, e do §1... do art. 32 da Lei n 6.830/80, a mesma regra aplicada deve ser aplicada aos créditos dos contribuintes contra a União, pois se trata do mesmo crédito.” A agravante sustenta que, por força de disposição expressa constante da Lei de Execuções Fiscais, assim que a taxa Selic passou a ser aplicável para correção dos créditos tributários devidos em favor da União, o referido índice de atualização passou a ser aplicável também na correção dos depósitos judiciais realizados pela contribuinte. Entendimento diverso acarretaria uma vulneração do princípio da isonomia. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC 3. Raciocínio diverso importaria tratamento anti-isonômico, porquanto a Fazenda restaria obrigada a reembolsar os contribuintes por esta taxa SELIC, ao passo que, no desembolso, os cidadãos exonerar-se-iam desse critério, gerando desequilíbrio nas receitas fazendárias.’ Assim, é legítima a utilização da taxa SELIC como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso, diante da existência de lei que, legitimamente, determina a sua adoção. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega a agravante, in verbis, que, “[s]endo aplicados aos créditos da União a Taxa SELIC desde o advento da Lei n 9.250/96, a luz do princípio constitucional da isonomia, insculpido no art. 5..., caput, da Constituição Federal, e do §1... do art. 32 da Lei n 6.830/80, a mesma regra aplicada deve ser aplicada aos créditos dos contribuintes contra a União, pois se trata do mesmo crédito.” A agravante sustenta que, por força de disposição expressa constante da Lei de Execuções Fiscais, assim que a taxa Selic passou a ser aplicável para correção dos créditos tributários devidos em favor da União, o referido índice de atualização passou a ser aplicável também na correção dos depósitos judiciais realizados pela contribuinte. Entendimento diverso acarretaria uma vulneração do princípio da isonomia. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme consignado em relatório, a agravante se insurge contra a decisão monocrática, sustentando, essencialmente, que o entendimento que vem sendo adotado viola sobremaneira o princípio constitucional da isonomia, na medida em que, desde que a taxa Selic passou a ser utilizada pelo Fisco para a atualização dos créditos inadimplidos, deveria o referido índice ser empregado também na atualização dos depósitos judiciais, por força de disposição constante da Lei de Execuções Fiscais. Vê-se, portanto, que o cerne deste feito não está adstrito à constitucionalidade da Taxa Selic em si, visto que essa questão já está pacificada pela jurisprudência desta Corte. A irresignação do contribuinte se volta contra a possibilidade de apenas a União corrigir seus créditos pelo referido índice, no que tange ao período que vai da Lei n 9.250/96 até a Lei n 9.703/98. No caso em apreço, não há como concluir pela suposta violação do princípio da isonomia sem aferir uma eventual violação da Lei n 6.830/80. A contribuinte se escora em um eventual permissivo constante na referida lei para sustentar que poderia corrigir seus depósitos desde a Lei n 9.250/96. Se tivesse ocorrido violação do texto constitucional, essa seria tão somente reflexa. Sempre que a constatação de uma tal violação depender de uma análise prévia de normas infraconstitucionais, a ofensa será caracterizada como meramente reflexa. Neste sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Princípio da isonomia. 1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido da impossibilidade do cabimento do recurso extraordinário quando não há ofensa direta à Constituição federal. 2. Agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683989. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme consignado em relatório, a agravante se insurge contra a decisão monocrática, sustentando, essencialmente, que o entendimento que vem sendo adotado viola sobremaneira o princípio constitucional da isonomia, na medida em que, desde que a taxa Selic passou a ser utilizada pelo Fisco para a atualização dos créditos inadimplidos, deveria o referido índice ser empregado também na atualização dos depósitos judiciais, por força de disposição constante da Lei de Execuções Fiscais. Vê-se, portanto, que o cerne deste feito não está adstrito à constitucionalidade da Taxa Selic em si, visto que essa questão já está pacificada pela jurisprudência desta Corte. A irresignação do contribuinte se volta contra a possibilidade de apenas a União corrigir seus créditos pelo referido índice, no que tange ao período que vai da Lei n 9.250/96 até a Lei n 9.703/98. No caso em apreço, não há como concluir pela suposta violação do princípio da isonomia sem aferir uma eventual violação da Lei n 6.830/80. A contribuinte se escora em um eventual permissivo constante na referida lei para sustentar que poderia corrigir seus depósitos desde a Lei n 9.250/96. Se tivesse ocorrido violação do texto constitucional, essa seria tão somente reflexa. Sempre que a constatação de uma tal violação depender de uma análise prévia de normas infraconstitucionais, a ofensa será caracterizada como meramente reflexa. Neste sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Princípio da isonomia. 1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido da impossibilidade do cabimento do recurso extraordinário quando não há ofensa direta à Constituição federal. 2. Agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683989. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC regimental ao qual se nega provimento” (AI n 762.505/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/8/11). Tratando-se de controvérsia que repousa no âmbito da legalidade, urge reconhecer a competência do Superior Tribunal de Justiça para dirimir a questão de direito suscitada pela contribuinte. Nesse passo, cumpre consignar que tal questão já foi pacificada pela jurisprudência, restando reconhecida a inaplicabilidade da Taxa Selic em período anterior à Lei n 9.703/98. Não remanesce qualquer dúvida a respeito do tema, considerando, sobretudo, que não há ressonância constitucional direta acerca da matéria decidida. Confira-se o precedente a seguir, o qual demonstra o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça acerca do tema: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. DEPÓSITO JUDICIAL. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. DEPÓSITO JUDICIAL EFETUADO APÓS 1....12.1998. APLICAÇÃO DA LEI N. 9.703/98. CORREÇÃO MONETÁRIA. SELIC. SÚMULA 179/Superior Tribunal de Justiça. 1. A Taxa SELIC, como forma de correção monetária dos depósitos judiciais e extrajudiciais, somente incide após o advento da Lei n. 9.703 de 17/11/1998. [...]” (AgR nos ED no AgR no RMS n 30.760/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Humberto Martins, DJe 25/9/12 – destaques nossos). Firme nas razões delineadas e certo de que a agravante não deduziu fundamentos suficientes para afastá-las, deve ser mantida a decisão atacada. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683989. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC regimental ao qual se nega provimento” (AI n 762.505/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/8/11). Tratando-se de controvérsia que repousa no âmbito da legalidade, urge reconhecer a competência do Superior Tribunal de Justiça para dirimir a questão de direito suscitada pela contribuinte. Nesse passo, cumpre consignar que tal questão já foi pacificada pela jurisprudência, restando reconhecida a inaplicabilidade da Taxa Selic em período anterior à Lei n 9.703/98. Não remanesce qualquer dúvida a respeito do tema, considerando, sobretudo, que não há ressonância constitucional direta acerca da matéria decidida. Confira-se o precedente a seguir, o qual demonstra o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça acerca do tema: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. DEPÓSITO JUDICIAL. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. DEPÓSITO JUDICIAL EFETUADO APÓS 1....12.1998. APLICAÇÃO DA LEI N. 9.703/98. CORREÇÃO MONETÁRIA. SELIC. SÚMULA 179/Superior Tribunal de Justiça. 1. A Taxa SELIC, como forma de correção monetária dos depósitos judiciais e extrajudiciais, somente incide após o advento da Lei n. 9.703 de 17/11/1998. [...]” (AgR nos ED no AgR no RMS n 30.760/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Humberto Martins, DJe 25/9/12 – destaques nossos). Firme nas razões delineadas e certo de que a agravante não deduziu fundamentos suficientes para afastá-las, deve ser mantida a decisão atacada. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683989. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : FELIPE LÜCKMANN FABRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : IRENE AMORIM KNUPP MIRANDA INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482303 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539.191 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : FELIPE LÜCKMANN FABRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : IRENE AMORIM KNUPP MIRANDA INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482303 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 539 . 191", "Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC", "RECURSO", "SÚMULA N . 257 / TFR", "SÚMULA N . 257 / TFR", "Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC", "Súmula n . 257 / TFR", "Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC", "Súmula n . 257 / TFR", "Recurso Extraordinário 539191 AGR", "Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC", "Questão de Ordem no AI n 664 . 567", "Recurso Extraordinário 539191", "AI n 664 . 567", "Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC", "AI n 594 . 887 / SP - AgR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 582 . 461 / SP", "Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC", "AI n 594 . 887 / SP - AgR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 582 . 461 / SP", "Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC", "Recurso Especial 879 . 844", "AgRg no Ag 1103085 / SP", "REsp 803 . 059 / MG", "REsp 1098029 / SP", "AgRg no Ag 1107556 / SP", "AgRg no Ag 961 . 746 / SP", "Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC", "Recurso Especial 879 . 844", "AgRg no Ag 1103085 / SP", "REsp 803 . 059 / MG", "REsp 1098029 / SP", "AgRg no Ag 1107556 / SP", "AgRg no Ag 961 . 746 / SP", "Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 539191 AGR / SC", "AI n 762 . 505 / RS - 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"Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "FELIPE LÜCKMANN FABRO", "IRENE AMORIM KNUPP MIRANDA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "9", "/", "05", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "9", "/", "05", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "11", "/", "07", "20", "/", "9", "/", "02", "18", "/", "5", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "11", "/", "07", "20", "/", "9", "/", 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Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) :ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) :SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO DOS PACIENTES: IMPROCEDÊNCIA. ALEGAÇÃO DE REEXAME OBRIGATÓRIO DOS REQUISITOS DA PRISÃO CAUTELAR NAS INSTÂNCIAS RECURSAIS: INEXIGIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. Não se comprova, nos autos, a presença de constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes, nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da presente ordem de habeas corpus. 2. Existem fundamentos autônomos e suficientes para a manutenção da prisão dos Pacientes: a garantia da ordem pública em razão da periculosidade evidenciada pelo modus operandi e a gravidade concreta dos fatos. Precedentes 3. A legislação processual penal vigente não impõe o reexame obrigatório dos requisitos da prisão cautelar a cada decisão monocrática seguinte, ou a cada acórdão proferido pelos Tribunais, mormente se a questão não foi suscitada nos autos. 4. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571345. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão HC 110598 / PR termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571345. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) :ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) :SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por SAMIR MATTAR ASSAD e OUTRO, advogados, em favor de NAMIR BUGS MACHADO e ANTONIO MARCOS MACHADO, contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 23.8.2011, denegou o Habeas Corpus n. 206.853. 2. Tem-se, nos autos, que, em 6.7.2009, os Pacientes e o corréu OLIVIR POIER foram presos em flagrante e denunciados no Juízo da 1ª Vara Criminal e Júri da Comarca de Palmas-PR pelo suposto cometimento do crime de homicídio triplamente qualificado (arts. 121, § 2º, incs. II, III e IV, c/c art. 29 do Código Penal). Estes os fatos descritos na denúncia: “(...) No dia 21 de junho de 2009, em horário não precisado nos autos, mas certamente após Às 19:30 horas, na estrada de acesso a localidade de Fundo grande, nas proximidades da Cooperativa Coamo, os denunciados NAMIR BUGS MACHADO, ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO, vulgo ‘Jacaré’ e OLIVIR POIER, vulgo ‘Dente’, previamente acordados e com unidade de desígnios, dolosamente (animus necandi) e com consciência da ilicitude de suas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) :ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) :SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por SAMIR MATTAR ASSAD e OUTRO, advogados, em favor de NAMIR BUGS MACHADO e ANTONIO MARCOS MACHADO, contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 23.8.2011, denegou o Habeas Corpus n. 206.853. 2. Tem-se, nos autos, que, em 6.7.2009, os Pacientes e o corréu OLIVIR POIER foram presos em flagrante e denunciados no Juízo da 1ª Vara Criminal e Júri da Comarca de Palmas-PR pelo suposto cometimento do crime de homicídio triplamente qualificado (arts. 121, § 2º, incs. II, III e IV, c/c art. 29 do Código Penal). Estes os fatos descritos na denúncia: “(...) No dia 21 de junho de 2009, em horário não precisado nos autos, mas certamente após Às 19:30 horas, na estrada de acesso a localidade de Fundo grande, nas proximidades da Cooperativa Coamo, os denunciados NAMIR BUGS MACHADO, ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO, vulgo ‘Jacaré’ e OLIVIR POIER, vulgo ‘Dente’, previamente acordados e com unidade de desígnios, dolosamente (animus necandi) e com consciência da ilicitude de suas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório HC 110598 / PR condutas, desferiram vários golpes, dentre outros atos de tortura, bem como efetuaram 02 disparos de arma de fogo utilizando-se de um revólver marca Rossi, calibre 22, série nº A964502, cabo de madeira, oxidado, cano com duas polegadas, capacitado para seis cartuchos, contra a vítima Samuel de Andrade Pasqual, produzindo- lhe os ferimentos descritos no laudo de exame de necropsia, os quais foram a causa de sua morte. Consta, ainda, que os denunciados executaram a vítima Samuel de Andrade Pasqual Andrade por motivo fútil, em razão de ter supostamente furtado o estabelecimento comercial de um dos denunciados, bem como, com o emprego de meio cruel consistente em atos de tortura e recurso que impossibilitou a defesa da vítima (...)”. Em 7.8.2009, o juízo de primeiro grau revogou a prisão preventiva do Paciente NAMIR BUGS MACHADO sob o fundamento de que “teve menor responsabilidade criminal nos fatos imputados, pois em princípio agiu como partícipe do delito”. Irresignado, o Ministério Público interpôs recurso em sentido estrito (Proc. n. 663.926-1) no Tribunal de Justiça do Paraná, que, em 10.6.2010, deu provimento ao recurso, nos termos seguintes: “EMENTA: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO PRISÃO EM FLAGRANTE COM POSTERIOR CONVERSÃO EM PRISÃO PREVENTIVA PEDIDO DE RELAXAMENTO DA REFERIDA PRISÃO ACOLHIDO PELO JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU INSURGÊNCIA MINISTERIAL DIANTE DO RESULTADO JUDICIAL ALEGAÇÃO RECURSAL DE QUE SUBSISTEM OS MOTIVOS ENSEJADORES DO ATO FUMUS COMISSI DELICTI E O PERICULUM LIBERTATIS OUTROSSIM, AFIRMAÇÃO DE QUE CIRCUNSTÂNCIAS DE CUNHO PESSOAL NÃO PODEM INFLUENCIAR A CONCESSÃO DE LIBERDADE PROVISÓRIA FALTA DE ELEMENTOS CONCRETOS PRESENÇA DE MOTIVO AUTORIZADOR DA CUSTÓDIA CAUTELAR EM FACE DO MODUS OPERANDI 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR condutas, desferiram vários golpes, dentre outros atos de tortura, bem como efetuaram 02 disparos de arma de fogo utilizando-se de um revólver marca Rossi, calibre 22, série nº A964502, cabo de madeira, oxidado, cano com duas polegadas, capacitado para seis cartuchos, contra a vítima Samuel de Andrade Pasqual, produzindo- lhe os ferimentos descritos no laudo de exame de necropsia, os quais foram a causa de sua morte. Consta, ainda, que os denunciados executaram a vítima Samuel de Andrade Pasqual Andrade por motivo fútil, em razão de ter supostamente furtado o estabelecimento comercial de um dos denunciados, bem como, com o emprego de meio cruel consistente em atos de tortura e recurso que impossibilitou a defesa da vítima (...)”. Em 7.8.2009, o juízo de primeiro grau revogou a prisão preventiva do Paciente NAMIR BUGS MACHADO sob o fundamento de que “teve menor responsabilidade criminal nos fatos imputados, pois em princípio agiu como partícipe do delito”. Irresignado, o Ministério Público interpôs recurso em sentido estrito (Proc. n. 663.926-1) no Tribunal de Justiça do Paraná, que, em 10.6.2010, deu provimento ao recurso, nos termos seguintes: “EMENTA: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO PRISÃO EM FLAGRANTE COM POSTERIOR CONVERSÃO EM PRISÃO PREVENTIVA PEDIDO DE RELAXAMENTO DA REFERIDA PRISÃO ACOLHIDO PELO JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU INSURGÊNCIA MINISTERIAL DIANTE DO RESULTADO JUDICIAL ALEGAÇÃO RECURSAL DE QUE SUBSISTEM OS MOTIVOS ENSEJADORES DO ATO FUMUS COMISSI DELICTI E O PERICULUM LIBERTATIS OUTROSSIM, AFIRMAÇÃO DE QUE CIRCUNSTÂNCIAS DE CUNHO PESSOAL NÃO PODEM INFLUENCIAR A CONCESSÃO DE LIBERDADE PROVISÓRIA FALTA DE ELEMENTOS CONCRETOS PRESENÇA DE MOTIVO AUTORIZADOR DA CUSTÓDIA CAUTELAR EM FACE DO MODUS OPERANDI 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório HC 110598 / PR DO DELITO, REVELADOR DA PERICULOSIDADE DO AGENTE, A PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA RECURSO PROVIDO. Quatro são os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva: a garantia da ordem pública, a garantia da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, além da prova da existência do crime e indícios suficientes da autoria. Se presente qualquer um dos quatro requisitos necessários, a prisão mostra-se válida no campo do direito processual penal, como no caso concreto, onde o modus operandi reflete concretamente a periculosidade do agente”. Em 28.7.2010, o Juízo da 1ª Vara Criminal e Júri da Comarca de Palmas-PR pronunciou os Pacientes nos termos da denúncia, oportunidade em que foi mantida a segregação cautelar, por permanecerem os motivos ensejadores da custódia. Inconformada, a defesa do Paciente interpôs recurso em sentido estrito (Proc. n. 719.512-8) no Tribunal de Justiça paranaense, que, em 27.1.2011, negou provimento ao recurso, nos termos da ementa seguinte: “RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRONÚNCIA. INCONFORMISMO DEFENSIVO. PLEITO DE DESPRONÚNCIA AO ARGUMENTO DE QUE NÃO SERIAM OS RECORRENTES OS AUTORES DOS FATOS. CERTEZA DA MATERIALIDADE. INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA. APLICAÇÃO DA REGRA IN DUBIO PRO SOCIETATE. QUALIFICADORAS DO MOTIVO TORPE E DA TORTURA. PEDIDO DE SUA EXCLUSÃO DA PRONÚNCIA. IMPROCEDÊNCIA. QUALIFICADORAS DESCRITAS NA DENÚNCIA AMPARADAS EM INDÍCIOS SUFICIENTES PARA SUA SUBMISSÃO A APRECIAÇÃO DOS JURADOS. RECURSO DESPROVIDO”. Esse acórdão foi objeto de embargos de declaração da defesa, rejeitados em 24.2.2011: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR DO DELITO, REVELADOR DA PERICULOSIDADE DO AGENTE, A PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA RECURSO PROVIDO. Quatro são os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva: a garantia da ordem pública, a garantia da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, além da prova da existência do crime e indícios suficientes da autoria. Se presente qualquer um dos quatro requisitos necessários, a prisão mostra-se válida no campo do direito processual penal, como no caso concreto, onde o modus operandi reflete concretamente a periculosidade do agente”. Em 28.7.2010, o Juízo da 1ª Vara Criminal e Júri da Comarca de Palmas-PR pronunciou os Pacientes nos termos da denúncia, oportunidade em que foi mantida a segregação cautelar, por permanecerem os motivos ensejadores da custódia. Inconformada, a defesa do Paciente interpôs recurso em sentido estrito (Proc. n. 719.512-8) no Tribunal de Justiça paranaense, que, em 27.1.2011, negou provimento ao recurso, nos termos da ementa seguinte: “RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRONÚNCIA. INCONFORMISMO DEFENSIVO. PLEITO DE DESPRONÚNCIA AO ARGUMENTO DE QUE NÃO SERIAM OS RECORRENTES OS AUTORES DOS FATOS. CERTEZA DA MATERIALIDADE. INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA. APLICAÇÃO DA REGRA IN DUBIO PRO SOCIETATE. QUALIFICADORAS DO MOTIVO TORPE E DA TORTURA. PEDIDO DE SUA EXCLUSÃO DA PRONÚNCIA. IMPROCEDÊNCIA. QUALIFICADORAS DESCRITAS NA DENÚNCIA AMPARADAS EM INDÍCIOS SUFICIENTES PARA SUA SUBMISSÃO A APRECIAÇÃO DOS JURADOS. RECURSO DESPROVIDO”. Esse acórdão foi objeto de embargos de declaração da defesa, rejeitados em 24.2.2011: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório HC 110598 / PR “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – ALEGAÇÃO DE OMISSÃO – DEFEITO NÃO IDENTIFICADO – DECISÃO QUE ANALISOU E FUNDAMENTOU TODOS OS PONTOS LEVANTADOS – EMBARGOS REJEITADOS. 'EMBARGOS DECLARATÓRIOS SÓ SE DESTINAM A POSSIBILITAR A ELIMINAÇÃO DE OBSCURIDADE, DÚVIDA, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO DO ACÓRDÃO EMBARGADO, NÃO O RECONHECIMENTO DE ERRO DE JULGAMENTO. E COMO, NO CASO, É ESSE RECONHECIMENTO QUE NELES SE RECLAMA, COM A CONSEQUENCIA REFORMA DO ACÓRDÃO FICAM ELES REJEITADOS'. (REL. SYDNEY SANCHES – RTJ 134⁄836)”. A defesa interpôs e impetrou no Superior Tribunal de Justiça, respectivamente o Recurso Especial n. 1.284.774 e o Habeas Corpus n. 206.853, Relator o Ministro Gilson Dipp. Em 23.8.2011, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu o Habeas Corpus n. 206.853, nos termos seguintes: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. SENTENÇA DE PRONÚNCIA. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. REAVALIAÇÃO SOBRE A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA A ANÁLISE NO TRIBUNAL A QUO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM NÃO CONHECIDA. I. Evidenciado que as alegações sobre a manutenção da prisão cautelar não foram objeto das razões do recurso em sentido estrito, não havendo, pois, deliberação pelo Tribunal a quo, a análise desta matéria, no momento, configuraria indevida supressão de instância. II. Ao contrário da apelação criminal, o recurso em sentido estrito não tem o efeito devolutivo amplo. Precedente. III. Ordem não conhecida”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – ALEGAÇÃO DE OMISSÃO – DEFEITO NÃO IDENTIFICADO – DECISÃO QUE ANALISOU E FUNDAMENTOU TODOS OS PONTOS LEVANTADOS – EMBARGOS REJEITADOS. 'EMBARGOS DECLARATÓRIOS SÓ SE DESTINAM A POSSIBILITAR A ELIMINAÇÃO DE OBSCURIDADE, DÚVIDA, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO DO ACÓRDÃO EMBARGADO, NÃO O RECONHECIMENTO DE ERRO DE JULGAMENTO. E COMO, NO CASO, É ESSE RECONHECIMENTO QUE NELES SE RECLAMA, COM A CONSEQUENCIA REFORMA DO ACÓRDÃO FICAM ELES REJEITADOS'. (REL. SYDNEY SANCHES – RTJ 134⁄836)”. A defesa interpôs e impetrou no Superior Tribunal de Justiça, respectivamente o Recurso Especial n. 1.284.774 e o Habeas Corpus n. 206.853, Relator o Ministro Gilson Dipp. Em 23.8.2011, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu o Habeas Corpus n. 206.853, nos termos seguintes: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. SENTENÇA DE PRONÚNCIA. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. REAVALIAÇÃO SOBRE A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA A ANÁLISE NO TRIBUNAL A QUO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM NÃO CONHECIDA. I. Evidenciado que as alegações sobre a manutenção da prisão cautelar não foram objeto das razões do recurso em sentido estrito, não havendo, pois, deliberação pelo Tribunal a quo, a análise desta matéria, no momento, configuraria indevida supressão de instância. II. Ao contrário da apelação criminal, o recurso em sentido estrito não tem o efeito devolutivo amplo. Precedente. III. Ordem não conhecida”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Relatório HC 110598 / PR Em 22.5.2012, a Quinta Turma daquele Superior Tribunal negou provimento ao Recurso Especial n. 1.284.774, nos termos seguintes: “CRIMINAL. RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO NO JULGADO. MATÉRIA NOVA. OFENSA À LEI FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO CONHECIMENTO. RECURSO NÃO CONHECIDO. I. Não se conhece do recurso especial se a matéria suscitada não foi objeto de análise e decisão pelo Tribunal a quo, na medida em que suscitadas somente em embargos de declaração, como matéria nova. II. A oposição dos embargos de declaração não supre a falta de prequestionamento, se o acórdão embargado não incidiu em omissão relativamente à matéria. III. Recurso não conhecido”. 3. É contra a decisão proferida no Habeas Corpus n. 206.853 que se insurgem os Impetrantes na presente ação, sustentando que o Tribunal de Justiça paranaense não teria se manifestado sobre a necessidade da custódia dos Pacientes, mantida em sede de pronúncia, o que estaria a ofender o disposto no art. 413, § 3º, do Código de Processo Penal. Asseveram que "se é lícito ao Judiciário determinar prisões, é obrigatória a fundamentação e a reavaliação da necessidade e conveniência de prisão consoante artigo 316 do Código de Processo Penal". Aduzem, ainda, falta de fundamentação cautelar idônea à manutenção da prisão dos Pacientes, sendo certo, afirmam, ao invés de reavaliar a presença dos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal, o Tribunal de Justiça paranaense deixou de se manifestar sobre o tema, mesmo depois de opostos embargos declaratórios. Este o teor dos pedidos: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR Em 22.5.2012, a Quinta Turma daquele Superior Tribunal negou provimento ao Recurso Especial n. 1.284.774, nos termos seguintes: “CRIMINAL. RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO NO JULGADO. MATÉRIA NOVA. OFENSA À LEI FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO CONHECIMENTO. RECURSO NÃO CONHECIDO. I. Não se conhece do recurso especial se a matéria suscitada não foi objeto de análise e decisão pelo Tribunal a quo, na medida em que suscitadas somente em embargos de declaração, como matéria nova. II. A oposição dos embargos de declaração não supre a falta de prequestionamento, se o acórdão embargado não incidiu em omissão relativamente à matéria. III. Recurso não conhecido”. 3. É contra a decisão proferida no Habeas Corpus n. 206.853 que se insurgem os Impetrantes na presente ação, sustentando que o Tribunal de Justiça paranaense não teria se manifestado sobre a necessidade da custódia dos Pacientes, mantida em sede de pronúncia, o que estaria a ofender o disposto no art. 413, § 3º, do Código de Processo Penal. Asseveram que "se é lícito ao Judiciário determinar prisões, é obrigatória a fundamentação e a reavaliação da necessidade e conveniência de prisão consoante artigo 316 do Código de Processo Penal". Aduzem, ainda, falta de fundamentação cautelar idônea à manutenção da prisão dos Pacientes, sendo certo, afirmam, ao invés de reavaliar a presença dos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal, o Tribunal de Justiça paranaense deixou de se manifestar sobre o tema, mesmo depois de opostos embargos declaratórios. Este o teor dos pedidos: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Relatório HC 110598 / PR “(...) Ante o exposto, requer de Vossas Excelências, recebam o presente com os documentos que o instruem e, tendo em vista o ‘fumus boni júris et periculum in mora’, seja concedida a ordem liminarmente eis que nítida a negativa de vigência ao § 3º. do artigo 413 do Código de Processo Penal nas formas do artigo 93, IX da Constituição Federal (violação do dever inafastável de idônea fundamentação) com conseqüente e lamentável reflexo de contrangimento ilegal, cassando o Acórdão do STJ e reflexamente os demais impugnados, nos termos do artigo 192 do Regimento interno desta Corte e, no particular detalhe prisional, suspendendo a prisão dos Pacientes por ausência de fundamentação e cessação das causas originais que o inspiraram (reconhecidas expressamente pelo Juiz da Comarca quando libertou os Pacientes, repristinando as liberdades e assegurando-se-lhes o direito de responderem em liberdade para a etapa do Júri e posteriores), fazendo expedir as ordens de soltura liminarmente pelo meio mais rápido e eficiente, confirmando-se por decisão colegiada ulterior no sentido de assegurar definitivamente o direito dos Pacientes em responderem o feito em liberdade (...)”. 4. Em 19.12.2011, indeferi a liminar e determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou pela denegação da ordem, nos termos seguintes: “HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. CUSTÓDIA PREVENTIVA MANTIDA NA SENTENÇA DE PRONÚNCIA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PROTEÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE SOCIAL DO AGENTE. GRAVIDADE DA AÇÃO CRIMINOSA, EVIDENCIADA PELAS CIRCUNSTÂNCIAS DO DELITO. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DO MEIO SOCIAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 413, § 3º DO CPP. INEXISTÊNCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. - Parecer pela denegação da ordem”. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR “(...) Ante o exposto, requer de Vossas Excelências, recebam o presente com os documentos que o instruem e, tendo em vista o ‘fumus boni júris et periculum in mora’, seja concedida a ordem liminarmente eis que nítida a negativa de vigência ao § 3º. do artigo 413 do Código de Processo Penal nas formas do artigo 93, IX da Constituição Federal (violação do dever inafastável de idônea fundamentação) com conseqüente e lamentável reflexo de contrangimento ilegal, cassando o Acórdão do STJ e reflexamente os demais impugnados, nos termos do artigo 192 do Regimento interno desta Corte e, no particular detalhe prisional, suspendendo a prisão dos Pacientes por ausência de fundamentação e cessação das causas originais que o inspiraram (reconhecidas expressamente pelo Juiz da Comarca quando libertou os Pacientes, repristinando as liberdades e assegurando-se-lhes o direito de responderem em liberdade para a etapa do Júri e posteriores), fazendo expedir as ordens de soltura liminarmente pelo meio mais rápido e eficiente, confirmando-se por decisão colegiada ulterior no sentido de assegurar definitivamente o direito dos Pacientes em responderem o feito em liberdade (...)”. 4. Em 19.12.2011, indeferi a liminar e determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou pela denegação da ordem, nos termos seguintes: “HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. CUSTÓDIA PREVENTIVA MANTIDA NA SENTENÇA DE PRONÚNCIA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PROTEÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE SOCIAL DO AGENTE. GRAVIDADE DA AÇÃO CRIMINOSA, EVIDENCIADA PELAS CIRCUNSTÂNCIAS DO DELITO. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DO MEIO SOCIAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 413, § 3º DO CPP. INEXISTÊNCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. - Parecer pela denegação da ordem”. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Conforme relatado, os Impetrantes buscam infirmar o decreto de prisão preventiva definido na sentença de pronúncia e, por conseqüência, garantir o reconhecimento do direito de aguardar em liberdade o julgamento do processo-crime pelo Juízo da 1ª Vara Criminal e Júri da Comarca de Palmas-PR. Ressaltam, ainda, a ausência de manifestação das instâncias a quo sobre a manutenção da prisão preventiva dos Pacientes. 2. Não se comprova, nos autos, a presença de constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes, nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da presente ordem de habeas corpus. 3. Medidas análogas como a que aqui se impetrou foram formuladas no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal de Justiça paranaense, tendo esses órgãos denegado a ordem (Habeas Corpus n. 206.853) e negado provimento ao recurso em sentido estrito (Proc. n. 719.512-8), respectivamente. Na presente impetração, os Impetrantes repetem os fundamentos daquelas medidas anteriormente intentadas. 4. Estes os fundamentos da decretação da prisão preventiva na sentença de pronúncia, nos termos postos pelo Juízo de 1ª instância e que têm sido objeto do questionamento judicial pela via eleita pelos Impetrantes: “(...) Consta da denúncia que os três denunciados teriam forçado a vítima a entrar no veículo Paraty e dirigiram-se até local ermo, ocasião em que deferiram socos e pontapés contra a mesma, e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Conforme relatado, os Impetrantes buscam infirmar o decreto de prisão preventiva definido na sentença de pronúncia e, por conseqüência, garantir o reconhecimento do direito de aguardar em liberdade o julgamento do processo-crime pelo Juízo da 1ª Vara Criminal e Júri da Comarca de Palmas-PR. Ressaltam, ainda, a ausência de manifestação das instâncias a quo sobre a manutenção da prisão preventiva dos Pacientes. 2. Não se comprova, nos autos, a presença de constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes, nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da presente ordem de habeas corpus. 3. Medidas análogas como a que aqui se impetrou foram formuladas no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal de Justiça paranaense, tendo esses órgãos denegado a ordem (Habeas Corpus n. 206.853) e negado provimento ao recurso em sentido estrito (Proc. n. 719.512-8), respectivamente. Na presente impetração, os Impetrantes repetem os fundamentos daquelas medidas anteriormente intentadas. 4. Estes os fundamentos da decretação da prisão preventiva na sentença de pronúncia, nos termos postos pelo Juízo de 1ª instância e que têm sido objeto do questionamento judicial pela via eleita pelos Impetrantes: “(...) Consta da denúncia que os três denunciados teriam forçado a vítima a entrar no veículo Paraty e dirigiram-se até local ermo, ocasião em que deferiram socos e pontapés contra a mesma, e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR por fim efetuaram disparos de arma de fogo, vindo ela a óbito. A respeito, o policial civil Nério Correia (fls. 321), que acompanhou o caso, relatou que foi comunicado pela polícia militar que tinham achado um corpo em uma estrada, próximo a COAMO. Disse que estava se dirigindo ao local e recebeu uma notícia via rádio de que os autores seriam Namir, Antonio e Olivir, ocasião em que se deslocaram ao Bar do primeiro, por volta das 20h30min. Falou que encontraram Namir, que disse que seu filho, Antonio, saiu para buscar umas fichas de sinuca e já retornava, o que não aconteceu. Em frente ao Bar, disse que localizaram o veículo de Namir e, em vistoria, dentro do mesmo, em cima do banco e no assoalho, havia manchas de sangue, de modo que o automóvel foi apreendido e foi dado voz de prisão a Namir. Relatou que, na delegacia, Namir confessou que junto com seu filho e Olivir pegaram o Samuel para dar um susto em razão de furtos que a vítima teria praticado na loja de Antonio Marcos. Registrou que a vítima foi alvejada no rosto, nuca e havia cortes nos dedos. (...) José Edson de Assis (fls. 259) falou que Marcos lhe contou que, no dia dos fatos, ‘deu uma surra no Samuel; que ‘Dente’ estava no bar e disse que deu dois tiros em Samuel; que logo em seguida chegaram as viaturas da polícia’. Jorgina Siqueira Ramos (fls. 323), Zauri Brasil (fls. 322) e Avelino Guilherme Bluchruhl Júnior (fls. 324) disseram que viram Olivir Poir, no dia dos fatos, passando na rua e gritando que tinha matado a vítima e se vingado. (…) Antonio Marcos Ramos Machado (fls. 424), em seu interrogatório em juízo, confessou, em parte, os fatos narrados na denúncia. Disse que seu estabelecimento foi furtado e o comentário no bairro era de o autor seria Samuel. Falou que, no dia dos fatos, Olivir chegou no seu Bar com a vítima para que eles dessem ‘um corrijo no piá’, de forma que chamou seu pai que estava em outro Bar. Narrou que: colocaram o ofendido no carro e saíram; que deu ‘uns tapas’ na vítima; que não tinha a intenção de matar; que pararam o carro e desceram o interrogando, o Samuel e o ‘Dentuço’; que seu pai 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR por fim efetuaram disparos de arma de fogo, vindo ela a óbito. A respeito, o policial civil Nério Correia (fls. 321), que acompanhou o caso, relatou que foi comunicado pela polícia militar que tinham achado um corpo em uma estrada, próximo a COAMO. Disse que estava se dirigindo ao local e recebeu uma notícia via rádio de que os autores seriam Namir, Antonio e Olivir, ocasião em que se deslocaram ao Bar do primeiro, por volta das 20h30min. Falou que encontraram Namir, que disse que seu filho, Antonio, saiu para buscar umas fichas de sinuca e já retornava, o que não aconteceu. Em frente ao Bar, disse que localizaram o veículo de Namir e, em vistoria, dentro do mesmo, em cima do banco e no assoalho, havia manchas de sangue, de modo que o automóvel foi apreendido e foi dado voz de prisão a Namir. Relatou que, na delegacia, Namir confessou que junto com seu filho e Olivir pegaram o Samuel para dar um susto em razão de furtos que a vítima teria praticado na loja de Antonio Marcos. Registrou que a vítima foi alvejada no rosto, nuca e havia cortes nos dedos. (...) José Edson de Assis (fls. 259) falou que Marcos lhe contou que, no dia dos fatos, ‘deu uma surra no Samuel; que ‘Dente’ estava no bar e disse que deu dois tiros em Samuel; que logo em seguida chegaram as viaturas da polícia’. Jorgina Siqueira Ramos (fls. 323), Zauri Brasil (fls. 322) e Avelino Guilherme Bluchruhl Júnior (fls. 324) disseram que viram Olivir Poir, no dia dos fatos, passando na rua e gritando que tinha matado a vítima e se vingado. (…) Antonio Marcos Ramos Machado (fls. 424), em seu interrogatório em juízo, confessou, em parte, os fatos narrados na denúncia. Disse que seu estabelecimento foi furtado e o comentário no bairro era de o autor seria Samuel. Falou que, no dia dos fatos, Olivir chegou no seu Bar com a vítima para que eles dessem ‘um corrijo no piá’, de forma que chamou seu pai que estava em outro Bar. Narrou que: colocaram o ofendido no carro e saíram; que deu ‘uns tapas’ na vítima; que não tinha a intenção de matar; que pararam o carro e desceram o interrogando, o Samuel e o ‘Dentuço’; que seu pai 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR retornou com o carro; que o interrogando bateu no rapaz e entregou a arma para o ‘Dentuço’; que Olivir deu dois tiros no rapaz; que não concordou com os tiros; que retornou com Olivir do local dos fatos e foram para o seu Bar’. (...) Da prisão provisória Os réus permaneceram presos, durante quase todo processado, em razão de prisão preventiva decretada, principalmente, para a garantia da ordem pública, considerada a conduta ‘violenta e poderosa’ dos mesmos e ‘as circunstâncias de como os fatos ocorreram’. A prisão de Namir foi revogada por este Juízo, no entanto, em sede de Recurso em Sentido Estrito do MP, o E.Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu provimento no sentido de retomar a custódia cautelar do acusado, considerando, novamente, a gravidade concreta dos fatos e o modus operandi dos agentes. O processado foi para o ‘mutirão carcerário’, e a prisão restou mantida. Observa-se pois que os motivos da custódia cautelar se mantém intactos até a presente decisão, aliás, são agora reforçados pela pronúncia dos três acusados, de modo que a prisão deve ser mantida para a garantia da ordem pública (...)”. Como se vê, a custódia cautelar do Paciente mostra-se suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente porque, ao contrário do que se alega na petição inicial, existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a periculosidade dos Pacientes e o risco concreto de ser afetada a ordem pública. De se ressaltar que o voto do Desembargador Oto Luiz Sponholz, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça paranaense, ao negar provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 719.512-8, evidenciou a devida análise dos pedidos apresentados pelos Pacientes nos limites por eles apresentados na peça recursal. Consta daquele voto: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR retornou com o carro; que o interrogando bateu no rapaz e entregou a arma para o ‘Dentuço’; que Olivir deu dois tiros no rapaz; que não concordou com os tiros; que retornou com Olivir do local dos fatos e foram para o seu Bar’. (...) Da prisão provisória Os réus permaneceram presos, durante quase todo processado, em razão de prisão preventiva decretada, principalmente, para a garantia da ordem pública, considerada a conduta ‘violenta e poderosa’ dos mesmos e ‘as circunstâncias de como os fatos ocorreram’. A prisão de Namir foi revogada por este Juízo, no entanto, em sede de Recurso em Sentido Estrito do MP, o E.Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu provimento no sentido de retomar a custódia cautelar do acusado, considerando, novamente, a gravidade concreta dos fatos e o modus operandi dos agentes. O processado foi para o ‘mutirão carcerário’, e a prisão restou mantida. Observa-se pois que os motivos da custódia cautelar se mantém intactos até a presente decisão, aliás, são agora reforçados pela pronúncia dos três acusados, de modo que a prisão deve ser mantida para a garantia da ordem pública (...)”. Como se vê, a custódia cautelar do Paciente mostra-se suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente porque, ao contrário do que se alega na petição inicial, existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a periculosidade dos Pacientes e o risco concreto de ser afetada a ordem pública. De se ressaltar que o voto do Desembargador Oto Luiz Sponholz, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça paranaense, ao negar provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 719.512-8, evidenciou a devida análise dos pedidos apresentados pelos Pacientes nos limites por eles apresentados na peça recursal. Consta daquele voto: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR “(...) Irresignados com o julgado em questão, os acusados NAMIR BUGS MACHADO e ANTONIO MARCOS MACHADO manifestaram, por meio de combativo defensor, o intento de recorrer da decisão, apresentando suas razões recursais às fls. 543 a 558, onde requereram para que sejam julgados na medida de suas responsabilidades e em decorrência dos crimes que efetivamente cometeram, aduzindo não terem desferido os tiros que resultaram na morte da vítima, atribuindo tal conduta ao co-réu Olivir Poier, e de maneira subsidiária ou alternativa, que sejam excluídas as qualificadoras previstas nos incisos I e III do artigo 121, parágrafo 2º do CP, por se tratar de julgamento contrário à prova dos autos, principalmente no que tange ao inciso III, bem como, por ter sido excessiva a pronúncia dos ora recorrentes. (…) Da análise de tal contexto probatório, se conclui que todos os corréus, reconhecem sua participação no delito até o momento que acreditam não implicar em sua culpabilidade, sendo que a partir daí, ou seja, no momento em que teria ocorrido a consumação delitiva passam a imputar um ao outro os disparos que vitimaram Samuel, contudo, cabe salientar, que em casos como esse, neste momento processual, não se mostra penalmente relevante quem tenha sido o autor dos disparos, ou seja, quem tenha sido responsável pela execução em si. Deste modo, em relação ao recorrente Antonio, mesmo que não tenha de fato efetuado os disparos de arma, estaria em conluio com o recorrente Olivir, e ainda era o proprietário da arma de fogo utilizada no crime. (…) Assim, correta a decisão que pronunciou os recorrentes. Alegam, ainda, os recorrentes Namir e Antonio Marcos que as qualificadoras dos incisos I e III do § 2.º, do art. 121 do CP não poderiam ter sido recepcionadas pelo juízo a quo. (…) Que no caso da qualificadora do motivo fútil baseou-se na versão dos próprios acusados de que o delito teria ocorrido em virtude da suspeita de que a vítima seria a autora de um furto ocorrido dias antes 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR “(...) Irresignados com o julgado em questão, os acusados NAMIR BUGS MACHADO e ANTONIO MARCOS MACHADO manifestaram, por meio de combativo defensor, o intento de recorrer da decisão, apresentando suas razões recursais às fls. 543 a 558, onde requereram para que sejam julgados na medida de suas responsabilidades e em decorrência dos crimes que efetivamente cometeram, aduzindo não terem desferido os tiros que resultaram na morte da vítima, atribuindo tal conduta ao co-réu Olivir Poier, e de maneira subsidiária ou alternativa, que sejam excluídas as qualificadoras previstas nos incisos I e III do artigo 121, parágrafo 2º do CP, por se tratar de julgamento contrário à prova dos autos, principalmente no que tange ao inciso III, bem como, por ter sido excessiva a pronúncia dos ora recorrentes. (…) Da análise de tal contexto probatório, se conclui que todos os corréus, reconhecem sua participação no delito até o momento que acreditam não implicar em sua culpabilidade, sendo que a partir daí, ou seja, no momento em que teria ocorrido a consumação delitiva passam a imputar um ao outro os disparos que vitimaram Samuel, contudo, cabe salientar, que em casos como esse, neste momento processual, não se mostra penalmente relevante quem tenha sido o autor dos disparos, ou seja, quem tenha sido responsável pela execução em si. Deste modo, em relação ao recorrente Antonio, mesmo que não tenha de fato efetuado os disparos de arma, estaria em conluio com o recorrente Olivir, e ainda era o proprietário da arma de fogo utilizada no crime. (…) Assim, correta a decisão que pronunciou os recorrentes. Alegam, ainda, os recorrentes Namir e Antonio Marcos que as qualificadoras dos incisos I e III do § 2.º, do art. 121 do CP não poderiam ter sido recepcionadas pelo juízo a quo. (…) Que no caso da qualificadora do motivo fútil baseou-se na versão dos próprios acusados de que o delito teria ocorrido em virtude da suspeita de que a vítima seria a autora de um furto ocorrido dias antes 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR no estabelecimento comercial de um dos denunciados, resultando na desproporcionalidade entre a motivação e a conduta dos acusados, o que de fato se afigura viável. Já em relação à tortura que teria sido empregada como meio de consumação do delito, reconheceu a douta julgadora que o perito ouvido em juízo de fato não afirmou peremptoriamente tal circunstância, mesmo porque a resposta ao quesito respectivo consignada no laudo de necropsia foi negativo, contudo considerou que há outros elementos probatórios dos quais se pode extrair tal conclusão, e nesta toada não há como se subtrair ao conselho de Sentença a análise de tal aspecto da questão, no que novamente se constata o acerto de sua deliberação, mesmo porque, no caso em apreço, não obstante o depoimento do perito, restou comprovado que as manchas de sangue encontradas no estofamento e no tapete do veículo seriam compatíveis com o perfil genético da vítima, indicando que se originaram de ferimentos nela provocados, ainda no interior do veículo, eventualmente por tortura, cabendo aos jurados deliberar se tal evidência constitui ou não demonstração da qualificadora apontada. Finalmente no que se refere ao emprego de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, se vê que a conduta dos acusados de num primeiro momento recolhê-lo a um banheiro lá deixando- o preso, a seguir obrigá-lo a entrar em um veículo, conduzindo-o a lugar ermo, em superioridade numérica, autoriza o entendimento de que há elementos integrativos da qualificadora imputada (...)”. E apesar da defesa não ter suscitado a questão referente à prisão cautelar dos Pacientes no recurso em sentido estrito (Proc. n. 719.512-8), o Tribunal de Justiça paranaense afirmou a existência de fundamentação idônea da decisão que manteve a custódia cautelar ao rejeitar os embargos de declaração, verbis: “(...) Já no que se refere ao direito de recorrer em liberdade, inexiste omissão por parte deste colegiado na medida em que tal matéria sequer foi aventada nas razões recursais, por qualquer dos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR no estabelecimento comercial de um dos denunciados, resultando na desproporcionalidade entre a motivação e a conduta dos acusados, o que de fato se afigura viável. Já em relação à tortura que teria sido empregada como meio de consumação do delito, reconheceu a douta julgadora que o perito ouvido em juízo de fato não afirmou peremptoriamente tal circunstância, mesmo porque a resposta ao quesito respectivo consignada no laudo de necropsia foi negativo, contudo considerou que há outros elementos probatórios dos quais se pode extrair tal conclusão, e nesta toada não há como se subtrair ao conselho de Sentença a análise de tal aspecto da questão, no que novamente se constata o acerto de sua deliberação, mesmo porque, no caso em apreço, não obstante o depoimento do perito, restou comprovado que as manchas de sangue encontradas no estofamento e no tapete do veículo seriam compatíveis com o perfil genético da vítima, indicando que se originaram de ferimentos nela provocados, ainda no interior do veículo, eventualmente por tortura, cabendo aos jurados deliberar se tal evidência constitui ou não demonstração da qualificadora apontada. Finalmente no que se refere ao emprego de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, se vê que a conduta dos acusados de num primeiro momento recolhê-lo a um banheiro lá deixando- o preso, a seguir obrigá-lo a entrar em um veículo, conduzindo-o a lugar ermo, em superioridade numérica, autoriza o entendimento de que há elementos integrativos da qualificadora imputada (...)”. E apesar da defesa não ter suscitado a questão referente à prisão cautelar dos Pacientes no recurso em sentido estrito (Proc. n. 719.512-8), o Tribunal de Justiça paranaense afirmou a existência de fundamentação idônea da decisão que manteve a custódia cautelar ao rejeitar os embargos de declaração, verbis: “(...) Já no que se refere ao direito de recorrer em liberdade, inexiste omissão por parte deste colegiado na medida em que tal matéria sequer foi aventada nas razões recursais, por qualquer dos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR recorrentes, sendo que no caso concreto a mantença da segregação encontra-se devidamente fundamentada, tanto no fato de que os acusados responderam o processo na sua quase totalidade na condição de presos, bem como diante da pronúncia a prisão se justifica com maior vigor, não havendo, deste modo, omissão a ser aclarada neste aspecto. Vislumbra-se que as questões apostas foram satisfatoriamente analisadas e fundamentadas, apontando quais motivos levaram a conclusão proferida (...)”. Pelo que se tem nos autos, portanto, não se sustentam juridicamente os argumentos apresentados pelo Paciente, de modo a assegurar o êxito do que pleiteia, impondo-se, pois, a decretação de sua prisão, indicada como está na decisão a necessidade de se garantir a ordem pública, que poderia ficar comprometida fosse outra a decisão. 5. Ademais, este Supremo Tribunal manifestou-se sobre a matéria, tendo pacificado o entendimento de que as circunstâncias descritas na sentença de pronúncia ora questionada constituem motivações idôneas para fixação da custódia cautelar. Nesse sentido, o julgamento do Habeas Corpus n. 86.347, relator o Ministro Joaquim Barbosa, no qual se verificou ser a periculosidade do réu evidenciada pelo modus operandi é circunstância suficiente para a manutenção da custódia cautelar, desde que fundamentada em dados concretos ocorridos no processo-crime, verbis: “(...) EMENTA: HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS. Exige-se, para a decretação da prisão preventiva, num primeiro momento, a observância de dois pressupostos, que não se confundem com o grau de certeza exigido no mérito da ação penal: presença de indícios suficientes de autoria e prova da existência do crime. A gravidade do delito, de per si, não pode ser fundamento da custódia cautelar. Porém, no caso, ficou demonstrada a periculosidade do paciente, circunstância suficiente 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR recorrentes, sendo que no caso concreto a mantença da segregação encontra-se devidamente fundamentada, tanto no fato de que os acusados responderam o processo na sua quase totalidade na condição de presos, bem como diante da pronúncia a prisão se justifica com maior vigor, não havendo, deste modo, omissão a ser aclarada neste aspecto. Vislumbra-se que as questões apostas foram satisfatoriamente analisadas e fundamentadas, apontando quais motivos levaram a conclusão proferida (...)”. Pelo que se tem nos autos, portanto, não se sustentam juridicamente os argumentos apresentados pelo Paciente, de modo a assegurar o êxito do que pleiteia, impondo-se, pois, a decretação de sua prisão, indicada como está na decisão a necessidade de se garantir a ordem pública, que poderia ficar comprometida fosse outra a decisão. 5. Ademais, este Supremo Tribunal manifestou-se sobre a matéria, tendo pacificado o entendimento de que as circunstâncias descritas na sentença de pronúncia ora questionada constituem motivações idôneas para fixação da custódia cautelar. Nesse sentido, o julgamento do Habeas Corpus n. 86.347, relator o Ministro Joaquim Barbosa, no qual se verificou ser a periculosidade do réu evidenciada pelo modus operandi é circunstância suficiente para a manutenção da custódia cautelar, desde que fundamentada em dados concretos ocorridos no processo-crime, verbis: “(...) EMENTA: HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS. Exige-se, para a decretação da prisão preventiva, num primeiro momento, a observância de dois pressupostos, que não se confundem com o grau de certeza exigido no mérito da ação penal: presença de indícios suficientes de autoria e prova da existência do crime. A gravidade do delito, de per si, não pode ser fundamento da custódia cautelar. Porém, no caso, ficou demonstrada a periculosidade do paciente, circunstância suficiente 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. Ameaça a testemunhas. Fundamento suficiente para a manutenção da custódia cautelar, por conveniência da instrução criminal (...)” (HC 86.347, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 25-08-2006). Nesse sentido, ainda, os Habeas Corpus ns. 94.121, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 12.6.2009; 95.721, de minha relatoria, DJ 13.3.2009; 94.979, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 3.4.2009; 98.331, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 11.12.2009; 97.808, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 13.8.2010; e 96.527, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 14.5.2010. 6. Quanto à alegada ofensa ao art. 413, § 3º, do Código de Processo Penal (“Art. 413. O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. (...) § 3o O juiz decidirá, motivadamente, no caso de manutenção, revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de acusado solto, sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código”), razão jurídica não assiste aos Impetrantes. Conforme bem ressaltou a Procuradoria-Geral da República, em seu parecer, a legislação processual penal vigente “não impõe o reexame obrigatório dos requisitos da prisão cautelar a cada decisão monocrática seguinte, ou a cada acórdão proferido pelos Tribunais, mormente se a questão não foi suscitada nos autos”, ou seja, “se a medida constritiva de liberdade encontra-se devidamente motivada nos requisitos do art. 312 do CPP, não há qualquer contrariedade à norma processual invocada, sendo de rigor a manutenção da privação da liberdade dos pacientes”. 7. Finalmente, de se acentuar que, embora os argumentos apresentados sejam suficientes para a denegação da ordem, devem-se mencionar os seguintes fundamentos do parecer da Procuradoria-Geral da República: 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. Ameaça a testemunhas. Fundamento suficiente para a manutenção da custódia cautelar, por conveniência da instrução criminal (...)” (HC 86.347, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 25-08-2006). Nesse sentido, ainda, os Habeas Corpus ns. 94.121, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 12.6.2009; 95.721, de minha relatoria, DJ 13.3.2009; 94.979, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 3.4.2009; 98.331, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 11.12.2009; 97.808, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 13.8.2010; e 96.527, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 14.5.2010. 6. Quanto à alegada ofensa ao art. 413, § 3º, do Código de Processo Penal (“Art. 413. O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. (...) § 3o O juiz decidirá, motivadamente, no caso de manutenção, revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de acusado solto, sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código”), razão jurídica não assiste aos Impetrantes. Conforme bem ressaltou a Procuradoria-Geral da República, em seu parecer, a legislação processual penal vigente “não impõe o reexame obrigatório dos requisitos da prisão cautelar a cada decisão monocrática seguinte, ou a cada acórdão proferido pelos Tribunais, mormente se a questão não foi suscitada nos autos”, ou seja, “se a medida constritiva de liberdade encontra-se devidamente motivada nos requisitos do art. 312 do CPP, não há qualquer contrariedade à norma processual invocada, sendo de rigor a manutenção da privação da liberdade dos pacientes”. 7. Finalmente, de se acentuar que, embora os argumentos apresentados sejam suficientes para a denegação da ordem, devem-se mencionar os seguintes fundamentos do parecer da Procuradoria-Geral da República: 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR “(...) A súplica não merece acolhida. Da leitura dos autos, constata-se que a segregação provisória do paciente foi mantida por ocasião da sentença de pronúncia sob os seguintes fundamentos: ‘Os réus permanecem presos, durante quase todo processado, em razão de prisão preventiva decretada, principalmente, para a garantia da ordem pública, considerada a conduta 'violenta e perigosa' dos mesmos e 'as circunstâncias de como os fatos ocorreram'. A prisão de Namir foi revogada por este Juízo, no entanto, em sede de Recurso em Sentido Estrito, o E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu provimento no sentido de retornar a custódia cautelar do acusado, considerando, novamente, a gravidade concreta dos fatos e o modus operandi dos agentes. O processado foi para o mutirão carcerário, e a prisão restou mantida. Observa-se pois que os motivos da custódia cautelar se mantém intactos até a presente decisão, aliás, são agora reforçados pela pronúncia dos três acusados, de modo que a prisão provisória deve ser mantida para a garantia da ordem pública.’ Como se vê, ao contrário do que afirmam os impetrantes, a medida constritiva de liberdade tem esteio em dados concretos extraídos dos autos, encontrando-se devida e suficientemente fundamentada, mormente na periculosidade do agente, na violência empregada na ação criminosa e na situação de insegurança e intranquilidade geradas no corpo social, razões suficientes para a decretação da prisão para preservação da ordem pública. Não pairam dúvidas de que a periculosidade dos pacientes – evidenciada pela covardia da conduta criminosa (o ofendido foi golpeado e torturado pelos pacientes e outro corréu, até ser atingido por dois tiros à queima-roupa) e desproporcional agressividade em relação ao ato praticado pela vítima - que supostamente teria praticado um furto na loja do paciente Antonio Marcos -, longe de recomendar a liberdade pretendida pela defesa, autoriza a sua segregação do convívio 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR “(...) A súplica não merece acolhida. Da leitura dos autos, constata-se que a segregação provisória do paciente foi mantida por ocasião da sentença de pronúncia sob os seguintes fundamentos: ‘Os réus permanecem presos, durante quase todo processado, em razão de prisão preventiva decretada, principalmente, para a garantia da ordem pública, considerada a conduta 'violenta e perigosa' dos mesmos e 'as circunstâncias de como os fatos ocorreram'. A prisão de Namir foi revogada por este Juízo, no entanto, em sede de Recurso em Sentido Estrito, o E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu provimento no sentido de retornar a custódia cautelar do acusado, considerando, novamente, a gravidade concreta dos fatos e o modus operandi dos agentes. O processado foi para o mutirão carcerário, e a prisão restou mantida. Observa-se pois que os motivos da custódia cautelar se mantém intactos até a presente decisão, aliás, são agora reforçados pela pronúncia dos três acusados, de modo que a prisão provisória deve ser mantida para a garantia da ordem pública.’ Como se vê, ao contrário do que afirmam os impetrantes, a medida constritiva de liberdade tem esteio em dados concretos extraídos dos autos, encontrando-se devida e suficientemente fundamentada, mormente na periculosidade do agente, na violência empregada na ação criminosa e na situação de insegurança e intranquilidade geradas no corpo social, razões suficientes para a decretação da prisão para preservação da ordem pública. Não pairam dúvidas de que a periculosidade dos pacientes – evidenciada pela covardia da conduta criminosa (o ofendido foi golpeado e torturado pelos pacientes e outro corréu, até ser atingido por dois tiros à queima-roupa) e desproporcional agressividade em relação ao ato praticado pela vítima - que supostamente teria praticado um furto na loja do paciente Antonio Marcos -, longe de recomendar a liberdade pretendida pela defesa, autoriza a sua segregação do convívio 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR social. A propósito, a jurisprudência dessa Suprema Corte firma-se no sentido de que a periculosidade do agente para a coletividade, desde que comprovada concretamente, é apta a manutenção da restrição de sua liberdade (HC 89.266/GO, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJU de 28/06/2007; HC 86002/RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 03/02/2006; HC 88.608/RN, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJU de 06/11/2006; HC 88.196/MS, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJU de 17/05/2007). Ademais, a gravidade concreta da conduta delitiva perpetrada, revelada pelo modus operandi empregado pelos acusados – que ‘atraíram a vítima para um bar, na sequência a levaram a um lugar distante e após sessões de agressões e tortura a mataram com o objetivo de realizar sua vingança privada’ (fl. 509 RESE nº 663926- 1), é motivo idôneo para a custódia cautelar, a fim de proteger a ordem pública, através do afastamento do convívio da sociedade de indivíduo com elevado grau de desajuste social e total desprezo pela vida alheia. Esse também o entendimento consagrado dessa Corte Máxima, conforme se verifica do julgado abaixo transcrito: ‘DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. INSTRUÇÃO DEFICIENTE DO WRIT. DECISÃO FUNDAMENTADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM NÃO CONHECIDA. 1. (...). 4. Conforme o acórdão ora impugnado, verifico que a constrição cautelar do paciente, ao que me parece, foi suficientemente fundamentada, já que, diante do conjunto probatório dos autos da ação penal, a manutenção da custódia cautelar se justifica para a garantia da ordem pública e para o asseguramento da aplicação da lei penal, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal. 5. A decretação da prisão cautelar, na realidade, se baseou em fatos concretos observados pelo Juiz de Direito na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi da empreitada criminosa. 6. A circunstância de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR social. A propósito, a jurisprudência dessa Suprema Corte firma-se no sentido de que a periculosidade do agente para a coletividade, desde que comprovada concretamente, é apta a manutenção da restrição de sua liberdade (HC 89.266/GO, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJU de 28/06/2007; HC 86002/RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 03/02/2006; HC 88.608/RN, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJU de 06/11/2006; HC 88.196/MS, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJU de 17/05/2007). Ademais, a gravidade concreta da conduta delitiva perpetrada, revelada pelo modus operandi empregado pelos acusados – que ‘atraíram a vítima para um bar, na sequência a levaram a um lugar distante e após sessões de agressões e tortura a mataram com o objetivo de realizar sua vingança privada’ (fl. 509 RESE nº 663926- 1), é motivo idôneo para a custódia cautelar, a fim de proteger a ordem pública, através do afastamento do convívio da sociedade de indivíduo com elevado grau de desajuste social e total desprezo pela vida alheia. Esse também o entendimento consagrado dessa Corte Máxima, conforme se verifica do julgado abaixo transcrito: ‘DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. INSTRUÇÃO DEFICIENTE DO WRIT. DECISÃO FUNDAMENTADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM NÃO CONHECIDA. 1. (...). 4. Conforme o acórdão ora impugnado, verifico que a constrição cautelar do paciente, ao que me parece, foi suficientemente fundamentada, já que, diante do conjunto probatório dos autos da ação penal, a manutenção da custódia cautelar se justifica para a garantia da ordem pública e para o asseguramento da aplicação da lei penal, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal. 5. A decretação da prisão cautelar, na realidade, se baseou em fatos concretos observados pelo Juiz de Direito na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi da empreitada criminosa. 6. A circunstância de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência fixa, à evidência, não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP (HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 02.09.2005). 7. Habeas corpus não conhecido’. De resto, não merece ser prestigiada a impetração, quando sustenta que os acórdãos impugnados teriam violado o artigo 413, § 3º do Código de Processo Penal, porque supostamente não reavaliaram a necessidade da prisão provisória dos pacientes. Diferentemente do que supõem os impetrantes, a lei não impõe o reexame obrigatório dos requisitos da prisão cautelar a cada decisão monocrática seguinte, ou a cada acórdão proferido pelos Tribunais, mormente se a questão não foi suscitada nos autos. Em verdade, determina o art. 413, § 3º do CPP que, por ocasião da sentença de pronúncia, o juiz decida, motivadamente, acerca da ‘manutenção, revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de acusado solto, sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código.’ Ora, se a medida constritiva de liberdade encontra-se devidamente motivada nos requisitos do art. 312 do CPP, não há qualquer contrariedade à norma processual invocada, sendo de rigor a manutenção da privação da liberdade dos pacientes. Por todo o exposto, opinamos pela denegação da ordem (...)”. 8. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem, ficando prejudicado, por óbvio, o agravo regimental interposto contra a decisão que indeferiu a liminar. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência fixa, à evidência, não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP (HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 02.09.2005). 7. Habeas corpus não conhecido’. De resto, não merece ser prestigiada a impetração, quando sustenta que os acórdãos impugnados teriam violado o artigo 413, § 3º do Código de Processo Penal, porque supostamente não reavaliaram a necessidade da prisão provisória dos pacientes. Diferentemente do que supõem os impetrantes, a lei não impõe o reexame obrigatório dos requisitos da prisão cautelar a cada decisão monocrática seguinte, ou a cada acórdão proferido pelos Tribunais, mormente se a questão não foi suscitada nos autos. Em verdade, determina o art. 413, § 3º do CPP que, por ocasião da sentença de pronúncia, o juiz decida, motivadamente, acerca da ‘manutenção, revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de acusado solto, sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código.’ Ora, se a medida constritiva de liberdade encontra-se devidamente motivada nos requisitos do art. 312 do CPP, não há qualquer contrariedade à norma processual invocada, sendo de rigor a manutenção da privação da liberdade dos pacientes. Por todo o exposto, opinamos pela denegação da ordem (...)”. 8. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem, ficando prejudicado, por óbvio, o agravo regimental interposto contra a decisão que indeferiu a liminar. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Observação 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) :ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) :SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu apenas observo uma coisa curiosa: nós, aqui da Suprema Corte, estamos julgando casos absolutamente triviais, como este trazido pela Ministra Cármen Lúcia, este caso que acabei de trazer também, que é uma questão de uma procuradora, de uma mãe que faleceu, junto ao INSS, quer dizer, um caso que percorre todas as instâncias judiciais, não tem maior repercussão do ponto de vista político, econômico, social, jurídico. E nós estamos aqui a horas e horas a nos debater com isso. Enfim, é a realidade que enfrentamos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508360. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) :ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) :SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu apenas observo uma coisa curiosa: nós, aqui da Suprema Corte, estamos julgando casos absolutamente triviais, como este trazido pela Ministra Cármen Lúcia, este caso que acabei de trazer também, que é uma questão de uma procuradora, de uma mãe que faleceu, junto ao INSS, quer dizer, um caso que percorre todas as instâncias judiciais, não tem maior repercussão do ponto de vista político, econômico, social, jurídico. E nós estamos aqui a horas e horas a nos debater com isso. Enfim, é a realidade que enfrentamos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508360. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.598 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) : ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) : SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529931 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.598 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) : ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) : SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529931 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3600172
2013-03-12T00:00:00
2013-04-05T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO DOS PACIENTES: IMPROCEDÊNCIA. ALEGAÇÃO DE REEXAME OBRIGATÓRIO DOS REQUISITOS DA PRISÃO CAUTELAR NAS INSTÂNCIAS RECURSAIS: INEXIGIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. Não se comprova, nos autos, a presença de constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes, nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da presente ordem de habeas corpus. 2. Existem fundamentos autônomos e suficientes para a manutenção da prisão dos Pacientes: a garantia da ordem pública em razão da periculosidade evidenciada pelo modus operandi e a gravidade concreta dos fatos. Precedentes 3. A legislação processual penal vigente não impõe o reexame obrigatório dos requisitos da prisão cautelar a cada decisão monocrática seguinte, ou a cada acórdão proferido pelos Tribunais, mormente se a questão não foi suscitada nos autos. 4. Ordem denegada.
sjur227473
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO CAUTELAR, PERICULOSIDADE) HC 86347 (2ªT), HC 94121 (1ª), HC 95721 (1ªT), HC 94979 (1ªT), HC 98331 (2ªT), HC 97808 (2ªT), HC 96527 (1ªT). - Veja HC 206853 do STJ e Recurso no Sentido Estrito 719.512-8 da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça paranaense. Número de páginas: 20. Análise: 15/05/2013, MMR. Revisão: 28/05/2013, SEV.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
110598
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00413 PAR-00003 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 110598
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PACTE.(S) : NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) : ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) : SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) :ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) :SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO DOS PACIENTES: IMPROCEDÊNCIA. ALEGAÇÃO DE REEXAME OBRIGATÓRIO DOS REQUISITOS DA PRISÃO CAUTELAR NAS INSTÂNCIAS RECURSAIS: INEXIGIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. Não se comprova, nos autos, a presença de constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes, nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da presente ordem de habeas corpus. 2. Existem fundamentos autônomos e suficientes para a manutenção da prisão dos Pacientes: a garantia da ordem pública em razão da periculosidade evidenciada pelo modus operandi e a gravidade concreta dos fatos. Precedentes 3. A legislação processual penal vigente não impõe o reexame obrigatório dos requisitos da prisão cautelar a cada decisão monocrática seguinte, ou a cada acórdão proferido pelos Tribunais, mormente se a questão não foi suscitada nos autos. 4. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571345. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão HC 110598 / PR termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571345. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) :ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) :SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por SAMIR MATTAR ASSAD e OUTRO, advogados, em favor de NAMIR BUGS MACHADO e ANTONIO MARCOS MACHADO, contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 23.8.2011, denegou o Habeas Corpus n. 206.853. 2. Tem-se, nos autos, que, em 6.7.2009, os Pacientes e o corréu OLIVIR POIER foram presos em flagrante e denunciados no Juízo da 1... Vara Criminal e Júri da Comarca de Palmas-PR pelo suposto cometimento do crime de homicídio triplamente qualificado (arts. 121, § 2..., incs. II, III e IV, c/c art. 29 do Código Penal). Estes os fatos descritos na denúncia: “(...) No dia 21 de junho de 2009, em horário não precisado nos autos, mas certamente após Às 19:30 horas, na estrada de acesso a localidade de Fundo grande, nas proximidades da Cooperativa Coamo, os denunciados NAMIR BUGS MACHADO, ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO, vulgo ‘Jacaré’ e OLIVIR POIER, vulgo ‘Dente’, previamente acordados e com unidade de desígnios, dolosamente (animus necandi) e com consciência da ilicitude de suas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) :ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) :SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por SAMIR MATTAR ASSAD e OUTRO, advogados, em favor de NAMIR BUGS MACHADO e ANTONIO MARCOS MACHADO, contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 23.8.2011, denegou o Habeas Corpus n. 206.853. 2. Tem-se, nos autos, que, em 6.7.2009, os Pacientes e o corréu OLIVIR POIER foram presos em flagrante e denunciados no Juízo da 1... Vara Criminal e Júri da Comarca de Palmas-PR pelo suposto cometimento do crime de homicídio triplamente qualificado (arts. 121, § 2..., incs. II, III e IV, c/c art. 29 do Código Penal). Estes os fatos descritos na denúncia: “(...) No dia 21 de junho de 2009, em horário não precisado nos autos, mas certamente após Às 19:30 horas, na estrada de acesso a localidade de Fundo grande, nas proximidades da Cooperativa Coamo, os denunciados NAMIR BUGS MACHADO, ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO, vulgo ‘Jacaré’ e OLIVIR POIER, vulgo ‘Dente’, previamente acordados e com unidade de desígnios, dolosamente (animus necandi) e com consciência da ilicitude de suas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório HC 110598 / PR condutas, desferiram vários golpes, dentre outros atos de tortura, bem como efetuaram 02 disparos de arma de fogo utilizando-se de um revólver marca Rossi, calibre 22, série n A964502, cabo de madeira, oxidado, cano com duas polegadas, capacitado para seis cartuchos, contra a vítima Samuel de Andrade Pasqual, produzindo- lhe os ferimentos descritos no laudo de exame de necropsia, os quais foram a causa de sua morte. Consta, ainda, que os denunciados executaram a vítima Samuel de Andrade Pasqual Andrade por motivo fútil, em razão de ter supostamente furtado o estabelecimento comercial de um dos denunciados, bem como, com o emprego de meio cruel consistente em atos de tortura e recurso que impossibilitou a defesa da vítima (...)”. Em 7.8.2009, o juízo de primeiro grau revogou a prisão preventiva do Paciente NAMIR BUGS MACHADO sob o fundamento de que “teve menor responsabilidade criminal nos fatos imputados, pois em princípio agiu como partícipe do delito”. Irresignado, o Ministério Público interpôs recurso em sentido estrito (Proc. n. 663.926-1) no Tribunal de Justiça do Paraná, que, em 10.6.2010, deu provimento ao recurso, nos termos seguintes: “EMENTA: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO PRISÃO EM FLAGRANTE COM POSTERIOR CONVERSÃO EM PRISÃO PREVENTIVA PEDIDO DE RELAXAMENTO DA REFERIDA PRISÃO ACOLHIDO PELO JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU INSURGÊNCIA MINISTERIAL DIANTE DO RESULTADO JUDICIAL ALEGAÇÃO RECURSAL DE QUE SUBSISTEM OS MOTIVOS ENSEJADORES DO ATO FUMUS COMISSI DELICTI E O PERICULUM LIBERTATIS OUTROSSIM, AFIRMAÇÃO DE QUE CIRCUNSTÂNCIAS DE CUNHO PESSOAL NÃO PODEM INFLUENCIAR A CONCESSÃO DE LIBERDADE PROVISÓRIA FALTA DE ELEMENTOS CONCRETOS PRESENÇA DE MOTIVO AUTORIZADOR DA CUSTÓDIA CAUTELAR EM FACE DO MODUS OPERANDI 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR condutas, desferiram vários golpes, dentre outros atos de tortura, bem como efetuaram 02 disparos de arma de fogo utilizando-se de um revólver marca Rossi, calibre 22, série n A964502, cabo de madeira, oxidado, cano com duas polegadas, capacitado para seis cartuchos, contra a vítima Samuel de Andrade Pasqual, produzindo- lhe os ferimentos descritos no laudo de exame de necropsia, os quais foram a causa de sua morte. Consta, ainda, que os denunciados executaram a vítima Samuel de Andrade Pasqual Andrade por motivo fútil, em razão de ter supostamente furtado o estabelecimento comercial de um dos denunciados, bem como, com o emprego de meio cruel consistente em atos de tortura e recurso que impossibilitou a defesa da vítima (...)”. Em 7.8.2009, o juízo de primeiro grau revogou a prisão preventiva do Paciente NAMIR BUGS MACHADO sob o fundamento de que “teve menor responsabilidade criminal nos fatos imputados, pois em princípio agiu como partícipe do delito”. Irresignado, o Ministério Público interpôs recurso em sentido estrito (Proc. n. 663.926-1) no Tribunal de Justiça do Paraná, que, em 10.6.2010, deu provimento ao recurso, nos termos seguintes: “EMENTA: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO PRISÃO EM FLAGRANTE COM POSTERIOR CONVERSÃO EM PRISÃO PREVENTIVA PEDIDO DE RELAXAMENTO DA REFERIDA PRISÃO ACOLHIDO PELO JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU INSURGÊNCIA MINISTERIAL DIANTE DO RESULTADO JUDICIAL ALEGAÇÃO RECURSAL DE QUE SUBSISTEM OS MOTIVOS ENSEJADORES DO ATO FUMUS COMISSI DELICTI E O PERICULUM LIBERTATIS OUTROSSIM, AFIRMAÇÃO DE QUE CIRCUNSTÂNCIAS DE CUNHO PESSOAL NÃO PODEM INFLUENCIAR A CONCESSÃO DE LIBERDADE PROVISÓRIA FALTA DE ELEMENTOS CONCRETOS PRESENÇA DE MOTIVO AUTORIZADOR DA CUSTÓDIA CAUTELAR EM FACE DO MODUS OPERANDI 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório HC 110598 / PR DO DELITO, REVELADOR DA PERICULOSIDADE DO AGENTE, A PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA RECURSO PROVIDO. Quatro são os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva: a garantia da ordem pública, a garantia da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, além da prova da existência do crime e indícios suficientes da autoria. Se presente qualquer um dos quatro requisitos necessários, a prisão mostra-se válida no campo do direito processual penal, como no caso concreto, onde o modus operandi reflete concretamente a periculosidade do agente”. Em 28.7.2010, o Juízo da 1... Vara Criminal e Júri da Comarca de Palmas-PR pronunciou os Pacientes nos termos da denúncia, oportunidade em que foi mantida a segregação cautelar, por permanecerem os motivos ensejadores da custódia. Inconformada, a defesa do Paciente interpôs recurso em sentido estrito (Proc. n. 719.512-8) no Tribunal de Justiça paranaense, que, em 27.1.2011, negou provimento ao recurso, nos termos da ementa seguinte: “RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRONÚNCIA. INCONFORMISMO DEFENSIVO. PLEITO DE DESPRONÚNCIA AO ARGUMENTO DE QUE NÃO SERIAM OS RECORRENTES OS AUTORES DOS FATOS. CERTEZA DA MATERIALIDADE. INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA. APLICAÇÃO DA REGRA IN DUBIO PRO SOCIETATE. QUALIFICADORAS DO MOTIVO TORPE E DA TORTURA. PEDIDO DE SUA EXCLUSÃO DA PRONÚNCIA. IMPROCEDÊNCIA. QUALIFICADORAS DESCRITAS NA DENÚNCIA AMPARADAS EM INDÍCIOS SUFICIENTES PARA SUA SUBMISSÃO A APRECIAÇÃO DOS JURADOS. RECURSO DESPROVIDO”. Esse acórdão foi objeto de embargos de declaração da defesa, rejeitados em 24.2.2011: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR DO DELITO, REVELADOR DA PERICULOSIDADE DO AGENTE, A PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA RECURSO PROVIDO. Quatro são os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva: a garantia da ordem pública, a garantia da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, além da prova da existência do crime e indícios suficientes da autoria. Se presente qualquer um dos quatro requisitos necessários, a prisão mostra-se válida no campo do direito processual penal, como no caso concreto, onde o modus operandi reflete concretamente a periculosidade do agente”. Em 28.7.2010, o Juízo da 1... Vara Criminal e Júri da Comarca de Palmas-PR pronunciou os Pacientes nos termos da denúncia, oportunidade em que foi mantida a segregação cautelar, por permanecerem os motivos ensejadores da custódia. Inconformada, a defesa do Paciente interpôs recurso em sentido estrito (Proc. n. 719.512-8) no Tribunal de Justiça paranaense, que, em 27.1.2011, negou provimento ao recurso, nos termos da ementa seguinte: “RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRONÚNCIA. INCONFORMISMO DEFENSIVO. PLEITO DE DESPRONÚNCIA AO ARGUMENTO DE QUE NÃO SERIAM OS RECORRENTES OS AUTORES DOS FATOS. CERTEZA DA MATERIALIDADE. INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA. APLICAÇÃO DA REGRA IN DUBIO PRO SOCIETATE. QUALIFICADORAS DO MOTIVO TORPE E DA TORTURA. PEDIDO DE SUA EXCLUSÃO DA PRONÚNCIA. IMPROCEDÊNCIA. QUALIFICADORAS DESCRITAS NA DENÚNCIA AMPARADAS EM INDÍCIOS SUFICIENTES PARA SUA SUBMISSÃO A APRECIAÇÃO DOS JURADOS. RECURSO DESPROVIDO”. Esse acórdão foi objeto de embargos de declaração da defesa, rejeitados em 24.2.2011: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório HC 110598 / PR “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – ALEGAÇÃO DE OMISSÃO – DEFEITO NÃO IDENTIFICADO – DECISÃO QUE ANALISOU E FUNDAMENTOU TODOS OS PONTOS LEVANTADOS – EMBARGOS REJEITADOS. 'EMBARGOS DECLARATÓRIOS SÓ SE DESTINAM A POSSIBILITAR A ELIMINAÇÃO DE OBSCURIDADE, DÚVIDA, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO DO ACÓRDÃO EMBARGADO, NÃO O RECONHECIMENTO DE ERRO DE JULGAMENTO. E COMO, NO CASO, É ESSE RECONHECIMENTO QUE NELES SE RECLAMA, COM A CONSEQUENCIA REFORMA DO ACÓRDÃO FICAM ELES REJEITADOS'. (REL. SYDNEY SANCHES – RTJ 134⁄836)”. A defesa interpôs e impetrou no Superior Tribunal de Justiça, respectivamente o Recurso Especial n. 1.284.774 e o Habeas Corpus n. 206.853, Relator o Ministro Gilson Dipp. Em 23.8.2011, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu o Habeas Corpus n. 206.853, nos termos seguintes: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. SENTENÇA DE PRONÚNCIA. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. REAVALIAÇÃO SOBRE A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA A ANÁLISE NO TRIBUNAL A QUO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM NÃO CONHECIDA. I. Evidenciado que as alegações sobre a manutenção da prisão cautelar não foram objeto das razões do recurso em sentido estrito, não havendo, pois, deliberação pelo Tribunal a quo, a análise desta matéria, no momento, configuraria indevida supressão de instância. II. Ao contrário da apelação criminal, o recurso em sentido estrito não tem o efeito devolutivo amplo. Precedente. III. Ordem não conhecida”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – ALEGAÇÃO DE OMISSÃO – DEFEITO NÃO IDENTIFICADO – DECISÃO QUE ANALISOU E FUNDAMENTOU TODOS OS PONTOS LEVANTADOS – EMBARGOS REJEITADOS. 'EMBARGOS DECLARATÓRIOS SÓ SE DESTINAM A POSSIBILITAR A ELIMINAÇÃO DE OBSCURIDADE, DÚVIDA, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO DO ACÓRDÃO EMBARGADO, NÃO O RECONHECIMENTO DE ERRO DE JULGAMENTO. E COMO, NO CASO, É ESSE RECONHECIMENTO QUE NELES SE RECLAMA, COM A CONSEQUENCIA REFORMA DO ACÓRDÃO FICAM ELES REJEITADOS'. (REL. SYDNEY SANCHES – RTJ 134⁄836)”. A defesa interpôs e impetrou no Superior Tribunal de Justiça, respectivamente o Recurso Especial n. 1.284.774 e o Habeas Corpus n. 206.853, Relator o Ministro Gilson Dipp. Em 23.8.2011, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu o Habeas Corpus n. 206.853, nos termos seguintes: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. SENTENÇA DE PRONÚNCIA. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. REAVALIAÇÃO SOBRE A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA A ANÁLISE NO TRIBUNAL A QUO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM NÃO CONHECIDA. I. Evidenciado que as alegações sobre a manutenção da prisão cautelar não foram objeto das razões do recurso em sentido estrito, não havendo, pois, deliberação pelo Tribunal a quo, a análise desta matéria, no momento, configuraria indevida supressão de instância. II. Ao contrário da apelação criminal, o recurso em sentido estrito não tem o efeito devolutivo amplo. Precedente. III. Ordem não conhecida”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Relatório HC 110598 / PR Em 22.5.2012, a Quinta Turma daquele Superior Tribunal negou provimento ao Recurso Especial n. 1.284.774, nos termos seguintes: “CRIMINAL. RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO NO JULGADO. MATÉRIA NOVA. OFENSA À LEI FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO CONHECIMENTO. RECURSO NÃO CONHECIDO. I. Não se conhece do recurso especial se a matéria suscitada não foi objeto de análise e decisão pelo Tribunal a quo, na medida em que suscitadas somente em embargos de declaração, como matéria nova. II. A oposição dos embargos de declaração não supre a falta de prequestionamento, se o acórdão embargado não incidiu em omissão relativamente à matéria. III. Recurso não conhecido”. 3. É contra a decisão proferida no Habeas Corpus n. 206.853 que se insurgem os Impetrantes na presente ação, sustentando que o Tribunal de Justiça paranaense não teria se manifestado sobre a necessidade da custódia dos Pacientes, mantida em sede de pronúncia, o que estaria a ofender o disposto no art. 413, § 3..., do Código de Processo Penal. Asseveram que "se é lícito ao Judiciário determinar prisões, é obrigatória a fundamentação e a reavaliação da necessidade e conveniência de prisão consoante artigo 316 do Código de Processo Penal". Aduzem, ainda, falta de fundamentação cautelar idônea à manutenção da prisão dos Pacientes, sendo certo, afirmam, ao invés de reavaliar a presença dos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal, o Tribunal de Justiça paranaense deixou de se manifestar sobre o tema, mesmo depois de opostos embargos declaratórios. Este o teor dos pedidos: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR Em 22.5.2012, a Quinta Turma daquele Superior Tribunal negou provimento ao Recurso Especial n. 1.284.774, nos termos seguintes: “CRIMINAL. RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO NO JULGADO. MATÉRIA NOVA. OFENSA À LEI FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO CONHECIMENTO. RECURSO NÃO CONHECIDO. I. Não se conhece do recurso especial se a matéria suscitada não foi objeto de análise e decisão pelo Tribunal a quo, na medida em que suscitadas somente em embargos de declaração, como matéria nova. II. A oposição dos embargos de declaração não supre a falta de prequestionamento, se o acórdão embargado não incidiu em omissão relativamente à matéria. III. Recurso não conhecido”. 3. É contra a decisão proferida no Habeas Corpus n. 206.853 que se insurgem os Impetrantes na presente ação, sustentando que o Tribunal de Justiça paranaense não teria se manifestado sobre a necessidade da custódia dos Pacientes, mantida em sede de pronúncia, o que estaria a ofender o disposto no art. 413, § 3..., do Código de Processo Penal. Asseveram que "se é lícito ao Judiciário determinar prisões, é obrigatória a fundamentação e a reavaliação da necessidade e conveniência de prisão consoante artigo 316 do Código de Processo Penal". Aduzem, ainda, falta de fundamentação cautelar idônea à manutenção da prisão dos Pacientes, sendo certo, afirmam, ao invés de reavaliar a presença dos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal, o Tribunal de Justiça paranaense deixou de se manifestar sobre o tema, mesmo depois de opostos embargos declaratórios. Este o teor dos pedidos: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Relatório HC 110598 / PR “(...) Ante o exposto, requer de Vossas Excelências, recebam o presente com os documentos que o instruem e, tendo em vista o ‘fumus boni júris et periculum in mora’, seja concedida a ordem liminarmente eis que nítida a negativa de vigência ao § 3.... do artigo 413 do Código de Processo Penal nas formas do artigo 93, IX da Constituição Federal (violação do dever inafastável de idônea fundamentação) com conseqüente e lamentável reflexo de contrangimento ilegal, cassando o Acórdão do Superior Tribunal de Justiça e reflexamente os demais impugnados, nos termos do artigo 192 do Regimento interno desta Corte e, no particular detalhe prisional, suspendendo a prisão dos Pacientes por ausência de fundamentação e cessação das causas originais que o inspiraram (reconhecidas expressamente pelo Juiz da Comarca quando libertou os Pacientes, repristinando as liberdades e assegurando-se-lhes o direito de responderem em liberdade para a etapa do Júri e posteriores), fazendo expedir as ordens de soltura liminarmente pelo meio mais rápido e eficiente, confirmando-se por decisão colegiada ulterior no sentido de assegurar definitivamente o direito dos Pacientes em responderem o feito em liberdade (...)”. 4. Em 19.12.2011, indeferi a liminar e determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou pela denegação da ordem, nos termos seguintes: “HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. CUSTÓDIA PREVENTIVA MANTIDA NA SENTENÇA DE PRONÚNCIA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PROTEÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE SOCIAL DO AGENTE. GRAVIDADE DA AÇÃO CRIMINOSA, EVIDENCIADA PELAS CIRCUNSTÂNCIAS DO DELITO. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DO MEIO SOCIAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 413, § 3... DO CPP. INEXISTÊNCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. - Parecer pela denegação da ordem”. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR “(...) Ante o exposto, requer de Vossas Excelências, recebam o presente com os documentos que o instruem e, tendo em vista o ‘fumus boni júris et periculum in mora’, seja concedida a ordem liminarmente eis que nítida a negativa de vigência ao § 3.... do artigo 413 do Código de Processo Penal nas formas do artigo 93, IX da Constituição Federal (violação do dever inafastável de idônea fundamentação) com conseqüente e lamentável reflexo de contrangimento ilegal, cassando o Acórdão do Superior Tribunal de Justiça e reflexamente os demais impugnados, nos termos do artigo 192 do Regimento interno desta Corte e, no particular detalhe prisional, suspendendo a prisão dos Pacientes por ausência de fundamentação e cessação das causas originais que o inspiraram (reconhecidas expressamente pelo Juiz da Comarca quando libertou os Pacientes, repristinando as liberdades e assegurando-se-lhes o direito de responderem em liberdade para a etapa do Júri e posteriores), fazendo expedir as ordens de soltura liminarmente pelo meio mais rápido e eficiente, confirmando-se por decisão colegiada ulterior no sentido de assegurar definitivamente o direito dos Pacientes em responderem o feito em liberdade (...)”. 4. Em 19.12.2011, indeferi a liminar e determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou pela denegação da ordem, nos termos seguintes: “HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. CUSTÓDIA PREVENTIVA MANTIDA NA SENTENÇA DE PRONÚNCIA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PROTEÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE SOCIAL DO AGENTE. GRAVIDADE DA AÇÃO CRIMINOSA, EVIDENCIADA PELAS CIRCUNSTÂNCIAS DO DELITO. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DO MEIO SOCIAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 413, § 3... DO CPP. INEXISTÊNCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. - Parecer pela denegação da ordem”. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Conforme relatado, os Impetrantes buscam infirmar o decreto de prisão preventiva definido na sentença de pronúncia e, por conseqüência, garantir o reconhecimento do direito de aguardar em liberdade o julgamento do processo-crime pelo Juízo da 1... Vara Criminal e Júri da Comarca de Palmas-PR. Ressaltam, ainda, a ausência de manifestação das instâncias a quo sobre a manutenção da prisão preventiva dos Pacientes. 2. Não se comprova, nos autos, a presença de constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes, nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da presente ordem de habeas corpus. 3. Medidas análogas como a que aqui se impetrou foram formuladas no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal de Justiça paranaense, tendo esses órgãos denegado a ordem (Habeas Corpus n. 206.853) e negado provimento ao recurso em sentido estrito (Proc. n. 719.512-8), respectivamente. Na presente impetração, os Impetrantes repetem os fundamentos daquelas medidas anteriormente intentadas. 4. Estes os fundamentos da decretação da prisão preventiva na sentença de pronúncia, nos termos postos pelo Juízo de 1... instância e que têm sido objeto do questionamento judicial pela via eleita pelos Impetrantes: “(...) Consta da denúncia que os três denunciados teriam forçado a vítima a entrar no veículo Paraty e dirigiram-se até local ermo, ocasião em que deferiram socos e pontapés contra a mesma, e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Conforme relatado, os Impetrantes buscam infirmar o decreto de prisão preventiva definido na sentença de pronúncia e, por conseqüência, garantir o reconhecimento do direito de aguardar em liberdade o julgamento do processo-crime pelo Juízo da 1... Vara Criminal e Júri da Comarca de Palmas-PR. Ressaltam, ainda, a ausência de manifestação das instâncias a quo sobre a manutenção da prisão preventiva dos Pacientes. 2. Não se comprova, nos autos, a presença de constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes, nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da presente ordem de habeas corpus. 3. Medidas análogas como a que aqui se impetrou foram formuladas no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal de Justiça paranaense, tendo esses órgãos denegado a ordem (Habeas Corpus n. 206.853) e negado provimento ao recurso em sentido estrito (Proc. n. 719.512-8), respectivamente. Na presente impetração, os Impetrantes repetem os fundamentos daquelas medidas anteriormente intentadas. 4. Estes os fundamentos da decretação da prisão preventiva na sentença de pronúncia, nos termos postos pelo Juízo de 1... instância e que têm sido objeto do questionamento judicial pela via eleita pelos Impetrantes: “(...) Consta da denúncia que os três denunciados teriam forçado a vítima a entrar no veículo Paraty e dirigiram-se até local ermo, ocasião em que deferiram socos e pontapés contra a mesma, e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR por fim efetuaram disparos de arma de fogo, vindo ela a óbito. A respeito, o policial civil Nério Correia (fls. 321), que acompanhou o caso, relatou que foi comunicado pela polícia militar que tinham achado um corpo em uma estrada, próximo a COAMO. Disse que estava se dirigindo ao local e recebeu uma notícia via rádio de que os autores seriam Namir, Antonio e Olivir, ocasião em que se deslocaram ao Bar do primeiro, por volta das 20h30min. Falou que encontraram Namir, que disse que seu filho, Antonio, saiu para buscar umas fichas de sinuca e já retornava, o que não aconteceu. Em frente ao Bar, disse que localizaram o veículo de Namir e, em vistoria, dentro do mesmo, em cima do banco e no assoalho, havia manchas de sangue, de modo que o automóvel foi apreendido e foi dado voz de prisão a Namir. Relatou que, na delegacia, Namir confessou que junto com seu filho e Olivir pegaram o Samuel para dar um susto em razão de furtos que a vítima teria praticado na loja de Antonio Marcos. Registrou que a vítima foi alvejada no rosto, nuca e havia cortes nos dedos. (...) José Edson de Assis (fls. 259) falou que Marcos lhe contou que, no dia dos fatos, ‘deu uma surra no Samuel; que ‘Dente’ estava no bar e disse que deu dois tiros em Samuel; que logo em seguida chegaram as viaturas da polícia’. Jorgina Siqueira Ramos (fls. 323), Zauri Brasil (fls. 322) e Avelino Guilherme Bluchruhl Júnior (fls. 324) disseram que viram Olivir Poir, no dia dos fatos, passando na rua e gritando que tinha matado a vítima e se vingado. (…) Antonio Marcos Ramos Machado (fls. 424), em seu interrogatório em juízo, confessou, em parte, os fatos narrados na denúncia. Disse que seu estabelecimento foi furtado e o comentário no bairro era de o autor seria Samuel. Falou que, no dia dos fatos, Olivir chegou no seu Bar com a vítima para que eles dessem ‘um corrijo no piá’, de forma que chamou seu pai que estava em outro Bar. Narrou que: colocaram o ofendido no carro e saíram; que deu ‘uns tapas’ na vítima; que não tinha a intenção de matar; que pararam o carro e desceram o interrogando, o Samuel e o ‘Dentuço’; que seu pai 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR por fim efetuaram disparos de arma de fogo, vindo ela a óbito. A respeito, o policial civil Nério Correia (fls. 321), que acompanhou o caso, relatou que foi comunicado pela polícia militar que tinham achado um corpo em uma estrada, próximo a COAMO. Disse que estava se dirigindo ao local e recebeu uma notícia via rádio de que os autores seriam Namir, Antonio e Olivir, ocasião em que se deslocaram ao Bar do primeiro, por volta das 20h30min. Falou que encontraram Namir, que disse que seu filho, Antonio, saiu para buscar umas fichas de sinuca e já retornava, o que não aconteceu. Em frente ao Bar, disse que localizaram o veículo de Namir e, em vistoria, dentro do mesmo, em cima do banco e no assoalho, havia manchas de sangue, de modo que o automóvel foi apreendido e foi dado voz de prisão a Namir. Relatou que, na delegacia, Namir confessou que junto com seu filho e Olivir pegaram o Samuel para dar um susto em razão de furtos que a vítima teria praticado na loja de Antonio Marcos. Registrou que a vítima foi alvejada no rosto, nuca e havia cortes nos dedos. (...) José Edson de Assis (fls. 259) falou que Marcos lhe contou que, no dia dos fatos, ‘deu uma surra no Samuel; que ‘Dente’ estava no bar e disse que deu dois tiros em Samuel; que logo em seguida chegaram as viaturas da polícia’. Jorgina Siqueira Ramos (fls. 323), Zauri Brasil (fls. 322) e Avelino Guilherme Bluchruhl Júnior (fls. 324) disseram que viram Olivir Poir, no dia dos fatos, passando na rua e gritando que tinha matado a vítima e se vingado. (…) Antonio Marcos Ramos Machado (fls. 424), em seu interrogatório em juízo, confessou, em parte, os fatos narrados na denúncia. Disse que seu estabelecimento foi furtado e o comentário no bairro era de o autor seria Samuel. Falou que, no dia dos fatos, Olivir chegou no seu Bar com a vítima para que eles dessem ‘um corrijo no piá’, de forma que chamou seu pai que estava em outro Bar. Narrou que: colocaram o ofendido no carro e saíram; que deu ‘uns tapas’ na vítima; que não tinha a intenção de matar; que pararam o carro e desceram o interrogando, o Samuel e o ‘Dentuço’; que seu pai 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR retornou com o carro; que o interrogando bateu no rapaz e entregou a arma para o ‘Dentuço’; que Olivir deu dois tiros no rapaz; que não concordou com os tiros; que retornou com Olivir do local dos fatos e foram para o seu Bar’. (...) Da prisão provisória Os réus permaneceram presos, durante quase todo processado, em razão de prisão preventiva decretada, principalmente, para a garantia da ordem pública, considerada a conduta ‘violenta e poderosa’ dos mesmos e ‘as circunstâncias de como os fatos ocorreram’. A prisão de Namir foi revogada por este Juízo, no entanto, em sede de Recurso em Sentido Estrito do Medida Provisória, o E.Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu provimento no sentido de retomar a custódia cautelar do acusado, considerando, novamente, a gravidade concreta dos fatos e o modus operandi dos agentes. O processado foi para o ‘mutirão carcerário’, e a prisão restou mantida. Observa-se pois que os motivos da custódia cautelar se mantém intactos até a presente decisão, aliás, são agora reforçados pela pronúncia dos três acusados, de modo que a prisão deve ser mantida para a garantia da ordem pública (...)”. Como se vê, a custódia cautelar do Paciente mostra-se suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente porque, ao contrário do que se alega na petição inicial, existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a periculosidade dos Pacientes e o risco concreto de ser afetada a ordem pública. De se ressaltar que o voto do Desembargador Oto Luiz Sponholz, da 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça paranaense, ao negar provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 719.512-8, evidenciou a devida análise dos pedidos apresentados pelos Pacientes nos limites por eles apresentados na peça recursal. Consta daquele voto: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR retornou com o carro; que o interrogando bateu no rapaz e entregou a arma para o ‘Dentuço’; que Olivir deu dois tiros no rapaz; que não concordou com os tiros; que retornou com Olivir do local dos fatos e foram para o seu Bar’. (...) Da prisão provisória Os réus permaneceram presos, durante quase todo processado, em razão de prisão preventiva decretada, principalmente, para a garantia da ordem pública, considerada a conduta ‘violenta e poderosa’ dos mesmos e ‘as circunstâncias de como os fatos ocorreram’. A prisão de Namir foi revogada por este Juízo, no entanto, em sede de Recurso em Sentido Estrito do Medida Provisória, o E.Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu provimento no sentido de retomar a custódia cautelar do acusado, considerando, novamente, a gravidade concreta dos fatos e o modus operandi dos agentes. O processado foi para o ‘mutirão carcerário’, e a prisão restou mantida. Observa-se pois que os motivos da custódia cautelar se mantém intactos até a presente decisão, aliás, são agora reforçados pela pronúncia dos três acusados, de modo que a prisão deve ser mantida para a garantia da ordem pública (...)”. Como se vê, a custódia cautelar do Paciente mostra-se suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente porque, ao contrário do que se alega na petição inicial, existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a periculosidade dos Pacientes e o risco concreto de ser afetada a ordem pública. De se ressaltar que o voto do Desembargador Oto Luiz Sponholz, da 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça paranaense, ao negar provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 719.512-8, evidenciou a devida análise dos pedidos apresentados pelos Pacientes nos limites por eles apresentados na peça recursal. Consta daquele voto: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR “(...) Irresignados com o julgado em questão, os acusados NAMIR BUGS MACHADO e ANTONIO MARCOS MACHADO manifestaram, por meio de combativo defensor, o intento de recorrer da decisão, apresentando suas razões recursais às fls. 543 a 558, onde requereram para que sejam julgados na medida de suas responsabilidades e em decorrência dos crimes que efetivamente cometeram, aduzindo não terem desferido os tiros que resultaram na morte da vítima, atribuindo tal conduta ao co-réu Olivir Poier, e de maneira subsidiária ou alternativa, que sejam excluídas as qualificadoras previstas nos incisos I e III do artigo 121, parágrafo 2... do Código Penal Brasileiro, por se tratar de julgamento contrário à prova dos autos, principalmente no que tange ao inciso III, bem como, por ter sido excessiva a pronúncia dos ora recorrentes. (…) Da análise de tal contexto probatório, se conclui que todos os corréus, reconhecem sua participação no delito até o momento que acreditam não implicar em sua culpabilidade, sendo que a partir daí, ou seja, no momento em que teria ocorrido a consumação delitiva passam a imputar um ao outro os disparos que vitimaram Samuel, contudo, cabe salientar, que em casos como esse, neste momento processual, não se mostra penalmente relevante quem tenha sido o autor dos disparos, ou seja, quem tenha sido responsável pela execução em si. Deste modo, em relação ao recorrente Antonio, mesmo que não tenha de fato efetuado os disparos de arma, estaria em conluio com o recorrente Olivir, e ainda era o proprietário da arma de fogo utilizada no crime. (…) Assim, correta a decisão que pronunciou os recorrentes. Alegam, ainda, os recorrentes Namir e Antonio Marcos que as qualificadoras dos incisos I e III do § 2., do art. 121 do Código Penal Brasileiro não poderiam ter sido recepcionadas pelo juízo a quo. (…) Que no caso da qualificadora do motivo fútil baseou-se na versão dos próprios acusados de que o delito teria ocorrido em virtude da suspeita de que a vítima seria a autora de um furto ocorrido dias antes 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR “(...) Irresignados com o julgado em questão, os acusados NAMIR BUGS MACHADO e ANTONIO MARCOS MACHADO manifestaram, por meio de combativo defensor, o intento de recorrer da decisão, apresentando suas razões recursais às fls. 543 a 558, onde requereram para que sejam julgados na medida de suas responsabilidades e em decorrência dos crimes que efetivamente cometeram, aduzindo não terem desferido os tiros que resultaram na morte da vítima, atribuindo tal conduta ao co-réu Olivir Poier, e de maneira subsidiária ou alternativa, que sejam excluídas as qualificadoras previstas nos incisos I e III do artigo 121, parágrafo 2... do Código Penal Brasileiro, por se tratar de julgamento contrário à prova dos autos, principalmente no que tange ao inciso III, bem como, por ter sido excessiva a pronúncia dos ora recorrentes. (…) Da análise de tal contexto probatório, se conclui que todos os corréus, reconhecem sua participação no delito até o momento que acreditam não implicar em sua culpabilidade, sendo que a partir daí, ou seja, no momento em que teria ocorrido a consumação delitiva passam a imputar um ao outro os disparos que vitimaram Samuel, contudo, cabe salientar, que em casos como esse, neste momento processual, não se mostra penalmente relevante quem tenha sido o autor dos disparos, ou seja, quem tenha sido responsável pela execução em si. Deste modo, em relação ao recorrente Antonio, mesmo que não tenha de fato efetuado os disparos de arma, estaria em conluio com o recorrente Olivir, e ainda era o proprietário da arma de fogo utilizada no crime. (…) Assim, correta a decisão que pronunciou os recorrentes. Alegam, ainda, os recorrentes Namir e Antonio Marcos que as qualificadoras dos incisos I e III do § 2., do art. 121 do Código Penal Brasileiro não poderiam ter sido recepcionadas pelo juízo a quo. (…) Que no caso da qualificadora do motivo fútil baseou-se na versão dos próprios acusados de que o delito teria ocorrido em virtude da suspeita de que a vítima seria a autora de um furto ocorrido dias antes 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR no estabelecimento comercial de um dos denunciados, resultando na desproporcionalidade entre a motivação e a conduta dos acusados, o que de fato se afigura viável. Já em relação à tortura que teria sido empregada como meio de consumação do delito, reconheceu a douta julgadora que o perito ouvido em juízo de fato não afirmou peremptoriamente tal circunstância, mesmo porque a resposta ao quesito respectivo consignada no laudo de necropsia foi negativo, contudo considerou que há outros elementos probatórios dos quais se pode extrair tal conclusão, e nesta toada não há como se subtrair ao conselho de Sentença a análise de tal aspecto da questão, no que novamente se constata o acerto de sua deliberação, mesmo porque, no caso em apreço, não obstante o depoimento do perito, restou comprovado que as manchas de sangue encontradas no estofamento e no tapete do veículo seriam compatíveis com o perfil genético da vítima, indicando que se originaram de ferimentos nela provocados, ainda no interior do veículo, eventualmente por tortura, cabendo aos jurados deliberar se tal evidência constitui ou não demonstração da qualificadora apontada. Finalmente no que se refere ao emprego de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, se vê que a conduta dos acusados de num primeiro momento recolhê-lo a um banheiro lá deixando- o preso, a seguir obrigá-lo a entrar em um veículo, conduzindo-o a lugar ermo, em superioridade numérica, autoriza o entendimento de que há elementos integrativos da qualificadora imputada (...)”. E apesar da defesa não ter suscitado a questão referente à prisão cautelar dos Pacientes no recurso em sentido estrito (Proc. n. 719.512-8), o Tribunal de Justiça paranaense afirmou a existência de fundamentação idônea da decisão que manteve a custódia cautelar ao rejeitar os embargos de declaração, verbis: “(...) Já no que se refere ao direito de recorrer em liberdade, inexiste omissão por parte deste colegiado na medida em que tal matéria sequer foi aventada nas razões recursais, por qualquer dos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR no estabelecimento comercial de um dos denunciados, resultando na desproporcionalidade entre a motivação e a conduta dos acusados, o que de fato se afigura viável. Já em relação à tortura que teria sido empregada como meio de consumação do delito, reconheceu a douta julgadora que o perito ouvido em juízo de fato não afirmou peremptoriamente tal circunstância, mesmo porque a resposta ao quesito respectivo consignada no laudo de necropsia foi negativo, contudo considerou que há outros elementos probatórios dos quais se pode extrair tal conclusão, e nesta toada não há como se subtrair ao conselho de Sentença a análise de tal aspecto da questão, no que novamente se constata o acerto de sua deliberação, mesmo porque, no caso em apreço, não obstante o depoimento do perito, restou comprovado que as manchas de sangue encontradas no estofamento e no tapete do veículo seriam compatíveis com o perfil genético da vítima, indicando que se originaram de ferimentos nela provocados, ainda no interior do veículo, eventualmente por tortura, cabendo aos jurados deliberar se tal evidência constitui ou não demonstração da qualificadora apontada. Finalmente no que se refere ao emprego de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, se vê que a conduta dos acusados de num primeiro momento recolhê-lo a um banheiro lá deixando- o preso, a seguir obrigá-lo a entrar em um veículo, conduzindo-o a lugar ermo, em superioridade numérica, autoriza o entendimento de que há elementos integrativos da qualificadora imputada (...)”. E apesar da defesa não ter suscitado a questão referente à prisão cautelar dos Pacientes no recurso em sentido estrito (Proc. n. 719.512-8), o Tribunal de Justiça paranaense afirmou a existência de fundamentação idônea da decisão que manteve a custódia cautelar ao rejeitar os embargos de declaração, verbis: “(...) Já no que se refere ao direito de recorrer em liberdade, inexiste omissão por parte deste colegiado na medida em que tal matéria sequer foi aventada nas razões recursais, por qualquer dos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR recorrentes, sendo que no caso concreto a mantença da segregação encontra-se devidamente fundamentada, tanto no fato de que os acusados responderam o processo na sua quase totalidade na condição de presos, bem como diante da pronúncia a prisão se justifica com maior vigor, não havendo, deste modo, omissão a ser aclarada neste aspecto. Vislumbra-se que as questões apostas foram satisfatoriamente analisadas e fundamentadas, apontando quais motivos levaram a conclusão proferida (...)”. Pelo que se tem nos autos, portanto, não se sustentam juridicamente os argumentos apresentados pelo Paciente, de modo a assegurar o êxito do que pleiteia, impondo-se, pois, a decretação de sua prisão, indicada como está na decisão a necessidade de se garantir a ordem pública, que poderia ficar comprometida fosse outra a decisão. 5. Ademais, este Supremo Tribunal manifestou-se sobre a matéria, tendo pacificado o entendimento de que as circunstâncias descritas na sentença de pronúncia ora questionada constituem motivações idôneas para fixação da custódia cautelar. Nesse sentido, o julgamento do Habeas Corpus n. 86.347, relator o Ministro Joaquim Barbosa, no qual se verificou ser a periculosidade do réu evidenciada pelo modus operandi é circunstância suficiente para a manutenção da custódia cautelar, desde que fundamentada em dados concretos ocorridos no processo-crime, verbis: “(...) EMENTA: HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS. Exige-se, para a decretação da prisão preventiva, num primeiro momento, a observância de dois pressupostos, que não se confundem com o grau de certeza exigido no mérito da ação penal: presença de indícios suficientes de autoria e prova da existência do crime. A gravidade do delito, de per si, não pode ser fundamento da custódia cautelar. Porém, no caso, ficou demonstrada a periculosidade do paciente, circunstância suficiente 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR recorrentes, sendo que no caso concreto a mantença da segregação encontra-se devidamente fundamentada, tanto no fato de que os acusados responderam o processo na sua quase totalidade na condição de presos, bem como diante da pronúncia a prisão se justifica com maior vigor, não havendo, deste modo, omissão a ser aclarada neste aspecto. Vislumbra-se que as questões apostas foram satisfatoriamente analisadas e fundamentadas, apontando quais motivos levaram a conclusão proferida (...)”. Pelo que se tem nos autos, portanto, não se sustentam juridicamente os argumentos apresentados pelo Paciente, de modo a assegurar o êxito do que pleiteia, impondo-se, pois, a decretação de sua prisão, indicada como está na decisão a necessidade de se garantir a ordem pública, que poderia ficar comprometida fosse outra a decisão. 5. Ademais, este Supremo Tribunal manifestou-se sobre a matéria, tendo pacificado o entendimento de que as circunstâncias descritas na sentença de pronúncia ora questionada constituem motivações idôneas para fixação da custódia cautelar. Nesse sentido, o julgamento do Habeas Corpus n. 86.347, relator o Ministro Joaquim Barbosa, no qual se verificou ser a periculosidade do réu evidenciada pelo modus operandi é circunstância suficiente para a manutenção da custódia cautelar, desde que fundamentada em dados concretos ocorridos no processo-crime, verbis: “(...) EMENTA: HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS. Exige-se, para a decretação da prisão preventiva, num primeiro momento, a observância de dois pressupostos, que não se confundem com o grau de certeza exigido no mérito da ação penal: presença de indícios suficientes de autoria e prova da existência do crime. A gravidade do delito, de per si, não pode ser fundamento da custódia cautelar. Porém, no caso, ficou demonstrada a periculosidade do paciente, circunstância suficiente 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. Ameaça a testemunhas. Fundamento suficiente para a manutenção da custódia cautelar, por conveniência da instrução criminal (...)” (HC 86.347, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 25-08-2006). Nesse sentido, ainda, os Habeas Corpus ns. 94.121, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 12.6.2009; 95.721, de minha relatoria, DJ 13.3.2009; 94.979, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 3.4.2009; 98.331, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 11.12.2009; 97.808, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 13.8.2010; e 96.527, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 14.5.2010. 6. Quanto à alegada ofensa ao art. 413, § 3..., do Código de Processo Penal (“Art. 413. O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. (...) § 3o O juiz decidirá, motivadamente, no caso de manutenção, revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de acusado solto, sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código”), razão jurídica não assiste aos Impetrantes. Conforme bem ressaltou a Procuradoria-Geral da República, em seu parecer, a legislação processual penal vigente “não impõe o reexame obrigatório dos requisitos da prisão cautelar a cada decisão monocrática seguinte, ou a cada acórdão proferido pelos Tribunais, mormente se a questão não foi suscitada nos autos”, ou seja, “se a medida constritiva de liberdade encontra-se devidamente motivada nos requisitos do art. 312 do CPP, não há qualquer contrariedade à norma processual invocada, sendo de rigor a manutenção da privação da liberdade dos pacientes”. 7. Finalmente, de se acentuar que, embora os argumentos apresentados sejam suficientes para a denegação da ordem, devem-se mencionar os seguintes fundamentos do parecer da Procuradoria-Geral da República: 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. Ameaça a testemunhas. Fundamento suficiente para a manutenção da custódia cautelar, por conveniência da instrução criminal (...)” (HC 86.347, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 25-08-2006). Nesse sentido, ainda, os Habeas Corpus ns. 94.121, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 12.6.2009; 95.721, de minha relatoria, DJ 13.3.2009; 94.979, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 3.4.2009; 98.331, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 11.12.2009; 97.808, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 13.8.2010; e 96.527, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 14.5.2010. 6. Quanto à alegada ofensa ao art. 413, § 3..., do Código de Processo Penal (“Art. 413. O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. (...) § 3o O juiz decidirá, motivadamente, no caso de manutenção, revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de acusado solto, sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código”), razão jurídica não assiste aos Impetrantes. Conforme bem ressaltou a Procuradoria-Geral da República, em seu parecer, a legislação processual penal vigente “não impõe o reexame obrigatório dos requisitos da prisão cautelar a cada decisão monocrática seguinte, ou a cada acórdão proferido pelos Tribunais, mormente se a questão não foi suscitada nos autos”, ou seja, “se a medida constritiva de liberdade encontra-se devidamente motivada nos requisitos do art. 312 do CPP, não há qualquer contrariedade à norma processual invocada, sendo de rigor a manutenção da privação da liberdade dos pacientes”. 7. Finalmente, de se acentuar que, embora os argumentos apresentados sejam suficientes para a denegação da ordem, devem-se mencionar os seguintes fundamentos do parecer da Procuradoria-Geral da República: 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR “(...) A súplica não merece acolhida. Da leitura dos autos, constata-se que a segregação provisória do paciente foi mantida por ocasião da sentença de pronúncia sob os seguintes fundamentos: ‘Os réus permanecem presos, durante quase todo processado, em razão de prisão preventiva decretada, principalmente, para a garantia da ordem pública, considerada a conduta 'violenta e perigosa' dos mesmos e 'as circunstâncias de como os fatos ocorreram'. A prisão de Namir foi revogada por este Juízo, no entanto, em sede de Recurso em Sentido Estrito, o E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu provimento no sentido de retornar a custódia cautelar do acusado, considerando, novamente, a gravidade concreta dos fatos e o modus operandi dos agentes. O processado foi para o mutirão carcerário, e a prisão restou mantida. Observa-se pois que os motivos da custódia cautelar se mantém intactos até a presente decisão, aliás, são agora reforçados pela pronúncia dos três acusados, de modo que a prisão provisória deve ser mantida para a garantia da ordem pública.’ Como se vê, ao contrário do que afirmam os impetrantes, a medida constritiva de liberdade tem esteio em dados concretos extraídos dos autos, encontrando-se devida e suficientemente fundamentada, mormente na periculosidade do agente, na violência empregada na ação criminosa e na situação de insegurança e intranquilidade geradas no corpo social, razões suficientes para a decretação da prisão para preservação da ordem pública. Não pairam dúvidas de que a periculosidade dos pacientes – evidenciada pela covardia da conduta criminosa (o ofendido foi golpeado e torturado pelos pacientes e outro corréu, até ser atingido por dois tiros à queima-roupa) e desproporcional agressividade em relação ao ato praticado pela vítima - que supostamente teria praticado um furto na loja do paciente Antonio Marcos -, longe de recomendar a liberdade pretendida pela defesa, autoriza a sua segregação do convívio 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR “(...) A súplica não merece acolhida. Da leitura dos autos, constata-se que a segregação provisória do paciente foi mantida por ocasião da sentença de pronúncia sob os seguintes fundamentos: ‘Os réus permanecem presos, durante quase todo processado, em razão de prisão preventiva decretada, principalmente, para a garantia da ordem pública, considerada a conduta 'violenta e perigosa' dos mesmos e 'as circunstâncias de como os fatos ocorreram'. A prisão de Namir foi revogada por este Juízo, no entanto, em sede de Recurso em Sentido Estrito, o E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu provimento no sentido de retornar a custódia cautelar do acusado, considerando, novamente, a gravidade concreta dos fatos e o modus operandi dos agentes. O processado foi para o mutirão carcerário, e a prisão restou mantida. Observa-se pois que os motivos da custódia cautelar se mantém intactos até a presente decisão, aliás, são agora reforçados pela pronúncia dos três acusados, de modo que a prisão provisória deve ser mantida para a garantia da ordem pública.’ Como se vê, ao contrário do que afirmam os impetrantes, a medida constritiva de liberdade tem esteio em dados concretos extraídos dos autos, encontrando-se devida e suficientemente fundamentada, mormente na periculosidade do agente, na violência empregada na ação criminosa e na situação de insegurança e intranquilidade geradas no corpo social, razões suficientes para a decretação da prisão para preservação da ordem pública. Não pairam dúvidas de que a periculosidade dos pacientes – evidenciada pela covardia da conduta criminosa (o ofendido foi golpeado e torturado pelos pacientes e outro corréu, até ser atingido por dois tiros à queima-roupa) e desproporcional agressividade em relação ao ato praticado pela vítima - que supostamente teria praticado um furto na loja do paciente Antonio Marcos -, longe de recomendar a liberdade pretendida pela defesa, autoriza a sua segregação do convívio 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR social. A propósito, a jurisprudência dessa Suprema Corte firma-se no sentido de que a periculosidade do agente para a coletividade, desde que comprovada concretamente, é apta a manutenção da restrição de sua liberdade (HC 89.266/GO, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJU de 28/06/2007; HC 86002/RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 03/02/2006; HC 88.608/RN, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJU de 06/11/2006; HC 88.196/MS, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJU de 17/05/2007). Ademais, a gravidade concreta da conduta delitiva perpetrada, revelada pelo modus operandi empregado pelos acusados – que ‘atraíram a vítima para um bar, na sequência a levaram a um lugar distante e após sessões de agressões e tortura a mataram com o objetivo de realizar sua vingança privada’ (fl. 509 RESE n 663926- 1), é motivo idôneo para a custódia cautelar, a fim de proteger a ordem pública, através do afastamento do convívio da sociedade de indivíduo com elevado grau de desajuste social e total desprezo pela vida alheia. Esse também o entendimento consagrado dessa Corte Máxima, conforme se verifica do julgado abaixo transcrito: ‘DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. INSTRUÇÃO DEFICIENTE DO WRIT. DECISÃO FUNDAMENTADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM NÃO CONHECIDA. 1. (...). 4. Conforme o acórdão ora impugnado, verifico que a constrição cautelar do paciente, ao que me parece, foi suficientemente fundamentada, já que, diante do conjunto probatório dos autos da ação penal, a manutenção da custódia cautelar se justifica para a garantia da ordem pública e para o asseguramento da aplicação da lei penal, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal. 5. A decretação da prisão cautelar, na realidade, se baseou em fatos concretos observados pelo Juiz de Direito na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi da empreitada criminosa. 6. A circunstância de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR social. A propósito, a jurisprudência dessa Suprema Corte firma-se no sentido de que a periculosidade do agente para a coletividade, desde que comprovada concretamente, é apta a manutenção da restrição de sua liberdade (HC 89.266/GO, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJU de 28/06/2007; HC 86002/RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 03/02/2006; HC 88.608/RN, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJU de 06/11/2006; HC 88.196/MS, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJU de 17/05/2007). Ademais, a gravidade concreta da conduta delitiva perpetrada, revelada pelo modus operandi empregado pelos acusados – que ‘atraíram a vítima para um bar, na sequência a levaram a um lugar distante e após sessões de agressões e tortura a mataram com o objetivo de realizar sua vingança privada’ (fl. 509 RESE n 663926- 1), é motivo idôneo para a custódia cautelar, a fim de proteger a ordem pública, através do afastamento do convívio da sociedade de indivíduo com elevado grau de desajuste social e total desprezo pela vida alheia. Esse também o entendimento consagrado dessa Corte Máxima, conforme se verifica do julgado abaixo transcrito: ‘DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. INSTRUÇÃO DEFICIENTE DO WRIT. DECISÃO FUNDAMENTADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM NÃO CONHECIDA. 1. (...). 4. Conforme o acórdão ora impugnado, verifico que a constrição cautelar do paciente, ao que me parece, foi suficientemente fundamentada, já que, diante do conjunto probatório dos autos da ação penal, a manutenção da custódia cautelar se justifica para a garantia da ordem pública e para o asseguramento da aplicação da lei penal, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal. 5. A decretação da prisão cautelar, na realidade, se baseou em fatos concretos observados pelo Juiz de Direito na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi da empreitada criminosa. 6. A circunstância de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110598 / PR o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência fixa, à evidência, não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP (HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 02.09.2005). 7. Habeas corpus não conhecido’. De resto, não merece ser prestigiada a impetração, quando sustenta que os acórdãos impugnados teriam violado o artigo 413, § 3... do Código de Processo Penal, porque supostamente não reavaliaram a necessidade da prisão provisória dos pacientes. Diferentemente do que supõem os impetrantes, a lei não impõe o reexame obrigatório dos requisitos da prisão cautelar a cada decisão monocrática seguinte, ou a cada acórdão proferido pelos Tribunais, mormente se a questão não foi suscitada nos autos. Em verdade, determina o art. 413, § 3... do CPP que, por ocasião da sentença de pronúncia, o juiz decida, motivadamente, acerca da ‘manutenção, revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de acusado solto, sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código.’ Ora, se a medida constritiva de liberdade encontra-se devidamente motivada nos requisitos do art. 312 do CPP, não há qualquer contrariedade à norma processual invocada, sendo de rigor a manutenção da privação da liberdade dos pacientes. Por todo o exposto, opinamos pela denegação da ordem (...)”. 8. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem, ficando prejudicado, por óbvio, o agravo regimental interposto contra a decisão que indeferiu a liminar. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Supremo Tribunal Federal HC 110598 / PR o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência fixa, à evidência, não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP (HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 02.09.2005). 7. Habeas corpus não conhecido’. De resto, não merece ser prestigiada a impetração, quando sustenta que os acórdãos impugnados teriam violado o artigo 413, § 3... do Código de Processo Penal, porque supostamente não reavaliaram a necessidade da prisão provisória dos pacientes. Diferentemente do que supõem os impetrantes, a lei não impõe o reexame obrigatório dos requisitos da prisão cautelar a cada decisão monocrática seguinte, ou a cada acórdão proferido pelos Tribunais, mormente se a questão não foi suscitada nos autos. Em verdade, determina o art. 413, § 3... do CPP que, por ocasião da sentença de pronúncia, o juiz decida, motivadamente, acerca da ‘manutenção, revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de acusado solto, sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código.’ Ora, se a medida constritiva de liberdade encontra-se devidamente motivada nos requisitos do art. 312 do CPP, não há qualquer contrariedade à norma processual invocada, sendo de rigor a manutenção da privação da liberdade dos pacientes. Por todo o exposto, opinamos pela denegação da ordem (...)”. 8. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem, ficando prejudicado, por óbvio, o agravo regimental interposto contra a decisão que indeferiu a liminar. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Observação 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) :ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) :SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu apenas observo uma coisa curiosa: nós, aqui da Suprema Corte, estamos julgando casos absolutamente triviais, como este trazido pela Ministra Cármen Lúcia, este caso que acabei de trazer também, que é uma questão de uma procuradora, de uma mãe que faleceu, junto ao INSS, quer dizer, um caso que percorre todas as instâncias judiciais, não tem maior repercussão do ponto de vista político, econômico, social, jurídico. E nós estamos aqui a horas e horas a nos debater com isso. Enfim, é a realidade que enfrentamos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508360. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.598 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) :ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) :SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu apenas observo uma coisa curiosa: nós, aqui da Suprema Corte, estamos julgando casos absolutamente triviais, como este trazido pela Ministra Cármen Lúcia, este caso que acabei de trazer também, que é uma questão de uma procuradora, de uma mãe que faleceu, junto ao INSS, quer dizer, um caso que percorre todas as instâncias judiciais, não tem maior repercussão do ponto de vista político, econômico, social, jurídico. E nós estamos aqui a horas e horas a nos debater com isso. Enfim, é a realidade que enfrentamos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508360. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.598 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) : ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) : SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529931 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.598 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : NAMIR BUGS MACHADO PACTE.(S) : ANTONIO MARCOS MACHADO OU ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO IMPTE.(S) : SAMIR MATTAR ASSAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529931 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 110 . 598", "HC 110598 / PR", "HC 110598 / PR", "HABEAS CORPUS 110 . 598", "Habeas Corpus n . 206 . 853 .", "HABEAS CORPUS 110 . 598", "Habeas Corpus n . 206 . 853 .", "HC 110598 / PR", "HC 110598 / PR", "Proc", "HC 110598 / PR", "HC 110598 / PR", "HC 110598 / PR", "Recurso Especial n . 1 . 284 . 774", "Habeas Corpus n . 206 . 853", "Habeas Corpus n . 206 . 853", "HC 110598 / PR", "Recurso Especial n . 1 . 284 . 774", "Habeas Corpus n . 206 . 853", "Habeas Corpus n . 206 . 853", "HC 110598 / PR", "Recurso Especial n . 1 . 284 . 774", "Habeas Corpus n . 206 . 853", "HC 110598 / PR", "Recurso Especial n . 1 . 284 . 774", "Habeas Corpus n . 206 . 853", "HC 110598 / PR", "HC 110598 / PR", "HABEAS CORPUS 110 . 598", "Habeas Corpus n . 206 . 853", "Proc", ". n . 719 . 512 - 8", "HABEAS CORPUS 110 . 598", "Habeas Corpus n . 206 . 853", "Proc", ". n . 719 . 512 - 8", "HC 110598 / PR", "HC 110598 / PR", "HC 110598 / PR", "Recurso em Sentido Estrito n . 719 . 512 - 8", "HC 110598 / PR", "Recurso em Sentido Estrito n . 719 . 512 - 8", "HC 110598 / PR", "HC 110598 / PR", "HC 110598 / PR", "HC 110598 / PR", "HC 110598 / PR", "Habeas Corpus n . 86 . 347", "HC 110598 / PR", "Habeas Corpus n . 86 . 347", "HC 110598 / PR", "HC 86 . 347", "Habeas Corpus ns . 94 . 121", ".", "HC 110598 / PR", "HC 86 . 347", "Habeas Corpus ns . 94 . 121", ".", "HC 110598 / PR", "HC 110598 / PR", "HC 110598 / PR", "HC 89 . 266 / GO", "HC 86002 / RJ", "HC 88 . 608 / RN", "HC 88 . 196 / MS", "RESE n 663926 - 1", "HC 110598 / PR", "HC 89 . 266 / GO", "HC 86002 / RJ", "HC 88 . 608 / RN", "HC 88 . 196 / MS", "RESE n 663926 - 1", "HC 110598 / PR", "HC 83 . 148 / SP", "HC 110598 / PR", "HC 83 . 148 / SP", "HABEAS CORPUS 110 . 598", "HABEAS CORPUS 110 . 598", "HABEAS CORPUS 110 . 598", "HABEAS CORPUS 110 . 598" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 121 , § 2 . . . , incs . 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2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2", "art . 312 do CPP", "artigo 413 , § 3 . . . do Código de Processo Penal", "art . 413 , § 3 . . . do CPP", "art . 312 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do CPP", "artigo 413 , § 3 . . . do Código de Processo Penal", "art . 413 , § 3 . . . do CPP", "art . 312 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "Fundo grande", "PARANÁ", "Fundo grande", "Palmas -", "PR", "PARANÁ", "PARANÁ", "COAMO", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Vara Criminal e Júri da Comarca de Palmas - 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Câmara Criminal do Tribunal de Justiça paranaense", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "1", ".", ". . 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Suprema Corte", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Suprema Corte", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "NAMIR BUGS MACHADO", "ANTONIO MARCOS MACHADO", "ANTONIO MARCOS RAMOS 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".", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Nério Correia", "Namir", "Antonio", "Olivir", "Namir", "Antonio", "Namir", "Namir", "Namir", "Olivir", "Antonio Marcos", "José Edson de Assis", "Marcos", "‘", "Dente", "Jorgina Siqueira Ramos", "Zauri Brasil", "Avelino Guilherme Bluchruhl Júnior", "Olivir Poir", "Antonio Marcos Ramos Machado", "Samuel", "Olivir", "Dentuço", "Nério Correia", "Namir", "Antonio", "Olivir", "Namir", "Antonio", "Namir", "Namir", "Namir", "Olivir", "Antonio Marcos", "José Edson de Assis", "Marcos", "‘", "Dente", "Jorgina Siqueira Ramos", "Zauri Brasil", "Avelino Guilherme Bluchruhl Júnior", "Olivir Poir", "Antonio Marcos Ramos Machado", "Samuel", "Olivir", "Samuel", "Dentuço", "CÁRMEN LÚCIA", "Dentuço", "Olivir", "Olivir", "Namir", "Oto Luiz Sponholz", "Dentuço", "Olivir", "Olivir", "Namir", "Oto Luiz Sponholz", "CÁRMEN LÚCIA", "NAMIR BUGS MACHADO", "ANTONIO MARCOS MACHADO", "Olivir Poier", "Samuel", "Antonio", "Olivir", "Namir", "Antonio Marcos", "NAMIR BUGS MACHADO", "ANTONIO MARCOS MACHADO", "Olivir Poier", "Samuel", "Antonio", "Olivir", "Namir", "Antonio Marcos", "CÁRMEN LÚCIA", "LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Britto", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Britto", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "Namir", "Antonio Marcos", "Namir", "Antonio Marcos", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "NAMIR BUGS MACHADO", "ANTONIO MARCOS MACHADO", "ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO", "SAMIR MATTAR ASSAD", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "NAMIR BUGS MACHADO", "ANTONIO MARCOS MACHADO", "ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO", "SAMIR MATTAR ASSAD", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "NAMIR BUGS MACHADO", "ANTONIO MARCOS MACHADO", "ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO", "SAMIR MATTAR ASSAD", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte", "NAMIR BUGS MACHADO", "ANTONIO MARCOS MACHADO", "ANTONIO MARCOS RAMOS MACHADO", "SAMIR MATTAR ASSAD", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "23", ".", "8", ".", "2011", "6", ".", "7", ".", "2009", "21 de junho de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "23", ".", "8", ".", "2011", "6", ".", "7", 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Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES ADV.(A/S) :DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL DO BNDES - FAPES ADV.(A/S) :PEDRO LINHARES DELLA NINA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ACELY RIBEIRO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MANOEL MESSIAS PEIXINHO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PRELIMINAR DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO REJEITADA PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS ARTS. 109, I, E 202, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.11.2011. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no art. 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9475097. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 861341 AGR / RJ das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9475097. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9475097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES ADV.(A/S) :DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL DO BNDES - FAPES ADV.(A/S) :PEDRO LINHARES DELLA NINA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ACELY RIBEIRO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MANOEL MESSIAS PEIXINHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A matéria debatida, em síntese, diz com a rejeição da preliminar de litisconsórcio passivo necessário com o BNDES e BNDESPAR – consoante decisão saneadora pelo Tribunal a quo, confirmada em agravo regimental no agravo de instrumento –, uma vez que a Entidade de Previdência Privada e o BNDES ostentam personalidades jurídicas próprias com patrimônios distintos. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Sustenta que “(...) apesar de valer-se dos meios processuais próprios, não obteve a prestação jurisdicional necessária e esperada, restando prejudicado seu direito de defesa, violados os princípios constitucionais mencionados (...)” (doc. 23, fl. 02). Alega afronta ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Lei Maior, o que afasta o exame de qualquer legislação para a sua configuração (doc. 23, fl. 03). Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478157. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES ADV.(A/S) :DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL DO BNDES - FAPES ADV.(A/S) :PEDRO LINHARES DELLA NINA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ACELY RIBEIRO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MANOEL MESSIAS PEIXINHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A matéria debatida, em síntese, diz com a rejeição da preliminar de litisconsórcio passivo necessário com o BNDES e BNDESPAR – consoante decisão saneadora pelo Tribunal a quo, confirmada em agravo regimental no agravo de instrumento –, uma vez que a Entidade de Previdência Privada e o BNDES ostentam personalidades jurídicas próprias com patrimônios distintos. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Sustenta que “(...) apesar de valer-se dos meios processuais próprios, não obteve a prestação jurisdicional necessária e esperada, restando prejudicado seu direito de defesa, violados os princípios constitucionais mencionados (...)” (doc. 23, fl. 02). Alega afronta ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Lei Maior, o que afasta o exame de qualquer legislação para a sua configuração (doc. 23, fl. 03). Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478157. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 861341 AGR / RJ controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO INOMINADO. DECISÃO SANEADORA QUE, DENTRE OUTROS, ENTENDEU NÃO HAVER LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO DOS RECORRENTES. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO AGRAVO NA MODALIDADE DE INSTRUMENTO, CONFORME ENTENDIMENTO DESTA CORTE. AUSÊNCIA DE PROVA DE SUSCETIBILIDADE DE CAUSAR À PARTE LESÃO GRAVE E DE DIFÍCIL REPARAÇÃO. AGRAVO INOMINADO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (doc. 17, fl. 12) Acórdão recorrido publicado em 18.11.2011. O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478157. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO INOMINADO. DECISÃO SANEADORA QUE, DENTRE OUTROS, ENTENDEU NÃO HAVER LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO DOS RECORRENTES. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO AGRAVO NA MODALIDADE DE INSTRUMENTO, CONFORME ENTENDIMENTO DESTA CORTE. AUSÊNCIA DE PROVA DE SUSCETIBILIDADE DE CAUSAR À PARTE LESÃO GRAVE E DE DIFÍCIL REPARAÇÃO. AGRAVO INOMINADO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (doc. 17, fl. 12) Acórdão recorrido publicado em 18.11.2011. O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478157. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 109, I, e 202, § 3º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. A Corte de origem rejeitou a preliminar de litisconsórcio passivo necessário na ação de complementação de aposentadoria, ajuizada pelo associado em face da entidade de previdência privada, para obter o pagamento de auxílio-cesta- alimentação, “(...) eis que apenas existe interesse econômico, já que a Entidade de Previdência Privada e o BNDES ostentam personalidades jurídicas próprias com patrimônios distintos (...)”. Nesse contexto, não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 109, I, e 202, § 3º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. A Corte de origem rejeitou a preliminar de litisconsórcio passivo necessário na ação de complementação de aposentadoria, ajuizada pelo associado em face da entidade de previdência privada, para obter o pagamento de auxílio-cesta- alimentação, “(...) eis que apenas existe interesse econômico, já que a Entidade de Previdência Privada e o BNDES ostentam personalidades jurídicas próprias com patrimônios distintos (...)”. Nesse contexto, não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 861341 AGR / RJ caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO AJUIZADA EM FACE DE CONSTRUTORA. VÍCIOS NA EDIFICAÇÃO DE IMÓVEL ADQUIRIDO ATRAVÉS DO PROGRAMA GOVERNAMENTAL “MINHA CASA, MINHA VIDA”. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. CONSEQUENTE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à existência ou não de litisconsórcio passivo necessário entre a Caixa Econômica Federal e a parte demandada, com o consequente reconhecimento da competência da Justiça Federal para julgar a ação, configura questão que envolve única e exclusivamente juízo a respeito dos termos da demanda (causa de pedir e pedido) e das normas processuais, infraconstitucionais, que disciplinam a existência ou não de litisconsórcio passivo necessário. Não há, portanto, matéria constitucional a ser apreciada. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.” (ARE 891653 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 25/06/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-151 DIVULG 31-07-2015 PUBLIC 03-08-2015 ) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO AJUIZADA EM FACE DE CONSTRUTORA. VÍCIOS NA EDIFICAÇÃO DE IMÓVEL ADQUIRIDO ATRAVÉS DO PROGRAMA GOVERNAMENTAL “MINHA CASA, MINHA VIDA”. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. CONSEQUENTE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à existência ou não de litisconsórcio passivo necessário entre a Caixa Econômica Federal e a parte demandada, com o consequente reconhecimento da competência da Justiça Federal para julgar a ação, configura questão que envolve única e exclusivamente juízo a respeito dos termos da demanda (causa de pedir e pedido) e das normas processuais, infraconstitucionais, que disciplinam a existência ou não de litisconsórcio passivo necessário. Não há, portanto, matéria constitucional a ser apreciada. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.” (ARE 891653 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 25/06/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-151 DIVULG 31-07-2015 PUBLIC 03-08-2015 ) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 861341 AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. 1. Possibilidade de o Poder Judiciário determinar políticas públicas. Precedentes. 2. Responsabilidade solidária dos entes federados. Precedentes. 3. Configuração de litisconsórcio passivo necessário afastado na origem. 4. Alegado descumprimento de limite orçamentário previsto em portaria. Análise de norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RE 665764 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 20/03/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 068 DIVULG 03-04-2012 PUBLIC 09-04-2012) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO CUMULADA COM REINTEGRAÇÃO DE POSSE E INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. ALEGAÇÃO DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE Nº 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL E RECURSO ADESIVO. AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO CUMULADA COM REINTEGRAÇÃO DE POSSE E INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. AQUISIÇÃO DE BEM IMÓVEL. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. RESOLUÇÃO ACOLHIDA. ARRAS CONFIRMATÓRIAS. DEVOLUÇÃO. COBRANÇA DE ALUGUEL A TÍTULO DE PERDAS E DANOS. INDENIZAÇÃO PELAS BENFEITORIAS. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. 1. Possibilidade de o Poder Judiciário determinar políticas públicas. Precedentes. 2. Responsabilidade solidária dos entes federados. Precedentes. 3. Configuração de litisconsórcio passivo necessário afastado na origem. 4. Alegado descumprimento de limite orçamentário previsto em portaria. Análise de norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RE 665764 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 20/03/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 068 DIVULG 03-04-2012 PUBLIC 09-04-2012) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO CUMULADA COM REINTEGRAÇÃO DE POSSE E INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. ALEGAÇÃO DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE Nº 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL E RECURSO ADESIVO. AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO CUMULADA COM REINTEGRAÇÃO DE POSSE E INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. AQUISIÇÃO DE BEM IMÓVEL. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. RESOLUÇÃO ACOLHIDA. ARRAS CONFIRMATÓRIAS. DEVOLUÇÃO. COBRANÇA DE ALUGUEL A TÍTULO DE PERDAS E DANOS. INDENIZAÇÃO PELAS BENFEITORIAS. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 861341 AGR / RJ REQUERIMENTO FEITO EM SEGUNDO GRAU. ANÁLISE VEDADA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TUTELA ANTECIPADA RECURSAL. REINTEGRAÇÃO IMEDIATA À POSSE DO IMÓVEL. REQUISITOS DO ART. 273 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL PREENCHIDOS. TUTELA CONCEDIDA. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. RECURSOS PARCIALMENTE PROVIDOS”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 816314 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 05/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-162 DIVULG 21-08-2014 PUBLIC 22-08- 2014) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que o agravante não impugnou na petição de agravo regimental os fundamentos usados na decisão agravada para negar provimento ao agravo, qual seja, a ausência de violação aos arts. 109, I, e 202, § 3º, da Lei Maior. Constato, ademais, que nas razões recursais o agravante alega violação do art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, matéria não arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo regimental. O Supremo Tribunal Federal entende que o recorrente tem o dever de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada. A inobservância dessa orientação resulta na inadmissibilidade do recurso, em razão do não-preenchimento do requisito de regularidade formal disposto no artigo 317, § 1º, do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ REQUERIMENTO FEITO EM SEGUNDO GRAU. ANÁLISE VEDADA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TUTELA ANTECIPADA RECURSAL. REINTEGRAÇÃO IMEDIATA À POSSE DO IMÓVEL. REQUISITOS DO ART. 273 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL PREENCHIDOS. TUTELA CONCEDIDA. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. RECURSOS PARCIALMENTE PROVIDOS”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 816314 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 05/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-162 DIVULG 21-08-2014 PUBLIC 22-08- 2014) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que o agravante não impugnou na petição de agravo regimental os fundamentos usados na decisão agravada para negar provimento ao agravo, qual seja, a ausência de violação aos arts. 109, I, e 202, § 3º, da Lei Maior. Constato, ademais, que nas razões recursais o agravante alega violação do art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, matéria não arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo regimental. O Supremo Tribunal Federal entende que o recorrente tem o dever de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada. A inobservância dessa orientação resulta na inadmissibilidade do recurso, em razão do não-preenchimento do requisito de regularidade formal disposto no artigo 317, § 1º, do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 861341 AGR / RJ “DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. CONCURSO. LIMITE DE IDADE. PREVISÃO EM LEI. NECESSIDADE. PRECEDENTES. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, §1º, RISTF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.11.2009. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no artigo 317, § 1º, do RISTF (a petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada). Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada, mormente no que se refere à conformidade do acórdão recorrido com a jurisprudência desta Suprema Corte. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI 830.680-AgR/PE, de minha relatoria, DJe 1.8.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. FUNDAMENTOS INATACADOS. 1. A agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada. Incidência do artigo 317, § 1º, do RISTF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 664.174/AgR-SC, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 1º.2.2008). “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 490.720/ED-MS, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ de 1º.2.2008). “O agravo regimental cuja fundamentação não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão agravada é inviável. Inteligência da Súmula n. 283/STF, que dispõe: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles. É que configura princípio básico da disciplina dos recursos o dever que tem o recorrente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ “DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. CONCURSO. LIMITE DE IDADE. PREVISÃO EM LEI. NECESSIDADE. PRECEDENTES. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, §1º, RISTF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.11.2009. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no artigo 317, § 1º, do RISTF (a petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada). Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada, mormente no que se refere à conformidade do acórdão recorrido com a jurisprudência desta Suprema Corte. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI 830.680-AgR/PE, de minha relatoria, DJe 1.8.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. FUNDAMENTOS INATACADOS. 1. A agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada. Incidência do artigo 317, § 1º, do RISTF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 664.174/AgR-SC, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 1º.2.2008). “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 490.720/ED-MS, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ de 1º.2.2008). “O agravo regimental cuja fundamentação não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão agravada é inviável. Inteligência da Súmula n. 283/STF, que dispõe: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles. É que configura princípio básico da disciplina dos recursos o dever que tem o recorrente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 861341 AGR / RJ de impugnar as razões da decisão atacada, por isso que deixando de fazê-lo, resta ausente o requisito de admissibilidade consistente na regularidade formal o que, à luz do § 1º do artigo 317 do RISTF e da Súmula n. 283/STF, conduz ao não-conhecimento do recurso interposto. (Precedentes: RE n. 583.833-AgR, Relator o Ministro JOAQUIM BARBOSA, 2ª Turma, DJe de 1.10.10; AI 489.247-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 16-02-07; AI 825.520-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 17-03-11; AI 662.319-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, 1ª Turma, DJ 06.03.09; AI 815.666-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 24.02.11 ). In casu, o agravante não se insurgiu contra todos os fundamentos jurídicos da decisão agravada, limitando-se a argumentar que as questões constitucionais foram prequestionadas e que a violação ao princípio da legalidade constitui nulidade absoluta. Agravo regimental desprovido” (AI 783.653-ED/RS, rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 30.06.2011). Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ de impugnar as razões da decisão atacada, por isso que deixando de fazê-lo, resta ausente o requisito de admissibilidade consistente na regularidade formal o que, à luz do § 1º do artigo 317 do RISTF e da Súmula n. 283/STF, conduz ao não-conhecimento do recurso interposto. (Precedentes: RE n. 583.833-AgR, Relator o Ministro JOAQUIM BARBOSA, 2ª Turma, DJe de 1.10.10; AI 489.247-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 16-02-07; AI 825.520-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 17-03-11; AI 662.319-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, 1ª Turma, DJ 06.03.09; AI 815.666-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 24.02.11 ). In casu, o agravante não se insurgiu contra todos os fundamentos jurídicos da decisão agravada, limitando-se a argumentar que as questões constitucionais foram prequestionadas e que a violação ao princípio da legalidade constitui nulidade absoluta. Agravo regimental desprovido” (AI 783.653-ED/RS, rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 30.06.2011). Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL DO BNDES - FAPES ADV.(A/S) : PEDRO LINHARES DELLA NINA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ACELY RIBEIRO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MANOEL MESSIAS PEIXINHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519171 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL DO BNDES - FAPES ADV.(A/S) : PEDRO LINHARES DELLA NINA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ACELY RIBEIRO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MANOEL MESSIAS PEIXINHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519171 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9541535
2015-09-22T00:00:00
2015-10-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PRELIMINAR DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO REJEITADA PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS ARTS. 109, I, E 202, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.11.2011. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no art. 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur323643
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) RE 490720 ED (2ªT), AI 783653 ED (1ªT), AI 830680 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 16/10/2015, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
861341
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 861341 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL DO BNDES - FAPES ADV.(A/S) : PEDRO LINHARES DELLA NINA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ACELY RIBEIRO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MANOEL MESSIAS PEIXINHO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES ADV.(A/S) :DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL DO BNDES - FAPES ADV.(A/S) :PEDRO LINHARES DELLA NINA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ACELY RIBEIRO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MANOEL MESSIAS PEIXINHO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PRELIMINAR DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO REJEITADA PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS ARTS. 109, I, E 202, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.11.2011. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no art. 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9475097. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 861341 AGR / RJ das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9475097. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9475097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES ADV.(A/S) :DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL DO BNDES - FAPES ADV.(A/S) :PEDRO LINHARES DELLA NINA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ACELY RIBEIRO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MANOEL MESSIAS PEIXINHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A matéria debatida, em síntese, diz com a rejeição da preliminar de litisconsórcio passivo necessário com o BNDES e BNDESPAR – consoante decisão saneadora pelo Tribunal a quo, confirmada em agravo regimental no agravo de instrumento –, uma vez que a Entidade de Previdência Privada e o BNDES ostentam personalidades jurídicas próprias com patrimônios distintos. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Sustenta que “(...) apesar de valer-se dos meios processuais próprios, não obteve a prestação jurisdicional necessária e esperada, restando prejudicado seu direito de defesa, violados os princípios constitucionais mencionados (...)” (doc. 23, fl. 02). Alega afronta ao art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Lei Maior, o que afasta o exame de qualquer legislação para a sua configuração (doc. 23, fl. 03). Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478157. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES ADV.(A/S) :DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL DO BNDES - FAPES ADV.(A/S) :PEDRO LINHARES DELLA NINA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ACELY RIBEIRO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MANOEL MESSIAS PEIXINHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A matéria debatida, em síntese, diz com a rejeição da preliminar de litisconsórcio passivo necessário com o BNDES e BNDESPAR – consoante decisão saneadora pelo Tribunal a quo, confirmada em agravo regimental no agravo de instrumento –, uma vez que a Entidade de Previdência Privada e o BNDES ostentam personalidades jurídicas próprias com patrimônios distintos. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Sustenta que “(...) apesar de valer-se dos meios processuais próprios, não obteve a prestação jurisdicional necessária e esperada, restando prejudicado seu direito de defesa, violados os princípios constitucionais mencionados (...)” (doc. 23, fl. 02). Alega afronta ao art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Lei Maior, o que afasta o exame de qualquer legislação para a sua configuração (doc. 23, fl. 03). Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478157. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 861341 AGR / RJ controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO INOMINADO. DECISÃO SANEADORA QUE, DENTRE OUTROS, ENTENDEU NÃO HAVER LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO DOS RECORRENTES. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO AGRAVO NA MODALIDADE DE INSTRUMENTO, CONFORME ENTENDIMENTO DESTA CORTE. AUSÊNCIA DE PROVA DE SUSCETIBILIDADE DE CAUSAR À PARTE LESÃO GRAVE E DE DIFÍCIL REPARAÇÃO. AGRAVO INOMINADO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (doc. 17, fl. 12) Acórdão recorrido publicado em 18.11.2011. O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478157. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO INOMINADO. DECISÃO SANEADORA QUE, DENTRE OUTROS, ENTENDEU NÃO HAVER LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO DOS RECORRENTES. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO AGRAVO NA MODALIDADE DE INSTRUMENTO, CONFORME ENTENDIMENTO DESTA CORTE. AUSÊNCIA DE PROVA DE SUSCETIBILIDADE DE CAUSAR À PARTE LESÃO GRAVE E DE DIFÍCIL REPARAÇÃO. AGRAVO INOMINADO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (doc. 17, fl. 12) Acórdão recorrido publicado em 18.11.2011. O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478157. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 109, I, e 202, § 3..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. A Corte de origem rejeitou a preliminar de litisconsórcio passivo necessário na ação de complementação de aposentadoria, ajuizada pelo associado em face da entidade de previdência privada, para obter o pagamento de auxílio-cesta- alimentação, “(...) eis que apenas existe interesse econômico, já que a Entidade de Previdência Privada e o BNDES ostentam personalidades jurídicas próprias com patrimônios distintos (...)”. Nesse contexto, não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 109, I, e 202, § 3..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. A Corte de origem rejeitou a preliminar de litisconsórcio passivo necessário na ação de complementação de aposentadoria, ajuizada pelo associado em face da entidade de previdência privada, para obter o pagamento de auxílio-cesta- alimentação, “(...) eis que apenas existe interesse econômico, já que a Entidade de Previdência Privada e o BNDES ostentam personalidades jurídicas próprias com patrimônios distintos (...)”. Nesse contexto, não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 861341 AGR / RJ caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO AJUIZADA EM FACE DE CONSTRUTORA. VÍCIOS NA EDIFICAÇÃO DE IMÓVEL ADQUIRIDO ATRAVÉS DO PROGRAMA GOVERNAMENTAL “MINHA CASA, MINHA VIDA”. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. CONSEQUENTE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à existência ou não de litisconsórcio passivo necessário entre a Caixa Econômica Federal e a parte demandada, com o consequente reconhecimento da competência da Justiça Federal para julgar a ação, configura questão que envolve única e exclusivamente juízo a respeito dos termos da demanda (causa de pedir e pedido) e das normas processuais, infraconstitucionais, que disciplinam a existência ou não de litisconsórcio passivo necessário. Não há, portanto, matéria constitucional a ser apreciada. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.” (ARE 891653 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 25/06/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-151 DIVULG 31-07-2015 PUBLIC 03-08-2015 ) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO AJUIZADA EM FACE DE CONSTRUTORA. VÍCIOS NA EDIFICAÇÃO DE IMÓVEL ADQUIRIDO ATRAVÉS DO PROGRAMA GOVERNAMENTAL “MINHA CASA, MINHA VIDA”. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. CONSEQUENTE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à existência ou não de litisconsórcio passivo necessário entre a Caixa Econômica Federal e a parte demandada, com o consequente reconhecimento da competência da Justiça Federal para julgar a ação, configura questão que envolve única e exclusivamente juízo a respeito dos termos da demanda (causa de pedir e pedido) e das normas processuais, infraconstitucionais, que disciplinam a existência ou não de litisconsórcio passivo necessário. Não há, portanto, matéria constitucional a ser apreciada. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.” (ARE 891653 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 25/06/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-151 DIVULG 31-07-2015 PUBLIC 03-08-2015 ) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 861341 AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. 1. Possibilidade de o Poder Judiciário determinar políticas públicas. Precedentes. 2. Responsabilidade solidária dos entes federados. Precedentes. 3. Configuração de litisconsórcio passivo necessário afastado na origem. 4. Alegado descumprimento de limite orçamentário previsto em portaria. Análise de norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 665764 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 20/03/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 068 DIVULG 03-04-2012 PUBLIC 09-04-2012) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO CUMULADA COM REINTEGRAÇÃO DE POSSE E INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. ALEGAÇÃO DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE n 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL E RECURSO ADESIVO. AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO CUMULADA COM REINTEGRAÇÃO DE POSSE E INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. AQUISIÇÃO DE BEM IMÓVEL. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. RESOLUÇÃO ACOLHIDA. ARRAS CONFIRMATÓRIAS. DEVOLUÇÃO. COBRANÇA DE ALUGUEL A TÍTULO DE PERDAS E DANOS. INDENIZAÇÃO PELAS BENFEITORIAS. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. 1. Possibilidade de o Poder Judiciário determinar políticas públicas. Precedentes. 2. Responsabilidade solidária dos entes federados. Precedentes. 3. Configuração de litisconsórcio passivo necessário afastado na origem. 4. Alegado descumprimento de limite orçamentário previsto em portaria. Análise de norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 665764 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 20/03/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 068 DIVULG 03-04-2012 PUBLIC 09-04-2012) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO CUMULADA COM REINTEGRAÇÃO DE POSSE E INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. ALEGAÇÃO DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE n 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL E RECURSO ADESIVO. AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO CUMULADA COM REINTEGRAÇÃO DE POSSE E INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. AQUISIÇÃO DE BEM IMÓVEL. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. RESOLUÇÃO ACOLHIDA. ARRAS CONFIRMATÓRIAS. DEVOLUÇÃO. COBRANÇA DE ALUGUEL A TÍTULO DE PERDAS E DANOS. INDENIZAÇÃO PELAS BENFEITORIAS. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 861341 AGR / RJ REQUERIMENTO FEITO EM SEGUNDO GRAU. ANÁLISE VEDADA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TUTELA ANTECIPADA RECURSAL. REINTEGRAÇÃO IMEDIATA À POSSE DO IMÓVEL. REQUISITOS DO ART. 273 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL PREENCHIDOS. TUTELA CONCEDIDA. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. RECURSOS PARCIALMENTE PROVIDOS”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 816314 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 05/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-162 DIVULG 21-08-2014 PUBLIC 22-08- 2014) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que o agravante não impugnou na petição de agravo regimental os fundamentos usados na decisão agravada para negar provimento ao agravo, qual seja, a ausência de violação aos arts. 109, I, e 202, § 3..., da Lei Maior. Constato, ademais, que nas razões recursais o agravante alega violação do art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, matéria não arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo regimental. O Supremo Tribunal Federal entende que o recorrente tem o dever de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada. A inobservância dessa orientação resulta na inadmissibilidade do recurso, em razão do não-preenchimento do requisito de regularidade formal disposto no artigo 317, § 1..., do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ REQUERIMENTO FEITO EM SEGUNDO GRAU. ANÁLISE VEDADA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TUTELA ANTECIPADA RECURSAL. REINTEGRAÇÃO IMEDIATA À POSSE DO IMÓVEL. REQUISITOS DO ART. 273 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL PREENCHIDOS. TUTELA CONCEDIDA. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. RECURSOS PARCIALMENTE PROVIDOS”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 816314 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 05/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-162 DIVULG 21-08-2014 PUBLIC 22-08- 2014) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que o agravante não impugnou na petição de agravo regimental os fundamentos usados na decisão agravada para negar provimento ao agravo, qual seja, a ausência de violação aos arts. 109, I, e 202, § 3..., da Lei Maior. Constato, ademais, que nas razões recursais o agravante alega violação do art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, matéria não arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo regimental. O Supremo Tribunal Federal entende que o recorrente tem o dever de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada. A inobservância dessa orientação resulta na inadmissibilidade do recurso, em razão do não-preenchimento do requisito de regularidade formal disposto no artigo 317, § 1..., do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 861341 AGR / RJ “DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. CONCURSO. LIMITE DE IDADE. PREVISÃO EM LEI. NECESSIDADE. PRECEDENTES. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, §1..., RISTF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.11.2009. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no artigo 317, § 1..., do RISTF (a petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada). Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada, mormente no que se refere à conformidade do acórdão recorrido com a jurisprudência desta Suprema Corte. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI 830.680-AgR/PE, de minha relatoria, DJe 1.8.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. FUNDAMENTOS INATACADOS. 1. A agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada. Incidência do artigo 317, § 1..., do RISTF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 664.174/AgR-SC, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 1....2.2008). “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 490.720/ED-MS, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ de 1....2.2008). “O agravo regimental cuja fundamentação não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão agravada é inviável. Inteligência da Súmula n. 283/Supremo Tribunal Federal, que dispõe: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles. É que configura princípio básico da disciplina dos recursos o dever que tem o recorrente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ “DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. CONCURSO. LIMITE DE IDADE. PREVISÃO EM LEI. NECESSIDADE. PRECEDENTES. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, §1..., RISTF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.11.2009. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no artigo 317, § 1..., do RISTF (a petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada). Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada, mormente no que se refere à conformidade do acórdão recorrido com a jurisprudência desta Suprema Corte. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI 830.680-AgR/PE, de minha relatoria, DJe 1.8.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. FUNDAMENTOS INATACADOS. 1. A agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada. Incidência do artigo 317, § 1..., do RISTF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 664.174/AgR-SC, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 1....2.2008). “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 490.720/ED-MS, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ de 1....2.2008). “O agravo regimental cuja fundamentação não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão agravada é inviável. Inteligência da Súmula n. 283/Supremo Tribunal Federal, que dispõe: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles. É que configura princípio básico da disciplina dos recursos o dever que tem o recorrente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 861341 AGR / RJ de impugnar as razões da decisão atacada, por isso que deixando de fazê-lo, resta ausente o requisito de admissibilidade consistente na regularidade formal o que, à luz do § 1... do artigo 317 do RISTF e da Súmula n. 283/Supremo Tribunal Federal, conduz ao não-conhecimento do recurso interposto. (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 583.833-AgR, Relator o Ministro JOAQUIM BARBOSA, 2... Turma, DJe de 1.10.10; AI 489.247-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 16-02-07; AI 825.520-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 17-03-11; AI 662.319-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, 1... Turma, DJ 06.03.09; AI 815.666-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 24.02.11 ). In casu, o agravante não se insurgiu contra todos os fundamentos jurídicos da decisão agravada, limitando-se a argumentar que as questões constitucionais foram prequestionadas e que a violação ao princípio da legalidade constitui nulidade absoluta. Agravo regimental desprovido” (AI 783.653-ED/RS, rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 30.06.2011). Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Supremo Tribunal Federal ARE 861341 AGR / RJ de impugnar as razões da decisão atacada, por isso que deixando de fazê-lo, resta ausente o requisito de admissibilidade consistente na regularidade formal o que, à luz do § 1... do artigo 317 do RISTF e da Súmula n. 283/Supremo Tribunal Federal, conduz ao não-conhecimento do recurso interposto. (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 583.833-AgR, Relator o Ministro JOAQUIM BARBOSA, 2... Turma, DJe de 1.10.10; AI 489.247-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 16-02-07; AI 825.520-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 17-03-11; AI 662.319-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, 1... Turma, DJ 06.03.09; AI 815.666-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 24.02.11 ). In casu, o agravante não se insurgiu contra todos os fundamentos jurídicos da decisão agravada, limitando-se a argumentar que as questões constitucionais foram prequestionadas e que a violação ao princípio da legalidade constitui nulidade absoluta. Agravo regimental desprovido” (AI 783.653-ED/RS, rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 30.06.2011). Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL DO BNDES - FAPES ADV.(A/S) : PEDRO LINHARES DELLA NINA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ACELY RIBEIRO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MANOEL MESSIAS PEIXINHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519171 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.341 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL DO BNDES - FAPES ADV.(A/S) : PEDRO LINHARES DELLA NINA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ACELY RIBEIRO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MANOEL MESSIAS PEIXINHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519171 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861 . 341", "ARE 861341 AGR / RJ", "ARE 861341 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861 . 341", "ARE 861341 AGR / RJ", "ARE 861341 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "ARE 861341 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 584 . 608 - RG", "ARE 891653 RG", "Recurso Extraordinário 584 . 608 - RG", "ARE 891653 RG", "Recurso Extraordinário 665764 AgR", "ARE n 748 . 371", "ARE n 748 . 371", "ARE 861341 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 665764 AgR", "ARE n 748 . 371", "ARE n 748 . 371", "ARE 816314 AgR", "ARE 861341 AGR / RJ", "ARE 816314 AgR", "AI 830 . 680 - AgR / PE", "AI 664 . 174 / AgR - SC", "Recurso Extraordinário 490 . 720 / ED - MS", "Súmula n . 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 861341 AGR / RJ", "AI 830 . 680 - AgR / PE", "AI 664 . 174 / AgR - SC", "Recurso Extraordinário 490 . 720 / ED - MS", "Súmula n . 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 583 . 833 - 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Ementa e Acórdão 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. PARADOXO. HOMICÍDIOS QUALIFICADOS CONSUMADOS E TENTADOS, EM CONCURSO DE PESSOAS, QUADRILHA OU BANDO E COMÉRCIO ILEGAL DE ARMAS. PRISÃO PREVENTIVA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA: GRUPO DE EXTERMÍNIO E INTIMIDAÇÃO A TESTEMUNHAS. 1. A competência do Supremo Tribunal Federal é tema de direito estrito e, por isso, não deve ser elastecida para abranger hipóteses não previstas na Constituição Federal. 2. A integração a grupo de extermínio, somada ao modus operandi na prática reiterada dos crimes de homicídio qualificado, nas formas tentada e consumada, bando ou quadrilha e comércio ilegal de arma de fogo - artigos 121, § 2º, I e IV, 121, I e IV, c/c os arts. 14, II, e 29 (duas vezes), 288, parágrafo único, do Código Penal, e 17 da Lei n. 10826/2003 - constitui base empírica idônea à decretação da prisão preventiva para garantia da ordem pública, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HCs 95.024, 1ª Turma, Relª. Min. Cármen Lúcia, DJe 20/02/09; 98.290, 1ª Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. p/ o acórdão Min. Luiz Fux, DJe de 21/06/11; e 101.854, 2ª Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 30/04/10, entre outros). 3. A necessidade da custódia cautelar por conveniência da instrução criminal no caso sub judice restou demonstrada, não sendo suficiente para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524464. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 30 Ementa e Acórdão HC 112649 / PE elidi-la a prolação da sentença de pronúncia, sabido que o procedimento do júri é bipartido em iudicium accusationis e iudicium causae, a evidenciar a permanência da intimidação às testemunhas que serão inquiridas na segunda fase do procedimento. 4. In casu, o paciente foi beneficiado com a concessão de liminar cujos efeitos foram estendidos aos corréus, sendo a posteriori absolvido, circunstância essa que não implica desnecessidade da prisão cautelar em relação aos demais membros da organização criminosa. 5. Habeas corpus julgado extinto, por ser substitutivo de recurso ordinário, restando cassados os efeitos da liminar estendidos aos corréus. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, em não conceder a extensão dos efeitos da liminar aos corréus, nos termos do voto do Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, apenas na concessão da ordem, de ofício, para estender aos demais corréus a liminar anteriormente deferida. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. LUIZ FUX – Redator para o Acórdão Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524464. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE elidi-la a prolação da sentença de pronúncia, sabido que o procedimento do júri é bipartido em iudicium accusationis e iudicium causae, a evidenciar a permanência da intimidação às testemunhas que serão inquiridas na segunda fase do procedimento. 4. In casu, o paciente foi beneficiado com a concessão de liminar cujos efeitos foram estendidos aos corréus, sendo a posteriori absolvido, circunstância essa que não implica desnecessidade da prisão cautelar em relação aos demais membros da organização criminosa. 5. Habeas corpus julgado extinto, por ser substitutivo de recurso ordinário, restando cassados os efeitos da liminar estendidos aos corréus. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, em não conceder a extensão dos efeitos da liminar aos corréus, nos termos do voto do Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, apenas na concessão da ordem, de ofício, para estender aos demais corréus a liminar anteriormente deferida. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. LUIZ FUX – Redator para o Acórdão Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524464. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 30 Relatório HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as seguintes informações: Tem este teor a decisão mediante a qual Vossa Excelência deferiu a liminar em favor do paciente, Edmário Terto de Andrade: PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – HABEAS CORPUS – LIMINAR DEFERIDA. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: O paciente foi preso temporariamente, em 20 de maio de 2010, e denunciado pela prática de um homicídio qualificado e pela tentativa de outro, também na forma qualificada, ambos praticados em concurso de agentes, bem como pelo cometimento dos crimes de quadrilha armada e comércio ilegal de arma de fogo. Ao receber a denúncia em 16 de junho de 2010, o Juízo da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes, Estado de Pernambuco, converteu a custódia temporária em preventiva. Segundo consignou, a materialidade e a autoria estavam suficientemente baseadas nos laudos da perícia e nas transcrições das interceptações Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Supremo Tribunal Federal HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as seguintes informações: Tem este teor a decisão mediante a qual Vossa Excelência deferiu a liminar em favor do paciente, Edmário Terto de Andrade: PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – HABEAS CORPUS – LIMINAR DEFERIDA. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: O paciente foi preso temporariamente, em 20 de maio de 2010, e denunciado pela prática de um homicídio qualificado e pela tentativa de outro, também na forma qualificada, ambos praticados em concurso de agentes, bem como pelo cometimento dos crimes de quadrilha armada e comércio ilegal de arma de fogo. Ao receber a denúncia em 16 de junho de 2010, o Juízo da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes, Estado de Pernambuco, converteu a custódia temporária em preventiva. Segundo consignou, a materialidade e a autoria estavam suficientemente baseadas nos laudos da perícia e nas transcrições das interceptações Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 30 Relatório HC 112.649 / PE telefônicas realizadas no decorrer dos cinco meses de investigação. Assinalou que o modo como operava o grupo de extermínio evidencia a periculosidade dos integrantes da quadrilha, ante os indícios de serem homens violentos, andarem armados e intimidarem os moradores da região, causando temor às testemunhas, perigo à ordem pública e risco à aplicação da lei penal. Destacou a existência de elementos a indicar o paciente como mandante e negociante de armas de fogo. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco indeferiu o habeas formalizado. Consoante assentou, o depoimento da empregada doméstica do paciente assim como as interceptações telefônicas efetuadas comprovavam a periculosidade, apontando-o como integrante de grupo de extermínio temido na comunidade. O Superior Tribunal de Justiça não acolheu o pedido de liberdade provisória. Entendeu estar a custódia cautelar devidamente fundamentada na garantia da ordem pública, da aplicação da lei penal e na conveniência da produção probatória. Considerou que o fim da instrução não afasta a necessidade da prisão por conveniência da instrução, pois é bifásico o procedimento do Tribunal do Júri. Neste habeas, o impetrante sustenta ser o paciente primário, de bons antecedentes, possuir residência fixa e ocupação lícita. Assevera que as provas produzidas durante a instrução não demonstraram qualquer participação nos fatos imputados. Aponta ofensa ao princípio da presunção da não culpabilidade e aduz não haver mais os motivos ensejadores da prisão preventiva. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Supremo Tribunal Federal HC 112.649 / PE telefônicas realizadas no decorrer dos cinco meses de investigação. Assinalou que o modo como operava o grupo de extermínio evidencia a periculosidade dos integrantes da quadrilha, ante os indícios de serem homens violentos, andarem armados e intimidarem os moradores da região, causando temor às testemunhas, perigo à ordem pública e risco à aplicação da lei penal. Destacou a existência de elementos a indicar o paciente como mandante e negociante de armas de fogo. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco indeferiu o habeas formalizado. Consoante assentou, o depoimento da empregada doméstica do paciente assim como as interceptações telefônicas efetuadas comprovavam a periculosidade, apontando-o como integrante de grupo de extermínio temido na comunidade. O Superior Tribunal de Justiça não acolheu o pedido de liberdade provisória. Entendeu estar a custódia cautelar devidamente fundamentada na garantia da ordem pública, da aplicação da lei penal e na conveniência da produção probatória. Considerou que o fim da instrução não afasta a necessidade da prisão por conveniência da instrução, pois é bifásico o procedimento do Tribunal do Júri. Neste habeas, o impetrante sustenta ser o paciente primário, de bons antecedentes, possuir residência fixa e ocupação lícita. Assevera que as provas produzidas durante a instrução não demonstraram qualquer participação nos fatos imputados. Aponta ofensa ao princípio da presunção da não culpabilidade e aduz não haver mais os motivos ensejadores da prisão preventiva. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 30 Relatório HC 112.649 / PE Requer a aplicação de medidas cautelares diversas da preventiva, presentes os artigos 319 e 321 do Código de Processo Penal. No mérito, busca a confirmação da providência. O habeas está concluso para apreciação do pleito de concessão de liminar. [...] Mediante sucessivas decisões, Vossa Excelência estendeu os efeitos da medida acauteladora a diversos corréus, a saber: em 24 de maio de 2012, a Elias Terto de Andrade; em 2 de junho de 2012, a mais 16 denunciados; em 30 de junho de 2012, a Fábio José da Silva; em 14 de setembro de 2012, a outros 13 acusados. Nesta última, Vossa Excelência implementou a providência acauteladora aos demais acusados também alcançados pelo ato de constrição, Claudemir Ribeiro Batista, Joab de Lima Alves, Zenaldo Luiz da Silva, Heleno José do Nascimento Júnior, Renilton Oliveira da Silva e Jeimisson Eduardo da Silva. Por meio da Petição nº 58.315/2012/STF, os impetrantes, os Doutores João Vieira Neto e Bianca Serrano, noticiam a superveniência, em 5 de novembro de 2012, da absolvição do corréu Elias Terto de Andrade pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes/PE. Requerem o prosseguimento da apreciação da ordem no tocante ao paciente. A Procuradoria Geral da República, no parecer, informa que consulta ao andamento processual da Ação Penal nº 0007869-15.2010.8.17.0810 revelou a absolvição do “paciente” pelo Júri Popular, razão pela qual a impetração teria perdido o objeto. Quanto ao mérito, justificando a necessidade da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Supremo Tribunal Federal HC 112.649 / PE Requer a aplicação de medidas cautelares diversas da preventiva, presentes os artigos 319 e 321 do Código de Processo Penal. No mérito, busca a confirmação da providência. O habeas está concluso para apreciação do pleito de concessão de liminar. [...] Mediante sucessivas decisões, Vossa Excelência estendeu os efeitos da medida acauteladora a diversos corréus, a saber: em 24 de maio de 2012, a Elias Terto de Andrade; em 2 de junho de 2012, a mais 16 denunciados; em 30 de junho de 2012, a Fábio José da Silva; em 14 de setembro de 2012, a outros 13 acusados. Nesta última, Vossa Excelência implementou a providência acauteladora aos demais acusados também alcançados pelo ato de constrição, Claudemir Ribeiro Batista, Joab de Lima Alves, Zenaldo Luiz da Silva, Heleno José do Nascimento Júnior, Renilton Oliveira da Silva e Jeimisson Eduardo da Silva. Por meio da Petição nº 58.315/2012/STF, os impetrantes, os Doutores João Vieira Neto e Bianca Serrano, noticiam a superveniência, em 5 de novembro de 2012, da absolvição do corréu Elias Terto de Andrade pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes/PE. Requerem o prosseguimento da apreciação da ordem no tocante ao paciente. A Procuradoria Geral da República, no parecer, informa que consulta ao andamento processual da Ação Penal nº 0007869-15.2010.8.17.0810 revelou a absolvição do “paciente” pelo Júri Popular, razão pela qual a impetração teria perdido o objeto. Quanto ao mérito, justificando a necessidade da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 30 Relatório HC 112.649 / PE manutenção da custódia, transcreve os fundamentos do ato originário que implicara a prisão preventiva e da sentença de pronúncia. Opina pelo não conhecimento da ordem. Caso conhecida, preconiza o indeferimento do habeas. Os impetrantes, por meio da Petição nº 58.489/2012/STF, de 9 de dezembro de 2012, apontam equívoco na manifestação do Ministério Público Federal quanto à suposta perda de objeto da impetração, porquanto absolvido no Tribunal do Júri o corréu Elias Terto de Andrade, irmão do paciente, Edmário Terto de Andrade. Informam haverem sido impronunciados os corréus Renilton Oliveira da Silva e Geimisson Eduardo da Silva. Pugnam pela manutenção da decisão liminar e pelo deferimento da ordem. O processo está aparelhado para apreciação de mérito. Lancei visto no processo em 15 de dezembro de 2012, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Supremo Tribunal Federal HC 112.649 / PE manutenção da custódia, transcreve os fundamentos do ato originário que implicara a prisão preventiva e da sentença de pronúncia. Opina pelo não conhecimento da ordem. Caso conhecida, preconiza o indeferimento do habeas. Os impetrantes, por meio da Petição nº 58.489/2012/STF, de 9 de dezembro de 2012, apontam equívoco na manifestação do Ministério Público Federal quanto à suposta perda de objeto da impetração, porquanto absolvido no Tribunal do Júri o corréu Elias Terto de Andrade, irmão do paciente, Edmário Terto de Andrade. Informam haverem sido impronunciados os corréus Renilton Oliveira da Silva e Geimisson Eduardo da Silva. Pugnam pela manutenção da decisão liminar e pelo deferimento da ordem. O processo está aparelhado para apreciação de mérito. Lancei visto no processo em 15 de dezembro de 2012, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 30 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo inadequado. Valho-me do que tenho consignado a respeito: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus – este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Supremo Tribunal Federal HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo inadequado. Valho-me do que tenho consignado a respeito: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus – este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 30 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112.649 / PE artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira – na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Supremo Tribunal Federal HC 112.649 / PE artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira – na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 30 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112.649 / PE prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. No mais, torno definitiva, concedendo a ordem de ofício, a liminar deferida. Na oportunidade, assentei: 2. As premissas lançadas na decisão atinente à prisão preventiva não encontram apoio no arcabouço jurídico. Após remeter à materialidade e aos indícios, apontando-os demonstrados, o Juízo fez alusão à credibilidade da Justiça bem como à necessidade de acautelar o meio social. A base mostrou- se a gravidade da prática delituosa e a repercussão havida. No tocante à preservação da ordem pública, simples imputação não serve, ante o princípio da não culpabilidade, a respaldar a preventiva. Também é neutra a óptica concernente ao respeito à Justiça e à repercussão de eventuais delitos cometidos. Sob o ângulo do enquadramento do crime como hediondo, deve-se levar em conta ainda que não ocorreu a prisão em flagrante. Quanto à menção às testemunhas, a incolumidade destas foi referida a partir da suposição de existir possibilidade de impor-se a lei do silêncio. Em momento algum, ficou revelado ato concreto dirigido a embaralhar a instrução processual. 3. Defiro a liminar pleiteada. Expeçam alvará de soltura a ser cumprido com as cautelas próprias: caso o paciente não esteja sob custódia por motivo diverso do retratado na decisão proferida pelo Juízo da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes no Processo NPU0007869- 15.2010.8.17.0810. Advirtam-no da necessidade de permanecer no distrito da culpa, atendendo aos chamamentos judiciais. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Supremo Tribunal Federal HC 112.649 / PE prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. No mais, torno definitiva, concedendo a ordem de ofício, a liminar deferida. Na oportunidade, assentei: 2. As premissas lançadas na decisão atinente à prisão preventiva não encontram apoio no arcabouço jurídico. Após remeter à materialidade e aos indícios, apontando-os demonstrados, o Juízo fez alusão à credibilidade da Justiça bem como à necessidade de acautelar o meio social. A base mostrou- se a gravidade da prática delituosa e a repercussão havida. No tocante à preservação da ordem pública, simples imputação não serve, ante o princípio da não culpabilidade, a respaldar a preventiva. Também é neutra a óptica concernente ao respeito à Justiça e à repercussão de eventuais delitos cometidos. Sob o ângulo do enquadramento do crime como hediondo, deve-se levar em conta ainda que não ocorreu a prisão em flagrante. Quanto à menção às testemunhas, a incolumidade destas foi referida a partir da suposição de existir possibilidade de impor-se a lei do silêncio. Em momento algum, ficou revelado ato concreto dirigido a embaralhar a instrução processual. 3. Defiro a liminar pleiteada. Expeçam alvará de soltura a ser cumprido com as cautelas próprias: caso o paciente não esteja sob custódia por motivo diverso do retratado na decisão proferida pelo Juízo da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes no Processo NPU0007869- 15.2010.8.17.0810. Advirtam-no da necessidade de permanecer no distrito da culpa, atendendo aos chamamentos judiciais. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 30 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112.649 / PE Tal como o fiz anteriormente, estendo a concessão da ordem aos corréus, a saber: Adriano Paulino dos Anjos, Alexandre Santana Leite, Alexsandro Vieira Alves, Almir Ferreira dos Santos, Anderson Bartolomeu de Oliveira, André Franklin da Silva Ribeiro, André Luiz Dias de Souza, Claudemir Ribeiro Batista, Elias da Paz Alves, Elias Terto de Andrade, Fábio José da Silva, Flávio Braz de Souza, Flávio da Silva, Geimisson Eduardo da Silva, Geraldo Antônio dos Santos Filho, Heleno José do Nascimento Júnior, Jardel José da Silva, Joab de Lima Alves, Jonas Alexandre da Silva, José Cícero de Araújo, José Eurico dos Santos, José Hamilton da Silva Júnior, Júnior José de Oliveira, Luiz Henrique Bezerra da Silva, Milton Macedo Magalhães de Oliveira Júnior, Oziel Henrique da Silva, Reginaldo Manoel Rufino, Renilton Oliveira da Silva, Tárcio Soares de Araújo, Thiago da Silva Nerio Batista, Tiago Silva, Viviane Ferreira de Oliveira, Webson Joaquim da Silva, Wellington Joaquim da Silva, Wemerson Joaquim da Silva, Wilson Joaquim da Silva e Zenaldo Luiz da Silva. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Supremo Tribunal Federal HC 112.649 / PE Tal como o fiz anteriormente, estendo a concessão da ordem aos corréus, a saber: Adriano Paulino dos Anjos, Alexandre Santana Leite, Alexsandro Vieira Alves, Almir Ferreira dos Santos, Anderson Bartolomeu de Oliveira, André Franklin da Silva Ribeiro, André Luiz Dias de Souza, Claudemir Ribeiro Batista, Elias da Paz Alves, Elias Terto de Andrade, Fábio José da Silva, Flávio Braz de Souza, Flávio da Silva, Geimisson Eduardo da Silva, Geraldo Antônio dos Santos Filho, Heleno José do Nascimento Júnior, Jardel José da Silva, Joab de Lima Alves, Jonas Alexandre da Silva, José Cícero de Araújo, José Eurico dos Santos, José Hamilton da Silva Júnior, Júnior José de Oliveira, Luiz Henrique Bezerra da Silva, Milton Macedo Magalhães de Oliveira Júnior, Oziel Henrique da Silva, Reginaldo Manoel Rufino, Renilton Oliveira da Silva, Tárcio Soares de Araújo, Thiago da Silva Nerio Batista, Tiago Silva, Viviane Ferreira de Oliveira, Webson Joaquim da Silva, Wellington Joaquim da Silva, Wemerson Joaquim da Silva, Wilson Joaquim da Silva e Zenaldo Luiz da Silva. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 30 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.649 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) : JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, com extensão aos corréus, pediu vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 18.12.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3406971 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.649 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) : JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, com extensão aos corréus, pediu vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 18.12.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3406971 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 30 Voto Vista 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO V O T O – V I S T A O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX: O julgamento do presente writ iniciou-se em 18/12/2012, oportunidade em que o Ministro MARCO AURÉLIO, Relator, votou no sentido da inadequação do HC como substitutivo do recurso cabível, mas, de ofício, tornou definitiva a liminar que revogara a prisão preventiva do paciente e cujos efeitos estendera aos corréus. Pedi vista dos autos ao ler o ponto do parecer ministerial a que se refere a grupo de extermínio, circunstância que, prima facie, vislumbrei como justificadora da prisão preventiva em prol da garantia da ordem pública, considerada a periculosidade in concreto dos membros do grupo. A análise dos autos confirma a perplexidade que me fez sobrestar o andamento do feito. O paciente e 37 (trinta e sete) corréus foram denunciados e pronunciados pelos crimes tipificados nos artigos 121, § 2º, I e IV, 121, I e IV, c/c os arts. 14, II, e 29 (duas vezes), 288, parágrafo único, do Código Penal, e 17 da Lei n. 10826/2003 (homicídio duplamente qualificado, consumado e na forma tentada, em concurso de agentes, formação quadrilha e comércio ilegal de arma de fogo), sendo certo que as imputações resultaram das investigações deflagradas na “Operação Guararapes II”. Anote-se ab initio que o paciente restou absolvido pelo Tribunal do Júri, em 05/11/2012, o que torna prejudicada a impetração quanto a ele, por isso a análise dos fundamentos da prisão cautelar e de sua confirmação na sentença de pronúncia deve ater-se à situação processual dos corréus beneficiados com a extensão dos efeitos da cautelar deferida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO V O T O – V I S T A O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX: O julgamento do presente writ iniciou-se em 18/12/2012, oportunidade em que o Ministro MARCO AURÉLIO, Relator, votou no sentido da inadequação do HC como substitutivo do recurso cabível, mas, de ofício, tornou definitiva a liminar que revogara a prisão preventiva do paciente e cujos efeitos estendera aos corréus. Pedi vista dos autos ao ler o ponto do parecer ministerial a que se refere a grupo de extermínio, circunstância que, prima facie, vislumbrei como justificadora da prisão preventiva em prol da garantia da ordem pública, considerada a periculosidade in concreto dos membros do grupo. A análise dos autos confirma a perplexidade que me fez sobrestar o andamento do feito. O paciente e 37 (trinta e sete) corréus foram denunciados e pronunciados pelos crimes tipificados nos artigos 121, § 2º, I e IV, 121, I e IV, c/c os arts. 14, II, e 29 (duas vezes), 288, parágrafo único, do Código Penal, e 17 da Lei n. 10826/2003 (homicídio duplamente qualificado, consumado e na forma tentada, em concurso de agentes, formação quadrilha e comércio ilegal de arma de fogo), sendo certo que as imputações resultaram das investigações deflagradas na “Operação Guararapes II”. Anote-se ab initio que o paciente restou absolvido pelo Tribunal do Júri, em 05/11/2012, o que torna prejudicada a impetração quanto a ele, por isso a análise dos fundamentos da prisão cautelar e de sua confirmação na sentença de pronúncia deve ater-se à situação processual dos corréus beneficiados com a extensão dos efeitos da cautelar deferida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE O Juiz, ao receber a denúncia, determinou, em 16/07/2010, a prisão preventiva, verbis: “(...) 13 – Passo a analisar agora, separadamente, o pedido de prisão preventiva representado pela Autoridade Policial em seu relatório, bem como, formulado pelo Ministério Público em sua peça acusatória. Nos termos dos artigos 311 e seguintes do Código de Processo Penal em vigor temos que a prisão preventiva subordina-se a pressupostos, que são dois, e a condições, que são quatro, onde uma destas, ao menos uma, deve coexistir com aqueles dois. Os pressupostos são ‘prova da existência do crime’ ou materialidade delitiva e ‘indícios suficientes de autoria’. In casu, a materialidade delitiva encontra-se bastante e suficientemente comprovada, mormente pelo Laudo de Perícia Tanatoscópica e Traumatológica constante dos autos. Quanto aos indícios de autoria delitiva, inegável que os mesmos encontram-se claramente delineados nas transcrições das ligações telefônicas carreadas nos autos, cautelosamente individualizadas no vasto relatório da Autoridade Policial. Analiso agora as condições ou circunstâncias, quais sejam: ‘garantia da ordem pública’; ‘garantia da ordem econômica’ ‘conveniência da instrução criminal’ ou ‘assegurar a aplicação da lei penal’. O conceito de ordem pública não está circunscrito ao de constituir fundamento necessário para se prevenir a reprodução de fatos criminosos, mas também engloba a ideia de acautelar o meio social e a própria credibilidade da justiça, em face da gravidade do crime e de sua repercussão. Repousa, principalmente, na necessidade de ser mantida a tranquilidade pública e assegurar a noção de que o ordenamento jurídico há de ser respeitado para que possa reinar a segurança no meio social. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE O Juiz, ao receber a denúncia, determinou, em 16/07/2010, a prisão preventiva, verbis: “(...) 13 – Passo a analisar agora, separadamente, o pedido de prisão preventiva representado pela Autoridade Policial em seu relatório, bem como, formulado pelo Ministério Público em sua peça acusatória. Nos termos dos artigos 311 e seguintes do Código de Processo Penal em vigor temos que a prisão preventiva subordina-se a pressupostos, que são dois, e a condições, que são quatro, onde uma destas, ao menos uma, deve coexistir com aqueles dois. Os pressupostos são ‘prova da existência do crime’ ou materialidade delitiva e ‘indícios suficientes de autoria’. In casu, a materialidade delitiva encontra-se bastante e suficientemente comprovada, mormente pelo Laudo de Perícia Tanatoscópica e Traumatológica constante dos autos. Quanto aos indícios de autoria delitiva, inegável que os mesmos encontram-se claramente delineados nas transcrições das ligações telefônicas carreadas nos autos, cautelosamente individualizadas no vasto relatório da Autoridade Policial. Analiso agora as condições ou circunstâncias, quais sejam: ‘garantia da ordem pública’; ‘garantia da ordem econômica’ ‘conveniência da instrução criminal’ ou ‘assegurar a aplicação da lei penal’. O conceito de ordem pública não está circunscrito ao de constituir fundamento necessário para se prevenir a reprodução de fatos criminosos, mas também engloba a ideia de acautelar o meio social e a própria credibilidade da justiça, em face da gravidade do crime e de sua repercussão. Repousa, principalmente, na necessidade de ser mantida a tranquilidade pública e assegurar a noção de que o ordenamento jurídico há de ser respeitado para que possa reinar a segurança no meio social. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE A magnitude da lesão causada com o cometimento do crime de homicídio qualificado, com repercussões na ordem pública tais quais as refletidas nos presentes autos, são causas ensejadoras do decreto de prisão preventiva, nos termos do preceito que se amolda ao previsto no Código de Processo Penal. Segundo a Autoridade Policial, em seu relatório conclusivo, a Operação Guararapes II – Cadastrada pelo Serviço de Inteligência da Polícia Civil como ZONA AZUL, ‘’... gerou grande repercussão na comunidade, ocasionando um sentimento de segurança com a prisão de várias pessoas conhecidas na localidade de Prazeres em especial como infratores da lei’. Trata-se de homens violentos e que agiam na sua maioria armados intimidando os seus moradores, cabendo ao Judiciário determinar o recolhimento destes agentes que deixam claro nas suas conversas a vida que levam dedicada ao crime e ao terror imposto aos seus desafetos’. [grifei] CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL: O modus operandi do grupo de extermínio nestes autos demonstra a periculosidade dos acusados, pondo consequentemente em risco o afloramento da verdade real dos fatos perante a justiça. Desta feita, convém ao processo o encarceramento dos mesmos para que a instrução do feito possa fluir com total isenção de receio das testemunhas em terem suas integridades físicas violadas. ‘Trata-se de homens violentos e que agiam na sua maioria armados intimidando os seus moradores...’. Estamos diante de um crime de morte, praticado por integrantes de um estruturado grupo de extermínio, o que por si só já causa temor às testemunhas. A permanência dos acusados em liberdade, poderá impor às testemunhas o império da chamada ‘lei do silêncio’, prejudicando toda a instrução processual. [grifei] Os Tribunais Superiores firmaram entendimento de que, nesses casos, faz-se necessária as suas custódias preventivas, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE A magnitude da lesão causada com o cometimento do crime de homicídio qualificado, com repercussões na ordem pública tais quais as refletidas nos presentes autos, são causas ensejadoras do decreto de prisão preventiva, nos termos do preceito que se amolda ao previsto no Código de Processo Penal. Segundo a Autoridade Policial, em seu relatório conclusivo, a Operação Guararapes II – Cadastrada pelo Serviço de Inteligência da Polícia Civil como ZONA AZUL, ‘’... gerou grande repercussão na comunidade, ocasionando um sentimento de segurança com a prisão de várias pessoas conhecidas na localidade de Prazeres em especial como infratores da lei’. Trata-se de homens violentos e que agiam na sua maioria armados intimidando os seus moradores, cabendo ao Judiciário determinar o recolhimento destes agentes que deixam claro nas suas conversas a vida que levam dedicada ao crime e ao terror imposto aos seus desafetos’. [grifei] CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL: O modus operandi do grupo de extermínio nestes autos demonstra a periculosidade dos acusados, pondo consequentemente em risco o afloramento da verdade real dos fatos perante a justiça. Desta feita, convém ao processo o encarceramento dos mesmos para que a instrução do feito possa fluir com total isenção de receio das testemunhas em terem suas integridades físicas violadas. ‘Trata-se de homens violentos e que agiam na sua maioria armados intimidando os seus moradores...’. Estamos diante de um crime de morte, praticado por integrantes de um estruturado grupo de extermínio, o que por si só já causa temor às testemunhas. A permanência dos acusados em liberdade, poderá impor às testemunhas o império da chamada ‘lei do silêncio’, prejudicando toda a instrução processual. [grifei] Os Tribunais Superiores firmaram entendimento de que, nesses casos, faz-se necessária as suas custódias preventivas, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE conforme julgados abaixo colacionados. EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. NECESSIDADE. Prisão preventiva. Decreto suficientemente fundamentado, apoiado em elementos concretos, não em conjecturas. Há indicação da periculosidade do paciente, consubstanciada em intimidação à vítima, a respaldar a necessidade da medida excepcional para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal. Ordem denegada (STF, HC 97047, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 06/10/2009, Dje-204 DIVULG 28- 10/2009 PUBLI 29-10-2009 EMENT VOL-02380-02 PP- 00394) […] Assim, encontram-se cabalmente demonstrados nos autos os pontos reveladores da urgente necessidade de decretação da prisão preventiva, consubstanciados na garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal. Segundo o entendimento dos Ministros do STF, a prisão preventiva apenas se justifica se demonstrada a sua real necessidade (HC 90.862/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Eros, DJU de 27/04/2007) com a satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do Código de Processo Penal (HC 92.069/RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 09/11/2007). […] Ademais, infere-se dos autos que os denunciados são integrantes de grupo de extermínio, altamente perigosos na comunidade. Tal prática é coibida pelo nosso ordenamento jurídico, pelo culto à violência, conforme julgados abaixo colacionados. […] Somado ao acima exposto, temos – individualmente - as seguintes considerações dos denunciados, de per si, nos termos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE conforme julgados abaixo colacionados. EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. NECESSIDADE. Prisão preventiva. Decreto suficientemente fundamentado, apoiado em elementos concretos, não em conjecturas. Há indicação da periculosidade do paciente, consubstanciada em intimidação à vítima, a respaldar a necessidade da medida excepcional para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal. Ordem denegada (STF, HC 97047, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 06/10/2009, Dje-204 DIVULG 28- 10/2009 PUBLI 29-10-2009 EMENT VOL-02380-02 PP- 00394) […] Assim, encontram-se cabalmente demonstrados nos autos os pontos reveladores da urgente necessidade de decretação da prisão preventiva, consubstanciados na garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal. Segundo o entendimento dos Ministros do STF, a prisão preventiva apenas se justifica se demonstrada a sua real necessidade (HC 90.862/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Eros, DJU de 27/04/2007) com a satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do Código de Processo Penal (HC 92.069/RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 09/11/2007). […] Ademais, infere-se dos autos que os denunciados são integrantes de grupo de extermínio, altamente perigosos na comunidade. Tal prática é coibida pelo nosso ordenamento jurídico, pelo culto à violência, conforme julgados abaixo colacionados. […] Somado ao acima exposto, temos – individualmente - as seguintes considerações dos denunciados, de per si, nos termos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE do relatório conclusivo da Autoridade Policial: Alexandre Santana Leite (Gordo): é guarda municipal, suspeito de forte envolvimento com negociações de armas de fogo e tráfico de droga ilícita. Alexsandro Vieira Alves (Sandro): é suspeito da prática de homicídios, além de portar, guardar e negociar armas de fogo. Almir Ferreira dos Santos (Almir): é envolvido com a execução material do delito de homicídios, poeta e empresta sua arma de fogo a outros integrantes do grupo. Anderson Bartolomeu de Oliveira (Mago): apresente forte envolvimento com tráfico ilícito de entorpecentes, suspeito de haver executado vários homicídios comercializava armas de fogo, empresta armas a outros integrantes do grupo. André Franklin da silva Ribeiro (Bebeto ou Cocão): Tem relação com a execução de homicídios, comercialização e porte de armas de fogo, inclusive de uso restrito; tráfico de drogas. É irmão de Xande e Cinho detidos na Operação Guararapes. André Luiz Dias de Souza: é envolvido com tráfico de drogas, comércio ilegal de arma de fogo e munições e paradas outras que fazia, possivelmente assaltos. Claudemir Ribeiro Batista (Neguinho): é envolvido com assalto, tráfico ilícito de drogas, e adquire armas para outros integrantes do grupo. Edmário Terto de Andrade (Edmário da Castanha): é empresário do ramo de produtos naturais, suspeito de ser o mandante do homicídio investigado nestes autos, e negociar armas de fogo. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE do relatório conclusivo da Autoridade Policial: Alexandre Santana Leite (Gordo): é guarda municipal, suspeito de forte envolvimento com negociações de armas de fogo e tráfico de droga ilícita. Alexsandro Vieira Alves (Sandro): é suspeito da prática de homicídios, além de portar, guardar e negociar armas de fogo. Almir Ferreira dos Santos (Almir): é envolvido com a execução material do delito de homicídios, poeta e empresta sua arma de fogo a outros integrantes do grupo. Anderson Bartolomeu de Oliveira (Mago): apresente forte envolvimento com tráfico ilícito de entorpecentes, suspeito de haver executado vários homicídios comercializava armas de fogo, empresta armas a outros integrantes do grupo. André Franklin da silva Ribeiro (Bebeto ou Cocão): Tem relação com a execução de homicídios, comercialização e porte de armas de fogo, inclusive de uso restrito; tráfico de drogas. É irmão de Xande e Cinho detidos na Operação Guararapes. André Luiz Dias de Souza: é envolvido com tráfico de drogas, comércio ilegal de arma de fogo e munições e paradas outras que fazia, possivelmente assaltos. Claudemir Ribeiro Batista (Neguinho): é envolvido com assalto, tráfico ilícito de drogas, e adquire armas para outros integrantes do grupo. Edmário Terto de Andrade (Edmário da Castanha): é empresário do ramo de produtos naturais, suspeito de ser o mandante do homicídio investigado nestes autos, e negociar armas de fogo. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE Elias da Paz Alves: Trabalha como segurança, é responsável por aquisição de armas para o grupo; tem participação em homicídios. Elias Terte de Andrade (Castanha): tem ligações com Flávio Brás de Souza, executor material do delito de homicídio apurado nestes autos, ajudando-o financeiramente, sendo ainda envolvido com comércio ilegal de armas de fogo. Flávio Braz de Souza (Lobo Solitário ou Boca de Lata): é suspeito de praticar inúmeros homicídios em Jaboatão dos Guararapes onde é bastante temido, havendo notícia de que ameaçou a mãe da vítima falta destes autos. Flávio da Silva (Flávio): apresenta envolvimento com homicídios, tráfico de drogas, aquisição de arma de fogo para o grupo, além de comercialização ilícita de armas de fogo e munição. Geraldo Antonio dos Santos Filho (GG): guarda armamento (revólver e pistola) em sua residência, emprestando-o a integrantes do grupo para utilização na prática de homicídios. Heleno José do Nascimento Júnior (Júnior Negão): tem ligação com Mercinho do Cajá, por ser policial militar pratica extorsão a comerciantes da área em que atua, usando também da influência policial para liberar integrantes do grupo em blitz e abordagem policial. Fábio José da Silva (Fábio): é policial militar e faz uso da função para extorquir comerciantes da área em que atua, liberando integrantes do bando em blitz e abordagens policiais, suspeito de envolvimento com tráfico de entorpecentes na 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE Elias da Paz Alves: Trabalha como segurança, é responsável por aquisição de armas para o grupo; tem participação em homicídios. Elias Terte de Andrade (Castanha): tem ligações com Flávio Brás de Souza, executor material do delito de homicídio apurado nestes autos, ajudando-o financeiramente, sendo ainda envolvido com comércio ilegal de armas de fogo. Flávio Braz de Souza (Lobo Solitário ou Boca de Lata): é suspeito de praticar inúmeros homicídios em Jaboatão dos Guararapes onde é bastante temido, havendo notícia de que ameaçou a mãe da vítima falta destes autos. Flávio da Silva (Flávio): apresenta envolvimento com homicídios, tráfico de drogas, aquisição de arma de fogo para o grupo, além de comercialização ilícita de armas de fogo e munição. Geraldo Antonio dos Santos Filho (GG): guarda armamento (revólver e pistola) em sua residência, emprestando-o a integrantes do grupo para utilização na prática de homicídios. Heleno José do Nascimento Júnior (Júnior Negão): tem ligação com Mercinho do Cajá, por ser policial militar pratica extorsão a comerciantes da área em que atua, usando também da influência policial para liberar integrantes do grupo em blitz e abordagem policial. Fábio José da Silva (Fábio): é policial militar e faz uso da função para extorquir comerciantes da área em que atua, liberando integrantes do bando em blitz e abordagens policiais, suspeito de envolvimento com tráfico de entorpecentes na 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE companhia de Mercinho. Joab de Lima Alves (JÓ): é executor material de vários homicídios em Jaboatão dos Guararapes. José Cícero de Araújo (Zé Leto): envolvido com o comércio ilícito de arma, tráfico de drogas, e é executor de homicídios. José Eurico dos Santos (Dé): suspeito de praticar homicídios, portar ilegalmente arma de fogo, ocupando posição de destaque no grupo. José Hamilton da Silva Júnior (Júnior do Pina): envolvido com tráfico ilícito de entorpecentes e negociação de arma de fogo. Júnior José de Oliveira (Ubá): tem ligação com o tráfico ilícito de entorpecentes. Alvo da Operação Guararapes estando no momento com mandado de prisão temporária. Luiz Henrique Bezerra da Silva (Playtime): suspeito de envolvimento com grupo de extermínio, além de ter condutas suspeitas de negociar com notas frias, no negócio que mantém com ferro velho, além do contrabando de whisky. Milton Macedo Magalhães de Oliveira Júnior (Topeira): envolvimento acentuado com a prática de delitos de homicídios, tráfico ilícito de entorpecente e negociação ilegal de arma de fogo. Oziel Henrique da Silva (Oziel do Cajá): envolvido com a prática de homicídios e porte ilegal de arma de fogo. Reginaldo Manoel Rufino (Nado): tem forte ligação com Flávio Braz de Souza; suspeito de negociar e portar arma de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE companhia de Mercinho. Joab de Lima Alves (JÓ): é executor material de vários homicídios em Jaboatão dos Guararapes. José Cícero de Araújo (Zé Leto): envolvido com o comércio ilícito de arma, tráfico de drogas, e é executor de homicídios. José Eurico dos Santos (Dé): suspeito de praticar homicídios, portar ilegalmente arma de fogo, ocupando posição de destaque no grupo. José Hamilton da Silva Júnior (Júnior do Pina): envolvido com tráfico ilícito de entorpecentes e negociação de arma de fogo. Júnior José de Oliveira (Ubá): tem ligação com o tráfico ilícito de entorpecentes. Alvo da Operação Guararapes estando no momento com mandado de prisão temporária. Luiz Henrique Bezerra da Silva (Playtime): suspeito de envolvimento com grupo de extermínio, além de ter condutas suspeitas de negociar com notas frias, no negócio que mantém com ferro velho, além do contrabando de whisky. Milton Macedo Magalhães de Oliveira Júnior (Topeira): envolvimento acentuado com a prática de delitos de homicídios, tráfico ilícito de entorpecente e negociação ilegal de arma de fogo. Oziel Henrique da Silva (Oziel do Cajá): envolvido com a prática de homicídios e porte ilegal de arma de fogo. Reginaldo Manoel Rufino (Nado): tem forte ligação com Flávio Braz de Souza; suspeito de negociar e portar arma de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE fogo, guardando armas no interior da residência. Tárcio Soares de Araújo: envolvido com a prática de homicídios e porte ilegal de arma de fogo. Tiago Silva (Tiago): envolvido com a quadrilha traficando entorpecente. Webson Joaquim da Silva (Eb, Pade ou Padre): participação ativo no grupo de execução de homicídios. Wellhington Joaquim da Silva (Leto): é irmão ede Ebson, Mercinho e Wilson, associando com os mesmos e com outros integrantes do bando. Wemerson Joaquim da Silva: é considerado um dos líderes do grupo, exercendo forte influência nos demais integrantes da quadrilha. Wilson Joaquim da Silva (Wilson do Cajá e Wilson do Lava-jato): é irmão de Mercinho, Eb e Leto, e suspeito de executar materialmente homicídios. Zenaldo Luiz da Silva (Lalo): este denunciado é suspeito de ter matado uma pessoa e os parentes da vítima estavam atrás de vingança. Está ameaçado de morte. Mantém contato com Elias, Zé do Cajá e Oziel. Jonas Alexandre da Silva (Barriga): conhecido como matador em Jaboatão dos Guararapes-PE. Renilton Oliveira da Silva (Borete): indícios de haver participado de homicídios com Flávio Brás de Souza. Viviane Ferreira de Oliveira (Viviane e Negona): transporta integrantes do bando para a prática de homicídios. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE fogo, guardando armas no interior da residência. Tárcio Soares de Araújo: envolvido com a prática de homicídios e porte ilegal de arma de fogo. Tiago Silva (Tiago): envolvido com a quadrilha traficando entorpecente. Webson Joaquim da Silva (Eb, Pade ou Padre): participação ativo no grupo de execução de homicídios. Wellhington Joaquim da Silva (Leto): é irmão ede Ebson, Mercinho e Wilson, associando com os mesmos e com outros integrantes do bando. Wemerson Joaquim da Silva: é considerado um dos líderes do grupo, exercendo forte influência nos demais integrantes da quadrilha. Wilson Joaquim da Silva (Wilson do Cajá e Wilson do Lava-jato): é irmão de Mercinho, Eb e Leto, e suspeito de executar materialmente homicídios. Zenaldo Luiz da Silva (Lalo): este denunciado é suspeito de ter matado uma pessoa e os parentes da vítima estavam atrás de vingança. Está ameaçado de morte. Mantém contato com Elias, Zé do Cajá e Oziel. Jonas Alexandre da Silva (Barriga): conhecido como matador em Jaboatão dos Guararapes-PE. Renilton Oliveira da Silva (Borete): indícios de haver participado de homicídios com Flávio Brás de Souza. Viviane Ferreira de Oliveira (Viviane e Negona): transporta integrantes do bando para a prática de homicídios. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE Thiago da Silva Nerio Batista (Thiago Touro): tem vinculação com Dé e indícios de intensa atividade de tráfico de drogas e arma de fogo. Geimison Eduardo da Silva: participação com Flávio Braz em condutas delituosas. Revela grande intimidade com Borete, Sérgio Cascudo, Flávio Braz, João Bora e Bebeto. Jardel José da Silva: envolvimento com Flávio Brás de Souza na prática de homicídios e comércio ilegal de armas de fogo. Adriano Paulino dos Anjos (Zé Colméia): envolvimento com Júnior do Pina e Viviane em vários homicídios. […] Ato contínuo, visando garantir a ordem pública, a paz social, a harmonia das instituições e por conveniência da instrução criminal, associado à prova da materialidade e indícios de autoria do crime apurado nestes autos, com suporte nos artigos 311/312 do Código de Processo Penal, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA DOS DENUNCIADOS.” A prisão preventiva foi reafirmada na sentença de pronúncia. O acórdão impugnado, que entendeu hígidos os fundamentos da prisão preventiva, coaduna-se com o entendimento pacificado nesta Corte, no sentido de que a periculosidade in concreto do agente constitui base fática subsumível à hipótese legal de prisão preventiva para garantia da ordem pública. Deveras, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que “A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE Thiago da Silva Nerio Batista (Thiago Touro): tem vinculação com Dé e indícios de intensa atividade de tráfico de drogas e arma de fogo. Geimison Eduardo da Silva: participação com Flávio Braz em condutas delituosas. Revela grande intimidade com Borete, Sérgio Cascudo, Flávio Braz, João Bora e Bebeto. Jardel José da Silva: envolvimento com Flávio Brás de Souza na prática de homicídios e comércio ilegal de armas de fogo. Adriano Paulino dos Anjos (Zé Colméia): envolvimento com Júnior do Pina e Viviane em vários homicídios. […] Ato contínuo, visando garantir a ordem pública, a paz social, a harmonia das instituições e por conveniência da instrução criminal, associado à prova da materialidade e indícios de autoria do crime apurado nestes autos, com suporte nos artigos 311/312 do Código de Processo Penal, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA DOS DENUNCIADOS.” A prisão preventiva foi reafirmada na sentença de pronúncia. O acórdão impugnado, que entendeu hígidos os fundamentos da prisão preventiva, coaduna-se com o entendimento pacificado nesta Corte, no sentido de que a periculosidade in concreto do agente constitui base fática subsumível à hipótese legal de prisão preventiva para garantia da ordem pública. Deveras, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que “A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva” (HC 95.024/SP, 1ª Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009), valendo mencionar os seguintes precedentes: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO (ART. 121 C/C ART. 14, INCISO II, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. PACIENTE ASSOCIADO A MEMBRO DE EXTENOSA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA (P.C.C.). PERICULOSIDADE IN CONCRETO. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. SENTENÇA DE PRONÚNCIA PROFERIDA. ORDEM DENEGADA. 1. A utilização promíscua do habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário deve ser combatida, sob pena de banalização da garantia constitucional, tanto mais quando não há teratologia a eliminar, como no caso sub judice, em que a prisão preventiva se fez sob fundamento hígido e o alegado excesso de prazo encontra-se superado ante a prolação de sentença de pronúncia. 2. A periculosidade in concreto do paciente pode exurgir do caso concreto, por isso que, in casu, emerge da sua associação a pessoa apontada como integrante de extensa organização criminosa (P.C.C.) na fase de planejamento do delito, legitimando a prisão preventiva como garantia da ordem pública – art. 312 do CPP. 3. O excesso de prazo é possível de superação como in casu, posto já proferida sentença de pronúncia. 4. O habeas corpus concedido em favor de corréu por motivos pessoais não aproveita o outro imputado, máxime quando o mesmo não impugna a validade da prisão preventiva, limitando-se a determinar novo julgamento pelo STJ, ante a ofensa ao princípio do Colegiado, e o outro afronta a custódia cautelar. 5. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 6. Ordem DENEGADA.” [grifei]. (HC 98.290, Relator o 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva” (HC 95.024/SP, 1ª Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009), valendo mencionar os seguintes precedentes: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO (ART. 121 C/C ART. 14, INCISO II, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. PACIENTE ASSOCIADO A MEMBRO DE EXTENOSA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA (P.C.C.). PERICULOSIDADE IN CONCRETO. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. SENTENÇA DE PRONÚNCIA PROFERIDA. ORDEM DENEGADA. 1. A utilização promíscua do habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário deve ser combatida, sob pena de banalização da garantia constitucional, tanto mais quando não há teratologia a eliminar, como no caso sub judice, em que a prisão preventiva se fez sob fundamento hígido e o alegado excesso de prazo encontra-se superado ante a prolação de sentença de pronúncia. 2. A periculosidade in concreto do paciente pode exurgir do caso concreto, por isso que, in casu, emerge da sua associação a pessoa apontada como integrante de extensa organização criminosa (P.C.C.) na fase de planejamento do delito, legitimando a prisão preventiva como garantia da ordem pública – art. 312 do CPP. 3. O excesso de prazo é possível de superação como in casu, posto já proferida sentença de pronúncia. 4. O habeas corpus concedido em favor de corréu por motivos pessoais não aproveita o outro imputado, máxime quando o mesmo não impugna a validade da prisão preventiva, limitando-se a determinar novo julgamento pelo STJ, ante a ofensa ao princípio do Colegiado, e o outro afronta a custódia cautelar. 5. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 6. Ordem DENEGADA.” [grifei]. (HC 98.290, Relator o 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/06/11). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERESTADUAL DE DROGAS E FINANCIAMENTO AO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA MANTENDO A SEGREGAÇÃO CAUTELAR. GARANTIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ENCERRAMENTO DA FASE PROBATÓRIA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REAL POSSIBILIDADE DE FUGA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. FUNÇÃO DE CHEFIA EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGAS: CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, consideradas a quantidade de drogas apreendida e a participação do Paciente em organização criminosa, o exercício de chefia e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, não desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a garantia da instrução criminal não constitui fundamento válido da prisão preventiva do condenado. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, mesmo após a sentença penal, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção. 5. Ordem denegada.” [grifei]. (104.608, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 01/09/11). 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/06/11). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERESTADUAL DE DROGAS E FINANCIAMENTO AO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA MANTENDO A SEGREGAÇÃO CAUTELAR. GARANTIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ENCERRAMENTO DA FASE PROBATÓRIA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REAL POSSIBILIDADE DE FUGA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. FUNÇÃO DE CHEFIA EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGAS: CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, consideradas a quantidade de drogas apreendida e a participação do Paciente em organização criminosa, o exercício de chefia e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, não desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a garantia da instrução criminal não constitui fundamento válido da prisão preventiva do condenado. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, mesmo após a sentença penal, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção. 5. Ordem denegada.” [grifei]. (104.608, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 01/09/11). 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA DA DECISÃO QUE DECRETOU A PRISÃO PREVENTIVA. IMPROCEDÊNCIA. PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITUOSA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. RISCO DE FUGA DO PACIENTE. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM DENEGADA 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, considerada a participação do Paciente em organização criminosa, notadamente o exercício de chefia, e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência, ademais, de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. Ordem denegada.” [grifei]. (HC 102.164, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 24/05/11). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTOS. EXISTÊNCIA. CONDIÇÕES PESSOAIS NÃO IMPEDITIVAS DA PRISÃO CAUTELAR. 1.A decisão que decretou a prisão preventiva não é genérica. A atuação do paciente na organização criminosa está satisfatoriamente explicitada. 2.A custódia cautelar está concretamente fundamentada na circunstância de o paciente integrar organização criminosa habituada ao tráfico de entorpecentes, o que é suficiente à restrição excepcional da liberdade para garantia da ordem pública, considerada a real possibilidade de reiteração em 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA DA DECISÃO QUE DECRETOU A PRISÃO PREVENTIVA. IMPROCEDÊNCIA. PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITUOSA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. RISCO DE FUGA DO PACIENTE. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM DENEGADA 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, considerada a participação do Paciente em organização criminosa, notadamente o exercício de chefia, e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência, ademais, de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. Ordem denegada.” [grifei]. (HC 102.164, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 24/05/11). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTOS. EXISTÊNCIA. CONDIÇÕES PESSOAIS NÃO IMPEDITIVAS DA PRISÃO CAUTELAR. 1.A decisão que decretou a prisão preventiva não é genérica. A atuação do paciente na organização criminosa está satisfatoriamente explicitada. 2.A custódia cautelar está concretamente fundamentada na circunstância de o paciente integrar organização criminosa habituada ao tráfico de entorpecentes, o que é suficiente à restrição excepcional da liberdade para garantia da ordem pública, considerada a real possibilidade de reiteração em 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE crimes da espécie. Precedentes. 3.Condições pessoais [primariedade, bons antecedentes, residência e trabalho fixos] não impedem a decretação da prisão preventiva quando presentes os requisitos do artigo 312 do CPP. Precedentes. Ordem indeferida.” [grifei]. (HC 101.854, Relator o Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 30/04/10). A manifestação ministerial revela que “... a custódia cautelar dos agentes foi decretada com base em elementos de convicção não constantes destes autos, como interceptações telefônicas, relatórios policiais e outras provas colhidas ao longo da instrução criminal, o que impossibilita a correta apreciação sobre os fundamentos dos decretos de prisão em sede de habeas corpus”, de sorte que se há de prestigiar a decisão singular proferida por quem está próximo dos fatos. De mais a mais, ainda consoante o Ministério Público Federal, resta claro nos autos que os réus são acusados, entre outros delitos, de integrarem grupo de extermínio e, em casos análogos, esta Corte já se manifestou no sentido de que, ‘quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o ‘modus operandi’ do suposto crime e a garantia da ordem pública’ (HC 97.688/MG, 1ª Turma, Rel. Min. Ayres Brito, DJe de 27/11/2009). Vislumbro, outrossim, fundamentação idônea para a determinação da custódia por conveniência da instrução criminal na seguinte assertiva do juiz de primeiro grau: “Desta feita, convém ao processo o encarceramento dos mesmos para que a instrução do feito possa fluir com total isenção de receio das testemunhas em terem suas integridades físicas violadas. ‘Trata-se de homens violentos e que agiam na sua maioria 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE crimes da espécie. Precedentes. 3.Condições pessoais [primariedade, bons antecedentes, residência e trabalho fixos] não impedem a decretação da prisão preventiva quando presentes os requisitos do artigo 312 do CPP. Precedentes. Ordem indeferida.” [grifei]. (HC 101.854, Relator o Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 30/04/10). A manifestação ministerial revela que “... a custódia cautelar dos agentes foi decretada com base em elementos de convicção não constantes destes autos, como interceptações telefônicas, relatórios policiais e outras provas colhidas ao longo da instrução criminal, o que impossibilita a correta apreciação sobre os fundamentos dos decretos de prisão em sede de habeas corpus”, de sorte que se há de prestigiar a decisão singular proferida por quem está próximo dos fatos. De mais a mais, ainda consoante o Ministério Público Federal, resta claro nos autos que os réus são acusados, entre outros delitos, de integrarem grupo de extermínio e, em casos análogos, esta Corte já se manifestou no sentido de que, ‘quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o ‘modus operandi’ do suposto crime e a garantia da ordem pública’ (HC 97.688/MG, 1ª Turma, Rel. Min. Ayres Brito, DJe de 27/11/2009). Vislumbro, outrossim, fundamentação idônea para a determinação da custódia por conveniência da instrução criminal na seguinte assertiva do juiz de primeiro grau: “Desta feita, convém ao processo o encarceramento dos mesmos para que a instrução do feito possa fluir com total isenção de receio das testemunhas em terem suas integridades físicas violadas. ‘Trata-se de homens violentos e que agiam na sua maioria 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE armados intimidando os seus moradores...’. Estamos diante de um crime de morte, praticado por integrantes de um estruturado grupo de extermínio, o que por si só já causa temor às testemunhas. A permanência dos acusados em liberdade, poderá impor às testemunhas o império da chamada ‘lei do silêncio’, prejudicando toda a instrução processual.” [grifei] E nem se argumente que os pacientes foram pronunciados e, por essa razão, restaria elidida a necessidade da prisão cautelar por conveniência da instrução criminal. É cediço que o procedimento do júri é dividido em duas partes, o iudicium accusationis e o iudiciu causae, por isso cabe afirmar que as testemunhas arroladas para inquirição na segunda fase – iudicium causae – estão, sim, sujeitas a intimidações. Ex positis, voto no sentido da extinção habeas copus, por ser substitutivo de recurso ordinário, e casso os efeitos da liminar estendidos aos corréus. É como voto. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE armados intimidando os seus moradores...’. Estamos diante de um crime de morte, praticado por integrantes de um estruturado grupo de extermínio, o que por si só já causa temor às testemunhas. A permanência dos acusados em liberdade, poderá impor às testemunhas o império da chamada ‘lei do silêncio’, prejudicando toda a instrução processual.” [grifei] E nem se argumente que os pacientes foram pronunciados e, por essa razão, restaria elidida a necessidade da prisão cautelar por conveniência da instrução criminal. É cediço que o procedimento do júri é dividido em duas partes, o iudicium accusationis e o iudiciu causae, por isso cabe afirmar que as testemunhas arroladas para inquirição na segunda fase – iudicium causae – estão, sim, sujeitas a intimidações. Ex positis, voto no sentido da extinção habeas copus, por ser substitutivo de recurso ordinário, e casso os efeitos da liminar estendidos aos corréus. É como voto. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 30 Esclarecimento 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, apenas um esclarecimento aos Colegas: adotei o mesmo procedimento que adotara na liminar, isso na concessão da ordem aos corréus. A liminar beneficiou os corréus, uma liminar de 2 de maio de 2012. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3483142. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, apenas um esclarecimento aos Colegas: adotei o mesmo procedimento que adotara na liminar, isso na concessão da ordem aos corréus. A liminar beneficiou os corréus, uma liminar de 2 de maio de 2012. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3483142. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 30 Notas para o Voto 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NOTAS PARA O VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço vênia ao eminente Ministro Relator para acompanhar Vossa Excelência porque tenho adotado a mesma linha de compreensão com relação a esses casos que envolvem um grupo nas condições relatadas, agora relembradas por Vossa Excelência. Fico na extinção, sem resolução do mérito, pela inadequação da via eleita. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478797. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NOTAS PARA O VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço vênia ao eminente Ministro Relator para acompanhar Vossa Excelência porque tenho adotado a mesma linha de compreensão com relação a esses casos que envolvem um grupo nas condições relatadas, agora relembradas por Vossa Excelência. Fico na extinção, sem resolução do mérito, pela inadequação da via eleita. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478797. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, também peço vênia ao eminente Relator para acompanhar Vossa Excelência no ponto em que diverge. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493581. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, também peço vênia ao eminente Relator para acompanhar Vossa Excelência no ponto em que diverge. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 30 Explicação 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, na extinção, a decisão é unânime, porque tinha consignado inclusive a evolução para não admitir o substitutivo do habeas corpus. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3482506. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, na extinção, a decisão é unânime, porque tinha consignado inclusive a evolução para não admitir o substitutivo do habeas corpus. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3482506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 30 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.649 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) : JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, com extensão aos corréus, pediu vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 18.12.2012. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, não concedeu a extensão dos efeitos da liminar aos corréus, nos termos do voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Redator para o acórdão e Presidente, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, apenas na concessão da ordem, de ofício, para estender aos demais corréus a liminar anteriormente deferida. 1ª Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482278 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.649 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) : JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, com extensão aos corréus, pediu vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 18.12.2012. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, não concedeu a extensão dos efeitos da liminar aos corréus, nos termos do voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Redator para o acórdão e Presidente, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, apenas na concessão da ordem, de ofício, para estender aos demais corréus a liminar anteriormente deferida. 1ª Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482278 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 30
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2013-02-26T00:00:00
2013-03-25T00:00:00
Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, com extensão aos corréus, pediu vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 18.12.2012. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, não concedeu a extensão dos efeitos da liminar aos corréus, nos termos do voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Redator para o acórdão e Presidente, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, apenas na concessão da ordem, de ofício, para estender aos demais corréus a liminar anteriormente deferida. 1ª Turma, 26.2.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: Constitucional e processual penal. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Competência do Supremo Tribunal Federal. Matéria de direito estrito. Interpretação extensiva. Paradoxo. Homicídios qualificados consumados e tentados, em concurso de pessoas, Quadrilha ou bando e Comércio ilegal de armas. Prisão preventiva para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal. Fundamentação idônea: grupo de extermínio e intimidação a testemunhas. 1. A competência do Supremo Tribunal Federal é tema de direito estrito e, por isso, não deve ser elastecida para abranger hipóteses não previstas na Constituição Federal. 2. A integração a grupo de extermínio, somada ao modus operandi na prática reiterada dos crimes de homicídio qualificado, nas formas tentada e consumada, bando ou quadrilha e comércio ilegal de arma de fogo - artigos 121, § 2º, I e IV, 121, I e IV, c/c os arts. 14, II, e 29 (duas vezes), 288, parágrafo único, do Código Penal, e 17 da Lei n. 10826/2003 - constitui base empírica idônea à decretação da prisão preventiva para garantia da ordem pública, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HCs 95.024, 1ª Turma, Relª. Min. Cármen Lúcia, DJe 20/02/09; 98.290, 1ª Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. p/ o acórdão Min. Luiz Fux, DJe de 21/06/11; e 101.854, 2ª Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 30/04/10, entre outros). 3. A necessidade da custódia cautelar por conveniência da instrução criminal no caso sub judice restou demonstrada, não sendo suficiente para elidi-la a prolação da sentença de pronúncia, sabido que o procedimento do júri é bipartido em iudicium accusationis e iudicium causae, a evidenciar a permanência da intimidação às testemunhas que serão inquiridas na segunda fase do procedimento. 4. In casu, o paciente foi beneficiado com a concessão de liminar cujos efeitos foram estendidos aos corréus, sendo a posteriori absolvido, circunstância essa que não implica desnecessidade da prisão cautelar em relação aos demais membros da organização criminosa. 5. Habeas corpus julgado extinto, por ser substitutivo de recurso ordinário, restando cassados os efeitos da liminar estendidos aos corréus.
sjur226877
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA) HC 95024 (1ªT), HC 98290 (1ªT), HC 104608 (1ªT), HC 102164 (TP), HC 101854 (2ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, ) HC 97688 (1ªT). Número de páginas: 30. Análise: 19/04/2013, SEV. Revisão: 20/05/2013, MMR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
112649
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00014 INC-00002 ART-00029 ART-00121\r\n PAR-00002 INC-00001 INC-00004 ART-00288\r\n PAR-ÚNICO \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n", "LEG-FED LEI-010826 ANO-2003\r\n ART-00017 \r\n ED-2003 ESTATUTO DO DESARMAMENTO" ]
HC
acordaos
HC 112649
[ "" ]
PACTE.(S) : EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) : JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. PARADOXO. HOMICÍDIOS QUALIFICADOS CONSUMADOS E TENTADOS, EM CONCURSO DE PESSOAS, QUADRILHA OU BANDO E COMÉRCIO ILEGAL DE ARMAS. PRISÃO PREVENTIVA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA: GRUPO DE EXTERMÍNIO E INTIMIDAÇÃO A TESTEMUNHAS. 1. A competência do Supremo Tribunal Federal é tema de direito estrito e, por isso, não deve ser elastecida para abranger hipóteses não previstas na Constituição Federal. 2. A integração a grupo de extermínio, somada ao modus operandi na prática reiterada dos crimes de homicídio qualificado, nas formas tentada e consumada, bando ou quadrilha e comércio ilegal de arma de fogo - artigos 121, § 2..., I e IV, 121, I e IV, c/c os arts. 14, II, e 29 (duas vezes), 288, parágrafo único, do Código Penal, e 17 da Lei n. 10826/2003 - constitui base empírica idônea à decretação da prisão preventiva para garantia da ordem pública, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HCs 95.024, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 20/02/09; 98.290, 1... Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. p/ o acórdão Min. Luiz Fux, DJe de 21/06/11; e 101.854, 2... Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 30/04/10, entre outros). 3. A necessidade da custódia cautelar por conveniência da instrução criminal no caso sub judice restou demonstrada, não sendo suficiente para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524464. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 30 Ementa e Acórdão HC 112649 / PE elidi-la a prolação da sentença de pronúncia, sabido que o procedimento do júri é bipartido em iudicium accusationis e iudicium causae, a evidenciar a permanência da intimidação às testemunhas que serão inquiridas na segunda fase do procedimento. 4. In casu, o paciente foi beneficiado com a concessão de liminar cujos efeitos foram estendidos aos corréus, sendo a posteriori absolvido, circunstância essa que não implica desnecessidade da prisão cautelar em relação aos demais membros da organização criminosa. 5. Habeas corpus julgado extinto, por ser substitutivo de recurso ordinário, restando cassados os efeitos da liminar estendidos aos corréus. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, em não conceder a extensão dos efeitos da liminar aos corréus, nos termos do voto do Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, apenas na concessão da ordem, de ofício, para estender aos demais corréus a liminar anteriormente deferida. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. LUIZ FUX – Redator para o Acórdão Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524464. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE elidi-la a prolação da sentença de pronúncia, sabido que o procedimento do júri é bipartido em iudicium accusationis e iudicium causae, a evidenciar a permanência da intimidação às testemunhas que serão inquiridas na segunda fase do procedimento. 4. In casu, o paciente foi beneficiado com a concessão de liminar cujos efeitos foram estendidos aos corréus, sendo a posteriori absolvido, circunstância essa que não implica desnecessidade da prisão cautelar em relação aos demais membros da organização criminosa. 5. Habeas corpus julgado extinto, por ser substitutivo de recurso ordinário, restando cassados os efeitos da liminar estendidos aos corréus. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, em não conceder a extensão dos efeitos da liminar aos corréus, nos termos do voto do Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, apenas na concessão da ordem, de ofício, para estender aos demais corréus a liminar anteriormente deferida. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. LUIZ FUX – Redator para o Acórdão Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524464. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 30 Relatório HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as seguintes informações: Tem este teor a decisão mediante a qual Vossa Excelência deferiu a liminar em favor do paciente, Edmário Terto de Andrade: PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – HABEAS CORPUS – LIMINAR DEFERIDA. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: O paciente foi preso temporariamente, em 20 de maio de 2010, e denunciado pela prática de um homicídio qualificado e pela tentativa de outro, também na forma qualificada, ambos praticados em concurso de agentes, bem como pelo cometimento dos crimes de quadrilha armada e comércio ilegal de arma de fogo. Ao receber a denúncia em 16 de junho de 2010, o Juízo da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes, Estado de Pernambuco, converteu a custódia temporária em preventiva. Segundo consignou, a materialidade e a autoria estavam suficientemente baseadas nos laudos da perícia e nas transcrições das interceptações Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Supremo Tribunal Federal HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as seguintes informações: Tem este teor a decisão mediante a qual Vossa Excelência deferiu a liminar em favor do paciente, Edmário Terto de Andrade: PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – HABEAS CORPUS – LIMINAR DEFERIDA. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: O paciente foi preso temporariamente, em 20 de maio de 2010, e denunciado pela prática de um homicídio qualificado e pela tentativa de outro, também na forma qualificada, ambos praticados em concurso de agentes, bem como pelo cometimento dos crimes de quadrilha armada e comércio ilegal de arma de fogo. Ao receber a denúncia em 16 de junho de 2010, o Juízo da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes, Estado de Pernambuco, converteu a custódia temporária em preventiva. Segundo consignou, a materialidade e a autoria estavam suficientemente baseadas nos laudos da perícia e nas transcrições das interceptações Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 30 Relatório HC 112.649 / PE telefônicas realizadas no decorrer dos cinco meses de investigação. Assinalou que o modo como operava o grupo de extermínio evidencia a periculosidade dos integrantes da quadrilha, ante os indícios de serem homens violentos, andarem armados e intimidarem os moradores da região, causando temor às testemunhas, perigo à ordem pública e risco à aplicação da lei penal. Destacou a existência de elementos a indicar o paciente como mandante e negociante de armas de fogo. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco indeferiu o habeas formalizado. Consoante assentou, o depoimento da empregada doméstica do paciente assim como as interceptações telefônicas efetuadas comprovavam a periculosidade, apontando-o como integrante de grupo de extermínio temido na comunidade. O Superior Tribunal de Justiça não acolheu o pedido de liberdade provisória. Entendeu estar a custódia cautelar devidamente fundamentada na garantia da ordem pública, da aplicação da lei penal e na conveniência da produção probatória. Considerou que o fim da instrução não afasta a necessidade da prisão por conveniência da instrução, pois é bifásico o procedimento do Tribunal do Júri. Neste habeas, o impetrante sustenta ser o paciente primário, de bons antecedentes, possuir residência fixa e ocupação lícita. Assevera que as provas produzidas durante a instrução não demonstraram qualquer participação nos fatos imputados. Aponta ofensa ao princípio da presunção da não culpabilidade e aduz não haver mais os motivos ensejadores da prisão preventiva. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Supremo Tribunal Federal HC 112.649 / PE telefônicas realizadas no decorrer dos cinco meses de investigação. Assinalou que o modo como operava o grupo de extermínio evidencia a periculosidade dos integrantes da quadrilha, ante os indícios de serem homens violentos, andarem armados e intimidarem os moradores da região, causando temor às testemunhas, perigo à ordem pública e risco à aplicação da lei penal. Destacou a existência de elementos a indicar o paciente como mandante e negociante de armas de fogo. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco indeferiu o habeas formalizado. Consoante assentou, o depoimento da empregada doméstica do paciente assim como as interceptações telefônicas efetuadas comprovavam a periculosidade, apontando-o como integrante de grupo de extermínio temido na comunidade. O Superior Tribunal de Justiça não acolheu o pedido de liberdade provisória. Entendeu estar a custódia cautelar devidamente fundamentada na garantia da ordem pública, da aplicação da lei penal e na conveniência da produção probatória. Considerou que o fim da instrução não afasta a necessidade da prisão por conveniência da instrução, pois é bifásico o procedimento do Tribunal do Júri. Neste habeas, o impetrante sustenta ser o paciente primário, de bons antecedentes, possuir residência fixa e ocupação lícita. Assevera que as provas produzidas durante a instrução não demonstraram qualquer participação nos fatos imputados. Aponta ofensa ao princípio da presunção da não culpabilidade e aduz não haver mais os motivos ensejadores da prisão preventiva. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 30 Relatório HC 112.649 / PE Requer a aplicação de medidas cautelares diversas da preventiva, presentes os artigos 319 e 321 do Código de Processo Penal. No mérito, busca a confirmação da providência. O habeas está concluso para apreciação do pleito de concessão de liminar. [...] Mediante sucessivas decisões, Vossa Excelência estendeu os efeitos da medida acauteladora a diversos corréus, a saber: em 24 de maio de 2012, a Elias Terto de Andrade; em 2 de junho de 2012, a mais 16 denunciados; em 30 de junho de 2012, a Fábio José da Silva; em 14 de setembro de 2012, a outros 13 acusados. Nesta última, Vossa Excelência implementou a providência acauteladora aos demais acusados também alcançados pelo ato de constrição, Claudemir Ribeiro Batista, Joab de Lima Alves, Zenaldo Luiz da Silva, Heleno José do Nascimento Júnior, Renilton Oliveira da Silva e Jeimisson Eduardo da Silva. Por meio da Petição n 58.315/2012/Supremo Tribunal Federal, os impetrantes, os Doutores João Vieira Neto e Bianca Serrano, noticiam a superveniência, em 5 de novembro de 2012, da absolvição do corréu Elias Terto de Andrade pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes/PE. Requerem o prosseguimento da apreciação da ordem no tocante ao paciente. A Procuradoria Geral da República, no parecer, informa que consulta ao andamento processual da Ação Penal n 0007869-15.2010.8.17.0810 revelou a absolvição do “paciente” pelo Júri Popular, razão pela qual a impetração teria perdido o objeto. Quanto ao mérito, justificando a necessidade da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Supremo Tribunal Federal HC 112.649 / PE Requer a aplicação de medidas cautelares diversas da preventiva, presentes os artigos 319 e 321 do Código de Processo Penal. No mérito, busca a confirmação da providência. O habeas está concluso para apreciação do pleito de concessão de liminar. [...] Mediante sucessivas decisões, Vossa Excelência estendeu os efeitos da medida acauteladora a diversos corréus, a saber: em 24 de maio de 2012, a Elias Terto de Andrade; em 2 de junho de 2012, a mais 16 denunciados; em 30 de junho de 2012, a Fábio José da Silva; em 14 de setembro de 2012, a outros 13 acusados. Nesta última, Vossa Excelência implementou a providência acauteladora aos demais acusados também alcançados pelo ato de constrição, Claudemir Ribeiro Batista, Joab de Lima Alves, Zenaldo Luiz da Silva, Heleno José do Nascimento Júnior, Renilton Oliveira da Silva e Jeimisson Eduardo da Silva. Por meio da Petição n 58.315/2012/Supremo Tribunal Federal, os impetrantes, os Doutores João Vieira Neto e Bianca Serrano, noticiam a superveniência, em 5 de novembro de 2012, da absolvição do corréu Elias Terto de Andrade pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes/PE. Requerem o prosseguimento da apreciação da ordem no tocante ao paciente. A Procuradoria Geral da República, no parecer, informa que consulta ao andamento processual da Ação Penal n 0007869-15.2010.8.17.0810 revelou a absolvição do “paciente” pelo Júri Popular, razão pela qual a impetração teria perdido o objeto. Quanto ao mérito, justificando a necessidade da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 30 Relatório HC 112.649 / PE manutenção da custódia, transcreve os fundamentos do ato originário que implicara a prisão preventiva e da sentença de pronúncia. Opina pelo não conhecimento da ordem. Caso conhecida, preconiza o indeferimento do habeas. Os impetrantes, por meio da Petição n 58.489/2012/Supremo Tribunal Federal, de 9 de dezembro de 2012, apontam equívoco na manifestação do Ministério Público Federal quanto à suposta perda de objeto da impetração, porquanto absolvido no Tribunal do Júri o corréu Elias Terto de Andrade, irmão do paciente, Edmário Terto de Andrade. Informam haverem sido impronunciados os corréus Renilton Oliveira da Silva e Geimisson Eduardo da Silva. Pugnam pela manutenção da decisão liminar e pelo deferimento da ordem. O processo está aparelhado para apreciação de mérito. Lancei visto no processo em 15 de dezembro de 2012, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Supremo Tribunal Federal HC 112.649 / PE manutenção da custódia, transcreve os fundamentos do ato originário que implicara a prisão preventiva e da sentença de pronúncia. Opina pelo não conhecimento da ordem. Caso conhecida, preconiza o indeferimento do habeas. Os impetrantes, por meio da Petição n 58.489/2012/Supremo Tribunal Federal, de 9 de dezembro de 2012, apontam equívoco na manifestação do Ministério Público Federal quanto à suposta perda de objeto da impetração, porquanto absolvido no Tribunal do Júri o corréu Elias Terto de Andrade, irmão do paciente, Edmário Terto de Andrade. Informam haverem sido impronunciados os corréus Renilton Oliveira da Silva e Geimisson Eduardo da Silva. Pugnam pela manutenção da decisão liminar e pelo deferimento da ordem. O processo está aparelhado para apreciação de mérito. Lancei visto no processo em 15 de dezembro de 2012, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 30 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo inadequado. Valho-me do que tenho consignado a respeito: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus – este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Supremo Tribunal Federal HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo inadequado. Valho-me do que tenho consignado a respeito: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus – este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 30 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112.649 / PE artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira – na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Supremo Tribunal Federal HC 112.649 / PE artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira – na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 30 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112.649 / PE prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. No mais, torno definitiva, concedendo a ordem de ofício, a liminar deferida. Na oportunidade, assentei: 2. As premissas lançadas na decisão atinente à prisão preventiva não encontram apoio no arcabouço jurídico. Após remeter à materialidade e aos indícios, apontando-os demonstrados, o Juízo fez alusão à credibilidade da Justiça bem como à necessidade de acautelar o meio social. A base mostrou- se a gravidade da prática delituosa e a repercussão havida. No tocante à preservação da ordem pública, simples imputação não serve, ante o princípio da não culpabilidade, a respaldar a preventiva. Também é neutra a óptica concernente ao respeito à Justiça e à repercussão de eventuais delitos cometidos. Sob o ângulo do enquadramento do crime como hediondo, deve-se levar em conta ainda que não ocorreu a prisão em flagrante. Quanto à menção às testemunhas, a incolumidade destas foi referida a partir da suposição de existir possibilidade de impor-se a lei do silêncio. Em momento algum, ficou revelado ato concreto dirigido a embaralhar a instrução processual. 3. Defiro a liminar pleiteada. Expeçam alvará de soltura a ser cumprido com as cautelas próprias: caso o paciente não esteja sob custódia por motivo diverso do retratado na decisão proferida pelo Juízo da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes no Processo NPU0007869- 15.2010.8.17.0810. Advirtam-no da necessidade de permanecer no distrito da culpa, atendendo aos chamamentos judiciais. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Supremo Tribunal Federal HC 112.649 / PE prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. No mais, torno definitiva, concedendo a ordem de ofício, a liminar deferida. Na oportunidade, assentei: 2. As premissas lançadas na decisão atinente à prisão preventiva não encontram apoio no arcabouço jurídico. Após remeter à materialidade e aos indícios, apontando-os demonstrados, o Juízo fez alusão à credibilidade da Justiça bem como à necessidade de acautelar o meio social. A base mostrou- se a gravidade da prática delituosa e a repercussão havida. No tocante à preservação da ordem pública, simples imputação não serve, ante o princípio da não culpabilidade, a respaldar a preventiva. Também é neutra a óptica concernente ao respeito à Justiça e à repercussão de eventuais delitos cometidos. Sob o ângulo do enquadramento do crime como hediondo, deve-se levar em conta ainda que não ocorreu a prisão em flagrante. Quanto à menção às testemunhas, a incolumidade destas foi referida a partir da suposição de existir possibilidade de impor-se a lei do silêncio. Em momento algum, ficou revelado ato concreto dirigido a embaralhar a instrução processual. 3. Defiro a liminar pleiteada. Expeçam alvará de soltura a ser cumprido com as cautelas próprias: caso o paciente não esteja sob custódia por motivo diverso do retratado na decisão proferida pelo Juízo da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes no Processo NPU0007869- 15.2010.8.17.0810. Advirtam-no da necessidade de permanecer no distrito da culpa, atendendo aos chamamentos judiciais. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 30 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112.649 / PE Tal como o fiz anteriormente, estendo a concessão da ordem aos corréus, a saber: Adriano Paulino dos Anjos, Alexandre Santana Leite, Alexsandro Vieira Alves, Almir Ferreira dos Santos, Anderson Bartolomeu de Oliveira, André Franklin da Silva Ribeiro, André Luiz Dias de Souza, Claudemir Ribeiro Batista, Elias da Paz Alves, Elias Terto de Andrade, Fábio José da Silva, Flávio Braz de Souza, Flávio da Silva, Geimisson Eduardo da Silva, Geraldo Antônio dos Santos Filho, Heleno José do Nascimento Júnior, Jardel José da Silva, Joab de Lima Alves, Jonas Alexandre da Silva, José Cícero de Araújo, José Eurico dos Santos, José Hamilton da Silva Júnior, Júnior José de Oliveira, Luiz Henrique Bezerra da Silva, Milton Macedo Magalhães de Oliveira Júnior, Oziel Henrique da Silva, Reginaldo Manoel Rufino, Renilton Oliveira da Silva, Tárcio Soares de Araújo, Thiago da Silva Nerio Batista, Tiago Silva, Viviane Ferreira de Oliveira, Webson Joaquim da Silva, Wellington Joaquim da Silva, Wemerson Joaquim da Silva, Wilson Joaquim da Silva e Zenaldo Luiz da Silva. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Supremo Tribunal Federal HC 112.649 / PE Tal como o fiz anteriormente, estendo a concessão da ordem aos corréus, a saber: Adriano Paulino dos Anjos, Alexandre Santana Leite, Alexsandro Vieira Alves, Almir Ferreira dos Santos, Anderson Bartolomeu de Oliveira, André Franklin da Silva Ribeiro, André Luiz Dias de Souza, Claudemir Ribeiro Batista, Elias da Paz Alves, Elias Terto de Andrade, Fábio José da Silva, Flávio Braz de Souza, Flávio da Silva, Geimisson Eduardo da Silva, Geraldo Antônio dos Santos Filho, Heleno José do Nascimento Júnior, Jardel José da Silva, Joab de Lima Alves, Jonas Alexandre da Silva, José Cícero de Araújo, José Eurico dos Santos, José Hamilton da Silva Júnior, Júnior José de Oliveira, Luiz Henrique Bezerra da Silva, Milton Macedo Magalhães de Oliveira Júnior, Oziel Henrique da Silva, Reginaldo Manoel Rufino, Renilton Oliveira da Silva, Tárcio Soares de Araújo, Thiago da Silva Nerio Batista, Tiago Silva, Viviane Ferreira de Oliveira, Webson Joaquim da Silva, Wellington Joaquim da Silva, Wemerson Joaquim da Silva, Wilson Joaquim da Silva e Zenaldo Luiz da Silva. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254606. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 30 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.649 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) : JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, com extensão aos corréus, pediu vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 18.12.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3406971 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.649 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) : JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, com extensão aos corréus, pediu vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 18.12.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3406971 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 30 Voto Vista 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO V O T O – V I S T A O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX: O julgamento do presente writ iniciou-se em 18/12/2012, oportunidade em que o Ministro MARCO AURÉLIO, Relator, votou no sentido da inadequação do HC como substitutivo do recurso cabível, mas, de ofício, tornou definitiva a liminar que revogara a prisão preventiva do paciente e cujos efeitos estendera aos corréus. Pedi vista dos autos ao ler o ponto do parecer ministerial a que se refere a grupo de extermínio, circunstância que, prima facie, vislumbrei como justificadora da prisão preventiva em prol da garantia da ordem pública, considerada a periculosidade in concreto dos membros do grupo. A análise dos autos confirma a perplexidade que me fez sobrestar o andamento do feito. O paciente e 37 (trinta e sete) corréus foram denunciados e pronunciados pelos crimes tipificados nos artigos 121, § 2..., I e IV, 121, I e IV, c/c os arts. 14, II, e 29 (duas vezes), 288, parágrafo único, do Código Penal, e 17 da Lei n. 10826/2003 (homicídio duplamente qualificado, consumado e na forma tentada, em concurso de agentes, formação quadrilha e comércio ilegal de arma de fogo), sendo certo que as imputações resultaram das investigações deflagradas na “Operação Guararapes II”. Anote-se ab initio que o paciente restou absolvido pelo Tribunal do Júri, em 05/11/2012, o que torna prejudicada a impetração quanto a ele, por isso a análise dos fundamentos da prisão cautelar e de sua confirmação na sentença de pronúncia deve ater-se à situação processual dos corréus beneficiados com a extensão dos efeitos da cautelar deferida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO V O T O – V I S T A O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX: O julgamento do presente writ iniciou-se em 18/12/2012, oportunidade em que o Ministro MARCO AURÉLIO, Relator, votou no sentido da inadequação do HC como substitutivo do recurso cabível, mas, de ofício, tornou definitiva a liminar que revogara a prisão preventiva do paciente e cujos efeitos estendera aos corréus. Pedi vista dos autos ao ler o ponto do parecer ministerial a que se refere a grupo de extermínio, circunstância que, prima facie, vislumbrei como justificadora da prisão preventiva em prol da garantia da ordem pública, considerada a periculosidade in concreto dos membros do grupo. A análise dos autos confirma a perplexidade que me fez sobrestar o andamento do feito. O paciente e 37 (trinta e sete) corréus foram denunciados e pronunciados pelos crimes tipificados nos artigos 121, § 2..., I e IV, 121, I e IV, c/c os arts. 14, II, e 29 (duas vezes), 288, parágrafo único, do Código Penal, e 17 da Lei n. 10826/2003 (homicídio duplamente qualificado, consumado e na forma tentada, em concurso de agentes, formação quadrilha e comércio ilegal de arma de fogo), sendo certo que as imputações resultaram das investigações deflagradas na “Operação Guararapes II”. Anote-se ab initio que o paciente restou absolvido pelo Tribunal do Júri, em 05/11/2012, o que torna prejudicada a impetração quanto a ele, por isso a análise dos fundamentos da prisão cautelar e de sua confirmação na sentença de pronúncia deve ater-se à situação processual dos corréus beneficiados com a extensão dos efeitos da cautelar deferida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE O Juiz, ao receber a denúncia, determinou, em 16/07/2010, a prisão preventiva, verbis: “(...) 13 – Passo a analisar agora, separadamente, o pedido de prisão preventiva representado pela Autoridade Policial em seu relatório, bem como, formulado pelo Ministério Público em sua peça acusatória. Nos termos dos artigos 311 e seguintes do Código de Processo Penal em vigor temos que a prisão preventiva subordina-se a pressupostos, que são dois, e a condições, que são quatro, onde uma destas, ao menos uma, deve coexistir com aqueles dois. Os pressupostos são ‘prova da existência do crime’ ou materialidade delitiva e ‘indícios suficientes de autoria’. In casu, a materialidade delitiva encontra-se bastante e suficientemente comprovada, mormente pelo Laudo de Perícia Tanatoscópica e Traumatológica constante dos autos. Quanto aos indícios de autoria delitiva, inegável que os mesmos encontram-se claramente delineados nas transcrições das ligações telefônicas carreadas nos autos, cautelosamente individualizadas no vasto relatório da Autoridade Policial. Analiso agora as condições ou circunstâncias, quais sejam: ‘garantia da ordem pública’; ‘garantia da ordem econômica’ ‘conveniência da instrução criminal’ ou ‘assegurar a aplicação da lei penal’. O conceito de ordem pública não está circunscrito ao de constituir fundamento necessário para se prevenir a reprodução de fatos criminosos, mas também engloba a ideia de acautelar o meio social e a própria credibilidade da justiça, em face da gravidade do crime e de sua repercussão. Repousa, principalmente, na necessidade de ser mantida a tranquilidade pública e assegurar a noção de que o ordenamento jurídico há de ser respeitado para que possa reinar a segurança no meio social. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE O Juiz, ao receber a denúncia, determinou, em 16/07/2010, a prisão preventiva, verbis: “(...) 13 – Passo a analisar agora, separadamente, o pedido de prisão preventiva representado pela Autoridade Policial em seu relatório, bem como, formulado pelo Ministério Público em sua peça acusatória. Nos termos dos artigos 311 e seguintes do Código de Processo Penal em vigor temos que a prisão preventiva subordina-se a pressupostos, que são dois, e a condições, que são quatro, onde uma destas, ao menos uma, deve coexistir com aqueles dois. Os pressupostos são ‘prova da existência do crime’ ou materialidade delitiva e ‘indícios suficientes de autoria’. In casu, a materialidade delitiva encontra-se bastante e suficientemente comprovada, mormente pelo Laudo de Perícia Tanatoscópica e Traumatológica constante dos autos. Quanto aos indícios de autoria delitiva, inegável que os mesmos encontram-se claramente delineados nas transcrições das ligações telefônicas carreadas nos autos, cautelosamente individualizadas no vasto relatório da Autoridade Policial. Analiso agora as condições ou circunstâncias, quais sejam: ‘garantia da ordem pública’; ‘garantia da ordem econômica’ ‘conveniência da instrução criminal’ ou ‘assegurar a aplicação da lei penal’. O conceito de ordem pública não está circunscrito ao de constituir fundamento necessário para se prevenir a reprodução de fatos criminosos, mas também engloba a ideia de acautelar o meio social e a própria credibilidade da justiça, em face da gravidade do crime e de sua repercussão. Repousa, principalmente, na necessidade de ser mantida a tranquilidade pública e assegurar a noção de que o ordenamento jurídico há de ser respeitado para que possa reinar a segurança no meio social. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE A magnitude da lesão causada com o cometimento do crime de homicídio qualificado, com repercussões na ordem pública tais quais as refletidas nos presentes autos, são causas ensejadoras do decreto de prisão preventiva, nos termos do preceito que se amolda ao previsto no Código de Processo Penal. Segundo a Autoridade Policial, em seu relatório conclusivo, a Operação Guararapes II – Cadastrada pelo Serviço de Inteligência da Polícia Civil como ZONA AZUL, ‘’... gerou grande repercussão na comunidade, ocasionando um sentimento de segurança com a prisão de várias pessoas conhecidas na localidade de Prazeres em especial como infratores da lei’. Trata-se de homens violentos e que agiam na sua maioria armados intimidando os seus moradores, cabendo ao Judiciário determinar o recolhimento destes agentes que deixam claro nas suas conversas a vida que levam dedicada ao crime e ao terror imposto aos seus desafetos’. [grifei] CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL: O modus operandi do grupo de extermínio nestes autos demonstra a periculosidade dos acusados, pondo consequentemente em risco o afloramento da verdade real dos fatos perante a justiça. Desta feita, convém ao processo o encarceramento dos mesmos para que a instrução do feito possa fluir com total isenção de receio das testemunhas em terem suas integridades físicas violadas. ‘Trata-se de homens violentos e que agiam na sua maioria armados intimidando os seus moradores...’. Estamos diante de um crime de morte, praticado por integrantes de um estruturado grupo de extermínio, o que por si só já causa temor às testemunhas. A permanência dos acusados em liberdade, poderá impor às testemunhas o império da chamada ‘lei do silêncio’, prejudicando toda a instrução processual. [grifei] Os Tribunais Superiores firmaram entendimento de que, nesses casos, faz-se necessária as suas custódias preventivas, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE A magnitude da lesão causada com o cometimento do crime de homicídio qualificado, com repercussões na ordem pública tais quais as refletidas nos presentes autos, são causas ensejadoras do decreto de prisão preventiva, nos termos do preceito que se amolda ao previsto no Código de Processo Penal. Segundo a Autoridade Policial, em seu relatório conclusivo, a Operação Guararapes II – Cadastrada pelo Serviço de Inteligência da Polícia Civil como ZONA AZUL, ‘’... gerou grande repercussão na comunidade, ocasionando um sentimento de segurança com a prisão de várias pessoas conhecidas na localidade de Prazeres em especial como infratores da lei’. Trata-se de homens violentos e que agiam na sua maioria armados intimidando os seus moradores, cabendo ao Judiciário determinar o recolhimento destes agentes que deixam claro nas suas conversas a vida que levam dedicada ao crime e ao terror imposto aos seus desafetos’. [grifei] CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL: O modus operandi do grupo de extermínio nestes autos demonstra a periculosidade dos acusados, pondo consequentemente em risco o afloramento da verdade real dos fatos perante a justiça. Desta feita, convém ao processo o encarceramento dos mesmos para que a instrução do feito possa fluir com total isenção de receio das testemunhas em terem suas integridades físicas violadas. ‘Trata-se de homens violentos e que agiam na sua maioria armados intimidando os seus moradores...’. Estamos diante de um crime de morte, praticado por integrantes de um estruturado grupo de extermínio, o que por si só já causa temor às testemunhas. A permanência dos acusados em liberdade, poderá impor às testemunhas o império da chamada ‘lei do silêncio’, prejudicando toda a instrução processual. [grifei] Os Tribunais Superiores firmaram entendimento de que, nesses casos, faz-se necessária as suas custódias preventivas, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE conforme julgados abaixo colacionados. EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. NECESSIDADE. Prisão preventiva. Decreto suficientemente fundamentado, apoiado em elementos concretos, não em conjecturas. Há indicação da periculosidade do paciente, consubstanciada em intimidação à vítima, a respaldar a necessidade da medida excepcional para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal. Ordem denegada (Supremo Tribunal Federal, HC 97047, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 06/10/2009, Dje-204 DIVULG 28- 10/2009 PUBLI 29-10-2009 EMENT VOL-02380-02 PP- 00394) […] Assim, encontram-se cabalmente demonstrados nos autos os pontos reveladores da urgente necessidade de decretação da prisão preventiva, consubstanciados na garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal. Segundo o entendimento dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, a prisão preventiva apenas se justifica se demonstrada a sua real necessidade (HC 90.862/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Eros, DJU de 27/04/2007) com a satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do Código de Processo Penal (HC 92.069/RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 09/11/2007). […] Ademais, infere-se dos autos que os denunciados são integrantes de grupo de extermínio, altamente perigosos na comunidade. Tal prática é coibida pelo nosso ordenamento jurídico, pelo culto à violência, conforme julgados abaixo colacionados. […] Somado ao acima exposto, temos – individualmente - as seguintes considerações dos denunciados, de per si, nos termos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE conforme julgados abaixo colacionados. EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. NECESSIDADE. Prisão preventiva. Decreto suficientemente fundamentado, apoiado em elementos concretos, não em conjecturas. Há indicação da periculosidade do paciente, consubstanciada em intimidação à vítima, a respaldar a necessidade da medida excepcional para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal. Ordem denegada (Supremo Tribunal Federal, HC 97047, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 06/10/2009, Dje-204 DIVULG 28- 10/2009 PUBLI 29-10-2009 EMENT VOL-02380-02 PP- 00394) […] Assim, encontram-se cabalmente demonstrados nos autos os pontos reveladores da urgente necessidade de decretação da prisão preventiva, consubstanciados na garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal. Segundo o entendimento dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, a prisão preventiva apenas se justifica se demonstrada a sua real necessidade (HC 90.862/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Eros, DJU de 27/04/2007) com a satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do Código de Processo Penal (HC 92.069/RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 09/11/2007). […] Ademais, infere-se dos autos que os denunciados são integrantes de grupo de extermínio, altamente perigosos na comunidade. Tal prática é coibida pelo nosso ordenamento jurídico, pelo culto à violência, conforme julgados abaixo colacionados. […] Somado ao acima exposto, temos – individualmente - as seguintes considerações dos denunciados, de per si, nos termos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE do relatório conclusivo da Autoridade Policial: Alexandre Santana Leite (Gordo): é guarda municipal, suspeito de forte envolvimento com negociações de armas de fogo e tráfico de droga ilícita. Alexsandro Vieira Alves (Sandro): é suspeito da prática de homicídios, além de portar, guardar e negociar armas de fogo. Almir Ferreira dos Santos (Almir): é envolvido com a execução material do delito de homicídios, poeta e empresta sua arma de fogo a outros integrantes do grupo. Anderson Bartolomeu de Oliveira (Mago): apresente forte envolvimento com tráfico ilícito de entorpecentes, suspeito de haver executado vários homicídios comercializava armas de fogo, empresta armas a outros integrantes do grupo. André Franklin da silva Ribeiro (Bebeto ou Cocão): Tem relação com a execução de homicídios, comercialização e porte de armas de fogo, inclusive de uso restrito; tráfico de drogas. É irmão de Xande e Cinho detidos na Operação Guararapes. André Luiz Dias de Souza: é envolvido com tráfico de drogas, comércio ilegal de arma de fogo e munições e paradas outras que fazia, possivelmente assaltos. Claudemir Ribeiro Batista (Neguinho): é envolvido com assalto, tráfico ilícito de drogas, e adquire armas para outros integrantes do grupo. Edmário Terto de Andrade (Edmário da Castanha): é empresário do ramo de produtos naturais, suspeito de ser o mandante do homicídio investigado nestes autos, e negociar armas de fogo. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE do relatório conclusivo da Autoridade Policial: Alexandre Santana Leite (Gordo): é guarda municipal, suspeito de forte envolvimento com negociações de armas de fogo e tráfico de droga ilícita. Alexsandro Vieira Alves (Sandro): é suspeito da prática de homicídios, além de portar, guardar e negociar armas de fogo. Almir Ferreira dos Santos (Almir): é envolvido com a execução material do delito de homicídios, poeta e empresta sua arma de fogo a outros integrantes do grupo. Anderson Bartolomeu de Oliveira (Mago): apresente forte envolvimento com tráfico ilícito de entorpecentes, suspeito de haver executado vários homicídios comercializava armas de fogo, empresta armas a outros integrantes do grupo. André Franklin da silva Ribeiro (Bebeto ou Cocão): Tem relação com a execução de homicídios, comercialização e porte de armas de fogo, inclusive de uso restrito; tráfico de drogas. É irmão de Xande e Cinho detidos na Operação Guararapes. André Luiz Dias de Souza: é envolvido com tráfico de drogas, comércio ilegal de arma de fogo e munições e paradas outras que fazia, possivelmente assaltos. Claudemir Ribeiro Batista (Neguinho): é envolvido com assalto, tráfico ilícito de drogas, e adquire armas para outros integrantes do grupo. Edmário Terto de Andrade (Edmário da Castanha): é empresário do ramo de produtos naturais, suspeito de ser o mandante do homicídio investigado nestes autos, e negociar armas de fogo. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE Elias da Paz Alves: Trabalha como segurança, é responsável por aquisição de armas para o grupo; tem participação em homicídios. Elias Terte de Andrade (Castanha): tem ligações com Flávio Brás de Souza, executor material do delito de homicídio apurado nestes autos, ajudando-o financeiramente, sendo ainda envolvido com comércio ilegal de armas de fogo. Flávio Braz de Souza (Lobo Solitário ou Boca de Lata): é suspeito de praticar inúmeros homicídios em Jaboatão dos Guararapes onde é bastante temido, havendo notícia de que ameaçou a mãe da vítima falta destes autos. Flávio da Silva (Flávio): apresenta envolvimento com homicídios, tráfico de drogas, aquisição de arma de fogo para o grupo, além de comercialização ilícita de armas de fogo e munição. Geraldo Antonio dos Santos Filho (GG): guarda armamento (revólver e pistola) em sua residência, emprestando-o a integrantes do grupo para utilização na prática de homicídios. Heleno José do Nascimento Júnior (Júnior Negão): tem ligação com Mercinho do Cajá, por ser policial militar pratica extorsão a comerciantes da área em que atua, usando também da influência policial para liberar integrantes do grupo em blitz e abordagem policial. Fábio José da Silva (Fábio): é policial militar e faz uso da função para extorquir comerciantes da área em que atua, liberando integrantes do bando em blitz e abordagens policiais, suspeito de envolvimento com tráfico de entorpecentes na 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE Elias da Paz Alves: Trabalha como segurança, é responsável por aquisição de armas para o grupo; tem participação em homicídios. Elias Terte de Andrade (Castanha): tem ligações com Flávio Brás de Souza, executor material do delito de homicídio apurado nestes autos, ajudando-o financeiramente, sendo ainda envolvido com comércio ilegal de armas de fogo. Flávio Braz de Souza (Lobo Solitário ou Boca de Lata): é suspeito de praticar inúmeros homicídios em Jaboatão dos Guararapes onde é bastante temido, havendo notícia de que ameaçou a mãe da vítima falta destes autos. Flávio da Silva (Flávio): apresenta envolvimento com homicídios, tráfico de drogas, aquisição de arma de fogo para o grupo, além de comercialização ilícita de armas de fogo e munição. Geraldo Antonio dos Santos Filho (GG): guarda armamento (revólver e pistola) em sua residência, emprestando-o a integrantes do grupo para utilização na prática de homicídios. Heleno José do Nascimento Júnior (Júnior Negão): tem ligação com Mercinho do Cajá, por ser policial militar pratica extorsão a comerciantes da área em que atua, usando também da influência policial para liberar integrantes do grupo em blitz e abordagem policial. Fábio José da Silva (Fábio): é policial militar e faz uso da função para extorquir comerciantes da área em que atua, liberando integrantes do bando em blitz e abordagens policiais, suspeito de envolvimento com tráfico de entorpecentes na 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE companhia de Mercinho. Joab de Lima Alves (JÓ): é executor material de vários homicídios em Jaboatão dos Guararapes. José Cícero de Araújo (Zé Leto): envolvido com o comércio ilícito de arma, tráfico de drogas, e é executor de homicídios. José Eurico dos Santos (Dé): suspeito de praticar homicídios, portar ilegalmente arma de fogo, ocupando posição de destaque no grupo. José Hamilton da Silva Júnior (Júnior do Pina): envolvido com tráfico ilícito de entorpecentes e negociação de arma de fogo. Júnior José de Oliveira (Ubá): tem ligação com o tráfico ilícito de entorpecentes. Alvo da Operação Guararapes estando no momento com mandado de prisão temporária. Luiz Henrique Bezerra da Silva (Playtime): suspeito de envolvimento com grupo de extermínio, além de ter condutas suspeitas de negociar com notas frias, no negócio que mantém com ferro velho, além do contrabando de whisky. Milton Macedo Magalhães de Oliveira Júnior (Topeira): envolvimento acentuado com a prática de delitos de homicídios, tráfico ilícito de entorpecente e negociação ilegal de arma de fogo. Oziel Henrique da Silva (Oziel do Cajá): envolvido com a prática de homicídios e porte ilegal de arma de fogo. Reginaldo Manoel Rufino (Nado): tem forte ligação com Flávio Braz de Souza; suspeito de negociar e portar arma de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE companhia de Mercinho. Joab de Lima Alves (JÓ): é executor material de vários homicídios em Jaboatão dos Guararapes. José Cícero de Araújo (Zé Leto): envolvido com o comércio ilícito de arma, tráfico de drogas, e é executor de homicídios. José Eurico dos Santos (Dé): suspeito de praticar homicídios, portar ilegalmente arma de fogo, ocupando posição de destaque no grupo. José Hamilton da Silva Júnior (Júnior do Pina): envolvido com tráfico ilícito de entorpecentes e negociação de arma de fogo. Júnior José de Oliveira (Ubá): tem ligação com o tráfico ilícito de entorpecentes. Alvo da Operação Guararapes estando no momento com mandado de prisão temporária. Luiz Henrique Bezerra da Silva (Playtime): suspeito de envolvimento com grupo de extermínio, além de ter condutas suspeitas de negociar com notas frias, no negócio que mantém com ferro velho, além do contrabando de whisky. Milton Macedo Magalhães de Oliveira Júnior (Topeira): envolvimento acentuado com a prática de delitos de homicídios, tráfico ilícito de entorpecente e negociação ilegal de arma de fogo. Oziel Henrique da Silva (Oziel do Cajá): envolvido com a prática de homicídios e porte ilegal de arma de fogo. Reginaldo Manoel Rufino (Nado): tem forte ligação com Flávio Braz de Souza; suspeito de negociar e portar arma de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE fogo, guardando armas no interior da residência. Tárcio Soares de Araújo: envolvido com a prática de homicídios e porte ilegal de arma de fogo. Tiago Silva (Tiago): envolvido com a quadrilha traficando entorpecente. Webson Joaquim da Silva (Eb, Pade ou Padre): participação ativo no grupo de execução de homicídios. Wellhington Joaquim da Silva (Leto): é irmão ede Ebson, Mercinho e Wilson, associando com os mesmos e com outros integrantes do bando. Wemerson Joaquim da Silva: é considerado um dos líderes do grupo, exercendo forte influência nos demais integrantes da quadrilha. Wilson Joaquim da Silva (Wilson do Cajá e Wilson do Lava-jato): é irmão de Mercinho, Eb e Leto, e suspeito de executar materialmente homicídios. Zenaldo Luiz da Silva (Lalo): este denunciado é suspeito de ter matado uma pessoa e os parentes da vítima estavam atrás de vingança. Está ameaçado de morte. Mantém contato com Elias, Zé do Cajá e Oziel. Jonas Alexandre da Silva (Barriga): conhecido como matador em Jaboatão dos Guararapes-PE. Renilton Oliveira da Silva (Borete): indícios de haver participado de homicídios com Flávio Brás de Souza. Viviane Ferreira de Oliveira (Viviane e Negona): transporta integrantes do bando para a prática de homicídios. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE fogo, guardando armas no interior da residência. Tárcio Soares de Araújo: envolvido com a prática de homicídios e porte ilegal de arma de fogo. Tiago Silva (Tiago): envolvido com a quadrilha traficando entorpecente. Webson Joaquim da Silva (Eb, Pade ou Padre): participação ativo no grupo de execução de homicídios. Wellhington Joaquim da Silva (Leto): é irmão ede Ebson, Mercinho e Wilson, associando com os mesmos e com outros integrantes do bando. Wemerson Joaquim da Silva: é considerado um dos líderes do grupo, exercendo forte influência nos demais integrantes da quadrilha. Wilson Joaquim da Silva (Wilson do Cajá e Wilson do Lava-jato): é irmão de Mercinho, Eb e Leto, e suspeito de executar materialmente homicídios. Zenaldo Luiz da Silva (Lalo): este denunciado é suspeito de ter matado uma pessoa e os parentes da vítima estavam atrás de vingança. Está ameaçado de morte. Mantém contato com Elias, Zé do Cajá e Oziel. Jonas Alexandre da Silva (Barriga): conhecido como matador em Jaboatão dos Guararapes-PE. Renilton Oliveira da Silva (Borete): indícios de haver participado de homicídios com Flávio Brás de Souza. Viviane Ferreira de Oliveira (Viviane e Negona): transporta integrantes do bando para a prática de homicídios. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE Thiago da Silva Nerio Batista (Thiago Touro): tem vinculação com Dé e indícios de intensa atividade de tráfico de drogas e arma de fogo. Geimison Eduardo da Silva: participação com Flávio Braz em condutas delituosas. Revela grande intimidade com Borete, Sérgio Cascudo, Flávio Braz, João Bora e Bebeto. Jardel José da Silva: envolvimento com Flávio Brás de Souza na prática de homicídios e comércio ilegal de armas de fogo. Adriano Paulino dos Anjos (Zé Colméia): envolvimento com Júnior do Pina e Viviane em vários homicídios. […] Ato contínuo, visando garantir a ordem pública, a paz social, a harmonia das instituições e por conveniência da instrução criminal, associado à prova da materialidade e indícios de autoria do crime apurado nestes autos, com suporte nos artigos 311/312 do Código de Processo Penal, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA DOS DENUNCIADOS.” A prisão preventiva foi reafirmada na sentença de pronúncia. O acórdão impugnado, que entendeu hígidos os fundamentos da prisão preventiva, coaduna-se com o entendimento pacificado nesta Corte, no sentido de que a periculosidade in concreto do agente constitui base fática subsumível à hipótese legal de prisão preventiva para garantia da ordem pública. Deveras, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que “A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE Thiago da Silva Nerio Batista (Thiago Touro): tem vinculação com Dé e indícios de intensa atividade de tráfico de drogas e arma de fogo. Geimison Eduardo da Silva: participação com Flávio Braz em condutas delituosas. Revela grande intimidade com Borete, Sérgio Cascudo, Flávio Braz, João Bora e Bebeto. Jardel José da Silva: envolvimento com Flávio Brás de Souza na prática de homicídios e comércio ilegal de armas de fogo. Adriano Paulino dos Anjos (Zé Colméia): envolvimento com Júnior do Pina e Viviane em vários homicídios. […] Ato contínuo, visando garantir a ordem pública, a paz social, a harmonia das instituições e por conveniência da instrução criminal, associado à prova da materialidade e indícios de autoria do crime apurado nestes autos, com suporte nos artigos 311/312 do Código de Processo Penal, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA DOS DENUNCIADOS.” A prisão preventiva foi reafirmada na sentença de pronúncia. O acórdão impugnado, que entendeu hígidos os fundamentos da prisão preventiva, coaduna-se com o entendimento pacificado nesta Corte, no sentido de que a periculosidade in concreto do agente constitui base fática subsumível à hipótese legal de prisão preventiva para garantia da ordem pública. Deveras, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que “A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva” (HC 95.024/SP, 1... Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009), valendo mencionar os seguintes precedentes: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO (ART. 121 C/C ART. 14, INCISO II, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. PACIENTE ASSOCIADO A MEMBRO DE EXTENOSA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA (P.C.C.). PERICULOSIDADE IN CONCRETO. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. SENTENÇA DE PRONÚNCIA PROFERIDA. ORDEM DENEGADA. 1. A utilização promíscua do habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário deve ser combatida, sob pena de banalização da garantia constitucional, tanto mais quando não há teratologia a eliminar, como no caso sub judice, em que a prisão preventiva se fez sob fundamento hígido e o alegado excesso de prazo encontra-se superado ante a prolação de sentença de pronúncia. 2. A periculosidade in concreto do paciente pode exurgir do caso concreto, por isso que, in casu, emerge da sua associação a pessoa apontada como integrante de extensa organização criminosa (P.C.C.) na fase de planejamento do delito, legitimando a prisão preventiva como garantia da ordem pública – art. 312 do CPP. 3. O excesso de prazo é possível de superação como in casu, posto já proferida sentença de pronúncia. 4. O habeas corpus concedido em favor de corréu por motivos pessoais não aproveita o outro imputado, máxime quando o mesmo não impugna a validade da prisão preventiva, limitando-se a determinar novo julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça, ante a ofensa ao princípio do Colegiado, e o outro afronta a custódia cautelar. 5. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 6. Ordem DENEGADA.” [grifei]. (HC 98.290, Relator o 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva” (HC 95.024/SP, 1... Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009), valendo mencionar os seguintes precedentes: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO (ART. 121 C/C ART. 14, INCISO II, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. PACIENTE ASSOCIADO A MEMBRO DE EXTENOSA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA (P.C.C.). PERICULOSIDADE IN CONCRETO. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. SENTENÇA DE PRONÚNCIA PROFERIDA. ORDEM DENEGADA. 1. A utilização promíscua do habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário deve ser combatida, sob pena de banalização da garantia constitucional, tanto mais quando não há teratologia a eliminar, como no caso sub judice, em que a prisão preventiva se fez sob fundamento hígido e o alegado excesso de prazo encontra-se superado ante a prolação de sentença de pronúncia. 2. A periculosidade in concreto do paciente pode exurgir do caso concreto, por isso que, in casu, emerge da sua associação a pessoa apontada como integrante de extensa organização criminosa (P.C.C.) na fase de planejamento do delito, legitimando a prisão preventiva como garantia da ordem pública – art. 312 do CPP. 3. O excesso de prazo é possível de superação como in casu, posto já proferida sentença de pronúncia. 4. O habeas corpus concedido em favor de corréu por motivos pessoais não aproveita o outro imputado, máxime quando o mesmo não impugna a validade da prisão preventiva, limitando-se a determinar novo julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça, ante a ofensa ao princípio do Colegiado, e o outro afronta a custódia cautelar. 5. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 6. Ordem DENEGADA.” [grifei]. (HC 98.290, Relator o 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/06/11). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERESTADUAL DE DROGAS E FINANCIAMENTO AO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA MANTENDO A SEGREGAÇÃO CAUTELAR. GARANTIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ENCERRAMENTO DA FASE PROBATÓRIA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REAL POSSIBILIDADE DE FUGA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. FUNÇÃO DE CHEFIA EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGAS: CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, consideradas a quantidade de drogas apreendida e a participação do Paciente em organização criminosa, o exercício de chefia e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, não desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a garantia da instrução criminal não constitui fundamento válido da prisão preventiva do condenado. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, mesmo após a sentença penal, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção. 5. Ordem denegada.” [grifei]. (104.608, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 01/09/11). 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/06/11). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERESTADUAL DE DROGAS E FINANCIAMENTO AO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA MANTENDO A SEGREGAÇÃO CAUTELAR. GARANTIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ENCERRAMENTO DA FASE PROBATÓRIA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REAL POSSIBILIDADE DE FUGA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. FUNÇÃO DE CHEFIA EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGAS: CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, consideradas a quantidade de drogas apreendida e a participação do Paciente em organização criminosa, o exercício de chefia e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, não desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a garantia da instrução criminal não constitui fundamento válido da prisão preventiva do condenado. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, mesmo após a sentença penal, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção. 5. Ordem denegada.” [grifei]. (104.608, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 01/09/11). 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA DA DECISÃO QUE DECRETOU A PRISÃO PREVENTIVA. IMPROCEDÊNCIA. PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITUOSA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. RISCO DE FUGA DO PACIENTE. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM DENEGADA 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, considerada a participação do Paciente em organização criminosa, notadamente o exercício de chefia, e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência, ademais, de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. Ordem denegada.” [grifei]. (HC 102.164, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 24/05/11). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTOS. EXISTÊNCIA. CONDIÇÕES PESSOAIS NÃO IMPEDITIVAS DA PRISÃO CAUTELAR. 1.A decisão que decretou a prisão preventiva não é genérica. A atuação do paciente na organização criminosa está satisfatoriamente explicitada. 2.A custódia cautelar está concretamente fundamentada na circunstância de o paciente integrar organização criminosa habituada ao tráfico de entorpecentes, o que é suficiente à restrição excepcional da liberdade para garantia da ordem pública, considerada a real possibilidade de reiteração em 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA DA DECISÃO QUE DECRETOU A PRISÃO PREVENTIVA. IMPROCEDÊNCIA. PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITUOSA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. RISCO DE FUGA DO PACIENTE. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM DENEGADA 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, considerada a participação do Paciente em organização criminosa, notadamente o exercício de chefia, e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência, ademais, de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. Ordem denegada.” [grifei]. (HC 102.164, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 24/05/11). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTOS. EXISTÊNCIA. CONDIÇÕES PESSOAIS NÃO IMPEDITIVAS DA PRISÃO CAUTELAR. 1.A decisão que decretou a prisão preventiva não é genérica. A atuação do paciente na organização criminosa está satisfatoriamente explicitada. 2.A custódia cautelar está concretamente fundamentada na circunstância de o paciente integrar organização criminosa habituada ao tráfico de entorpecentes, o que é suficiente à restrição excepcional da liberdade para garantia da ordem pública, considerada a real possibilidade de reiteração em 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE crimes da espécie. Precedentes. 3.Condições pessoais [primariedade, bons antecedentes, residência e trabalho fixos] não impedem a decretação da prisão preventiva quando presentes os requisitos do artigo 312 do CPP. Precedentes. Ordem indeferida.” [grifei]. (HC 101.854, Relator o Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 30/04/10). A manifestação ministerial revela que “... a custódia cautelar dos agentes foi decretada com base em elementos de convicção não constantes destes autos, como interceptações telefônicas, relatórios policiais e outras provas colhidas ao longo da instrução criminal, o que impossibilita a correta apreciação sobre os fundamentos dos decretos de prisão em sede de habeas corpus”, de sorte que se há de prestigiar a decisão singular proferida por quem está próximo dos fatos. De mais a mais, ainda consoante o Ministério Público Federal, resta claro nos autos que os réus são acusados, entre outros delitos, de integrarem grupo de extermínio e, em casos análogos, esta Corte já se manifestou no sentido de que, ‘quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o ‘modus operandi’ do suposto crime e a garantia da ordem pública’ (HC 97.688/MG, 1... Turma, Rel. Min. Ayres Brito, DJe de 27/11/2009). Vislumbro, outrossim, fundamentação idônea para a determinação da custódia por conveniência da instrução criminal na seguinte assertiva do juiz de primeiro grau: “Desta feita, convém ao processo o encarceramento dos mesmos para que a instrução do feito possa fluir com total isenção de receio das testemunhas em terem suas integridades físicas violadas. ‘Trata-se de homens violentos e que agiam na sua maioria 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE crimes da espécie. Precedentes. 3.Condições pessoais [primariedade, bons antecedentes, residência e trabalho fixos] não impedem a decretação da prisão preventiva quando presentes os requisitos do artigo 312 do CPP. Precedentes. Ordem indeferida.” [grifei]. (HC 101.854, Relator o Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 30/04/10). A manifestação ministerial revela que “... a custódia cautelar dos agentes foi decretada com base em elementos de convicção não constantes destes autos, como interceptações telefônicas, relatórios policiais e outras provas colhidas ao longo da instrução criminal, o que impossibilita a correta apreciação sobre os fundamentos dos decretos de prisão em sede de habeas corpus”, de sorte que se há de prestigiar a decisão singular proferida por quem está próximo dos fatos. De mais a mais, ainda consoante o Ministério Público Federal, resta claro nos autos que os réus são acusados, entre outros delitos, de integrarem grupo de extermínio e, em casos análogos, esta Corte já se manifestou no sentido de que, ‘quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o ‘modus operandi’ do suposto crime e a garantia da ordem pública’ (HC 97.688/MG, 1... Turma, Rel. Min. Ayres Brito, DJe de 27/11/2009). Vislumbro, outrossim, fundamentação idônea para a determinação da custódia por conveniência da instrução criminal na seguinte assertiva do juiz de primeiro grau: “Desta feita, convém ao processo o encarceramento dos mesmos para que a instrução do feito possa fluir com total isenção de receio das testemunhas em terem suas integridades físicas violadas. ‘Trata-se de homens violentos e que agiam na sua maioria 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 30 Voto Vista HC 112649 / PE armados intimidando os seus moradores...’. Estamos diante de um crime de morte, praticado por integrantes de um estruturado grupo de extermínio, o que por si só já causa temor às testemunhas. A permanência dos acusados em liberdade, poderá impor às testemunhas o império da chamada ‘lei do silêncio’, prejudicando toda a instrução processual.” [grifei] E nem se argumente que os pacientes foram pronunciados e, por essa razão, restaria elidida a necessidade da prisão cautelar por conveniência da instrução criminal. É cediço que o procedimento do júri é dividido em duas partes, o iudicium accusationis e o iudiciu causae, por isso cabe afirmar que as testemunhas arroladas para inquirição na segunda fase – iudicium causae – estão, sim, sujeitas a intimidações. Ex positis, voto no sentido da extinção habeas copus, por ser substitutivo de recurso ordinário, e casso os efeitos da liminar estendidos aos corréus. É como voto. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Supremo Tribunal Federal HC 112649 / PE armados intimidando os seus moradores...’. Estamos diante de um crime de morte, praticado por integrantes de um estruturado grupo de extermínio, o que por si só já causa temor às testemunhas. A permanência dos acusados em liberdade, poderá impor às testemunhas o império da chamada ‘lei do silêncio’, prejudicando toda a instrução processual.” [grifei] E nem se argumente que os pacientes foram pronunciados e, por essa razão, restaria elidida a necessidade da prisão cautelar por conveniência da instrução criminal. É cediço que o procedimento do júri é dividido em duas partes, o iudicium accusationis e o iudiciu causae, por isso cabe afirmar que as testemunhas arroladas para inquirição na segunda fase – iudicium causae – estão, sim, sujeitas a intimidações. Ex positis, voto no sentido da extinção habeas copus, por ser substitutivo de recurso ordinário, e casso os efeitos da liminar estendidos aos corréus. É como voto. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 30 Esclarecimento 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, apenas um esclarecimento aos Colegas: adotei o mesmo procedimento que adotara na liminar, isso na concessão da ordem aos corréus. A liminar beneficiou os corréus, uma liminar de 2 de maio de 2012. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3483142. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, apenas um esclarecimento aos Colegas: adotei o mesmo procedimento que adotara na liminar, isso na concessão da ordem aos corréus. A liminar beneficiou os corréus, uma liminar de 2 de maio de 2012. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3483142. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 30 Notas para o Voto 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NOTAS PARA O VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço vênia ao eminente Ministro Relator para acompanhar Vossa Excelência porque tenho adotado a mesma linha de compreensão com relação a esses casos que envolvem um grupo nas condições relatadas, agora relembradas por Vossa Excelência. Fico na extinção, sem resolução do mérito, pela inadequação da via eleita. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478797. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NOTAS PARA O VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço vênia ao eminente Ministro Relator para acompanhar Vossa Excelência porque tenho adotado a mesma linha de compreensão com relação a esses casos que envolvem um grupo nas condições relatadas, agora relembradas por Vossa Excelência. Fico na extinção, sem resolução do mérito, pela inadequação da via eleita. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478797. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, também peço vênia ao eminente Relator para acompanhar Vossa Excelência no ponto em que diverge. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493581. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, também peço vênia ao eminente Relator para acompanhar Vossa Excelência no ponto em que diverge. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 30 Explicação 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, na extinção, a decisão é unânime, porque tinha consignado inclusive a evolução para não admitir o substitutivo do habeas corpus. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3482506. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.649 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) :JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, na extinção, a decisão é unânime, porque tinha consignado inclusive a evolução para não admitir o substitutivo do habeas corpus. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3482506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 30 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.649 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) : JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, com extensão aos corréus, pediu vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 18.12.2012. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, não concedeu a extensão dos efeitos da liminar aos corréus, nos termos do voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Redator para o acórdão e Presidente, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, apenas na concessão da ordem, de ofício, para estender aos demais corréus a liminar anteriormente deferida. 1... Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482278 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.649 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE IMPTE.(S) : JOÃO VIEIRA NETO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, com extensão aos corréus, pediu vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 18.12.2012. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, não concedeu a extensão dos efeitos da liminar aos corréus, nos termos do voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Redator para o acórdão e Presidente, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, apenas na concessão da ordem, de ofício, para estender aos demais corréus a liminar anteriormente deferida. 1... Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482278 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 30
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Braz", "João Bora", "Bebeto", "Jardel José da Silva", "Flávio Brás de Souza", "Adriano Paulino dos Anjos", "Zé Colméia", "Júnior do Pina", "Viviane", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "EROS GRAU", "Ayres Brito", "EROS GRAU", "Ayres Brito", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "JOÃO VIEIRA NETO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "JOÃO VIEIRA NETO", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "JOÃO VIEIRA NETO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "JOÃO VIEIRA NETO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "EDMÁRIO TERTO DE ANDRADE", "JOÃO VIEIRA NETO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "TERTO DE ANDRADE", "JOÃO VIEIRA NETO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "26", "/", "02", "/", "2013", "20", "/", "02", "/", "09", "21", "/", "06", "/", "11", "30", "/", "04", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de maio de 2010", "16 de junho de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de maio de 2010", "16 de junho de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de maio de 2012", "2 de junho de 2012", "30 de junho de 2012", "14 de setembro de 2012", "5 de novembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de maio de 2012", "2 de junho de 2012", "30 de junho de 2012", "14 de setembro de 2012", "5 de novembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de dezembro de 2012", "15 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de dezembro de 2012", "15 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "primeiro semestre de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "primeiro semestre de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "18", "/", "12", "/", "2012", "05", "/", "11", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "18", "/", "12", "/", "2012", "05", "/", "11", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "07", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "07", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2009", "28", "-", "10", "/", "2009", "29", "-", "10", "-", "2009", "27", "/", "04", "/", "2007", "09", "/", "11", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2009", "28", "-", "10", "/", "2009", "29", "-", "10", "-", "2009", "27", "/", "04", "/", "2007", "09", "/", "11", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "02", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "02", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "06", "/", "11", "01", "/", "09", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "06", "/", "11", "01", "/", "09", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "04", "/", "10", "27", "/", "11", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "04", "/", "10", "27", "/", "11", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "2 de maio de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "2 de maio de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "2012", "26", ".", "2", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "2012", "26", ".", "2", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ABEL NARCISO PESSOA NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURÍCIO RHEIN FÉLIX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LUZINETE MORAES CREMONESI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO RESCISÓRIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 343/STF. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. ÓBICE DA SÚMULA 283/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478411. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 26/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ABEL NARCISO PESSOA NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURÍCIO RHEIN FÉLIX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LUZINETE MORAES CREMONESI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo ao argumento de que incide, ao caso, o óbice da Súmula 283/STF, visto que o recurso extraordinário não atacou a aplicação da Súmula 343/STF. Sustenta o agravante, em suma, que “a hipótese examinada não pode deparar óbice na Súmula 343, porque o Pretório Excelso inscreveu a questão entre os temas controvertidos sob a ótica da constitucionalidade ou não de texto de lei” (fl. 179). Por fim, alega que “resta inequivocamente afastada a aplicação da Súmula 283 desta Colenda Corte” (fl. 181). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478412. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ABEL NARCISO PESSOA NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURÍCIO RHEIN FÉLIX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LUZINETE MORAES CREMONESI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo ao argumento de que incide, ao caso, o óbice da Súmula 283/STF, visto que o recurso extraordinário não atacou a aplicação da Súmula 343/STF. Sustenta o agravante, em suma, que “a hipótese examinada não pode deparar óbice na Súmula 343, porque o Pretório Excelso inscreveu a questão entre os temas controvertidos sob a ótica da constitucionalidade ou não de texto de lei” (fl. 179). Por fim, alega que “resta inequivocamente afastada a aplicação da Súmula 283 desta Colenda Corte” (fl. 181). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478412. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 26/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O agravo não merece acolhida, haja vista que o acórdão recorrido, ao dirimir a controvérsia, adotou fundamento suficiente —— incidência da Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal —— que restou inatacado no recurso extraordinário. Incide, portanto, no caso, o óbice da Súmula 283 desta colenda Corte. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478413. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O agravo não merece acolhida, haja vista que o acórdão recorrido, ao dirimir a controvérsia, adotou fundamento suficiente —— incidência da Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal —— que restou inatacado no recurso extraordinário. Incide, portanto, no caso, o óbice da Súmula 283 desta colenda Corte. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ABEL NARCISO PESSOA NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURÍCIO RHEIN FÉLIX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LUZINETE MORAES CREMONESI Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 26.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3477110 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ABEL NARCISO PESSOA NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURÍCIO RHEIN FÉLIX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LUZINETE MORAES CREMONESI Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 26.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3477110 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3489131
2013-02-26T00:00:00
2013-03-12T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 26.02.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO RESCISÓRIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 343/STF. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. ÓBICE DA SÚMULA 283/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur226175
Número de páginas: 4. Análise: 01/04/2013, LLD.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
493157
[ "LEG-FED SUMSTF-000283 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000343 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 493157 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ABEL NARCISO PESSOA NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURÍCIO RHEIN FÉLIX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LUZINETE MORAES CREMONESI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ABEL NARCISO PESSOA NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURÍCIO RHEIN FÉLIX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LUZINETE MORAES CREMONESI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO RESCISÓRIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 343/Supremo Tribunal Federal. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. ÓBICE DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478411. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 26/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ABEL NARCISO PESSOA NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURÍCIO RHEIN FÉLIX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LUZINETE MORAES CREMONESI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo ao argumento de que incide, ao caso, o óbice da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal, visto que o recurso extraordinário não atacou a aplicação da Súmula 343/Supremo Tribunal Federal. Sustenta o agravante, em suma, que “a hipótese examinada não pode deparar óbice na Súmula 343, porque o Pretório Excelso inscreveu a questão entre os temas controvertidos sob a ótica da constitucionalidade ou não de texto de lei” (fl. 179). Por fim, alega que “resta inequivocamente afastada a aplicação da Súmula 283 desta Colenda Corte” (fl. 181). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478412. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ABEL NARCISO PESSOA NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURÍCIO RHEIN FÉLIX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LUZINETE MORAES CREMONESI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo ao argumento de que incide, ao caso, o óbice da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal, visto que o recurso extraordinário não atacou a aplicação da Súmula 343/Supremo Tribunal Federal. Sustenta o agravante, em suma, que “a hipótese examinada não pode deparar óbice na Súmula 343, porque o Pretório Excelso inscreveu a questão entre os temas controvertidos sob a ótica da constitucionalidade ou não de texto de lei” (fl. 179). Por fim, alega que “resta inequivocamente afastada a aplicação da Súmula 283 desta Colenda Corte” (fl. 181). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478412. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 26/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O agravo não merece acolhida, haja vista que o acórdão recorrido, ao dirimir a controvérsia, adotou fundamento suficiente —— incidência da Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal —— que restou inatacado no recurso extraordinário. Incide, portanto, no caso, o óbice da Súmula 283 desta colenda Corte. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478413. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O agravo não merece acolhida, haja vista que o acórdão recorrido, ao dirimir a controvérsia, adotou fundamento suficiente —— incidência da Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal —— que restou inatacado no recurso extraordinário. Incide, portanto, no caso, o óbice da Súmula 283 desta colenda Corte. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ABEL NARCISO PESSOA NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURÍCIO RHEIN FÉLIX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LUZINETE MORAES CREMONESI Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 26.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3477110 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 493.157 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ABEL NARCISO PESSOA NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURÍCIO RHEIN FÉLIX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LUZINETE MORAES CREMONESI Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 26.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3477110 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 493 . 157 SÃO", "SÚMULA 343 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 493 . 157", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 343 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 343 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 493 . 157", "Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 493 . 157", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 493 . 157" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "ABEL NARCISO PESSOA NETO", "MAURÍCIO RHEIN FÉLIX", "LUZINETE MORAES CREMONESI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "ABEL NARCISO PESSOA NETO", "MAURÍCIO RHEIN FÉLIX", "LUZINETE MORAES CREMONESI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ABEL NARCISO PESSOA NETO", "MAURÍCIO RHEIN FÉLIX", "LUZINETE MORAES CREMONESI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ABEL NARCISO PESSOA NETO", "MAURÍCIO RHEIN FÉLIX", "LUZINETE MORAES CREMONESI", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Fabiane Duarte", "ABEL NARCISO PESSOA NETO", "MAURÍCIO RHEIN FÉLIX", "LUZINETE MORAES CREMONESI", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Fabiane" ], "TEMPO": [ "26", "/", "02", "/", "2013", "26 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CHARLES DAVID OLIVEIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade irrestrita do substitutivo do habeas corpus. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – ARTIGO 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/06 – ACUSADO PRIMÁRIO E DE BONS ANTECEDENTES. Uma vez envolvido acusado primário e de bons antecedentes, cabe observar a percentagem de diminuição da pena no grau maior – inteligência do artigo 33, § 4º, da Lei de Tóxicos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4323801. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Ementa e Acórdão HC 114336 / MG ofício, nos termos do voto do Ministro Marco Aurélio e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – REDATOR DO ACÓRDÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4323801. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG ofício, nos termos do voto do Ministro Marco Aurélio e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – REDATOR DO ACÓRDÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4323801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CHARLES DAVID OLIVEIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Charles David Oliveira, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, na parte de que conheceu, denegou a ordem no HC nº 184.538/MG impetrado àquela Corte, Relatora a Ministro Maria Thereza de Assis Moura. Busca a impetrante nesta impetração a concessão de ordem para garantir ao paciente a aplicação da “causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, §4º[,] da Lei nº 11.343/06, na proporção de 2/3, a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos e o cumprimento da pena em regime aberto” (fl. 10 da inicial). Alega a impetrante: “(…) que não existe motivo para permanecer a diminuição no mínimo, simplesmente pela informação da quantidade e qualidade da droga, haja vista que a condenação é por tráfico e não por porte para consumo exclusivo de uma única pessoa. Ademais, a pena base já embarca a gravidade do delito, sendo que a diminuição é justamente pelo fato do réu não ser um traficante contumaz de droga e ter adentrado nessa via por um infeliz episódio de sua vida. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274221. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CHARLES DAVID OLIVEIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Charles David Oliveira, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, na parte de que conheceu, denegou a ordem no HC nº 184.538/MG impetrado àquela Corte, Relatora a Ministro Maria Thereza de Assis Moura. Busca a impetrante nesta impetração a concessão de ordem para garantir ao paciente a aplicação da “causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, §4º[,] da Lei nº 11.343/06, na proporção de 2/3, a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos e o cumprimento da pena em regime aberto” (fl. 10 da inicial). Alega a impetrante: “(…) que não existe motivo para permanecer a diminuição no mínimo, simplesmente pela informação da quantidade e qualidade da droga, haja vista que a condenação é por tráfico e não por porte para consumo exclusivo de uma única pessoa. Ademais, a pena base já embarca a gravidade do delito, sendo que a diminuição é justamente pelo fato do réu não ser um traficante contumaz de droga e ter adentrado nessa via por um infeliz episódio de sua vida. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Relatório HC 114336 / MG Em que pese o entendimento firmado, temos que o paciente cumpre todos os requisitos do artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, para aplicação do redutor em 2/3, tendo as instâncias ordinárias reconhecido ser ele primário, sem antecedentes criminais, não integrante de organização criminosa, inexistindo qualquer prova de sua dedicação a atividades ilícitas. Além disso, observamos que os critérios relativos à quantidade e à natureza das drogas apreendidas foram considerados na fixação da pena-base que, diga-se, manteve-se no mínimo legal. Reconsiderá-los como condição para a redução prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, acarretaria inadmissível bis in idem em relação ao disposto no art. 42 da citada lei, uma vez que o v. acórdão utilizou os mesmos elementos para agravar a situação do paciente em momentos distintos da dosimetria da pena” (fl. 5 da inicial). Pede, finalmente, “a concessão de ordem de habeas corpus para que seja aplicada a causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, §4º da Lei nº 11.343/06, na proporção de 2/3, a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito e o cumprimento da pena em regime aberto” (fl. 10 da inicial). Em 2/8/12, não havendo pedido de liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as informações da autoridade apontada como coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, manifestou-se pelo não conhecimento da impetração, opinando, contudo, pela concessão de ordem de ofício para que a individualização da pena seja revista pelo Juízo da Execução (anexo de instrução 5). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274221. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG Em que pese o entendimento firmado, temos que o paciente cumpre todos os requisitos do artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, para aplicação do redutor em 2/3, tendo as instâncias ordinárias reconhecido ser ele primário, sem antecedentes criminais, não integrante de organização criminosa, inexistindo qualquer prova de sua dedicação a atividades ilícitas. Além disso, observamos que os critérios relativos à quantidade e à natureza das drogas apreendidas foram considerados na fixação da pena-base que, diga-se, manteve-se no mínimo legal. Reconsiderá-los como condição para a redução prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, acarretaria inadmissível bis in idem em relação ao disposto no art. 42 da citada lei, uma vez que o v. acórdão utilizou os mesmos elementos para agravar a situação do paciente em momentos distintos da dosimetria da pena” (fl. 5 da inicial). Pede, finalmente, “a concessão de ordem de habeas corpus para que seja aplicada a causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, §4º da Lei nº 11.343/06, na proporção de 2/3, a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito e o cumprimento da pena em regime aberto” (fl. 10 da inicial). Em 2/8/12, não havendo pedido de liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as informações da autoridade apontada como coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, manifestou-se pelo não conhecimento da impetração, opinando, contudo, pela concessão de ordem de ofício para que a individualização da pena seja revista pelo Juízo da Execução (anexo de instrução 5). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, na parte de que conheceu, denegou a ordem no HC nº 184.538/MG impetrado àquela Corte, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Colhe-se dos documentos que instruem a impetração que o paciente foi preso em flagrante com 234,95 g de cocaína sob a forma de ‘crack’, tendo sido condenado por violação do art. 33, caput e § 4º, da Lei nº 11.343/06, à pena de 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e 500 dias-multa. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, dando provimento ao recurso defensivo, reduziu a pena de multa aplicada ao paciente para 415 dias-multa, mantendo, no mais, intacta a decisão de primeiro grau, em decisão assim ementada: “PENAL – APELAÇÃO – TRÁFICO DE DROGAS – DESCLASSIFICAÇÃO PARA USO – QUANTIDADE DE DROGA ELEVADA EVIDENCIANDO A MERCADORIA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA DO ARTIGO 33, § 4º, DA LEI 11.343/2.006. QUANTIDADE E QUALIDADE DA DROGA QUE OBSTAM A APLICAÇÃO DE FRAÇÃO MAIOR – CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA QUE DEVE INCIDIR SOBRE A DOSIMETRIA DA MULTA – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO PARA REDUZIR A PENA DE MULTA. 1. O réu que é conhecido no meio policial pelo envolvimento com o tráfico de drogas e é surpreendido na posse de 234,9g de cocaína comprovadamente não a tinha, unicamente, para uso pessoal. 2. A causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/2.006 aplica-se ao réu primário, que não tenho maus antecedentes, que não se dedique à atividade criminosa e nem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, na parte de que conheceu, denegou a ordem no HC nº 184.538/MG impetrado àquela Corte, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Colhe-se dos documentos que instruem a impetração que o paciente foi preso em flagrante com 234,95 g de cocaína sob a forma de ‘crack’, tendo sido condenado por violação do art. 33, caput e § 4º, da Lei nº 11.343/06, à pena de 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e 500 dias-multa. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, dando provimento ao recurso defensivo, reduziu a pena de multa aplicada ao paciente para 415 dias-multa, mantendo, no mais, intacta a decisão de primeiro grau, em decisão assim ementada: “PENAL – APELAÇÃO – TRÁFICO DE DROGAS – DESCLASSIFICAÇÃO PARA USO – QUANTIDADE DE DROGA ELEVADA EVIDENCIANDO A MERCADORIA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA DO ARTIGO 33, § 4º, DA LEI 11.343/2.006. QUANTIDADE E QUALIDADE DA DROGA QUE OBSTAM A APLICAÇÃO DE FRAÇÃO MAIOR – CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA QUE DEVE INCIDIR SOBRE A DOSIMETRIA DA MULTA – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO PARA REDUZIR A PENA DE MULTA. 1. O réu que é conhecido no meio policial pelo envolvimento com o tráfico de drogas e é surpreendido na posse de 234,9g de cocaína comprovadamente não a tinha, unicamente, para uso pessoal. 2. A causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/2.006 aplica-se ao réu primário, que não tenho maus antecedentes, que não se dedique à atividade criminosa e nem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG integre organização criminosa. 3. A fração de redução prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/2.006 deve ser escolhida levando-se em consideração a qualidade e a quantidade da droga. 4. Causa de diminuição de pena eventualmente existente aplica-se sobre a pena privativa de liberdade e sobre a pena de multa. 5. Recurso parcialmente provido para reduzir a pena de multa” (fl. 51 do anexo de instrução 2). Contra esse julgado impetrou a Defensoria Pública da União ao Superior Tribunal de Justiça o HC nº 184.538/MG, o qual, na parte de que conheceu a Sexta Turma, veio a ser denegado, como mostra a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO. QUANTUM DE INCIDÊNCIA. ACÓRDÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. NATUREZA E QUANTIDADE DA DROGA. ALTERAÇÃO DO DECIDIDO. REVOLVIMENTO DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESCABIMENTO. REGIME INICIAL ABERTO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. PENA SUPERIOR A 4 ANOS. PLEITO SUBSIDIÁRIO. AFASTAMENTO DA HEDIONDEZ DO DELITO PARA FINS DE PROGRESSÃO DE REGIME. TEMA NÃO ENFRENTADO NA ORIGEM. COGNIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESTA EXTENSÃO, DENEGADA. 1. Devidamente fundamentada a dosimetria, no tocante, especificamente, à causa especial de diminuição, notadamente pela natureza e quantidade da droga apreendida (art. 42 da Lei nº 11.343/2006), o quantum de redução aplicado fica indene ao crivo do habeas corpus, pois é matéria que demanda revolvimento fático-probatório. Precedentes desta Corte e do Supremo Tribunal Federal. 2. Negada a aplicação da causa especial de diminuição da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG integre organização criminosa. 3. A fração de redução prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/2.006 deve ser escolhida levando-se em consideração a qualidade e a quantidade da droga. 4. Causa de diminuição de pena eventualmente existente aplica-se sobre a pena privativa de liberdade e sobre a pena de multa. 5. Recurso parcialmente provido para reduzir a pena de multa” (fl. 51 do anexo de instrução 2). Contra esse julgado impetrou a Defensoria Pública da União ao Superior Tribunal de Justiça o HC nº 184.538/MG, o qual, na parte de que conheceu a Sexta Turma, veio a ser denegado, como mostra a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO. QUANTUM DE INCIDÊNCIA. ACÓRDÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. NATUREZA E QUANTIDADE DA DROGA. ALTERAÇÃO DO DECIDIDO. REVOLVIMENTO DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESCABIMENTO. REGIME INICIAL ABERTO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. PENA SUPERIOR A 4 ANOS. PLEITO SUBSIDIÁRIO. AFASTAMENTO DA HEDIONDEZ DO DELITO PARA FINS DE PROGRESSÃO DE REGIME. TEMA NÃO ENFRENTADO NA ORIGEM. COGNIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESTA EXTENSÃO, DENEGADA. 1. Devidamente fundamentada a dosimetria, no tocante, especificamente, à causa especial de diminuição, notadamente pela natureza e quantidade da droga apreendida (art. 42 da Lei nº 11.343/2006), o quantum de redução aplicado fica indene ao crivo do habeas corpus, pois é matéria que demanda revolvimento fático-probatório. Precedentes desta Corte e do Supremo Tribunal Federal. 2. Negada a aplicação da causa especial de diminuição da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG pena em seu grau máximo, inviável a fixação do regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, por ausência dos requisitos legais. 3. A questão da possibilidade de afastamento da hediondez do tráfico ilícito de entorpecentes em razão da incidência da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4.º, da Lei n.º 11.343/06, para fins de progressão de regime prisional, não foi debatida na origem, sendo, portanto, inviável dela cuidar, sob pena de indevida supressão de instância. 4. Ordem parcialmente conhecida e, nesta extensão, denegada” (fl. 81 do anexo 2). Esse é o motivo pelo qual se insurge a impetrante neste writ. De início, ressalto que há óbice jurídico-processual ao conhecimento do habeas corpus. No caso, a impetração foi manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, o que esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. Segundo aquele dispositivo constitucional, compete a este Supremo Tribunal julgar, em recurso ordinário, “o habeas-corpus, o mandado de segurança, o habeas-data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão”. Conforme expressamente consignado pelo eminente Relator naquela assentada, “o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea a, e 105, inciso II, alínea a, tem-se a previsão do recurso ordinário 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG pena em seu grau máximo, inviável a fixação do regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, por ausência dos requisitos legais. 3. A questão da possibilidade de afastamento da hediondez do tráfico ilícito de entorpecentes em razão da incidência da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4.º, da Lei n.º 11.343/06, para fins de progressão de regime prisional, não foi debatida na origem, sendo, portanto, inviável dela cuidar, sob pena de indevida supressão de instância. 4. Ordem parcialmente conhecida e, nesta extensão, denegada” (fl. 81 do anexo 2). Esse é o motivo pelo qual se insurge a impetrante neste writ. De início, ressalto que há óbice jurídico-processual ao conhecimento do habeas corpus. No caso, a impetração foi manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, o que esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. Segundo aquele dispositivo constitucional, compete a este Supremo Tribunal julgar, em recurso ordinário, “o habeas-corpus, o mandado de segurança, o habeas-data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão”. Conforme expressamente consignado pelo eminente Relator naquela assentada, “o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea a, e 105, inciso II, alínea a, tem-se a previsão do recurso ordinário 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por Tribunal Superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça” (HC nº 108.715/RJ). Ressalvo meu entendimento pessoal, já consignado naquele julgamento, pelo cabimento do habeas corpus substitutivo em casos como este. Contudo, adoto o entendimento do colegiado e o aplico à espécie. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da CF), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. A título de registro, porém, destaco que, no que tange ao reconhecimento da minorante, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC nº 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida mitigação. Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes precedentes: “Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça. Incidência da Súmula nº 691 do Supremo Tribunal Federal. Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por Tribunal Superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça” (HC nº 108.715/RJ). Ressalvo meu entendimento pessoal, já consignado naquele julgamento, pelo cabimento do habeas corpus substitutivo em casos como este. Contudo, adoto o entendimento do colegiado e o aplico à espécie. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da CF), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. A título de registro, porém, destaco que, no que tange ao reconhecimento da minorante, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC nº 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida mitigação. Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes precedentes: “Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça. Incidência da Súmula nº 691 do Supremo Tribunal Federal. Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta Suprema Corte, no HC nº 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração incidental de inconstitucionalidade da proibição de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4º do art. 33 e do art. 42, ambos da Lei nº 11.343/06. 3. A dosimetria levada a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as circunstâncias previstas no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 e estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo responsável pela execução da pena analise os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos” (HC nº 107.904/SC, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/11 – destaque nosso); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. DEDICAÇÃO ÀS ATIVIDADES CRIMINOSAS. DECISÃO QUE INDEFERE O BENEFÍCIO AO RECORRENTE COM BASE NA QUANTIDADE DA DROGA E NA FORMA DE ACONDICIONAMENTO: POSSIBILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é de não ser possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar criando uma nova lei que conteria o mais benéfico de cada qual das leis. Precedentes. 2. Na espécie, os fatos que ensejaram a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta Suprema Corte, no HC nº 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração incidental de inconstitucionalidade da proibição de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4º do art. 33 e do art. 42, ambos da Lei nº 11.343/06. 3. A dosimetria levada a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as circunstâncias previstas no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 e estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo responsável pela execução da pena analise os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos” (HC nº 107.904/SC, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/11 – destaque nosso); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. DEDICAÇÃO ÀS ATIVIDADES CRIMINOSAS. DECISÃO QUE INDEFERE O BENEFÍCIO AO RECORRENTE COM BASE NA QUANTIDADE DA DROGA E NA FORMA DE ACONDICIONAMENTO: POSSIBILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é de não ser possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar criando uma nova lei que conteria o mais benéfico de cada qual das leis. Precedentes. 2. Na espécie, os fatos que ensejaram a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG não-aplicação da causa de diminuição prevista na nova Lei de Tóxicos (quantidade da droga e forma de acondicionamento) são hígidos e suficientes para atestar a dedicação do Recorrente às atividades criminosas. 3. A conduta social do agente, o concurso eventual de pessoas, a receptação, os apetrechos relacionados ao tráfico, a quantidade de droga e as situações de maus antecedentes exemplificam situações caracterizadoras de atividades criminosas. 4. O habeas corpus não é prestante para revisar os elementos de prova invocados pelas instâncias de mérito a refutar a aplicação da causa de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus ao qual se nega provimento” (RHC nº 94.806/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/4/10). No caso, não se verifica a ocorrência do proclamado bis in idem, tendo a pena-base, em sua primeira fase, sido fixada no mínimo legal, sem qualquer consideração sobre a qualidade ou quantidade do entorpecente apreendido em poder do paciente (fl. 23 do anexo 2). Nesse sentido cito o seguinte precedente desta Primeira Turma: “PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES (ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006). DOSIMETRIA DA PENA. APELAÇÃO PROVIDA PARCIALMENTE PARA DETERMINAR A APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO § 4º DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS EM 1/3 (UM TERÇO). ALEGAÇÃO DE BIS IN IDEM, CONSIDERADA A VALORAÇÃO DA QUANTIDADE DE DROGA NA PRIMEIRA E TERCEIRA FASES DA DOSIMETRIA DA PENA. INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA LEI DE ENTORPECENTES EM 2/3 (DOIS TERÇOS) E CONSEQUENTE CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITOS, NOS TERMOS DO ART. 44 DO CÓDIGO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. DOSIMETRIA DA PENA ESCORREITA. 1. O bis in idem ocorre quando valorada duplamente duas circunstâncias prejudiciais ao réu na 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG não-aplicação da causa de diminuição prevista na nova Lei de Tóxicos (quantidade da droga e forma de acondicionamento) são hígidos e suficientes para atestar a dedicação do Recorrente às atividades criminosas. 3. A conduta social do agente, o concurso eventual de pessoas, a receptação, os apetrechos relacionados ao tráfico, a quantidade de droga e as situações de maus antecedentes exemplificam situações caracterizadoras de atividades criminosas. 4. O habeas corpus não é prestante para revisar os elementos de prova invocados pelas instâncias de mérito a refutar a aplicação da causa de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus ao qual se nega provimento” (RHC nº 94.806/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/4/10). No caso, não se verifica a ocorrência do proclamado bis in idem, tendo a pena-base, em sua primeira fase, sido fixada no mínimo legal, sem qualquer consideração sobre a qualidade ou quantidade do entorpecente apreendido em poder do paciente (fl. 23 do anexo 2). Nesse sentido cito o seguinte precedente desta Primeira Turma: “PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES (ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006). DOSIMETRIA DA PENA. APELAÇÃO PROVIDA PARCIALMENTE PARA DETERMINAR A APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO § 4º DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS EM 1/3 (UM TERÇO). ALEGAÇÃO DE BIS IN IDEM, CONSIDERADA A VALORAÇÃO DA QUANTIDADE DE DROGA NA PRIMEIRA E TERCEIRA FASES DA DOSIMETRIA DA PENA. INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA LEI DE ENTORPECENTES EM 2/3 (DOIS TERÇOS) E CONSEQUENTE CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITOS, NOS TERMOS DO ART. 44 DO CÓDIGO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. DOSIMETRIA DA PENA ESCORREITA. 1. O bis in idem ocorre quando valorada duplamente duas circunstâncias prejudiciais ao réu na 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG dosimetria da pena. 2. In casu, o Juiz ateve-se às circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, sem qualquer alusão à quantidade da droga apreendida, para fixar a pena-base acima do mínimo legal e, de resto, deixou de aplicar a causa de diminuição da pena de que trata o § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006, resultando daí, obviamente, a impossibilidade da ocorrência de bis in idem. 3. A causa de diminuição da pena foi aplicada pelo Tribunal de Justiça em 1/3 (um terço), ao prover parcialmente o apelo da defesa, sob o fundamento de que a quantidade de entorpecente apreendida impedia redução maior, consoante o disposto no artigo 40 da Lei de Entorpecentes, verbis: ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do acusado.’ 4. A Primeira Turma desta Corte decidiu, no HC n. 104.195/MS, de que fui relator, DJe de 10/06/2011, que ‘A causa especial de diminuição de pena de que trata o § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 pode ser aplicada em apenas 1/6 (um sexto), num intervalo de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços), com fundamento na quantidade de entorpecente, que é critério preponderante fixado na lei, revelando a justeza da sanção no caso concreto. Precedentes: HC 98.900, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 30/11/2010 e HC 94.559, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 04/11/2010).’ 5. A dosimetria da pena não merece reparo, por isso que a redução média de 1/3, entre a proporção de 1/6 e 2/3, é significativa e não poderia dar-se no grau máximo em razão da expressiva quantidade de entorpecente apreendida, que não pode ser relegada. 6. A pretendida conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, apesar de encontrar apoio na jurisprudência desta Corte, resta prejudicada ante o desacolhimento da tese de bis in idem e da aplicação da causa de redução do § 4º do art. 33 no máximo previsto, do que decorre a impossibilidade de chegar-se à pena igual ou inferior a 4 (quatro) anos de reclusão e à consequente aplicação do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG dosimetria da pena. 2. In casu, o Juiz ateve-se às circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, sem qualquer alusão à quantidade da droga apreendida, para fixar a pena-base acima do mínimo legal e, de resto, deixou de aplicar a causa de diminuição da pena de que trata o § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006, resultando daí, obviamente, a impossibilidade da ocorrência de bis in idem. 3. A causa de diminuição da pena foi aplicada pelo Tribunal de Justiça em 1/3 (um terço), ao prover parcialmente o apelo da defesa, sob o fundamento de que a quantidade de entorpecente apreendida impedia redução maior, consoante o disposto no artigo 40 da Lei de Entorpecentes, verbis: ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do acusado.’ 4. A Primeira Turma desta Corte decidiu, no HC n. 104.195/MS, de que fui relator, DJe de 10/06/2011, que ‘A causa especial de diminuição de pena de que trata o § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 pode ser aplicada em apenas 1/6 (um sexto), num intervalo de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços), com fundamento na quantidade de entorpecente, que é critério preponderante fixado na lei, revelando a justeza da sanção no caso concreto. Precedentes: HC 98.900, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 30/11/2010 e HC 94.559, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 04/11/2010).’ 5. A dosimetria da pena não merece reparo, por isso que a redução média de 1/3, entre a proporção de 1/6 e 2/3, é significativa e não poderia dar-se no grau máximo em razão da expressiva quantidade de entorpecente apreendida, que não pode ser relegada. 6. A pretendida conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, apesar de encontrar apoio na jurisprudência desta Corte, resta prejudicada ante o desacolhimento da tese de bis in idem e da aplicação da causa de redução do § 4º do art. 33 no máximo previsto, do que decorre a impossibilidade de chegar-se à pena igual ou inferior a 4 (quatro) anos de reclusão e à consequente aplicação do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG artigo 44 do Código Penal. 7. Ordem denegada.” (HC nº 109.082/MS, Primeira Turma, da relatoria do Ministro Luiz Fux, DJe de 17/11/11). No caso concreto, ademais, considerou-se o fato de ter sido apreendido estupefaciente com alto poder destrutivo, ponderando-se, inegavelmente, sobre as graves consequências do crime para a sociedade e sobre sua natureza, conforme preconiza o art. 42 da Lei nº 11.343/06. A Lei nº 11.343/06 assim dispõe: “Art. 33. (...) § 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Embora as instâncias ordinárias tenham reconhecido condições favoráveis ao paciente, destacando a sua primariedade e os seus antecedentes, optaram por fixar e manter a redução no grau mínimo previsto em lei, ou seja, em 1/6 (um sexto). Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no patamar que entender necessário e suficiente para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. No caso em exame, não só a quantidade e a qualidade do entorpecente apreendido, mas todas as circunstâncias especiais que contextualizaram o tráfico, levaram a um juízo de maior gravidade relativamente ao envolvimento do paciente no crime. Vide: “(...) 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG artigo 44 do Código Penal. 7. Ordem denegada.” (HC nº 109.082/MS, Primeira Turma, da relatoria do Ministro Luiz Fux, DJe de 17/11/11). No caso concreto, ademais, considerou-se o fato de ter sido apreendido estupefaciente com alto poder destrutivo, ponderando-se, inegavelmente, sobre as graves consequências do crime para a sociedade e sobre sua natureza, conforme preconiza o art. 42 da Lei nº 11.343/06. A Lei nº 11.343/06 assim dispõe: “Art. 33. (...) § 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Embora as instâncias ordinárias tenham reconhecido condições favoráveis ao paciente, destacando a sua primariedade e os seus antecedentes, optaram por fixar e manter a redução no grau mínimo previsto em lei, ou seja, em 1/6 (um sexto). Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no patamar que entender necessário e suficiente para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. No caso em exame, não só a quantidade e a qualidade do entorpecente apreendido, mas todas as circunstâncias especiais que contextualizaram o tráfico, levaram a um juízo de maior gravidade relativamente ao envolvimento do paciente no crime. Vide: “(...) 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG Não se pode perder de vista que significativa quantidade de droga foi localizada em poder do apelante, exatamente 234,9g, e que a qualidade da droga, aliada a essa quantidade, não indicam que ela pudesse ser, exclusivamente, consumida por uma única pessoa. O fato de o recorrente ser conhecido pelos policiais como envolvido no tráfico ilícito, em seu poder ter sido localizada qualidade de droga extremamente nociva e em quantidade vultosa, assim como, o fato de sua namorada ter entrado em desespero pelo medo de ser morta acaso o entregasse à polícia, revelam que a droga apreendida não se destinava ao uso exclusivo do réu. (…) A reprimenda privativa de liberdade foi na primeira fase fixada no mínimo ao delito cominado; na segunda fase da dosimetria não foram aplicadas atenuantes e/ou agravantes; na terceira fase, ausentes causas de aumento, foi considerada a causa de diminuição de pena prevista no parágrafo 4.° do artigo 33 da Lei 11.343/2.006, na fração mínima de 1/6. Embora o réu não possua maus antecedentes, não seja reincidente, não se dedique à atividade criminosa nem pertença à organização criminosa, razões que justificaram a incidência da referida causa de diminuição de pena, a quantidade (234,9g) e a qualidade da droga (cocaína) apreendida em seu poder obstam que a fração de redução de sua pena seja aplicada no máximo, estando, pois, com razão, o Juiz sentenciante “ (fl. 52 do anexo 2). Verifica-se, assim, que a decisão foi fundamentada, não padecendo de qualquer ilegalidade, não tendo havido indevida fundamentação por parte do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais - em recurso exclusivo da defesa -, porquanto, no âmbito da apelação, a devolutividade da matéria à segunda instância permitia e exigia a análise da questão sob esse ângulo. Diante da quantidade da pena corporal cominada, igualmente incabível a sua substituição por penas restritivas de direitos (CP, art. 44, 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG Não se pode perder de vista que significativa quantidade de droga foi localizada em poder do apelante, exatamente 234,9g, e que a qualidade da droga, aliada a essa quantidade, não indicam que ela pudesse ser, exclusivamente, consumida por uma única pessoa. O fato de o recorrente ser conhecido pelos policiais como envolvido no tráfico ilícito, em seu poder ter sido localizada qualidade de droga extremamente nociva e em quantidade vultosa, assim como, o fato de sua namorada ter entrado em desespero pelo medo de ser morta acaso o entregasse à polícia, revelam que a droga apreendida não se destinava ao uso exclusivo do réu. (…) A reprimenda privativa de liberdade foi na primeira fase fixada no mínimo ao delito cominado; na segunda fase da dosimetria não foram aplicadas atenuantes e/ou agravantes; na terceira fase, ausentes causas de aumento, foi considerada a causa de diminuição de pena prevista no parágrafo 4.° do artigo 33 da Lei 11.343/2.006, na fração mínima de 1/6. Embora o réu não possua maus antecedentes, não seja reincidente, não se dedique à atividade criminosa nem pertença à organização criminosa, razões que justificaram a incidência da referida causa de diminuição de pena, a quantidade (234,9g) e a qualidade da droga (cocaína) apreendida em seu poder obstam que a fração de redução de sua pena seja aplicada no máximo, estando, pois, com razão, o Juiz sentenciante “ (fl. 52 do anexo 2). Verifica-se, assim, que a decisão foi fundamentada, não padecendo de qualquer ilegalidade, não tendo havido indevida fundamentação por parte do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais - em recurso exclusivo da defesa -, porquanto, no âmbito da apelação, a devolutividade da matéria à segunda instância permitia e exigia a análise da questão sob esse ângulo. Diante da quantidade da pena corporal cominada, igualmente incabível a sua substituição por penas restritivas de direitos (CP, art. 44, 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG inciso I). No que toca ao regime prisional cominado, observo que recentemente assentou o Plenário desta Suprema Corte, no HC nº 111.840/ES, de minha relatoria, a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90, com a redação dada pela Lei nº 11.464/07. Embora pendente de publicação o julgado em questão, colho do respectivo voto o seguinte excerto: “Considerando o que decidido pelo Plenário deste Supremo Tribunal, parece-me que não se poderia, em hipótese de tráfico de entorpecentes ensejadora da aplicação de pena privativa de liberdade superior a quatro (4) anos, sustentar a cogência absoluta de que o cumprimento da reprimenda carcerária decorrente da prática do crime de tráfico se dê em regime inicialmente fechado, tal como preconizado no art. 1º da Lei nº 11.464/07, que alterou a redação do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90. Há de se considerar que a própria Constituição Federal contempla as restrições a serem impostas àqueles que se mostrem incursos em dispositivos da Lei nº 8.072/90. Dentre elas não se encontra nenhuma que verse sobre a obrigatoriedade de imposição do regime extremo para o início de cumprimento da pena. No inciso XLIII do rol das garantias constitucionais – artigo 5º - afastam-se, tão somente, a fiança, a graça e a anistia, assegurando-se, em inciso posterior (XLVI), de forma abrangente, sem excepcionar essa ou aquela prática delituosa, a individualização da pena. No tocante ao tema, assinalo que, a partir do julgamento do HC nº 82.959/SP (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio , DJ de 1º/9/06), esta Corte Suprema passou a admitir a possibilidade de progressão de regime aos condenados pela prática de crimes hediondos, dada a declaração de inconstitucionalidade do art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90. Tal possibilidade veio a ser acolhida posteriormente pela Lei nº 11.464/07, que modificou a Lei nº 8.072/90, positivando-se, desse 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG inciso I). No que toca ao regime prisional cominado, observo que recentemente assentou o Plenário desta Suprema Corte, no HC nº 111.840/ES, de minha relatoria, a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90, com a redação dada pela Lei nº 11.464/07. Embora pendente de publicação o julgado em questão, colho do respectivo voto o seguinte excerto: “Considerando o que decidido pelo Plenário deste Supremo Tribunal, parece-me que não se poderia, em hipótese de tráfico de entorpecentes ensejadora da aplicação de pena privativa de liberdade superior a quatro (4) anos, sustentar a cogência absoluta de que o cumprimento da reprimenda carcerária decorrente da prática do crime de tráfico se dê em regime inicialmente fechado, tal como preconizado no art. 1º da Lei nº 11.464/07, que alterou a redação do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90. Há de se considerar que a própria Constituição Federal contempla as restrições a serem impostas àqueles que se mostrem incursos em dispositivos da Lei nº 8.072/90. Dentre elas não se encontra nenhuma que verse sobre a obrigatoriedade de imposição do regime extremo para o início de cumprimento da pena. No inciso XLIII do rol das garantias constitucionais – artigo 5º - afastam-se, tão somente, a fiança, a graça e a anistia, assegurando-se, em inciso posterior (XLVI), de forma abrangente, sem excepcionar essa ou aquela prática delituosa, a individualização da pena. No tocante ao tema, assinalo que, a partir do julgamento do HC nº 82.959/SP (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio , DJ de 1º/9/06), esta Corte Suprema passou a admitir a possibilidade de progressão de regime aos condenados pela prática de crimes hediondos, dada a declaração de inconstitucionalidade do art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90. Tal possibilidade veio a ser acolhida posteriormente pela Lei nº 11.464/07, que modificou a Lei nº 8.072/90, positivando-se, desse 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG modo, a possibilidade da mencionada progressão. Contudo, como já dito, essa lei estipulou que a pena imposta pela prática de qualquer dos crimes nela mencionados fosse, obrigatoriamente, cumprida inicialmente no regime fechado. Tal como já indagado no julgamento do HC nº 82.959/SP, tinha e tem o legislador ordinário poder para isso estabelecer? A minha resposta é negativa. Destarte, tenho como inconstitucional o preceito do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/90, o qual foi modificado pela Lei nº 11.464/07. A esse respeito, lembro as considerações feitas pelo eminente Ministro Gilmar Mendes no julgamento do RHC nº 103.547/SP (Segunda Turma, DJe 14/12/10): ‘(...) Consigno, por outro lado, que, como parte de suas razões de decidir, o Superior Tribunal de Justiça assentou que — após as modificações produzidas pela Lei n. 11.464/2007 — não haveria mais que se falar em constrangimento ilegal na fixação do regime inicial fechado a condenado por crime de tráfico ilícito de entorpecentes (Lei n. 11.343/2006, art. 33), haja vista a expressa determinação legal contida no art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90. Por oportuno, transcrevo esse dispositivo: ‘Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: [...] § 1º A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado. (Redação dada pela Lei nº 11.464, de 2007).’ No ponto, ressalto que guardo reservas quanto ao entendimento exarado pelo STJ e também quanto ao disposto nesse dispositivo. Deveras, o STF já teve a oportunidade, por ocasião 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG modo, a possibilidade da mencionada progressão. Contudo, como já dito, essa lei estipulou que a pena imposta pela prática de qualquer dos crimes nela mencionados fosse, obrigatoriamente, cumprida inicialmente no regime fechado. Tal como já indagado no julgamento do HC nº 82.959/SP, tinha e tem o legislador ordinário poder para isso estabelecer? A minha resposta é negativa. Destarte, tenho como inconstitucional o preceito do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/90, o qual foi modificado pela Lei nº 11.464/07. A esse respeito, lembro as considerações feitas pelo eminente Ministro Gilmar Mendes no julgamento do RHC nº 103.547/SP (Segunda Turma, DJe 14/12/10): ‘(...) Consigno, por outro lado, que, como parte de suas razões de decidir, o Superior Tribunal de Justiça assentou que — após as modificações produzidas pela Lei n. 11.464/2007 — não haveria mais que se falar em constrangimento ilegal na fixação do regime inicial fechado a condenado por crime de tráfico ilícito de entorpecentes (Lei n. 11.343/2006, art. 33), haja vista a expressa determinação legal contida no art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90. Por oportuno, transcrevo esse dispositivo: ‘Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: [...] § 1º A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado. (Redação dada pela Lei nº 11.464, de 2007).’ No ponto, ressalto que guardo reservas quanto ao entendimento exarado pelo STJ e também quanto ao disposto nesse dispositivo. Deveras, o STF já teve a oportunidade, por ocasião 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG da análise do julgamento do HC n. 82.959/SP, de declarar, incidenter tantum, a inconstitucionalidade da antiga redação do art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90, a qual determinava que os condenados por crimes hediondos ou a eles equiparados deveriam cumprir a pena em regime integralmente fechado. Naquele caso, ficou assentado que essa imposição iria de encontro ao princípio constitucional da individualização da pena (CF, art. 5º, XLVI). Pois bem, sobreveio a Lei n. 11.464/2007, que, ao promover mudanças no já mencionado art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90, determinou que a pena agora fosse cumprida no regime inicial fechado. É aqui que faço uma indagação: Esse dispositivo, em sua nova redação, não continuaria a violar o princípio constitucional da individualização da pena? Essa discussão inclusive já vem sendo alvo de debates nas instâncias inferiores e inequivocamente acabará por ser trazida à apreciação desta Suprema Corte. Por isso, trago estas considerações em obiter dictum. No ponto, destaco, ainda, à guisa de ilustração, julgado recente proferido pelo próprio STJ que, ao analisar o HC n. 149.807/SP lá impetrado, concluiu pela inconstitucionalidade desse dispositivo, ao fundamento de que, a despeito das modificações preconizadas pela Lei n. 11.464/2007, persistiria ainda a ofensa ao princípio constitucional da individualização da pena e também da proporcionalidade.’ Parecem-me igualmente válidas as considerações feitas pelo Ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do HC nº 149.807/SP, in verbis: ‘(...) Embora não se olvide o teor do art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 11.464/07, o fato é que mesmo para os crimes hediondos – 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG da análise do julgamento do HC n. 82.959/SP, de declarar, incidenter tantum, a inconstitucionalidade da antiga redação do art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90, a qual determinava que os condenados por crimes hediondos ou a eles equiparados deveriam cumprir a pena em regime integralmente fechado. Naquele caso, ficou assentado que essa imposição iria de encontro ao princípio constitucional da individualização da pena (CF, art. 5º, XLVI). Pois bem, sobreveio a Lei n. 11.464/2007, que, ao promover mudanças no já mencionado art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90, determinou que a pena agora fosse cumprida no regime inicial fechado. É aqui que faço uma indagação: Esse dispositivo, em sua nova redação, não continuaria a violar o princípio constitucional da individualização da pena? Essa discussão inclusive já vem sendo alvo de debates nas instâncias inferiores e inequivocamente acabará por ser trazida à apreciação desta Suprema Corte. Por isso, trago estas considerações em obiter dictum. No ponto, destaco, ainda, à guisa de ilustração, julgado recente proferido pelo próprio STJ que, ao analisar o HC n. 149.807/SP lá impetrado, concluiu pela inconstitucionalidade desse dispositivo, ao fundamento de que, a despeito das modificações preconizadas pela Lei n. 11.464/2007, persistiria ainda a ofensa ao princípio constitucional da individualização da pena e também da proporcionalidade.’ Parecem-me igualmente válidas as considerações feitas pelo Ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do HC nº 149.807/SP, in verbis: ‘(...) Embora não se olvide o teor do art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 11.464/07, o fato é que mesmo para os crimes hediondos – 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG ou a eles equiparados – a fixação do regime prisional para o início de cumprimento da privativa de liberdade há de levar em consideração a quantidade de pena imposta, a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a presença de agravantes, atenuantes, causas de aumento ou de diminuição. Enfim, deverá o Magistrado avaliar as circunstâncias do caso por ele analisado, não podendo impor, cegamente, o regime carcerário mais gravoso. No processo de submissão da lei ao filtro constitucional, imposto ao julgador, cabe-lhe a defesa dos direitos fundamentais. Assim, se o preceito está em harmonia com a Constituição, válido é; se de interpretação dúbia, empresta-se aquela que melhor confira eficácia normativa à Carta Política; se não resiste ao embate com os seus princípios, é declarado inconstitucional. Isso porque não se pode salvar a lei à custa da Constituição, norma sabidamente de maior envergadura em um ordenamento jurídico. É bem de ver, em primeiro lugar, que no Estado Democrático de Direito, a produção das normas deve se mostrar ajustada com o processo constitucional, matriz e bússola de navegação do devido processo legislativo. Leia-se a lição de Luiz Guilherme Marinoni, in ‘Teoria Geral do Processo’, 3ª ed., pp. 97/98: ‘Já se deixou claro que a lei, no Estado contemporâneo, tem a sua substância condicionada aos princípios constitucionais de justiça e aos direitos fundamentais. Compreender a lei a partir dos direitos fundamentais significa inverter a lógica da ideia de que esses direitos dependem da lei, pois hoje são as leis que têm a sua validade circunscrita aos direitos fundamentais, além de só admitirem interpretações que a eles estejam adequadas’ (grifei). 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG ou a eles equiparados – a fixação do regime prisional para o início de cumprimento da privativa de liberdade há de levar em consideração a quantidade de pena imposta, a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a presença de agravantes, atenuantes, causas de aumento ou de diminuição. Enfim, deverá o Magistrado avaliar as circunstâncias do caso por ele analisado, não podendo impor, cegamente, o regime carcerário mais gravoso. No processo de submissão da lei ao filtro constitucional, imposto ao julgador, cabe-lhe a defesa dos direitos fundamentais. Assim, se o preceito está em harmonia com a Constituição, válido é; se de interpretação dúbia, empresta-se aquela que melhor confira eficácia normativa à Carta Política; se não resiste ao embate com os seus princípios, é declarado inconstitucional. Isso porque não se pode salvar a lei à custa da Constituição, norma sabidamente de maior envergadura em um ordenamento jurídico. É bem de ver, em primeiro lugar, que no Estado Democrático de Direito, a produção das normas deve se mostrar ajustada com o processo constitucional, matriz e bússola de navegação do devido processo legislativo. Leia-se a lição de Luiz Guilherme Marinoni, in ‘Teoria Geral do Processo’, 3ª ed., pp. 97/98: ‘Já se deixou claro que a lei, no Estado contemporâneo, tem a sua substância condicionada aos princípios constitucionais de justiça e aos direitos fundamentais. Compreender a lei a partir dos direitos fundamentais significa inverter a lógica da ideia de que esses direitos dependem da lei, pois hoje são as leis que têm a sua validade circunscrita aos direitos fundamentais, além de só admitirem interpretações que a eles estejam adequadas’ (grifei). 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG Isso obviamente representa uma reação contra o princípio da supremacia da lei e contra o absolutismo do legislador. A forma normativa dos direitos fundamentais, ao impor o dimensionamento do produto do legislador, faz com que a Constituição deixe de ser encarada como algo que foi abandonado à maioria parlamentar. A vontade do legislador, agora, está submetida a vontade suprema do povo, ou melhor, à Constituição e aos direitos fundamentais... Note-se que, quando a norma não pode ser interpretada de acordo com a Constituição, evidentemente não há interpretação de acordo, porém necessidade de controle da constitucionalidade da lei.’ É preciso compreender, nessa linha de raciocínio, que os princípios, no que diz respeito a sua natureza, constituem-se verdadeiras normas jurídicas e, por isso, impõe-se-lhes observância, dada a sua força cogente. Em casos como o presente, a aplicação literal do dispositivo inserido na Lei dos Crimes Hediondos, alheia às peculiaridades do caso concreto acarretaria inafastável ofensa aos princípios da individualização da pena, da proporcionalidade e da efetivação do justo. Isso porque se estaria a lançar o condenado a uma pequena sanção a cumpri-la no regime mais gravoso. Relembrando as passagens do Eminente Ministro Nilson Naves, devemos todos ‘evitar a ação criminógena do cárcere’ (por exemplo, HC-144.117/MG, DJ de 30.11.09). Foi no ano de 2006 que o Supremo Tribunal Federal, em paradigmática decisão plenária, declarou a inconstitucionalidade da proibição à progressão de regime prevista no art. 2º, § 1º, da Lei de Crimes Hediondos, assentando que tal norma afronta o princípio da individualização da pena. O aresto recebeu a seguinte ementa: ‘PENA - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - RAZÃO DE SER. A progressão no 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG Isso obviamente representa uma reação contra o princípio da supremacia da lei e contra o absolutismo do legislador. A forma normativa dos direitos fundamentais, ao impor o dimensionamento do produto do legislador, faz com que a Constituição deixe de ser encarada como algo que foi abandonado à maioria parlamentar. A vontade do legislador, agora, está submetida a vontade suprema do povo, ou melhor, à Constituição e aos direitos fundamentais... Note-se que, quando a norma não pode ser interpretada de acordo com a Constituição, evidentemente não há interpretação de acordo, porém necessidade de controle da constitucionalidade da lei.’ É preciso compreender, nessa linha de raciocínio, que os princípios, no que diz respeito a sua natureza, constituem-se verdadeiras normas jurídicas e, por isso, impõe-se-lhes observância, dada a sua força cogente. Em casos como o presente, a aplicação literal do dispositivo inserido na Lei dos Crimes Hediondos, alheia às peculiaridades do caso concreto acarretaria inafastável ofensa aos princípios da individualização da pena, da proporcionalidade e da efetivação do justo. Isso porque se estaria a lançar o condenado a uma pequena sanção a cumpri-la no regime mais gravoso. Relembrando as passagens do Eminente Ministro Nilson Naves, devemos todos ‘evitar a ação criminógena do cárcere’ (por exemplo, HC-144.117/MG, DJ de 30.11.09). Foi no ano de 2006 que o Supremo Tribunal Federal, em paradigmática decisão plenária, declarou a inconstitucionalidade da proibição à progressão de regime prevista no art. 2º, § 1º, da Lei de Crimes Hediondos, assentando que tal norma afronta o princípio da individualização da pena. O aresto recebeu a seguinte ementa: ‘PENA - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - RAZÃO DE SER. A progressão no 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG regime de cumprimento da pena, nas espécies fechado, semiaberto e aberto, tem como razão maior a ressocialização do preso que, mais dia ou menos dia, voltará ao convívio social. PENA - CRIMES HEDIONDOS - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - ÓBICE - ARTIGO 2º, § 1º, DA LEI Nº 8.072/90 - INCONSTITUCIONALIDADE - EVOLUÇÃO JURISPRUDENCIAL. Conflita com a garantia da individualização da pena - artigo 5º, inciso XLVI, da Constituição Federal - a imposição, mediante norma, do cumprimento da pena em regime integralmente fechado. Nova inteligência do princípio da individualização da pena, em evolução jurisprudencial, assentada a inconstitucionalidade do artigo 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90.’ (HC nº 82.959/SP, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 1º/9/06) Resgato trecho do voto do eminente Ministro Eros Grau por entender pertinente com a matéria ora em análise: ‘No que tange à proibição da progressão de regime nos crimes hediondos, afronta o princípio da individualização da pena (art. 50, XLVI), direcionado ao legislador, que não pode impor regra fixa que impeça o julgador de individualizar, segundo sua avaliação, caso a caso, a pena do condenado que tenha praticado qualquer dos crimes relacionados como hediondos. Considere-se ainda a vedação da imposição de penas cruéis (art. 5, XLVII, ‘e’) e o respeito à dignidade da pessoa humana (art. 1º, III), sendo também certo que o cumprimento da pena em 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG regime de cumprimento da pena, nas espécies fechado, semiaberto e aberto, tem como razão maior a ressocialização do preso que, mais dia ou menos dia, voltará ao convívio social. PENA - CRIMES HEDIONDOS - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - ÓBICE - ARTIGO 2º, § 1º, DA LEI Nº 8.072/90 - INCONSTITUCIONALIDADE - EVOLUÇÃO JURISPRUDENCIAL. Conflita com a garantia da individualização da pena - artigo 5º, inciso XLVI, da Constituição Federal - a imposição, mediante norma, do cumprimento da pena em regime integralmente fechado. Nova inteligência do princípio da individualização da pena, em evolução jurisprudencial, assentada a inconstitucionalidade do artigo 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90.’ (HC nº 82.959/SP, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 1º/9/06) Resgato trecho do voto do eminente Ministro Eros Grau por entender pertinente com a matéria ora em análise: ‘No que tange à proibição da progressão de regime nos crimes hediondos, afronta o princípio da individualização da pena (art. 50, XLVI), direcionado ao legislador, que não pode impor regra fixa que impeça o julgador de individualizar, segundo sua avaliação, caso a caso, a pena do condenado que tenha praticado qualquer dos crimes relacionados como hediondos. Considere-se ainda a vedação da imposição de penas cruéis (art. 5, XLVII, ‘e’) e o respeito à dignidade da pessoa humana (art. 1º, III), sendo também certo que o cumprimento da pena em 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG regime integral, por ser cruel e desumano, importa violação a esses preceitos constitucionais.’ Acentuou o Ministro Gilmar Mendes, na oportunidade, que ‘o princípio da individualização da pena fundamenta um direito subjetivo, que se não restringe à simples fixação da pena in abstracto, mas que se revela abrangente da própria forma de individualização’. O legislador pátrio, atento à referida evolução jurisprudencial, editou em 28.3.07, a Lei nº 11.464, que, modificando a redação da Lei nº 8.072/90, derrogou a vedação à progressão de regime, estabelecendo que a pena a condenados por crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo devem ser descontadas apenas inicialmente no regime fechado. No entanto, persistiu – e ainda persiste – a ofensa ao princípio da individualização pena. Ora, se o dispositivo responsável por impor o integral cumprimento da reprimenda no regime fechado é inconstitucional, também o é aquele que determina a todos – independentemente da pena a ser descontada ou das nuances do caso a caso – que iniciem a expiação no regime mais gravoso. Ainda mais. A Lei não anda em harmonia com o princípio da proporcionalidade, corolário da busca do justo. Isso porque a imposição do regime fechado inclusive a condenados a penas ínfimas, primários e de bons antecedentes, entra em rota de colisão com a Constituição e com a evolução do Direito Penal. É certo que neste Colegiado já contamos com alguns julgados no sentido ora defendido. Sejam exemplos, os HC-130.113/SC, Relator Ministro Nilson Naves; HC- 154.570/RS, Relatora Ministra Maria Thereza; e HC- 128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi. Deste último precedente, recupero a ementa: 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG regime integral, por ser cruel e desumano, importa violação a esses preceitos constitucionais.’ Acentuou o Ministro Gilmar Mendes, na oportunidade, que ‘o princípio da individualização da pena fundamenta um direito subjetivo, que se não restringe à simples fixação da pena in abstracto, mas que se revela abrangente da própria forma de individualização’. O legislador pátrio, atento à referida evolução jurisprudencial, editou em 28.3.07, a Lei nº 11.464, que, modificando a redação da Lei nº 8.072/90, derrogou a vedação à progressão de regime, estabelecendo que a pena a condenados por crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo devem ser descontadas apenas inicialmente no regime fechado. No entanto, persistiu – e ainda persiste – a ofensa ao princípio da individualização pena. Ora, se o dispositivo responsável por impor o integral cumprimento da reprimenda no regime fechado é inconstitucional, também o é aquele que determina a todos – independentemente da pena a ser descontada ou das nuances do caso a caso – que iniciem a expiação no regime mais gravoso. Ainda mais. A Lei não anda em harmonia com o princípio da proporcionalidade, corolário da busca do justo. Isso porque a imposição do regime fechado inclusive a condenados a penas ínfimas, primários e de bons antecedentes, entra em rota de colisão com a Constituição e com a evolução do Direito Penal. É certo que neste Colegiado já contamos com alguns julgados no sentido ora defendido. Sejam exemplos, os HC-130.113/SC, Relator Ministro Nilson Naves; HC- 154.570/RS, Relatora Ministra Maria Thereza; e HC- 128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi. Deste último precedente, recupero a ementa: 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CRIME PRATICADO DURANTE A VIGÊNCIA DA LEI Nº 11.464/07. APLICAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. PENA DE CURTA DURAÇÃO. AMBIENTE DELETÉRIO E PREJUDICIAL À RECUPERAÇÃO DA CONDENADA. ORDEM CONCEDIDA. 1. Verifica-se que o delito fora praticado em 04/10/2007, quando a Lei nº 11.464/2007, que instituiu o regime inicial fechado aos crimes hediondos e assemelhados, já se encontrava em vigor. Contudo, o cumprimento de pena de curta duração em ambiente deletério é prejudicial à recuperação da condenada. O raciocínio a ser utilizado é o mesmo para a concessão do sursis, cabível nas hipóteses de pena inferior a 2 (dois) anos. 2. Na situação em análise, na qual a paciente ostenta circunstâncias judiciais favoráveis, tendo sido condenada a cumprir pena de 01 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, o regime prisional, à luz do artigo 33, § 2º, alínea 'c', deve ser o aberto . 3. Ordem concedida para estabelecer à paciente o regime inicial aberto para o cumprimento de sua pena reclusiva. (HC-128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi, DJ de 5.10.09)’’ (destaques no original). No mesmo sentido, destaco os seguintes precedentes desta Suprema Corte sobre o tema: ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME DE CUMPRIMENTO MAIS GRAVE DO QUE O 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CRIME PRATICADO DURANTE A VIGÊNCIA DA LEI Nº 11.464/07. APLICAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. PENA DE CURTA DURAÇÃO. AMBIENTE DELETÉRIO E PREJUDICIAL À RECUPERAÇÃO DA CONDENADA. ORDEM CONCEDIDA. 1. Verifica-se que o delito fora praticado em 04/10/2007, quando a Lei nº 11.464/2007, que instituiu o regime inicial fechado aos crimes hediondos e assemelhados, já se encontrava em vigor. Contudo, o cumprimento de pena de curta duração em ambiente deletério é prejudicial à recuperação da condenada. O raciocínio a ser utilizado é o mesmo para a concessão do sursis, cabível nas hipóteses de pena inferior a 2 (dois) anos. 2. Na situação em análise, na qual a paciente ostenta circunstâncias judiciais favoráveis, tendo sido condenada a cumprir pena de 01 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, o regime prisional, à luz do artigo 33, § 2º, alínea 'c', deve ser o aberto . 3. Ordem concedida para estabelecer à paciente o regime inicial aberto para o cumprimento de sua pena reclusiva. (HC-128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi, DJ de 5.10.09)’’ (destaques no original). No mesmo sentido, destaco os seguintes precedentes desta Suprema Corte sobre o tema: ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME DE CUMPRIMENTO MAIS GRAVE DO QUE O 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG PREVISTO EM LEI. DIREITO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCEÇÃO À SÚMULA 691. Tráfico de entorpecentes. Fixação da pena. Circunstâncias judiciais favoráveis. Pena fixada em quantidade que permite a substituição da privação de liberdade por restrição de direitos ou o início do cumprimento da pena no regime aberto. Imposição, não obstante, de regime fechado. Constrangimento ilegal a ensejar exceção à Súmula 691/STF. Ordem concedida’ (HC nº 101.291/SP, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 12/02/2010 -destaquei). ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. EXCEÇÃO À SÚMULA 691/STF. REDUÇÃO DA PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006, VEDADA A SUBSTITUIÇÃO POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. SITUAÇÃO MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE. 1. Condenação, por tráfico de entorpecentes, a um ano e oito meses de reclusão, em regime fechado. Presença dos requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim ao regime aberto. Constrangimento ilegal evidenciado, justificando exceção à Súmula 691 desta Corte. 2. Redução de 1/6 a 2/3 da pena, prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, vedada a substituição por outra restritiva de direitos. Situação mais gravosa ao paciente. Inaplicabilidade. Ordem concedida, parcialmente, de ofício, para garantir ao paciente a substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim para que, caso haja reversão, o início da execução da pena privativa de liberdade se dê em regime inicial aberto’ (HC nº 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG PREVISTO EM LEI. DIREITO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCEÇÃO À SÚMULA 691. Tráfico de entorpecentes. Fixação da pena. Circunstâncias judiciais favoráveis. Pena fixada em quantidade que permite a substituição da privação de liberdade por restrição de direitos ou o início do cumprimento da pena no regime aberto. Imposição, não obstante, de regime fechado. Constrangimento ilegal a ensejar exceção à Súmula 691/STF. Ordem concedida’ (HC nº 101.291/SP, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 12/02/2010 -destaquei). ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. EXCEÇÃO À SÚMULA 691/STF. REDUÇÃO DA PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006, VEDADA A SUBSTITUIÇÃO POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. SITUAÇÃO MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE. 1. Condenação, por tráfico de entorpecentes, a um ano e oito meses de reclusão, em regime fechado. Presença dos requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim ao regime aberto. Constrangimento ilegal evidenciado, justificando exceção à Súmula 691 desta Corte. 2. Redução de 1/6 a 2/3 da pena, prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, vedada a substituição por outra restritiva de direitos. Situação mais gravosa ao paciente. Inaplicabilidade. Ordem concedida, parcialmente, de ofício, para garantir ao paciente a substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim para que, caso haja reversão, o início da execução da pena privativa de liberdade se dê em regime inicial aberto’ (HC nº 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG 100.590/DF, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 27/11/2009 – destaquei). Feitas essas considerações, penso que deve ser superado o disposto na Lei dos Crimes Hediondos (obrigatoriedade de início do cumprimento de pena no regime fechado) para aqueles que preencham todos os demais requisitos previstos no art. 33, §§ 2º, b, e 3º, do CP, admitindo-se o início do cumprimento de pena em regime diverso do fechado” (destaques conforme o original). Observo, contudo, que, de acordo com o atestado de pena atualizado obtido por minha assessoria junto à Vara de Execuções Criminais de Governador Valadares/MG, o paciente já obteve, no feito a que alude esta impetração, a progressão para o regime prisional semiaberto e, na sequência, para o aberto, com a concessão de prisão domiciliar. Encontra-se, contudo, atualmente preso, em regime fechado, em decorrência da prática de novo crime de tráfico, condenado à pena provisória de seis (6) anos e seis (6) meses de reclusão, pelo que fica prejudicada toda e qualquer pretensão de fixação de regime prisional mais abrandado (anexo de instrução 6). Ante o exposto, voto pela extinção do writ, por inadequação da via processual eleita. 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG 100.590/DF, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 27/11/2009 – destaquei). Feitas essas considerações, penso que deve ser superado o disposto na Lei dos Crimes Hediondos (obrigatoriedade de início do cumprimento de pena no regime fechado) para aqueles que preencham todos os demais requisitos previstos no art. 33, §§ 2º, b, e 3º, do CP, admitindo-se o início do cumprimento de pena em regime diverso do fechado” (destaques conforme o original). Observo, contudo, que, de acordo com o atestado de pena atualizado obtido por minha assessoria junto à Vara de Execuções Criminais de Governador Valadares/MG, o paciente já obteve, no feito a que alude esta impetração, a progressão para o regime prisional semiaberto e, na sequência, para o aberto, com a concessão de prisão domiciliar. Encontra-se, contudo, atualmente preso, em regime fechado, em decorrência da prática de novo crime de tráfico, condenado à pena provisória de seis (6) anos e seis (6) meses de reclusão, pelo que fica prejudicada toda e qualquer pretensão de fixação de regime prisional mais abrandado (anexo de instrução 6). Ante o exposto, voto pela extinção do writ, por inadequação da via processual eleita. 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, subscrevo o parecer da Procuradoria. É estreme de dúvidas a incidência do artigo 33, § 4º, da Lei de Tóxicos, tanto assim que se observou a diminuição de um sexto da pena. Por que não se implementou diminuição maior? Porque se teve presente a quantidade de tóxico. Mas acontece que essa quantidade foi levada em conta na fixação da pena-base. Não poderia ser considerada novamente, mesmo porque não está prevista no preceito. Por isso, o Doutor Edson preconiza a concessão da ordem para que se aprecie... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): No juízo de piso, a alteração da pena é... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Chegaria à diminuição imediata da pena... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O máximo são dois terços. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Chego à diminuição de dois terços porque o paciente é primário e tem bons antecedentes. Concedo a ordem de ofício, para reconhecer o direito à redução máxima prevista – de dois terços com as consequências próprias. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4306744. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, subscrevo o parecer da Procuradoria. É estreme de dúvidas a incidência do artigo 33, § 4º, da Lei de Tóxicos, tanto assim que se observou a diminuição de um sexto da pena. Por que não se implementou diminuição maior? Porque se teve presente a quantidade de tóxico. Mas acontece que essa quantidade foi levada em conta na fixação da pena-base. Não poderia ser considerada novamente, mesmo porque não está prevista no preceito. Por isso, o Doutor Edson preconiza a concessão da ordem para que se aprecie... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): No juízo de piso, a alteração da pena é... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Chegaria à diminuição imediata da pena... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O máximo são dois terços. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Chego à diminuição de dois terços porque o paciente é primário e tem bons antecedentes. Concedo a ordem de ofício, para reconhecer o direito à redução máxima prevista – de dois terços com as consequências próprias. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4306744. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Também me chamou a atenção esse destaque do parecer do Ministério Público, de que foi constatada a primariedade, os bons antecedentes e, na oportunidade, não havia envolvimento do paciente com organização criminosa. Também vou pedir vênia para conceder, de ofício, nos termos da divergência aberta pelo Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3985221. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Também me chamou a atenção esse destaque do parecer do Ministério Público, de que foi constatada a primariedade, os bons antecedentes e, na oportunidade, não havia envolvimento do paciente com organização criminosa. Também vou pedir vênia para conceder, de ofício, nos termos da divergência aberta pelo Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3985221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.336 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : CHARLES DAVID OLIVEIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por empate na votação, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem, de ofício, a Senhora Ministra Rosa Weber e o Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912998 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.336 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : CHARLES DAVID OLIVEIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por empate na votação, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem, de ofício, a Senhora Ministra Rosa Weber e o Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912998 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4400873
2013-05-21T00:00:00
2013-08-29T00:00:00
Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por empate na votação, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem, de ofício, a Senhora Ministra Rosa Weber e o Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade irrestrita do substitutivo do habeas corpus. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – ARTIGO 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/06 – ACUSADO PRIMÁRIO E DE BONS ANTECEDENTES. Uma vez envolvido acusado primário e de bons antecedentes, cabe observar a percentagem de diminuição da pena no grau maior – inteligência do artigo 33, § 4º, da Lei de Tóxicos.
sjur240078
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUBSTITUIÇÃO, RHC) HC 109956 (1ªT), HC 108715. (HABEAS CORPUS, CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA, TRÁFICO DE ENTORPECENTES) HC 92956 (1ªT), HC 107904 (1ªT), RHC 94806 (1ªT). (DOSIMETRIA DA PENA, BIS IN IDEM, QUANTIDADE, ENTORPECENTE) HC 109082 (1ªT). (REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA, LEI DOS CRIMES HEDIONDOS) HC 111840. - Veja HC 184538 do STJ. Número de páginas: 26. Análise: 10/10/2013, SER.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
114336
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00002 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00002 PAR-00001 REDAÇÃO DADA PELA LEI-11464/2007\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\" PAR-00004 ART-00042\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED LEI-011464 ANO-2007\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00044 INC-00001\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 114336
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PACTE.(S) : CHARLES DAVID OLIVEIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CHARLES DAVID OLIVEIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade irrestrita do substitutivo do habeas corpus. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – ARTIGO 33, § 4..., DA LEI n 11.343/06 – ACUSADO PRIMÁRIO E DE BONS ANTECEDENTES. Uma vez envolvido acusado primário e de bons antecedentes, cabe observar a percentagem de diminuição da pena no grau maior – inteligência do artigo 33, § 4..., da Lei de Tóxicos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4323801. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Ementa e Acórdão HC 114336 / MG ofício, nos termos do voto do Ministro Marco Aurélio e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – REDATOR DO ACÓRDÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4323801. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG ofício, nos termos do voto do Ministro Marco Aurélio e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – REDATOR DO ACÓRDÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4323801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CHARLES DAVID OLIVEIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Charles David Oliveira, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, na parte de que conheceu, denegou a ordem no HC n 184.538/MG impetrado àquela Corte, Relatora a Ministro Maria Thereza de Assis Moura. Busca a impetrante nesta impetração a concessão de ordem para garantir ao paciente a aplicação da “causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, §4...[,] da Lei n 11.343/06, na proporção de 2/3, a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos e o cumprimento da pena em regime aberto” (fl. 10 da inicial). Alega a impetrante: “(…) que não existe motivo para permanecer a diminuição no mínimo, simplesmente pela informação da quantidade e qualidade da droga, haja vista que a condenação é por tráfico e não por porte para consumo exclusivo de uma única pessoa. Ademais, a pena base já embarca a gravidade do delito, sendo que a diminuição é justamente pelo fato do réu não ser um traficante contumaz de droga e ter adentrado nessa via por um infeliz episódio de sua vida. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274221. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CHARLES DAVID OLIVEIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Charles David Oliveira, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, na parte de que conheceu, denegou a ordem no HC n 184.538/MG impetrado àquela Corte, Relatora a Ministro Maria Thereza de Assis Moura. Busca a impetrante nesta impetração a concessão de ordem para garantir ao paciente a aplicação da “causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, §4...[,] da Lei n 11.343/06, na proporção de 2/3, a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos e o cumprimento da pena em regime aberto” (fl. 10 da inicial). Alega a impetrante: “(…) que não existe motivo para permanecer a diminuição no mínimo, simplesmente pela informação da quantidade e qualidade da droga, haja vista que a condenação é por tráfico e não por porte para consumo exclusivo de uma única pessoa. Ademais, a pena base já embarca a gravidade do delito, sendo que a diminuição é justamente pelo fato do réu não ser um traficante contumaz de droga e ter adentrado nessa via por um infeliz episódio de sua vida. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Relatório HC 114336 / MG Em que pese o entendimento firmado, temos que o paciente cumpre todos os requisitos do artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, para aplicação do redutor em 2/3, tendo as instâncias ordinárias reconhecido ser ele primário, sem antecedentes criminais, não integrante de organização criminosa, inexistindo qualquer prova de sua dedicação a atividades ilícitas. Além disso, observamos que os critérios relativos à quantidade e à natureza das drogas apreendidas foram considerados na fixação da pena-base que, diga-se, manteve-se no mínimo legal. Reconsiderá-los como condição para a redução prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, acarretaria inadmissível bis in idem em relação ao disposto no art. 42 da citada lei, uma vez que o v. acórdão utilizou os mesmos elementos para agravar a situação do paciente em momentos distintos da dosimetria da pena” (fl. 5 da inicial). Pede, finalmente, “a concessão de ordem de habeas corpus para que seja aplicada a causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, §4... da Lei n 11.343/06, na proporção de 2/3, a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito e o cumprimento da pena em regime aberto” (fl. 10 da inicial). Em 2/8/12, não havendo pedido de liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as informações da autoridade apontada como coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, manifestou-se pelo não conhecimento da impetração, opinando, contudo, pela concessão de ordem de ofício para que a individualização da pena seja revista pelo Juízo da Execução (anexo de instrução 5). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274221. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG Em que pese o entendimento firmado, temos que o paciente cumpre todos os requisitos do artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, para aplicação do redutor em 2/3, tendo as instâncias ordinárias reconhecido ser ele primário, sem antecedentes criminais, não integrante de organização criminosa, inexistindo qualquer prova de sua dedicação a atividades ilícitas. Além disso, observamos que os critérios relativos à quantidade e à natureza das drogas apreendidas foram considerados na fixação da pena-base que, diga-se, manteve-se no mínimo legal. Reconsiderá-los como condição para a redução prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, acarretaria inadmissível bis in idem em relação ao disposto no art. 42 da citada lei, uma vez que o v. acórdão utilizou os mesmos elementos para agravar a situação do paciente em momentos distintos da dosimetria da pena” (fl. 5 da inicial). Pede, finalmente, “a concessão de ordem de habeas corpus para que seja aplicada a causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, §4... da Lei n 11.343/06, na proporção de 2/3, a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito e o cumprimento da pena em regime aberto” (fl. 10 da inicial). Em 2/8/12, não havendo pedido de liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as informações da autoridade apontada como coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, manifestou-se pelo não conhecimento da impetração, opinando, contudo, pela concessão de ordem de ofício para que a individualização da pena seja revista pelo Juízo da Execução (anexo de instrução 5). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, na parte de que conheceu, denegou a ordem no HC n 184.538/MG impetrado àquela Corte, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Colhe-se dos documentos que instruem a impetração que o paciente foi preso em flagrante com 234,95 g de cocaína sob a forma de ‘crack’, tendo sido condenado por violação do art. 33, caput e § 4..., da Lei n 11.343/06, à pena de 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e 500 dias-multa. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, dando provimento ao recurso defensivo, reduziu a pena de multa aplicada ao paciente para 415 dias-multa, mantendo, no mais, intacta a decisão de primeiro grau, em decisão assim ementada: “PENAL – APELAÇÃO – TRÁFICO DE DROGAS – DESCLASSIFICAÇÃO PARA USO – QUANTIDADE DE DROGA ELEVADA EVIDENCIANDO A MERCADORIA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA DO ARTIGO 33, § 4..., DA LEI 11.343/2.006. QUANTIDADE E QUALIDADE DA DROGA QUE OBSTAM A APLICAÇÃO DE FRAÇÃO MAIOR – CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA QUE DEVE INCIDIR SOBRE A DOSIMETRIA DA MULTA – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO PARA REDUZIR A PENA DE MULTA. 1. O réu que é conhecido no meio policial pelo envolvimento com o tráfico de drogas e é surpreendido na posse de 234,9g de cocaína comprovadamente não a tinha, unicamente, para uso pessoal. 2. A causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/2.006 aplica-se ao réu primário, que não tenho maus antecedentes, que não se dedique à atividade criminosa e nem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, na parte de que conheceu, denegou a ordem no HC n 184.538/MG impetrado àquela Corte, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Colhe-se dos documentos que instruem a impetração que o paciente foi preso em flagrante com 234,95 g de cocaína sob a forma de ‘crack’, tendo sido condenado por violação do art. 33, caput e § 4..., da Lei n 11.343/06, à pena de 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e 500 dias-multa. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, dando provimento ao recurso defensivo, reduziu a pena de multa aplicada ao paciente para 415 dias-multa, mantendo, no mais, intacta a decisão de primeiro grau, em decisão assim ementada: “PENAL – APELAÇÃO – TRÁFICO DE DROGAS – DESCLASSIFICAÇÃO PARA USO – QUANTIDADE DE DROGA ELEVADA EVIDENCIANDO A MERCADORIA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA DO ARTIGO 33, § 4..., DA LEI 11.343/2.006. QUANTIDADE E QUALIDADE DA DROGA QUE OBSTAM A APLICAÇÃO DE FRAÇÃO MAIOR – CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA QUE DEVE INCIDIR SOBRE A DOSIMETRIA DA MULTA – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO PARA REDUZIR A PENA DE MULTA. 1. O réu que é conhecido no meio policial pelo envolvimento com o tráfico de drogas e é surpreendido na posse de 234,9g de cocaína comprovadamente não a tinha, unicamente, para uso pessoal. 2. A causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/2.006 aplica-se ao réu primário, que não tenho maus antecedentes, que não se dedique à atividade criminosa e nem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG integre organização criminosa. 3. A fração de redução prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/2.006 deve ser escolhida levando-se em consideração a qualidade e a quantidade da droga. 4. Causa de diminuição de pena eventualmente existente aplica-se sobre a pena privativa de liberdade e sobre a pena de multa. 5. Recurso parcialmente provido para reduzir a pena de multa” (fl. 51 do anexo de instrução 2). Contra esse julgado impetrou a Defensoria Pública da União ao Superior Tribunal de Justiça o HC n 184.538/MG, o qual, na parte de que conheceu a Sexta Turma, veio a ser denegado, como mostra a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO. QUANTUM DE INCIDÊNCIA. ACÓRDÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. NATUREZA E QUANTIDADE DA DROGA. ALTERAÇÃO DO DECIDIDO. REVOLVIMENTO DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESCABIMENTO. REGIME INICIAL ABERTO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. PENA SUPERIOR A 4 ANOS. PLEITO SUBSIDIÁRIO. AFASTAMENTO DA HEDIONDEZ DO DELITO PARA FINS DE PROGRESSÃO DE REGIME. TEMA NÃO ENFRENTADO NA ORIGEM. COGNIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESTA EXTENSÃO, DENEGADA. 1. Devidamente fundamentada a dosimetria, no tocante, especificamente, à causa especial de diminuição, notadamente pela natureza e quantidade da droga apreendida (art. 42 da Lei n 11.343/2006), o quantum de redução aplicado fica indene ao crivo do habeas corpus, pois é matéria que demanda revolvimento fático-probatório. Precedentes desta Corte e do Supremo Tribunal Federal. 2. Negada a aplicação da causa especial de diminuição da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG integre organização criminosa. 3. A fração de redução prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/2.006 deve ser escolhida levando-se em consideração a qualidade e a quantidade da droga. 4. Causa de diminuição de pena eventualmente existente aplica-se sobre a pena privativa de liberdade e sobre a pena de multa. 5. Recurso parcialmente provido para reduzir a pena de multa” (fl. 51 do anexo de instrução 2). Contra esse julgado impetrou a Defensoria Pública da União ao Superior Tribunal de Justiça o HC n 184.538/MG, o qual, na parte de que conheceu a Sexta Turma, veio a ser denegado, como mostra a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO. QUANTUM DE INCIDÊNCIA. ACÓRDÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. NATUREZA E QUANTIDADE DA DROGA. ALTERAÇÃO DO DECIDIDO. REVOLVIMENTO DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESCABIMENTO. REGIME INICIAL ABERTO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. PENA SUPERIOR A 4 ANOS. PLEITO SUBSIDIÁRIO. AFASTAMENTO DA HEDIONDEZ DO DELITO PARA FINS DE PROGRESSÃO DE REGIME. TEMA NÃO ENFRENTADO NA ORIGEM. COGNIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESTA EXTENSÃO, DENEGADA. 1. Devidamente fundamentada a dosimetria, no tocante, especificamente, à causa especial de diminuição, notadamente pela natureza e quantidade da droga apreendida (art. 42 da Lei n 11.343/2006), o quantum de redução aplicado fica indene ao crivo do habeas corpus, pois é matéria que demanda revolvimento fático-probatório. Precedentes desta Corte e do Supremo Tribunal Federal. 2. Negada a aplicação da causa especial de diminuição da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG pena em seu grau máximo, inviável a fixação do regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, por ausência dos requisitos legais. 3. A questão da possibilidade de afastamento da hediondez do tráfico ilícito de entorpecentes em razão da incidência da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4., da Lei n. 11.343/06, para fins de progressão de regime prisional, não foi debatida na origem, sendo, portanto, inviável dela cuidar, sob pena de indevida supressão de instância. 4. Ordem parcialmente conhecida e, nesta extensão, denegada” (fl. 81 do anexo 2). Esse é o motivo pelo qual se insurge a impetrante neste writ. De início, ressalto que há óbice jurídico-processual ao conhecimento do habeas corpus. No caso, a impetração foi manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, o que esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC n 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. Segundo aquele dispositivo constitucional, compete a este Supremo Tribunal julgar, em recurso ordinário, “o habeas-corpus, o mandado de segurança, o habeas-data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão”. Conforme expressamente consignado pelo eminente Relator naquela assentada, “o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea a, e 105, inciso II, alínea a, tem-se a previsão do recurso ordinário 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG pena em seu grau máximo, inviável a fixação do regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, por ausência dos requisitos legais. 3. A questão da possibilidade de afastamento da hediondez do tráfico ilícito de entorpecentes em razão da incidência da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4., da Lei n. 11.343/06, para fins de progressão de regime prisional, não foi debatida na origem, sendo, portanto, inviável dela cuidar, sob pena de indevida supressão de instância. 4. Ordem parcialmente conhecida e, nesta extensão, denegada” (fl. 81 do anexo 2). Esse é o motivo pelo qual se insurge a impetrante neste writ. De início, ressalto que há óbice jurídico-processual ao conhecimento do habeas corpus. No caso, a impetração foi manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, o que esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC n 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. Segundo aquele dispositivo constitucional, compete a este Supremo Tribunal julgar, em recurso ordinário, “o habeas-corpus, o mandado de segurança, o habeas-data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão”. Conforme expressamente consignado pelo eminente Relator naquela assentada, “o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea a, e 105, inciso II, alínea a, tem-se a previsão do recurso ordinário 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por Tribunal Superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça” (HC n 108.715/RJ). Ressalvo meu entendimento pessoal, já consignado naquele julgamento, pelo cabimento do habeas corpus substitutivo em casos como este. Contudo, adoto o entendimento do colegiado e o aplico à espécie. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal de 1988), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. A título de registro, porém, destaco que, no que tange ao reconhecimento da minorante, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC n 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida mitigação. Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes precedentes: “Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça. Incidência da Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal. Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por Tribunal Superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça” (HC n 108.715/RJ). Ressalvo meu entendimento pessoal, já consignado naquele julgamento, pelo cabimento do habeas corpus substitutivo em casos como este. Contudo, adoto o entendimento do colegiado e o aplico à espécie. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal de 1988), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. A título de registro, porém, destaco que, no que tange ao reconhecimento da minorante, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC n 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida mitigação. Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes precedentes: “Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça. Incidência da Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal. Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta Suprema Corte, no HC n 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração incidental de inconstitucionalidade da proibição de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4... do art. 33 e do art. 42, ambos da Lei n 11.343/06. 3. A dosimetria levada a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as circunstâncias previstas no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 e estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo responsável pela execução da pena analise os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos” (HC n 107.904/SC, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/11 – destaque nosso); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. DEDICAÇÃO ÀS ATIVIDADES CRIMINOSAS. DECISÃO QUE INDEFERE O BENEFÍCIO AO RECORRENTE COM BASE NA QUANTIDADE DA DROGA E NA FORMA DE ACONDICIONAMENTO: POSSIBILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é de não ser possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar criando uma nova lei que conteria o mais benéfico de cada qual das leis. Precedentes. 2. Na espécie, os fatos que ensejaram a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta Suprema Corte, no HC n 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração incidental de inconstitucionalidade da proibição de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4... do art. 33 e do art. 42, ambos da Lei n 11.343/06. 3. A dosimetria levada a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as circunstâncias previstas no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 e estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo responsável pela execução da pena analise os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos” (HC n 107.904/SC, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/11 – destaque nosso); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. DEDICAÇÃO ÀS ATIVIDADES CRIMINOSAS. DECISÃO QUE INDEFERE O BENEFÍCIO AO RECORRENTE COM BASE NA QUANTIDADE DA DROGA E NA FORMA DE ACONDICIONAMENTO: POSSIBILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é de não ser possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar criando uma nova lei que conteria o mais benéfico de cada qual das leis. Precedentes. 2. Na espécie, os fatos que ensejaram a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG não-aplicação da causa de diminuição prevista na nova Lei de Tóxicos (quantidade da droga e forma de acondicionamento) são hígidos e suficientes para atestar a dedicação do Recorrente às atividades criminosas. 3. A conduta social do agente, o concurso eventual de pessoas, a receptação, os apetrechos relacionados ao tráfico, a quantidade de droga e as situações de maus antecedentes exemplificam situações caracterizadoras de atividades criminosas. 4. O habeas corpus não é prestante para revisar os elementos de prova invocados pelas instâncias de mérito a refutar a aplicação da causa de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006. 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus ao qual se nega provimento” (RHC n 94.806/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/4/10). No caso, não se verifica a ocorrência do proclamado bis in idem, tendo a pena-base, em sua primeira fase, sido fixada no mínimo legal, sem qualquer consideração sobre a qualidade ou quantidade do entorpecente apreendido em poder do paciente (fl. 23 do anexo 2). Nesse sentido cito o seguinte precedente desta Primeira Turma: “PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES (ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006). DOSIMETRIA DA PENA. APELAÇÃO PROVIDA PARCIALMENTE PARA DETERMINAR A APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO § 4... DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS EM 1/3 (UM TERÇO). ALEGAÇÃO DE BIS IN IDEM, CONSIDERADA A VALORAÇÃO DA QUANTIDADE DE DROGA NA PRIMEIRA E TERCEIRA FASES DA DOSIMETRIA DA PENA. INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA LEI DE ENTORPECENTES EM 2/3 (DOIS TERÇOS) E CONSEQUENTE CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITOS, NOS TERMOS DO ART. 44 DO CÓDIGO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. DOSIMETRIA DA PENA ESCORREITA. 1. O bis in idem ocorre quando valorada duplamente duas circunstâncias prejudiciais ao réu na 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG não-aplicação da causa de diminuição prevista na nova Lei de Tóxicos (quantidade da droga e forma de acondicionamento) são hígidos e suficientes para atestar a dedicação do Recorrente às atividades criminosas. 3. A conduta social do agente, o concurso eventual de pessoas, a receptação, os apetrechos relacionados ao tráfico, a quantidade de droga e as situações de maus antecedentes exemplificam situações caracterizadoras de atividades criminosas. 4. O habeas corpus não é prestante para revisar os elementos de prova invocados pelas instâncias de mérito a refutar a aplicação da causa de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006. 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus ao qual se nega provimento” (RHC n 94.806/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/4/10). No caso, não se verifica a ocorrência do proclamado bis in idem, tendo a pena-base, em sua primeira fase, sido fixada no mínimo legal, sem qualquer consideração sobre a qualidade ou quantidade do entorpecente apreendido em poder do paciente (fl. 23 do anexo 2). Nesse sentido cito o seguinte precedente desta Primeira Turma: “PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES (ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006). DOSIMETRIA DA PENA. APELAÇÃO PROVIDA PARCIALMENTE PARA DETERMINAR A APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO § 4... DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS EM 1/3 (UM TERÇO). ALEGAÇÃO DE BIS IN IDEM, CONSIDERADA A VALORAÇÃO DA QUANTIDADE DE DROGA NA PRIMEIRA E TERCEIRA FASES DA DOSIMETRIA DA PENA. INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA LEI DE ENTORPECENTES EM 2/3 (DOIS TERÇOS) E CONSEQUENTE CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITOS, NOS TERMOS DO ART. 44 DO CÓDIGO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. DOSIMETRIA DA PENA ESCORREITA. 1. O bis in idem ocorre quando valorada duplamente duas circunstâncias prejudiciais ao réu na 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG dosimetria da pena. 2. In casu, o Juiz ateve-se às circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, sem qualquer alusão à quantidade da droga apreendida, para fixar a pena-base acima do mínimo legal e, de resto, deixou de aplicar a causa de diminuição da pena de que trata o § 4... do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006, resultando daí, obviamente, a impossibilidade da ocorrência de bis in idem. 3. A causa de diminuição da pena foi aplicada pelo Tribunal de Justiça em 1/3 (um terço), ao prover parcialmente o apelo da defesa, sob o fundamento de que a quantidade de entorpecente apreendida impedia redução maior, consoante o disposto no artigo 40 da Lei de Entorpecentes, verbis: ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do acusado.’ 4. A Primeira Turma desta Corte decidiu, no HC n. 104.195/MS, de que fui relator, DJe de 10/06/2011, que ‘A causa especial de diminuição de pena de que trata o § 4... do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 pode ser aplicada em apenas 1/6 (um sexto), num intervalo de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços), com fundamento na quantidade de entorpecente, que é critério preponderante fixado na lei, revelando a justeza da sanção no caso concreto. Precedentes: HC 98.900, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 30/11/2010 e HC 94.559, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 04/11/2010).’ 5. A dosimetria da pena não merece reparo, por isso que a redução média de 1/3, entre a proporção de 1/6 e 2/3, é significativa e não poderia dar-se no grau máximo em razão da expressiva quantidade de entorpecente apreendida, que não pode ser relegada. 6. A pretendida conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, apesar de encontrar apoio na jurisprudência desta Corte, resta prejudicada ante o desacolhimento da tese de bis in idem e da aplicação da causa de redução do § 4... do art. 33 no máximo previsto, do que decorre a impossibilidade de chegar-se à pena igual ou inferior a 4 (quatro) anos de reclusão e à consequente aplicação do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG dosimetria da pena. 2. In casu, o Juiz ateve-se às circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, sem qualquer alusão à quantidade da droga apreendida, para fixar a pena-base acima do mínimo legal e, de resto, deixou de aplicar a causa de diminuição da pena de que trata o § 4... do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006, resultando daí, obviamente, a impossibilidade da ocorrência de bis in idem. 3. A causa de diminuição da pena foi aplicada pelo Tribunal de Justiça em 1/3 (um terço), ao prover parcialmente o apelo da defesa, sob o fundamento de que a quantidade de entorpecente apreendida impedia redução maior, consoante o disposto no artigo 40 da Lei de Entorpecentes, verbis: ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do acusado.’ 4. A Primeira Turma desta Corte decidiu, no HC n. 104.195/MS, de que fui relator, DJe de 10/06/2011, que ‘A causa especial de diminuição de pena de que trata o § 4... do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 pode ser aplicada em apenas 1/6 (um sexto), num intervalo de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços), com fundamento na quantidade de entorpecente, que é critério preponderante fixado na lei, revelando a justeza da sanção no caso concreto. Precedentes: HC 98.900, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 30/11/2010 e HC 94.559, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 04/11/2010).’ 5. A dosimetria da pena não merece reparo, por isso que a redução média de 1/3, entre a proporção de 1/6 e 2/3, é significativa e não poderia dar-se no grau máximo em razão da expressiva quantidade de entorpecente apreendida, que não pode ser relegada. 6. A pretendida conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, apesar de encontrar apoio na jurisprudência desta Corte, resta prejudicada ante o desacolhimento da tese de bis in idem e da aplicação da causa de redução do § 4... do art. 33 no máximo previsto, do que decorre a impossibilidade de chegar-se à pena igual ou inferior a 4 (quatro) anos de reclusão e à consequente aplicação do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG artigo 44 do Código Penal. 7. Ordem denegada.” (HC n 109.082/MS, Primeira Turma, da relatoria do Ministro Luiz Fux, DJe de 17/11/11). No caso concreto, ademais, considerou-se o fato de ter sido apreendido estupefaciente com alto poder destrutivo, ponderando-se, inegavelmente, sobre as graves consequências do crime para a sociedade e sobre sua natureza, conforme preconiza o art. 42 da Lei n 11.343/06. A Lei n 11.343/06 assim dispõe: “Art. 33. (...) § 4... Nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Embora as instâncias ordinárias tenham reconhecido condições favoráveis ao paciente, destacando a sua primariedade e os seus antecedentes, optaram por fixar e manter a redução no grau mínimo previsto em lei, ou seja, em 1/6 (um sexto). Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no patamar que entender necessário e suficiente para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. No caso em exame, não só a quantidade e a qualidade do entorpecente apreendido, mas todas as circunstâncias especiais que contextualizaram o tráfico, levaram a um juízo de maior gravidade relativamente ao envolvimento do paciente no crime. Vide: “(...) 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG artigo 44 do Código Penal. 7. Ordem denegada.” (HC n 109.082/MS, Primeira Turma, da relatoria do Ministro Luiz Fux, DJe de 17/11/11). No caso concreto, ademais, considerou-se o fato de ter sido apreendido estupefaciente com alto poder destrutivo, ponderando-se, inegavelmente, sobre as graves consequências do crime para a sociedade e sobre sua natureza, conforme preconiza o art. 42 da Lei n 11.343/06. A Lei n 11.343/06 assim dispõe: “Art. 33. (...) § 4... Nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Embora as instâncias ordinárias tenham reconhecido condições favoráveis ao paciente, destacando a sua primariedade e os seus antecedentes, optaram por fixar e manter a redução no grau mínimo previsto em lei, ou seja, em 1/6 (um sexto). Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no patamar que entender necessário e suficiente para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. No caso em exame, não só a quantidade e a qualidade do entorpecente apreendido, mas todas as circunstâncias especiais que contextualizaram o tráfico, levaram a um juízo de maior gravidade relativamente ao envolvimento do paciente no crime. Vide: “(...) 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG Não se pode perder de vista que significativa quantidade de droga foi localizada em poder do apelante, exatamente 234,9g, e que a qualidade da droga, aliada a essa quantidade, não indicam que ela pudesse ser, exclusivamente, consumida por uma única pessoa. O fato de o recorrente ser conhecido pelos policiais como envolvido no tráfico ilícito, em seu poder ter sido localizada qualidade de droga extremamente nociva e em quantidade vultosa, assim como, o fato de sua namorada ter entrado em desespero pelo medo de ser morta acaso o entregasse à polícia, revelam que a droga apreendida não se destinava ao uso exclusivo do réu. (…) A reprimenda privativa de liberdade foi na primeira fase fixada no mínimo ao delito cominado; na segunda fase da dosimetria não foram aplicadas atenuantes e/ou agravantes; na terceira fase, ausentes causas de aumento, foi considerada a causa de diminuição de pena prevista no parágrafo 4. do artigo 33 da Lei 11.343/2.006, na fração mínima de 1/6. Embora o réu não possua maus antecedentes, não seja reincidente, não se dedique à atividade criminosa nem pertença à organização criminosa, razões que justificaram a incidência da referida causa de diminuição de pena, a quantidade (234,9g) e a qualidade da droga (cocaína) apreendida em seu poder obstam que a fração de redução de sua pena seja aplicada no máximo, estando, pois, com razão, o Juiz sentenciante “ (fl. 52 do anexo 2). Verifica-se, assim, que a decisão foi fundamentada, não padecendo de qualquer ilegalidade, não tendo havido indevida fundamentação por parte do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais - em recurso exclusivo da defesa -, porquanto, no âmbito da apelação, a devolutividade da matéria à segunda instância permitia e exigia a análise da questão sob esse ângulo. Diante da quantidade da pena corporal cominada, igualmente incabível a sua substituição por penas restritivas de direitos (Código Penal Brasileiro, art. 44, 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG Não se pode perder de vista que significativa quantidade de droga foi localizada em poder do apelante, exatamente 234,9g, e que a qualidade da droga, aliada a essa quantidade, não indicam que ela pudesse ser, exclusivamente, consumida por uma única pessoa. O fato de o recorrente ser conhecido pelos policiais como envolvido no tráfico ilícito, em seu poder ter sido localizada qualidade de droga extremamente nociva e em quantidade vultosa, assim como, o fato de sua namorada ter entrado em desespero pelo medo de ser morta acaso o entregasse à polícia, revelam que a droga apreendida não se destinava ao uso exclusivo do réu. (…) A reprimenda privativa de liberdade foi na primeira fase fixada no mínimo ao delito cominado; na segunda fase da dosimetria não foram aplicadas atenuantes e/ou agravantes; na terceira fase, ausentes causas de aumento, foi considerada a causa de diminuição de pena prevista no parágrafo 4. do artigo 33 da Lei 11.343/2.006, na fração mínima de 1/6. Embora o réu não possua maus antecedentes, não seja reincidente, não se dedique à atividade criminosa nem pertença à organização criminosa, razões que justificaram a incidência da referida causa de diminuição de pena, a quantidade (234,9g) e a qualidade da droga (cocaína) apreendida em seu poder obstam que a fração de redução de sua pena seja aplicada no máximo, estando, pois, com razão, o Juiz sentenciante “ (fl. 52 do anexo 2). Verifica-se, assim, que a decisão foi fundamentada, não padecendo de qualquer ilegalidade, não tendo havido indevida fundamentação por parte do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais - em recurso exclusivo da defesa -, porquanto, no âmbito da apelação, a devolutividade da matéria à segunda instância permitia e exigia a análise da questão sob esse ângulo. Diante da quantidade da pena corporal cominada, igualmente incabível a sua substituição por penas restritivas de direitos (Código Penal Brasileiro, art. 44, 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG inciso I). No que toca ao regime prisional cominado, observo que recentemente assentou o Plenário desta Suprema Corte, no HC n 111.840/ES, de minha relatoria, a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90, com a redação dada pela Lei n 11.464/07. Embora pendente de publicação o julgado em questão, colho do respectivo voto o seguinte excerto: “Considerando o que decidido pelo Plenário deste Supremo Tribunal, parece-me que não se poderia, em hipótese de tráfico de entorpecentes ensejadora da aplicação de pena privativa de liberdade superior a quatro (4) anos, sustentar a cogência absoluta de que o cumprimento da reprimenda carcerária decorrente da prática do crime de tráfico se dê em regime inicialmente fechado, tal como preconizado no art. 1... da Lei n 11.464/07, que alterou a redação do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90. Há de se considerar que a própria Constituição Federal contempla as restrições a serem impostas àqueles que se mostrem incursos em dispositivos da Lei n 8.072/90. Dentre elas não se encontra nenhuma que verse sobre a obrigatoriedade de imposição do regime extremo para o início de cumprimento da pena. No inciso XLIII do rol das garantias constitucionais – artigo 5... - afastam-se, tão somente, a fiança, a graça e a anistia, assegurando-se, em inciso posterior (XLVI), de forma abrangente, sem excepcionar essa ou aquela prática delituosa, a individualização da pena. No tocante ao tema, assinalo que, a partir do julgamento do HC n 82.959/SP (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio , DJ de 1.../9/06), esta Corte Suprema passou a admitir a possibilidade de progressão de regime aos condenados pela prática de crimes hediondos, dada a declaração de inconstitucionalidade do art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90. Tal possibilidade veio a ser acolhida posteriormente pela Lei n 11.464/07, que modificou a Lei n 8.072/90, positivando-se, desse 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG inciso I). No que toca ao regime prisional cominado, observo que recentemente assentou o Plenário desta Suprema Corte, no HC n 111.840/ES, de minha relatoria, a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90, com a redação dada pela Lei n 11.464/07. Embora pendente de publicação o julgado em questão, colho do respectivo voto o seguinte excerto: “Considerando o que decidido pelo Plenário deste Supremo Tribunal, parece-me que não se poderia, em hipótese de tráfico de entorpecentes ensejadora da aplicação de pena privativa de liberdade superior a quatro (4) anos, sustentar a cogência absoluta de que o cumprimento da reprimenda carcerária decorrente da prática do crime de tráfico se dê em regime inicialmente fechado, tal como preconizado no art. 1... da Lei n 11.464/07, que alterou a redação do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90. Há de se considerar que a própria Constituição Federal contempla as restrições a serem impostas àqueles que se mostrem incursos em dispositivos da Lei n 8.072/90. Dentre elas não se encontra nenhuma que verse sobre a obrigatoriedade de imposição do regime extremo para o início de cumprimento da pena. No inciso XLIII do rol das garantias constitucionais – artigo 5... - afastam-se, tão somente, a fiança, a graça e a anistia, assegurando-se, em inciso posterior (XLVI), de forma abrangente, sem excepcionar essa ou aquela prática delituosa, a individualização da pena. No tocante ao tema, assinalo que, a partir do julgamento do HC n 82.959/SP (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio , DJ de 1.../9/06), esta Corte Suprema passou a admitir a possibilidade de progressão de regime aos condenados pela prática de crimes hediondos, dada a declaração de inconstitucionalidade do art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90. Tal possibilidade veio a ser acolhida posteriormente pela Lei n 11.464/07, que modificou a Lei n 8.072/90, positivando-se, desse 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG modo, a possibilidade da mencionada progressão. Contudo, como já dito, essa lei estipulou que a pena imposta pela prática de qualquer dos crimes nela mencionados fosse, obrigatoriamente, cumprida inicialmente no regime fechado. Tal como já indagado no julgamento do HC n 82.959/SP, tinha e tem o legislador ordinário poder para isso estabelecer? A minha resposta é negativa. Destarte, tenho como inconstitucional o preceito do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/90, o qual foi modificado pela Lei n 11.464/07. A esse respeito, lembro as considerações feitas pelo eminente Ministro Gilmar Mendes no julgamento do RHC n 103.547/SP (Segunda Turma, DJe 14/12/10): ‘(...) Consigno, por outro lado, que, como parte de suas razões de decidir, o Superior Tribunal de Justiça assentou que — após as modificações produzidas pela Lei n. 11.464/2007 — não haveria mais que se falar em constrangimento ilegal na fixação do regime inicial fechado a condenado por crime de tráfico ilícito de entorpecentes (Lei n. 11.343/2006, art. 33), haja vista a expressa determinação legal contida no art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90. Por oportuno, transcrevo esse dispositivo: ‘Art. 2... Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: [...] § 1... A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado. (Redação dada pela Lei n 11.464, de 2007).’ No ponto, ressalto que guardo reservas quanto ao entendimento exarado pelo Superior Tribunal de Justiça e também quanto ao disposto nesse dispositivo. Deveras, o Supremo Tribunal Federal já teve a oportunidade, por ocasião 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG modo, a possibilidade da mencionada progressão. Contudo, como já dito, essa lei estipulou que a pena imposta pela prática de qualquer dos crimes nela mencionados fosse, obrigatoriamente, cumprida inicialmente no regime fechado. Tal como já indagado no julgamento do HC n 82.959/SP, tinha e tem o legislador ordinário poder para isso estabelecer? A minha resposta é negativa. Destarte, tenho como inconstitucional o preceito do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/90, o qual foi modificado pela Lei n 11.464/07. A esse respeito, lembro as considerações feitas pelo eminente Ministro Gilmar Mendes no julgamento do RHC n 103.547/SP (Segunda Turma, DJe 14/12/10): ‘(...) Consigno, por outro lado, que, como parte de suas razões de decidir, o Superior Tribunal de Justiça assentou que — após as modificações produzidas pela Lei n. 11.464/2007 — não haveria mais que se falar em constrangimento ilegal na fixação do regime inicial fechado a condenado por crime de tráfico ilícito de entorpecentes (Lei n. 11.343/2006, art. 33), haja vista a expressa determinação legal contida no art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90. Por oportuno, transcrevo esse dispositivo: ‘Art. 2... Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: [...] § 1... A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado. (Redação dada pela Lei n 11.464, de 2007).’ No ponto, ressalto que guardo reservas quanto ao entendimento exarado pelo Superior Tribunal de Justiça e também quanto ao disposto nesse dispositivo. Deveras, o Supremo Tribunal Federal já teve a oportunidade, por ocasião 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG da análise do julgamento do HC n. 82.959/SP, de declarar, incidenter tantum, a inconstitucionalidade da antiga redação do art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90, a qual determinava que os condenados por crimes hediondos ou a eles equiparados deveriam cumprir a pena em regime integralmente fechado. Naquele caso, ficou assentado que essa imposição iria de encontro ao princípio constitucional da individualização da pena (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLVI). Pois bem, sobreveio a Lei n. 11.464/2007, que, ao promover mudanças no já mencionado art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90, determinou que a pena agora fosse cumprida no regime inicial fechado. É aqui que faço uma indagação: Esse dispositivo, em sua nova redação, não continuaria a violar o princípio constitucional da individualização da pena? Essa discussão inclusive já vem sendo alvo de debates nas instâncias inferiores e inequivocamente acabará por ser trazida à apreciação desta Suprema Corte. Por isso, trago estas considerações em obiter dictum. No ponto, destaco, ainda, à guisa de ilustração, julgado recente proferido pelo próprio Superior Tribunal de Justiça que, ao analisar o HC n. 149.807/SP lá impetrado, concluiu pela inconstitucionalidade desse dispositivo, ao fundamento de que, a despeito das modificações preconizadas pela Lei n. 11.464/2007, persistiria ainda a ofensa ao princípio constitucional da individualização da pena e também da proporcionalidade.’ Parecem-me igualmente válidas as considerações feitas pelo Ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do HC n 149.807/SP, in verbis: ‘(...) Embora não se olvide o teor do art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n 11.464/07, o fato é que mesmo para os crimes hediondos – 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG da análise do julgamento do HC n. 82.959/SP, de declarar, incidenter tantum, a inconstitucionalidade da antiga redação do art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90, a qual determinava que os condenados por crimes hediondos ou a eles equiparados deveriam cumprir a pena em regime integralmente fechado. Naquele caso, ficou assentado que essa imposição iria de encontro ao princípio constitucional da individualização da pena (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLVI). Pois bem, sobreveio a Lei n. 11.464/2007, que, ao promover mudanças no já mencionado art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90, determinou que a pena agora fosse cumprida no regime inicial fechado. É aqui que faço uma indagação: Esse dispositivo, em sua nova redação, não continuaria a violar o princípio constitucional da individualização da pena? Essa discussão inclusive já vem sendo alvo de debates nas instâncias inferiores e inequivocamente acabará por ser trazida à apreciação desta Suprema Corte. Por isso, trago estas considerações em obiter dictum. No ponto, destaco, ainda, à guisa de ilustração, julgado recente proferido pelo próprio Superior Tribunal de Justiça que, ao analisar o HC n. 149.807/SP lá impetrado, concluiu pela inconstitucionalidade desse dispositivo, ao fundamento de que, a despeito das modificações preconizadas pela Lei n. 11.464/2007, persistiria ainda a ofensa ao princípio constitucional da individualização da pena e também da proporcionalidade.’ Parecem-me igualmente válidas as considerações feitas pelo Ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do HC n 149.807/SP, in verbis: ‘(...) Embora não se olvide o teor do art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n 11.464/07, o fato é que mesmo para os crimes hediondos – 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG ou a eles equiparados – a fixação do regime prisional para o início de cumprimento da privativa de liberdade há de levar em consideração a quantidade de pena imposta, a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a presença de agravantes, atenuantes, causas de aumento ou de diminuição. Enfim, deverá o Magistrado avaliar as circunstâncias do caso por ele analisado, não podendo impor, cegamente, o regime carcerário mais gravoso. No processo de submissão da lei ao filtro constitucional, imposto ao julgador, cabe-lhe a defesa dos direitos fundamentais. Assim, se o preceito está em harmonia com a Constituição, válido é; se de interpretação dúbia, empresta-se aquela que melhor confira eficácia normativa à Carta Política; se não resiste ao embate com os seus princípios, é declarado inconstitucional. Isso porque não se pode salvar a lei à custa da Constituição, norma sabidamente de maior envergadura em um ordenamento jurídico. É bem de ver, em primeiro lugar, que no Estado Democrático de Direito, a produção das normas deve se mostrar ajustada com o processo constitucional, matriz e bússola de navegação do devido processo legislativo. Leia-se a lição de Luiz Guilherme Marinoni, in ‘Teoria Geral do Processo’, 3... ed., pp. 97/98: ‘Já se deixou claro que a lei, no Estado contemporâneo, tem a sua substância condicionada aos princípios constitucionais de justiça e aos direitos fundamentais. Compreender a lei a partir dos direitos fundamentais significa inverter a lógica da ideia de que esses direitos dependem da lei, pois hoje são as leis que têm a sua validade circunscrita aos direitos fundamentais, além de só admitirem interpretações que a eles estejam adequadas’ (grifei). 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG ou a eles equiparados – a fixação do regime prisional para o início de cumprimento da privativa de liberdade há de levar em consideração a quantidade de pena imposta, a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a presença de agravantes, atenuantes, causas de aumento ou de diminuição. Enfim, deverá o Magistrado avaliar as circunstâncias do caso por ele analisado, não podendo impor, cegamente, o regime carcerário mais gravoso. No processo de submissão da lei ao filtro constitucional, imposto ao julgador, cabe-lhe a defesa dos direitos fundamentais. Assim, se o preceito está em harmonia com a Constituição, válido é; se de interpretação dúbia, empresta-se aquela que melhor confira eficácia normativa à Carta Política; se não resiste ao embate com os seus princípios, é declarado inconstitucional. Isso porque não se pode salvar a lei à custa da Constituição, norma sabidamente de maior envergadura em um ordenamento jurídico. É bem de ver, em primeiro lugar, que no Estado Democrático de Direito, a produção das normas deve se mostrar ajustada com o processo constitucional, matriz e bússola de navegação do devido processo legislativo. Leia-se a lição de Luiz Guilherme Marinoni, in ‘Teoria Geral do Processo’, 3... ed., pp. 97/98: ‘Já se deixou claro que a lei, no Estado contemporâneo, tem a sua substância condicionada aos princípios constitucionais de justiça e aos direitos fundamentais. Compreender a lei a partir dos direitos fundamentais significa inverter a lógica da ideia de que esses direitos dependem da lei, pois hoje são as leis que têm a sua validade circunscrita aos direitos fundamentais, além de só admitirem interpretações que a eles estejam adequadas’ (grifei). 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG Isso obviamente representa uma reação contra o princípio da supremacia da lei e contra o absolutismo do legislador. A forma normativa dos direitos fundamentais, ao impor o dimensionamento do produto do legislador, faz com que a Constituição deixe de ser encarada como algo que foi abandonado à maioria parlamentar. A vontade do legislador, agora, está submetida a vontade suprema do povo, ou melhor, à Constituição e aos direitos fundamentais... Note-se que, quando a norma não pode ser interpretada de acordo com a Constituição, evidentemente não há interpretação de acordo, porém necessidade de controle da constitucionalidade da lei.’ É preciso compreender, nessa linha de raciocínio, que os princípios, no que diz respeito a sua natureza, constituem-se verdadeiras normas jurídicas e, por isso, impõe-se-lhes observância, dada a sua força cogente. Em casos como o presente, a aplicação literal do dispositivo inserido na Lei dos Crimes Hediondos, alheia às peculiaridades do caso concreto acarretaria inafastável ofensa aos princípios da individualização da pena, da proporcionalidade e da efetivação do justo. Isso porque se estaria a lançar o condenado a uma pequena sanção a cumpri-la no regime mais gravoso. Relembrando as passagens do Eminente Ministro Nilson Naves, devemos todos ‘evitar a ação criminógena do cárcere’ (por exemplo, HC-144.117/MG, DJ de 30.11.09). Foi no ano de 2006 que o Supremo Tribunal Federal, em paradigmática decisão plenária, declarou a inconstitucionalidade da proibição à progressão de regime prevista no art. 2..., § 1..., da Lei de Crimes Hediondos, assentando que tal norma afronta o princípio da individualização da pena. O aresto recebeu a seguinte ementa: ‘PENA - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - RAZÃO DE SER. A progressão no 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG Isso obviamente representa uma reação contra o princípio da supremacia da lei e contra o absolutismo do legislador. A forma normativa dos direitos fundamentais, ao impor o dimensionamento do produto do legislador, faz com que a Constituição deixe de ser encarada como algo que foi abandonado à maioria parlamentar. A vontade do legislador, agora, está submetida a vontade suprema do povo, ou melhor, à Constituição e aos direitos fundamentais... Note-se que, quando a norma não pode ser interpretada de acordo com a Constituição, evidentemente não há interpretação de acordo, porém necessidade de controle da constitucionalidade da lei.’ É preciso compreender, nessa linha de raciocínio, que os princípios, no que diz respeito a sua natureza, constituem-se verdadeiras normas jurídicas e, por isso, impõe-se-lhes observância, dada a sua força cogente. Em casos como o presente, a aplicação literal do dispositivo inserido na Lei dos Crimes Hediondos, alheia às peculiaridades do caso concreto acarretaria inafastável ofensa aos princípios da individualização da pena, da proporcionalidade e da efetivação do justo. Isso porque se estaria a lançar o condenado a uma pequena sanção a cumpri-la no regime mais gravoso. Relembrando as passagens do Eminente Ministro Nilson Naves, devemos todos ‘evitar a ação criminógena do cárcere’ (por exemplo, HC-144.117/MG, DJ de 30.11.09). Foi no ano de 2006 que o Supremo Tribunal Federal, em paradigmática decisão plenária, declarou a inconstitucionalidade da proibição à progressão de regime prevista no art. 2..., § 1..., da Lei de Crimes Hediondos, assentando que tal norma afronta o princípio da individualização da pena. O aresto recebeu a seguinte ementa: ‘PENA - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - RAZÃO DE SER. A progressão no 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG regime de cumprimento da pena, nas espécies fechado, semiaberto e aberto, tem como razão maior a ressocialização do preso que, mais dia ou menos dia, voltará ao convívio social. PENA - CRIMES HEDIONDOS - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - ÓBICE - ARTIGO 2..., § 1..., DA LEI n 8.072/90 - INCONSTITUCIONALIDADE - EVOLUÇÃO JURISPRUDENCIAL. Conflita com a garantia da individualização da pena - artigo 5..., inciso XLVI, da Constituição Federal - a imposição, mediante norma, do cumprimento da pena em regime integralmente fechado. Nova inteligência do princípio da individualização da pena, em evolução jurisprudencial, assentada a inconstitucionalidade do artigo 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90.’ (HC n 82.959/SP, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 1.../9/06) Resgato trecho do voto do eminente Ministro Eros Grau por entender pertinente com a matéria ora em análise: ‘No que tange à proibição da progressão de regime nos crimes hediondos, afronta o princípio da individualização da pena (art. 50, XLVI), direcionado ao legislador, que não pode impor regra fixa que impeça o julgador de individualizar, segundo sua avaliação, caso a caso, a pena do condenado que tenha praticado qualquer dos crimes relacionados como hediondos. Considere-se ainda a vedação da imposição de penas cruéis (art. 5, XLVII, ‘e’) e o respeito à dignidade da pessoa humana (art. 1..., III), sendo também certo que o cumprimento da pena em 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG regime de cumprimento da pena, nas espécies fechado, semiaberto e aberto, tem como razão maior a ressocialização do preso que, mais dia ou menos dia, voltará ao convívio social. PENA - CRIMES HEDIONDOS - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - ÓBICE - ARTIGO 2..., § 1..., DA LEI n 8.072/90 - INCONSTITUCIONALIDADE - EVOLUÇÃO JURISPRUDENCIAL. Conflita com a garantia da individualização da pena - artigo 5..., inciso XLVI, da Constituição Federal - a imposição, mediante norma, do cumprimento da pena em regime integralmente fechado. Nova inteligência do princípio da individualização da pena, em evolução jurisprudencial, assentada a inconstitucionalidade do artigo 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90.’ (HC n 82.959/SP, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 1.../9/06) Resgato trecho do voto do eminente Ministro Eros Grau por entender pertinente com a matéria ora em análise: ‘No que tange à proibição da progressão de regime nos crimes hediondos, afronta o princípio da individualização da pena (art. 50, XLVI), direcionado ao legislador, que não pode impor regra fixa que impeça o julgador de individualizar, segundo sua avaliação, caso a caso, a pena do condenado que tenha praticado qualquer dos crimes relacionados como hediondos. Considere-se ainda a vedação da imposição de penas cruéis (art. 5, XLVII, ‘e’) e o respeito à dignidade da pessoa humana (art. 1..., III), sendo também certo que o cumprimento da pena em 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG regime integral, por ser cruel e desumano, importa violação a esses preceitos constitucionais.’ Acentuou o Ministro Gilmar Mendes, na oportunidade, que ‘o princípio da individualização da pena fundamenta um direito subjetivo, que se não restringe à simples fixação da pena in abstracto, mas que se revela abrangente da própria forma de individualização’. O legislador pátrio, atento à referida evolução jurisprudencial, editou em 28.3.07, a Lei n 11.464, que, modificando a redação da Lei n 8.072/90, derrogou a vedação à progressão de regime, estabelecendo que a pena a condenados por crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo devem ser descontadas apenas inicialmente no regime fechado. No entanto, persistiu – e ainda persiste – a ofensa ao princípio da individualização pena. Ora, se o dispositivo responsável por impor o integral cumprimento da reprimenda no regime fechado é inconstitucional, também o é aquele que determina a todos – independentemente da pena a ser descontada ou das nuances do caso a caso – que iniciem a expiação no regime mais gravoso. Ainda mais. A Lei não anda em harmonia com o princípio da proporcionalidade, corolário da busca do justo. Isso porque a imposição do regime fechado inclusive a condenados a penas ínfimas, primários e de bons antecedentes, entra em rota de colisão com a Constituição e com a evolução do Direito Penal. É certo que neste Colegiado já contamos com alguns julgados no sentido ora defendido. Sejam exemplos, os HC-130.113/SC, Relator Ministro Nilson Naves; HC- 154.570/RS, Relatora Ministra Maria Thereza; e HC- 128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi. Deste último precedente, recupero a ementa: 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG regime integral, por ser cruel e desumano, importa violação a esses preceitos constitucionais.’ Acentuou o Ministro Gilmar Mendes, na oportunidade, que ‘o princípio da individualização da pena fundamenta um direito subjetivo, que se não restringe à simples fixação da pena in abstracto, mas que se revela abrangente da própria forma de individualização’. O legislador pátrio, atento à referida evolução jurisprudencial, editou em 28.3.07, a Lei n 11.464, que, modificando a redação da Lei n 8.072/90, derrogou a vedação à progressão de regime, estabelecendo que a pena a condenados por crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo devem ser descontadas apenas inicialmente no regime fechado. No entanto, persistiu – e ainda persiste – a ofensa ao princípio da individualização pena. Ora, se o dispositivo responsável por impor o integral cumprimento da reprimenda no regime fechado é inconstitucional, também o é aquele que determina a todos – independentemente da pena a ser descontada ou das nuances do caso a caso – que iniciem a expiação no regime mais gravoso. Ainda mais. A Lei não anda em harmonia com o princípio da proporcionalidade, corolário da busca do justo. Isso porque a imposição do regime fechado inclusive a condenados a penas ínfimas, primários e de bons antecedentes, entra em rota de colisão com a Constituição e com a evolução do Direito Penal. É certo que neste Colegiado já contamos com alguns julgados no sentido ora defendido. Sejam exemplos, os HC-130.113/SC, Relator Ministro Nilson Naves; HC- 154.570/RS, Relatora Ministra Maria Thereza; e HC- 128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi. Deste último precedente, recupero a ementa: 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CRIME PRATICADO DURANTE A VIGÊNCIA DA LEI n 11.464/07. APLICAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. PENA DE CURTA DURAÇÃO. AMBIENTE DELETÉRIO E PREJUDICIAL À RECUPERAÇÃO DA CONDENADA. ORDEM CONCEDIDA. 1. Verifica-se que o delito fora praticado em 04/10/2007, quando a Lei n 11.464/2007, que instituiu o regime inicial fechado aos crimes hediondos e assemelhados, já se encontrava em vigor. Contudo, o cumprimento de pena de curta duração em ambiente deletério é prejudicial à recuperação da condenada. O raciocínio a ser utilizado é o mesmo para a concessão do sursis, cabível nas hipóteses de pena inferior a 2 (dois) anos. 2. Na situação em análise, na qual a paciente ostenta circunstâncias judiciais favoráveis, tendo sido condenada a cumprir pena de 01 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, o regime prisional, à luz do artigo 33, § 2..., alínea 'c', deve ser o aberto . 3. Ordem concedida para estabelecer à paciente o regime inicial aberto para o cumprimento de sua pena reclusiva. (HC-128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi, DJ de 5.10.09)’’ (destaques no original). No mesmo sentido, destaco os seguintes precedentes desta Suprema Corte sobre o tema: ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME DE CUMPRIMENTO MAIS GRAVE DO QUE O 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CRIME PRATICADO DURANTE A VIGÊNCIA DA LEI n 11.464/07. APLICAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. PENA DE CURTA DURAÇÃO. AMBIENTE DELETÉRIO E PREJUDICIAL À RECUPERAÇÃO DA CONDENADA. ORDEM CONCEDIDA. 1. Verifica-se que o delito fora praticado em 04/10/2007, quando a Lei n 11.464/2007, que instituiu o regime inicial fechado aos crimes hediondos e assemelhados, já se encontrava em vigor. Contudo, o cumprimento de pena de curta duração em ambiente deletério é prejudicial à recuperação da condenada. O raciocínio a ser utilizado é o mesmo para a concessão do sursis, cabível nas hipóteses de pena inferior a 2 (dois) anos. 2. Na situação em análise, na qual a paciente ostenta circunstâncias judiciais favoráveis, tendo sido condenada a cumprir pena de 01 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, o regime prisional, à luz do artigo 33, § 2..., alínea 'c', deve ser o aberto . 3. Ordem concedida para estabelecer à paciente o regime inicial aberto para o cumprimento de sua pena reclusiva. (HC-128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi, DJ de 5.10.09)’’ (destaques no original). No mesmo sentido, destaco os seguintes precedentes desta Suprema Corte sobre o tema: ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME DE CUMPRIMENTO MAIS GRAVE DO QUE O 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG PREVISTO EM LEI. DIREITO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCEÇÃO À SÚMULA 691. Tráfico de entorpecentes. Fixação da pena. Circunstâncias judiciais favoráveis. Pena fixada em quantidade que permite a substituição da privação de liberdade por restrição de direitos ou o início do cumprimento da pena no regime aberto. Imposição, não obstante, de regime fechado. Constrangimento ilegal a ensejar exceção à Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Ordem concedida’ (HC n 101.291/SP, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 12/02/2010 -destaquei). ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. EXCEÇÃO À SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. REDUÇÃO DA PENA PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006, VEDADA A SUBSTITUIÇÃO POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. SITUAÇÃO MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE. 1. Condenação, por tráfico de entorpecentes, a um ano e oito meses de reclusão, em regime fechado. Presença dos requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim ao regime aberto. Constrangimento ilegal evidenciado, justificando exceção à Súmula 691 desta Corte. 2. Redução de 1/6 a 2/3 da pena, prevista no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, vedada a substituição por outra restritiva de direitos. Situação mais gravosa ao paciente. Inaplicabilidade. Ordem concedida, parcialmente, de ofício, para garantir ao paciente a substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim para que, caso haja reversão, o início da execução da pena privativa de liberdade se dê em regime inicial aberto’ (HC n 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG PREVISTO EM LEI. DIREITO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCEÇÃO À SÚMULA 691. Tráfico de entorpecentes. Fixação da pena. Circunstâncias judiciais favoráveis. Pena fixada em quantidade que permite a substituição da privação de liberdade por restrição de direitos ou o início do cumprimento da pena no regime aberto. Imposição, não obstante, de regime fechado. Constrangimento ilegal a ensejar exceção à Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Ordem concedida’ (HC n 101.291/SP, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 12/02/2010 -destaquei). ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. EXCEÇÃO À SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. REDUÇÃO DA PENA PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006, VEDADA A SUBSTITUIÇÃO POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. SITUAÇÃO MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE. 1. Condenação, por tráfico de entorpecentes, a um ano e oito meses de reclusão, em regime fechado. Presença dos requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim ao regime aberto. Constrangimento ilegal evidenciado, justificando exceção à Súmula 691 desta Corte. 2. Redução de 1/6 a 2/3 da pena, prevista no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, vedada a substituição por outra restritiva de direitos. Situação mais gravosa ao paciente. Inaplicabilidade. Ordem concedida, parcialmente, de ofício, para garantir ao paciente a substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim para que, caso haja reversão, o início da execução da pena privativa de liberdade se dê em regime inicial aberto’ (HC n 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 114336 / MG 100.590/DF, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 27/11/2009 – destaquei). Feitas essas considerações, penso que deve ser superado o disposto na Lei dos Crimes Hediondos (obrigatoriedade de início do cumprimento de pena no regime fechado) para aqueles que preencham todos os demais requisitos previstos no art. 33, §§ 2..., b, e 3..., do Código Penal Brasileiro, admitindo-se o início do cumprimento de pena em regime diverso do fechado” (destaques conforme o original). Observo, contudo, que, de acordo com o atestado de pena atualizado obtido por minha assessoria junto à Vara de Execuções Criminais de Governador Valadares/MG, o paciente já obteve, no feito a que alude esta impetração, a progressão para o regime prisional semiaberto e, na sequência, para o aberto, com a concessão de prisão domiciliar. Encontra-se, contudo, atualmente preso, em regime fechado, em decorrência da prática de novo crime de tráfico, condenado à pena provisória de seis (6) anos e seis (6) meses de reclusão, pelo que fica prejudicada toda e qualquer pretensão de fixação de regime prisional mais abrandado (anexo de instrução 6). Ante o exposto, voto pela extinção do writ, por inadequação da via processual eleita. 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Supremo Tribunal Federal HC 114336 / MG 100.590/DF, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 27/11/2009 – destaquei). Feitas essas considerações, penso que deve ser superado o disposto na Lei dos Crimes Hediondos (obrigatoriedade de início do cumprimento de pena no regime fechado) para aqueles que preencham todos os demais requisitos previstos no art. 33, §§ 2..., b, e 3..., do Código Penal Brasileiro, admitindo-se o início do cumprimento de pena em regime diverso do fechado” (destaques conforme o original). Observo, contudo, que, de acordo com o atestado de pena atualizado obtido por minha assessoria junto à Vara de Execuções Criminais de Governador Valadares/MG, o paciente já obteve, no feito a que alude esta impetração, a progressão para o regime prisional semiaberto e, na sequência, para o aberto, com a concessão de prisão domiciliar. Encontra-se, contudo, atualmente preso, em regime fechado, em decorrência da prática de novo crime de tráfico, condenado à pena provisória de seis (6) anos e seis (6) meses de reclusão, pelo que fica prejudicada toda e qualquer pretensão de fixação de regime prisional mais abrandado (anexo de instrução 6). Ante o exposto, voto pela extinção do writ, por inadequação da via processual eleita. 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, subscrevo o parecer da Procuradoria. É estreme de dúvidas a incidência do artigo 33, § 4..., da Lei de Tóxicos, tanto assim que se observou a diminuição de um sexto da pena. Por que não se implementou diminuição maior? Porque se teve presente a quantidade de tóxico. Mas acontece que essa quantidade foi levada em conta na fixação da pena-base. Não poderia ser considerada novamente, mesmo porque não está prevista no preceito. Por isso, o Doutor Edson preconiza a concessão da ordem para que se aprecie... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): No juízo de piso, a alteração da pena é... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Chegaria à diminuição imediata da pena... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O máximo são dois terços. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Chego à diminuição de dois terços porque o paciente é primário e tem bons antecedentes. Concedo a ordem de ofício, para reconhecer o direito à redução máxima prevista – de dois terços com as consequências próprias. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4306744. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, subscrevo o parecer da Procuradoria. É estreme de dúvidas a incidência do artigo 33, § 4..., da Lei de Tóxicos, tanto assim que se observou a diminuição de um sexto da pena. Por que não se implementou diminuição maior? Porque se teve presente a quantidade de tóxico. Mas acontece que essa quantidade foi levada em conta na fixação da pena-base. Não poderia ser considerada novamente, mesmo porque não está prevista no preceito. Por isso, o Doutor Edson preconiza a concessão da ordem para que se aprecie... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): No juízo de piso, a alteração da pena é... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Chegaria à diminuição imediata da pena... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O máximo são dois terços. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Chego à diminuição de dois terços porque o paciente é primário e tem bons antecedentes. Concedo a ordem de ofício, para reconhecer o direito à redução máxima prevista – de dois terços com as consequências próprias. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4306744. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Também me chamou a atenção esse destaque do parecer do Ministério Público, de que foi constatada a primariedade, os bons antecedentes e, na oportunidade, não havia envolvimento do paciente com organização criminosa. Também vou pedir vênia para conceder, de ofício, nos termos da divergência aberta pelo Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3985221. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.336 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Também me chamou a atenção esse destaque do parecer do Ministério Público, de que foi constatada a primariedade, os bons antecedentes e, na oportunidade, não havia envolvimento do paciente com organização criminosa. Também vou pedir vênia para conceder, de ofício, nos termos da divergência aberta pelo Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3985221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.336 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : CHARLES DAVID OLIVEIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por empate na votação, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem, de ofício, a Senhora Ministra Rosa Weber e o Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912998 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.336 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : CHARLES DAVID OLIVEIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por empate na votação, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem, de ofício, a Senhora Ministra Rosa Weber e o Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912998 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 114 . 336", "HC 114336 / MG", "HC 114336 / MG", "HABEAS CORPUS 114 . 336", "HC n 184 . 538 / MG", "HABEAS CORPUS 114 . 336", "HC n 184 . 538 / MG", "HC 114336 / MG", "HC 114336 / MG", "HABEAS CORPUS 114 . 336", "HC n 184 . 538 / MG", "HABEAS CORPUS 114 . 336", "HC n 184 . 538 / MG", "HC 114336 / MG", "HC n 184 . 538 / MG", "HC 114336 / MG", "HC n 184 . 538 / MG", "HC 114336 / MG", "HC n 109 . 956 / PR", "HC 114336 / MG", "HC n 109 . 956 / PR", "HC 114336 / MG", "HC n 108 . 715 / RJ", "HC n 92 . 956 / SP", "Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 114336 / MG", "HC n 108 . 715 / RJ", "HC n 92 . 956 / SP", "Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 114336 / MG", "HC n 97 . 256 / RS", "HC n 107 . 904 / SC", "HC 114336 / MG", "HC n 97 . 256 / RS", "HC n 107 . 904 / SC", "HC 114336 / MG", "RHC n 94 . 806 / PR", "HC 114336 / MG", "RHC n 94 . 806 / PR", "HC 114336 / MG", "HC n . 104 . 195 / MS", "HC 98 . 900", "HC 94 . 559", "HC 114336 / MG", "HC n . 104 . 195 / MS", "HC 98 . 900", "HC 94 . 559", "HC 114336 / MG", "HC n 109 . 082 / MS", "HC 114336 / MG", "HC n 109 . 082 / MS", "HC 114336 / MG", "HC 114336 / MG", "HC 114336 / MG inciso I", "HC n 111 . 840 / ES", "HC n 82 . 959 / SP", "HC 114336 / MG inciso I", "HC n 111 . 840 / ES", "HC n 82 . 959 / SP", "HC 114336 / MG", "HC n 82 . 959 / SP", "RHC n 103 . 547 / SP", "HC 114336 / MG", "HC n 82 . 959 / SP", "RHC n 103 . 547 / SP", "HC 114336 / MG", "HC n . 82 . 959 / SP", "HC n . 149 . 807 / SP", "HC n 149 . 807 / SP", "HC 114336 / MG", "HC n . 82 . 959 / SP", "HC n . 149 . 807 / SP", "HC n 149 . 807 / SP", "HC 114336 / MG", "HC 114336 / MG", "HC 114336 / MG", "HC", "-", "144 .", "117 /", "MG", "HC 114336 / MG", "HC - 144 . 117 / MG", "HC 114336 / MG", "HC n 82 . 959 / SP", "HC 114336 / MG", "HC n 82 . 959 / SP", "HC 114336 / MG", "HC", "-", "130", ".", "113", "/", "SC", "HC", "-", "154", ".", "570", "/", "RS", "HC", "-", "128", ".", "889", "/", "DF", "HC 114336 / MG", "HC", "-", "130", ".", "113", "/", "SC", "HC", "-", "154", ".", "570", "/", "RS", "HC", "-", "128", ".", "889", "/", "DF", "HC 114336 / MG", "HC - 128 . 889 / DF", "HC 114336 / MG", "HC - 128 . 889 / DF", "HC 114336 / MG", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC n 101 . 291 / SP", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 114336 / MG", "SÚMULA", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC n 101 . 291 / SP", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC n 18", "HC 114336 / MG 100 . 590 / DF", "HC 114336 / MG 100 . 590 / DF", "HABEAS CORPUS 114 . 336", "HABEAS CORPUS 114 . 336", "HABEAS CORPUS 114 . 336", "HABEAS CORPUS 114 . 336", "HABEAS CORPUS 114 . 336", "HABEAS CORPUS 114 . 336" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "ARTIGO 33 , § 4 . . . , DA", "LEI n 11 . 343 / 06", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei de Tóxicos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . 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Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "CHARLES DAVID OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "CHARLES DAVID OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "Charles David Oliveira", "Maria Thereza de Assis Moura", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "CHARLES DAVID OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "Charles David Oliveira", "Maria Thereza de Assis Moura", "Edson Oliveira de Almeida", "Edson Oliveira de Almeida", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Maria Thereza de Assis Moura", "DIAS TOFFOLI", "Maria Thereza de Assis Moura", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Og Fernandes", "Og Fernandes", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Guilherme Marinoni", "Luiz Guilherme Marinoni", "DIAS TOFFOLI", "Nilson Naves", "Nilson Naves", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Eros Grau", "Marco Aurélio", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Nilson Naves", "Maria", "Thereza", "Celso Limongi", "Gilmar Mendes", "Nilson Naves", "Maria Thereza", "Celso Limongi", "DIAS TOFFOLI", "Celso Limongi", "Celso Limongi", "DIAS TOFFOLI", "Eros Grau", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "Eros Grau", "Eros Grau", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Edson", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Edson", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "CHARLES DAVID OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "CHARLES DAVID OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", 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Ementa e Acórdão 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA ADV.(A/S) :RAFAEL VILELA BORGES RECDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Constitucional e Administrativo. Recurso ordinário em mandado de segurança. Supremacia do interesse público sobre o privado. Competência normativa conferida à Administração Pública. Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Coeficiente de Adequação de Preço (CAP). Lei nº 10.742/2003. Resolução nº 4/2006. Tutela constitucional do direito à saúde (art. 196 CF). Recurso ordinário em mandado de segurança não provido. 1. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) está prevista na Lei nº 10.742/03 como órgão técnico necessário à regulação do setor farmacêutico, justificando-se, especialmente, pelas complexidades do mercado de medicamentos. 2. A amplitude da delegação normativa consiste no fundamento fático-jurídico do exercício do poder regulamentar pela Administração Pública, que deve atuar em consonância com a lei, atendendo à necessidade de regulação do setor farmacêutico e em respeito à dinâmica e às peculiaridades técnicas do mercado de medicamentos. 3. O percentual de desconto obrigatório e linear nas vendas de determinados medicamentos ao Poder Público, chamado Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), opera como fator de ajuste de preços, permitindo, assim, que se chegue ao “Preço Máximo de Venda ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493528. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 38 Ementa e Acórdão RMS 28487 / DF Governo” (PMVG), o que vai ao encontro da reprovação constitucional do aumento arbitrário de lucros (art. 173, § 4º, CF/88). 4. A Constituição Federal de 1988 agrega preocupação social aos princípios gerais da atividade econômica, resultando em legítima atuação do Estado na promoção do acesso universal e igualitário à saúde, direito social garantido pelo art. 196 da Constituição Federal, cuja responsabilidade é partilhada pelo Estado e por toda a sociedade. 5. Recurso ordinário em mandado de segurança não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493528. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Governo” (PMVG), o que vai ao encontro da reprovação constitucional do aumento arbitrário de lucros (art. 173, § 4º, CF/88). 4. A Constituição Federal de 1988 agrega preocupação social aos princípios gerais da atividade econômica, resultando em legítima atuação do Estado na promoção do acesso universal e igualitário à saúde, direito social garantido pelo art. 196 da Constituição Federal, cuja responsabilidade é partilhada pelo Estado e por toda a sociedade. 5. Recurso ordinário em mandado de segurança não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493528. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 38 Relatório 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA ADV.(A/S) :RAFAEL VILELA BORGES RECDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de recurso ordinário em mandado de segurança de EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA-CE e EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA-DF contra decisão em que o Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem no Mandado de Segurança nº 12.915/DF, impetrado com o objetivo de suspender os efeitos da Resolução CMED nº 04/2006 ou, alternativamente, determinar a reavaliação do percentual do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), aplicado como redutor nas vendas de medicamentos para entes da Administração Pública (art. 4º da Resolução CMED nº 04/2006). O acórdão recorrido foi assim ementado: “ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CÂMARA DE REGULAÇÃO DO MERCADO DE MEDICAMENTOS. CMED. COEFICIENTE DE ADEQUAÇÃO DE PREÇO (CAP). LEI 10742/2003. RESOLUÇÃO 4/2006. LEGALIDADE. 1. A Primeira Seção do STJ, no julgamento do MS 12.730/DF, Relatora Ministra Eliana Calmon, decidiu que a Resolução CMED 4/2006, que determinou a aplicação do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP) a diversos produtos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA ADV.(A/S) :RAFAEL VILELA BORGES RECDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de recurso ordinário em mandado de segurança de EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA-CE e EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA-DF contra decisão em que o Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem no Mandado de Segurança nº 12.915/DF, impetrado com o objetivo de suspender os efeitos da Resolução CMED nº 04/2006 ou, alternativamente, determinar a reavaliação do percentual do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), aplicado como redutor nas vendas de medicamentos para entes da Administração Pública (art. 4º da Resolução CMED nº 04/2006). O acórdão recorrido foi assim ementado: “ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CÂMARA DE REGULAÇÃO DO MERCADO DE MEDICAMENTOS. CMED. COEFICIENTE DE ADEQUAÇÃO DE PREÇO (CAP). LEI 10742/2003. RESOLUÇÃO 4/2006. LEGALIDADE. 1. A Primeira Seção do STJ, no julgamento do MS 12.730/DF, Relatora Ministra Eliana Calmon, decidiu que a Resolução CMED 4/2006, que determinou a aplicação do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP) a diversos produtos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 38 Relatório RMS 28487 / DF adquiridos por entes estatais, encontra respaldo na Constituição da República e na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990), atendendo às diretrizes estabelecidas pela Lei 10.742/2003 relativamente à implementação da política de acesso a medicamentos pela população em geral. 2. Mandado de Segurança denegado” (fl. 424). Os recorrentes afirmam que a Resolução CMED nº 4/2006 consubstancia atuação abusiva do órgão, por ultrapassar os limites do poder regulamentar conferido ao Poder Executivo na disciplina do mercado de medicamentos e produtos farmacêuticos, em especial quando disciplina a incidência de desconto mínimo obrigatório nas operações comerciais estabelecidas entre as unidades produtoras e distribuidoras e o Poder Público – nominado “Coeficiente de Adequação de Preços – CAP”. Os argumentos dos recorrentes podem ser assim sintetizados: a) a delegação de “competência para estabelecer critérios para a fixação de margens de comercialização de medicamentos pelas distribuidoras” à CMED, na Lei nº 10.472/03, é inconstitucional, pois “[deixa de] estabelecer qualquer parâmetro balizador do desempenho dessa função normativa, configurando claro maltrato ao princípio constitucional da legalidade, insculpido no art. 37 da Constituição Federal” (fl. 462). Nesse ponto, defende que: “(…) por força do princípio constitucional da legalidade, a lei constitui o meio próprio de emanação de regras restritivas de direitos e impositivas de obrigações, revelando-se inadmissível, mesmo para o próprio legislador, a atribuição incondicionada e completa da competência para editar normas tais a um órgão do Poder Executivo” (fl. 463). b) a competência da CMED para estabelecer critérios de fixação e ajuste de preços de medicamentos (art. 6º, II, da Lei nº 10.742/03) não legitima a “imposição unilateral de descontos para a grande maioria dos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF adquiridos por entes estatais, encontra respaldo na Constituição da República e na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990), atendendo às diretrizes estabelecidas pela Lei 10.742/2003 relativamente à implementação da política de acesso a medicamentos pela população em geral. 2. Mandado de Segurança denegado” (fl. 424). Os recorrentes afirmam que a Resolução CMED nº 4/2006 consubstancia atuação abusiva do órgão, por ultrapassar os limites do poder regulamentar conferido ao Poder Executivo na disciplina do mercado de medicamentos e produtos farmacêuticos, em especial quando disciplina a incidência de desconto mínimo obrigatório nas operações comerciais estabelecidas entre as unidades produtoras e distribuidoras e o Poder Público – nominado “Coeficiente de Adequação de Preços – CAP”. Os argumentos dos recorrentes podem ser assim sintetizados: a) a delegação de “competência para estabelecer critérios para a fixação de margens de comercialização de medicamentos pelas distribuidoras” à CMED, na Lei nº 10.472/03, é inconstitucional, pois “[deixa de] estabelecer qualquer parâmetro balizador do desempenho dessa função normativa, configurando claro maltrato ao princípio constitucional da legalidade, insculpido no art. 37 da Constituição Federal” (fl. 462). Nesse ponto, defende que: “(…) por força do princípio constitucional da legalidade, a lei constitui o meio próprio de emanação de regras restritivas de direitos e impositivas de obrigações, revelando-se inadmissível, mesmo para o próprio legislador, a atribuição incondicionada e completa da competência para editar normas tais a um órgão do Poder Executivo” (fl. 463). b) a competência da CMED para estabelecer critérios de fixação e ajuste de preços de medicamentos (art. 6º, II, da Lei nº 10.742/03) não legitima a “imposição unilateral de descontos para a grande maioria dos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 38 Relatório RMS 28487 / DF medicamentos a serem adquiridos pela Administração Pública” (fl. 463), sob pena de violar os princípios constitucionais relativos à ordem econômica (livre-concorrência e livre-iniciativa), “(...) pois representa ‘desapropriação por preço injusto e sem compensação pecuniária’ de bens das empresas distribuidoras de medicamentos, afrontando a garantia pétrea insculpida no art. 5º, inciso XXIV da Carta Política da República” (fl. 467); c) a aplicação do “Coeficiente de Adequação de Preços” na Resolução CMED nº 2/2004 difere da utilização do mesmo conceito na Resolução CMED nº 4/2006. No primeiro diploma normativo, o CAP “serviria de instrumento que PODERIA ser evidentemente utilizado para adequação de preço de medicamentos novos e novas apresentações de medicamentos, caso fosse necessário”, não configurando uma imposição. Conclui que: “(...) pode-se afirmar que o caráter normativo da atuação estatal quando de sua intervenção no domínio econômico tabelando o preço de remédios não pode se desenvolver de forma a aniquilar a liberdade econômica. O que o Estado deve ter sempre como norte no exercício de suas funções é reprimir eventuais condutas que venham a desvirtuar os objetivos estatuídos pela CF/88, bem como por leis infraconstitucionais, momento em que forem elaboradas as suas disposições” (fl. 469). d) há violação dos arts. 173 e 174 da Constituição Federal, que evidenciam a necessidade de autorização legal e o caráter excepcional da medida para que o Estado promova atos de ingerência na atividade econômica, o que não é o caso dos autos; e) a Resolução CMED nº 04/2006 viola o princípio da isonomia ao estabelecer tratamento diferenciado para aquisição de medicamentos por entes públicos e acrescenta: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF medicamentos a serem adquiridos pela Administração Pública” (fl. 463), sob pena de violar os princípios constitucionais relativos à ordem econômica (livre-concorrência e livre-iniciativa), “(...) pois representa ‘desapropriação por preço injusto e sem compensação pecuniária’ de bens das empresas distribuidoras de medicamentos, afrontando a garantia pétrea insculpida no art. 5º, inciso XXIV da Carta Política da República” (fl. 467); c) a aplicação do “Coeficiente de Adequação de Preços” na Resolução CMED nº 2/2004 difere da utilização do mesmo conceito na Resolução CMED nº 4/2006. No primeiro diploma normativo, o CAP “serviria de instrumento que PODERIA ser evidentemente utilizado para adequação de preço de medicamentos novos e novas apresentações de medicamentos, caso fosse necessário”, não configurando uma imposição. Conclui que: “(...) pode-se afirmar que o caráter normativo da atuação estatal quando de sua intervenção no domínio econômico tabelando o preço de remédios não pode se desenvolver de forma a aniquilar a liberdade econômica. O que o Estado deve ter sempre como norte no exercício de suas funções é reprimir eventuais condutas que venham a desvirtuar os objetivos estatuídos pela CF/88, bem como por leis infraconstitucionais, momento em que forem elaboradas as suas disposições” (fl. 469). d) há violação dos arts. 173 e 174 da Constituição Federal, que evidenciam a necessidade de autorização legal e o caráter excepcional da medida para que o Estado promova atos de ingerência na atividade econômica, o que não é o caso dos autos; e) a Resolução CMED nº 04/2006 viola o princípio da isonomia ao estabelecer tratamento diferenciado para aquisição de medicamentos por entes públicos e acrescenta: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 38 Relatório RMS 28487 / DF “Sabendo-se que situações desiguais devem ser tratadas de modo desigual, o fato concreto é que os entes estatais não podem, absolutamente, ser considerados como sendo um único cliente (das distribuidoras de medicamentos, ora Impetrantes- Recorrentes), porque as diferentes demandas de medicamentos por parte de cada um dos órgãos dos diferentes entes públicos fazem com que cada um deles possa ser considerado um ‘cliente-comprador’ distinto e, sob esse ângulo, a aplicação do CAP na forma desse desconto linear maltrata o princípio da isonomia pois, em tese, obriga as fornecedoras do setor farmacêutico a tratarem de maneira igual clientes que são desiguais entre si. (…) Em suma, a imposição do CAP equivale a um corte fixo e horizontal nos preços de produtos cujas estruturas de custo são totalmente distintas entre si, tratamento idêntico esse, que, imposto a medicamentos distintos, revela-se inadmissível e desproporcional. Repisa-se: a lei que instituiu a CMED permite que ela promova ‘assistência farmacêutica à população, por meio de mecanismos que estimulem a oferta de medicamentos e a competitividade do setor’, mas não permite que, sob o argumento de que o erário deve reduzir despesas, possa a CMED singelamente impor coativamente esse corte linear de preços para os medicamentos vendidos aos entes estatais” (fls. 472 e 473). f) o critério elegido pela CMED para cálculo do CAP (art. 5º, § 4º, incisos I e II, da Resolução nº 2/2004) vai de encontro aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, pois “(…) revela-se arbitrário e irrazoável relacionar o PIB ‘per capita’ do Brasil (pais emergente, 12ª economia mundial) com os PIB’s ‘per capita’ de países de primeiro mundo” (fl. 474). Nas razões do recurso, sustentam que a incidência do Coeficiente de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF “Sabendo-se que situações desiguais devem ser tratadas de modo desigual, o fato concreto é que os entes estatais não podem, absolutamente, ser considerados como sendo um único cliente (das distribuidoras de medicamentos, ora Impetrantes- Recorrentes), porque as diferentes demandas de medicamentos por parte de cada um dos órgãos dos diferentes entes públicos fazem com que cada um deles possa ser considerado um ‘cliente-comprador’ distinto e, sob esse ângulo, a aplicação do CAP na forma desse desconto linear maltrata o princípio da isonomia pois, em tese, obriga as fornecedoras do setor farmacêutico a tratarem de maneira igual clientes que são desiguais entre si. (…) Em suma, a imposição do CAP equivale a um corte fixo e horizontal nos preços de produtos cujas estruturas de custo são totalmente distintas entre si, tratamento idêntico esse, que, imposto a medicamentos distintos, revela-se inadmissível e desproporcional. Repisa-se: a lei que instituiu a CMED permite que ela promova ‘assistência farmacêutica à população, por meio de mecanismos que estimulem a oferta de medicamentos e a competitividade do setor’, mas não permite que, sob o argumento de que o erário deve reduzir despesas, possa a CMED singelamente impor coativamente esse corte linear de preços para os medicamentos vendidos aos entes estatais” (fls. 472 e 473). f) o critério elegido pela CMED para cálculo do CAP (art. 5º, § 4º, incisos I e II, da Resolução nº 2/2004) vai de encontro aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, pois “(…) revela-se arbitrário e irrazoável relacionar o PIB ‘per capita’ do Brasil (pais emergente, 12ª economia mundial) com os PIB’s ‘per capita’ de países de primeiro mundo” (fl. 474). Nas razões do recurso, sustentam que a incidência do Coeficiente de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 38 Relatório RMS 28487 / DF Adequação de Preços (CAP) compromete a atividade econômica de fornecedores e distribuidores de medicamentos, na medida em que são obrigados a repassar à Administração Pública as mercadorias por valor inferior ao preço por eles pago aos laboratórios fabricantes. Nesse contexto, afirmam que a manutenção da normatividade vigente, ora impugnada, implica a perpetuação de relação deficitária desfavorável às sociedades empresárias recorrentes. Transcrevo os argumentos apresentados, in verbis; “Como se constata, os sensíveis prejuízos a serem suportadas (sic) variam da ordem de 23,04% até 26,28% (docs. 13 e 14 – tabela de demonstração dos prejuízos, acompanhada das respectivas notas fiscais da aquisição e relação oficial do preço de fábrica dos medicamentos). Isso significa que a manutenção dos efeitos do ato do Impetrado até a concessão definitiva das segurança impedirá as RECORRENTES de atuarem em campo estratégico, comprometendo, em um horizonte de médio prazo, a própria posição das Impetrantes no competitivo mercado brasileiro. (…) É fato incontroverso de outra parte, que a Administração Pública já vem aplicando o CAP nas hipóteses de compra de medicamentos, revelando todo esse contexto a patente ameaça de que as vendas realizadas pelas Impetrantes – distribuidoras, com base nos preços fixados em razão do CAP acabem por inviabilizar as suas atividades econômica (sic) no ramo da distribuição, acarretando não só prejuízos a elas, distribuidoras, com também à população e à Administração Pública” (fls. 482 e 483). Por fim, requerem “seja dado provimento a este Recurso Ordinário, para o fim de lhes ser concedida a segurança, reconhecido o seu direito líquido e certo de não se submeterem às disposições e efeitos do 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Adequação de Preços (CAP) compromete a atividade econômica de fornecedores e distribuidores de medicamentos, na medida em que são obrigados a repassar à Administração Pública as mercadorias por valor inferior ao preço por eles pago aos laboratórios fabricantes. Nesse contexto, afirmam que a manutenção da normatividade vigente, ora impugnada, implica a perpetuação de relação deficitária desfavorável às sociedades empresárias recorrentes. Transcrevo os argumentos apresentados, in verbis; “Como se constata, os sensíveis prejuízos a serem suportadas (sic) variam da ordem de 23,04% até 26,28% (docs. 13 e 14 – tabela de demonstração dos prejuízos, acompanhada das respectivas notas fiscais da aquisição e relação oficial do preço de fábrica dos medicamentos). Isso significa que a manutenção dos efeitos do ato do Impetrado até a concessão definitiva das segurança impedirá as RECORRENTES de atuarem em campo estratégico, comprometendo, em um horizonte de médio prazo, a própria posição das Impetrantes no competitivo mercado brasileiro. (…) É fato incontroverso de outra parte, que a Administração Pública já vem aplicando o CAP nas hipóteses de compra de medicamentos, revelando todo esse contexto a patente ameaça de que as vendas realizadas pelas Impetrantes – distribuidoras, com base nos preços fixados em razão do CAP acabem por inviabilizar as suas atividades econômica (sic) no ramo da distribuição, acarretando não só prejuízos a elas, distribuidoras, com também à população e à Administração Pública” (fls. 482 e 483). Por fim, requerem “seja dado provimento a este Recurso Ordinário, para o fim de lhes ser concedida a segurança, reconhecido o seu direito líquido e certo de não se submeterem às disposições e efeitos do 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 38 Relatório RMS 28487 / DF ato coator (Resolução CMED nº 04/2006), ou, sucessivamente, a concessão da segurança para ser reconhecido o direito líquido e certo das Recorrentes de poderem realizar vendas de medicamentos aos entes estatais (conforme art.1º da Resolução CMED 04/2006), sem a aplicação da Resolução nº 4/2006 da CMED, enquanto não for reavaliado pela Autoridade Coatora, o percentual de 24,69% definido no art. 4º desse ato coator, reavaliação essa cuja determinação fica requerida”. A União Federal apresenta contrarrazões ao recurso (fls. 491 a 511) em que defende os seguintes argumentos: a) apesar da abertura do mercado brasileiro para a entrada de novas empresas na década de 1990, com o fito de aumentar a concorrência, foram identificadas falhas “nesse nicho mercadológico, que andava na contramão dos demais setores da economia, [que] acabaram por exigir uma intervenção do Estado no mercado de medicamentos”. A fim de exemplificar o contexto narrado, consignou a União: “(...) [E]ntre dezembro de 1996 e agosto de 1998 houve variação nominal acumulada de 21,83% nos preços dos produtos farmacêuticos, o que contrasta com 7,5% para índice geral (INPC/IBGE). Entre 1994 e 1997, o faturamento do setor farmacêutico registrou um aumento de 60,94%, enquanto o número de unidades vendidas teve um aumento de apenas em (sic) 13,33%” (fl. 496); b) “[as] regras de reajustes sem interferir na definição de preços iniciais dos medicamentos que já vigoravam no mercado e foram estabelecidos livremente pelas empresas” (fl. 497) não foram eficazes na regulação do mercado de medicamentos, o que se pretendeu corrigir com a edição da Medida Provisória nº 123/2003, posteriormente convertida na Lei nº 10.742/2003, oportunidade em que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) foi criada; 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF ato coator (Resolução CMED nº 04/2006), ou, sucessivamente, a concessão da segurança para ser reconhecido o direito líquido e certo das Recorrentes de poderem realizar vendas de medicamentos aos entes estatais (conforme art.1º da Resolução CMED 04/2006), sem a aplicação da Resolução nº 4/2006 da CMED, enquanto não for reavaliado pela Autoridade Coatora, o percentual de 24,69% definido no art. 4º desse ato coator, reavaliação essa cuja determinação fica requerida”. A União Federal apresenta contrarrazões ao recurso (fls. 491 a 511) em que defende os seguintes argumentos: a) apesar da abertura do mercado brasileiro para a entrada de novas empresas na década de 1990, com o fito de aumentar a concorrência, foram identificadas falhas “nesse nicho mercadológico, que andava na contramão dos demais setores da economia, [que] acabaram por exigir uma intervenção do Estado no mercado de medicamentos”. A fim de exemplificar o contexto narrado, consignou a União: “(...) [E]ntre dezembro de 1996 e agosto de 1998 houve variação nominal acumulada de 21,83% nos preços dos produtos farmacêuticos, o que contrasta com 7,5% para índice geral (INPC/IBGE). Entre 1994 e 1997, o faturamento do setor farmacêutico registrou um aumento de 60,94%, enquanto o número de unidades vendidas teve um aumento de apenas em (sic) 13,33%” (fl. 496); b) “[as] regras de reajustes sem interferir na definição de preços iniciais dos medicamentos que já vigoravam no mercado e foram estabelecidos livremente pelas empresas” (fl. 497) não foram eficazes na regulação do mercado de medicamentos, o que se pretendeu corrigir com a edição da Medida Provisória nº 123/2003, posteriormente convertida na Lei nº 10.742/2003, oportunidade em que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) foi criada; 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 38 Relatório RMS 28487 / DF c) o ato impugnado – Resolução CMED nº 4/2006 – está fundamentado na Lei nº 10.742/2003, pela qual se delegou competência ao órgão “para regular o setor de medicamentos, especificamente no que tange à fixação dos preços de medicamentos já disponíveis no mercado [art. 4º] e novos [art. 7º]” (fl. 498). Defende a União a legitimidade da delegação de competência nestes termos: “(...) a função reguladora, normalmente delegada a autarquias em regime especial, também pode ser conferida a órgãos públicos, criados especificamente para essa finalidade. E isso não é inovação no direito pátrio, valendo citar como exemplo o Conselho Monetário Nacional – CMN (Lei nº 4.595/64, art. 4º, VIII e XXXII)” (fl. 500); d) não há ofensa aos princípios da ordem econômica, em especial ao art. 173 da Constituição Federal, pois a regulação do mercado tem como uma de suas finalidades reprimir o aumento arbitrário de lucros, a exemplo do que vinha ocorrendo no mercado de medicamentos, sendo um poder-dever do Estado. Aduz que: “[os princípios da livre concorrência e da livre iniciativa devem ser aplicados] em harmonia com outros princípios que regem a atividade econômica e que visam à satisfação dos interesses sociais e coletivos, como o princípio da defesa do consumidor, previsto no artigo 5º, inciso XXXII e 170, inciso V, da Carta Magna, e, no caso específico, o acesso universal e igualitário à saúde (art. 196 da CFRB/1998)” (fl. 502); e) o provimento do recurso e a consequente concessão da segurança teria como resultado a criação de privilégio para as empresas ora recorrentes, com desequilíbrio do mercado e violação do princípio da livre concorrência; f) a instituição do CAP respeita o princípio da isonomia, pois disciplina a relação comercial de produtores e distribuidores de produtos 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF c) o ato impugnado – Resolução CMED nº 4/2006 – está fundamentado na Lei nº 10.742/2003, pela qual se delegou competência ao órgão “para regular o setor de medicamentos, especificamente no que tange à fixação dos preços de medicamentos já disponíveis no mercado [art. 4º] e novos [art. 7º]” (fl. 498). Defende a União a legitimidade da delegação de competência nestes termos: “(...) a função reguladora, normalmente delegada a autarquias em regime especial, também pode ser conferida a órgãos públicos, criados especificamente para essa finalidade. E isso não é inovação no direito pátrio, valendo citar como exemplo o Conselho Monetário Nacional – CMN (Lei nº 4.595/64, art. 4º, VIII e XXXII)” (fl. 500); d) não há ofensa aos princípios da ordem econômica, em especial ao art. 173 da Constituição Federal, pois a regulação do mercado tem como uma de suas finalidades reprimir o aumento arbitrário de lucros, a exemplo do que vinha ocorrendo no mercado de medicamentos, sendo um poder-dever do Estado. Aduz que: “[os princípios da livre concorrência e da livre iniciativa devem ser aplicados] em harmonia com outros princípios que regem a atividade econômica e que visam à satisfação dos interesses sociais e coletivos, como o princípio da defesa do consumidor, previsto no artigo 5º, inciso XXXII e 170, inciso V, da Carta Magna, e, no caso específico, o acesso universal e igualitário à saúde (art. 196 da CFRB/1998)” (fl. 502); e) o provimento do recurso e a consequente concessão da segurança teria como resultado a criação de privilégio para as empresas ora recorrentes, com desequilíbrio do mercado e violação do princípio da livre concorrência; f) a instituição do CAP respeita o princípio da isonomia, pois disciplina a relação comercial de produtores e distribuidores de produtos 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 38 Relatório RMS 28487 / DF farmacêuticos com o Poder Público, sob a justificativa de que esse tem a responsabilidade de garantir “o acesso da população menos favorecida aos medicamentos” (fl. 506), enquanto que a iniciativa privada visa ao lucro; g) “a exclusão dos impetrantes ao regime da Resolução CMED nº 4/06 acarretaria em violação ao princípio da livre concorrência, expresso no art. 170, IV, da Constituição Federal. Isto porque os demais produtores e comercializadores de medicamentos se submeterão ao CAP, sendo que tal situação importará no desequilíbrio do mercado, esvaziando a concorrência e criando um privilégio injustificado aos associados da impetrante”; h) a previsão de percentual único de desconto na venda de medicamentos para o Poder Público é legítima, uma vez que “o critério aferível para fins de razoabilidade na distinção deve ser apenas a qualidade do ente, vale dizer, se público ou privado” (fl. 507), não a capacidade econômica do ente público contratante; i) a “política de regulação pelo critério de teto [de] preço[s]” (fl. 509) adotada pela CMED está prevista no art. 4º, § 1º, da Lei nº 10.742/03, o que não esvazia a discricionariedade dos laboratórios na fixação de políticas de comercialização dos medicamentos, respeitados os limites diferenciados de valor estabelecidos para vendas a empresas do setor privado e aquelas relacionadas com o Poder Público. Por fim, defende a União que não há obrigatoriedade de contratar com o Poder Público, devendo a parte que pretender celebrar contrato de compra e venda de medicamentos com a Administração Pública submeter-se à regras do Direto Administrativo. O recurso foi recebido, tendo o e. STJ determinado o envio dos autos a esta Suprema Corte (fl. 513). A douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF farmacêuticos com o Poder Público, sob a justificativa de que esse tem a responsabilidade de garantir “o acesso da população menos favorecida aos medicamentos” (fl. 506), enquanto que a iniciativa privada visa ao lucro; g) “a exclusão dos impetrantes ao regime da Resolução CMED nº 4/06 acarretaria em violação ao princípio da livre concorrência, expresso no art. 170, IV, da Constituição Federal. Isto porque os demais produtores e comercializadores de medicamentos se submeterão ao CAP, sendo que tal situação importará no desequilíbrio do mercado, esvaziando a concorrência e criando um privilégio injustificado aos associados da impetrante”; h) a previsão de percentual único de desconto na venda de medicamentos para o Poder Público é legítima, uma vez que “o critério aferível para fins de razoabilidade na distinção deve ser apenas a qualidade do ente, vale dizer, se público ou privado” (fl. 507), não a capacidade econômica do ente público contratante; i) a “política de regulação pelo critério de teto [de] preço[s]” (fl. 509) adotada pela CMED está prevista no art. 4º, § 1º, da Lei nº 10.742/03, o que não esvazia a discricionariedade dos laboratórios na fixação de políticas de comercialização dos medicamentos, respeitados os limites diferenciados de valor estabelecidos para vendas a empresas do setor privado e aquelas relacionadas com o Poder Público. Por fim, defende a União que não há obrigatoriedade de contratar com o Poder Público, devendo a parte que pretender celebrar contrato de compra e venda de medicamentos com a Administração Pública submeter-se à regras do Direto Administrativo. O recurso foi recebido, tendo o e. STJ determinado o envio dos autos a esta Suprema Corte (fl. 513). A douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 38 Relatório RMS 28487 / DF provimento do recurso ordinário (fls. 522 a 527), de cujo parecer destaco o seguinte trecho: “Com efeito, inexiste, de fato, qualquer vício de legalidade na impugnada Resolução CMED nº 4/2006, visto estar tal texto acobertado pela Lei nº 10.742/2003, havendo respaldo expresso em seu artigo 6º para que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, dentre outras funções, defina diretrizes e procedimentos relativos à regulação econômica do mercado de medicamentos, estabeleça critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos, bem como determine, com clareza, os critérios para a fixação dos preços dos produtos novos e novas apresentações de medicamentos. De se ressaltar, aliás, o salutar propósito estatal no sentido de promover efetiva e equânime distribuição de medicamentos, concretizando o preceito constitucional do direito à saúde que, de outra forma, estaria exclusivamente submetido às leis de mercado, o que poderia ensejar inconvenientes diversos, como, verbi gratia, não parece difícil supor, algum tipo de dificuldade de acesso quanto à população mais carente.” (fl. 524) É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF provimento do recurso ordinário (fls. 522 a 527), de cujo parecer destaco o seguinte trecho: “Com efeito, inexiste, de fato, qualquer vício de legalidade na impugnada Resolução CMED nº 4/2006, visto estar tal texto acobertado pela Lei nº 10.742/2003, havendo respaldo expresso em seu artigo 6º para que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, dentre outras funções, defina diretrizes e procedimentos relativos à regulação econômica do mercado de medicamentos, estabeleça critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos, bem como determine, com clareza, os critérios para a fixação dos preços dos produtos novos e novas apresentações de medicamentos. De se ressaltar, aliás, o salutar propósito estatal no sentido de promover efetiva e equânime distribuição de medicamentos, concretizando o preceito constitucional do direito à saúde que, de outra forma, estaria exclusivamente submetido às leis de mercado, o que poderia ensejar inconvenientes diversos, como, verbi gratia, não parece difícil supor, algum tipo de dificuldade de acesso quanto à população mais carente.” (fl. 524) É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): I- A MOLDURA FÁTICO-JURÍDICA DO OBJETO DO MANDADO DE SEGURANÇA Na origem, cuida-se de mandado de segurança impetrado por empresas distribuidoras de medicamentos, em face do Ministro de Estado da Saúde, contra ato normativo expedido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos que fixou a incidência do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP) em todas as vendas destinadas a entes da administração pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (art. 4º da Resolução CMED nº 04/2006). O Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem, em julgado assim ementado: “ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CÂMARA DE REGULAÇÃO DO MERCADO DE MEDICAMENTOS. CMED. COEFICIENTE DE ADEQUAÇÃO DE PREÇO (CAP). LEI 10742/2003. RESOLUÇÃO 4/2006. LEGALIDADE. 1. A Primeira Seção do STJ, no julgamento do MS 12.730/DF, Relatora Ministra Eliana Calmon, decidiu que a Resolução CMED 4/2006, que determinou a aplicação do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP) a diversos produtos adquiridos por entes estatais, encontra respaldo na Constituição da República e na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990), atendendo às diretrizes estabelecidas pela Lei 10.742/2003 relativamente à implementação da política de acesso a medicamentos pela população em geral. 2. Mandado de segurança denegado” (fl. 424). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): I- A MOLDURA FÁTICO-JURÍDICA DO OBJETO DO MANDADO DE SEGURANÇA Na origem, cuida-se de mandado de segurança impetrado por empresas distribuidoras de medicamentos, em face do Ministro de Estado da Saúde, contra ato normativo expedido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos que fixou a incidência do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP) em todas as vendas destinadas a entes da administração pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (art. 4º da Resolução CMED nº 04/2006). O Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem, em julgado assim ementado: “ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CÂMARA DE REGULAÇÃO DO MERCADO DE MEDICAMENTOS. CMED. COEFICIENTE DE ADEQUAÇÃO DE PREÇO (CAP). LEI 10742/2003. RESOLUÇÃO 4/2006. LEGALIDADE. 1. A Primeira Seção do STJ, no julgamento do MS 12.730/DF, Relatora Ministra Eliana Calmon, decidiu que a Resolução CMED 4/2006, que determinou a aplicação do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP) a diversos produtos adquiridos por entes estatais, encontra respaldo na Constituição da República e na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990), atendendo às diretrizes estabelecidas pela Lei 10.742/2003 relativamente à implementação da política de acesso a medicamentos pela população em geral. 2. Mandado de segurança denegado” (fl. 424). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF As recorrentes alegam violação de seu direito líquido e certo de contratar com a Administração Pública sem se submeterem às regras da Resolução CMED nº 4/06, em especial à norma que fixou o desconto adicional e linear de 24,69% incidente sobre a venda de medicamentos para o Poder Público. O conhecimento da matéria subiu a esta Suprema Corte por meio de recurso ordinário interposto contra decisão com que o e. STJ denegou a segurança. As autoras alegam, em síntese, que a edição da Resolução nº 4/2006 consiste em ato abusivo e ilegal da CMED, pois: a) a delegação de competência normativa promovida pela Lei nº 10.472/03 à CMED é inconstitucional, na medida em que “a lei delegou à administração a competência para estabelecer critérios para a fixação de margens de comercialização de medicamentos pelas distribuidoras, sem estabelecer qualquer parâmetro balizador do desempenho dessa função normativa, configurando claro maltrato ao princípio constitucional da legalidade, insculpido no art. 37 da Constituição Federal, ao qual a administração publica ‘obedecerá’, na dicção desse mesmo dispositivo”(fl. 462); b) viola os princípios da livre concorrência e da livre iniciativa, os quais não comportam o “controle de preços”, salvo em casos excepcionais; c) o ato impugnado “tenta mascarar verdadeiro confisco, pois representa desapropriação por preço injusto e sem compensação pecuniária de bens das empresas distribuidoras de medicamentos, afrontando a garantia pétrea insculpida no art. 5º, inciso XXIV, da Carta Política da República” (fl. 467); d) há afronta ao princípio constitucional da isonomia, na medida em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF As recorrentes alegam violação de seu direito líquido e certo de contratar com a Administração Pública sem se submeterem às regras da Resolução CMED nº 4/06, em especial à norma que fixou o desconto adicional e linear de 24,69% incidente sobre a venda de medicamentos para o Poder Público. O conhecimento da matéria subiu a esta Suprema Corte por meio de recurso ordinário interposto contra decisão com que o e. STJ denegou a segurança. As autoras alegam, em síntese, que a edição da Resolução nº 4/2006 consiste em ato abusivo e ilegal da CMED, pois: a) a delegação de competência normativa promovida pela Lei nº 10.472/03 à CMED é inconstitucional, na medida em que “a lei delegou à administração a competência para estabelecer critérios para a fixação de margens de comercialização de medicamentos pelas distribuidoras, sem estabelecer qualquer parâmetro balizador do desempenho dessa função normativa, configurando claro maltrato ao princípio constitucional da legalidade, insculpido no art. 37 da Constituição Federal, ao qual a administração publica ‘obedecerá’, na dicção desse mesmo dispositivo”(fl. 462); b) viola os princípios da livre concorrência e da livre iniciativa, os quais não comportam o “controle de preços”, salvo em casos excepcionais; c) o ato impugnado “tenta mascarar verdadeiro confisco, pois representa desapropriação por preço injusto e sem compensação pecuniária de bens das empresas distribuidoras de medicamentos, afrontando a garantia pétrea insculpida no art. 5º, inciso XXIV, da Carta Política da República” (fl. 467); d) há afronta ao princípio constitucional da isonomia, na medida em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF que “a Administração Pública já possui instrumentos próprios para obter, em suas compras de medicamentos, preços menores do que aqueles praticados entre os particulares, ao impor a obrigatoriedades desse desconto linear, o Governo desvia-se da atividade reguladora e abusa do poder em seu próprio benefício” (fl. 472). Nesse ponto, ainda sustenta que: “14. O desconto linear compulsório de quase 25% aplica-se sobre praticamente todo e qualquer medicamento vendido à Administração Pública, sendo que os medicamentos vendidos para atender demanda judicial são, em sua integralidade, submetidos ao desconto compulsório” (fl. 472). e) “[a]s RECORRENTES, na condição de distribuidoras e fornecedoras de medicamentos à Administração Pública de todos os níveis de Federação, demonstram, neste ato (ainda com base no desconto anterior de 24,69%, uma vez que o desconto atual está 24,92%), através de simples planilhas, os resultados financeiros desastrosos da aplicação do CAP sobre algumas das centenas de medicamentos por elas comercializados” (fl. 481). f) os critérios de definição do CAP (incisos I e II do parágrafo 4º do art. 5º da Resolução CMED nº 2/2004) ofendem aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, pois “(…) revela-se arbitrário e irrazoável relacionar o PIB ‘per capita’ do Brasil (país emergente, 12ª economia mundial) com os PIB’s ‘per capita’ de países de primeiro mundo” (fl. 474). Requerem seja dado provimento ao recurso ordinário “para o fim de lhes ser concedida a segurança, reconhecido o seu direito líquido e certo de não se submeterem às disposições e efeitos do ato coator (Resolução CMED nº 04/2006), ou, sucessivamente, a concessão da segurança para ser 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF que “a Administração Pública já possui instrumentos próprios para obter, em suas compras de medicamentos, preços menores do que aqueles praticados entre os particulares, ao impor a obrigatoriedades desse desconto linear, o Governo desvia-se da atividade reguladora e abusa do poder em seu próprio benefício” (fl. 472). Nesse ponto, ainda sustenta que: “14. O desconto linear compulsório de quase 25% aplica-se sobre praticamente todo e qualquer medicamento vendido à Administração Pública, sendo que os medicamentos vendidos para atender demanda judicial são, em sua integralidade, submetidos ao desconto compulsório” (fl. 472). e) “[a]s RECORRENTES, na condição de distribuidoras e fornecedoras de medicamentos à Administração Pública de todos os níveis de Federação, demonstram, neste ato (ainda com base no desconto anterior de 24,69%, uma vez que o desconto atual está 24,92%), através de simples planilhas, os resultados financeiros desastrosos da aplicação do CAP sobre algumas das centenas de medicamentos por elas comercializados” (fl. 481). f) os critérios de definição do CAP (incisos I e II do parágrafo 4º do art. 5º da Resolução CMED nº 2/2004) ofendem aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, pois “(…) revela-se arbitrário e irrazoável relacionar o PIB ‘per capita’ do Brasil (país emergente, 12ª economia mundial) com os PIB’s ‘per capita’ de países de primeiro mundo” (fl. 474). Requerem seja dado provimento ao recurso ordinário “para o fim de lhes ser concedida a segurança, reconhecido o seu direito líquido e certo de não se submeterem às disposições e efeitos do ato coator (Resolução CMED nº 04/2006), ou, sucessivamente, a concessão da segurança para ser 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF reconhecido o direito líquido e certo das Recorrentes de poderem realizar vendas de medicamentos aos entes estatais (conforme art.1º da Resolução CMED 04/2006), sem a aplicação da Resolução nº 4/2006 da CMED, enquanto não for reavaliado pela Autoridade Coatora, o percentual de 24,69% definido no art. 4º desse ato coator, reavaliação essa cuja determinação fica requerida” (fl. 483). A União Federal apresentou contrarrazões (fls. 491 a 511) em que defende a legitimidade da atuação da CMED na regulação do mercado de medicamentos, cuja finalidade seria garantir o direito à saúde. Destaco a seguinte passagem: “O mercado de medicamentos envolve questões complexas que se alternam a todo momento, de modo que o legislador ordinário, para conferir maior agilidade e celeridade na regulamentação deste setor, optou por delegar as competências normativas ao CMED, afastando o legislador ordinário deste arcabouço regulatório, tendo em vista que o processo legislativo comum não atende a necessidade de constantes mudanças e aperfeiçoamentos no setor. Assim, o setor necessita de uma legislação atual e flexível, própria dos atos regulamentares, para satisfazer o dever constitucional do Estado em efetivar a saúde pública no país. Assim, se a lei estabelece um controle de preços de medicamentos e delega a um órgão técnico colegiado a prerrogativa de fixá-los dentro de certos parâmetros descritos na própria lei, não se verifica nenhum excesso regulamentar ou intervenção indevida do Estado na economia ou ainda delegação inconstitucional de competência para decidir sobre o preço final do produto” (fls. 500/501). Conclui a União: “Deve-se esclarecer que o setor público, diante da sua vocação constitucional de assegurar o direito à saúde, adquire 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF reconhecido o direito líquido e certo das Recorrentes de poderem realizar vendas de medicamentos aos entes estatais (conforme art.1º da Resolução CMED 04/2006), sem a aplicação da Resolução nº 4/2006 da CMED, enquanto não for reavaliado pela Autoridade Coatora, o percentual de 24,69% definido no art. 4º desse ato coator, reavaliação essa cuja determinação fica requerida” (fl. 483). A União Federal apresentou contrarrazões (fls. 491 a 511) em que defende a legitimidade da atuação da CMED na regulação do mercado de medicamentos, cuja finalidade seria garantir o direito à saúde. Destaco a seguinte passagem: “O mercado de medicamentos envolve questões complexas que se alternam a todo momento, de modo que o legislador ordinário, para conferir maior agilidade e celeridade na regulamentação deste setor, optou por delegar as competências normativas ao CMED, afastando o legislador ordinário deste arcabouço regulatório, tendo em vista que o processo legislativo comum não atende a necessidade de constantes mudanças e aperfeiçoamentos no setor. Assim, o setor necessita de uma legislação atual e flexível, própria dos atos regulamentares, para satisfazer o dever constitucional do Estado em efetivar a saúde pública no país. Assim, se a lei estabelece um controle de preços de medicamentos e delega a um órgão técnico colegiado a prerrogativa de fixá-los dentro de certos parâmetros descritos na própria lei, não se verifica nenhum excesso regulamentar ou intervenção indevida do Estado na economia ou ainda delegação inconstitucional de competência para decidir sobre o preço final do produto” (fls. 500/501). Conclui a União: “Deve-se esclarecer que o setor público, diante da sua vocação constitucional de assegurar o direito à saúde, adquire 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF grandes quantidades de medicamentos. O que motivou a política pública de aplicação do CAP foi a constatação de que este fato, por si só, gera para as empresas produtoras de medicamentos uma economia considerável em diversos itens que causam grandes impactos em seus custos operacionais, tais como, promoção de vendas, que envolve um grande números de pessoas contratadas para fazer visitação à classe médica; de venda a retalho, para o varejo, que cria a necessidade de uma estrutura onerosa de venda, controle de estoque e controle de pagamento, recebimento, entre outros. E, inobstante a indústria farmacêutica não ser onerada por vários desses custos, a realidade mostra que o governo não adquire medicamentos por preço menor do que é destinado ao mercado privado” (fl. 507). A douta Procuradoria-Geral da República exarou parecer no sentido do não provimento do recurso (fls. 522 a 527), uma vez que a atividade da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos estaria prevista na Lei nº 10.742/2004. II – A SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO SOBRE O PRIVADO Para a solução da controvérsia, é imperioso rememorar que o regime jurídico-administrativo ancora suas bases na supremacia do interesse público sobre o privado e na indisponibilidade do interesse público. Acerca da supremacia do interesse público sobre o interesse privado, que informa a relação entre a Administração e o particular quando em foco o regime jurídico-administrativo, ensina Celso Antônio Bandeira de Mello: “Significa que o Poder Público se encontra em situação de autoridade, de comando, relativamente aos particulares, como indispensável condição para gerir os interesses públicos postos em confronto. Compreende, em face da sua desigualdade, a possibilidade, em favor da Administração, de constituir os privados em obrigações por meio de ato unilateral daquela. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF grandes quantidades de medicamentos. O que motivou a política pública de aplicação do CAP foi a constatação de que este fato, por si só, gera para as empresas produtoras de medicamentos uma economia considerável em diversos itens que causam grandes impactos em seus custos operacionais, tais como, promoção de vendas, que envolve um grande números de pessoas contratadas para fazer visitação à classe médica; de venda a retalho, para o varejo, que cria a necessidade de uma estrutura onerosa de venda, controle de estoque e controle de pagamento, recebimento, entre outros. E, inobstante a indústria farmacêutica não ser onerada por vários desses custos, a realidade mostra que o governo não adquire medicamentos por preço menor do que é destinado ao mercado privado” (fl. 507). A douta Procuradoria-Geral da República exarou parecer no sentido do não provimento do recurso (fls. 522 a 527), uma vez que a atividade da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos estaria prevista na Lei nº 10.742/2004. II – A SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO SOBRE O PRIVADO Para a solução da controvérsia, é imperioso rememorar que o regime jurídico-administrativo ancora suas bases na supremacia do interesse público sobre o privado e na indisponibilidade do interesse público. Acerca da supremacia do interesse público sobre o interesse privado, que informa a relação entre a Administração e o particular quando em foco o regime jurídico-administrativo, ensina Celso Antônio Bandeira de Mello: “Significa que o Poder Público se encontra em situação de autoridade, de comando, relativamente aos particulares, como indispensável condição para gerir os interesses públicos postos em confronto. Compreende, em face da sua desigualdade, a possibilidade, em favor da Administração, de constituir os privados em obrigações por meio de ato unilateral daquela. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF Implica, outrossim, muitas vezes, o direito de modificar, também unilateralmente, relações já estabelecidas. (…) 50. Da conjugação da posição privilegiada (a) com a posição de supremacia (b) resulta a exigibilidade dos atos administrativos o droit du préable dos franceses e, em certas hipóteses, a executoriedade muitas vezes até com recurso à compulsão material sobre a pessoa ou coisa, como a execução de ofício.” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 19. ed. São Paulo: Malheiros, 2005. p. 57/58). O autor escreve, ainda, sobre os parâmetros de atuação da Administração Pública no exercício do poder-dever de perseguir e resguardar o interesse público. Acerca da indisponibilidade do interesse público, o autor afirma: “55. A indisponibilidade dos interesses públicos significa que, sendo qualificados como próprios da coletividade internos ao setor público -, não se encontram à livre disposição de quem quer que seja, por inapropriáveis. O próprio órgão administrativo que os representa não tem disponibilidade sobre eles, no sentido de que lhe incumbe apenas curá-los o que é também um dever na estrita conformidade do que predispuser a intentio legis” (op. cit. p. 62/63). Assim, sob o paradigma do Estado Democrático de Direito, tem-se que a atuação do Poder Público é regida por princípios e regras voltadas à consecução do interesse público, cujo conceito jurídico é estabelecido nas lições de Celso Antônio Bandeira de Mello, in verbis: “Ninguém duvida da importância da noção jurídica de interesse público. Se fosse necessário referir algo para encarecer-lhe o relevo, bastaria mencionar que, como acentuam os estudiosos, qualquer ato administrativo que dele se desencontre será necessariamente invalido. Sem embrago, não 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Implica, outrossim, muitas vezes, o direito de modificar, também unilateralmente, relações já estabelecidas. (…) 50. Da conjugação da posição privilegiada (a) com a posição de supremacia (b) resulta a exigibilidade dos atos administrativos o droit du préable dos franceses e, em certas hipóteses, a executoriedade muitas vezes até com recurso à compulsão material sobre a pessoa ou coisa, como a execução de ofício.” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 19. ed. São Paulo: Malheiros, 2005. p. 57/58). O autor escreve, ainda, sobre os parâmetros de atuação da Administração Pública no exercício do poder-dever de perseguir e resguardar o interesse público. Acerca da indisponibilidade do interesse público, o autor afirma: “55. A indisponibilidade dos interesses públicos significa que, sendo qualificados como próprios da coletividade internos ao setor público -, não se encontram à livre disposição de quem quer que seja, por inapropriáveis. O próprio órgão administrativo que os representa não tem disponibilidade sobre eles, no sentido de que lhe incumbe apenas curá-los o que é também um dever na estrita conformidade do que predispuser a intentio legis” (op. cit. p. 62/63). Assim, sob o paradigma do Estado Democrático de Direito, tem-se que a atuação do Poder Público é regida por princípios e regras voltadas à consecução do interesse público, cujo conceito jurídico é estabelecido nas lições de Celso Antônio Bandeira de Mello, in verbis: “Ninguém duvida da importância da noção jurídica de interesse público. Se fosse necessário referir algo para encarecer-lhe o relevo, bastaria mencionar que, como acentuam os estudiosos, qualquer ato administrativo que dele se desencontre será necessariamente invalido. Sem embrago, não 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF se trata de uma noção tão simples que se imponha naturalmente, como algo de per si evidente que dispensaria qualquer esforço para gizar-lhe os contornos abstratos. Convém, pois, expor aquilo que nos parece seja o interesse público propriamente dito. A se pensar em interesse público, pensa-se, habitualmente, em uma categoria contraposta à de interesse privado, individual, isto é, ao interesse pessoal de cada um. Acerta-se em dizer que se constitui no interesse do todo, ou seja, do próprio conjunto social, assim como acerta-se também em sublinhar que não se confunde com a somatória dos interesses individuais, peculiares de cada qual. Dizer isto, entretanto, é dizer muito pouco para compreender-se verdadeiramente o que é interesse público. (…) Em rigor, o necessário é aclarar-se o que está contido na afirmação de que interesse público é o interesse do todo, do próprio corpo social, para precatar-se contra o erro de atribuir- lhe o status de algo que existe por si mesmo, dotado de consistência autônoma, ou seja, como realidade independente e estranha a qualquer interesse das partes. O indispensável, em suma, é prevenir-se contra erro de, consciente ou inconscientemente, promover uma separação absoluta entre ambos, ao invés de acentuar, como se deveria, que o interesse público, ou seja, o interesse do todo, é ‘função’ qualificada dos interesses das partes, um aspecto, uma forma específica, de sua manifestação. (…) É que, na verdade, o interesse público, o interesse público do todo, do conjunto social, nada mais é que a dimensão pública dos interesses individuais, ou seja, dos interesses de cada indivíduo enquanto partícipe da Sociedade (entificada juridicamente no Estado), nisto se abrigando também o depósito intertemporal destes mesmos interesses, vale dizer, já agora, encarados eles em sua continuidade histórica, tendo em vista a sucessividade das gerações de seus nacionais. (…) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF se trata de uma noção tão simples que se imponha naturalmente, como algo de per si evidente que dispensaria qualquer esforço para gizar-lhe os contornos abstratos. Convém, pois, expor aquilo que nos parece seja o interesse público propriamente dito. A se pensar em interesse público, pensa-se, habitualmente, em uma categoria contraposta à de interesse privado, individual, isto é, ao interesse pessoal de cada um. Acerta-se em dizer que se constitui no interesse do todo, ou seja, do próprio conjunto social, assim como acerta-se também em sublinhar que não se confunde com a somatória dos interesses individuais, peculiares de cada qual. Dizer isto, entretanto, é dizer muito pouco para compreender-se verdadeiramente o que é interesse público. (…) Em rigor, o necessário é aclarar-se o que está contido na afirmação de que interesse público é o interesse do todo, do próprio corpo social, para precatar-se contra o erro de atribuir- lhe o status de algo que existe por si mesmo, dotado de consistência autônoma, ou seja, como realidade independente e estranha a qualquer interesse das partes. O indispensável, em suma, é prevenir-se contra erro de, consciente ou inconscientemente, promover uma separação absoluta entre ambos, ao invés de acentuar, como se deveria, que o interesse público, ou seja, o interesse do todo, é ‘função’ qualificada dos interesses das partes, um aspecto, uma forma específica, de sua manifestação. (…) É que, na verdade, o interesse público, o interesse público do todo, do conjunto social, nada mais é que a dimensão pública dos interesses individuais, ou seja, dos interesses de cada indivíduo enquanto partícipe da Sociedade (entificada juridicamente no Estado), nisto se abrigando também o depósito intertemporal destes mesmos interesses, vale dizer, já agora, encarados eles em sua continuidade histórica, tendo em vista a sucessividade das gerações de seus nacionais. (…) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF Donde, o interesse público deve ser conceituado como o interesse resultante do conjunto dos interesses que os indivíduos pessoalmente têm quando considerados em sua qualidade de membros da Sociedade e pelo simples fato de o serem.” (id. 25. ed. São Paulo: Malheiros, 2007. p. 58). Dentre os instrumentos conferidos ao Poder Público para que atue em conformidade com as necessidades da coletividade encontra-se o poder regulamentar, apresentado por José dos Santos Carvalho Filho nestes termos: “Poder regulamentar, portanto, é a prerrogativa conferida à Administração Pública de editar atos gerais para complementar as leis e permitir a sua efetiva aplicação. A prerrogativa, registre-se, é apenas para complementar a lei; não pode, pois a Administração alterá-la a pretexto de estar regulamentando. Se o fizer, cometerá abuso de poder regulamentar, invadindo a competência do Legislativo. Por essa razão, o art. 49, V, da CF, autoriza o Congresso Nacional a sustar atos normativos que extrapolem os limites do poder de regulamentação. Registre-se, por oportuno, que, ao desempenhar o poder regulamentar, a Administração exerce inegavelmente função normativa, porquanto, expede normas de caráter geral e com grau de abstração e impessoalidade, malgrado tenham elas fundamento de validade na lei. Como assinala autorizada doutrina, a função normativa é gênero no qual se situa a função legislativa, o que significa que o Estado pode exercer aquela sem que tenha a necessariamente que executar esta última. É na função normativa geral que se insere o poder regulamentar” (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 25. ed. São Paulo: Atlas, 2012. p. 55). III – O PODER REGULAMENTAR DO PODER EXECUTIVO Torna-se necessária, também, uma digressão sobre os contornos da 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Donde, o interesse público deve ser conceituado como o interesse resultante do conjunto dos interesses que os indivíduos pessoalmente têm quando considerados em sua qualidade de membros da Sociedade e pelo simples fato de o serem.” (id. 25. ed. São Paulo: Malheiros, 2007. p. 58). Dentre os instrumentos conferidos ao Poder Público para que atue em conformidade com as necessidades da coletividade encontra-se o poder regulamentar, apresentado por José dos Santos Carvalho Filho nestes termos: “Poder regulamentar, portanto, é a prerrogativa conferida à Administração Pública de editar atos gerais para complementar as leis e permitir a sua efetiva aplicação. A prerrogativa, registre-se, é apenas para complementar a lei; não pode, pois a Administração alterá-la a pretexto de estar regulamentando. Se o fizer, cometerá abuso de poder regulamentar, invadindo a competência do Legislativo. Por essa razão, o art. 49, V, da CF, autoriza o Congresso Nacional a sustar atos normativos que extrapolem os limites do poder de regulamentação. Registre-se, por oportuno, que, ao desempenhar o poder regulamentar, a Administração exerce inegavelmente função normativa, porquanto, expede normas de caráter geral e com grau de abstração e impessoalidade, malgrado tenham elas fundamento de validade na lei. Como assinala autorizada doutrina, a função normativa é gênero no qual se situa a função legislativa, o que significa que o Estado pode exercer aquela sem que tenha a necessariamente que executar esta última. É na função normativa geral que se insere o poder regulamentar” (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 25. ed. São Paulo: Atlas, 2012. p. 55). III – O PODER REGULAMENTAR DO PODER EXECUTIVO Torna-se necessária, também, uma digressão sobre os contornos da 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF competência regulamentar do Poder Executivo. O poder regulamentar outorgado ao Poder Executivo está limitado ao conteúdo da lei, competindo-lhe editar normas para orientar a relação entre o Poder Público e o administrado. A atuação administrativa com esse fundamento, portanto, é legítima quando está restrita a expedir normas complementares à ordem jurídico-formal vigente; em outras palavras, quando configura exercício de função típica do Poder Executivo, qual seja, a execução das leis. Sobre a matéria, ensina José Afonso da Silva: “O poder regulamentar não é poder legislativo, por conseguinte não pode criar normatividade que inove a ordem jurídica. Seus limites naturais situam-se no âmbito da competência executiva e administrativa, onde se insere. Ultrapassar esses limites importa em abuso de poder, usurpação de competências, tornando írrito o regulamento dele proveniente, e sujeito a sustação pelo Congresso Nacional (art. 49, V). Doutrinariamente, pelo menos, o regulamento assemelha- se à lei em seu caráter geral, impessoal e permanente; mas dela se distingue não só por ser diferente o órgão que o estabelece, como por ser uma norma jurídica secundária e de categoria inferior à da lei. Mas a distinção não é assim tão patente. (…) Lei e regulamento são, ambos, normas jurídicas gerais e abstratas, obrigatórias e relativamente permanentes. A distinção fundamental, hoje aceita pela generalidade dos autores, etá em que a lei inova a ordem jurídico-formal, seja modificando normas preexistentes, seja regulando matéria ainda não regulada normativamente. Ao passo que o regulamento não contém, originariamente, novidade modificativa da ordem jurídico-formal; limita-se a precisar, pormenorizar, o conteúdo da lei. É pois, norma jurídica subordinada. O regulamento tem limites decorrentes do direito positivo. Deve respeitar os textos constitucionais, a lei regulamentada e a legislação, em geral, e as fontes subsidiárias a que ela se reporta” (Comentário contextual à Constituição. 3. ed. São Paulo: Malheiros, 2007. p. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF competência regulamentar do Poder Executivo. O poder regulamentar outorgado ao Poder Executivo está limitado ao conteúdo da lei, competindo-lhe editar normas para orientar a relação entre o Poder Público e o administrado. A atuação administrativa com esse fundamento, portanto, é legítima quando está restrita a expedir normas complementares à ordem jurídico-formal vigente; em outras palavras, quando configura exercício de função típica do Poder Executivo, qual seja, a execução das leis. Sobre a matéria, ensina José Afonso da Silva: “O poder regulamentar não é poder legislativo, por conseguinte não pode criar normatividade que inove a ordem jurídica. Seus limites naturais situam-se no âmbito da competência executiva e administrativa, onde se insere. Ultrapassar esses limites importa em abuso de poder, usurpação de competências, tornando írrito o regulamento dele proveniente, e sujeito a sustação pelo Congresso Nacional (art. 49, V). Doutrinariamente, pelo menos, o regulamento assemelha- se à lei em seu caráter geral, impessoal e permanente; mas dela se distingue não só por ser diferente o órgão que o estabelece, como por ser uma norma jurídica secundária e de categoria inferior à da lei. Mas a distinção não é assim tão patente. (…) Lei e regulamento são, ambos, normas jurídicas gerais e abstratas, obrigatórias e relativamente permanentes. A distinção fundamental, hoje aceita pela generalidade dos autores, etá em que a lei inova a ordem jurídico-formal, seja modificando normas preexistentes, seja regulando matéria ainda não regulada normativamente. Ao passo que o regulamento não contém, originariamente, novidade modificativa da ordem jurídico-formal; limita-se a precisar, pormenorizar, o conteúdo da lei. É pois, norma jurídica subordinada. O regulamento tem limites decorrentes do direito positivo. Deve respeitar os textos constitucionais, a lei regulamentada e a legislação, em geral, e as fontes subsidiárias a que ela se reporta” (Comentário contextual à Constituição. 3. ed. São Paulo: Malheiros, 2007. p. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF 484). Em sede constitucional, tem-se que a direção superior da Administração Federal é exercida pelo Presidente da República, com o auxílio dos Ministros de Estado (art. 84, II, da CF/88). No cumprimento dessa competência, os Ministros de Estado poderão, igualmente, expedir atos administrativos de conteúdo normativo, os quais não poderão “exprimir poderes mais dilatados que os suscetíveis de expedição mediante regulamento” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27. ed. São Paulo: Malheiros, 2010. p. 370). José dos Santos Carvalho Filho escreve sobre a natureza jurídica das resoluções: “Resoluções são atos, normativos ou individuais, emanados de autoridades de elevado escalão administrativo, como, por exemplo, Ministros e Secretários de Estado ou Município, ou de algumas pessoas administrativas ligadas ao Governo. Constituem matéria de resoluções todas as que se inserem na competência específica dos agentes ou pessoas jurídicas responsáveis por sua expedição. Tais resoluções são típicos atos administrativos, tendo, portanto, natureza derivada; pressupõem sempre a existência de lei ou outro ato legislativo a que estejam subordinadas.(...)” (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 25. ed. São Paulo: Atlas, 2012. p. 134). Acerca dos limites do poder regulamentar, esta Suprema Corte já assentou que “(…) A RESERVA DE LEI EM SENTIDO FORMAL QUALIFICA-SE COMO INSTRUMENTO CONSTITUCIONAL DE PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DE DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS. - O princípio da reserva de lei atua como expressiva limitação constitucional ao poder do Estado, cuja competência 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF 484). Em sede constitucional, tem-se que a direção superior da Administração Federal é exercida pelo Presidente da República, com o auxílio dos Ministros de Estado (art. 84, II, da CF/88). No cumprimento dessa competência, os Ministros de Estado poderão, igualmente, expedir atos administrativos de conteúdo normativo, os quais não poderão “exprimir poderes mais dilatados que os suscetíveis de expedição mediante regulamento” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27. ed. São Paulo: Malheiros, 2010. p. 370). José dos Santos Carvalho Filho escreve sobre a natureza jurídica das resoluções: “Resoluções são atos, normativos ou individuais, emanados de autoridades de elevado escalão administrativo, como, por exemplo, Ministros e Secretários de Estado ou Município, ou de algumas pessoas administrativas ligadas ao Governo. Constituem matéria de resoluções todas as que se inserem na competência específica dos agentes ou pessoas jurídicas responsáveis por sua expedição. Tais resoluções são típicos atos administrativos, tendo, portanto, natureza derivada; pressupõem sempre a existência de lei ou outro ato legislativo a que estejam subordinadas.(...)” (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 25. ed. São Paulo: Atlas, 2012. p. 134). Acerca dos limites do poder regulamentar, esta Suprema Corte já assentou que “(…) A RESERVA DE LEI EM SENTIDO FORMAL QUALIFICA-SE COMO INSTRUMENTO CONSTITUCIONAL DE PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DE DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS. - O princípio da reserva de lei atua como expressiva limitação constitucional ao poder do Estado, cuja competência 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF regulamentar, por tal razão, não se reveste de suficiente idoneidade jurídica que lhe permita restringir direitos ou criar obrigações. Nenhum ato regulamentar pode criar obrigações ou restringir direitos, sob pena de incidir em domínio constitucionalmente reservado ao âmbito de atuação material da lei em sentido formal. - O abuso de poder regulamentar, especialmente nos casos em que o Estado atua ‘contra legem’ ou ‘praeter legem’, não só expõe o ato transgressor ao controle jurisdicional, mas viabiliza, até mesmo, tal a gravidade desse comportamento governamental, o exercício, pelo Congresso Nacional, da competência extraordinária que lhe confere o art. 49, inciso V, da Constituição da República e que lhe permite ‘sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar (...)’. Doutrina. Precedentes (RE 318.873-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Plausibilidade jurídica da impugnação à validade constitucional da Instrução Normativa STN nº 01/2005” (AC nº 1.033/DF-AgR-QO, Relator o Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJ de 16/6/06). “(…) O PODER REGULAMENTAR DEFERIDO AOS MINISTROS DE ESTADO, EMBORA DE EXTRAÇÃO CONSTITUCIONAL, NÃO LEGITIMA A EDIÇÃO DE ATOS NORMATIVOS DE CARÁTER PRIMÁRIO, ESTANDO NECESSARIAMENTE SUBORDINADO, NO QUE CONCERNE AO SEU EXERCÍCIO, CONTEÚDO E LIMITES, AO QUE PRESCREVEM AS LEIS E A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. - A competência regulamentar deferida aos Ministros de Estado, mesmo sendo de segundo grau, possui inquestionável extração constitucional (CF, art. 87, parágrafo único, II), de tal modo que o poder jurídico de expedir instruções para a fiel execução das leis compõe, no quadro do sistema normativo vigente no Brasil, uma prerrogativa que também assiste, ‘ope constitutionis’, a esses qualificados agentes auxiliares do Chefe do Poder Executivo da União. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF regulamentar, por tal razão, não se reveste de suficiente idoneidade jurídica que lhe permita restringir direitos ou criar obrigações. Nenhum ato regulamentar pode criar obrigações ou restringir direitos, sob pena de incidir em domínio constitucionalmente reservado ao âmbito de atuação material da lei em sentido formal. - O abuso de poder regulamentar, especialmente nos casos em que o Estado atua ‘contra legem’ ou ‘praeter legem’, não só expõe o ato transgressor ao controle jurisdicional, mas viabiliza, até mesmo, tal a gravidade desse comportamento governamental, o exercício, pelo Congresso Nacional, da competência extraordinária que lhe confere o art. 49, inciso V, da Constituição da República e que lhe permite ‘sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar (...)’. Doutrina. Precedentes (RE 318.873-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Plausibilidade jurídica da impugnação à validade constitucional da Instrução Normativa STN nº 01/2005” (AC nº 1.033/DF-AgR-QO, Relator o Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJ de 16/6/06). “(…) O PODER REGULAMENTAR DEFERIDO AOS MINISTROS DE ESTADO, EMBORA DE EXTRAÇÃO CONSTITUCIONAL, NÃO LEGITIMA A EDIÇÃO DE ATOS NORMATIVOS DE CARÁTER PRIMÁRIO, ESTANDO NECESSARIAMENTE SUBORDINADO, NO QUE CONCERNE AO SEU EXERCÍCIO, CONTEÚDO E LIMITES, AO QUE PRESCREVEM AS LEIS E A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. - A competência regulamentar deferida aos Ministros de Estado, mesmo sendo de segundo grau, possui inquestionável extração constitucional (CF, art. 87, parágrafo único, II), de tal modo que o poder jurídico de expedir instruções para a fiel execução das leis compõe, no quadro do sistema normativo vigente no Brasil, uma prerrogativa que também assiste, ‘ope constitutionis’, a esses qualificados agentes auxiliares do Chefe do Poder Executivo da União. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF - As instruções regulamentares, quando emanarem de Ministro de Estado, qualificar-se-ão como regulamentos executivos, necessariamente subordinados aos limites jurídicos definidos na regra legal a cuja implementação elas se destinam, pois o exercício ministerial do poder regulamentar não pode transgredir a lei, seja para exigir o que esta não exigiu, seja para estabelecer distinções onde a própria lei não distinguiu, notadamente em tema de direito tributário. Doutrina. Jurisprudência (…).” (ADI nº 1.075/DF-MC, Relator Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJ 24/11/06). IV - O CASO DOS AUTOS A questão em debate nos autos consiste em saber se a atuação da Câmara do Mercado de Medicamentos (CMED) na regulação do mercado farmacêutico exorbita o poder regulamentar previsto na Lei nº 10.742/03. Em especial, questiona-se a constitucionalidade e a legalidade da Resolução nº 4/2006 por que se instituiu o “Preço Máximo de Venda ao Governo”, nestes termos: “Art. 1º As distribuidoras e as empresas produtoras de medicamentos deverão aplicar o Coeficiente de Adequação de Preço - CAP ao preço dos produtos definidos no art. 2º desta Resolução, sempre que realizarem vendas destinadas a entes da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. §1º O CAP, previsto na Resolução nº. 2, de 5 de março de 2004, é um desconto mínimo obrigatório a ser aplicado sempre que forem realizadas vendas de medicamentos destinadas aos entes descritos no caput. §2º A aplicação do CAP sobre o Preço Fábrica – PF resultará no Preço Máximo de Venda ao Governo – PMVG.” A irresignação não merece prosperar. Registro, inicialmente, a ausência de afronta ao princípio da 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF - As instruções regulamentares, quando emanarem de Ministro de Estado, qualificar-se-ão como regulamentos executivos, necessariamente subordinados aos limites jurídicos definidos na regra legal a cuja implementação elas se destinam, pois o exercício ministerial do poder regulamentar não pode transgredir a lei, seja para exigir o que esta não exigiu, seja para estabelecer distinções onde a própria lei não distinguiu, notadamente em tema de direito tributário. Doutrina. Jurisprudência (…).” (ADI nº 1.075/DF-MC, Relator Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJ 24/11/06). IV - O CASO DOS AUTOS A questão em debate nos autos consiste em saber se a atuação da Câmara do Mercado de Medicamentos (CMED) na regulação do mercado farmacêutico exorbita o poder regulamentar previsto na Lei nº 10.742/03. Em especial, questiona-se a constitucionalidade e a legalidade da Resolução nº 4/2006 por que se instituiu o “Preço Máximo de Venda ao Governo”, nestes termos: “Art. 1º As distribuidoras e as empresas produtoras de medicamentos deverão aplicar o Coeficiente de Adequação de Preço - CAP ao preço dos produtos definidos no art. 2º desta Resolução, sempre que realizarem vendas destinadas a entes da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. §1º O CAP, previsto na Resolução nº. 2, de 5 de março de 2004, é um desconto mínimo obrigatório a ser aplicado sempre que forem realizadas vendas de medicamentos destinadas aos entes descritos no caput. §2º A aplicação do CAP sobre o Preço Fábrica – PF resultará no Preço Máximo de Venda ao Governo – PMVG.” A irresignação não merece prosperar. Registro, inicialmente, a ausência de afronta ao princípio da 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF igualdade quanto ao tratamento dispendido ao Poder Público quando diante da necessidade de compra de medicamentos especiais (de alto custo, hemoderivados, tratamento de DST/AIDS e câncer) ou de situações excepcionais (compras por força de decisão judicial), pois essa relações jurídicas são distintas das relações jurídicas de compra e venda estabelecidas entre empresas do setor privado; ou entre empresas do setor privado e a Administração Pública, no caso de medicamentos ou circunstâncias ordinários. Extrai-se da doutrina o seguinte ensinamento: “Porque são distintos no mundo dos fatos, recebem tratamento jurídico diverso. Este é o critério básico da concretização da igualdade: ‘tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais’. Essa enunciação permite antever um traço essencial da igualdade: não ter caráter absoluto. É que a percepção de desigualdades existentes no mundo dos fatos e a determinação dos tratamentos cabíveis às realidades faticamente desiguais guardam íntima conexão com o objeto a ser regrado e com o momento histórico em que o objeto está inserido. Para que sejam construídas de forma lícita, as distinções de tratamento deverão considerar sempre a conexão lógica (proporcionalidade), verificada em dado momento, entre a desigualdade percebida e a distinção de tratamento estabelecida. Naturalmente, não bastará a mera existência de conexão lógica. Será também necessário que a própria norma portadora da distinção de tratamento não viole outros preceitos constitucionais” (BITTAR, Eduardo C. B.. Direitos Fundamentais. In. BONAVIDES, Paulo; MIRANDA, Jorge; AGRA, Walber de Moura; BILAC PINTO, FILHO, Francisco; RODRIGUES JUNIOR, Otavio Luiz. Comentários à Constituição Federal de 1988. Rio de Janeiro: Forense, 2009. p. 80). A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) está prevista na Lei nº 10.742/03 como órgão técnico necessário à regulação do 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF igualdade quanto ao tratamento dispendido ao Poder Público quando diante da necessidade de compra de medicamentos especiais (de alto custo, hemoderivados, tratamento de DST/AIDS e câncer) ou de situações excepcionais (compras por força de decisão judicial), pois essa relações jurídicas são distintas das relações jurídicas de compra e venda estabelecidas entre empresas do setor privado; ou entre empresas do setor privado e a Administração Pública, no caso de medicamentos ou circunstâncias ordinários. Extrai-se da doutrina o seguinte ensinamento: “Porque são distintos no mundo dos fatos, recebem tratamento jurídico diverso. Este é o critério básico da concretização da igualdade: ‘tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais’. Essa enunciação permite antever um traço essencial da igualdade: não ter caráter absoluto. É que a percepção de desigualdades existentes no mundo dos fatos e a determinação dos tratamentos cabíveis às realidades faticamente desiguais guardam íntima conexão com o objeto a ser regrado e com o momento histórico em que o objeto está inserido. Para que sejam construídas de forma lícita, as distinções de tratamento deverão considerar sempre a conexão lógica (proporcionalidade), verificada em dado momento, entre a desigualdade percebida e a distinção de tratamento estabelecida. Naturalmente, não bastará a mera existência de conexão lógica. Será também necessário que a própria norma portadora da distinção de tratamento não viole outros preceitos constitucionais” (BITTAR, Eduardo C. B.. Direitos Fundamentais. In. BONAVIDES, Paulo; MIRANDA, Jorge; AGRA, Walber de Moura; BILAC PINTO, FILHO, Francisco; RODRIGUES JUNIOR, Otavio Luiz. Comentários à Constituição Federal de 1988. Rio de Janeiro: Forense, 2009. p. 80). A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) está prevista na Lei nº 10.742/03 como órgão técnico necessário à regulação do 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF setor farmacêutico, tendo-se em vista, especialmente, as complexidades do mercado de medicamentos. Vide alguns dispositivos da aludida norma: “Art. 5º Fica criada a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos - CMED, do Conselho de Governo, que tem por objetivos a adoção, implementação e coordenação de atividades relativas à regulação econômica do mercado de medicamentos, voltados a promover a assistência farmacêutica à população, por meio de mecanismos que estimulem a oferta de medicamentos e a competitividade do setor. Parágrafo único. A composição da CMED será definida em ato do Poder Executivo.” “Art. 6º Compete à CMED, dentre outros atos necessários à consecução dos objetivos a que se destina esta Lei: I - definir diretrizes e procedimentos relativos à regulação econômica do mercado de medicamentos; II - estabelecer critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos; III - definir, com clareza, os critérios para a fixação dos preços dos produtos novos e novas apresentações de medicamentos, nos termos do art. 7º; (...) VII - sugerir a adoção, pelos órgãos competentes, de diretrizes e procedimentos voltados à implementação da política de acesso a medicamentos; (…) XIII - zelar pela proteção dos interesses do consumidor de medicamentos;” Conforme disposto no parágrafo único do art. 5º acima transcrito, a composição da CMED é disciplinada, in verbis, no Decreto nº 4.766/03: “Art. 3º A CMED será composta pelos seguintes Ministros de Estado, que, em conjunto, formarão o Conselho 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF setor farmacêutico, tendo-se em vista, especialmente, as complexidades do mercado de medicamentos. Vide alguns dispositivos da aludida norma: “Art. 5º Fica criada a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos - CMED, do Conselho de Governo, que tem por objetivos a adoção, implementação e coordenação de atividades relativas à regulação econômica do mercado de medicamentos, voltados a promover a assistência farmacêutica à população, por meio de mecanismos que estimulem a oferta de medicamentos e a competitividade do setor. Parágrafo único. A composição da CMED será definida em ato do Poder Executivo.” “Art. 6º Compete à CMED, dentre outros atos necessários à consecução dos objetivos a que se destina esta Lei: I - definir diretrizes e procedimentos relativos à regulação econômica do mercado de medicamentos; II - estabelecer critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos; III - definir, com clareza, os critérios para a fixação dos preços dos produtos novos e novas apresentações de medicamentos, nos termos do art. 7º; (...) VII - sugerir a adoção, pelos órgãos competentes, de diretrizes e procedimentos voltados à implementação da política de acesso a medicamentos; (…) XIII - zelar pela proteção dos interesses do consumidor de medicamentos;” Conforme disposto no parágrafo único do art. 5º acima transcrito, a composição da CMED é disciplinada, in verbis, no Decreto nº 4.766/03: “Art. 3º A CMED será composta pelos seguintes Ministros de Estado, que, em conjunto, formarão o Conselho 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF de Ministros: I - da Saúde, que o presidirá; II - Chefe da Casa Civil da Presidência da República; III - da Justiça; e IV - da Fazenda. V - do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.” Entre outros assuntos, o Decreto nº 4.766/03 disciplina também a competência do Conselho de Ministros: “Art. 4º Compete privativamente ao Conselho de Ministros: I - aprovar critérios para reajustes de preços de medicamentos; II - decidir pela inclusão ou exclusão de produtos no regime de que trata o inciso IV do art. 2º; III - aprovar o regimento interno da CMED; e IV - aprovar os preços dos medicamentos que forem objeto de alteração da carga tributária.” A atuação normativa do CMED, portanto, está fundamentada no art. 84, II, c/c art. 87, parágrafo único, II, ambos da Constituição Federal de 1988, assim redigidos: “Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (…) II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal;” “Art. 87. (...) Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei: (…) II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;” 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF de Ministros: I - da Saúde, que o presidirá; II - Chefe da Casa Civil da Presidência da República; III - da Justiça; e IV - da Fazenda. V - do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.” Entre outros assuntos, o Decreto nº 4.766/03 disciplina também a competência do Conselho de Ministros: “Art. 4º Compete privativamente ao Conselho de Ministros: I - aprovar critérios para reajustes de preços de medicamentos; II - decidir pela inclusão ou exclusão de produtos no regime de que trata o inciso IV do art. 2º; III - aprovar o regimento interno da CMED; e IV - aprovar os preços dos medicamentos que forem objeto de alteração da carga tributária.” A atuação normativa do CMED, portanto, está fundamentada no art. 84, II, c/c art. 87, parágrafo único, II, ambos da Constituição Federal de 1988, assim redigidos: “Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (…) II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal;” “Art. 87. (...) Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei: (…) II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;” 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF Também não há que se falar em afronta ao princípio da legalidade, na medida em que a alegada amplitude da delegação normativa consiste no fundamento fático-jurídico do exercício do poder regulamentar pela Administração Pública, que deve atuar em consonância com a lei, atendendo, no caso, à necessidade de regulação do setor farmacêutico e respeitando a dinâmica e às peculiaridades técnicas do mercado de medicamentos. Assim, não assiste razão à recorrente também quanto à tese de ausência de correspondência entre a previsão normativa de competência da CMED para “estabelecer critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos” (art. 6º, II, da lei nº 10.742/03) e a atuação da referida Câmara mediante a imposição unilateral de descontos nos preços de determinados medicamentos nas vendas ao Poder Público. O poder do Estado de atuar como agente normativo e regulador da atividade econômica está disciplinado no art. 174, caput, da Constituição Federal: “Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.” Acerca da intervenção do Estado nos preços praticados pelo setor privado, a fim de afastar o exercício abusivo do poder econômico e de compatibilizar a atividade comercial com a satisfação de interesses sociais, esta Suprema Corte, enfrentando o tema referente à constitucionalidade da Lei nº 8.039/90, que dispunha sobre critérios de reajuste de mensalidades escolares, assim consignou: “(...) Em face da atual Constituição, para conciliar o fundamento da livre iniciativa e do princípio da livre concorrência com os da defesa do consumidor e da redução das 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Também não há que se falar em afronta ao princípio da legalidade, na medida em que a alegada amplitude da delegação normativa consiste no fundamento fático-jurídico do exercício do poder regulamentar pela Administração Pública, que deve atuar em consonância com a lei, atendendo, no caso, à necessidade de regulação do setor farmacêutico e respeitando a dinâmica e às peculiaridades técnicas do mercado de medicamentos. Assim, não assiste razão à recorrente também quanto à tese de ausência de correspondência entre a previsão normativa de competência da CMED para “estabelecer critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos” (art. 6º, II, da lei nº 10.742/03) e a atuação da referida Câmara mediante a imposição unilateral de descontos nos preços de determinados medicamentos nas vendas ao Poder Público. O poder do Estado de atuar como agente normativo e regulador da atividade econômica está disciplinado no art. 174, caput, da Constituição Federal: “Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.” Acerca da intervenção do Estado nos preços praticados pelo setor privado, a fim de afastar o exercício abusivo do poder econômico e de compatibilizar a atividade comercial com a satisfação de interesses sociais, esta Suprema Corte, enfrentando o tema referente à constitucionalidade da Lei nº 8.039/90, que dispunha sobre critérios de reajuste de mensalidades escolares, assim consignou: “(...) Em face da atual Constituição, para conciliar o fundamento da livre iniciativa e do princípio da livre concorrência com os da defesa do consumidor e da redução das 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF desigualdades sociais, em conformidade com os ditames da justiça social, pode o Estado, por via legislativa, regular a politica de preços de bens e de serviços, abusivo que e o poder econômico que visa ao aumento arbitrário dos lucros” (ADI nº 319/DF-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 30/4/93). A fim de identificar a necessidade de intervenção do Estado nos preços praticados nas vendas de medicamentos para o setor público, destaco o seguinte trecho das contrarrazões apresentadas pela União contra o presente recurso em mandado de segurança: “É preciso fazer um breve histórico da recente intervenção do Estado no mercado farmacêutico, tendo em vista as graves distorções no setor que demandaram a regulação do Estado, mormente a partir da década passada. A partir de 1990, um conjunto de ações governamentais estabeleceu as bases para a introdução da concorrência no país, processo que ganhou impulso definitivo com a estabilidade de preços obtida a partir de 1994. A partir daí, as empresas passaram a incorporar novas estratégias nos mais diversos setores, diante da abertura da economia e da crescente pressão concorrencial. Todavia, estranhamente, o setor farmacêutico, apesar da desregulamentação da economia e da introdução de competição em todos os setores, praticou aumentos generalizados, significativos e não transitórios nos preços dos medicamentos. (…) Assim, observa-se que a intervenção do Estado no mercado de medicamentos se mostrou não só necessária, mas imprescindível para garantir o acesso da população ao medicamento e reprimir o abuso do poder econômico na forma da imposição de preços cada vez mais elevados. Visando a estabelecer um novo marco regulatório, foi criada a extinta Câmara de Medicamentos – CAMED, pela Medida Provisória nº 2.063, de 18/2/2000, e convertia na Lei nº 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF desigualdades sociais, em conformidade com os ditames da justiça social, pode o Estado, por via legislativa, regular a politica de preços de bens e de serviços, abusivo que e o poder econômico que visa ao aumento arbitrário dos lucros” (ADI nº 319/DF-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 30/4/93). A fim de identificar a necessidade de intervenção do Estado nos preços praticados nas vendas de medicamentos para o setor público, destaco o seguinte trecho das contrarrazões apresentadas pela União contra o presente recurso em mandado de segurança: “É preciso fazer um breve histórico da recente intervenção do Estado no mercado farmacêutico, tendo em vista as graves distorções no setor que demandaram a regulação do Estado, mormente a partir da década passada. A partir de 1990, um conjunto de ações governamentais estabeleceu as bases para a introdução da concorrência no país, processo que ganhou impulso definitivo com a estabilidade de preços obtida a partir de 1994. A partir daí, as empresas passaram a incorporar novas estratégias nos mais diversos setores, diante da abertura da economia e da crescente pressão concorrencial. Todavia, estranhamente, o setor farmacêutico, apesar da desregulamentação da economia e da introdução de competição em todos os setores, praticou aumentos generalizados, significativos e não transitórios nos preços dos medicamentos. (…) Assim, observa-se que a intervenção do Estado no mercado de medicamentos se mostrou não só necessária, mas imprescindível para garantir o acesso da população ao medicamento e reprimir o abuso do poder econômico na forma da imposição de preços cada vez mais elevados. Visando a estabelecer um novo marco regulatório, foi criada a extinta Câmara de Medicamentos – CAMED, pela Medida Provisória nº 2.063, de 18/2/2000, e convertia na Lei nº 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF 10.213, de 27 de março de 2001. (…) Todavia, tal regime regulatório criou regras de reajustes sem interferir na definição dos preços iniciais de medicamentos que já vigoravam no mercado e foram estabelecidos livremente pelas empesas. As competências da CAMED foram posteriormente absorvidas pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – CMED, criada pela Medida Provisória nº 123, de 26 de junho de 2003, convertida na Lei nº 10.742, de 6 de outubro de 2003, definindo novas normas e regulação para o setor farmacêutico” (fls. 495 a 49). Prossegue a União: “A distinção visa a assegurar o princípio da igualdade material, pois estabelece tratamento diferenciado para os desiguais, na medida da sua desigualdade. Com efeito, o cliente público possui peculiaridade distinta do cliente privado, que objetiva o lucro. O cliente público, ao adquirir medicamentos, o faz visando assegurar a toda a população o direito garantido pelo art. 196 da Constituição Federal, que tem como destinatários todos os entes políticos que compõem a federação. (…) O Estado, ao adquirir medicamentos, propicia o acesso irrestrito da população menos favorecida aos medicamentos, mediante ações e programas, como, v.g., o programa de distribuição gratuita de medicamentos, que representa um gesto solidário de apreço à vida e à saúde das pessoas. Assim, sendo o poder público o principal comprador de medicamentos de tratamento diferenciado justifica-se a a discriminação a que faz jus nesta condição” (fls. 505 a 507). Sobressai, ainda, o teor das informações prestadas pela Advocacia- Geral da União, por meio da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde, no seguinte trecho (fls. 293): 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF 10.213, de 27 de março de 2001. (…) Todavia, tal regime regulatório criou regras de reajustes sem interferir na definição dos preços iniciais de medicamentos que já vigoravam no mercado e foram estabelecidos livremente pelas empesas. As competências da CAMED foram posteriormente absorvidas pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – CMED, criada pela Medida Provisória nº 123, de 26 de junho de 2003, convertida na Lei nº 10.742, de 6 de outubro de 2003, definindo novas normas e regulação para o setor farmacêutico” (fls. 495 a 49). Prossegue a União: “A distinção visa a assegurar o princípio da igualdade material, pois estabelece tratamento diferenciado para os desiguais, na medida da sua desigualdade. Com efeito, o cliente público possui peculiaridade distinta do cliente privado, que objetiva o lucro. O cliente público, ao adquirir medicamentos, o faz visando assegurar a toda a população o direito garantido pelo art. 196 da Constituição Federal, que tem como destinatários todos os entes políticos que compõem a federação. (…) O Estado, ao adquirir medicamentos, propicia o acesso irrestrito da população menos favorecida aos medicamentos, mediante ações e programas, como, v.g., o programa de distribuição gratuita de medicamentos, que representa um gesto solidário de apreço à vida e à saúde das pessoas. Assim, sendo o poder público o principal comprador de medicamentos de tratamento diferenciado justifica-se a a discriminação a que faz jus nesta condição” (fls. 505 a 507). Sobressai, ainda, o teor das informações prestadas pela Advocacia- Geral da União, por meio da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde, no seguinte trecho (fls. 293): 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF “A regulação econômica para o setor farmacêutico, adveio como resultado de peculiaridades específicas que esse mercado apresentava, que eram as chamadas ‘falhas de mercado’, onde se destacavam, dentre outras, a significativa concentração da oferta por classes terapêuticas, a inelasticidade da demanda ao aumento de preços, as elevadas barreiras à entrada de novos concorrentes, a presença do consumidor substituto, já que é o medico quem escolhe o medicamento que será consumido, além da forte assimetria de informações, que garantiam enorme poder de mercado aos produtores e aos vendedores. Tudo isso garantindo a manipulação do mercado em prejuízo do consumidor. O resultado proveniente desse poder de mercado dos produtores e vendedores de medicamentos era estarrecedor, pois, enquanto os preços subiram acima da inflação, no ano de 200 as unidades de fármacos vendidas no mercado foram menores do que no ano de 1990, segundo dados informados pelo próprio setor, apesar do crescimento populacional apontar 14% no mesmo período, o que comportava a diminuição do acesso da população a produtos tão essenciais. Portanto, no caso específico do setor farmacêutico, a conduta que mais afetava a sociedade era o aumento de preços continuado, que drenava renda dos consumidores e limitava o acesso de parte da população ao produto essencial, o que despertou a reação dos mais diferentes setores da sociedade, (…).” O aumento arbitrário de lucros é reprovado em sede constitucional, existindo regra positivada acerca do tema no título referente à “Ordem Econômica e Financeira”, em capítulo específico sobre os “Princípios Gerais da Atividade Econômica”. Vide: “Art. 173 (…) § 4º - A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.” 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF “A regulação econômica para o setor farmacêutico, adveio como resultado de peculiaridades específicas que esse mercado apresentava, que eram as chamadas ‘falhas de mercado’, onde se destacavam, dentre outras, a significativa concentração da oferta por classes terapêuticas, a inelasticidade da demanda ao aumento de preços, as elevadas barreiras à entrada de novos concorrentes, a presença do consumidor substituto, já que é o medico quem escolhe o medicamento que será consumido, além da forte assimetria de informações, que garantiam enorme poder de mercado aos produtores e aos vendedores. Tudo isso garantindo a manipulação do mercado em prejuízo do consumidor. O resultado proveniente desse poder de mercado dos produtores e vendedores de medicamentos era estarrecedor, pois, enquanto os preços subiram acima da inflação, no ano de 200 as unidades de fármacos vendidas no mercado foram menores do que no ano de 1990, segundo dados informados pelo próprio setor, apesar do crescimento populacional apontar 14% no mesmo período, o que comportava a diminuição do acesso da população a produtos tão essenciais. Portanto, no caso específico do setor farmacêutico, a conduta que mais afetava a sociedade era o aumento de preços continuado, que drenava renda dos consumidores e limitava o acesso de parte da população ao produto essencial, o que despertou a reação dos mais diferentes setores da sociedade, (…).” O aumento arbitrário de lucros é reprovado em sede constitucional, existindo regra positivada acerca do tema no título referente à “Ordem Econômica e Financeira”, em capítulo específico sobre os “Princípios Gerais da Atividade Econômica”. Vide: “Art. 173 (…) § 4º - A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.” 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF Desse modo, diante (i) do dever do Estado de garantir o acesso universal e igualitário à saúde (art. 196 da CF/88), por meio de efetivação de políticas públicas que assegurem a toda a população, entre outros, “assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica” (art. 6º, I, ‘d’, da Lei nº 8.080/90), e (ii) da diversidade de práticas econômicas e financeiras do mercado farmacêutico nos âmbitos público e privado, o órgão técnico a que fora delegada a competência para regular referida atividade comercial fixou percentual de desconto obrigatório e linear nas vendas de determinados medicamentos ao Poder Público, chamado Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), previsto na Resolução nº 4/06 da CMED, nestes termos: “Art. 1º As distribuidoras e as empresas produtoras de medicamentos deverão aplicar o Coeficiente de Adequação de Preço – CAP ao preço dos produtos definidos no art. 2º desta Resolução, sempre que realizarem vendas destinadas a entes da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1º O CAP, previsto na Resolução nº 2, de 5 de março de 2004, é um desconto mínimo obrigatório a ser aplicado sempre que forem realizadas vendas de medicamentos destinados aos entes descritos no caput. § 2º A aplicação do CAP sobre o Preço Fábrica – PF resultará no Preço Máximo de Vendas ao Governo – PMVG. § 3º O CAP será aplicado sobre o PF. Art. 2º O CAP será aplicado ao preço dos produtos nos seguintes casos: I - Produtos que estejam ou venham a ser incluídos no componente de medicamentos de dispensação excepcional, conforme definido na Portaria nº 698, de 30 de março de 2006. II - Produtos que estejam ou venham a ser incluídos no Programa Nacional de DST/AIDS. III - Produtos que estejam ou venham a ser incluídos no 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Desse modo, diante (i) do dever do Estado de garantir o acesso universal e igualitário à saúde (art. 196 da CF/88), por meio de efetivação de políticas públicas que assegurem a toda a população, entre outros, “assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica” (art. 6º, I, ‘d’, da Lei nº 8.080/90), e (ii) da diversidade de práticas econômicas e financeiras do mercado farmacêutico nos âmbitos público e privado, o órgão técnico a que fora delegada a competência para regular referida atividade comercial fixou percentual de desconto obrigatório e linear nas vendas de determinados medicamentos ao Poder Público, chamado Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), previsto na Resolução nº 4/06 da CMED, nestes termos: “Art. 1º As distribuidoras e as empresas produtoras de medicamentos deverão aplicar o Coeficiente de Adequação de Preço – CAP ao preço dos produtos definidos no art. 2º desta Resolução, sempre que realizarem vendas destinadas a entes da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1º O CAP, previsto na Resolução nº 2, de 5 de março de 2004, é um desconto mínimo obrigatório a ser aplicado sempre que forem realizadas vendas de medicamentos destinados aos entes descritos no caput. § 2º A aplicação do CAP sobre o Preço Fábrica – PF resultará no Preço Máximo de Vendas ao Governo – PMVG. § 3º O CAP será aplicado sobre o PF. Art. 2º O CAP será aplicado ao preço dos produtos nos seguintes casos: I - Produtos que estejam ou venham a ser incluídos no componente de medicamentos de dispensação excepcional, conforme definido na Portaria nº 698, de 30 de março de 2006. II - Produtos que estejam ou venham a ser incluídos no Programa Nacional de DST/AIDS. III - Produtos que estejam ou venham a ser incluídos no 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF Programa de Sangue e Hemoderivados. IV - Medicamentos antineoplásicos ou medicamentos utilizados como adjuvantes no tratamento do câncer. V - Produtos comprados por força de ação judicial, independente de constarem da relação de que trata o § 1º deste artigo. VI - Produtos classificados nas categorias I, II e V, de acordo com o disposto na Resolução nº 2, de 5 de março de 2004, desde que constem da relação de que trata o § 1º deste artigo. § 1º A Secretaria-Executiva editará, em até 90 (noventa) dias da entrada em vigor desta Resolução, comunicado com a relação de produtos cujos preços serão submetidos ao CAP, conforme decisão do Comitê Técnico-Executivo. (…) Art. 4º O CAP fica definido em 24,69%, conforme metodologia descrita nos anexos I e II desta Resolução.” Como se vê, o desconto referente ao CAP opera como fator de ajuste de preços, incidindo sobre o Preço Fábrica/Preço Fabricante (PF), o qual corresponde ao valor máximo pelo qual o laboratório ou o distribuidor poderá comercializar os medicamentos com as empresas varejistas e o Poder Público (salvo nos medicamentos sujeitos à incidência do CAP) – sendo certo, portanto, que, no valor do PF, estão incluídos, entre outros gastos operacionais, o custo com a apresentação e a distribuição dos produtos, bem como a contratação e a manutenção de representantes comerciais, acrescido, ainda, da margem de lucro das empresas. É dessa perspectiva que a União argumenta nas contrarrazões ao recurso em mandado de segurança ora em apreciação: “(…) Deve-se esclarecer que o setor público, diante da sua vocação constitucional de assegurar o direito à saúde, adquire grandes quantidades de medicamentos. O que motivou a política pública de aplicação do CAP foi a constatação de que 21 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Programa de Sangue e Hemoderivados. IV - Medicamentos antineoplásicos ou medicamentos utilizados como adjuvantes no tratamento do câncer. V - Produtos comprados por força de ação judicial, independente de constarem da relação de que trata o § 1º deste artigo. VI - Produtos classificados nas categorias I, II e V, de acordo com o disposto na Resolução nº 2, de 5 de março de 2004, desde que constem da relação de que trata o § 1º deste artigo. § 1º A Secretaria-Executiva editará, em até 90 (noventa) dias da entrada em vigor desta Resolução, comunicado com a relação de produtos cujos preços serão submetidos ao CAP, conforme decisão do Comitê Técnico-Executivo. (…) Art. 4º O CAP fica definido em 24,69%, conforme metodologia descrita nos anexos I e II desta Resolução.” Como se vê, o desconto referente ao CAP opera como fator de ajuste de preços, incidindo sobre o Preço Fábrica/Preço Fabricante (PF), o qual corresponde ao valor máximo pelo qual o laboratório ou o distribuidor poderá comercializar os medicamentos com as empresas varejistas e o Poder Público (salvo nos medicamentos sujeitos à incidência do CAP) – sendo certo, portanto, que, no valor do PF, estão incluídos, entre outros gastos operacionais, o custo com a apresentação e a distribuição dos produtos, bem como a contratação e a manutenção de representantes comerciais, acrescido, ainda, da margem de lucro das empresas. É dessa perspectiva que a União argumenta nas contrarrazões ao recurso em mandado de segurança ora em apreciação: “(…) Deve-se esclarecer que o setor público, diante da sua vocação constitucional de assegurar o direito à saúde, adquire grandes quantidades de medicamentos. O que motivou a política pública de aplicação do CAP foi a constatação de que 21 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF este fato, por si só, gera para as empresas produtoras de medicamentos uma economia considerável de diversos itens que causam grandes impactos em seus custos operacionais, tais como promoção de vendas, que envolve um grande número de pessoas contratadas para fazer visitação à classe médica; de venda a retalho, para o varejo, controle de estoque e controle de pagamento, recebimento, entre outros. E, inobstante a indústria farmacêutica não ser onerada por vários desses custos, a realidade mostra que o governo não adquire medicamentos por preço menor do que é destinado ao mercado privado.” (fl. 507). A aplicação do redutor nas vendas de medicamentos para entes da Administração Pública vai ao encontro da garantia ao acesso universal e igualitário à saúde (art. 196 da CF/88), cuja responsabilidade é partilhada pelo Estado e por toda a sociedade. Assim prescreve o art. 2º da Lei nº 8.080/90: “Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. § 1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação. § 2º O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade” (grifos nossos). Não há que se falar em arbitrariedade ou ausência de proporcionalidade ou razoabilidade na inclusão do PIB per capita de determinados países no cálculo do Coeficiente de Adequação de Preços, pois referido índice corresponde a indicadores de desenvolvimento socioeconômico de países cujo "preço fábrica" do medicamento poderá 22 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF este fato, por si só, gera para as empresas produtoras de medicamentos uma economia considerável de diversos itens que causam grandes impactos em seus custos operacionais, tais como promoção de vendas, que envolve um grande número de pessoas contratadas para fazer visitação à classe médica; de venda a retalho, para o varejo, controle de estoque e controle de pagamento, recebimento, entre outros. E, inobstante a indústria farmacêutica não ser onerada por vários desses custos, a realidade mostra que o governo não adquire medicamentos por preço menor do que é destinado ao mercado privado.” (fl. 507). A aplicação do redutor nas vendas de medicamentos para entes da Administração Pública vai ao encontro da garantia ao acesso universal e igualitário à saúde (art. 196 da CF/88), cuja responsabilidade é partilhada pelo Estado e por toda a sociedade. Assim prescreve o art. 2º da Lei nº 8.080/90: “Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. § 1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação. § 2º O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade” (grifos nossos). Não há que se falar em arbitrariedade ou ausência de proporcionalidade ou razoabilidade na inclusão do PIB per capita de determinados países no cálculo do Coeficiente de Adequação de Preços, pois referido índice corresponde a indicadores de desenvolvimento socioeconômico de países cujo "preço fábrica" do medicamento poderá 22 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF influenciar na fixação do "preço fábrica" no Brasil (art. 4º, § 2º, inciso VII, da Resolução CMED nº 2/04). Acrescente-se que o juízo de conveniência e oportunidade, in casu, engloba a ponderação acerca da adequação e da necessidade dos critérios utilizados na definição do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), medida própria do órgão administrativo criado com capacidade técnica para esse fim. Com relação ao princípio da proporcionalidade, cito as considerações de Guilherme Peña: “Sob outro ângulo, o princípio do devido processo legal substancial (substantive due process) é provido de conteúdo material, porque assegura o exame do mérito de determinadas valorações administrativas e judiciais, cujo corolário é a proporcionalidade, subdividida em adequação, necessidade, e proporcionalidade em sentido estrito, de sorte que cada medida restritiva de direitos fundamentais deve revelar-se adequada, necessária e proporcional stricto sensu, ou seja, deve corresponder ao meio adequado para a persecução dos fins visados pela lei (adequação), não havendo outro meio menos oneroso para que os fins visados pela lei pudessem ser obtidos (necessidade), sendo imprescindível a ponderação entre a medida restritiva de direitos fundamentais e os fins visados pela lei (proporcionalidade em sentido estrito).” (Moraes, Guilherme Peña de. Curso de Direito Constitucional. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2012. p.98) É imperioso asseverar que, a fim de conter situações de iminente abuso econômico, a Constituição Federal de 1988 agregou preocupação social aos princípios gerais da atividade econômica. Essa visão é extraída da leitura do caput do art. 170 da Constituição Federal de 1988, o qual prescreve que “a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social(...)”. O balizador da ordem econômica ora submetido à apreciação desta Suprema Corte resulta de legítima atuação do Estado na promoção do 23 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF influenciar na fixação do "preço fábrica" no Brasil (art. 4º, § 2º, inciso VII, da Resolução CMED nº 2/04). Acrescente-se que o juízo de conveniência e oportunidade, in casu, engloba a ponderação acerca da adequação e da necessidade dos critérios utilizados na definição do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), medida própria do órgão administrativo criado com capacidade técnica para esse fim. Com relação ao princípio da proporcionalidade, cito as considerações de Guilherme Peña: “Sob outro ângulo, o princípio do devido processo legal substancial (substantive due process) é provido de conteúdo material, porque assegura o exame do mérito de determinadas valorações administrativas e judiciais, cujo corolário é a proporcionalidade, subdividida em adequação, necessidade, e proporcionalidade em sentido estrito, de sorte que cada medida restritiva de direitos fundamentais deve revelar-se adequada, necessária e proporcional stricto sensu, ou seja, deve corresponder ao meio adequado para a persecução dos fins visados pela lei (adequação), não havendo outro meio menos oneroso para que os fins visados pela lei pudessem ser obtidos (necessidade), sendo imprescindível a ponderação entre a medida restritiva de direitos fundamentais e os fins visados pela lei (proporcionalidade em sentido estrito).” (Moraes, Guilherme Peña de. Curso de Direito Constitucional. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2012. p.98) É imperioso asseverar que, a fim de conter situações de iminente abuso econômico, a Constituição Federal de 1988 agregou preocupação social aos princípios gerais da atividade econômica. Essa visão é extraída da leitura do caput do art. 170 da Constituição Federal de 1988, o qual prescreve que “a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social(...)”. O balizador da ordem econômica ora submetido à apreciação desta Suprema Corte resulta de legítima atuação do Estado na promoção do 23 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF acesso universal e igualitário à saúde, direito social garantido pelo art. 196 da Constituição Federal. Guilherme Peña disserta sobre a proteção do direito à saúde pelo Estado, defendendo, entre outros, o acesso gratuito a determinados medicamentos e tratamentos pelo hipossuficiente: “O direito à saúde é implementado por políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação, de acordo com a Lei nº 8.080/90, como também a Lei nº 9.313/96. (…) A saúde pública é transplantada por órgãos ou entes da Administração Pública, com vistas ao atendimento integral, descentralização administrativa, gratuidade, participação da comunidade e universalidade de acesso aos serviços de saúde, inclusive a distribuição gratuita de medicamentos a hipossuficientes econômicos (…).” (op. cit. p. 577 - grifos nossos) ) Em decisão monocrática, o eminente ministro Celso de Mello realçou a tutela constitucional do direito à saúde, conforme se observa nos trechos da ementa abaixo citados: “(…) O direito à saúde – além de qualificar-se como direito fundamental que assiste a todas as pessoas – representa consequência constitucional indissociável do direito à vida. O Poder Público, qualquer que seja a esfera institucional de sua atuação no plano da organização federativa brasileira, não pode mostrar-se indiferente ao problema da saúde da população, sob pena de incidir, ainda que por omissão, em censurável comportamento inconstitucional. O direito público subjetivo à saúde traduz bem jurídico constitucionalmente tutelado, por cuja integridade deve velar, de modo responsável, O Poder Público (federal, estadual ou municipal), a quem 24 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF acesso universal e igualitário à saúde, direito social garantido pelo art. 196 da Constituição Federal. Guilherme Peña disserta sobre a proteção do direito à saúde pelo Estado, defendendo, entre outros, o acesso gratuito a determinados medicamentos e tratamentos pelo hipossuficiente: “O direito à saúde é implementado por políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação, de acordo com a Lei nº 8.080/90, como também a Lei nº 9.313/96. (…) A saúde pública é transplantada por órgãos ou entes da Administração Pública, com vistas ao atendimento integral, descentralização administrativa, gratuidade, participação da comunidade e universalidade de acesso aos serviços de saúde, inclusive a distribuição gratuita de medicamentos a hipossuficientes econômicos (…).” (op. cit. p. 577 - grifos nossos) ) Em decisão monocrática, o eminente ministro Celso de Mello realçou a tutela constitucional do direito à saúde, conforme se observa nos trechos da ementa abaixo citados: “(…) O direito à saúde – além de qualificar-se como direito fundamental que assiste a todas as pessoas – representa consequência constitucional indissociável do direito à vida. O Poder Público, qualquer que seja a esfera institucional de sua atuação no plano da organização federativa brasileira, não pode mostrar-se indiferente ao problema da saúde da população, sob pena de incidir, ainda que por omissão, em censurável comportamento inconstitucional. O direito público subjetivo à saúde traduz bem jurídico constitucionalmente tutelado, por cuja integridade deve velar, de modo responsável, O Poder Público (federal, estadual ou municipal), a quem 24 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF incumbe formular – e implementar – políticas sociais e econômicas que visem garantir a plena consecução dos objetivos proclamados no art. 196 da Constituição da República” (RE nº 241.630/RS, Relator Ministro Celso de Mello, DJ de 3/04/01) Por fim, afasto a alegação de que a atuação estatal, in casu, “tenta mascarar verdadeiro confisco” (fl. 467). A proibição constitucional do confisco corresponde à interdição de qualquer pretensão governamental que possa conduzir à injusta apropriação estatal, no todo ou em parte, do patrimônio ou dos rendimentos do administrado, comprometendo-lhe o exercício do direito a uma existência digna, a prática de atividade profissional lícita ou, ainda, a regular satisfação de suas necessidades vitais básicas. No caso dos autos, não configura atuação injusta do órgão regulador do setor farmacêutico a incidência de desconto obrigatório sobre o "preço fábrica", cujo objetivo é ajustar o teto do valor a ser cobrado da Administração Pública por determinados produtos à circunstância fática de o Estado ser o promotor, em regra, do acesso da população a tratamentos de alta complexidade, com medicamentos de custo elevado e uso continuado, afastando-se, assim, o exercício abusivo do poder econômico por parte de produtores e distribuidores de medicamentos desonerados de custos operacionais ordinários da atividade comercial corrente. Ademais, a formalização de contrato de compra e venda com o Poder Público não é a única atividade econômica possível de ser desenvolvida por empresa distribuidora de medicamentos, não havendo que se falar em comprometimento da atividade de empresa. Ressalto, mais uma vez, que o “preço fábrica/fabricante” corresponde ao valor máximo pelo qual um medicamento pode ser comercializado com as demais empresas, o que não impede a fixação de um preço mais acessível do medicamento, seja mediante a aplicação voluntária de desconto, seja em razão da incidência obrigatória do CAP. Não há, portanto, ato ilegal ou abusivo por parte da autoridade 25 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF incumbe formular – e implementar – políticas sociais e econômicas que visem garantir a plena consecução dos objetivos proclamados no art. 196 da Constituição da República” (RE nº 241.630/RS, Relator Ministro Celso de Mello, DJ de 3/04/01) Por fim, afasto a alegação de que a atuação estatal, in casu, “tenta mascarar verdadeiro confisco” (fl. 467). A proibição constitucional do confisco corresponde à interdição de qualquer pretensão governamental que possa conduzir à injusta apropriação estatal, no todo ou em parte, do patrimônio ou dos rendimentos do administrado, comprometendo-lhe o exercício do direito a uma existência digna, a prática de atividade profissional lícita ou, ainda, a regular satisfação de suas necessidades vitais básicas. No caso dos autos, não configura atuação injusta do órgão regulador do setor farmacêutico a incidência de desconto obrigatório sobre o "preço fábrica", cujo objetivo é ajustar o teto do valor a ser cobrado da Administração Pública por determinados produtos à circunstância fática de o Estado ser o promotor, em regra, do acesso da população a tratamentos de alta complexidade, com medicamentos de custo elevado e uso continuado, afastando-se, assim, o exercício abusivo do poder econômico por parte de produtores e distribuidores de medicamentos desonerados de custos operacionais ordinários da atividade comercial corrente. Ademais, a formalização de contrato de compra e venda com o Poder Público não é a única atividade econômica possível de ser desenvolvida por empresa distribuidora de medicamentos, não havendo que se falar em comprometimento da atividade de empresa. Ressalto, mais uma vez, que o “preço fábrica/fabricante” corresponde ao valor máximo pelo qual um medicamento pode ser comercializado com as demais empresas, o que não impede a fixação de um preço mais acessível do medicamento, seja mediante a aplicação voluntária de desconto, seja em razão da incidência obrigatória do CAP. Não há, portanto, ato ilegal ou abusivo por parte da autoridade 25 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF impetrada – Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – ao fundar o Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), o qual opera como índice percentual de incidência obrigatória nos casos previstos nas normas reguladoras do instituto, o que, por conseguinte, nega a existência de direito líquido e certo à não aplicação do CAP no caso em questão. V - DISPOSITIVO Ante o exposto, voto pelo não provimento do recurso ordinário. 26 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF impetrada – Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – ao fundar o Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), o qual opera como índice percentual de incidência obrigatória nos casos previstos nas normas reguladoras do instituto, o que, por conseguinte, nega a existência de direito líquido e certo à não aplicação do CAP no caso em questão. V - DISPOSITIVO Ante o exposto, voto pelo não provimento do recurso ordinário. 26 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 38 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA ADV.(A/S) : RAFAEL VILELA BORGES RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482269 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA ADV.(A/S) : RAFAEL VILELA BORGES RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482269 Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 38
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3500237
2013-02-26T00:00:00
2013-03-15T00:00:00
A Turma negou provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 26.2.2013.
RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA Constitucional e Administrativo. Recurso ordinário em mandado de segurança. Supremacia do interesse público sobre o privado. Competência normativa conferida à Administração Pública. Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Coeficiente de Adequação de Preço (CAP). Lei nº 10.742/2003. Resolução nº 4/2006. Tutela constitucional do direito à saúde (art. 196 CF). Recurso ordinário em mandado de segurança não provido. 1. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) está prevista na Lei nº 10.742/03 como órgão técnico necessário à regulação do setor farmacêutico, justificando-se, especialmente, pelas complexidades do mercado de medicamentos. 2. A amplitude da delegação normativa consiste no fundamento fático-jurídico do exercício do poder regulamentar pela Administração Pública, que deve atuar em consonância com a lei, atendendo à necessidade de regulação do setor farmacêutico e em respeito à dinâmica e às peculiaridades técnicas do mercado de medicamentos. 3. O percentual de desconto obrigatório e linear nas vendas de determinados medicamentos ao Poder Público, chamado Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), opera como fator de ajuste de preços, permitindo, assim, que se chegue ao “Preço Máximo de Venda ao Governo” (PMVG), o que vai ao encontro da reprovação constitucional do aumento arbitrário de lucros (art. 173, § 4º, CF/88). 4. A Constituição Federal de 1988 agrega preocupação social aos princípios gerais da atividade econômica, resultando em legítima atuação do Estado na promoção do acesso universal e igualitário à saúde, direito social garantido pelo art. 196 da Constituição Federal, cuja responsabilidade é partilhada pelo Estado e por toda a sociedade. 5. Recurso ordinário em mandado de segurança não provido.
sjur226426
- Acórdão(s) citado(s): (PODER REGULAMENTAR, LIMITES) AC 1033 AgR-QO (TP), ADI 1075 MC (TP). (REAJUSTE DE MENSALIDADES ESCOLARES, LIVRE INICIATIVA, DEFESA DO CONSUMIDOR) ADI 319 QO (TP). - Decisão monocrática citada: (TUTELA CONSTITUCIONAL DO DIREITO À SAÚDE) RE 241630. - Veja MS 12915 do STJ. Número de páginas: 38. Análise: 09/04/2013, SEV. Revisão: 12/04/2013, MMR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
28487
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00024 ART-00037 ART-00084 INC-00002 ART-00087 INC-00002 \r\n ART-00170 \"CAPUT\" ART-00173 PAR-00004 ART-00174 \"CAPUT\"\r\n ART-00196 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-008039 ANO-1990\r\n ART-00002 PAR-00001 PAR-00002 ART-00006\r\n INC-00001 LET-D\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-008080 ANO-1990\r\n ART-00002 PAR-00001 PAR-00002 ART-00006 INC-00001 LET-D \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-010742 ANO-2003\r\n ART-00005 PAR-ÚNICO ART-00006 INC-00001\r\n INC-00002 INC-00003 INC-00007 INC-00013 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED DEC-004766 ANO-2003\r\n ART-00003 INC-00001 INC-00002 INC-00003\r\n INC-00004 INC-00005 ART-00004 INC-00001\r\n INC-00002 INC-00003 INC-00004 \r\n DECRETO\r\n", "LEG-FED RES-000002 ANO-2004\r\n ART-00004 PAR-00002 INC-00007 \r\n RESOLUÇÃO DA CÂMARA DE REGULÃO DO MERCADO DE MEDICAMENTO - CMED\r\n", "LEG-FED RES-000004 ANO-2006\r\n ART-00001 PAR-00001 PAR-00002 PAR-00003\r\n ART-00002 INC-00001 INC-00002 INC-00003\r\n INC-00004 INC-00005 INC-00006 PAR-00001 \r\n ART-00004\r\n RESOLUÇÃO DA CÂMARA DE REGULÃO DO MERCADO DE MEDICAMENTO - CMED" ]
RMS
acordaos
RMS 28487
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RECTE.(S) : EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA ADV.(A/S) : RAFAEL VILELA BORGES RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA ADV.(A/S) :RAFAEL VILELA BORGES RECDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Constitucional e Administrativo. Recurso ordinário em mandado de segurança. Supremacia do interesse público sobre o privado. Competência normativa conferida à Administração Pública. Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Coeficiente de Adequação de Preço (CAP). Lei n 10.742/2003. Resolução n 4/2006. Tutela constitucional do direito à saúde (art. 196 Constituição Federal de 1988). Recurso ordinário em mandado de segurança não provido. 1. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) está prevista na Lei n 10.742/03 como órgão técnico necessário à regulação do setor farmacêutico, justificando-se, especialmente, pelas complexidades do mercado de medicamentos. 2. A amplitude da delegação normativa consiste no fundamento fático-jurídico do exercício do poder regulamentar pela Administração Pública, que deve atuar em consonância com a lei, atendendo à necessidade de regulação do setor farmacêutico e em respeito à dinâmica e às peculiaridades técnicas do mercado de medicamentos. 3. O percentual de desconto obrigatório e linear nas vendas de determinados medicamentos ao Poder Público, chamado Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), opera como fator de ajuste de preços, permitindo, assim, que se chegue ao “Preço Máximo de Venda ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493528. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 38 Ementa e Acórdão RMS 28487 / DF Governo” (PMVG), o que vai ao encontro da reprovação constitucional do aumento arbitrário de lucros (art. 173, § 4..., Constituição Federal de 1988/88). 4. A Constituição Federal de 1988 agrega preocupação social aos princípios gerais da atividade econômica, resultando em legítima atuação do Estado na promoção do acesso universal e igualitário à saúde, direito social garantido pelo art. 196 da Constituição Federal, cuja responsabilidade é partilhada pelo Estado e por toda a sociedade. 5. Recurso ordinário em mandado de segurança não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493528. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Governo” (PMVG), o que vai ao encontro da reprovação constitucional do aumento arbitrário de lucros (art. 173, § 4..., Constituição Federal de 1988/88). 4. A Constituição Federal de 1988 agrega preocupação social aos princípios gerais da atividade econômica, resultando em legítima atuação do Estado na promoção do acesso universal e igualitário à saúde, direito social garantido pelo art. 196 da Constituição Federal, cuja responsabilidade é partilhada pelo Estado e por toda a sociedade. 5. Recurso ordinário em mandado de segurança não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493528. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 38 Relatório 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA ADV.(A/S) :RAFAEL VILELA BORGES RECDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de recurso ordinário em mandado de segurança de EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA-CE e EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA-DF contra decisão em que o Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem no Mandado de Segurança n 12.915/DF, impetrado com o objetivo de suspender os efeitos da Resolução CMED n 04/2006 ou, alternativamente, determinar a reavaliação do percentual do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), aplicado como redutor nas vendas de medicamentos para entes da Administração Pública (art. 4... da Resolução CMED n 04/2006). O acórdão recorrido foi assim ementado: “ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CÂMARA DE REGULAÇÃO DO MERCADO DE MEDICAMENTOS. CMED. COEFICIENTE DE ADEQUAÇÃO DE PREÇO (CAP). LEI 10742/2003. RESOLUÇÃO 4/2006. LEGALIDADE. 1. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do MS 12.730/DF, Relatora Ministra Eliana Calmon, decidiu que a Resolução CMED 4/2006, que determinou a aplicação do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP) a diversos produtos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA ADV.(A/S) :RAFAEL VILELA BORGES RECDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de recurso ordinário em mandado de segurança de EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA-CE e EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA-DF contra decisão em que o Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem no Mandado de Segurança n 12.915/DF, impetrado com o objetivo de suspender os efeitos da Resolução CMED n 04/2006 ou, alternativamente, determinar a reavaliação do percentual do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), aplicado como redutor nas vendas de medicamentos para entes da Administração Pública (art. 4... da Resolução CMED n 04/2006). O acórdão recorrido foi assim ementado: “ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CÂMARA DE REGULAÇÃO DO MERCADO DE MEDICAMENTOS. CMED. COEFICIENTE DE ADEQUAÇÃO DE PREÇO (CAP). LEI 10742/2003. RESOLUÇÃO 4/2006. LEGALIDADE. 1. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do MS 12.730/DF, Relatora Ministra Eliana Calmon, decidiu que a Resolução CMED 4/2006, que determinou a aplicação do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP) a diversos produtos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 38 Relatório RMS 28487 / DF adquiridos por entes estatais, encontra respaldo na Constituição da República e na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990), atendendo às diretrizes estabelecidas pela Lei 10.742/2003 relativamente à implementação da política de acesso a medicamentos pela população em geral. 2. Mandado de Segurança denegado” (fl. 424). Os recorrentes afirmam que a Resolução CMED n 4/2006 consubstancia atuação abusiva do órgão, por ultrapassar os limites do poder regulamentar conferido ao Poder Executivo na disciplina do mercado de medicamentos e produtos farmacêuticos, em especial quando disciplina a incidência de desconto mínimo obrigatório nas operações comerciais estabelecidas entre as unidades produtoras e distribuidoras e o Poder Público – nominado “Coeficiente de Adequação de Preços – CAP”. Os argumentos dos recorrentes podem ser assim sintetizados: a) a delegação de “competência para estabelecer critérios para a fixação de margens de comercialização de medicamentos pelas distribuidoras” à CMED, na Lei n 10.472/03, é inconstitucional, pois “[deixa de] estabelecer qualquer parâmetro balizador do desempenho dessa função normativa, configurando claro maltrato ao princípio constitucional da legalidade, insculpido no art. 37 da Constituição Federal” (fl. 462). Nesse ponto, defende que: “(…) por força do princípio constitucional da legalidade, a lei constitui o meio próprio de emanação de regras restritivas de direitos e impositivas de obrigações, revelando-se inadmissível, mesmo para o próprio legislador, a atribuição incondicionada e completa da competência para editar normas tais a um órgão do Poder Executivo” (fl. 463). b) a competência da CMED para estabelecer critérios de fixação e ajuste de preços de medicamentos (art. 6..., II, da Lei n 10.742/03) não legitima a “imposição unilateral de descontos para a grande maioria dos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF adquiridos por entes estatais, encontra respaldo na Constituição da República e na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990), atendendo às diretrizes estabelecidas pela Lei 10.742/2003 relativamente à implementação da política de acesso a medicamentos pela população em geral. 2. Mandado de Segurança denegado” (fl. 424). Os recorrentes afirmam que a Resolução CMED n 4/2006 consubstancia atuação abusiva do órgão, por ultrapassar os limites do poder regulamentar conferido ao Poder Executivo na disciplina do mercado de medicamentos e produtos farmacêuticos, em especial quando disciplina a incidência de desconto mínimo obrigatório nas operações comerciais estabelecidas entre as unidades produtoras e distribuidoras e o Poder Público – nominado “Coeficiente de Adequação de Preços – CAP”. Os argumentos dos recorrentes podem ser assim sintetizados: a) a delegação de “competência para estabelecer critérios para a fixação de margens de comercialização de medicamentos pelas distribuidoras” à CMED, na Lei n 10.472/03, é inconstitucional, pois “[deixa de] estabelecer qualquer parâmetro balizador do desempenho dessa função normativa, configurando claro maltrato ao princípio constitucional da legalidade, insculpido no art. 37 da Constituição Federal” (fl. 462). Nesse ponto, defende que: “(…) por força do princípio constitucional da legalidade, a lei constitui o meio próprio de emanação de regras restritivas de direitos e impositivas de obrigações, revelando-se inadmissível, mesmo para o próprio legislador, a atribuição incondicionada e completa da competência para editar normas tais a um órgão do Poder Executivo” (fl. 463). b) a competência da CMED para estabelecer critérios de fixação e ajuste de preços de medicamentos (art. 6..., II, da Lei n 10.742/03) não legitima a “imposição unilateral de descontos para a grande maioria dos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 38 Relatório RMS 28487 / DF medicamentos a serem adquiridos pela Administração Pública” (fl. 463), sob pena de violar os princípios constitucionais relativos à ordem econômica (livre-concorrência e livre-iniciativa), “(...) pois representa ‘desapropriação por preço injusto e sem compensação pecuniária’ de bens das empresas distribuidoras de medicamentos, afrontando a garantia pétrea insculpida no art. 5..., inciso XXIV da Carta Política da República” (fl. 467); c) a aplicação do “Coeficiente de Adequação de Preços” na Resolução CMED n 2/2004 difere da utilização do mesmo conceito na Resolução CMED n 4/2006. No primeiro diploma normativo, o CAP “serviria de instrumento que PODERIA ser evidentemente utilizado para adequação de preço de medicamentos novos e novas apresentações de medicamentos, caso fosse necessário”, não configurando uma imposição. Conclui que: “(...) pode-se afirmar que o caráter normativo da atuação estatal quando de sua intervenção no domínio econômico tabelando o preço de remédios não pode se desenvolver de forma a aniquilar a liberdade econômica. O que o Estado deve ter sempre como norte no exercício de suas funções é reprimir eventuais condutas que venham a desvirtuar os objetivos estatuídos pela Constituição Federal de 1988/88, bem como por leis infraconstitucionais, momento em que forem elaboradas as suas disposições” (fl. 469). d) há violação dos arts. 173 e 174 da Constituição Federal, que evidenciam a necessidade de autorização legal e o caráter excepcional da medida para que o Estado promova atos de ingerência na atividade econômica, o que não é o caso dos autos; e) a Resolução CMED n 04/2006 viola o princípio da isonomia ao estabelecer tratamento diferenciado para aquisição de medicamentos por entes públicos e acrescenta: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF medicamentos a serem adquiridos pela Administração Pública” (fl. 463), sob pena de violar os princípios constitucionais relativos à ordem econômica (livre-concorrência e livre-iniciativa), “(...) pois representa ‘desapropriação por preço injusto e sem compensação pecuniária’ de bens das empresas distribuidoras de medicamentos, afrontando a garantia pétrea insculpida no art. 5..., inciso XXIV da Carta Política da República” (fl. 467); c) a aplicação do “Coeficiente de Adequação de Preços” na Resolução CMED n 2/2004 difere da utilização do mesmo conceito na Resolução CMED n 4/2006. No primeiro diploma normativo, o CAP “serviria de instrumento que PODERIA ser evidentemente utilizado para adequação de preço de medicamentos novos e novas apresentações de medicamentos, caso fosse necessário”, não configurando uma imposição. Conclui que: “(...) pode-se afirmar que o caráter normativo da atuação estatal quando de sua intervenção no domínio econômico tabelando o preço de remédios não pode se desenvolver de forma a aniquilar a liberdade econômica. O que o Estado deve ter sempre como norte no exercício de suas funções é reprimir eventuais condutas que venham a desvirtuar os objetivos estatuídos pela Constituição Federal de 1988/88, bem como por leis infraconstitucionais, momento em que forem elaboradas as suas disposições” (fl. 469). d) há violação dos arts. 173 e 174 da Constituição Federal, que evidenciam a necessidade de autorização legal e o caráter excepcional da medida para que o Estado promova atos de ingerência na atividade econômica, o que não é o caso dos autos; e) a Resolução CMED n 04/2006 viola o princípio da isonomia ao estabelecer tratamento diferenciado para aquisição de medicamentos por entes públicos e acrescenta: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 38 Relatório RMS 28487 / DF “Sabendo-se que situações desiguais devem ser tratadas de modo desigual, o fato concreto é que os entes estatais não podem, absolutamente, ser considerados como sendo um único cliente (das distribuidoras de medicamentos, ora Impetrantes- Recorrentes), porque as diferentes demandas de medicamentos por parte de cada um dos órgãos dos diferentes entes públicos fazem com que cada um deles possa ser considerado um ‘cliente-comprador’ distinto e, sob esse ângulo, a aplicação do CAP na forma desse desconto linear maltrata o princípio da isonomia pois, em tese, obriga as fornecedoras do setor farmacêutico a tratarem de maneira igual clientes que são desiguais entre si. (…) Em suma, a imposição do CAP equivale a um corte fixo e horizontal nos preços de produtos cujas estruturas de custo são totalmente distintas entre si, tratamento idêntico esse, que, imposto a medicamentos distintos, revela-se inadmissível e desproporcional. Repisa-se: a lei que instituiu a CMED permite que ela promova ‘assistência farmacêutica à população, por meio de mecanismos que estimulem a oferta de medicamentos e a competitividade do setor’, mas não permite que, sob o argumento de que o erário deve reduzir despesas, possa a CMED singelamente impor coativamente esse corte linear de preços para os medicamentos vendidos aos entes estatais” (fls. 472 e 473). f) o critério elegido pela CMED para cálculo do CAP (art. 5..., § 4..., incisos I e II, da Resolução n 2/2004) vai de encontro aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, pois “(…) revela-se arbitrário e irrazoável relacionar o PIB ‘per capita’ do Brasil (pais emergente, 12... economia mundial) com os PIB’s ‘per capita’ de países de primeiro mundo” (fl. 474). Nas razões do recurso, sustentam que a incidência do Coeficiente de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF “Sabendo-se que situações desiguais devem ser tratadas de modo desigual, o fato concreto é que os entes estatais não podem, absolutamente, ser considerados como sendo um único cliente (das distribuidoras de medicamentos, ora Impetrantes- Recorrentes), porque as diferentes demandas de medicamentos por parte de cada um dos órgãos dos diferentes entes públicos fazem com que cada um deles possa ser considerado um ‘cliente-comprador’ distinto e, sob esse ângulo, a aplicação do CAP na forma desse desconto linear maltrata o princípio da isonomia pois, em tese, obriga as fornecedoras do setor farmacêutico a tratarem de maneira igual clientes que são desiguais entre si. (…) Em suma, a imposição do CAP equivale a um corte fixo e horizontal nos preços de produtos cujas estruturas de custo são totalmente distintas entre si, tratamento idêntico esse, que, imposto a medicamentos distintos, revela-se inadmissível e desproporcional. Repisa-se: a lei que instituiu a CMED permite que ela promova ‘assistência farmacêutica à população, por meio de mecanismos que estimulem a oferta de medicamentos e a competitividade do setor’, mas não permite que, sob o argumento de que o erário deve reduzir despesas, possa a CMED singelamente impor coativamente esse corte linear de preços para os medicamentos vendidos aos entes estatais” (fls. 472 e 473). f) o critério elegido pela CMED para cálculo do CAP (art. 5..., § 4..., incisos I e II, da Resolução n 2/2004) vai de encontro aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, pois “(…) revela-se arbitrário e irrazoável relacionar o PIB ‘per capita’ do Brasil (pais emergente, 12... economia mundial) com os PIB’s ‘per capita’ de países de primeiro mundo” (fl. 474). Nas razões do recurso, sustentam que a incidência do Coeficiente de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 38 Relatório RMS 28487 / DF Adequação de Preços (CAP) compromete a atividade econômica de fornecedores e distribuidores de medicamentos, na medida em que são obrigados a repassar à Administração Pública as mercadorias por valor inferior ao preço por eles pago aos laboratórios fabricantes. Nesse contexto, afirmam que a manutenção da normatividade vigente, ora impugnada, implica a perpetuação de relação deficitária desfavorável às sociedades empresárias recorrentes. Transcrevo os argumentos apresentados, in verbis; “Como se constata, os sensíveis prejuízos a serem suportadas (sic) variam da ordem de 23,04% até 26,28% (docs. 13 e 14 – tabela de demonstração dos prejuízos, acompanhada das respectivas notas fiscais da aquisição e relação oficial do preço de fábrica dos medicamentos). Isso significa que a manutenção dos efeitos do ato do Impetrado até a concessão definitiva das segurança impedirá as RECORRENTES de atuarem em campo estratégico, comprometendo, em um horizonte de médio prazo, a própria posição das Impetrantes no competitivo mercado brasileiro. (…) É fato incontroverso de outra parte, que a Administração Pública já vem aplicando o CAP nas hipóteses de compra de medicamentos, revelando todo esse contexto a patente ameaça de que as vendas realizadas pelas Impetrantes – distribuidoras, com base nos preços fixados em razão do CAP acabem por inviabilizar as suas atividades econômica (sic) no ramo da distribuição, acarretando não só prejuízos a elas, distribuidoras, com também à população e à Administração Pública” (fls. 482 e 483). Por fim, requerem “seja dado provimento a este Recurso Ordinário, para o fim de lhes ser concedida a segurança, reconhecido o seu direito líquido e certo de não se submeterem às disposições e efeitos do 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Adequação de Preços (CAP) compromete a atividade econômica de fornecedores e distribuidores de medicamentos, na medida em que são obrigados a repassar à Administração Pública as mercadorias por valor inferior ao preço por eles pago aos laboratórios fabricantes. Nesse contexto, afirmam que a manutenção da normatividade vigente, ora impugnada, implica a perpetuação de relação deficitária desfavorável às sociedades empresárias recorrentes. Transcrevo os argumentos apresentados, in verbis; “Como se constata, os sensíveis prejuízos a serem suportadas (sic) variam da ordem de 23,04% até 26,28% (docs. 13 e 14 – tabela de demonstração dos prejuízos, acompanhada das respectivas notas fiscais da aquisição e relação oficial do preço de fábrica dos medicamentos). Isso significa que a manutenção dos efeitos do ato do Impetrado até a concessão definitiva das segurança impedirá as RECORRENTES de atuarem em campo estratégico, comprometendo, em um horizonte de médio prazo, a própria posição das Impetrantes no competitivo mercado brasileiro. (…) É fato incontroverso de outra parte, que a Administração Pública já vem aplicando o CAP nas hipóteses de compra de medicamentos, revelando todo esse contexto a patente ameaça de que as vendas realizadas pelas Impetrantes – distribuidoras, com base nos preços fixados em razão do CAP acabem por inviabilizar as suas atividades econômica (sic) no ramo da distribuição, acarretando não só prejuízos a elas, distribuidoras, com também à população e à Administração Pública” (fls. 482 e 483). Por fim, requerem “seja dado provimento a este Recurso Ordinário, para o fim de lhes ser concedida a segurança, reconhecido o seu direito líquido e certo de não se submeterem às disposições e efeitos do 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 38 Relatório RMS 28487 / DF ato coator (Resolução CMED n 04/2006), ou, sucessivamente, a concessão da segurança para ser reconhecido o direito líquido e certo das Recorrentes de poderem realizar vendas de medicamentos aos entes estatais (conforme art.1... da Resolução CMED 04/2006), sem a aplicação da Resolução n 4/2006 da CMED, enquanto não for reavaliado pela Autoridade Coatora, o percentual de 24,69% definido no art. 4... desse ato coator, reavaliação essa cuja determinação fica requerida”. A União Federal apresenta contrarrazões ao recurso (fls. 491 a 511) em que defende os seguintes argumentos: a) apesar da abertura do mercado brasileiro para a entrada de novas empresas na década de 1990, com o fito de aumentar a concorrência, foram identificadas falhas “nesse nicho mercadológico, que andava na contramão dos demais setores da economia, [que] acabaram por exigir uma intervenção do Estado no mercado de medicamentos”. A fim de exemplificar o contexto narrado, consignou a União: “(...) [E]ntre dezembro de 1996 e agosto de 1998 houve variação nominal acumulada de 21,83% nos preços dos produtos farmacêuticos, o que contrasta com 7,5% para índice geral (INPC/IBGE). Entre 1994 e 1997, o faturamento do setor farmacêutico registrou um aumento de 60,94%, enquanto o número de unidades vendidas teve um aumento de apenas em (sic) 13,33%” (fl. 496); b) “[as] regras de reajustes sem interferir na definição de preços iniciais dos medicamentos que já vigoravam no mercado e foram estabelecidos livremente pelas empresas” (fl. 497) não foram eficazes na regulação do mercado de medicamentos, o que se pretendeu corrigir com a edição da Medida Provisória n 123/2003, posteriormente convertida na Lei n 10.742/2003, oportunidade em que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) foi criada; 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF ato coator (Resolução CMED n 04/2006), ou, sucessivamente, a concessão da segurança para ser reconhecido o direito líquido e certo das Recorrentes de poderem realizar vendas de medicamentos aos entes estatais (conforme art.1... da Resolução CMED 04/2006), sem a aplicação da Resolução n 4/2006 da CMED, enquanto não for reavaliado pela Autoridade Coatora, o percentual de 24,69% definido no art. 4... desse ato coator, reavaliação essa cuja determinação fica requerida”. A União Federal apresenta contrarrazões ao recurso (fls. 491 a 511) em que defende os seguintes argumentos: a) apesar da abertura do mercado brasileiro para a entrada de novas empresas na década de 1990, com o fito de aumentar a concorrência, foram identificadas falhas “nesse nicho mercadológico, que andava na contramão dos demais setores da economia, [que] acabaram por exigir uma intervenção do Estado no mercado de medicamentos”. A fim de exemplificar o contexto narrado, consignou a União: “(...) [E]ntre dezembro de 1996 e agosto de 1998 houve variação nominal acumulada de 21,83% nos preços dos produtos farmacêuticos, o que contrasta com 7,5% para índice geral (INPC/IBGE). Entre 1994 e 1997, o faturamento do setor farmacêutico registrou um aumento de 60,94%, enquanto o número de unidades vendidas teve um aumento de apenas em (sic) 13,33%” (fl. 496); b) “[as] regras de reajustes sem interferir na definição de preços iniciais dos medicamentos que já vigoravam no mercado e foram estabelecidos livremente pelas empresas” (fl. 497) não foram eficazes na regulação do mercado de medicamentos, o que se pretendeu corrigir com a edição da Medida Provisória n 123/2003, posteriormente convertida na Lei n 10.742/2003, oportunidade em que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) foi criada; 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 38 Relatório RMS 28487 / DF c) o ato impugnado – Resolução CMED n 4/2006 – está fundamentado na Lei n 10.742/2003, pela qual se delegou competência ao órgão “para regular o setor de medicamentos, especificamente no que tange à fixação dos preços de medicamentos já disponíveis no mercado [art. 4...] e novos [art. 7...]” (fl. 498). Defende a União a legitimidade da delegação de competência nestes termos: “(...) a função reguladora, normalmente delegada a autarquias em regime especial, também pode ser conferida a órgãos públicos, criados especificamente para essa finalidade. E isso não é inovação no direito pátrio, valendo citar como exemplo o Conselho Monetário Nacional – CMN (Lei n 4.595/64, art. 4..., VIII e XXXII)” (fl. 500); d) não há ofensa aos princípios da ordem econômica, em especial ao art. 173 da Constituição Federal, pois a regulação do mercado tem como uma de suas finalidades reprimir o aumento arbitrário de lucros, a exemplo do que vinha ocorrendo no mercado de medicamentos, sendo um poder-dever do Estado. Aduz que: “[os princípios da livre concorrência e da livre iniciativa devem ser aplicados] em harmonia com outros princípios que regem a atividade econômica e que visam à satisfação dos interesses sociais e coletivos, como o princípio da defesa do consumidor, previsto no artigo 5..., inciso XXXII e 170, inciso V, da Carta Magna, e, no caso específico, o acesso universal e igualitário à saúde (art. 196 da CFRB/1998)” (fl. 502); e) o provimento do recurso e a consequente concessão da segurança teria como resultado a criação de privilégio para as empresas ora recorrentes, com desequilíbrio do mercado e violação do princípio da livre concorrência; f) a instituição do CAP respeita o princípio da isonomia, pois disciplina a relação comercial de produtores e distribuidores de produtos 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF c) o ato impugnado – Resolução CMED n 4/2006 – está fundamentado na Lei n 10.742/2003, pela qual se delegou competência ao órgão “para regular o setor de medicamentos, especificamente no que tange à fixação dos preços de medicamentos já disponíveis no mercado [art. 4...] e novos [art. 7...]” (fl. 498). Defende a União a legitimidade da delegação de competência nestes termos: “(...) a função reguladora, normalmente delegada a autarquias em regime especial, também pode ser conferida a órgãos públicos, criados especificamente para essa finalidade. E isso não é inovação no direito pátrio, valendo citar como exemplo o Conselho Monetário Nacional – CMN (Lei n 4.595/64, art. 4..., VIII e XXXII)” (fl. 500); d) não há ofensa aos princípios da ordem econômica, em especial ao art. 173 da Constituição Federal, pois a regulação do mercado tem como uma de suas finalidades reprimir o aumento arbitrário de lucros, a exemplo do que vinha ocorrendo no mercado de medicamentos, sendo um poder-dever do Estado. Aduz que: “[os princípios da livre concorrência e da livre iniciativa devem ser aplicados] em harmonia com outros princípios que regem a atividade econômica e que visam à satisfação dos interesses sociais e coletivos, como o princípio da defesa do consumidor, previsto no artigo 5..., inciso XXXII e 170, inciso V, da Carta Magna, e, no caso específico, o acesso universal e igualitário à saúde (art. 196 da CFRB/1998)” (fl. 502); e) o provimento do recurso e a consequente concessão da segurança teria como resultado a criação de privilégio para as empresas ora recorrentes, com desequilíbrio do mercado e violação do princípio da livre concorrência; f) a instituição do CAP respeita o princípio da isonomia, pois disciplina a relação comercial de produtores e distribuidores de produtos 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 38 Relatório RMS 28487 / DF farmacêuticos com o Poder Público, sob a justificativa de que esse tem a responsabilidade de garantir “o acesso da população menos favorecida aos medicamentos” (fl. 506), enquanto que a iniciativa privada visa ao lucro; g) “a exclusão dos impetrantes ao regime da Resolução CMED n 4/06 acarretaria em violação ao princípio da livre concorrência, expresso no art. 170, IV, da Constituição Federal. Isto porque os demais produtores e comercializadores de medicamentos se submeterão ao CAP, sendo que tal situação importará no desequilíbrio do mercado, esvaziando a concorrência e criando um privilégio injustificado aos associados da impetrante”; h) a previsão de percentual único de desconto na venda de medicamentos para o Poder Público é legítima, uma vez que “o critério aferível para fins de razoabilidade na distinção deve ser apenas a qualidade do ente, vale dizer, se público ou privado” (fl. 507), não a capacidade econômica do ente público contratante; i) a “política de regulação pelo critério de teto [de] preço[s]” (fl. 509) adotada pela CMED está prevista no art. 4..., § 1..., da Lei n 10.742/03, o que não esvazia a discricionariedade dos laboratórios na fixação de políticas de comercialização dos medicamentos, respeitados os limites diferenciados de valor estabelecidos para vendas a empresas do setor privado e aquelas relacionadas com o Poder Público. Por fim, defende a União que não há obrigatoriedade de contratar com o Poder Público, devendo a parte que pretender celebrar contrato de compra e venda de medicamentos com a Administração Pública submeter-se à regras do Direto Administrativo. O recurso foi recebido, tendo o e. Superior Tribunal de Justiça determinado o envio dos autos a esta Suprema Corte (fl. 513). A douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF farmacêuticos com o Poder Público, sob a justificativa de que esse tem a responsabilidade de garantir “o acesso da população menos favorecida aos medicamentos” (fl. 506), enquanto que a iniciativa privada visa ao lucro; g) “a exclusão dos impetrantes ao regime da Resolução CMED n 4/06 acarretaria em violação ao princípio da livre concorrência, expresso no art. 170, IV, da Constituição Federal. Isto porque os demais produtores e comercializadores de medicamentos se submeterão ao CAP, sendo que tal situação importará no desequilíbrio do mercado, esvaziando a concorrência e criando um privilégio injustificado aos associados da impetrante”; h) a previsão de percentual único de desconto na venda de medicamentos para o Poder Público é legítima, uma vez que “o critério aferível para fins de razoabilidade na distinção deve ser apenas a qualidade do ente, vale dizer, se público ou privado” (fl. 507), não a capacidade econômica do ente público contratante; i) a “política de regulação pelo critério de teto [de] preço[s]” (fl. 509) adotada pela CMED está prevista no art. 4..., § 1..., da Lei n 10.742/03, o que não esvazia a discricionariedade dos laboratórios na fixação de políticas de comercialização dos medicamentos, respeitados os limites diferenciados de valor estabelecidos para vendas a empresas do setor privado e aquelas relacionadas com o Poder Público. Por fim, defende a União que não há obrigatoriedade de contratar com o Poder Público, devendo a parte que pretender celebrar contrato de compra e venda de medicamentos com a Administração Pública submeter-se à regras do Direto Administrativo. O recurso foi recebido, tendo o e. Superior Tribunal de Justiça determinado o envio dos autos a esta Suprema Corte (fl. 513). A douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 38 Relatório RMS 28487 / DF provimento do recurso ordinário (fls. 522 a 527), de cujo parecer destaco o seguinte trecho: “Com efeito, inexiste, de fato, qualquer vício de legalidade na impugnada Resolução CMED n 4/2006, visto estar tal texto acobertado pela Lei n 10.742/2003, havendo respaldo expresso em seu artigo 6... para que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, dentre outras funções, defina diretrizes e procedimentos relativos à regulação econômica do mercado de medicamentos, estabeleça critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos, bem como determine, com clareza, os critérios para a fixação dos preços dos produtos novos e novas apresentações de medicamentos. De se ressaltar, aliás, o salutar propósito estatal no sentido de promover efetiva e equânime distribuição de medicamentos, concretizando o preceito constitucional do direito à saúde que, de outra forma, estaria exclusivamente submetido às leis de mercado, o que poderia ensejar inconvenientes diversos, como, verbi gratia, não parece difícil supor, algum tipo de dificuldade de acesso quanto à população mais carente.” (fl. 524) É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF provimento do recurso ordinário (fls. 522 a 527), de cujo parecer destaco o seguinte trecho: “Com efeito, inexiste, de fato, qualquer vício de legalidade na impugnada Resolução CMED n 4/2006, visto estar tal texto acobertado pela Lei n 10.742/2003, havendo respaldo expresso em seu artigo 6... para que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, dentre outras funções, defina diretrizes e procedimentos relativos à regulação econômica do mercado de medicamentos, estabeleça critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos, bem como determine, com clareza, os critérios para a fixação dos preços dos produtos novos e novas apresentações de medicamentos. De se ressaltar, aliás, o salutar propósito estatal no sentido de promover efetiva e equânime distribuição de medicamentos, concretizando o preceito constitucional do direito à saúde que, de outra forma, estaria exclusivamente submetido às leis de mercado, o que poderia ensejar inconvenientes diversos, como, verbi gratia, não parece difícil supor, algum tipo de dificuldade de acesso quanto à população mais carente.” (fl. 524) É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): I- A MOLDURA FÁTICO-JURÍDICA DO OBJETO DO MANDADO DE SEGURANÇA Na origem, cuida-se de mandado de segurança impetrado por empresas distribuidoras de medicamentos, em face do Ministro de Estado da Saúde, contra ato normativo expedido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos que fixou a incidência do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP) em todas as vendas destinadas a entes da administração pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (art. 4... da Resolução CMED n 04/2006). O Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem, em julgado assim ementado: “ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CÂMARA DE REGULAÇÃO DO MERCADO DE MEDICAMENTOS. CMED. COEFICIENTE DE ADEQUAÇÃO DE PREÇO (CAP). LEI 10742/2003. RESOLUÇÃO 4/2006. LEGALIDADE. 1. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do MS 12.730/DF, Relatora Ministra Eliana Calmon, decidiu que a Resolução CMED 4/2006, que determinou a aplicação do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP) a diversos produtos adquiridos por entes estatais, encontra respaldo na Constituição da República e na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990), atendendo às diretrizes estabelecidas pela Lei 10.742/2003 relativamente à implementação da política de acesso a medicamentos pela população em geral. 2. Mandado de segurança denegado” (fl. 424). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): I- A MOLDURA FÁTICO-JURÍDICA DO OBJETO DO MANDADO DE SEGURANÇA Na origem, cuida-se de mandado de segurança impetrado por empresas distribuidoras de medicamentos, em face do Ministro de Estado da Saúde, contra ato normativo expedido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos que fixou a incidência do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP) em todas as vendas destinadas a entes da administração pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (art. 4... da Resolução CMED n 04/2006). O Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem, em julgado assim ementado: “ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CÂMARA DE REGULAÇÃO DO MERCADO DE MEDICAMENTOS. CMED. COEFICIENTE DE ADEQUAÇÃO DE PREÇO (CAP). LEI 10742/2003. RESOLUÇÃO 4/2006. LEGALIDADE. 1. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do MS 12.730/DF, Relatora Ministra Eliana Calmon, decidiu que a Resolução CMED 4/2006, que determinou a aplicação do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP) a diversos produtos adquiridos por entes estatais, encontra respaldo na Constituição da República e na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990), atendendo às diretrizes estabelecidas pela Lei 10.742/2003 relativamente à implementação da política de acesso a medicamentos pela população em geral. 2. Mandado de segurança denegado” (fl. 424). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF As recorrentes alegam violação de seu direito líquido e certo de contratar com a Administração Pública sem se submeterem às regras da Resolução CMED n 4/06, em especial à norma que fixou o desconto adicional e linear de 24,69% incidente sobre a venda de medicamentos para o Poder Público. O conhecimento da matéria subiu a esta Suprema Corte por meio de recurso ordinário interposto contra decisão com que o e. Superior Tribunal de Justiça denegou a segurança. As autoras alegam, em síntese, que a edição da Resolução n 4/2006 consiste em ato abusivo e ilegal da CMED, pois: a) a delegação de competência normativa promovida pela Lei n 10.472/03 à CMED é inconstitucional, na medida em que “a lei delegou à administração a competência para estabelecer critérios para a fixação de margens de comercialização de medicamentos pelas distribuidoras, sem estabelecer qualquer parâmetro balizador do desempenho dessa função normativa, configurando claro maltrato ao princípio constitucional da legalidade, insculpido no art. 37 da Constituição Federal, ao qual a administração publica ‘obedecerá’, na dicção desse mesmo dispositivo”(fl. 462); b) viola os princípios da livre concorrência e da livre iniciativa, os quais não comportam o “controle de preços”, salvo em casos excepcionais; c) o ato impugnado “tenta mascarar verdadeiro confisco, pois representa desapropriação por preço injusto e sem compensação pecuniária de bens das empresas distribuidoras de medicamentos, afrontando a garantia pétrea insculpida no art. 5..., inciso XXIV, da Carta Política da República” (fl. 467); d) há afronta ao princípio constitucional da isonomia, na medida em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF As recorrentes alegam violação de seu direito líquido e certo de contratar com a Administração Pública sem se submeterem às regras da Resolução CMED n 4/06, em especial à norma que fixou o desconto adicional e linear de 24,69% incidente sobre a venda de medicamentos para o Poder Público. O conhecimento da matéria subiu a esta Suprema Corte por meio de recurso ordinário interposto contra decisão com que o e. Superior Tribunal de Justiça denegou a segurança. As autoras alegam, em síntese, que a edição da Resolução n 4/2006 consiste em ato abusivo e ilegal da CMED, pois: a) a delegação de competência normativa promovida pela Lei n 10.472/03 à CMED é inconstitucional, na medida em que “a lei delegou à administração a competência para estabelecer critérios para a fixação de margens de comercialização de medicamentos pelas distribuidoras, sem estabelecer qualquer parâmetro balizador do desempenho dessa função normativa, configurando claro maltrato ao princípio constitucional da legalidade, insculpido no art. 37 da Constituição Federal, ao qual a administração publica ‘obedecerá’, na dicção desse mesmo dispositivo”(fl. 462); b) viola os princípios da livre concorrência e da livre iniciativa, os quais não comportam o “controle de preços”, salvo em casos excepcionais; c) o ato impugnado “tenta mascarar verdadeiro confisco, pois representa desapropriação por preço injusto e sem compensação pecuniária de bens das empresas distribuidoras de medicamentos, afrontando a garantia pétrea insculpida no art. 5..., inciso XXIV, da Carta Política da República” (fl. 467); d) há afronta ao princípio constitucional da isonomia, na medida em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF que “a Administração Pública já possui instrumentos próprios para obter, em suas compras de medicamentos, preços menores do que aqueles praticados entre os particulares, ao impor a obrigatoriedades desse desconto linear, o Governo desvia-se da atividade reguladora e abusa do poder em seu próprio benefício” (fl. 472). Nesse ponto, ainda sustenta que: “14. O desconto linear compulsório de quase 25% aplica-se sobre praticamente todo e qualquer medicamento vendido à Administração Pública, sendo que os medicamentos vendidos para atender demanda judicial são, em sua integralidade, submetidos ao desconto compulsório” (fl. 472). e) “[a]s RECORRENTES, na condição de distribuidoras e fornecedoras de medicamentos à Administração Pública de todos os níveis de Federação, demonstram, neste ato (ainda com base no desconto anterior de 24,69%, uma vez que o desconto atual está 24,92%), através de simples planilhas, os resultados financeiros desastrosos da aplicação do CAP sobre algumas das centenas de medicamentos por elas comercializados” (fl. 481). f) os critérios de definição do CAP (incisos I e II do parágrafo 4... do art. 5... da Resolução CMED n 2/2004) ofendem aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, pois “(…) revela-se arbitrário e irrazoável relacionar o PIB ‘per capita’ do Brasil (país emergente, 12... economia mundial) com os PIB’s ‘per capita’ de países de primeiro mundo” (fl. 474). Requerem seja dado provimento ao recurso ordinário “para o fim de lhes ser concedida a segurança, reconhecido o seu direito líquido e certo de não se submeterem às disposições e efeitos do ato coator (Resolução CMED n 04/2006), ou, sucessivamente, a concessão da segurança para ser 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF que “a Administração Pública já possui instrumentos próprios para obter, em suas compras de medicamentos, preços menores do que aqueles praticados entre os particulares, ao impor a obrigatoriedades desse desconto linear, o Governo desvia-se da atividade reguladora e abusa do poder em seu próprio benefício” (fl. 472). Nesse ponto, ainda sustenta que: “14. O desconto linear compulsório de quase 25% aplica-se sobre praticamente todo e qualquer medicamento vendido à Administração Pública, sendo que os medicamentos vendidos para atender demanda judicial são, em sua integralidade, submetidos ao desconto compulsório” (fl. 472). e) “[a]s RECORRENTES, na condição de distribuidoras e fornecedoras de medicamentos à Administração Pública de todos os níveis de Federação, demonstram, neste ato (ainda com base no desconto anterior de 24,69%, uma vez que o desconto atual está 24,92%), através de simples planilhas, os resultados financeiros desastrosos da aplicação do CAP sobre algumas das centenas de medicamentos por elas comercializados” (fl. 481). f) os critérios de definição do CAP (incisos I e II do parágrafo 4... do art. 5... da Resolução CMED n 2/2004) ofendem aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, pois “(…) revela-se arbitrário e irrazoável relacionar o PIB ‘per capita’ do Brasil (país emergente, 12... economia mundial) com os PIB’s ‘per capita’ de países de primeiro mundo” (fl. 474). Requerem seja dado provimento ao recurso ordinário “para o fim de lhes ser concedida a segurança, reconhecido o seu direito líquido e certo de não se submeterem às disposições e efeitos do ato coator (Resolução CMED n 04/2006), ou, sucessivamente, a concessão da segurança para ser 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF reconhecido o direito líquido e certo das Recorrentes de poderem realizar vendas de medicamentos aos entes estatais (conforme art.1... da Resolução CMED 04/2006), sem a aplicação da Resolução n 4/2006 da CMED, enquanto não for reavaliado pela Autoridade Coatora, o percentual de 24,69% definido no art. 4... desse ato coator, reavaliação essa cuja determinação fica requerida” (fl. 483). A União Federal apresentou contrarrazões (fls. 491 a 511) em que defende a legitimidade da atuação da CMED na regulação do mercado de medicamentos, cuja finalidade seria garantir o direito à saúde. Destaco a seguinte passagem: “O mercado de medicamentos envolve questões complexas que se alternam a todo momento, de modo que o legislador ordinário, para conferir maior agilidade e celeridade na regulamentação deste setor, optou por delegar as competências normativas ao CMED, afastando o legislador ordinário deste arcabouço regulatório, tendo em vista que o processo legislativo comum não atende a necessidade de constantes mudanças e aperfeiçoamentos no setor. Assim, o setor necessita de uma legislação atual e flexível, própria dos atos regulamentares, para satisfazer o dever constitucional do Estado em efetivar a saúde pública no país. Assim, se a lei estabelece um controle de preços de medicamentos e delega a um órgão técnico colegiado a prerrogativa de fixá-los dentro de certos parâmetros descritos na própria lei, não se verifica nenhum excesso regulamentar ou intervenção indevida do Estado na economia ou ainda delegação inconstitucional de competência para decidir sobre o preço final do produto” (fls. 500/501). Conclui a União: “Deve-se esclarecer que o setor público, diante da sua vocação constitucional de assegurar o direito à saúde, adquire 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF reconhecido o direito líquido e certo das Recorrentes de poderem realizar vendas de medicamentos aos entes estatais (conforme art.1... da Resolução CMED 04/2006), sem a aplicação da Resolução n 4/2006 da CMED, enquanto não for reavaliado pela Autoridade Coatora, o percentual de 24,69% definido no art. 4... desse ato coator, reavaliação essa cuja determinação fica requerida” (fl. 483). A União Federal apresentou contrarrazões (fls. 491 a 511) em que defende a legitimidade da atuação da CMED na regulação do mercado de medicamentos, cuja finalidade seria garantir o direito à saúde. Destaco a seguinte passagem: “O mercado de medicamentos envolve questões complexas que se alternam a todo momento, de modo que o legislador ordinário, para conferir maior agilidade e celeridade na regulamentação deste setor, optou por delegar as competências normativas ao CMED, afastando o legislador ordinário deste arcabouço regulatório, tendo em vista que o processo legislativo comum não atende a necessidade de constantes mudanças e aperfeiçoamentos no setor. Assim, o setor necessita de uma legislação atual e flexível, própria dos atos regulamentares, para satisfazer o dever constitucional do Estado em efetivar a saúde pública no país. Assim, se a lei estabelece um controle de preços de medicamentos e delega a um órgão técnico colegiado a prerrogativa de fixá-los dentro de certos parâmetros descritos na própria lei, não se verifica nenhum excesso regulamentar ou intervenção indevida do Estado na economia ou ainda delegação inconstitucional de competência para decidir sobre o preço final do produto” (fls. 500/501). Conclui a União: “Deve-se esclarecer que o setor público, diante da sua vocação constitucional de assegurar o direito à saúde, adquire 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF grandes quantidades de medicamentos. O que motivou a política pública de aplicação do CAP foi a constatação de que este fato, por si só, gera para as empresas produtoras de medicamentos uma economia considerável em diversos itens que causam grandes impactos em seus custos operacionais, tais como, promoção de vendas, que envolve um grande números de pessoas contratadas para fazer visitação à classe médica; de venda a retalho, para o varejo, que cria a necessidade de uma estrutura onerosa de venda, controle de estoque e controle de pagamento, recebimento, entre outros. E, inobstante a indústria farmacêutica não ser onerada por vários desses custos, a realidade mostra que o governo não adquire medicamentos por preço menor do que é destinado ao mercado privado” (fl. 507). A douta Procuradoria-Geral da República exarou parecer no sentido do não provimento do recurso (fls. 522 a 527), uma vez que a atividade da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos estaria prevista na Lei n 10.742/2004. II – A SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO SOBRE O PRIVADO Para a solução da controvérsia, é imperioso rememorar que o regime jurídico-administrativo ancora suas bases na supremacia do interesse público sobre o privado e na indisponibilidade do interesse público. Acerca da supremacia do interesse público sobre o interesse privado, que informa a relação entre a Administração e o particular quando em foco o regime jurídico-administrativo, ensina Celso Antônio Bandeira de Mello: “Significa que o Poder Público se encontra em situação de autoridade, de comando, relativamente aos particulares, como indispensável condição para gerir os interesses públicos postos em confronto. Compreende, em face da sua desigualdade, a possibilidade, em favor da Administração, de constituir os privados em obrigações por meio de ato unilateral daquela. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF grandes quantidades de medicamentos. O que motivou a política pública de aplicação do CAP foi a constatação de que este fato, por si só, gera para as empresas produtoras de medicamentos uma economia considerável em diversos itens que causam grandes impactos em seus custos operacionais, tais como, promoção de vendas, que envolve um grande números de pessoas contratadas para fazer visitação à classe médica; de venda a retalho, para o varejo, que cria a necessidade de uma estrutura onerosa de venda, controle de estoque e controle de pagamento, recebimento, entre outros. E, inobstante a indústria farmacêutica não ser onerada por vários desses custos, a realidade mostra que o governo não adquire medicamentos por preço menor do que é destinado ao mercado privado” (fl. 507). A douta Procuradoria-Geral da República exarou parecer no sentido do não provimento do recurso (fls. 522 a 527), uma vez que a atividade da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos estaria prevista na Lei n 10.742/2004. II – A SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO SOBRE O PRIVADO Para a solução da controvérsia, é imperioso rememorar que o regime jurídico-administrativo ancora suas bases na supremacia do interesse público sobre o privado e na indisponibilidade do interesse público. Acerca da supremacia do interesse público sobre o interesse privado, que informa a relação entre a Administração e o particular quando em foco o regime jurídico-administrativo, ensina Celso Antônio Bandeira de Mello: “Significa que o Poder Público se encontra em situação de autoridade, de comando, relativamente aos particulares, como indispensável condição para gerir os interesses públicos postos em confronto. Compreende, em face da sua desigualdade, a possibilidade, em favor da Administração, de constituir os privados em obrigações por meio de ato unilateral daquela. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF Implica, outrossim, muitas vezes, o direito de modificar, também unilateralmente, relações já estabelecidas. (…) 50. Da conjugação da posição privilegiada (a) com a posição de supremacia (b) resulta a exigibilidade dos atos administrativos o droit du préable dos franceses e, em certas hipóteses, a executoriedade muitas vezes até com recurso à compulsão material sobre a pessoa ou coisa, como a execução de ofício.” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 19. ed. São Paulo: Malheiros, 2005. p. 57/58). O autor escreve, ainda, sobre os parâmetros de atuação da Administração Pública no exercício do poder-dever de perseguir e resguardar o interesse público. Acerca da indisponibilidade do interesse público, o autor afirma: “55. A indisponibilidade dos interesses públicos significa que, sendo qualificados como próprios da coletividade internos ao setor público -, não se encontram à livre disposição de quem quer que seja, por inapropriáveis. O próprio órgão administrativo que os representa não tem disponibilidade sobre eles, no sentido de que lhe incumbe apenas curá-los o que é também um dever na estrita conformidade do que predispuser a intentio legis” (op. cit. p. 62/63). Assim, sob o paradigma do Estado Democrático de Direito, tem-se que a atuação do Poder Público é regida por princípios e regras voltadas à consecução do interesse público, cujo conceito jurídico é estabelecido nas lições de Celso Antônio Bandeira de Mello, in verbis: “Ninguém duvida da importância da noção jurídica de interesse público. Se fosse necessário referir algo para encarecer-lhe o relevo, bastaria mencionar que, como acentuam os estudiosos, qualquer ato administrativo que dele se desencontre será necessariamente invalido. Sem embrago, não 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Implica, outrossim, muitas vezes, o direito de modificar, também unilateralmente, relações já estabelecidas. (…) 50. Da conjugação da posição privilegiada (a) com a posição de supremacia (b) resulta a exigibilidade dos atos administrativos o droit du préable dos franceses e, em certas hipóteses, a executoriedade muitas vezes até com recurso à compulsão material sobre a pessoa ou coisa, como a execução de ofício.” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 19. ed. São Paulo: Malheiros, 2005. p. 57/58). O autor escreve, ainda, sobre os parâmetros de atuação da Administração Pública no exercício do poder-dever de perseguir e resguardar o interesse público. Acerca da indisponibilidade do interesse público, o autor afirma: “55. A indisponibilidade dos interesses públicos significa que, sendo qualificados como próprios da coletividade internos ao setor público -, não se encontram à livre disposição de quem quer que seja, por inapropriáveis. O próprio órgão administrativo que os representa não tem disponibilidade sobre eles, no sentido de que lhe incumbe apenas curá-los o que é também um dever na estrita conformidade do que predispuser a intentio legis” (op. cit. p. 62/63). Assim, sob o paradigma do Estado Democrático de Direito, tem-se que a atuação do Poder Público é regida por princípios e regras voltadas à consecução do interesse público, cujo conceito jurídico é estabelecido nas lições de Celso Antônio Bandeira de Mello, in verbis: “Ninguém duvida da importância da noção jurídica de interesse público. Se fosse necessário referir algo para encarecer-lhe o relevo, bastaria mencionar que, como acentuam os estudiosos, qualquer ato administrativo que dele se desencontre será necessariamente invalido. Sem embrago, não 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF se trata de uma noção tão simples que se imponha naturalmente, como algo de per si evidente que dispensaria qualquer esforço para gizar-lhe os contornos abstratos. Convém, pois, expor aquilo que nos parece seja o interesse público propriamente dito. A se pensar em interesse público, pensa-se, habitualmente, em uma categoria contraposta à de interesse privado, individual, isto é, ao interesse pessoal de cada um. Acerta-se em dizer que se constitui no interesse do todo, ou seja, do próprio conjunto social, assim como acerta-se também em sublinhar que não se confunde com a somatória dos interesses individuais, peculiares de cada qual. Dizer isto, entretanto, é dizer muito pouco para compreender-se verdadeiramente o que é interesse público. (…) Em rigor, o necessário é aclarar-se o que está contido na afirmação de que interesse público é o interesse do todo, do próprio corpo social, para precatar-se contra o erro de atribuir- lhe o status de algo que existe por si mesmo, dotado de consistência autônoma, ou seja, como realidade independente e estranha a qualquer interesse das partes. O indispensável, em suma, é prevenir-se contra erro de, consciente ou inconscientemente, promover uma separação absoluta entre ambos, ao invés de acentuar, como se deveria, que o interesse público, ou seja, o interesse do todo, é ‘função’ qualificada dos interesses das partes, um aspecto, uma forma específica, de sua manifestação. (…) É que, na verdade, o interesse público, o interesse público do todo, do conjunto social, nada mais é que a dimensão pública dos interesses individuais, ou seja, dos interesses de cada indivíduo enquanto partícipe da Sociedade (entificada juridicamente no Estado), nisto se abrigando também o depósito intertemporal destes mesmos interesses, vale dizer, já agora, encarados eles em sua continuidade histórica, tendo em vista a sucessividade das gerações de seus nacionais. (…) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF se trata de uma noção tão simples que se imponha naturalmente, como algo de per si evidente que dispensaria qualquer esforço para gizar-lhe os contornos abstratos. Convém, pois, expor aquilo que nos parece seja o interesse público propriamente dito. A se pensar em interesse público, pensa-se, habitualmente, em uma categoria contraposta à de interesse privado, individual, isto é, ao interesse pessoal de cada um. Acerta-se em dizer que se constitui no interesse do todo, ou seja, do próprio conjunto social, assim como acerta-se também em sublinhar que não se confunde com a somatória dos interesses individuais, peculiares de cada qual. Dizer isto, entretanto, é dizer muito pouco para compreender-se verdadeiramente o que é interesse público. (…) Em rigor, o necessário é aclarar-se o que está contido na afirmação de que interesse público é o interesse do todo, do próprio corpo social, para precatar-se contra o erro de atribuir- lhe o status de algo que existe por si mesmo, dotado de consistência autônoma, ou seja, como realidade independente e estranha a qualquer interesse das partes. O indispensável, em suma, é prevenir-se contra erro de, consciente ou inconscientemente, promover uma separação absoluta entre ambos, ao invés de acentuar, como se deveria, que o interesse público, ou seja, o interesse do todo, é ‘função’ qualificada dos interesses das partes, um aspecto, uma forma específica, de sua manifestação. (…) É que, na verdade, o interesse público, o interesse público do todo, do conjunto social, nada mais é que a dimensão pública dos interesses individuais, ou seja, dos interesses de cada indivíduo enquanto partícipe da Sociedade (entificada juridicamente no Estado), nisto se abrigando também o depósito intertemporal destes mesmos interesses, vale dizer, já agora, encarados eles em sua continuidade histórica, tendo em vista a sucessividade das gerações de seus nacionais. (…) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF Donde, o interesse público deve ser conceituado como o interesse resultante do conjunto dos interesses que os indivíduos pessoalmente têm quando considerados em sua qualidade de membros da Sociedade e pelo simples fato de o serem.” (id. 25. ed. São Paulo: Malheiros, 2007. p. 58). Dentre os instrumentos conferidos ao Poder Público para que atue em conformidade com as necessidades da coletividade encontra-se o poder regulamentar, apresentado por José dos Santos Carvalho Filho nestes termos: “Poder regulamentar, portanto, é a prerrogativa conferida à Administração Pública de editar atos gerais para complementar as leis e permitir a sua efetiva aplicação. A prerrogativa, registre-se, é apenas para complementar a lei; não pode, pois a Administração alterá-la a pretexto de estar regulamentando. Se o fizer, cometerá abuso de poder regulamentar, invadindo a competência do Legislativo. Por essa razão, o art. 49, V, da Constituição Federal de 1988, autoriza o Congresso Nacional a sustar atos normativos que extrapolem os limites do poder de regulamentação. Registre-se, por oportuno, que, ao desempenhar o poder regulamentar, a Administração exerce inegavelmente função normativa, porquanto, expede normas de caráter geral e com grau de abstração e impessoalidade, malgrado tenham elas fundamento de validade na lei. Como assinala autorizada doutrina, a função normativa é gênero no qual se situa a função legislativa, o que significa que o Estado pode exercer aquela sem que tenha a necessariamente que executar esta última. É na função normativa geral que se insere o poder regulamentar” (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 25. ed. São Paulo: Atlas, 2012. p. 55). III – O PODER REGULAMENTAR DO PODER EXECUTIVO Torna-se necessária, também, uma digressão sobre os contornos da 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Donde, o interesse público deve ser conceituado como o interesse resultante do conjunto dos interesses que os indivíduos pessoalmente têm quando considerados em sua qualidade de membros da Sociedade e pelo simples fato de o serem.” (id. 25. ed. São Paulo: Malheiros, 2007. p. 58). Dentre os instrumentos conferidos ao Poder Público para que atue em conformidade com as necessidades da coletividade encontra-se o poder regulamentar, apresentado por José dos Santos Carvalho Filho nestes termos: “Poder regulamentar, portanto, é a prerrogativa conferida à Administração Pública de editar atos gerais para complementar as leis e permitir a sua efetiva aplicação. A prerrogativa, registre-se, é apenas para complementar a lei; não pode, pois a Administração alterá-la a pretexto de estar regulamentando. Se o fizer, cometerá abuso de poder regulamentar, invadindo a competência do Legislativo. Por essa razão, o art. 49, V, da Constituição Federal de 1988, autoriza o Congresso Nacional a sustar atos normativos que extrapolem os limites do poder de regulamentação. Registre-se, por oportuno, que, ao desempenhar o poder regulamentar, a Administração exerce inegavelmente função normativa, porquanto, expede normas de caráter geral e com grau de abstração e impessoalidade, malgrado tenham elas fundamento de validade na lei. Como assinala autorizada doutrina, a função normativa é gênero no qual se situa a função legislativa, o que significa que o Estado pode exercer aquela sem que tenha a necessariamente que executar esta última. É na função normativa geral que se insere o poder regulamentar” (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 25. ed. São Paulo: Atlas, 2012. p. 55). III – O PODER REGULAMENTAR DO PODER EXECUTIVO Torna-se necessária, também, uma digressão sobre os contornos da 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF competência regulamentar do Poder Executivo. O poder regulamentar outorgado ao Poder Executivo está limitado ao conteúdo da lei, competindo-lhe editar normas para orientar a relação entre o Poder Público e o administrado. A atuação administrativa com esse fundamento, portanto, é legítima quando está restrita a expedir normas complementares à ordem jurídico-formal vigente; em outras palavras, quando configura exercício de função típica do Poder Executivo, qual seja, a execução das leis. Sobre a matéria, ensina José Afonso da Silva: “O poder regulamentar não é poder legislativo, por conseguinte não pode criar normatividade que inove a ordem jurídica. Seus limites naturais situam-se no âmbito da competência executiva e administrativa, onde se insere. Ultrapassar esses limites importa em abuso de poder, usurpação de competências, tornando írrito o regulamento dele proveniente, e sujeito a sustação pelo Congresso Nacional (art. 49, V). Doutrinariamente, pelo menos, o regulamento assemelha- se à lei em seu caráter geral, impessoal e permanente; mas dela se distingue não só por ser diferente o órgão que o estabelece, como por ser uma norma jurídica secundária e de categoria inferior à da lei. Mas a distinção não é assim tão patente. (…) Lei e regulamento são, ambos, normas jurídicas gerais e abstratas, obrigatórias e relativamente permanentes. A distinção fundamental, hoje aceita pela generalidade dos autores, etá em que a lei inova a ordem jurídico-formal, seja modificando normas preexistentes, seja regulando matéria ainda não regulada normativamente. Ao passo que o regulamento não contém, originariamente, novidade modificativa da ordem jurídico-formal; limita-se a precisar, pormenorizar, o conteúdo da lei. É pois, norma jurídica subordinada. O regulamento tem limites decorrentes do direito positivo. Deve respeitar os textos constitucionais, a lei regulamentada e a legislação, em geral, e as fontes subsidiárias a que ela se reporta” (Comentário contextual à Constituição. 3. ed. São Paulo: Malheiros, 2007. p. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF competência regulamentar do Poder Executivo. O poder regulamentar outorgado ao Poder Executivo está limitado ao conteúdo da lei, competindo-lhe editar normas para orientar a relação entre o Poder Público e o administrado. A atuação administrativa com esse fundamento, portanto, é legítima quando está restrita a expedir normas complementares à ordem jurídico-formal vigente; em outras palavras, quando configura exercício de função típica do Poder Executivo, qual seja, a execução das leis. Sobre a matéria, ensina José Afonso da Silva: “O poder regulamentar não é poder legislativo, por conseguinte não pode criar normatividade que inove a ordem jurídica. Seus limites naturais situam-se no âmbito da competência executiva e administrativa, onde se insere. Ultrapassar esses limites importa em abuso de poder, usurpação de competências, tornando írrito o regulamento dele proveniente, e sujeito a sustação pelo Congresso Nacional (art. 49, V). Doutrinariamente, pelo menos, o regulamento assemelha- se à lei em seu caráter geral, impessoal e permanente; mas dela se distingue não só por ser diferente o órgão que o estabelece, como por ser uma norma jurídica secundária e de categoria inferior à da lei. Mas a distinção não é assim tão patente. (…) Lei e regulamento são, ambos, normas jurídicas gerais e abstratas, obrigatórias e relativamente permanentes. A distinção fundamental, hoje aceita pela generalidade dos autores, etá em que a lei inova a ordem jurídico-formal, seja modificando normas preexistentes, seja regulando matéria ainda não regulada normativamente. Ao passo que o regulamento não contém, originariamente, novidade modificativa da ordem jurídico-formal; limita-se a precisar, pormenorizar, o conteúdo da lei. É pois, norma jurídica subordinada. O regulamento tem limites decorrentes do direito positivo. Deve respeitar os textos constitucionais, a lei regulamentada e a legislação, em geral, e as fontes subsidiárias a que ela se reporta” (Comentário contextual à Constituição. 3. ed. São Paulo: Malheiros, 2007. p. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF 484). Em sede constitucional, tem-se que a direção superior da Administração Federal é exercida pelo Presidente da República, com o auxílio dos Ministros de Estado (art. 84, II, da Constituição Federal de 1988/88). No cumprimento dessa competência, os Ministros de Estado poderão, igualmente, expedir atos administrativos de conteúdo normativo, os quais não poderão “exprimir poderes mais dilatados que os suscetíveis de expedição mediante regulamento” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27. ed. São Paulo: Malheiros, 2010. p. 370). José dos Santos Carvalho Filho escreve sobre a natureza jurídica das resoluções: “Resoluções são atos, normativos ou individuais, emanados de autoridades de elevado escalão administrativo, como, por exemplo, Ministros e Secretários de Estado ou Município, ou de algumas pessoas administrativas ligadas ao Governo. Constituem matéria de resoluções todas as que se inserem na competência específica dos agentes ou pessoas jurídicas responsáveis por sua expedição. Tais resoluções são típicos atos administrativos, tendo, portanto, natureza derivada; pressupõem sempre a existência de lei ou outro ato legislativo a que estejam subordinadas.(...)” (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 25. ed. São Paulo: Atlas, 2012. p. 134). Acerca dos limites do poder regulamentar, esta Suprema Corte já assentou que “(…) A RESERVA DE LEI EM SENTIDO FORMAL QUALIFICA-SE COMO INSTRUMENTO CONSTITUCIONAL DE PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DE DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS. - O princípio da reserva de lei atua como expressiva limitação constitucional ao poder do Estado, cuja competência 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF 484). Em sede constitucional, tem-se que a direção superior da Administração Federal é exercida pelo Presidente da República, com o auxílio dos Ministros de Estado (art. 84, II, da Constituição Federal de 1988/88). No cumprimento dessa competência, os Ministros de Estado poderão, igualmente, expedir atos administrativos de conteúdo normativo, os quais não poderão “exprimir poderes mais dilatados que os suscetíveis de expedição mediante regulamento” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27. ed. São Paulo: Malheiros, 2010. p. 370). José dos Santos Carvalho Filho escreve sobre a natureza jurídica das resoluções: “Resoluções são atos, normativos ou individuais, emanados de autoridades de elevado escalão administrativo, como, por exemplo, Ministros e Secretários de Estado ou Município, ou de algumas pessoas administrativas ligadas ao Governo. Constituem matéria de resoluções todas as que se inserem na competência específica dos agentes ou pessoas jurídicas responsáveis por sua expedição. Tais resoluções são típicos atos administrativos, tendo, portanto, natureza derivada; pressupõem sempre a existência de lei ou outro ato legislativo a que estejam subordinadas.(...)” (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 25. ed. São Paulo: Atlas, 2012. p. 134). Acerca dos limites do poder regulamentar, esta Suprema Corte já assentou que “(…) A RESERVA DE LEI EM SENTIDO FORMAL QUALIFICA-SE COMO INSTRUMENTO CONSTITUCIONAL DE PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DE DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS. - O princípio da reserva de lei atua como expressiva limitação constitucional ao poder do Estado, cuja competência 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF regulamentar, por tal razão, não se reveste de suficiente idoneidade jurídica que lhe permita restringir direitos ou criar obrigações. Nenhum ato regulamentar pode criar obrigações ou restringir direitos, sob pena de incidir em domínio constitucionalmente reservado ao âmbito de atuação material da lei em sentido formal. - O abuso de poder regulamentar, especialmente nos casos em que o Estado atua ‘contra legem’ ou ‘praeter legem’, não só expõe o ato transgressor ao controle jurisdicional, mas viabiliza, até mesmo, tal a gravidade desse comportamento governamental, o exercício, pelo Congresso Nacional, da competência extraordinária que lhe confere o art. 49, inciso V, da Constituição da República e que lhe permite ‘sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar (...)’. Doutrina. Precedentes (Recurso Extraordinário 318.873-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Plausibilidade jurídica da impugnação à validade constitucional da Instrução Normativa STN n 01/2005” (AC n 1.033/DF-AgR-QO, Relator o Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJ de 16/6/06). “(…) O PODER REGULAMENTAR DEFERIDO AOS MINISTROS DE ESTADO, EMBORA DE EXTRAÇÃO CONSTITUCIONAL, NÃO LEGITIMA A EDIÇÃO DE ATOS NORMATIVOS DE CARÁTER PRIMÁRIO, ESTANDO NECESSARIAMENTE SUBORDINADO, NO QUE CONCERNE AO SEU EXERCÍCIO, CONTEÚDO E LIMITES, AO QUE PRESCREVEM AS LEIS E A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. - A competência regulamentar deferida aos Ministros de Estado, mesmo sendo de segundo grau, possui inquestionável extração constitucional (Constituição Federal de 1988, art. 87, parágrafo único, II), de tal modo que o poder jurídico de expedir instruções para a fiel execução das leis compõe, no quadro do sistema normativo vigente no Brasil, uma prerrogativa que também assiste, ‘ope constitutionis’, a esses qualificados agentes auxiliares do Chefe do Poder Executivo da União. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF regulamentar, por tal razão, não se reveste de suficiente idoneidade jurídica que lhe permita restringir direitos ou criar obrigações. Nenhum ato regulamentar pode criar obrigações ou restringir direitos, sob pena de incidir em domínio constitucionalmente reservado ao âmbito de atuação material da lei em sentido formal. - O abuso de poder regulamentar, especialmente nos casos em que o Estado atua ‘contra legem’ ou ‘praeter legem’, não só expõe o ato transgressor ao controle jurisdicional, mas viabiliza, até mesmo, tal a gravidade desse comportamento governamental, o exercício, pelo Congresso Nacional, da competência extraordinária que lhe confere o art. 49, inciso V, da Constituição da República e que lhe permite ‘sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar (...)’. Doutrina. Precedentes (Recurso Extraordinário 318.873-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Plausibilidade jurídica da impugnação à validade constitucional da Instrução Normativa STN n 01/2005” (AC n 1.033/DF-AgR-QO, Relator o Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJ de 16/6/06). “(…) O PODER REGULAMENTAR DEFERIDO AOS MINISTROS DE ESTADO, EMBORA DE EXTRAÇÃO CONSTITUCIONAL, NÃO LEGITIMA A EDIÇÃO DE ATOS NORMATIVOS DE CARÁTER PRIMÁRIO, ESTANDO NECESSARIAMENTE SUBORDINADO, NO QUE CONCERNE AO SEU EXERCÍCIO, CONTEÚDO E LIMITES, AO QUE PRESCREVEM AS LEIS E A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. - A competência regulamentar deferida aos Ministros de Estado, mesmo sendo de segundo grau, possui inquestionável extração constitucional (Constituição Federal de 1988, art. 87, parágrafo único, II), de tal modo que o poder jurídico de expedir instruções para a fiel execução das leis compõe, no quadro do sistema normativo vigente no Brasil, uma prerrogativa que também assiste, ‘ope constitutionis’, a esses qualificados agentes auxiliares do Chefe do Poder Executivo da União. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF - As instruções regulamentares, quando emanarem de Ministro de Estado, qualificar-se-ão como regulamentos executivos, necessariamente subordinados aos limites jurídicos definidos na regra legal a cuja implementação elas se destinam, pois o exercício ministerial do poder regulamentar não pode transgredir a lei, seja para exigir o que esta não exigiu, seja para estabelecer distinções onde a própria lei não distinguiu, notadamente em tema de direito tributário. Doutrina. Jurisprudência (…).” (ADI n 1.075/DF-MC, Relator Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJ 24/11/06). IV - O CASO DOS AUTOS A questão em debate nos autos consiste em saber se a atuação da Câmara do Mercado de Medicamentos (CMED) na regulação do mercado farmacêutico exorbita o poder regulamentar previsto na Lei n 10.742/03. Em especial, questiona-se a constitucionalidade e a legalidade da Resolução n 4/2006 por que se instituiu o “Preço Máximo de Venda ao Governo”, nestes termos: “Art. 1... As distribuidoras e as empresas produtoras de medicamentos deverão aplicar o Coeficiente de Adequação de Preço - CAP ao preço dos produtos definidos no art. 2... desta Resolução, sempre que realizarem vendas destinadas a entes da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. §1... O CAP, previsto na Resolução n. 2, de 5 de março de 2004, é um desconto mínimo obrigatório a ser aplicado sempre que forem realizadas vendas de medicamentos destinadas aos entes descritos no caput. §2... A aplicação do CAP sobre o Preço Fábrica – PF resultará no Preço Máximo de Venda ao Governo – PMVG.” A irresignação não merece prosperar. Registro, inicialmente, a ausência de afronta ao princípio da 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF - As instruções regulamentares, quando emanarem de Ministro de Estado, qualificar-se-ão como regulamentos executivos, necessariamente subordinados aos limites jurídicos definidos na regra legal a cuja implementação elas se destinam, pois o exercício ministerial do poder regulamentar não pode transgredir a lei, seja para exigir o que esta não exigiu, seja para estabelecer distinções onde a própria lei não distinguiu, notadamente em tema de direito tributário. Doutrina. Jurisprudência (…).” (ADI n 1.075/DF-MC, Relator Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJ 24/11/06). IV - O CASO DOS AUTOS A questão em debate nos autos consiste em saber se a atuação da Câmara do Mercado de Medicamentos (CMED) na regulação do mercado farmacêutico exorbita o poder regulamentar previsto na Lei n 10.742/03. Em especial, questiona-se a constitucionalidade e a legalidade da Resolução n 4/2006 por que se instituiu o “Preço Máximo de Venda ao Governo”, nestes termos: “Art. 1... As distribuidoras e as empresas produtoras de medicamentos deverão aplicar o Coeficiente de Adequação de Preço - CAP ao preço dos produtos definidos no art. 2... desta Resolução, sempre que realizarem vendas destinadas a entes da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. §1... O CAP, previsto na Resolução n. 2, de 5 de março de 2004, é um desconto mínimo obrigatório a ser aplicado sempre que forem realizadas vendas de medicamentos destinadas aos entes descritos no caput. §2... A aplicação do CAP sobre o Preço Fábrica – PF resultará no Preço Máximo de Venda ao Governo – PMVG.” A irresignação não merece prosperar. Registro, inicialmente, a ausência de afronta ao princípio da 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF igualdade quanto ao tratamento dispendido ao Poder Público quando diante da necessidade de compra de medicamentos especiais (de alto custo, hemoderivados, tratamento de DST/AIDS e câncer) ou de situações excepcionais (compras por força de decisão judicial), pois essa relações jurídicas são distintas das relações jurídicas de compra e venda estabelecidas entre empresas do setor privado; ou entre empresas do setor privado e a Administração Pública, no caso de medicamentos ou circunstâncias ordinários. Extrai-se da doutrina o seguinte ensinamento: “Porque são distintos no mundo dos fatos, recebem tratamento jurídico diverso. Este é o critério básico da concretização da igualdade: ‘tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais’. Essa enunciação permite antever um traço essencial da igualdade: não ter caráter absoluto. É que a percepção de desigualdades existentes no mundo dos fatos e a determinação dos tratamentos cabíveis às realidades faticamente desiguais guardam íntima conexão com o objeto a ser regrado e com o momento histórico em que o objeto está inserido. Para que sejam construídas de forma lícita, as distinções de tratamento deverão considerar sempre a conexão lógica (proporcionalidade), verificada em dado momento, entre a desigualdade percebida e a distinção de tratamento estabelecida. Naturalmente, não bastará a mera existência de conexão lógica. Será também necessário que a própria norma portadora da distinção de tratamento não viole outros preceitos constitucionais” (BITTAR, Eduardo C. B.. Direitos Fundamentais. In. BONAVIDES, Paulo; MIRANDA, Jorge; AGRA, Walber de Moura; BILAC PINTO, FILHO, Francisco; RODRIGUES JUNIOR, Otavio Luiz. Comentários à Constituição Federal de 1988. Rio de Janeiro: Forense, 2009. p. 80). A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) está prevista na Lei n 10.742/03 como órgão técnico necessário à regulação do 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF igualdade quanto ao tratamento dispendido ao Poder Público quando diante da necessidade de compra de medicamentos especiais (de alto custo, hemoderivados, tratamento de DST/AIDS e câncer) ou de situações excepcionais (compras por força de decisão judicial), pois essa relações jurídicas são distintas das relações jurídicas de compra e venda estabelecidas entre empresas do setor privado; ou entre empresas do setor privado e a Administração Pública, no caso de medicamentos ou circunstâncias ordinários. Extrai-se da doutrina o seguinte ensinamento: “Porque são distintos no mundo dos fatos, recebem tratamento jurídico diverso. Este é o critério básico da concretização da igualdade: ‘tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais’. Essa enunciação permite antever um traço essencial da igualdade: não ter caráter absoluto. É que a percepção de desigualdades existentes no mundo dos fatos e a determinação dos tratamentos cabíveis às realidades faticamente desiguais guardam íntima conexão com o objeto a ser regrado e com o momento histórico em que o objeto está inserido. Para que sejam construídas de forma lícita, as distinções de tratamento deverão considerar sempre a conexão lógica (proporcionalidade), verificada em dado momento, entre a desigualdade percebida e a distinção de tratamento estabelecida. Naturalmente, não bastará a mera existência de conexão lógica. Será também necessário que a própria norma portadora da distinção de tratamento não viole outros preceitos constitucionais” (BITTAR, Eduardo C. B.. Direitos Fundamentais. In. BONAVIDES, Paulo; MIRANDA, Jorge; AGRA, Walber de Moura; BILAC PINTO, FILHO, Francisco; RODRIGUES JUNIOR, Otavio Luiz. Comentários à Constituição Federal de 1988. Rio de Janeiro: Forense, 2009. p. 80). A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) está prevista na Lei n 10.742/03 como órgão técnico necessário à regulação do 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF setor farmacêutico, tendo-se em vista, especialmente, as complexidades do mercado de medicamentos. Vide alguns dispositivos da aludida norma: “Art. 5... Fica criada a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos - CMED, do Conselho de Governo, que tem por objetivos a adoção, implementação e coordenação de atividades relativas à regulação econômica do mercado de medicamentos, voltados a promover a assistência farmacêutica à população, por meio de mecanismos que estimulem a oferta de medicamentos e a competitividade do setor. Parágrafo único. A composição da CMED será definida em ato do Poder Executivo.” “Art. 6... Compete à CMED, dentre outros atos necessários à consecução dos objetivos a que se destina esta Lei: I - definir diretrizes e procedimentos relativos à regulação econômica do mercado de medicamentos; II - estabelecer critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos; III - definir, com clareza, os critérios para a fixação dos preços dos produtos novos e novas apresentações de medicamentos, nos termos do art. 7...; (...) VII - sugerir a adoção, pelos órgãos competentes, de diretrizes e procedimentos voltados à implementação da política de acesso a medicamentos; (…) XIII - zelar pela proteção dos interesses do consumidor de medicamentos;” Conforme disposto no parágrafo único do art. 5... acima transcrito, a composição da CMED é disciplinada, in verbis, no Decreto n 4.766/03: “Art. 3... A CMED será composta pelos seguintes Ministros de Estado, que, em conjunto, formarão o Conselho 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF setor farmacêutico, tendo-se em vista, especialmente, as complexidades do mercado de medicamentos. Vide alguns dispositivos da aludida norma: “Art. 5... Fica criada a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos - CMED, do Conselho de Governo, que tem por objetivos a adoção, implementação e coordenação de atividades relativas à regulação econômica do mercado de medicamentos, voltados a promover a assistência farmacêutica à população, por meio de mecanismos que estimulem a oferta de medicamentos e a competitividade do setor. Parágrafo único. A composição da CMED será definida em ato do Poder Executivo.” “Art. 6... Compete à CMED, dentre outros atos necessários à consecução dos objetivos a que se destina esta Lei: I - definir diretrizes e procedimentos relativos à regulação econômica do mercado de medicamentos; II - estabelecer critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos; III - definir, com clareza, os critérios para a fixação dos preços dos produtos novos e novas apresentações de medicamentos, nos termos do art. 7...; (...) VII - sugerir a adoção, pelos órgãos competentes, de diretrizes e procedimentos voltados à implementação da política de acesso a medicamentos; (…) XIII - zelar pela proteção dos interesses do consumidor de medicamentos;” Conforme disposto no parágrafo único do art. 5... acima transcrito, a composição da CMED é disciplinada, in verbis, no Decreto n 4.766/03: “Art. 3... A CMED será composta pelos seguintes Ministros de Estado, que, em conjunto, formarão o Conselho 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF de Ministros: I - da Saúde, que o presidirá; II - Chefe da Casa Civil da Presidência da República; III - da Justiça; e IV - da Fazenda. V - do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.” Entre outros assuntos, o Decreto n 4.766/03 disciplina também a competência do Conselho de Ministros: “Art. 4... Compete privativamente ao Conselho de Ministros: I - aprovar critérios para reajustes de preços de medicamentos; II - decidir pela inclusão ou exclusão de produtos no regime de que trata o inciso IV do art. 2...; III - aprovar o regimento interno da CMED; e IV - aprovar os preços dos medicamentos que forem objeto de alteração da carga tributária.” A atuação normativa do CMED, portanto, está fundamentada no art. 84, II, c/c art. 87, parágrafo único, II, ambos da Constituição Federal de 1988, assim redigidos: “Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (…) II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal;” “Art. 87. (...) Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei: (…) II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;” 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF de Ministros: I - da Saúde, que o presidirá; II - Chefe da Casa Civil da Presidência da República; III - da Justiça; e IV - da Fazenda. V - do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.” Entre outros assuntos, o Decreto n 4.766/03 disciplina também a competência do Conselho de Ministros: “Art. 4... Compete privativamente ao Conselho de Ministros: I - aprovar critérios para reajustes de preços de medicamentos; II - decidir pela inclusão ou exclusão de produtos no regime de que trata o inciso IV do art. 2...; III - aprovar o regimento interno da CMED; e IV - aprovar os preços dos medicamentos que forem objeto de alteração da carga tributária.” A atuação normativa do CMED, portanto, está fundamentada no art. 84, II, c/c art. 87, parágrafo único, II, ambos da Constituição Federal de 1988, assim redigidos: “Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (…) II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal;” “Art. 87. (...) Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei: (…) II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;” 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF Também não há que se falar em afronta ao princípio da legalidade, na medida em que a alegada amplitude da delegação normativa consiste no fundamento fático-jurídico do exercício do poder regulamentar pela Administração Pública, que deve atuar em consonância com a lei, atendendo, no caso, à necessidade de regulação do setor farmacêutico e respeitando a dinâmica e às peculiaridades técnicas do mercado de medicamentos. Assim, não assiste razão à recorrente também quanto à tese de ausência de correspondência entre a previsão normativa de competência da CMED para “estabelecer critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos” (art. 6..., II, da lei n 10.742/03) e a atuação da referida Câmara mediante a imposição unilateral de descontos nos preços de determinados medicamentos nas vendas ao Poder Público. O poder do Estado de atuar como agente normativo e regulador da atividade econômica está disciplinado no art. 174, caput, da Constituição Federal: “Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.” Acerca da intervenção do Estado nos preços praticados pelo setor privado, a fim de afastar o exercício abusivo do poder econômico e de compatibilizar a atividade comercial com a satisfação de interesses sociais, esta Suprema Corte, enfrentando o tema referente à constitucionalidade da Lei n 8.039/90, que dispunha sobre critérios de reajuste de mensalidades escolares, assim consignou: “(...) Em face da atual Constituição, para conciliar o fundamento da livre iniciativa e do princípio da livre concorrência com os da defesa do consumidor e da redução das 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Também não há que se falar em afronta ao princípio da legalidade, na medida em que a alegada amplitude da delegação normativa consiste no fundamento fático-jurídico do exercício do poder regulamentar pela Administração Pública, que deve atuar em consonância com a lei, atendendo, no caso, à necessidade de regulação do setor farmacêutico e respeitando a dinâmica e às peculiaridades técnicas do mercado de medicamentos. Assim, não assiste razão à recorrente também quanto à tese de ausência de correspondência entre a previsão normativa de competência da CMED para “estabelecer critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos” (art. 6..., II, da lei n 10.742/03) e a atuação da referida Câmara mediante a imposição unilateral de descontos nos preços de determinados medicamentos nas vendas ao Poder Público. O poder do Estado de atuar como agente normativo e regulador da atividade econômica está disciplinado no art. 174, caput, da Constituição Federal: “Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.” Acerca da intervenção do Estado nos preços praticados pelo setor privado, a fim de afastar o exercício abusivo do poder econômico e de compatibilizar a atividade comercial com a satisfação de interesses sociais, esta Suprema Corte, enfrentando o tema referente à constitucionalidade da Lei n 8.039/90, que dispunha sobre critérios de reajuste de mensalidades escolares, assim consignou: “(...) Em face da atual Constituição, para conciliar o fundamento da livre iniciativa e do princípio da livre concorrência com os da defesa do consumidor e da redução das 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF desigualdades sociais, em conformidade com os ditames da justiça social, pode o Estado, por via legislativa, regular a politica de preços de bens e de serviços, abusivo que e o poder econômico que visa ao aumento arbitrário dos lucros” (ADI n 319/DF-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 30/4/93). A fim de identificar a necessidade de intervenção do Estado nos preços praticados nas vendas de medicamentos para o setor público, destaco o seguinte trecho das contrarrazões apresentadas pela União contra o presente recurso em mandado de segurança: “É preciso fazer um breve histórico da recente intervenção do Estado no mercado farmacêutico, tendo em vista as graves distorções no setor que demandaram a regulação do Estado, mormente a partir da década passada. A partir de 1990, um conjunto de ações governamentais estabeleceu as bases para a introdução da concorrência no país, processo que ganhou impulso definitivo com a estabilidade de preços obtida a partir de 1994. A partir daí, as empresas passaram a incorporar novas estratégias nos mais diversos setores, diante da abertura da economia e da crescente pressão concorrencial. Todavia, estranhamente, o setor farmacêutico, apesar da desregulamentação da economia e da introdução de competição em todos os setores, praticou aumentos generalizados, significativos e não transitórios nos preços dos medicamentos. (…) Assim, observa-se que a intervenção do Estado no mercado de medicamentos se mostrou não só necessária, mas imprescindível para garantir o acesso da população ao medicamento e reprimir o abuso do poder econômico na forma da imposição de preços cada vez mais elevados. Visando a estabelecer um novo marco regulatório, foi criada a extinta Câmara de Medicamentos – CAMED, pela Medida Provisória n 2.063, de 18/2/2000, e convertia na Lei n 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF desigualdades sociais, em conformidade com os ditames da justiça social, pode o Estado, por via legislativa, regular a politica de preços de bens e de serviços, abusivo que e o poder econômico que visa ao aumento arbitrário dos lucros” (ADI n 319/DF-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 30/4/93). A fim de identificar a necessidade de intervenção do Estado nos preços praticados nas vendas de medicamentos para o setor público, destaco o seguinte trecho das contrarrazões apresentadas pela União contra o presente recurso em mandado de segurança: “É preciso fazer um breve histórico da recente intervenção do Estado no mercado farmacêutico, tendo em vista as graves distorções no setor que demandaram a regulação do Estado, mormente a partir da década passada. A partir de 1990, um conjunto de ações governamentais estabeleceu as bases para a introdução da concorrência no país, processo que ganhou impulso definitivo com a estabilidade de preços obtida a partir de 1994. A partir daí, as empresas passaram a incorporar novas estratégias nos mais diversos setores, diante da abertura da economia e da crescente pressão concorrencial. Todavia, estranhamente, o setor farmacêutico, apesar da desregulamentação da economia e da introdução de competição em todos os setores, praticou aumentos generalizados, significativos e não transitórios nos preços dos medicamentos. (…) Assim, observa-se que a intervenção do Estado no mercado de medicamentos se mostrou não só necessária, mas imprescindível para garantir o acesso da população ao medicamento e reprimir o abuso do poder econômico na forma da imposição de preços cada vez mais elevados. Visando a estabelecer um novo marco regulatório, foi criada a extinta Câmara de Medicamentos – CAMED, pela Medida Provisória n 2.063, de 18/2/2000, e convertia na Lei n 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF 10.213, de 27 de março de 2001. (…) Todavia, tal regime regulatório criou regras de reajustes sem interferir na definição dos preços iniciais de medicamentos que já vigoravam no mercado e foram estabelecidos livremente pelas empesas. As competências da CAMED foram posteriormente absorvidas pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – CMED, criada pela Medida Provisória n 123, de 26 de junho de 2003, convertida na Lei n 10.742, de 6 de outubro de 2003, definindo novas normas e regulação para o setor farmacêutico” (fls. 495 a 49). Prossegue a União: “A distinção visa a assegurar o princípio da igualdade material, pois estabelece tratamento diferenciado para os desiguais, na medida da sua desigualdade. Com efeito, o cliente público possui peculiaridade distinta do cliente privado, que objetiva o lucro. O cliente público, ao adquirir medicamentos, o faz visando assegurar a toda a população o direito garantido pelo art. 196 da Constituição Federal, que tem como destinatários todos os entes políticos que compõem a federação. (…) O Estado, ao adquirir medicamentos, propicia o acesso irrestrito da população menos favorecida aos medicamentos, mediante ações e programas, como, v.g., o programa de distribuição gratuita de medicamentos, que representa um gesto solidário de apreço à vida e à saúde das pessoas. Assim, sendo o poder público o principal comprador de medicamentos de tratamento diferenciado justifica-se a a discriminação a que faz jus nesta condição” (fls. 505 a 507). Sobressai, ainda, o teor das informações prestadas pela Advocacia- Geral da União, por meio da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde, no seguinte trecho (fls. 293): 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF 10.213, de 27 de março de 2001. (…) Todavia, tal regime regulatório criou regras de reajustes sem interferir na definição dos preços iniciais de medicamentos que já vigoravam no mercado e foram estabelecidos livremente pelas empesas. As competências da CAMED foram posteriormente absorvidas pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – CMED, criada pela Medida Provisória n 123, de 26 de junho de 2003, convertida na Lei n 10.742, de 6 de outubro de 2003, definindo novas normas e regulação para o setor farmacêutico” (fls. 495 a 49). Prossegue a União: “A distinção visa a assegurar o princípio da igualdade material, pois estabelece tratamento diferenciado para os desiguais, na medida da sua desigualdade. Com efeito, o cliente público possui peculiaridade distinta do cliente privado, que objetiva o lucro. O cliente público, ao adquirir medicamentos, o faz visando assegurar a toda a população o direito garantido pelo art. 196 da Constituição Federal, que tem como destinatários todos os entes políticos que compõem a federação. (…) O Estado, ao adquirir medicamentos, propicia o acesso irrestrito da população menos favorecida aos medicamentos, mediante ações e programas, como, v.g., o programa de distribuição gratuita de medicamentos, que representa um gesto solidário de apreço à vida e à saúde das pessoas. Assim, sendo o poder público o principal comprador de medicamentos de tratamento diferenciado justifica-se a a discriminação a que faz jus nesta condição” (fls. 505 a 507). Sobressai, ainda, o teor das informações prestadas pela Advocacia- Geral da União, por meio da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde, no seguinte trecho (fls. 293): 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF “A regulação econômica para o setor farmacêutico, adveio como resultado de peculiaridades específicas que esse mercado apresentava, que eram as chamadas ‘falhas de mercado’, onde se destacavam, dentre outras, a significativa concentração da oferta por classes terapêuticas, a inelasticidade da demanda ao aumento de preços, as elevadas barreiras à entrada de novos concorrentes, a presença do consumidor substituto, já que é o medico quem escolhe o medicamento que será consumido, além da forte assimetria de informações, que garantiam enorme poder de mercado aos produtores e aos vendedores. Tudo isso garantindo a manipulação do mercado em prejuízo do consumidor. O resultado proveniente desse poder de mercado dos produtores e vendedores de medicamentos era estarrecedor, pois, enquanto os preços subiram acima da inflação, no ano de 200 as unidades de fármacos vendidas no mercado foram menores do que no ano de 1990, segundo dados informados pelo próprio setor, apesar do crescimento populacional apontar 14% no mesmo período, o que comportava a diminuição do acesso da população a produtos tão essenciais. Portanto, no caso específico do setor farmacêutico, a conduta que mais afetava a sociedade era o aumento de preços continuado, que drenava renda dos consumidores e limitava o acesso de parte da população ao produto essencial, o que despertou a reação dos mais diferentes setores da sociedade, (…).” O aumento arbitrário de lucros é reprovado em sede constitucional, existindo regra positivada acerca do tema no título referente à “Ordem Econômica e Financeira”, em capítulo específico sobre os “Princípios Gerais da Atividade Econômica”. Vide: “Art. 173 (…) § 4... - A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.” 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF “A regulação econômica para o setor farmacêutico, adveio como resultado de peculiaridades específicas que esse mercado apresentava, que eram as chamadas ‘falhas de mercado’, onde se destacavam, dentre outras, a significativa concentração da oferta por classes terapêuticas, a inelasticidade da demanda ao aumento de preços, as elevadas barreiras à entrada de novos concorrentes, a presença do consumidor substituto, já que é o medico quem escolhe o medicamento que será consumido, além da forte assimetria de informações, que garantiam enorme poder de mercado aos produtores e aos vendedores. Tudo isso garantindo a manipulação do mercado em prejuízo do consumidor. O resultado proveniente desse poder de mercado dos produtores e vendedores de medicamentos era estarrecedor, pois, enquanto os preços subiram acima da inflação, no ano de 200 as unidades de fármacos vendidas no mercado foram menores do que no ano de 1990, segundo dados informados pelo próprio setor, apesar do crescimento populacional apontar 14% no mesmo período, o que comportava a diminuição do acesso da população a produtos tão essenciais. Portanto, no caso específico do setor farmacêutico, a conduta que mais afetava a sociedade era o aumento de preços continuado, que drenava renda dos consumidores e limitava o acesso de parte da população ao produto essencial, o que despertou a reação dos mais diferentes setores da sociedade, (…).” O aumento arbitrário de lucros é reprovado em sede constitucional, existindo regra positivada acerca do tema no título referente à “Ordem Econômica e Financeira”, em capítulo específico sobre os “Princípios Gerais da Atividade Econômica”. Vide: “Art. 173 (…) § 4... - A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.” 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF Desse modo, diante (i) do dever do Estado de garantir o acesso universal e igualitário à saúde (art. 196 da Constituição Federal de 1988/88), por meio de efetivação de políticas públicas que assegurem a toda a população, entre outros, “assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica” (art. 6..., I, ‘d’, da Lei n 8.080/90), e (ii) da diversidade de práticas econômicas e financeiras do mercado farmacêutico nos âmbitos público e privado, o órgão técnico a que fora delegada a competência para regular referida atividade comercial fixou percentual de desconto obrigatório e linear nas vendas de determinados medicamentos ao Poder Público, chamado Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), previsto na Resolução n 4/06 da CMED, nestes termos: “Art. 1... As distribuidoras e as empresas produtoras de medicamentos deverão aplicar o Coeficiente de Adequação de Preço – CAP ao preço dos produtos definidos no art. 2... desta Resolução, sempre que realizarem vendas destinadas a entes da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1... O CAP, previsto na Resolução n 2, de 5 de março de 2004, é um desconto mínimo obrigatório a ser aplicado sempre que forem realizadas vendas de medicamentos destinados aos entes descritos no caput. § 2... A aplicação do CAP sobre o Preço Fábrica – PF resultará no Preço Máximo de Vendas ao Governo – PMVG. § 3... O CAP será aplicado sobre o PF. Art. 2... O CAP será aplicado ao preço dos produtos nos seguintes casos: I - Produtos que estejam ou venham a ser incluídos no componente de medicamentos de dispensação excepcional, conforme definido na Portaria n 698, de 30 de março de 2006. II - Produtos que estejam ou venham a ser incluídos no Programa Nacional de DST/AIDS. III - Produtos que estejam ou venham a ser incluídos no 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Desse modo, diante (i) do dever do Estado de garantir o acesso universal e igualitário à saúde (art. 196 da Constituição Federal de 1988/88), por meio de efetivação de políticas públicas que assegurem a toda a população, entre outros, “assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica” (art. 6..., I, ‘d’, da Lei n 8.080/90), e (ii) da diversidade de práticas econômicas e financeiras do mercado farmacêutico nos âmbitos público e privado, o órgão técnico a que fora delegada a competência para regular referida atividade comercial fixou percentual de desconto obrigatório e linear nas vendas de determinados medicamentos ao Poder Público, chamado Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), previsto na Resolução n 4/06 da CMED, nestes termos: “Art. 1... As distribuidoras e as empresas produtoras de medicamentos deverão aplicar o Coeficiente de Adequação de Preço – CAP ao preço dos produtos definidos no art. 2... desta Resolução, sempre que realizarem vendas destinadas a entes da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1... O CAP, previsto na Resolução n 2, de 5 de março de 2004, é um desconto mínimo obrigatório a ser aplicado sempre que forem realizadas vendas de medicamentos destinados aos entes descritos no caput. § 2... A aplicação do CAP sobre o Preço Fábrica – PF resultará no Preço Máximo de Vendas ao Governo – PMVG. § 3... O CAP será aplicado sobre o PF. Art. 2... O CAP será aplicado ao preço dos produtos nos seguintes casos: I - Produtos que estejam ou venham a ser incluídos no componente de medicamentos de dispensação excepcional, conforme definido na Portaria n 698, de 30 de março de 2006. II - Produtos que estejam ou venham a ser incluídos no Programa Nacional de DST/AIDS. III - Produtos que estejam ou venham a ser incluídos no 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF Programa de Sangue e Hemoderivados. IV - Medicamentos antineoplásicos ou medicamentos utilizados como adjuvantes no tratamento do câncer. V - Produtos comprados por força de ação judicial, independente de constarem da relação de que trata o § 1... deste artigo. VI - Produtos classificados nas categorias I, II e V, de acordo com o disposto na Resolução n 2, de 5 de março de 2004, desde que constem da relação de que trata o § 1... deste artigo. § 1... A Secretaria-Executiva editará, em até 90 (noventa) dias da entrada em vigor desta Resolução, comunicado com a relação de produtos cujos preços serão submetidos ao CAP, conforme decisão do Comitê Técnico-Executivo. (…) Art. 4... O CAP fica definido em 24,69%, conforme metodologia descrita nos anexos I e II desta Resolução.” Como se vê, o desconto referente ao CAP opera como fator de ajuste de preços, incidindo sobre o Preço Fábrica/Preço Fabricante (PF), o qual corresponde ao valor máximo pelo qual o laboratório ou o distribuidor poderá comercializar os medicamentos com as empresas varejistas e o Poder Público (salvo nos medicamentos sujeitos à incidência do CAP) – sendo certo, portanto, que, no valor do PF, estão incluídos, entre outros gastos operacionais, o custo com a apresentação e a distribuição dos produtos, bem como a contratação e a manutenção de representantes comerciais, acrescido, ainda, da margem de lucro das empresas. É dessa perspectiva que a União argumenta nas contrarrazões ao recurso em mandado de segurança ora em apreciação: “(…) Deve-se esclarecer que o setor público, diante da sua vocação constitucional de assegurar o direito à saúde, adquire grandes quantidades de medicamentos. O que motivou a política pública de aplicação do CAP foi a constatação de que 21 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF Programa de Sangue e Hemoderivados. IV - Medicamentos antineoplásicos ou medicamentos utilizados como adjuvantes no tratamento do câncer. V - Produtos comprados por força de ação judicial, independente de constarem da relação de que trata o § 1... deste artigo. VI - Produtos classificados nas categorias I, II e V, de acordo com o disposto na Resolução n 2, de 5 de março de 2004, desde que constem da relação de que trata o § 1... deste artigo. § 1... A Secretaria-Executiva editará, em até 90 (noventa) dias da entrada em vigor desta Resolução, comunicado com a relação de produtos cujos preços serão submetidos ao CAP, conforme decisão do Comitê Técnico-Executivo. (…) Art. 4... O CAP fica definido em 24,69%, conforme metodologia descrita nos anexos I e II desta Resolução.” Como se vê, o desconto referente ao CAP opera como fator de ajuste de preços, incidindo sobre o Preço Fábrica/Preço Fabricante (PF), o qual corresponde ao valor máximo pelo qual o laboratório ou o distribuidor poderá comercializar os medicamentos com as empresas varejistas e o Poder Público (salvo nos medicamentos sujeitos à incidência do CAP) – sendo certo, portanto, que, no valor do PF, estão incluídos, entre outros gastos operacionais, o custo com a apresentação e a distribuição dos produtos, bem como a contratação e a manutenção de representantes comerciais, acrescido, ainda, da margem de lucro das empresas. É dessa perspectiva que a União argumenta nas contrarrazões ao recurso em mandado de segurança ora em apreciação: “(…) Deve-se esclarecer que o setor público, diante da sua vocação constitucional de assegurar o direito à saúde, adquire grandes quantidades de medicamentos. O que motivou a política pública de aplicação do CAP foi a constatação de que 21 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF este fato, por si só, gera para as empresas produtoras de medicamentos uma economia considerável de diversos itens que causam grandes impactos em seus custos operacionais, tais como promoção de vendas, que envolve um grande número de pessoas contratadas para fazer visitação à classe médica; de venda a retalho, para o varejo, controle de estoque e controle de pagamento, recebimento, entre outros. E, inobstante a indústria farmacêutica não ser onerada por vários desses custos, a realidade mostra que o governo não adquire medicamentos por preço menor do que é destinado ao mercado privado.” (fl. 507). A aplicação do redutor nas vendas de medicamentos para entes da Administração Pública vai ao encontro da garantia ao acesso universal e igualitário à saúde (art. 196 da Constituição Federal de 1988/88), cuja responsabilidade é partilhada pelo Estado e por toda a sociedade. Assim prescreve o art. 2... da Lei n 8.080/90: “Art. 2... A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. § 1... O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação. § 2... O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade” (grifos nossos). Não há que se falar em arbitrariedade ou ausência de proporcionalidade ou razoabilidade na inclusão do PIB per capita de determinados países no cálculo do Coeficiente de Adequação de Preços, pois referido índice corresponde a indicadores de desenvolvimento socioeconômico de países cujo "preço fábrica" do medicamento poderá 22 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF este fato, por si só, gera para as empresas produtoras de medicamentos uma economia considerável de diversos itens que causam grandes impactos em seus custos operacionais, tais como promoção de vendas, que envolve um grande número de pessoas contratadas para fazer visitação à classe médica; de venda a retalho, para o varejo, controle de estoque e controle de pagamento, recebimento, entre outros. E, inobstante a indústria farmacêutica não ser onerada por vários desses custos, a realidade mostra que o governo não adquire medicamentos por preço menor do que é destinado ao mercado privado.” (fl. 507). A aplicação do redutor nas vendas de medicamentos para entes da Administração Pública vai ao encontro da garantia ao acesso universal e igualitário à saúde (art. 196 da Constituição Federal de 1988/88), cuja responsabilidade é partilhada pelo Estado e por toda a sociedade. Assim prescreve o art. 2... da Lei n 8.080/90: “Art. 2... A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. § 1... O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação. § 2... O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade” (grifos nossos). Não há que se falar em arbitrariedade ou ausência de proporcionalidade ou razoabilidade na inclusão do PIB per capita de determinados países no cálculo do Coeficiente de Adequação de Preços, pois referido índice corresponde a indicadores de desenvolvimento socioeconômico de países cujo "preço fábrica" do medicamento poderá 22 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF influenciar na fixação do "preço fábrica" no Brasil (art. 4..., § 2..., inciso VII, da Resolução CMED n 2/04). Acrescente-se que o juízo de conveniência e oportunidade, in casu, engloba a ponderação acerca da adequação e da necessidade dos critérios utilizados na definição do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), medida própria do órgão administrativo criado com capacidade técnica para esse fim. Com relação ao princípio da proporcionalidade, cito as considerações de Guilherme Peña: “Sob outro ângulo, o princípio do devido processo legal substancial (substantive due process) é provido de conteúdo material, porque assegura o exame do mérito de determinadas valorações administrativas e judiciais, cujo corolário é a proporcionalidade, subdividida em adequação, necessidade, e proporcionalidade em sentido estrito, de sorte que cada medida restritiva de direitos fundamentais deve revelar-se adequada, necessária e proporcional stricto sensu, ou seja, deve corresponder ao meio adequado para a persecução dos fins visados pela lei (adequação), não havendo outro meio menos oneroso para que os fins visados pela lei pudessem ser obtidos (necessidade), sendo imprescindível a ponderação entre a medida restritiva de direitos fundamentais e os fins visados pela lei (proporcionalidade em sentido estrito).” (Moraes, Guilherme Peña de. Curso de Direito Constitucional. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2012. p.98) É imperioso asseverar que, a fim de conter situações de iminente abuso econômico, a Constituição Federal de 1988 agregou preocupação social aos princípios gerais da atividade econômica. Essa visão é extraída da leitura do caput do art. 170 da Constituição Federal de 1988, o qual prescreve que “a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social(...)”. O balizador da ordem econômica ora submetido à apreciação desta Suprema Corte resulta de legítima atuação do Estado na promoção do 23 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF influenciar na fixação do "preço fábrica" no Brasil (art. 4..., § 2..., inciso VII, da Resolução CMED n 2/04). Acrescente-se que o juízo de conveniência e oportunidade, in casu, engloba a ponderação acerca da adequação e da necessidade dos critérios utilizados na definição do Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), medida própria do órgão administrativo criado com capacidade técnica para esse fim. Com relação ao princípio da proporcionalidade, cito as considerações de Guilherme Peña: “Sob outro ângulo, o princípio do devido processo legal substancial (substantive due process) é provido de conteúdo material, porque assegura o exame do mérito de determinadas valorações administrativas e judiciais, cujo corolário é a proporcionalidade, subdividida em adequação, necessidade, e proporcionalidade em sentido estrito, de sorte que cada medida restritiva de direitos fundamentais deve revelar-se adequada, necessária e proporcional stricto sensu, ou seja, deve corresponder ao meio adequado para a persecução dos fins visados pela lei (adequação), não havendo outro meio menos oneroso para que os fins visados pela lei pudessem ser obtidos (necessidade), sendo imprescindível a ponderação entre a medida restritiva de direitos fundamentais e os fins visados pela lei (proporcionalidade em sentido estrito).” (Moraes, Guilherme Peña de. Curso de Direito Constitucional. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2012. p.98) É imperioso asseverar que, a fim de conter situações de iminente abuso econômico, a Constituição Federal de 1988 agregou preocupação social aos princípios gerais da atividade econômica. Essa visão é extraída da leitura do caput do art. 170 da Constituição Federal de 1988, o qual prescreve que “a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social(...)”. O balizador da ordem econômica ora submetido à apreciação desta Suprema Corte resulta de legítima atuação do Estado na promoção do 23 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF acesso universal e igualitário à saúde, direito social garantido pelo art. 196 da Constituição Federal. Guilherme Peña disserta sobre a proteção do direito à saúde pelo Estado, defendendo, entre outros, o acesso gratuito a determinados medicamentos e tratamentos pelo hipossuficiente: “O direito à saúde é implementado por políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação, de acordo com a Lei n 8.080/90, como também a Lei n 9.313/96. (…) A saúde pública é transplantada por órgãos ou entes da Administração Pública, com vistas ao atendimento integral, descentralização administrativa, gratuidade, participação da comunidade e universalidade de acesso aos serviços de saúde, inclusive a distribuição gratuita de medicamentos a hipossuficientes econômicos (…).” (op. cit. p. 577 - grifos nossos) ) Em decisão monocrática, o eminente ministro Celso de Mello realçou a tutela constitucional do direito à saúde, conforme se observa nos trechos da ementa abaixo citados: “(…) O direito à saúde – além de qualificar-se como direito fundamental que assiste a todas as pessoas – representa consequência constitucional indissociável do direito à vida. O Poder Público, qualquer que seja a esfera institucional de sua atuação no plano da organização federativa brasileira, não pode mostrar-se indiferente ao problema da saúde da população, sob pena de incidir, ainda que por omissão, em censurável comportamento inconstitucional. O direito público subjetivo à saúde traduz bem jurídico constitucionalmente tutelado, por cuja integridade deve velar, de modo responsável, O Poder Público (federal, estadual ou municipal), a quem 24 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF acesso universal e igualitário à saúde, direito social garantido pelo art. 196 da Constituição Federal. Guilherme Peña disserta sobre a proteção do direito à saúde pelo Estado, defendendo, entre outros, o acesso gratuito a determinados medicamentos e tratamentos pelo hipossuficiente: “O direito à saúde é implementado por políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação, de acordo com a Lei n 8.080/90, como também a Lei n 9.313/96. (…) A saúde pública é transplantada por órgãos ou entes da Administração Pública, com vistas ao atendimento integral, descentralização administrativa, gratuidade, participação da comunidade e universalidade de acesso aos serviços de saúde, inclusive a distribuição gratuita de medicamentos a hipossuficientes econômicos (…).” (op. cit. p. 577 - grifos nossos) ) Em decisão monocrática, o eminente ministro Celso de Mello realçou a tutela constitucional do direito à saúde, conforme se observa nos trechos da ementa abaixo citados: “(…) O direito à saúde – além de qualificar-se como direito fundamental que assiste a todas as pessoas – representa consequência constitucional indissociável do direito à vida. O Poder Público, qualquer que seja a esfera institucional de sua atuação no plano da organização federativa brasileira, não pode mostrar-se indiferente ao problema da saúde da população, sob pena de incidir, ainda que por omissão, em censurável comportamento inconstitucional. O direito público subjetivo à saúde traduz bem jurídico constitucionalmente tutelado, por cuja integridade deve velar, de modo responsável, O Poder Público (federal, estadual ou municipal), a quem 24 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF incumbe formular – e implementar – políticas sociais e econômicas que visem garantir a plena consecução dos objetivos proclamados no art. 196 da Constituição da República” (Recurso Extraordinário n 241.630/RS, Relator Ministro Celso de Mello, DJ de 3/04/01) Por fim, afasto a alegação de que a atuação estatal, in casu, “tenta mascarar verdadeiro confisco” (fl. 467). A proibição constitucional do confisco corresponde à interdição de qualquer pretensão governamental que possa conduzir à injusta apropriação estatal, no todo ou em parte, do patrimônio ou dos rendimentos do administrado, comprometendo-lhe o exercício do direito a uma existência digna, a prática de atividade profissional lícita ou, ainda, a regular satisfação de suas necessidades vitais básicas. No caso dos autos, não configura atuação injusta do órgão regulador do setor farmacêutico a incidência de desconto obrigatório sobre o "preço fábrica", cujo objetivo é ajustar o teto do valor a ser cobrado da Administração Pública por determinados produtos à circunstância fática de o Estado ser o promotor, em regra, do acesso da população a tratamentos de alta complexidade, com medicamentos de custo elevado e uso continuado, afastando-se, assim, o exercício abusivo do poder econômico por parte de produtores e distribuidores de medicamentos desonerados de custos operacionais ordinários da atividade comercial corrente. Ademais, a formalização de contrato de compra e venda com o Poder Público não é a única atividade econômica possível de ser desenvolvida por empresa distribuidora de medicamentos, não havendo que se falar em comprometimento da atividade de empresa. Ressalto, mais uma vez, que o “preço fábrica/fabricante” corresponde ao valor máximo pelo qual um medicamento pode ser comercializado com as demais empresas, o que não impede a fixação de um preço mais acessível do medicamento, seja mediante a aplicação voluntária de desconto, seja em razão da incidência obrigatória do CAP. Não há, portanto, ato ilegal ou abusivo por parte da autoridade 25 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF incumbe formular – e implementar – políticas sociais e econômicas que visem garantir a plena consecução dos objetivos proclamados no art. 196 da Constituição da República” (Recurso Extraordinário n 241.630/RS, Relator Ministro Celso de Mello, DJ de 3/04/01) Por fim, afasto a alegação de que a atuação estatal, in casu, “tenta mascarar verdadeiro confisco” (fl. 467). A proibição constitucional do confisco corresponde à interdição de qualquer pretensão governamental que possa conduzir à injusta apropriação estatal, no todo ou em parte, do patrimônio ou dos rendimentos do administrado, comprometendo-lhe o exercício do direito a uma existência digna, a prática de atividade profissional lícita ou, ainda, a regular satisfação de suas necessidades vitais básicas. No caso dos autos, não configura atuação injusta do órgão regulador do setor farmacêutico a incidência de desconto obrigatório sobre o "preço fábrica", cujo objetivo é ajustar o teto do valor a ser cobrado da Administração Pública por determinados produtos à circunstância fática de o Estado ser o promotor, em regra, do acesso da população a tratamentos de alta complexidade, com medicamentos de custo elevado e uso continuado, afastando-se, assim, o exercício abusivo do poder econômico por parte de produtores e distribuidores de medicamentos desonerados de custos operacionais ordinários da atividade comercial corrente. Ademais, a formalização de contrato de compra e venda com o Poder Público não é a única atividade econômica possível de ser desenvolvida por empresa distribuidora de medicamentos, não havendo que se falar em comprometimento da atividade de empresa. Ressalto, mais uma vez, que o “preço fábrica/fabricante” corresponde ao valor máximo pelo qual um medicamento pode ser comercializado com as demais empresas, o que não impede a fixação de um preço mais acessível do medicamento, seja mediante a aplicação voluntária de desconto, seja em razão da incidência obrigatória do CAP. Não há, portanto, ato ilegal ou abusivo por parte da autoridade 25 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 38 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 28487 / DF impetrada – Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – ao fundar o Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), o qual opera como índice percentual de incidência obrigatória nos casos previstos nas normas reguladoras do instituto, o que, por conseguinte, nega a existência de direito líquido e certo à não aplicação do CAP no caso em questão. V - DISPOSITIVO Ante o exposto, voto pelo não provimento do recurso ordinário. 26 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Supremo Tribunal Federal RMS 28487 / DF impetrada – Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – ao fundar o Coeficiente de Adequação de Preço (CAP), o qual opera como índice percentual de incidência obrigatória nos casos previstos nas normas reguladoras do instituto, o que, por conseguinte, nega a existência de direito líquido e certo à não aplicação do CAP no caso em questão. V - DISPOSITIVO Ante o exposto, voto pelo não provimento do recurso ordinário. 26 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 38 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA ADV.(A/S) : RAFAEL VILELA BORGES RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482269 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.487 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : EXPRESSA DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS LTDA ADV.(A/S) : RAFAEL VILELA BORGES RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482269 Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 38
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "Mandado de Segurança n 12 . 915 / DF", "MS 12 . 730 / DF", "Mandado de Segurança n 12 . 915 / DF", "MS 12 . 730 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487", "MS 12 . 730 / DF", "MS 12 . 730 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF", "RMS 28487 / DF 484", "RMS 28487 / DF 484", "RMS 28487 / DF", "Recurso Extraordinário 318 . 873 - AgR / SC", "AC n 1 . 033 / DF - AgR - QO", "RMS 28487 / DF", "Recurso Extraordinário 318 . 873 - AgR / SC", "AC n 1 . 033 / DF - 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"UNIÃO", "UNIÃO", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "RAFAEL VILELA BORGES", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "RAFAEL VILELA BORGES", "DIAS TOFFOLI", "Eliana Calmon", "DIAS TOFFOLI", "RAFAEL", "VILELA BORGES", "DIAS TOFFOLI", "Eliana Calmon", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Eliana Calmon", "DIAS TOFFOLI", "Eliana Calmon", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Celso Antônio Bandeira de Mello", "Celso Antônio Bandeira de Mello", "DIAS TOFFOLI", "MELLO , Celso Antônio Bandeira de", "Celso Antônio Bandeira de Mello", "MELLO , Celso Antônio Bandeira de", "Celso Antônio Bandeira de Mello", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "José dos Santos Carvalho Filho", "CARVALHO FILHO , José dos Santos", "José dos Santos Carvalho Filho", "CARVALHO FILHO , José dos Santos", "DIAS TOFFOLI", "José Afonso da Silva", "José Afonso da Silva", "DIAS TOFFOLI", "MELLO , Celso Antônio Bandeira de", "José dos Santos Carvalho Filho", "CARVALHO FILHO , José dos Santos", "MELLO , Celso Antônio Bandeira de", "José dos Santos Carvalho Filho", "CARVALHO FILHO , José dos Santos", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "BITTAR , Eduardo C . B .", "BONAVIDES , Paulo", "MIRANDA", "Jorge", "AGRA ,", "Walber de Moura", "BILAC PINTO , FILHO", "Francisco", "RODRIGUES JUNIOR , Otavio Luiz", "BITTAR , Eduardo C . B .", "BONAVIDES ,", "Paulo", "MIRANDA", "Jorge", "AGRA ,", "Walber de Moura", "BILAC PINTO , FILHO", "Francisco", "RODRIGUES JUNIOR , Otavio Luiz", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Guilherme Peña", "Moraes , Guilherme Peña de", "Guilherme Peña", "Moraes , Guilherme Peña de", "DIAS TOFFOLI", "Guilherme Peña", "Celso de Mello", "Guilherme Peña", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "RAFAEL VILELA BORGES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "RAFAEL VILELA BORGES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 1996", "agosto de 1998", "1994", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 1996", "agosto de 1998", "1994", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2005", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "2005", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", ".", "2012", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "2012", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", ".", "2012", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "2012", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "6", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "6", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "11", "/", "06", "5 de março de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "11", "/", "5 de março de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "4", "/", "93", "1994", "18", "/", "2", "/", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "4", "/", "93", "1990", "1994", "18", "/", "2", "/", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de março de 2001", "26 de junho de 2003", "6 de outubro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de março de 2001", "26 de junho de 2003", "6 de outubro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "200", "24", "/", "08", "/", "2001", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de março de 2004", "30 de março de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de março de 2004", "30 de março de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de março de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de março de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "04", "/", "01", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "04", "/", "01", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "2", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "2", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :TRÊS EDITORIAL LTDA ADV.(A/S) :LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JAIR DOS SANTOS RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HIGINO MAORAES MACAGNANI E OUTRO(A/S) AGRAVO DE INSTRUMENTO – TRASLADO DE PEÇAS – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROTOCOLO – CARIMBO ILEGÍVEL – AFASTAMENTO NO AGRAVO REGIMENTAL. Ante o fato de a peça reveladora do extraordinário estar com o carimbo do protocolo ilegível, é possível demonstrar a data em que interposto, quando da apresentação do agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em prover o agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do ministro Marco Aurélio e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – REDATOR DO ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651400. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :TRÊS EDITORIAL LTDA ADV.(A/S) :LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JAIR DOS SANTOS RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HIGINO MAORAES MACAGNANI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Três Editorial Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Três Editorial Ltda interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional. Decido. Não merece prosperar a irresignação. Na cópia da petição do recurso extraordinário (fls. 230 a 243), o carimbo do protocolo está ilegível. Assim, não é possível verificar a tempestividade do recurso, requisito essencial a sua admissibilidade. Incidência das Súmulas nºs 288 e 639 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: AI nº 624.062/MG–AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/4/07; AI nº 599.971/RS–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 20/6/06; e AI nº 590.476/MG–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 23/2/07, esse último assim ementado: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274294. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :TRÊS EDITORIAL LTDA ADV.(A/S) :LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JAIR DOS SANTOS RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HIGINO MAORAES MACAGNANI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Três Editorial Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Três Editorial Ltda interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional. Decido. Não merece prosperar a irresignação. Na cópia da petição do recurso extraordinário (fls. 230 a 243), o carimbo do protocolo está ilegível. Assim, não é possível verificar a tempestividade do recurso, requisito essencial a sua admissibilidade. Incidência das Súmulas nºs 288 e 639 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: AI nº 624.062/MG–AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/4/07; AI nº 599.971/RS–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 20/6/06; e AI nº 590.476/MG–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 23/2/07, esse último assim ementado: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório AI 822891 AGR / RS ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso extraordinário. Protocolo Ilegível. Súmula 288/STF. Precedentes. 3. Tempestividade. Exame. Competência do Tribunal ad quem. Precedente. 4. Ônus do agravante de fiscalização da correta formação do instrumento. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’. Ressalte-se que o Plenário desta Corte, na sessão de 8/10/08, ao julgar o RE nº 536.881/MG-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, ratificou a orientação de ser incabível neste Supremo Tribunal Federal o suprimento de eventuais falhas ou realização de diligências com o objetivo de viabilizar o conhecimento de recurso interposto nas demais instâncias. Nego provimento ao agravo. Publique-se.” Aduz a agravante, in verbis: “(...) [C]ertamente que no momento da digitalização tal indicação de protocolo do recurso extraordinário pode ter ficado ilegível, embora que nos autos físicos tal indicação possa estar legível (...) Portanto, considerando que tal digitalização não foi realizada pela agravante, não pode a mesma ser apenada pela referida prática. Requer-se, portanto, que se digne Vossa Excelência de determinar o retorno dos autos físicos ao Supremo Tribunal Federal para se verificar a nitidez da peça física juntada aos autos. Por outro lado, existe a possibilidade de se aferir a tempestividade do recurso extraordinário por outros meios. Fato é que o Juízo de Admissibilidade a quo do recurso extraordinário (fls. 253/255) revela que o recurso extraordinário atendia aos pressupostos extrínsecos de admissibilidade, sendo certo que o mesmo somente não foi admitido em face dos pressupostos intrínsecos de admissibilidade.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274294. Supremo Tribunal Federal AI 822891 AGR / RS ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso extraordinário. Protocolo Ilegível. Súmula 288/STF. Precedentes. 3. Tempestividade. Exame. Competência do Tribunal ad quem. Precedente. 4. Ônus do agravante de fiscalização da correta formação do instrumento. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’. Ressalte-se que o Plenário desta Corte, na sessão de 8/10/08, ao julgar o RE nº 536.881/MG-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, ratificou a orientação de ser incabível neste Supremo Tribunal Federal o suprimento de eventuais falhas ou realização de diligências com o objetivo de viabilizar o conhecimento de recurso interposto nas demais instâncias. Nego provimento ao agravo. Publique-se.” Aduz a agravante, in verbis: “(...) [C]ertamente que no momento da digitalização tal indicação de protocolo do recurso extraordinário pode ter ficado ilegível, embora que nos autos físicos tal indicação possa estar legível (...) Portanto, considerando que tal digitalização não foi realizada pela agravante, não pode a mesma ser apenada pela referida prática. Requer-se, portanto, que se digne Vossa Excelência de determinar o retorno dos autos físicos ao Supremo Tribunal Federal para se verificar a nitidez da peça física juntada aos autos. Por outro lado, existe a possibilidade de se aferir a tempestividade do recurso extraordinário por outros meios. Fato é que o Juízo de Admissibilidade a quo do recurso extraordinário (fls. 253/255) revela que o recurso extraordinário atendia aos pressupostos extrínsecos de admissibilidade, sendo certo que o mesmo somente não foi admitido em face dos pressupostos intrínsecos de admissibilidade.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório AI 822891 AGR / RS Em vista das argumentações expostas pela agravante quanto à possibilidade de falha ocorrida na digitalização do processo nesta Corte, determinou-se a subida dos autos físicos para que a questão fosse mais bem examinada. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274294. Supremo Tribunal Federal AI 822891 AGR / RS Em vista das argumentações expostas pela agravante quanto à possibilidade de falha ocorrida na digitalização do processo nesta Corte, determinou-se a subida dos autos físicos para que a questão fosse mais bem examinada. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme relatado, tendo em vista os argumentos da agravante, determinou-se a subida dos autos físicos para que melhor se aferisse a tempestividade do recurso extraordinário. Cumprida essa determinação, constato que, no caso dos autos, o carimbo referente à data em que foi protocolado o recurso extraordinário, cuja cópia da petição original consta nas fls. 230 a 243 dos autos, está ilegível, o que impossibilita a verificação da sua tempestividade. Incidência das Súmulas nº 639/STF. Sobre o tema, anote-se: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso extraordinário. Protocolo ilegível. Súmula 288/STF. Precedentes. 3. Tempestividade. Exame. Competência do Tribunal ad quem. 4. Agravo regimental que se nega provimento” (AI nº 637.341/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 29/2/08). “Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Ausência no traslado de peças indispensáveis à verificação da tempestividade do recurso extraordinário. Aplicação das disposições previstas no § 1º do art. 544 do CPC e nas Súmulas STF nºs 288 e 639. 3. Agravo regimental improvido” (AI nº 623.618/SP-ED, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 27/4/07). Ressalte-se que a comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274295. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme relatado, tendo em vista os argumentos da agravante, determinou-se a subida dos autos físicos para que melhor se aferisse a tempestividade do recurso extraordinário. Cumprida essa determinação, constato que, no caso dos autos, o carimbo referente à data em que foi protocolado o recurso extraordinário, cuja cópia da petição original consta nas fls. 230 a 243 dos autos, está ilegível, o que impossibilita a verificação da sua tempestividade. Incidência das Súmulas nº 639/STF. Sobre o tema, anote-se: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso extraordinário. Protocolo ilegível. Súmula 288/STF. Precedentes. 3. Tempestividade. Exame. Competência do Tribunal ad quem. 4. Agravo regimental que se nega provimento” (AI nº 637.341/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 29/2/08). “Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Ausência no traslado de peças indispensáveis à verificação da tempestividade do recurso extraordinário. Aplicação das disposições previstas no § 1º do art. 544 do CPC e nas Súmulas STF nºs 288 e 639. 3. Agravo regimental improvido” (AI nº 623.618/SP-ED, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 27/4/07). Ressalte-se que a comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 822891 AGR / RS referida tempestividade ser demonstrada no traslado do agravo, mesmo que não haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem. Observe-se, também, que a formação completa do instrumento deve ser efetuada na instância ordinária, sendo incabível o suprimento de eventuais falhas ou a realização de diligências neste Tribunal. Anotem-se, a esse respeito, os seguintes julgados: AI nº 519.466/SP-QO, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 22/10/04; e AI nº 534.627/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 8/9/06. Por fim, como indicado na decisão agravada, a Suprema Corte reiterou esse entendimento quando do julgamento do RE n° 536.881/MG- AgR, Relator o Ministro Eros Grau, em sessão de 8/10/08. Nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274295. Supremo Tribunal Federal AI 822891 AGR / RS referida tempestividade ser demonstrada no traslado do agravo, mesmo que não haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem. Observe-se, também, que a formação completa do instrumento deve ser efetuada na instância ordinária, sendo incabível o suprimento de eventuais falhas ou a realização de diligências neste Tribunal. Anotem-se, a esse respeito, os seguintes julgados: AI nº 519.466/SP-QO, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 22/10/04; e AI nº 534.627/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 8/9/06. Por fim, como indicado na decisão agravada, a Suprema Corte reiterou esse entendimento quando do julgamento do RE n° 536.881/MG- AgR, Relator o Ministro Eros Grau, em sessão de 8/10/08. Nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, perguntaria se, no de número vinte e cinco da lista, houve a comprovação da tempestividade no regimental. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sim. "Na cópia da petição do recurso extraordinário (fls. 230 a 243), o carimbo do protocolo está ilegível [é a questão do carimbo]. Assim, não é possível verificar a tempestividade do recurso (...).” O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Como Vossa Excelência consignou na lista que a oportunidade para instruir o recurso é na interposição – seria o agravo de instrumento –, admito cópia com carimbo ilegível do recebimento do extraordinário e que a questão possa ser tornada estreme de dúvidas, quanto à oportuna interposição do recurso, no regimental. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4306708. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, perguntaria se, no de número vinte e cinco da lista, houve a comprovação da tempestividade no regimental. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sim. "Na cópia da petição do recurso extraordinário (fls. 230 a 243), o carimbo do protocolo está ilegível [é a questão do carimbo]. Assim, não é possível verificar a tempestividade do recurso (...).” O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Como Vossa Excelência consignou na lista que a oportunidade para instruir o recurso é na interposição – seria o agravo de instrumento –, admito cópia com carimbo ilegível do recebimento do extraordinário e que a questão possa ser tornada estreme de dúvidas, quanto à oportuna interposição do recurso, no regimental. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4306708. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia para dar provimento até porque essa formalidade de protocolo ilegível imputado à parte é como se imputasse à parte um defeito atribuível ao próprio Poder Judiciário: o protocolo ilegível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3985068. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia para dar provimento até porque essa formalidade de protocolo ilegível imputado à parte é como se imputasse à parte um defeito atribuível ao próprio Poder Judiciário: o protocolo ilegível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3985068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Eu acompanho Vossas Excelências. Lá, no TST, adotava exatamente a posição do Ministro Dias Toffoli que era a consagrada, mas, aqui, acatei os fundamentos de Vossas Excelências, pois acho mais adequado, dando provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075431. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Eu acompanho Vossas Excelências. Lá, no TST, adotava exatamente a posição do Ministro Dias Toffoli que era a consagrada, mas, aqui, acatei os fundamentos de Vossas Excelências, pois acho mais adequado, dando provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Esclarecimento 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agora, o meu voto é apenas para afastar o óbice e, então, o ministro relator analisará o restante do agravo. Não é para a subida do extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3993108. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agora, o meu voto é apenas para afastar o óbice e, então, o ministro relator analisará o restante do agravo. Não é para a subida do extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3993108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : TRÊS EDITORIAL LTDA ADV.(A/S) : LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JAIR DOS SANTOS RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HIGINO MAORAES MACAGNANI E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913113 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : TRÊS EDITORIAL LTDA ADV.(A/S) : LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JAIR DOS SANTOS RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HIGINO MAORAES MACAGNANI E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913113 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4682038
2013-05-21T00:00:00
2013-10-17T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
AGRAVO DE INSTRUMENTO – TRASLADO DE PEÇAS – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROTOCOLO – CARIMBO ILEGÍVEL – AFASTAMENTO NO AGRAVO REGIMENTAL. Ante o fato de a peça reveladora do extraordinário estar com o carimbo do protocolo ilegível, é possível demonstrar a data em que interposto, quando da apresentação do agravo regimental.
sjur245296
- Acórdão(s) citado(s): (PROTOCOLO, TEMPESTIVIDADE) AI 637341 AgR (2ªT), AI 623618 ED (TP). (FORMAÇÃO, AGR) AI 519466 QO (1ªT), AI 534627 AgR (2ªT), RE 536881 AgR (TP). Número de páginas: 11. Análise: 05/11/2013, AUR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
822891
[ "LEG-FED SUMSTF-000639 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 822891 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : TRÊS EDITORIAL LTDA ADV.(A/S) : LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JAIR DOS SANTOS RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HIGINO MAORAES MACAGNANI E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :TRÊS EDITORIAL LTDA ADV.(A/S) :LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JAIR DOS SANTOS RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HIGINO MAORAES MACAGNANI E OUTRO(A/S) AGRAVO DE INSTRUMENTO – TRASLADO DE PEÇAS – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROTOCOLO – CARIMBO ILEGÍVEL – AFASTAMENTO NO AGRAVO REGIMENTAL. Ante o fato de a peça reveladora do extraordinário estar com o carimbo do protocolo ilegível, é possível demonstrar a data em que interposto, quando da apresentação do agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em prover o agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do ministro Marco Aurélio e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – REDATOR DO ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651400. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :TRÊS EDITORIAL LTDA ADV.(A/S) :LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JAIR DOS SANTOS RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HIGINO MAORAES MACAGNANI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Três Editorial Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Três Editorial Ltda interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional. Decido. Não merece prosperar a irresignação. Na cópia da petição do recurso extraordinário (fls. 230 a 243), o carimbo do protocolo está ilegível. Assim, não é possível verificar a tempestividade do recurso, requisito essencial a sua admissibilidade. Incidência das Súmulas ns 288 e 639 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: AI n 624.062/MG–AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/4/07; AI n 599.971/RS–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 20/6/06; e AI n 590.476/MG–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 23/2/07, esse último assim ementado: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274294. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :TRÊS EDITORIAL LTDA ADV.(A/S) :LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JAIR DOS SANTOS RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HIGINO MAORAES MACAGNANI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Três Editorial Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Três Editorial Ltda interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional. Decido. Não merece prosperar a irresignação. Na cópia da petição do recurso extraordinário (fls. 230 a 243), o carimbo do protocolo está ilegível. Assim, não é possível verificar a tempestividade do recurso, requisito essencial a sua admissibilidade. Incidência das Súmulas ns 288 e 639 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: AI n 624.062/MG–AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/4/07; AI n 599.971/RS–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 20/6/06; e AI n 590.476/MG–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 23/2/07, esse último assim ementado: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório AI 822891 AGR / RS ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso extraordinário. Protocolo Ilegível. Súmula 288/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. Tempestividade. Exame. Competência do Tribunal ad quem. Precedente. 4. Ônus do agravante de fiscalização da correta formação do instrumento. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’. Ressalte-se que o Plenário desta Corte, na sessão de 8/10/08, ao julgar o Recurso Extraordinário n 536.881/MG-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, ratificou a orientação de ser incabível neste Supremo Tribunal Federal o suprimento de eventuais falhas ou realização de diligências com o objetivo de viabilizar o conhecimento de recurso interposto nas demais instâncias. Nego provimento ao agravo. Publique-se.” Aduz a agravante, in verbis: “(...) [C]ertamente que no momento da digitalização tal indicação de protocolo do recurso extraordinário pode ter ficado ilegível, embora que nos autos físicos tal indicação possa estar legível (...) Portanto, considerando que tal digitalização não foi realizada pela agravante, não pode a mesma ser apenada pela referida prática. Requer-se, portanto, que se digne Vossa Excelência de determinar o retorno dos autos físicos ao Supremo Tribunal Federal para se verificar a nitidez da peça física juntada aos autos. Por outro lado, existe a possibilidade de se aferir a tempestividade do recurso extraordinário por outros meios. Fato é que o Juízo de Admissibilidade a quo do recurso extraordinário (fls. 253/255) revela que o recurso extraordinário atendia aos pressupostos extrínsecos de admissibilidade, sendo certo que o mesmo somente não foi admitido em face dos pressupostos intrínsecos de admissibilidade.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274294. Supremo Tribunal Federal AI 822891 AGR / RS ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso extraordinário. Protocolo Ilegível. Súmula 288/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. Tempestividade. Exame. Competência do Tribunal ad quem. Precedente. 4. Ônus do agravante de fiscalização da correta formação do instrumento. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’. Ressalte-se que o Plenário desta Corte, na sessão de 8/10/08, ao julgar o Recurso Extraordinário n 536.881/MG-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, ratificou a orientação de ser incabível neste Supremo Tribunal Federal o suprimento de eventuais falhas ou realização de diligências com o objetivo de viabilizar o conhecimento de recurso interposto nas demais instâncias. Nego provimento ao agravo. Publique-se.” Aduz a agravante, in verbis: “(...) [C]ertamente que no momento da digitalização tal indicação de protocolo do recurso extraordinário pode ter ficado ilegível, embora que nos autos físicos tal indicação possa estar legível (...) Portanto, considerando que tal digitalização não foi realizada pela agravante, não pode a mesma ser apenada pela referida prática. Requer-se, portanto, que se digne Vossa Excelência de determinar o retorno dos autos físicos ao Supremo Tribunal Federal para se verificar a nitidez da peça física juntada aos autos. Por outro lado, existe a possibilidade de se aferir a tempestividade do recurso extraordinário por outros meios. Fato é que o Juízo de Admissibilidade a quo do recurso extraordinário (fls. 253/255) revela que o recurso extraordinário atendia aos pressupostos extrínsecos de admissibilidade, sendo certo que o mesmo somente não foi admitido em face dos pressupostos intrínsecos de admissibilidade.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório AI 822891 AGR / RS Em vista das argumentações expostas pela agravante quanto à possibilidade de falha ocorrida na digitalização do processo nesta Corte, determinou-se a subida dos autos físicos para que a questão fosse mais bem examinada. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274294. Supremo Tribunal Federal AI 822891 AGR / RS Em vista das argumentações expostas pela agravante quanto à possibilidade de falha ocorrida na digitalização do processo nesta Corte, determinou-se a subida dos autos físicos para que a questão fosse mais bem examinada. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme relatado, tendo em vista os argumentos da agravante, determinou-se a subida dos autos físicos para que melhor se aferisse a tempestividade do recurso extraordinário. Cumprida essa determinação, constato que, no caso dos autos, o carimbo referente à data em que foi protocolado o recurso extraordinário, cuja cópia da petição original consta nas fls. 230 a 243 dos autos, está ilegível, o que impossibilita a verificação da sua tempestividade. Incidência das Súmulas n 639/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anote-se: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso extraordinário. Protocolo ilegível. Súmula 288/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. Tempestividade. Exame. Competência do Tribunal ad quem. 4. Agravo regimental que se nega provimento” (AI n 637.341/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 29/2/08). “Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Ausência no traslado de peças indispensáveis à verificação da tempestividade do recurso extraordinário. Aplicação das disposições previstas no § 1... do art. 544 do Código de Processo Civil e nas Súmulas Supremo Tribunal Federal ns 288 e 639. 3. Agravo regimental improvido” (AI n 623.618/SP-ED, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 27/4/07). Ressalte-se que a comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274295. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme relatado, tendo em vista os argumentos da agravante, determinou-se a subida dos autos físicos para que melhor se aferisse a tempestividade do recurso extraordinário. Cumprida essa determinação, constato que, no caso dos autos, o carimbo referente à data em que foi protocolado o recurso extraordinário, cuja cópia da petição original consta nas fls. 230 a 243 dos autos, está ilegível, o que impossibilita a verificação da sua tempestividade. Incidência das Súmulas n 639/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anote-se: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso extraordinário. Protocolo ilegível. Súmula 288/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. Tempestividade. Exame. Competência do Tribunal ad quem. 4. Agravo regimental que se nega provimento” (AI n 637.341/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 29/2/08). “Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Ausência no traslado de peças indispensáveis à verificação da tempestividade do recurso extraordinário. Aplicação das disposições previstas no § 1... do art. 544 do Código de Processo Civil e nas Súmulas Supremo Tribunal Federal ns 288 e 639. 3. Agravo regimental improvido” (AI n 623.618/SP-ED, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 27/4/07). Ressalte-se que a comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 822891 AGR / RS referida tempestividade ser demonstrada no traslado do agravo, mesmo que não haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem. Observe-se, também, que a formação completa do instrumento deve ser efetuada na instância ordinária, sendo incabível o suprimento de eventuais falhas ou a realização de diligências neste Tribunal. Anotem-se, a esse respeito, os seguintes julgados: AI n 519.466/SP-QO, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 22/10/04; e AI n 534.627/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 8/9/06. Por fim, como indicado na decisão agravada, a Suprema Corte reiterou esse entendimento quando do julgamento do Recurso Extraordinário n 536.881/MG- AgR, Relator o Ministro Eros Grau, em sessão de 8/10/08. Nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274295. Supremo Tribunal Federal AI 822891 AGR / RS referida tempestividade ser demonstrada no traslado do agravo, mesmo que não haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem. Observe-se, também, que a formação completa do instrumento deve ser efetuada na instância ordinária, sendo incabível o suprimento de eventuais falhas ou a realização de diligências neste Tribunal. Anotem-se, a esse respeito, os seguintes julgados: AI n 519.466/SP-QO, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 22/10/04; e AI n 534.627/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 8/9/06. Por fim, como indicado na decisão agravada, a Suprema Corte reiterou esse entendimento quando do julgamento do Recurso Extraordinário n 536.881/MG- AgR, Relator o Ministro Eros Grau, em sessão de 8/10/08. Nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, perguntaria se, no de número vinte e cinco da lista, houve a comprovação da tempestividade no regimental. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sim. "Na cópia da petição do recurso extraordinário (fls. 230 a 243), o carimbo do protocolo está ilegível [é a questão do carimbo]. Assim, não é possível verificar a tempestividade do recurso (...).” O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Como Vossa Excelência consignou na lista que a oportunidade para instruir o recurso é na interposição – seria o agravo de instrumento –, admito cópia com carimbo ilegível do recebimento do extraordinário e que a questão possa ser tornada estreme de dúvidas, quanto à oportuna interposição do recurso, no regimental. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4306708. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, perguntaria se, no de número vinte e cinco da lista, houve a comprovação da tempestividade no regimental. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sim. "Na cópia da petição do recurso extraordinário (fls. 230 a 243), o carimbo do protocolo está ilegível [é a questão do carimbo]. Assim, não é possível verificar a tempestividade do recurso (...).” O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Como Vossa Excelência consignou na lista que a oportunidade para instruir o recurso é na interposição – seria o agravo de instrumento –, admito cópia com carimbo ilegível do recebimento do extraordinário e que a questão possa ser tornada estreme de dúvidas, quanto à oportuna interposição do recurso, no regimental. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4306708. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia para dar provimento até porque essa formalidade de protocolo ilegível imputado à parte é como se imputasse à parte um defeito atribuível ao próprio Poder Judiciário: o protocolo ilegível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3985068. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia para dar provimento até porque essa formalidade de protocolo ilegível imputado à parte é como se imputasse à parte um defeito atribuível ao próprio Poder Judiciário: o protocolo ilegível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3985068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Eu acompanho Vossas Excelências. Lá, no Tribunal Superior do Trabalho, adotava exatamente a posição do Ministro Dias Toffoli que era a consagrada, mas, aqui, acatei os fundamentos de Vossas Excelências, pois acho mais adequado, dando provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075431. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Eu acompanho Vossas Excelências. Lá, no Tribunal Superior do Trabalho, adotava exatamente a posição do Ministro Dias Toffoli que era a consagrada, mas, aqui, acatei os fundamentos de Vossas Excelências, pois acho mais adequado, dando provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Esclarecimento 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agora, o meu voto é apenas para afastar o óbice e, então, o ministro relator analisará o restante do agravo. Não é para a subida do extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3993108. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agora, o meu voto é apenas para afastar o óbice e, então, o ministro relator analisará o restante do agravo. Não é para a subida do extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3993108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : TRÊS EDITORIAL LTDA ADV.(A/S) : LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JAIR DOS SANTOS RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HIGINO MAORAES MACAGNANI E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913113 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 822.891 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : TRÊS EDITORIAL LTDA ADV.(A/S) : LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JAIR DOS SANTOS RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HIGINO MAORAES MACAGNANI E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913113 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 822 . 891", "AI n 624 . 062 / MG – AgR", "AI n 599 . 971 / RS – AgR", "AI n 590", ".", "476", "/", "MG", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 822 . 891", "AI n 624 . 062 / MG – AgR", "AI n 599 . 971 / RS – AgR", "AI n 590 . 476 / MG – AgR", "AI 822891 AGR / RS", "Súmula 288 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 536 . 881 / MG - AgR", "AI 822891 AGR / RS", "Súmula 288 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 536 . 881 / MG - AgR", "AI 822891 AGR / RS", "AI 822891 AGR / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 822 . 891", "Súmulas n 639 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 288 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 637 . 341 / SP - AgR", "Súmulas", "AI n 623 . 618 / SP - ED", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 822 . 891", "Súmulas n 639 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 288 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 637 . 341 / SP - AgR", "Súmulas", "AI n 623 . 618 / SP", "AI 822891 AGR / RS", "AI n 519 . 466 / SP - QO", "AI n 534 . 627 / MG - AgR", "Recurso 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Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "TRÊS EDITORIAL LTDA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA 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SANTOS RODRIGUES", "HIGINO MAORAES MACAGNANI", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA", "JAIR DOS SANTOS RODRIGUES", "HIGINO MAORAES MACAGNANI", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA", "JAIR DOS SANTOS RODRIGUES", "HIGINO MAORAES MACAGNANI", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA", "JAIR DOS SANTOS RODRIGUES", "HIGINO MAORAES MACAGNANI", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA", "JAIR DOS SANTOS RODRIGUES", "HIGINO MAORAES MACAGNANI", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "05", "/", "2013", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "20", "/", "4", "/", "07", "20", "/", "6", "/", "06", "23", "/", "2", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "20", "/", "4", "/", "07", "20", "/", "6", "/", "06", "23", "/", "2", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "10", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "10", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "29", "/", "2", "/", "08", "27", "/", "4", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "29", "/", "2", "/", "08", "27", "/", "4", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "04", "8", "/", "9", "/", "06", "8", "/", "10", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "04", "8", "/", "9", "/", "06", "8", "/", "10", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "21", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) :ERICK VENÂNCIO LIMA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :FLORINDO SILVESTRE POERSCH ADV.(A/S) :ARMANDO DANTAS DO NASCIMENTO JUNIOR AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE LIT.PAS.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS LIT.PAS.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE COMPETÊNCIA – MANDADO DE SEGURANÇA – SECCIONAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL E TRIBUNAL DE JUSTIÇA – CONFLITO FEDERATIVO – INEXISTÊNCIA. Descabe vislumbrar, em descompasso entre seccional da Ordem dos Advogados do Brasil e Presidente de Tribunal de Justiça, conflito federativo. Impugnado ato administrativo do Presidente do Tribunal, surge a competência deste último para julgar a impetração. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3506256. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão MS 31396 AGR / AC Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no mandado de segurança, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3506256. Supremo Tribunal Federal MS 31396 AGR / AC Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no mandado de segurança, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3506256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) :ERICK VENÂNCIO LIMA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :FLORINDO SILVESTRE POERSCH ADV.(A/S) :ARMANDO DANTAS DO NASCIMENTO JUNIOR AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE LIT.PAS.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS LIT.PAS.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio de decisão de 16 de julho de 2012, declinei da competência relativa ao julgamento do mandado de segurança para o Tribunal de Justiça do Estado do Acre, consignando: COMPETÊNCIA – MANDADO DE SEGURANÇA – ATO DE TRIBUNAL. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Estado do Acre argui a ilegalidade de ato administrativo praticado pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, apontando como litisconsortes passivos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) :ERICK VENÂNCIO LIMA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :FLORINDO SILVESTRE POERSCH ADV.(A/S) :ARMANDO DANTAS DO NASCIMENTO JUNIOR AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE LIT.PAS.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS LIT.PAS.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio de decisão de 16 de julho de 2012, declinei da competência relativa ao julgamento do mandado de segurança para o Tribunal de Justiça do Estado do Acre, consignando: COMPETÊNCIA – MANDADO DE SEGURANÇA – ATO DE TRIBUNAL. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Estado do Acre argui a ilegalidade de ato administrativo praticado pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, apontando como litisconsortes passivos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório MS 31396 AGR / AC necessários a Associação dos Membros do Ministério Público do Estado do Acre e o próprio Ministério Público do Acre. Assevera caber ao Supremo julgar a medida, consoante precedentes fixados nos Mandados de Segurança nº 25.624 e nº 26.179, porquanto presente o potencial conflito federativo. Diz que, nos artigos 44, inciso II, 57 e 58 da Lei nº 8.906/1994, lhe é assegurada a condição de representante exclusivo da classe dos advogados na circunscrição territorial do Estado do Acre e a prerrogativa de elaborar as listas sêxtuplas destinadas ao preenchimento de vagas em tribunais. Daí, ressalta, defluiria a legitimidade ativa para a propositura da ação. Segundo narra, o Tribunal de Justiça do Estado do Acre é composto, atualmente, por nove desembargadores. Com a edição da Lei Complementar estadual nº 240, de 29 de dezembro de 2011, foram criadas três novas vagas, uma delas condicionada à existência de disponibilidade orçamentária. Conforme alega, a autoridade tida como coatora proferiu despacho determinando o início dos procedimentos administrativos para o preenchimento das duas novas vagas, assentando, no referido ato, que a décima será destinada aos membros da magistratura de carreira, e a décima primeira provida com egresso do Ministério Público estadual. Articula com o descumprimento do princípio da alternância e do tratamento isonômico entre as classes destinatárias do quinto constitucional. Isso porque, quando da instalação do Tribunal de Justiça, em 15 de junho de 1963, o colegiado era composto de dois desembargadores oriundos da magistratura e de um egresso do Ministério Público. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Supremo Tribunal Federal MS 31396 AGR / AC necessários a Associação dos Membros do Ministério Público do Estado do Acre e o próprio Ministério Público do Acre. Assevera caber ao Supremo julgar a medida, consoante precedentes fixados nos Mandados de Segurança nº 25.624 e nº 26.179, porquanto presente o potencial conflito federativo. Diz que, nos artigos 44, inciso II, 57 e 58 da Lei nº 8.906/1994, lhe é assegurada a condição de representante exclusivo da classe dos advogados na circunscrição territorial do Estado do Acre e a prerrogativa de elaborar as listas sêxtuplas destinadas ao preenchimento de vagas em tribunais. Daí, ressalta, defluiria a legitimidade ativa para a propositura da ação. Segundo narra, o Tribunal de Justiça do Estado do Acre é composto, atualmente, por nove desembargadores. Com a edição da Lei Complementar estadual nº 240, de 29 de dezembro de 2011, foram criadas três novas vagas, uma delas condicionada à existência de disponibilidade orçamentária. Conforme alega, a autoridade tida como coatora proferiu despacho determinando o início dos procedimentos administrativos para o preenchimento das duas novas vagas, assentando, no referido ato, que a décima será destinada aos membros da magistratura de carreira, e a décima primeira provida com egresso do Ministério Público estadual. Articula com o descumprimento do princípio da alternância e do tratamento isonômico entre as classes destinatárias do quinto constitucional. Isso porque, quando da instalação do Tribunal de Justiça, em 15 de junho de 1963, o colegiado era composto de dois desembargadores oriundos da magistratura e de um egresso do Ministério Público. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório MS 31396 AGR / AC Afirma que a primeira vaga ímpar reservada ao quinto constitucional foi preenchida pelo promotor de Justiça Mário Strano, atualmente em exercício no Tribunal. Argumenta que o desembargador Samoel Martins Evangelista, oriundo do Ministério Público, com a expansão da composição para nove desembargadores, veio a ocupar a segunda vaga reservada ao quinto constitucional, alcançando-se assim a paridade. Aponta como violado o disposto no § 2º do artigo 100 da Lei Complementar nº 35/1979 e no artigo 57 do Regimento Interno do Tribunal, que preveem o preenchimento alternado, entre Ministério Público e advocacia, quando a composição do Tribunal revelar número ímpar. Consoante diz, a carreira contemplada no preenchimento alternado da primeira vaga ímpar não poderia ser novamente agraciada com a nomeação para a segunda vaga ímpar. Ressalta ter havido desrespeito ao princípio da isonomia, assegurado no artigo 94 da Lei Maior. Reporta- se à decisão proferida pelo Supremo no Mandado de Segurança nº 20.597, relator ministro Octavio Galloti. Defende que a atribuição da segunda vaga ímpar ao Ministério Público coloca os advogados em situação de inferioridade na composição do Poder Judiciário local. Sob o ângulo do risco, salienta já ter-se iniciado o procedimento para formação da lista sêxtupla do Ministério Público. Alude ao envio de comunicação à Procuradoria-Geral de Justiça e à publicação do Edital nº 10/2012, dando ciência à coletividade a respeito da decisão. Assevera que nomear alguém para a vaga em disputa seria temerário, porquanto, com o julgamento do mérito da impetração, poderia haver a necessidade de se desfazer o ato. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Supremo Tribunal Federal MS 31396 AGR / AC Afirma que a primeira vaga ímpar reservada ao quinto constitucional foi preenchida pelo promotor de Justiça Mário Strano, atualmente em exercício no Tribunal. Argumenta que o desembargador Samoel Martins Evangelista, oriundo do Ministério Público, com a expansão da composição para nove desembargadores, veio a ocupar a segunda vaga reservada ao quinto constitucional, alcançando-se assim a paridade. Aponta como violado o disposto no § 2º do artigo 100 da Lei Complementar nº 35/1979 e no artigo 57 do Regimento Interno do Tribunal, que preveem o preenchimento alternado, entre Ministério Público e advocacia, quando a composição do Tribunal revelar número ímpar. Consoante diz, a carreira contemplada no preenchimento alternado da primeira vaga ímpar não poderia ser novamente agraciada com a nomeação para a segunda vaga ímpar. Ressalta ter havido desrespeito ao princípio da isonomia, assegurado no artigo 94 da Lei Maior. Reporta- se à decisão proferida pelo Supremo no Mandado de Segurança nº 20.597, relator ministro Octavio Galloti. Defende que a atribuição da segunda vaga ímpar ao Ministério Público coloca os advogados em situação de inferioridade na composição do Poder Judiciário local. Sob o ângulo do risco, salienta já ter-se iniciado o procedimento para formação da lista sêxtupla do Ministério Público. Alude ao envio de comunicação à Procuradoria-Geral de Justiça e à publicação do Edital nº 10/2012, dando ciência à coletividade a respeito da decisão. Assevera que nomear alguém para a vaga em disputa seria temerário, porquanto, com o julgamento do mérito da impetração, poderia haver a necessidade de se desfazer o ato. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório MS 31396 AGR / AC Postula a suspensão liminar do Processo Administrativo nº 0000227-69.2012.8.01.0000, instaurado pelo Tribunal de Justiça do Acre, com a finalidade de impedir, por ora, o provimento da décima primeira vaga de desembargador, até solucionar-se a questão. No mérito, pede seja reconhecida a ilegalidade do ato formalizado pela autoridade impetrada, assentando-se que a vaga deve ser preenchida por integrante da classe dos advogados. O processo encontra-se concluso para apreciação do pleito de medida acauteladora. 2. Inexiste a possibilidade de vislumbrar conflito federativo. O fenômeno pressupõe, de início, interesses antagônicos entre unidades da Federação. No caso, o mandado de segurança foi impetrado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Estado do Acre contra o Presidente do Tribunal de Justiça do referido Estado, estando envolvidos também associação e Ministério Público locais. 3. Declino da competência para o Tribunal de Justiça do Estado do Acre. 4. Remetam-lhe o processo. 5. Publiquem. No agravo regimental, a Ordem dos Advogados do Brasil, por meio do Conselho Seccional do Acre, afirma possuir atribuições que lhe caracterizam como entidade federal, exercendo atividades próprias de Estado. Sob essa óptica, estaria configurado o conflito versado no artigo 102, inciso I, alínea “f”, da Carta da República. Menciona como precedentes os acórdãos alusivos aos seguintes processos: Questão de Ordem na Ação Cível Originária nº 684/MG, da relatoria do ministro Dias Toffoli, publicado no Diário da Justiça eletrônico de 4 de agosto de 2005, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Supremo Tribunal Federal MS 31396 AGR / AC Postula a suspensão liminar do Processo Administrativo nº 0000227-69.2012.8.01.0000, instaurado pelo Tribunal de Justiça do Acre, com a finalidade de impedir, por ora, o provimento da décima primeira vaga de desembargador, até solucionar-se a questão. No mérito, pede seja reconhecida a ilegalidade do ato formalizado pela autoridade impetrada, assentando-se que a vaga deve ser preenchida por integrante da classe dos advogados. O processo encontra-se concluso para apreciação do pleito de medida acauteladora. 2. Inexiste a possibilidade de vislumbrar conflito federativo. O fenômeno pressupõe, de início, interesses antagônicos entre unidades da Federação. No caso, o mandado de segurança foi impetrado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Estado do Acre contra o Presidente do Tribunal de Justiça do referido Estado, estando envolvidos também associação e Ministério Público locais. 3. Declino da competência para o Tribunal de Justiça do Estado do Acre. 4. Remetam-lhe o processo. 5. Publiquem. No agravo regimental, a Ordem dos Advogados do Brasil, por meio do Conselho Seccional do Acre, afirma possuir atribuições que lhe caracterizam como entidade federal, exercendo atividades próprias de Estado. Sob essa óptica, estaria configurado o conflito versado no artigo 102, inciso I, alínea “f”, da Carta da República. Menciona como precedentes os acórdãos alusivos aos seguintes processos: Questão de Ordem na Ação Cível Originária nº 684/MG, da relatoria do ministro Dias Toffoli, publicado no Diário da Justiça eletrônico de 4 de agosto de 2005, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório MS 31396 AGR / AC Questão de Ordem no Mandado de Segurança nº 25.624/SP, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, veiculado no Diário da Justiça eletrônico de 3 de novembro de 2005, e no Agravo Regimental no Mandado de Segurança nº 26.179/MA, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, publicado em 28 de março de 2007. O agravado, na contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Supremo Tribunal Federal MS 31396 AGR / AC Questão de Ordem no Mandado de Segurança nº 25.624/SP, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, veiculado no Diário da Justiça eletrônico de 3 de novembro de 2005, e no Agravo Regimental no Mandado de Segurança nº 26.179/MA, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, publicado em 28 de março de 2007. O agravado, na contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça encontra-se assinada digitalmente por profissional da advocacia regularmente constituído. A decisão atacada mediante este recurso foi publicada no Diário da Justiça eletrônico de 6 de agosto de 2012, segunda-feira. Este recurso veio a ser protocolado no dia 8 seguinte, quarta-feira, dentro do prazo fixado em lei. Conheço. A impetrante busca o afastamento do ato por meio do qual o Tribunal de Justiça do Estado do Acre determinou o início dos procedimentos administrativos para o preenchimento das duas novas vagas, assentando que a décima será destinada aos membros da magistratura de carreira e a décima primeira provida com egresso do Ministério Público estadual. Para decidir sobre o acerto, ou não, desse pronunciamento, competente é o próprio Tribunal estadual. O Supremo assentou que as ações envolvendo membros da Federação e respectivas entidades da administração indireta conducentes à competência originária versada na Carta da República são aquelas que revelam efetivo risco à harmonia federativa. A norma constitucional visa atribuir a este Tribunal o papel de árbitro das crises da Federação, e não de juízo ordinário de toda e qualquer controvérsia jurídica em que estejam em confronto os entes que compõem o Estado brasileiro. A leitura teleológica do Diploma Maior leva à conclusão apontada, já reiterada pelo Plenário – Questão de Ordem na Ação Cível Originária nº 417, relator ministro Sepúlveda Pertence. Na espécie, inexiste conflito entre autarquia federal e Estado- membro sobre a competência para credenciar e autorizar o funcionamento de curso de nível superior de entidade privada de ensino. Daí se mostrar inadequado o precedente relativo à Questão de Ordem na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451035. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça encontra-se assinada digitalmente por profissional da advocacia regularmente constituído. A decisão atacada mediante este recurso foi publicada no Diário da Justiça eletrônico de 6 de agosto de 2012, segunda-feira. Este recurso veio a ser protocolado no dia 8 seguinte, quarta-feira, dentro do prazo fixado em lei. Conheço. A impetrante busca o afastamento do ato por meio do qual o Tribunal de Justiça do Estado do Acre determinou o início dos procedimentos administrativos para o preenchimento das duas novas vagas, assentando que a décima será destinada aos membros da magistratura de carreira e a décima primeira provida com egresso do Ministério Público estadual. Para decidir sobre o acerto, ou não, desse pronunciamento, competente é o próprio Tribunal estadual. O Supremo assentou que as ações envolvendo membros da Federação e respectivas entidades da administração indireta conducentes à competência originária versada na Carta da República são aquelas que revelam efetivo risco à harmonia federativa. A norma constitucional visa atribuir a este Tribunal o papel de árbitro das crises da Federação, e não de juízo ordinário de toda e qualquer controvérsia jurídica em que estejam em confronto os entes que compõem o Estado brasileiro. A leitura teleológica do Diploma Maior leva à conclusão apontada, já reiterada pelo Plenário – Questão de Ordem na Ação Cível Originária nº 417, relator ministro Sepúlveda Pertence. Na espécie, inexiste conflito entre autarquia federal e Estado- membro sobre a competência para credenciar e autorizar o funcionamento de curso de nível superior de entidade privada de ensino. Daí se mostrar inadequado o precedente relativo à Questão de Ordem na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO MS 31396 AGR / AC Ação Cível Originária nº 684, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, evocado pela agravante. Na Questão de Ordem no Mandado de Segurança nº 25.624/SP, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, em que o Supremo assentou a própria competência para julgar caso semelhante, proferi voto divergente, no exato sentido da decisão singular. No Mandado de Segurança nº 26.179/MA, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, apreciado pelo Plenário, a impetrante era associação de classe, situação diversa da ora analisada. Ante o exposto, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451035. Supremo Tribunal Federal MS 31396 AGR / AC Ação Cível Originária nº 684, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, evocado pela agravante. Na Questão de Ordem no Mandado de Segurança nº 25.624/SP, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, em que o Supremo assentou a própria competência para julgar caso semelhante, proferi voto divergente, no exato sentido da decisão singular. No Mandado de Segurança nº 26.179/MA, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, apreciado pelo Plenário, a impetrante era associação de classe, situação diversa da ora analisada. Ante o exposto, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) : Erick Venâncio Lima do Nascimento ADV.(A/S) : FLORINDO SILVESTRE POERSCH ADV.(A/S) : ARMANDO DANTAS DO NASCIMENTO JUNIOR AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE LIT.PAS.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS LIT.PAS.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482272 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) : Erick Venâncio Lima do Nascimento ADV.(A/S) : FLORINDO SILVESTRE POERSCH ADV.(A/S) : ARMANDO DANTAS DO NASCIMENTO JUNIOR AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE LIT.PAS.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS LIT.PAS.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482272 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3786871
2013-02-26T00:00:00
2013-05-14T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 26.2.2013.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
COMPETÊNCIA – MANDADO DE SEGURANÇA – SECCIONAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL E TRIBUNAL DE JUSTIÇA – CONFLITO FEDERATIVO – INEXISTÊNCIA. Descabe vislumbrar, em descompasso entre seccional da Ordem dos Advogados do Brasil e Presidente de Tribunal de Justiça, conflito federativo. Impugnado ato administrativo do Presidente do Tribunal, surge a competência deste último para julgar a impetração.
sjur230160
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), CONFLITO FEDERATIVO) ACO 417 QO, ACO 684, MS 25624, MS 26179 AgR. Número de páginas: 10. Análise: 03/06/2013, MMR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
31396
null
MS-AgR
acordaos
MS 31396 AgR
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AGTE.(S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) : ERICK VENÂNCIO LIMA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : FLORINDO SILVESTRE POERSCH ADV.(A/S) : ARMANDO DANTAS DO NASCIMENTO JUNIOR AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE LIT.PAS.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS LIT.PAS.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE
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Ementa e Acórdão 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) :ERICK VENÂNCIO LIMA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :FLORINDO SILVESTRE POERSCH ADV.(A/S) :ARMANDO DANTAS DO NASCIMENTO JUNIOR AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE LIT.PAS.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS LIT.PAS.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE COMPETÊNCIA – MANDADO DE SEGURANÇA – SECCIONAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL E TRIBUNAL DE JUSTIÇA – CONFLITO FEDERATIVO – INEXISTÊNCIA. Descabe vislumbrar, em descompasso entre seccional da Ordem dos Advogados do Brasil e Presidente de Tribunal de Justiça, conflito federativo. Impugnado ato administrativo do Presidente do Tribunal, surge a competência deste último para julgar a impetração. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3506256. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão MS 31396 AGR / AC Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no mandado de segurança, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3506256. Supremo Tribunal Federal MS 31396 AGR / AC Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no mandado de segurança, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3506256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) :ERICK VENÂNCIO LIMA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :FLORINDO SILVESTRE POERSCH ADV.(A/S) :ARMANDO DANTAS DO NASCIMENTO JUNIOR AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE LIT.PAS.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS LIT.PAS.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio de decisão de 16 de julho de 2012, declinei da competência relativa ao julgamento do mandado de segurança para o Tribunal de Justiça do Estado do Acre, consignando: COMPETÊNCIA – MANDADO DE SEGURANÇA – ATO DE TRIBUNAL. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Estado do Acre argui a ilegalidade de ato administrativo praticado pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, apontando como litisconsortes passivos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) :ERICK VENÂNCIO LIMA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :FLORINDO SILVESTRE POERSCH ADV.(A/S) :ARMANDO DANTAS DO NASCIMENTO JUNIOR AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE LIT.PAS.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS LIT.PAS.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio de decisão de 16 de julho de 2012, declinei da competência relativa ao julgamento do mandado de segurança para o Tribunal de Justiça do Estado do Acre, consignando: COMPETÊNCIA – MANDADO DE SEGURANÇA – ATO DE TRIBUNAL. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Estado do Acre argui a ilegalidade de ato administrativo praticado pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, apontando como litisconsortes passivos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório MS 31396 AGR / AC necessários a Associação dos Membros do Ministério Público do Estado do Acre e o próprio Ministério Público do Acre. Assevera caber ao Supremo julgar a medida, consoante precedentes fixados nos Mandados de Segurança n 25.624 e n 26.179, porquanto presente o potencial conflito federativo. Diz que, nos artigos 44, inciso II, 57 e 58 da Lei n 8.906/1994, lhe é assegurada a condição de representante exclusivo da classe dos advogados na circunscrição territorial do Estado do Acre e a prerrogativa de elaborar as listas sêxtuplas destinadas ao preenchimento de vagas em tribunais. Daí, ressalta, defluiria a legitimidade ativa para a propositura da ação. Segundo narra, o Tribunal de Justiça do Estado do Acre é composto, atualmente, por nove desembargadores. Com a edição da Lei Complementar estadual n 240, de 29 de dezembro de 2011, foram criadas três novas vagas, uma delas condicionada à existência de disponibilidade orçamentária. Conforme alega, a autoridade tida como coatora proferiu despacho determinando o início dos procedimentos administrativos para o preenchimento das duas novas vagas, assentando, no referido ato, que a décima será destinada aos membros da magistratura de carreira, e a décima primeira provida com egresso do Ministério Público estadual. Articula com o descumprimento do princípio da alternância e do tratamento isonômico entre as classes destinatárias do quinto constitucional. Isso porque, quando da instalação do Tribunal de Justiça, em 15 de junho de 1963, o colegiado era composto de dois desembargadores oriundos da magistratura e de um egresso do Ministério Público. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Supremo Tribunal Federal MS 31396 AGR / AC necessários a Associação dos Membros do Ministério Público do Estado do Acre e o próprio Ministério Público do Acre. Assevera caber ao Supremo julgar a medida, consoante precedentes fixados nos Mandados de Segurança n 25.624 e n 26.179, porquanto presente o potencial conflito federativo. Diz que, nos artigos 44, inciso II, 57 e 58 da Lei n 8.906/1994, lhe é assegurada a condição de representante exclusivo da classe dos advogados na circunscrição territorial do Estado do Acre e a prerrogativa de elaborar as listas sêxtuplas destinadas ao preenchimento de vagas em tribunais. Daí, ressalta, defluiria a legitimidade ativa para a propositura da ação. Segundo narra, o Tribunal de Justiça do Estado do Acre é composto, atualmente, por nove desembargadores. Com a edição da Lei Complementar estadual n 240, de 29 de dezembro de 2011, foram criadas três novas vagas, uma delas condicionada à existência de disponibilidade orçamentária. Conforme alega, a autoridade tida como coatora proferiu despacho determinando o início dos procedimentos administrativos para o preenchimento das duas novas vagas, assentando, no referido ato, que a décima será destinada aos membros da magistratura de carreira, e a décima primeira provida com egresso do Ministério Público estadual. Articula com o descumprimento do princípio da alternância e do tratamento isonômico entre as classes destinatárias do quinto constitucional. Isso porque, quando da instalação do Tribunal de Justiça, em 15 de junho de 1963, o colegiado era composto de dois desembargadores oriundos da magistratura e de um egresso do Ministério Público. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório MS 31396 AGR / AC Afirma que a primeira vaga ímpar reservada ao quinto constitucional foi preenchida pelo promotor de Justiça Mário Strano, atualmente em exercício no Tribunal. Argumenta que o desembargador Samoel Martins Evangelista, oriundo do Ministério Público, com a expansão da composição para nove desembargadores, veio a ocupar a segunda vaga reservada ao quinto constitucional, alcançando-se assim a paridade. Aponta como violado o disposto no § 2... do artigo 100 da Lei Complementar n 35/1979 e no artigo 57 do Regimento Interno do Tribunal, que preveem o preenchimento alternado, entre Ministério Público e advocacia, quando a composição do Tribunal revelar número ímpar. Consoante diz, a carreira contemplada no preenchimento alternado da primeira vaga ímpar não poderia ser novamente agraciada com a nomeação para a segunda vaga ímpar. Ressalta ter havido desrespeito ao princípio da isonomia, assegurado no artigo 94 da Lei Maior. Reporta- se à decisão proferida pelo Supremo no Mandado de Segurança n 20.597, relator ministro Octavio Galloti. Defende que a atribuição da segunda vaga ímpar ao Ministério Público coloca os advogados em situação de inferioridade na composição do Poder Judiciário local. Sob o ângulo do risco, salienta já ter-se iniciado o procedimento para formação da lista sêxtupla do Ministério Público. Alude ao envio de comunicação à Procuradoria-Geral de Justiça e à publicação do Edital n 10/2012, dando ciência à coletividade a respeito da decisão. Assevera que nomear alguém para a vaga em disputa seria temerário, porquanto, com o julgamento do mérito da impetração, poderia haver a necessidade de se desfazer o ato. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Supremo Tribunal Federal MS 31396 AGR / AC Afirma que a primeira vaga ímpar reservada ao quinto constitucional foi preenchida pelo promotor de Justiça Mário Strano, atualmente em exercício no Tribunal. Argumenta que o desembargador Samoel Martins Evangelista, oriundo do Ministério Público, com a expansão da composição para nove desembargadores, veio a ocupar a segunda vaga reservada ao quinto constitucional, alcançando-se assim a paridade. Aponta como violado o disposto no § 2... do artigo 100 da Lei Complementar n 35/1979 e no artigo 57 do Regimento Interno do Tribunal, que preveem o preenchimento alternado, entre Ministério Público e advocacia, quando a composição do Tribunal revelar número ímpar. Consoante diz, a carreira contemplada no preenchimento alternado da primeira vaga ímpar não poderia ser novamente agraciada com a nomeação para a segunda vaga ímpar. Ressalta ter havido desrespeito ao princípio da isonomia, assegurado no artigo 94 da Lei Maior. Reporta- se à decisão proferida pelo Supremo no Mandado de Segurança n 20.597, relator ministro Octavio Galloti. Defende que a atribuição da segunda vaga ímpar ao Ministério Público coloca os advogados em situação de inferioridade na composição do Poder Judiciário local. Sob o ângulo do risco, salienta já ter-se iniciado o procedimento para formação da lista sêxtupla do Ministério Público. Alude ao envio de comunicação à Procuradoria-Geral de Justiça e à publicação do Edital n 10/2012, dando ciência à coletividade a respeito da decisão. Assevera que nomear alguém para a vaga em disputa seria temerário, porquanto, com o julgamento do mérito da impetração, poderia haver a necessidade de se desfazer o ato. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório MS 31396 AGR / AC Postula a suspensão liminar do Processo Administrativo n 0000227-69.2012.8.01.0000, instaurado pelo Tribunal de Justiça do Acre, com a finalidade de impedir, por ora, o provimento da décima primeira vaga de desembargador, até solucionar-se a questão. No mérito, pede seja reconhecida a ilegalidade do ato formalizado pela autoridade impetrada, assentando-se que a vaga deve ser preenchida por integrante da classe dos advogados. O processo encontra-se concluso para apreciação do pleito de medida acauteladora. 2. Inexiste a possibilidade de vislumbrar conflito federativo. O fenômeno pressupõe, de início, interesses antagônicos entre unidades da Federação. No caso, o mandado de segurança foi impetrado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Estado do Acre contra o Presidente do Tribunal de Justiça do referido Estado, estando envolvidos também associação e Ministério Público locais. 3. Declino da competência para o Tribunal de Justiça do Estado do Acre. 4. Remetam-lhe o processo. 5. Publiquem. No agravo regimental, a Ordem dos Advogados do Brasil, por meio do Conselho Seccional do Acre, afirma possuir atribuições que lhe caracterizam como entidade federal, exercendo atividades próprias de Estado. Sob essa óptica, estaria configurado o conflito versado no artigo 102, inciso I, alínea “f”, da Carta da República. Menciona como precedentes os acórdãos alusivos aos seguintes processos: Questão de Ordem na Ação Cível Originária n 684/MG, da relatoria do ministro Dias Toffoli, publicado no Diário da Justiça eletrônico de 4 de agosto de 2005, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Supremo Tribunal Federal MS 31396 AGR / AC Postula a suspensão liminar do Processo Administrativo n 0000227-69.2012.8.01.0000, instaurado pelo Tribunal de Justiça do Acre, com a finalidade de impedir, por ora, o provimento da décima primeira vaga de desembargador, até solucionar-se a questão. No mérito, pede seja reconhecida a ilegalidade do ato formalizado pela autoridade impetrada, assentando-se que a vaga deve ser preenchida por integrante da classe dos advogados. O processo encontra-se concluso para apreciação do pleito de medida acauteladora. 2. Inexiste a possibilidade de vislumbrar conflito federativo. O fenômeno pressupõe, de início, interesses antagônicos entre unidades da Federação. No caso, o mandado de segurança foi impetrado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Estado do Acre contra o Presidente do Tribunal de Justiça do referido Estado, estando envolvidos também associação e Ministério Público locais. 3. Declino da competência para o Tribunal de Justiça do Estado do Acre. 4. Remetam-lhe o processo. 5. Publiquem. No agravo regimental, a Ordem dos Advogados do Brasil, por meio do Conselho Seccional do Acre, afirma possuir atribuições que lhe caracterizam como entidade federal, exercendo atividades próprias de Estado. Sob essa óptica, estaria configurado o conflito versado no artigo 102, inciso I, alínea “f”, da Carta da República. Menciona como precedentes os acórdãos alusivos aos seguintes processos: Questão de Ordem na Ação Cível Originária n 684/MG, da relatoria do ministro Dias Toffoli, publicado no Diário da Justiça eletrônico de 4 de agosto de 2005, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório MS 31396 AGR / AC Questão de Ordem no Mandado de Segurança n 25.624/SP, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, veiculado no Diário da Justiça eletrônico de 3 de novembro de 2005, e no Agravo Regimental no Mandado de Segurança n 26.179/MA, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, publicado em 28 de março de 2007. O agravado, na contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Supremo Tribunal Federal MS 31396 AGR / AC Questão de Ordem no Mandado de Segurança n 25.624/SP, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, veiculado no Diário da Justiça eletrônico de 3 de novembro de 2005, e no Agravo Regimental no Mandado de Segurança n 26.179/MA, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, publicado em 28 de março de 2007. O agravado, na contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça encontra-se assinada digitalmente por profissional da advocacia regularmente constituído. A decisão atacada mediante este recurso foi publicada no Diário da Justiça eletrônico de 6 de agosto de 2012, segunda-feira. Este recurso veio a ser protocolado no dia 8 seguinte, quarta-feira, dentro do prazo fixado em lei. Conheço. A impetrante busca o afastamento do ato por meio do qual o Tribunal de Justiça do Estado do Acre determinou o início dos procedimentos administrativos para o preenchimento das duas novas vagas, assentando que a décima será destinada aos membros da magistratura de carreira e a décima primeira provida com egresso do Ministério Público estadual. Para decidir sobre o acerto, ou não, desse pronunciamento, competente é o próprio Tribunal estadual. O Supremo assentou que as ações envolvendo membros da Federação e respectivas entidades da administração indireta conducentes à competência originária versada na Carta da República são aquelas que revelam efetivo risco à harmonia federativa. A norma constitucional visa atribuir a este Tribunal o papel de árbitro das crises da Federação, e não de juízo ordinário de toda e qualquer controvérsia jurídica em que estejam em confronto os entes que compõem o Estado brasileiro. A leitura teleológica do Diploma Maior leva à conclusão apontada, já reiterada pelo Plenário – Questão de Ordem na Ação Cível Originária n 417, relator ministro Sepúlveda Pertence. Na espécie, inexiste conflito entre autarquia federal e Estado- membro sobre a competência para credenciar e autorizar o funcionamento de curso de nível superior de entidade privada de ensino. Daí se mostrar inadequado o precedente relativo à Questão de Ordem na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451035. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça encontra-se assinada digitalmente por profissional da advocacia regularmente constituído. A decisão atacada mediante este recurso foi publicada no Diário da Justiça eletrônico de 6 de agosto de 2012, segunda-feira. Este recurso veio a ser protocolado no dia 8 seguinte, quarta-feira, dentro do prazo fixado em lei. Conheço. A impetrante busca o afastamento do ato por meio do qual o Tribunal de Justiça do Estado do Acre determinou o início dos procedimentos administrativos para o preenchimento das duas novas vagas, assentando que a décima será destinada aos membros da magistratura de carreira e a décima primeira provida com egresso do Ministério Público estadual. Para decidir sobre o acerto, ou não, desse pronunciamento, competente é o próprio Tribunal estadual. O Supremo assentou que as ações envolvendo membros da Federação e respectivas entidades da administração indireta conducentes à competência originária versada na Carta da República são aquelas que revelam efetivo risco à harmonia federativa. A norma constitucional visa atribuir a este Tribunal o papel de árbitro das crises da Federação, e não de juízo ordinário de toda e qualquer controvérsia jurídica em que estejam em confronto os entes que compõem o Estado brasileiro. A leitura teleológica do Diploma Maior leva à conclusão apontada, já reiterada pelo Plenário – Questão de Ordem na Ação Cível Originária n 417, relator ministro Sepúlveda Pertence. Na espécie, inexiste conflito entre autarquia federal e Estado- membro sobre a competência para credenciar e autorizar o funcionamento de curso de nível superior de entidade privada de ensino. Daí se mostrar inadequado o precedente relativo à Questão de Ordem na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO MS 31396 AGR / AC Ação Cível Originária n 684, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, evocado pela agravante. Na Questão de Ordem no Mandado de Segurança n 25.624/SP, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, em que o Supremo assentou a própria competência para julgar caso semelhante, proferi voto divergente, no exato sentido da decisão singular. No Mandado de Segurança n 26.179/MA, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, apreciado pelo Plenário, a impetrante era associação de classe, situação diversa da ora analisada. Ante o exposto, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451035. Supremo Tribunal Federal MS 31396 AGR / AC Ação Cível Originária n 684, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, evocado pela agravante. Na Questão de Ordem no Mandado de Segurança n 25.624/SP, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, em que o Supremo assentou a própria competência para julgar caso semelhante, proferi voto divergente, no exato sentido da decisão singular. No Mandado de Segurança n 26.179/MA, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, apreciado pelo Plenário, a impetrante era associação de classe, situação diversa da ora analisada. Ante o exposto, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3451035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) : Erick Venâncio Lima do Nascimento ADV.(A/S) : FLORINDO SILVESTRE POERSCH ADV.(A/S) : ARMANDO DANTAS DO NASCIMENTO JUNIOR AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE LIT.PAS.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS LIT.PAS.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482272 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.396 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) : Erick Venâncio Lima do Nascimento ADV.(A/S) : FLORINDO SILVESTRE POERSCH ADV.(A/S) : ARMANDO DANTAS DO NASCIMENTO JUNIOR AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE LIT.PAS.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS LIT.PAS.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482272 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE SEGURANÇA 31 . 396 ACRE", "MS 31396 AGR / AC", "MS 31396 AGR /", "MS 31396 AGR / AC", "Mandados de Segurança n 25 . 624", "MS 31396 AGR / AC", "Mandados de Segurança n 25 . 624", "n 26 . 179", "MS 31396 AGR / AC", "Mandado de Segurança n 20 . 597", "MS 31396 AGR /", "Mandado de Segurança n 20 . 597", "MS 31396 AGR / AC", "Ação Cível Originária n 684 / MG", "MS 31396", "Ação Cível Originária n 684 / MG", "MS 31396 AGR / AC", "Mandado de Segurança n 25 . 624 / SP", "Agravo Regimental no Mandado de Segurança n 26 . 179 / MA", "MS 31396 AGR / AC", "Mandado de Segurança n 25 . 624 / SP", "Agravo Regimental no Mandado de Segurança n 26 . 179 / MA", "Ação Cível Originária n 417", "Ação Cível Originária n 417", "MS 31396 AGR / AC", "Ação Cível Originária n 684", "Mandado de Segurança n 26 . 179 / MA", "Ação Cível Originária n 684", "Mandado de Segurança n 26 . 179 / MA" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :UILTON JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) :RILDO ALVES DOS REIS EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade civil do Poder Público. Nexo de causalidade comprovado nas instâncias de origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem, ao analisar os fatos e as provas constantes dos autos, concluiu pela existência do nexo de causalidade entre a conduta praticada pelo agente público e o dano causado ao ora agravado. 2. Rever esse entendimento demandaria o reexame dos fatos e das provas da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057555. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :UILTON JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) :RILDO ALVES DOS REIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Goiás interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou provimento ao agravo de instrumento (fls. 187 a 193), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado de Goiás interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 37, § 6º, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda Turma Julgadora do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. DETENÇÃO INDEVIDA SUBMETIDA À CONSTRANGIMENTO VEXATÓRIO DO AUTOR. FALTA DE PROVAS ACERCA DO FURTO DO VEÍCULO. LIBERTAÇÃO DOS ACUSADOS. USO DE ALGEMAS. CONDUTA ABUSIVA E ILEGAL. EVENTO DANOSO. DANO MORAL. VALOR. 1. Resulta em responsabilidade objetiva do Estado, os atos imprudentes da polícia militar que algema e detêm, indevidamente, pessoa de reputação ilibada, em condições humilhantes e diante de várias pessoas em feira livre, gerando-lhe sofrimento, constrangimento, humilhação, de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :UILTON JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) :RILDO ALVES DOS REIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Goiás interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou provimento ao agravo de instrumento (fls. 187 a 193), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado de Goiás interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 37, § 6º, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda Turma Julgadora do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. DETENÇÃO INDEVIDA SUBMETIDA À CONSTRANGIMENTO VEXATÓRIO DO AUTOR. FALTA DE PROVAS ACERCA DO FURTO DO VEÍCULO. LIBERTAÇÃO DOS ACUSADOS. USO DE ALGEMAS. CONDUTA ABUSIVA E ILEGAL. EVENTO DANOSO. DANO MORAL. VALOR. 1. Resulta em responsabilidade objetiva do Estado, os atos imprudentes da polícia militar que algema e detêm, indevidamente, pessoa de reputação ilibada, em condições humilhantes e diante de várias pessoas em feira livre, gerando-lhe sofrimento, constrangimento, humilhação, de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO modo a causar-lhe dano moral. 2. A detenção do autor sem resistência não se justifica a utilização de algemas, situação que constitui prática humilhante e constrangedora, mormento quando leva a exposição dele a curiosidade pública. 3. Mantem-se a verba indenizatória, quando for fixada em termos razoáveis, com moderação e proporcional aos valores da vítima e do lesionador, segundo as provas dos autos. Recurso conhecido e desprovido’ (fls. 131/132). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem reconheceu a ocorrência dos fatos ensejadores dos danos morais, bem como a responsabilidade do agravante em indenizá-los, sob os seguintes fundamentos: ‘(...) De início, tenho que com acerto o juiz monocrático, uma vez que restou provado nos autos, através do extrato 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO modo a causar-lhe dano moral. 2. A detenção do autor sem resistência não se justifica a utilização de algemas, situação que constitui prática humilhante e constrangedora, mormento quando leva a exposição dele a curiosidade pública. 3. Mantem-se a verba indenizatória, quando for fixada em termos razoáveis, com moderação e proporcional aos valores da vítima e do lesionador, segundo as provas dos autos. Recurso conhecido e desprovido’ (fls. 131/132). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem reconheceu a ocorrência dos fatos ensejadores dos danos morais, bem como a responsabilidade do agravante em indenizá-los, sob os seguintes fundamentos: ‘(...) De início, tenho que com acerto o juiz monocrático, uma vez que restou provado nos autos, através do extrato 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO de ocorrência de fls. 24, depoimento pessoal do autor (fls. 56/57), depoimentos da testemunha (fls. 58/59), os pressupostos da responsabilidade civil objetiva do Estado. (...) Ressai dos autos, também que o ato praticado pelos policiais militares foi imprudente e ilegítimo, já que não havia prisão em flagrante, decreto de prisão preventivo ou temporário para robustecer o total constrangimento em que o autor foi submetido. (…) no caso em estudo, que se trata de pessoa com reputação ilibada, consoante declarações de fls. 22/23. Isto é suficiente para a caracterização dos danos morais. Desnecessária, também, foi a utilização de algemas, eis que pelo que consta dos autos não houve resistência do autor/apelado, mas perplexidade sem saber o que estava ocorrendo. Destarte, no caso dos autos, o emprego do uso de algemas foi inadequado e desproporcional diante das circunstâncias, pois a equipe policial dispunha de outros meios para garantir a própria segurança e a do autor’ (fls. 127/128). Como visto, o acórdão recorrido amparou seu entendimento no conjunto fático-probatório constante dos autos; desse modo, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem e acolher a pretensão do recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas que permeiam a lide, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PRISÃO ILEGAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO de ocorrência de fls. 24, depoimento pessoal do autor (fls. 56/57), depoimentos da testemunha (fls. 58/59), os pressupostos da responsabilidade civil objetiva do Estado. (...) Ressai dos autos, também que o ato praticado pelos policiais militares foi imprudente e ilegítimo, já que não havia prisão em flagrante, decreto de prisão preventivo ou temporário para robustecer o total constrangimento em que o autor foi submetido. (…) no caso em estudo, que se trata de pessoa com reputação ilibada, consoante declarações de fls. 22/23. Isto é suficiente para a caracterização dos danos morais. Desnecessária, também, foi a utilização de algemas, eis que pelo que consta dos autos não houve resistência do autor/apelado, mas perplexidade sem saber o que estava ocorrendo. Destarte, no caso dos autos, o emprego do uso de algemas foi inadequado e desproporcional diante das circunstâncias, pois a equipe policial dispunha de outros meios para garantir a própria segurança e a do autor’ (fls. 127/128). Como visto, o acórdão recorrido amparou seu entendimento no conjunto fático-probatório constante dos autos; desse modo, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem e acolher a pretensão do recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas que permeiam a lide, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PRISÃO ILEGAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 842.438/AP-gR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/10/12). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade civil do estado. Indenização por danos morais e materiais. Prisão ilegal praticada por agente público. 4. Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 698.782/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 4/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E PENAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ACÓRDÃO RECORRIDO COM DUPLO FUNDAMENTO – LEGAL E CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 283/STF. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ATO ILÍCITO PRATICADO POR AGENTES PÚBLICOS. PRISÃO ILEGAL. ART. 302 DO CPP. MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA N. 279/STF. 1. Acórdão impugnado mediante recurso extraordinário consta duplo fundamento - legal e constitucional - e a não-interposição do recurso especial tornou definitivo o fundamento infraconstitucional que amparou o acórdão recorrido (Súmula n. 283/STF). 2. Súmula n. 283/STF: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles. 3. Precedentes: RE 539.915-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 5.2.2009; RE 596.414- AgR, Rel. Min. EROS GRAU, 2ª Turma, DJ 24.4.2009; RE 524863-AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1ª Turma, DJ 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 842.438/AP-gR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/10/12). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade civil do estado. Indenização por danos morais e materiais. Prisão ilegal praticada por agente público. 4. Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 698.782/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 4/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E PENAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ACÓRDÃO RECORRIDO COM DUPLO FUNDAMENTO – LEGAL E CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 283/STF. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ATO ILÍCITO PRATICADO POR AGENTES PÚBLICOS. PRISÃO ILEGAL. ART. 302 DO CPP. MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA N. 279/STF. 1. Acórdão impugnado mediante recurso extraordinário consta duplo fundamento - legal e constitucional - e a não-interposição do recurso especial tornou definitivo o fundamento infraconstitucional que amparou o acórdão recorrido (Súmula n. 283/STF). 2. Súmula n. 283/STF: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles. 3. Precedentes: RE 539.915-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 5.2.2009; RE 596.414- AgR, Rel. Min. EROS GRAU, 2ª Turma, DJ 24.4.2009; RE 524863-AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1ª Turma, DJ 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO 7.11.2008. 4. Súmula n. 279/STF dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 5. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 804.596/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/9/11). No mesmo sentido, ainda, especificamente sobre o tema dos autos, as seguintes decisões monocráticas: ‘1. Trata-se de agravo de instrumento de decisão denegatória de recurso extraordinário interposto contra acórdão que, nos autos da ação de reparação por danos morais e materiais, negou provimento à apelação por entender ser razoável e necessário, no caso, o uso de algemas para manutenção da ordem. No RE, sustenta-se ofensa ao artigo 5º, X e LXI, da Constituição Federal. 2. O recurso não merece prosperar. Preliminarmente, verifico que para o exame das violações alegadas, seria necessária a análise de fatos e provas (Súmula STF 279) e de legislação infraconstitucional, hipóteses inviáveis em sede extraordinária. Ressalto, ainda, que esta Corte fixou o entendimento segundo o qual a análise sobre a indenização por danos morais e materiais limita-se ao âmbito de interpretação de matéria infraconstitucional, cujo exame se mostra inviável nesta sede recursal. Nesse sentido: RE 556.349/RS, de minha relatoria, DJe 31.3.2011; AI 604.526-AgR/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJ 01.2.2008; e AI 602.400- AgR/RJ, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 11.5.2007, este último assim ementado: 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO 7.11.2008. 4. Súmula n. 279/STF dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 5. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 804.596/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/9/11). No mesmo sentido, ainda, especificamente sobre o tema dos autos, as seguintes decisões monocráticas: ‘1. Trata-se de agravo de instrumento de decisão denegatória de recurso extraordinário interposto contra acórdão que, nos autos da ação de reparação por danos morais e materiais, negou provimento à apelação por entender ser razoável e necessário, no caso, o uso de algemas para manutenção da ordem. No RE, sustenta-se ofensa ao artigo 5º, X e LXI, da Constituição Federal. 2. O recurso não merece prosperar. Preliminarmente, verifico que para o exame das violações alegadas, seria necessária a análise de fatos e provas (Súmula STF 279) e de legislação infraconstitucional, hipóteses inviáveis em sede extraordinária. Ressalto, ainda, que esta Corte fixou o entendimento segundo o qual a análise sobre a indenização por danos morais e materiais limita-se ao âmbito de interpretação de matéria infraconstitucional, cujo exame se mostra inviável nesta sede recursal. Nesse sentido: RE 556.349/RS, de minha relatoria, DJe 31.3.2011; AI 604.526-AgR/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJ 01.2.2008; e AI 602.400- AgR/RJ, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 11.5.2007, este último assim ementado: 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO ‘EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Consumidor. Indenização por danos morais. 3. Controvérsia decidida no âmbito infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’. 3. Ademais, quanto às alegações de violação a incisos do artigo 5º da Constituição Federal legalidade, prestação jurisdicional, direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada, devido processo legal, contraditório e ampla defesa , a jurisprudência desta Corte está sedimentada no sentido de que podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Nesse sentido: AI 372.358-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, unânime, DJ 26.06.2002; RE 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJ 15.9.2006; AI 682.065-AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJe 04.04.2008; e AI 662.319-AgR/RR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJe 06.03.2009. 4. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento (art. 557, caput, do CPC)’ (AI nº 803.502/RS, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 23/5/11). ‘Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS – PRISÃO EM FLAGRANTE EFETUADA PELA GUARDA MUNICIPAL – IMPROCEDÊNCIA – IRRESIGNAÇÃO – APELAÇÃO – ALEGAÇÃO DE EXCESSOS NA ATUAÇÃO DA AUTORIDADE 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO ‘EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Consumidor. Indenização por danos morais. 3. Controvérsia decidida no âmbito infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’. 3. Ademais, quanto às alegações de violação a incisos do artigo 5º da Constituição Federal legalidade, prestação jurisdicional, direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada, devido processo legal, contraditório e ampla defesa , a jurisprudência desta Corte está sedimentada no sentido de que podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Nesse sentido: AI 372.358-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, unânime, DJ 26.06.2002; RE 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJ 15.9.2006; AI 682.065-AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJe 04.04.2008; e AI 662.319-AgR/RR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJe 06.03.2009. 4. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento (art. 557, caput, do CPC)’ (AI nº 803.502/RS, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 23/5/11). ‘Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS – PRISÃO EM FLAGRANTE EFETUADA PELA GUARDA MUNICIPAL – IMPROCEDÊNCIA – IRRESIGNAÇÃO – APELAÇÃO – ALEGAÇÃO DE EXCESSOS NA ATUAÇÃO DA AUTORIDADE 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO POLICIAL – RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO – REQUISITOS ENSEJADORES NÃO VERIFICADOS – DEVER DE INDENIZAR DESCONFIGURADO – USO DE ALGEMAS – APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 11 DO STF – ILEGALIDADE NÃO CONFIGURADA – RESISTÊNCIA À PRISÃO – DESPROVIMENTO DO APELO’ (fl. 127). No RE, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação ao art. 1º, III, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Isso porque, o Tribunal a quo ao concluir pela inexistência de nexo de causalidade a configurar a responsabilidade objetiva, de modo a ensejar indenização por danos morais, baseou-se no conjunto fático-probatório dos autos. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada, necessário seria o reexame da matéria de fato, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido: ‘1. Alegada ofensa ao artigo 37, § 6º, da Constituição (responsabilidade civil objetiva do Estado), que demanda o revolvimento de fatos e provas da causa (Súmula STF nº 279), hipótese inviável em sede extraordinária. 2. Agravo regimental improvido’ (RE 587.219-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie). Isso posto, nego seguimento ao recurso” (AI nº 838.160/PB, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/3/11) . Ressalte-se, por fim, o teor do enunciado da Súmula Vinculante nº 11 desta Corte, in verbis: 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO POLICIAL – RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO – REQUISITOS ENSEJADORES NÃO VERIFICADOS – DEVER DE INDENIZAR DESCONFIGURADO – USO DE ALGEMAS – APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 11 DO STF – ILEGALIDADE NÃO CONFIGURADA – RESISTÊNCIA À PRISÃO – DESPROVIMENTO DO APELO’ (fl. 127). No RE, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação ao art. 1º, III, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Isso porque, o Tribunal a quo ao concluir pela inexistência de nexo de causalidade a configurar a responsabilidade objetiva, de modo a ensejar indenização por danos morais, baseou-se no conjunto fático-probatório dos autos. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada, necessário seria o reexame da matéria de fato, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido: ‘1. Alegada ofensa ao artigo 37, § 6º, da Constituição (responsabilidade civil objetiva do Estado), que demanda o revolvimento de fatos e provas da causa (Súmula STF nº 279), hipótese inviável em sede extraordinária. 2. Agravo regimental improvido’ (RE 587.219-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie). Isso posto, nego seguimento ao recurso” (AI nº 838.160/PB, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/3/11) . Ressalte-se, por fim, o teor do enunciado da Súmula Vinculante nº 11 desta Corte, in verbis: 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO ‘Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado’. O acórdão recorrido não se apartou dessa orientação, na medida em que, na versão dos fatos da causa, entendeu que não houve resistência ou perigo à integridade física que justificasse o uso das algemas, o que levou à responsabilização do Estado. Ante o exposto, nego provimento ao agravo.” Insiste o agravante que foi violado o § 6º do art. 37 da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(…) [se] equivocou a Corte de Origem em negar o processamento do apelo extraordinário à guisa de revolvimento do acervo probatório dos autos, quando se tem por flagrante inconstitucionalidade a imputação de responsabilidade objetiva ao Estado em todos os casos. (…) prescinde-se da análise de qualquer prova bastando a valoração da prova o que não é vedado na instância extraordinária. (…) a Súmula vinculante de n. 11 não encontra aplicação dado que havia indícios veementes para condução coercitiva do recorrido à Delegacia de Polícia sendo imperioso o uso para assegurar a garantia de todos” (fls. 196/197). É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO ‘Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado’. O acórdão recorrido não se apartou dessa orientação, na medida em que, na versão dos fatos da causa, entendeu que não houve resistência ou perigo à integridade física que justificasse o uso das algemas, o que levou à responsabilização do Estado. Ante o exposto, nego provimento ao agravo.” Insiste o agravante que foi violado o § 6º do art. 37 da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(…) [se] equivocou a Corte de Origem em negar o processamento do apelo extraordinário à guisa de revolvimento do acervo probatório dos autos, quando se tem por flagrante inconstitucionalidade a imputação de responsabilidade objetiva ao Estado em todos os casos. (…) prescinde-se da análise de qualquer prova bastando a valoração da prova o que não é vedado na instância extraordinária. (…) a Súmula vinculante de n. 11 não encontra aplicação dado que havia indícios veementes para condução coercitiva do recorrido à Delegacia de Polícia sendo imperioso o uso para assegurar a garantia de todos” (fls. 196/197). É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, é certo que Tribunal de origem, no tocante aos fatos ensejadores dos danos morais, concluiu haver responsabilidade do Estado, haja vista a existência de nexo de causalidade entre a conduta praticada pelo agente público e o dano causado ao ora agravado, com fundamento nos elementos fático- probatórios da causa, cujo reexame é inviável em recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. PRISÃO DE PESSOA INOCENTE. DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 727.076/GO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/4/13). “DIREITO ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA STF 279. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXXV, LIV E LV, DA CF/88: OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAIOR: INEXISTÊNCIA. 1. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula STF 279. 2. A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057553. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, é certo que Tribunal de origem, no tocante aos fatos ensejadores dos danos morais, concluiu haver responsabilidade do Estado, haja vista a existência de nexo de causalidade entre a conduta praticada pelo agente público e o dano causado ao ora agravado, com fundamento nos elementos fático- probatórios da causa, cujo reexame é inviável em recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. PRISÃO DE PESSOA INOCENTE. DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 727.076/GO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/4/13). “DIREITO ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA STF 279. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXXV, LIV E LV, DA CF/88: OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAIOR: INEXISTÊNCIA. 1. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula STF 279. 2. A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 776920 AGR / GO ampla defesa e do contraditório, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. O acórdão recorrido contém motivação suficiente e adequada. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura ofensa ao artigo 93, IX, da CF/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 830.812/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais” (AI nº 448.945/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/3/09). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. PRISÃO EM FLAGRANTE. ABSOLVIÇÃO POR FALTA DE PROVAS. ART. 5º, LXXV, 2ª PARTE. ATOS JURISDICIONAIS. FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal já assentou que, salvo os casos expressamente previstos em lei, a responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos de juízes. 3. Prisão em flagrante não se confunde com erro judiciário a ensejar reparação nos termos da 2ª parte do inciso LXXV do art. 5º da Constituição Federal. 4. Incidência da Súmula STF 279 para concluir de modo diverso da instância de origem. 5. Inexistência de argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada. Precedentes. 6. Agravo regimental improvido” (RE nº 553.637/SP-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/9/09). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057553. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO ampla defesa e do contraditório, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. O acórdão recorrido contém motivação suficiente e adequada. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura ofensa ao artigo 93, IX, da CF/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 830.812/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais” (AI nº 448.945/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/3/09). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. PRISÃO EM FLAGRANTE. ABSOLVIÇÃO POR FALTA DE PROVAS. ART. 5º, LXXV, 2ª PARTE. ATOS JURISDICIONAIS. FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal já assentou que, salvo os casos expressamente previstos em lei, a responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos de juízes. 3. Prisão em flagrante não se confunde com erro judiciário a ensejar reparação nos termos da 2ª parte do inciso LXXV do art. 5º da Constituição Federal. 4. Incidência da Súmula STF 279 para concluir de modo diverso da instância de origem. 5. Inexistência de argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada. Precedentes. 6. Agravo regimental improvido” (RE nº 553.637/SP-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/9/09). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 776920 AGR / GO “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 598.078/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 23/10/09). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057553. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 598.078/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 23/10/09). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : UILTON JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) : RILDO ALVES DOS REIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813521 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : UILTON JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) : RILDO ALVES DOS REIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813521 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4088538
2013-05-07T00:00:00
2013-06-27T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade civil do Poder Público. Nexo de causalidade comprovado nas instâncias de origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem, ao analisar os fatos e as provas constantes dos autos, concluiu pela existência do nexo de causalidade entre a conduta praticada pelo agente público e o dano causado ao ora agravado. 2. Rever esse entendimento demandaria o reexame dos fatos e das provas da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur234843
- Acórdão (s) citado (s): (SÚMULA 279) ARE 727076 AgR (2ªT), AI 830812 AgR (2ªT), AI 448945 AgR (1ªT), RE 553637 ED (2ªT), RE 598078 AgR (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 10/07/2013, BMB.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
776920
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 776920 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : UILTON JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) : RILDO ALVES DOS REIS
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :UILTON JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) :RILDO ALVES DOS REIS EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade civil do Poder Público. Nexo de causalidade comprovado nas instâncias de origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem, ao analisar os fatos e as provas constantes dos autos, concluiu pela existência do nexo de causalidade entre a conduta praticada pelo agente público e o dano causado ao ora agravado. 2. Rever esse entendimento demandaria o reexame dos fatos e das provas da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057555. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :UILTON JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) :RILDO ALVES DOS REIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Goiás interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou provimento ao agravo de instrumento (fls. 187 a 193), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado de Goiás interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 37, § 6..., da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda Turma Julgadora do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. DETENÇÃO INDEVIDA SUBMETIDA À CONSTRANGIMENTO VEXATÓRIO DO AUTOR. FALTA DE PROVAS ACERCA DO FURTO DO VEÍCULO. LIBERTAÇÃO DOS ACUSADOS. USO DE ALGEMAS. CONDUTA ABUSIVA E ILEGAL. EVENTO DANOSO. DANO MORAL. VALOR. 1. Resulta em responsabilidade objetiva do Estado, os atos imprudentes da polícia militar que algema e detêm, indevidamente, pessoa de reputação ilibada, em condições humilhantes e diante de várias pessoas em feira livre, gerando-lhe sofrimento, constrangimento, humilhação, de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :UILTON JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) :RILDO ALVES DOS REIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Goiás interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou provimento ao agravo de instrumento (fls. 187 a 193), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado de Goiás interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 37, § 6..., da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda Turma Julgadora do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. DETENÇÃO INDEVIDA SUBMETIDA À CONSTRANGIMENTO VEXATÓRIO DO AUTOR. FALTA DE PROVAS ACERCA DO FURTO DO VEÍCULO. LIBERTAÇÃO DOS ACUSADOS. USO DE ALGEMAS. CONDUTA ABUSIVA E ILEGAL. EVENTO DANOSO. DANO MORAL. VALOR. 1. Resulta em responsabilidade objetiva do Estado, os atos imprudentes da polícia militar que algema e detêm, indevidamente, pessoa de reputação ilibada, em condições humilhantes e diante de várias pessoas em feira livre, gerando-lhe sofrimento, constrangimento, humilhação, de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO modo a causar-lhe dano moral. 2. A detenção do autor sem resistência não se justifica a utilização de algemas, situação que constitui prática humilhante e constrangedora, mormento quando leva a exposição dele a curiosidade pública. 3. Mantem-se a verba indenizatória, quando for fixada em termos razoáveis, com moderação e proporcional aos valores da vítima e do lesionador, segundo as provas dos autos. Recurso conhecido e desprovido’ (fls. 131/132). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem reconheceu a ocorrência dos fatos ensejadores dos danos morais, bem como a responsabilidade do agravante em indenizá-los, sob os seguintes fundamentos: ‘(...) De início, tenho que com acerto o juiz monocrático, uma vez que restou provado nos autos, através do extrato 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO modo a causar-lhe dano moral. 2. A detenção do autor sem resistência não se justifica a utilização de algemas, situação que constitui prática humilhante e constrangedora, mormento quando leva a exposição dele a curiosidade pública. 3. Mantem-se a verba indenizatória, quando for fixada em termos razoáveis, com moderação e proporcional aos valores da vítima e do lesionador, segundo as provas dos autos. Recurso conhecido e desprovido’ (fls. 131/132). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem reconheceu a ocorrência dos fatos ensejadores dos danos morais, bem como a responsabilidade do agravante em indenizá-los, sob os seguintes fundamentos: ‘(...) De início, tenho que com acerto o juiz monocrático, uma vez que restou provado nos autos, através do extrato 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO de ocorrência de fls. 24, depoimento pessoal do autor (fls. 56/57), depoimentos da testemunha (fls. 58/59), os pressupostos da responsabilidade civil objetiva do Estado. (...) Ressai dos autos, também que o ato praticado pelos policiais militares foi imprudente e ilegítimo, já que não havia prisão em flagrante, decreto de prisão preventivo ou temporário para robustecer o total constrangimento em que o autor foi submetido. (…) no caso em estudo, que se trata de pessoa com reputação ilibada, consoante declarações de fls. 22/23. Isto é suficiente para a caracterização dos danos morais. Desnecessária, também, foi a utilização de algemas, eis que pelo que consta dos autos não houve resistência do autor/apelado, mas perplexidade sem saber o que estava ocorrendo. Destarte, no caso dos autos, o emprego do uso de algemas foi inadequado e desproporcional diante das circunstâncias, pois a equipe policial dispunha de outros meios para garantir a própria segurança e a do autor’ (fls. 127/128). Como visto, o acórdão recorrido amparou seu entendimento no conjunto fático-probatório constante dos autos; desse modo, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem e acolher a pretensão do recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas que permeiam a lide, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PRISÃO ILEGAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO de ocorrência de fls. 24, depoimento pessoal do autor (fls. 56/57), depoimentos da testemunha (fls. 58/59), os pressupostos da responsabilidade civil objetiva do Estado. (...) Ressai dos autos, também que o ato praticado pelos policiais militares foi imprudente e ilegítimo, já que não havia prisão em flagrante, decreto de prisão preventivo ou temporário para robustecer o total constrangimento em que o autor foi submetido. (…) no caso em estudo, que se trata de pessoa com reputação ilibada, consoante declarações de fls. 22/23. Isto é suficiente para a caracterização dos danos morais. Desnecessária, também, foi a utilização de algemas, eis que pelo que consta dos autos não houve resistência do autor/apelado, mas perplexidade sem saber o que estava ocorrendo. Destarte, no caso dos autos, o emprego do uso de algemas foi inadequado e desproporcional diante das circunstâncias, pois a equipe policial dispunha de outros meios para garantir a própria segurança e a do autor’ (fls. 127/128). Como visto, o acórdão recorrido amparou seu entendimento no conjunto fático-probatório constante dos autos; desse modo, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem e acolher a pretensão do recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas que permeiam a lide, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PRISÃO ILEGAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 842.438/AP-gR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/10/12). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade civil do estado. Indenização por danos morais e materiais. Prisão ilegal praticada por agente público. 4. Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 698.782/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 4/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E PENAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ACÓRDÃO RECORRIDO COM DUPLO FUNDAMENTO – LEGAL E CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 283/Supremo Tribunal Federal. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ATO ILÍCITO PRATICADO POR AGENTES PÚBLICOS. PRISÃO ILEGAL. ART. 302 DO CPP. MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA N. 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Acórdão impugnado mediante recurso extraordinário consta duplo fundamento - legal e constitucional - e a não-interposição do recurso especial tornou definitivo o fundamento infraconstitucional que amparou o acórdão recorrido (Súmula n. 283/Supremo Tribunal Federal). 2. Súmula n. 283/Supremo Tribunal Federal: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles. 3. Precedentes: Recurso Extraordinário 539.915-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 5.2.2009; Recurso Extraordinário 596.414- AgR, Rel. Min. EROS GRAU, 2... Turma, DJ 24.4.2009; Recurso Extraordinário 524863-AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1... Turma, DJ 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 842.438/AP-gR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/10/12). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade civil do estado. Indenização por danos morais e materiais. Prisão ilegal praticada por agente público. 4. Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 698.782/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 4/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E PENAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ACÓRDÃO RECORRIDO COM DUPLO FUNDAMENTO – LEGAL E CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 283/Supremo Tribunal Federal. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ATO ILÍCITO PRATICADO POR AGENTES PÚBLICOS. PRISÃO ILEGAL. ART. 302 DO CPP. MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA N. 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Acórdão impugnado mediante recurso extraordinário consta duplo fundamento - legal e constitucional - e a não-interposição do recurso especial tornou definitivo o fundamento infraconstitucional que amparou o acórdão recorrido (Súmula n. 283/Supremo Tribunal Federal). 2. Súmula n. 283/Supremo Tribunal Federal: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles. 3. Precedentes: Recurso Extraordinário 539.915-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 5.2.2009; Recurso Extraordinário 596.414- AgR, Rel. Min. EROS GRAU, 2... Turma, DJ 24.4.2009; Recurso Extraordinário 524863-AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1... Turma, DJ 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO 7.11.2008. 4. Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 5. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 804.596/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/9/11). No mesmo sentido, ainda, especificamente sobre o tema dos autos, as seguintes decisões monocráticas: ‘1. Trata-se de agravo de instrumento de decisão denegatória de recurso extraordinário interposto contra acórdão que, nos autos da ação de reparação por danos morais e materiais, negou provimento à apelação por entender ser razoável e necessário, no caso, o uso de algemas para manutenção da ordem. No Recurso Extraordinário, sustenta-se ofensa ao artigo 5..., X e LXI, da Constituição Federal. 2. O recurso não merece prosperar. Preliminarmente, verifico que para o exame das violações alegadas, seria necessária a análise de fatos e provas (Súmula Supremo Tribunal Federal 279) e de legislação infraconstitucional, hipóteses inviáveis em sede extraordinária. Ressalto, ainda, que esta Corte fixou o entendimento segundo o qual a análise sobre a indenização por danos morais e materiais limita-se ao âmbito de interpretação de matéria infraconstitucional, cujo exame se mostra inviável nesta sede recursal. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 556.349/RS, de minha relatoria, DJe 31.3.2011; AI 604.526-AgR/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJ 01.2.2008; e AI 602.400- AgR/RJ, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 11.5.2007, este último assim ementado: 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO 7.11.2008. 4. Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 5. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 804.596/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/9/11). No mesmo sentido, ainda, especificamente sobre o tema dos autos, as seguintes decisões monocráticas: ‘1. Trata-se de agravo de instrumento de decisão denegatória de recurso extraordinário interposto contra acórdão que, nos autos da ação de reparação por danos morais e materiais, negou provimento à apelação por entender ser razoável e necessário, no caso, o uso de algemas para manutenção da ordem. No Recurso Extraordinário, sustenta-se ofensa ao artigo 5..., X e LXI, da Constituição Federal. 2. O recurso não merece prosperar. Preliminarmente, verifico que para o exame das violações alegadas, seria necessária a análise de fatos e provas (Súmula Supremo Tribunal Federal 279) e de legislação infraconstitucional, hipóteses inviáveis em sede extraordinária. Ressalto, ainda, que esta Corte fixou o entendimento segundo o qual a análise sobre a indenização por danos morais e materiais limita-se ao âmbito de interpretação de matéria infraconstitucional, cujo exame se mostra inviável nesta sede recursal. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 556.349/RS, de minha relatoria, DJe 31.3.2011; AI 604.526-AgR/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJ 01.2.2008; e AI 602.400- AgR/RJ, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 11.5.2007, este último assim ementado: 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO ‘EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Consumidor. Indenização por danos morais. 3. Controvérsia decidida no âmbito infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’. 3. Ademais, quanto às alegações de violação a incisos do artigo 5... da Constituição Federal legalidade, prestação jurisdicional, direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada, devido processo legal, contraditório e ampla defesa , a jurisprudência desta Corte está sedimentada no sentido de que podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Nesse sentido: AI 372.358-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, unânime, DJ 26.06.2002; Recurso Extraordinário 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJ 15.9.2006; AI 682.065-AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJe 04.04.2008; e AI 662.319-AgR/RR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJe 06.03.2009. 4. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento (art. 557, caput, do Código de Processo Civil)’ (AI n 803.502/RS, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 23/5/11). ‘Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS – PRISÃO EM FLAGRANTE EFETUADA PELA GUARDA MUNICIPAL – IMPROCEDÊNCIA – IRRESIGNAÇÃO – APELAÇÃO – ALEGAÇÃO DE EXCESSOS NA ATUAÇÃO DA AUTORIDADE 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO ‘EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Consumidor. Indenização por danos morais. 3. Controvérsia decidida no âmbito infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’. 3. Ademais, quanto às alegações de violação a incisos do artigo 5... da Constituição Federal legalidade, prestação jurisdicional, direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada, devido processo legal, contraditório e ampla defesa , a jurisprudência desta Corte está sedimentada no sentido de que podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Nesse sentido: AI 372.358-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, unânime, DJ 26.06.2002; Recurso Extraordinário 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJ 15.9.2006; AI 682.065-AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJe 04.04.2008; e AI 662.319-AgR/RR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJe 06.03.2009. 4. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento (art. 557, caput, do Código de Processo Civil)’ (AI n 803.502/RS, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 23/5/11). ‘Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS – PRISÃO EM FLAGRANTE EFETUADA PELA GUARDA MUNICIPAL – IMPROCEDÊNCIA – IRRESIGNAÇÃO – APELAÇÃO – ALEGAÇÃO DE EXCESSOS NA ATUAÇÃO DA AUTORIDADE 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO POLICIAL – RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO – REQUISITOS ENSEJADORES NÃO VERIFICADOS – DEVER DE INDENIZAR DESCONFIGURADO – USO DE ALGEMAS – APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE n 11 DO Supremo Tribunal Federal – ILEGALIDADE NÃO CONFIGURADA – RESISTÊNCIA À PRISÃO – DESPROVIMENTO DO APELO’ (fl. 127). No Recurso Extraordinário, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação ao art. 1..., III, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Isso porque, o Tribunal a quo ao concluir pela inexistência de nexo de causalidade a configurar a responsabilidade objetiva, de modo a ensejar indenização por danos morais, baseou-se no conjunto fático-probatório dos autos. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada, necessário seria o reexame da matéria de fato, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘1. Alegada ofensa ao artigo 37, § 6..., da Constituição (responsabilidade civil objetiva do Estado), que demanda o revolvimento de fatos e provas da causa (Súmula Supremo Tribunal Federal n 279), hipótese inviável em sede extraordinária. 2. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário 587.219-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie). Isso posto, nego seguimento ao recurso” (AI n 838.160/PB, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/3/11) . Ressalte-se, por fim, o teor do enunciado da Súmula Vinculante n 11 desta Corte, in verbis: 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO POLICIAL – RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO – REQUISITOS ENSEJADORES NÃO VERIFICADOS – DEVER DE INDENIZAR DESCONFIGURADO – USO DE ALGEMAS – APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE n 11 DO Supremo Tribunal Federal – ILEGALIDADE NÃO CONFIGURADA – RESISTÊNCIA À PRISÃO – DESPROVIMENTO DO APELO’ (fl. 127). No Recurso Extraordinário, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação ao art. 1..., III, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Isso porque, o Tribunal a quo ao concluir pela inexistência de nexo de causalidade a configurar a responsabilidade objetiva, de modo a ensejar indenização por danos morais, baseou-se no conjunto fático-probatório dos autos. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada, necessário seria o reexame da matéria de fato, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘1. Alegada ofensa ao artigo 37, § 6..., da Constituição (responsabilidade civil objetiva do Estado), que demanda o revolvimento de fatos e provas da causa (Súmula Supremo Tribunal Federal n 279), hipótese inviável em sede extraordinária. 2. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário 587.219-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie). Isso posto, nego seguimento ao recurso” (AI n 838.160/PB, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/3/11) . Ressalte-se, por fim, o teor do enunciado da Súmula Vinculante n 11 desta Corte, in verbis: 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Relatório AI 776920 AGR / GO ‘Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado’. O acórdão recorrido não se apartou dessa orientação, na medida em que, na versão dos fatos da causa, entendeu que não houve resistência ou perigo à integridade física que justificasse o uso das algemas, o que levou à responsabilização do Estado. Ante o exposto, nego provimento ao agravo.” Insiste o agravante que foi violado o § 6... do art. 37 da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(…) [se] equivocou a Corte de Origem em negar o processamento do apelo extraordinário à guisa de revolvimento do acervo probatório dos autos, quando se tem por flagrante inconstitucionalidade a imputação de responsabilidade objetiva ao Estado em todos os casos. (…) prescinde-se da análise de qualquer prova bastando a valoração da prova o que não é vedado na instância extraordinária. (…) a Súmula vinculante de n. 11 não encontra aplicação dado que havia indícios veementes para condução coercitiva do recorrido à Delegacia de Polícia sendo imperioso o uso para assegurar a garantia de todos” (fls. 196/197). É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO ‘Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado’. O acórdão recorrido não se apartou dessa orientação, na medida em que, na versão dos fatos da causa, entendeu que não houve resistência ou perigo à integridade física que justificasse o uso das algemas, o que levou à responsabilização do Estado. Ante o exposto, nego provimento ao agravo.” Insiste o agravante que foi violado o § 6... do art. 37 da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(…) [se] equivocou a Corte de Origem em negar o processamento do apelo extraordinário à guisa de revolvimento do acervo probatório dos autos, quando se tem por flagrante inconstitucionalidade a imputação de responsabilidade objetiva ao Estado em todos os casos. (…) prescinde-se da análise de qualquer prova bastando a valoração da prova o que não é vedado na instância extraordinária. (…) a Súmula vinculante de n. 11 não encontra aplicação dado que havia indícios veementes para condução coercitiva do recorrido à Delegacia de Polícia sendo imperioso o uso para assegurar a garantia de todos” (fls. 196/197). É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, é certo que Tribunal de origem, no tocante aos fatos ensejadores dos danos morais, concluiu haver responsabilidade do Estado, haja vista a existência de nexo de causalidade entre a conduta praticada pelo agente público e o dano causado ao ora agravado, com fundamento nos elementos fático- probatórios da causa, cujo reexame é inviável em recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. PRISÃO DE PESSOA INOCENTE. DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 727.076/GO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/4/13). “DIREITO ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXXV, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988/88: OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAIOR: INEXISTÊNCIA. 1. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057553. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, é certo que Tribunal de origem, no tocante aos fatos ensejadores dos danos morais, concluiu haver responsabilidade do Estado, haja vista a existência de nexo de causalidade entre a conduta praticada pelo agente público e o dano causado ao ora agravado, com fundamento nos elementos fático- probatórios da causa, cujo reexame é inviável em recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. PRISÃO DE PESSOA INOCENTE. DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 727.076/GO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/4/13). “DIREITO ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXXV, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988/88: OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAIOR: INEXISTÊNCIA. 1. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 776920 AGR / GO ampla defesa e do contraditório, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. O acórdão recorrido contém motivação suficiente e adequada. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 830.812/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais” (AI n 448.945/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/3/09). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. PRISÃO EM FLAGRANTE. ABSOLVIÇÃO POR FALTA DE PROVAS. ART. 5..., LXXV, 2... PARTE. ATOS JURISDICIONAIS. FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal já assentou que, salvo os casos expressamente previstos em lei, a responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos de juízes. 3. Prisão em flagrante não se confunde com erro judiciário a ensejar reparação nos termos da 2... parte do inciso LXXV do art. 5... da Constituição Federal. 4. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279 para concluir de modo diverso da instância de origem. 5. Inexistência de argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada. Precedentes. 6. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 553.637/SP-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/9/09). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057553. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO ampla defesa e do contraditório, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. O acórdão recorrido contém motivação suficiente e adequada. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 830.812/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais” (AI n 448.945/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/3/09). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. PRISÃO EM FLAGRANTE. ABSOLVIÇÃO POR FALTA DE PROVAS. ART. 5..., LXXV, 2... PARTE. ATOS JURISDICIONAIS. FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal já assentou que, salvo os casos expressamente previstos em lei, a responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos de juízes. 3. Prisão em flagrante não se confunde com erro judiciário a ensejar reparação nos termos da 2... parte do inciso LXXV do art. 5... da Constituição Federal. 4. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279 para concluir de modo diverso da instância de origem. 5. Inexistência de argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada. Precedentes. 6. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 553.637/SP-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/9/09). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 776920 AGR / GO “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 598.078/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 23/10/09). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057553. Supremo Tribunal Federal AI 776920 AGR / GO “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 598.078/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 23/10/09). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : UILTON JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) : RILDO ALVES DOS REIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813521 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 776.920 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : UILTON JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) : RILDO ALVES DOS REIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813521 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 776 . 920", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 776 . 920", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 776 . 920", "AI 776920 AGR / GO", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AI 776920 AGR / GO", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AI 776920 AGR / GO", "Súmula n 279 desta Corte", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO", "AI 776920 AGR / GO", "Súmula n 279 desta Corte", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO", "AI 776920 AGR / GO", "AI n 842 . 438 / AP - gR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 698 . 782 / BA - AgR", "SÚMULA N . 283 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 539 . 915 - AgR", "Recurso Extraordinário 596 . 414 - AgR", "Recurso Extraordinário 524863 - AgR", "AI 776920", "AI n 842 . 438 / AP - gR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 698 . 782 / BA - 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"DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "UILTON JOSÉ DA SILVA", "RILDO ALVES DOS REIS", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "UILTON JOSÉ DA SILVA", "RILDO ALVES DOS REIS", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "07", "/", "05", "/", "2013", "7 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", 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"06", ".", "03", ".", "2009", "23", "/", "5", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "3", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "3", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "22", "/", "4", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "22", "/", "4", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "8", "/", "11", "6", "/", "3", "/", "09", "25", "/", "9", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "8", "/", "11", "6", "/", "3", "/", "09", "25", "/", "9", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "10", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "10", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "7", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DORELI BITTENCOURT NASCIMENTO BASTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ RICARDO MARGUTTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. REMESSA AO TRIBUNAL RECORRIDO POR VIA POSTAL. RESOLUÇÃO 380/2001-CM. CONVÊNIO ENTRE A EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E O TJRS. AUSÊNCIA DE RAZÕES CAPAZES DE ALTERAR OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A jurisprudência do STF é no sentido de que a tempestividade do recurso há de ser aferida pela data do protocolo no Tribunal, sendo irrelevante a data da postagem nos correios. Precedentes: AgR no ARE 702.331/RS, Tribunal Pleno, Min. Ayres Britto , Dje de 30/11/2012; AgR no ARE 698.286/SP, 2ª T., Min. Gilmar Mendes , Dje de 13/12/2012; ED-AgR no AI 823.275/MG, 1ª T., Min. Rosa Weber , Dje de 04/05/2012; AI 821.795 AgR-ED/CE, 1ª T., Min. Ricardo Lewandowski . 2. O parágrafo único do artigo 547 do Código de Processo Civil, com redação dada pela Lei 10.352/01, autoriza que os tribunais descentralizem os serviços de seu protocolo, mas devem fazê-lo, se for o caso, mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau, categoria na qual não se enquadra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - EBCT. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562279. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 694888 AGR / RS Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562279. Supremo Tribunal Federal ARE 694888 AGR / RS Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DORELI BITTENCOURT NASCIMENTO BASTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ RICARDO MARGUTTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) o recurso foi interposto intempestivamente, pois, em que pese os recorrentes tenham apresentado a petição em 03/02/2013, em agência dos Correios, no último dia do prazo, esta Suprema Corte já firmou o entendimento de que a tempestividade do recurso há de ser aferida pela data do protocolo no Tribunal, sendo irrelevante a data da postagem nos Correios; (b) o parágrafo único do artigo 547 do Código de Processo Civil, com redação dada pela Lei n. 10.352/2001, autoriza que os tribunais descentralizem os serviços de seu protocolo, mas devem fazê-lo, se for o caso, “mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau”, categoria na qual não se enquadra a EBCT. Sustenta a agravante, em suma, que (a) o recurso é tempestivo, pois foi apresentado no último dia do prazo legal por intermédio do protocolo integrado através de convênio com a EBCT; (b) houve violação à ampla defesa daqueles que residem no interior do Estado e que dependem do serviço de protocolo integrado via Correios para ter acesso à justiça, privilegiando-se os advogados que residem na capital, que acabam tendo um prazo maior e um menor custo; (c) a Lei 10.352/2001 que ampliou o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562280. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DORELI BITTENCOURT NASCIMENTO BASTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ RICARDO MARGUTTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) o recurso foi interposto intempestivamente, pois, em que pese os recorrentes tenham apresentado a petição em 03/02/2013, em agência dos Correios, no último dia do prazo, esta Suprema Corte já firmou o entendimento de que a tempestividade do recurso há de ser aferida pela data do protocolo no Tribunal, sendo irrelevante a data da postagem nos Correios; (b) o parágrafo único do artigo 547 do Código de Processo Civil, com redação dada pela Lei n. 10.352/2001, autoriza que os tribunais descentralizem os serviços de seu protocolo, mas devem fazê-lo, se for o caso, “mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau”, categoria na qual não se enquadra a EBCT. Sustenta a agravante, em suma, que (a) o recurso é tempestivo, pois foi apresentado no último dia do prazo legal por intermédio do protocolo integrado através de convênio com a EBCT; (b) houve violação à ampla defesa daqueles que residem no interior do Estado e que dependem do serviço de protocolo integrado via Correios para ter acesso à justiça, privilegiando-se os advogados que residem na capital, que acabam tendo um prazo maior e um menor custo; (c) a Lei 10.352/2001 que ampliou o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 694888 AGR / RS acesso à defesa possibilitando a interposição dos recursos extraordinários e especiais através do sistema do protocolo integrado aos tribunais superiores, não foi revogada e não pode ser ignorada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562280. Supremo Tribunal Federal ARE 694888 AGR / RS acesso à defesa possibilitando a interposição dos recursos extraordinários e especiais através do sistema do protocolo integrado aos tribunais superiores, não foi revogada e não pode ser ignorada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: “1.Trata-se de agravo interposto de decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário por intempestividade. Sustentam os agravantes, em suma, que o recurso extraordinário é tempestivo, porquanto foi protocolado nos termos da lei judiciária local, em conformidade com o artigo 172, §3º do CPC, e com a Resolução nº 857/2010, a qual autoriza o protocolo integrado. 2. O recurso foi interposto intempestivamente. É que, com a disponibilização da decisão no Diário da Justiça Eletrônico, conforme certidão de fl. 128, em 18/01/2012, em 20/01/2012 começou a fluir o prazo recursal, findo em 03/02/2012 (sexta- feira). O recurso extraordinário somente foi protocolado na secretaria do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul em 06/02/2012 (fl. 131), fora, portanto, do prazo previsto no artigo 508, caput, do Código de Processo Civil. Em que pese os recorrentes terem apresentado a petição em 03/02/2012 (sexta-feira), em agência dos Correios na cidade de Santo Agnelo/RS no último dia do prazo (fl. 131, verso), esta Suprema Corte já firmou entendimento de que a tempestividade do recurso há de ser aferida pela data do protocolo no Tribunal, sendo irrelevante a data da postagem nos correios. Precedentes: AgR no ARE 702.331/RS, Tribunal Pleno, Min. Ayres Britto , Dje de 30/11/2012; AgR no ARE 698.286/SP, 2ª T., Min. Gilmar Mendes , Dje de 13/12/2012; ED- AgR no AI 823.275/MG, 1ª T., Min. Rosa Weber , Dje de 04/05/2012; AI 821.795 AgR-ED/CE, 1ª T., Min. Ricardo Lewandowski . Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562281. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: “1.Trata-se de agravo interposto de decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário por intempestividade. Sustentam os agravantes, em suma, que o recurso extraordinário é tempestivo, porquanto foi protocolado nos termos da lei judiciária local, em conformidade com o artigo 172, §3º do CPC, e com a Resolução nº 857/2010, a qual autoriza o protocolo integrado. 2. O recurso foi interposto intempestivamente. É que, com a disponibilização da decisão no Diário da Justiça Eletrônico, conforme certidão de fl. 128, em 18/01/2012, em 20/01/2012 começou a fluir o prazo recursal, findo em 03/02/2012 (sexta- feira). O recurso extraordinário somente foi protocolado na secretaria do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul em 06/02/2012 (fl. 131), fora, portanto, do prazo previsto no artigo 508, caput, do Código de Processo Civil. Em que pese os recorrentes terem apresentado a petição em 03/02/2012 (sexta-feira), em agência dos Correios na cidade de Santo Agnelo/RS no último dia do prazo (fl. 131, verso), esta Suprema Corte já firmou entendimento de que a tempestividade do recurso há de ser aferida pela data do protocolo no Tribunal, sendo irrelevante a data da postagem nos correios. Precedentes: AgR no ARE 702.331/RS, Tribunal Pleno, Min. Ayres Britto , Dje de 30/11/2012; AgR no ARE 698.286/SP, 2ª T., Min. Gilmar Mendes , Dje de 13/12/2012; ED- AgR no AI 823.275/MG, 1ª T., Min. Rosa Weber , Dje de 04/05/2012; AI 821.795 AgR-ED/CE, 1ª T., Min. Ricardo Lewandowski . Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 694888 AGR / RS Cumpre registrar que o parágrafo único do artigo 547 do CPC, com redação dada pela Lei 10.352/01 autoriza que os tribunais descentralizem os serviços de seu protocolo, mas devem fazê-lo, se for o caso “mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau”, categoria na qual não se enquadra a ECT. O agravo não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.” O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562281. Supremo Tribunal Federal ARE 694888 AGR / RS Cumpre registrar que o parágrafo único do artigo 547 do CPC, com redação dada pela Lei 10.352/01 autoriza que os tribunais descentralizem os serviços de seu protocolo, mas devem fazê-lo, se for o caso “mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau”, categoria na qual não se enquadra a ECT. O agravo não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.” O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : DORELI BITTENCOURT NASCIMENTO BASTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ RICARDO MARGUTTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600506 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : DORELI BITTENCOURT NASCIMENTO BASTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ RICARDO MARGUTTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600506 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3642845
2013-03-19T00:00:00
2013-04-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. REMESSA AO TRIBUNAL RECORRIDO POR VIA POSTAL. RESOLUÇÃO 380/2001-CM. CONVÊNIO ENTRE A EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E O TJRS. AUSÊNCIA DE RAZÕES CAPAZES DE ALTERAR OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A jurisprudência do STF é no sentido de que a tempestividade do recurso há de ser aferida pela data do protocolo no Tribunal, sendo irrelevante a data da postagem nos correios. Precedentes: AgR no ARE 702.331/RS, Tribunal Pleno, Min. Ayres Britto , Dje de 30/11/2012; AgR no ARE 698.286/SP, 2ª T., Min. Gilmar Mendes , Dje de 13/12/2012; ED-AgR no AI 823.275/MG, 1ª T., Min. Rosa Weber , Dje de 04/05/2012; AI 821.795 AgR-ED/CE, 1ª T., Min. Ricardo Lewandowski . 2. O parágrafo único do artigo 547 do Código de Processo Civil, com redação dada pela Lei 10.352/01, autoriza que os tribunais descentralizem os serviços de seu protocolo, mas devem fazê-lo, se for o caso, mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau, categoria na qual não se enquadra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - EBCT. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur227984
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO, TEMPESTIVIDADE) ARE 702331 AgR (TP), ARE 698286 AgR (2ªT), AI 823275 AgR-ED (1ªT), AI 821795 AgR-ED (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 27/05/2013, TBC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
694888
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00547 REDAÇÃO DADA PELA LEI-10352/2001 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-010352 ANO-2001\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-EST RES-000380 ANO-2001\r\n RESOLUÇÃO DO CONSELHO DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - CM/RS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 694888 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO ADV.(A/S) : JOSÉ RICARDO MARGUTTI E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : DORELI BITTENCOURT NASCIMENTO BASTOS E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DORELI BITTENCOURT NASCIMENTO BASTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ RICARDO MARGUTTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. REMESSA AO TRIBUNAL RECORRIDO POR VIA POSTAL. RESOLUÇÃO 380/2001-CM. CONVÊNIO ENTRE A EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E O TJRS. AUSÊNCIA DE RAZÕES CAPAZES DE ALTERAR OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a tempestividade do recurso há de ser aferida pela data do protocolo no Tribunal, sendo irrelevante a data da postagem nos correios. Precedentes: AgR no ARE 702.331/RS, Tribunal Pleno, Min. Ayres Britto , Dje de 30/11/2012; AgR no ARE 698.286/SP, 2... T., Min. Gilmar Mendes , Dje de 13/12/2012; ED-AgR no AI 823.275/MG, 1... T., Min. Rosa Weber , Dje de 04/05/2012; AI 821.795 AgR-ED/CE, 1... T., Min. Ricardo Lewandowski . 2. O parágrafo único do artigo 547 do Código de Processo Civil, com redação dada pela Lei 10.352/01, autoriza que os tribunais descentralizem os serviços de seu protocolo, mas devem fazê-lo, se for o caso, mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau, categoria na qual não se enquadra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - EBCT. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562279. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 694888 AGR / RS Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562279. Supremo Tribunal Federal ARE 694888 AGR / RS Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DORELI BITTENCOURT NASCIMENTO BASTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ RICARDO MARGUTTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) o recurso foi interposto intempestivamente, pois, em que pese os recorrentes tenham apresentado a petição em 03/02/2013, em agência dos Correios, no último dia do prazo, esta Suprema Corte já firmou o entendimento de que a tempestividade do recurso há de ser aferida pela data do protocolo no Tribunal, sendo irrelevante a data da postagem nos Correios; (b) o parágrafo único do artigo 547 do Código de Processo Civil, com redação dada pela Lei n. 10.352/2001, autoriza que os tribunais descentralizem os serviços de seu protocolo, mas devem fazê-lo, se for o caso, “mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau”, categoria na qual não se enquadra a EBCT. Sustenta a agravante, em suma, que (a) o recurso é tempestivo, pois foi apresentado no último dia do prazo legal por intermédio do protocolo integrado através de convênio com a EBCT; (b) houve violação à ampla defesa daqueles que residem no interior do Estado e que dependem do serviço de protocolo integrado via Correios para ter acesso à justiça, privilegiando-se os advogados que residem na capital, que acabam tendo um prazo maior e um menor custo; (c) a Lei 10.352/2001 que ampliou o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562280. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DORELI BITTENCOURT NASCIMENTO BASTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ RICARDO MARGUTTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) o recurso foi interposto intempestivamente, pois, em que pese os recorrentes tenham apresentado a petição em 03/02/2013, em agência dos Correios, no último dia do prazo, esta Suprema Corte já firmou o entendimento de que a tempestividade do recurso há de ser aferida pela data do protocolo no Tribunal, sendo irrelevante a data da postagem nos Correios; (b) o parágrafo único do artigo 547 do Código de Processo Civil, com redação dada pela Lei n. 10.352/2001, autoriza que os tribunais descentralizem os serviços de seu protocolo, mas devem fazê-lo, se for o caso, “mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau”, categoria na qual não se enquadra a EBCT. Sustenta a agravante, em suma, que (a) o recurso é tempestivo, pois foi apresentado no último dia do prazo legal por intermédio do protocolo integrado através de convênio com a EBCT; (b) houve violação à ampla defesa daqueles que residem no interior do Estado e que dependem do serviço de protocolo integrado via Correios para ter acesso à justiça, privilegiando-se os advogados que residem na capital, que acabam tendo um prazo maior e um menor custo; (c) a Lei 10.352/2001 que ampliou o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 694888 AGR / RS acesso à defesa possibilitando a interposição dos recursos extraordinários e especiais através do sistema do protocolo integrado aos tribunais superiores, não foi revogada e não pode ser ignorada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562280. Supremo Tribunal Federal ARE 694888 AGR / RS acesso à defesa possibilitando a interposição dos recursos extraordinários e especiais através do sistema do protocolo integrado aos tribunais superiores, não foi revogada e não pode ser ignorada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: “1.Trata-se de agravo interposto de decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário por intempestividade. Sustentam os agravantes, em suma, que o recurso extraordinário é tempestivo, porquanto foi protocolado nos termos da lei judiciária local, em conformidade com o artigo 172, §3... do Código de Processo Civil, e com a Resolução n 857/2010, a qual autoriza o protocolo integrado. 2. O recurso foi interposto intempestivamente. É que, com a disponibilização da decisão no Diário da Justiça Eletrônico, conforme certidão de fl. 128, em 18/01/2012, em 20/01/2012 começou a fluir o prazo recursal, findo em 03/02/2012 (sexta- feira). O recurso extraordinário somente foi protocolado na secretaria do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul em 06/02/2012 (fl. 131), fora, portanto, do prazo previsto no artigo 508, caput, do Código de Processo Civil. Em que pese os recorrentes terem apresentado a petição em 03/02/2012 (sexta-feira), em agência dos Correios na cidade de Santo Agnelo/RS no último dia do prazo (fl. 131, verso), esta Suprema Corte já firmou entendimento de que a tempestividade do recurso há de ser aferida pela data do protocolo no Tribunal, sendo irrelevante a data da postagem nos correios. Precedentes: AgR no ARE 702.331/RS, Tribunal Pleno, Min. Ayres Britto , Dje de 30/11/2012; AgR no ARE 698.286/SP, 2... T., Min. Gilmar Mendes , Dje de 13/12/2012; ED- AgR no AI 823.275/MG, 1... T., Min. Rosa Weber , Dje de 04/05/2012; AI 821.795 AgR-ED/CE, 1... T., Min. Ricardo Lewandowski . Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562281. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: “1.Trata-se de agravo interposto de decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário por intempestividade. Sustentam os agravantes, em suma, que o recurso extraordinário é tempestivo, porquanto foi protocolado nos termos da lei judiciária local, em conformidade com o artigo 172, §3... do Código de Processo Civil, e com a Resolução n 857/2010, a qual autoriza o protocolo integrado. 2. O recurso foi interposto intempestivamente. É que, com a disponibilização da decisão no Diário da Justiça Eletrônico, conforme certidão de fl. 128, em 18/01/2012, em 20/01/2012 começou a fluir o prazo recursal, findo em 03/02/2012 (sexta- feira). O recurso extraordinário somente foi protocolado na secretaria do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul em 06/02/2012 (fl. 131), fora, portanto, do prazo previsto no artigo 508, caput, do Código de Processo Civil. Em que pese os recorrentes terem apresentado a petição em 03/02/2012 (sexta-feira), em agência dos Correios na cidade de Santo Agnelo/RS no último dia do prazo (fl. 131, verso), esta Suprema Corte já firmou entendimento de que a tempestividade do recurso há de ser aferida pela data do protocolo no Tribunal, sendo irrelevante a data da postagem nos correios. Precedentes: AgR no ARE 702.331/RS, Tribunal Pleno, Min. Ayres Britto , Dje de 30/11/2012; AgR no ARE 698.286/SP, 2... T., Min. Gilmar Mendes , Dje de 13/12/2012; ED- AgR no AI 823.275/MG, 1... T., Min. Rosa Weber , Dje de 04/05/2012; AI 821.795 AgR-ED/CE, 1... T., Min. Ricardo Lewandowski . Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 694888 AGR / RS Cumpre registrar que o parágrafo único do artigo 547 do Código de Processo Civil, com redação dada pela Lei 10.352/01 autoriza que os tribunais descentralizem os serviços de seu protocolo, mas devem fazê-lo, se for o caso “mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau”, categoria na qual não se enquadra a ECT. O agravo não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.” O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562281. Supremo Tribunal Federal ARE 694888 AGR / RS Cumpre registrar que o parágrafo único do artigo 547 do Código de Processo Civil, com redação dada pela Lei 10.352/01 autoriza que os tribunais descentralizem os serviços de seu protocolo, mas devem fazê-lo, se for o caso “mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau”, categoria na qual não se enquadra a ECT. O agravo não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.” O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : DORELI BITTENCOURT NASCIMENTO BASTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ RICARDO MARGUTTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600506 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.888 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : DORELI BITTENCOURT NASCIMENTO BASTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ RICARDO MARGUTTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600506 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694 . 888", "AgR no ARE 702 . 331 / RS", "AgR no ARE 698 . 286 / SP", "ED", "-", "AgR no AI 823 . 275 / MG", "AI 821 . 795 AgR - ED / CE", "ARE 694888 AGR / RS", "ARE 694888 AGR / RS", "AGRAVO 694 . 888", "ARE 694888 AGR / RS", "ARE 694888 AGR / RS", "AgR no ARE 702 . 331 / RS", "AgR no ARE 698 . 286 / SP", "ED", "-", "AgR no AI 823 . 275 / MG", "AI 821 . 795 AgR - ED / CE", "AgR no ARE 702 . 331 / RS", "AgR no ARE 698 . 286 / SP", "ED", "-", "AgR no AI 823 . 275 / MG", "AI 821 . 795 AgR - ED / CE", "ARE 694888" ], "LEGISLACAO": [ "RESOLUÇÃO 380 / 2001", "parágrafo único do artigo 547 do Código de Processo Civil", "Lei 10 . 352 / 01", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 547 do Código de Processo Civil", "Lei n . 10 . 352 / 2001", "Lei 10 . 352 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo único do artigo 547 do Código 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Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.223 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :ADRIANO CARLOS CANTÃO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO CONSUMADO E TENTADO. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA INICIAL ACUSATÓRIA. IMPUTAÇÃO ALTERNATIVA. FALTA DE DESCRIÇÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS DO ART. 14, II, DO CÓDIGO PENAL. INCOMPATIBILIDADE ENTRE DOLO EVENTUAL E TENTATIVA. INOCORRÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a extinção da ação penal, de forma prematura, pela via do habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais seja patente (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. 2. A inicial acusatória indica os elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação e, por consequência, suficientes para dar início à persecução penal, além de permitir ao paciente o pleno exercício do seu direito de defesa, nos termos do art. 41 do Código de Processo Penal. 3. Não se reputa alternativa a denúncia que descreve conduta certa e determinada, em imputação de tipo penal doloso, tanto o dolo direto quanto o eventual, porque cingidos naquela norma incriminadora. 4. Constatada a higidez da denúncia, não há como avançar nas questões que compõem típicas teses defensivas, sob pena de afronta ao modelo constitucional de competência. Caberá ao juízo natural da instrução criminal, com observância do princípio do contraditório, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722078. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 114223 / SP proceder ao exame do ora alegado e, porventura, conferir definição jurídica diversa para os fatos. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 27 de outubro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722078. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP proceder ao exame do ora alegado e, porventura, conferir definição jurídica diversa para os fatos. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 27 de outubro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.223 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :ADRIANO CARLOS CANTÃO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Adriano Carlos Cantão contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC 147.729/SP. Consta dos autos, em síntese, que: (a) o paciente foi denunciado, em 13/9/2005, pela suposta prática de dois homicídios qualificados, sendo um deles na forma tentada, tipificados no art. 121, § 2º, inc. II, III e IV, do Código Penal; (b) em 20/4/2007, o juízo singular, ao rejeitar a preliminar de inépcia da denúncia, pronunciou o paciente como incurso nas sanções do art. 121, § 2º, inc. IV, do Código Penal, por duas vezes, sendo uma delas na forma tentada (art. 14, II, do CP); (c) essa decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no julgamento do recurso em sentido estrito; (d) inconformada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: “(...) 1. A peculiaridade verificada na denúncia alternativa reside na pluralidade de imputações, embora no plano dos fatos se tenha verificado a prática de uma única conduta típica, apresentando o acusador verdadeiras opções acerca da prestação jurisdicional invocada. 2. Não há na doutrina consenso acerca da admissibilidade desta técnica de imputação no processo penal brasileiro. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722079. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.223 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :ADRIANO CARLOS CANTÃO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Adriano Carlos Cantão contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC 147.729/SP. Consta dos autos, em síntese, que: (a) o paciente foi denunciado, em 13/9/2005, pela suposta prática de dois homicídios qualificados, sendo um deles na forma tentada, tipificados no art. 121, § 2º, inc. II, III e IV, do Código Penal; (b) em 20/4/2007, o juízo singular, ao rejeitar a preliminar de inépcia da denúncia, pronunciou o paciente como incurso nas sanções do art. 121, § 2º, inc. IV, do Código Penal, por duas vezes, sendo uma delas na forma tentada (art. 14, II, do CP); (c) essa decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no julgamento do recurso em sentido estrito; (d) inconformada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: “(...) 1. A peculiaridade verificada na denúncia alternativa reside na pluralidade de imputações, embora no plano dos fatos se tenha verificado a prática de uma única conduta típica, apresentando o acusador verdadeiras opções acerca da prestação jurisdicional invocada. 2. Não há na doutrina consenso acerca da admissibilidade desta técnica de imputação no processo penal brasileiro. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 114223 / SP Entretanto, tal debate se mostra irrelevante para o deslinde da questão posta na impetração. 3. Não se revela inepta a denúncia que atribui ao acusado a prática do delito com dolo direto ou eventual, tendo em vista que o legislador ordinário equiparou as duas figuras para a caracterização do tipo de ação doloso. Doutrina. 4. A exordial acusatória atribui ao paciente a prática de uma única ação - desferir o tiro de revólver contra as vítimas em sua perseguição -, descrita com riqueza de detalhes, o que não se amolda ao conceito de denúncia alternativa. (…) 1. A norma de extensão descrita no artigo 14, inciso II, do Código Penal permite a decomposição do iter criminis para que, desincumbindo-se o executor de todos os meios eleitos para a prática delituosa, caso o resultado pretendido ou assumido não se verifique por causas alheias à sua vontade, seja responsabilizado pelo perigo que acarretou, com a sua conduta, ao bem jurídico tutelado pela norma penal. 2. Mostra-se irrelevante para o exercício do direito de defesa a descrição da causa que impediu o resultado lesivo, sendo certo que o fato do paciente ter chamado outra viatura da Polícia Militar, que prestou socorro à vítima, pode servir de tese defensiva a ser declinada e comprovada no bojo do contraditório estabelecido no curso da ação penal. (…) 1. Embora a questão não encontre solução pacífica na doutrina, adotando-se como premissa a equiparação do dolo direito com o dolo eventual realizada pelo legislador ordinário, afigura-se compatível o delito tentado praticado com dolo eventual. Precedente. 2. Ordem denegada”. No presente habeas corpus, a impetrante alega, em suma: (a) a inépcia da denúncia para o crime de homicídio consumado em razão da indefinição do elemento subjetivo do tipo, dada a imputação alternativa entre o dolo direto e o eventual; (b) a inépcia da acusação para a tentativa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722079. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP Entretanto, tal debate se mostra irrelevante para o deslinde da questão posta na impetração. 3. Não se revela inepta a denúncia que atribui ao acusado a prática do delito com dolo direto ou eventual, tendo em vista que o legislador ordinário equiparou as duas figuras para a caracterização do tipo de ação doloso. Doutrina. 4. A exordial acusatória atribui ao paciente a prática de uma única ação - desferir o tiro de revólver contra as vítimas em sua perseguição -, descrita com riqueza de detalhes, o que não se amolda ao conceito de denúncia alternativa. (…) 1. A norma de extensão descrita no artigo 14, inciso II, do Código Penal permite a decomposição do iter criminis para que, desincumbindo-se o executor de todos os meios eleitos para a prática delituosa, caso o resultado pretendido ou assumido não se verifique por causas alheias à sua vontade, seja responsabilizado pelo perigo que acarretou, com a sua conduta, ao bem jurídico tutelado pela norma penal. 2. Mostra-se irrelevante para o exercício do direito de defesa a descrição da causa que impediu o resultado lesivo, sendo certo que o fato do paciente ter chamado outra viatura da Polícia Militar, que prestou socorro à vítima, pode servir de tese defensiva a ser declinada e comprovada no bojo do contraditório estabelecido no curso da ação penal. (…) 1. Embora a questão não encontre solução pacífica na doutrina, adotando-se como premissa a equiparação do dolo direito com o dolo eventual realizada pelo legislador ordinário, afigura-se compatível o delito tentado praticado com dolo eventual. Precedente. 2. Ordem denegada”. No presente habeas corpus, a impetrante alega, em suma: (a) a inépcia da denúncia para o crime de homicídio consumado em razão da indefinição do elemento subjetivo do tipo, dada a imputação alternativa entre o dolo direto e o eventual; (b) a inépcia da acusação para a tentativa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 114223 / SP de homicídio, pela falta de descrição das circunstâncias alheias à vontade do paciente que teriam impedido a morte da vítima, bem como por não ter apontado a solicitação de socorro à vítima por parte do paciente, causa preponderante da não consumação de sua morte; (c) a incompatibilidade entre dolo eventual e tentativa. Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja reconhecida a inépcia da denúncia e, por conseguinte, a anulação de todo o processo. Subsidiariamente, requer seja reconhecida a inépcia parcial da denúncia “para determinar seja excluída da acusação a imputação de tentativa de homicídio contra a vítima Fabiano Miranda”. O pedido de liminar foi indeferido. Prestadas informações pelo Superior Tribunal de Justiça. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722079. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP de homicídio, pela falta de descrição das circunstâncias alheias à vontade do paciente que teriam impedido a morte da vítima, bem como por não ter apontado a solicitação de socorro à vítima por parte do paciente, causa preponderante da não consumação de sua morte; (c) a incompatibilidade entre dolo eventual e tentativa. Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja reconhecida a inépcia da denúncia e, por conseguinte, a anulação de todo o processo. Subsidiariamente, requer seja reconhecida a inépcia parcial da denúncia “para determinar seja excluída da acusação a imputação de tentativa de homicídio contra a vítima Fabiano Miranda”. O pedido de liminar foi indeferido. Prestadas informações pelo Superior Tribunal de Justiça. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 27/10/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.223 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Ilustrativo, a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 110315, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 04-09-2013; HC 110697, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 08-10-2012; HC 107412, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 23-05-2012; HC 110321, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13- 08-2012; HC 114867, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14-08-2013; HC 115432-AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 27-06-2013; RHC 114739, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 10-12-2012. 2. No caso, entretanto, não se constata nenhuma daquelas hipóteses que justificariam a extinção da ação penal de forma anômala, notadamente a delimitação do elemento subjetivo do tipo e a falta de justa causa para a instauração da ação penal. A peça acusatória descreve, de forma suficiente, o fato criminoso e o vincula às condutas do paciente. É o que dela se extrai, verbis: “Consta dos inclusos autos de inquérito policial militar (052.04.3490-0) e o iniciado por portaria da autoridade policial do 70º Distrito Policial da Capital, que no dia 29 de abril de 2003, por volta das 11:45 horas, na Av. Professor Luiz Inácio de Anhaia Mello, altura do n. 7887, o Sd. PM ADRIANO CARLOS CANTÃO imbuído de inequívoco animus necandi ou pelo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.223 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Ilustrativo, a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 110315, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 04-09-2013; HC 110697, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 08-10-2012; HC 107412, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 23-05-2012; HC 110321, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13- 08-2012; HC 114867, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14-08-2013; HC 115432-AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 27-06-2013; RHC 114739, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 10-12-2012. 2. No caso, entretanto, não se constata nenhuma daquelas hipóteses que justificariam a extinção da ação penal de forma anômala, notadamente a delimitação do elemento subjetivo do tipo e a falta de justa causa para a instauração da ação penal. A peça acusatória descreve, de forma suficiente, o fato criminoso e o vincula às condutas do paciente. É o que dela se extrai, verbis: “Consta dos inclusos autos de inquérito policial militar (052.04.3490-0) e o iniciado por portaria da autoridade policial do 70º Distrito Policial da Capital, que no dia 29 de abril de 2003, por volta das 11:45 horas, na Av. Professor Luiz Inácio de Anhaia Mello, altura do n. 7887, o Sd. PM ADRIANO CARLOS CANTÃO imbuído de inequívoco animus necandi ou pelo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 114223 / SP menos assumindo o risco de produzir o resultado morte, efetuou um disparo de arma de fogo contra Wesley Trindade da Silva, produzindo-lhe os ferimentos descritos no laudo de exame de corpo de delito de fls. 48/49 (IP 052.03.2195-4), que por sua natureza e sede foram a causa eficiente de sua morte, vindo ainda atingir também a pessoa de Fabiano Miranda com a mesma intenção, produzindo nesta as lesões corporais descritas no laudo de exame de corpo de delito de fls. 114/115 (IP 052.04.3490-0), iniciando assim em relação a essa execução de crime de homicídio que apenas não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade ou não verificada objetivamente apesar do risco assumido. Segundo se apurou no curso das investigações policiais civil e militar, no dia dos fatos, Fabiano Miranda e Wesley Trindade da Silva trafegavam em atitude suspeita com uma motocicleta pelo local dos fatos quando ao serem abordados pelos policiais militares componentes da guarnição ROTA 91248, empreenderam maior velocidade afim de impedir a abordagem dos policiais militares, mesmo porque, verdade, traziam uma chave do tipo 'micha', usualmente empregada para a prática de furtos. Ao notar que a motocicleta se afastava da viatura da ROTA e talvez não conseguissem mais aborda-los, o Sd. PM ADRIANO CARLOS CANTÃO sacou sua arma, um revólver calibre 38 de marca Taurus da Polícia Militar e efetuou um disparo na direção dos indivíduos suspeitos que se evadiam na motocicleta, fazendo-o, todavia, contra as costas e em posição cujo disparo poderia ser letal – como de fato foi - demonstrando assim que pretendia matar ou que ao menos assumia o risco de alcançar esse resultado em relação a cada um dos motociclistas, pouco lhe importando quantas vítimas adviessem de sua conduta absolutamente inaceitável, exemplo do 'atire primeiro e pergunte depois' que merece todo repúdio social e legal. Ao efetuar o disparo simplesmente porque poderiam perder de vista os suspeitos, agiu por motivo fútil. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP menos assumindo o risco de produzir o resultado morte, efetuou um disparo de arma de fogo contra Wesley Trindade da Silva, produzindo-lhe os ferimentos descritos no laudo de exame de corpo de delito de fls. 48/49 (IP 052.03.2195-4), que por sua natureza e sede foram a causa eficiente de sua morte, vindo ainda atingir também a pessoa de Fabiano Miranda com a mesma intenção, produzindo nesta as lesões corporais descritas no laudo de exame de corpo de delito de fls. 114/115 (IP 052.04.3490-0), iniciando assim em relação a essa execução de crime de homicídio que apenas não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade ou não verificada objetivamente apesar do risco assumido. Segundo se apurou no curso das investigações policiais civil e militar, no dia dos fatos, Fabiano Miranda e Wesley Trindade da Silva trafegavam em atitude suspeita com uma motocicleta pelo local dos fatos quando ao serem abordados pelos policiais militares componentes da guarnição ROTA 91248, empreenderam maior velocidade afim de impedir a abordagem dos policiais militares, mesmo porque, verdade, traziam uma chave do tipo 'micha', usualmente empregada para a prática de furtos. Ao notar que a motocicleta se afastava da viatura da ROTA e talvez não conseguissem mais aborda-los, o Sd. PM ADRIANO CARLOS CANTÃO sacou sua arma, um revólver calibre 38 de marca Taurus da Polícia Militar e efetuou um disparo na direção dos indivíduos suspeitos que se evadiam na motocicleta, fazendo-o, todavia, contra as costas e em posição cujo disparo poderia ser letal – como de fato foi - demonstrando assim que pretendia matar ou que ao menos assumia o risco de alcançar esse resultado em relação a cada um dos motociclistas, pouco lhe importando quantas vítimas adviessem de sua conduta absolutamente inaceitável, exemplo do 'atire primeiro e pergunte depois' que merece todo repúdio social e legal. Ao efetuar o disparo simplesmente porque poderiam perder de vista os suspeitos, agiu por motivo fútil. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 114223 / SP Desferindo disparo de arma de fogo em meio a perseguição no trânsito em horário e via de intenso movimento valeu-se de meio do qual resultou ou poderia resultar perigo comum. Efetuando o disparo pelas costas das vítimas, colheram-na de surpresa e além disso, como estavam indefesas em cima de uma motocicleta, não tinham a menor condição de esboçar qualquer possibilidade de defesa, valendo-se dessa condição para atingi-las. Face ao exposto, denuncio ADRIANO CARLOS ANTÃO, devidamente qualificado nos autos às fls. 06 do IP 052.04.3490- 0, como incursos nas penas previstas pelo art. 121, § 2º, inc. II, III e IV, por duas vezes, uma delas c.c. O art. 14, II, ambos do Código Penal (...)" . 3. Como visto, a denúncia narra de forma objetiva as condutas atribuídas ao paciente, adequando-as, em tese, ao tipo penal de homicídio, na forma consumada e tentada. Ao contrário da tese arguida pela defesa, não se identifica na descrição do fato imputação alternativa, ou seja, a peça acusatória não atribui ao réu mais de uma conduta penalmente relevante (Afrânio Silva Jardim, in Direito Processual Penal. 11ª edição). Foi atribuído ao paciente conduta certa e determinada (“sacou sua arma e efetuou um disparo na direção dos indivíduos”), perpetrada de forma dolosa. Sobre o elemento subjetivo, dispõe o art. 18, I, do Código Penal que o crime será doloso “quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo”, de modo que a distinção doutrinária entre dolo direto e eventual não tem efeitos para a demonstração da causalidade do tipo doloso. O dolo, embora eventual, é sempre dolo, ou seja, há o fator volitivo. Importa à exordial acusatória, portanto, descrever a conduta e todos os seus elementos, culminando com a subsunção dos fatos à norma penal incriminadora. E, em relação ao crime de homicídio doloso, o elemento subjetivo do tipo consiste na vontade do agente em causar lesão ao bem jurídico vida. Nessa perspectiva, a acusação foi capaz de apontar, precisamente, o modus operandi da conduta, especificando a atuação do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP Desferindo disparo de arma de fogo em meio a perseguição no trânsito em horário e via de intenso movimento valeu-se de meio do qual resultou ou poderia resultar perigo comum. Efetuando o disparo pelas costas das vítimas, colheram-na de surpresa e além disso, como estavam indefesas em cima de uma motocicleta, não tinham a menor condição de esboçar qualquer possibilidade de defesa, valendo-se dessa condição para atingi-las. Face ao exposto, denuncio ADRIANO CARLOS ANTÃO, devidamente qualificado nos autos às fls. 06 do IP 052.04.3490- 0, como incursos nas penas previstas pelo art. 121, § 2º, inc. II, III e IV, por duas vezes, uma delas c.c. O art. 14, II, ambos do Código Penal (...)" . 3. Como visto, a denúncia narra de forma objetiva as condutas atribuídas ao paciente, adequando-as, em tese, ao tipo penal de homicídio, na forma consumada e tentada. Ao contrário da tese arguida pela defesa, não se identifica na descrição do fato imputação alternativa, ou seja, a peça acusatória não atribui ao réu mais de uma conduta penalmente relevante (Afrânio Silva Jardim, in Direito Processual Penal. 11ª edição). Foi atribuído ao paciente conduta certa e determinada (“sacou sua arma e efetuou um disparo na direção dos indivíduos”), perpetrada de forma dolosa. Sobre o elemento subjetivo, dispõe o art. 18, I, do Código Penal que o crime será doloso “quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo”, de modo que a distinção doutrinária entre dolo direto e eventual não tem efeitos para a demonstração da causalidade do tipo doloso. O dolo, embora eventual, é sempre dolo, ou seja, há o fator volitivo. Importa à exordial acusatória, portanto, descrever a conduta e todos os seus elementos, culminando com a subsunção dos fatos à norma penal incriminadora. E, em relação ao crime de homicídio doloso, o elemento subjetivo do tipo consiste na vontade do agente em causar lesão ao bem jurídico vida. Nessa perspectiva, a acusação foi capaz de apontar, precisamente, o modus operandi da conduta, especificando a atuação do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 114223 / SP paciente que, em meio a perseguição policial a motociclistas, atingiu as vítimas pelas costas com disparo de arma de fogo, “imbuído de inequívoco animus necandi ou pelo menos assumindo o risco de produzir o resultado morte”, fato que teria provocado a morte de uma das vítimas. Quanto ao ponto, não se verifica qualquer impropriedade do acórdão atacado, que assim enfrentou a questão: “(...) Nota-se, portanto, que o simples fato do Ministério Público ter declinado na exordial que o paciente agiu com a intenção de produzir o resultado, ou assumiu o risco de produzi-lo, não impede ou dificulta o exercício do direito de defesa que lhe é garantido constitucionalmente, tendo em vista que as duas formas são aptas a caracterizar o tipo de ação doloso. Ambas tutelam condutas voltadas para a consecução de um fim penalmente tipificado, independentemente se o resultado era querido, ou se se assumiu o risco de produzi-lo. Aliás, de acordo com as circunstâncias fáticas narradas na denúncia, a precisa adequação do elemento subjetivo da conduta atribuída ao paciente no momento no qual foi praticada, deveras irrelevante para fins de viabilidade da ação penal, só por ele é conhecida, e deverá ser objeto de argumentação e comprovação no âmbito do devido processo legal regularmente instaurado perante o Juízo competente. Ademais, o que se depreende da leitura da exordial acusatória é que se atribuiu ao paciente a prática de uma única ação - desferir o tiro de revólver contra as vítimas em sua perseguição -, descrita com riqueza de detalhes, o que não se amolda ao conceito de denúncia alternativa, conforme consignado alhures”. 4. Referente à inépcia da denúncia pela imputação do homicídio na forma tentada, importa, na avaliação da validade da peça acusatória, a delimitação da atuação do agente contra o bem jurídico tutelado, certificando-se que efetivamente teve início a execução do crime. Ainda que dispensada pela acusação a menção das circunstâncias que teriam 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP paciente que, em meio a perseguição policial a motociclistas, atingiu as vítimas pelas costas com disparo de arma de fogo, “imbuído de inequívoco animus necandi ou pelo menos assumindo o risco de produzir o resultado morte”, fato que teria provocado a morte de uma das vítimas. Quanto ao ponto, não se verifica qualquer impropriedade do acórdão atacado, que assim enfrentou a questão: “(...) Nota-se, portanto, que o simples fato do Ministério Público ter declinado na exordial que o paciente agiu com a intenção de produzir o resultado, ou assumiu o risco de produzi-lo, não impede ou dificulta o exercício do direito de defesa que lhe é garantido constitucionalmente, tendo em vista que as duas formas são aptas a caracterizar o tipo de ação doloso. Ambas tutelam condutas voltadas para a consecução de um fim penalmente tipificado, independentemente se o resultado era querido, ou se se assumiu o risco de produzi-lo. Aliás, de acordo com as circunstâncias fáticas narradas na denúncia, a precisa adequação do elemento subjetivo da conduta atribuída ao paciente no momento no qual foi praticada, deveras irrelevante para fins de viabilidade da ação penal, só por ele é conhecida, e deverá ser objeto de argumentação e comprovação no âmbito do devido processo legal regularmente instaurado perante o Juízo competente. Ademais, o que se depreende da leitura da exordial acusatória é que se atribuiu ao paciente a prática de uma única ação - desferir o tiro de revólver contra as vítimas em sua perseguição -, descrita com riqueza de detalhes, o que não se amolda ao conceito de denúncia alternativa, conforme consignado alhures”. 4. Referente à inépcia da denúncia pela imputação do homicídio na forma tentada, importa, na avaliação da validade da peça acusatória, a delimitação da atuação do agente contra o bem jurídico tutelado, certificando-se que efetivamente teve início a execução do crime. Ainda que dispensada pela acusação a menção das circunstâncias que teriam 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 114223 / SP impedido a morte da vítima, a denúncia, como visto, não se descuidou de ilustrar, com pormenores, a atuação do paciente no cenário dos fatos. A alegação de que a morte não se consumou em decorrência de ter o paciente providenciado o socorro prestado à vítima não tem pertinência na via estreita do habeas corpus, dada a necessidade de revolvimento dos fatos e provas do caso. Ademais, referidas circunstâncias compõem típicas teses defensivas que, acaso suscitadas, poderiam ensejar, na fase de apreciação do juízo de admissibilidade da acusação, a impronúncia, a absolvição sumária ou a desclassificação do delito, nos moldes dos arts. 414, 415 e 418 do Código de Processo Penal. Não convém, nesta ação constitucional, apontar as provas e fatos que eventualmente poderiam zelar pela solidez da denúncia, mas, sim, verificar a presença de substrato indiciário mínimo da autoria e materialidade do delito, além do exame de eventual atipicidade da conduta ou de extinção de punibilidade, hipóteses não evidenciadas. 5. Acerca da alegada incompatibilidade entre o dolo eventual e a tentativa, tem-se que a doutrina oscila quanto ao tema. A favor da aplicação simultânea dos dois institutos, Guilherme de Souza Nucci reputou “perfeitamente admissível a coexistência da tentativa com o dolo eventual, embora seja de difícil comprovação no caso concreto”. Reportou-se, na oportunidade, à lição de Nélson Hungria: “se o agente aquiesce no advento do resultado específico do crime, previsto como possível, é claro que este entra na órbita de sua volição: logo, se por circunstâncias fortuitas, tal resultado não ocorre, é inegável que o agente deve responder por tentativa” (in Código Penal comentado, 14ª edição). Em contraposição, Rogério Greco compreende que, “independentemente do paralelo que se tente traçar entre o dolo eventual e a culpa consciente, o fato é que, nos casos concretos, o raciocínio da tentativa torna-se inviável. A própria definição legal do conceito de tentativa nos impede de reconhecê-la nos casos em que o agente atua com dolo eventual. Quando o Código Penal, em seu art. 14, II, diz ser o crime tentado quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP impedido a morte da vítima, a denúncia, como visto, não se descuidou de ilustrar, com pormenores, a atuação do paciente no cenário dos fatos. A alegação de que a morte não se consumou em decorrência de ter o paciente providenciado o socorro prestado à vítima não tem pertinência na via estreita do habeas corpus, dada a necessidade de revolvimento dos fatos e provas do caso. Ademais, referidas circunstâncias compõem típicas teses defensivas que, acaso suscitadas, poderiam ensejar, na fase de apreciação do juízo de admissibilidade da acusação, a impronúncia, a absolvição sumária ou a desclassificação do delito, nos moldes dos arts. 414, 415 e 418 do Código de Processo Penal. Não convém, nesta ação constitucional, apontar as provas e fatos que eventualmente poderiam zelar pela solidez da denúncia, mas, sim, verificar a presença de substrato indiciário mínimo da autoria e materialidade do delito, além do exame de eventual atipicidade da conduta ou de extinção de punibilidade, hipóteses não evidenciadas. 5. Acerca da alegada incompatibilidade entre o dolo eventual e a tentativa, tem-se que a doutrina oscila quanto ao tema. A favor da aplicação simultânea dos dois institutos, Guilherme de Souza Nucci reputou “perfeitamente admissível a coexistência da tentativa com o dolo eventual, embora seja de difícil comprovação no caso concreto”. Reportou-se, na oportunidade, à lição de Nélson Hungria: “se o agente aquiesce no advento do resultado específico do crime, previsto como possível, é claro que este entra na órbita de sua volição: logo, se por circunstâncias fortuitas, tal resultado não ocorre, é inegável que o agente deve responder por tentativa” (in Código Penal comentado, 14ª edição). Em contraposição, Rogério Greco compreende que, “independentemente do paralelo que se tente traçar entre o dolo eventual e a culpa consciente, o fato é que, nos casos concretos, o raciocínio da tentativa torna-se inviável. A própria definição legal do conceito de tentativa nos impede de reconhecê-la nos casos em que o agente atua com dolo eventual. Quando o Código Penal, em seu art. 14, II, diz ser o crime tentado quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 114223 / SP do agente, nos está a induzir, mediante a palavra vontade, que a tentativa somente será admissível quando a conduta do agente for finalística e diretamente dirigida à produção de um resultado, e não nas hipóteses em que somente assuma o risco de produzi-lo, nos termos propostos pela teoria do assentimento. O art. 14, II, do Código Penal adotou, portanto, para fins de reconhecimento do dolo, tão somente, a teoria da vontade” (in Código Penal comentado, 5ª edição). A celeuma, no Superior Tribunal de Justiça, pende para o reconhecimento da compatibilidade entre os institutos, conforme destacado no apontado como ato coator: “a questão já aportou a esta Corte, oportunidade na qual se adotou a corrente que considera possível a incidência da referida norma de extensão quando o agente, com sua conduta, assume o risco de produzir o resultado lesivo, mormente pelo fato de que o próprio legislador ordinário o equiparou ao dolo direto”. Portanto, em se tratando de posição balizada por parte da doutrina e pela Corte Superior, a quem compete constitucionalmente a uniformização da jurisprudência infraconstitucional, não se vislumbra inepta a inicial ao conjugar ambos institutos, sobretudo porque remanesce, ainda, a possibilidade, segundo a acusação, de ter sido a conduta praticada com dolo direto. Reitere-se, no mais, que, constatada a higidez da denúncia, não há como avançar nas questões que compõem típicas teses defensivas, sob pena de afronta ao modelo constitucional de competência. Caberá ao juízo natural da instrução criminal, com observância do princípio do contraditório, proceder ao exame do ora alegado e, porventura, conferir definição jurídica diversa para os fatos. Inviável, assim, antecipar-se ao pronunciamento das instâncias ordinárias. 6. Diante do exposto, denego a ordem. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP do agente, nos está a induzir, mediante a palavra vontade, que a tentativa somente será admissível quando a conduta do agente for finalística e diretamente dirigida à produção de um resultado, e não nas hipóteses em que somente assuma o risco de produzi-lo, nos termos propostos pela teoria do assentimento. O art. 14, II, do Código Penal adotou, portanto, para fins de reconhecimento do dolo, tão somente, a teoria da vontade” (in Código Penal comentado, 5ª edição). A celeuma, no Superior Tribunal de Justiça, pende para o reconhecimento da compatibilidade entre os institutos, conforme destacado no apontado como ato coator: “a questão já aportou a esta Corte, oportunidade na qual se adotou a corrente que considera possível a incidência da referida norma de extensão quando o agente, com sua conduta, assume o risco de produzir o resultado lesivo, mormente pelo fato de que o próprio legislador ordinário o equiparou ao dolo direto”. Portanto, em se tratando de posição balizada por parte da doutrina e pela Corte Superior, a quem compete constitucionalmente a uniformização da jurisprudência infraconstitucional, não se vislumbra inepta a inicial ao conjugar ambos institutos, sobretudo porque remanesce, ainda, a possibilidade, segundo a acusação, de ter sido a conduta praticada com dolo direto. Reitere-se, no mais, que, constatada a higidez da denúncia, não há como avançar nas questões que compõem típicas teses defensivas, sob pena de afronta ao modelo constitucional de competência. Caberá ao juízo natural da instrução criminal, com observância do princípio do contraditório, proceder ao exame do ora alegado e, porventura, conferir definição jurídica diversa para os fatos. Inviável, assim, antecipar-se ao pronunciamento das instâncias ordinárias. 6. Diante do exposto, denego a ordem. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.223 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : ADRIANO CARLOS CANTÃO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720170 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.223 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : ADRIANO CARLOS CANTÃO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720170 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9772340
2015-10-27T00:00:00
2015-11-12T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015.
HABEAS CORPUS
Ementa: PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO CONSUMADO E TENTADO. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA INICIAL ACUSATÓRIA. IMPUTAÇÃO ALTERNATIVA. FALTA DE DESCRIÇÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS DO ART. 14, II, DO CÓDIGO PENAL. INCOMPATIBILIDADE ENTRE DOLO EVENTUAL E TENTATIVA. INOCORRÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a extinção da ação penal, de forma prematura, pela via do habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais seja patente (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. 2. A inicial acusatória indica os elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação e, por consequência, suficientes para dar início à persecução penal, além de permitir ao paciente o pleno exercício do seu direito de defesa, nos termos do art. 41 do Código de Processo Penal. 3. Não se reputa alternativa a denúncia que descreve conduta certa e determinada, em imputação de tipo penal doloso, tanto o dolo direto quanto o eventual, porque cingidos naquela norma incriminadora. 4. Constatada a higidez da denúncia, não há como avançar nas questões que compõem típicas teses defensivas, sob pena de afronta ao modelo constitucional de competência. Caberá ao juízo natural da instrução criminal, com observância do princípio do contraditório, proceder ao exame do ora alegado e, porventura, conferir definição jurídica diversa para os fatos. 5. Ordem denegada.
sjur328730
- Acórdão(s) citado(s): (HC, TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL) HC 107412 (1ªT), HC 110315 (2ªT), HC 110321 (2ªT), HC 110697 (2ªT), RHC 114739 (1ªT), HC 114867 (1ªT), HC 115432 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 13/11/2015, JRS.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
114223
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00014 PAR-00002 ART-00018 INC-00001 \n ART-00041\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00414 ART-00415 ART-00418\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 114223
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PACTE.(S) : ADRIANO CARLOS CANTÃO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.223 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :ADRIANO CARLOS CANTÃO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO CONSUMADO E TENTADO. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA INICIAL ACUSATÓRIA. IMPUTAÇÃO ALTERNATIVA. FALTA DE DESCRIÇÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS DO ART. 14, II, DO CÓDIGO PENAL. INCOMPATIBILIDADE ENTRE DOLO EVENTUAL E TENTATIVA. INOCORRÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a extinção da ação penal, de forma prematura, pela via do habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais seja patente (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. 2. A inicial acusatória indica os elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação e, por consequência, suficientes para dar início à persecução penal, além de permitir ao paciente o pleno exercício do seu direito de defesa, nos termos do art. 41 do Código de Processo Penal. 3. Não se reputa alternativa a denúncia que descreve conduta certa e determinada, em imputação de tipo penal doloso, tanto o dolo direto quanto o eventual, porque cingidos naquela norma incriminadora. 4. Constatada a higidez da denúncia, não há como avançar nas questões que compõem típicas teses defensivas, sob pena de afronta ao modelo constitucional de competência. Caberá ao juízo natural da instrução criminal, com observância do princípio do contraditório, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722078. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 114223 / SP proceder ao exame do ora alegado e, porventura, conferir definição jurídica diversa para os fatos. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 27 de outubro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722078. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP proceder ao exame do ora alegado e, porventura, conferir definição jurídica diversa para os fatos. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 27 de outubro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.223 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :ADRIANO CARLOS CANTÃO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Adriano Carlos Cantão contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC 147.729/SP. Consta dos autos, em síntese, que: (a) o paciente foi denunciado, em 13/9/2005, pela suposta prática de dois homicídios qualificados, sendo um deles na forma tentada, tipificados no art. 121, § 2..., inc. II, III e IV, do Código Penal; (b) em 20/4/2007, o juízo singular, ao rejeitar a preliminar de inépcia da denúncia, pronunciou o paciente como incurso nas sanções do art. 121, § 2..., inc. IV, do Código Penal, por duas vezes, sendo uma delas na forma tentada (art. 14, II, do Código Penal Brasileiro); (c) essa decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no julgamento do recurso em sentido estrito; (d) inconformada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: “(...) 1. A peculiaridade verificada na denúncia alternativa reside na pluralidade de imputações, embora no plano dos fatos se tenha verificado a prática de uma única conduta típica, apresentando o acusador verdadeiras opções acerca da prestação jurisdicional invocada. 2. Não há na doutrina consenso acerca da admissibilidade desta técnica de imputação no processo penal brasileiro. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722079. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.223 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :ADRIANO CARLOS CANTÃO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Adriano Carlos Cantão contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC 147.729/SP. Consta dos autos, em síntese, que: (a) o paciente foi denunciado, em 13/9/2005, pela suposta prática de dois homicídios qualificados, sendo um deles na forma tentada, tipificados no art. 121, § 2..., inc. II, III e IV, do Código Penal; (b) em 20/4/2007, o juízo singular, ao rejeitar a preliminar de inépcia da denúncia, pronunciou o paciente como incurso nas sanções do art. 121, § 2..., inc. IV, do Código Penal, por duas vezes, sendo uma delas na forma tentada (art. 14, II, do Código Penal Brasileiro); (c) essa decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no julgamento do recurso em sentido estrito; (d) inconformada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: “(...) 1. A peculiaridade verificada na denúncia alternativa reside na pluralidade de imputações, embora no plano dos fatos se tenha verificado a prática de uma única conduta típica, apresentando o acusador verdadeiras opções acerca da prestação jurisdicional invocada. 2. Não há na doutrina consenso acerca da admissibilidade desta técnica de imputação no processo penal brasileiro. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 114223 / SP Entretanto, tal debate se mostra irrelevante para o deslinde da questão posta na impetração. 3. Não se revela inepta a denúncia que atribui ao acusado a prática do delito com dolo direto ou eventual, tendo em vista que o legislador ordinário equiparou as duas figuras para a caracterização do tipo de ação doloso. Doutrina. 4. A exordial acusatória atribui ao paciente a prática de uma única ação - desferir o tiro de revólver contra as vítimas em sua perseguição -, descrita com riqueza de detalhes, o que não se amolda ao conceito de denúncia alternativa. (…) 1. A norma de extensão descrita no artigo 14, inciso II, do Código Penal permite a decomposição do iter criminis para que, desincumbindo-se o executor de todos os meios eleitos para a prática delituosa, caso o resultado pretendido ou assumido não se verifique por causas alheias à sua vontade, seja responsabilizado pelo perigo que acarretou, com a sua conduta, ao bem jurídico tutelado pela norma penal. 2. Mostra-se irrelevante para o exercício do direito de defesa a descrição da causa que impediu o resultado lesivo, sendo certo que o fato do paciente ter chamado outra viatura da Polícia Militar, que prestou socorro à vítima, pode servir de tese defensiva a ser declinada e comprovada no bojo do contraditório estabelecido no curso da ação penal. (…) 1. Embora a questão não encontre solução pacífica na doutrina, adotando-se como premissa a equiparação do dolo direito com o dolo eventual realizada pelo legislador ordinário, afigura-se compatível o delito tentado praticado com dolo eventual. Precedente. 2. Ordem denegada”. No presente habeas corpus, a impetrante alega, em suma: (a) a inépcia da denúncia para o crime de homicídio consumado em razão da indefinição do elemento subjetivo do tipo, dada a imputação alternativa entre o dolo direto e o eventual; (b) a inépcia da acusação para a tentativa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722079. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP Entretanto, tal debate se mostra irrelevante para o deslinde da questão posta na impetração. 3. Não se revela inepta a denúncia que atribui ao acusado a prática do delito com dolo direto ou eventual, tendo em vista que o legislador ordinário equiparou as duas figuras para a caracterização do tipo de ação doloso. Doutrina. 4. A exordial acusatória atribui ao paciente a prática de uma única ação - desferir o tiro de revólver contra as vítimas em sua perseguição -, descrita com riqueza de detalhes, o que não se amolda ao conceito de denúncia alternativa. (…) 1. A norma de extensão descrita no artigo 14, inciso II, do Código Penal permite a decomposição do iter criminis para que, desincumbindo-se o executor de todos os meios eleitos para a prática delituosa, caso o resultado pretendido ou assumido não se verifique por causas alheias à sua vontade, seja responsabilizado pelo perigo que acarretou, com a sua conduta, ao bem jurídico tutelado pela norma penal. 2. Mostra-se irrelevante para o exercício do direito de defesa a descrição da causa que impediu o resultado lesivo, sendo certo que o fato do paciente ter chamado outra viatura da Polícia Militar, que prestou socorro à vítima, pode servir de tese defensiva a ser declinada e comprovada no bojo do contraditório estabelecido no curso da ação penal. (…) 1. Embora a questão não encontre solução pacífica na doutrina, adotando-se como premissa a equiparação do dolo direito com o dolo eventual realizada pelo legislador ordinário, afigura-se compatível o delito tentado praticado com dolo eventual. Precedente. 2. Ordem denegada”. No presente habeas corpus, a impetrante alega, em suma: (a) a inépcia da denúncia para o crime de homicídio consumado em razão da indefinição do elemento subjetivo do tipo, dada a imputação alternativa entre o dolo direto e o eventual; (b) a inépcia da acusação para a tentativa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 114223 / SP de homicídio, pela falta de descrição das circunstâncias alheias à vontade do paciente que teriam impedido a morte da vítima, bem como por não ter apontado a solicitação de socorro à vítima por parte do paciente, causa preponderante da não consumação de sua morte; (c) a incompatibilidade entre dolo eventual e tentativa. Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja reconhecida a inépcia da denúncia e, por conseguinte, a anulação de todo o processo. Subsidiariamente, requer seja reconhecida a inépcia parcial da denúncia “para determinar seja excluída da acusação a imputação de tentativa de homicídio contra a vítima Fabiano Miranda”. O pedido de liminar foi indeferido. Prestadas informações pelo Superior Tribunal de Justiça. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722079. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP de homicídio, pela falta de descrição das circunstâncias alheias à vontade do paciente que teriam impedido a morte da vítima, bem como por não ter apontado a solicitação de socorro à vítima por parte do paciente, causa preponderante da não consumação de sua morte; (c) a incompatibilidade entre dolo eventual e tentativa. Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja reconhecida a inépcia da denúncia e, por conseguinte, a anulação de todo o processo. Subsidiariamente, requer seja reconhecida a inépcia parcial da denúncia “para determinar seja excluída da acusação a imputação de tentativa de homicídio contra a vítima Fabiano Miranda”. O pedido de liminar foi indeferido. Prestadas informações pelo Superior Tribunal de Justiça. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 27/10/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.223 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Ilustrativo, a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 110315, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 04-09-2013; HC 110697, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 08-10-2012; HC 107412, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 23-05-2012; HC 110321, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13- 08-2012; HC 114867, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14-08-2013; HC 115432-AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 27-06-2013; RHC 114739, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 10-12-2012. 2. No caso, entretanto, não se constata nenhuma daquelas hipóteses que justificariam a extinção da ação penal de forma anômala, notadamente a delimitação do elemento subjetivo do tipo e a falta de justa causa para a instauração da ação penal. A peça acusatória descreve, de forma suficiente, o fato criminoso e o vincula às condutas do paciente. É o que dela se extrai, verbis: “Consta dos inclusos autos de inquérito policial militar (052.04.3490-0) e o iniciado por portaria da autoridade policial do 70... Distrito Policial da Capital, que no dia 29 de abril de 2003, por volta das 11:45 horas, na Av. Professor Luiz Inácio de Anhaia Mello, altura do n. 7887, o Sd. PM ADRIANO CARLOS CANTÃO imbuído de inequívoco animus necandi ou pelo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.223 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Ilustrativo, a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 110315, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 04-09-2013; HC 110697, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 08-10-2012; HC 107412, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 23-05-2012; HC 110321, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13- 08-2012; HC 114867, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14-08-2013; HC 115432-AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 27-06-2013; RHC 114739, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 10-12-2012. 2. No caso, entretanto, não se constata nenhuma daquelas hipóteses que justificariam a extinção da ação penal de forma anômala, notadamente a delimitação do elemento subjetivo do tipo e a falta de justa causa para a instauração da ação penal. A peça acusatória descreve, de forma suficiente, o fato criminoso e o vincula às condutas do paciente. É o que dela se extrai, verbis: “Consta dos inclusos autos de inquérito policial militar (052.04.3490-0) e o iniciado por portaria da autoridade policial do 70... Distrito Policial da Capital, que no dia 29 de abril de 2003, por volta das 11:45 horas, na Av. Professor Luiz Inácio de Anhaia Mello, altura do n. 7887, o Sd. PM ADRIANO CARLOS CANTÃO imbuído de inequívoco animus necandi ou pelo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 114223 / SP menos assumindo o risco de produzir o resultado morte, efetuou um disparo de arma de fogo contra Wesley Trindade da Silva, produzindo-lhe os ferimentos descritos no laudo de exame de corpo de delito de fls. 48/49 (IP 052.03.2195-4), que por sua natureza e sede foram a causa eficiente de sua morte, vindo ainda atingir também a pessoa de Fabiano Miranda com a mesma intenção, produzindo nesta as lesões corporais descritas no laudo de exame de corpo de delito de fls. 114/115 (IP 052.04.3490-0), iniciando assim em relação a essa execução de crime de homicídio que apenas não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade ou não verificada objetivamente apesar do risco assumido. Segundo se apurou no curso das investigações policiais civil e militar, no dia dos fatos, Fabiano Miranda e Wesley Trindade da Silva trafegavam em atitude suspeita com uma motocicleta pelo local dos fatos quando ao serem abordados pelos policiais militares componentes da guarnição ROTA 91248, empreenderam maior velocidade afim de impedir a abordagem dos policiais militares, mesmo porque, verdade, traziam uma chave do tipo 'micha', usualmente empregada para a prática de furtos. Ao notar que a motocicleta se afastava da viatura da ROTA e talvez não conseguissem mais aborda-los, o Sd. PM ADRIANO CARLOS CANTÃO sacou sua arma, um revólver calibre 38 de marca Taurus da Polícia Militar e efetuou um disparo na direção dos indivíduos suspeitos que se evadiam na motocicleta, fazendo-o, todavia, contra as costas e em posição cujo disparo poderia ser letal – como de fato foi - demonstrando assim que pretendia matar ou que ao menos assumia o risco de alcançar esse resultado em relação a cada um dos motociclistas, pouco lhe importando quantas vítimas adviessem de sua conduta absolutamente inaceitável, exemplo do 'atire primeiro e pergunte depois' que merece todo repúdio social e legal. Ao efetuar o disparo simplesmente porque poderiam perder de vista os suspeitos, agiu por motivo fútil. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP menos assumindo o risco de produzir o resultado morte, efetuou um disparo de arma de fogo contra Wesley Trindade da Silva, produzindo-lhe os ferimentos descritos no laudo de exame de corpo de delito de fls. 48/49 (IP 052.03.2195-4), que por sua natureza e sede foram a causa eficiente de sua morte, vindo ainda atingir também a pessoa de Fabiano Miranda com a mesma intenção, produzindo nesta as lesões corporais descritas no laudo de exame de corpo de delito de fls. 114/115 (IP 052.04.3490-0), iniciando assim em relação a essa execução de crime de homicídio que apenas não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade ou não verificada objetivamente apesar do risco assumido. Segundo se apurou no curso das investigações policiais civil e militar, no dia dos fatos, Fabiano Miranda e Wesley Trindade da Silva trafegavam em atitude suspeita com uma motocicleta pelo local dos fatos quando ao serem abordados pelos policiais militares componentes da guarnição ROTA 91248, empreenderam maior velocidade afim de impedir a abordagem dos policiais militares, mesmo porque, verdade, traziam uma chave do tipo 'micha', usualmente empregada para a prática de furtos. Ao notar que a motocicleta se afastava da viatura da ROTA e talvez não conseguissem mais aborda-los, o Sd. PM ADRIANO CARLOS CANTÃO sacou sua arma, um revólver calibre 38 de marca Taurus da Polícia Militar e efetuou um disparo na direção dos indivíduos suspeitos que se evadiam na motocicleta, fazendo-o, todavia, contra as costas e em posição cujo disparo poderia ser letal – como de fato foi - demonstrando assim que pretendia matar ou que ao menos assumia o risco de alcançar esse resultado em relação a cada um dos motociclistas, pouco lhe importando quantas vítimas adviessem de sua conduta absolutamente inaceitável, exemplo do 'atire primeiro e pergunte depois' que merece todo repúdio social e legal. Ao efetuar o disparo simplesmente porque poderiam perder de vista os suspeitos, agiu por motivo fútil. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 114223 / SP Desferindo disparo de arma de fogo em meio a perseguição no trânsito em horário e via de intenso movimento valeu-se de meio do qual resultou ou poderia resultar perigo comum. Efetuando o disparo pelas costas das vítimas, colheram-na de surpresa e além disso, como estavam indefesas em cima de uma motocicleta, não tinham a menor condição de esboçar qualquer possibilidade de defesa, valendo-se dessa condição para atingi-las. Face ao exposto, denuncio ADRIANO CARLOS ANTÃO, devidamente qualificado nos autos às fls. 06 do IP 052.04.3490- 0, como incursos nas penas previstas pelo art. 121, § 2..., inc. II, III e IV, por duas vezes, uma delas c.c. O art. 14, II, ambos do Código Penal (...)" . 3. Como visto, a denúncia narra de forma objetiva as condutas atribuídas ao paciente, adequando-as, em tese, ao tipo penal de homicídio, na forma consumada e tentada. Ao contrário da tese arguida pela defesa, não se identifica na descrição do fato imputação alternativa, ou seja, a peça acusatória não atribui ao réu mais de uma conduta penalmente relevante (Afrânio Silva Jardim, in Direito Processual Penal. 11... edição). Foi atribuído ao paciente conduta certa e determinada (“sacou sua arma e efetuou um disparo na direção dos indivíduos”), perpetrada de forma dolosa. Sobre o elemento subjetivo, dispõe o art. 18, I, do Código Penal que o crime será doloso “quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo”, de modo que a distinção doutrinária entre dolo direto e eventual não tem efeitos para a demonstração da causalidade do tipo doloso. O dolo, embora eventual, é sempre dolo, ou seja, há o fator volitivo. Importa à exordial acusatória, portanto, descrever a conduta e todos os seus elementos, culminando com a subsunção dos fatos à norma penal incriminadora. E, em relação ao crime de homicídio doloso, o elemento subjetivo do tipo consiste na vontade do agente em causar lesão ao bem jurídico vida. Nessa perspectiva, a acusação foi capaz de apontar, precisamente, o modus operandi da conduta, especificando a atuação do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP Desferindo disparo de arma de fogo em meio a perseguição no trânsito em horário e via de intenso movimento valeu-se de meio do qual resultou ou poderia resultar perigo comum. Efetuando o disparo pelas costas das vítimas, colheram-na de surpresa e além disso, como estavam indefesas em cima de uma motocicleta, não tinham a menor condição de esboçar qualquer possibilidade de defesa, valendo-se dessa condição para atingi-las. Face ao exposto, denuncio ADRIANO CARLOS ANTÃO, devidamente qualificado nos autos às fls. 06 do IP 052.04.3490- 0, como incursos nas penas previstas pelo art. 121, § 2..., inc. II, III e IV, por duas vezes, uma delas c.c. O art. 14, II, ambos do Código Penal (...)" . 3. Como visto, a denúncia narra de forma objetiva as condutas atribuídas ao paciente, adequando-as, em tese, ao tipo penal de homicídio, na forma consumada e tentada. Ao contrário da tese arguida pela defesa, não se identifica na descrição do fato imputação alternativa, ou seja, a peça acusatória não atribui ao réu mais de uma conduta penalmente relevante (Afrânio Silva Jardim, in Direito Processual Penal. 11... edição). Foi atribuído ao paciente conduta certa e determinada (“sacou sua arma e efetuou um disparo na direção dos indivíduos”), perpetrada de forma dolosa. Sobre o elemento subjetivo, dispõe o art. 18, I, do Código Penal que o crime será doloso “quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo”, de modo que a distinção doutrinária entre dolo direto e eventual não tem efeitos para a demonstração da causalidade do tipo doloso. O dolo, embora eventual, é sempre dolo, ou seja, há o fator volitivo. Importa à exordial acusatória, portanto, descrever a conduta e todos os seus elementos, culminando com a subsunção dos fatos à norma penal incriminadora. E, em relação ao crime de homicídio doloso, o elemento subjetivo do tipo consiste na vontade do agente em causar lesão ao bem jurídico vida. Nessa perspectiva, a acusação foi capaz de apontar, precisamente, o modus operandi da conduta, especificando a atuação do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 114223 / SP paciente que, em meio a perseguição policial a motociclistas, atingiu as vítimas pelas costas com disparo de arma de fogo, “imbuído de inequívoco animus necandi ou pelo menos assumindo o risco de produzir o resultado morte”, fato que teria provocado a morte de uma das vítimas. Quanto ao ponto, não se verifica qualquer impropriedade do acórdão atacado, que assim enfrentou a questão: “(...) Nota-se, portanto, que o simples fato do Ministério Público ter declinado na exordial que o paciente agiu com a intenção de produzir o resultado, ou assumiu o risco de produzi-lo, não impede ou dificulta o exercício do direito de defesa que lhe é garantido constitucionalmente, tendo em vista que as duas formas são aptas a caracterizar o tipo de ação doloso. Ambas tutelam condutas voltadas para a consecução de um fim penalmente tipificado, independentemente se o resultado era querido, ou se se assumiu o risco de produzi-lo. Aliás, de acordo com as circunstâncias fáticas narradas na denúncia, a precisa adequação do elemento subjetivo da conduta atribuída ao paciente no momento no qual foi praticada, deveras irrelevante para fins de viabilidade da ação penal, só por ele é conhecida, e deverá ser objeto de argumentação e comprovação no âmbito do devido processo legal regularmente instaurado perante o Juízo competente. Ademais, o que se depreende da leitura da exordial acusatória é que se atribuiu ao paciente a prática de uma única ação - desferir o tiro de revólver contra as vítimas em sua perseguição -, descrita com riqueza de detalhes, o que não se amolda ao conceito de denúncia alternativa, conforme consignado alhures”. 4. Referente à inépcia da denúncia pela imputação do homicídio na forma tentada, importa, na avaliação da validade da peça acusatória, a delimitação da atuação do agente contra o bem jurídico tutelado, certificando-se que efetivamente teve início a execução do crime. Ainda que dispensada pela acusação a menção das circunstâncias que teriam 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP paciente que, em meio a perseguição policial a motociclistas, atingiu as vítimas pelas costas com disparo de arma de fogo, “imbuído de inequívoco animus necandi ou pelo menos assumindo o risco de produzir o resultado morte”, fato que teria provocado a morte de uma das vítimas. Quanto ao ponto, não se verifica qualquer impropriedade do acórdão atacado, que assim enfrentou a questão: “(...) Nota-se, portanto, que o simples fato do Ministério Público ter declinado na exordial que o paciente agiu com a intenção de produzir o resultado, ou assumiu o risco de produzi-lo, não impede ou dificulta o exercício do direito de defesa que lhe é garantido constitucionalmente, tendo em vista que as duas formas são aptas a caracterizar o tipo de ação doloso. Ambas tutelam condutas voltadas para a consecução de um fim penalmente tipificado, independentemente se o resultado era querido, ou se se assumiu o risco de produzi-lo. Aliás, de acordo com as circunstâncias fáticas narradas na denúncia, a precisa adequação do elemento subjetivo da conduta atribuída ao paciente no momento no qual foi praticada, deveras irrelevante para fins de viabilidade da ação penal, só por ele é conhecida, e deverá ser objeto de argumentação e comprovação no âmbito do devido processo legal regularmente instaurado perante o Juízo competente. Ademais, o que se depreende da leitura da exordial acusatória é que se atribuiu ao paciente a prática de uma única ação - desferir o tiro de revólver contra as vítimas em sua perseguição -, descrita com riqueza de detalhes, o que não se amolda ao conceito de denúncia alternativa, conforme consignado alhures”. 4. Referente à inépcia da denúncia pela imputação do homicídio na forma tentada, importa, na avaliação da validade da peça acusatória, a delimitação da atuação do agente contra o bem jurídico tutelado, certificando-se que efetivamente teve início a execução do crime. Ainda que dispensada pela acusação a menção das circunstâncias que teriam 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 114223 / SP impedido a morte da vítima, a denúncia, como visto, não se descuidou de ilustrar, com pormenores, a atuação do paciente no cenário dos fatos. A alegação de que a morte não se consumou em decorrência de ter o paciente providenciado o socorro prestado à vítima não tem pertinência na via estreita do habeas corpus, dada a necessidade de revolvimento dos fatos e provas do caso. Ademais, referidas circunstâncias compõem típicas teses defensivas que, acaso suscitadas, poderiam ensejar, na fase de apreciação do juízo de admissibilidade da acusação, a impronúncia, a absolvição sumária ou a desclassificação do delito, nos moldes dos arts. 414, 415 e 418 do Código de Processo Penal. Não convém, nesta ação constitucional, apontar as provas e fatos que eventualmente poderiam zelar pela solidez da denúncia, mas, sim, verificar a presença de substrato indiciário mínimo da autoria e materialidade do delito, além do exame de eventual atipicidade da conduta ou de extinção de punibilidade, hipóteses não evidenciadas. 5. Acerca da alegada incompatibilidade entre o dolo eventual e a tentativa, tem-se que a doutrina oscila quanto ao tema. A favor da aplicação simultânea dos dois institutos, Guilherme de Souza Nucci reputou “perfeitamente admissível a coexistência da tentativa com o dolo eventual, embora seja de difícil comprovação no caso concreto”. Reportou-se, na oportunidade, à lição de Nélson Hungria: “se o agente aquiesce no advento do resultado específico do crime, previsto como possível, é claro que este entra na órbita de sua volição: logo, se por circunstâncias fortuitas, tal resultado não ocorre, é inegável que o agente deve responder por tentativa” (in Código Penal comentado, 14... edição). Em contraposição, Rogério Greco compreende que, “independentemente do paralelo que se tente traçar entre o dolo eventual e a culpa consciente, o fato é que, nos casos concretos, o raciocínio da tentativa torna-se inviável. A própria definição legal do conceito de tentativa nos impede de reconhecê-la nos casos em que o agente atua com dolo eventual. Quando o Código Penal, em seu art. 14, II, diz ser o crime tentado quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP impedido a morte da vítima, a denúncia, como visto, não se descuidou de ilustrar, com pormenores, a atuação do paciente no cenário dos fatos. A alegação de que a morte não se consumou em decorrência de ter o paciente providenciado o socorro prestado à vítima não tem pertinência na via estreita do habeas corpus, dada a necessidade de revolvimento dos fatos e provas do caso. Ademais, referidas circunstâncias compõem típicas teses defensivas que, acaso suscitadas, poderiam ensejar, na fase de apreciação do juízo de admissibilidade da acusação, a impronúncia, a absolvição sumária ou a desclassificação do delito, nos moldes dos arts. 414, 415 e 418 do Código de Processo Penal. Não convém, nesta ação constitucional, apontar as provas e fatos que eventualmente poderiam zelar pela solidez da denúncia, mas, sim, verificar a presença de substrato indiciário mínimo da autoria e materialidade do delito, além do exame de eventual atipicidade da conduta ou de extinção de punibilidade, hipóteses não evidenciadas. 5. Acerca da alegada incompatibilidade entre o dolo eventual e a tentativa, tem-se que a doutrina oscila quanto ao tema. A favor da aplicação simultânea dos dois institutos, Guilherme de Souza Nucci reputou “perfeitamente admissível a coexistência da tentativa com o dolo eventual, embora seja de difícil comprovação no caso concreto”. Reportou-se, na oportunidade, à lição de Nélson Hungria: “se o agente aquiesce no advento do resultado específico do crime, previsto como possível, é claro que este entra na órbita de sua volição: logo, se por circunstâncias fortuitas, tal resultado não ocorre, é inegável que o agente deve responder por tentativa” (in Código Penal comentado, 14... edição). Em contraposição, Rogério Greco compreende que, “independentemente do paralelo que se tente traçar entre o dolo eventual e a culpa consciente, o fato é que, nos casos concretos, o raciocínio da tentativa torna-se inviável. A própria definição legal do conceito de tentativa nos impede de reconhecê-la nos casos em que o agente atua com dolo eventual. Quando o Código Penal, em seu art. 14, II, diz ser o crime tentado quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 114223 / SP do agente, nos está a induzir, mediante a palavra vontade, que a tentativa somente será admissível quando a conduta do agente for finalística e diretamente dirigida à produção de um resultado, e não nas hipóteses em que somente assuma o risco de produzi-lo, nos termos propostos pela teoria do assentimento. O art. 14, II, do Código Penal adotou, portanto, para fins de reconhecimento do dolo, tão somente, a teoria da vontade” (in Código Penal comentado, 5... edição). A celeuma, no Superior Tribunal de Justiça, pende para o reconhecimento da compatibilidade entre os institutos, conforme destacado no apontado como ato coator: “a questão já aportou a esta Corte, oportunidade na qual se adotou a corrente que considera possível a incidência da referida norma de extensão quando o agente, com sua conduta, assume o risco de produzir o resultado lesivo, mormente pelo fato de que o próprio legislador ordinário o equiparou ao dolo direto”. Portanto, em se tratando de posição balizada por parte da doutrina e pela Corte Superior, a quem compete constitucionalmente a uniformização da jurisprudência infraconstitucional, não se vislumbra inepta a inicial ao conjugar ambos institutos, sobretudo porque remanesce, ainda, a possibilidade, segundo a acusação, de ter sido a conduta praticada com dolo direto. Reitere-se, no mais, que, constatada a higidez da denúncia, não há como avançar nas questões que compõem típicas teses defensivas, sob pena de afronta ao modelo constitucional de competência. Caberá ao juízo natural da instrução criminal, com observância do princípio do contraditório, proceder ao exame do ora alegado e, porventura, conferir definição jurídica diversa para os fatos. Inviável, assim, antecipar-se ao pronunciamento das instâncias ordinárias. 6. Diante do exposto, denego a ordem. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Supremo Tribunal Federal HC 114223 / SP do agente, nos está a induzir, mediante a palavra vontade, que a tentativa somente será admissível quando a conduta do agente for finalística e diretamente dirigida à produção de um resultado, e não nas hipóteses em que somente assuma o risco de produzi-lo, nos termos propostos pela teoria do assentimento. O art. 14, II, do Código Penal adotou, portanto, para fins de reconhecimento do dolo, tão somente, a teoria da vontade” (in Código Penal comentado, 5... edição). A celeuma, no Superior Tribunal de Justiça, pende para o reconhecimento da compatibilidade entre os institutos, conforme destacado no apontado como ato coator: “a questão já aportou a esta Corte, oportunidade na qual se adotou a corrente que considera possível a incidência da referida norma de extensão quando o agente, com sua conduta, assume o risco de produzir o resultado lesivo, mormente pelo fato de que o próprio legislador ordinário o equiparou ao dolo direto”. Portanto, em se tratando de posição balizada por parte da doutrina e pela Corte Superior, a quem compete constitucionalmente a uniformização da jurisprudência infraconstitucional, não se vislumbra inepta a inicial ao conjugar ambos institutos, sobretudo porque remanesce, ainda, a possibilidade, segundo a acusação, de ter sido a conduta praticada com dolo direto. Reitere-se, no mais, que, constatada a higidez da denúncia, não há como avançar nas questões que compõem típicas teses defensivas, sob pena de afronta ao modelo constitucional de competência. Caberá ao juízo natural da instrução criminal, com observância do princípio do contraditório, proceder ao exame do ora alegado e, porventura, conferir definição jurídica diversa para os fatos. Inviável, assim, antecipar-se ao pronunciamento das instâncias ordinárias. 6. Diante do exposto, denego a ordem. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9722080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.223 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : ADRIANO CARLOS CANTÃO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720170 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.223 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : ADRIANO CARLOS CANTÃO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720170 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 114 . 223", "HC 114223 / SP", "HC 114223 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 223", "HC 147 . 729 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 223", "HC 147 . 729 / SP", "HC 114223 / SP", "HC 114223 / SP", "HC 114223 / SP", "HC 114223 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 223 SÃO", "HC 110315", "HC 110697", "HC 107412", "HC 110321", "HC 114867", "HC 115432 - AgR", "RHC 114739", "HABEAS CORPUS 114 . 223", "HC 110315", "HC 110697", "HC 107412", "HC 110321", "HC 114867", "HC 115432 - AgR", "RHC 114739", "HC 114223 / SP", "IP 052 . 03 . 2195 - 4", "IP 052 . 04 . 3490 - 0", "HC 114223 / SP", "HC 114223 / SP", "HC 114223 / SP", "HC 114223 / SP", "HC 114223 / SP", "HC 114223 / SP", "HC 114223 / SP", "HC 114223 / SP", "HC 114223 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 223", "HABEAS CORPUS 114 . 223" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 14 , II , DO CÓDIGO PENAL", "art . 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , inc . 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Miranda ”", "Fabiano Miranda ”", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "ADRIANO CARLOS CANTÃO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "ADRIANO CARLOS CANTÃO", "TEORI ZAVASCKI", "Wesley Trindade da Silva", "Fabiano Miranda", "Fabiano Miranda", "Wesley Trindade da Silva", "ADRIANO CARLOS CANTÃO", "Wesley Trindade da Silva", "Fabiano Miranda", "Fabiano Miranda", "Wesley Trindade da Silva", "ADRIANO CARLOS CANTÃO", "TEORI ZAVASCKI", "ADRIANO CARLOS ANTÃO", "Afrânio Silva Jardim", "ADRIANO CARLOS ANTÃO", "Afrânio Silva Jardim", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Guilherme de Souza Nucci", "Nélson Hungria", "Rogério Greco", "Guilherme de Souza Nucci", "Nélson Hungria", "Rogério Greco", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ADRIANO CARLOS CANTÃO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "ADRIANO CARLOS CANTÃO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "13", "/", "9", "/", "2005", "20", "/", "4", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "13", "/", "9", "/", "2005", "20", "/", "4", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "04", "-", "09", "-", "2013", "08", "-", "10", "-", "2012", "23", "-", "05", "-", "2012", "13", "-", "08", "-", "2012", "14", "-", "08", "-", "2013", "27", "-", "06", "-", "2013", "10", "-", "12", "-", "2012", "29 de abril de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "04", "-", "09", "-", "2013", "08", "-", "10", "-", "2012", "23", "-", "05", "-", "2012", "13", "-", "08", "-", "2012", "14", "-", "08", "-", "2013", "27", "-", "06", "-", "2013", "10", "-", "12", "-", "2012", "29 de abril de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "27", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :CELSO SILVA SILVEIRA ADV.(A/S) :EDSON FÁBIO EUZEBIO E OUTRO(A/S) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Isonomia entre delegados e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul. Termo inicial. Vigência da Lei estadual 9.696/92. 3. Precedentes da Corte. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754087. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :CELSO SILVA SILVEIRA ADV.(A/S) :EDSON FÁBIO EUZEBIO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento na jurisprudência desta Corte, que se firmou no sentido de que a equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos Procuradores de Estado deve ocorrer com o início da vigência da Lei n. 9.696/92. Na ocasião também ficou consignado que o STF, no julgamento do ARE-RG 748.371 (de minha relatoria, paradigma do Tema 660 da sistemática da repercussão geral), rejeitou a repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. No agravo regimental, insiste-se na alegação de que o decisum agravado não observou a decisão proferida pelo STF no âmbito da ADI 761, que assentou a constitucionalidade do parágrafo único do art. 1º da Lei 9.696/92, na parte que determinou a equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos Procuradores de Estado no prazo de 18 meses. O agravante aduz ainda a afronta ao art. 97 da Constituição Federal. Por fim, acrescenta que a ADI 761 teve a liminar deferida em agosto de 1992, para suspender a vigência do parágrafo único do art. 1º da Lei Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754088. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :CELSO SILVA SILVEIRA ADV.(A/S) :EDSON FÁBIO EUZEBIO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento na jurisprudência desta Corte, que se firmou no sentido de que a equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos Procuradores de Estado deve ocorrer com o início da vigência da Lei n. 9.696/92. Na ocasião também ficou consignado que o STF, no julgamento do ARE-RG 748.371 (de minha relatoria, paradigma do Tema 660 da sistemática da repercussão geral), rejeitou a repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. No agravo regimental, insiste-se na alegação de que o decisum agravado não observou a decisão proferida pelo STF no âmbito da ADI 761, que assentou a constitucionalidade do parágrafo único do art. 1º da Lei 9.696/92, na parte que determinou a equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos Procuradores de Estado no prazo de 18 meses. O agravante aduz ainda a afronta ao art. 97 da Constituição Federal. Por fim, acrescenta que a ADI 761 teve a liminar deferida em agosto de 1992, para suspender a vigência do parágrafo único do art. 1º da Lei Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 694802 AGR / RS 9.696/92 até o julgamento final da ação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754088. Supremo Tribunal Federal ARE 694802 AGR / RS 9.696/92 até o julgamento final da ação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, esta Corte firmou orientação no sentido de que o direito à equiparação de vencimentos entre Delegados de Polícia e Procuradores de Estado se deu a partir da vigência da Lei 9.696/92. A decisão recorrida encontra-se assim fundamentada: "(…) O recurso não merece prosperar. Isso porque o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, que no julgamento dos embargos de declaração no RE nº 240.441/RS, Relator o Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJe 28.3.2008, firmou entendimento no sentido de que a equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos Procuradores do Estado, deve ocorrer com o início de vigência da Lei nº 9.696/92. Confira-se a ementa do julgado: ‘1. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado. Necessidade de regulamentação. Interpretação do art. 39, § 1º, da CF, com a redação anterior à EC Nº 19/98. Precedentes. Não é auto-aplicável o disposto no art. 39, § 1º, da Constituição da República, com a redação anterior à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, esta Corte firmou orientação no sentido de que o direito à equiparação de vencimentos entre Delegados de Polícia e Procuradores de Estado se deu a partir da vigência da Lei 9.696/92. A decisão recorrida encontra-se assim fundamentada: "(…) O recurso não merece prosperar. Isso porque o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, que no julgamento dos embargos de declaração no RE nº 240.441/RS, Relator o Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJe 28.3.2008, firmou entendimento no sentido de que a equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos Procuradores do Estado, deve ocorrer com o início de vigência da Lei nº 9.696/92. Confira-se a ementa do julgado: ‘1. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado. Necessidade de regulamentação. Interpretação do art. 39, § 1º, da CF, com a redação anterior à EC Nº 19/98. Precedentes. Não é auto-aplicável o disposto no art. 39, § 1º, da Constituição da República, com a redação anterior à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 694802 AGR / RS Emenda Constitucional nº 19/98. 2. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul. Regulamentação operada pela Lei estadual nº 9.696/92. Diferença. Verba indevida no período anterior. Ação julgada, em parte, improcedente. Provimento parcial ao agravo regimental. No Estado do Rio Grande do Sul, os delegados de polícia de carreira não fazem jus a verba de diferença de equiparação dos seus vencimentos aos dos procuradores do Estado, antes do início de vigência da Lei nº 9.696/92’ (DJ de 25/8/05). Ademais, ressalta-se que esta Corte no julgamento do ARE-RG 748.371 (de minha relatoria, paradigma do Tema 660 da sistemática da repercussão geral), rejeitou a repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Assim, não há o que prover quanto às alegações recursais. Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC)". Nesse sentido, cito os seguintes julgados: "Agravos regimentais nos embargos de declaração nos embargos de declaração no recurso extraordinário. Delegados de polícia e procuradores estaduais do Rio Grande do Sul. Isonomia. Termo inicial. Vigência da Lei estadual nº 9.696/92. Precedentes. Agravos regimentais não providos. 1. É pacífica a orientação da Corte de que a isonomia entre delegados de polícia e procuradores estaduais do Rio Grande do Sul foi implementada somente a partir da edição da legislação local (Lei estadual nº 9.696/92). 2. O fato de ter sido deferida medida liminar em ação direta de inconstitucionalidade interposta 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Supremo Tribunal Federal ARE 694802 AGR / RS Emenda Constitucional nº 19/98. 2. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul. Regulamentação operada pela Lei estadual nº 9.696/92. Diferença. Verba indevida no período anterior. Ação julgada, em parte, improcedente. Provimento parcial ao agravo regimental. No Estado do Rio Grande do Sul, os delegados de polícia de carreira não fazem jus a verba de diferença de equiparação dos seus vencimentos aos dos procuradores do Estado, antes do início de vigência da Lei nº 9.696/92’ (DJ de 25/8/05). Ademais, ressalta-se que esta Corte no julgamento do ARE-RG 748.371 (de minha relatoria, paradigma do Tema 660 da sistemática da repercussão geral), rejeitou a repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Assim, não há o que prover quanto às alegações recursais. Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC)". Nesse sentido, cito os seguintes julgados: "Agravos regimentais nos embargos de declaração nos embargos de declaração no recurso extraordinário. Delegados de polícia e procuradores estaduais do Rio Grande do Sul. Isonomia. Termo inicial. Vigência da Lei estadual nº 9.696/92. Precedentes. Agravos regimentais não providos. 1. É pacífica a orientação da Corte de que a isonomia entre delegados de polícia e procuradores estaduais do Rio Grande do Sul foi implementada somente a partir da edição da legislação local (Lei estadual nº 9.696/92). 2. O fato de ter sido deferida medida liminar em ação direta de inconstitucionalidade interposta 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 694802 AGR / RS contra essa lei, que por fim foi julgada improcedente, não afasta tal conclusão. 3. Tendo sido acolhida apenas parte da pretensão deduzida pelos autores da demanda, mostra-se correta a decisão que partilha, equanimemente, entre as partes, o ônus da sucumbência, bem como os honorários de advogado. 4. Agravos regimentais não providos” (RE 270.870 ED-ED-AgR- segundo, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 2.9.2014). “DIREITO CONSTITUCIONAL. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. OFENSA INEXISTENTE. ISONOMIA SALARIAL. DELEGADOS E PROCURADORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. TERMO INICIAL. LEI ESTADUAL 9.696/1992. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.10.2011. Incabível a alegação de ofensa à cláusula de reserva de plenário, ausente juízo de incompatibilidade entre a norma legal e a Magna Carta. Na esteira da jurisprudência desta Corte, a isonomia salarial entre delegados e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul tem, como termo inicial, a edição da Lei 9.696/1992. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido”. (ARE 682.335 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 21-08-2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ISONOMIA ENTRE DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES ESTADUAIS. TERMO INICIAL. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA. 2. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 725412 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.05.2013). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Supremo Tribunal Federal ARE 694802 AGR / RS contra essa lei, que por fim foi julgada improcedente, não afasta tal conclusão. 3. Tendo sido acolhida apenas parte da pretensão deduzida pelos autores da demanda, mostra-se correta a decisão que partilha, equanimemente, entre as partes, o ônus da sucumbência, bem como os honorários de advogado. 4. Agravos regimentais não providos” (RE 270.870 ED-ED-AgR- segundo, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 2.9.2014). “DIREITO CONSTITUCIONAL. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. OFENSA INEXISTENTE. ISONOMIA SALARIAL. DELEGADOS E PROCURADORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. TERMO INICIAL. LEI ESTADUAL 9.696/1992. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.10.2011. Incabível a alegação de ofensa à cláusula de reserva de plenário, ausente juízo de incompatibilidade entre a norma legal e a Magna Carta. Na esteira da jurisprudência desta Corte, a isonomia salarial entre delegados e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul tem, como termo inicial, a edição da Lei 9.696/1992. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido”. (ARE 682.335 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 21-08-2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ISONOMIA ENTRE DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES ESTADUAIS. TERMO INICIAL. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA. 2. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 725412 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.05.2013). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 694802 AGR / RS Não há, dessa forma, o que prover quanto às alegações recursais. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Supremo Tribunal Federal ARE 694802 AGR / RS Não há, dessa forma, o que prover quanto às alegações recursais. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : CELSO SILVA SILVEIRA ADV.(A/S) : EDSON FÁBIO EUZEBIO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720214 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : CELSO SILVA SILVEIRA ADV.(A/S) : EDSON FÁBIO EUZEBIO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720214 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9801552
2015-10-27T00:00:00
2015-11-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Isonomia entre delegados e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul. Termo inicial. Vigência da Lei estadual 9.696/92. 3. Precedentes da Corte. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur329632
- Acórdão(s) citado(s): (DELEGADOS E PROCURADORES, ISONOMIA) ARE 725412 AgR (2ªT), RE 270870 ED-ED-AgR-segundo (1ªT), ARE 682335 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 26/11/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
694802
[ "LEG-EST LEI-009696 ANO-1992\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 694802 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : CELSO SILVA SILVEIRA ADV.(A/S) : EDSON FÁBIO EUZEBIO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :CELSO SILVA SILVEIRA ADV.(A/S) :EDSON FÁBIO EUZEBIO E OUTRO(A/S) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Isonomia entre delegados e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul. Termo inicial. Vigência da Lei estadual 9.696/92. 3. Precedentes da Corte. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754087. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :CELSO SILVA SILVEIRA ADV.(A/S) :EDSON FÁBIO EUZEBIO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento na jurisprudência desta Corte, que se firmou no sentido de que a equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos Procuradores de Estado deve ocorrer com o início da vigência da Lei n. 9.696/92. Na ocasião também ficou consignado que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE-RG 748.371 (de minha relatoria, paradigma do Tema 660 da sistemática da repercussão geral), rejeitou a repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. No agravo regimental, insiste-se na alegação de que o decisum agravado não observou a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADI 761, que assentou a constitucionalidade do parágrafo único do art. 1... da Lei 9.696/92, na parte que determinou a equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos Procuradores de Estado no prazo de 18 meses. O agravante aduz ainda a afronta ao art. 97 da Constituição Federal. Por fim, acrescenta que a ADI 761 teve a liminar deferida em agosto de 1992, para suspender a vigência do parágrafo único do art. 1... da Lei Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754088. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :CELSO SILVA SILVEIRA ADV.(A/S) :EDSON FÁBIO EUZEBIO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento na jurisprudência desta Corte, que se firmou no sentido de que a equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos Procuradores de Estado deve ocorrer com o início da vigência da Lei n. 9.696/92. Na ocasião também ficou consignado que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE-RG 748.371 (de minha relatoria, paradigma do Tema 660 da sistemática da repercussão geral), rejeitou a repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. No agravo regimental, insiste-se na alegação de que o decisum agravado não observou a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADI 761, que assentou a constitucionalidade do parágrafo único do art. 1... da Lei 9.696/92, na parte que determinou a equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos Procuradores de Estado no prazo de 18 meses. O agravante aduz ainda a afronta ao art. 97 da Constituição Federal. Por fim, acrescenta que a ADI 761 teve a liminar deferida em agosto de 1992, para suspender a vigência do parágrafo único do art. 1... da Lei Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 694802 AGR / RS 9.696/92 até o julgamento final da ação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754088. Supremo Tribunal Federal ARE 694802 AGR / RS 9.696/92 até o julgamento final da ação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, esta Corte firmou orientação no sentido de que o direito à equiparação de vencimentos entre Delegados de Polícia e Procuradores de Estado se deu a partir da vigência da Lei 9.696/92. A decisão recorrida encontra-se assim fundamentada: "(…) O recurso não merece prosperar. Isso porque o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, que no julgamento dos embargos de declaração no Recurso Extraordinário n 240.441/RS, Relator o Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJe 28.3.2008, firmou entendimento no sentido de que a equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos Procuradores do Estado, deve ocorrer com o início de vigência da Lei n 9.696/92. Confira-se a ementa do julgado: ‘1. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado. Necessidade de regulamentação. Interpretação do art. 39, § 1..., da Constituição Federal de 1988, com a redação anterior à EC n 19/98. Precedentes. Não é auto-aplicável o disposto no art. 39, § 1..., da Constituição da República, com a redação anterior à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, esta Corte firmou orientação no sentido de que o direito à equiparação de vencimentos entre Delegados de Polícia e Procuradores de Estado se deu a partir da vigência da Lei 9.696/92. A decisão recorrida encontra-se assim fundamentada: "(…) O recurso não merece prosperar. Isso porque o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, que no julgamento dos embargos de declaração no Recurso Extraordinário n 240.441/RS, Relator o Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJe 28.3.2008, firmou entendimento no sentido de que a equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos Procuradores do Estado, deve ocorrer com o início de vigência da Lei n 9.696/92. Confira-se a ementa do julgado: ‘1. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado. Necessidade de regulamentação. Interpretação do art. 39, § 1..., da Constituição Federal de 1988, com a redação anterior à EC n 19/98. Precedentes. Não é auto-aplicável o disposto no art. 39, § 1..., da Constituição da República, com a redação anterior à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 694802 AGR / RS Emenda Constitucional n 19/98. 2. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul. Regulamentação operada pela Lei estadual n 9.696/92. Diferença. Verba indevida no período anterior. Ação julgada, em parte, improcedente. Provimento parcial ao agravo regimental. No Estado do Rio Grande do Sul, os delegados de polícia de carreira não fazem jus a verba de diferença de equiparação dos seus vencimentos aos dos procuradores do Estado, antes do início de vigência da Lei n 9.696/92’ (DJ de 25/8/05). Ademais, ressalta-se que esta Corte no julgamento do ARE-RG 748.371 (de minha relatoria, paradigma do Tema 660 da sistemática da repercussão geral), rejeitou a repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Assim, não há o que prover quanto às alegações recursais. Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil)". Nesse sentido, cito os seguintes julgados: "Agravos regimentais nos embargos de declaração nos embargos de declaração no recurso extraordinário. Delegados de polícia e procuradores estaduais do Rio Grande do Sul. Isonomia. Termo inicial. Vigência da Lei estadual n 9.696/92. Precedentes. Agravos regimentais não providos. 1. É pacífica a orientação da Corte de que a isonomia entre delegados de polícia e procuradores estaduais do Rio Grande do Sul foi implementada somente a partir da edição da legislação local (Lei estadual n 9.696/92). 2. O fato de ter sido deferida medida liminar em ação direta de inconstitucionalidade interposta 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Supremo Tribunal Federal ARE 694802 AGR / RS Emenda Constitucional n 19/98. 2. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul. Regulamentação operada pela Lei estadual n 9.696/92. Diferença. Verba indevida no período anterior. Ação julgada, em parte, improcedente. Provimento parcial ao agravo regimental. No Estado do Rio Grande do Sul, os delegados de polícia de carreira não fazem jus a verba de diferença de equiparação dos seus vencimentos aos dos procuradores do Estado, antes do início de vigência da Lei n 9.696/92’ (DJ de 25/8/05). Ademais, ressalta-se que esta Corte no julgamento do ARE-RG 748.371 (de minha relatoria, paradigma do Tema 660 da sistemática da repercussão geral), rejeitou a repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Assim, não há o que prover quanto às alegações recursais. Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil)". Nesse sentido, cito os seguintes julgados: "Agravos regimentais nos embargos de declaração nos embargos de declaração no recurso extraordinário. Delegados de polícia e procuradores estaduais do Rio Grande do Sul. Isonomia. Termo inicial. Vigência da Lei estadual n 9.696/92. Precedentes. Agravos regimentais não providos. 1. É pacífica a orientação da Corte de que a isonomia entre delegados de polícia e procuradores estaduais do Rio Grande do Sul foi implementada somente a partir da edição da legislação local (Lei estadual n 9.696/92). 2. O fato de ter sido deferida medida liminar em ação direta de inconstitucionalidade interposta 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 694802 AGR / RS contra essa lei, que por fim foi julgada improcedente, não afasta tal conclusão. 3. Tendo sido acolhida apenas parte da pretensão deduzida pelos autores da demanda, mostra-se correta a decisão que partilha, equanimemente, entre as partes, o ônus da sucumbência, bem como os honorários de advogado. 4. Agravos regimentais não providos” (Recurso Extraordinário 270.870 ED-ED-AgR- segundo, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 2.9.2014). “DIREITO CONSTITUCIONAL. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. OFENSA INEXISTENTE. ISONOMIA SALARIAL. DELEGADOS E PROCURADORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. TERMO INICIAL. LEI ESTADUAL 9.696/1992. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.10.2011. Incabível a alegação de ofensa à cláusula de reserva de plenário, ausente juízo de incompatibilidade entre a norma legal e a Magna Carta. Na esteira da jurisprudência desta Corte, a isonomia salarial entre delegados e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul tem, como termo inicial, a edição da Lei 9.696/1992. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido”. (ARE 682.335 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 21-08-2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ISONOMIA ENTRE DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES ESTADUAIS. TERMO INICIAL. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA. 2. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 725412 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.05.2013). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Supremo Tribunal Federal ARE 694802 AGR / RS contra essa lei, que por fim foi julgada improcedente, não afasta tal conclusão. 3. Tendo sido acolhida apenas parte da pretensão deduzida pelos autores da demanda, mostra-se correta a decisão que partilha, equanimemente, entre as partes, o ônus da sucumbência, bem como os honorários de advogado. 4. Agravos regimentais não providos” (Recurso Extraordinário 270.870 ED-ED-AgR- segundo, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 2.9.2014). “DIREITO CONSTITUCIONAL. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. OFENSA INEXISTENTE. ISONOMIA SALARIAL. DELEGADOS E PROCURADORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. TERMO INICIAL. LEI ESTADUAL 9.696/1992. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.10.2011. Incabível a alegação de ofensa à cláusula de reserva de plenário, ausente juízo de incompatibilidade entre a norma legal e a Magna Carta. Na esteira da jurisprudência desta Corte, a isonomia salarial entre delegados e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul tem, como termo inicial, a edição da Lei 9.696/1992. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido”. (ARE 682.335 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 21-08-2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ISONOMIA ENTRE DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES ESTADUAIS. TERMO INICIAL. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA. 2. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 725412 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.05.2013). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 694802 AGR / RS Não há, dessa forma, o que prover quanto às alegações recursais. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Supremo Tribunal Federal ARE 694802 AGR / RS Não há, dessa forma, o que prover quanto às alegações recursais. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : CELSO SILVA SILVEIRA ADV.(A/S) : EDSON FÁBIO EUZEBIO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720214 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.802 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : CELSO SILVA SILVEIRA ADV.(A/S) : EDSON FÁBIO EUZEBIO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720214 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ADI 761", "ADI 761", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694 . 802", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ADI 761", "ADI 761", "ARE 694802", "Recurso Extraordinário n 240 . 441 / RS", "Recurso Extraordinário n 240 . 441 / RS", "ARE 694802 AGR", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ARE 694802 AGR / RS", "ARE", "-", "RG", "ARE 694802 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 270 . 870 ED - ED - AgR - segundo", "ARE 682 . 335 AgR", "ARE 725412 AgR", "ARE 694802 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 270 . 870 ED - ED - AgR - segundo", "ARE 682 . 335 AgR", "ARE 725412 AgR", "ARE 694802 AGR / RS", "ARE 694802 AGR / RS" ], "LEGISLACAO": [ "Lei estadual 9 . 696 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 9 . 696 / 92", "art . 1 . . . da", "Lei 9 . 696 / 92", "art . 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 9 . 696 / 92", "art . 1 . . . da", "Lei 9 . 696 / 92", "art . 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MOACYR FERNANDES CABRAL ADV.(A/S) :HIGOR DOS SANTOS SOUZA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. Contrato bancário. Incidência dos Enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. 4. Dano moral (ARE-RG 739.382, Tema 657); valor fixado a título de danos morais (ARE-RG 743.771, Tema 655); competência dos juizados especiais(ARE-RG 640.671, Tema 433); cerceamento de defesa (ARE-RG 748.371, Tema 660). Matérias de índole infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754167. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MOACYR FERNANDES CABRAL ADV.(A/S) :HIGOR DOS SANTOS SOUZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Transcrevo abaixo trecho desse julgado: “Inicialmente, registre-se que a condenação por danos morais, ao quantum indenizatório e ao alegado cerceamento de defesa, verifico que o Supremo Tribunal Federal já apreciou essas matérias, respectivamente, nos julgamentos do ARE-RG 739.382 (Tema 657); do ARE-RG 743.771 (Tema 655) e do ARE- RG 748.371 (Tema 660), oportunidades em que rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. Com relação à alegação de incompetência absoluta dos Juizados Especiais em razão da complexidade da prova, constato que esta Corte Suprema já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do ARE-RG 640.671 (tema 433), DJe 6.9.2011, oportunidade em que rejeitou a existência de repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta (…). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754168. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MOACYR FERNANDES CABRAL ADV.(A/S) :HIGOR DOS SANTOS SOUZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Transcrevo abaixo trecho desse julgado: “Inicialmente, registre-se que a condenação por danos morais, ao quantum indenizatório e ao alegado cerceamento de defesa, verifico que o Supremo Tribunal Federal já apreciou essas matérias, respectivamente, nos julgamentos do ARE-RG 739.382 (Tema 657); do ARE-RG 743.771 (Tema 655) e do ARE- RG 748.371 (Tema 660), oportunidades em que rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. Com relação à alegação de incompetência absoluta dos Juizados Especiais em razão da complexidade da prova, constato que esta Corte Suprema já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do ARE-RG 640.671 (tema 433), DJe 6.9.2011, oportunidade em que rejeitou a existência de repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta (…). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754168. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 890373 AGR / ES (…) Ademais, verifico que divergir do entendimento adotado pelo acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas contratuais, providências vedadas na via extraordinária, em face dos óbices previstos nos Enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. Por fim, observo que a instância de origem decidiu em conformidade com Código de Defesa do Consumidor. Assim, a matéria debatida na origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição Federal, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (fls. 189-190) No agravo regimental, repetem-se os argumentos expostos na petição do recurso extraordinário. (fls. 234-269) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754168. Supremo Tribunal Federal ARE 890373 AGR / ES (…) Ademais, verifico que divergir do entendimento adotado pelo acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas contratuais, providências vedadas na via extraordinária, em face dos óbices previstos nos Enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. Por fim, observo que a instância de origem decidiu em conformidade com Código de Defesa do Consumidor. Assim, a matéria debatida na origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição Federal, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (fls. 189-190) No agravo regimental, repetem-se os argumentos expostos na petição do recurso extraordinário. (fls. 234-269) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754168. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. No caso, observo que o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Compulsando os autos, verifico que a prova da resistência extrajudicial da recorrente quanto à emissão do citado boleto está demonstrada no evento 1.3, bem como é fato inconteste no presente feito ao analisar os argumentos trazidos pela recorrente. A imposição de óbices à emissão do pretendido boleto configura flagrante violação ao disposto no artigo 52, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor (…). (…) Quanto à alegação da inexistência de danos morais a serem reparados, entendo que este dano está plenamente evidenciado, pois não se pode considerar o descaso da recorrente ante a situação vivenciada pelo recorrido, por mais de seis meses, como mero dissabor, bem como as inúmeras tentativas de solucionar o presente impasse, até mesmo por meio do PROCON, traduzindo esse fato como situação de inteiro vexame para o recorrido a gerar, inclusive, uma sensação de impotência e inferioridade psicológica. Tal fato tem aplicação direta do Código de Defesa do Consumidor, regulando penalidade pela má prestação de serviço, onde se inclui o dano moral indenizável. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754169. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. No caso, observo que o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Compulsando os autos, verifico que a prova da resistência extrajudicial da recorrente quanto à emissão do citado boleto está demonstrada no evento 1.3, bem como é fato inconteste no presente feito ao analisar os argumentos trazidos pela recorrente. A imposição de óbices à emissão do pretendido boleto configura flagrante violação ao disposto no artigo 52, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor (…). (…) Quanto à alegação da inexistência de danos morais a serem reparados, entendo que este dano está plenamente evidenciado, pois não se pode considerar o descaso da recorrente ante a situação vivenciada pelo recorrido, por mais de seis meses, como mero dissabor, bem como as inúmeras tentativas de solucionar o presente impasse, até mesmo por meio do PROCON, traduzindo esse fato como situação de inteiro vexame para o recorrido a gerar, inclusive, uma sensação de impotência e inferioridade psicológica. Tal fato tem aplicação direta do Código de Defesa do Consumidor, regulando penalidade pela má prestação de serviço, onde se inclui o dano moral indenizável. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 890373 AGR / ES (…) No que diz respeito a alegação de quantificação excessiva, melhor sorte não socorre à recorrente, posto que a condenação ao pagamento de R$ 3.000,00 (três mil reais), a título de indenização por dano moral em virtude da má prestação de serviço, não caracteriza qualquer excesso (…)”. (fls.98-99). Como se vê, o acórdão impugnado pelo recurso extraordinário, cingiu-se a decidir acerca dos seguintes pontos: a obrigatoriedade de emissão de boleto bancário, a existência de dano moral e o valor da indenização. Com efeito, conforme consignado na decisão impugnada, quanto à condenação por danos morais, ao quantum indenizatório e ao cerceamente de defesa, esta Corte apreciou essas matérias, respectivamente, nos julgamentos do ARE-RG 739.382 (Tema 657); do ARE-RG 743.771 (Tema 655) e do ARE-RG 748.371 (Tema 660), oportunidades em que rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. Saliente-se que o STF também rejeitou a repercussão geral do tema referente à competência de juizados especiais em face da alegação de complexidade da prova, no ARE-RG 640.671 (Tema 433). Por fim, registre-se que com relação às demais alegações da parte recorrente, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível análise de cláusulas contratuais, bem como o reexame do acervo fático-probatório dos autos. O que fez incidir os Enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. Confira-se, a propósito, o seguinte julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO. 1) AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 727.902-AgR/DF, rel. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754169. Supremo Tribunal Federal ARE 890373 AGR / ES (…) No que diz respeito a alegação de quantificação excessiva, melhor sorte não socorre à recorrente, posto que a condenação ao pagamento de R$ 3.000,00 (três mil reais), a título de indenização por dano moral em virtude da má prestação de serviço, não caracteriza qualquer excesso (…)”. (fls.98-99). Como se vê, o acórdão impugnado pelo recurso extraordinário, cingiu-se a decidir acerca dos seguintes pontos: a obrigatoriedade de emissão de boleto bancário, a existência de dano moral e o valor da indenização. Com efeito, conforme consignado na decisão impugnada, quanto à condenação por danos morais, ao quantum indenizatório e ao cerceamente de defesa, esta Corte apreciou essas matérias, respectivamente, nos julgamentos do ARE-RG 739.382 (Tema 657); do ARE-RG 743.771 (Tema 655) e do ARE-RG 748.371 (Tema 660), oportunidades em que rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. Saliente-se que o STF também rejeitou a repercussão geral do tema referente à competência de juizados especiais em face da alegação de complexidade da prova, no ARE-RG 640.671 (Tema 433). Por fim, registre-se que com relação às demais alegações da parte recorrente, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível análise de cláusulas contratuais, bem como o reexame do acervo fático-probatório dos autos. O que fez incidir os Enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. Confira-se, a propósito, o seguinte julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO. 1) AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 727.902-AgR/DF, rel. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 890373 AGR / ES 28.5.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754169. Supremo Tribunal Federal ARE 890373 AGR / ES 28.5.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MOACYR FERNANDES CABRAL ADV.(A/S) : HIGOR DOS SANTOS SOUZA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720285 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MOACYR FERNANDES CABRAL ADV.(A/S) : HIGOR DOS SANTOS SOUZA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720285 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9801531
2015-10-27T00:00:00
2015-11-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. Contrato bancário. Incidência dos Enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. 4. Dano moral (ARE-RG 739.382, Tema 657); valor fixado a título de danos morais (ARE-RG 743.771, Tema 655); competência dos juizados especiais(ARE-RG 640.671, Tema 433); cerceamento de defesa (ARE-RG 748.371, Tema 660). Matérias de índole infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur329633
- Acórdão(s) citado(s): (DANO MORAL, VALOR DA INDENIZAÇÃO) ARE 743771 RG, ARE 739382 RG. (JUIZADO ESPECIAL, COMPLEXIDADE DE PROVA) ARE 640671 RG. (CONTRATO BANCÁRIO) ARE 727902 AgR (2ªT). (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 7. Análise: 26/11/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
890373
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 890373 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MOACYR FERNANDES CABRAL ADV.(A/S) : HIGOR DOS SANTOS SOUZA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MOACYR FERNANDES CABRAL ADV.(A/S) :HIGOR DOS SANTOS SOUZA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. Contrato bancário. Incidência dos Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Dano moral (ARE-RG 739.382, Tema 657); valor fixado a título de danos morais (ARE-RG 743.771, Tema 655); competência dos juizados especiais(ARE-RG 640.671, Tema 433); cerceamento de defesa (ARE-RG 748.371, Tema 660). Matérias de índole infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754167. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MOACYR FERNANDES CABRAL ADV.(A/S) :HIGOR DOS SANTOS SOUZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Transcrevo abaixo trecho desse julgado: “Inicialmente, registre-se que a condenação por danos morais, ao quantum indenizatório e ao alegado cerceamento de defesa, verifico que o Supremo Tribunal Federal já apreciou essas matérias, respectivamente, nos julgamentos do ARE-RG 739.382 (Tema 657); do ARE-RG 743.771 (Tema 655) e do ARE- RG 748.371 (Tema 660), oportunidades em que rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. Com relação à alegação de incompetência absoluta dos Juizados Especiais em razão da complexidade da prova, constato que esta Corte Suprema já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do ARE-RG 640.671 (tema 433), DJe 6.9.2011, oportunidade em que rejeitou a existência de repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta (…). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754168. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MOACYR FERNANDES CABRAL ADV.(A/S) :HIGOR DOS SANTOS SOUZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Transcrevo abaixo trecho desse julgado: “Inicialmente, registre-se que a condenação por danos morais, ao quantum indenizatório e ao alegado cerceamento de defesa, verifico que o Supremo Tribunal Federal já apreciou essas matérias, respectivamente, nos julgamentos do ARE-RG 739.382 (Tema 657); do ARE-RG 743.771 (Tema 655) e do ARE- RG 748.371 (Tema 660), oportunidades em que rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. Com relação à alegação de incompetência absoluta dos Juizados Especiais em razão da complexidade da prova, constato que esta Corte Suprema já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do ARE-RG 640.671 (tema 433), DJe 6.9.2011, oportunidade em que rejeitou a existência de repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta (…). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754168. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 890373 AGR / ES (…) Ademais, verifico que divergir do entendimento adotado pelo acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas contratuais, providências vedadas na via extraordinária, em face dos óbices previstos nos Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Por fim, observo que a instância de origem decidiu em conformidade com Código de Defesa do Consumidor. Assim, a matéria debatida na origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição Federal, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (fls. 189-190) No agravo regimental, repetem-se os argumentos expostos na petição do recurso extraordinário. (fls. 234-269) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754168. Supremo Tribunal Federal ARE 890373 AGR / ES (…) Ademais, verifico que divergir do entendimento adotado pelo acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas contratuais, providências vedadas na via extraordinária, em face dos óbices previstos nos Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Por fim, observo que a instância de origem decidiu em conformidade com Código de Defesa do Consumidor. Assim, a matéria debatida na origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição Federal, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (fls. 189-190) No agravo regimental, repetem-se os argumentos expostos na petição do recurso extraordinário. (fls. 234-269) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754168. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. No caso, observo que o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Compulsando os autos, verifico que a prova da resistência extrajudicial da recorrente quanto à emissão do citado boleto está demonstrada no evento 1.3, bem como é fato inconteste no presente feito ao analisar os argumentos trazidos pela recorrente. A imposição de óbices à emissão do pretendido boleto configura flagrante violação ao disposto no artigo 52, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor (…). (…) Quanto à alegação da inexistência de danos morais a serem reparados, entendo que este dano está plenamente evidenciado, pois não se pode considerar o descaso da recorrente ante a situação vivenciada pelo recorrido, por mais de seis meses, como mero dissabor, bem como as inúmeras tentativas de solucionar o presente impasse, até mesmo por meio do PROCON, traduzindo esse fato como situação de inteiro vexame para o recorrido a gerar, inclusive, uma sensação de impotência e inferioridade psicológica. Tal fato tem aplicação direta do Código de Defesa do Consumidor, regulando penalidade pela má prestação de serviço, onde se inclui o dano moral indenizável. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754169. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. No caso, observo que o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Compulsando os autos, verifico que a prova da resistência extrajudicial da recorrente quanto à emissão do citado boleto está demonstrada no evento 1.3, bem como é fato inconteste no presente feito ao analisar os argumentos trazidos pela recorrente. A imposição de óbices à emissão do pretendido boleto configura flagrante violação ao disposto no artigo 52, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor (…). (…) Quanto à alegação da inexistência de danos morais a serem reparados, entendo que este dano está plenamente evidenciado, pois não se pode considerar o descaso da recorrente ante a situação vivenciada pelo recorrido, por mais de seis meses, como mero dissabor, bem como as inúmeras tentativas de solucionar o presente impasse, até mesmo por meio do PROCON, traduzindo esse fato como situação de inteiro vexame para o recorrido a gerar, inclusive, uma sensação de impotência e inferioridade psicológica. Tal fato tem aplicação direta do Código de Defesa do Consumidor, regulando penalidade pela má prestação de serviço, onde se inclui o dano moral indenizável. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 890373 AGR / ES (…) No que diz respeito a alegação de quantificação excessiva, melhor sorte não socorre à recorrente, posto que a condenação ao pagamento de R$ 3.000,00 (três mil reais), a título de indenização por dano moral em virtude da má prestação de serviço, não caracteriza qualquer excesso (…)”. (fls.98-99). Como se vê, o acórdão impugnado pelo recurso extraordinário, cingiu-se a decidir acerca dos seguintes pontos: a obrigatoriedade de emissão de boleto bancário, a existência de dano moral e o valor da indenização. Com efeito, conforme consignado na decisão impugnada, quanto à condenação por danos morais, ao quantum indenizatório e ao cerceamente de defesa, esta Corte apreciou essas matérias, respectivamente, nos julgamentos do ARE-RG 739.382 (Tema 657); do ARE-RG 743.771 (Tema 655) e do ARE-RG 748.371 (Tema 660), oportunidades em que rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. Saliente-se que o Supremo Tribunal Federal também rejeitou a repercussão geral do tema referente à competência de juizados especiais em face da alegação de complexidade da prova, no ARE-RG 640.671 (Tema 433). Por fim, registre-se que com relação às demais alegações da parte recorrente, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível análise de cláusulas contratuais, bem como o reexame do acervo fático-probatório dos autos. O que fez incidir os Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Confira-se, a propósito, o seguinte julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO. 1) AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 727.902-AgR/DF, rel. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754169. Supremo Tribunal Federal ARE 890373 AGR / ES (…) No que diz respeito a alegação de quantificação excessiva, melhor sorte não socorre à recorrente, posto que a condenação ao pagamento de R$ 3.000,00 (três mil reais), a título de indenização por dano moral em virtude da má prestação de serviço, não caracteriza qualquer excesso (…)”. (fls.98-99). Como se vê, o acórdão impugnado pelo recurso extraordinário, cingiu-se a decidir acerca dos seguintes pontos: a obrigatoriedade de emissão de boleto bancário, a existência de dano moral e o valor da indenização. Com efeito, conforme consignado na decisão impugnada, quanto à condenação por danos morais, ao quantum indenizatório e ao cerceamente de defesa, esta Corte apreciou essas matérias, respectivamente, nos julgamentos do ARE-RG 739.382 (Tema 657); do ARE-RG 743.771 (Tema 655) e do ARE-RG 748.371 (Tema 660), oportunidades em que rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. Saliente-se que o Supremo Tribunal Federal também rejeitou a repercussão geral do tema referente à competência de juizados especiais em face da alegação de complexidade da prova, no ARE-RG 640.671 (Tema 433). Por fim, registre-se que com relação às demais alegações da parte recorrente, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível análise de cláusulas contratuais, bem como o reexame do acervo fático-probatório dos autos. O que fez incidir os Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Confira-se, a propósito, o seguinte julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO. 1) AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 727.902-AgR/DF, rel. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 890373 AGR / ES 28.5.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754169. Supremo Tribunal Federal ARE 890373 AGR / ES 28.5.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MOACYR FERNANDES CABRAL ADV.(A/S) : HIGOR DOS SANTOS SOUZA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720285 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.373 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MOACYR FERNANDES CABRAL ADV.(A/S) : HIGOR DOS SANTOS SOUZA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720285 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890 . 373", "Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "ARE", "-", "RG 640 . 671", "ARE 890373 AGR / ES", "Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal", "ARE 890373 AGR / ES", "Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal", "ARE 890373 AGR / ES", "ARE", "-", "RG 739 . 382", "ARE", "-", "RG 743 . 771", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ARE", "-", "RG 640 . 671", "Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 727 . 902 - AgR / DF", "ARE 890373 AGR / ES", "ARE", "-", "RG", "ARE", "-", "RG", "ARE", "-", "RG 748 .", "ARE", "-", "RG", "Enunciados 279", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 727 . 902 - AgR / DF", "ARE 890373 AGR / ES", "ARE 890373 AGR / ES" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 52 , parágrafo único , do Código de Defesa do Consumidor", "Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 52 , parágrafo único , do Código de Defesa do Consumidor", "Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "BV FINANCEIRA SA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO , FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO", "Supremo Tribunal Federal", "Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO , FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "PROCON", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PROCON", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "BV FINANCEIRA SA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BV FINANCEIRA SA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO", "MOACYR FERNANDES CABRAL", "HIGOR DOS SANTOS SOUZA", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO", "MOACYR FERNANDES CABRAL", "HIGOR DOS SANTOS SOUZA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO", "MOACYR FERNANDES CABRAL", "HIGOR DOS SANTOS SOUZA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO", "MOACYR FERNANDES CABRAL", "HIGOR DOS SANTOS SOUZA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO", "MOACYR FERNANDES CABRAL", "HIGOR DOS SANTOS SOUZA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "27", "/", "10", "/", "2015", "27 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "6", ".", "9", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "6", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "27", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA ADV.(A/S) :CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. DEMISSÃO. REGULARIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355649. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA ADV.(A/S) :CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Rosa Virgínia Lopes de Abreu Silva contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO. PENALIDADE APLICADA. REVISÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O processo administrativo disciplinar, quando sub judice a controvérsia cuja solução depende do confronto entre as condutas imputadas ao servidor e as tipificações da lei que rege o processo administrativo disciplinar, demanda a análise da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie e do conjunto fático- probatório dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279/STF, que dispõe, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ Precedentes: RE 395.831-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJ de 18/11/2005, e AI 825.321- ED-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ de 15/6/2011. 2. Os princípios da ampla defesa e do contraditório nos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355650. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA ADV.(A/S) :CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Rosa Virgínia Lopes de Abreu Silva contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO. PENALIDADE APLICADA. REVISÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O processo administrativo disciplinar, quando sub judice a controvérsia cuja solução depende do confronto entre as condutas imputadas ao servidor e as tipificações da lei que rege o processo administrativo disciplinar, demanda a análise da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie e do conjunto fático- probatório dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279/STF, que dispõe, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ Precedentes: RE 395.831-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJ de 18/11/2005, e AI 825.321- ED-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ de 15/6/2011. 2. Os princípios da ampla defesa e do contraditório nos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355650. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 845096 AGR / PI procedimentos administrativos, quando aferidos pelas instâncias ordinárias, não podem ser revistos por esta Corte em razão do óbice da Sumula 279. Precedente: ARE 751.360-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/9/2013. 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘CIVIL E PROCESSUAL CIVIL – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE NULIDADE DE ATO JURÍDICO E REINTEGRAÇÃO – DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO APÓS REGULAR PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR – OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO, RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE – PNA COMPATÍVEL – RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.’ 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "A questão dos autos não versa sobre simples reexame de prova. Pelo contrário, versa sobre ofensa direta aos princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da isonomia. A violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e ainda a violação ao princípio da isonomia ficou bastante clara. O princípio do contraditório e da ampla defesa foram violados, pois as provas necessárias para comprovação de culpa ou dolo ou de ausência destes elementos não foram apresentadas pela SEFAZ." (Fl. 751). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355650. Supremo Tribunal Federal ARE 845096 AGR / PI procedimentos administrativos, quando aferidos pelas instâncias ordinárias, não podem ser revistos por esta Corte em razão do óbice da Sumula 279. Precedente: ARE 751.360-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/9/2013. 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘CIVIL E PROCESSUAL CIVIL – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE NULIDADE DE ATO JURÍDICO E REINTEGRAÇÃO – DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO APÓS REGULAR PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR – OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO, RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE – PNA COMPATÍVEL – RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.’ 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "A questão dos autos não versa sobre simples reexame de prova. Pelo contrário, versa sobre ofensa direta aos princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da isonomia. A violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e ainda a violação ao princípio da isonomia ficou bastante clara. O princípio do contraditório e da ampla defesa foram violados, pois as provas necessárias para comprovação de culpa ou dolo ou de ausência destes elementos não foram apresentadas pela SEFAZ." (Fl. 751). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355650. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos, entendeu pela regularidade do procedimento administrativo disciplinar que resultou na demissão da recorrente. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "Nos autos ora analisados, verifico que houve todo o procedimento necessário a regular tramitação do processo administrativo ao qual a ora apelante teve que responder, sendo a mesma, desde o primeiro momento, informada de todos os atos e deles, oportunamente, podendo responder, contestar ou concordar, sempre per intermédio de seus advogados legalmente habilitados. [...] Assim, não trouxe a parte autora qualquer demonstração de que houve, de fato, cerceamento de defesa ou não lhe fora possibilitado a contraditório, tendo em vista que houve a tramitação regular de todas as fases previstas no processo administrativo, mesmo porque se fizera ela acompanhar de advogados legalmente habilitados a constatar qualquer nulidade durante a respectiva instrução. Quanto à ausência de entrega dos documentos solicitados, acredito que não tenha a autora observado atentamente a resposta oferecida pela 3ª Gerencia Regional de Atendimento – 3ª GERAT, fls. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos, entendeu pela regularidade do procedimento administrativo disciplinar que resultou na demissão da recorrente. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "Nos autos ora analisados, verifico que houve todo o procedimento necessário a regular tramitação do processo administrativo ao qual a ora apelante teve que responder, sendo a mesma, desde o primeiro momento, informada de todos os atos e deles, oportunamente, podendo responder, contestar ou concordar, sempre per intermédio de seus advogados legalmente habilitados. [...] Assim, não trouxe a parte autora qualquer demonstração de que houve, de fato, cerceamento de defesa ou não lhe fora possibilitado a contraditório, tendo em vista que houve a tramitação regular de todas as fases previstas no processo administrativo, mesmo porque se fizera ela acompanhar de advogados legalmente habilitados a constatar qualquer nulidade durante a respectiva instrução. Quanto à ausência de entrega dos documentos solicitados, acredito que não tenha a autora observado atentamente a resposta oferecida pela 3ª Gerencia Regional de Atendimento – 3ª GERAT, fls. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 845096 AGR / PI 244/250, que anexou ao processo os extratos demonstrando os depósitos efetuados nas contas do Estado nas datas determinadas. A ausência de entrega dos demais documentos foi devidamente justificada, tendo em vista a inexistência dos mesmos. Ora, como se pode apresentar documentos que sequer foram confeccionados? As teorias fantasiosas de que o sistema do órgão ‘deveria’ fornecer a informação de todos os documentos emitidos não se sustentou, mesmo porque ficou comprovado que os valores tidos coma depositados a menor, de fato, não foram depositados nos cofres públicos, obrigação exclusiva da servidora então processada. Quanto a este aspecto, devo anotar, por fim, que a própria autora, em infinitas situações, admite não ter feito à conferência de todos os valores a ela repassados, que, por excesso de trabalho, somente às vezes verificava se os valores estavam corretos, uma vez que confiava cegamente nos demais servidores e que entregava ao funcionário do banco os depósitos a serem realizados, mas que não aguardava a conferencia destes, voltando somente depois para pegar os comprovantes. Portanto, se a servidora admite que não conferia os documentos, não pode, após sofrer a devida sanção administrativa em decorrência de seu comportamento desidioso, exigir a apresentação de documentos que sequer sabe existirem. A desídia pode ser entendida como a tendência para se esquivar de qualquer esforço físico e moral, a ausência de atenção ou cuidado; negligência, parte da culpa que se fundamenta no desleixo do desenvolvimento de uma determinada função. Nesta senda, ao admitir que não conferiu todos os documentos e que não teve o zelo necessário com valores e documentos que eram de sua única responsabilidade, a autora, no mínimo, admitiu ter agido com desídia. [...] Nesta senda, muito embora não tenha ficado comprovado que a autora/apelante ficou para si com os valores que não foram devidamente depositados devo registrar que era sua obrigação, como ela mesma reconheceu, receber e conferir os valores repassados pelos arrecadadores, emitir as guias correspondentes e efetuar os respectivos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Supremo Tribunal Federal ARE 845096 AGR / PI 244/250, que anexou ao processo os extratos demonstrando os depósitos efetuados nas contas do Estado nas datas determinadas. A ausência de entrega dos demais documentos foi devidamente justificada, tendo em vista a inexistência dos mesmos. Ora, como se pode apresentar documentos que sequer foram confeccionados? As teorias fantasiosas de que o sistema do órgão ‘deveria’ fornecer a informação de todos os documentos emitidos não se sustentou, mesmo porque ficou comprovado que os valores tidos coma depositados a menor, de fato, não foram depositados nos cofres públicos, obrigação exclusiva da servidora então processada. Quanto a este aspecto, devo anotar, por fim, que a própria autora, em infinitas situações, admite não ter feito à conferência de todos os valores a ela repassados, que, por excesso de trabalho, somente às vezes verificava se os valores estavam corretos, uma vez que confiava cegamente nos demais servidores e que entregava ao funcionário do banco os depósitos a serem realizados, mas que não aguardava a conferencia destes, voltando somente depois para pegar os comprovantes. Portanto, se a servidora admite que não conferia os documentos, não pode, após sofrer a devida sanção administrativa em decorrência de seu comportamento desidioso, exigir a apresentação de documentos que sequer sabe existirem. A desídia pode ser entendida como a tendência para se esquivar de qualquer esforço físico e moral, a ausência de atenção ou cuidado; negligência, parte da culpa que se fundamenta no desleixo do desenvolvimento de uma determinada função. Nesta senda, ao admitir que não conferiu todos os documentos e que não teve o zelo necessário com valores e documentos que eram de sua única responsabilidade, a autora, no mínimo, admitiu ter agido com desídia. [...] Nesta senda, muito embora não tenha ficado comprovado que a autora/apelante ficou para si com os valores que não foram devidamente depositados devo registrar que era sua obrigação, como ela mesma reconheceu, receber e conferir os valores repassados pelos arrecadadores, emitir as guias correspondentes e efetuar os respectivos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 845096 AGR / PI depósitos. As falhas ocorridas neste procedimento só a ela devem ser imputadas, não podendo ser aceitas as justificativas de excesso de trabalho, trânsito intenso de outros servidores em sua sala ou, ainda, que alguém possa ter tirado da mesa do caixa do banco algum valor. Portanto, verifica-se que a autora não conseguiu demonstrar, concretamente, qualquer irregularidade no processo administrativo que respondeu, não podendo, desta forma, requerer sua anulação sem nenhum embasamento legal, tendo em vista que os fatos a ela imputados, de fato, ocorrerem e foram da sua exclusiva responsabilidade. [...] Sendo assim, analisando com mais vagar o processo administrativo, verifico que, conforme seu próprio relato, fIs. 151 dos autos, a autora, durante sua passagem pelo Setor de Arrecadação, ‘respondeu 04 (quatro) ou 05 (cinco) sindicâncias, por problemas na arrecadação’ anteriores o que ocasionou o processo administrativo, o que me leva a conclusão lógica do seu comportamento contumaz e, independente de ter sido o mesmo culposo ou doloso, os prejuízos à administração pública comprovadamente ocorreram. Portanto, não se pode levar em conta apenas esta última sindicância que culminou com o Processo Administrativo, bem como o valor possivelmente subtraído dos cofres públicos, cerca de R$ 3.600,00--(três mil e seiscentos reais), para mensurar a pena a ser aplicada. Houve a infração de vários incisos do artigo 137 do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado do Piauí acima citado, bem como incidiu em desídia, também como dito acima e isso, por si só, ensejaria a pena de demissão corretamente aplicada. Não se pode ter como exagerada a pena, nem tão pouco tentar aplicar a punição de uma outra situação para o caso ora em análise. O que se deve ter em mente é a situação ocorrida caso a caso e se o processo administrativo seguiu todos as tramites previstos e, como consequência, se houve a aplicação com a observância da razoabilidade e da proporcionalidade na mensuração da respectiva pena. Nesta senda, não há qualquer ponto a ser alterado, seja no processo administrativo, seja na sentença monocrática, já que todos os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Supremo Tribunal Federal ARE 845096 AGR / PI depósitos. As falhas ocorridas neste procedimento só a ela devem ser imputadas, não podendo ser aceitas as justificativas de excesso de trabalho, trânsito intenso de outros servidores em sua sala ou, ainda, que alguém possa ter tirado da mesa do caixa do banco algum valor. Portanto, verifica-se que a autora não conseguiu demonstrar, concretamente, qualquer irregularidade no processo administrativo que respondeu, não podendo, desta forma, requerer sua anulação sem nenhum embasamento legal, tendo em vista que os fatos a ela imputados, de fato, ocorrerem e foram da sua exclusiva responsabilidade. [...] Sendo assim, analisando com mais vagar o processo administrativo, verifico que, conforme seu próprio relato, fIs. 151 dos autos, a autora, durante sua passagem pelo Setor de Arrecadação, ‘respondeu 04 (quatro) ou 05 (cinco) sindicâncias, por problemas na arrecadação’ anteriores o que ocasionou o processo administrativo, o que me leva a conclusão lógica do seu comportamento contumaz e, independente de ter sido o mesmo culposo ou doloso, os prejuízos à administração pública comprovadamente ocorreram. Portanto, não se pode levar em conta apenas esta última sindicância que culminou com o Processo Administrativo, bem como o valor possivelmente subtraído dos cofres públicos, cerca de R$ 3.600,00--(três mil e seiscentos reais), para mensurar a pena a ser aplicada. Houve a infração de vários incisos do artigo 137 do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado do Piauí acima citado, bem como incidiu em desídia, também como dito acima e isso, por si só, ensejaria a pena de demissão corretamente aplicada. Não se pode ter como exagerada a pena, nem tão pouco tentar aplicar a punição de uma outra situação para o caso ora em análise. O que se deve ter em mente é a situação ocorrida caso a caso e se o processo administrativo seguiu todos as tramites previstos e, como consequência, se houve a aplicação com a observância da razoabilidade e da proporcionalidade na mensuração da respectiva pena. Nesta senda, não há qualquer ponto a ser alterado, seja no processo administrativo, seja na sentença monocrática, já que todos os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 845096 AGR / PI pontos necessários foram devidamente aplicados e preservados.” (Fls. 656-665). Assim, consoante já afirmado na decisão agravada, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279 do STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: "DIREITO ADMINISTRATIVO. BOMBEIRO MILITAR. LICENCIAMENTO. NECESSIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. AS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.9.2011. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da existência do procedimento administrativo disciplinar demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/STF. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 670.847-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 8/4/2014). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Supremo Tribunal Federal ARE 845096 AGR / PI pontos necessários foram devidamente aplicados e preservados.” (Fls. 656-665). Assim, consoante já afirmado na decisão agravada, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279 do STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: "DIREITO ADMINISTRATIVO. BOMBEIRO MILITAR. LICENCIAMENTO. NECESSIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. AS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.9.2011. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da existência do procedimento administrativo disciplinar demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/STF. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 670.847-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 8/4/2014). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 845096 AGR / PI "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRORDINÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO DE SERVIDOR. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS. REGULARIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que a aplicação de penalidade na instância administrativa é independente das esferas penal, cível e de improbidade administrativa. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 736.351-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/12/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Supremo Tribunal Federal ARE 845096 AGR / PI "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRORDINÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO DE SERVIDOR. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS. REGULARIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que a aplicação de penalidade na instância administrativa é independente das esferas penal, cível e de improbidade administrativa. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 736.351-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/12/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA ADV.(A/S) : CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335874 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA ADV.(A/S) : CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335874 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9372266
2015-08-25T00:00:00
2015-09-14T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. DEMISSÃO. REGULARIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur319327
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 670847 AgR (1ªT), RE 736351 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 21/09/2015, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
845096
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 845096 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA ADV.(A/S) : CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA ADV.(A/S) :CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. DEMISSÃO. REGULARIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355649. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA ADV.(A/S) :CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Rosa Virgínia Lopes de Abreu Silva contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO. PENALIDADE APLICADA. REVISÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O processo administrativo disciplinar, quando sub judice a controvérsia cuja solução depende do confronto entre as condutas imputadas ao servidor e as tipificações da lei que rege o processo administrativo disciplinar, demanda a análise da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie e do conjunto fático- probatório dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que dispõe, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ Precedentes: Recurso Extraordinário 395.831-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJ de 18/11/2005, e AI 825.321- ED-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ de 15/6/2011. 2. Os princípios da ampla defesa e do contraditório nos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355650. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA ADV.(A/S) :CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Rosa Virgínia Lopes de Abreu Silva contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO. PENALIDADE APLICADA. REVISÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O processo administrativo disciplinar, quando sub judice a controvérsia cuja solução depende do confronto entre as condutas imputadas ao servidor e as tipificações da lei que rege o processo administrativo disciplinar, demanda a análise da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie e do conjunto fático- probatório dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que dispõe, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ Precedentes: Recurso Extraordinário 395.831-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJ de 18/11/2005, e AI 825.321- ED-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ de 15/6/2011. 2. Os princípios da ampla defesa e do contraditório nos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355650. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 845096 AGR / PI procedimentos administrativos, quando aferidos pelas instâncias ordinárias, não podem ser revistos por esta Corte em razão do óbice da Sumula 279. Precedente: ARE 751.360-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/9/2013. 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘CIVIL E PROCESSUAL CIVIL – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE NULIDADE DE ATO JURÍDICO E REINTEGRAÇÃO – DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO APÓS REGULAR PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR – OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO, RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE – PNA COMPATÍVEL – RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.’ 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "A questão dos autos não versa sobre simples reexame de prova. Pelo contrário, versa sobre ofensa direta aos princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da isonomia. A violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e ainda a violação ao princípio da isonomia ficou bastante clara. O princípio do contraditório e da ampla defesa foram violados, pois as provas necessárias para comprovação de culpa ou dolo ou de ausência destes elementos não foram apresentadas pela SEFAZ." (Fl. 751). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355650. Supremo Tribunal Federal ARE 845096 AGR / PI procedimentos administrativos, quando aferidos pelas instâncias ordinárias, não podem ser revistos por esta Corte em razão do óbice da Sumula 279. Precedente: ARE 751.360-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/9/2013. 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘CIVIL E PROCESSUAL CIVIL – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE NULIDADE DE ATO JURÍDICO E REINTEGRAÇÃO – DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO APÓS REGULAR PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR – OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO, RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE – PNA COMPATÍVEL – RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.’ 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "A questão dos autos não versa sobre simples reexame de prova. Pelo contrário, versa sobre ofensa direta aos princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da isonomia. A violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e ainda a violação ao princípio da isonomia ficou bastante clara. O princípio do contraditório e da ampla defesa foram violados, pois as provas necessárias para comprovação de culpa ou dolo ou de ausência destes elementos não foram apresentadas pela SEFAZ." (Fl. 751). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355650. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos, entendeu pela regularidade do procedimento administrativo disciplinar que resultou na demissão da recorrente. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "Nos autos ora analisados, verifico que houve todo o procedimento necessário a regular tramitação do processo administrativo ao qual a ora apelante teve que responder, sendo a mesma, desde o primeiro momento, informada de todos os atos e deles, oportunamente, podendo responder, contestar ou concordar, sempre per intermédio de seus advogados legalmente habilitados. [...] Assim, não trouxe a parte autora qualquer demonstração de que houve, de fato, cerceamento de defesa ou não lhe fora possibilitado a contraditório, tendo em vista que houve a tramitação regular de todas as fases previstas no processo administrativo, mesmo porque se fizera ela acompanhar de advogados legalmente habilitados a constatar qualquer nulidade durante a respectiva instrução. Quanto à ausência de entrega dos documentos solicitados, acredito que não tenha a autora observado atentamente a resposta oferecida pela 3... Gerencia Regional de Atendimento – 3... GERAT, fls. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos, entendeu pela regularidade do procedimento administrativo disciplinar que resultou na demissão da recorrente. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "Nos autos ora analisados, verifico que houve todo o procedimento necessário a regular tramitação do processo administrativo ao qual a ora apelante teve que responder, sendo a mesma, desde o primeiro momento, informada de todos os atos e deles, oportunamente, podendo responder, contestar ou concordar, sempre per intermédio de seus advogados legalmente habilitados. [...] Assim, não trouxe a parte autora qualquer demonstração de que houve, de fato, cerceamento de defesa ou não lhe fora possibilitado a contraditório, tendo em vista que houve a tramitação regular de todas as fases previstas no processo administrativo, mesmo porque se fizera ela acompanhar de advogados legalmente habilitados a constatar qualquer nulidade durante a respectiva instrução. Quanto à ausência de entrega dos documentos solicitados, acredito que não tenha a autora observado atentamente a resposta oferecida pela 3... Gerencia Regional de Atendimento – 3... GERAT, fls. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 845096 AGR / PI 244/250, que anexou ao processo os extratos demonstrando os depósitos efetuados nas contas do Estado nas datas determinadas. A ausência de entrega dos demais documentos foi devidamente justificada, tendo em vista a inexistência dos mesmos. Ora, como se pode apresentar documentos que sequer foram confeccionados? As teorias fantasiosas de que o sistema do órgão ‘deveria’ fornecer a informação de todos os documentos emitidos não se sustentou, mesmo porque ficou comprovado que os valores tidos coma depositados a menor, de fato, não foram depositados nos cofres públicos, obrigação exclusiva da servidora então processada. Quanto a este aspecto, devo anotar, por fim, que a própria autora, em infinitas situações, admite não ter feito à conferência de todos os valores a ela repassados, que, por excesso de trabalho, somente às vezes verificava se os valores estavam corretos, uma vez que confiava cegamente nos demais servidores e que entregava ao funcionário do banco os depósitos a serem realizados, mas que não aguardava a conferencia destes, voltando somente depois para pegar os comprovantes. Portanto, se a servidora admite que não conferia os documentos, não pode, após sofrer a devida sanção administrativa em decorrência de seu comportamento desidioso, exigir a apresentação de documentos que sequer sabe existirem. A desídia pode ser entendida como a tendência para se esquivar de qualquer esforço físico e moral, a ausência de atenção ou cuidado; negligência, parte da culpa que se fundamenta no desleixo do desenvolvimento de uma determinada função. Nesta senda, ao admitir que não conferiu todos os documentos e que não teve o zelo necessário com valores e documentos que eram de sua única responsabilidade, a autora, no mínimo, admitiu ter agido com desídia. [...] Nesta senda, muito embora não tenha ficado comprovado que a autora/apelante ficou para si com os valores que não foram devidamente depositados devo registrar que era sua obrigação, como ela mesma reconheceu, receber e conferir os valores repassados pelos arrecadadores, emitir as guias correspondentes e efetuar os respectivos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Supremo Tribunal Federal ARE 845096 AGR / PI 244/250, que anexou ao processo os extratos demonstrando os depósitos efetuados nas contas do Estado nas datas determinadas. A ausência de entrega dos demais documentos foi devidamente justificada, tendo em vista a inexistência dos mesmos. Ora, como se pode apresentar documentos que sequer foram confeccionados? As teorias fantasiosas de que o sistema do órgão ‘deveria’ fornecer a informação de todos os documentos emitidos não se sustentou, mesmo porque ficou comprovado que os valores tidos coma depositados a menor, de fato, não foram depositados nos cofres públicos, obrigação exclusiva da servidora então processada. Quanto a este aspecto, devo anotar, por fim, que a própria autora, em infinitas situações, admite não ter feito à conferência de todos os valores a ela repassados, que, por excesso de trabalho, somente às vezes verificava se os valores estavam corretos, uma vez que confiava cegamente nos demais servidores e que entregava ao funcionário do banco os depósitos a serem realizados, mas que não aguardava a conferencia destes, voltando somente depois para pegar os comprovantes. Portanto, se a servidora admite que não conferia os documentos, não pode, após sofrer a devida sanção administrativa em decorrência de seu comportamento desidioso, exigir a apresentação de documentos que sequer sabe existirem. A desídia pode ser entendida como a tendência para se esquivar de qualquer esforço físico e moral, a ausência de atenção ou cuidado; negligência, parte da culpa que se fundamenta no desleixo do desenvolvimento de uma determinada função. Nesta senda, ao admitir que não conferiu todos os documentos e que não teve o zelo necessário com valores e documentos que eram de sua única responsabilidade, a autora, no mínimo, admitiu ter agido com desídia. [...] Nesta senda, muito embora não tenha ficado comprovado que a autora/apelante ficou para si com os valores que não foram devidamente depositados devo registrar que era sua obrigação, como ela mesma reconheceu, receber e conferir os valores repassados pelos arrecadadores, emitir as guias correspondentes e efetuar os respectivos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 845096 AGR / PI depósitos. As falhas ocorridas neste procedimento só a ela devem ser imputadas, não podendo ser aceitas as justificativas de excesso de trabalho, trânsito intenso de outros servidores em sua sala ou, ainda, que alguém possa ter tirado da mesa do caixa do banco algum valor. Portanto, verifica-se que a autora não conseguiu demonstrar, concretamente, qualquer irregularidade no processo administrativo que respondeu, não podendo, desta forma, requerer sua anulação sem nenhum embasamento legal, tendo em vista que os fatos a ela imputados, de fato, ocorrerem e foram da sua exclusiva responsabilidade. [...] Sendo assim, analisando com mais vagar o processo administrativo, verifico que, conforme seu próprio relato, fIs. 151 dos autos, a autora, durante sua passagem pelo Setor de Arrecadação, ‘respondeu 04 (quatro) ou 05 (cinco) sindicâncias, por problemas na arrecadação’ anteriores o que ocasionou o processo administrativo, o que me leva a conclusão lógica do seu comportamento contumaz e, independente de ter sido o mesmo culposo ou doloso, os prejuízos à administração pública comprovadamente ocorreram. Portanto, não se pode levar em conta apenas esta última sindicância que culminou com o Processo Administrativo, bem como o valor possivelmente subtraído dos cofres públicos, cerca de R$ 3.600,00--(três mil e seiscentos reais), para mensurar a pena a ser aplicada. Houve a infração de vários incisos do artigo 137 do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado do Piauí acima citado, bem como incidiu em desídia, também como dito acima e isso, por si só, ensejaria a pena de demissão corretamente aplicada. Não se pode ter como exagerada a pena, nem tão pouco tentar aplicar a punição de uma outra situação para o caso ora em análise. O que se deve ter em mente é a situação ocorrida caso a caso e se o processo administrativo seguiu todos as tramites previstos e, como consequência, se houve a aplicação com a observância da razoabilidade e da proporcionalidade na mensuração da respectiva pena. Nesta senda, não há qualquer ponto a ser alterado, seja no processo administrativo, seja na sentença monocrática, já que todos os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Supremo Tribunal Federal ARE 845096 AGR / PI depósitos. As falhas ocorridas neste procedimento só a ela devem ser imputadas, não podendo ser aceitas as justificativas de excesso de trabalho, trânsito intenso de outros servidores em sua sala ou, ainda, que alguém possa ter tirado da mesa do caixa do banco algum valor. Portanto, verifica-se que a autora não conseguiu demonstrar, concretamente, qualquer irregularidade no processo administrativo que respondeu, não podendo, desta forma, requerer sua anulação sem nenhum embasamento legal, tendo em vista que os fatos a ela imputados, de fato, ocorrerem e foram da sua exclusiva responsabilidade. [...] Sendo assim, analisando com mais vagar o processo administrativo, verifico que, conforme seu próprio relato, fIs. 151 dos autos, a autora, durante sua passagem pelo Setor de Arrecadação, ‘respondeu 04 (quatro) ou 05 (cinco) sindicâncias, por problemas na arrecadação’ anteriores o que ocasionou o processo administrativo, o que me leva a conclusão lógica do seu comportamento contumaz e, independente de ter sido o mesmo culposo ou doloso, os prejuízos à administração pública comprovadamente ocorreram. Portanto, não se pode levar em conta apenas esta última sindicância que culminou com o Processo Administrativo, bem como o valor possivelmente subtraído dos cofres públicos, cerca de R$ 3.600,00--(três mil e seiscentos reais), para mensurar a pena a ser aplicada. Houve a infração de vários incisos do artigo 137 do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado do Piauí acima citado, bem como incidiu em desídia, também como dito acima e isso, por si só, ensejaria a pena de demissão corretamente aplicada. Não se pode ter como exagerada a pena, nem tão pouco tentar aplicar a punição de uma outra situação para o caso ora em análise. O que se deve ter em mente é a situação ocorrida caso a caso e se o processo administrativo seguiu todos as tramites previstos e, como consequência, se houve a aplicação com a observância da razoabilidade e da proporcionalidade na mensuração da respectiva pena. Nesta senda, não há qualquer ponto a ser alterado, seja no processo administrativo, seja na sentença monocrática, já que todos os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 845096 AGR / PI pontos necessários foram devidamente aplicados e preservados.” (Fls. 656-665). Assim, consoante já afirmado na decisão agravada, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n 279 desta Corte. Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: "DIREITO ADMINISTRATIVO. BOMBEIRO MILITAR. LICENCIAMENTO. NECESSIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. AS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.9.2011. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da existência do procedimento administrativo disciplinar demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 670.847-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 8/4/2014). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Supremo Tribunal Federal ARE 845096 AGR / PI pontos necessários foram devidamente aplicados e preservados.” (Fls. 656-665). Assim, consoante já afirmado na decisão agravada, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n 279 desta Corte. Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: "DIREITO ADMINISTRATIVO. BOMBEIRO MILITAR. LICENCIAMENTO. NECESSIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. AS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.9.2011. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da existência do procedimento administrativo disciplinar demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 670.847-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 8/4/2014). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 845096 AGR / PI "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRORDINÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO DE SERVIDOR. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS. REGULARIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que a aplicação de penalidade na instância administrativa é independente das esferas penal, cível e de improbidade administrativa. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 736.351-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/12/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Supremo Tribunal Federal ARE 845096 AGR / PI "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRORDINÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO DE SERVIDOR. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS. REGULARIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que a aplicação de penalidade na instância administrativa é independente das esferas penal, cível e de improbidade administrativa. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 736.351-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/12/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA ADV.(A/S) : CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335874 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.096 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA ADV.(A/S) : CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335874 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845 . 096", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845 . 096", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 395 . 831 - AgR", "AI 825 . 321 - ED - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 395 . 831 - AgR", "AI 825 . 321 - ED - AgR", "ARE 845096 AGR / PI", "ARE 751 . 360 - AgR", "ARE 845096 AGR / PI", "ARE 751 . 360 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "ARE 845096 AGR / PI 244 / 250", "ARE 845096 AGR / PI 244 / 250", "ARE 845096 AGR / PI", "ARE 845096 AGR / PI", "ARE 845096 AGR / PI", "Súmula n 279 desta Corte", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 670 . 847 -", "ARE 845096 AGR / PI", "Súmula n 279 desta Corte", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 670 . 847 - AgR", "ARE 845096 AGR / PI", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 736 . 351 - AgR", "ARE 845096 AGR / PI", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 736 . 351 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 137 do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado do Piauí", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 137 do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado do Piauí", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "Brasília", "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEFAZ", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", ".", ". Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA", "CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA", "CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA", "LUIZ FUX", "Rosa Virgínia Lopes de Abreu Silva", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA", "CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA", "LUIZ FUX", "Rosa Virgínia Lopes de Abreu Silva", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA", "CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "ROSA VIRGINIA LOPES DE ABREU SILVA", "CHRYSTIANNE MOURA SANTOS FONSECA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "18", "/", "11", "/", "2005", "15", "/", "6", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "18", "/", "11", "/", "2005", "15", "/", "6", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "9", ".", "2011", "8", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "9", ".", "2011", "8", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "12", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "12", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "25", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.413 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :TATIANE JAQUELINE PEREIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO EM GRAU INTERMEDIÁRIO (1/2). FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. OBRIGATORIEDADE DO REGIME INICIAL FECHADO. INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ART. 2º DA LEI 8.072/1990 (REDAÇÃO CONFERIDA PELA LEI 11.464/2007). SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ORDEM CONCEDIDA EM PARTE. I – O juiz de primeiro grau, na primeira fase, estabeleceu a pena-base no mínimo legal e deixou para invocar a quantidade de droga apreendida somente na última etapa da dosimetria, aplicando a redução na fração de 1/2. II – Esta Segunda Turma construiu o entendimento de que a natureza e a quantidade da droga apreendida devem ser consideradas na primeira fase da dosimetria, em observância ao que dispõe o art. 42 da Lei 11.343/2006, segundo o qual “o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. III – O Plenário desta Corte, no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/1990 (redação dada pela Lei 11.464/2007), que determinava o cumprimento de pena dos crimes hediondos, de tortura, de tráfico ilícito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774917. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 114413 / SP de entorpecentes e de terrorismo no regime inicial fechado. IV – A vedação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos foi devidamente fundamentada no caso concreto, em especial pela quantidade de entorpecente apreendido. Precedentes. V – Ordem concedida, em parte, para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença, sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder em parte a ordem para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença (2 anos e 11 meses de reclusão), sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1º do artigo 2º da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. Determinou, ademais, que se comunique o inteiro teor desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça, para que avalie eventual prejudicialidade do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774917. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP de entorpecentes e de terrorismo no regime inicial fechado. IV – A vedação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos foi devidamente fundamentada no caso concreto, em especial pela quantidade de entorpecente apreendido. Precedentes. V – Ordem concedida, em parte, para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença, sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder em parte a ordem para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença (2 anos e 11 meses de reclusão), sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1º do artigo 2º da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. Determinou, ademais, que se comunique o inteiro teor desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça, para que avalie eventual prejudicialidade do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774917. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Ementa e Acórdão HC 114413 / SP recurso especial interposto pela defesa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774917. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP recurso especial interposto pela defesa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774917. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.413 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :TATIANE JAQUELINE PEREIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de TATIANE JAQUELINE PEREIRA, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC 205.199/SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura. Consta dos autos que a paciente foi condenada à pena de 2 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 33, combinado com o art. 40, I e V, ambos da Lei 11.343/2006 (tráfico transnacional de drogas), porque foi surpreendida na cidade de São Paulo transportando 4,849 kg de “maconha” camuflada em sua motocicleta, droga proveniente do Paraguai e internalizada pelo município de Mundo Novo/MS. Contra a sentença condenatória a defesa apelou para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que, contudo, negou provimento ao recurso. Inconformada, manejou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que, por sua vez, denegou a ordem. É contra esse acórdão que se insurge a impetrante. Alega, em síntese, que a quantidade de droga apreendida não pode ser invocada para negar a aplicação da causa de diminuição prevista no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774918. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.413 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :TATIANE JAQUELINE PEREIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de TATIANE JAQUELINE PEREIRA, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC 205.199/SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura. Consta dos autos que a paciente foi condenada à pena de 2 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 33, combinado com o art. 40, I e V, ambos da Lei 11.343/2006 (tráfico transnacional de drogas), porque foi surpreendida na cidade de São Paulo transportando 4,849 kg de “maconha” camuflada em sua motocicleta, droga proveniente do Paraguai e internalizada pelo município de Mundo Novo/MS. Contra a sentença condenatória a defesa apelou para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que, contudo, negou provimento ao recurso. Inconformada, manejou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que, por sua vez, denegou a ordem. É contra esse acórdão que se insurge a impetrante. Alega, em síntese, que a quantidade de droga apreendida não pode ser invocada para negar a aplicação da causa de diminuição prevista no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 114413 / SP art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 no patamar máximo. Sustenta, ainda, que a quantidade e a natureza do entorpecente apreendido foram consideradas na fixação da pena-base, de modo que considerá-las também “como condição para inviabilizar a redução prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, acarreta inadmissível bis in idem”. Aduz, ademais, que a gravidade abstrata do delito não pode ser invocada para a imposição de pena mais gravosa nem para impedir a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos, razão pela qual entende que a paciente deve cumprir a pena em regime aberto. Afirma, em acréscimo, ser possível, in casu, a substituição da pena corporal por sanção restritiva de direitos, haja vista que a reprimenda imposta não ultrapassou o limite de 4 anos. Requer, ao final, liminarmente, a fixação do regime aberto até o julgamento final deste writ. No mérito, pede a aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 no seu patamar máximo, a fixação do regime aberto para o cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Em 3/8/2012, indeferi o pedido de liminar, solicitei informações ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região e determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. As informações foram prestadas por meio do Ofício 2515192-AJUV, de 26/10/2012, recebido nesta Corte em 31/10/2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, manifestou-se “pela concessão da ordem, para que seja fixada a pena de 1 (um) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774918. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 no patamar máximo. Sustenta, ainda, que a quantidade e a natureza do entorpecente apreendido foram consideradas na fixação da pena-base, de modo que considerá-las também “como condição para inviabilizar a redução prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, acarreta inadmissível bis in idem”. Aduz, ademais, que a gravidade abstrata do delito não pode ser invocada para a imposição de pena mais gravosa nem para impedir a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos, razão pela qual entende que a paciente deve cumprir a pena em regime aberto. Afirma, em acréscimo, ser possível, in casu, a substituição da pena corporal por sanção restritiva de direitos, haja vista que a reprimenda imposta não ultrapassou o limite de 4 anos. Requer, ao final, liminarmente, a fixação do regime aberto até o julgamento final deste writ. No mérito, pede a aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 no seu patamar máximo, a fixação do regime aberto para o cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Em 3/8/2012, indeferi o pedido de liminar, solicitei informações ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região e determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. As informações foram prestadas por meio do Ofício 2515192-AJUV, de 26/10/2012, recebido nesta Corte em 31/10/2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, manifestou-se “pela concessão da ordem, para que seja fixada a pena de 1 (um) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 114413 / SP ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial aberto, bem como para que se determine ao Juízo da Execução a substituição da pena privativa por restritivas de direitos”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774918. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial aberto, bem como para que se determine ao Juízo da Execução a substituição da pena privativa por restritivas de direitos”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.413 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de parcial concessão da ordem. O acórdão questionado possui a seguinte ementa: “PENAL. TRÁFICO. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO. IMPOSIÇÃO DE 1/2. ALTERAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. CONFISSÃO. ATENUANTE. NÃO INCIDÊNCIA. SÚMULA 213/STJ. CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO. TRANSNACIONALIDADE (INTERNACIONALIDADE). AFASTAMENTO. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. REGIME MAIS BRANDO QUE O FECHADO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. QUANTIDADE DE DROGA. IMPEDIMENTO. 1. Concretamente fundamentada a diminuição da pena (1/2), na terceira fase da dosimetria, em razão de expressiva quantidade de substância entorpecente (quase cinco quilos de maconha), não há ilegalidade manifesta a sanar, demandando revolvimento fático- probatório a imposição de um outro percentual de redução. 2. Nos termos da Súmula 231 deste Superior Tribunal de Justiça, não incide a atenuante da confissão espontânea, quando a pena-base está no mínimo legal. 3. Pretendendo a impetração afastar a causa especial de aumento da transnacionalidade, ao argumento de que não há provas do tráfico para outro país, a súplica, neste particular, esbarra na impropriedade da via, onde não há espaço para digressão probatória. 4. A Sexta Turma desta Corte adotou o entendimento de que, ante o quantum de pena aplicado ao delito cometido sob a égide da Lei nº 11.343/06, é possível a fixação do regime semiaberto ou o aberto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.413 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de parcial concessão da ordem. O acórdão questionado possui a seguinte ementa: “PENAL. TRÁFICO. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO. IMPOSIÇÃO DE 1/2. ALTERAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. CONFISSÃO. ATENUANTE. NÃO INCIDÊNCIA. SÚMULA 213/STJ. CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO. TRANSNACIONALIDADE (INTERNACIONALIDADE). AFASTAMENTO. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. REGIME MAIS BRANDO QUE O FECHADO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. QUANTIDADE DE DROGA. IMPEDIMENTO. 1. Concretamente fundamentada a diminuição da pena (1/2), na terceira fase da dosimetria, em razão de expressiva quantidade de substância entorpecente (quase cinco quilos de maconha), não há ilegalidade manifesta a sanar, demandando revolvimento fático- probatório a imposição de um outro percentual de redução. 2. Nos termos da Súmula 231 deste Superior Tribunal de Justiça, não incide a atenuante da confissão espontânea, quando a pena-base está no mínimo legal. 3. Pretendendo a impetração afastar a causa especial de aumento da transnacionalidade, ao argumento de que não há provas do tráfico para outro país, a súplica, neste particular, esbarra na impropriedade da via, onde não há espaço para digressão probatória. 4. A Sexta Turma desta Corte adotou o entendimento de que, ante o quantum de pena aplicado ao delito cometido sob a égide da Lei nº 11.343/06, é possível a fixação do regime semiaberto ou o aberto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114413 / SP para o início do cumprimento da reprimenda reclusiva, em conformidade com o previsto no art. 33 do Código Penal, bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. 5. Na espécie, contudo, o montante de droga não recomenda seja fixado regime menos gravoso que o fechado, bem como a substituição de pena pretendida. 6. Ordem denegada”. Conforme relatado, o impetrante postula a aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 no seu patamar máximo, a fixação do regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por sanção restritiva de direitos. Tem razão a impetrante, em parte. No caso sob exame, o magistrado sentenciante fixou a pena-base em 5 anos e deixou de aplicar a redução decorrente do reconhecimento da atenuante de confissão espontânea (art. 65, III, d, do CP) porque a reprimenda já estava no mínimo legal. Na terceira fase da dosimetria aplicou a minorante prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/2, pelos seguintes fundamentos: “(...) As circunstâncias do § 4o do art. 33 da referida lei encontram-se plenamente caracterizadas, na medida em que os autos demonstram ser a acusada primária, de bons antecedentes, além de não se dedicar a atividades criminosas e nem integrar organização criminosa. Absolutamente nada nos autos revela o contrário. Na realidade, vê-se que a acusada não passa de mais uma entre as vítimas de organizações criminosas e que, premida pela pobreza, deixou-se aliciar para a prática do ato delituoso. A pena, portanto, deve ser reduzida de metade, ficando aproximadamente no meio termo entre o mínimo (1/6) e o máximo (2/3) previsto para a causa de diminuição do referido dispositivo. Essa média é justificável porque, se de um lado a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP para o início do cumprimento da reprimenda reclusiva, em conformidade com o previsto no art. 33 do Código Penal, bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. 5. Na espécie, contudo, o montante de droga não recomenda seja fixado regime menos gravoso que o fechado, bem como a substituição de pena pretendida. 6. Ordem denegada”. Conforme relatado, o impetrante postula a aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 no seu patamar máximo, a fixação do regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por sanção restritiva de direitos. Tem razão a impetrante, em parte. No caso sob exame, o magistrado sentenciante fixou a pena-base em 5 anos e deixou de aplicar a redução decorrente do reconhecimento da atenuante de confissão espontânea (art. 65, III, d, do CP) porque a reprimenda já estava no mínimo legal. Na terceira fase da dosimetria aplicou a minorante prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/2, pelos seguintes fundamentos: “(...) As circunstâncias do § 4o do art. 33 da referida lei encontram-se plenamente caracterizadas, na medida em que os autos demonstram ser a acusada primária, de bons antecedentes, além de não se dedicar a atividades criminosas e nem integrar organização criminosa. Absolutamente nada nos autos revela o contrário. Na realidade, vê-se que a acusada não passa de mais uma entre as vítimas de organizações criminosas e que, premida pela pobreza, deixou-se aliciar para a prática do ato delituoso. A pena, portanto, deve ser reduzida de metade, ficando aproximadamente no meio termo entre o mínimo (1/6) e o máximo (2/3) previsto para a causa de diminuição do referido dispositivo. Essa média é justificável porque, se de um lado a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114413 / SP quantidade da droga não era desprezível, de outro lado não era considerável, em se tratando de tráfico internacional. E, embora o § 4o do art. 33 da lei 11.343/06 não faça referência expressa à quantidade da droga, não se pode perder de vista o disposto no art. 42 que, por sua redação, não se cinge como critério de fixação apenas da pena-base, mas também para sopesar as circunstâncias ou causas mitigadoras e exasperadoras da pena. Em face da referida causa de diminuição, a pena fica reduzida para 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão” (grifos meus). Verifica-se, pois, que o juiz de primeiro grau, na primeira fase, estabeleceu a pena-base no mínimo legal e deixou para invocar a quantidade de droga apreendida somente na última etapa da dosimetria, para aplicar a redução na fração de 1/2. Embora este procedimento não configure bis in idem, entendo que não foi o mais adequado com o que estabelece a Lei de Drogas. Com efeito, esta Segunda Turma construiu o entendimento de que a natureza e a quantidade da droga apreendida devem ser consideradas na primeira fase da dosimetria, em observância ao que dispõe o art. 42 da Lei 11.343/2006, segundo o qual “o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. Vejam-se, nesse sentido, os seguintes julgados: “Habeas corpus. 2. Tráfico internacional de drogas. Alegação de incompetência da Justiça Federal para processar e julgar o feito. Não ocorrência. Droga proveniente do Paraguai. 3. Pedido de aplicação da causa especial de diminuição de pena (Lei 11.343/2006, art. 33, § 4º) em seu patamar máximo. A quantidade de droga apreendida é circunstância que deve ser sopesada na primeira fase de individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo impróprio invocá-la por ocasião de escolha do fator de redução previsto no § 4º do art. 33, sob pena de bis 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP quantidade da droga não era desprezível, de outro lado não era considerável, em se tratando de tráfico internacional. E, embora o § 4o do art. 33 da lei 11.343/06 não faça referência expressa à quantidade da droga, não se pode perder de vista o disposto no art. 42 que, por sua redação, não se cinge como critério de fixação apenas da pena-base, mas também para sopesar as circunstâncias ou causas mitigadoras e exasperadoras da pena. Em face da referida causa de diminuição, a pena fica reduzida para 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão” (grifos meus). Verifica-se, pois, que o juiz de primeiro grau, na primeira fase, estabeleceu a pena-base no mínimo legal e deixou para invocar a quantidade de droga apreendida somente na última etapa da dosimetria, para aplicar a redução na fração de 1/2. Embora este procedimento não configure bis in idem, entendo que não foi o mais adequado com o que estabelece a Lei de Drogas. Com efeito, esta Segunda Turma construiu o entendimento de que a natureza e a quantidade da droga apreendida devem ser consideradas na primeira fase da dosimetria, em observância ao que dispõe o art. 42 da Lei 11.343/2006, segundo o qual “o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. Vejam-se, nesse sentido, os seguintes julgados: “Habeas corpus. 2. Tráfico internacional de drogas. Alegação de incompetência da Justiça Federal para processar e julgar o feito. Não ocorrência. Droga proveniente do Paraguai. 3. Pedido de aplicação da causa especial de diminuição de pena (Lei 11.343/2006, art. 33, § 4º) em seu patamar máximo. A quantidade de droga apreendida é circunstância que deve ser sopesada na primeira fase de individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo impróprio invocá-la por ocasião de escolha do fator de redução previsto no § 4º do art. 33, sob pena de bis 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114413 / SP in idem. 4. Ordem parcialmente deferida para determinar que se proceda a nova individualização da pena, manifestando-se quanto ao regime inicial de cumprimento, bem assim acerca da possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito segundo os requisitos previstos no art. 44 do CP” (HC 110.899/MS, Rel. Min. Gilmar Mendes - grifos meus). “Habeas Corpus. Tráfico de drogas. Utilização de transporte público. Incidência da causa de aumento prevista no art. 40, inc. III, da Lei nº 11.343/06. Fixação do quantum relativo à causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06. Necessidade de fundamentação idônea. Inocorrência. Ordem parcialmente concedida. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a simples utilização de transporte público para a circulação da substância entorpecente ilícita já é motivo suficiente para a aplicação da causa de aumento de pena prevista no art. 40, inc. III, da Lei nº 11.343/2006 (dentre outros, HC 107.274/MS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe-075 de 25.04.2011). 'O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição prevista no § 4° do art. 33 da Lei nº 11.343/06 em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena autonomia para aplicar a redução no quantum reputado adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto' (HC 99.440/SP, da minha relatoria, DJe-090 de 16.05.2011). Contudo, a fixação do quantum de redução deve ser suficientemente fundamentada e não pode utilizar os mesmos argumentos adotados em outras fases da dosimetria da pena. Como se sabe, 'a quantidade e a qualidade de droga apreendida são circunstâncias que devem ser sopesadas na primeira fase de individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo impróprio invocá- las por ocasião de escolha do fator de redução previsto no § 4º do art. 33, sob pena de bis in idem' (HC 108.513/RS, rel. min. Gilmar Mendes, DJe nº 171, publicado em 06.09.2011). Ordem parcialmente concedida para determinar ao TRF da 3ª Região que realize nova dosimetria da pena, reaprecie o regime inicial de cumprimento de pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2º e 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP in idem. 4. Ordem parcialmente deferida para determinar que se proceda a nova individualização da pena, manifestando-se quanto ao regime inicial de cumprimento, bem assim acerca da possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito segundo os requisitos previstos no art. 44 do CP” (HC 110.899/MS, Rel. Min. Gilmar Mendes - grifos meus). “Habeas Corpus. Tráfico de drogas. Utilização de transporte público. Incidência da causa de aumento prevista no art. 40, inc. III, da Lei nº 11.343/06. Fixação do quantum relativo à causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06. Necessidade de fundamentação idônea. Inocorrência. Ordem parcialmente concedida. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a simples utilização de transporte público para a circulação da substância entorpecente ilícita já é motivo suficiente para a aplicação da causa de aumento de pena prevista no art. 40, inc. III, da Lei nº 11.343/2006 (dentre outros, HC 107.274/MS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe-075 de 25.04.2011). 'O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição prevista no § 4° do art. 33 da Lei nº 11.343/06 em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena autonomia para aplicar a redução no quantum reputado adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto' (HC 99.440/SP, da minha relatoria, DJe-090 de 16.05.2011). Contudo, a fixação do quantum de redução deve ser suficientemente fundamentada e não pode utilizar os mesmos argumentos adotados em outras fases da dosimetria da pena. Como se sabe, 'a quantidade e a qualidade de droga apreendida são circunstâncias que devem ser sopesadas na primeira fase de individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo impróprio invocá- las por ocasião de escolha do fator de redução previsto no § 4º do art. 33, sob pena de bis in idem' (HC 108.513/RS, rel. min. Gilmar Mendes, DJe nº 171, publicado em 06.09.2011). Ordem parcialmente concedida para determinar ao TRF da 3ª Região que realize nova dosimetria da pena, reaprecie o regime inicial de cumprimento de pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2º e 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114413 / SP 3º, do Código Penal, e avalie a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos previstos no art. 44 do CP” (HC 108.532/MS, Rel. Min. Joaquim Barbosa - grifos meus). Também penso que o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, possuindo plena discricionariedade para aplicar a redução no patamar que entenda necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, desde que seja de forma fundamentada. Contudo, no caso concreto, tenho que a redução em percentual menor do que o máximo previsto em lei não foi justificada adequadamente, conforme este Tribunal tem decidido em diversos julgados. Cumpre, pois, que esse equívoco seja corrigido. Com relação à fixação do regime inicial de cumprimento de pena, também tem razão a impetrante. Ao estabelecer o regime inicial fechado, o magistrado sentenciante apoiou-se tão somente na proibição prevista no § 1º do art. 2º da Lei 8.072/1990. Essa orientação, contudo, está em desconformidade com a orientação sedimentada pelo Plenário deste Tribunal no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, que, por maioria, declarou, incidenter tantum, a inconstitucionalidade do referido dispositivo, que assim dispõe sobre a matéria: “A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado”. Como visto, não há falar em obrigatoriedade do regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda aos condenados por crimes hediondos, pela prática da tortura, por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e por terrorismo. Caberá ao juízo sentenciante apreciar o caso concreto à luz do disposto no art. 33, § 2º, do Código Penal para, então, fixar o regime de cumprimento mais adequado. Cito, nessa esteira, o HC 106.153/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, assim ementado: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP 3º, do Código Penal, e avalie a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos previstos no art. 44 do CP” (HC 108.532/MS, Rel. Min. Joaquim Barbosa - grifos meus). Também penso que o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, possuindo plena discricionariedade para aplicar a redução no patamar que entenda necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, desde que seja de forma fundamentada. Contudo, no caso concreto, tenho que a redução em percentual menor do que o máximo previsto em lei não foi justificada adequadamente, conforme este Tribunal tem decidido em diversos julgados. Cumpre, pois, que esse equívoco seja corrigido. Com relação à fixação do regime inicial de cumprimento de pena, também tem razão a impetrante. Ao estabelecer o regime inicial fechado, o magistrado sentenciante apoiou-se tão somente na proibição prevista no § 1º do art. 2º da Lei 8.072/1990. Essa orientação, contudo, está em desconformidade com a orientação sedimentada pelo Plenário deste Tribunal no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, que, por maioria, declarou, incidenter tantum, a inconstitucionalidade do referido dispositivo, que assim dispõe sobre a matéria: “A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado”. Como visto, não há falar em obrigatoriedade do regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda aos condenados por crimes hediondos, pela prática da tortura, por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e por terrorismo. Caberá ao juízo sentenciante apreciar o caso concreto à luz do disposto no art. 33, § 2º, do Código Penal para, então, fixar o regime de cumprimento mais adequado. Cito, nessa esteira, o HC 106.153/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, assim ementado: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114413 / SP “Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes (Lei 6.368/1976). 3. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito. Possibilidade. Precedente do Plenário (HC n. 97.256/RS). 4. Fixação do regime inicial aberto. 5. Aplicação do redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Requisitos atendidos. Ordem concedida“. Na mesma linha, cito, ainda, os seguintes precedentes, entre outros: HC 111.660/ES e HC 112.195/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 109.343/SP, de minha relatoria. No tocante ao pedido de substituição da pena corporal por restritiva de direitos, entendo que não assiste razão à impetrante, pois a sentença condenatória fundamentou adequadamente a negativa do benefício, considerando que, “em face da quantidade de droga (aproximadamente cinco quilos), não se mostra recomendável a substituição da pena por restritiva de direitos, podendo a acusada, de outro lado, requerer oportunamente a progressão de regime”. Verifica-se, pois, que o juiz de primeiro grau entendeu, de forma acertada, a meu juízo, que a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos não seria suficiente para a reprovação e prevenção da prática criminosa. Nesse sentido, cito dois precedentes desta Segunda Turma: HC 112.755/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, e RHC 113.380/MG, de minha relatoria. Com essas considerações, concedo em parte a ordem, para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença (2 anos e 11 meses de reclusão), sob pena de reformatio in pejus. O 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP “Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes (Lei 6.368/1976). 3. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito. Possibilidade. Precedente do Plenário (HC n. 97.256/RS). 4. Fixação do regime inicial aberto. 5. Aplicação do redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Requisitos atendidos. Ordem concedida“. Na mesma linha, cito, ainda, os seguintes precedentes, entre outros: HC 111.660/ES e HC 112.195/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 109.343/SP, de minha relatoria. No tocante ao pedido de substituição da pena corporal por restritiva de direitos, entendo que não assiste razão à impetrante, pois a sentença condenatória fundamentou adequadamente a negativa do benefício, considerando que, “em face da quantidade de droga (aproximadamente cinco quilos), não se mostra recomendável a substituição da pena por restritiva de direitos, podendo a acusada, de outro lado, requerer oportunamente a progressão de regime”. Verifica-se, pois, que o juiz de primeiro grau entendeu, de forma acertada, a meu juízo, que a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos não seria suficiente para a reprovação e prevenção da prática criminosa. Nesse sentido, cito dois precedentes desta Segunda Turma: HC 112.755/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, e RHC 113.380/MG, de minha relatoria. Com essas considerações, concedo em parte a ordem, para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença (2 anos e 11 meses de reclusão), sob pena de reformatio in pejus. O 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114413 / SP magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. Determino, ademais, que se comunique o inteiro teor desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça, para que avalie eventual prejudicialidade do recurso especial interposto pela defesa. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. Determino, ademais, que se comunique o inteiro teor desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça, para que avalie eventual prejudicialidade do recurso especial interposto pela defesa. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.413 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : TATIANE JAQUELINE PEREIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu em parte a ordem para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença (2 anos e 11 meses de reclusão), sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1º do artigo 2º da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. Determinou, ademais, que se comunique o inteiro teor desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça, para que avalie eventual prejudicialidade do recurso especial interposto pela defesa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806125 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.413 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : TATIANE JAQUELINE PEREIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu em parte a ordem para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença (2 anos e 11 meses de reclusão), sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1º do artigo 2º da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. Determinou, ademais, que se comunique o inteiro teor desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça, para que avalie eventual prejudicialidade do recurso especial interposto pela defesa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806125 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3824127
2013-05-07T00:00:00
2013-05-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, concedeu em parte a ordem para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença (2 anos e 11 meses de reclusão), sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1º do artigo 2º da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. Determinou, ademais, que se comunique o inteiro teor desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça, para que avalie eventual prejudicialidade do recurso especial interposto pela defesa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO EM GRAU INTERMEDIÁRIO (1/2). FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. OBRIGATORIEDADE DO REGIME INICIAL FECHADO. INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ART. 2º DA LEI 8.072/1990 (REDAÇÃO CONFERIDA PELA LEI 11.464/2007). SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ORDEM CONCEDIDA EM PARTE. I – O juiz de primeiro grau, na primeira fase, estabeleceu a pena-base no mínimo legal e deixou para invocar a quantidade de droga apreendida somente na última etapa da dosimetria, aplicando a redução na fração de 1/2. II – Esta Segunda Turma construiu o entendimento de que a natureza e a quantidade da droga apreendida devem ser consideradas na primeira fase da dosimetria, em observância ao que dispõe o art. 42 da Lei 11.343/2006, segundo o qual “o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. III – O Plenário desta Corte, no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/1990 (redação dada pela Lei 11.464/2007), que determinava o cumprimento de pena dos crimes hediondos, de tortura, de tráfico ilícito de entorpecentes e de terrorismo no regime inicial fechado. IV – A vedação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos foi devidamente fundamentada no caso concreto, em especial pela quantidade de entorpecente apreendido. Precedentes. V – Ordem concedida, em parte, para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença, sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte.
sjur230849
- Acórdão(s) citado(s): (TRÁFICO DE DROGAS, DOSIMETRIA DE PENA) HC 110899 (2ªT), HC 108532 (2ªT). (REGIME DE CUMPRIMENTO DE PENA) HC 111840 (TP), HC 106153 (2ªT), HC 111660 (2ªT), HC 112195 (2ªT), HC 109343 (2ªT). (SUBSTITUIÇÃO DE PENA) HC 112755 (2ªT), RHC 113380 (2ªT). Número de páginas: 14. Análise: 12/06/2013, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
114413
[ "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\r\n ART-00002 PAR-00001 REDAÇÃO DADA PELA LEI-11464/2007 \r\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 PAR-00004 ART-00042 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-011464 ANO-2007\r\n LEI ORDINÁRIA" ]
HC
acordaos
HC 114413
[ "" ]
PACTE.(S) : TATIANE JAQUELINE PEREIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.413 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :TATIANE JAQUELINE PEREIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO EM GRAU INTERMEDIÁRIO (1/2). FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. OBRIGATORIEDADE DO REGIME INICIAL FECHADO. INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1... DO ART. 2... DA LEI 8.072/1990 (REDAÇÃO CONFERIDA PELA LEI 11.464/2007). SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ORDEM CONCEDIDA EM PARTE. I – O juiz de primeiro grau, na primeira fase, estabeleceu a pena-base no mínimo legal e deixou para invocar a quantidade de droga apreendida somente na última etapa da dosimetria, aplicando a redução na fração de 1/2. II – Esta Segunda Turma construiu o entendimento de que a natureza e a quantidade da droga apreendida devem ser consideradas na primeira fase da dosimetria, em observância ao que dispõe o art. 42 da Lei 11.343/2006, segundo o qual “o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. III – O Plenário desta Corte, no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/1990 (redação dada pela Lei 11.464/2007), que determinava o cumprimento de pena dos crimes hediondos, de tortura, de tráfico ilícito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774917. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 114413 / SP de entorpecentes e de terrorismo no regime inicial fechado. IV – A vedação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos foi devidamente fundamentada no caso concreto, em especial pela quantidade de entorpecente apreendido. Precedentes. V – Ordem concedida, em parte, para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença, sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder em parte a ordem para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença (2 anos e 11 meses de reclusão), sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1... do artigo 2... da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. Determinou, ademais, que se comunique o inteiro teor desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça, para que avalie eventual prejudicialidade do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774917. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP de entorpecentes e de terrorismo no regime inicial fechado. IV – A vedação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos foi devidamente fundamentada no caso concreto, em especial pela quantidade de entorpecente apreendido. Precedentes. V – Ordem concedida, em parte, para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença, sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder em parte a ordem para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença (2 anos e 11 meses de reclusão), sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1... do artigo 2... da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. Determinou, ademais, que se comunique o inteiro teor desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça, para que avalie eventual prejudicialidade do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774917. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Ementa e Acórdão HC 114413 / SP recurso especial interposto pela defesa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774917. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP recurso especial interposto pela defesa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774917. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.413 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :TATIANE JAQUELINE PEREIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de TATIANE JAQUELINE PEREIRA, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC 205.199/SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura. Consta dos autos que a paciente foi condenada à pena de 2 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 33, combinado com o art. 40, I e V, ambos da Lei 11.343/2006 (tráfico transnacional de drogas), porque foi surpreendida na cidade de São Paulo transportando 4,849 kg de “maconha” camuflada em sua motocicleta, droga proveniente do Paraguai e internalizada pelo município de Mundo Novo/MS. Contra a sentença condenatória a defesa apelou para o Tribunal Regional Federal da 3... Região, que, contudo, negou provimento ao recurso. Inconformada, manejou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que, por sua vez, denegou a ordem. É contra esse acórdão que se insurge a impetrante. Alega, em síntese, que a quantidade de droga apreendida não pode ser invocada para negar a aplicação da causa de diminuição prevista no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774918. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.413 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :TATIANE JAQUELINE PEREIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de TATIANE JAQUELINE PEREIRA, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC 205.199/SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura. Consta dos autos que a paciente foi condenada à pena de 2 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 33, combinado com o art. 40, I e V, ambos da Lei 11.343/2006 (tráfico transnacional de drogas), porque foi surpreendida na cidade de São Paulo transportando 4,849 kg de “maconha” camuflada em sua motocicleta, droga proveniente do Paraguai e internalizada pelo município de Mundo Novo/MS. Contra a sentença condenatória a defesa apelou para o Tribunal Regional Federal da 3... Região, que, contudo, negou provimento ao recurso. Inconformada, manejou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que, por sua vez, denegou a ordem. É contra esse acórdão que se insurge a impetrante. Alega, em síntese, que a quantidade de droga apreendida não pode ser invocada para negar a aplicação da causa de diminuição prevista no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 114413 / SP art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 no patamar máximo. Sustenta, ainda, que a quantidade e a natureza do entorpecente apreendido foram consideradas na fixação da pena-base, de modo que considerá-las também “como condição para inviabilizar a redução prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006, acarreta inadmissível bis in idem”. Aduz, ademais, que a gravidade abstrata do delito não pode ser invocada para a imposição de pena mais gravosa nem para impedir a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos, razão pela qual entende que a paciente deve cumprir a pena em regime aberto. Afirma, em acréscimo, ser possível, in casu, a substituição da pena corporal por sanção restritiva de direitos, haja vista que a reprimenda imposta não ultrapassou o limite de 4 anos. Requer, ao final, liminarmente, a fixação do regime aberto até o julgamento final deste writ. No mérito, pede a aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 no seu patamar máximo, a fixação do regime aberto para o cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Em 3/8/2012, indeferi o pedido de liminar, solicitei informações ao Tribunal Regional Federal da 3... Região e determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. As informações foram prestadas por meio do Ofício 2515192-AJUV, de 26/10/2012, recebido nesta Corte em 31/10/2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, manifestou-se “pela concessão da ordem, para que seja fixada a pena de 1 (um) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774918. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 no patamar máximo. Sustenta, ainda, que a quantidade e a natureza do entorpecente apreendido foram consideradas na fixação da pena-base, de modo que considerá-las também “como condição para inviabilizar a redução prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006, acarreta inadmissível bis in idem”. Aduz, ademais, que a gravidade abstrata do delito não pode ser invocada para a imposição de pena mais gravosa nem para impedir a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos, razão pela qual entende que a paciente deve cumprir a pena em regime aberto. Afirma, em acréscimo, ser possível, in casu, a substituição da pena corporal por sanção restritiva de direitos, haja vista que a reprimenda imposta não ultrapassou o limite de 4 anos. Requer, ao final, liminarmente, a fixação do regime aberto até o julgamento final deste writ. No mérito, pede a aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 no seu patamar máximo, a fixação do regime aberto para o cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Em 3/8/2012, indeferi o pedido de liminar, solicitei informações ao Tribunal Regional Federal da 3... Região e determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. As informações foram prestadas por meio do Ofício 2515192-AJUV, de 26/10/2012, recebido nesta Corte em 31/10/2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, manifestou-se “pela concessão da ordem, para que seja fixada a pena de 1 (um) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 114413 / SP ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial aberto, bem como para que se determine ao Juízo da Execução a substituição da pena privativa por restritivas de direitos”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774918. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial aberto, bem como para que se determine ao Juízo da Execução a substituição da pena privativa por restritivas de direitos”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.413 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de parcial concessão da ordem. O acórdão questionado possui a seguinte ementa: “PENAL. TRÁFICO. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO. IMPOSIÇÃO DE 1/2. ALTERAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. CONFISSÃO. ATENUANTE. NÃO INCIDÊNCIA. SÚMULA 213/Superior Tribunal de Justiça. CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO. TRANSNACIONALIDADE (INTERNACIONALIDADE). AFASTAMENTO. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. REGIME MAIS BRANDO QUE O FECHADO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. QUANTIDADE DE DROGA. IMPEDIMENTO. 1. Concretamente fundamentada a diminuição da pena (1/2), na terceira fase da dosimetria, em razão de expressiva quantidade de substância entorpecente (quase cinco quilos de maconha), não há ilegalidade manifesta a sanar, demandando revolvimento fático- probatório a imposição de um outro percentual de redução. 2. Nos termos da Súmula 231 deste Superior Tribunal de Justiça, não incide a atenuante da confissão espontânea, quando a pena-base está no mínimo legal. 3. Pretendendo a impetração afastar a causa especial de aumento da transnacionalidade, ao argumento de que não há provas do tráfico para outro país, a súplica, neste particular, esbarra na impropriedade da via, onde não há espaço para digressão probatória. 4. A Sexta Turma desta Corte adotou o entendimento de que, ante o quantum de pena aplicado ao delito cometido sob a égide da Lei n 11.343/06, é possível a fixação do regime semiaberto ou o aberto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.413 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de parcial concessão da ordem. O acórdão questionado possui a seguinte ementa: “PENAL. TRÁFICO. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO. IMPOSIÇÃO DE 1/2. ALTERAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. CONFISSÃO. ATENUANTE. NÃO INCIDÊNCIA. SÚMULA 213/Superior Tribunal de Justiça. CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO. TRANSNACIONALIDADE (INTERNACIONALIDADE). AFASTAMENTO. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. REGIME MAIS BRANDO QUE O FECHADO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. QUANTIDADE DE DROGA. IMPEDIMENTO. 1. Concretamente fundamentada a diminuição da pena (1/2), na terceira fase da dosimetria, em razão de expressiva quantidade de substância entorpecente (quase cinco quilos de maconha), não há ilegalidade manifesta a sanar, demandando revolvimento fático- probatório a imposição de um outro percentual de redução. 2. Nos termos da Súmula 231 deste Superior Tribunal de Justiça, não incide a atenuante da confissão espontânea, quando a pena-base está no mínimo legal. 3. Pretendendo a impetração afastar a causa especial de aumento da transnacionalidade, ao argumento de que não há provas do tráfico para outro país, a súplica, neste particular, esbarra na impropriedade da via, onde não há espaço para digressão probatória. 4. A Sexta Turma desta Corte adotou o entendimento de que, ante o quantum de pena aplicado ao delito cometido sob a égide da Lei n 11.343/06, é possível a fixação do regime semiaberto ou o aberto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114413 / SP para o início do cumprimento da reprimenda reclusiva, em conformidade com o previsto no art. 33 do Código Penal, bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. 5. Na espécie, contudo, o montante de droga não recomenda seja fixado regime menos gravoso que o fechado, bem como a substituição de pena pretendida. 6. Ordem denegada”. Conforme relatado, o impetrante postula a aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 no seu patamar máximo, a fixação do regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por sanção restritiva de direitos. Tem razão a impetrante, em parte. No caso sob exame, o magistrado sentenciante fixou a pena-base em 5 anos e deixou de aplicar a redução decorrente do reconhecimento da atenuante de confissão espontânea (art. 65, III, d, do Código Penal Brasileiro) porque a reprimenda já estava no mínimo legal. Na terceira fase da dosimetria aplicou a minorante prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/2, pelos seguintes fundamentos: “(...) As circunstâncias do § 4o do art. 33 da referida lei encontram-se plenamente caracterizadas, na medida em que os autos demonstram ser a acusada primária, de bons antecedentes, além de não se dedicar a atividades criminosas e nem integrar organização criminosa. Absolutamente nada nos autos revela o contrário. Na realidade, vê-se que a acusada não passa de mais uma entre as vítimas de organizações criminosas e que, premida pela pobreza, deixou-se aliciar para a prática do ato delituoso. A pena, portanto, deve ser reduzida de metade, ficando aproximadamente no meio termo entre o mínimo (1/6) e o máximo (2/3) previsto para a causa de diminuição do referido dispositivo. Essa média é justificável porque, se de um lado a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP para o início do cumprimento da reprimenda reclusiva, em conformidade com o previsto no art. 33 do Código Penal, bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. 5. Na espécie, contudo, o montante de droga não recomenda seja fixado regime menos gravoso que o fechado, bem como a substituição de pena pretendida. 6. Ordem denegada”. Conforme relatado, o impetrante postula a aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 no seu patamar máximo, a fixação do regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por sanção restritiva de direitos. Tem razão a impetrante, em parte. No caso sob exame, o magistrado sentenciante fixou a pena-base em 5 anos e deixou de aplicar a redução decorrente do reconhecimento da atenuante de confissão espontânea (art. 65, III, d, do Código Penal Brasileiro) porque a reprimenda já estava no mínimo legal. Na terceira fase da dosimetria aplicou a minorante prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/2, pelos seguintes fundamentos: “(...) As circunstâncias do § 4o do art. 33 da referida lei encontram-se plenamente caracterizadas, na medida em que os autos demonstram ser a acusada primária, de bons antecedentes, além de não se dedicar a atividades criminosas e nem integrar organização criminosa. Absolutamente nada nos autos revela o contrário. Na realidade, vê-se que a acusada não passa de mais uma entre as vítimas de organizações criminosas e que, premida pela pobreza, deixou-se aliciar para a prática do ato delituoso. A pena, portanto, deve ser reduzida de metade, ficando aproximadamente no meio termo entre o mínimo (1/6) e o máximo (2/3) previsto para a causa de diminuição do referido dispositivo. Essa média é justificável porque, se de um lado a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114413 / SP quantidade da droga não era desprezível, de outro lado não era considerável, em se tratando de tráfico internacional. E, embora o § 4o do art. 33 da lei 11.343/06 não faça referência expressa à quantidade da droga, não se pode perder de vista o disposto no art. 42 que, por sua redação, não se cinge como critério de fixação apenas da pena-base, mas também para sopesar as circunstâncias ou causas mitigadoras e exasperadoras da pena. Em face da referida causa de diminuição, a pena fica reduzida para 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão” (grifos meus). Verifica-se, pois, que o juiz de primeiro grau, na primeira fase, estabeleceu a pena-base no mínimo legal e deixou para invocar a quantidade de droga apreendida somente na última etapa da dosimetria, para aplicar a redução na fração de 1/2. Embora este procedimento não configure bis in idem, entendo que não foi o mais adequado com o que estabelece a Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Com efeito, esta Segunda Turma construiu o entendimento de que a natureza e a quantidade da droga apreendida devem ser consideradas na primeira fase da dosimetria, em observância ao que dispõe o art. 42 da Lei 11.343/2006, segundo o qual “o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. Vejam-se, nesse sentido, os seguintes julgados: “Habeas corpus. 2. Tráfico internacional de drogas. Alegação de incompetência da Justiça Federal para processar e julgar o feito. Não ocorrência. Droga proveniente do Paraguai. 3. Pedido de aplicação da causa especial de diminuição de pena (Lei 11.343/2006, art. 33, § 4...) em seu patamar máximo. A quantidade de droga apreendida é circunstância que deve ser sopesada na primeira fase de individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo impróprio invocá-la por ocasião de escolha do fator de redução previsto no § 4... do art. 33, sob pena de bis 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP quantidade da droga não era desprezível, de outro lado não era considerável, em se tratando de tráfico internacional. E, embora o § 4o do art. 33 da lei 11.343/06 não faça referência expressa à quantidade da droga, não se pode perder de vista o disposto no art. 42 que, por sua redação, não se cinge como critério de fixação apenas da pena-base, mas também para sopesar as circunstâncias ou causas mitigadoras e exasperadoras da pena. Em face da referida causa de diminuição, a pena fica reduzida para 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão” (grifos meus). Verifica-se, pois, que o juiz de primeiro grau, na primeira fase, estabeleceu a pena-base no mínimo legal e deixou para invocar a quantidade de droga apreendida somente na última etapa da dosimetria, para aplicar a redução na fração de 1/2. Embora este procedimento não configure bis in idem, entendo que não foi o mais adequado com o que estabelece a Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Com efeito, esta Segunda Turma construiu o entendimento de que a natureza e a quantidade da droga apreendida devem ser consideradas na primeira fase da dosimetria, em observância ao que dispõe o art. 42 da Lei 11.343/2006, segundo o qual “o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. Vejam-se, nesse sentido, os seguintes julgados: “Habeas corpus. 2. Tráfico internacional de drogas. Alegação de incompetência da Justiça Federal para processar e julgar o feito. Não ocorrência. Droga proveniente do Paraguai. 3. Pedido de aplicação da causa especial de diminuição de pena (Lei 11.343/2006, art. 33, § 4...) em seu patamar máximo. A quantidade de droga apreendida é circunstância que deve ser sopesada na primeira fase de individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo impróprio invocá-la por ocasião de escolha do fator de redução previsto no § 4... do art. 33, sob pena de bis 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114413 / SP in idem. 4. Ordem parcialmente deferida para determinar que se proceda a nova individualização da pena, manifestando-se quanto ao regime inicial de cumprimento, bem assim acerca da possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito segundo os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal Brasileiro” (HC 110.899/MS, Rel. Min. Gilmar Mendes - grifos meus). “Habeas Corpus. Tráfico de drogas. Utilização de transporte público. Incidência da causa de aumento prevista no art. 40, inc. III, da Lei n 11.343/06. Fixação do quantum relativo à causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06. Necessidade de fundamentação idônea. Inocorrência. Ordem parcialmente concedida. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a simples utilização de transporte público para a circulação da substância entorpecente ilícita já é motivo suficiente para a aplicação da causa de aumento de pena prevista no art. 40, inc. III, da Lei n 11.343/2006 (dentre outros, HC 107.274/MS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe-075 de 25.04.2011). 'O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena autonomia para aplicar a redução no quantum reputado adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto' (HC 99.440/SP, da minha relatoria, DJe-090 de 16.05.2011). Contudo, a fixação do quantum de redução deve ser suficientemente fundamentada e não pode utilizar os mesmos argumentos adotados em outras fases da dosimetria da pena. Como se sabe, 'a quantidade e a qualidade de droga apreendida são circunstâncias que devem ser sopesadas na primeira fase de individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo impróprio invocá- las por ocasião de escolha do fator de redução previsto no § 4... do art. 33, sob pena de bis in idem' (HC 108.513/RS, rel. min. Gilmar Mendes, DJe n 171, publicado em 06.09.2011). Ordem parcialmente concedida para determinar ao TRF da 3... Região que realize nova dosimetria da pena, reaprecie o regime inicial de cumprimento de pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2... e 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP in idem. 4. Ordem parcialmente deferida para determinar que se proceda a nova individualização da pena, manifestando-se quanto ao regime inicial de cumprimento, bem assim acerca da possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito segundo os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal Brasileiro” (HC 110.899/MS, Rel. Min. Gilmar Mendes - grifos meus). “Habeas Corpus. Tráfico de drogas. Utilização de transporte público. Incidência da causa de aumento prevista no art. 40, inc. III, da Lei n 11.343/06. Fixação do quantum relativo à causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06. Necessidade de fundamentação idônea. Inocorrência. Ordem parcialmente concedida. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a simples utilização de transporte público para a circulação da substância entorpecente ilícita já é motivo suficiente para a aplicação da causa de aumento de pena prevista no art. 40, inc. III, da Lei n 11.343/2006 (dentre outros, HC 107.274/MS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe-075 de 25.04.2011). 'O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena autonomia para aplicar a redução no quantum reputado adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto' (HC 99.440/SP, da minha relatoria, DJe-090 de 16.05.2011). Contudo, a fixação do quantum de redução deve ser suficientemente fundamentada e não pode utilizar os mesmos argumentos adotados em outras fases da dosimetria da pena. Como se sabe, 'a quantidade e a qualidade de droga apreendida são circunstâncias que devem ser sopesadas na primeira fase de individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo impróprio invocá- las por ocasião de escolha do fator de redução previsto no § 4... do art. 33, sob pena de bis in idem' (HC 108.513/RS, rel. min. Gilmar Mendes, DJe n 171, publicado em 06.09.2011). Ordem parcialmente concedida para determinar ao TRF da 3... Região que realize nova dosimetria da pena, reaprecie o regime inicial de cumprimento de pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2... e 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114413 / SP 3..., do Código Penal, e avalie a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal Brasileiro” (HC 108.532/MS, Rel. Min. Joaquim Barbosa - grifos meus). Também penso que o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, possuindo plena discricionariedade para aplicar a redução no patamar que entenda necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, desde que seja de forma fundamentada. Contudo, no caso concreto, tenho que a redução em percentual menor do que o máximo previsto em lei não foi justificada adequadamente, conforme este Tribunal tem decidido em diversos julgados. Cumpre, pois, que esse equívoco seja corrigido. Com relação à fixação do regime inicial de cumprimento de pena, também tem razão a impetrante. Ao estabelecer o regime inicial fechado, o magistrado sentenciante apoiou-se tão somente na proibição prevista no § 1... do art. 2... da Lei 8.072/1990. Essa orientação, contudo, está em desconformidade com a orientação sedimentada pelo Plenário deste Tribunal no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, que, por maioria, declarou, incidenter tantum, a inconstitucionalidade do referido dispositivo, que assim dispõe sobre a matéria: “A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado”. Como visto, não há falar em obrigatoriedade do regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda aos condenados por crimes hediondos, pela prática da tortura, por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e por terrorismo. Caberá ao juízo sentenciante apreciar o caso concreto à luz do disposto no art. 33, § 2..., do Código Penal para, então, fixar o regime de cumprimento mais adequado. Cito, nessa esteira, o HC 106.153/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, assim ementado: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP 3..., do Código Penal, e avalie a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal Brasileiro” (HC 108.532/MS, Rel. Min. Joaquim Barbosa - grifos meus). Também penso que o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, possuindo plena discricionariedade para aplicar a redução no patamar que entenda necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, desde que seja de forma fundamentada. Contudo, no caso concreto, tenho que a redução em percentual menor do que o máximo previsto em lei não foi justificada adequadamente, conforme este Tribunal tem decidido em diversos julgados. Cumpre, pois, que esse equívoco seja corrigido. Com relação à fixação do regime inicial de cumprimento de pena, também tem razão a impetrante. Ao estabelecer o regime inicial fechado, o magistrado sentenciante apoiou-se tão somente na proibição prevista no § 1... do art. 2... da Lei 8.072/1990. Essa orientação, contudo, está em desconformidade com a orientação sedimentada pelo Plenário deste Tribunal no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, que, por maioria, declarou, incidenter tantum, a inconstitucionalidade do referido dispositivo, que assim dispõe sobre a matéria: “A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado”. Como visto, não há falar em obrigatoriedade do regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda aos condenados por crimes hediondos, pela prática da tortura, por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e por terrorismo. Caberá ao juízo sentenciante apreciar o caso concreto à luz do disposto no art. 33, § 2..., do Código Penal para, então, fixar o regime de cumprimento mais adequado. Cito, nessa esteira, o HC 106.153/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, assim ementado: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114413 / SP “Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes (Lei 6.368/1976). 3. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito. Possibilidade. Precedente do Plenário (HC n. 97.256/RS). 4. Fixação do regime inicial aberto. 5. Aplicação do redutor previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Requisitos atendidos. Ordem concedida“. Na mesma linha, cito, ainda, os seguintes precedentes, entre outros: HC 111.660/ES e HC 112.195/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 109.343/SP, de minha relatoria. No tocante ao pedido de substituição da pena corporal por restritiva de direitos, entendo que não assiste razão à impetrante, pois a sentença condenatória fundamentou adequadamente a negativa do benefício, considerando que, “em face da quantidade de droga (aproximadamente cinco quilos), não se mostra recomendável a substituição da pena por restritiva de direitos, podendo a acusada, de outro lado, requerer oportunamente a progressão de regime”. Verifica-se, pois, que o juiz de primeiro grau entendeu, de forma acertada, a meu juízo, que a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos não seria suficiente para a reprovação e prevenção da prática criminosa. Nesse sentido, cito dois precedentes desta Segunda Turma: HC 112.755/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, e RHC 113.380/MG, de minha relatoria. Com essas considerações, concedo em parte a ordem, para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença (2 anos e 11 meses de reclusão), sob pena de reformatio in pejus. O 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP “Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes (Lei 6.368/1976). 3. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito. Possibilidade. Precedente do Plenário (HC n. 97.256/RS). 4. Fixação do regime inicial aberto. 5. Aplicação do redutor previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Requisitos atendidos. Ordem concedida“. Na mesma linha, cito, ainda, os seguintes precedentes, entre outros: HC 111.660/ES e HC 112.195/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 109.343/SP, de minha relatoria. No tocante ao pedido de substituição da pena corporal por restritiva de direitos, entendo que não assiste razão à impetrante, pois a sentença condenatória fundamentou adequadamente a negativa do benefício, considerando que, “em face da quantidade de droga (aproximadamente cinco quilos), não se mostra recomendável a substituição da pena por restritiva de direitos, podendo a acusada, de outro lado, requerer oportunamente a progressão de regime”. Verifica-se, pois, que o juiz de primeiro grau entendeu, de forma acertada, a meu juízo, que a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos não seria suficiente para a reprovação e prevenção da prática criminosa. Nesse sentido, cito dois precedentes desta Segunda Turma: HC 112.755/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, e RHC 113.380/MG, de minha relatoria. Com essas considerações, concedo em parte a ordem, para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença (2 anos e 11 meses de reclusão), sob pena de reformatio in pejus. O 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114413 / SP magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. Determino, ademais, que se comunique o inteiro teor desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça, para que avalie eventual prejudicialidade do recurso especial interposto pela defesa. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Supremo Tribunal Federal HC 114413 / SP magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. Determino, ademais, que se comunique o inteiro teor desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça, para que avalie eventual prejudicialidade do recurso especial interposto pela defesa. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.413 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : TATIANE JAQUELINE PEREIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu em parte a ordem para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença (2 anos e 11 meses de reclusão), sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1... do artigo 2... da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. Determinou, ademais, que se comunique o inteiro teor desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça, para que avalie eventual prejudicialidade do recurso especial interposto pela defesa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806125 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.413 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : TATIANE JAQUELINE PEREIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu em parte a ordem para determinar ao juízo de primeiro grau que proceda a nova individualização da pena, respeitadas as diretrizes firmadas por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido em poder da paciente na primeira fase da individualização da reprimenda, bem como a quantidade de pena já fixada na sentença (2 anos e 11 meses de reclusão), sob pena de reformatio in pejus. O magistrado deverá, ainda, fixar, motivadamente, o regime inicial de cumprimento da pena afastando a regra do § 1... do artigo 2... da Lei 8.072/1990, declarado inconstitucional pelo Plenário desta Corte. Determinou, ademais, que se comunique o inteiro teor desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça, para que avalie eventual prejudicialidade do recurso especial interposto pela defesa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806125 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG ADV.(A/S) :ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291190. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG ADV.(A/S) :ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 14.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Adriano Luiz Ceni Riesemberg contra julgado do Tribunal de Justiça do Paraná, que manteve sentença pela qual julgada improcedente ação declaratória para reconhecimento do direito à promoção por merecimento. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 13.666/2002 e Decretos ns. 1.982/2007 e 2.383/2008) e do conjunto fático-probatório constante do processo. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incidem as Súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. PROMOÇÃO DE DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.3.2013. 1. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291191. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG ADV.(A/S) :ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 14.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Adriano Luiz Ceni Riesemberg contra julgado do Tribunal de Justiça do Paraná, que manteve sentença pela qual julgada improcedente ação declaratória para reconhecimento do direito à promoção por merecimento. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 13.666/2002 e Decretos ns. 1.982/2007 e 2.383/2008) e do conjunto fático-probatório constante do processo. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incidem as Súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. PROMOÇÃO DE DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.3.2013. 1. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 896405 AGR / PR suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 886.360-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 11.6.2015). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. LEI ESTADUAL Nº 15.464/2005 E DECRETO Nº 44.769/2008. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 636/STF. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise de legislação infraconstitucional, o que é inviável em sede de recurso extraordinário (Súmulas 280 e 636/STF)” (ARE 805.532-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 2.2.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 748.809-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 21.8.2009). Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 571-575). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, Adriano Luiz Ceni Riesemberg interpõe, em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta que “não se pretende em sede recursal o reexame de matéria fático-probatória, mas sim a análise dos princípios constitucionais que foram violados quando do momento do julgamento de todos os recursos até aqui interpostos”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291191. Supremo Tribunal Federal ARE 896405 AGR / PR suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 886.360-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 11.6.2015). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. LEI ESTADUAL Nº 15.464/2005 E DECRETO Nº 44.769/2008. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 636/STF. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise de legislação infraconstitucional, o que é inviável em sede de recurso extraordinário (Súmulas 280 e 636/STF)” (ARE 805.532-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 2.2.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 748.809-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 21.8.2009). Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 571-575). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, Adriano Luiz Ceni Riesemberg interpõe, em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta que “não se pretende em sede recursal o reexame de matéria fático-probatória, mas sim a análise dos princípios constitucionais que foram violados quando do momento do julgamento de todos os recursos até aqui interpostos”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 896405 AGR / PR Assevera que “não é somente decorrente de lei estadual, conforme mencionado na ementa do julgado do recurso de agravo em recurso extraordinário, mas sim evidente violação aos princípios constitucionais da impessoalidade, moralidade, isonomia, razoabilidade e proporcionalidade, estampados no caput do art. 37 da Carta Maior, não havendo que se falar em aplicação da Súmula 279 do STF, tampouco da Súmula 280 da mesma corte”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291191. Supremo Tribunal Federal ARE 896405 AGR / PR Assevera que “não é somente decorrente de lei estadual, conforme mencionado na ementa do julgado do recurso de agravo em recurso extraordinário, mas sim evidente violação aos princípios constitucionais da impessoalidade, moralidade, isonomia, razoabilidade e proporcionalidade, estampados no caput do art. 37 da Carta Maior, não havendo que se falar em aplicação da Súmula 279 do STF, tampouco da Súmula 280 da mesma corte”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “Seja pelo critério da antiguidade, de 25 anos de efetivo exercício de acordo com o Decreto 1.982/2007, seja pelo critério de merecimento, em que os títulos devem ser cumulados com tempo de serviço efetivo de 20 anos, o apelante não atinge sequer os critérios legais objetivos. A posse do apelante ocorreu em 6 de julho de 1994 (fl. 30), enquanto que o pedido de promoção foi feito em 28 de março de 2008 (fls. 25/26), totalizando um período de menos de 14 anos de efetivo exercício. Ainda, não há prova nos autos a respeito da alegação do autor de que um servidor foi promovido por antiguidade em 2002 e, novamente, pelo mesmo critério, em 2007. No que tange ao servidor Ari Eduardo Stroher, há apenas o Decreto 2.383/2008, que o promoveu, mas sem indicação do critério utilizado. Não há nenhum outro documento que comprove a promoção de outros servidores e a consequente violação do princípio da isonomia. Assim, verifica-se que não há qualquer atuação ilegal por parte da Administração Pública” (fls. 258-262). Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 13.666/2002 e Decretos ns. 1.982/2007 e 2.383/2008) e o reexame das provas. Eventual ofensa à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291192. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “Seja pelo critério da antiguidade, de 25 anos de efetivo exercício de acordo com o Decreto 1.982/2007, seja pelo critério de merecimento, em que os títulos devem ser cumulados com tempo de serviço efetivo de 20 anos, o apelante não atinge sequer os critérios legais objetivos. A posse do apelante ocorreu em 6 de julho de 1994 (fl. 30), enquanto que o pedido de promoção foi feito em 28 de março de 2008 (fls. 25/26), totalizando um período de menos de 14 anos de efetivo exercício. Ainda, não há prova nos autos a respeito da alegação do autor de que um servidor foi promovido por antiguidade em 2002 e, novamente, pelo mesmo critério, em 2007. No que tange ao servidor Ari Eduardo Stroher, há apenas o Decreto 2.383/2008, que o promoveu, mas sem indicação do critério utilizado. Não há nenhum outro documento que comprove a promoção de outros servidores e a consequente violação do princípio da isonomia. Assim, verifica-se que não há qualquer atuação ilegal por parte da Administração Pública” (fls. 258-262). Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 13.666/2002 e Decretos ns. 1.982/2007 e 2.383/2008) e o reexame das provas. Eventual ofensa à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291192. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 896405 AGR / PR extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. LEI ESTADUAL Nº 15.464/2005 E DECRETO Nº 44.769/2008. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 636/STF. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise de legislação infraconstitucional, o que é inviável em sede de recurso extraordinário (Súmulas 280 e 636/STF)” (ARE 805.532-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 2.2.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 748.809-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 21.8.2009). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291192. Supremo Tribunal Federal ARE 896405 AGR / PR extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. LEI ESTADUAL Nº 15.464/2005 E DECRETO Nº 44.769/2008. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 636/STF. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise de legislação infraconstitucional, o que é inviável em sede de recurso extraordinário (Súmulas 280 e 636/STF)” (ARE 805.532-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 2.2.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 748.809-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 21.8.2009). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291192. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG ADV.(A/S) : ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258818 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG ADV.(A/S) : ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258818 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9318419
2015-08-25T00:00:00
2015-09-04T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur318152
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279, SÚMULA 280) AI 748809 AgR (1ªT), ARE 805532 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 09/09/2015, MAD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
896405
[ "LEG-EST LEI-013666 ANO-2002\n LEI ORDINÁRIA, PR\n\n", "LEG-EST DEC-001982 ANO-2007\n DECRETO, PR\n\n", "LEG-EST DEC-002383 ANO-2008\n DECRETO, PR" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 896405 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG ADV.(A/S) : ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG ADV.(A/S) :ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291190. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG ADV.(A/S) :ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 14.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Adriano Luiz Ceni Riesemberg contra julgado do Tribunal de Justiça do Paraná, que manteve sentença pela qual julgada improcedente ação declaratória para reconhecimento do direito à promoção por merecimento. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 13.666/2002 e Decretos ns. 1.982/2007 e 2.383/2008) e do conjunto fático-probatório constante do processo. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incidem as Súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. PROMOÇÃO DE DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.3.2013. 1. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291191. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG ADV.(A/S) :ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 14.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Adriano Luiz Ceni Riesemberg contra julgado do Tribunal de Justiça do Paraná, que manteve sentença pela qual julgada improcedente ação declaratória para reconhecimento do direito à promoção por merecimento. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 13.666/2002 e Decretos ns. 1.982/2007 e 2.383/2008) e do conjunto fático-probatório constante do processo. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incidem as Súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. PROMOÇÃO DE DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.3.2013. 1. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 896405 AGR / PR suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 886.360-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 11.6.2015). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. LEI ESTADUAL n 15.464/2005 E DECRETO n 44.769/2008. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 636/Supremo Tribunal Federal. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise de legislação infraconstitucional, o que é inviável em sede de recurso extraordinário (Súmulas 280 e 636/Supremo Tribunal Federal)” (ARE 805.532-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 2.2.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 748.809-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 21.8.2009). Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 571-575). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, Adriano Luiz Ceni Riesemberg interpõe, em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta que “não se pretende em sede recursal o reexame de matéria fático-probatória, mas sim a análise dos princípios constitucionais que foram violados quando do momento do julgamento de todos os recursos até aqui interpostos”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291191. Supremo Tribunal Federal ARE 896405 AGR / PR suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 886.360-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 11.6.2015). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. LEI ESTADUAL n 15.464/2005 E DECRETO n 44.769/2008. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 636/Supremo Tribunal Federal. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise de legislação infraconstitucional, o que é inviável em sede de recurso extraordinário (Súmulas 280 e 636/Supremo Tribunal Federal)” (ARE 805.532-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 2.2.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 748.809-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 21.8.2009). Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 571-575). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, Adriano Luiz Ceni Riesemberg interpõe, em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta que “não se pretende em sede recursal o reexame de matéria fático-probatória, mas sim a análise dos princípios constitucionais que foram violados quando do momento do julgamento de todos os recursos até aqui interpostos”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 896405 AGR / PR Assevera que “não é somente decorrente de lei estadual, conforme mencionado na ementa do julgado do recurso de agravo em recurso extraordinário, mas sim evidente violação aos princípios constitucionais da impessoalidade, moralidade, isonomia, razoabilidade e proporcionalidade, estampados no caput do art. 37 da Carta Maior, não havendo que se falar em aplicação da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, tampouco da Súmula 280 da mesma corte”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291191. Supremo Tribunal Federal ARE 896405 AGR / PR Assevera que “não é somente decorrente de lei estadual, conforme mencionado na ementa do julgado do recurso de agravo em recurso extraordinário, mas sim evidente violação aos princípios constitucionais da impessoalidade, moralidade, isonomia, razoabilidade e proporcionalidade, estampados no caput do art. 37 da Carta Maior, não havendo que se falar em aplicação da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, tampouco da Súmula 280 da mesma corte”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “Seja pelo critério da antiguidade, de 25 anos de efetivo exercício de acordo com o Decreto 1.982/2007, seja pelo critério de merecimento, em que os títulos devem ser cumulados com tempo de serviço efetivo de 20 anos, o apelante não atinge sequer os critérios legais objetivos. A posse do apelante ocorreu em 6 de julho de 1994 (fl. 30), enquanto que o pedido de promoção foi feito em 28 de março de 2008 (fls. 25/26), totalizando um período de menos de 14 anos de efetivo exercício. Ainda, não há prova nos autos a respeito da alegação do autor de que um servidor foi promovido por antiguidade em 2002 e, novamente, pelo mesmo critério, em 2007. No que tange ao servidor Ari Eduardo Stroher, há apenas o Decreto 2.383/2008, que o promoveu, mas sem indicação do critério utilizado. Não há nenhum outro documento que comprove a promoção de outros servidores e a consequente violação do princípio da isonomia. Assim, verifica-se que não há qualquer atuação ilegal por parte da Administração Pública” (fls. 258-262). Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 13.666/2002 e Decretos ns. 1.982/2007 e 2.383/2008) e o reexame das provas. Eventual ofensa à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291192. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “Seja pelo critério da antiguidade, de 25 anos de efetivo exercício de acordo com o Decreto 1.982/2007, seja pelo critério de merecimento, em que os títulos devem ser cumulados com tempo de serviço efetivo de 20 anos, o apelante não atinge sequer os critérios legais objetivos. A posse do apelante ocorreu em 6 de julho de 1994 (fl. 30), enquanto que o pedido de promoção foi feito em 28 de março de 2008 (fls. 25/26), totalizando um período de menos de 14 anos de efetivo exercício. Ainda, não há prova nos autos a respeito da alegação do autor de que um servidor foi promovido por antiguidade em 2002 e, novamente, pelo mesmo critério, em 2007. No que tange ao servidor Ari Eduardo Stroher, há apenas o Decreto 2.383/2008, que o promoveu, mas sem indicação do critério utilizado. Não há nenhum outro documento que comprove a promoção de outros servidores e a consequente violação do princípio da isonomia. Assim, verifica-se que não há qualquer atuação ilegal por parte da Administração Pública” (fls. 258-262). Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 13.666/2002 e Decretos ns. 1.982/2007 e 2.383/2008) e o reexame das provas. Eventual ofensa à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291192. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 896405 AGR / PR extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. LEI ESTADUAL n 15.464/2005 E DECRETO n 44.769/2008. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 636/Supremo Tribunal Federal. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise de legislação infraconstitucional, o que é inviável em sede de recurso extraordinário (Súmulas 280 e 636/Supremo Tribunal Federal)” (ARE 805.532-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 2.2.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 748.809-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 21.8.2009). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291192. Supremo Tribunal Federal ARE 896405 AGR / PR extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. LEI ESTADUAL n 15.464/2005 E DECRETO n 44.769/2008. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 636/Supremo Tribunal Federal. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise de legislação infraconstitucional, o que é inviável em sede de recurso extraordinário (Súmulas 280 e 636/Supremo Tribunal Federal)” (ARE 805.532-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 2.2.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. PROMOÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 748.809-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 21.8.2009). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291192. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG ADV.(A/S) : ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258818 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.405 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG ADV.(A/S) : ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258818 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896 . 405", "SÚMULAS NS . 279", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896 . 405", "Súmulas ns", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns . 279", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 896405 AGR / PR", "ARE 886 . 360 - AgR", "SÚMULAS 280 E 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 280 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 805 . 532 - AgR", "SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 748 . 809 - AgR", "ARE 896405 AGR / PR", "ARE 886 . 360 - AgR", "SÚMULAS 280", "Súmulas 280", "ARE 805 . 532 - AgR", "SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 748 . 809 - AgR", "ARE 896405 AGR / PR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280", "ARE 896405 AGR / PR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280", "Súmulas ns . 279", "SÚMULAS 280 E 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 280 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 805 . 532 - AgR", "AI 748 . 809 - AgR", "Súmulas ns . 279", "SÚMULAS 280 E 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 280 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 805 . 532 - AgR", "SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 748 . 809 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n . 13 . 666 / 2002", "Decretos ns . 1 . 982 / 2007", "2", ".", "383", "/", "2008", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n . 13 . 666 / 2002", "Decretos ns . 1 . 982 / 2007", "2", ".", "383", "/", "2008", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL n 15 . 464 / 2005", "DECRETO n 44 . 769 / 2008", "art . 544 , § 4 . . . , inc . 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II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 da Carta Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 da Carta Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 1 . 982 / 2007", "Decreto 2 . 383 / 2008", "Lei estadual n . 13 . 666 / 2002", "Decretos ns . 1 . 982 / 2007", "2", ".", "383", "/", "2008", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 1 . 982 / 2007", "Decreto 2 . 383 / 2008", "Lei estadual n . 13 . 666 / 2002", "Decretos ns . 1 . 982 / 2007", "2", ".", "383", "/", "2008", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL n 15 . 464 / 2005", "DECRETO n 44 . 769 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL n 15 . 464 / 2005", "DECRETO n 44 . 769 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "ADRIANO LUIZ CENI", "ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG", "ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO", "CÁRMEN LÚCIA", "Adriano Luiz Ceni Riesemberg", "CÁRMEN LÚCIA", "ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG", "ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO", "CÁRMEN LÚCIA", "Adriano Luiz Ceni Riesemberg", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Adriano Luiz Ceni Riesemberg", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Adriano Luiz Ceni Riesemberg", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Ari Eduardo Stroher", "CÁRMEN LÚCIA", "Ari Eduardo Stroher", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "ADRIANO LUIZ CENI RIESEMBERG", "ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "ADRIANO LUIZ CENI", "ANDRESSA DE LIZ SAMPAIO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "14", ".", "7", ".", "2015", "08", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "14", ".", "7", ".", "2015", "08", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "6", ".", "2015", "2", ".", "2", ".", "2015", "21", ".", "8", ".", "2009", "7", ".", "8", ".", "2015", "14", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "6", ".", "2015", "2", ".", "2", ".", "2015", "21", ".", "8", ".", "2009", "7", ".", "8", ".", "2015", "14", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "6 de julho de 1994", "28 de março de 2008", "2002", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "6 de julho de 1994", "28 de março de 2008", "2002", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "2", ".", "2015", "21", ".", "8", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "2", ".", "2015", "21", ".", "8", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO DIOGO DE SALLES AGDO.(A/S) :MARCELO DA COSTA ALVARENGA ADV.(A/S) :EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Cartório extrajudicial. Relação de emprego. Servidores contratados depois da vigência da Constituição Federal e antes da Lei n. 8.935/94. Pretensão de obter nulidade do ato de dispensa imotivada e reintegração no cargo. Lei Federal n. 8.935/94 e provimentos 01/1982, 14/1991 da Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo. 4. Controvérsia decidida com base na legislação infraconstitucional. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702168. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 733302 AGR / SP Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702168. Supremo Tribunal Federal RE 733302 AGR / SP Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702168. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO DIOGO DE SALLES AGDO.(A/S) :MARCELO DA COSTA ALVARENGA ADV.(A/S) :EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recurso nos seguintes termos: “O recurso não merece prosperar. Verifico que a questão debatida nos presentes autos foi decidida com base na aplicação e na interpretação de legislação infraconstitucional (Provimentos 01/1982, 14/1991 da Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo e Lei Federal nº 8.935/94 ). Assim, a alegada ofensa à Constituição Federal, caso existente, dar-se-ia de maneira indireta, motivo que obsta o processamento do recurso extraordinário. Cito, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. LEI 9.784/1999. APLICAÇÃO RETROATIVA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702169. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO DIOGO DE SALLES AGDO.(A/S) :MARCELO DA COSTA ALVARENGA ADV.(A/S) :EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recurso nos seguintes termos: “O recurso não merece prosperar. Verifico que a questão debatida nos presentes autos foi decidida com base na aplicação e na interpretação de legislação infraconstitucional (Provimentos 01/1982, 14/1991 da Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo e Lei Federal nº 8.935/94 ). Assim, a alegada ofensa à Constituição Federal, caso existente, dar-se-ia de maneira indireta, motivo que obsta o processamento do recurso extraordinário. Cito, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. LEI 9.784/1999. APLICAÇÃO RETROATIVA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 733302 AGR / SP constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada no acórdão impugnado, necessário seria o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 9.784/99). Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Agravo regimental improvido’. (RE-AgR 600.740, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 14.3.2011). ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTIGOS 2º, 5º, XXXV, LIV E LV E 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O Tribunal a quo decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9.784/99 e 8.112/90), cujo exame é defeso nesta sede recursal. 2. O desrespeito aos postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, configura, quando muito, ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’. (AI-AgR 808.719, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 7.6.2011). Confiram-se ainda, em casos semelhantes, os seguintes julgados: RE 461.461, rel. Min. Ayres Britto, DJe 8.2.2012; AI 839.298, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 9.6.2009 e AI 705.986, rel. Min. Presidente, DJe 31.7.2012. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (arts. 21, §1º, RISTF, e 557, caput , do CPC). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702169. Supremo Tribunal Federal RE 733302 AGR / SP constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada no acórdão impugnado, necessário seria o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 9.784/99). Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Agravo regimental improvido’. (RE-AgR 600.740, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 14.3.2011). ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTIGOS 2º, 5º, XXXV, LIV E LV E 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O Tribunal a quo decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9.784/99 e 8.112/90), cujo exame é defeso nesta sede recursal. 2. O desrespeito aos postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, configura, quando muito, ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’. (AI-AgR 808.719, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 7.6.2011). Confiram-se ainda, em casos semelhantes, os seguintes julgados: RE 461.461, rel. Min. Ayres Britto, DJe 8.2.2012; AI 839.298, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 9.6.2009 e AI 705.986, rel. Min. Presidente, DJe 31.7.2012. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (arts. 21, §1º, RISTF, e 557, caput , do CPC). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 733302 AGR / SP No agravo regimental, alega-se, em síntese, que “a contratação dos recorrentes, que é anterior à promulgação da Lei 8.935/94, aplicava-se somente a disposição constitucional e as disposições do normativo correcional, porque a lei ordinária (que não existia) não poderia ser aplicada retroativamente. Daí a arguição de contrariedade o art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal”. (Fl. 515). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702169. Supremo Tribunal Federal RE 733302 AGR / SP No agravo regimental, alega-se, em síntese, que “a contratação dos recorrentes, que é anterior à promulgação da Lei 8.935/94, aplicava-se somente a disposição constitucional e as disposições do normativo correcional, porque a lei ordinária (que não existia) não poderia ser aplicada retroativamente. Daí a arguição de contrariedade o art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal”. (Fl. 515). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifica-se que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão ora agravada, verifico que a questão debatida nos presentes autos foi decidida com base na aplicação e na interpretação de legislação infraconstitucional (Provimentos 01/1982, 14/1991 da Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo e Lei Federal nº 8.935/94 ). Assim, a alegada ofensa à Constituição Federal, caso existente, dar-se-ia de maneira indireta, motivo que obsta o processamento do recurso extraordinário. Cito, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. LEI 9.784/1999. APLICAÇÃO RETROATIVA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada no acórdão impugnado, necessário seria o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 9.784/99). Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Agravo regimental improvido”. (RE-AgR 600.740, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 14.3.2011) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702170. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifica-se que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão ora agravada, verifico que a questão debatida nos presentes autos foi decidida com base na aplicação e na interpretação de legislação infraconstitucional (Provimentos 01/1982, 14/1991 da Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo e Lei Federal nº 8.935/94 ). Assim, a alegada ofensa à Constituição Federal, caso existente, dar-se-ia de maneira indireta, motivo que obsta o processamento do recurso extraordinário. Cito, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. LEI 9.784/1999. APLICAÇÃO RETROATIVA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada no acórdão impugnado, necessário seria o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 9.784/99). Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Agravo regimental improvido”. (RE-AgR 600.740, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 14.3.2011) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 733302 AGR / SP “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTIGOS 2º, 5º, XXXV, LIV E LV E 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O Tribunal a quo decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9.784/99 e 8.112/90), cujo exame é defeso nesta sede recursal. 2. O desrespeito aos postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, configura, quando muito, ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 808.719, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 7.6.2011) Confiram-se ainda, em casos semelhantes, os seguintes julgados: RE 461.461, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 8.2.2012; AI 839.298, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 9.6.2009 e AI 705.986, Rel. Min. Presidente, DJe 31.7.2012. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702170. Supremo Tribunal Federal RE 733302 AGR / SP “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTIGOS 2º, 5º, XXXV, LIV E LV E 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O Tribunal a quo decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9.784/99 e 8.112/90), cujo exame é defeso nesta sede recursal. 2. O desrespeito aos postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, configura, quando muito, ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 808.719, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 7.6.2011) Confiram-se ainda, em casos semelhantes, os seguintes julgados: RE 461.461, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 8.2.2012; AI 839.298, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 9.6.2009 e AI 705.986, Rel. Min. Presidente, DJe 31.7.2012. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO DIOGO DE SALLES AGDO.(A/S) : MARCELO DA COSTA ALVARENGA ADV.(A/S) : EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706694 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO DIOGO DE SALLES AGDO.(A/S) : MARCELO DA COSTA ALVARENGA ADV.(A/S) : EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706694 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4013967
2013-04-23T00:00:00
2013-06-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 23.04.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Cartório extrajudicial. Relação de emprego. Servidores contratados depois da vigência da Constituição Federal e antes da Lei n. 8.935/94. Pretensão de obter nulidade do ato de dispensa imotivada e reintegração no cargo. Lei Federal n. 8.935/94 e provimentos 01/1982, 14/1991 da Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo. 4. Controvérsia decidida com base na legislação infraconstitucional. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur233760
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA). RE 600740 (1ªT), AI 808719 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (OFENSA REFLEXA). RE 461461, AI 839298, AI 705986. Número de páginas: 8. Análise: 01/08/2013, BMB.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
733302
[ "LEG-FED LEI-008935 ANO-1994\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-EST PRV-000001 ANO-1982\r\n PROVIMENTO DA CORREGEDORIA-GERAL DE JUSTIÇA, SP\r\n", "LEG-EST PRV-000014 ANO-1991\r\n PROVIMENTO DA CORREGEDORIA-GERAL DE JUSTIÇA, SP" ]
RE-AgR
acordaos
RE 733302 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO DIOGO DE SALLES AGDO.(A/S) : MARCELO DA COSTA ALVARENGA ADV.(A/S) : EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO DIOGO DE SALLES AGDO.(A/S) :MARCELO DA COSTA ALVARENGA ADV.(A/S) :EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Cartório extrajudicial. Relação de emprego. Servidores contratados depois da vigência da Constituição Federal e antes da Lei n. 8.935/94. Pretensão de obter nulidade do ato de dispensa imotivada e reintegração no cargo. Lei Federal n. 8.935/94 e provimentos 01/1982, 14/1991 da Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo. 4. Controvérsia decidida com base na legislação infraconstitucional. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702168. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702168. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702168. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO DIOGO DE SALLES AGDO.(A/S) :MARCELO DA COSTA ALVARENGA ADV.(A/S) :EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recurso nos seguintes termos: “O recurso não merece prosperar. Verifico que a questão debatida nos presentes autos foi decidida com base na aplicação e na interpretação de legislação infraconstitucional (Provimentos 01/1982, 14/1991 da Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo e Lei Federal n 8.935/94 ). Assim, a alegada ofensa à Constituição Federal, caso existente, dar-se-ia de maneira indireta, motivo que obsta o processamento do recurso extraordinário. Cito, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. LEI 9.784/1999. APLICAÇÃO RETROATIVA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702169. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO DIOGO DE SALLES AGDO.(A/S) :MARCELO DA COSTA ALVARENGA ADV.(A/S) :EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recurso nos seguintes termos: “O recurso não merece prosperar. Verifico que a questão debatida nos presentes autos foi decidida com base na aplicação e na interpretação de legislação infraconstitucional (Provimentos 01/1982, 14/1991 da Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo e Lei Federal n 8.935/94 ). Assim, a alegada ofensa à Constituição Federal, caso existente, dar-se-ia de maneira indireta, motivo que obsta o processamento do recurso extraordinário. Cito, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. LEI 9.784/1999. APLICAÇÃO RETROATIVA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada no acórdão impugnado, necessário seria o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 9.784/99). Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Agravo regimental improvido’. (Recurso Extraordinário-AgR 600.740, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 14.3.2011). ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTIGOS 2..., 5..., XXXV, LIV E LV E 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O Tribunal a quo decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9.784/99 e 8.112/90), cujo exame é defeso nesta sede recursal. 2. O desrespeito aos postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, configura, quando muito, ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’. (AI-AgR 808.719, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 7.6.2011). Confiram-se ainda, em casos semelhantes, os seguintes julgados: Recurso Extraordinário 461.461, rel. Min. Ayres Britto, DJe 8.2.2012; AI 839.298, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 9.6.2009 e AI 705.986, rel. Min. Presidente, DJe 31.7.2012. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (arts. 21, §1..., RISTF, e 557, caput , do Código de Processo Civil). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702169. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada no acórdão impugnado, necessário seria o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 9.784/99). Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Agravo regimental improvido’. (Recurso Extraordinário-AgR 600.740, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 14.3.2011). ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTIGOS 2..., 5..., XXXV, LIV E LV E 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O Tribunal a quo decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9.784/99 e 8.112/90), cujo exame é defeso nesta sede recursal. 2. O desrespeito aos postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, configura, quando muito, ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’. (AI-AgR 808.719, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 7.6.2011). Confiram-se ainda, em casos semelhantes, os seguintes julgados: Recurso Extraordinário 461.461, rel. Min. Ayres Britto, DJe 8.2.2012; AI 839.298, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 9.6.2009 e AI 705.986, rel. Min. Presidente, DJe 31.7.2012. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (arts. 21, §1..., RISTF, e 557, caput , do Código de Processo Civil). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP No agravo regimental, alega-se, em síntese, que “a contratação dos recorrentes, que é anterior à promulgação da Lei 8.935/94, aplicava-se somente a disposição constitucional e as disposições do normativo correcional, porque a lei ordinária (que não existia) não poderia ser aplicada retroativamente. Daí a arguição de contrariedade o art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal”. (Fl. 515). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702169. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP No agravo regimental, alega-se, em síntese, que “a contratação dos recorrentes, que é anterior à promulgação da Lei 8.935/94, aplicava-se somente a disposição constitucional e as disposições do normativo correcional, porque a lei ordinária (que não existia) não poderia ser aplicada retroativamente. Daí a arguição de contrariedade o art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal”. (Fl. 515). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifica-se que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão ora agravada, verifico que a questão debatida nos presentes autos foi decidida com base na aplicação e na interpretação de legislação infraconstitucional (Provimentos 01/1982, 14/1991 da Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo e Lei Federal n 8.935/94 ). Assim, a alegada ofensa à Constituição Federal, caso existente, dar-se-ia de maneira indireta, motivo que obsta o processamento do recurso extraordinário. Cito, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. LEI 9.784/1999. APLICAÇÃO RETROATIVA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada no acórdão impugnado, necessário seria o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 9.784/99). Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Agravo regimental improvido”. (Recurso Extraordinário-AgR 600.740, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 14.3.2011) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702170. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifica-se que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão ora agravada, verifico que a questão debatida nos presentes autos foi decidida com base na aplicação e na interpretação de legislação infraconstitucional (Provimentos 01/1982, 14/1991 da Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo e Lei Federal n 8.935/94 ). Assim, a alegada ofensa à Constituição Federal, caso existente, dar-se-ia de maneira indireta, motivo que obsta o processamento do recurso extraordinário. Cito, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. LEI 9.784/1999. APLICAÇÃO RETROATIVA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada no acórdão impugnado, necessário seria o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 9.784/99). Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Agravo regimental improvido”. (Recurso Extraordinário-AgR 600.740, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 14.3.2011) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTIGOS 2..., 5..., XXXV, LIV E LV E 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O Tribunal a quo decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9.784/99 e 8.112/90), cujo exame é defeso nesta sede recursal. 2. O desrespeito aos postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, configura, quando muito, ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 808.719, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 7.6.2011) Confiram-se ainda, em casos semelhantes, os seguintes julgados: Recurso Extraordinário 461.461, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 8.2.2012; AI 839.298, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 9.6.2009 e AI 705.986, Rel. Min. Presidente, DJe 31.7.2012. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702170. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTIGOS 2..., 5..., XXXV, LIV E LV E 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O Tribunal a quo decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9.784/99 e 8.112/90), cujo exame é defeso nesta sede recursal. 2. O desrespeito aos postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, configura, quando muito, ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 808.719, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 7.6.2011) Confiram-se ainda, em casos semelhantes, os seguintes julgados: Recurso Extraordinário 461.461, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 8.2.2012; AI 839.298, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 9.6.2009 e AI 705.986, Rel. Min. Presidente, DJe 31.7.2012. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO DIOGO DE SALLES AGDO.(A/S) : MARCELO DA COSTA ALVARENGA ADV.(A/S) : EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706694 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.302 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO DIOGO DE SALLES AGDO.(A/S) : MARCELO DA COSTA ALVARENGA ADV.(A/S) : EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706694 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 302", "Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP", "SÚMULAS 282", "SÚMULAS 282", "Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 600 . 740", "AI", "-", "AgR 808 . 719", "Recurso Extraordinário 461 . 461", "AI 839 . 298", "AI 705 . 986", "Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 600 . 740", "AI", "-", "AgR 808 . 719", "Recurso Extraordinário 461 . 461", "AI 839 . 298", "AI 705 . 986", "Recurso Extraordinário 733302 AGR /", "Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP", "SÚMULAS 282", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 600 . 740", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 302", "SÚMULAS 282", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 600 . 740", "Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP", "AI", "-", "AgR 808 . 719", "Recurso Extraordinário 461 . 461", "AI 839 . 298", "AI 705 . 986", "Recurso Extraordinário 733302 AGR / SP", "AI", "-", "AgR 808 . 719", "Recurso Extraordinário 461 . 461", "AI 839 . 298", "AI 705 . 986", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 302", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 302" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Lei n . 8 . 935 / 94", "Lei Federal n . 8 . 935 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Provimentos 01 / 1982", "14", "/", "Lei Federal n 8 . 935 / 94", "Constituição Federal", "LEI 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Provimentos 01 / 1982", "14", "/", "1991", "Lei Federal n 8 . 935 / 94", "Constituição Federal", "LEI 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 784 / 99", "Constituição", "ARTIGOS 2 . . . , 5 . . . , XXXV , LIV E LV E 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Leis 9 . 784 / 99", "8", ".", "112", "/", "90", "arts . 21 , § 1 . . . , RISTF , e", "557 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 784 / 99", "Constituição", "ARTIGOS 2 . . . , 5 . . . , XXXV , LIV E LV E 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Leis 9 . 784 / 99", "8", ".", "112", "/", "90", "arts . 21 , § 1 . . . , RISTF , e 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 935 / 94", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 935 / 94", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Provimentos 01 / 1982", "14", "/", "1991", "Lei Federal n 8 . 935 / 94", "Constituição Federal", "LEI 9 . 784 / 1999", "Lei 9 . 784 / 99", "Constituição", "Provimentos 01 / 1982", "Lei Federal n 8 . 935 / 94", "Constituição Federal", "LEI 9 . 784 / 1999", "Lei 9 . 784 / 99", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 2 . . . , 5 . . . , XXXV , LIV E LV E 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Leis 9 . 784 / 99", "8", ".", "112", "/", "90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 2 . . . , 5 . . . , XXXV , LIV E LV E 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Leis 9 . 784 / 99", "8", ".", "112", "/", "90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Corregedoria", "-", "Geral de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ". . Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo", "1", ".", ". . Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo", "1", ".", ". . Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ". . Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS", "ANTONIO DIOGO DE SALLES", "MARCELO DA COSTA ALVARENGA", "EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS", "ANTONIO DIOGO DE SALLES", "MARCELO DA COSTA ALVARENGA", "EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS", "ANTONIO DIOGO DE SALLES", "MARCELO DA COSTA ALVARENGA", "EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS", "ANTONIO DIOGO DE SALLES", "MARCELO DA COSTA ALVARENGA", "EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "GLÁUCIA HELENA PEREIRA DE JESUS", "ANTONIO DIOGO DE SALLES", "MARCELO DA COSTA ALVARENGA", "EDMILSON ROBERTO QUEIROZ CASTELLANI", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "23", "/", "04", "/", "2013", "/", "14", "/", "1991", "23 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "3", ".", "2011", "7", ".", "6", ".", "2011", "8", ".", "2", ".", "2012", "9", ".", "6", ".", "2009", "31", ".", "7", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "3", ".", "2011", "7", ".", "6", ".", "2011", "8", ".", "2", ".", "2012", "9", ".", "6", ".", "2009", "31", ".", "7", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "14", ".", "3", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "14", ".", "3", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2011", "8", ".", "2", ".", "2012", "9", ".", "6", ".", "2009", "31", ".", "7", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2011", "8", ".", "2", ".", "2012", "9", ".", "6", ".", "2009", "31", ".", "7", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "23", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSÉ ANTONIO PORTO DA SILVA ADV.(A/S) :ENOS DA COSTA PALMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Malferimento dos incisos XXXVIII, alínea a, LV e LVI, do art. 5º da Constituição. Ofensa reflexa configurada. Reapreciação de fatos e provas. Inadmissibilidade. Incidência da Súmula nº 279/STF. Precedentes. Regimental não provido. 1. O malferimento aos princípios elencados na Constituição, quando depende, para ser reconhecido como tal, da análise de normas infraconstitucionais, consoante o entendimento da Corte, não configura ofensa direta e frontal à Carta Magna. 2. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que “[a] resolução da controvérsia atinente à licitude das provas demanda a análise aprofundada do conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF” (RE nº 618.985/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 6/5/15). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438902. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 839792 AGR / RJ agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438902. Supremo Tribunal Federal ARE 839792 AGR / RJ agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSÉ ANTONIO PORTO DA SILVA ADV.(A/S) :ENOS DA COSTA PALMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): José Antônio Porto da Silva interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “No caso, o inconformismo não merece ser acolhido, pois o acórdão recorrido decidiu a questão com base em legislação infraconstitucional. Portanto, a violação à Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nesse sentido, confira-se: AI nº 603.952/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI nº 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438900. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSÉ ANTONIO PORTO DA SILVA ADV.(A/S) :ENOS DA COSTA PALMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): José Antônio Porto da Silva interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “No caso, o inconformismo não merece ser acolhido, pois o acórdão recorrido decidiu a questão com base em legislação infraconstitucional. Portanto, a violação à Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nesse sentido, confira-se: AI nº 603.952/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI nº 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438900. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 839792 AGR / RJ Joaquim Barbosa, DJe de 30/5/08; AI nº 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/6/07; AI nº 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI nº 562.809/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI nº 563.028/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07, entre outros. Como se não bastasse, entender de forma contrária ao acórdão atacado, como pretende o ora agravante, demandaria um reexame aprofundado do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita, consoante o enunciado da Súmula nº 279/STF. Perfilhando esse entendimento, destaco o seguinte julgado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA AO ART. 5º, INCISOS LIV E LV. INVIABILIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF Nº 279. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INQUÉRITO. CONFIRMAÇÃO EM JUÍZO DOS TESTEMUNHOS PRESTADOS NA FASE INQUISITORIAL. 1. A suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa passa, necessariamente, pelo prévio reexame de fatos e provas, tarefa que encontra óbice na Súmula STF nº 279. 2. Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do art. 5º da Constituição. 3. Ao contrário do que alegado pelos ora agravantes, o conjunto probatório que ensejou a condenação dos recorrentes não vem embasado apenas nas declarações prestadas em sede policial, tendo suporte, também, em outras provas colhidas na fase judicial. Confirmação em juízo dos testemunhos prestados na fase inquisitorial. 4. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438900. Supremo Tribunal Federal ARE 839792 AGR / RJ Joaquim Barbosa, DJe de 30/5/08; AI nº 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/6/07; AI nº 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI nº 562.809/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI nº 563.028/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07, entre outros. Como se não bastasse, entender de forma contrária ao acórdão atacado, como pretende o ora agravante, demandaria um reexame aprofundado do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita, consoante o enunciado da Súmula nº 279/STF. Perfilhando esse entendimento, destaco o seguinte julgado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA AO ART. 5º, INCISOS LIV E LV. INVIABILIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF Nº 279. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INQUÉRITO. CONFIRMAÇÃO EM JUÍZO DOS TESTEMUNHOS PRESTADOS NA FASE INQUISITORIAL. 1. A suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa passa, necessariamente, pelo prévio reexame de fatos e provas, tarefa que encontra óbice na Súmula STF nº 279. 2. Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do art. 5º da Constituição. 3. Ao contrário do que alegado pelos ora agravantes, o conjunto probatório que ensejou a condenação dos recorrentes não vem embasado apenas nas declarações prestadas em sede policial, tendo suporte, também, em outras provas colhidas na fase judicial. Confirmação em juízo dos testemunhos prestados na fase inquisitorial. 4. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438900. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 839792 AGR / RJ Os elementos do inquérito podem influir na formação do livre convencimento do juiz para a decisão da causa quando complementam outros indícios e provas que passam pelo crivo do contraditório em juízo. 5. Agravo regimental improvido’ (RE nº 425.734/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 28/10/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (grifos conforme o original). Em suas razões recursais, aduz o agravante, em síntese, que a suposta ofensa ao texto constitucional seria direta e que a jurisprudência dessa Corte entende que a prova emprestada, quando não observados os princípios do contraditório e da ampla defesa, configuraria prova ilícita. Sustenta, ainda, que “as provas fixadas pelas instâncias ordinárias não são objeto de irresignação alguma, já que não se questiona sequer seu alcance de mérito nesse ou naquele sentido, mas sim a sua eficácia e legitimidade, o que se analisa em sede de habeas corpus sem se agitar revolvimento de fatos ou provas, apenas observando-se a licitude na própria produção da prova” (grifos do autor). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438900. Supremo Tribunal Federal ARE 839792 AGR / RJ Os elementos do inquérito podem influir na formação do livre convencimento do juiz para a decisão da causa quando complementam outros indícios e provas que passam pelo crivo do contraditório em juízo. 5. Agravo regimental improvido’ (RE nº 425.734/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 28/10/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (grifos conforme o original). Em suas razões recursais, aduz o agravante, em síntese, que a suposta ofensa ao texto constitucional seria direta e que a jurisprudência dessa Corte entende que a prova emprestada, quando não observados os princípios do contraditório e da ampla defesa, configuraria prova ilícita. Sustenta, ainda, que “as provas fixadas pelas instâncias ordinárias não são objeto de irresignação alguma, já que não se questiona sequer seu alcance de mérito nesse ou naquele sentido, mas sim a sua eficácia e legitimidade, o que se analisa em sede de habeas corpus sem se agitar revolvimento de fatos ou provas, apenas observando-se a licitude na própria produção da prova” (grifos do autor). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438900. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme destacado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional. Logo, a violação do art. 5º, incisos XXXVIII, alínea a, LV e LVI, da Constituição Federal, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nesse sentido, confira-se: AI nº 603.952/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI nº 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 30/5/08; AI nº 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/6/07; AI nº 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI nº 562.809/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI nº 563.028/GO- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07, entre outros. Nítida, portanto, a pretensão do recorrente de imprimir contornos constitucionais a controvérsia satisfatoriamente decidida sob a luz de normas subalternas, o que é vedado nesta via do recurso extraordinário. Ademais, observo que o voto condutor do acórdão emanado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro assim concluiu acerca das Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme destacado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional. Logo, a violação do art. 5º, incisos XXXVIII, alínea a, LV e LVI, da Constituição Federal, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nesse sentido, confira-se: AI nº 603.952/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI nº 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 30/5/08; AI nº 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/6/07; AI nº 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI nº 562.809/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI nº 563.028/GO- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07, entre outros. Nítida, portanto, a pretensão do recorrente de imprimir contornos constitucionais a controvérsia satisfatoriamente decidida sob a luz de normas subalternas, o que é vedado nesta via do recurso extraordinário. Ademais, observo que o voto condutor do acórdão emanado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro assim concluiu acerca das Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 839792 AGR / RJ provas acostadas aos autos: “A matéria trazida à baila pelo apelante já foi objeto de análise por esta mesma Sétima Câmara nos autos do Recurso em Sentido Estrito de nº 2006.051.00103, o qual na ocasião foi designado o Eminente Desembargador Alexandre H.P. Varella como relator que analisando a mesma preliminar arguida nesta ocasião entendeu que não houve qualquer nulidade de cerceamento de defesa uma vez que: ‘(...)os citados documentos nada mais são que o laudo da íntegra das conversas resumidas, e que se encontram às fls. 09/49, cujos índices foram indicados pelo Ministério Público às folhas 04/05, quando ofereceu a denúncia’(...) ‘(...)As cópias de folhas 720/1334 (laudo de decodificação), foram juntadas pelo cartório por determinação do juízo, à fl. 719, em atendimento ao requerido pelo Ministério Público, quando da denúncia, como já foi dito(...)’ ‘(...)Portanto, não se trata de documentação nova, a defesa já tinha ciência de seu conteúdo, uma vez que pertencem aos autos de nº 2004.041.000720-9, onde o acusado é defendido pelos mesmos advogados(...)’ Como se vê, não se vislumbra qualquer nulidade a ensejar a declaração pretendida pelo apelante, pois não se pode confundir juntada de documentos já existente e com ciência dos mesmos, com prova emprestada, pois como sabido, esta é produzida em um determinado processo para nele gerar efeitos, mas, por similitude fática, é levada documentalmente para outro processo, para nele produzir, em tese, os mesmos efeitos produzidos naquele e, também, por economia processual, impedindo renovações desnecessárias de atos processuais já produzidos anteriormente observando, obviamente, os princípios constitucionais do contraditório, ampla defesa e devido processo legal, sob pena de se caracterizar prova ilícita. No caso dos autos não se configura a alegada prova emprestada e sim juntada de documentos que a defesa tinha plena ciência e que fazem parte, efetivamente, de um contexto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Supremo Tribunal Federal ARE 839792 AGR / RJ provas acostadas aos autos: “A matéria trazida à baila pelo apelante já foi objeto de análise por esta mesma Sétima Câmara nos autos do Recurso em Sentido Estrito de nº 2006.051.00103, o qual na ocasião foi designado o Eminente Desembargador Alexandre H.P. Varella como relator que analisando a mesma preliminar arguida nesta ocasião entendeu que não houve qualquer nulidade de cerceamento de defesa uma vez que: ‘(...)os citados documentos nada mais são que o laudo da íntegra das conversas resumidas, e que se encontram às fls. 09/49, cujos índices foram indicados pelo Ministério Público às folhas 04/05, quando ofereceu a denúncia’(...) ‘(...)As cópias de folhas 720/1334 (laudo de decodificação), foram juntadas pelo cartório por determinação do juízo, à fl. 719, em atendimento ao requerido pelo Ministério Público, quando da denúncia, como já foi dito(...)’ ‘(...)Portanto, não se trata de documentação nova, a defesa já tinha ciência de seu conteúdo, uma vez que pertencem aos autos de nº 2004.041.000720-9, onde o acusado é defendido pelos mesmos advogados(...)’ Como se vê, não se vislumbra qualquer nulidade a ensejar a declaração pretendida pelo apelante, pois não se pode confundir juntada de documentos já existente e com ciência dos mesmos, com prova emprestada, pois como sabido, esta é produzida em um determinado processo para nele gerar efeitos, mas, por similitude fática, é levada documentalmente para outro processo, para nele produzir, em tese, os mesmos efeitos produzidos naquele e, também, por economia processual, impedindo renovações desnecessárias de atos processuais já produzidos anteriormente observando, obviamente, os princípios constitucionais do contraditório, ampla defesa e devido processo legal, sob pena de se caracterizar prova ilícita. No caso dos autos não se configura a alegada prova emprestada e sim juntada de documentos que a defesa tinha plena ciência e que fazem parte, efetivamente, de um contexto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 839792 AGR / RJ Registre-se, por oportuno, que a alegada prova emprestada juntada aos autos e sem conhecimento da defesa técnica não procede, pois além de o patrono do apelante já ter funcionado no feito referenciado, o mesmo subscritor do recurso de apelação requereu ao juízo ‘a quo’ em 09 de Junho de 2010 vista dos autos para análise dos mesmos ao argumento de: ‘(...)seja possível zelar pelo contraditório e a ampla defesa de nosso cliente através das medidas cabíveis...’ e, através de petição datada de 01 de Julho de 2011, em atendimento ao despacho de 2109, informou ao Magistrado que: ‘(...)seu atual patrono examinou os autos e está ciente de tudo o que neles se contém. Oferecido e regularmente recebido conforme decisão de folhas 1727 o libelo foi contrariado as folhas 1726 e dele o requerente recebeu cópia, nos termos do que foi ordenado naquela decisão; Na fase atual, nada tem o libelado a impugnar, como de resto nada tem a requerer. Os autos afiguram-se maduros para julgamento aguardando o requerente sua designação(...)’ Desta forma, não havendo qualquer violação ao principio constitucional da ampla defesa e do contraditório a ensejar a nulidade do feito uma vez que a defesa técnica teve efetiva ciência dos documentos juntados aos autos desde o ano de 2006 e, muito menos, falar em desentranhamento de peças por entender que as mesmas são ilícitas em razão da citada violação. Desta forma, repilo as preliminares arguidas” (fls. 3.135/3.136 – grifos do autor). Nessa toada, reitero que, para se chegar a conclusão diversa, necessário seria o reexame a do cotejo fático-probatório dos autos e de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita, a teor da Súmula nº 279/STF. A esse respeito, destaco o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TORTURA. LICITUDE DA PROVA EMPRESTADA. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Supremo Tribunal Federal ARE 839792 AGR / RJ Registre-se, por oportuno, que a alegada prova emprestada juntada aos autos e sem conhecimento da defesa técnica não procede, pois além de o patrono do apelante já ter funcionado no feito referenciado, o mesmo subscritor do recurso de apelação requereu ao juízo ‘a quo’ em 09 de Junho de 2010 vista dos autos para análise dos mesmos ao argumento de: ‘(...)seja possível zelar pelo contraditório e a ampla defesa de nosso cliente através das medidas cabíveis...’ e, através de petição datada de 01 de Julho de 2011, em atendimento ao despacho de 2109, informou ao Magistrado que: ‘(...)seu atual patrono examinou os autos e está ciente de tudo o que neles se contém. Oferecido e regularmente recebido conforme decisão de folhas 1727 o libelo foi contrariado as folhas 1726 e dele o requerente recebeu cópia, nos termos do que foi ordenado naquela decisão; Na fase atual, nada tem o libelado a impugnar, como de resto nada tem a requerer. Os autos afiguram-se maduros para julgamento aguardando o requerente sua designação(...)’ Desta forma, não havendo qualquer violação ao principio constitucional da ampla defesa e do contraditório a ensejar a nulidade do feito uma vez que a defesa técnica teve efetiva ciência dos documentos juntados aos autos desde o ano de 2006 e, muito menos, falar em desentranhamento de peças por entender que as mesmas são ilícitas em razão da citada violação. Desta forma, repilo as preliminares arguidas” (fls. 3.135/3.136 – grifos do autor). Nessa toada, reitero que, para se chegar a conclusão diversa, necessário seria o reexame a do cotejo fático-probatório dos autos e de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita, a teor da Súmula nº 279/STF. A esse respeito, destaco o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TORTURA. LICITUDE DA PROVA EMPRESTADA. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 839792 AGR / RJ CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A resolução da controvérsia atinente à licitude das provas demanda a análise aprofundada do conjunto fático- probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF, que dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Precedente: AI 854.029-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 03/05/2012. 2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, revelam uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 676.478 Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/5/2013, e ARE 715.175, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 22/5/2013. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME DE TORTURA. Existindo provas suficientes a ensejar a prática de crime de tortura pelos recorridos, impõe-se a modificação da sentença de piso e a consequente condenação daqueles.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (RE nº 618.985/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 6/5/15 – grifei). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Supremo Tribunal Federal ARE 839792 AGR / RJ CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A resolução da controvérsia atinente à licitude das provas demanda a análise aprofundada do conjunto fático- probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF, que dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Precedente: AI 854.029-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 03/05/2012. 2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, revelam uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 676.478 Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/5/2013, e ARE 715.175, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 22/5/2013. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME DE TORTURA. Existindo provas suficientes a ensejar a prática de crime de tortura pelos recorridos, impõe-se a modificação da sentença de piso e a consequente condenação daqueles.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (RE nº 618.985/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 6/5/15 – grifei). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOSÉ ANTONIO PORTO DA SILVA ADV.(A/S) : ENOS DA COSTA PALMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319972 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOSÉ ANTONIO PORTO DA SILVA ADV.(A/S) : ENOS DA COSTA PALMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319972 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9458406
2015-08-25T00:00:00
2015-09-25T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Malferimento dos incisos XXXVIII, alínea a, LV e LVI, do art. 5º da Constituição. Ofensa reflexa configurada. Reapreciação de fatos e provas. Inadmissibilidade. Incidência da Súmula nº 279/STF. Precedentes. Regimental não provido. 1. O malferimento aos princípios elencados na Constituição, quando depende, para ser reconhecido como tal, da análise de normas infraconstitucionais, consoante o entendimento da Corte, não configura ofensa direta e frontal à Carta Magna. 2. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que “[a] resolução da controvérsia atinente à licitude das provas demanda a análise aprofundada do conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF” (RE nº 618.985/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 6/5/15). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur321449
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO) AI 603952 AgR (1ªT), AI 562809 AgR (1ªT), AI 563028 AgR (2ªT), AI 649191 AgR (1ªT), AI 622527 AgR (2ªT), AI 651927 AgR (2ªT). (LICITUDE DE PROVA) RE 618985 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 01/10/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
839792
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00038 LET-A INC-00055 \n INC-00056\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 839792 AgR
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AGTE.(S) : JOSÉ ANTONIO PORTO DA SILVA ADV.(A/S) : ENOS DA COSTA PALMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSÉ ANTONIO PORTO DA SILVA ADV.(A/S) :ENOS DA COSTA PALMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Malferimento dos incisos XXXVIII, alínea a, LV e LVI, do art. 5... da Constituição. Ofensa reflexa configurada. Reapreciação de fatos e provas. Inadmissibilidade. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Regimental não provido. 1. O malferimento aos princípios elencados na Constituição, quando depende, para ser reconhecido como tal, da análise de normas infraconstitucionais, consoante o entendimento da Corte, não configura ofensa direta e frontal à Carta Magna. 2. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que “[a] resolução da controvérsia atinente à licitude das provas demanda a análise aprofundada do conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal” (Recurso Extraordinário n 618.985/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 6/5/15). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438902. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 839792 AGR / RJ agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438902. Supremo Tribunal Federal ARE 839792 AGR / RJ agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSÉ ANTONIO PORTO DA SILVA ADV.(A/S) :ENOS DA COSTA PALMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): José Antônio Porto da Silva interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “No caso, o inconformismo não merece ser acolhido, pois o acórdão recorrido decidiu a questão com base em legislação infraconstitucional. Portanto, a violação à Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nesse sentido, confira-se: AI n 603.952/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI n 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438900. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSÉ ANTONIO PORTO DA SILVA ADV.(A/S) :ENOS DA COSTA PALMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): José Antônio Porto da Silva interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “No caso, o inconformismo não merece ser acolhido, pois o acórdão recorrido decidiu a questão com base em legislação infraconstitucional. Portanto, a violação à Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nesse sentido, confira-se: AI n 603.952/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI n 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438900. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 839792 AGR / RJ Joaquim Barbosa, DJe de 30/5/08; AI n 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../6/07; AI n 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI n 562.809/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI n 563.028/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07, entre outros. Como se não bastasse, entender de forma contrária ao acórdão atacado, como pretende o ora agravante, demandaria um reexame aprofundado do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita, consoante o enunciado da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Perfilhando esse entendimento, destaco o seguinte julgado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA AO ART. 5..., INCISOS LIV E LV. INVIABILIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal n 279. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INQUÉRITO. CONFIRMAÇÃO EM JUÍZO DOS TESTEMUNHOS PRESTADOS NA FASE INQUISITORIAL. 1. A suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa passa, necessariamente, pelo prévio reexame de fatos e provas, tarefa que encontra óbice na Súmula Supremo Tribunal Federal n 279. 2. Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do art. 5... da Constituição. 3. Ao contrário do que alegado pelos ora agravantes, o conjunto probatório que ensejou a condenação dos recorrentes não vem embasado apenas nas declarações prestadas em sede policial, tendo suporte, também, em outras provas colhidas na fase judicial. Confirmação em juízo dos testemunhos prestados na fase inquisitorial. 4. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438900. Supremo Tribunal Federal ARE 839792 AGR / RJ Joaquim Barbosa, DJe de 30/5/08; AI n 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../6/07; AI n 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI n 562.809/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI n 563.028/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07, entre outros. Como se não bastasse, entender de forma contrária ao acórdão atacado, como pretende o ora agravante, demandaria um reexame aprofundado do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita, consoante o enunciado da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Perfilhando esse entendimento, destaco o seguinte julgado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA AO ART. 5..., INCISOS LIV E LV. INVIABILIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal n 279. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INQUÉRITO. CONFIRMAÇÃO EM JUÍZO DOS TESTEMUNHOS PRESTADOS NA FASE INQUISITORIAL. 1. A suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa passa, necessariamente, pelo prévio reexame de fatos e provas, tarefa que encontra óbice na Súmula Supremo Tribunal Federal n 279. 2. Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do art. 5... da Constituição. 3. Ao contrário do que alegado pelos ora agravantes, o conjunto probatório que ensejou a condenação dos recorrentes não vem embasado apenas nas declarações prestadas em sede policial, tendo suporte, também, em outras provas colhidas na fase judicial. Confirmação em juízo dos testemunhos prestados na fase inquisitorial. 4. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438900. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 839792 AGR / RJ Os elementos do inquérito podem influir na formação do livre convencimento do juiz para a decisão da causa quando complementam outros indícios e provas que passam pelo crivo do contraditório em juízo. 5. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 425.734/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 28/10/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (grifos conforme o original). Em suas razões recursais, aduz o agravante, em síntese, que a suposta ofensa ao texto constitucional seria direta e que a jurisprudência dessa Corte entende que a prova emprestada, quando não observados os princípios do contraditório e da ampla defesa, configuraria prova ilícita. Sustenta, ainda, que “as provas fixadas pelas instâncias ordinárias não são objeto de irresignação alguma, já que não se questiona sequer seu alcance de mérito nesse ou naquele sentido, mas sim a sua eficácia e legitimidade, o que se analisa em sede de habeas corpus sem se agitar revolvimento de fatos ou provas, apenas observando-se a licitude na própria produção da prova” (grifos do autor). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438900. Supremo Tribunal Federal ARE 839792 AGR / RJ Os elementos do inquérito podem influir na formação do livre convencimento do juiz para a decisão da causa quando complementam outros indícios e provas que passam pelo crivo do contraditório em juízo. 5. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 425.734/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 28/10/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (grifos conforme o original). Em suas razões recursais, aduz o agravante, em síntese, que a suposta ofensa ao texto constitucional seria direta e que a jurisprudência dessa Corte entende que a prova emprestada, quando não observados os princípios do contraditório e da ampla defesa, configuraria prova ilícita. Sustenta, ainda, que “as provas fixadas pelas instâncias ordinárias não são objeto de irresignação alguma, já que não se questiona sequer seu alcance de mérito nesse ou naquele sentido, mas sim a sua eficácia e legitimidade, o que se analisa em sede de habeas corpus sem se agitar revolvimento de fatos ou provas, apenas observando-se a licitude na própria produção da prova” (grifos do autor). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438900. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme destacado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional. Logo, a violação do art. 5..., incisos XXXVIII, alínea a, LV e LVI, da Constituição Federal, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nesse sentido, confira-se: AI n 603.952/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI n 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 30/5/08; AI n 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../6/07; AI n 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI n 562.809/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI n 563.028/GO- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07, entre outros. Nítida, portanto, a pretensão do recorrente de imprimir contornos constitucionais a controvérsia satisfatoriamente decidida sob a luz de normas subalternas, o que é vedado nesta via do recurso extraordinário. Ademais, observo que o voto condutor do acórdão emanado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro assim concluiu acerca das Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme destacado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional. Logo, a violação do art. 5..., incisos XXXVIII, alínea a, LV e LVI, da Constituição Federal, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nesse sentido, confira-se: AI n 603.952/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI n 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 30/5/08; AI n 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../6/07; AI n 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI n 562.809/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI n 563.028/GO- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07, entre outros. Nítida, portanto, a pretensão do recorrente de imprimir contornos constitucionais a controvérsia satisfatoriamente decidida sob a luz de normas subalternas, o que é vedado nesta via do recurso extraordinário. Ademais, observo que o voto condutor do acórdão emanado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro assim concluiu acerca das Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 839792 AGR / RJ provas acostadas aos autos: “A matéria trazida à baila pelo apelante já foi objeto de análise por esta mesma Sétima Câmara nos autos do Recurso em Sentido Estrito de n 2006.051.00103, o qual na ocasião foi designado o Eminente Desembargador Alexandre H.P. Varella como relator que analisando a mesma preliminar arguida nesta ocasião entendeu que não houve qualquer nulidade de cerceamento de defesa uma vez que: ‘(...)os citados documentos nada mais são que o laudo da íntegra das conversas resumidas, e que se encontram às fls. 09/49, cujos índices foram indicados pelo Ministério Público às folhas 04/05, quando ofereceu a denúncia’(...) ‘(...)As cópias de folhas 720/1334 (laudo de decodificação), foram juntadas pelo cartório por determinação do juízo, à fl. 719, em atendimento ao requerido pelo Ministério Público, quando da denúncia, como já foi dito(...)’ ‘(...)Portanto, não se trata de documentação nova, a defesa já tinha ciência de seu conteúdo, uma vez que pertencem aos autos de n 2004.041.000720-9, onde o acusado é defendido pelos mesmos advogados(...)’ Como se vê, não se vislumbra qualquer nulidade a ensejar a declaração pretendida pelo apelante, pois não se pode confundir juntada de documentos já existente e com ciência dos mesmos, com prova emprestada, pois como sabido, esta é produzida em um determinado processo para nele gerar efeitos, mas, por similitude fática, é levada documentalmente para outro processo, para nele produzir, em tese, os mesmos efeitos produzidos naquele e, também, por economia processual, impedindo renovações desnecessárias de atos processuais já produzidos anteriormente observando, obviamente, os princípios constitucionais do contraditório, ampla defesa e devido processo legal, sob pena de se caracterizar prova ilícita. No caso dos autos não se configura a alegada prova emprestada e sim juntada de documentos que a defesa tinha plena ciência e que fazem parte, efetivamente, de um contexto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Supremo Tribunal Federal ARE 839792 AGR / RJ provas acostadas aos autos: “A matéria trazida à baila pelo apelante já foi objeto de análise por esta mesma Sétima Câmara nos autos do Recurso em Sentido Estrito de n 2006.051.00103, o qual na ocasião foi designado o Eminente Desembargador Alexandre H.P. Varella como relator que analisando a mesma preliminar arguida nesta ocasião entendeu que não houve qualquer nulidade de cerceamento de defesa uma vez que: ‘(...)os citados documentos nada mais são que o laudo da íntegra das conversas resumidas, e que se encontram às fls. 09/49, cujos índices foram indicados pelo Ministério Público às folhas 04/05, quando ofereceu a denúncia’(...) ‘(...)As cópias de folhas 720/1334 (laudo de decodificação), foram juntadas pelo cartório por determinação do juízo, à fl. 719, em atendimento ao requerido pelo Ministério Público, quando da denúncia, como já foi dito(...)’ ‘(...)Portanto, não se trata de documentação nova, a defesa já tinha ciência de seu conteúdo, uma vez que pertencem aos autos de n 2004.041.000720-9, onde o acusado é defendido pelos mesmos advogados(...)’ Como se vê, não se vislumbra qualquer nulidade a ensejar a declaração pretendida pelo apelante, pois não se pode confundir juntada de documentos já existente e com ciência dos mesmos, com prova emprestada, pois como sabido, esta é produzida em um determinado processo para nele gerar efeitos, mas, por similitude fática, é levada documentalmente para outro processo, para nele produzir, em tese, os mesmos efeitos produzidos naquele e, também, por economia processual, impedindo renovações desnecessárias de atos processuais já produzidos anteriormente observando, obviamente, os princípios constitucionais do contraditório, ampla defesa e devido processo legal, sob pena de se caracterizar prova ilícita. No caso dos autos não se configura a alegada prova emprestada e sim juntada de documentos que a defesa tinha plena ciência e que fazem parte, efetivamente, de um contexto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 839792 AGR / RJ Registre-se, por oportuno, que a alegada prova emprestada juntada aos autos e sem conhecimento da defesa técnica não procede, pois além de o patrono do apelante já ter funcionado no feito referenciado, o mesmo subscritor do recurso de apelação requereu ao juízo ‘a quo’ em 09 de Junho de 2010 vista dos autos para análise dos mesmos ao argumento de: ‘(...)seja possível zelar pelo contraditório e a ampla defesa de nosso cliente através das medidas cabíveis...’ e, através de petição datada de 01 de Julho de 2011, em atendimento ao despacho de 2109, informou ao Magistrado que: ‘(...)seu atual patrono examinou os autos e está ciente de tudo o que neles se contém. Oferecido e regularmente recebido conforme decisão de folhas 1727 o libelo foi contrariado as folhas 1726 e dele o requerente recebeu cópia, nos termos do que foi ordenado naquela decisão; Na fase atual, nada tem o libelado a impugnar, como de resto nada tem a requerer. Os autos afiguram-se maduros para julgamento aguardando o requerente sua designação(...)’ Desta forma, não havendo qualquer violação ao principio constitucional da ampla defesa e do contraditório a ensejar a nulidade do feito uma vez que a defesa técnica teve efetiva ciência dos documentos juntados aos autos desde o ano de 2006 e, muito menos, falar em desentranhamento de peças por entender que as mesmas são ilícitas em razão da citada violação. Desta forma, repilo as preliminares arguidas” (fls. 3.135/3.136 – grifos do autor). Nessa toada, reitero que, para se chegar a conclusão diversa, necessário seria o reexame a do cotejo fático-probatório dos autos e de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita, a teor da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. A esse respeito, destaco o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TORTURA. LICITUDE DA PROVA EMPRESTADA. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Supremo Tribunal Federal ARE 839792 AGR / RJ Registre-se, por oportuno, que a alegada prova emprestada juntada aos autos e sem conhecimento da defesa técnica não procede, pois além de o patrono do apelante já ter funcionado no feito referenciado, o mesmo subscritor do recurso de apelação requereu ao juízo ‘a quo’ em 09 de Junho de 2010 vista dos autos para análise dos mesmos ao argumento de: ‘(...)seja possível zelar pelo contraditório e a ampla defesa de nosso cliente através das medidas cabíveis...’ e, através de petição datada de 01 de Julho de 2011, em atendimento ao despacho de 2109, informou ao Magistrado que: ‘(...)seu atual patrono examinou os autos e está ciente de tudo o que neles se contém. Oferecido e regularmente recebido conforme decisão de folhas 1727 o libelo foi contrariado as folhas 1726 e dele o requerente recebeu cópia, nos termos do que foi ordenado naquela decisão; Na fase atual, nada tem o libelado a impugnar, como de resto nada tem a requerer. Os autos afiguram-se maduros para julgamento aguardando o requerente sua designação(...)’ Desta forma, não havendo qualquer violação ao principio constitucional da ampla defesa e do contraditório a ensejar a nulidade do feito uma vez que a defesa técnica teve efetiva ciência dos documentos juntados aos autos desde o ano de 2006 e, muito menos, falar em desentranhamento de peças por entender que as mesmas são ilícitas em razão da citada violação. Desta forma, repilo as preliminares arguidas” (fls. 3.135/3.136 – grifos do autor). Nessa toada, reitero que, para se chegar a conclusão diversa, necessário seria o reexame a do cotejo fático-probatório dos autos e de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita, a teor da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. A esse respeito, destaco o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TORTURA. LICITUDE DA PROVA EMPRESTADA. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 839792 AGR / RJ CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A resolução da controvérsia atinente à licitude das provas demanda a análise aprofundada do conjunto fático- probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, que dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Precedente: AI 854.029-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 03/05/2012. 2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, revelam uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 676.478 Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/5/2013, e ARE 715.175, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 22/5/2013. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME DE TORTURA. Existindo provas suficientes a ensejar a prática de crime de tortura pelos recorridos, impõe-se a modificação da sentença de piso e a consequente condenação daqueles.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 618.985/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 6/5/15 – grifei). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Supremo Tribunal Federal ARE 839792 AGR / RJ CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A resolução da controvérsia atinente à licitude das provas demanda a análise aprofundada do conjunto fático- probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, que dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Precedente: AI 854.029-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 03/05/2012. 2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, revelam uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 676.478 Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/5/2013, e ARE 715.175, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 22/5/2013. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME DE TORTURA. Existindo provas suficientes a ensejar a prática de crime de tortura pelos recorridos, impõe-se a modificação da sentença de piso e a consequente condenação daqueles.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 618.985/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 6/5/15 – grifei). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438899. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOSÉ ANTONIO PORTO DA SILVA ADV.(A/S) : ENOS DA COSTA PALMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319972 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.792 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOSÉ ANTONIO PORTO DA SILVA ADV.(A/S) : ENOS DA COSTA PALMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319972 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839 . 792", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 618 . 985 / ES - AgR", "ARE 839792 AGR / RJ", "ARE 839792 AGR / RJ", "AI n 603 . 952 / SP - AgR", "AI n 651 . 927 / SP - AgR", "AI n 603 . 952 / SP - AgR", "AI n 651 . 927 / SP - AgR", "ARE 839792 AGR / RJ", "AI n 649 . 191 / DF - AgR", "AI n 622 . 527 / AP - AgR", "AI n 562 . 809 / SP - AgR", "AI n 563 . 028 / GO - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Supremo Tribunal Federal n 279 .", "AI n 649 . 191 / DF - AgR", "AI n 622 . 527 / AP - AgR", "AI n 562 . 809 / SP - AgR", "AI n 563 . 028 / GO - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Supremo Tribunal Federal n 279 .", "ARE 839792 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n 425 . 734 / MG - AgR", "ARE 839792 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n 425 . 734 / MG - AgR", "AI n 603 . 952 / SP - AgR", "AI n 651 . 927 / SP - AgR", "AI n 649 . 191 / DF - AgR", "AI n 622 . 527", "/", "-", "AgR", "AI n 562 . 809 / SP - AgR", "AI n 563 . 028 / GO - AgR", "AI n 603 . 952 / SP - AgR", "AI n 651 . 927 / SP - AgR", "AI n 649 . 191 / DF - AgR", "AI n 622 . 527 / AP - AgR", "AI n 562 . 809 / SP - AgR", "AI n 563 . 028 / GO - AgR", "Recurso em Sentido Estrito de n 2006 . 051 . 00103", "ARE 839792 AGR / RJ", "Recurso em Sentido Estrito de n 2006 . 051 . 00103", "ARE 839792 AGR / RJ", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 839792 AGR / RJ", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 839792", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 854 . 029 - AgR", "ARE 676 . 478", "ARE 715 . 175", "Recurso Extraordinário n 618 . 985 / ES - AgR", "ARE 839792 AGR / RJ", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 854 . 029 - AgR", "ARE 676 . 478", "ARE 715 . 175", "Recurso Extraordinário n 618 . 985 / ES - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos LIV e LV do art . 5 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos LIV e LV do art . 5 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos XXXVIII , alínea a , LV e LVI , da Constituição Federal", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos XXXVIII , alínea a , LV e LVI , da Constituição Federal", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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P . Varella", "Alexandre H . P . Varella", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ ANTONIO PORTO DA SILVA", "ENOS DA COSTA PALMA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "ANTONIO PORTO DA SILVA", "ENOS DA COSTA PALMA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "6", "/", "5", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "27", "/", "6", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "27", "/", "6", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "5", "/", "08", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "07", "18", "/", "5", "/", "07", "18", "/", "5", "/", "07", "11", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "5", "/", "08", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "07", "18", "/", "5", "/", "07", "18", "/", "5", "/", "07", "11", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "27", "/", "6", "/", "08", "30", "/", "5", "/", "08", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "07", "18", "/", "5", "/", "07", "18", "/", "5", "/", "07", "11", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "27", "/", "6", "/", "08", "30", "/", "5", "/", "08", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "07", "18", "/", "5", "/", "07", "18", "/", "5", "/", "07", "11", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09 de Junho de 2010", "01 de Julho de 2011", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "09 de Junho de 2010", "01 de Julho de 2011", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "05", "/", "2012", "24", "/", "5", "/", "2013", "22", "/", "5", "/", "2013", "6", "/", "5", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "05", "/", "2012", "24", "/", "5", "/", "2013", "22", "/", "5", "/", "2013", "6", "/", "5", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GELCEI TEREZINHA LAGO BROCARDO ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito administrativo. Gratificação de desempenho da carreira da previdência, da saúde e do trabalho. Paridade. Inativos. Manutenção da pontuação após a adoção dos critérios de avaliação. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte é no sentido de que o direito à paridade dos servidores inativos com relação às gratificações de natureza propter laborem permanece somente até que sejam processados os resultados das primeiras avaliações de desempenho. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438547. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GELCEI TEREZINHA LAGO BROCARDO ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Gelcei Terezinha Lago Brocardo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão assim fundamentada: “Vistos. Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto de acórdão da Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado do Paraná que decidiu no sentido que é devido o pagamento da GDPST nos mesmos moldes dos servidores da ativa até a implementação do ciclo avaliativo dos servidores em atividade. Do voto condutor, colhe-se a seguinte fundamentação: ‘(…). Assim, a partir do momento em que as avaliações individuais fossem efetivamente realizadas, a gratificação perderia a natureza geral, sendo válidas as alterações dos percentuais e até mesmo sua extinção. Destaco que a Turma Regional de Uniformização da 4ª Região, decidiu que, a partir da Emenda Constitucional nº 41 de 19/12/2003, em sendo regulamentada a avaliação de desempenho individual dos servidores em atividade, a gratificação devida aos aposentados e pensionistas passa a ser regida pela regra própria estabelecida em lei, o que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GELCEI TEREZINHA LAGO BROCARDO ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Gelcei Terezinha Lago Brocardo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão assim fundamentada: “Vistos. Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto de acórdão da Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado do Paraná que decidiu no sentido que é devido o pagamento da GDPST nos mesmos moldes dos servidores da ativa até a implementação do ciclo avaliativo dos servidores em atividade. Do voto condutor, colhe-se a seguinte fundamentação: ‘(…). Assim, a partir do momento em que as avaliações individuais fossem efetivamente realizadas, a gratificação perderia a natureza geral, sendo válidas as alterações dos percentuais e até mesmo sua extinção. Destaco que a Turma Regional de Uniformização da 4ª Região, decidiu que, a partir da Emenda Constitucional nº 41 de 19/12/2003, em sendo regulamentada a avaliação de desempenho individual dos servidores em atividade, a gratificação devida aos aposentados e pensionistas passa a ser regida pela regra própria estabelecida em lei, o que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório ARE 771153 AGR / PR não significa ofensa à irredutibilidade de vencimentos’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega a parte recorrente violação aos artigos 5º, caput e incisos I, XXXV e LIV, 37, inciso XV, 40, § 8º, e 100, § 5º, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão recorrido publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR não significa ofensa à irredutibilidade de vencimentos’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega a parte recorrente violação aos artigos 5º, caput e incisos I, XXXV e LIV, 37, inciso XV, 40, § 8º, e 100, § 5º, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão recorrido publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 771153 AGR / PR IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte já assentou que o direito à paridade dos servidores inativos com relação as gratificações de natureza propter laborem, como essa examinada nos autos, é garantida somente até que sejam processados os resultados da primeira avaliação de desempenho. A propósito: ‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL APOSENTADA. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST). REDUÇÃO DO PERCENTUAL PAGO EM RAZÃO DO ADVENTO DAS AVALIAÇÕES DE DESEMPENHO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. 1. Apreciando a Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (GDPGPE), cujo regramento é similar ao da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST), o Plenário do STF, no julgamento do RE 631.389, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 3/6/2014, Tema 351, submetido ao regime do art. 543-B do CPC, decidiu pela sua concessão 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte já assentou que o direito à paridade dos servidores inativos com relação as gratificações de natureza propter laborem, como essa examinada nos autos, é garantida somente até que sejam processados os resultados da primeira avaliação de desempenho. A propósito: ‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL APOSENTADA. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST). REDUÇÃO DO PERCENTUAL PAGO EM RAZÃO DO ADVENTO DAS AVALIAÇÕES DE DESEMPENHO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. 1. Apreciando a Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (GDPGPE), cujo regramento é similar ao da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST), o Plenário do STF, no julgamento do RE 631.389, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 3/6/2014, Tema 351, submetido ao regime do art. 543-B do CPC, decidiu pela sua concessão 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 771153 AGR / PR aos inativos, no mesmo percentual pago aos ativos, apenas até que fossem processados os resultados da primeira avaliação de desempenho. A partir desse termo, a gratificação perde sua natureza geral e adquire o caráter pro labore faciendo. 2. Assim, avaliados os servidores em atividade, o pagamento da GDPST aos pensionistas e inativos deverá observar o art. 5º-B, § 6º, da Lei 11.355/06, com o que não há ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos decorrente da redução da gratificação de desempenho paga à servidora pública aposentada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE nº 786.848/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 14/10/14 – grifo nosso). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROVENTOS. INATIVOS. EXTENSÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELA CORTE. RE 631.880-RG. ARTIGO 40, § 8º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LIMITAÇÃO DA EXTENSÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO STF. RE 631.389-RG. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO. 1. A Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho - GDPST, é extensível aos servidores inativos, no período em que não foi regulamentada por critérios específicos de avaliação de desempenho pessoal, sob pena de ofensa ao art. 40, § 8°, da Constituição Federal. Precedentes. 2. A extensão da GDPST não pode se dar ad aeternum, devendo restar limitada até que sobrevenha regulamentação da Gratificação de Desempenho da Lei 11.784/2008 e processados os resultados da primeira avaliação individual institucional. Precedente. 3. In casu, o acórdão 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR aos inativos, no mesmo percentual pago aos ativos, apenas até que fossem processados os resultados da primeira avaliação de desempenho. A partir desse termo, a gratificação perde sua natureza geral e adquire o caráter pro labore faciendo. 2. Assim, avaliados os servidores em atividade, o pagamento da GDPST aos pensionistas e inativos deverá observar o art. 5º-B, § 6º, da Lei 11.355/06, com o que não há ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos decorrente da redução da gratificação de desempenho paga à servidora pública aposentada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE nº 786.848/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 14/10/14 – grifo nosso). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROVENTOS. INATIVOS. EXTENSÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELA CORTE. RE 631.880-RG. ARTIGO 40, § 8º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LIMITAÇÃO DA EXTENSÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO STF. RE 631.389-RG. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO. 1. A Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho - GDPST, é extensível aos servidores inativos, no período em que não foi regulamentada por critérios específicos de avaliação de desempenho pessoal, sob pena de ofensa ao art. 40, § 8°, da Constituição Federal. Precedentes. 2. A extensão da GDPST não pode se dar ad aeternum, devendo restar limitada até que sobrevenha regulamentação da Gratificação de Desempenho da Lei 11.784/2008 e processados os resultados da primeira avaliação individual institucional. Precedente. 3. In casu, o acórdão 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 771153 AGR / PR extraordinariamente recorrido confirmou a sentença que julgara a ação procedente para condenar a União ao pagamento das diferenças relativas à Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência Social e do Trabalho - GDPST, até a realização do primeiro ciclo de avaliação. 4. Agravo regimental DESPROVIDO’ (ARE nº 786.865/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 24/6/14 – grifo nosso). No mais, o Plenário desta Corte, concluiu, no exame do RE nº 870.947/SE, Relator o Ministro Luiz Fux, pela existência da repercussão geral da matéria constitucional versada nos autos, relativa à ‘validade ou não, da correção monetária e dos juros moratórios incidentes sobre as condenações impostas à Fazenda Pública, segundo os índices oficiais de remuneração básica da caderneta de poupança (Taxa Referencial TR), conforme determina o art. 1º-F da Lei 9.494/1997, com a redação dada pela Lei 11.960/2009’. Nas Questões de Ordem suscitadas no AI nº 715.423/RS e no RE nº 540.410/RS, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal concluiu pela possibilidade da aplicação da norma do art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos extraordinários e agravos de instrumento que tratem de matéria constitucional com repercussão geral reconhecida por esta Corte, independentemente da data de interposição do apelo extremo. Ante o exposto, conheço do agravo, para negar seguimento ao recurso extraordinário quanto à pretensão de manutenção do pagamento da GDPST em 80 (oitenta) pontos ao servidor inativo, apesar da efetivação das avaliações de desempenho, e, com relação ao critério de correção monetária, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para que seja aplicado o disposto no artigo 543-B do Código de Processo Civil. Publique-se.” Insurge-se a agravante tão somente quanto à parte da decisão 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR extraordinariamente recorrido confirmou a sentença que julgara a ação procedente para condenar a União ao pagamento das diferenças relativas à Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência Social e do Trabalho - GDPST, até a realização do primeiro ciclo de avaliação. 4. Agravo regimental DESPROVIDO’ (ARE nº 786.865/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 24/6/14 – grifo nosso). No mais, o Plenário desta Corte, concluiu, no exame do RE nº 870.947/SE, Relator o Ministro Luiz Fux, pela existência da repercussão geral da matéria constitucional versada nos autos, relativa à ‘validade ou não, da correção monetária e dos juros moratórios incidentes sobre as condenações impostas à Fazenda Pública, segundo os índices oficiais de remuneração básica da caderneta de poupança (Taxa Referencial TR), conforme determina o art. 1º-F da Lei 9.494/1997, com a redação dada pela Lei 11.960/2009’. Nas Questões de Ordem suscitadas no AI nº 715.423/RS e no RE nº 540.410/RS, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal concluiu pela possibilidade da aplicação da norma do art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos extraordinários e agravos de instrumento que tratem de matéria constitucional com repercussão geral reconhecida por esta Corte, independentemente da data de interposição do apelo extremo. Ante o exposto, conheço do agravo, para negar seguimento ao recurso extraordinário quanto à pretensão de manutenção do pagamento da GDPST em 80 (oitenta) pontos ao servidor inativo, apesar da efetivação das avaliações de desempenho, e, com relação ao critério de correção monetária, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para que seja aplicado o disposto no artigo 543-B do Código de Processo Civil. Publique-se.” Insurge-se a agravante tão somente quanto à parte da decisão 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 771153 AGR / PR monocrática em que se negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que não seria legítima “a manutenção do pagamento da GDPST em 80 pontos ao servidor inativo, após as primeiras avaliações de desempenho”, insistindo na alegação de que teria havido ofensa direta ao artigo 37, inciso XV, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que, “(...) mesmo com a ocorrência das avaliações de desempenho individual e institucional e a implementação de seus resultados nas fichas financeiras dos servidores ativos, é indevida a redução ou supressão da parcela da gratificação, sob pena de ofensa direta ao princípio da irredutibilidade, uma vez que a gratificação de desempenho ora discutida, por sua natureza geral, e a partir do seu pagamento, foi incorporada às parcelas dos proventos da parte agravante. (…) (…) convém ressaltar que, no julgado proferido pelo Tribunal Pleno deste Supremo Tribunal Federal, consumou-se o entendimento de que, havida a equiparação entre ativos e inativos no pagamento de gratificação de desempenho (GDASST), mesmo após a regulamentação dos seus critérios de avaliação e da efetiva implantação dos seus resultados, deverão ser resguardados os direitos adquiridos pelo inativo, sem prejuízo da manutenção do valor integral da remuneração. (…) A título de esclarecimento, a gratificação tratada em citado julgado (GDASST5), nos mesmos moldes da GDPST ora discutida, também foi criada como sendo de natureza pro labore faciendo, configurando-se na prática como de natureza geral, na medida em que não teve o seu pagamento condicionado à avaliação de desempenho do servidor ativo”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR monocrática em que se negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que não seria legítima “a manutenção do pagamento da GDPST em 80 pontos ao servidor inativo, após as primeiras avaliações de desempenho”, insistindo na alegação de que teria havido ofensa direta ao artigo 37, inciso XV, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que, “(...) mesmo com a ocorrência das avaliações de desempenho individual e institucional e a implementação de seus resultados nas fichas financeiras dos servidores ativos, é indevida a redução ou supressão da parcela da gratificação, sob pena de ofensa direta ao princípio da irredutibilidade, uma vez que a gratificação de desempenho ora discutida, por sua natureza geral, e a partir do seu pagamento, foi incorporada às parcelas dos proventos da parte agravante. (…) (…) convém ressaltar que, no julgado proferido pelo Tribunal Pleno deste Supremo Tribunal Federal, consumou-se o entendimento de que, havida a equiparação entre ativos e inativos no pagamento de gratificação de desempenho (GDASST), mesmo após a regulamentação dos seus critérios de avaliação e da efetiva implantação dos seus resultados, deverão ser resguardados os direitos adquiridos pelo inativo, sem prejuízo da manutenção do valor integral da remuneração. (…) A título de esclarecimento, a gratificação tratada em citado julgado (GDASST5), nos mesmos moldes da GDPST ora discutida, também foi criada como sendo de natureza pro labore faciendo, configurando-se na prática como de natureza geral, na medida em que não teve o seu pagamento condicionado à avaliação de desempenho do servidor ativo”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “No mérito, é de se manter a decisão recorrida quanto ao entendimento de que é devido o pagamento da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho – GDPST, aos aposentados e pensionistas em patamar idêntico ao concedido aos servidores da ativa, uma vez que está em sintonia com o posicionamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região sobre a matéria, conforme jurisprudência. (...) Este colegiado firmou entendimento de que não há se falar em direito adquirido a regime remuneratório, tampouco a determinado valor relativo à gratificação, que poderia ser minorado ou majorado. A irredutibilidade de vencimentos diz respeito ao seu valor global e não à forma de sua composição. Assim, a partir do momento em que as avaliações individuais fossem efetivamente realizadas, a gratificação perderia a natureza geral, sendo válidas as alterações dos percentuais e até mesmo sua extinção. Destaco que a Turma Regional de Uniformização da 4ª Região, decidiu que, a partir da Emenda Constitucional n° 41 de 19/12/2003, em sendo regulamentada a avaliação de desempenho individual dos servidores em atividade, a gratificação devida aos aposentados e pensionistas passa a ser regida pela regra própria estabelecida em lei, o que não significa ofensa à irredutibilidade de vencimentos (…).” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que o entendimento exarado pelo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “No mérito, é de se manter a decisão recorrida quanto ao entendimento de que é devido o pagamento da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho – GDPST, aos aposentados e pensionistas em patamar idêntico ao concedido aos servidores da ativa, uma vez que está em sintonia com o posicionamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região sobre a matéria, conforme jurisprudência. (...) Este colegiado firmou entendimento de que não há se falar em direito adquirido a regime remuneratório, tampouco a determinado valor relativo à gratificação, que poderia ser minorado ou majorado. A irredutibilidade de vencimentos diz respeito ao seu valor global e não à forma de sua composição. Assim, a partir do momento em que as avaliações individuais fossem efetivamente realizadas, a gratificação perderia a natureza geral, sendo válidas as alterações dos percentuais e até mesmo sua extinção. Destaco que a Turma Regional de Uniformização da 4ª Região, decidiu que, a partir da Emenda Constitucional n° 41 de 19/12/2003, em sendo regulamentada a avaliação de desempenho individual dos servidores em atividade, a gratificação devida aos aposentados e pensionistas passa a ser regida pela regra própria estabelecida em lei, o que não significa ofensa à irredutibilidade de vencimentos (…).” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que o entendimento exarado pelo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 771153 AGR / PR Tribunal de origem, quando do julgamento do recurso inominado interposto pela ora agravante, não se afastou da jurisprudência desta Corte, firme no sentido de que o direito à paridade dos servidores inativos, com relação às gratificações de natureza propter laborem, permanece somente até que sejam processados os resultados das primeiras avaliações de desempenho, hipótese na qual se encaixa a presente controvérsia. A propósito, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXTENSÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) AOS SERVIDORES APOSENTADOS. LIMITAÇÃO TEMPORAL VÁLIDA E QUE NÃO OFENDE O ART. 37, XV, DA CF/88. PRECEDENTES. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 631.880-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, assentou a repercussão geral da controvérsia e reafirmou sua jurisprudência, a fim de reconhecer aos servidores inativos e pensionistas beneficiados pela regra da paridade o direito à extensão da GDPST, enquanto esta for dotada de caráter genérico. Por outro lado, é firme o entendimento desta Corte de que o direito de extensão aos inativos e pensionista da vantagem não ocorre ad aeternum, uma vez que é válida a limitação temporal com a efetiva ocorrência da primeira avaliação de desempenho dos servidores ativos, momento em que a gratificação deixa de possuir caráter genérico. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 793.819/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 18/12/14). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – CUMULATIVA INTERPOSIÇÃO DE DOIS (02) RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO, FORA DAS HIPÓTESES LEGAIS – INADMISSIBILIDADE – OFENSA AO POSTULADO DA SINGULARIDADE DOS RECURSOS – NÃO CONHECIMENTO DO SEGUNDO RECURSO – EXAME DO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR Tribunal de origem, quando do julgamento do recurso inominado interposto pela ora agravante, não se afastou da jurisprudência desta Corte, firme no sentido de que o direito à paridade dos servidores inativos, com relação às gratificações de natureza propter laborem, permanece somente até que sejam processados os resultados das primeiras avaliações de desempenho, hipótese na qual se encaixa a presente controvérsia. A propósito, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXTENSÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) AOS SERVIDORES APOSENTADOS. LIMITAÇÃO TEMPORAL VÁLIDA E QUE NÃO OFENDE O ART. 37, XV, DA CF/88. PRECEDENTES. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 631.880-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, assentou a repercussão geral da controvérsia e reafirmou sua jurisprudência, a fim de reconhecer aos servidores inativos e pensionistas beneficiados pela regra da paridade o direito à extensão da GDPST, enquanto esta for dotada de caráter genérico. Por outro lado, é firme o entendimento desta Corte de que o direito de extensão aos inativos e pensionista da vantagem não ocorre ad aeternum, uma vez que é válida a limitação temporal com a efetiva ocorrência da primeira avaliação de desempenho dos servidores ativos, momento em que a gratificação deixa de possuir caráter genérico. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 793.819/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 18/12/14). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – CUMULATIVA INTERPOSIÇÃO DE DOIS (02) RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO, FORA DAS HIPÓTESES LEGAIS – INADMISSIBILIDADE – OFENSA AO POSTULADO DA SINGULARIDADE DOS RECURSOS – NÃO CONHECIMENTO DO SEGUNDO RECURSO – EXAME DO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 771153 AGR / PR PRIMEIRO RECURSO – GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) – EXTENSÃO DOS CRITÉRIOS DE CÁLCULO DESSA GRATIFICAÇÃO AOS SERVIDORES INATIVOS – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO RE 631.880-RG/CE – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE MENCIONADO RECURSO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME DESSA CONTROVÉRSIA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE nº 845.201/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 4/12/14). “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL APOSENTADA. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST). REDUÇÃO DO PERCENTUAL PAGO EM RAZÃO DO ADVENTO DAS AVALIAÇÕES DE DESEMPENHO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. 1. Apreciando a Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (GDPGPE), cujo regramento é similar ao da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST), o Plenário do STF, no julgamento do RE 631.389, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 3/6/2014, Tema 351, submetido ao regime do art. 543-B do CPC, decidiu pela sua concessão aos inativos, no mesmo percentual pago aos ativos, apenas até que fossem processados os resultados da primeira avaliação de desempenho. A partir desse termo, a gratificação perde sua natureza geral e adquire o caráter pro labore faciendo. 2. Assim, avaliados os servidores em atividade, o pagamento da GDPST 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR PRIMEIRO RECURSO – GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) – EXTENSÃO DOS CRITÉRIOS DE CÁLCULO DESSA GRATIFICAÇÃO AOS SERVIDORES INATIVOS – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO RE 631.880-RG/CE – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE MENCIONADO RECURSO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME DESSA CONTROVÉRSIA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE nº 845.201/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 4/12/14). “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL APOSENTADA. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST). REDUÇÃO DO PERCENTUAL PAGO EM RAZÃO DO ADVENTO DAS AVALIAÇÕES DE DESEMPENHO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. 1. Apreciando a Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (GDPGPE), cujo regramento é similar ao da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST), o Plenário do STF, no julgamento do RE 631.389, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 3/6/2014, Tema 351, submetido ao regime do art. 543-B do CPC, decidiu pela sua concessão aos inativos, no mesmo percentual pago aos ativos, apenas até que fossem processados os resultados da primeira avaliação de desempenho. A partir desse termo, a gratificação perde sua natureza geral e adquire o caráter pro labore faciendo. 2. Assim, avaliados os servidores em atividade, o pagamento da GDPST 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 771153 AGR / PR aos pensionistas e inativos deverá observar o art. 5º-B, § 6º, da Lei 11.355/06, com o que não há ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos decorrente da redução da gratificação de desempenho paga à servidora pública aposentada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 786.848/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 14/10/14). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR aos pensionistas e inativos deverá observar o art. 5º-B, § 6º, da Lei 11.355/06, com o que não há ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos decorrente da redução da gratificação de desempenho paga à servidora pública aposentada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 786.848/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 14/10/14). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : GELCEI TEREZINHA LAGO BROCARDO ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319935 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : GELCEI TEREZINHA LAGO BROCARDO ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9458603
2015-08-25T00:00:00
2015-09-25T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito administrativo. Gratificação de desempenho da carreira da previdência, da saúde e do trabalho. Paridade. Inativos. Manutenção da pontuação após a adoção dos critérios de avaliação. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte é no sentido de que o direito à paridade dos servidores inativos com relação às gratificações de natureza propter laborem permanece somente até que sejam processados os resultados das primeiras avaliações de desempenho. 2. Agravo regimental não provido.
sjur321516
- Acórdão(s) citado(s): (GRATIFICAÇÕES DE NATUREZA PROPTER LABOREM, PARIDADE) ARE 786848 AgR (2ªT), ARE 793819 AgR (1ªT), ARE 845201 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 01/10/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
771153
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 771153 AgR
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AGTE.(S) : GELCEI TEREZINHA LAGO BROCARDO ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GELCEI TEREZINHA LAGO BROCARDO ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito administrativo. Gratificação de desempenho da carreira da previdência, da saúde e do trabalho. Paridade. Inativos. Manutenção da pontuação após a adoção dos critérios de avaliação. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte é no sentido de que o direito à paridade dos servidores inativos com relação às gratificações de natureza propter laborem permanece somente até que sejam processados os resultados das primeiras avaliações de desempenho. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438547. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GELCEI TEREZINHA LAGO BROCARDO ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Gelcei Terezinha Lago Brocardo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão assim fundamentada: “Vistos. Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto de acórdão da Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado do Paraná que decidiu no sentido que é devido o pagamento da GDPST nos mesmos moldes dos servidores da ativa até a implementação do ciclo avaliativo dos servidores em atividade. Do voto condutor, colhe-se a seguinte fundamentação: ‘(…). Assim, a partir do momento em que as avaliações individuais fossem efetivamente realizadas, a gratificação perderia a natureza geral, sendo válidas as alterações dos percentuais e até mesmo sua extinção. Destaco que a Turma Regional de Uniformização da 4... Região, decidiu que, a partir da Emenda Constitucional n 41 de 19/12/2003, em sendo regulamentada a avaliação de desempenho individual dos servidores em atividade, a gratificação devida aos aposentados e pensionistas passa a ser regida pela regra própria estabelecida em lei, o que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GELCEI TEREZINHA LAGO BROCARDO ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Gelcei Terezinha Lago Brocardo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão assim fundamentada: “Vistos. Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto de acórdão da Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado do Paraná que decidiu no sentido que é devido o pagamento da GDPST nos mesmos moldes dos servidores da ativa até a implementação do ciclo avaliativo dos servidores em atividade. Do voto condutor, colhe-se a seguinte fundamentação: ‘(…). Assim, a partir do momento em que as avaliações individuais fossem efetivamente realizadas, a gratificação perderia a natureza geral, sendo válidas as alterações dos percentuais e até mesmo sua extinção. Destaco que a Turma Regional de Uniformização da 4... Região, decidiu que, a partir da Emenda Constitucional n 41 de 19/12/2003, em sendo regulamentada a avaliação de desempenho individual dos servidores em atividade, a gratificação devida aos aposentados e pensionistas passa a ser regida pela regra própria estabelecida em lei, o que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório ARE 771153 AGR / PR não significa ofensa à irredutibilidade de vencimentos’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega a parte recorrente violação aos artigos 5..., caput e incisos I, XXXV e LIV, 37, inciso XV, 40, § 8..., e 100, § 5..., da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão recorrido publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR não significa ofensa à irredutibilidade de vencimentos’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega a parte recorrente violação aos artigos 5..., caput e incisos I, XXXV e LIV, 37, inciso XV, 40, § 8..., e 100, § 5..., da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão recorrido publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 771153 AGR / PR IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte já assentou que o direito à paridade dos servidores inativos com relação as gratificações de natureza propter laborem, como essa examinada nos autos, é garantida somente até que sejam processados os resultados da primeira avaliação de desempenho. A propósito: ‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL APOSENTADA. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST). REDUÇÃO DO PERCENTUAL PAGO EM RAZÃO DO ADVENTO DAS AVALIAÇÕES DE DESEMPENHO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. 1. Apreciando a Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (GDPGPE), cujo regramento é similar ao da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST), o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 631.389, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 3/6/2014, Tema 351, submetido ao regime do art. 543-B do Código de Processo Civil, decidiu pela sua concessão 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte já assentou que o direito à paridade dos servidores inativos com relação as gratificações de natureza propter laborem, como essa examinada nos autos, é garantida somente até que sejam processados os resultados da primeira avaliação de desempenho. A propósito: ‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL APOSENTADA. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST). REDUÇÃO DO PERCENTUAL PAGO EM RAZÃO DO ADVENTO DAS AVALIAÇÕES DE DESEMPENHO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. 1. Apreciando a Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (GDPGPE), cujo regramento é similar ao da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST), o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 631.389, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 3/6/2014, Tema 351, submetido ao regime do art. 543-B do Código de Processo Civil, decidiu pela sua concessão 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 771153 AGR / PR aos inativos, no mesmo percentual pago aos ativos, apenas até que fossem processados os resultados da primeira avaliação de desempenho. A partir desse termo, a gratificação perde sua natureza geral e adquire o caráter pro labore faciendo. 2. Assim, avaliados os servidores em atividade, o pagamento da GDPST aos pensionistas e inativos deverá observar o art. 5...-B, § 6..., da Lei 11.355/06, com o que não há ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos decorrente da redução da gratificação de desempenho paga à servidora pública aposentada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE n 786.848/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 14/10/14 – grifo nosso). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROVENTOS. INATIVOS. EXTENSÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELA CORTE. Recurso Extraordinário 631.880-RG. ARTIGO 40, § 8..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LIMITAÇÃO DA EXTENSÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO Supremo Tribunal Federal. Recurso Extraordinário 631.389-RG. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO. 1. A Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho - GDPST, é extensível aos servidores inativos, no período em que não foi regulamentada por critérios específicos de avaliação de desempenho pessoal, sob pena de ofensa ao art. 40, § 8..., da Constituição Federal. Precedentes. 2. A extensão da GDPST não pode se dar ad aeternum, devendo restar limitada até que sobrevenha regulamentação da Gratificação de Desempenho da Lei 11.784/2008 e processados os resultados da primeira avaliação individual institucional. Precedente. 3. In casu, o acórdão 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR aos inativos, no mesmo percentual pago aos ativos, apenas até que fossem processados os resultados da primeira avaliação de desempenho. A partir desse termo, a gratificação perde sua natureza geral e adquire o caráter pro labore faciendo. 2. Assim, avaliados os servidores em atividade, o pagamento da GDPST aos pensionistas e inativos deverá observar o art. 5...-B, § 6..., da Lei 11.355/06, com o que não há ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos decorrente da redução da gratificação de desempenho paga à servidora pública aposentada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE n 786.848/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 14/10/14 – grifo nosso). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROVENTOS. INATIVOS. EXTENSÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELA CORTE. Recurso Extraordinário 631.880-RG. ARTIGO 40, § 8..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LIMITAÇÃO DA EXTENSÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO Supremo Tribunal Federal. Recurso Extraordinário 631.389-RG. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO. 1. A Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho - GDPST, é extensível aos servidores inativos, no período em que não foi regulamentada por critérios específicos de avaliação de desempenho pessoal, sob pena de ofensa ao art. 40, § 8..., da Constituição Federal. Precedentes. 2. A extensão da GDPST não pode se dar ad aeternum, devendo restar limitada até que sobrevenha regulamentação da Gratificação de Desempenho da Lei 11.784/2008 e processados os resultados da primeira avaliação individual institucional. Precedente. 3. In casu, o acórdão 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 771153 AGR / PR extraordinariamente recorrido confirmou a sentença que julgara a ação procedente para condenar a União ao pagamento das diferenças relativas à Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência Social e do Trabalho - GDPST, até a realização do primeiro ciclo de avaliação. 4. Agravo regimental DESPROVIDO’ (ARE n 786.865/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 24/6/14 – grifo nosso). No mais, o Plenário desta Corte, concluiu, no exame do Recurso Extraordinário n 870.947/SE, Relator o Ministro Luiz Fux, pela existência da repercussão geral da matéria constitucional versada nos autos, relativa à ‘validade ou não, da correção monetária e dos juros moratórios incidentes sobre as condenações impostas à Fazenda Pública, segundo os índices oficiais de remuneração básica da caderneta de poupança (Taxa Referencial TR), conforme determina o art. 1...-F da Lei 9.494/1997, com a redação dada pela Lei 11.960/2009’. Nas Questões de Ordem suscitadas no AI n 715.423/RS e no Recurso Extraordinário n 540.410/RS, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal concluiu pela possibilidade da aplicação da norma do art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos extraordinários e agravos de instrumento que tratem de matéria constitucional com repercussão geral reconhecida por esta Corte, independentemente da data de interposição do apelo extremo. Ante o exposto, conheço do agravo, para negar seguimento ao recurso extraordinário quanto à pretensão de manutenção do pagamento da GDPST em 80 (oitenta) pontos ao servidor inativo, apesar da efetivação das avaliações de desempenho, e, com relação ao critério de correção monetária, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para que seja aplicado o disposto no artigo 543-B do Código de Processo Civil. Publique-se.” Insurge-se a agravante tão somente quanto à parte da decisão 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR extraordinariamente recorrido confirmou a sentença que julgara a ação procedente para condenar a União ao pagamento das diferenças relativas à Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência Social e do Trabalho - GDPST, até a realização do primeiro ciclo de avaliação. 4. Agravo regimental DESPROVIDO’ (ARE n 786.865/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 24/6/14 – grifo nosso). No mais, o Plenário desta Corte, concluiu, no exame do Recurso Extraordinário n 870.947/SE, Relator o Ministro Luiz Fux, pela existência da repercussão geral da matéria constitucional versada nos autos, relativa à ‘validade ou não, da correção monetária e dos juros moratórios incidentes sobre as condenações impostas à Fazenda Pública, segundo os índices oficiais de remuneração básica da caderneta de poupança (Taxa Referencial TR), conforme determina o art. 1...-F da Lei 9.494/1997, com a redação dada pela Lei 11.960/2009’. Nas Questões de Ordem suscitadas no AI n 715.423/RS e no Recurso Extraordinário n 540.410/RS, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal concluiu pela possibilidade da aplicação da norma do art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos extraordinários e agravos de instrumento que tratem de matéria constitucional com repercussão geral reconhecida por esta Corte, independentemente da data de interposição do apelo extremo. Ante o exposto, conheço do agravo, para negar seguimento ao recurso extraordinário quanto à pretensão de manutenção do pagamento da GDPST em 80 (oitenta) pontos ao servidor inativo, apesar da efetivação das avaliações de desempenho, e, com relação ao critério de correção monetária, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para que seja aplicado o disposto no artigo 543-B do Código de Processo Civil. Publique-se.” Insurge-se a agravante tão somente quanto à parte da decisão 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 771153 AGR / PR monocrática em que se negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que não seria legítima “a manutenção do pagamento da GDPST em 80 pontos ao servidor inativo, após as primeiras avaliações de desempenho”, insistindo na alegação de que teria havido ofensa direta ao artigo 37, inciso XV, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que, “(...) mesmo com a ocorrência das avaliações de desempenho individual e institucional e a implementação de seus resultados nas fichas financeiras dos servidores ativos, é indevida a redução ou supressão da parcela da gratificação, sob pena de ofensa direta ao princípio da irredutibilidade, uma vez que a gratificação de desempenho ora discutida, por sua natureza geral, e a partir do seu pagamento, foi incorporada às parcelas dos proventos da parte agravante. (…) (…) convém ressaltar que, no julgado proferido pelo Tribunal Pleno deste Supremo Tribunal Federal, consumou-se o entendimento de que, havida a equiparação entre ativos e inativos no pagamento de gratificação de desempenho (GDASST), mesmo após a regulamentação dos seus critérios de avaliação e da efetiva implantação dos seus resultados, deverão ser resguardados os direitos adquiridos pelo inativo, sem prejuízo da manutenção do valor integral da remuneração. (…) A título de esclarecimento, a gratificação tratada em citado julgado (GDASST5), nos mesmos moldes da GDPST ora discutida, também foi criada como sendo de natureza pro labore faciendo, configurando-se na prática como de natureza geral, na medida em que não teve o seu pagamento condicionado à avaliação de desempenho do servidor ativo”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR monocrática em que se negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que não seria legítima “a manutenção do pagamento da GDPST em 80 pontos ao servidor inativo, após as primeiras avaliações de desempenho”, insistindo na alegação de que teria havido ofensa direta ao artigo 37, inciso XV, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que, “(...) mesmo com a ocorrência das avaliações de desempenho individual e institucional e a implementação de seus resultados nas fichas financeiras dos servidores ativos, é indevida a redução ou supressão da parcela da gratificação, sob pena de ofensa direta ao princípio da irredutibilidade, uma vez que a gratificação de desempenho ora discutida, por sua natureza geral, e a partir do seu pagamento, foi incorporada às parcelas dos proventos da parte agravante. (…) (…) convém ressaltar que, no julgado proferido pelo Tribunal Pleno deste Supremo Tribunal Federal, consumou-se o entendimento de que, havida a equiparação entre ativos e inativos no pagamento de gratificação de desempenho (GDASST), mesmo após a regulamentação dos seus critérios de avaliação e da efetiva implantação dos seus resultados, deverão ser resguardados os direitos adquiridos pelo inativo, sem prejuízo da manutenção do valor integral da remuneração. (…) A título de esclarecimento, a gratificação tratada em citado julgado (GDASST5), nos mesmos moldes da GDPST ora discutida, também foi criada como sendo de natureza pro labore faciendo, configurando-se na prática como de natureza geral, na medida em que não teve o seu pagamento condicionado à avaliação de desempenho do servidor ativo”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “No mérito, é de se manter a decisão recorrida quanto ao entendimento de que é devido o pagamento da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho – GDPST, aos aposentados e pensionistas em patamar idêntico ao concedido aos servidores da ativa, uma vez que está em sintonia com o posicionamento do Tribunal Regional Federal da 4... Região sobre a matéria, conforme jurisprudência. (...) Este colegiado firmou entendimento de que não há se falar em direito adquirido a regime remuneratório, tampouco a determinado valor relativo à gratificação, que poderia ser minorado ou majorado. A irredutibilidade de vencimentos diz respeito ao seu valor global e não à forma de sua composição. Assim, a partir do momento em que as avaliações individuais fossem efetivamente realizadas, a gratificação perderia a natureza geral, sendo válidas as alterações dos percentuais e até mesmo sua extinção. Destaco que a Turma Regional de Uniformização da 4... Região, decidiu que, a partir da Emenda Constitucional n 41 de 19/12/2003, em sendo regulamentada a avaliação de desempenho individual dos servidores em atividade, a gratificação devida aos aposentados e pensionistas passa a ser regida pela regra própria estabelecida em lei, o que não significa ofensa à irredutibilidade de vencimentos (…).” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que o entendimento exarado pelo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “No mérito, é de se manter a decisão recorrida quanto ao entendimento de que é devido o pagamento da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho – GDPST, aos aposentados e pensionistas em patamar idêntico ao concedido aos servidores da ativa, uma vez que está em sintonia com o posicionamento do Tribunal Regional Federal da 4... Região sobre a matéria, conforme jurisprudência. (...) Este colegiado firmou entendimento de que não há se falar em direito adquirido a regime remuneratório, tampouco a determinado valor relativo à gratificação, que poderia ser minorado ou majorado. A irredutibilidade de vencimentos diz respeito ao seu valor global e não à forma de sua composição. Assim, a partir do momento em que as avaliações individuais fossem efetivamente realizadas, a gratificação perderia a natureza geral, sendo válidas as alterações dos percentuais e até mesmo sua extinção. Destaco que a Turma Regional de Uniformização da 4... Região, decidiu que, a partir da Emenda Constitucional n 41 de 19/12/2003, em sendo regulamentada a avaliação de desempenho individual dos servidores em atividade, a gratificação devida aos aposentados e pensionistas passa a ser regida pela regra própria estabelecida em lei, o que não significa ofensa à irredutibilidade de vencimentos (…).” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que o entendimento exarado pelo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 771153 AGR / PR Tribunal de origem, quando do julgamento do recurso inominado interposto pela ora agravante, não se afastou da jurisprudência desta Corte, firme no sentido de que o direito à paridade dos servidores inativos, com relação às gratificações de natureza propter laborem, permanece somente até que sejam processados os resultados das primeiras avaliações de desempenho, hipótese na qual se encaixa a presente controvérsia. A propósito, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXTENSÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) AOS SERVIDORES APOSENTADOS. LIMITAÇÃO TEMPORAL VÁLIDA E QUE NÃO OFENDE O ART. 37, XV, DA Constituição Federal de 1988/88. PRECEDENTES. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 631.880-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, assentou a repercussão geral da controvérsia e reafirmou sua jurisprudência, a fim de reconhecer aos servidores inativos e pensionistas beneficiados pela regra da paridade o direito à extensão da GDPST, enquanto esta for dotada de caráter genérico. Por outro lado, é firme o entendimento desta Corte de que o direito de extensão aos inativos e pensionista da vantagem não ocorre ad aeternum, uma vez que é válida a limitação temporal com a efetiva ocorrência da primeira avaliação de desempenho dos servidores ativos, momento em que a gratificação deixa de possuir caráter genérico. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 793.819/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 18/12/14). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – CUMULATIVA INTERPOSIÇÃO DE DOIS (02) RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO, FORA DAS HIPÓTESES LEGAIS – INADMISSIBILIDADE – OFENSA AO POSTULADO DA SINGULARIDADE DOS RECURSOS – NÃO CONHECIMENTO DO SEGUNDO RECURSO – EXAME DO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR Tribunal de origem, quando do julgamento do recurso inominado interposto pela ora agravante, não se afastou da jurisprudência desta Corte, firme no sentido de que o direito à paridade dos servidores inativos, com relação às gratificações de natureza propter laborem, permanece somente até que sejam processados os resultados das primeiras avaliações de desempenho, hipótese na qual se encaixa a presente controvérsia. A propósito, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXTENSÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) AOS SERVIDORES APOSENTADOS. LIMITAÇÃO TEMPORAL VÁLIDA E QUE NÃO OFENDE O ART. 37, XV, DA Constituição Federal de 1988/88. PRECEDENTES. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 631.880-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, assentou a repercussão geral da controvérsia e reafirmou sua jurisprudência, a fim de reconhecer aos servidores inativos e pensionistas beneficiados pela regra da paridade o direito à extensão da GDPST, enquanto esta for dotada de caráter genérico. Por outro lado, é firme o entendimento desta Corte de que o direito de extensão aos inativos e pensionista da vantagem não ocorre ad aeternum, uma vez que é válida a limitação temporal com a efetiva ocorrência da primeira avaliação de desempenho dos servidores ativos, momento em que a gratificação deixa de possuir caráter genérico. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 793.819/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 18/12/14). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – CUMULATIVA INTERPOSIÇÃO DE DOIS (02) RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO, FORA DAS HIPÓTESES LEGAIS – INADMISSIBILIDADE – OFENSA AO POSTULADO DA SINGULARIDADE DOS RECURSOS – NÃO CONHECIMENTO DO SEGUNDO RECURSO – EXAME DO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 771153 AGR / PR PRIMEIRO RECURSO – GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) – EXTENSÃO DOS CRITÉRIOS DE CÁLCULO DESSA GRATIFICAÇÃO AOS SERVIDORES INATIVOS – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 631.880-RG/CE – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE MENCIONADO RECURSO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME DESSA CONTROVÉRSIA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE n 845.201/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 4/12/14). “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL APOSENTADA. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST). REDUÇÃO DO PERCENTUAL PAGO EM RAZÃO DO ADVENTO DAS AVALIAÇÕES DE DESEMPENHO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. 1. Apreciando a Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (GDPGPE), cujo regramento é similar ao da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST), o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 631.389, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 3/6/2014, Tema 351, submetido ao regime do art. 543-B do Código de Processo Civil, decidiu pela sua concessão aos inativos, no mesmo percentual pago aos ativos, apenas até que fossem processados os resultados da primeira avaliação de desempenho. A partir desse termo, a gratificação perde sua natureza geral e adquire o caráter pro labore faciendo. 2. Assim, avaliados os servidores em atividade, o pagamento da GDPST 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR PRIMEIRO RECURSO – GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) – EXTENSÃO DOS CRITÉRIOS DE CÁLCULO DESSA GRATIFICAÇÃO AOS SERVIDORES INATIVOS – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 631.880-RG/CE – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE MENCIONADO RECURSO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME DESSA CONTROVÉRSIA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE n 845.201/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 4/12/14). “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL APOSENTADA. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST). REDUÇÃO DO PERCENTUAL PAGO EM RAZÃO DO ADVENTO DAS AVALIAÇÕES DE DESEMPENHO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. 1. Apreciando a Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (GDPGPE), cujo regramento é similar ao da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST), o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 631.389, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 3/6/2014, Tema 351, submetido ao regime do art. 543-B do Código de Processo Civil, decidiu pela sua concessão aos inativos, no mesmo percentual pago aos ativos, apenas até que fossem processados os resultados da primeira avaliação de desempenho. A partir desse termo, a gratificação perde sua natureza geral e adquire o caráter pro labore faciendo. 2. Assim, avaliados os servidores em atividade, o pagamento da GDPST 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 771153 AGR / PR aos pensionistas e inativos deverá observar o art. 5...-B, § 6..., da Lei 11.355/06, com o que não há ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos decorrente da redução da gratificação de desempenho paga à servidora pública aposentada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 786.848/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 14/10/14). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Supremo Tribunal Federal ARE 771153 AGR / PR aos pensionistas e inativos deverá observar o art. 5...-B, § 6..., da Lei 11.355/06, com o que não há ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos decorrente da redução da gratificação de desempenho paga à servidora pública aposentada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 786.848/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 14/10/14). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : GELCEI TEREZINHA LAGO BROCARDO ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319935 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771.153 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : GELCEI TEREZINHA LAGO BROCARDO ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 771 . 153", "ARE 771153 AGR / PR", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 771153 AGR /", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 771153", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário 631 . 389", "ARE 771153 AGR / PR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário 631 . 389", "ARE n 786 . 848 / PR - AgR", "Recurso Extraordinário 631 . 880 - RG", "Recurso Extraordinário 631 . 389 - RG", "ARE 771153 AGR / PR", "ARE n 786 . 848 / PR - AgR", "Recurso Extraordinário 631 . 880 - RG", "Recurso Extraordinário 631 . 389 - RG", "ARE 771153 AGR / PR", "ARE n 786 . 865 / PR - AgR", "Recurso Extraordinário n", "870", ".", "947", "/", "SE", "AI n 715 . 423 / RS", "Recurso Extraordinário n 540 . 410 / RS", "ARE 771153 AGR / PR", "ARE n 786 . 865 / PR", "Recurso Extraordinário n 870 . 947 / SE", "AI n 715 . 423 / RS", "Recurso Extraordinário n 540 . 410 / RS", "ARE 771153 AGR / PR", "ARE 771153 AGR / PR", "ARE 771153", "ARE 631 . 880 - RG", "ARE n 793 . 819 / PR - AgR", "ARE 771153 AGR / PR", "ARE 631 . 880 - RG", "AgR", "Recurso Extraordinário 631 . 880 - RG / CE", "ARE n 845 . 201 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 631 . 389", "ARE 771153 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 631 . 880 - RG / CE", "ARE n 845 . 201 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 631 . 389", "ARE n 786 . 848 / PR - AgR", "ARE 771153 AGR / PR", "ARE n 786 . 848 / PR - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 41", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 41", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "2001", "artigos 5 . . . , caput e incisos I , XXXV e LIV , 37 , inciso XV , 40 , § 8 . . . , e 100 , § 5 . . . , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . - B , § 6 . . . , da Lei 11 . 355 / 06", "ARTIGO 40 , § 8 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Lei 11 . 784 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . - B , § 6 . . . , da Lei 11 . 355 / 06", "ARTIGO 40 , § 8 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Lei 11 . 784 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "Lei 11 . 960 / 2009", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "artigo 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "Lei 11 . 960 / 2009", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "artigo 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , inciso XV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , inciso XV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 41", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 41", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , XV , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "LEI n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , XV , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "LEI n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . - B , § 6 . . . , da Lei 11 . 355 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . - B , § 6 . . . , da Lei 11 . 355 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado do Paraná", "Turma Regional de Uniformização da 4 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado do Paraná", "Turma Regional de Uniformização da 4 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "CARREIRA DA PREVIDÊNCIA", "GDPST", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Primeira Turma", "Plenário", "Fazenda", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Primeira Turma", "Plenário", "Fazenda Pública", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno deste Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno deste Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . 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Ementa e Acórdão 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DELTA AIR LINES INC ADV.(A/S) :RICARDO BERNARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF AGDO.(A/S) :JANIA BUHATEM MALUF ADV.(A/S) :JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PRESTAÇÃO DEFEITUOSA DE SERVIÇO DE TRANSPORTE AÉREO INTERNACIONAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 18 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229943. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DELTA AIR LINES INC ADV.(A/S) :RICARDO BERNARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF AGDO.(A/S) :JANIA BUHATEM MALUF ADV.(A/S) :JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 31.10.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Delta Air Lines INC contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual condenou a Agravante ao pagamento de indenização por danos morais decorrente da prestação defeituosa de serviço de transporte aéreo internacional. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie vertente (Código de Defesa do Consumidor), o que inviabiliza o recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279: “DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS. ATRASO DE VOO INTERNACIONAL QUE ENSEJOU PERDA DA CONEXÃO. REACOMODAÇÃO EM NOVO VOO EM CLASSE ECONÔMICA APESAR DE CONTRATADA CLASSE EXECUTIVA. MÁ PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL. INDENIZAÇÃO PROPORCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229944. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DELTA AIR LINES INC ADV.(A/S) :RICARDO BERNARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF AGDO.(A/S) :JANIA BUHATEM MALUF ADV.(A/S) :JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 31.10.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Delta Air Lines INC contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual condenou a Agravante ao pagamento de indenização por danos morais decorrente da prestação defeituosa de serviço de transporte aéreo internacional. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie vertente (Código de Defesa do Consumidor), o que inviabiliza o recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279: “DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS. ATRASO DE VOO INTERNACIONAL QUE ENSEJOU PERDA DA CONEXÃO. REACOMODAÇÃO EM NOVO VOO EM CLASSE ECONÔMICA APESAR DE CONTRATADA CLASSE EXECUTIVA. MÁ PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL. INDENIZAÇÃO PROPORCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 738083 AGR / MA EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.10.2010. (...)” (ARE 691.437-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJ 5.3.2013). (…) 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.11.2014, interpõe Delta Air Lines INC, em 13.11.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante argumenta que “os argumentais recursais coincidem com os argumentos invocados para o AI 762.184 [substituído pelo Recurso Extraordinário n. 636.331], em que houve decretação da repercussão geral da matéria por esse C. Supremo Tribunal Federal , fazendo-se de rigor a reforma da r. Decisão agravada, sob pena de afronta aos princípios do contraditório, ampla defesa e devido processo legal, constitucionalmente assegurados”. Requer a reconsideração da decisão agravada, “para que o presente recurso seja sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 636.331” ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229944. Supremo Tribunal Federal ARE 738083 AGR / MA EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.10.2010. (...)” (ARE 691.437-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJ 5.3.2013). (…) 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.11.2014, interpõe Delta Air Lines INC, em 13.11.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante argumenta que “os argumentais recursais coincidem com os argumentos invocados para o AI 762.184 [substituído pelo Recurso Extraordinário n. 636.331], em que houve decretação da repercussão geral da matéria por esse C. Supremo Tribunal Federal , fazendo-se de rigor a reforma da r. Decisão agravada, sob pena de afronta aos princípios do contraditório, ampla defesa e devido processo legal, constitucionalmente assegurados”. Requer a reconsideração da decisão agravada, “para que o presente recurso seja sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 636.331” ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 MARANHÃO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Inicialmente, cumpre anotar não ser o caso de devolução dos autos à origem. A matéria discutida neste processo não tem identidade com a tratada no Recurso Extraordinário n. 636.331, Relator o Ministro Gilmar Mendes, cuja repercussão geral foi reconhecida. Na espécie vertente, o Tribunal de origem condenou o agravante ao pagamento de indenização por danos morais decorrente de atraso de voo internacional. Situação diversa da tratada no paradigma de repercussão geral apresentado pela Agravante, no qual se discute a possibilidade de limitação, com fundamento na Convenção de Varsóvia, das indenizações de danos morais e materiais, decorrentes de extravio de bagagem. 3. O Tribunal de origem asseverou: “Incontroverso o fato de que os recorridos estavam com as passagens marcadas para o dia 27/12/2008, no trecho Fortaleza – Atlanta- Las Vegas, porém diante do atraso de duas horas em fortaleza, perderam a hora do embarque no segundo trecho em atlanta, fato este que originou todos os dissabores sofridos. Com relação à alegação de excludente de dever de indenizar em função do fato de terceiro (agência que vendeu os bilhetes), embora seja esta também uma prestadora de serviços, tem-se que não restou demonstrado que o fato originário da perda do voo foi atraso na saída da aeronave, ou seja, é fator imputável apenas à empresa aérea”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229945. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 MARANHÃO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Inicialmente, cumpre anotar não ser o caso de devolução dos autos à origem. A matéria discutida neste processo não tem identidade com a tratada no Recurso Extraordinário n. 636.331, Relator o Ministro Gilmar Mendes, cuja repercussão geral foi reconhecida. Na espécie vertente, o Tribunal de origem condenou o agravante ao pagamento de indenização por danos morais decorrente de atraso de voo internacional. Situação diversa da tratada no paradigma de repercussão geral apresentado pela Agravante, no qual se discute a possibilidade de limitação, com fundamento na Convenção de Varsóvia, das indenizações de danos morais e materiais, decorrentes de extravio de bagagem. 3. O Tribunal de origem asseverou: “Incontroverso o fato de que os recorridos estavam com as passagens marcadas para o dia 27/12/2008, no trecho Fortaleza – Atlanta- Las Vegas, porém diante do atraso de duas horas em fortaleza, perderam a hora do embarque no segundo trecho em atlanta, fato este que originou todos os dissabores sofridos. Com relação à alegação de excludente de dever de indenizar em função do fato de terceiro (agência que vendeu os bilhetes), embora seja esta também uma prestadora de serviços, tem-se que não restou demonstrado que o fato originário da perda do voo foi atraso na saída da aeronave, ou seja, é fator imputável apenas à empresa aérea”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 738083 AGR / MA A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie vertente (Código de Defesa do Consumidor), a inviabilizar o recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279: “DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS. ATRASO DE VOO INTERNACIONAL QUE ENSEJOU PERDA DA CONEXÃO. REACOMODAÇÃO EM NOVO VOO EM CLASSE ECONÔMICA APESAR DE CONTRATADA CLASSE EXECUTIVA. MÁ PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL. INDENIZAÇÃO PROPORCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.10.2010. (...)” (ARE 691.437-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJ 5.3.2013). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557, § 1º, DO CPC. DANOS MORAIS E MATERIAIS. TRANSPORTE AÉREO. ATRASO DE VÔO INTERNACIONAL. PERMANÊNCIA DA RECORRENTE NO EXTERIOR POR MAIS DE UM DIA. APONTADA VIOLAÇÃO À CONVENÇÃO DE MONTREAL. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA À LUZ DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO ENCARTADO NOS AUTOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. (…) 6. Agravo regimental desprovido” (AI 841.332-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 21.9.2011). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229945. Supremo Tribunal Federal ARE 738083 AGR / MA A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie vertente (Código de Defesa do Consumidor), a inviabilizar o recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279: “DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS. ATRASO DE VOO INTERNACIONAL QUE ENSEJOU PERDA DA CONEXÃO. REACOMODAÇÃO EM NOVO VOO EM CLASSE ECONÔMICA APESAR DE CONTRATADA CLASSE EXECUTIVA. MÁ PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL. INDENIZAÇÃO PROPORCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.10.2010. (...)” (ARE 691.437-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJ 5.3.2013). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557, § 1º, DO CPC. DANOS MORAIS E MATERIAIS. TRANSPORTE AÉREO. ATRASO DE VÔO INTERNACIONAL. PERMANÊNCIA DA RECORRENTE NO EXTERIOR POR MAIS DE UM DIA. APONTADA VIOLAÇÃO À CONVENÇÃO DE MONTREAL. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA À LUZ DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO ENCARTADO NOS AUTOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. (…) 6. Agravo regimental desprovido” (AI 841.332-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 21.9.2011). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 738083 AGR / MA “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. “OVERBOOKING”. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ÓBICE DO ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. PRECLUSÃO. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 477.801-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 24.6.2011) . “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DANOS MORAIS DECORRENTES DE ATRASO OCORRIDO EM VOO INTERNACIONAL. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO. (...) 3. Não cabe discutir, na instância extraordinária, sobre a correta aplicação do Código de Defesa do Consumidor ou sobre a incidência, no caso concreto, de específicas normas de consumo veiculadas em legislação especial sobre o transporte aéreo internacional. Ofensa indireta à Constituição de República. 4. Recurso não conhecido”(RE 351.750, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 25.9.2009). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229945. Supremo Tribunal Federal ARE 738083 AGR / MA “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. “OVERBOOKING”. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ÓBICE DO ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. PRECLUSÃO. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 477.801-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 24.6.2011) . “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DANOS MORAIS DECORRENTES DE ATRASO OCORRIDO EM VOO INTERNACIONAL. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO. (...) 3. Não cabe discutir, na instância extraordinária, sobre a correta aplicação do Código de Defesa do Consumidor ou sobre a incidência, no caso concreto, de específicas normas de consumo veiculadas em legislação especial sobre o transporte aéreo internacional. Ofensa indireta à Constituição de República. 4. Recurso não conhecido”(RE 351.750, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 25.9.2009). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DELTA AIR LINES INC ADV.(A/S) : RICARDO BERNARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF AGDO.(A/S) : JANIA BUHATEM MALUF ADV.(A/S) : JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais, realizada na República Dominicana. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196064 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DELTA AIR LINES INC ADV.(A/S) : RICARDO BERNARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF AGDO.(A/S) : JANIA BUHATEM MALUF ADV.(A/S) : JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais, realizada na República Dominicana. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196064 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9256995
2015-08-18T00:00:00
2015-08-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PRESTAÇÃO DEFEITUOSA DE SERVIÇO DE TRANSPORTE AÉREO INTERNACIONAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur317160
- Acórdão(s) citado(s): (DANO MORAL, ATRASO, VOO) RE 351750 (1ªT), AI 477801 AgR (2ªT), AI 841332 AgR (1ªT), ARE 691437 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 15/09/2015, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
738083
[ "LEG-FED LEI-008078 ANO-1990\n CDC-1990 CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 738083 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DELTA AIR LINES INC ADV.(A/S) : RICARDO BERNARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF AGDO.(A/S) : JANIA BUHATEM MALUF ADV.(A/S) : JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DELTA AIR LINES INC ADV.(A/S) :RICARDO BERNARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF AGDO.(A/S) :JANIA BUHATEM MALUF ADV.(A/S) :JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PRESTAÇÃO DEFEITUOSA DE SERVIÇO DE TRANSPORTE AÉREO INTERNACIONAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 18 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229943. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DELTA AIR LINES INC ADV.(A/S) :RICARDO BERNARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF AGDO.(A/S) :JANIA BUHATEM MALUF ADV.(A/S) :JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 31.10.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Delta Air Lines INC contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual condenou a Agravante ao pagamento de indenização por danos morais decorrente da prestação defeituosa de serviço de transporte aéreo internacional. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie vertente (Código de Defesa do Consumidor), o que inviabiliza o recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279: “DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS. ATRASO DE VOO INTERNACIONAL QUE ENSEJOU PERDA DA CONEXÃO. REACOMODAÇÃO EM NOVO VOO EM CLASSE ECONÔMICA APESAR DE CONTRATADA CLASSE EXECUTIVA. MÁ PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL. INDENIZAÇÃO PROPORCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229944. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DELTA AIR LINES INC ADV.(A/S) :RICARDO BERNARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF AGDO.(A/S) :JANIA BUHATEM MALUF ADV.(A/S) :JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 31.10.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Delta Air Lines INC contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual condenou a Agravante ao pagamento de indenização por danos morais decorrente da prestação defeituosa de serviço de transporte aéreo internacional. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie vertente (Código de Defesa do Consumidor), o que inviabiliza o recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279: “DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS. ATRASO DE VOO INTERNACIONAL QUE ENSEJOU PERDA DA CONEXÃO. REACOMODAÇÃO EM NOVO VOO EM CLASSE ECONÔMICA APESAR DE CONTRATADA CLASSE EXECUTIVA. MÁ PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL. INDENIZAÇÃO PROPORCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 738083 AGR / MA EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.10.2010. (...)” (ARE 691.437-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJ 5.3.2013). (…) 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.11.2014, interpõe Delta Air Lines INC, em 13.11.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante argumenta que “os argumentais recursais coincidem com os argumentos invocados para o AI 762.184 [substituído pelo Recurso Extraordinário n. 636.331], em que houve decretação da repercussão geral da matéria por esse C. Supremo Tribunal Federal , fazendo-se de rigor a reforma da r. Decisão agravada, sob pena de afronta aos princípios do contraditório, ampla defesa e devido processo legal, constitucionalmente assegurados”. Requer a reconsideração da decisão agravada, “para que o presente recurso seja sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 636.331” ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229944. Supremo Tribunal Federal ARE 738083 AGR / MA EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.10.2010. (...)” (ARE 691.437-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJ 5.3.2013). (…) 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.11.2014, interpõe Delta Air Lines INC, em 13.11.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante argumenta que “os argumentais recursais coincidem com os argumentos invocados para o AI 762.184 [substituído pelo Recurso Extraordinário n. 636.331], em que houve decretação da repercussão geral da matéria por esse C. Supremo Tribunal Federal , fazendo-se de rigor a reforma da r. Decisão agravada, sob pena de afronta aos princípios do contraditório, ampla defesa e devido processo legal, constitucionalmente assegurados”. Requer a reconsideração da decisão agravada, “para que o presente recurso seja sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 636.331” ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 MARANHÃO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Inicialmente, cumpre anotar não ser o caso de devolução dos autos à origem. A matéria discutida neste processo não tem identidade com a tratada no Recurso Extraordinário n. 636.331, Relator o Ministro Gilmar Mendes, cuja repercussão geral foi reconhecida. Na espécie vertente, o Tribunal de origem condenou o agravante ao pagamento de indenização por danos morais decorrente de atraso de voo internacional. Situação diversa da tratada no paradigma de repercussão geral apresentado pela Agravante, no qual se discute a possibilidade de limitação, com fundamento na Convenção de Varsóvia, das indenizações de danos morais e materiais, decorrentes de extravio de bagagem. 3. O Tribunal de origem asseverou: “Incontroverso o fato de que os recorridos estavam com as passagens marcadas para o dia 27/12/2008, no trecho Fortaleza – Atlanta- Las Vegas, porém diante do atraso de duas horas em fortaleza, perderam a hora do embarque no segundo trecho em atlanta, fato este que originou todos os dissabores sofridos. Com relação à alegação de excludente de dever de indenizar em função do fato de terceiro (agência que vendeu os bilhetes), embora seja esta também uma prestadora de serviços, tem-se que não restou demonstrado que o fato originário da perda do voo foi atraso na saída da aeronave, ou seja, é fator imputável apenas à empresa aérea”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229945. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 MARANHÃO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Inicialmente, cumpre anotar não ser o caso de devolução dos autos à origem. A matéria discutida neste processo não tem identidade com a tratada no Recurso Extraordinário n. 636.331, Relator o Ministro Gilmar Mendes, cuja repercussão geral foi reconhecida. Na espécie vertente, o Tribunal de origem condenou o agravante ao pagamento de indenização por danos morais decorrente de atraso de voo internacional. Situação diversa da tratada no paradigma de repercussão geral apresentado pela Agravante, no qual se discute a possibilidade de limitação, com fundamento na Convenção de Varsóvia, das indenizações de danos morais e materiais, decorrentes de extravio de bagagem. 3. O Tribunal de origem asseverou: “Incontroverso o fato de que os recorridos estavam com as passagens marcadas para o dia 27/12/2008, no trecho Fortaleza – Atlanta- Las Vegas, porém diante do atraso de duas horas em fortaleza, perderam a hora do embarque no segundo trecho em atlanta, fato este que originou todos os dissabores sofridos. Com relação à alegação de excludente de dever de indenizar em função do fato de terceiro (agência que vendeu os bilhetes), embora seja esta também uma prestadora de serviços, tem-se que não restou demonstrado que o fato originário da perda do voo foi atraso na saída da aeronave, ou seja, é fator imputável apenas à empresa aérea”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 738083 AGR / MA A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie vertente (Código de Defesa do Consumidor), a inviabilizar o recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279: “DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS. ATRASO DE VOO INTERNACIONAL QUE ENSEJOU PERDA DA CONEXÃO. REACOMODAÇÃO EM NOVO VOO EM CLASSE ECONÔMICA APESAR DE CONTRATADA CLASSE EXECUTIVA. MÁ PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL. INDENIZAÇÃO PROPORCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.10.2010. (...)” (ARE 691.437-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJ 5.3.2013). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557, § 1..., DO Código de Processo Civil. DANOS MORAIS E MATERIAIS. TRANSPORTE AÉREO. ATRASO DE VÔO INTERNACIONAL. PERMANÊNCIA DA RECORRENTE NO EXTERIOR POR MAIS DE UM DIA. APONTADA VIOLAÇÃO À CONVENÇÃO DE MONTREAL. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA À LUZ DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO ENCARTADO NOS AUTOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. (…) 6. Agravo regimental desprovido” (AI 841.332-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 21.9.2011). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229945. Supremo Tribunal Federal ARE 738083 AGR / MA A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie vertente (Código de Defesa do Consumidor), a inviabilizar o recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279: “DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS. ATRASO DE VOO INTERNACIONAL QUE ENSEJOU PERDA DA CONEXÃO. REACOMODAÇÃO EM NOVO VOO EM CLASSE ECONÔMICA APESAR DE CONTRATADA CLASSE EXECUTIVA. MÁ PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL. INDENIZAÇÃO PROPORCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.10.2010. (...)” (ARE 691.437-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJ 5.3.2013). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557, § 1..., DO Código de Processo Civil. DANOS MORAIS E MATERIAIS. TRANSPORTE AÉREO. ATRASO DE VÔO INTERNACIONAL. PERMANÊNCIA DA RECORRENTE NO EXTERIOR POR MAIS DE UM DIA. APONTADA VIOLAÇÃO À CONVENÇÃO DE MONTREAL. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA À LUZ DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO ENCARTADO NOS AUTOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. (…) 6. Agravo regimental desprovido” (AI 841.332-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 21.9.2011). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 738083 AGR / MA “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. “OVERBOOKING”. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ÓBICE DO ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. PRECLUSÃO. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 477.801-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 24.6.2011) . “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DANOS MORAIS DECORRENTES DE ATRASO OCORRIDO EM VOO INTERNACIONAL. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO. (...) 3. Não cabe discutir, na instância extraordinária, sobre a correta aplicação do Código de Defesa do Consumidor ou sobre a incidência, no caso concreto, de específicas normas de consumo veiculadas em legislação especial sobre o transporte aéreo internacional. Ofensa indireta à Constituição de República. 4. Recurso não conhecido”(Recurso Extraordinário 351.750, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 25.9.2009). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229945. Supremo Tribunal Federal ARE 738083 AGR / MA “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. “OVERBOOKING”. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ÓBICE DO ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. PRECLUSÃO. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 477.801-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 24.6.2011) . “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DANOS MORAIS DECORRENTES DE ATRASO OCORRIDO EM VOO INTERNACIONAL. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO. (...) 3. Não cabe discutir, na instância extraordinária, sobre a correta aplicação do Código de Defesa do Consumidor ou sobre a incidência, no caso concreto, de específicas normas de consumo veiculadas em legislação especial sobre o transporte aéreo internacional. Ofensa indireta à Constituição de República. 4. Recurso não conhecido”(Recurso Extraordinário 351.750, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 25.9.2009). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DELTA AIR LINES INC ADV.(A/S) : RICARDO BERNARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF AGDO.(A/S) : JANIA BUHATEM MALUF ADV.(A/S) : JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais, realizada na República Dominicana. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196064 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.083 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DELTA AIR LINES INC ADV.(A/S) : RICARDO BERNARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF AGDO.(A/S) : JANIA BUHATEM MALUF ADV.(A/S) : JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais, realizada na República Dominicana. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196064 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula n . 279 :", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 437 - AgR", "AI 762 . 184", "Recurso Extraordinário n . 636 . 331", "Recurso Extraordinário 636 . 331 ”", "ARE 738083 AGR /", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 437 - AgR", "AI 762 . 184", "Recurso Extraordinário n . 636 . 331", "Recurso Extraordinário 636 . 331 ”", "Recurso Extraordinário n . 636 . 331", "Recurso Extraordinário n . 636 . 331", "ARE 738083 AGR / MA", "Súmula n . 279 :", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 437 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841 . 332 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 437 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841 . 332 - AgR", "ARE 738083", "ENUNCIADO 279 DA SÚMULA", "AI 477 . 801 - AgR", "Recurso Extraordinário 351 . 750", "ENUNCIADO 279 DA SÚMULA / Supremo Tribunal Federal", "AI 477 . 801 - AgR", "Recurso Extraordinário 351 . 750" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Convenção", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "ART . 557 , § 1 . . . , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "CONSTITUIÇÃO", "ART . 557 , § 1 . . . , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR", "Código de Defesa do Consumidor", "Constituição de República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR", "Código de Defesa do Consumidor", "Constituição de República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2" ], "LOCAL": [ "MARANHÃO", "Brasília", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "Fortaleza", "Atlanta", "Las Vegas", 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"Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "DELTA AIR LINES", "RICARDO BERNARDI", "JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF", "JANIA BUHATEM MALUF", "JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO", "TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DELTA AIR LINES", "RICARDO BERNARDI", "JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF", "JANIA BUHATEM MALUF", "JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO", "TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DELTA AIR LINES INC", "RICARDO BERNARDI", "JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF", "JANIA BUHATEM MALUF", "JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO", "TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS", "CÁRMEN LÚCIA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Ayres Britto", "CÁRMEN LÚCIA", "DELTA", "AIR LINES", "RICARDO BERNARDI", "JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF", "JANIA BUHATEM MALUF", "JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO", "TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "DELTA", "AIR LINES", "RICARDO BERNARDI", "JORGE RACHID MUBÁRACK MALUF", "JANIA BUHATEM MALUF", "JORGE RACHID MUBÁRACK FILHO", "TIAGO TRAJANO OLIVEIRA DANTAS", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "18", "/", "08", "/", "2015", "18 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "31", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "31", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "10", ".", "2010", "5", ".", "3", ".", "2013", "7", ".", "11", ".", "2014", "13", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "10", ".", "2010", "5", ".", "3", ".", "2013", "7", ".", "11", ".", "2014", "13", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "27", "/", "12", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "27", "/", "12", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "10", ".", "2010", "5", ".", "3", ".", "2013", "21", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "10", 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RAMIRO BORGES JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO BEZERRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Crime de latrocínio (CP, art. 157, § 3). Pretendida desclassificação. Alegada violação do princípio do juiz natural (CF, art. 5º, LIII). Questões não analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça. Supressão de instância configurada. Precedentes. Regimental não provido. 1. Por entender necessário o reexame de fatos e provas, inadmissível, por força do enunciado da Súmula nº 7/STJ, o Superior Tribunal de Justiça deixou de analisar os temas trazidos à apreciação do Supremo Tribunal. Portanto, sua análise, de forma originária, pela Corte, configuraria inadmissível supressão de instância. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438931. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RAMIRO BORGES JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO BEZERRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, como pedido de liminar, impetrado em favor de Ramiro Borges Júnior, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental no REsp nº 1.480.554/MS, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior. Sustenta o impetrante, em síntese, que “o crime de latrocínio lançado na sentença penal condenatória contra o paciente, não encontra respaldo no acervo fático-probatório dos autos (...)” (fl. 12 da inicial). Aduz, para tanto, que, “sob qualquer ângulo que qualifique os fatos não houve latrocínio, pois este tipo penal exige o dolo antecedente, ou seja, a vontade consciente da prática de homicídio com o objetivo de concretizar um roubo, o que nem de longe espelha a situação ocorrida, pois, segundo á própria denúncia e o enredo fático-probatório apurado, não há demonstrações da existência desse crime nefasto e perverso. E mais, diante do conjunto probatório em análise, onde ficou claramente demonstrado o equívoco da condenação, podemos até afirmar que o juiz singular ao fundamentar a sentença, efetuou um juízo de valor jurídico inadequado á situação fática existente nos autos. No caso específico, basta uma simples leitura das peças processuais da denúncia requerendo que o então acusado fosse Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RAMIRO BORGES JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO BEZERRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, como pedido de liminar, impetrado em favor de Ramiro Borges Júnior, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental no REsp nº 1.480.554/MS, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior. Sustenta o impetrante, em síntese, que “o crime de latrocínio lançado na sentença penal condenatória contra o paciente, não encontra respaldo no acervo fático-probatório dos autos (...)” (fl. 12 da inicial). Aduz, para tanto, que, “sob qualquer ângulo que qualifique os fatos não houve latrocínio, pois este tipo penal exige o dolo antecedente, ou seja, a vontade consciente da prática de homicídio com o objetivo de concretizar um roubo, o que nem de longe espelha a situação ocorrida, pois, segundo á própria denúncia e o enredo fático-probatório apurado, não há demonstrações da existência desse crime nefasto e perverso. E mais, diante do conjunto probatório em análise, onde ficou claramente demonstrado o equívoco da condenação, podemos até afirmar que o juiz singular ao fundamentar a sentença, efetuou um juízo de valor jurídico inadequado á situação fática existente nos autos. No caso específico, basta uma simples leitura das peças processuais da denúncia requerendo que o então acusado fosse Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 127878 AGR / MS levado a júri, dos interrogatórios colhidos na instrução criminal e na justificação criminal para concluir que o histórico dos fatos desde o seu nascedouro, está maculado por vestígios de vingança e ameaças de morte e não de dolo do crime de latrocínio” (fls. 13/14 da inicial – grifos dos autores) Requer a concessão da ordem para “1) Seja procedida nova qualificação jurídica do alicerce probatório e da evidência dos autos, cassando a ilegal sentença penal condenatória imposta ao paciente por flagrante constrangimento ilegal e abuso de poder, eis que, foi proferida por juiz incompetente; 2) Seja reconhecida a competência privativa da Instituição do Júri para o julgamento do feito. 3) Ou, caso não haja acolhimento aos pedidos anteriores, requer seja determinado ao tribunal a ‘quo’, que conheça da revisão criminal e julgue o seu mérito, face às novas provas e suas evidências” (fl. 20 da inicial – grifos dos autores). Em 30/5/15, neguei seguimento ao presente habeas corpus em decisão assim fundamentada, na parte que interessa: “Examinados os autos, decido. O julgado impugnado está assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. DIREITO PENAL. REVISÃO CRIMINAL. LATROCÍNIO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA HOMICÍDIO. REVISÃO DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 7/STJ. ADOÇÃO DO PARECER MINISTERIAL COMO RAZÃO DE DECIDIR. 1. Almeja-se, no recurso especial, a modificação da definição jurídica do fato criminoso imputado ao argumento de que foi praticado homicídio e não latrocínio. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Supremo Tribunal Federal HC 127878 AGR / MS levado a júri, dos interrogatórios colhidos na instrução criminal e na justificação criminal para concluir que o histórico dos fatos desde o seu nascedouro, está maculado por vestígios de vingança e ameaças de morte e não de dolo do crime de latrocínio” (fls. 13/14 da inicial – grifos dos autores) Requer a concessão da ordem para “1) Seja procedida nova qualificação jurídica do alicerce probatório e da evidência dos autos, cassando a ilegal sentença penal condenatória imposta ao paciente por flagrante constrangimento ilegal e abuso de poder, eis que, foi proferida por juiz incompetente; 2) Seja reconhecida a competência privativa da Instituição do Júri para o julgamento do feito. 3) Ou, caso não haja acolhimento aos pedidos anteriores, requer seja determinado ao tribunal a ‘quo’, que conheça da revisão criminal e julgue o seu mérito, face às novas provas e suas evidências” (fl. 20 da inicial – grifos dos autores). Em 30/5/15, neguei seguimento ao presente habeas corpus em decisão assim fundamentada, na parte que interessa: “Examinados os autos, decido. O julgado impugnado está assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. DIREITO PENAL. REVISÃO CRIMINAL. LATROCÍNIO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA HOMICÍDIO. REVISÃO DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 7/STJ. ADOÇÃO DO PARECER MINISTERIAL COMO RAZÃO DE DECIDIR. 1. Almeja-se, no recurso especial, a modificação da definição jurídica do fato criminoso imputado ao argumento de que foi praticado homicídio e não latrocínio. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 127878 AGR / MS 2. Desconstituir a conclusão a que chegaram as instâncias ordinárias, na forma pretendida pelo agravante (desclassificação do delito imputado ao réu de latrocínio para homicídio), implica necessariamente incursão no conjunto probatório dos autos, revelando-se inadequada a análise da pretensão recursal, em função do óbice da Súmula 7/STJ. 3. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto as razões reunidas na insurgência são incapazes de infirmar o entendimento assentado na decisão agravada. 4. Agravo regimental improvido’ (www.stj.jus.br). Essa é a razão pela qual se insurge o impetrante neste writ. A decisão proferida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não evidencia ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia. Com efeito, o entendimento emanado daquela Corte de Justiça encontra-se suficientemente motivado, restando justificado o convencimento formado. De outra parte, a partir dos fundamentos declinados no julgado do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a pretendida desclassificação do delito de latrocínio para homicídio demandaria o reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula nº 7 da Corte, é de se concluir que o mérito desta impetração deixou de ser analisado por aquela Corte de Justiça. Portanto, sua apreciação, de forma originária, neste ensejo, configuraria verdadeira supressão de instância não admitida. Perfilhando esse entendimento, destaco os precedentes seguintes: HC nº 113.172/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/4/13; HC nº 118.836/PA-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/10/13; HC nº 116.857/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 21/5/13; HC nº 114.583/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 27/8/12; HC nº 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Supremo Tribunal Federal HC 127878 AGR / MS 2. Desconstituir a conclusão a que chegaram as instâncias ordinárias, na forma pretendida pelo agravante (desclassificação do delito imputado ao réu de latrocínio para homicídio), implica necessariamente incursão no conjunto probatório dos autos, revelando-se inadequada a análise da pretensão recursal, em função do óbice da Súmula 7/STJ. 3. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto as razões reunidas na insurgência são incapazes de infirmar o entendimento assentado na decisão agravada. 4. Agravo regimental improvido’ (www.stj.jus.br). Essa é a razão pela qual se insurge o impetrante neste writ. A decisão proferida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não evidencia ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia. Com efeito, o entendimento emanado daquela Corte de Justiça encontra-se suficientemente motivado, restando justificado o convencimento formado. De outra parte, a partir dos fundamentos declinados no julgado do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a pretendida desclassificação do delito de latrocínio para homicídio demandaria o reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula nº 7 da Corte, é de se concluir que o mérito desta impetração deixou de ser analisado por aquela Corte de Justiça. Portanto, sua apreciação, de forma originária, neste ensejo, configuraria verdadeira supressão de instância não admitida. Perfilhando esse entendimento, destaco os precedentes seguintes: HC nº 113.172/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/4/13; HC nº 118.836/PA-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/10/13; HC nº 116.857/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 21/5/13; HC nº 114.583/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 27/8/12; HC nº 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 127878 AGR / MS DJ de 14/12/07; e HC nº 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07, entre outros. Ademais, ao contrário do pretende fazer crer o impetrante, as conclusões a respeito da presença ou não das elementares do delito de latrocínio (CP, art. 157, § 3º) implicariam o reexame aprofundado do acervo fático-probatório, bem como de outras questões intimamente ligadas ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita. Nesse sentido: HC nº 125.035/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/4/15; HC nº 123.359/PE, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 16/12/14; HC nº 107.550/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14/11/14; HC nº 114.424/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 10/10/14; e HC nº 107.180/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 13/5/14. Ante o exposto, entendendo não demonstrada, satisfatoriamente, nenhuma ilegalidade flagrante, nos termos do art. 38 da Lei nº 8.038/90 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao presente habeas corpus” (grifos nossos). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual sustenta que o Superior Tribunal de Justiça “foi provocad[o] a conhecer e julgar o mérito da demanda, e mesmo com a interposição dos embargos, se omitiu e negou a enfrentar as questões referente as violações de lei federal e constitucional demonstradas, por isso, há suporte legal para conhecer do habeas corpus e julgar o seu mérito, sem incidir na supressão de instância (...)”. Alega, ainda, que “a matéria submetida à análise neste instrumento constitucional é matéria de direito, porque, não se postula o reexame de fatos provas para absolver o agravante, pleiteia-se 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Supremo Tribunal Federal HC 127878 AGR / MS DJ de 14/12/07; e HC nº 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07, entre outros. Ademais, ao contrário do pretende fazer crer o impetrante, as conclusões a respeito da presença ou não das elementares do delito de latrocínio (CP, art. 157, § 3º) implicariam o reexame aprofundado do acervo fático-probatório, bem como de outras questões intimamente ligadas ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita. Nesse sentido: HC nº 125.035/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/4/15; HC nº 123.359/PE, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 16/12/14; HC nº 107.550/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14/11/14; HC nº 114.424/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 10/10/14; e HC nº 107.180/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 13/5/14. Ante o exposto, entendendo não demonstrada, satisfatoriamente, nenhuma ilegalidade flagrante, nos termos do art. 38 da Lei nº 8.038/90 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao presente habeas corpus” (grifos nossos). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual sustenta que o Superior Tribunal de Justiça “foi provocad[o] a conhecer e julgar o mérito da demanda, e mesmo com a interposição dos embargos, se omitiu e negou a enfrentar as questões referente as violações de lei federal e constitucional demonstradas, por isso, há suporte legal para conhecer do habeas corpus e julgar o seu mérito, sem incidir na supressão de instância (...)”. Alega, ainda, que “a matéria submetida à análise neste instrumento constitucional é matéria de direito, porque, não se postula o reexame de fatos provas para absolver o agravante, pleiteia-se 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório HC 127878 AGR / MS apenas, a qualificação jurídica dos fatos incontroversos relatados na inicial acusatória e comprovados na instrução processual e justificação criminal, onde ficou claramente demonstrado o erro judiciário da condenação por latrocínio, portanto, não há o que se falar em reexame de fatos e provas ou revolvimento do conjunto fático-probatório (…)”. Assevera, por fim, que, “diante da origem e dinâmica dos fatos narrados na denúncia, na instrução processual e no processo de justificação criminal, conclui-se sem dúvida, pela existência flagrante de nulidade absoluta na sentença condenatória por ofensa ao princípio constitucional do juiz natural”. O Ministério Público Federal, em parecer de lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Supremo Tribunal Federal HC 127878 AGR / MS apenas, a qualificação jurídica dos fatos incontroversos relatados na inicial acusatória e comprovados na instrução processual e justificação criminal, onde ficou claramente demonstrado o erro judiciário da condenação por latrocínio, portanto, não há o que se falar em reexame de fatos e provas ou revolvimento do conjunto fático-probatório (…)”. Assevera, por fim, que, “diante da origem e dinâmica dos fatos narrados na denúncia, na instrução processual e no processo de justificação criminal, conclui-se sem dúvida, pela existência flagrante de nulidade absoluta na sentença condenatória por ofensa ao princípio constitucional do juiz natural”. O Ministério Público Federal, em parecer de lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Razão não assiste ao agravante. Com efeito, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça ao negar provimento ao agravo regimental interposto no REsp nº 1.480.554/MS, assentou que a pretendida desclassificação do delito de latrocínio para homicídio demandaria o reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula nº 7 /STJ. Esse entendimento, além de não evidenciar ilegalidade flagrante abuso de poder ou teratologia, permite concluir que os temas de fundo submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal neste habeas corpus não foram analisados por aquela Corte de Justiça. Portanto, sua apreciação, de forma originária configuraria verdadeira supressão de instância, a qual não se admite. Perfilhando esse entendimento, destaco os precedentes seguintes: HC nº 113.172/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/4/13; HC nº 118.836/PA- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/10/13; HC nº 116.857/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 21/5/13; HC nº 114.583/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 27/8/12; HC nº 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 14/12/07; e HC nº 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07, entre outros. Reitero, ademais, que, ao contrário do que pretende fazer crer o agravante, as conclusões a respeito da presença ou não das elementares do delito de latrocínio (CP, art. 157, § 3º) implicariam o reexame aprofundado do acervo fático-probatório, bem como de outras questões intimamente ligadas ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438929. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Razão não assiste ao agravante. Com efeito, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça ao negar provimento ao agravo regimental interposto no REsp nº 1.480.554/MS, assentou que a pretendida desclassificação do delito de latrocínio para homicídio demandaria o reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula nº 7 /STJ. Esse entendimento, além de não evidenciar ilegalidade flagrante abuso de poder ou teratologia, permite concluir que os temas de fundo submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal neste habeas corpus não foram analisados por aquela Corte de Justiça. Portanto, sua apreciação, de forma originária configuraria verdadeira supressão de instância, a qual não se admite. Perfilhando esse entendimento, destaco os precedentes seguintes: HC nº 113.172/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/4/13; HC nº 118.836/PA- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/10/13; HC nº 116.857/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 21/5/13; HC nº 114.583/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 27/8/12; HC nº 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 14/12/07; e HC nº 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07, entre outros. Reitero, ademais, que, ao contrário do que pretende fazer crer o agravante, as conclusões a respeito da presença ou não das elementares do delito de latrocínio (CP, art. 157, § 3º) implicariam o reexame aprofundado do acervo fático-probatório, bem como de outras questões intimamente ligadas ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 127878 AGR / MS A esse respeito destaco precedente: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO. PLEITO DE DESCLASSIFICAÇÃO DE DOLOSO PARA CULPOSO. DEBATE ACERCA DO ELEMENTO VOLITIVO DO AGENTE. CULPA CONSCIENTE X DOLO EVENTUAL. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI. CIRCUNSTÂNCIA QUE OBSTA O ENFRENTAMENTO DA QUESTÃO. REEXAME DE PROVA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O órgão constitucionalmente competente para julgar os crimes contra a vida e, portanto, apreciar as questões atinentes ao elemento subjetivo da conduta do agente aqui suscitadas é o Tribunal do Júri, vedada a esta Corte avocar tal competência. II - A jurisprudência do STF está assentada no sentido de que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa, e não mera revaloração. Precedentes. III – Recurso ordinário não provido” (HC nº 120.417/AL, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/3/14 – grifei). Perfilhando esse entendimento: HC nº 125.035/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/4/15; HC nº 123.359/PE, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 16/12/14; HC nº 107.550/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14/11/14; HC nº 114.424/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 10/10/14; e HC nº 107.180/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 13/5/14. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438929. Supremo Tribunal Federal HC 127878 AGR / MS A esse respeito destaco precedente: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO. PLEITO DE DESCLASSIFICAÇÃO DE DOLOSO PARA CULPOSO. DEBATE ACERCA DO ELEMENTO VOLITIVO DO AGENTE. CULPA CONSCIENTE X DOLO EVENTUAL. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI. CIRCUNSTÂNCIA QUE OBSTA O ENFRENTAMENTO DA QUESTÃO. REEXAME DE PROVA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O órgão constitucionalmente competente para julgar os crimes contra a vida e, portanto, apreciar as questões atinentes ao elemento subjetivo da conduta do agente aqui suscitadas é o Tribunal do Júri, vedada a esta Corte avocar tal competência. II - A jurisprudência do STF está assentada no sentido de que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa, e não mera revaloração. Precedentes. III – Recurso ordinário não provido” (HC nº 120.417/AL, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/3/14 – grifei). Perfilhando esse entendimento: HC nº 125.035/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/4/15; HC nº 123.359/PE, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 16/12/14; HC nº 107.550/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14/11/14; HC nº 114.424/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 10/10/14; e HC nº 107.180/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 13/5/14. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RAMIRO BORGES JÚNIOR ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BEZERRA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319886 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RAMIRO BORGES JÚNIOR ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BEZERRA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319886 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9467300
2015-08-25T00:00:00
2015-09-29T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Crime de latrocínio (CP, art. 157, § 3). Pretendida desclassificação. Alegada violação do princípio do juiz natural (CF, art. 5º, LIII). Questões não analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça. Supressão de instância configurada. Precedentes. Regimental não provido. 1. Por entender necessário o reexame de fatos e provas, inadmissível, por força do enunciado da Súmula nº 7/STJ, o Superior Tribunal de Justiça deixou de analisar os temas trazidos à apreciação do Supremo Tribunal. Portanto, sua análise, de forma originária, pela Corte, configuraria inadmissível supressão de instância. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur322108
- Acórdão(s) citado(s): (SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 90654 (1ªT), HC 92264 (1ªT), HC 113172 (1ªT), HC 114583 (2ªT), HC 116857 AgR (2ªT), HC 118836 AgR (2ªT). (DESCLASSIFICAÇÃO DE CRIME) HC 107180 (2ªT), HC 107550 (1ªT), HC 114424 (1ªT), RHC 120417 (2ªT), HC 125035 (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 19/10/2015, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
127878
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTJ-000007 \n SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ" ]
HC-AgR
acordaos
HC 127878 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RAMIRO BORGES JÚNIOR ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BEZERRA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RAMIRO BORGES JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO BEZERRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Crime de latrocínio (Código Penal Brasileiro, art. 157, § 3). Pretendida desclassificação. Alegada violação do princípio do juiz natural (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIII). Questões não analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça. Supressão de instância configurada. Precedentes. Regimental não provido. 1. Por entender necessário o reexame de fatos e provas, inadmissível, por força do enunciado da Súmula n 7/Superior Tribunal de Justiça, o Superior Tribunal de Justiça deixou de analisar os temas trazidos à apreciação do Supremo Tribunal. Portanto, sua análise, de forma originária, pela Corte, configuraria inadmissível supressão de instância. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438931. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RAMIRO BORGES JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO BEZERRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, como pedido de liminar, impetrado em favor de Ramiro Borges Júnior, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental no REsp n 1.480.554/MS, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior. Sustenta o impetrante, em síntese, que “o crime de latrocínio lançado na sentença penal condenatória contra o paciente, não encontra respaldo no acervo fático-probatório dos autos (...)” (fl. 12 da inicial). Aduz, para tanto, que, “sob qualquer ângulo que qualifique os fatos não houve latrocínio, pois este tipo penal exige o dolo antecedente, ou seja, a vontade consciente da prática de homicídio com o objetivo de concretizar um roubo, o que nem de longe espelha a situação ocorrida, pois, segundo á própria denúncia e o enredo fático-probatório apurado, não há demonstrações da existência desse crime nefasto e perverso. E mais, diante do conjunto probatório em análise, onde ficou claramente demonstrado o equívoco da condenação, podemos até afirmar que o juiz singular ao fundamentar a sentença, efetuou um juízo de valor jurídico inadequado á situação fática existente nos autos. No caso específico, basta uma simples leitura das peças processuais da denúncia requerendo que o então acusado fosse Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RAMIRO BORGES JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO BEZERRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, como pedido de liminar, impetrado em favor de Ramiro Borges Júnior, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental no REsp n 1.480.554/MS, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior. Sustenta o impetrante, em síntese, que “o crime de latrocínio lançado na sentença penal condenatória contra o paciente, não encontra respaldo no acervo fático-probatório dos autos (...)” (fl. 12 da inicial). Aduz, para tanto, que, “sob qualquer ângulo que qualifique os fatos não houve latrocínio, pois este tipo penal exige o dolo antecedente, ou seja, a vontade consciente da prática de homicídio com o objetivo de concretizar um roubo, o que nem de longe espelha a situação ocorrida, pois, segundo á própria denúncia e o enredo fático-probatório apurado, não há demonstrações da existência desse crime nefasto e perverso. E mais, diante do conjunto probatório em análise, onde ficou claramente demonstrado o equívoco da condenação, podemos até afirmar que o juiz singular ao fundamentar a sentença, efetuou um juízo de valor jurídico inadequado á situação fática existente nos autos. No caso específico, basta uma simples leitura das peças processuais da denúncia requerendo que o então acusado fosse Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 127878 AGR / MS levado a júri, dos interrogatórios colhidos na instrução criminal e na justificação criminal para concluir que o histórico dos fatos desde o seu nascedouro, está maculado por vestígios de vingança e ameaças de morte e não de dolo do crime de latrocínio” (fls. 13/14 da inicial – grifos dos autores) Requer a concessão da ordem para “1) Seja procedida nova qualificação jurídica do alicerce probatório e da evidência dos autos, cassando a ilegal sentença penal condenatória imposta ao paciente por flagrante constrangimento ilegal e abuso de poder, eis que, foi proferida por juiz incompetente; 2) Seja reconhecida a competência privativa da Instituição do Júri para o julgamento do feito. 3) Ou, caso não haja acolhimento aos pedidos anteriores, requer seja determinado ao tribunal a ‘quo’, que conheça da revisão criminal e julgue o seu mérito, face às novas provas e suas evidências” (fl. 20 da inicial – grifos dos autores). Em 30/5/15, neguei seguimento ao presente habeas corpus em decisão assim fundamentada, na parte que interessa: “Examinados os autos, decido. O julgado impugnado está assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. DIREITO PENAL. REVISÃO CRIMINAL. LATROCÍNIO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA HOMICÍDIO. REVISÃO DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. ADOÇÃO DO PARECER MINISTERIAL COMO RAZÃO DE DECIDIR. 1. Almeja-se, no recurso especial, a modificação da definição jurídica do fato criminoso imputado ao argumento de que foi praticado homicídio e não latrocínio. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Supremo Tribunal Federal HC 127878 AGR / MS levado a júri, dos interrogatórios colhidos na instrução criminal e na justificação criminal para concluir que o histórico dos fatos desde o seu nascedouro, está maculado por vestígios de vingança e ameaças de morte e não de dolo do crime de latrocínio” (fls. 13/14 da inicial – grifos dos autores) Requer a concessão da ordem para “1) Seja procedida nova qualificação jurídica do alicerce probatório e da evidência dos autos, cassando a ilegal sentença penal condenatória imposta ao paciente por flagrante constrangimento ilegal e abuso de poder, eis que, foi proferida por juiz incompetente; 2) Seja reconhecida a competência privativa da Instituição do Júri para o julgamento do feito. 3) Ou, caso não haja acolhimento aos pedidos anteriores, requer seja determinado ao tribunal a ‘quo’, que conheça da revisão criminal e julgue o seu mérito, face às novas provas e suas evidências” (fl. 20 da inicial – grifos dos autores). Em 30/5/15, neguei seguimento ao presente habeas corpus em decisão assim fundamentada, na parte que interessa: “Examinados os autos, decido. O julgado impugnado está assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. DIREITO PENAL. REVISÃO CRIMINAL. LATROCÍNIO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA HOMICÍDIO. REVISÃO DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. ADOÇÃO DO PARECER MINISTERIAL COMO RAZÃO DE DECIDIR. 1. Almeja-se, no recurso especial, a modificação da definição jurídica do fato criminoso imputado ao argumento de que foi praticado homicídio e não latrocínio. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 127878 AGR / MS 2. Desconstituir a conclusão a que chegaram as instâncias ordinárias, na forma pretendida pelo agravante (desclassificação do delito imputado ao réu de latrocínio para homicídio), implica necessariamente incursão no conjunto probatório dos autos, revelando-se inadequada a análise da pretensão recursal, em função do óbice da Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. 3. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto as razões reunidas na insurgência são incapazes de infirmar o entendimento assentado na decisão agravada. 4. Agravo regimental improvido’ (www.stj.jus.br). Essa é a razão pela qual se insurge o impetrante neste writ. A decisão proferida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não evidencia ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia. Com efeito, o entendimento emanado daquela Corte de Justiça encontra-se suficientemente motivado, restando justificado o convencimento formado. De outra parte, a partir dos fundamentos declinados no julgado do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a pretendida desclassificação do delito de latrocínio para homicídio demandaria o reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula n 7 da Corte, é de se concluir que o mérito desta impetração deixou de ser analisado por aquela Corte de Justiça. Portanto, sua apreciação, de forma originária, neste ensejo, configuraria verdadeira supressão de instância não admitida. Perfilhando esse entendimento, destaco os precedentes seguintes: HC n 113.172/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/4/13; HC n 118.836/PA-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/10/13; HC n 116.857/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 21/5/13; HC n 114.583/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 27/8/12; HC n 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Supremo Tribunal Federal HC 127878 AGR / MS 2. Desconstituir a conclusão a que chegaram as instâncias ordinárias, na forma pretendida pelo agravante (desclassificação do delito imputado ao réu de latrocínio para homicídio), implica necessariamente incursão no conjunto probatório dos autos, revelando-se inadequada a análise da pretensão recursal, em função do óbice da Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. 3. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto as razões reunidas na insurgência são incapazes de infirmar o entendimento assentado na decisão agravada. 4. Agravo regimental improvido’ (www.stj.jus.br). Essa é a razão pela qual se insurge o impetrante neste writ. A decisão proferida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não evidencia ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia. Com efeito, o entendimento emanado daquela Corte de Justiça encontra-se suficientemente motivado, restando justificado o convencimento formado. De outra parte, a partir dos fundamentos declinados no julgado do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a pretendida desclassificação do delito de latrocínio para homicídio demandaria o reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula n 7 da Corte, é de se concluir que o mérito desta impetração deixou de ser analisado por aquela Corte de Justiça. Portanto, sua apreciação, de forma originária, neste ensejo, configuraria verdadeira supressão de instância não admitida. Perfilhando esse entendimento, destaco os precedentes seguintes: HC n 113.172/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/4/13; HC n 118.836/PA-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/10/13; HC n 116.857/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 21/5/13; HC n 114.583/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 27/8/12; HC n 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 127878 AGR / MS DJ de 14/12/07; e HC n 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07, entre outros. Ademais, ao contrário do pretende fazer crer o impetrante, as conclusões a respeito da presença ou não das elementares do delito de latrocínio (Código Penal Brasileiro, art. 157, § 3...) implicariam o reexame aprofundado do acervo fático-probatório, bem como de outras questões intimamente ligadas ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita. Nesse sentido: HC n 125.035/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/4/15; HC n 123.359/PE, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 16/12/14; HC n 107.550/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14/11/14; HC n 114.424/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 10/10/14; e HC n 107.180/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 13/5/14. Ante o exposto, entendendo não demonstrada, satisfatoriamente, nenhuma ilegalidade flagrante, nos termos do art. 38 da Lei n 8.038/90 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao presente habeas corpus” (grifos nossos). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual sustenta que o Superior Tribunal de Justiça “foi provocad[o] a conhecer e julgar o mérito da demanda, e mesmo com a interposição dos embargos, se omitiu e negou a enfrentar as questões referente as violações de lei federal e constitucional demonstradas, por isso, há suporte legal para conhecer do habeas corpus e julgar o seu mérito, sem incidir na supressão de instância (...)”. Alega, ainda, que “a matéria submetida à análise neste instrumento constitucional é matéria de direito, porque, não se postula o reexame de fatos provas para absolver o agravante, pleiteia-se 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Supremo Tribunal Federal HC 127878 AGR / MS DJ de 14/12/07; e HC n 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07, entre outros. Ademais, ao contrário do pretende fazer crer o impetrante, as conclusões a respeito da presença ou não das elementares do delito de latrocínio (Código Penal Brasileiro, art. 157, § 3...) implicariam o reexame aprofundado do acervo fático-probatório, bem como de outras questões intimamente ligadas ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita. Nesse sentido: HC n 125.035/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/4/15; HC n 123.359/PE, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 16/12/14; HC n 107.550/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14/11/14; HC n 114.424/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 10/10/14; e HC n 107.180/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 13/5/14. Ante o exposto, entendendo não demonstrada, satisfatoriamente, nenhuma ilegalidade flagrante, nos termos do art. 38 da Lei n 8.038/90 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao presente habeas corpus” (grifos nossos). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual sustenta que o Superior Tribunal de Justiça “foi provocad[o] a conhecer e julgar o mérito da demanda, e mesmo com a interposição dos embargos, se omitiu e negou a enfrentar as questões referente as violações de lei federal e constitucional demonstradas, por isso, há suporte legal para conhecer do habeas corpus e julgar o seu mérito, sem incidir na supressão de instância (...)”. Alega, ainda, que “a matéria submetida à análise neste instrumento constitucional é matéria de direito, porque, não se postula o reexame de fatos provas para absolver o agravante, pleiteia-se 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório HC 127878 AGR / MS apenas, a qualificação jurídica dos fatos incontroversos relatados na inicial acusatória e comprovados na instrução processual e justificação criminal, onde ficou claramente demonstrado o erro judiciário da condenação por latrocínio, portanto, não há o que se falar em reexame de fatos e provas ou revolvimento do conjunto fático-probatório (…)”. Assevera, por fim, que, “diante da origem e dinâmica dos fatos narrados na denúncia, na instrução processual e no processo de justificação criminal, conclui-se sem dúvida, pela existência flagrante de nulidade absoluta na sentença condenatória por ofensa ao princípio constitucional do juiz natural”. O Ministério Público Federal, em parecer de lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Supremo Tribunal Federal HC 127878 AGR / MS apenas, a qualificação jurídica dos fatos incontroversos relatados na inicial acusatória e comprovados na instrução processual e justificação criminal, onde ficou claramente demonstrado o erro judiciário da condenação por latrocínio, portanto, não há o que se falar em reexame de fatos e provas ou revolvimento do conjunto fático-probatório (…)”. Assevera, por fim, que, “diante da origem e dinâmica dos fatos narrados na denúncia, na instrução processual e no processo de justificação criminal, conclui-se sem dúvida, pela existência flagrante de nulidade absoluta na sentença condenatória por ofensa ao princípio constitucional do juiz natural”. O Ministério Público Federal, em parecer de lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Razão não assiste ao agravante. Com efeito, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça ao negar provimento ao agravo regimental interposto no REsp n 1.480.554/MS, assentou que a pretendida desclassificação do delito de latrocínio para homicídio demandaria o reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula n 7 /Superior Tribunal de Justiça. Esse entendimento, além de não evidenciar ilegalidade flagrante abuso de poder ou teratologia, permite concluir que os temas de fundo submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal neste habeas corpus não foram analisados por aquela Corte de Justiça. Portanto, sua apreciação, de forma originária configuraria verdadeira supressão de instância, a qual não se admite. Perfilhando esse entendimento, destaco os precedentes seguintes: HC n 113.172/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/4/13; HC n 118.836/PA- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/10/13; HC n 116.857/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 21/5/13; HC n 114.583/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 27/8/12; HC n 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 14/12/07; e HC n 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07, entre outros. Reitero, ademais, que, ao contrário do que pretende fazer crer o agravante, as conclusões a respeito da presença ou não das elementares do delito de latrocínio (Código Penal Brasileiro, art. 157, § 3...) implicariam o reexame aprofundado do acervo fático-probatório, bem como de outras questões intimamente ligadas ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438929. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Razão não assiste ao agravante. Com efeito, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça ao negar provimento ao agravo regimental interposto no REsp n 1.480.554/MS, assentou que a pretendida desclassificação do delito de latrocínio para homicídio demandaria o reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula n 7 /Superior Tribunal de Justiça. Esse entendimento, além de não evidenciar ilegalidade flagrante abuso de poder ou teratologia, permite concluir que os temas de fundo submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal neste habeas corpus não foram analisados por aquela Corte de Justiça. Portanto, sua apreciação, de forma originária configuraria verdadeira supressão de instância, a qual não se admite. Perfilhando esse entendimento, destaco os precedentes seguintes: HC n 113.172/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/4/13; HC n 118.836/PA- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/10/13; HC n 116.857/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 21/5/13; HC n 114.583/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 27/8/12; HC n 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 14/12/07; e HC n 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07, entre outros. Reitero, ademais, que, ao contrário do que pretende fazer crer o agravante, as conclusões a respeito da presença ou não das elementares do delito de latrocínio (Código Penal Brasileiro, art. 157, § 3...) implicariam o reexame aprofundado do acervo fático-probatório, bem como de outras questões intimamente ligadas ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 127878 AGR / MS A esse respeito destaco precedente: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO. PLEITO DE DESCLASSIFICAÇÃO DE DOLOSO PARA CULPOSO. DEBATE ACERCA DO ELEMENTO VOLITIVO DO AGENTE. CULPA CONSCIENTE X DOLO EVENTUAL. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI. CIRCUNSTÂNCIA QUE OBSTA O ENFRENTAMENTO DA QUESTÃO. REEXAME DE PROVA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O órgão constitucionalmente competente para julgar os crimes contra a vida e, portanto, apreciar as questões atinentes ao elemento subjetivo da conduta do agente aqui suscitadas é o Tribunal do Júri, vedada a esta Corte avocar tal competência. II - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está assentada no sentido de que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa, e não mera revaloração. Precedentes. III – Recurso ordinário não provido” (HC n 120.417/AL, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/3/14 – grifei). Perfilhando esse entendimento: HC n 125.035/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/4/15; HC n 123.359/PE, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 16/12/14; HC n 107.550/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14/11/14; HC n 114.424/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 10/10/14; e HC n 107.180/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 13/5/14. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438929. Supremo Tribunal Federal HC 127878 AGR / MS A esse respeito destaco precedente: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO. PLEITO DE DESCLASSIFICAÇÃO DE DOLOSO PARA CULPOSO. DEBATE ACERCA DO ELEMENTO VOLITIVO DO AGENTE. CULPA CONSCIENTE X DOLO EVENTUAL. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI. CIRCUNSTÂNCIA QUE OBSTA O ENFRENTAMENTO DA QUESTÃO. REEXAME DE PROVA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O órgão constitucionalmente competente para julgar os crimes contra a vida e, portanto, apreciar as questões atinentes ao elemento subjetivo da conduta do agente aqui suscitadas é o Tribunal do Júri, vedada a esta Corte avocar tal competência. II - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está assentada no sentido de que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa, e não mera revaloração. Precedentes. III – Recurso ordinário não provido” (HC n 120.417/AL, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/3/14 – grifei). Perfilhando esse entendimento: HC n 125.035/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/4/15; HC n 123.359/PE, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 16/12/14; HC n 107.550/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14/11/14; HC n 114.424/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 10/10/14; e HC n 107.180/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 13/5/14. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438929. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RAMIRO BORGES JÚNIOR ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BEZERRA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319886 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.878 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RAMIRO BORGES JÚNIOR ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BEZERRA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319886 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 127 . 878", "Súmula n 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 127 . 878", "REsp n 1 . 480 . 554 / MS", "HABEAS CORPUS 127 . 878", "REsp n 1 . 480 . 554 / MS", "HC 127878 AGR / MS", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 127878 AGR / MS", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 127878 AGR / MS", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n 7 da Corte", "HC n 113 . 172 / SP", "HC n 118 . 836 / PA - AgR", "HC n 116 . 857 / ES - AgR", "HC n 114 . 583 / MS", "HC n 92 . 264 / SP", "HC 127878 AGR / MS", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n 7 da Corte", "HC n 113 . 172 / SP", "HC n 118 . 836 / PA - AgR", "HC n 116 . 857 / ES - AgR", "HC n 114 . 583 / MS", "HC n 92 . 264 / SP", "HC 127878 AGR / MS", "HC n 90 . 654 / SP", "HC n 125 . 035 / MG", "HC n 123 . 359 / PE", "HC n 107 . 550 / RJ", "HC n 114 . 424 / RJ", "HC n 107 . 180 / SP", "HC 127878 AGR / MS", "HC n 90 . 654 / SP", "HC n 125 . 035 / MG", "HC n 123 . 359 / PE", "HC n 107 . 550 / RJ", "HC n 114 . 424 / RJ", "HC n 107 . 180 / SP", "HC 127878 AGR / MS", "HC 127878 AGR / MS", "HABEAS CORPUS 127 . 878", "REsp n 1 . 480 . 554 / MS", "Súmula n 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC n 113 . 172 / SP", "HC n 118 . 836 / PA - AgR", "HC n 116 . 857 / ES - AgR", "HC n 114 . 583 / MS", "HC n 92 . 264 / SP", "HC n 90 . 654 / SP", "HABEAS CORPUS 127 . 878", "REsp n 1 . 480 . 554 / MS", "Súmula n 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC n 113 . 172 / SP", "HC n 118 . 836 / PA - AgR", "HC n 116 . 857 / ES - AgR", "HC n 114 . 583 / MS", "HC n 92 . 264 / SP", "HC n 90 . 654 / SP", "HC 127878 AGR / MS", "HC n 120 . 417 / AL", "HC n 125 . 035 / MG", "HC n 123 . 359 / PE", "HC n 107 . 550 / RJ", "HC n 114 . 424 / RJ", "HC n 107 . 180 / SP", "HC 127878 AGR / MS", "HC n 120 . 417 / AL", "HC n 125 . 035 / MG", "HC n 123 . 359 / PE", "HC n 107 . 550 / RJ", "HC n 114 . 424 / RJ", "HC n 107 . 180 / SP", "HABEAS CORPUS 127 . 878", "HABEAS CORPUS 127 . 878" ], 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"Primeira Turma", "Primeira", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", 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TOFFOLI", "Ramiro Borges Júnior", "Sebastião Reis Júnior", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cezar Peluso", "Menezes Direito", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cezar Peluso", "Menezes Direito", "Sepúlveda Pertence", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Sepúlveda Pertence", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Cláudia Sampaio Marques", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cezar Peluso", "Menezes Direito", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cezar Peluso", "Menezes Direito", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "RAMIRO BORGES JÚNIOR", "CARLOS ALBERTO BEZERRA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "RAMIRO BORGES JÚNIOR", "CARLOS ALBERTO BEZERRA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "5", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "5", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "4", "/", "13", "8", "/", "10", "/", "13", "21", "/", "5", "/", "13", "27", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "4", "/", "13", "8", "/", "10", "/", "13", "21", "/", "5", "/", "13", "27", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "07", "25", "/", "5", "/", "07", "8", "/", "4", "/", "15", "16", "/", "12", "/", 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :CRISTIANO ALEXANDRE MARGARIDO RAPHAEL ADV.(A/S) :ELIZEU SOARES CAMERGO NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Apelação. Julgamento. Adoção, como razão de decidir, dos fundamentos do parecer do Ministério Público. Motivação per relationem. Admissibilidade. Precedentes. Tráfico de drogas. Pena. Dosimetria. Valoração negativa, na primeira e na terceira fases, da quantidade de droga e da personalidade do agente. Bis in idem caracterizado. Precedentes. Recorrente primário, de bons antecedentes e que não integra organização criminosa. Recurso não provido. Concessão do writ, de ofício, para aplicar o redutor de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 no grau máximo de 2/3 (dois terços). 1. O Supremo Tribunal Federal admite a motivação per relationem, vale dizer, que a decisão judicial faça referência ou remissão aos fundamentos da manifestação do Ministério Público. Precedentes. 2. A jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal não admite que a quantidade de droga seja valorada negativamente na primeira e na terceira fases da dosimetria da pena, o que caracteriza indevido bis in idem. Precedentes. 3. De modo análogo, a personalidade do agente não pode ser valorada negativamente na primeira ou na terceira fases da fixação da pena, sob pena de duplo agravamento. 4. Recurso não provido. Concessão do writ, de ofício, para aplicar o redutor de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 no grau máximo de 2/3 (dois terços). ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346015. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RHC 128726 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Acordam, no entanto, os Ministros em conceder, de ofício, ordem de habeas corpus, tão somente para aplicar, em seu grau máximo, o redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, fixando as penas do tráfico de drogas em 2 (dois) anos de reclusão e em 200 (duzentos) dias- multa, mantida, no mais, a condenação do recorrente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346015. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Acordam, no entanto, os Ministros em conceder, de ofício, ordem de habeas corpus, tão somente para aplicar, em seu grau máximo, o redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, fixando as penas do tráfico de drogas em 2 (dois) anos de reclusão e em 200 (duzentos) dias- multa, mantida, no mais, a condenação do recorrente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :CRISTIANO ALEXANDRE MARGARIDO RAPHAEL ADV.(A/S) :ELIZEU SOARES CAMERGO NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Cristiano Alexandre Margarido Raphael contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, em que não se conheceu do HC nº 315.106/SP. Aduz o recorrente que foi condenado, em primeiro grau, à pena de pena de 6 (seis) anos, 7 (sete) meses e 6 (seis) dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 312 (trezentos e doze) dias-multa, por incursão nas sanções do art. 33 da Lei nº 11.343/06 e do art. 16, ’caput’, da Lei nº 10.826/03, e que, “[i]nconformado com a R. Sentença, a defesa dela recorreu, sendo que foi negado provimento ao apelo defensivo, sendo que o V. Acórdão lavrado pela Eminente 7ª Câmara Criminal do E. TJ/SP, limitou-se a transcrever o Parecer da lavra do E. Procurador de Justiça oficiante e, sequer apreciou a tese defensiva, deixando de analisar inúmeros pontos relevantes, os quais igualmente foram ignorados quando opostos os declaratórios, perpetuando-se a eiva”. Sustenta o recorrente ser “[d]e rigor a cassação do V. Acórdão do TJ/SP, por ausência de fundamentação válida e hígida, não sendo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346012. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :CRISTIANO ALEXANDRE MARGARIDO RAPHAEL ADV.(A/S) :ELIZEU SOARES CAMERGO NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Cristiano Alexandre Margarido Raphael contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, em que não se conheceu do HC nº 315.106/SP. Aduz o recorrente que foi condenado, em primeiro grau, à pena de pena de 6 (seis) anos, 7 (sete) meses e 6 (seis) dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 312 (trezentos e doze) dias-multa, por incursão nas sanções do art. 33 da Lei nº 11.343/06 e do art. 16, ’caput’, da Lei nº 10.826/03, e que, “[i]nconformado com a R. Sentença, a defesa dela recorreu, sendo que foi negado provimento ao apelo defensivo, sendo que o V. Acórdão lavrado pela Eminente 7ª Câmara Criminal do E. TJ/SP, limitou-se a transcrever o Parecer da lavra do E. Procurador de Justiça oficiante e, sequer apreciou a tese defensiva, deixando de analisar inúmeros pontos relevantes, os quais igualmente foram ignorados quando opostos os declaratórios, perpetuando-se a eiva”. Sustenta o recorrente ser “[d]e rigor a cassação do V. Acórdão do TJ/SP, por ausência de fundamentação válida e hígida, não sendo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RHC 128726 / SP compatível com a garantia do Art. 93, IX da CF/88, a impossibilidade de visualização dos elementos objetivos formadores da convicção do magistrado. Simplesmente transcrever um parecer sem enfrentar a tese defensiva e sem agregar próprios e necessários fundamentos, é o mesmo que não fundamentar!” (grifos do original). Ante o exposto, requer “(..) seja conhecido e provido o presente Recurso Ordinário Constitucional e, por ofensa ao Art. 93, IX da CF/88, concedido o writ, afastando-se a hipótese de não conhecimento pelo Superior Tribunal de Justiça diante da latência da ilegalidade a ser sanada, para seja cassado o V. Acórdão sub censura, determinando-se à 7ª Câmara de Direito Criminal do E. Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo, a prolação de outra decisão, devidamente fundamentada, consignando-se ao Paciente, ora Recorrente, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado do processo”. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira opinou pelo conhecimento parcial do recurso e, nessa extensão, pelo não provimento. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346012. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP compatível com a garantia do Art. 93, IX da CF/88, a impossibilidade de visualização dos elementos objetivos formadores da convicção do magistrado. Simplesmente transcrever um parecer sem enfrentar a tese defensiva e sem agregar próprios e necessários fundamentos, é o mesmo que não fundamentar!” (grifos do original). Ante o exposto, requer “(..) seja conhecido e provido o presente Recurso Ordinário Constitucional e, por ofensa ao Art. 93, IX da CF/88, concedido o writ, afastando-se a hipótese de não conhecimento pelo Superior Tribunal de Justiça diante da latência da ilegalidade a ser sanada, para seja cassado o V. Acórdão sub censura, determinando-se à 7ª Câmara de Direito Criminal do E. Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo, a prolação de outra decisão, devidamente fundamentada, consignando-se ao Paciente, ora Recorrente, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado do processo”. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira opinou pelo conhecimento parcial do recurso e, nessa extensão, pelo não provimento. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Cristiano Alexandre Margarido Raphael contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, em que não se conheceu do HC nº 315.106/SP. Transcrevo a ementa desse julgado: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. POSSE ILEGAL DE MUNIÇÕES. CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEDE DE APELAÇÃO. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE RECURSO ESPECIAL. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. FUNDAMENTAÇÃO PER RELATIONEM . POSSIBILIDADE. NÃO CONHECIMENTO. 1. Tratando-se de habeas corpus substitutivo de recurso especial, inviável o seu conhecimento. 2. Não há cogitar nulidade do acórdão por ausência de fundamentação ou ofensa ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, se o órgão julgador na origem, ao julgar a apelação da defesa, além dos fundamentos próprios, reporta-se ao parecer ministerial, valendo-se da denominada fundamentação per relationem. [3]. A jurisprudência tem admitido que decisões judiciais louvem-se em manifestações do processo, mas desde que haja um mínimo de fundamentos, acom transcrição de trechos das peças às quais há indicação (per relationem ), o que ocorreu na espécie. 4. Habeas corpus não conhecido” Essa é a razão por que se insurge o recorrente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Cristiano Alexandre Margarido Raphael contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, em que não se conheceu do HC nº 315.106/SP. Transcrevo a ementa desse julgado: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. POSSE ILEGAL DE MUNIÇÕES. CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEDE DE APELAÇÃO. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE RECURSO ESPECIAL. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. FUNDAMENTAÇÃO PER RELATIONEM . POSSIBILIDADE. NÃO CONHECIMENTO. 1. Tratando-se de habeas corpus substitutivo de recurso especial, inviável o seu conhecimento. 2. Não há cogitar nulidade do acórdão por ausência de fundamentação ou ofensa ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, se o órgão julgador na origem, ao julgar a apelação da defesa, além dos fundamentos próprios, reporta-se ao parecer ministerial, valendo-se da denominada fundamentação per relationem. [3]. A jurisprudência tem admitido que decisões judiciais louvem-se em manifestações do processo, mas desde que haja um mínimo de fundamentos, acom transcrição de trechos das peças às quais há indicação (per relationem ), o que ocorreu na espécie. 4. Habeas corpus não conhecido” Essa é a razão por que se insurge o recorrente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP O recurso não deve ser provido. A tese do recorrente de que a motivação per relationem não traduz efetiva e adequada cognição judicial, embora encontre certo amparo doutrinário, está em dissonância com o entendimento desta Corte. O Supremo Tribunal Federal admite, de longa data, que o juiz ou tribunal se limitem a fazer referência ou remissão aos fundamentos de fato e de direito que deram suporte: i) manifestação do Ministério Público; ii) anterior decisão; ou iii) às informações prestadas pela autoridade coatora, incorporando-os ao seu ato decisório (HC nº 74.095/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1º/3/11). No mesmo sentido: HC nº 97.456/RJ, Segunda Turma, e HC nº 99.827/CE, Segunda Turma, ambos da relatoria do Ministro Celso de Mello; HC nº 112.207/SP, Segunda Turma, Relator Ministro Gilmar Mendes, DJe 25/9/12; HC nº 114.790/SP, Segunda Turma, Relator Ministro Gilmar Mendes, DJe 10/9/13; HC nº 92.020/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 8/11/10. Já tive oportunidade de assentar o seguinte: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Falta de fundamentação. Alegada ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. Não ocorrência. Motivação per relationem. Legitimidade. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que não caracteriza ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição a decisão que adota como razões de decidir os fundamentos lançados no parecer do Ministério Público. 2. Regimental ao qual se nega provimento” (ARE nº 742.212/DF, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/10/14). Por sua vez, no AI nº 791.292/PE-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10, o Supremo Tribunal Federal reafirmou sua 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP O recurso não deve ser provido. A tese do recorrente de que a motivação per relationem não traduz efetiva e adequada cognição judicial, embora encontre certo amparo doutrinário, está em dissonância com o entendimento desta Corte. O Supremo Tribunal Federal admite, de longa data, que o juiz ou tribunal se limitem a fazer referência ou remissão aos fundamentos de fato e de direito que deram suporte: i) manifestação do Ministério Público; ii) anterior decisão; ou iii) às informações prestadas pela autoridade coatora, incorporando-os ao seu ato decisório (HC nº 74.095/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1º/3/11). No mesmo sentido: HC nº 97.456/RJ, Segunda Turma, e HC nº 99.827/CE, Segunda Turma, ambos da relatoria do Ministro Celso de Mello; HC nº 112.207/SP, Segunda Turma, Relator Ministro Gilmar Mendes, DJe 25/9/12; HC nº 114.790/SP, Segunda Turma, Relator Ministro Gilmar Mendes, DJe 10/9/13; HC nº 92.020/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 8/11/10. Já tive oportunidade de assentar o seguinte: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Falta de fundamentação. Alegada ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. Não ocorrência. Motivação per relationem. Legitimidade. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que não caracteriza ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição a decisão que adota como razões de decidir os fundamentos lançados no parecer do Ministério Público. 2. Regimental ao qual se nega provimento” (ARE nº 742.212/DF, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/10/14). Por sua vez, no AI nº 791.292/PE-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10, o Supremo Tribunal Federal reafirmou sua 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP jurisprudência no sentido de que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Na espécie, como salientado pela Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, todas as teses suscitadas pelo recorrente em suas razões de apelação foram abordadas no parecer do Ministério Público Estadual, adotado como razão de decidir pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, quais sejam: “(...) (i) desclassificação da conduta do art. 33 da Lei 11.343/06 para o art. 28 do mesmo diploma legal; (ii) absolvição do crime de munição de uso proibido, seja pela ausência de capacidade lesiva ou ineficácia do meio, seja pela falta de elemento subjetivo; (iii) nulidade da sentença pela falta de pericia para aferir se o réu tem ‘personalidade deformada’, a qual foi utilizada para exasperar a pena; (iv) falta de aplicação da detração penal, para viabilizar o cumprimento do art. 387, § 2º, do CPP; e (v) sucessivamente, o redimensionamento da pena pela incidência da minorante do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, ou ainda a fixação de regime diverso do fechado”. De todo modo, passo a examinar a condenação do recorrente pelas instâncias ordinárias, a fim de se verificar a presença ou não de flagrante ilegalidade que autorize a concessão, de ofício, do writ. Constato, desde logo, a existência de flagrante ilegalidade na dosimetria da pena. A sentença, para fixar a pena-base do tráfico de drogas em 6 (seis) anos de reclusão e em 600 (seiscentos) dias-multa, além de valorar negativamente a personalidade do recorrente, invocou a quantidade de droga apreendida como vetor a ser considerado, in verbis: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP jurisprudência no sentido de que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Na espécie, como salientado pela Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, todas as teses suscitadas pelo recorrente em suas razões de apelação foram abordadas no parecer do Ministério Público Estadual, adotado como razão de decidir pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, quais sejam: “(...) (i) desclassificação da conduta do art. 33 da Lei 11.343/06 para o art. 28 do mesmo diploma legal; (ii) absolvição do crime de munição de uso proibido, seja pela ausência de capacidade lesiva ou ineficácia do meio, seja pela falta de elemento subjetivo; (iii) nulidade da sentença pela falta de pericia para aferir se o réu tem ‘personalidade deformada’, a qual foi utilizada para exasperar a pena; (iv) falta de aplicação da detração penal, para viabilizar o cumprimento do art. 387, § 2º, do CPP; e (v) sucessivamente, o redimensionamento da pena pela incidência da minorante do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, ou ainda a fixação de regime diverso do fechado”. De todo modo, passo a examinar a condenação do recorrente pelas instâncias ordinárias, a fim de se verificar a presença ou não de flagrante ilegalidade que autorize a concessão, de ofício, do writ. Constato, desde logo, a existência de flagrante ilegalidade na dosimetria da pena. A sentença, para fixar a pena-base do tráfico de drogas em 6 (seis) anos de reclusão e em 600 (seiscentos) dias-multa, além de valorar negativamente a personalidade do recorrente, invocou a quantidade de droga apreendida como vetor a ser considerado, in verbis: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP “Na aplicação da pena, atento aos arts. 59 do Código Penal e 42 da Lei nº 11;343/06, constato que foram apreendidos “170,8 (CENTO E SETENTA GRAMAS E OITO DECIGRAMAS” de Cannabis Sativa L, sendo certo que, consoante já destacado, a apreensão (maconha) destaca-se como uma das maiores (talvez seja a maior) ocorridas no ano de 2013 na Município de Serra Negra, o que exige, portanto, a majoração da sanção, porquanto o art. 42 da Lei nº 11.343/06 revela que a ‘quantidade da substância’ é circunstância preponderante na fixação das penas. Não se pode olvidar, ainda, que o art. 33, ‘caput’, da Lei 11.343/06 tutela a saúde pública, que sofre danos maiores quando a quantidade de droga apreendida é expressiva”. Na terceira fase da dosimetria, a sentença assinalou que “(...) é necessário aplicar a regra prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, uma vez que o réu não integra organização criminosa nem ostenta condenações criminais. Nessa senda, reduzo a sanção para 3 (três) anos de reclusão e ao pagamento de 300 (trezentos) dias-multa. Com efeito, não é possível aplicar a redução máxima em razão dos motivos invocados na primeira fase da dosimetria das penas, sob pena de manifesta contradição. Na verdade, todos os motivos explicitados no início da fixação das sanções exigem a redução pela metade”. Houve, portanto, manifesto bis in idem, haja vista que a quantidade de droga apreendida foi valorada negativamente na primeira e na terceira fases da dosimetria, contrariando pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, reafirmada em sede de repercussão geral (ARE nº 666.334/AM-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/4/14). No mesmo sentido, vide HC nº 112.776/MS e HC nº 109.193/MG, Pleno, ambos da Relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 30/10/14. De modo análogo, a personalidade do recorrente foi valorada negativamente na primeira e na terceira fases da fixação da pena, o que 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP “Na aplicação da pena, atento aos arts. 59 do Código Penal e 42 da Lei nº 11;343/06, constato que foram apreendidos “170,8 (CENTO E SETENTA GRAMAS E OITO DECIGRAMAS” de Cannabis Sativa L, sendo certo que, consoante já destacado, a apreensão (maconha) destaca-se como uma das maiores (talvez seja a maior) ocorridas no ano de 2013 na Município de Serra Negra, o que exige, portanto, a majoração da sanção, porquanto o art. 42 da Lei nº 11.343/06 revela que a ‘quantidade da substância’ é circunstância preponderante na fixação das penas. Não se pode olvidar, ainda, que o art. 33, ‘caput’, da Lei 11.343/06 tutela a saúde pública, que sofre danos maiores quando a quantidade de droga apreendida é expressiva”. Na terceira fase da dosimetria, a sentença assinalou que “(...) é necessário aplicar a regra prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, uma vez que o réu não integra organização criminosa nem ostenta condenações criminais. Nessa senda, reduzo a sanção para 3 (três) anos de reclusão e ao pagamento de 300 (trezentos) dias-multa. Com efeito, não é possível aplicar a redução máxima em razão dos motivos invocados na primeira fase da dosimetria das penas, sob pena de manifesta contradição. Na verdade, todos os motivos explicitados no início da fixação das sanções exigem a redução pela metade”. Houve, portanto, manifesto bis in idem, haja vista que a quantidade de droga apreendida foi valorada negativamente na primeira e na terceira fases da dosimetria, contrariando pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, reafirmada em sede de repercussão geral (ARE nº 666.334/AM-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/4/14). No mesmo sentido, vide HC nº 112.776/MS e HC nº 109.193/MG, Pleno, ambos da Relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 30/10/14. De modo análogo, a personalidade do recorrente foi valorada negativamente na primeira e na terceira fases da fixação da pena, o que 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP também caracteriza duplo agravamento. Expungindo-se o bis in idem, e considerando-se que o recorrente, de acordo com a sentença, é primário, não registra antecedentes criminais e não integra organização criminosa, a redução de pena, por força do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, deve incidir no grau máximo de 2/3 (dois terços). Assim, as penas impostas ao recorrente, por força do tráfico de drogas, devem ser mitigadas para 2 (dois) anos de reclusão e 200 (duzentos) dias-multa. Quanto ao mais, escorreita a condenação do recorrente. A pretendida desclassificação do tráfico de drogas para o art. 28 da Lei nº 11.343/06 não vinga. As instâncias ordinárias motivaram suficientemente a subsunção da conduta do recorrente no tráfico de drogas, em razão da apreensão, em seu poder, de 170 g de maconha, uma balança de precisão e expressiva quantia em dinheiro de origem ilícita, bem como dos depoimentos dos policiais que o detiveram. Entendimento em sentido diverso demandaria revolvimento de fatos e provas e, de acordo, com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é inviável a utilização do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. Nesse sentido: HC nº 126.242/MS, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 17/4/15; RHC nº 105.150/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 4.5.12; RHC nº 121.092/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/5/14; HC nº 118.602/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 11/3/14; e o HC nº 111.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/5/12. Ademais, o habeas corpus também não constitui meio adequado para a aferição da suficiência ou insuficiência da prova para a condenação (HC nº 125.035/MG, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 8/4/15; HC nº 122.295/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/11/14; HC nº 111.412/TO, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP também caracteriza duplo agravamento. Expungindo-se o bis in idem, e considerando-se que o recorrente, de acordo com a sentença, é primário, não registra antecedentes criminais e não integra organização criminosa, a redução de pena, por força do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, deve incidir no grau máximo de 2/3 (dois terços). Assim, as penas impostas ao recorrente, por força do tráfico de drogas, devem ser mitigadas para 2 (dois) anos de reclusão e 200 (duzentos) dias-multa. Quanto ao mais, escorreita a condenação do recorrente. A pretendida desclassificação do tráfico de drogas para o art. 28 da Lei nº 11.343/06 não vinga. As instâncias ordinárias motivaram suficientemente a subsunção da conduta do recorrente no tráfico de drogas, em razão da apreensão, em seu poder, de 170 g de maconha, uma balança de precisão e expressiva quantia em dinheiro de origem ilícita, bem como dos depoimentos dos policiais que o detiveram. Entendimento em sentido diverso demandaria revolvimento de fatos e provas e, de acordo, com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é inviável a utilização do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. Nesse sentido: HC nº 126.242/MS, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 17/4/15; RHC nº 105.150/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 4.5.12; RHC nº 121.092/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/5/14; HC nº 118.602/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 11/3/14; e o HC nº 111.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/5/12. Ademais, o habeas corpus também não constitui meio adequado para a aferição da suficiência ou insuficiência da prova para a condenação (HC nº 125.035/MG, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 8/4/15; HC nº 122.295/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/11/14; HC nº 111.412/TO, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP 14/8/13; HC nº 114.592/MT, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/3/13). Por identidade de razões, melhor sorte não assiste ao recorrente quanto à alegada ausência de dolo no tocante ao crime do art. 16 da Lei nº 10.826/03. Quanto à pretendida absolvição por atipicidade da conduta de posse de munição, o Supremo Tribunal Federal já decidiu, no HC nº 117.559/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/9/13, que esse crime é de perigo abstrato: “HABEAS CORPUS. PORTE DE MUNIÇÃO DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO. ART. 14 DA LEI 10.826/2003. TIPICIDADE DA CONDUTA. CRIME DE PERIGO ABSTRATO. ORDEM DENEGADA. 1. O porte de munição de arma de fogo de uso permitido constitui crime de perigo abstrato, portanto irrelevante a presença da arma de fogo para sua tipificação (art. 14 da Lei 10.826/2003). Precedentes. 2. Habeas corpus denegado.” No mesmo sentido: “PENAL. HABEAS CORPUS. PORTE DE MUNIÇÃO. ATIPICIDADE DA CONDUTA. ABOLITIO CRIMINIS TEMPORÁRIA. MATÉRIA QUE NÃO FOI ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AUSÊNCIA DE LESIVIDADE DA CONDUTA. INTELIGÊNCIA DO ART. 14 DA LEI 10.826/2003. TIPICIDADE RECONHECIDA. CRIME DE PERIGO ABSTRATO. WRIT PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO,DENEGADA A ORDEM. I – A alegação de atipicidade da conduta decorrente da abolitio criminis temporária não pode ser conhecida, pois não foi objeto de exame pelo Superior Tribunal de 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP 14/8/13; HC nº 114.592/MT, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/3/13). Por identidade de razões, melhor sorte não assiste ao recorrente quanto à alegada ausência de dolo no tocante ao crime do art. 16 da Lei nº 10.826/03. Quanto à pretendida absolvição por atipicidade da conduta de posse de munição, o Supremo Tribunal Federal já decidiu, no HC nº 117.559/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/9/13, que esse crime é de perigo abstrato: “HABEAS CORPUS. PORTE DE MUNIÇÃO DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO. ART. 14 DA LEI 10.826/2003. TIPICIDADE DA CONDUTA. CRIME DE PERIGO ABSTRATO. ORDEM DENEGADA. 1. O porte de munição de arma de fogo de uso permitido constitui crime de perigo abstrato, portanto irrelevante a presença da arma de fogo para sua tipificação (art. 14 da Lei 10.826/2003). Precedentes. 2. Habeas corpus denegado.” No mesmo sentido: “PENAL. HABEAS CORPUS. PORTE DE MUNIÇÃO. ATIPICIDADE DA CONDUTA. ABOLITIO CRIMINIS TEMPORÁRIA. MATÉRIA QUE NÃO FOI ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AUSÊNCIA DE LESIVIDADE DA CONDUTA. INTELIGÊNCIA DO ART. 14 DA LEI 10.826/2003. TIPICIDADE RECONHECIDA. CRIME DE PERIGO ABSTRATO. WRIT PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO,DENEGADA A ORDEM. I – A alegação de atipicidade da conduta decorrente da abolitio criminis temporária não pode ser conhecida, pois não foi objeto de exame pelo Superior Tribunal de 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP Justiça, e o seu conhecimento por esta Corte levaria à indevida supressão de instância e ao extravasamento dos limites de competência descritos no art. 102 da Constituição Federal. II - A objetividade jurídica da norma penal em comento transcende a mera proteção da incolumidade pessoal, para alcançar também a tutela da liberdade individual e do corpo social como um todo, asseguradas ambas pelo incremento dos níveis de segurança coletiva que a lei propicia. III - Mostra-se irrelevante, no caso, cogitar-se da lesividade da conduta de portar apenas a munição, porque a hipótese é de crime de perigo abstrato, para cuja caracterização não importa o resultado concreto da ação. IV – Habeas corpus conhecido em parte e, nessa extensão, denegada a ordem” (HC nº 113.295/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 5/12/12). Por sua vez, a valoração negativa da personalidade do agente, com fundamento no art. 59 do Código Penal, não necessita de prova pericial, sendo aferível por qualquer meio de prova ou pela análise conjunta das provas amealhadas. A perícia somente se faz necessária, nos termos do art. 149 do Código de Processo Penal, quando houver fundada dúvida a respeito da integridade mental do agente, vale dizer, sobre sua capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de se determinar de acordo com esse entendimento, o que não é o caso. Outrossim, nos termos da Súmula nº 719 desta Corte, “a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea”. Na espécie, a sentença conteve motivação suficientemente para a fixação do regime fechado, invocando-se a quantidade de droga apreendida em poder do recorrente e sua “personalidade deformada”, razão por que nada há que se reparar. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP Justiça, e o seu conhecimento por esta Corte levaria à indevida supressão de instância e ao extravasamento dos limites de competência descritos no art. 102 da Constituição Federal. II - A objetividade jurídica da norma penal em comento transcende a mera proteção da incolumidade pessoal, para alcançar também a tutela da liberdade individual e do corpo social como um todo, asseguradas ambas pelo incremento dos níveis de segurança coletiva que a lei propicia. III - Mostra-se irrelevante, no caso, cogitar-se da lesividade da conduta de portar apenas a munição, porque a hipótese é de crime de perigo abstrato, para cuja caracterização não importa o resultado concreto da ação. IV – Habeas corpus conhecido em parte e, nessa extensão, denegada a ordem” (HC nº 113.295/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 5/12/12). Por sua vez, a valoração negativa da personalidade do agente, com fundamento no art. 59 do Código Penal, não necessita de prova pericial, sendo aferível por qualquer meio de prova ou pela análise conjunta das provas amealhadas. A perícia somente se faz necessária, nos termos do art. 149 do Código de Processo Penal, quando houver fundada dúvida a respeito da integridade mental do agente, vale dizer, sobre sua capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de se determinar de acordo com esse entendimento, o que não é o caso. Outrossim, nos termos da Súmula nº 719 desta Corte, “a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea”. Na espécie, a sentença conteve motivação suficientemente para a fixação do regime fechado, invocando-se a quantidade de droga apreendida em poder do recorrente e sua “personalidade deformada”, razão por que nada há que se reparar. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP Finalmente, o pleito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação, como mero consectário do pedido principal, somente seria viável se o recurso viesse a ser provido para o fim de se anular o acórdão do tribunal local, o que não ocorreu. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. Concedo, porém, de ofício, ordem de habeas corpus, tão somente para aplicar, em seu grau máximo, o redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, fixando as penas do tráfico de drogas em 2 (dois) anos de reclusão e em 200 (duzentos) dias-multa, mantida, no mais, a condenação do recorrente. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP Finalmente, o pleito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação, como mero consectário do pedido principal, somente seria viável se o recurso viesse a ser provido para o fim de se anular o acórdão do tribunal local, o que não ocorreu. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. Concedo, porém, de ofício, ordem de habeas corpus, tão somente para aplicar, em seu grau máximo, o redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, fixando as penas do tráfico de drogas em 2 (dois) anos de reclusão e em 200 (duzentos) dias-multa, mantida, no mais, a condenação do recorrente. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : CRISTIANO ALEXANDRE MARGARIDO RAPHAEL ADV.(A/S) : ELIZEU SOARES CAMERGO NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso. Concedeu, porém, de ofício, ordem de habeas corpus, tão somente para aplicar, em seu grau máximo, o redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, fixando as penas do tráfico de drogas em 2 (dois) anos de reclusão e em 200 (duzentos) dias- multa, mantida, no mais, a condenação do recorrente, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319897 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : CRISTIANO ALEXANDRE MARGARIDO RAPHAEL ADV.(A/S) : ELIZEU SOARES CAMERGO NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso. Concedeu, porém, de ofício, ordem de habeas corpus, tão somente para aplicar, em seu grau máximo, o redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, fixando as penas do tráfico de drogas em 2 (dois) anos de reclusão e em 200 (duzentos) dias- multa, mantida, no mais, a condenação do recorrente, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319897 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9372503
2015-08-25T00:00:00
2015-09-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso. Concedeu, porém, de ofício, ordem de habeas corpus, tão somente para aplicar, em seu grau máximo, o redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, fixando as penas do tráfico de drogas em 2 (dois) anos de reclusão e em 200 (duzentos) dias-multa, mantida, no mais, a condenação do recorrente, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Apelação. Julgamento. Adoção, como razão de decidir, dos fundamentos do parecer do Ministério Público. Motivação per relationem. Admissibilidade. Precedentes. Tráfico de drogas. Pena. Dosimetria. Valoração negativa, na primeira e na terceira fases, da quantidade de droga e da personalidade do agente. Bis in idem caracterizado. Precedentes. Recorrente primário, de bons antecedentes e que não integra organização criminosa. Recurso não provido. Concessão do writ, de ofício, para aplicar o redutor de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 no grau máximo de 2/3 (dois terços). 1. O Supremo Tribunal Federal admite a motivação per relationem, vale dizer, que a decisão judicial faça referência ou remissão aos fundamentos da manifestação do Ministério Público. Precedentes. 2. A jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal não admite que a quantidade de droga seja valorada negativamente na primeira e na terceira fases da dosimetria da pena, o que caracteriza indevido bis in idem. Precedentes. 3. De modo análogo, a personalidade do agente não pode ser valorada negativamente na primeira ou na terceira fases da fixação da pena, sob pena de duplo agravamento. 4. Recurso não provido. Concessão do writ, de ofício, para aplicar o redutor de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 no grau máximo de 2/3 (dois terços).
sjur319394
- Acórdão(s) citado(s): (MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM) HC 74095 (1ªT), HC 92020 (2ªT), HC 97456 (2ªT), HC 99827, AI 791292 QO-RG, HC 112207 (2ªT), HC 114790 (2ªT), ARE 742212 AgR (1ªT). (NATUREZA, QUANTIDADE, ENTORPECENTE, DOSIMETRIA DA PENA) HC 109193 (TP), HC 112776 (TP), ARE 666334 RG. (HC, REEXAME, FATO, PROVA) RHC 105150 (1ªT), HC 111398 (2ªT), HC 118602 (2ªT), RHC 121092 (1ªT), HC 126242 (2ªT). (HC, AFERIÇÃO, SUFICIÊNCIA, INSUFICIÊNCIA, PROVA, CONDENAÇÃO) HC 111412, HC 114592 (2ªT), HC 122295 (1ªT), HC 125035 (1ªT). (PORTE DE MUNIÇÃO, ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO, CRIME DE PERIGO ABSTRATO) HC 113295 (2ªT), HC 117559 (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 28/09/2015, KBP.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
128726
[ "LEG-FED LEI-010826 ANO-2003\n ART-00016\n ED-2003 ESTATUTO DO DESARMAMENTO\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00028 ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00059\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00149\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000719 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RHC
acordaos
RHC 128726
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RECTE.(S) : CRISTIANO ALEXANDRE MARGARIDO RAPHAEL ADV.(A/S) : ELIZEU SOARES CAMERGO NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :CRISTIANO ALEXANDRE MARGARIDO RAPHAEL ADV.(A/S) :ELIZEU SOARES CAMERGO NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Apelação. Julgamento. Adoção, como razão de decidir, dos fundamentos do parecer do Ministério Público. Motivação per relationem. Admissibilidade. Precedentes. Tráfico de drogas. Pena. Dosimetria. Valoração negativa, na primeira e na terceira fases, da quantidade de droga e da personalidade do agente. Bis in idem caracterizado. Precedentes. Recorrente primário, de bons antecedentes e que não integra organização criminosa. Recurso não provido. Concessão do writ, de ofício, para aplicar o redutor de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 no grau máximo de 2/3 (dois terços). 1. O Supremo Tribunal Federal admite a motivação per relationem, vale dizer, que a decisão judicial faça referência ou remissão aos fundamentos da manifestação do Ministério Público. Precedentes. 2. A jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal não admite que a quantidade de droga seja valorada negativamente na primeira e na terceira fases da dosimetria da pena, o que caracteriza indevido bis in idem. Precedentes. 3. De modo análogo, a personalidade do agente não pode ser valorada negativamente na primeira ou na terceira fases da fixação da pena, sob pena de duplo agravamento. 4. Recurso não provido. Concessão do writ, de ofício, para aplicar o redutor de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 no grau máximo de 2/3 (dois terços). ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346015. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RHC 128726 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Acordam, no entanto, os Ministros em conceder, de ofício, ordem de habeas corpus, tão somente para aplicar, em seu grau máximo, o redutor previsto no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, fixando as penas do tráfico de drogas em 2 (dois) anos de reclusão e em 200 (duzentos) dias- multa, mantida, no mais, a condenação do recorrente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346015. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Acordam, no entanto, os Ministros em conceder, de ofício, ordem de habeas corpus, tão somente para aplicar, em seu grau máximo, o redutor previsto no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, fixando as penas do tráfico de drogas em 2 (dois) anos de reclusão e em 200 (duzentos) dias- multa, mantida, no mais, a condenação do recorrente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :CRISTIANO ALEXANDRE MARGARIDO RAPHAEL ADV.(A/S) :ELIZEU SOARES CAMERGO NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Cristiano Alexandre Margarido Raphael contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, em que não se conheceu do HC n 315.106/SP. Aduz o recorrente que foi condenado, em primeiro grau, à pena de pena de 6 (seis) anos, 7 (sete) meses e 6 (seis) dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 312 (trezentos e doze) dias-multa, por incursão nas sanções do art. 33 da Lei n 11.343/06 e do art. 16, ’caput’, da Lei n 10.826/03, e que, “[i]nconformado com a R. Sentença, a defesa dela recorreu, sendo que foi negado provimento ao apelo defensivo, sendo que o V. Acórdão lavrado pela Eminente 7... Câmara Criminal do E. TJ/SP, limitou-se a transcrever o Parecer da lavra do E. Procurador de Justiça oficiante e, sequer apreciou a tese defensiva, deixando de analisar inúmeros pontos relevantes, os quais igualmente foram ignorados quando opostos os declaratórios, perpetuando-se a eiva”. Sustenta o recorrente ser “[d]e rigor a cassação do V. Acórdão do TJ/SP, por ausência de fundamentação válida e hígida, não sendo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346012. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :CRISTIANO ALEXANDRE MARGARIDO RAPHAEL ADV.(A/S) :ELIZEU SOARES CAMERGO NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Cristiano Alexandre Margarido Raphael contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, em que não se conheceu do HC n 315.106/SP. Aduz o recorrente que foi condenado, em primeiro grau, à pena de pena de 6 (seis) anos, 7 (sete) meses e 6 (seis) dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 312 (trezentos e doze) dias-multa, por incursão nas sanções do art. 33 da Lei n 11.343/06 e do art. 16, ’caput’, da Lei n 10.826/03, e que, “[i]nconformado com a R. Sentença, a defesa dela recorreu, sendo que foi negado provimento ao apelo defensivo, sendo que o V. Acórdão lavrado pela Eminente 7... Câmara Criminal do E. TJ/SP, limitou-se a transcrever o Parecer da lavra do E. Procurador de Justiça oficiante e, sequer apreciou a tese defensiva, deixando de analisar inúmeros pontos relevantes, os quais igualmente foram ignorados quando opostos os declaratórios, perpetuando-se a eiva”. Sustenta o recorrente ser “[d]e rigor a cassação do V. Acórdão do TJ/SP, por ausência de fundamentação válida e hígida, não sendo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RHC 128726 / SP compatível com a garantia do Art. 93, IX da Constituição Federal de 1988/88, a impossibilidade de visualização dos elementos objetivos formadores da convicção do magistrado. Simplesmente transcrever um parecer sem enfrentar a tese defensiva e sem agregar próprios e necessários fundamentos, é o mesmo que não fundamentar!” (grifos do original). Ante o exposto, requer “(..) seja conhecido e provido o presente Recurso Ordinário Constitucional e, por ofensa ao Art. 93, IX da Constituição Federal de 1988/88, concedido o writ, afastando-se a hipótese de não conhecimento pelo Superior Tribunal de Justiça diante da latência da ilegalidade a ser sanada, para seja cassado o V. Acórdão sub censura, determinando-se à 7... Câmara de Direito Criminal do E. Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo, a prolação de outra decisão, devidamente fundamentada, consignando-se ao Paciente, ora Recorrente, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado do processo”. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira opinou pelo conhecimento parcial do recurso e, nessa extensão, pelo não provimento. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346012. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP compatível com a garantia do Art. 93, IX da Constituição Federal de 1988/88, a impossibilidade de visualização dos elementos objetivos formadores da convicção do magistrado. Simplesmente transcrever um parecer sem enfrentar a tese defensiva e sem agregar próprios e necessários fundamentos, é o mesmo que não fundamentar!” (grifos do original). Ante o exposto, requer “(..) seja conhecido e provido o presente Recurso Ordinário Constitucional e, por ofensa ao Art. 93, IX da Constituição Federal de 1988/88, concedido o writ, afastando-se a hipótese de não conhecimento pelo Superior Tribunal de Justiça diante da latência da ilegalidade a ser sanada, para seja cassado o V. Acórdão sub censura, determinando-se à 7... Câmara de Direito Criminal do E. Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo, a prolação de outra decisão, devidamente fundamentada, consignando-se ao Paciente, ora Recorrente, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado do processo”. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira opinou pelo conhecimento parcial do recurso e, nessa extensão, pelo não provimento. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Cristiano Alexandre Margarido Raphael contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, em que não se conheceu do HC n 315.106/SP. Transcrevo a ementa desse julgado: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. POSSE ILEGAL DE MUNIÇÕES. CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEDE DE APELAÇÃO. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE RECURSO ESPECIAL. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. FUNDAMENTAÇÃO PER RELATIONEM . POSSIBILIDADE. NÃO CONHECIMENTO. 1. Tratando-se de habeas corpus substitutivo de recurso especial, inviável o seu conhecimento. 2. Não há cogitar nulidade do acórdão por ausência de fundamentação ou ofensa ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, se o órgão julgador na origem, ao julgar a apelação da defesa, além dos fundamentos próprios, reporta-se ao parecer ministerial, valendo-se da denominada fundamentação per relationem. [3]. A jurisprudência tem admitido que decisões judiciais louvem-se em manifestações do processo, mas desde que haja um mínimo de fundamentos, acom transcrição de trechos das peças às quais há indicação (per relationem ), o que ocorreu na espécie. 4. Habeas corpus não conhecido” Essa é a razão por que se insurge o recorrente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Cristiano Alexandre Margarido Raphael contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, em que não se conheceu do HC n 315.106/SP. Transcrevo a ementa desse julgado: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. POSSE ILEGAL DE MUNIÇÕES. CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEDE DE APELAÇÃO. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE RECURSO ESPECIAL. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. FUNDAMENTAÇÃO PER RELATIONEM . POSSIBILIDADE. NÃO CONHECIMENTO. 1. Tratando-se de habeas corpus substitutivo de recurso especial, inviável o seu conhecimento. 2. Não há cogitar nulidade do acórdão por ausência de fundamentação ou ofensa ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, se o órgão julgador na origem, ao julgar a apelação da defesa, além dos fundamentos próprios, reporta-se ao parecer ministerial, valendo-se da denominada fundamentação per relationem. [3]. A jurisprudência tem admitido que decisões judiciais louvem-se em manifestações do processo, mas desde que haja um mínimo de fundamentos, acom transcrição de trechos das peças às quais há indicação (per relationem ), o que ocorreu na espécie. 4. Habeas corpus não conhecido” Essa é a razão por que se insurge o recorrente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP O recurso não deve ser provido. A tese do recorrente de que a motivação per relationem não traduz efetiva e adequada cognição judicial, embora encontre certo amparo doutrinário, está em dissonância com o entendimento desta Corte. O Supremo Tribunal Federal admite, de longa data, que o juiz ou tribunal se limitem a fazer referência ou remissão aos fundamentos de fato e de direito que deram suporte: i) manifestação do Ministério Público; ii) anterior decisão; ou iii) às informações prestadas pela autoridade coatora, incorporando-os ao seu ato decisório (HC n 74.095/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1.../3/11). No mesmo sentido: HC n 97.456/RJ, Segunda Turma, e HC n 99.827/CE, Segunda Turma, ambos da relatoria do Ministro Celso de Mello; HC n 112.207/SP, Segunda Turma, Relator Ministro Gilmar Mendes, DJe 25/9/12; HC n 114.790/SP, Segunda Turma, Relator Ministro Gilmar Mendes, DJe 10/9/13; HC n 92.020/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 8/11/10. Já tive oportunidade de assentar o seguinte: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Falta de fundamentação. Alegada ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. Não ocorrência. Motivação per relationem. Legitimidade. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que não caracteriza ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição a decisão que adota como razões de decidir os fundamentos lançados no parecer do Ministério Público. 2. Regimental ao qual se nega provimento” (ARE n 742.212/DF, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/10/14). Por sua vez, no AI n 791.292/PE-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10, o Supremo Tribunal Federal reafirmou sua 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP O recurso não deve ser provido. A tese do recorrente de que a motivação per relationem não traduz efetiva e adequada cognição judicial, embora encontre certo amparo doutrinário, está em dissonância com o entendimento desta Corte. O Supremo Tribunal Federal admite, de longa data, que o juiz ou tribunal se limitem a fazer referência ou remissão aos fundamentos de fato e de direito que deram suporte: i) manifestação do Ministério Público; ii) anterior decisão; ou iii) às informações prestadas pela autoridade coatora, incorporando-os ao seu ato decisório (HC n 74.095/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1.../3/11). No mesmo sentido: HC n 97.456/RJ, Segunda Turma, e HC n 99.827/CE, Segunda Turma, ambos da relatoria do Ministro Celso de Mello; HC n 112.207/SP, Segunda Turma, Relator Ministro Gilmar Mendes, DJe 25/9/12; HC n 114.790/SP, Segunda Turma, Relator Ministro Gilmar Mendes, DJe 10/9/13; HC n 92.020/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 8/11/10. Já tive oportunidade de assentar o seguinte: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Falta de fundamentação. Alegada ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. Não ocorrência. Motivação per relationem. Legitimidade. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que não caracteriza ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição a decisão que adota como razões de decidir os fundamentos lançados no parecer do Ministério Público. 2. Regimental ao qual se nega provimento” (ARE n 742.212/DF, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/10/14). Por sua vez, no AI n 791.292/PE-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10, o Supremo Tribunal Federal reafirmou sua 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP jurisprudência no sentido de que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Na espécie, como salientado pela Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, todas as teses suscitadas pelo recorrente em suas razões de apelação foram abordadas no parecer do Ministério Público Estadual, adotado como razão de decidir pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, quais sejam: “(...) (i) desclassificação da conduta do art. 33 da Lei 11.343/06 para o art. 28 do mesmo diploma legal; (ii) absolvição do crime de munição de uso proibido, seja pela ausência de capacidade lesiva ou ineficácia do meio, seja pela falta de elemento subjetivo; (iii) nulidade da sentença pela falta de pericia para aferir se o réu tem ‘personalidade deformada’, a qual foi utilizada para exasperar a pena; (iv) falta de aplicação da detração penal, para viabilizar o cumprimento do art. 387, § 2..., do CPP; e (v) sucessivamente, o redimensionamento da pena pela incidência da minorante do art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), ou ainda a fixação de regime diverso do fechado”. De todo modo, passo a examinar a condenação do recorrente pelas instâncias ordinárias, a fim de se verificar a presença ou não de flagrante ilegalidade que autorize a concessão, de ofício, do writ. Constato, desde logo, a existência de flagrante ilegalidade na dosimetria da pena. A sentença, para fixar a pena-base do tráfico de drogas em 6 (seis) anos de reclusão e em 600 (seiscentos) dias-multa, além de valorar negativamente a personalidade do recorrente, invocou a quantidade de droga apreendida como vetor a ser considerado, in verbis: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP jurisprudência no sentido de que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Na espécie, como salientado pela Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, todas as teses suscitadas pelo recorrente em suas razões de apelação foram abordadas no parecer do Ministério Público Estadual, adotado como razão de decidir pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, quais sejam: “(...) (i) desclassificação da conduta do art. 33 da Lei 11.343/06 para o art. 28 do mesmo diploma legal; (ii) absolvição do crime de munição de uso proibido, seja pela ausência de capacidade lesiva ou ineficácia do meio, seja pela falta de elemento subjetivo; (iii) nulidade da sentença pela falta de pericia para aferir se o réu tem ‘personalidade deformada’, a qual foi utilizada para exasperar a pena; (iv) falta de aplicação da detração penal, para viabilizar o cumprimento do art. 387, § 2..., do CPP; e (v) sucessivamente, o redimensionamento da pena pela incidência da minorante do art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), ou ainda a fixação de regime diverso do fechado”. De todo modo, passo a examinar a condenação do recorrente pelas instâncias ordinárias, a fim de se verificar a presença ou não de flagrante ilegalidade que autorize a concessão, de ofício, do writ. Constato, desde logo, a existência de flagrante ilegalidade na dosimetria da pena. A sentença, para fixar a pena-base do tráfico de drogas em 6 (seis) anos de reclusão e em 600 (seiscentos) dias-multa, além de valorar negativamente a personalidade do recorrente, invocou a quantidade de droga apreendida como vetor a ser considerado, in verbis: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP “Na aplicação da pena, atento aos arts. 59 do Código Penal e 42 da Lei n 11;343/06, constato que foram apreendidos “170,8 (CENTO E SETENTA GRAMAS E OITO DECIGRAMAS” de Cannabis Sativa L, sendo certo que, consoante já destacado, a apreensão (maconha) destaca-se como uma das maiores (talvez seja a maior) ocorridas no ano de 2013 na Município de Serra Negra, o que exige, portanto, a majoração da sanção, porquanto o art. 42 da Lei n 11.343/06 revela que a ‘quantidade da substância’ é circunstância preponderante na fixação das penas. Não se pode olvidar, ainda, que o art. 33, ‘caput’, da Lei 11.343/06 tutela a saúde pública, que sofre danos maiores quando a quantidade de droga apreendida é expressiva”. Na terceira fase da dosimetria, a sentença assinalou que “(...) é necessário aplicar a regra prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, uma vez que o réu não integra organização criminosa nem ostenta condenações criminais. Nessa senda, reduzo a sanção para 3 (três) anos de reclusão e ao pagamento de 300 (trezentos) dias-multa. Com efeito, não é possível aplicar a redução máxima em razão dos motivos invocados na primeira fase da dosimetria das penas, sob pena de manifesta contradição. Na verdade, todos os motivos explicitados no início da fixação das sanções exigem a redução pela metade”. Houve, portanto, manifesto bis in idem, haja vista que a quantidade de droga apreendida foi valorada negativamente na primeira e na terceira fases da dosimetria, contrariando pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, reafirmada em sede de repercussão geral (ARE n 666.334/AM-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/4/14). No mesmo sentido, vide HC n 112.776/MS e HC n 109.193/MG, Pleno, ambos da Relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 30/10/14. De modo análogo, a personalidade do recorrente foi valorada negativamente na primeira e na terceira fases da fixação da pena, o que 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP “Na aplicação da pena, atento aos arts. 59 do Código Penal e 42 da Lei n 11;343/06, constato que foram apreendidos “170,8 (CENTO E SETENTA GRAMAS E OITO DECIGRAMAS” de Cannabis Sativa L, sendo certo que, consoante já destacado, a apreensão (maconha) destaca-se como uma das maiores (talvez seja a maior) ocorridas no ano de 2013 na Município de Serra Negra, o que exige, portanto, a majoração da sanção, porquanto o art. 42 da Lei n 11.343/06 revela que a ‘quantidade da substância’ é circunstância preponderante na fixação das penas. Não se pode olvidar, ainda, que o art. 33, ‘caput’, da Lei 11.343/06 tutela a saúde pública, que sofre danos maiores quando a quantidade de droga apreendida é expressiva”. Na terceira fase da dosimetria, a sentença assinalou que “(...) é necessário aplicar a regra prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, uma vez que o réu não integra organização criminosa nem ostenta condenações criminais. Nessa senda, reduzo a sanção para 3 (três) anos de reclusão e ao pagamento de 300 (trezentos) dias-multa. Com efeito, não é possível aplicar a redução máxima em razão dos motivos invocados na primeira fase da dosimetria das penas, sob pena de manifesta contradição. Na verdade, todos os motivos explicitados no início da fixação das sanções exigem a redução pela metade”. Houve, portanto, manifesto bis in idem, haja vista que a quantidade de droga apreendida foi valorada negativamente na primeira e na terceira fases da dosimetria, contrariando pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, reafirmada em sede de repercussão geral (ARE n 666.334/AM-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/4/14). No mesmo sentido, vide HC n 112.776/MS e HC n 109.193/MG, Pleno, ambos da Relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 30/10/14. De modo análogo, a personalidade do recorrente foi valorada negativamente na primeira e na terceira fases da fixação da pena, o que 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP também caracteriza duplo agravamento. Expungindo-se o bis in idem, e considerando-se que o recorrente, de acordo com a sentença, é primário, não registra antecedentes criminais e não integra organização criminosa, a redução de pena, por força do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, deve incidir no grau máximo de 2/3 (dois terços). Assim, as penas impostas ao recorrente, por força do tráfico de drogas, devem ser mitigadas para 2 (dois) anos de reclusão e 200 (duzentos) dias-multa. Quanto ao mais, escorreita a condenação do recorrente. A pretendida desclassificação do tráfico de drogas para o art. 28 da Lei n 11.343/06 não vinga. As instâncias ordinárias motivaram suficientemente a subsunção da conduta do recorrente no tráfico de drogas, em razão da apreensão, em seu poder, de 170 g de maconha, uma balança de precisão e expressiva quantia em dinheiro de origem ilícita, bem como dos depoimentos dos policiais que o detiveram. Entendimento em sentido diverso demandaria revolvimento de fatos e provas e, de acordo, com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é inviável a utilização do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. Nesse sentido: HC n 126.242/MS, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 17/4/15; RHC n 105.150/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 4.5.12; RHC n 121.092/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/5/14; HC n 118.602/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 11/3/14; e o HC n 111.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/5/12. Ademais, o habeas corpus também não constitui meio adequado para a aferição da suficiência ou insuficiência da prova para a condenação (HC n 125.035/MG, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 8/4/15; HC n 122.295/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/11/14; HC n 111.412/TO, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP também caracteriza duplo agravamento. Expungindo-se o bis in idem, e considerando-se que o recorrente, de acordo com a sentença, é primário, não registra antecedentes criminais e não integra organização criminosa, a redução de pena, por força do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, deve incidir no grau máximo de 2/3 (dois terços). Assim, as penas impostas ao recorrente, por força do tráfico de drogas, devem ser mitigadas para 2 (dois) anos de reclusão e 200 (duzentos) dias-multa. Quanto ao mais, escorreita a condenação do recorrente. A pretendida desclassificação do tráfico de drogas para o art. 28 da Lei n 11.343/06 não vinga. As instâncias ordinárias motivaram suficientemente a subsunção da conduta do recorrente no tráfico de drogas, em razão da apreensão, em seu poder, de 170 g de maconha, uma balança de precisão e expressiva quantia em dinheiro de origem ilícita, bem como dos depoimentos dos policiais que o detiveram. Entendimento em sentido diverso demandaria revolvimento de fatos e provas e, de acordo, com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é inviável a utilização do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. Nesse sentido: HC n 126.242/MS, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 17/4/15; RHC n 105.150/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 4.5.12; RHC n 121.092/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/5/14; HC n 118.602/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 11/3/14; e o HC n 111.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/5/12. Ademais, o habeas corpus também não constitui meio adequado para a aferição da suficiência ou insuficiência da prova para a condenação (HC n 125.035/MG, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 8/4/15; HC n 122.295/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/11/14; HC n 111.412/TO, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP 14/8/13; HC n 114.592/MT, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/3/13). Por identidade de razões, melhor sorte não assiste ao recorrente quanto à alegada ausência de dolo no tocante ao crime do art. 16 da Lei n 10.826/03. Quanto à pretendida absolvição por atipicidade da conduta de posse de munição, o Supremo Tribunal Federal já decidiu, no HC n 117.559/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/9/13, que esse crime é de perigo abstrato: “HABEAS CORPUS. PORTE DE MUNIÇÃO DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO. ART. 14 DA LEI 10.826/2003. TIPICIDADE DA CONDUTA. CRIME DE PERIGO ABSTRATO. ORDEM DENEGADA. 1. O porte de munição de arma de fogo de uso permitido constitui crime de perigo abstrato, portanto irrelevante a presença da arma de fogo para sua tipificação (art. 14 da Lei 10.826/2003). Precedentes. 2. Habeas corpus denegado.” No mesmo sentido: “PENAL. HABEAS CORPUS. PORTE DE MUNIÇÃO. ATIPICIDADE DA CONDUTA. ABOLITIO CRIMINIS TEMPORÁRIA. MATÉRIA QUE NÃO FOI ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AUSÊNCIA DE LESIVIDADE DA CONDUTA. INTELIGÊNCIA DO ART. 14 DA LEI 10.826/2003. TIPICIDADE RECONHECIDA. CRIME DE PERIGO ABSTRATO. WRIT PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO,DENEGADA A ORDEM. I – A alegação de atipicidade da conduta decorrente da abolitio criminis temporária não pode ser conhecida, pois não foi objeto de exame pelo Superior Tribunal de 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP 14/8/13; HC n 114.592/MT, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/3/13). Por identidade de razões, melhor sorte não assiste ao recorrente quanto à alegada ausência de dolo no tocante ao crime do art. 16 da Lei n 10.826/03. Quanto à pretendida absolvição por atipicidade da conduta de posse de munição, o Supremo Tribunal Federal já decidiu, no HC n 117.559/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/9/13, que esse crime é de perigo abstrato: “HABEAS CORPUS. PORTE DE MUNIÇÃO DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO. ART. 14 DA LEI 10.826/2003. TIPICIDADE DA CONDUTA. CRIME DE PERIGO ABSTRATO. ORDEM DENEGADA. 1. O porte de munição de arma de fogo de uso permitido constitui crime de perigo abstrato, portanto irrelevante a presença da arma de fogo para sua tipificação (art. 14 da Lei 10.826/2003). Precedentes. 2. Habeas corpus denegado.” No mesmo sentido: “PENAL. HABEAS CORPUS. PORTE DE MUNIÇÃO. ATIPICIDADE DA CONDUTA. ABOLITIO CRIMINIS TEMPORÁRIA. MATÉRIA QUE NÃO FOI ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AUSÊNCIA DE LESIVIDADE DA CONDUTA. INTELIGÊNCIA DO ART. 14 DA LEI 10.826/2003. TIPICIDADE RECONHECIDA. CRIME DE PERIGO ABSTRATO. WRIT PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO,DENEGADA A ORDEM. I – A alegação de atipicidade da conduta decorrente da abolitio criminis temporária não pode ser conhecida, pois não foi objeto de exame pelo Superior Tribunal de 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP Justiça, e o seu conhecimento por esta Corte levaria à indevida supressão de instância e ao extravasamento dos limites de competência descritos no art. 102 da Constituição Federal. II - A objetividade jurídica da norma penal em comento transcende a mera proteção da incolumidade pessoal, para alcançar também a tutela da liberdade individual e do corpo social como um todo, asseguradas ambas pelo incremento dos níveis de segurança coletiva que a lei propicia. III - Mostra-se irrelevante, no caso, cogitar-se da lesividade da conduta de portar apenas a munição, porque a hipótese é de crime de perigo abstrato, para cuja caracterização não importa o resultado concreto da ação. IV – Habeas corpus conhecido em parte e, nessa extensão, denegada a ordem” (HC n 113.295/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 5/12/12). Por sua vez, a valoração negativa da personalidade do agente, com fundamento no art. 59 do Código Penal, não necessita de prova pericial, sendo aferível por qualquer meio de prova ou pela análise conjunta das provas amealhadas. A perícia somente se faz necessária, nos termos do art. 149 do Código de Processo Penal, quando houver fundada dúvida a respeito da integridade mental do agente, vale dizer, sobre sua capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de se determinar de acordo com esse entendimento, o que não é o caso. Outrossim, nos termos da Súmula n 719 desta Corte, “a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea”. Na espécie, a sentença conteve motivação suficientemente para a fixação do regime fechado, invocando-se a quantidade de droga apreendida em poder do recorrente e sua “personalidade deformada”, razão por que nada há que se reparar. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP Justiça, e o seu conhecimento por esta Corte levaria à indevida supressão de instância e ao extravasamento dos limites de competência descritos no art. 102 da Constituição Federal. II - A objetividade jurídica da norma penal em comento transcende a mera proteção da incolumidade pessoal, para alcançar também a tutela da liberdade individual e do corpo social como um todo, asseguradas ambas pelo incremento dos níveis de segurança coletiva que a lei propicia. III - Mostra-se irrelevante, no caso, cogitar-se da lesividade da conduta de portar apenas a munição, porque a hipótese é de crime de perigo abstrato, para cuja caracterização não importa o resultado concreto da ação. IV – Habeas corpus conhecido em parte e, nessa extensão, denegada a ordem” (HC n 113.295/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 5/12/12). Por sua vez, a valoração negativa da personalidade do agente, com fundamento no art. 59 do Código Penal, não necessita de prova pericial, sendo aferível por qualquer meio de prova ou pela análise conjunta das provas amealhadas. A perícia somente se faz necessária, nos termos do art. 149 do Código de Processo Penal, quando houver fundada dúvida a respeito da integridade mental do agente, vale dizer, sobre sua capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de se determinar de acordo com esse entendimento, o que não é o caso. Outrossim, nos termos da Súmula n 719 desta Corte, “a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea”. Na espécie, a sentença conteve motivação suficientemente para a fixação do regime fechado, invocando-se a quantidade de droga apreendida em poder do recorrente e sua “personalidade deformada”, razão por que nada há que se reparar. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 128726 / SP Finalmente, o pleito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação, como mero consectário do pedido principal, somente seria viável se o recurso viesse a ser provido para o fim de se anular o acórdão do tribunal local, o que não ocorreu. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. Concedo, porém, de ofício, ordem de habeas corpus, tão somente para aplicar, em seu grau máximo, o redutor previsto no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, fixando as penas do tráfico de drogas em 2 (dois) anos de reclusão e em 200 (duzentos) dias-multa, mantida, no mais, a condenação do recorrente. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Supremo Tribunal Federal RHC 128726 / SP Finalmente, o pleito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação, como mero consectário do pedido principal, somente seria viável se o recurso viesse a ser provido para o fim de se anular o acórdão do tribunal local, o que não ocorreu. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. Concedo, porém, de ofício, ordem de habeas corpus, tão somente para aplicar, em seu grau máximo, o redutor previsto no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, fixando as penas do tráfico de drogas em 2 (dois) anos de reclusão e em 200 (duzentos) dias-multa, mantida, no mais, a condenação do recorrente. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9346013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : CRISTIANO ALEXANDRE MARGARIDO RAPHAEL ADV.(A/S) : ELIZEU SOARES CAMERGO NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso. Concedeu, porém, de ofício, ordem de habeas corpus, tão somente para aplicar, em seu grau máximo, o redutor previsto no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, fixando as penas do tráfico de drogas em 2 (dois) anos de reclusão e em 200 (duzentos) dias- multa, mantida, no mais, a condenação do recorrente, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319897 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.726 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : CRISTIANO ALEXANDRE MARGARIDO RAPHAEL ADV.(A/S) : ELIZEU SOARES CAMERGO NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso. Concedeu, porém, de ofício, ordem de habeas corpus, tão somente para aplicar, em seu grau máximo, o redutor previsto no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, fixando as penas do tráfico de drogas em 2 (dois) anos de reclusão e em 200 (duzentos) dias- multa, mantida, no mais, a condenação do recorrente, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319897 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128 . 726", "RHC 128726 / SP", "RHC 128726 / SP", "HC n 315 . 106 / SP", "HABEAS CORPUS 128 . 726", "HC n 315 . 106 / SP", "RHC 128726 /", "HABEAS CORPUS 128 . 726", "HC n 315 . 106 / SP", "HABEAS CORPUS 128 . 726", "HC n 315 . 106 / SP", "RHC 128726 / SP", "HC n 74 . 095 / RS", "HC n 97 . 456 / RJ", "HC n 99 . 827", "HC n 112 . 207 / SP", "HC n 114 . 790 / SP", "HC n 92 . 020 / DF", "ARE n 742 . 212 / DF", "AI n 791 . 292 / PE - QO - RG", "RHC 128726 / SP", "HC n 74 . 095 / RS", "HC n 97 . 456 / RJ", "HC n 99 . 827 / CE", "HC n 112 . 207 / SP", "HC n 114 . 790 / SP", "HC n 92 . 020 / DF", "ARE n 742 . 212 / DF", "AI n 791 . 292 / PE - QO - RG", "RHC 128726 / SP", "RHC 128726 / SP", "ARE n 666 . 334 / AM - RG", "HC n 112 . 776 / MS", "HC n 109 . 193 / MG", "RHC 128726 / SP", "ARE n 666 . 334 / AM - RG", "HC n 112 . 776 / MS", "HC n 109 . 193 / MG", "RHC 128726 / SP", "HC n 126 . 242 / MS", "RHC n 105 . 150 / SP", "RHC n 121 . 092 / SP", "HC n 118 . 602 / SP", "HC n 111 . 398 / SP", "HC n 125 . 035 / MG", "HC n 122 . 295 / SP", "HC n 111 . 412 / TO", "RHC 128726 / SP", "HC n 126 . 242 / MS", "RHC n 105 . 150 / SP", "RHC n 121 . 092 / SP", "HC n 118 . 602 / SP", "HC n 111 . 398 / SP", "HC n 125 . 035 / MG", "HC n 122 . 295 / SP", "HC n 111 . 412 / TO", "RHC 128726 / SP", "HC n 114 . 592 / MT", "HC n 117 . 559 / MS", "RHC 128726 / SP", "HC n 114 . 592 / MT", "HC n 117 . 559 / MS", "RHC 128726 / SP", "HC n 113 . 295 / SP", "Súmula n 719 desta Corte", "RHC 128726 / SP", "HC n 113 . 295 / SP", "Súmula n 719 desta Corte", "RHC 128726", "RHC 128726 / SP", "HABEAS CORPUS 128 . 726" ], "LEGISLACAO": [ "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06", "Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06", "art . 16 , ’ caput ’ , da Lei n 10 . 826 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06", "art . 16 , ’ caput ’ , da Lei n 10 . 826 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 93 , IX da Constituição Federal de 1988 / 88", "Art . 93 , IX da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 93 , IX da Constituição Federal de 1988 / 88", "Art . 93 , IX da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 93 , inciso IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 93 , inciso IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 06", "art . 387 , § 2 . . . , do CPP", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 06", "art . 387 , § 2 . . . , do CPP", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 59 do Código Penal", "42 da Lei n 11 ; 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Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Sexta Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Ministério Público", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Ministério Público", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de 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Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira", "Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CRISTIANO ALEXANDRE MARGARIDO RAPHAEL", "ELIZEU SOARES CAMERGO NETO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "CRISTIANO ALEXANDRE MARGARIDO 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PIAUÍ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :MARIA DA CONCEIÇÃO MENDONÇA XAVIER DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOSÉ NORBERTO LOPES CAMPELO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONSELHEIRO DE TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. REMUNERAÇÃO. LEI ESTADUAL N. 5.888/2009. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291134. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PIAUÍ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :MARIA DA CONCEIÇÃO MENDONÇA XAVIER DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOSÉ NORBERTO LOPES CAMPELO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Piauí contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que assentou a legalidade do pagamento de parcela indenizatória ao membro do Tribunal de Contas estadual no exercício concomitante da função de Ouvidor. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. O Tribunal de origem decidiu que, “nos termos do art. 173 da Lei estadual n. 5.888/2009, ao membro da Corte de Contas do Estado do Piauí que exercer, simultaneamente, a função de Ouvidor tem o direito de receber como contraprestação o pagamento de vantagem de natureza indenizatória” (fl. 357). A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 5.888/2009). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Adicional de periculosidade. Agentes penitenciários estaduais remunerados por subsídio. 3. Leis 5.247/1991, 6.772/06 e 6.906/2008 do Estado de Alagoas. 4. Análise da legislação local e revolvimento do conjunto fático-probatório. Incidência das súmulas 279 e 280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 835.578-AgR, Relator o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291135. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PIAUÍ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :MARIA DA CONCEIÇÃO MENDONÇA XAVIER DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOSÉ NORBERTO LOPES CAMPELO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Piauí contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que assentou a legalidade do pagamento de parcela indenizatória ao membro do Tribunal de Contas estadual no exercício concomitante da função de Ouvidor. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. O Tribunal de origem decidiu que, “nos termos do art. 173 da Lei estadual n. 5.888/2009, ao membro da Corte de Contas do Estado do Piauí que exercer, simultaneamente, a função de Ouvidor tem o direito de receber como contraprestação o pagamento de vantagem de natureza indenizatória” (fl. 357). A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 5.888/2009). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Adicional de periculosidade. Agentes penitenciários estaduais remunerados por subsídio. 3. Leis 5.247/1991, 6.772/06 e 6.906/2008 do Estado de Alagoas. 4. Análise da legislação local e revolvimento do conjunto fático-probatório. Incidência das súmulas 279 e 280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 835.578-AgR, Relator o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 875319 AGR / PI Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 8.6.2015). “Agravo regimental no agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Lei Delegada nº 08/03 do Estado de Goiás. Subsídio. Natureza jurídica. Extensão a inativos. Ofensa a direito local. Reexame de fatos e provas. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário à análise de matéria ínsita ao plano normativo local e ao reexame dos fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido” (AI 593.581-AgR-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 23.10.2013). (...) Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 426-430). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015 (fl. 431), o Piauí interpõe em 10.8.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 432-435). 3. O Agravante sustenta que “do recurso extraordinário denegado extrai-se toda fundamentação necessária à compreensão da controvérsia e não demanda, de forma alguma, incursão em lei local, pois demonstrou que o acórdão recorrido violou o art. 37, XI da CF, na medida em que a percepção do percentual de 10 a 20% do subsídio de Conselheiro do TCE, faz com que a remuneração percebida pelo autor ultrapasse o teto remuneratório fixado na Carta Magna Federal. Ademais, no que pertine à incidência da súmula 280/STF, tal entendimento merece pronto rechaçamento na medida em que o recorrente prequestionou satisfatoriamente a violação constitucional aventada, pugnando pela incorreta aplicação da CF/88, visto que o Eg. TJPI inobservou que ao deferir o pleito da recorrida malferiu o contido no art. 37, XI” (fl. 434). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291135. Supremo Tribunal Federal ARE 875319 AGR / PI Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 8.6.2015). “Agravo regimental no agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Lei Delegada nº 08/03 do Estado de Goiás. Subsídio. Natureza jurídica. Extensão a inativos. Ofensa a direito local. Reexame de fatos e provas. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário à análise de matéria ínsita ao plano normativo local e ao reexame dos fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido” (AI 593.581-AgR-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 23.10.2013). (...) Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 426-430). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015 (fl. 431), o Piauí interpõe em 10.8.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 432-435). 3. O Agravante sustenta que “do recurso extraordinário denegado extrai-se toda fundamentação necessária à compreensão da controvérsia e não demanda, de forma alguma, incursão em lei local, pois demonstrou que o acórdão recorrido violou o art. 37, XI da CF, na medida em que a percepção do percentual de 10 a 20% do subsídio de Conselheiro do TCE, faz com que a remuneração percebida pelo autor ultrapasse o teto remuneratório fixado na Carta Magna Federal. Ademais, no que pertine à incidência da súmula 280/STF, tal entendimento merece pronto rechaçamento na medida em que o recorrente prequestionou satisfatoriamente a violação constitucional aventada, pugnando pela incorreta aplicação da CF/88, visto que o Eg. TJPI inobservou que ao deferir o pleito da recorrida malferiu o contido no art. 37, XI” (fl. 434). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PIAUÍ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 5.888/2009). Eventual ofensa à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PAGAMENTO DE ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação local, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição (Súmula 280/STF). Ademais, a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 757.820-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 20.2.2014). “A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. – Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291136. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PIAUÍ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 5.888/2009). Eventual ofensa à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PAGAMENTO DE ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação local, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição (Súmula 280/STF). Ademais, a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 757.820-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 20.2.2014). “A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. – Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291136. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 875319 AGR / PI normativo da Constituição da República” (ARE 873.020-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 8.6.2015). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291136. Supremo Tribunal Federal ARE 875319 AGR / PI normativo da Constituição da República” (ARE 873.020-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 8.6.2015). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291136. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PROCED. : PIAUÍ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO MENDONÇA XAVIER DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOSÉ NORBERTO LOPES CAMPELO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258800 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PROCED. : PIAUÍ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO MENDONÇA XAVIER DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOSÉ NORBERTO LOPES CAMPELO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258800 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9318826
2015-08-25T00:00:00
2015-09-04T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONSELHEIRO DE TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. REMUNERAÇÃO. LEI ESTADUAL N. 5.888/2009. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur318161
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280) ARE 757820 AgR (1ªT), ARE 873020 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 08/09/2015, MAD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
875319
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-005888 ANO-2009\n LEI ORDINÁRIA, PI" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 875319 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO MENDONÇA XAVIER DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOSÉ NORBERTO LOPES CAMPELO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PIAUÍ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :MARIA DA CONCEIÇÃO MENDONÇA XAVIER DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOSÉ NORBERTO LOPES CAMPELO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONSELHEIRO DE TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. REMUNERAÇÃO. LEI ESTADUAL N. 5.888/2009. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291134. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PIAUÍ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :MARIA DA CONCEIÇÃO MENDONÇA XAVIER DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOSÉ NORBERTO LOPES CAMPELO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Piauí contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que assentou a legalidade do pagamento de parcela indenizatória ao membro do Tribunal de Contas estadual no exercício concomitante da função de Ouvidor. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. O Tribunal de origem decidiu que, “nos termos do art. 173 da Lei estadual n. 5.888/2009, ao membro da Corte de Contas do Estado do Piauí que exercer, simultaneamente, a função de Ouvidor tem o direito de receber como contraprestação o pagamento de vantagem de natureza indenizatória” (fl. 357). A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 5.888/2009). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Adicional de periculosidade. Agentes penitenciários estaduais remunerados por subsídio. 3. Leis 5.247/1991, 6.772/06 e 6.906/2008 do Estado de Alagoas. 4. Análise da legislação local e revolvimento do conjunto fático-probatório. Incidência das súmulas 279 e 280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 835.578-AgR, Relator o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291135. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PIAUÍ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :MARIA DA CONCEIÇÃO MENDONÇA XAVIER DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOSÉ NORBERTO LOPES CAMPELO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Piauí contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que assentou a legalidade do pagamento de parcela indenizatória ao membro do Tribunal de Contas estadual no exercício concomitante da função de Ouvidor. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. O Tribunal de origem decidiu que, “nos termos do art. 173 da Lei estadual n. 5.888/2009, ao membro da Corte de Contas do Estado do Piauí que exercer, simultaneamente, a função de Ouvidor tem o direito de receber como contraprestação o pagamento de vantagem de natureza indenizatória” (fl. 357). A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 5.888/2009). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Adicional de periculosidade. Agentes penitenciários estaduais remunerados por subsídio. 3. Leis 5.247/1991, 6.772/06 e 6.906/2008 do Estado de Alagoas. 4. Análise da legislação local e revolvimento do conjunto fático-probatório. Incidência das súmulas 279 e 280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 835.578-AgR, Relator o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 875319 AGR / PI Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 8.6.2015). “Agravo regimental no agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Lei Delegada n 08/03 do Estado de Goiás. Subsídio. Natureza jurídica. Extensão a inativos. Ofensa a direito local. Reexame de fatos e provas. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário à análise de matéria ínsita ao plano normativo local e ao reexame dos fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido” (AI 593.581-AgR-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 23.10.2013). (...) Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 426-430). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015 (fl. 431), o Piauí interpõe em 10.8.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 432-435). 3. O Agravante sustenta que “do recurso extraordinário denegado extrai-se toda fundamentação necessária à compreensão da controvérsia e não demanda, de forma alguma, incursão em lei local, pois demonstrou que o acórdão recorrido violou o art. 37, XI da Constituição Federal de 1988, na medida em que a percepção do percentual de 10 a 20% do subsídio de Conselheiro do TCE, faz com que a remuneração percebida pelo autor ultrapasse o teto remuneratório fixado na Carta Magna Federal. Ademais, no que pertine à incidência da súmula 280/Supremo Tribunal Federal, tal entendimento merece pronto rechaçamento na medida em que o recorrente prequestionou satisfatoriamente a violação constitucional aventada, pugnando pela incorreta aplicação da Constituição Federal de 1988/88, visto que o Eg. TJPI inobservou que ao deferir o pleito da recorrida malferiu o contido no art. 37, XI” (fl. 434). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291135. Supremo Tribunal Federal ARE 875319 AGR / PI Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 8.6.2015). “Agravo regimental no agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Lei Delegada n 08/03 do Estado de Goiás. Subsídio. Natureza jurídica. Extensão a inativos. Ofensa a direito local. Reexame de fatos e provas. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário à análise de matéria ínsita ao plano normativo local e ao reexame dos fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido” (AI 593.581-AgR-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 23.10.2013). (...) Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 426-430). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015 (fl. 431), o Piauí interpõe em 10.8.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 432-435). 3. O Agravante sustenta que “do recurso extraordinário denegado extrai-se toda fundamentação necessária à compreensão da controvérsia e não demanda, de forma alguma, incursão em lei local, pois demonstrou que o acórdão recorrido violou o art. 37, XI da Constituição Federal de 1988, na medida em que a percepção do percentual de 10 a 20% do subsídio de Conselheiro do TCE, faz com que a remuneração percebida pelo autor ultrapasse o teto remuneratório fixado na Carta Magna Federal. Ademais, no que pertine à incidência da súmula 280/Supremo Tribunal Federal, tal entendimento merece pronto rechaçamento na medida em que o recorrente prequestionou satisfatoriamente a violação constitucional aventada, pugnando pela incorreta aplicação da Constituição Federal de 1988/88, visto que o Eg. TJPI inobservou que ao deferir o pleito da recorrida malferiu o contido no art. 37, XI” (fl. 434). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PIAUÍ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 5.888/2009). Eventual ofensa à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PAGAMENTO DE ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação local, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Ademais, a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 757.820-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 20.2.2014). “A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. – Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291136. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PIAUÍ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei estadual n. 5.888/2009). Eventual ofensa à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PAGAMENTO DE ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação local, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Ademais, a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 757.820-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 20.2.2014). “A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. – Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291136. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 875319 AGR / PI normativo da Constituição da República” (ARE 873.020-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 8.6.2015). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291136. Supremo Tribunal Federal ARE 875319 AGR / PI normativo da Constituição da República” (ARE 873.020-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 8.6.2015). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291136. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PROCED. : PIAUÍ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO MENDONÇA XAVIER DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOSÉ NORBERTO LOPES CAMPELO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258800 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875.319 PROCED. : PIAUÍ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO MENDONÇA XAVIER DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOSÉ NORBERTO LOPES CAMPELO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258800 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 835 . 578 - AgR", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 835 . 578 - AgR", "ARE 875319 AGR / PI", "Súmulas ns 280", "AI 593 . 581 - AgR - AgR", "súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 593 . 581 - AgR - AgR", "súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 757 . 820 - AgR", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 757 . 820 - AgR", "ARE 875319", "ARE 873 . 020 - AgR", "ARE 875319 AGR / PI", "ARE 873 . 020 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 875 . 319" ], "LEGISLACAO": [ "LEI ESTADUAL N . 5 . 888 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 173 da Lei estadual n . 5 . 888 / 2009", "Lei estadual n . 5 . 888 / 2009", "Constituição da República", "Leis 5 . 247 / 1991", "6", ".", "772", "/", "06", "6", ".", "906", "/", "2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 173 da Lei estadual n . 5 . 888 / 2009", "Lei estadual n . 5 . 888 / 2009", "Constituição da República", "Leis 5 . 247 / 1991", "6", ".", "772", "/", "06", "6", ".", "906", "/", "2008", "Estado", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Delegada n 08 / 03", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 37 , XI da Constituição Federal de 1988", "Carta Magna Federal", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Delegada n 08 / 03 do Estado de Goiás", "art . 544 , § 4 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: QUARTO AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. ADMINISTRATIVO. IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ. INCOMPETÊNCIA DO STF PARA JULGAMENTO ORIGINÁRIO DA AÇÃO. PRECEDENTES. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF SOMENTE NAS HIPÓTESES DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS OU DE MANDADO DE INJUNÇÃO CONTRA ATO DO CNJ. INEXISTÊNCIA, IGUALMENTE, DE POTENCIAL CONFLITO FEDERATIVO A ENSEJAR O CABIMENTO DA AÇÃO PELO ART. 102, I, ‘F’, DO TEXTO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A competência desta Corte para conhecer e julgar ações que questionam atos do Conselho Nacional de Justiça – CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP se limita às ações tipicamente constitucionais: mandados de segurança, mandados de injunção, habeas corpus e habeas data. Precedentes: AO 1.814-QO/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 03/12/2014; AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 18/02/2014. 2. A competência constitucional originária do Supremo Tribunal Federal para a ação prevista no art. 102, I, f, da Constituição Federal demanda a existência de situação de conflito capaz de abalar o pacto federativo. Precedentes: ACO 1.364, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 6/8/2010; ACO 1.140, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 26/5/2010; ACO 1.295-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 2/12/2010; ACO 1.480 QO, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248688. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 20/08/2010; Rcl 3.152, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 13/03/2009; RE 512.468 AgR, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 06/06/2008. 3. In casu, não se configuram as hipóteses de cabimento por qualquer das alíneas ‘f’ e ‘r’ do art. 102, I, do texto constitucional, inexistindo a competência originária desta Corte para processar e julgar o feito, que deve ser remetido ao órgão competente da Justiça Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de agosto de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248688. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 20/08/2010; Rcl 3.152, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 13/03/2009; RE 512.468 AgR, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 06/06/2008. 3. In casu, não se configuram as hipóteses de cabimento por qualquer das alíneas ‘f’ e ‘r’ do art. 102, I, do texto constitucional, inexistindo a competência originária desta Corte para processar e julgar o feito, que deve ser remetido ao órgão competente da Justiça Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de agosto de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248688. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul em face de decisão por mim proferida, na qual declarei a incompetência desta Corte para apreciar originariamente a presente ação. O decisum foi assim ementado: “AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. ADMINISTRATIVO. SUSPENSÃO DA APLICAÇÃO DA LEI ESTADUAL Nº 5.256/66 PELA NÃO-RECEPÇÃO PELA CF/88. DECISÃO DO CNJ. INCOMPETÊNCIA DO STF PARA JULGAMENTO DA AÇÃO. ENTENDIMENTO FIRMADO EM DECISÃO PLENÁRIA NA AO 1.706, REL. MIN. CELSO DE MELLO. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF SOMENTE NAS HIPÓTESES DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS OU DE MANDADO DE INJUNÇÃO CONTRA O CNJ. REMESSA DOS AUTOS AO ÓRGÃO COMPETENTE DA JUSTIÇA FEDERAL.” Nas suas razões de recurso, o agravante sustenta, em síntese, a competência originária desta Corte para o feito, com fundamento nas alíneas ‘f’ e ‘r’ do inciso I do art. 102 do texto constitucional. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248689. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul em face de decisão por mim proferida, na qual declarei a incompetência desta Corte para apreciar originariamente a presente ação. O decisum foi assim ementado: “AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. ADMINISTRATIVO. SUSPENSÃO DA APLICAÇÃO DA LEI ESTADUAL Nº 5.256/66 PELA NÃO-RECEPÇÃO PELA CF/88. DECISÃO DO CNJ. INCOMPETÊNCIA DO STF PARA JULGAMENTO DA AÇÃO. ENTENDIMENTO FIRMADO EM DECISÃO PLENÁRIA NA AO 1.706, REL. MIN. CELSO DE MELLO. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF SOMENTE NAS HIPÓTESES DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS OU DE MANDADO DE INJUNÇÃO CONTRA O CNJ. REMESSA DOS AUTOS AO ÓRGÃO COMPETENTE DA JUSTIÇA FEDERAL.” Nas suas razões de recurso, o agravante sustenta, em síntese, a competência originária desta Corte para o feito, com fundamento nas alíneas ‘f’ e ‘r’ do inciso I do art. 102 do texto constitucional. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248689. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Sucessivamente, requer a remessa do feito ao órgão competente da Justiça Federal. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248689. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Sucessivamente, requer a remessa do feito ao órgão competente da Justiça Federal. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248689. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação do agravante não merece prosperar. Isso porque em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante já destacado na decisão recorrida, esta Corte, no julgamento da AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 18/4/2014, firmou entendimento no sentido da incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar ações originárias de natureza civil instauradas contra o Conselho Nacional de Justiça, dando interpretação restrita ao art. 102, I, r, da Constituição Federal. A decisão Plenária restou assim ementada: “E M E N T A: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (CF, ART. 102, I, r) CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS (SE FOR O CASO) OU DE MANDADO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação do agravante não merece prosperar. Isso porque em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante já destacado na decisão recorrida, esta Corte, no julgamento da AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 18/4/2014, firmou entendimento no sentido da incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar ações originárias de natureza civil instauradas contra o Conselho Nacional de Justiça, dando interpretação restrita ao art. 102, I, r, da Constituição Federal. A decisão Plenária restou assim ementada: “E M E N T A: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (CF, ART. 102, I, r) CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS (SE FOR O CASO) OU DE MANDADO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS INJUNÇÃO NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (ÓRGÃO PERSONIFICADO DEFINIDO COMO SIMPLES PARTE FORMAL, INVESTIDO DE MERA PERSONALIDADE JUDICIÁRIA OU DE CAPACIDADE DE SER PARTE) FOR APONTADO COMO ÓRGÃO COATOR. LEGITIMAÇÃO PASSIVA AD CAUSAM DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, r, DA CONSTITUIÇÃO DOUTRINA PRECEDENTES AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de habeas data, de habeas corpus (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar-se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ad causam para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles writs constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples parte formal (Pontes de Miranda, Comentários ao Código de Processo Civil, tomo I/222-223, item n. 5, 4ª ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, Manual de Direito Administrativo, p. 15/17, item n. 5, 25ª ed., 2012, Atlas, v.g.), revestido de mera personalidade judiciária (Victor Nunes Leal, Problemas de Direito Público, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, Código de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS INJUNÇÃO NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (ÓRGÃO PERSONIFICADO DEFINIDO COMO SIMPLES PARTE FORMAL, INVESTIDO DE MERA PERSONALIDADE JUDICIÁRIA OU DE CAPACIDADE DE SER PARTE) FOR APONTADO COMO ÓRGÃO COATOR. LEGITIMAÇÃO PASSIVA AD CAUSAM DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, r, DA CONSTITUIÇÃO DOUTRINA PRECEDENTES AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de habeas data, de habeas corpus (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar-se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ad causam para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles writs constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples parte formal (Pontes de Miranda, Comentários ao Código de Processo Civil, tomo I/222-223, item n. 5, 4ª ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, Manual de Direito Administrativo, p. 15/17, item n. 5, 25ª ed., 2012, Atlas, v.g.), revestido de mera personalidade judiciária (Victor Nunes Leal, Problemas de Direito Público, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, Código de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Processo Civil, p. 101, 5ª ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior, Curso de Direito Processual Civil, vol. I/101, item n. 70, 54ª ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, Código de Processo Civil Comentado, p. 233, item n. 5, 13ª ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas d e q, da Constituição, a legitimação passiva ad causam referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes.” Ressalte-se o que restou consignado na decisão monocrática proferida na ACO 2.312, pelo Ministro Teori Zavascki, na qual aplicou este mesmo precedente: “Portanto, segundo a orientação adotada pelo Plenário, as ‘ações’ a que se refere o art. 102, I, ‘r’ da Constituição Federal são apenas as ações constitucionais de mandado de segurança, mandado de injunção, habeas data e habeas corpus. As demais ações em que se questionam atos do Conselho Nacional de Justiça – CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP submetem-se, consequentemente, ao regime de competência estabelecido pelas normas comuns de direito processual.” Igualmente, no que se refere ao art. 102, I, ‘r’, do texto constitucional, não vislumbro, in casu, conflito federativo, por não entender que a vergastada decisão do Conselho Nacional de Justiça – CNJ poderia influir 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Processo Civil, p. 101, 5ª ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior, Curso de Direito Processual Civil, vol. I/101, item n. 70, 54ª ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, Código de Processo Civil Comentado, p. 233, item n. 5, 13ª ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas d e q, da Constituição, a legitimação passiva ad causam referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes.” Ressalte-se o que restou consignado na decisão monocrática proferida na ACO 2.312, pelo Ministro Teori Zavascki, na qual aplicou este mesmo precedente: “Portanto, segundo a orientação adotada pelo Plenário, as ‘ações’ a que se refere o art. 102, I, ‘r’ da Constituição Federal são apenas as ações constitucionais de mandado de segurança, mandado de injunção, habeas data e habeas corpus. As demais ações em que se questionam atos do Conselho Nacional de Justiça – CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP submetem-se, consequentemente, ao regime de competência estabelecido pelas normas comuns de direito processual.” Igualmente, no que se refere ao art. 102, I, ‘r’, do texto constitucional, não vislumbro, in casu, conflito federativo, por não entender que a vergastada decisão do Conselho Nacional de Justiça – CNJ poderia influir 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS diretamente sobre a autonomia administrativa do Poder Judiciário de Estado-membro, não enxergando, no feito, qualquer ranhura ao pacto federativo, nos termos do art. 102, I, ‘f’, da Constituição Federal. Com efeito, após exame detido do voto do Conselheiro relator, no recurso administrativo no Pedido de Providências nº 3259- 47.2011.2.00.0000, o qual foi confirmado pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça, em sessão realizada em 14 de fevereiro de 2012, verifico que, em verdade, não houve juízo de inconstitucionalidade, ou não recepção, a evidenciar ato vedado ao CNJ. A propósito, veja-se o seguinte trecho do voto mencionado: “A determinação foi cumprida pelo Estado do Rio Grande do Sul por meio da Lei Complementar n.º 10.098, em 1994. Não há como se afastar a incidência da referida Lei Complementar aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul. Tampouco é possível concluir que a norma alcança apenas os servidores vinculados ao segundo grau de jurisdição, mormente porque os Órgãos Judicantes de primeira instância também se encontram sob a administração e supervisão do Tribunal de Justiça. Despida de razoabilidade a tese de que, mesmo após a edição da LC n.º 10.098/1994, por força dos artigos 649 e 650 da Lei n.º 5526/1966, continuaram os servidores de primeiro grau do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul a ser regidos pela regra mais antiga, a despeito de tratar-se de norma de natureza especial. Com efeito, a categoria dos servidores do Poder Judiciário do Estado é única, apesar de os seus serventuários encontrarem-se distribuídos entre os órgãos de primeiro e segundo graus de jurisdição. O próprio artigo 649 da Lei n.º 5.526/1966 não estabelecia a distinção suscitada pelo Requerido, de modo que não há como se concluir que, com o advento de norma direcionada a todos os servidores civis daquele Estado, somente parte dos servidores da Carreira Judiciária Estadual são por ela alcançados. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS diretamente sobre a autonomia administrativa do Poder Judiciário de Estado-membro, não enxergando, no feito, qualquer ranhura ao pacto federativo, nos termos do art. 102, I, ‘f’, da Constituição Federal. Com efeito, após exame detido do voto do Conselheiro relator, no recurso administrativo no Pedido de Providências nº 3259- 47.2011.2.00.0000, o qual foi confirmado pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça, em sessão realizada em 14 de fevereiro de 2012, verifico que, em verdade, não houve juízo de inconstitucionalidade, ou não recepção, a evidenciar ato vedado ao CNJ. A propósito, veja-se o seguinte trecho do voto mencionado: “A determinação foi cumprida pelo Estado do Rio Grande do Sul por meio da Lei Complementar n.º 10.098, em 1994. Não há como se afastar a incidência da referida Lei Complementar aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul. Tampouco é possível concluir que a norma alcança apenas os servidores vinculados ao segundo grau de jurisdição, mormente porque os Órgãos Judicantes de primeira instância também se encontram sob a administração e supervisão do Tribunal de Justiça. Despida de razoabilidade a tese de que, mesmo após a edição da LC n.º 10.098/1994, por força dos artigos 649 e 650 da Lei n.º 5526/1966, continuaram os servidores de primeiro grau do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul a ser regidos pela regra mais antiga, a despeito de tratar-se de norma de natureza especial. Com efeito, a categoria dos servidores do Poder Judiciário do Estado é única, apesar de os seus serventuários encontrarem-se distribuídos entre os órgãos de primeiro e segundo graus de jurisdição. O próprio artigo 649 da Lei n.º 5.526/1966 não estabelecia a distinção suscitada pelo Requerido, de modo que não há como se concluir que, com o advento de norma direcionada a todos os servidores civis daquele Estado, somente parte dos servidores da Carreira Judiciária Estadual são por ela alcançados. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Registre-se que não se está a declarar a inconstitucionalidade de preceito de Lei Estadual, mas a elucidar que a Lei Complementar n.º 10.098/1994 alcança, indistintamente, os servidores de primeiro e segundo graus do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul. Este Conselho Nacional de Justiça tem admitido, inclusive, seja afastada a aplicação de Lei Estadual que atente contra a Constituição da República ou os princípios nela fixados. Precedentes: ‘É sabido que este Conselho jamais poderia realizar controle difuso ou abstrato de constitucionalidade de norma estadual, porque estranho à sua natureza de órgão controlador da administrativa e financeira do Poder Judiciário. Contudo, conforme previsão constante do art. 103-B, § 4º, II da Constituição Federal, compete ao CNJ, dentre outras atribuições, ‘zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União’. Assim, considerando o permissivo constitucional, entende-se que o CNJ tem competência para determinar ao Tribunal que afaste a incidência da norma estadual que limita a participação de pessoas em certame público para a carreira da magistratura estadual em razão da idade, obedecendo-se então ao princípio da isonomia, um dos pilares do ordenamento jurídico brasileiro.’ (CNJ – PCA 5866 – Rel. Cons. Paulo Lobo – 61ª Sessão Ordinária – j. 30.04.2008) ‘PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE GOIÁS. CUMPRIMENTO DA LEI ESTADUAL N. 16.167/2007. CONVOCAÇÃO DE JUIZ 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Registre-se que não se está a declarar a inconstitucionalidade de preceito de Lei Estadual, mas a elucidar que a Lei Complementar n.º 10.098/1994 alcança, indistintamente, os servidores de primeiro e segundo graus do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul. Este Conselho Nacional de Justiça tem admitido, inclusive, seja afastada a aplicação de Lei Estadual que atente contra a Constituição da República ou os princípios nela fixados. Precedentes: ‘É sabido que este Conselho jamais poderia realizar controle difuso ou abstrato de constitucionalidade de norma estadual, porque estranho à sua natureza de órgão controlador da administrativa e financeira do Poder Judiciário. Contudo, conforme previsão constante do art. 103-B, § 4º, II da Constituição Federal, compete ao CNJ, dentre outras atribuições, ‘zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União’. Assim, considerando o permissivo constitucional, entende-se que o CNJ tem competência para determinar ao Tribunal que afaste a incidência da norma estadual que limita a participação de pessoas em certame público para a carreira da magistratura estadual em razão da idade, obedecendo-se então ao princípio da isonomia, um dos pilares do ordenamento jurídico brasileiro.’ (CNJ – PCA 5866 – Rel. Cons. Paulo Lobo – 61ª Sessão Ordinária – j. 30.04.2008) ‘PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE GOIÁS. CUMPRIMENTO DA LEI ESTADUAL N. 16.167/2007. CONVOCAÇÃO DE JUIZ 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS AUXILIAR PARA A PRESIDÊNCIA DA CORTE. FACULDADE DO TRIBUNAL. PEDIDO JULGADO IMPROCEDENTE. AFASTAMENTO DE NORMA ESTADUAL QUE FERE A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988. I. A convocação de juízes auxiliares é faculdade atribuída ao Presidente do Tribunal, não sendo matéria afeta às competências do Conselho Nacional de Justiça. II. Pode o Conselho Nacional de Justiça determinar aos Tribunais que afastem a incidência de norma estadual contrária à Constituição Federal.’ (CNJ – PCA 24703 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 73ª Sessão Ordinária – j. 06.11.2008) ‘PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. MAGISTRATURA. 1. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. COMPETÊNCIA PARA AFASTAMENTO DA APLICAÇÃO DE NORMA CONFLITANTE COM A CONSTITUIÇÃO NOS CASOS CONCRETOS. Em ambiente de múltiplos legitimados ao controle difuso da conformação constitucional dos atos normativos, há espaço de harmônico convívio entre o controle incidental de constitucionalidade e o controle direto, de competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal. 2. SUBSTITUIÇÃO EM ENTRÂNCIA OU INSTÂNCIA. DIREITO À CONTRAPRESTAÇÃO CORRESPONDENTE AO CARGO INTERINO. VALOR REMUNERATÓRIO FIXADO EM LEI ESTADUAL INFERIOR AO PATAMAR ESTIPULADO NA LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA. RESERVA DE LEI COMPLEMENTAR FEDERAL DE CARÁTER NACIONAL. Versando a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Lei Complementar nº 35/79) sobre o valor remuneratório decorrente das substituições por magistrados de entrância ou instância inferior (art. 124), não há chance constitucional para o exercício inovador da competência legislativa dos Estados 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS AUXILIAR PARA A PRESIDÊNCIA DA CORTE. FACULDADE DO TRIBUNAL. PEDIDO JULGADO IMPROCEDENTE. AFASTAMENTO DE NORMA ESTADUAL QUE FERE A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988. I. A convocação de juízes auxiliares é faculdade atribuída ao Presidente do Tribunal, não sendo matéria afeta às competências do Conselho Nacional de Justiça. II. Pode o Conselho Nacional de Justiça determinar aos Tribunais que afastem a incidência de norma estadual contrária à Constituição Federal.’ (CNJ – PCA 24703 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 73ª Sessão Ordinária – j. 06.11.2008) ‘PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. MAGISTRATURA. 1. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. COMPETÊNCIA PARA AFASTAMENTO DA APLICAÇÃO DE NORMA CONFLITANTE COM A CONSTITUIÇÃO NOS CASOS CONCRETOS. Em ambiente de múltiplos legitimados ao controle difuso da conformação constitucional dos atos normativos, há espaço de harmônico convívio entre o controle incidental de constitucionalidade e o controle direto, de competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal. 2. SUBSTITUIÇÃO EM ENTRÂNCIA OU INSTÂNCIA. DIREITO À CONTRAPRESTAÇÃO CORRESPONDENTE AO CARGO INTERINO. VALOR REMUNERATÓRIO FIXADO EM LEI ESTADUAL INFERIOR AO PATAMAR ESTIPULADO NA LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA. RESERVA DE LEI COMPLEMENTAR FEDERAL DE CARÁTER NACIONAL. Versando a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Lei Complementar nº 35/79) sobre o valor remuneratório decorrente das substituições por magistrados de entrância ou instância inferior (art. 124), não há chance constitucional para o exercício inovador da competência legislativa dos Estados 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS (CF, art. 93, caput), em detrimento da disciplina constante da lei nacional. 3. SUBSÍDIOS. SUBSISTÊNCIA DE ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. IMPOSSIBILIDADE. A introdução dos subsídios absorveu todas as verbas de caráter remuneratório, inclusive o adicional por tempo de serviço (Resolução nº 13/CNJ, art. 4º, III). Emergindo em processo aparente situação de afronta à regra constitucional de contenção remuneratória, deve o Conselho Nacional de Justiça, de ofício, no exercício de sua competência fiscalizatória, apurar eventuais desvios administrativos. Pedido acolhido para declarar a exigibilidade da contraprestação integral do cargo interinamente assumido. Ordem de prestação de informações sobre os valores remuneratórios pagos aos magistrados em atividade desde a véspera da implantação dos subsídios até o presente.’ (CNJ – PP 200810000022372 – Rel. Cons. Antônio Umberto de Souza Júnior – 80ª Sessão Ordinária – j. 17.03.2009) ‘AFASTAMENTO DE INCIDÊNCIA DE NORMA LOCAL. COMPETÊNCIA DE VARAS. PROCESSOS CÍVEIS. RESTRIÇÃO EM RELAÇÃO A BENEFICIÁRIOS DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA. 1. As normas locais que estabelecem competência para determinadas varas, em razão de uma das partes ser juridicamente necessitada ou da natureza privatizada ou estatizada da serventia judicial, têm caráter eminentemente discriminatório e podem comprometer a razoável duração do processo. Afastamento da incidência dessas normas.” (PP 1609). 2. A Constituição Federal garantiu amplo e igualitário acesso à justiça, não sendo admissível que a lei estadual imponha distinção entre jurisdicionados, em razão da sua situação econômica.’ (CNJ – PP 23484 – Rel. Cons. Paulo Lobo – 86ª Sessão Ordinária – j. 09.06.2009) – grifos acrescidos.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS (CF, art. 93, caput), em detrimento da disciplina constante da lei nacional. 3. SUBSÍDIOS. SUBSISTÊNCIA DE ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. IMPOSSIBILIDADE. A introdução dos subsídios absorveu todas as verbas de caráter remuneratório, inclusive o adicional por tempo de serviço (Resolução nº 13/CNJ, art. 4º, III). Emergindo em processo aparente situação de afronta à regra constitucional de contenção remuneratória, deve o Conselho Nacional de Justiça, de ofício, no exercício de sua competência fiscalizatória, apurar eventuais desvios administrativos. Pedido acolhido para declarar a exigibilidade da contraprestação integral do cargo interinamente assumido. Ordem de prestação de informações sobre os valores remuneratórios pagos aos magistrados em atividade desde a véspera da implantação dos subsídios até o presente.’ (CNJ – PP 200810000022372 – Rel. Cons. Antônio Umberto de Souza Júnior – 80ª Sessão Ordinária – j. 17.03.2009) ‘AFASTAMENTO DE INCIDÊNCIA DE NORMA LOCAL. COMPETÊNCIA DE VARAS. PROCESSOS CÍVEIS. RESTRIÇÃO EM RELAÇÃO A BENEFICIÁRIOS DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA. 1. As normas locais que estabelecem competência para determinadas varas, em razão de uma das partes ser juridicamente necessitada ou da natureza privatizada ou estatizada da serventia judicial, têm caráter eminentemente discriminatório e podem comprometer a razoável duração do processo. Afastamento da incidência dessas normas.” (PP 1609). 2. A Constituição Federal garantiu amplo e igualitário acesso à justiça, não sendo admissível que a lei estadual imponha distinção entre jurisdicionados, em razão da sua situação econômica.’ (CNJ – PP 23484 – Rel. Cons. Paulo Lobo – 86ª Sessão Ordinária – j. 09.06.2009) – grifos acrescidos.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Conforme se percebe, não houve juízo de validade ou não da Legislação Estadual em confronto com a Constituição Federal ou Estadual, conforme aduz o autor em sua peça vestibular. O Conselho Nacional de Justiça, limitou-se a prover o recurso administrativo nos autos do Pedido de Providência nº 3259-47.2011.2.00.0000 para “conhecer do Pedido de Providência e julgá-lo procedente, para declarar aplicável a Lei Complementar n.º 10.098/1994, do Estado do Rio Grande do Sul, a toda a categoria do servidores do Poder Judiciário do Estado inclusive no que se refere à instrução e julgamento dos Processos Administrativos Disciplinares”. Dessa forma, a atuação do CNJ deu-se nos moldes do que preconiza o texto constitucional e a jurisprudência desta Corte (no exercício de competência eminentemente administrativa, voltado ao controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura, excetuado o controle realizado sobre o Supremo Tribunal Federal e os seus Ministros), não parecendo ter exorbitado de suas atribuições, pelo que a decisão administrativa proferida é incapaz de fragilizar a autonomia e independência do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul – não se caracterizando a tensão entre a independência e harmonia dos poderes constituídos e a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil, necessária à cognoscibilidade originária desta ação pelo Supremo Tribunal Federal (art. 102, I, ‘f’ da CF/88). Assim, inocorrente, na espécie relação capaz de causar vulneração ao princípio federativo por não caracterização de pressuposto lógico necessária à caracterização do referido conflito. Nesse contexto, não se pode confundir conflito federativo com conflito de entes federados. Essa é a orientação adotada pela jurisprudência desta Corte, conforme os seguintes julgados: ACO 1.364, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 6/8/2010; ACO 1.140, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 26/5/2010; ACO 1.295-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 2/12/2010, este último assim ementado (grifos meus): “Ação civil originária. Infraero contra município. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Conforme se percebe, não houve juízo de validade ou não da Legislação Estadual em confronto com a Constituição Federal ou Estadual, conforme aduz o autor em sua peça vestibular. O Conselho Nacional de Justiça, limitou-se a prover o recurso administrativo nos autos do Pedido de Providência nº 3259-47.2011.2.00.0000 para “conhecer do Pedido de Providência e julgá-lo procedente, para declarar aplicável a Lei Complementar n.º 10.098/1994, do Estado do Rio Grande do Sul, a toda a categoria do servidores do Poder Judiciário do Estado inclusive no que se refere à instrução e julgamento dos Processos Administrativos Disciplinares”. Dessa forma, a atuação do CNJ deu-se nos moldes do que preconiza o texto constitucional e a jurisprudência desta Corte (no exercício de competência eminentemente administrativa, voltado ao controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura, excetuado o controle realizado sobre o Supremo Tribunal Federal e os seus Ministros), não parecendo ter exorbitado de suas atribuições, pelo que a decisão administrativa proferida é incapaz de fragilizar a autonomia e independência do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul – não se caracterizando a tensão entre a independência e harmonia dos poderes constituídos e a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil, necessária à cognoscibilidade originária desta ação pelo Supremo Tribunal Federal (art. 102, I, ‘f’ da CF/88). Assim, inocorrente, na espécie relação capaz de causar vulneração ao princípio federativo por não caracterização de pressuposto lógico necessária à caracterização do referido conflito. Nesse contexto, não se pode confundir conflito federativo com conflito de entes federados. Essa é a orientação adotada pela jurisprudência desta Corte, conforme os seguintes julgados: ACO 1.364, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 6/8/2010; ACO 1.140, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 26/5/2010; ACO 1.295-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 2/12/2010, este último assim ementado (grifos meus): “Ação civil originária. Infraero contra município. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Imunidade recíproca. Ausência de conflito federativo. Literalidade da competência originária do Supremo Tribunal Federal. Art. 102, I, “f”. Agravo regimental não provido. 1. Não compete a esta Corte, em sede originária, processar e julgar causas que antagonizem empresa pública federal a município. A literalidade do art. 102, I, “f”, da Constituição não indica os municípios no rol de entes federativos aptos a desencadear o exercício da jurisdição originária deste Tribunal. 2. Nos termos da jurisprudência desta Corte, “[a] aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação” (ACO 1.048-QO, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJ de 31/10/07). Contudo, esse entendimento não tem o efeito de ampliar a competência definida no art. 102, I, “f”, da Carta Magna, às causas envolvendo municípios. 3. Diferença entre conflito entre entes federados e conflito federativo: enquanto no primeiro, pelo prisma subjetivo, observa-se a litigância judicial promovida pelos membros da Federação, no segundo, para além da participação desses na lide, a conflituosidade da causa importa em potencial desestabilização do próprio pacto federativo. Há, portanto, distinção de magnitude nas hipóteses aventadas, sendo que o legislador constitucional restringiu a atuação da Corte à última delas, nos moldes fixados no Texto Magno, e não incluiu os litígios e as causas envolvendo municípios como ensejadores de conflito federativo apto a exigir a competência originária da Corte. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Impende asseverar, ainda, que o Supremo Tribunal Federal não pode servir de instância revisora de todo e qualquer ato praticado pelo conselho nacional de Justiça CNJ ou pelo conselho nacional do Ministério Público - CNMP. Mostra-se absolutamente necessária a compreensão da ratio essendi do referido permissivo constitucional. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Imunidade recíproca. Ausência de conflito federativo. Literalidade da competência originária do Supremo Tribunal Federal. Art. 102, I, “f”. Agravo regimental não provido. 1. Não compete a esta Corte, em sede originária, processar e julgar causas que antagonizem empresa pública federal a município. A literalidade do art. 102, I, “f”, da Constituição não indica os municípios no rol de entes federativos aptos a desencadear o exercício da jurisdição originária deste Tribunal. 2. Nos termos da jurisprudência desta Corte, “[a] aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação” (ACO 1.048-QO, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJ de 31/10/07). Contudo, esse entendimento não tem o efeito de ampliar a competência definida no art. 102, I, “f”, da Carta Magna, às causas envolvendo municípios. 3. Diferença entre conflito entre entes federados e conflito federativo: enquanto no primeiro, pelo prisma subjetivo, observa-se a litigância judicial promovida pelos membros da Federação, no segundo, para além da participação desses na lide, a conflituosidade da causa importa em potencial desestabilização do próprio pacto federativo. Há, portanto, distinção de magnitude nas hipóteses aventadas, sendo que o legislador constitucional restringiu a atuação da Corte à última delas, nos moldes fixados no Texto Magno, e não incluiu os litígios e as causas envolvendo municípios como ensejadores de conflito federativo apto a exigir a competência originária da Corte. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Impende asseverar, ainda, que o Supremo Tribunal Federal não pode servir de instância revisora de todo e qualquer ato praticado pelo conselho nacional de Justiça CNJ ou pelo conselho nacional do Ministério Público - CNMP. Mostra-se absolutamente necessária a compreensão da ratio essendi do referido permissivo constitucional. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Dessa forma, o decisum recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte, não merecendo qualquer reparo. Entendo não ser cabível a competência originária do STF para o feito por qualquer das alíneas ‘f’ e ‘r’ do texto constitucional, devendo os autos serem remetidos ao órgão competente da Justiça Federal. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Dessa forma, o decisum recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte, não merecendo qualquer reparo. Entendo não ser cabível a competência originária do STF para o feito por qualquer das alíneas ‘f’ e ‘r’ do texto constitucional, devendo os autos serem remetidos ao órgão competente da Justiça Federal. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268548 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268548 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9293664
2015-08-18T00:00:00
2015-09-02T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
Ementa: QUARTO AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. ADMINISTRATIVO. IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ. INCOMPETÊNCIA DO STF PARA JULGAMENTO ORIGINÁRIO DA AÇÃO. PRECEDENTES. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF SOMENTE NAS HIPÓTESES DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS OU DE MANDADO DE INJUNÇÃO CONTRA ATO DO CNJ. INEXISTÊNCIA, IGUALMENTE, DE POTENCIAL CONFLITO FEDERATIVO A ENSEJAR O CABIMENTO DA AÇÃO PELO ART. 102, I, ‘F’, DO TEXTO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A competência desta Corte para conhecer e julgar ações que questionam atos do Conselho Nacional de Justiça – CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP se limita às ações tipicamente constitucionais: mandados de segurança, mandados de injunção, habeas corpus e habeas data. Precedentes: AO 1.814-QO/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 03/12/2014; AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 18/02/2014. 2. A competência constitucional originária do Supremo Tribunal Federal para a ação prevista no art. 102, I, f, da Constituição Federal demanda a existência de situação de conflito capaz de abalar o pacto federativo. Precedentes: ACO 1.364, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 6/8/2010; ACO 1.140, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 26/5/2010; ACO 1.295-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 2/12/2010; ACO 1.480 QO, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 20/08/2010; Rcl 3.152, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 13/03/2009; RE 512.468 AgR, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 06/06/2008. 3. In casu, não se configuram as hipóteses de cabimento por qualquer das alíneas ‘f’ e ‘r’ do art. 102, I, do texto constitucional, inexistindo a competência originária desta Corte para processar e julgar o feito, que deve ser remetido ao órgão competente da Justiça Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur317683
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, STF, CONFLITO FEDERATIVO) Rcl 3152 (TP), RE 512468 AgR (2ªT), ACO 1364 AgR (TP), ACO 1480 QO (TP), ACO 1295 AgR-segundo (TP). (COMPETÊNCIA, STF, JULGAMENTO, AÇÃO ORIGINÁRIA, CNJ) AO 1706 AgR (TP), AO 1814 QO (TP). - Decisões monocráticas citadas: (COMPETÊNCIA, STF, CONFLITO FEDERATIVO) ACO 1140. (COMPETÊNCIA, STF, JULGAMENTO, AÇÃO ORIGINÁRIA, CNJ) ACO 2312. - Veja Pedido de Providência nº 3259-47.2011.2.00.0000 do CNJ. Número de páginas: 15. Análise: 05/10/2015, JRS. Revisão: 30/11/2015, KBP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1987
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-F LET-R\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ACO-AgR-quarto
acordaos
ACO 1987 AgR-quarto
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AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: QUARTO AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. ADMINISTRATIVO. IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ. INCOMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal PARA JULGAMENTO ORIGINÁRIO DA AÇÃO. PRECEDENTES. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal SOMENTE NAS HIPÓTESES DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS OU DE MANDADO DE INJUNÇÃO CONTRA ATO DO CNJ. INEXISTÊNCIA, IGUALMENTE, DE POTENCIAL CONFLITO FEDERATIVO A ENSEJAR O CABIMENTO DA AÇÃO PELO ART. 102, I, ‘F’, DO TEXTO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A competência desta Corte para conhecer e julgar ações que questionam atos do Conselho Nacional de Justiça – CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP se limita às ações tipicamente constitucionais: mandados de segurança, mandados de injunção, habeas corpus e habeas data. Precedentes: AO 1.814-QO/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 03/12/2014; AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 18/02/2014. 2. A competência constitucional originária do Supremo Tribunal Federal para a ação prevista no art. 102, I, f, da Constituição Federal demanda a existência de situação de conflito capaz de abalar o pacto federativo. Precedentes: ACO 1.364, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 6/8/2010; ACO 1.140, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 26/5/2010; ACO 1.295-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 2/12/2010; ACO 1.480 QO, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248688. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 20/08/2010; Rcl 3.152, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 13/03/2009; Recurso Extraordinário 512.468 AgR, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 06/06/2008. 3. In casu, não se configuram as hipóteses de cabimento por qualquer das alíneas ‘f’ e ‘r’ do art. 102, I, do texto constitucional, inexistindo a competência originária desta Corte para processar e julgar o feito, que deve ser remetido ao órgão competente da Justiça Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de agosto de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248688. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 20/08/2010; Rcl 3.152, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 13/03/2009; Recurso Extraordinário 512.468 AgR, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 06/06/2008. 3. In casu, não se configuram as hipóteses de cabimento por qualquer das alíneas ‘f’ e ‘r’ do art. 102, I, do texto constitucional, inexistindo a competência originária desta Corte para processar e julgar o feito, que deve ser remetido ao órgão competente da Justiça Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de agosto de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248688. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul em face de decisão por mim proferida, na qual declarei a incompetência desta Corte para apreciar originariamente a presente ação. O decisum foi assim ementado: “AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. ADMINISTRATIVO. SUSPENSÃO DA APLICAÇÃO DA LEI ESTADUAL n 5.256/66 PELA NÃO-RECEPÇÃO PELA Constituição Federal de 1988/88. DECISÃO DO CNJ. INCOMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal PARA JULGAMENTO DA AÇÃO. ENTENDIMENTO FIRMADO EM DECISÃO PLENÁRIA NA AO 1.706, REL. MIN. CELSO DE MELLO. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal SOMENTE NAS HIPÓTESES DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS OU DE MANDADO DE INJUNÇÃO CONTRA O CNJ. REMESSA DOS AUTOS AO ÓRGÃO COMPETENTE DA JUSTIÇA FEDERAL.” Nas suas razões de recurso, o agravante sustenta, em síntese, a competência originária desta Corte para o feito, com fundamento nas alíneas ‘f’ e ‘r’ do inciso I do art. 102 do texto constitucional. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248689. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul em face de decisão por mim proferida, na qual declarei a incompetência desta Corte para apreciar originariamente a presente ação. O decisum foi assim ementado: “AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. ADMINISTRATIVO. SUSPENSÃO DA APLICAÇÃO DA LEI ESTADUAL n 5.256/66 PELA NÃO-RECEPÇÃO PELA Constituição Federal de 1988/88. DECISÃO DO CNJ. INCOMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal PARA JULGAMENTO DA AÇÃO. ENTENDIMENTO FIRMADO EM DECISÃO PLENÁRIA NA AO 1.706, REL. MIN. CELSO DE MELLO. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal SOMENTE NAS HIPÓTESES DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS OU DE MANDADO DE INJUNÇÃO CONTRA O CNJ. REMESSA DOS AUTOS AO ÓRGÃO COMPETENTE DA JUSTIÇA FEDERAL.” Nas suas razões de recurso, o agravante sustenta, em síntese, a competência originária desta Corte para o feito, com fundamento nas alíneas ‘f’ e ‘r’ do inciso I do art. 102 do texto constitucional. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248689. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Sucessivamente, requer a remessa do feito ao órgão competente da Justiça Federal. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248689. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Sucessivamente, requer a remessa do feito ao órgão competente da Justiça Federal. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248689. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação do agravante não merece prosperar. Isso porque em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante já destacado na decisão recorrida, esta Corte, no julgamento da AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 18/4/2014, firmou entendimento no sentido da incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar ações originárias de natureza civil instauradas contra o Conselho Nacional de Justiça, dando interpretação restrita ao art. 102, I, r, da Constituição Federal. A decisão Plenária restou assim ementada: “E M E N T A: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, r) CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS (SE FOR O CASO) OU DE MANDADO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação do agravante não merece prosperar. Isso porque em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante já destacado na decisão recorrida, esta Corte, no julgamento da AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 18/4/2014, firmou entendimento no sentido da incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar ações originárias de natureza civil instauradas contra o Conselho Nacional de Justiça, dando interpretação restrita ao art. 102, I, r, da Constituição Federal. A decisão Plenária restou assim ementada: “E M E N T A: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, r) CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS (SE FOR O CASO) OU DE MANDADO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS INJUNÇÃO NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (ÓRGÃO PERSONIFICADO DEFINIDO COMO SIMPLES PARTE FORMAL, INVESTIDO DE MERA PERSONALIDADE JUDICIÁRIA OU DE CAPACIDADE DE SER PARTE) FOR APONTADO COMO ÓRGÃO COATOR. LEGITIMAÇÃO PASSIVA AD CAUSAM DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, r, DA CONSTITUIÇÃO DOUTRINA PRECEDENTES AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de habeas data, de habeas corpus (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar-se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ad causam para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles writs constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples parte formal (Pontes de Miranda, Comentários ao Código de Processo Civil, tomo I/222-223, item n. 5, 4... ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, Manual de Direito Administrativo, p. 15/17, item n. 5, 25... ed., 2012, Atlas, v.g.), revestido de mera personalidade judiciária (Victor Nunes Leal, Problemas de Direito Público, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, Código de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS INJUNÇÃO NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (ÓRGÃO PERSONIFICADO DEFINIDO COMO SIMPLES PARTE FORMAL, INVESTIDO DE MERA PERSONALIDADE JUDICIÁRIA OU DE CAPACIDADE DE SER PARTE) FOR APONTADO COMO ÓRGÃO COATOR. LEGITIMAÇÃO PASSIVA AD CAUSAM DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, r, DA CONSTITUIÇÃO DOUTRINA PRECEDENTES AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de habeas data, de habeas corpus (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar-se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ad causam para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles writs constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples parte formal (Pontes de Miranda, Comentários ao Código de Processo Civil, tomo I/222-223, item n. 5, 4... ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, Manual de Direito Administrativo, p. 15/17, item n. 5, 25... ed., 2012, Atlas, v.g.), revestido de mera personalidade judiciária (Victor Nunes Leal, Problemas de Direito Público, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, Código de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Processo Civil, p. 101, 5... ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior, Curso de Direito Processual Civil, vol. I/101, item n. 70, 54... ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, Código de Processo Civil Comentado, p. 233, item n. 5, 13... ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas d e q, da Constituição, a legitimação passiva ad causam referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes.” Ressalte-se o que restou consignado na decisão monocrática proferida na ACO 2.312, pelo Ministro Teori Zavascki, na qual aplicou este mesmo precedente: “Portanto, segundo a orientação adotada pelo Plenário, as ‘ações’ a que se refere o art. 102, I, ‘r’ da Constituição Federal são apenas as ações constitucionais de mandado de segurança, mandado de injunção, habeas data e habeas corpus. As demais ações em que se questionam atos do Conselho Nacional de Justiça – CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP submetem-se, consequentemente, ao regime de competência estabelecido pelas normas comuns de direito processual.” Igualmente, no que se refere ao art. 102, I, ‘r’, do texto constitucional, não vislumbro, in casu, conflito federativo, por não entender que a vergastada decisão do Conselho Nacional de Justiça – CNJ poderia influir 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Processo Civil, p. 101, 5... ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior, Curso de Direito Processual Civil, vol. I/101, item n. 70, 54... ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, Código de Processo Civil Comentado, p. 233, item n. 5, 13... ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas d e q, da Constituição, a legitimação passiva ad causam referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes.” Ressalte-se o que restou consignado na decisão monocrática proferida na ACO 2.312, pelo Ministro Teori Zavascki, na qual aplicou este mesmo precedente: “Portanto, segundo a orientação adotada pelo Plenário, as ‘ações’ a que se refere o art. 102, I, ‘r’ da Constituição Federal são apenas as ações constitucionais de mandado de segurança, mandado de injunção, habeas data e habeas corpus. As demais ações em que se questionam atos do Conselho Nacional de Justiça – CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP submetem-se, consequentemente, ao regime de competência estabelecido pelas normas comuns de direito processual.” Igualmente, no que se refere ao art. 102, I, ‘r’, do texto constitucional, não vislumbro, in casu, conflito federativo, por não entender que a vergastada decisão do Conselho Nacional de Justiça – CNJ poderia influir 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS diretamente sobre a autonomia administrativa do Poder Judiciário de Estado-membro, não enxergando, no feito, qualquer ranhura ao pacto federativo, nos termos do art. 102, I, ‘f’, da Constituição Federal. Com efeito, após exame detido do voto do Conselheiro relator, no recurso administrativo no Pedido de Providências n 3259- 47.2011.2.00.0000, o qual foi confirmado pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça, em sessão realizada em 14 de fevereiro de 2012, verifico que, em verdade, não houve juízo de inconstitucionalidade, ou não recepção, a evidenciar ato vedado ao CNJ. A propósito, veja-se o seguinte trecho do voto mencionado: “A determinação foi cumprida pelo Estado do Rio Grande do Sul por meio da Lei Complementar n. 10.098, em 1994. Não há como se afastar a incidência da referida Lei Complementar aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul. Tampouco é possível concluir que a norma alcança apenas os servidores vinculados ao segundo grau de jurisdição, mormente porque os Órgãos Judicantes de primeira instância também se encontram sob a administração e supervisão do Tribunal de Justiça. Despida de razoabilidade a tese de que, mesmo após a edição da Lei Complementar n. 10.098/1994, por força dos artigos 649 e 650 da Lei n. 5526/1966, continuaram os servidores de primeiro grau do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul a ser regidos pela regra mais antiga, a despeito de tratar-se de norma de natureza especial. Com efeito, a categoria dos servidores do Poder Judiciário do Estado é única, apesar de os seus serventuários encontrarem-se distribuídos entre os órgãos de primeiro e segundo graus de jurisdição. O próprio artigo 649 da Lei n. 5.526/1966 não estabelecia a distinção suscitada pelo Requerido, de modo que não há como se concluir que, com o advento de norma direcionada a todos os servidores civis daquele Estado, somente parte dos servidores da Carreira Judiciária Estadual são por ela alcançados. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS diretamente sobre a autonomia administrativa do Poder Judiciário de Estado-membro, não enxergando, no feito, qualquer ranhura ao pacto federativo, nos termos do art. 102, I, ‘f’, da Constituição Federal. Com efeito, após exame detido do voto do Conselheiro relator, no recurso administrativo no Pedido de Providências n 3259- 47.2011.2.00.0000, o qual foi confirmado pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça, em sessão realizada em 14 de fevereiro de 2012, verifico que, em verdade, não houve juízo de inconstitucionalidade, ou não recepção, a evidenciar ato vedado ao CNJ. A propósito, veja-se o seguinte trecho do voto mencionado: “A determinação foi cumprida pelo Estado do Rio Grande do Sul por meio da Lei Complementar n. 10.098, em 1994. Não há como se afastar a incidência da referida Lei Complementar aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul. Tampouco é possível concluir que a norma alcança apenas os servidores vinculados ao segundo grau de jurisdição, mormente porque os Órgãos Judicantes de primeira instância também se encontram sob a administração e supervisão do Tribunal de Justiça. Despida de razoabilidade a tese de que, mesmo após a edição da Lei Complementar n. 10.098/1994, por força dos artigos 649 e 650 da Lei n. 5526/1966, continuaram os servidores de primeiro grau do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul a ser regidos pela regra mais antiga, a despeito de tratar-se de norma de natureza especial. Com efeito, a categoria dos servidores do Poder Judiciário do Estado é única, apesar de os seus serventuários encontrarem-se distribuídos entre os órgãos de primeiro e segundo graus de jurisdição. O próprio artigo 649 da Lei n. 5.526/1966 não estabelecia a distinção suscitada pelo Requerido, de modo que não há como se concluir que, com o advento de norma direcionada a todos os servidores civis daquele Estado, somente parte dos servidores da Carreira Judiciária Estadual são por ela alcançados. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Registre-se que não se está a declarar a inconstitucionalidade de preceito de Lei Estadual, mas a elucidar que a Lei Complementar n. 10.098/1994 alcança, indistintamente, os servidores de primeiro e segundo graus do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul. Este Conselho Nacional de Justiça tem admitido, inclusive, seja afastada a aplicação de Lei Estadual que atente contra a Constituição da República ou os princípios nela fixados. Precedentes: ‘É sabido que este Conselho jamais poderia realizar controle difuso ou abstrato de constitucionalidade de norma estadual, porque estranho à sua natureza de órgão controlador da administrativa e financeira do Poder Judiciário. Contudo, conforme previsão constante do art. 103-B, § 4..., II da Constituição Federal, compete ao CNJ, dentre outras atribuições, ‘zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União’. Assim, considerando o permissivo constitucional, entende-se que o CNJ tem competência para determinar ao Tribunal que afaste a incidência da norma estadual que limita a participação de pessoas em certame público para a carreira da magistratura estadual em razão da idade, obedecendo-se então ao princípio da isonomia, um dos pilares do ordenamento jurídico brasileiro.’ (CNJ – PCA 5866 – Rel. Cons. Paulo Lobo – 61... Sessão Ordinária – j. 30.04.2008) ‘PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE GOIÁS. CUMPRIMENTO DA LEI ESTADUAL N. 16.167/2007. CONVOCAÇÃO DE JUIZ 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Registre-se que não se está a declarar a inconstitucionalidade de preceito de Lei Estadual, mas a elucidar que a Lei Complementar n. 10.098/1994 alcança, indistintamente, os servidores de primeiro e segundo graus do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul. Este Conselho Nacional de Justiça tem admitido, inclusive, seja afastada a aplicação de Lei Estadual que atente contra a Constituição da República ou os princípios nela fixados. Precedentes: ‘É sabido que este Conselho jamais poderia realizar controle difuso ou abstrato de constitucionalidade de norma estadual, porque estranho à sua natureza de órgão controlador da administrativa e financeira do Poder Judiciário. Contudo, conforme previsão constante do art. 103-B, § 4..., II da Constituição Federal, compete ao CNJ, dentre outras atribuições, ‘zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União’. Assim, considerando o permissivo constitucional, entende-se que o CNJ tem competência para determinar ao Tribunal que afaste a incidência da norma estadual que limita a participação de pessoas em certame público para a carreira da magistratura estadual em razão da idade, obedecendo-se então ao princípio da isonomia, um dos pilares do ordenamento jurídico brasileiro.’ (CNJ – PCA 5866 – Rel. Cons. Paulo Lobo – 61... Sessão Ordinária – j. 30.04.2008) ‘PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE GOIÁS. CUMPRIMENTO DA LEI ESTADUAL N. 16.167/2007. CONVOCAÇÃO DE JUIZ 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS AUXILIAR PARA A PRESIDÊNCIA DA CORTE. FACULDADE DO TRIBUNAL. PEDIDO JULGADO IMPROCEDENTE. AFASTAMENTO DE NORMA ESTADUAL QUE FERE A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988. I. A convocação de juízes auxiliares é faculdade atribuída ao Presidente do Tribunal, não sendo matéria afeta às competências do Conselho Nacional de Justiça. II. Pode o Conselho Nacional de Justiça determinar aos Tribunais que afastem a incidência de norma estadual contrária à Constituição Federal.’ (CNJ – PCA 24703 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 73... Sessão Ordinária – j. 06.11.2008) ‘PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. MAGISTRATURA. 1. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. COMPETÊNCIA PARA AFASTAMENTO DA APLICAÇÃO DE NORMA CONFLITANTE COM A CONSTITUIÇÃO NOS CASOS CONCRETOS. Em ambiente de múltiplos legitimados ao controle difuso da conformação constitucional dos atos normativos, há espaço de harmônico convívio entre o controle incidental de constitucionalidade e o controle direto, de competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal. 2. SUBSTITUIÇÃO EM ENTRÂNCIA OU INSTÂNCIA. DIREITO À CONTRAPRESTAÇÃO CORRESPONDENTE AO CARGO INTERINO. VALOR REMUNERATÓRIO FIXADO EM LEI ESTADUAL INFERIOR AO PATAMAR ESTIPULADO NA LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA. RESERVA DE LEI COMPLEMENTAR FEDERAL DE CARÁTER NACIONAL. Versando a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Lei Complementar n 35/79) sobre o valor remuneratório decorrente das substituições por magistrados de entrância ou instância inferior (art. 124), não há chance constitucional para o exercício inovador da competência legislativa dos Estados 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS AUXILIAR PARA A PRESIDÊNCIA DA CORTE. FACULDADE DO TRIBUNAL. PEDIDO JULGADO IMPROCEDENTE. AFASTAMENTO DE NORMA ESTADUAL QUE FERE A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988. I. A convocação de juízes auxiliares é faculdade atribuída ao Presidente do Tribunal, não sendo matéria afeta às competências do Conselho Nacional de Justiça. II. Pode o Conselho Nacional de Justiça determinar aos Tribunais que afastem a incidência de norma estadual contrária à Constituição Federal.’ (CNJ – PCA 24703 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 73... Sessão Ordinária – j. 06.11.2008) ‘PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. MAGISTRATURA. 1. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. COMPETÊNCIA PARA AFASTAMENTO DA APLICAÇÃO DE NORMA CONFLITANTE COM A CONSTITUIÇÃO NOS CASOS CONCRETOS. Em ambiente de múltiplos legitimados ao controle difuso da conformação constitucional dos atos normativos, há espaço de harmônico convívio entre o controle incidental de constitucionalidade e o controle direto, de competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal. 2. SUBSTITUIÇÃO EM ENTRÂNCIA OU INSTÂNCIA. DIREITO À CONTRAPRESTAÇÃO CORRESPONDENTE AO CARGO INTERINO. VALOR REMUNERATÓRIO FIXADO EM LEI ESTADUAL INFERIOR AO PATAMAR ESTIPULADO NA LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA. RESERVA DE LEI COMPLEMENTAR FEDERAL DE CARÁTER NACIONAL. Versando a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Lei Complementar n 35/79) sobre o valor remuneratório decorrente das substituições por magistrados de entrância ou instância inferior (art. 124), não há chance constitucional para o exercício inovador da competência legislativa dos Estados 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS (Constituição Federal de 1988, art. 93, caput), em detrimento da disciplina constante da lei nacional. 3. SUBSÍDIOS. SUBSISTÊNCIA DE ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. IMPOSSIBILIDADE. A introdução dos subsídios absorveu todas as verbas de caráter remuneratório, inclusive o adicional por tempo de serviço (Resolução n 13/CNJ, art. 4..., III). Emergindo em processo aparente situação de afronta à regra constitucional de contenção remuneratória, deve o Conselho Nacional de Justiça, de ofício, no exercício de sua competência fiscalizatória, apurar eventuais desvios administrativos. Pedido acolhido para declarar a exigibilidade da contraprestação integral do cargo interinamente assumido. Ordem de prestação de informações sobre os valores remuneratórios pagos aos magistrados em atividade desde a véspera da implantação dos subsídios até o presente.’ (CNJ – PP 200810000022372 – Rel. Cons. Antônio Umberto de Souza Júnior – 80... Sessão Ordinária – j. 17.03.2009) ‘AFASTAMENTO DE INCIDÊNCIA DE NORMA LOCAL. COMPETÊNCIA DE VARAS. PROCESSOS CÍVEIS. RESTRIÇÃO EM RELAÇÃO A BENEFICIÁRIOS DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA. 1. As normas locais que estabelecem competência para determinadas varas, em razão de uma das partes ser juridicamente necessitada ou da natureza privatizada ou estatizada da serventia judicial, têm caráter eminentemente discriminatório e podem comprometer a razoável duração do processo. Afastamento da incidência dessas normas.” (PP 1609). 2. A Constituição Federal garantiu amplo e igualitário acesso à justiça, não sendo admissível que a lei estadual imponha distinção entre jurisdicionados, em razão da sua situação econômica.’ (CNJ – PP 23484 – Rel. Cons. Paulo Lobo – 86... Sessão Ordinária – j. 09.06.2009) – grifos acrescidos.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS (Constituição Federal de 1988, art. 93, caput), em detrimento da disciplina constante da lei nacional. 3. SUBSÍDIOS. SUBSISTÊNCIA DE ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. IMPOSSIBILIDADE. A introdução dos subsídios absorveu todas as verbas de caráter remuneratório, inclusive o adicional por tempo de serviço (Resolução n 13/CNJ, art. 4..., III). Emergindo em processo aparente situação de afronta à regra constitucional de contenção remuneratória, deve o Conselho Nacional de Justiça, de ofício, no exercício de sua competência fiscalizatória, apurar eventuais desvios administrativos. Pedido acolhido para declarar a exigibilidade da contraprestação integral do cargo interinamente assumido. Ordem de prestação de informações sobre os valores remuneratórios pagos aos magistrados em atividade desde a véspera da implantação dos subsídios até o presente.’ (CNJ – PP 200810000022372 – Rel. Cons. Antônio Umberto de Souza Júnior – 80... Sessão Ordinária – j. 17.03.2009) ‘AFASTAMENTO DE INCIDÊNCIA DE NORMA LOCAL. COMPETÊNCIA DE VARAS. PROCESSOS CÍVEIS. RESTRIÇÃO EM RELAÇÃO A BENEFICIÁRIOS DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA. 1. As normas locais que estabelecem competência para determinadas varas, em razão de uma das partes ser juridicamente necessitada ou da natureza privatizada ou estatizada da serventia judicial, têm caráter eminentemente discriminatório e podem comprometer a razoável duração do processo. Afastamento da incidência dessas normas.” (PP 1609). 2. A Constituição Federal garantiu amplo e igualitário acesso à justiça, não sendo admissível que a lei estadual imponha distinção entre jurisdicionados, em razão da sua situação econômica.’ (CNJ – PP 23484 – Rel. Cons. Paulo Lobo – 86... Sessão Ordinária – j. 09.06.2009) – grifos acrescidos.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Conforme se percebe, não houve juízo de validade ou não da Legislação Estadual em confronto com a Constituição Federal ou Estadual, conforme aduz o autor em sua peça vestibular. O Conselho Nacional de Justiça, limitou-se a prover o recurso administrativo nos autos do Pedido de Providência n 3259-47.2011.2.00.0000 para “conhecer do Pedido de Providência e julgá-lo procedente, para declarar aplicável a Lei Complementar n. 10.098/1994, do Estado do Rio Grande do Sul, a toda a categoria do servidores do Poder Judiciário do Estado inclusive no que se refere à instrução e julgamento dos Processos Administrativos Disciplinares”. Dessa forma, a atuação do CNJ deu-se nos moldes do que preconiza o texto constitucional e a jurisprudência desta Corte (no exercício de competência eminentemente administrativa, voltado ao controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura, excetuado o controle realizado sobre o Supremo Tribunal Federal e os seus Ministros), não parecendo ter exorbitado de suas atribuições, pelo que a decisão administrativa proferida é incapaz de fragilizar a autonomia e independência do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul – não se caracterizando a tensão entre a independência e harmonia dos poderes constituídos e a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil, necessária à cognoscibilidade originária desta ação pelo Supremo Tribunal Federal (art. 102, I, ‘f’ da Constituição Federal de 1988/88). Assim, inocorrente, na espécie relação capaz de causar vulneração ao princípio federativo por não caracterização de pressuposto lógico necessária à caracterização do referido conflito. Nesse contexto, não se pode confundir conflito federativo com conflito de entes federados. Essa é a orientação adotada pela jurisprudência desta Corte, conforme os seguintes julgados: ACO 1.364, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 6/8/2010; ACO 1.140, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 26/5/2010; ACO 1.295-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 2/12/2010, este último assim ementado (grifos meus): “Ação civil originária. Infraero contra município. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Conforme se percebe, não houve juízo de validade ou não da Legislação Estadual em confronto com a Constituição Federal ou Estadual, conforme aduz o autor em sua peça vestibular. O Conselho Nacional de Justiça, limitou-se a prover o recurso administrativo nos autos do Pedido de Providência n 3259-47.2011.2.00.0000 para “conhecer do Pedido de Providência e julgá-lo procedente, para declarar aplicável a Lei Complementar n. 10.098/1994, do Estado do Rio Grande do Sul, a toda a categoria do servidores do Poder Judiciário do Estado inclusive no que se refere à instrução e julgamento dos Processos Administrativos Disciplinares”. Dessa forma, a atuação do CNJ deu-se nos moldes do que preconiza o texto constitucional e a jurisprudência desta Corte (no exercício de competência eminentemente administrativa, voltado ao controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura, excetuado o controle realizado sobre o Supremo Tribunal Federal e os seus Ministros), não parecendo ter exorbitado de suas atribuições, pelo que a decisão administrativa proferida é incapaz de fragilizar a autonomia e independência do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul – não se caracterizando a tensão entre a independência e harmonia dos poderes constituídos e a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil, necessária à cognoscibilidade originária desta ação pelo Supremo Tribunal Federal (art. 102, I, ‘f’ da Constituição Federal de 1988/88). Assim, inocorrente, na espécie relação capaz de causar vulneração ao princípio federativo por não caracterização de pressuposto lógico necessária à caracterização do referido conflito. Nesse contexto, não se pode confundir conflito federativo com conflito de entes federados. Essa é a orientação adotada pela jurisprudência desta Corte, conforme os seguintes julgados: ACO 1.364, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 6/8/2010; ACO 1.140, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 26/5/2010; ACO 1.295-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 2/12/2010, este último assim ementado (grifos meus): “Ação civil originária. Infraero contra município. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Imunidade recíproca. Ausência de conflito federativo. Literalidade da competência originária do Supremo Tribunal Federal. Art. 102, I, “f”. Agravo regimental não provido. 1. Não compete a esta Corte, em sede originária, processar e julgar causas que antagonizem empresa pública federal a município. A literalidade do art. 102, I, “f”, da Constituição não indica os municípios no rol de entes federativos aptos a desencadear o exercício da jurisdição originária deste Tribunal. 2. Nos termos da jurisprudência desta Corte, “[a] aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação” (ACO 1.048-QO, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJ de 31/10/07). Contudo, esse entendimento não tem o efeito de ampliar a competência definida no art. 102, I, “f”, da Carta Magna, às causas envolvendo municípios. 3. Diferença entre conflito entre entes federados e conflito federativo: enquanto no primeiro, pelo prisma subjetivo, observa-se a litigância judicial promovida pelos membros da Federação, no segundo, para além da participação desses na lide, a conflituosidade da causa importa em potencial desestabilização do próprio pacto federativo. Há, portanto, distinção de magnitude nas hipóteses aventadas, sendo que o legislador constitucional restringiu a atuação da Corte à última delas, nos moldes fixados no Texto Magno, e não incluiu os litígios e as causas envolvendo municípios como ensejadores de conflito federativo apto a exigir a competência originária da Corte. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Impende asseverar, ainda, que o Supremo Tribunal Federal não pode servir de instância revisora de todo e qualquer ato praticado pelo conselho nacional de Justiça CNJ ou pelo conselho nacional do Ministério Público - CNMP. Mostra-se absolutamente necessária a compreensão da ratio essendi do referido permissivo constitucional. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Imunidade recíproca. Ausência de conflito federativo. Literalidade da competência originária do Supremo Tribunal Federal. Art. 102, I, “f”. Agravo regimental não provido. 1. Não compete a esta Corte, em sede originária, processar e julgar causas que antagonizem empresa pública federal a município. A literalidade do art. 102, I, “f”, da Constituição não indica os municípios no rol de entes federativos aptos a desencadear o exercício da jurisdição originária deste Tribunal. 2. Nos termos da jurisprudência desta Corte, “[a] aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação” (ACO 1.048-QO, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJ de 31/10/07). Contudo, esse entendimento não tem o efeito de ampliar a competência definida no art. 102, I, “f”, da Carta Magna, às causas envolvendo municípios. 3. Diferença entre conflito entre entes federados e conflito federativo: enquanto no primeiro, pelo prisma subjetivo, observa-se a litigância judicial promovida pelos membros da Federação, no segundo, para além da participação desses na lide, a conflituosidade da causa importa em potencial desestabilização do próprio pacto federativo. Há, portanto, distinção de magnitude nas hipóteses aventadas, sendo que o legislador constitucional restringiu a atuação da Corte à última delas, nos moldes fixados no Texto Magno, e não incluiu os litígios e as causas envolvendo municípios como ensejadores de conflito federativo apto a exigir a competência originária da Corte. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Impende asseverar, ainda, que o Supremo Tribunal Federal não pode servir de instância revisora de todo e qualquer ato praticado pelo conselho nacional de Justiça CNJ ou pelo conselho nacional do Ministério Público - CNMP. Mostra-se absolutamente necessária a compreensão da ratio essendi do referido permissivo constitucional. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Dessa forma, o decisum recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte, não merecendo qualquer reparo. Entendo não ser cabível a competência originária do Supremo Tribunal Federal para o feito por qualquer das alíneas ‘f’ e ‘r’ do texto constitucional, devendo os autos serem remetidos ao órgão competente da Justiça Federal. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Supremo Tribunal Federal ACO 1987 AGR-QUARTO / RS Dessa forma, o decisum recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte, não merecendo qualquer reparo. Entendo não ser cabível a competência originária do Supremo Tribunal Federal para o feito por qualquer das alíneas ‘f’ e ‘r’ do texto constitucional, devendo os autos serem remetidos ao órgão competente da Justiça Federal. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268548 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA QUARTO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.987 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268548 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 987", "AO 1 . 814 - QO / MG", "AO 1 . 706 - AgR", "ACO 1 . 364", "ACO 1 . 140", "ACO 1 . 295 - AgR", "ACO 1 . 480 QO", "Rcl 3 . 152", "Recurso Extraordinário 512 . 468 AgR", "Rcl 3 . 152", "Recurso Extraordinário 512 . 468 AgR", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 987", "AÇÃO CÍVEL", "AO 1 . 706", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 987", "AO 1 . 706 - AgR", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 987", "AO 1 . 706 - AgR", "ACO 2 . 312", "ACO 2 . 312", "Pedido de Providências n 3259 - 47 . 2011 . 2 . 00 . 0000", "Pedido de Providências n 3259 - 47 . 2011 . 2 . 00 . 0000", "PCA 24703", "ACO 1987", "PCA 24703", "PP 200810000022372", "Pedido de Providência n 3259 - 47 . 2011 . 2 . 00 . 0000", "ACO 1 . 364", "ACO 1 . 140", "ACO 1 . 295 -", "Pedido de Providência n 3259 - 47 . 2011 . 2 . 00 . 0000", "ACO 1 . 364", "ACO 1 . 140", "ACO 1 . 295 - AgR", "ACO 1987 AGR", "ACO 1 . 048 - QO", "ACO 1 . 048 - QO", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 987", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 987" ], 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10 . 098 / 1994", "art . 102 , I , ‘ f ’ da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei Complementar n . 10 . 098 / 1994", "art . 102 , I , ‘ f ’ da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art .", "art . 102 , I , “ f ” , da Constituição", "art . 102 , I , f , da Constituição", "art . 102 , I , “ f ” , da Carta Magna", "Texto Magno", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ f ” , da Constituição", "art . 102 , I , f , da Constituição", "art . 102 , I , “ f ” , da Carta Magna", "Texto Magno", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :JOSE ROBERTO RIBAS ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR EMBDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO ADV.(A/S) :RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO E OUTRO(A/S) EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGADA NULIDADE DE CITAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL: SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291174. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :JOSE ROBERTO RIBAS ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR EMBDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO ADV.(A/S) :RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 8.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por José Roberto Ribas contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, o qual concluiu pela adequação da ação anulatória para anular homologação de acordo e pela validade da citação por hora certa. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. O art. 5º, incs. II, XXXV e LV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Este Supremo Tribunal assentou exigir-se o prequestionamento mesmo em matéria de ordem pública: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291175. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :JOSE ROBERTO RIBAS ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR EMBDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO ADV.(A/S) :RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 8.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por José Roberto Ribas contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, o qual concluiu pela adequação da ação anulatória para anular homologação de acordo e pela validade da citação por hora certa. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. O art. 5º, incs. II, XXXV e LV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Este Supremo Tribunal assentou exigir-se o prequestionamento mesmo em matéria de ordem pública: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291175. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 893430 ED / SP extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento’ (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - A questão constitucional impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 282 do STF. II – Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo regimental improvido’ (AI 633.188-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 31.10.2007). ‘A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes’ (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 571-575). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, José Roberto Ribas opõe, em 13.8.2015, tempestivamente, embargos de declaração. 3. Alega omissão na decisão por não ter havido “manifestação acerca da impossibilidade de citação, do ora embargante, que não reside a muito tempo naquele endereço e muito menos através de porteiro por hora certa” (sic, fl. 581). Requer seja sanada a omissão. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291175. Supremo Tribunal Federal ARE 893430 ED / SP extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento’ (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - A questão constitucional impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 282 do STF. II – Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo regimental improvido’ (AI 633.188-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 31.10.2007). ‘A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes’ (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 571-575). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, José Roberto Ribas opõe, em 13.8.2015, tempestivamente, embargos de declaração. 3. Alega omissão na decisão por não ter havido “manifestação acerca da impossibilidade de citação, do ora embargante, que não reside a muito tempo naquele endereço e muito menos através de porteiro por hora certa” (sic, fl. 581). Requer seja sanada a omissão. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291175. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e RE 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. Como afirmado na decisão impugnada, o art. 5º, incs. II, XXXV e LV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Este Supremo Tribunal assentou exigir-se o prequestionamento mesmo em matéria de ordem pública: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291176. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e RE 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. Como afirmado na decisão impugnada, o art. 5º, incs. II, XXXV e LV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Este Supremo Tribunal assentou exigir-se o prequestionamento mesmo em matéria de ordem pública: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 893430 ED / SP 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - A questão constitucional impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 282 do STF. II – Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo regimental improvido” (AI 633.188-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 31.10.2007). “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 4. Ainda que se pudesse superar esse óbice ao seguimento regular do recurso, o que não se dá na espécie, a pretensão do Agravante não prosperaria. A apreciação do pleito recursal sobre a validade da citação por hora certa demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Civil) e o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291176. Supremo Tribunal Federal ARE 893430 ED / SP 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - A questão constitucional impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 282 do STF. II – Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo regimental improvido” (AI 633.188-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 31.10.2007). “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 4. Ainda que se pudesse superar esse óbice ao seguimento regular do recurso, o que não se dá na espécie, a pretensão do Agravante não prosperaria. A apreciação do pleito recursal sobre a validade da citação por hora certa demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Civil) e o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : JOSE ROBERTO RIBAS ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR EMBDO.(A/S) : CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO ADV.(A/S) : RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258812 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : JOSE ROBERTO RIBAS ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR EMBDO.(A/S) : CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO ADV.(A/S) : RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258812 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9318433
2015-08-25T00:00:00
2015-09-04T00:00:00
A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGADA NULIDADE DE CITAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL: SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur318159
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CONVERSÃO, AGR) RE 195578 ED (2ªT), Pet 1245 ED-AgR (2ªT). (PREQUESTIONAMENTO) AI 633188 AgR (1ªT), AI 631961 ED (1ªT), AI 580465 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 14/09/2015, MAD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
893430
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 893430 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : JOSE ROBERTO RIBAS ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR EMBDO.(A/S) : CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO ADV.(A/S) : RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :JOSE ROBERTO RIBAS ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR EMBDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO ADV.(A/S) :RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO E OUTRO(A/S) EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGADA NULIDADE DE CITAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL: SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291174. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :JOSE ROBERTO RIBAS ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR EMBDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO ADV.(A/S) :RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 8.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por José Roberto Ribas contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, o qual concluiu pela adequação da ação anulatória para anular homologação de acordo e pela validade da citação por hora certa. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. O art. 5..., incs. II, XXXV e LV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Este Supremo Tribunal assentou exigir-se o prequestionamento mesmo em matéria de ordem pública: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291175. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :JOSE ROBERTO RIBAS ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR EMBDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO ADV.(A/S) :RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 8.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por José Roberto Ribas contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, o qual concluiu pela adequação da ação anulatória para anular homologação de acordo e pela validade da citação por hora certa. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. O art. 5..., incs. II, XXXV e LV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Este Supremo Tribunal assentou exigir-se o prequestionamento mesmo em matéria de ordem pública: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291175. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 893430 ED / SP extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento’ (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - A questão constitucional impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. II – Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo regimental improvido’ (AI 633.188-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 31.10.2007). ‘A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes’ (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 571-575). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, José Roberto Ribas opõe, em 13.8.2015, tempestivamente, embargos de declaração. 3. Alega omissão na decisão por não ter havido “manifestação acerca da impossibilidade de citação, do ora embargante, que não reside a muito tempo naquele endereço e muito menos através de porteiro por hora certa” (sic, fl. 581). Requer seja sanada a omissão. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291175. Supremo Tribunal Federal ARE 893430 ED / SP extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento’ (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - A questão constitucional impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. II – Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo regimental improvido’ (AI 633.188-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 31.10.2007). ‘A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes’ (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 571-575). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, José Roberto Ribas opõe, em 13.8.2015, tempestivamente, embargos de declaração. 3. Alega omissão na decisão por não ter havido “manifestação acerca da impossibilidade de citação, do ora embargante, que não reside a muito tempo naquele endereço e muito menos através de porteiro por hora certa” (sic, fl. 581). Requer seja sanada a omissão. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291175. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e Recurso Extraordinário 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. Como afirmado na decisão impugnada, o art. 5..., incs. II, XXXV e LV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Este Supremo Tribunal assentou exigir-se o prequestionamento mesmo em matéria de ordem pública: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291176. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e Recurso Extraordinário 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. Como afirmado na decisão impugnada, o art. 5..., incs. II, XXXV e LV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Este Supremo Tribunal assentou exigir-se o prequestionamento mesmo em matéria de ordem pública: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 893430 ED / SP 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - A questão constitucional impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. II – Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo regimental improvido” (AI 633.188-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 31.10.2007). “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 4. Ainda que se pudesse superar esse óbice ao seguimento regular do recurso, o que não se dá na espécie, a pretensão do Agravante não prosperaria. A apreciação do pleito recursal sobre a validade da citação por hora certa demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Civil) e o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291176. Supremo Tribunal Federal ARE 893430 ED / SP 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - A questão constitucional impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. II – Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo regimental improvido” (AI 633.188-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 31.10.2007). “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 4. Ainda que se pudesse superar esse óbice ao seguimento regular do recurso, o que não se dá na espécie, a pretensão do Agravante não prosperaria. A apreciação do pleito recursal sobre a validade da citação por hora certa demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Civil) e o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : JOSE ROBERTO RIBAS ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR EMBDO.(A/S) : CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO ADV.(A/S) : RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258812 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.430 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : JOSE ROBERTO RIBAS ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR EMBDO.(A/S) : CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO ADV.(A/S) : RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258812 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULAS NS . 282", "Súmulas ns . 282", "SÚMULAS 282", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "ARE 893430 ED / SP", "AI 631 . 961 - ED", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI 633 . 188 - AgR", "AI 580 . 465 - AgR", "ARE 893430 ED / SP", "AI 631 . 961 - ED", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI 633 . 188 - AgR", "AI 580 . 465 - AgR", "Pet 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário 195 . 578 - ED", "Súmulas ns . 282", "SÚMULAS 282", "Pet 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário 195 . 578 - ED", "Súmulas ns . 282", "SÚMULAS 282", "ARE 893430 ED / SP 631 . 961 - ED", "AI 633 . 188 - AgR", "AI 580 . 465 - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 893430 ED / SP 631 .", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI 633 . 188 - AgR", "AI 580 . 465 - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "art . 5 . . . , incs . II , XXXV e LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incs . II , XXXV e LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incs . II , XXXV e LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incs . II , XXXV e LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça de", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "JOSE ROBERTO RIBAS", "JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR", "CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO", "RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE ROBERTO RIBAS", "JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR", "CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO", "RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO", "CÁRMEN LÚCIA", "José Roberto Ribas", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE ROBERTO RIBAS", "JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR", "CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO", "RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO", "CÁRMEN LÚCIA", "José Roberto Ribas", "Ricardo Lewandowski", "José Roberto Ribas", "Ricardo Lewandowski", "José Roberto Ribas", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Ilmar Galvão", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Ilmar Galvão", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE ROBERTO RIBAS", "JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR", "CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO", "RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "LÚCIA", "JOSE ROBERTO RIBAS", "JOÃO CARLOS DE SOUSA FREITAS JUNIOR", "CARLOS EDUARDO DE ARAÚJO", "RENATA VIRGINIA DE ARAUJO SANTOS DI PIETRO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "8", ".", "7", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "8", ".", "7", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "5", ".", "2009", "31", ".", "10", ".", "2007", "19", ".", "9", ".", "2008", "7", ".", "8", ".", "2015", "13", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "5", ".", "2009", "31", ".", "10", ".", "2007", "19", ".", "9", ".", "2008", "7", ".", "8", ".", "2015", "13", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "22", ".", "5", ".", "1998", "23", ".", "8", ".", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "22", ".", "5", ".", "1998", "23", ".", "8", ".", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "5", ".", "2009", "31", ".", "10", ".", "2007", "19", ".", "9", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "5", ".", "2009", "31", ".", "10", ".", "2007", "19", ".", "9", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. MEDICAMENTO. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ALEGAÇÃO TARDIA. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400721. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITO ADMINISTRATIVO. MEDICAMENTO. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF. SEPARAÇÃO DE PODERES. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Inicialmente, cabe frisar que a questão de fundo da lide envolve o dever dos entes públicos de fornecer tratamento médico à pessoa necessitada. Sobre o tema, não se desconhece que o Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de reconhecer a solidariedade entre os entes da federação na promoção da assistência à saúde da população necessitada. tendo. inclusive, julgado a matéria em sede de repercussão geral: [...] Entretanto, existe questão prévia ao mérito da presente ação, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400722. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITO ADMINISTRATIVO. MEDICAMENTO. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF. SEPARAÇÃO DE PODERES. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Inicialmente, cabe frisar que a questão de fundo da lide envolve o dever dos entes públicos de fornecer tratamento médico à pessoa necessitada. Sobre o tema, não se desconhece que o Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de reconhecer a solidariedade entre os entes da federação na promoção da assistência à saúde da população necessitada. tendo. inclusive, julgado a matéria em sede de repercussão geral: [...] Entretanto, existe questão prévia ao mérito da presente ação, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 884516 AGR / AL consiste na discussão em torno da legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública com o objetivo de obrigar o Estado a fornecer medicamento e/ou tratamento médico a quem dele necessita. Nesse ponto, é certo que a matéria ainda pende de apreciação definitiva dessa Corte, tendo sido reconhecida repercussão geral no RE nº 605.533.” (Fls. 2-3 do doc. 9). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400722. Supremo Tribunal Federal RE 884516 AGR / AL consiste na discussão em torno da legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública com o objetivo de obrigar o Estado a fornecer medicamento e/ou tratamento médico a quem dele necessita. Nesse ponto, é certo que a matéria ainda pende de apreciação definitiva dessa Corte, tendo sido reconhecida repercussão geral no RE nº 605.533.” (Fls. 2-3 do doc. 9). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que a controvérsia acerca da legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública não foi suscitada nas razões do recurso de apelação interposto pela agravante, tampouco foi objeto de debate no Tribunal de origem. Com efeito, este Tribunal fixou entendimento no sentido de que a alegação tardia, só suscitada na oposição dos embargos de declaração no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula nº 282/STF, de seguinte teor: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada.” Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, menciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O cumprimento do requisito do prequestionamento dá-se quando oportunamente suscitada a matéria constitucional, o que ocorre em momento processual adequado, nos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400723. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que a controvérsia acerca da legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública não foi suscitada nas razões do recurso de apelação interposto pela agravante, tampouco foi objeto de debate no Tribunal de origem. Com efeito, este Tribunal fixou entendimento no sentido de que a alegação tardia, só suscitada na oposição dos embargos de declaração no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula nº 282/STF, de seguinte teor: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada.” Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, menciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O cumprimento do requisito do prequestionamento dá-se quando oportunamente suscitada a matéria constitucional, o que ocorre em momento processual adequado, nos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 884516 AGR / AL termos da legislação vigente. A inovação da matéria em embargos de declaração é juridicamente inaceitável para os fins de comprovação de prequestionamento. Precedentes.” (ARE 693.333-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 19/9/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282 DO STF. TARDIA ALEGAÇÃO DE OFENSA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. NECESSIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Precedentes. II - Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (AI 738.152-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 8/11/2012). Demais disso, conforme já afirmado pela decisão agravada, a análise em sede de apelo extremo no tocante à necessidade de fornecimento do medicamento descrito na inicial demanda o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que torna inviável o recurso. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS. NECESSIDADE DE REEXAME 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400723. Supremo Tribunal Federal RE 884516 AGR / AL termos da legislação vigente. A inovação da matéria em embargos de declaração é juridicamente inaceitável para os fins de comprovação de prequestionamento. Precedentes.” (ARE 693.333-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 19/9/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282 DO STF. TARDIA ALEGAÇÃO DE OFENSA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. NECESSIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Precedentes. II - Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (AI 738.152-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 8/11/2012). Demais disso, conforme já afirmado pela decisão agravada, a análise em sede de apelo extremo no tocante à necessidade de fornecimento do medicamento descrito na inicial demanda o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que torna inviável o recurso. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS. NECESSIDADE DE REEXAME 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 884516 AGR / AL DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. DIREITO À SAÚDE. DEVER DO ESTADO. ART. 196 DA CONSTITUIÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. I- Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido quanto à necessidade do fornecimento de fraldas descartáveis para efeito de se assegurar a saúde da recorrida, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II – O Estado tem o dever de efetivar as prestações necessárias à garantia da saúde da população, nos termos do art. 196 da Lei Maior. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (RE 724.293-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/4/2013). PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS PELO ESTADO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DISSOCIAÇÃO ENTRE OS FUNDAMENTOS DO RECURSO E O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 284/STF. REEXAME FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. MODIFICAÇÃO DA TESE RECURSAL. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (RE 726446-AgR, Rel. Min. Teori Zavazcki, Segunda Turma, DJe de 6/5/2013) Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400723. Supremo Tribunal Federal RE 884516 AGR / AL DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. DIREITO À SAÚDE. DEVER DO ESTADO. ART. 196 DA CONSTITUIÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. I- Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido quanto à necessidade do fornecimento de fraldas descartáveis para efeito de se assegurar a saúde da recorrida, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II – O Estado tem o dever de efetivar as prestações necessárias à garantia da saúde da população, nos termos do art. 196 da Lei Maior. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (RE 724.293-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/4/2013). PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS PELO ESTADO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DISSOCIAÇÃO ENTRE OS FUNDAMENTOS DO RECURSO E O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 284/STF. REEXAME FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. MODIFICAÇÃO DA TESE RECURSAL. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (RE 726446-AgR, Rel. Min. Teori Zavazcki, Segunda Turma, DJe de 6/5/2013) Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412922 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412922 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9457743
2015-09-08T00:00:00
2015-09-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. MEDICAMENTO. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ALEGAÇÃO TARDIA. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur321639
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 738152 AgR (2ªT), ARE 693333 AgR (1ªT). (SÚMULA 279) RE 724293 AgR (2ªT), RE 726446 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 02/10/2015, MAD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
884516
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 884516 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. MEDICAMENTO. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ALEGAÇÃO TARDIA. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400721. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITO ADMINISTRATIVO. MEDICAMENTO. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. SEPARAÇÃO DE PODERES. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Inicialmente, cabe frisar que a questão de fundo da lide envolve o dever dos entes públicos de fornecer tratamento médico à pessoa necessitada. Sobre o tema, não se desconhece que o Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de reconhecer a solidariedade entre os entes da federação na promoção da assistência à saúde da população necessitada. tendo. inclusive, julgado a matéria em sede de repercussão geral: [...] Entretanto, existe questão prévia ao mérito da presente ação, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400722. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITO ADMINISTRATIVO. MEDICAMENTO. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. SEPARAÇÃO DE PODERES. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Inicialmente, cabe frisar que a questão de fundo da lide envolve o dever dos entes públicos de fornecer tratamento médico à pessoa necessitada. Sobre o tema, não se desconhece que o Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de reconhecer a solidariedade entre os entes da federação na promoção da assistência à saúde da população necessitada. tendo. inclusive, julgado a matéria em sede de repercussão geral: [...] Entretanto, existe questão prévia ao mérito da presente ação, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 884516 AGR / AL consiste na discussão em torno da legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública com o objetivo de obrigar o Estado a fornecer medicamento e/ou tratamento médico a quem dele necessita. Nesse ponto, é certo que a matéria ainda pende de apreciação definitiva dessa Corte, tendo sido reconhecida repercussão geral no Recurso Extraordinário n 605.533.” (Fls. 2-3 do doc. 9). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400722. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 884516 AGR / AL consiste na discussão em torno da legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública com o objetivo de obrigar o Estado a fornecer medicamento e/ou tratamento médico a quem dele necessita. Nesse ponto, é certo que a matéria ainda pende de apreciação definitiva dessa Corte, tendo sido reconhecida repercussão geral no Recurso Extraordinário n 605.533.” (Fls. 2-3 do doc. 9). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que a controvérsia acerca da legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública não foi suscitada nas razões do recurso de apelação interposto pela agravante, tampouco foi objeto de debate no Tribunal de origem. Com efeito, este Tribunal fixou entendimento no sentido de que a alegação tardia, só suscitada na oposição dos embargos de declaração no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada.” Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, menciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O cumprimento do requisito do prequestionamento dá-se quando oportunamente suscitada a matéria constitucional, o que ocorre em momento processual adequado, nos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400723. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que a controvérsia acerca da legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública não foi suscitada nas razões do recurso de apelação interposto pela agravante, tampouco foi objeto de debate no Tribunal de origem. Com efeito, este Tribunal fixou entendimento no sentido de que a alegação tardia, só suscitada na oposição dos embargos de declaração no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada.” Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, menciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O cumprimento do requisito do prequestionamento dá-se quando oportunamente suscitada a matéria constitucional, o que ocorre em momento processual adequado, nos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 884516 AGR / AL termos da legislação vigente. A inovação da matéria em embargos de declaração é juridicamente inaceitável para os fins de comprovação de prequestionamento. Precedentes.” (ARE 693.333-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 19/9/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. TARDIA ALEGAÇÃO DE OFENSA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. NECESSIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Precedentes. II - Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (AI 738.152-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 8/11/2012). Demais disso, conforme já afirmado pela decisão agravada, a análise em sede de apelo extremo no tocante à necessidade de fornecimento do medicamento descrito na inicial demanda o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que torna inviável o recurso. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS. NECESSIDADE DE REEXAME 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400723. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 884516 AGR / AL termos da legislação vigente. A inovação da matéria em embargos de declaração é juridicamente inaceitável para os fins de comprovação de prequestionamento. Precedentes.” (ARE 693.333-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 19/9/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. TARDIA ALEGAÇÃO DE OFENSA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. NECESSIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Precedentes. II - Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (AI 738.152-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 8/11/2012). Demais disso, conforme já afirmado pela decisão agravada, a análise em sede de apelo extremo no tocante à necessidade de fornecimento do medicamento descrito na inicial demanda o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que torna inviável o recurso. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS. NECESSIDADE DE REEXAME 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 884516 AGR / AL DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. DIREITO À SAÚDE. DEVER DO ESTADO. ART. 196 DA CONSTITUIÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. I- Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido quanto à necessidade do fornecimento de fraldas descartáveis para efeito de se assegurar a saúde da recorrida, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – O Estado tem o dever de efetivar as prestações necessárias à garantia da saúde da população, nos termos do art. 196 da Lei Maior. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 724.293-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/4/2013). PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS PELO ESTADO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DISSOCIAÇÃO ENTRE OS FUNDAMENTOS DO RECURSO E O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. REEXAME FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. MODIFICAÇÃO DA TESE RECURSAL. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário 726446-AgR, Rel. Min. Teori Zavazcki, Segunda Turma, DJe de 6/5/2013) Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400723. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 884516 AGR / AL DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. DIREITO À SAÚDE. DEVER DO ESTADO. ART. 196 DA CONSTITUIÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. I- Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido quanto à necessidade do fornecimento de fraldas descartáveis para efeito de se assegurar a saúde da recorrida, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – O Estado tem o dever de efetivar as prestações necessárias à garantia da saúde da população, nos termos do art. 196 da Lei Maior. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 724.293-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/4/2013). PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS PELO ESTADO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DISSOCIAÇÃO ENTRE OS FUNDAMENTOS DO RECURSO E O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. REEXAME FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. MODIFICAÇÃO DA TESE RECURSAL. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário 726446-AgR, Rel. Min. Teori Zavazcki, Segunda Turma, DJe de 6/5/2013) Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412922 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.516 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412922 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884 . 516", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884 . 516", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884 . 516", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 884516 AGR / AL", "Recurso Extraordinário n 605 . 533 . ”", "Recurso Extraordinário 884516 AGR / AL", "Recurso Extraordinário n 605 . 533 . ”", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884 . 516", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884 . 516", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 884516 AGR / AL", "ARE 693 . 333 - AgR", "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI 738 . 152 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 884516 AGR /", "ARE 693 . 333 - AgR", "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI 738 . 152 - 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Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 125.017 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA IMPTE.(S) :RAFAEL PIRES MARANGONI COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 304.674 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – PROVA – PEDIDO E FUNDAMENTOS IDÊNTICOS À REVISÃO CRIMINAL EM CURSO NO TRIBUNAL DE ORIGEM – INADEQUAÇÃO. Sob pena de queima de etapas, mostra-se inadequado habeas corpus a veicular matéria objeto de revisão criminal ainda não julgada pelo Tribunal de origem, considerada certa prova. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em indeferir a ordem de habeas corpus, ressalvado o entendimento dos demais Ministros quanto ao conhecimento da impetração em função de não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 8 de setembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372020. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 125.017 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA IMPTE.(S) :RAFAEL PIRES MARANGONI COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 304.674 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Marcos Paulo Dutra Santos: Marcos Donizete Vilela Junqueira foi condenado a dez anos de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 160 dias-multa, ante o cometimento dos crimes previstos nos artigos 12 (tráfico de drogas) e 14 (associação para o tráfico) da Lei nº 6.368/1976. O Juízo da Vara Única da Comarca de Buritama, Estado de São Paulo, no Processo nº 097.01.2006.003393-2, negou ao paciente o direito de recorrer em liberdade, determinando a expedição de mandado de prisão. Assentou tratar-se de crime grave, a exigir punição exemplar do Estado. Aludiu ao fato de a mercancia ter sido praticada nas dependências da cadeia pública. Apontou a necessidade da custódia, visando a manutenção da ordem. A defesa interpôs apelação – de nº 990.10.076160-9 – no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A 14ª Câmara de Direito negou provimento ao recurso. Em revisão criminal – de nº 0060477-04.2014.8.26.0000 –, pleiteou-se, em liminar, o recolhimento provisório do mandado de prisão expedido pelo Juízo de origem, a fim de garantir-se ao paciente o direito de permanecer em liberdade. No mérito, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372021. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 125.017 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA IMPTE.(S) :RAFAEL PIRES MARANGONI COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 304.674 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Marcos Paulo Dutra Santos: Marcos Donizete Vilela Junqueira foi condenado a dez anos de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 160 dias-multa, ante o cometimento dos crimes previstos nos artigos 12 (tráfico de drogas) e 14 (associação para o tráfico) da Lei nº 6.368/1976. O Juízo da Vara Única da Comarca de Buritama, Estado de São Paulo, no Processo nº 097.01.2006.003393-2, negou ao paciente o direito de recorrer em liberdade, determinando a expedição de mandado de prisão. Assentou tratar-se de crime grave, a exigir punição exemplar do Estado. Aludiu ao fato de a mercancia ter sido praticada nas dependências da cadeia pública. Apontou a necessidade da custódia, visando a manutenção da ordem. A defesa interpôs apelação – de nº 990.10.076160-9 – no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A 14ª Câmara de Direito negou provimento ao recurso. Em revisão criminal – de nº 0060477-04.2014.8.26.0000 –, pleiteou-se, em liminar, o recolhimento provisório do mandado de prisão expedido pelo Juízo de origem, a fim de garantir-se ao paciente o direito de permanecer em liberdade. No mérito, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório HC 125017 / SP buscou-se a absolvição. Sustentou-se a existência de novos laudos médicos a atestarem dependência química. O relator indeferiu a providência de urgência, consignando a falta de previsão legal. Indeferiu-se liminarmente o Habeas Corpus nº 304.674/SP, impetrado no Superior Tribunal de Justiça, com idêntica pretensão. O relator reportou-se ao Verbete nº 691 da Súmula do Supremo e ao disposto no artigo 210 do Regimento Interno, não vislumbrando flagrante ilegalidade. Neste habeas, o impetrante diz haver novas provas (laudos psicológicos) a demonstrarem a inocência do paciente. Aduz que, à época dos fatos, este era mero usuário de entorpecentes, conforme revela o teor de escutas telefônicas. Alega que a condenação mostrou-se contrária às provas produzidas sob o crivo do contraditório. Assevera tratar-se de situação a justificar o abrandamento do Verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Requereu, em âmbito liminar, a expedição de salvo- conduto, assegurando-se ao paciente o direito de permanecer em liberdade até o julgamento definitivo da Revisão Criminal nº 0060477-04.2014.8.26.0000, suspendendo-se a execução da pena, com recolhimento do mandado de prisão. Sucessivamente, postulou o implemento das medidas previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal. No mérito, busca a confirmação da providência. O Ministério Público Federal manifesta-se pela não admissão do habeas, ou, se o for, pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 1º de agosto de 2015, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372021. Supremo Tribunal Federal HC 125017 / SP buscou-se a absolvição. Sustentou-se a existência de novos laudos médicos a atestarem dependência química. O relator indeferiu a providência de urgência, consignando a falta de previsão legal. Indeferiu-se liminarmente o Habeas Corpus nº 304.674/SP, impetrado no Superior Tribunal de Justiça, com idêntica pretensão. O relator reportou-se ao Verbete nº 691 da Súmula do Supremo e ao disposto no artigo 210 do Regimento Interno, não vislumbrando flagrante ilegalidade. Neste habeas, o impetrante diz haver novas provas (laudos psicológicos) a demonstrarem a inocência do paciente. Aduz que, à época dos fatos, este era mero usuário de entorpecentes, conforme revela o teor de escutas telefônicas. Alega que a condenação mostrou-se contrária às provas produzidas sob o crivo do contraditório. Assevera tratar-se de situação a justificar o abrandamento do Verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Requereu, em âmbito liminar, a expedição de salvo- conduto, assegurando-se ao paciente o direito de permanecer em liberdade até o julgamento definitivo da Revisão Criminal nº 0060477-04.2014.8.26.0000, suspendendo-se a execução da pena, com recolhimento do mandado de prisão. Sucessivamente, postulou o implemento das medidas previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal. No mérito, busca a confirmação da providência. O Ministério Público Federal manifesta-se pela não admissão do habeas, ou, se o for, pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 1º de agosto de 2015, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 125.017 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de Superior. Valho-me do que tive a oportunidade de assentar, ao indeferir, em 1º de maio último, a medida acauteladora: 2. Observem a organicidade do Direito. Há título executivo judicial transitado em julgado, isso após ser apreciada apelação. Então, a partir de óptica sobre os elementos probatórios coligidos no processo-crime, pretende-se contrapor ao pronunciamento judicial, precluso na via da recorribilidade, relevância considerada revisão criminal ainda em curso. A impropriedade do pedido, na via do habeas corpus e em atuação precária e efêmera no campo dá liminar, salta aos olhos. O pedido veiculado neste habeas confunde-se com o mérito da revisão criminal em curso no Tribunal de Justiça, mostrando-se descabida a queima de etapas. Diante do articulado, indefiro a ordem. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372022. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 125.017 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de Superior. Valho-me do que tive a oportunidade de assentar, ao indeferir, em 1º de maio último, a medida acauteladora: 2. Observem a organicidade do Direito. Há título executivo judicial transitado em julgado, isso após ser apreciada apelação. Então, a partir de óptica sobre os elementos probatórios coligidos no processo-crime, pretende-se contrapor ao pronunciamento judicial, precluso na via da recorribilidade, relevância considerada revisão criminal ainda em curso. A impropriedade do pedido, na via do habeas corpus e em atuação precária e efêmera no campo dá liminar, salta aos olhos. O pedido veiculado neste habeas confunde-se com o mérito da revisão criminal em curso no Tribunal de Justiça, mostrando-se descabida a queima de etapas. Diante do articulado, indefiro a ordem. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372022. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 125.017 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA IMPTE.(S) : RAFAEL PIRES MARANGONI COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 304.674 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, ressalvado o entendimento dos demais Ministros quanto ao conhecimento da impetração em função de não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412820 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 125.017 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA IMPTE.(S) : RAFAEL PIRES MARANGONI COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 304.674 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, ressalvado o entendimento dos demais Ministros quanto ao conhecimento da impetração em função de não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412820 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9457274
2015-09-08T00:00:00
2015-09-25T00:00:00
Por unanimidade, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, ressalvado o entendimento dos demais Ministros quanto ao conhecimento da impetração em função de não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – PROVA – PEDIDO E FUNDAMENTOS IDÊNTICOS À REVISÃO CRIMINAL EM CURSO NO TRIBUNAL DE ORIGEM – INADEQUAÇÃO. Sob pena de queima de etapas, mostra-se inadequado habeas corpus a veicular matéria objeto de revisão criminal ainda não julgada pelo Tribunal de origem, considerada certa prova.
sjur321644
Número de páginas: 5. Análise: 02/10/2015, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
125017
null
HC
acordaos
HC 125017
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PACTE.(S) : MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA IMPTE.(S) : RAFAEL PIRES MARANGONI COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 304.674 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 125.017 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA IMPTE.(S) :RAFAEL PIRES MARANGONI COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 304.674 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – PROVA – PEDIDO E FUNDAMENTOS IDÊNTICOS À REVISÃO CRIMINAL EM CURSO NO TRIBUNAL DE ORIGEM – INADEQUAÇÃO. Sob pena de queima de etapas, mostra-se inadequado habeas corpus a veicular matéria objeto de revisão criminal ainda não julgada pelo Tribunal de origem, considerada certa prova. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em indeferir a ordem de habeas corpus, ressalvado o entendimento dos demais Ministros quanto ao conhecimento da impetração em função de não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 8 de setembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372020. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 125.017 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA IMPTE.(S) :RAFAEL PIRES MARANGONI COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 304.674 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Marcos Paulo Dutra Santos: Marcos Donizete Vilela Junqueira foi condenado a dez anos de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 160 dias-multa, ante o cometimento dos crimes previstos nos artigos 12 (tráfico de drogas) e 14 (associação para o tráfico) da Lei n 6.368/1976. O Juízo da Vara Única da Comarca de Buritama, Estado de São Paulo, no Processo n 097.01.2006.003393-2, negou ao paciente o direito de recorrer em liberdade, determinando a expedição de mandado de prisão. Assentou tratar-se de crime grave, a exigir punição exemplar do Estado. Aludiu ao fato de a mercancia ter sido praticada nas dependências da cadeia pública. Apontou a necessidade da custódia, visando a manutenção da ordem. A defesa interpôs apelação – de n 990.10.076160-9 – no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A 14... Câmara de Direito negou provimento ao recurso. Em revisão criminal – de n 0060477-04.2014.8.26.0000 –, pleiteou-se, em liminar, o recolhimento provisório do mandado de prisão expedido pelo Juízo de origem, a fim de garantir-se ao paciente o direito de permanecer em liberdade. No mérito, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372021. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 125.017 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA IMPTE.(S) :RAFAEL PIRES MARANGONI COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 304.674 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Marcos Paulo Dutra Santos: Marcos Donizete Vilela Junqueira foi condenado a dez anos de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 160 dias-multa, ante o cometimento dos crimes previstos nos artigos 12 (tráfico de drogas) e 14 (associação para o tráfico) da Lei n 6.368/1976. O Juízo da Vara Única da Comarca de Buritama, Estado de São Paulo, no Processo n 097.01.2006.003393-2, negou ao paciente o direito de recorrer em liberdade, determinando a expedição de mandado de prisão. Assentou tratar-se de crime grave, a exigir punição exemplar do Estado. Aludiu ao fato de a mercancia ter sido praticada nas dependências da cadeia pública. Apontou a necessidade da custódia, visando a manutenção da ordem. A defesa interpôs apelação – de n 990.10.076160-9 – no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A 14... Câmara de Direito negou provimento ao recurso. Em revisão criminal – de n 0060477-04.2014.8.26.0000 –, pleiteou-se, em liminar, o recolhimento provisório do mandado de prisão expedido pelo Juízo de origem, a fim de garantir-se ao paciente o direito de permanecer em liberdade. No mérito, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório HC 125017 / SP buscou-se a absolvição. Sustentou-se a existência de novos laudos médicos a atestarem dependência química. O relator indeferiu a providência de urgência, consignando a falta de previsão legal. Indeferiu-se liminarmente o Habeas Corpus n 304.674/SP, impetrado no Superior Tribunal de Justiça, com idêntica pretensão. O relator reportou-se ao Verbete n 691 da Súmula do Supremo e ao disposto no artigo 210 do Regimento Interno, não vislumbrando flagrante ilegalidade. Neste habeas, o impetrante diz haver novas provas (laudos psicológicos) a demonstrarem a inocência do paciente. Aduz que, à época dos fatos, este era mero usuário de entorpecentes, conforme revela o teor de escutas telefônicas. Alega que a condenação mostrou-se contrária às provas produzidas sob o crivo do contraditório. Assevera tratar-se de situação a justificar o abrandamento do Verbete n 691 da Súmula do Supremo. Requereu, em âmbito liminar, a expedição de salvo- conduto, assegurando-se ao paciente o direito de permanecer em liberdade até o julgamento definitivo da Revisão Criminal n 0060477-04.2014.8.26.0000, suspendendo-se a execução da pena, com recolhimento do mandado de prisão. Sucessivamente, postulou o implemento das medidas previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal. No mérito, busca a confirmação da providência. O Ministério Público Federal manifesta-se pela não admissão do habeas, ou, se o for, pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 1... de agosto de 2015, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372021. Supremo Tribunal Federal HC 125017 / SP buscou-se a absolvição. Sustentou-se a existência de novos laudos médicos a atestarem dependência química. O relator indeferiu a providência de urgência, consignando a falta de previsão legal. Indeferiu-se liminarmente o Habeas Corpus n 304.674/SP, impetrado no Superior Tribunal de Justiça, com idêntica pretensão. O relator reportou-se ao Verbete n 691 da Súmula do Supremo e ao disposto no artigo 210 do Regimento Interno, não vislumbrando flagrante ilegalidade. Neste habeas, o impetrante diz haver novas provas (laudos psicológicos) a demonstrarem a inocência do paciente. Aduz que, à época dos fatos, este era mero usuário de entorpecentes, conforme revela o teor de escutas telefônicas. Alega que a condenação mostrou-se contrária às provas produzidas sob o crivo do contraditório. Assevera tratar-se de situação a justificar o abrandamento do Verbete n 691 da Súmula do Supremo. Requereu, em âmbito liminar, a expedição de salvo- conduto, assegurando-se ao paciente o direito de permanecer em liberdade até o julgamento definitivo da Revisão Criminal n 0060477-04.2014.8.26.0000, suspendendo-se a execução da pena, com recolhimento do mandado de prisão. Sucessivamente, postulou o implemento das medidas previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal. No mérito, busca a confirmação da providência. O Ministério Público Federal manifesta-se pela não admissão do habeas, ou, se o for, pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 1... de agosto de 2015, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 125.017 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de Superior. Valho-me do que tive a oportunidade de assentar, ao indeferir, em 1... de maio último, a medida acauteladora: 2. Observem a organicidade do Direito. Há título executivo judicial transitado em julgado, isso após ser apreciada apelação. Então, a partir de óptica sobre os elementos probatórios coligidos no processo-crime, pretende-se contrapor ao pronunciamento judicial, precluso na via da recorribilidade, relevância considerada revisão criminal ainda em curso. A impropriedade do pedido, na via do habeas corpus e em atuação precária e efêmera no campo dá liminar, salta aos olhos. O pedido veiculado neste habeas confunde-se com o mérito da revisão criminal em curso no Tribunal de Justiça, mostrando-se descabida a queima de etapas. Diante do articulado, indefiro a ordem. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372022. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 125.017 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de Superior. Valho-me do que tive a oportunidade de assentar, ao indeferir, em 1... de maio último, a medida acauteladora: 2. Observem a organicidade do Direito. Há título executivo judicial transitado em julgado, isso após ser apreciada apelação. Então, a partir de óptica sobre os elementos probatórios coligidos no processo-crime, pretende-se contrapor ao pronunciamento judicial, precluso na via da recorribilidade, relevância considerada revisão criminal ainda em curso. A impropriedade do pedido, na via do habeas corpus e em atuação precária e efêmera no campo dá liminar, salta aos olhos. O pedido veiculado neste habeas confunde-se com o mérito da revisão criminal em curso no Tribunal de Justiça, mostrando-se descabida a queima de etapas. Diante do articulado, indefiro a ordem. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9372022. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 125.017 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA IMPTE.(S) : RAFAEL PIRES MARANGONI COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 304.674 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, ressalvado o entendimento dos demais Ministros quanto ao conhecimento da impetração em função de não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412820 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 125.017 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA IMPTE.(S) : RAFAEL PIRES MARANGONI COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 304.674 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, ressalvado o entendimento dos demais Ministros quanto ao conhecimento da impetração em função de não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412820 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 125 . 017", "HC n 304 . 674 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 125 . 017", "HC n 304 . 674 DO SUPERIOR", "Processo n 097 . 01 . 2006 . 003393 - 2", "HABEAS CORPUS 125 . 017", "HC n 304 . 674 DO SUPERIOR", "Processo n 097 . 01 . 2006 . 003393 - 2", "HC 125017 / SP", "Habeas Corpus n 304 . 674 / SP", "Verbete n 691 da Súmula do Supremo", "Verbete n 691 da Súmula do Supremo", "Revisão Criminal n 0060477 - 04 . 2014 . 8 . 26", "HC 125017 / SP", "Habeas Corpus n 304 . 674 / SP", "Verbete n 691 da Súmula do Supremo", "Verbete n 691 da Súmula do Supremo", "Revisão Criminal n 0060477 - 04 . 2014 . 8 . 26 . 0000", "HABEAS CORPUS 125 . 017 SÃO", "HABEAS CORPUS 125 . 017", "HABEAS CORPUS 125 . 017", "HC n 304 . 674 DO", "HABEAS CORPUS 125 . 017", "HC n 304 . 674" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 12", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 12", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 210 do Regimento Interno", "artigo 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 210 do Regimento Interno", "artigo 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "Vara Única da Comarca de Buritama", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "Vara Única da Comarca de Buritama", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "14", ".", ".", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "14", ".", ". . Câmara de Direito", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", ".", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA", "RAFAEL PIRES MARANGONI", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA", "RAFAEL PIRES MARANGONI", "MARCO AURÉLIO", "Marcos Paulo Dutra Santos", "Marcos Donizete Vilela Junqueira", "MARCO AURÉLIO", "MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA", "RAFAEL PIRES MARANGONI", "MARCO AURÉLIO", "Marcos Paulo Dutra Santos", "Marcos Donizete Vilela Junqueira", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCOS DONIZETE VILELA", "RAFAEL PIRES MARANGONI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCOS DONIZETE VILELA JUNQUEIRA", "RAFAEL PIRES MARANGONI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "08", "/", "09", "/", "2015", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ". . de agosto de 2015", "18 seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ". . de agosto de 2015", "18 seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "1", ".", ".", ". de maio último", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "1", ".", ". . de maio último", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARCO ANTÔNIO PISENTE CANÁRIO ADV.(A/S) :ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Processual Penal. Prisão preventiva (CPP, art. 312). Regimental não provido. Impetração contra ato de juiz de primeiro grau. Incompetência manifesta. Inexistência de ilegalidade flagrante. Regimental não provido. 1. O Supremo Tribunal Federal não é competente para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato de juiz de primeiro grau, não tendo o paciente foro privilegiado na Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (art. 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal). 2. Regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438591. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARCO ANTÔNIO PISENTE CANÁRIO ADV.(A/S) :ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Marco Antônio Pisente Canário, apontando como autoridade coatora o Juiz de Direito da 4ª Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro. Em 19/8/15, neguei seguimento ao habeas corpus, uma vez que esta Suprema Corte não é competente para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato de juiz de primeiro grau, não tendo o agravante foro privilegiado nesta Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (art. 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual reitera, basicamente, os fundamentos trazidos na inicial da impetração a respeito da ausência de fundamentação idônea para justificar a custódia preventiva do ora agravante e o flagrante excesso de prazo na formação da culpa. Defende, ainda, que as ilegalidades flagrantes demonstradas justificaria a concessão da ordem de ofício. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438588. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARCO ANTÔNIO PISENTE CANÁRIO ADV.(A/S) :ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Marco Antônio Pisente Canário, apontando como autoridade coatora o Juiz de Direito da 4ª Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro. Em 19/8/15, neguei seguimento ao habeas corpus, uma vez que esta Suprema Corte não é competente para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato de juiz de primeiro grau, não tendo o agravante foro privilegiado nesta Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (art. 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual reitera, basicamente, os fundamentos trazidos na inicial da impetração a respeito da ausência de fundamentação idônea para justificar a custódia preventiva do ora agravante e o flagrante excesso de prazo na formação da culpa. Defende, ainda, que as ilegalidades flagrantes demonstradas justificaria a concessão da ordem de ofício. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não comporta provimento. Neguei seguimento ao habeas corpus pela simples razão de que a Corte não é competente para processar e julgá-lo, uma vez que foi impetrado contra ato de juiz de primeiro grau, não tendo o agravante foro privilegiado neste Supremo para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (art. 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal). Esse entendimento é mais do que suficiente para manter a decisão agravada. Ainda que assim não fosse, não vislumbro, na hipótese, ilegalidade flagrante para justificar a concessão de uma ordem de ofício. Por um lado, o título da prisão preventiva, tomando por base as transcrições feitas pelo agravante em seu recurso, se mostra devidamente motivado em elementos concretos aptos a justificar a necessidade da medida constritiva. Consoante destacado pelo juízo processante, “a instrução criminal estará em risco caso o réu seja solto, pois as testemunhas que serão ouvidas no plenário do Júri, são moradores do local ou parentes da vítima, os quais relataram que o acusado é miliciano na Ilha de Guaratiba e que regularmente ameaça os moradores, sendo noticiado nos autos que já praticou outros homicídios no bairro (fls. 22/23, 24/25, 30/32, 53/54 e 74/75)” (fl. 4 do anexo 9). O entendimento da Corte está consolidado no sentido de que “a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438589. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não comporta provimento. Neguei seguimento ao habeas corpus pela simples razão de que a Corte não é competente para processar e julgá-lo, uma vez que foi impetrado contra ato de juiz de primeiro grau, não tendo o agravante foro privilegiado neste Supremo para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (art. 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal). Esse entendimento é mais do que suficiente para manter a decisão agravada. Ainda que assim não fosse, não vislumbro, na hipótese, ilegalidade flagrante para justificar a concessão de uma ordem de ofício. Por um lado, o título da prisão preventiva, tomando por base as transcrições feitas pelo agravante em seu recurso, se mostra devidamente motivado em elementos concretos aptos a justificar a necessidade da medida constritiva. Consoante destacado pelo juízo processante, “a instrução criminal estará em risco caso o réu seja solto, pois as testemunhas que serão ouvidas no plenário do Júri, são moradores do local ou parentes da vítima, os quais relataram que o acusado é miliciano na Ilha de Guaratiba e que regularmente ameaça os moradores, sendo noticiado nos autos que já praticou outros homicídios no bairro (fls. 22/23, 24/25, 30/32, 53/54 e 74/75)” (fl. 4 do anexo 9). O entendimento da Corte está consolidado no sentido de que “a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 129888 AGR / RJ idôneos para a manutenção da custódia cautelar” (HC nº 113.793/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/13). De outro lado, os poucos documentos que instruem este habeas corpus não permitem verificar a existência do apontado constrangimento ilegal por excesso de prazo na formação da culpa. Conforme a reiterada jurisprudência deste Supremo Tribunal, “constitui ônus do impetrante instruir adequadamente o writ com os documentos necessários ao exame da pretensão posta em juízo” (HC nº 95.434/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/10/09). Nesse sentido: HC nº 114.020/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 28/6/13. Nessa conformidade, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438589. Supremo Tribunal Federal HC 129888 AGR / RJ idôneos para a manutenção da custódia cautelar” (HC nº 113.793/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/13). De outro lado, os poucos documentos que instruem este habeas corpus não permitem verificar a existência do apontado constrangimento ilegal por excesso de prazo na formação da culpa. Conforme a reiterada jurisprudência deste Supremo Tribunal, “constitui ônus do impetrante instruir adequadamente o writ com os documentos necessários ao exame da pretensão posta em juízo” (HC nº 95.434/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/10/09). Nesse sentido: HC nº 114.020/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 28/6/13. Nessa conformidade, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 08/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARCO ANTÔNIO PISENTE CANÁRIO ADV.(A/S) : ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410257 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARCO ANTÔNIO PISENTE CANÁRIO ADV.(A/S) : ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410257 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9458477
2015-09-08T00:00:00
2015-09-25T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 08.09.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Processual Penal. Prisão preventiva (CPP, art. 312). Regimental não provido. Impetração contra ato de juiz de primeiro grau. Incompetência manifesta. Inexistência de ilegalidade flagrante. Regimental não provido. 1. O Supremo Tribunal Federal não é competente para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato de juiz de primeiro grau, não tendo o paciente foro privilegiado na Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (art. 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal). 2. Regimental ao qual se nega provimento.
sjur321453
- Acórdão(s) citado(s): (HC, INSTRUÇÃO) HC 95434 (1ªT), HC 114020 (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 01/10/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
129888
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-D LET-I\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 129888 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCO ANTÔNIO PISENTE CANÁRIO ADV.(A/S) : ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARCO ANTÔNIO PISENTE CANÁRIO ADV.(A/S) :ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DA 4... VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Processual Penal. Prisão preventiva (CPP, art. 312). Regimental não provido. Impetração contra ato de juiz de primeiro grau. Incompetência manifesta. Inexistência de ilegalidade flagrante. Regimental não provido. 1. O Supremo Tribunal Federal não é competente para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato de juiz de primeiro grau, não tendo o paciente foro privilegiado na Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (art. 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal). 2. Regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438591. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARCO ANTÔNIO PISENTE CANÁRIO ADV.(A/S) :ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DA 4... VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Marco Antônio Pisente Canário, apontando como autoridade coatora o Juiz de Direito da 4... Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro. Em 19/8/15, neguei seguimento ao habeas corpus, uma vez que esta Suprema Corte não é competente para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato de juiz de primeiro grau, não tendo o agravante foro privilegiado nesta Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (art. 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual reitera, basicamente, os fundamentos trazidos na inicial da impetração a respeito da ausência de fundamentação idônea para justificar a custódia preventiva do ora agravante e o flagrante excesso de prazo na formação da culpa. Defende, ainda, que as ilegalidades flagrantes demonstradas justificaria a concessão da ordem de ofício. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438588. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARCO ANTÔNIO PISENTE CANÁRIO ADV.(A/S) :ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DA 4... VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Marco Antônio Pisente Canário, apontando como autoridade coatora o Juiz de Direito da 4... Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro. Em 19/8/15, neguei seguimento ao habeas corpus, uma vez que esta Suprema Corte não é competente para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato de juiz de primeiro grau, não tendo o agravante foro privilegiado nesta Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (art. 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual reitera, basicamente, os fundamentos trazidos na inicial da impetração a respeito da ausência de fundamentação idônea para justificar a custódia preventiva do ora agravante e o flagrante excesso de prazo na formação da culpa. Defende, ainda, que as ilegalidades flagrantes demonstradas justificaria a concessão da ordem de ofício. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não comporta provimento. Neguei seguimento ao habeas corpus pela simples razão de que a Corte não é competente para processar e julgá-lo, uma vez que foi impetrado contra ato de juiz de primeiro grau, não tendo o agravante foro privilegiado neste Supremo para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (art. 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal). Esse entendimento é mais do que suficiente para manter a decisão agravada. Ainda que assim não fosse, não vislumbro, na hipótese, ilegalidade flagrante para justificar a concessão de uma ordem de ofício. Por um lado, o título da prisão preventiva, tomando por base as transcrições feitas pelo agravante em seu recurso, se mostra devidamente motivado em elementos concretos aptos a justificar a necessidade da medida constritiva. Consoante destacado pelo juízo processante, “a instrução criminal estará em risco caso o réu seja solto, pois as testemunhas que serão ouvidas no plenário do Júri, são moradores do local ou parentes da vítima, os quais relataram que o acusado é miliciano na Ilha de Guaratiba e que regularmente ameaça os moradores, sendo noticiado nos autos que já praticou outros homicídios no bairro (fls. 22/23, 24/25, 30/32, 53/54 e 74/75)” (fl. 4 do anexo 9). O entendimento da Corte está consolidado no sentido de que “a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438589. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não comporta provimento. Neguei seguimento ao habeas corpus pela simples razão de que a Corte não é competente para processar e julgá-lo, uma vez que foi impetrado contra ato de juiz de primeiro grau, não tendo o agravante foro privilegiado neste Supremo para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (art. 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal). Esse entendimento é mais do que suficiente para manter a decisão agravada. Ainda que assim não fosse, não vislumbro, na hipótese, ilegalidade flagrante para justificar a concessão de uma ordem de ofício. Por um lado, o título da prisão preventiva, tomando por base as transcrições feitas pelo agravante em seu recurso, se mostra devidamente motivado em elementos concretos aptos a justificar a necessidade da medida constritiva. Consoante destacado pelo juízo processante, “a instrução criminal estará em risco caso o réu seja solto, pois as testemunhas que serão ouvidas no plenário do Júri, são moradores do local ou parentes da vítima, os quais relataram que o acusado é miliciano na Ilha de Guaratiba e que regularmente ameaça os moradores, sendo noticiado nos autos que já praticou outros homicídios no bairro (fls. 22/23, 24/25, 30/32, 53/54 e 74/75)” (fl. 4 do anexo 9). O entendimento da Corte está consolidado no sentido de que “a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 129888 AGR / RJ idôneos para a manutenção da custódia cautelar” (HC n 113.793/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/13). De outro lado, os poucos documentos que instruem este habeas corpus não permitem verificar a existência do apontado constrangimento ilegal por excesso de prazo na formação da culpa. Conforme a reiterada jurisprudência deste Supremo Tribunal, “constitui ônus do impetrante instruir adequadamente o writ com os documentos necessários ao exame da pretensão posta em juízo” (HC n 95.434/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/10/09). Nesse sentido: HC n 114.020/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 28/6/13. Nessa conformidade, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438589. Supremo Tribunal Federal HC 129888 AGR / RJ idôneos para a manutenção da custódia cautelar” (HC n 113.793/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/13). De outro lado, os poucos documentos que instruem este habeas corpus não permitem verificar a existência do apontado constrangimento ilegal por excesso de prazo na formação da culpa. Conforme a reiterada jurisprudência deste Supremo Tribunal, “constitui ônus do impetrante instruir adequadamente o writ com os documentos necessários ao exame da pretensão posta em juízo” (HC n 95.434/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/10/09). Nesse sentido: HC n 114.020/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 28/6/13. Nessa conformidade, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 08/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARCO ANTÔNIO PISENTE CANÁRIO ADV.(A/S) : ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 4... VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410257 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 129.888 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARCO ANTÔNIO PISENTE CANÁRIO ADV.(A/S) : ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 4... VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410257 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 129 . 888", "HABEAS CORPUS 129 . 888", "HABEAS CORPUS 129 . 888", "HABEAS CORPUS 129 . 888", "HABEAS CORPUS 129 . 888", "HC 129888 AGR / RJ", "HC n 113 . 793 / SP", "HC n 95 . 434 / SP", "HC n 114 . 020 / SP", "HC 129888 AGR / RJ", "HC n 113 . 793 / SP", "HC n", "95", ".", "434", "/", "SP", "HC n 114 . 020 / SP", "HABEAS CORPUS 129 . 888", "HABEAS CORPUS 129 . 888" ], "LEGISLACAO": [ "CPP , art . 312", "art . 102 , inciso I , alíneas d e i , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso I , alíneas d e i , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso I , alíneas d e i , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso I , alíneas d e i , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso I , alíneas d e i , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "Ilha de Guaratiba", "RIO DE JANEIRO", "Ilha de Guaratiba", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO", "4", ".", ". . Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro", "Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO", "4", ".", ". . Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "4", "VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "4", "VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "MARCO ANTÔNIO PISENTE", "ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARCO ANTÔNIO PISENTE", "ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "Marco Antônio Pisente Canário", "DIAS TOFFOLI", "MARCO ANTÔNIO PISENTE", "ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "Marco Antônio Pisente Canário", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "MARCO ANTÔNIO PISENTE CANÁRIO", "ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco .", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "MARCO ANTÔNIO PISENTE CANÁRIO", "ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "08", "/", "09", "/", "2015", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "19", "/", "8", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "19", "/", "8", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "5", "/", "13", "2", "/", "10", "/", "09", "28", "/", "6", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "5", "/", "13", "2", "/", "10", "/", "09", "28", "/", "6", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "08", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ARISTIDES JORGE MAROCHI ADV.(A/S) :RICARDO DOMINGUES DE BRITO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FUNRURAL. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA. INCONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A RECEITA BRUTA PROVENIENTE DA COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. EFEITO REPRISTINATÓRIO EM RELAÇÃO À CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INVIABILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400724. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ARISTIDES JORGE MAROCHI ADV.(A/S) :RICARDO DOMINGUES DE BRITO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por ARISTIDES JORGE MAROCHI contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FUNRURAL. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA. INCONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A RECEITA BRUTA PROVENIENTE DA COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. EFEITO REPRISTINATÓRIO EM RELAÇÃO À CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INVIABILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o embargante alega, em síntese, que haveria omissão quanto à violação direta dos artigos 150, I, e 195, caput, da Constituição Federal e dos princípios da legalidade e da segurança jurídica. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400725. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ARISTIDES JORGE MAROCHI ADV.(A/S) :RICARDO DOMINGUES DE BRITO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por ARISTIDES JORGE MAROCHI contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FUNRURAL. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA. INCONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A RECEITA BRUTA PROVENIENTE DA COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. EFEITO REPRISTINATÓRIO EM RELAÇÃO À CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INVIABILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o embargante alega, em síntese, que haveria omissão quanto à violação direta dos artigos 150, I, e 195, caput, da Constituição Federal e dos princípios da legalidade e da segurança jurídica. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400725. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao concluir que, uma vez reconhecida a inconstitucionalidade de obrigação tributária, não cabe ao Supremo Tribunal Federal verificar a existência de outras normas legais que possam ou não ser aplicadas em substituição à declarada inconstitucional, ante eventual efeito repristinatório, pois tal matéria se restringe ao campo infraconstitucional, o que inviabiliza seu exame na via estreita do recurso extraordinário. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. In casu, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário de maneira clara e coerente, em perfeita consonância com a jurisprudência pertinente. Por isso, não há se cogitar do cabimento dos presentes embargos. Ademais, saliente-se que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. O efeito modificativo ora pretendido somente é possível em casos excepcionais e desde que comprovada a existência de obscuridade, de contradição ou de omissão no julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400726. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao concluir que, uma vez reconhecida a inconstitucionalidade de obrigação tributária, não cabe ao Supremo Tribunal Federal verificar a existência de outras normas legais que possam ou não ser aplicadas em substituição à declarada inconstitucional, ante eventual efeito repristinatório, pois tal matéria se restringe ao campo infraconstitucional, o que inviabiliza seu exame na via estreita do recurso extraordinário. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. In casu, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário de maneira clara e coerente, em perfeita consonância com a jurisprudência pertinente. Por isso, não há se cogitar do cabimento dos presentes embargos. Ademais, saliente-se que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. O efeito modificativo ora pretendido somente é possível em casos excepcionais e desde que comprovada a existência de obscuridade, de contradição ou de omissão no julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400726. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 884698 AGR-ED / PR julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS - ACÓRDÃO - INEXISTÊNCIA DE VÍCIO - DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (RE 812.827-AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 26/3/2015) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por inadmissíveis.” (ARE 835.081-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 25/3/2015, grifos originais) Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400726. Supremo Tribunal Federal RE 884698 AGR-ED / PR julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS - ACÓRDÃO - INEXISTÊNCIA DE VÍCIO - DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (RE 812.827-AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 26/3/2015) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por inadmissíveis.” (ARE 835.081-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 25/3/2015, grifos originais) Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400726. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ARISTIDES JORGE MAROCHI ADV.(A/S) : RICARDO DOMINGUES DE BRITO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412924 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ARISTIDES JORGE MAROCHI ADV.(A/S) : RICARDO DOMINGUES DE BRITO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412924 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9457784
2015-09-08T00:00:00
2015-09-25T00:00:00
A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FUNRURAL. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA. INCONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A RECEITA BRUTA PROVENIENTE DA COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. EFEITO REPRISTINATÓRIO EM RELAÇÃO À CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INVIABILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS.
sjur321638
- Acórdão(s) citado(s): (ED, EFEITOS INFRINGENTES) RE 812827 AgR-ED (1ªT), ARE 835081 AgR-ED (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 01/10/2015, MAD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
884698
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 884698 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ARISTIDES JORGE MAROCHI ADV.(A/S) : RICARDO DOMINGUES DE BRITO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ARISTIDES JORGE MAROCHI ADV.(A/S) :RICARDO DOMINGUES DE BRITO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FUNRURAL. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA. INCONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A RECEITA BRUTA PROVENIENTE DA COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. EFEITO REPRISTINATÓRIO EM RELAÇÃO À CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INVIABILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400724. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ARISTIDES JORGE MAROCHI ADV.(A/S) :RICARDO DOMINGUES DE BRITO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por ARISTIDES JORGE MAROCHI contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FUNRURAL. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA. INCONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A RECEITA BRUTA PROVENIENTE DA COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. EFEITO REPRISTINATÓRIO EM RELAÇÃO À CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INVIABILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o embargante alega, em síntese, que haveria omissão quanto à violação direta dos artigos 150, I, e 195, caput, da Constituição Federal e dos princípios da legalidade e da segurança jurídica. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400725. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ARISTIDES JORGE MAROCHI ADV.(A/S) :RICARDO DOMINGUES DE BRITO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por ARISTIDES JORGE MAROCHI contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FUNRURAL. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA. INCONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A RECEITA BRUTA PROVENIENTE DA COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. EFEITO REPRISTINATÓRIO EM RELAÇÃO À CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INVIABILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o embargante alega, em síntese, que haveria omissão quanto à violação direta dos artigos 150, I, e 195, caput, da Constituição Federal e dos princípios da legalidade e da segurança jurídica. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400725. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao concluir que, uma vez reconhecida a inconstitucionalidade de obrigação tributária, não cabe ao Supremo Tribunal Federal verificar a existência de outras normas legais que possam ou não ser aplicadas em substituição à declarada inconstitucional, ante eventual efeito repristinatório, pois tal matéria se restringe ao campo infraconstitucional, o que inviabiliza seu exame na via estreita do recurso extraordinário. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. In casu, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário de maneira clara e coerente, em perfeita consonância com a jurisprudência pertinente. Por isso, não há se cogitar do cabimento dos presentes embargos. Ademais, saliente-se que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. O efeito modificativo ora pretendido somente é possível em casos excepcionais e desde que comprovada a existência de obscuridade, de contradição ou de omissão no julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400726. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao concluir que, uma vez reconhecida a inconstitucionalidade de obrigação tributária, não cabe ao Supremo Tribunal Federal verificar a existência de outras normas legais que possam ou não ser aplicadas em substituição à declarada inconstitucional, ante eventual efeito repristinatório, pois tal matéria se restringe ao campo infraconstitucional, o que inviabiliza seu exame na via estreita do recurso extraordinário. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. In casu, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário de maneira clara e coerente, em perfeita consonância com a jurisprudência pertinente. Por isso, não há se cogitar do cabimento dos presentes embargos. Ademais, saliente-se que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. O efeito modificativo ora pretendido somente é possível em casos excepcionais e desde que comprovada a existência de obscuridade, de contradição ou de omissão no julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400726. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 884698 AGR-ED / PR julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS - ACÓRDÃO - INEXISTÊNCIA DE VÍCIO - DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (Recurso Extraordinário 812.827-AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 26/3/2015) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por inadmissíveis.” (ARE 835.081-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 25/3/2015, grifos originais) Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400726. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 884698 AGR-ED / PR julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS - ACÓRDÃO - INEXISTÊNCIA DE VÍCIO - DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (Recurso Extraordinário 812.827-AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 26/3/2015) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por inadmissíveis.” (ARE 835.081-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 25/3/2015, grifos originais) Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400726. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ARISTIDES JORGE MAROCHI ADV.(A/S) : RICARDO DOMINGUES DE BRITO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412924 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884.698 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ARISTIDES JORGE MAROCHI ADV.(A/S) : RICARDO DOMINGUES DE BRITO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412924 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884 . 698", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884 . 698", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884 . 698", "Recurso Extraordinário 884698 AGR - ED / PR", "Recurso Extraordinário 812 . 827 - AgR - ED", "ARE 835 . 081 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 884698 AGR - ED / PR", "Recurso Extraordinário 812 . 827 - AgR - ED", "ARE 835 . 081 - AgR - ED", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 884 . 698", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 150 , I , e 195 , caput , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 150 , I , e 195 , caput , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ARISTIDES JORGE MAROCHI", "RICARDO DOMINGUES DE BRITO", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ARISTIDES JORGE MAROCHI", "RICARDO DOMINGUES DE BRITO", "LUIZ FUX", "ARISTIDES JORGE MAROCHI", "LUIZ FUX", "RICARDO DOMINGUES DE BRITO", "LUIZ FUX", "ARISTIDES JORGE MAROCHI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "ARISTIDES JORGE MAROCHI", "RICARDO DOMINGUES DE BRITO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "ARISTIDES JORGE MAROCHI", "RICARDO DOMINGUES DE BRITO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de", "Souza" ], "TEMPO": [ "08", "/", "09", "/", "2015", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "3", "/", "2015", "25", "/", "3", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "3", "/", "2015", "25", "/", "3", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :WALLÍ MARIA TESSMAN ADV.(A/S) :HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Gratificação de Produtividade. 3. Necessidade de prévia análise e interpretação de legislação local (Lei estadual n. 13.761/2006). Súmula 280. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410841. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :WALLÍ MARIA TESSMAN ADV.(A/S) :HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a desnecessidade de interpretar a legislação local. Ademais, defende-se violação ao princípio da isonomia. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410842. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :WALLÍ MARIA TESSMAN ADV.(A/S) :HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a desnecessidade de interpretar a legislação local. Ademais, defende-se violação ao princípio da isonomia. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410842. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia dos autos (direito à percepção de gratificação de produtividade) com base na legislação local (Lei estadual n. 13.761/2006). Desse modo, eventual ofensa ao texto constitucional, caso ocorresse, seria apenas reflexa ou indireta. Incide, no caso, a Súmula 280. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA. RECEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE . LEI ESTADUAL N. 13.761/2006. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE-AgR 722.722, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 18.4.2013); Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410843. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia dos autos (direito à percepção de gratificação de produtividade) com base na legislação local (Lei estadual n. 13.761/2006). Desse modo, eventual ofensa ao texto constitucional, caso ocorresse, seria apenas reflexa ou indireta. Incide, no caso, a Súmula 280. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA. RECEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE . LEI ESTADUAL N. 13.761/2006. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE-AgR 722.722, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 18.4.2013); Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 896421 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Controvérsia relativa à gratificação de produtividade apreciada à luz de legislação de direito local, circunstância impeditiva à apreciação do extraordinário. Súmula 280-STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI-AgR 598.600, rel. min. Eros Grau, DJ 6.11.2006). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410843. Supremo Tribunal Federal ARE 896421 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Controvérsia relativa à gratificação de produtividade apreciada à luz de legislação de direito local, circunstância impeditiva à apreciação do extraordinário. Súmula 280-STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI-AgR 598.600, rel. min. Eros Grau, DJ 6.11.2006). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 08/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : WALLÍ MARIA TESSMAN ADV.(A/S) : HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410312 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : WALLÍ MARIA TESSMAN ADV.(A/S) : HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410312 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9426545
2015-09-08T00:00:00
2015-09-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 08.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Gratificação de Produtividade. 3. Necessidade de prévia análise e interpretação de legislação local (Lei estadual n. 13.761/2006). Súmula 280. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur320701
- Acórdão(s) citado(s): (GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE) AI 598600 AgR (2ªT), ARE 722722 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 02/10/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
896421
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-013761 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA, SC" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 896421 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : WALLÍ MARIA TESSMAN ADV.(A/S) : HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :WALLÍ MARIA TESSMAN ADV.(A/S) :HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Gratificação de Produtividade. 3. Necessidade de prévia análise e interpretação de legislação local (Lei estadual n. 13.761/2006). Súmula 280. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410841. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :WALLÍ MARIA TESSMAN ADV.(A/S) :HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a desnecessidade de interpretar a legislação local. Ademais, defende-se violação ao princípio da isonomia. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410842. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :WALLÍ MARIA TESSMAN ADV.(A/S) :HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a desnecessidade de interpretar a legislação local. Ademais, defende-se violação ao princípio da isonomia. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410842. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia dos autos (direito à percepção de gratificação de produtividade) com base na legislação local (Lei estadual n. 13.761/2006). Desse modo, eventual ofensa ao texto constitucional, caso ocorresse, seria apenas reflexa ou indireta. Incide, no caso, a Súmula 280. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA. RECEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE . LEI ESTADUAL N. 13.761/2006. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE-AgR 722.722, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 18.4.2013); Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410843. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia dos autos (direito à percepção de gratificação de produtividade) com base na legislação local (Lei estadual n. 13.761/2006). Desse modo, eventual ofensa ao texto constitucional, caso ocorresse, seria apenas reflexa ou indireta. Incide, no caso, a Súmula 280. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA. RECEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE . LEI ESTADUAL N. 13.761/2006. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE-AgR 722.722, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 18.4.2013); Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 896421 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Controvérsia relativa à gratificação de produtividade apreciada à luz de legislação de direito local, circunstância impeditiva à apreciação do extraordinário. Súmula 280-Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI-AgR 598.600, rel. min. Eros Grau, DJ 6.11.2006). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410843. Supremo Tribunal Federal ARE 896421 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Controvérsia relativa à gratificação de produtividade apreciada à luz de legislação de direito local, circunstância impeditiva à apreciação do extraordinário. Súmula 280-Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI-AgR 598.600, rel. min. Eros Grau, DJ 6.11.2006). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 08/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : WALLÍ MARIA TESSMAN ADV.(A/S) : HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410312 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.421 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : WALLÍ MARIA TESSMAN ADV.(A/S) : HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410312 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL", "ARE", "-", "AgR 722 . 722", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE", "-", "AgR 722 . 722", "ARE 896421 AGR / SC", "SÚMULA 280 DO SUPREMO", "Súmula 280 - Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR 598 . 600", "ARE 896421 AGR / SC", "SÚMULA 280 DO SUPREMO", "Súmula 280 - Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR 598 . 600" ], "LEGISLACAO": [ "Lei estadual n . 13 . 761 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n . 13 . 761 / 2006", "LEI ESTADUAL N . 13 . 761 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n . 13 . 761 / 2006", "LEI ESTADUAL N . 13 . 761 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "RECURSO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "WALLÍ MARIA TESSMAN", "HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "WALLÍ MARIA TESSMAN", "HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "WALLÍ MARIA TESSMAN", "HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "Eros Grau", "Eros Grau", "GILMAR MENDES", "WALLÍ MARIA TESSMAN", "HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco .", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "WALLÍ MARIA TESSMAN", "HEITOR ALEXANDRE TERNES CAMPOS", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "08", "/", "09", "/", "2015", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "18", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "18", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "11", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "11", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "08", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SANDRA ZURCHER DE SOUZA ADV.(A/S) :ENOCK BARRETO DESIDÉRIO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PORTARIA SUPERVENIENTE QUE TORNOU SEM EFEITO PORTARIA ANULATÓRIA DE ATO DE CONCESSÃO DE ANISTIA. PERDA DO OBJETO DO MANDADO DE SEGURANÇA. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. INEXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A anulação de portaria que invalidou ato que anulou a portaria que concedeu a anistia não pode ser conhecida por esta Corte em grau de recurso ordinário, implicando a perda de objeto do mandado de segurança impetrado. (Precedente: RMS 31.062, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 14.10.2014). 2. Em relação à decadência, há precedente nesta Corte, no sentido de que a contagem do prazo decadencial pode ser definida a partir de qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato, nos termos do art. 54, § 2º, da Lei nº 9.784/1999. (Precedentes: RMS 32.116-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 13/05/2014). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248817. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RMS 32379 AGR / DF Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de agosto de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248817. Supremo Tribunal Federal RMS 32379 AGR / DF Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de agosto de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SANDRA ZURCHER DE SOUZA ADV.(A/S) :ENOCK BARRETO DESIDÉRIO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto por Sandra Zurcher de Souza, contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. CABOS DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA. ANISTIA. INGRESSO APÓS A EDIÇÃO DA PORTARIA 1.104-GM3/64 DO MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. REVISÃO DA CONDIÇÃO DE ANISTIADO. LEGALIDADE. PODER DE AUTOTUTELA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada com a referida decisão, a agravante reitera as razões expendidas no recurso ordinário em mandado de segurança a respeito do decurso do prazo decadencial de 5 anos, nos termos do art. 54 da Lei 9.784/99. Sustenta que houve mera mudança de interpretação da parte coatora. Alega, ainda, a inexistência de processo anulatório. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do agravo, em parecer assim ementado, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248818. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SANDRA ZURCHER DE SOUZA ADV.(A/S) :ENOCK BARRETO DESIDÉRIO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto por Sandra Zurcher de Souza, contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. CABOS DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA. ANISTIA. INGRESSO APÓS A EDIÇÃO DA PORTARIA 1.104-GM3/64 DO MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. REVISÃO DA CONDIÇÃO DE ANISTIADO. LEGALIDADE. PODER DE AUTOTUTELA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada com a referida decisão, a agravante reitera as razões expendidas no recurso ordinário em mandado de segurança a respeito do decurso do prazo decadencial de 5 anos, nos termos do art. 54 da Lei 9.784/99. Sustenta que houve mera mudança de interpretação da parte coatora. Alega, ainda, a inexistência de processo anulatório. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do agravo, em parecer assim ementado, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RMS 32379 AGR / DF “Recurso em mandado de segurança. Agravo Regimental. Petição de agravo que não impugna fundamento da decisão agravada. Anulação de anistia concedida a militar que ingressou na Aeronáutica após a edição da Portaria nº 1.104/64. Parecer pelo desprovimento do recurso.” É o relatório 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248818. Supremo Tribunal Federal RMS 32379 AGR / DF “Recurso em mandado de segurança. Agravo Regimental. Petição de agravo que não impugna fundamento da decisão agravada. Anulação de anistia concedida a militar que ingressou na Aeronáutica após a edição da Portaria nº 1.104/64. Parecer pelo desprovimento do recurso.” É o relatório 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Cumpre destacar que o mandado de segurança foi impetrado contra ato do Ministro da Justiça, veiculado pela Portaria nº 2.804/2004, que anulou a anistia concedida pela Portaria nº 2.769/2002, referente ao falecido marido da impetrante. Contudo, como informado no recurso ordinário interposto pela ora agravante, em 22 de dezembro de 2008, foi publicada no DOU a Portaria nº 2.715/2008, que tornou sem efeito a Portaria nº 2.804/2004, bem como anulou a portaria que concedeu e referida anistia. Desse modo, verifico que houve efetiva perda superveniente do objeto do mandado de segurança. Ressalto que a anulação superveniente não pode ser apreciada por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância, porquanto cabe ao Superior Tribunal de Justiça julgar, originariamente, mandados de segurança contra atos de Ministros de Estado, conforme disposto no art. 105, I, b, da CF/88. Nesse sentido: “EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 134/2011. REVISÃO DE ANISTIA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. 1. Os embargos de declaração, com caráter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248819. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Cumpre destacar que o mandado de segurança foi impetrado contra ato do Ministro da Justiça, veiculado pela Portaria nº 2.804/2004, que anulou a anistia concedida pela Portaria nº 2.769/2002, referente ao falecido marido da impetrante. Contudo, como informado no recurso ordinário interposto pela ora agravante, em 22 de dezembro de 2008, foi publicada no DOU a Portaria nº 2.715/2008, que tornou sem efeito a Portaria nº 2.804/2004, bem como anulou a portaria que concedeu e referida anistia. Desse modo, verifico que houve efetiva perda superveniente do objeto do mandado de segurança. Ressalto que a anulação superveniente não pode ser apreciada por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância, porquanto cabe ao Superior Tribunal de Justiça julgar, originariamente, mandados de segurança contra atos de Ministros de Estado, conforme disposto no art. 105, I, b, da CF/88. Nesse sentido: “EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 134/2011. REVISÃO DE ANISTIA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. 1. Os embargos de declaração, com caráter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 32379 AGR / DF infringente, objetivando a reforma da decisão monocrática do relator, devem ser conhecidos como agravo regimental. Jurisprudência majoritária do STF. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que não viola direito líquido e certo a instauração de procedimento de revisão de atos que concederam anistia política. 3. Não é possível falar em ofensa ao art. 54 da Lei nº 9.784/1999, tendo em vista que a decadência “pode ser afastada caso configurada a má-fé do interessado, o que deve ser analisado em procedimento próprio, com o respeito às garantias da ampla defesa e do devido processo legal ” (RMS 31.027 ED/DF, Rel. Min. Dias Toffoli). Precedentes: RMS 31.059- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio; RMS 31.114-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; RMS 31.045-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RMS 32.542-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, entre outros. 4. A superveniente anulação da condição de anistiado político não pode ser originariamente conhecida por esta Corte, em grau de recurso ordinário, sob pena de indevida supressão de instância. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RMS 31062 – ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 14.10.2014) Ademais, em relação à decadência, há precedente nesta Corte no sentido de que a contagem do prazo decadencial pode ser definida a partir de qualquer medida de autoridade administrativa que importe em impugnação à validade do ato, nos termos do art. 54, §2º, da Lei nº 9.784/1999. Nesse sentido: “Ementa: RECURSO ORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO INDIVIDUAL DESTINADO A APURAR A LEGITIMIDADE DO BENEFÍCIO ANTERIORMENTE CONCEDIDO. DECADÊNCIA. INVIABILIDADE DE JUÍZO PREMATURO A RESPEITO. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em casos análogos, a autorização para abertura de processo administrativo ou a sua efetiva instauração não autoriza, por si só, um juízo antecipado sobre a decadência para a revisão do ato 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248819. Supremo Tribunal Federal RMS 32379 AGR / DF infringente, objetivando a reforma da decisão monocrática do relator, devem ser conhecidos como agravo regimental. Jurisprudência majoritária do STF. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que não viola direito líquido e certo a instauração de procedimento de revisão de atos que concederam anistia política. 3. Não é possível falar em ofensa ao art. 54 da Lei nº 9.784/1999, tendo em vista que a decadência “pode ser afastada caso configurada a má-fé do interessado, o que deve ser analisado em procedimento próprio, com o respeito às garantias da ampla defesa e do devido processo legal ” (RMS 31.027 ED/DF, Rel. Min. Dias Toffoli). Precedentes: RMS 31.059- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio; RMS 31.114-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; RMS 31.045-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RMS 32.542-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, entre outros. 4. A superveniente anulação da condição de anistiado político não pode ser originariamente conhecida por esta Corte, em grau de recurso ordinário, sob pena de indevida supressão de instância. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RMS 31062 – ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 14.10.2014) Ademais, em relação à decadência, há precedente nesta Corte no sentido de que a contagem do prazo decadencial pode ser definida a partir de qualquer medida de autoridade administrativa que importe em impugnação à validade do ato, nos termos do art. 54, §2º, da Lei nº 9.784/1999. Nesse sentido: “Ementa: RECURSO ORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO INDIVIDUAL DESTINADO A APURAR A LEGITIMIDADE DO BENEFÍCIO ANTERIORMENTE CONCEDIDO. DECADÊNCIA. INVIABILIDADE DE JUÍZO PREMATURO A RESPEITO. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em casos análogos, a autorização para abertura de processo administrativo ou a sua efetiva instauração não autoriza, por si só, um juízo antecipado sobre a decadência para a revisão do ato 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 32379 AGR / DF concessivo de anistia política. Primeiro, porque, a teor do art. 54 da Lei 9.784/1999, ressalva-se do prazo decadencial a hipótese de comprovada má-fé, o que, para ficar determinado, depende de apuração no próprio processo instaurado; e, segundo, porque o termo ad quem do prazo decadencial não é necessariamente a abertura do processo administrativo, mas, sim, qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato, conforme expressa o parágrafo 2º do mesmo artigo 54, circunstância que também está sujeita a verificação probatória, insuscetível de ser aprofundada na via do mandado de segurança. Precedentes: RMS 31.045 AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 22/10/2013; RMS 31.570 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 04/10/2012; RMS 31.027 ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 14/9/2012; RMS 31.111 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 02/4/2012; RMS 30.964 ED, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 08/6/2012. 2. Agravo regimental não provido.” (RMS 32.116-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 13/05/2014) Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248819. Supremo Tribunal Federal RMS 32379 AGR / DF concessivo de anistia política. Primeiro, porque, a teor do art. 54 da Lei 9.784/1999, ressalva-se do prazo decadencial a hipótese de comprovada má-fé, o que, para ficar determinado, depende de apuração no próprio processo instaurado; e, segundo, porque o termo ad quem do prazo decadencial não é necessariamente a abertura do processo administrativo, mas, sim, qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato, conforme expressa o parágrafo 2º do mesmo artigo 54, circunstância que também está sujeita a verificação probatória, insuscetível de ser aprofundada na via do mandado de segurança. Precedentes: RMS 31.045 AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 22/10/2013; RMS 31.570 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 04/10/2012; RMS 31.027 ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 14/9/2012; RMS 31.111 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 02/4/2012; RMS 30.964 ED, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 08/6/2012. 2. Agravo regimental não provido.” (RMS 32.116-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 13/05/2014) Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SANDRA ZURCHER DE SOUZA ADV.(A/S) : ENOCK BARRETO DESIDÉRIO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268602 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SANDRA ZURCHER DE SOUZA ADV.(A/S) : ENOCK BARRETO DESIDÉRIO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268602 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9293685
2015-08-18T00:00:00
2015-09-02T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PORTARIA SUPERVENIENTE QUE TORNOU SEM EFEITO PORTARIA ANULATÓRIA DE ATO DE CONCESSÃO DE ANISTIA. PERDA DO OBJETO DO MANDADO DE SEGURANÇA. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. INEXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A anulação de portaria que invalidou ato que anulou a portaria que concedeu a anistia não pode ser conhecida por esta Corte em grau de recurso ordinário, implicando a perda de objeto do mandado de segurança impetrado. (Precedente: RMS 31.062, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 14.10.2014). 2. Em relação à decadência, há precedente nesta Corte, no sentido de que a contagem do prazo decadencial pode ser definida a partir de qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato, nos termos do art. 54, § 2º, da Lei nº 9.784/1999. (Precedentes: RMS 32.116-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 13/05/2014). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur317685
- Acórdão(s) citado(s): (ANISTIA, ANULAÇÃO DE PORTARIA) RMS 31062 ED (1ªT). (ANISTIA POLÍTICA, DECADÊNCIA) RMS 32116 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 28/09/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
32379
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00105 INC-00001 LET-B\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054 PAR-00002\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO" ]
RMS-AgR
acordaos
RMS 32379 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SANDRA ZURCHER DE SOUZA ADV.(A/S) : ENOCK BARRETO DESIDÉRIO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SANDRA ZURCHER DE SOUZA ADV.(A/S) :ENOCK BARRETO DESIDÉRIO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PORTARIA SUPERVENIENTE QUE TORNOU SEM EFEITO PORTARIA ANULATÓRIA DE ATO DE CONCESSÃO DE ANISTIA. PERDA DO OBJETO DO MANDADO DE SEGURANÇA. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. INEXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A anulação de portaria que invalidou ato que anulou a portaria que concedeu a anistia não pode ser conhecida por esta Corte em grau de recurso ordinário, implicando a perda de objeto do mandado de segurança impetrado. (Precedente: RMS 31.062, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 14.10.2014). 2. Em relação à decadência, há precedente nesta Corte, no sentido de que a contagem do prazo decadencial pode ser definida a partir de qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato, nos termos do art. 54, § 2..., da Lei n 9.784/1999. (Precedentes: RMS 32.116-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 13/05/2014). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248817. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RMS 32379 AGR / DF Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de agosto de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248817. Supremo Tribunal Federal RMS 32379 AGR / DF Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de agosto de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SANDRA ZURCHER DE SOUZA ADV.(A/S) :ENOCK BARRETO DESIDÉRIO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto por Sandra Zurcher de Souza, contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. CABOS DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA. ANISTIA. INGRESSO APÓS A EDIÇÃO DA PORTARIA 1.104-GM3/64 DO MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. REVISÃO DA CONDIÇÃO DE ANISTIADO. LEGALIDADE. PODER DE AUTOTUTELA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada com a referida decisão, a agravante reitera as razões expendidas no recurso ordinário em mandado de segurança a respeito do decurso do prazo decadencial de 5 anos, nos termos do art. 54 da Lei 9.784/99. Sustenta que houve mera mudança de interpretação da parte coatora. Alega, ainda, a inexistência de processo anulatório. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do agravo, em parecer assim ementado, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248818. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SANDRA ZURCHER DE SOUZA ADV.(A/S) :ENOCK BARRETO DESIDÉRIO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto por Sandra Zurcher de Souza, contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. CABOS DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA. ANISTIA. INGRESSO APÓS A EDIÇÃO DA PORTARIA 1.104-GM3/64 DO MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. REVISÃO DA CONDIÇÃO DE ANISTIADO. LEGALIDADE. PODER DE AUTOTUTELA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada com a referida decisão, a agravante reitera as razões expendidas no recurso ordinário em mandado de segurança a respeito do decurso do prazo decadencial de 5 anos, nos termos do art. 54 da Lei 9.784/99. Sustenta que houve mera mudança de interpretação da parte coatora. Alega, ainda, a inexistência de processo anulatório. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do agravo, em parecer assim ementado, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RMS 32379 AGR / DF “Recurso em mandado de segurança. Agravo Regimental. Petição de agravo que não impugna fundamento da decisão agravada. Anulação de anistia concedida a militar que ingressou na Aeronáutica após a edição da Portaria n 1.104/64. Parecer pelo desprovimento do recurso.” É o relatório 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248818. Supremo Tribunal Federal RMS 32379 AGR / DF “Recurso em mandado de segurança. Agravo Regimental. Petição de agravo que não impugna fundamento da decisão agravada. Anulação de anistia concedida a militar que ingressou na Aeronáutica após a edição da Portaria n 1.104/64. Parecer pelo desprovimento do recurso.” É o relatório 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Cumpre destacar que o mandado de segurança foi impetrado contra ato do Ministro da Justiça, veiculado pela Portaria n 2.804/2004, que anulou a anistia concedida pela Portaria n 2.769/2002, referente ao falecido marido da impetrante. Contudo, como informado no recurso ordinário interposto pela ora agravante, em 22 de dezembro de 2008, foi publicada no DOU a Portaria n 2.715/2008, que tornou sem efeito a Portaria n 2.804/2004, bem como anulou a portaria que concedeu e referida anistia. Desse modo, verifico que houve efetiva perda superveniente do objeto do mandado de segurança. Ressalto que a anulação superveniente não pode ser apreciada por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância, porquanto cabe ao Superior Tribunal de Justiça julgar, originariamente, mandados de segurança contra atos de Ministros de Estado, conforme disposto no art. 105, I, b, da Constituição Federal de 1988/88. Nesse sentido: “EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PORTARIA INTERMINISTERIAL n 134/2011. REVISÃO DE ANISTIA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. 1. Os embargos de declaração, com caráter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248819. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Cumpre destacar que o mandado de segurança foi impetrado contra ato do Ministro da Justiça, veiculado pela Portaria n 2.804/2004, que anulou a anistia concedida pela Portaria n 2.769/2002, referente ao falecido marido da impetrante. Contudo, como informado no recurso ordinário interposto pela ora agravante, em 22 de dezembro de 2008, foi publicada no DOU a Portaria n 2.715/2008, que tornou sem efeito a Portaria n 2.804/2004, bem como anulou a portaria que concedeu e referida anistia. Desse modo, verifico que houve efetiva perda superveniente do objeto do mandado de segurança. Ressalto que a anulação superveniente não pode ser apreciada por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância, porquanto cabe ao Superior Tribunal de Justiça julgar, originariamente, mandados de segurança contra atos de Ministros de Estado, conforme disposto no art. 105, I, b, da Constituição Federal de 1988/88. Nesse sentido: “EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PORTARIA INTERMINISTERIAL n 134/2011. REVISÃO DE ANISTIA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. 1. Os embargos de declaração, com caráter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 32379 AGR / DF infringente, objetivando a reforma da decisão monocrática do relator, devem ser conhecidos como agravo regimental. Jurisprudência majoritária do Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que não viola direito líquido e certo a instauração de procedimento de revisão de atos que concederam anistia política. 3. Não é possível falar em ofensa ao art. 54 da Lei n 9.784/1999, tendo em vista que a decadência “pode ser afastada caso configurada a má-fé do interessado, o que deve ser analisado em procedimento próprio, com o respeito às garantias da ampla defesa e do devido processo legal ” (RMS 31.027 ED/DF, Rel. Min. Dias Toffoli). Precedentes: RMS 31.059- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio; RMS 31.114-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; RMS 31.045-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RMS 32.542-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, entre outros. 4. A superveniente anulação da condição de anistiado político não pode ser originariamente conhecida por esta Corte, em grau de recurso ordinário, sob pena de indevida supressão de instância. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RMS 31062 – ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 14.10.2014) Ademais, em relação à decadência, há precedente nesta Corte no sentido de que a contagem do prazo decadencial pode ser definida a partir de qualquer medida de autoridade administrativa que importe em impugnação à validade do ato, nos termos do art. 54, §2..., da Lei n 9.784/1999. Nesse sentido: “Ementa: RECURSO ORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO INDIVIDUAL DESTINADO A APURAR A LEGITIMIDADE DO BENEFÍCIO ANTERIORMENTE CONCEDIDO. DECADÊNCIA. INVIABILIDADE DE JUÍZO PREMATURO A RESPEITO. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em casos análogos, a autorização para abertura de processo administrativo ou a sua efetiva instauração não autoriza, por si só, um juízo antecipado sobre a decadência para a revisão do ato 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248819. Supremo Tribunal Federal RMS 32379 AGR / DF infringente, objetivando a reforma da decisão monocrática do relator, devem ser conhecidos como agravo regimental. Jurisprudência majoritária do Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que não viola direito líquido e certo a instauração de procedimento de revisão de atos que concederam anistia política. 3. Não é possível falar em ofensa ao art. 54 da Lei n 9.784/1999, tendo em vista que a decadência “pode ser afastada caso configurada a má-fé do interessado, o que deve ser analisado em procedimento próprio, com o respeito às garantias da ampla defesa e do devido processo legal ” (RMS 31.027 ED/DF, Rel. Min. Dias Toffoli). Precedentes: RMS 31.059- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio; RMS 31.114-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; RMS 31.045-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RMS 32.542-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, entre outros. 4. A superveniente anulação da condição de anistiado político não pode ser originariamente conhecida por esta Corte, em grau de recurso ordinário, sob pena de indevida supressão de instância. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RMS 31062 – ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 14.10.2014) Ademais, em relação à decadência, há precedente nesta Corte no sentido de que a contagem do prazo decadencial pode ser definida a partir de qualquer medida de autoridade administrativa que importe em impugnação à validade do ato, nos termos do art. 54, §2..., da Lei n 9.784/1999. Nesse sentido: “Ementa: RECURSO ORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO INDIVIDUAL DESTINADO A APURAR A LEGITIMIDADE DO BENEFÍCIO ANTERIORMENTE CONCEDIDO. DECADÊNCIA. INVIABILIDADE DE JUÍZO PREMATURO A RESPEITO. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em casos análogos, a autorização para abertura de processo administrativo ou a sua efetiva instauração não autoriza, por si só, um juízo antecipado sobre a decadência para a revisão do ato 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 32379 AGR / DF concessivo de anistia política. Primeiro, porque, a teor do art. 54 da Lei 9.784/1999, ressalva-se do prazo decadencial a hipótese de comprovada má-fé, o que, para ficar determinado, depende de apuração no próprio processo instaurado; e, segundo, porque o termo ad quem do prazo decadencial não é necessariamente a abertura do processo administrativo, mas, sim, qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato, conforme expressa o parágrafo 2... do mesmo artigo 54, circunstância que também está sujeita a verificação probatória, insuscetível de ser aprofundada na via do mandado de segurança. Precedentes: RMS 31.045 AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 22/10/2013; RMS 31.570 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 04/10/2012; RMS 31.027 ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 14/9/2012; RMS 31.111 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 02/4/2012; RMS 30.964 ED, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 08/6/2012. 2. Agravo regimental não provido.” (RMS 32.116-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 13/05/2014) Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248819. Supremo Tribunal Federal RMS 32379 AGR / DF concessivo de anistia política. Primeiro, porque, a teor do art. 54 da Lei 9.784/1999, ressalva-se do prazo decadencial a hipótese de comprovada má-fé, o que, para ficar determinado, depende de apuração no próprio processo instaurado; e, segundo, porque o termo ad quem do prazo decadencial não é necessariamente a abertura do processo administrativo, mas, sim, qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato, conforme expressa o parágrafo 2... do mesmo artigo 54, circunstância que também está sujeita a verificação probatória, insuscetível de ser aprofundada na via do mandado de segurança. Precedentes: RMS 31.045 AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 22/10/2013; RMS 31.570 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 04/10/2012; RMS 31.027 ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 14/9/2012; RMS 31.111 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 02/4/2012; RMS 30.964 ED, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 08/6/2012. 2. Agravo regimental não provido.” (RMS 32.116-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 13/05/2014) Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SANDRA ZURCHER DE SOUZA ADV.(A/S) : ENOCK BARRETO DESIDÉRIO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268602 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.379 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SANDRA ZURCHER DE SOUZA ADV.(A/S) : ENOCK BARRETO DESIDÉRIO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268602 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RMS 31 . 062", "RMS 32 . 116 - AgR", "RMS 32379 AGR / DF", "RMS 32379 AGR / DF", "RMS 32379", "RMS", "RMS 32379 AGR / DF", "RMS 31 . 027 ED / DF", "RMS 31 . 059 - AgR", "RMS 31 . 114 - ED", "RMS 31 . 045 - AgR", "RMS 32", ".", "542", "-", "AgR", "RMS 31062 – ED", "RMS 32379 AGR", "RMS 31 . 027 ED / DF", "RMS 31 . 059 - AgR", "RMS 31 . 114 - ED", "RMS 31 . 045 - AgR", "RMS 32 . 542 - AgR", "RMS 31062 – ED", "RMS 32379 AGR / DF", "RMS 31 . 045 AgR / DF", "RMS 31 . 570 AgR", "RMS 31 . 027 ED", "RMS 31 . 111 AgR", "RMS 30 . 964 ED", "RMS 32 . 116 - AgR", "RMS 32379 AGR / DF", "RMS 31 . 045 AgR / DF", "RMS 31 . 570 AgR", "RMS 31 . 027 ED", "RMS 31 . 111 AgR", "RMS 30 . 964 ED", "RMS 32 . 116 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 54 , § 2 . . . , da Lei n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PORTARIA 1 . 104 - GM3 / 64", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PORTARIA 1 . 104 - GM3 / 64", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n 1 . 104 / 64", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n 1 . 104 / 64", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n 2 . 804 / 2004", "Portaria n 2 . 769 / 2002", "Portaria n 2 . 715 / 2008", "Portaria n 2 . 804 / 2004", "art . 105 , I , b , da Constituição Federal de 1988 / 88", "PORTARIA INTERMINISTERIAL n 134 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n 2 . 804 / 2004", "Portaria n 2 . 769 / 2002", "Portaria n 2 . 715 / 2008", "Portaria n 2 . 804 / 2004", "art . 105 , I , b , da Constituição Federal de 1988 / 88", "PORTARIA INTERMINISTERIAL n 134 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999", "art . 54 , § 2 . . . , da Lei n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999", "art . 54 , § 2 . . . , da Lei n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", ".", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Aeronáutica", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Aeronáutica", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", "2", "1", "2", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", "2", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "SANDRA ZURCHER DE SOUZA", "ENOCK BARRETO", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "SANDRA ZURCHER DE SOUZA", "ENOCK BARRETO", "LUIZ FUX", "Sandra Zurcher de Souza", "LUIZ FUX", "SANDRA ZURCHER DE SOUZA", "ENOCK BARRETO", "LUIZ FUX", "Sandra Zurcher de Souza", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "SANDRA ZURCHER DE SOUZA", "ENOCK BARRETO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "SANDRA ZURCHER DE SOUZA", "ENOCK BARRETO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "08", "/", "2015", "14", ".", "10", ".", "2014", "13", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "22 de dezembro de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "22 de dezembro de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "04", "/", "10", "/", "2012", "14", "/", "9", "/", "2012", "02", "/", "4", "/", "2012", "08", "/", "6", "/", "2012", "13", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "04", "/", "10", "/", "2012", "14", "/", "9", "/", "2012", "02", "/", "4", "/", "2012", "08", "/", "6", "/", "2012", "13", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2015", "18", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :IMPLASVERDE INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS BAIXA VERDE LTDA ADV.(A/S) :LEILA DO BOMFIM ROLIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Constitucional e Processual Civil. Prequestionamento. Ausência. Interesse da União. Verificação. Competência da Justiça Federal. FGTS. Natureza. Discussão. Prazo prescricional. Legislação ordinária. Ofensa indireta. Precedentes. 1. É inviável o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados carecem do necessário prequestionamento. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é de que compete à Justiça Federal analisar a existência ou não de interesse jurídico da União em determinada demanda. 3. O Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 709.212/DF-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, afastou a natureza tributária do FGTS. 4. A questão relativa ao prazo prescricional é afeta à legislação infraconstitucional. 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963761. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão RE 891514 AGR / RN Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963761. Supremo Tribunal Federal RE 891514 AGR / RN Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :IMPLASVERDE INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS BAIXA VERDE LTDA ADV.(A/S) :LEILA DO BOMFIM ROLIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Implasverde Indústria de Plásticos Baixa Verde Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Implasverde - Indústria de Plásticos de Baixa Verde LTDA interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado: ‘AÇÃO DECLARATÓRIA E DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. INCIDÊNCIA DO FGTS SOBRE AS HORAS EXTRAS, O TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS, AVISO PRÉVIO E SOBRE OS QUINZE PRIMEIROS DIAS DE AFASTAMENTO DO TRABALHADOR ENFERMO OU ACIDENTADO. ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA FIGURAR NO PÓLO PASSIVO. IMPROCEDENCIA DA DEMANDA. HONORÁRIOS. - Somente a CEF, como agente operador do FGTS, deve integrar a lide no pólo passivo da demanda. Preliminar de legitimidade passiva da União rejeitada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :IMPLASVERDE INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS BAIXA VERDE LTDA ADV.(A/S) :LEILA DO BOMFIM ROLIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Implasverde Indústria de Plásticos Baixa Verde Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Implasverde - Indústria de Plásticos de Baixa Verde LTDA interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado: ‘AÇÃO DECLARATÓRIA E DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. INCIDÊNCIA DO FGTS SOBRE AS HORAS EXTRAS, O TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS, AVISO PRÉVIO E SOBRE OS QUINZE PRIMEIROS DIAS DE AFASTAMENTO DO TRABALHADOR ENFERMO OU ACIDENTADO. ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA FIGURAR NO PÓLO PASSIVO. IMPROCEDENCIA DA DEMANDA. HONORÁRIOS. - Somente a CEF, como agente operador do FGTS, deve integrar a lide no pólo passivo da demanda. Preliminar de legitimidade passiva da União rejeitada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório RE 891514 AGR / RN - O FGTS não tem natureza previdenciária ou tributária, pouco importando se a verba trabalhista sobre a qual deve incidir é de natureza remuneratória ou indenizatória, como ocorre com a contribuição previdenciária e o imposto de renda. - As hipóteses de não incidência do FGTS sobre verbas trabalhistas se restringem àquelas previstas na Lei nº 8036/90. Vale dizer: o FGTS deve ser recolhido pelo empregador quando do pagamento de aviso prévio, do terço constitucional de férias, de horas extras e dos quinze primeiros dias de afastamento do trabalhador enfermo ou acidentado. - Com a reforma da sentença, julgando-se improcedente a demanda, inverte-se o ônus da sucumbência, condenando-se a autora no pagamento de R$ 1.000,00 (um mil reais) a título de honorários advocatícios, fixados com base no art. 20, parágrafo 4º, do CPC. - Apelação da CEF provida. Apelação do particular prejudicada.’ Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 69, 154, inciso I, e 195, § 4º, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal RE 891514 AGR / RN - O FGTS não tem natureza previdenciária ou tributária, pouco importando se a verba trabalhista sobre a qual deve incidir é de natureza remuneratória ou indenizatória, como ocorre com a contribuição previdenciária e o imposto de renda. - As hipóteses de não incidência do FGTS sobre verbas trabalhistas se restringem àquelas previstas na Lei nº 8036/90. Vale dizer: o FGTS deve ser recolhido pelo empregador quando do pagamento de aviso prévio, do terço constitucional de férias, de horas extras e dos quinze primeiros dias de afastamento do trabalhador enfermo ou acidentado. - Com a reforma da sentença, julgando-se improcedente a demanda, inverte-se o ônus da sucumbência, condenando-se a autora no pagamento de R$ 1.000,00 (um mil reais) a título de honorários advocatícios, fixados com base no art. 20, parágrafo 4º, do CPC. - Apelação da CEF provida. Apelação do particular prejudicada.’ Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 69, 154, inciso I, e 195, § 4º, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório RE 891514 AGR / RN introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que os dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Inicialmente, verifica-se que o Superior Tribunal de Justiça conheceu em parte do recurso especial interposto paralelamente ao apelo extremo e, nessa parte, deu-lhe provimento para ‘reduzir a verba honorária fixada em valor da União em R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais)’. Destarte, transitada em julgado a referida decisão do STJ, fica prejudicado o apelo extremo, no que tange ao pedido de que ‘seja anulada a fixação de condenação em 10% sobre o valor da causa’. Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão atacado o seguinte trecho: ‘No entanto, o memorial da Caixa Econômica Federal e, agora, a sustentação oral produzida pelo nobre advogado da empresa pública federal fizeram confirmar o entendimento de que o FGTS não se confunde com contribuição previdenciária – não tem esse caráter – nem com o imposto de renda. O Fundo de Garantia tem uma natureza toda especial de formar um conjunto de recursos que vai, ao longo do tempo de trabalho, aumentando, fortalecendo para proteger o trabalhador da demissão sem justa causa, da aposentadoria – quando ele passa à inatividade – e outras causas previstas na lei específica que regulamente o FGTS e deve ser aplicado, só 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal RE 891514 AGR / RN introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que os dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Inicialmente, verifica-se que o Superior Tribunal de Justiça conheceu em parte do recurso especial interposto paralelamente ao apelo extremo e, nessa parte, deu-lhe provimento para ‘reduzir a verba honorária fixada em valor da União em R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais)’. Destarte, transitada em julgado a referida decisão do STJ, fica prejudicado o apelo extremo, no que tange ao pedido de que ‘seja anulada a fixação de condenação em 10% sobre o valor da causa’. Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão atacado o seguinte trecho: ‘No entanto, o memorial da Caixa Econômica Federal e, agora, a sustentação oral produzida pelo nobre advogado da empresa pública federal fizeram confirmar o entendimento de que o FGTS não se confunde com contribuição previdenciária – não tem esse caráter – nem com o imposto de renda. O Fundo de Garantia tem uma natureza toda especial de formar um conjunto de recursos que vai, ao longo do tempo de trabalho, aumentando, fortalecendo para proteger o trabalhador da demissão sem justa causa, da aposentadoria – quando ele passa à inatividade – e outras causas previstas na lei específica que regulamente o FGTS e deve ser aplicado, só 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório RE 891514 AGR / RN admitindo-se exclusão nas hipóteses expressamente previstas na Lei N° 8.036/90. Assim, é certo que o entendimento adotado pelo Tribunal de origem coaduna-se com o posicionamento adotado por esta Suprema Corte, no sentido de que o FGTS não se trata de imposto, tampouco de contribuição previdenciária, não sendo possível equipará-lo à sistemática daqueles. Nesse sentido, destaco trecho do voto do Ministro Gilmar Mendes, nos autos do ARE nº 709.212/DF, julgado pelo Plenário, DJe de 19/2/15: ‘(...) À época, ainda não havia sido solucionada antiga controvérsia jurisprudencial e doutrinária acerca da natureza jurídica do FGTS, questão prejudicial à definição do prazo aplicável à cobrança dos valores não vertidos, a tempo e modo, pelos empregadores e tomadores de serviço, ao Fundo. Em virtude do disposto no art. 20 da Lei 5.107/1966, segundo o qual a cobrança judicial e administrativa dos valores devidos ao FGTS deveria ocorrer de modo análogo à cobrança das contribuições previdenciárias e com os mesmos privilégios, o Tribunal Superior do Trabalho inclinou-se pela tese de que o FGTS teria natureza previdenciária e, portanto, a ele seria aplicável o disposto no art. 144 da Lei 3.807, de 26 de agosto de 1960 (Lei Orgânica da Previdência Social), que fixava o prazo de trinta anos para a cobrança das contribuições previdenciárias. Após a Constituição de 1988, foi promulgada a Lei 8.036, de 11 de maio de 1990, que deu nova disciplina ao FGTS. No tocante ao prazo prescricional, o art. 23, § 5º, do novo diploma legal veicula a seguinte disposição: ‘o processo de fiscalização, de autuação e de imposição de multas reger-se-á pelo disposto no Título VII da CLT, respeitado o privilégio do FGTS à prescrição trintenária’. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal RE 891514 AGR / RN admitindo-se exclusão nas hipóteses expressamente previstas na Lei N° 8.036/90. Assim, é certo que o entendimento adotado pelo Tribunal de origem coaduna-se com o posicionamento adotado por esta Suprema Corte, no sentido de que o FGTS não se trata de imposto, tampouco de contribuição previdenciária, não sendo possível equipará-lo à sistemática daqueles. Nesse sentido, destaco trecho do voto do Ministro Gilmar Mendes, nos autos do ARE nº 709.212/DF, julgado pelo Plenário, DJe de 19/2/15: ‘(...) À época, ainda não havia sido solucionada antiga controvérsia jurisprudencial e doutrinária acerca da natureza jurídica do FGTS, questão prejudicial à definição do prazo aplicável à cobrança dos valores não vertidos, a tempo e modo, pelos empregadores e tomadores de serviço, ao Fundo. Em virtude do disposto no art. 20 da Lei 5.107/1966, segundo o qual a cobrança judicial e administrativa dos valores devidos ao FGTS deveria ocorrer de modo análogo à cobrança das contribuições previdenciárias e com os mesmos privilégios, o Tribunal Superior do Trabalho inclinou-se pela tese de que o FGTS teria natureza previdenciária e, portanto, a ele seria aplicável o disposto no art. 144 da Lei 3.807, de 26 de agosto de 1960 (Lei Orgânica da Previdência Social), que fixava o prazo de trinta anos para a cobrança das contribuições previdenciárias. Após a Constituição de 1988, foi promulgada a Lei 8.036, de 11 de maio de 1990, que deu nova disciplina ao FGTS. No tocante ao prazo prescricional, o art. 23, § 5º, do novo diploma legal veicula a seguinte disposição: ‘o processo de fiscalização, de autuação e de imposição de multas reger-se-á pelo disposto no Título VII da CLT, respeitado o privilégio do FGTS à prescrição trintenária’. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório RE 891514 AGR / RN O art. 55 do Decreto 99.684, de 8 de novembro de 1990, ato normativo que regulamenta o FGTS, possui idêntico teor. Essa foi, portanto, a gênese da tese de que o prazo para a cobrança, pelo empregado ou pelos órgãos públicos, das contribuições devidas ao FGTS seria, anteriormente e mesmo após a Constituição de 1988, de trinta anos. Ocorre que o art. 7º, III, da nova Carta expressamente arrolou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço como um direito dos trabalhadores urbanos e rurais, colocando termo, no meu entender, à celeuma doutrinária acerca de sua natureza jurídica. Desde então, tornaram-se desarrazoadas as teses anteriormente sustentadas, segundo as quais o FGTS teria natureza híbrida, tributária, previdenciária, de salário diferido, de indenização, etc. Trata-se, em verdade, de direito dos trabalhadores brasileiros (não só dos empregados, portanto), consubstanciado na criação de um ‘pecúlio permanente’, que pode ser sacado pelos seus titulares em diversas circunstâncias legalmente definidas (cf. art. 20 da Lei 8.036/1995). Consoante salientado por José Afonso da Silva, não se trata mais, como em sua gênese, de uma alternativa à estabilidade (para essa finalidade, foi criado o seguro- desemprego), mas de um direito autônomo (SILVA, José Afonso. Comentário Contextual à Constituição. 4ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2007, p. 191). De modo a ilustrar a trajetória histórica do FGTS, cumpre transcrever as seguintes palavras de seu criador, o economista e ex-ministro Roberto Campos: ‘No projeto social [do governo de Humberto de Alencar Castello Branco] figurou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), libertando os 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal RE 891514 AGR / RN O art. 55 do Decreto 99.684, de 8 de novembro de 1990, ato normativo que regulamenta o FGTS, possui idêntico teor. Essa foi, portanto, a gênese da tese de que o prazo para a cobrança, pelo empregado ou pelos órgãos públicos, das contribuições devidas ao FGTS seria, anteriormente e mesmo após a Constituição de 1988, de trinta anos. Ocorre que o art. 7º, III, da nova Carta expressamente arrolou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço como um direito dos trabalhadores urbanos e rurais, colocando termo, no meu entender, à celeuma doutrinária acerca de sua natureza jurídica. Desde então, tornaram-se desarrazoadas as teses anteriormente sustentadas, segundo as quais o FGTS teria natureza híbrida, tributária, previdenciária, de salário diferido, de indenização, etc. Trata-se, em verdade, de direito dos trabalhadores brasileiros (não só dos empregados, portanto), consubstanciado na criação de um ‘pecúlio permanente’, que pode ser sacado pelos seus titulares em diversas circunstâncias legalmente definidas (cf. art. 20 da Lei 8.036/1995). Consoante salientado por José Afonso da Silva, não se trata mais, como em sua gênese, de uma alternativa à estabilidade (para essa finalidade, foi criado o seguro- desemprego), mas de um direito autônomo (SILVA, José Afonso. Comentário Contextual à Constituição. 4ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2007, p. 191). De modo a ilustrar a trajetória histórica do FGTS, cumpre transcrever as seguintes palavras de seu criador, o economista e ex-ministro Roberto Campos: ‘No projeto social [do governo de Humberto de Alencar Castello Branco] figurou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), libertando os 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório RE 891514 AGR / RN trabalhadores da escravidão a uma empresa, na espera frustrada da estabilidade. Eu costumava chamar a indenização de despedida dos empregados de ‘prêmio de desastre’, enquanto que o FGTS seria a ‘criação de um pecúlio permanente’. A criação do FGTS foi uma das reformas sociais mais importantes, e mais controvertidas, do governo Castello Branco. Havia o ‘mito da estabilidade’, tido como a grande ‘conquista social’ do governo Vargas. Mito, porque a estabilidade, após dez anos de serviço era em grande parte uma ficção. Os empregados eram demitidos antes de completado o período de carência, pelo receio dos empresários de indisciplina e desídia funcional dos trabalhadores, quando alcançavam a estabilidade. Os trabalhadores, de seu lado, ficavam escravizados à empresa, sacrificando a oportunidade de emigrar para ocupações mais dinâmicas e melhor remuneradas. Os empresários perdiam o investimento no treinamento; as empresas mais antigas, que tinham grupos maiores de empregados estáveis, eram literalmente incompráveis ou invendáveis por causa do ‘passivo trabalhista’. Muitas empresas não mantinham líquidos os fundos de indenização de despedida, ou se sequer os formavam, criando-se intermináveis conflitos na despedida de empregados’ (Roberto Campos, Lanterna na Popa, Rio de Janeiro: Topbooks, 1994, p. 713). Trata-se, como se vê, de direito de natureza complexa e multifacetada, haja vista demandar a edição de normas de organização e procedimento que têm o escopo de viabilizar a sua fruição, por intermédio, inclusive, da definição de órgãos e entidades competentes para a sua gestão e da imposição de deveres, obrigações e prerrogativas não apenas aos particulares, mas também ao 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal RE 891514 AGR / RN trabalhadores da escravidão a uma empresa, na espera frustrada da estabilidade. Eu costumava chamar a indenização de despedida dos empregados de ‘prêmio de desastre’, enquanto que o FGTS seria a ‘criação de um pecúlio permanente’. A criação do FGTS foi uma das reformas sociais mais importantes, e mais controvertidas, do governo Castello Branco. Havia o ‘mito da estabilidade’, tido como a grande ‘conquista social’ do governo Vargas. Mito, porque a estabilidade, após dez anos de serviço era em grande parte uma ficção. Os empregados eram demitidos antes de completado o período de carência, pelo receio dos empresários de indisciplina e desídia funcional dos trabalhadores, quando alcançavam a estabilidade. Os trabalhadores, de seu lado, ficavam escravizados à empresa, sacrificando a oportunidade de emigrar para ocupações mais dinâmicas e melhor remuneradas. Os empresários perdiam o investimento no treinamento; as empresas mais antigas, que tinham grupos maiores de empregados estáveis, eram literalmente incompráveis ou invendáveis por causa do ‘passivo trabalhista’. Muitas empresas não mantinham líquidos os fundos de indenização de despedida, ou se sequer os formavam, criando-se intermináveis conflitos na despedida de empregados’ (Roberto Campos, Lanterna na Popa, Rio de Janeiro: Topbooks, 1994, p. 713). Trata-se, como se vê, de direito de natureza complexa e multifacetada, haja vista demandar a edição de normas de organização e procedimento que têm o escopo de viabilizar a sua fruição, por intermédio, inclusive, da definição de órgãos e entidades competentes para a sua gestão e da imposição de deveres, obrigações e prerrogativas não apenas aos particulares, mas também ao 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Relatório RE 891514 AGR / RN Poder Público. Cuida-se de verdadeira garantia de caráter institucional, dotada de âmbito de proteção marcadamente normativo (PIEROTH/SCHLINK, Grundrechte: Staatsrecht II. Heidelberg: C.F. Müller, 1995, p. 53). Nesse sentido, cumpre registrar que, mesmo anteriormente à Constituição de 1988, o Supremo Tribunal Federal já havia afastado a tese do suposto caráter tributário ou previdenciário das contribuições devidas ao Fundo, salientando ser o FGTS um direito de índole social e trabalhista. Por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 100.249-2, Rel. Min. Oscar Corrêa, Red. p/Acórdão Min. Néri da Silveira, DJ 1.7.1988, o Plenário desta Corte deixou assentado o seguinte entendimento: ‘Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Sua natureza jurídica. Constituição, art. 165, XIII. Lei 5.107, de 13.9.1966. As contribuições para o FGTS não se caracterizam como crédito tributário ou contribuições a tributo comparáveis. Sua sede está no art. 165, XIII, da Constituição. Assegura-se ao trabalhador estabilidade, ou fundo de garantia equivalente. Dessa garantia, de índole social, promana, assim, a exigibilidade pelo trabalhador do pagamento do FGTS, quando despedido, na forma prevista em lei. Cuida-se de um direito do trabalhador. Dá-lhe o Estado garantia desse pagamento. A contribuição pelo empregador, no caso, deflui do fato de ser ele o sujeito passivo da obrigação, de natureza trabalhista e social, que encontra, na regra constitucional aludida, sua fonte. A atuação do Estado, ou de órgão da Administração Pública, em prol do recolhimento da contribuição do FGTS, não implica torná-lo titular de direito à contribuição, mas, apenas, decorre do cumprimento, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal RE 891514 AGR / RN Poder Público. Cuida-se de verdadeira garantia de caráter institucional, dotada de âmbito de proteção marcadamente normativo (PIEROTH/SCHLINK, Grundrechte: Staatsrecht II. Heidelberg: C.F. Müller, 1995, p. 53). Nesse sentido, cumpre registrar que, mesmo anteriormente à Constituição de 1988, o Supremo Tribunal Federal já havia afastado a tese do suposto caráter tributário ou previdenciário das contribuições devidas ao Fundo, salientando ser o FGTS um direito de índole social e trabalhista. Por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 100.249-2, Rel. Min. Oscar Corrêa, Red. p/Acórdão Min. Néri da Silveira, DJ 1.7.1988, o Plenário desta Corte deixou assentado o seguinte entendimento: ‘Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Sua natureza jurídica. Constituição, art. 165, XIII. Lei 5.107, de 13.9.1966. As contribuições para o FGTS não se caracterizam como crédito tributário ou contribuições a tributo comparáveis. Sua sede está no art. 165, XIII, da Constituição. Assegura-se ao trabalhador estabilidade, ou fundo de garantia equivalente. Dessa garantia, de índole social, promana, assim, a exigibilidade pelo trabalhador do pagamento do FGTS, quando despedido, na forma prevista em lei. Cuida-se de um direito do trabalhador. Dá-lhe o Estado garantia desse pagamento. A contribuição pelo empregador, no caso, deflui do fato de ser ele o sujeito passivo da obrigação, de natureza trabalhista e social, que encontra, na regra constitucional aludida, sua fonte. A atuação do Estado, ou de órgão da Administração Pública, em prol do recolhimento da contribuição do FGTS, não implica torná-lo titular de direito à contribuição, mas, apenas, decorre do cumprimento, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Relatório RE 891514 AGR / RN pelo Poder Público, de obrigação de fiscalizar e tutelar a garantia assegurada ao empregado optante pelo FGTS. Não exige o Estado, quando aciona o empregador, valores a serem recolhidos ao Erário, como receita pública. Não há, aí, contribuição de natureza fiscal ou parafiscal. Os depósitos de FGTS pressupõem vínculo jurídico, com disciplina de Direito do Trabalho. Não se aplica às contribuições do FGTS o disposto nos arts. 173 e 174, do CTN. Recurso extraordinário conhecido, por ofensa ao art. 165, XIII, da Constituição, e provido, para afastar a prescrição qüinqüenal da ação.’’ O acórdão recorrido não se afastou desse entendimento, motivo pelo qual não merece reparos. Ressalte-se, por fim, que a jurisprudência desta Corte consolidou o entendimento de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e ao exame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Ademais, é certo que o Tribunal de origem examinou o tema relativo à renúncia da prescrição com base, exclusivamente, em norma do Código Civil. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA PROPOR AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 481.650/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/2/10) 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal RE 891514 AGR / RN pelo Poder Público, de obrigação de fiscalizar e tutelar a garantia assegurada ao empregado optante pelo FGTS. Não exige o Estado, quando aciona o empregador, valores a serem recolhidos ao Erário, como receita pública. Não há, aí, contribuição de natureza fiscal ou parafiscal. Os depósitos de FGTS pressupõem vínculo jurídico, com disciplina de Direito do Trabalho. Não se aplica às contribuições do FGTS o disposto nos arts. 173 e 174, do CTN. Recurso extraordinário conhecido, por ofensa ao art. 165, XIII, da Constituição, e provido, para afastar a prescrição qüinqüenal da ação.’’ O acórdão recorrido não se afastou desse entendimento, motivo pelo qual não merece reparos. Ressalte-se, por fim, que a jurisprudência desta Corte consolidou o entendimento de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e ao exame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Ademais, é certo que o Tribunal de origem examinou o tema relativo à renúncia da prescrição com base, exclusivamente, em norma do Código Civil. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA PROPOR AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 481.650/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/2/10) 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Relatório RE 891514 AGR / RN ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRAZO PRESCRICIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A discussão relativa ao prazo prescricional para propositura da ação situa-se no campo infraconstitucional. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 485.013/PB–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07) Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Insiste o agravante na tese de que houve violação dos arts. 69; 154, inciso I; e 195, § 4º, da Constituição Federal, pois o o FGTS possuiria natureza tributária e sua base de cálculo seria somente a remuneração, excluindo-se as demais verbas indenizatórias. Aduz que não há falar na incidência da Súmula 279/STF, “porquanto para averiguar a prescrição trintenária do FGTS, basta verificar os julgados já colacionados aos autos, o que não se equivale a reanálise de provas”. Assevera que a decisão deixou de se manifestar acerca da legitimidade da União, “haja vista, no presente caso, não se discutir a correção monetária da Contribuição para o FGTS e sim a cobrança de débitos tributários federais que, por lei, são de competência da União”. Requer, por fim, o sobrestamento do feito até o julgamento dos RE nºs 593.068 e 611.505. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal RE 891514 AGR / RN ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRAZO PRESCRICIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A discussão relativa ao prazo prescricional para propositura da ação situa-se no campo infraconstitucional. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 485.013/PB–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07) Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Insiste o agravante na tese de que houve violação dos arts. 69; 154, inciso I; e 195, § 4º, da Constituição Federal, pois o o FGTS possuiria natureza tributária e sua base de cálculo seria somente a remuneração, excluindo-se as demais verbas indenizatórias. Aduz que não há falar na incidência da Súmula 279/STF, “porquanto para averiguar a prescrição trintenária do FGTS, basta verificar os julgados já colacionados aos autos, o que não se equivale a reanálise de provas”. Assevera que a decisão deixou de se manifestar acerca da legitimidade da União, “haja vista, no presente caso, não se discutir a correção monetária da Contribuição para o FGTS e sim a cobrança de débitos tributários federais que, por lei, são de competência da União”. Requer, por fim, o sobrestamento do feito até o julgamento dos RE nºs 593.068 e 611.505. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 RIO GRANDE DO NORTE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que, consoante expresso na decisão agravada, os dispositivos constitucionais apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, o que faz incidir na espécie os óbices das Súmulas nºs 282 e 356/STF. Ademais, nos termos do voto condutor do acórdão recorrido: “(…) somente a CEF, na qualidade de agente operador do FGTS, conforme disposto na lei de regência, tem legitimidade para figurar no polo passivo da demanda”. Desse modo, a questão relativa à legitimidade da União, foi decidida pela Justiça Federal, a qual é a competente para tanto, consoante a pacífica jurisprudência desta Corte, com base na legislação ordinária, cuja análise é inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Constitucional e Processual Civil. Interesse da União. Competência da Justiça Federal. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A Jurisprudência da Corte é de que compete à Justiça Federal analisar a existência ou não de interesse jurídico da União em determinada demanda. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal ou a análise de legislação infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido” (RE nº 811.365/RS- AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 13/4/15). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 RIO GRANDE DO NORTE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que, consoante expresso na decisão agravada, os dispositivos constitucionais apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, o que faz incidir na espécie os óbices das Súmulas nºs 282 e 356/STF. Ademais, nos termos do voto condutor do acórdão recorrido: “(…) somente a CEF, na qualidade de agente operador do FGTS, conforme disposto na lei de regência, tem legitimidade para figurar no polo passivo da demanda”. Desse modo, a questão relativa à legitimidade da União, foi decidida pela Justiça Federal, a qual é a competente para tanto, consoante a pacífica jurisprudência desta Corte, com base na legislação ordinária, cuja análise é inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Constitucional e Processual Civil. Interesse da União. Competência da Justiça Federal. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A Jurisprudência da Corte é de que compete à Justiça Federal analisar a existência ou não de interesse jurídico da União em determinada demanda. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal ou a análise de legislação infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido” (RE nº 811.365/RS- AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 13/4/15). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 891514 AGR / RN “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ARBITRADOS EM FAVOR DA FAZENDA PÚBLICA. EXECUÇÃO. LEGITIMIDADE. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 636/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.5.2011. A suposta afronta ao princípio da legalidade dependeria de prévia análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, pois, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Constituição da República. Aplicação da Súmula 636/STF. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 752.979/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/6/14). Registre-se que a União não se insurgiu contra sua exclusão da demanda. No tocante à natureza jurídica do FGTS, esta Corte, no julgamento do ARE nº 709.212/DF-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19/2/15 – Tema 608, afastou a tese de sua natureza tributária. Veja-se a ementa: “Recurso extraordinário. Direito do Trabalho. Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Cobrança de valores não pagos. Prazo prescricional. Prescrição quinquenal. Art. 7º, XXIX, da Constituição. Superação de entendimento anterior sobre prescrição trintenária. Inconstitucionalidade dos arts. 23, § 5º, da Lei 8.036/1990 e 55 do Regulamento do FGTS aprovado pelo Decreto 99.684/1990. Segurança jurídica. Necessidade de modulação dos efeitos da decisão. Art. 27 da Lei 9.868/1999. Declaração de inconstitucionalidade com efeitos ex nunc. Recurso extraordinário a que se nega provimento.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Supremo Tribunal Federal RE 891514 AGR / RN “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ARBITRADOS EM FAVOR DA FAZENDA PÚBLICA. EXECUÇÃO. LEGITIMIDADE. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 636/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.5.2011. A suposta afronta ao princípio da legalidade dependeria de prévia análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, pois, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Constituição da República. Aplicação da Súmula 636/STF. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 752.979/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/6/14). Registre-se que a União não se insurgiu contra sua exclusão da demanda. No tocante à natureza jurídica do FGTS, esta Corte, no julgamento do ARE nº 709.212/DF-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19/2/15 – Tema 608, afastou a tese de sua natureza tributária. Veja-se a ementa: “Recurso extraordinário. Direito do Trabalho. Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Cobrança de valores não pagos. Prazo prescricional. Prescrição quinquenal. Art. 7º, XXIX, da Constituição. Superação de entendimento anterior sobre prescrição trintenária. Inconstitucionalidade dos arts. 23, § 5º, da Lei 8.036/1990 e 55 do Regulamento do FGTS aprovado pelo Decreto 99.684/1990. Segurança jurídica. Necessidade de modulação dos efeitos da decisão. Art. 27 da Lei 9.868/1999. Declaração de inconstitucionalidade com efeitos ex nunc. Recurso extraordinário a que se nega provimento.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 891514 AGR / RN Do voto do relator, colhe-se a seguinte fundamentação: “Nesse sentido, cumpre registrar que, mesmo anteriormente à Constituição de 1988, o Supremo Tribunal Federal já havia afastado a tese do suposto caráter tributário ou previdenciário das contribuições devidas ao Fundo, salientando ser o FGTS um direito de índole social e trabalhista. Por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 100.249-2, Rel. Min. Oscar Corrêa, Red. p/Acórdão Min. Néri da Silveira, DJ 1.7.1988, o Plenário desta Corte deixou assentado o seguinte entendimento: ‘Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Sua natureza jurídica. Constituição, art. 165, XIII. Lei 5.107, de 13.9.1966. As contribuições para o FGTS não se caracterizam como crédito tributário ou contribuições a tributo comparáveis. Sua sede está no art. 165, XIII, da Constituição. Assegura-se ao trabalhador estabilidade, ou fundo de garantia equivalente. Dessa garantia, de índole social, promana, assim, a exigibilidade pelo trabalhador do pagamento do FGTS, quando despedido, na forma prevista em lei. Cuida-se de um direito do trabalhador. Dá-lhe o Estado garantia desse pagamento. A contribuição pelo empregador, no caso, deflui do fato de ser ele o sujeito passivo da obrigação, de natureza trabalhista e social, que encontra, na regra constitucional aludida, sua fonte. A atuação do Estado, ou de órgão da Administração Pública, em prol do recolhimento da contribuição do FGTS, não implica torná-lo titular de direito à contribuição, mas, apenas, decorre do cumprimento, pelo Poder Público, de obrigação de fiscalizar e tutelar a garantia assegurada ao empregado optante pelo FGTS. Não exige o Estado, quando aciona o empregador, valores a serem recolhidos ao Erário, como receita pública. Não há, aí, contribuição de natureza fiscal ou parafiscal. Os 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Supremo Tribunal Federal RE 891514 AGR / RN Do voto do relator, colhe-se a seguinte fundamentação: “Nesse sentido, cumpre registrar que, mesmo anteriormente à Constituição de 1988, o Supremo Tribunal Federal já havia afastado a tese do suposto caráter tributário ou previdenciário das contribuições devidas ao Fundo, salientando ser o FGTS um direito de índole social e trabalhista. Por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 100.249-2, Rel. Min. Oscar Corrêa, Red. p/Acórdão Min. Néri da Silveira, DJ 1.7.1988, o Plenário desta Corte deixou assentado o seguinte entendimento: ‘Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Sua natureza jurídica. Constituição, art. 165, XIII. Lei 5.107, de 13.9.1966. As contribuições para o FGTS não se caracterizam como crédito tributário ou contribuições a tributo comparáveis. Sua sede está no art. 165, XIII, da Constituição. Assegura-se ao trabalhador estabilidade, ou fundo de garantia equivalente. Dessa garantia, de índole social, promana, assim, a exigibilidade pelo trabalhador do pagamento do FGTS, quando despedido, na forma prevista em lei. Cuida-se de um direito do trabalhador. Dá-lhe o Estado garantia desse pagamento. A contribuição pelo empregador, no caso, deflui do fato de ser ele o sujeito passivo da obrigação, de natureza trabalhista e social, que encontra, na regra constitucional aludida, sua fonte. A atuação do Estado, ou de órgão da Administração Pública, em prol do recolhimento da contribuição do FGTS, não implica torná-lo titular de direito à contribuição, mas, apenas, decorre do cumprimento, pelo Poder Público, de obrigação de fiscalizar e tutelar a garantia assegurada ao empregado optante pelo FGTS. Não exige o Estado, quando aciona o empregador, valores a serem recolhidos ao Erário, como receita pública. Não há, aí, contribuição de natureza fiscal ou parafiscal. Os 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 891514 AGR / RN depósitos de FGTS pressupõem vínculo jurídico, com disciplina de Direito do Trabalho. Não se aplica às contribuições do FGTS o disposto nos arts. 173 e 174, do CTN. Recurso extraordinário conhecido, por ofensa ao art. 165, XIII, da Constituição, e provido, para afastar a prescrição qüinqüenal da ação.’ (…) Verifica-se, pois, que, em relação à natureza jurídica do FGTS, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal revela-se, de fato, consentânea com o disposto na Constituição de 1988. Contudo, conforme já explanado por mim no julgamento do RE 522.897, a jurisprudência desta Corte não se apresentava concorde com a ordem constitucional vigente quando entendia ser o prazo prescricional trintenário aplicável aos casos de recolhimento e de não recolhimento do FGTS. Isso porque o art. 7º, XXIX, da Constituição de 1988 contém determinação expressa acerca do prazo prescricional aplicável à propositura das ações atinentes a ‘créditos resultantes das relações de trabalho’. Desse modo, tendo em vista a existência de disposição constitucional expressa acerca do prazo aplicável à cobrança do FGTS, após a promulgação da Carta de 1988, não mais subsistem as razões anteriormente invocadas para a adoção do prazo de prescrição trintenário.” De resto, a matéria relativa à prescrição é afeta à legislação infraconstitucional, sendo assim inviável seu exame na via extraordinária. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. SÚMULA 279/STF. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que as violações aos preceitos constitucionais consagradores dos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Supremo Tribunal Federal RE 891514 AGR / RN depósitos de FGTS pressupõem vínculo jurídico, com disciplina de Direito do Trabalho. Não se aplica às contribuições do FGTS o disposto nos arts. 173 e 174, do CTN. Recurso extraordinário conhecido, por ofensa ao art. 165, XIII, da Constituição, e provido, para afastar a prescrição qüinqüenal da ação.’ (…) Verifica-se, pois, que, em relação à natureza jurídica do FGTS, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal revela-se, de fato, consentânea com o disposto na Constituição de 1988. Contudo, conforme já explanado por mim no julgamento do RE 522.897, a jurisprudência desta Corte não se apresentava concorde com a ordem constitucional vigente quando entendia ser o prazo prescricional trintenário aplicável aos casos de recolhimento e de não recolhimento do FGTS. Isso porque o art. 7º, XXIX, da Constituição de 1988 contém determinação expressa acerca do prazo prescricional aplicável à propositura das ações atinentes a ‘créditos resultantes das relações de trabalho’. Desse modo, tendo em vista a existência de disposição constitucional expressa acerca do prazo aplicável à cobrança do FGTS, após a promulgação da Carta de 1988, não mais subsistem as razões anteriormente invocadas para a adoção do prazo de prescrição trintenário.” De resto, a matéria relativa à prescrição é afeta à legislação infraconstitucional, sendo assim inviável seu exame na via extraordinária. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. SÚMULA 279/STF. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que as violações aos preceitos constitucionais consagradores dos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 891514 AGR / RN princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa demandam, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Precedentes. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, o que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. 3. Para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que não tem lugar neste momento processual. A hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 807.194/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 24/6/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. JULGADO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 704.956/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/12/12). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Supremo Tribunal Federal RE 891514 AGR / RN princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa demandam, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Precedentes. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, o que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. 3. Para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que não tem lugar neste momento processual. A hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 807.194/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 24/6/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. JULGADO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 704.956/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/12/12). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 10/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : IMPLASVERDE INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS BAIXA VERDE LTDA ADV.(A/S) : LEILA DO BOMFIM ROLIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824175 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : IMPLASVERDE INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS BAIXA VERDE LTDA ADV.(A/S) : LEILA DO BOMFIM ROLIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824175 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9983992
2015-11-10T00:00:00
2015-12-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Constitucional e Processual Civil. Prequestionamento. Ausência. Interesse da União. Verificação. Competência da Justiça Federal. FGTS. Natureza. Discussão. Prazo prescricional. Legislação ordinária. Ofensa indireta. Precedentes. 1. É inviável o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados carecem do necessário prequestionamento. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é de que compete à Justiça Federal analisar a existência ou não de interesse jurídico da União em determinada demanda. 3. O Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 709.212/DF-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, afastou a natureza tributária do FGTS. 4. A questão relativa ao prazo prescricional é afeta à legislação infraconstitucional. 5. Agravo regimental não provido.
sjur333400
- Acórdão(s) citado(s): (FGTS, NATUREZA JURÍDICA) ARE 709212 RG. (INTERESSE DA UNIÃO, COMPETÊNCIA) ARE 752979 AgR (1ªT), RE 811365 AgR (2ªT). (PRESCRIÇÃO) ARE 704956 AgR (2ªT), ARE 807194 AgR (1ªT). Número de páginas: 17. Análise: 14/01/2016, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
891514
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 891514 AgR
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AGTE.(S) : IMPLASVERDE INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS BAIXA VERDE LTDA ADV.(A/S) : LEILA DO BOMFIM ROLIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :IMPLASVERDE INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS BAIXA VERDE LTDA ADV.(A/S) :LEILA DO BOMFIM ROLIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Constitucional e Processual Civil. Prequestionamento. Ausência. Interesse da União. Verificação. Competência da Justiça Federal. FGTS. Natureza. Discussão. Prazo prescricional. Legislação ordinária. Ofensa indireta. Precedentes. 1. É inviável o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados carecem do necessário prequestionamento. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é de que compete à Justiça Federal analisar a existência ou não de interesse jurídico da União em determinada demanda. 3. O Plenário desta Corte, no exame do ARE n 709.212/DF-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, afastou a natureza tributária do FGTS. 4. A questão relativa ao prazo prescricional é afeta à legislação infraconstitucional. 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963761. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963761. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :IMPLASVERDE INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS BAIXA VERDE LTDA ADV.(A/S) :LEILA DO BOMFIM ROLIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Implasverde Indústria de Plásticos Baixa Verde Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Implasverde - Indústria de Plásticos de Baixa Verde LTDA interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5... Região, assim ementado: ‘AÇÃO DECLARATÓRIA E DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. INCIDÊNCIA DO FGTS SOBRE AS HORAS EXTRAS, O TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS, AVISO PRÉVIO E SOBRE OS QUINZE PRIMEIROS DIAS DE AFASTAMENTO DO TRABALHADOR ENFERMO OU ACIDENTADO. ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA FIGURAR NO PÓLO PASSIVO. IMPROCEDENCIA DA DEMANDA. HONORÁRIOS. - Somente a CEF, como agente operador do FGTS, deve integrar a lide no pólo passivo da demanda. Preliminar de legitimidade passiva da União rejeitada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :IMPLASVERDE INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS BAIXA VERDE LTDA ADV.(A/S) :LEILA DO BOMFIM ROLIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Implasverde Indústria de Plásticos Baixa Verde Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Implasverde - Indústria de Plásticos de Baixa Verde LTDA interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5... Região, assim ementado: ‘AÇÃO DECLARATÓRIA E DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. INCIDÊNCIA DO FGTS SOBRE AS HORAS EXTRAS, O TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS, AVISO PRÉVIO E SOBRE OS QUINZE PRIMEIROS DIAS DE AFASTAMENTO DO TRABALHADOR ENFERMO OU ACIDENTADO. ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA FIGURAR NO PÓLO PASSIVO. IMPROCEDENCIA DA DEMANDA. HONORÁRIOS. - Somente a CEF, como agente operador do FGTS, deve integrar a lide no pólo passivo da demanda. Preliminar de legitimidade passiva da União rejeitada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN - O FGTS não tem natureza previdenciária ou tributária, pouco importando se a verba trabalhista sobre a qual deve incidir é de natureza remuneratória ou indenizatória, como ocorre com a contribuição previdenciária e o imposto de renda. - As hipóteses de não incidência do FGTS sobre verbas trabalhistas se restringem àquelas previstas na Lei n 8036/90. Vale dizer: o FGTS deve ser recolhido pelo empregador quando do pagamento de aviso prévio, do terço constitucional de férias, de horas extras e dos quinze primeiros dias de afastamento do trabalhador enfermo ou acidentado. - Com a reforma da sentença, julgando-se improcedente a demanda, inverte-se o ônus da sucumbência, condenando-se a autora no pagamento de R$ 1.000,00 (um mil reais) a título de honorários advocatícios, fixados com base no art. 20, parágrafo 4..., do Código de Processo Civil. - Apelação da CEF provida. Apelação do particular prejudicada.’ Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 69, 154, inciso I, e 195, § 4..., da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN - O FGTS não tem natureza previdenciária ou tributária, pouco importando se a verba trabalhista sobre a qual deve incidir é de natureza remuneratória ou indenizatória, como ocorre com a contribuição previdenciária e o imposto de renda. - As hipóteses de não incidência do FGTS sobre verbas trabalhistas se restringem àquelas previstas na Lei n 8036/90. Vale dizer: o FGTS deve ser recolhido pelo empregador quando do pagamento de aviso prévio, do terço constitucional de férias, de horas extras e dos quinze primeiros dias de afastamento do trabalhador enfermo ou acidentado. - Com a reforma da sentença, julgando-se improcedente a demanda, inverte-se o ônus da sucumbência, condenando-se a autora no pagamento de R$ 1.000,00 (um mil reais) a título de honorários advocatícios, fixados com base no art. 20, parágrafo 4..., do Código de Processo Civil. - Apelação da CEF provida. Apelação do particular prejudicada.’ Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 69, 154, inciso I, e 195, § 4..., da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que os dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Inicialmente, verifica-se que o Superior Tribunal de Justiça conheceu em parte do recurso especial interposto paralelamente ao apelo extremo e, nessa parte, deu-lhe provimento para ‘reduzir a verba honorária fixada em valor da União em R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais)’. Destarte, transitada em julgado a referida decisão do Superior Tribunal de Justiça, fica prejudicado o apelo extremo, no que tange ao pedido de que ‘seja anulada a fixação de condenação em 10% sobre o valor da causa’. Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão atacado o seguinte trecho: ‘No entanto, o memorial da Caixa Econômica Federal e, agora, a sustentação oral produzida pelo nobre advogado da empresa pública federal fizeram confirmar o entendimento de que o FGTS não se confunde com contribuição previdenciária – não tem esse caráter – nem com o imposto de renda. O Fundo de Garantia tem uma natureza toda especial de formar um conjunto de recursos que vai, ao longo do tempo de trabalho, aumentando, fortalecendo para proteger o trabalhador da demissão sem justa causa, da aposentadoria – quando ele passa à inatividade – e outras causas previstas na lei específica que regulamente o FGTS e deve ser aplicado, só 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que os dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Inicialmente, verifica-se que o Superior Tribunal de Justiça conheceu em parte do recurso especial interposto paralelamente ao apelo extremo e, nessa parte, deu-lhe provimento para ‘reduzir a verba honorária fixada em valor da União em R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais)’. Destarte, transitada em julgado a referida decisão do Superior Tribunal de Justiça, fica prejudicado o apelo extremo, no que tange ao pedido de que ‘seja anulada a fixação de condenação em 10% sobre o valor da causa’. Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão atacado o seguinte trecho: ‘No entanto, o memorial da Caixa Econômica Federal e, agora, a sustentação oral produzida pelo nobre advogado da empresa pública federal fizeram confirmar o entendimento de que o FGTS não se confunde com contribuição previdenciária – não tem esse caráter – nem com o imposto de renda. O Fundo de Garantia tem uma natureza toda especial de formar um conjunto de recursos que vai, ao longo do tempo de trabalho, aumentando, fortalecendo para proteger o trabalhador da demissão sem justa causa, da aposentadoria – quando ele passa à inatividade – e outras causas previstas na lei específica que regulamente o FGTS e deve ser aplicado, só 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN admitindo-se exclusão nas hipóteses expressamente previstas na Lei n 8.036/90. Assim, é certo que o entendimento adotado pelo Tribunal de origem coaduna-se com o posicionamento adotado por esta Suprema Corte, no sentido de que o FGTS não se trata de imposto, tampouco de contribuição previdenciária, não sendo possível equipará-lo à sistemática daqueles. Nesse sentido, destaco trecho do voto do Ministro Gilmar Mendes, nos autos do ARE n 709.212/DF, julgado pelo Plenário, DJe de 19/2/15: ‘(...) À época, ainda não havia sido solucionada antiga controvérsia jurisprudencial e doutrinária acerca da natureza jurídica do FGTS, questão prejudicial à definição do prazo aplicável à cobrança dos valores não vertidos, a tempo e modo, pelos empregadores e tomadores de serviço, ao Fundo. Em virtude do disposto no art. 20 da Lei 5.107/1966, segundo o qual a cobrança judicial e administrativa dos valores devidos ao FGTS deveria ocorrer de modo análogo à cobrança das contribuições previdenciárias e com os mesmos privilégios, o Tribunal Superior do Trabalho inclinou-se pela tese de que o FGTS teria natureza previdenciária e, portanto, a ele seria aplicável o disposto no art. 144 da Lei 3.807, de 26 de agosto de 1960 (Lei Orgânica da Previdência Social), que fixava o prazo de trinta anos para a cobrança das contribuições previdenciárias. Após a Constituição de 1988, foi promulgada a Lei 8.036, de 11 de maio de 1990, que deu nova disciplina ao FGTS. No tocante ao prazo prescricional, o art. 23, § 5..., do novo diploma legal veicula a seguinte disposição: ‘o processo de fiscalização, de autuação e de imposição de multas reger-se-á pelo disposto no Título VII da Consolidação das Leis do Trabalho, respeitado o privilégio do FGTS à prescrição trintenária’. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN admitindo-se exclusão nas hipóteses expressamente previstas na Lei n 8.036/90. Assim, é certo que o entendimento adotado pelo Tribunal de origem coaduna-se com o posicionamento adotado por esta Suprema Corte, no sentido de que o FGTS não se trata de imposto, tampouco de contribuição previdenciária, não sendo possível equipará-lo à sistemática daqueles. Nesse sentido, destaco trecho do voto do Ministro Gilmar Mendes, nos autos do ARE n 709.212/DF, julgado pelo Plenário, DJe de 19/2/15: ‘(...) À época, ainda não havia sido solucionada antiga controvérsia jurisprudencial e doutrinária acerca da natureza jurídica do FGTS, questão prejudicial à definição do prazo aplicável à cobrança dos valores não vertidos, a tempo e modo, pelos empregadores e tomadores de serviço, ao Fundo. Em virtude do disposto no art. 20 da Lei 5.107/1966, segundo o qual a cobrança judicial e administrativa dos valores devidos ao FGTS deveria ocorrer de modo análogo à cobrança das contribuições previdenciárias e com os mesmos privilégios, o Tribunal Superior do Trabalho inclinou-se pela tese de que o FGTS teria natureza previdenciária e, portanto, a ele seria aplicável o disposto no art. 144 da Lei 3.807, de 26 de agosto de 1960 (Lei Orgânica da Previdência Social), que fixava o prazo de trinta anos para a cobrança das contribuições previdenciárias. Após a Constituição de 1988, foi promulgada a Lei 8.036, de 11 de maio de 1990, que deu nova disciplina ao FGTS. No tocante ao prazo prescricional, o art. 23, § 5..., do novo diploma legal veicula a seguinte disposição: ‘o processo de fiscalização, de autuação e de imposição de multas reger-se-á pelo disposto no Título VII da Consolidação das Leis do Trabalho, respeitado o privilégio do FGTS à prescrição trintenária’. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN O art. 55 do Decreto 99.684, de 8 de novembro de 1990, ato normativo que regulamenta o FGTS, possui idêntico teor. Essa foi, portanto, a gênese da tese de que o prazo para a cobrança, pelo empregado ou pelos órgãos públicos, das contribuições devidas ao FGTS seria, anteriormente e mesmo após a Constituição de 1988, de trinta anos. Ocorre que o art. 7..., III, da nova Carta expressamente arrolou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço como um direito dos trabalhadores urbanos e rurais, colocando termo, no meu entender, à celeuma doutrinária acerca de sua natureza jurídica. Desde então, tornaram-se desarrazoadas as teses anteriormente sustentadas, segundo as quais o FGTS teria natureza híbrida, tributária, previdenciária, de salário diferido, de indenização, etc. Trata-se, em verdade, de direito dos trabalhadores brasileiros (não só dos empregados, portanto), consubstanciado na criação de um ‘pecúlio permanente’, que pode ser sacado pelos seus titulares em diversas circunstâncias legalmente definidas (cf. art. 20 da Lei 8.036/1995). Consoante salientado por José Afonso da Silva, não se trata mais, como em sua gênese, de uma alternativa à estabilidade (para essa finalidade, foi criado o seguro- desemprego), mas de um direito autônomo (SILVA, José Afonso. Comentário Contextual à Constituição. 4... Ed. São Paulo: Malheiros, 2007, p. 191). De modo a ilustrar a trajetória histórica do FGTS, cumpre transcrever as seguintes palavras de seu criador, o economista e ex-ministro Roberto Campos: ‘No projeto social [do governo de Humberto de Alencar Castello Branco] figurou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), libertando os 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN O art. 55 do Decreto 99.684, de 8 de novembro de 1990, ato normativo que regulamenta o FGTS, possui idêntico teor. Essa foi, portanto, a gênese da tese de que o prazo para a cobrança, pelo empregado ou pelos órgãos públicos, das contribuições devidas ao FGTS seria, anteriormente e mesmo após a Constituição de 1988, de trinta anos. Ocorre que o art. 7..., III, da nova Carta expressamente arrolou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço como um direito dos trabalhadores urbanos e rurais, colocando termo, no meu entender, à celeuma doutrinária acerca de sua natureza jurídica. Desde então, tornaram-se desarrazoadas as teses anteriormente sustentadas, segundo as quais o FGTS teria natureza híbrida, tributária, previdenciária, de salário diferido, de indenização, etc. Trata-se, em verdade, de direito dos trabalhadores brasileiros (não só dos empregados, portanto), consubstanciado na criação de um ‘pecúlio permanente’, que pode ser sacado pelos seus titulares em diversas circunstâncias legalmente definidas (cf. art. 20 da Lei 8.036/1995). Consoante salientado por José Afonso da Silva, não se trata mais, como em sua gênese, de uma alternativa à estabilidade (para essa finalidade, foi criado o seguro- desemprego), mas de um direito autônomo (SILVA, José Afonso. Comentário Contextual à Constituição. 4... Ed. São Paulo: Malheiros, 2007, p. 191). De modo a ilustrar a trajetória histórica do FGTS, cumpre transcrever as seguintes palavras de seu criador, o economista e ex-ministro Roberto Campos: ‘No projeto social [do governo de Humberto de Alencar Castello Branco] figurou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), libertando os 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN trabalhadores da escravidão a uma empresa, na espera frustrada da estabilidade. Eu costumava chamar a indenização de despedida dos empregados de ‘prêmio de desastre’, enquanto que o FGTS seria a ‘criação de um pecúlio permanente’. A criação do FGTS foi uma das reformas sociais mais importantes, e mais controvertidas, do governo Castello Branco. Havia o ‘mito da estabilidade’, tido como a grande ‘conquista social’ do governo Vargas. Mito, porque a estabilidade, após dez anos de serviço era em grande parte uma ficção. Os empregados eram demitidos antes de completado o período de carência, pelo receio dos empresários de indisciplina e desídia funcional dos trabalhadores, quando alcançavam a estabilidade. Os trabalhadores, de seu lado, ficavam escravizados à empresa, sacrificando a oportunidade de emigrar para ocupações mais dinâmicas e melhor remuneradas. Os empresários perdiam o investimento no treinamento; as empresas mais antigas, que tinham grupos maiores de empregados estáveis, eram literalmente incompráveis ou invendáveis por causa do ‘passivo trabalhista’. Muitas empresas não mantinham líquidos os fundos de indenização de despedida, ou se sequer os formavam, criando-se intermináveis conflitos na despedida de empregados’ (Roberto Campos, Lanterna na Popa, Rio de Janeiro: Topbooks, 1994, p. 713). Trata-se, como se vê, de direito de natureza complexa e multifacetada, haja vista demandar a edição de normas de organização e procedimento que têm o escopo de viabilizar a sua fruição, por intermédio, inclusive, da definição de órgãos e entidades competentes para a sua gestão e da imposição de deveres, obrigações e prerrogativas não apenas aos particulares, mas também ao 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN trabalhadores da escravidão a uma empresa, na espera frustrada da estabilidade. Eu costumava chamar a indenização de despedida dos empregados de ‘prêmio de desastre’, enquanto que o FGTS seria a ‘criação de um pecúlio permanente’. A criação do FGTS foi uma das reformas sociais mais importantes, e mais controvertidas, do governo Castello Branco. Havia o ‘mito da estabilidade’, tido como a grande ‘conquista social’ do governo Vargas. Mito, porque a estabilidade, após dez anos de serviço era em grande parte uma ficção. Os empregados eram demitidos antes de completado o período de carência, pelo receio dos empresários de indisciplina e desídia funcional dos trabalhadores, quando alcançavam a estabilidade. Os trabalhadores, de seu lado, ficavam escravizados à empresa, sacrificando a oportunidade de emigrar para ocupações mais dinâmicas e melhor remuneradas. Os empresários perdiam o investimento no treinamento; as empresas mais antigas, que tinham grupos maiores de empregados estáveis, eram literalmente incompráveis ou invendáveis por causa do ‘passivo trabalhista’. Muitas empresas não mantinham líquidos os fundos de indenização de despedida, ou se sequer os formavam, criando-se intermináveis conflitos na despedida de empregados’ (Roberto Campos, Lanterna na Popa, Rio de Janeiro: Topbooks, 1994, p. 713). Trata-se, como se vê, de direito de natureza complexa e multifacetada, haja vista demandar a edição de normas de organização e procedimento que têm o escopo de viabilizar a sua fruição, por intermédio, inclusive, da definição de órgãos e entidades competentes para a sua gestão e da imposição de deveres, obrigações e prerrogativas não apenas aos particulares, mas também ao 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Relatório Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN Poder Público. Cuida-se de verdadeira garantia de caráter institucional, dotada de âmbito de proteção marcadamente normativo (PIEROTH/SCHLINK, Grundrechte: Staatsrecht II. Heidelberg: C.F. Müller, 1995, p. 53). Nesse sentido, cumpre registrar que, mesmo anteriormente à Constituição de 1988, o Supremo Tribunal Federal já havia afastado a tese do suposto caráter tributário ou previdenciário das contribuições devidas ao Fundo, salientando ser o FGTS um direito de índole social e trabalhista. Por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 100.249-2, Rel. Min. Oscar Corrêa, Red. p/Acórdão Min. Néri da Silveira, DJ 1.7.1988, o Plenário desta Corte deixou assentado o seguinte entendimento: ‘Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Sua natureza jurídica. Constituição, art. 165, XIII. Lei 5.107, de 13.9.1966. As contribuições para o FGTS não se caracterizam como crédito tributário ou contribuições a tributo comparáveis. Sua sede está no art. 165, XIII, da Constituição. Assegura-se ao trabalhador estabilidade, ou fundo de garantia equivalente. Dessa garantia, de índole social, promana, assim, a exigibilidade pelo trabalhador do pagamento do FGTS, quando despedido, na forma prevista em lei. Cuida-se de um direito do trabalhador. Dá-lhe o Estado garantia desse pagamento. A contribuição pelo empregador, no caso, deflui do fato de ser ele o sujeito passivo da obrigação, de natureza trabalhista e social, que encontra, na regra constitucional aludida, sua fonte. A atuação do Estado, ou de órgão da Administração Pública, em prol do recolhimento da contribuição do FGTS, não implica torná-lo titular de direito à contribuição, mas, apenas, decorre do cumprimento, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN Poder Público. Cuida-se de verdadeira garantia de caráter institucional, dotada de âmbito de proteção marcadamente normativo (PIEROTH/SCHLINK, Grundrechte: Staatsrecht II. Heidelberg: C.F. Müller, 1995, p. 53). Nesse sentido, cumpre registrar que, mesmo anteriormente à Constituição de 1988, o Supremo Tribunal Federal já havia afastado a tese do suposto caráter tributário ou previdenciário das contribuições devidas ao Fundo, salientando ser o FGTS um direito de índole social e trabalhista. Por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 100.249-2, Rel. Min. Oscar Corrêa, Red. p/Acórdão Min. Néri da Silveira, DJ 1.7.1988, o Plenário desta Corte deixou assentado o seguinte entendimento: ‘Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Sua natureza jurídica. Constituição, art. 165, XIII. Lei 5.107, de 13.9.1966. As contribuições para o FGTS não se caracterizam como crédito tributário ou contribuições a tributo comparáveis. Sua sede está no art. 165, XIII, da Constituição. Assegura-se ao trabalhador estabilidade, ou fundo de garantia equivalente. Dessa garantia, de índole social, promana, assim, a exigibilidade pelo trabalhador do pagamento do FGTS, quando despedido, na forma prevista em lei. Cuida-se de um direito do trabalhador. Dá-lhe o Estado garantia desse pagamento. A contribuição pelo empregador, no caso, deflui do fato de ser ele o sujeito passivo da obrigação, de natureza trabalhista e social, que encontra, na regra constitucional aludida, sua fonte. A atuação do Estado, ou de órgão da Administração Pública, em prol do recolhimento da contribuição do FGTS, não implica torná-lo titular de direito à contribuição, mas, apenas, decorre do cumprimento, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Relatório Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN pelo Poder Público, de obrigação de fiscalizar e tutelar a garantia assegurada ao empregado optante pelo FGTS. Não exige o Estado, quando aciona o empregador, valores a serem recolhidos ao Erário, como receita pública. Não há, aí, contribuição de natureza fiscal ou parafiscal. Os depósitos de FGTS pressupõem vínculo jurídico, com disciplina de Direito do Trabalho. Não se aplica às contribuições do FGTS o disposto nos arts. 173 e 174, do CTN. Recurso extraordinário conhecido, por ofensa ao art. 165, XIII, da Constituição, e provido, para afastar a prescrição qüinqüenal da ação.’’ O acórdão recorrido não se afastou desse entendimento, motivo pelo qual não merece reparos. Ressalte-se, por fim, que a jurisprudência desta Corte consolidou o entendimento de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e ao exame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Ademais, é certo que o Tribunal de origem examinou o tema relativo à renúncia da prescrição com base, exclusivamente, em norma do Código Civil. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA PROPOR AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 481.650/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/2/10) 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN pelo Poder Público, de obrigação de fiscalizar e tutelar a garantia assegurada ao empregado optante pelo FGTS. Não exige o Estado, quando aciona o empregador, valores a serem recolhidos ao Erário, como receita pública. Não há, aí, contribuição de natureza fiscal ou parafiscal. Os depósitos de FGTS pressupõem vínculo jurídico, com disciplina de Direito do Trabalho. Não se aplica às contribuições do FGTS o disposto nos arts. 173 e 174, do CTN. Recurso extraordinário conhecido, por ofensa ao art. 165, XIII, da Constituição, e provido, para afastar a prescrição qüinqüenal da ação.’’ O acórdão recorrido não se afastou desse entendimento, motivo pelo qual não merece reparos. Ressalte-se, por fim, que a jurisprudência desta Corte consolidou o entendimento de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e ao exame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Ademais, é certo que o Tribunal de origem examinou o tema relativo à renúncia da prescrição com base, exclusivamente, em norma do Código Civil. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA PROPOR AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 481.650/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/2/10) 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Relatório Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRAZO PRESCRICIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A discussão relativa ao prazo prescricional para propositura da ação situa-se no campo infraconstitucional. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 485.013/PB–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07) Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Insiste o agravante na tese de que houve violação dos arts. 69; 154, inciso I; e 195, § 4..., da Constituição Federal, pois o o FGTS possuiria natureza tributária e sua base de cálculo seria somente a remuneração, excluindo-se as demais verbas indenizatórias. Aduz que não há falar na incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, “porquanto para averiguar a prescrição trintenária do FGTS, basta verificar os julgados já colacionados aos autos, o que não se equivale a reanálise de provas”. Assevera que a decisão deixou de se manifestar acerca da legitimidade da União, “haja vista, no presente caso, não se discutir a correção monetária da Contribuição para o FGTS e sim a cobrança de débitos tributários federais que, por lei, são de competência da União”. Requer, por fim, o sobrestamento do feito até o julgamento dos Recurso Extraordinário ns 593.068 e 611.505. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRAZO PRESCRICIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A discussão relativa ao prazo prescricional para propositura da ação situa-se no campo infraconstitucional. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 485.013/PB–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07) Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Insiste o agravante na tese de que houve violação dos arts. 69; 154, inciso I; e 195, § 4..., da Constituição Federal, pois o o FGTS possuiria natureza tributária e sua base de cálculo seria somente a remuneração, excluindo-se as demais verbas indenizatórias. Aduz que não há falar na incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, “porquanto para averiguar a prescrição trintenária do FGTS, basta verificar os julgados já colacionados aos autos, o que não se equivale a reanálise de provas”. Assevera que a decisão deixou de se manifestar acerca da legitimidade da União, “haja vista, no presente caso, não se discutir a correção monetária da Contribuição para o FGTS e sim a cobrança de débitos tributários federais que, por lei, são de competência da União”. Requer, por fim, o sobrestamento do feito até o julgamento dos Recurso Extraordinário ns 593.068 e 611.505. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 RIO GRANDE DO NORTE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que, consoante expresso na decisão agravada, os dispositivos constitucionais apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, o que faz incidir na espécie os óbices das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Ademais, nos termos do voto condutor do acórdão recorrido: “(…) somente a CEF, na qualidade de agente operador do FGTS, conforme disposto na lei de regência, tem legitimidade para figurar no polo passivo da demanda”. Desse modo, a questão relativa à legitimidade da União, foi decidida pela Justiça Federal, a qual é a competente para tanto, consoante a pacífica jurisprudência desta Corte, com base na legislação ordinária, cuja análise é inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Constitucional e Processual Civil. Interesse da União. Competência da Justiça Federal. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A Jurisprudência da Corte é de que compete à Justiça Federal analisar a existência ou não de interesse jurídico da União em determinada demanda. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal ou a análise de legislação infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 811.365/RS- AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 13/4/15). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 RIO GRANDE DO NORTE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que, consoante expresso na decisão agravada, os dispositivos constitucionais apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, o que faz incidir na espécie os óbices das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Ademais, nos termos do voto condutor do acórdão recorrido: “(…) somente a CEF, na qualidade de agente operador do FGTS, conforme disposto na lei de regência, tem legitimidade para figurar no polo passivo da demanda”. Desse modo, a questão relativa à legitimidade da União, foi decidida pela Justiça Federal, a qual é a competente para tanto, consoante a pacífica jurisprudência desta Corte, com base na legislação ordinária, cuja análise é inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Constitucional e Processual Civil. Interesse da União. Competência da Justiça Federal. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A Jurisprudência da Corte é de que compete à Justiça Federal analisar a existência ou não de interesse jurídico da União em determinada demanda. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal ou a análise de legislação infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 811.365/RS- AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 13/4/15). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ARBITRADOS EM FAVOR DA FAZENDA PÚBLICA. EXECUÇÃO. LEGITIMIDADE. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.5.2011. A suposta afronta ao princípio da legalidade dependeria de prévia análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, pois, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Constituição da República. Aplicação da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 752.979/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/6/14). Registre-se que a União não se insurgiu contra sua exclusão da demanda. No tocante à natureza jurídica do FGTS, esta Corte, no julgamento do ARE n 709.212/DF-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19/2/15 – Tema 608, afastou a tese de sua natureza tributária. Veja-se a ementa: “Recurso extraordinário. Direito do Trabalho. Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Cobrança de valores não pagos. Prazo prescricional. Prescrição quinquenal. Art. 7..., XXIX, da Constituição. Superação de entendimento anterior sobre prescrição trintenária. Inconstitucionalidade dos arts. 23, § 5..., da Lei 8.036/1990 e 55 do Regulamento do FGTS aprovado pelo Decreto 99.684/1990. Segurança jurídica. Necessidade de modulação dos efeitos da decisão. Art. 27 da Lei 9.868/1999. Declaração de inconstitucionalidade com efeitos ex nunc. Recurso extraordinário a que se nega provimento.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ARBITRADOS EM FAVOR DA FAZENDA PÚBLICA. EXECUÇÃO. LEGITIMIDADE. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.5.2011. A suposta afronta ao princípio da legalidade dependeria de prévia análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, pois, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Constituição da República. Aplicação da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 752.979/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/6/14). Registre-se que a União não se insurgiu contra sua exclusão da demanda. No tocante à natureza jurídica do FGTS, esta Corte, no julgamento do ARE n 709.212/DF-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19/2/15 – Tema 608, afastou a tese de sua natureza tributária. Veja-se a ementa: “Recurso extraordinário. Direito do Trabalho. Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Cobrança de valores não pagos. Prazo prescricional. Prescrição quinquenal. Art. 7..., XXIX, da Constituição. Superação de entendimento anterior sobre prescrição trintenária. Inconstitucionalidade dos arts. 23, § 5..., da Lei 8.036/1990 e 55 do Regulamento do FGTS aprovado pelo Decreto 99.684/1990. Segurança jurídica. Necessidade de modulação dos efeitos da decisão. Art. 27 da Lei 9.868/1999. Declaração de inconstitucionalidade com efeitos ex nunc. Recurso extraordinário a que se nega provimento.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN Do voto do relator, colhe-se a seguinte fundamentação: “Nesse sentido, cumpre registrar que, mesmo anteriormente à Constituição de 1988, o Supremo Tribunal Federal já havia afastado a tese do suposto caráter tributário ou previdenciário das contribuições devidas ao Fundo, salientando ser o FGTS um direito de índole social e trabalhista. Por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 100.249-2, Rel. Min. Oscar Corrêa, Red. p/Acórdão Min. Néri da Silveira, DJ 1.7.1988, o Plenário desta Corte deixou assentado o seguinte entendimento: ‘Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Sua natureza jurídica. Constituição, art. 165, XIII. Lei 5.107, de 13.9.1966. As contribuições para o FGTS não se caracterizam como crédito tributário ou contribuições a tributo comparáveis. Sua sede está no art. 165, XIII, da Constituição. Assegura-se ao trabalhador estabilidade, ou fundo de garantia equivalente. Dessa garantia, de índole social, promana, assim, a exigibilidade pelo trabalhador do pagamento do FGTS, quando despedido, na forma prevista em lei. Cuida-se de um direito do trabalhador. Dá-lhe o Estado garantia desse pagamento. A contribuição pelo empregador, no caso, deflui do fato de ser ele o sujeito passivo da obrigação, de natureza trabalhista e social, que encontra, na regra constitucional aludida, sua fonte. A atuação do Estado, ou de órgão da Administração Pública, em prol do recolhimento da contribuição do FGTS, não implica torná-lo titular de direito à contribuição, mas, apenas, decorre do cumprimento, pelo Poder Público, de obrigação de fiscalizar e tutelar a garantia assegurada ao empregado optante pelo FGTS. Não exige o Estado, quando aciona o empregador, valores a serem recolhidos ao Erário, como receita pública. Não há, aí, contribuição de natureza fiscal ou parafiscal. Os 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN Do voto do relator, colhe-se a seguinte fundamentação: “Nesse sentido, cumpre registrar que, mesmo anteriormente à Constituição de 1988, o Supremo Tribunal Federal já havia afastado a tese do suposto caráter tributário ou previdenciário das contribuições devidas ao Fundo, salientando ser o FGTS um direito de índole social e trabalhista. Por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 100.249-2, Rel. Min. Oscar Corrêa, Red. p/Acórdão Min. Néri da Silveira, DJ 1.7.1988, o Plenário desta Corte deixou assentado o seguinte entendimento: ‘Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Sua natureza jurídica. Constituição, art. 165, XIII. Lei 5.107, de 13.9.1966. As contribuições para o FGTS não se caracterizam como crédito tributário ou contribuições a tributo comparáveis. Sua sede está no art. 165, XIII, da Constituição. Assegura-se ao trabalhador estabilidade, ou fundo de garantia equivalente. Dessa garantia, de índole social, promana, assim, a exigibilidade pelo trabalhador do pagamento do FGTS, quando despedido, na forma prevista em lei. Cuida-se de um direito do trabalhador. Dá-lhe o Estado garantia desse pagamento. A contribuição pelo empregador, no caso, deflui do fato de ser ele o sujeito passivo da obrigação, de natureza trabalhista e social, que encontra, na regra constitucional aludida, sua fonte. A atuação do Estado, ou de órgão da Administração Pública, em prol do recolhimento da contribuição do FGTS, não implica torná-lo titular de direito à contribuição, mas, apenas, decorre do cumprimento, pelo Poder Público, de obrigação de fiscalizar e tutelar a garantia assegurada ao empregado optante pelo FGTS. Não exige o Estado, quando aciona o empregador, valores a serem recolhidos ao Erário, como receita pública. Não há, aí, contribuição de natureza fiscal ou parafiscal. Os 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN depósitos de FGTS pressupõem vínculo jurídico, com disciplina de Direito do Trabalho. Não se aplica às contribuições do FGTS o disposto nos arts. 173 e 174, do CTN. Recurso extraordinário conhecido, por ofensa ao art. 165, XIII, da Constituição, e provido, para afastar a prescrição qüinqüenal da ação.’ (…) Verifica-se, pois, que, em relação à natureza jurídica do FGTS, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal revela-se, de fato, consentânea com o disposto na Constituição de 1988. Contudo, conforme já explanado por mim no julgamento do Recurso Extraordinário 522.897, a jurisprudência desta Corte não se apresentava concorde com a ordem constitucional vigente quando entendia ser o prazo prescricional trintenário aplicável aos casos de recolhimento e de não recolhimento do FGTS. Isso porque o art. 7..., XXIX, da Constituição de 1988 contém determinação expressa acerca do prazo prescricional aplicável à propositura das ações atinentes a ‘créditos resultantes das relações de trabalho’. Desse modo, tendo em vista a existência de disposição constitucional expressa acerca do prazo aplicável à cobrança do FGTS, após a promulgação da Carta de 1988, não mais subsistem as razões anteriormente invocadas para a adoção do prazo de prescrição trintenário.” De resto, a matéria relativa à prescrição é afeta à legislação infraconstitucional, sendo assim inviável seu exame na via extraordinária. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que as violações aos preceitos constitucionais consagradores dos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN depósitos de FGTS pressupõem vínculo jurídico, com disciplina de Direito do Trabalho. Não se aplica às contribuições do FGTS o disposto nos arts. 173 e 174, do CTN. Recurso extraordinário conhecido, por ofensa ao art. 165, XIII, da Constituição, e provido, para afastar a prescrição qüinqüenal da ação.’ (…) Verifica-se, pois, que, em relação à natureza jurídica do FGTS, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal revela-se, de fato, consentânea com o disposto na Constituição de 1988. Contudo, conforme já explanado por mim no julgamento do Recurso Extraordinário 522.897, a jurisprudência desta Corte não se apresentava concorde com a ordem constitucional vigente quando entendia ser o prazo prescricional trintenário aplicável aos casos de recolhimento e de não recolhimento do FGTS. Isso porque o art. 7..., XXIX, da Constituição de 1988 contém determinação expressa acerca do prazo prescricional aplicável à propositura das ações atinentes a ‘créditos resultantes das relações de trabalho’. Desse modo, tendo em vista a existência de disposição constitucional expressa acerca do prazo aplicável à cobrança do FGTS, após a promulgação da Carta de 1988, não mais subsistem as razões anteriormente invocadas para a adoção do prazo de prescrição trintenário.” De resto, a matéria relativa à prescrição é afeta à legislação infraconstitucional, sendo assim inviável seu exame na via extraordinária. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que as violações aos preceitos constitucionais consagradores dos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa demandam, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Precedentes. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, o que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 3. Para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que não tem lugar neste momento processual. A hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 807.194/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 24/6/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. JULGADO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 704.956/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/12/12). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa demandam, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Precedentes. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, o que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 3. Para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que não tem lugar neste momento processual. A hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 807.194/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 24/6/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. JULGADO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 704.956/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/12/12). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 10/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : IMPLASVERDE INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS BAIXA VERDE LTDA ADV.(A/S) : LEILA DO BOMFIM ROLIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824175 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891.514 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : IMPLASVERDE INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS BAIXA VERDE LTDA ADV.(A/S) : LEILA DO BOMFIM ROLIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824175 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891 . 514", "ARE n 709 . 212 / DF - RG", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891 . 514", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 891 . 514", "Recurso Extraordinário 891514 AGR", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "ARE n 709 . 212 / DF", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "ARE n 709 . 212 / DF", "Recurso", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 100 . 249 - 2", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 100 . 249 - 2", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "AI n 481 . 650 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário 891514 AGR / RN", "Súmula n 279 desta Corte", "AI n 481 . 650 / SP - 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2 / 2001", "art . 55 do Decreto 99 . 684", "Constituição de 1988", "art", "Carta", ".", "20 da Lei 8 . 036 / 1995", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Constituição , art . 165 , XIII", "Lei 5 . 107", "art . 165 , XIII , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Constituição , art . 165 , XIII", "Lei 5 . 107", "art . 165 , XIII , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 173 e 174 , do CTN", "art . 165 , XIII , da Constituição", "Código Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 173 e 174 , do CTN", "art . 165 , XIII , da Constituição", "Código Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "arts . 69 ; 154 , inciso I ; e 195 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "arts . 69 ; 154 , inciso I ; e 195 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Müller", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "C", ".", "F", ". Müller", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "União", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "União", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CEF", "União", "União", "União", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CEF", "União", "União", "União", "Segunda Turma", "ICP", "-", "Brasil", "FAZENDA PÚBLICA", "Primeira Turma", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TOFFOLI", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "IMPLASVERDE INDÚSTRIA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "IMPLASVERDE INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS BAIXA VERDE LTDA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "2", ".", ".", ". Turma", "Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "LEILA DO BOMFIM ROLIM", "MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LEILA DO BOMFIM ROLIM", "MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LEILA DO BOMFIM ROLIM", "MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "José Afonso da Silva", "SILVA , José Afonso", "Roberto Campos", "Humberto de Alencar Castello Branco", "José Afonso da Silva", "SILVA , José Afonso", "Roberto Campos", "Humberto de Alencar Castello Branco", "Roberto Campos", "Roberto Campos", "PIEROTH", "SCHLINK", "Oscar Corrêa", "Néri da Silveira", "PIEROTH", "/", "SCHLINK", "Oscar Corrêa", "Néri da Silveira", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "DIAS", "Oscar Corrêa", "Néri da Silveira", "Oscar Corrêa", "Néri da Silveira", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "LEILA DO BOMFIM ROLIM", "MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "LEILA DO BOMFIM ROLIM", "MARCELO SANTIAGO BEZERRA DE LIMA", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "15", "26 de agosto de 1960", "11 de maio de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "15", "26 de agosto de 1960", "11 de maio de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de novembro de 1990", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de novembro de 1990", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "1995", "1", ".", "7", ".", "1988", "13", ".", "9", ".", "1966", "24", "/", "08", "/", "2001", "1995", "1", ".", "7", ".", "1988", "13", ".", "9", ".", "1966", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "2", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "2", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "4", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "4", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "13", "/", "4", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "13", "/", "4", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "6", "/", "14", "19", "/", "2", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "6", "/", "14", "19", "/", "2", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "7", ".", "1988", "13", ".", "9", ".", "1966", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "7", ".", "1988", "13", ".", "9", ".", "1966", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "6", "/", "14", "5", "/", "12", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "6", "/", "14", "5", "/", "12", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DEA SPADONI BIAGI AGTE.(S) :PEDRO BIAGI NETO ADV.(A/S) :PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. Art. 48 da Lei 9605/1998 (impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação). Denúncia. 3. Ausência de prequestionamento. Incidência dos enunciados 282 e 356 da Súmula do STF. 4. Alegação de violação ao artigo 93, inciso IX, da CF. Não ocorrência. Acórdão recorrido suficientemente motivado. 5. Prescrição. Pleito que demanda reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF) e da interpretação da legislação infraconstitucional. 6. O crime previsto no art. 48 da Lei n. 9.605/1998 é de natureza permanente, de modo que o prazo prescricional inicia-se com a cessação da conduta delitiva. Precedentes. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de novembro de 2015. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794762. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 923296 AGR / SP Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794762. Supremo Tribunal Federal ARE 923296 AGR / SP Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DEA SPADONI BIAGI AGTE.(S) :PEDRO BIAGI NETO ADV.(A/S) :PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida no Agravo em Recurso Extraordinário 923.296. Extrai-se dos autos que Dea Spadoni Biagi e Pedro Biagi Neto foram denunciados pela prática, em tese, do delito previsto no art. 48 da Lei 9.605/1998 (impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação). O Juízo de Direito do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Brodowski/SP indeferiu o pedido da defesa de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva. A Turma Recursal Cível e Criminal do Colégio Recursal de Batatais/SP negou provimento ao recurso em sentido estrito. Opostos embargos de declaração, estes foram rejeitados. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794763. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DEA SPADONI BIAGI AGTE.(S) :PEDRO BIAGI NETO ADV.(A/S) :PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida no Agravo em Recurso Extraordinário 923.296. Extrai-se dos autos que Dea Spadoni Biagi e Pedro Biagi Neto foram denunciados pela prática, em tese, do delito previsto no art. 48 da Lei 9.605/1998 (impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação). O Juízo de Direito do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Brodowski/SP indeferiu o pedido da defesa de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva. A Turma Recursal Cível e Criminal do Colégio Recursal de Batatais/SP negou provimento ao recurso em sentido estrito. Opostos embargos de declaração, estes foram rejeitados. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 923296 AGR / SP No recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, alega-se que o acórdão recorrido viola o art. 5º, incisos XLII e XLIV, e o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. A irresignação não foi admitida por ausência de repercussão geral e prequestionamento da matéria. Com fundamento nos enunciados 282 e 356 da Súmula do STF e em jurisprudência pacífica desta Corte no sentido de que o crime previsto no art. 48 da Lei 9.605/1998 é de natureza permanente, neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário. No presente agravo regimental, a defesa repisa a tese exposta no recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794763. Supremo Tribunal Federal ARE 923296 AGR / SP No recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, alega-se que o acórdão recorrido viola o art. 5º, incisos XLII e XLIV, e o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. A irresignação não foi admitida por ausência de repercussão geral e prequestionamento da matéria. Com fundamento nos enunciados 282 e 356 da Súmula do STF e em jurisprudência pacífica desta Corte no sentido de que o crime previsto no art. 48 da Lei 9.605/1998 é de natureza permanente, neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário. No presente agravo regimental, a defesa repisa a tese exposta no recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Conforme exposto na decisão agravada, a tese ventilada no arrazoado do recurso extraordinário, apontando afronta ao texto constitucional, não foi discutida no acórdão contestado. Incide, neste caso, o óbice dos enunciados 282 e 356 da Súmula do STF. Nesse sentido: AI-ED 631.961/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 15.5.2009. Ademais, no que tange à suposta violação ao art. 93, inciso IX, da CF, esta Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794764. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Conforme exposto na decisão agravada, a tese ventilada no arrazoado do recurso extraordinário, apontando afronta ao texto constitucional, não foi discutida no acórdão contestado. Incide, neste caso, o óbice dos enunciados 282 e 356 da Súmula do STF. Nesse sentido: AI-ED 631.961/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 15.5.2009. Ademais, no que tange à suposta violação ao art. 93, inciso IX, da CF, esta Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794764. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 923296 AGR / SP Ainda, forçoso concluir que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza a interposição do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 desta Corte. Assim, verifica-se que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: RE-AgR 772.845/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 19.3.2014; AI- AgR 830.273/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 26.9.2012 e AI-AgR 847.196/MS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.6.2012. Por último, a jurisprudência desta Corte Suprema tem entendimento no sentido de que o crime previsto no art. 48 da Lei n. 9.605/1998 é de natureza permanente, de modo que o prazo prescricional inicia-se com a cessação da conduta delitiva. Cito precedentes: RHC 83.437/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Primeira Turma, DJe 18.4.2008; HC 107.412/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 23.5.2012 e ARE 824.199/DF AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24.10.2014. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794764. Supremo Tribunal Federal ARE 923296 AGR / SP Ainda, forçoso concluir que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza a interposição do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 desta Corte. Assim, verifica-se que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: RE-AgR 772.845/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 19.3.2014; AI- AgR 830.273/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 26.9.2012 e AI-AgR 847.196/MS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.6.2012. Por último, a jurisprudência desta Corte Suprema tem entendimento no sentido de que o crime previsto no art. 48 da Lei n. 9.605/1998 é de natureza permanente, de modo que o prazo prescricional inicia-se com a cessação da conduta delitiva. Cito precedentes: RHC 83.437/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Primeira Turma, DJe 18.4.2008; HC 107.412/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 23.5.2012 e ARE 824.199/DF AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24.10.2014. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794764. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DEA SPADONI BIAGI AGTE.(S) : PEDRO BIAGI NETO ADV.(A/S) : PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824212 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DEA SPADONI BIAGI AGTE.(S) : PEDRO BIAGI NETO ADV.(A/S) : PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824212 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9842754
2015-11-10T00:00:00
2015-11-24T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. Art. 48 da Lei 9605/1998 (impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação). Denúncia. 3. Ausência de prequestionamento. Incidência dos enunciados 282 e 356 da Súmula do STF. 4. Alegação de violação ao artigo 93, inciso IX, da CF. Não ocorrência. Acórdão recorrido suficientemente motivado. 5. Prescrição. Pleito que demanda reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF) e da interpretação da legislação infraconstitucional. 6. O crime previsto no art. 48 da Lei n. 9.605/1998 é de natureza permanente, de modo que o prazo prescricional inicia-se com a cessação da conduta delitiva. Precedentes. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur330598
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 631961 ED (1ªT). (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. (OFENSA REFLEXA) AI 847196 AgR (2ªT), AI 830273 AgR (2ªT), RE 772845 AgR (1ªT). (CRIME PERMANTE, PRESCRIÇÃO) RHC 83437 (1ªT), HC 107412 (1ªT), ARE 824199 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 01/12/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
923296
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009605 ANO-1998\n ART-00048\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 923296 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DEA SPADONI BIAGI AGTE.(S) : PEDRO BIAGI NETO ADV.(A/S) : PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DEA SPADONI BIAGI AGTE.(S) :PEDRO BIAGI NETO ADV.(A/S) :PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. Art. 48 da Lei 9605/1998 (impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação). Denúncia. 3. Ausência de prequestionamento. Incidência dos enunciados 282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Alegação de violação ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988. Não ocorrência. Acórdão recorrido suficientemente motivado. 5. Prescrição. Pleito que demanda reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal) e da interpretação da legislação infraconstitucional. 6. O crime previsto no art. 48 da Lei n. 9.605/1998 é de natureza permanente, de modo que o prazo prescricional inicia-se com a cessação da conduta delitiva. Precedentes. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de novembro de 2015. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794762. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 923296 AGR / SP Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794762. Supremo Tribunal Federal ARE 923296 AGR / SP Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DEA SPADONI BIAGI AGTE.(S) :PEDRO BIAGI NETO ADV.(A/S) :PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida no Agravo em Recurso Extraordinário 923.296. Extrai-se dos autos que Dea Spadoni Biagi e Pedro Biagi Neto foram denunciados pela prática, em tese, do delito previsto no art. 48 da Lei 9.605/1998 (impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação). O Juízo de Direito do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Brodowski/SP indeferiu o pedido da defesa de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva. A Turma Recursal Cível e Criminal do Colégio Recursal de Batatais/SP negou provimento ao recurso em sentido estrito. Opostos embargos de declaração, estes foram rejeitados. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794763. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DEA SPADONI BIAGI AGTE.(S) :PEDRO BIAGI NETO ADV.(A/S) :PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida no Agravo em Recurso Extraordinário 923.296. Extrai-se dos autos que Dea Spadoni Biagi e Pedro Biagi Neto foram denunciados pela prática, em tese, do delito previsto no art. 48 da Lei 9.605/1998 (impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação). O Juízo de Direito do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Brodowski/SP indeferiu o pedido da defesa de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva. A Turma Recursal Cível e Criminal do Colégio Recursal de Batatais/SP negou provimento ao recurso em sentido estrito. Opostos embargos de declaração, estes foram rejeitados. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 923296 AGR / SP No recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, alega-se que o acórdão recorrido viola o art. 5..., incisos XLII e XLIV, e o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. A irresignação não foi admitida por ausência de repercussão geral e prequestionamento da matéria. Com fundamento nos enunciados 282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal e em jurisprudência pacífica desta Corte no sentido de que o crime previsto no art. 48 da Lei 9.605/1998 é de natureza permanente, neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário. No presente agravo regimental, a defesa repisa a tese exposta no recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794763. Supremo Tribunal Federal ARE 923296 AGR / SP No recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, alega-se que o acórdão recorrido viola o art. 5..., incisos XLII e XLIV, e o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. A irresignação não foi admitida por ausência de repercussão geral e prequestionamento da matéria. Com fundamento nos enunciados 282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal e em jurisprudência pacífica desta Corte no sentido de que o crime previsto no art. 48 da Lei 9.605/1998 é de natureza permanente, neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário. No presente agravo regimental, a defesa repisa a tese exposta no recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Conforme exposto na decisão agravada, a tese ventilada no arrazoado do recurso extraordinário, apontando afronta ao texto constitucional, não foi discutida no acórdão contestado. Incide, neste caso, o óbice dos enunciados 282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI-ED 631.961/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 15.5.2009. Ademais, no que tange à suposta violação ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988, esta Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794764. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Conforme exposto na decisão agravada, a tese ventilada no arrazoado do recurso extraordinário, apontando afronta ao texto constitucional, não foi discutida no acórdão contestado. Incide, neste caso, o óbice dos enunciados 282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI-ED 631.961/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 15.5.2009. Ademais, no que tange à suposta violação ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988, esta Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794764. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 923296 AGR / SP Ainda, forçoso concluir que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza a interposição do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 desta Corte. Assim, verifica-se que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário-AgR 772.845/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 19.3.2014; AI- AgR 830.273/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 26.9.2012 e AI-AgR 847.196/MS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.6.2012. Por último, a jurisprudência desta Corte Suprema tem entendimento no sentido de que o crime previsto no art. 48 da Lei n. 9.605/1998 é de natureza permanente, de modo que o prazo prescricional inicia-se com a cessação da conduta delitiva. Cito precedentes: RHC 83.437/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Primeira Turma, DJe 18.4.2008; HC 107.412/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 23.5.2012 e ARE 824.199/DF AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24.10.2014. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794764. Supremo Tribunal Federal ARE 923296 AGR / SP Ainda, forçoso concluir que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza a interposição do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 desta Corte. Assim, verifica-se que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário-AgR 772.845/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 19.3.2014; AI- AgR 830.273/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 26.9.2012 e AI-AgR 847.196/MS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.6.2012. Por último, a jurisprudência desta Corte Suprema tem entendimento no sentido de que o crime previsto no art. 48 da Lei n. 9.605/1998 é de natureza permanente, de modo que o prazo prescricional inicia-se com a cessação da conduta delitiva. Cito precedentes: RHC 83.437/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Primeira Turma, DJe 18.4.2008; HC 107.412/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 23.5.2012 e ARE 824.199/DF AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24.10.2014. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794764. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DEA SPADONI BIAGI AGTE.(S) : PEDRO BIAGI NETO ADV.(A/S) : PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824212 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.296 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DEA SPADONI BIAGI AGTE.(S) : PEDRO BIAGI NETO ADV.(A/S) : PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824212 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923 . 296", "enunciados 282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 923296 AGR / SP", "ARE 923296 AGR / SP", "Agravo em Recurso Extraordinário 923 . 296", "Agravo em Recurso Extraordinário 923 . 296", "ARE 923296 AGR / SP", "enunciados 282", "ARE 923296 AGR / SP", "enunciados 282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "enunciados 282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "ED 631 . 961 / ES", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "enunciados 282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "ED 631 . 961 / ES", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "Súmula 279 desta Corte", "Recurso Extraordinário - AgR 772 . 845 / DF", "AI", "-", "AgR 830 . 273 / PE", "AI", "-", "AgR 847 . 196 / MS", "RHC 83 . 437 / SP", "HC 107 . 412 / SP", "ARE 824 . 199 / DF AgR", "ARE 923296 AGR / SP", "Súmula 279 desta Corte", "Recurso Extraordinário - AgR 772 . 845 / DF", "AI", "-", "AgR 830 . 273 / PE", "AI", "-", "AgR 847 . 196 / MS", "RHC 83 . 437 / SP", "HC 107 . 412 / SP", "ARE 824 . 199 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Art . 48 da Lei 9605 / 1998", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal de 1988", "art . 48 da Lei n . 9 . 605 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 48 da Lei 9 . 605 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 48 da Lei 9 . 605 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos XLII e XLIV , e o", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 48 da Lei 9 . 605 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos XLII e XLIV , e", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 48 da Lei 9 . 605 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . .", "incisos XXXV e LX do art . 5 . . .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 48 da Lei n . 9 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 48 da Lei n . 9 . 605 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Cuba", "SÃO PAULO", "ESTADO", "Cuba" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE", "Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Brodowski / SP", "Turma Recursal Cível e Criminal do Colégio Recursal de Batatais / SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Brodowski / SP", "Turma Recursal Cível e Criminal do Colégio Recursal de Batatais / SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "DEA SPADONI BIAGI", "PEDRO BIAGI NETO", "PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DEA SPADONI BIAGI", "PEDRO BIAGI NETO", "PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO", "GILMAR MENDES", "Dea Spadoni Biagi", "Pedro Biagi Neto", "GILMAR MENDES", "DEA SPADONI BIAGI", "PEDRO BIAGI NETO", "PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO", "GILMAR MENDES", "Dea Spadoni Biagi", "Pedro Biagi Neto", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "DEA SPADONI BIAGI", "PEDRO BIAGI NETO", "PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "DEA SPADONI BIAGI", "PEDRO BIAGI NETO", "PEDRO LUIS DO AMARAL MARINO", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "10", "/", "11", "/", "2015", "10 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "15", ".", "5", ".", "2009", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "15", ".", "5", ".", "2009", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2014", "26", ".", "9", ".", "2012", "22", ".", "6", ".", "2012", "18", ".", "4", ".", "2008", "23", ".", "5", ".", "2012", "24", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2014", "26", ".", "9", ".", "2012", "22", ".", "6", ".", "2012", "1998", "18", ".", "4", ".", "2008", "23", ".", "5", ".", "2012", "24", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "10", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DIANA COELHO BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL. CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. LEI ESTADUAL N. 10.294/1999 DECLARADA INCONSTITUCIONAL PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO. POLÍTICA DE DEFESA DOS USUÁRIOS DE SERVIÇOS PÚBLICOS. AFRONTA À AUTONOMIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ACÓRDÃO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 18 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230175. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DIANA COELHO BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.2.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que declarara a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei estadual n. 10.294/1999 pelos quais estabelecidas normas de proteção e defesa dos usuários de serviços públicos, inclusive do Ministério Público estadual. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 5. Dispõem as normas impugnadas na origem: (…) 6. O Tribunal de Justiça paulista concluiu pela inconstitucionalidade dos dispositivos impugnados, por contrariedade aos arts. 92 e 94 da Constituição do Estado de São Paulo, reprodução simétrica dos arts. 127, § 2º, e 128, § 5º, da Constituição da República: (...) 7. Este Supremo Tribunal Federal decidiu, em controle abstrato de constitucionalidade, que “o art. 128, § 5º, da Constituição, não substantiva reserva absoluta a lei complementar para conferir atribuições ao Ministério Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DIANA COELHO BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.2.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que declarara a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei estadual n. 10.294/1999 pelos quais estabelecidas normas de proteção e defesa dos usuários de serviços públicos, inclusive do Ministério Público estadual. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 5. Dispõem as normas impugnadas na origem: (…) 6. O Tribunal de Justiça paulista concluiu pela inconstitucionalidade dos dispositivos impugnados, por contrariedade aos arts. 92 e 94 da Constituição do Estado de São Paulo, reprodução simétrica dos arts. 127, § 2º, e 128, § 5º, da Constituição da República: (...) 7. Este Supremo Tribunal Federal decidiu, em controle abstrato de constitucionalidade, que “o art. 128, § 5º, da Constituição, não substantiva reserva absoluta a lei complementar para conferir atribuições ao Ministério Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório RE 346734 AGR / SP Público ou a cada um dos seus ramos, na União ou nos Estados- membros. A tese restritiva é elidida pelo art. 129 da Constituição, que, depois de enumerar uma série de ‘funções institucionais do Ministério Público’, admite que a elas se acresçam a de ‘exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas’” É o que se tem na ementa do acórdão na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 2.794, relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence: "Atribuições do Ministério Público: matéria não sujeita à reserva absoluta de lei complementar: improcedência da alegação de inconstitucionalidade formal do art. 66, caput e § 1º, do CC (Lei 10.406, de 10-1-2002). O art. 128, § 5º, da Constituição, não substantiva reserva absoluta a lei complementar para conferir atribuições ao Ministério Público ou a cada um dos seus ramos, na União ou nos Estados-membros. A tese restritiva é elidida pelo art. 129 da Constituição, que, depois de enumerar uma série de ‘funções institucionais do Ministério Público’, admite que a elas se acresçam a de ‘exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas’. Trata-se, como acentua a doutrina, de uma ‘norma de encerramento’, que, à falta de reclamo explícito de legislação complementar, admite que leis ordinárias – qual acontece, de há muito, com as de cunho processual – possam aditar novas funções às diretamente outorgadas ao Ministério Público pela Constituição, desde que compatíveis com as finalidades da instituição e às vedações de que nelas se incluam ‘a representação judicial e a consultoria jurídica das entidades públicas’." (ADI 2.794, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 30.3.2007, grifos nossos). A inclusão do Ministério Público Estadual na política de defesa dos usuários dos serviços públicos paulistas, instituída por lei ordinária (art. 1º da Lei n. 10.294/1999), submetendo-o às diretrizes elencadas na norma, não importaria em inconstitucionalidade. Todavia, como assentou o Tribunal de origem, aquele diploma 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal RE 346734 AGR / SP Público ou a cada um dos seus ramos, na União ou nos Estados- membros. A tese restritiva é elidida pelo art. 129 da Constituição, que, depois de enumerar uma série de ‘funções institucionais do Ministério Público’, admite que a elas se acresçam a de ‘exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas’” É o que se tem na ementa do acórdão na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 2.794, relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence: "Atribuições do Ministério Público: matéria não sujeita à reserva absoluta de lei complementar: improcedência da alegação de inconstitucionalidade formal do art. 66, caput e § 1º, do CC (Lei 10.406, de 10-1-2002). O art. 128, § 5º, da Constituição, não substantiva reserva absoluta a lei complementar para conferir atribuições ao Ministério Público ou a cada um dos seus ramos, na União ou nos Estados-membros. A tese restritiva é elidida pelo art. 129 da Constituição, que, depois de enumerar uma série de ‘funções institucionais do Ministério Público’, admite que a elas se acresçam a de ‘exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas’. Trata-se, como acentua a doutrina, de uma ‘norma de encerramento’, que, à falta de reclamo explícito de legislação complementar, admite que leis ordinárias – qual acontece, de há muito, com as de cunho processual – possam aditar novas funções às diretamente outorgadas ao Ministério Público pela Constituição, desde que compatíveis com as finalidades da instituição e às vedações de que nelas se incluam ‘a representação judicial e a consultoria jurídica das entidades públicas’." (ADI 2.794, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 30.3.2007, grifos nossos). A inclusão do Ministério Público Estadual na política de defesa dos usuários dos serviços públicos paulistas, instituída por lei ordinária (art. 1º da Lei n. 10.294/1999), submetendo-o às diretrizes elencadas na norma, não importaria em inconstitucionalidade. Todavia, como assentou o Tribunal de origem, aquele diploma 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 346734 AGR / SP teria se excedido ao interferir indevidamente na autonomia administrativa da instituição, fixando regras quanto a “processos administrativos internos”, formas de atendimento ao público, responsabilidade de seus servidores, entre outras, contrariamente ao disposto no § 2º do art. 127 e o § 5º do art. 128 da Constituição da República. Consta do acórdão recorrido: “a Lei Ordinária Estadual 10.294, de 20/04/99, entretanto, traz regras a respeito de processos administrativos internos (artigo 4°, § 2º) e mesmo a respeito da forma do atendimento ao público a ser prestado (artigo 5º); impõe regras a respeito do modo como deve ser prestado o atendimento e até mesmo determina sejam autenticados internamente cópias de documentos originais (artigo 7º, especialmente inciso IX); impõe a formação de ouvidorias e comissões de ética (artigo 8º), atribui ao servidor do Ministério Público responsabilidade pelos atos praticados (artigo 11), prevê processo administrativo e as sanções para o descumprimento das determinações nela contidas (artigos 12 e seguintes e 28), cria órgão em que devem participar as ouvidorias e comissões de ética acima referidos (artigos 29 e 30), e finalmente atribui ao Procurador Geral de Justiça a obrigação de criar essas ouvidorias e comissões de ética (artigo Iº, das Disposições Transitórias)” (voto condutor). 8. O julgado harmoniza-se com o decidido pelo Plenário deste Supremo Tribunal, por unanimidade, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1º.2.2012. Em caso análogo, foi declarada a inconstitucionalidade de norma estadual pela qual se impunham “deveres ao Ministério Público, especialmente os de informação e prioridade na tramitação de feitos, além de estabelecerem sanções no caso de seu descumprimento”: “Ação direta de inconstitucionalidade. Arts. 2º, 3º e 4º da Lei 11.727/2002 do Estado do Rio Grande do Sul, que dispõe sobre ‘a prioridade, nos procedimentos a serem adotados pelo Ministério Público, Tribunal de Contas e por outros órgãos a respeito das conclusões das comissões parlamentares de inquérito’. (...) há inconstitucionalidade formal no tocante à exigência constitucional do quórum diferenciado e vício de iniciativa. O § 5º do art. 127 da Carta 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal RE 346734 AGR / SP teria se excedido ao interferir indevidamente na autonomia administrativa da instituição, fixando regras quanto a “processos administrativos internos”, formas de atendimento ao público, responsabilidade de seus servidores, entre outras, contrariamente ao disposto no § 2º do art. 127 e o § 5º do art. 128 da Constituição da República. Consta do acórdão recorrido: “a Lei Ordinária Estadual 10.294, de 20/04/99, entretanto, traz regras a respeito de processos administrativos internos (artigo 4°, § 2º) e mesmo a respeito da forma do atendimento ao público a ser prestado (artigo 5º); impõe regras a respeito do modo como deve ser prestado o atendimento e até mesmo determina sejam autenticados internamente cópias de documentos originais (artigo 7º, especialmente inciso IX); impõe a formação de ouvidorias e comissões de ética (artigo 8º), atribui ao servidor do Ministério Público responsabilidade pelos atos praticados (artigo 11), prevê processo administrativo e as sanções para o descumprimento das determinações nela contidas (artigos 12 e seguintes e 28), cria órgão em que devem participar as ouvidorias e comissões de ética acima referidos (artigos 29 e 30), e finalmente atribui ao Procurador Geral de Justiça a obrigação de criar essas ouvidorias e comissões de ética (artigo Iº, das Disposições Transitórias)” (voto condutor). 8. O julgado harmoniza-se com o decidido pelo Plenário deste Supremo Tribunal, por unanimidade, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1º.2.2012. Em caso análogo, foi declarada a inconstitucionalidade de norma estadual pela qual se impunham “deveres ao Ministério Público, especialmente os de informação e prioridade na tramitação de feitos, além de estabelecerem sanções no caso de seu descumprimento”: “Ação direta de inconstitucionalidade. Arts. 2º, 3º e 4º da Lei 11.727/2002 do Estado do Rio Grande do Sul, que dispõe sobre ‘a prioridade, nos procedimentos a serem adotados pelo Ministério Público, Tribunal de Contas e por outros órgãos a respeito das conclusões das comissões parlamentares de inquérito’. (...) há inconstitucionalidade formal no tocante à exigência constitucional do quórum diferenciado e vício de iniciativa. O § 5º do art. 127 da Carta 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RE 346734 AGR / SP Magna estabelece que ‘Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público (...)’. Nesse caso, trata-se de lei ordinária a versar sobre atribuições do Parquet estadual, cujo projeto provém do Poder Legislativo.” (ADI 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJE de 1º.2.2012.). Embora naquela assentada este Supremo Tribunal tenha firmado a usurpação de competência privativa da União para legislar sobre processo (art. 22, inc. I, da Constituição), o Ministro Relator ressaltou ainda a inconstitucionalidade formal e material das normas, também com base nos arts. 127 e 128, da Constituição: “Ademais, contrariando o disposto no § 5º do art. 127 [sic] da Carta Magna, verifico que se trata, no caso, de lei ordinária a versar sobre atribuições do Parquet estadual. E como se sabe, o mencionado preceito constitucional consigna o seguinte: ‘Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público (...)’. Constato, portanto, que há também inconstitucionalidade formal no tocante à exigência constitucional do quórum diferenciado e à iniciativa do Chefe do Parquet estadual para disciplinar a matéria. Ainda que superado esse óbice, entendo que as normas impugnadas padecem, igualmente, de vício de inconstitucionalidade material. De fato, os §§ 1º e 2º do art. 127 da Constituição, expressamente, asseguram autonomia funcional ao Ministério Público, garantia essa que ostenta o status de verdadeiro princípio institucional. Uadi Lammêgo Bulos, em sua Constituição Federal Anotada, nesse sentido, ensina que ‘a importância dada pela Constituição ao princípio da independência funcional do Parquet foi tamanha que constitui crime de responsabilidade do Presidente da República o cometimento de atos atentatórios ao livre exercício da instituição ministerial (art. 85, II)”. Lembra, ainda, que ‘a independência ou autonomia funcional do Ministério Público deve ser concebida da forma mais ampla possível’ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal RE 346734 AGR / SP Magna estabelece que ‘Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público (...)’. Nesse caso, trata-se de lei ordinária a versar sobre atribuições do Parquet estadual, cujo projeto provém do Poder Legislativo.” (ADI 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJE de 1º.2.2012.). Embora naquela assentada este Supremo Tribunal tenha firmado a usurpação de competência privativa da União para legislar sobre processo (art. 22, inc. I, da Constituição), o Ministro Relator ressaltou ainda a inconstitucionalidade formal e material das normas, também com base nos arts. 127 e 128, da Constituição: “Ademais, contrariando o disposto no § 5º do art. 127 [sic] da Carta Magna, verifico que se trata, no caso, de lei ordinária a versar sobre atribuições do Parquet estadual. E como se sabe, o mencionado preceito constitucional consigna o seguinte: ‘Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público (...)’. Constato, portanto, que há também inconstitucionalidade formal no tocante à exigência constitucional do quórum diferenciado e à iniciativa do Chefe do Parquet estadual para disciplinar a matéria. Ainda que superado esse óbice, entendo que as normas impugnadas padecem, igualmente, de vício de inconstitucionalidade material. De fato, os §§ 1º e 2º do art. 127 da Constituição, expressamente, asseguram autonomia funcional ao Ministério Público, garantia essa que ostenta o status de verdadeiro princípio institucional. Uadi Lammêgo Bulos, em sua Constituição Federal Anotada, nesse sentido, ensina que ‘a importância dada pela Constituição ao princípio da independência funcional do Parquet foi tamanha que constitui crime de responsabilidade do Presidente da República o cometimento de atos atentatórios ao livre exercício da instituição ministerial (art. 85, II)”. Lembra, ainda, que ‘a independência ou autonomia funcional do Ministério Público deve ser concebida da forma mais ampla possível’ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RE 346734 AGR / SP Quando se cuida desse tema, é quase unânime a citação de antigo julgado desta Corte, publicado na RTJ 147/142 (MS 21.239/DF e MS 21.243/DF), no sentido de que ‘o órgão do Ministério Público é independente no exercício de suas funções, não ficando sujeito às ordens de quem quer que seja, somente devendo prestar contas de seus atos à Constituição, às leis e a sua consciência’. É que, sem a devida proteção à sua autonomia, ficaria fragilizada a própria função jurisdicional do Estado, eis que o órgão foi incumbido, pelos constituintes, da ‘defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis’ (caput do art. 127 da CF). A circunstância de a Lei impugnada impor, em seu art. 2º, ao Parquet que informe ao Parlamento local quais medidas que empreendeu em relação aos elementos que lhe foram enviados em decorrência de CPIs, caracteriza ingerência indevida do Poder Legislativo naquela instituição, em hipóteses não previstas constitucionalmente. Nesse ponto, é importante ressaltar que a Magna Carta, embora não tenha conferido ao Ministério Público a qualidade de um Quarto Poder, concedeu-lhe a natureza de órgão sui generis, essencial do Estado, dotado de autonomia institucional funcional, administrativa e financeira. As ingerências que sobre ele exercem os Três Poderes do Estado são as previstas constitucionalmente, seja do Poder Executivo autorizando a escolha do Procurador-Geral de Justiça ou nomeando o Procurador-Geral da República, seja do Poder Legislativo aprovando o projeto de lei orgânica do MP, apesar de a iniciativa ser do próprio órgão, seja, por fim do Poder Judiciário, quando for o caso, processando e julgando seus membros e revendo os seus atos” (voto condutor do Ministro Ricardo Lewandowski na ADI n. 3041). Também na espécie, a pretexto de defesa dos usuários de serviços públicos, a lei impugnada exorbita os limites de respeito necessário ao princípio da autonomia administrativa do Ministério Público, instituindo, no art. 1º de suas disposições transitórias, por lei ordinária e com vício de iniciativa, dever legal ao Procurador-Geral de Justiça, fixando-lhe prazo para “baixar ato regulamentar” na composição de comissões de ética e ouvidorias instituídas pela norma, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal RE 346734 AGR / SP Quando se cuida desse tema, é quase unânime a citação de antigo julgado desta Corte, publicado na RTJ 147/142 (MS 21.239/DF e MS 21.243/DF), no sentido de que ‘o órgão do Ministério Público é independente no exercício de suas funções, não ficando sujeito às ordens de quem quer que seja, somente devendo prestar contas de seus atos à Constituição, às leis e a sua consciência’. É que, sem a devida proteção à sua autonomia, ficaria fragilizada a própria função jurisdicional do Estado, eis que o órgão foi incumbido, pelos constituintes, da ‘defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis’ (caput do art. 127 da CF). A circunstância de a Lei impugnada impor, em seu art. 2º, ao Parquet que informe ao Parlamento local quais medidas que empreendeu em relação aos elementos que lhe foram enviados em decorrência de CPIs, caracteriza ingerência indevida do Poder Legislativo naquela instituição, em hipóteses não previstas constitucionalmente. Nesse ponto, é importante ressaltar que a Magna Carta, embora não tenha conferido ao Ministério Público a qualidade de um Quarto Poder, concedeu-lhe a natureza de órgão sui generis, essencial do Estado, dotado de autonomia institucional funcional, administrativa e financeira. As ingerências que sobre ele exercem os Três Poderes do Estado são as previstas constitucionalmente, seja do Poder Executivo autorizando a escolha do Procurador-Geral de Justiça ou nomeando o Procurador-Geral da República, seja do Poder Legislativo aprovando o projeto de lei orgânica do MP, apesar de a iniciativa ser do próprio órgão, seja, por fim do Poder Judiciário, quando for o caso, processando e julgando seus membros e revendo os seus atos” (voto condutor do Ministro Ricardo Lewandowski na ADI n. 3041). Também na espécie, a pretexto de defesa dos usuários de serviços públicos, a lei impugnada exorbita os limites de respeito necessário ao princípio da autonomia administrativa do Ministério Público, instituindo, no art. 1º de suas disposições transitórias, por lei ordinária e com vício de iniciativa, dever legal ao Procurador-Geral de Justiça, fixando-lhe prazo para “baixar ato regulamentar” na composição de comissões de ética e ouvidorias instituídas pela norma, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RE 346734 AGR / SP desobedecendo o art. 128, § 5º, da Constituição da República. É o que se conclui, com base, dentre outros, no precedente da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJE de 1º.2.2012. 9. Não se há cogitar de quebra de isonomia entre pessoas jurídicas de direito público, argumento adotado pela Recorrente. O Ministério Público, embora instituição constitucionalmente dotada de autonomia, não dispõe de personalidade jurídica. No julgamento dos embargos de declaração na ação direta de inconstitucionalidade estadual, o Tribunal de origem bem asseverou que “não havia, como não há, qualquer relevância para o julgamento as garantias constantes do art. 5º, caput e inciso XXXII, como também não há com as garantias do artigo 37, ambos da Carta Constitucional. Assim, a omissão ao que desses dispositivos consta é também irrelevante, pois absolutamente dispensável qualquer menção a eles” (fls. 260-261). 10. De se relevar que a solução da controvérsia, no presente caso, e diferentemente do que opina a Procuradoria-Geral da República, também prescinde da análise das competências legislativas da União, pessoa jurídica de direito público, constitucionalmente definidas para legislar sobre processo, orçamento, o regime jurídico único de seus servidores públicos civis ou sobre normas gerais de licitação. O acórdão recorrido harmoniza-se com os precedentes deste Supremo Tribunal Federal, nada havendo a prover quanto às alegações da Recorrente. 11. Pelo exposto, nego provimento ao recurso (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 305-314). 2. Publicada essa decisão no DJe de 16.4.2015 (fl. 315 v.), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo interpõe, em 17.4.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 318-328). 3. A Agravante sustenta que “a lei combatida, originada de propositura de autoria do Poder 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal RE 346734 AGR / SP desobedecendo o art. 128, § 5º, da Constituição da República. É o que se conclui, com base, dentre outros, no precedente da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJE de 1º.2.2012. 9. Não se há cogitar de quebra de isonomia entre pessoas jurídicas de direito público, argumento adotado pela Recorrente. O Ministério Público, embora instituição constitucionalmente dotada de autonomia, não dispõe de personalidade jurídica. No julgamento dos embargos de declaração na ação direta de inconstitucionalidade estadual, o Tribunal de origem bem asseverou que “não havia, como não há, qualquer relevância para o julgamento as garantias constantes do art. 5º, caput e inciso XXXII, como também não há com as garantias do artigo 37, ambos da Carta Constitucional. Assim, a omissão ao que desses dispositivos consta é também irrelevante, pois absolutamente dispensável qualquer menção a eles” (fls. 260-261). 10. De se relevar que a solução da controvérsia, no presente caso, e diferentemente do que opina a Procuradoria-Geral da República, também prescinde da análise das competências legislativas da União, pessoa jurídica de direito público, constitucionalmente definidas para legislar sobre processo, orçamento, o regime jurídico único de seus servidores públicos civis ou sobre normas gerais de licitação. O acórdão recorrido harmoniza-se com os precedentes deste Supremo Tribunal Federal, nada havendo a prover quanto às alegações da Recorrente. 11. Pelo exposto, nego provimento ao recurso (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 305-314). 2. Publicada essa decisão no DJe de 16.4.2015 (fl. 315 v.), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo interpõe, em 17.4.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 318-328). 3. A Agravante sustenta que “a lei combatida, originada de propositura de autoria do Poder 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RE 346734 AGR / SP Executivo, concretizou o disposto no art. 275 da Carta paulista, estabelecendo normas gerais de proteção e defesa do usuário dos serviços públicos prestados no âmbito do Estado de São Paulo, cuja aplicabilidade se estende a todos os órgãos da administração pública estadual, seja esta direta, indireta ou fundacional. Logo, para alcançar a efetividade almejada, da sua esfera de abrangência não poderia ter sido excluído o Ministério Público estadual” (fl. 323). Assevera não criadas pela Lei estadual n. 10.294/1999 “novas atribuições para o ‘parquet’, além daquelas já elencadas na sua respectiva Lei Orgânica. A alínea ‘b’ do § 1º do art. 1º da lei ordinária em foco apenas estende a aplicabilidade das normas nela encartadas aos serviços públicos prestados ‘pelos órgãos do Ministério Público, quando no desempenho de função administrativa’, o que pressupõe uma atribuição previamente fixada, exercida, à evidência, na forma daquela lei complementar. Em suma, assuntos de Estado não podem ser confundidos com os assuntos próprios da instituição Ministério Público” (fl. 325). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal RE 346734 AGR / SP Executivo, concretizou o disposto no art. 275 da Carta paulista, estabelecendo normas gerais de proteção e defesa do usuário dos serviços públicos prestados no âmbito do Estado de São Paulo, cuja aplicabilidade se estende a todos os órgãos da administração pública estadual, seja esta direta, indireta ou fundacional. Logo, para alcançar a efetividade almejada, da sua esfera de abrangência não poderia ter sido excluído o Ministério Público estadual” (fl. 323). Assevera não criadas pela Lei estadual n. 10.294/1999 “novas atribuições para o ‘parquet’, além daquelas já elencadas na sua respectiva Lei Orgânica. A alínea ‘b’ do § 1º do art. 1º da lei ordinária em foco apenas estende a aplicabilidade das normas nela encartadas aos serviços públicos prestados ‘pelos órgãos do Ministério Público, quando no desempenho de função administrativa’, o que pressupõe uma atribuição previamente fixada, exercida, à evidência, na forma daquela lei complementar. Em suma, assuntos de Estado não podem ser confundidos com os assuntos próprios da instituição Ministério Público” (fl. 325). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal a quo declarou a inconstitucionalidade do art. 1º, § 1º, al. b, da Lei estadual n. 10.294/1999, assentando que “a criação de órgãos internos, a determinação do modo e forma como devem ser praticados os atos, a atribuição de responsabilidade pessoal aos servidores e a criação de processo administrativo e sanções são elementos que tornam explícita a indevida intromissão nos assuntos internos do Ministério Público, violando sua autonomia” (fl. 247). Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTS. 2º, 3º E 4º DA LEI 11.727/2002 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, QUE DISPÕE SOBRE “A PRIORIDADE, NOS PROCEDIMENTOS A SEREM ADOTADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, TRIBUNAL DE CONTAS E POR OUTROS ÓRGÃOS A RESPEITO DAS CONCLUSÕES DAS COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO”. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 22, I E 127, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CARACTERIZAÇÃO. AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. I – Existência de inconstitucionalidade formal porque, da análise dos artigos impugnados, verifica-se que estes atribuem deveres ao Ministério Público, especialmente os de informação e prioridade na tramitação processual, além de preverem sanções no caso de seu descumprimento, matérias que possuem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230177. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal a quo declarou a inconstitucionalidade do art. 1º, § 1º, al. b, da Lei estadual n. 10.294/1999, assentando que “a criação de órgãos internos, a determinação do modo e forma como devem ser praticados os atos, a atribuição de responsabilidade pessoal aos servidores e a criação de processo administrativo e sanções são elementos que tornam explícita a indevida intromissão nos assuntos internos do Ministério Público, violando sua autonomia” (fl. 247). Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTS. 2º, 3º E 4º DA LEI 11.727/2002 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, QUE DISPÕE SOBRE “A PRIORIDADE, NOS PROCEDIMENTOS A SEREM ADOTADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, TRIBUNAL DE CONTAS E POR OUTROS ÓRGÃOS A RESPEITO DAS CONCLUSÕES DAS COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO”. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 22, I E 127, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CARACTERIZAÇÃO. AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. I – Existência de inconstitucionalidade formal porque, da análise dos artigos impugnados, verifica-se que estes atribuem deveres ao Ministério Público, especialmente os de informação e prioridade na tramitação processual, além de preverem sanções no caso de seu descumprimento, matérias que possuem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230177. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 346734 AGR / SP natureza processual. Desse modo, há invasão à competência privativa da União, conforme dispõe o art. 22, I, da Constituição Federal. II – Também há inconstitucionalidade formal no tocante à exigência constitucional do quórum diferenciado e vício de iniciativa. O § 5º do art. 127 da Carta Magna estabelece que “Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público (...)”. Neste caso, trata-se de lei ordinária a versar sobre atribuições do Parquet estadual, cujo projeto provém do Poder Legislativo. III – O fato de a Lei impor, em seu art. 2º, que o Parquet noticie ao Parlamento local as medidas tomadas em relação aos elementos que lhe foram enviados caracteriza ingerência indevida do Poder Legislativo, em hipóteses não previstas constitucionalmente, em afronta ao princípio da autonomia funcional do Ministério Público. IV - É possível que as investigações de uma Comissão Parlamentar de Inquérito estadual redundem na descoberta de crimes que sejam de competência de esferas diversas, da Justiça federal e da Justiça estadual. Nessa situação, o Ministério Público Federal teria que prestar contas à Assembleia Legislativa gaúcha, em clara afronta ao modelo federativo. V – Quanto ao art. 3º da Lei, que determina prioridade de apreciação nos procedimentos decorrentes de CPIs, verifico a existência de inúmeros outros processos que demandam urgência em razão dos direitos fundamentais que se encontram em jogo. As Leis federais 1.533/1951 e 9.507/1994 priorizam a apreciação dos habeas corpus, habeas data e mandado de segurança justamente porque versam sobre bens jurídicos essenciais, protegidos constitucionalmente, como a liberdade, o conhecimento sobre informações relativas ao indivíduo e o direito líquido e certo. Ademais, tais leis não se dirigem diretamente ao Ministério Público, como ocorre neste caso, com intromissão em suas atribuições. VI - Os deveres funcionais dos membros do Ministério Público encontram-se elencados no art. 129 da Constituição Federal, bem como em seus respectivos Estatutos e na respectiva Lei Orgânica Nacional. Não cabe a uma lei estadual, portanto, que pretende regular procedimentos decorrentes de comissões parlamentares, instituir, além de novas atribuições ministeriais, sanções pelo seu descumprimento. VII – Ação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230177. Supremo Tribunal Federal RE 346734 AGR / SP natureza processual. Desse modo, há invasão à competência privativa da União, conforme dispõe o art. 22, I, da Constituição Federal. II – Também há inconstitucionalidade formal no tocante à exigência constitucional do quórum diferenciado e vício de iniciativa. O § 5º do art. 127 da Carta Magna estabelece que “Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público (...)”. Neste caso, trata-se de lei ordinária a versar sobre atribuições do Parquet estadual, cujo projeto provém do Poder Legislativo. III – O fato de a Lei impor, em seu art. 2º, que o Parquet noticie ao Parlamento local as medidas tomadas em relação aos elementos que lhe foram enviados caracteriza ingerência indevida do Poder Legislativo, em hipóteses não previstas constitucionalmente, em afronta ao princípio da autonomia funcional do Ministério Público. IV - É possível que as investigações de uma Comissão Parlamentar de Inquérito estadual redundem na descoberta de crimes que sejam de competência de esferas diversas, da Justiça federal e da Justiça estadual. Nessa situação, o Ministério Público Federal teria que prestar contas à Assembleia Legislativa gaúcha, em clara afronta ao modelo federativo. V – Quanto ao art. 3º da Lei, que determina prioridade de apreciação nos procedimentos decorrentes de CPIs, verifico a existência de inúmeros outros processos que demandam urgência em razão dos direitos fundamentais que se encontram em jogo. As Leis federais 1.533/1951 e 9.507/1994 priorizam a apreciação dos habeas corpus, habeas data e mandado de segurança justamente porque versam sobre bens jurídicos essenciais, protegidos constitucionalmente, como a liberdade, o conhecimento sobre informações relativas ao indivíduo e o direito líquido e certo. Ademais, tais leis não se dirigem diretamente ao Ministério Público, como ocorre neste caso, com intromissão em suas atribuições. VI - Os deveres funcionais dos membros do Ministério Público encontram-se elencados no art. 129 da Constituição Federal, bem como em seus respectivos Estatutos e na respectiva Lei Orgânica Nacional. Não cabe a uma lei estadual, portanto, que pretende regular procedimentos decorrentes de comissões parlamentares, instituir, além de novas atribuições ministeriais, sanções pelo seu descumprimento. VII – Ação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230177. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 346734 AGR / SP direta julgada procedente” (ADI 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 1º.2.2012). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230177. Supremo Tribunal Federal RE 346734 AGR / SP direta julgada procedente” (ADI 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 1º.2.2012). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230177. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 18/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DIANA COELHO BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais, realizada na República Dominicana. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196062 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DIANA COELHO BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais, realizada na República Dominicana. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9256939
2015-08-18T00:00:00
2015-08-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL. CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. LEI ESTADUAL N. 10.294/1999 DECLARADA INCONSTITUCIONAL PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO. POLÍTICA DE DEFESA DOS USUÁRIOS DE SERVIÇOS PÚBLICOS. AFRONTA À AUTONOMIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ACÓRDÃO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur317164
Número de páginas: 12. Análise: 16/09/2015, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
346734
[ "LEG-EST LEI-010294 ANO-1999\n ART-00001 PAR-00001 LET-B\n LEI ORDINÁRIA, SP" ]
RE-AgR
acordaos
RE 346734 AgR
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AGTE.(S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DIANA COELHO BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DIANA COELHO BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL. CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. LEI ESTADUAL N. 10.294/1999 DECLARADA INCONSTITUCIONAL PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO. POLÍTICA DE DEFESA DOS USUÁRIOS DE SERVIÇOS PÚBLICOS. AFRONTA À AUTONOMIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ACÓRDÃO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 18 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230175. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DIANA COELHO BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.2.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que declarara a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei estadual n. 10.294/1999 pelos quais estabelecidas normas de proteção e defesa dos usuários de serviços públicos, inclusive do Ministério Público estadual. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 5. Dispõem as normas impugnadas na origem: (…) 6. O Tribunal de Justiça paulista concluiu pela inconstitucionalidade dos dispositivos impugnados, por contrariedade aos arts. 92 e 94 da Constituição do Estado de São Paulo, reprodução simétrica dos arts. 127, § 2..., e 128, § 5..., da Constituição da República: (...) 7. Este Supremo Tribunal Federal decidiu, em controle abstrato de constitucionalidade, que “o art. 128, § 5..., da Constituição, não substantiva reserva absoluta a lei complementar para conferir atribuições ao Ministério Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DIANA COELHO BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.2.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que declarara a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei estadual n. 10.294/1999 pelos quais estabelecidas normas de proteção e defesa dos usuários de serviços públicos, inclusive do Ministério Público estadual. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 5. Dispõem as normas impugnadas na origem: (…) 6. O Tribunal de Justiça paulista concluiu pela inconstitucionalidade dos dispositivos impugnados, por contrariedade aos arts. 92 e 94 da Constituição do Estado de São Paulo, reprodução simétrica dos arts. 127, § 2..., e 128, § 5..., da Constituição da República: (...) 7. Este Supremo Tribunal Federal decidiu, em controle abstrato de constitucionalidade, que “o art. 128, § 5..., da Constituição, não substantiva reserva absoluta a lei complementar para conferir atribuições ao Ministério Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP Público ou a cada um dos seus ramos, na União ou nos Estados- membros. A tese restritiva é elidida pelo art. 129 da Constituição, que, depois de enumerar uma série de ‘funções institucionais do Ministério Público’, admite que a elas se acresçam a de ‘exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas’” É o que se tem na ementa do acórdão na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 2.794, relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence: "Atribuições do Ministério Público: matéria não sujeita à reserva absoluta de lei complementar: improcedência da alegação de inconstitucionalidade formal do art. 66, caput e § 1..., do Código Civil Brasileiro (Lei 10.406, de 10-1-2002). O art. 128, § 5..., da Constituição, não substantiva reserva absoluta a lei complementar para conferir atribuições ao Ministério Público ou a cada um dos seus ramos, na União ou nos Estados-membros. A tese restritiva é elidida pelo art. 129 da Constituição, que, depois de enumerar uma série de ‘funções institucionais do Ministério Público’, admite que a elas se acresçam a de ‘exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas’. Trata-se, como acentua a doutrina, de uma ‘norma de encerramento’, que, à falta de reclamo explícito de legislação complementar, admite que leis ordinárias – qual acontece, de há muito, com as de cunho processual – possam aditar novas funções às diretamente outorgadas ao Ministério Público pela Constituição, desde que compatíveis com as finalidades da instituição e às vedações de que nelas se incluam ‘a representação judicial e a consultoria jurídica das entidades públicas’." (ADI 2.794, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 30.3.2007, grifos nossos). A inclusão do Ministério Público Estadual na política de defesa dos usuários dos serviços públicos paulistas, instituída por lei ordinária (art. 1... da Lei n. 10.294/1999), submetendo-o às diretrizes elencadas na norma, não importaria em inconstitucionalidade. Todavia, como assentou o Tribunal de origem, aquele diploma 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP Público ou a cada um dos seus ramos, na União ou nos Estados- membros. A tese restritiva é elidida pelo art. 129 da Constituição, que, depois de enumerar uma série de ‘funções institucionais do Ministério Público’, admite que a elas se acresçam a de ‘exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas’” É o que se tem na ementa do acórdão na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 2.794, relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence: "Atribuições do Ministério Público: matéria não sujeita à reserva absoluta de lei complementar: improcedência da alegação de inconstitucionalidade formal do art. 66, caput e § 1..., do Código Civil Brasileiro (Lei 10.406, de 10-1-2002). O art. 128, § 5..., da Constituição, não substantiva reserva absoluta a lei complementar para conferir atribuições ao Ministério Público ou a cada um dos seus ramos, na União ou nos Estados-membros. A tese restritiva é elidida pelo art. 129 da Constituição, que, depois de enumerar uma série de ‘funções institucionais do Ministério Público’, admite que a elas se acresçam a de ‘exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas’. Trata-se, como acentua a doutrina, de uma ‘norma de encerramento’, que, à falta de reclamo explícito de legislação complementar, admite que leis ordinárias – qual acontece, de há muito, com as de cunho processual – possam aditar novas funções às diretamente outorgadas ao Ministério Público pela Constituição, desde que compatíveis com as finalidades da instituição e às vedações de que nelas se incluam ‘a representação judicial e a consultoria jurídica das entidades públicas’." (ADI 2.794, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 30.3.2007, grifos nossos). A inclusão do Ministério Público Estadual na política de defesa dos usuários dos serviços públicos paulistas, instituída por lei ordinária (art. 1... da Lei n. 10.294/1999), submetendo-o às diretrizes elencadas na norma, não importaria em inconstitucionalidade. Todavia, como assentou o Tribunal de origem, aquele diploma 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP teria se excedido ao interferir indevidamente na autonomia administrativa da instituição, fixando regras quanto a “processos administrativos internos”, formas de atendimento ao público, responsabilidade de seus servidores, entre outras, contrariamente ao disposto no § 2... do art. 127 e o § 5... do art. 128 da Constituição da República. Consta do acórdão recorrido: “a Lei Ordinária Estadual 10.294, de 20/04/99, entretanto, traz regras a respeito de processos administrativos internos (artigo 4..., § 2...) e mesmo a respeito da forma do atendimento ao público a ser prestado (artigo 5...); impõe regras a respeito do modo como deve ser prestado o atendimento e até mesmo determina sejam autenticados internamente cópias de documentos originais (artigo 7..., especialmente inciso IX); impõe a formação de ouvidorias e comissões de ética (artigo 8...), atribui ao servidor do Ministério Público responsabilidade pelos atos praticados (artigo 11), prevê processo administrativo e as sanções para o descumprimento das determinações nela contidas (artigos 12 e seguintes e 28), cria órgão em que devem participar as ouvidorias e comissões de ética acima referidos (artigos 29 e 30), e finalmente atribui ao Procurador Geral de Justiça a obrigação de criar essas ouvidorias e comissões de ética (artigo I, das Disposições Transitórias)” (voto condutor). 8. O julgado harmoniza-se com o decidido pelo Plenário deste Supremo Tribunal, por unanimidade, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1....2.2012. Em caso análogo, foi declarada a inconstitucionalidade de norma estadual pela qual se impunham “deveres ao Ministério Público, especialmente os de informação e prioridade na tramitação de feitos, além de estabelecerem sanções no caso de seu descumprimento”: “Ação direta de inconstitucionalidade. Arts. 2..., 3... e 4... da Lei 11.727/2002 do Estado do Rio Grande do Sul, que dispõe sobre ‘a prioridade, nos procedimentos a serem adotados pelo Ministério Público, Tribunal de Contas e por outros órgãos a respeito das conclusões das comissões parlamentares de inquérito’. (...) há inconstitucionalidade formal no tocante à exigência constitucional do quórum diferenciado e vício de iniciativa. O § 5... do art. 127 da Carta 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP teria se excedido ao interferir indevidamente na autonomia administrativa da instituição, fixando regras quanto a “processos administrativos internos”, formas de atendimento ao público, responsabilidade de seus servidores, entre outras, contrariamente ao disposto no § 2... do art. 127 e o § 5... do art. 128 da Constituição da República. Consta do acórdão recorrido: “a Lei Ordinária Estadual 10.294, de 20/04/99, entretanto, traz regras a respeito de processos administrativos internos (artigo 4..., § 2...) e mesmo a respeito da forma do atendimento ao público a ser prestado (artigo 5...); impõe regras a respeito do modo como deve ser prestado o atendimento e até mesmo determina sejam autenticados internamente cópias de documentos originais (artigo 7..., especialmente inciso IX); impõe a formação de ouvidorias e comissões de ética (artigo 8...), atribui ao servidor do Ministério Público responsabilidade pelos atos praticados (artigo 11), prevê processo administrativo e as sanções para o descumprimento das determinações nela contidas (artigos 12 e seguintes e 28), cria órgão em que devem participar as ouvidorias e comissões de ética acima referidos (artigos 29 e 30), e finalmente atribui ao Procurador Geral de Justiça a obrigação de criar essas ouvidorias e comissões de ética (artigo I, das Disposições Transitórias)” (voto condutor). 8. O julgado harmoniza-se com o decidido pelo Plenário deste Supremo Tribunal, por unanimidade, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1....2.2012. Em caso análogo, foi declarada a inconstitucionalidade de norma estadual pela qual se impunham “deveres ao Ministério Público, especialmente os de informação e prioridade na tramitação de feitos, além de estabelecerem sanções no caso de seu descumprimento”: “Ação direta de inconstitucionalidade. Arts. 2..., 3... e 4... da Lei 11.727/2002 do Estado do Rio Grande do Sul, que dispõe sobre ‘a prioridade, nos procedimentos a serem adotados pelo Ministério Público, Tribunal de Contas e por outros órgãos a respeito das conclusões das comissões parlamentares de inquérito’. (...) há inconstitucionalidade formal no tocante à exigência constitucional do quórum diferenciado e vício de iniciativa. O § 5... do art. 127 da Carta 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP Magna estabelece que ‘Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público (...)’. Nesse caso, trata-se de lei ordinária a versar sobre atribuições do Parquet estadual, cujo projeto provém do Poder Legislativo.” (ADI 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJE de 1....2.2012.). Embora naquela assentada este Supremo Tribunal tenha firmado a usurpação de competência privativa da União para legislar sobre processo (art. 22, inc. I, da Constituição), o Ministro Relator ressaltou ainda a inconstitucionalidade formal e material das normas, também com base nos arts. 127 e 128, da Constituição: “Ademais, contrariando o disposto no § 5... do art. 127 [sic] da Carta Magna, verifico que se trata, no caso, de lei ordinária a versar sobre atribuições do Parquet estadual. E como se sabe, o mencionado preceito constitucional consigna o seguinte: ‘Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público (...)’. Constato, portanto, que há também inconstitucionalidade formal no tocante à exigência constitucional do quórum diferenciado e à iniciativa do Chefe do Parquet estadual para disciplinar a matéria. Ainda que superado esse óbice, entendo que as normas impugnadas padecem, igualmente, de vício de inconstitucionalidade material. De fato, os §§ 1... e 2... do art. 127 da Constituição, expressamente, asseguram autonomia funcional ao Ministério Público, garantia essa que ostenta o status de verdadeiro princípio institucional. Uadi Lammêgo Bulos, em sua Constituição Federal Anotada, nesse sentido, ensina que ‘a importância dada pela Constituição ao princípio da independência funcional do Parquet foi tamanha que constitui crime de responsabilidade do Presidente da República o cometimento de atos atentatórios ao livre exercício da instituição ministerial (art. 85, II)”. Lembra, ainda, que ‘a independência ou autonomia funcional do Ministério Público deve ser concebida da forma mais ampla possível’ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP Magna estabelece que ‘Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público (...)’. Nesse caso, trata-se de lei ordinária a versar sobre atribuições do Parquet estadual, cujo projeto provém do Poder Legislativo.” (ADI 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJE de 1....2.2012.). Embora naquela assentada este Supremo Tribunal tenha firmado a usurpação de competência privativa da União para legislar sobre processo (art. 22, inc. I, da Constituição), o Ministro Relator ressaltou ainda a inconstitucionalidade formal e material das normas, também com base nos arts. 127 e 128, da Constituição: “Ademais, contrariando o disposto no § 5... do art. 127 [sic] da Carta Magna, verifico que se trata, no caso, de lei ordinária a versar sobre atribuições do Parquet estadual. E como se sabe, o mencionado preceito constitucional consigna o seguinte: ‘Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público (...)’. Constato, portanto, que há também inconstitucionalidade formal no tocante à exigência constitucional do quórum diferenciado e à iniciativa do Chefe do Parquet estadual para disciplinar a matéria. Ainda que superado esse óbice, entendo que as normas impugnadas padecem, igualmente, de vício de inconstitucionalidade material. De fato, os §§ 1... e 2... do art. 127 da Constituição, expressamente, asseguram autonomia funcional ao Ministério Público, garantia essa que ostenta o status de verdadeiro princípio institucional. Uadi Lammêgo Bulos, em sua Constituição Federal Anotada, nesse sentido, ensina que ‘a importância dada pela Constituição ao princípio da independência funcional do Parquet foi tamanha que constitui crime de responsabilidade do Presidente da República o cometimento de atos atentatórios ao livre exercício da instituição ministerial (art. 85, II)”. Lembra, ainda, que ‘a independência ou autonomia funcional do Ministério Público deve ser concebida da forma mais ampla possível’ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP Quando se cuida desse tema, é quase unânime a citação de antigo julgado desta Corte, publicado na RTJ 147/142 (MS 21.239/DF e MS 21.243/DF), no sentido de que ‘o órgão do Ministério Público é independente no exercício de suas funções, não ficando sujeito às ordens de quem quer que seja, somente devendo prestar contas de seus atos à Constituição, às leis e a sua consciência’. É que, sem a devida proteção à sua autonomia, ficaria fragilizada a própria função jurisdicional do Estado, eis que o órgão foi incumbido, pelos constituintes, da ‘defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis’ (caput do art. 127 da Constituição Federal de 1988). A circunstância de a Lei impugnada impor, em seu art. 2..., ao Parquet que informe ao Parlamento local quais medidas que empreendeu em relação aos elementos que lhe foram enviados em decorrência de CPIs, caracteriza ingerência indevida do Poder Legislativo naquela instituição, em hipóteses não previstas constitucionalmente. Nesse ponto, é importante ressaltar que a Magna Carta, embora não tenha conferido ao Ministério Público a qualidade de um Quarto Poder, concedeu-lhe a natureza de órgão sui generis, essencial do Estado, dotado de autonomia institucional funcional, administrativa e financeira. As ingerências que sobre ele exercem os Três Poderes do Estado são as previstas constitucionalmente, seja do Poder Executivo autorizando a escolha do Procurador-Geral de Justiça ou nomeando o Procurador-Geral da República, seja do Poder Legislativo aprovando o projeto de lei orgânica do Medida Provisória, apesar de a iniciativa ser do próprio órgão, seja, por fim do Poder Judiciário, quando for o caso, processando e julgando seus membros e revendo os seus atos” (voto condutor do Ministro Ricardo Lewandowski na ADI n. 3041). Também na espécie, a pretexto de defesa dos usuários de serviços públicos, a lei impugnada exorbita os limites de respeito necessário ao princípio da autonomia administrativa do Ministério Público, instituindo, no art. 1... de suas disposições transitórias, por lei ordinária e com vício de iniciativa, dever legal ao Procurador-Geral de Justiça, fixando-lhe prazo para “baixar ato regulamentar” na composição de comissões de ética e ouvidorias instituídas pela norma, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP Quando se cuida desse tema, é quase unânime a citação de antigo julgado desta Corte, publicado na RTJ 147/142 (MS 21.239/DF e MS 21.243/DF), no sentido de que ‘o órgão do Ministério Público é independente no exercício de suas funções, não ficando sujeito às ordens de quem quer que seja, somente devendo prestar contas de seus atos à Constituição, às leis e a sua consciência’. É que, sem a devida proteção à sua autonomia, ficaria fragilizada a própria função jurisdicional do Estado, eis que o órgão foi incumbido, pelos constituintes, da ‘defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis’ (caput do art. 127 da Constituição Federal de 1988). A circunstância de a Lei impugnada impor, em seu art. 2..., ao Parquet que informe ao Parlamento local quais medidas que empreendeu em relação aos elementos que lhe foram enviados em decorrência de CPIs, caracteriza ingerência indevida do Poder Legislativo naquela instituição, em hipóteses não previstas constitucionalmente. Nesse ponto, é importante ressaltar que a Magna Carta, embora não tenha conferido ao Ministério Público a qualidade de um Quarto Poder, concedeu-lhe a natureza de órgão sui generis, essencial do Estado, dotado de autonomia institucional funcional, administrativa e financeira. As ingerências que sobre ele exercem os Três Poderes do Estado são as previstas constitucionalmente, seja do Poder Executivo autorizando a escolha do Procurador-Geral de Justiça ou nomeando o Procurador-Geral da República, seja do Poder Legislativo aprovando o projeto de lei orgânica do Medida Provisória, apesar de a iniciativa ser do próprio órgão, seja, por fim do Poder Judiciário, quando for o caso, processando e julgando seus membros e revendo os seus atos” (voto condutor do Ministro Ricardo Lewandowski na ADI n. 3041). Também na espécie, a pretexto de defesa dos usuários de serviços públicos, a lei impugnada exorbita os limites de respeito necessário ao princípio da autonomia administrativa do Ministério Público, instituindo, no art. 1... de suas disposições transitórias, por lei ordinária e com vício de iniciativa, dever legal ao Procurador-Geral de Justiça, fixando-lhe prazo para “baixar ato regulamentar” na composição de comissões de ética e ouvidorias instituídas pela norma, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP desobedecendo o art. 128, § 5..., da Constituição da República. É o que se conclui, com base, dentre outros, no precedente da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJE de 1....2.2012. 9. Não se há cogitar de quebra de isonomia entre pessoas jurídicas de direito público, argumento adotado pela Recorrente. O Ministério Público, embora instituição constitucionalmente dotada de autonomia, não dispõe de personalidade jurídica. No julgamento dos embargos de declaração na ação direta de inconstitucionalidade estadual, o Tribunal de origem bem asseverou que “não havia, como não há, qualquer relevância para o julgamento as garantias constantes do art. 5..., caput e inciso XXXII, como também não há com as garantias do artigo 37, ambos da Carta Constitucional. Assim, a omissão ao que desses dispositivos consta é também irrelevante, pois absolutamente dispensável qualquer menção a eles” (fls. 260-261). 10. De se relevar que a solução da controvérsia, no presente caso, e diferentemente do que opina a Procuradoria-Geral da República, também prescinde da análise das competências legislativas da União, pessoa jurídica de direito público, constitucionalmente definidas para legislar sobre processo, orçamento, o regime jurídico único de seus servidores públicos civis ou sobre normas gerais de licitação. O acórdão recorrido harmoniza-se com os precedentes deste Supremo Tribunal Federal, nada havendo a prover quanto às alegações da Recorrente. 11. Pelo exposto, nego provimento ao recurso (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 305-314). 2. Publicada essa decisão no DJe de 16.4.2015 (fl. 315 v.), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo interpõe, em 17.4.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 318-328). 3. A Agravante sustenta que “a lei combatida, originada de propositura de autoria do Poder 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP desobedecendo o art. 128, § 5..., da Constituição da República. É o que se conclui, com base, dentre outros, no precedente da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJE de 1....2.2012. 9. Não se há cogitar de quebra de isonomia entre pessoas jurídicas de direito público, argumento adotado pela Recorrente. O Ministério Público, embora instituição constitucionalmente dotada de autonomia, não dispõe de personalidade jurídica. No julgamento dos embargos de declaração na ação direta de inconstitucionalidade estadual, o Tribunal de origem bem asseverou que “não havia, como não há, qualquer relevância para o julgamento as garantias constantes do art. 5..., caput e inciso XXXII, como também não há com as garantias do artigo 37, ambos da Carta Constitucional. Assim, a omissão ao que desses dispositivos consta é também irrelevante, pois absolutamente dispensável qualquer menção a eles” (fls. 260-261). 10. De se relevar que a solução da controvérsia, no presente caso, e diferentemente do que opina a Procuradoria-Geral da República, também prescinde da análise das competências legislativas da União, pessoa jurídica de direito público, constitucionalmente definidas para legislar sobre processo, orçamento, o regime jurídico único de seus servidores públicos civis ou sobre normas gerais de licitação. O acórdão recorrido harmoniza-se com os precedentes deste Supremo Tribunal Federal, nada havendo a prover quanto às alegações da Recorrente. 11. Pelo exposto, nego provimento ao recurso (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 305-314). 2. Publicada essa decisão no DJe de 16.4.2015 (fl. 315 v.), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo interpõe, em 17.4.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 318-328). 3. A Agravante sustenta que “a lei combatida, originada de propositura de autoria do Poder 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP Executivo, concretizou o disposto no art. 275 da Carta paulista, estabelecendo normas gerais de proteção e defesa do usuário dos serviços públicos prestados no âmbito do Estado de São Paulo, cuja aplicabilidade se estende a todos os órgãos da administração pública estadual, seja esta direta, indireta ou fundacional. Logo, para alcançar a efetividade almejada, da sua esfera de abrangência não poderia ter sido excluído o Ministério Público estadual” (fl. 323). Assevera não criadas pela Lei estadual n. 10.294/1999 “novas atribuições para o ‘parquet’, além daquelas já elencadas na sua respectiva Lei Orgânica. A alínea ‘b’ do § 1... do art. 1... da lei ordinária em foco apenas estende a aplicabilidade das normas nela encartadas aos serviços públicos prestados ‘pelos órgãos do Ministério Público, quando no desempenho de função administrativa’, o que pressupõe uma atribuição previamente fixada, exercida, à evidência, na forma daquela lei complementar. Em suma, assuntos de Estado não podem ser confundidos com os assuntos próprios da instituição Ministério Público” (fl. 325). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP Executivo, concretizou o disposto no art. 275 da Carta paulista, estabelecendo normas gerais de proteção e defesa do usuário dos serviços públicos prestados no âmbito do Estado de São Paulo, cuja aplicabilidade se estende a todos os órgãos da administração pública estadual, seja esta direta, indireta ou fundacional. Logo, para alcançar a efetividade almejada, da sua esfera de abrangência não poderia ter sido excluído o Ministério Público estadual” (fl. 323). Assevera não criadas pela Lei estadual n. 10.294/1999 “novas atribuições para o ‘parquet’, além daquelas já elencadas na sua respectiva Lei Orgânica. A alínea ‘b’ do § 1... do art. 1... da lei ordinária em foco apenas estende a aplicabilidade das normas nela encartadas aos serviços públicos prestados ‘pelos órgãos do Ministério Público, quando no desempenho de função administrativa’, o que pressupõe uma atribuição previamente fixada, exercida, à evidência, na forma daquela lei complementar. Em suma, assuntos de Estado não podem ser confundidos com os assuntos próprios da instituição Ministério Público” (fl. 325). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230176. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal a quo declarou a inconstitucionalidade do art. 1..., § 1..., al. b, da Lei estadual n. 10.294/1999, assentando que “a criação de órgãos internos, a determinação do modo e forma como devem ser praticados os atos, a atribuição de responsabilidade pessoal aos servidores e a criação de processo administrativo e sanções são elementos que tornam explícita a indevida intromissão nos assuntos internos do Ministério Público, violando sua autonomia” (fl. 247). Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTS. 2..., 3... E 4... DA LEI 11.727/2002 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, QUE DISPÕE SOBRE “A PRIORIDADE, NOS PROCEDIMENTOS A SEREM ADOTADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, TRIBUNAL DE CONTAS E POR OUTROS ÓRGÃOS A RESPEITO DAS CONCLUSÕES DAS COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO”. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 22, I E 127, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CARACTERIZAÇÃO. AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. I – Existência de inconstitucionalidade formal porque, da análise dos artigos impugnados, verifica-se que estes atribuem deveres ao Ministério Público, especialmente os de informação e prioridade na tramitação processual, além de preverem sanções no caso de seu descumprimento, matérias que possuem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230177. Supremo Tribunal Federal 18/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal a quo declarou a inconstitucionalidade do art. 1..., § 1..., al. b, da Lei estadual n. 10.294/1999, assentando que “a criação de órgãos internos, a determinação do modo e forma como devem ser praticados os atos, a atribuição de responsabilidade pessoal aos servidores e a criação de processo administrativo e sanções são elementos que tornam explícita a indevida intromissão nos assuntos internos do Ministério Público, violando sua autonomia” (fl. 247). Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTS. 2..., 3... E 4... DA LEI 11.727/2002 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, QUE DISPÕE SOBRE “A PRIORIDADE, NOS PROCEDIMENTOS A SEREM ADOTADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, TRIBUNAL DE CONTAS E POR OUTROS ÓRGÃOS A RESPEITO DAS CONCLUSÕES DAS COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO”. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 22, I E 127, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CARACTERIZAÇÃO. AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. I – Existência de inconstitucionalidade formal porque, da análise dos artigos impugnados, verifica-se que estes atribuem deveres ao Ministério Público, especialmente os de informação e prioridade na tramitação processual, além de preverem sanções no caso de seu descumprimento, matérias que possuem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230177. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP natureza processual. Desse modo, há invasão à competência privativa da União, conforme dispõe o art. 22, I, da Constituição Federal. II – Também há inconstitucionalidade formal no tocante à exigência constitucional do quórum diferenciado e vício de iniciativa. O § 5... do art. 127 da Carta Magna estabelece que “Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público (...)”. Neste caso, trata-se de lei ordinária a versar sobre atribuições do Parquet estadual, cujo projeto provém do Poder Legislativo. III – O fato de a Lei impor, em seu art. 2..., que o Parquet noticie ao Parlamento local as medidas tomadas em relação aos elementos que lhe foram enviados caracteriza ingerência indevida do Poder Legislativo, em hipóteses não previstas constitucionalmente, em afronta ao princípio da autonomia funcional do Ministério Público. IV - É possível que as investigações de uma Comissão Parlamentar de Inquérito estadual redundem na descoberta de crimes que sejam de competência de esferas diversas, da Justiça federal e da Justiça estadual. Nessa situação, o Ministério Público Federal teria que prestar contas à Assembleia Legislativa gaúcha, em clara afronta ao modelo federativo. V – Quanto ao art. 3... da Lei, que determina prioridade de apreciação nos procedimentos decorrentes de CPIs, verifico a existência de inúmeros outros processos que demandam urgência em razão dos direitos fundamentais que se encontram em jogo. As Leis federais 1.533/1951 e 9.507/1994 priorizam a apreciação dos habeas corpus, habeas data e mandado de segurança justamente porque versam sobre bens jurídicos essenciais, protegidos constitucionalmente, como a liberdade, o conhecimento sobre informações relativas ao indivíduo e o direito líquido e certo. Ademais, tais leis não se dirigem diretamente ao Ministério Público, como ocorre neste caso, com intromissão em suas atribuições. VI - Os deveres funcionais dos membros do Ministério Público encontram-se elencados no art. 129 da Constituição Federal, bem como em seus respectivos Estatutos e na respectiva Lei Orgânica Nacional. Não cabe a uma lei estadual, portanto, que pretende regular procedimentos decorrentes de comissões parlamentares, instituir, além de novas atribuições ministeriais, sanções pelo seu descumprimento. VII – Ação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230177. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP natureza processual. Desse modo, há invasão à competência privativa da União, conforme dispõe o art. 22, I, da Constituição Federal. II – Também há inconstitucionalidade formal no tocante à exigência constitucional do quórum diferenciado e vício de iniciativa. O § 5... do art. 127 da Carta Magna estabelece que “Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público (...)”. Neste caso, trata-se de lei ordinária a versar sobre atribuições do Parquet estadual, cujo projeto provém do Poder Legislativo. III – O fato de a Lei impor, em seu art. 2..., que o Parquet noticie ao Parlamento local as medidas tomadas em relação aos elementos que lhe foram enviados caracteriza ingerência indevida do Poder Legislativo, em hipóteses não previstas constitucionalmente, em afronta ao princípio da autonomia funcional do Ministério Público. IV - É possível que as investigações de uma Comissão Parlamentar de Inquérito estadual redundem na descoberta de crimes que sejam de competência de esferas diversas, da Justiça federal e da Justiça estadual. Nessa situação, o Ministério Público Federal teria que prestar contas à Assembleia Legislativa gaúcha, em clara afronta ao modelo federativo. V – Quanto ao art. 3... da Lei, que determina prioridade de apreciação nos procedimentos decorrentes de CPIs, verifico a existência de inúmeros outros processos que demandam urgência em razão dos direitos fundamentais que se encontram em jogo. As Leis federais 1.533/1951 e 9.507/1994 priorizam a apreciação dos habeas corpus, habeas data e mandado de segurança justamente porque versam sobre bens jurídicos essenciais, protegidos constitucionalmente, como a liberdade, o conhecimento sobre informações relativas ao indivíduo e o direito líquido e certo. Ademais, tais leis não se dirigem diretamente ao Ministério Público, como ocorre neste caso, com intromissão em suas atribuições. VI - Os deveres funcionais dos membros do Ministério Público encontram-se elencados no art. 129 da Constituição Federal, bem como em seus respectivos Estatutos e na respectiva Lei Orgânica Nacional. Não cabe a uma lei estadual, portanto, que pretende regular procedimentos decorrentes de comissões parlamentares, instituir, além de novas atribuições ministeriais, sanções pelo seu descumprimento. VII – Ação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230177. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP direta julgada procedente” (ADI 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 1....2.2012). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230177. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 346734 AGR / SP direta julgada procedente” (ADI 3.041, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 1....2.2012). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9230177. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 18/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DIANA COELHO BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais, realizada na República Dominicana. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196062 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.734 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DIANA COELHO BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais, realizada na República Dominicana. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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Ementa e Acórdão 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :NELSON JOSÉ VÍGOLO AGTE.(S) :GERALDO VÍGOLO ADV.(A/S) :LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO. PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. SOCIEDADE EMPRESÁRIA. FORMAS DE ORGANIZAÇÃO CONCOMITANTES. PLANEJAMENTO FISCAL ABUSIVO. 1. A análise do preenchimento de requisitos que propiciam o recolhimento de salário-educação cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de novembro de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793586. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :NELSON JOSÉ VÍGOLO AGTE.(S) :GERALDO VÍGOLO ADV.(A/S) :LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão, em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão de Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: “SALÁRIO-EDUCAÇÃO. PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. SOCIEDADE EMPRESARIA LIMITADA. FORMAS DE ORGANIZAÇÃO CONCOMITANTES. PLANEJAMENTO FISCAL ABUSIVO. É exigível a contribuição do salário-educação ao empregador rural pessoal física, quando utilizadas por ele indevida e concomitantemente a organização sob forma de pessoa física e a organização sob a forma de pessoa jurídica, afastando-se a eficácia do planejamento fiscal abusivo.”(eDOC. 2, p. 105-110) Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC. 2, p. 138). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 150, I, e 212, §5º, do Texto Constitucional. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793587. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :NELSON JOSÉ VÍGOLO AGTE.(S) :GERALDO VÍGOLO ADV.(A/S) :LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão, em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão de Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: “SALÁRIO-EDUCAÇÃO. PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. SOCIEDADE EMPRESARIA LIMITADA. FORMAS DE ORGANIZAÇÃO CONCOMITANTES. PLANEJAMENTO FISCAL ABUSIVO. É exigível a contribuição do salário-educação ao empregador rural pessoal física, quando utilizadas por ele indevida e concomitantemente a organização sob forma de pessoa física e a organização sob a forma de pessoa jurídica, afastando-se a eficácia do planejamento fiscal abusivo.”(eDOC. 2, p. 105-110) Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC. 2, p. 138). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 150, I, e 212, §5º, do Texto Constitucional. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 913270 AGR / PR Nas razões recursais, sustenta-se que “a decisão recorrida, ao elencar os Recorrentes como sujeitos passivos da exação em tela pelo fato de terem participações societárias em pessoas jurídicas ofendeu os artigos supracitados, bem como contrariou o próprio entendimento do STF sobre o tema”. (eDOC. 2, 188) É o relatório. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, verifico que o Tribunal de origem assim asseverou: “Fica assim evidenciada a indevida e concomitante utilização pelos autores da forma de organização como pessoas físicas (Geraldo Vigolo, CPF nº 378.087.371-00 e Nelson José Vigolo, CPF nº 45.493.401-00 - matrículas CEI nºs: 100910005189, 382200349384, 382200783885, 328200783885, 500050233282) e da forma de organização como sócios-administradores da empresa Bom Jesus Agropecuária Ltda. (CNPJ nº 08.895.796/0001-08). Há aqui, pois, abuso das formas jurídicas, consistente em serem contratados os empregados pelas pessoas físicas Geraldo Vigolo e Nelson José Vigolo, com o que pretendem eles deixarem de pagar ou pagar menos certos tributos, como ocorre com a contribuição do salário- educação.”(eDOC. 2, p. 108) Constata-se que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional, aplicável à espécie, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. CONCEITO DE EMPRESA. LEIS 9.424/1996 E 9.766/1998. ENTIDADES FILANTRÓPICAS. NÃO-COMPROVAÇÃO. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793587. Supremo Tribunal Federal RE 913270 AGR / PR Nas razões recursais, sustenta-se que “a decisão recorrida, ao elencar os Recorrentes como sujeitos passivos da exação em tela pelo fato de terem participações societárias em pessoas jurídicas ofendeu os artigos supracitados, bem como contrariou o próprio entendimento do STF sobre o tema”. (eDOC. 2, 188) É o relatório. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, verifico que o Tribunal de origem assim asseverou: “Fica assim evidenciada a indevida e concomitante utilização pelos autores da forma de organização como pessoas físicas (Geraldo Vigolo, CPF nº 378.087.371-00 e Nelson José Vigolo, CPF nº 45.493.401-00 - matrículas CEI nºs: 100910005189, 382200349384, 382200783885, 328200783885, 500050233282) e da forma de organização como sócios-administradores da empresa Bom Jesus Agropecuária Ltda. (CNPJ nº 08.895.796/0001-08). Há aqui, pois, abuso das formas jurídicas, consistente em serem contratados os empregados pelas pessoas físicas Geraldo Vigolo e Nelson José Vigolo, com o que pretendem eles deixarem de pagar ou pagar menos certos tributos, como ocorre com a contribuição do salário- educação.”(eDOC. 2, p. 108) Constata-se que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional, aplicável à espécie, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. CONCEITO DE EMPRESA. LEIS 9.424/1996 E 9.766/1998. ENTIDADES FILANTRÓPICAS. NÃO-COMPROVAÇÃO. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 913270 AGR / PR espécie, bem como a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Incidência da Súmula 283/STF, ante o trânsito em julgado da matéria infraconstitucional de que se valeu o Tribunal recorrido para a solução da causa. Matéria que é suficiente para a manutenção da decisão recorrida. 3. Agravo regimental desprovido.” (RE 607446 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 18.08.2011) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO: CONSTITUCIONALIDADE. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO OBJETO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA DO ART. 538 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 582960 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 26.06.2009) Ante o exposto, conheço do recurso extraordinário a que se nega seguimento, nos termos dos arts. 557 do CPC, e 21, §1º, RISTF. Publique-se.”(eDOC. 3) Sustenta-se, em síntese, que “os AGRAVANTES não desejam quaisquer reexames de provas, mas sim, pura e simplesmente, pretendem acobertarem-se das limitações constitucionais ao poder de tributar, que estão insculpidas no artigo 150, I, combinado com o artigo 212, § 5º da CF/88.” (eDOC. 5, p. 4) Ademais, afirma-se que “A condição de produtores rurais pessoas físicas dos AGRAVANTES é incontroversa, restou reconhecida em sentença.” (eDOC. 5, p. 4) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793587. Supremo Tribunal Federal RE 913270 AGR / PR espécie, bem como a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Incidência da Súmula 283/STF, ante o trânsito em julgado da matéria infraconstitucional de que se valeu o Tribunal recorrido para a solução da causa. Matéria que é suficiente para a manutenção da decisão recorrida. 3. Agravo regimental desprovido.” (RE 607446 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 18.08.2011) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO: CONSTITUCIONALIDADE. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO OBJETO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA DO ART. 538 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 582960 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 26.06.2009) Ante o exposto, conheço do recurso extraordinário a que se nega seguimento, nos termos dos arts. 557 do CPC, e 21, §1º, RISTF. Publique-se.”(eDOC. 3) Sustenta-se, em síntese, que “os AGRAVANTES não desejam quaisquer reexames de provas, mas sim, pura e simplesmente, pretendem acobertarem-se das limitações constitucionais ao poder de tributar, que estão insculpidas no artigo 150, I, combinado com o artigo 212, § 5º da CF/88.” (eDOC. 5, p. 4) Ademais, afirma-se que “A condição de produtores rurais pessoas físicas dos AGRAVANTES é incontroversa, restou reconhecida em sentença.” (eDOC. 5, p. 4) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão recorrida, verifico que o Tribunal de origem assim asseverou: “Fica assim evidenciada a indevida e concomitante utilização pelos autores da forma de organização como pessoas físicas (Geraldo Vigolo, CPF nº 378.087.371-00 e Nelson José Vigolo, CPF nº 45.493.401-00 - matrículas CEI nºs: 100910005189, 382200349384, 382200783885, 328200783885, 500050233282) e da forma de organização como sócios-administradores da empresa Bom Jesus Agropecuária Ltda. (CNPJ nº 08.895.796/0001-08). Há aqui, pois, abuso das formas jurídicas, consistente em serem contratados os empregados pelas pessoas físicas Geraldo Vigolo e Nelson José Vigolo, com o que pretendem eles deixarem de pagar ou pagar menos certos tributos, como ocorre com a contribuição do salário-educação.”(eDOC. 2, p. 108) Constata-se que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional, aplicável à espécie, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. CONCEITO DE EMPRESA. LEIS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793608. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão recorrida, verifico que o Tribunal de origem assim asseverou: “Fica assim evidenciada a indevida e concomitante utilização pelos autores da forma de organização como pessoas físicas (Geraldo Vigolo, CPF nº 378.087.371-00 e Nelson José Vigolo, CPF nº 45.493.401-00 - matrículas CEI nºs: 100910005189, 382200349384, 382200783885, 328200783885, 500050233282) e da forma de organização como sócios-administradores da empresa Bom Jesus Agropecuária Ltda. (CNPJ nº 08.895.796/0001-08). Há aqui, pois, abuso das formas jurídicas, consistente em serem contratados os empregados pelas pessoas físicas Geraldo Vigolo e Nelson José Vigolo, com o que pretendem eles deixarem de pagar ou pagar menos certos tributos, como ocorre com a contribuição do salário-educação.”(eDOC. 2, p. 108) Constata-se que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional, aplicável à espécie, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. CONCEITO DE EMPRESA. LEIS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793608. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 913270 AGR / PR 9.424/1996 E 9.766/1998. ENTIDADES FILANTRÓPICAS. NÃO- COMPROVAÇÃO. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie, bem como a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Incidência da Súmula 283/STF, ante o trânsito em julgado da matéria infraconstitucional de que se valeu o Tribunal recorrido para a solução da causa. Matéria que é suficiente para a manutenção da decisão recorrida. 3. Agravo regimental desprovido.” (RE 607446 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 18.08.2011) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO: CONSTITUCIONALIDADE. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO OBJETO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA DO ART. 538 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 582960 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 26.06.2009) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793608. Supremo Tribunal Federal RE 913270 AGR / PR 9.424/1996 E 9.766/1998. ENTIDADES FILANTRÓPICAS. NÃO- COMPROVAÇÃO. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie, bem como a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Incidência da Súmula 283/STF, ante o trânsito em julgado da matéria infraconstitucional de que se valeu o Tribunal recorrido para a solução da causa. Matéria que é suficiente para a manutenção da decisão recorrida. 3. Agravo regimental desprovido.” (RE 607446 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 18.08.2011) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO: CONSTITUCIONALIDADE. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO OBJETO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA DO ART. 538 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 582960 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 26.06.2009) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793608. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : NELSON JOSÉ VÍGOLO AGTE.(S) : GERALDO VÍGOLO ADV.(A/S) : LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.11.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9834015 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : NELSON JOSÉ VÍGOLO AGTE.(S) : GERALDO VÍGOLO ADV.(A/S) : LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.11.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9834015 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9851837
2015-11-10T00:00:00
2015-11-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO. PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. SOCIEDADE EMPRESÁRIA. FORMAS DE ORGANIZAÇÃO CONCOMITANTES. PLANEJAMENTO FISCAL ABUSIVO. 1. A análise do preenchimento de requisitos que propiciam o recolhimento de salário-educação cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur330816
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) AI 582960 AgR (1ªT), RE 607446 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 01/12/2015, BMP.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
913270
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 913270 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NELSON JOSÉ VÍGOLO AGTE.(S) : GERALDO VÍGOLO ADV.(A/S) : LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :NELSON JOSÉ VÍGOLO AGTE.(S) :GERALDO VÍGOLO ADV.(A/S) :LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO. PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. SOCIEDADE EMPRESÁRIA. FORMAS DE ORGANIZAÇÃO CONCOMITANTES. PLANEJAMENTO FISCAL ABUSIVO. 1. A análise do preenchimento de requisitos que propiciam o recolhimento de salário-educação cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de novembro de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793586. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :NELSON JOSÉ VÍGOLO AGTE.(S) :GERALDO VÍGOLO ADV.(A/S) :LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão, em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão de Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: “SALÁRIO-EDUCAÇÃO. PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. SOCIEDADE EMPRESARIA LIMITADA. FORMAS DE ORGANIZAÇÃO CONCOMITANTES. PLANEJAMENTO FISCAL ABUSIVO. É exigível a contribuição do salário-educação ao empregador rural pessoal física, quando utilizadas por ele indevida e concomitantemente a organização sob forma de pessoa física e a organização sob a forma de pessoa jurídica, afastando-se a eficácia do planejamento fiscal abusivo.”(eDOC. 2, p. 105-110) Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC. 2, p. 138). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 150, I, e 212, §5..., do Texto Constitucional. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793587. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :NELSON JOSÉ VÍGOLO AGTE.(S) :GERALDO VÍGOLO ADV.(A/S) :LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão, em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão de Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: “SALÁRIO-EDUCAÇÃO. PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. SOCIEDADE EMPRESARIA LIMITADA. FORMAS DE ORGANIZAÇÃO CONCOMITANTES. PLANEJAMENTO FISCAL ABUSIVO. É exigível a contribuição do salário-educação ao empregador rural pessoal física, quando utilizadas por ele indevida e concomitantemente a organização sob forma de pessoa física e a organização sob a forma de pessoa jurídica, afastando-se a eficácia do planejamento fiscal abusivo.”(eDOC. 2, p. 105-110) Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC. 2, p. 138). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 150, I, e 212, §5..., do Texto Constitucional. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 913270 AGR / PR Nas razões recursais, sustenta-se que “a decisão recorrida, ao elencar os Recorrentes como sujeitos passivos da exação em tela pelo fato de terem participações societárias em pessoas jurídicas ofendeu os artigos supracitados, bem como contrariou o próprio entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o tema”. (eDOC. 2, 188) É o relatório. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, verifico que o Tribunal de origem assim asseverou: “Fica assim evidenciada a indevida e concomitante utilização pelos autores da forma de organização como pessoas físicas (Geraldo Vigolo, CPF n 378.087.371-00 e Nelson José Vigolo, CPF n 45.493.401-00 - matrículas CEI ns: 100910005189, 382200349384, 382200783885, 328200783885, 500050233282) e da forma de organização como sócios-administradores da empresa Bom Jesus Agropecuária Ltda. (CNPJ n 08.895.796/0001-08). Há aqui, pois, abuso das formas jurídicas, consistente em serem contratados os empregados pelas pessoas físicas Geraldo Vigolo e Nelson José Vigolo, com o que pretendem eles deixarem de pagar ou pagar menos certos tributos, como ocorre com a contribuição do salário- educação.”(eDOC. 2, p. 108) Constata-se que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional, aplicável à espécie, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. CONCEITO DE EMPRESA. LEIS 9.424/1996 E 9.766/1998. ENTIDADES FILANTRÓPICAS. NÃO-COMPROVAÇÃO. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793587. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 913270 AGR / PR Nas razões recursais, sustenta-se que “a decisão recorrida, ao elencar os Recorrentes como sujeitos passivos da exação em tela pelo fato de terem participações societárias em pessoas jurídicas ofendeu os artigos supracitados, bem como contrariou o próprio entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o tema”. (eDOC. 2, 188) É o relatório. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, verifico que o Tribunal de origem assim asseverou: “Fica assim evidenciada a indevida e concomitante utilização pelos autores da forma de organização como pessoas físicas (Geraldo Vigolo, CPF n 378.087.371-00 e Nelson José Vigolo, CPF n 45.493.401-00 - matrículas CEI ns: 100910005189, 382200349384, 382200783885, 328200783885, 500050233282) e da forma de organização como sócios-administradores da empresa Bom Jesus Agropecuária Ltda. (CNPJ n 08.895.796/0001-08). Há aqui, pois, abuso das formas jurídicas, consistente em serem contratados os empregados pelas pessoas físicas Geraldo Vigolo e Nelson José Vigolo, com o que pretendem eles deixarem de pagar ou pagar menos certos tributos, como ocorre com a contribuição do salário- educação.”(eDOC. 2, p. 108) Constata-se que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional, aplicável à espécie, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. CONCEITO DE EMPRESA. LEIS 9.424/1996 E 9.766/1998. ENTIDADES FILANTRÓPICAS. NÃO-COMPROVAÇÃO. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 913270 AGR / PR espécie, bem como a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal, ante o trânsito em julgado da matéria infraconstitucional de que se valeu o Tribunal recorrido para a solução da causa. Matéria que é suficiente para a manutenção da decisão recorrida. 3. Agravo regimental desprovido.” (Recurso Extraordinário 607446 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 18.08.2011) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO: CONSTITUCIONALIDADE. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO OBJETO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA DO ART. 538 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 582960 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 26.06.2009) Ante o exposto, conheço do recurso extraordinário a que se nega seguimento, nos termos dos arts. 557 do Código de Processo Civil, e 21, §1..., RISTF. Publique-se.”(eDOC. 3) Sustenta-se, em síntese, que “os AGRAVANTES não desejam quaisquer reexames de provas, mas sim, pura e simplesmente, pretendem acobertarem-se das limitações constitucionais ao poder de tributar, que estão insculpidas no artigo 150, I, combinado com o artigo 212, § 5... da Constituição Federal de 1988/88.” (eDOC. 5, p. 4) Ademais, afirma-se que “A condição de produtores rurais pessoas físicas dos AGRAVANTES é incontroversa, restou reconhecida em sentença.” (eDOC. 5, p. 4) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793587. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 913270 AGR / PR espécie, bem como a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal, ante o trânsito em julgado da matéria infraconstitucional de que se valeu o Tribunal recorrido para a solução da causa. Matéria que é suficiente para a manutenção da decisão recorrida. 3. Agravo regimental desprovido.” (Recurso Extraordinário 607446 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 18.08.2011) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO: CONSTITUCIONALIDADE. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO OBJETO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA DO ART. 538 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 582960 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 26.06.2009) Ante o exposto, conheço do recurso extraordinário a que se nega seguimento, nos termos dos arts. 557 do Código de Processo Civil, e 21, §1..., RISTF. Publique-se.”(eDOC. 3) Sustenta-se, em síntese, que “os AGRAVANTES não desejam quaisquer reexames de provas, mas sim, pura e simplesmente, pretendem acobertarem-se das limitações constitucionais ao poder de tributar, que estão insculpidas no artigo 150, I, combinado com o artigo 212, § 5... da Constituição Federal de 1988/88.” (eDOC. 5, p. 4) Ademais, afirma-se que “A condição de produtores rurais pessoas físicas dos AGRAVANTES é incontroversa, restou reconhecida em sentença.” (eDOC. 5, p. 4) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão recorrida, verifico que o Tribunal de origem assim asseverou: “Fica assim evidenciada a indevida e concomitante utilização pelos autores da forma de organização como pessoas físicas (Geraldo Vigolo, CPF n 378.087.371-00 e Nelson José Vigolo, CPF n 45.493.401-00 - matrículas CEI ns: 100910005189, 382200349384, 382200783885, 328200783885, 500050233282) e da forma de organização como sócios-administradores da empresa Bom Jesus Agropecuária Ltda. (CNPJ n 08.895.796/0001-08). Há aqui, pois, abuso das formas jurídicas, consistente em serem contratados os empregados pelas pessoas físicas Geraldo Vigolo e Nelson José Vigolo, com o que pretendem eles deixarem de pagar ou pagar menos certos tributos, como ocorre com a contribuição do salário-educação.”(eDOC. 2, p. 108) Constata-se que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional, aplicável à espécie, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. CONCEITO DE EMPRESA. LEIS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793608. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão recorrida, verifico que o Tribunal de origem assim asseverou: “Fica assim evidenciada a indevida e concomitante utilização pelos autores da forma de organização como pessoas físicas (Geraldo Vigolo, CPF n 378.087.371-00 e Nelson José Vigolo, CPF n 45.493.401-00 - matrículas CEI ns: 100910005189, 382200349384, 382200783885, 328200783885, 500050233282) e da forma de organização como sócios-administradores da empresa Bom Jesus Agropecuária Ltda. (CNPJ n 08.895.796/0001-08). Há aqui, pois, abuso das formas jurídicas, consistente em serem contratados os empregados pelas pessoas físicas Geraldo Vigolo e Nelson José Vigolo, com o que pretendem eles deixarem de pagar ou pagar menos certos tributos, como ocorre com a contribuição do salário-educação.”(eDOC. 2, p. 108) Constata-se que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional, aplicável à espécie, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. CONCEITO DE EMPRESA. LEIS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793608. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 913270 AGR / PR 9.424/1996 E 9.766/1998. ENTIDADES FILANTRÓPICAS. NÃO- COMPROVAÇÃO. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie, bem como a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal, ante o trânsito em julgado da matéria infraconstitucional de que se valeu o Tribunal recorrido para a solução da causa. Matéria que é suficiente para a manutenção da decisão recorrida. 3. Agravo regimental desprovido.” (Recurso Extraordinário 607446 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 18.08.2011) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO: CONSTITUCIONALIDADE. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO OBJETO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA DO ART. 538 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 582960 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 26.06.2009) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793608. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 913270 AGR / PR 9.424/1996 E 9.766/1998. ENTIDADES FILANTRÓPICAS. NÃO- COMPROVAÇÃO. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie, bem como a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal, ante o trânsito em julgado da matéria infraconstitucional de que se valeu o Tribunal recorrido para a solução da causa. Matéria que é suficiente para a manutenção da decisão recorrida. 3. Agravo regimental desprovido.” (Recurso Extraordinário 607446 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 18.08.2011) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO: CONSTITUCIONALIDADE. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO OBJETO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA DO ART. 538 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 582960 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 26.06.2009) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9793608. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/11/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : NELSON JOSÉ VÍGOLO AGTE.(S) : GERALDO VÍGOLO ADV.(A/S) : LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.11.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9834015 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.270 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : NELSON JOSÉ VÍGOLO AGTE.(S) : GERALDO VÍGOLO ADV.(A/S) : LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.11.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9834015 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913 . 270", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913 . 270", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913 . 270", "Recurso Extraordinário 913270 AGR / PR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 913270 AGR / PR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 913270 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 607446 AgR", "AI 582960 AgR", "Recurso Extraordinário 913270 AGR / PR", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 607446 AgR", "AI 582960 AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 913270 AGR / PR 9 .", "9", ".", "766", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 607446 AgR", "AI 582960 AgR", "Recurso Extraordinário 913270 AGR / PR 9 . 424 / 1996", "9", ".", "766", "/", "1998", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 607446 AgR", "AI 582960 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913 . 270", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913 . 270" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "arts . 150 , I , e 212 , § 5 . . . , do Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "arts . 150 , I , e 212 , § 5 . . . , do Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS 9 . 424 / 1996", "9", ".", "766", "/", "1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS 9 . 424 / 1996", "9", ".", "766", "/", "1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 538 DO CÓDIGO DE", "arts . 557 do Código de Processo Civil", "artigo 212 , § 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 538 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "arts . 557 do Código de Processo Civil", "artigo 150 , I , combinado", "artigo 212 , § 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 538 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 538 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA NACIONAL", "Tribunal", "Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Bom Jesus Agropecuária Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Bom Jesus Agropecuária Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Bom Jesus Agropecuária Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Bom Jesus Agropecuária Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "NELSON JOSÉ VÍGOLO", "GERALDO VÍGOLO", "LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN", "Rosa Weber", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "NELSON JOSÉ", "GERALDO VÍGOLO", "LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "NELSON JOSÉ VÍGOLO", "GERALDO VÍGOLO", "LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN", "EDSON FACHIN", "Geraldo Vigolo", "Nelson José Vigolo", "Geraldo Vigolo", "Nelson José Vigolo", "Geraldo Vigolo", "Nelson José Vigolo", "Geraldo Vigolo", "Nelson José Vigolo", "AYRES BRITTO", "CÁRMEN LÚCIA", "AYRES BRITTO", "CÁRMEN LÚCIA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Geraldo Vigolo", "Nelson José Vigolo", "Geraldo Vigolo", "Nelson José Vigolo", "EDSON FACHIN", "Geraldo Vigolo", "Nelson José Vigolo", "Geraldo Vigolo", "Nelson José Vigolo", "EDSON FACHIN", "AYRES BRITTO", "CÁRMEN LÚCIA", "AYRES BRITTO", "CÁRMEN LÚCIA", "EDSON FACHIN", "NELSON JOSÉ", "GERALDO VÍGOLO", "LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "NELSON JOSÉ VÍGOLO", "GERALDO VÍGOLO", "LEONARDO ORTOLAN GRAZZIOTIN", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "11", "/", "2015", "10 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "08", ".", "2011", "26", ".", "06", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "08", ".", "2011", "26", ".", "06", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "08", ".", "2011", "26", ".", "06", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "08", ".", "2011", "26", ".", "06", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2015", "10", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NILTON ISMAEL ROSA ADV.(A/S) :DANNY MOREIRA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALDENORA MARIA LIRA RIBEIRO NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO ANTÔNIO RODRIGUES VIEGAS E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.5.2014. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478200. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 909058 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478200. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478200. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NILTON ISMAEL ROSA ADV.(A/S) :DANNY MOREIRA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALDENORA MARIA LIRA RIBEIRO NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO ANTÔNIO RODRIGUES VIEGAS E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Nilton Ismael Rosa. A matéria debatida, em síntese, diz com indenização por danos morais que, no bojo do processo, não restou evidenciado ato ilícito passível de reparação. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Sustenta que “(...) a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, tem sido firme quanto à refutação de afastamentos arbitrários e ilegais como ocorrei com o agravante a prática de ato ilícito pelas recorridas, ao afastarem o recorrente sem o devido processo legal e sem respeitar o princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório (...)” (doc. 09, fl. 04). Requer que “(...) seja submetida a repercussão geral ao Tribunal, a fim de que seja apreciada a admissibilidade ventilada no art. 102, § 3º, da CF (...)” (doc. 09, fl. 04). Reitera a afronta ao art. 5º, LIV e LV, da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478201. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NILTON ISMAEL ROSA ADV.(A/S) :DANNY MOREIRA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALDENORA MARIA LIRA RIBEIRO NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO ANTÔNIO RODRIGUES VIEGAS E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Nilton Ismael Rosa. A matéria debatida, em síntese, diz com indenização por danos morais que, no bojo do processo, não restou evidenciado ato ilícito passível de reparação. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Sustenta que “(...) a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, tem sido firme quanto à refutação de afastamentos arbitrários e ilegais como ocorrei com o agravante a prática de ato ilícito pelas recorridas, ao afastarem o recorrente sem o devido processo legal e sem respeitar o princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório (...)” (doc. 09, fl. 04). Requer que “(...) seja submetida a repercussão geral ao Tribunal, a fim de que seja apreciada a admissibilidade ventilada no art. 102, § 3º, da CF (...)” (doc. 09, fl. 04). Reitera a afronta ao art. 5º, LIV e LV, da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478201. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 909058 AGR / DF MORAL. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL. OFENSA À HONRA. NÃO COMPROVAÇÃO. ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL. PEDIDO CONTRAPOSTO. DANO MORAL INEXIXTENTE. 1. Não evidenciada a ilicitude do ato, nem comprovado o dano alegado, não se há de cogitar de indenização por dano moral. 2. Recursos, do autor e adesivo da ré, desprovidos.” (doc. 06, fl. 21) Acórdão recorrido publicado em 08.5.2014. O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478201. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF MORAL. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL. OFENSA À HONRA. NÃO COMPROVAÇÃO. ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL. PEDIDO CONTRAPOSTO. DANO MORAL INEXIXTENTE. 1. Não evidenciada a ilicitude do ato, nem comprovado o dano alegado, não se há de cogitar de indenização por dano moral. 2. Recursos, do autor e adesivo da ré, desprovidos.” (doc. 06, fl. 21) Acórdão recorrido publicado em 08.5.2014. O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478201. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1º, II e III, 5º, IV, V, X, LIV e LV, 93, IX, 205 e 206, I, II, III e VII, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1º, II e III, 5º, IV, V, X, LIV e LV, 93, IX, 205 e 206, I, II, III e VII, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). O Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da não ocorrência do dano moral. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo. Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. DANOS MORAIS. NEXO DE CAUSALIDADE VERIFICADO. INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 744760 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 15/10/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 213 DIVULG 25-10-2013 PUBLIC 28-10-2013). “EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). O Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da não ocorrência do dano moral. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo. Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. DANOS MORAIS. NEXO DE CAUSALIDADE VERIFICADO. INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 744760 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 15/10/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 213 DIVULG 25-10-2013 PUBLIC 28-10-2013). “EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 3. A solução da controvérsia demanda análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 4. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral a questão acerca de modificação de valor fixado a título de indenização por danos morais (ARE 743.771, Rel. Min. Gilmar Mendes). 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 883353 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 12/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-100 DIVULG 27-05-2015 PUBLIC 28-05-2015). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do voto do acórdão de origem: “(...) A alegada perseguição das rés, de caráter pessoal, apontada pelo autor como causa do seu afastamento, não restou demonstrada. Sem dúvida, havia um ambiente de animosidade 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 3. A solução da controvérsia demanda análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 4. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral a questão acerca de modificação de valor fixado a título de indenização por danos morais (ARE 743.771, Rel. Min. Gilmar Mendes). 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 883353 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 12/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-100 DIVULG 27-05-2015 PUBLIC 28-05-2015). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do voto do acórdão de origem: “(...) A alegada perseguição das rés, de caráter pessoal, apontada pelo autor como causa do seu afastamento, não restou demonstrada. Sem dúvida, havia um ambiente de animosidade 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF entre as partes na escola classe 305 Sul (fls. 89/92 e fls. 111/114), local em que o autor/professor ministrava suas aulas (…). O fato de a ré Aldenora Maria Lira Ribeiro Nunes – Diretora da Escola Classe 305 Sul, ter encaminhado às instâncias superiores as ocorrências noticiadas pelos pais e alunos tendo como objeto a conduta do professor, solicitado a abertura de sindicância e também, a devolução do servidor à Diretora Regional de Ensino – Leila de Fátima Pavanelli Martins, ora segunda ré, configura exercício regular da função de educadora, não caracterizando o dano moral indenizável. (...).”(doc. 06, fls. 21-7) A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional e da reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE- AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Colho, ainda, os seguintes precedentes: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF entre as partes na escola classe 305 Sul (fls. 89/92 e fls. 111/114), local em que o autor/professor ministrava suas aulas (…). O fato de a ré Aldenora Maria Lira Ribeiro Nunes – Diretora da Escola Classe 305 Sul, ter encaminhado às instâncias superiores as ocorrências noticiadas pelos pais e alunos tendo como objeto a conduta do professor, solicitado a abertura de sindicância e também, a devolução do servidor à Diretora Regional de Ensino – Leila de Fátima Pavanelli Martins, ora segunda ré, configura exercício regular da função de educadora, não caracterizando o dano moral indenizável. (...).”(doc. 06, fls. 21-7) A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional e da reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE- AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Colho, ainda, os seguintes precedentes: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANOS MORAIS. OFENSA À HONRA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. Para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie e o reexame do conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 859.392-AgR/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 17.6.2015). “DIREITO CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.3.2014. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356, de que “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como que “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. Inexiste violação do artigo 93, IX, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANOS MORAIS. OFENSA À HONRA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. Para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie e o reexame do conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 859.392-AgR/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 17.6.2015). “DIREITO CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.3.2014. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356, de que “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como que “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. Inexiste violação do artigo 93, IX, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 875.321-AgR/SP, acórdão de minha lavra, 1ª Turma, DJe 13.5.2015). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL (HONRA). REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 845.656-ED/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 26.6.2013). As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 875.321-AgR/SP, acórdão de minha lavra, 1ª Turma, DJe 13.5.2015). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL (HONRA). REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 845.656-ED/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 26.6.2013). As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NILTON ISMAEL ROSA ADV.(A/S) : DANNY MOREIRA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALDENORA MARIA LIRA RIBEIRO NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO ANTÔNIO RODRIGUES VIEGAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519244 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NILTON ISMAEL ROSA ADV.(A/S) : DANNY MOREIRA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALDENORA MARIA LIRA RIBEIRO NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO ANTÔNIO RODRIGUES VIEGAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519244 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9540493
2015-09-22T00:00:00
2015-10-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 22.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.5.2014. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur323657
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT). (DANO MORAL) AI 845656 ED (2ªT), ARE 875321 AgR (1ªT), ARE 859392 AgR (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 16/10/2015, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
909058
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00054 INC-00055 ART-00102 \n INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 909058 AgR
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AGTE.(S) : NILTON ISMAEL ROSA ADV.(A/S) : DANNY MOREIRA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALDENORA MARIA LIRA RIBEIRO NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO ANTÔNIO RODRIGUES VIEGAS E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NILTON ISMAEL ROSA ADV.(A/S) :DANNY MOREIRA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALDENORA MARIA LIRA RIBEIRO NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO ANTÔNIO RODRIGUES VIEGAS E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.5.2014. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478200. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 909058 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478200. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478200. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NILTON ISMAEL ROSA ADV.(A/S) :DANNY MOREIRA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALDENORA MARIA LIRA RIBEIRO NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO ANTÔNIO RODRIGUES VIEGAS E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Nilton Ismael Rosa. A matéria debatida, em síntese, diz com indenização por danos morais que, no bojo do processo, não restou evidenciado ato ilícito passível de reparação. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Sustenta que “(...) a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, tem sido firme quanto à refutação de afastamentos arbitrários e ilegais como ocorrei com o agravante a prática de ato ilícito pelas recorridas, ao afastarem o recorrente sem o devido processo legal e sem respeitar o princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório (...)” (doc. 09, fl. 04). Requer que “(...) seja submetida a repercussão geral ao Tribunal, a fim de que seja apreciada a admissibilidade ventilada no art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 (...)” (doc. 09, fl. 04). Reitera a afronta ao art. 5..., LIV e LV, da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478201. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NILTON ISMAEL ROSA ADV.(A/S) :DANNY MOREIRA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALDENORA MARIA LIRA RIBEIRO NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO ANTÔNIO RODRIGUES VIEGAS E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Nilton Ismael Rosa. A matéria debatida, em síntese, diz com indenização por danos morais que, no bojo do processo, não restou evidenciado ato ilícito passível de reparação. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Sustenta que “(...) a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, tem sido firme quanto à refutação de afastamentos arbitrários e ilegais como ocorrei com o agravante a prática de ato ilícito pelas recorridas, ao afastarem o recorrente sem o devido processo legal e sem respeitar o princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório (...)” (doc. 09, fl. 04). Requer que “(...) seja submetida a repercussão geral ao Tribunal, a fim de que seja apreciada a admissibilidade ventilada no art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 (...)” (doc. 09, fl. 04). Reitera a afronta ao art. 5..., LIV e LV, da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478201. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 909058 AGR / DF MORAL. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL. OFENSA À HONRA. NÃO COMPROVAÇÃO. ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL. PEDIDO CONTRAPOSTO. DANO MORAL INEXIXTENTE. 1. Não evidenciada a ilicitude do ato, nem comprovado o dano alegado, não se há de cogitar de indenização por dano moral. 2. Recursos, do autor e adesivo da ré, desprovidos.” (doc. 06, fl. 21) Acórdão recorrido publicado em 08.5.2014. O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478201. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF MORAL. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL. OFENSA À HONRA. NÃO COMPROVAÇÃO. ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL. PEDIDO CONTRAPOSTO. DANO MORAL INEXIXTENTE. 1. Não evidenciada a ilicitude do ato, nem comprovado o dano alegado, não se há de cogitar de indenização por dano moral. 2. Recursos, do autor e adesivo da ré, desprovidos.” (doc. 06, fl. 21) Acórdão recorrido publicado em 08.5.2014. O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478201. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1..., II e III, 5..., IV, V, X, LIV e LV, 93, IX, 205 e 206, I, II, III e VII, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1..., II e III, 5..., IV, V, X, LIV e LV, 93, IX, 205 e 206, I, II, III e VII, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). O Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da não ocorrência do dano moral. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo. Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. DANOS MORAIS. NEXO DE CAUSALIDADE VERIFICADO. INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 744760 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 15/10/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 213 DIVULG 25-10-2013 PUBLIC 28-10-2013). “EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). O Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da não ocorrência do dano moral. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo. Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. DANOS MORAIS. NEXO DE CAUSALIDADE VERIFICADO. INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 744760 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 15/10/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 213 DIVULG 25-10-2013 PUBLIC 28-10-2013). “EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 3. A solução da controvérsia demanda análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 4. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral a questão acerca de modificação de valor fixado a título de indenização por danos morais (ARE 743.771, Rel. Min. Gilmar Mendes). 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 883353 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 12/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-100 DIVULG 27-05-2015 PUBLIC 28-05-2015). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do voto do acórdão de origem: “(...) A alegada perseguição das rés, de caráter pessoal, apontada pelo autor como causa do seu afastamento, não restou demonstrada. Sem dúvida, havia um ambiente de animosidade 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 3. A solução da controvérsia demanda análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 4. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral a questão acerca de modificação de valor fixado a título de indenização por danos morais (ARE 743.771, Rel. Min. Gilmar Mendes). 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 883353 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 12/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-100 DIVULG 27-05-2015 PUBLIC 28-05-2015). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do voto do acórdão de origem: “(...) A alegada perseguição das rés, de caráter pessoal, apontada pelo autor como causa do seu afastamento, não restou demonstrada. Sem dúvida, havia um ambiente de animosidade 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF entre as partes na escola classe 305 Sul (fls. 89/92 e fls. 111/114), local em que o autor/professor ministrava suas aulas (…). O fato de a ré Aldenora Maria Lira Ribeiro Nunes – Diretora da Escola Classe 305 Sul, ter encaminhado às instâncias superiores as ocorrências noticiadas pelos pais e alunos tendo como objeto a conduta do professor, solicitado a abertura de sindicância e também, a devolução do servidor à Diretora Regional de Ensino – Leila de Fátima Pavanelli Martins, ora segunda ré, configura exercício regular da função de educadora, não caracterizando o dano moral indenizável. (...).”(doc. 06, fls. 21-7) A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional e da reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário- AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Colho, ainda, os seguintes precedentes: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF entre as partes na escola classe 305 Sul (fls. 89/92 e fls. 111/114), local em que o autor/professor ministrava suas aulas (…). O fato de a ré Aldenora Maria Lira Ribeiro Nunes – Diretora da Escola Classe 305 Sul, ter encaminhado às instâncias superiores as ocorrências noticiadas pelos pais e alunos tendo como objeto a conduta do professor, solicitado a abertura de sindicância e também, a devolução do servidor à Diretora Regional de Ensino – Leila de Fátima Pavanelli Martins, ora segunda ré, configura exercício regular da função de educadora, não caracterizando o dano moral indenizável. (...).”(doc. 06, fls. 21-7) A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional e da reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário- AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Colho, ainda, os seguintes precedentes: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANOS MORAIS. OFENSA À HONRA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie e o reexame do conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 859.392-AgR/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 17.6.2015). “DIREITO CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.3.2014. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356, de que “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como que “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. Inexiste violação do artigo 93, IX, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANOS MORAIS. OFENSA À HONRA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie e o reexame do conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 859.392-AgR/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 17.6.2015). “DIREITO CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.3.2014. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356, de que “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como que “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. Inexiste violação do artigo 93, IX, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 909058 AGR / DF da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 875.321-AgR/SP, acórdão de minha lavra, 1... Turma, DJe 13.5.2015). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL (HONRA). REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 845.656-ED/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 26.6.2013). As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Supremo Tribunal Federal ARE 909058 AGR / DF da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 875.321-AgR/SP, acórdão de minha lavra, 1... Turma, DJe 13.5.2015). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL (HONRA). REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 845.656-ED/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 26.6.2013). As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 22/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NILTON ISMAEL ROSA ADV.(A/S) : DANNY MOREIRA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALDENORA MARIA LIRA RIBEIRO NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO ANTÔNIO RODRIGUES VIEGAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519244 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.058 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NILTON ISMAEL ROSA ADV.(A/S) : DANNY MOREIRA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALDENORA MARIA LIRA RIBEIRO NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO ANTÔNIO RODRIGUES VIEGAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 22.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9519244 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909 . 058", "ARE 909058 AGR / DF", "ARE 909058 AGR / DF", "ARE 909058", "ARE 909058 AGR", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "ARE 909058 AGR / DF", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "ARE 909058 AGR / DF", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 744760 AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 909058 AGR / DF", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 744760 AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 909058 AGR / DF", "Tema 660 - ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 743 . 771", "ARE 883353 AgR", "ARE 909058 AGR / DF", "Tema 660", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 743 . 771", "ARE 883353 AgR", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "-", "AgR", "-", "436", ".", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "ARE 909058 AGR / DF", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário -", "AgR", "- 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 859 . 392 - AgR / RJ", "SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 909058 AGR / DF", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 859 . 392 - AgR / RJ", "SÚMULAS 282", "ARE 909058 AGR / DF", "ARE 875 . 321 - AgR / SP", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 845 . 656 - ED / MG", "ARE 909058 AGR / DF da", "ARE 875 . 321 - AgR / SP", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 845 . 656 - ED / MG" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Magna", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . , II e III , 5 . . . , IV , V , X , LIV e LV , 93 , IX , 205 e 206 , I , II , III e VII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . , II e III , 5 . . . , IV , V , X , LIV e LV , 93 , IX , 205 e 206 , I , II , III e VII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Constituição", "art . 5 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Constituição", "art . 93 , IX", "art . 5 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "C . 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Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VERA MARIA DE CASTILHO CINTRA MAURICE ADV.(A/S) :IZABEL DILOHÊ PISKE SILVÉRIO EMENTA Agravo no recurso ordinário em mandado de segurança. Serviço prestado no exterior. Enquadramento, por decisão judicial, ao regime jurídico único. Proventos. Pagamento da diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência. Vantagem pessoal. Agravo não provido. É devido ao prestador de serviços no exterior, quando do enquadramento em cargo semelhante ao constante do organograma funcional brasileiro, o pagamento da diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência, observado o teto constitucional, caracterizando-se o valor encontrado como vantagem pessoal. Precedente: RMS nº 28.649/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 4/10/11. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de novembro de 2015. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964365. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RMS 32391 AGR / DF MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964365. Supremo Tribunal Federal RMS 32391 AGR / DF MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VERA MARIA DE CASTILHO CINTRA MAURICE ADV.(A/S) :IZABEL DILOHÊ PISKE SILVÉRIO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental contra decisão monocrática de minha lavra mediante a qual dei parcial provimento a recurso ordinário em mandado de segurança impetrado por Vera Maria de Castilho Cintra Maurice, para “garantir à impetrante o pagamento das diferenças apuradas entre o cargo por ela exercido no exterior e o cargo em que foi enquadrada no RJU, como vantagem pessoal, com a ressalva de que devem ser recolhidas as diferenças de valor entre as contribuições ao INSS e ao PSS, a serem calculadas a partir do momento em que a impetrante foi enquadrada no RJU, submetendo-se, ainda, os proventos aos tetos legais aplicáveis ao benefício”. Em suas razões recursais, sustenta a União a violação do princípio da isonomia, pois: “ao manter a decisão recorrida, a impetrante se enquadrará no mesmo patamar de outros integrantes da carreira de Agente Administrativo ao qual pertence, mas, diferentemente dos demais, perceberá uma aposentadoria de valor muito superior”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964363. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VERA MARIA DE CASTILHO CINTRA MAURICE ADV.(A/S) :IZABEL DILOHÊ PISKE SILVÉRIO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental contra decisão monocrática de minha lavra mediante a qual dei parcial provimento a recurso ordinário em mandado de segurança impetrado por Vera Maria de Castilho Cintra Maurice, para “garantir à impetrante o pagamento das diferenças apuradas entre o cargo por ela exercido no exterior e o cargo em que foi enquadrada no RJU, como vantagem pessoal, com a ressalva de que devem ser recolhidas as diferenças de valor entre as contribuições ao INSS e ao PSS, a serem calculadas a partir do momento em que a impetrante foi enquadrada no RJU, submetendo-se, ainda, os proventos aos tetos legais aplicáveis ao benefício”. Em suas razões recursais, sustenta a União a violação do princípio da isonomia, pois: “ao manter a decisão recorrida, a impetrante se enquadrará no mesmo patamar de outros integrantes da carreira de Agente Administrativo ao qual pertence, mas, diferentemente dos demais, perceberá uma aposentadoria de valor muito superior”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RMS 32391 AGR / DF E prossegue: “Ao ter sido enquadrada no cargo de Agente Administrativo, Código SA-801. Classe ‘A’, Padrão III, do quadro permanente do Ministério das Relações Exteriores (fl. 94, e-STJ), vindo a integrar, consequentemente, o Regime Jurídico Único instituído pela Lei nº 8.112/90, a impetrante passou a possuir como ’teto’ dos proventos a serem recebidos a remuneração do servidor no cargo efetivo no qual se deu a aposentadoria, qual seja, o de Agente Administrativo. Com efeito, se a demandante optou por fazer parte de um determinado Regime Jurídico, de sorte a obter o bônus de tal mudança, também deverá suportar, como os demais servidores, o ônus de receber os proventos de inatividade legalmente estipulados para a carreira. Ressalta-se que a impetrante recebia um valor superior na atividade em razão da percepção de vencimentos em moeda estrangeira que, por ser mais valorizada que a moeda nacional, acresce o montante total recebido. Exigir, todavia, que a União custeie um provento guardando a mesma proporção do vencimento em moeda estrangeira não se afigura razoável. Além disso, não há disposição legal que sustente tal pretensão.” Requer seja reconsiderada a decisão agravada ou apresentado o processo em mesa. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964363. Supremo Tribunal Federal RMS 32391 AGR / DF E prossegue: “Ao ter sido enquadrada no cargo de Agente Administrativo, Código SA-801. Classe ‘A’, Padrão III, do quadro permanente do Ministério das Relações Exteriores (fl. 94, e-STJ), vindo a integrar, consequentemente, o Regime Jurídico Único instituído pela Lei nº 8.112/90, a impetrante passou a possuir como ’teto’ dos proventos a serem recebidos a remuneração do servidor no cargo efetivo no qual se deu a aposentadoria, qual seja, o de Agente Administrativo. Com efeito, se a demandante optou por fazer parte de um determinado Regime Jurídico, de sorte a obter o bônus de tal mudança, também deverá suportar, como os demais servidores, o ônus de receber os proventos de inatividade legalmente estipulados para a carreira. Ressalta-se que a impetrante recebia um valor superior na atividade em razão da percepção de vencimentos em moeda estrangeira que, por ser mais valorizada que a moeda nacional, acresce o montante total recebido. Exigir, todavia, que a União custeie um provento guardando a mesma proporção do vencimento em moeda estrangeira não se afigura razoável. Além disso, não há disposição legal que sustente tal pretensão.” Requer seja reconsiderada a decisão agravada ou apresentado o processo em mesa. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme salientei em decisão monocrática, o objetivo do presente mandamus, ora em sede de agravo em recurso ordinário, consubstancia- se em receber a impetrante, a título de proventos, o mesmo valor que auferia no exercício do cargo de auxiliar local junto à Delegação Permanente do Brasil na UNESCO, em Paris - França. A ação foi intentada de forma preventiva, tendo em vista a iminência de sua aposentadoria compulsória, em razão do fato de estar prestes a completar 70 (setenta) anos. Assim, durante o curso da ação, a agravada foi aposentada compulsoriamente em 4/6/06 e reenquadrada no regime jurídico único de que trata a Lei nº 8.112/90. No entanto, o reenquadramento se deu no cargo de agente administrativo, com o percebimento de valores muito abaixo dos recebidos quando exercia cargo de auxiliar local junto à Delegação Permanente do Brasil na UNESCO. Esta Suprema Corte possui o entendimento de que a conversão do regime celetista para o estatutário deve respeitar a garantia da irredutibilidade dos vencimentos, conforme prescreve o art. 37, inciso XV, da Constituição Federal: “FUNCIONÁRIO PÚBLICO. CONVERSÃO COMPULSÓRIA DO REGIME CONTRATUAL EM ESTATUTÁRIO. REDUÇÃO VERIFICADA NA REMUNERAÇÃO. ART. 7º, VI, C/C ART. 39, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO. Situação incompatível com o princípio da irredutibilidade que protegia os salários e protege os vencimentos do servidor, exsurgindo, como solução razoável para o impasse, o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964362. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme salientei em decisão monocrática, o objetivo do presente mandamus, ora em sede de agravo em recurso ordinário, consubstancia- se em receber a impetrante, a título de proventos, o mesmo valor que auferia no exercício do cargo de auxiliar local junto à Delegação Permanente do Brasil na UNESCO, em Paris - França. A ação foi intentada de forma preventiva, tendo em vista a iminência de sua aposentadoria compulsória, em razão do fato de estar prestes a completar 70 (setenta) anos. Assim, durante o curso da ação, a agravada foi aposentada compulsoriamente em 4/6/06 e reenquadrada no regime jurídico único de que trata a Lei nº 8.112/90. No entanto, o reenquadramento se deu no cargo de agente administrativo, com o percebimento de valores muito abaixo dos recebidos quando exercia cargo de auxiliar local junto à Delegação Permanente do Brasil na UNESCO. Esta Suprema Corte possui o entendimento de que a conversão do regime celetista para o estatutário deve respeitar a garantia da irredutibilidade dos vencimentos, conforme prescreve o art. 37, inciso XV, da Constituição Federal: “FUNCIONÁRIO PÚBLICO. CONVERSÃO COMPULSÓRIA DO REGIME CONTRATUAL EM ESTATUTÁRIO. REDUÇÃO VERIFICADA NA REMUNERAÇÃO. ART. 7º, VI, C/C ART. 39, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO. Situação incompatível com o princípio da irredutibilidade que protegia os salários e protege os vencimentos do servidor, exsurgindo, como solução razoável para o impasse, o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 32391 AGR / DF enquadramento do servidor do nível mais alto da categoria funcional que veio a integrar, convertido, ainda, eventual excesso remuneratório verificado em vantagem pessoal a ser absorvida em futuras concessões de aumento real ou específico” (RE nº 212.131/MG, Relator o Ministro Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ de 29/10/99) Em caso parecido ao ora examinado, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que a diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência, observado o teto constitucional, deve ser garantida como vantagem pessoal: “SERVIÇO NO EXTERIOR – ALCANCE DO ARTIGO 67 DA LEI Nº 7.501/86 – DESCOMPASSO DE VALORES – OBSERVÂNCIA DA DIFERENÇA COMO VANTAGEM PESSOAL. Incumbe ter presente, ante o direito do prestador dos serviços no exterior ao enquadramento em cargo semelhante do organograma funcional brasileiro, a diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência, observado o teto constitucional, satisfazendo-se o valor encontrado como vantagem pessoal” (RMS nº 28.649/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 4/10/11) No voto, o Ministro Marco Aurélio destacou: “A legislação de regência da matéria é categórica ao revelar que a situação do auxiliar local, qualificação do prestador dos serviços falecido, deve obedecer à norma brasileira aplicável, respeitadas as peculiaridades decorrentes da natureza especial do serviço e das condições do mercado de trabalho, conforme estabelecido em regulamento próprio. Incumbe, então, o provimento deste recurso ordinário para, presente o enquadramento assentado pelo Superior Tribunal de Justiça – em cargo existente no Direito brasileiro equiparado à função exercida, no exterior, de auxiliar local –, fixar os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964362. Supremo Tribunal Federal RMS 32391 AGR / DF enquadramento do servidor do nível mais alto da categoria funcional que veio a integrar, convertido, ainda, eventual excesso remuneratório verificado em vantagem pessoal a ser absorvida em futuras concessões de aumento real ou específico” (RE nº 212.131/MG, Relator o Ministro Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ de 29/10/99) Em caso parecido ao ora examinado, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que a diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência, observado o teto constitucional, deve ser garantida como vantagem pessoal: “SERVIÇO NO EXTERIOR – ALCANCE DO ARTIGO 67 DA LEI Nº 7.501/86 – DESCOMPASSO DE VALORES – OBSERVÂNCIA DA DIFERENÇA COMO VANTAGEM PESSOAL. Incumbe ter presente, ante o direito do prestador dos serviços no exterior ao enquadramento em cargo semelhante do organograma funcional brasileiro, a diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência, observado o teto constitucional, satisfazendo-se o valor encontrado como vantagem pessoal” (RMS nº 28.649/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 4/10/11) No voto, o Ministro Marco Aurélio destacou: “A legislação de regência da matéria é categórica ao revelar que a situação do auxiliar local, qualificação do prestador dos serviços falecido, deve obedecer à norma brasileira aplicável, respeitadas as peculiaridades decorrentes da natureza especial do serviço e das condições do mercado de trabalho, conforme estabelecido em regulamento próprio. Incumbe, então, o provimento deste recurso ordinário para, presente o enquadramento assentado pelo Superior Tribunal de Justiça – em cargo existente no Direito brasileiro equiparado à função exercida, no exterior, de auxiliar local –, fixar os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 32391 AGR / DF parâmetros da pensão a ser satisfeita, no que se deverá levar em conta: a) a remuneração do cargo em que se enquadrar o prestador dos serviços; b) a satisfação, como vantagem pessoal, ante a determinação em lei do respeito às peculiaridades do mercado estrangeiro, da diferença porventura existente entre a remuneração do cargo relativo ao enquadramento e o que percebido no exterior; c) a observância, no pagamento da pensão, do teto constitucional previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição, fazendo-se incidir, se for o caso, o redutor, que ficará sujeito à mobilidade conforme revisões futuras do referido teto” (grifei). Nessa conformidade, ante o enquadramento da recorrente como ocupante do cargo de agente administrativo, devem ser verificadas as peculiaridades existentes e o pagamento da diferença apurada deve ser garantido por meio de vantagem pessoal. Saliente-se que, em face de direito líquido e certo, não há que se falar em violação do princípio da isonomia. Dessa forma, é de se manter a decisão monocrática proferida nos termos da jurisprudência desta Corte, que garantiu à impetrante o pagamento das diferenças apuradas entre o cargo por ela exercido no exterior e o cargo em que foi enquadrada no RJU, como vantagem pessoal, com a ressalva, apenas, de que devem ser recolhidas as diferenças de valor entre as contribuições ao INSS e ao PSS (a serem calculadas a partir do momento em que a impetrante foi enquadrada no RJU), submetendo-se, ainda, seus proventos aos tetos legais aplicáveis ao benefício. Pelo exposto, nos termos da jurisprudência desta Corte, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964362. Supremo Tribunal Federal RMS 32391 AGR / DF parâmetros da pensão a ser satisfeita, no que se deverá levar em conta: a) a remuneração do cargo em que se enquadrar o prestador dos serviços; b) a satisfação, como vantagem pessoal, ante a determinação em lei do respeito às peculiaridades do mercado estrangeiro, da diferença porventura existente entre a remuneração do cargo relativo ao enquadramento e o que percebido no exterior; c) a observância, no pagamento da pensão, do teto constitucional previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição, fazendo-se incidir, se for o caso, o redutor, que ficará sujeito à mobilidade conforme revisões futuras do referido teto” (grifei). Nessa conformidade, ante o enquadramento da recorrente como ocupante do cargo de agente administrativo, devem ser verificadas as peculiaridades existentes e o pagamento da diferença apurada deve ser garantido por meio de vantagem pessoal. Saliente-se que, em face de direito líquido e certo, não há que se falar em violação do princípio da isonomia. Dessa forma, é de se manter a decisão monocrática proferida nos termos da jurisprudência desta Corte, que garantiu à impetrante o pagamento das diferenças apuradas entre o cargo por ela exercido no exterior e o cargo em que foi enquadrada no RJU, como vantagem pessoal, com a ressalva, apenas, de que devem ser recolhidas as diferenças de valor entre as contribuições ao INSS e ao PSS (a serem calculadas a partir do momento em que a impetrante foi enquadrada no RJU), submetendo-se, ainda, seus proventos aos tetos legais aplicáveis ao benefício. Pelo exposto, nos termos da jurisprudência desta Corte, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VERA MARIA DE CASTILHO CINTRA MAURICE ADV.(A/S) : IZABEL DILOHÊ PISKE SILVÉRIO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824140 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VERA MARIA DE CASTILHO CINTRA MAURICE ADV.(A/S) : IZABEL DILOHÊ PISKE SILVÉRIO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824140 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9983993
2015-11-10T00:00:00
2015-12-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 10.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA Agravo no recurso ordinário em mandado de segurança. Serviço prestado no exterior. Enquadramento, por decisão judicial, ao regime jurídico único. Proventos. Pagamento da diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência. Vantagem pessoal. Agravo não provido. É devido ao prestador de serviços no exterior, quando do enquadramento em cargo semelhante ao constante do organograma funcional brasileiro, o pagamento da diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência, observado o teto constitucional, caracterizando-se o valor encontrado como vantagem pessoal. Precedente: RMS nº 28.649/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 4/10/11. Agravo regimental não provido.
sjur333404
- Acórdão(s) citado(s): (PROVENTO, PRESTADOR DE SERVIÇO, EXTERIOR, DIFERENÇA SALARIAL) RMS 28649 (1ªT). (CONVERSÃO, REGIME CELETISTA, REGIME ESTATUTÁRIO, IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS) RE 212131 (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 18/12/2015, AMA.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
32391
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 INC-00015\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS" ]
RMS-AgR
acordaos
RMS 32391 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VERA MARIA DE CASTILHO CINTRA MAURICE ADV.(A/S) : IZABEL DILOHÊ PISKE SILVÉRIO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VERA MARIA DE CASTILHO CINTRA MAURICE ADV.(A/S) :IZABEL DILOHÊ PISKE SILVÉRIO EMENTA Agravo no recurso ordinário em mandado de segurança. Serviço prestado no exterior. Enquadramento, por decisão judicial, ao regime jurídico único. Proventos. Pagamento da diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência. Vantagem pessoal. Agravo não provido. É devido ao prestador de serviços no exterior, quando do enquadramento em cargo semelhante ao constante do organograma funcional brasileiro, o pagamento da diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência, observado o teto constitucional, caracterizando-se o valor encontrado como vantagem pessoal. Precedente: RMS n 28.649/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 4/10/11. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de novembro de 2015. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964365. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RMS 32391 AGR / DF MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964365. Supremo Tribunal Federal RMS 32391 AGR / DF MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VERA MARIA DE CASTILHO CINTRA MAURICE ADV.(A/S) :IZABEL DILOHÊ PISKE SILVÉRIO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental contra decisão monocrática de minha lavra mediante a qual dei parcial provimento a recurso ordinário em mandado de segurança impetrado por Vera Maria de Castilho Cintra Maurice, para “garantir à impetrante o pagamento das diferenças apuradas entre o cargo por ela exercido no exterior e o cargo em que foi enquadrada no RJU, como vantagem pessoal, com a ressalva de que devem ser recolhidas as diferenças de valor entre as contribuições ao INSS e ao PSS, a serem calculadas a partir do momento em que a impetrante foi enquadrada no RJU, submetendo-se, ainda, os proventos aos tetos legais aplicáveis ao benefício”. Em suas razões recursais, sustenta a União a violação do princípio da isonomia, pois: “ao manter a decisão recorrida, a impetrante se enquadrará no mesmo patamar de outros integrantes da carreira de Agente Administrativo ao qual pertence, mas, diferentemente dos demais, perceberá uma aposentadoria de valor muito superior”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964363. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VERA MARIA DE CASTILHO CINTRA MAURICE ADV.(A/S) :IZABEL DILOHÊ PISKE SILVÉRIO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental contra decisão monocrática de minha lavra mediante a qual dei parcial provimento a recurso ordinário em mandado de segurança impetrado por Vera Maria de Castilho Cintra Maurice, para “garantir à impetrante o pagamento das diferenças apuradas entre o cargo por ela exercido no exterior e o cargo em que foi enquadrada no RJU, como vantagem pessoal, com a ressalva de que devem ser recolhidas as diferenças de valor entre as contribuições ao INSS e ao PSS, a serem calculadas a partir do momento em que a impetrante foi enquadrada no RJU, submetendo-se, ainda, os proventos aos tetos legais aplicáveis ao benefício”. Em suas razões recursais, sustenta a União a violação do princípio da isonomia, pois: “ao manter a decisão recorrida, a impetrante se enquadrará no mesmo patamar de outros integrantes da carreira de Agente Administrativo ao qual pertence, mas, diferentemente dos demais, perceberá uma aposentadoria de valor muito superior”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RMS 32391 AGR / DF E prossegue: “Ao ter sido enquadrada no cargo de Agente Administrativo, Código SA-801. Classe ‘A’, Padrão III, do quadro permanente do Ministério das Relações Exteriores (fl. 94, e-Superior Tribunal de Justiça), vindo a integrar, consequentemente, o Regime Jurídico Único instituído pela Lei n 8.112/90, a impetrante passou a possuir como ’teto’ dos proventos a serem recebidos a remuneração do servidor no cargo efetivo no qual se deu a aposentadoria, qual seja, o de Agente Administrativo. Com efeito, se a demandante optou por fazer parte de um determinado Regime Jurídico, de sorte a obter o bônus de tal mudança, também deverá suportar, como os demais servidores, o ônus de receber os proventos de inatividade legalmente estipulados para a carreira. Ressalta-se que a impetrante recebia um valor superior na atividade em razão da percepção de vencimentos em moeda estrangeira que, por ser mais valorizada que a moeda nacional, acresce o montante total recebido. Exigir, todavia, que a União custeie um provento guardando a mesma proporção do vencimento em moeda estrangeira não se afigura razoável. Além disso, não há disposição legal que sustente tal pretensão.” Requer seja reconsiderada a decisão agravada ou apresentado o processo em mesa. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964363. Supremo Tribunal Federal RMS 32391 AGR / DF E prossegue: “Ao ter sido enquadrada no cargo de Agente Administrativo, Código SA-801. Classe ‘A’, Padrão III, do quadro permanente do Ministério das Relações Exteriores (fl. 94, e-Superior Tribunal de Justiça), vindo a integrar, consequentemente, o Regime Jurídico Único instituído pela Lei n 8.112/90, a impetrante passou a possuir como ’teto’ dos proventos a serem recebidos a remuneração do servidor no cargo efetivo no qual se deu a aposentadoria, qual seja, o de Agente Administrativo. Com efeito, se a demandante optou por fazer parte de um determinado Regime Jurídico, de sorte a obter o bônus de tal mudança, também deverá suportar, como os demais servidores, o ônus de receber os proventos de inatividade legalmente estipulados para a carreira. Ressalta-se que a impetrante recebia um valor superior na atividade em razão da percepção de vencimentos em moeda estrangeira que, por ser mais valorizada que a moeda nacional, acresce o montante total recebido. Exigir, todavia, que a União custeie um provento guardando a mesma proporção do vencimento em moeda estrangeira não se afigura razoável. Além disso, não há disposição legal que sustente tal pretensão.” Requer seja reconsiderada a decisão agravada ou apresentado o processo em mesa. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme salientei em decisão monocrática, o objetivo do presente mandamus, ora em sede de agravo em recurso ordinário, consubstancia- se em receber a impetrante, a título de proventos, o mesmo valor que auferia no exercício do cargo de auxiliar local junto à Delegação Permanente do Brasil na UNESCO, em Paris - França. A ação foi intentada de forma preventiva, tendo em vista a iminência de sua aposentadoria compulsória, em razão do fato de estar prestes a completar 70 (setenta) anos. Assim, durante o curso da ação, a agravada foi aposentada compulsoriamente em 4/6/06 e reenquadrada no regime jurídico único de que trata a Lei n 8.112/90. No entanto, o reenquadramento se deu no cargo de agente administrativo, com o percebimento de valores muito abaixo dos recebidos quando exercia cargo de auxiliar local junto à Delegação Permanente do Brasil na UNESCO. Esta Suprema Corte possui o entendimento de que a conversão do regime celetista para o estatutário deve respeitar a garantia da irredutibilidade dos vencimentos, conforme prescreve o art. 37, inciso XV, da Constituição Federal: “FUNCIONÁRIO PÚBLICO. CONVERSÃO COMPULSÓRIA DO REGIME CONTRATUAL EM ESTATUTÁRIO. REDUÇÃO VERIFICADA NA REMUNERAÇÃO. ART. 7..., VI, C/C ART. 39, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO. Situação incompatível com o princípio da irredutibilidade que protegia os salários e protege os vencimentos do servidor, exsurgindo, como solução razoável para o impasse, o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964362. Supremo Tribunal Federal 10/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme salientei em decisão monocrática, o objetivo do presente mandamus, ora em sede de agravo em recurso ordinário, consubstancia- se em receber a impetrante, a título de proventos, o mesmo valor que auferia no exercício do cargo de auxiliar local junto à Delegação Permanente do Brasil na UNESCO, em Paris - França. A ação foi intentada de forma preventiva, tendo em vista a iminência de sua aposentadoria compulsória, em razão do fato de estar prestes a completar 70 (setenta) anos. Assim, durante o curso da ação, a agravada foi aposentada compulsoriamente em 4/6/06 e reenquadrada no regime jurídico único de que trata a Lei n 8.112/90. No entanto, o reenquadramento se deu no cargo de agente administrativo, com o percebimento de valores muito abaixo dos recebidos quando exercia cargo de auxiliar local junto à Delegação Permanente do Brasil na UNESCO. Esta Suprema Corte possui o entendimento de que a conversão do regime celetista para o estatutário deve respeitar a garantia da irredutibilidade dos vencimentos, conforme prescreve o art. 37, inciso XV, da Constituição Federal: “FUNCIONÁRIO PÚBLICO. CONVERSÃO COMPULSÓRIA DO REGIME CONTRATUAL EM ESTATUTÁRIO. REDUÇÃO VERIFICADA NA REMUNERAÇÃO. ART. 7..., VI, C/C ART. 39, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO. Situação incompatível com o princípio da irredutibilidade que protegia os salários e protege os vencimentos do servidor, exsurgindo, como solução razoável para o impasse, o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 32391 AGR / DF enquadramento do servidor do nível mais alto da categoria funcional que veio a integrar, convertido, ainda, eventual excesso remuneratório verificado em vantagem pessoal a ser absorvida em futuras concessões de aumento real ou específico” (Recurso Extraordinário n 212.131/MG, Relator o Ministro Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ de 29/10/99) Em caso parecido ao ora examinado, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que a diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência, observado o teto constitucional, deve ser garantida como vantagem pessoal: “SERVIÇO NO EXTERIOR – ALCANCE DO ARTIGO 67 DA LEI n 7.501/86 – DESCOMPASSO DE VALORES – OBSERVÂNCIA DA DIFERENÇA COMO VANTAGEM PESSOAL. Incumbe ter presente, ante o direito do prestador dos serviços no exterior ao enquadramento em cargo semelhante do organograma funcional brasileiro, a diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência, observado o teto constitucional, satisfazendo-se o valor encontrado como vantagem pessoal” (RMS n 28.649/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 4/10/11) No voto, o Ministro Marco Aurélio destacou: “A legislação de regência da matéria é categórica ao revelar que a situação do auxiliar local, qualificação do prestador dos serviços falecido, deve obedecer à norma brasileira aplicável, respeitadas as peculiaridades decorrentes da natureza especial do serviço e das condições do mercado de trabalho, conforme estabelecido em regulamento próprio. Incumbe, então, o provimento deste recurso ordinário para, presente o enquadramento assentado pelo Superior Tribunal de Justiça – em cargo existente no Direito brasileiro equiparado à função exercida, no exterior, de auxiliar local –, fixar os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964362. Supremo Tribunal Federal RMS 32391 AGR / DF enquadramento do servidor do nível mais alto da categoria funcional que veio a integrar, convertido, ainda, eventual excesso remuneratório verificado em vantagem pessoal a ser absorvida em futuras concessões de aumento real ou específico” (Recurso Extraordinário n 212.131/MG, Relator o Ministro Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ de 29/10/99) Em caso parecido ao ora examinado, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que a diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência, observado o teto constitucional, deve ser garantida como vantagem pessoal: “SERVIÇO NO EXTERIOR – ALCANCE DO ARTIGO 67 DA LEI n 7.501/86 – DESCOMPASSO DE VALORES – OBSERVÂNCIA DA DIFERENÇA COMO VANTAGEM PESSOAL. Incumbe ter presente, ante o direito do prestador dos serviços no exterior ao enquadramento em cargo semelhante do organograma funcional brasileiro, a diferença entre a remuneração percebida no exterior e a do cargo de referência, observado o teto constitucional, satisfazendo-se o valor encontrado como vantagem pessoal” (RMS n 28.649/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 4/10/11) No voto, o Ministro Marco Aurélio destacou: “A legislação de regência da matéria é categórica ao revelar que a situação do auxiliar local, qualificação do prestador dos serviços falecido, deve obedecer à norma brasileira aplicável, respeitadas as peculiaridades decorrentes da natureza especial do serviço e das condições do mercado de trabalho, conforme estabelecido em regulamento próprio. Incumbe, então, o provimento deste recurso ordinário para, presente o enquadramento assentado pelo Superior Tribunal de Justiça – em cargo existente no Direito brasileiro equiparado à função exercida, no exterior, de auxiliar local –, fixar os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RMS 32391 AGR / DF parâmetros da pensão a ser satisfeita, no que se deverá levar em conta: a) a remuneração do cargo em que se enquadrar o prestador dos serviços; b) a satisfação, como vantagem pessoal, ante a determinação em lei do respeito às peculiaridades do mercado estrangeiro, da diferença porventura existente entre a remuneração do cargo relativo ao enquadramento e o que percebido no exterior; c) a observância, no pagamento da pensão, do teto constitucional previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição, fazendo-se incidir, se for o caso, o redutor, que ficará sujeito à mobilidade conforme revisões futuras do referido teto” (grifei). Nessa conformidade, ante o enquadramento da recorrente como ocupante do cargo de agente administrativo, devem ser verificadas as peculiaridades existentes e o pagamento da diferença apurada deve ser garantido por meio de vantagem pessoal. Saliente-se que, em face de direito líquido e certo, não há que se falar em violação do princípio da isonomia. Dessa forma, é de se manter a decisão monocrática proferida nos termos da jurisprudência desta Corte, que garantiu à impetrante o pagamento das diferenças apuradas entre o cargo por ela exercido no exterior e o cargo em que foi enquadrada no RJU, como vantagem pessoal, com a ressalva, apenas, de que devem ser recolhidas as diferenças de valor entre as contribuições ao INSS e ao PSS (a serem calculadas a partir do momento em que a impetrante foi enquadrada no RJU), submetendo-se, ainda, seus proventos aos tetos legais aplicáveis ao benefício. Pelo exposto, nos termos da jurisprudência desta Corte, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964362. Supremo Tribunal Federal RMS 32391 AGR / DF parâmetros da pensão a ser satisfeita, no que se deverá levar em conta: a) a remuneração do cargo em que se enquadrar o prestador dos serviços; b) a satisfação, como vantagem pessoal, ante a determinação em lei do respeito às peculiaridades do mercado estrangeiro, da diferença porventura existente entre a remuneração do cargo relativo ao enquadramento e o que percebido no exterior; c) a observância, no pagamento da pensão, do teto constitucional previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição, fazendo-se incidir, se for o caso, o redutor, que ficará sujeito à mobilidade conforme revisões futuras do referido teto” (grifei). Nessa conformidade, ante o enquadramento da recorrente como ocupante do cargo de agente administrativo, devem ser verificadas as peculiaridades existentes e o pagamento da diferença apurada deve ser garantido por meio de vantagem pessoal. Saliente-se que, em face de direito líquido e certo, não há que se falar em violação do princípio da isonomia. Dessa forma, é de se manter a decisão monocrática proferida nos termos da jurisprudência desta Corte, que garantiu à impetrante o pagamento das diferenças apuradas entre o cargo por ela exercido no exterior e o cargo em que foi enquadrada no RJU, como vantagem pessoal, com a ressalva, apenas, de que devem ser recolhidas as diferenças de valor entre as contribuições ao INSS e ao PSS (a serem calculadas a partir do momento em que a impetrante foi enquadrada no RJU), submetendo-se, ainda, seus proventos aos tetos legais aplicáveis ao benefício. Pelo exposto, nos termos da jurisprudência desta Corte, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VERA MARIA DE CASTILHO CINTRA MAURICE ADV.(A/S) : IZABEL DILOHÊ PISKE SILVÉRIO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824140 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.391 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VERA MARIA DE CASTILHO CINTRA MAURICE ADV.(A/S) : IZABEL DILOHÊ PISKE SILVÉRIO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 10.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em face da participação, como palestrante, do XVI Encuentro de Magistradas de los más Altos Órganos de Justicia de Iberoamerica, realizado em Cuba. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824140 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RMS n 28 . 649 / DF", "RMS 32391 AGR", "RMS 32391 AGR / DF", "RMS 32391 AGR", "RMS 32391 AGR / DF", "RMS 32391 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 212 . 131 / MG", "RMS n 28 . 649 / DF", "RMS 32391 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 212 . 131 / MG", "RMS n 28 . 649 / DF", "RMS 32391", "RMS 32391 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 112 / 90", "art . 37 , inciso XV , da Constituição Federal", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 112 / 90", "art . 37 , inciso XV , da Constituição Federal", "ART . 7 . . . , VI , C / C ART . 39 , § 2 . . . , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 67 DA LEI n 7 . 501 / 86", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) :GOVERNO DA ARGENTINA REQDO.(A/S) :CLAUDIO VALLEJOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Extensão na extradição. 2. Crime de sequestro. Instrução. Reclassificação em desfavor do extraditado. Mudança da qualidade de partícipe secundário para primário. 3. Postura zelosa do juízo criminal argentino. Estabilização da imputação somente após a apreciação pelo tribunal de segundo grau argentino. 4. Ofensa à coisa julgada. Inocorrência. 5. Inalterados os fatos sobre os quais foi interrogado o requerido e sobre os quais a defesa se manifestou expressamente, não há falar em ofensa à ampla defesa. 6. Não obstante a reprimenda ao delito sob a ótica da participação primária tenha a pena maior que aquela na participação secundária, ao Supremo Tribunal Federal compete, consoante o sistema de contenciosidade limitada, tão só aferir a existência da dupla tipicidade, a inexistência de fenômeno que revele a extinção da punibilidade bem como a vinculação do deferimento à comutação, se for o caso, de penas perpétuas ou de morte ao máximo permitido pelas leis brasileiras. Precedentes. 7. Pedido deferido sob a condição de que o Estado requerente assuma, em caráter formal, compromisso de comutar eventual pena de prisão perpétua em pena privativa de liberdade, com o prazo máximo de trinta anos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, rejeitar a tese de coisa julgada suscitada, afastar a necessidade de novo interrogatório e deferir a extensão, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554566. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão EXT 1278 EXTN / DF Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554566. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554566. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) :GOVERNO DA ARGENTINA REQDO.(A/S) :CLAUDIO VALLEJOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de pedido de extensão formulado pelo Governo da Argentina nos autos da Extradição 1.278, em que figura como extraditado o nacional argentino Claudio Vallejos. Após o deferimento parcial do pedido de extradição instrutória pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, ocorrido na sessão de 18.9.2012, o estrangeiro foi entregue às autoridades argentinas em 27.3.2013 (Aviso 890/MJ; fl. 438). Com a entrega do requerido, iniciou-se, então, perante o Poder Judiciário argentino, a instrução do processo criminal a que é submetido e que motivou o pedido de extradição. Originariamente, o extraditado foi acusado do crime de privação ilegal da liberdade de pessoas, agravada tanto porque praticada por funcionário público, com abuso das funções, quanto porque cometido com ameaças e violência, na qualidade de partícipe secundário (autor mediato, arts. 2, 46, 144 bis, inciso 1º, com as agravantes dos incisos 1º e 2º do art. 142, todos do Código Penal argentino, na redação dada pela Lei 14.616). Ainda em fase de instrução, o Tribunal de Segundo Grau Criminal e Correcional Federal reclassificou a imputação em desfavor do extraditado. Reconheceu haver elementos suficientes para, em tese, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554567. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) :GOVERNO DA ARGENTINA REQDO.(A/S) :CLAUDIO VALLEJOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de pedido de extensão formulado pelo Governo da Argentina nos autos da Extradição 1.278, em que figura como extraditado o nacional argentino Claudio Vallejos. Após o deferimento parcial do pedido de extradição instrutória pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, ocorrido na sessão de 18.9.2012, o estrangeiro foi entregue às autoridades argentinas em 27.3.2013 (Aviso 890/MJ; fl. 438). Com a entrega do requerido, iniciou-se, então, perante o Poder Judiciário argentino, a instrução do processo criminal a que é submetido e que motivou o pedido de extradição. Originariamente, o extraditado foi acusado do crime de privação ilegal da liberdade de pessoas, agravada tanto porque praticada por funcionário público, com abuso das funções, quanto porque cometido com ameaças e violência, na qualidade de partícipe secundário (autor mediato, arts. 2, 46, 144 bis, inciso 1º, com as agravantes dos incisos 1º e 2º do art. 142, todos do Código Penal argentino, na redação dada pela Lei 14.616). Ainda em fase de instrução, o Tribunal de Segundo Grau Criminal e Correcional Federal reclassificou a imputação em desfavor do extraditado. Reconheceu haver elementos suficientes para, em tese, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório EXT 1278 EXTN / DF considerar a conduta do acusado não como partícipe secundário, mas primário, pois teria oferecido colaboração indispensável à realização do fim perseguido pelo bando (Fl. 468, verso). Tendo isso em vista, o Juízo da 12ª Vara Criminal e Correcional Federal da Capital Federal da República Argentina, no intuito de prevenir-se quanto a qualquer alegação posterior de nulidade decorrente da eventual ausência de autorização, encaminha, pela via diplomática, o presente pedido de extensão ao Supremo Tribunal Federal para que Claudio Vallejos possa ser processado como partícipe primário. No requerimento, explica-se que a base fática (circunstância de modo, tempo e lugar), pela qual foi requerida ao país vizinho a extradição de Claudio Vallejos e pela qual, finalmente, decretou-se-lhe a prisão provisória, é exatamente a mesma. O que, portanto, difere é o grau de participação pelo qual se considerou que ele deveria responder (fl. 468, verso). A Defensoria Pública da União arguiu a nulidade do procedimento. Alegou que, considerada a impossibilidade de se proceder a novo interrogatório do requerido, haja vista ter sido entregue às autoridades argentinas, o deferimento da extensão configuraria ofensa ao artigo 8º, inciso I, da Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), que prescreve o direito de a pessoa ser ouvida em qualquer acusação penal formulada contra ela. Acrescentou que o extraditado não foi sequer notificado do pedido de extensão da extradição. Suscitou óbice decorrente da coisa julgada, garantia constitucional a implicar a imutabilidade do quanto decidido pelo Supremo Tribunal Federal. Solicitei ao Estado requerente a promoção da notificação do extraditado para defesa (fl. 509). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554567. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF considerar a conduta do acusado não como partícipe secundário, mas primário, pois teria oferecido colaboração indispensável à realização do fim perseguido pelo bando (Fl. 468, verso). Tendo isso em vista, o Juízo da 12ª Vara Criminal e Correcional Federal da Capital Federal da República Argentina, no intuito de prevenir-se quanto a qualquer alegação posterior de nulidade decorrente da eventual ausência de autorização, encaminha, pela via diplomática, o presente pedido de extensão ao Supremo Tribunal Federal para que Claudio Vallejos possa ser processado como partícipe primário. No requerimento, explica-se que a base fática (circunstância de modo, tempo e lugar), pela qual foi requerida ao país vizinho a extradição de Claudio Vallejos e pela qual, finalmente, decretou-se-lhe a prisão provisória, é exatamente a mesma. O que, portanto, difere é o grau de participação pelo qual se considerou que ele deveria responder (fl. 468, verso). A Defensoria Pública da União arguiu a nulidade do procedimento. Alegou que, considerada a impossibilidade de se proceder a novo interrogatório do requerido, haja vista ter sido entregue às autoridades argentinas, o deferimento da extensão configuraria ofensa ao artigo 8º, inciso I, da Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), que prescreve o direito de a pessoa ser ouvida em qualquer acusação penal formulada contra ela. Acrescentou que o extraditado não foi sequer notificado do pedido de extensão da extradição. Suscitou óbice decorrente da coisa julgada, garantia constitucional a implicar a imutabilidade do quanto decidido pelo Supremo Tribunal Federal. Solicitei ao Estado requerente a promoção da notificação do extraditado para defesa (fl. 509). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório EXT 1278 EXTN / DF Intimada, a Defensoria Pública da União não apresentou novas razões. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo deferimento do pedido de extensão. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554567. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF Intimada, a Defensoria Pública da União não apresentou novas razões. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo deferimento do pedido de extensão. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de extensão na Extradição n. 1.278. Em sessão de 18 de setembro de 2012, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade de votos, deferiu, parcialmente, a extradição requerida pelo Governo da Argentina, somente em relação aos crimes de sequestro. Os demais foram julgados prescritos. No primeiro pedido, ao extraditado foi imputada a prática de crimes de sequestro, como partícipe secundário. Na presente extensão, o Estado requerente formula pedido para que seu súdito possa ser processado como partícipe primário. Delineado o quadro, não há falar de óbice ao quanto pretendido pelo Governo da Argentina, em especial por não se tratar especificamente de extensão a suprir o princípio da especialidade, situação na qual o Governo requerente roga autorização ao Supremo Tribunal Federal para submeter o requerido a processos criminais por condutas diversas daquela que gerou o pedido extradicional. Trata-se, aqui, como as próprias traduções dos documentos demonstram, de postura zelosa do juízo criminal argentino a evitar qualquer questionamento acerca de eventuais nulidades processuais, considerada a estabilização da imputação somente após a conclusão da apreciação pelo Tribunal de segundo grau argentino. Assim concebido, continuam satisfeitos os pressupostos legais à extradição, nos mesmos moldes do que já decidido pela Segunda Turma. Não há ofensa a prerrogativas processuais da defesa. A meu requerimento, o Estado argentino promoveu a notificação do extraditando para aditar sua defesa (fl. 542). O interrogatório do requerido e a defesa técnica então apresentados são suficientes a garantir a observância ao exercício da defesa, pois não houve alteração alguma quanto aos fatos apresentados. Não há necessidade de nova instrução, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de extensão na Extradição n. 1.278. Em sessão de 18 de setembro de 2012, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade de votos, deferiu, parcialmente, a extradição requerida pelo Governo da Argentina, somente em relação aos crimes de sequestro. Os demais foram julgados prescritos. No primeiro pedido, ao extraditado foi imputada a prática de crimes de sequestro, como partícipe secundário. Na presente extensão, o Estado requerente formula pedido para que seu súdito possa ser processado como partícipe primário. Delineado o quadro, não há falar de óbice ao quanto pretendido pelo Governo da Argentina, em especial por não se tratar especificamente de extensão a suprir o princípio da especialidade, situação na qual o Governo requerente roga autorização ao Supremo Tribunal Federal para submeter o requerido a processos criminais por condutas diversas daquela que gerou o pedido extradicional. Trata-se, aqui, como as próprias traduções dos documentos demonstram, de postura zelosa do juízo criminal argentino a evitar qualquer questionamento acerca de eventuais nulidades processuais, considerada a estabilização da imputação somente após a conclusão da apreciação pelo Tribunal de segundo grau argentino. Assim concebido, continuam satisfeitos os pressupostos legais à extradição, nos mesmos moldes do que já decidido pela Segunda Turma. Não há ofensa a prerrogativas processuais da defesa. A meu requerimento, o Estado argentino promoveu a notificação do extraditando para aditar sua defesa (fl. 542). O interrogatório do requerido e a defesa técnica então apresentados são suficientes a garantir a observância ao exercício da defesa, pois não houve alteração alguma quanto aos fatos apresentados. Não há necessidade de nova instrução, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES EXT 1278 EXTN / DF pois inexistentes novos elementos que a justifiquem. Não há falar, também, em ofensa à coisa julgada, tal como preconizado pela defesa. A modificação da imputação original (mutatio libelli) também é aceita na legislação brasileira, mesmo que para reclassificação em crime mais graves – art. 383 do CPP. Sob esse aspecto, a extradição não destoa do processo interno. A extradição instrutória também é baseada em juízo provisório acerca da classificação dos fatos. Não há fundamento para exigir que o Estado estrangeiro decida com definitividade acerca da classificação dos fatos antes de requerer a extradição. Além disso, não obstante a reprimenda ao delito sob a ótica da participação primária tenha a pena maior que aquela na participação secundária, ao Supremo Tribunal Federal compete, consoante o sistema de contenciosidade limitada, tão só aferir a existência da dupla tipicidade, a inexistência de fenômeno que revele a extinção da punibilidade bem como a vinculação do deferimento à comutação, se for o caso, de penas perpétuas ou de morte ao máximo permitido pelas leis brasileiras. Tais pressupostos foram apreciados quando do julgamento da extradição e permanecem válidos. Cito, a propósito, precedentes de ambas as turmas: “EXTRADIÇÃO SUPLETIVA – PEDIDO DE EXTENSÃO OU DE AMPLIAÇÃO FORMULADO POR ESTADO ESTRANGEIRO – POSSIBILIDADE JURÍDICA – CONSEQUENTE ADMISSIBILIDADE DO PLEITO DE EXTENSÃO EM MATÉRIA EXTRADICIONAL (LEI Nº 6.815/80, ART. 91, I) – FORMALIDADES A SEREM OBSERVADAS EM RESPEITO AO DIREITO DE DEFESA DO SÚDITO ESTRANGEIRO – PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE – SIGNIFICAÇÃO POLÍTICO-JURÍDICA DESSE POSTULADO – INOCORRÊNCIA, NO CASO, DE SUA VULNERAÇÃO – SÚDITO ESTRANGEIRO ACUSADO DA PRÁTICA DO CRIME DE ‘BURLA QUALIFICADA’ E DO DELITO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF pois inexistentes novos elementos que a justifiquem. Não há falar, também, em ofensa à coisa julgada, tal como preconizado pela defesa. A modificação da imputação original (mutatio libelli) também é aceita na legislação brasileira, mesmo que para reclassificação em crime mais graves – art. 383 do CPP. Sob esse aspecto, a extradição não destoa do processo interno. A extradição instrutória também é baseada em juízo provisório acerca da classificação dos fatos. Não há fundamento para exigir que o Estado estrangeiro decida com definitividade acerca da classificação dos fatos antes de requerer a extradição. Além disso, não obstante a reprimenda ao delito sob a ótica da participação primária tenha a pena maior que aquela na participação secundária, ao Supremo Tribunal Federal compete, consoante o sistema de contenciosidade limitada, tão só aferir a existência da dupla tipicidade, a inexistência de fenômeno que revele a extinção da punibilidade bem como a vinculação do deferimento à comutação, se for o caso, de penas perpétuas ou de morte ao máximo permitido pelas leis brasileiras. Tais pressupostos foram apreciados quando do julgamento da extradição e permanecem válidos. Cito, a propósito, precedentes de ambas as turmas: “EXTRADIÇÃO SUPLETIVA – PEDIDO DE EXTENSÃO OU DE AMPLIAÇÃO FORMULADO POR ESTADO ESTRANGEIRO – POSSIBILIDADE JURÍDICA – CONSEQUENTE ADMISSIBILIDADE DO PLEITO DE EXTENSÃO EM MATÉRIA EXTRADICIONAL (LEI Nº 6.815/80, ART. 91, I) – FORMALIDADES A SEREM OBSERVADAS EM RESPEITO AO DIREITO DE DEFESA DO SÚDITO ESTRANGEIRO – PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE – SIGNIFICAÇÃO POLÍTICO-JURÍDICA DESSE POSTULADO – INOCORRÊNCIA, NO CASO, DE SUA VULNERAÇÃO – SÚDITO ESTRANGEIRO ACUSADO DA PRÁTICA DO CRIME DE ‘BURLA QUALIFICADA’ E DO DELITO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES EXT 1278 EXTN / DF FALSIDADE DOCUMENTAL – CONCORDÂNCIA DO EXTRADITANDO – DADO JURIDICAMENTE IRRELEVANTE – NECESSIDADE DE RESPEITO AOS DIREITOS BÁSICOS DOS SÚDITOS ESTRANGEIROS – ALEGAÇÃO DE DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO DOCUMENTAL DO PEDIDO DE EXTENSÃO – SUPOSTA AUSÊNCIA DE CÓPIA DOS DISPOSITIVOS LEGAIS ESTRANGEIROS – INOCORRÊNCIA – REGULARIDADE FORMAL DO PEDIDO DE EXTENSÃO – OBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, DOS CRITÉRIOS DA DUPLA TIPICIDADE E DA DUPLA PUNIBILIDADE QUANTO AOS DELITOS DE ‘BURLA’ (ESTELIONATO) E DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO – INCIDÊNCIA, NO ENTANTO, DO PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO – CONSEQUENTE ABSORÇÃO DO DELITO-MEIO (FALSIDADE DOCUMENTAL) PELO CRIME-FIM (ESTELIONATO) – DOUTRINA – PRECEDENTES – SATISFAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS E ATENDIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO ACOLHIMENTO, EM PARTE, DO PEDIDO DE EXTENSÃO – EXTRADIÇÃO SUPLETIVA PARCIALMENTE DEFERIDA”. (EXT-Extensão 977/República Portuguesa, rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 15.6.2015); “PEDIDO DE EXTENSÃO EM EXTRADIÇÃO REQUERIDA PELO GOVERNO DE PORTUGAL. 1. Estão presentes os pressupostos materiais: a dupla tipificação de crime comum praticado por estrangeiro e a falta de jurisdição brasileira sobre o fato. 2. Ocorrência da prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de burla simples no Estado requerente. 3. ‘Quanto ao delito de falsificação, incide o princípio da consunção. Isso porque a fraude cometida pelo acusado não avançou para além da prática do estelionato alegadamente cometido’ (Ext 1.194, Rel. Min. Ayres Britto). 4. Pedido de extensão em extradição deferido parcialmente quanto aos dois crimes de burla qualificada, bem como ao crime de detenção de cheque sem provisão”. (EXT-Extensão 814/República Portuguesa, rel. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF FALSIDADE DOCUMENTAL – CONCORDÂNCIA DO EXTRADITANDO – DADO JURIDICAMENTE IRRELEVANTE – NECESSIDADE DE RESPEITO AOS DIREITOS BÁSICOS DOS SÚDITOS ESTRANGEIROS – ALEGAÇÃO DE DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO DOCUMENTAL DO PEDIDO DE EXTENSÃO – SUPOSTA AUSÊNCIA DE CÓPIA DOS DISPOSITIVOS LEGAIS ESTRANGEIROS – INOCORRÊNCIA – REGULARIDADE FORMAL DO PEDIDO DE EXTENSÃO – OBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, DOS CRITÉRIOS DA DUPLA TIPICIDADE E DA DUPLA PUNIBILIDADE QUANTO AOS DELITOS DE ‘BURLA’ (ESTELIONATO) E DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO – INCIDÊNCIA, NO ENTANTO, DO PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO – CONSEQUENTE ABSORÇÃO DO DELITO-MEIO (FALSIDADE DOCUMENTAL) PELO CRIME-FIM (ESTELIONATO) – DOUTRINA – PRECEDENTES – SATISFAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS E ATENDIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO ACOLHIMENTO, EM PARTE, DO PEDIDO DE EXTENSÃO – EXTRADIÇÃO SUPLETIVA PARCIALMENTE DEFERIDA”. (EXT-Extensão 977/República Portuguesa, rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 15.6.2015); “PEDIDO DE EXTENSÃO EM EXTRADIÇÃO REQUERIDA PELO GOVERNO DE PORTUGAL. 1. Estão presentes os pressupostos materiais: a dupla tipificação de crime comum praticado por estrangeiro e a falta de jurisdição brasileira sobre o fato. 2. Ocorrência da prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de burla simples no Estado requerente. 3. ‘Quanto ao delito de falsificação, incide o princípio da consunção. Isso porque a fraude cometida pelo acusado não avançou para além da prática do estelionato alegadamente cometido’ (Ext 1.194, Rel. Min. Ayres Britto). 4. Pedido de extensão em extradição deferido parcialmente quanto aos dois crimes de burla qualificada, bem como ao crime de detenção de cheque sem provisão”. (EXT-Extensão 814/República Portuguesa, rel. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES EXT 1278 EXTN / DF min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 2.2.2015); “Extradição instrutória. Governo de Portugal. Extensão do pedido formulado após o julgamento do pleito originário. Possibilidade jurídica da sua análise. Precedente. Pedido de extensão instruído com os documentos necessários ao seu exame. Atendimento aos requisitos da Lei nº 6.815/80 e do tratado bilateral. Crimes de falsificação de documento público e estelionato. Prescrição. Não ocorrência, tanto sob a óptica da legislação alienígena, quanto sob a óptica da legislação penal brasileira. Competência para a instrução e o julgamento dos fatos narrados na nota verbal. Ausência de conotação política do delito praticado. Vedação do art. 77 da Lei nº 6.815/80 afastada. Requisitos da dupla tipicidade e punibilidade satisfeitos. Crime de falsificação de documento público. Antefato não punível. Consunção. Pedido de extensão parcialmente deferido. 1. Revela-se juridicamente possível analisar o pedido de extensão formulado após o deferimento do pedido de extradição, desde que o crime relacionado seja diverso daquele que motivou o pedido inicial, bem como tenha sido ele cometido em data anterior ao pleito extradicional. 2. O pedido de extensão formulado pelo Governo de Portugal, com base em tratado de extradição firmado com o Brasil, atende aos pressupostos necessários ao seu deferimento, nos termos da Lei nº 6.815/80. 3. O pedido foi instruído com os documentos necessários à sua análise, trazendo, inclusive, detalhes pormenorizados quanto ao local, o período, a natureza e as circunstâncias dos fatos delituosos. Portanto, em perfeita consonância com a regras dos arts. IX, 1, do tratado bilateral e 80, caput, da Lei nº 6.815/80. 4. Os fatos delituosos imputados ao extraditando correspondem, no Brasil, aos crimes de falsificação de documento público e estelionato, estabelecidos nos arts. 297 e 171 do Código Penal brasileiro, satisfazendo, assim, ao requisito da dupla tipicidade previsto no art. 77, inciso II, da Lei nº 6.815/80. 5. Não ocorrência da prescrição da pretensão punitiva - tanto com relação aos textos legais apresentados pelo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 2.2.2015); “Extradição instrutória. Governo de Portugal. Extensão do pedido formulado após o julgamento do pleito originário. Possibilidade jurídica da sua análise. Precedente. Pedido de extensão instruído com os documentos necessários ao seu exame. Atendimento aos requisitos da Lei nº 6.815/80 e do tratado bilateral. Crimes de falsificação de documento público e estelionato. Prescrição. Não ocorrência, tanto sob a óptica da legislação alienígena, quanto sob a óptica da legislação penal brasileira. Competência para a instrução e o julgamento dos fatos narrados na nota verbal. Ausência de conotação política do delito praticado. Vedação do art. 77 da Lei nº 6.815/80 afastada. Requisitos da dupla tipicidade e punibilidade satisfeitos. Crime de falsificação de documento público. Antefato não punível. Consunção. Pedido de extensão parcialmente deferido. 1. Revela-se juridicamente possível analisar o pedido de extensão formulado após o deferimento do pedido de extradição, desde que o crime relacionado seja diverso daquele que motivou o pedido inicial, bem como tenha sido ele cometido em data anterior ao pleito extradicional. 2. O pedido de extensão formulado pelo Governo de Portugal, com base em tratado de extradição firmado com o Brasil, atende aos pressupostos necessários ao seu deferimento, nos termos da Lei nº 6.815/80. 3. O pedido foi instruído com os documentos necessários à sua análise, trazendo, inclusive, detalhes pormenorizados quanto ao local, o período, a natureza e as circunstâncias dos fatos delituosos. Portanto, em perfeita consonância com a regras dos arts. IX, 1, do tratado bilateral e 80, caput, da Lei nº 6.815/80. 4. Os fatos delituosos imputados ao extraditando correspondem, no Brasil, aos crimes de falsificação de documento público e estelionato, estabelecidos nos arts. 297 e 171 do Código Penal brasileiro, satisfazendo, assim, ao requisito da dupla tipicidade previsto no art. 77, inciso II, da Lei nº 6.815/80. 5. Não ocorrência da prescrição da pretensão punitiva - tanto com relação aos textos legais apresentados pelo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES EXT 1278 EXTN / DF Estado requerente, quanto com relação à legislação penal brasileira. 6. A jurisprudência do Supremo Tribunal vem consolidando o entendimento de que, quando se tratar de antefato ou de pós-fato impunível, tal crime não enseja o deferimento do pedido de extradição. Precedente. 7. Inviável, dessa forma, o acolhimento da extradição para fins de persecução penal ao extraditando pelo Estado requerente com relação ao crime de falsificação de documento (art. 256º, nº 1, alínea a e nº 3, do Código Penal Português, com a redação anterior à Lei nº 59/07, de 4 de setembro). 8. Pedido de extensão parcialmente deferido”. (EXT-Extensão 1.204/República Portuguesa, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 19.12.2013). Tal orientação não destoa do quanto afirmado pela Procuradoria- Geral da República. Confira-se (fls. 564/566): “O pedido é de ser acolhido. Não há falar em coisa julgada. O Governo requerente informa que, no curso da instrução do processo criminal, foi apurado que o extraditando, antes tido como partícipe secundário, deve ser enquadrado como partícipe primário. Nem se trata de alteração dos fatos que ensejaram a extradição e, sim, do grau de responsabilização do extraditando no cometimento dos crimes pelos quais foi deferida a extradição e ele está sendo processado na República Argentina. No nosso sistema o princípio da especialidade condiciona a persecução por fatos anteriores ao pedido de extradição. Mas aqui a acusação e os fatos a rigor são os mesmos e sobre eles o extraditando já foi interrogado. Se o princípio da especialidade não veda o mais, qual seja a autorização para a persecução ou cumprimento de pena por outros crimes anteriores, muito menos está a impedir a ampliação da extradição para a alteração do enquadramento jurídico dos fatos que ensejaram o pedido, de forma a agravar a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF Estado requerente, quanto com relação à legislação penal brasileira. 6. A jurisprudência do Supremo Tribunal vem consolidando o entendimento de que, quando se tratar de antefato ou de pós-fato impunível, tal crime não enseja o deferimento do pedido de extradição. Precedente. 7. Inviável, dessa forma, o acolhimento da extradição para fins de persecução penal ao extraditando pelo Estado requerente com relação ao crime de falsificação de documento (art. 256º, nº 1, alínea a e nº 3, do Código Penal Português, com a redação anterior à Lei nº 59/07, de 4 de setembro). 8. Pedido de extensão parcialmente deferido”. (EXT-Extensão 1.204/República Portuguesa, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 19.12.2013). Tal orientação não destoa do quanto afirmado pela Procuradoria- Geral da República. Confira-se (fls. 564/566): “O pedido é de ser acolhido. Não há falar em coisa julgada. O Governo requerente informa que, no curso da instrução do processo criminal, foi apurado que o extraditando, antes tido como partícipe secundário, deve ser enquadrado como partícipe primário. Nem se trata de alteração dos fatos que ensejaram a extradição e, sim, do grau de responsabilização do extraditando no cometimento dos crimes pelos quais foi deferida a extradição e ele está sendo processado na República Argentina. No nosso sistema o princípio da especialidade condiciona a persecução por fatos anteriores ao pedido de extradição. Mas aqui a acusação e os fatos a rigor são os mesmos e sobre eles o extraditando já foi interrogado. Se o princípio da especialidade não veda o mais, qual seja a autorização para a persecução ou cumprimento de pena por outros crimes anteriores, muito menos está a impedir a ampliação da extradição para a alteração do enquadramento jurídico dos fatos que ensejaram o pedido, de forma a agravar a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES EXT 1278 EXTN / DF responsabilização do extraditando (art. 14 do Acordo de Extradição entre os Estados Partes do Mercosul – Decreto 4.975/2004; art. 91, I, da Lei 6.815/90 – Estatuto do Estrangeiro). Não se pode negar à Justiça argentina aquilo que também seria permitido ao juiz brasileiro, quanto a dar nova definição jurídica aos fatos (art. 383 do Código de Processo Penal) ou alterar a definição jurídica dos fatos em razão de novas evidências (art. 384 do Código de Processo Penal). O que importa considerar é que o tipo penal é o mesmo (art. 144 bis, inciso 1º, do Código Penal Argentino). A alteração do grau de participação reflete-se tão somente em relação à pena. No enquadramento do aditamento, como partícipe primário (art. 45 do Código Penal Argentino), já não há lugar para a redução de um terço à metade da pena cominada, que estava permitida pelo enquadramento que constou do pedido inicial, como partícipe secundário (Código Penal Argentino art. 46)”. A única ressalva a ser feita é que segue aplicável “o compromisso de comutar eventual pena de prisão perpétua em pena privativa de liberdade, com o prazo máximo de 30 anos”, que condicionou a extradição original. Ante o exposto, defiro a extensão na extradição, mantido o compromisso de comutar eventual pena de prisão perpétua em privativa de liberdade, com prazo máximo de trinta anos, assumido pelo Estado Requerente. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF responsabilização do extraditando (art. 14 do Acordo de Extradição entre os Estados Partes do Mercosul – Decreto 4.975/2004; art. 91, I, da Lei 6.815/90 – Estatuto do Estrangeiro). Não se pode negar à Justiça argentina aquilo que também seria permitido ao juiz brasileiro, quanto a dar nova definição jurídica aos fatos (art. 383 do Código de Processo Penal) ou alterar a definição jurídica dos fatos em razão de novas evidências (art. 384 do Código de Processo Penal). O que importa considerar é que o tipo penal é o mesmo (art. 144 bis, inciso 1º, do Código Penal Argentino). A alteração do grau de participação reflete-se tão somente em relação à pena. No enquadramento do aditamento, como partícipe primário (art. 45 do Código Penal Argentino), já não há lugar para a redução de um terço à metade da pena cominada, que estava permitida pelo enquadramento que constou do pedido inicial, como partícipe secundário (Código Penal Argentino art. 46)”. A única ressalva a ser feita é que segue aplicável “o compromisso de comutar eventual pena de prisão perpétua em pena privativa de liberdade, com o prazo máximo de 30 anos”, que condicionou a extradição original. Ante o exposto, defiro a extensão na extradição, mantido o compromisso de comutar eventual pena de prisão perpétua em privativa de liberdade, com prazo máximo de trinta anos, assumido pelo Estado Requerente. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) : GOVERNO DA ARGENTINA REQDO.(A/S) : CLAUDIO VALLEJOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: Retirado de pauta por indicação do Ministro Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 10.03.2015. Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou a tese de coisa julgada suscitada pela defesa, afastou a necessidade de novo interrogatório e, no mérito, deferiu o pedido de extensão na extradição, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9508940 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) : GOVERNO DA ARGENTINA REQDO.(A/S) : CLAUDIO VALLEJOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: Retirado de pauta por indicação do Ministro Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 10.03.2015. Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou a tese de coisa julgada suscitada pela defesa, afastou a necessidade de novo interrogatório e, no mérito, deferiu o pedido de extensão na extradição, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9508940 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9577179
2015-09-22T00:00:00
2015-10-15T00:00:00
Retirado de pauta por indicação do Ministro Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 10.03.2015. Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou a tese de coisa julgada suscitada pela defesa, afastou a necessidade de novo interrogatório e, no mérito, deferiu o pedido de extensão na extradição, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015.
EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO
Extensão na extradição. 2. Crime de sequestro. Instrução. Reclassificação em desfavor do extraditado. Mudança da qualidade de partícipe secundário para primário. 3. Postura zelosa do juízo criminal argentino. Estabilização da imputação somente após a apreciação pelo tribunal de segundo grau argentino. 4. Ofensa à coisa julgada. Inocorrência. 5. Inalterados os fatos sobre os quais foi interrogado o requerido e sobre os quais a defesa se manifestou expressamente, não há falar em ofensa à ampla defesa. 6. Não obstante a reprimenda ao delito sob a ótica da participação primária tenha a pena maior que aquela na participação secundária, ao Supremo Tribunal Federal compete, consoante o sistema de contenciosidade limitada, tão só aferir a existência da dupla tipicidade, a inexistência de fenômeno que revele a extinção da punibilidade bem como a vinculação do deferimento à comutação, se for o caso, de penas perpétuas ou de morte ao máximo permitido pelas leis brasileiras. Precedentes. 7. Pedido deferido sob a condição de que o Estado requerente assuma, em caráter formal, compromisso de comutar eventual pena de prisão perpétua em pena privativa de liberdade, com o prazo máximo de trinta anos.
sjur324730
- Acórdão(s) citado(s): (EXTRADIÇÃO, REQUISITOS) Ext 977 extensão (2ªT), Ext 814 Extn (TP), Ext 1204 Extn (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 26/10/2015, JRS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1278
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00383\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
Ext-Extn
acordaos
Ext 1278 Extn
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REQTE.(S) : GOVERNO DA ARGENTINA REQDO.(A/S) : CLAUDIO VALLEJOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) :GOVERNO DA ARGENTINA REQDO.(A/S) :CLAUDIO VALLEJOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Extensão na extradição. 2. Crime de sequestro. Instrução. Reclassificação em desfavor do extraditado. Mudança da qualidade de partícipe secundário para primário. 3. Postura zelosa do juízo criminal argentino. Estabilização da imputação somente após a apreciação pelo tribunal de segundo grau argentino. 4. Ofensa à coisa julgada. Inocorrência. 5. Inalterados os fatos sobre os quais foi interrogado o requerido e sobre os quais a defesa se manifestou expressamente, não há falar em ofensa à ampla defesa. 6. Não obstante a reprimenda ao delito sob a ótica da participação primária tenha a pena maior que aquela na participação secundária, ao Supremo Tribunal Federal compete, consoante o sistema de contenciosidade limitada, tão só aferir a existência da dupla tipicidade, a inexistência de fenômeno que revele a extinção da punibilidade bem como a vinculação do deferimento à comutação, se for o caso, de penas perpétuas ou de morte ao máximo permitido pelas leis brasileiras. Precedentes. 7. Pedido deferido sob a condição de que o Estado requerente assuma, em caráter formal, compromisso de comutar eventual pena de prisão perpétua em pena privativa de liberdade, com o prazo máximo de trinta anos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, rejeitar a tese de coisa julgada suscitada, afastar a necessidade de novo interrogatório e deferir a extensão, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554566. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão EXT 1278 EXTN / DF Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554566. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554566. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) :GOVERNO DA ARGENTINA REQDO.(A/S) :CLAUDIO VALLEJOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de pedido de extensão formulado pelo Governo da Argentina nos autos da Extradição 1.278, em que figura como extraditado o nacional argentino Claudio Vallejos. Após o deferimento parcial do pedido de extradição instrutória pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, ocorrido na sessão de 18.9.2012, o estrangeiro foi entregue às autoridades argentinas em 27.3.2013 (Aviso 890/MJ; fl. 438). Com a entrega do requerido, iniciou-se, então, perante o Poder Judiciário argentino, a instrução do processo criminal a que é submetido e que motivou o pedido de extradição. Originariamente, o extraditado foi acusado do crime de privação ilegal da liberdade de pessoas, agravada tanto porque praticada por funcionário público, com abuso das funções, quanto porque cometido com ameaças e violência, na qualidade de partícipe secundário (autor mediato, arts. 2, 46, 144 bis, inciso 1..., com as agravantes dos incisos 1... e 2... do art. 142, todos do Código Penal argentino, na redação dada pela Lei 14.616). Ainda em fase de instrução, o Tribunal de Segundo Grau Criminal e Correcional Federal reclassificou a imputação em desfavor do extraditado. Reconheceu haver elementos suficientes para, em tese, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554567. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) :GOVERNO DA ARGENTINA REQDO.(A/S) :CLAUDIO VALLEJOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de pedido de extensão formulado pelo Governo da Argentina nos autos da Extradição 1.278, em que figura como extraditado o nacional argentino Claudio Vallejos. Após o deferimento parcial do pedido de extradição instrutória pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, ocorrido na sessão de 18.9.2012, o estrangeiro foi entregue às autoridades argentinas em 27.3.2013 (Aviso 890/MJ; fl. 438). Com a entrega do requerido, iniciou-se, então, perante o Poder Judiciário argentino, a instrução do processo criminal a que é submetido e que motivou o pedido de extradição. Originariamente, o extraditado foi acusado do crime de privação ilegal da liberdade de pessoas, agravada tanto porque praticada por funcionário público, com abuso das funções, quanto porque cometido com ameaças e violência, na qualidade de partícipe secundário (autor mediato, arts. 2, 46, 144 bis, inciso 1..., com as agravantes dos incisos 1... e 2... do art. 142, todos do Código Penal argentino, na redação dada pela Lei 14.616). Ainda em fase de instrução, o Tribunal de Segundo Grau Criminal e Correcional Federal reclassificou a imputação em desfavor do extraditado. Reconheceu haver elementos suficientes para, em tese, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório EXT 1278 EXTN / DF considerar a conduta do acusado não como partícipe secundário, mas primário, pois teria oferecido colaboração indispensável à realização do fim perseguido pelo bando (Fl. 468, verso). Tendo isso em vista, o Juízo da 12... Vara Criminal e Correcional Federal da Capital Federal da República Argentina, no intuito de prevenir-se quanto a qualquer alegação posterior de nulidade decorrente da eventual ausência de autorização, encaminha, pela via diplomática, o presente pedido de extensão ao Supremo Tribunal Federal para que Claudio Vallejos possa ser processado como partícipe primário. No requerimento, explica-se que a base fática (circunstância de modo, tempo e lugar), pela qual foi requerida ao país vizinho a extradição de Claudio Vallejos e pela qual, finalmente, decretou-se-lhe a prisão provisória, é exatamente a mesma. O que, portanto, difere é o grau de participação pelo qual se considerou que ele deveria responder (fl. 468, verso). A Defensoria Pública da União arguiu a nulidade do procedimento. Alegou que, considerada a impossibilidade de se proceder a novo interrogatório do requerido, haja vista ter sido entregue às autoridades argentinas, o deferimento da extensão configuraria ofensa ao artigo 8..., inciso I, da Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), que prescreve o direito de a pessoa ser ouvida em qualquer acusação penal formulada contra ela. Acrescentou que o extraditado não foi sequer notificado do pedido de extensão da extradição. Suscitou óbice decorrente da coisa julgada, garantia constitucional a implicar a imutabilidade do quanto decidido pelo Supremo Tribunal Federal. Solicitei ao Estado requerente a promoção da notificação do extraditado para defesa (fl. 509). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554567. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF considerar a conduta do acusado não como partícipe secundário, mas primário, pois teria oferecido colaboração indispensável à realização do fim perseguido pelo bando (Fl. 468, verso). Tendo isso em vista, o Juízo da 12... Vara Criminal e Correcional Federal da Capital Federal da República Argentina, no intuito de prevenir-se quanto a qualquer alegação posterior de nulidade decorrente da eventual ausência de autorização, encaminha, pela via diplomática, o presente pedido de extensão ao Supremo Tribunal Federal para que Claudio Vallejos possa ser processado como partícipe primário. No requerimento, explica-se que a base fática (circunstância de modo, tempo e lugar), pela qual foi requerida ao país vizinho a extradição de Claudio Vallejos e pela qual, finalmente, decretou-se-lhe a prisão provisória, é exatamente a mesma. O que, portanto, difere é o grau de participação pelo qual se considerou que ele deveria responder (fl. 468, verso). A Defensoria Pública da União arguiu a nulidade do procedimento. Alegou que, considerada a impossibilidade de se proceder a novo interrogatório do requerido, haja vista ter sido entregue às autoridades argentinas, o deferimento da extensão configuraria ofensa ao artigo 8..., inciso I, da Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), que prescreve o direito de a pessoa ser ouvida em qualquer acusação penal formulada contra ela. Acrescentou que o extraditado não foi sequer notificado do pedido de extensão da extradição. Suscitou óbice decorrente da coisa julgada, garantia constitucional a implicar a imutabilidade do quanto decidido pelo Supremo Tribunal Federal. Solicitei ao Estado requerente a promoção da notificação do extraditado para defesa (fl. 509). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório EXT 1278 EXTN / DF Intimada, a Defensoria Pública da União não apresentou novas razões. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo deferimento do pedido de extensão. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554567. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF Intimada, a Defensoria Pública da União não apresentou novas razões. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo deferimento do pedido de extensão. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de extensão na Extradição n. 1.278. Em sessão de 18 de setembro de 2012, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade de votos, deferiu, parcialmente, a extradição requerida pelo Governo da Argentina, somente em relação aos crimes de sequestro. Os demais foram julgados prescritos. No primeiro pedido, ao extraditado foi imputada a prática de crimes de sequestro, como partícipe secundário. Na presente extensão, o Estado requerente formula pedido para que seu súdito possa ser processado como partícipe primário. Delineado o quadro, não há falar de óbice ao quanto pretendido pelo Governo da Argentina, em especial por não se tratar especificamente de extensão a suprir o princípio da especialidade, situação na qual o Governo requerente roga autorização ao Supremo Tribunal Federal para submeter o requerido a processos criminais por condutas diversas daquela que gerou o pedido extradicional. Trata-se, aqui, como as próprias traduções dos documentos demonstram, de postura zelosa do juízo criminal argentino a evitar qualquer questionamento acerca de eventuais nulidades processuais, considerada a estabilização da imputação somente após a conclusão da apreciação pelo Tribunal de segundo grau argentino. Assim concebido, continuam satisfeitos os pressupostos legais à extradição, nos mesmos moldes do que já decidido pela Segunda Turma. Não há ofensa a prerrogativas processuais da defesa. A meu requerimento, o Estado argentino promoveu a notificação do extraditando para aditar sua defesa (fl. 542). O interrogatório do requerido e a defesa técnica então apresentados são suficientes a garantir a observância ao exercício da defesa, pois não houve alteração alguma quanto aos fatos apresentados. Não há necessidade de nova instrução, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de extensão na Extradição n. 1.278. Em sessão de 18 de setembro de 2012, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade de votos, deferiu, parcialmente, a extradição requerida pelo Governo da Argentina, somente em relação aos crimes de sequestro. Os demais foram julgados prescritos. No primeiro pedido, ao extraditado foi imputada a prática de crimes de sequestro, como partícipe secundário. Na presente extensão, o Estado requerente formula pedido para que seu súdito possa ser processado como partícipe primário. Delineado o quadro, não há falar de óbice ao quanto pretendido pelo Governo da Argentina, em especial por não se tratar especificamente de extensão a suprir o princípio da especialidade, situação na qual o Governo requerente roga autorização ao Supremo Tribunal Federal para submeter o requerido a processos criminais por condutas diversas daquela que gerou o pedido extradicional. Trata-se, aqui, como as próprias traduções dos documentos demonstram, de postura zelosa do juízo criminal argentino a evitar qualquer questionamento acerca de eventuais nulidades processuais, considerada a estabilização da imputação somente após a conclusão da apreciação pelo Tribunal de segundo grau argentino. Assim concebido, continuam satisfeitos os pressupostos legais à extradição, nos mesmos moldes do que já decidido pela Segunda Turma. Não há ofensa a prerrogativas processuais da defesa. A meu requerimento, o Estado argentino promoveu a notificação do extraditando para aditar sua defesa (fl. 542). O interrogatório do requerido e a defesa técnica então apresentados são suficientes a garantir a observância ao exercício da defesa, pois não houve alteração alguma quanto aos fatos apresentados. Não há necessidade de nova instrução, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES EXT 1278 EXTN / DF pois inexistentes novos elementos que a justifiquem. Não há falar, também, em ofensa à coisa julgada, tal como preconizado pela defesa. A modificação da imputação original (mutatio libelli) também é aceita na legislação brasileira, mesmo que para reclassificação em crime mais graves – art. 383 do CPP. Sob esse aspecto, a extradição não destoa do processo interno. A extradição instrutória também é baseada em juízo provisório acerca da classificação dos fatos. Não há fundamento para exigir que o Estado estrangeiro decida com definitividade acerca da classificação dos fatos antes de requerer a extradição. Além disso, não obstante a reprimenda ao delito sob a ótica da participação primária tenha a pena maior que aquela na participação secundária, ao Supremo Tribunal Federal compete, consoante o sistema de contenciosidade limitada, tão só aferir a existência da dupla tipicidade, a inexistência de fenômeno que revele a extinção da punibilidade bem como a vinculação do deferimento à comutação, se for o caso, de penas perpétuas ou de morte ao máximo permitido pelas leis brasileiras. Tais pressupostos foram apreciados quando do julgamento da extradição e permanecem válidos. Cito, a propósito, precedentes de ambas as turmas: “EXTRADIÇÃO SUPLETIVA – PEDIDO DE EXTENSÃO OU DE AMPLIAÇÃO FORMULADO POR ESTADO ESTRANGEIRO – POSSIBILIDADE JURÍDICA – CONSEQUENTE ADMISSIBILIDADE DO PLEITO DE EXTENSÃO EM MATÉRIA EXTRADICIONAL (LEI n 6.815/80, ART. 91, I) – FORMALIDADES A SEREM OBSERVADAS EM RESPEITO AO DIREITO DE DEFESA DO SÚDITO ESTRANGEIRO – PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE – SIGNIFICAÇÃO POLÍTICO-JURÍDICA DESSE POSTULADO – INOCORRÊNCIA, NO CASO, DE SUA VULNERAÇÃO – SÚDITO ESTRANGEIRO ACUSADO DA PRÁTICA DO CRIME DE ‘BURLA QUALIFICADA’ E DO DELITO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF pois inexistentes novos elementos que a justifiquem. Não há falar, também, em ofensa à coisa julgada, tal como preconizado pela defesa. A modificação da imputação original (mutatio libelli) também é aceita na legislação brasileira, mesmo que para reclassificação em crime mais graves – art. 383 do CPP. Sob esse aspecto, a extradição não destoa do processo interno. A extradição instrutória também é baseada em juízo provisório acerca da classificação dos fatos. Não há fundamento para exigir que o Estado estrangeiro decida com definitividade acerca da classificação dos fatos antes de requerer a extradição. Além disso, não obstante a reprimenda ao delito sob a ótica da participação primária tenha a pena maior que aquela na participação secundária, ao Supremo Tribunal Federal compete, consoante o sistema de contenciosidade limitada, tão só aferir a existência da dupla tipicidade, a inexistência de fenômeno que revele a extinção da punibilidade bem como a vinculação do deferimento à comutação, se for o caso, de penas perpétuas ou de morte ao máximo permitido pelas leis brasileiras. Tais pressupostos foram apreciados quando do julgamento da extradição e permanecem válidos. Cito, a propósito, precedentes de ambas as turmas: “EXTRADIÇÃO SUPLETIVA – PEDIDO DE EXTENSÃO OU DE AMPLIAÇÃO FORMULADO POR ESTADO ESTRANGEIRO – POSSIBILIDADE JURÍDICA – CONSEQUENTE ADMISSIBILIDADE DO PLEITO DE EXTENSÃO EM MATÉRIA EXTRADICIONAL (LEI n 6.815/80, ART. 91, I) – FORMALIDADES A SEREM OBSERVADAS EM RESPEITO AO DIREITO DE DEFESA DO SÚDITO ESTRANGEIRO – PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE – SIGNIFICAÇÃO POLÍTICO-JURÍDICA DESSE POSTULADO – INOCORRÊNCIA, NO CASO, DE SUA VULNERAÇÃO – SÚDITO ESTRANGEIRO ACUSADO DA PRÁTICA DO CRIME DE ‘BURLA QUALIFICADA’ E DO DELITO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES EXT 1278 EXTN / DF FALSIDADE DOCUMENTAL – CONCORDÂNCIA DO EXTRADITANDO – DADO JURIDICAMENTE IRRELEVANTE – NECESSIDADE DE RESPEITO AOS DIREITOS BÁSICOS DOS SÚDITOS ESTRANGEIROS – ALEGAÇÃO DE DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO DOCUMENTAL DO PEDIDO DE EXTENSÃO – SUPOSTA AUSÊNCIA DE CÓPIA DOS DISPOSITIVOS LEGAIS ESTRANGEIROS – INOCORRÊNCIA – REGULARIDADE FORMAL DO PEDIDO DE EXTENSÃO – OBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, DOS CRITÉRIOS DA DUPLA TIPICIDADE E DA DUPLA PUNIBILIDADE QUANTO AOS DELITOS DE ‘BURLA’ (ESTELIONATO) E DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO – INCIDÊNCIA, NO ENTANTO, DO PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO – CONSEQUENTE ABSORÇÃO DO DELITO-MEIO (FALSIDADE DOCUMENTAL) PELO CRIME-FIM (ESTELIONATO) – DOUTRINA – PRECEDENTES – SATISFAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS E ATENDIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO ACOLHIMENTO, EM PARTE, DO PEDIDO DE EXTENSÃO – EXTRADIÇÃO SUPLETIVA PARCIALMENTE DEFERIDA”. (EXT-Extensão 977/República Portuguesa, rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 15.6.2015); “PEDIDO DE EXTENSÃO EM EXTRADIÇÃO REQUERIDA PELO GOVERNO DE PORTUGAL. 1. Estão presentes os pressupostos materiais: a dupla tipificação de crime comum praticado por estrangeiro e a falta de jurisdição brasileira sobre o fato. 2. Ocorrência da prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de burla simples no Estado requerente. 3. ‘Quanto ao delito de falsificação, incide o princípio da consunção. Isso porque a fraude cometida pelo acusado não avançou para além da prática do estelionato alegadamente cometido’ (Ext 1.194, Rel. Min. Ayres Britto). 4. Pedido de extensão em extradição deferido parcialmente quanto aos dois crimes de burla qualificada, bem como ao crime de detenção de cheque sem provisão”. (EXT-Extensão 814/República Portuguesa, rel. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF FALSIDADE DOCUMENTAL – CONCORDÂNCIA DO EXTRADITANDO – DADO JURIDICAMENTE IRRELEVANTE – NECESSIDADE DE RESPEITO AOS DIREITOS BÁSICOS DOS SÚDITOS ESTRANGEIROS – ALEGAÇÃO DE DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO DOCUMENTAL DO PEDIDO DE EXTENSÃO – SUPOSTA AUSÊNCIA DE CÓPIA DOS DISPOSITIVOS LEGAIS ESTRANGEIROS – INOCORRÊNCIA – REGULARIDADE FORMAL DO PEDIDO DE EXTENSÃO – OBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, DOS CRITÉRIOS DA DUPLA TIPICIDADE E DA DUPLA PUNIBILIDADE QUANTO AOS DELITOS DE ‘BURLA’ (ESTELIONATO) E DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO – INCIDÊNCIA, NO ENTANTO, DO PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO – CONSEQUENTE ABSORÇÃO DO DELITO-MEIO (FALSIDADE DOCUMENTAL) PELO CRIME-FIM (ESTELIONATO) – DOUTRINA – PRECEDENTES – SATISFAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS E ATENDIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO ACOLHIMENTO, EM PARTE, DO PEDIDO DE EXTENSÃO – EXTRADIÇÃO SUPLETIVA PARCIALMENTE DEFERIDA”. (EXT-Extensão 977/República Portuguesa, rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 15.6.2015); “PEDIDO DE EXTENSÃO EM EXTRADIÇÃO REQUERIDA PELO GOVERNO DE PORTUGAL. 1. Estão presentes os pressupostos materiais: a dupla tipificação de crime comum praticado por estrangeiro e a falta de jurisdição brasileira sobre o fato. 2. Ocorrência da prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de burla simples no Estado requerente. 3. ‘Quanto ao delito de falsificação, incide o princípio da consunção. Isso porque a fraude cometida pelo acusado não avançou para além da prática do estelionato alegadamente cometido’ (Ext 1.194, Rel. Min. Ayres Britto). 4. Pedido de extensão em extradição deferido parcialmente quanto aos dois crimes de burla qualificada, bem como ao crime de detenção de cheque sem provisão”. (EXT-Extensão 814/República Portuguesa, rel. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES EXT 1278 EXTN / DF min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 2.2.2015); “Extradição instrutória. Governo de Portugal. Extensão do pedido formulado após o julgamento do pleito originário. Possibilidade jurídica da sua análise. Precedente. Pedido de extensão instruído com os documentos necessários ao seu exame. Atendimento aos requisitos da Lei n 6.815/80 e do tratado bilateral. Crimes de falsificação de documento público e estelionato. Prescrição. Não ocorrência, tanto sob a óptica da legislação alienígena, quanto sob a óptica da legislação penal brasileira. Competência para a instrução e o julgamento dos fatos narrados na nota verbal. Ausência de conotação política do delito praticado. Vedação do art. 77 da Lei n 6.815/80 afastada. Requisitos da dupla tipicidade e punibilidade satisfeitos. Crime de falsificação de documento público. Antefato não punível. Consunção. Pedido de extensão parcialmente deferido. 1. Revela-se juridicamente possível analisar o pedido de extensão formulado após o deferimento do pedido de extradição, desde que o crime relacionado seja diverso daquele que motivou o pedido inicial, bem como tenha sido ele cometido em data anterior ao pleito extradicional. 2. O pedido de extensão formulado pelo Governo de Portugal, com base em tratado de extradição firmado com o Brasil, atende aos pressupostos necessários ao seu deferimento, nos termos da Lei n 6.815/80. 3. O pedido foi instruído com os documentos necessários à sua análise, trazendo, inclusive, detalhes pormenorizados quanto ao local, o período, a natureza e as circunstâncias dos fatos delituosos. Portanto, em perfeita consonância com a regras dos arts. IX, 1, do tratado bilateral e 80, caput, da Lei n 6.815/80. 4. Os fatos delituosos imputados ao extraditando correspondem, no Brasil, aos crimes de falsificação de documento público e estelionato, estabelecidos nos arts. 297 e 171 do Código Penal brasileiro, satisfazendo, assim, ao requisito da dupla tipicidade previsto no art. 77, inciso II, da Lei n 6.815/80. 5. Não ocorrência da prescrição da pretensão punitiva - tanto com relação aos textos legais apresentados pelo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 2.2.2015); “Extradição instrutória. Governo de Portugal. Extensão do pedido formulado após o julgamento do pleito originário. Possibilidade jurídica da sua análise. Precedente. Pedido de extensão instruído com os documentos necessários ao seu exame. Atendimento aos requisitos da Lei n 6.815/80 e do tratado bilateral. Crimes de falsificação de documento público e estelionato. Prescrição. Não ocorrência, tanto sob a óptica da legislação alienígena, quanto sob a óptica da legislação penal brasileira. Competência para a instrução e o julgamento dos fatos narrados na nota verbal. Ausência de conotação política do delito praticado. Vedação do art. 77 da Lei n 6.815/80 afastada. Requisitos da dupla tipicidade e punibilidade satisfeitos. Crime de falsificação de documento público. Antefato não punível. Consunção. Pedido de extensão parcialmente deferido. 1. Revela-se juridicamente possível analisar o pedido de extensão formulado após o deferimento do pedido de extradição, desde que o crime relacionado seja diverso daquele que motivou o pedido inicial, bem como tenha sido ele cometido em data anterior ao pleito extradicional. 2. O pedido de extensão formulado pelo Governo de Portugal, com base em tratado de extradição firmado com o Brasil, atende aos pressupostos necessários ao seu deferimento, nos termos da Lei n 6.815/80. 3. O pedido foi instruído com os documentos necessários à sua análise, trazendo, inclusive, detalhes pormenorizados quanto ao local, o período, a natureza e as circunstâncias dos fatos delituosos. Portanto, em perfeita consonância com a regras dos arts. IX, 1, do tratado bilateral e 80, caput, da Lei n 6.815/80. 4. Os fatos delituosos imputados ao extraditando correspondem, no Brasil, aos crimes de falsificação de documento público e estelionato, estabelecidos nos arts. 297 e 171 do Código Penal brasileiro, satisfazendo, assim, ao requisito da dupla tipicidade previsto no art. 77, inciso II, da Lei n 6.815/80. 5. Não ocorrência da prescrição da pretensão punitiva - tanto com relação aos textos legais apresentados pelo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES EXT 1278 EXTN / DF Estado requerente, quanto com relação à legislação penal brasileira. 6. A jurisprudência do Supremo Tribunal vem consolidando o entendimento de que, quando se tratar de antefato ou de pós-fato impunível, tal crime não enseja o deferimento do pedido de extradição. Precedente. 7. Inviável, dessa forma, o acolhimento da extradição para fins de persecução penal ao extraditando pelo Estado requerente com relação ao crime de falsificação de documento (art. 256..., n 1, alínea a e n 3, do Código Penal Português, com a redação anterior à Lei n 59/07, de 4 de setembro). 8. Pedido de extensão parcialmente deferido”. (EXT-Extensão 1.204/República Portuguesa, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 19.12.2013). Tal orientação não destoa do quanto afirmado pela Procuradoria- Geral da República. Confira-se (fls. 564/566): “O pedido é de ser acolhido. Não há falar em coisa julgada. O Governo requerente informa que, no curso da instrução do processo criminal, foi apurado que o extraditando, antes tido como partícipe secundário, deve ser enquadrado como partícipe primário. Nem se trata de alteração dos fatos que ensejaram a extradição e, sim, do grau de responsabilização do extraditando no cometimento dos crimes pelos quais foi deferida a extradição e ele está sendo processado na República Argentina. No nosso sistema o princípio da especialidade condiciona a persecução por fatos anteriores ao pedido de extradição. Mas aqui a acusação e os fatos a rigor são os mesmos e sobre eles o extraditando já foi interrogado. Se o princípio da especialidade não veda o mais, qual seja a autorização para a persecução ou cumprimento de pena por outros crimes anteriores, muito menos está a impedir a ampliação da extradição para a alteração do enquadramento jurídico dos fatos que ensejaram o pedido, de forma a agravar a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF Estado requerente, quanto com relação à legislação penal brasileira. 6. A jurisprudência do Supremo Tribunal vem consolidando o entendimento de que, quando se tratar de antefato ou de pós-fato impunível, tal crime não enseja o deferimento do pedido de extradição. Precedente. 7. Inviável, dessa forma, o acolhimento da extradição para fins de persecução penal ao extraditando pelo Estado requerente com relação ao crime de falsificação de documento (art. 256..., n 1, alínea a e n 3, do Código Penal Português, com a redação anterior à Lei n 59/07, de 4 de setembro). 8. Pedido de extensão parcialmente deferido”. (EXT-Extensão 1.204/República Portuguesa, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 19.12.2013). Tal orientação não destoa do quanto afirmado pela Procuradoria- Geral da República. Confira-se (fls. 564/566): “O pedido é de ser acolhido. Não há falar em coisa julgada. O Governo requerente informa que, no curso da instrução do processo criminal, foi apurado que o extraditando, antes tido como partícipe secundário, deve ser enquadrado como partícipe primário. Nem se trata de alteração dos fatos que ensejaram a extradição e, sim, do grau de responsabilização do extraditando no cometimento dos crimes pelos quais foi deferida a extradição e ele está sendo processado na República Argentina. No nosso sistema o princípio da especialidade condiciona a persecução por fatos anteriores ao pedido de extradição. Mas aqui a acusação e os fatos a rigor são os mesmos e sobre eles o extraditando já foi interrogado. Se o princípio da especialidade não veda o mais, qual seja a autorização para a persecução ou cumprimento de pena por outros crimes anteriores, muito menos está a impedir a ampliação da extradição para a alteração do enquadramento jurídico dos fatos que ensejaram o pedido, de forma a agravar a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES EXT 1278 EXTN / DF responsabilização do extraditando (art. 14 do Acordo de Extradição entre os Estados Partes do Mercosul – Decreto 4.975/2004; art. 91, I, da Lei 6.815/90 – Estatuto do Estrangeiro). Não se pode negar à Justiça argentina aquilo que também seria permitido ao juiz brasileiro, quanto a dar nova definição jurídica aos fatos (art. 383 do Código de Processo Penal) ou alterar a definição jurídica dos fatos em razão de novas evidências (art. 384 do Código de Processo Penal). O que importa considerar é que o tipo penal é o mesmo (art. 144 bis, inciso 1..., do Código Penal Argentino). A alteração do grau de participação reflete-se tão somente em relação à pena. No enquadramento do aditamento, como partícipe primário (art. 45 do Código Penal Argentino), já não há lugar para a redução de um terço à metade da pena cominada, que estava permitida pelo enquadramento que constou do pedido inicial, como partícipe secundário (Código Penal Argentino art. 46)”. A única ressalva a ser feita é que segue aplicável “o compromisso de comutar eventual pena de prisão perpétua em pena privativa de liberdade, com o prazo máximo de 30 anos”, que condicionou a extradição original. Ante o exposto, defiro a extensão na extradição, mantido o compromisso de comutar eventual pena de prisão perpétua em privativa de liberdade, com prazo máximo de trinta anos, assumido pelo Estado Requerente. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Supremo Tribunal Federal EXT 1278 EXTN / DF responsabilização do extraditando (art. 14 do Acordo de Extradição entre os Estados Partes do Mercosul – Decreto 4.975/2004; art. 91, I, da Lei 6.815/90 – Estatuto do Estrangeiro). Não se pode negar à Justiça argentina aquilo que também seria permitido ao juiz brasileiro, quanto a dar nova definição jurídica aos fatos (art. 383 do Código de Processo Penal) ou alterar a definição jurídica dos fatos em razão de novas evidências (art. 384 do Código de Processo Penal). O que importa considerar é que o tipo penal é o mesmo (art. 144 bis, inciso 1..., do Código Penal Argentino). A alteração do grau de participação reflete-se tão somente em relação à pena. No enquadramento do aditamento, como partícipe primário (art. 45 do Código Penal Argentino), já não há lugar para a redução de um terço à metade da pena cominada, que estava permitida pelo enquadramento que constou do pedido inicial, como partícipe secundário (Código Penal Argentino art. 46)”. A única ressalva a ser feita é que segue aplicável “o compromisso de comutar eventual pena de prisão perpétua em pena privativa de liberdade, com o prazo máximo de 30 anos”, que condicionou a extradição original. Ante o exposto, defiro a extensão na extradição, mantido o compromisso de comutar eventual pena de prisão perpétua em privativa de liberdade, com prazo máximo de trinta anos, assumido pelo Estado Requerente. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) : GOVERNO DA ARGENTINA REQDO.(A/S) : CLAUDIO VALLEJOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: Retirado de pauta por indicação do Ministro Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 10.03.2015. Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou a tese de coisa julgada suscitada pela defesa, afastou a necessidade de novo interrogatório e, no mérito, deferiu o pedido de extensão na extradição, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9508940 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EXTENSÃO NA EXTRADIÇÃO 1.278 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) : GOVERNO DA ARGENTINA REQDO.(A/S) : CLAUDIO VALLEJOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: Retirado de pauta por indicação do Ministro Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 10.03.2015. Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou a tese de coisa julgada suscitada pela defesa, afastou a necessidade de novo interrogatório e, no mérito, deferiu o pedido de extensão na extradição, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9508940 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Extradição 1 . 278", "EXTRADIÇÃO 1 . 278", "EXT 1278 EXTN / DF", "EXT", "-", "Extensão 977 / República Portuguesa", "Ext 1 . 194", "EXT", "-", "Extensão 814 / República Portuguesa", "EXT", "-", "Extensão 977 / República Portuguesa", "Ext 1 . 194", "EXT", "-", "Extensão 814", "-", "Extensão 1 . 204", "EXT", "-", "Extensão 1 . 204 /", "EXTRADIÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos", "art . 142 , todos do Código Penal argentino", "Lei 14 . 616", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 14 . 616", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 8 . . . , inciso I , da Convenção Americana de Direitos Humanos", "Pacto de São José da Costa Rica", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 8 . . . , inciso I , da Convenção Americana de Direitos Humanos", "Pacto de São José da Costa Rica", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 383 do CPP", "LEI n 6 . 815 / 80 , ART . 91 , I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 383 do CPP", "LEI n 6 . 815 / 80 , ART . 91 , I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 6 . 815 / 80", "art . 77 da Lei n 6 . 815 / 80", "Lei n 6 . 815 / 80", "arts . 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Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RAQUEL ACHERMAN ABITAN AGDO.(A/S) :DENISE FROSSARD LOSCHI ADV.(A/S) :GUSTAVO VALENTE SERRA E OUTRO(A/S) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito Constitucional. 3. Dano moral. Liberdade de expressão e inviolabilidade da honra. Declaração que expressa opinião de candidata prestada no curso de campanhas eleitorais. Ofensa não caracterizada. 4. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526380. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RAQUEL ACHERMAN ABITAN AGDO.(A/S) :DENISE FROSSARD LOSCHI ADV.(A/S) :GUSTAVO VALENTE SERRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Ademais, consoante exposto acima, a jurisprudência do Supremo privilegia a liberdade de expressão dos candidatos, levando em consideração o calor das emoções que as campanhas eleitorais envolvem, o que pode levar os concorrentes a cometerem alguns excessos de linguagem. Esta, pode-se dizer, tolerância da Corte relativamente aos excessos verbais em campanhas eleitorais, no que concerne à responsabilização penal e, em especial, civil por danos morais, fundamenta-se tanto na necessidade de que os candidatos esclareçam seus pontos de vista e suas atuações políticas precedentes ao corpo de eleitores, quanto no fato de que há regras eleitorais efetivas e específicas que disciplinam o tema durante o período eleitoral. Consoante visto acima, o acórdão recorrido analisou a matéria em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, tal como concluíram as instâncias inferiores, não vislumbro ofensa aos incisos IV, V, e X, do art. 5º, da Constituição Federal”. (Fls. 487-488). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526381. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RAQUEL ACHERMAN ABITAN AGDO.(A/S) :DENISE FROSSARD LOSCHI ADV.(A/S) :GUSTAVO VALENTE SERRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Ademais, consoante exposto acima, a jurisprudência do Supremo privilegia a liberdade de expressão dos candidatos, levando em consideração o calor das emoções que as campanhas eleitorais envolvem, o que pode levar os concorrentes a cometerem alguns excessos de linguagem. Esta, pode-se dizer, tolerância da Corte relativamente aos excessos verbais em campanhas eleitorais, no que concerne à responsabilização penal e, em especial, civil por danos morais, fundamenta-se tanto na necessidade de que os candidatos esclareçam seus pontos de vista e suas atuações políticas precedentes ao corpo de eleitores, quanto no fato de que há regras eleitorais efetivas e específicas que disciplinam o tema durante o período eleitoral. Consoante visto acima, o acórdão recorrido analisou a matéria em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, tal como concluíram as instâncias inferiores, não vislumbro ofensa aos incisos IV, V, e X, do art. 5º, da Constituição Federal”. (Fls. 487-488). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AI 836641 AGR / RJ No agravo regimental, sustenta-se que a decisão agravada preteriu as normas constitucionais ao afirmar que as declarações ofensivas foram proferidas no calor das emoções que ordinariamente afloram no curso de campanhas eleitorais, bem com em razão do momento político pelo qual estava passando o país (fl. 508). Argumenta-se que, no caso, a parte agravada abusou da liberdade garantida pela Constituição Federal, em seu art. 5º, IV, ao desferir, de forma gratuita, agressões à honra dos agravantes. Afirma-se que as declarações não remontam à função primordial da liberdade de expressão como instrumento de aperfeiçoamento do estado democrático de direito (fl. 509). Alega-se que a prestação jurisdicional pleiteada objetiva dirimir o confronto entre o direito do cidadão em preservar sua honra e imagem, nos termos assegurados pela Constituição. Aduz-se que, no entanto, o direito da livre manifestação do pensamento se sobrepôs, de forma absoluta, ao direito à privacidade, à imagem e à honra dos agravantes (fl. 510). Afirma-se ainda que, diferentemente da tese adotada na decisão impugnada, os agravantes não se insurgiram contra a livre manifestação do pensamento, mas, tão somente, contra o excesso cometido pela agravada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526381. Supremo Tribunal Federal AI 836641 AGR / RJ No agravo regimental, sustenta-se que a decisão agravada preteriu as normas constitucionais ao afirmar que as declarações ofensivas foram proferidas no calor das emoções que ordinariamente afloram no curso de campanhas eleitorais, bem com em razão do momento político pelo qual estava passando o país (fl. 508). Argumenta-se que, no caso, a parte agravada abusou da liberdade garantida pela Constituição Federal, em seu art. 5º, IV, ao desferir, de forma gratuita, agressões à honra dos agravantes. Afirma-se que as declarações não remontam à função primordial da liberdade de expressão como instrumento de aperfeiçoamento do estado democrático de direito (fl. 509). Alega-se que a prestação jurisdicional pleiteada objetiva dirimir o confronto entre o direito do cidadão em preservar sua honra e imagem, nos termos assegurados pela Constituição. Aduz-se que, no entanto, o direito da livre manifestação do pensamento se sobrepôs, de forma absoluta, ao direito à privacidade, à imagem e à honra dos agravantes (fl. 510). Afirma-se ainda que, diferentemente da tese adotada na decisão impugnada, os agravantes não se insurgiram contra a livre manifestação do pensamento, mas, tão somente, contra o excesso cometido pela agravada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. No presente feito, as instância ordinárias afastaram a incidência da imunidade em questão, uma vez que as declarações da parte agravada ocorreram por ocasião da campanha eleitoral, quando agia, não no exercício das típicas funções parlamentares, mas na qualidade de candidata. Nesse sentido, reitero que, conforme consignado na decisão impugnada, está em consonância com orientação deste Tribunal a tese adotada pelo Tribunal de origem, segundo a qual as declarações da agravada foram prestadas no calor das emoções típicas das campanhas eleitorais, representando sua opinião pessoal. Com efeito, a peculiaridade do clima eleitoral exige que se tenha mais tolerância com algumas afirmações feitas por candidatos e partidos envolvidos. Desse modo, as expressões eventualmente ofensivas, quando proferidas em momento de exaltação ou no calor de uma discussão, por muitas vezes, tornam-se fatores de descaracterização do tipo subjetivo peculiar aos crimes contra a honra. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526382. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. No presente feito, as instância ordinárias afastaram a incidência da imunidade em questão, uma vez que as declarações da parte agravada ocorreram por ocasião da campanha eleitoral, quando agia, não no exercício das típicas funções parlamentares, mas na qualidade de candidata. Nesse sentido, reitero que, conforme consignado na decisão impugnada, está em consonância com orientação deste Tribunal a tese adotada pelo Tribunal de origem, segundo a qual as declarações da agravada foram prestadas no calor das emoções típicas das campanhas eleitorais, representando sua opinião pessoal. Com efeito, a peculiaridade do clima eleitoral exige que se tenha mais tolerância com algumas afirmações feitas por candidatos e partidos envolvidos. Desse modo, as expressões eventualmente ofensivas, quando proferidas em momento de exaltação ou no calor de uma discussão, por muitas vezes, tornam-se fatores de descaracterização do tipo subjetivo peculiar aos crimes contra a honra. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES AI 836641 AGR / RJ “HABEAS-CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. QUEIXA-CRIME. DELITOS CONTRA A HONRA: CALÚNIA E INJÚRIA. AUSÊNCIA DOS ELEMENTOS OBJETIVOS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL POR FALTA DE JUSTA CAUSA PARA O SEU PROSSEGUIMENTO. 1. Declarações veiculadas pela imprensa, mas utilizadas por terceiro também por ela noticiado sobre fato que, se confirmado, constituiria crime. Meras ilações de que eventuais dividendos políticos decorreriam de sua comprovação. Inexistência dos elementos objetivos configuradores do tipo previsto no artigo 22 da Lei 7492/86. 2. Injúria. Comentários com adjetivação verbal exacerbada feitos por candidata durante campanha eleitoral sobre concorrente. Situação tolerável no contexto político em que a linguagem contundente se insere no próprio fervor da refrega eleitoral. 3. Expressões tidas como contumeliosas, pronunciadas em momento de grande exaltação e no calor dos debates; críticas acres ou censura à atuação profissional de outrem, ainda que veementes, agem como fatores de descaracterização do tipo subjetivo peculiar aos crimes contra a honra. Inexistência de animus injuriandi. Precedentes. 4. Crimes de calúnia e injúria não configurados. Trancamento da ação penal por falta de justa causa. Ordem de habeas-corpus deferida”. (HC 81.885, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 29.8.2003). Ressalto assim que a necessidade de coibir abusos não pode impedir a veiculação de juízos políticos por parte de candidatos a cargos eletivos. Essa assertiva se revela especialmente importante por ocasião de campanhas eleitorais, quando há evidente necessidade de que os concorrentes exponham suas opiniões sobre temas públicos, considerando o esclarecimento de virtudes e diferenças entre os candidatos. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526382. Supremo Tribunal Federal AI 836641 AGR / RJ “HABEAS-CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. QUEIXA-CRIME. DELITOS CONTRA A HONRA: CALÚNIA E INJÚRIA. AUSÊNCIA DOS ELEMENTOS OBJETIVOS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL POR FALTA DE JUSTA CAUSA PARA O SEU PROSSEGUIMENTO. 1. Declarações veiculadas pela imprensa, mas utilizadas por terceiro também por ela noticiado sobre fato que, se confirmado, constituiria crime. Meras ilações de que eventuais dividendos políticos decorreriam de sua comprovação. Inexistência dos elementos objetivos configuradores do tipo previsto no artigo 22 da Lei 7492/86. 2. Injúria. Comentários com adjetivação verbal exacerbada feitos por candidata durante campanha eleitoral sobre concorrente. Situação tolerável no contexto político em que a linguagem contundente se insere no próprio fervor da refrega eleitoral. 3. Expressões tidas como contumeliosas, pronunciadas em momento de grande exaltação e no calor dos debates; críticas acres ou censura à atuação profissional de outrem, ainda que veementes, agem como fatores de descaracterização do tipo subjetivo peculiar aos crimes contra a honra. Inexistência de animus injuriandi. Precedentes. 4. Crimes de calúnia e injúria não configurados. Trancamento da ação penal por falta de justa causa. Ordem de habeas-corpus deferida”. (HC 81.885, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 29.8.2003). Ressalto assim que a necessidade de coibir abusos não pode impedir a veiculação de juízos políticos por parte de candidatos a cargos eletivos. Essa assertiva se revela especialmente importante por ocasião de campanhas eleitorais, quando há evidente necessidade de que os concorrentes exponham suas opiniões sobre temas públicos, considerando o esclarecimento de virtudes e diferenças entre os candidatos. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES AI 836641 AGR / RJ Nesse sentido, não vislumbro ofensa aos incisos IV, V, e X do art. 5º da Constituição Federal, tendo em vista a jurisprudência do Supremo privilegiar a liberdade de expressão dos candidatos, levando em consideração o calor das emoções que as campanhas eleitorais envolvem, o que pode levar os concorrentes a cometerem alguns excessos de linguagem. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526382. Supremo Tribunal Federal AI 836641 AGR / RJ Nesse sentido, não vislumbro ofensa aos incisos IV, V, e X do art. 5º da Constituição Federal, tendo em vista a jurisprudência do Supremo privilegiar a liberdade de expressão dos candidatos, levando em consideração o calor das emoções que as campanhas eleitorais envolvem, o que pode levar os concorrentes a cometerem alguns excessos de linguagem. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RAQUEL ACHERMAN ABITAN AGDO.(A/S) : DENISE FROSSARD LOSCHI ADV.(A/S) : GUSTAVO VALENTE SERRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509069 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RAQUEL ACHERMAN ABITAN AGDO.(A/S) : DENISE FROSSARD LOSCHI ADV.(A/S) : GUSTAVO VALENTE SERRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509069 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9551956
2015-09-22T00:00:00
2015-10-09T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito Constitucional. 3. Dano moral. Liberdade de expressão e inviolabilidade da honra. Declaração que expressa opinião de candidata prestada no curso de campanhas eleitorais. Ofensa não caracterizada. 4. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur323893
- Acórdão(s) citado(s): (CRIME ELEITORAL, CRIME CONTRA A HONRA) HC 81885 (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 13/10/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
836641
null
AI-AgR
acordaos
AI 836641 AgR
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AGTE.(S) : ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RAQUEL ACHERMAN ABITAN AGDO.(A/S) : DENISE FROSSARD LOSCHI ADV.(A/S) : GUSTAVO VALENTE SERRA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RAQUEL ACHERMAN ABITAN AGDO.(A/S) :DENISE FROSSARD LOSCHI ADV.(A/S) :GUSTAVO VALENTE SERRA E OUTRO(A/S) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito Constitucional. 3. Dano moral. Liberdade de expressão e inviolabilidade da honra. Declaração que expressa opinião de candidata prestada no curso de campanhas eleitorais. Ofensa não caracterizada. 4. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526380. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RAQUEL ACHERMAN ABITAN AGDO.(A/S) :DENISE FROSSARD LOSCHI ADV.(A/S) :GUSTAVO VALENTE SERRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Ademais, consoante exposto acima, a jurisprudência do Supremo privilegia a liberdade de expressão dos candidatos, levando em consideração o calor das emoções que as campanhas eleitorais envolvem, o que pode levar os concorrentes a cometerem alguns excessos de linguagem. Esta, pode-se dizer, tolerância da Corte relativamente aos excessos verbais em campanhas eleitorais, no que concerne à responsabilização penal e, em especial, civil por danos morais, fundamenta-se tanto na necessidade de que os candidatos esclareçam seus pontos de vista e suas atuações políticas precedentes ao corpo de eleitores, quanto no fato de que há regras eleitorais efetivas e específicas que disciplinam o tema durante o período eleitoral. Consoante visto acima, o acórdão recorrido analisou a matéria em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, tal como concluíram as instâncias inferiores, não vislumbro ofensa aos incisos IV, V, e X, do art. 5..., da Constituição Federal”. (Fls. 487-488). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526381. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RAQUEL ACHERMAN ABITAN AGDO.(A/S) :DENISE FROSSARD LOSCHI ADV.(A/S) :GUSTAVO VALENTE SERRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Ademais, consoante exposto acima, a jurisprudência do Supremo privilegia a liberdade de expressão dos candidatos, levando em consideração o calor das emoções que as campanhas eleitorais envolvem, o que pode levar os concorrentes a cometerem alguns excessos de linguagem. Esta, pode-se dizer, tolerância da Corte relativamente aos excessos verbais em campanhas eleitorais, no que concerne à responsabilização penal e, em especial, civil por danos morais, fundamenta-se tanto na necessidade de que os candidatos esclareçam seus pontos de vista e suas atuações políticas precedentes ao corpo de eleitores, quanto no fato de que há regras eleitorais efetivas e específicas que disciplinam o tema durante o período eleitoral. Consoante visto acima, o acórdão recorrido analisou a matéria em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, tal como concluíram as instâncias inferiores, não vislumbro ofensa aos incisos IV, V, e X, do art. 5..., da Constituição Federal”. (Fls. 487-488). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AI 836641 AGR / RJ No agravo regimental, sustenta-se que a decisão agravada preteriu as normas constitucionais ao afirmar que as declarações ofensivas foram proferidas no calor das emoções que ordinariamente afloram no curso de campanhas eleitorais, bem com em razão do momento político pelo qual estava passando o país (fl. 508). Argumenta-se que, no caso, a parte agravada abusou da liberdade garantida pela Constituição Federal, em seu art. 5..., IV, ao desferir, de forma gratuita, agressões à honra dos agravantes. Afirma-se que as declarações não remontam à função primordial da liberdade de expressão como instrumento de aperfeiçoamento do estado democrático de direito (fl. 509). Alega-se que a prestação jurisdicional pleiteada objetiva dirimir o confronto entre o direito do cidadão em preservar sua honra e imagem, nos termos assegurados pela Constituição. Aduz-se que, no entanto, o direito da livre manifestação do pensamento se sobrepôs, de forma absoluta, ao direito à privacidade, à imagem e à honra dos agravantes (fl. 510). Afirma-se ainda que, diferentemente da tese adotada na decisão impugnada, os agravantes não se insurgiram contra a livre manifestação do pensamento, mas, tão somente, contra o excesso cometido pela agravada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526381. Supremo Tribunal Federal AI 836641 AGR / RJ No agravo regimental, sustenta-se que a decisão agravada preteriu as normas constitucionais ao afirmar que as declarações ofensivas foram proferidas no calor das emoções que ordinariamente afloram no curso de campanhas eleitorais, bem com em razão do momento político pelo qual estava passando o país (fl. 508). Argumenta-se que, no caso, a parte agravada abusou da liberdade garantida pela Constituição Federal, em seu art. 5..., IV, ao desferir, de forma gratuita, agressões à honra dos agravantes. Afirma-se que as declarações não remontam à função primordial da liberdade de expressão como instrumento de aperfeiçoamento do estado democrático de direito (fl. 509). Alega-se que a prestação jurisdicional pleiteada objetiva dirimir o confronto entre o direito do cidadão em preservar sua honra e imagem, nos termos assegurados pela Constituição. Aduz-se que, no entanto, o direito da livre manifestação do pensamento se sobrepôs, de forma absoluta, ao direito à privacidade, à imagem e à honra dos agravantes (fl. 510). Afirma-se ainda que, diferentemente da tese adotada na decisão impugnada, os agravantes não se insurgiram contra a livre manifestação do pensamento, mas, tão somente, contra o excesso cometido pela agravada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. No presente feito, as instância ordinárias afastaram a incidência da imunidade em questão, uma vez que as declarações da parte agravada ocorreram por ocasião da campanha eleitoral, quando agia, não no exercício das típicas funções parlamentares, mas na qualidade de candidata. Nesse sentido, reitero que, conforme consignado na decisão impugnada, está em consonância com orientação deste Tribunal a tese adotada pelo Tribunal de origem, segundo a qual as declarações da agravada foram prestadas no calor das emoções típicas das campanhas eleitorais, representando sua opinião pessoal. Com efeito, a peculiaridade do clima eleitoral exige que se tenha mais tolerância com algumas afirmações feitas por candidatos e partidos envolvidos. Desse modo, as expressões eventualmente ofensivas, quando proferidas em momento de exaltação ou no calor de uma discussão, por muitas vezes, tornam-se fatores de descaracterização do tipo subjetivo peculiar aos crimes contra a honra. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526382. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. No presente feito, as instância ordinárias afastaram a incidência da imunidade em questão, uma vez que as declarações da parte agravada ocorreram por ocasião da campanha eleitoral, quando agia, não no exercício das típicas funções parlamentares, mas na qualidade de candidata. Nesse sentido, reitero que, conforme consignado na decisão impugnada, está em consonância com orientação deste Tribunal a tese adotada pelo Tribunal de origem, segundo a qual as declarações da agravada foram prestadas no calor das emoções típicas das campanhas eleitorais, representando sua opinião pessoal. Com efeito, a peculiaridade do clima eleitoral exige que se tenha mais tolerância com algumas afirmações feitas por candidatos e partidos envolvidos. Desse modo, as expressões eventualmente ofensivas, quando proferidas em momento de exaltação ou no calor de uma discussão, por muitas vezes, tornam-se fatores de descaracterização do tipo subjetivo peculiar aos crimes contra a honra. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES AI 836641 AGR / RJ “HABEAS-CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. QUEIXA-CRIME. DELITOS CONTRA A HONRA: CALÚNIA E INJÚRIA. AUSÊNCIA DOS ELEMENTOS OBJETIVOS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL POR FALTA DE JUSTA CAUSA PARA O SEU PROSSEGUIMENTO. 1. Declarações veiculadas pela imprensa, mas utilizadas por terceiro também por ela noticiado sobre fato que, se confirmado, constituiria crime. Meras ilações de que eventuais dividendos políticos decorreriam de sua comprovação. Inexistência dos elementos objetivos configuradores do tipo previsto no artigo 22 da Lei 7492/86. 2. Injúria. Comentários com adjetivação verbal exacerbada feitos por candidata durante campanha eleitoral sobre concorrente. Situação tolerável no contexto político em que a linguagem contundente se insere no próprio fervor da refrega eleitoral. 3. Expressões tidas como contumeliosas, pronunciadas em momento de grande exaltação e no calor dos debates; críticas acres ou censura à atuação profissional de outrem, ainda que veementes, agem como fatores de descaracterização do tipo subjetivo peculiar aos crimes contra a honra. Inexistência de animus injuriandi. Precedentes. 4. Crimes de calúnia e injúria não configurados. Trancamento da ação penal por falta de justa causa. Ordem de habeas-corpus deferida”. (HC 81.885, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 29.8.2003). Ressalto assim que a necessidade de coibir abusos não pode impedir a veiculação de juízos políticos por parte de candidatos a cargos eletivos. Essa assertiva se revela especialmente importante por ocasião de campanhas eleitorais, quando há evidente necessidade de que os concorrentes exponham suas opiniões sobre temas públicos, considerando o esclarecimento de virtudes e diferenças entre os candidatos. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526382. Supremo Tribunal Federal AI 836641 AGR / RJ “HABEAS-CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. QUEIXA-CRIME. DELITOS CONTRA A HONRA: CALÚNIA E INJÚRIA. AUSÊNCIA DOS ELEMENTOS OBJETIVOS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL POR FALTA DE JUSTA CAUSA PARA O SEU PROSSEGUIMENTO. 1. Declarações veiculadas pela imprensa, mas utilizadas por terceiro também por ela noticiado sobre fato que, se confirmado, constituiria crime. Meras ilações de que eventuais dividendos políticos decorreriam de sua comprovação. Inexistência dos elementos objetivos configuradores do tipo previsto no artigo 22 da Lei 7492/86. 2. Injúria. Comentários com adjetivação verbal exacerbada feitos por candidata durante campanha eleitoral sobre concorrente. Situação tolerável no contexto político em que a linguagem contundente se insere no próprio fervor da refrega eleitoral. 3. Expressões tidas como contumeliosas, pronunciadas em momento de grande exaltação e no calor dos debates; críticas acres ou censura à atuação profissional de outrem, ainda que veementes, agem como fatores de descaracterização do tipo subjetivo peculiar aos crimes contra a honra. Inexistência de animus injuriandi. Precedentes. 4. Crimes de calúnia e injúria não configurados. Trancamento da ação penal por falta de justa causa. Ordem de habeas-corpus deferida”. (HC 81.885, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 29.8.2003). Ressalto assim que a necessidade de coibir abusos não pode impedir a veiculação de juízos políticos por parte de candidatos a cargos eletivos. Essa assertiva se revela especialmente importante por ocasião de campanhas eleitorais, quando há evidente necessidade de que os concorrentes exponham suas opiniões sobre temas públicos, considerando o esclarecimento de virtudes e diferenças entre os candidatos. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES AI 836641 AGR / RJ Nesse sentido, não vislumbro ofensa aos incisos IV, V, e X do art. 5... da Constituição Federal, tendo em vista a jurisprudência do Supremo privilegiar a liberdade de expressão dos candidatos, levando em consideração o calor das emoções que as campanhas eleitorais envolvem, o que pode levar os concorrentes a cometerem alguns excessos de linguagem. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526382. Supremo Tribunal Federal AI 836641 AGR / RJ Nesse sentido, não vislumbro ofensa aos incisos IV, V, e X do art. 5... da Constituição Federal, tendo em vista a jurisprudência do Supremo privilegiar a liberdade de expressão dos candidatos, levando em consideração o calor das emoções que as campanhas eleitorais envolvem, o que pode levar os concorrentes a cometerem alguns excessos de linguagem. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RAQUEL ACHERMAN ABITAN AGDO.(A/S) : DENISE FROSSARD LOSCHI ADV.(A/S) : GUSTAVO VALENTE SERRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509069 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.641 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RAQUEL ACHERMAN ABITAN AGDO.(A/S) : DENISE FROSSARD LOSCHI ADV.(A/S) : GUSTAVO VALENTE SERRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509069 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 836 . 641", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 836 . 641", "AI 836641 AGR / RJ", "AI 836641 AGR / RJ", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 836 . 641", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 836 . 641", "AI 836641 AGR / RJ", "HC 81 . 885", "AI 836641 AGR / RJ", "HC 81 . 885", "AI 836641 AGR / RJ", "AI 836641 AGR / RJ", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 836 . 641", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 836 . 641" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos IV , V , e X , do art . 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos IV , V , e X , do art . 5 . . . , da Constituição Federal ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal ,", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal , em seu art . 5 . . . , IV", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 da Lei 7492 / 86", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 da Lei 7492 / 86", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos IV , V , e X do art . 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos IV , V , e X do art . 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA AG", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA", "RAQUEL ACHERMAN ABITAN", "DENISE FROSSARD LOSCHI", "GUSTAVO VALENTE SERRA", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA", "RAQUEL ACHERMAN ABITAN", "DENISE FROSSARD LOSCHI", "GUSTAVO VALENTE SERRA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA", "RAQUEL ACHERMAN ABITAN", "DENISE FROSSARD LOSCHI", "GUSTAVO VALENTE SERRA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Maurício Corrêa", "Maurício Corrêa", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA", "RAQUEL ACHERMAN ABITAN", "DENISE FROSSARD LOSCHI", "GUSTAVO VALENTE SERRA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "ANTHONY WILLIAM GAROTINHO DE OLIVEIRA", "RAQUEL ACHERMAN ABITAN", "DENISE FROSSARD LOSCHI", "GUSTAVO VALENTE SERRA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "09", "/", "2015", "22 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "8", ".", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "8", ".", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "22", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :JOSE ALBINO WOLF ADV.(A/S) :MÁRCIA MARIA PIEROZAN E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. DIREITO ADQUIRIDO AO BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400159. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :JOSE ALBINO WOLF ADV.(A/S) :MÁRCIA MARIA PIEROZAN E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por JOSE ALBINO WOLF contra acórdão que possui a seguinte ementa: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. DIREITO ADQUIRIDO AO BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "No presente caso, o Embargante entende que a questão analisada contém obscuridade porque, conforme adiante demonstrado, a questão posta em debate diz respeito ao direito adquirido ao melhor benefício, questão muito recentemente decidida neste Supremo Tribunal Federal – RE 630.501 - que, em sede de repercussão geral, unificou a jurisprudência para AFIRMAR O DIREITO AO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400160. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :JOSE ALBINO WOLF ADV.(A/S) :MÁRCIA MARIA PIEROZAN E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por JOSE ALBINO WOLF contra acórdão que possui a seguinte ementa: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. DIREITO ADQUIRIDO AO BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "No presente caso, o Embargante entende que a questão analisada contém obscuridade porque, conforme adiante demonstrado, a questão posta em debate diz respeito ao direito adquirido ao melhor benefício, questão muito recentemente decidida neste Supremo Tribunal Federal – RE 630.501 - que, em sede de repercussão geral, unificou a jurisprudência para AFIRMAR O DIREITO AO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 718047 AGR-ED / RS CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL EM PERÍODO ANTERIOR AO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO, independentemente da data do requerimento administrativo. " (Fl. 2 do doc. 138). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400160. Supremo Tribunal Federal ARE 718047 AGR-ED / RS CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL EM PERÍODO ANTERIOR AO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO, independentemente da data do requerimento administrativo. " (Fl. 2 do doc. 138). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que a matéria discutida nos presentes autos não guarda identidade com a tratada no RE 630.501-RG, redator para o acórdão Min. Marco Aurélio, cuja repercussão geral foi reconhecida e que para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, por fim, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400161. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que a matéria discutida nos presentes autos não guarda identidade com a tratada no RE 630.501-RG, redator para o acórdão Min. Marco Aurélio, cuja repercussão geral foi reconhecida e que para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, por fim, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 718047 AGR-ED / RS julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400161. Supremo Tribunal Federal ARE 718047 AGR-ED / RS julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : JOSE ALBINO WOLF ADV.(A/S) : MÁRCIA MARIA PIEROZAN E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412857 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : JOSE ALBINO WOLF ADV.(A/S) : MÁRCIA MARIA PIEROZAN E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412857 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9457330
2015-09-08T00:00:00
2015-09-25T00:00:00
A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. DIREITO ADQUIRIDO AO BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS.
sjur321642
- Acórdão(s) citado(s): (ED, EFEITOS INFRINGENTES) AI 799509 AgR-ED (1ªT), RE 591260 AgR-ED (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 01/10/2015, MAD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
718047
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 718047 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : JOSE ALBINO WOLF ADV.(A/S) : MÁRCIA MARIA PIEROZAN E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :JOSE ALBINO WOLF ADV.(A/S) :MÁRCIA MARIA PIEROZAN E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. DIREITO ADQUIRIDO AO BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400159. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :JOSE ALBINO WOLF ADV.(A/S) :MÁRCIA MARIA PIEROZAN E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por JOSE ALBINO WOLF contra acórdão que possui a seguinte ementa: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. DIREITO ADQUIRIDO AO BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "No presente caso, o Embargante entende que a questão analisada contém obscuridade porque, conforme adiante demonstrado, a questão posta em debate diz respeito ao direito adquirido ao melhor benefício, questão muito recentemente decidida neste Supremo Tribunal Federal – Recurso Extraordinário 630.501 - que, em sede de repercussão geral, unificou a jurisprudência para AFIRMAR O DIREITO AO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400160. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :JOSE ALBINO WOLF ADV.(A/S) :MÁRCIA MARIA PIEROZAN E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por JOSE ALBINO WOLF contra acórdão que possui a seguinte ementa: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. DIREITO ADQUIRIDO AO BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "No presente caso, o Embargante entende que a questão analisada contém obscuridade porque, conforme adiante demonstrado, a questão posta em debate diz respeito ao direito adquirido ao melhor benefício, questão muito recentemente decidida neste Supremo Tribunal Federal – Recurso Extraordinário 630.501 - que, em sede de repercussão geral, unificou a jurisprudência para AFIRMAR O DIREITO AO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 718047 AGR-ED / RS CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL EM PERÍODO ANTERIOR AO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO, independentemente da data do requerimento administrativo. " (Fl. 2 do doc. 138). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400160. Supremo Tribunal Federal ARE 718047 AGR-ED / RS CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL EM PERÍODO ANTERIOR AO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO, independentemente da data do requerimento administrativo. " (Fl. 2 do doc. 138). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que a matéria discutida nos presentes autos não guarda identidade com a tratada no Recurso Extraordinário 630.501-RG, redator para o acórdão Min. Marco Aurélio, cuja repercussão geral foi reconhecida e que para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n 279 desta Corte. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, por fim, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400161. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que a matéria discutida nos presentes autos não guarda identidade com a tratada no Recurso Extraordinário 630.501-RG, redator para o acórdão Min. Marco Aurélio, cuja repercussão geral foi reconhecida e que para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n 279 desta Corte. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, por fim, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 718047 AGR-ED / RS julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400161. Supremo Tribunal Federal ARE 718047 AGR-ED / RS julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : JOSE ALBINO WOLF ADV.(A/S) : MÁRCIA MARIA PIEROZAN E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412857 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.047 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : JOSE ALBINO WOLF ADV.(A/S) : MÁRCIA MARIA PIEROZAN E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412857 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 279", "Recurso Extraordinário 630 . 501", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 630 . 501", "ARE 718047 AGR - ED / RS", "ARE 718047 AGR", "Recurso Extraordinário 630 . 501 - RG", "Recurso Extraordinário 630 . 501 - RG", "Súmula n 279 desta Corte", "ARE 718047", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED", "ARE 718047 AGR - ED / RS", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "-", "ED", "/", "RS", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "JOSE ALBINO WOLF", "MÁRCIA MARIA PIEROZAN", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "JOSE ALBINO WOLF", "MÁRCIA MARIA PIEROZAN", "LUIZ FUX", "JOSE ALBINO WOLF", "LUIZ FUX", "JOSE ALBINO WOLF", "MÁRCIA MARIA PIEROZAN", "LUIZ FUX", "JOSE ALBINO WOLF", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "JOSE ALBINO WOLF", "MÁRCIA MARIA PIEROZAN", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "JOSE ALBINO WOLF", "MÁRCIA MARIA PIEROZAN", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "08", "/", "09", "/", "2015", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "9", "/", "2011", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "9", "/", "2011", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER ADV.(A/S) :NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS ADV.(A/S) :JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Pensão decorrente de ato ilícito. 3. A fixação de pensão com base em salário mínimo não viola o artigo 7º, IV, da Constituição Federal, desde que não haja atrelamento do benefício a suas posteriores correções. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526224. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER ADV.(A/S) :NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS ADV.(A/S) :JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão de minha relatoria que negou provimento ao recurso, ao fundamento de que o entendimento adotado pelo acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que a fixação de pensão em salários mínimos não afronta a Constituição Federal, desde de que não ocorra a vinculação de sua correção ao salário mínimo. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que a decisão impugnada do Tribunal de origem fixou a pensão e sua correção ao salário mínimo, contrariando o artigo 7º , IV, da Constituição Federal, assim como a Súmula Vinculante nº 4 do STF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526225. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER ADV.(A/S) :NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS ADV.(A/S) :JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão de minha relatoria que negou provimento ao recurso, ao fundamento de que o entendimento adotado pelo acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que a fixação de pensão em salários mínimos não afronta a Constituição Federal, desde de que não ocorra a vinculação de sua correção ao salário mínimo. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que a decisão impugnada do Tribunal de origem fixou a pensão e sua correção ao salário mínimo, contrariando o artigo 7º , IV, da Constituição Federal, assim como a Súmula Vinculante nº 4 do STF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demostrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. A agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com jurisprudência desta Corte. Compulsando os autos, verifico que o Tribunal de origem, ao decidir a controvérsia ora suscitada, manifestou-se da seguinte forma: “De fato, dos incontáveis demonstrativos de cálculos, percebe-se uma discrepância significante entre os valores aferidos, em especial quando se atenta para as afirmativas do i. perito de que o percebido pela vítima como mergulhador correspondia a 10.416 salários mínimos da época, e, ainda assim, ver apurado o montante de R$ 803,65 como o devido para pensionamento. É patente a natureza alimentar da pensão discutida, tanto que o venerando Acórdão determinou a observância dos ganhos da vítima à época do acidente que causou sua trágica morte. Se a indenização a que tem direito as agravantes concerne à perda material de caráter alimentar sofrida com a morte do marido e pai das mesmas, provedor da família, nada mais justo que utilizar como parâmetro para o cálculo da pensão o salário mínimo.” (Fl. 769). Observo que o entendimento firmado pelo Tribunal a quo está de acordo com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que é possível a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526226. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demostrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. A agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com jurisprudência desta Corte. Compulsando os autos, verifico que o Tribunal de origem, ao decidir a controvérsia ora suscitada, manifestou-se da seguinte forma: “De fato, dos incontáveis demonstrativos de cálculos, percebe-se uma discrepância significante entre os valores aferidos, em especial quando se atenta para as afirmativas do i. perito de que o percebido pela vítima como mergulhador correspondia a 10.416 salários mínimos da época, e, ainda assim, ver apurado o montante de R$ 803,65 como o devido para pensionamento. É patente a natureza alimentar da pensão discutida, tanto que o venerando Acórdão determinou a observância dos ganhos da vítima à época do acidente que causou sua trágica morte. Se a indenização a que tem direito as agravantes concerne à perda material de caráter alimentar sofrida com a morte do marido e pai das mesmas, provedor da família, nada mais justo que utilizar como parâmetro para o cálculo da pensão o salário mínimo.” (Fl. 769). Observo que o entendimento firmado pelo Tribunal a quo está de acordo com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que é possível a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 876571 AGR / RJ fixação de pensão com base em salário mínimo sem ferir o artigo 7º, IV, da Constituição Federal. Nesse sentido, cito o RE-AgR 592.356, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 27.9.2012: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Fixação de pensão no valor do salário mínimo não contraria a Constituição Federal, desde que não haja atrelamento do benefício às suas posteriores correções. 4. Razões do agravo regimental não atacam os fundamentos da decisão agravada. Aplicação da Súmula 287. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” Ademais, o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o ARE 842.157- RG (Dias Toffoli, julgado em 5/6/2015, Tema 821), submetido à sistemática da repercussão geral, reafirmou a jurisprudência de que a fixação de pensão em múltiplos do salário-mínimo não ofende a Constituição Federal, tendo em vista o caráter alimentar da verba. Embora o precedente tenha sido proferido em ação de alimentos, o entendimento nele manifestado é plenamente aplicável aos casos de pensão decorrente de ato ilícito, em que, também, se faz presente a natureza alimentar do quantum arbitrado. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526226. Supremo Tribunal Federal ARE 876571 AGR / RJ fixação de pensão com base em salário mínimo sem ferir o artigo 7º, IV, da Constituição Federal. Nesse sentido, cito o RE-AgR 592.356, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 27.9.2012: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Fixação de pensão no valor do salário mínimo não contraria a Constituição Federal, desde que não haja atrelamento do benefício às suas posteriores correções. 4. Razões do agravo regimental não atacam os fundamentos da decisão agravada. Aplicação da Súmula 287. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” Ademais, o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o ARE 842.157- RG (Dias Toffoli, julgado em 5/6/2015, Tema 821), submetido à sistemática da repercussão geral, reafirmou a jurisprudência de que a fixação de pensão em múltiplos do salário-mínimo não ofende a Constituição Federal, tendo em vista o caráter alimentar da verba. Embora o precedente tenha sido proferido em ação de alimentos, o entendimento nele manifestado é plenamente aplicável aos casos de pensão decorrente de ato ilícito, em que, também, se faz presente a natureza alimentar do quantum arbitrado. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER ADV.(A/S) : NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS ADV.(A/S) : JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509098 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER ADV.(A/S) : NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS ADV.(A/S) : JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509098 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9551990
2015-09-22T00:00:00
2015-10-09T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Pensão decorrente de ato ilícito. 3. A fixação de pensão com base em salário mínimo não viola o artigo 7º, IV, da Constituição Federal, desde que não haja atrelamento do benefício a suas posteriores correções. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur323901
- Acórdão(s) citado(s): (FIXAÇÃO DE PENSÃO, BASE EM SALÁRIO-MÍNIMO) RE 592356 AgR (2ªT), ARE 842157 RG. Número de páginas: 5. Análise: 13/10/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
876571
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00007 INC-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 876571 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER ADV.(A/S) : NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS ADV.(A/S) : JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER ADV.(A/S) :NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS ADV.(A/S) :JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Pensão decorrente de ato ilícito. 3. A fixação de pensão com base em salário mínimo não viola o artigo 7..., IV, da Constituição Federal, desde que não haja atrelamento do benefício a suas posteriores correções. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526224. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER ADV.(A/S) :NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS ADV.(A/S) :JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão de minha relatoria que negou provimento ao recurso, ao fundamento de que o entendimento adotado pelo acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que a fixação de pensão em salários mínimos não afronta a Constituição Federal, desde de que não ocorra a vinculação de sua correção ao salário mínimo. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que a decisão impugnada do Tribunal de origem fixou a pensão e sua correção ao salário mínimo, contrariando o artigo 7... , IV, da Constituição Federal, assim como a Súmula Vinculante n 4 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526225. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER ADV.(A/S) :NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS ADV.(A/S) :JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão de minha relatoria que negou provimento ao recurso, ao fundamento de que o entendimento adotado pelo acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que a fixação de pensão em salários mínimos não afronta a Constituição Federal, desde de que não ocorra a vinculação de sua correção ao salário mínimo. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que a decisão impugnada do Tribunal de origem fixou a pensão e sua correção ao salário mínimo, contrariando o artigo 7... , IV, da Constituição Federal, assim como a Súmula Vinculante n 4 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demostrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. A agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com jurisprudência desta Corte. Compulsando os autos, verifico que o Tribunal de origem, ao decidir a controvérsia ora suscitada, manifestou-se da seguinte forma: “De fato, dos incontáveis demonstrativos de cálculos, percebe-se uma discrepância significante entre os valores aferidos, em especial quando se atenta para as afirmativas do i. perito de que o percebido pela vítima como mergulhador correspondia a 10.416 salários mínimos da época, e, ainda assim, ver apurado o montante de R$ 803,65 como o devido para pensionamento. É patente a natureza alimentar da pensão discutida, tanto que o venerando Acórdão determinou a observância dos ganhos da vítima à época do acidente que causou sua trágica morte. Se a indenização a que tem direito as agravantes concerne à perda material de caráter alimentar sofrida com a morte do marido e pai das mesmas, provedor da família, nada mais justo que utilizar como parâmetro para o cálculo da pensão o salário mínimo.” (Fl. 769). Observo que o entendimento firmado pelo Tribunal a quo está de acordo com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que é possível a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526226. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demostrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. A agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com jurisprudência desta Corte. Compulsando os autos, verifico que o Tribunal de origem, ao decidir a controvérsia ora suscitada, manifestou-se da seguinte forma: “De fato, dos incontáveis demonstrativos de cálculos, percebe-se uma discrepância significante entre os valores aferidos, em especial quando se atenta para as afirmativas do i. perito de que o percebido pela vítima como mergulhador correspondia a 10.416 salários mínimos da época, e, ainda assim, ver apurado o montante de R$ 803,65 como o devido para pensionamento. É patente a natureza alimentar da pensão discutida, tanto que o venerando Acórdão determinou a observância dos ganhos da vítima à época do acidente que causou sua trágica morte. Se a indenização a que tem direito as agravantes concerne à perda material de caráter alimentar sofrida com a morte do marido e pai das mesmas, provedor da família, nada mais justo que utilizar como parâmetro para o cálculo da pensão o salário mínimo.” (Fl. 769). Observo que o entendimento firmado pelo Tribunal a quo está de acordo com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que é possível a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 876571 AGR / RJ fixação de pensão com base em salário mínimo sem ferir o artigo 7..., IV, da Constituição Federal. Nesse sentido, cito o Recurso Extraordinário-AgR 592.356, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 27.9.2012: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Fixação de pensão no valor do salário mínimo não contraria a Constituição Federal, desde que não haja atrelamento do benefício às suas posteriores correções. 4. Razões do agravo regimental não atacam os fundamentos da decisão agravada. Aplicação da Súmula 287. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” Ademais, o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o ARE 842.157- RG (Dias Toffoli, julgado em 5/6/2015, Tema 821), submetido à sistemática da repercussão geral, reafirmou a jurisprudência de que a fixação de pensão em múltiplos do salário-mínimo não ofende a Constituição Federal, tendo em vista o caráter alimentar da verba. Embora o precedente tenha sido proferido em ação de alimentos, o entendimento nele manifestado é plenamente aplicável aos casos de pensão decorrente de ato ilícito, em que, também, se faz presente a natureza alimentar do quantum arbitrado. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526226. Supremo Tribunal Federal ARE 876571 AGR / RJ fixação de pensão com base em salário mínimo sem ferir o artigo 7..., IV, da Constituição Federal. Nesse sentido, cito o Recurso Extraordinário-AgR 592.356, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 27.9.2012: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Fixação de pensão no valor do salário mínimo não contraria a Constituição Federal, desde que não haja atrelamento do benefício às suas posteriores correções. 4. Razões do agravo regimental não atacam os fundamentos da decisão agravada. Aplicação da Súmula 287. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” Ademais, o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o ARE 842.157- RG (Dias Toffoli, julgado em 5/6/2015, Tema 821), submetido à sistemática da repercussão geral, reafirmou a jurisprudência de que a fixação de pensão em múltiplos do salário-mínimo não ofende a Constituição Federal, tendo em vista o caráter alimentar da verba. Embora o precedente tenha sido proferido em ação de alimentos, o entendimento nele manifestado é plenamente aplicável aos casos de pensão decorrente de ato ilícito, em que, também, se faz presente a natureza alimentar do quantum arbitrado. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9526226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER ADV.(A/S) : NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS ADV.(A/S) : JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509098 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.571 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER ADV.(A/S) : NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS ADV.(A/S) : JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509098 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876 . 571", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876 . 571", "Súmula Vinculante n 4 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876 . 571", "Súmula Vinculante n 4 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "ARE 876571 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário - AgR 592 . 356", "ARE 842 . 157 - RG", "ARE 876571 AGR", "Recurso Extraordinário - AgR 592 . 356", "ARE 842 . 157 - RG" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 7 . . . , IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 7 . . . , IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 7 . . . , IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 7 . . . , IV , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 7 . . . , IV , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER", "NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA", "SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS", "JOÃO TANCREDO", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER", "NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA", "SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS", "JOÃO TANCREDO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER", "NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA", "SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS", "JOÃO TANCREDO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER", "NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA", "SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS", "JOÃO TANCREDO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER", "NILTON ANTÔNIO DE ALMEIDA MAIA", "SÔNIA MARIA DE SOUSA SANTOS", "JOÃO TANCREDO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "09", "/", "2015", "22 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "9", ".", "2012", "5", "/", "6", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "9", ".", "2012", "5", "/", "6", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "22", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :HUMBERTO TORRES ALVES ADV.(A/S) :JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO PRECÁRIA. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400369. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :HUMBERTO TORRES ALVES ADV.(A/S) :JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO ALAGOAS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO PRECÁRIA. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Inicialmente, cumpre esclarecer que o ente federativo não pretende o reexame fático-probatório da causa. O Estado de Alagoas requer apenas o adequado enquadramento jurídico ao caso em análise. A matéria que está sendo submetida ao crivo desse Colendo Tribunal é exclusivamente de direito, concernente à ofensa a normas extraídas dos artigos 1º, 5º, caput e incisos XXXVI e LIV, e 37, caput Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400370. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :HUMBERTO TORRES ALVES ADV.(A/S) :JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO ALAGOAS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO PRECÁRIA. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Inicialmente, cumpre esclarecer que o ente federativo não pretende o reexame fático-probatório da causa. O Estado de Alagoas requer apenas o adequado enquadramento jurídico ao caso em análise. A matéria que está sendo submetida ao crivo desse Colendo Tribunal é exclusivamente de direito, concernente à ofensa a normas extraídas dos artigos 1º, 5º, caput e incisos XXXVI e LIV, e 37, caput Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 667126 AGR / AL e II da Constituição Federal, tendo sido exaustivamente discutida nos autos. No mais, quanto ao argumento da suposta ausência de repercussão geral, observe-se que esse Supremo Tribunal Federal, no parágrafo único do art. 322 de seu Regimento Interno, especifica o que vem a ser a repercussão geral prevista na Constituição Federal: “Para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões que, relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, ultrapassem os interesses subjetivos das partes”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400370. Supremo Tribunal Federal RE 667126 AGR / AL e II da Constituição Federal, tendo sido exaustivamente discutida nos autos. No mais, quanto ao argumento da suposta ausência de repercussão geral, observe-se que esse Supremo Tribunal Federal, no parágrafo único do art. 322 de seu Regimento Interno, especifica o que vem a ser a repercussão geral prevista na Constituição Federal: “Para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões que, relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, ultrapassem os interesses subjetivos das partes”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Conforme asseverado na decisão agravada, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/2013. Por oportuno, transcrevo a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Seguindo essa orientação, menciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MULTA. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. AGRAVO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400371. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Conforme asseverado na decisão agravada, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/2013. Por oportuno, transcrevo a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Seguindo essa orientação, menciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MULTA. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. AGRAVO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 667126 AGR / AL IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 748.371- RG/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, e no RE 633.360-RG/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca, respectivamente, da violação dos limites da coisa julgada e dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, e da aplicação de multa por litigância de má fé, por entenderem que a discussão em torno desses temas possui natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido.” (ARE 756.177-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/9/2013). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). TESE RECURSAL CALCADA EM NORMAS DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 756.912-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 20/9/2013). Demais disso, conforme salientado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia com fundamento no conjunto fático- probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Desta forma, não há que se falar em inconstitucionalidade das cláusulas editalícias impugnadas, haja vista que tal matéria encontra- se amplamente debatida e o Superior Tribunal de Justiça já consolidou o entendimento segundo o qual a simples aprovação na primeira fase, não assegura, por si só, ao candidato o direito líquido e certo de participar da etapa seguinte, pois está condicionado, além da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400371. Supremo Tribunal Federal RE 667126 AGR / AL IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 748.371- RG/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, e no RE 633.360-RG/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca, respectivamente, da violação dos limites da coisa julgada e dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, e da aplicação de multa por litigância de má fé, por entenderem que a discussão em torno desses temas possui natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido.” (ARE 756.177-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/9/2013). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). TESE RECURSAL CALCADA EM NORMAS DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 756.912-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 20/9/2013). Demais disso, conforme salientado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia com fundamento no conjunto fático- probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Desta forma, não há que se falar em inconstitucionalidade das cláusulas editalícias impugnadas, haja vista que tal matéria encontra- se amplamente debatida e o Superior Tribunal de Justiça já consolidou o entendimento segundo o qual a simples aprovação na primeira fase, não assegura, por si só, ao candidato o direito líquido e certo de participar da etapa seguinte, pois está condicionado, além da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 667126 AGR / AL observância à ordem de classificação, ao número de vagas previsto no edital e à conveniência da Administração. Entretanto, comprovado que o apelado foi aprovado no Curso de Formação Policial, tendo sido nomeado no dia 22.08.2002 e empossado em 22.10.2002, ou seja, mais de 07 (sete) anos de exercício no cargo, tendo inclusive sido aposentado por invalidez em dezembro de 2010, depois de ter contraído doença grave na fase de treinamento do curso, não me afigura razoável a exoneração, apesar de sua nomeação e posse terem ocorrido de forma precária. Seria injusto e até mesmo desumano exonerar um profissional que no exercício de sua profissão fora acometido de doença grave que o impossibilitado de exercer outra atividade. Neste sentido, cito exemplarmente: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Concurso público. Escrivão de polícia civil. Controvérsia acerca da adequada forma de convocação de candidato para participar de fase seguinte do certame. Acórdão recorrido que, ao analisar todos os elementos de fato e de prova, entendeu não ser razoável a convocação apenas por diário oficial. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório, bem como das normas do edital pertinente ao caso. Verbetes 279 e 454 da Súmula desta Corte. Precedentes. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 647.064, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 11/10/2011) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400371. Supremo Tribunal Federal RE 667126 AGR / AL observância à ordem de classificação, ao número de vagas previsto no edital e à conveniência da Administração. Entretanto, comprovado que o apelado foi aprovado no Curso de Formação Policial, tendo sido nomeado no dia 22.08.2002 e empossado em 22.10.2002, ou seja, mais de 07 (sete) anos de exercício no cargo, tendo inclusive sido aposentado por invalidez em dezembro de 2010, depois de ter contraído doença grave na fase de treinamento do curso, não me afigura razoável a exoneração, apesar de sua nomeação e posse terem ocorrido de forma precária. Seria injusto e até mesmo desumano exonerar um profissional que no exercício de sua profissão fora acometido de doença grave que o impossibilitado de exercer outra atividade. Neste sentido, cito exemplarmente: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Concurso público. Escrivão de polícia civil. Controvérsia acerca da adequada forma de convocação de candidato para participar de fase seguinte do certame. Acórdão recorrido que, ao analisar todos os elementos de fato e de prova, entendeu não ser razoável a convocação apenas por diário oficial. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório, bem como das normas do edital pertinente ao caso. Verbetes 279 e 454 da Súmula desta Corte. Precedentes. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 647.064, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 11/10/2011) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : HUMBERTO TORRES ALVES ADV.(A/S) : JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412852 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : HUMBERTO TORRES ALVES ADV.(A/S) : JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412852 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9440679
2015-09-08T00:00:00
2015-09-23T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 8.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO PRECÁRIA. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.
sjur321002
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, LIMITES DA COISA JULGADA) ARE 748371 RG, ARE 756177 AgR (2ªT), ARE 756912 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 28/09/2015, MAD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
667126
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 667126 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : HUMBERTO TORRES ALVES ADV.(A/S) : JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :HUMBERTO TORRES ALVES ADV.(A/S) :JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO PRECÁRIA. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400369. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :HUMBERTO TORRES ALVES ADV.(A/S) :JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO ALAGOAS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO PRECÁRIA. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Inicialmente, cumpre esclarecer que o ente federativo não pretende o reexame fático-probatório da causa. O Estado de Alagoas requer apenas o adequado enquadramento jurídico ao caso em análise. A matéria que está sendo submetida ao crivo desse Colendo Tribunal é exclusivamente de direito, concernente à ofensa a normas extraídas dos artigos 1..., 5..., caput e incisos XXXVI e LIV, e 37, caput Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400370. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :HUMBERTO TORRES ALVES ADV.(A/S) :JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO ALAGOAS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO PRECÁRIA. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Inicialmente, cumpre esclarecer que o ente federativo não pretende o reexame fático-probatório da causa. O Estado de Alagoas requer apenas o adequado enquadramento jurídico ao caso em análise. A matéria que está sendo submetida ao crivo desse Colendo Tribunal é exclusivamente de direito, concernente à ofensa a normas extraídas dos artigos 1..., 5..., caput e incisos XXXVI e LIV, e 37, caput Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 667126 AGR / AL e II da Constituição Federal, tendo sido exaustivamente discutida nos autos. No mais, quanto ao argumento da suposta ausência de repercussão geral, observe-se que esse Supremo Tribunal Federal, no parágrafo único do art. 322 de seu Regimento Interno, especifica o que vem a ser a repercussão geral prevista na Constituição Federal: “Para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões que, relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, ultrapassem os interesses subjetivos das partes”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400370. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 667126 AGR / AL e II da Constituição Federal, tendo sido exaustivamente discutida nos autos. No mais, quanto ao argumento da suposta ausência de repercussão geral, observe-se que esse Supremo Tribunal Federal, no parágrafo único do art. 322 de seu Regimento Interno, especifica o que vem a ser a repercussão geral prevista na Constituição Federal: “Para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões que, relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, ultrapassem os interesses subjetivos das partes”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Conforme asseverado na decisão agravada, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/2013. Por oportuno, transcrevo a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Seguindo essa orientação, menciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MULTA. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. AGRAVO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400371. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Conforme asseverado na decisão agravada, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/2013. Por oportuno, transcrevo a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Seguindo essa orientação, menciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MULTA. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. AGRAVO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 667126 AGR / AL IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 748.371- RG/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, e no Recurso Extraordinário 633.360-RG/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca, respectivamente, da violação dos limites da coisa julgada e dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, e da aplicação de multa por litigância de má fé, por entenderem que a discussão em torno desses temas possui natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido.” (ARE 756.177-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/9/2013). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). TESE RECURSAL CALCADA EM NORMAS DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 756.912-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 20/9/2013). Demais disso, conforme salientado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia com fundamento no conjunto fático- probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Desta forma, não há que se falar em inconstitucionalidade das cláusulas editalícias impugnadas, haja vista que tal matéria encontra- se amplamente debatida e o Superior Tribunal de Justiça já consolidou o entendimento segundo o qual a simples aprovação na primeira fase, não assegura, por si só, ao candidato o direito líquido e certo de participar da etapa seguinte, pois está condicionado, além da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400371. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 667126 AGR / AL IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 748.371- RG/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, e no Recurso Extraordinário 633.360-RG/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca, respectivamente, da violação dos limites da coisa julgada e dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, e da aplicação de multa por litigância de má fé, por entenderem que a discussão em torno desses temas possui natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido.” (ARE 756.177-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/9/2013). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). TESE RECURSAL CALCADA EM NORMAS DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 756.912-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 20/9/2013). Demais disso, conforme salientado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia com fundamento no conjunto fático- probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Desta forma, não há que se falar em inconstitucionalidade das cláusulas editalícias impugnadas, haja vista que tal matéria encontra- se amplamente debatida e o Superior Tribunal de Justiça já consolidou o entendimento segundo o qual a simples aprovação na primeira fase, não assegura, por si só, ao candidato o direito líquido e certo de participar da etapa seguinte, pois está condicionado, além da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 667126 AGR / AL observância à ordem de classificação, ao número de vagas previsto no edital e à conveniência da Administração. Entretanto, comprovado que o apelado foi aprovado no Curso de Formação Policial, tendo sido nomeado no dia 22.08.2002 e empossado em 22.10.2002, ou seja, mais de 07 (sete) anos de exercício no cargo, tendo inclusive sido aposentado por invalidez em dezembro de 2010, depois de ter contraído doença grave na fase de treinamento do curso, não me afigura razoável a exoneração, apesar de sua nomeação e posse terem ocorrido de forma precária. Seria injusto e até mesmo desumano exonerar um profissional que no exercício de sua profissão fora acometido de doença grave que o impossibilitado de exercer outra atividade. Neste sentido, cito exemplarmente: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Concurso público. Escrivão de polícia civil. Controvérsia acerca da adequada forma de convocação de candidato para participar de fase seguinte do certame. Acórdão recorrido que, ao analisar todos os elementos de fato e de prova, entendeu não ser razoável a convocação apenas por diário oficial. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório, bem como das normas do edital pertinente ao caso. Verbetes 279 e 454 da Súmula desta Corte. Precedentes. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 647.064, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 11/10/2011) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400371. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 667126 AGR / AL observância à ordem de classificação, ao número de vagas previsto no edital e à conveniência da Administração. Entretanto, comprovado que o apelado foi aprovado no Curso de Formação Policial, tendo sido nomeado no dia 22.08.2002 e empossado em 22.10.2002, ou seja, mais de 07 (sete) anos de exercício no cargo, tendo inclusive sido aposentado por invalidez em dezembro de 2010, depois de ter contraído doença grave na fase de treinamento do curso, não me afigura razoável a exoneração, apesar de sua nomeação e posse terem ocorrido de forma precária. Seria injusto e até mesmo desumano exonerar um profissional que no exercício de sua profissão fora acometido de doença grave que o impossibilitado de exercer outra atividade. Neste sentido, cito exemplarmente: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Concurso público. Escrivão de polícia civil. Controvérsia acerca da adequada forma de convocação de candidato para participar de fase seguinte do certame. Acórdão recorrido que, ao analisar todos os elementos de fato e de prova, entendeu não ser razoável a convocação apenas por diário oficial. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório, bem como das normas do edital pertinente ao caso. Verbetes 279 e 454 da Súmula desta Corte. Precedentes. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 647.064, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 11/10/2011) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9400371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 08/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : HUMBERTO TORRES ALVES ADV.(A/S) : JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412852 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667.126 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : HUMBERTO TORRES ALVES ADV.(A/S) : JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 8.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412852 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667 . 126 ALAGOAS", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667 . 126", "ARE 748 . 371", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 667 . 126", "ARE 748 . 371", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 667126 AGR / AL", "Recurso Extraordinário 667126 AGR / AL", "RECURSO", "ARE 748 . 371", "ARE 748 . 371", "ARE 748 . 371 - RG / RJ", "Recurso Extraordinário 633 . 360 - RG / SP", "ARE 756 . 177 - AgR", "ARE 748 . 371", "ARE 756 . 912 - AgR", "Recurso Extraordinário 667126 AGR / AL", "ARE 748 . 371 - RG / RJ", "Recurso Extraordinário 633 . 360 - RG / SP", "ARE 756 . 177 - AgR", "ARE 756 . 912 - AgR", "Recurso Extraordinário 667126 AGR / AL", "ARE 647 . 064", "Recurso Extraordinário 667126 AGR / AL", "ARE 647 . 064", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "II da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "II da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "Brasília", "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DO ALAGOAS", "Estado de Alagoas", "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DO ALAGOAS", "Estado de Alagoas", "ALAGOAS", "ALAGOAS", "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "HUMBERTO TORRES ALVES", "JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "HUMBERTO TORRES ALVES", "JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "HUMBERTO TORRES ALVES", "JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "HUMBERTO TORRES ALVES", "JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "HUMBERTO TORRES ALVES", "JOSÉ ARNÓBIO DAMASCENO ALVES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "08", "/", "09", "/", "2015", "8 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "9", "/", "2013", "20", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "9", "/", "2013", "20", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "08", ".", "2002", "22", ".", "10", ".", "2002", "dezembro de 2010", "11", "/", "10", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "08", ".", "2002", "22", ".", "10", ".", "2002", "dezembro de 2010", "11", "/", "10", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "09", "/", "2015", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :EDSON SORRENTINO MONGE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PAULO AUGUSTO ROSA GOMES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. PRELIMINAR DEFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513299. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :EDSON SORRENTINO MONGE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PAULO AUGUSTO ROSA GOMES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao argumento de que “não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral” (fl. 154). Sustenta o agravante, em suma, que “a repercussão geral encontra-se devidamente demonstrada em item específico de seu Recurso Extraordinário, bem como, no vertente caso, ela está implícita, tendo em vista que o recurso tem como objeto o cerceamento do direito de defesa” (fl. 167). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513300. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :EDSON SORRENTINO MONGE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PAULO AUGUSTO ROSA GOMES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao argumento de que “não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral” (fl. 154). Sustenta o agravante, em suma, que “a repercussão geral encontra-se devidamente demonstrada em item específico de seu Recurso Extraordinário, bem como, no vertente caso, ela está implícita, tendo em vista que o recurso tem como objeto o cerceamento do direito de defesa” (fl. 167). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Inadmissível o recurso. Verifico que o recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, na forma do art. 543-A, § 2º, do CPC, de modo que o recurso não pode ser admitido, consoante entendimento consolidado desta Corte, como se vê da seguinte ementa: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE. DECISÃO CONFIRMADA EM SEDE DE AGRAVO DE INSTRUMENTO QUE HOMOLOGOU OS CÁLCULOS APRESENTADOS PELOS EXPROPRIADOS DETERMINANDO A EXPEDIÇÃO DE NOVO OFÍCIO REQUISITÓRIO. AUSÊNCIA DE preliminar FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 6.9.07). 2. A jurisprudência do Supremo fixou entendimento no sentido de ser necessário que o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513301. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Inadmissível o recurso. Verifico que o recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, na forma do art. 543-A, § 2º, do CPC, de modo que o recurso não pode ser admitido, consoante entendimento consolidado desta Corte, como se vê da seguinte ementa: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE. DECISÃO CONFIRMADA EM SEDE DE AGRAVO DE INSTRUMENTO QUE HOMOLOGOU OS CÁLCULOS APRESENTADOS PELOS EXPROPRIADOS DETERMINANDO A EXPEDIÇÃO DE NOVO OFÍCIO REQUISITÓRIO. AUSÊNCIA DE preliminar FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 6.9.07). 2. A jurisprudência do Supremo fixou entendimento no sentido de ser necessário que o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 742201 AGR / SP recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07. II. Recurso extraordinário: repercussão geral: juízo de admissibilidade: competência. 1. Inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto, da existência de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2º; RISTF, art. 327). 2. Cuida-se de requisito formal, ônus do recorrente, que, se dele não se desincumbir, impede a análise da efetiva existência da repercussão geral, esta sim sujeita à apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal (Art. 543-A, § 2º). 3. Agravo Regimental desprovido.” (AI nº 767.825-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 26.04.2012) O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513301. Supremo Tribunal Federal AI 742201 AGR / SP recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07. II. Recurso extraordinário: repercussão geral: juízo de admissibilidade: competência. 1. Inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto, da existência de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2º; RISTF, art. 327). 2. Cuida-se de requisito formal, ônus do recorrente, que, se dele não se desincumbir, impede a análise da efetiva existência da repercussão geral, esta sim sujeita à apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal (Art. 543-A, § 2º). 3. Agravo Regimental desprovido.” (AI nº 767.825-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 26.04.2012) O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : EDSON SORRENTINO MONGE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PAULO AUGUSTO ROSA GOMES AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530022 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : EDSON SORRENTINO MONGE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PAULO AUGUSTO ROSA GOMES AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530022 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3542096
2013-03-12T00:00:00
2013-03-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. PRELIMINAR DEFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur226914
Número de páginas: 5. Análise: 15/04/2013, LLD.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
742201
null
AI-AgR
acordaos
AI 742201 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EDSON SORRENTINO MONGE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PAULO AUGUSTO ROSA GOMES AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :EDSON SORRENTINO MONGE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PAULO AUGUSTO ROSA GOMES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. PRELIMINAR DEFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513299. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :EDSON SORRENTINO MONGE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PAULO AUGUSTO ROSA GOMES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao argumento de que “não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral” (fl. 154). Sustenta o agravante, em suma, que “a repercussão geral encontra-se devidamente demonstrada em item específico de seu Recurso Extraordinário, bem como, no vertente caso, ela está implícita, tendo em vista que o recurso tem como objeto o cerceamento do direito de defesa” (fl. 167). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513300. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :EDSON SORRENTINO MONGE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PAULO AUGUSTO ROSA GOMES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao argumento de que “não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral” (fl. 154). Sustenta o agravante, em suma, que “a repercussão geral encontra-se devidamente demonstrada em item específico de seu Recurso Extraordinário, bem como, no vertente caso, ela está implícita, tendo em vista que o recurso tem como objeto o cerceamento do direito de defesa” (fl. 167). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Inadmissível o recurso. Verifico que o recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, na forma do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, de modo que o recurso não pode ser admitido, consoante entendimento consolidado desta Corte, como se vê da seguinte ementa: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE. DECISÃO CONFIRMADA EM SEDE DE AGRAVO DE INSTRUMENTO QUE HOMOLOGOU OS CÁLCULOS APRESENTADOS PELOS EXPROPRIADOS DETERMINANDO A EXPEDIÇÃO DE NOVO OFÍCIO REQUISITÓRIO. AUSÊNCIA DE preliminar FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 6.9.07). 2. A jurisprudência do Supremo fixou entendimento no sentido de ser necessário que o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513301. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Inadmissível o recurso. Verifico que o recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, na forma do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, de modo que o recurso não pode ser admitido, consoante entendimento consolidado desta Corte, como se vê da seguinte ementa: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE. DECISÃO CONFIRMADA EM SEDE DE AGRAVO DE INSTRUMENTO QUE HOMOLOGOU OS CÁLCULOS APRESENTADOS PELOS EXPROPRIADOS DETERMINANDO A EXPEDIÇÃO DE NOVO OFÍCIO REQUISITÓRIO. AUSÊNCIA DE preliminar FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 6.9.07). 2. A jurisprudência do Supremo fixou entendimento no sentido de ser necessário que o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 742201 AGR / SP recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07. II. Recurso extraordinário: repercussão geral: juízo de admissibilidade: competência. 1. Inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto, da existência de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2...; RISTF, art. 327). 2. Cuida-se de requisito formal, ônus do recorrente, que, se dele não se desincumbir, impede a análise da efetiva existência da repercussão geral, esta sim sujeita à apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal (Art. 543-A, § 2...). 3. Agravo Regimental desprovido.” (AI n 767.825-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 26.04.2012) O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513301. Supremo Tribunal Federal AI 742201 AGR / SP recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07. II. Recurso extraordinário: repercussão geral: juízo de admissibilidade: competência. 1. Inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto, da existência de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2...; RISTF, art. 327). 2. Cuida-se de requisito formal, ônus do recorrente, que, se dele não se desincumbir, impede a análise da efetiva existência da repercussão geral, esta sim sujeita à apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal (Art. 543-A, § 2...). 3. Agravo Regimental desprovido.” (AI n 767.825-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 26.04.2012) O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : EDSON SORRENTINO MONGE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PAULO AUGUSTO ROSA GOMES AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530022 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 742.201 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : EDSON SORRENTINO MONGE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PAULO AUGUSTO ROSA GOMES AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530022 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 742 . 201 SÃO", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 742 . 201", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 742 . 201", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 742 . 201", "AI 742201 AGR / SP", "AI n . 664 . 567", "AI n 767 . 825 - AgR / SP", "AI 742201 AGR / SP", "AI n . 664 . 567", "AI n 767 . 825 - AgR / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 742 . 201", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 742 . 201" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C . C . ART . 327 , § 1 . . . , DO RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "C", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "EDSON SORRENTINO MONGE", "PAULO AUGUSTO ROSA GOMES", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON SORRENTINO MONGE", "PAULO AUGUSTO ROSA GOMES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON SORRENTINO MONGE", "PAULO AUGUSTO ROSA GOMES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "TEORI ZAVASCKI", "SEPÚLVEDA", "PERTENCE", "TEORI ZAVASCKI", "Sepúlveda Pertence", "LUIZ FUX", "Sepúlveda Pertence", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON SORRENTINO MONGE", "PAULO AUGUSTO ROSA GOMES", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON SORRENTINO MONGE", "PAULO AUGUSTO ROSA GOMES", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo", "Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2013", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "6", ".", "9", ".", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "6", ".", "9", ".", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "9", ".", "07", "26", ".", "04", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "9", ".", "07", "26", ".", "04", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :RICARDO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. NULIDADE DA SESSÃO QUE ACOLHEU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARA, DESDE LOGO, JULGAR APELAÇÃO ANTES NÃO CONHECIDA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE SUSTENTAÇÃO ORAL. IMPROCEDÊNCIA DA ALEGAÇÃO. DEFESA DEVIDAMENTE INTIMADA PARA A PRIMEIRA SESSÃO QUE NÃO CONHECEU DA APELAÇÃO, OPORTUNIDADE NA QUAL NÃO MANIFESTOU INTERESSE EM SUSTENTAR ORALMENTE AS RAZÕES RECURSAIS. 1. Não há falar em ofensa ao princípio da colegialidade, já que a viabilidade do julgamento por decisão monocrática do relator se legitima quando se tratar de pedido manifestamente intempestivo, incabível ou, improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, súmula do respectivo Tribunal (art. 38 da Lei 8.038/1990). Ademais, eventual nulidade da decisão monocrática fica superada com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, na via de agravo interno 2. O Regimento Interno da Corte de origem estabelece que no julgamento de embargos de declaração, que independe de pauta, não haverá sustentação oral (RI/TRF3, arts. 80, I, e 143). Assim, carece de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para essa finalidade. Precedentes. Ademais, a defesa foi regularmente intimada para a sessão de julgamento da apelação, oportunidade na qual não manifestou interesse em sustentar oralmente as razões recursais. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380660. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RHC 124155 AGR / SP 3. A questão relativa à suposta irregularidade da pena-base não foi suscitada no Superior Tribunal de Justiça, de modo que qualquer juízo desta Corte a esse respeito implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências, o que não é admitido. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 8 de setembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380660. Supremo Tribunal Federal RHC 124155 AGR / SP 3. A questão relativa à suposta irregularidade da pena-base não foi suscitada no Superior Tribunal de Justiça, de modo que qualquer juízo desta Corte a esse respeito implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências, o que não é admitido. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 8 de setembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :RICARDO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recurso ordinário em habeas corpus sob o fundamento de que (a) é carente de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para que a defesa sustentasse oralmente as razões da apelação, sendo certo, ainda, que a defesa foi regularmente intimada para a sessão de julgamento da apelação, oportunidade na qual não exerceu o seu direito de sustentar oralmente as razões recursais; e (b) porque a questão relativa à suposta irregularidade da pena-base não foi suscitada no Superior Tribunal de Justiça, de modo que qualquer juízo desta Corte a esse respeito implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências, o que não é admitido. Neste agravo, o recorrente sustenta, em síntese, que (a) a decisão agravada “não se mostra compatível com o princípio do colegiado, o qual foi efetivamente afetado, uma vez o il. relator impediu que os demais Ministros que compõem a Turma Julgadora pudessem analisar a matéria em debate”. Requer, ao final, seja o “Agravo Regimental conhecido e provido para que o recurso em habeas corpus interposto seja apreciado perante o colegiado competente (...)”. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380894. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :RICARDO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recurso ordinário em habeas corpus sob o fundamento de que (a) é carente de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para que a defesa sustentasse oralmente as razões da apelação, sendo certo, ainda, que a defesa foi regularmente intimada para a sessão de julgamento da apelação, oportunidade na qual não exerceu o seu direito de sustentar oralmente as razões recursais; e (b) porque a questão relativa à suposta irregularidade da pena-base não foi suscitada no Superior Tribunal de Justiça, de modo que qualquer juízo desta Corte a esse respeito implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências, o que não é admitido. Neste agravo, o recorrente sustenta, em síntese, que (a) a decisão agravada “não se mostra compatível com o princípio do colegiado, o qual foi efetivamente afetado, uma vez o il. relator impediu que os demais Ministros que compõem a Turma Julgadora pudessem analisar a matéria em debate”. Requer, ao final, seja o “Agravo Regimental conhecido e provido para que o recurso em habeas corpus interposto seja apreciado perante o colegiado competente (...)”. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380894. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. De início, não há falar em ofensa ao princípio da colegialidade, já que a viabilidade do julgamento por decisão monocrática do relator se legitima quando se tratar de pedido manifestamente intempestivo, incabível ou, improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, súmula do respectivo Tribunal (art. 38 da Lei 8.038/1990). Ademais, eventual nulidade da decisão monocrática fica superada com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, na via de agravo interno (cf.: HC 125201 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 29/5/2015; HC 114174, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/11/2013; AI 806848 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 1/8/2013; HC 102966 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 21/3/2012; AI 742738 AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/3/2010). 2. A decisão agravada, ademais, possui o seguinte teor: “1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC 264.322/SP, Rel. Min. Jorge Mussi. Consta dos autos, em síntese, que (a) o recorrente foi condenado à pena de 3 anos e 9 meses de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime de evasão de divisas (art. 22 da Lei 7.492/1986), por várias vezes, em continuidade delitiva (art. 71 do CP), sanção que foi substituída por duas penas restritivas de direitos; (b) com o trânsito em julgado para a acusação, o magistrado sentenciante proferiu nova decisão extinguindo a punibilidade do recorrente em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. De início, não há falar em ofensa ao princípio da colegialidade, já que a viabilidade do julgamento por decisão monocrática do relator se legitima quando se tratar de pedido manifestamente intempestivo, incabível ou, improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, súmula do respectivo Tribunal (art. 38 da Lei 8.038/1990). Ademais, eventual nulidade da decisão monocrática fica superada com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, na via de agravo interno (cf.: HC 125201 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 29/5/2015; HC 114174, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/11/2013; AI 806848 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 1/8/2013; HC 102966 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 21/3/2012; AI 742738 AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/3/2010). 2. A decisão agravada, ademais, possui o seguinte teor: “1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC 264.322/SP, Rel. Min. Jorge Mussi. Consta dos autos, em síntese, que (a) o recorrente foi condenado à pena de 3 anos e 9 meses de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime de evasão de divisas (art. 22 da Lei 7.492/1986), por várias vezes, em continuidade delitiva (art. 71 do CP), sanção que foi substituída por duas penas restritivas de direitos; (b) com o trânsito em julgado para a acusação, o magistrado sentenciante proferiu nova decisão extinguindo a punibilidade do recorrente em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 124155 AGR / SP relação a parte dos fatos delituosos abrangidos na sentença; (c) inconformada, a defesa apelou para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que não conheceu do recurso, por entender que a via não era adequada para impugnar a referida decisão; (d) para esclarecer que o apelo voltava-se contra a sentença condenatória, e não contra a decisão posterior, a defesa opôs embargos declaratórios, que foram acolhidos, e, na mesma assentada, a apelação foi conhecida, mas improvida; (e) segundo o recorrente, desse acórdão, o Ministério Público Federal opôs novos embargos de declaração, igualmente acolhidos, desta feita para diminuir a fração de aumento decorrente da continuidade delitiva, de 2/3 para 1/6, redimensionando a pena definitiva para 2 anos e 7 meses de reclusão; (f) alegando nulidade do julgamento da apelação, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro Relator indeferiu liminarmente o pedido; (g) contra essa decisão, a defesa interpôs agravo regimental, improvido, em acórdão assim ementado, no que importa: ‘(...) CERCEAMENTO DE DEFESA. JULGAMENTO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA PARA A SESSÃO. INSURGÊNCIA QUE INDEPENDE DE PAUTA. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. Constatada a devida e regular intimação dos advogados do agravante para a sessão de julgamento do recurso de apelação, oportunidade na qual não exerceram o seu direito à sustentação oral, não há falar em cerceamento de defesa diante da ausência de intimação para o julgamento dos embargos de declaração opostos, o qual independe de pauta e deve ser realizado sem revisão, nos termos do artigo 620, § 1º, do Código de Processo Penal. 2. Agravo regimental improvido’. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Supremo Tribunal Federal RHC 124155 AGR / SP relação a parte dos fatos delituosos abrangidos na sentença; (c) inconformada, a defesa apelou para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que não conheceu do recurso, por entender que a via não era adequada para impugnar a referida decisão; (d) para esclarecer que o apelo voltava-se contra a sentença condenatória, e não contra a decisão posterior, a defesa opôs embargos declaratórios, que foram acolhidos, e, na mesma assentada, a apelação foi conhecida, mas improvida; (e) segundo o recorrente, desse acórdão, o Ministério Público Federal opôs novos embargos de declaração, igualmente acolhidos, desta feita para diminuir a fração de aumento decorrente da continuidade delitiva, de 2/3 para 1/6, redimensionando a pena definitiva para 2 anos e 7 meses de reclusão; (f) alegando nulidade do julgamento da apelação, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro Relator indeferiu liminarmente o pedido; (g) contra essa decisão, a defesa interpôs agravo regimental, improvido, em acórdão assim ementado, no que importa: ‘(...) CERCEAMENTO DE DEFESA. JULGAMENTO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA PARA A SESSÃO. INSURGÊNCIA QUE INDEPENDE DE PAUTA. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. Constatada a devida e regular intimação dos advogados do agravante para a sessão de julgamento do recurso de apelação, oportunidade na qual não exerceram o seu direito à sustentação oral, não há falar em cerceamento de defesa diante da ausência de intimação para o julgamento dos embargos de declaração opostos, o qual independe de pauta e deve ser realizado sem revisão, nos termos do artigo 620, § 1º, do Código de Processo Penal. 2. Agravo regimental improvido’. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 124155 AGR / SP Neste recurso, o recorrente sustenta, em suma, que, (a) ‘considerando que a pena-base do recorrente foi elevada exclusivamente em razão dos valores por ele transacionados, que era de aproximadamente um milhão de reais, e que, posteriormente, com a prescrição de parte dos fatos criminosos, estes valores não chegam a duzentos e cinquenta mil reais, clara a necessidade de diminuição da pena aplicada’; (b) como o Tribunal Regional acolheu os embargos de declaração para conhecer da apelação e, desde logo, negar-lhe provimento, retirou ‘a possibilidade de os defensores do recorrente sustentarem oralmente suas teses e, ainda, de oferecerem memoriais se julgassem necessário’; (c) não deve prosperar o argumento de que o julgamento de embargos de declaração independe de pauta e, portanto, dispensa a intimação do embargante para a respectiva sessão. Requer, ao final, ‘seja dado provimento ao presente Recurso Ordinário Constitucional, para que seja processada a ordem de habeas corpus (...)’. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo ‘conhecimento parcial do recurso e, nessa extensão, pelo seu desprovimento’. 2. No que concerne à alegada nulidade da sessão de julgamento que acolheu os embargos de declaração para conhecer da apelação e, desde logo, negar-lhe provimento, o Superior Tribunal de Justiça decidiu, com suficiência, a controvérsia: ‘(...) Ademais, consignou-se na decisão agravada que a hipótese não revela qualquer ilegalidade manifesta apta a autorizar a atuação de ofício deste Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista que os advogados do agravante foram regularmente intimados para a sessão de julgamento do recurso de apelação, conforme atesta a certidão de fl. 77. Em tal oportunidade a defesa não fez uso do seu 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Supremo Tribunal Federal RHC 124155 AGR / SP Neste recurso, o recorrente sustenta, em suma, que, (a) ‘considerando que a pena-base do recorrente foi elevada exclusivamente em razão dos valores por ele transacionados, que era de aproximadamente um milhão de reais, e que, posteriormente, com a prescrição de parte dos fatos criminosos, estes valores não chegam a duzentos e cinquenta mil reais, clara a necessidade de diminuição da pena aplicada’; (b) como o Tribunal Regional acolheu os embargos de declaração para conhecer da apelação e, desde logo, negar-lhe provimento, retirou ‘a possibilidade de os defensores do recorrente sustentarem oralmente suas teses e, ainda, de oferecerem memoriais se julgassem necessário’; (c) não deve prosperar o argumento de que o julgamento de embargos de declaração independe de pauta e, portanto, dispensa a intimação do embargante para a respectiva sessão. Requer, ao final, ‘seja dado provimento ao presente Recurso Ordinário Constitucional, para que seja processada a ordem de habeas corpus (...)’. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo ‘conhecimento parcial do recurso e, nessa extensão, pelo seu desprovimento’. 2. No que concerne à alegada nulidade da sessão de julgamento que acolheu os embargos de declaração para conhecer da apelação e, desde logo, negar-lhe provimento, o Superior Tribunal de Justiça decidiu, com suficiência, a controvérsia: ‘(...) Ademais, consignou-se na decisão agravada que a hipótese não revela qualquer ilegalidade manifesta apta a autorizar a atuação de ofício deste Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista que os advogados do agravante foram regularmente intimados para a sessão de julgamento do recurso de apelação, conforme atesta a certidão de fl. 77. Em tal oportunidade a defesa não fez uso do seu 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 124155 AGR / SP direito à sustentação oral, sendo certo que o órgão colegiado não conheceu do recurso de apelação, pois considerou indevida a sua utilização em substituição ao recurso em sentido estrito cabível (fls. 79/82). E não obstante o Tribunal tenha dado efeitos infringentes aos embargos de declaração opostos contra o referido aresto para conhecer e julgar o mérito do recurso de apelação interposto, tal circunstância não é apta a tornar obrigatória a intimação da defesa para a respectiva sessão de julgamento, nos termos do artigo 620, § 1º, do Código de Processo Penal, o qual estabelece que a insurgência integrativa é julgada independentemente de pauta ou revisão. Assim, oportunizada à defesa a sustentação oral a tempo e modo, qual seja, por ocasião do julgamento do recurso de apelação, não há falar em cerceamento apto a macular o acórdão objurgado’. Aliados a esses fundamentos, o Regimento Interno do Tribunal Regional Federal da 3ª Região estabelece que no julgamento de embargos de declaração, que independe de pauta, não haverá sustentação oral (arts. 80, I, e 143). Assim, carece de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para essa finalidade (cf. RHC 116.948/SP, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 18/2/14; AO 1837 ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 03-06-2014). Além disso, não se pode ignorar que a defesa foi regularmente intimada para a sessão de julgamento da apelação, oportunidade na qual não exerceu [não manifestou interesse] o seu direito de sustentar oralmente as razões recursais. Se não bastasse, nota-se que o Tribunal analisou todas questões postas na apelação, afastando todas as teses defensivas. Na sequência, no julgamento dos embargos de declaração opostos pelo Ministério Público Federal, a Corte Regional voltou analisar a condenação imposta, reconhecendo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Supremo Tribunal Federal RHC 124155 AGR / SP direito à sustentação oral, sendo certo que o órgão colegiado não conheceu do recurso de apelação, pois considerou indevida a sua utilização em substituição ao recurso em sentido estrito cabível (fls. 79/82). E não obstante o Tribunal tenha dado efeitos infringentes aos embargos de declaração opostos contra o referido aresto para conhecer e julgar o mérito do recurso de apelação interposto, tal circunstância não é apta a tornar obrigatória a intimação da defesa para a respectiva sessão de julgamento, nos termos do artigo 620, § 1º, do Código de Processo Penal, o qual estabelece que a insurgência integrativa é julgada independentemente de pauta ou revisão. Assim, oportunizada à defesa a sustentação oral a tempo e modo, qual seja, por ocasião do julgamento do recurso de apelação, não há falar em cerceamento apto a macular o acórdão objurgado’. Aliados a esses fundamentos, o Regimento Interno do Tribunal Regional Federal da 3ª Região estabelece que no julgamento de embargos de declaração, que independe de pauta, não haverá sustentação oral (arts. 80, I, e 143). Assim, carece de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para essa finalidade (cf. RHC 116.948/SP, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 18/2/14; AO 1837 ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 03-06-2014). Além disso, não se pode ignorar que a defesa foi regularmente intimada para a sessão de julgamento da apelação, oportunidade na qual não exerceu [não manifestou interesse] o seu direito de sustentar oralmente as razões recursais. Se não bastasse, nota-se que o Tribunal analisou todas questões postas na apelação, afastando todas as teses defensivas. Na sequência, no julgamento dos embargos de declaração opostos pelo Ministério Público Federal, a Corte Regional voltou analisar a condenação imposta, reconhecendo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 124155 AGR / SP que a fração de aumento decorrente da continuidade delitiva deveria, de fato, ser diminuída de 2/3 para 1/6, circunstância que reduziu a pena definitiva do recorrente para 2 anos e 7 meses de reclusão. Esses aspectos, bem demonstram que o acórdão ora questionado deve ser mantido em sua integralidade. 3. A questão relativa à suposta irregularidade da pena- base não foi suscitada no Superior Tribunal de Justiça, de modo que qualquer juízo desta Corte a esse respeito implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências, o que não é admitido. Nesse sentido: RHC 119455, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 06/11/2013, DJe de 21-11-2013; HC 118323, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 05/11/2013, DJe de 21-11-2013; HC 113136, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 13/08/2013, DJe de 27-08-2013; HC 116233 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 25/06/2013, DJe de 26-08-2013. 4. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso”. O agravo regimental não merece prosperar, pois não traz qualquer subsídio capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada. 3. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Supremo Tribunal Federal RHC 124155 AGR / SP que a fração de aumento decorrente da continuidade delitiva deveria, de fato, ser diminuída de 2/3 para 1/6, circunstância que reduziu a pena definitiva do recorrente para 2 anos e 7 meses de reclusão. Esses aspectos, bem demonstram que o acórdão ora questionado deve ser mantido em sua integralidade. 3. A questão relativa à suposta irregularidade da pena- base não foi suscitada no Superior Tribunal de Justiça, de modo que qualquer juízo desta Corte a esse respeito implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências, o que não é admitido. Nesse sentido: RHC 119455, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 06/11/2013, DJe de 21-11-2013; HC 118323, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 05/11/2013, DJe de 21-11-2013; HC 113136, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 13/08/2013, DJe de 27-08-2013; HC 116233 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 25/06/2013, DJe de 26-08-2013. 4. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso”. O agravo regimental não merece prosperar, pois não traz qualquer subsídio capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada. 3. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 08/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : RICARDO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410240 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : RICARDO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410240 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9440729
2015-09-08T00:00:00
2015-09-23T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 08.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. NULIDADE DA SESSÃO QUE ACOLHEU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARA, DESDE LOGO, JULGAR APELAÇÃO ANTES NÃO CONHECIDA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE SUSTENTAÇÃO ORAL. IMPROCEDÊNCIA DA ALEGAÇÃO. DEFESA DEVIDAMENTE INTIMADA PARA A PRIMEIRA SESSÃO QUE NÃO CONHECEU DA APELAÇÃO, OPORTUNIDADE NA QUAL NÃO MANIFESTOU INTERESSE EM SUSTENTAR ORALMENTE AS RAZÕES RECURSAIS. 1. Não há falar em ofensa ao princípio da colegialidade, já que a viabilidade do julgamento por decisão monocrática do relator se legitima quando se tratar de pedido manifestamente intempestivo, incabível ou, improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, súmula do respectivo Tribunal (art. 38 da Lei 8.038/1990). Ademais, eventual nulidade da decisão monocrática fica superada com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, na via de agravo interno 2. O Regimento Interno da Corte de origem estabelece que no julgamento de embargos de declaração, que independe de pauta, não haverá sustentação oral (RI/TRF3, arts. 80, I, e 143). Assim, carece de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para essa finalidade. Precedentes. Ademais, a defesa foi regularmente intimada para a sessão de julgamento da apelação, oportunidade na qual não manifestou interesse em sustentar oralmente as razões recursais. 3. A questão relativa à suposta irregularidade da pena-base não foi suscitada no Superior Tribunal de Justiça, de modo que qualquer juízo desta Corte a esse respeito implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências, o que não é admitido. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur321059
- Acórdão(s) citado(s): (MONOCRÁTICA, NULIDADE, SUPERAÇÃO) AI 742738 AgR (2ªT), HC 102966 AgR (2ªT), HC 114174 (1ªT), AI 806848 AgR (1ªT), HC 125201 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 30/09/2015, BMP.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
124155
[ "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00038\n LEI ORDINÁRIA" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 124155 AgR
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AGTE.(S) : RICARDO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :RICARDO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. NULIDADE DA SESSÃO QUE ACOLHEU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARA, DESDE LOGO, JULGAR APELAÇÃO ANTES NÃO CONHECIDA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE SUSTENTAÇÃO ORAL. IMPROCEDÊNCIA DA ALEGAÇÃO. DEFESA DEVIDAMENTE INTIMADA PARA A PRIMEIRA SESSÃO QUE NÃO CONHECEU DA APELAÇÃO, OPORTUNIDADE NA QUAL NÃO MANIFESTOU INTERESSE EM SUSTENTAR ORALMENTE AS RAZÕES RECURSAIS. 1. Não há falar em ofensa ao princípio da colegialidade, já que a viabilidade do julgamento por decisão monocrática do relator se legitima quando se tratar de pedido manifestamente intempestivo, incabível ou, improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, súmula do respectivo Tribunal (art. 38 da Lei 8.038/1990). Ademais, eventual nulidade da decisão monocrática fica superada com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, na via de agravo interno 2. O Regimento Interno da Corte de origem estabelece que no julgamento de embargos de declaração, que independe de pauta, não haverá sustentação oral (RI/TRF3, arts. 80, I, e 143). Assim, carece de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para essa finalidade. Precedentes. Ademais, a defesa foi regularmente intimada para a sessão de julgamento da apelação, oportunidade na qual não manifestou interesse em sustentar oralmente as razões recursais. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380660. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RHC 124155 AGR / SP 3. A questão relativa à suposta irregularidade da pena-base não foi suscitada no Superior Tribunal de Justiça, de modo que qualquer juízo desta Corte a esse respeito implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências, o que não é admitido. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 8 de setembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380660. Supremo Tribunal Federal RHC 124155 AGR / SP 3. A questão relativa à suposta irregularidade da pena-base não foi suscitada no Superior Tribunal de Justiça, de modo que qualquer juízo desta Corte a esse respeito implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências, o que não é admitido. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 8 de setembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :RICARDO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recurso ordinário em habeas corpus sob o fundamento de que (a) é carente de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para que a defesa sustentasse oralmente as razões da apelação, sendo certo, ainda, que a defesa foi regularmente intimada para a sessão de julgamento da apelação, oportunidade na qual não exerceu o seu direito de sustentar oralmente as razões recursais; e (b) porque a questão relativa à suposta irregularidade da pena-base não foi suscitada no Superior Tribunal de Justiça, de modo que qualquer juízo desta Corte a esse respeito implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências, o que não é admitido. Neste agravo, o recorrente sustenta, em síntese, que (a) a decisão agravada “não se mostra compatível com o princípio do colegiado, o qual foi efetivamente afetado, uma vez o il. relator impediu que os demais Ministros que compõem a Turma Julgadora pudessem analisar a matéria em debate”. Requer, ao final, seja o “Agravo Regimental conhecido e provido para que o recurso em habeas corpus interposto seja apreciado perante o colegiado competente (...)”. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380894. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :RICARDO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recurso ordinário em habeas corpus sob o fundamento de que (a) é carente de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para que a defesa sustentasse oralmente as razões da apelação, sendo certo, ainda, que a defesa foi regularmente intimada para a sessão de julgamento da apelação, oportunidade na qual não exerceu o seu direito de sustentar oralmente as razões recursais; e (b) porque a questão relativa à suposta irregularidade da pena-base não foi suscitada no Superior Tribunal de Justiça, de modo que qualquer juízo desta Corte a esse respeito implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências, o que não é admitido. Neste agravo, o recorrente sustenta, em síntese, que (a) a decisão agravada “não se mostra compatível com o princípio do colegiado, o qual foi efetivamente afetado, uma vez o il. relator impediu que os demais Ministros que compõem a Turma Julgadora pudessem analisar a matéria em debate”. Requer, ao final, seja o “Agravo Regimental conhecido e provido para que o recurso em habeas corpus interposto seja apreciado perante o colegiado competente (...)”. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380894. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. De início, não há falar em ofensa ao princípio da colegialidade, já que a viabilidade do julgamento por decisão monocrática do relator se legitima quando se tratar de pedido manifestamente intempestivo, incabível ou, improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, súmula do respectivo Tribunal (art. 38 da Lei 8.038/1990). Ademais, eventual nulidade da decisão monocrática fica superada com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, na via de agravo interno (cf.: HC 125201 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 29/5/2015; HC 114174, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/11/2013; AI 806848 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 1/8/2013; HC 102966 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 21/3/2012; AI 742738 AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/3/2010). 2. A decisão agravada, ademais, possui o seguinte teor: “1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC 264.322/SP, Rel. Min. Jorge Mussi. Consta dos autos, em síntese, que (a) o recorrente foi condenado à pena de 3 anos e 9 meses de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime de evasão de divisas (art. 22 da Lei 7.492/1986), por várias vezes, em continuidade delitiva (art. 71 do Código Penal Brasileiro), sanção que foi substituída por duas penas restritivas de direitos; (b) com o trânsito em julgado para a acusação, o magistrado sentenciante proferiu nova decisão extinguindo a punibilidade do recorrente em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Supremo Tribunal Federal 08/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. De início, não há falar em ofensa ao princípio da colegialidade, já que a viabilidade do julgamento por decisão monocrática do relator se legitima quando se tratar de pedido manifestamente intempestivo, incabível ou, improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, súmula do respectivo Tribunal (art. 38 da Lei 8.038/1990). Ademais, eventual nulidade da decisão monocrática fica superada com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, na via de agravo interno (cf.: HC 125201 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 29/5/2015; HC 114174, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/11/2013; AI 806848 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 1/8/2013; HC 102966 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 21/3/2012; AI 742738 AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/3/2010). 2. A decisão agravada, ademais, possui o seguinte teor: “1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC 264.322/SP, Rel. Min. Jorge Mussi. Consta dos autos, em síntese, que (a) o recorrente foi condenado à pena de 3 anos e 9 meses de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime de evasão de divisas (art. 22 da Lei 7.492/1986), por várias vezes, em continuidade delitiva (art. 71 do Código Penal Brasileiro), sanção que foi substituída por duas penas restritivas de direitos; (b) com o trânsito em julgado para a acusação, o magistrado sentenciante proferiu nova decisão extinguindo a punibilidade do recorrente em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 124155 AGR / SP relação a parte dos fatos delituosos abrangidos na sentença; (c) inconformada, a defesa apelou para o Tribunal Regional Federal da 3... Região, que não conheceu do recurso, por entender que a via não era adequada para impugnar a referida decisão; (d) para esclarecer que o apelo voltava-se contra a sentença condenatória, e não contra a decisão posterior, a defesa opôs embargos declaratórios, que foram acolhidos, e, na mesma assentada, a apelação foi conhecida, mas improvida; (e) segundo o recorrente, desse acórdão, o Ministério Público Federal opôs novos embargos de declaração, igualmente acolhidos, desta feita para diminuir a fração de aumento decorrente da continuidade delitiva, de 2/3 para 1/6, redimensionando a pena definitiva para 2 anos e 7 meses de reclusão; (f) alegando nulidade do julgamento da apelação, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro Relator indeferiu liminarmente o pedido; (g) contra essa decisão, a defesa interpôs agravo regimental, improvido, em acórdão assim ementado, no que importa: ‘(...) CERCEAMENTO DE DEFESA. JULGAMENTO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA PARA A SESSÃO. INSURGÊNCIA QUE INDEPENDE DE PAUTA. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. Constatada a devida e regular intimação dos advogados do agravante para a sessão de julgamento do recurso de apelação, oportunidade na qual não exerceram o seu direito à sustentação oral, não há falar em cerceamento de defesa diante da ausência de intimação para o julgamento dos embargos de declaração opostos, o qual independe de pauta e deve ser realizado sem revisão, nos termos do artigo 620, § 1..., do Código de Processo Penal. 2. Agravo regimental improvido’. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Supremo Tribunal Federal RHC 124155 AGR / SP relação a parte dos fatos delituosos abrangidos na sentença; (c) inconformada, a defesa apelou para o Tribunal Regional Federal da 3... Região, que não conheceu do recurso, por entender que a via não era adequada para impugnar a referida decisão; (d) para esclarecer que o apelo voltava-se contra a sentença condenatória, e não contra a decisão posterior, a defesa opôs embargos declaratórios, que foram acolhidos, e, na mesma assentada, a apelação foi conhecida, mas improvida; (e) segundo o recorrente, desse acórdão, o Ministério Público Federal opôs novos embargos de declaração, igualmente acolhidos, desta feita para diminuir a fração de aumento decorrente da continuidade delitiva, de 2/3 para 1/6, redimensionando a pena definitiva para 2 anos e 7 meses de reclusão; (f) alegando nulidade do julgamento da apelação, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro Relator indeferiu liminarmente o pedido; (g) contra essa decisão, a defesa interpôs agravo regimental, improvido, em acórdão assim ementado, no que importa: ‘(...) CERCEAMENTO DE DEFESA. JULGAMENTO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA PARA A SESSÃO. INSURGÊNCIA QUE INDEPENDE DE PAUTA. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. Constatada a devida e regular intimação dos advogados do agravante para a sessão de julgamento do recurso de apelação, oportunidade na qual não exerceram o seu direito à sustentação oral, não há falar em cerceamento de defesa diante da ausência de intimação para o julgamento dos embargos de declaração opostos, o qual independe de pauta e deve ser realizado sem revisão, nos termos do artigo 620, § 1..., do Código de Processo Penal. 2. Agravo regimental improvido’. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 124155 AGR / SP Neste recurso, o recorrente sustenta, em suma, que, (a) ‘considerando que a pena-base do recorrente foi elevada exclusivamente em razão dos valores por ele transacionados, que era de aproximadamente um milhão de reais, e que, posteriormente, com a prescrição de parte dos fatos criminosos, estes valores não chegam a duzentos e cinquenta mil reais, clara a necessidade de diminuição da pena aplicada’; (b) como o Tribunal Regional acolheu os embargos de declaração para conhecer da apelação e, desde logo, negar-lhe provimento, retirou ‘a possibilidade de os defensores do recorrente sustentarem oralmente suas teses e, ainda, de oferecerem memoriais se julgassem necessário’; (c) não deve prosperar o argumento de que o julgamento de embargos de declaração independe de pauta e, portanto, dispensa a intimação do embargante para a respectiva sessão. Requer, ao final, ‘seja dado provimento ao presente Recurso Ordinário Constitucional, para que seja processada a ordem de habeas corpus (...)’. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo ‘conhecimento parcial do recurso e, nessa extensão, pelo seu desprovimento’. 2. No que concerne à alegada nulidade da sessão de julgamento que acolheu os embargos de declaração para conhecer da apelação e, desde logo, negar-lhe provimento, o Superior Tribunal de Justiça decidiu, com suficiência, a controvérsia: ‘(...) Ademais, consignou-se na decisão agravada que a hipótese não revela qualquer ilegalidade manifesta apta a autorizar a atuação de ofício deste Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista que os advogados do agravante foram regularmente intimados para a sessão de julgamento do recurso de apelação, conforme atesta a certidão de fl. 77. Em tal oportunidade a defesa não fez uso do seu 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Supremo Tribunal Federal RHC 124155 AGR / SP Neste recurso, o recorrente sustenta, em suma, que, (a) ‘considerando que a pena-base do recorrente foi elevada exclusivamente em razão dos valores por ele transacionados, que era de aproximadamente um milhão de reais, e que, posteriormente, com a prescrição de parte dos fatos criminosos, estes valores não chegam a duzentos e cinquenta mil reais, clara a necessidade de diminuição da pena aplicada’; (b) como o Tribunal Regional acolheu os embargos de declaração para conhecer da apelação e, desde logo, negar-lhe provimento, retirou ‘a possibilidade de os defensores do recorrente sustentarem oralmente suas teses e, ainda, de oferecerem memoriais se julgassem necessário’; (c) não deve prosperar o argumento de que o julgamento de embargos de declaração independe de pauta e, portanto, dispensa a intimação do embargante para a respectiva sessão. Requer, ao final, ‘seja dado provimento ao presente Recurso Ordinário Constitucional, para que seja processada a ordem de habeas corpus (...)’. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo ‘conhecimento parcial do recurso e, nessa extensão, pelo seu desprovimento’. 2. No que concerne à alegada nulidade da sessão de julgamento que acolheu os embargos de declaração para conhecer da apelação e, desde logo, negar-lhe provimento, o Superior Tribunal de Justiça decidiu, com suficiência, a controvérsia: ‘(...) Ademais, consignou-se na decisão agravada que a hipótese não revela qualquer ilegalidade manifesta apta a autorizar a atuação de ofício deste Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista que os advogados do agravante foram regularmente intimados para a sessão de julgamento do recurso de apelação, conforme atesta a certidão de fl. 77. Em tal oportunidade a defesa não fez uso do seu 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 124155 AGR / SP direito à sustentação oral, sendo certo que o órgão colegiado não conheceu do recurso de apelação, pois considerou indevida a sua utilização em substituição ao recurso em sentido estrito cabível (fls. 79/82). E não obstante o Tribunal tenha dado efeitos infringentes aos embargos de declaração opostos contra o referido aresto para conhecer e julgar o mérito do recurso de apelação interposto, tal circunstância não é apta a tornar obrigatória a intimação da defesa para a respectiva sessão de julgamento, nos termos do artigo 620, § 1..., do Código de Processo Penal, o qual estabelece que a insurgência integrativa é julgada independentemente de pauta ou revisão. Assim, oportunizada à defesa a sustentação oral a tempo e modo, qual seja, por ocasião do julgamento do recurso de apelação, não há falar em cerceamento apto a macular o acórdão objurgado’. Aliados a esses fundamentos, o Regimento Interno do Tribunal Regional Federal da 3... Região estabelece que no julgamento de embargos de declaração, que independe de pauta, não haverá sustentação oral (arts. 80, I, e 143). Assim, carece de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para essa finalidade (cf. RHC 116.948/SP, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 18/2/14; AO 1837 ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 03-06-2014). Além disso, não se pode ignorar que a defesa foi regularmente intimada para a sessão de julgamento da apelação, oportunidade na qual não exerceu [não manifestou interesse] o seu direito de sustentar oralmente as razões recursais. Se não bastasse, nota-se que o Tribunal analisou todas questões postas na apelação, afastando todas as teses defensivas. Na sequência, no julgamento dos embargos de declaração opostos pelo Ministério Público Federal, a Corte Regional voltou analisar a condenação imposta, reconhecendo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Supremo Tribunal Federal RHC 124155 AGR / SP direito à sustentação oral, sendo certo que o órgão colegiado não conheceu do recurso de apelação, pois considerou indevida a sua utilização em substituição ao recurso em sentido estrito cabível (fls. 79/82). E não obstante o Tribunal tenha dado efeitos infringentes aos embargos de declaração opostos contra o referido aresto para conhecer e julgar o mérito do recurso de apelação interposto, tal circunstância não é apta a tornar obrigatória a intimação da defesa para a respectiva sessão de julgamento, nos termos do artigo 620, § 1..., do Código de Processo Penal, o qual estabelece que a insurgência integrativa é julgada independentemente de pauta ou revisão. Assim, oportunizada à defesa a sustentação oral a tempo e modo, qual seja, por ocasião do julgamento do recurso de apelação, não há falar em cerceamento apto a macular o acórdão objurgado’. Aliados a esses fundamentos, o Regimento Interno do Tribunal Regional Federal da 3... Região estabelece que no julgamento de embargos de declaração, que independe de pauta, não haverá sustentação oral (arts. 80, I, e 143). Assim, carece de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para essa finalidade (cf. RHC 116.948/SP, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 18/2/14; AO 1837 ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 03-06-2014). Além disso, não se pode ignorar que a defesa foi regularmente intimada para a sessão de julgamento da apelação, oportunidade na qual não exerceu [não manifestou interesse] o seu direito de sustentar oralmente as razões recursais. Se não bastasse, nota-se que o Tribunal analisou todas questões postas na apelação, afastando todas as teses defensivas. Na sequência, no julgamento dos embargos de declaração opostos pelo Ministério Público Federal, a Corte Regional voltou analisar a condenação imposta, reconhecendo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 124155 AGR / SP que a fração de aumento decorrente da continuidade delitiva deveria, de fato, ser diminuída de 2/3 para 1/6, circunstância que reduziu a pena definitiva do recorrente para 2 anos e 7 meses de reclusão. Esses aspectos, bem demonstram que o acórdão ora questionado deve ser mantido em sua integralidade. 3. A questão relativa à suposta irregularidade da pena- base não foi suscitada no Superior Tribunal de Justiça, de modo que qualquer juízo desta Corte a esse respeito implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências, o que não é admitido. Nesse sentido: RHC 119455, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 06/11/2013, DJe de 21-11-2013; HC 118323, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 05/11/2013, DJe de 21-11-2013; HC 113136, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 13/08/2013, DJe de 27-08-2013; HC 116233 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 25/06/2013, DJe de 26-08-2013. 4. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso”. O agravo regimental não merece prosperar, pois não traz qualquer subsídio capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada. 3. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Supremo Tribunal Federal RHC 124155 AGR / SP que a fração de aumento decorrente da continuidade delitiva deveria, de fato, ser diminuída de 2/3 para 1/6, circunstância que reduziu a pena definitiva do recorrente para 2 anos e 7 meses de reclusão. Esses aspectos, bem demonstram que o acórdão ora questionado deve ser mantido em sua integralidade. 3. A questão relativa à suposta irregularidade da pena- base não foi suscitada no Superior Tribunal de Justiça, de modo que qualquer juízo desta Corte a esse respeito implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências, o que não é admitido. Nesse sentido: RHC 119455, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 06/11/2013, DJe de 21-11-2013; HC 118323, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 05/11/2013, DJe de 21-11-2013; HC 113136, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 13/08/2013, DJe de 27-08-2013; HC 116233 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 25/06/2013, DJe de 26-08-2013. 4. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso”. O agravo regimental não merece prosperar, pois não traz qualquer subsídio capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada. 3. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9380895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 08/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : RICARDO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410240 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.155 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : RICARDO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 08.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9410240 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124 . 155", "RHC 124155", "RECURSO ORDINÁRIO", "HABEAS CORPUS 124 . 155", "HABEAS CORPUS 124 . 155", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124 . 155", "HC 125201 AgR", "HC 114174", "AI 806848 AgR", "HC 102966 AgR", "AI 742738 AgR", "HC 264 . 322 / SP", "RECURSO", "HABEAS CORPUS 124 . 155", "HC 125201 AgR", "HC 114174", "AI 806848 AgR", "HC 102966 AgR", "AI 742738 AgR", "HC 264 . 322 / SP", "RHC 124155 AGR / SP", "RHC 124155 AGR", "RHC 124155", "RHC 116 . 948 / SP", "AO", "RHC", "RHC 116 . 948 / SP", "AO", "RHC 119455", "HC 118323", "HC 113136", "HC 116233 AgR", "RHC 124155 AGR / SP", "RHC 119455", "HC 118323", "HC 113136", "HC 116233 AgR", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124 . 155", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124 . 155" ], "LEGISLACAO": [ "art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990", "art . 22 da Lei 7 . 492 / 1986", "art . 71 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990", "art . 22 da Lei 7 . 492 / 1986", "art . 71 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 620 , § 1 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 620 , § 1 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 620 , § 1 . . . , do Código de Processo Penal", "Regimento Interno do Tribunal Regional Federal da 3 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 620 , § 1 . . . , do Código de Processo Penal", "Regimento", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . 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Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.008 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :ASTRIT JEAN FRAGA IMPTE.(S) :FELIPE MOZART DIAS COELHO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR (ART. 288 DO CP). PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR À 4 (QUATRO) ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVAS DE DIREITO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 44, III, DO CÓDIGO PENAL. SURSIS DEFERIDO PELA CORTE ESTADUAL. A CONCESSÃO INDEVIDA DE UM BENEFÍCIO NÃO PODE FUNDAMENTAR O DEFERIMENTO DE OUTRO. ORDEM DE HABEAS CORPUS DENEGADA. 1. A substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos não é mera decorrência do quantum de pena fixado, exigindo- se concomitantemente a análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o artigo 44, inciso III, do mesmo Código. 2. As circunstâncias judiciais – quando desfavoráveis – revelam a inviabilidade da substituição da sanção corporal, em razão do não preenchimento dos requisitos elencados no artigo 44, inciso III, do Código Penal. Precedentes: RHC 112.875, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 19.11.12; RHC 114.742, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 08.11.12 e HC 103.824, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 05.11.10. 3. In casu, a paciente foi condenada a 2 (dois) anos de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime de falsificação de documento particular (artigo 288 do CP). A vedação à substituição da pena corporal deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ao julgar a apelação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524460. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 111008 / RJ interposta pela defesa, em decisão fundamentada, procedeu a uma valoração negativa da personalidade do agente, voltada para a reiteração no cometimento de delitos, tendo em vista que praticou sucessivas clonagens e utilizou, por várias vezes, cartões de crédito falsificados. 4. A rigor, a paciente não teria direito sequer à concessão do sursis, tendo em vista que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis também obsta o deferimento deste benefício, nos termos do artigo 77, inciso II, do Código Penal. A concessão indevida de um benefício não pode fundamentar o deferimento de outro. 5. Ordem de habeas corpus indeferida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524460. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ interposta pela defesa, em decisão fundamentada, procedeu a uma valoração negativa da personalidade do agente, voltada para a reiteração no cometimento de delitos, tendo em vista que praticou sucessivas clonagens e utilizou, por várias vezes, cartões de crédito falsificados. 4. A rigor, a paciente não teria direito sequer à concessão do sursis, tendo em vista que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis também obsta o deferimento deste benefício, nos termos do artigo 77, inciso II, do Código Penal. A concessão indevida de um benefício não pode fundamentar o deferimento de outro. 5. Ordem de habeas corpus indeferida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.008 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :ASTRIT JEAN FRAGA IMPTE.(S) :FELIPE MOZART DIAS COELHO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de ASTRIT JEAN FRAGA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, sintetizado na seguinte ementa: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182⁄STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO COMBATIDA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. PRECEDENTES. 1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, quando a parte agravante deixa de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” Colhe-se dos autos que a paciente foi condenada à pena total de 8 (oito) anos de reclusão pela prática dos crimes previstos nos artigos 171, 298 e 288 do Código Penal (estelionato, falsificação de documento particular e quadrilha ou bando, respectivamente). Irresignada, a defesa apelou. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu parcial provimento ao recurso para absolver a paciente com relação aos crimes de estelionato e quadrilha ou bando, condenando- a, tão somente pela prática do delito de falsificação de documento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.008 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :ASTRIT JEAN FRAGA IMPTE.(S) :FELIPE MOZART DIAS COELHO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de ASTRIT JEAN FRAGA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, sintetizado na seguinte ementa: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182⁄STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO COMBATIDA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. PRECEDENTES. 1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, quando a parte agravante deixa de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” Colhe-se dos autos que a paciente foi condenada à pena total de 8 (oito) anos de reclusão pela prática dos crimes previstos nos artigos 171, 298 e 288 do Código Penal (estelionato, falsificação de documento particular e quadrilha ou bando, respectivamente). Irresignada, a defesa apelou. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu parcial provimento ao recurso para absolver a paciente com relação aos crimes de estelionato e quadrilha ou bando, condenando- a, tão somente pela prática do delito de falsificação de documento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 111008 / RJ particular (artigo 288 do CP), a 2 (dois) anos de reclusão, em regime aberto. A Corte Estadual indeferiu a substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, mas concedeu à paciente o sursis pelo prazo de 3 (três) anos, nos termos do artigo 78 do Código Penal. Transcrevo a ementa do julgado: “CRIME DE FALSO, ESTELIONATO E QUADRILHA – SENTENÇA QUE OS RECONHECE AOS TRES APELANTES – PENAS EM 08(OITO) ANOS DE RECLUSÃO E 100(CEM) DIAS-MULTA PARA CADA. REGIME FECHADO. PRÉVIA DE NULIDADE DO PROCESSO POR OFENSA AO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA QUE SE AFASTA. LIVRE INGRESSO AOS ATOS PROCESSUAIS E PROVAS – AUSÊNCIA DE MOSTRA DE QUAL SERIA O ATO JUDICIAL QUE TIVESSE VEDADO O EXERCÍCIO DA DEFESA E EM QUE CONSISTIRIA O PREJUÍZO. PREFACIAL DE PROVA CONDUTORA DE SUPOSIÇÕES QUE ADENTRA NO EXAME PROFUNDO E NO MÉRITO E DESTA FORMA É EXAMINADO. FALSO – CLONAGEM DE CARTÃO DE CRÉDITO – PROVA IRRETOCÁVEL – INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA AUTORIZADA EM INQUÉRITO QUE FOI DESDOBRADO VOLTADO AO PRESENTE FATO ILÍCITO DANDO CAUSA A AÇÃO PENAL – ENVOLVIMENTO DOS TRÊS DENUNCIADOS – MAQUINÁRIOS ENCONTRADOS NA RESIDÊNCIA DO 1º APELANTE, INCLUSIVE 226 (DUZENTOS E VINTE E SEIS) CARTÕES COM AS TRILHAS (DADOS MAGNÉTICOS IDENTIFICADORES, ALTERADOS) – PERÍCIA QUE A COMPROVA, 1ª APELANTE, COM ARQUIVOS DE TRILHA DE CARTÕES – CORRETO O JUÍZO DE CENSURA. ESTELIONATO – PROVA QUE RESULTA INSUFICIENTE – INEXISTÊNCIA DE PERÍCIA A DEMONSTRAR QUE A LISTA FORNECIDA PELA COMPANHIA VISANET CORRESPONDA AOS CARTÕES APREENDIDOS, SEQUER QUEM OS UTILIZOU DE MODO A QUE PUDESSE SER DEFINIDA QUANTO AS AUTORIAS – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ particular (artigo 288 do CP), a 2 (dois) anos de reclusão, em regime aberto. A Corte Estadual indeferiu a substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, mas concedeu à paciente o sursis pelo prazo de 3 (três) anos, nos termos do artigo 78 do Código Penal. Transcrevo a ementa do julgado: “CRIME DE FALSO, ESTELIONATO E QUADRILHA – SENTENÇA QUE OS RECONHECE AOS TRES APELANTES – PENAS EM 08(OITO) ANOS DE RECLUSÃO E 100(CEM) DIAS-MULTA PARA CADA. REGIME FECHADO. PRÉVIA DE NULIDADE DO PROCESSO POR OFENSA AO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA QUE SE AFASTA. LIVRE INGRESSO AOS ATOS PROCESSUAIS E PROVAS – AUSÊNCIA DE MOSTRA DE QUAL SERIA O ATO JUDICIAL QUE TIVESSE VEDADO O EXERCÍCIO DA DEFESA E EM QUE CONSISTIRIA O PREJUÍZO. PREFACIAL DE PROVA CONDUTORA DE SUPOSIÇÕES QUE ADENTRA NO EXAME PROFUNDO E NO MÉRITO E DESTA FORMA É EXAMINADO. FALSO – CLONAGEM DE CARTÃO DE CRÉDITO – PROVA IRRETOCÁVEL – INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA AUTORIZADA EM INQUÉRITO QUE FOI DESDOBRADO VOLTADO AO PRESENTE FATO ILÍCITO DANDO CAUSA A AÇÃO PENAL – ENVOLVIMENTO DOS TRÊS DENUNCIADOS – MAQUINÁRIOS ENCONTRADOS NA RESIDÊNCIA DO 1º APELANTE, INCLUSIVE 226 (DUZENTOS E VINTE E SEIS) CARTÕES COM AS TRILHAS (DADOS MAGNÉTICOS IDENTIFICADORES, ALTERADOS) – PERÍCIA QUE A COMPROVA, 1ª APELANTE, COM ARQUIVOS DE TRILHA DE CARTÕES – CORRETO O JUÍZO DE CENSURA. ESTELIONATO – PROVA QUE RESULTA INSUFICIENTE – INEXISTÊNCIA DE PERÍCIA A DEMONSTRAR QUE A LISTA FORNECIDA PELA COMPANHIA VISANET CORRESPONDA AOS CARTÕES APREENDIDOS, SEQUER QUEM OS UTILIZOU DE MODO A QUE PUDESSE SER DEFINIDA QUANTO AS AUTORIAS – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 111008 / RJ ABSOLVIÇÃO QUE RESULTA IMPERIOSA SEM A INDIVIDUALIZAÇÃO DAQUELE QUE TENHA UTILIZADO. QUADRILHA - TIPO PENAL QUE IMPÕE A PRESENÇA DE UM QUARTO ELEMENTO, NÃO BASTANDO ENUNCIÁ- LO, INDISPENSÁVEL A MOSTRA DE SUA PARTICIPAÇÃO, O PERÍODO DO DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE DELITUOSA, BEM COMO SUA FUNÇÃO. INSTRUÇÃO FORMADA DISTANTE DESTE OBJETIVO – DECRETO ABSOLUTÓRIO. POR UNANIMIDADE DE VOTOS, FORAM REJEITADAS AS PRELIMINARES. NO MÉRITO, FOI DADO PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO PARA QUE SEJAM OS APELANTES CONDENADOS PELA IMPUTAÇÃO DO ART. 298 DO CP, FIXANDO-SE A PENA DE 2(DOIS) ANOS DE RECLUSÃO PARA CADA UM, EM REGIME PRISIONAL ABERTO E AO PAGAMENTO DE 50(CINQUENTA) DIAS-MULTA; DENEGADA A SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVAS DE DIREITOS; CONCEDENDO-SE SURSIS PELO PRAZO DE 3(TRÊS) ANOS, CONSOANTE O ESTATUÍDO PELO ART. 78, LETRAS A, B, C DO CP.” Ato contínuo, a defesa interpôs recurso especial. O Ministro Adilson Vieira Macabu, Desembargador Convocado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou provimento ao recurso em decisão assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. PENAL. CRIME CONTRA A FÉ PÚBLICA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. CONDIÇÕES JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. ENUNCIADO 83/STJ. - Tomando por orientação os entendimentos reiterados desta Corte é firme a interpretação de que a concessão do benefício de suspensão do processo ou substituição da pena 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ ABSOLVIÇÃO QUE RESULTA IMPERIOSA SEM A INDIVIDUALIZAÇÃO DAQUELE QUE TENHA UTILIZADO. QUADRILHA - TIPO PENAL QUE IMPÕE A PRESENÇA DE UM QUARTO ELEMENTO, NÃO BASTANDO ENUNCIÁ- LO, INDISPENSÁVEL A MOSTRA DE SUA PARTICIPAÇÃO, O PERÍODO DO DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE DELITUOSA, BEM COMO SUA FUNÇÃO. INSTRUÇÃO FORMADA DISTANTE DESTE OBJETIVO – DECRETO ABSOLUTÓRIO. POR UNANIMIDADE DE VOTOS, FORAM REJEITADAS AS PRELIMINARES. NO MÉRITO, FOI DADO PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO PARA QUE SEJAM OS APELANTES CONDENADOS PELA IMPUTAÇÃO DO ART. 298 DO CP, FIXANDO-SE A PENA DE 2(DOIS) ANOS DE RECLUSÃO PARA CADA UM, EM REGIME PRISIONAL ABERTO E AO PAGAMENTO DE 50(CINQUENTA) DIAS-MULTA; DENEGADA A SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVAS DE DIREITOS; CONCEDENDO-SE SURSIS PELO PRAZO DE 3(TRÊS) ANOS, CONSOANTE O ESTATUÍDO PELO ART. 78, LETRAS A, B, C DO CP.” Ato contínuo, a defesa interpôs recurso especial. O Ministro Adilson Vieira Macabu, Desembargador Convocado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou provimento ao recurso em decisão assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. PENAL. CRIME CONTRA A FÉ PÚBLICA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. CONDIÇÕES JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. ENUNCIADO 83/STJ. - Tomando por orientação os entendimentos reiterados desta Corte é firme a interpretação de que a concessão do benefício de suspensão do processo ou substituição da pena 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 111008 / RJ privativa por restritiva subordina-se ao exame prévio de requisitos objetivos e subjetivos. Assim, declarado, nas instâncias ordinárias, a existência de condições judiciais desfavoráveis, não há como reconhecer o preenchimento dos requisitos de ordem subjetiva. - O Tribunal a quo decidiu em consonância com o entendimento jurisprudencial sedimentado por esta Corte. Súmula 83-STJ. - Agravo de Instrumento improvido. Contra essa decisão, defesa interpôs agravo regimental, não conhecido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça. Nesta impetração, a defesa sustenta que a paciente preenche os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, com respaldo no artigo 44 do Código Penal. Ressalta que estes requisitos são os mesmos exigidos para a concessão do sursis e que, nos termos do artigo 77, inciso III, do Código Penal, a substituição da pena deve prevalecer sobre a suspensão condicional da pena. Destarte, alega que se o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concluiu pela presença dos requisitos para a concessão do sursis, deveria ter procedido à substituição da pena corporal por restritiva de direitos. Requer a concessão de medida liminar a fim de que seja sobrestada a execução da pena em relação à paciente até o julgamento definitivo deste writ. No mérito, pleiteia seja reconhecido o direito da paciente à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos. A medida liminar foi indeferida em decisão assim ementada: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ privativa por restritiva subordina-se ao exame prévio de requisitos objetivos e subjetivos. Assim, declarado, nas instâncias ordinárias, a existência de condições judiciais desfavoráveis, não há como reconhecer o preenchimento dos requisitos de ordem subjetiva. - O Tribunal a quo decidiu em consonância com o entendimento jurisprudencial sedimentado por esta Corte. Súmula 83-STJ. - Agravo de Instrumento improvido. Contra essa decisão, defesa interpôs agravo regimental, não conhecido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça. Nesta impetração, a defesa sustenta que a paciente preenche os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, com respaldo no artigo 44 do Código Penal. Ressalta que estes requisitos são os mesmos exigidos para a concessão do sursis e que, nos termos do artigo 77, inciso III, do Código Penal, a substituição da pena deve prevalecer sobre a suspensão condicional da pena. Destarte, alega que se o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concluiu pela presença dos requisitos para a concessão do sursis, deveria ter procedido à substituição da pena corporal por restritiva de direitos. Requer a concessão de medida liminar a fim de que seja sobrestada a execução da pena em relação à paciente até o julgamento definitivo deste writ. No mérito, pleiteia seja reconhecido o direito da paciente à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos. A medida liminar foi indeferida em decisão assim ementada: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório HC 111008 / RJ “PENAL. HABEAS CORPUS. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR (ART. 298 DO CP). NEGATIVA DA SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVA DE DIREITOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. CONVENCIMENTO DO JUÍZO ACERCA DA INSUFICIÊNCIA DA SUBSTITUIÇÃO. INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 44, III E 77, III, DO CP. AUSÊNCIA DE RISCO À LIBERDADE DE IR E VIR. INEXISTÊNCIA DA PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DA TESE SUSTENTADA. LIMINAR INDEFERIDA.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem. Transcrevo a ementa do parecer ministerial: “HABEAS CORPUS. CRIME DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR – ART. 298 DO CPB. CONDENAÇÃO. PLEITO DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. INVIABILIDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ART. 44, III, DO CPB. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. Parecer pela denegação da ordem.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ “PENAL. HABEAS CORPUS. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR (ART. 298 DO CP). NEGATIVA DA SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVA DE DIREITOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. CONVENCIMENTO DO JUÍZO ACERCA DA INSUFICIÊNCIA DA SUBSTITUIÇÃO. INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 44, III E 77, III, DO CP. AUSÊNCIA DE RISCO À LIBERDADE DE IR E VIR. INEXISTÊNCIA DA PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DA TESE SUSTENTADA. LIMINAR INDEFERIDA.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem. Transcrevo a ementa do parecer ministerial: “HABEAS CORPUS. CRIME DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR – ART. 298 DO CPB. CONDENAÇÃO. PLEITO DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. INVIABILIDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ART. 44, III, DO CPB. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. Parecer pela denegação da ordem.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.008 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia destes autos refere-se à possibilidade, ou não, da substituição da pena privativa de liberdade imposta à paciente por penas restritivas de direito. A substituição da sanção corporal não é mera decorrência do quantum de pena fixado, exigindo-se também a análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o artigo 44, inciso III, do mesmo Código, verbis: “Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: I - aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; II - o réu não for reincidente em crime doloso; III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.” In casu, a paciente foi condenada a 2 (dois) anos de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime de falsificação de documento particular (artigo 288 do CP). Se levada em conta tão-somente a quantidade da pena, os recorrentes teriam direito à substituição da pena privativa de liberdade por outras restritivas de direito, segundo o artigo 44, inciso I, do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.008 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia destes autos refere-se à possibilidade, ou não, da substituição da pena privativa de liberdade imposta à paciente por penas restritivas de direito. A substituição da sanção corporal não é mera decorrência do quantum de pena fixado, exigindo-se também a análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o artigo 44, inciso III, do mesmo Código, verbis: “Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: I - aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; II - o réu não for reincidente em crime doloso; III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.” In casu, a paciente foi condenada a 2 (dois) anos de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime de falsificação de documento particular (artigo 288 do CP). Se levada em conta tão-somente a quantidade da pena, os recorrentes teriam direito à substituição da pena privativa de liberdade por outras restritivas de direito, segundo o artigo 44, inciso I, do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111008 / RJ No entanto, a vedação à substituição deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ao julgar a apelação interposta pela defesa, em decisão fundamentada, procedeu a uma valoração negativa da personalidade do agente, voltada para a reiteração no cometimento de delitos, tendo em vista que praticou sucessivas clonagens e utilizou, por várias vezes, cartões de crédito falsificados. Transcrevo o seguinte trecho do voto condutor do julgamento na Corte Estadual: “(...) Permanecendo o juízo de censura formado pelo artigo 298 do CP. Porém, embora com as considerações lançadas naquele decisum e que são pertinentes, a audácia desempenhada na atividade delituosa, o destemor da conduta ilícita, a imensa quantidade de cartões clonados, o desafio endereçado à ordem social, levando ao acréscimo nas penas bases pelo artigo 298 do CP a cada um dos denunciados, em mais num ano na restritiva de liberdade, totalizando em 2(dois) anos de reclusão para cada, e correspondendo a pecuniária em 50 (cinqüenta) dias-multa. E, assim é de se permanecer, com sursis por três anos, nas condições do artigo 78, parágrafo 2º, letras ‘a’, ‘b’ e ‘c’, do CP. Não fazendo jus à substituição pois a audácia empregada e o desajuste econômico que visavam estabelecer não permitem a consideração de que seja suficiente a substituição.” (Sem grifos no original). Destarte, sendo desfavoráveis as circunstâncias judiciais, revela-se inviável a substituição da sanção corporal, em razão do não preenchimento dos requisitos elencados no artigo 44, inciso III, do Código Penal. Nesse sentido, os seguintes acórdãos desta Corte: “Ementa: Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Tráfico de entorpecentes. Regime de cumprimento da pena mais severo do que o previsto segundo o seu quantum. Grande quantidade de droga. Circunstância judicial desfavorável. Substituição da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ No entanto, a vedação à substituição deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ao julgar a apelação interposta pela defesa, em decisão fundamentada, procedeu a uma valoração negativa da personalidade do agente, voltada para a reiteração no cometimento de delitos, tendo em vista que praticou sucessivas clonagens e utilizou, por várias vezes, cartões de crédito falsificados. Transcrevo o seguinte trecho do voto condutor do julgamento na Corte Estadual: “(...) Permanecendo o juízo de censura formado pelo artigo 298 do CP. Porém, embora com as considerações lançadas naquele decisum e que são pertinentes, a audácia desempenhada na atividade delituosa, o destemor da conduta ilícita, a imensa quantidade de cartões clonados, o desafio endereçado à ordem social, levando ao acréscimo nas penas bases pelo artigo 298 do CP a cada um dos denunciados, em mais num ano na restritiva de liberdade, totalizando em 2(dois) anos de reclusão para cada, e correspondendo a pecuniária em 50 (cinqüenta) dias-multa. E, assim é de se permanecer, com sursis por três anos, nas condições do artigo 78, parágrafo 2º, letras ‘a’, ‘b’ e ‘c’, do CP. Não fazendo jus à substituição pois a audácia empregada e o desajuste econômico que visavam estabelecer não permitem a consideração de que seja suficiente a substituição.” (Sem grifos no original). Destarte, sendo desfavoráveis as circunstâncias judiciais, revela-se inviável a substituição da sanção corporal, em razão do não preenchimento dos requisitos elencados no artigo 44, inciso III, do Código Penal. Nesse sentido, os seguintes acórdãos desta Corte: “Ementa: Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Tráfico de entorpecentes. Regime de cumprimento da pena mais severo do que o previsto segundo o seu quantum. Grande quantidade de droga. Circunstância judicial desfavorável. Substituição da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111008 / RJ pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Ausência dos requisitos do art. 44, III, do Código Penal. 1. O regime inicial do cumprimento da pena não é mera decorrência do quantum fixado, exigindo-se, também, a análise das circunstâncias judiciais arroladas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3º do mesmo Código. 2. In casu, os recorrentes foram condenados, respectivamente, às penas de 2 (dois) anos e 9 (nove) meses e de 3 (três) anos e 1 (um) mês de reclusão pela prática do crime de tráfico de entorpecentes, em regime semiaberto, por terem sido presos em flagrante com 27,5 (vinte e sete quilos e meio) de maconha, tendo o Tribunal local provido, parcialmente, o apelo da acusação para fixar o regime fechado. 3. O art. 42 da Lei n. 11.343/2006, invocado no acórdão da Corte estadual, dispõe que ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’, a evidenciar que, diversamente do alegado pelos recorrentes, o regime fechado não foi imposto com fundamento apenas no art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90, com a redação da Lei n. 11.464/2007, mas, também, com esteio na grande quantidade da droga apreendida, circunstância tida como desfavorável na exasperação da pena-base acima do mínimo legal. Precedentes: HC 108.487, Dias Toffoli, DJe de 19/09/2012, e RHC 101.278, 1ª Turma, Cármen Lúcia, DJe de 21/05/2010. 4. A mesma base legal invocada para impor o regime de cumprimento mais severo que o decorrente da pena aplicada serve de fundamento para negar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, consoante art. 44, III, do Código Penal. Precedente: HC 112.821, Rosa Weber, 1ª Turma, DJe de 11/10/2012. 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus desprovido.” - Sem grifos no original. (RHC 112.875, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 19.11.12). “EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Tráfico de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Ausência dos requisitos do art. 44, III, do Código Penal. 1. O regime inicial do cumprimento da pena não é mera decorrência do quantum fixado, exigindo-se, também, a análise das circunstâncias judiciais arroladas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3º do mesmo Código. 2. In casu, os recorrentes foram condenados, respectivamente, às penas de 2 (dois) anos e 9 (nove) meses e de 3 (três) anos e 1 (um) mês de reclusão pela prática do crime de tráfico de entorpecentes, em regime semiaberto, por terem sido presos em flagrante com 27,5 (vinte e sete quilos e meio) de maconha, tendo o Tribunal local provido, parcialmente, o apelo da acusação para fixar o regime fechado. 3. O art. 42 da Lei n. 11.343/2006, invocado no acórdão da Corte estadual, dispõe que ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’, a evidenciar que, diversamente do alegado pelos recorrentes, o regime fechado não foi imposto com fundamento apenas no art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90, com a redação da Lei n. 11.464/2007, mas, também, com esteio na grande quantidade da droga apreendida, circunstância tida como desfavorável na exasperação da pena-base acima do mínimo legal. Precedentes: HC 108.487, Dias Toffoli, DJe de 19/09/2012, e RHC 101.278, 1ª Turma, Cármen Lúcia, DJe de 21/05/2010. 4. A mesma base legal invocada para impor o regime de cumprimento mais severo que o decorrente da pena aplicada serve de fundamento para negar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, consoante art. 44, III, do Código Penal. Precedente: HC 112.821, Rosa Weber, 1ª Turma, DJe de 11/10/2012. 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus desprovido.” - Sem grifos no original. (RHC 112.875, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 19.11.12). “EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Tráfico de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111008 / RJ entorpecentes privilegiado. Substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos e fixação de regime inicial diverso do fechado. Via processual inadequada. Necessidade de análise do contexto fático-probatório. Substituição negada com base nas circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal. Imposição de regime inicial mais gravoso concretamente justificada. Recurso não provido. 1. No que tange à negativa de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC nº 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida substituição. 2. Do mesmo modo, a via eleita não deve ser utilizada para conceder a pretendida substituição, com reanálise das circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal, senão em situações excepcionalíssimas, nas quais a teratologia seja patente, especialmente porque isso exigiria o reexame de fatos e provas, providência incabível nesta sede. 3. Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a proceder à substituição quando ausentes os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo plena liberdade para negá-la quando entender que essa medida não seja suficiente e necessária para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal facultando a substituição. 4. Como se vê, na espécie, a negativa não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena e as especificidades próprias da legislação, especialmente porque o paciente foi flagrado com expressiva quantidade cocaína, entorpecente de altíssima lesividade à saúde pública. 5. Em relação ao regime prisional fechado estabelecido para o início 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ entorpecentes privilegiado. Substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos e fixação de regime inicial diverso do fechado. Via processual inadequada. Necessidade de análise do contexto fático-probatório. Substituição negada com base nas circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal. Imposição de regime inicial mais gravoso concretamente justificada. Recurso não provido. 1. No que tange à negativa de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC nº 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida substituição. 2. Do mesmo modo, a via eleita não deve ser utilizada para conceder a pretendida substituição, com reanálise das circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal, senão em situações excepcionalíssimas, nas quais a teratologia seja patente, especialmente porque isso exigiria o reexame de fatos e provas, providência incabível nesta sede. 3. Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a proceder à substituição quando ausentes os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo plena liberdade para negá-la quando entender que essa medida não seja suficiente e necessária para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal facultando a substituição. 4. Como se vê, na espécie, a negativa não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena e as especificidades próprias da legislação, especialmente porque o paciente foi flagrado com expressiva quantidade cocaína, entorpecente de altíssima lesividade à saúde pública. 5. Em relação ao regime prisional fechado estabelecido para o início 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111008 / RJ do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua fixação está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3º do art. 33 do Código Penal, que impõe a ‘observância dos critérios previstos no art. 59’, segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência da sanção ‘para reprovação e prevenção do crime’. 6. Recurso não provido.” - Sem grifos no original. (RHC 114.742, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 08.11.12) “EMENTA: HABEAS CORPUS. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. REQUISITOS OBJETIVOS E SUBJETIVOS. ART. 44 DO CÓDIGO PENAL. PRESENÇA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. LASTRO FACTUAL IDÔNEO. QUADRO EMPÍRICO DA CAUSA. ORDEM INDEFERIDA. 1. A dosimetria da pena exige do julgador uma cuidadosa ponderação dos efeitos ético-sociais da sanção e das garantias constitucionais, especialmente a garantia da individualização do castigo. 2. Em matéria penal, a necessidade de fundamentação das decisões judiciais, penhor de status civilizatório dos povos, tem na fixação da pena um dos seus momentos culminantes. 3. Não há ilegalidade ou abuso de poder se, no trajeto da aplicação da pena, o julgador explicita, coerentemente, os motivos de sua decisão. O inconformismo da impetrante com a impossibilidade de substituição da reprimenda não é suficiente para indicar a evidente falta de motivação ou de congruência dos fundamentos da pena afinal fixada. 4. O quadro empírico da causa impede a imediata substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. Isso porque o paciente não preenche o requisito subjetivo de que trata o art. 44 do Código Penal. Inexistência de afronta às garantias constitucionais da individualização da pena e da fundamentação das decisões judiciais (inciso XLVI do art. 5º e inciso IX do art. 93 da CF). 5. Ordem denegada.” - Sem grifos no original. (HC 103.824, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua fixação está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3º do art. 33 do Código Penal, que impõe a ‘observância dos critérios previstos no art. 59’, segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência da sanção ‘para reprovação e prevenção do crime’. 6. Recurso não provido.” - Sem grifos no original. (RHC 114.742, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 08.11.12) “EMENTA: HABEAS CORPUS. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. REQUISITOS OBJETIVOS E SUBJETIVOS. ART. 44 DO CÓDIGO PENAL. PRESENÇA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. LASTRO FACTUAL IDÔNEO. QUADRO EMPÍRICO DA CAUSA. ORDEM INDEFERIDA. 1. A dosimetria da pena exige do julgador uma cuidadosa ponderação dos efeitos ético-sociais da sanção e das garantias constitucionais, especialmente a garantia da individualização do castigo. 2. Em matéria penal, a necessidade de fundamentação das decisões judiciais, penhor de status civilizatório dos povos, tem na fixação da pena um dos seus momentos culminantes. 3. Não há ilegalidade ou abuso de poder se, no trajeto da aplicação da pena, o julgador explicita, coerentemente, os motivos de sua decisão. O inconformismo da impetrante com a impossibilidade de substituição da reprimenda não é suficiente para indicar a evidente falta de motivação ou de congruência dos fundamentos da pena afinal fixada. 4. O quadro empírico da causa impede a imediata substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. Isso porque o paciente não preenche o requisito subjetivo de que trata o art. 44 do Código Penal. Inexistência de afronta às garantias constitucionais da individualização da pena e da fundamentação das decisões judiciais (inciso XLVI do art. 5º e inciso IX do art. 93 da CF). 5. Ordem denegada.” - Sem grifos no original. (HC 103.824, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111008 / RJ Britto, DJ de 05.11.10) Ademais, verifica-se que, a rigor, a paciente não teria direito sequer à concessão do sursis, tendo em vista que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis também obsta o deferimento deste benefício, nos termos do artigo 77, inciso II, do Código Penal. Por conseguinte, não prospera a alegação do impetrante no sentido de que, se o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concluiu pela presença dos requisitos subjetivos necessários à concessão do suris, deveria ter procedido à substituição da pena corporal por restritiva de direitos, tendo em vista que o deferimento de ambos os benefícios condicionam-se a existência de circunstâncias judiciais favoráveis. Isto porque a concessão indevida de um benefício não pode fundamentar o deferimento de outro. Ex positis, denego a ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ Britto, DJ de 05.11.10) Ademais, verifica-se que, a rigor, a paciente não teria direito sequer à concessão do sursis, tendo em vista que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis também obsta o deferimento deste benefício, nos termos do artigo 77, inciso II, do Código Penal. Por conseguinte, não prospera a alegação do impetrante no sentido de que, se o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concluiu pela presença dos requisitos subjetivos necessários à concessão do suris, deveria ter procedido à substituição da pena corporal por restritiva de direitos, tendo em vista que o deferimento de ambos os benefícios condicionam-se a existência de circunstâncias judiciais favoráveis. Isto porque a concessão indevida de um benefício não pode fundamentar o deferimento de outro. Ex positis, denego a ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.008 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : ASTRIT JEAN FRAGA IMPTE.(S) : FELIPE MOZART DIAS COELHO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3541930 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.008 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : ASTRIT JEAN FRAGA IMPTE.(S) : FELIPE MOZART DIAS COELHO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3541930 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3560997
2013-03-12T00:00:00
2013-04-01T00:00:00
A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR (ART. 288 DO CP). PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR À 4 (QUATRO) ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVAS DE DIREITO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 44, III, DO CÓDIGO PENAL. SURSIS DEFERIDO PELA CORTE ESTADUAL. A CONCESSÃO INDEVIDA DE UM BENEFÍCIO NÃO PODE FUNDAMENTAR O DEFERIMENTO DE OUTRO. ORDEM DE HABEAS CORPUS DENEGADA. 1. A substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos não é mera decorrência do quantum de pena fixado, exigindo-se concomitantemente a análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o artigo 44, inciso III, do mesmo Código. 2. As circunstâncias judiciais – quando desfavoráveis – revelam a inviabilidade da substituição da sanção corporal, em razão do não preenchimento dos requisitos elencados no artigo 44, inciso III, do Código Penal. Precedentes: RHC 112.875, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 19.11.12; RHC 114.742, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 08.11.12 e HC 103.824, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 05.11.10. 3. In casu, a paciente foi condenada a 2 (dois) anos de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime de falsificação de documento particular (artigo 288 do CP). A vedação à substituição da pena corporal deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ao julgar a apelação interposta pela defesa, em decisão fundamentada, procedeu a uma valoração negativa da personalidade do agente, voltada para a reiteração no cometimento de delitos, tendo em vista que praticou sucessivas clonagens e utilizou, por várias vezes, cartões de crédito falsificados. 4. A rigor, a paciente não teria direito sequer à concessão do sursis, tendo em vista que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis também obsta o deferimento deste benefício, nos termos do artigo 77, inciso II, do Código Penal. A concessão indevida de um benefício não pode fundamentar o deferimento de outro. 5. Ordem de habeas corpus indeferida.
sjur227102
- Acórdão(s) citado(s): (FIXAÇÃO DA PENA, CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS) RHC 112875 (1ªT), RHC 114742 (1ªT), HC 103824 (2ªT). Número de páginas: 14. Análise: 07/05/2013, TBC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
111008
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00044 INC-00001 INC-00002 INC-00003\r\n ART-00059 ART-00077 INC-00002 ART-00298\r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 111008
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PACTE.(S) : ASTRIT JEAN FRAGA IMPTE.(S) : FELIPE MOZART DIAS COELHO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.008 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :ASTRIT JEAN FRAGA IMPTE.(S) :FELIPE MOZART DIAS COELHO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR (ART. 288 DO Código Penal Brasileiro). PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR À 4 (QUATRO) ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVAS DE DIREITO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 44, III, DO CÓDIGO PENAL. SURSIS DEFERIDO PELA CORTE ESTADUAL. A CONCESSÃO INDEVIDA DE UM BENEFÍCIO NÃO PODE FUNDAMENTAR O DEFERIMENTO DE OUTRO. ORDEM DE HABEAS CORPUS DENEGADA. 1. A substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos não é mera decorrência do quantum de pena fixado, exigindo- se concomitantemente a análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o artigo 44, inciso III, do mesmo Código. 2. As circunstâncias judiciais – quando desfavoráveis – revelam a inviabilidade da substituição da sanção corporal, em razão do não preenchimento dos requisitos elencados no artigo 44, inciso III, do Código Penal. Precedentes: RHC 112.875, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 19.11.12; RHC 114.742, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 08.11.12 e HC 103.824, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 05.11.10. 3. In casu, a paciente foi condenada a 2 (dois) anos de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime de falsificação de documento particular (artigo 288 do Código Penal Brasileiro). A vedação à substituição da pena corporal deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ao julgar a apelação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524460. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 111008 / RJ interposta pela defesa, em decisão fundamentada, procedeu a uma valoração negativa da personalidade do agente, voltada para a reiteração no cometimento de delitos, tendo em vista que praticou sucessivas clonagens e utilizou, por várias vezes, cartões de crédito falsificados. 4. A rigor, a paciente não teria direito sequer à concessão do sursis, tendo em vista que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis também obsta o deferimento deste benefício, nos termos do artigo 77, inciso II, do Código Penal. A concessão indevida de um benefício não pode fundamentar o deferimento de outro. 5. Ordem de habeas corpus indeferida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524460. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ interposta pela defesa, em decisão fundamentada, procedeu a uma valoração negativa da personalidade do agente, voltada para a reiteração no cometimento de delitos, tendo em vista que praticou sucessivas clonagens e utilizou, por várias vezes, cartões de crédito falsificados. 4. A rigor, a paciente não teria direito sequer à concessão do sursis, tendo em vista que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis também obsta o deferimento deste benefício, nos termos do artigo 77, inciso II, do Código Penal. A concessão indevida de um benefício não pode fundamentar o deferimento de outro. 5. Ordem de habeas corpus indeferida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.008 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :ASTRIT JEAN FRAGA IMPTE.(S) :FELIPE MOZART DIAS COELHO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de ASTRIT JEAN FRAGA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, sintetizado na seguinte ementa: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182⁄Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO COMBATIDA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. PRECEDENTES. 1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, quando a parte agravante deixa de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” Colhe-se dos autos que a paciente foi condenada à pena total de 8 (oito) anos de reclusão pela prática dos crimes previstos nos artigos 171, 298 e 288 do Código Penal (estelionato, falsificação de documento particular e quadrilha ou bando, respectivamente). Irresignada, a defesa apelou. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu parcial provimento ao recurso para absolver a paciente com relação aos crimes de estelionato e quadrilha ou bando, condenando- a, tão somente pela prática do delito de falsificação de documento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.008 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :ASTRIT JEAN FRAGA IMPTE.(S) :FELIPE MOZART DIAS COELHO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de ASTRIT JEAN FRAGA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, sintetizado na seguinte ementa: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182⁄Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO COMBATIDA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. PRECEDENTES. 1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, quando a parte agravante deixa de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” Colhe-se dos autos que a paciente foi condenada à pena total de 8 (oito) anos de reclusão pela prática dos crimes previstos nos artigos 171, 298 e 288 do Código Penal (estelionato, falsificação de documento particular e quadrilha ou bando, respectivamente). Irresignada, a defesa apelou. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu parcial provimento ao recurso para absolver a paciente com relação aos crimes de estelionato e quadrilha ou bando, condenando- a, tão somente pela prática do delito de falsificação de documento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 111008 / RJ particular (artigo 288 do Código Penal Brasileiro), a 2 (dois) anos de reclusão, em regime aberto. A Corte Estadual indeferiu a substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, mas concedeu à paciente o sursis pelo prazo de 3 (três) anos, nos termos do artigo 78 do Código Penal. Transcrevo a ementa do julgado: “CRIME DE FALSO, ESTELIONATO E QUADRILHA – SENTENÇA QUE OS RECONHECE AOS TRES APELANTES – PENAS EM 08(OITO) ANOS DE RECLUSÃO E 100(CEM) DIAS-MULTA PARA CADA. REGIME FECHADO. PRÉVIA DE NULIDADE DO PROCESSO POR OFENSA AO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA QUE SE AFASTA. LIVRE INGRESSO AOS ATOS PROCESSUAIS E PROVAS – AUSÊNCIA DE MOSTRA DE QUAL SERIA O ATO JUDICIAL QUE TIVESSE VEDADO O EXERCÍCIO DA DEFESA E EM QUE CONSISTIRIA O PREJUÍZO. PREFACIAL DE PROVA CONDUTORA DE SUPOSIÇÕES QUE ADENTRA NO EXAME PROFUNDO E NO MÉRITO E DESTA FORMA É EXAMINADO. FALSO – CLONAGEM DE CARTÃO DE CRÉDITO – PROVA IRRETOCÁVEL – INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA AUTORIZADA EM INQUÉRITO QUE FOI DESDOBRADO VOLTADO AO PRESENTE FATO ILÍCITO DANDO CAUSA A AÇÃO PENAL – ENVOLVIMENTO DOS TRÊS DENUNCIADOS – MAQUINÁRIOS ENCONTRADOS NA RESIDÊNCIA DO 1... APELANTE, INCLUSIVE 226 (DUZENTOS E VINTE E SEIS) CARTÕES COM AS TRILHAS (DADOS MAGNÉTICOS IDENTIFICADORES, ALTERADOS) – PERÍCIA QUE A COMPROVA, 1... APELANTE, COM ARQUIVOS DE TRILHA DE CARTÕES – CORRETO O JUÍZO DE CENSURA. ESTELIONATO – PROVA QUE RESULTA INSUFICIENTE – INEXISTÊNCIA DE PERÍCIA A DEMONSTRAR QUE A LISTA FORNECIDA PELA COMPANHIA VISANET CORRESPONDA AOS CARTÕES APREENDIDOS, SEQUER QUEM OS UTILIZOU DE MODO A QUE PUDESSE SER DEFINIDA QUANTO AS AUTORIAS – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ particular (artigo 288 do Código Penal Brasileiro), a 2 (dois) anos de reclusão, em regime aberto. A Corte Estadual indeferiu a substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, mas concedeu à paciente o sursis pelo prazo de 3 (três) anos, nos termos do artigo 78 do Código Penal. Transcrevo a ementa do julgado: “CRIME DE FALSO, ESTELIONATO E QUADRILHA – SENTENÇA QUE OS RECONHECE AOS TRES APELANTES – PENAS EM 08(OITO) ANOS DE RECLUSÃO E 100(CEM) DIAS-MULTA PARA CADA. REGIME FECHADO. PRÉVIA DE NULIDADE DO PROCESSO POR OFENSA AO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA QUE SE AFASTA. LIVRE INGRESSO AOS ATOS PROCESSUAIS E PROVAS – AUSÊNCIA DE MOSTRA DE QUAL SERIA O ATO JUDICIAL QUE TIVESSE VEDADO O EXERCÍCIO DA DEFESA E EM QUE CONSISTIRIA O PREJUÍZO. PREFACIAL DE PROVA CONDUTORA DE SUPOSIÇÕES QUE ADENTRA NO EXAME PROFUNDO E NO MÉRITO E DESTA FORMA É EXAMINADO. FALSO – CLONAGEM DE CARTÃO DE CRÉDITO – PROVA IRRETOCÁVEL – INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA AUTORIZADA EM INQUÉRITO QUE FOI DESDOBRADO VOLTADO AO PRESENTE FATO ILÍCITO DANDO CAUSA A AÇÃO PENAL – ENVOLVIMENTO DOS TRÊS DENUNCIADOS – MAQUINÁRIOS ENCONTRADOS NA RESIDÊNCIA DO 1... APELANTE, INCLUSIVE 226 (DUZENTOS E VINTE E SEIS) CARTÕES COM AS TRILHAS (DADOS MAGNÉTICOS IDENTIFICADORES, ALTERADOS) – PERÍCIA QUE A COMPROVA, 1... APELANTE, COM ARQUIVOS DE TRILHA DE CARTÕES – CORRETO O JUÍZO DE CENSURA. ESTELIONATO – PROVA QUE RESULTA INSUFICIENTE – INEXISTÊNCIA DE PERÍCIA A DEMONSTRAR QUE A LISTA FORNECIDA PELA COMPANHIA VISANET CORRESPONDA AOS CARTÕES APREENDIDOS, SEQUER QUEM OS UTILIZOU DE MODO A QUE PUDESSE SER DEFINIDA QUANTO AS AUTORIAS – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 111008 / RJ ABSOLVIÇÃO QUE RESULTA IMPERIOSA SEM A INDIVIDUALIZAÇÃO DAQUELE QUE TENHA UTILIZADO. QUADRILHA - TIPO PENAL QUE IMPÕE A PRESENÇA DE UM QUARTO ELEMENTO, NÃO BASTANDO ENUNCIÁ- LO, INDISPENSÁVEL A MOSTRA DE SUA PARTICIPAÇÃO, O PERÍODO DO DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE DELITUOSA, BEM COMO SUA FUNÇÃO. INSTRUÇÃO FORMADA DISTANTE DESTE OBJETIVO – DECRETO ABSOLUTÓRIO. POR UNANIMIDADE DE VOTOS, FORAM REJEITADAS AS PRELIMINARES. NO MÉRITO, FOI DADO PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO PARA QUE SEJAM OS APELANTES CONDENADOS PELA IMPUTAÇÃO DO ART. 298 DO Código Penal Brasileiro, FIXANDO-SE A PENA DE 2(DOIS) ANOS DE RECLUSÃO PARA CADA UM, EM REGIME PRISIONAL ABERTO E AO PAGAMENTO DE 50(CINQUENTA) DIAS-MULTA; DENEGADA A SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVAS DE DIREITOS; CONCEDENDO-SE SURSIS PELO PRAZO DE 3(TRÊS) ANOS, CONSOANTE O ESTATUÍDO PELO ART. 78, LETRAS A, B, C DO Código Penal Brasileiro.” Ato contínuo, a defesa interpôs recurso especial. O Ministro Adilson Vieira Macabu, Desembargador Convocado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou provimento ao recurso em decisão assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. PENAL. CRIME CONTRA A FÉ PÚBLICA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. CONDIÇÕES JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. ENUNCIADO 83/Superior Tribunal de Justiça. - Tomando por orientação os entendimentos reiterados desta Corte é firme a interpretação de que a concessão do benefício de suspensão do processo ou substituição da pena 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ ABSOLVIÇÃO QUE RESULTA IMPERIOSA SEM A INDIVIDUALIZAÇÃO DAQUELE QUE TENHA UTILIZADO. QUADRILHA - TIPO PENAL QUE IMPÕE A PRESENÇA DE UM QUARTO ELEMENTO, NÃO BASTANDO ENUNCIÁ- LO, INDISPENSÁVEL A MOSTRA DE SUA PARTICIPAÇÃO, O PERÍODO DO DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE DELITUOSA, BEM COMO SUA FUNÇÃO. INSTRUÇÃO FORMADA DISTANTE DESTE OBJETIVO – DECRETO ABSOLUTÓRIO. POR UNANIMIDADE DE VOTOS, FORAM REJEITADAS AS PRELIMINARES. NO MÉRITO, FOI DADO PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO PARA QUE SEJAM OS APELANTES CONDENADOS PELA IMPUTAÇÃO DO ART. 298 DO Código Penal Brasileiro, FIXANDO-SE A PENA DE 2(DOIS) ANOS DE RECLUSÃO PARA CADA UM, EM REGIME PRISIONAL ABERTO E AO PAGAMENTO DE 50(CINQUENTA) DIAS-MULTA; DENEGADA A SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVAS DE DIREITOS; CONCEDENDO-SE SURSIS PELO PRAZO DE 3(TRÊS) ANOS, CONSOANTE O ESTATUÍDO PELO ART. 78, LETRAS A, B, C DO Código Penal Brasileiro.” Ato contínuo, a defesa interpôs recurso especial. O Ministro Adilson Vieira Macabu, Desembargador Convocado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou provimento ao recurso em decisão assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. PENAL. CRIME CONTRA A FÉ PÚBLICA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. CONDIÇÕES JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. ENUNCIADO 83/Superior Tribunal de Justiça. - Tomando por orientação os entendimentos reiterados desta Corte é firme a interpretação de que a concessão do benefício de suspensão do processo ou substituição da pena 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 111008 / RJ privativa por restritiva subordina-se ao exame prévio de requisitos objetivos e subjetivos. Assim, declarado, nas instâncias ordinárias, a existência de condições judiciais desfavoráveis, não há como reconhecer o preenchimento dos requisitos de ordem subjetiva. - O Tribunal a quo decidiu em consonância com o entendimento jurisprudencial sedimentado por esta Corte. Súmula 83-Superior Tribunal de Justiça. - Agravo de Instrumento improvido. Contra essa decisão, defesa interpôs agravo regimental, não conhecido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça. Nesta impetração, a defesa sustenta que a paciente preenche os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, com respaldo no artigo 44 do Código Penal. Ressalta que estes requisitos são os mesmos exigidos para a concessão do sursis e que, nos termos do artigo 77, inciso III, do Código Penal, a substituição da pena deve prevalecer sobre a suspensão condicional da pena. Destarte, alega que se o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concluiu pela presença dos requisitos para a concessão do sursis, deveria ter procedido à substituição da pena corporal por restritiva de direitos. Requer a concessão de medida liminar a fim de que seja sobrestada a execução da pena em relação à paciente até o julgamento definitivo deste writ. No mérito, pleiteia seja reconhecido o direito da paciente à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos. A medida liminar foi indeferida em decisão assim ementada: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ privativa por restritiva subordina-se ao exame prévio de requisitos objetivos e subjetivos. Assim, declarado, nas instâncias ordinárias, a existência de condições judiciais desfavoráveis, não há como reconhecer o preenchimento dos requisitos de ordem subjetiva. - O Tribunal a quo decidiu em consonância com o entendimento jurisprudencial sedimentado por esta Corte. Súmula 83-Superior Tribunal de Justiça. - Agravo de Instrumento improvido. Contra essa decisão, defesa interpôs agravo regimental, não conhecido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça. Nesta impetração, a defesa sustenta que a paciente preenche os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, com respaldo no artigo 44 do Código Penal. Ressalta que estes requisitos são os mesmos exigidos para a concessão do sursis e que, nos termos do artigo 77, inciso III, do Código Penal, a substituição da pena deve prevalecer sobre a suspensão condicional da pena. Destarte, alega que se o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concluiu pela presença dos requisitos para a concessão do sursis, deveria ter procedido à substituição da pena corporal por restritiva de direitos. Requer a concessão de medida liminar a fim de que seja sobrestada a execução da pena em relação à paciente até o julgamento definitivo deste writ. No mérito, pleiteia seja reconhecido o direito da paciente à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos. A medida liminar foi indeferida em decisão assim ementada: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório HC 111008 / RJ “PENAL. HABEAS CORPUS. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR (ART. 298 DO Código Penal Brasileiro). NEGATIVA DA SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVA DE DIREITOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. CONVENCIMENTO DO JUÍZO ACERCA DA INSUFICIÊNCIA DA SUBSTITUIÇÃO. INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 44, III E 77, III, DO Código Penal Brasileiro. AUSÊNCIA DE RISCO À LIBERDADE DE IR E VIR. INEXISTÊNCIA DA PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DA TESE SUSTENTADA. LIMINAR INDEFERIDA.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem. Transcrevo a ementa do parecer ministerial: “HABEAS CORPUS. CRIME DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR – ART. 298 DO CPB. CONDENAÇÃO. PLEITO DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. INVIABILIDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ART. 44, III, DO CPB. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. Parecer pela denegação da ordem.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ “PENAL. HABEAS CORPUS. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR (ART. 298 DO Código Penal Brasileiro). NEGATIVA DA SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVA DE DIREITOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. CONVENCIMENTO DO JUÍZO ACERCA DA INSUFICIÊNCIA DA SUBSTITUIÇÃO. INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 44, III E 77, III, DO Código Penal Brasileiro. AUSÊNCIA DE RISCO À LIBERDADE DE IR E VIR. INEXISTÊNCIA DA PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DA TESE SUSTENTADA. LIMINAR INDEFERIDA.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem. Transcrevo a ementa do parecer ministerial: “HABEAS CORPUS. CRIME DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR – ART. 298 DO CPB. CONDENAÇÃO. PLEITO DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. INVIABILIDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ART. 44, III, DO CPB. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. Parecer pela denegação da ordem.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.008 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia destes autos refere-se à possibilidade, ou não, da substituição da pena privativa de liberdade imposta à paciente por penas restritivas de direito. A substituição da sanção corporal não é mera decorrência do quantum de pena fixado, exigindo-se também a análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o artigo 44, inciso III, do mesmo Código, verbis: “Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: I - aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; II - o réu não for reincidente em crime doloso; III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.” In casu, a paciente foi condenada a 2 (dois) anos de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime de falsificação de documento particular (artigo 288 do Código Penal Brasileiro). Se levada em conta tão-somente a quantidade da pena, os recorrentes teriam direito à substituição da pena privativa de liberdade por outras restritivas de direito, segundo o artigo 44, inciso I, do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.008 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia destes autos refere-se à possibilidade, ou não, da substituição da pena privativa de liberdade imposta à paciente por penas restritivas de direito. A substituição da sanção corporal não é mera decorrência do quantum de pena fixado, exigindo-se também a análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o artigo 44, inciso III, do mesmo Código, verbis: “Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: I - aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; II - o réu não for reincidente em crime doloso; III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.” In casu, a paciente foi condenada a 2 (dois) anos de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime de falsificação de documento particular (artigo 288 do Código Penal Brasileiro). Se levada em conta tão-somente a quantidade da pena, os recorrentes teriam direito à substituição da pena privativa de liberdade por outras restritivas de direito, segundo o artigo 44, inciso I, do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111008 / RJ No entanto, a vedação à substituição deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ao julgar a apelação interposta pela defesa, em decisão fundamentada, procedeu a uma valoração negativa da personalidade do agente, voltada para a reiteração no cometimento de delitos, tendo em vista que praticou sucessivas clonagens e utilizou, por várias vezes, cartões de crédito falsificados. Transcrevo o seguinte trecho do voto condutor do julgamento na Corte Estadual: “(...) Permanecendo o juízo de censura formado pelo artigo 298 do Código Penal Brasileiro. Porém, embora com as considerações lançadas naquele decisum e que são pertinentes, a audácia desempenhada na atividade delituosa, o destemor da conduta ilícita, a imensa quantidade de cartões clonados, o desafio endereçado à ordem social, levando ao acréscimo nas penas bases pelo artigo 298 do Código Penal Brasileiro a cada um dos denunciados, em mais num ano na restritiva de liberdade, totalizando em 2(dois) anos de reclusão para cada, e correspondendo a pecuniária em 50 (cinqüenta) dias-multa. E, assim é de se permanecer, com sursis por três anos, nas condições do artigo 78, parágrafo 2..., letras ‘a’, ‘b’ e ‘c’, do Código Penal Brasileiro. Não fazendo jus à substituição pois a audácia empregada e o desajuste econômico que visavam estabelecer não permitem a consideração de que seja suficiente a substituição.” (Sem grifos no original). Destarte, sendo desfavoráveis as circunstâncias judiciais, revela-se inviável a substituição da sanção corporal, em razão do não preenchimento dos requisitos elencados no artigo 44, inciso III, do Código Penal. Nesse sentido, os seguintes acórdãos desta Corte: “Ementa: Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Tráfico de entorpecentes. Regime de cumprimento da pena mais severo do que o previsto segundo o seu quantum. Grande quantidade de droga. Circunstância judicial desfavorável. Substituição da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ No entanto, a vedação à substituição deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ao julgar a apelação interposta pela defesa, em decisão fundamentada, procedeu a uma valoração negativa da personalidade do agente, voltada para a reiteração no cometimento de delitos, tendo em vista que praticou sucessivas clonagens e utilizou, por várias vezes, cartões de crédito falsificados. Transcrevo o seguinte trecho do voto condutor do julgamento na Corte Estadual: “(...) Permanecendo o juízo de censura formado pelo artigo 298 do Código Penal Brasileiro. Porém, embora com as considerações lançadas naquele decisum e que são pertinentes, a audácia desempenhada na atividade delituosa, o destemor da conduta ilícita, a imensa quantidade de cartões clonados, o desafio endereçado à ordem social, levando ao acréscimo nas penas bases pelo artigo 298 do Código Penal Brasileiro a cada um dos denunciados, em mais num ano na restritiva de liberdade, totalizando em 2(dois) anos de reclusão para cada, e correspondendo a pecuniária em 50 (cinqüenta) dias-multa. E, assim é de se permanecer, com sursis por três anos, nas condições do artigo 78, parágrafo 2..., letras ‘a’, ‘b’ e ‘c’, do Código Penal Brasileiro. Não fazendo jus à substituição pois a audácia empregada e o desajuste econômico que visavam estabelecer não permitem a consideração de que seja suficiente a substituição.” (Sem grifos no original). Destarte, sendo desfavoráveis as circunstâncias judiciais, revela-se inviável a substituição da sanção corporal, em razão do não preenchimento dos requisitos elencados no artigo 44, inciso III, do Código Penal. Nesse sentido, os seguintes acórdãos desta Corte: “Ementa: Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Tráfico de entorpecentes. Regime de cumprimento da pena mais severo do que o previsto segundo o seu quantum. Grande quantidade de droga. Circunstância judicial desfavorável. Substituição da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111008 / RJ pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Ausência dos requisitos do art. 44, III, do Código Penal. 1. O regime inicial do cumprimento da pena não é mera decorrência do quantum fixado, exigindo-se, também, a análise das circunstâncias judiciais arroladas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3... do mesmo Código. 2. In casu, os recorrentes foram condenados, respectivamente, às penas de 2 (dois) anos e 9 (nove) meses e de 3 (três) anos e 1 (um) mês de reclusão pela prática do crime de tráfico de entorpecentes, em regime semiaberto, por terem sido presos em flagrante com 27,5 (vinte e sete quilos e meio) de maconha, tendo o Tribunal local provido, parcialmente, o apelo da acusação para fixar o regime fechado. 3. O art. 42 da Lei n. 11.343/2006, invocado no acórdão da Corte estadual, dispõe que ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’, a evidenciar que, diversamente do alegado pelos recorrentes, o regime fechado não foi imposto com fundamento apenas no art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90, com a redação da Lei n. 11.464/2007, mas, também, com esteio na grande quantidade da droga apreendida, circunstância tida como desfavorável na exasperação da pena-base acima do mínimo legal. Precedentes: HC 108.487, Dias Toffoli, DJe de 19/09/2012, e RHC 101.278, 1... Turma, Cármen Lúcia, DJe de 21/05/2010. 4. A mesma base legal invocada para impor o regime de cumprimento mais severo que o decorrente da pena aplicada serve de fundamento para negar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, consoante art. 44, III, do Código Penal. Precedente: HC 112.821, Rosa Weber, 1... Turma, DJe de 11/10/2012. 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus desprovido.” - Sem grifos no original. (RHC 112.875, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 19.11.12). “EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Tráfico de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Ausência dos requisitos do art. 44, III, do Código Penal. 1. O regime inicial do cumprimento da pena não é mera decorrência do quantum fixado, exigindo-se, também, a análise das circunstâncias judiciais arroladas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3... do mesmo Código. 2. In casu, os recorrentes foram condenados, respectivamente, às penas de 2 (dois) anos e 9 (nove) meses e de 3 (três) anos e 1 (um) mês de reclusão pela prática do crime de tráfico de entorpecentes, em regime semiaberto, por terem sido presos em flagrante com 27,5 (vinte e sete quilos e meio) de maconha, tendo o Tribunal local provido, parcialmente, o apelo da acusação para fixar o regime fechado. 3. O art. 42 da Lei n. 11.343/2006, invocado no acórdão da Corte estadual, dispõe que ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’, a evidenciar que, diversamente do alegado pelos recorrentes, o regime fechado não foi imposto com fundamento apenas no art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90, com a redação da Lei n. 11.464/2007, mas, também, com esteio na grande quantidade da droga apreendida, circunstância tida como desfavorável na exasperação da pena-base acima do mínimo legal. Precedentes: HC 108.487, Dias Toffoli, DJe de 19/09/2012, e RHC 101.278, 1... Turma, Cármen Lúcia, DJe de 21/05/2010. 4. A mesma base legal invocada para impor o regime de cumprimento mais severo que o decorrente da pena aplicada serve de fundamento para negar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, consoante art. 44, III, do Código Penal. Precedente: HC 112.821, Rosa Weber, 1... Turma, DJe de 11/10/2012. 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus desprovido.” - Sem grifos no original. (RHC 112.875, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 19.11.12). “EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Tráfico de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111008 / RJ entorpecentes privilegiado. Substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos e fixação de regime inicial diverso do fechado. Via processual inadequada. Necessidade de análise do contexto fático-probatório. Substituição negada com base nas circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal. Imposição de regime inicial mais gravoso concretamente justificada. Recurso não provido. 1. No que tange à negativa de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC n 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida substituição. 2. Do mesmo modo, a via eleita não deve ser utilizada para conceder a pretendida substituição, com reanálise das circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal, senão em situações excepcionalíssimas, nas quais a teratologia seja patente, especialmente porque isso exigiria o reexame de fatos e provas, providência incabível nesta sede. 3. Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a proceder à substituição quando ausentes os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo plena liberdade para negá-la quando entender que essa medida não seja suficiente e necessária para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal facultando a substituição. 4. Como se vê, na espécie, a negativa não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena e as especificidades próprias da legislação, especialmente porque o paciente foi flagrado com expressiva quantidade cocaína, entorpecente de altíssima lesividade à saúde pública. 5. Em relação ao regime prisional fechado estabelecido para o início 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ entorpecentes privilegiado. Substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos e fixação de regime inicial diverso do fechado. Via processual inadequada. Necessidade de análise do contexto fático-probatório. Substituição negada com base nas circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal. Imposição de regime inicial mais gravoso concretamente justificada. Recurso não provido. 1. No que tange à negativa de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC n 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida substituição. 2. Do mesmo modo, a via eleita não deve ser utilizada para conceder a pretendida substituição, com reanálise das circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal, senão em situações excepcionalíssimas, nas quais a teratologia seja patente, especialmente porque isso exigiria o reexame de fatos e provas, providência incabível nesta sede. 3. Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a proceder à substituição quando ausentes os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo plena liberdade para negá-la quando entender que essa medida não seja suficiente e necessária para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal facultando a substituição. 4. Como se vê, na espécie, a negativa não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena e as especificidades próprias da legislação, especialmente porque o paciente foi flagrado com expressiva quantidade cocaína, entorpecente de altíssima lesividade à saúde pública. 5. Em relação ao regime prisional fechado estabelecido para o início 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111008 / RJ do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua fixação está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3... do art. 33 do Código Penal, que impõe a ‘observância dos critérios previstos no art. 59’, segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência da sanção ‘para reprovação e prevenção do crime’. 6. Recurso não provido.” - Sem grifos no original. (RHC 114.742, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 08.11.12) “EMENTA: HABEAS CORPUS. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. REQUISITOS OBJETIVOS E SUBJETIVOS. ART. 44 DO CÓDIGO PENAL. PRESENÇA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. LASTRO FACTUAL IDÔNEO. QUADRO EMPÍRICO DA CAUSA. ORDEM INDEFERIDA. 1. A dosimetria da pena exige do julgador uma cuidadosa ponderação dos efeitos ético-sociais da sanção e das garantias constitucionais, especialmente a garantia da individualização do castigo. 2. Em matéria penal, a necessidade de fundamentação das decisões judiciais, penhor de status civilizatório dos povos, tem na fixação da pena um dos seus momentos culminantes. 3. Não há ilegalidade ou abuso de poder se, no trajeto da aplicação da pena, o julgador explicita, coerentemente, os motivos de sua decisão. O inconformismo da impetrante com a impossibilidade de substituição da reprimenda não é suficiente para indicar a evidente falta de motivação ou de congruência dos fundamentos da pena afinal fixada. 4. O quadro empírico da causa impede a imediata substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. Isso porque o paciente não preenche o requisito subjetivo de que trata o art. 44 do Código Penal. Inexistência de afronta às garantias constitucionais da individualização da pena e da fundamentação das decisões judiciais (inciso XLVI do art. 5... e inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988). 5. Ordem denegada.” - Sem grifos no original. (HC 103.824, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua fixação está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3... do art. 33 do Código Penal, que impõe a ‘observância dos critérios previstos no art. 59’, segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência da sanção ‘para reprovação e prevenção do crime’. 6. Recurso não provido.” - Sem grifos no original. (RHC 114.742, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 08.11.12) “EMENTA: HABEAS CORPUS. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. REQUISITOS OBJETIVOS E SUBJETIVOS. ART. 44 DO CÓDIGO PENAL. PRESENÇA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. LASTRO FACTUAL IDÔNEO. QUADRO EMPÍRICO DA CAUSA. ORDEM INDEFERIDA. 1. A dosimetria da pena exige do julgador uma cuidadosa ponderação dos efeitos ético-sociais da sanção e das garantias constitucionais, especialmente a garantia da individualização do castigo. 2. Em matéria penal, a necessidade de fundamentação das decisões judiciais, penhor de status civilizatório dos povos, tem na fixação da pena um dos seus momentos culminantes. 3. Não há ilegalidade ou abuso de poder se, no trajeto da aplicação da pena, o julgador explicita, coerentemente, os motivos de sua decisão. O inconformismo da impetrante com a impossibilidade de substituição da reprimenda não é suficiente para indicar a evidente falta de motivação ou de congruência dos fundamentos da pena afinal fixada. 4. O quadro empírico da causa impede a imediata substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. Isso porque o paciente não preenche o requisito subjetivo de que trata o art. 44 do Código Penal. Inexistência de afronta às garantias constitucionais da individualização da pena e da fundamentação das decisões judiciais (inciso XLVI do art. 5... e inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988). 5. Ordem denegada.” - Sem grifos no original. (HC 103.824, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111008 / RJ Britto, DJ de 05.11.10) Ademais, verifica-se que, a rigor, a paciente não teria direito sequer à concessão do sursis, tendo em vista que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis também obsta o deferimento deste benefício, nos termos do artigo 77, inciso II, do Código Penal. Por conseguinte, não prospera a alegação do impetrante no sentido de que, se o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concluiu pela presença dos requisitos subjetivos necessários à concessão do suris, deveria ter procedido à substituição da pena corporal por restritiva de direitos, tendo em vista que o deferimento de ambos os benefícios condicionam-se a existência de circunstâncias judiciais favoráveis. Isto porque a concessão indevida de um benefício não pode fundamentar o deferimento de outro. Ex positis, denego a ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Supremo Tribunal Federal HC 111008 / RJ Britto, DJ de 05.11.10) Ademais, verifica-se que, a rigor, a paciente não teria direito sequer à concessão do sursis, tendo em vista que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis também obsta o deferimento deste benefício, nos termos do artigo 77, inciso II, do Código Penal. Por conseguinte, não prospera a alegação do impetrante no sentido de que, se o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concluiu pela presença dos requisitos subjetivos necessários à concessão do suris, deveria ter procedido à substituição da pena corporal por restritiva de direitos, tendo em vista que o deferimento de ambos os benefícios condicionam-se a existência de circunstâncias judiciais favoráveis. Isto porque a concessão indevida de um benefício não pode fundamentar o deferimento de outro. Ex positis, denego a ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.008 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : ASTRIT JEAN FRAGA IMPTE.(S) : FELIPE MOZART DIAS COELHO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3541930 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.008 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : ASTRIT JEAN FRAGA IMPTE.(S) : FELIPE MOZART DIAS COELHO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3541930 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 111 . 008", "RHC 112 . 875", "RHC 114 . 742", "HC 103 . 824", "HC 111008 / RJ", "HC 111008 / RJ", "HABEAS CORPUS 111 . 008", "SÚMULA 182⁄Superior Tribunal", "HABEAS CORPUS 111 . 008", "SÚMULA 182⁄Superior Tribunal de Justiça", "HC 111008 / RJ", "HC 111008 / RJ", "HC 111008 / RJ", "ENUNCIADO 83 /", "HC 111008 / RJ", "ENUNCIADO 83 /", "HC 111008 / RJ", "Súmula 83 - Superior Tribunal de Justiça", "HC 111008 / RJ", "Súmula 83 - Superior Tribunal de Justiça", "HC 111008 / RJ", "HC 111008 / RJ", "HABEAS CORPUS 111 . 008", "HABEAS CORPUS 111 . 008", "HC 111008 / RJ", "HC 111008 / RJ", "HC 111008 / RJ", "HC 108 . 487", "RHC 101 . 278", "HC 112 . 821", "RHC 112 . 875", "HC 111008 / RJ", "HC 108 . 487", "RHC 101 . 278", "HC 112 . 821", "RHC 112 . 875", "HC 111008 / RJ", "HC n 92 . 956 / SP", "HC 111008 / RJ", "HC n 92 . 956 / SP", "HC 111008 / RJ", "RHC 114 . 742", "HC 103 . 824", "HC 111008 / RJ", "RHC 114 . 742", "HC 103 . 824", "HC 111008 / RJ", "HC 111008 / RJ", "HABEAS CORPUS 111 . 008", "HABEAS CORPUS 111 . 008" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 288 DO Código Penal Brasileiro", "ART . 44 , III , DO CÓDIGO PENAL", "artigo 59 do Código Penal", "artigo 44 , inciso III , do Código Penal", "artigo 288 do Código Penal Brasileiro", "artigo 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOSÉ ORLANDO DA COSTA ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS SEIXAS PEREIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :PISSARDI INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARTEFATOS PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ FERNANDES PEREIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RAZÕES DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COMPLETAMENTE DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO EMBARGADO. INVIABILIDADE DO EXAME. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer dos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513303. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOSÉ ORLANDO DA COSTA ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS SEIXAS PEREIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :PISSARDI INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARTEFATOS PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ FERNANDES PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: Ementa: RECURSO. Agravo de instrumento. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. Sustenta a parte embargante, em suma, que “por não ter sido apreciado o apelo pelo Superior Tribunal de Justiça, entendendo aquela Corte que a competência era da Justiça Especializada do Trabalho, foi remetido os atos para o TST. Neste caso o Recurso seria de Revista e não Recurso Especial. Neste interim de divergências enquanto não se aplicava e sedimentava a força da decisão dessa Corte que este caso seria apreciado pelo STJ, o Recurso Especial não foi apreciado”(fl. 364). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513304. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOSÉ ORLANDO DA COSTA ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS SEIXAS PEREIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :PISSARDI INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARTEFATOS PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ FERNANDES PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: Ementa: RECURSO. Agravo de instrumento. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. Sustenta a parte embargante, em suma, que “por não ter sido apreciado o apelo pelo Superior Tribunal de Justiça, entendendo aquela Corte que a competência era da Justiça Especializada do Trabalho, foi remetido os atos para o TST. Neste caso o Recurso seria de Revista e não Recurso Especial. Neste interim de divergências enquanto não se aplicava e sedimentava a força da decisão dessa Corte que este caso seria apreciado pelo STJ, o Recurso Especial não foi apreciado”(fl. 364). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O acórdão embargado negou provimento ao agravo regimental sob o fundamento de que “a parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris” (fl. 354). Sustenta a parte embargante, em suma, que “por não ter sido apreciado o apelo pelo Superior Tribunal de Justiça, entendendo aquela Corte que a competência era da Justiça Especializada do Trabalho, foi remetido os atos para o TST. Neste caso o Recurso seria de Revista e não Recurso Especial. Neste interim de divergências enquanto não se aplicava e sedimentava a força da decisão dessa Corte que este caso seria apreciado pelo STJ, o Recurso Especial não foi apreciado”(fl. 364). 2. Como se vê, as razões dos presentes embargos de declaração estão completamente dissociadas dos fundamentos do acórdão embargado, o que inviabiliza sua apreciação. 3. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513305. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O acórdão embargado negou provimento ao agravo regimental sob o fundamento de que “a parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris” (fl. 354). Sustenta a parte embargante, em suma, que “por não ter sido apreciado o apelo pelo Superior Tribunal de Justiça, entendendo aquela Corte que a competência era da Justiça Especializada do Trabalho, foi remetido os atos para o TST. Neste caso o Recurso seria de Revista e não Recurso Especial. Neste interim de divergências enquanto não se aplicava e sedimentava a força da decisão dessa Corte que este caso seria apreciado pelo STJ, o Recurso Especial não foi apreciado”(fl. 364). 2. Como se vê, as razões dos presentes embargos de declaração estão completamente dissociadas dos fundamentos do acórdão embargado, o que inviabiliza sua apreciação. 3. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : JOSÉ ORLANDO DA COSTA ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS SEIXAS PEREIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : PISSARDI INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARTEFATOS PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ FERNANDES PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530023 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : JOSÉ ORLANDO DA COSTA ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS SEIXAS PEREIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : PISSARDI INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARTEFATOS PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ FERNANDES PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530023 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3542227
2013-03-12T00:00:00
2013-03-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. RAZÕES DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COMPLETAMENTE DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO EMBARGADO. INVIABILIDADE DO EXAME. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS.
sjur226915
Número de páginas: 4. Análise: 15/04/2013, LLD.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
749233
null
AI-AgR-ED
acordaos
AI 749233 AgR-ED
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EMBTE.(S) : JOSÉ ORLANDO DA COSTA ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS SEIXAS PEREIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : PISSARDI INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARTEFATOS PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ FERNANDES PEREIRA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOSÉ ORLANDO DA COSTA ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS SEIXAS PEREIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :PISSARDI INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARTEFATOS PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ FERNANDES PEREIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RAZÕES DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COMPLETAMENTE DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO EMBARGADO. INVIABILIDADE DO EXAME. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer dos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513303. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOSÉ ORLANDO DA COSTA ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS SEIXAS PEREIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :PISSARDI INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARTEFATOS PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ FERNANDES PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: Ementa: RECURSO. Agravo de instrumento. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. Sustenta a parte embargante, em suma, que “por não ter sido apreciado o apelo pelo Superior Tribunal de Justiça, entendendo aquela Corte que a competência era da Justiça Especializada do Trabalho, foi remetido os atos para o Tribunal Superior do Trabalho. Neste caso o Recurso seria de Revista e não Recurso Especial. Neste interim de divergências enquanto não se aplicava e sedimentava a força da decisão dessa Corte que este caso seria apreciado pelo Superior Tribunal de Justiça, o Recurso Especial não foi apreciado”(fl. 364). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513304. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOSÉ ORLANDO DA COSTA ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS SEIXAS PEREIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :PISSARDI INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARTEFATOS PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ FERNANDES PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: Ementa: RECURSO. Agravo de instrumento. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. Sustenta a parte embargante, em suma, que “por não ter sido apreciado o apelo pelo Superior Tribunal de Justiça, entendendo aquela Corte que a competência era da Justiça Especializada do Trabalho, foi remetido os atos para o Tribunal Superior do Trabalho. Neste caso o Recurso seria de Revista e não Recurso Especial. Neste interim de divergências enquanto não se aplicava e sedimentava a força da decisão dessa Corte que este caso seria apreciado pelo Superior Tribunal de Justiça, o Recurso Especial não foi apreciado”(fl. 364). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O acórdão embargado negou provimento ao agravo regimental sob o fundamento de que “a parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris” (fl. 354). Sustenta a parte embargante, em suma, que “por não ter sido apreciado o apelo pelo Superior Tribunal de Justiça, entendendo aquela Corte que a competência era da Justiça Especializada do Trabalho, foi remetido os atos para o Tribunal Superior do Trabalho. Neste caso o Recurso seria de Revista e não Recurso Especial. Neste interim de divergências enquanto não se aplicava e sedimentava a força da decisão dessa Corte que este caso seria apreciado pelo Superior Tribunal de Justiça, o Recurso Especial não foi apreciado”(fl. 364). 2. Como se vê, as razões dos presentes embargos de declaração estão completamente dissociadas dos fundamentos do acórdão embargado, o que inviabiliza sua apreciação. 3. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513305. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O acórdão embargado negou provimento ao agravo regimental sob o fundamento de que “a parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris” (fl. 354). Sustenta a parte embargante, em suma, que “por não ter sido apreciado o apelo pelo Superior Tribunal de Justiça, entendendo aquela Corte que a competência era da Justiça Especializada do Trabalho, foi remetido os atos para o Tribunal Superior do Trabalho. Neste caso o Recurso seria de Revista e não Recurso Especial. Neste interim de divergências enquanto não se aplicava e sedimentava a força da decisão dessa Corte que este caso seria apreciado pelo Superior Tribunal de Justiça, o Recurso Especial não foi apreciado”(fl. 364). 2. Como se vê, as razões dos presentes embargos de declaração estão completamente dissociadas dos fundamentos do acórdão embargado, o que inviabiliza sua apreciação. 3. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : JOSÉ ORLANDO DA COSTA ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS SEIXAS PEREIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : PISSARDI INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARTEFATOS PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ FERNANDES PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530023 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.233 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : JOSÉ ORLANDO DA COSTA ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS SEIXAS PEREIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : PISSARDI INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARTEFATOS PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ FERNANDES PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530023 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
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Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MARCELINO PIZZA E VINHO LTDA ADV.(A/S) :RICARDO ADATI EMBDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Prequestionamento. Ausência. Motivação das decisões judiciais. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 3. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante tenham sido contrárias à pretensão da parte recorrente. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nºs 279/STF. 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582192. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 902001 ED / SP do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582192. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582192. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MARCELINO PIZZA E VINHO LTDA ADV.(A/S) :RICARDO ADATI EMBDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Marcelino Pizza e Vinho Ltda. opõe tempestivos embargos de declaração contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Oitava Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘RECURSO - Apelação - Mandado de segurança - Adequação da ação ao pedido formulado pelo requerente - Insurgência contra a r. sentença que julgou improcedente o pedido - Inadmissibilidade - Nulidade da r. sentença não verificada - Atendido o disposto no artigo 93, IX da CF - Ratificados os fundamentos da r. Sentença - Incidência do art. 252 do atual RITJSP - Preliminar afastada - Recurso não provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 5º, incisos XXII, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MARCELINO PIZZA E VINHO LTDA ADV.(A/S) :RICARDO ADATI EMBDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Marcelino Pizza e Vinho Ltda. opõe tempestivos embargos de declaração contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Oitava Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘RECURSO - Apelação - Mandado de segurança - Adequação da ação ao pedido formulado pelo requerente - Insurgência contra a r. sentença que julgou improcedente o pedido - Inadmissibilidade - Nulidade da r. sentença não verificada - Atendido o disposto no artigo 93, IX da CF - Ratificados os fundamentos da r. Sentença - Incidência do art. 252 do atual RITJSP - Preliminar afastada - Recurso não provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 5º, incisos XXII, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 902001 ED / SP Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar No que se refere ao artigo 5º, incisos XXII e LIV, da Constituição Federal, apontado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Também não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar No que se refere ao artigo 5º, incisos XXII e LIV, da Constituição Federal, apontado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Também não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 902001 ED / SP Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório constante dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Suprema Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. TAXA DE FORNECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTO. COBRANÇA. FRAUDE EM HIDRÔMETRO. NÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório constante dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Suprema Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. TAXA DE FORNECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTO. COBRANÇA. FRAUDE EM HIDRÔMETRO. NÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 902001 ED / SP COMPROVAÇÃO. INEXIGIBILIDADE DO DÉBITO. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO INVIÁVEL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A Súmula 279 do STF dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO C/C REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS Cerceamento de defesa - Inocorrência Ao juiz, na qualidade de destinatário da prova, compete decidir quais provas são relevantes à formação de sua convicção Julgamento antecipado possível - Preliminar afastada - Fornecimento de água - Cobrança de valores de supostos débitos retroativos - Ameaça de corte do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP COMPROVAÇÃO. INEXIGIBILIDADE DO DÉBITO. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO INVIÁVEL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A Súmula 279 do STF dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO C/C REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS Cerceamento de defesa - Inocorrência Ao juiz, na qualidade de destinatário da prova, compete decidir quais provas são relevantes à formação de sua convicção Julgamento antecipado possível - Preliminar afastada - Fornecimento de água - Cobrança de valores de supostos débitos retroativos - Ameaça de corte do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 902001 ED / SP fornecimento de água - Ausência de prova de fraude - Substituição do hidrômetro realizada pela Apelante - Impossibilidade de realização de perícia imputada à concessionária - Fraude não demonstrada - Ausência de fundamento para a cobrança - Impossibilidade de interrupção do fornecimento de água. Recurso não provido. 6. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE nº 694.689/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 8/11/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSUMIDOR. FORNECIMENTO DE ÁGUA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da súmula 279 do STF. II A alegada violação ao art. 5º, LV, da Constituição, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária. III - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido (AI nº 785.233/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 10/11/10). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. fornecimento de água. Cobrança de tarifa mínima. Alegação de desequilíbrio econômico-financeiro do contrato firmado entre partes. Incidência do Enunciado 279 da súmula do STF. Matéria infraconstitucional. 4. Ausência de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP fornecimento de água - Ausência de prova de fraude - Substituição do hidrômetro realizada pela Apelante - Impossibilidade de realização de perícia imputada à concessionária - Fraude não demonstrada - Ausência de fundamento para a cobrança - Impossibilidade de interrupção do fornecimento de água. Recurso não provido. 6. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE nº 694.689/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 8/11/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSUMIDOR. FORNECIMENTO DE ÁGUA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da súmula 279 do STF. II A alegada violação ao art. 5º, LV, da Constituição, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária. III - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido (AI nº 785.233/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 10/11/10). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. fornecimento de água. Cobrança de tarifa mínima. Alegação de desequilíbrio econômico-financeiro do contrato firmado entre partes. Incidência do Enunciado 279 da súmula do STF. Matéria infraconstitucional. 4. Ausência de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 902001 ED / SP argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 775.651/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 2/12/13). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Sustenta a ora embargante a existência de contradição e omissão na decisão agravada, uma vez que, “(...) no presente caso, pontos fundamentais para o deslinde da demanda deixaram de ser apreciados. As questões apreciadas pelo Tribunal a quo são insuficientes para o correto desfecho do punctum dolens, não porque contrárias à pretensão da embargante, mas sim porque contrárias ao ordenamento jurídico em vigor. Ora, conforme asseverado na exordial - e, saliente-se, com isso não pretende revolver matéria fático-probatória e sim demonstrar no sentido de que, apesar da existência de indícios de violação no lacre no aparelho medidor de consumo, não possibilitou a identificação de como, quando ou quem os realizou, já que a metodologia utilizada pela agravada violou os mais comezinhos princípios de direito. (…) Conforme aduzido nas alegações finais, não há como estabelecer qualquer nexo de causalidade entre a suposta adulteração e manipulação de consumo, pois, frise-se, após a substituição o hidrômetro a média de consumo verificado é exatamente a mesma aferida anteriormente, cuja mensuração era realizada pelo aparelho que se imputa suposta adulteração. As contas anexadas aos autos dão conta que a média de consumo mensal é similar antes e após a substituição do hidrômetro. Em decorrência disso, infere-se que o consumo não excede 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 775.651/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 2/12/13). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Sustenta a ora embargante a existência de contradição e omissão na decisão agravada, uma vez que, “(...) no presente caso, pontos fundamentais para o deslinde da demanda deixaram de ser apreciados. As questões apreciadas pelo Tribunal a quo são insuficientes para o correto desfecho do punctum dolens, não porque contrárias à pretensão da embargante, mas sim porque contrárias ao ordenamento jurídico em vigor. Ora, conforme asseverado na exordial - e, saliente-se, com isso não pretende revolver matéria fático-probatória e sim demonstrar no sentido de que, apesar da existência de indícios de violação no lacre no aparelho medidor de consumo, não possibilitou a identificação de como, quando ou quem os realizou, já que a metodologia utilizada pela agravada violou os mais comezinhos princípios de direito. (…) Conforme aduzido nas alegações finais, não há como estabelecer qualquer nexo de causalidade entre a suposta adulteração e manipulação de consumo, pois, frise-se, após a substituição o hidrômetro a média de consumo verificado é exatamente a mesma aferida anteriormente, cuja mensuração era realizada pelo aparelho que se imputa suposta adulteração. As contas anexadas aos autos dão conta que a média de consumo mensal é similar antes e após a substituição do hidrômetro. Em decorrência disso, infere-se que o consumo não excede 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório ARE 902001 ED / SP os valores cobrados no período em discussão, pois o fornecimento de água por caminhões-pipas representa expressiva parcela da demanda da embargante, o que implica total desacordo entre o consumo efetivo e a cobrança efetivada. Ao deixar de enfrentar tais questões, primeiro a sentença e depois o acórdão, apresentaram-se omissos requestando, por conseguinte, serem integrados, admitindo-se, inclusive, em casos tais, que os embargos declaratórios possam irradiar efeitos modificativos, pois, a alteração da decisão decorre como consequência lógica da supressão das omissões constatadas. Assim, por qualquer ângulo que se observe a questão sob exame emerge inconteste o direito da Agravante em ver anulada a conta/fatura emitida unilateralmente pela ré com base em parâmetros ilegais”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP os valores cobrados no período em discussão, pois o fornecimento de água por caminhões-pipas representa expressiva parcela da demanda da embargante, o que implica total desacordo entre o consumo efetivo e a cobrança efetivada. Ao deixar de enfrentar tais questões, primeiro a sentença e depois o acórdão, apresentaram-se omissos requestando, por conseguinte, serem integrados, admitindo-se, inclusive, em casos tais, que os embargos declaratórios possam irradiar efeitos modificativos, pois, a alteração da decisão decorre como consequência lógica da supressão das omissões constatadas. Assim, por qualquer ângulo que se observe a questão sob exame emerge inconteste o direito da Agravante em ver anulada a conta/fatura emitida unilateralmente pela ré com base em parâmetros ilegais”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar. O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, conforme expresso na decisão agravada, anoto que o art. 5º, incisos XXII e LIV, da Constituição Federal, apontado como violados no recurso extraordinário, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não foram objeto dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar. O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, conforme expresso na decisão agravada, anoto que o art. 5º, incisos XXII e LIV, da Constituição Federal, apontado como violados no recurso extraordinário, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não foram objeto dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 902001 ED / SP LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/STF. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/STF. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional, da discussão acerca da complexidade da causa para fins de definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 801.373/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 3/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5º, XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/STF. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/STF. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional, da discussão acerca da complexidade da causa para fins de definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 801.373/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 3/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5º, XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 902001 ED / SP de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE nº 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). Ademais, consoante consignei na decisão agravada, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Nessa linha, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE nº 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). Ademais, consoante consignei na decisão agravada, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Nessa linha, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 902001 ED / SP 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. RE 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). No mais, reitero que, para divergir do entendimento adotado pelo tribunal de origem, no que se refere à abusividade, ou não, da cobrança, bem como quanto à adulteração no hidrômetro, seria necessário o profundo reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Inteligência da Súmula nº 279 desta Corte. Em casos análogos ao dos autos, corroborando os julgados colacionados na decisão agravada, cito as seguintes decisões: ARE nº 770.264/DF-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 19/12/14; ARE nº 837.978/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 25/6/12; e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. RE 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). No mais, reitero que, para divergir do entendimento adotado pelo tribunal de origem, no que se refere à abusividade, ou não, da cobrança, bem como quanto à adulteração no hidrômetro, seria necessário o profundo reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Inteligência da Súmula nº 279 desta Corte. Em casos análogos ao dos autos, corroborando os julgados colacionados na decisão agravada, cito as seguintes decisões: ARE nº 770.264/DF-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 19/12/14; ARE nº 837.978/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 25/6/12; e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 902001 ED / SP ARE nº 694.689/SP-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 8/11/12. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP ARE nº 694.689/SP-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 8/11/12. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : MARCELINO PIZZA E VINHO LTDA ADV.(A/S) : RICARDO ADATI EMBDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509157 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : MARCELINO PIZZA E VINHO LTDA ADV.(A/S) : RICARDO ADATI EMBDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509157 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9629635
2015-09-22T00:00:00
2015-10-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Prequestionamento. Ausência. Motivação das decisões judiciais. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 3. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante tenham sido contrárias à pretensão da parte recorrente. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nºs 279/STF. 5. Agravo regimental não provido.
sjur325696
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RE 760160 AgR (2ªT), ARE 801373 AgR (1ªT). (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG, RE 792124 AgR (2ªT), AI 860205 AgR (2ªT). (SÚMULA 279) AI 837978 AgR (2ªT), ARE 694689 AgR (1ªT), ARE 770264 AgR (1ªT). Número de páginas: 15. Análise: 28/10/2015, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
902001
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 902001 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : MARCELINO PIZZA E VINHO LTDA ADV.(A/S) : RICARDO ADATI EMBDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI
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Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MARCELINO PIZZA E VINHO LTDA ADV.(A/S) :RICARDO ADATI EMBDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Prequestionamento. Ausência. Motivação das decisões judiciais. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 3. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante tenham sido contrárias à pretensão da parte recorrente. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula ns 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582192. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 902001 ED / SP do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582192. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582192. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MARCELINO PIZZA E VINHO LTDA ADV.(A/S) :RICARDO ADATI EMBDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Marcelino Pizza e Vinho Ltda. opõe tempestivos embargos de declaração contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Oitava Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘RECURSO - Apelação - Mandado de segurança - Adequação da ação ao pedido formulado pelo requerente - Insurgência contra a r. sentença que julgou improcedente o pedido - Inadmissibilidade - Nulidade da r. sentença não verificada - Atendido o disposto no artigo 93, IX da Constituição Federal de 1988 - Ratificados os fundamentos da r. Sentença - Incidência do art. 252 do atual RITJSP - Preliminar afastada - Recurso não provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 5..., incisos XXII, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MARCELINO PIZZA E VINHO LTDA ADV.(A/S) :RICARDO ADATI EMBDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Marcelino Pizza e Vinho Ltda. opõe tempestivos embargos de declaração contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Oitava Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘RECURSO - Apelação - Mandado de segurança - Adequação da ação ao pedido formulado pelo requerente - Insurgência contra a r. sentença que julgou improcedente o pedido - Inadmissibilidade - Nulidade da r. sentença não verificada - Atendido o disposto no artigo 93, IX da Constituição Federal de 1988 - Ratificados os fundamentos da r. Sentença - Incidência do art. 252 do atual RITJSP - Preliminar afastada - Recurso não provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 5..., incisos XXII, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 902001 ED / SP Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar No que se refere ao artigo 5..., incisos XXII e LIV, da Constituição Federal, apontado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Também não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar No que se refere ao artigo 5..., incisos XXII e LIV, da Constituição Federal, apontado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Também não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 902001 ED / SP Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório constante dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Suprema Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. TAXA DE FORNECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTO. COBRANÇA. FRAUDE EM HIDRÔMETRO. NÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório constante dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Suprema Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. TAXA DE FORNECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTO. COBRANÇA. FRAUDE EM HIDRÔMETRO. NÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 902001 ED / SP COMPROVAÇÃO. INEXIGIBILIDADE DO DÉBITO. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO INVIÁVEL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO C/C REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS Cerceamento de defesa - Inocorrência Ao juiz, na qualidade de destinatário da prova, compete decidir quais provas são relevantes à formação de sua convicção Julgamento antecipado possível - Preliminar afastada - Fornecimento de água - Cobrança de valores de supostos débitos retroativos - Ameaça de corte do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP COMPROVAÇÃO. INEXIGIBILIDADE DO DÉBITO. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO INVIÁVEL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO C/C REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS Cerceamento de defesa - Inocorrência Ao juiz, na qualidade de destinatário da prova, compete decidir quais provas são relevantes à formação de sua convicção Julgamento antecipado possível - Preliminar afastada - Fornecimento de água - Cobrança de valores de supostos débitos retroativos - Ameaça de corte do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 902001 ED / SP fornecimento de água - Ausência de prova de fraude - Substituição do hidrômetro realizada pela Apelante - Impossibilidade de realização de perícia imputada à concessionária - Fraude não demonstrada - Ausência de fundamento para a cobrança - Impossibilidade de interrupção do fornecimento de água. Recurso não provido. 6. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE n 694.689/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 8/11/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSUMIDOR. FORNECIMENTO DE ÁGUA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II A alegada violação ao art. 5..., LV, da Constituição, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária. III - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido (AI n 785.233/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 10/11/10). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. fornecimento de água. Cobrança de tarifa mínima. Alegação de desequilíbrio econômico-financeiro do contrato firmado entre partes. Incidência do Enunciado 279 da súmula do Supremo Tribunal Federal. Matéria infraconstitucional. 4. Ausência de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP fornecimento de água - Ausência de prova de fraude - Substituição do hidrômetro realizada pela Apelante - Impossibilidade de realização de perícia imputada à concessionária - Fraude não demonstrada - Ausência de fundamento para a cobrança - Impossibilidade de interrupção do fornecimento de água. Recurso não provido. 6. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE n 694.689/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 8/11/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSUMIDOR. FORNECIMENTO DE ÁGUA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II A alegada violação ao art. 5..., LV, da Constituição, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária. III - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido (AI n 785.233/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 10/11/10). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. fornecimento de água. Cobrança de tarifa mínima. Alegação de desequilíbrio econômico-financeiro do contrato firmado entre partes. Incidência do Enunciado 279 da súmula do Supremo Tribunal Federal. Matéria infraconstitucional. 4. Ausência de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 902001 ED / SP argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 775.651/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 2/12/13). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Sustenta a ora embargante a existência de contradição e omissão na decisão agravada, uma vez que, “(...) no presente caso, pontos fundamentais para o deslinde da demanda deixaram de ser apreciados. As questões apreciadas pelo Tribunal a quo são insuficientes para o correto desfecho do punctum dolens, não porque contrárias à pretensão da embargante, mas sim porque contrárias ao ordenamento jurídico em vigor. Ora, conforme asseverado na exordial - e, saliente-se, com isso não pretende revolver matéria fático-probatória e sim demonstrar no sentido de que, apesar da existência de indícios de violação no lacre no aparelho medidor de consumo, não possibilitou a identificação de como, quando ou quem os realizou, já que a metodologia utilizada pela agravada violou os mais comezinhos princípios de direito. (…) Conforme aduzido nas alegações finais, não há como estabelecer qualquer nexo de causalidade entre a suposta adulteração e manipulação de consumo, pois, frise-se, após a substituição o hidrômetro a média de consumo verificado é exatamente a mesma aferida anteriormente, cuja mensuração era realizada pelo aparelho que se imputa suposta adulteração. As contas anexadas aos autos dão conta que a média de consumo mensal é similar antes e após a substituição do hidrômetro. Em decorrência disso, infere-se que o consumo não excede 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 775.651/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 2/12/13). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Sustenta a ora embargante a existência de contradição e omissão na decisão agravada, uma vez que, “(...) no presente caso, pontos fundamentais para o deslinde da demanda deixaram de ser apreciados. As questões apreciadas pelo Tribunal a quo são insuficientes para o correto desfecho do punctum dolens, não porque contrárias à pretensão da embargante, mas sim porque contrárias ao ordenamento jurídico em vigor. Ora, conforme asseverado na exordial - e, saliente-se, com isso não pretende revolver matéria fático-probatória e sim demonstrar no sentido de que, apesar da existência de indícios de violação no lacre no aparelho medidor de consumo, não possibilitou a identificação de como, quando ou quem os realizou, já que a metodologia utilizada pela agravada violou os mais comezinhos princípios de direito. (…) Conforme aduzido nas alegações finais, não há como estabelecer qualquer nexo de causalidade entre a suposta adulteração e manipulação de consumo, pois, frise-se, após a substituição o hidrômetro a média de consumo verificado é exatamente a mesma aferida anteriormente, cuja mensuração era realizada pelo aparelho que se imputa suposta adulteração. As contas anexadas aos autos dão conta que a média de consumo mensal é similar antes e após a substituição do hidrômetro. Em decorrência disso, infere-se que o consumo não excede 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório ARE 902001 ED / SP os valores cobrados no período em discussão, pois o fornecimento de água por caminhões-pipas representa expressiva parcela da demanda da embargante, o que implica total desacordo entre o consumo efetivo e a cobrança efetivada. Ao deixar de enfrentar tais questões, primeiro a sentença e depois o acórdão, apresentaram-se omissos requestando, por conseguinte, serem integrados, admitindo-se, inclusive, em casos tais, que os embargos declaratórios possam irradiar efeitos modificativos, pois, a alteração da decisão decorre como consequência lógica da supressão das omissões constatadas. Assim, por qualquer ângulo que se observe a questão sob exame emerge inconteste o direito da Agravante em ver anulada a conta/fatura emitida unilateralmente pela ré com base em parâmetros ilegais”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP os valores cobrados no período em discussão, pois o fornecimento de água por caminhões-pipas representa expressiva parcela da demanda da embargante, o que implica total desacordo entre o consumo efetivo e a cobrança efetivada. Ao deixar de enfrentar tais questões, primeiro a sentença e depois o acórdão, apresentaram-se omissos requestando, por conseguinte, serem integrados, admitindo-se, inclusive, em casos tais, que os embargos declaratórios possam irradiar efeitos modificativos, pois, a alteração da decisão decorre como consequência lógica da supressão das omissões constatadas. Assim, por qualquer ângulo que se observe a questão sob exame emerge inconteste o direito da Agravante em ver anulada a conta/fatura emitida unilateralmente pela ré com base em parâmetros ilegais”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar. O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, conforme expresso na decisão agravada, anoto que o art. 5..., incisos XXII e LIV, da Constituição Federal, apontado como violados no recurso extraordinário, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não foram objeto dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar. O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, conforme expresso na decisão agravada, anoto que o art. 5..., incisos XXII e LIV, da Constituição Federal, apontado como violados no recurso extraordinário, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não foram objeto dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 902001 ED / SP LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional, da discussão acerca da complexidade da causa para fins de definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 801.373/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 3/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5..., XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional, da discussão acerca da complexidade da causa para fins de definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 801.373/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 3/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5..., XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 902001 ED / SP de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). Ademais, consoante consignei na decisão agravada, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Nessa linha, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). Ademais, consoante consignei na decisão agravada, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Nessa linha, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 902001 ED / SP 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). No mais, reitero que, para divergir do entendimento adotado pelo tribunal de origem, no que se refere à abusividade, ou não, da cobrança, bem como quanto à adulteração no hidrômetro, seria necessário o profundo reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Inteligência da Súmula n 279 desta Corte. Em casos análogos ao dos autos, corroborando os julgados colacionados na decisão agravada, cito as seguintes decisões: ARE n 770.264/DF-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 19/12/14; ARE n 837.978/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 25/6/12; e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). No mais, reitero que, para divergir do entendimento adotado pelo tribunal de origem, no que se refere à abusividade, ou não, da cobrança, bem como quanto à adulteração no hidrômetro, seria necessário o profundo reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Inteligência da Súmula n 279 desta Corte. Em casos análogos ao dos autos, corroborando os julgados colacionados na decisão agravada, cito as seguintes decisões: ARE n 770.264/DF-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 19/12/14; ARE n 837.978/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 25/6/12; e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 902001 ED / SP ARE n 694.689/SP-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 8/11/12. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Supremo Tribunal Federal ARE 902001 ED / SP ARE n 694.689/SP-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 8/11/12. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : MARCELINO PIZZA E VINHO LTDA ADV.(A/S) : RICARDO ADATI EMBDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509157 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.001 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : MARCELINO PIZZA E VINHO LTDA ADV.(A/S) : RICARDO ADATI EMBDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509157 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902 . 001", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula ns 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 902001 ED / SP", "ARE 902001 ED /", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE 902001 ED / SP", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AI n 791 . 292 / PE - RG -", "ARE 902001 ED / SP", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 desta Suprema Corte", "ARE 902001 ED / SP", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 desta Suprema Corte", "ARE 902001 ED / SP", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 902001 ED / SP", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 902001 ED / SP", "ARE n 694 . 689 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 785 . 233 / RJ - AgR", "Enunciado 279 da súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 902001 ED / SP", "ARE n 694 . 689 / SP - 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2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos XXII e LIV , da Constituição Federal", "Constituição", "ART . 109 , I , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ART . 109 , I , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200", "Código de Defesa do Consumidor", "arts . 5 . . . , XIII e 133 , ambos da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "arts . 5 . . . , XIII e 133 , ambos da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "RICARDO ADATI", "ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARCELINO PIZZA E VINHO LTDA", "RICARDO ADATI", "ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI", "DIAS TOFFOLI", "Marcelino Pizza e Vinho Ltda .", "DIAS TOFFOLI", "MARCELINO PIZZA E VINHO LTDA", "RICARDO ADATI", "ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "AYRES BRITTO", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "AYRES BRITTO", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "MARCELINO PIZZA E VINHO", "RICARDO ADATI", "ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "MARCELINO PIZZA E VINHO", "RICARDO ADATI", "ROSA MARIA CAMILO DE LIRA GASPERINI", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "11", "/", "12", "10", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "11", "/", "12", "10", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "12", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "12", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "3", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "3", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "3", "/", "14", "13", ".", "8", ".", "2010", "19", "/", "3", "/", "14", "19", "/", "12", "/", "14", "25", "/", "6", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "3", "/", "14", "13", ".", "8", ".", "2010", "19", "/", "3", "/", "14", "19", "/", "12", "/", "14", "25", "/", "6", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "11", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "11", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "22", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravante não refuta fundamento suficiente da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. II - A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592749. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 677018 AGR / SP julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592749. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário criminal. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário criminal. No RE, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alegou-se, em suma, violação ao art. 5º, XXXV, LIV, LV, LVI, LXI, LXII e LXXVIII, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. É que o recorrente deixou de atacar os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a repetir as razões do extraordinário. Incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, os fundamentos da decisão recorrida, sob pena de não seguimento do recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça recursal, o que faz incidir o teor da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário criminal. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário criminal. No RE, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alegou-se, em suma, violação ao art. 5º, XXXV, LIV, LV, LVI, LXI, LXII e LXXVIII, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. É que o recorrente deixou de atacar os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a repetir as razões do extraordinário. Incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, os fundamentos da decisão recorrida, sob pena de não seguimento do recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça recursal, o que faz incidir o teor da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 677018 AGR / SP SÚMULA 287 DO STF. NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS. SÚMULA 280 DO STF. INCIDÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A agravante não atacou todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Inviável, portanto, o presente recurso, a teor da Súmula 287 do STF. (...) IV - Agravo regimental improvido (AI 598.574-AgR/MG, de minha relatoria, Primeira Turma)'. 'AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO A AGRAVO DE INSTRUMENTO INTERPOSTO DE DESPACHO QUE INADMITIRA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. (...) O agravo de instrumento que visava destrancar o recurso extraordinário inadmitido não abordou as questões que fundamentaram a decisão agravada, fato impeditivo de sua análise, conforme disposto na Súmula 287 desta Corte. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 546.729- AgR/BA, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma)'. Além disso, mesmo que superado tal óbice, melhor sorte não teria o recorrente, tendo em vista que o entendimento deste Tribunal é assente no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Por oportuno, transcrevo, respectivamente, as ementas do AI 580.465-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia e AI 757.450-AgR/MT, Rel. Min. Eros Grau: 'PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP SÚMULA 287 DO STF. NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS. SÚMULA 280 DO STF. INCIDÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A agravante não atacou todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Inviável, portanto, o presente recurso, a teor da Súmula 287 do STF. (...) IV - Agravo regimental improvido (AI 598.574-AgR/MG, de minha relatoria, Primeira Turma)'. 'AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO A AGRAVO DE INSTRUMENTO INTERPOSTO DE DESPACHO QUE INADMITIRA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. (...) O agravo de instrumento que visava destrancar o recurso extraordinário inadmitido não abordou as questões que fundamentaram a decisão agravada, fato impeditivo de sua análise, conforme disposto na Súmula 287 desta Corte. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 546.729- AgR/BA, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma)'. Além disso, mesmo que superado tal óbice, melhor sorte não teria o recorrente, tendo em vista que o entendimento deste Tribunal é assente no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Por oportuno, transcrevo, respectivamente, as ementas do AI 580.465-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia e AI 757.450-AgR/MT, Rel. Min. Eros Grau: 'PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 677018 AGR / SP PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (...). 2. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido' (grifos meus). 'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRIMINAL. HOMICÍDIO. NULIDADE DO JULGAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. (...) 3. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de violação meramente reflexa do texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento' (grifos meus). Ademais, a análise da suposta ofensa constitucional demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. REMUNERAÇÃO. INCORPORAÇÃO DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE POR SERVIDOR POLICIAL MILITAR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (...). 2. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido' (grifos meus). 'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRIMINAL. HOMICÍDIO. NULIDADE DO JULGAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. (...) 3. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de violação meramente reflexa do texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento' (grifos meus). Ademais, a análise da suposta ofensa constitucional demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. REMUNERAÇÃO. INCORPORAÇÃO DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE POR SERVIDOR POLICIAL MILITAR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 677018 AGR / SP EM ATIVIDADE. VALOR CONSIDERADO NO CÁLCULO DE PENSÃO. ALEGAÇÃO DE QUE O ADICIONAL NÃO SERIA PAGO A INSTITUIDOR DE PENSÃO: NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO' (RE 596.530-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia). '1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Previdência Social. Benefício. Pensão por morte. Valor integral. Auto-aplicabilidade do art. 40, § 7º, da CF. A pensão por morte de servidor público deve corresponder à totalidade dos vencimentos ou proventos que percebia ou perceberia, se vivo estivesse. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8º, da CF. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636. Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8º, da Constituição da República' (RE 544.652/MG, Rel. Min. Cezar Peluso). Isso posto, nego seguimento ao recurso” (fls. 288-291). O agravante alega, em suma, que “parece razoável ao agravante que repita as alegações lançadas no recurso extraordinário quando necessite manejar o agravo de instrumento em desfavor da decisão que negou seguimento ao recurso constitucional, já que deve demonstrar a ocorrência inequívoca de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP EM ATIVIDADE. VALOR CONSIDERADO NO CÁLCULO DE PENSÃO. ALEGAÇÃO DE QUE O ADICIONAL NÃO SERIA PAGO A INSTITUIDOR DE PENSÃO: NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO' (RE 596.530-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia). '1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Previdência Social. Benefício. Pensão por morte. Valor integral. Auto-aplicabilidade do art. 40, § 7º, da CF. A pensão por morte de servidor público deve corresponder à totalidade dos vencimentos ou proventos que percebia ou perceberia, se vivo estivesse. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8º, da CF. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636. Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8º, da Constituição da República' (RE 544.652/MG, Rel. Min. Cezar Peluso). Isso posto, nego seguimento ao recurso” (fls. 288-291). O agravante alega, em suma, que “parece razoável ao agravante que repita as alegações lançadas no recurso extraordinário quando necessite manejar o agravo de instrumento em desfavor da decisão que negou seguimento ao recurso constitucional, já que deve demonstrar a ocorrência inequívoca de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório ARE 677018 AGR / SP violação à Constituição Federal” (fl. 305). Alega, ainda, que “a violação ao artigo 5º, XXXV, LIV, LV, LVI, LXI, LXII e LXXVIII, da Constituição Federal fora devidamente apontada não havendo como se sustentar a alegação de que o ora Agravante não teria discorrido suficientemente sobre a alegada violação das normas da Lei Maior” (fl. 306). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP violação à Constituição Federal” (fl. 305). Alega, ainda, que “a violação ao artigo 5º, XXXV, LIV, LV, LVI, LXI, LXII e LXXVIII, da Constituição Federal fora devidamente apontada não havendo como se sustentar a alegação de que o ora Agravante não teria discorrido suficientemente sobre a alegada violação das normas da Lei Maior” (fl. 306). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a decisão atacada negou seguimento ao agravo sob os seguintes argumentos: ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional e incidência das Súmulas 279 e 287 desta Corte. Contudo, o agravante não atacou os fundamentos da decisão monocrática referentes à ofensa indireta à Constituição Federal e a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a sustentar a desnecessidade de impugnar a totalidade da decisão agravada e a tecer considerações sobre a garantia ao duplo grau de jurisdição. Ressalto que, nos termos da jurisprudência deste Tribunal, incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão recorrida, sob pena de não conhecimento do recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça recursal, o que faz incidir o teor da Súmula 283 do STF. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 548.094-AgR/DF e RE 561.869-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; RE 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 544.591-AgR/RN e RE 503.350-AgR/AL, de minha relatoria. Ademais, conforme asseverado na decisão agravada, esta Corte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592751. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a decisão atacada negou seguimento ao agravo sob os seguintes argumentos: ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional e incidência das Súmulas 279 e 287 desta Corte. Contudo, o agravante não atacou os fundamentos da decisão monocrática referentes à ofensa indireta à Constituição Federal e a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a sustentar a desnecessidade de impugnar a totalidade da decisão agravada e a tecer considerações sobre a garantia ao duplo grau de jurisdição. Ressalto que, nos termos da jurisprudência deste Tribunal, incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão recorrida, sob pena de não conhecimento do recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça recursal, o que faz incidir o teor da Súmula 283 do STF. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 548.094-AgR/DF e RE 561.869-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; RE 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 544.591-AgR/RN e RE 503.350-AgR/AL, de minha relatoria. Ademais, conforme asseverado na decisão agravada, esta Corte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 677018 AGR / SP firmou entendimento no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas deste Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de contrariedade aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configuram ofensa constitucional indireta” (AI 777.240-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Certidão de não apresentação de contra-razões de recurso extraordinário. Comprovação de Inexistência. Recurso conhecido. Demonstrada a existência de peça obrigatória ao agravo de instrumento, deve ser apreciado o recurso. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592751. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP firmou entendimento no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas deste Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de contrariedade aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configuram ofensa constitucional indireta” (AI 777.240-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Certidão de não apresentação de contra-razões de recurso extraordinário. Comprovação de Inexistência. Recurso conhecido. Demonstrada a existência de peça obrigatória ao agravo de instrumento, deve ser apreciado o recurso. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 677018 AGR / SP ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição” (AI 610.626- AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). Por fim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, sobre a existência ou não de elementos suficientes para a condenação do agravante, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592751. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição” (AI 610.626- AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). Por fim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, sobre a existência ou não de elementos suficientes para a condenação do agravante, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600496 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600496 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3633665
2013-03-19T00:00:00
2013-04-12T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravante não refuta fundamento suficiente da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. II - A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental improvido.
sjur227881
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 283) RE 548094 AgR (2ªT), RE 561869 AgR (2ªT), RE 452272 AgR (1ªT), AI 469221 AgR (1ªT), AI 672744 AgR (2ªT), RE 544591 AgR (1ªT), RE 503350 AgR (1ªT). (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 777240 AgR (1ªT), AI 610626 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 09/05/2013, TBC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
677018
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00035 INC-00054 INC-00055\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 677018 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravante não refuta fundamento suficiente da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592749. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 677018 AGR / SP julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592749. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário criminal. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário criminal. No Recurso Extraordinário, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alegou-se, em suma, violação ao art. 5..., XXXV, LIV, LV, LVI, LXI, LXII e LXXVIII, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. É que o recorrente deixou de atacar os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a repetir as razões do extraordinário. Incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, os fundamentos da decisão recorrida, sob pena de não seguimento do recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça recursal, o que faz incidir o teor da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário criminal. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário criminal. No Recurso Extraordinário, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alegou-se, em suma, violação ao art. 5..., XXXV, LIV, LV, LVI, LXI, LXII e LXXVIII, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. É que o recorrente deixou de atacar os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a repetir as razões do extraordinário. Incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, os fundamentos da decisão recorrida, sob pena de não seguimento do recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça recursal, o que faz incidir o teor da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 677018 AGR / SP SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A agravante não atacou todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Inviável, portanto, o presente recurso, a teor da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. (...) IV - Agravo regimental improvido (AI 598.574-AgR/MG, de minha relatoria, Primeira Turma)'. 'AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO A AGRAVO DE INSTRUMENTO INTERPOSTO DE DESPACHO QUE INADMITIRA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. (...) O agravo de instrumento que visava destrancar o recurso extraordinário inadmitido não abordou as questões que fundamentaram a decisão agravada, fato impeditivo de sua análise, conforme disposto na Súmula 287 desta Corte. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 546.729- AgR/BA, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma)'. Além disso, mesmo que superado tal óbice, melhor sorte não teria o recorrente, tendo em vista que o entendimento deste Tribunal é assente no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Por oportuno, transcrevo, respectivamente, as ementas do AI 580.465-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia e AI 757.450-AgR/MT, Rel. Min. Eros Grau: 'PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A agravante não atacou todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Inviável, portanto, o presente recurso, a teor da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. (...) IV - Agravo regimental improvido (AI 598.574-AgR/MG, de minha relatoria, Primeira Turma)'. 'AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO A AGRAVO DE INSTRUMENTO INTERPOSTO DE DESPACHO QUE INADMITIRA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. (...) O agravo de instrumento que visava destrancar o recurso extraordinário inadmitido não abordou as questões que fundamentaram a decisão agravada, fato impeditivo de sua análise, conforme disposto na Súmula 287 desta Corte. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 546.729- AgR/BA, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma)'. Além disso, mesmo que superado tal óbice, melhor sorte não teria o recorrente, tendo em vista que o entendimento deste Tribunal é assente no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Por oportuno, transcrevo, respectivamente, as ementas do AI 580.465-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia e AI 757.450-AgR/MT, Rel. Min. Eros Grau: 'PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 677018 AGR / SP PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (...). 2. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido' (grifos meus). 'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRIMINAL. HOMICÍDIO. NULIDADE DO JULGAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. (...) 3. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de violação meramente reflexa do texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento' (grifos meus). Ademais, a análise da suposta ofensa constitucional demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. REMUNERAÇÃO. INCORPORAÇÃO DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE POR SERVIDOR POLICIAL MILITAR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (...). 2. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido' (grifos meus). 'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRIMINAL. HOMICÍDIO. NULIDADE DO JULGAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. (...) 3. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de violação meramente reflexa do texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento' (grifos meus). Ademais, a análise da suposta ofensa constitucional demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. REMUNERAÇÃO. INCORPORAÇÃO DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE POR SERVIDOR POLICIAL MILITAR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 677018 AGR / SP EM ATIVIDADE. VALOR CONSIDERADO NO CÁLCULO DE PENSÃO. ALEGAÇÃO DE QUE O ADICIONAL NÃO SERIA PAGO A INSTITUIDOR DE PENSÃO: NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO' (Recurso Extraordinário 596.530-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia). '1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Previdência Social. Benefício. Pensão por morte. Valor integral. Auto-aplicabilidade do art. 40, § 7..., da Constituição Federal de 1988. A pensão por morte de servidor público deve corresponder à totalidade dos vencimentos ou proventos que percebia ou perceberia, se vivo estivesse. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636. Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8..., da Constituição da República' (Recurso Extraordinário 544.652/MG, Rel. Min. Cezar Peluso). Isso posto, nego seguimento ao recurso” (fls. 288-291). O agravante alega, em suma, que “parece razoável ao agravante que repita as alegações lançadas no recurso extraordinário quando necessite manejar o agravo de instrumento em desfavor da decisão que negou seguimento ao recurso constitucional, já que deve demonstrar a ocorrência inequívoca de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP EM ATIVIDADE. VALOR CONSIDERADO NO CÁLCULO DE PENSÃO. ALEGAÇÃO DE QUE O ADICIONAL NÃO SERIA PAGO A INSTITUIDOR DE PENSÃO: NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO' (Recurso Extraordinário 596.530-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia). '1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Previdência Social. Benefício. Pensão por morte. Valor integral. Auto-aplicabilidade do art. 40, § 7..., da Constituição Federal de 1988. A pensão por morte de servidor público deve corresponder à totalidade dos vencimentos ou proventos que percebia ou perceberia, se vivo estivesse. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636. Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8..., da Constituição da República' (Recurso Extraordinário 544.652/MG, Rel. Min. Cezar Peluso). Isso posto, nego seguimento ao recurso” (fls. 288-291). O agravante alega, em suma, que “parece razoável ao agravante que repita as alegações lançadas no recurso extraordinário quando necessite manejar o agravo de instrumento em desfavor da decisão que negou seguimento ao recurso constitucional, já que deve demonstrar a ocorrência inequívoca de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório ARE 677018 AGR / SP violação à Constituição Federal” (fl. 305). Alega, ainda, que “a violação ao artigo 5..., XXXV, LIV, LV, LVI, LXI, LXII e LXXVIII, da Constituição Federal fora devidamente apontada não havendo como se sustentar a alegação de que o ora Agravante não teria discorrido suficientemente sobre a alegada violação das normas da Lei Maior” (fl. 306). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP violação à Constituição Federal” (fl. 305). Alega, ainda, que “a violação ao artigo 5..., XXXV, LIV, LV, LVI, LXI, LXII e LXXVIII, da Constituição Federal fora devidamente apontada não havendo como se sustentar a alegação de que o ora Agravante não teria discorrido suficientemente sobre a alegada violação das normas da Lei Maior” (fl. 306). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a decisão atacada negou seguimento ao agravo sob os seguintes argumentos: ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional e incidência das Súmulas 279 e 287 desta Corte. Contudo, o agravante não atacou os fundamentos da decisão monocrática referentes à ofensa indireta à Constituição Federal e a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a sustentar a desnecessidade de impugnar a totalidade da decisão agravada e a tecer considerações sobre a garantia ao duplo grau de jurisdição. Ressalto que, nos termos da jurisprudência deste Tribunal, incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão recorrida, sob pena de não conhecimento do recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça recursal, o que faz incidir o teor da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 548.094-AgR/DF e Recurso Extraordinário 561.869-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 544.591-AgR/RN e Recurso Extraordinário 503.350-AgR/AL, de minha relatoria. Ademais, conforme asseverado na decisão agravada, esta Corte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592751. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a decisão atacada negou seguimento ao agravo sob os seguintes argumentos: ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional e incidência das Súmulas 279 e 287 desta Corte. Contudo, o agravante não atacou os fundamentos da decisão monocrática referentes à ofensa indireta à Constituição Federal e a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a sustentar a desnecessidade de impugnar a totalidade da decisão agravada e a tecer considerações sobre a garantia ao duplo grau de jurisdição. Ressalto que, nos termos da jurisprudência deste Tribunal, incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão recorrida, sob pena de não conhecimento do recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça recursal, o que faz incidir o teor da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 548.094-AgR/DF e Recurso Extraordinário 561.869-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 544.591-AgR/RN e Recurso Extraordinário 503.350-AgR/AL, de minha relatoria. Ademais, conforme asseverado na decisão agravada, esta Corte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 677018 AGR / SP firmou entendimento no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas deste Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de contrariedade aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configuram ofensa constitucional indireta” (AI 777.240-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Certidão de não apresentação de contra-razões de recurso extraordinário. Comprovação de Inexistência. Recurso conhecido. Demonstrada a existência de peça obrigatória ao agravo de instrumento, deve ser apreciado o recurso. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592751. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP firmou entendimento no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas deste Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de contrariedade aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configuram ofensa constitucional indireta” (AI 777.240-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Certidão de não apresentação de contra-razões de recurso extraordinário. Comprovação de Inexistência. Recurso conhecido. Demonstrada a existência de peça obrigatória ao agravo de instrumento, deve ser apreciado o recurso. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 677018 AGR / SP ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição” (AI 610.626- AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). Por fim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, sobre a existência ou não de elementos suficientes para a condenação do agravante, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592751. Supremo Tribunal Federal ARE 677018 AGR / SP ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição” (AI 610.626- AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). Por fim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, sobre a existência ou não de elementos suficientes para a condenação do agravante, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600496 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.018 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600496 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677 . 018", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 677018 AGR / SP", "ARE 677018 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677 . 018", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 677 . 018", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 677018 AGR / SP", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "AI 598 . 574 - AgR / MG", "AI 546 . 729 - AgR / BA", "AI 580 . 465 - AgR / SP", "AI 757 . 450 - AgR / MT", "ARE 677018 AGR / SP", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "AI 598 . 574 - AgR / MG", "AI 546 . 729 - AgR / BA", "AI 580 . 465 - AgR / SP", "AI 757 . 450 - AgR / MT", "ARE 677018 AGR /", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 677018 AGR / SP", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "Recurso Extraordinário 596 . 530 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 544 . 652 / MG", "ARE 677018 AGR / SP EM", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "Recurso Extraordinário 596 . 530 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 544 . 652 / MG", "ARE 677018 AGR / SP", "ARE 677018 AGR / SP", "AGRAVO 677 . 018", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 548 . 094 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 561 . 869 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 452 . 272 - AgR / SE", "AI 469 . 221 - AgR / SP", "AI 672 . 744 - AgR / BA", "Recurso Extraordinário 544 . 591 - AgR / RN", "Recurso Extraordinário 503 . 350 - AgR / AL", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 548 . 094 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 561 . 869 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 452 . 272 - AgR / SE", "AI 469 . 221 - AgR / SP", "AI 672 . 744 - AgR / BA", "Recurso Extraordinário 544 . 591 - AgR / RN", "Recurso Extraordinário 503 . 350 - AgR / AL", "ARE 677018 AGR / SP", "AI 777 . 240 - AgR / RS", "ARE 677018 AGR", "AI 777 . 240 - AgR / RS", "AI 610 . 626 - AgR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 610 . 626 - AgR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "CONSTITUIÇÃO DO BRASIL", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 7 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 7 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 5 . . . , XXXV , LIV , LV , LVI , LXI , LXII e LXXVIII , da Constituição Federal", "Lei Maior", "Constituição Federal", "artigo 5 . . . , XXXV , LIV , LV , LVI , LXI , LXII e LXXVIII , da Constituição Federal", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200", "ART . 5 . . . , INC . XXXV , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , INC . XXXV , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal 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"GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA", "FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA", "FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILSON LOURENÇO DE OLIVEIRA", "FLÁVIO CHRISTENSEN NOBRE", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 128.323 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :AMAURI SILVA DA ROSA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Habeas corpus. 2. Violência contra militar em serviço. 3. Não se reconhece a excludente de ilicitude do estado de necessidade quando o agente pode escolher outras maneiras de agir para resolver a situação excepcional. 4. Ausência de ilegalidade na dosimetria da pena. Pena-base fixada no mínimo legal, atendendo aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. 5. Ordem denegada A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554579. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 128.323 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :AMAURI SILVA DA ROSA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Amauri Silva da Rosa, em face de acórdão proferido pelo Superior Tribunal Militar (STM), negando provimento à Apelação n. 20-27.2013.7.03.0303/RS. Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 3 anos de reclusão, em regime inicial aberto, pela prática do delito descrito no art. 158, caput, do Código Penal Militar (violência contra militar de serviço), tendo-lhe sido concedido o direito de apelar em liberdade. Irresignada, a defesa interpôs recurso no Superior Tribunal Militar, que negou provimento ao apelo, em acórdão assim ementado: “APELAÇÃO. ART. 158 DO CPM. VIOLÊNCIA CONTRA MILITAR EM SERVIÇO. SOCO DESFERIDO CONTRA SENTINELA DA GUARDA. RÉU REVEL. CONDENAÇÃO MANTIDA. Comete o crime capitulado no art. 158 do CPM, soldado que, cumprindo punição disciplinar, tenta evadir-se do aquartelamento mediante força física e desfere soco na face de colega de farda em serviço. O Acusado agrediu o Ofendido conscientemente mesmo sabendo que existiam outras formas de resolver a situação. Tinha conhecimento de que poderia sair do quartel com autorização de um superior, caso fosse, de fato, necessário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554580. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 128.323 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :AMAURI SILVA DA ROSA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Amauri Silva da Rosa, em face de acórdão proferido pelo Superior Tribunal Militar (STM), negando provimento à Apelação n. 20-27.2013.7.03.0303/RS. Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 3 anos de reclusão, em regime inicial aberto, pela prática do delito descrito no art. 158, caput, do Código Penal Militar (violência contra militar de serviço), tendo-lhe sido concedido o direito de apelar em liberdade. Irresignada, a defesa interpôs recurso no Superior Tribunal Militar, que negou provimento ao apelo, em acórdão assim ementado: “APELAÇÃO. ART. 158 DO CPM. VIOLÊNCIA CONTRA MILITAR EM SERVIÇO. SOCO DESFERIDO CONTRA SENTINELA DA GUARDA. RÉU REVEL. CONDENAÇÃO MANTIDA. Comete o crime capitulado no art. 158 do CPM, soldado que, cumprindo punição disciplinar, tenta evadir-se do aquartelamento mediante força física e desfere soco na face de colega de farda em serviço. O Acusado agrediu o Ofendido conscientemente mesmo sabendo que existiam outras formas de resolver a situação. Tinha conhecimento de que poderia sair do quartel com autorização de um superior, caso fosse, de fato, necessário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554580. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 128323 / RS No caso, o bem jurídico tutelado é a disciplina militar, a fim de resguardar a relação de subordinação e de hierarquia necessárias e preceitos básicos da vida militar. As provas carreadas aos autos, depoimentos testemunhais e laudo pericial são suficientes para manter a condenação. Apelo defensivo desprovido à unanimidade”. Daí, o presente habeas corpus, em que a impetrante sustenta ausência de dolo específico na ação praticada, porquanto a intenção era tão somente evadir-se do quartel para prestar necessária assistência médica a seu pai. (eDOC 2, p. 4) Nesse contexto, aponta dever ser reconhecido o estado de necessidade, visto que estava transtornado ante a notícia recebida por telefone de que seu genitor precisava de cuidados após a realização de cirurgia cardíaca. Discorre ainda: “Como bem restou demonstrado pela prova dos autos, o paciente se encontrava transtornado, visto que diante da gravidade do que lhe fora relatado quanto a debilidade física de seu pai e a gravidade com qual cursava sua enfermidade, não viu outra saída senão a busca pela fuga posto estava aquartelado. A relatoria no STM, identificou tal fato mas não alcançou a sensibilidade dada patente percepção humana quanto ao estado de necessidade o que exclui a tipicidade. Ora, diante do relato desesperado de que ele o paciente, deveria se fazer presente à residência para fins transportar seu genitor a emergência hospitalar, não havia outra conduta a tomar senão a que o levou a atitude desesperada em tentar fugir do quartel. (eDOC 2, p. 5-6). Por fim, afirma inexistirem proporcionalidade e razoabilidade na 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554580. Supremo Tribunal Federal HC 128323 / RS No caso, o bem jurídico tutelado é a disciplina militar, a fim de resguardar a relação de subordinação e de hierarquia necessárias e preceitos básicos da vida militar. As provas carreadas aos autos, depoimentos testemunhais e laudo pericial são suficientes para manter a condenação. Apelo defensivo desprovido à unanimidade”. Daí, o presente habeas corpus, em que a impetrante sustenta ausência de dolo específico na ação praticada, porquanto a intenção era tão somente evadir-se do quartel para prestar necessária assistência médica a seu pai. (eDOC 2, p. 4) Nesse contexto, aponta dever ser reconhecido o estado de necessidade, visto que estava transtornado ante a notícia recebida por telefone de que seu genitor precisava de cuidados após a realização de cirurgia cardíaca. Discorre ainda: “Como bem restou demonstrado pela prova dos autos, o paciente se encontrava transtornado, visto que diante da gravidade do que lhe fora relatado quanto a debilidade física de seu pai e a gravidade com qual cursava sua enfermidade, não viu outra saída senão a busca pela fuga posto estava aquartelado. A relatoria no STM, identificou tal fato mas não alcançou a sensibilidade dada patente percepção humana quanto ao estado de necessidade o que exclui a tipicidade. Ora, diante do relato desesperado de que ele o paciente, deveria se fazer presente à residência para fins transportar seu genitor a emergência hospitalar, não havia outra conduta a tomar senão a que o levou a atitude desesperada em tentar fugir do quartel. (eDOC 2, p. 5-6). Por fim, afirma inexistirem proporcionalidade e razoabilidade na 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554580. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 128323 / RS aplicação da pena. Postulou o deferimento de medida liminar para sustar os efeitos da decisão atacada até o julgamento do presente habeas corpus. Requer a concessão definitiva da ordem para: (…) cassar a decisão do STM, reconhecendo hipótese de absolvição, seja pela ausência do dolo de agredir a sentinela em serviço, seja pelo estado de necessidade presente no caso concreto, seja ainda pela ausência de proporcionalidade e razoabilidade da condenação em pena tão severa por conduta que em nada ofendeu a hierarquia e a disciplina militar. (eDOC 2, p. 12). Em 22.5.2015, indeferi o pedido liminar. A Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554580. Supremo Tribunal Federal HC 128323 / RS aplicação da pena. Postulou o deferimento de medida liminar para sustar os efeitos da decisão atacada até o julgamento do presente habeas corpus. Requer a concessão definitiva da ordem para: (…) cassar a decisão do STM, reconhecendo hipótese de absolvição, seja pela ausência do dolo de agredir a sentinela em serviço, seja pelo estado de necessidade presente no caso concreto, seja ainda pela ausência de proporcionalidade e razoabilidade da condenação em pena tão severa por conduta que em nada ofendeu a hierarquia e a disciplina militar. (eDOC 2, p. 12). Em 22.5.2015, indeferi o pedido liminar. A Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554580. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/09/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 128.323 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme já relatado, na presente ação constitucional, discute-se a configuração do estado de necessidade, bem como proporcionalidade e razoabilidade da pena aplicada ao paciente. Entendo não assistir razão à defesa. Como se sabe, o habeas corpus tem por objetivo sanar eventual constrangimento ilegal praticado por autoridade coatora. No caso em epígrafe, a decisão que contém disposições supostamente ilícitas é originária do Superior Tribunal Militar, que negou provimento ao apelo do ora paciente e manteve a condenação imposta em primeira instância. Constato que o juízo de primeiro grau, ao proferir a sentença, condenou o então réu pela prática do delito tipificado no artigo 158, caput, do Código de Penal Militar e fixou a pena de três anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime aberto. Reconheceu que Amauri, já com trajes civis, efetivamente tentou empreender fuga de unidade militar onde cumpria punição disciplinar. Nos termos da sentença: “Neste momento, o Sd WILLIAN, que estava escalado como sentinela, teria se posto à frente de AMAURI para impedir sua fuga. Contudo, o acusado desferiu um soco na face do militar e serviço, caindo, os dois, ao chão. O conjunto probatório produzido demonstra que os fatos ocorreram da forma relatada na inicial”. Das assertivas da defesa, conclui-se que tal agir do então réu foi motivado por telefonema de sua irmã, informando que seu pai, recém- saído de uma cirurgia cardíaca, precisaria de cuidados. Todavia, a pretensão de reconhecimento do estado de necessidade foi de pronto afastada pelo julgador, levando em conta a desproporcionalidade em seu Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 128.323 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme já relatado, na presente ação constitucional, discute-se a configuração do estado de necessidade, bem como proporcionalidade e razoabilidade da pena aplicada ao paciente. Entendo não assistir razão à defesa. Como se sabe, o habeas corpus tem por objetivo sanar eventual constrangimento ilegal praticado por autoridade coatora. No caso em epígrafe, a decisão que contém disposições supostamente ilícitas é originária do Superior Tribunal Militar, que negou provimento ao apelo do ora paciente e manteve a condenação imposta em primeira instância. Constato que o juízo de primeiro grau, ao proferir a sentença, condenou o então réu pela prática do delito tipificado no artigo 158, caput, do Código de Penal Militar e fixou a pena de três anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime aberto. Reconheceu que Amauri, já com trajes civis, efetivamente tentou empreender fuga de unidade militar onde cumpria punição disciplinar. Nos termos da sentença: “Neste momento, o Sd WILLIAN, que estava escalado como sentinela, teria se posto à frente de AMAURI para impedir sua fuga. Contudo, o acusado desferiu um soco na face do militar e serviço, caindo, os dois, ao chão. O conjunto probatório produzido demonstra que os fatos ocorreram da forma relatada na inicial”. Das assertivas da defesa, conclui-se que tal agir do então réu foi motivado por telefonema de sua irmã, informando que seu pai, recém- saído de uma cirurgia cardíaca, precisaria de cuidados. Todavia, a pretensão de reconhecimento do estado de necessidade foi de pronto afastada pelo julgador, levando em conta a desproporcionalidade em seu Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 128323 / RS agir. A pena foi fixada no mínimo cominado ao tipo penal, três anos de reclusão. Examinando a irresignação defensiva, o Superior Tribunal Militar afastou a pretensão do reconhecimento do estado de necessidade, mantendo o que foi decidido em primeira instância. Mediante a constatação do dolo em agir, anotou-se: “Os fatos narrados informam a tendência insubordinada do Apelante, pois, já estando detido no quartel, em face de anterior desobediência, voltou a praticar conduta delituosa. Como se verifica nas transgressões disciplinares do Acusado (fls. 40/41), não é a primeira vez que ele comete uma falta dentro da OM. No dia do fato, encontrava-se no interior da OM, onde cumpriria detenção por evadir-se do quartel sem autorização e ter permanecido ausente do dia 1º ao dia 8 de fevereiro de 2013. convém ressaltar que constam dos autos, na ficha de identificação do militar, diversas punições militares sofridas, haja vista o seu mau comportamento”. (Fls. 74/78). Reiterou-se a ausência da excludente de ilicitude, visto que a fuga não seria a única, tampouco a primeira forma de agir para auxiliar seu genitor. Aliás, outras maneiras de resolver o problema estavam a seu alcance, como, por exemplo, solicitar autorização de um superior para saída, levando em conta excepcional situação. Ademais: “De outro lado, a irmã do Réu, em depoimento ao Juízo, deixou claro que a presença do Sd Amauri era prescindível, como se extrai do depoimento prestado por ela. (…) Também não houve a ocorrência de qualquer provocação por parte do Ofendido, mas sim o gritante desrespeito do Acusado aos ditames previstos no regulamento disciplinar, pois, mesmo cumprindo punição no dia dos fatos, transgrediu novamente as normas militares e decidiu ir embora do Quartel. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Supremo Tribunal Federal HC 128323 / RS agir. A pena foi fixada no mínimo cominado ao tipo penal, três anos de reclusão. Examinando a irresignação defensiva, o Superior Tribunal Militar afastou a pretensão do reconhecimento do estado de necessidade, mantendo o que foi decidido em primeira instância. Mediante a constatação do dolo em agir, anotou-se: “Os fatos narrados informam a tendência insubordinada do Apelante, pois, já estando detido no quartel, em face de anterior desobediência, voltou a praticar conduta delituosa. Como se verifica nas transgressões disciplinares do Acusado (fls. 40/41), não é a primeira vez que ele comete uma falta dentro da OM. No dia do fato, encontrava-se no interior da OM, onde cumpriria detenção por evadir-se do quartel sem autorização e ter permanecido ausente do dia 1º ao dia 8 de fevereiro de 2013. convém ressaltar que constam dos autos, na ficha de identificação do militar, diversas punições militares sofridas, haja vista o seu mau comportamento”. (Fls. 74/78). Reiterou-se a ausência da excludente de ilicitude, visto que a fuga não seria a única, tampouco a primeira forma de agir para auxiliar seu genitor. Aliás, outras maneiras de resolver o problema estavam a seu alcance, como, por exemplo, solicitar autorização de um superior para saída, levando em conta excepcional situação. Ademais: “De outro lado, a irmã do Réu, em depoimento ao Juízo, deixou claro que a presença do Sd Amauri era prescindível, como se extrai do depoimento prestado por ela. (…) Também não houve a ocorrência de qualquer provocação por parte do Ofendido, mas sim o gritante desrespeito do Acusado aos ditames previstos no regulamento disciplinar, pois, mesmo cumprindo punição no dia dos fatos, transgrediu novamente as normas militares e decidiu ir embora do Quartel. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 128323 / RS (…) Agiu com acerto o Conselho Julgador de primeira instância, que examinou com cuidado as provas dos autos e concluiu pela condenação do Réu”. A reprimenda foi fixada no mínimo previsto em lei, não havendo qualquer subterfúgio que autorize a redução aquém desse patamar. Diante do exposto, não há como concluir pela presença de qualquer ilegalidade a ser sanada por meio de habeas corpus, estando a decisão atacada em absoluta conformidade com a lei e com a jurisprudência desta Corte. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Corrobora esse entendimento o Parquet, conforme excerto da manifestação, a seguir, transcrito: “Não assiste razão ao impetrante. Resumiu a manifestação do Ministério Público Militar: “fartamente comprovado que o Apelante vinha correndo em direção à Guarda com o objetivo de fugir e investiu, livre e conscientemente, de forma abrupta contra o Soldado William que tentava impedir sua passagem (…) diante de todo o contexto e das circunstâncias como ocorreram os fatos, inexistem dúvidas de que o Apelante agiu dolosamente ao desferir o soco no colega de guarda com o fim precípuo de fugir da OM”. E o acórdão destacou que o paciente poderia ter resolvido a situação de outra forma, pleiteando autorização superior. Portanto, a pretensão exige o reexame do quadro fático- probatório, incompatível nesta via estreita. Por outro lado, não se vislumbra vício na individualização, uma vez que a pena foi aplicada no patamar mínimo de três anos”. (grifei) Assim, para se entender de forma diversa e superar o entendimento 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Supremo Tribunal Federal HC 128323 / RS (…) Agiu com acerto o Conselho Julgador de primeira instância, que examinou com cuidado as provas dos autos e concluiu pela condenação do Réu”. A reprimenda foi fixada no mínimo previsto em lei, não havendo qualquer subterfúgio que autorize a redução aquém desse patamar. Diante do exposto, não há como concluir pela presença de qualquer ilegalidade a ser sanada por meio de habeas corpus, estando a decisão atacada em absoluta conformidade com a lei e com a jurisprudência desta Corte. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Corrobora esse entendimento o Parquet, conforme excerto da manifestação, a seguir, transcrito: “Não assiste razão ao impetrante. Resumiu a manifestação do Ministério Público Militar: “fartamente comprovado que o Apelante vinha correndo em direção à Guarda com o objetivo de fugir e investiu, livre e conscientemente, de forma abrupta contra o Soldado William que tentava impedir sua passagem (…) diante de todo o contexto e das circunstâncias como ocorreram os fatos, inexistem dúvidas de que o Apelante agiu dolosamente ao desferir o soco no colega de guarda com o fim precípuo de fugir da OM”. E o acórdão destacou que o paciente poderia ter resolvido a situação de outra forma, pleiteando autorização superior. Portanto, a pretensão exige o reexame do quadro fático- probatório, incompatível nesta via estreita. Por outro lado, não se vislumbra vício na individualização, uma vez que a pena foi aplicada no patamar mínimo de três anos”. (grifei) Assim, para se entender de forma diversa e superar o entendimento 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 128323 / RS anteriormente adotado, seria necessário o revolvimento integral do acervo fático-probatório constante dos autos, o que não se admite pela via estreita do habeas corpus. Ante o exposto, ausente constrangimento ilegal a ser sanado, voto no sentido de denegar a ordem. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Supremo Tribunal Federal HC 128323 / RS anteriormente adotado, seria necessário o revolvimento integral do acervo fático-probatório constante dos autos, o que não se admite pela via estreita do habeas corpus. Ante o exposto, ausente constrangimento ilegal a ser sanado, voto no sentido de denegar a ordem. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 128.323 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : AMAURI SILVA DA ROSA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509013 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 128.323 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : AMAURI SILVA DA ROSA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9575980
2015-09-22T00:00:00
2015-10-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Violência contra militar em serviço. 3. Não se reconhece a excludente de ilicitude do estado de necessidade quando o agente pode escolher outras maneiras de agir para resolver a situação excepcional. 4. Ausência de ilegalidade na dosimetria da pena. Pena-base fixada no mínimo legal, atendendo aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. 5. Ordem denegada
sjur324356
Número de páginas: 9. Análise: 23/10/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
128323
[ "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR" ]
HC
acordaos
HC 128323
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PACTE.(S) : AMAURI SILVA DA ROSA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
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Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 128.323 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :AMAURI SILVA DA ROSA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Habeas corpus. 2. Violência contra militar em serviço. 3. Não se reconhece a excludente de ilicitude do estado de necessidade quando o agente pode escolher outras maneiras de agir para resolver a situação excepcional. 4. Ausência de ilegalidade na dosimetria da pena. Pena-base fixada no mínimo legal, atendendo aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. 5. Ordem denegada A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554579. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 128.323 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :AMAURI SILVA DA ROSA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Amauri Silva da Rosa, em face de acórdão proferido pelo Superior Tribunal Militar (STM), negando provimento à Apelação n. 20-27.2013.7.03.0303/RS. Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 3 anos de reclusão, em regime inicial aberto, pela prática do delito descrito no art. 158, caput, do Código Penal Militar (violência contra militar de serviço), tendo-lhe sido concedido o direito de apelar em liberdade. Irresignada, a defesa interpôs recurso no Superior Tribunal Militar, que negou provimento ao apelo, em acórdão assim ementado: “APELAÇÃO. ART. 158 DO CPM. VIOLÊNCIA CONTRA MILITAR EM SERVIÇO. SOCO DESFERIDO CONTRA SENTINELA DA GUARDA. RÉU REVEL. CONDENAÇÃO MANTIDA. Comete o crime capitulado no art. 158 do CPM, soldado que, cumprindo punição disciplinar, tenta evadir-se do aquartelamento mediante força física e desfere soco na face de colega de farda em serviço. O Acusado agrediu o Ofendido conscientemente mesmo sabendo que existiam outras formas de resolver a situação. Tinha conhecimento de que poderia sair do quartel com autorização de um superior, caso fosse, de fato, necessário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554580. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 128.323 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :AMAURI SILVA DA ROSA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Amauri Silva da Rosa, em face de acórdão proferido pelo Superior Tribunal Militar (STM), negando provimento à Apelação n. 20-27.2013.7.03.0303/RS. Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 3 anos de reclusão, em regime inicial aberto, pela prática do delito descrito no art. 158, caput, do Código Penal Militar (violência contra militar de serviço), tendo-lhe sido concedido o direito de apelar em liberdade. Irresignada, a defesa interpôs recurso no Superior Tribunal Militar, que negou provimento ao apelo, em acórdão assim ementado: “APELAÇÃO. ART. 158 DO CPM. VIOLÊNCIA CONTRA MILITAR EM SERVIÇO. SOCO DESFERIDO CONTRA SENTINELA DA GUARDA. RÉU REVEL. CONDENAÇÃO MANTIDA. Comete o crime capitulado no art. 158 do CPM, soldado que, cumprindo punição disciplinar, tenta evadir-se do aquartelamento mediante força física e desfere soco na face de colega de farda em serviço. O Acusado agrediu o Ofendido conscientemente mesmo sabendo que existiam outras formas de resolver a situação. Tinha conhecimento de que poderia sair do quartel com autorização de um superior, caso fosse, de fato, necessário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554580. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 128323 / RS No caso, o bem jurídico tutelado é a disciplina militar, a fim de resguardar a relação de subordinação e de hierarquia necessárias e preceitos básicos da vida militar. As provas carreadas aos autos, depoimentos testemunhais e laudo pericial são suficientes para manter a condenação. Apelo defensivo desprovido à unanimidade”. Daí, o presente habeas corpus, em que a impetrante sustenta ausência de dolo específico na ação praticada, porquanto a intenção era tão somente evadir-se do quartel para prestar necessária assistência médica a seu pai. (eDOC 2, p. 4) Nesse contexto, aponta dever ser reconhecido o estado de necessidade, visto que estava transtornado ante a notícia recebida por telefone de que seu genitor precisava de cuidados após a realização de cirurgia cardíaca. Discorre ainda: “Como bem restou demonstrado pela prova dos autos, o paciente se encontrava transtornado, visto que diante da gravidade do que lhe fora relatado quanto a debilidade física de seu pai e a gravidade com qual cursava sua enfermidade, não viu outra saída senão a busca pela fuga posto estava aquartelado. A relatoria no STM, identificou tal fato mas não alcançou a sensibilidade dada patente percepção humana quanto ao estado de necessidade o que exclui a tipicidade. Ora, diante do relato desesperado de que ele o paciente, deveria se fazer presente à residência para fins transportar seu genitor a emergência hospitalar, não havia outra conduta a tomar senão a que o levou a atitude desesperada em tentar fugir do quartel. (eDOC 2, p. 5-6). Por fim, afirma inexistirem proporcionalidade e razoabilidade na 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554580. Supremo Tribunal Federal HC 128323 / RS No caso, o bem jurídico tutelado é a disciplina militar, a fim de resguardar a relação de subordinação e de hierarquia necessárias e preceitos básicos da vida militar. As provas carreadas aos autos, depoimentos testemunhais e laudo pericial são suficientes para manter a condenação. Apelo defensivo desprovido à unanimidade”. Daí, o presente habeas corpus, em que a impetrante sustenta ausência de dolo específico na ação praticada, porquanto a intenção era tão somente evadir-se do quartel para prestar necessária assistência médica a seu pai. (eDOC 2, p. 4) Nesse contexto, aponta dever ser reconhecido o estado de necessidade, visto que estava transtornado ante a notícia recebida por telefone de que seu genitor precisava de cuidados após a realização de cirurgia cardíaca. Discorre ainda: “Como bem restou demonstrado pela prova dos autos, o paciente se encontrava transtornado, visto que diante da gravidade do que lhe fora relatado quanto a debilidade física de seu pai e a gravidade com qual cursava sua enfermidade, não viu outra saída senão a busca pela fuga posto estava aquartelado. A relatoria no STM, identificou tal fato mas não alcançou a sensibilidade dada patente percepção humana quanto ao estado de necessidade o que exclui a tipicidade. Ora, diante do relato desesperado de que ele o paciente, deveria se fazer presente à residência para fins transportar seu genitor a emergência hospitalar, não havia outra conduta a tomar senão a que o levou a atitude desesperada em tentar fugir do quartel. (eDOC 2, p. 5-6). Por fim, afirma inexistirem proporcionalidade e razoabilidade na 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554580. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 128323 / RS aplicação da pena. Postulou o deferimento de medida liminar para sustar os efeitos da decisão atacada até o julgamento do presente habeas corpus. Requer a concessão definitiva da ordem para: (…) cassar a decisão do STM, reconhecendo hipótese de absolvição, seja pela ausência do dolo de agredir a sentinela em serviço, seja pelo estado de necessidade presente no caso concreto, seja ainda pela ausência de proporcionalidade e razoabilidade da condenação em pena tão severa por conduta que em nada ofendeu a hierarquia e a disciplina militar. (eDOC 2, p. 12). Em 22.5.2015, indeferi o pedido liminar. A Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554580. Supremo Tribunal Federal HC 128323 / RS aplicação da pena. Postulou o deferimento de medida liminar para sustar os efeitos da decisão atacada até o julgamento do presente habeas corpus. Requer a concessão definitiva da ordem para: (…) cassar a decisão do STM, reconhecendo hipótese de absolvição, seja pela ausência do dolo de agredir a sentinela em serviço, seja pelo estado de necessidade presente no caso concreto, seja ainda pela ausência de proporcionalidade e razoabilidade da condenação em pena tão severa por conduta que em nada ofendeu a hierarquia e a disciplina militar. (eDOC 2, p. 12). Em 22.5.2015, indeferi o pedido liminar. A Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554580. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/09/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 128.323 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme já relatado, na presente ação constitucional, discute-se a configuração do estado de necessidade, bem como proporcionalidade e razoabilidade da pena aplicada ao paciente. Entendo não assistir razão à defesa. Como se sabe, o habeas corpus tem por objetivo sanar eventual constrangimento ilegal praticado por autoridade coatora. No caso em epígrafe, a decisão que contém disposições supostamente ilícitas é originária do Superior Tribunal Militar, que negou provimento ao apelo do ora paciente e manteve a condenação imposta em primeira instância. Constato que o juízo de primeiro grau, ao proferir a sentença, condenou o então réu pela prática do delito tipificado no artigo 158, caput, do Código de Penal Militar e fixou a pena de três anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime aberto. Reconheceu que Amauri, já com trajes civis, efetivamente tentou empreender fuga de unidade militar onde cumpria punição disciplinar. Nos termos da sentença: “Neste momento, o Sd WILLIAN, que estava escalado como sentinela, teria se posto à frente de AMAURI para impedir sua fuga. Contudo, o acusado desferiu um soco na face do militar e serviço, caindo, os dois, ao chão. O conjunto probatório produzido demonstra que os fatos ocorreram da forma relatada na inicial”. Das assertivas da defesa, conclui-se que tal agir do então réu foi motivado por telefonema de sua irmã, informando que seu pai, recém- saído de uma cirurgia cardíaca, precisaria de cuidados. Todavia, a pretensão de reconhecimento do estado de necessidade foi de pronto afastada pelo julgador, levando em conta a desproporcionalidade em seu Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 128.323 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme já relatado, na presente ação constitucional, discute-se a configuração do estado de necessidade, bem como proporcionalidade e razoabilidade da pena aplicada ao paciente. Entendo não assistir razão à defesa. Como se sabe, o habeas corpus tem por objetivo sanar eventual constrangimento ilegal praticado por autoridade coatora. No caso em epígrafe, a decisão que contém disposições supostamente ilícitas é originária do Superior Tribunal Militar, que negou provimento ao apelo do ora paciente e manteve a condenação imposta em primeira instância. Constato que o juízo de primeiro grau, ao proferir a sentença, condenou o então réu pela prática do delito tipificado no artigo 158, caput, do Código de Penal Militar e fixou a pena de três anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime aberto. Reconheceu que Amauri, já com trajes civis, efetivamente tentou empreender fuga de unidade militar onde cumpria punição disciplinar. Nos termos da sentença: “Neste momento, o Sd WILLIAN, que estava escalado como sentinela, teria se posto à frente de AMAURI para impedir sua fuga. Contudo, o acusado desferiu um soco na face do militar e serviço, caindo, os dois, ao chão. O conjunto probatório produzido demonstra que os fatos ocorreram da forma relatada na inicial”. Das assertivas da defesa, conclui-se que tal agir do então réu foi motivado por telefonema de sua irmã, informando que seu pai, recém- saído de uma cirurgia cardíaca, precisaria de cuidados. Todavia, a pretensão de reconhecimento do estado de necessidade foi de pronto afastada pelo julgador, levando em conta a desproporcionalidade em seu Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 128323 / RS agir. A pena foi fixada no mínimo cominado ao tipo penal, três anos de reclusão. Examinando a irresignação defensiva, o Superior Tribunal Militar afastou a pretensão do reconhecimento do estado de necessidade, mantendo o que foi decidido em primeira instância. Mediante a constatação do dolo em agir, anotou-se: “Os fatos narrados informam a tendência insubordinada do Apelante, pois, já estando detido no quartel, em face de anterior desobediência, voltou a praticar conduta delituosa. Como se verifica nas transgressões disciplinares do Acusado (fls. 40/41), não é a primeira vez que ele comete uma falta dentro da OM. No dia do fato, encontrava-se no interior da OM, onde cumpriria detenção por evadir-se do quartel sem autorização e ter permanecido ausente do dia 1... ao dia 8 de fevereiro de 2013. convém ressaltar que constam dos autos, na ficha de identificação do militar, diversas punições militares sofridas, haja vista o seu mau comportamento”. (Fls. 74/78). Reiterou-se a ausência da excludente de ilicitude, visto que a fuga não seria a única, tampouco a primeira forma de agir para auxiliar seu genitor. Aliás, outras maneiras de resolver o problema estavam a seu alcance, como, por exemplo, solicitar autorização de um superior para saída, levando em conta excepcional situação. Ademais: “De outro lado, a irmã do Réu, em depoimento ao Juízo, deixou claro que a presença do Sd Amauri era prescindível, como se extrai do depoimento prestado por ela. (…) Também não houve a ocorrência de qualquer provocação por parte do Ofendido, mas sim o gritante desrespeito do Acusado aos ditames previstos no regulamento disciplinar, pois, mesmo cumprindo punição no dia dos fatos, transgrediu novamente as normas militares e decidiu ir embora do Quartel. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Supremo Tribunal Federal HC 128323 / RS agir. A pena foi fixada no mínimo cominado ao tipo penal, três anos de reclusão. Examinando a irresignação defensiva, o Superior Tribunal Militar afastou a pretensão do reconhecimento do estado de necessidade, mantendo o que foi decidido em primeira instância. Mediante a constatação do dolo em agir, anotou-se: “Os fatos narrados informam a tendência insubordinada do Apelante, pois, já estando detido no quartel, em face de anterior desobediência, voltou a praticar conduta delituosa. Como se verifica nas transgressões disciplinares do Acusado (fls. 40/41), não é a primeira vez que ele comete uma falta dentro da OM. No dia do fato, encontrava-se no interior da OM, onde cumpriria detenção por evadir-se do quartel sem autorização e ter permanecido ausente do dia 1... ao dia 8 de fevereiro de 2013. convém ressaltar que constam dos autos, na ficha de identificação do militar, diversas punições militares sofridas, haja vista o seu mau comportamento”. (Fls. 74/78). Reiterou-se a ausência da excludente de ilicitude, visto que a fuga não seria a única, tampouco a primeira forma de agir para auxiliar seu genitor. Aliás, outras maneiras de resolver o problema estavam a seu alcance, como, por exemplo, solicitar autorização de um superior para saída, levando em conta excepcional situação. Ademais: “De outro lado, a irmã do Réu, em depoimento ao Juízo, deixou claro que a presença do Sd Amauri era prescindível, como se extrai do depoimento prestado por ela. (…) Também não houve a ocorrência de qualquer provocação por parte do Ofendido, mas sim o gritante desrespeito do Acusado aos ditames previstos no regulamento disciplinar, pois, mesmo cumprindo punição no dia dos fatos, transgrediu novamente as normas militares e decidiu ir embora do Quartel. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 128323 / RS (…) Agiu com acerto o Conselho Julgador de primeira instância, que examinou com cuidado as provas dos autos e concluiu pela condenação do Réu”. A reprimenda foi fixada no mínimo previsto em lei, não havendo qualquer subterfúgio que autorize a redução aquém desse patamar. Diante do exposto, não há como concluir pela presença de qualquer ilegalidade a ser sanada por meio de habeas corpus, estando a decisão atacada em absoluta conformidade com a lei e com a jurisprudência desta Corte. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Corrobora esse entendimento o Parquet, conforme excerto da manifestação, a seguir, transcrito: “Não assiste razão ao impetrante. Resumiu a manifestação do Ministério Público Militar: “fartamente comprovado que o Apelante vinha correndo em direção à Guarda com o objetivo de fugir e investiu, livre e conscientemente, de forma abrupta contra o Soldado William que tentava impedir sua passagem (…) diante de todo o contexto e das circunstâncias como ocorreram os fatos, inexistem dúvidas de que o Apelante agiu dolosamente ao desferir o soco no colega de guarda com o fim precípuo de fugir da OM”. E o acórdão destacou que o paciente poderia ter resolvido a situação de outra forma, pleiteando autorização superior. Portanto, a pretensão exige o reexame do quadro fático- probatório, incompatível nesta via estreita. Por outro lado, não se vislumbra vício na individualização, uma vez que a pena foi aplicada no patamar mínimo de três anos”. (grifei) Assim, para se entender de forma diversa e superar o entendimento 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Supremo Tribunal Federal HC 128323 / RS (…) Agiu com acerto o Conselho Julgador de primeira instância, que examinou com cuidado as provas dos autos e concluiu pela condenação do Réu”. A reprimenda foi fixada no mínimo previsto em lei, não havendo qualquer subterfúgio que autorize a redução aquém desse patamar. Diante do exposto, não há como concluir pela presença de qualquer ilegalidade a ser sanada por meio de habeas corpus, estando a decisão atacada em absoluta conformidade com a lei e com a jurisprudência desta Corte. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Corrobora esse entendimento o Parquet, conforme excerto da manifestação, a seguir, transcrito: “Não assiste razão ao impetrante. Resumiu a manifestação do Ministério Público Militar: “fartamente comprovado que o Apelante vinha correndo em direção à Guarda com o objetivo de fugir e investiu, livre e conscientemente, de forma abrupta contra o Soldado William que tentava impedir sua passagem (…) diante de todo o contexto e das circunstâncias como ocorreram os fatos, inexistem dúvidas de que o Apelante agiu dolosamente ao desferir o soco no colega de guarda com o fim precípuo de fugir da OM”. E o acórdão destacou que o paciente poderia ter resolvido a situação de outra forma, pleiteando autorização superior. Portanto, a pretensão exige o reexame do quadro fático- probatório, incompatível nesta via estreita. Por outro lado, não se vislumbra vício na individualização, uma vez que a pena foi aplicada no patamar mínimo de três anos”. (grifei) Assim, para se entender de forma diversa e superar o entendimento 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 128323 / RS anteriormente adotado, seria necessário o revolvimento integral do acervo fático-probatório constante dos autos, o que não se admite pela via estreita do habeas corpus. Ante o exposto, ausente constrangimento ilegal a ser sanado, voto no sentido de denegar a ordem. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Supremo Tribunal Federal HC 128323 / RS anteriormente adotado, seria necessário o revolvimento integral do acervo fático-probatório constante dos autos, o que não se admite pela via estreita do habeas corpus. Ante o exposto, ausente constrangimento ilegal a ser sanado, voto no sentido de denegar a ordem. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 128.323 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : AMAURI SILVA DA ROSA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509013 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 128.323 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : AMAURI SILVA DA ROSA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 128 . 323", "HABEAS CORPUS 128 . 323", "Apelação n . 20 - 27 . 2013 . 7 . 03 . 0303 / RS", "HABEAS CORPUS 128 . 323 RIO", "Apelação n . 20 - 27 . 2013 . 7 . 03 . 0303 / RS", "HC 128323 / RS", "HC 128323 / RS", "HC 128323 / RS", "HC 128323 / RS", "HABEAS CORPUS 128 . 323", "HABEAS CORPUS 128 . 323", "HC 128323 / RS", "HC 128323 / RS", "HC 128323 / RS", "HC 128323 / RS", "HC 128323 / RS", "HC 128323 / RS", "HABEAS CORPUS 128 . 323", "HABEAS CORPUS 128 . 323" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 158 , caput , do Código Penal Militar", "ART . 158 DO CPM", "art . 158 do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 158 , caput , do Código Penal Militar", "ART . 158 DO CPM", "art . 158 do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 158 , caput , do Código de Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARIA LIDIA DOS SANTOS MAGLIANI ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO NUNES PADILLA AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO ESPECÍFICA. SÚMULA 283/STF. REITERAÇÃO DAS RAZÕES DO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR OU MENÇÃO SOBRE A REPERCUSSÃO GERAL. VÍCIO FORMAL INTRANSPONÍVEL. PREVIDENCIÁRIO E CIVIL. PENSÃO. FILHA SOLTEIRA. MAIORIDADE. RESTABELECIMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. DESPROVIMENTO. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07). 2. O agravo regimental deve ser desprovido quando a sua fundamentação não impugna especificamente as razões que constam no acórdão recorrido. Inteligência da Súmula 283 do STF, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes: RE 505.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma DJe de 12/09/2008, RE 452.272-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 16/02/2007, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ 16/02/2007. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582468. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 666177 AGR / RS 3. O Tribunal a quo, ao proferir o acórdão ora impugnado, decidiu por negar o restabelecimento de pensão por morte à filha solteira, que foi cancelada em razão do casamento posterior da pensionista. Destarte, para dissentir dessa conclusão seria necessário o incursionamento na legislação infraconstitucional e no acervo probatório carreado aos autos, se mostrando inviável a revisão do julgado retro, por fora da Súmula nº 279/STF, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582468. Supremo Tribunal Federal ARE 666177 AGR / RS 3. O Tribunal a quo, ao proferir o acórdão ora impugnado, decidiu por negar o restabelecimento de pensão por morte à filha solteira, que foi cancelada em razão do casamento posterior da pensionista. Destarte, para dissentir dessa conclusão seria necessário o incursionamento na legislação infraconstitucional e no acervo probatório carreado aos autos, se mostrando inviável a revisão do julgado retro, por fora da Súmula nº 279/STF, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582468. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARIA LIDIA DOS SANTOS MAGLIANI ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO NUNES PADILLA AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão publicada no Diário de 03/04/12, mediante a qual neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo, cuja ementa restou assim editada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. FILHA SOLTEIRA. RESTABELECIMENTO DE PENSÃO. PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO. PETIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO INEPTA. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07) . 2. Deveras, a agravante não se desonerou de demonstrar existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582469. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARIA LIDIA DOS SANTOS MAGLIANI ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO NUNES PADILLA AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão publicada no Diário de 03/04/12, mediante a qual neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo, cuja ementa restou assim editada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. FILHA SOLTEIRA. RESTABELECIMENTO DE PENSÃO. PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO. PETIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO INEPTA. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07) . 2. Deveras, a agravante não se desonerou de demonstrar existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582469. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 666177 AGR / RS 3 . In casu, o acórdão recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO. RESTABELECIMENTO DE PENSÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OFENSA AO ART. 535 DO CPC NÃO CONFIGURADA. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. 1. A solução integral da controvérsia, com fundamento suficiente, não caracteriza ofensa ao art. 535 do CPC. In casu, o Tribunal de origem expressamente abordou os pontos suscitados pela agravante nos Embargos de Declaração opostos. 2. A agravante somente mencionou, de maneira genérica e esparsa, normas infraconstitucionais, sem demonstrar claramente sua violação. Não se conhece de Recurso Especial cuja fundamentação seja deficiente. Incidência, por analogia, da Súmula 284/STF. 3. Agravo Regimental não provido. 4 . Recurso extraordinário com agravo a que se nega seguimento. A agravante, nas razões recursais, reitera os fundamentos deduzidos no extraordinário e no agravo para destrancá-lo. Alega ter a decisão agravada cerceado o direito de acesso à justiça. Sustenta a repercussão geral das questões suscitadas no apelo extremo e pleiteia o conhecimento e provimento do recurso. Em contraminuta, o instituto agravado aponta intempestividade do agravo e pugna pelo desprovimento do agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582469. Supremo Tribunal Federal ARE 666177 AGR / RS 3 . In casu, o acórdão recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO. RESTABELECIMENTO DE PENSÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OFENSA AO ART. 535 DO CPC NÃO CONFIGURADA. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. 1. A solução integral da controvérsia, com fundamento suficiente, não caracteriza ofensa ao art. 535 do CPC. In casu, o Tribunal de origem expressamente abordou os pontos suscitados pela agravante nos Embargos de Declaração opostos. 2. A agravante somente mencionou, de maneira genérica e esparsa, normas infraconstitucionais, sem demonstrar claramente sua violação. Não se conhece de Recurso Especial cuja fundamentação seja deficiente. Incidência, por analogia, da Súmula 284/STF. 3. Agravo Regimental não provido. 4 . Recurso extraordinário com agravo a que se nega seguimento. A agravante, nas razões recursais, reitera os fundamentos deduzidos no extraordinário e no agravo para destrancá-lo. Alega ter a decisão agravada cerceado o direito de acesso à justiça. Sustenta a repercussão geral das questões suscitadas no apelo extremo e pleiteia o conhecimento e provimento do recurso. Em contraminuta, o instituto agravado aponta intempestividade do agravo e pugna pelo desprovimento do agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582469. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo preenche os requisitos de admissibilidade, tendo sido interposto dentro do quinquídio legal e regularmente assinado por advogado regularmente credenciado nos autos. Conheço Não assiste razão à agravante. Preliminarmente, esta Suprema Corte decidiu que a exigência da demonstração formal e fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões constitucionais discutidas incidirá quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental nº 21, de 30 de abril de 2007. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Dj 06/09/07). Nesse sentido é de se verificar que a petição de recurso extraordinário em nenhum momento destaca como preliminar a existência de repercussão geral. Aliás, sequer menciona a norma do artigo 543 do CPC, a denotar a completa ausência de arguição sobre esse novel pressuposto de conhecimento do extraordinário. Demais disso, a reiteração das razões de recurso anteriormente interposto não tem o condão de sanar a deficiência formal do recurso extremo e, ao assim proceder, atraiu a incidência da Súmula 283/STF verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582470. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo preenche os requisitos de admissibilidade, tendo sido interposto dentro do quinquídio legal e regularmente assinado por advogado regularmente credenciado nos autos. Conheço Não assiste razão à agravante. Preliminarmente, esta Suprema Corte decidiu que a exigência da demonstração formal e fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões constitucionais discutidas incidirá quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental nº 21, de 30 de abril de 2007. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Dj 06/09/07). Nesse sentido é de se verificar que a petição de recurso extraordinário em nenhum momento destaca como preliminar a existência de repercussão geral. Aliás, sequer menciona a norma do artigo 543 do CPC, a denotar a completa ausência de arguição sobre esse novel pressuposto de conhecimento do extraordinário. Demais disso, a reiteração das razões de recurso anteriormente interposto não tem o condão de sanar a deficiência formal do recurso extremo e, ao assim proceder, atraiu a incidência da Súmula 283/STF verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582470. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 666177 AGR / RS Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283/STF: “Pontes de Miranda sustenta opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2ª ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (RE 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; 79.623, RTJ 75/849; 84.077, RTJ 80/906). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” Por fim, verifica-se que a questão de fundo apreciada na origem – pleito de restabelecimento de pensão por morte, cancelada por ocasião do casamento da pensionista/herdeira – foi decidida à luz da legislação infraconstitucional e com amparo no acervo probatório carreado aos autos. Destarte, para dissentir desse pronunciamento seria necessário o incursionamento nos fatos e provas, inviável nesta seara extraordinária. A súmula 279/STF, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582470. Supremo Tribunal Federal ARE 666177 AGR / RS Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283/STF: “Pontes de Miranda sustenta opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2ª ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (RE 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; 79.623, RTJ 75/849; 84.077, RTJ 80/906). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” Por fim, verifica-se que a questão de fundo apreciada na origem – pleito de restabelecimento de pensão por morte, cancelada por ocasião do casamento da pensionista/herdeira – foi decidida à luz da legislação infraconstitucional e com amparo no acervo probatório carreado aos autos. Destarte, para dissentir desse pronunciamento seria necessário o incursionamento nos fatos e provas, inviável nesta seara extraordinária. A súmula 279/STF, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582470. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 666177 AGR / RS Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ”. (in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros). Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582470. Supremo Tribunal Federal ARE 666177 AGR / RS Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ”. (in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros). Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582470. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARIA LIDIA DOS SANTOS MAGLIANI ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO NUNES PADILLA AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604727 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARIA LIDIA DOS SANTOS MAGLIANI ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO NUNES PADILLA AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604727 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3626356
2013-03-19T00:00:00
2013-04-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO ESPECÍFICA. SÚMULA 283/STF. REITERAÇÃO DAS RAZÕES DO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR OU MENÇÃO SOBRE A REPERCUSSÃO GERAL. VÍCIO FORMAL INTRANSPONÍVEL. PREVIDENCIÁRIO E CIVIL. PENSÃO. FILHA SOLTEIRA. MAIORIDADE. RESTABELECIMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. DESPROVIMENTO. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07). 2. O agravo regimental deve ser desprovido quando a sua fundamentação não impugna especificamente as razões que constam no acórdão recorrido. Inteligência da Súmula 283 do STF, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes: RE 505.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma DJe de 12/09/2008, RE 452.272-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 16/02/2007, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ 16/02/2007. 3. O Tribunal a quo, ao proferir o acórdão ora impugnado, decidiu por negar o restabelecimento de pensão por morte à filha solteira, que foi cancelada em razão do casamento posterior da pensionista. Destarte, para dissentir dessa conclusão seria necessário o incursionamento na legislação infraconstitucional e no acervo probatório carreado aos autos, se mostrando inviável a revisão do julgado retro, por fora da Súmula nº 279/STF, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 4. Agravo regimental desprovido.
sjur227792
- Acórdão(s) citado(s): (DEMONSTRAÇÃO FORMAL, REPERCUSSAO GERAL) AI 664567 QO (TP). (SÚMULA 283) RE 505028 AgR (1ªT), RE 452272 AgR (1ªT), AI 489247 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 23/05/2013, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
666177
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-207\r\n EMENDA REGIMENTAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 666177 AgR
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AGTE.(S) : MARIA LIDIA DOS SANTOS MAGLIANI ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO NUNES PADILLA AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARIA LIDIA DOS SANTOS MAGLIANI ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO NUNES PADILLA AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO ESPECÍFICA. SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. REITERAÇÃO DAS RAZÕES DO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR OU MENÇÃO SOBRE A REPERCUSSÃO GERAL. VÍCIO FORMAL INTRANSPONÍVEL. PREVIDENCIÁRIO E CIVIL. PENSÃO. FILHA SOLTEIRA. MAIORIDADE. RESTABELECIMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. DESPROVIMENTO. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07). 2. O agravo regimental deve ser desprovido quando a sua fundamentação não impugna especificamente as razões que constam no acórdão recorrido. Inteligência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes: Recurso Extraordinário 505.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma DJe de 12/09/2008, Recurso Extraordinário 452.272-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 16/02/2007, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ 16/02/2007. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582468. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 666177 AGR / RS 3. O Tribunal a quo, ao proferir o acórdão ora impugnado, decidiu por negar o restabelecimento de pensão por morte à filha solteira, que foi cancelada em razão do casamento posterior da pensionista. Destarte, para dissentir dessa conclusão seria necessário o incursionamento na legislação infraconstitucional e no acervo probatório carreado aos autos, se mostrando inviável a revisão do julgado retro, por fora da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582468. Supremo Tribunal Federal ARE 666177 AGR / RS 3. O Tribunal a quo, ao proferir o acórdão ora impugnado, decidiu por negar o restabelecimento de pensão por morte à filha solteira, que foi cancelada em razão do casamento posterior da pensionista. Destarte, para dissentir dessa conclusão seria necessário o incursionamento na legislação infraconstitucional e no acervo probatório carreado aos autos, se mostrando inviável a revisão do julgado retro, por fora da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582468. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARIA LIDIA DOS SANTOS MAGLIANI ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO NUNES PADILLA AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão publicada no Diário de 03/04/12, mediante a qual neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo, cuja ementa restou assim editada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. FILHA SOLTEIRA. RESTABELECIMENTO DE PENSÃO. PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO. PETIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO INEPTA. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07) . 2. Deveras, a agravante não se desonerou de demonstrar existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582469. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARIA LIDIA DOS SANTOS MAGLIANI ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO NUNES PADILLA AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão publicada no Diário de 03/04/12, mediante a qual neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo, cuja ementa restou assim editada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. FILHA SOLTEIRA. RESTABELECIMENTO DE PENSÃO. PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO. PETIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO INEPTA. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07) . 2. Deveras, a agravante não se desonerou de demonstrar existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582469. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 666177 AGR / RS 3 . In casu, o acórdão recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO. RESTABELECIMENTO DE PENSÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OFENSA AO ART. 535 DO Código de Processo Civil NÃO CONFIGURADA. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução integral da controvérsia, com fundamento suficiente, não caracteriza ofensa ao art. 535 do Código de Processo Civil. In casu, o Tribunal de origem expressamente abordou os pontos suscitados pela agravante nos Embargos de Declaração opostos. 2. A agravante somente mencionou, de maneira genérica e esparsa, normas infraconstitucionais, sem demonstrar claramente sua violação. Não se conhece de Recurso Especial cuja fundamentação seja deficiente. Incidência, por analogia, da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo Regimental não provido. 4 . Recurso extraordinário com agravo a que se nega seguimento. A agravante, nas razões recursais, reitera os fundamentos deduzidos no extraordinário e no agravo para destrancá-lo. Alega ter a decisão agravada cerceado o direito de acesso à justiça. Sustenta a repercussão geral das questões suscitadas no apelo extremo e pleiteia o conhecimento e provimento do recurso. Em contraminuta, o instituto agravado aponta intempestividade do agravo e pugna pelo desprovimento do agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582469. Supremo Tribunal Federal ARE 666177 AGR / RS 3 . In casu, o acórdão recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO. RESTABELECIMENTO DE PENSÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OFENSA AO ART. 535 DO Código de Processo Civil NÃO CONFIGURADA. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução integral da controvérsia, com fundamento suficiente, não caracteriza ofensa ao art. 535 do Código de Processo Civil. In casu, o Tribunal de origem expressamente abordou os pontos suscitados pela agravante nos Embargos de Declaração opostos. 2. A agravante somente mencionou, de maneira genérica e esparsa, normas infraconstitucionais, sem demonstrar claramente sua violação. Não se conhece de Recurso Especial cuja fundamentação seja deficiente. Incidência, por analogia, da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo Regimental não provido. 4 . Recurso extraordinário com agravo a que se nega seguimento. A agravante, nas razões recursais, reitera os fundamentos deduzidos no extraordinário e no agravo para destrancá-lo. Alega ter a decisão agravada cerceado o direito de acesso à justiça. Sustenta a repercussão geral das questões suscitadas no apelo extremo e pleiteia o conhecimento e provimento do recurso. Em contraminuta, o instituto agravado aponta intempestividade do agravo e pugna pelo desprovimento do agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582469. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo preenche os requisitos de admissibilidade, tendo sido interposto dentro do quinquídio legal e regularmente assinado por advogado regularmente credenciado nos autos. Conheço Não assiste razão à agravante. Preliminarmente, esta Suprema Corte decidiu que a exigência da demonstração formal e fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões constitucionais discutidas incidirá quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental n 21, de 30 de abril de 2007. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Dj 06/09/07). Nesse sentido é de se verificar que a petição de recurso extraordinário em nenhum momento destaca como preliminar a existência de repercussão geral. Aliás, sequer menciona a norma do artigo 543 do Código de Processo Civil, a denotar a completa ausência de arguição sobre esse novel pressuposto de conhecimento do extraordinário. Demais disso, a reiteração das razões de recurso anteriormente interposto não tem o condão de sanar a deficiência formal do recurso extremo e, ao assim proceder, atraiu a incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582470. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo preenche os requisitos de admissibilidade, tendo sido interposto dentro do quinquídio legal e regularmente assinado por advogado regularmente credenciado nos autos. Conheço Não assiste razão à agravante. Preliminarmente, esta Suprema Corte decidiu que a exigência da demonstração formal e fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões constitucionais discutidas incidirá quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental n 21, de 30 de abril de 2007. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Dj 06/09/07). Nesse sentido é de se verificar que a petição de recurso extraordinário em nenhum momento destaca como preliminar a existência de repercussão geral. Aliás, sequer menciona a norma do artigo 543 do Código de Processo Civil, a denotar a completa ausência de arguição sobre esse novel pressuposto de conhecimento do extraordinário. Demais disso, a reiteração das razões de recurso anteriormente interposto não tem o condão de sanar a deficiência formal do recurso extremo e, ao assim proceder, atraiu a incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582470. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 666177 AGR / RS Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “Pontes de Miranda sustenta opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2... ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (Recurso Extraordinário 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; 79.623, RTJ 75/849; 84.077, RTJ 80/906). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” Por fim, verifica-se que a questão de fundo apreciada na origem – pleito de restabelecimento de pensão por morte, cancelada por ocasião do casamento da pensionista/herdeira – foi decidida à luz da legislação infraconstitucional e com amparo no acervo probatório carreado aos autos. Destarte, para dissentir desse pronunciamento seria necessário o incursionamento nos fatos e provas, inviável nesta seara extraordinária. A súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582470. Supremo Tribunal Federal ARE 666177 AGR / RS Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “Pontes de Miranda sustenta opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2... ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (Recurso Extraordinário 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; 79.623, RTJ 75/849; 84.077, RTJ 80/906). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” Por fim, verifica-se que a questão de fundo apreciada na origem – pleito de restabelecimento de pensão por morte, cancelada por ocasião do casamento da pensionista/herdeira – foi decidida à luz da legislação infraconstitucional e com amparo no acervo probatório carreado aos autos. Destarte, para dissentir desse pronunciamento seria necessário o incursionamento nos fatos e provas, inviável nesta seara extraordinária. A súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582470. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 666177 AGR / RS Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça”. (in, Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros). Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582470. Supremo Tribunal Federal ARE 666177 AGR / RS Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça”. (in, Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros). Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582470. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARIA LIDIA DOS SANTOS MAGLIANI ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO NUNES PADILLA AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604727 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666.177 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARIA LIDIA DOS SANTOS MAGLIANI ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO NUNES PADILLA AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604727 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 505 . 028 - AgR", "Recurso Extraordinário 452 . 272 - AgR", "AI 489 . 247 - AgR", "ARE 666177 AGR / RS", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 666177 AGR / RS", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 666 . 177", "AI n . 664 . 567", "Questão de Ordem no AI n . 664 . 567", "ARE 666177 AGR / RS", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal .", "AI n . 664 . 567", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 666177", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 65 . 072", "súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 666177 AGR / RS", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso 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"Roberto Rosas", "“ Pontes de Miranda", "Lopes da Costa", "José Afonso da Silva", "Amaral Santos", "Djaci Falcão", "Barros Monteiro", "Evandro Lins", "Rodrigues de Alckmin", "Luiz Guilherme Marinoni", "Roberto Rosas", "“ Pontes de Miranda", "Lopes da Costa", "José Afonso da Silva", "Amaral Santos", "Djaci Falcão", "Barros Monteiro", "Evandro Lins", "Rodrigues de Alckmin", "Luiz Guilherme Marinoni", "LUIZ FUX ARE", "Roberto Rosas", "Djaci Falcão", "Amaral Santos", "Eloy da Rocha", "Pestana de Aguiar", "Castro Nunes", "Roberto Rosas", "Chiovenda", "Djaci Falcão", "Amaral Santos", "Eloy da Rocha", "Pestana de Aguiar", "Castro Nunes", "LUIZ FUX", "MARIA LIDIA DOS SANTOS MAGLIANI", "LUIZ ROBERTO NUNES PADILLA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "MARIA LIDIA DOS SANTOS MAGLIANI", "LUIZ ROBERTO NUNES PADILLA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco 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Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA ADV.(A/S) :EVERARDO ALVES RIBEIRO ADV.(A/S) :FLÁVIO LEMOS DE OLIVEIRA EMENTA: AÇÃO PENAL. DIPLOMAÇÃO DO ACUSADO COMO DEPUTADO FEDERAL SUBSEQUENTE AO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA NO PRIMEIRO GRAU. IMPUTAÇÃO DO CRIME PREVISTO NO ART. 316 DO CÓDIGO PENAL. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DAS HIPÓTESES ARROLADAS NO ART. 397 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. REGULAR PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO PENAL. 1. A diplomação do acusado subsequente ao recebimento da denúncia pelo juízo de primeira instância, quando ainda pendente a apreciação de resposta à acusação, conduz à análise, pelo Supremo Tribunal Federal, da possibilidade de incidência do art. 397 do Código de Processo Penal. Precedentes. 2. Não se verificando, de plano, a presença de quaisquer das hipóteses do art. 397 do Código de Processo Penal, deve a ação penal ter regular prosseguimento. 3. Pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado indeferidos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em indeferir os pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado e determinar a abertura da fase de instrução, nos termos do art. 9º da Lei nº 8.038/1990, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468984. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão AP 911 QO / DF nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468984. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA ADV.(A/S) :EVERARDO ALVES RIBEIRO ADV.(A/S) :FLÁVIO LEMOS DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Em outubro de 2013, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios ofereceu denúncia contra João Alberto Fraga Silva, Júlio Luis Urnau, José Geraldo Oliveira de Melo e Irones Lopes Bispo pela prática, em tese, do delito previsto no art. 316 do Código Penal, para os três primeiros denunciados, e do delito previsto no art. 316 c/c arts. 29, caput, e 30, todos do Código Penal, quanto ao último denunciado. Consta da denúncia o seguinte (fls. 4-5): “Em data que não se pode precisar, sabendo ao certo que foi no período compreendido entre 27.08.2008 e 24.03.2009, os denunciados João Alberto Fraga Silva, Júlio Luis Urnau e José Geraldo de Oliveira Melo, de forma livre e consciente, em unidade de desígnios e repartição de tarefas, no Distrito Federal, exigiram para si e para outrem, direta e indiretamente, em razão da função vantagem indevida, consistente em R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), tendo efetivamente recebido. Nas mesmas condições de tempo e lugar, o denunciado Irones Lopes Bispo, de forma livre e consciente, em unidade de desígnios e repartição de tarefas, concorreu para o crime praticado por Alberto Fraga, Júlio Urnau e José Geraldo; pois, sabendo da exigência e recebimento de vantagens indevidas acima descritos, bem como da condição de funcionários públicos dos denunciados João Alberto Fraga Silva, Júlio Luis Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468985. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA ADV.(A/S) :EVERARDO ALVES RIBEIRO ADV.(A/S) :FLÁVIO LEMOS DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Em outubro de 2013, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios ofereceu denúncia contra João Alberto Fraga Silva, Júlio Luis Urnau, José Geraldo Oliveira de Melo e Irones Lopes Bispo pela prática, em tese, do delito previsto no art. 316 do Código Penal, para os três primeiros denunciados, e do delito previsto no art. 316 c/c arts. 29, caput, e 30, todos do Código Penal, quanto ao último denunciado. Consta da denúncia o seguinte (fls. 4-5): “Em data que não se pode precisar, sabendo ao certo que foi no período compreendido entre 27.08.2008 e 24.03.2009, os denunciados João Alberto Fraga Silva, Júlio Luis Urnau e José Geraldo de Oliveira Melo, de forma livre e consciente, em unidade de desígnios e repartição de tarefas, no Distrito Federal, exigiram para si e para outrem, direta e indiretamente, em razão da função vantagem indevida, consistente em R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), tendo efetivamente recebido. Nas mesmas condições de tempo e lugar, o denunciado Irones Lopes Bispo, de forma livre e consciente, em unidade de desígnios e repartição de tarefas, concorreu para o crime praticado por Alberto Fraga, Júlio Urnau e José Geraldo; pois, sabendo da exigência e recebimento de vantagens indevidas acima descritos, bem como da condição de funcionários públicos dos denunciados João Alberto Fraga Silva, Júlio Luis Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório AP 911 QO / DF Urnau e José Geraldo de Oliveira Mello, aderiu às condutas dos demais denunciados e se dirigiu ao Aeroporto Internacional de Brasília e lá recebeu para todos parte da referida vantagem exigida”. A denúncia foi recebida pelo Juízo da Vara Criminal e Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante (fls. 1.546-1.548). Com a diplomação do denunciado João Alberto Fraga Silva como deputado federal, os autos foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal (fls. 1.811/1.812). Em 3.8.2015, foi acolhida manifestação do Ministério Público para determinar o desmembramento da ação penal, prosseguindo a competência desta Corte apenas em relação ao Deputado Federal Alberto Fraga. Intimado, o acusado alega, preliminarmente, a inépcia da denúncia, uma vez que os fatos imputados a ele “não evidenciam conduta típica, porquanto não ficaram objetivamente esclarecidos, com evolução lógica e plausível” (fl. 1.914). Sustenta, ademais, que a acusação não apresentou prova da materialidade do ilícito ou de indícios de autoria, de modo que a absolvição sumária é medida que se impõe. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468985. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF Urnau e José Geraldo de Oliveira Mello, aderiu às condutas dos demais denunciados e se dirigiu ao Aeroporto Internacional de Brasília e lá recebeu para todos parte da referida vantagem exigida”. A denúncia foi recebida pelo Juízo da Vara Criminal e Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante (fls. 1.546-1.548). Com a diplomação do denunciado João Alberto Fraga Silva como deputado federal, os autos foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal (fls. 1.811/1.812). Em 3.8.2015, foi acolhida manifestação do Ministério Público para determinar o desmembramento da ação penal, prosseguindo a competência desta Corte apenas em relação ao Deputado Federal Alberto Fraga. Intimado, o acusado alega, preliminarmente, a inépcia da denúncia, uma vez que os fatos imputados a ele “não evidenciam conduta típica, porquanto não ficaram objetivamente esclarecidos, com evolução lógica e plausível” (fl. 1.914). Sustenta, ademais, que a acusação não apresentou prova da materialidade do ilícito ou de indícios de autoria, de modo que a absolvição sumária é medida que se impõe. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 22/09/2015 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Com a diplomação do acusado como Deputado Federal, os autos foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal no estado em que se encontravam, com denúncia já recebida pelo juízo de origem, porém pendente de oferecimento de resposta à acusação pelo denunciado (art. 396 do Código de Processo Penal). Apresentada defesa prévia, o acusado sustenta, preliminarmente, a inépcia da denúncia, requerendo sua rejeição. Tal questão foi apreciada quando do recebimento da peça acusatória pelo Juízo da Vara Criminal e Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante, então competente para processar e julgar a causa. Na ocasião, o magistrado de primeiro grau consignou o seguinte (fl. 1.546): “Recebo a denúncia, eis que presentes os requisitos à sua admissibilidade previstos no art. 41 do CPP e não vislumbrada qualquer das hipóteses do art. 395 do mesmo diploma legal, sendo certo que a farta documentação que instrui a inicial acusatória demonstra de forma satisfatória, nesta fase preambular, a materialidade e os indícios de autoria e participação necessários para a oferta e recebimento da denúncia”. A defesa prévia não trouxe quaisquer subsídios aptos a desconstituir os fundamentos adotados pelo juiz de primeira instância para receber a denúncia, que preenche todos os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, descrevendo devidamente a conduta criminosa atribuída ao acusado. Assim, indefiro o pedido de rejeição da peça acusatória. 2. Esta Corte possui entendimento de que “recebida a denúncia antes de o réu ter sido diplomado como Deputado Federal, apresentada a defesa escrita, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Com a diplomação do acusado como Deputado Federal, os autos foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal no estado em que se encontravam, com denúncia já recebida pelo juízo de origem, porém pendente de oferecimento de resposta à acusação pelo denunciado (art. 396 do Código de Processo Penal). Apresentada defesa prévia, o acusado sustenta, preliminarmente, a inépcia da denúncia, requerendo sua rejeição. Tal questão foi apreciada quando do recebimento da peça acusatória pelo Juízo da Vara Criminal e Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante, então competente para processar e julgar a causa. Na ocasião, o magistrado de primeiro grau consignou o seguinte (fl. 1.546): “Recebo a denúncia, eis que presentes os requisitos à sua admissibilidade previstos no art. 41 do CPP e não vislumbrada qualquer das hipóteses do art. 395 do mesmo diploma legal, sendo certo que a farta documentação que instrui a inicial acusatória demonstra de forma satisfatória, nesta fase preambular, a materialidade e os indícios de autoria e participação necessários para a oferta e recebimento da denúncia”. A defesa prévia não trouxe quaisquer subsídios aptos a desconstituir os fundamentos adotados pelo juiz de primeira instância para receber a denúncia, que preenche todos os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, descrevendo devidamente a conduta criminosa atribuída ao acusado. Assim, indefiro o pedido de rejeição da peça acusatória. 2. Esta Corte possui entendimento de que “recebida a denúncia antes de o réu ter sido diplomado como Deputado Federal, apresentada a defesa escrita, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF é de ser examinada a possibilidade de absolvição sumária, segundo previsão do art. 397 do Código de Processo Penal, mesmo que o rito, por terem os autos sido remetidos ao Supremo Tribunal Federal, passe a ser o da Lei 8.038/90” (AP 630 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 22-03-2012). No mesmo sentido: AP 616 QO, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJe de 13-02-2014; AP 679 QO, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 30-10-2014; e AP 705 QO, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJe de 01-08-2014. Desse modo, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, passo ao exame da possibilidade de absolvição sumária prevista no art. 397 do Código de Processo Penal. 3. Na denúncia, oferecida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, sustenta-se que, quando ocupava o cargo de Secretário de Transportes do DF, o acusado e outros agentes, em unidade de desígnios e repartição de tarefas, teriam exigido e efetivamente recebido vantagem indevida para a outorga de um lote de 50 (cinquenta) micro-ônibus e para a celebração de contrato de permissão para exploração do serviço de transporte público coletivo com sociedade cooperativa, praticando, em tese, a conduta descrita no art. 316 do Código Penal: Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida: Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa. Na peça acusatória, relata-se o seguinte (fls. 5-14): “Iniciado o governo de José Roberto Arruda, em janeiro de 2007, a Secretaria de Transportes do Governo do Distrito Federal, sob o comando do acusado João Alberto Fraga SILVA, promoveu a substituição dos veículos tipo ‘van’, que operavam no sistema de transporte público no Distrito Federal, por microônibus. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF é de ser examinada a possibilidade de absolvição sumária, segundo previsão do art. 397 do Código de Processo Penal, mesmo que o rito, por terem os autos sido remetidos ao Supremo Tribunal Federal, passe a ser o da Lei 8.038/90” (AP 630 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 22-03-2012). No mesmo sentido: AP 616 QO, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJe de 13-02-2014; AP 679 QO, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 30-10-2014; e AP 705 QO, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJe de 01-08-2014. Desse modo, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, passo ao exame da possibilidade de absolvição sumária prevista no art. 397 do Código de Processo Penal. 3. Na denúncia, oferecida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, sustenta-se que, quando ocupava o cargo de Secretário de Transportes do DF, o acusado e outros agentes, em unidade de desígnios e repartição de tarefas, teriam exigido e efetivamente recebido vantagem indevida para a outorga de um lote de 50 (cinquenta) micro-ônibus e para a celebração de contrato de permissão para exploração do serviço de transporte público coletivo com sociedade cooperativa, praticando, em tese, a conduta descrita no art. 316 do Código Penal: Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida: Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa. Na peça acusatória, relata-se o seguinte (fls. 5-14): “Iniciado o governo de José Roberto Arruda, em janeiro de 2007, a Secretaria de Transportes do Governo do Distrito Federal, sob o comando do acusado João Alberto Fraga SILVA, promoveu a substituição dos veículos tipo ‘van’, que operavam no sistema de transporte público no Distrito Federal, por microônibus. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF Para tanto, a Secretaria de Transportes realizou a licitação n.01/2007-ST para outorga de permissões precárias de exploração do transporte público a cooperativas de transporte que deveriam, por sua vez, adquirir os referidos veículos do tipo microônibus. A Cooperativa dos Profissionais Autônomos de Transporte Alternativo do Gama e Distrito Federal-COOPATAG, no curso da referida licitação, foi inicialmente inabilitada em razão da não-apresentação de documentos que teriam sido exigidos pelo edital de abertura do certame. Irresignada com tal ato administrativo, a COOPATAG ingressou com a ação judicial n.2008.01.1.009893-9, em trâmite pela Terceira Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, conseguindo, em sede de recurso de agravo de instrumento (proc. n.2008.00.2.001670-3), a antecipação dos efeitos da tutela pretendida. A referida decisão determinou que a COOPATAG fosse reinserida no processo licitatório, com abertura de seu envelope e reclassificação da proposta. Com a decisão judicial determinando a reinserção da COOPATAG no processo licitatório, o presidente da referida cooperativa, a vítima Josenildo Batista dos Santos, buscando o cumprimento de tal decisão, passou a manter contatos freqüentes com o denunciado Júlio Luis Urnau, à época, Secretário Adjunto de Transportes. Porém, no momento da concessão da tutela antecipada acima mencionada, a Secretaria de Transportes já havia concedido a outorga de todos os lotes licitados às demais cooperativas habilitadas na licitação n.001/2007-ST. Buscando resolver tal impasse, a Secretaria de Transportes buscou auxilio jurídico da Procuradoria Administrativa do Distrito Federal para que a decisão judicial fosse cumprida. Entre idas e vindas do procedimento entre a Procuradoria Administrativa e a Secretaria de Transportes, a primeira recebeu uma intimação judicial, proveniente dos autos do processo n. 2008.07.1.020611-4, em trâmite pela Quarta Vara Cível de Taguatinga (DF), no dia 27.08.2008, dando ciência da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF Para tanto, a Secretaria de Transportes realizou a licitação n.01/2007-ST para outorga de permissões precárias de exploração do transporte público a cooperativas de transporte que deveriam, por sua vez, adquirir os referidos veículos do tipo microônibus. A Cooperativa dos Profissionais Autônomos de Transporte Alternativo do Gama e Distrito Federal-COOPATAG, no curso da referida licitação, foi inicialmente inabilitada em razão da não-apresentação de documentos que teriam sido exigidos pelo edital de abertura do certame. Irresignada com tal ato administrativo, a COOPATAG ingressou com a ação judicial n.2008.01.1.009893-9, em trâmite pela Terceira Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, conseguindo, em sede de recurso de agravo de instrumento (proc. n.2008.00.2.001670-3), a antecipação dos efeitos da tutela pretendida. A referida decisão determinou que a COOPATAG fosse reinserida no processo licitatório, com abertura de seu envelope e reclassificação da proposta. Com a decisão judicial determinando a reinserção da COOPATAG no processo licitatório, o presidente da referida cooperativa, a vítima Josenildo Batista dos Santos, buscando o cumprimento de tal decisão, passou a manter contatos freqüentes com o denunciado Júlio Luis Urnau, à época, Secretário Adjunto de Transportes. Porém, no momento da concessão da tutela antecipada acima mencionada, a Secretaria de Transportes já havia concedido a outorga de todos os lotes licitados às demais cooperativas habilitadas na licitação n.001/2007-ST. Buscando resolver tal impasse, a Secretaria de Transportes buscou auxilio jurídico da Procuradoria Administrativa do Distrito Federal para que a decisão judicial fosse cumprida. Entre idas e vindas do procedimento entre a Procuradoria Administrativa e a Secretaria de Transportes, a primeira recebeu uma intimação judicial, proveniente dos autos do processo n. 2008.07.1.020611-4, em trâmite pela Quarta Vara Cível de Taguatinga (DF), no dia 27.08.2008, dando ciência da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF existência de uma disputa sobre valores entre duas cooperativas (COOBRATAETE e COOPERSIT) envolvendo a transferência de parte de uma das permissões concedidas em razão da licitação n.001/2007-ST. A intimação determinava a manifestação do Distrito Federal naqueles autos sobre eventual interesse na lide. Prevendo a possibilidade de retirar da COOBRATAETE o lote que esta havia negociado com outra cooperativa, os denunciados João Alberto Fraga da Silva, ainda exercendo o cargo de Secretário de Transportes, Júlio Luis Urnau e José Geraldo de Oliveira Melo, em conluio, exigiram e efetivamente receberam vantagem indevidas para que fossem praticados os atos necessários à transferência do referido lote para a COOPATAG. Tais atos envolviam o processamento da sindicância em que seria rescindido o contrato da COOBRATAETE com a Secretaria de Transportes, bem como a assinatura do novo contrato de adesão com a COOPATAG. Para tanto, o acusado Alberto Fraga escalou os acusados Júlio Urnau e José Geraldo como emissários da cobrança, exigência e recebimento de vantagem indevida, mantendo-se afastado das negociações para que seu nome não pudesse ser vinculado aos crimes, reforçando a afirmação feita por Jefferson Luiz Dias Moreira, vulgo ‘Magrão’, de que Alberto Fraga seria ‘blindado’ em tais as negociações. […] Assim, vislumbrada a possibilidade de cobrança, exigência e efetivo recebimento de vantagem indevida para a outorga de 01 (um) lote de 50 (cinquenta) microônibus e da permissão para exploração do Serviço de Transporte Público Coletivo do DF, os acusados Júlio Luis Urnau e José Geraldo, com prévia aprovação do acusado Alberto Fraga, exigiram o pagamento de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) das vítimas Josenildo Batista dos Santos e Aécio Fábio Almeida da Silveira, respectivamente, Presidente e membro do Conselho Fiscal da COOPATAG, à época dos fatos. Para tanto, Júlio Urnau convidou Josenildo e Aécio para uma reunião no Hotel Nacional, em Brasília, ocorrída entre os 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF existência de uma disputa sobre valores entre duas cooperativas (COOBRATAETE e COOPERSIT) envolvendo a transferência de parte de uma das permissões concedidas em razão da licitação n.001/2007-ST. A intimação determinava a manifestação do Distrito Federal naqueles autos sobre eventual interesse na lide. Prevendo a possibilidade de retirar da COOBRATAETE o lote que esta havia negociado com outra cooperativa, os denunciados João Alberto Fraga da Silva, ainda exercendo o cargo de Secretário de Transportes, Júlio Luis Urnau e José Geraldo de Oliveira Melo, em conluio, exigiram e efetivamente receberam vantagem indevidas para que fossem praticados os atos necessários à transferência do referido lote para a COOPATAG. Tais atos envolviam o processamento da sindicância em que seria rescindido o contrato da COOBRATAETE com a Secretaria de Transportes, bem como a assinatura do novo contrato de adesão com a COOPATAG. Para tanto, o acusado Alberto Fraga escalou os acusados Júlio Urnau e José Geraldo como emissários da cobrança, exigência e recebimento de vantagem indevida, mantendo-se afastado das negociações para que seu nome não pudesse ser vinculado aos crimes, reforçando a afirmação feita por Jefferson Luiz Dias Moreira, vulgo ‘Magrão’, de que Alberto Fraga seria ‘blindado’ em tais as negociações. […] Assim, vislumbrada a possibilidade de cobrança, exigência e efetivo recebimento de vantagem indevida para a outorga de 01 (um) lote de 50 (cinquenta) microônibus e da permissão para exploração do Serviço de Transporte Público Coletivo do DF, os acusados Júlio Luis Urnau e José Geraldo, com prévia aprovação do acusado Alberto Fraga, exigiram o pagamento de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) das vítimas Josenildo Batista dos Santos e Aécio Fábio Almeida da Silveira, respectivamente, Presidente e membro do Conselho Fiscal da COOPATAG, à época dos fatos. Para tanto, Júlio Urnau convidou Josenildo e Aécio para uma reunião no Hotel Nacional, em Brasília, ocorrída entre os 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF meses de outubro e novembro de 2008, oportunidade em que Júlio Urnau apresentaria a eles José Geraldo como sendo o ‘assessor de assuntos sujos do Governo Arruda’. O conteúdo da referida reunião (e de outros encontros) foi gravado em áudio por Josenildo. Segundo a gravação, na oportunidade, o acusado Júlio Urnau foi apresentado a Josenildo e Aécio Fábio como ‘Homem do Fraga’ por José Geraldo, e este último se apresenta como um ‘operador’ do então governador Arruda. Na reunião, os denunciados Júlio Urnau e José Geraldo exigiram o pagamento de vantagem indevida, para outorga de 01 (um) lote de 50 (cinquenta) microônibus e celebração do contrato de adesão de permissão para exploração do Serviço de Transporte Público Coletivo do DF. Por fim, o acusado Júlio Urnau, para demonstrar a seriedade, afirmou que somente foi àquele encontro para tratar da propina, porque Alberto Fraga o havia autorizado a tanto. No encerramento da longa reunião, o denunciado Júlio Urnau disse que a vantagem indevida seria dividida em três parcelas de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Com as condições e termos da exigência de vantagem indevida estabelecidos, ficou de ser agendada a entrega e recebimento do dinheiro diretamente aos acusados Júlio Urnau e José Geraldo, e indiretamente ao acusado Alberto Fraga. Dias depois da reunião no Hotel Nacional, o denunciado Júlio Urnau ligou para Josenildo e marcou um novo encontro no embarque do Aeroporto Internacional de Brasília, oportunidade em que o acusado Júlio Urnau novamente exigiu da vítima Josenildo e Aécio o pagamento da quantia de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) para que o contrato entre a Secretaria de Transportes e a COOPATAG fosse assinado. A vítima Josenildo, porém, verificou a impossibilidade de pagamento de imediato da quantia exigida pelo acusado Júlio Urnau. Em razão disso, foi marcado um novo encontro no Núcleo Bandeirante (DF) e, ali, rendendo às exigências dos acusados, as vítimas Josenildo e Aécio Fábio disseram que a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF meses de outubro e novembro de 2008, oportunidade em que Júlio Urnau apresentaria a eles José Geraldo como sendo o ‘assessor de assuntos sujos do Governo Arruda’. O conteúdo da referida reunião (e de outros encontros) foi gravado em áudio por Josenildo. Segundo a gravação, na oportunidade, o acusado Júlio Urnau foi apresentado a Josenildo e Aécio Fábio como ‘Homem do Fraga’ por José Geraldo, e este último se apresenta como um ‘operador’ do então governador Arruda. Na reunião, os denunciados Júlio Urnau e José Geraldo exigiram o pagamento de vantagem indevida, para outorga de 01 (um) lote de 50 (cinquenta) microônibus e celebração do contrato de adesão de permissão para exploração do Serviço de Transporte Público Coletivo do DF. Por fim, o acusado Júlio Urnau, para demonstrar a seriedade, afirmou que somente foi àquele encontro para tratar da propina, porque Alberto Fraga o havia autorizado a tanto. No encerramento da longa reunião, o denunciado Júlio Urnau disse que a vantagem indevida seria dividida em três parcelas de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Com as condições e termos da exigência de vantagem indevida estabelecidos, ficou de ser agendada a entrega e recebimento do dinheiro diretamente aos acusados Júlio Urnau e José Geraldo, e indiretamente ao acusado Alberto Fraga. Dias depois da reunião no Hotel Nacional, o denunciado Júlio Urnau ligou para Josenildo e marcou um novo encontro no embarque do Aeroporto Internacional de Brasília, oportunidade em que o acusado Júlio Urnau novamente exigiu da vítima Josenildo e Aécio o pagamento da quantia de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) para que o contrato entre a Secretaria de Transportes e a COOPATAG fosse assinado. A vítima Josenildo, porém, verificou a impossibilidade de pagamento de imediato da quantia exigida pelo acusado Júlio Urnau. Em razão disso, foi marcado um novo encontro no Núcleo Bandeirante (DF) e, ali, rendendo às exigências dos acusados, as vítimas Josenildo e Aécio Fábio disseram que a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF primeira parcela seria entregue, conforme a exigência, mas que a segunda e a terceira parcelas seriam postergadas para após o início das atividades da COOPATAG, ou seja, após a assinatura do contrato de adesão entre a Secretaria de Transportes e a COOPATAG. Em longa conversa gravada em áudio pela vitima Josenildo, Júlio Urnau disse a Josenildo e Aécio que iria repassar ao acusado, Alberto Fraga as condições de cumprimento da vantagem indevida exigida, mas que poderia garantir assinatura do contrato entre a Secretaria de Transportes e a COOPATAG, desde que a primeira parcela exigida fosse paga pelas vitimas. Contudo, a vantagem indevida foi majorada por Alberto Fraga para R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), sendo instituída no âmbito da COOPATAG a denominada ‘Operação Consagração’, visando à coleta de recursos. Tal operação foi lançada nos registros contábeis da Cooperativa. O pagamento da primeira parcela, de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), foi feito no estacionamento do Aeroporto Internacional de Brasília. Na oportunidade, um pacote contendo a referida quantia foi repassado pela vitima Josenildo ao denunciado Irones Lopes Bispo, cunhado e ‘laranja’ de José Geraldo que, sabendo tratar-se de vantagem indevida, recebeu a quantia e a repassou, minutos depois, ao denunciado José Geraldo que o aguardava dentro de um veículo no lado exterior do referido estacionamento. Mais uma vez, Josenildo registrou o áudio do encontro, conforme já mencionado anteriormente. No interior do carro, dentro do estacionamento do Aeroporto de Brasília, Josenildo contou e recontou a quantia de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), entregando-a, após, para Irones Lopes Bispo, identificado na transcrição como H11. A segunda e a terceira parcelas da vantagem indevida que os denunciados João Alberto Fraga da Silva, indiretamente, Júlio Urnau e José Geraldo, diretamente exigiam, foram entregues por Josenildo a José Geraldo, no interior do Jardim 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF primeira parcela seria entregue, conforme a exigência, mas que a segunda e a terceira parcelas seriam postergadas para após o início das atividades da COOPATAG, ou seja, após a assinatura do contrato de adesão entre a Secretaria de Transportes e a COOPATAG. Em longa conversa gravada em áudio pela vitima Josenildo, Júlio Urnau disse a Josenildo e Aécio que iria repassar ao acusado, Alberto Fraga as condições de cumprimento da vantagem indevida exigida, mas que poderia garantir assinatura do contrato entre a Secretaria de Transportes e a COOPATAG, desde que a primeira parcela exigida fosse paga pelas vitimas. Contudo, a vantagem indevida foi majorada por Alberto Fraga para R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), sendo instituída no âmbito da COOPATAG a denominada ‘Operação Consagração’, visando à coleta de recursos. Tal operação foi lançada nos registros contábeis da Cooperativa. O pagamento da primeira parcela, de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), foi feito no estacionamento do Aeroporto Internacional de Brasília. Na oportunidade, um pacote contendo a referida quantia foi repassado pela vitima Josenildo ao denunciado Irones Lopes Bispo, cunhado e ‘laranja’ de José Geraldo que, sabendo tratar-se de vantagem indevida, recebeu a quantia e a repassou, minutos depois, ao denunciado José Geraldo que o aguardava dentro de um veículo no lado exterior do referido estacionamento. Mais uma vez, Josenildo registrou o áudio do encontro, conforme já mencionado anteriormente. No interior do carro, dentro do estacionamento do Aeroporto de Brasília, Josenildo contou e recontou a quantia de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), entregando-a, após, para Irones Lopes Bispo, identificado na transcrição como H11. A segunda e a terceira parcelas da vantagem indevida que os denunciados João Alberto Fraga da Silva, indiretamente, Júlio Urnau e José Geraldo, diretamente exigiam, foram entregues por Josenildo a José Geraldo, no interior do Jardim 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF Zoológico de Brasília e na Região Administrativa do Núcleo Bandeirante-DF, respectivamente. […] Em outro campo de atuação dos acusados, em 18.11.2008, deu-se início, formalmente, à sindicância n. 0410-003795/2008 na Secretaria de Transportes para rescisão do contrato de adesão n.007/2008, assinado entre a COOBRATAETE e a Secretaria de Transportes do Distrito Federal, visando à retirada de um lote de 50 (cinqüenta) microônibus da COOBRATAETE e entrega do referido lote para a COOPATAG. A comissão de sindicância foi instaurada pela Portaria n.72 de 18/11/2008, assinada justamente pelo acusado Júlio Luis Urnau, respondendo pelo cargo de Secretário de Transportes, e foi composta pelo acusado José Geraldo de Oliveira Melo, presidente, além das servidoras Amanda Sanches Lima e Kái1a Carvalho de Castro. Desde o inicio dos trabalhos da referida sindicância, os acusados José Geraldo e Júlio Urnau determinaram às servidoras Amanda Sanches e Kátia Carvalho que o procedimento deveria, necessária e urgentemente, ser concluído pela rescisão do contrato da COOBRATAETE, sem que outro resultado dela pudesse advir, em razão do futuro pagamento da vantagem exigida acima descrita, com evidente desvio de finalidade. No dia 30 de dezembro de 2008, a Comissão de Sindicância apresentou relatório final concluindo pela rescisão do referido contrato entre a COBRATAETE e a Secretaria de Transportes. No dia 27 de fevereiro de 2009, foi publicado no D.O.D.F. o extrato da rescisão contratual entre a Secretaria de Transportes do DF e a COOBRATAETE, abrindo caminho para o repasse do lote de microônibus para a COOPATAG. E, finalmente, no dia 24 de março de 2009, foi celebrado contrato de adesão entre a COOPATAG e Secretaria de Transportes do DF, objeto de exigência de vantagem indevida descritos na presente denúncia, assinado pelo acusado João 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF Zoológico de Brasília e na Região Administrativa do Núcleo Bandeirante-DF, respectivamente. […] Em outro campo de atuação dos acusados, em 18.11.2008, deu-se início, formalmente, à sindicância n. 0410-003795/2008 na Secretaria de Transportes para rescisão do contrato de adesão n.007/2008, assinado entre a COOBRATAETE e a Secretaria de Transportes do Distrito Federal, visando à retirada de um lote de 50 (cinqüenta) microônibus da COOBRATAETE e entrega do referido lote para a COOPATAG. A comissão de sindicância foi instaurada pela Portaria n.72 de 18/11/2008, assinada justamente pelo acusado Júlio Luis Urnau, respondendo pelo cargo de Secretário de Transportes, e foi composta pelo acusado José Geraldo de Oliveira Melo, presidente, além das servidoras Amanda Sanches Lima e Kái1a Carvalho de Castro. Desde o inicio dos trabalhos da referida sindicância, os acusados José Geraldo e Júlio Urnau determinaram às servidoras Amanda Sanches e Kátia Carvalho que o procedimento deveria, necessária e urgentemente, ser concluído pela rescisão do contrato da COOBRATAETE, sem que outro resultado dela pudesse advir, em razão do futuro pagamento da vantagem exigida acima descrita, com evidente desvio de finalidade. No dia 30 de dezembro de 2008, a Comissão de Sindicância apresentou relatório final concluindo pela rescisão do referido contrato entre a COBRATAETE e a Secretaria de Transportes. No dia 27 de fevereiro de 2009, foi publicado no D.O.D.F. o extrato da rescisão contratual entre a Secretaria de Transportes do DF e a COOBRATAETE, abrindo caminho para o repasse do lote de microônibus para a COOPATAG. E, finalmente, no dia 24 de março de 2009, foi celebrado contrato de adesão entre a COOPATAG e Secretaria de Transportes do DF, objeto de exigência de vantagem indevida descritos na presente denúncia, assinado pelo acusado João 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF Alberto Fraga da Silva e pela vítima Josenildo Batista dos Santos, para outorga da permissão de operação no Sistema de Transporte Público do DF, por meio de 01 (um) Lote de 50 (cinqüenta) microônibus”. O art. 397 do Código de Processo Penal determina a absolvição sumária do réu quando (a) se verificar a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato ou da culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade; (b) evidente a atipicidade do fato narrado; ou (c) extinta a punibilidade do agente. No presente caso, nenhuma das hipóteses legais faz-se presente, razão pela qual é incabível a absolvição do acusado neste momento processual. Com efeito, o Ministério Público relata, na denúncia, fatos que se amoldam, em tese, ao tipo penal descrito no art. 316 do Código Penal, não estando evidenciada a atipicidade da conduta atribuída ao parlamentar. Por outro lado, não se constata a existência de qualquer causa excludente da ilicitude ou da culpabilidade do agente, nem a extinção de sua punibilidade. Saliente-se que, na defesa prévia, sequer se alega, de forma consistente, a ocorrência de qualquer das hipóteses do art. 397 do Código de Processo Penal, limitando-se a sustentar que (a) não é lógico que a COOPATAG tenha pagado vantagem indevida aos agentes públicos se sua pretensão estava amparada por decisão judicial; (b) o acusado nunca pediu, deu ordens ou autorizou que alguém, em seu nome, exigisse, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, vantagem indevida; e (c) o réu determinou a instauração de sindicâncias para apurar denúncias alusivas à ocorrência de irregularidades envolvendo os contratos referidos pelo Ministério Público na denúncia, conduta essa incompatível com os fatos a ele atribuídos pelo órgão de acusação. As afirmações do acusado se reportam à matéria de fundo e serão oportunamente enfrentadas, após encontrar-se devidamente instruído o processo. Neste momento, não se verificando, de plano, nenhuma das hipóteses arroladas no art. 397 do Código de Processo Penal, deve a ação penal ter regular prosseguimento. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF Alberto Fraga da Silva e pela vítima Josenildo Batista dos Santos, para outorga da permissão de operação no Sistema de Transporte Público do DF, por meio de 01 (um) Lote de 50 (cinqüenta) microônibus”. O art. 397 do Código de Processo Penal determina a absolvição sumária do réu quando (a) se verificar a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato ou da culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade; (b) evidente a atipicidade do fato narrado; ou (c) extinta a punibilidade do agente. No presente caso, nenhuma das hipóteses legais faz-se presente, razão pela qual é incabível a absolvição do acusado neste momento processual. Com efeito, o Ministério Público relata, na denúncia, fatos que se amoldam, em tese, ao tipo penal descrito no art. 316 do Código Penal, não estando evidenciada a atipicidade da conduta atribuída ao parlamentar. Por outro lado, não se constata a existência de qualquer causa excludente da ilicitude ou da culpabilidade do agente, nem a extinção de sua punibilidade. Saliente-se que, na defesa prévia, sequer se alega, de forma consistente, a ocorrência de qualquer das hipóteses do art. 397 do Código de Processo Penal, limitando-se a sustentar que (a) não é lógico que a COOPATAG tenha pagado vantagem indevida aos agentes públicos se sua pretensão estava amparada por decisão judicial; (b) o acusado nunca pediu, deu ordens ou autorizou que alguém, em seu nome, exigisse, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, vantagem indevida; e (c) o réu determinou a instauração de sindicâncias para apurar denúncias alusivas à ocorrência de irregularidades envolvendo os contratos referidos pelo Ministério Público na denúncia, conduta essa incompatível com os fatos a ele atribuídos pelo órgão de acusação. As afirmações do acusado se reportam à matéria de fundo e serão oportunamente enfrentadas, após encontrar-se devidamente instruído o processo. Neste momento, não se verificando, de plano, nenhuma das hipóteses arroladas no art. 397 do Código de Processo Penal, deve a ação penal ter regular prosseguimento. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF 4. Pelo exposto, indefiro os pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado, abrindo-se a fase de instrução (art. 9º da Lei 8.038/1990). É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF 4. Pelo exposto, indefiro os pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado, abrindo-se a fase de instrução (art. 9º da Lei 8.038/1990). É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA ADV.(A/S) : EVERARDO ALVES RIBEIRO ADV.(A/S) : FLÁVIO LEMOS DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por votação unânime, deliberou no sentido de indeferir os pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado e determinou a abertura da fase de instrução, nos termos do art. 9º da Lei nº 8.038/1990, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563745 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA ADV.(A/S) : EVERARDO ALVES RIBEIRO ADV.(A/S) : FLÁVIO LEMOS DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por votação unânime, deliberou no sentido de indeferir os pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado e determinou a abertura da fase de instrução, nos termos do art. 9º da Lei nº 8.038/1990, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563745 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9563750
2015-09-22T00:00:00
2015-10-13T00:00:00
A Turma, por votação unânime, deliberou no sentido de indeferir os pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado e determinou a abertura da fase de instrução, nos termos do art. 9º da Lei nº 8.038/1990, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015.
QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL
Ementa: AÇÃO PENAL. DIPLOMAÇÃO DO ACUSADO COMO DEPUTADO FEDERAL SUBSEQUENTE AO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA NO PRIMEIRO GRAU. IMPUTAÇÃO DO CRIME PREVISTO NO ART. 316 DO CÓDIGO PENAL. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DAS HIPÓTESES ARROLADAS NO ART. 397 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. REGULAR PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO PENAL. 1. A diplomação do acusado subsequente ao recebimento da denúncia pelo juízo de primeira instância, quando ainda pendente a apreciação de resposta à acusação, conduz à análise, pelo Supremo Tribunal Federal, da possibilidade de incidência do art. 397 do Código de Processo Penal. Precedentes. 2. Não se verificando, de plano, a presença de quaisquer das hipóteses do art. 397 do Código de Processo Penal, deve a ação penal ter regular prosseguimento. 3. Pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado indeferidos.
sjur324165
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO PENAL, REMESSA, STF, POSSIBILIDADE, ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA) AP 630 AgR (TP), AP 679 QO (TP), AP 705 QO (TP), AP 616 QO (TP). Número de páginas: 14. Análise: 21/10/2015, IMC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
911
[ "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00009\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00316\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041 ART-00396 ART-00397\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
AP-QO
acordaos
AP 911 QO
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AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA ADV.(A/S) : EVERARDO ALVES RIBEIRO ADV.(A/S) : FLÁVIO LEMOS DE OLIVEIRA
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Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA ADV.(A/S) :EVERARDO ALVES RIBEIRO ADV.(A/S) :FLÁVIO LEMOS DE OLIVEIRA EMENTA: AÇÃO PENAL. DIPLOMAÇÃO DO ACUSADO COMO DEPUTADO FEDERAL SUBSEQUENTE AO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA NO PRIMEIRO GRAU. IMPUTAÇÃO DO CRIME PREVISTO NO ART. 316 DO CÓDIGO PENAL. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DAS HIPÓTESES ARROLADAS NO ART. 397 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. REGULAR PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO PENAL. 1. A diplomação do acusado subsequente ao recebimento da denúncia pelo juízo de primeira instância, quando ainda pendente a apreciação de resposta à acusação, conduz à análise, pelo Supremo Tribunal Federal, da possibilidade de incidência do art. 397 do Código de Processo Penal. Precedentes. 2. Não se verificando, de plano, a presença de quaisquer das hipóteses do art. 397 do Código de Processo Penal, deve a ação penal ter regular prosseguimento. 3. Pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado indeferidos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em indeferir os pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado e determinar a abertura da fase de instrução, nos termos do art. 9... da Lei n 8.038/1990, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468984. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão AP 911 QO / DF nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468984. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de setembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA ADV.(A/S) :EVERARDO ALVES RIBEIRO ADV.(A/S) :FLÁVIO LEMOS DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Em outubro de 2013, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios ofereceu denúncia contra João Alberto Fraga Silva, Júlio Luis Urnau, José Geraldo Oliveira de Melo e Irones Lopes Bispo pela prática, em tese, do delito previsto no art. 316 do Código Penal, para os três primeiros denunciados, e do delito previsto no art. 316 c/c arts. 29, caput, e 30, todos do Código Penal, quanto ao último denunciado. Consta da denúncia o seguinte (fls. 4-5): “Em data que não se pode precisar, sabendo ao certo que foi no período compreendido entre 27.08.2008 e 24.03.2009, os denunciados João Alberto Fraga Silva, Júlio Luis Urnau e José Geraldo de Oliveira Melo, de forma livre e consciente, em unidade de desígnios e repartição de tarefas, no Distrito Federal, exigiram para si e para outrem, direta e indiretamente, em razão da função vantagem indevida, consistente em R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), tendo efetivamente recebido. Nas mesmas condições de tempo e lugar, o denunciado Irones Lopes Bispo, de forma livre e consciente, em unidade de desígnios e repartição de tarefas, concorreu para o crime praticado por Alberto Fraga, Júlio Urnau e José Geraldo; pois, sabendo da exigência e recebimento de vantagens indevidas acima descritos, bem como da condição de funcionários públicos dos denunciados João Alberto Fraga Silva, Júlio Luis Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468985. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA ADV.(A/S) :EVERARDO ALVES RIBEIRO ADV.(A/S) :FLÁVIO LEMOS DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Em outubro de 2013, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios ofereceu denúncia contra João Alberto Fraga Silva, Júlio Luis Urnau, José Geraldo Oliveira de Melo e Irones Lopes Bispo pela prática, em tese, do delito previsto no art. 316 do Código Penal, para os três primeiros denunciados, e do delito previsto no art. 316 c/c arts. 29, caput, e 30, todos do Código Penal, quanto ao último denunciado. Consta da denúncia o seguinte (fls. 4-5): “Em data que não se pode precisar, sabendo ao certo que foi no período compreendido entre 27.08.2008 e 24.03.2009, os denunciados João Alberto Fraga Silva, Júlio Luis Urnau e José Geraldo de Oliveira Melo, de forma livre e consciente, em unidade de desígnios e repartição de tarefas, no Distrito Federal, exigiram para si e para outrem, direta e indiretamente, em razão da função vantagem indevida, consistente em R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), tendo efetivamente recebido. Nas mesmas condições de tempo e lugar, o denunciado Irones Lopes Bispo, de forma livre e consciente, em unidade de desígnios e repartição de tarefas, concorreu para o crime praticado por Alberto Fraga, Júlio Urnau e José Geraldo; pois, sabendo da exigência e recebimento de vantagens indevidas acima descritos, bem como da condição de funcionários públicos dos denunciados João Alberto Fraga Silva, Júlio Luis Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório AP 911 QO / DF Urnau e José Geraldo de Oliveira Mello, aderiu às condutas dos demais denunciados e se dirigiu ao Aeroporto Internacional de Brasília e lá recebeu para todos parte da referida vantagem exigida”. A denúncia foi recebida pelo Juízo da Vara Criminal e Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante (fls. 1.546-1.548). Com a diplomação do denunciado João Alberto Fraga Silva como deputado federal, os autos foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal (fls. 1.811/1.812). Em 3.8.2015, foi acolhida manifestação do Ministério Público para determinar o desmembramento da ação penal, prosseguindo a competência desta Corte apenas em relação ao Deputado Federal Alberto Fraga. Intimado, o acusado alega, preliminarmente, a inépcia da denúncia, uma vez que os fatos imputados a ele “não evidenciam conduta típica, porquanto não ficaram objetivamente esclarecidos, com evolução lógica e plausível” (fl. 1.914). Sustenta, ademais, que a acusação não apresentou prova da materialidade do ilícito ou de indícios de autoria, de modo que a absolvição sumária é medida que se impõe. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468985. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF Urnau e José Geraldo de Oliveira Mello, aderiu às condutas dos demais denunciados e se dirigiu ao Aeroporto Internacional de Brasília e lá recebeu para todos parte da referida vantagem exigida”. A denúncia foi recebida pelo Juízo da Vara Criminal e Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante (fls. 1.546-1.548). Com a diplomação do denunciado João Alberto Fraga Silva como deputado federal, os autos foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal (fls. 1.811/1.812). Em 3.8.2015, foi acolhida manifestação do Ministério Público para determinar o desmembramento da ação penal, prosseguindo a competência desta Corte apenas em relação ao Deputado Federal Alberto Fraga. Intimado, o acusado alega, preliminarmente, a inépcia da denúncia, uma vez que os fatos imputados a ele “não evidenciam conduta típica, porquanto não ficaram objetivamente esclarecidos, com evolução lógica e plausível” (fl. 1.914). Sustenta, ademais, que a acusação não apresentou prova da materialidade do ilícito ou de indícios de autoria, de modo que a absolvição sumária é medida que se impõe. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 22/09/2015 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Com a diplomação do acusado como Deputado Federal, os autos foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal no estado em que se encontravam, com denúncia já recebida pelo juízo de origem, porém pendente de oferecimento de resposta à acusação pelo denunciado (art. 396 do Código de Processo Penal). Apresentada defesa prévia, o acusado sustenta, preliminarmente, a inépcia da denúncia, requerendo sua rejeição. Tal questão foi apreciada quando do recebimento da peça acusatória pelo Juízo da Vara Criminal e Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante, então competente para processar e julgar a causa. Na ocasião, o magistrado de primeiro grau consignou o seguinte (fl. 1.546): “Recebo a denúncia, eis que presentes os requisitos à sua admissibilidade previstos no art. 41 do CPP e não vislumbrada qualquer das hipóteses do art. 395 do mesmo diploma legal, sendo certo que a farta documentação que instrui a inicial acusatória demonstra de forma satisfatória, nesta fase preambular, a materialidade e os indícios de autoria e participação necessários para a oferta e recebimento da denúncia”. A defesa prévia não trouxe quaisquer subsídios aptos a desconstituir os fundamentos adotados pelo juiz de primeira instância para receber a denúncia, que preenche todos os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, descrevendo devidamente a conduta criminosa atribuída ao acusado. Assim, indefiro o pedido de rejeição da peça acusatória. 2. Esta Corte possui entendimento de que “recebida a denúncia antes de o réu ter sido diplomado como Deputado Federal, apresentada a defesa escrita, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Com a diplomação do acusado como Deputado Federal, os autos foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal no estado em que se encontravam, com denúncia já recebida pelo juízo de origem, porém pendente de oferecimento de resposta à acusação pelo denunciado (art. 396 do Código de Processo Penal). Apresentada defesa prévia, o acusado sustenta, preliminarmente, a inépcia da denúncia, requerendo sua rejeição. Tal questão foi apreciada quando do recebimento da peça acusatória pelo Juízo da Vara Criminal e Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante, então competente para processar e julgar a causa. Na ocasião, o magistrado de primeiro grau consignou o seguinte (fl. 1.546): “Recebo a denúncia, eis que presentes os requisitos à sua admissibilidade previstos no art. 41 do CPP e não vislumbrada qualquer das hipóteses do art. 395 do mesmo diploma legal, sendo certo que a farta documentação que instrui a inicial acusatória demonstra de forma satisfatória, nesta fase preambular, a materialidade e os indícios de autoria e participação necessários para a oferta e recebimento da denúncia”. A defesa prévia não trouxe quaisquer subsídios aptos a desconstituir os fundamentos adotados pelo juiz de primeira instância para receber a denúncia, que preenche todos os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, descrevendo devidamente a conduta criminosa atribuída ao acusado. Assim, indefiro o pedido de rejeição da peça acusatória. 2. Esta Corte possui entendimento de que “recebida a denúncia antes de o réu ter sido diplomado como Deputado Federal, apresentada a defesa escrita, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF é de ser examinada a possibilidade de absolvição sumária, segundo previsão do art. 397 do Código de Processo Penal, mesmo que o rito, por terem os autos sido remetidos ao Supremo Tribunal Federal, passe a ser o da Lei 8.038/90” (AP 630 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 22-03-2012). No mesmo sentido: AP 616 QO, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJe de 13-02-2014; AP 679 QO, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 30-10-2014; e AP 705 QO, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJe de 01-08-2014. Desse modo, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, passo ao exame da possibilidade de absolvição sumária prevista no art. 397 do Código de Processo Penal. 3. Na denúncia, oferecida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, sustenta-se que, quando ocupava o cargo de Secretário de Transportes do DF, o acusado e outros agentes, em unidade de desígnios e repartição de tarefas, teriam exigido e efetivamente recebido vantagem indevida para a outorga de um lote de 50 (cinquenta) micro-ônibus e para a celebração de contrato de permissão para exploração do serviço de transporte público coletivo com sociedade cooperativa, praticando, em tese, a conduta descrita no art. 316 do Código Penal: Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida: Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa. Na peça acusatória, relata-se o seguinte (fls. 5-14): “Iniciado o governo de José Roberto Arruda, em janeiro de 2007, a Secretaria de Transportes do Governo do Distrito Federal, sob o comando do acusado João Alberto Fraga SILVA, promoveu a substituição dos veículos tipo ‘van’, que operavam no sistema de transporte público no Distrito Federal, por microônibus. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF é de ser examinada a possibilidade de absolvição sumária, segundo previsão do art. 397 do Código de Processo Penal, mesmo que o rito, por terem os autos sido remetidos ao Supremo Tribunal Federal, passe a ser o da Lei 8.038/90” (AP 630 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 22-03-2012). No mesmo sentido: AP 616 QO, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJe de 13-02-2014; AP 679 QO, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 30-10-2014; e AP 705 QO, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJe de 01-08-2014. Desse modo, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, passo ao exame da possibilidade de absolvição sumária prevista no art. 397 do Código de Processo Penal. 3. Na denúncia, oferecida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, sustenta-se que, quando ocupava o cargo de Secretário de Transportes do DF, o acusado e outros agentes, em unidade de desígnios e repartição de tarefas, teriam exigido e efetivamente recebido vantagem indevida para a outorga de um lote de 50 (cinquenta) micro-ônibus e para a celebração de contrato de permissão para exploração do serviço de transporte público coletivo com sociedade cooperativa, praticando, em tese, a conduta descrita no art. 316 do Código Penal: Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida: Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa. Na peça acusatória, relata-se o seguinte (fls. 5-14): “Iniciado o governo de José Roberto Arruda, em janeiro de 2007, a Secretaria de Transportes do Governo do Distrito Federal, sob o comando do acusado João Alberto Fraga SILVA, promoveu a substituição dos veículos tipo ‘van’, que operavam no sistema de transporte público no Distrito Federal, por microônibus. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF Para tanto, a Secretaria de Transportes realizou a licitação n.01/2007-ST para outorga de permissões precárias de exploração do transporte público a cooperativas de transporte que deveriam, por sua vez, adquirir os referidos veículos do tipo microônibus. A Cooperativa dos Profissionais Autônomos de Transporte Alternativo do Gama e Distrito Federal-COOPATAG, no curso da referida licitação, foi inicialmente inabilitada em razão da não-apresentação de documentos que teriam sido exigidos pelo edital de abertura do certame. Irresignada com tal ato administrativo, a COOPATAG ingressou com a ação judicial n.2008.01.1.009893-9, em trâmite pela Terceira Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, conseguindo, em sede de recurso de agravo de instrumento (proc. n.2008.00.2.001670-3), a antecipação dos efeitos da tutela pretendida. A referida decisão determinou que a COOPATAG fosse reinserida no processo licitatório, com abertura de seu envelope e reclassificação da proposta. Com a decisão judicial determinando a reinserção da COOPATAG no processo licitatório, o presidente da referida cooperativa, a vítima Josenildo Batista dos Santos, buscando o cumprimento de tal decisão, passou a manter contatos freqüentes com o denunciado Júlio Luis Urnau, à época, Secretário Adjunto de Transportes. Porém, no momento da concessão da tutela antecipada acima mencionada, a Secretaria de Transportes já havia concedido a outorga de todos os lotes licitados às demais cooperativas habilitadas na licitação n.001/2007-ST. Buscando resolver tal impasse, a Secretaria de Transportes buscou auxilio jurídico da Procuradoria Administrativa do Distrito Federal para que a decisão judicial fosse cumprida. Entre idas e vindas do procedimento entre a Procuradoria Administrativa e a Secretaria de Transportes, a primeira recebeu uma intimação judicial, proveniente dos autos do processo n. 2008.07.1.020611-4, em trâmite pela Quarta Vara Cível de Taguatinga (DF), no dia 27.08.2008, dando ciência da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF Para tanto, a Secretaria de Transportes realizou a licitação n.01/2007-ST para outorga de permissões precárias de exploração do transporte público a cooperativas de transporte que deveriam, por sua vez, adquirir os referidos veículos do tipo microônibus. A Cooperativa dos Profissionais Autônomos de Transporte Alternativo do Gama e Distrito Federal-COOPATAG, no curso da referida licitação, foi inicialmente inabilitada em razão da não-apresentação de documentos que teriam sido exigidos pelo edital de abertura do certame. Irresignada com tal ato administrativo, a COOPATAG ingressou com a ação judicial n.2008.01.1.009893-9, em trâmite pela Terceira Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, conseguindo, em sede de recurso de agravo de instrumento (proc. n.2008.00.2.001670-3), a antecipação dos efeitos da tutela pretendida. A referida decisão determinou que a COOPATAG fosse reinserida no processo licitatório, com abertura de seu envelope e reclassificação da proposta. Com a decisão judicial determinando a reinserção da COOPATAG no processo licitatório, o presidente da referida cooperativa, a vítima Josenildo Batista dos Santos, buscando o cumprimento de tal decisão, passou a manter contatos freqüentes com o denunciado Júlio Luis Urnau, à época, Secretário Adjunto de Transportes. Porém, no momento da concessão da tutela antecipada acima mencionada, a Secretaria de Transportes já havia concedido a outorga de todos os lotes licitados às demais cooperativas habilitadas na licitação n.001/2007-ST. Buscando resolver tal impasse, a Secretaria de Transportes buscou auxilio jurídico da Procuradoria Administrativa do Distrito Federal para que a decisão judicial fosse cumprida. Entre idas e vindas do procedimento entre a Procuradoria Administrativa e a Secretaria de Transportes, a primeira recebeu uma intimação judicial, proveniente dos autos do processo n. 2008.07.1.020611-4, em trâmite pela Quarta Vara Cível de Taguatinga (DF), no dia 27.08.2008, dando ciência da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF existência de uma disputa sobre valores entre duas cooperativas (COOBRATAETE e COOPERSIT) envolvendo a transferência de parte de uma das permissões concedidas em razão da licitação n.001/2007-ST. A intimação determinava a manifestação do Distrito Federal naqueles autos sobre eventual interesse na lide. Prevendo a possibilidade de retirar da COOBRATAETE o lote que esta havia negociado com outra cooperativa, os denunciados João Alberto Fraga da Silva, ainda exercendo o cargo de Secretário de Transportes, Júlio Luis Urnau e José Geraldo de Oliveira Melo, em conluio, exigiram e efetivamente receberam vantagem indevidas para que fossem praticados os atos necessários à transferência do referido lote para a COOPATAG. Tais atos envolviam o processamento da sindicância em que seria rescindido o contrato da COOBRATAETE com a Secretaria de Transportes, bem como a assinatura do novo contrato de adesão com a COOPATAG. Para tanto, o acusado Alberto Fraga escalou os acusados Júlio Urnau e José Geraldo como emissários da cobrança, exigência e recebimento de vantagem indevida, mantendo-se afastado das negociações para que seu nome não pudesse ser vinculado aos crimes, reforçando a afirmação feita por Jefferson Luiz Dias Moreira, vulgo ‘Magrão’, de que Alberto Fraga seria ‘blindado’ em tais as negociações. […] Assim, vislumbrada a possibilidade de cobrança, exigência e efetivo recebimento de vantagem indevida para a outorga de 01 (um) lote de 50 (cinquenta) microônibus e da permissão para exploração do Serviço de Transporte Público Coletivo do DF, os acusados Júlio Luis Urnau e José Geraldo, com prévia aprovação do acusado Alberto Fraga, exigiram o pagamento de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) das vítimas Josenildo Batista dos Santos e Aécio Fábio Almeida da Silveira, respectivamente, Presidente e membro do Conselho Fiscal da COOPATAG, à época dos fatos. Para tanto, Júlio Urnau convidou Josenildo e Aécio para uma reunião no Hotel Nacional, em Brasília, ocorrída entre os 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF existência de uma disputa sobre valores entre duas cooperativas (COOBRATAETE e COOPERSIT) envolvendo a transferência de parte de uma das permissões concedidas em razão da licitação n.001/2007-ST. A intimação determinava a manifestação do Distrito Federal naqueles autos sobre eventual interesse na lide. Prevendo a possibilidade de retirar da COOBRATAETE o lote que esta havia negociado com outra cooperativa, os denunciados João Alberto Fraga da Silva, ainda exercendo o cargo de Secretário de Transportes, Júlio Luis Urnau e José Geraldo de Oliveira Melo, em conluio, exigiram e efetivamente receberam vantagem indevidas para que fossem praticados os atos necessários à transferência do referido lote para a COOPATAG. Tais atos envolviam o processamento da sindicância em que seria rescindido o contrato da COOBRATAETE com a Secretaria de Transportes, bem como a assinatura do novo contrato de adesão com a COOPATAG. Para tanto, o acusado Alberto Fraga escalou os acusados Júlio Urnau e José Geraldo como emissários da cobrança, exigência e recebimento de vantagem indevida, mantendo-se afastado das negociações para que seu nome não pudesse ser vinculado aos crimes, reforçando a afirmação feita por Jefferson Luiz Dias Moreira, vulgo ‘Magrão’, de que Alberto Fraga seria ‘blindado’ em tais as negociações. […] Assim, vislumbrada a possibilidade de cobrança, exigência e efetivo recebimento de vantagem indevida para a outorga de 01 (um) lote de 50 (cinquenta) microônibus e da permissão para exploração do Serviço de Transporte Público Coletivo do DF, os acusados Júlio Luis Urnau e José Geraldo, com prévia aprovação do acusado Alberto Fraga, exigiram o pagamento de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) das vítimas Josenildo Batista dos Santos e Aécio Fábio Almeida da Silveira, respectivamente, Presidente e membro do Conselho Fiscal da COOPATAG, à época dos fatos. Para tanto, Júlio Urnau convidou Josenildo e Aécio para uma reunião no Hotel Nacional, em Brasília, ocorrída entre os 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF meses de outubro e novembro de 2008, oportunidade em que Júlio Urnau apresentaria a eles José Geraldo como sendo o ‘assessor de assuntos sujos do Governo Arruda’. O conteúdo da referida reunião (e de outros encontros) foi gravado em áudio por Josenildo. Segundo a gravação, na oportunidade, o acusado Júlio Urnau foi apresentado a Josenildo e Aécio Fábio como ‘Homem do Fraga’ por José Geraldo, e este último se apresenta como um ‘operador’ do então governador Arruda. Na reunião, os denunciados Júlio Urnau e José Geraldo exigiram o pagamento de vantagem indevida, para outorga de 01 (um) lote de 50 (cinquenta) microônibus e celebração do contrato de adesão de permissão para exploração do Serviço de Transporte Público Coletivo do DF. Por fim, o acusado Júlio Urnau, para demonstrar a seriedade, afirmou que somente foi àquele encontro para tratar da propina, porque Alberto Fraga o havia autorizado a tanto. No encerramento da longa reunião, o denunciado Júlio Urnau disse que a vantagem indevida seria dividida em três parcelas de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Com as condições e termos da exigência de vantagem indevida estabelecidos, ficou de ser agendada a entrega e recebimento do dinheiro diretamente aos acusados Júlio Urnau e José Geraldo, e indiretamente ao acusado Alberto Fraga. Dias depois da reunião no Hotel Nacional, o denunciado Júlio Urnau ligou para Josenildo e marcou um novo encontro no embarque do Aeroporto Internacional de Brasília, oportunidade em que o acusado Júlio Urnau novamente exigiu da vítima Josenildo e Aécio o pagamento da quantia de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) para que o contrato entre a Secretaria de Transportes e a COOPATAG fosse assinado. A vítima Josenildo, porém, verificou a impossibilidade de pagamento de imediato da quantia exigida pelo acusado Júlio Urnau. Em razão disso, foi marcado um novo encontro no Núcleo Bandeirante (DF) e, ali, rendendo às exigências dos acusados, as vítimas Josenildo e Aécio Fábio disseram que a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF meses de outubro e novembro de 2008, oportunidade em que Júlio Urnau apresentaria a eles José Geraldo como sendo o ‘assessor de assuntos sujos do Governo Arruda’. O conteúdo da referida reunião (e de outros encontros) foi gravado em áudio por Josenildo. Segundo a gravação, na oportunidade, o acusado Júlio Urnau foi apresentado a Josenildo e Aécio Fábio como ‘Homem do Fraga’ por José Geraldo, e este último se apresenta como um ‘operador’ do então governador Arruda. Na reunião, os denunciados Júlio Urnau e José Geraldo exigiram o pagamento de vantagem indevida, para outorga de 01 (um) lote de 50 (cinquenta) microônibus e celebração do contrato de adesão de permissão para exploração do Serviço de Transporte Público Coletivo do DF. Por fim, o acusado Júlio Urnau, para demonstrar a seriedade, afirmou que somente foi àquele encontro para tratar da propina, porque Alberto Fraga o havia autorizado a tanto. No encerramento da longa reunião, o denunciado Júlio Urnau disse que a vantagem indevida seria dividida em três parcelas de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Com as condições e termos da exigência de vantagem indevida estabelecidos, ficou de ser agendada a entrega e recebimento do dinheiro diretamente aos acusados Júlio Urnau e José Geraldo, e indiretamente ao acusado Alberto Fraga. Dias depois da reunião no Hotel Nacional, o denunciado Júlio Urnau ligou para Josenildo e marcou um novo encontro no embarque do Aeroporto Internacional de Brasília, oportunidade em que o acusado Júlio Urnau novamente exigiu da vítima Josenildo e Aécio o pagamento da quantia de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) para que o contrato entre a Secretaria de Transportes e a COOPATAG fosse assinado. A vítima Josenildo, porém, verificou a impossibilidade de pagamento de imediato da quantia exigida pelo acusado Júlio Urnau. Em razão disso, foi marcado um novo encontro no Núcleo Bandeirante (DF) e, ali, rendendo às exigências dos acusados, as vítimas Josenildo e Aécio Fábio disseram que a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF primeira parcela seria entregue, conforme a exigência, mas que a segunda e a terceira parcelas seriam postergadas para após o início das atividades da COOPATAG, ou seja, após a assinatura do contrato de adesão entre a Secretaria de Transportes e a COOPATAG. Em longa conversa gravada em áudio pela vitima Josenildo, Júlio Urnau disse a Josenildo e Aécio que iria repassar ao acusado, Alberto Fraga as condições de cumprimento da vantagem indevida exigida, mas que poderia garantir assinatura do contrato entre a Secretaria de Transportes e a COOPATAG, desde que a primeira parcela exigida fosse paga pelas vitimas. Contudo, a vantagem indevida foi majorada por Alberto Fraga para R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), sendo instituída no âmbito da COOPATAG a denominada ‘Operação Consagração’, visando à coleta de recursos. Tal operação foi lançada nos registros contábeis da Cooperativa. O pagamento da primeira parcela, de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), foi feito no estacionamento do Aeroporto Internacional de Brasília. Na oportunidade, um pacote contendo a referida quantia foi repassado pela vitima Josenildo ao denunciado Irones Lopes Bispo, cunhado e ‘laranja’ de José Geraldo que, sabendo tratar-se de vantagem indevida, recebeu a quantia e a repassou, minutos depois, ao denunciado José Geraldo que o aguardava dentro de um veículo no lado exterior do referido estacionamento. Mais uma vez, Josenildo registrou o áudio do encontro, conforme já mencionado anteriormente. No interior do carro, dentro do estacionamento do Aeroporto de Brasília, Josenildo contou e recontou a quantia de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), entregando-a, após, para Irones Lopes Bispo, identificado na transcrição como H11. A segunda e a terceira parcelas da vantagem indevida que os denunciados João Alberto Fraga da Silva, indiretamente, Júlio Urnau e José Geraldo, diretamente exigiam, foram entregues por Josenildo a José Geraldo, no interior do Jardim 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF primeira parcela seria entregue, conforme a exigência, mas que a segunda e a terceira parcelas seriam postergadas para após o início das atividades da COOPATAG, ou seja, após a assinatura do contrato de adesão entre a Secretaria de Transportes e a COOPATAG. Em longa conversa gravada em áudio pela vitima Josenildo, Júlio Urnau disse a Josenildo e Aécio que iria repassar ao acusado, Alberto Fraga as condições de cumprimento da vantagem indevida exigida, mas que poderia garantir assinatura do contrato entre a Secretaria de Transportes e a COOPATAG, desde que a primeira parcela exigida fosse paga pelas vitimas. Contudo, a vantagem indevida foi majorada por Alberto Fraga para R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), sendo instituída no âmbito da COOPATAG a denominada ‘Operação Consagração’, visando à coleta de recursos. Tal operação foi lançada nos registros contábeis da Cooperativa. O pagamento da primeira parcela, de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), foi feito no estacionamento do Aeroporto Internacional de Brasília. Na oportunidade, um pacote contendo a referida quantia foi repassado pela vitima Josenildo ao denunciado Irones Lopes Bispo, cunhado e ‘laranja’ de José Geraldo que, sabendo tratar-se de vantagem indevida, recebeu a quantia e a repassou, minutos depois, ao denunciado José Geraldo que o aguardava dentro de um veículo no lado exterior do referido estacionamento. Mais uma vez, Josenildo registrou o áudio do encontro, conforme já mencionado anteriormente. No interior do carro, dentro do estacionamento do Aeroporto de Brasília, Josenildo contou e recontou a quantia de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), entregando-a, após, para Irones Lopes Bispo, identificado na transcrição como H11. A segunda e a terceira parcelas da vantagem indevida que os denunciados João Alberto Fraga da Silva, indiretamente, Júlio Urnau e José Geraldo, diretamente exigiam, foram entregues por Josenildo a José Geraldo, no interior do Jardim 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF Zoológico de Brasília e na Região Administrativa do Núcleo Bandeirante-DF, respectivamente. […] Em outro campo de atuação dos acusados, em 18.11.2008, deu-se início, formalmente, à sindicância n. 0410-003795/2008 na Secretaria de Transportes para rescisão do contrato de adesão n.007/2008, assinado entre a COOBRATAETE e a Secretaria de Transportes do Distrito Federal, visando à retirada de um lote de 50 (cinqüenta) microônibus da COOBRATAETE e entrega do referido lote para a COOPATAG. A comissão de sindicância foi instaurada pela Portaria n.72 de 18/11/2008, assinada justamente pelo acusado Júlio Luis Urnau, respondendo pelo cargo de Secretário de Transportes, e foi composta pelo acusado José Geraldo de Oliveira Melo, presidente, além das servidoras Amanda Sanches Lima e Kái1a Carvalho de Castro. Desde o inicio dos trabalhos da referida sindicância, os acusados José Geraldo e Júlio Urnau determinaram às servidoras Amanda Sanches e Kátia Carvalho que o procedimento deveria, necessária e urgentemente, ser concluído pela rescisão do contrato da COOBRATAETE, sem que outro resultado dela pudesse advir, em razão do futuro pagamento da vantagem exigida acima descrita, com evidente desvio de finalidade. No dia 30 de dezembro de 2008, a Comissão de Sindicância apresentou relatório final concluindo pela rescisão do referido contrato entre a COBRATAETE e a Secretaria de Transportes. No dia 27 de fevereiro de 2009, foi publicado no D.O.D.F. o extrato da rescisão contratual entre a Secretaria de Transportes do DF e a COOBRATAETE, abrindo caminho para o repasse do lote de microônibus para a COOPATAG. E, finalmente, no dia 24 de março de 2009, foi celebrado contrato de adesão entre a COOPATAG e Secretaria de Transportes do DF, objeto de exigência de vantagem indevida descritos na presente denúncia, assinado pelo acusado João 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF Zoológico de Brasília e na Região Administrativa do Núcleo Bandeirante-DF, respectivamente. […] Em outro campo de atuação dos acusados, em 18.11.2008, deu-se início, formalmente, à sindicância n. 0410-003795/2008 na Secretaria de Transportes para rescisão do contrato de adesão n.007/2008, assinado entre a COOBRATAETE e a Secretaria de Transportes do Distrito Federal, visando à retirada de um lote de 50 (cinqüenta) microônibus da COOBRATAETE e entrega do referido lote para a COOPATAG. A comissão de sindicância foi instaurada pela Portaria n.72 de 18/11/2008, assinada justamente pelo acusado Júlio Luis Urnau, respondendo pelo cargo de Secretário de Transportes, e foi composta pelo acusado José Geraldo de Oliveira Melo, presidente, além das servidoras Amanda Sanches Lima e Kái1a Carvalho de Castro. Desde o inicio dos trabalhos da referida sindicância, os acusados José Geraldo e Júlio Urnau determinaram às servidoras Amanda Sanches e Kátia Carvalho que o procedimento deveria, necessária e urgentemente, ser concluído pela rescisão do contrato da COOBRATAETE, sem que outro resultado dela pudesse advir, em razão do futuro pagamento da vantagem exigida acima descrita, com evidente desvio de finalidade. No dia 30 de dezembro de 2008, a Comissão de Sindicância apresentou relatório final concluindo pela rescisão do referido contrato entre a COBRATAETE e a Secretaria de Transportes. No dia 27 de fevereiro de 2009, foi publicado no D.O.D.F. o extrato da rescisão contratual entre a Secretaria de Transportes do DF e a COOBRATAETE, abrindo caminho para o repasse do lote de microônibus para a COOPATAG. E, finalmente, no dia 24 de março de 2009, foi celebrado contrato de adesão entre a COOPATAG e Secretaria de Transportes do DF, objeto de exigência de vantagem indevida descritos na presente denúncia, assinado pelo acusado João 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF Alberto Fraga da Silva e pela vítima Josenildo Batista dos Santos, para outorga da permissão de operação no Sistema de Transporte Público do DF, por meio de 01 (um) Lote de 50 (cinqüenta) microônibus”. O art. 397 do Código de Processo Penal determina a absolvição sumária do réu quando (a) se verificar a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato ou da culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade; (b) evidente a atipicidade do fato narrado; ou (c) extinta a punibilidade do agente. No presente caso, nenhuma das hipóteses legais faz-se presente, razão pela qual é incabível a absolvição do acusado neste momento processual. Com efeito, o Ministério Público relata, na denúncia, fatos que se amoldam, em tese, ao tipo penal descrito no art. 316 do Código Penal, não estando evidenciada a atipicidade da conduta atribuída ao parlamentar. Por outro lado, não se constata a existência de qualquer causa excludente da ilicitude ou da culpabilidade do agente, nem a extinção de sua punibilidade. Saliente-se que, na defesa prévia, sequer se alega, de forma consistente, a ocorrência de qualquer das hipóteses do art. 397 do Código de Processo Penal, limitando-se a sustentar que (a) não é lógico que a COOPATAG tenha pagado vantagem indevida aos agentes públicos se sua pretensão estava amparada por decisão judicial; (b) o acusado nunca pediu, deu ordens ou autorizou que alguém, em seu nome, exigisse, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, vantagem indevida; e (c) o réu determinou a instauração de sindicâncias para apurar denúncias alusivas à ocorrência de irregularidades envolvendo os contratos referidos pelo Ministério Público na denúncia, conduta essa incompatível com os fatos a ele atribuídos pelo órgão de acusação. As afirmações do acusado se reportam à matéria de fundo e serão oportunamente enfrentadas, após encontrar-se devidamente instruído o processo. Neste momento, não se verificando, de plano, nenhuma das hipóteses arroladas no art. 397 do Código de Processo Penal, deve a ação penal ter regular prosseguimento. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF Alberto Fraga da Silva e pela vítima Josenildo Batista dos Santos, para outorga da permissão de operação no Sistema de Transporte Público do DF, por meio de 01 (um) Lote de 50 (cinqüenta) microônibus”. O art. 397 do Código de Processo Penal determina a absolvição sumária do réu quando (a) se verificar a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato ou da culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade; (b) evidente a atipicidade do fato narrado; ou (c) extinta a punibilidade do agente. No presente caso, nenhuma das hipóteses legais faz-se presente, razão pela qual é incabível a absolvição do acusado neste momento processual. Com efeito, o Ministério Público relata, na denúncia, fatos que se amoldam, em tese, ao tipo penal descrito no art. 316 do Código Penal, não estando evidenciada a atipicidade da conduta atribuída ao parlamentar. Por outro lado, não se constata a existência de qualquer causa excludente da ilicitude ou da culpabilidade do agente, nem a extinção de sua punibilidade. Saliente-se que, na defesa prévia, sequer se alega, de forma consistente, a ocorrência de qualquer das hipóteses do art. 397 do Código de Processo Penal, limitando-se a sustentar que (a) não é lógico que a COOPATAG tenha pagado vantagem indevida aos agentes públicos se sua pretensão estava amparada por decisão judicial; (b) o acusado nunca pediu, deu ordens ou autorizou que alguém, em seu nome, exigisse, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, vantagem indevida; e (c) o réu determinou a instauração de sindicâncias para apurar denúncias alusivas à ocorrência de irregularidades envolvendo os contratos referidos pelo Ministério Público na denúncia, conduta essa incompatível com os fatos a ele atribuídos pelo órgão de acusação. As afirmações do acusado se reportam à matéria de fundo e serão oportunamente enfrentadas, após encontrar-se devidamente instruído o processo. Neste momento, não se verificando, de plano, nenhuma das hipóteses arroladas no art. 397 do Código de Processo Penal, deve a ação penal ter regular prosseguimento. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 911 QO / DF 4. Pelo exposto, indefiro os pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado, abrindo-se a fase de instrução (art. 9... da Lei 8.038/1990). É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Supremo Tribunal Federal AP 911 QO / DF 4. Pelo exposto, indefiro os pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado, abrindo-se a fase de instrução (art. 9... da Lei 8.038/1990). É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9468986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA ADV.(A/S) : EVERARDO ALVES RIBEIRO ADV.(A/S) : FLÁVIO LEMOS DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por votação unânime, deliberou no sentido de indeferir os pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado e determinou a abertura da fase de instrução, nos termos do art. 9... da Lei n 8.038/1990, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563745 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 911 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA ADV.(A/S) : EVERARDO ALVES RIBEIRO ADV.(A/S) : FLÁVIO LEMOS DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por votação unânime, deliberou no sentido de indeferir os pedidos de rejeição da denúncia e de absolvição sumária do acusado e determinou a abertura da fase de instrução, nos termos do art. 9... da Lei n 8.038/1990, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563745 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO PENAL 911", "AP 911 QO", "AP 911 QO / DF", "AÇÃO PENAL 911", "AP 911 QO / DF", "AÇÃO PENAL 911", "AP 630 AgR", "AP 616 QO", "AP 679 QO", "AP 705 QO", "AP 911 QO / DF", "AP 630 AgR", "AP 616 QO", "AP 679 QO", "AP 705 QO", "AP 911 QO / DF", "proc", ". n . 2008 . 00 . 2 . 001670 - 3", "processo n . 2008 . 07 . 1 . 020611 - 4", "ação judicial n . 2008 . 01 . 1 . 009893 - 9", "proc", ". n . 2008 . 00 . 2 . 001670 - 3", "processo n . 2008 . 07 . 1 . 020611 - 4", "AP 911 QO / DF", "AÇÃO PENAL 911", "AÇÃO PENAL 911" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 316 DO CÓDIGO PENAL", "ART . 397 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "art . 397 do Código de Processo Penal", "art . 397 do Código de Processo Penal", "art . 9 . . . da Lei n 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 316 do Código Penal", "art . 316 c / c arts . 29 , caput , e 30 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 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"Alberto Fraga", "Júlio Urnau", "Júlio Urnau", "José Geraldo", "Alberto Fraga", "Júlio Urnau", "Josenildo", "Júlio Urnau", "Josenildo", "Aécio", "Josenildo", "Júlio Urnau", "Josenildo", "Aécio Fábio", "Júlio Urnau", "José Geraldo", "Josenildo", "Júlio Urnau", "Josenildo", "Aécio Fábio", "José Geraldo", "Arruda", "Júlio Urnau", "José Geraldo", "Júlio Urnau", "Alberto Fraga", "Júlio Urnau", "Júlio Urnau", "José Geraldo", "Alberto Fraga", "Júlio Urnau", "Josenildo", "Júlio Urnau", "Josenildo", "Aécio", "Josenildo", "Júlio Urnau", "Josenildo", "Aécio Fábio", "TEORI ZAVASCKI", "Josenildo", "Júlio Urnau", "Josenildo", "Aécio", "Alberto Fraga", "Alberto Fraga", "Josenildo", "Irones Lopes Bispo", "José", "Geraldo", "José Geraldo", "Josenildo", "Josenildo", "Irones Lopes Bispo", "H11", "João Alberto Fraga da Silva", "Júlio Urnau", "José Geraldo", "Josenildo", "José", "Geraldo", "Josenildo", "Júlio Urnau", "Josenildo", "Aécio", "Alberto Fraga", "Alberto Fraga", "Josenildo", "Irones Lopes Bispo", "José", "Geraldo", "José Geraldo", "Josenildo", "Josenildo", "Irones Lopes Bispo", "H11", "João Alberto Fraga da Silva", "Júlio Urnau", "José Geraldo", "Josenildo", "José", "Geraldo", "TEORI ZAVASCKI", "Júlio Luis Urnau", "José Geraldo de Oliveira Melo", "Amanda Sanches Lima", "Kái1a Carvalho de Castro", "José Geraldo", "Júlio Urnau", "Amanda Sanches", "Kátia Carvalho", "Júlio Luis Urnau", "José Geraldo de Oliveira Melo", "Amanda Sanches Lima", "Kái1a Carvalho de Castro", "José Geraldo", "Júlio Urnau", "Amanda Sanches", "Kátia Carvalho", "João", "TEORI ZAVASCKI", "Alberto Fraga da Silva", "Josenildo Batista dos Santos", "Alberto Fraga da Silva", "Josenildo Batista dos Santos", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA", "EVERARDO ALVES RIBEIRO", "FLÁVIO LEMOS DE OLIVEIRA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA", "EVERARDO ALVES RIBEIRO", "FLÁVIO LEMOS DE OLIVEIRA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "outubro de 2013", "27", ".", "08", ".", "2008", "24", ".", "03", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "outubro de 2013", "27", ".", "08", ".", "2008", "24", ".", "03", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "-", "03", "-", "2012", "13", "-", "02", "-", "2014", "30", "-", "10", "-", "2014", "01", "-", "08", "-", "2014", "janeiro de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "-", "03", "-", "2012", "13", "-", "02", "-", "2014", "30", "-", "10", "-", "2014", "01", "-", "08", "-", "2014", "janeiro de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "08", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "08", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "outubro", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "11", ".", "2008", "18", "/", "11", "/", "2008", "30 de dezembro de 2008", "27 de fevereiro de 2009", "24 de março de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "11", ".", "2008", "18", "/", "11", "/", "2008", "30 de dezembro de 2008", "27 de fevereiro de 2009", "24 de março de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "09", "/", "2015", "22", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ISRAEL ANTONIO DE FRANÇA IMPTE.(S) :ANTONIO MILHIM DAVID COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO WRIT. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. PROGRESSÃO DE REGIME. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como regra, para rever decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. 3. Inviável a análise das matérias não debatidas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância, em afronta às normas constitucionais de competência. Precedentes 4. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito pela inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a admitia. Brasília, 19 de março de 2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622767. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 112488 / DF Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622767. Supremo Tribunal Federal HC 112488 / DF Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ISRAEL ANTONIO DE FRANÇA IMPTE.(S) :ANTONIO MILHIM DAVID COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Antonio Milhim David em favor de Israel Antonio de França contra decisões colegiadas do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do AI 1.141.035-SP, não conheceram do agravo regimental e dos embargos de declaração opostos. Inicialmente, registro que o presente writ foi anteriormente impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça (HC 223.312/SP). Todavia, sendo manifesta a incompetência da Corte Superior para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato emanado daquele Tribunal, o eminente Ministro Sebastião Reis Júnior, em 25.11.2011, negou seguimento ao pedido e determinou a remessa dos autos para este Supremo Tribunal Federal. Os autos foram autuados e distribuídos à minha relatoria em 29.02.2012. O paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes tipificados nos arts. 12, 14 e 18, inciso III, da Lei 6.368/76. O magistrado de primeiro grau prolatou sentença absolutória. Inconformado, o Ministério Público do Estado de São Paulo interpôs apelação criminal, que foi provida pela Corte Estadual para condenar Israel Antonio de França à pena de 4 (quatro) anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 66 (sessenta e seis) dias-multa, pela prática dos delitos mencionados. O Tribunal de Justiça ainda inadmitiu recurso especial manejado pela defesa. O Superior Tribunal de Justiça, nos autos do AI 1.141.035/SP, interposto por Israel Antonio de França contra decisão que inadmitiu o apelo especial, não conheceu do recurso pela falta da correta formação do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622768. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ISRAEL ANTONIO DE FRANÇA IMPTE.(S) :ANTONIO MILHIM DAVID COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Antonio Milhim David em favor de Israel Antonio de França contra decisões colegiadas do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do AI 1.141.035-SP, não conheceram do agravo regimental e dos embargos de declaração opostos. Inicialmente, registro que o presente writ foi anteriormente impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça (HC 223.312/SP). Todavia, sendo manifesta a incompetência da Corte Superior para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato emanado daquele Tribunal, o eminente Ministro Sebastião Reis Júnior, em 25.11.2011, negou seguimento ao pedido e determinou a remessa dos autos para este Supremo Tribunal Federal. Os autos foram autuados e distribuídos à minha relatoria em 29.02.2012. O paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes tipificados nos arts. 12, 14 e 18, inciso III, da Lei 6.368/76. O magistrado de primeiro grau prolatou sentença absolutória. Inconformado, o Ministério Público do Estado de São Paulo interpôs apelação criminal, que foi provida pela Corte Estadual para condenar Israel Antonio de França à pena de 4 (quatro) anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 66 (sessenta e seis) dias-multa, pela prática dos delitos mencionados. O Tribunal de Justiça ainda inadmitiu recurso especial manejado pela defesa. O Superior Tribunal de Justiça, nos autos do AI 1.141.035/SP, interposto por Israel Antonio de França contra decisão que inadmitiu o apelo especial, não conheceu do recurso pela falta da correta formação do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622768. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 112488 / DF instrumento. Apesar de formulado pedido de reconsideração pela Defesa, a Quinta Turma do STJ, em observância ao princípio da fungibilidade recursal, recebeu o pedido como agravo regimental, mas dele não conheceu em razão de sua intempestividade. Opostos embargos de declaração, também não conhecidos porque intempestivos. Contra tal situação, impetrou-se o presente writ. Argumenta o Impetrante, em síntese, que o Superior Tribunal de Justiça deve conhecer o pedido de reconsideração, uma vez que a interposição fora do termo de fluência recursal ocorreu por circunstâncias alheias à sua vontade. Alega a nulidade da condenação pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, porque fundamentada em provas colhidas ilicitamente, e a existência dos requisitos para substituição da pena privativa de liberdade. Requer a concessão de pedido de liminar e, ao fim, da ordem de habeas corpus. Reproduzo ementas dos acórdãos do egrégio STJ aludidos: PROCESSUAL PENAL. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL. INTERPOSIÇÃO VIA FAX. ORIGINAL. NÃO APRESENTAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO NÃO-CONHECIDO. 1. É possível o recebimento de pedido de reconsideração como agravo regimental em atenção aos princípios da fungibilidade recursal e da instrumentalidade das formas. 2. É intempestivo o agravo regimental interposto fora do prazo legal de cinco dias, a teor do art. 258 do RISTJ. 3. Interposto o recurso via fax, é de exclusiva responsabilidade do recorrente a entrega da via original no prazo de até cinco dias do término do prazo recursal. 4. Pedido de reconsideração recebido como agravo regimental, de que não se conhece. (AgR no AI 1.141.035/SP, rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, DJe 05.4.2010). PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO NO AGRAVO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622768. Supremo Tribunal Federal HC 112488 / DF instrumento. Apesar de formulado pedido de reconsideração pela Defesa, a Quinta Turma do STJ, em observância ao princípio da fungibilidade recursal, recebeu o pedido como agravo regimental, mas dele não conheceu em razão de sua intempestividade. Opostos embargos de declaração, também não conhecidos porque intempestivos. Contra tal situação, impetrou-se o presente writ. Argumenta o Impetrante, em síntese, que o Superior Tribunal de Justiça deve conhecer o pedido de reconsideração, uma vez que a interposição fora do termo de fluência recursal ocorreu por circunstâncias alheias à sua vontade. Alega a nulidade da condenação pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, porque fundamentada em provas colhidas ilicitamente, e a existência dos requisitos para substituição da pena privativa de liberdade. Requer a concessão de pedido de liminar e, ao fim, da ordem de habeas corpus. Reproduzo ementas dos acórdãos do egrégio STJ aludidos: PROCESSUAL PENAL. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL. INTERPOSIÇÃO VIA FAX. ORIGINAL. NÃO APRESENTAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO NÃO-CONHECIDO. 1. É possível o recebimento de pedido de reconsideração como agravo regimental em atenção aos princípios da fungibilidade recursal e da instrumentalidade das formas. 2. É intempestivo o agravo regimental interposto fora do prazo legal de cinco dias, a teor do art. 258 do RISTJ. 3. Interposto o recurso via fax, é de exclusiva responsabilidade do recorrente a entrega da via original no prazo de até cinco dias do término do prazo recursal. 4. Pedido de reconsideração recebido como agravo regimental, de que não se conhece. (AgR no AI 1.141.035/SP, rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, DJe 05.4.2010). PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO NO AGRAVO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622768. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 112488 / DF INSTRUMENTO. INTEMPESTIVIDADE. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. PRECEDENTES. 1. São intempestivos os embargos de declaração interpostos fora do prazo recursal de 2 (dois) dias, conforme disposto no art. 619 do CPP. 2. Embargos de declaração não conhecidos. (Edcl no AgR no AI 1.141.035/SP, rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, DJe 05.4.2010). Indeferi o pedido liminar em 20.3.2012. Pedido de reconsideração da Defesa, alegando já ter o paciente cumprido o tempo necessário para progressão de regime e repisando o pedido de absolvição. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622768. Supremo Tribunal Federal HC 112488 / DF INSTRUMENTO. INTEMPESTIVIDADE. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. PRECEDENTES. 1. São intempestivos os embargos de declaração interpostos fora do prazo recursal de 2 (dois) dias, conforme disposto no art. 619 do CPP. 2. Embargos de declaração não conhecidos. (Edcl no AgR no AI 1.141.035/SP, rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, DJe 05.4.2010). Indeferi o pedido liminar em 20.3.2012. Pedido de reconsideração da Defesa, alegando já ter o paciente cumprido o tempo necessário para progressão de regime e repisando o pedido de absolvição. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622768. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus anteriormente impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça (HC 223.312/SP). Todavia, sendo manifesta a incompetência da Corte Superior para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato emanado daquele Tribunal – qual seja, decisão que não conheceu do AI 1.141.035/SP por falta de correta formação do instrumento, foi determinada a remessa dos autos a esta Suprema Corte. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial. Cabe-lhe igualmente decidir sobre a admissibilidade ou não de tal recurso. O Supremo Tribunal Federal tem rejeitado submeter, ao seu escrutínio, a decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. Tal jurisprudência se formou principalmente no âmbito de julgamentos quanto à inadmissibilidade de recursos extraordinários (vg.: Não cabe recurso extraordinário para rever os requisitos de admissibilidade de recurso especial, cujo seguimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça, por se tratar de matéria infraconstitucional - AI 724.135-AgR/MS 2.ª Turma do STF Rel. Min. Joaquim Barbosa unânime j. 16/11/2010 DJe 234, de 03.12.2010). Culminou em decisão desta Corte pela inexistência de repercussão geral sobre o tema, inviabilizando novos recursos extraordinários a respeito: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus anteriormente impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça (HC 223.312/SP). Todavia, sendo manifesta a incompetência da Corte Superior para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato emanado daquele Tribunal – qual seja, decisão que não conheceu do AI 1.141.035/SP por falta de correta formação do instrumento, foi determinada a remessa dos autos a esta Suprema Corte. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial. Cabe-lhe igualmente decidir sobre a admissibilidade ou não de tal recurso. O Supremo Tribunal Federal tem rejeitado submeter, ao seu escrutínio, a decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. Tal jurisprudência se formou principalmente no âmbito de julgamentos quanto à inadmissibilidade de recursos extraordinários (vg.: Não cabe recurso extraordinário para rever os requisitos de admissibilidade de recurso especial, cujo seguimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça, por se tratar de matéria infraconstitucional - AI 724.135-AgR/MS 2.ª Turma do STF Rel. Min. Joaquim Barbosa unânime j. 16/11/2010 DJe 234, de 03.12.2010). Culminou em decisão desta Corte pela inexistência de repercussão geral sobre o tema, inviabilizando novos recursos extraordinários a respeito: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 112488 / DF rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608. (RE 598.365, Rel. Min. Ayres Britto, DJe - 055 de 25.3.2010)” Há também julgados em habeas corpus sobre o tema, de que é exemplo o seguinte precedente: “HABEAS CORPUS. ALEGADO CONSTRANGIMENTO ILEGAL, CONSISTENTE EM ACÓRDÃO QUE NÃO CONHECEU DO RECURSO ESPECIAL, AO FUNDAMENTO DE IMPUGNAÇÃO GENÉRICA E DE IMPRESCINDIBILIDADE DE REEXAME PROBATÓRIO. O Superior Tribunal de Justiça é a jurisdição final sobre os pressupostos de admissibilidade do recurso especial, motivo pelo qual não pode o Supremo Tribunal Federal reapreciar tais requisitos e o rejulgar do recurso, salvo, por se tratar de habeas corpus, na hipótese de flagrante ilegalidade. Caso em que a Corte Superior de Justiça deu adequada solução ao recurso interposto. Inexistência, portanto, do alegado constrangimento ilegal. (HC 85.195/RS Rel. Min. Carlos Ayres Britto Primeira Turma un. - j. 24.05.2005.)” Mais recente, destaco o seguinte precedente desta Primeira Turma, de minha lavra: “HABEAS CORPUS. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRAZO DE CINCO DIAS PARA O AGRAVO CONTRA A DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO EXTRAORDINÁRIO OU DO ESPECIAL. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como regra, para rever decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Supremo Tribunal Federal HC 112488 / DF rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608. (RE 598.365, Rel. Min. Ayres Britto, DJe - 055 de 25.3.2010)” Há também julgados em habeas corpus sobre o tema, de que é exemplo o seguinte precedente: “HABEAS CORPUS. ALEGADO CONSTRANGIMENTO ILEGAL, CONSISTENTE EM ACÓRDÃO QUE NÃO CONHECEU DO RECURSO ESPECIAL, AO FUNDAMENTO DE IMPUGNAÇÃO GENÉRICA E DE IMPRESCINDIBILIDADE DE REEXAME PROBATÓRIO. O Superior Tribunal de Justiça é a jurisdição final sobre os pressupostos de admissibilidade do recurso especial, motivo pelo qual não pode o Supremo Tribunal Federal reapreciar tais requisitos e o rejulgar do recurso, salvo, por se tratar de habeas corpus, na hipótese de flagrante ilegalidade. Caso em que a Corte Superior de Justiça deu adequada solução ao recurso interposto. Inexistência, portanto, do alegado constrangimento ilegal. (HC 85.195/RS Rel. Min. Carlos Ayres Britto Primeira Turma un. - j. 24.05.2005.)” Mais recente, destaco o seguinte precedente desta Primeira Turma, de minha lavra: “HABEAS CORPUS. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRAZO DE CINCO DIAS PARA O AGRAVO CONTRA A DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO EXTRAORDINÁRIO OU DO ESPECIAL. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como regra, para rever decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 112488 / DF do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. Caso no qual a pretensão de revisão é manifestamente contrária à jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. 3. O prazo para interposição de agravo contra decisão que não admite o recurso extraordinário em matéria criminal é de cinco dias. A Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal não foi afetada pela Lei nº 12.322/2010. Questão pacificada na Suprema Corte. Entendimento extensível ao agravo em recurso especial. 4. Ordem denegada.” (HC 112.324 – Rel. Ministra Rosa Weber – 1ª Turma – un. - j. 28.8.2012). Entendo de todo inviável admitir a utilização do já prodigalizado habeas corpus para rever as decisões do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial, questão que não está relacionada, senão reflexamente, com a liberdade de locomoção, e a ser resolvida no âmbito daquela Corte. Apenas para casos teratológicos poderia ser cogitado. No caso, o AI 1.141.035/SP não foi conhecido por deficiência na instrução, o pedido de reconsideração interposto pela Defesa foi recebido como agravo regimental, porém não foi conhecido por intempestividade assim como os embargos declaratórios opostos contra essa decisão. Como assentei ao indeferir o pedido liminar: “(...) o ato hostilizado está correto, pois incumbe ao agravante observar todos os requisitos indispensáveis à admissibilidade recursal, inclusive o de realizar os atos processuais no tempo e na forma em que a lei prescrever. Precedente: HC 86.712/MG, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJ 28.4.2006. O questionamento em relação aos pressupostos de admissibilidade recursal devem ser exauridos no julgamento do próprio recurso, sendo inviável a utilização do habeas corpus para tal finalidade” . 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Supremo Tribunal Federal HC 112488 / DF do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. Caso no qual a pretensão de revisão é manifestamente contrária à jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. 3. O prazo para interposição de agravo contra decisão que não admite o recurso extraordinário em matéria criminal é de cinco dias. A Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal não foi afetada pela Lei nº 12.322/2010. Questão pacificada na Suprema Corte. Entendimento extensível ao agravo em recurso especial. 4. Ordem denegada.” (HC 112.324 – Rel. Ministra Rosa Weber – 1ª Turma – un. - j. 28.8.2012). Entendo de todo inviável admitir a utilização do já prodigalizado habeas corpus para rever as decisões do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial, questão que não está relacionada, senão reflexamente, com a liberdade de locomoção, e a ser resolvida no âmbito daquela Corte. Apenas para casos teratológicos poderia ser cogitado. No caso, o AI 1.141.035/SP não foi conhecido por deficiência na instrução, o pedido de reconsideração interposto pela Defesa foi recebido como agravo regimental, porém não foi conhecido por intempestividade assim como os embargos declaratórios opostos contra essa decisão. Como assentei ao indeferir o pedido liminar: “(...) o ato hostilizado está correto, pois incumbe ao agravante observar todos os requisitos indispensáveis à admissibilidade recursal, inclusive o de realizar os atos processuais no tempo e na forma em que a lei prescrever. Precedente: HC 86.712/MG, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJ 28.4.2006. O questionamento em relação aos pressupostos de admissibilidade recursal devem ser exauridos no julgamento do próprio recurso, sendo inviável a utilização do habeas corpus para tal finalidade” . 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 112488 / DF Por outro lado, quanto à suposta nulidade das provas em que embasada a condenação, não foi a matéria objeto de análise pelo Superior Tribunal de Justiça e seu exame por esta Corte Suprema implicaria supressão de instância, em afronta às normas constitucionais de competência. Ainda que assim não fosse, para entender de modo diverso do decidido pelo Tribunal de Apelação, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório, o que não é possível na via estreita do writ. Do mesmo modo, haveria supressão de instância quanto ao pedido de substituição da pena e de progressão de regime, o que, todavia, não impede que essas irresignações sejam apreciadas pelo Juízo da Execução com o trânsito em julgado da ação penal. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução de mérito por inadequação da via eleita. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Supremo Tribunal Federal HC 112488 / DF Por outro lado, quanto à suposta nulidade das provas em que embasada a condenação, não foi a matéria objeto de análise pelo Superior Tribunal de Justiça e seu exame por esta Corte Suprema implicaria supressão de instância, em afronta às normas constitucionais de competência. Ainda que assim não fosse, para entender de modo diverso do decidido pelo Tribunal de Apelação, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório, o que não é possível na via estreita do writ. Do mesmo modo, haveria supressão de instância quanto ao pedido de substituição da pena e de progressão de regime, o que, todavia, não impede que essas irresignações sejam apreciadas pelo Juízo da Execução com o trânsito em julgado da ação penal. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução de mérito por inadequação da via eleita. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Revisão de Apartes 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor Presidente, este habeas corpus, veja que interessante, foi impetrado - embora se volte contra decisões colegiadas do STJ, em que não foi conhecido agravo de instrumento; na verdade, em que foi negado agravo regimental contra juízo de não conhecimento de agravo de instrumento, também rejeitados os embargos de declaração - perante o STJ e, aí, remetido a esta Corte. E estou, na mesma linha de Vossa Excelência, denegando a ordem, entendendo que não cabe ao Supremo o reexame de pressupostos de admissibilidade de recurso especial, salvo manifesta teratologia, que não é o caso. Aqui foram decisões de não conhecimento, por intempestividade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Então, Ministra Rosa, só para afinarmos a decisão. Vossa Excelência pode concluir pela inadmissão e a extinção, fazendo adequação da via eleita, porque fica de acordo com o anterior, e o Ministro Marco Aurélio mantém o entendimento. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Isso, faço a adequação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3614249. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor Presidente, este habeas corpus, veja que interessante, foi impetrado - embora se volte contra decisões colegiadas do STJ, em que não foi conhecido agravo de instrumento; na verdade, em que foi negado agravo regimental contra juízo de não conhecimento de agravo de instrumento, também rejeitados os embargos de declaração - perante o STJ e, aí, remetido a esta Corte. E estou, na mesma linha de Vossa Excelência, denegando a ordem, entendendo que não cabe ao Supremo o reexame de pressupostos de admissibilidade de recurso especial, salvo manifesta teratologia, que não é o caso. Aqui foram decisões de não conhecimento, por intempestividade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Então, Ministra Rosa, só para afinarmos a decisão. Vossa Excelência pode concluir pela inadmissão e a extinção, fazendo adequação da via eleita, porque fica de acordo com o anterior, e o Ministro Marco Aurélio mantém o entendimento. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Isso, faço a adequação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3614249. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mantenho, Presidente, e deixo nas notas taquigráficas, que me reporto ao voto proferido no Habeas Corpus nº 113.468, que farei transcrever. Consigno para contar com notas e não ter duplo trabalho. O que temos é que foi interposto especial em um processo- crime, a colocar em risco a liberdade de ir e vir do paciente. O Superior Tribunal de Justiça julgou o agravo. Indago: esse julgamento, por órgão do Superior, desafia ou não habeas corpus? A meu ver, sim. Para que o habeas corpus seja adequado, basta que se articule – a procedência ou improcedência diz respeito ao mérito – a prática de ato ilegal a alcançar, na via direta ou não, a liberdade de ir e vir do cidadão. Por isso, admito a impetração. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626090. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mantenho, Presidente, e deixo nas notas taquigráficas, que me reporto ao voto proferido no Habeas Corpus nº 113.468, que farei transcrever. Consigno para contar com notas e não ter duplo trabalho. O que temos é que foi interposto especial em um processo- crime, a colocar em risco a liberdade de ir e vir do paciente. O Superior Tribunal de Justiça julgou o agravo. Indago: esse julgamento, por órgão do Superior, desafia ou não habeas corpus? A meu ver, sim. Para que o habeas corpus seja adequado, basta que se articule – a procedência ou improcedência diz respeito ao mérito – a prática de ato ilegal a alcançar, na via direta ou não, a liberdade de ir e vir do cidadão. Por isso, admito a impetração. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.488 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ISRAEL ANTONIO DE FRANÇA IMPTE.(S) : ANTONIO MILHIM DAVID COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a admitia. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604679 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.488 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ISRAEL ANTONIO DE FRANÇA IMPTE.(S) : ANTONIO MILHIM DAVID COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a admitia. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604679 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3655104
2013-03-19T00:00:00
2013-04-17T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a admitia. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA HABEAS CORPUS. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO WRIT. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. PROGRESSÃO DE REGIME. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como regra, para rever decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. 3. Inviável a análise das matérias não debatidas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância, em afronta às normas constitucionais de competência. Precedentes 4. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito pela inadequação da via eleita.
sjur228225
- Acórdão(s) citado(s) (JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE, RECURSO ESPECIAL, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 724135 AgR (2ªT), RE 598365. (HABEAS CORPUS, RECURSO ESPECIAL, JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE) HC 85195 (1ªT), HC 112324 (1ªT). - Veja AI 1141035 e HC 223312 do STJ. Número de páginas: 12. Análise: 09/05/2013, SEV. Revisão: 31/05/2013, IMC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
112488
null
HC
acordaos
HC 112488
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PACTE.(S) : ISRAEL ANTONIO DE FRANÇA IMPTE.(S) : ANTONIO MILHIM DAVID COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ISRAEL ANTONIO DE FRANÇA IMPTE.(S) :ANTONIO MILHIM DAVID COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO WRIT. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. PROGRESSÃO DE REGIME. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como regra, para rever decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. 3. Inviável a análise das matérias não debatidas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância, em afronta às normas constitucionais de competência. Precedentes 4. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito pela inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a admitia. Brasília, 19 de março de 2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622767. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 112488 / DF Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622767. Supremo Tribunal Federal HC 112488 / DF Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ISRAEL ANTONIO DE FRANÇA IMPTE.(S) :ANTONIO MILHIM DAVID COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Antonio Milhim David em favor de Israel Antonio de França contra decisões colegiadas do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do AI 1.141.035-SP, não conheceram do agravo regimental e dos embargos de declaração opostos. Inicialmente, registro que o presente writ foi anteriormente impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça (HC 223.312/SP). Todavia, sendo manifesta a incompetência da Corte Superior para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato emanado daquele Tribunal, o eminente Ministro Sebastião Reis Júnior, em 25.11.2011, negou seguimento ao pedido e determinou a remessa dos autos para este Supremo Tribunal Federal. Os autos foram autuados e distribuídos à minha relatoria em 29.02.2012. O paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes tipificados nos arts. 12, 14 e 18, inciso III, da Lei 6.368/76. O magistrado de primeiro grau prolatou sentença absolutória. Inconformado, o Ministério Público do Estado de São Paulo interpôs apelação criminal, que foi provida pela Corte Estadual para condenar Israel Antonio de França à pena de 4 (quatro) anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 66 (sessenta e seis) dias-multa, pela prática dos delitos mencionados. O Tribunal de Justiça ainda inadmitiu recurso especial manejado pela defesa. O Superior Tribunal de Justiça, nos autos do AI 1.141.035/SP, interposto por Israel Antonio de França contra decisão que inadmitiu o apelo especial, não conheceu do recurso pela falta da correta formação do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622768. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ISRAEL ANTONIO DE FRANÇA IMPTE.(S) :ANTONIO MILHIM DAVID COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Antonio Milhim David em favor de Israel Antonio de França contra decisões colegiadas do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do AI 1.141.035-SP, não conheceram do agravo regimental e dos embargos de declaração opostos. Inicialmente, registro que o presente writ foi anteriormente impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça (HC 223.312/SP). Todavia, sendo manifesta a incompetência da Corte Superior para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato emanado daquele Tribunal, o eminente Ministro Sebastião Reis Júnior, em 25.11.2011, negou seguimento ao pedido e determinou a remessa dos autos para este Supremo Tribunal Federal. Os autos foram autuados e distribuídos à minha relatoria em 29.02.2012. O paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes tipificados nos arts. 12, 14 e 18, inciso III, da Lei 6.368/76. O magistrado de primeiro grau prolatou sentença absolutória. Inconformado, o Ministério Público do Estado de São Paulo interpôs apelação criminal, que foi provida pela Corte Estadual para condenar Israel Antonio de França à pena de 4 (quatro) anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 66 (sessenta e seis) dias-multa, pela prática dos delitos mencionados. O Tribunal de Justiça ainda inadmitiu recurso especial manejado pela defesa. O Superior Tribunal de Justiça, nos autos do AI 1.141.035/SP, interposto por Israel Antonio de França contra decisão que inadmitiu o apelo especial, não conheceu do recurso pela falta da correta formação do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622768. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 112488 / DF instrumento. Apesar de formulado pedido de reconsideração pela Defesa, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, em observância ao princípio da fungibilidade recursal, recebeu o pedido como agravo regimental, mas dele não conheceu em razão de sua intempestividade. Opostos embargos de declaração, também não conhecidos porque intempestivos. Contra tal situação, impetrou-se o presente writ. Argumenta o Impetrante, em síntese, que o Superior Tribunal de Justiça deve conhecer o pedido de reconsideração, uma vez que a interposição fora do termo de fluência recursal ocorreu por circunstâncias alheias à sua vontade. Alega a nulidade da condenação pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, porque fundamentada em provas colhidas ilicitamente, e a existência dos requisitos para substituição da pena privativa de liberdade. Requer a concessão de pedido de liminar e, ao fim, da ordem de habeas corpus. Reproduzo ementas dos acórdãos do egrégio Superior Tribunal de Justiça aludidos: PROCESSUAL PENAL. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL. INTERPOSIÇÃO VIA FAX. ORIGINAL. NÃO APRESENTAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO NÃO-CONHECIDO. 1. É possível o recebimento de pedido de reconsideração como agravo regimental em atenção aos princípios da fungibilidade recursal e da instrumentalidade das formas. 2. É intempestivo o agravo regimental interposto fora do prazo legal de cinco dias, a teor do art. 258 do RISTJ. 3. Interposto o recurso via fax, é de exclusiva responsabilidade do recorrente a entrega da via original no prazo de até cinco dias do término do prazo recursal. 4. Pedido de reconsideração recebido como agravo regimental, de que não se conhece. (AgR no AI 1.141.035/SP, rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, DJe 05.4.2010). PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO NO AGRAVO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622768. Supremo Tribunal Federal HC 112488 / DF instrumento. Apesar de formulado pedido de reconsideração pela Defesa, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, em observância ao princípio da fungibilidade recursal, recebeu o pedido como agravo regimental, mas dele não conheceu em razão de sua intempestividade. Opostos embargos de declaração, também não conhecidos porque intempestivos. Contra tal situação, impetrou-se o presente writ. Argumenta o Impetrante, em síntese, que o Superior Tribunal de Justiça deve conhecer o pedido de reconsideração, uma vez que a interposição fora do termo de fluência recursal ocorreu por circunstâncias alheias à sua vontade. Alega a nulidade da condenação pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, porque fundamentada em provas colhidas ilicitamente, e a existência dos requisitos para substituição da pena privativa de liberdade. Requer a concessão de pedido de liminar e, ao fim, da ordem de habeas corpus. Reproduzo ementas dos acórdãos do egrégio Superior Tribunal de Justiça aludidos: PROCESSUAL PENAL. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL. INTERPOSIÇÃO VIA FAX. ORIGINAL. NÃO APRESENTAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO NÃO-CONHECIDO. 1. É possível o recebimento de pedido de reconsideração como agravo regimental em atenção aos princípios da fungibilidade recursal e da instrumentalidade das formas. 2. É intempestivo o agravo regimental interposto fora do prazo legal de cinco dias, a teor do art. 258 do RISTJ. 3. Interposto o recurso via fax, é de exclusiva responsabilidade do recorrente a entrega da via original no prazo de até cinco dias do término do prazo recursal. 4. Pedido de reconsideração recebido como agravo regimental, de que não se conhece. (AgR no AI 1.141.035/SP, rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, DJe 05.4.2010). PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO NO AGRAVO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622768. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 112488 / DF INSTRUMENTO. INTEMPESTIVIDADE. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. PRECEDENTES. 1. São intempestivos os embargos de declaração interpostos fora do prazo recursal de 2 (dois) dias, conforme disposto no art. 619 do CPP. 2. Embargos de declaração não conhecidos. (Edcl no AgR no AI 1.141.035/SP, rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, DJe 05.4.2010). Indeferi o pedido liminar em 20.3.2012. Pedido de reconsideração da Defesa, alegando já ter o paciente cumprido o tempo necessário para progressão de regime e repisando o pedido de absolvição. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622768. Supremo Tribunal Federal HC 112488 / DF INSTRUMENTO. INTEMPESTIVIDADE. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. PRECEDENTES. 1. São intempestivos os embargos de declaração interpostos fora do prazo recursal de 2 (dois) dias, conforme disposto no art. 619 do CPP. 2. Embargos de declaração não conhecidos. (Edcl no AgR no AI 1.141.035/SP, rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, DJe 05.4.2010). Indeferi o pedido liminar em 20.3.2012. Pedido de reconsideração da Defesa, alegando já ter o paciente cumprido o tempo necessário para progressão de regime e repisando o pedido de absolvição. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622768. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus anteriormente impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça (HC 223.312/SP). Todavia, sendo manifesta a incompetência da Corte Superior para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato emanado daquele Tribunal – qual seja, decisão que não conheceu do AI 1.141.035/SP por falta de correta formação do instrumento, foi determinada a remessa dos autos a esta Suprema Corte. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial. Cabe-lhe igualmente decidir sobre a admissibilidade ou não de tal recurso. O Supremo Tribunal Federal tem rejeitado submeter, ao seu escrutínio, a decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. Tal jurisprudência se formou principalmente no âmbito de julgamentos quanto à inadmissibilidade de recursos extraordinários (vg.: Não cabe recurso extraordinário para rever os requisitos de admissibilidade de recurso especial, cujo seguimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça, por se tratar de matéria infraconstitucional - AI 724.135-AgR/MS 2. Turma do Supremo Tribunal Federal Rel. Min. Joaquim Barbosa unânime j. 16/11/2010 DJe 234, de 03.12.2010). Culminou em decisão desta Corte pela inexistência de repercussão geral sobre o tema, inviabilizando novos recursos extraordinários a respeito: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus anteriormente impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça (HC 223.312/SP). Todavia, sendo manifesta a incompetência da Corte Superior para processar e julgar habeas corpus impetrado contra ato emanado daquele Tribunal – qual seja, decisão que não conheceu do AI 1.141.035/SP por falta de correta formação do instrumento, foi determinada a remessa dos autos a esta Suprema Corte. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial. Cabe-lhe igualmente decidir sobre a admissibilidade ou não de tal recurso. O Supremo Tribunal Federal tem rejeitado submeter, ao seu escrutínio, a decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. Tal jurisprudência se formou principalmente no âmbito de julgamentos quanto à inadmissibilidade de recursos extraordinários (vg.: Não cabe recurso extraordinário para rever os requisitos de admissibilidade de recurso especial, cujo seguimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça, por se tratar de matéria infraconstitucional - AI 724.135-AgR/MS 2. Turma do Supremo Tribunal Federal Rel. Min. Joaquim Barbosa unânime j. 16/11/2010 DJe 234, de 03.12.2010). Culminou em decisão desta Corte pela inexistência de repercussão geral sobre o tema, inviabilizando novos recursos extraordinários a respeito: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 112488 / DF rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608. (Recurso Extraordinário 598.365, Rel. Min. Ayres Britto, DJe - 055 de 25.3.2010)” Há também julgados em habeas corpus sobre o tema, de que é exemplo o seguinte precedente: “HABEAS CORPUS. ALEGADO CONSTRANGIMENTO ILEGAL, CONSISTENTE EM ACÓRDÃO QUE NÃO CONHECEU DO RECURSO ESPECIAL, AO FUNDAMENTO DE IMPUGNAÇÃO GENÉRICA E DE IMPRESCINDIBILIDADE DE REEXAME PROBATÓRIO. O Superior Tribunal de Justiça é a jurisdição final sobre os pressupostos de admissibilidade do recurso especial, motivo pelo qual não pode o Supremo Tribunal Federal reapreciar tais requisitos e o rejulgar do recurso, salvo, por se tratar de habeas corpus, na hipótese de flagrante ilegalidade. Caso em que a Corte Superior de Justiça deu adequada solução ao recurso interposto. Inexistência, portanto, do alegado constrangimento ilegal. (HC 85.195/RS Rel. Min. Carlos Ayres Britto Primeira Turma un. - j. 24.05.2005.)” Mais recente, destaco o seguinte precedente desta Primeira Turma, de minha lavra: “HABEAS CORPUS. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRAZO DE CINCO DIAS PARA O AGRAVO CONTRA A DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO EXTRAORDINÁRIO OU DO ESPECIAL. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como regra, para rever decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Supremo Tribunal Federal HC 112488 / DF rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608. (Recurso Extraordinário 598.365, Rel. Min. Ayres Britto, DJe - 055 de 25.3.2010)” Há também julgados em habeas corpus sobre o tema, de que é exemplo o seguinte precedente: “HABEAS CORPUS. ALEGADO CONSTRANGIMENTO ILEGAL, CONSISTENTE EM ACÓRDÃO QUE NÃO CONHECEU DO RECURSO ESPECIAL, AO FUNDAMENTO DE IMPUGNAÇÃO GENÉRICA E DE IMPRESCINDIBILIDADE DE REEXAME PROBATÓRIO. O Superior Tribunal de Justiça é a jurisdição final sobre os pressupostos de admissibilidade do recurso especial, motivo pelo qual não pode o Supremo Tribunal Federal reapreciar tais requisitos e o rejulgar do recurso, salvo, por se tratar de habeas corpus, na hipótese de flagrante ilegalidade. Caso em que a Corte Superior de Justiça deu adequada solução ao recurso interposto. Inexistência, portanto, do alegado constrangimento ilegal. (HC 85.195/RS Rel. Min. Carlos Ayres Britto Primeira Turma un. - j. 24.05.2005.)” Mais recente, destaco o seguinte precedente desta Primeira Turma, de minha lavra: “HABEAS CORPUS. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRAZO DE CINCO DIAS PARA O AGRAVO CONTRA A DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO EXTRAORDINÁRIO OU DO ESPECIAL. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como regra, para rever decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 112488 / DF do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. Caso no qual a pretensão de revisão é manifestamente contrária à jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. 3. O prazo para interposição de agravo contra decisão que não admite o recurso extraordinário em matéria criminal é de cinco dias. A Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal não foi afetada pela Lei n 12.322/2010. Questão pacificada na Suprema Corte. Entendimento extensível ao agravo em recurso especial. 4. Ordem denegada.” (HC 112.324 – Rel. Ministra Rosa Weber – 1... Turma – un. - j. 28.8.2012). Entendo de todo inviável admitir a utilização do já prodigalizado habeas corpus para rever as decisões do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial, questão que não está relacionada, senão reflexamente, com a liberdade de locomoção, e a ser resolvida no âmbito daquela Corte. Apenas para casos teratológicos poderia ser cogitado. No caso, o AI 1.141.035/SP não foi conhecido por deficiência na instrução, o pedido de reconsideração interposto pela Defesa foi recebido como agravo regimental, porém não foi conhecido por intempestividade assim como os embargos declaratórios opostos contra essa decisão. Como assentei ao indeferir o pedido liminar: “(...) o ato hostilizado está correto, pois incumbe ao agravante observar todos os requisitos indispensáveis à admissibilidade recursal, inclusive o de realizar os atos processuais no tempo e na forma em que a lei prescrever. Precedente: HC 86.712/MG, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJ 28.4.2006. O questionamento em relação aos pressupostos de admissibilidade recursal devem ser exauridos no julgamento do próprio recurso, sendo inviável a utilização do habeas corpus para tal finalidade” . 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Supremo Tribunal Federal HC 112488 / DF do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. Caso no qual a pretensão de revisão é manifestamente contrária à jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. 3. O prazo para interposição de agravo contra decisão que não admite o recurso extraordinário em matéria criminal é de cinco dias. A Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal não foi afetada pela Lei n 12.322/2010. Questão pacificada na Suprema Corte. Entendimento extensível ao agravo em recurso especial. 4. Ordem denegada.” (HC 112.324 – Rel. Ministra Rosa Weber – 1... Turma – un. - j. 28.8.2012). Entendo de todo inviável admitir a utilização do já prodigalizado habeas corpus para rever as decisões do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial, questão que não está relacionada, senão reflexamente, com a liberdade de locomoção, e a ser resolvida no âmbito daquela Corte. Apenas para casos teratológicos poderia ser cogitado. No caso, o AI 1.141.035/SP não foi conhecido por deficiência na instrução, o pedido de reconsideração interposto pela Defesa foi recebido como agravo regimental, porém não foi conhecido por intempestividade assim como os embargos declaratórios opostos contra essa decisão. Como assentei ao indeferir o pedido liminar: “(...) o ato hostilizado está correto, pois incumbe ao agravante observar todos os requisitos indispensáveis à admissibilidade recursal, inclusive o de realizar os atos processuais no tempo e na forma em que a lei prescrever. Precedente: HC 86.712/MG, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJ 28.4.2006. O questionamento em relação aos pressupostos de admissibilidade recursal devem ser exauridos no julgamento do próprio recurso, sendo inviável a utilização do habeas corpus para tal finalidade” . 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 112488 / DF Por outro lado, quanto à suposta nulidade das provas em que embasada a condenação, não foi a matéria objeto de análise pelo Superior Tribunal de Justiça e seu exame por esta Corte Suprema implicaria supressão de instância, em afronta às normas constitucionais de competência. Ainda que assim não fosse, para entender de modo diverso do decidido pelo Tribunal de Apelação, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório, o que não é possível na via estreita do writ. Do mesmo modo, haveria supressão de instância quanto ao pedido de substituição da pena e de progressão de regime, o que, todavia, não impede que essas irresignações sejam apreciadas pelo Juízo da Execução com o trânsito em julgado da ação penal. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução de mérito por inadequação da via eleita. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Supremo Tribunal Federal HC 112488 / DF Por outro lado, quanto à suposta nulidade das provas em que embasada a condenação, não foi a matéria objeto de análise pelo Superior Tribunal de Justiça e seu exame por esta Corte Suprema implicaria supressão de instância, em afronta às normas constitucionais de competência. Ainda que assim não fosse, para entender de modo diverso do decidido pelo Tribunal de Apelação, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório, o que não é possível na via estreita do writ. Do mesmo modo, haveria supressão de instância quanto ao pedido de substituição da pena e de progressão de regime, o que, todavia, não impede que essas irresignações sejam apreciadas pelo Juízo da Execução com o trânsito em julgado da ação penal. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução de mérito por inadequação da via eleita. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Revisão de Apartes 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor Presidente, este habeas corpus, veja que interessante, foi impetrado - embora se volte contra decisões colegiadas do Superior Tribunal de Justiça, em que não foi conhecido agravo de instrumento; na verdade, em que foi negado agravo regimental contra juízo de não conhecimento de agravo de instrumento, também rejeitados os embargos de declaração - perante o Superior Tribunal de Justiça e, aí, remetido a esta Corte. E estou, na mesma linha de Vossa Excelência, denegando a ordem, entendendo que não cabe ao Supremo o reexame de pressupostos de admissibilidade de recurso especial, salvo manifesta teratologia, que não é o caso. Aqui foram decisões de não conhecimento, por intempestividade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Então, Ministra Rosa, só para afinarmos a decisão. Vossa Excelência pode concluir pela inadmissão e a extinção, fazendo adequação da via eleita, porque fica de acordo com o anterior, e o Ministro Marco Aurélio mantém o entendimento. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Isso, faço a adequação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3614249. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor Presidente, este habeas corpus, veja que interessante, foi impetrado - embora se volte contra decisões colegiadas do Superior Tribunal de Justiça, em que não foi conhecido agravo de instrumento; na verdade, em que foi negado agravo regimental contra juízo de não conhecimento de agravo de instrumento, também rejeitados os embargos de declaração - perante o Superior Tribunal de Justiça e, aí, remetido a esta Corte. E estou, na mesma linha de Vossa Excelência, denegando a ordem, entendendo que não cabe ao Supremo o reexame de pressupostos de admissibilidade de recurso especial, salvo manifesta teratologia, que não é o caso. Aqui foram decisões de não conhecimento, por intempestividade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Então, Ministra Rosa, só para afinarmos a decisão. Vossa Excelência pode concluir pela inadmissão e a extinção, fazendo adequação da via eleita, porque fica de acordo com o anterior, e o Ministro Marco Aurélio mantém o entendimento. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Isso, faço a adequação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3614249. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mantenho, Presidente, e deixo nas notas taquigráficas, que me reporto ao voto proferido no Habeas Corpus n 113.468, que farei transcrever. Consigno para contar com notas e não ter duplo trabalho. O que temos é que foi interposto especial em um processo- crime, a colocar em risco a liberdade de ir e vir do paciente. O Superior Tribunal de Justiça julgou o agravo. Indago: esse julgamento, por órgão do Superior, desafia ou não habeas corpus? A meu ver, sim. Para que o habeas corpus seja adequado, basta que se articule – a procedência ou improcedência diz respeito ao mérito – a prática de ato ilegal a alcançar, na via direta ou não, a liberdade de ir e vir do cidadão. Por isso, admito a impetração. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626090. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.488 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mantenho, Presidente, e deixo nas notas taquigráficas, que me reporto ao voto proferido no Habeas Corpus n 113.468, que farei transcrever. Consigno para contar com notas e não ter duplo trabalho. O que temos é que foi interposto especial em um processo- crime, a colocar em risco a liberdade de ir e vir do paciente. O Superior Tribunal de Justiça julgou o agravo. Indago: esse julgamento, por órgão do Superior, desafia ou não habeas corpus? A meu ver, sim. Para que o habeas corpus seja adequado, basta que se articule – a procedência ou improcedência diz respeito ao mérito – a prática de ato ilegal a alcançar, na via direta ou não, a liberdade de ir e vir do cidadão. Por isso, admito a impetração. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.488 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ISRAEL ANTONIO DE FRANÇA IMPTE.(S) : ANTONIO MILHIM DAVID COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a admitia. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604679 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.488 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ISRAEL ANTONIO DE FRANÇA IMPTE.(S) : ANTONIO MILHIM DAVID COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a admitia. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604679 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 112 . 488", "HC 112488 / DF", "HC 112488 / DF", "HABEAS CORPUS 112 . 488", "AI 1 . 141 . 035 - SP", "HC 223 . 312 / SP", "AI 1 . 141 . 035 / SP", "HABEAS CORPUS 112 . 488", "AI 1 . 141 . 035 - SP", "HC 223 . 312 / SP", "AI 1 . 141 . 035 / SP", "HC 112488 / DF", "AgR no AI 1 . 141 . 035 / SP", "HC 112488 / DF", "AgR no AI 1 . 141 . 035 / SP", "HC 112488 / DF", "Edcl no AgR no AI 1 . 141 . 035 / SP", "HC 112488 / DF", "Edcl no AgR no AI 1 . 141 . 035 / SP", "HABEAS CORPUS 112 . 488", "HC 223 . 312 /", "AI 1 . 141 . 035 / SP", "AI 724 . 135 - AgR / MS", "HC 223 . 312 / SP", "AI 1 . 141 . 035 / SP", "AI 724 . 135 - AgR / MS", "HC 112488 / DF", "Recurso Extraordinário 584 . 608 .", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "HC 85 . 195 / RS", "HC 112488 / DF", "Recurso Extraordinário 584 . 608", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "HC 85 . 195 / RS", "HC 112488 / DF do Superior", "Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal", "HC 112 . 324", "AI 1 . 141 . 035 / 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Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ANTÔNIO SEVERINO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARLON NUNES MENDES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. Princípio da prestação jurisdicional. Violação. Não ocorrência. Prescrição. Nulidade do ato desapropriatório. Discussão. Fatos e provas. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1.A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2.Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante tenham sido contrárias à pretensão da parte recorrente. 3. A discussão relativa à ocorrência ou não da prescrição, assim como da nulidade ou não do ato desapropriatório, demandaria a análise do conjunto fático-probatório da causa e da legislação infraconstitucional pertinente, para o que não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582378. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 878139 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582378. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ANTÔNIO SEVERINO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARLON NUNES MENDES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Antônio Severino de Souza e outros interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO RESCISÓRIA. DESAPROPRIAÇÃO. FALTA. PAGAMENTO. JUSTO PREÇO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE. EXAME. PETIÇÃO INICIAL. CONFORMAÇÃO. CAUSA DE PEDIR. PEDIDO. TUTELA CONSTITUTIVA NEGATIVA. PRETENSÃO. ANULAÇÃO. ATO ADMINISTRATIVO. VERIFICAÇÃO. PRESCRIÇÃO. PROVIMENTO. RECURSO ESPECIAL. JUÍZO RESCISÓRIO. OBSERVÂNCIA. PRINCÍPIO DA CONGRUÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. ATUAÇÃO. FORA. LIMITES RECURSAIS. 1. O processamento válido e regular da ação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ANTÔNIO SEVERINO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARLON NUNES MENDES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Antônio Severino de Souza e outros interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO RESCISÓRIA. DESAPROPRIAÇÃO. FALTA. PAGAMENTO. JUSTO PREÇO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE. EXAME. PETIÇÃO INICIAL. CONFORMAÇÃO. CAUSA DE PEDIR. PEDIDO. TUTELA CONSTITUTIVA NEGATIVA. PRETENSÃO. ANULAÇÃO. ATO ADMINISTRATIVO. VERIFICAÇÃO. PRESCRIÇÃO. PROVIMENTO. RECURSO ESPECIAL. JUÍZO RESCISÓRIO. OBSERVÂNCIA. PRINCÍPIO DA CONGRUÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. ATUAÇÃO. FORA. LIMITES RECURSAIS. 1. O processamento válido e regular da ação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 878139 AGR / DF rescisória perante este Tribunal Superior obedece, como sói ocorrer para todas as ações e os recursos, ao princípio da congruência, que no particular qualifica-se pela necessidade de que a causa de pedir remeta à ocorrência de uma das hipóteses de cabimento do art. 485 do CPC como consequência do julgamento da demanda rescindenda. 2. É dizer, pois, que a causa de pedir deve configurar serem necessárias a rescisão e a prolação de novo julgamento porque no anterior, que se pretende desconstituir, o órgão judicante apreciou a controvérsia com as nódoas previstas no art. 485 do CPC. 3. Assim, a sua fase decisória implica, portanto, no comum dos casos, o exercício de dois juízos, a saber, o rescindendo, para a desconstituição do julgado, e o rescisório, para o novo julgamento da causa sobre a qual pairava a garantia constitucional da coisa julgada. 4. Neste último juízo, a atuação do órgão julgador deve observar os mesmos limites e impedimentos impostos ao órgão do aresto rescindendo. 5. Dessa forma, se alega o autor da rescisória a violação a literal dispositivo de lei sobre o qual o aresto rescindendo, de acordo com a devolutividade do recurso especial, não poderia ter se debruçado por algum óbice de admissibilidade,tampouco será possível ao órgão judicante da rescisória fazê-lo, pena deinobservância ao citado princípio da congruência. 6. Ação rescisória julgada improcedente.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustentam-se violação dos artigos 5º, incisos XXIV, LIV, LV, e 93, inciso IX da Constituição Federal de 1988, bem como do artigo 122 da Constituição de 1937. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF rescisória perante este Tribunal Superior obedece, como sói ocorrer para todas as ações e os recursos, ao princípio da congruência, que no particular qualifica-se pela necessidade de que a causa de pedir remeta à ocorrência de uma das hipóteses de cabimento do art. 485 do CPC como consequência do julgamento da demanda rescindenda. 2. É dizer, pois, que a causa de pedir deve configurar serem necessárias a rescisão e a prolação de novo julgamento porque no anterior, que se pretende desconstituir, o órgão judicante apreciou a controvérsia com as nódoas previstas no art. 485 do CPC. 3. Assim, a sua fase decisória implica, portanto, no comum dos casos, o exercício de dois juízos, a saber, o rescindendo, para a desconstituição do julgado, e o rescisório, para o novo julgamento da causa sobre a qual pairava a garantia constitucional da coisa julgada. 4. Neste último juízo, a atuação do órgão julgador deve observar os mesmos limites e impedimentos impostos ao órgão do aresto rescindendo. 5. Dessa forma, se alega o autor da rescisória a violação a literal dispositivo de lei sobre o qual o aresto rescindendo, de acordo com a devolutividade do recurso especial, não poderia ter se debruçado por algum óbice de admissibilidade,tampouco será possível ao órgão judicante da rescisória fazê-lo, pena deinobservância ao citado princípio da congruência. 6. Ação rescisória julgada improcedente.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustentam-se violação dos artigos 5º, incisos XXIV, LIV, LV, e 93, inciso IX da Constituição Federal de 1988, bem como do artigo 122 da Constituição de 1937. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ARE 878139 AGR / DF interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ARE 878139 AGR / DF ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, a jurisprudência deste Tribunal já decidiu que a questão relativa à incidência de prescrição é matéria de índole infraconstitucional, sendo, portanto, insusceptível de reapreciação no recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação de desapropriação. Justa indenização. Prazo prescricional. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 781.839-AgR/CE, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/5/14) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A Corte tem se orientado no sentido de que a discussão sobre o prazo prescricional demanda análise de legislação infraconstitucional, A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, a jurisprudência deste Tribunal já decidiu que a questão relativa à incidência de prescrição é matéria de índole infraconstitucional, sendo, portanto, insusceptível de reapreciação no recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação de desapropriação. Justa indenização. Prazo prescricional. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 781.839-AgR/CE, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/5/14) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A Corte tem se orientado no sentido de que a discussão sobre o prazo prescricional demanda análise de legislação infraconstitucional, A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ARE 878139 AGR / DF Precedentes. II - Agravo regimental improvido’ (AI nº 763.823/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/4/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. Controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 3. A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 600.532/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 23/10/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos XXIV, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal e que a solução da lide não demandaria a análise da legislação infraconstitucional. Aduz, em suma, que “ (…) [o] ponto principal que se discute nestes autos é que até o presente momento nenhuma instância judicial analisou a tese de que a falta do prévio de pagamento do preço na desapropriação, caracteriza a mesma em ato nulo e portanto, imprescritível”. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF Precedentes. II - Agravo regimental improvido’ (AI nº 763.823/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/4/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. Controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 3. A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 600.532/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 23/10/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos XXIV, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal e que a solução da lide não demandaria a análise da legislação infraconstitucional. Aduz, em suma, que “ (…) [o] ponto principal que se discute nestes autos é que até o presente momento nenhuma instância judicial analisou a tese de que a falta do prévio de pagamento do preço na desapropriação, caracteriza a mesma em ato nulo e portanto, imprescritível”. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ARE 878139 AGR / DF É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante tenha sido contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Anote-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido entendimento foi reafirmado no julgamento do AI nº 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Assim, uma vez que o ato desapropriatório ocorrera em 02.05.1945, com a sentença de desapropriação transitada em julgado em 08.02.1947, mas a ação anulatória fora proposta apenas em 31.05.2006, a prescrição desta última pretensão estava consumada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante tenha sido contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Anote-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido entendimento foi reafirmado no julgamento do AI nº 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Assim, uma vez que o ato desapropriatório ocorrera em 02.05.1945, com a sentença de desapropriação transitada em julgado em 08.02.1947, mas a ação anulatória fora proposta apenas em 31.05.2006, a prescrição desta última pretensão estava consumada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 878139 AGR / DF O teor desse julgamento constitui o objeto da ação rescisória, cujas razões imputam-lhe a violação a uma pluralidade de dispositivos legais os quais, em sua maioria, sequer constituíram o cerne da controvérsia do recurso especial, de sorte a não se cogitar aqui de sindica-los se, contudo, naquela assentada assim não se poderia proceder. (...) Cumpre salientar, por outro lado, que a principal causa de pedir da ação rescisória remete à inocorrência da prescrição tendo em vista a cláusula suspensiva prevista no art. 4.º do Decreto 20.910/1932, isso considerando que teriam os autores postulado administrativamente, em distintas ocasiões, o pagamento do justo preço, o seu pleito, contudo, não obtendo resposta alguma da administração federal. (...) De todo modo, esse esclarecimento presta-se para a ação rescisória apenas para estabelecer que em nenhum momento foi debatida a questão da cláusula suspensiva do lapso prescricional, ou seja, não houve o seu exame nem pelo Tribunal Regional tampouco no aresto rescindendo. Na verdade, extrai-se do julgamento dos supervenientes embargos de declaração, em e-STJ fls. 335/338, que essa questão sequer foi abordada pelos autores em contrarrazões a recurso especial, isso tendo em vista a afirmação do relator do aresto de que a defesa pautara-se unicamente no acerto do acórdão da origem e da não-consumação da prescrição em virtude da ausência de pagamento da prévia e justa indenização. Não há, portanto, sequer falar em violação ao art. 535 do CPC porque o ônus da alegação foi descumprido pelos próprios autores, sem embargo de que a confirmação da cláusula, se possível fosse, dependeria do exame do acervo probatório dos autos, de forma que no recurso especial isso seria vedado e, no juízo rescisório, tal também ocorreria. É dizer, pois, que aferir a existência de requerimentos administrativos suspensivos do lapso prescricional exigiria, no juízo rescisório de rejulgamento da causa, uma atuação em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF O teor desse julgamento constitui o objeto da ação rescisória, cujas razões imputam-lhe a violação a uma pluralidade de dispositivos legais os quais, em sua maioria, sequer constituíram o cerne da controvérsia do recurso especial, de sorte a não se cogitar aqui de sindica-los se, contudo, naquela assentada assim não se poderia proceder. (...) Cumpre salientar, por outro lado, que a principal causa de pedir da ação rescisória remete à inocorrência da prescrição tendo em vista a cláusula suspensiva prevista no art. 4.º do Decreto 20.910/1932, isso considerando que teriam os autores postulado administrativamente, em distintas ocasiões, o pagamento do justo preço, o seu pleito, contudo, não obtendo resposta alguma da administração federal. (...) De todo modo, esse esclarecimento presta-se para a ação rescisória apenas para estabelecer que em nenhum momento foi debatida a questão da cláusula suspensiva do lapso prescricional, ou seja, não houve o seu exame nem pelo Tribunal Regional tampouco no aresto rescindendo. Na verdade, extrai-se do julgamento dos supervenientes embargos de declaração, em e-STJ fls. 335/338, que essa questão sequer foi abordada pelos autores em contrarrazões a recurso especial, isso tendo em vista a afirmação do relator do aresto de que a defesa pautara-se unicamente no acerto do acórdão da origem e da não-consumação da prescrição em virtude da ausência de pagamento da prévia e justa indenização. Não há, portanto, sequer falar em violação ao art. 535 do CPC porque o ônus da alegação foi descumprido pelos próprios autores, sem embargo de que a confirmação da cláusula, se possível fosse, dependeria do exame do acervo probatório dos autos, de forma que no recurso especial isso seria vedado e, no juízo rescisório, tal também ocorreria. É dizer, pois, que aferir a existência de requerimentos administrativos suspensivos do lapso prescricional exigiria, no juízo rescisório de rejulgamento da causa, uma atuação em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 878139 AGR / DF sentido não permitido, contudo, porquanto assim também vedado em sede de recurso especial.” Depreende-se do excerto transcrito que a verificação da ocorrência ou não da prescrição, bem como da nulidade ou não do ato desapropriatório, não prescinde da análise do conjunto fático-probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável no recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido, reconhecendo a natureza eminentemente infraconstitucional dos temas, colaciono os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação de desapropriação. Justa indenização. Prazo prescricional. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 781.839/CE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 14/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A Corte tem se orientado no sentido de que a discussão sobre o prazo prescricional demanda análise de legislação infraconstitucional, A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI nº 763.823/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF sentido não permitido, contudo, porquanto assim também vedado em sede de recurso especial.” Depreende-se do excerto transcrito que a verificação da ocorrência ou não da prescrição, bem como da nulidade ou não do ato desapropriatório, não prescinde da análise do conjunto fático-probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável no recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido, reconhecendo a natureza eminentemente infraconstitucional dos temas, colaciono os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação de desapropriação. Justa indenização. Prazo prescricional. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 781.839/CE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 14/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A Corte tem se orientado no sentido de que a discussão sobre o prazo prescricional demanda análise de legislação infraconstitucional, A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI nº 763.823/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 878139 AGR / DF 651.130/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11). ”AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUPOSTA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 732.208/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/6/11). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF 651.130/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11). ”AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUPOSTA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 732.208/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/6/11). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ANTÔNIO SEVERINO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARLON NUNES MENDES AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509102 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ANTÔNIO SEVERINO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARLON NUNES MENDES AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509102 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9610099
2015-09-22T00:00:00
2015-10-20T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 22.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. Princípio da prestação jurisdicional. Violação. Não ocorrência. Prescrição. Nulidade do ato desapropriatório. Discussão. Fatos e provas. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1.A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2.Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante tenham sido contrárias à pretensão da parte recorrente. 3. A discussão relativa à ocorrência ou não da prescrição, assim como da nulidade ou não do ato desapropriatório, demandaria a análise do conjunto fático-probatório da causa e da legislação infraconstitucional pertinente, para o que não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido.
sjur325243
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. (DESAPROPRIAÇÃO, PRESCRIÇÃO) AI 763823 AgR (1ªT), AI 732208 AgR-segundo (2ªT), ARE 651130 AgR (1ªT), ARE 781839 AgR (2ªT). Número de páginas: 13. Análise: 29/10/2015, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
878139
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 878139 AgR
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AGTE.(S) : ANTÔNIO SEVERINO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARLON NUNES MENDES AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ANTÔNIO SEVERINO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARLON NUNES MENDES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. Princípio da prestação jurisdicional. Violação. Não ocorrência. Prescrição. Nulidade do ato desapropriatório. Discussão. Fatos e provas. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1.A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2.Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante tenham sido contrárias à pretensão da parte recorrente. 3. A discussão relativa à ocorrência ou não da prescrição, assim como da nulidade ou não do ato desapropriatório, demandaria a análise do conjunto fático-probatório da causa e da legislação infraconstitucional pertinente, para o que não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582378. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 878139 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582378. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ANTÔNIO SEVERINO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARLON NUNES MENDES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Antônio Severino de Souza e outros interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO RESCISÓRIA. DESAPROPRIAÇÃO. FALTA. PAGAMENTO. JUSTO PREÇO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE. EXAME. PETIÇÃO INICIAL. CONFORMAÇÃO. CAUSA DE PEDIR. PEDIDO. TUTELA CONSTITUTIVA NEGATIVA. PRETENSÃO. ANULAÇÃO. ATO ADMINISTRATIVO. VERIFICAÇÃO. PRESCRIÇÃO. PROVIMENTO. RECURSO ESPECIAL. JUÍZO RESCISÓRIO. OBSERVÂNCIA. PRINCÍPIO DA CONGRUÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. ATUAÇÃO. FORA. LIMITES RECURSAIS. 1. O processamento válido e regular da ação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ANTÔNIO SEVERINO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARLON NUNES MENDES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Antônio Severino de Souza e outros interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO RESCISÓRIA. DESAPROPRIAÇÃO. FALTA. PAGAMENTO. JUSTO PREÇO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE. EXAME. PETIÇÃO INICIAL. CONFORMAÇÃO. CAUSA DE PEDIR. PEDIDO. TUTELA CONSTITUTIVA NEGATIVA. PRETENSÃO. ANULAÇÃO. ATO ADMINISTRATIVO. VERIFICAÇÃO. PRESCRIÇÃO. PROVIMENTO. RECURSO ESPECIAL. JUÍZO RESCISÓRIO. OBSERVÂNCIA. PRINCÍPIO DA CONGRUÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. ATUAÇÃO. FORA. LIMITES RECURSAIS. 1. O processamento válido e regular da ação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 878139 AGR / DF rescisória perante este Tribunal Superior obedece, como sói ocorrer para todas as ações e os recursos, ao princípio da congruência, que no particular qualifica-se pela necessidade de que a causa de pedir remeta à ocorrência de uma das hipóteses de cabimento do art. 485 do Código de Processo Civil como consequência do julgamento da demanda rescindenda. 2. É dizer, pois, que a causa de pedir deve configurar serem necessárias a rescisão e a prolação de novo julgamento porque no anterior, que se pretende desconstituir, o órgão judicante apreciou a controvérsia com as nódoas previstas no art. 485 do Código de Processo Civil. 3. Assim, a sua fase decisória implica, portanto, no comum dos casos, o exercício de dois juízos, a saber, o rescindendo, para a desconstituição do julgado, e o rescisório, para o novo julgamento da causa sobre a qual pairava a garantia constitucional da coisa julgada. 4. Neste último juízo, a atuação do órgão julgador deve observar os mesmos limites e impedimentos impostos ao órgão do aresto rescindendo. 5. Dessa forma, se alega o autor da rescisória a violação a literal dispositivo de lei sobre o qual o aresto rescindendo, de acordo com a devolutividade do recurso especial, não poderia ter se debruçado por algum óbice de admissibilidade,tampouco será possível ao órgão judicante da rescisória fazê-lo, pena deinobservância ao citado princípio da congruência. 6. Ação rescisória julgada improcedente.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustentam-se violação dos artigos 5..., incisos XXIV, LIV, LV, e 93, inciso IX da Constituição Federal de 1988, bem como do artigo 122 da Constituição de 1937. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF rescisória perante este Tribunal Superior obedece, como sói ocorrer para todas as ações e os recursos, ao princípio da congruência, que no particular qualifica-se pela necessidade de que a causa de pedir remeta à ocorrência de uma das hipóteses de cabimento do art. 485 do Código de Processo Civil como consequência do julgamento da demanda rescindenda. 2. É dizer, pois, que a causa de pedir deve configurar serem necessárias a rescisão e a prolação de novo julgamento porque no anterior, que se pretende desconstituir, o órgão judicante apreciou a controvérsia com as nódoas previstas no art. 485 do Código de Processo Civil. 3. Assim, a sua fase decisória implica, portanto, no comum dos casos, o exercício de dois juízos, a saber, o rescindendo, para a desconstituição do julgado, e o rescisório, para o novo julgamento da causa sobre a qual pairava a garantia constitucional da coisa julgada. 4. Neste último juízo, a atuação do órgão julgador deve observar os mesmos limites e impedimentos impostos ao órgão do aresto rescindendo. 5. Dessa forma, se alega o autor da rescisória a violação a literal dispositivo de lei sobre o qual o aresto rescindendo, de acordo com a devolutividade do recurso especial, não poderia ter se debruçado por algum óbice de admissibilidade,tampouco será possível ao órgão judicante da rescisória fazê-lo, pena deinobservância ao citado princípio da congruência. 6. Ação rescisória julgada improcedente.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustentam-se violação dos artigos 5..., incisos XXIV, LIV, LV, e 93, inciso IX da Constituição Federal de 1988, bem como do artigo 122 da Constituição de 1937. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ARE 878139 AGR / DF interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ARE 878139 AGR / DF ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, a jurisprudência deste Tribunal já decidiu que a questão relativa à incidência de prescrição é matéria de índole infraconstitucional, sendo, portanto, insusceptível de reapreciação no recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação de desapropriação. Justa indenização. Prazo prescricional. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 781.839-AgR/CE, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/5/14) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A Corte tem se orientado no sentido de que a discussão sobre o prazo prescricional demanda análise de legislação infraconstitucional, A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, a jurisprudência deste Tribunal já decidiu que a questão relativa à incidência de prescrição é matéria de índole infraconstitucional, sendo, portanto, insusceptível de reapreciação no recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação de desapropriação. Justa indenização. Prazo prescricional. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 781.839-AgR/CE, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/5/14) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A Corte tem se orientado no sentido de que a discussão sobre o prazo prescricional demanda análise de legislação infraconstitucional, A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ARE 878139 AGR / DF Precedentes. II - Agravo regimental improvido’ (AI n 763.823/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/4/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. Controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 3. A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 600.532/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 23/10/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos XXIV, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal e que a solução da lide não demandaria a análise da legislação infraconstitucional. Aduz, em suma, que “ (…) [o] ponto principal que se discute nestes autos é que até o presente momento nenhuma instância judicial analisou a tese de que a falta do prévio de pagamento do preço na desapropriação, caracteriza a mesma em ato nulo e portanto, imprescritível”. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF Precedentes. II - Agravo regimental improvido’ (AI n 763.823/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/4/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. Controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 3. A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 600.532/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 23/10/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos XXIV, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal e que a solução da lide não demandaria a análise da legislação infraconstitucional. Aduz, em suma, que “ (…) [o] ponto principal que se discute nestes autos é que até o presente momento nenhuma instância judicial analisou a tese de que a falta do prévio de pagamento do preço na desapropriação, caracteriza a mesma em ato nulo e portanto, imprescritível”. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ARE 878139 AGR / DF É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante tenha sido contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Anote-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido entendimento foi reafirmado no julgamento do AI n 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Assim, uma vez que o ato desapropriatório ocorrera em 02.05.1945, com a sentença de desapropriação transitada em julgado em 08.02.1947, mas a ação anulatória fora proposta apenas em 31.05.2006, a prescrição desta última pretensão estava consumada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Supremo Tribunal Federal 22/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante tenha sido contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Anote-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido entendimento foi reafirmado no julgamento do AI n 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Assim, uma vez que o ato desapropriatório ocorrera em 02.05.1945, com a sentença de desapropriação transitada em julgado em 08.02.1947, mas a ação anulatória fora proposta apenas em 31.05.2006, a prescrição desta última pretensão estava consumada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 878139 AGR / DF O teor desse julgamento constitui o objeto da ação rescisória, cujas razões imputam-lhe a violação a uma pluralidade de dispositivos legais os quais, em sua maioria, sequer constituíram o cerne da controvérsia do recurso especial, de sorte a não se cogitar aqui de sindica-los se, contudo, naquela assentada assim não se poderia proceder. (...) Cumpre salientar, por outro lado, que a principal causa de pedir da ação rescisória remete à inocorrência da prescrição tendo em vista a cláusula suspensiva prevista no art. 4. do Decreto 20.910/1932, isso considerando que teriam os autores postulado administrativamente, em distintas ocasiões, o pagamento do justo preço, o seu pleito, contudo, não obtendo resposta alguma da administração federal. (...) De todo modo, esse esclarecimento presta-se para a ação rescisória apenas para estabelecer que em nenhum momento foi debatida a questão da cláusula suspensiva do lapso prescricional, ou seja, não houve o seu exame nem pelo Tribunal Regional tampouco no aresto rescindendo. Na verdade, extrai-se do julgamento dos supervenientes embargos de declaração, em e-Superior Tribunal de Justiça fls. 335/338, que essa questão sequer foi abordada pelos autores em contrarrazões a recurso especial, isso tendo em vista a afirmação do relator do aresto de que a defesa pautara-se unicamente no acerto do acórdão da origem e da não-consumação da prescrição em virtude da ausência de pagamento da prévia e justa indenização. Não há, portanto, sequer falar em violação ao art. 535 do Código de Processo Civil porque o ônus da alegação foi descumprido pelos próprios autores, sem embargo de que a confirmação da cláusula, se possível fosse, dependeria do exame do acervo probatório dos autos, de forma que no recurso especial isso seria vedado e, no juízo rescisório, tal também ocorreria. É dizer, pois, que aferir a existência de requerimentos administrativos suspensivos do lapso prescricional exigiria, no juízo rescisório de rejulgamento da causa, uma atuação em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF O teor desse julgamento constitui o objeto da ação rescisória, cujas razões imputam-lhe a violação a uma pluralidade de dispositivos legais os quais, em sua maioria, sequer constituíram o cerne da controvérsia do recurso especial, de sorte a não se cogitar aqui de sindica-los se, contudo, naquela assentada assim não se poderia proceder. (...) Cumpre salientar, por outro lado, que a principal causa de pedir da ação rescisória remete à inocorrência da prescrição tendo em vista a cláusula suspensiva prevista no art. 4. do Decreto 20.910/1932, isso considerando que teriam os autores postulado administrativamente, em distintas ocasiões, o pagamento do justo preço, o seu pleito, contudo, não obtendo resposta alguma da administração federal. (...) De todo modo, esse esclarecimento presta-se para a ação rescisória apenas para estabelecer que em nenhum momento foi debatida a questão da cláusula suspensiva do lapso prescricional, ou seja, não houve o seu exame nem pelo Tribunal Regional tampouco no aresto rescindendo. Na verdade, extrai-se do julgamento dos supervenientes embargos de declaração, em e-Superior Tribunal de Justiça fls. 335/338, que essa questão sequer foi abordada pelos autores em contrarrazões a recurso especial, isso tendo em vista a afirmação do relator do aresto de que a defesa pautara-se unicamente no acerto do acórdão da origem e da não-consumação da prescrição em virtude da ausência de pagamento da prévia e justa indenização. Não há, portanto, sequer falar em violação ao art. 535 do Código de Processo Civil porque o ônus da alegação foi descumprido pelos próprios autores, sem embargo de que a confirmação da cláusula, se possível fosse, dependeria do exame do acervo probatório dos autos, de forma que no recurso especial isso seria vedado e, no juízo rescisório, tal também ocorreria. É dizer, pois, que aferir a existência de requerimentos administrativos suspensivos do lapso prescricional exigiria, no juízo rescisório de rejulgamento da causa, uma atuação em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 878139 AGR / DF sentido não permitido, contudo, porquanto assim também vedado em sede de recurso especial.” Depreende-se do excerto transcrito que a verificação da ocorrência ou não da prescrição, bem como da nulidade ou não do ato desapropriatório, não prescinde da análise do conjunto fático-probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável no recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, reconhecendo a natureza eminentemente infraconstitucional dos temas, colaciono os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação de desapropriação. Justa indenização. Prazo prescricional. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 781.839/CE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 14/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A Corte tem se orientado no sentido de que a discussão sobre o prazo prescricional demanda análise de legislação infraconstitucional, A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI n 763.823/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF sentido não permitido, contudo, porquanto assim também vedado em sede de recurso especial.” Depreende-se do excerto transcrito que a verificação da ocorrência ou não da prescrição, bem como da nulidade ou não do ato desapropriatório, não prescinde da análise do conjunto fático-probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável no recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, reconhecendo a natureza eminentemente infraconstitucional dos temas, colaciono os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação de desapropriação. Justa indenização. Prazo prescricional. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta ao texto constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 781.839/CE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 14/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A Corte tem se orientado no sentido de que a discussão sobre o prazo prescricional demanda análise de legislação infraconstitucional, A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI n 763.823/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 878139 AGR / DF 651.130/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11). ”AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUPOSTA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 732.208/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/6/11). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Supremo Tribunal Federal ARE 878139 AGR / DF 651.130/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11). ”AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUPOSTA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 732.208/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/6/11). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9582375. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 22/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ANTÔNIO SEVERINO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARLON NUNES MENDES AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509102 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.139 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ANTÔNIO SEVERINO DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARLON NUNES MENDES AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 22.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509102 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878 . 139", "Súmulas ns 279", "ARE 878139 AGR / DF", "ARE 878139 AGR", "AGRAVO 878 . 139", "ARE 878139 AGR / DF", "ARE 878139 AGR", "ARE 878139 AGR / DF", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE 878139 AGR / DF", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE 878139 AGR / DF", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE n 781 . 839 - AgR / CE", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE n 781 . 839 - AgR / CE", "ARE 878139", "AI n 763 . 823 / SP", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 600 . 532 / MG - AgR", "ARE 878139 AGR / DF", "AI n 763 . 823 / SP", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 600 . 532 / MG - AgR", "ARE 878139 AGR / DF", "ARE 878139 AGR / DF", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE 878139 AGR / DF", "ARE 878139 AGR", "ARE 878139 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Brasil", "arts . 5 . . . , incisos XXIV , LIV e LV ; e", "93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . do Decreto 20 . 910 / 1932", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . do Decreto 20 . 910 / 1932", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "DECRETO N . 20 . 910 / 1932", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "DECRETO N . 20 . 910 / 1932", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", 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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALFRIDES SILVA RODRIGUES ADV.(A/S) :CRISTIANO SOBRINHO DE ABREU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. ART. 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. RECEPTAÇÃO QUALIFICADA. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LVII, DA CARTA FEDERAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE PROVA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279/STF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 3. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582491. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 705620 AGR / RJ 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão objeto do recurso extraordinário assentou: APELAÇÃO RECEPTAÇÃO QUALIFICADA ART. 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL CONDENAÇÃO MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS INCABÍVEL A ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PENA-BASE DO APELANTE QUE NÃO MERECE REPAROS, FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DIANTE DE SEUS MAUS ANTECEDENTES E SUA PERSONALIDADE DESVIRTUADA CONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. Apelante condenado a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 40 dias-multa. Impossibilidade de absolvição, já que a prova do dolo passa pela análise de todos os dados relevantes do processo, principalmente por ser a receptação um crime cuja prática costuma ser especialmente dissimulada. Quanto à dosimetria da pena, não há qualquer reparo a ser feito na sentença, pois a fixação da pena-base acima do mínimo legal atende aos ditames legais, em razão da personalidade do apelante, que ostenta em sua FAC duas anotações. As anotações constantes da folha penal do réu, podem sim ser consideradas como maus antecedentes. Com a manutenção da pena aplicada ao apelante, padece o pleito defensivo de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que vai regular-se, na hipótese, pela pena concretamente aplicada e, in casu, se operaria em 12 (doze) anos, consoante artigo 109, inciso III, do Código Penal. O artigo 180, § 1º, do Estatuto Repressivo é constitucional e pode ser aplicado através da utilização da interpretação extensiva, ampliando o significado da expressão deve saber (dolo eventual), englobando também a expressão sabe (dolo direto). O comerciante ou industrial que adquire, vende, expõe a venda mercadoria que sabe ou devia saber ser de origem ilícita responde pela figura qualificada DESPROVIMENTO DO APELO. 6. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582491. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão objeto do recurso extraordinário assentou: APELAÇÃO RECEPTAÇÃO QUALIFICADA ART. 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL CONDENAÇÃO MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS INCABÍVEL A ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PENA-BASE DO APELANTE QUE NÃO MERECE REPAROS, FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DIANTE DE SEUS MAUS ANTECEDENTES E SUA PERSONALIDADE DESVIRTUADA CONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. Apelante condenado a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 40 dias-multa. Impossibilidade de absolvição, já que a prova do dolo passa pela análise de todos os dados relevantes do processo, principalmente por ser a receptação um crime cuja prática costuma ser especialmente dissimulada. Quanto à dosimetria da pena, não há qualquer reparo a ser feito na sentença, pois a fixação da pena-base acima do mínimo legal atende aos ditames legais, em razão da personalidade do apelante, que ostenta em sua FAC duas anotações. As anotações constantes da folha penal do réu, podem sim ser consideradas como maus antecedentes. Com a manutenção da pena aplicada ao apelante, padece o pleito defensivo de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que vai regular-se, na hipótese, pela pena concretamente aplicada e, in casu, se operaria em 12 (doze) anos, consoante artigo 109, inciso III, do Código Penal. O artigo 180, § 1º, do Estatuto Repressivo é constitucional e pode ser aplicado através da utilização da interpretação extensiva, ampliando o significado da expressão deve saber (dolo eventual), englobando também a expressão sabe (dolo direto). O comerciante ou industrial que adquire, vende, expõe a venda mercadoria que sabe ou devia saber ser de origem ilícita responde pela figura qualificada DESPROVIMENTO DO APELO. 6. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão ARE 705620 AGR / RJ Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582491. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALFRIDES SILVA RODRIGUES ADV.(A/S) :CRISTIANO SOBRINHO DE ABREU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por VALFRIDES SILVA RODRIGUES, em face da decisão assim ementada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. ART. 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. RECEPTAÇÃO QUALIFICADA. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LVII, DA CARTA FEDERAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE PROVA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279/STF. 1 . A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582492. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALFRIDES SILVA RODRIGUES ADV.(A/S) :CRISTIANO SOBRINHO DE ABREU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por VALFRIDES SILVA RODRIGUES, em face da decisão assim ementada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. ART. 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. RECEPTAÇÃO QUALIFICADA. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LVII, DA CARTA FEDERAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE PROVA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279/STF. 1 . A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 705620 AGR / RJ decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 3 . A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5 . In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO RECEPTAÇÃO QUALIFICADA ART. 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL CONDENAÇÃO MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS INCABÍVEL A ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PENA-BASE DO APELANTE QUE NÃO MERECE REPAROS, FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DIANTE DE SEUS MAUS ANTECEDENTES E SUA PERSONALIDADE DESVIRTUADA CONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. Apelante condenado a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 40 dias-multa. Impossibilidade de absolvição, já que a prova do dolo passa pela análise de todos os dados relevantes do processo, principalmente por ser a receptação um crime cuja prática costuma ser especialmente dissimulada. Quanto à dosimetria da pena, não há qualquer reparo a ser feito na sentença, pois a fixação da pena-base acima do mínimo legal atende aos ditames legais, em razão da personalidade do apelante, que ostenta em sua FAC duas anotações. As anotações constantes da folha penal do réu, podem sim ser consideradas como maus antecedentes. Com a manutenção da pena aplicada ao apelante, padece o pleito defensivo de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que vai regular-se, na hipótese, pela pena concretamente aplicada e, in casu, se operaria em 12 (doze) anos, consoante artigo 109, inciso III, do Código Penal. O artigo 180, § 1º, do Estatuto Repressivo é constitucional e pode ser aplicado através da utilização da interpretação extensiva, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582492. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 3 . A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5 . In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO RECEPTAÇÃO QUALIFICADA ART. 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL CONDENAÇÃO MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS INCABÍVEL A ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PENA-BASE DO APELANTE QUE NÃO MERECE REPAROS, FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DIANTE DE SEUS MAUS ANTECEDENTES E SUA PERSONALIDADE DESVIRTUADA CONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. Apelante condenado a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 40 dias-multa. Impossibilidade de absolvição, já que a prova do dolo passa pela análise de todos os dados relevantes do processo, principalmente por ser a receptação um crime cuja prática costuma ser especialmente dissimulada. Quanto à dosimetria da pena, não há qualquer reparo a ser feito na sentença, pois a fixação da pena-base acima do mínimo legal atende aos ditames legais, em razão da personalidade do apelante, que ostenta em sua FAC duas anotações. As anotações constantes da folha penal do réu, podem sim ser consideradas como maus antecedentes. Com a manutenção da pena aplicada ao apelante, padece o pleito defensivo de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que vai regular-se, na hipótese, pela pena concretamente aplicada e, in casu, se operaria em 12 (doze) anos, consoante artigo 109, inciso III, do Código Penal. O artigo 180, § 1º, do Estatuto Repressivo é constitucional e pode ser aplicado através da utilização da interpretação extensiva, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 705620 AGR / RJ ampliando o significado da expressão deve saber (dolo eventual), englobando também a expressão sabe (dolo direto). O comerciante ou industrial que adquire, vende, expõe a venda mercadoria que sabe ou devia saber ser de origem ilícita responde pela figura qualificada DESPROVIMENTO DO APELO. 6 Agravo a que se NEGA SEGUIMENTO. Em suas razões, aduz o agravante a existência da repercussão geral, porquanto o acórdão recorrido não observou o princípio constitucional da presunção de inocência previsto no art. 5º, LVII, da Constituição Federal. Sustenta, ainda, que o acórdão recorrido “ao considerar inquérito policial em andamento e uma ação penal de fato posterior ao da presente lide também em andamento para exacerbar a pena-base contraria expressamente o artigo constitucional supracitado”. Alega, por fim, a ocorrência de afronta direta à Constituição, não sendo necessário o exame de matéria infraconstitucional, nem tampouco de reexame do conjunto fático probatório. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582492. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ ampliando o significado da expressão deve saber (dolo eventual), englobando também a expressão sabe (dolo direto). O comerciante ou industrial que adquire, vende, expõe a venda mercadoria que sabe ou devia saber ser de origem ilícita responde pela figura qualificada DESPROVIMENTO DO APELO. 6 Agravo a que se NEGA SEGUIMENTO. Em suas razões, aduz o agravante a existência da repercussão geral, porquanto o acórdão recorrido não observou o princípio constitucional da presunção de inocência previsto no art. 5º, LVII, da Constituição Federal. Sustenta, ainda, que o acórdão recorrido “ao considerar inquérito policial em andamento e uma ação penal de fato posterior ao da presente lide também em andamento para exacerbar a pena-base contraria expressamente o artigo constitucional supracitado”. Alega, por fim, a ocorrência de afronta direta à Constituição, não sendo necessário o exame de matéria infraconstitucional, nem tampouco de reexame do conjunto fático probatório. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: VALFRIDES SILVA RODRIGUES interpõe agravo em oposição a decisão que não admitiu seu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ementado nos seguintes termos: APELAÇÃO RECEPTAÇÃO QUALIFICADA ART. 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL CONDENAÇÃO MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS INCABÍVEL A ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PENA-BASE DO APELANTE QUE NÃO MERECE REPAROS, FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DIANTE DE SEUS MAUS ANTECEDENTES E SUA PERSONALIDADE DESVIRTUADA CONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. Apelante condenado a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 40 dias- multa. Impossibilidade de absolvição, já que a prova do dolo passa pela análise de todos os dados relevantes do processo, principalmente por ser a receptação um crime cuja prática costuma ser especialmente dissimulada. Quanto à dosimetria da pena, não há qualquer reparo a ser feito na sentença, pois a fixação da pena-base acima do mínimo legal atende aos ditames legais, em razão da personalidade do apelante, que ostenta em sua FAC duas anotações. As anotações constantes da folha Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: VALFRIDES SILVA RODRIGUES interpõe agravo em oposição a decisão que não admitiu seu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ementado nos seguintes termos: APELAÇÃO RECEPTAÇÃO QUALIFICADA ART. 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL CONDENAÇÃO MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS INCABÍVEL A ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PENA-BASE DO APELANTE QUE NÃO MERECE REPAROS, FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DIANTE DE SEUS MAUS ANTECEDENTES E SUA PERSONALIDADE DESVIRTUADA CONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. Apelante condenado a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 40 dias- multa. Impossibilidade de absolvição, já que a prova do dolo passa pela análise de todos os dados relevantes do processo, principalmente por ser a receptação um crime cuja prática costuma ser especialmente dissimulada. Quanto à dosimetria da pena, não há qualquer reparo a ser feito na sentença, pois a fixação da pena-base acima do mínimo legal atende aos ditames legais, em razão da personalidade do apelante, que ostenta em sua FAC duas anotações. As anotações constantes da folha Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 705620 AGR / RJ penal do réu, podem sim ser consideradas como maus antecedentes. Com a manutenção da pena aplicada ao apelante, padece o pleito defensivo de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que vai regular-se, na hipótese, pela pena concretamente aplicada e, in casu, se operaria em 12 (doze) anos, consoante artigo 109, inciso III, do Código Penal. O artigo 180, § 1º, do Estatuto Repressivo é constitucional e pode ser aplicado através da utilização da interpretação extensiva, ampliando o significado da expressão deve saber (dolo eventual), englobando também a expressão sabe (dolo direto). O comerciante ou industrial que adquire, vende, expõe a venda mercadoria que sabe ou devia saber ser de origem ilícita responde pela figura qualificada DESPROVIMENTO DO APELO. Opostos embargos de declaração, restaram rejeitados. Irresignado com o teor do acórdão prolatado, o recorrente interpôs recurso extraordinário com fulcro no art. 102, III, a , da Constituição Federal, sustentando a preliminar de repercussão geral e apontando como violado o art. 5º, LVII, da Carta Federal. Brevemente relatados, DECIDO . O agravo não merece prosperar. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Confira-se à guisa de exemplos, os seguintes precedentes: AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ penal do réu, podem sim ser consideradas como maus antecedentes. Com a manutenção da pena aplicada ao apelante, padece o pleito defensivo de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que vai regular-se, na hipótese, pela pena concretamente aplicada e, in casu, se operaria em 12 (doze) anos, consoante artigo 109, inciso III, do Código Penal. O artigo 180, § 1º, do Estatuto Repressivo é constitucional e pode ser aplicado através da utilização da interpretação extensiva, ampliando o significado da expressão deve saber (dolo eventual), englobando também a expressão sabe (dolo direto). O comerciante ou industrial que adquire, vende, expõe a venda mercadoria que sabe ou devia saber ser de origem ilícita responde pela figura qualificada DESPROVIMENTO DO APELO. Opostos embargos de declaração, restaram rejeitados. Irresignado com o teor do acórdão prolatado, o recorrente interpôs recurso extraordinário com fulcro no art. 102, III, a , da Constituição Federal, sustentando a preliminar de repercussão geral e apontando como violado o art. 5º, LVII, da Carta Federal. Brevemente relatados, DECIDO . O agravo não merece prosperar. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Confira-se à guisa de exemplos, os seguintes precedentes: AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 705620 AGR / RJ CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária . (AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011) Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Nomeação retroativa. Vencimentos atrasados. Indenização. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando tema nele suscitado não está devidamente prequestionado. Incidência da Súmula nº 282/STF. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido. (AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011) Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF de seguinte teor, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja: Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária . (AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011) Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Nomeação retroativa. Vencimentos atrasados. Indenização. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando tema nele suscitado não está devidamente prequestionado. Incidência da Súmula nº 282/STF. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido. (AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011) Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF de seguinte teor, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja: Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 705620 AGR / RJ se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ. ( in , Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros). Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo, com fundamento no art. 21, § 1º, do RISTF. Resta evidenciado que o agravante não expendeu qualquer argumento capaz de infirmar a decisão que pretende ver reformada, razão pela qual tenho que a mesma há de ser mantida íntegra por seus 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ. ( in , Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros). Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo, com fundamento no art. 21, § 1º, do RISTF. Resta evidenciado que o agravante não expendeu qualquer argumento capaz de infirmar a decisão que pretende ver reformada, razão pela qual tenho que a mesma há de ser mantida íntegra por seus 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 705620 AGR / RJ próprios fundamentos. Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ próprios fundamentos. Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VALFRIDES SILVA RODRIGUES ADV.(A/S) : CRISTIANO SOBRINHO DE ABREU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604760 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VALFRIDES SILVA RODRIGUES ADV.(A/S) : CRISTIANO SOBRINHO DE ABREU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604760 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3626212
2013-03-19T00:00:00
2013-04-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. ART. 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. RECEPTAÇÃO QUALIFICADA. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LVII, DA CARTA FEDERAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE PROVA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279/STF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 3. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão objeto do recurso extraordinário assentou: APELAÇÃO RECEPTAÇÃO QUALIFICADA ART. 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL CONDENAÇÃO MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS INCABÍVEL A ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PENA-BASE DO APELANTE QUE NÃO MERECE REPAROS, FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DIANTE DE SEUS MAUS ANTECEDENTES E SUA PERSONALIDADE DESVIRTUADA CONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. Apelante condenado a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 40 dias-multa. Impossibilidade de absolvição, já que a prova do dolo passa pela análise de todos os dados relevantes do processo, principalmente por ser a receptação um crime cuja prática costuma ser especialmente dissimulada. Quanto à dosimetria da pena, não há qualquer reparo a ser feito na sentença, pois a fixação da pena-base acima do mínimo legal atende aos ditames legais, em razão da personalidade do apelante, que ostenta em sua FAC duas anotações. As anotações constantes da folha penal do réu, podem sim ser consideradas como maus antecedentes. Com a manutenção da pena aplicada ao apelante, padece o pleito defensivo de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que vai regular-se, na hipótese, pela pena concretamente aplicada e, in casu, se operaria em 12 (doze) anos, consoante artigo 109, inciso III, do Código Penal. O artigo 180, § 1º, do Estatuto Repressivo é constitucional e pode ser aplicado através da utilização da interpretação extensiva, ampliando o significado da expressão deve saber (dolo eventual), englobando também a expressão sabe (dolo direto). O comerciante ou industrial que adquire, vende, expõe a venda mercadoria que sabe ou devia saber ser de origem ilícita responde pela figura qualificada DESPROVIMENTO DO APELO. 6. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO.
sjur227805
- Acórdão(s) citados(s): (OFENSA REFLEXA) AI 775275 AgR (2ªT), AI 595651 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 25/04/2013, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
705620
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00057 ART-00102 INC-00003\r\n PAR-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00180 PAR-00001 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n\r\n\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00323 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 705620 AgR
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ADV.(A/S) : CRISTIANO SOBRINHO DE ABREU E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : VALFRIDES SILVA RODRIGUES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALFRIDES SILVA RODRIGUES ADV.(A/S) :CRISTIANO SOBRINHO DE ABREU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. ART. 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL. RECEPTAÇÃO QUALIFICADA. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LVII, DA CARTA FEDERAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE PROVA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279/Supremo Tribunal Federal. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582491. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 705620 AGR / RJ 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão objeto do recurso extraordinário assentou: APELAÇÃO RECEPTAÇÃO QUALIFICADA ART. 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL CONDENAÇÃO MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS INCABÍVEL A ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PENA-BASE DO APELANTE QUE NÃO MERECE REPAROS, FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DIANTE DE SEUS MAUS ANTECEDENTES E SUA PERSONALIDADE DESVIRTUADA CONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL. Apelante condenado a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 40 dias-multa. Impossibilidade de absolvição, já que a prova do dolo passa pela análise de todos os dados relevantes do processo, principalmente por ser a receptação um crime cuja prática costuma ser especialmente dissimulada. Quanto à dosimetria da pena, não há qualquer reparo a ser feito na sentença, pois a fixação da pena-base acima do mínimo legal atende aos ditames legais, em razão da personalidade do apelante, que ostenta em sua FAC duas anotações. As anotações constantes da folha penal do réu, podem sim ser consideradas como maus antecedentes. Com a manutenção da pena aplicada ao apelante, padece o pleito defensivo de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que vai regular-se, na hipótese, pela pena concretamente aplicada e, in casu, se operaria em 12 (doze) anos, consoante artigo 109, inciso III, do Código Penal. O artigo 180, § 1..., do Estatuto Repressivo é constitucional e pode ser aplicado através da utilização da interpretação extensiva, ampliando o significado da expressão deve saber (dolo eventual), englobando também a expressão sabe (dolo direto). O comerciante ou industrial que adquire, vende, expõe a venda mercadoria que sabe ou devia saber ser de origem ilícita responde pela figura qualificada DESPROVIMENTO DO APELO. 6. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582491. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão objeto do recurso extraordinário assentou: APELAÇÃO RECEPTAÇÃO QUALIFICADA ART. 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL CONDENAÇÃO MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS INCABÍVEL A ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PENA-BASE DO APELANTE QUE NÃO MERECE REPAROS, FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DIANTE DE SEUS MAUS ANTECEDENTES E SUA PERSONALIDADE DESVIRTUADA CONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL. Apelante condenado a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 40 dias-multa. Impossibilidade de absolvição, já que a prova do dolo passa pela análise de todos os dados relevantes do processo, principalmente por ser a receptação um crime cuja prática costuma ser especialmente dissimulada. Quanto à dosimetria da pena, não há qualquer reparo a ser feito na sentença, pois a fixação da pena-base acima do mínimo legal atende aos ditames legais, em razão da personalidade do apelante, que ostenta em sua FAC duas anotações. As anotações constantes da folha penal do réu, podem sim ser consideradas como maus antecedentes. Com a manutenção da pena aplicada ao apelante, padece o pleito defensivo de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que vai regular-se, na hipótese, pela pena concretamente aplicada e, in casu, se operaria em 12 (doze) anos, consoante artigo 109, inciso III, do Código Penal. O artigo 180, § 1..., do Estatuto Repressivo é constitucional e pode ser aplicado através da utilização da interpretação extensiva, ampliando o significado da expressão deve saber (dolo eventual), englobando também a expressão sabe (dolo direto). O comerciante ou industrial que adquire, vende, expõe a venda mercadoria que sabe ou devia saber ser de origem ilícita responde pela figura qualificada DESPROVIMENTO DO APELO. 6. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão ARE 705620 AGR / RJ Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582491. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALFRIDES SILVA RODRIGUES ADV.(A/S) :CRISTIANO SOBRINHO DE ABREU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por VALFRIDES SILVA RODRIGUES, em face da decisão assim ementada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. ART. 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL. RECEPTAÇÃO QUALIFICADA. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LVII, DA CARTA FEDERAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE PROVA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279/Supremo Tribunal Federal. 1 . A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582492. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALFRIDES SILVA RODRIGUES ADV.(A/S) :CRISTIANO SOBRINHO DE ABREU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por VALFRIDES SILVA RODRIGUES, em face da decisão assim ementada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. ART. 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL. RECEPTAÇÃO QUALIFICADA. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LVII, DA CARTA FEDERAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE PROVA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279/Supremo Tribunal Federal. 1 . A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 705620 AGR / RJ decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 3 . A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5 . In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO RECEPTAÇÃO QUALIFICADA ART. 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL CONDENAÇÃO MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS INCABÍVEL A ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PENA-BASE DO APELANTE QUE NÃO MERECE REPAROS, FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DIANTE DE SEUS MAUS ANTECEDENTES E SUA PERSONALIDADE DESVIRTUADA CONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL. Apelante condenado a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 40 dias-multa. Impossibilidade de absolvição, já que a prova do dolo passa pela análise de todos os dados relevantes do processo, principalmente por ser a receptação um crime cuja prática costuma ser especialmente dissimulada. Quanto à dosimetria da pena, não há qualquer reparo a ser feito na sentença, pois a fixação da pena-base acima do mínimo legal atende aos ditames legais, em razão da personalidade do apelante, que ostenta em sua FAC duas anotações. As anotações constantes da folha penal do réu, podem sim ser consideradas como maus antecedentes. Com a manutenção da pena aplicada ao apelante, padece o pleito defensivo de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que vai regular-se, na hipótese, pela pena concretamente aplicada e, in casu, se operaria em 12 (doze) anos, consoante artigo 109, inciso III, do Código Penal. O artigo 180, § 1..., do Estatuto Repressivo é constitucional e pode ser aplicado através da utilização da interpretação extensiva, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582492. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 3 . A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5 . In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO RECEPTAÇÃO QUALIFICADA ART. 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL CONDENAÇÃO MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS INCABÍVEL A ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PENA-BASE DO APELANTE QUE NÃO MERECE REPAROS, FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DIANTE DE SEUS MAUS ANTECEDENTES E SUA PERSONALIDADE DESVIRTUADA CONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL. Apelante condenado a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 40 dias-multa. Impossibilidade de absolvição, já que a prova do dolo passa pela análise de todos os dados relevantes do processo, principalmente por ser a receptação um crime cuja prática costuma ser especialmente dissimulada. Quanto à dosimetria da pena, não há qualquer reparo a ser feito na sentença, pois a fixação da pena-base acima do mínimo legal atende aos ditames legais, em razão da personalidade do apelante, que ostenta em sua FAC duas anotações. As anotações constantes da folha penal do réu, podem sim ser consideradas como maus antecedentes. Com a manutenção da pena aplicada ao apelante, padece o pleito defensivo de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que vai regular-se, na hipótese, pela pena concretamente aplicada e, in casu, se operaria em 12 (doze) anos, consoante artigo 109, inciso III, do Código Penal. O artigo 180, § 1..., do Estatuto Repressivo é constitucional e pode ser aplicado através da utilização da interpretação extensiva, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 705620 AGR / RJ ampliando o significado da expressão deve saber (dolo eventual), englobando também a expressão sabe (dolo direto). O comerciante ou industrial que adquire, vende, expõe a venda mercadoria que sabe ou devia saber ser de origem ilícita responde pela figura qualificada DESPROVIMENTO DO APELO. 6 Agravo a que se NEGA SEGUIMENTO. Em suas razões, aduz o agravante a existência da repercussão geral, porquanto o acórdão recorrido não observou o princípio constitucional da presunção de inocência previsto no art. 5..., LVII, da Constituição Federal. Sustenta, ainda, que o acórdão recorrido “ao considerar inquérito policial em andamento e uma ação penal de fato posterior ao da presente lide também em andamento para exacerbar a pena-base contraria expressamente o artigo constitucional supracitado”. Alega, por fim, a ocorrência de afronta direta à Constituição, não sendo necessário o exame de matéria infraconstitucional, nem tampouco de reexame do conjunto fático probatório. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582492. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ ampliando o significado da expressão deve saber (dolo eventual), englobando também a expressão sabe (dolo direto). O comerciante ou industrial que adquire, vende, expõe a venda mercadoria que sabe ou devia saber ser de origem ilícita responde pela figura qualificada DESPROVIMENTO DO APELO. 6 Agravo a que se NEGA SEGUIMENTO. Em suas razões, aduz o agravante a existência da repercussão geral, porquanto o acórdão recorrido não observou o princípio constitucional da presunção de inocência previsto no art. 5..., LVII, da Constituição Federal. Sustenta, ainda, que o acórdão recorrido “ao considerar inquérito policial em andamento e uma ação penal de fato posterior ao da presente lide também em andamento para exacerbar a pena-base contraria expressamente o artigo constitucional supracitado”. Alega, por fim, a ocorrência de afronta direta à Constituição, não sendo necessário o exame de matéria infraconstitucional, nem tampouco de reexame do conjunto fático probatório. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: VALFRIDES SILVA RODRIGUES interpõe agravo em oposição a decisão que não admitiu seu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ementado nos seguintes termos: APELAÇÃO RECEPTAÇÃO QUALIFICADA ART. 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL CONDENAÇÃO MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS INCABÍVEL A ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PENA-BASE DO APELANTE QUE NÃO MERECE REPAROS, FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DIANTE DE SEUS MAUS ANTECEDENTES E SUA PERSONALIDADE DESVIRTUADA CONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL. Apelante condenado a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 40 dias- multa. Impossibilidade de absolvição, já que a prova do dolo passa pela análise de todos os dados relevantes do processo, principalmente por ser a receptação um crime cuja prática costuma ser especialmente dissimulada. Quanto à dosimetria da pena, não há qualquer reparo a ser feito na sentença, pois a fixação da pena-base acima do mínimo legal atende aos ditames legais, em razão da personalidade do apelante, que ostenta em sua FAC duas anotações. As anotações constantes da folha Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: VALFRIDES SILVA RODRIGUES interpõe agravo em oposição a decisão que não admitiu seu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ementado nos seguintes termos: APELAÇÃO RECEPTAÇÃO QUALIFICADA ART. 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL CONDENAÇÃO MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS INCABÍVEL A ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PENA-BASE DO APELANTE QUE NÃO MERECE REPAROS, FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DIANTE DE SEUS MAUS ANTECEDENTES E SUA PERSONALIDADE DESVIRTUADA CONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL. Apelante condenado a 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 40 dias- multa. Impossibilidade de absolvição, já que a prova do dolo passa pela análise de todos os dados relevantes do processo, principalmente por ser a receptação um crime cuja prática costuma ser especialmente dissimulada. Quanto à dosimetria da pena, não há qualquer reparo a ser feito na sentença, pois a fixação da pena-base acima do mínimo legal atende aos ditames legais, em razão da personalidade do apelante, que ostenta em sua FAC duas anotações. As anotações constantes da folha Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 705620 AGR / RJ penal do réu, podem sim ser consideradas como maus antecedentes. Com a manutenção da pena aplicada ao apelante, padece o pleito defensivo de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que vai regular-se, na hipótese, pela pena concretamente aplicada e, in casu, se operaria em 12 (doze) anos, consoante artigo 109, inciso III, do Código Penal. O artigo 180, § 1..., do Estatuto Repressivo é constitucional e pode ser aplicado através da utilização da interpretação extensiva, ampliando o significado da expressão deve saber (dolo eventual), englobando também a expressão sabe (dolo direto). O comerciante ou industrial que adquire, vende, expõe a venda mercadoria que sabe ou devia saber ser de origem ilícita responde pela figura qualificada DESPROVIMENTO DO APELO. Opostos embargos de declaração, restaram rejeitados. Irresignado com o teor do acórdão prolatado, o recorrente interpôs recurso extraordinário com fulcro no art. 102, III, a , da Constituição Federal, sustentando a preliminar de repercussão geral e apontando como violado o art. 5..., LVII, da Carta Federal. Brevemente relatados, DECIDO . O agravo não merece prosperar. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Confira-se à guisa de exemplos, os seguintes precedentes: AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ penal do réu, podem sim ser consideradas como maus antecedentes. Com a manutenção da pena aplicada ao apelante, padece o pleito defensivo de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que vai regular-se, na hipótese, pela pena concretamente aplicada e, in casu, se operaria em 12 (doze) anos, consoante artigo 109, inciso III, do Código Penal. O artigo 180, § 1..., do Estatuto Repressivo é constitucional e pode ser aplicado através da utilização da interpretação extensiva, ampliando o significado da expressão deve saber (dolo eventual), englobando também a expressão sabe (dolo direto). O comerciante ou industrial que adquire, vende, expõe a venda mercadoria que sabe ou devia saber ser de origem ilícita responde pela figura qualificada DESPROVIMENTO DO APELO. Opostos embargos de declaração, restaram rejeitados. Irresignado com o teor do acórdão prolatado, o recorrente interpôs recurso extraordinário com fulcro no art. 102, III, a , da Constituição Federal, sustentando a preliminar de repercussão geral e apontando como violado o art. 5..., LVII, da Carta Federal. Brevemente relatados, DECIDO . O agravo não merece prosperar. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Confira-se à guisa de exemplos, os seguintes precedentes: AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 705620 AGR / RJ CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária . (AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011) Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Nomeação retroativa. Vencimentos atrasados. Indenização. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando tema nele suscitado não está devidamente prequestionado. Incidência da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. (AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011) Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja: Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária . (AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011) Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Nomeação retroativa. Vencimentos atrasados. Indenização. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando tema nele suscitado não está devidamente prequestionado. Incidência da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. (AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011) Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja: Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 705620 AGR / RJ se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça. ( in , Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros). Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo, com fundamento no art. 21, § 1..., do RISTF. Resta evidenciado que o agravante não expendeu qualquer argumento capaz de infirmar a decisão que pretende ver reformada, razão pela qual tenho que a mesma há de ser mantida íntegra por seus 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça. ( in , Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros). Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo, com fundamento no art. 21, § 1..., do RISTF. Resta evidenciado que o agravante não expendeu qualquer argumento capaz de infirmar a decisão que pretende ver reformada, razão pela qual tenho que a mesma há de ser mantida íntegra por seus 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 705620 AGR / RJ próprios fundamentos. Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Supremo Tribunal Federal ARE 705620 AGR / RJ próprios fundamentos. Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VALFRIDES SILVA RODRIGUES ADV.(A/S) : CRISTIANO SOBRINHO DE ABREU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604760 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.620 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VALFRIDES SILVA RODRIGUES ADV.(A/S) : CRISTIANO SOBRINHO DE ABREU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604760 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "VALFRIDES SILVA RODRIGUES", "CRISTIANO SOBRINHO DE ABREU", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "03", "/", "2013", "28", ".", "10", ".", "2011", "25", ".", "10", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "10", ".", "2011", "25", ".", "10", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "10", ".", "2011", "25", ".", "10", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", 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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ALAN WILLIAN ALBINO IMPTE.(S) :CARMEM VALÉRIA GONZAGA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. QUESTÕES NÃO APRECIADAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. COMPETÊNCIA. REMESSA DOS AUTOS À CORTE SUPERIOR. 1. Concedida a ordem pelo Superior Tribunal de Justiça para que o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais se manifestasse sobre nulidade suscitada pela parte, a análise das demais questões restou prejudicada, impedindo seu exame por esta Corte, sob pena de supressão de instância. 2. Remessa dos autos do presente habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça, órgão competente para processamento e julgamento do feito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em determinar a remessa dos autos de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça para julgá-lo consoante sua competência, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622775. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ALAN WILLIAN ALBINO IMPTE.(S) :CARMEM VALÉRIA GONZAGA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Sra. Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Carmem Valéria Gonzaga em favor de Alan Willian Albino contra julgamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 202.688/MG. O paciente foi preso em flagrante pela prática, em tese, dos crimes de tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/06) e de posse ilegal de arma de fogo (art. 12 da Lei 10.826/03). Em execução de mandado de busca e apreensão pela Polícia Militar, foram apreendidas na posse de Alan Willian Albino algumas porções de crack e de maconha, uma arma de fogo e várias munições. O pedido de relaxamento de prisão foi indeferido pelo Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia/MG. Impetrado habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, a ordem foi denegada, mantendo-se a prisão preventiva do ora paciente. Contra essa decisão, sobreveio o HC 202.688/MG perante o Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a ordem a fim de determinar o exame, pela Corte Estadual, da alegação da Impetrante quanto à inviabilidade de a Polícia Militar realizar investigação criminal de civis. Reputou prejudicadas as demais questões suscitadas. O acórdão foi publicado em 11.4.2012, a ensejar a oposição, pela Defesa de embargos declaratórios, que foram rejeitados. Em 12.4.2012, sobreveio nova decisão colegiada pela Corte Estadual, para suprimir a omissão anterior, afirmando a regularidade de a Polícia Militar realizar investigações prévias que motivem diligências ulteriores. Insurge-se a Impetrante em razão da não apreciação, pelo Superior Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622776. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ALAN WILLIAN ALBINO IMPTE.(S) :CARMEM VALÉRIA GONZAGA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Sra. Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Carmem Valéria Gonzaga em favor de Alan Willian Albino contra julgamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 202.688/MG. O paciente foi preso em flagrante pela prática, em tese, dos crimes de tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/06) e de posse ilegal de arma de fogo (art. 12 da Lei 10.826/03). Em execução de mandado de busca e apreensão pela Polícia Militar, foram apreendidas na posse de Alan Willian Albino algumas porções de crack e de maconha, uma arma de fogo e várias munições. O pedido de relaxamento de prisão foi indeferido pelo Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia/MG. Impetrado habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, a ordem foi denegada, mantendo-se a prisão preventiva do ora paciente. Contra essa decisão, sobreveio o HC 202.688/MG perante o Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a ordem a fim de determinar o exame, pela Corte Estadual, da alegação da Impetrante quanto à inviabilidade de a Polícia Militar realizar investigação criminal de civis. Reputou prejudicadas as demais questões suscitadas. O acórdão foi publicado em 11.4.2012, a ensejar a oposição, pela Defesa de embargos declaratórios, que foram rejeitados. Em 12.4.2012, sobreveio nova decisão colegiada pela Corte Estadual, para suprimir a omissão anterior, afirmando a regularidade de a Polícia Militar realizar investigações prévias que motivem diligências ulteriores. Insurge-se a Impetrante em razão da não apreciação, pelo Superior Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622776. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 113229 / MG Tribunal de Justiça, das alegações pertinentes às medidas cautelares deferidas, à prisão preventiva do paciente e à ilicitude das provas colhidas. Argumenta a defesa, em síntese: a) falta de fundamentação da decisão que não apreciou o writ em sua integralidade; b) ilegalidade na atuação dos policiais militares junto ao caso; existência de provas ilícitas; e c) possibilidade de concessão de liberdade provisória. Requer, no pedido de liminar e no mérito, a concessão da ordem com o benefício da liberdade provisória de Alan Willian Albino. Indeferi o pedido liminar em 07.5.2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pelo não conhecimento do writ e, se conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622776. Supremo Tribunal Federal HC 113229 / MG Tribunal de Justiça, das alegações pertinentes às medidas cautelares deferidas, à prisão preventiva do paciente e à ilicitude das provas colhidas. Argumenta a defesa, em síntese: a) falta de fundamentação da decisão que não apreciou o writ em sua integralidade; b) ilegalidade na atuação dos policiais militares junto ao caso; existência de provas ilícitas; e c) possibilidade de concessão de liberdade provisória. Requer, no pedido de liminar e no mérito, a concessão da ordem com o benefício da liberdade provisória de Alan Willian Albino. Indeferi o pedido liminar em 07.5.2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pelo não conhecimento do writ e, se conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622776. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS VOTO A Sra. Ministra Rosa Weber (Relatora): Em síntese, insurge-se a Impetrante, não obstante a concessão da ordem pela Corte Superior de Justiça, contra a não apreciação das alegações pertinentes às medidas cautelares deferidas, à prisão preventiva do paciente e à ilicitude das provas colhidas. Argumenta a defesa, em síntese: a) falta de fundamentação da decisão que não apreciou o writ em sua integralidade; b) ilegalidade da atuação dos policiais militares junto ao caso; existência de provas ilícitas; e c) possibilidade de concessão de liberdade provisória. Requer a concessão da liberdade provisória ao paciente. Inicialmente, não verifico ausência de fundamentação na decisão atacada, que determinou a apreciação pela Corte Estadual da alegação de ilegalidade na investigação efetuada pela Polícia Militar. Colho, no que sobreleva, trecho da decisão: Assim, apesar de ter o acórdão enfrentado a questão relativa ao cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão pela polícia militar, sem a presença de autoridade policial (polícia judiciária), concluindo pela inexistência de ilegalidade, a questão anterior que foi colocada pelos impetrantes passou despercebido. Com efeito, a alegação relativa a própria legalidade do requerimento e das investigações que culminaram na efetivação da diligência não foram analisadas, impondo-se salientar que a resposta a essa questão poderia ensejar implicações diretas em todo procedimento de busca e apreensão e nas provas colhidas. Muito embora se entenda que deveriam os impetrantes terem ofertado os apropriados embargos de declaração com o objetivo de sanar a omissão ocorrida, isso não impede que se reconheça, em sede mandamental, a necessidade de apreciação do tema pela Corte de origem, mormente porque essa omissão é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS VOTO A Sra. Ministra Rosa Weber (Relatora): Em síntese, insurge-se a Impetrante, não obstante a concessão da ordem pela Corte Superior de Justiça, contra a não apreciação das alegações pertinentes às medidas cautelares deferidas, à prisão preventiva do paciente e à ilicitude das provas colhidas. Argumenta a defesa, em síntese: a) falta de fundamentação da decisão que não apreciou o writ em sua integralidade; b) ilegalidade da atuação dos policiais militares junto ao caso; existência de provas ilícitas; e c) possibilidade de concessão de liberdade provisória. Requer a concessão da liberdade provisória ao paciente. Inicialmente, não verifico ausência de fundamentação na decisão atacada, que determinou a apreciação pela Corte Estadual da alegação de ilegalidade na investigação efetuada pela Polícia Militar. Colho, no que sobreleva, trecho da decisão: Assim, apesar de ter o acórdão enfrentado a questão relativa ao cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão pela polícia militar, sem a presença de autoridade policial (polícia judiciária), concluindo pela inexistência de ilegalidade, a questão anterior que foi colocada pelos impetrantes passou despercebido. Com efeito, a alegação relativa a própria legalidade do requerimento e das investigações que culminaram na efetivação da diligência não foram analisadas, impondo-se salientar que a resposta a essa questão poderia ensejar implicações diretas em todo procedimento de busca e apreensão e nas provas colhidas. Muito embora se entenda que deveriam os impetrantes terem ofertado os apropriados embargos de declaração com o objetivo de sanar a omissão ocorrida, isso não impede que se reconheça, em sede mandamental, a necessidade de apreciação do tema pela Corte de origem, mormente porque essa omissão é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 113229 / MG aqui trazida como um dos vícios cometidos pelo acórdão. Em razão disso, deixo de apreciar as questões ulteriores, relacionadas as diligências efetuadas pela polícia militar e a suposta ilegalidade por terem as investigações se iniciado por denúncia anônima. Isso porque, se reconhecida pelo acórdão, a impossibilidade da polícia militar proceder investigações com exclusividade – como supostamente teria ocorrido no caso –, todas as demais questões estariam prejudicadas, já que posteriores. Nesse contexto se insere, de igual forma, a prisão em flagrante que foi efetivada no momento do cumprimento das referidas diligências feitas pela polícia militar. Tal o contexto, concedo a ordem a fim de determinar que o Tribunal a quo examine a alegação de impossibilidade da polícia militar proceder a investigação criminal de civis e que teria ensejado a realização de diligências ulteriores, estando prejudicadas, ao menos por ora, as demais alegações. Complementado o decisum após a oposição dos declaratórios nos termos que seguem: Veja-se que houve o pedido de liberdade provisória. Todavia, a concessão da ordem alcançou o pedido de maior amplitude, vale dizer, determinou que o Tribunal analisasse a própria legalidade das investigações procedidas pela polícia militar que culminaram na efetivação das diligências e na constrição do paciente. Isso significa dizer que se o Tribunal a quo reconhecer a ilegalidade ab initio, a prisão também deverá ser revogada, posto que ilegal. E isso foi dito no acórdão, como se vê deste trecho: Isso porque, se reconhecida pelo acórdão, a impossibilidade da polícia militar proceder investigações com exclusividade – como supostamente teria ocorrido no caso –, todas as demais questões estariam prejudicadas, já 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Supremo Tribunal Federal HC 113229 / MG aqui trazida como um dos vícios cometidos pelo acórdão. Em razão disso, deixo de apreciar as questões ulteriores, relacionadas as diligências efetuadas pela polícia militar e a suposta ilegalidade por terem as investigações se iniciado por denúncia anônima. Isso porque, se reconhecida pelo acórdão, a impossibilidade da polícia militar proceder investigações com exclusividade – como supostamente teria ocorrido no caso –, todas as demais questões estariam prejudicadas, já que posteriores. Nesse contexto se insere, de igual forma, a prisão em flagrante que foi efetivada no momento do cumprimento das referidas diligências feitas pela polícia militar. Tal o contexto, concedo a ordem a fim de determinar que o Tribunal a quo examine a alegação de impossibilidade da polícia militar proceder a investigação criminal de civis e que teria ensejado a realização de diligências ulteriores, estando prejudicadas, ao menos por ora, as demais alegações. Complementado o decisum após a oposição dos declaratórios nos termos que seguem: Veja-se que houve o pedido de liberdade provisória. Todavia, a concessão da ordem alcançou o pedido de maior amplitude, vale dizer, determinou que o Tribunal analisasse a própria legalidade das investigações procedidas pela polícia militar que culminaram na efetivação das diligências e na constrição do paciente. Isso significa dizer que se o Tribunal a quo reconhecer a ilegalidade ab initio, a prisão também deverá ser revogada, posto que ilegal. E isso foi dito no acórdão, como se vê deste trecho: Isso porque, se reconhecida pelo acórdão, a impossibilidade da polícia militar proceder investigações com exclusividade – como supostamente teria ocorrido no caso –, todas as demais questões estariam prejudicadas, já 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 113229 / MG que posteriores. Nesse contexto se insere, de igual forma, a prisão em flagrante que foi efetivada no momento do cumprimento das referidas diligências feitas pela polícia militar . Assim, a alegação de ilegalidade no procedimento policial, se acolhida, pode ensejar a nulidade de todo procedimento investigatório preambular a deflagração da ação penal, com reflexos, inclusive, na prisão processual que se lastreou nesses elementos. Diante do exposto, ante a ausência de omissão, rejeito os presentes embargos de declaração. Depreende-se, portanto, ter o Superior Tribunal de Justiça concedido a ordem para determinar a apreciação da matéria com o fito de evitar supressão de instância. Não há falar, assim, em julgamento extra petita, porquanto o provimento jurisdicional dado ao paciente, qual seja a determinação para que o Tribunal de Justiça se manifestasse sobre a matéria, está inserido no pleito de declaração de nulidade de todo o procedimento investigativo, deflagrado por autoridade supostamente incompetente. Destaco que sequer esgotadas as vias recursais perante a Corte estadual, uma vez que a Defesa deixou de manejar os declaratórios devidos para provocar a complementação do seu julgado. Assim, embora contrária ao interesse do paciente, a decisão está devidamente fundamentada, e a concessão da ordem para determinar à Corte estadual que apreciasse a legalidade da investigação impediu a análise das demais questões, uma vez que o reconhecimento de eventual nulidade prejudicaria sua jurisdição na via estreita do writ. Importante destacar que a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça não afastou a possibilidade de reapreciar as questões consideradas prejudicadas no acórdão hostilizado, a saber: diligências efetuadas pela Polícia Militar e suposta ilegalidade por terem as investigações se iniciado por denúncia anônima; uma vez que referiu de forma expressa: “tal o contexto, concedo a ordem a fim de determinar que o Tribunal a quo examine a alegação de impossibilidade da polícia militar proceder a investigação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Supremo Tribunal Federal HC 113229 / MG que posteriores. Nesse contexto se insere, de igual forma, a prisão em flagrante que foi efetivada no momento do cumprimento das referidas diligências feitas pela polícia militar . Assim, a alegação de ilegalidade no procedimento policial, se acolhida, pode ensejar a nulidade de todo procedimento investigatório preambular a deflagração da ação penal, com reflexos, inclusive, na prisão processual que se lastreou nesses elementos. Diante do exposto, ante a ausência de omissão, rejeito os presentes embargos de declaração. Depreende-se, portanto, ter o Superior Tribunal de Justiça concedido a ordem para determinar a apreciação da matéria com o fito de evitar supressão de instância. Não há falar, assim, em julgamento extra petita, porquanto o provimento jurisdicional dado ao paciente, qual seja a determinação para que o Tribunal de Justiça se manifestasse sobre a matéria, está inserido no pleito de declaração de nulidade de todo o procedimento investigativo, deflagrado por autoridade supostamente incompetente. Destaco que sequer esgotadas as vias recursais perante a Corte estadual, uma vez que a Defesa deixou de manejar os declaratórios devidos para provocar a complementação do seu julgado. Assim, embora contrária ao interesse do paciente, a decisão está devidamente fundamentada, e a concessão da ordem para determinar à Corte estadual que apreciasse a legalidade da investigação impediu a análise das demais questões, uma vez que o reconhecimento de eventual nulidade prejudicaria sua jurisdição na via estreita do writ. Importante destacar que a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça não afastou a possibilidade de reapreciar as questões consideradas prejudicadas no acórdão hostilizado, a saber: diligências efetuadas pela Polícia Militar e suposta ilegalidade por terem as investigações se iniciado por denúncia anônima; uma vez que referiu de forma expressa: “tal o contexto, concedo a ordem a fim de determinar que o Tribunal a quo examine a alegação de impossibilidade da polícia militar proceder a investigação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 113229 / MG criminal de civis e que teria ensejado a realização de diligências ulteriores, estando prejudicadas, ao menos por ora, as demais alegações”. Suprimida a omissão pela Corte Estadual, o que de fato ocorreu conforme dá conta a própria impetrante, ao informar na petição inicial do presente habeas corpus a complementação do julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais em 14.4.2012, com o julgamento do habeas corpus nº 0077484-74.2011.8.13.0000, o qual afastou a alegada irregularidade nas diligências realizadas pela Polícia Militar, caberia a propositura de habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, para que prosseguisse na análise das questões suscitadas pela impetrante, e por ele não apreciadas. No entanto, no dia 20.4.2012, sobreveio a impetração do presente habeas corpus diretamente no Supremo Tribunal Federal, em nítida tentativa de supressão de instância. A concessão de habeas corpus pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, ante o reconhecimento de questão prejudicial ao prosseguimento da análise dos demais pontos suscitados pela impetrante, faz com que, uma vez superada a questão prejudicial, os demais temas não enfrentados anteriormente sejam novamente submetidos ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, em cumprimento ao disposto no art. 105, I, c, da Constituição da República. Ou seja, no que tange à indigitada irregularidade da investigação feita por policiais militares, à suposta ilegalidade da prisão em flagrante, e à pretendida concessão da liberdade provisória, esses temas não foram objeto de análise pelo Superior Tribunal de Justiça, o que impede seu exame, por ora, sob pena de supressão de instância. Entendimento diverso levaria a que o Supremo Tribunal Federal apreciasse originariamente questões decididas pelas Cortes estaduais, em afronta às normas constitucionais de competência. Ante o exposto, impõe-se a remessa dos autos do presente habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça, órgão competente para processamento e julgamento do feito, nos termos do art. 105, I, c, da Constituição da República. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Supremo Tribunal Federal HC 113229 / MG criminal de civis e que teria ensejado a realização de diligências ulteriores, estando prejudicadas, ao menos por ora, as demais alegações”. Suprimida a omissão pela Corte Estadual, o que de fato ocorreu conforme dá conta a própria impetrante, ao informar na petição inicial do presente habeas corpus a complementação do julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais em 14.4.2012, com o julgamento do habeas corpus nº 0077484-74.2011.8.13.0000, o qual afastou a alegada irregularidade nas diligências realizadas pela Polícia Militar, caberia a propositura de habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, para que prosseguisse na análise das questões suscitadas pela impetrante, e por ele não apreciadas. No entanto, no dia 20.4.2012, sobreveio a impetração do presente habeas corpus diretamente no Supremo Tribunal Federal, em nítida tentativa de supressão de instância. A concessão de habeas corpus pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, ante o reconhecimento de questão prejudicial ao prosseguimento da análise dos demais pontos suscitados pela impetrante, faz com que, uma vez superada a questão prejudicial, os demais temas não enfrentados anteriormente sejam novamente submetidos ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, em cumprimento ao disposto no art. 105, I, c, da Constituição da República. Ou seja, no que tange à indigitada irregularidade da investigação feita por policiais militares, à suposta ilegalidade da prisão em flagrante, e à pretendida concessão da liberdade provisória, esses temas não foram objeto de análise pelo Superior Tribunal de Justiça, o que impede seu exame, por ora, sob pena de supressão de instância. Entendimento diverso levaria a que o Supremo Tribunal Federal apreciasse originariamente questões decididas pelas Cortes estaduais, em afronta às normas constitucionais de competência. Ante o exposto, impõe-se a remessa dos autos do presente habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça, órgão competente para processamento e julgamento do feito, nos termos do art. 105, I, c, da Constituição da República. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Aditamento ao Voto 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É uma questão interessante. Denegada a ordem em habeas corpus pelo Tribunal de Justiça, foi impetrado habeas corpus no STJ. E o STJ concedeu, em parte, a ordem para que o Tribunal de Justiça apreciasse uma questão revestida, na compreensão do STJ, do caráter de prejudicialidade, e assentou prejudicado o exame das demais questões suscitadas. Uma vez decidido num sentido contrário ao interesse do nosso paciente a questão no Tribunal de Justiça, ele impetra diretamente o habeas corpus no Supremo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Poderia ter voltado lá no STJ. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Voltado ao STJ, sob pena de supressão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não seria o caso declinar para o Superior Tribunal de Justiça julgar? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, para aproveitar. Não é? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ou isso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Nós já declinamos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3614254. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É uma questão interessante. Denegada a ordem em habeas corpus pelo Tribunal de Justiça, foi impetrado habeas corpus no STJ. E o STJ concedeu, em parte, a ordem para que o Tribunal de Justiça apreciasse uma questão revestida, na compreensão do STJ, do caráter de prejudicialidade, e assentou prejudicado o exame das demais questões suscitadas. Uma vez decidido num sentido contrário ao interesse do nosso paciente a questão no Tribunal de Justiça, ele impetra diretamente o habeas corpus no Supremo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Poderia ter voltado lá no STJ. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Voltado ao STJ, sob pena de supressão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não seria o caso declinar para o Superior Tribunal de Justiça julgar? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, para aproveitar. Não é? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ou isso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Nós já declinamos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3614254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Aditamento ao Voto HC 113229 / MG A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Então, eu faço adequação. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Pela incompetência do Supremo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Isso. Declinamos, ao invés de extingui-lo. Fica mais racional, já está aqui, volta. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3614254. Supremo Tribunal Federal HC 113229 / MG A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Então, eu faço adequação. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Pela incompetência do Supremo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Isso. Declinamos, ao invés de extingui-lo. Fica mais racional, já está aqui, volta. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3614254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.229 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ALAN WILLIAN ALBINO IMPTE.(S) : CARMEM VALÉRIA GONZAGA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma determinou a remessa dos autos de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça para julgá-lo consoante sua competência, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604684 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.229 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ALAN WILLIAN ALBINO IMPTE.(S) : CARMEM VALÉRIA GONZAGA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma determinou a remessa dos autos de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça para julgá-lo consoante sua competência, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604684 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3655091
2013-03-19T00:00:00
2013-04-17T00:00:00
A Turma determinou a remessa dos autos de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça para julgá-lo consoante sua competência, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA HABEAS CORPUS. QUESTÕES NÃO APRECIADAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. COMPETÊNCIA. REMESSA DOS AUTOS À CORTE SUPERIOR. 1. Concedida a ordem pelo Superior Tribunal de Justiça para que o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais se manifestasse sobre nulidade suscitada pela parte, a análise das demais questões restou prejudicada, impedindo seu exame por esta Corte, sob pena de supressão de instância. 2. Remessa dos autos do presente habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça, órgão competente para processamento e julgamento do feito.
sjur228231
- Veja HC 202688 do STJ e HC 0077484-74.2011.8.13.0000 do TJMG. Número de páginas: 10. Análise: 13/05/2013, AAT. Revisão: 16/05/2013, SEV.
ROSA WEBER
Primeira Turma
113229
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00105 INC-00001 LET-C \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
HC
acordaos
HC 113229
[ "" ]
PACTE.(S) : ALAN WILLIAN ALBINO IMPTE.(S) : CARMEM VALÉRIA GONZAGA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ALAN WILLIAN ALBINO IMPTE.(S) :CARMEM VALÉRIA GONZAGA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. QUESTÕES NÃO APRECIADAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. COMPETÊNCIA. REMESSA DOS AUTOS À CORTE SUPERIOR. 1. Concedida a ordem pelo Superior Tribunal de Justiça para que o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais se manifestasse sobre nulidade suscitada pela parte, a análise das demais questões restou prejudicada, impedindo seu exame por esta Corte, sob pena de supressão de instância. 2. Remessa dos autos do presente habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça, órgão competente para processamento e julgamento do feito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em determinar a remessa dos autos de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça para julgá-lo consoante sua competência, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622775. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ALAN WILLIAN ALBINO IMPTE.(S) :CARMEM VALÉRIA GONZAGA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Sra. Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Carmem Valéria Gonzaga em favor de Alan Willian Albino contra julgamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 202.688/MG. O paciente foi preso em flagrante pela prática, em tese, dos crimes de tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/06) e de posse ilegal de arma de fogo (art. 12 da Lei 10.826/03). Em execução de mandado de busca e apreensão pela Polícia Militar, foram apreendidas na posse de Alan Willian Albino algumas porções de crack e de maconha, uma arma de fogo e várias munições. O pedido de relaxamento de prisão foi indeferido pelo Juiz de Direito da 2... Vara Criminal da Comarca de Uberlândia/MG. Impetrado habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, a ordem foi denegada, mantendo-se a prisão preventiva do ora paciente. Contra essa decisão, sobreveio o HC 202.688/MG perante o Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a ordem a fim de determinar o exame, pela Corte Estadual, da alegação da Impetrante quanto à inviabilidade de a Polícia Militar realizar investigação criminal de civis. Reputou prejudicadas as demais questões suscitadas. O acórdão foi publicado em 11.4.2012, a ensejar a oposição, pela Defesa de embargos declaratórios, que foram rejeitados. Em 12.4.2012, sobreveio nova decisão colegiada pela Corte Estadual, para suprimir a omissão anterior, afirmando a regularidade de a Polícia Militar realizar investigações prévias que motivem diligências ulteriores. Insurge-se a Impetrante em razão da não apreciação, pelo Superior Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622776. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ALAN WILLIAN ALBINO IMPTE.(S) :CARMEM VALÉRIA GONZAGA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Sra. Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Carmem Valéria Gonzaga em favor de Alan Willian Albino contra julgamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 202.688/MG. O paciente foi preso em flagrante pela prática, em tese, dos crimes de tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/06) e de posse ilegal de arma de fogo (art. 12 da Lei 10.826/03). Em execução de mandado de busca e apreensão pela Polícia Militar, foram apreendidas na posse de Alan Willian Albino algumas porções de crack e de maconha, uma arma de fogo e várias munições. O pedido de relaxamento de prisão foi indeferido pelo Juiz de Direito da 2... Vara Criminal da Comarca de Uberlândia/MG. Impetrado habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, a ordem foi denegada, mantendo-se a prisão preventiva do ora paciente. Contra essa decisão, sobreveio o HC 202.688/MG perante o Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a ordem a fim de determinar o exame, pela Corte Estadual, da alegação da Impetrante quanto à inviabilidade de a Polícia Militar realizar investigação criminal de civis. Reputou prejudicadas as demais questões suscitadas. O acórdão foi publicado em 11.4.2012, a ensejar a oposição, pela Defesa de embargos declaratórios, que foram rejeitados. Em 12.4.2012, sobreveio nova decisão colegiada pela Corte Estadual, para suprimir a omissão anterior, afirmando a regularidade de a Polícia Militar realizar investigações prévias que motivem diligências ulteriores. Insurge-se a Impetrante em razão da não apreciação, pelo Superior Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622776. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 113229 / MG Tribunal de Justiça, das alegações pertinentes às medidas cautelares deferidas, à prisão preventiva do paciente e à ilicitude das provas colhidas. Argumenta a defesa, em síntese: a) falta de fundamentação da decisão que não apreciou o writ em sua integralidade; b) ilegalidade na atuação dos policiais militares junto ao caso; existência de provas ilícitas; e c) possibilidade de concessão de liberdade provisória. Requer, no pedido de liminar e no mérito, a concessão da ordem com o benefício da liberdade provisória de Alan Willian Albino. Indeferi o pedido liminar em 07.5.2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pelo não conhecimento do writ e, se conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622776. Supremo Tribunal Federal HC 113229 / MG Tribunal de Justiça, das alegações pertinentes às medidas cautelares deferidas, à prisão preventiva do paciente e à ilicitude das provas colhidas. Argumenta a defesa, em síntese: a) falta de fundamentação da decisão que não apreciou o writ em sua integralidade; b) ilegalidade na atuação dos policiais militares junto ao caso; existência de provas ilícitas; e c) possibilidade de concessão de liberdade provisória. Requer, no pedido de liminar e no mérito, a concessão da ordem com o benefício da liberdade provisória de Alan Willian Albino. Indeferi o pedido liminar em 07.5.2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pelo não conhecimento do writ e, se conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622776. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS VOTO A Sra. Ministra Rosa Weber (Relatora): Em síntese, insurge-se a Impetrante, não obstante a concessão da ordem pela Corte Superior de Justiça, contra a não apreciação das alegações pertinentes às medidas cautelares deferidas, à prisão preventiva do paciente e à ilicitude das provas colhidas. Argumenta a defesa, em síntese: a) falta de fundamentação da decisão que não apreciou o writ em sua integralidade; b) ilegalidade da atuação dos policiais militares junto ao caso; existência de provas ilícitas; e c) possibilidade de concessão de liberdade provisória. Requer a concessão da liberdade provisória ao paciente. Inicialmente, não verifico ausência de fundamentação na decisão atacada, que determinou a apreciação pela Corte Estadual da alegação de ilegalidade na investigação efetuada pela Polícia Militar. Colho, no que sobreleva, trecho da decisão: Assim, apesar de ter o acórdão enfrentado a questão relativa ao cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão pela polícia militar, sem a presença de autoridade policial (polícia judiciária), concluindo pela inexistência de ilegalidade, a questão anterior que foi colocada pelos impetrantes passou despercebido. Com efeito, a alegação relativa a própria legalidade do requerimento e das investigações que culminaram na efetivação da diligência não foram analisadas, impondo-se salientar que a resposta a essa questão poderia ensejar implicações diretas em todo procedimento de busca e apreensão e nas provas colhidas. Muito embora se entenda que deveriam os impetrantes terem ofertado os apropriados embargos de declaração com o objetivo de sanar a omissão ocorrida, isso não impede que se reconheça, em sede mandamental, a necessidade de apreciação do tema pela Corte de origem, mormente porque essa omissão é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS VOTO A Sra. Ministra Rosa Weber (Relatora): Em síntese, insurge-se a Impetrante, não obstante a concessão da ordem pela Corte Superior de Justiça, contra a não apreciação das alegações pertinentes às medidas cautelares deferidas, à prisão preventiva do paciente e à ilicitude das provas colhidas. Argumenta a defesa, em síntese: a) falta de fundamentação da decisão que não apreciou o writ em sua integralidade; b) ilegalidade da atuação dos policiais militares junto ao caso; existência de provas ilícitas; e c) possibilidade de concessão de liberdade provisória. Requer a concessão da liberdade provisória ao paciente. Inicialmente, não verifico ausência de fundamentação na decisão atacada, que determinou a apreciação pela Corte Estadual da alegação de ilegalidade na investigação efetuada pela Polícia Militar. Colho, no que sobreleva, trecho da decisão: Assim, apesar de ter o acórdão enfrentado a questão relativa ao cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão pela polícia militar, sem a presença de autoridade policial (polícia judiciária), concluindo pela inexistência de ilegalidade, a questão anterior que foi colocada pelos impetrantes passou despercebido. Com efeito, a alegação relativa a própria legalidade do requerimento e das investigações que culminaram na efetivação da diligência não foram analisadas, impondo-se salientar que a resposta a essa questão poderia ensejar implicações diretas em todo procedimento de busca e apreensão e nas provas colhidas. Muito embora se entenda que deveriam os impetrantes terem ofertado os apropriados embargos de declaração com o objetivo de sanar a omissão ocorrida, isso não impede que se reconheça, em sede mandamental, a necessidade de apreciação do tema pela Corte de origem, mormente porque essa omissão é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 113229 / MG aqui trazida como um dos vícios cometidos pelo acórdão. Em razão disso, deixo de apreciar as questões ulteriores, relacionadas as diligências efetuadas pela polícia militar e a suposta ilegalidade por terem as investigações se iniciado por denúncia anônima. Isso porque, se reconhecida pelo acórdão, a impossibilidade da polícia militar proceder investigações com exclusividade – como supostamente teria ocorrido no caso –, todas as demais questões estariam prejudicadas, já que posteriores. Nesse contexto se insere, de igual forma, a prisão em flagrante que foi efetivada no momento do cumprimento das referidas diligências feitas pela polícia militar. Tal o contexto, concedo a ordem a fim de determinar que o Tribunal a quo examine a alegação de impossibilidade da polícia militar proceder a investigação criminal de civis e que teria ensejado a realização de diligências ulteriores, estando prejudicadas, ao menos por ora, as demais alegações. Complementado o decisum após a oposição dos declaratórios nos termos que seguem: Veja-se que houve o pedido de liberdade provisória. Todavia, a concessão da ordem alcançou o pedido de maior amplitude, vale dizer, determinou que o Tribunal analisasse a própria legalidade das investigações procedidas pela polícia militar que culminaram na efetivação das diligências e na constrição do paciente. Isso significa dizer que se o Tribunal a quo reconhecer a ilegalidade ab initio, a prisão também deverá ser revogada, posto que ilegal. E isso foi dito no acórdão, como se vê deste trecho: Isso porque, se reconhecida pelo acórdão, a impossibilidade da polícia militar proceder investigações com exclusividade – como supostamente teria ocorrido no caso –, todas as demais questões estariam prejudicadas, já 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Supremo Tribunal Federal HC 113229 / MG aqui trazida como um dos vícios cometidos pelo acórdão. Em razão disso, deixo de apreciar as questões ulteriores, relacionadas as diligências efetuadas pela polícia militar e a suposta ilegalidade por terem as investigações se iniciado por denúncia anônima. Isso porque, se reconhecida pelo acórdão, a impossibilidade da polícia militar proceder investigações com exclusividade – como supostamente teria ocorrido no caso –, todas as demais questões estariam prejudicadas, já que posteriores. Nesse contexto se insere, de igual forma, a prisão em flagrante que foi efetivada no momento do cumprimento das referidas diligências feitas pela polícia militar. Tal o contexto, concedo a ordem a fim de determinar que o Tribunal a quo examine a alegação de impossibilidade da polícia militar proceder a investigação criminal de civis e que teria ensejado a realização de diligências ulteriores, estando prejudicadas, ao menos por ora, as demais alegações. Complementado o decisum após a oposição dos declaratórios nos termos que seguem: Veja-se que houve o pedido de liberdade provisória. Todavia, a concessão da ordem alcançou o pedido de maior amplitude, vale dizer, determinou que o Tribunal analisasse a própria legalidade das investigações procedidas pela polícia militar que culminaram na efetivação das diligências e na constrição do paciente. Isso significa dizer que se o Tribunal a quo reconhecer a ilegalidade ab initio, a prisão também deverá ser revogada, posto que ilegal. E isso foi dito no acórdão, como se vê deste trecho: Isso porque, se reconhecida pelo acórdão, a impossibilidade da polícia militar proceder investigações com exclusividade – como supostamente teria ocorrido no caso –, todas as demais questões estariam prejudicadas, já 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 113229 / MG que posteriores. Nesse contexto se insere, de igual forma, a prisão em flagrante que foi efetivada no momento do cumprimento das referidas diligências feitas pela polícia militar . Assim, a alegação de ilegalidade no procedimento policial, se acolhida, pode ensejar a nulidade de todo procedimento investigatório preambular a deflagração da ação penal, com reflexos, inclusive, na prisão processual que se lastreou nesses elementos. Diante do exposto, ante a ausência de omissão, rejeito os presentes embargos de declaração. Depreende-se, portanto, ter o Superior Tribunal de Justiça concedido a ordem para determinar a apreciação da matéria com o fito de evitar supressão de instância. Não há falar, assim, em julgamento extra petita, porquanto o provimento jurisdicional dado ao paciente, qual seja a determinação para que o Tribunal de Justiça se manifestasse sobre a matéria, está inserido no pleito de declaração de nulidade de todo o procedimento investigativo, deflagrado por autoridade supostamente incompetente. Destaco que sequer esgotadas as vias recursais perante a Corte estadual, uma vez que a Defesa deixou de manejar os declaratórios devidos para provocar a complementação do seu julgado. Assim, embora contrária ao interesse do paciente, a decisão está devidamente fundamentada, e a concessão da ordem para determinar à Corte estadual que apreciasse a legalidade da investigação impediu a análise das demais questões, uma vez que o reconhecimento de eventual nulidade prejudicaria sua jurisdição na via estreita do writ. Importante destacar que a 6... Turma do Superior Tribunal de Justiça não afastou a possibilidade de reapreciar as questões consideradas prejudicadas no acórdão hostilizado, a saber: diligências efetuadas pela Polícia Militar e suposta ilegalidade por terem as investigações se iniciado por denúncia anônima; uma vez que referiu de forma expressa: “tal o contexto, concedo a ordem a fim de determinar que o Tribunal a quo examine a alegação de impossibilidade da polícia militar proceder a investigação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Supremo Tribunal Federal HC 113229 / MG que posteriores. Nesse contexto se insere, de igual forma, a prisão em flagrante que foi efetivada no momento do cumprimento das referidas diligências feitas pela polícia militar . Assim, a alegação de ilegalidade no procedimento policial, se acolhida, pode ensejar a nulidade de todo procedimento investigatório preambular a deflagração da ação penal, com reflexos, inclusive, na prisão processual que se lastreou nesses elementos. Diante do exposto, ante a ausência de omissão, rejeito os presentes embargos de declaração. Depreende-se, portanto, ter o Superior Tribunal de Justiça concedido a ordem para determinar a apreciação da matéria com o fito de evitar supressão de instância. Não há falar, assim, em julgamento extra petita, porquanto o provimento jurisdicional dado ao paciente, qual seja a determinação para que o Tribunal de Justiça se manifestasse sobre a matéria, está inserido no pleito de declaração de nulidade de todo o procedimento investigativo, deflagrado por autoridade supostamente incompetente. Destaco que sequer esgotadas as vias recursais perante a Corte estadual, uma vez que a Defesa deixou de manejar os declaratórios devidos para provocar a complementação do seu julgado. Assim, embora contrária ao interesse do paciente, a decisão está devidamente fundamentada, e a concessão da ordem para determinar à Corte estadual que apreciasse a legalidade da investigação impediu a análise das demais questões, uma vez que o reconhecimento de eventual nulidade prejudicaria sua jurisdição na via estreita do writ. Importante destacar que a 6... Turma do Superior Tribunal de Justiça não afastou a possibilidade de reapreciar as questões consideradas prejudicadas no acórdão hostilizado, a saber: diligências efetuadas pela Polícia Militar e suposta ilegalidade por terem as investigações se iniciado por denúncia anônima; uma vez que referiu de forma expressa: “tal o contexto, concedo a ordem a fim de determinar que o Tribunal a quo examine a alegação de impossibilidade da polícia militar proceder a investigação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 113229 / MG criminal de civis e que teria ensejado a realização de diligências ulteriores, estando prejudicadas, ao menos por ora, as demais alegações”. Suprimida a omissão pela Corte Estadual, o que de fato ocorreu conforme dá conta a própria impetrante, ao informar na petição inicial do presente habeas corpus a complementação do julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais em 14.4.2012, com o julgamento do habeas corpus n 0077484-74.2011.8.13.0000, o qual afastou a alegada irregularidade nas diligências realizadas pela Polícia Militar, caberia a propositura de habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, para que prosseguisse na análise das questões suscitadas pela impetrante, e por ele não apreciadas. No entanto, no dia 20.4.2012, sobreveio a impetração do presente habeas corpus diretamente no Supremo Tribunal Federal, em nítida tentativa de supressão de instância. A concessão de habeas corpus pela 6... Turma do Superior Tribunal de Justiça, ante o reconhecimento de questão prejudicial ao prosseguimento da análise dos demais pontos suscitados pela impetrante, faz com que, uma vez superada a questão prejudicial, os demais temas não enfrentados anteriormente sejam novamente submetidos ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, em cumprimento ao disposto no art. 105, I, c, da Constituição da República. Ou seja, no que tange à indigitada irregularidade da investigação feita por policiais militares, à suposta ilegalidade da prisão em flagrante, e à pretendida concessão da liberdade provisória, esses temas não foram objeto de análise pelo Superior Tribunal de Justiça, o que impede seu exame, por ora, sob pena de supressão de instância. Entendimento diverso levaria a que o Supremo Tribunal Federal apreciasse originariamente questões decididas pelas Cortes estaduais, em afronta às normas constitucionais de competência. Ante o exposto, impõe-se a remessa dos autos do presente habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça, órgão competente para processamento e julgamento do feito, nos termos do art. 105, I, c, da Constituição da República. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Supremo Tribunal Federal HC 113229 / MG criminal de civis e que teria ensejado a realização de diligências ulteriores, estando prejudicadas, ao menos por ora, as demais alegações”. Suprimida a omissão pela Corte Estadual, o que de fato ocorreu conforme dá conta a própria impetrante, ao informar na petição inicial do presente habeas corpus a complementação do julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais em 14.4.2012, com o julgamento do habeas corpus n 0077484-74.2011.8.13.0000, o qual afastou a alegada irregularidade nas diligências realizadas pela Polícia Militar, caberia a propositura de habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, para que prosseguisse na análise das questões suscitadas pela impetrante, e por ele não apreciadas. No entanto, no dia 20.4.2012, sobreveio a impetração do presente habeas corpus diretamente no Supremo Tribunal Federal, em nítida tentativa de supressão de instância. A concessão de habeas corpus pela 6... Turma do Superior Tribunal de Justiça, ante o reconhecimento de questão prejudicial ao prosseguimento da análise dos demais pontos suscitados pela impetrante, faz com que, uma vez superada a questão prejudicial, os demais temas não enfrentados anteriormente sejam novamente submetidos ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, em cumprimento ao disposto no art. 105, I, c, da Constituição da República. Ou seja, no que tange à indigitada irregularidade da investigação feita por policiais militares, à suposta ilegalidade da prisão em flagrante, e à pretendida concessão da liberdade provisória, esses temas não foram objeto de análise pelo Superior Tribunal de Justiça, o que impede seu exame, por ora, sob pena de supressão de instância. Entendimento diverso levaria a que o Supremo Tribunal Federal apreciasse originariamente questões decididas pelas Cortes estaduais, em afronta às normas constitucionais de competência. Ante o exposto, impõe-se a remessa dos autos do presente habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça, órgão competente para processamento e julgamento do feito, nos termos do art. 105, I, c, da Constituição da República. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3622777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Aditamento ao Voto 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É uma questão interessante. Denegada a ordem em habeas corpus pelo Tribunal de Justiça, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. E o Superior Tribunal de Justiça concedeu, em parte, a ordem para que o Tribunal de Justiça apreciasse uma questão revestida, na compreensão do Superior Tribunal de Justiça, do caráter de prejudicialidade, e assentou prejudicado o exame das demais questões suscitadas. Uma vez decidido num sentido contrário ao interesse do nosso paciente a questão no Tribunal de Justiça, ele impetra diretamente o habeas corpus no Supremo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Poderia ter voltado lá no Superior Tribunal de Justiça. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Voltado ao Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não seria o caso declinar para o Superior Tribunal de Justiça julgar? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, para aproveitar. Não é? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ou isso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Nós já declinamos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3614254. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.229 MINAS GERAIS ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É uma questão interessante. Denegada a ordem em habeas corpus pelo Tribunal de Justiça, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. E o Superior Tribunal de Justiça concedeu, em parte, a ordem para que o Tribunal de Justiça apreciasse uma questão revestida, na compreensão do Superior Tribunal de Justiça, do caráter de prejudicialidade, e assentou prejudicado o exame das demais questões suscitadas. Uma vez decidido num sentido contrário ao interesse do nosso paciente a questão no Tribunal de Justiça, ele impetra diretamente o habeas corpus no Supremo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Poderia ter voltado lá no Superior Tribunal de Justiça. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Voltado ao Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não seria o caso declinar para o Superior Tribunal de Justiça julgar? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, para aproveitar. Não é? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ou isso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Nós já declinamos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3614254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Aditamento ao Voto HC 113229 / MG A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Então, eu faço adequação. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Pela incompetência do Supremo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Isso. Declinamos, ao invés de extingui-lo. Fica mais racional, já está aqui, volta. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3614254. Supremo Tribunal Federal HC 113229 / MG A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Então, eu faço adequação. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Pela incompetência do Supremo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Isso. Declinamos, ao invés de extingui-lo. Fica mais racional, já está aqui, volta. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3614254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.229 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ALAN WILLIAN ALBINO IMPTE.(S) : CARMEM VALÉRIA GONZAGA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma determinou a remessa dos autos de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça para julgá-lo consoante sua competência, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604684 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.229 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ALAN WILLIAN ALBINO IMPTE.(S) : CARMEM VALÉRIA GONZAGA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma determinou a remessa dos autos de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça para julgá-lo consoante sua competência, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604684 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 113 . 229", "HABEAS CORPUS 113 . 229", "HC 202 . 688 / MG", "HC 202 . 688 / MG", "HABEAS CORPUS 113 . 229", "HC 202 . 688 / MG", "HC 202 . 688 / MG", "HC 113229 / MG", "HC 113229 / MG", "HABEAS CORPUS 113 . 229", "HABEAS CORPUS 113 . 229", "HC 113229 / MG", "HC 113229 / MG", "HC 113229 / MG", "HC 113229 / MG", "HC 113229 / MG", "habeas corpus n 0077484 - 74 . 2011 . 8 . 13 . 0000", "HC 113229 / MG", "habeas", "-", "74", ".", "2011", ".", "8", "HABEAS CORPUS 113 . 229", "HABEAS CORPUS 113 . 229", "HC 113229 / MG", "HC 113229 / MG", "HABEAS CORPUS 113 . 229", "HABEAS CORPUS 113 . 229" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 06", "art . 12 da Lei 10 . 826 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 06", "art . 12 da Lei 10 . 826 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , I , c , da Constituição da República", "art . 105 , I , c , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , I , c , da Constituição da República", "art . 105 , I , c , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "2", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :RICARDO RIBEIRO LACERDA ADV.(A/S) :ALAIN ISKANDAR JABBOUR E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. CONTAGEM DO PERÍODO DE FREQUÊNCIA EM CURSO DE FORMAÇÃO COMO TEMPO DE SERVIÇO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEI DISTRITAL N. 4.878/1965 E NO DECRETO-LEI N. 2.179/1984. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573050. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :RICARDO RIBEIRO LACERDA ADV.(A/S) :ALAIN ISKANDAR JABBOUR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 18 de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Distrito Federal contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal, que reconhecera o direito de agente da Polícia Civil à contagem do período de frequência em curso de formação profissional como efetivo exercício para fins de aposentadoria. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. A questão em debate foi decidida com base na aplicação e na interpretação da legislação infraconstitucional (Lei n. 4.878/1965 e Decreto-Lei n. 2.179/1984). Assim, a alegada ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 25.2.2013, interpõe o Distrito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573051. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :RICARDO RIBEIRO LACERDA ADV.(A/S) :ALAIN ISKANDAR JABBOUR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 18 de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Distrito Federal contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal, que reconhecera o direito de agente da Polícia Civil à contagem do período de frequência em curso de formação profissional como efetivo exercício para fins de aposentadoria. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. A questão em debate foi decidida com base na aplicação e na interpretação da legislação infraconstitucional (Lei n. 4.878/1965 e Decreto-Lei n. 2.179/1984). Assim, a alegada ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 25.2.2013, interpõe o Distrito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 730642 AGR / DF Federal, em 28.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Afirma o Agravante que não pode “a lei estabelecer, por equiparação ou ficção, a contagem de um tempo de serviço não prevista no texto constitucional”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573051. Supremo Tribunal Federal ARE 730642 AGR / DF Federal, em 28.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Afirma o Agravante que não pode “a lei estabelecer, por equiparação ou ficção, a contagem de um tempo de serviço não prevista no texto constitucional”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. RECURSO INOMINADO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGENTE DE POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. PARTICIPAÇÃO EM CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL. NULIDADE DA DECISÃO PROFERIDA EM SEDE DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS NÃO CONFIGURADA. CONTAGEM DO PERÍODO DE FREQUÊNCIA AO ALUDIDO CURSO COMO EFETIVO EXERCÍCÍO PARA FINS DE APOSENTADORIA. ART. 12 DA LEI Nº 4.878/65 E ART 4º DO DECRETO-LEI 2179/84. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. (...) 2. NOS TERMOS DO ART. 12 DA LEI Nº 4.878/65, A FREQUÊNCIA AOS CURSOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DA ACADEMIA NACIONAL DE POLÍCIA PARA PRIMEIRA INVESTIDURA EM CARGO DE ATIVIDADE POLICIAL É CONSIDERADA DE EFETIVO EXERCÍCIO PARA FINS DE APOSENTADORIA. NO MESMO SENTIDO, O ART 4º DO DECRETO-LEI 2.179/84. 3. ALEGA O RECORRENTE QUE O ART. 12 DA LEI 4.878/65 FERE O DISPOSTO NO ART. 40, § 10º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, SOB O ARGUMENTO DE CONTAGEM DE TEMPO FICTÍCIO. A ARGUIÇÃO NÃO SE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. RECURSO INOMINADO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGENTE DE POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. PARTICIPAÇÃO EM CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL. NULIDADE DA DECISÃO PROFERIDA EM SEDE DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS NÃO CONFIGURADA. CONTAGEM DO PERÍODO DE FREQUÊNCIA AO ALUDIDO CURSO COMO EFETIVO EXERCÍCÍO PARA FINS DE APOSENTADORIA. ART. 12 DA LEI Nº 4.878/65 E ART 4º DO DECRETO-LEI 2179/84. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. (...) 2. NOS TERMOS DO ART. 12 DA LEI Nº 4.878/65, A FREQUÊNCIA AOS CURSOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DA ACADEMIA NACIONAL DE POLÍCIA PARA PRIMEIRA INVESTIDURA EM CARGO DE ATIVIDADE POLICIAL É CONSIDERADA DE EFETIVO EXERCÍCIO PARA FINS DE APOSENTADORIA. NO MESMO SENTIDO, O ART 4º DO DECRETO-LEI 2.179/84. 3. ALEGA O RECORRENTE QUE O ART. 12 DA LEI 4.878/65 FERE O DISPOSTO NO ART. 40, § 10º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, SOB O ARGUMENTO DE CONTAGEM DE TEMPO FICTÍCIO. A ARGUIÇÃO NÃO SE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 730642 AGR / DF SUSTENTA, POSTO QUE, NOS TERMOS DO ARTIGO 3º DO DECRETO-LEI Nº 2.179/84 ‘SOBRE O VENCIMENTO A QUE SE REFERE O ARTIGO 1º DESTE DECRETO-LEI INCIDIRÁ O DESCONTO PARA A PREVIDÊNCIA SOCIAL, NA MESMA BASE DO EFETUADO AOS FUNCIONÁRIOS CIVIS DA UNIÃO.’ 4. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS, COM SÚMULA DE JULGAMENTO SERVINDO DE ACÓRDÃO, NA FORMA DO ART. 46, DA LEI 9.099/95. SEM CUSTAS PROCESSUAIS (DECRETO-LEI N. 500/69). CONDENADO O RECORRENTE AO PAGAMENTO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS EM R$500,00 (QUINHENTOS REAIS)”. 3. Como assentado na decisão agravada, concluir de modo diverso do Tribunal de origem demandaria a análise de legislação infraconstitucional (Lei n. 4.878/1965 e Decreto-Lei n. 2.179/1984), o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Curso de formação de Agente da Polícia Civil do Distrito Federal. Averbação do período para fins de aposentadoria. Lei 4.878/1965. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 710.546-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. CURSO DE FORMAÇÃO. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA LOCAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Supremo Tribunal Federal ARE 730642 AGR / DF SUSTENTA, POSTO QUE, NOS TERMOS DO ARTIGO 3º DO DECRETO-LEI Nº 2.179/84 ‘SOBRE O VENCIMENTO A QUE SE REFERE O ARTIGO 1º DESTE DECRETO-LEI INCIDIRÁ O DESCONTO PARA A PREVIDÊNCIA SOCIAL, NA MESMA BASE DO EFETUADO AOS FUNCIONÁRIOS CIVIS DA UNIÃO.’ 4. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS, COM SÚMULA DE JULGAMENTO SERVINDO DE ACÓRDÃO, NA FORMA DO ART. 46, DA LEI 9.099/95. SEM CUSTAS PROCESSUAIS (DECRETO-LEI N. 500/69). CONDENADO O RECORRENTE AO PAGAMENTO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS EM R$500,00 (QUINHENTOS REAIS)”. 3. Como assentado na decisão agravada, concluir de modo diverso do Tribunal de origem demandaria a análise de legislação infraconstitucional (Lei n. 4.878/1965 e Decreto-Lei n. 2.179/1984), o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Curso de formação de Agente da Polícia Civil do Distrito Federal. Averbação do período para fins de aposentadoria. Lei 4.878/1965. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 710.546-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. CURSO DE FORMAÇÃO. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA LOCAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 730642 AGR / DF IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. INOVAÇÃO DE MATÉRIA EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à contagem do período referente ao curso de formação para fins de aposentadoria com fundamento na análise da legislação local pertinente (Lei 4.878/1965), o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II - Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. III - A questão referente à alegação de não recepção pela Constituição Federal da norma infraconstitucional aplicada pelo acórdão recorrido não foi arguida no recurso extraordinário e, desse modo, não pode ser aduzida em agravo regimental. É incabível a inovação de fundamento nesta fase processual. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (ARE 670.533-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 28.8.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CURSO DE FORMAÇÃO. POLICIAL CIVIL. CONTAGEM DO TEMPO PARA FINS DE APOSENTADORIA. LEI 4.878/65 E DECRETO- LEI 2.179/84. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. O agravo regimental é inadmissível quando não impugna os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reprisar os argumentos do recurso originário indeferido. 4. A violação reflexa e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Supremo Tribunal Federal ARE 730642 AGR / DF IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. INOVAÇÃO DE MATÉRIA EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à contagem do período referente ao curso de formação para fins de aposentadoria com fundamento na análise da legislação local pertinente (Lei 4.878/1965), o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II - Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. III - A questão referente à alegação de não recepção pela Constituição Federal da norma infraconstitucional aplicada pelo acórdão recorrido não foi arguida no recurso extraordinário e, desse modo, não pode ser aduzida em agravo regimental. É incabível a inovação de fundamento nesta fase processual. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (ARE 670.533-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 28.8.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CURSO DE FORMAÇÃO. POLICIAL CIVIL. CONTAGEM DO TEMPO PARA FINS DE APOSENTADORIA. LEI 4.878/65 E DECRETO- LEI 2.179/84. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. O agravo regimental é inadmissível quando não impugna os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reprisar os argumentos do recurso originário indeferido. 4. A violação reflexa e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 730642 AGR / DF oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 5. Agravo regimental não provido” (RE 681.690-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 27.6.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Supremo Tribunal Federal ARE 730642 AGR / DF oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 5. Agravo regimental não provido” (RE 681.690-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 27.6.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : RICARDO RIBEIRO LACERDA ADV.(A/S) : ALAIN ISKANDAR JABBOUR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600561 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : RICARDO RIBEIRO LACERDA ADV.(A/S) : ALAIN ISKANDAR JABBOUR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600561 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3621895
2013-03-19T00:00:00
2013-04-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. CONTAGEM DO PERÍODO DE FREQUÊNCIA EM CURSO DE FORMAÇÃO COMO TEMPO DE SERVIÇO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEI DISTRITAL N. 4.878/1965 E NO DECRETO-LEI N. 2.179/1984. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur227653
- Acórdão(s) citado(s): (CURSO DE FORMAÇÃO, CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO) ARE 710546 AgR (2ªT), ARE 670533 AgR (2ªT), RE 681690 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 26/04/2013, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
730642
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-DIS LEI-004878 ANO-1965\r\n LEI ORDINÁRIA, DF\r\n\r\n", "LEG-DIS DEL-002179 ANO-1984\r\n DECRETO-LEI, DF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 730642 AgR
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AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : RICARDO RIBEIRO LACERDA ADV.(A/S) : ALAIN ISKANDAR JABBOUR E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :RICARDO RIBEIRO LACERDA ADV.(A/S) :ALAIN ISKANDAR JABBOUR E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. CONTAGEM DO PERÍODO DE FREQUÊNCIA EM CURSO DE FORMAÇÃO COMO TEMPO DE SERVIÇO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEI DISTRITAL N. 4.878/1965 E NO DECRETO-LEI N. 2.179/1984. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573050. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :RICARDO RIBEIRO LACERDA ADV.(A/S) :ALAIN ISKANDAR JABBOUR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 18 de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Distrito Federal contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal, que reconhecera o direito de agente da Polícia Civil à contagem do período de frequência em curso de formação profissional como efetivo exercício para fins de aposentadoria. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. A questão em debate foi decidida com base na aplicação e na interpretação da legislação infraconstitucional (Lei n. 4.878/1965 e Decreto-Lei n. 2.179/1984). Assim, a alegada ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 25.2.2013, interpõe o Distrito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573051. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :RICARDO RIBEIRO LACERDA ADV.(A/S) :ALAIN ISKANDAR JABBOUR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 18 de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Distrito Federal contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal, que reconhecera o direito de agente da Polícia Civil à contagem do período de frequência em curso de formação profissional como efetivo exercício para fins de aposentadoria. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. A questão em debate foi decidida com base na aplicação e na interpretação da legislação infraconstitucional (Lei n. 4.878/1965 e Decreto-Lei n. 2.179/1984). Assim, a alegada ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 25.2.2013, interpõe o Distrito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 730642 AGR / DF Federal, em 28.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Afirma o Agravante que não pode “a lei estabelecer, por equiparação ou ficção, a contagem de um tempo de serviço não prevista no texto constitucional”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573051. Supremo Tribunal Federal ARE 730642 AGR / DF Federal, em 28.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Afirma o Agravante que não pode “a lei estabelecer, por equiparação ou ficção, a contagem de um tempo de serviço não prevista no texto constitucional”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. RECURSO INOMINADO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGENTE DE POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. PARTICIPAÇÃO EM CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL. NULIDADE DA DECISÃO PROFERIDA EM SEDE DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS NÃO CONFIGURADA. CONTAGEM DO PERÍODO DE FREQUÊNCIA AO ALUDIDO CURSO COMO EFETIVO EXERCÍCÍO PARA FINS DE APOSENTADORIA. ART. 12 DA LEI n 4.878/65 E ART 4... DO DECRETO-LEI 2179/84. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. (...) 2. NOS TERMOS DO ART. 12 DA LEI n 4.878/65, A FREQUÊNCIA AOS CURSOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DA ACADEMIA NACIONAL DE POLÍCIA PARA PRIMEIRA INVESTIDURA EM CARGO DE ATIVIDADE POLICIAL É CONSIDERADA DE EFETIVO EXERCÍCIO PARA FINS DE APOSENTADORIA. NO MESMO SENTIDO, O ART 4... DO DECRETO-LEI 2.179/84. 3. ALEGA O RECORRENTE QUE O ART. 12 DA LEI 4.878/65 FERE O DISPOSTO NO ART. 40, § 10..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, SOB O ARGUMENTO DE CONTAGEM DE TEMPO FICTÍCIO. A ARGUIÇÃO NÃO SE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. RECURSO INOMINADO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGENTE DE POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. PARTICIPAÇÃO EM CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL. NULIDADE DA DECISÃO PROFERIDA EM SEDE DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS NÃO CONFIGURADA. CONTAGEM DO PERÍODO DE FREQUÊNCIA AO ALUDIDO CURSO COMO EFETIVO EXERCÍCÍO PARA FINS DE APOSENTADORIA. ART. 12 DA LEI n 4.878/65 E ART 4... DO DECRETO-LEI 2179/84. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. (...) 2. NOS TERMOS DO ART. 12 DA LEI n 4.878/65, A FREQUÊNCIA AOS CURSOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DA ACADEMIA NACIONAL DE POLÍCIA PARA PRIMEIRA INVESTIDURA EM CARGO DE ATIVIDADE POLICIAL É CONSIDERADA DE EFETIVO EXERCÍCIO PARA FINS DE APOSENTADORIA. NO MESMO SENTIDO, O ART 4... DO DECRETO-LEI 2.179/84. 3. ALEGA O RECORRENTE QUE O ART. 12 DA LEI 4.878/65 FERE O DISPOSTO NO ART. 40, § 10..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, SOB O ARGUMENTO DE CONTAGEM DE TEMPO FICTÍCIO. A ARGUIÇÃO NÃO SE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 730642 AGR / DF SUSTENTA, POSTO QUE, NOS TERMOS DO ARTIGO 3... DO DECRETO-LEI n 2.179/84 ‘SOBRE O VENCIMENTO A QUE SE REFERE O ARTIGO 1... DESTE DECRETO-LEI INCIDIRÁ O DESCONTO PARA A PREVIDÊNCIA SOCIAL, NA MESMA BASE DO EFETUADO AOS FUNCIONÁRIOS CIVIS DA UNIÃO.’ 4. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS, COM SÚMULA DE JULGAMENTO SERVINDO DE ACÓRDÃO, NA FORMA DO ART. 46, DA LEI 9.099/95. SEM CUSTAS PROCESSUAIS (DECRETO-LEI N. 500/69). CONDENADO O RECORRENTE AO PAGAMENTO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS EM R$500,00 (QUINHENTOS REAIS)”. 3. Como assentado na decisão agravada, concluir de modo diverso do Tribunal de origem demandaria a análise de legislação infraconstitucional (Lei n. 4.878/1965 e Decreto-Lei n. 2.179/1984), o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Curso de formação de Agente da Polícia Civil do Distrito Federal. Averbação do período para fins de aposentadoria. Lei 4.878/1965. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 710.546-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. CURSO DE FORMAÇÃO. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA LOCAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Supremo Tribunal Federal ARE 730642 AGR / DF SUSTENTA, POSTO QUE, NOS TERMOS DO ARTIGO 3... DO DECRETO-LEI n 2.179/84 ‘SOBRE O VENCIMENTO A QUE SE REFERE O ARTIGO 1... DESTE DECRETO-LEI INCIDIRÁ O DESCONTO PARA A PREVIDÊNCIA SOCIAL, NA MESMA BASE DO EFETUADO AOS FUNCIONÁRIOS CIVIS DA UNIÃO.’ 4. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS, COM SÚMULA DE JULGAMENTO SERVINDO DE ACÓRDÃO, NA FORMA DO ART. 46, DA LEI 9.099/95. SEM CUSTAS PROCESSUAIS (DECRETO-LEI N. 500/69). CONDENADO O RECORRENTE AO PAGAMENTO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS EM R$500,00 (QUINHENTOS REAIS)”. 3. Como assentado na decisão agravada, concluir de modo diverso do Tribunal de origem demandaria a análise de legislação infraconstitucional (Lei n. 4.878/1965 e Decreto-Lei n. 2.179/1984), o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Curso de formação de Agente da Polícia Civil do Distrito Federal. Averbação do período para fins de aposentadoria. Lei 4.878/1965. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 710.546-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. CURSO DE FORMAÇÃO. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA LOCAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 730642 AGR / DF IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. INOVAÇÃO DE MATÉRIA EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à contagem do período referente ao curso de formação para fins de aposentadoria com fundamento na análise da legislação local pertinente (Lei 4.878/1965), o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II - Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - A questão referente à alegação de não recepção pela Constituição Federal da norma infraconstitucional aplicada pelo acórdão recorrido não foi arguida no recurso extraordinário e, desse modo, não pode ser aduzida em agravo regimental. É incabível a inovação de fundamento nesta fase processual. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (ARE 670.533-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 28.8.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CURSO DE FORMAÇÃO. POLICIAL CIVIL. CONTAGEM DO TEMPO PARA FINS DE APOSENTADORIA. LEI 4.878/65 E DECRETO- LEI 2.179/84. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. O agravo regimental é inadmissível quando não impugna os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reprisar os argumentos do recurso originário indeferido. 4. A violação reflexa e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Supremo Tribunal Federal ARE 730642 AGR / DF IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. INOVAÇÃO DE MATÉRIA EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à contagem do período referente ao curso de formação para fins de aposentadoria com fundamento na análise da legislação local pertinente (Lei 4.878/1965), o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II - Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - A questão referente à alegação de não recepção pela Constituição Federal da norma infraconstitucional aplicada pelo acórdão recorrido não foi arguida no recurso extraordinário e, desse modo, não pode ser aduzida em agravo regimental. É incabível a inovação de fundamento nesta fase processual. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (ARE 670.533-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 28.8.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CURSO DE FORMAÇÃO. POLICIAL CIVIL. CONTAGEM DO TEMPO PARA FINS DE APOSENTADORIA. LEI 4.878/65 E DECRETO- LEI 2.179/84. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. O agravo regimental é inadmissível quando não impugna os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reprisar os argumentos do recurso originário indeferido. 4. A violação reflexa e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 730642 AGR / DF oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 5. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 681.690-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 27.6.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Supremo Tribunal Federal ARE 730642 AGR / DF oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 5. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 681.690-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 27.6.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : RICARDO RIBEIRO LACERDA ADV.(A/S) : ALAIN ISKANDAR JABBOUR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600561 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.642 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : RICARDO RIBEIRO LACERDA ADV.(A/S) : ALAIN ISKANDAR JABBOUR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600561 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730 . 642", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 730642 AGR / DF Federal", "ARE 730642 AGR / DF Federal", "ARE 730642", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 710 . 546 - AgR", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 710 . 546 - AgR", "ARE 730642 AGR / DF", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 670 . 533 -", "ARE 730642 AGR / DF", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 670 . 533 - AgR", "ARE 730642 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 681 . 690 - AgR", "ARE 730642 AGR", "Recurso Extraordinário 681 . 690 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "LEI DISTRITAL N . 4 . 878 / 1965", "DECRETO", "-", "LEI N . 2 . 179 / 1984", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 4 . 878 / 1965", "Decreto", "-", "Lei n . 2 . 179 / 1984", "art . 544 , § 4 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LÚCIO VIRIATO DA ROCHA ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ PINTO DE SOUZA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade da cobrança de servidores, por estado-membro, de contribuição compulsória à saúde. Sobrestamento. ADI nº 3.106/MG. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Plenário desta Corte, ao apreciar o RE nº 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral já havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos e odontológicos prestados aos seus servidores. 2. Esta Corte, em situação análoga, ao analisar o RE nº 633.329/RS- RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11, firmou entendimento no sentido de que a controvérsia quanto à restituição dos valores descontados compulsoriamente a título de contribuição previdenciária declarada inconstitucional paira no âmbito infraconstitucional, inexistindo repercussão geral de tal matéria. 3. Não merecem prosperar os pedidos de eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade e de sobrestamento do recurso até a apreciação final, pelo Plenário, dos embargos de declaração na ADI nº 3.106-6/MG, tendo em vista se tratar, nos presentes autos, de processo subjetivo e de ter a decisão agravada, já transitada em julgado, se apoiado em recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684007. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RE 553227 AGR / MG 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684007. Supremo Tribunal Federal RE 553227 AGR / MG 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LÚCIO VIRIATO DA ROCHA ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ PINTO DE SOUZA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Minas Gerais e outro(a/s) interpõem agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais - IPSEMG interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão da Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘PROVENTOS DE APOSENTADORIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DESCONTOS DE ALÍQUOTA 4,8% E DE ALÍQUOTA 3,2%. DISTINÇÃO QUANTO À NATUREZA. INEXISTÊNCIA. SEGURO. APOSENTADORIA. LEI VIGENTE AO TEMPO DA SATISFAÇÃO DE CONDIÇÕES PARA A SUA OBTENÇÃO. Não é permitido que haja descontos a título de contribuição previdenciária nos proventos de inativos se à época da aposentadoria a legislação vigente não a autorizava. Aplica-se a lei vigente ao tempo em que o servidor implementou as condições para a obtenção da aposentadoria. Inexiste distinção na natureza das Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LÚCIO VIRIATO DA ROCHA ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ PINTO DE SOUZA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Minas Gerais e outro(a/s) interpõem agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais - IPSEMG interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão da Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘PROVENTOS DE APOSENTADORIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DESCONTOS DE ALÍQUOTA 4,8% E DE ALÍQUOTA 3,2%. DISTINÇÃO QUANTO À NATUREZA. INEXISTÊNCIA. SEGURO. APOSENTADORIA. LEI VIGENTE AO TEMPO DA SATISFAÇÃO DE CONDIÇÕES PARA A SUA OBTENÇÃO. Não é permitido que haja descontos a título de contribuição previdenciária nos proventos de inativos se à época da aposentadoria a legislação vigente não a autorizava. Aplica-se a lei vigente ao tempo em que o servidor implementou as condições para a obtenção da aposentadoria. Inexiste distinção na natureza das Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 553227 AGR / MG contribuições de alíquota 4,8% e de alíquota 3,2%, cujo desconto em folha se destina a custeio de seguro. Ao vedar a lei desconto de contribuição previdenciária nos proventos de inativos não há como distinguir as contribuições pelas alíquotas se ambas visam a finalidade análoga qual a do seguro’ (fl. 354). Opostos embargos de declaração (fls. 366 a 372 e 374 a 379), foram rejeitados (fls. 381 a 383). Alega o recorrente violação dos artigos 1º, 18, 24, inciso XXII e §§ 1º, 2º e 3º, 25, 149, § 1º, 195, § 4º, 196 e 198 da Constituição Federal. Sustenta, em suma, a inconstitucionalidade da cobrança da contribuição compulsória de 3,2% para o custeio da assistência médico-hospitalar prestada aos servidores. Sem contrarrazões (fl. 401), o recurso extraordinário (fls. 386 a 399) foi admitido (fls. 404/405). Decido. O recurso não merece prosperar. O Plenário dessa Suprema Corte, ao apreciar o RE 573.540/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, decidiu que falece aos Estados- membros competência para a criação de contribuição ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos e odontológicos prestados aos seus servidores. Confira-se a ementa do julgado: ‘CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DOS SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA, HOSPITALAR, ODONTOLÓGICA E FARMACEÚTICA. ART. 85 DA LEI COMPLEMENTAR Nº 62/2002, DO ESTADO DE GERAIS. NATUREZA TRIBUTÁRIA. COMPULSORIEDADE. DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS. ROL TAXATIVO. INCOMPETÊNCIA DO ESTADO- MEMBRO. INCONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO PROVIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Supremo Tribunal Federal RE 553227 AGR / MG contribuições de alíquota 4,8% e de alíquota 3,2%, cujo desconto em folha se destina a custeio de seguro. Ao vedar a lei desconto de contribuição previdenciária nos proventos de inativos não há como distinguir as contribuições pelas alíquotas se ambas visam a finalidade análoga qual a do seguro’ (fl. 354). Opostos embargos de declaração (fls. 366 a 372 e 374 a 379), foram rejeitados (fls. 381 a 383). Alega o recorrente violação dos artigos 1º, 18, 24, inciso XXII e §§ 1º, 2º e 3º, 25, 149, § 1º, 195, § 4º, 196 e 198 da Constituição Federal. Sustenta, em suma, a inconstitucionalidade da cobrança da contribuição compulsória de 3,2% para o custeio da assistência médico-hospitalar prestada aos servidores. Sem contrarrazões (fl. 401), o recurso extraordinário (fls. 386 a 399) foi admitido (fls. 404/405). Decido. O recurso não merece prosperar. O Plenário dessa Suprema Corte, ao apreciar o RE 573.540/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, decidiu que falece aos Estados- membros competência para a criação de contribuição ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos e odontológicos prestados aos seus servidores. Confira-se a ementa do julgado: ‘CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DOS SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA, HOSPITALAR, ODONTOLÓGICA E FARMACEÚTICA. ART. 85 DA LEI COMPLEMENTAR Nº 62/2002, DO ESTADO DE GERAIS. NATUREZA TRIBUTÁRIA. COMPULSORIEDADE. DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS. ROL TAXATIVO. INCOMPETÊNCIA DO ESTADO- MEMBRO. INCONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO PROVIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RE 553227 AGR / MG I - É nítida a natureza tributária da contribuição instituída pelo art. 85 da Lei Complementar nº 64/2002, do Estado de Gerais, haja vista a compulsoriedade de sua cobrança. II - O art. 149, caput, da Constituição atribui à União a competência exclusiva para a instituição de contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais e econômicas. Essa regra contempla duas exceções, contidas no arts. 149, § 1º, e 149-A da Constituição. À exceção desses dois casos, aos Estados-membros não foi atribuída competência para a instituição de contribuição, seja qual for a sua finalidade. III - A competência, privativa ou concorrente, para legislar sobre determinada matéria não implica automaticamente a competência para a instituição de tributos. Os entes federativos somente podem instituir os impostos e as contribuições que lhes foram expressamente outorgados pela Constituição. IV - Os Estados-membros podem instituir apenas contribuição que tenha por finalidade o custeio do regime de previdência de seus servidores. A expressão 'regime previdenciário' não abrange a prestação de serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos.’ Nesse julgamento, concluiu-se que a criação de plano de saúde pelos entes federados não se afigura, a priori, inconstitucional. Todavia, verificou-se que a contribuição para o custeio dos serviços de saúde prestados pela autarquia previdenciária estadual de Minas Gerais estava sendo descontada compulsoriamente da remuneração dos servidores públicos daquele Estado, ‘independentemente da efetiva utilização desses serviços’. Nesse contexto, o Relator consignou em seu voto que ‘é nítida, portanto, a natureza tributária da mencionada exação, tendo em vista, principalmente, a compulsoriedade de sua cobrança’. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Supremo Tribunal Federal RE 553227 AGR / MG I - É nítida a natureza tributária da contribuição instituída pelo art. 85 da Lei Complementar nº 64/2002, do Estado de Gerais, haja vista a compulsoriedade de sua cobrança. II - O art. 149, caput, da Constituição atribui à União a competência exclusiva para a instituição de contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais e econômicas. Essa regra contempla duas exceções, contidas no arts. 149, § 1º, e 149-A da Constituição. À exceção desses dois casos, aos Estados-membros não foi atribuída competência para a instituição de contribuição, seja qual for a sua finalidade. III - A competência, privativa ou concorrente, para legislar sobre determinada matéria não implica automaticamente a competência para a instituição de tributos. Os entes federativos somente podem instituir os impostos e as contribuições que lhes foram expressamente outorgados pela Constituição. IV - Os Estados-membros podem instituir apenas contribuição que tenha por finalidade o custeio do regime de previdência de seus servidores. A expressão 'regime previdenciário' não abrange a prestação de serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos.’ Nesse julgamento, concluiu-se que a criação de plano de saúde pelos entes federados não se afigura, a priori, inconstitucional. Todavia, verificou-se que a contribuição para o custeio dos serviços de saúde prestados pela autarquia previdenciária estadual de Minas Gerais estava sendo descontada compulsoriamente da remuneração dos servidores públicos daquele Estado, ‘independentemente da efetiva utilização desses serviços’. Nesse contexto, o Relator consignou em seu voto que ‘é nítida, portanto, a natureza tributária da mencionada exação, tendo em vista, principalmente, a compulsoriedade de sua cobrança’. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RE 553227 AGR / MG Assentou, ademais, que ‘somente a União poderá exercer a competência residual, sendo vedada a instituição de contribuições sociais pelos demais entes federativos’. No mesmo sentido, confira-se, a propósito, o julgamento proferido na ADI 3.106, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 14/4/10: ‘Por vislumbrar ofensa ao art. 149, § 1º, da CF (Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União), o Tribunal julgou parcialmente procedente pedido formulado em ação direta proposta pelo Procurador-Geral da República para declarar a inconstitucionalidade da expressão 'definidos no art. 79', contida no art. 85, caput, da Lei Complementar 64/2002, tanto em seu texto original quanto com a redação que lhe foi conferida pela Lei Complementar 70/2003, bem como do vocábulo 'compulsoriamente', inserido no § 4º do art. 85 da Lei Complementar 64/2002 e no § 5º do art. 85, na redação dada pela Lei Complementar 70/2003, ambas do Estado de Minas Gerais, que asseguram o regime de previdência estadual para os servidores não-efetivos e instituem contribuição compulsória para o custeio da assistência à saúde, benefícios fomentados pelo Regime Próprio de Previdência dos Servidores daquele Estado v. Informativos 380, 432 e 556. (...) Considerou-se, também, tendo em conta que das três áreas de atuação da seguridade social previdência social, saúde e assistência social o constituinte excluiu, no que toca à instituição de contribuições, a saúde, e, ainda, o que disposto no art. 5º da Lei 9.717/98 (Os regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Supremo Tribunal Federal RE 553227 AGR / MG Assentou, ademais, que ‘somente a União poderá exercer a competência residual, sendo vedada a instituição de contribuições sociais pelos demais entes federativos’. No mesmo sentido, confira-se, a propósito, o julgamento proferido na ADI 3.106, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 14/4/10: ‘Por vislumbrar ofensa ao art. 149, § 1º, da CF (Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União), o Tribunal julgou parcialmente procedente pedido formulado em ação direta proposta pelo Procurador-Geral da República para declarar a inconstitucionalidade da expressão 'definidos no art. 79', contida no art. 85, caput, da Lei Complementar 64/2002, tanto em seu texto original quanto com a redação que lhe foi conferida pela Lei Complementar 70/2003, bem como do vocábulo 'compulsoriamente', inserido no § 4º do art. 85 da Lei Complementar 64/2002 e no § 5º do art. 85, na redação dada pela Lei Complementar 70/2003, ambas do Estado de Minas Gerais, que asseguram o regime de previdência estadual para os servidores não-efetivos e instituem contribuição compulsória para o custeio da assistência à saúde, benefícios fomentados pelo Regime Próprio de Previdência dos Servidores daquele Estado v. Informativos 380, 432 e 556. (...) Considerou-se, também, tendo em conta que das três áreas de atuação da seguridade social previdência social, saúde e assistência social o constituinte excluiu, no que toca à instituição de contribuições, a saúde, e, ainda, o que disposto no art. 5º da Lei 9.717/98 (Os regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RE 553227 AGR / MG Distrito Federal não poderão conceder benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social, de que trata a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, salvo disposição em contrário da Constituição Federal), que os Estados-membros não teriam competência para contemplar como benefícios, de modo obrigatório em relação aos seus servidores, serviços de assistência médica, hospitalar, odontológica, social e farmacêutica. Ressaltou- se, por outro lado, não haver óbice para que tais serviços fossem prestados por entidade ligada ao Estado-membro, no caso, o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais - IPSEMG, desde que o benefício fosse custeado mediante pagamento de contribuição facultativa, ou seja, por aqueles que se dispusessem, voluntariamente, a dele fruir’ (Informativo n. 582 grifos nossos). O acórdão recorrido não divergiu dessa orientação. Diante do exposto, com fulcro no art. 557, caput do CPC, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alegam os agravantes haver necessidade de adoção de eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade da cobrança, por estado- membro, de contribuição social compulsória destinada à promoção da saúde de servidores. Requerem o sobrestamento do recurso até a apreciação final, pelo Plenário desta Corte, dos embargos de declaração na ADI nº 3.106-6/MG. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Supremo Tribunal Federal RE 553227 AGR / MG Distrito Federal não poderão conceder benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social, de que trata a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, salvo disposição em contrário da Constituição Federal), que os Estados-membros não teriam competência para contemplar como benefícios, de modo obrigatório em relação aos seus servidores, serviços de assistência médica, hospitalar, odontológica, social e farmacêutica. Ressaltou- se, por outro lado, não haver óbice para que tais serviços fossem prestados por entidade ligada ao Estado-membro, no caso, o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais - IPSEMG, desde que o benefício fosse custeado mediante pagamento de contribuição facultativa, ou seja, por aqueles que se dispusessem, voluntariamente, a dele fruir’ (Informativo n. 582 grifos nossos). O acórdão recorrido não divergiu dessa orientação. Diante do exposto, com fulcro no art. 557, caput do CPC, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alegam os agravantes haver necessidade de adoção de eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade da cobrança, por estado- membro, de contribuição social compulsória destinada à promoção da saúde de servidores. Requerem o sobrestamento do recurso até a apreciação final, pelo Plenário desta Corte, dos embargos de declaração na ADI nº 3.106-6/MG. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme assentado na decisão agravada, o Plenário desta Corte, ao apreciar o RE nº 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos e odontológicos prestados aos seus servidores. Ademais, esta Corte, em situação análoga, ao analisar o RE nº 633.329/RS-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11, firmou entendimento no sentido de que a controvérsia quanto à restituição dos valores descontados compulsoriamente a título de contribuição previdenciária declarada inconstitucional paira no âmbito infraconstitucional, inexistindo repercussão geral de tal matéria. Dessa forma, não merecem prosperar os pedidos de eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade e de sobrestamento do recurso até a apreciação final, pelo Plenário, dos embargos de declaração na ADI nº 3.106-6/MG, tendo em vista se tratar, nos presentes autos, de processo subjetivo e de ter a decisão agravada, já transitada em julgado, se apoiado em recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Nesse sentido, destaco, na parte em que interessa, o voto do Ministro Marco Aurélio, Relator do RE nº 593.734/MG-AgR, DJe de 3/4/12: “Pretendem os agravantes, em última análise, a declaração de enquadramento do recurso extraordinário na alínea a do inciso III do artigo 102 da Lei Básica Federal, desprezando o sistema constitucional. Inexiste, na Carta da República, qualquer dispositivo que, interpretado e aplicado, conduza à fixação do termo inicial da glosa de inconstitucionalidade em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684005. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme assentado na decisão agravada, o Plenário desta Corte, ao apreciar o RE nº 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos e odontológicos prestados aos seus servidores. Ademais, esta Corte, em situação análoga, ao analisar o RE nº 633.329/RS-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11, firmou entendimento no sentido de que a controvérsia quanto à restituição dos valores descontados compulsoriamente a título de contribuição previdenciária declarada inconstitucional paira no âmbito infraconstitucional, inexistindo repercussão geral de tal matéria. Dessa forma, não merecem prosperar os pedidos de eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade e de sobrestamento do recurso até a apreciação final, pelo Plenário, dos embargos de declaração na ADI nº 3.106-6/MG, tendo em vista se tratar, nos presentes autos, de processo subjetivo e de ter a decisão agravada, já transitada em julgado, se apoiado em recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Nesse sentido, destaco, na parte em que interessa, o voto do Ministro Marco Aurélio, Relator do RE nº 593.734/MG-AgR, DJe de 3/4/12: “Pretendem os agravantes, em última análise, a declaração de enquadramento do recurso extraordinário na alínea a do inciso III do artigo 102 da Lei Básica Federal, desprezando o sistema constitucional. Inexiste, na Carta da República, qualquer dispositivo que, interpretado e aplicado, conduza à fixação do termo inicial da glosa de inconstitucionalidade em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 553227 AGR / MG data posterior à do surgimento, na ordem jurídica, do diploma tido como desarmônico com a Carta da República, no que envolve estímulo à edição de normas conflitantes com o texto constitucional e, na espécie - o que é pior -, enriquecimento sem causa por parte da Fazenda Pública em detrimento dos contribuintes, que já arcam com grande carga de tributos. Vale frisar, mais uma vez, que se está diante de processo subjetivo a envolver o controle difuso de inconstitucionalidade. No mais, ressalto, que o entendimento em que se fundamenta a decisão por mim proferida foi tomado pelo Plenário, em sede de recurso com repercussão geral reconhecida, o Extraordinário nº 573.540/MG, com trânsito em julgado certificado.” Por fim, ressalto que não merece prosperar a alegação da agravante quanto ao sobrestamento realizado no RE nº 626.573/MG-AgR, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, até o julgamento dos embargos declaratórios da ADI nº 3.106/MG. O referido recurso teve seu sobrestamento afastado para se negar provimento ao agravo interposto, sob o fundamento de ser infraconstitucional a matéria, da forma como supra exposta. Destaco o seguinte trecho do julgado: “No que se refere à restituição do indébito, ante o reconhecimento da inconstitucionalidade da cobrança, este Tribunal, no RE 633.329-RG/RS, Rel. Min. Presidente, assentou que a controvérsia em questão, direito de servidores públicos estaduais à restituição de valores descontados compulsoriamente a título de contribuição declarada inconstitucional - possui natureza infraconstitucional. Dessa forma, inviável a análise da questão no presente recurso, o que afasta, de igual modo, a necessidade do sobrestamento deste feito, pleiteado pelos agravantes, até o julgamento dos embargos de declaração opostos pelo Estado de Minas Gerais nos autos da ADI 3.106/MG, Rel. Min. Luiz Fux” (DJe de 15/2/12). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684005. Supremo Tribunal Federal RE 553227 AGR / MG data posterior à do surgimento, na ordem jurídica, do diploma tido como desarmônico com a Carta da República, no que envolve estímulo à edição de normas conflitantes com o texto constitucional e, na espécie - o que é pior -, enriquecimento sem causa por parte da Fazenda Pública em detrimento dos contribuintes, que já arcam com grande carga de tributos. Vale frisar, mais uma vez, que se está diante de processo subjetivo a envolver o controle difuso de inconstitucionalidade. No mais, ressalto, que o entendimento em que se fundamenta a decisão por mim proferida foi tomado pelo Plenário, em sede de recurso com repercussão geral reconhecida, o Extraordinário nº 573.540/MG, com trânsito em julgado certificado.” Por fim, ressalto que não merece prosperar a alegação da agravante quanto ao sobrestamento realizado no RE nº 626.573/MG-AgR, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, até o julgamento dos embargos declaratórios da ADI nº 3.106/MG. O referido recurso teve seu sobrestamento afastado para se negar provimento ao agravo interposto, sob o fundamento de ser infraconstitucional a matéria, da forma como supra exposta. Destaco o seguinte trecho do julgado: “No que se refere à restituição do indébito, ante o reconhecimento da inconstitucionalidade da cobrança, este Tribunal, no RE 633.329-RG/RS, Rel. Min. Presidente, assentou que a controvérsia em questão, direito de servidores públicos estaduais à restituição de valores descontados compulsoriamente a título de contribuição declarada inconstitucional - possui natureza infraconstitucional. Dessa forma, inviável a análise da questão no presente recurso, o que afasta, de igual modo, a necessidade do sobrestamento deste feito, pleiteado pelos agravantes, até o julgamento dos embargos de declaração opostos pelo Estado de Minas Gerais nos autos da ADI 3.106/MG, Rel. Min. Luiz Fux” (DJe de 15/2/12). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 553227 AGR / MG Ante exposto, nego provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684005. Supremo Tribunal Federal RE 553227 AGR / MG Ante exposto, nego provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LÚCIO VIRIATO DA ROCHA ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ PINTO DE SOUZA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482306 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LÚCIO VIRIATO DA ROCHA ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ PINTO DE SOUZA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482306 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3694234
2013-02-26T00:00:00
2013-04-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 26.2.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade da cobrança de servidores, por estado-membro, de contribuição compulsória à saúde. Sobrestamento. ADI nº 3.106/MG. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Plenário desta Corte, ao apreciar o RE nº 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral já havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos e odontológicos prestados aos seus servidores. 2. Esta Corte, em situação análoga, ao analisar o RE nº 633.329/RS-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11, firmou entendimento no sentido de que a controvérsia quanto à restituição dos valores descontados compulsoriamente a título de contribuição previdenciária declarada inconstitucional paira no âmbito infraconstitucional, inexistindo repercussão geral de tal matéria. 3. Não merecem prosperar os pedidos de eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade e de sobrestamento do recurso até a apreciação final, pelo Plenário, dos embargos de declaração na ADI nº 3.106-6/MG, tendo em vista se tratar, nos presentes autos, de processo subjetivo e de ter a decisão agravada, já transitada em julgado, se apoiado em recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. 4. Agravo regimental não provido.
sjur229086
- Acórdão (s) citado (s): (CONTRIBUIÇÃO CONPULSÓRIA, SERVIÇOS DE SAÚDE) RE 573540 RG (TP). (CONTROLE DIFUSO, EFEITOS "EX TUNC") RE 593734 AgR (TP). (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, RESTITUIÇÃO, CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INCONSTITUCIONAL) RE 633329 RG (TP). Número de páginas: 11. Análise: 22/05/2013, BMB.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
553227
null
RE-AgR
acordaos
RE 553227 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LÚCIO VIRIATO DA ROCHA ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ PINTO DE SOUZA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LÚCIO VIRIATO DA ROCHA ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ PINTO DE SOUZA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade da cobrança de servidores, por estado-membro, de contribuição compulsória à saúde. Sobrestamento. ADI n 3.106/MG. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Plenário desta Corte, ao apreciar o Recurso Extraordinário n 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral já havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos e odontológicos prestados aos seus servidores. 2. Esta Corte, em situação análoga, ao analisar o Recurso Extraordinário n 633.329/RS- RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11, firmou entendimento no sentido de que a controvérsia quanto à restituição dos valores descontados compulsoriamente a título de contribuição previdenciária declarada inconstitucional paira no âmbito infraconstitucional, inexistindo repercussão geral de tal matéria. 3. Não merecem prosperar os pedidos de eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade e de sobrestamento do recurso até a apreciação final, pelo Plenário, dos embargos de declaração na ADI n 3.106-6/MG, tendo em vista se tratar, nos presentes autos, de processo subjetivo e de ter a decisão agravada, já transitada em julgado, se apoiado em recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684007. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684007. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LÚCIO VIRIATO DA ROCHA ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ PINTO DE SOUZA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Minas Gerais e outro(a/s) interpõem agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais - IPSEMG interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão da Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘PROVENTOS DE APOSENTADORIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DESCONTOS DE ALÍQUOTA 4,8% E DE ALÍQUOTA 3,2%. DISTINÇÃO QUANTO À NATUREZA. INEXISTÊNCIA. SEGURO. APOSENTADORIA. LEI VIGENTE AO TEMPO DA SATISFAÇÃO DE CONDIÇÕES PARA A SUA OBTENÇÃO. Não é permitido que haja descontos a título de contribuição previdenciária nos proventos de inativos se à época da aposentadoria a legislação vigente não a autorizava. Aplica-se a lei vigente ao tempo em que o servidor implementou as condições para a obtenção da aposentadoria. Inexiste distinção na natureza das Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LÚCIO VIRIATO DA ROCHA ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ PINTO DE SOUZA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Minas Gerais e outro(a/s) interpõem agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais - IPSEMG interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão da Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘PROVENTOS DE APOSENTADORIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DESCONTOS DE ALÍQUOTA 4,8% E DE ALÍQUOTA 3,2%. DISTINÇÃO QUANTO À NATUREZA. INEXISTÊNCIA. SEGURO. APOSENTADORIA. LEI VIGENTE AO TEMPO DA SATISFAÇÃO DE CONDIÇÕES PARA A SUA OBTENÇÃO. Não é permitido que haja descontos a título de contribuição previdenciária nos proventos de inativos se à época da aposentadoria a legislação vigente não a autorizava. Aplica-se a lei vigente ao tempo em que o servidor implementou as condições para a obtenção da aposentadoria. Inexiste distinção na natureza das Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG contribuições de alíquota 4,8% e de alíquota 3,2%, cujo desconto em folha se destina a custeio de seguro. Ao vedar a lei desconto de contribuição previdenciária nos proventos de inativos não há como distinguir as contribuições pelas alíquotas se ambas visam a finalidade análoga qual a do seguro’ (fl. 354). Opostos embargos de declaração (fls. 366 a 372 e 374 a 379), foram rejeitados (fls. 381 a 383). Alega o recorrente violação dos artigos 1..., 18, 24, inciso XXII e §§ 1..., 2... e 3..., 25, 149, § 1..., 195, § 4..., 196 e 198 da Constituição Federal. Sustenta, em suma, a inconstitucionalidade da cobrança da contribuição compulsória de 3,2% para o custeio da assistência médico-hospitalar prestada aos servidores. Sem contrarrazões (fl. 401), o recurso extraordinário (fls. 386 a 399) foi admitido (fls. 404/405). Decido. O recurso não merece prosperar. O Plenário dessa Suprema Corte, ao apreciar o Recurso Extraordinário 573.540/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, decidiu que falece aos Estados- membros competência para a criação de contribuição ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos e odontológicos prestados aos seus servidores. Confira-se a ementa do julgado: ‘CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DOS SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA, HOSPITALAR, ODONTOLÓGICA E FARMACEÚTICA. ART. 85 DA LEI COMPLEMENTAR n 62/2002, DO ESTADO DE GERAIS. NATUREZA TRIBUTÁRIA. COMPULSORIEDADE. DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS. ROL TAXATIVO. INCOMPETÊNCIA DO ESTADO- MEMBRO. INCONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO PROVIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG contribuições de alíquota 4,8% e de alíquota 3,2%, cujo desconto em folha se destina a custeio de seguro. Ao vedar a lei desconto de contribuição previdenciária nos proventos de inativos não há como distinguir as contribuições pelas alíquotas se ambas visam a finalidade análoga qual a do seguro’ (fl. 354). Opostos embargos de declaração (fls. 366 a 372 e 374 a 379), foram rejeitados (fls. 381 a 383). Alega o recorrente violação dos artigos 1..., 18, 24, inciso XXII e §§ 1..., 2... e 3..., 25, 149, § 1..., 195, § 4..., 196 e 198 da Constituição Federal. Sustenta, em suma, a inconstitucionalidade da cobrança da contribuição compulsória de 3,2% para o custeio da assistência médico-hospitalar prestada aos servidores. Sem contrarrazões (fl. 401), o recurso extraordinário (fls. 386 a 399) foi admitido (fls. 404/405). Decido. O recurso não merece prosperar. O Plenário dessa Suprema Corte, ao apreciar o Recurso Extraordinário 573.540/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, decidiu que falece aos Estados- membros competência para a criação de contribuição ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos e odontológicos prestados aos seus servidores. Confira-se a ementa do julgado: ‘CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DOS SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA, HOSPITALAR, ODONTOLÓGICA E FARMACEÚTICA. ART. 85 DA LEI COMPLEMENTAR n 62/2002, DO ESTADO DE GERAIS. NATUREZA TRIBUTÁRIA. COMPULSORIEDADE. DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS. ROL TAXATIVO. INCOMPETÊNCIA DO ESTADO- MEMBRO. INCONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO PROVIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG I - É nítida a natureza tributária da contribuição instituída pelo art. 85 da Lei Complementar n 64/2002, do Estado de Gerais, haja vista a compulsoriedade de sua cobrança. II - O art. 149, caput, da Constituição atribui à União a competência exclusiva para a instituição de contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais e econômicas. Essa regra contempla duas exceções, contidas no arts. 149, § 1..., e 149-A da Constituição. À exceção desses dois casos, aos Estados-membros não foi atribuída competência para a instituição de contribuição, seja qual for a sua finalidade. III - A competência, privativa ou concorrente, para legislar sobre determinada matéria não implica automaticamente a competência para a instituição de tributos. Os entes federativos somente podem instituir os impostos e as contribuições que lhes foram expressamente outorgados pela Constituição. IV - Os Estados-membros podem instituir apenas contribuição que tenha por finalidade o custeio do regime de previdência de seus servidores. A expressão 'regime previdenciário' não abrange a prestação de serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos.’ Nesse julgamento, concluiu-se que a criação de plano de saúde pelos entes federados não se afigura, a priori, inconstitucional. Todavia, verificou-se que a contribuição para o custeio dos serviços de saúde prestados pela autarquia previdenciária estadual de Minas Gerais estava sendo descontada compulsoriamente da remuneração dos servidores públicos daquele Estado, ‘independentemente da efetiva utilização desses serviços’. Nesse contexto, o Relator consignou em seu voto que ‘é nítida, portanto, a natureza tributária da mencionada exação, tendo em vista, principalmente, a compulsoriedade de sua cobrança’. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG I - É nítida a natureza tributária da contribuição instituída pelo art. 85 da Lei Complementar n 64/2002, do Estado de Gerais, haja vista a compulsoriedade de sua cobrança. II - O art. 149, caput, da Constituição atribui à União a competência exclusiva para a instituição de contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais e econômicas. Essa regra contempla duas exceções, contidas no arts. 149, § 1..., e 149-A da Constituição. À exceção desses dois casos, aos Estados-membros não foi atribuída competência para a instituição de contribuição, seja qual for a sua finalidade. III - A competência, privativa ou concorrente, para legislar sobre determinada matéria não implica automaticamente a competência para a instituição de tributos. Os entes federativos somente podem instituir os impostos e as contribuições que lhes foram expressamente outorgados pela Constituição. IV - Os Estados-membros podem instituir apenas contribuição que tenha por finalidade o custeio do regime de previdência de seus servidores. A expressão 'regime previdenciário' não abrange a prestação de serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos.’ Nesse julgamento, concluiu-se que a criação de plano de saúde pelos entes federados não se afigura, a priori, inconstitucional. Todavia, verificou-se que a contribuição para o custeio dos serviços de saúde prestados pela autarquia previdenciária estadual de Minas Gerais estava sendo descontada compulsoriamente da remuneração dos servidores públicos daquele Estado, ‘independentemente da efetiva utilização desses serviços’. Nesse contexto, o Relator consignou em seu voto que ‘é nítida, portanto, a natureza tributária da mencionada exação, tendo em vista, principalmente, a compulsoriedade de sua cobrança’. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG Assentou, ademais, que ‘somente a União poderá exercer a competência residual, sendo vedada a instituição de contribuições sociais pelos demais entes federativos’. No mesmo sentido, confira-se, a propósito, o julgamento proferido na ADI 3.106, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 14/4/10: ‘Por vislumbrar ofensa ao art. 149, § 1..., da Constituição Federal de 1988 (Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União), o Tribunal julgou parcialmente procedente pedido formulado em ação direta proposta pelo Procurador-Geral da República para declarar a inconstitucionalidade da expressão 'definidos no art. 79', contida no art. 85, caput, da Lei Complementar 64/2002, tanto em seu texto original quanto com a redação que lhe foi conferida pela Lei Complementar 70/2003, bem como do vocábulo 'compulsoriamente', inserido no § 4... do art. 85 da Lei Complementar 64/2002 e no § 5... do art. 85, na redação dada pela Lei Complementar 70/2003, ambas do Estado de Minas Gerais, que asseguram o regime de previdência estadual para os servidores não-efetivos e instituem contribuição compulsória para o custeio da assistência à saúde, benefícios fomentados pelo Regime Próprio de Previdência dos Servidores daquele Estado v. Informativos 380, 432 e 556. (...) Considerou-se, também, tendo em conta que das três áreas de atuação da seguridade social previdência social, saúde e assistência social o constituinte excluiu, no que toca à instituição de contribuições, a saúde, e, ainda, o que disposto no art. 5... da Lei 9.717/98 (Os regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG Assentou, ademais, que ‘somente a União poderá exercer a competência residual, sendo vedada a instituição de contribuições sociais pelos demais entes federativos’. No mesmo sentido, confira-se, a propósito, o julgamento proferido na ADI 3.106, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 14/4/10: ‘Por vislumbrar ofensa ao art. 149, § 1..., da Constituição Federal de 1988 (Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União), o Tribunal julgou parcialmente procedente pedido formulado em ação direta proposta pelo Procurador-Geral da República para declarar a inconstitucionalidade da expressão 'definidos no art. 79', contida no art. 85, caput, da Lei Complementar 64/2002, tanto em seu texto original quanto com a redação que lhe foi conferida pela Lei Complementar 70/2003, bem como do vocábulo 'compulsoriamente', inserido no § 4... do art. 85 da Lei Complementar 64/2002 e no § 5... do art. 85, na redação dada pela Lei Complementar 70/2003, ambas do Estado de Minas Gerais, que asseguram o regime de previdência estadual para os servidores não-efetivos e instituem contribuição compulsória para o custeio da assistência à saúde, benefícios fomentados pelo Regime Próprio de Previdência dos Servidores daquele Estado v. Informativos 380, 432 e 556. (...) Considerou-se, também, tendo em conta que das três áreas de atuação da seguridade social previdência social, saúde e assistência social o constituinte excluiu, no que toca à instituição de contribuições, a saúde, e, ainda, o que disposto no art. 5... da Lei 9.717/98 (Os regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG Distrito Federal não poderão conceder benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social, de que trata a Lei n 8.213, de 24 de julho de 1991, salvo disposição em contrário da Constituição Federal), que os Estados-membros não teriam competência para contemplar como benefícios, de modo obrigatório em relação aos seus servidores, serviços de assistência médica, hospitalar, odontológica, social e farmacêutica. Ressaltou- se, por outro lado, não haver óbice para que tais serviços fossem prestados por entidade ligada ao Estado-membro, no caso, o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais - IPSEMG, desde que o benefício fosse custeado mediante pagamento de contribuição facultativa, ou seja, por aqueles que se dispusessem, voluntariamente, a dele fruir’ (Informativo n. 582 grifos nossos). O acórdão recorrido não divergiu dessa orientação. Diante do exposto, com fulcro no art. 557, caput do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alegam os agravantes haver necessidade de adoção de eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade da cobrança, por estado- membro, de contribuição social compulsória destinada à promoção da saúde de servidores. Requerem o sobrestamento do recurso até a apreciação final, pelo Plenário desta Corte, dos embargos de declaração na ADI n 3.106-6/MG. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG Distrito Federal não poderão conceder benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social, de que trata a Lei n 8.213, de 24 de julho de 1991, salvo disposição em contrário da Constituição Federal), que os Estados-membros não teriam competência para contemplar como benefícios, de modo obrigatório em relação aos seus servidores, serviços de assistência médica, hospitalar, odontológica, social e farmacêutica. Ressaltou- se, por outro lado, não haver óbice para que tais serviços fossem prestados por entidade ligada ao Estado-membro, no caso, o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais - IPSEMG, desde que o benefício fosse custeado mediante pagamento de contribuição facultativa, ou seja, por aqueles que se dispusessem, voluntariamente, a dele fruir’ (Informativo n. 582 grifos nossos). O acórdão recorrido não divergiu dessa orientação. Diante do exposto, com fulcro no art. 557, caput do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alegam os agravantes haver necessidade de adoção de eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade da cobrança, por estado- membro, de contribuição social compulsória destinada à promoção da saúde de servidores. Requerem o sobrestamento do recurso até a apreciação final, pelo Plenário desta Corte, dos embargos de declaração na ADI n 3.106-6/MG. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme assentado na decisão agravada, o Plenário desta Corte, ao apreciar o Recurso Extraordinário n 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos e odontológicos prestados aos seus servidores. Ademais, esta Corte, em situação análoga, ao analisar o Recurso Extraordinário n 633.329/RS-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11, firmou entendimento no sentido de que a controvérsia quanto à restituição dos valores descontados compulsoriamente a título de contribuição previdenciária declarada inconstitucional paira no âmbito infraconstitucional, inexistindo repercussão geral de tal matéria. Dessa forma, não merecem prosperar os pedidos de eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade e de sobrestamento do recurso até a apreciação final, pelo Plenário, dos embargos de declaração na ADI n 3.106-6/MG, tendo em vista se tratar, nos presentes autos, de processo subjetivo e de ter a decisão agravada, já transitada em julgado, se apoiado em recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Nesse sentido, destaco, na parte em que interessa, o voto do Ministro Marco Aurélio, Relator do Recurso Extraordinário n 593.734/MG-AgR, DJe de 3/4/12: “Pretendem os agravantes, em última análise, a declaração de enquadramento do recurso extraordinário na alínea a do inciso III do artigo 102 da Lei Básica Federal, desprezando o sistema constitucional. Inexiste, na Carta da República, qualquer dispositivo que, interpretado e aplicado, conduza à fixação do termo inicial da glosa de inconstitucionalidade em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684005. Supremo Tribunal Federal 26/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme assentado na decisão agravada, o Plenário desta Corte, ao apreciar o Recurso Extraordinário n 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos e odontológicos prestados aos seus servidores. Ademais, esta Corte, em situação análoga, ao analisar o Recurso Extraordinário n 633.329/RS-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11, firmou entendimento no sentido de que a controvérsia quanto à restituição dos valores descontados compulsoriamente a título de contribuição previdenciária declarada inconstitucional paira no âmbito infraconstitucional, inexistindo repercussão geral de tal matéria. Dessa forma, não merecem prosperar os pedidos de eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade e de sobrestamento do recurso até a apreciação final, pelo Plenário, dos embargos de declaração na ADI n 3.106-6/MG, tendo em vista se tratar, nos presentes autos, de processo subjetivo e de ter a decisão agravada, já transitada em julgado, se apoiado em recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Nesse sentido, destaco, na parte em que interessa, o voto do Ministro Marco Aurélio, Relator do Recurso Extraordinário n 593.734/MG-AgR, DJe de 3/4/12: “Pretendem os agravantes, em última análise, a declaração de enquadramento do recurso extraordinário na alínea a do inciso III do artigo 102 da Lei Básica Federal, desprezando o sistema constitucional. Inexiste, na Carta da República, qualquer dispositivo que, interpretado e aplicado, conduza à fixação do termo inicial da glosa de inconstitucionalidade em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG data posterior à do surgimento, na ordem jurídica, do diploma tido como desarmônico com a Carta da República, no que envolve estímulo à edição de normas conflitantes com o texto constitucional e, na espécie - o que é pior -, enriquecimento sem causa por parte da Fazenda Pública em detrimento dos contribuintes, que já arcam com grande carga de tributos. Vale frisar, mais uma vez, que se está diante de processo subjetivo a envolver o controle difuso de inconstitucionalidade. No mais, ressalto, que o entendimento em que se fundamenta a decisão por mim proferida foi tomado pelo Plenário, em sede de recurso com repercussão geral reconhecida, o Extraordinário n 573.540/MG, com trânsito em julgado certificado.” Por fim, ressalto que não merece prosperar a alegação da agravante quanto ao sobrestamento realizado no Recurso Extraordinário n 626.573/MG-AgR, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, até o julgamento dos embargos declaratórios da ADI n 3.106/MG. O referido recurso teve seu sobrestamento afastado para se negar provimento ao agravo interposto, sob o fundamento de ser infraconstitucional a matéria, da forma como supra exposta. Destaco o seguinte trecho do julgado: “No que se refere à restituição do indébito, ante o reconhecimento da inconstitucionalidade da cobrança, este Tribunal, no Recurso Extraordinário 633.329-RG/RS, Rel. Min. Presidente, assentou que a controvérsia em questão, direito de servidores públicos estaduais à restituição de valores descontados compulsoriamente a título de contribuição declarada inconstitucional - possui natureza infraconstitucional. Dessa forma, inviável a análise da questão no presente recurso, o que afasta, de igual modo, a necessidade do sobrestamento deste feito, pleiteado pelos agravantes, até o julgamento dos embargos de declaração opostos pelo Estado de Minas Gerais nos autos da ADI 3.106/MG, Rel. Min. Luiz Fux” (DJe de 15/2/12). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684005. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG data posterior à do surgimento, na ordem jurídica, do diploma tido como desarmônico com a Carta da República, no que envolve estímulo à edição de normas conflitantes com o texto constitucional e, na espécie - o que é pior -, enriquecimento sem causa por parte da Fazenda Pública em detrimento dos contribuintes, que já arcam com grande carga de tributos. Vale frisar, mais uma vez, que se está diante de processo subjetivo a envolver o controle difuso de inconstitucionalidade. No mais, ressalto, que o entendimento em que se fundamenta a decisão por mim proferida foi tomado pelo Plenário, em sede de recurso com repercussão geral reconhecida, o Extraordinário n 573.540/MG, com trânsito em julgado certificado.” Por fim, ressalto que não merece prosperar a alegação da agravante quanto ao sobrestamento realizado no Recurso Extraordinário n 626.573/MG-AgR, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, até o julgamento dos embargos declaratórios da ADI n 3.106/MG. O referido recurso teve seu sobrestamento afastado para se negar provimento ao agravo interposto, sob o fundamento de ser infraconstitucional a matéria, da forma como supra exposta. Destaco o seguinte trecho do julgado: “No que se refere à restituição do indébito, ante o reconhecimento da inconstitucionalidade da cobrança, este Tribunal, no Recurso Extraordinário 633.329-RG/RS, Rel. Min. Presidente, assentou que a controvérsia em questão, direito de servidores públicos estaduais à restituição de valores descontados compulsoriamente a título de contribuição declarada inconstitucional - possui natureza infraconstitucional. Dessa forma, inviável a análise da questão no presente recurso, o que afasta, de igual modo, a necessidade do sobrestamento deste feito, pleiteado pelos agravantes, até o julgamento dos embargos de declaração opostos pelo Estado de Minas Gerais nos autos da ADI 3.106/MG, Rel. Min. Luiz Fux” (DJe de 15/2/12). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG Ante exposto, nego provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684005. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG Ante exposto, nego provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LÚCIO VIRIATO DA ROCHA ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ PINTO DE SOUZA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482306 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553.227 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LÚCIO VIRIATO DA ROCHA ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ PINTO DE SOUZA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 26.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3482306 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553 . 227", "ADI n 3 . 106 / MG", "Recurso Extraordinário n 573 . 540 / MG - RG", "Recurso Extraordinário n 633 . 329 / RS - RG", "ADI n 3 . 106 - 6 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553 . 227", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553 . 227", "Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 573 . 540 / MG", "Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 573 . 540 / MG", "Recurso Extraordinário 553227 AGR", "Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG", "ADI 3 . 106", "Recurso Extraordinário 553227 AGR", "ADI 3 . 106", "Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG", "ADI n 3 . 106 - 6 / MG", "Recurso Extraordinário 553227 AGR / MG", "ADI n 3 . 106 - 6 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553 . 227", "Recurso Extraordinário n 573 . 540 / MG - RG", "Recurso Extraordinário n 633 . 329 / RS - RG", "ADI n 3 . 106 - 6 / MG", "Recurso Extraordinário n 593 . 734 / MG - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 553 . 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85 DA LEI COMPLEMENTAR n 62 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . . . , 18 , 24 , inciso XXII e § § 1 . . . , 2 . . . e 3 . . . , 25 , 149 , § 1 . . . , 195 , § 4 . . . , 196 e 198 da Constituição Federal", "ART . 85 DA LEI COMPLEMENTAR n 62 / 2002", "Medida Provisória n 2", "art . 85 da Lei Complementar n 64 / 2002", "art . 149 , caput , da Constituição", "arts . 149 , § 1 . . . , e 149 - A da Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 da Lei Complementar n 64 / 2002", "art . 149 , caput , da Constituição", "arts . 149 , § 1 . . . , e 149 - A da Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 149 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 85 , caput , da Lei Complementar 64 / 2002", "Lei Complementar 70 / 2003", "§", "Lei Complementar 70 / 2003", "art . 5 . . . da Lei 9 . 717 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 149 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 85 , caput , da Lei Complementar 64 / 2002", "Lei Complementar 70 / 2003", "art . 85 da Lei Complementar 64 / 2002", "Lei Complementar 70 / 2003", "art . 5 . . . da Lei 9 . 717 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 213", "Constituição Federal", "art . 557 , caput do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Lei n 8 . 213", "Constituição Federal", "art . 557 , caput do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso III do artigo 102 da Lei Básica Federal", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso III do artigo 102 da Lei Básica Federal", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida 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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) :RENATA DO AMARAL GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. DEFICIÊNCIA NA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562230. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) :RENATA DO AMARAL GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo com base nos seguintes fundamentos: (a) “suposta ofensa às garantias do contraditório e da ampla defesa apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via recursal extraordinária”; (b) “a jurisdição foi prestada de forma completa, em decisão devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante”. Sustenta o agravante, em suma, que (a) “há afronta direta à Constituição Federal, pois não houve o devido processo legal e o cerceamento de defesa para o julgamento do mérito recursal (...)”; (b) houve deficiência na prestação jurisdicional, já que o Tribunal de origem não se manifestou acerca dos fundamentos do embargos de declaração. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562231. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) :RENATA DO AMARAL GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo com base nos seguintes fundamentos: (a) “suposta ofensa às garantias do contraditório e da ampla defesa apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via recursal extraordinária”; (b) “a jurisdição foi prestada de forma completa, em decisão devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante”. Sustenta o agravante, em suma, que (a) “há afronta direta à Constituição Federal, pois não houve o devido processo legal e o cerceamento de defesa para o julgamento do mérito recursal (...)”; (b) houve deficiência na prestação jurisdicional, já que o Tribunal de origem não se manifestou acerca dos fundamentos do embargos de declaração. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562231. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O recurso não merece acolhida. Isso porque a suposta ofensa às garantias do contraditório e da ampla defesa apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via recursal extraordinária. No mesmo sentido é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, de que são exemplos os AIs 517.643-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello; e 273.604-AgR, da relatoria do ministro Moreira Alves. 2. De mais a mais, ressalto que a jurisdição foi prestada de forma completa, em decisão devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562232. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O recurso não merece acolhida. Isso porque a suposta ofensa às garantias do contraditório e da ampla defesa apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via recursal extraordinária. No mesmo sentido é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, de que são exemplos os AIs 517.643-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello; e 273.604-AgR, da relatoria do ministro Moreira Alves. 2. De mais a mais, ressalto que a jurisdição foi prestada de forma completa, em decisão devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562232. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) : RENATA DO AMARAL GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600487 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) : RENATA DO AMARAL GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600487 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3633492
2013-03-19T00:00:00
2013-04-12T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. DEFICIÊNCIA NA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur227878
Número de páginas: 7. Análise: 25/04/2013, AMS.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
645334
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 645334 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) : RENATA DO AMARAL GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA ADV.(A/S) : BRUNO CESAR ALVES PINTO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) :RENATA DO AMARAL GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. DEFICIÊNCIA NA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562230. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) :RENATA DO AMARAL GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo com base nos seguintes fundamentos: (a) “suposta ofensa às garantias do contraditório e da ampla defesa apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via recursal extraordinária”; (b) “a jurisdição foi prestada de forma completa, em decisão devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante”. Sustenta o agravante, em suma, que (a) “há afronta direta à Constituição Federal, pois não houve o devido processo legal e o cerceamento de defesa para o julgamento do mérito recursal (...)”; (b) houve deficiência na prestação jurisdicional, já que o Tribunal de origem não se manifestou acerca dos fundamentos do embargos de declaração. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562231. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) :RENATA DO AMARAL GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo com base nos seguintes fundamentos: (a) “suposta ofensa às garantias do contraditório e da ampla defesa apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via recursal extraordinária”; (b) “a jurisdição foi prestada de forma completa, em decisão devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante”. Sustenta o agravante, em suma, que (a) “há afronta direta à Constituição Federal, pois não houve o devido processo legal e o cerceamento de defesa para o julgamento do mérito recursal (...)”; (b) houve deficiência na prestação jurisdicional, já que o Tribunal de origem não se manifestou acerca dos fundamentos do embargos de declaração. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562231. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O recurso não merece acolhida. Isso porque a suposta ofensa às garantias do contraditório e da ampla defesa apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via recursal extraordinária. No mesmo sentido é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, de que são exemplos os AIs 517.643-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello; e 273.604-AgR, da relatoria do ministro Moreira Alves. 2. De mais a mais, ressalto que a jurisdição foi prestada de forma completa, em decisão devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562232. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O recurso não merece acolhida. Isso porque a suposta ofensa às garantias do contraditório e da ampla defesa apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via recursal extraordinária. No mesmo sentido é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, de que são exemplos os AIs 517.643-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello; e 273.604-AgR, da relatoria do ministro Moreira Alves. 2. De mais a mais, ressalto que a jurisdição foi prestada de forma completa, em decisão devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562232. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) : RENATA DO AMARAL GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600487 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.334 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) : RENATA DO AMARAL GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600487 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO 645 . 334", "AIs 517 . 643 - AgR", "AIs 517 . 643 - AgR", "273 .", "604 -", "AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS", "CEDAE", "CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS", "CEDAE", "CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS", "CEDAE", "CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS", "CEDAE", "CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUA E ESGOTOS", "CEDAE", "CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE PAULA LTDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "RENATA DO AMARAL GONÇALVES", "JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RENATA DO AMARAL GONÇALVES", "JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RENATA DO AMARAL GONÇALVES", "JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Moreira Alves", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Moreira Alves", "TEORI ZAVASCKI", "RENATA DO AMARAL GONÇALVES", "JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "RENATA DO AMARAL GONÇALVES", "JOSÉ LUIZ BAPTISTA TEIXEIRA", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "19", "/", "03", "/", "2013", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MAURO SERGIO BRUGNAGO ADV.(A/S) :MARCELO MENEGOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. HORAS EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. DEFINIÇÃO DE REMUNERAÇÃO CONFORME LEI ESTADUAL N. 6.843/1986. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920407. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MAURO SERGIO BRUGNAGO ADV.(A/S) :MARCELO MENEGOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 18 de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto por Mauro Sergio Brugnago contra julgado da Sexta Turma de Recursos de Lages/SC, que estabeleceu a base de cálculo para o pagamento de horas extras em conformidade com a Lei estadual n. 6.843/1986. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. A Turma Recursal de origem manteve sentença proferida nos termos seguintes: “A divergência apontada pelas partes, reside, necessariamente, na definição do que é remuneração, adotando o autor o critério estabelecido no art. 4º da Lei Complementar Estadual 266/04 que estabelece que é ‘a soma mensal paga ou devida em caráter continuado, como vencimento, salário, subsídios, adicionais, abonos, 13º salário, gratificações incorporáveis, disponibilidade ou reforma e quaisquer outros estipêndios, excluídas as verbas de caráter indenizatório’. Por outro norte, o réu defende, e já adota este critério ao efetuar os pagamentos aos Policias Civis, os conceitos estabelecidos no art. 82 da Lei 6.843/86, que determina que a remuneração é retribuição pecuniária mensal paga ao policial civil pelo exercício do cargo, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920408. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MAURO SERGIO BRUGNAGO ADV.(A/S) :MARCELO MENEGOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 18 de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto por Mauro Sergio Brugnago contra julgado da Sexta Turma de Recursos de Lages/SC, que estabeleceu a base de cálculo para o pagamento de horas extras em conformidade com a Lei estadual n. 6.843/1986. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. A Turma Recursal de origem manteve sentença proferida nos termos seguintes: “A divergência apontada pelas partes, reside, necessariamente, na definição do que é remuneração, adotando o autor o critério estabelecido no art. 4º da Lei Complementar Estadual 266/04 que estabelece que é ‘a soma mensal paga ou devida em caráter continuado, como vencimento, salário, subsídios, adicionais, abonos, 13º salário, gratificações incorporáveis, disponibilidade ou reforma e quaisquer outros estipêndios, excluídas as verbas de caráter indenizatório’. Por outro norte, o réu defende, e já adota este critério ao efetuar os pagamentos aos Policias Civis, os conceitos estabelecidos no art. 82 da Lei 6.843/86, que determina que a remuneração é retribuição pecuniária mensal paga ao policial civil pelo exercício do cargo, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 730917 AGR / SC correspondente ao vencimento e demais vantagens aditivas atribuídas em Lei. (…) A Legislação aplicada pelo autor (LCE 266/04) para apontar o equívoco no cálculo das horas extras e adicional noturno tem aplicação específica para o cálculo da ‘contribuição para o custeio do Regime Previdenciário dos servidores ativos, inativos e pensionistas do Estado de Santa Catarina, ao passo que a Lei utilizada como parâmetro pelo réu (Lei 6.843/86) dispõe sobre o Estatuto da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina. Ou seja, muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos Policiais Civis para calcular sua contribuição previdenciária, face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 6.843/86 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade) sobre a remuneração dos Policias Civis” (fls. 167-168). Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar Estadual n. 266/2004 e Lei estadual n. 6.843/86). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. AUXILIARES TÉCNICOS E MOTORISTAS POLICIAIS CIVIS. ADICIONAIS CONCEDIDOS COM BASE NA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 22/1994. ACÓRDÃO PROFERIDO COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 739.637-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 25.8.2011). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920408. Supremo Tribunal Federal RE 730917 AGR / SC correspondente ao vencimento e demais vantagens aditivas atribuídas em Lei. (…) A Legislação aplicada pelo autor (LCE 266/04) para apontar o equívoco no cálculo das horas extras e adicional noturno tem aplicação específica para o cálculo da ‘contribuição para o custeio do Regime Previdenciário dos servidores ativos, inativos e pensionistas do Estado de Santa Catarina, ao passo que a Lei utilizada como parâmetro pelo réu (Lei 6.843/86) dispõe sobre o Estatuto da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina. Ou seja, muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos Policiais Civis para calcular sua contribuição previdenciária, face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 6.843/86 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade) sobre a remuneração dos Policias Civis” (fls. 167-168). Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar Estadual n. 266/2004 e Lei estadual n. 6.843/86). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. AUXILIARES TÉCNICOS E MOTORISTAS POLICIAIS CIVIS. ADICIONAIS CONCEDIDOS COM BASE NA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 22/1994. ACÓRDÃO PROFERIDO COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 739.637-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 25.8.2011). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 730917 AGR / SC (...) Não há, pois, o que prover quanto às alegações do Recorrente. 5. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 272-276). 2. Publicada essa decisão no DJe de 22.2.2013 (fl. 277), interpõe Mauro Sergio Brugnago, em 21.2.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 280-301). 3. O Agravante argumenta que “a divergência apontada pelas partes reside, necessariamente, na definição do que é remuneração, adotando o autor o critério estabelecido no art. 4º da Lei Complementar Estadual 266/04. Vale o registro que a Lei Estadual 266/04 jamais foi o fundamento usado pela parte embargante. O equívoco do juízo de primeiro grau se perpetua ao argumentar que é fundamento da pretensão da parte agravante a Lei Complementar Estadual 266/04” (fl. 283). Assevera que, “enquanto a Lei 266/04 trata da contribuição previdenciária estadual com base na remuneração integral dos servidores, e ali usa o conceito correto de remuneração como a soma dos vencimentos, a legislação que criou inúmeras vantagens aos servidores policiais é interpretada como se remuneração fosse apenas o vencimento básico, dando roupagem de indenização para verbas eminentemente remuneratórias” (fl. 283). Sustenta que “não há como igualar conceito de remuneração como um simples vencimento, discussão que originou a edição, pelo STF, da Súmula Vinculante n. 16” (fl. 286). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920408. Supremo Tribunal Federal RE 730917 AGR / SC (...) Não há, pois, o que prover quanto às alegações do Recorrente. 5. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 272-276). 2. Publicada essa decisão no DJe de 22.2.2013 (fl. 277), interpõe Mauro Sergio Brugnago, em 21.2.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 280-301). 3. O Agravante argumenta que “a divergência apontada pelas partes reside, necessariamente, na definição do que é remuneração, adotando o autor o critério estabelecido no art. 4º da Lei Complementar Estadual 266/04. Vale o registro que a Lei Estadual 266/04 jamais foi o fundamento usado pela parte embargante. O equívoco do juízo de primeiro grau se perpetua ao argumentar que é fundamento da pretensão da parte agravante a Lei Complementar Estadual 266/04” (fl. 283). Assevera que, “enquanto a Lei 266/04 trata da contribuição previdenciária estadual com base na remuneração integral dos servidores, e ali usa o conceito correto de remuneração como a soma dos vencimentos, a legislação que criou inúmeras vantagens aos servidores policiais é interpretada como se remuneração fosse apenas o vencimento básico, dando roupagem de indenização para verbas eminentemente remuneratórias” (fl. 283). Sustenta que “não há como igualar conceito de remuneração como um simples vencimento, discussão que originou a edição, pelo STF, da Súmula Vinculante n. 16” (fl. 286). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A Turma Recursal manteve sentença proferida nos termos seguintes: “muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos policiais civis para calcular sua contribuição previdenciária face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 6.843/86 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade) sobre a remuneração dos Policiais Civis. (…) Frente a isso, em obediência ao princípio da legalidade, de onde tem-se que o Servidor/ Administrador Público somente pode fazer aquilo que a lei lhe autoriza, não se pode exigir que o Estado de Santa Catarina pague aos seus Policiais Civis, por mais relevante e fundamental que sejam os serviços por eles executados, valores que não estão expressamente previstos em Lei específica” (fls. 167 v.-168 – grifos nossos). Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa quanto à base de cálculo a ser utilizada para o pagamento das horas extraordinárias trabalhadas por policiais civis demandaria o reexame da legislação infraconstitucional interpretada e aplicada pelas instâncias originárias. Neste caso, eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920409. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A Turma Recursal manteve sentença proferida nos termos seguintes: “muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos policiais civis para calcular sua contribuição previdenciária face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 6.843/86 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade) sobre a remuneração dos Policiais Civis. (…) Frente a isso, em obediência ao princípio da legalidade, de onde tem-se que o Servidor/ Administrador Público somente pode fazer aquilo que a lei lhe autoriza, não se pode exigir que o Estado de Santa Catarina pague aos seus Policiais Civis, por mais relevante e fundamental que sejam os serviços por eles executados, valores que não estão expressamente previstos em Lei específica” (fls. 167 v.-168 – grifos nossos). Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa quanto à base de cálculo a ser utilizada para o pagamento das horas extraordinárias trabalhadas por policiais civis demandaria o reexame da legislação infraconstitucional interpretada e aplicada pelas instâncias originárias. Neste caso, eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 730917 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DELEGADO DE POLÍCIA. HORAS EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. DEFINIÇÃO DE REMUNERAÇÃO CONFORME LEI ESTADUAL N. 6.843/1986. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 728.456-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.4.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR DE SANTA CATARINA. PAGAMENTO DE ADICIONAL NOTURNO E HORAS EXTRAORDINÁRIAS. BASE DE CÁLCULO. DISCUSSÃO QUE ENVOLVE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280 DO STF. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE A RESPEITO DO TEMA. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Esta Corte, no exame de casos idênticos, firmou jurisprudência no sentido de que a discussão acerca da base de cálculo para pagamento de adicional noturno e horas extraordinárias de serviço aos policias militares de Santa Catarina envolve a análise e interpretação de legislação local. Assim, eventual ofensa à Constituição da República, acaso existente, seria reflexa, nos termos da súmula STF nº 280. Precedentes. 2. In casu, os recursos extraordinários listados no relatório destes autos tiveram o seguimento negado por ausência de prequestionamento e aplicação da súmula STF nº 280. Na origem, as 16 ações foram ajuizadas por Policiais Militares de Santa Catarina que pretendiam a inclusão da remuneração integral da Corporação, à exceção do vale-alimentação, na base de cálculo das horas extras de serviço e do adicional noturno, pagos sob o título de Indenização de Estímulo Operacional. Os pedidos foram julgados improcedentes. O Tribunal de Justiça catarinense, conheceu dos recursos interpostos, mas negou-lhes provimento para manter as sentenças por seus próprios fundamentos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920409. Supremo Tribunal Federal RE 730917 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DELEGADO DE POLÍCIA. HORAS EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. DEFINIÇÃO DE REMUNERAÇÃO CONFORME LEI ESTADUAL N. 6.843/1986. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 728.456-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.4.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR DE SANTA CATARINA. PAGAMENTO DE ADICIONAL NOTURNO E HORAS EXTRAORDINÁRIAS. BASE DE CÁLCULO. DISCUSSÃO QUE ENVOLVE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280 DO STF. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE A RESPEITO DO TEMA. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Esta Corte, no exame de casos idênticos, firmou jurisprudência no sentido de que a discussão acerca da base de cálculo para pagamento de adicional noturno e horas extraordinárias de serviço aos policias militares de Santa Catarina envolve a análise e interpretação de legislação local. Assim, eventual ofensa à Constituição da República, acaso existente, seria reflexa, nos termos da súmula STF nº 280. Precedentes. 2. In casu, os recursos extraordinários listados no relatório destes autos tiveram o seguimento negado por ausência de prequestionamento e aplicação da súmula STF nº 280. Na origem, as 16 ações foram ajuizadas por Policiais Militares de Santa Catarina que pretendiam a inclusão da remuneração integral da Corporação, à exceção do vale-alimentação, na base de cálculo das horas extras de serviço e do adicional noturno, pagos sob o título de Indenização de Estímulo Operacional. Os pedidos foram julgados improcedentes. O Tribunal de Justiça catarinense, conheceu dos recursos interpostos, mas negou-lhes provimento para manter as sentenças por seus próprios fundamentos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 730917 AGR / SC 3. Agravo regimental desprovido” (RE 728.843-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 26.4.2013). E em casos análogos as seguintes decisões monocráticas: RE 730.897, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 25.2.2013; RE 728.796, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 7.2.2013; e RE 730.917, de minha relatoria, DJe 22.2.2013. 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920409. Supremo Tribunal Federal RE 730917 AGR / SC 3. Agravo regimental desprovido” (RE 728.843-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 26.4.2013). E em casos análogos as seguintes decisões monocráticas: RE 730.897, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 25.2.2013; RE 728.796, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 7.2.2013; e RE 730.917, de minha relatoria, DJe 22.2.2013. 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MAURO SERGIO BRUGNAGO ADV.(A/S) : MARCELO MENEGOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902512 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MAURO SERGIO BRUGNAGO ADV.(A/S) : MARCELO MENEGOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902512 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3951116
2013-05-21T00:00:00
2013-06-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. HORAS EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. DEFINIÇÃO DE REMUNERAÇÃO CONFORME LEI ESTADUAL N. 6.843/1986. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur232725
- Acórdão(s) citado(s): (BASE DE CÁLCULO, HORAS EXTRAS, POLICIAL) RE 728456 AgR(2ªT), RE 728843 AgR(1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (BASE DE CÁLCULO, HORAS EXTRAS, POLICIAL) RE 728796, RE 730897, RE 730917. Número de páginas: 8. Análise: 18/06/2013, LLD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
730917
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n", "LEG-EST LEI-006843 ANO-1986\r\n LEI ORDINÁRIA, SC" ]
RE-AgR
acordaos
RE 730917 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MAURO SERGIO BRUGNAGO ADV.(A/S) : MARCELO MENEGOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MAURO SERGIO BRUGNAGO ADV.(A/S) :MARCELO MENEGOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. HORAS EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. DEFINIÇÃO DE REMUNERAÇÃO CONFORME LEI ESTADUAL N. 6.843/1986. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920407. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MAURO SERGIO BRUGNAGO ADV.(A/S) :MARCELO MENEGOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 18 de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto por Mauro Sergio Brugnago contra julgado da Sexta Turma de Recursos de Lages/SC, que estabeleceu a base de cálculo para o pagamento de horas extras em conformidade com a Lei estadual n. 6.843/1986. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. A Turma Recursal de origem manteve sentença proferida nos termos seguintes: “A divergência apontada pelas partes, reside, necessariamente, na definição do que é remuneração, adotando o autor o critério estabelecido no art. 4... da Lei Complementar Estadual 266/04 que estabelece que é ‘a soma mensal paga ou devida em caráter continuado, como vencimento, salário, subsídios, adicionais, abonos, 13... salário, gratificações incorporáveis, disponibilidade ou reforma e quaisquer outros estipêndios, excluídas as verbas de caráter indenizatório’. Por outro norte, o réu defende, e já adota este critério ao efetuar os pagamentos aos Policias Civis, os conceitos estabelecidos no art. 82 da Lei 6.843/86, que determina que a remuneração é retribuição pecuniária mensal paga ao policial civil pelo exercício do cargo, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920408. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MAURO SERGIO BRUGNAGO ADV.(A/S) :MARCELO MENEGOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 18 de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto por Mauro Sergio Brugnago contra julgado da Sexta Turma de Recursos de Lages/SC, que estabeleceu a base de cálculo para o pagamento de horas extras em conformidade com a Lei estadual n. 6.843/1986. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. A Turma Recursal de origem manteve sentença proferida nos termos seguintes: “A divergência apontada pelas partes, reside, necessariamente, na definição do que é remuneração, adotando o autor o critério estabelecido no art. 4... da Lei Complementar Estadual 266/04 que estabelece que é ‘a soma mensal paga ou devida em caráter continuado, como vencimento, salário, subsídios, adicionais, abonos, 13... salário, gratificações incorporáveis, disponibilidade ou reforma e quaisquer outros estipêndios, excluídas as verbas de caráter indenizatório’. Por outro norte, o réu defende, e já adota este critério ao efetuar os pagamentos aos Policias Civis, os conceitos estabelecidos no art. 82 da Lei 6.843/86, que determina que a remuneração é retribuição pecuniária mensal paga ao policial civil pelo exercício do cargo, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC correspondente ao vencimento e demais vantagens aditivas atribuídas em Lei. (…) A Legislação aplicada pelo autor (LCE 266/04) para apontar o equívoco no cálculo das horas extras e adicional noturno tem aplicação específica para o cálculo da ‘contribuição para o custeio do Regime Previdenciário dos servidores ativos, inativos e pensionistas do Estado de Santa Catarina, ao passo que a Lei utilizada como parâmetro pelo réu (Lei 6.843/86) dispõe sobre o Estatuto da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina. Ou seja, muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos Policiais Civis para calcular sua contribuição previdenciária, face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 6.843/86 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade) sobre a remuneração dos Policias Civis” (fls. 167-168). Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar Estadual n. 266/2004 e Lei estadual n. 6.843/86). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. AUXILIARES TÉCNICOS E MOTORISTAS POLICIAIS CIVIS. ADICIONAIS CONCEDIDOS COM BASE NA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 22/1994. ACÓRDÃO PROFERIDO COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 739.637-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 25.8.2011). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920408. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC correspondente ao vencimento e demais vantagens aditivas atribuídas em Lei. (…) A Legislação aplicada pelo autor (LCE 266/04) para apontar o equívoco no cálculo das horas extras e adicional noturno tem aplicação específica para o cálculo da ‘contribuição para o custeio do Regime Previdenciário dos servidores ativos, inativos e pensionistas do Estado de Santa Catarina, ao passo que a Lei utilizada como parâmetro pelo réu (Lei 6.843/86) dispõe sobre o Estatuto da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina. Ou seja, muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos Policiais Civis para calcular sua contribuição previdenciária, face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 6.843/86 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade) sobre a remuneração dos Policias Civis” (fls. 167-168). Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar Estadual n. 266/2004 e Lei estadual n. 6.843/86). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. AUXILIARES TÉCNICOS E MOTORISTAS POLICIAIS CIVIS. ADICIONAIS CONCEDIDOS COM BASE NA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 22/1994. ACÓRDÃO PROFERIDO COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 739.637-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 25.8.2011). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC (...) Não há, pois, o que prover quanto às alegações do Recorrente. 5. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 272-276). 2. Publicada essa decisão no DJe de 22.2.2013 (fl. 277), interpõe Mauro Sergio Brugnago, em 21.2.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 280-301). 3. O Agravante argumenta que “a divergência apontada pelas partes reside, necessariamente, na definição do que é remuneração, adotando o autor o critério estabelecido no art. 4... da Lei Complementar Estadual 266/04. Vale o registro que a Lei Estadual 266/04 jamais foi o fundamento usado pela parte embargante. O equívoco do juízo de primeiro grau se perpetua ao argumentar que é fundamento da pretensão da parte agravante a Lei Complementar Estadual 266/04” (fl. 283). Assevera que, “enquanto a Lei 266/04 trata da contribuição previdenciária estadual com base na remuneração integral dos servidores, e ali usa o conceito correto de remuneração como a soma dos vencimentos, a legislação que criou inúmeras vantagens aos servidores policiais é interpretada como se remuneração fosse apenas o vencimento básico, dando roupagem de indenização para verbas eminentemente remuneratórias” (fl. 283). Sustenta que “não há como igualar conceito de remuneração como um simples vencimento, discussão que originou a edição, pelo Supremo Tribunal Federal, da Súmula Vinculante n. 16” (fl. 286). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920408. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC (...) Não há, pois, o que prover quanto às alegações do Recorrente. 5. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 272-276). 2. Publicada essa decisão no DJe de 22.2.2013 (fl. 277), interpõe Mauro Sergio Brugnago, em 21.2.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 280-301). 3. O Agravante argumenta que “a divergência apontada pelas partes reside, necessariamente, na definição do que é remuneração, adotando o autor o critério estabelecido no art. 4... da Lei Complementar Estadual 266/04. Vale o registro que a Lei Estadual 266/04 jamais foi o fundamento usado pela parte embargante. O equívoco do juízo de primeiro grau se perpetua ao argumentar que é fundamento da pretensão da parte agravante a Lei Complementar Estadual 266/04” (fl. 283). Assevera que, “enquanto a Lei 266/04 trata da contribuição previdenciária estadual com base na remuneração integral dos servidores, e ali usa o conceito correto de remuneração como a soma dos vencimentos, a legislação que criou inúmeras vantagens aos servidores policiais é interpretada como se remuneração fosse apenas o vencimento básico, dando roupagem de indenização para verbas eminentemente remuneratórias” (fl. 283). Sustenta que “não há como igualar conceito de remuneração como um simples vencimento, discussão que originou a edição, pelo Supremo Tribunal Federal, da Súmula Vinculante n. 16” (fl. 286). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A Turma Recursal manteve sentença proferida nos termos seguintes: “muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos policiais civis para calcular sua contribuição previdenciária face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 6.843/86 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade) sobre a remuneração dos Policiais Civis. (…) Frente a isso, em obediência ao princípio da legalidade, de onde tem-se que o Servidor/ Administrador Público somente pode fazer aquilo que a lei lhe autoriza, não se pode exigir que o Estado de Santa Catarina pague aos seus Policiais Civis, por mais relevante e fundamental que sejam os serviços por eles executados, valores que não estão expressamente previstos em Lei específica” (fls. 167 v.-168 – grifos nossos). Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa quanto à base de cálculo a ser utilizada para o pagamento das horas extraordinárias trabalhadas por policiais civis demandaria o reexame da legislação infraconstitucional interpretada e aplicada pelas instâncias originárias. Neste caso, eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920409. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A Turma Recursal manteve sentença proferida nos termos seguintes: “muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos policiais civis para calcular sua contribuição previdenciária face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 6.843/86 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade) sobre a remuneração dos Policiais Civis. (…) Frente a isso, em obediência ao princípio da legalidade, de onde tem-se que o Servidor/ Administrador Público somente pode fazer aquilo que a lei lhe autoriza, não se pode exigir que o Estado de Santa Catarina pague aos seus Policiais Civis, por mais relevante e fundamental que sejam os serviços por eles executados, valores que não estão expressamente previstos em Lei específica” (fls. 167 v.-168 – grifos nossos). Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa quanto à base de cálculo a ser utilizada para o pagamento das horas extraordinárias trabalhadas por policiais civis demandaria o reexame da legislação infraconstitucional interpretada e aplicada pelas instâncias originárias. Neste caso, eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DELEGADO DE POLÍCIA. HORAS EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. DEFINIÇÃO DE REMUNERAÇÃO CONFORME LEI ESTADUAL N. 6.843/1986. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 728.456-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.4.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR DE SANTA CATARINA. PAGAMENTO DE ADICIONAL NOTURNO E HORAS EXTRAORDINÁRIAS. BASE DE CÁLCULO. DISCUSSÃO QUE ENVOLVE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE A RESPEITO DO TEMA. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Esta Corte, no exame de casos idênticos, firmou jurisprudência no sentido de que a discussão acerca da base de cálculo para pagamento de adicional noturno e horas extraordinárias de serviço aos policias militares de Santa Catarina envolve a análise e interpretação de legislação local. Assim, eventual ofensa à Constituição da República, acaso existente, seria reflexa, nos termos da súmula Supremo Tribunal Federal n 280. Precedentes. 2. In casu, os recursos extraordinários listados no relatório destes autos tiveram o seguimento negado por ausência de prequestionamento e aplicação da súmula Supremo Tribunal Federal n 280. Na origem, as 16 ações foram ajuizadas por Policiais Militares de Santa Catarina que pretendiam a inclusão da remuneração integral da Corporação, à exceção do vale-alimentação, na base de cálculo das horas extras de serviço e do adicional noturno, pagos sob o título de Indenização de Estímulo Operacional. Os pedidos foram julgados improcedentes. O Tribunal de Justiça catarinense, conheceu dos recursos interpostos, mas negou-lhes provimento para manter as sentenças por seus próprios fundamentos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920409. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DELEGADO DE POLÍCIA. HORAS EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. DEFINIÇÃO DE REMUNERAÇÃO CONFORME LEI ESTADUAL N. 6.843/1986. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 728.456-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.4.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR DE SANTA CATARINA. PAGAMENTO DE ADICIONAL NOTURNO E HORAS EXTRAORDINÁRIAS. BASE DE CÁLCULO. DISCUSSÃO QUE ENVOLVE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE A RESPEITO DO TEMA. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Esta Corte, no exame de casos idênticos, firmou jurisprudência no sentido de que a discussão acerca da base de cálculo para pagamento de adicional noturno e horas extraordinárias de serviço aos policias militares de Santa Catarina envolve a análise e interpretação de legislação local. Assim, eventual ofensa à Constituição da República, acaso existente, seria reflexa, nos termos da súmula Supremo Tribunal Federal n 280. Precedentes. 2. In casu, os recursos extraordinários listados no relatório destes autos tiveram o seguimento negado por ausência de prequestionamento e aplicação da súmula Supremo Tribunal Federal n 280. Na origem, as 16 ações foram ajuizadas por Policiais Militares de Santa Catarina que pretendiam a inclusão da remuneração integral da Corporação, à exceção do vale-alimentação, na base de cálculo das horas extras de serviço e do adicional noturno, pagos sob o título de Indenização de Estímulo Operacional. Os pedidos foram julgados improcedentes. O Tribunal de Justiça catarinense, conheceu dos recursos interpostos, mas negou-lhes provimento para manter as sentenças por seus próprios fundamentos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC 3. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário 728.843-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 26.4.2013). E em casos análogos as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário 730.897, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 25.2.2013; Recurso Extraordinário 728.796, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 7.2.2013; e Recurso Extraordinário 730.917, de minha relatoria, DJe 22.2.2013. 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920409. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC 3. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário 728.843-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 26.4.2013). E em casos análogos as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário 730.897, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 25.2.2013; Recurso Extraordinário 728.796, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 7.2.2013; e Recurso Extraordinário 730.917, de minha relatoria, DJe 22.2.2013. 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MAURO SERGIO BRUGNAGO ADV.(A/S) : MARCELO MENEGOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902512 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.917 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MAURO SERGIO BRUGNAGO ADV.(A/S) : MARCELO MENEGOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902512 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730 . 917", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730 . 917", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730 . 917", "Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS N . 279", "AI 739 . 637 - AgR", "Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS N . 279", "AI 739 . 637 - AgR", "Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC", "Súmula Vinculante n . 16 ”", "Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC", "Súmula Vinculante n . 16 ”", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730 . 917", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 728 . 456 - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 730917 AGR / SC", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 728 . 456 - AgR", 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Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAYTON DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANA REGINA GALLI INNOCENTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :RENATA MOUTA PEREIRA PINHEIRO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Licença-prêmio estendida a servidores da administração indireta por intermédio da Lei estadual 4.819/58. Natureza administrativa. 3. Impossibilidade de estado-membro legislar sobre Direito do Trabalho. 4. Incompetência da Justiça do Trabalho reconhecida. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892776. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAYTON DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANA REGINA GALLI INNOCENTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :RENATA MOUTA PEREIRA PINHEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 196-197, que conheceu do agravo de instrumento e deu provimento ao recurso extraordinário para declarar a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgamento do feito e determinar a remessa dos autos à Justiça comum. Confira-se trecho da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento interposto contra decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário que impugna acórdão do Tribunal Superior do Trabalho ementado nos seguintes termos: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMISSIBILIDADE. RECURSO DE REVISTA. Nega-se provimento ao agravo de instrumento quando o agravante não desconstitui os fundamento contidos no despacho denegatório do recurso de revista. Agravo de instrumento a que se nega provimento’. (Fl. 63). No recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, aponta-se violação ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892777. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAYTON DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANA REGINA GALLI INNOCENTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :RENATA MOUTA PEREIRA PINHEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 196-197, que conheceu do agravo de instrumento e deu provimento ao recurso extraordinário para declarar a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgamento do feito e determinar a remessa dos autos à Justiça comum. Confira-se trecho da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento interposto contra decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário que impugna acórdão do Tribunal Superior do Trabalho ementado nos seguintes termos: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMISSIBILIDADE. RECURSO DE REVISTA. Nega-se provimento ao agravo de instrumento quando o agravante não desconstitui os fundamento contidos no despacho denegatório do recurso de revista. Agravo de instrumento a que se nega provimento’. (Fl. 63). No recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, aponta-se violação ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AI 831171 AGR-AGR / SP art. 114 do texto constitucional. O recorrente sustenta a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgamento do feito, tendo em vista que a norma estadual que entendeu a licença-prêmio aos seus empregados possui natureza eminentemente administrativa. Decido. As razões recusais merecem acolhida. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a Lei estadual 4.819/58, ao estender a licença prêmio a servidores da administração indireta em que o Estado seja detentor da maioria das ações, possui natureza administrativa, haja vista que o estado-membro não tem competência para legislar sobre Direito do Trabalho, motivo pelo qual configura-se a incompetência da Justiça do Trabalho para decidir a questão. A esse propósito, confira-se: ‘CONSTITUCIONAL. TRABALHO. LICENÇA- PRÊMIO INSTITUÍDA PELA LEI n. 4.819, de 26.08.58, do Estado de São Paulo. I. - Licença-prêmio. Lei 4.819/58, do Estado de São Paulo. Vantagem que não decorre do contrato de trabalho, mas de lei estadual, que não pode impor às empresas mistas e públicas encargos trabalhistas, dado que o Estado-membro não tem competência para legislar sobre Direito do Trabalho (CF/67, art. 8., XVII, "b"; art. 170, PAR. 2.). II. - No caso não se tem lide de natureza trabalhista. Incompetência da Justiça do Trabalho. III. - R.E. conhecido e provido’. (RE 146.155, rel. Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma,DJ 1.12.1995) . Ante o exposto, conheço do agravo de instrumento e, desde logo, dou provimento ao recurso extraordinário para declarar a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgamento do feito e determinar a remessa dos autos à Justiça comum”. No agravo regimental, requer-se a reconsideração da decisão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892777. Supremo Tribunal Federal AI 831171 AGR-AGR / SP art. 114 do texto constitucional. O recorrente sustenta a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgamento do feito, tendo em vista que a norma estadual que entendeu a licença-prêmio aos seus empregados possui natureza eminentemente administrativa. Decido. As razões recusais merecem acolhida. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a Lei estadual 4.819/58, ao estender a licença prêmio a servidores da administração indireta em que o Estado seja detentor da maioria das ações, possui natureza administrativa, haja vista que o estado-membro não tem competência para legislar sobre Direito do Trabalho, motivo pelo qual configura-se a incompetência da Justiça do Trabalho para decidir a questão. A esse propósito, confira-se: ‘CONSTITUCIONAL. TRABALHO. LICENÇA- PRÊMIO INSTITUÍDA PELA LEI n. 4.819, de 26.08.58, do Estado de São Paulo. I. - Licença-prêmio. Lei 4.819/58, do Estado de São Paulo. Vantagem que não decorre do contrato de trabalho, mas de lei estadual, que não pode impor às empresas mistas e públicas encargos trabalhistas, dado que o Estado-membro não tem competência para legislar sobre Direito do Trabalho (CF/67, art. 8., XVII, "b"; art. 170, PAR. 2.). II. - No caso não se tem lide de natureza trabalhista. Incompetência da Justiça do Trabalho. III. - R.E. conhecido e provido’. (RE 146.155, rel. Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma,DJ 1.12.1995) . Ante o exposto, conheço do agravo de instrumento e, desde logo, dou provimento ao recurso extraordinário para declarar a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgamento do feito e determinar a remessa dos autos à Justiça comum”. No agravo regimental, requer-se a reconsideração da decisão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório AI 831171 AGR-AGR / SP agravada, a fim de que seja negado seguimento ao recurso extraordinário e se reconheça a competência da Justiça do Trabalho para julgamento, aos seguintes argumentos: ausência dos pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário, que o caso dos autos é diverso do precedente invocado na decisão agravada e impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892777. Supremo Tribunal Federal AI 831171 AGR-AGR / SP agravada, a fim de que seja negado seguimento ao recurso extraordinário e se reconheça a competência da Justiça do Trabalho para julgamento, aos seguintes argumentos: ausência dos pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário, que o caso dos autos é diverso do precedente invocado na decisão agravada e impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. A licença-prêmio em discussão foi estendida a servidores da administração indireta por força da Lei estadual 4.819/58, motivo pelo qual restou caracterizada sua natureza administrativa. Acrescento que estado-membro não tem competência para legislar sobreDireito do Trabalho. Assim, como já demonstrado pela decisão ora agravada, há que se reconhecer a incompetência da Justiça do Trabalho para julgamento do feito. Nesse sentido, confira-se: “INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Competência. Justiça do Trabalho. Incompetência reconhecida. Causas entre o Poder Público e seus servidores estatutários. Ações que não se reputam oriundas de relação de trabalho. Conceito estrito desta relação. Feitos da competência da Justiça Comum. Interpretação do art. 114, inc. I, da CF, introduzido pela EC 45/2004. Precedentes. Liminar deferida para excluir outra interpretação. O disposto no art. 114, I, da Constituição da República, não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico- estatutária”. (ADI-MC 3.395, rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, DJ 10.11.2006). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892778. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. A licença-prêmio em discussão foi estendida a servidores da administração indireta por força da Lei estadual 4.819/58, motivo pelo qual restou caracterizada sua natureza administrativa. Acrescento que estado-membro não tem competência para legislar sobreDireito do Trabalho. Assim, como já demonstrado pela decisão ora agravada, há que se reconhecer a incompetência da Justiça do Trabalho para julgamento do feito. Nesse sentido, confira-se: “INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Competência. Justiça do Trabalho. Incompetência reconhecida. Causas entre o Poder Público e seus servidores estatutários. Ações que não se reputam oriundas de relação de trabalho. Conceito estrito desta relação. Feitos da competência da Justiça Comum. Interpretação do art. 114, inc. I, da CF, introduzido pela EC 45/2004. Precedentes. Liminar deferida para excluir outra interpretação. O disposto no art. 114, I, da Constituição da República, não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico- estatutária”. (ADI-MC 3.395, rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, DJ 10.11.2006). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES AI 831171 AGR-AGR / SP Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892778. Supremo Tribunal Federal AI 831171 AGR-AGR / SP Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CLAYTON DOS SANTOS ADV.(A/S) : ANA REGINA GALLI INNOCENTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : RENATA MOUTA PEREIRA PINHEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902547 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CLAYTON DOS SANTOS ADV.(A/S) : ANA REGINA GALLI INNOCENTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : RENATA MOUTA PEREIRA PINHEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902547 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3921068
2013-05-21T00:00:00
2013-06-05T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013.
AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Licença-prêmio estendida a servidores da administração indireta por intermédio da Lei estadual 4.819/58. Natureza administrativa. 3. Impossibilidade de estado-membro legislar sobre Direito do Trabalho. 4. Incompetência da Justiça do Trabalho reconhecida. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur232331
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, JUSTIÇA DO TRABALHO) ADI 3395 MC (TP). Número de páginas: 7. Análise: 20/06/2013, TBC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
831171
[ "LEG-EST LEI-004819 ANO-1958\r\n LEI ORDINÁRIA, SP" ]
AI-AgR-AgR
acordaos
AI 831171 AgR-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CLAYTON DOS SANTOS ADV.(A/S) : ANA REGINA GALLI INNOCENTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : RENATA MOUTA PEREIRA PINHEIRO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAYTON DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANA REGINA GALLI INNOCENTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :RENATA MOUTA PEREIRA PINHEIRO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Licença-prêmio estendida a servidores da administração indireta por intermédio da Lei estadual 4.819/58. Natureza administrativa. 3. Impossibilidade de estado-membro legislar sobre Direito do Trabalho. 4. Incompetência da Justiça do Trabalho reconhecida. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892776. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAYTON DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANA REGINA GALLI INNOCENTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :RENATA MOUTA PEREIRA PINHEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 196-197, que conheceu do agravo de instrumento e deu provimento ao recurso extraordinário para declarar a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgamento do feito e determinar a remessa dos autos à Justiça comum. Confira-se trecho da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento interposto contra decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário que impugna acórdão do Tribunal Superior do Trabalho ementado nos seguintes termos: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMISSIBILIDADE. RECURSO DE REVISTA. Nega-se provimento ao agravo de instrumento quando o agravante não desconstitui os fundamento contidos no despacho denegatório do recurso de revista. Agravo de instrumento a que se nega provimento’. (Fl. 63). No recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, aponta-se violação ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892777. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAYTON DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANA REGINA GALLI INNOCENTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :RENATA MOUTA PEREIRA PINHEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 196-197, que conheceu do agravo de instrumento e deu provimento ao recurso extraordinário para declarar a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgamento do feito e determinar a remessa dos autos à Justiça comum. Confira-se trecho da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento interposto contra decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário que impugna acórdão do Tribunal Superior do Trabalho ementado nos seguintes termos: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMISSIBILIDADE. RECURSO DE REVISTA. Nega-se provimento ao agravo de instrumento quando o agravante não desconstitui os fundamento contidos no despacho denegatório do recurso de revista. Agravo de instrumento a que se nega provimento’. (Fl. 63). No recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, aponta-se violação ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AI 831171 AGR-AGR / SP art. 114 do texto constitucional. O recorrente sustenta a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgamento do feito, tendo em vista que a norma estadual que entendeu a licença-prêmio aos seus empregados possui natureza eminentemente administrativa. Decido. As razões recusais merecem acolhida. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a Lei estadual 4.819/58, ao estender a licença prêmio a servidores da administração indireta em que o Estado seja detentor da maioria das ações, possui natureza administrativa, haja vista que o estado-membro não tem competência para legislar sobre Direito do Trabalho, motivo pelo qual configura-se a incompetência da Justiça do Trabalho para decidir a questão. A esse propósito, confira-se: ‘CONSTITUCIONAL. TRABALHO. LICENÇA- PRÊMIO INSTITUÍDA PELA LEI n. 4.819, de 26.08.58, do Estado de São Paulo. I. - Licença-prêmio. Lei 4.819/58, do Estado de São Paulo. Vantagem que não decorre do contrato de trabalho, mas de lei estadual, que não pode impor às empresas mistas e públicas encargos trabalhistas, dado que o Estado-membro não tem competência para legislar sobre Direito do Trabalho (Constituição Federal de 1988/67, art. 8., XVII, "b"; art. 170, PAR. 2.). II. - No caso não se tem lide de natureza trabalhista. Incompetência da Justiça do Trabalho. III. - R.E. conhecido e provido’. (Recurso Extraordinário 146.155, rel. Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma,DJ 1.12.1995) . Ante o exposto, conheço do agravo de instrumento e, desde logo, dou provimento ao recurso extraordinário para declarar a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgamento do feito e determinar a remessa dos autos à Justiça comum”. No agravo regimental, requer-se a reconsideração da decisão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892777. Supremo Tribunal Federal AI 831171 AGR-AGR / SP art. 114 do texto constitucional. O recorrente sustenta a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgamento do feito, tendo em vista que a norma estadual que entendeu a licença-prêmio aos seus empregados possui natureza eminentemente administrativa. Decido. As razões recusais merecem acolhida. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a Lei estadual 4.819/58, ao estender a licença prêmio a servidores da administração indireta em que o Estado seja detentor da maioria das ações, possui natureza administrativa, haja vista que o estado-membro não tem competência para legislar sobre Direito do Trabalho, motivo pelo qual configura-se a incompetência da Justiça do Trabalho para decidir a questão. A esse propósito, confira-se: ‘CONSTITUCIONAL. TRABALHO. LICENÇA- PRÊMIO INSTITUÍDA PELA LEI n. 4.819, de 26.08.58, do Estado de São Paulo. I. - Licença-prêmio. Lei 4.819/58, do Estado de São Paulo. Vantagem que não decorre do contrato de trabalho, mas de lei estadual, que não pode impor às empresas mistas e públicas encargos trabalhistas, dado que o Estado-membro não tem competência para legislar sobre Direito do Trabalho (Constituição Federal de 1988/67, art. 8., XVII, "b"; art. 170, PAR. 2.). II. - No caso não se tem lide de natureza trabalhista. Incompetência da Justiça do Trabalho. III. - R.E. conhecido e provido’. (Recurso Extraordinário 146.155, rel. Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma,DJ 1.12.1995) . Ante o exposto, conheço do agravo de instrumento e, desde logo, dou provimento ao recurso extraordinário para declarar a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgamento do feito e determinar a remessa dos autos à Justiça comum”. No agravo regimental, requer-se a reconsideração da decisão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório AI 831171 AGR-AGR / SP agravada, a fim de que seja negado seguimento ao recurso extraordinário e se reconheça a competência da Justiça do Trabalho para julgamento, aos seguintes argumentos: ausência dos pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário, que o caso dos autos é diverso do precedente invocado na decisão agravada e impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892777. Supremo Tribunal Federal AI 831171 AGR-AGR / SP agravada, a fim de que seja negado seguimento ao recurso extraordinário e se reconheça a competência da Justiça do Trabalho para julgamento, aos seguintes argumentos: ausência dos pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário, que o caso dos autos é diverso do precedente invocado na decisão agravada e impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. A licença-prêmio em discussão foi estendida a servidores da administração indireta por força da Lei estadual 4.819/58, motivo pelo qual restou caracterizada sua natureza administrativa. Acrescento que estado-membro não tem competência para legislar sobreDireito do Trabalho. Assim, como já demonstrado pela decisão ora agravada, há que se reconhecer a incompetência da Justiça do Trabalho para julgamento do feito. Nesse sentido, confira-se: “INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Competência. Justiça do Trabalho. Incompetência reconhecida. Causas entre o Poder Público e seus servidores estatutários. Ações que não se reputam oriundas de relação de trabalho. Conceito estrito desta relação. Feitos da competência da Justiça Comum. Interpretação do art. 114, inc. I, da Constituição Federal de 1988, introduzido pela EC 45/2004. Precedentes. Liminar deferida para excluir outra interpretação. O disposto no art. 114, I, da Constituição da República, não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico- estatutária”. (ADI-MC 3.395, rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, DJ 10.11.2006). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892778. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. A licença-prêmio em discussão foi estendida a servidores da administração indireta por força da Lei estadual 4.819/58, motivo pelo qual restou caracterizada sua natureza administrativa. Acrescento que estado-membro não tem competência para legislar sobreDireito do Trabalho. Assim, como já demonstrado pela decisão ora agravada, há que se reconhecer a incompetência da Justiça do Trabalho para julgamento do feito. Nesse sentido, confira-se: “INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Competência. Justiça do Trabalho. Incompetência reconhecida. Causas entre o Poder Público e seus servidores estatutários. Ações que não se reputam oriundas de relação de trabalho. Conceito estrito desta relação. Feitos da competência da Justiça Comum. Interpretação do art. 114, inc. I, da Constituição Federal de 1988, introduzido pela EC 45/2004. Precedentes. Liminar deferida para excluir outra interpretação. O disposto no art. 114, I, da Constituição da República, não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico- estatutária”. (ADI-MC 3.395, rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, DJ 10.11.2006). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES AI 831171 AGR-AGR / SP Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892778. Supremo Tribunal Federal AI 831171 AGR-AGR / SP Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CLAYTON DOS SANTOS ADV.(A/S) : ANA REGINA GALLI INNOCENTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : RENATA MOUTA PEREIRA PINHEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902547 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.171 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CLAYTON DOS SANTOS ADV.(A/S) : ANA REGINA GALLI INNOCENTI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : RENATA MOUTA PEREIRA PINHEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902547 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 171", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 171", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 171", "AI 831171 AGR -", "AGR / SP", "Recurso Extraordinário 146 . 155", "AI 831171 AGR", "Recurso Extraordinário 146 . 155", "AI 831171 AGR - AGR / SP", "AI 831171 AGR - AGR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 171", "ADI", "-", "MC 3 . 395", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 171", "ADI", "-", "MC 3 .", "AI 831171 AGR", "AI 831171", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 171" ], "LEGISLACAO": [ "Lei estadual 4 . 819 / 58", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual 4 . 819 / 58", "LEI n . 4 . 819", "Lei 4 . 819 / 58", "Constituição Federal de 1988 / 67 , art . 8 . , XVII , \" b \" ;", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual 4 . 819 / 58", "LEI n . 4 . 819", "Lei 4 . 819 / 58", "Constituição Federal de 1988 / 67 , art . 8 . , XVII , \" b \"", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual 4 . 819 / 58", "art . 114 , inc . 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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :SANDRO ALVARENGA PORTELA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ VALDIR BATISTA E SILVA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE PROFESSORES. EXISTÊNCIA DE CANDIDADOS APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO DE PROVIMENTO EFETIVO. ILEGALIDADE. LEI ESTADUAL 6.915/2007. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DISCRICIONÁRIOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. III - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592964. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 654170 AGR / MA julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592964. Supremo Tribunal Federal RE 654170 AGR / MA julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :SANDRO ALVARENGA PORTELA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ VALDIR BATISTA E SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que garantiu aos recorridos, aprovados em concurso público para o cargo de professor, o direito à nomeação, sob o entendimento de que a contratação de professores temporários ofendeu o disposto no art. 2º, VII, da Lei estadual 6.915/2007, tendo em vista a existência de candidatos aprovados em concurso público para o mesmo cargo. Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alegou-se, em suma, ofensa aos arts. 2º e 61, § 1º, II, a, da mesma Carta. Sustentou-se, ainda, que 'a contratação temporária, por si só, não conduz à presunção de que existe cargo vago e, no presente caso, restou demonstrado que não havia vaga disponível para efetuar a nomeação dos recorridos' (fl. 346). A pretensão recursal não merece acolhida. O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual 6.915/2007). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo, o que é vedado pela Súmula 280 do STF. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :SANDRO ALVARENGA PORTELA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ VALDIR BATISTA E SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que garantiu aos recorridos, aprovados em concurso público para o cargo de professor, o direito à nomeação, sob o entendimento de que a contratação de professores temporários ofendeu o disposto no art. 2º, VII, da Lei estadual 6.915/2007, tendo em vista a existência de candidatos aprovados em concurso público para o mesmo cargo. Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alegou-se, em suma, ofensa aos arts. 2º e 61, § 1º, II, a, da mesma Carta. Sustentou-se, ainda, que 'a contratação temporária, por si só, não conduz à presunção de que existe cargo vago e, no presente caso, restou demonstrado que não havia vaga disponível para efetuar a nomeação dos recorridos' (fl. 346). A pretensão recursal não merece acolhida. O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual 6.915/2007). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo, o que é vedado pela Súmula 280 do STF. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 654170 AGR / MA indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, menciono o ARE 645.368-AgR/MA, de minha relatoria. Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, cito o ARE 648.980-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia, cuja ementa transcrevo a seguir: 'AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE PESSOAL. EXISTÊNCIA DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO PÚBLICO. ATO ILEGAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO'. No mesmo sentido, indico, ainda, o ARE 648.613-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia. Por fim, destaco que esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'CONSTITUCIONAL. SEPARAÇÃO DOS PODERES. POSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ATO DO PODER EXECUTIVO PELO PODER JUDICIÁRIO. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279, 280 E 454. AGRAVO IMPROVIDO. I - Cabe ao Poder Judiciário a análise da legalidade e constitucionalidade dos atos dos três Poderes constitucionais, e, em vislumbrando mácula no ato impugnado, afastar a sua aplicação. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Supremo Tribunal Federal RE 654170 AGR / MA indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, menciono o ARE 645.368-AgR/MA, de minha relatoria. Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, cito o ARE 648.980-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia, cuja ementa transcrevo a seguir: 'AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE PESSOAL. EXISTÊNCIA DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO PÚBLICO. ATO ILEGAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO'. No mesmo sentido, indico, ainda, o ARE 648.613-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia. Por fim, destaco que esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'CONSTITUCIONAL. SEPARAÇÃO DOS PODERES. POSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ATO DO PODER EXECUTIVO PELO PODER JUDICIÁRIO. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279, 280 E 454. AGRAVO IMPROVIDO. I - Cabe ao Poder Judiciário a análise da legalidade e constitucionalidade dos atos dos três Poderes constitucionais, e, em vislumbrando mácula no ato impugnado, afastar a sua aplicação. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RE 654170 AGR / MA base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - O exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas editalícias atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. IV - Agravo regimental improvido' (AI 640.272-AgR/DF, de minha relatoria, Primeira Turma). 'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO CPC. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2º DA CF. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 279. 4. Agravo regimental improvido' (AI 777.502-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 414-416). O agravante defende a não incidência da Súmula 279 desta Corte, “eis que a matéria é de apreciação somente do direito invocado, não se impondo o revolvimento de fatos e provas existentes nos autos, cingindo-se o debate processual apenas à aplicação do Direito” (fl. 423). Insiste, ainda, na alegação de ofensa ao princípio da separação dos poderes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Supremo Tribunal Federal RE 654170 AGR / MA base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - O exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas editalícias atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. IV - Agravo regimental improvido' (AI 640.272-AgR/DF, de minha relatoria, Primeira Turma). 'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO CPC. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2º DA CF. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 279. 4. Agravo regimental improvido' (AI 777.502-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 414-416). O agravante defende a não incidência da Súmula 279 desta Corte, “eis que a matéria é de apreciação somente do direito invocado, não se impondo o revolvimento de fatos e provas existentes nos autos, cingindo-se o debate processual apenas à aplicação do Direito” (fl. 423). Insiste, ainda, na alegação de ofensa ao princípio da separação dos poderes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RE 654170 AGR / MA Aduz, também, a ocorrência de ofensa direta ao texto constitucional, o que afasta a aplicabilidade da Súmula 280 deste Tribunal. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Supremo Tribunal Federal RE 654170 AGR / MA Aduz, também, a ocorrência de ofensa direta ao texto constitucional, o que afasta a aplicabilidade da Súmula 280 deste Tribunal. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à ilegalidade na contratação temporária de professores e o direito à nomeação dos candidatos excedentes aprovados em concurso público de provimento efetivo com base nos seguintes fundamentos: “(...). É que a Lei Estadual 6.915/97, que regula a contratação temporária de professores no âmbito do Estado do Maranhão (logo, norma especial de contratação temporária de professores), preconiza no art. 2º VII que a contratação temporária de professores do Ensino Fundamental, Especial e Médio 'somente é possível desde que não existam candidatos aprovados em concurso público e devidamente habilitados'. Portanto, o ato ilegal das Autoridades Impetradas consiste em proceder à contratação temporária de professores sem antes assegurar a nomeação daqueles aprovados no concurso de provimento efetivo, como sucedeu na espécie. Com efeito, os Impetrantes Sandro Alvarenga Portela e Andréia Soares de Sousa foram aprovados, respectivamente, em 6º e 7º lugares para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Coroatá (fl. 170). Preenchidas as 5 vagas existentes para provimento imediato, ficaram como 1º e 2º excedentes, deixando, entretanto, de serem nomeados diante da contratação de 3 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. O Impetrante Francisco de Paulo Vieira Lima foi aprovado em 14º Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à ilegalidade na contratação temporária de professores e o direito à nomeação dos candidatos excedentes aprovados em concurso público de provimento efetivo com base nos seguintes fundamentos: “(...). É que a Lei Estadual 6.915/97, que regula a contratação temporária de professores no âmbito do Estado do Maranhão (logo, norma especial de contratação temporária de professores), preconiza no art. 2º VII que a contratação temporária de professores do Ensino Fundamental, Especial e Médio 'somente é possível desde que não existam candidatos aprovados em concurso público e devidamente habilitados'. Portanto, o ato ilegal das Autoridades Impetradas consiste em proceder à contratação temporária de professores sem antes assegurar a nomeação daqueles aprovados no concurso de provimento efetivo, como sucedeu na espécie. Com efeito, os Impetrantes Sandro Alvarenga Portela e Andréia Soares de Sousa foram aprovados, respectivamente, em 6º e 7º lugares para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Coroatá (fl. 170). Preenchidas as 5 vagas existentes para provimento imediato, ficaram como 1º e 2º excedentes, deixando, entretanto, de serem nomeados diante da contratação de 3 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. O Impetrante Francisco de Paulo Vieira Lima foi aprovado em 14º Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 654170 AGR / MA lugar para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Caxias (fl. 169). Preenchidas as 10 vagas existentes para provimento imediato, ficou como 4º excedente, deixando, entretanto, de ser nomeado diante da contratação de 9 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. A Impetrante Cecília Marla de Oliveira Moita foi aprovada em 14º lugar para o cargo de professor de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental, com lotação em Caxias (fl. 172). Preenchida a única vaga existente para provimento imediato, ficou como 13ª excedente, deixando, entretanto, de ser nomeada diante da contratação de 15 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. Os Impetrantes José Gentil Moita Neto e Alan Jefferson Lima Aragão foram aprovados em 8º e 10º lugares para o cargo de professor de Matemática do Ensino Fundamental, com lotação em Caxias (fl. 173). Preenchida a única vaga existente para provimento imediato, ficaram, respectivamente como 7º e 9º excedentes, deixando, entretanto, de serem nomeados diante da contratação de 11 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. O Impetrante Marcelo Diniz dos Santos foi aprovado em 4º lugar para o cargo de professor de Ciências do Ensino Fundamental, com lotação em Caxias (fl. 160). Preenchida a única vaga existente para provimento imediato, ficou como 3º excedente, deixando, entretanto, de ser nomeado diante da contratação de 8 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. As Impetrantes Macilene Faria da Costa Sousa e Iara Cardoso de Sá foram aprovadas, respectivamente, em 4º e 3º lugares para o cargo de professor de Língua Portuguesa do Ensino Médio, com lotação em Peritoró e Gonçalves Dias (fl. 172). Preenchidas as 3 e 1 vagas existentes para provimento imediato, ficaram como 1ª e 2ª excedentes, deixando, entretanto, de serem nomeadas diante da contratação de 1 e 3 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. O Impetrante Marcos André Pontes Vale foi aprovado em 4º lugar para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Timon (fl. 171). Preenchidas as 3 vagas existentes para provimento imediato, ficou como 1º excedente, deixando, entretanto de ser nomeado diante da contratação de 1 professor temporário, para o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Supremo Tribunal Federal RE 654170 AGR / MA lugar para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Caxias (fl. 169). Preenchidas as 10 vagas existentes para provimento imediato, ficou como 4º excedente, deixando, entretanto, de ser nomeado diante da contratação de 9 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. A Impetrante Cecília Marla de Oliveira Moita foi aprovada em 14º lugar para o cargo de professor de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental, com lotação em Caxias (fl. 172). Preenchida a única vaga existente para provimento imediato, ficou como 13ª excedente, deixando, entretanto, de ser nomeada diante da contratação de 15 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. Os Impetrantes José Gentil Moita Neto e Alan Jefferson Lima Aragão foram aprovados em 8º e 10º lugares para o cargo de professor de Matemática do Ensino Fundamental, com lotação em Caxias (fl. 173). Preenchida a única vaga existente para provimento imediato, ficaram, respectivamente como 7º e 9º excedentes, deixando, entretanto, de serem nomeados diante da contratação de 11 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. O Impetrante Marcelo Diniz dos Santos foi aprovado em 4º lugar para o cargo de professor de Ciências do Ensino Fundamental, com lotação em Caxias (fl. 160). Preenchida a única vaga existente para provimento imediato, ficou como 3º excedente, deixando, entretanto, de ser nomeado diante da contratação de 8 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. As Impetrantes Macilene Faria da Costa Sousa e Iara Cardoso de Sá foram aprovadas, respectivamente, em 4º e 3º lugares para o cargo de professor de Língua Portuguesa do Ensino Médio, com lotação em Peritoró e Gonçalves Dias (fl. 172). Preenchidas as 3 e 1 vagas existentes para provimento imediato, ficaram como 1ª e 2ª excedentes, deixando, entretanto, de serem nomeadas diante da contratação de 1 e 3 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. O Impetrante Marcos André Pontes Vale foi aprovado em 4º lugar para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Timon (fl. 171). Preenchidas as 3 vagas existentes para provimento imediato, ficou como 1º excedente, deixando, entretanto de ser nomeado diante da contratação de 1 professor temporário, para o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 654170 AGR / MA mesmo cargo, nível de ensino e localidade (fl. 137). Ressalto que as contratações temporárias foram realizadas pouco mais de 2 meses após a realização do concurso de provimento efetivo. Assim, tenho que essa contratação em massa de professores temporários mascara, na verdade, uma contratação precária, à medida que realizada em desacordo com o art. 2º VII da Lei Estadual 6.915/2007, gerando para os Impetrantes o direito líquido e certo (LMS, art. 1º caput) de se verem preferencialmente nomeados, em obediência aos princípios da legalidade e do mérito (CF, art. 37 caput II). E se a contratação temporária assume foros de contratação precária, na linha dos precedentes do STJ alhures citados, tenho que o caso é de convolação da expectativa em direito subjetivo à nomeação. Por fim relativamente ao Impetrante José Francisco Martins de Sousa verifico que o reconhecimento do seu direito não passa sequer pela convolação da expectativa de direito em direito subjetivo à nomeação, pois o mesmo foi aprovado para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Caxias dentro do número de vagas existentes para provimento imediato (fl. 169), razão pela qual também deve ser assegurada sua nomeação. Nesse sentido: 'A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que o candidato aprovado dentro do número de vagas previsto no edital do certame não tem mera expectativa de direito, mas verdadeiro direito subjetivo à nomeação para o cargo a que concorreu e foi classificado' (EDcl no RMS 31611/SP, Rel. Min. Humberto Martins)” (fls. 290- 291 – grifos no original). Desse modo, firmar entendimento diverso implicaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual 6.915/2007), circunstâncias que tornam inviável o recurso nos termos das Súmulas 279 e 280 do STF. Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão agravada, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Supremo Tribunal Federal RE 654170 AGR / MA mesmo cargo, nível de ensino e localidade (fl. 137). Ressalto que as contratações temporárias foram realizadas pouco mais de 2 meses após a realização do concurso de provimento efetivo. Assim, tenho que essa contratação em massa de professores temporários mascara, na verdade, uma contratação precária, à medida que realizada em desacordo com o art. 2º VII da Lei Estadual 6.915/2007, gerando para os Impetrantes o direito líquido e certo (LMS, art. 1º caput) de se verem preferencialmente nomeados, em obediência aos princípios da legalidade e do mérito (CF, art. 37 caput II). E se a contratação temporária assume foros de contratação precária, na linha dos precedentes do STJ alhures citados, tenho que o caso é de convolação da expectativa em direito subjetivo à nomeação. Por fim relativamente ao Impetrante José Francisco Martins de Sousa verifico que o reconhecimento do seu direito não passa sequer pela convolação da expectativa de direito em direito subjetivo à nomeação, pois o mesmo foi aprovado para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Caxias dentro do número de vagas existentes para provimento imediato (fl. 169), razão pela qual também deve ser assegurada sua nomeação. Nesse sentido: 'A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que o candidato aprovado dentro do número de vagas previsto no edital do certame não tem mera expectativa de direito, mas verdadeiro direito subjetivo à nomeação para o cargo a que concorreu e foi classificado' (EDcl no RMS 31611/SP, Rel. Min. Humberto Martins)” (fls. 290- 291 – grifos no original). Desse modo, firmar entendimento diverso implicaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual 6.915/2007), circunstâncias que tornam inviável o recurso nos termos das Súmulas 279 e 280 do STF. Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão agravada, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 654170 AGR / MA INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NÚMERO DE VAGAS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 675.406-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CARGOS VAGOS A SEREM PREENCHIDOS. CONTRATAÇÃO PRECÁRIA DE PESSOAL. CONTROVÉRSIA ACERCA DA CONFIGURAÇÃO DA SITUAÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DE EDITAL. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ENTENDIMENTO DO ACÓRDÃO RECORRIDO DE QUE HOUVE PRETERIÇÃO DE CANDIDATO. DIREITO À NOMEAÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir do acórdão recorrido quanto ao entendimento de que existem cargos vagos a serem preenchidos, bem como de que houve a contratação de servidores comissionados e temporários pela Administração, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e das cláusulas do edital do certame, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF, e seria imprescindível a análise de norma infraconstitucional local (Lei Estadual 15.745/2006), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. (...)” (AI 788.628-AgR/GO, de minha relatoria, Segunda Turma). Por fim, como asseverado na decisão agravada, este Tribunal possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, cito o RE 629.574- AgR/RJ, de minha relatoria, cuja ementa segue transcrita: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Supremo Tribunal Federal RE 654170 AGR / MA INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NÚMERO DE VAGAS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 675.406-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CARGOS VAGOS A SEREM PREENCHIDOS. CONTRATAÇÃO PRECÁRIA DE PESSOAL. CONTROVÉRSIA ACERCA DA CONFIGURAÇÃO DA SITUAÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DE EDITAL. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ENTENDIMENTO DO ACÓRDÃO RECORRIDO DE QUE HOUVE PRETERIÇÃO DE CANDIDATO. DIREITO À NOMEAÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir do acórdão recorrido quanto ao entendimento de que existem cargos vagos a serem preenchidos, bem como de que houve a contratação de servidores comissionados e temporários pela Administração, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e das cláusulas do edital do certame, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF, e seria imprescindível a análise de norma infraconstitucional local (Lei Estadual 15.745/2006), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. (...)” (AI 788.628-AgR/GO, de minha relatoria, Segunda Turma). Por fim, como asseverado na decisão agravada, este Tribunal possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, cito o RE 629.574- AgR/RJ, de minha relatoria, cuja ementa segue transcrita: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 654170 AGR / MA “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INSPETOR DE SEGURANÇA. CONTRATAÇÃO PRECÁRIA DE PESSOAL. PRETERIÇÃO CARACTERIZADA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DE EDITAL. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas do edital de concurso. Incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. II – O STF possui orientação no sentido de que a contratação em caráter precário, para o exercício das mesmas atribuições do cargo para o qual foi promovido concurso público, implica em preterição de candidato habilitado, quando ainda subsiste a plena vigência do referido concurso, o que viola o direito do concorrente aprovado à respectiva nomeação. Precedentes. III - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Supremo Tribunal Federal RE 654170 AGR / MA “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INSPETOR DE SEGURANÇA. CONTRATAÇÃO PRECÁRIA DE PESSOAL. PRETERIÇÃO CARACTERIZADA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DE EDITAL. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas do edital de concurso. Incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. II – O STF possui orientação no sentido de que a contratação em caráter precário, para o exercício das mesmas atribuições do cargo para o qual foi promovido concurso público, implica em preterição de candidato habilitado, quando ainda subsiste a plena vigência do referido concurso, o que viola o direito do concorrente aprovado à respectiva nomeação. Precedentes. III - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : SANDRO ALVARENGA PORTELA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ VALDIR BATISTA E SILVA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600488 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : SANDRO ALVARENGA PORTELA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ VALDIR BATISTA E SILVA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600488 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3636361
2013-03-19T00:00:00
2013-04-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE PROFESSORES. EXISTÊNCIA DE CANDIDADOS APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO DE PROVIMENTO EFETIVO. ILEGALIDADE. LEI ESTADUAL 6.915/2007. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DISCRICIONÁRIOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.
sjur227976
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, VAGAS) AI 675406 AgR(1ªT), AI 788628 AgR(2ªT). (CONCURSO PÚBLICO, CONTRATAÇÃO PRECÁRIA DE PESSOAL, PRETERIÇÃO) RE 629574 AgR(2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 07/05/2013, LLD.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
654170
[ "LEG-FED SUMSTF-000279\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n", "LEG-EST LEI-006915 ANO-2007\r\n LEI ORDINÁRIA, MA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 654170 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO ADV.(A/S) : JOSÉ VALDIR BATISTA E SILVA AGDO.(A/S) : SANDRO ALVARENGA PORTELA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :SANDRO ALVARENGA PORTELA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ VALDIR BATISTA E SILVA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE PROFESSORES. EXISTÊNCIA DE CANDIDADOS APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO DE PROVIMENTO EFETIVO. ILEGALIDADE. LEI ESTADUAL 6.915/2007. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DISCRICIONÁRIOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. III - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592964. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592964. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :SANDRO ALVARENGA PORTELA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ VALDIR BATISTA E SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que garantiu aos recorridos, aprovados em concurso público para o cargo de professor, o direito à nomeação, sob o entendimento de que a contratação de professores temporários ofendeu o disposto no art. 2..., VII, da Lei estadual 6.915/2007, tendo em vista a existência de candidatos aprovados em concurso público para o mesmo cargo. Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alegou-se, em suma, ofensa aos arts. 2... e 61, § 1..., II, a, da mesma Carta. Sustentou-se, ainda, que 'a contratação temporária, por si só, não conduz à presunção de que existe cargo vago e, no presente caso, restou demonstrado que não havia vaga disponível para efetuar a nomeação dos recorridos' (fl. 346). A pretensão recursal não merece acolhida. O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual 6.915/2007). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo, o que é vedado pela Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :SANDRO ALVARENGA PORTELA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ VALDIR BATISTA E SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que garantiu aos recorridos, aprovados em concurso público para o cargo de professor, o direito à nomeação, sob o entendimento de que a contratação de professores temporários ofendeu o disposto no art. 2..., VII, da Lei estadual 6.915/2007, tendo em vista a existência de candidatos aprovados em concurso público para o mesmo cargo. Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alegou-se, em suma, ofensa aos arts. 2... e 61, § 1..., II, a, da mesma Carta. Sustentou-se, ainda, que 'a contratação temporária, por si só, não conduz à presunção de que existe cargo vago e, no presente caso, restou demonstrado que não havia vaga disponível para efetuar a nomeação dos recorridos' (fl. 346). A pretensão recursal não merece acolhida. O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual 6.915/2007). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo, o que é vedado pela Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, menciono o ARE 645.368-AgR/MA, de minha relatoria. Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 648.980-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia, cuja ementa transcrevo a seguir: 'AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE PESSOAL. EXISTÊNCIA DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO PÚBLICO. ATO ILEGAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO'. No mesmo sentido, indico, ainda, o ARE 648.613-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia. Por fim, destaco que esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'CONSTITUCIONAL. SEPARAÇÃO DOS PODERES. POSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ATO DO PODER EXECUTIVO PELO PODER JUDICIÁRIO. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279, 280 E 454. AGRAVO IMPROVIDO. I - Cabe ao Poder Judiciário a análise da legalidade e constitucionalidade dos atos dos três Poderes constitucionais, e, em vislumbrando mácula no ato impugnado, afastar a sua aplicação. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, menciono o ARE 645.368-AgR/MA, de minha relatoria. Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 648.980-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia, cuja ementa transcrevo a seguir: 'AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE PESSOAL. EXISTÊNCIA DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO PÚBLICO. ATO ILEGAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO'. No mesmo sentido, indico, ainda, o ARE 648.613-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia. Por fim, destaco que esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'CONSTITUCIONAL. SEPARAÇÃO DOS PODERES. POSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ATO DO PODER EXECUTIVO PELO PODER JUDICIÁRIO. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279, 280 E 454. AGRAVO IMPROVIDO. I - Cabe ao Poder Judiciário a análise da legalidade e constitucionalidade dos atos dos três Poderes constitucionais, e, em vislumbrando mácula no ato impugnado, afastar a sua aplicação. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - O exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas editalícias atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido' (AI 640.272-AgR/DF, de minha relatoria, Primeira Turma). 'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO Código de Processo Civil. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2... DA Constituição Federal de 1988. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 4. Agravo regimental improvido' (AI 777.502-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 414-416). O agravante defende a não incidência da Súmula 279 desta Corte, “eis que a matéria é de apreciação somente do direito invocado, não se impondo o revolvimento de fatos e provas existentes nos autos, cingindo-se o debate processual apenas à aplicação do Direito” (fl. 423). Insiste, ainda, na alegação de ofensa ao princípio da separação dos poderes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - O exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas editalícias atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido' (AI 640.272-AgR/DF, de minha relatoria, Primeira Turma). 'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO Código de Processo Civil. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2... DA Constituição Federal de 1988. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 4. Agravo regimental improvido' (AI 777.502-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 414-416). O agravante defende a não incidência da Súmula 279 desta Corte, “eis que a matéria é de apreciação somente do direito invocado, não se impondo o revolvimento de fatos e provas existentes nos autos, cingindo-se o debate processual apenas à aplicação do Direito” (fl. 423). Insiste, ainda, na alegação de ofensa ao princípio da separação dos poderes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA Aduz, também, a ocorrência de ofensa direta ao texto constitucional, o que afasta a aplicabilidade da Súmula 280 deste Tribunal. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA Aduz, também, a ocorrência de ofensa direta ao texto constitucional, o que afasta a aplicabilidade da Súmula 280 deste Tribunal. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à ilegalidade na contratação temporária de professores e o direito à nomeação dos candidatos excedentes aprovados em concurso público de provimento efetivo com base nos seguintes fundamentos: “(...). É que a Lei Estadual 6.915/97, que regula a contratação temporária de professores no âmbito do Estado do Maranhão (logo, norma especial de contratação temporária de professores), preconiza no art. 2... VII que a contratação temporária de professores do Ensino Fundamental, Especial e Médio 'somente é possível desde que não existam candidatos aprovados em concurso público e devidamente habilitados'. Portanto, o ato ilegal das Autoridades Impetradas consiste em proceder à contratação temporária de professores sem antes assegurar a nomeação daqueles aprovados no concurso de provimento efetivo, como sucedeu na espécie. Com efeito, os Impetrantes Sandro Alvarenga Portela e Andréia Soares de Sousa foram aprovados, respectivamente, em 6... e 7... lugares para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Coroatá (fl. 170). Preenchidas as 5 vagas existentes para provimento imediato, ficaram como 1... e 2... excedentes, deixando, entretanto, de serem nomeados diante da contratação de 3 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. O Impetrante Francisco de Paulo Vieira Lima foi aprovado em 14... Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à ilegalidade na contratação temporária de professores e o direito à nomeação dos candidatos excedentes aprovados em concurso público de provimento efetivo com base nos seguintes fundamentos: “(...). É que a Lei Estadual 6.915/97, que regula a contratação temporária de professores no âmbito do Estado do Maranhão (logo, norma especial de contratação temporária de professores), preconiza no art. 2... VII que a contratação temporária de professores do Ensino Fundamental, Especial e Médio 'somente é possível desde que não existam candidatos aprovados em concurso público e devidamente habilitados'. Portanto, o ato ilegal das Autoridades Impetradas consiste em proceder à contratação temporária de professores sem antes assegurar a nomeação daqueles aprovados no concurso de provimento efetivo, como sucedeu na espécie. Com efeito, os Impetrantes Sandro Alvarenga Portela e Andréia Soares de Sousa foram aprovados, respectivamente, em 6... e 7... lugares para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Coroatá (fl. 170). Preenchidas as 5 vagas existentes para provimento imediato, ficaram como 1... e 2... excedentes, deixando, entretanto, de serem nomeados diante da contratação de 3 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. O Impetrante Francisco de Paulo Vieira Lima foi aprovado em 14... Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA lugar para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Caxias (fl. 169). Preenchidas as 10 vagas existentes para provimento imediato, ficou como 4... excedente, deixando, entretanto, de ser nomeado diante da contratação de 9 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. A Impetrante Cecília Marla de Oliveira Moita foi aprovada em 14... lugar para o cargo de professor de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental, com lotação em Caxias (fl. 172). Preenchida a única vaga existente para provimento imediato, ficou como 13... excedente, deixando, entretanto, de ser nomeada diante da contratação de 15 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. Os Impetrantes José Gentil Moita Neto e Alan Jefferson Lima Aragão foram aprovados em 8... e 10... lugares para o cargo de professor de Matemática do Ensino Fundamental, com lotação em Caxias (fl. 173). Preenchida a única vaga existente para provimento imediato, ficaram, respectivamente como 7... e 9... excedentes, deixando, entretanto, de serem nomeados diante da contratação de 11 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. O Impetrante Marcelo Diniz dos Santos foi aprovado em 4... lugar para o cargo de professor de Ciências do Ensino Fundamental, com lotação em Caxias (fl. 160). Preenchida a única vaga existente para provimento imediato, ficou como 3... excedente, deixando, entretanto, de ser nomeado diante da contratação de 8 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. As Impetrantes Macilene Faria da Costa Sousa e Iara Cardoso de Sá foram aprovadas, respectivamente, em 4... e 3... lugares para o cargo de professor de Língua Portuguesa do Ensino Médio, com lotação em Peritoró e Gonçalves Dias (fl. 172). Preenchidas as 3 e 1 vagas existentes para provimento imediato, ficaram como 1... e 2... excedentes, deixando, entretanto, de serem nomeadas diante da contratação de 1 e 3 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. O Impetrante Marcos André Pontes Vale foi aprovado em 4... lugar para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Timon (fl. 171). Preenchidas as 3 vagas existentes para provimento imediato, ficou como 1... excedente, deixando, entretanto de ser nomeado diante da contratação de 1 professor temporário, para o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA lugar para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Caxias (fl. 169). Preenchidas as 10 vagas existentes para provimento imediato, ficou como 4... excedente, deixando, entretanto, de ser nomeado diante da contratação de 9 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. A Impetrante Cecília Marla de Oliveira Moita foi aprovada em 14... lugar para o cargo de professor de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental, com lotação em Caxias (fl. 172). Preenchida a única vaga existente para provimento imediato, ficou como 13... excedente, deixando, entretanto, de ser nomeada diante da contratação de 15 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. Os Impetrantes José Gentil Moita Neto e Alan Jefferson Lima Aragão foram aprovados em 8... e 10... lugares para o cargo de professor de Matemática do Ensino Fundamental, com lotação em Caxias (fl. 173). Preenchida a única vaga existente para provimento imediato, ficaram, respectivamente como 7... e 9... excedentes, deixando, entretanto, de serem nomeados diante da contratação de 11 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. O Impetrante Marcelo Diniz dos Santos foi aprovado em 4... lugar para o cargo de professor de Ciências do Ensino Fundamental, com lotação em Caxias (fl. 160). Preenchida a única vaga existente para provimento imediato, ficou como 3... excedente, deixando, entretanto, de ser nomeado diante da contratação de 8 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. As Impetrantes Macilene Faria da Costa Sousa e Iara Cardoso de Sá foram aprovadas, respectivamente, em 4... e 3... lugares para o cargo de professor de Língua Portuguesa do Ensino Médio, com lotação em Peritoró e Gonçalves Dias (fl. 172). Preenchidas as 3 e 1 vagas existentes para provimento imediato, ficaram como 1... e 2... excedentes, deixando, entretanto, de serem nomeadas diante da contratação de 1 e 3 professores temporários, para o mesmo cargo, nível de ensino e localidade. O Impetrante Marcos André Pontes Vale foi aprovado em 4... lugar para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Timon (fl. 171). Preenchidas as 3 vagas existentes para provimento imediato, ficou como 1... excedente, deixando, entretanto de ser nomeado diante da contratação de 1 professor temporário, para o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA mesmo cargo, nível de ensino e localidade (fl. 137). Ressalto que as contratações temporárias foram realizadas pouco mais de 2 meses após a realização do concurso de provimento efetivo. Assim, tenho que essa contratação em massa de professores temporários mascara, na verdade, uma contratação precária, à medida que realizada em desacordo com o art. 2... VII da Lei Estadual 6.915/2007, gerando para os Impetrantes o direito líquido e certo (LMS, art. 1... caput) de se verem preferencialmente nomeados, em obediência aos princípios da legalidade e do mérito (Constituição Federal de 1988, art. 37 caput II). E se a contratação temporária assume foros de contratação precária, na linha dos precedentes do Superior Tribunal de Justiça alhures citados, tenho que o caso é de convolação da expectativa em direito subjetivo à nomeação. Por fim relativamente ao Impetrante José Francisco Martins de Sousa verifico que o reconhecimento do seu direito não passa sequer pela convolação da expectativa de direito em direito subjetivo à nomeação, pois o mesmo foi aprovado para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Caxias dentro do número de vagas existentes para provimento imediato (fl. 169), razão pela qual também deve ser assegurada sua nomeação. Nesse sentido: 'A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que o candidato aprovado dentro do número de vagas previsto no edital do certame não tem mera expectativa de direito, mas verdadeiro direito subjetivo à nomeação para o cargo a que concorreu e foi classificado' (EDcl no RMS 31611/SP, Rel. Min. Humberto Martins)” (fls. 290- 291 – grifos no original). Desse modo, firmar entendimento diverso implicaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual 6.915/2007), circunstâncias que tornam inviável o recurso nos termos das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão agravada, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA mesmo cargo, nível de ensino e localidade (fl. 137). Ressalto que as contratações temporárias foram realizadas pouco mais de 2 meses após a realização do concurso de provimento efetivo. Assim, tenho que essa contratação em massa de professores temporários mascara, na verdade, uma contratação precária, à medida que realizada em desacordo com o art. 2... VII da Lei Estadual 6.915/2007, gerando para os Impetrantes o direito líquido e certo (LMS, art. 1... caput) de se verem preferencialmente nomeados, em obediência aos princípios da legalidade e do mérito (Constituição Federal de 1988, art. 37 caput II). E se a contratação temporária assume foros de contratação precária, na linha dos precedentes do Superior Tribunal de Justiça alhures citados, tenho que o caso é de convolação da expectativa em direito subjetivo à nomeação. Por fim relativamente ao Impetrante José Francisco Martins de Sousa verifico que o reconhecimento do seu direito não passa sequer pela convolação da expectativa de direito em direito subjetivo à nomeação, pois o mesmo foi aprovado para o cargo de professor de Física do Ensino Médio, com lotação em Caxias dentro do número de vagas existentes para provimento imediato (fl. 169), razão pela qual também deve ser assegurada sua nomeação. Nesse sentido: 'A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que o candidato aprovado dentro do número de vagas previsto no edital do certame não tem mera expectativa de direito, mas verdadeiro direito subjetivo à nomeação para o cargo a que concorreu e foi classificado' (EDcl no RMS 31611/SP, Rel. Min. Humberto Martins)” (fls. 290- 291 – grifos no original). Desse modo, firmar entendimento diverso implicaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual 6.915/2007), circunstâncias que tornam inviável o recurso nos termos das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão agravada, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NÚMERO DE VAGAS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 675.406-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CARGOS VAGOS A SEREM PREENCHIDOS. CONTRATAÇÃO PRECÁRIA DE PESSOAL. CONTROVÉRSIA ACERCA DA CONFIGURAÇÃO DA SITUAÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DE EDITAL. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. ENTENDIMENTO DO ACÓRDÃO RECORRIDO DE QUE HOUVE PRETERIÇÃO DE CANDIDATO. DIREITO À NOMEAÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir do acórdão recorrido quanto ao entendimento de que existem cargos vagos a serem preenchidos, bem como de que houve a contratação de servidores comissionados e temporários pela Administração, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e das cláusulas do edital do certame, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, e seria imprescindível a análise de norma infraconstitucional local (Lei Estadual 15.745/2006), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. (...)” (AI 788.628-AgR/GO, de minha relatoria, Segunda Turma). Por fim, como asseverado na decisão agravada, este Tribunal possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, cito o Recurso Extraordinário 629.574- AgR/RJ, de minha relatoria, cuja ementa segue transcrita: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NÚMERO DE VAGAS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 675.406-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CARGOS VAGOS A SEREM PREENCHIDOS. CONTRATAÇÃO PRECÁRIA DE PESSOAL. CONTROVÉRSIA ACERCA DA CONFIGURAÇÃO DA SITUAÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DE EDITAL. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. ENTENDIMENTO DO ACÓRDÃO RECORRIDO DE QUE HOUVE PRETERIÇÃO DE CANDIDATO. DIREITO À NOMEAÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir do acórdão recorrido quanto ao entendimento de que existem cargos vagos a serem preenchidos, bem como de que houve a contratação de servidores comissionados e temporários pela Administração, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e das cláusulas do edital do certame, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, e seria imprescindível a análise de norma infraconstitucional local (Lei Estadual 15.745/2006), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. (...)” (AI 788.628-AgR/GO, de minha relatoria, Segunda Turma). Por fim, como asseverado na decisão agravada, este Tribunal possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, cito o Recurso Extraordinário 629.574- AgR/RJ, de minha relatoria, cuja ementa segue transcrita: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INSPETOR DE SEGURANÇA. CONTRATAÇÃO PRECÁRIA DE PESSOAL. PRETERIÇÃO CARACTERIZADA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DE EDITAL. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas do edital de concurso. Incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. II – O Supremo Tribunal Federal possui orientação no sentido de que a contratação em caráter precário, para o exercício das mesmas atribuições do cargo para o qual foi promovido concurso público, implica em preterição de candidato habilitado, quando ainda subsiste a plena vigência do referido concurso, o que viola o direito do concorrente aprovado à respectiva nomeação. Precedentes. III - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INSPETOR DE SEGURANÇA. CONTRATAÇÃO PRECÁRIA DE PESSOAL. PRETERIÇÃO CARACTERIZADA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DE EDITAL. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas do edital de concurso. Incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. II – O Supremo Tribunal Federal possui orientação no sentido de que a contratação em caráter precário, para o exercício das mesmas atribuições do cargo para o qual foi promovido concurso público, implica em preterição de candidato habilitado, quando ainda subsiste a plena vigência do referido concurso, o que viola o direito do concorrente aprovado à respectiva nomeação. Precedentes. III - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : SANDRO ALVARENGA PORTELA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ VALDIR BATISTA E SILVA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600488 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654.170 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : SANDRO ALVARENGA PORTELA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ VALDIR BATISTA E SILVA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600488 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654 . 170 MARANHÃO", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654 . 170", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654 . 170 MARANHÃO", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "ARE 645 . 368 - AgR / MA", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 648 . 980 - AgR / MA", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 648 . 613 - AgR / MA", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "ARE 645 . 368 - AgR / MA", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 648 . 980 - AgR / MA", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 648 . 613 - AgR / MA", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "Súmulas 279", "AI 640 . 272 - AgR / DF", "AI 777 . 502 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI 640 . 272 - AgR / DF", "AI 777 . 502 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "EDcl no RMS 31611 / SP", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "EDcl no RMS 31611 / SP", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 675 . 406 - AgR / MG", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AI 788 . 628 - AgR / GO", "Recurso Extraordinário 629 . 574 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "SÚMULA 279 DO", "AI 675 . 406 - AgR / MG", "SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AI 788 . 628 - AgR / GO", "Recurso Extraordinário 629 . 574 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 654170 AGR / MA", "SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654 . 170", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 654 . 170" ], "LEGISLACAO": [ "LEI ESTADUAL 6 . 915 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , VII , da Lei estadual 6 . 915 / 2007", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Lei estadual 6 . 915 / 2007", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , VII , da Lei estadual 6 . 915 / 2007", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Lei estadual 6 . 915 / 2007", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 DO Código de Processo Civil", "ART . 2 . . . 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LEWANDOWSKI", "Sandro Alvarenga Portela", "Andréia Soares de Sousa", "Francisco de Paulo Vieira Lima", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cecília Marla de Oliveira Moita", "José Gentil Moita Neto", "Alan Jefferson Lima Aragão", "Marcelo Diniz dos Santos", "Macilene Faria da Costa Sousa", "Iara Cardoso de Sá", "Marcos André Pontes Vale", "Cecília Marla de Oliveira Moita", "José Gentil Moita Neto", "Alan Jefferson Lima Aragão", "Marcelo Diniz dos Santos", "Macilene Faria da Costa Sousa", "Iara Cardoso de Sá", "Marcos André Pontes Vale", "RICARDO LEWANDOWSKI", "José Francisco Martins de Sousa", "Humberto Martins", "José Francisco Martins de Sousa", "Humberto Martins", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "SANDRO ALVARENGA PORTELA", "JOSÉ VALDIR BATISTA E SILVA", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "RICARDO 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Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 SERGIPE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARDONIO OLIVEIRA UCHOA ADV.(A/S) :ROBERTO DE AQUINO NEVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. INTEGRAÇÃO NOS QUADROS DA POLÍCIA MILITAR. AUSÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO E APROVAÇÃO NO CURSO DE FORMAÇÃO DE SOLDADOS DA PM. VIOLAÇÃO DE MODO INDIRETO À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME EM VIA EXTRAORDINÁRIA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. INVIABILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859791. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 SERGIPE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARDONIO OLIVEIRA UCHOA ADV.(A/S) :ROBERTO DE AQUINO NEVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que “a ofensa à Carta Magna, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária” (fl. 188). Sustenta a parte agravante que “não se trata de mera infração reflexa à Constituição Federal, como quer o relator, porém, a mais atroz ofensa literal ao texto da Constituição Federal” (fl. 200). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859792. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 SERGIPE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARDONIO OLIVEIRA UCHOA ADV.(A/S) :ROBERTO DE AQUINO NEVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que “a ofensa à Carta Magna, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária” (fl. 188). Sustenta a parte agravante que “não se trata de mera infração reflexa à Constituição Federal, como quer o relator, porém, a mais atroz ofensa literal ao texto da Constituição Federal” (fl. 200). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 4. Tenho que o apelo extremo é manifestamente inadmissível. Isso porque a ofensa à Carta Magna, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 5. Com efeito, o próprio recorrente revela a natureza infraconstitucional da lide, ao assentar ( sic , fls. 154): No que se refere a afirmação do acórdão recorrido de que o Curso de Formação seria uma das etapas do concurso, não é demais observar o que dispõe no próprio Edital (...). O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Ademais, o recorrente afirma no recurso extraordinário que: No que se refere a afirmação do acórdão recorrido de que o curso de Formação seria uma das etapas do concurso, não é demais observar o que dispõe no próprio Edital. Afirma o mesmo “Edital”, na parte final do seu primeiro parágrafo, em simples, claro e bom português: que o Concurso é para integrar os exames seletivos ao curso de formação de Soldados PM. Tal afirmação já demonstra claramente que o Curso de Formação não integra o Concurso, mas é o próprio objeto e finalidade do concurso, pretendendo encerrar-se e justificar-se em si mesmo. O Concurso é um mero meio para o ingresso no Curso de Formação de Soldado PM, que pelas normas do Edital Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859793. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 4. Tenho que o apelo extremo é manifestamente inadmissível. Isso porque a ofensa à Carta Magna, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 5. Com efeito, o próprio recorrente revela a natureza infraconstitucional da lide, ao assentar ( sic , fls. 154): No que se refere a afirmação do acórdão recorrido de que o Curso de Formação seria uma das etapas do concurso, não é demais observar o que dispõe no próprio Edital (...). O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Ademais, o recorrente afirma no recurso extraordinário que: No que se refere a afirmação do acórdão recorrido de que o curso de Formação seria uma das etapas do concurso, não é demais observar o que dispõe no próprio Edital. Afirma o mesmo “Edital”, na parte final do seu primeiro parágrafo, em simples, claro e bom português: que o Concurso é para integrar os exames seletivos ao curso de formação de Soldados PM. Tal afirmação já demonstra claramente que o Curso de Formação não integra o Concurso, mas é o próprio objeto e finalidade do concurso, pretendendo encerrar-se e justificar-se em si mesmo. O Concurso é um mero meio para o ingresso no Curso de Formação de Soldado PM, que pelas normas do Edital Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 358158 AGR / SE é o fim em si do Concurso e por incrível que pareça almeja bastar-se em si mesmo. (fl. 154) Todavia, o acórdão recorrido assevera que “o Curso de Formação é uma das etapas do Concurso Público, da qual o autor-apelante não participou, pelo que impossível se torna o seu ingresso nos quadros da Polícia Militar deste Estado” (fl. 148). Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas do edital do concurso, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelecem as Súmula 279 e 454 do STF. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859793. Supremo Tribunal Federal RE 358158 AGR / SE é o fim em si do Concurso e por incrível que pareça almeja bastar-se em si mesmo. (fl. 154) Todavia, o acórdão recorrido assevera que “o Curso de Formação é uma das etapas do Concurso Público, da qual o autor-apelante não participou, pelo que impossível se torna o seu ingresso nos quadros da Polícia Militar deste Estado” (fl. 148). Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas do edital do concurso, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelecem as Súmula 279 e 454 do STF. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARDONIO OLIVEIRA UCHOA ADV.(A/S) : ROBERTO DE AQUINO NEVES AGDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902462 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARDONIO OLIVEIRA UCHOA ADV.(A/S) : ROBERTO DE AQUINO NEVES AGDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902462 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3913779
2013-05-21T00:00:00
2013-06-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. INTEGRAÇÃO NOS QUADROS DA POLÍCIA MILITAR. AUSÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO E APROVAÇÃO NO CURSO DE FORMAÇÃO DE SOLDADOS DA PM. VIOLAÇÃO DE MODO INDIRETO À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME EM VIA EXTRAORDINÁRIA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. INVIABILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur232128
Número de páginas: 5. Análise: 15/06/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
358158
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 358158 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARDONIO OLIVEIRA UCHOA ADV.(A/S) : ROBERTO DE AQUINO NEVES AGDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 SERGIPE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARDONIO OLIVEIRA UCHOA ADV.(A/S) :ROBERTO DE AQUINO NEVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. INTEGRAÇÃO NOS QUADROS DA POLÍCIA MILITAR. AUSÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO E APROVAÇÃO NO CURSO DE FORMAÇÃO DE SOLDADOS DA PM. VIOLAÇÃO DE MODO INDIRETO À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME EM VIA EXTRAORDINÁRIA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. INVIABILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859791. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 SERGIPE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARDONIO OLIVEIRA UCHOA ADV.(A/S) :ROBERTO DE AQUINO NEVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que “a ofensa à Carta Magna, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária” (fl. 188). Sustenta a parte agravante que “não se trata de mera infração reflexa à Constituição Federal, como quer o relator, porém, a mais atroz ofensa literal ao texto da Constituição Federal” (fl. 200). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859792. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 SERGIPE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARDONIO OLIVEIRA UCHOA ADV.(A/S) :ROBERTO DE AQUINO NEVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que “a ofensa à Carta Magna, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária” (fl. 188). Sustenta a parte agravante que “não se trata de mera infração reflexa à Constituição Federal, como quer o relator, porém, a mais atroz ofensa literal ao texto da Constituição Federal” (fl. 200). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 4. Tenho que o apelo extremo é manifestamente inadmissível. Isso porque a ofensa à Carta Magna, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 5. Com efeito, o próprio recorrente revela a natureza infraconstitucional da lide, ao assentar ( sic , fls. 154): No que se refere a afirmação do acórdão recorrido de que o Curso de Formação seria uma das etapas do concurso, não é demais observar o que dispõe no próprio Edital (...). O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Ademais, o recorrente afirma no recurso extraordinário que: No que se refere a afirmação do acórdão recorrido de que o curso de Formação seria uma das etapas do concurso, não é demais observar o que dispõe no próprio Edital. Afirma o mesmo “Edital”, na parte final do seu primeiro parágrafo, em simples, claro e bom português: que o Concurso é para integrar os exames seletivos ao curso de formação de Soldados PM. Tal afirmação já demonstra claramente que o Curso de Formação não integra o Concurso, mas é o próprio objeto e finalidade do concurso, pretendendo encerrar-se e justificar-se em si mesmo. O Concurso é um mero meio para o ingresso no Curso de Formação de Soldado PM, que pelas normas do Edital Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859793. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 4. Tenho que o apelo extremo é manifestamente inadmissível. Isso porque a ofensa à Carta Magna, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 5. Com efeito, o próprio recorrente revela a natureza infraconstitucional da lide, ao assentar ( sic , fls. 154): No que se refere a afirmação do acórdão recorrido de que o Curso de Formação seria uma das etapas do concurso, não é demais observar o que dispõe no próprio Edital (...). O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Ademais, o recorrente afirma no recurso extraordinário que: No que se refere a afirmação do acórdão recorrido de que o curso de Formação seria uma das etapas do concurso, não é demais observar o que dispõe no próprio Edital. Afirma o mesmo “Edital”, na parte final do seu primeiro parágrafo, em simples, claro e bom português: que o Concurso é para integrar os exames seletivos ao curso de formação de Soldados PM. Tal afirmação já demonstra claramente que o Curso de Formação não integra o Concurso, mas é o próprio objeto e finalidade do concurso, pretendendo encerrar-se e justificar-se em si mesmo. O Concurso é um mero meio para o ingresso no Curso de Formação de Soldado PM, que pelas normas do Edital Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 358158 AGR / SE é o fim em si do Concurso e por incrível que pareça almeja bastar-se em si mesmo. (fl. 154) Todavia, o acórdão recorrido assevera que “o Curso de Formação é uma das etapas do Concurso Público, da qual o autor-apelante não participou, pelo que impossível se torna o seu ingresso nos quadros da Polícia Militar deste Estado” (fl. 148). Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas do edital do concurso, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelecem as Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859793. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 358158 AGR / SE é o fim em si do Concurso e por incrível que pareça almeja bastar-se em si mesmo. (fl. 154) Todavia, o acórdão recorrido assevera que “o Curso de Formação é uma das etapas do Concurso Público, da qual o autor-apelante não participou, pelo que impossível se torna o seu ingresso nos quadros da Polícia Militar deste Estado” (fl. 148). Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas do edital do concurso, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelecem as Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARDONIO OLIVEIRA UCHOA ADV.(A/S) : ROBERTO DE AQUINO NEVES AGDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902462 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358.158 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARDONIO OLIVEIRA UCHOA ADV.(A/S) : ROBERTO DE AQUINO NEVES AGDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902462 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358 . 158 SERGIPE", "SÚMULAS 279", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358 . 158", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 358 .", "Recurso Extraordinário 358158 AGR / SE", "Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 358158 AGR / SE", "Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "Brasília", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "PM", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Polícia Militar", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Polícia", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SERGIPE", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SERGIPE", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "MARDONIO OLIVEIRA UCHOA", "ROBERTO DE AQUINO NEVES", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "MARDONIO OLIVEIRA UCHOA", "ROBERTO DE AQUINO NEVES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARDONIO OLIVEIRA UCHOA", "ROBERTO DE AQUINO NEVES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARDONIO OLIVEIRA UCHOA", "ROBERTO DE AQUINO NEVES", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco .", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "MARDONIO OLIVEIRA UCHOA", "ROBERTO DE AQUINO NEVES", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "21", "/", "05", "/", "2013", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "21", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - ROSANE BLANCO OZÓRIO BOMFIGLIO AGDO.(A/S) :ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A - ATUAL DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES SCHINDLER DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES ADV.(A/S) :PEDRO LUCIANO MARREY JR. E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. MEDIDA CAUTELAR. ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFERIMENTO. NATUREZA DA MEDIDA: INCIDENTE RECURSAL. AGRAVO IMPROVIDO, COM ARQUIVAMENTO DO INCIDENTE. 1. Presentes os requisitos próprios, confirma-se o deferimento de efeito suspensivo ao recurso extraordinário que trata de matéria submetida, em outro recurso, ao regime da repercussão geral. 2. Segundo a jurisprudência do STF, a chamada “medida cautelar” (art. 21, IV, do RISTF) destinada a atribuir efeito suspensivo a recurso extraordinário não tem natureza de ação cautelar autônoma, mas de simples incidente recursal, não lhe sendo aplicável o procedimento cautelar previsto no artigo 796 e seguintes do Código de Processo Civil (Pet 1440 AgR/PE, 1ª Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 07/04/1998, DJ 29/05/1998; Pet 2466 QO/PR, 2ª Turma, rel. Min. Celso de Mello, j. 23/10/2001, DJ 26/04/2002; Pet 2597 QO/PR, 1ª Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 26/02/2002, DJ 22/03/2002; Pet 2246 QO/SP, 1ª Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 13/03/2001, DJ 04/05/2001). Assim, no que se refere aos aspectos procedimentais, a decisão que defere ou indefere a medida está sujeita a controle por agravo regimental; não interposto ou julgado esse recurso, esgota-se o juízo a respeito do incidente, o que impõe o seu correspondente arquivamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513388. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão AC 1796 MC-AGR / RJ 3. Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513388. Supremo Tribunal Federal AC 1796 MC-AGR / RJ 3. Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - ROSANE BLANCO OZÓRIO BOMFIGLIO AGDO.(A/S) :ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A - ATUAL DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES SCHINDLER DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES ADV.(A/S) :PEDRO LUCIANO MARREY JR. E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (fls. 151/157) interposto contra decisão monocrática que atribui efeito suspensivo ao RE 523.019/SP, com os seguintes fundamentos: “(...) 4. Muito bem. De acordo com a empresa contribuinte, a plausibilidade jurídica comprova-se pela circunstância de que vários Ministros desta colenda Corte vêm concedendo liminares da mesma natureza, até que a matéria seja definitivamente examinada nos recursos que se encontram com pedidos de vista (REs 244.293 e 344.994). No tocante ao perigo da demora, diz a peticionária que o Fisco está na iminência de autuá-la, em decorrência do suposto débito discutido em juízo. 5. De fato, há precedentes que respaldam os argumentos da autora. Entre os mais antigos, cito as Petições 2.725 e 2.918 (Relator Ministro Sepúlveda Pertence), bem como a Ação Cautelar 222 (Relator Ministro Cezar Peluso) e a Ação Cautelar 537 (Relator Ministro Joaquim Barbosa). Mais recentemente, foram julgados, no mesmo sentido, os Agravos Regimentais nas Ações Cautelares 487 e 1.107, bem como as Questões de Ordem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513389. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - ROSANE BLANCO OZÓRIO BOMFIGLIO AGDO.(A/S) :ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A - ATUAL DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES SCHINDLER DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES ADV.(A/S) :PEDRO LUCIANO MARREY JR. E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (fls. 151/157) interposto contra decisão monocrática que atribui efeito suspensivo ao RE 523.019/SP, com os seguintes fundamentos: “(...) 4. Muito bem. De acordo com a empresa contribuinte, a plausibilidade jurídica comprova-se pela circunstância de que vários Ministros desta colenda Corte vêm concedendo liminares da mesma natureza, até que a matéria seja definitivamente examinada nos recursos que se encontram com pedidos de vista (REs 244.293 e 344.994). No tocante ao perigo da demora, diz a peticionária que o Fisco está na iminência de autuá-la, em decorrência do suposto débito discutido em juízo. 5. De fato, há precedentes que respaldam os argumentos da autora. Entre os mais antigos, cito as Petições 2.725 e 2.918 (Relator Ministro Sepúlveda Pertence), bem como a Ação Cautelar 222 (Relator Ministro Cezar Peluso) e a Ação Cautelar 537 (Relator Ministro Joaquim Barbosa). Mais recentemente, foram julgados, no mesmo sentido, os Agravos Regimentais nas Ações Cautelares 487 e 1.107, bem como as Questões de Ordem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513389. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório AC 1796 MC-AGR / RJ nas Ações Cautelares 537, 656, 1.080, 1.309 e 1.369. Esta última da minha relatoria, com a seguinte ementa: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO. BASE NEGATIVA. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. LEI Nº 8.981/95. ARTIGOS 42 e 58. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EFEITO SUSPENSIVO. Na esteira de precedentes desta Suprema Corte, é de ser confirmada decisão monocrática que atribui eficácia suspensiva a recurso extraordinário, em face da plausibilidade jurídica da tese sustentada pela recorrente (irretroatividade da lei tributária). Por outro lado, a matéria de fundo está sob o crivo do Plenário, com voto parcialmente favorável ao contribuinte (RE 344.994). Decisão referendada pela Turma. Ante o exposto, defiro a liminar, ad referendum da Turma (inciso V do art. 21 do RI/STF), para o fim de atribuir efeito suspensivo ao mencionado recurso extraordinário”. Sustenta o agravante, em suma, que a matéria é controversa, por ser objeto de discussão no RE 344.994 e no RE 244.293, e que não foram comprovados os requisitos necessários para a concessão da medida de urgência. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513389. Supremo Tribunal Federal AC 1796 MC-AGR / RJ nas Ações Cautelares 537, 656, 1.080, 1.309 e 1.369. Esta última da minha relatoria, com a seguinte ementa: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO. BASE NEGATIVA. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. LEI Nº 8.981/95. ARTIGOS 42 e 58. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EFEITO SUSPENSIVO. Na esteira de precedentes desta Suprema Corte, é de ser confirmada decisão monocrática que atribui eficácia suspensiva a recurso extraordinário, em face da plausibilidade jurídica da tese sustentada pela recorrente (irretroatividade da lei tributária). Por outro lado, a matéria de fundo está sob o crivo do Plenário, com voto parcialmente favorável ao contribuinte (RE 344.994). Decisão referendada pela Turma. Ante o exposto, defiro a liminar, ad referendum da Turma (inciso V do art. 21 do RI/STF), para o fim de atribuir efeito suspensivo ao mencionado recurso extraordinário”. Sustenta o agravante, em suma, que a matéria é controversa, por ser objeto de discussão no RE 344.994 e no RE 244.293, e que não foram comprovados os requisitos necessários para a concessão da medida de urgência. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513389. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Esclarece-se que a questão de mérito relacionada ao pedido cautelar está em discussão no RE 591.340, cuja repercussão geral foi reconhecida em 18/11/2008, mas não teve iniciado o julgamento no mérito. Quanto aos recursos mencionados pela agravante, o RE 344.994 foi decidido pelo Plenário em 25/03/2009, com trânsito em julgado em 01/10/2009, e tratava das limitações temporais da Lei 8.981/95 e a vedação ao abatimento de prejuízos fiscais acumulados em exercícios anteriores); enquanto o RE 244.293 foi sobrestado até o julgamento do RE 591.340. Estando a matéria objeto de discussão no recurso principal interposto pela autora (RE 523.019) pendente de análise no RE 591.340, justifica-se, excepcionalmente, a concessão da medida cautelar, para o efeito de suspender os efeitos daquela decisão até o pronunciamento do Plenário do STF. É de ser mantida, por isso, a decisão agravada. 2. Por outro lado, a chamada “medida cautelar” (art. 21, IV, do RISTF) destinada a obter efeito suspensivo (ou, se for o caso, a antecipar efeitos da tutela recursal) em recurso extraordinário, não tem natureza de ação cautelar autônoma, constituindo, na verdade, um simples incidente processual no âmbito do juízo de admissibilidade do próprio recurso. A propósito, decidiu o STF que “(...) não se aplica, no âmbito desta Corte, em se tratando de medida cautelar relacionada com recurso extraordinário, o procedimento cautelar previsto no artigo 796 e seguintes do Código de Processo Civil, uma vez que, a propósito, há norma especial Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513269. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Esclarece-se que a questão de mérito relacionada ao pedido cautelar está em discussão no RE 591.340, cuja repercussão geral foi reconhecida em 18/11/2008, mas não teve iniciado o julgamento no mérito. Quanto aos recursos mencionados pela agravante, o RE 344.994 foi decidido pelo Plenário em 25/03/2009, com trânsito em julgado em 01/10/2009, e tratava das limitações temporais da Lei 8.981/95 e a vedação ao abatimento de prejuízos fiscais acumulados em exercícios anteriores); enquanto o RE 244.293 foi sobrestado até o julgamento do RE 591.340. Estando a matéria objeto de discussão no recurso principal interposto pela autora (RE 523.019) pendente de análise no RE 591.340, justifica-se, excepcionalmente, a concessão da medida cautelar, para o efeito de suspender os efeitos daquela decisão até o pronunciamento do Plenário do STF. É de ser mantida, por isso, a decisão agravada. 2. Por outro lado, a chamada “medida cautelar” (art. 21, IV, do RISTF) destinada a obter efeito suspensivo (ou, se for o caso, a antecipar efeitos da tutela recursal) em recurso extraordinário, não tem natureza de ação cautelar autônoma, constituindo, na verdade, um simples incidente processual no âmbito do juízo de admissibilidade do próprio recurso. A propósito, decidiu o STF que “(...) não se aplica, no âmbito desta Corte, em se tratando de medida cautelar relacionada com recurso extraordinário, o procedimento cautelar previsto no artigo 796 e seguintes do Código de Processo Civil, uma vez que, a propósito, há norma especial Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513269. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AC 1796 MC-AGR / RJ de natureza processual - e, portanto, recebida com força de lei pela atual Constituição - em seu Regimento Interno. Trata-se do inciso IV do artigo 21 que determina que se submetam ao Plenário ou à Turma, nos processos da competência respectiva, medidas cautelares necessárias à proteção de direito suscetível de grave dano de incerta reparação, ou ainda destinadas a garantir a eficácia da ulterior decisão da causa. Assim, petição dessa natureza, na pendência de recurso extraordinário, não constitui propriamente ação cautelar, mas, sim, requerimento de cautelar nesse próprio recurso - embora processado em autos diversos por não terem ainda os dele chegado a esta Corte - e requerimento que deve ser processado como mero incidente do recurso extraordinário em causa” (Pet 1440 AgR/PE, 1ª Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 07/04/1998, DJ 29/05/1998, p. 7). No mesmo sentido: Pet 2466 QO/PR, 2ª Turma, rel. Min. Celso de Mello, j. 23/10/2001, DJ 26/04/20029; Pet 2597 QO/PR, 1ª Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 26/02/2002, DJ 22/03/2002; Pet 2246 QO/SP, 1ª Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 13/03/2001, DJ 04/05/2001. Isso significa, na prática, que, no que se refere aos aspectos procedimentais, a decisão que defere ou indefere a medida está sujeita a controle por agravo regimental. Não interposto ou julgado esse recurso, esgota-se o juízo a respeito do incidente, o que impõe o seu correspondente arquivamento. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental, com determinação de arquivamento do incidente processual. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513269. Supremo Tribunal Federal AC 1796 MC-AGR / RJ de natureza processual - e, portanto, recebida com força de lei pela atual Constituição - em seu Regimento Interno. Trata-se do inciso IV do artigo 21 que determina que se submetam ao Plenário ou à Turma, nos processos da competência respectiva, medidas cautelares necessárias à proteção de direito suscetível de grave dano de incerta reparação, ou ainda destinadas a garantir a eficácia da ulterior decisão da causa. Assim, petição dessa natureza, na pendência de recurso extraordinário, não constitui propriamente ação cautelar, mas, sim, requerimento de cautelar nesse próprio recurso - embora processado em autos diversos por não terem ainda os dele chegado a esta Corte - e requerimento que deve ser processado como mero incidente do recurso extraordinário em causa” (Pet 1440 AgR/PE, 1ª Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 07/04/1998, DJ 29/05/1998, p. 7). No mesmo sentido: Pet 2466 QO/PR, 2ª Turma, rel. Min. Celso de Mello, j. 23/10/2001, DJ 26/04/20029; Pet 2597 QO/PR, 1ª Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 26/02/2002, DJ 22/03/2002; Pet 2246 QO/SP, 1ª Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 13/03/2001, DJ 04/05/2001. Isso significa, na prática, que, no que se refere aos aspectos procedimentais, a decisão que defere ou indefere a medida está sujeita a controle por agravo regimental. Não interposto ou julgado esse recurso, esgota-se o juízo a respeito do incidente, o que impõe o seu correspondente arquivamento. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental, com determinação de arquivamento do incidente processual. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513269. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - ROSANE BLANCO OZÓRIO BOMFIGLIO AGDO.(A/S) : ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A - ATUAL DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES SCHINDLER DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES ADV.(A/S) : PEDRO LUCIANO MARREY JR. E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529900 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - ROSANE BLANCO OZÓRIO BOMFIGLIO AGDO.(A/S) : ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A - ATUAL DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES SCHINDLER DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES ADV.(A/S) : PEDRO LUCIANO MARREY JR. E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529900 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3542265
2013-03-12T00:00:00
2013-03-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013.
AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. MEDIDA CAUTELAR. ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFERIMENTO. NATUREZA DA MEDIDA: INCIDENTE RECURSAL. AGRAVO IMPROVIDO, COM ARQUIVAMENTO DO INCIDENTE. 1. Presentes os requisitos próprios, confirma-se o deferimento de efeito suspensivo ao recurso extraordinário que trata de matéria submetida, em outro recurso, ao regime da repercussão geral. 2. Segundo a jurisprudência do STF, a chamada “medida cautelar” (art. 21, IV, do RISTF) destinada a atribuir efeito suspensivo a recurso extraordinário não tem natureza de ação cautelar autônoma, mas de simples incidente recursal, não lhe sendo aplicável o procedimento cautelar previsto no artigo 796 e seguintes do Código de Processo Civil (Pet 1440 AgR/PE, 1ª Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 07/04/1998, DJ 29/05/1998; Pet 2466 QO/PR, 2ª Turma, rel. Min. Celso de Mello, j. 23/10/2001, DJ 26/04/2002; Pet 2597 QO/PR, 1ª Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 26/02/2002, DJ 22/03/2002; Pet 2246 QO/SP, 1ª Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 13/03/2001, DJ 04/05/2001). Assim, no que se refere aos aspectos procedimentais, a decisão que defere ou indefere a medida está sujeita a controle por agravo regimental; não interposto ou julgado esse recurso, esgota-se o juízo a respeito do incidente, o que impõe o seu correspondente arquivamento. 3. Agravo regimental improvido.
sjur226871
- Acórdão(s) citado(s): RE 344994(TP). (MEDIDA CAUTELAR INCIDENTAL, EFEITO SUSPENSIVO, RECURSO EXTRAORDINÁRIO) Pet 1440 AgR(1ªT), Pet 2246 QO(1ªT), Pet 2466 QO(2ªT), Pet 2597 QO(1ªT). - Decisão monocrática citada: RE 244293. Número de páginas: 7. Análise: 15/04/2013, LLD.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
1796
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00796 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008981 ANO-1995 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00021 INC-00004\r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
AC-MC-AgR
acordaos
AC 1796 MC-AgR
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AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - ROSANE BLANCO OZÓRIO BOMFIGLIO AGDO.(A/S) : ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A - ATUAL DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES SCHINDLER DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES ADV.(A/S) : PEDRO LUCIANO MARREY JR. E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - ROSANE BLANCO OZÓRIO BOMFIGLIO AGDO.(A/S) :ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A - ATUAL DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES SCHINDLER DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES ADV.(A/S) :PEDRO LUCIANO MARREY JR. E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. MEDIDA CAUTELAR. ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFERIMENTO. NATUREZA DA MEDIDA: INCIDENTE RECURSAL. AGRAVO IMPROVIDO, COM ARQUIVAMENTO DO INCIDENTE. 1. Presentes os requisitos próprios, confirma-se o deferimento de efeito suspensivo ao recurso extraordinário que trata de matéria submetida, em outro recurso, ao regime da repercussão geral. 2. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a chamada “medida cautelar” (art. 21, IV, do RISTF) destinada a atribuir efeito suspensivo a recurso extraordinário não tem natureza de ação cautelar autônoma, mas de simples incidente recursal, não lhe sendo aplicável o procedimento cautelar previsto no artigo 796 e seguintes do Código de Processo Civil (Pet 1440 AgR/PE, 1... Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 07/04/1998, DJ 29/05/1998; Pet 2466 QO/PR, 2... Turma, rel. Min. Celso de Mello, j. 23/10/2001, DJ 26/04/2002; Pet 2597 QO/PR, 1... Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 26/02/2002, DJ 22/03/2002; Pet 2246 QO/SP, 1... Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 13/03/2001, DJ 04/05/2001). Assim, no que se refere aos aspectos procedimentais, a decisão que defere ou indefere a medida está sujeita a controle por agravo regimental; não interposto ou julgado esse recurso, esgota-se o juízo a respeito do incidente, o que impõe o seu correspondente arquivamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513388. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão AC 1796 MC-AGR / RJ 3. Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513388. Supremo Tribunal Federal AC 1796 MC-AGR / RJ 3. Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - ROSANE BLANCO OZÓRIO BOMFIGLIO AGDO.(A/S) :ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A - ATUAL DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES SCHINDLER DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES ADV.(A/S) :PEDRO LUCIANO MARREY JR. E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (fls. 151/157) interposto contra decisão monocrática que atribui efeito suspensivo ao Recurso Extraordinário 523.019/SP, com os seguintes fundamentos: “(...) 4. Muito bem. De acordo com a empresa contribuinte, a plausibilidade jurídica comprova-se pela circunstância de que vários Ministros desta colenda Corte vêm concedendo liminares da mesma natureza, até que a matéria seja definitivamente examinada nos recursos que se encontram com pedidos de vista (REs 244.293 e 344.994). No tocante ao perigo da demora, diz a peticionária que o Fisco está na iminência de autuá-la, em decorrência do suposto débito discutido em juízo. 5. De fato, há precedentes que respaldam os argumentos da autora. Entre os mais antigos, cito as Petições 2.725 e 2.918 (Relator Ministro Sepúlveda Pertence), bem como a Ação Cautelar 222 (Relator Ministro Cezar Peluso) e a Ação Cautelar 537 (Relator Ministro Joaquim Barbosa). Mais recentemente, foram julgados, no mesmo sentido, os Agravos Regimentais nas Ações Cautelares 487 e 1.107, bem como as Questões de Ordem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513389. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - ROSANE BLANCO OZÓRIO BOMFIGLIO AGDO.(A/S) :ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A - ATUAL DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES SCHINDLER DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES ADV.(A/S) :PEDRO LUCIANO MARREY JR. E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (fls. 151/157) interposto contra decisão monocrática que atribui efeito suspensivo ao Recurso Extraordinário 523.019/SP, com os seguintes fundamentos: “(...) 4. Muito bem. De acordo com a empresa contribuinte, a plausibilidade jurídica comprova-se pela circunstância de que vários Ministros desta colenda Corte vêm concedendo liminares da mesma natureza, até que a matéria seja definitivamente examinada nos recursos que se encontram com pedidos de vista (REs 244.293 e 344.994). No tocante ao perigo da demora, diz a peticionária que o Fisco está na iminência de autuá-la, em decorrência do suposto débito discutido em juízo. 5. De fato, há precedentes que respaldam os argumentos da autora. Entre os mais antigos, cito as Petições 2.725 e 2.918 (Relator Ministro Sepúlveda Pertence), bem como a Ação Cautelar 222 (Relator Ministro Cezar Peluso) e a Ação Cautelar 537 (Relator Ministro Joaquim Barbosa). Mais recentemente, foram julgados, no mesmo sentido, os Agravos Regimentais nas Ações Cautelares 487 e 1.107, bem como as Questões de Ordem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513389. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório AC 1796 MC-AGR / RJ nas Ações Cautelares 537, 656, 1.080, 1.309 e 1.369. Esta última da minha relatoria, com a seguinte ementa: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO. BASE NEGATIVA. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. LEI n 8.981/95. ARTIGOS 42 e 58. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EFEITO SUSPENSIVO. Na esteira de precedentes desta Suprema Corte, é de ser confirmada decisão monocrática que atribui eficácia suspensiva a recurso extraordinário, em face da plausibilidade jurídica da tese sustentada pela recorrente (irretroatividade da lei tributária). Por outro lado, a matéria de fundo está sob o crivo do Plenário, com voto parcialmente favorável ao contribuinte (Recurso Extraordinário 344.994). Decisão referendada pela Turma. Ante o exposto, defiro a liminar, ad referendum da Turma (inciso V do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal), para o fim de atribuir efeito suspensivo ao mencionado recurso extraordinário”. Sustenta o agravante, em suma, que a matéria é controversa, por ser objeto de discussão no Recurso Extraordinário 344.994 e no Recurso Extraordinário 244.293, e que não foram comprovados os requisitos necessários para a concessão da medida de urgência. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513389. Supremo Tribunal Federal AC 1796 MC-AGR / RJ nas Ações Cautelares 537, 656, 1.080, 1.309 e 1.369. Esta última da minha relatoria, com a seguinte ementa: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO. BASE NEGATIVA. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. LEI n 8.981/95. ARTIGOS 42 e 58. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EFEITO SUSPENSIVO. Na esteira de precedentes desta Suprema Corte, é de ser confirmada decisão monocrática que atribui eficácia suspensiva a recurso extraordinário, em face da plausibilidade jurídica da tese sustentada pela recorrente (irretroatividade da lei tributária). Por outro lado, a matéria de fundo está sob o crivo do Plenário, com voto parcialmente favorável ao contribuinte (Recurso Extraordinário 344.994). Decisão referendada pela Turma. Ante o exposto, defiro a liminar, ad referendum da Turma (inciso V do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal), para o fim de atribuir efeito suspensivo ao mencionado recurso extraordinário”. Sustenta o agravante, em suma, que a matéria é controversa, por ser objeto de discussão no Recurso Extraordinário 344.994 e no Recurso Extraordinário 244.293, e que não foram comprovados os requisitos necessários para a concessão da medida de urgência. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513389. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Esclarece-se que a questão de mérito relacionada ao pedido cautelar está em discussão no Recurso Extraordinário 591.340, cuja repercussão geral foi reconhecida em 18/11/2008, mas não teve iniciado o julgamento no mérito. Quanto aos recursos mencionados pela agravante, o Recurso Extraordinário 344.994 foi decidido pelo Plenário em 25/03/2009, com trânsito em julgado em 01/10/2009, e tratava das limitações temporais da Lei 8.981/95 e a vedação ao abatimento de prejuízos fiscais acumulados em exercícios anteriores); enquanto o Recurso Extraordinário 244.293 foi sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 591.340. Estando a matéria objeto de discussão no recurso principal interposto pela autora (Recurso Extraordinário 523.019) pendente de análise no Recurso Extraordinário 591.340, justifica-se, excepcionalmente, a concessão da medida cautelar, para o efeito de suspender os efeitos daquela decisão até o pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal. É de ser mantida, por isso, a decisão agravada. 2. Por outro lado, a chamada “medida cautelar” (art. 21, IV, do RISTF) destinada a obter efeito suspensivo (ou, se for o caso, a antecipar efeitos da tutela recursal) em recurso extraordinário, não tem natureza de ação cautelar autônoma, constituindo, na verdade, um simples incidente processual no âmbito do juízo de admissibilidade do próprio recurso. A propósito, decidiu o Supremo Tribunal Federal que “(...) não se aplica, no âmbito desta Corte, em se tratando de medida cautelar relacionada com recurso extraordinário, o procedimento cautelar previsto no artigo 796 e seguintes do Código de Processo Civil, uma vez que, a propósito, há norma especial Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513269. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Esclarece-se que a questão de mérito relacionada ao pedido cautelar está em discussão no Recurso Extraordinário 591.340, cuja repercussão geral foi reconhecida em 18/11/2008, mas não teve iniciado o julgamento no mérito. Quanto aos recursos mencionados pela agravante, o Recurso Extraordinário 344.994 foi decidido pelo Plenário em 25/03/2009, com trânsito em julgado em 01/10/2009, e tratava das limitações temporais da Lei 8.981/95 e a vedação ao abatimento de prejuízos fiscais acumulados em exercícios anteriores); enquanto o Recurso Extraordinário 244.293 foi sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 591.340. Estando a matéria objeto de discussão no recurso principal interposto pela autora (Recurso Extraordinário 523.019) pendente de análise no Recurso Extraordinário 591.340, justifica-se, excepcionalmente, a concessão da medida cautelar, para o efeito de suspender os efeitos daquela decisão até o pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal. É de ser mantida, por isso, a decisão agravada. 2. Por outro lado, a chamada “medida cautelar” (art. 21, IV, do RISTF) destinada a obter efeito suspensivo (ou, se for o caso, a antecipar efeitos da tutela recursal) em recurso extraordinário, não tem natureza de ação cautelar autônoma, constituindo, na verdade, um simples incidente processual no âmbito do juízo de admissibilidade do próprio recurso. A propósito, decidiu o Supremo Tribunal Federal que “(...) não se aplica, no âmbito desta Corte, em se tratando de medida cautelar relacionada com recurso extraordinário, o procedimento cautelar previsto no artigo 796 e seguintes do Código de Processo Civil, uma vez que, a propósito, há norma especial Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513269. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AC 1796 MC-AGR / RJ de natureza processual - e, portanto, recebida com força de lei pela atual Constituição - em seu Regimento Interno. Trata-se do inciso IV do artigo 21 que determina que se submetam ao Plenário ou à Turma, nos processos da competência respectiva, medidas cautelares necessárias à proteção de direito suscetível de grave dano de incerta reparação, ou ainda destinadas a garantir a eficácia da ulterior decisão da causa. Assim, petição dessa natureza, na pendência de recurso extraordinário, não constitui propriamente ação cautelar, mas, sim, requerimento de cautelar nesse próprio recurso - embora processado em autos diversos por não terem ainda os dele chegado a esta Corte - e requerimento que deve ser processado como mero incidente do recurso extraordinário em causa” (Pet 1440 AgR/PE, 1... Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 07/04/1998, DJ 29/05/1998, p. 7). No mesmo sentido: Pet 2466 QO/PR, 2... Turma, rel. Min. Celso de Mello, j. 23/10/2001, DJ 26/04/20029; Pet 2597 QO/PR, 1... Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 26/02/2002, DJ 22/03/2002; Pet 2246 QO/SP, 1... Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 13/03/2001, DJ 04/05/2001. Isso significa, na prática, que, no que se refere aos aspectos procedimentais, a decisão que defere ou indefere a medida está sujeita a controle por agravo regimental. Não interposto ou julgado esse recurso, esgota-se o juízo a respeito do incidente, o que impõe o seu correspondente arquivamento. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental, com determinação de arquivamento do incidente processual. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513269. Supremo Tribunal Federal AC 1796 MC-AGR / RJ de natureza processual - e, portanto, recebida com força de lei pela atual Constituição - em seu Regimento Interno. Trata-se do inciso IV do artigo 21 que determina que se submetam ao Plenário ou à Turma, nos processos da competência respectiva, medidas cautelares necessárias à proteção de direito suscetível de grave dano de incerta reparação, ou ainda destinadas a garantir a eficácia da ulterior decisão da causa. Assim, petição dessa natureza, na pendência de recurso extraordinário, não constitui propriamente ação cautelar, mas, sim, requerimento de cautelar nesse próprio recurso - embora processado em autos diversos por não terem ainda os dele chegado a esta Corte - e requerimento que deve ser processado como mero incidente do recurso extraordinário em causa” (Pet 1440 AgR/PE, 1... Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 07/04/1998, DJ 29/05/1998, p. 7). No mesmo sentido: Pet 2466 QO/PR, 2... Turma, rel. Min. Celso de Mello, j. 23/10/2001, DJ 26/04/20029; Pet 2597 QO/PR, 1... Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 26/02/2002, DJ 22/03/2002; Pet 2246 QO/SP, 1... Turma, rel. Min. Moreira Alves, j. 13/03/2001, DJ 04/05/2001. Isso significa, na prática, que, no que se refere aos aspectos procedimentais, a decisão que defere ou indefere a medida está sujeita a controle por agravo regimental. Não interposto ou julgado esse recurso, esgota-se o juízo a respeito do incidente, o que impõe o seu correspondente arquivamento. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental, com determinação de arquivamento do incidente processual. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513269. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - ROSANE BLANCO OZÓRIO BOMFIGLIO AGDO.(A/S) : ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A - ATUAL DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES SCHINDLER DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES ADV.(A/S) : PEDRO LUCIANO MARREY JR. E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529900 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 1.796 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - ROSANE BLANCO OZÓRIO BOMFIGLIO AGDO.(A/S) : ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A - ATUAL DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES SCHINDLER DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES ADV.(A/S) : PEDRO LUCIANO MARREY JR. E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529900 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CAUTELAR 1 . 796", "Pet 1440 AgR / PE", "Pet 2466 QO / PR", "Pet 2597 QO / PR", "Pet 2246 QO / SP", "AC 1796 MC -", "AÇÃO CAUTELAR 1 . 796", "Recurso Extraordinário 523 . 019 / SP", "REs 244 . 293", "344", ".", "994", "Petições", "Ação Cautelar 222", "Ação Cautelar 537", "Recurso Extraordinário 523 . 019 / SP", "REs 244 . 293", "344", ".", "Petições", "Ação Cautelar 222", "Ação Cautelar 537", "Agravos Regimentais nas Ações Cautelares 487", "AC 1796 MC - AGR / RJ", "Ações Cautelares 537", "Recurso Extraordinário 344 . 994", "Recurso Extraordinário 344 . 994", "Recurso Extraordinário 244 . 293", "AC 1796 MC - AGR / RJ", "Ações Cautelares 537", "Recurso Extraordinário 344 . 994", "Recurso Extraordinário 344 . 994", "Recurso Extraordinário 244 . 293", "Recurso Extraordinário 591 . 340", "Recurso Extraordinário 344 . 994", "Recurso Extraordinário 244 . 293", "Recurso Extraordinário 591 . 340", "Recurso Extraordinário 523 . 019", "Recurso Extraordinário 591 . 340", "AÇÃO CAUTELAR 1 . 796", "Recurso Extraordinário 591 . 340", "Recurso Extraordinário 344 . 994", "Recurso Extraordinário 244 . 293", "Recurso Extraordinário 591 . 340", "Recurso Extraordinário 523 . 019", "Recurso Extraordinário 591 . 340", "Pet 1440 AgR / PE", "Pet 2466 QO / PR", "Pet 2597 QO / PR", "Pet 2246 QO / SP", "AC 1796 MC - AGR / RJ", "Pet 1440 AgR / PE", "Pet 2466 QO / PR", "Pet 2597 QO / PR", "Pet 2246 QO / SP", "AÇÃO CAUTELAR 1 . 796", "AÇÃO CAUTELAR 1 . 796" ], "LEGISLACAO": [ "art", "artigo 796 e seguintes do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 981 / 95", "inciso V do art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 981 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 981 / 95", "art . 21 , IV , do RISTF", "artigo 796 e seguintes do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 981 / 95", "art . 21 , IV , do RISTF", "artigo 796 e seguintes do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S / A", "ATUAL", "DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES", "SCHINDLER DO BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "DENOMINAÇÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S / A", "ATUAL DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES SCHINDLER DO BRASIL S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Plenário", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Plenário", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "1", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Turma", "1", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", ".", "1", ".", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "ATUAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S / A", "ATUAL DENOMINAÇÃO DE ELEVADORES SCHINDLER DO BRASIL S / A", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES", "PEDRO LUCIANO MARREY JR .", "Moreira Alves", "Celso de Mello", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES", "PEDRO LUCIANO MARREY", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Joaquim Barbosa", "TEORI ZAVASCKI", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES", "PEDRO LUCIANO MARREY JR .", "TEORI ZAVASCKI", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Joaquim Barbosa", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Moreira Alves", "Celso de Mello", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Celso de Mello", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "TEORI ZAVASCKI", "ROSANE BLANCO OZÓRIO BOMFIGLIO", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES", "PEDRO LUCIANO MARREY JR .", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte", "TEORI ZAVASCKI", "ROSANE BLANCO OZÓRIO BOMFIGLIO", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES", "PEDRO LUCIANO MARREY JR .", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2013", "07", "/", "04", "/", "1998", "29", "/", "05", "/", "1998", "23", "/", "10", "/", "2001", "26", "/", "04", "/", "2002", "26", "/", "02", "/", "2002", "22", "/", "03", "/", "2002", "13", "/", "03", "/", "2001", "04", "/", "05", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "18", "/", "11", "/", "2008", "25", "/", "03", "/", "2009", "01", "/", "10", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "18", "/", "11", "/", "2008", "25", "/", "03", "/", "2009", "01", "/", "10", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "1998", "29", "/", "05", "/", "1998", "23", "/", "10", "/", "2001", "26", "/", "04", "/", "20029", "26", "/", "02", "/", "2002", "22", "/", "03", "/", "2002", "13", "/", "03", "/", "2001", "04", "/", "05", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "1998", "29", "/", "05", "/", "1998", "23", "/", "10", "/", "2001", "26", "/", "04", "/", "20029", "26", "/", "02", "/", "2002", "22", "/", "03", "/", "2002", "13", "/", "03", "/", "2001", "04", "/", "05", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MINASGÁS S/A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL ADV.(A/S) :SEVERINO JOSÉ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. CRÉDITOS DE ICMS DECORRENTES DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES, TRANSPORTE INTERMUNICIPAL, TRANSPORTE INTERESTADUAL, FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA E AQUISIÇÃO DE MERCADORIAS DESTINADAS AO ATIVO FIXO. UTILIZAÇÃO PELO SUBSTITUÍDO TRIBUTÁRIO: INVIABILIDADE. OFENSA AO PRINCÍPIO DA NÃO-CUMULATIVIDADE: INOCORRÊNCIA. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “a regra da não cumulatividade, conforme o estrito preceito contido do Texto Constitucional, não constitui razão suficiente para gerar crédito decorrente do consumo de serviços e de produtos onerados com o ICMS, mas desvinculados do processo de industrialização da mercadoria comercializada como atividade principal” (AI-AgR 807.119, 2ª Turma, Min. Gilmar Mendes, Dje de 01/07/11). Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859787. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 354376 AGR / MG Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859787. Supremo Tribunal Federal RE 354376 AGR / MG Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MINASGÁS S/A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL ADV.(A/S) :SEVERINO JOSÉ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base em jurisprudência do STF estampada, dentre outros, no AI 807.119- AgR, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, Dje de 01/07/11, assim ementado: “Agravo interno em agravo de instrumento. 2. ICMS. Art. 155, § 2º, I, da CF. 3. Contribuinte distribuidor de GLP e destinatário final de serviços de comunicação, fornecimento de energia elétrica, transporte interestadual. 4. A regra da não cumulatividade, conforme o estrito preceito contido do Texto Constitucional, não constitui razão suficiente para gerar crédito decorrente do consumo de serviços e de produtos onerados com o ICMS, mas desvinculados do processo de industrialização da mercadoria comercializada como atividade principal. Precedentes. 5. Penalidade do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil. Agravo regimental a que se nega provimento.” Sustenta o agravante, em suma, que (a) “as citadas hipóteses objeto de julgamento por esse Eg. STF (AI’s 730.178, 761.990 e RE 299.689) tratam de matéria diversa, não podendo servir como base à negativa de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859788. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MINASGÁS S/A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL ADV.(A/S) :SEVERINO JOSÉ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base em jurisprudência do STF estampada, dentre outros, no AI 807.119- AgR, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, Dje de 01/07/11, assim ementado: “Agravo interno em agravo de instrumento. 2. ICMS. Art. 155, § 2º, I, da CF. 3. Contribuinte distribuidor de GLP e destinatário final de serviços de comunicação, fornecimento de energia elétrica, transporte interestadual. 4. A regra da não cumulatividade, conforme o estrito preceito contido do Texto Constitucional, não constitui razão suficiente para gerar crédito decorrente do consumo de serviços e de produtos onerados com o ICMS, mas desvinculados do processo de industrialização da mercadoria comercializada como atividade principal. Precedentes. 5. Penalidade do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil. Agravo regimental a que se nega provimento.” Sustenta o agravante, em suma, que (a) “as citadas hipóteses objeto de julgamento por esse Eg. STF (AI’s 730.178, 761.990 e RE 299.689) tratam de matéria diversa, não podendo servir como base à negativa de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 354376 AGR / MG seguimento do presente Recurso Extraordinário, o qual merece ser julgado” (fl. 355); (b) o que se discute nos recurso extraordinário “é o afastamento, por vício de inconstitucionalidade, da vedação à utilização dos créditos de ICMS já acumulados/escriturados pela Recorrente para ‘pagamento’ do débito de ICMS no regime de substituição tributária a que esta submetida no Estado de Minas Gerais” (fl. 356); (c) “se o crédito é legal/constitucional ou não, este debate não é procedido na presente lide, sendo certo que a autoridade fiscal somente poderia o fazer (questionar a origem do crédito do ICMS) se não houvesse a inconstitucional impossibilidade do seu uso por, exclusivamente, se tratar de hipótese de substituição tributária” (fl. 356). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859788. Supremo Tribunal Federal RE 354376 AGR / MG seguimento do presente Recurso Extraordinário, o qual merece ser julgado” (fl. 355); (b) o que se discute nos recurso extraordinário “é o afastamento, por vício de inconstitucionalidade, da vedação à utilização dos créditos de ICMS já acumulados/escriturados pela Recorrente para ‘pagamento’ do débito de ICMS no regime de substituição tributária a que esta submetida no Estado de Minas Gerais” (fl. 356); (c) “se o crédito é legal/constitucional ou não, este debate não é procedido na presente lide, sendo certo que a autoridade fiscal somente poderia o fazer (questionar a origem do crédito do ICMS) se não houvesse a inconstitucional impossibilidade do seu uso por, exclusivamente, se tratar de hipótese de substituição tributária” (fl. 356). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A pretensão deduzida nesta demanda foi negada pelo Tribunal de origem em acórdão com a seguinte ementa: Substituição Tributária. Direito à compensação, mas não à transferência do crédito para a substituta tributária. Embora se reconheça o direito à compensação de créditos relacionados ao ICMS, quando a base de cálculo estimada não se verificar, nega- se o direito à transferência deste crédito, da empresa substituída à substituta legal, diante da falta de previsão legal para acolher o pedido, porque o creditamento que se autoriza, segundo dispositivo contido no art. 155, § 2º, I, da Constituição da República diz respeito aos créditos de responsabilidade da própria postulante. No recurso extraordinário, sustentou-se que, estando o produto comercializado (Gás Liquefeito de Petróleo) “submetido ao Regime de Substituição Tributária, não permitindo a legislação do Estado de Minas Gerais a utilização dos demais créditos apropriados pela Recorrente, decorrentes de sua atividade negocial, legitimamente reconhecidos pela legislação e pelo acórdão guerreado, para pagar o ICMS a ser retido pelo Substituto (Petrobrás), estar-se-á diante de afronta ao princípio da não cumulatividade do ICMS (art. 155, § 2º, inciso I, da CF/88)” (fl. 291). Entretanto, independentemente de o pagamento do tributo dar-se ou não por substituição, a demanda não pode prosperar. É que, conforme afirmou o agravante no recurso extraordinário, pretende-se a utilização de créditos “decorrentes de serviços de transporte intermunicipal e interestadual, de serviços de comunicação, de energia elétrica, de bens do ativo permanente inerentes à sua atividade permanente (caminhões, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859789. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A pretensão deduzida nesta demanda foi negada pelo Tribunal de origem em acórdão com a seguinte ementa: Substituição Tributária. Direito à compensação, mas não à transferência do crédito para a substituta tributária. Embora se reconheça o direito à compensação de créditos relacionados ao ICMS, quando a base de cálculo estimada não se verificar, nega- se o direito à transferência deste crédito, da empresa substituída à substituta legal, diante da falta de previsão legal para acolher o pedido, porque o creditamento que se autoriza, segundo dispositivo contido no art. 155, § 2º, I, da Constituição da República diz respeito aos créditos de responsabilidade da própria postulante. No recurso extraordinário, sustentou-se que, estando o produto comercializado (Gás Liquefeito de Petróleo) “submetido ao Regime de Substituição Tributária, não permitindo a legislação do Estado de Minas Gerais a utilização dos demais créditos apropriados pela Recorrente, decorrentes de sua atividade negocial, legitimamente reconhecidos pela legislação e pelo acórdão guerreado, para pagar o ICMS a ser retido pelo Substituto (Petrobrás), estar-se-á diante de afronta ao princípio da não cumulatividade do ICMS (art. 155, § 2º, inciso I, da CF/88)” (fl. 291). Entretanto, independentemente de o pagamento do tributo dar-se ou não por substituição, a demanda não pode prosperar. É que, conforme afirmou o agravante no recurso extraordinário, pretende-se a utilização de créditos “decorrentes de serviços de transporte intermunicipal e interestadual, de serviços de comunicação, de energia elétrica, de bens do ativo permanente inerentes à sua atividade permanente (caminhões, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859789. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 354376 AGR / MG botijões de gás, tanques etc.) e de insumos de comercialização” (fl. 123). Ora, a jurisprudência do STF não abona a tese do recurso, conforme se pode constatar do precedente citado pela decisão agravada (AI 807.119- AgR, Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 01/07/2011), no qual restou decidido o seguinte: A agravante não logrou demonstrar desacerto na decisão impugnada. Isso porque os mecanismos de salvaguarda da não cumulatividade se vinculam à cadeia econômica de determinado produto, consistindo, pois, em materialização de proposição constitucional dirigida a evitar que um tributo – no caso, o ICMS – incida mais de uma vez no processo que conduz um específico produto ao consumidor final. No caso, o propósito da agravante subverte essa concepção, uma vez que invoca a não cumulatividade do ICMS no intuito aproveitar valores desta exação destacados em produtos e serviços consumidos no exercício de sua empresa, mas estranhos à cadeia produtiva da mercadoria comercializada, cuja tributação com ICMS se dera antecipadamente, por meio de substituição tributária, na operação antecedente. Ora, ainda que a agravante seja contribuinte do ICMS incidente sobre a venda do GLP, substituída pela Petrobras, que retivera o valor relativo a esse tributo, não há comando constitucional que ampare sua pretensão. Com efeito, a regra da não cumulatividade enunciada do artigo 155, § 2º, inciso I, da Constituição Federal, não constitui razão suficiente para gerar crédito a pretexto do consumo de mercadorias e serviços não vinculados ao processo produtivo, haja vista que, nessa hipótese, o contribuinte de direito (ou responsável) do ICMS sobre o produto comercializado se enquadra na posição do consumidor final de tais produtos ou serviços – energia elétrica, comunicações, material de escritório, transporte interestadual, ativo fixo etc. – e não como elemento do processo industrial. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859789. Supremo Tribunal Federal RE 354376 AGR / MG botijões de gás, tanques etc.) e de insumos de comercialização” (fl. 123). Ora, a jurisprudência do STF não abona a tese do recurso, conforme se pode constatar do precedente citado pela decisão agravada (AI 807.119- AgR, Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 01/07/2011), no qual restou decidido o seguinte: A agravante não logrou demonstrar desacerto na decisão impugnada. Isso porque os mecanismos de salvaguarda da não cumulatividade se vinculam à cadeia econômica de determinado produto, consistindo, pois, em materialização de proposição constitucional dirigida a evitar que um tributo – no caso, o ICMS – incida mais de uma vez no processo que conduz um específico produto ao consumidor final. No caso, o propósito da agravante subverte essa concepção, uma vez que invoca a não cumulatividade do ICMS no intuito aproveitar valores desta exação destacados em produtos e serviços consumidos no exercício de sua empresa, mas estranhos à cadeia produtiva da mercadoria comercializada, cuja tributação com ICMS se dera antecipadamente, por meio de substituição tributária, na operação antecedente. Ora, ainda que a agravante seja contribuinte do ICMS incidente sobre a venda do GLP, substituída pela Petrobras, que retivera o valor relativo a esse tributo, não há comando constitucional que ampare sua pretensão. Com efeito, a regra da não cumulatividade enunciada do artigo 155, § 2º, inciso I, da Constituição Federal, não constitui razão suficiente para gerar crédito a pretexto do consumo de mercadorias e serviços não vinculados ao processo produtivo, haja vista que, nessa hipótese, o contribuinte de direito (ou responsável) do ICMS sobre o produto comercializado se enquadra na posição do consumidor final de tais produtos ou serviços – energia elétrica, comunicações, material de escritório, transporte interestadual, ativo fixo etc. – e não como elemento do processo industrial. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859789. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 354376 AGR / MG Dessa forma, deve ser mantida incólume a decisão agravada: 4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. É que o entendimento da instância judicante de origem afina com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta. Leia-se, a propósito, a ementa do AI 807.119-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes: “Agravo interno em agravo de instrumento. 2. ICMS. Art. 155, § 2º, I, da CF. 3. Contribuinte distribuidor de GLP e destinatário final de serviços de comunicação, fornecimento de energia elétrica, transporte interestadual. 4. A regra da não cumulatividade, conforme o estrito preceito contido do Texto Constitucional, não constitui razão suficiente para gerar crédito decorrente do consumo de serviços e de produtos onerados com o ICMS, mas desvinculados do processo de industrialização da mercadoria comercializada como atividade principal. Precedentes. 5. Penalidade do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil. Agravo regimental a que se nega provimento.” 5. Outros precedentes: AIs 730.178-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia, 761.990-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, e RE 299.689-AgR, da relatoria do ministro Marco Aurélio. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859789. Supremo Tribunal Federal RE 354376 AGR / MG Dessa forma, deve ser mantida incólume a decisão agravada: 4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. É que o entendimento da instância judicante de origem afina com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta. Leia-se, a propósito, a ementa do AI 807.119-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes: “Agravo interno em agravo de instrumento. 2. ICMS. Art. 155, § 2º, I, da CF. 3. Contribuinte distribuidor de GLP e destinatário final de serviços de comunicação, fornecimento de energia elétrica, transporte interestadual. 4. A regra da não cumulatividade, conforme o estrito preceito contido do Texto Constitucional, não constitui razão suficiente para gerar crédito decorrente do consumo de serviços e de produtos onerados com o ICMS, mas desvinculados do processo de industrialização da mercadoria comercializada como atividade principal. Precedentes. 5. Penalidade do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil. Agravo regimental a que se nega provimento.” 5. Outros precedentes: AIs 730.178-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia, 761.990-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, e RE 299.689-AgR, da relatoria do ministro Marco Aurélio. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859789. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MINASGÁS S/A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL ADV.(A/S) : SEVERINO JOSÉ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902461 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MINASGÁS S/A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL ADV.(A/S) : SEVERINO JOSÉ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902461 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3913777
2013-05-21T00:00:00
2013-06-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: TRIBUTÁRIO. ICMS. CRÉDITOS DE ICMS DECORRENTES DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES, TRANSPORTE INTERMUNICIPAL, TRANSPORTE INTERESTADUAL, FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA E AQUISIÇÃO DE MERCADORIAS DESTINADAS AO ATIVO FIXO. UTILIZAÇÃO PELO SUBSTITUÍDO TRIBUTÁRIO: INVIABILIDADE. OFENSA AO PRINCÍPIO DA NÃO-CUMULATIVIDADE: INOCORRÊNCIA. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “a regra da não cumulatividade, conforme o estrito preceito contido do Texto Constitucional, não constitui razão suficiente para gerar crédito decorrente do consumo de serviços e de produtos onerados com o ICMS, mas desvinculados do processo de industrialização da mercadoria comercializada como atividade principal” (AI-AgR 807.119, 2ª Turma, Min. Gilmar Mendes, Dje de 01/07/11). Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur232127
- Acórdão(s) citado(s): (ICMS, PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE) AI 807119 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 15/06/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
354376
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00155 PAR-00002 INC-00001 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 354376 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINASGÁS S/A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL ADV.(A/S) : SEVERINO JOSÉ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MINASGÁS S/A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL ADV.(A/S) :SEVERINO JOSÉ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. CRÉDITOS DE ICMS DECORRENTES DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES, TRANSPORTE INTERMUNICIPAL, TRANSPORTE INTERESTADUAL, FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA E AQUISIÇÃO DE MERCADORIAS DESTINADAS AO ATIVO FIXO. UTILIZAÇÃO PELO SUBSTITUÍDO TRIBUTÁRIO: INVIABILIDADE. OFENSA AO PRINCÍPIO DA NÃO-CUMULATIVIDADE: INOCORRÊNCIA. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “a regra da não cumulatividade, conforme o estrito preceito contido do Texto Constitucional, não constitui razão suficiente para gerar crédito decorrente do consumo de serviços e de produtos onerados com o ICMS, mas desvinculados do processo de industrialização da mercadoria comercializada como atividade principal” (AI-AgR 807.119, 2... Turma, Min. Gilmar Mendes, Dje de 01/07/11). Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859787. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859787. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MINASGÁS S/A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL ADV.(A/S) :SEVERINO JOSÉ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base em jurisprudência do Supremo Tribunal Federal estampada, dentre outros, no AI 807.119- AgR, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, Dje de 01/07/11, assim ementado: “Agravo interno em agravo de instrumento. 2. ICMS. Art. 155, § 2..., I, da Constituição Federal de 1988. 3. Contribuinte distribuidor de GLP e destinatário final de serviços de comunicação, fornecimento de energia elétrica, transporte interestadual. 4. A regra da não cumulatividade, conforme o estrito preceito contido do Texto Constitucional, não constitui razão suficiente para gerar crédito decorrente do consumo de serviços e de produtos onerados com o ICMS, mas desvinculados do processo de industrialização da mercadoria comercializada como atividade principal. Precedentes. 5. Penalidade do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil. Agravo regimental a que se nega provimento.” Sustenta o agravante, em suma, que (a) “as citadas hipóteses objeto de julgamento por esse Eg. Supremo Tribunal Federal (AI’s 730.178, 761.990 e Recurso Extraordinário 299.689) tratam de matéria diversa, não podendo servir como base à negativa de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859788. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MINASGÁS S/A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL ADV.(A/S) :SEVERINO JOSÉ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base em jurisprudência do Supremo Tribunal Federal estampada, dentre outros, no AI 807.119- AgR, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, Dje de 01/07/11, assim ementado: “Agravo interno em agravo de instrumento. 2. ICMS. Art. 155, § 2..., I, da Constituição Federal de 1988. 3. Contribuinte distribuidor de GLP e destinatário final de serviços de comunicação, fornecimento de energia elétrica, transporte interestadual. 4. A regra da não cumulatividade, conforme o estrito preceito contido do Texto Constitucional, não constitui razão suficiente para gerar crédito decorrente do consumo de serviços e de produtos onerados com o ICMS, mas desvinculados do processo de industrialização da mercadoria comercializada como atividade principal. Precedentes. 5. Penalidade do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil. Agravo regimental a que se nega provimento.” Sustenta o agravante, em suma, que (a) “as citadas hipóteses objeto de julgamento por esse Eg. Supremo Tribunal Federal (AI’s 730.178, 761.990 e Recurso Extraordinário 299.689) tratam de matéria diversa, não podendo servir como base à negativa de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG seguimento do presente Recurso Extraordinário, o qual merece ser julgado” (fl. 355); (b) o que se discute nos recurso extraordinário “é o afastamento, por vício de inconstitucionalidade, da vedação à utilização dos créditos de ICMS já acumulados/escriturados pela Recorrente para ‘pagamento’ do débito de ICMS no regime de substituição tributária a que esta submetida no Estado de Minas Gerais” (fl. 356); (c) “se o crédito é legal/constitucional ou não, este debate não é procedido na presente lide, sendo certo que a autoridade fiscal somente poderia o fazer (questionar a origem do crédito do ICMS) se não houvesse a inconstitucional impossibilidade do seu uso por, exclusivamente, se tratar de hipótese de substituição tributária” (fl. 356). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859788. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG seguimento do presente Recurso Extraordinário, o qual merece ser julgado” (fl. 355); (b) o que se discute nos recurso extraordinário “é o afastamento, por vício de inconstitucionalidade, da vedação à utilização dos créditos de ICMS já acumulados/escriturados pela Recorrente para ‘pagamento’ do débito de ICMS no regime de substituição tributária a que esta submetida no Estado de Minas Gerais” (fl. 356); (c) “se o crédito é legal/constitucional ou não, este debate não é procedido na presente lide, sendo certo que a autoridade fiscal somente poderia o fazer (questionar a origem do crédito do ICMS) se não houvesse a inconstitucional impossibilidade do seu uso por, exclusivamente, se tratar de hipótese de substituição tributária” (fl. 356). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A pretensão deduzida nesta demanda foi negada pelo Tribunal de origem em acórdão com a seguinte ementa: Substituição Tributária. Direito à compensação, mas não à transferência do crédito para a substituta tributária. Embora se reconheça o direito à compensação de créditos relacionados ao ICMS, quando a base de cálculo estimada não se verificar, nega- se o direito à transferência deste crédito, da empresa substituída à substituta legal, diante da falta de previsão legal para acolher o pedido, porque o creditamento que se autoriza, segundo dispositivo contido no art. 155, § 2..., I, da Constituição da República diz respeito aos créditos de responsabilidade da própria postulante. No recurso extraordinário, sustentou-se que, estando o produto comercializado (Gás Liquefeito de Petróleo) “submetido ao Regime de Substituição Tributária, não permitindo a legislação do Estado de Minas Gerais a utilização dos demais créditos apropriados pela Recorrente, decorrentes de sua atividade negocial, legitimamente reconhecidos pela legislação e pelo acórdão guerreado, para pagar o ICMS a ser retido pelo Substituto (Petrobrás), estar-se-á diante de afronta ao princípio da não cumulatividade do ICMS (art. 155, § 2..., inciso I, da Constituição Federal de 1988/88)” (fl. 291). Entretanto, independentemente de o pagamento do tributo dar-se ou não por substituição, a demanda não pode prosperar. É que, conforme afirmou o agravante no recurso extraordinário, pretende-se a utilização de créditos “decorrentes de serviços de transporte intermunicipal e interestadual, de serviços de comunicação, de energia elétrica, de bens do ativo permanente inerentes à sua atividade permanente (caminhões, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859789. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A pretensão deduzida nesta demanda foi negada pelo Tribunal de origem em acórdão com a seguinte ementa: Substituição Tributária. Direito à compensação, mas não à transferência do crédito para a substituta tributária. Embora se reconheça o direito à compensação de créditos relacionados ao ICMS, quando a base de cálculo estimada não se verificar, nega- se o direito à transferência deste crédito, da empresa substituída à substituta legal, diante da falta de previsão legal para acolher o pedido, porque o creditamento que se autoriza, segundo dispositivo contido no art. 155, § 2..., I, da Constituição da República diz respeito aos créditos de responsabilidade da própria postulante. No recurso extraordinário, sustentou-se que, estando o produto comercializado (Gás Liquefeito de Petróleo) “submetido ao Regime de Substituição Tributária, não permitindo a legislação do Estado de Minas Gerais a utilização dos demais créditos apropriados pela Recorrente, decorrentes de sua atividade negocial, legitimamente reconhecidos pela legislação e pelo acórdão guerreado, para pagar o ICMS a ser retido pelo Substituto (Petrobrás), estar-se-á diante de afronta ao princípio da não cumulatividade do ICMS (art. 155, § 2..., inciso I, da Constituição Federal de 1988/88)” (fl. 291). Entretanto, independentemente de o pagamento do tributo dar-se ou não por substituição, a demanda não pode prosperar. É que, conforme afirmou o agravante no recurso extraordinário, pretende-se a utilização de créditos “decorrentes de serviços de transporte intermunicipal e interestadual, de serviços de comunicação, de energia elétrica, de bens do ativo permanente inerentes à sua atividade permanente (caminhões, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859789. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG botijões de gás, tanques etc.) e de insumos de comercialização” (fl. 123). Ora, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não abona a tese do recurso, conforme se pode constatar do precedente citado pela decisão agravada (AI 807.119- AgR, Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 01/07/2011), no qual restou decidido o seguinte: A agravante não logrou demonstrar desacerto na decisão impugnada. Isso porque os mecanismos de salvaguarda da não cumulatividade se vinculam à cadeia econômica de determinado produto, consistindo, pois, em materialização de proposição constitucional dirigida a evitar que um tributo – no caso, o ICMS – incida mais de uma vez no processo que conduz um específico produto ao consumidor final. No caso, o propósito da agravante subverte essa concepção, uma vez que invoca a não cumulatividade do ICMS no intuito aproveitar valores desta exação destacados em produtos e serviços consumidos no exercício de sua empresa, mas estranhos à cadeia produtiva da mercadoria comercializada, cuja tributação com ICMS se dera antecipadamente, por meio de substituição tributária, na operação antecedente. Ora, ainda que a agravante seja contribuinte do ICMS incidente sobre a venda do GLP, substituída pela Petrobras, que retivera o valor relativo a esse tributo, não há comando constitucional que ampare sua pretensão. Com efeito, a regra da não cumulatividade enunciada do artigo 155, § 2..., inciso I, da Constituição Federal, não constitui razão suficiente para gerar crédito a pretexto do consumo de mercadorias e serviços não vinculados ao processo produtivo, haja vista que, nessa hipótese, o contribuinte de direito (ou responsável) do ICMS sobre o produto comercializado se enquadra na posição do consumidor final de tais produtos ou serviços – energia elétrica, comunicações, material de escritório, transporte interestadual, ativo fixo etc. – e não como elemento do processo industrial. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859789. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG botijões de gás, tanques etc.) e de insumos de comercialização” (fl. 123). Ora, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não abona a tese do recurso, conforme se pode constatar do precedente citado pela decisão agravada (AI 807.119- AgR, Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 01/07/2011), no qual restou decidido o seguinte: A agravante não logrou demonstrar desacerto na decisão impugnada. Isso porque os mecanismos de salvaguarda da não cumulatividade se vinculam à cadeia econômica de determinado produto, consistindo, pois, em materialização de proposição constitucional dirigida a evitar que um tributo – no caso, o ICMS – incida mais de uma vez no processo que conduz um específico produto ao consumidor final. No caso, o propósito da agravante subverte essa concepção, uma vez que invoca a não cumulatividade do ICMS no intuito aproveitar valores desta exação destacados em produtos e serviços consumidos no exercício de sua empresa, mas estranhos à cadeia produtiva da mercadoria comercializada, cuja tributação com ICMS se dera antecipadamente, por meio de substituição tributária, na operação antecedente. Ora, ainda que a agravante seja contribuinte do ICMS incidente sobre a venda do GLP, substituída pela Petrobras, que retivera o valor relativo a esse tributo, não há comando constitucional que ampare sua pretensão. Com efeito, a regra da não cumulatividade enunciada do artigo 155, § 2..., inciso I, da Constituição Federal, não constitui razão suficiente para gerar crédito a pretexto do consumo de mercadorias e serviços não vinculados ao processo produtivo, haja vista que, nessa hipótese, o contribuinte de direito (ou responsável) do ICMS sobre o produto comercializado se enquadra na posição do consumidor final de tais produtos ou serviços – energia elétrica, comunicações, material de escritório, transporte interestadual, ativo fixo etc. – e não como elemento do processo industrial. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859789. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG Dessa forma, deve ser mantida incólume a decisão agravada: 4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. É que o entendimento da instância judicante de origem afina com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta. Leia-se, a propósito, a ementa do AI 807.119-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes: “Agravo interno em agravo de instrumento. 2. ICMS. Art. 155, § 2..., I, da Constituição Federal de 1988. 3. Contribuinte distribuidor de GLP e destinatário final de serviços de comunicação, fornecimento de energia elétrica, transporte interestadual. 4. A regra da não cumulatividade, conforme o estrito preceito contido do Texto Constitucional, não constitui razão suficiente para gerar crédito decorrente do consumo de serviços e de produtos onerados com o ICMS, mas desvinculados do processo de industrialização da mercadoria comercializada como atividade principal. Precedentes. 5. Penalidade do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil. Agravo regimental a que se nega provimento.” 5. Outros precedentes: AIs 730.178-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia, 761.990-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, e Recurso Extraordinário 299.689-AgR, da relatoria do ministro Marco Aurélio. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859789. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG Dessa forma, deve ser mantida incólume a decisão agravada: 4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. É que o entendimento da instância judicante de origem afina com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta. Leia-se, a propósito, a ementa do AI 807.119-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes: “Agravo interno em agravo de instrumento. 2. ICMS. Art. 155, § 2..., I, da Constituição Federal de 1988. 3. Contribuinte distribuidor de GLP e destinatário final de serviços de comunicação, fornecimento de energia elétrica, transporte interestadual. 4. A regra da não cumulatividade, conforme o estrito preceito contido do Texto Constitucional, não constitui razão suficiente para gerar crédito decorrente do consumo de serviços e de produtos onerados com o ICMS, mas desvinculados do processo de industrialização da mercadoria comercializada como atividade principal. Precedentes. 5. Penalidade do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil. Agravo regimental a que se nega provimento.” 5. Outros precedentes: AIs 730.178-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia, 761.990-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, e Recurso Extraordinário 299.689-AgR, da relatoria do ministro Marco Aurélio. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859789. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MINASGÁS S/A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL ADV.(A/S) : SEVERINO JOSÉ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902461 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354.376 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MINASGÁS S/A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL ADV.(A/S) : SEVERINO JOSÉ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902461 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354 . 376", "AI", "-", "AgR 807 . 119", "AI 807 . 119 - AgR", "AI", "’", "s 730 . 178", "761", ".", "990", "Recurso Extraordinário 299 . 689", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354 . 376 MINAS", "AI 807 . 119 - AgR", "AI", "’", "s 730 . 178", "761", ".", "990", "Recurso Extraordinário 299 . 689", "Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG", "RECURSO", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG", "AI 807 . 119 - AgR", "Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG", "AI 807 . 119 - AgR", "Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG", "AI 807 . 119 - AgR", "AIs 730 . 178 - AgR", "Recurso Extraordinário 299 . 689 - AgR", "Recurso Extraordinário 354376 AGR / MG", "AI 807 . 119 - AgR", "AIs 730 . 178 - AgR", "761", ".", "990", "-", "AgR", "Recurso Extraordinário 299 . 689 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354 . 376", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 354 . 376" ], "LEGISLACAO": [ "Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 155 , § 2 . . . , I , da Constituição Federal de 1988", "Texto Constitucional", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Art . 155 , § 2 . . . , I , da Constituição Federal de 1988", "Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , § 2 . . . , I , da Constituição da República", "art . 155 , § 2 . . . , inciso I , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , § 2 . . . , I , da Constituição da República", "art . 155 , § 2 . . . , inciso I , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 155 , § 2 . . . , inciso I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 155 , § 2 . . . , inciso I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 155 , § 2 . . . , I , da Constituição Federal de 1988", "Texto Constitucional", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", ".", "155 , § 2 . . . , I , da Constituição Federal de 1988", "Texto Constitucional", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Estado de Minas Gerais", "Estado de Minas Gerais", "MINAS GERAIS", "Estado de Minas Gerais", "MINAS GERAIS", "Estado de Minas Gerais", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINASGÁS S / A", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINASGÁS S / A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINASGÁS S / A DISTRIBUIDORA", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Petrobrás", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Petrobrás", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Petrobras", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Petrobras", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINASGÁS S / A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINASGÁS S / A DISTRIBUIDORA DE GÁS COMBUSTÍVEL", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "SEVERINO JOSÉ DA SILVA", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "SEVERINO JOSÉ DA SILVA", "TEORI ZAVASCKI", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "SEVERINO JOSÉ DA SILVA", "TEORI ZAVASCKI", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "TEORI ZAVASCKI", "SEVERINO JOSÉ DA SILVA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "SEVERINO JOSÉ DA SILVA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "21", "/", "05", "/", "2013", "01", "/", "07", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "01", "/", "07", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "01", "/", "07", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "07", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "07", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "21", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE. :VANDERLICE DINIZ BRANCO ADVDOS. :GUSTAVO CORTÊS DE LIMA AGDO. :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO. ADICIONAL DE MAGISTÉRIO. REENQUADRAMENTO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 645/89. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 23 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709527. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE. :VANDERLICE DINIZ BRANCO ADVDOS. :GUSTAVO CORTÊS DE LIMA AGDO. :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental de decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que: (a) “a controvérsia sobre a exclusão explícita da referência obtida a título de avaliação de desempenho não foi objeto de discussão pelo Tribunal a quo (…) Incide, pois, na espécie o óbice das Súmulas 282 e 356 desta Corte” (fl. 824); e (b) o disposto na Lei Complementar Estadual 645/89 restringiu-se a dar cumprimento ao art. 37, XIV, da CF e ao art. 17 do ADCT, não havendo ofensa ao princípio constitucional do direito adquirido. Sustenta a parte agravante, em suma, que: (a) “perante a Lei Complementar 645/89, como já se disse, não se pretende o reenquadramento dos adicionais por tempo de serviço, matéria já apreciada por essa E. Corte, mas do reenquadramento dos adicionais de magistério, sistema de evolução funcional específico da carreira do magistério, que foi mantido intacto pela indigitada Lei” (fl. 830); e (b) “a pretensão deduzida em juízo, não ofende a regra do artigo 37, inciso XIV, c/c art. 17 ADCTs da Constituição Federal de 1988, pois não de trata de incidência recíproca dos adicionais de magistério, que são utilizados como critério para o reenquadramento dos Recorrentes, sem que haja uma incidência de adicional de magistério sobre outro” (fl. 836). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709528. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE. :VANDERLICE DINIZ BRANCO ADVDOS. :GUSTAVO CORTÊS DE LIMA AGDO. :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental de decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que: (a) “a controvérsia sobre a exclusão explícita da referência obtida a título de avaliação de desempenho não foi objeto de discussão pelo Tribunal a quo (…) Incide, pois, na espécie o óbice das Súmulas 282 e 356 desta Corte” (fl. 824); e (b) o disposto na Lei Complementar Estadual 645/89 restringiu-se a dar cumprimento ao art. 37, XIV, da CF e ao art. 17 do ADCT, não havendo ofensa ao princípio constitucional do direito adquirido. Sustenta a parte agravante, em suma, que: (a) “perante a Lei Complementar 645/89, como já se disse, não se pretende o reenquadramento dos adicionais por tempo de serviço, matéria já apreciada por essa E. Corte, mas do reenquadramento dos adicionais de magistério, sistema de evolução funcional específico da carreira do magistério, que foi mantido intacto pela indigitada Lei” (fl. 830); e (b) “a pretensão deduzida em juízo, não ofende a regra do artigo 37, inciso XIV, c/c art. 17 ADCTs da Constituição Federal de 1988, pois não de trata de incidência recíproca dos adicionais de magistério, que são utilizados como critério para o reenquadramento dos Recorrentes, sem que haja uma incidência de adicional de magistério sobre outro” (fl. 836). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709528. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Primeiramente, observa-se que a controvérsia sobre a exclusão explícita da referência obtida a título de avaliação de desempenho não foi objeto de discussão pelo Tribunal a quo , deixando, inclusive, de ser suscitada em embargos de declaração. Incide, pois, na espécie o óbice das Súmulas 282 e 356 desta Corte. Quanto à inconstitucionalidade dos dispositivos da LC n.º 645/89, do Estado de São Paulo, que promoveu o reenquadramento dos servidores do quadro de magistério do estado, o Supremo Tribunal Federal já teve a oportunidade de se manifestar a respeito da questão, por ocasião do julgamento do RE 276.041, de minha relatoria, cuja ementa se transcreve, in verbis : SERVIDORES INTEGRANTES DO QUADRO DE MAGISTÉRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO. REENQUADRAMENTO DETERMINADO PELA LEI COMPLEMENTAR N.º 645/89. ADICIONAIS POR TEMPO DE SERVIÇO. O diploma legal em referência, ao determinar que o reenquadramento dos servidores se fizesse sem consideração às referências por eles anteriormente obtidas por efeito da referida vantagem, limitou-se a dar cumprimento às normas do art. 37, XIV, da CF, e do art. 17 do ADCT, que proscreveram o efeito cumulativo de adicionais sobre adicionais, propiciado pela legislação anterior, sem deixarem margem para invocação de direito adquirido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709529. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Primeiramente, observa-se que a controvérsia sobre a exclusão explícita da referência obtida a título de avaliação de desempenho não foi objeto de discussão pelo Tribunal a quo , deixando, inclusive, de ser suscitada em embargos de declaração. Incide, pois, na espécie o óbice das Súmulas 282 e 356 desta Corte. Quanto à inconstitucionalidade dos dispositivos da LC n.º 645/89, do Estado de São Paulo, que promoveu o reenquadramento dos servidores do quadro de magistério do estado, o Supremo Tribunal Federal já teve a oportunidade de se manifestar a respeito da questão, por ocasião do julgamento do RE 276.041, de minha relatoria, cuja ementa se transcreve, in verbis : SERVIDORES INTEGRANTES DO QUADRO DE MAGISTÉRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO. REENQUADRAMENTO DETERMINADO PELA LEI COMPLEMENTAR N.º 645/89. ADICIONAIS POR TEMPO DE SERVIÇO. O diploma legal em referência, ao determinar que o reenquadramento dos servidores se fizesse sem consideração às referências por eles anteriormente obtidas por efeito da referida vantagem, limitou-se a dar cumprimento às normas do art. 37, XIV, da CF, e do art. 17 do ADCT, que proscreveram o efeito cumulativo de adicionais sobre adicionais, propiciado pela legislação anterior, sem deixarem margem para invocação de direito adquirido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709529. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 327291 AGR / SP Inconstitucionalidade não demonstrada. Recurso conhecido e provido. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Ressalte-se que a jurisprudência do STF, em seus julgados mais recentes sobre a matéria dos autos, manteve o mesmo entendimento do precedente citado na decisão agravada. Nesse sentido: RE 402.486 AgR, Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, Dje 30.03.2007; AI 232.558 AgR, Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 16.02.2007. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709529. Supremo Tribunal Federal RE 327291 AGR / SP Inconstitucionalidade não demonstrada. Recurso conhecido e provido. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Ressalte-se que a jurisprudência do STF, em seus julgados mais recentes sobre a matéria dos autos, manteve o mesmo entendimento do precedente citado na decisão agravada. Nesse sentido: RE 402.486 AgR, Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, Dje 30.03.2007; AI 232.558 AgR, Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 16.02.2007. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709529. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE. : VANDERLICE DINIZ BRANCO ADVDOS. : GUSTAVO CORTÊS DE LIMA AGDO. : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706598 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE. : VANDERLICE DINIZ BRANCO ADVDOS. : GUSTAVO CORTÊS DE LIMA AGDO. : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706598 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3740931
2013-04-23T00:00:00
2013-05-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 23.04.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO. ADICIONAL DE MAGISTÉRIO. REENQUADRAMENTO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 645/89. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur229502
- Acórdão (s) citado (s): (INEXISTÊNCIA, DIREITO ADQUIRIDO, RECEBIMENTO, ADICIONAIS) RE 402486 AgR (1ªT), AI 232558 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 29/05/2013, BMB.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
327291
[ "LEG-EST LCP-000645 ANO-1989\r\n LEI COMPLEMENTAR, SP" ]
RE-AgR
acordaos
RE 327291 AgR
[ "" ]
AGTE. : VANDERLICE DINIZ BRANCO ADVDOS. : GUSTAVO CORTÊS DE LIMA AGDO. : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE. :VANDERLICE DINIZ BRANCO ADVDOS. :GUSTAVO CORTÊS DE LIMA AGDO. :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO. ADICIONAL DE MAGISTÉRIO. REENQUADRAMENTO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 645/89. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 23 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709527. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE. :VANDERLICE DINIZ BRANCO ADVDOS. :GUSTAVO CORTÊS DE LIMA AGDO. :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental de decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que: (a) “a controvérsia sobre a exclusão explícita da referência obtida a título de avaliação de desempenho não foi objeto de discussão pelo Tribunal a quo (…) Incide, pois, na espécie o óbice das Súmulas 282 e 356 desta Corte” (fl. 824); e (b) o disposto na Lei Complementar Estadual 645/89 restringiu-se a dar cumprimento ao art. 37, XIV, da Constituição Federal de 1988 e ao art. 17 do ADCT, não havendo ofensa ao princípio constitucional do direito adquirido. Sustenta a parte agravante, em suma, que: (a) “perante a Lei Complementar 645/89, como já se disse, não se pretende o reenquadramento dos adicionais por tempo de serviço, matéria já apreciada por essa E. Corte, mas do reenquadramento dos adicionais de magistério, sistema de evolução funcional específico da carreira do magistério, que foi mantido intacto pela indigitada Lei” (fl. 830); e (b) “a pretensão deduzida em juízo, não ofende a regra do artigo 37, inciso XIV, c/c art. 17 ADCTs da Constituição Federal de 1988, pois não de trata de incidência recíproca dos adicionais de magistério, que são utilizados como critério para o reenquadramento dos Recorrentes, sem que haja uma incidência de adicional de magistério sobre outro” (fl. 836). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709528. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE. :VANDERLICE DINIZ BRANCO ADVDOS. :GUSTAVO CORTÊS DE LIMA AGDO. :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental de decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que: (a) “a controvérsia sobre a exclusão explícita da referência obtida a título de avaliação de desempenho não foi objeto de discussão pelo Tribunal a quo (…) Incide, pois, na espécie o óbice das Súmulas 282 e 356 desta Corte” (fl. 824); e (b) o disposto na Lei Complementar Estadual 645/89 restringiu-se a dar cumprimento ao art. 37, XIV, da Constituição Federal de 1988 e ao art. 17 do ADCT, não havendo ofensa ao princípio constitucional do direito adquirido. Sustenta a parte agravante, em suma, que: (a) “perante a Lei Complementar 645/89, como já se disse, não se pretende o reenquadramento dos adicionais por tempo de serviço, matéria já apreciada por essa E. Corte, mas do reenquadramento dos adicionais de magistério, sistema de evolução funcional específico da carreira do magistério, que foi mantido intacto pela indigitada Lei” (fl. 830); e (b) “a pretensão deduzida em juízo, não ofende a regra do artigo 37, inciso XIV, c/c art. 17 ADCTs da Constituição Federal de 1988, pois não de trata de incidência recíproca dos adicionais de magistério, que são utilizados como critério para o reenquadramento dos Recorrentes, sem que haja uma incidência de adicional de magistério sobre outro” (fl. 836). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709528. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Primeiramente, observa-se que a controvérsia sobre a exclusão explícita da referência obtida a título de avaliação de desempenho não foi objeto de discussão pelo Tribunal a quo , deixando, inclusive, de ser suscitada em embargos de declaração. Incide, pois, na espécie o óbice das Súmulas 282 e 356 desta Corte. Quanto à inconstitucionalidade dos dispositivos da Lei Complementar n. 645/89, do Estado de São Paulo, que promoveu o reenquadramento dos servidores do quadro de magistério do estado, o Supremo Tribunal Federal já teve a oportunidade de se manifestar a respeito da questão, por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 276.041, de minha relatoria, cuja ementa se transcreve, in verbis : SERVIDORES INTEGRANTES DO QUADRO DE MAGISTÉRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO. REENQUADRAMENTO DETERMINADO PELA LEI COMPLEMENTAR N. 645/89. ADICIONAIS POR TEMPO DE SERVIÇO. O diploma legal em referência, ao determinar que o reenquadramento dos servidores se fizesse sem consideração às referências por eles anteriormente obtidas por efeito da referida vantagem, limitou-se a dar cumprimento às normas do art. 37, XIV, da Constituição Federal de 1988, e do art. 17 do ADCT, que proscreveram o efeito cumulativo de adicionais sobre adicionais, propiciado pela legislação anterior, sem deixarem margem para invocação de direito adquirido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709529. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Primeiramente, observa-se que a controvérsia sobre a exclusão explícita da referência obtida a título de avaliação de desempenho não foi objeto de discussão pelo Tribunal a quo , deixando, inclusive, de ser suscitada em embargos de declaração. Incide, pois, na espécie o óbice das Súmulas 282 e 356 desta Corte. Quanto à inconstitucionalidade dos dispositivos da Lei Complementar n. 645/89, do Estado de São Paulo, que promoveu o reenquadramento dos servidores do quadro de magistério do estado, o Supremo Tribunal Federal já teve a oportunidade de se manifestar a respeito da questão, por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 276.041, de minha relatoria, cuja ementa se transcreve, in verbis : SERVIDORES INTEGRANTES DO QUADRO DE MAGISTÉRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO. REENQUADRAMENTO DETERMINADO PELA LEI COMPLEMENTAR N. 645/89. ADICIONAIS POR TEMPO DE SERVIÇO. O diploma legal em referência, ao determinar que o reenquadramento dos servidores se fizesse sem consideração às referências por eles anteriormente obtidas por efeito da referida vantagem, limitou-se a dar cumprimento às normas do art. 37, XIV, da Constituição Federal de 1988, e do art. 17 do ADCT, que proscreveram o efeito cumulativo de adicionais sobre adicionais, propiciado pela legislação anterior, sem deixarem margem para invocação de direito adquirido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709529. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 327291 AGR / SP Inconstitucionalidade não demonstrada. Recurso conhecido e provido. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Ressalte-se que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em seus julgados mais recentes sobre a matéria dos autos, manteve o mesmo entendimento do precedente citado na decisão agravada. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 402.486 AgR, Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, Dje 30.03.2007; AI 232.558 AgR, Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 16.02.2007. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709529. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 327291 AGR / SP Inconstitucionalidade não demonstrada. Recurso conhecido e provido. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Ressalte-se que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em seus julgados mais recentes sobre a matéria dos autos, manteve o mesmo entendimento do precedente citado na decisão agravada. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 402.486 AgR, Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, Dje 30.03.2007; AI 232.558 AgR, Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 16.02.2007. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709529. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE. : VANDERLICE DINIZ BRANCO ADVDOS. : GUSTAVO CORTÊS DE LIMA AGDO. : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706598 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.291 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE. : VANDERLICE DINIZ BRANCO ADVDOS. : GUSTAVO CORTÊS DE LIMA AGDO. : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706598 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327 . 291", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327 . 291", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327 . 291", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327 . 291", "Recurso Extraordinário 276 . 041", "Recurso Extraordinário 276 . 041", "Recurso Extraordinário 327291 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 402 . 486 AgR", "AI 232 . 558 AgR", "Recurso Extraordinário 327291 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 402 . 486 AgR", "AI 232 . 558 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327 . 291" ], "LEGISLACAO": [ "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 645 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual 645 / 89", "art . 37 , XIV , da Constituição Federal de 1988", "art . 17 do ADCT", "Lei Complementar 645 / 89", "artigo 37 , inciso XIV , c / c art . 17 ADCTs da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual 645 / 89", "art . 37 , XIV , da Constituição Federal de 1988", "Lei Complementar 645 / 89", "artigo 37 , inciso XIV , c / c art . 17 ADCTs da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 645 / 89", "LEI COMPLEMENTAR N . 645 / 89", "art . 37 , XIV , da Constituição Federal de 1988", "art . 17 do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 645 / 89", "LEI COMPLEMENTAR N . 645 / 89", "art . 37 , XIV , da Constituição Federal de 1988", "art . 17 do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "QUADRO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "VANDERLICE DINIZ BRANCO", "GUSTAVO CORTÊS DE LIMA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "VANDERLICE DINIZ BRANCO", "GUSTAVO CORTÊS DE LIMA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "VANDERLICE DINIZ BRANCO", "GUSTAVO CORTÊS DE LIMA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "VANDERLICE DINIZ BRANCO", "GUSTAVO CORTÊS DE LIMA", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "VANDERLICE DINIZ BRANCO", "GUSTAVO CORTÊS DE LIMA", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "23", "/", "04", "/", "2013", "23 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "03", ".", "2007", "16", ".", "02", ".", "2007", "24", "/", "08", "30", ".", "03", ".", "2007", "16", ".", "02", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "23", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.873 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :LUIZ FERNANDO GOLDANI IMPTE.(S) :EVERTON ANTONIO PAIANI COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. COMPLEXIDADE DA AÇÃO PENAL. INEXISTÊNCIA DE INÉRCIA OU DESÍDIA DO PODER JUDICIÁRIO. RÉU ACUSADO DE AMEAÇAR TESTEMUNHA. NECESSIDADE DA CUSTÓDIA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA. I – O prazo para julgamento da ação penal mostra-se dilatado em decorrência da complexidade do caso, uma vez que o réu e mais quatro corréus foram denunciados pela prática do crime de homicídio qualificado em concurso material com o de ocultação de cadáver. II – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Precedentes. III- A prisão cautelar mostra-se necessária para evitar a intimidação de testemunhas que eventualmente irão depor em plenário. IV – Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850393. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão HC 115873 / RS do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850393. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850393. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.873 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :LUIZ FERNANDO GOLDANI IMPTE.(S) :EVERTON ANTONIO PAIANI COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Everton Antonio Paiani, em favor de LUIZ FERNANDO GOLDANI, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao RHC 33.147/RS, Rel. Min. Laurita Vaz. Infere-se dos autos que, em 22/11/2010, foi decretada a prisão temporária do paciente pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 121, § 2º, I e IV (homicídio duplamente qualificado), e 211 (destruição, subtração ou ocultação de cadáver), na forma dos arts. 29 e 69, todos do Código Penal. Posteriormente, na ocasião em que recebeu o aditamento à denúncia para incluir o nome do paciente e de outros corréus, o juízo processante decretou a custódia preventiva de Luiz Fernando Goldani. Consta dos autos, também, que, contra a decisão que pronunciou o paciente, foi interposto recurso em sentido estrito, pendente de apreciação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Inconformada com a segregação preventiva do paciente, a defesa impetrou habeas corpus no TJ/RS buscando a revogação da custódia ou o deferimento de prisão domiciliar, tendo em conta a saúde debilitada do réu. A Corte gaúcha conheceu em parte do writ e, na parte conhecida, concedeu a ordem para converter a prisão preventiva em domiciliar, com monitoração eletrônica e demais cautelas a serem estabelecidas pelo juízo da execução. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850394. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.873 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :LUIZ FERNANDO GOLDANI IMPTE.(S) :EVERTON ANTONIO PAIANI COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Everton Antonio Paiani, em favor de LUIZ FERNANDO GOLDANI, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao RHC 33.147/RS, Rel. Min. Laurita Vaz. Infere-se dos autos que, em 22/11/2010, foi decretada a prisão temporária do paciente pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 121, § 2º, I e IV (homicídio duplamente qualificado), e 211 (destruição, subtração ou ocultação de cadáver), na forma dos arts. 29 e 69, todos do Código Penal. Posteriormente, na ocasião em que recebeu o aditamento à denúncia para incluir o nome do paciente e de outros corréus, o juízo processante decretou a custódia preventiva de Luiz Fernando Goldani. Consta dos autos, também, que, contra a decisão que pronunciou o paciente, foi interposto recurso em sentido estrito, pendente de apreciação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Inconformada com a segregação preventiva do paciente, a defesa impetrou habeas corpus no TJ/RS buscando a revogação da custódia ou o deferimento de prisão domiciliar, tendo em conta a saúde debilitada do réu. A Corte gaúcha conheceu em parte do writ e, na parte conhecida, concedeu a ordem para converter a prisão preventiva em domiciliar, com monitoração eletrônica e demais cautelas a serem estabelecidas pelo juízo da execução. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório HC 115873 / RS Ainda irresignada, a defesa interpôs recurso ordinário em habeas corpus para o Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao recurso. É contra esse acórdão que se insurge o impetrante. Alega, em síntese, excesso de prazo da custódia cautelar, uma vez que o paciente se encontra com a liberdade restringida desde 27/12/2010 e que o recurso em sentido estrito interposto contra a pronúncia deve ser julgado somente em dezembro de 2012. Conclui, dessa forma, que “de há muito esgotou-se qualquer prazo razoável para manter restrito o status libertatis do paciente”. Sustenta, ainda, que a prisão preventiva do paciente havia sido decretada por conveniência da instrução criminal, de modo que, encerrada a instrução, não haveria razão para a manutenção da medida. Requer, ao final, liminarmente, a concessão da ordem para “restituir de imediato ao paciente seu status libertatis”. Em 22/11/2012, indeferi a medida liminar e solicitei informações. Determinei, ainda, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. As informações foram prestadas por meio dos Ofícios 34/2012 e 35/2012 da 1ª Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS e do Ofício 1714/2012 da 2ª Vice-Presidência do TJ/RS. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850394. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS Ainda irresignada, a defesa interpôs recurso ordinário em habeas corpus para o Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao recurso. É contra esse acórdão que se insurge o impetrante. Alega, em síntese, excesso de prazo da custódia cautelar, uma vez que o paciente se encontra com a liberdade restringida desde 27/12/2010 e que o recurso em sentido estrito interposto contra a pronúncia deve ser julgado somente em dezembro de 2012. Conclui, dessa forma, que “de há muito esgotou-se qualquer prazo razoável para manter restrito o status libertatis do paciente”. Sustenta, ainda, que a prisão preventiva do paciente havia sido decretada por conveniência da instrução criminal, de modo que, encerrada a instrução, não haveria razão para a manutenção da medida. Requer, ao final, liminarmente, a concessão da ordem para “restituir de imediato ao paciente seu status libertatis”. Em 22/11/2012, indeferi a medida liminar e solicitei informações. Determinei, ainda, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. As informações foram prestadas por meio dos Ofícios 34/2012 e 35/2012 da 1ª Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS e do Ofício 1714/2012 da 2ª Vice-Presidência do TJ/RS. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 21/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.873 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. O acórdão questionado possui a seguinte ementa: “RECURSO ORDINÁRIO DE HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. TESE DE EXCESSO DE PRAZO NO JULGAMENTO DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. AUSÊNCIA DE MANIFESTA ILEGALIDADE. PRAZO RAZOÁVEL. PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADA NA SENTENÇA DE PRONÚNCIA COM BASE NA PERICULOSIDADE CONCRETA DO RÉU. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. INOCORRÊNCIA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. AMEAÇA ÀS TESTEMUNHAS E CORRÉUS. RECURSO ORDINÁRIO DE HABEAS CORPUS DESPROVIDO. 1. Não se evidencia excesso de prazo injustificável ou desarrazoado no julgamento recurso em sentido estrito do Paciente - beneficiado com a prisão domiciliar - uma vez que o recurso foi interposto em 17 de janeiro de 2012 e está concluso para julgamento com o relator, desde de 12/07/2012, portanto há menos de 02 meses, prazo razoável para a análise de insurgência decorrente de feito complexo, com 05 réus, em que se apura homicídio qualificado por motivo torpe, promessa de recompensa e traição; bem como ocultação de cadáver (fl. 67). 2. A manutenção da custódia preventiva pela sentença de pronúncia, convertida em prisão domiciliar pelo acórdão de habeas corpus recorrido, está concretamente motivada na conveniência da instrução processual, tendo em vista as noticiadas ameaças às testemunhas e aos corréus. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.873 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. O acórdão questionado possui a seguinte ementa: “RECURSO ORDINÁRIO DE HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. TESE DE EXCESSO DE PRAZO NO JULGAMENTO DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. AUSÊNCIA DE MANIFESTA ILEGALIDADE. PRAZO RAZOÁVEL. PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADA NA SENTENÇA DE PRONÚNCIA COM BASE NA PERICULOSIDADE CONCRETA DO RÉU. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. INOCORRÊNCIA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. AMEAÇA ÀS TESTEMUNHAS E CORRÉUS. RECURSO ORDINÁRIO DE HABEAS CORPUS DESPROVIDO. 1. Não se evidencia excesso de prazo injustificável ou desarrazoado no julgamento recurso em sentido estrito do Paciente - beneficiado com a prisão domiciliar - uma vez que o recurso foi interposto em 17 de janeiro de 2012 e está concluso para julgamento com o relator, desde de 12/07/2012, portanto há menos de 02 meses, prazo razoável para a análise de insurgência decorrente de feito complexo, com 05 réus, em que se apura homicídio qualificado por motivo torpe, promessa de recompensa e traição; bem como ocultação de cadáver (fl. 67). 2. A manutenção da custódia preventiva pela sentença de pronúncia, convertida em prisão domiciliar pelo acórdão de habeas corpus recorrido, está concretamente motivada na conveniência da instrução processual, tendo em vista as noticiadas ameaças às testemunhas e aos corréus. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS 3. Recurso ordinário de habeas corpus desprovido”. Conforme relatado, o impetrante sustenta a existência de constrangimento ilegal decorrente do excesso de prazo da prisão preventiva e o caráter meramente punitivo da prisão domiciliar a que está sujeito o paciente. A irresignação não prospera, contudo. Infere-se do decreto de prisão preventiva que o paciente e outros quatro corréus foram denunciados pela prática dos crimes de homicídio e de ocultação de cadáver, assim descritos: “Trata-se de crime gravíssimo, contra a vida, cujas circunstâncias revelaram a periculosidade dos acusados. Segundo consta do aditamento, os réus teriam premeditado a morte da vítima, que foi levada por Edson ao sítio de Luiz Fernando (pai do denunciado Edson), onde encontraram-se com Joel e Sérgio, ocasião em que teria recebido um disparo de arma de fogo na região occipital, morrendo instantaneamente. Após a morte de Luciano, os acusados teriam cortado parte de seus lábios inferiores, desfigurando seu rosto, com a intenção de demonstrarem que a vítima seria um delator, já que pretendia denunciar seus sócios a um amigo, agente da Polícia Federal, justamente na noite em que foi morto. As testemunhas ouvidas perante a autoridade policial narraram o envolvimento de Daltro, Edson, Luiz Fernando, Sérgio e Joel no crime, face às desavenças financeiras ocorridas entre os sócios, em conluio com os demais acusados. Segundo se infere, Luciano teria sido executado devido à desavenças oriundas de suas relações comerciais, que envolveriam os denunciados, bem como há notícias nos autos de que os denunciados Luiz Fernando e Edson poderiam estar realizando transações ilícitas junto ao comércio de madeira, utilizando-se da empresa da vítima, sem sua autorização” (vol. 8, fls. 13-14). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS 3. Recurso ordinário de habeas corpus desprovido”. Conforme relatado, o impetrante sustenta a existência de constrangimento ilegal decorrente do excesso de prazo da prisão preventiva e o caráter meramente punitivo da prisão domiciliar a que está sujeito o paciente. A irresignação não prospera, contudo. Infere-se do decreto de prisão preventiva que o paciente e outros quatro corréus foram denunciados pela prática dos crimes de homicídio e de ocultação de cadáver, assim descritos: “Trata-se de crime gravíssimo, contra a vida, cujas circunstâncias revelaram a periculosidade dos acusados. Segundo consta do aditamento, os réus teriam premeditado a morte da vítima, que foi levada por Edson ao sítio de Luiz Fernando (pai do denunciado Edson), onde encontraram-se com Joel e Sérgio, ocasião em que teria recebido um disparo de arma de fogo na região occipital, morrendo instantaneamente. Após a morte de Luciano, os acusados teriam cortado parte de seus lábios inferiores, desfigurando seu rosto, com a intenção de demonstrarem que a vítima seria um delator, já que pretendia denunciar seus sócios a um amigo, agente da Polícia Federal, justamente na noite em que foi morto. As testemunhas ouvidas perante a autoridade policial narraram o envolvimento de Daltro, Edson, Luiz Fernando, Sérgio e Joel no crime, face às desavenças financeiras ocorridas entre os sócios, em conluio com os demais acusados. Segundo se infere, Luciano teria sido executado devido à desavenças oriundas de suas relações comerciais, que envolveriam os denunciados, bem como há notícias nos autos de que os denunciados Luiz Fernando e Edson poderiam estar realizando transações ilícitas junto ao comércio de madeira, utilizando-se da empresa da vítima, sem sua autorização” (vol. 8, fls. 13-14). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS Consta, ainda, dos autos, que o paciente, no curso das investigações, teria ameaçado a testemunha Paulo Ricardo Pinheiro Araújo, que relatou à autoridade policial ter o denunciado, por meio de contato telefônico, “tent[ado] lhe induzir a dizer que sabia que Edson e Luciano eram amigos, asseverando que sabia onde a testemunha morava, o que lhe causou temor, pois sentiu-se coagida” (documento eletrônico 8, fl. 16). Tais circunstâncias demonstram a necessidade da custódia do paciente, ainda que domiciliar. Além de ele ser suspeito da prática de crime grave, cometido por motivo torpe e com requintes de crueldade, ainda é acusado de intimidar testemunhas. Nesse contexto, embora a instrução criminal esteja encerrada, haja vista que já foi prolatada a sentença de pronúncia, a prisão mostra-se necessária para evitar a intimidação de testemunhas que eventualmente irão depor em plenário. Na mesmo esteira, menciono os seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL E CONSTITUCIONAL. IMPUTAÇÃO DA PRÁTICA DO CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. 1. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. QUESTÃO NÃO SUBMETIDA AO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. FUGA DO PACIENTE. FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS, SUFICIENTES E IDÔNEOS PARA A PRISÃO DO ORA PACIENTE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. 1. Se não foi submetida à instância antecedente a alegação de excesso de prazo da prisão do ora Paciente, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dela conhecer originariamente, sob pena de supressão de instância. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e a ameaça a testemunhas são motivos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS Consta, ainda, dos autos, que o paciente, no curso das investigações, teria ameaçado a testemunha Paulo Ricardo Pinheiro Araújo, que relatou à autoridade policial ter o denunciado, por meio de contato telefônico, “tent[ado] lhe induzir a dizer que sabia que Edson e Luciano eram amigos, asseverando que sabia onde a testemunha morava, o que lhe causou temor, pois sentiu-se coagida” (documento eletrônico 8, fl. 16). Tais circunstâncias demonstram a necessidade da custódia do paciente, ainda que domiciliar. Além de ele ser suspeito da prática de crime grave, cometido por motivo torpe e com requintes de crueldade, ainda é acusado de intimidar testemunhas. Nesse contexto, embora a instrução criminal esteja encerrada, haja vista que já foi prolatada a sentença de pronúncia, a prisão mostra-se necessária para evitar a intimidação de testemunhas que eventualmente irão depor em plenário. Na mesmo esteira, menciono os seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL E CONSTITUCIONAL. IMPUTAÇÃO DA PRÁTICA DO CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. 1. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. QUESTÃO NÃO SUBMETIDA AO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. FUGA DO PACIENTE. FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS, SUFICIENTES E IDÔNEOS PARA A PRISÃO DO ORA PACIENTE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. 1. Se não foi submetida à instância antecedente a alegação de excesso de prazo da prisão do ora Paciente, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dela conhecer originariamente, sob pena de supressão de instância. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e a ameaça a testemunhas são motivos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 3. Necessidade de se resguardar a aplicação da lei penal, considerada a fuga, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis não obsta a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se tem na espécie vertente. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado” (HC 111.058/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia – grifos meus). “Processual penal e constitucional. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Competência do Supremo Tribunal para julgar habeas corpus: CF, art. 102, I, ‘d’ e ‘i’. Rol taxativo. Matéria de direito estrito. Interpretação extensiva: Paradoxo. Organicidade do Direito. Dupla tentativa de homicídio qualificado pelo motivo fútil – CP, art. 121, § 2º, II, c/c art. 14, II. Prisão preventiva para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e da aplicação da lei penal. Modus operandi. Periculosidade do agente. Ameaça concreta a testemunha. Fundamentação idônea. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está inserido em nenhuma dessas alíneas. 2. A periculosidade in concreto revelada pelo modus operandi da prática delituosa justifica a prisão cautelar para garantia da ordem pública, na linha de reiterados precedentes desta Corte: HC n. 104.699/SP, 1ª Turma, Relatora a Ministra CÁRMEN LÚCIA, DJ de 23.11.10; HC 103.107/MT, 1ª Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 29.11.10; e HC 102.472, 1ª Turma, Rel. o Min. Marco Aurélio, Redator p/ o acórdão Min. Luiz Fux, j. Em 16/08/2011. (...) c) a ameaça a testemunha constitui justificativa suficiente à custódia cautelar por conveniência da instrução criminal. Precedentes: HC 105614/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJ de 10/6/2011; e HC 106236-AgR/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJ de 6/4/2011; HC 101309/PE, Rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJ de 7/5/2010) 3. Habeas corpus extinto, sem julgamento do mérito” (HC 113.870/MG, Rel. Min. Luiz Fux – 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 3. Necessidade de se resguardar a aplicação da lei penal, considerada a fuga, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis não obsta a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se tem na espécie vertente. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado” (HC 111.058/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia – grifos meus). “Processual penal e constitucional. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Competência do Supremo Tribunal para julgar habeas corpus: CF, art. 102, I, ‘d’ e ‘i’. Rol taxativo. Matéria de direito estrito. Interpretação extensiva: Paradoxo. Organicidade do Direito. Dupla tentativa de homicídio qualificado pelo motivo fútil – CP, art. 121, § 2º, II, c/c art. 14, II. Prisão preventiva para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e da aplicação da lei penal. Modus operandi. Periculosidade do agente. Ameaça concreta a testemunha. Fundamentação idônea. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está inserido em nenhuma dessas alíneas. 2. A periculosidade in concreto revelada pelo modus operandi da prática delituosa justifica a prisão cautelar para garantia da ordem pública, na linha de reiterados precedentes desta Corte: HC n. 104.699/SP, 1ª Turma, Relatora a Ministra CÁRMEN LÚCIA, DJ de 23.11.10; HC 103.107/MT, 1ª Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 29.11.10; e HC 102.472, 1ª Turma, Rel. o Min. Marco Aurélio, Redator p/ o acórdão Min. Luiz Fux, j. Em 16/08/2011. (...) c) a ameaça a testemunha constitui justificativa suficiente à custódia cautelar por conveniência da instrução criminal. Precedentes: HC 105614/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJ de 10/6/2011; e HC 106236-AgR/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJ de 6/4/2011; HC 101309/PE, Rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJ de 7/5/2010) 3. Habeas corpus extinto, sem julgamento do mérito” (HC 113.870/MG, Rel. Min. Luiz Fux – 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS grifos meus). Quanto ao alegado excesso de prazo, melhor sorte não colhe a impetração. Da leitura das informações prestadas pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS, infere-se que eventual dilação dos prazos processuais não pode ser imputada ao Poder Judiciário, uma vez que o feito se reveste de certa complexidade. Como visto, trata-se de ação penal movida contra cinco réus, acusados da prática dos crimes de homicídio qualificado e de ocultação de cadáver. De início, somente figurava como réu Edson Batista Goldani, mas as investigações apontaram a participação dos demais corréus, sendo, portanto, aditada a denúncia e decretada a custódia cautelar do ora paciente (o decreto foi cumprido em 27/12/2010). Em 5/10/2011 foi prolatada a sentença de pronúncia, da qual o paciente recorreu. Os autos foram encaminhados ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul em 17/1/2012 e conclusos ao relator, com parecer do Ministério Público, em 12/7/2012. Em 12/4/2012, ao apreciar habeas corpus manejado pela defesa, o TJ/RS concedeu parcialmente a ordem para deferir a prisão domiciliar do réu, tendo em vista sua saúde debilitada. Por fim, em 12/12/2012, o TJ/RS não conheceu do recurso em sentido estrito interposto pelo ora paciente contra a pronúncia, por intempestivo. Desse modo, de acordo com o que se extrai dos autos, é possível verificar tratar-se de ação penal complexa, em que se apuram os crimes de homicídio qualificado e de ocultação de cadáver conexo, imputados a cinco réus. Foram tomadas as providências necessárias ao célere andamento do feito e à preservação da saúde do paciente (com o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS grifos meus). Quanto ao alegado excesso de prazo, melhor sorte não colhe a impetração. Da leitura das informações prestadas pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS, infere-se que eventual dilação dos prazos processuais não pode ser imputada ao Poder Judiciário, uma vez que o feito se reveste de certa complexidade. Como visto, trata-se de ação penal movida contra cinco réus, acusados da prática dos crimes de homicídio qualificado e de ocultação de cadáver. De início, somente figurava como réu Edson Batista Goldani, mas as investigações apontaram a participação dos demais corréus, sendo, portanto, aditada a denúncia e decretada a custódia cautelar do ora paciente (o decreto foi cumprido em 27/12/2010). Em 5/10/2011 foi prolatada a sentença de pronúncia, da qual o paciente recorreu. Os autos foram encaminhados ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul em 17/1/2012 e conclusos ao relator, com parecer do Ministério Público, em 12/7/2012. Em 12/4/2012, ao apreciar habeas corpus manejado pela defesa, o TJ/RS concedeu parcialmente a ordem para deferir a prisão domiciliar do réu, tendo em vista sua saúde debilitada. Por fim, em 12/12/2012, o TJ/RS não conheceu do recurso em sentido estrito interposto pelo ora paciente contra a pronúncia, por intempestivo. Desse modo, de acordo com o que se extrai dos autos, é possível verificar tratar-se de ação penal complexa, em que se apuram os crimes de homicídio qualificado e de ocultação de cadáver conexo, imputados a cinco réus. Foram tomadas as providências necessárias ao célere andamento do feito e à preservação da saúde do paciente (com o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS deferimento da prisão domiciliar), que assevera ser portador de moléstias como diabetes e hipertensão arterial. Percebe-se, pois, que eventual demora na conclusão do feito, se existente, deve ser imputada ao recurso em sentido estrito manejado, fora do prazo legal, pela defesa contra a sentença de pronúncia, cujo processamento e julgamento, como visto, consumiu aproximadamente um ano. Esses fatos comprovam a inexistência de atraso injustificado no trâmite do feito, tampouco de desídia do juízo processante na sua condução, de modo que não há falar em constrangimento ilegal. Destaco, nessa esteira, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Nesse sentido, menciono, entre outros, os seguintes precedentes: RHC 93.174/SE e HC 106.675/RJ, ambos de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 97.542/PB, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 97.743/SP, Rel. Min. Eros Grau; HC 98.689/SP, de minha relatoria; HC 96.714/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 97.076/PE, Rel. Min. Cezar Peluso; HC 95.505/SP, Rel. Min. Menezes Direito; e HC 104.849/RJ. Rel. Min. Gilmar Mendes. A ilustrar, transcrevo as seguintes ementas: “Habeas corpus. 2. Prisão preventiva. Ausência dos requisitos autorizadores. Não ocorrência. Necessidade de resguardar a ordem pública. 3. Excesso de prazo. Complexidade da causa (pluralidade de réus). 4. Constrangimento ilegal não configurado. Marcado o julgamento pelo Tribunal do Júri. 5. Ordem denegada. Recomendada celeridade no julgamento da ação penal” (HC 111.755/ES, Rel. Min. Gilmar Mendes). “Penal e processual penal. Habeas corpus. Tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes – arts. 33 e 35 da Lei n. 11.343/2006. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS deferimento da prisão domiciliar), que assevera ser portador de moléstias como diabetes e hipertensão arterial. Percebe-se, pois, que eventual demora na conclusão do feito, se existente, deve ser imputada ao recurso em sentido estrito manejado, fora do prazo legal, pela defesa contra a sentença de pronúncia, cujo processamento e julgamento, como visto, consumiu aproximadamente um ano. Esses fatos comprovam a inexistência de atraso injustificado no trâmite do feito, tampouco de desídia do juízo processante na sua condução, de modo que não há falar em constrangimento ilegal. Destaco, nessa esteira, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Nesse sentido, menciono, entre outros, os seguintes precedentes: RHC 93.174/SE e HC 106.675/RJ, ambos de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 97.542/PB, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 97.743/SP, Rel. Min. Eros Grau; HC 98.689/SP, de minha relatoria; HC 96.714/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 97.076/PE, Rel. Min. Cezar Peluso; HC 95.505/SP, Rel. Min. Menezes Direito; e HC 104.849/RJ. Rel. Min. Gilmar Mendes. A ilustrar, transcrevo as seguintes ementas: “Habeas corpus. 2. Prisão preventiva. Ausência dos requisitos autorizadores. Não ocorrência. Necessidade de resguardar a ordem pública. 3. Excesso de prazo. Complexidade da causa (pluralidade de réus). 4. Constrangimento ilegal não configurado. Marcado o julgamento pelo Tribunal do Júri. 5. Ordem denegada. Recomendada celeridade no julgamento da ação penal” (HC 111.755/ES, Rel. Min. Gilmar Mendes). “Penal e processual penal. Habeas corpus. Tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes – arts. 33 e 35 da Lei n. 11.343/2006. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS Excesso de prazo da instrução criminal. Razoabilidade: número de réus e complexidade do processo. Superveniência de sentença condenatória. Insubsistência da alegação de excesso de prazo. 1. O excesso de prazo da instrução criminal não resulta de simples operação aritmética, impondo-se considerar a complexidade do processo, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos, fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento: HC 104845/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ de 10/8/2010; HC 101110/CE, Rel. Min. Eros Grau, 2ªTurma, DJ de 12/2/2010; HC 96775/PA, red. P/ acórdão Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ de 28/5/2010. 2. In casu, a complexidade da ação penal, envolvendo vários corréus presos em flagrante com mais de cinco quilos de cocaína e denunciados por tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes, bem como a necessidade de expedição de cartas precatórias, indicam ser razoável a dilação do prazo de encerramento. 3. A superveniente prolação de sentença condenatória torna insubsistente a alegação de excesso de prazo da instrução criminal, consoante entendimento desta Corte: HC 103020/SP, rel. min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJ de 6/5/2011; RHC 95207/PI, rel. min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJ de 15/2/2011; HC 93023 AgR / RJ , rel. min. Carlos Britto, 1ª Turma, DJ de 24/4/2009. 4. Ordem denegada” (HC 108.426/SP, Rel. Min. Luiz Fux). “Habeas Corpus. Prisão preventiva. Pressupostos e condições. Periculosidade real e gravidade em concreto. Decisão fundamentada. Excesso de prazo. Pluralidade de réus e complexidade do caso. Homicídio duplamente qualificado, tortura e formação de quadrilha. Multiplicidade de recursos interpostos pela defesa. Demora não atribuída à organização judiciária. Ordem denegada. (…) A complexidade da ação penal e a pluralidade de réus podem ser motivos bastantes a uma tramitação processual menos célere que a habitual. Há, nos autos, elementos indicativos de que a instrução criminal já foi concluída, foi prolatada sentença de pronúncia e a sessão de julgamento não foi realizada pelo Tribunal do Júri exclusivamente em decorrência da interposição de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS Excesso de prazo da instrução criminal. Razoabilidade: número de réus e complexidade do processo. Superveniência de sentença condenatória. Insubsistência da alegação de excesso de prazo. 1. O excesso de prazo da instrução criminal não resulta de simples operação aritmética, impondo-se considerar a complexidade do processo, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos, fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento: HC 104845/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ de 10/8/2010; HC 101110/CE, Rel. Min. Eros Grau, 2ªTurma, DJ de 12/2/2010; HC 96775/PA, red. P/ acórdão Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ de 28/5/2010. 2. In casu, a complexidade da ação penal, envolvendo vários corréus presos em flagrante com mais de cinco quilos de cocaína e denunciados por tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes, bem como a necessidade de expedição de cartas precatórias, indicam ser razoável a dilação do prazo de encerramento. 3. A superveniente prolação de sentença condenatória torna insubsistente a alegação de excesso de prazo da instrução criminal, consoante entendimento desta Corte: HC 103020/SP, rel. min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJ de 6/5/2011; RHC 95207/PI, rel. min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJ de 15/2/2011; HC 93023 AgR / RJ , rel. min. Carlos Britto, 1ª Turma, DJ de 24/4/2009. 4. Ordem denegada” (HC 108.426/SP, Rel. Min. Luiz Fux). “Habeas Corpus. Prisão preventiva. Pressupostos e condições. Periculosidade real e gravidade em concreto. Decisão fundamentada. Excesso de prazo. Pluralidade de réus e complexidade do caso. Homicídio duplamente qualificado, tortura e formação de quadrilha. Multiplicidade de recursos interpostos pela defesa. Demora não atribuída à organização judiciária. Ordem denegada. (…) A complexidade da ação penal e a pluralidade de réus podem ser motivos bastantes a uma tramitação processual menos célere que a habitual. Há, nos autos, elementos indicativos de que a instrução criminal já foi concluída, foi prolatada sentença de pronúncia e a sessão de julgamento não foi realizada pelo Tribunal do Júri exclusivamente em decorrência da interposição de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS diversos recursos defensivos. Assim, a suposta demora decorre de fato imputável à própria defesa. A despeito da peculiaridade do caso, é recomendável que o magistrado de origem envide esforços para a realização da sessão do Tribunal do Júri na maior brevidade possível. Habeas corpus denegado, com recomendação ao juízo de origem” (HC 101.443/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Não tenho como afrontado, pois, no caso sob exame, o princípio constitucional da razoável duração do processo, previsto no art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal, tampouco caracterizado o constrangimento ilegal que justifique a concessão da ordem, consideradas as vicissitudes do feito em comento. À mesma conclusão – pela inexistência de constrangimento ilegal no caso sob exame – chegou o representante do Parquet federal, que assentou em seu parecer: “Observa-se que, diversamente do que afirma o impetrante, a prisão preventiva lastreou-se adequadamente na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal (CPP: art. 312), embasada em elementos concretos, tendo em vista as noticiadas ameaças às testemunhas e aos próprios corréus. Portanto, presentes os requisitos da segregação cautelar, não há ilegalidade a reparar. Destaca-se da jurisprudência STF: 'Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes' (HC nº 110.735/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 11.12.2012); 'Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam a periculosidade do agente ou risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes do Supremo Tribunal Federal (HC nº 112.778 AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 22.10.2012). 8. Ademais, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul concedeu a prisão domiciliar ao paciente, com monitoramento 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS diversos recursos defensivos. Assim, a suposta demora decorre de fato imputável à própria defesa. A despeito da peculiaridade do caso, é recomendável que o magistrado de origem envide esforços para a realização da sessão do Tribunal do Júri na maior brevidade possível. Habeas corpus denegado, com recomendação ao juízo de origem” (HC 101.443/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Não tenho como afrontado, pois, no caso sob exame, o princípio constitucional da razoável duração do processo, previsto no art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal, tampouco caracterizado o constrangimento ilegal que justifique a concessão da ordem, consideradas as vicissitudes do feito em comento. À mesma conclusão – pela inexistência de constrangimento ilegal no caso sob exame – chegou o representante do Parquet federal, que assentou em seu parecer: “Observa-se que, diversamente do que afirma o impetrante, a prisão preventiva lastreou-se adequadamente na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal (CPP: art. 312), embasada em elementos concretos, tendo em vista as noticiadas ameaças às testemunhas e aos próprios corréus. Portanto, presentes os requisitos da segregação cautelar, não há ilegalidade a reparar. Destaca-se da jurisprudência STF: 'Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes' (HC nº 110.735/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 11.12.2012); 'Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam a periculosidade do agente ou risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes do Supremo Tribunal Federal (HC nº 112.778 AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 22.10.2012). 8. Ademais, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul concedeu a prisão domiciliar ao paciente, com monitoramento 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS eletrônico, em razão do seu estado de saúde. 9. Também não há falar em excesso de prazo. Isso porque o paciente já foi pronunciado: 'É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a alegação de excesso de prazo da instrução criminal fica superada pelo advento da sentença de pronúncia. Precedentes' (HC nº 100.567/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 06.4.2011). E, o recurso em sentido estrito interposto pelo paciente também já foi julgado em 12.12.2012, tendo sido desprovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul”. Anoto, por fim, ser da jurisprudência desta Corte o entendimento de que fica superada a alegação de excesso de prazo com a superveniência da sentença de pronúncia. Senão, vejamos: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA DE PRONÚNCIA. QUESTÃO SUPERADA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. A alegação de excesso de prazo da instrução criminal ficou superada pelo advento da sentença de pronúncia. Precedentes. 2. A prisão preventiva não está fundamentada apenas no clamor público e no interesse da imprensa, como sustentado nas razões da impetração. Além dos indícios de autoria e da materialidade do fato delituoso, há, no decreto prisional, demonstração de que a medida excepcional encontra justificativa na conveniência da instrução criminal. Isso em virtude de coação de testemunhas por parte de um 'investigador particular'. Há, ainda, fundado receio de que o filho da vítima --- testemunha de dois atentados anteriores ao crime --- também seja morto. Ordem denegada” (HC 96.609/ES, Rel. Min. Eros Grau). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. COMPLEXIDADE DO FEITO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE DESÍDIA NA TRAMITAÇÃO DA AÇÃO PENAL. SUPERVENIÊNCIA DA SENTENÇA DE 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS eletrônico, em razão do seu estado de saúde. 9. Também não há falar em excesso de prazo. Isso porque o paciente já foi pronunciado: 'É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a alegação de excesso de prazo da instrução criminal fica superada pelo advento da sentença de pronúncia. Precedentes' (HC nº 100.567/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 06.4.2011). E, o recurso em sentido estrito interposto pelo paciente também já foi julgado em 12.12.2012, tendo sido desprovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul”. Anoto, por fim, ser da jurisprudência desta Corte o entendimento de que fica superada a alegação de excesso de prazo com a superveniência da sentença de pronúncia. Senão, vejamos: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA DE PRONÚNCIA. QUESTÃO SUPERADA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. A alegação de excesso de prazo da instrução criminal ficou superada pelo advento da sentença de pronúncia. Precedentes. 2. A prisão preventiva não está fundamentada apenas no clamor público e no interesse da imprensa, como sustentado nas razões da impetração. Além dos indícios de autoria e da materialidade do fato delituoso, há, no decreto prisional, demonstração de que a medida excepcional encontra justificativa na conveniência da instrução criminal. Isso em virtude de coação de testemunhas por parte de um 'investigador particular'. Há, ainda, fundado receio de que o filho da vítima --- testemunha de dois atentados anteriores ao crime --- também seja morto. Ordem denegada” (HC 96.609/ES, Rel. Min. Eros Grau). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. COMPLEXIDADE DO FEITO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE DESÍDIA NA TRAMITAÇÃO DA AÇÃO PENAL. SUPERVENIÊNCIA DA SENTENÇA DE 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS PRONÚNCIA. 1. Não caracterizada a desídia na tramitação da ação penal em primeira instância. 2. Adoção de medidas possíveis para a prolação da sentença com a observância do direito de defesa do Paciente, considerada a complexidade em concreto do trâmite da ação. Não há falar em excesso de prazo para a formação da culpa. 3. O Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de excesso de prazo da instrução criminal fica superada pela superveniência da sentença de pronúncia. Precedentes. 4. Ordem denegada” (HC 108.010/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia). Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS PRONÚNCIA. 1. Não caracterizada a desídia na tramitação da ação penal em primeira instância. 2. Adoção de medidas possíveis para a prolação da sentença com a observância do direito de defesa do Paciente, considerada a complexidade em concreto do trâmite da ação. Não há falar em excesso de prazo para a formação da culpa. 3. O Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de excesso de prazo da instrução criminal fica superada pela superveniência da sentença de pronúncia. Precedentes. 4. Ordem denegada” (HC 108.010/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia). Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.873 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : LUIZ FERNANDO GOLDANI IMPTE.(S) : EVERTON ANTONIO PAIANI COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902449 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.873 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : LUIZ FERNANDO GOLDANI IMPTE.(S) : EVERTON ANTONIO PAIANI COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902449 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3913669
2013-05-21T00:00:00
2013-06-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. COMPLEXIDADE DA AÇÃO PENAL. INEXISTÊNCIA DE INÉRCIA OU DESÍDIA DO PODER JUDICIÁRIO. RÉU ACUSADO DE AMEAÇAR TESTEMUNHA. NECESSIDADE DA CUSTÓDIA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA. I – O prazo para julgamento da ação penal mostra-se dilatado em decorrência da complexidade do caso, uma vez que o réu e mais quatro corréus foram denunciados pela prática do crime de homicídio qualificado em concurso material com o de ocultação de cadáver. II – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Precedentes. III- A prisão cautelar mostra-se necessária para evitar a intimidação de testemunhas que eventualmente irão depor em plenário. IV – Ordem denegada.
sjur232124
- Acórdão(ãos) citado(s): (PRISÃO CAUTELAR, EXCESSO DE PRAZO, COMPLEXIDADE) RHC 93174 (1ªT), HC 106675 (2ªT), HC 97542 (2ªT), HC 97743 (2ªT), HC 98689 (1ªT), HC 96714 (1ªT), HC 97076 (2ªT), HC 95505 (1ªT), HC 104849 (2ªT), HC 111755 (2ªT), HC 108426 (1ªT), HC 101443 (2ªT). (PRISÃO CAUTELAR, EXCESSO DE PRAZO, NOVO TÍTULO PRISIONAL) HC 96609 (2ªT), HC 108010 (2ªT). - Veja RHC 33147 do STJ. Número de páginas: 15. Análise: 19/06/2013, MMR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
115873
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00078 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
HC
acordaos
HC 115873
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PACTE.(S) : LUIZ FERNANDO GOLDANI IMPTE.(S) : EVERTON ANTONIO PAIANI COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.873 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :LUIZ FERNANDO GOLDANI IMPTE.(S) :EVERTON ANTONIO PAIANI COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. COMPLEXIDADE DA AÇÃO PENAL. INEXISTÊNCIA DE INÉRCIA OU DESÍDIA DO PODER JUDICIÁRIO. RÉU ACUSADO DE AMEAÇAR TESTEMUNHA. NECESSIDADE DA CUSTÓDIA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA. I – O prazo para julgamento da ação penal mostra-se dilatado em decorrência da complexidade do caso, uma vez que o réu e mais quatro corréus foram denunciados pela prática do crime de homicídio qualificado em concurso material com o de ocultação de cadáver. II – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Precedentes. III- A prisão cautelar mostra-se necessária para evitar a intimidação de testemunhas que eventualmente irão depor em plenário. IV – Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850393. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão HC 115873 / RS do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850393. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850393. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.873 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :LUIZ FERNANDO GOLDANI IMPTE.(S) :EVERTON ANTONIO PAIANI COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Everton Antonio Paiani, em favor de LUIZ FERNANDO GOLDANI, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao RHC 33.147/RS, Rel. Min. Laurita Vaz. Infere-se dos autos que, em 22/11/2010, foi decretada a prisão temporária do paciente pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 121, § 2..., I e IV (homicídio duplamente qualificado), e 211 (destruição, subtração ou ocultação de cadáver), na forma dos arts. 29 e 69, todos do Código Penal. Posteriormente, na ocasião em que recebeu o aditamento à denúncia para incluir o nome do paciente e de outros corréus, o juízo processante decretou a custódia preventiva de Luiz Fernando Goldani. Consta dos autos, também, que, contra a decisão que pronunciou o paciente, foi interposto recurso em sentido estrito, pendente de apreciação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Inconformada com a segregação preventiva do paciente, a defesa impetrou habeas corpus no TJ/RS buscando a revogação da custódia ou o deferimento de prisão domiciliar, tendo em conta a saúde debilitada do réu. A Corte gaúcha conheceu em parte do writ e, na parte conhecida, concedeu a ordem para converter a prisão preventiva em domiciliar, com monitoração eletrônica e demais cautelas a serem estabelecidas pelo juízo da execução. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850394. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.873 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :LUIZ FERNANDO GOLDANI IMPTE.(S) :EVERTON ANTONIO PAIANI COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Everton Antonio Paiani, em favor de LUIZ FERNANDO GOLDANI, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao RHC 33.147/RS, Rel. Min. Laurita Vaz. Infere-se dos autos que, em 22/11/2010, foi decretada a prisão temporária do paciente pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 121, § 2..., I e IV (homicídio duplamente qualificado), e 211 (destruição, subtração ou ocultação de cadáver), na forma dos arts. 29 e 69, todos do Código Penal. Posteriormente, na ocasião em que recebeu o aditamento à denúncia para incluir o nome do paciente e de outros corréus, o juízo processante decretou a custódia preventiva de Luiz Fernando Goldani. Consta dos autos, também, que, contra a decisão que pronunciou o paciente, foi interposto recurso em sentido estrito, pendente de apreciação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Inconformada com a segregação preventiva do paciente, a defesa impetrou habeas corpus no TJ/RS buscando a revogação da custódia ou o deferimento de prisão domiciliar, tendo em conta a saúde debilitada do réu. A Corte gaúcha conheceu em parte do writ e, na parte conhecida, concedeu a ordem para converter a prisão preventiva em domiciliar, com monitoração eletrônica e demais cautelas a serem estabelecidas pelo juízo da execução. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório HC 115873 / RS Ainda irresignada, a defesa interpôs recurso ordinário em habeas corpus para o Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao recurso. É contra esse acórdão que se insurge o impetrante. Alega, em síntese, excesso de prazo da custódia cautelar, uma vez que o paciente se encontra com a liberdade restringida desde 27/12/2010 e que o recurso em sentido estrito interposto contra a pronúncia deve ser julgado somente em dezembro de 2012. Conclui, dessa forma, que “de há muito esgotou-se qualquer prazo razoável para manter restrito o status libertatis do paciente”. Sustenta, ainda, que a prisão preventiva do paciente havia sido decretada por conveniência da instrução criminal, de modo que, encerrada a instrução, não haveria razão para a manutenção da medida. Requer, ao final, liminarmente, a concessão da ordem para “restituir de imediato ao paciente seu status libertatis”. Em 22/11/2012, indeferi a medida liminar e solicitei informações. Determinei, ainda, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. As informações foram prestadas por meio dos Ofícios 34/2012 e 35/2012 da 1... Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS e do Ofício 1714/2012 da 2... Vice-Presidência do TJ/RS. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850394. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS Ainda irresignada, a defesa interpôs recurso ordinário em habeas corpus para o Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao recurso. É contra esse acórdão que se insurge o impetrante. Alega, em síntese, excesso de prazo da custódia cautelar, uma vez que o paciente se encontra com a liberdade restringida desde 27/12/2010 e que o recurso em sentido estrito interposto contra a pronúncia deve ser julgado somente em dezembro de 2012. Conclui, dessa forma, que “de há muito esgotou-se qualquer prazo razoável para manter restrito o status libertatis do paciente”. Sustenta, ainda, que a prisão preventiva do paciente havia sido decretada por conveniência da instrução criminal, de modo que, encerrada a instrução, não haveria razão para a manutenção da medida. Requer, ao final, liminarmente, a concessão da ordem para “restituir de imediato ao paciente seu status libertatis”. Em 22/11/2012, indeferi a medida liminar e solicitei informações. Determinei, ainda, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. As informações foram prestadas por meio dos Ofícios 34/2012 e 35/2012 da 1... Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS e do Ofício 1714/2012 da 2... Vice-Presidência do TJ/RS. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 21/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.873 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. O acórdão questionado possui a seguinte ementa: “RECURSO ORDINÁRIO DE HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. TESE DE EXCESSO DE PRAZO NO JULGAMENTO DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. AUSÊNCIA DE MANIFESTA ILEGALIDADE. PRAZO RAZOÁVEL. PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADA NA SENTENÇA DE PRONÚNCIA COM BASE NA PERICULOSIDADE CONCRETA DO RÉU. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. INOCORRÊNCIA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. AMEAÇA ÀS TESTEMUNHAS E CORRÉUS. RECURSO ORDINÁRIO DE HABEAS CORPUS DESPROVIDO. 1. Não se evidencia excesso de prazo injustificável ou desarrazoado no julgamento recurso em sentido estrito do Paciente - beneficiado com a prisão domiciliar - uma vez que o recurso foi interposto em 17 de janeiro de 2012 e está concluso para julgamento com o relator, desde de 12/07/2012, portanto há menos de 02 meses, prazo razoável para a análise de insurgência decorrente de feito complexo, com 05 réus, em que se apura homicídio qualificado por motivo torpe, promessa de recompensa e traição; bem como ocultação de cadáver (fl. 67). 2. A manutenção da custódia preventiva pela sentença de pronúncia, convertida em prisão domiciliar pelo acórdão de habeas corpus recorrido, está concretamente motivada na conveniência da instrução processual, tendo em vista as noticiadas ameaças às testemunhas e aos corréus. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.873 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. O acórdão questionado possui a seguinte ementa: “RECURSO ORDINÁRIO DE HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. TESE DE EXCESSO DE PRAZO NO JULGAMENTO DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. AUSÊNCIA DE MANIFESTA ILEGALIDADE. PRAZO RAZOÁVEL. PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADA NA SENTENÇA DE PRONÚNCIA COM BASE NA PERICULOSIDADE CONCRETA DO RÉU. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. INOCORRÊNCIA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. AMEAÇA ÀS TESTEMUNHAS E CORRÉUS. RECURSO ORDINÁRIO DE HABEAS CORPUS DESPROVIDO. 1. Não se evidencia excesso de prazo injustificável ou desarrazoado no julgamento recurso em sentido estrito do Paciente - beneficiado com a prisão domiciliar - uma vez que o recurso foi interposto em 17 de janeiro de 2012 e está concluso para julgamento com o relator, desde de 12/07/2012, portanto há menos de 02 meses, prazo razoável para a análise de insurgência decorrente de feito complexo, com 05 réus, em que se apura homicídio qualificado por motivo torpe, promessa de recompensa e traição; bem como ocultação de cadáver (fl. 67). 2. A manutenção da custódia preventiva pela sentença de pronúncia, convertida em prisão domiciliar pelo acórdão de habeas corpus recorrido, está concretamente motivada na conveniência da instrução processual, tendo em vista as noticiadas ameaças às testemunhas e aos corréus. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS 3. Recurso ordinário de habeas corpus desprovido”. Conforme relatado, o impetrante sustenta a existência de constrangimento ilegal decorrente do excesso de prazo da prisão preventiva e o caráter meramente punitivo da prisão domiciliar a que está sujeito o paciente. A irresignação não prospera, contudo. Infere-se do decreto de prisão preventiva que o paciente e outros quatro corréus foram denunciados pela prática dos crimes de homicídio e de ocultação de cadáver, assim descritos: “Trata-se de crime gravíssimo, contra a vida, cujas circunstâncias revelaram a periculosidade dos acusados. Segundo consta do aditamento, os réus teriam premeditado a morte da vítima, que foi levada por Edson ao sítio de Luiz Fernando (pai do denunciado Edson), onde encontraram-se com Joel e Sérgio, ocasião em que teria recebido um disparo de arma de fogo na região occipital, morrendo instantaneamente. Após a morte de Luciano, os acusados teriam cortado parte de seus lábios inferiores, desfigurando seu rosto, com a intenção de demonstrarem que a vítima seria um delator, já que pretendia denunciar seus sócios a um amigo, agente da Polícia Federal, justamente na noite em que foi morto. As testemunhas ouvidas perante a autoridade policial narraram o envolvimento de Daltro, Edson, Luiz Fernando, Sérgio e Joel no crime, face às desavenças financeiras ocorridas entre os sócios, em conluio com os demais acusados. Segundo se infere, Luciano teria sido executado devido à desavenças oriundas de suas relações comerciais, que envolveriam os denunciados, bem como há notícias nos autos de que os denunciados Luiz Fernando e Edson poderiam estar realizando transações ilícitas junto ao comércio de madeira, utilizando-se da empresa da vítima, sem sua autorização” (vol. 8, fls. 13-14). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS 3. Recurso ordinário de habeas corpus desprovido”. Conforme relatado, o impetrante sustenta a existência de constrangimento ilegal decorrente do excesso de prazo da prisão preventiva e o caráter meramente punitivo da prisão domiciliar a que está sujeito o paciente. A irresignação não prospera, contudo. Infere-se do decreto de prisão preventiva que o paciente e outros quatro corréus foram denunciados pela prática dos crimes de homicídio e de ocultação de cadáver, assim descritos: “Trata-se de crime gravíssimo, contra a vida, cujas circunstâncias revelaram a periculosidade dos acusados. Segundo consta do aditamento, os réus teriam premeditado a morte da vítima, que foi levada por Edson ao sítio de Luiz Fernando (pai do denunciado Edson), onde encontraram-se com Joel e Sérgio, ocasião em que teria recebido um disparo de arma de fogo na região occipital, morrendo instantaneamente. Após a morte de Luciano, os acusados teriam cortado parte de seus lábios inferiores, desfigurando seu rosto, com a intenção de demonstrarem que a vítima seria um delator, já que pretendia denunciar seus sócios a um amigo, agente da Polícia Federal, justamente na noite em que foi morto. As testemunhas ouvidas perante a autoridade policial narraram o envolvimento de Daltro, Edson, Luiz Fernando, Sérgio e Joel no crime, face às desavenças financeiras ocorridas entre os sócios, em conluio com os demais acusados. Segundo se infere, Luciano teria sido executado devido à desavenças oriundas de suas relações comerciais, que envolveriam os denunciados, bem como há notícias nos autos de que os denunciados Luiz Fernando e Edson poderiam estar realizando transações ilícitas junto ao comércio de madeira, utilizando-se da empresa da vítima, sem sua autorização” (vol. 8, fls. 13-14). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS Consta, ainda, dos autos, que o paciente, no curso das investigações, teria ameaçado a testemunha Paulo Ricardo Pinheiro Araújo, que relatou à autoridade policial ter o denunciado, por meio de contato telefônico, “tent[ado] lhe induzir a dizer que sabia que Edson e Luciano eram amigos, asseverando que sabia onde a testemunha morava, o que lhe causou temor, pois sentiu-se coagida” (documento eletrônico 8, fl. 16). Tais circunstâncias demonstram a necessidade da custódia do paciente, ainda que domiciliar. Além de ele ser suspeito da prática de crime grave, cometido por motivo torpe e com requintes de crueldade, ainda é acusado de intimidar testemunhas. Nesse contexto, embora a instrução criminal esteja encerrada, haja vista que já foi prolatada a sentença de pronúncia, a prisão mostra-se necessária para evitar a intimidação de testemunhas que eventualmente irão depor em plenário. Na mesmo esteira, menciono os seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL E CONSTITUCIONAL. IMPUTAÇÃO DA PRÁTICA DO CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. 1. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. QUESTÃO NÃO SUBMETIDA AO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. FUGA DO PACIENTE. FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS, SUFICIENTES E IDÔNEOS PARA A PRISÃO DO ORA PACIENTE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. 1. Se não foi submetida à instância antecedente a alegação de excesso de prazo da prisão do ora Paciente, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dela conhecer originariamente, sob pena de supressão de instância. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e a ameaça a testemunhas são motivos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS Consta, ainda, dos autos, que o paciente, no curso das investigações, teria ameaçado a testemunha Paulo Ricardo Pinheiro Araújo, que relatou à autoridade policial ter o denunciado, por meio de contato telefônico, “tent[ado] lhe induzir a dizer que sabia que Edson e Luciano eram amigos, asseverando que sabia onde a testemunha morava, o que lhe causou temor, pois sentiu-se coagida” (documento eletrônico 8, fl. 16). Tais circunstâncias demonstram a necessidade da custódia do paciente, ainda que domiciliar. Além de ele ser suspeito da prática de crime grave, cometido por motivo torpe e com requintes de crueldade, ainda é acusado de intimidar testemunhas. Nesse contexto, embora a instrução criminal esteja encerrada, haja vista que já foi prolatada a sentença de pronúncia, a prisão mostra-se necessária para evitar a intimidação de testemunhas que eventualmente irão depor em plenário. Na mesmo esteira, menciono os seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL E CONSTITUCIONAL. IMPUTAÇÃO DA PRÁTICA DO CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. 1. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. QUESTÃO NÃO SUBMETIDA AO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. FUGA DO PACIENTE. FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS, SUFICIENTES E IDÔNEOS PARA A PRISÃO DO ORA PACIENTE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. 1. Se não foi submetida à instância antecedente a alegação de excesso de prazo da prisão do ora Paciente, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dela conhecer originariamente, sob pena de supressão de instância. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e a ameaça a testemunhas são motivos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 3. Necessidade de se resguardar a aplicação da lei penal, considerada a fuga, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis não obsta a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se tem na espécie vertente. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado” (HC 111.058/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia – grifos meus). “Processual penal e constitucional. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Competência do Supremo Tribunal para julgar habeas corpus: Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘d’ e ‘i’. Rol taxativo. Matéria de direito estrito. Interpretação extensiva: Paradoxo. Organicidade do Direito. Dupla tentativa de homicídio qualificado pelo motivo fútil – Código Penal Brasileiro, art. 121, § 2..., II, c/c art. 14, II. Prisão preventiva para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e da aplicação da lei penal. Modus operandi. Periculosidade do agente. Ameaça concreta a testemunha. Fundamentação idônea. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está inserido em nenhuma dessas alíneas. 2. A periculosidade in concreto revelada pelo modus operandi da prática delituosa justifica a prisão cautelar para garantia da ordem pública, na linha de reiterados precedentes desta Corte: HC n. 104.699/SP, 1... Turma, Relatora a Ministra CÁRMEN LÚCIA, DJ de 23.11.10; HC 103.107/MT, 1... Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 29.11.10; e HC 102.472, 1... Turma, Rel. o Min. Marco Aurélio, Redator p/ o acórdão Min. Luiz Fux, j. Em 16/08/2011. (...) c) a ameaça a testemunha constitui justificativa suficiente à custódia cautelar por conveniência da instrução criminal. Precedentes: HC 105614/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJ de 10/6/2011; e HC 106236-AgR/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJ de 6/4/2011; HC 101309/PE, Rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJ de 7/5/2010) 3. Habeas corpus extinto, sem julgamento do mérito” (HC 113.870/MG, Rel. Min. Luiz Fux – 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 3. Necessidade de se resguardar a aplicação da lei penal, considerada a fuga, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis não obsta a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se tem na espécie vertente. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado” (HC 111.058/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia – grifos meus). “Processual penal e constitucional. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Competência do Supremo Tribunal para julgar habeas corpus: Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘d’ e ‘i’. Rol taxativo. Matéria de direito estrito. Interpretação extensiva: Paradoxo. Organicidade do Direito. Dupla tentativa de homicídio qualificado pelo motivo fútil – Código Penal Brasileiro, art. 121, § 2..., II, c/c art. 14, II. Prisão preventiva para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e da aplicação da lei penal. Modus operandi. Periculosidade do agente. Ameaça concreta a testemunha. Fundamentação idônea. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está inserido em nenhuma dessas alíneas. 2. A periculosidade in concreto revelada pelo modus operandi da prática delituosa justifica a prisão cautelar para garantia da ordem pública, na linha de reiterados precedentes desta Corte: HC n. 104.699/SP, 1... Turma, Relatora a Ministra CÁRMEN LÚCIA, DJ de 23.11.10; HC 103.107/MT, 1... Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 29.11.10; e HC 102.472, 1... Turma, Rel. o Min. Marco Aurélio, Redator p/ o acórdão Min. Luiz Fux, j. Em 16/08/2011. (...) c) a ameaça a testemunha constitui justificativa suficiente à custódia cautelar por conveniência da instrução criminal. Precedentes: HC 105614/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJ de 10/6/2011; e HC 106236-AgR/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJ de 6/4/2011; HC 101309/PE, Rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJ de 7/5/2010) 3. Habeas corpus extinto, sem julgamento do mérito” (HC 113.870/MG, Rel. Min. Luiz Fux – 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS grifos meus). Quanto ao alegado excesso de prazo, melhor sorte não colhe a impetração. Da leitura das informações prestadas pelo Juízo da 1... Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS, infere-se que eventual dilação dos prazos processuais não pode ser imputada ao Poder Judiciário, uma vez que o feito se reveste de certa complexidade. Como visto, trata-se de ação penal movida contra cinco réus, acusados da prática dos crimes de homicídio qualificado e de ocultação de cadáver. De início, somente figurava como réu Edson Batista Goldani, mas as investigações apontaram a participação dos demais corréus, sendo, portanto, aditada a denúncia e decretada a custódia cautelar do ora paciente (o decreto foi cumprido em 27/12/2010). Em 5/10/2011 foi prolatada a sentença de pronúncia, da qual o paciente recorreu. Os autos foram encaminhados ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul em 17/1/2012 e conclusos ao relator, com parecer do Ministério Público, em 12/7/2012. Em 12/4/2012, ao apreciar habeas corpus manejado pela defesa, o TJ/RS concedeu parcialmente a ordem para deferir a prisão domiciliar do réu, tendo em vista sua saúde debilitada. Por fim, em 12/12/2012, o TJ/RS não conheceu do recurso em sentido estrito interposto pelo ora paciente contra a pronúncia, por intempestivo. Desse modo, de acordo com o que se extrai dos autos, é possível verificar tratar-se de ação penal complexa, em que se apuram os crimes de homicídio qualificado e de ocultação de cadáver conexo, imputados a cinco réus. Foram tomadas as providências necessárias ao célere andamento do feito e à preservação da saúde do paciente (com o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS grifos meus). Quanto ao alegado excesso de prazo, melhor sorte não colhe a impetração. Da leitura das informações prestadas pelo Juízo da 1... Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS, infere-se que eventual dilação dos prazos processuais não pode ser imputada ao Poder Judiciário, uma vez que o feito se reveste de certa complexidade. Como visto, trata-se de ação penal movida contra cinco réus, acusados da prática dos crimes de homicídio qualificado e de ocultação de cadáver. De início, somente figurava como réu Edson Batista Goldani, mas as investigações apontaram a participação dos demais corréus, sendo, portanto, aditada a denúncia e decretada a custódia cautelar do ora paciente (o decreto foi cumprido em 27/12/2010). Em 5/10/2011 foi prolatada a sentença de pronúncia, da qual o paciente recorreu. Os autos foram encaminhados ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul em 17/1/2012 e conclusos ao relator, com parecer do Ministério Público, em 12/7/2012. Em 12/4/2012, ao apreciar habeas corpus manejado pela defesa, o TJ/RS concedeu parcialmente a ordem para deferir a prisão domiciliar do réu, tendo em vista sua saúde debilitada. Por fim, em 12/12/2012, o TJ/RS não conheceu do recurso em sentido estrito interposto pelo ora paciente contra a pronúncia, por intempestivo. Desse modo, de acordo com o que se extrai dos autos, é possível verificar tratar-se de ação penal complexa, em que se apuram os crimes de homicídio qualificado e de ocultação de cadáver conexo, imputados a cinco réus. Foram tomadas as providências necessárias ao célere andamento do feito e à preservação da saúde do paciente (com o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS deferimento da prisão domiciliar), que assevera ser portador de moléstias como diabetes e hipertensão arterial. Percebe-se, pois, que eventual demora na conclusão do feito, se existente, deve ser imputada ao recurso em sentido estrito manejado, fora do prazo legal, pela defesa contra a sentença de pronúncia, cujo processamento e julgamento, como visto, consumiu aproximadamente um ano. Esses fatos comprovam a inexistência de atraso injustificado no trâmite do feito, tampouco de desídia do juízo processante na sua condução, de modo que não há falar em constrangimento ilegal. Destaco, nessa esteira, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Nesse sentido, menciono, entre outros, os seguintes precedentes: RHC 93.174/SE e HC 106.675/RJ, ambos de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 97.542/PB, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 97.743/SP, Rel. Min. Eros Grau; HC 98.689/SP, de minha relatoria; HC 96.714/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 97.076/PE, Rel. Min. Cezar Peluso; HC 95.505/SP, Rel. Min. Menezes Direito; e HC 104.849/RJ. Rel. Min. Gilmar Mendes. A ilustrar, transcrevo as seguintes ementas: “Habeas corpus. 2. Prisão preventiva. Ausência dos requisitos autorizadores. Não ocorrência. Necessidade de resguardar a ordem pública. 3. Excesso de prazo. Complexidade da causa (pluralidade de réus). 4. Constrangimento ilegal não configurado. Marcado o julgamento pelo Tribunal do Júri. 5. Ordem denegada. Recomendada celeridade no julgamento da ação penal” (HC 111.755/ES, Rel. Min. Gilmar Mendes). “Penal e processual penal. Habeas corpus. Tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes – arts. 33 e 35 da Lei n. 11.343/2006. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS deferimento da prisão domiciliar), que assevera ser portador de moléstias como diabetes e hipertensão arterial. Percebe-se, pois, que eventual demora na conclusão do feito, se existente, deve ser imputada ao recurso em sentido estrito manejado, fora do prazo legal, pela defesa contra a sentença de pronúncia, cujo processamento e julgamento, como visto, consumiu aproximadamente um ano. Esses fatos comprovam a inexistência de atraso injustificado no trâmite do feito, tampouco de desídia do juízo processante na sua condução, de modo que não há falar em constrangimento ilegal. Destaco, nessa esteira, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Nesse sentido, menciono, entre outros, os seguintes precedentes: RHC 93.174/SE e HC 106.675/RJ, ambos de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 97.542/PB, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 97.743/SP, Rel. Min. Eros Grau; HC 98.689/SP, de minha relatoria; HC 96.714/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 97.076/PE, Rel. Min. Cezar Peluso; HC 95.505/SP, Rel. Min. Menezes Direito; e HC 104.849/RJ. Rel. Min. Gilmar Mendes. A ilustrar, transcrevo as seguintes ementas: “Habeas corpus. 2. Prisão preventiva. Ausência dos requisitos autorizadores. Não ocorrência. Necessidade de resguardar a ordem pública. 3. Excesso de prazo. Complexidade da causa (pluralidade de réus). 4. Constrangimento ilegal não configurado. Marcado o julgamento pelo Tribunal do Júri. 5. Ordem denegada. Recomendada celeridade no julgamento da ação penal” (HC 111.755/ES, Rel. Min. Gilmar Mendes). “Penal e processual penal. Habeas corpus. Tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes – arts. 33 e 35 da Lei n. 11.343/2006. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS Excesso de prazo da instrução criminal. Razoabilidade: número de réus e complexidade do processo. Superveniência de sentença condenatória. Insubsistência da alegação de excesso de prazo. 1. O excesso de prazo da instrução criminal não resulta de simples operação aritmética, impondo-se considerar a complexidade do processo, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos, fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento: HC 104845/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ de 10/8/2010; HC 101110/CE, Rel. Min. Eros Grau, 2...Turma, DJ de 12/2/2010; HC 96775/PA, red. P/ acórdão Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJ de 28/5/2010. 2. In casu, a complexidade da ação penal, envolvendo vários corréus presos em flagrante com mais de cinco quilos de cocaína e denunciados por tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes, bem como a necessidade de expedição de cartas precatórias, indicam ser razoável a dilação do prazo de encerramento. 3. A superveniente prolação de sentença condenatória torna insubsistente a alegação de excesso de prazo da instrução criminal, consoante entendimento desta Corte: HC 103020/SP, rel. min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJ de 6/5/2011; RHC 95207/PI, rel. min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJ de 15/2/2011; HC 93023 AgR / RJ , rel. min. Carlos Britto, 1... Turma, DJ de 24/4/2009. 4. Ordem denegada” (HC 108.426/SP, Rel. Min. Luiz Fux). “Habeas Corpus. Prisão preventiva. Pressupostos e condições. Periculosidade real e gravidade em concreto. Decisão fundamentada. Excesso de prazo. Pluralidade de réus e complexidade do caso. Homicídio duplamente qualificado, tortura e formação de quadrilha. Multiplicidade de recursos interpostos pela defesa. Demora não atribuída à organização judiciária. Ordem denegada. (…) A complexidade da ação penal e a pluralidade de réus podem ser motivos bastantes a uma tramitação processual menos célere que a habitual. Há, nos autos, elementos indicativos de que a instrução criminal já foi concluída, foi prolatada sentença de pronúncia e a sessão de julgamento não foi realizada pelo Tribunal do Júri exclusivamente em decorrência da interposição de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS Excesso de prazo da instrução criminal. Razoabilidade: número de réus e complexidade do processo. Superveniência de sentença condenatória. Insubsistência da alegação de excesso de prazo. 1. O excesso de prazo da instrução criminal não resulta de simples operação aritmética, impondo-se considerar a complexidade do processo, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos, fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento: HC 104845/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ de 10/8/2010; HC 101110/CE, Rel. Min. Eros Grau, 2...Turma, DJ de 12/2/2010; HC 96775/PA, red. P/ acórdão Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJ de 28/5/2010. 2. In casu, a complexidade da ação penal, envolvendo vários corréus presos em flagrante com mais de cinco quilos de cocaína e denunciados por tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes, bem como a necessidade de expedição de cartas precatórias, indicam ser razoável a dilação do prazo de encerramento. 3. A superveniente prolação de sentença condenatória torna insubsistente a alegação de excesso de prazo da instrução criminal, consoante entendimento desta Corte: HC 103020/SP, rel. min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJ de 6/5/2011; RHC 95207/PI, rel. min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJ de 15/2/2011; HC 93023 AgR / RJ , rel. min. Carlos Britto, 1... Turma, DJ de 24/4/2009. 4. Ordem denegada” (HC 108.426/SP, Rel. Min. Luiz Fux). “Habeas Corpus. Prisão preventiva. Pressupostos e condições. Periculosidade real e gravidade em concreto. Decisão fundamentada. Excesso de prazo. Pluralidade de réus e complexidade do caso. Homicídio duplamente qualificado, tortura e formação de quadrilha. Multiplicidade de recursos interpostos pela defesa. Demora não atribuída à organização judiciária. Ordem denegada. (…) A complexidade da ação penal e a pluralidade de réus podem ser motivos bastantes a uma tramitação processual menos célere que a habitual. Há, nos autos, elementos indicativos de que a instrução criminal já foi concluída, foi prolatada sentença de pronúncia e a sessão de julgamento não foi realizada pelo Tribunal do Júri exclusivamente em decorrência da interposição de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS diversos recursos defensivos. Assim, a suposta demora decorre de fato imputável à própria defesa. A despeito da peculiaridade do caso, é recomendável que o magistrado de origem envide esforços para a realização da sessão do Tribunal do Júri na maior brevidade possível. Habeas corpus denegado, com recomendação ao juízo de origem” (HC 101.443/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Não tenho como afrontado, pois, no caso sob exame, o princípio constitucional da razoável duração do processo, previsto no art. 5..., LXXVIII, da Constituição Federal, tampouco caracterizado o constrangimento ilegal que justifique a concessão da ordem, consideradas as vicissitudes do feito em comento. À mesma conclusão – pela inexistência de constrangimento ilegal no caso sob exame – chegou o representante do Parquet federal, que assentou em seu parecer: “Observa-se que, diversamente do que afirma o impetrante, a prisão preventiva lastreou-se adequadamente na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal (CPP: art. 312), embasada em elementos concretos, tendo em vista as noticiadas ameaças às testemunhas e aos próprios corréus. Portanto, presentes os requisitos da segregação cautelar, não há ilegalidade a reparar. Destaca-se da jurisprudência Supremo Tribunal Federal: 'Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes' (HC n 110.735/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 11.12.2012); 'Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam a periculosidade do agente ou risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes do Supremo Tribunal Federal (HC n 112.778 AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 22.10.2012). 8. Ademais, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul concedeu a prisão domiciliar ao paciente, com monitoramento 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS diversos recursos defensivos. Assim, a suposta demora decorre de fato imputável à própria defesa. A despeito da peculiaridade do caso, é recomendável que o magistrado de origem envide esforços para a realização da sessão do Tribunal do Júri na maior brevidade possível. Habeas corpus denegado, com recomendação ao juízo de origem” (HC 101.443/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Não tenho como afrontado, pois, no caso sob exame, o princípio constitucional da razoável duração do processo, previsto no art. 5..., LXXVIII, da Constituição Federal, tampouco caracterizado o constrangimento ilegal que justifique a concessão da ordem, consideradas as vicissitudes do feito em comento. À mesma conclusão – pela inexistência de constrangimento ilegal no caso sob exame – chegou o representante do Parquet federal, que assentou em seu parecer: “Observa-se que, diversamente do que afirma o impetrante, a prisão preventiva lastreou-se adequadamente na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal (CPP: art. 312), embasada em elementos concretos, tendo em vista as noticiadas ameaças às testemunhas e aos próprios corréus. Portanto, presentes os requisitos da segregação cautelar, não há ilegalidade a reparar. Destaca-se da jurisprudência Supremo Tribunal Federal: 'Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes' (HC n 110.735/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 11.12.2012); 'Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam a periculosidade do agente ou risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes do Supremo Tribunal Federal (HC n 112.778 AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 22.10.2012). 8. Ademais, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul concedeu a prisão domiciliar ao paciente, com monitoramento 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS eletrônico, em razão do seu estado de saúde. 9. Também não há falar em excesso de prazo. Isso porque o paciente já foi pronunciado: 'É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a alegação de excesso de prazo da instrução criminal fica superada pelo advento da sentença de pronúncia. Precedentes' (HC n 100.567/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 06.4.2011). E, o recurso em sentido estrito interposto pelo paciente também já foi julgado em 12.12.2012, tendo sido desprovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul”. Anoto, por fim, ser da jurisprudência desta Corte o entendimento de que fica superada a alegação de excesso de prazo com a superveniência da sentença de pronúncia. Senão, vejamos: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA DE PRONÚNCIA. QUESTÃO SUPERADA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. A alegação de excesso de prazo da instrução criminal ficou superada pelo advento da sentença de pronúncia. Precedentes. 2. A prisão preventiva não está fundamentada apenas no clamor público e no interesse da imprensa, como sustentado nas razões da impetração. Além dos indícios de autoria e da materialidade do fato delituoso, há, no decreto prisional, demonstração de que a medida excepcional encontra justificativa na conveniência da instrução criminal. Isso em virtude de coação de testemunhas por parte de um 'investigador particular'. Há, ainda, fundado receio de que o filho da vítima --- testemunha de dois atentados anteriores ao crime --- também seja morto. Ordem denegada” (HC 96.609/ES, Rel. Min. Eros Grau). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. COMPLEXIDADE DO FEITO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE DESÍDIA NA TRAMITAÇÃO DA AÇÃO PENAL. SUPERVENIÊNCIA DA SENTENÇA DE 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS eletrônico, em razão do seu estado de saúde. 9. Também não há falar em excesso de prazo. Isso porque o paciente já foi pronunciado: 'É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a alegação de excesso de prazo da instrução criminal fica superada pelo advento da sentença de pronúncia. Precedentes' (HC n 100.567/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 06.4.2011). E, o recurso em sentido estrito interposto pelo paciente também já foi julgado em 12.12.2012, tendo sido desprovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul”. Anoto, por fim, ser da jurisprudência desta Corte o entendimento de que fica superada a alegação de excesso de prazo com a superveniência da sentença de pronúncia. Senão, vejamos: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA DE PRONÚNCIA. QUESTÃO SUPERADA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. A alegação de excesso de prazo da instrução criminal ficou superada pelo advento da sentença de pronúncia. Precedentes. 2. A prisão preventiva não está fundamentada apenas no clamor público e no interesse da imprensa, como sustentado nas razões da impetração. Além dos indícios de autoria e da materialidade do fato delituoso, há, no decreto prisional, demonstração de que a medida excepcional encontra justificativa na conveniência da instrução criminal. Isso em virtude de coação de testemunhas por parte de um 'investigador particular'. Há, ainda, fundado receio de que o filho da vítima --- testemunha de dois atentados anteriores ao crime --- também seja morto. Ordem denegada” (HC 96.609/ES, Rel. Min. Eros Grau). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. COMPLEXIDADE DO FEITO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE DESÍDIA NA TRAMITAÇÃO DA AÇÃO PENAL. SUPERVENIÊNCIA DA SENTENÇA DE 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 115873 / RS PRONÚNCIA. 1. Não caracterizada a desídia na tramitação da ação penal em primeira instância. 2. Adoção de medidas possíveis para a prolação da sentença com a observância do direito de defesa do Paciente, considerada a complexidade em concreto do trâmite da ação. Não há falar em excesso de prazo para a formação da culpa. 3. O Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de excesso de prazo da instrução criminal fica superada pela superveniência da sentença de pronúncia. Precedentes. 4. Ordem denegada” (HC 108.010/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia). Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Supremo Tribunal Federal HC 115873 / RS PRONÚNCIA. 1. Não caracterizada a desídia na tramitação da ação penal em primeira instância. 2. Adoção de medidas possíveis para a prolação da sentença com a observância do direito de defesa do Paciente, considerada a complexidade em concreto do trâmite da ação. Não há falar em excesso de prazo para a formação da culpa. 3. O Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de excesso de prazo da instrução criminal fica superada pela superveniência da sentença de pronúncia. Precedentes. 4. Ordem denegada” (HC 108.010/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia). Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3850395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.873 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : LUIZ FERNANDO GOLDANI IMPTE.(S) : EVERTON ANTONIO PAIANI COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902449 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.873 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : LUIZ FERNANDO GOLDANI IMPTE.(S) : EVERTON ANTONIO PAIANI COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902449 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 115 . 873", "HC 115873 / RS", "HC 115873 / RS", "HABEAS CORPUS 115 . 873", "RHC 33 . 147 / RS", "HABEAS CORPUS 115 . 873", "RHC 33 . 147 / RS", "HC 115873 / RS", "HC 115873 / RS", "HABEAS CORPUS 115 . 873", "HABEAS CORPUS 115 . 873", "HC 115873 / RS", "HC 115873 / RS", "HC 115873 / RS", "HC 115873 / RS", "HC 115873 / RS", "HC 111 . 058 / DF", "HC n . 104 . 699 / SP", "HC 103 . 107 / MT", "HC 102 .", "HC 105614 / RJ", "HC 106236 - AgR / RJ", "HC 101309 / PE", "HC 113 . 870 / MG", "HC 115873 / RS", "HC 111 . 058 / DF", "HC n . 104 . 699 / SP", "HC 103 . 107 / MT", "HC 102 . 472", "HC 105614 / RJ", "HC 106236 - AgR / RJ", "HC 101309 / PE", "HC 113 . 870 / MG", "HC 115873 / RS", "HC 115873 / RS", "HC 115873 / RS", "RHC 93 . 174 / SE", "HC 106 . 675 / RJ", "HC 97 . 542 / PB", "HC 97 . 743 / SP", "HC 98 . 689 / SP", "HC 96 . 714 / CE", "HC 97 . 076 / PE", "HC 95 . 505 / SP", "HC 104 . 849 / RJ", "HC 111 . 755 / ES", "HC 115873 / RS", "RHC 93 . 174 / SE", "HC 106 . 675 / RJ", "HC 97 . 542 / PB", "HC 97 . 743 / SP", "HC 98 . 689", "HC 96 . 714 / CE", "HC 97 . 076 / PE", "HC 95 . 505 / SP", "HC 104 . 849 / RJ", "HC 111 . 755 / ES", "HC 115873 / RS", "HC 104845 / SP", "HC 101110 / CE", "HC 96775 / PA", "HC 103020 / SP", "RHC 95207 / PI", "HC 93023 AgR / RJ", "HC 108 . 426 / SP", "HC 115873 / RS", "HC 104845 / SP", "HC 101110 / CE", "HC 96775 / PA", "HC 103020 / SP", "RHC 95207 / PI", "HC 93023 AgR / RJ", "HC 108 . 426 / SP", "HC 115873 / RS", "HC 101 . 443 / CE", "HC n 110 . 735 / MG", "HC n 112 . 778 AgR / SP", "HC 115873 / RS", "HC 101 . 443 / CE", "HC n 110 . 735 / MG", "HC n 112 . 778 AgR / SP", "HC 115873 / RS", "HC n 100 . 567 / SP", "HC 96 . 609 / ES", "HC 115873 / RS", "HC n 100 . 567 / SP", "HC 96 . 609 / ES", "HC 115873 / RS", "HC 108 . 010 / PE", "HC 115873 / RS", "HC 108 . 010 / PE", "HABEAS CORPUS 115 . 873", "HABEAS CORPUS 115 . 873" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "2", ".", ".", "1", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FERNANDO GOLDANI", "EVERTON ANTONIO PAIANI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FERNANDO GOLDANI", "EVERTON ANTONIO PAIANI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Everton Antonio Paiani", "LUIZ FERNANDO GOLDANI", "Laurita Vaz", "Luiz Fernando Goldani", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FERNANDO GOLDANI", "EVERTON ANTONIO PAIANI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Everton Antonio Paiani", "LUIZ FERNANDO GOLDANI", "Laurita Vaz", "Luiz Fernando Goldani", "Edson Oliveira de Almeida", "Edson Oliveira de Almeida", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Edson", "Luiz Fernando", "Edson", "Joel", "Sérgio", "Luciano", "Daltro", "Edson", "Luiz Fernando", "Sérgio", "Joel", "Luciano", "Luiz Fernando", "Edson", "Edson", "Luiz", "Fernando", "Edson", "Joel", "Sérgio", "Luciano", "Daltro", "Edson", "Luiz Fernando", "Sérgio", "Joel", "Luciano", "Luiz Fernando", "Edson", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Paulo Ricardo Pinheiro Araújo", "Edson", "Luciano", "Paulo Ricardo Pinheiro Araújo", "Edson", "Luciano", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "Luiz Fux", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Edson Batista Goldani", "Edson Batista Goldani", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Menezes Direito", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Menezes Direito", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Joaquim Barbosa", "Eros Grau", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Britto", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "Eros Grau", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Britto", "Luiz Fux", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FERNANDO GOLDANI", "EVERTON ANTONIO PAIANI", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FERNANDO GOLDANI", "EVERTON ANTONIO PAIANI", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "22", "/", "11", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "22", "/", "11", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "12", "/", "2010", "dezembro de 2012", "22", "/", "11", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "12", "/", 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Ementa e Acórdão 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ALMIR CAMPOS PINTO JÚNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, “a” . TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. A dosimetria da pena submete-se à certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708825. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão HC 114580 / MS Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Presentes elementos probatórios que indicam envolvimento significativo do agente ao tráfico de drogas e sua ligação com grupo criminoso, é válido o afastamento do benefício do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, § 3º, do mesmo diploma legal. Precedentes Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Por maioria de votos, em rejeitar a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Brasília, 23 de abril de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708825. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Presentes elementos probatórios que indicam envolvimento significativo do agente ao tráfico de drogas e sua ligação com grupo criminoso, é válido o afastamento do benefício do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, § 3º, do mesmo diploma legal. Precedentes Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Por maioria de votos, em rejeitar a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Brasília, 23 de abril de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ALMIR CAMPOS PINTO JÚNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Almir Campos Pinto Júnior contra decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do HC 179.908/MS, denegou a ordem pleiteada. O magistrado de primeiro grau condenou o paciente à pena de 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, em regime inicial fechado pela prática do crime tipificado no art. 33, caput e § 4º, da Lei 11.343/06 . Em sede de apelação criminal, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, deu parcial provimento ao recurso defensivo, para diminuir a reprimenda corporal para 2 (dois) anos e 1 (um) mês de reclusão. Naquela oportunidade, a Corte estadual indeferiu o pedido de fixação do regime aberto de cumprimento da pena. Inconformada, a Defesa impetrou o HC 179.908/MS perante o Superior Tribunal de Justiça com o objetivo de aplicar a causa especial de diminuição da pena no patamar máximo (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06). Todavia, a ordem foi denegada. No presente writ, insiste a Impetrante na aplicação da minorante prevista no redutor máximo de 2/3 (dois terços), na forma do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, bem como na fixação do regime inicial aberto e na substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Requer a concessão de medida liminar, para a obtenção do regime aberto de cumprimento da pena. No mérito, com o reconhecimento da causa de diminuição da pena em seu patamar máximo, pugna pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708826. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ALMIR CAMPOS PINTO JÚNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Almir Campos Pinto Júnior contra decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do HC 179.908/MS, denegou a ordem pleiteada. O magistrado de primeiro grau condenou o paciente à pena de 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, em regime inicial fechado pela prática do crime tipificado no art. 33, caput e § 4º, da Lei 11.343/06 . Em sede de apelação criminal, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, deu parcial provimento ao recurso defensivo, para diminuir a reprimenda corporal para 2 (dois) anos e 1 (um) mês de reclusão. Naquela oportunidade, a Corte estadual indeferiu o pedido de fixação do regime aberto de cumprimento da pena. Inconformada, a Defesa impetrou o HC 179.908/MS perante o Superior Tribunal de Justiça com o objetivo de aplicar a causa especial de diminuição da pena no patamar máximo (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06). Todavia, a ordem foi denegada. No presente writ, insiste a Impetrante na aplicação da minorante prevista no redutor máximo de 2/3 (dois terços), na forma do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, bem como na fixação do regime inicial aberto e na substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Requer a concessão de medida liminar, para a obtenção do regime aberto de cumprimento da pena. No mérito, com o reconhecimento da causa de diminuição da pena em seu patamar máximo, pugna pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório HC 114580 / MS fixação do regime aberto ou semiaberto e a substituição da reprimenda por restritiva de direitos. Indeferi o pedido liminar em 17.8.2012, oportunidade em que solicitei informações ao Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Campo Grande/MS acerca da atual situação do paciente Almir Campos Pinto Júnior, especificamente se a pena já foi, ou não, cumprida integralmente. O Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal de Corumbá/MS, prestou as seguintes informações: “(...) Inicialmente, esclareço que o paciente foi condenado a pena de 04 (quatro) anos e 02 (dois) meses de reclusão em regime fechado como incurso nas penas dos artigos 33, § 4º, da Lei 11.343/06. Em apelação criminal n. 2010.018345-3 da Primeira Turma Criminal do TJMS, a pena imposta ao sentenciado foi reduzida pela metade, ante a majoração do patamar da benesse do § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06, restando redefinida em 2 anos e 6 meses, já que a pena base foi fixada em 5 anos, constando um pequeno erro material no cálculo da redução na fundamentação do acórdão. Após manifestação do Parquet, o Magistrado Titular da época decidiu que mero reconhecimento da causa de diminuição previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06 não tem o condão de afastar a hediondez do delito, tendo ainda indeferido os requerimentos da defesa para que a fração utilizada para progressão fosse de 1/6, bem como para progressão de regime. Contra esta decisão foi impetrada habeas corpus n. 2011.009372-4. Em 03.05.2011, o sentenciado Almir de Campos Pinto Júnior foi beneficiado com progressão da pena ao regime semiaberto, tendo registrado fuga no dia 29.06.2011, sendo recapturado no dia 21.07.2011, e outra fuga no dia 13.12.2011, quando foi preso em flagrante por novo delito (autos 001496- 13.2011.8.12.0008 da 2ª Vara Criminal desta Comarca), tendo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708826. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS fixação do regime aberto ou semiaberto e a substituição da reprimenda por restritiva de direitos. Indeferi o pedido liminar em 17.8.2012, oportunidade em que solicitei informações ao Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Campo Grande/MS acerca da atual situação do paciente Almir Campos Pinto Júnior, especificamente se a pena já foi, ou não, cumprida integralmente. O Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal de Corumbá/MS, prestou as seguintes informações: “(...) Inicialmente, esclareço que o paciente foi condenado a pena de 04 (quatro) anos e 02 (dois) meses de reclusão em regime fechado como incurso nas penas dos artigos 33, § 4º, da Lei 11.343/06. Em apelação criminal n. 2010.018345-3 da Primeira Turma Criminal do TJMS, a pena imposta ao sentenciado foi reduzida pela metade, ante a majoração do patamar da benesse do § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06, restando redefinida em 2 anos e 6 meses, já que a pena base foi fixada em 5 anos, constando um pequeno erro material no cálculo da redução na fundamentação do acórdão. Após manifestação do Parquet, o Magistrado Titular da época decidiu que mero reconhecimento da causa de diminuição previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06 não tem o condão de afastar a hediondez do delito, tendo ainda indeferido os requerimentos da defesa para que a fração utilizada para progressão fosse de 1/6, bem como para progressão de regime. Contra esta decisão foi impetrada habeas corpus n. 2011.009372-4. Em 03.05.2011, o sentenciado Almir de Campos Pinto Júnior foi beneficiado com progressão da pena ao regime semiaberto, tendo registrado fuga no dia 29.06.2011, sendo recapturado no dia 21.07.2011, e outra fuga no dia 13.12.2011, quando foi preso em flagrante por novo delito (autos 001496- 13.2011.8.12.0008 da 2ª Vara Criminal desta Comarca), tendo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório HC 114580 / MS sido colocada em liberdade sete dias depois. O sentenciado encontra-se evadido do regime semiaberto desde 13.12.2011, restando cumprir 3 meses e 10 dias de sua pena. Desta forma, denota-se que houve o regular trâmite do feito, não havendo falar em constrangimento ilegal.” O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pela concessão da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708826. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS sido colocada em liberdade sete dias depois. O sentenciado encontra-se evadido do regime semiaberto desde 13.12.2011, restando cumprir 3 meses e 10 dias de sua pena. Desta forma, denota-se que houve o regular trâmite do feito, não havendo falar em constrangimento ilegal.” O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pela concessão da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus foi impetrado contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao julgamento do HC 179.908/MS. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a). Presente a dicção constitucional, incabível a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. Esta Primeira Turma assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR (HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO – CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las. Rel. Min. Marco Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012), tendo a discussão se iniciado no HC 108.715/RJ, cujo julgamento ainda não foi finalizado. Ora, o habeas corpus constitui garantia fundamental prevista na Constituição da República para a tutela da liberdade de locomoção - ir, vir e permanecer -, contra prisão ou ameaça de prisão ilegal ou abusiva (art. 5º, LXVIII). Sua origem perde-se no tempo. Na Inglaterra, o seu berço histórico, afirma-se que é mais antigo que a própria Magna Carta de 1215 (LEVY, Leonard W. Origins of the Bill of Rights. New Haven and London: Yale University Press, p. 44). Originariamente, era utilizado pelos Tribunais para determinar a apresentação de alguém, um prisioneiro, à Corte, para literalmente "ter o corpo" em Juízo, e não constituía um instrumento destinado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus foi impetrado contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao julgamento do HC 179.908/MS. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a). Presente a dicção constitucional, incabível a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. Esta Primeira Turma assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR (HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO – CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las. Rel. Min. Marco Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012), tendo a discussão se iniciado no HC 108.715/RJ, cujo julgamento ainda não foi finalizado. Ora, o habeas corpus constitui garantia fundamental prevista na Constituição da República para a tutela da liberdade de locomoção - ir, vir e permanecer -, contra prisão ou ameaça de prisão ilegal ou abusiva (art. 5º, LXVIII). Sua origem perde-se no tempo. Na Inglaterra, o seu berço histórico, afirma-se que é mais antigo que a própria Magna Carta de 1215 (LEVY, Leonard W. Origins of the Bill of Rights. New Haven and London: Yale University Press, p. 44). Originariamente, era utilizado pelos Tribunais para determinar a apresentação de alguém, um prisioneiro, à Corte, para literalmente "ter o corpo" em Juízo, e não constituía um instrumento destinado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS necessariamente à salvaguarda da liberdade. Ilustrativamente, em 1554, a Queen's Bench utilizou dois habeas corpus para trazer a julgamento diversas pessoas envolvidas em rebelião, sendo identificadas nos writs notas de que os rebeldes deveriam ser enforcados (HALLIDAY, Paul D. Habeas Corpus: From England to Empire. Cambridge: Harvard University Press, 2010, p. 29). Com o tempo, porém, as Cortes inglesas, especialmente a King's Bench, começaram a utilizar o habeas corpus para avaliar a causa da prisão, liberando o preso quando reputavam a medida ilegal ou abusiva. Foi o habeas corpus o veículo para a afirmação progressiva das liberdades públicas inglesas, uma vez utilizado como instrumento contra prisões decorrentes de perseguições religiosas e políticas. Entre o rico histórico de casos, destaco apenas dois para não ser cansativa. James Somerset obteve, por meio de habeas corpus impetrado em 1771, a libertação pela King's Bench da condição de escravo por haver sido deportado da Inglaterra pelo seu proprietário sem seu consentimento (HALLIDAY, Paul D. op.cit., p. 174-175). No Buschel's Case, de 1670, o habeas corpus foi concedido pela Court of Common Pleas para libertar jurados presos por ordem do Juiz Presidente do Júri fundada na compreensão deste de que eles haviam proferido um veredicto contrário à prova dos autos. O Buschel's Case confunde-se com o próprio nascimento do princípio da soberania dos veredictos (HALLIDAY, Paul D. op.cit., p. 235-236, e LEVY, Leonard W. op.cit., p. 52-53). Embora o habeas corpus constitua remédio criado pela common law, o seu prestígio ensejou-lhe posterior consagração legislativa, especialmente, no âmbito inglês, com o Habeas Corpus Act, de 1679, e, no âmbito norte- americano, com o artigo I, seção 9, da Constituição norte-americana de 1787, ainda antes da adoção das dez primeiras emendas de 1791. Interessante nesse breve relato é que, a despeito da importância histórica do instituto, confundido com a própria essência da liberdade, não foi e não é o habeas corpus utilizado, no Direito anglo-saxão, senão diretamente contra uma prisão, decretada em processo criminal ou não (v.g. KAMISAR, Yale e outros. Modern Criminal Procedures: Cases, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS necessariamente à salvaguarda da liberdade. Ilustrativamente, em 1554, a Queen's Bench utilizou dois habeas corpus para trazer a julgamento diversas pessoas envolvidas em rebelião, sendo identificadas nos writs notas de que os rebeldes deveriam ser enforcados (HALLIDAY, Paul D. Habeas Corpus: From England to Empire. Cambridge: Harvard University Press, 2010, p. 29). Com o tempo, porém, as Cortes inglesas, especialmente a King's Bench, começaram a utilizar o habeas corpus para avaliar a causa da prisão, liberando o preso quando reputavam a medida ilegal ou abusiva. Foi o habeas corpus o veículo para a afirmação progressiva das liberdades públicas inglesas, uma vez utilizado como instrumento contra prisões decorrentes de perseguições religiosas e políticas. Entre o rico histórico de casos, destaco apenas dois para não ser cansativa. James Somerset obteve, por meio de habeas corpus impetrado em 1771, a libertação pela King's Bench da condição de escravo por haver sido deportado da Inglaterra pelo seu proprietário sem seu consentimento (HALLIDAY, Paul D. op.cit., p. 174-175). No Buschel's Case, de 1670, o habeas corpus foi concedido pela Court of Common Pleas para libertar jurados presos por ordem do Juiz Presidente do Júri fundada na compreensão deste de que eles haviam proferido um veredicto contrário à prova dos autos. O Buschel's Case confunde-se com o próprio nascimento do princípio da soberania dos veredictos (HALLIDAY, Paul D. op.cit., p. 235-236, e LEVY, Leonard W. op.cit., p. 52-53). Embora o habeas corpus constitua remédio criado pela common law, o seu prestígio ensejou-lhe posterior consagração legislativa, especialmente, no âmbito inglês, com o Habeas Corpus Act, de 1679, e, no âmbito norte- americano, com o artigo I, seção 9, da Constituição norte-americana de 1787, ainda antes da adoção das dez primeiras emendas de 1791. Interessante nesse breve relato é que, a despeito da importância histórica do instituto, confundido com a própria essência da liberdade, não foi e não é o habeas corpus utilizado, no Direito anglo-saxão, senão diretamente contra uma prisão, decretada em processo criminal ou não (v.g. KAMISAR, Yale e outros. Modern Criminal Procedures: Cases, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS Comments, Questions. 10. ed. St. Paul: West Group, 2002, p. 1.585-628; TRECHSEL, Stefan. Human Rights in Criminal Proceedings. Oxford University Press, 2005, p. 462-495; GUIMARÃES, Isaac Sabbá. Habeas Corpus: críticas e perspectivas. 3. ed. Curitiba, Juruá, 2009, p. 165-81). Jamais se cogitou de sua utilização como um substitutivo de recurso no processo penal. Também em Portugal, onde o habeas corpus foi adotado apenas no século XX (Decreto-lei nº 35.043, de 20.10.1945), constitui ação destinada apenas à impugnação de uma prisão. Como já decidiu o Superior Tribunal de Justiça português, "a providência de habeas corpus destina-se tão- só a controlar a legalidade da prisão no momento em que se decide, tendo como finalidade verificar a legalidade das prisões a que os cidadãos estão sujeitos, nela não se incluindo a verificação de qualquer ilegalidade que possa ter sido cometida no processo, seja criminal ou disciplinar, nem qualquer medida contra os responsáveis por tais ilegalidades" (Acórdão de 26.04.1989, processo 10/89, BMJ 386, p. 422 - apud GUIMARÃES, Isaac Sabbá. op.cit. , p. 228-229). No Brasil, o habeas corpus tem igualmente rica história, contada em diversas obras, entre as quais a famosa de Pontes de Miranda (História e prática do habeas corpus, primeira edição de 1916). É certo que, no período colonial, não eram totalmente inexistentes remédios jurídicos para a proteção da liberdade, entre eles as assim denominadas "cartas de seguro" (por todos, STRAUS, Flávio Augusto Saraiva. A tutela da liberdade pessoal antes da instituição formal do habeas corpus no Brasil. In: PIOVESAN, Flávia e GARCIA, Maria (org.) Doutrinas essenciais: Direitos Humanos: Instrumentos e garantias de proteção. São Paulo: RT, 2011, v. 5, p. 799-51), mas somente com o habeas corpus a liberdade passou a ser assegurada por um remédio pronto, fácil e efetivo. Devido ao prestígio das instituições inglesas, o writ foi adotado, entre nós ainda no período imperial. O Código Criminal de 1830 a ele já faz referência nos arts. 183 a 188. Seu regramento,contudo, veio com o Código de Processo Criminal de 1832 ("art. 340. Todo o cidadão que entender, que elle ou outrem soffre uma prisão ou constrangimento illegal, em sua liberdade, tem direito de pedir uma ordem de - Habeas-Corpus - em seu 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS Comments, Questions. 10. ed. St. Paul: West Group, 2002, p. 1.585-628; TRECHSEL, Stefan. Human Rights in Criminal Proceedings. Oxford University Press, 2005, p. 462-495; GUIMARÃES, Isaac Sabbá. Habeas Corpus: críticas e perspectivas. 3. ed. Curitiba, Juruá, 2009, p. 165-81). Jamais se cogitou de sua utilização como um substitutivo de recurso no processo penal. Também em Portugal, onde o habeas corpus foi adotado apenas no século XX (Decreto-lei nº 35.043, de 20.10.1945), constitui ação destinada apenas à impugnação de uma prisão. Como já decidiu o Superior Tribunal de Justiça português, "a providência de habeas corpus destina-se tão- só a controlar a legalidade da prisão no momento em que se decide, tendo como finalidade verificar a legalidade das prisões a que os cidadãos estão sujeitos, nela não se incluindo a verificação de qualquer ilegalidade que possa ter sido cometida no processo, seja criminal ou disciplinar, nem qualquer medida contra os responsáveis por tais ilegalidades" (Acórdão de 26.04.1989, processo 10/89, BMJ 386, p. 422 - apud GUIMARÃES, Isaac Sabbá. op.cit. , p. 228-229). No Brasil, o habeas corpus tem igualmente rica história, contada em diversas obras, entre as quais a famosa de Pontes de Miranda (História e prática do habeas corpus, primeira edição de 1916). É certo que, no período colonial, não eram totalmente inexistentes remédios jurídicos para a proteção da liberdade, entre eles as assim denominadas "cartas de seguro" (por todos, STRAUS, Flávio Augusto Saraiva. A tutela da liberdade pessoal antes da instituição formal do habeas corpus no Brasil. In: PIOVESAN, Flávia e GARCIA, Maria (org.) Doutrinas essenciais: Direitos Humanos: Instrumentos e garantias de proteção. São Paulo: RT, 2011, v. 5, p. 799-51), mas somente com o habeas corpus a liberdade passou a ser assegurada por um remédio pronto, fácil e efetivo. Devido ao prestígio das instituições inglesas, o writ foi adotado, entre nós ainda no período imperial. O Código Criminal de 1830 a ele já faz referência nos arts. 183 a 188. Seu regramento,contudo, veio com o Código de Processo Criminal de 1832 ("art. 340. Todo o cidadão que entender, que elle ou outrem soffre uma prisão ou constrangimento illegal, em sua liberdade, tem direito de pedir uma ordem de - Habeas-Corpus - em seu 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS favor"). Ainda no Império ampliou-se o cabimento do habeas corpus, que passou a ser admitido, com a promulgação da Lei nº 2.033, de 1871, também contra a ameaça de prisão (art. 18, §1º: “Tem lugar o pedido e concessão da ordem de habeas-corpus ainda quando o impetrante não tenha chegado a soffrer o constrangimento corporal, mas se veja delle ameaçado"). Já na primeira Constituição Republicana, de 1891, o habeas corpus foi constitucionalizado. E o silêncio do art. 72, § 22 quanto ao objetivo de tutela apenas da liberdade de locomoção propiciou o desenvolvimento da "Doutrina brasileira do habeas corpus", que levou o writ, na ausência de outras ações constitucionais, a ser utilizado para a salvaguarda de outras liberdades que não a de locomoção, caso, v.g., do Habeas Corpus 3.536, em que concedida ordem, em 05.6.1914, por este Supremo Tribunal Federal, para garantir o direito do então Senador Ruy Barbosa a publicar os seus discursos proferidos no Senado, pela imprensa, onde, como e quando lhe convier . A memorável construção - a maior criação jurisprudencial brasileira, nos dizeres da historiadora Leda Boechat Rodrigues (História do Supremo Tribunal Federal: 1910-1926: doutrina brasileira do habeas corpus. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1991, vol. 3, p. 17)-, chegou, contudo, ao fim em 1926, com a reforma constitucional promovida pelo Presidente Artur Bernardes, que, mediante alteração do mencionado art. 72 da Constituição de 1891, limitou o emprego do habeas corpus à tutela da liberdade de locomoção. Desde então o habeas foi contemplado em todas as Constituições republicanas, de 1934, 1937, 1946, 1967, 1969 e 1988, para a tutela da liberdade de locomoção contra violência ou coação ilegal ou abusiva. Todo esse rico histórico evidencia o caráter nobre da ação constitucional do habeas corpus, garantia fundamental que, se não pode ser amesquinhada, também não é passível de vulgarização. No dizer de Pontes de Miranda, "onde não há remédio do rito do habeas corpus, não há, não pode haver garantia segura da liberdade física" (História e prática do Habeas Corpus. 3. ed. Campinas: Bookseller, 2007, vol. I, p. 160-161). Assim, é o habeas corpus uma garantia da liberdade de locomoção ir, vir e permanecer -, contra violência ou coação, pressupondo, portanto, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS favor"). Ainda no Império ampliou-se o cabimento do habeas corpus, que passou a ser admitido, com a promulgação da Lei nº 2.033, de 1871, também contra a ameaça de prisão (art. 18, §1º: “Tem lugar o pedido e concessão da ordem de habeas-corpus ainda quando o impetrante não tenha chegado a soffrer o constrangimento corporal, mas se veja delle ameaçado"). Já na primeira Constituição Republicana, de 1891, o habeas corpus foi constitucionalizado. E o silêncio do art. 72, § 22 quanto ao objetivo de tutela apenas da liberdade de locomoção propiciou o desenvolvimento da "Doutrina brasileira do habeas corpus", que levou o writ, na ausência de outras ações constitucionais, a ser utilizado para a salvaguarda de outras liberdades que não a de locomoção, caso, v.g., do Habeas Corpus 3.536, em que concedida ordem, em 05.6.1914, por este Supremo Tribunal Federal, para garantir o direito do então Senador Ruy Barbosa a publicar os seus discursos proferidos no Senado, pela imprensa, onde, como e quando lhe convier . A memorável construção - a maior criação jurisprudencial brasileira, nos dizeres da historiadora Leda Boechat Rodrigues (História do Supremo Tribunal Federal: 1910-1926: doutrina brasileira do habeas corpus. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1991, vol. 3, p. 17)-, chegou, contudo, ao fim em 1926, com a reforma constitucional promovida pelo Presidente Artur Bernardes, que, mediante alteração do mencionado art. 72 da Constituição de 1891, limitou o emprego do habeas corpus à tutela da liberdade de locomoção. Desde então o habeas foi contemplado em todas as Constituições republicanas, de 1934, 1937, 1946, 1967, 1969 e 1988, para a tutela da liberdade de locomoção contra violência ou coação ilegal ou abusiva. Todo esse rico histórico evidencia o caráter nobre da ação constitucional do habeas corpus, garantia fundamental que, se não pode ser amesquinhada, também não é passível de vulgarização. No dizer de Pontes de Miranda, "onde não há remédio do rito do habeas corpus, não há, não pode haver garantia segura da liberdade física" (História e prática do Habeas Corpus. 3. ed. Campinas: Bookseller, 2007, vol. I, p. 160-161). Assim, é o habeas corpus uma garantia da liberdade de locomoção ir, vir e permanecer -, contra violência ou coação, pressupondo, portanto, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS uma prisão, uma ameaça de prisão ou pelo menos alguma espécie de constrangimento físico ou moral à liberdade física. Nos últimos anos, todavia, tem se verificado um desvirtuamento da garantia constitucional. Ilustrativamente, notícia divulgada no site do Superior Tribunal de Justiça em 29.5.2011 ("Número de habeas corpus dobra em três anos e preocupa Ministros") revela atingida naquela data a marca de duzentos mil habeas corpus impetrados perante aquela Corte. E, segundo os dados estatísticos disponibilizados, naquele ano nela foram distribuídos 36.125 habeas corpus, número quase equivalente ao total de processos distribuídos perante este Supremo Tribunal Federal no mesmo ano (de 38.109). Tais números só foram possíveis em virtude da prodigalização e da vulgarização do habeas corpus. Embora restrito seu cabimento, segundo a Constituição, a casos de prisão ou ameaça de prisão, passou-se a admiti-lo como substitutivo de recursos no processo penal, por vezes até mesmo sem qualquer prisão vigente ou sem ameaça senão remota de prisão. A pauta, aliás, desta Primeira Turma, com mais de uma centena de habeas corpus sobre os mais variados temas, poucos relacionados à impugnação da prisão ou efetiva ameaça de, é ilustrativa do desvirtuamento do habeas corpus. O desvirtuamento do habeas corpus também tornou sem sentido o princípio da exaustividade dos recursos no processo legal. De nada adianta a lei prever um número limitado de recursos contra decisões finais ou contra decisões interlocutórias se se entender sempre manejável o habeas corpus. A par de notório que a possibilidade de recorrer contra toda e qualquer decisão interlocutória é fatal para a duração razoável do processo também assegurada constitucionalmente, há verdadeira avalanche de habeas corpus a submeterem a mesma questão, sucessiva e até concomitantemente, a diferentes tribunais. O desvirtuamento do habeas corpus tem efeito ainda mais grave nos Tribunais Superiores, diante das funções precípuas quer do Superior Tribunal de Justiça - a última palavra na interpretação da lei federal quer 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS uma prisão, uma ameaça de prisão ou pelo menos alguma espécie de constrangimento físico ou moral à liberdade física. Nos últimos anos, todavia, tem se verificado um desvirtuamento da garantia constitucional. Ilustrativamente, notícia divulgada no site do Superior Tribunal de Justiça em 29.5.2011 ("Número de habeas corpus dobra em três anos e preocupa Ministros") revela atingida naquela data a marca de duzentos mil habeas corpus impetrados perante aquela Corte. E, segundo os dados estatísticos disponibilizados, naquele ano nela foram distribuídos 36.125 habeas corpus, número quase equivalente ao total de processos distribuídos perante este Supremo Tribunal Federal no mesmo ano (de 38.109). Tais números só foram possíveis em virtude da prodigalização e da vulgarização do habeas corpus. Embora restrito seu cabimento, segundo a Constituição, a casos de prisão ou ameaça de prisão, passou-se a admiti-lo como substitutivo de recursos no processo penal, por vezes até mesmo sem qualquer prisão vigente ou sem ameaça senão remota de prisão. A pauta, aliás, desta Primeira Turma, com mais de uma centena de habeas corpus sobre os mais variados temas, poucos relacionados à impugnação da prisão ou efetiva ameaça de, é ilustrativa do desvirtuamento do habeas corpus. O desvirtuamento do habeas corpus também tornou sem sentido o princípio da exaustividade dos recursos no processo legal. De nada adianta a lei prever um número limitado de recursos contra decisões finais ou contra decisões interlocutórias se se entender sempre manejável o habeas corpus. A par de notório que a possibilidade de recorrer contra toda e qualquer decisão interlocutória é fatal para a duração razoável do processo também assegurada constitucionalmente, há verdadeira avalanche de habeas corpus a submeterem a mesma questão, sucessiva e até concomitantemente, a diferentes tribunais. O desvirtuamento do habeas corpus tem efeito ainda mais grave nos Tribunais Superiores, diante das funções precípuas quer do Superior Tribunal de Justiça - a última palavra na interpretação da lei federal quer 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS desta Suprema Corte - a guarda da Constituição. A preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5º, LXXVIII, da Carta Magna, aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, sem o seu emprego como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o uso do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso constante do texto constitucional (art. 102, II, a, da Constituição Federal). Admitir o habes corpus como substitutivo do recurso, diante de expressa previsão constitucional, representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Como foi o que ocorreu no presente caso, voto por afirmar a inadequação do habeas corpus e por sua consequente extinção sem resolução do mérito. II. Como a não admissão do habeas corpus como substitutivo do recurso ordinário constitucional representa guinada da jurisprudência desta Corte, entendo que se impõe, quanto aos habeas corpus já impetrados, o exame da questão de fundo, uma vez, em tese, possível a concessão de habeas corpus de ofício diante de flagrante ilegalidade ou arbitrariedade. No presente writ, insiste a Impetrante na aplicação da minorante prevista no redutor máximo de 2/3 (dois terços), na forma do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, bem como na fixação do regime inicial aberto ou semiaberto e na substituição da pena privativa de liberdade por restritiva 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS desta Suprema Corte - a guarda da Constituição. A preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5º, LXXVIII, da Carta Magna, aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, sem o seu emprego como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o uso do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso constante do texto constitucional (art. 102, II, a, da Constituição Federal). Admitir o habes corpus como substitutivo do recurso, diante de expressa previsão constitucional, representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Como foi o que ocorreu no presente caso, voto por afirmar a inadequação do habeas corpus e por sua consequente extinção sem resolução do mérito. II. Como a não admissão do habeas corpus como substitutivo do recurso ordinário constitucional representa guinada da jurisprudência desta Corte, entendo que se impõe, quanto aos habeas corpus já impetrados, o exame da questão de fundo, uma vez, em tese, possível a concessão de habeas corpus de ofício diante de flagrante ilegalidade ou arbitrariedade. No presente writ, insiste a Impetrante na aplicação da minorante prevista no redutor máximo de 2/3 (dois terços), na forma do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, bem como na fixação do regime inicial aberto ou semiaberto e na substituição da pena privativa de liberdade por restritiva 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS de direitos. Em face das informações prestadas pelo Juízo de primeiro grau, subsiste o interesse da Defesa quanto aos pedidos formulados, considerando o restante da pena a ser cumprida e tendo em vista o disposto no art. 118, I, da Lei 7.210/1984 (“Art. 118. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o condenado: I - praticar fato definido como crime doloso ou falta grave;”). A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete apenas o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores apenas em eventuais casos de discrepâncias gritantes e arbitrárias. Não se presta ainda o habeas corpus, por não permitir ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático probatório que levou à fixação das penas. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena do §4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Para verificar a sua aplicabilidade ao caso concreto, deve o juiz considerar todos os elementos constantes nos autos. Reputando-a pertinente, cabe-lhe definir o grau de redução apropriado para a pena, considerando as circunstâncias do caso concreto e conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime. A quantidade e a espécie da droga apreendida, como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser validamente valorados no dimensionamento do benefício previsto no §4º do art. 33 da Lei 11.343/06. Não se trata de bis in idem, ainda que tais elementos já tenham sido considerados no dimensionamento da pena-base na condição de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS de direitos. Em face das informações prestadas pelo Juízo de primeiro grau, subsiste o interesse da Defesa quanto aos pedidos formulados, considerando o restante da pena a ser cumprida e tendo em vista o disposto no art. 118, I, da Lei 7.210/1984 (“Art. 118. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o condenado: I - praticar fato definido como crime doloso ou falta grave;”). A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete apenas o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores apenas em eventuais casos de discrepâncias gritantes e arbitrárias. Não se presta ainda o habeas corpus, por não permitir ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático probatório que levou à fixação das penas. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena do §4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Para verificar a sua aplicabilidade ao caso concreto, deve o juiz considerar todos os elementos constantes nos autos. Reputando-a pertinente, cabe-lhe definir o grau de redução apropriado para a pena, considerando as circunstâncias do caso concreto e conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime. A quantidade e a espécie da droga apreendida, como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser validamente valorados no dimensionamento do benefício previsto no §4º do art. 33 da Lei 11.343/06. Não se trata de bis in idem, ainda que tais elementos já tenham sido considerados no dimensionamento da pena-base na condição de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS circunstâncias do crime. Afinal, não se trata de considerá-los, por eles próprios, como negativos para fins de aferição do benefício, mas somente como, já adiantado, indicativos do grau de envolvimento do agente no tráfico de drogas e que é exatamente do que trata o §4º do art. 33 da Lei 11.343/06, devendo a diminuição em questão ser dimensionada segundo ele seja maior ou menor. Nessa perspectiva, a quantidade e a variedade de entorpecentes são fatores, a toda evidência, de relevante consideração. Cabe às instâncias inferiores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. No caso presente, além da inadequação do writ para rever as posições das instâncias anteriores, verifico fundamentos idôneos para não se aplicar o benefício do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 em seu patamar máximo, suficientemente fundamentada a aplicação do redutor em metade diante da quantidade de substância entorpecente apreendida (292 g de cocaína). No caso, a dosimetria e o regime de cumprimento da pena foram assim analisados no acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “Quanto ao pedido de para que a benesse do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06 seja fixada no patamar máximo de 2/3, a modificação para o regime inicial aberto e substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, à luz do art. 42 da Lei de Drogas, verifico que foi apreendido em poder do recorrente 292 g de cocaína, entretanto, trata-se de droga que é vendida por grama, atingindo um maior número de usuários, razão pela qual, hei por bem reduzir a pena do apelante pela metade, perfazendo um total de 02 anos e 01 mês de reclusão e ao pagamento de 208 dias multa. Quanto ao pedido para fixação do regime aberto, de acordo com o art. 2º da Lei 8.072/90, o tráfico ilícito de entorpecentes é considerado crime hediondo por equiparação, devendo o início de seu cumprimento ocorrer no inicialmente 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS circunstâncias do crime. Afinal, não se trata de considerá-los, por eles próprios, como negativos para fins de aferição do benefício, mas somente como, já adiantado, indicativos do grau de envolvimento do agente no tráfico de drogas e que é exatamente do que trata o §4º do art. 33 da Lei 11.343/06, devendo a diminuição em questão ser dimensionada segundo ele seja maior ou menor. Nessa perspectiva, a quantidade e a variedade de entorpecentes são fatores, a toda evidência, de relevante consideração. Cabe às instâncias inferiores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. No caso presente, além da inadequação do writ para rever as posições das instâncias anteriores, verifico fundamentos idôneos para não se aplicar o benefício do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 em seu patamar máximo, suficientemente fundamentada a aplicação do redutor em metade diante da quantidade de substância entorpecente apreendida (292 g de cocaína). No caso, a dosimetria e o regime de cumprimento da pena foram assim analisados no acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “Quanto ao pedido de para que a benesse do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06 seja fixada no patamar máximo de 2/3, a modificação para o regime inicial aberto e substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, à luz do art. 42 da Lei de Drogas, verifico que foi apreendido em poder do recorrente 292 g de cocaína, entretanto, trata-se de droga que é vendida por grama, atingindo um maior número de usuários, razão pela qual, hei por bem reduzir a pena do apelante pela metade, perfazendo um total de 02 anos e 01 mês de reclusão e ao pagamento de 208 dias multa. Quanto ao pedido para fixação do regime aberto, de acordo com o art. 2º da Lei 8.072/90, o tráfico ilícito de entorpecentes é considerado crime hediondo por equiparação, devendo o início de seu cumprimento ocorrer no inicialmente 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS fechado." Desse entendimento não dissentiu o Superior Tribunal de Justiça, conforme fundamentos exarados pela Ministra Relatora do acórdão: “De início, quanto ao patamar de diminuição, na terceira fase da dosimetria, não há nada a retificar no acórdão atacado, haja vista que o Tribunal a quo aplicou o redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei n.º 11.343/2006 em 1/2 (metade), em razão da grande quantidade de substância entorpecente apreendida - 292 g (duzentos e noventa e dois gramas) de cocaína. Com efeito, é este o espírito da Lei Antidrogas, que dispõe: ‘Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente.’ Assim, concretamente fundamentado o quantum de diminuição referente à causa especial prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, não há que se falar em ilegalidade. A respeito disso, já decidiu esta Corte que, fundamentada a aplicação da pena, fixar outro montante de redução demanda revolvimento fático-probatório, não condizente com a via augusta do habeas corpus : (...) No mais, tanto a estipulação do regime inicial fechado - contida no § 1º do art. 2º da Lei n.º 8.072, que fora alterado pela Lei n.º 11.464/07 - quanto a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos - prevista no art. 44, caput, da Lei n.º 11.343/06 - foram superadas pelo Pretório Excelso em decisões recentes. A esse respeito, confira-se o teor do Informativo n.º 569 do Supremo Tribunal Federal, in verbis : ‘A Turma, superando a restrição fundada no Enunciado 691 da Súmula do STF, concedeu habeas corpus a condenado pelo crime de tráfico ilícito de entorpecentes (Lei 11.343/2006, art. 33) para determinar 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS fechado." Desse entendimento não dissentiu o Superior Tribunal de Justiça, conforme fundamentos exarados pela Ministra Relatora do acórdão: “De início, quanto ao patamar de diminuição, na terceira fase da dosimetria, não há nada a retificar no acórdão atacado, haja vista que o Tribunal a quo aplicou o redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei n.º 11.343/2006 em 1/2 (metade), em razão da grande quantidade de substância entorpecente apreendida - 292 g (duzentos e noventa e dois gramas) de cocaína. Com efeito, é este o espírito da Lei Antidrogas, que dispõe: ‘Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente.’ Assim, concretamente fundamentado o quantum de diminuição referente à causa especial prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, não há que se falar em ilegalidade. A respeito disso, já decidiu esta Corte que, fundamentada a aplicação da pena, fixar outro montante de redução demanda revolvimento fático-probatório, não condizente com a via augusta do habeas corpus : (...) No mais, tanto a estipulação do regime inicial fechado - contida no § 1º do art. 2º da Lei n.º 8.072, que fora alterado pela Lei n.º 11.464/07 - quanto a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos - prevista no art. 44, caput, da Lei n.º 11.343/06 - foram superadas pelo Pretório Excelso em decisões recentes. A esse respeito, confira-se o teor do Informativo n.º 569 do Supremo Tribunal Federal, in verbis : ‘A Turma, superando a restrição fundada no Enunciado 691 da Súmula do STF, concedeu habeas corpus a condenado pelo crime de tráfico ilícito de entorpecentes (Lei 11.343/2006, art. 33) para determinar 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS que tribunal de justiça substitua a pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos ou, havendo reversão, que o início do cumprimento da pena privativa de liberdade se dê no regime aberto. Assentou-se que a quantidade de pena imposta – 3 anos –, não constando circunstâncias desfavoráveis ao paciente, que não registra antecedentes, permitiria não só que a pena tivesse início no regime aberto (CP, art. 33, § 2º, c), mas, também, a substituição por pena restritiva de direitos (CP, art. 44, § 2º, segunda parte).’ HC 101291/SP, rel. Min. Eros Grau, 24.11.2009. (HC-101291) Assim, a Sexta Turma desta Corte adotou o entendimento de que, ante o quantum de pena aplicado, é possível a fixação do regime semiaberto ou o aberto para o início do cumprimento da reprimenda reclusiva, em conformidade com o previsto no art. 33 do Código Penal (HC n.º 118.776/MG, da relatoria do Ministro Nilson Naves, julgado em 18.3.2010), bem como a substituição da privativa de liberdade por restritivas de direitos. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 1º de setembro de 2010, se pronunciou sobre a matéria, no HC n.º 97.256, de relatoria do Ministro Carlos Ayres Britto, prevalecendo, por 6 votos a 4, o entendimento aqui expendido, no sentido de ser inconstitucional o dispositivo da Lei nº 11.343/2006 que veda a substituição da privativa de liberdade por restritiva de direitos. Mister sublinhar, ainda, que o Senado Federal, no exercício da atribuição que lhe foi conferida pelo art. 52, inciso X, da Magna Carta, editou, em 15.2.2012, a Resolução n.º 05/2012, suspendendo a execução de excerto da Lei n.º 11.343/06 referente à expressão "vedada a conversão em penas restritivas de direitos" - contida no § 4º, do art. 33, declarado inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do supra mencionado HC n.º 97.256. Confira- se: ‘O Senado Federal resolve: 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS que tribunal de justiça substitua a pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos ou, havendo reversão, que o início do cumprimento da pena privativa de liberdade se dê no regime aberto. Assentou-se que a quantidade de pena imposta – 3 anos –, não constando circunstâncias desfavoráveis ao paciente, que não registra antecedentes, permitiria não só que a pena tivesse início no regime aberto (CP, art. 33, § 2º, c), mas, também, a substituição por pena restritiva de direitos (CP, art. 44, § 2º, segunda parte).’ HC 101291/SP, rel. Min. Eros Grau, 24.11.2009. (HC-101291) Assim, a Sexta Turma desta Corte adotou o entendimento de que, ante o quantum de pena aplicado, é possível a fixação do regime semiaberto ou o aberto para o início do cumprimento da reprimenda reclusiva, em conformidade com o previsto no art. 33 do Código Penal (HC n.º 118.776/MG, da relatoria do Ministro Nilson Naves, julgado em 18.3.2010), bem como a substituição da privativa de liberdade por restritivas de direitos. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 1º de setembro de 2010, se pronunciou sobre a matéria, no HC n.º 97.256, de relatoria do Ministro Carlos Ayres Britto, prevalecendo, por 6 votos a 4, o entendimento aqui expendido, no sentido de ser inconstitucional o dispositivo da Lei nº 11.343/2006 que veda a substituição da privativa de liberdade por restritiva de direitos. Mister sublinhar, ainda, que o Senado Federal, no exercício da atribuição que lhe foi conferida pelo art. 52, inciso X, da Magna Carta, editou, em 15.2.2012, a Resolução n.º 05/2012, suspendendo a execução de excerto da Lei n.º 11.343/06 referente à expressão "vedada a conversão em penas restritivas de direitos" - contida no § 4º, do art. 33, declarado inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do supra mencionado HC n.º 97.256. Confira- se: ‘O Senado Federal resolve: 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS Art. 1º É suspensa a execução da expressão "vedada a conversão em penas restritivas de direitos" do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do Habeas Corpus nº 97.256/RS. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. ‘ Dessarte, reconhecida a possibilidade de substituição da pena por medidas restritivas de direitos, fica afastada a exigência de fixação do regime fechado para os condenados por tráfico de drogas previsto na Lei nº 11.343/06. Cabe ao Juiz, para estabelecer o regime prisional, avaliar o disposto no art. 33 e parágrafos do Código Penal. Na hipótese vertente, contudo, tenho que o regime aberto não satisfaz a resposta penal. É que foram apreendidos 292 g (duzentos e noventa e dois gramas) de cocaína, quantidade que não só impede o regime menos gravoso, mas, antes de mais nada, recomenda regime mais rigoroso, como forma de retribuição proporcional à gravidade da conduta. Mais uma vez, não há como fugir da incidência do art. 42 da Lei nº 11.343/2006 já mencionado. (...) Ante o exposto, denego a ordem, devendo o paciente ser mantido no regime em que se encontra. É como voto.” De fato, a quantidade de entorpecente encontrado com o paciente (quase trezentos gramas de cocaína), embora não seja extremamente vultosa, tampouco pode ser considerada pequena, o que, aliado à natureza da droga – extremamente viciante – são indicativos do maior envolvimento do agente no mundo das drogas e constituem elementos que podem ser validamente valorados para dimensionar a minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 e para impor o regime inicial fechado para o cumprimento da pena. No que tange ao pedido de substituição da pena por restritiva de 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS Art. 1º É suspensa a execução da expressão "vedada a conversão em penas restritivas de direitos" do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do Habeas Corpus nº 97.256/RS. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. ‘ Dessarte, reconhecida a possibilidade de substituição da pena por medidas restritivas de direitos, fica afastada a exigência de fixação do regime fechado para os condenados por tráfico de drogas previsto na Lei nº 11.343/06. Cabe ao Juiz, para estabelecer o regime prisional, avaliar o disposto no art. 33 e parágrafos do Código Penal. Na hipótese vertente, contudo, tenho que o regime aberto não satisfaz a resposta penal. É que foram apreendidos 292 g (duzentos e noventa e dois gramas) de cocaína, quantidade que não só impede o regime menos gravoso, mas, antes de mais nada, recomenda regime mais rigoroso, como forma de retribuição proporcional à gravidade da conduta. Mais uma vez, não há como fugir da incidência do art. 42 da Lei nº 11.343/2006 já mencionado. (...) Ante o exposto, denego a ordem, devendo o paciente ser mantido no regime em que se encontra. É como voto.” De fato, a quantidade de entorpecente encontrado com o paciente (quase trezentos gramas de cocaína), embora não seja extremamente vultosa, tampouco pode ser considerada pequena, o que, aliado à natureza da droga – extremamente viciante – são indicativos do maior envolvimento do agente no mundo das drogas e constituem elementos que podem ser validamente valorados para dimensionar a minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 e para impor o regime inicial fechado para o cumprimento da pena. No que tange ao pedido de substituição da pena por restritiva de 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS direitos, verifico que não houve manifestação quanto ao tema nem pelo Tribunal de Apelação nem pela Corte Superior de Justiça, a impossibilitar seu exame neste momento, sob pena de supressão de instância com afronta às normas constitucionais de competência. Além disso, nada impede que o pedido de substituição da reprimenda corporal seja formulado perante o Juízo da Execução, consoante artigo 66, V, “c”, da Lei 7.210/1984 (Art. 66. Compete ao Juiz da execução: (...)V – determinar (...)c) a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos). Assim, não vislumbro arbitrariedade ou ilegalidade nas opções realizadas pelas instâncias anteriores. Ainda, portanto, que o presente habeas corpus fosse julgado no mérito, seria denegado, não tendo lugar a concessão da ordem de ofício. III. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus por sua inadequação como substitutivo de recurso. É como voto. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS direitos, verifico que não houve manifestação quanto ao tema nem pelo Tribunal de Apelação nem pela Corte Superior de Justiça, a impossibilitar seu exame neste momento, sob pena de supressão de instância com afronta às normas constitucionais de competência. Além disso, nada impede que o pedido de substituição da reprimenda corporal seja formulado perante o Juízo da Execução, consoante artigo 66, V, “c”, da Lei 7.210/1984 (Art. 66. Compete ao Juiz da execução: (...)V – determinar (...)c) a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos). Assim, não vislumbro arbitrariedade ou ilegalidade nas opções realizadas pelas instâncias anteriores. Ainda, portanto, que o presente habeas corpus fosse julgado no mérito, seria denegado, não tendo lugar a concessão da ordem de ofício. III. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus por sua inadequação como substitutivo de recurso. É como voto. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço vênia para subscrever o parecer, que é do Subprocurador que nos assiste, e conceder a ordem de ofício. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3763801. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço vênia para subscrever o parecer, que é do Subprocurador que nos assiste, e conceder a ordem de ofício. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3763801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.580 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ALMIR CAMPOS PINTO JÚNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 23.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3779159 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.580 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ALMIR CAMPOS PINTO JÚNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 23.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3779159 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3805010
2013-04-23T00:00:00
2013-05-17T00:00:00
Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 23.4.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, “a” . TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. A dosimetria da pena submete-se à certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Presentes elementos probatórios que indicam envolvimento significativo do agente ao tráfico de drogas e sua ligação com grupo criminoso, é válido o afastamento do benefício do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, § 3º, do mesmo diploma legal. Precedentes Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.
sjur230624
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS, SUBSTITUIÇÃO, RECURSO EM HABEAS CORPUS) HC 109956 (1ªT), HC 108715 (1ªT). (DOUTRINA BRASILEIRA DO HABEAS CORPUS) HC 3536. - Legislação estrangeira citada: Magna Carta de 1215 da Inglaterra; Habeas Corpus Act, de 1679. artigo I, seção 9, da Constituição norte-americana de 1787; Decreto-lei nº 35.043, de 20.10.1945 de Portugual. - Decisões estrangeiras citadas: Caso James Somerset da King's Bench; Buschel's Case, de 1670, da Court of Common Pleas; Acórdão de 26.04.1989, processo 10/89, BMJ 386, p. 422, do Superior Tribunal de Justiça português. - Veja HC 179908 do STJ. Número de páginas: 19. Análise: 05/06/2013, SEV. Revisão: 08/08/2013, AAT.
ROSA WEBER
Primeira Turma
114580
[ "LEG-IMP CCI ANO-1830\r\n ART-00183 ART-00184 ART-00185 ART-00186\r\n ART-00187 ART-00188 \r\n CCI-1830 CODIGO CRIMINAL DO IMPERIO DO BRAZIL (LEI DE 16 DE DEZEMBRO)\r\n", "LEG-IMP CPCPI ANO-1832\r\n ART-00340\r\n CPCPI-1832 CODIGO DE PROCESSO CRIMINAL DE PRIMEIRA INSTANCIA (LEI DE 29 DE NOVEMBRO)\r\n", "LEG-IMP LIM-002033 ANO-1871\r\n ART-00018 PAR-00001 \r\n LEI DO IMPÉRIO\r\n", "LEG-FED CF ANO-1891\r\n ART-00072 PAR-00022\r\n ART-00072 REDAÇÃO DADA PELA EMC-3/1926\r\n CF-1891 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED EMC-000003 ANO-1926\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL \r\n", "LEG-FED CF ANO-1934\r\n CF-1934 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED CF ANO-1937\r\n CF-1937 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED CF ANO-1946\r\n CF-1946 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED CF ANO-1967\r\n CF-1967 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED EMC-000001 ANO-1969\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n", "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00068 INC-00078 ART-00102 \r\n INC-00002 LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00033 PAR-00003 ART-00059 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n", "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\r\n ART-00066 INC-00005 LET-C ART-00118 \r\n INC-00001 \r\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\r\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 PAR-00004 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS" ]
HC
acordaos
HC 114580
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PACTE.(S) : ALMIR CAMPOS PINTO JÚNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ALMIR CAMPOS PINTO JÚNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, “a” . TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. A dosimetria da pena submete-se à certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708825. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão HC 114580 / MS Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Presentes elementos probatórios que indicam envolvimento significativo do agente ao tráfico de drogas e sua ligação com grupo criminoso, é válido o afastamento do benefício do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, § 3..., do mesmo diploma legal. Precedentes Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Por maioria de votos, em rejeitar a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Brasília, 23 de abril de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708825. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Presentes elementos probatórios que indicam envolvimento significativo do agente ao tráfico de drogas e sua ligação com grupo criminoso, é válido o afastamento do benefício do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, § 3..., do mesmo diploma legal. Precedentes Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Por maioria de votos, em rejeitar a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Brasília, 23 de abril de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ALMIR CAMPOS PINTO JÚNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Almir Campos Pinto Júnior contra decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do HC 179.908/MS, denegou a ordem pleiteada. O magistrado de primeiro grau condenou o paciente à pena de 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, em regime inicial fechado pela prática do crime tipificado no art. 33, caput e § 4..., da Lei 11.343/06 . Em sede de apelação criminal, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, deu parcial provimento ao recurso defensivo, para diminuir a reprimenda corporal para 2 (dois) anos e 1 (um) mês de reclusão. Naquela oportunidade, a Corte estadual indeferiu o pedido de fixação do regime aberto de cumprimento da pena. Inconformada, a Defesa impetrou o HC 179.908/MS perante o Superior Tribunal de Justiça com o objetivo de aplicar a causa especial de diminuição da pena no patamar máximo (art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06). Todavia, a ordem foi denegada. No presente writ, insiste a Impetrante na aplicação da minorante prevista no redutor máximo de 2/3 (dois terços), na forma do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, bem como na fixação do regime inicial aberto e na substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Requer a concessão de medida liminar, para a obtenção do regime aberto de cumprimento da pena. No mérito, com o reconhecimento da causa de diminuição da pena em seu patamar máximo, pugna pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708826. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ALMIR CAMPOS PINTO JÚNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Almir Campos Pinto Júnior contra decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do HC 179.908/MS, denegou a ordem pleiteada. O magistrado de primeiro grau condenou o paciente à pena de 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, em regime inicial fechado pela prática do crime tipificado no art. 33, caput e § 4..., da Lei 11.343/06 . Em sede de apelação criminal, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, deu parcial provimento ao recurso defensivo, para diminuir a reprimenda corporal para 2 (dois) anos e 1 (um) mês de reclusão. Naquela oportunidade, a Corte estadual indeferiu o pedido de fixação do regime aberto de cumprimento da pena. Inconformada, a Defesa impetrou o HC 179.908/MS perante o Superior Tribunal de Justiça com o objetivo de aplicar a causa especial de diminuição da pena no patamar máximo (art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06). Todavia, a ordem foi denegada. No presente writ, insiste a Impetrante na aplicação da minorante prevista no redutor máximo de 2/3 (dois terços), na forma do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, bem como na fixação do regime inicial aberto e na substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Requer a concessão de medida liminar, para a obtenção do regime aberto de cumprimento da pena. No mérito, com o reconhecimento da causa de diminuição da pena em seu patamar máximo, pugna pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório HC 114580 / MS fixação do regime aberto ou semiaberto e a substituição da reprimenda por restritiva de direitos. Indeferi o pedido liminar em 17.8.2012, oportunidade em que solicitei informações ao Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de Campo Grande/MS acerca da atual situação do paciente Almir Campos Pinto Júnior, especificamente se a pena já foi, ou não, cumprida integralmente. O Juiz de Direito da 1... Vara Criminal de Corumbá/MS, prestou as seguintes informações: “(...) Inicialmente, esclareço que o paciente foi condenado a pena de 04 (quatro) anos e 02 (dois) meses de reclusão em regime fechado como incurso nas penas dos artigos 33, § 4..., da Lei 11.343/06. Em apelação criminal n. 2010.018345-3 da Primeira Turma Criminal do TJMS, a pena imposta ao sentenciado foi reduzida pela metade, ante a majoração do patamar da benesse do § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06, restando redefinida em 2 anos e 6 meses, já que a pena base foi fixada em 5 anos, constando um pequeno erro material no cálculo da redução na fundamentação do acórdão. Após manifestação do Parquet, o Magistrado Titular da época decidiu que mero reconhecimento da causa de diminuição previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06 não tem o condão de afastar a hediondez do delito, tendo ainda indeferido os requerimentos da defesa para que a fração utilizada para progressão fosse de 1/6, bem como para progressão de regime. Contra esta decisão foi impetrada habeas corpus n. 2011.009372-4. Em 03.05.2011, o sentenciado Almir de Campos Pinto Júnior foi beneficiado com progressão da pena ao regime semiaberto, tendo registrado fuga no dia 29.06.2011, sendo recapturado no dia 21.07.2011, e outra fuga no dia 13.12.2011, quando foi preso em flagrante por novo delito (autos 001496- 13.2011.8.12.0008 da 2... Vara Criminal desta Comarca), tendo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708826. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS fixação do regime aberto ou semiaberto e a substituição da reprimenda por restritiva de direitos. Indeferi o pedido liminar em 17.8.2012, oportunidade em que solicitei informações ao Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de Campo Grande/MS acerca da atual situação do paciente Almir Campos Pinto Júnior, especificamente se a pena já foi, ou não, cumprida integralmente. O Juiz de Direito da 1... Vara Criminal de Corumbá/MS, prestou as seguintes informações: “(...) Inicialmente, esclareço que o paciente foi condenado a pena de 04 (quatro) anos e 02 (dois) meses de reclusão em regime fechado como incurso nas penas dos artigos 33, § 4..., da Lei 11.343/06. Em apelação criminal n. 2010.018345-3 da Primeira Turma Criminal do TJMS, a pena imposta ao sentenciado foi reduzida pela metade, ante a majoração do patamar da benesse do § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06, restando redefinida em 2 anos e 6 meses, já que a pena base foi fixada em 5 anos, constando um pequeno erro material no cálculo da redução na fundamentação do acórdão. Após manifestação do Parquet, o Magistrado Titular da época decidiu que mero reconhecimento da causa de diminuição previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06 não tem o condão de afastar a hediondez do delito, tendo ainda indeferido os requerimentos da defesa para que a fração utilizada para progressão fosse de 1/6, bem como para progressão de regime. Contra esta decisão foi impetrada habeas corpus n. 2011.009372-4. Em 03.05.2011, o sentenciado Almir de Campos Pinto Júnior foi beneficiado com progressão da pena ao regime semiaberto, tendo registrado fuga no dia 29.06.2011, sendo recapturado no dia 21.07.2011, e outra fuga no dia 13.12.2011, quando foi preso em flagrante por novo delito (autos 001496- 13.2011.8.12.0008 da 2... Vara Criminal desta Comarca), tendo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório HC 114580 / MS sido colocada em liberdade sete dias depois. O sentenciado encontra-se evadido do regime semiaberto desde 13.12.2011, restando cumprir 3 meses e 10 dias de sua pena. Desta forma, denota-se que houve o regular trâmite do feito, não havendo falar em constrangimento ilegal.” O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pela concessão da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708826. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS sido colocada em liberdade sete dias depois. O sentenciado encontra-se evadido do regime semiaberto desde 13.12.2011, restando cumprir 3 meses e 10 dias de sua pena. Desta forma, denota-se que houve o regular trâmite do feito, não havendo falar em constrangimento ilegal.” O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pela concessão da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus foi impetrado contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao julgamento do HC 179.908/MS. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a). Presente a dicção constitucional, incabível a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. Esta Primeira Turma assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR (HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO – CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las. Rel. Min. Marco Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012), tendo a discussão se iniciado no HC 108.715/RJ, cujo julgamento ainda não foi finalizado. Ora, o habeas corpus constitui garantia fundamental prevista na Constituição da República para a tutela da liberdade de locomoção - ir, vir e permanecer -, contra prisão ou ameaça de prisão ilegal ou abusiva (art. 5..., LXVIII). Sua origem perde-se no tempo. Na Inglaterra, o seu berço histórico, afirma-se que é mais antigo que a própria Magna Carta de 1215 (LEVY, Leonard W. Origins of the Bill of Rights. New Haven and London: Yale University Press, p. 44). Originariamente, era utilizado pelos Tribunais para determinar a apresentação de alguém, um prisioneiro, à Corte, para literalmente "ter o corpo" em Juízo, e não constituía um instrumento destinado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus foi impetrado contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao julgamento do HC 179.908/MS. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a). Presente a dicção constitucional, incabível a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. Esta Primeira Turma assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR (HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO – CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las. Rel. Min. Marco Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012), tendo a discussão se iniciado no HC 108.715/RJ, cujo julgamento ainda não foi finalizado. Ora, o habeas corpus constitui garantia fundamental prevista na Constituição da República para a tutela da liberdade de locomoção - ir, vir e permanecer -, contra prisão ou ameaça de prisão ilegal ou abusiva (art. 5..., LXVIII). Sua origem perde-se no tempo. Na Inglaterra, o seu berço histórico, afirma-se que é mais antigo que a própria Magna Carta de 1215 (LEVY, Leonard W. Origins of the Bill of Rights. New Haven and London: Yale University Press, p. 44). Originariamente, era utilizado pelos Tribunais para determinar a apresentação de alguém, um prisioneiro, à Corte, para literalmente "ter o corpo" em Juízo, e não constituía um instrumento destinado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS necessariamente à salvaguarda da liberdade. Ilustrativamente, em 1554, a Queen's Bench utilizou dois habeas corpus para trazer a julgamento diversas pessoas envolvidas em rebelião, sendo identificadas nos writs notas de que os rebeldes deveriam ser enforcados (HALLIDAY, Paul D. Habeas Corpus: From England to Empire. Cambridge: Harvard University Press, 2010, p. 29). Com o tempo, porém, as Cortes inglesas, especialmente a King's Bench, começaram a utilizar o habeas corpus para avaliar a causa da prisão, liberando o preso quando reputavam a medida ilegal ou abusiva. Foi o habeas corpus o veículo para a afirmação progressiva das liberdades públicas inglesas, uma vez utilizado como instrumento contra prisões decorrentes de perseguições religiosas e políticas. Entre o rico histórico de casos, destaco apenas dois para não ser cansativa. James Somerset obteve, por meio de habeas corpus impetrado em 1771, a libertação pela King's Bench da condição de escravo por haver sido deportado da Inglaterra pelo seu proprietário sem seu consentimento (HALLIDAY, Paul D. op.cit., p. 174-175). No Buschel's Case, de 1670, o habeas corpus foi concedido pela Court of Common Pleas para libertar jurados presos por ordem do Juiz Presidente do Júri fundada na compreensão deste de que eles haviam proferido um veredicto contrário à prova dos autos. O Buschel's Case confunde-se com o próprio nascimento do princípio da soberania dos veredictos (HALLIDAY, Paul D. op.cit., p. 235-236, e LEVY, Leonard W. op.cit., p. 52-53). Embora o habeas corpus constitua remédio criado pela common law, o seu prestígio ensejou-lhe posterior consagração legislativa, especialmente, no âmbito inglês, com o Habeas Corpus Act, de 1679, e, no âmbito norte- americano, com o artigo I, seção 9, da Constituição norte-americana de 1787, ainda antes da adoção das dez primeiras emendas de 1791. Interessante nesse breve relato é que, a despeito da importância histórica do instituto, confundido com a própria essência da liberdade, não foi e não é o habeas corpus utilizado, no Direito anglo-saxão, senão diretamente contra uma prisão, decretada em processo criminal ou não (v.g. KAMISAR, Yale e outros. Modern Criminal Procedures: Cases, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS necessariamente à salvaguarda da liberdade. Ilustrativamente, em 1554, a Queen's Bench utilizou dois habeas corpus para trazer a julgamento diversas pessoas envolvidas em rebelião, sendo identificadas nos writs notas de que os rebeldes deveriam ser enforcados (HALLIDAY, Paul D. Habeas Corpus: From England to Empire. Cambridge: Harvard University Press, 2010, p. 29). Com o tempo, porém, as Cortes inglesas, especialmente a King's Bench, começaram a utilizar o habeas corpus para avaliar a causa da prisão, liberando o preso quando reputavam a medida ilegal ou abusiva. Foi o habeas corpus o veículo para a afirmação progressiva das liberdades públicas inglesas, uma vez utilizado como instrumento contra prisões decorrentes de perseguições religiosas e políticas. Entre o rico histórico de casos, destaco apenas dois para não ser cansativa. James Somerset obteve, por meio de habeas corpus impetrado em 1771, a libertação pela King's Bench da condição de escravo por haver sido deportado da Inglaterra pelo seu proprietário sem seu consentimento (HALLIDAY, Paul D. op.cit., p. 174-175). No Buschel's Case, de 1670, o habeas corpus foi concedido pela Court of Common Pleas para libertar jurados presos por ordem do Juiz Presidente do Júri fundada na compreensão deste de que eles haviam proferido um veredicto contrário à prova dos autos. O Buschel's Case confunde-se com o próprio nascimento do princípio da soberania dos veredictos (HALLIDAY, Paul D. op.cit., p. 235-236, e LEVY, Leonard W. op.cit., p. 52-53). Embora o habeas corpus constitua remédio criado pela common law, o seu prestígio ensejou-lhe posterior consagração legislativa, especialmente, no âmbito inglês, com o Habeas Corpus Act, de 1679, e, no âmbito norte- americano, com o artigo I, seção 9, da Constituição norte-americana de 1787, ainda antes da adoção das dez primeiras emendas de 1791. Interessante nesse breve relato é que, a despeito da importância histórica do instituto, confundido com a própria essência da liberdade, não foi e não é o habeas corpus utilizado, no Direito anglo-saxão, senão diretamente contra uma prisão, decretada em processo criminal ou não (v.g. KAMISAR, Yale e outros. Modern Criminal Procedures: Cases, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS Comments, Questions. 10. ed. St. Paul: West Group, 2002, p. 1.585-628; TRECHSEL, Stefan. Human Rights in Criminal Proceedings. Oxford University Press, 2005, p. 462-495; GUIMARÃES, Isaac Sabbá. Habeas Corpus: críticas e perspectivas. 3. ed. Curitiba, Juruá, 2009, p. 165-81). Jamais se cogitou de sua utilização como um substitutivo de recurso no processo penal. Também em Portugal, onde o habeas corpus foi adotado apenas no século XX (Decreto-lei n 35.043, de 20.10.1945), constitui ação destinada apenas à impugnação de uma prisão. Como já decidiu o Superior Tribunal de Justiça português, "a providência de habeas corpus destina-se tão- só a controlar a legalidade da prisão no momento em que se decide, tendo como finalidade verificar a legalidade das prisões a que os cidadãos estão sujeitos, nela não se incluindo a verificação de qualquer ilegalidade que possa ter sido cometida no processo, seja criminal ou disciplinar, nem qualquer medida contra os responsáveis por tais ilegalidades" (Acórdão de 26.04.1989, processo 10/89, BMJ 386, p. 422 - apud GUIMARÃES, Isaac Sabbá. op.cit. , p. 228-229). No Brasil, o habeas corpus tem igualmente rica história, contada em diversas obras, entre as quais a famosa de Pontes de Miranda (História e prática do habeas corpus, primeira edição de 1916). É certo que, no período colonial, não eram totalmente inexistentes remédios jurídicos para a proteção da liberdade, entre eles as assim denominadas "cartas de seguro" (por todos, STRAUS, Flávio Augusto Saraiva. A tutela da liberdade pessoal antes da instituição formal do habeas corpus no Brasil. In: PIOVESAN, Flávia e GARCIA, Maria (org.) Doutrinas essenciais: Direitos Humanos: Instrumentos e garantias de proteção. São Paulo: RT, 2011, v. 5, p. 799-51), mas somente com o habeas corpus a liberdade passou a ser assegurada por um remédio pronto, fácil e efetivo. Devido ao prestígio das instituições inglesas, o writ foi adotado, entre nós ainda no período imperial. O Código Criminal de 1830 a ele já faz referência nos arts. 183 a 188. Seu regramento,contudo, veio com o Código de Processo Criminal de 1832 ("art. 340. Todo o cidadão que entender, que elle ou outrem soffre uma prisão ou constrangimento illegal, em sua liberdade, tem direito de pedir uma ordem de - Habeas-Corpus - em seu 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS Comments, Questions. 10. ed. St. Paul: West Group, 2002, p. 1.585-628; TRECHSEL, Stefan. Human Rights in Criminal Proceedings. Oxford University Press, 2005, p. 462-495; GUIMARÃES, Isaac Sabbá. Habeas Corpus: críticas e perspectivas. 3. ed. Curitiba, Juruá, 2009, p. 165-81). Jamais se cogitou de sua utilização como um substitutivo de recurso no processo penal. Também em Portugal, onde o habeas corpus foi adotado apenas no século XX (Decreto-lei n 35.043, de 20.10.1945), constitui ação destinada apenas à impugnação de uma prisão. Como já decidiu o Superior Tribunal de Justiça português, "a providência de habeas corpus destina-se tão- só a controlar a legalidade da prisão no momento em que se decide, tendo como finalidade verificar a legalidade das prisões a que os cidadãos estão sujeitos, nela não se incluindo a verificação de qualquer ilegalidade que possa ter sido cometida no processo, seja criminal ou disciplinar, nem qualquer medida contra os responsáveis por tais ilegalidades" (Acórdão de 26.04.1989, processo 10/89, BMJ 386, p. 422 - apud GUIMARÃES, Isaac Sabbá. op.cit. , p. 228-229). No Brasil, o habeas corpus tem igualmente rica história, contada em diversas obras, entre as quais a famosa de Pontes de Miranda (História e prática do habeas corpus, primeira edição de 1916). É certo que, no período colonial, não eram totalmente inexistentes remédios jurídicos para a proteção da liberdade, entre eles as assim denominadas "cartas de seguro" (por todos, STRAUS, Flávio Augusto Saraiva. A tutela da liberdade pessoal antes da instituição formal do habeas corpus no Brasil. In: PIOVESAN, Flávia e GARCIA, Maria (org.) Doutrinas essenciais: Direitos Humanos: Instrumentos e garantias de proteção. São Paulo: RT, 2011, v. 5, p. 799-51), mas somente com o habeas corpus a liberdade passou a ser assegurada por um remédio pronto, fácil e efetivo. Devido ao prestígio das instituições inglesas, o writ foi adotado, entre nós ainda no período imperial. O Código Criminal de 1830 a ele já faz referência nos arts. 183 a 188. Seu regramento,contudo, veio com o Código de Processo Criminal de 1832 ("art. 340. Todo o cidadão que entender, que elle ou outrem soffre uma prisão ou constrangimento illegal, em sua liberdade, tem direito de pedir uma ordem de - Habeas-Corpus - em seu 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS favor"). Ainda no Império ampliou-se o cabimento do habeas corpus, que passou a ser admitido, com a promulgação da Lei n 2.033, de 1871, também contra a ameaça de prisão (art. 18, §1...: “Tem lugar o pedido e concessão da ordem de habeas-corpus ainda quando o impetrante não tenha chegado a soffrer o constrangimento corporal, mas se veja delle ameaçado"). Já na primeira Constituição Republicana, de 1891, o habeas corpus foi constitucionalizado. E o silêncio do art. 72, § 22 quanto ao objetivo de tutela apenas da liberdade de locomoção propiciou o desenvolvimento da "Doutrina brasileira do habeas corpus", que levou o writ, na ausência de outras ações constitucionais, a ser utilizado para a salvaguarda de outras liberdades que não a de locomoção, caso, v.g., do Habeas Corpus 3.536, em que concedida ordem, em 05.6.1914, por este Supremo Tribunal Federal, para garantir o direito do então Senador Ruy Barbosa a publicar os seus discursos proferidos no Senado, pela imprensa, onde, como e quando lhe convier . A memorável construção - a maior criação jurisprudencial brasileira, nos dizeres da historiadora Leda Boechat Rodrigues (História do Supremo Tribunal Federal: 1910-1926: doutrina brasileira do habeas corpus. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1991, vol. 3, p. 17)-, chegou, contudo, ao fim em 1926, com a reforma constitucional promovida pelo Presidente Artur Bernardes, que, mediante alteração do mencionado art. 72 da Constituição de 1891, limitou o emprego do habeas corpus à tutela da liberdade de locomoção. Desde então o habeas foi contemplado em todas as Constituições republicanas, de 1934, 1937, 1946, 1967, 1969 e 1988, para a tutela da liberdade de locomoção contra violência ou coação ilegal ou abusiva. Todo esse rico histórico evidencia o caráter nobre da ação constitucional do habeas corpus, garantia fundamental que, se não pode ser amesquinhada, também não é passível de vulgarização. No dizer de Pontes de Miranda, "onde não há remédio do rito do habeas corpus, não há, não pode haver garantia segura da liberdade física" (História e prática do Habeas Corpus. 3. ed. Campinas: Bookseller, 2007, vol. I, p. 160-161). Assim, é o habeas corpus uma garantia da liberdade de locomoção ir, vir e permanecer -, contra violência ou coação, pressupondo, portanto, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS favor"). Ainda no Império ampliou-se o cabimento do habeas corpus, que passou a ser admitido, com a promulgação da Lei n 2.033, de 1871, também contra a ameaça de prisão (art. 18, §1...: “Tem lugar o pedido e concessão da ordem de habeas-corpus ainda quando o impetrante não tenha chegado a soffrer o constrangimento corporal, mas se veja delle ameaçado"). Já na primeira Constituição Republicana, de 1891, o habeas corpus foi constitucionalizado. E o silêncio do art. 72, § 22 quanto ao objetivo de tutela apenas da liberdade de locomoção propiciou o desenvolvimento da "Doutrina brasileira do habeas corpus", que levou o writ, na ausência de outras ações constitucionais, a ser utilizado para a salvaguarda de outras liberdades que não a de locomoção, caso, v.g., do Habeas Corpus 3.536, em que concedida ordem, em 05.6.1914, por este Supremo Tribunal Federal, para garantir o direito do então Senador Ruy Barbosa a publicar os seus discursos proferidos no Senado, pela imprensa, onde, como e quando lhe convier . A memorável construção - a maior criação jurisprudencial brasileira, nos dizeres da historiadora Leda Boechat Rodrigues (História do Supremo Tribunal Federal: 1910-1926: doutrina brasileira do habeas corpus. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1991, vol. 3, p. 17)-, chegou, contudo, ao fim em 1926, com a reforma constitucional promovida pelo Presidente Artur Bernardes, que, mediante alteração do mencionado art. 72 da Constituição de 1891, limitou o emprego do habeas corpus à tutela da liberdade de locomoção. Desde então o habeas foi contemplado em todas as Constituições republicanas, de 1934, 1937, 1946, 1967, 1969 e 1988, para a tutela da liberdade de locomoção contra violência ou coação ilegal ou abusiva. Todo esse rico histórico evidencia o caráter nobre da ação constitucional do habeas corpus, garantia fundamental que, se não pode ser amesquinhada, também não é passível de vulgarização. No dizer de Pontes de Miranda, "onde não há remédio do rito do habeas corpus, não há, não pode haver garantia segura da liberdade física" (História e prática do Habeas Corpus. 3. ed. Campinas: Bookseller, 2007, vol. I, p. 160-161). Assim, é o habeas corpus uma garantia da liberdade de locomoção ir, vir e permanecer -, contra violência ou coação, pressupondo, portanto, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS uma prisão, uma ameaça de prisão ou pelo menos alguma espécie de constrangimento físico ou moral à liberdade física. Nos últimos anos, todavia, tem se verificado um desvirtuamento da garantia constitucional. Ilustrativamente, notícia divulgada no site do Superior Tribunal de Justiça em 29.5.2011 ("Número de habeas corpus dobra em três anos e preocupa Ministros") revela atingida naquela data a marca de duzentos mil habeas corpus impetrados perante aquela Corte. E, segundo os dados estatísticos disponibilizados, naquele ano nela foram distribuídos 36.125 habeas corpus, número quase equivalente ao total de processos distribuídos perante este Supremo Tribunal Federal no mesmo ano (de 38.109). Tais números só foram possíveis em virtude da prodigalização e da vulgarização do habeas corpus. Embora restrito seu cabimento, segundo a Constituição, a casos de prisão ou ameaça de prisão, passou-se a admiti-lo como substitutivo de recursos no processo penal, por vezes até mesmo sem qualquer prisão vigente ou sem ameaça senão remota de prisão. A pauta, aliás, desta Primeira Turma, com mais de uma centena de habeas corpus sobre os mais variados temas, poucos relacionados à impugnação da prisão ou efetiva ameaça de, é ilustrativa do desvirtuamento do habeas corpus. O desvirtuamento do habeas corpus também tornou sem sentido o princípio da exaustividade dos recursos no processo legal. De nada adianta a lei prever um número limitado de recursos contra decisões finais ou contra decisões interlocutórias se se entender sempre manejável o habeas corpus. A par de notório que a possibilidade de recorrer contra toda e qualquer decisão interlocutória é fatal para a duração razoável do processo também assegurada constitucionalmente, há verdadeira avalanche de habeas corpus a submeterem a mesma questão, sucessiva e até concomitantemente, a diferentes tribunais. O desvirtuamento do habeas corpus tem efeito ainda mais grave nos Tribunais Superiores, diante das funções precípuas quer do Superior Tribunal de Justiça - a última palavra na interpretação da lei federal quer 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS uma prisão, uma ameaça de prisão ou pelo menos alguma espécie de constrangimento físico ou moral à liberdade física. Nos últimos anos, todavia, tem se verificado um desvirtuamento da garantia constitucional. Ilustrativamente, notícia divulgada no site do Superior Tribunal de Justiça em 29.5.2011 ("Número de habeas corpus dobra em três anos e preocupa Ministros") revela atingida naquela data a marca de duzentos mil habeas corpus impetrados perante aquela Corte. E, segundo os dados estatísticos disponibilizados, naquele ano nela foram distribuídos 36.125 habeas corpus, número quase equivalente ao total de processos distribuídos perante este Supremo Tribunal Federal no mesmo ano (de 38.109). Tais números só foram possíveis em virtude da prodigalização e da vulgarização do habeas corpus. Embora restrito seu cabimento, segundo a Constituição, a casos de prisão ou ameaça de prisão, passou-se a admiti-lo como substitutivo de recursos no processo penal, por vezes até mesmo sem qualquer prisão vigente ou sem ameaça senão remota de prisão. A pauta, aliás, desta Primeira Turma, com mais de uma centena de habeas corpus sobre os mais variados temas, poucos relacionados à impugnação da prisão ou efetiva ameaça de, é ilustrativa do desvirtuamento do habeas corpus. O desvirtuamento do habeas corpus também tornou sem sentido o princípio da exaustividade dos recursos no processo legal. De nada adianta a lei prever um número limitado de recursos contra decisões finais ou contra decisões interlocutórias se se entender sempre manejável o habeas corpus. A par de notório que a possibilidade de recorrer contra toda e qualquer decisão interlocutória é fatal para a duração razoável do processo também assegurada constitucionalmente, há verdadeira avalanche de habeas corpus a submeterem a mesma questão, sucessiva e até concomitantemente, a diferentes tribunais. O desvirtuamento do habeas corpus tem efeito ainda mais grave nos Tribunais Superiores, diante das funções precípuas quer do Superior Tribunal de Justiça - a última palavra na interpretação da lei federal quer 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS desta Suprema Corte - a guarda da Constituição. A preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5..., LXXVIII, da Carta Magna, aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, sem o seu emprego como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o uso do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso constante do texto constitucional (art. 102, II, a, da Constituição Federal). Admitir o habes corpus como substitutivo do recurso, diante de expressa previsão constitucional, representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Como foi o que ocorreu no presente caso, voto por afirmar a inadequação do habeas corpus e por sua consequente extinção sem resolução do mérito. II. Como a não admissão do habeas corpus como substitutivo do recurso ordinário constitucional representa guinada da jurisprudência desta Corte, entendo que se impõe, quanto aos habeas corpus já impetrados, o exame da questão de fundo, uma vez, em tese, possível a concessão de habeas corpus de ofício diante de flagrante ilegalidade ou arbitrariedade. No presente writ, insiste a Impetrante na aplicação da minorante prevista no redutor máximo de 2/3 (dois terços), na forma do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, bem como na fixação do regime inicial aberto ou semiaberto e na substituição da pena privativa de liberdade por restritiva 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS desta Suprema Corte - a guarda da Constituição. A preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5..., LXXVIII, da Carta Magna, aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, sem o seu emprego como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o uso do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso constante do texto constitucional (art. 102, II, a, da Constituição Federal). Admitir o habes corpus como substitutivo do recurso, diante de expressa previsão constitucional, representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Como foi o que ocorreu no presente caso, voto por afirmar a inadequação do habeas corpus e por sua consequente extinção sem resolução do mérito. II. Como a não admissão do habeas corpus como substitutivo do recurso ordinário constitucional representa guinada da jurisprudência desta Corte, entendo que se impõe, quanto aos habeas corpus já impetrados, o exame da questão de fundo, uma vez, em tese, possível a concessão de habeas corpus de ofício diante de flagrante ilegalidade ou arbitrariedade. No presente writ, insiste a Impetrante na aplicação da minorante prevista no redutor máximo de 2/3 (dois terços), na forma do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, bem como na fixação do regime inicial aberto ou semiaberto e na substituição da pena privativa de liberdade por restritiva 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS de direitos. Em face das informações prestadas pelo Juízo de primeiro grau, subsiste o interesse da Defesa quanto aos pedidos formulados, considerando o restante da pena a ser cumprida e tendo em vista o disposto no art. 118, I, da Lei 7.210/1984 (“Art. 118. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o condenado: I - praticar fato definido como crime doloso ou falta grave;”). A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete apenas o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores apenas em eventuais casos de discrepâncias gritantes e arbitrárias. Não se presta ainda o habeas corpus, por não permitir ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático probatório que levou à fixação das penas. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena do §4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Para verificar a sua aplicabilidade ao caso concreto, deve o juiz considerar todos os elementos constantes nos autos. Reputando-a pertinente, cabe-lhe definir o grau de redução apropriado para a pena, considerando as circunstâncias do caso concreto e conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime. A quantidade e a espécie da droga apreendida, como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser validamente valorados no dimensionamento do benefício previsto no §4... do art. 33 da Lei 11.343/06. Não se trata de bis in idem, ainda que tais elementos já tenham sido considerados no dimensionamento da pena-base na condição de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS de direitos. Em face das informações prestadas pelo Juízo de primeiro grau, subsiste o interesse da Defesa quanto aos pedidos formulados, considerando o restante da pena a ser cumprida e tendo em vista o disposto no art. 118, I, da Lei 7.210/1984 (“Art. 118. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o condenado: I - praticar fato definido como crime doloso ou falta grave;”). A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete apenas o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores apenas em eventuais casos de discrepâncias gritantes e arbitrárias. Não se presta ainda o habeas corpus, por não permitir ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático probatório que levou à fixação das penas. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena do §4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Para verificar a sua aplicabilidade ao caso concreto, deve o juiz considerar todos os elementos constantes nos autos. Reputando-a pertinente, cabe-lhe definir o grau de redução apropriado para a pena, considerando as circunstâncias do caso concreto e conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime. A quantidade e a espécie da droga apreendida, como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser validamente valorados no dimensionamento do benefício previsto no §4... do art. 33 da Lei 11.343/06. Não se trata de bis in idem, ainda que tais elementos já tenham sido considerados no dimensionamento da pena-base na condição de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS circunstâncias do crime. Afinal, não se trata de considerá-los, por eles próprios, como negativos para fins de aferição do benefício, mas somente como, já adiantado, indicativos do grau de envolvimento do agente no tráfico de drogas e que é exatamente do que trata o §4... do art. 33 da Lei 11.343/06, devendo a diminuição em questão ser dimensionada segundo ele seja maior ou menor. Nessa perspectiva, a quantidade e a variedade de entorpecentes são fatores, a toda evidência, de relevante consideração. Cabe às instâncias inferiores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. No caso presente, além da inadequação do writ para rever as posições das instâncias anteriores, verifico fundamentos idôneos para não se aplicar o benefício do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 em seu patamar máximo, suficientemente fundamentada a aplicação do redutor em metade diante da quantidade de substância entorpecente apreendida (292 g de cocaína). No caso, a dosimetria e o regime de cumprimento da pena foram assim analisados no acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “Quanto ao pedido de para que a benesse do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06 seja fixada no patamar máximo de 2/3, a modificação para o regime inicial aberto e substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, à luz do art. 42 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), verifico que foi apreendido em poder do recorrente 292 g de cocaína, entretanto, trata-se de droga que é vendida por grama, atingindo um maior número de usuários, razão pela qual, hei por bem reduzir a pena do apelante pela metade, perfazendo um total de 02 anos e 01 mês de reclusão e ao pagamento de 208 dias multa. Quanto ao pedido para fixação do regime aberto, de acordo com o art. 2... da Lei 8.072/90, o tráfico ilícito de entorpecentes é considerado crime hediondo por equiparação, devendo o início de seu cumprimento ocorrer no inicialmente 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS circunstâncias do crime. Afinal, não se trata de considerá-los, por eles próprios, como negativos para fins de aferição do benefício, mas somente como, já adiantado, indicativos do grau de envolvimento do agente no tráfico de drogas e que é exatamente do que trata o §4... do art. 33 da Lei 11.343/06, devendo a diminuição em questão ser dimensionada segundo ele seja maior ou menor. Nessa perspectiva, a quantidade e a variedade de entorpecentes são fatores, a toda evidência, de relevante consideração. Cabe às instâncias inferiores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. No caso presente, além da inadequação do writ para rever as posições das instâncias anteriores, verifico fundamentos idôneos para não se aplicar o benefício do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 em seu patamar máximo, suficientemente fundamentada a aplicação do redutor em metade diante da quantidade de substância entorpecente apreendida (292 g de cocaína). No caso, a dosimetria e o regime de cumprimento da pena foram assim analisados no acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “Quanto ao pedido de para que a benesse do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06 seja fixada no patamar máximo de 2/3, a modificação para o regime inicial aberto e substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, à luz do art. 42 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), verifico que foi apreendido em poder do recorrente 292 g de cocaína, entretanto, trata-se de droga que é vendida por grama, atingindo um maior número de usuários, razão pela qual, hei por bem reduzir a pena do apelante pela metade, perfazendo um total de 02 anos e 01 mês de reclusão e ao pagamento de 208 dias multa. Quanto ao pedido para fixação do regime aberto, de acordo com o art. 2... da Lei 8.072/90, o tráfico ilícito de entorpecentes é considerado crime hediondo por equiparação, devendo o início de seu cumprimento ocorrer no inicialmente 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS fechado." Desse entendimento não dissentiu o Superior Tribunal de Justiça, conforme fundamentos exarados pela Ministra Relatora do acórdão: “De início, quanto ao patamar de diminuição, na terceira fase da dosimetria, não há nada a retificar no acórdão atacado, haja vista que o Tribunal a quo aplicou o redutor previsto no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em 1/2 (metade), em razão da grande quantidade de substância entorpecente apreendida - 292 g (duzentos e noventa e dois gramas) de cocaína. Com efeito, é este o espírito da Lei Antidrogas, que dispõe: ‘Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente.’ Assim, concretamente fundamentado o quantum de diminuição referente à causa especial prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006, não há que se falar em ilegalidade. A respeito disso, já decidiu esta Corte que, fundamentada a aplicação da pena, fixar outro montante de redução demanda revolvimento fático-probatório, não condizente com a via augusta do habeas corpus : (...) No mais, tanto a estipulação do regime inicial fechado - contida no § 1... do art. 2... da Lei n. 8.072, que fora alterado pela Lei n. 11.464/07 - quanto a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos - prevista no art. 44, caput, da Lei n. 11.343/06 - foram superadas pelo Pretório Excelso em decisões recentes. A esse respeito, confira-se o teor do Informativo n. 569 do Supremo Tribunal Federal, in verbis : ‘A Turma, superando a restrição fundada no Enunciado 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, concedeu habeas corpus a condenado pelo crime de tráfico ilícito de entorpecentes (Lei 11.343/2006, art. 33) para determinar 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS fechado." Desse entendimento não dissentiu o Superior Tribunal de Justiça, conforme fundamentos exarados pela Ministra Relatora do acórdão: “De início, quanto ao patamar de diminuição, na terceira fase da dosimetria, não há nada a retificar no acórdão atacado, haja vista que o Tribunal a quo aplicou o redutor previsto no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em 1/2 (metade), em razão da grande quantidade de substância entorpecente apreendida - 292 g (duzentos e noventa e dois gramas) de cocaína. Com efeito, é este o espírito da Lei Antidrogas, que dispõe: ‘Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente.’ Assim, concretamente fundamentado o quantum de diminuição referente à causa especial prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006, não há que se falar em ilegalidade. A respeito disso, já decidiu esta Corte que, fundamentada a aplicação da pena, fixar outro montante de redução demanda revolvimento fático-probatório, não condizente com a via augusta do habeas corpus : (...) No mais, tanto a estipulação do regime inicial fechado - contida no § 1... do art. 2... da Lei n. 8.072, que fora alterado pela Lei n. 11.464/07 - quanto a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos - prevista no art. 44, caput, da Lei n. 11.343/06 - foram superadas pelo Pretório Excelso em decisões recentes. A esse respeito, confira-se o teor do Informativo n. 569 do Supremo Tribunal Federal, in verbis : ‘A Turma, superando a restrição fundada no Enunciado 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, concedeu habeas corpus a condenado pelo crime de tráfico ilícito de entorpecentes (Lei 11.343/2006, art. 33) para determinar 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS que tribunal de justiça substitua a pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos ou, havendo reversão, que o início do cumprimento da pena privativa de liberdade se dê no regime aberto. Assentou-se que a quantidade de pena imposta – 3 anos –, não constando circunstâncias desfavoráveis ao paciente, que não registra antecedentes, permitiria não só que a pena tivesse início no regime aberto (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 2..., c), mas, também, a substituição por pena restritiva de direitos (Código Penal Brasileiro, art. 44, § 2..., segunda parte).’ HC 101291/SP, rel. Min. Eros Grau, 24.11.2009. (HC-101291) Assim, a Sexta Turma desta Corte adotou o entendimento de que, ante o quantum de pena aplicado, é possível a fixação do regime semiaberto ou o aberto para o início do cumprimento da reprimenda reclusiva, em conformidade com o previsto no art. 33 do Código Penal (HC n. 118.776/MG, da relatoria do Ministro Nilson Naves, julgado em 18.3.2010), bem como a substituição da privativa de liberdade por restritivas de direitos. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 1... de setembro de 2010, se pronunciou sobre a matéria, no HC n. 97.256, de relatoria do Ministro Carlos Ayres Britto, prevalecendo, por 6 votos a 4, o entendimento aqui expendido, no sentido de ser inconstitucional o dispositivo da Lei n 11.343/2006 que veda a substituição da privativa de liberdade por restritiva de direitos. Mister sublinhar, ainda, que o Senado Federal, no exercício da atribuição que lhe foi conferida pelo art. 52, inciso X, da Magna Carta, editou, em 15.2.2012, a Resolução n. 05/2012, suspendendo a execução de excerto da Lei n. 11.343/06 referente à expressão "vedada a conversão em penas restritivas de direitos" - contida no § 4..., do art. 33, declarado inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do supra mencionado HC n. 97.256. Confira- se: ‘O Senado Federal resolve: 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS que tribunal de justiça substitua a pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos ou, havendo reversão, que o início do cumprimento da pena privativa de liberdade se dê no regime aberto. Assentou-se que a quantidade de pena imposta – 3 anos –, não constando circunstâncias desfavoráveis ao paciente, que não registra antecedentes, permitiria não só que a pena tivesse início no regime aberto (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 2..., c), mas, também, a substituição por pena restritiva de direitos (Código Penal Brasileiro, art. 44, § 2..., segunda parte).’ HC 101291/SP, rel. Min. Eros Grau, 24.11.2009. (HC-101291) Assim, a Sexta Turma desta Corte adotou o entendimento de que, ante o quantum de pena aplicado, é possível a fixação do regime semiaberto ou o aberto para o início do cumprimento da reprimenda reclusiva, em conformidade com o previsto no art. 33 do Código Penal (HC n. 118.776/MG, da relatoria do Ministro Nilson Naves, julgado em 18.3.2010), bem como a substituição da privativa de liberdade por restritivas de direitos. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 1... de setembro de 2010, se pronunciou sobre a matéria, no HC n. 97.256, de relatoria do Ministro Carlos Ayres Britto, prevalecendo, por 6 votos a 4, o entendimento aqui expendido, no sentido de ser inconstitucional o dispositivo da Lei n 11.343/2006 que veda a substituição da privativa de liberdade por restritiva de direitos. Mister sublinhar, ainda, que o Senado Federal, no exercício da atribuição que lhe foi conferida pelo art. 52, inciso X, da Magna Carta, editou, em 15.2.2012, a Resolução n. 05/2012, suspendendo a execução de excerto da Lei n. 11.343/06 referente à expressão "vedada a conversão em penas restritivas de direitos" - contida no § 4..., do art. 33, declarado inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do supra mencionado HC n. 97.256. Confira- se: ‘O Senado Federal resolve: 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS Art. 1... É suspensa a execução da expressão "vedada a conversão em penas restritivas de direitos" do § 4... do art. 33 da Lei n 11.343, de 23 de agosto de 2006, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do Habeas Corpus n 97.256/RS. Art. 2... Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. ‘ Dessarte, reconhecida a possibilidade de substituição da pena por medidas restritivas de direitos, fica afastada a exigência de fixação do regime fechado para os condenados por tráfico de drogas previsto na Lei n 11.343/06. Cabe ao Juiz, para estabelecer o regime prisional, avaliar o disposto no art. 33 e parágrafos do Código Penal. Na hipótese vertente, contudo, tenho que o regime aberto não satisfaz a resposta penal. É que foram apreendidos 292 g (duzentos e noventa e dois gramas) de cocaína, quantidade que não só impede o regime menos gravoso, mas, antes de mais nada, recomenda regime mais rigoroso, como forma de retribuição proporcional à gravidade da conduta. Mais uma vez, não há como fugir da incidência do art. 42 da Lei n 11.343/2006 já mencionado. (...) Ante o exposto, denego a ordem, devendo o paciente ser mantido no regime em que se encontra. É como voto.” De fato, a quantidade de entorpecente encontrado com o paciente (quase trezentos gramas de cocaína), embora não seja extremamente vultosa, tampouco pode ser considerada pequena, o que, aliado à natureza da droga – extremamente viciante – são indicativos do maior envolvimento do agente no mundo das drogas e constituem elementos que podem ser validamente valorados para dimensionar a minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 e para impor o regime inicial fechado para o cumprimento da pena. No que tange ao pedido de substituição da pena por restritiva de 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS Art. 1... É suspensa a execução da expressão "vedada a conversão em penas restritivas de direitos" do § 4... do art. 33 da Lei n 11.343, de 23 de agosto de 2006, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do Habeas Corpus n 97.256/RS. Art. 2... Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. ‘ Dessarte, reconhecida a possibilidade de substituição da pena por medidas restritivas de direitos, fica afastada a exigência de fixação do regime fechado para os condenados por tráfico de drogas previsto na Lei n 11.343/06. Cabe ao Juiz, para estabelecer o regime prisional, avaliar o disposto no art. 33 e parágrafos do Código Penal. Na hipótese vertente, contudo, tenho que o regime aberto não satisfaz a resposta penal. É que foram apreendidos 292 g (duzentos e noventa e dois gramas) de cocaína, quantidade que não só impede o regime menos gravoso, mas, antes de mais nada, recomenda regime mais rigoroso, como forma de retribuição proporcional à gravidade da conduta. Mais uma vez, não há como fugir da incidência do art. 42 da Lei n 11.343/2006 já mencionado. (...) Ante o exposto, denego a ordem, devendo o paciente ser mantido no regime em que se encontra. É como voto.” De fato, a quantidade de entorpecente encontrado com o paciente (quase trezentos gramas de cocaína), embora não seja extremamente vultosa, tampouco pode ser considerada pequena, o que, aliado à natureza da droga – extremamente viciante – são indicativos do maior envolvimento do agente no mundo das drogas e constituem elementos que podem ser validamente valorados para dimensionar a minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 e para impor o regime inicial fechado para o cumprimento da pena. No que tange ao pedido de substituição da pena por restritiva de 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114580 / MS direitos, verifico que não houve manifestação quanto ao tema nem pelo Tribunal de Apelação nem pela Corte Superior de Justiça, a impossibilitar seu exame neste momento, sob pena de supressão de instância com afronta às normas constitucionais de competência. Além disso, nada impede que o pedido de substituição da reprimenda corporal seja formulado perante o Juízo da Execução, consoante artigo 66, V, “c”, da Lei 7.210/1984 (Art. 66. Compete ao Juiz da execução: (...)V – determinar (...)c) a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos). Assim, não vislumbro arbitrariedade ou ilegalidade nas opções realizadas pelas instâncias anteriores. Ainda, portanto, que o presente habeas corpus fosse julgado no mérito, seria denegado, não tendo lugar a concessão da ordem de ofício. III. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus por sua inadequação como substitutivo de recurso. É como voto. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Supremo Tribunal Federal HC 114580 / MS direitos, verifico que não houve manifestação quanto ao tema nem pelo Tribunal de Apelação nem pela Corte Superior de Justiça, a impossibilitar seu exame neste momento, sob pena de supressão de instância com afronta às normas constitucionais de competência. Além disso, nada impede que o pedido de substituição da reprimenda corporal seja formulado perante o Juízo da Execução, consoante artigo 66, V, “c”, da Lei 7.210/1984 (Art. 66. Compete ao Juiz da execução: (...)V – determinar (...)c) a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos). Assim, não vislumbro arbitrariedade ou ilegalidade nas opções realizadas pelas instâncias anteriores. Ainda, portanto, que o presente habeas corpus fosse julgado no mérito, seria denegado, não tendo lugar a concessão da ordem de ofício. III. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus por sua inadequação como substitutivo de recurso. É como voto. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço vênia para subscrever o parecer, que é do Subprocurador que nos assiste, e conceder a ordem de ofício. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3763801. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.580 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço vênia para subscrever o parecer, que é do Subprocurador que nos assiste, e conceder a ordem de ofício. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3763801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.580 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ALMIR CAMPOS PINTO JÚNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 23.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3779159 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.580 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ALMIR CAMPOS PINTO JÚNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 23.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3779159 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 114 . 580", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "HABEAS CORPUS 114 . 580", "HC 179 . 908 / MS", "HC 179 . 908 / MS", "HABEAS CORPUS 114 . 580", "HC 179 . 908 / MS", "HC 179 . 908 / MS", "HC 114580 / MS", "apelação criminal n . 2010 . 018345 - 3 da", "habeas corpus n . 2011 . 009372 - 4", "autos 001496 - 13 . 2011 . 8 . 12 . 0008", "HC 114580 / MS", "apelação criminal n . 2010 . 018345 - 3 da", "habeas corpus n . 2011 . 009372 - 4", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "HABEAS CORPUS 114 . 580", "HC 179 . 908 / MS", "HC 109 . 956 / PR", "HC 108 . 715 / RJ", "HABEAS CORPUS 114 . 580", "HC 179 . 908 /", "HC 109 . 956 / PR", "HC 108 . 715 / RJ", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "Habeas Corpus 3 . 536", "HC 114580 / MS", "Habeas Corpus 3 . 536", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "HC 114580 / MS", "Enunciado 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "HC 114580 / MS", "Enunciado 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "HC 114580 / MS", "HC 101291 / SP", "HC", "HC n . 118 . 776 / MG", "HC n . 97 . 256", "HC n . 97 . 256", "HC 114580 / MS", "HC 101291 / SP", "HC n . 118 . 776 / MG", "HC n . 97 . 256", "HC n . 97 . 256", "HC 114580 / MS", "Habeas Corpus n 97 . 256 / RS", "HC 114580 / MS", "Habeas Corpus n 97 . 256 / RS", "HC 114580 / MS", "HC 114580 /", "HABEAS CORPUS 114 . 580", "HABEAS CORPUS 114 . 580", "HABEAS CORPUS 114 . 580", "HABEAS CORPUS 114 . 580" ], "LEGISLACAO": [ "CONSTITUIÇÃO FEDERAL , ART . 102 , II , “ a ”", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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"GUIMARÃES , Isaac Sabbá", "GUIMARÃES , Isaac Sabbá", "Pontes de Miranda", "STRAUS , Flávio Augusto Saraiva", "PIOVESAN ,", "Flávia", "GARCIA ,", "Maria", "TRECHSEL , Stefan .", "GUIMARÃES , Isaac Sabbá", "GUIMARÃES , Isaac Sabbá", "Pontes de Miranda", "STRAUS , Flávio Augusto Saraiva", "PIOVESAN ,", "Flávia", "GARCIA ,", "Maria", "ROSA WEBER", "Ruy Barbosa", "Leda Boechat Rodrigues", "Artur Bernardes", "Pontes de Miranda", "Ruy Barbosa", "Leda Boechat Rodrigues", "Artur Bernardes", "Pontes de Miranda", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Eros Grau", "Nilson Naves", "Carlos Ayres Britto", "Eros Grau", "Nilson Naves", "Carlos Ayres Britto", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "ALMIR CAMPOS PINTO JÚNIOR", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA 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"04", "/", "2013", "08", ".", "8", ".", "2012", "11", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "08", ".", "8", ".", "2012", "11", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "1679", "1791", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", "2005", "2009", "20", ".", "10", ".", "1945", "26", ".", "04", ".", "1989", "1916", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", "2005", "2009", "20", ".", "10", ".", "1945", "26", ".", "04", ".", "1989", "1916", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "1871", "1891", "05", ".", "6", ".", "1914", "1991", "1926", "1967", "1969", "1988", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "1871", "1891", "05", ".", "6", ".", "1914", "1991", "1926", "1967", "1969", "1988", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS ADV.(A/S) :PIERRI TRAMONTINI E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Polícial civil. Curso de formação. Averbação do período para fins de aposentadoria. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A Corte de origem concluiu, com base na Lei nº 4878/65, que a frequência ao curso de formação profissional da Academia Nacional de Polícia deve ser considerada como de efetivo exercício para fins de aposentadoria. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274197. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS ADV.(A/S) :PIERRI TRAMONTINI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Distrito Federal interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Distrito Federal interpõe agravo visando impugnar decisão que não admitiu o recurso extraordinário, assentado em contrariedade aos artigos 5º, incisos II e XXXVI, 37, caput, e 40, § 10, da Constituição Federal. Insurge-se no apelo extremo, contra acórdão proferido por Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Distrito Federal que, em síntese, concluiu que frequência aos cursos de formação profissional da Academia Nacional de Polícia, para primeira investidura em cargo de atividade policial, é considerada como de efetivo exercício para fins de aposentadoria. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS ADV.(A/S) :PIERRI TRAMONTINI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Distrito Federal interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Distrito Federal interpõe agravo visando impugnar decisão que não admitiu o recurso extraordinário, assentado em contrariedade aos artigos 5º, incisos II e XXXVI, 37, caput, e 40, § 10, da Constituição Federal. Insurge-se no apelo extremo, contra acórdão proferido por Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Distrito Federal que, em síntese, concluiu que frequência aos cursos de formação profissional da Academia Nacional de Polícia, para primeira investidura em cargo de atividade policial, é considerada como de efetivo exercício para fins de aposentadoria. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório ARE 730280 AGR / DF 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. Nesse sentido, destaco precedentes: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Seguimento negado. Ação penal. Homicídio doloso. Júri. Vício na citação, falta de ciência de documentos e de intimação para a sessão do tribunal do júri. Alegação de nulidades não acolhida diante da apreciação dos fatos à luz de normas do Código de Processo Penal. Arguição de ofensa ao art. 5º, incs. XXXV, XXXVIII, LIV e LV, da CF. Inconsistência. Questões jurídico-normativas que apresentam ângulos ou aspectos constitucionais. Irrelevância. Inexistência de ofensa direta. Agravo improvido. 1. Somente se caracteriza ofensa à Constituição da República, quando a decisão recorrida atribuir a texto de leis significado normativo que guarde possibilidade teórica de afronta a norma constitucional. 2. É natural que, propondo-se a Constituição como fundamento jurídico último, formal e material, do ordenamento, toda questão jurídico-normativa apresente ângulos ou aspectos de algum modo constitucionais, em coerência com os predicados da unidade e da lógica que permeiam toda a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. Nesse sentido, destaco precedentes: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Seguimento negado. Ação penal. Homicídio doloso. Júri. Vício na citação, falta de ciência de documentos e de intimação para a sessão do tribunal do júri. Alegação de nulidades não acolhida diante da apreciação dos fatos à luz de normas do Código de Processo Penal. Arguição de ofensa ao art. 5º, incs. XXXV, XXXVIII, LIV e LV, da CF. Inconsistência. Questões jurídico-normativas que apresentam ângulos ou aspectos constitucionais. Irrelevância. Inexistência de ofensa direta. Agravo improvido. 1. Somente se caracteriza ofensa à Constituição da República, quando a decisão recorrida atribuir a texto de leis significado normativo que guarde possibilidade teórica de afronta a norma constitucional. 2. É natural que, propondo-se a Constituição como fundamento jurídico último, formal e material, do ordenamento, toda questão jurídico-normativa apresente ângulos ou aspectos de algum modo constitucionais, em coerência com os predicados da unidade e da lógica que permeiam toda a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 730280 AGR / DF ordem jurídica. 3. Este fenômeno não autoriza que sempre se dê prevalência à dimensão constitucional da quaestio iuris, sob pretexto de a aplicação da norma ordinária encobrir ofensa à Constituição, porque esse corte epistemológico de natureza absoluta equivaleria à adoção de um atalho que, de um lado, degradaria o valor referencial da Carta, barateando-lhe a eficácia, e, de outro, aniquilaria todo o alcance teórico das normas infraconstitucionais. 4. Tal preponderância só quadra à hipótese de o recurso alegar e demonstrar que o significado normativo atribuído pela decisão ao texto da lei subalterna, no ato de aplicá-la ao caso, guarde possibilidade teórica de afronta a princípio ou regra constitucional objeto de discussão na causa. E, ainda assim, sem descurar-se da falácia de conhecido estratagema retórico que, no recurso, invoca, desnecessariamente, norma constitucional para justificar pretensão de releitura da norma infraconstitucional aplicada, quando, na instância ordinária, não se discutiu ou, o que é mais, nem se delineie eventual incompatibilidade entre ambas.’ (RE nº 517.961/RN–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, Dje de 27/2/09); ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Apesar dos argumentos do Agravante, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. 2. Agravo Regimental ao qual se nega provimento’ (AI nº 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/6/07). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF ordem jurídica. 3. Este fenômeno não autoriza que sempre se dê prevalência à dimensão constitucional da quaestio iuris, sob pretexto de a aplicação da norma ordinária encobrir ofensa à Constituição, porque esse corte epistemológico de natureza absoluta equivaleria à adoção de um atalho que, de um lado, degradaria o valor referencial da Carta, barateando-lhe a eficácia, e, de outro, aniquilaria todo o alcance teórico das normas infraconstitucionais. 4. Tal preponderância só quadra à hipótese de o recurso alegar e demonstrar que o significado normativo atribuído pela decisão ao texto da lei subalterna, no ato de aplicá-la ao caso, guarde possibilidade teórica de afronta a princípio ou regra constitucional objeto de discussão na causa. E, ainda assim, sem descurar-se da falácia de conhecido estratagema retórico que, no recurso, invoca, desnecessariamente, norma constitucional para justificar pretensão de releitura da norma infraconstitucional aplicada, quando, na instância ordinária, não se discutiu ou, o que é mais, nem se delineie eventual incompatibilidade entre ambas.’ (RE nº 517.961/RN–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, Dje de 27/2/09); ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Apesar dos argumentos do Agravante, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. 2. Agravo Regimental ao qual se nega provimento’ (AI nº 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/6/07). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 730280 AGR / DF Ademais, vários julgados deste Supremo Tribunal Federal já assentaram que a discussão travada nestes autos é de índole infraconstitucional, cuja análise foge do campo do recurso extraordinário. A propósito: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. CONTAGEM DO PERÍODO DE FREQUÊNCIA EM CURSO DE FORMAÇÃO COMO TEMPO DE SERVIÇO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEI DISTRITAL N. 4.878/1965 E NO DECRETO-LEI N. 2.179/1984. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 730.642/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/4/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CURSO DE FORMAÇÃO. POLICIAL CIVIL. CONTAGEM DO TEMPO PARA FINS DE APOSENTADORIA. LEI 4.878/65 E DECRETO-LEI 2.179/84. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. O agravo regimental é inadmissível quando não impugna os 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF Ademais, vários julgados deste Supremo Tribunal Federal já assentaram que a discussão travada nestes autos é de índole infraconstitucional, cuja análise foge do campo do recurso extraordinário. A propósito: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. CONTAGEM DO PERÍODO DE FREQUÊNCIA EM CURSO DE FORMAÇÃO COMO TEMPO DE SERVIÇO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEI DISTRITAL N. 4.878/1965 E NO DECRETO-LEI N. 2.179/1984. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 730.642/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/4/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CURSO DE FORMAÇÃO. POLICIAL CIVIL. CONTAGEM DO TEMPO PARA FINS DE APOSENTADORIA. LEI 4.878/65 E DECRETO-LEI 2.179/84. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. O agravo regimental é inadmissível quando não impugna os 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 730280 AGR / DF fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reprisar os argumentos do recurso originário indeferido. 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 5. Agravo regimental não provido’ (RE nº 681.690/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 27/6/12). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Curso de formação de Agente da Polícia Civil do Distrito Federal. Averbação do período para fins de aposentadoria. Lei 4.878/1965. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 710.546/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/12/12). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL - AVERBAÇÃO DO PERÍODO PARA FINS DE APOSENTADORIA (LEI Nº 4.878/65, ART. 12) - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária’ (RE nº 672.383/DF-AgR, Segunda Turma, relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 24/4/12). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reprisar os argumentos do recurso originário indeferido. 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 5. Agravo regimental não provido’ (RE nº 681.690/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 27/6/12). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Curso de formação de Agente da Polícia Civil do Distrito Federal. Averbação do período para fins de aposentadoria. Lei 4.878/1965. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 710.546/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/12/12). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL - AVERBAÇÃO DO PERÍODO PARA FINS DE APOSENTADORIA (LEI Nº 4.878/65, ART. 12) - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária’ (RE nº 672.383/DF-AgR, Segunda Turma, relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 24/4/12). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 730280 AGR / DF ao recurso extraordinário.” Aduz o agravante, in verbis, que “(...) o acórdão foi expresso em admitir que o período de frequência em curso de formação profissional fosse computado para fins de aposentadoria, afastando a expressa vedação contida no § 10 do artigo 40 da Constituição Federal para fazer prevalecer norma infraconstitucional não recepcionada pela ordem constitucional vigente. (…) [A] questão posta no extraordinário é, com todo respeito, eminentemente constitucional, revelando-se direta e frontal a ofensa ao dispositivo constitucional indicado (...)”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF ao recurso extraordinário.” Aduz o agravante, in verbis, que “(...) o acórdão foi expresso em admitir que o período de frequência em curso de formação profissional fosse computado para fins de aposentadoria, afastando a expressa vedação contida no § 10 do artigo 40 da Constituição Federal para fazer prevalecer norma infraconstitucional não recepcionada pela ordem constitucional vigente. (…) [A] questão posta no extraordinário é, com todo respeito, eminentemente constitucional, revelando-se direta e frontal a ofensa ao dispositivo constitucional indicado (...)”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A Turma recursal ao decidir manteve a decisão monocrática por seus próprios fundamentos. Colhe-se da referida sentença: “(...) [N]o que concerne ao pedido de averbação do tempo de realização do curso de formação na ficha funcional, para efeito de tempo de serviço e demais vantagens, verifico que a matéria se encontra regulada pela Lei 4.878/65 (…). Em razão do princípio da legalidade, a Administração encontra-se vinculada aos preceitos legais em questão, devendo considerar o período de frequência ao aludido curso como efetivo exercício para fins de aposentadoria. (…) Determino, ainda, que o período de duração do referido curso de formação seja considerado como tempo de serviço para fins de aposentadoria do requerente, tal como determina o artigo 12, da Lei n. 4.848/65.” Desse modo, a Turma Recursal assentou, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente (Lei nº 4878/65), que a frequência ao curso de formação profissional da Academia Nacional de Polícia deve ser considerada como de efetivo exercício para fins de aposentadoria. Assim, para ultrapassar tal entendimento, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 636/STF. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. CURSO DE FORMAÇÃO. REMUNERAÇÃO. LEI 4.878/65 E DECRETO-LEI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A Turma recursal ao decidir manteve a decisão monocrática por seus próprios fundamentos. Colhe-se da referida sentença: “(...) [N]o que concerne ao pedido de averbação do tempo de realização do curso de formação na ficha funcional, para efeito de tempo de serviço e demais vantagens, verifico que a matéria se encontra regulada pela Lei 4.878/65 (…). Em razão do princípio da legalidade, a Administração encontra-se vinculada aos preceitos legais em questão, devendo considerar o período de frequência ao aludido curso como efetivo exercício para fins de aposentadoria. (…) Determino, ainda, que o período de duração do referido curso de formação seja considerado como tempo de serviço para fins de aposentadoria do requerente, tal como determina o artigo 12, da Lei n. 4.848/65.” Desse modo, a Turma Recursal assentou, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente (Lei nº 4878/65), que a frequência ao curso de formação profissional da Academia Nacional de Polícia deve ser considerada como de efetivo exercício para fins de aposentadoria. Assim, para ultrapassar tal entendimento, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 636/STF. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. CURSO DE FORMAÇÃO. REMUNERAÇÃO. LEI 4.878/65 E DECRETO-LEI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 730280 AGR / DF 2.179/84. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 2. A jurisprudência deste Tribunal fixou-se no sentido de que as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância que não viabiliza o acesso à instância extraordinária [AI n. 238.917-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20.10.00]. 3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. POLÍCIA CIVIL DO DF. CURSO DE FORMAÇÃO. LEI 4.878/65 E DECRETO LEI 2.179/84.REMUNERAÇÃO. CABIMENTO. TEMPO DE SERVIÇO. CONTAGEM. I Aos candidatos do curso de formação de Agentes da Polícia Civil do DF é assegurada percepção equivalente a 80% do vencimento da primeira referência da carreira, conforme art. 8º da L. 4.878/65, regulamentado pelo art. 1º do DL 2.179/84. II Não tendo sido derrogados pelas leis 9.264/96 e 9.266/96, os efeitos da L. 4.878/65 e do DL 2.179/84 sobre o curso de formação da PCDF mantêm-se hígidos, inexistindo vulneração ao art. 14 da Lei 9.264/96 e ao art. 37, XIII da CF porquanto apenas asseguram remuneração legalmente prevista. III Inexistência de remuneração antes da nomeação a violar o princípio do concurso público na espécie, porquanto o devido aos candidatos tem natureza nitidamente indenizatória, de ajuda de custo, e não de vencimento. IV O período de participação no curso de formação de Agente da Policia Civil do DF deve ser contado como tempo de serviço, mas apenas para fins de aposentadoria, porquanto o preceito regulador (DL 2.179/84) não pode extrapolar o limite traçado pelo preceito regulado ( L 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF 2.179/84. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 2. A jurisprudência deste Tribunal fixou-se no sentido de que as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância que não viabiliza o acesso à instância extraordinária [AI n. 238.917-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20.10.00]. 3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. POLÍCIA CIVIL DO DF. CURSO DE FORMAÇÃO. LEI 4.878/65 E DECRETO LEI 2.179/84.REMUNERAÇÃO. CABIMENTO. TEMPO DE SERVIÇO. CONTAGEM. I Aos candidatos do curso de formação de Agentes da Polícia Civil do DF é assegurada percepção equivalente a 80% do vencimento da primeira referência da carreira, conforme art. 8º da L. 4.878/65, regulamentado pelo art. 1º do DL 2.179/84. II Não tendo sido derrogados pelas leis 9.264/96 e 9.266/96, os efeitos da L. 4.878/65 e do DL 2.179/84 sobre o curso de formação da PCDF mantêm-se hígidos, inexistindo vulneração ao art. 14 da Lei 9.264/96 e ao art. 37, XIII da CF porquanto apenas asseguram remuneração legalmente prevista. III Inexistência de remuneração antes da nomeação a violar o princípio do concurso público na espécie, porquanto o devido aos candidatos tem natureza nitidamente indenizatória, de ajuda de custo, e não de vencimento. IV O período de participação no curso de formação de Agente da Policia Civil do DF deve ser contado como tempo de serviço, mas apenas para fins de aposentadoria, porquanto o preceito regulador (DL 2.179/84) não pode extrapolar o limite traçado pelo preceito regulado ( L 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 730280 AGR / DF 4.878/65). V Deu-se parcial provimento ao recurso e à remessa oficial. 4. Agravo de instrumento a que se nega seguimento. 4. Agravo regimental desprovido” (AI nº 848.545/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 13/3/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. CURSO DE FORMAÇÃO. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. INOVAÇÃO DE MATÉRIA EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à contagem do período referente ao curso de formação para fins de aposentadoria com fundamento na análise da legislação local pertinente (Lei 4.878/1965), o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II - Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. III - A questão referente à alegação de não recepção pela Constituição Federal da norma infraconstitucional aplicada pelo acórdão recorrido não foi arguida no recurso extraordinário e, desse modo, não pode ser aduzida em agravo regimental. É incabível a inovação de fundamento nesta fase processual. Precedentes. IV - Agravo regimental” (ARE nº 670.533/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/8/12). No mesmo sentido, anotem-se as seguintes decisões monocráticas: ARE nº 738.158/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/4/13; ARE nº 737.861/DF, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1º/4/13; e ARE nº 731.410/DF, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/2/13. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF 4.878/65). V Deu-se parcial provimento ao recurso e à remessa oficial. 4. Agravo de instrumento a que se nega seguimento. 4. Agravo regimental desprovido” (AI nº 848.545/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 13/3/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. CURSO DE FORMAÇÃO. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. INOVAÇÃO DE MATÉRIA EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à contagem do período referente ao curso de formação para fins de aposentadoria com fundamento na análise da legislação local pertinente (Lei 4.878/1965), o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II - Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. III - A questão referente à alegação de não recepção pela Constituição Federal da norma infraconstitucional aplicada pelo acórdão recorrido não foi arguida no recurso extraordinário e, desse modo, não pode ser aduzida em agravo regimental. É incabível a inovação de fundamento nesta fase processual. Precedentes. IV - Agravo regimental” (ARE nº 670.533/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/8/12). No mesmo sentido, anotem-se as seguintes decisões monocráticas: ARE nº 738.158/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/4/13; ARE nº 737.861/DF, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1º/4/13; e ARE nº 731.410/DF, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/2/13. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 730280 AGR / DF Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS ADV.(A/S) : PIERRI TRAMONTINI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913079 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS ADV.(A/S) : PIERRI TRAMONTINI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913079 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4291042
2013-05-21T00:00:00
2013-08-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Polícial civil. Curso de formação. Averbação do período para fins de aposentadoria. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A Corte de origem concluiu, com base na Lei nº 4878/65, que a frequência ao curso de formação profissional da Academia Nacional de Polícia deve ser considerada como de efetivo exercício para fins de aposentadoria. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur237747
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 636) AI 848545 AgR (1ªT), ARE 670533 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 636) ARE 738158, ARE 737861, ARE 731410. Número de páginas: 12. Análise: 13/08/2013, TBC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
730280
[ "LEG-FED LEI-004878 ANO-1965\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 730280 AgR
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AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS ADV.(A/S) : PIERRI TRAMONTINI E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS ADV.(A/S) :PIERRI TRAMONTINI E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Polícial civil. Curso de formação. Averbação do período para fins de aposentadoria. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A Corte de origem concluiu, com base na Lei n 4878/65, que a frequência ao curso de formação profissional da Academia Nacional de Polícia deve ser considerada como de efetivo exercício para fins de aposentadoria. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274197. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS ADV.(A/S) :PIERRI TRAMONTINI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Distrito Federal interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Distrito Federal interpõe agravo visando impugnar decisão que não admitiu o recurso extraordinário, assentado em contrariedade aos artigos 5..., incisos II e XXXVI, 37, caput, e 40, § 10, da Constituição Federal. Insurge-se no apelo extremo, contra acórdão proferido por Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Distrito Federal que, em síntese, concluiu que frequência aos cursos de formação profissional da Academia Nacional de Polícia, para primeira investidura em cargo de atividade policial, é considerada como de efetivo exercício para fins de aposentadoria. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS ADV.(A/S) :PIERRI TRAMONTINI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Distrito Federal interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Distrito Federal interpõe agravo visando impugnar decisão que não admitiu o recurso extraordinário, assentado em contrariedade aos artigos 5..., incisos II e XXXVI, 37, caput, e 40, § 10, da Constituição Federal. Insurge-se no apelo extremo, contra acórdão proferido por Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Distrito Federal que, em síntese, concluiu que frequência aos cursos de formação profissional da Academia Nacional de Polícia, para primeira investidura em cargo de atividade policial, é considerada como de efetivo exercício para fins de aposentadoria. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório ARE 730280 AGR / DF 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. Nesse sentido, destaco precedentes: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Seguimento negado. Ação penal. Homicídio doloso. Júri. Vício na citação, falta de ciência de documentos e de intimação para a sessão do tribunal do júri. Alegação de nulidades não acolhida diante da apreciação dos fatos à luz de normas do Código de Processo Penal. Arguição de ofensa ao art. 5..., incs. XXXV, XXXVIII, LIV e LV, da Constituição Federal de 1988. Inconsistência. Questões jurídico-normativas que apresentam ângulos ou aspectos constitucionais. Irrelevância. Inexistência de ofensa direta. Agravo improvido. 1. Somente se caracteriza ofensa à Constituição da República, quando a decisão recorrida atribuir a texto de leis significado normativo que guarde possibilidade teórica de afronta a norma constitucional. 2. É natural que, propondo-se a Constituição como fundamento jurídico último, formal e material, do ordenamento, toda questão jurídico-normativa apresente ângulos ou aspectos de algum modo constitucionais, em coerência com os predicados da unidade e da lógica que permeiam toda a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. Nesse sentido, destaco precedentes: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Seguimento negado. Ação penal. Homicídio doloso. Júri. Vício na citação, falta de ciência de documentos e de intimação para a sessão do tribunal do júri. Alegação de nulidades não acolhida diante da apreciação dos fatos à luz de normas do Código de Processo Penal. Arguição de ofensa ao art. 5..., incs. XXXV, XXXVIII, LIV e LV, da Constituição Federal de 1988. Inconsistência. Questões jurídico-normativas que apresentam ângulos ou aspectos constitucionais. Irrelevância. Inexistência de ofensa direta. Agravo improvido. 1. Somente se caracteriza ofensa à Constituição da República, quando a decisão recorrida atribuir a texto de leis significado normativo que guarde possibilidade teórica de afronta a norma constitucional. 2. É natural que, propondo-se a Constituição como fundamento jurídico último, formal e material, do ordenamento, toda questão jurídico-normativa apresente ângulos ou aspectos de algum modo constitucionais, em coerência com os predicados da unidade e da lógica que permeiam toda a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 730280 AGR / DF ordem jurídica. 3. Este fenômeno não autoriza que sempre se dê prevalência à dimensão constitucional da quaestio iuris, sob pretexto de a aplicação da norma ordinária encobrir ofensa à Constituição, porque esse corte epistemológico de natureza absoluta equivaleria à adoção de um atalho que, de um lado, degradaria o valor referencial da Carta, barateando-lhe a eficácia, e, de outro, aniquilaria todo o alcance teórico das normas infraconstitucionais. 4. Tal preponderância só quadra à hipótese de o recurso alegar e demonstrar que o significado normativo atribuído pela decisão ao texto da lei subalterna, no ato de aplicá-la ao caso, guarde possibilidade teórica de afronta a princípio ou regra constitucional objeto de discussão na causa. E, ainda assim, sem descurar-se da falácia de conhecido estratagema retórico que, no recurso, invoca, desnecessariamente, norma constitucional para justificar pretensão de releitura da norma infraconstitucional aplicada, quando, na instância ordinária, não se discutiu ou, o que é mais, nem se delineie eventual incompatibilidade entre ambas.’ (Recurso Extraordinário n 517.961/RN–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, Dje de 27/2/09); ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Apesar dos argumentos do Agravante, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. 2. Agravo Regimental ao qual se nega provimento’ (AI n 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../6/07). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF ordem jurídica. 3. Este fenômeno não autoriza que sempre se dê prevalência à dimensão constitucional da quaestio iuris, sob pretexto de a aplicação da norma ordinária encobrir ofensa à Constituição, porque esse corte epistemológico de natureza absoluta equivaleria à adoção de um atalho que, de um lado, degradaria o valor referencial da Carta, barateando-lhe a eficácia, e, de outro, aniquilaria todo o alcance teórico das normas infraconstitucionais. 4. Tal preponderância só quadra à hipótese de o recurso alegar e demonstrar que o significado normativo atribuído pela decisão ao texto da lei subalterna, no ato de aplicá-la ao caso, guarde possibilidade teórica de afronta a princípio ou regra constitucional objeto de discussão na causa. E, ainda assim, sem descurar-se da falácia de conhecido estratagema retórico que, no recurso, invoca, desnecessariamente, norma constitucional para justificar pretensão de releitura da norma infraconstitucional aplicada, quando, na instância ordinária, não se discutiu ou, o que é mais, nem se delineie eventual incompatibilidade entre ambas.’ (Recurso Extraordinário n 517.961/RN–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, Dje de 27/2/09); ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Apesar dos argumentos do Agravante, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. 2. Agravo Regimental ao qual se nega provimento’ (AI n 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../6/07). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 730280 AGR / DF Ademais, vários julgados deste Supremo Tribunal Federal já assentaram que a discussão travada nestes autos é de índole infraconstitucional, cuja análise foge do campo do recurso extraordinário. A propósito: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. CONTAGEM DO PERÍODO DE FREQUÊNCIA EM CURSO DE FORMAÇÃO COMO TEMPO DE SERVIÇO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEI DISTRITAL N. 4.878/1965 E NO DECRETO-LEI N. 2.179/1984. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 730.642/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/4/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CURSO DE FORMAÇÃO. POLICIAL CIVIL. CONTAGEM DO TEMPO PARA FINS DE APOSENTADORIA. LEI 4.878/65 E DECRETO-LEI 2.179/84. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. O agravo regimental é inadmissível quando não impugna os 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF Ademais, vários julgados deste Supremo Tribunal Federal já assentaram que a discussão travada nestes autos é de índole infraconstitucional, cuja análise foge do campo do recurso extraordinário. A propósito: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. CONTAGEM DO PERÍODO DE FREQUÊNCIA EM CURSO DE FORMAÇÃO COMO TEMPO DE SERVIÇO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEI DISTRITAL N. 4.878/1965 E NO DECRETO-LEI N. 2.179/1984. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 730.642/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/4/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CURSO DE FORMAÇÃO. POLICIAL CIVIL. CONTAGEM DO TEMPO PARA FINS DE APOSENTADORIA. LEI 4.878/65 E DECRETO-LEI 2.179/84. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. O agravo regimental é inadmissível quando não impugna os 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 730280 AGR / DF fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reprisar os argumentos do recurso originário indeferido. 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 5. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 681.690/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 27/6/12). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Curso de formação de Agente da Polícia Civil do Distrito Federal. Averbação do período para fins de aposentadoria. Lei 4.878/1965. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 710.546/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/12/12). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL - AVERBAÇÃO DO PERÍODO PARA FINS DE APOSENTADORIA (LEI n 4.878/65, ART. 12) - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária’ (Recurso Extraordinário n 672.383/DF-AgR, Segunda Turma, relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 24/4/12). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reprisar os argumentos do recurso originário indeferido. 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 5. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 681.690/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 27/6/12). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Curso de formação de Agente da Polícia Civil do Distrito Federal. Averbação do período para fins de aposentadoria. Lei 4.878/1965. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 710.546/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/12/12). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL - AVERBAÇÃO DO PERÍODO PARA FINS DE APOSENTADORIA (LEI n 4.878/65, ART. 12) - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária’ (Recurso Extraordinário n 672.383/DF-AgR, Segunda Turma, relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 24/4/12). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 730280 AGR / DF ao recurso extraordinário.” Aduz o agravante, in verbis, que “(...) o acórdão foi expresso em admitir que o período de frequência em curso de formação profissional fosse computado para fins de aposentadoria, afastando a expressa vedação contida no § 10 do artigo 40 da Constituição Federal para fazer prevalecer norma infraconstitucional não recepcionada pela ordem constitucional vigente. (…) [A] questão posta no extraordinário é, com todo respeito, eminentemente constitucional, revelando-se direta e frontal a ofensa ao dispositivo constitucional indicado (...)”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF ao recurso extraordinário.” Aduz o agravante, in verbis, que “(...) o acórdão foi expresso em admitir que o período de frequência em curso de formação profissional fosse computado para fins de aposentadoria, afastando a expressa vedação contida no § 10 do artigo 40 da Constituição Federal para fazer prevalecer norma infraconstitucional não recepcionada pela ordem constitucional vigente. (…) [A] questão posta no extraordinário é, com todo respeito, eminentemente constitucional, revelando-se direta e frontal a ofensa ao dispositivo constitucional indicado (...)”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A Turma recursal ao decidir manteve a decisão monocrática por seus próprios fundamentos. Colhe-se da referida sentença: “(...) [N]o que concerne ao pedido de averbação do tempo de realização do curso de formação na ficha funcional, para efeito de tempo de serviço e demais vantagens, verifico que a matéria se encontra regulada pela Lei 4.878/65 (…). Em razão do princípio da legalidade, a Administração encontra-se vinculada aos preceitos legais em questão, devendo considerar o período de frequência ao aludido curso como efetivo exercício para fins de aposentadoria. (…) Determino, ainda, que o período de duração do referido curso de formação seja considerado como tempo de serviço para fins de aposentadoria do requerente, tal como determina o artigo 12, da Lei n. 4.848/65.” Desse modo, a Turma Recursal assentou, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente (Lei n 4878/65), que a frequência ao curso de formação profissional da Academia Nacional de Polícia deve ser considerada como de efetivo exercício para fins de aposentadoria. Assim, para ultrapassar tal entendimento, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. CURSO DE FORMAÇÃO. REMUNERAÇÃO. LEI 4.878/65 E DECRETO-LEI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A Turma recursal ao decidir manteve a decisão monocrática por seus próprios fundamentos. Colhe-se da referida sentença: “(...) [N]o que concerne ao pedido de averbação do tempo de realização do curso de formação na ficha funcional, para efeito de tempo de serviço e demais vantagens, verifico que a matéria se encontra regulada pela Lei 4.878/65 (…). Em razão do princípio da legalidade, a Administração encontra-se vinculada aos preceitos legais em questão, devendo considerar o período de frequência ao aludido curso como efetivo exercício para fins de aposentadoria. (…) Determino, ainda, que o período de duração do referido curso de formação seja considerado como tempo de serviço para fins de aposentadoria do requerente, tal como determina o artigo 12, da Lei n. 4.848/65.” Desse modo, a Turma Recursal assentou, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente (Lei n 4878/65), que a frequência ao curso de formação profissional da Academia Nacional de Polícia deve ser considerada como de efetivo exercício para fins de aposentadoria. Assim, para ultrapassar tal entendimento, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. CURSO DE FORMAÇÃO. REMUNERAÇÃO. LEI 4.878/65 E DECRETO-LEI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 730280 AGR / DF 2.179/84. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 2. A jurisprudência deste Tribunal fixou-se no sentido de que as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância que não viabiliza o acesso à instância extraordinária [AI n. 238.917-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20.10.00]. 3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. POLÍCIA CIVIL DO DF. CURSO DE FORMAÇÃO. LEI 4.878/65 E DECRETO LEI 2.179/84.REMUNERAÇÃO. CABIMENTO. TEMPO DE SERVIÇO. CONTAGEM. I Aos candidatos do curso de formação de Agentes da Polícia Civil do DF é assegurada percepção equivalente a 80% do vencimento da primeira referência da carreira, conforme art. 8... da L. 4.878/65, regulamentado pelo art. 1... do DL 2.179/84. II Não tendo sido derrogados pelas leis 9.264/96 e 9.266/96, os efeitos da L. 4.878/65 e do DL 2.179/84 sobre o curso de formação da PCDF mantêm-se hígidos, inexistindo vulneração ao art. 14 da Lei 9.264/96 e ao art. 37, XIII da Constituição Federal de 1988 porquanto apenas asseguram remuneração legalmente prevista. III Inexistência de remuneração antes da nomeação a violar o princípio do concurso público na espécie, porquanto o devido aos candidatos tem natureza nitidamente indenizatória, de ajuda de custo, e não de vencimento. IV O período de participação no curso de formação de Agente da Policia Civil do DF deve ser contado como tempo de serviço, mas apenas para fins de aposentadoria, porquanto o preceito regulador (DL 2.179/84) não pode extrapolar o limite traçado pelo preceito regulado ( L 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF 2.179/84. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 2. A jurisprudência deste Tribunal fixou-se no sentido de que as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância que não viabiliza o acesso à instância extraordinária [AI n. 238.917-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20.10.00]. 3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. POLÍCIA CIVIL DO DF. CURSO DE FORMAÇÃO. LEI 4.878/65 E DECRETO LEI 2.179/84.REMUNERAÇÃO. CABIMENTO. TEMPO DE SERVIÇO. CONTAGEM. I Aos candidatos do curso de formação de Agentes da Polícia Civil do DF é assegurada percepção equivalente a 80% do vencimento da primeira referência da carreira, conforme art. 8... da L. 4.878/65, regulamentado pelo art. 1... do DL 2.179/84. II Não tendo sido derrogados pelas leis 9.264/96 e 9.266/96, os efeitos da L. 4.878/65 e do DL 2.179/84 sobre o curso de formação da PCDF mantêm-se hígidos, inexistindo vulneração ao art. 14 da Lei 9.264/96 e ao art. 37, XIII da Constituição Federal de 1988 porquanto apenas asseguram remuneração legalmente prevista. III Inexistência de remuneração antes da nomeação a violar o princípio do concurso público na espécie, porquanto o devido aos candidatos tem natureza nitidamente indenizatória, de ajuda de custo, e não de vencimento. IV O período de participação no curso de formação de Agente da Policia Civil do DF deve ser contado como tempo de serviço, mas apenas para fins de aposentadoria, porquanto o preceito regulador (DL 2.179/84) não pode extrapolar o limite traçado pelo preceito regulado ( L 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 730280 AGR / DF 4.878/65). V Deu-se parcial provimento ao recurso e à remessa oficial. 4. Agravo de instrumento a que se nega seguimento. 4. Agravo regimental desprovido” (AI n 848.545/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 13/3/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. CURSO DE FORMAÇÃO. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. INOVAÇÃO DE MATÉRIA EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à contagem do período referente ao curso de formação para fins de aposentadoria com fundamento na análise da legislação local pertinente (Lei 4.878/1965), o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II - Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - A questão referente à alegação de não recepção pela Constituição Federal da norma infraconstitucional aplicada pelo acórdão recorrido não foi arguida no recurso extraordinário e, desse modo, não pode ser aduzida em agravo regimental. É incabível a inovação de fundamento nesta fase processual. Precedentes. IV - Agravo regimental” (ARE n 670.533/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/8/12). No mesmo sentido, anotem-se as seguintes decisões monocráticas: ARE n 738.158/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/4/13; ARE n 737.861/DF, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1.../4/13; e ARE n 731.410/DF, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/2/13. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF 4.878/65). V Deu-se parcial provimento ao recurso e à remessa oficial. 4. Agravo de instrumento a que se nega seguimento. 4. Agravo regimental desprovido” (AI n 848.545/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 13/3/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. CURSO DE FORMAÇÃO. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. INOVAÇÃO DE MATÉRIA EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à contagem do período referente ao curso de formação para fins de aposentadoria com fundamento na análise da legislação local pertinente (Lei 4.878/1965), o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II - Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - A questão referente à alegação de não recepção pela Constituição Federal da norma infraconstitucional aplicada pelo acórdão recorrido não foi arguida no recurso extraordinário e, desse modo, não pode ser aduzida em agravo regimental. É incabível a inovação de fundamento nesta fase processual. Precedentes. IV - Agravo regimental” (ARE n 670.533/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/8/12). No mesmo sentido, anotem-se as seguintes decisões monocráticas: ARE n 738.158/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/4/13; ARE n 737.861/DF, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1.../4/13; e ARE n 731.410/DF, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/2/13. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 730280 AGR / DF Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Supremo Tribunal Federal ARE 730280 AGR / DF Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS ADV.(A/S) : PIERRI TRAMONTINI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913079 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730.280 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS ADV.(A/S) : PIERRI TRAMONTINI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913079 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 730 . 280", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 730280 AGR / DF", "ARE 730280 AGR / DF", "ARE 730280 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 517 . 961 / RN – AgR", "AI n 649 . 191 / DF - AgR", "ARE 730280 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 517 . 961 / RN – AgR", "AI n 649 . 191 / DF - AgR", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 730 . 642 / DF - AgR", "ARE 730280 AGR", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 730 . 642 / DF - AgR", "ARE 730280 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 681 . 690 / DF - AgR", "Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 710 . 546 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 672 . 383 / DF - AgR", "ARE 730280 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 681 . 690 / DF - AgR", "Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 710 . 546 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 672 . 383 / DF - AgR", "ARE 730280 AGR / DF", "ARE 730280 AGR / DF", "Súmula n 636 /", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "AI n . 238 . 917", "ARE 730280", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "AI n . 238 . 917 - AgR", "ARE 730280 AGR / DF 4 . 878 / 65", "AI n 848 . 545 / DF - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 670 . 533 / DF - AgR", "ARE n 738 . 158 / DF", "ARE n 737 . 861 / DF", "ARE n 731 . 410 / DF", "ARE 730280 AGR / DF 4 . 878 / 65", "AI n 848 . 545 / DF - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 670 . 533 / DF - AgR", "ARE n 738 . 158 / DF", "ARE n 737 . 861 / DF", "ARE n 731 . 410 / DF", "ARE 730280 AGR / DF", "ARE 730280 AGR / DF", "AGRAVO 730 . 280" ], "LEGISLACAO": [ "Lei n 4878 / 65", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos II e XXXVI , 37 , caput , e 40 , § 10 , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos II e XXXVI , 37 , caput , e 40 , § 10 , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição Federal", "Código de Processo Penal", "art . 5 . . . , incs . XXXV , XXXVIII , LIV e LV , da Constituição Federal de 1988", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição Federal", "Código de Processo Penal", "art . 5 . . . , incs . XXXV , XXXVIII , LIV e LV , da Constituição Federal de 1988", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI DISTRITAL N . 4 . 878 / 1965", "DECRETO", "-", "LEI N . 2 . 179 / 1984", "LEI 4 . 878 / 65", "DECRETO", "-", "LEI 2 . 179 / 84", "ART . 323 DO RISTF", "ART . 102 , III , § 3 . . . ,", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI DISTRITAL N . 4 . 878 / 1965", "DECRETO", "-", "LEI N . 2 . 179 / 1984", "LEI 4 . 878 / 65", "DECRETO", "-", "LEI 2 . 179 / 84", "ART . 323 DO RISTF", "ART . 102 , III , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei 4 . 878 / 1965", "Constituição Federal", "LEI n 4 . 878 / 65 , ART", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei 4 . 878 / 1965", "Constituição Federal", "LEI n 4 . 878 / 65 , ART", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 10 do artigo 40 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 10 do artigo 40 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 4 . 878 / 65", "artigo 12 , da Lei n . 4 . 848 / 65", "Lei n 4878 / 65", "LEI 4 . 878 / 65", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 4 . 878 / 65", "artigo 12 , da Lei n . 4 . 848 / 65", "Lei n 4878 / 65", "LEI 4 . 878 / 65", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "LEI 4 . 878 / 65", "LEI 2 . 179 / 84", "art . 8 . . . da L . 4 . 878 / 65", "art . 1 . . . do DL 2 . 179 / 84", "leis 9 . 264 / 96", "9", ".", "266", "/", "96", "L", ". 4 . 878 / 65", "DL 2 . 179 / 84", "art . 14 da Lei 9 . 264 / 96", "art . 37 , XIII da Constituição Federal de 1988", "DL 2 . 179 / 84", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "LEI 4 . 878 / 65", "LEI 2 . 179 / 84", "art .", "L . 4 . 878 / 65", "leis 9 . 264 / 96", "9", ".", "266", "/", "96", "L", ". 4 . 878 / 65", "DL 2 . 179 / 84", "art . 14 da Lei 9 . 264 / 96", "art . 37 , XIII da Constituição Federal de 1988", "DL 2 . 179 / 84", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "2", ".", ".", "1", ".", ".", "Polícia Civil do DF", "PCDF", "Policia Civil do DF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS", "PIERRI TRAMONTINI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS", "PIERRI TRAMONTINI", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS", "PIERRI TRAMONTINI", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS", "PIERRI TRAMONTINI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "EDUARDO JUNQUEIRA DE MORAIS", "PIERRI TRAMONTINI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "05", "/", "2013", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "3", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "3", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "2", "/", "09", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "2", "/", "09", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "4", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "4", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "6", "/", "12", "18", "/", "12", "/", "12", "24", "/", "4", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "6", "/", "12", "18", "/", "12", "/", "12", "24", "/", "4", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "02", ".", "11", "15", ".", "03", ".", "11", "18", ".", "03", ".", "11", "20", ".", "10", ".", "00", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "02", ".", "11", "15", ".", "03", ".", "11", "18", ".", "03", ".", "11", "20", ".", "10", ".", "00", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "3", "/", "12", "28", "/", "8", "/", "12", "2", "/", "4", "/", "13", "1", ".", ".", ".", "/", "4", "/", "13", "21", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "3", "/", "12", "28", "/", "8", "/", "12", "2", "/", "4", "/", "13", "1", ".", ".", ".", "/", "4", "/", "13", "21", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "21", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAFHAELA GUIMARÃES ALMEIDA SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCO AURÉLIO DE ALCANTARA NASCIMENTO ADV.(A/S) :CLILIRI ROSA E SILVA SILVEIRA E M E N T A: AGRAVO DE INSTRUMENTO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de abril de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995082. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAFHAELA GUIMARÃES ALMEIDA SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCO AURÉLIO DE ALCANTARA NASCIMENTO ADV.(A/S) :CLILIRI ROSA E SILVA SILVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que negou provimento ao agravo de instrumento deduzido pela parte ora recorrente. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo (fls. 330/331): “A decisão de que se recorre negou trânsito a apelo extremo interposto pela parte ora agravante, no qual esta sustenta que o Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário, cujo processamento foi corretamente denegado na origem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995083. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAFHAELA GUIMARÃES ALMEIDA SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCO AURÉLIO DE ALCANTARA NASCIMENTO ADV.(A/S) :CLILIRI ROSA E SILVA SILVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que negou provimento ao agravo de instrumento deduzido pela parte ora recorrente. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo (fls. 330/331): “A decisão de que se recorre negou trânsito a apelo extremo interposto pela parte ora agravante, no qual esta sustenta que o Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário, cujo processamento foi corretamente denegado na origem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AI 853277 AGR / RJ De outro lado, cabe enfatizar que a verificação da procedência, ou não, das alegações deduzidas pela parte recorrente implicará necessário reexame dos fatos e das provas existentes nos autos, circunstância esta que impede o conhecimento do apelo extremo, nos termos da Súmula 279/STF. Sendo assim, e considerando as razões expostas, nego provimento ao presente agravo de instrumento, eis que se revela inviável o recurso extraordinário a que ele se refere. …................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo de instrumento que deduziu (fls. 339/340). Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995083. Supremo Tribunal Federal AI 853277 AGR / RJ De outro lado, cabe enfatizar que a verificação da procedência, ou não, das alegações deduzidas pela parte recorrente implicará necessário reexame dos fatos e das provas existentes nos autos, circunstância esta que impede o conhecimento do apelo extremo, nos termos da Súmula 279/STF. Sendo assim, e considerando as razões expostas, nego provimento ao presente agravo de instrumento, eis que se revela inviável o recurso extraordinário a que ele se refere. …................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo de instrumento que deduziu (fls. 339/340). Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora agravada, a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário, cujo processamento foi corretamente denegado na origem. De outro lado, cabe ressaltar que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos fatos e das provas existentes nos autos, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Impõe-se registrar, ainda, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte que versaram matérias assemelhadas à veiculada no caso em exame (AI 787.014-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 850.931-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995084. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora agravada, a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário, cujo processamento foi corretamente denegado na origem. De outro lado, cabe ressaltar que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos fatos e das provas existentes nos autos, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Impõe-se registrar, ainda, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte que versaram matérias assemelhadas à veiculada no caso em exame (AI 787.014-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 850.931-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995084. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AI 853277 AGR / RJ A diretriz jurisprudencial que venho de mencionar aplica-se, por inteiro, ao caso em exame. Observo, finalmente, por relevante, que a douta Procuradoria-Geral da República, ao opinar nesta causa, manifestou-se contrariamente à parte ora recorrente, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer com o seguinte fundamento (fls. 346): “AGRAVO REGIMENTAL – AGRAVO DE INSTRUMENTO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO ADMITIDO – MANDADO DE SEGURANÇA – CONCURSO PÚBLICO – EDITAL – EXIGÊNCIA – VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA – ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS ARTS. 2º, 5º, ‘CAPUT’ E INCISOS II, XIII E LXIX; E 173, § 1º, II, TODOS DA CF/88 – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – ILEGITIMIDADE PASSIVA DA AUTORIDADE APONTADA POR COATORA – DISCUSSÃO DE CUNHO INFRACONSTITUCIONAL – AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO STF – ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 37, ‘CAPUT’ E INCISOS I E II, DA CF/88 – REEXAME DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS – CONTROVÉRSIA QUE NÃO SE ALÇA AO PLANO CONSTITUCIONAL – PRECEDENTES DO STF – PARECER PELO IMPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL.” Acolho, integralmente, por seus próprios fundamentos, essa manifestação da douta Procuradoria-Geral da República. Registro, no ponto, que se reveste de plena legitimidade jurídico- -constitucional a adoção, no caso, da técnica da motivação “per relationem” (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995084. Supremo Tribunal Federal AI 853277 AGR / RJ A diretriz jurisprudencial que venho de mencionar aplica-se, por inteiro, ao caso em exame. Observo, finalmente, por relevante, que a douta Procuradoria-Geral da República, ao opinar nesta causa, manifestou-se contrariamente à parte ora recorrente, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer com o seguinte fundamento (fls. 346): “AGRAVO REGIMENTAL – AGRAVO DE INSTRUMENTO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO ADMITIDO – MANDADO DE SEGURANÇA – CONCURSO PÚBLICO – EDITAL – EXIGÊNCIA – VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA – ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS ARTS. 2º, 5º, ‘CAPUT’ E INCISOS II, XIII E LXIX; E 173, § 1º, II, TODOS DA CF/88 – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – ILEGITIMIDADE PASSIVA DA AUTORIDADE APONTADA POR COATORA – DISCUSSÃO DE CUNHO INFRACONSTITUCIONAL – AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO STF – ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 37, ‘CAPUT’ E INCISOS I E II, DA CF/88 – REEXAME DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS – CONTROVÉRSIA QUE NÃO SE ALÇA AO PLANO CONSTITUCIONAL – PRECEDENTES DO STF – PARECER PELO IMPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL.” Acolho, integralmente, por seus próprios fundamentos, essa manifestação da douta Procuradoria-Geral da República. Registro, no ponto, que se reveste de plena legitimidade jurídico- -constitucional a adoção, no caso, da técnica da motivação “per relationem” (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995084. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AI 853277 AGR / RJ Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu- a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República, como resulta de diversos precedentes firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RE 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – RE 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995084. Supremo Tribunal Federal AI 853277 AGR / RJ Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu- a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República, como resulta de diversos precedentes firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RE 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – RE 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995084. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAFHAELA GUIMARÃES ALMEIDA SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCO AURÉLIO DE ALCANTARA NASCIMENTO ADV.(A/S) : CLILIRI ROSA E SILVA SILVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706747 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAFHAELA GUIMARÃES ALMEIDA SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCO AURÉLIO DE ALCANTARA NASCIMENTO ADV.(A/S) : CLILIRI ROSA E SILVA SILVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706747 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4026240
2013-04-23T00:00:00
2013-06-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 23.04.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
E M E N T A: AGRAVO DE INSTRUMENTO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório.
sjur234363
Número de páginas: 7. Análise: 08/07/2013, MAR.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
853277
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 853277 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAFHAELA GUIMARÃES ALMEIDA SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCO AURÉLIO DE ALCANTARA NASCIMENTO ADV.(A/S) : CLILIRI ROSA E SILVA SILVEIRA
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Ementa e Acórdão 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAFHAELA GUIMARÃES ALMEIDA SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCO AURÉLIO DE ALCANTARA NASCIMENTO ADV.(A/S) :CLILIRI ROSA E SILVA SILVEIRA E M E N T A: AGRAVO DE INSTRUMENTO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de abril de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995082. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAFHAELA GUIMARÃES ALMEIDA SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCO AURÉLIO DE ALCANTARA NASCIMENTO ADV.(A/S) :CLILIRI ROSA E SILVA SILVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que negou provimento ao agravo de instrumento deduzido pela parte ora recorrente. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo (fls. 330/331): “A decisão de que se recorre negou trânsito a apelo extremo interposto pela parte ora agravante, no qual esta sustenta que o Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário, cujo processamento foi corretamente denegado na origem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995083. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAFHAELA GUIMARÃES ALMEIDA SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCO AURÉLIO DE ALCANTARA NASCIMENTO ADV.(A/S) :CLILIRI ROSA E SILVA SILVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que negou provimento ao agravo de instrumento deduzido pela parte ora recorrente. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo (fls. 330/331): “A decisão de que se recorre negou trânsito a apelo extremo interposto pela parte ora agravante, no qual esta sustenta que o Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário, cujo processamento foi corretamente denegado na origem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AI 853277 AGR / RJ De outro lado, cabe enfatizar que a verificação da procedência, ou não, das alegações deduzidas pela parte recorrente implicará necessário reexame dos fatos e das provas existentes nos autos, circunstância esta que impede o conhecimento do apelo extremo, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sendo assim, e considerando as razões expostas, nego provimento ao presente agravo de instrumento, eis que se revela inviável o recurso extraordinário a que ele se refere. …................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo de instrumento que deduziu (fls. 339/340). Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995083. Supremo Tribunal Federal AI 853277 AGR / RJ De outro lado, cabe enfatizar que a verificação da procedência, ou não, das alegações deduzidas pela parte recorrente implicará necessário reexame dos fatos e das provas existentes nos autos, circunstância esta que impede o conhecimento do apelo extremo, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sendo assim, e considerando as razões expostas, nego provimento ao presente agravo de instrumento, eis que se revela inviável o recurso extraordinário a que ele se refere. …................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo de instrumento que deduziu (fls. 339/340). Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora agravada, a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário, cujo processamento foi corretamente denegado na origem. De outro lado, cabe ressaltar que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos fatos e das provas existentes nos autos, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Impõe-se registrar, ainda, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte que versaram matérias assemelhadas à veiculada no caso em exame (AI 787.014-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 850.931-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995084. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora agravada, a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário, cujo processamento foi corretamente denegado na origem. De outro lado, cabe ressaltar que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos fatos e das provas existentes nos autos, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Impõe-se registrar, ainda, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte que versaram matérias assemelhadas à veiculada no caso em exame (AI 787.014-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 850.931-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995084. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AI 853277 AGR / RJ A diretriz jurisprudencial que venho de mencionar aplica-se, por inteiro, ao caso em exame. Observo, finalmente, por relevante, que a douta Procuradoria-Geral da República, ao opinar nesta causa, manifestou-se contrariamente à parte ora recorrente, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer com o seguinte fundamento (fls. 346): “AGRAVO REGIMENTAL – AGRAVO DE INSTRUMENTO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO ADMITIDO – MANDADO DE SEGURANÇA – CONCURSO PÚBLICO – EDITAL – EXIGÊNCIA – VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA – ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS ARTS. 2..., 5..., ‘CAPUT’ E INCISOS II, XIII E LXIX; E 173, § 1..., II, TODOS DA Constituição Federal de 1988/88 – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – ILEGITIMIDADE PASSIVA DA AUTORIDADE APONTADA POR COATORA – DISCUSSÃO DE CUNHO INFRACONSTITUCIONAL – AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO Supremo Tribunal Federal – ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 37, ‘CAPUT’ E INCISOS I E II, DA Constituição Federal de 1988/88 – REEXAME DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS – CONTROVÉRSIA QUE NÃO SE ALÇA AO PLANO CONSTITUCIONAL – PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal – PARECER PELO IMPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL.” Acolho, integralmente, por seus próprios fundamentos, essa manifestação da douta Procuradoria-Geral da República. Registro, no ponto, que se reveste de plena legitimidade jurídico- -constitucional a adoção, no caso, da técnica da motivação “per relationem” (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995084. Supremo Tribunal Federal AI 853277 AGR / RJ A diretriz jurisprudencial que venho de mencionar aplica-se, por inteiro, ao caso em exame. Observo, finalmente, por relevante, que a douta Procuradoria-Geral da República, ao opinar nesta causa, manifestou-se contrariamente à parte ora recorrente, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer com o seguinte fundamento (fls. 346): “AGRAVO REGIMENTAL – AGRAVO DE INSTRUMENTO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO ADMITIDO – MANDADO DE SEGURANÇA – CONCURSO PÚBLICO – EDITAL – EXIGÊNCIA – VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA – ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS ARTS. 2..., 5..., ‘CAPUT’ E INCISOS II, XIII E LXIX; E 173, § 1..., II, TODOS DA Constituição Federal de 1988/88 – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – ILEGITIMIDADE PASSIVA DA AUTORIDADE APONTADA POR COATORA – DISCUSSÃO DE CUNHO INFRACONSTITUCIONAL – AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO Supremo Tribunal Federal – ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 37, ‘CAPUT’ E INCISOS I E II, DA Constituição Federal de 1988/88 – REEXAME DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS – CONTROVÉRSIA QUE NÃO SE ALÇA AO PLANO CONSTITUCIONAL – PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal – PARECER PELO IMPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL.” Acolho, integralmente, por seus próprios fundamentos, essa manifestação da douta Procuradoria-Geral da República. Registro, no ponto, que se reveste de plena legitimidade jurídico- -constitucional a adoção, no caso, da técnica da motivação “per relationem” (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995084. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AI 853277 AGR / RJ Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu- a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República, como resulta de diversos precedentes firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – Recurso Extraordinário 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995084. Supremo Tribunal Federal AI 853277 AGR / RJ Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu- a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República, como resulta de diversos precedentes firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – Recurso Extraordinário 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995084. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAFHAELA GUIMARÃES ALMEIDA SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCO AURÉLIO DE ALCANTARA NASCIMENTO ADV.(A/S) : CLILIRI ROSA E SILVA SILVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706747 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.277 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAFHAELA GUIMARÃES ALMEIDA SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCO AURÉLIO DE ALCANTARA NASCIMENTO ADV.(A/S) : CLILIRI ROSA E SILVA SILVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706747 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 277", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 277", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 277", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "AI 853277 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 853277 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 277", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 787 . 014 - AgR / RJ", "AI 850 . 931 - AgR / RJ", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 277", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 787 . 014 - AgR / RJ", "AI 850 . 931 - AgR / RJ", "AI 853277 AGR / RJ", "HC 69 . 438 / SP", "HC 69 . 987 / SP", "AI 853277 AGR / RJ", "HC 69 . 438 / SP", "HC 69 . 987 / SP", "AI 853277 AGR", "HC 54 . 513 / DF", "Recurso Extraordinário 37 . 879 / MG", "Recurso Extraordinário 49 . 074 / MA", "AI 825 . 520 - AgR - ED / SP", "AI 853277 AGR / RJ", "HC 54 . 513", "Recurso Extraordinário 37 . 879 / MG", "Recurso Extraordinário 49 . 074 / MA", "AI 825 . 520 - 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Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.100 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIZ ALBERTO CARMO DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 210.119 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES (ART. 33 DA LEI 11.343/06). PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 4 (QUATRO) ANOS. REGIME INICIAL ABERTO (ART. 33, § 2º, ALÍNEA C, DO CP). IMPOSIÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS SEVERO. INEXISTÊNCIA DE MOTIVAÇÃO IDÔNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 719-STF. VEDAÇÃO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS (ART. 44 DA LEI 11.343/06). INCONSTITUCIONALIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. O artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90 – que determina o início do cumprimento da pena privativa de liberdade imposta em razão da prática de crime hediondo, necessariamente, no regime fechado – foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento do HC 111.840, Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão de 27 de junho de 2012. 2. O artigo 33, § 2º, alínea “c”, do Código Penal, determina que o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892324. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão HC 114100 / MG 3. “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719). 4. In casu, a) ” a pena-base foi fixada na sentença em 5 (cinco) anos e, ausentes agravantes ou atenuantes, foi mantida no patamar mínimo. Depois, reconhecido o ‘tráfico privilegiado’, a pena foi reduzida em 2/3 (dois terços) e, em seguida, majorada em 1/6 por força da causa de aumento de pena prevista no art. 40, III, da Lei nº 11.343/2006, totalizando 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, tendo em vista ‘a gravidade do delito cometido – análogo aos hediondos – cujos resultados funestos repercutem diretamente na sociedade’. b) “O Tribunal de Justiça, por sua vez, manteve a pena aplicada, bem assim o regime inicial de cumprimento da pena, sob o fundamento de que ‘independentemente da aplicação no caso da minoração prevista no § 4º da norma incriminadora, não deixa a atividade desvendada de ser tráfico ilícito de drogas, não fazendo jus o condenado, então, à concessão da substituição pretendida, ou mesmo ao 'sursis', pelos mesmos motivos acima elencados, tratando-se de benefícios não condizentes com a natureza do delito, buscando o art. 44 da lei nº. 11.343 de 2006 espancar quaisquer dúvidas porventura existentes a este respeito’. c) A referência à gravidade abstrata do delito de tráfico não justifica a imposição do regime inicial fechado, mesmo porque o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/90 (redação da Lei nº 11.464/2007): HC nº 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, Informativo nº 670.”. 5. O artigo 44 da Lei 11.343/06 foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 01.09.10, que afastou o óbice à conversão da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos na hipótese de condenação pela prática do crime de tráfico de entorpecentes e determinando ao Juízo processante que procedesse ao exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à obtenção da benesse. 6. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892324. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG 3. “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719). 4. In casu, a) ” a pena-base foi fixada na sentença em 5 (cinco) anos e, ausentes agravantes ou atenuantes, foi mantida no patamar mínimo. Depois, reconhecido o ‘tráfico privilegiado’, a pena foi reduzida em 2/3 (dois terços) e, em seguida, majorada em 1/6 por força da causa de aumento de pena prevista no art. 40, III, da Lei nº 11.343/2006, totalizando 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, tendo em vista ‘a gravidade do delito cometido – análogo aos hediondos – cujos resultados funestos repercutem diretamente na sociedade’. b) “O Tribunal de Justiça, por sua vez, manteve a pena aplicada, bem assim o regime inicial de cumprimento da pena, sob o fundamento de que ‘independentemente da aplicação no caso da minoração prevista no § 4º da norma incriminadora, não deixa a atividade desvendada de ser tráfico ilícito de drogas, não fazendo jus o condenado, então, à concessão da substituição pretendida, ou mesmo ao 'sursis', pelos mesmos motivos acima elencados, tratando-se de benefícios não condizentes com a natureza do delito, buscando o art. 44 da lei nº. 11.343 de 2006 espancar quaisquer dúvidas porventura existentes a este respeito’. c) A referência à gravidade abstrata do delito de tráfico não justifica a imposição do regime inicial fechado, mesmo porque o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/90 (redação da Lei nº 11.464/2007): HC nº 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, Informativo nº 670.”. 5. O artigo 44 da Lei 11.343/06 foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 01.09.10, que afastou o óbice à conversão da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos na hipótese de condenação pela prática do crime de tráfico de entorpecentes e determinando ao Juízo processante que procedesse ao exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à obtenção da benesse. 6. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Ementa e Acórdão HC 114100 / MG paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Deveras, mercê de incabível o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, é juridicamente possível a concessão da ordem de ofício. 7. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual eleita e concedida a ordem de ofício, ex officio, para fixar o regime aberto para o início do cumprimento da pena e para remover o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006, determinando ao Juízo que avalie os requisitos necessários à conversão da pena privativa de liberdade por outra (s) restritiva (s) de direitos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892324. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Deveras, mercê de incabível o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, é juridicamente possível a concessão da ordem de ofício. 7. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual eleita e concedida a ordem de ofício, ex officio, para fixar o regime aberto para o início do cumprimento da pena e para remover o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006, determinando ao Juízo que avalie os requisitos necessários à conversão da pena privativa de liberdade por outra (s) restritiva (s) de direitos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.100 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIZ ALBERTO CARMO DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 210.119 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por Ministro do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao writ lá impetrado, verbis: “Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Luiz Alberto Carmo da Silva, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado como incurso no art. 33, caput, e § 4º, do Código Penal, à pena de 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, mais 193 (cento e noventa e três) dias- multa. No presente writ, a impetrante sustenta, em síntese, que a aplicação da causa de diminuição pena prevista no art. 33, § 4.º, da Lei n.º 11.343/06 impõe o afastamento da hediondez do delito de tráfico, autorizando a concessão do regime diverso do fechado, bem como a substituição da pena privativa de liberdade, tudo nos termos dos arts 33, § 2º, alínea c, e 44, ambos do Código Penal. Busca, assim, a desconsideração do caráter hediondo do delito e a fixação do regime aberto para o desconto da reprimenda privativa de liberdade com a sua substituição por penas restritivas de direitos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.100 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIZ ALBERTO CARMO DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 210.119 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por Ministro do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao writ lá impetrado, verbis: “Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Luiz Alberto Carmo da Silva, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado como incurso no art. 33, caput, e § 4º, do Código Penal, à pena de 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, mais 193 (cento e noventa e três) dias- multa. No presente writ, a impetrante sustenta, em síntese, que a aplicação da causa de diminuição pena prevista no art. 33, § 4.º, da Lei n.º 11.343/06 impõe o afastamento da hediondez do delito de tráfico, autorizando a concessão do regime diverso do fechado, bem como a substituição da pena privativa de liberdade, tudo nos termos dos arts 33, § 2º, alínea c, e 44, ambos do Código Penal. Busca, assim, a desconsideração do caráter hediondo do delito e a fixação do regime aberto para o desconto da reprimenda privativa de liberdade com a sua substituição por penas restritivas de direitos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório HC 114100 / MG Brevemente relatado, decido. (…) Quanto ao pleito de afastamento da hediondez do tráfico de entorpecentes, cabe ressaltar que o referido delito, nos termos do art. 5º, inc. XLIII, da Constituição Federal, é equiparado a crimes hediondos, assim definidos na Lei nº 8.072/90, sujeitando-se ao tratamento dispensado a tais infrações. As circunstâncias que criam privilégios a determinado crime, da mesma forma que as qualificadoras, só constituem verdadeiros tipos penais quando contiverem preceitos primário e secundário, com novos limites mínimo e máximo para a pena em abstrato. Por sua vez, as causas de aumento ou diminuição estabelecem somente uma variação, a partir de quantidade fixas (metade, dobro, triplo) ou frações de aumento ou redução (1/6 a 2/3, por exemplo). Assim, a incidência de causa de diminuição de pena, prevista no art. 33, §4º, da Lei nº 11.343/2006, interfere na quantidade de pena e não na qualificação ou natureza do delito, não sendo apta a afastar a equiparação do tráfico de drogas aos crimes hediondos. (…) No que diz respeito à fixação do regime mais brando para o início do cumprimento da pena, bem como à substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, nada obstante seja previsto o regime inicial fechado para os condenados pelo crime de tráfico de drogas cometido após a publicação da Lei nº 11.464/2007, que deu nova redação ao § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90, o certo é que a partir do julgamento do HC nº 97.256/RS o Supremo Tribunal Federal admitiu a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos. Assim, reconhecida pelo STF a possibilidade de substituição da pena privativa por restritiva de direitos no crime de tráfico de entorpecentes, nas penas inferiores a 4 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG Brevemente relatado, decido. (…) Quanto ao pleito de afastamento da hediondez do tráfico de entorpecentes, cabe ressaltar que o referido delito, nos termos do art. 5º, inc. XLIII, da Constituição Federal, é equiparado a crimes hediondos, assim definidos na Lei nº 8.072/90, sujeitando-se ao tratamento dispensado a tais infrações. As circunstâncias que criam privilégios a determinado crime, da mesma forma que as qualificadoras, só constituem verdadeiros tipos penais quando contiverem preceitos primário e secundário, com novos limites mínimo e máximo para a pena em abstrato. Por sua vez, as causas de aumento ou diminuição estabelecem somente uma variação, a partir de quantidade fixas (metade, dobro, triplo) ou frações de aumento ou redução (1/6 a 2/3, por exemplo). Assim, a incidência de causa de diminuição de pena, prevista no art. 33, §4º, da Lei nº 11.343/2006, interfere na quantidade de pena e não na qualificação ou natureza do delito, não sendo apta a afastar a equiparação do tráfico de drogas aos crimes hediondos. (…) No que diz respeito à fixação do regime mais brando para o início do cumprimento da pena, bem como à substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, nada obstante seja previsto o regime inicial fechado para os condenados pelo crime de tráfico de drogas cometido após a publicação da Lei nº 11.464/2007, que deu nova redação ao § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90, o certo é que a partir do julgamento do HC nº 97.256/RS o Supremo Tribunal Federal admitiu a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos. Assim, reconhecida pelo STF a possibilidade de substituição da pena privativa por restritiva de direitos no crime de tráfico de entorpecentes, nas penas inferiores a 4 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório HC 114100 / MG (quatro) anos de reclusão, reputo ser razoável a adequação do regime prisional, de acordo com os parâmetros estabelecidos no Código Penal, a fim de que sejam observados os princípios da proporcionalidade, da razoabilidade e da individualização da pena, na forma dos precedentes deste Tribunal. Entretanto, no caso em apreço, consoante preceituam os artigos 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, e 42 da Lei de Tóxicos, mesmo a pena tendo sido fixada em 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, a substituição do regime prisional e também da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos não se mostram adequadas, tendo em conta a quantidade e perniciosidade de droga apreendida em poder do paciente [ 27 (vinte e sete) pedras de crack ]. (…) Diante do exposto, com fundamento no artigo 34, XVIII, do Regimento Interno do STJ, nego seguimento ao presente habeas corpus”. Consta nos autos que o paciente foi condenado à pena de 1 (um) ano e 11 (onze) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 193 (cento e noventa e três) dias-multa pela prática do crime descrito no artigo 33, caput, da Lei 11.343/2006. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais desproveu o recurso de apelação da defesa mantendo a sentença incólume. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, pleiteando o afastamento da hediondez do crime de tráfico privilegiado, a fixação de regime inicial de cumprimento de pena diverso de fechado e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O writ teve seguimento negado pelo Ministro Relator. É contra essa decisão que se insurge a impetrante. A impetrante sustenta, em suma, que “reconhecida, na sentença, a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG (quatro) anos de reclusão, reputo ser razoável a adequação do regime prisional, de acordo com os parâmetros estabelecidos no Código Penal, a fim de que sejam observados os princípios da proporcionalidade, da razoabilidade e da individualização da pena, na forma dos precedentes deste Tribunal. Entretanto, no caso em apreço, consoante preceituam os artigos 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, e 42 da Lei de Tóxicos, mesmo a pena tendo sido fixada em 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, a substituição do regime prisional e também da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos não se mostram adequadas, tendo em conta a quantidade e perniciosidade de droga apreendida em poder do paciente [ 27 (vinte e sete) pedras de crack ]. (…) Diante do exposto, com fundamento no artigo 34, XVIII, do Regimento Interno do STJ, nego seguimento ao presente habeas corpus”. Consta nos autos que o paciente foi condenado à pena de 1 (um) ano e 11 (onze) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 193 (cento e noventa e três) dias-multa pela prática do crime descrito no artigo 33, caput, da Lei 11.343/2006. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais desproveu o recurso de apelação da defesa mantendo a sentença incólume. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, pleiteando o afastamento da hediondez do crime de tráfico privilegiado, a fixação de regime inicial de cumprimento de pena diverso de fechado e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O writ teve seguimento negado pelo Ministro Relator. É contra essa decisão que se insurge a impetrante. A impetrante sustenta, em suma, que “reconhecida, na sentença, a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório HC 114100 / MG primariedade do paciente, a pena aplicada, inferior a quatro anos, permite a modificação do regime de cumprimento de pena do fechado para o aberto”. Alega, ainda, que “o paciente preenche os requisitos objetivos constantes do inciso I do artigo 44 do Código Penal, pois a pena aplicada é inferior a 04 (quatro) anos e o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa”, bem como “não é reincidente e que a pena-base foi fixada no mínimo legal, sendo-lhe amplamente favoráveis as circunstâncias judiciais”, além de ter sido beneficiada com a redução de pena do artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06, no patamar máximo. Requer, ao final, a concessão da ordem para fixar o regime inicial aberto, bem como para substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O Ministério Público Federal manifestou-se pela “pela concessão do habeas corpus para reconhecer o direito ao regime aberto e à substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG primariedade do paciente, a pena aplicada, inferior a quatro anos, permite a modificação do regime de cumprimento de pena do fechado para o aberto”. Alega, ainda, que “o paciente preenche os requisitos objetivos constantes do inciso I do artigo 44 do Código Penal, pois a pena aplicada é inferior a 04 (quatro) anos e o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa”, bem como “não é reincidente e que a pena-base foi fixada no mínimo legal, sendo-lhe amplamente favoráveis as circunstâncias judiciais”, além de ter sido beneficiada com a redução de pena do artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06, no patamar máximo. Requer, ao final, a concessão da ordem para fixar o regime inicial aberto, bem como para substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O Ministério Público Federal manifestou-se pela “pela concessão do habeas corpus para reconhecer o direito ao regime aberto e à substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.100 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto a taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.100 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto a taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Além disso, o Supremo Tribunal Federal segue, de forma pacífica, a orientação de que não lhe cabe julgar habeas corpus impetrado em face de decisão de relator de Tribunal Superior que nega seguimento de impetração em idêntica via processual, sob pena de indevida supressão de instância e violação às regras constitucionais definidoras da competência dos tribunais superiores. Todavia, existe, no caso, excepcionalidade que justifica a concessão, ex officio, da ordem. A controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, da fixação de regime inicial aberto para o cumprimento de pena privativa de liberdade inferior a 4 (quatro) anos cominada em razão da prática do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Além disso, o Supremo Tribunal Federal segue, de forma pacífica, a orientação de que não lhe cabe julgar habeas corpus impetrado em face de decisão de relator de Tribunal Superior que nega seguimento de impetração em idêntica via processual, sob pena de indevida supressão de instância e violação às regras constitucionais definidoras da competência dos tribunais superiores. Todavia, existe, no caso, excepcionalidade que justifica a concessão, ex officio, da ordem. A controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, da fixação de regime inicial aberto para o cumprimento de pena privativa de liberdade inferior a 4 (quatro) anos cominada em razão da prática do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG crime de tráfico de entorpecentes, bem como da possibilidade da substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos. In casu, o magistrado de primeiro grau, na sentença condenatória, fixou a pena privativa de liberdade em 1 (um) ano e 11 (onze) meses, a ser cumprida em regime inicial fechado e negou a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos seguintes termos: “Verifico que o acusado, primário e de bons antecedentes, faz jus à causa de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Tóxicos, vez que preenche todos os seus requisitos (…). Quanto ao regime prisional, considerando a gravidade do delito cometido análogo aos hediondos – cujos resultados funestos repercutem diretamente na sociedade, verifico que o regime mais adequado para garantir que as finalidades da sanção sejam atingidas é o inicialmente fechado. (...) Por fim, indefiro a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, e também o sursis, em face do óbice legal – art. 44 da Lei 11.343/06” (grifei). A sentença condenatória está em dissonância com a jurisprudência desta Corte, porquanto o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90, afastando a obrigatoriedade da fixação do regime fechado para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade imposta em razão da prática de crimes hediondos (HC 111.840, Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão de 27 de junho de 2012). Ademais, o artigo 33, § 2º, alínea c, do Código Penal determina que “o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto”. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG crime de tráfico de entorpecentes, bem como da possibilidade da substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos. In casu, o magistrado de primeiro grau, na sentença condenatória, fixou a pena privativa de liberdade em 1 (um) ano e 11 (onze) meses, a ser cumprida em regime inicial fechado e negou a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos seguintes termos: “Verifico que o acusado, primário e de bons antecedentes, faz jus à causa de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Tóxicos, vez que preenche todos os seus requisitos (…). Quanto ao regime prisional, considerando a gravidade do delito cometido análogo aos hediondos – cujos resultados funestos repercutem diretamente na sociedade, verifico que o regime mais adequado para garantir que as finalidades da sanção sejam atingidas é o inicialmente fechado. (...) Por fim, indefiro a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, e também o sursis, em face do óbice legal – art. 44 da Lei 11.343/06” (grifei). A sentença condenatória está em dissonância com a jurisprudência desta Corte, porquanto o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90, afastando a obrigatoriedade da fixação do regime fechado para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade imposta em razão da prática de crimes hediondos (HC 111.840, Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão de 27 de junho de 2012). Ademais, o artigo 33, § 2º, alínea c, do Código Penal determina que “o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto”. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que “a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719). Destarte, tendo em vista a quantidade de pena aplicada, a primariedade do paciente e o reconhecimento de circunstâncias judiciais favoráveis, impõe-se a fixação do regime inicial aberto. Nesse sentido, foi o parecer da Procuradoria Geral da República: “(...) 5. A pena-base foi fixada na sentença em 5 (cinco) anos e, ausentes agravantes ou atenuantes, foi mantida no patamar mínimo. Depois, reconhecido o ‘tráfico privilegiado’, a pena foi reduzida em 2/3 (dois terços) e, em seguida, majorada em 1/6 por força da causa de aumento de pena prevista no art. 40, III, da Lei nº 11.343/2006, totalizando 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, tendo em vista ‘a gravidade do delito cometido – análogo aos hediondos – cujos resultados funestos repercutem diretamente na sociedade’. 6. O Tribunal de Justiça, por sua vez, manteve a pena aplicada, bem assim o regime inicial de cumprimento da pena, sob o fundamento de que ‘independentemente da aplicação no caso da minoração prevista no § 4º da norma incriminadora, não deixa a atividade desvendada de ser tráfico ilícito de drogas, não fazendo jus o condenado, então, à concessão da substituição pretendida, ou mesmo ao 'sursis', pelos mesmos motivos acima elencados, tratando-se de benefícios não condizentes com a natureza do delito, buscando o art. 44 da lei nº. 11.343 de 2006 espancar quaisquer dúvidas porventura existentes a este respeito’. 7. A referência à gravidade abstrata do delito de tráfico não justifica a imposição do regime inicial fechado, mesmo porque o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/90 (redação da Lei nº 11.464/2007): HC nº 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, Informativo nº 670. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que “a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719). Destarte, tendo em vista a quantidade de pena aplicada, a primariedade do paciente e o reconhecimento de circunstâncias judiciais favoráveis, impõe-se a fixação do regime inicial aberto. Nesse sentido, foi o parecer da Procuradoria Geral da República: “(...) 5. A pena-base foi fixada na sentença em 5 (cinco) anos e, ausentes agravantes ou atenuantes, foi mantida no patamar mínimo. Depois, reconhecido o ‘tráfico privilegiado’, a pena foi reduzida em 2/3 (dois terços) e, em seguida, majorada em 1/6 por força da causa de aumento de pena prevista no art. 40, III, da Lei nº 11.343/2006, totalizando 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, tendo em vista ‘a gravidade do delito cometido – análogo aos hediondos – cujos resultados funestos repercutem diretamente na sociedade’. 6. O Tribunal de Justiça, por sua vez, manteve a pena aplicada, bem assim o regime inicial de cumprimento da pena, sob o fundamento de que ‘independentemente da aplicação no caso da minoração prevista no § 4º da norma incriminadora, não deixa a atividade desvendada de ser tráfico ilícito de drogas, não fazendo jus o condenado, então, à concessão da substituição pretendida, ou mesmo ao 'sursis', pelos mesmos motivos acima elencados, tratando-se de benefícios não condizentes com a natureza do delito, buscando o art. 44 da lei nº. 11.343 de 2006 espancar quaisquer dúvidas porventura existentes a este respeito’. 7. A referência à gravidade abstrata do delito de tráfico não justifica a imposição do regime inicial fechado, mesmo porque o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/90 (redação da Lei nº 11.464/2007): HC nº 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, Informativo nº 670. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG 8. Assim, tendo sido fixada a pena-base no mínimo cominado, de nada valem os argumentos agregados pelo Superior Tribunal de Justiça, que inovou na invocação da natureza e da quantidade da droga apreendida com o paciente. Cumpre considerar que a quantidade da pena e as circunstâncias da individualização, tal como avaliadas nas instâncias ordinárias, permitem o regime inicial aberto e, também, a substituição da pena privativa da liberdade por penas restritivas de direitos, diante da inconstitucionalidade das restrições dos artigos 33, § 4º, e 44 da Lei 11.343/2006 (HC nº 97.256/RS)”. Por outro lado, verifica-se que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 01.09.10, declarou a inconstitucionalidade do artigo 44 da Lei 11.343/06, afastando o óbice à conversão da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos na hipótese de condenação pela prática do crime de tráfico de entorpecentes e determinando ao Juízo processante que procedesse ao exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à obtenção da benesse. Eis o teor da ementa: “EMENTA: HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ART. 44 DA LEI 11.343/2006: IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA (INCISO XLVI DO ART. 5º DA CF/88). ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O processo de individualização da pena é um caminhar no rumo da personalização da resposta punitiva do Estado, desenvolvendo-se em três momentos individuados e complementares: o legislativo, o judicial e o executivo. Logo, a lei comum não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder-dever de impor ao delinqüente a sanção criminal que a ele, juiz, afigurar-se como expressão de um concreto 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG 8. Assim, tendo sido fixada a pena-base no mínimo cominado, de nada valem os argumentos agregados pelo Superior Tribunal de Justiça, que inovou na invocação da natureza e da quantidade da droga apreendida com o paciente. Cumpre considerar que a quantidade da pena e as circunstâncias da individualização, tal como avaliadas nas instâncias ordinárias, permitem o regime inicial aberto e, também, a substituição da pena privativa da liberdade por penas restritivas de direitos, diante da inconstitucionalidade das restrições dos artigos 33, § 4º, e 44 da Lei 11.343/2006 (HC nº 97.256/RS)”. Por outro lado, verifica-se que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 01.09.10, declarou a inconstitucionalidade do artigo 44 da Lei 11.343/06, afastando o óbice à conversão da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos na hipótese de condenação pela prática do crime de tráfico de entorpecentes e determinando ao Juízo processante que procedesse ao exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à obtenção da benesse. Eis o teor da ementa: “EMENTA: HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ART. 44 DA LEI 11.343/2006: IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA (INCISO XLVI DO ART. 5º DA CF/88). ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O processo de individualização da pena é um caminhar no rumo da personalização da resposta punitiva do Estado, desenvolvendo-se em três momentos individuados e complementares: o legislativo, o judicial e o executivo. Logo, a lei comum não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder-dever de impor ao delinqüente a sanção criminal que a ele, juiz, afigurar-se como expressão de um concreto 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG balanceamento ou de uma empírica ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações subjetivas do fato- tipo. Implicando essa ponderação em concreto a opção jurídico- positiva pela prevalência do razoável sobre o racional; ditada pelo permanente esforço do julgador para conciliar segurança jurídica e justiça material. 2. No momento sentencial da dosimetria da pena, o juiz sentenciante se movimenta com ineliminável discricionariedade entre aplicar a pena de privação ou de restrição da liberdade do condenado e uma outra que já não tenha por objeto esse bem jurídico maior da liberdade física do sentenciado. Pelo que é vedado subtrair da instância julgadora a possibilidade de se movimentar com certa discricionariedade nos quadrantes da alternatividade sancionatória. 3. As penas restritivas de direitos são, em essência, uma alternativa aos efeitos certamente traumáticos, estigmatizantes e onerosos do cárcere. Não é à toa que todas elas são comumente chamadas de penas alternativas, pois essa é mesmo a sua natureza: constituir-se num substitutivo ao encarceramento e suas seqüelas. E o fato é que a pena privativa de liberdade corporal não é a única a cumprir a função retributivo- ressocializadora ou restritivo-preventiva da sanção penal. As demais penas também são vocacionadas para esse geminado papel da retribuição-prevenção-ressocialização, e ninguém melhor do que o juiz natural da causa para saber, no caso concreto, qual o tipo alternativo de reprimenda é suficiente para castigar e, ao mesmo tempo, recuperar socialmente o apenado, prevenindo comportamentos do gênero. 4. No plano dos tratados e convenções internacionais, aprovados e promulgados pelo Estado brasileiro, é conferido tratamento diferenciado ao tráfico ilícito de entorpecentes que se caracterize pelo seu menor potencial ofensivo. Tratamento diferenciado, esse, para possibilitar alternativas ao encarceramento. É o caso da Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, incorporada ao direito interno pelo Decreto 154, de 26 de junho de 1991. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG balanceamento ou de uma empírica ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações subjetivas do fato- tipo. Implicando essa ponderação em concreto a opção jurídico- positiva pela prevalência do razoável sobre o racional; ditada pelo permanente esforço do julgador para conciliar segurança jurídica e justiça material. 2. No momento sentencial da dosimetria da pena, o juiz sentenciante se movimenta com ineliminável discricionariedade entre aplicar a pena de privação ou de restrição da liberdade do condenado e uma outra que já não tenha por objeto esse bem jurídico maior da liberdade física do sentenciado. Pelo que é vedado subtrair da instância julgadora a possibilidade de se movimentar com certa discricionariedade nos quadrantes da alternatividade sancionatória. 3. As penas restritivas de direitos são, em essência, uma alternativa aos efeitos certamente traumáticos, estigmatizantes e onerosos do cárcere. Não é à toa que todas elas são comumente chamadas de penas alternativas, pois essa é mesmo a sua natureza: constituir-se num substitutivo ao encarceramento e suas seqüelas. E o fato é que a pena privativa de liberdade corporal não é a única a cumprir a função retributivo- ressocializadora ou restritivo-preventiva da sanção penal. As demais penas também são vocacionadas para esse geminado papel da retribuição-prevenção-ressocialização, e ninguém melhor do que o juiz natural da causa para saber, no caso concreto, qual o tipo alternativo de reprimenda é suficiente para castigar e, ao mesmo tempo, recuperar socialmente o apenado, prevenindo comportamentos do gênero. 4. No plano dos tratados e convenções internacionais, aprovados e promulgados pelo Estado brasileiro, é conferido tratamento diferenciado ao tráfico ilícito de entorpecentes que se caracterize pelo seu menor potencial ofensivo. Tratamento diferenciado, esse, para possibilitar alternativas ao encarceramento. É o caso da Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, incorporada ao direito interno pelo Decreto 154, de 26 de junho de 1991. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG Norma supralegal de hierarquia intermediária, portanto, que autoriza cada Estado soberano a adotar norma comum interna que viabilize a aplicação da pena substitutiva (a restritiva de direitos) no aludido crime de tráfico ilícito de entorpecentes.” Ex positis, julgo o habeas corpus extinto por inadequação da via processual eleita e concedo a ordem de ofício, ex officio, para fixar o regime aberto para o início do cumprimento da pena e para remover o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006, determinando ao Juízo que avalie os requisitos necessários à conversão da pena privativa de liberdade por outra (s) restritiva (s) de direitos. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG Norma supralegal de hierarquia intermediária, portanto, que autoriza cada Estado soberano a adotar norma comum interna que viabilize a aplicação da pena substitutiva (a restritiva de direitos) no aludido crime de tráfico ilícito de entorpecentes.” Ex positis, julgo o habeas corpus extinto por inadequação da via processual eleita e concedo a ordem de ofício, ex officio, para fixar o regime aberto para o início do cumprimento da pena e para remover o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006, determinando ao Juízo que avalie os requisitos necessários à conversão da pena privativa de liberdade por outra (s) restritiva (s) de direitos. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.100 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : LUIZ ALBERTO CARMO DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 210.119 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912990 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.100 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : LUIZ ALBERTO CARMO DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 210.119 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912990 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3921085
2013-05-21T00:00:00
2013-06-05T00:00:00
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES (ART. 33 DA LEI 11.343/06). PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 4 (QUATRO) ANOS. REGIME INICIAL ABERTO (ART. 33, § 2º, ALÍNEA C, DO CP). IMPOSIÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS SEVERO. INEXISTÊNCIA DE MOTIVAÇÃO IDÔNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 719-STF. VEDAÇÃO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS (ART. 44 DA LEI 11.343/06). INCONSTITUCIONALIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. O artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90 – que determina o início do cumprimento da pena privativa de liberdade imposta em razão da prática de crime hediondo, necessariamente, no regime fechado – foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento do HC 111.840, Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão de 27 de junho de 2012. 2. O artigo 33, § 2º, alínea “c”, do Código Penal, determina que o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto. 3. “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719). 4. In casu, a) ” a pena-base foi fixada na sentença em 5 (cinco) anos e, ausentes agravantes ou atenuantes, foi mantida no patamar mínimo. Depois, reconhecido o ‘tráfico privilegiado’, a pena foi reduzida em 2/3 (dois terços) e, em seguida, majorada em 1/6 por força da causa de aumento de pena prevista no art. 40, III, da Lei nº 11.343/2006, totalizando 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, tendo em vista ‘a gravidade do delito cometido – análogo aos hediondos – cujos resultados funestos repercutem diretamente na sociedade’. b) “O Tribunal de Justiça, por sua vez, manteve a pena aplicada, bem assim o regime inicial de cumprimento da pena, sob o fundamento de que ‘independentemente da aplicação no caso da minoração prevista no § 4º da norma incriminadora, não deixa a atividade desvendada de ser tráfico ilícito de drogas, não fazendo jus o condenado, então, à concessão da substituição pretendida, ou mesmo ao 'sursis', pelos mesmos motivos acima elencados, tratando-se de benefícios não condizentes com a natureza do delito, buscando o art. 44 da lei nº. 11.343 de 2006 espancar quaisquer dúvidas porventura existentes a este respeito’. c) A referência à gravidade abstrata do delito de tráfico não justifica a imposição do regime inicial fechado, mesmo porque o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/90 (redação da Lei nº 11.464/2007): HC nº 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, Informativo nº 670.”. 5. O artigo 44 da Lei 11.343/06 foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 01.09.10, que afastou o óbice à conversão da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos na hipótese de condenação pela prática do crime de tráfico de entorpecentes e determinando ao Juízo processante que procedesse ao exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à obtenção da benesse. 6. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Deveras, mercê de incabível o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, é juridicamente possível a concessão da ordem de ofício. 7. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual eleita e concedida a ordem de ofício, ex officio, para fixar o regime aberto para o início do cumprimento da pena e para remover o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006, determinando ao Juízo que avalie os requisitos necessários à conversão da pena privativa de liberdade por outra (s) restritiva (s) de direitos.
sjur232271
- Acórdão(ãos) citado(s): (REGIME PRISIONAL, CRIME HEDIONDO) HC 111840 (TP). (STF, COMPETÊNCIA) PET 1738 AgR (TP). (HABEAS CORPUS, SUBSTITUIÇÃO, RECURSO EM HABEAS CORPUS) HC 109956 (1ªT). (TRÁFICO, SUBSTITUIÇÃO DE PENA) HC 97256 (TP). Número de páginas: 17. Análise: 19/06/2013, MMR. Revisão: 08/07/2013, SEV.
LUIZ FUX
Primeira Turma
114100
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00001 LET-D LET-I\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00033 PAR-00002 LET-C \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\r\n ART-00002 PAR-00001 REDAÇÃO DADA PELA LEI 11464/2007 \r\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 PAR-00004 ART-00040 INC-00003\r\n ART-00044 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-011464 ANO-2007\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000719 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 114100
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PACTE.(S) : LUIZ ALBERTO CARMO DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 210.119 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.100 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIZ ALBERTO CARMO DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 210.119 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES (ART. 33 DA LEI 11.343/06). PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 4 (QUATRO) ANOS. REGIME INICIAL ABERTO (ART. 33, § 2..., ALÍNEA C, DO Código Penal Brasileiro). IMPOSIÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS SEVERO. INEXISTÊNCIA DE MOTIVAÇÃO IDÔNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 719-Supremo Tribunal Federal. VEDAÇÃO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS (ART. 44 DA LEI 11.343/06). INCONSTITUCIONALIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. O artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90 – que determina o início do cumprimento da pena privativa de liberdade imposta em razão da prática de crime hediondo, necessariamente, no regime fechado – foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento do HC 111.840, Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão de 27 de junho de 2012. 2. O artigo 33, § 2..., alínea “c”, do Código Penal, determina que o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892324. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão HC 114100 / MG 3. “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719). 4. In casu, a) ” a pena-base foi fixada na sentença em 5 (cinco) anos e, ausentes agravantes ou atenuantes, foi mantida no patamar mínimo. Depois, reconhecido o ‘tráfico privilegiado’, a pena foi reduzida em 2/3 (dois terços) e, em seguida, majorada em 1/6 por força da causa de aumento de pena prevista no art. 40, III, da Lei n 11.343/2006, totalizando 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, tendo em vista ‘a gravidade do delito cometido – análogo aos hediondos – cujos resultados funestos repercutem diretamente na sociedade’. b) “O Tribunal de Justiça, por sua vez, manteve a pena aplicada, bem assim o regime inicial de cumprimento da pena, sob o fundamento de que ‘independentemente da aplicação no caso da minoração prevista no § 4... da norma incriminadora, não deixa a atividade desvendada de ser tráfico ilícito de drogas, não fazendo jus o condenado, então, à concessão da substituição pretendida, ou mesmo ao 'sursis', pelos mesmos motivos acima elencados, tratando-se de benefícios não condizentes com a natureza do delito, buscando o art. 44 da lei n. 11.343 de 2006 espancar quaisquer dúvidas porventura existentes a este respeito’. c) A referência à gravidade abstrata do delito de tráfico não justifica a imposição do regime inicial fechado, mesmo porque o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/90 (redação da Lei n 11.464/2007): HC n 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, Informativo n 670.”. 5. O artigo 44 da Lei 11.343/06 foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 01.09.10, que afastou o óbice à conversão da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos na hipótese de condenação pela prática do crime de tráfico de entorpecentes e determinando ao Juízo processante que procedesse ao exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à obtenção da benesse. 6. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892324. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG 3. “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719). 4. In casu, a) ” a pena-base foi fixada na sentença em 5 (cinco) anos e, ausentes agravantes ou atenuantes, foi mantida no patamar mínimo. Depois, reconhecido o ‘tráfico privilegiado’, a pena foi reduzida em 2/3 (dois terços) e, em seguida, majorada em 1/6 por força da causa de aumento de pena prevista no art. 40, III, da Lei n 11.343/2006, totalizando 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, tendo em vista ‘a gravidade do delito cometido – análogo aos hediondos – cujos resultados funestos repercutem diretamente na sociedade’. b) “O Tribunal de Justiça, por sua vez, manteve a pena aplicada, bem assim o regime inicial de cumprimento da pena, sob o fundamento de que ‘independentemente da aplicação no caso da minoração prevista no § 4... da norma incriminadora, não deixa a atividade desvendada de ser tráfico ilícito de drogas, não fazendo jus o condenado, então, à concessão da substituição pretendida, ou mesmo ao 'sursis', pelos mesmos motivos acima elencados, tratando-se de benefícios não condizentes com a natureza do delito, buscando o art. 44 da lei n. 11.343 de 2006 espancar quaisquer dúvidas porventura existentes a este respeito’. c) A referência à gravidade abstrata do delito de tráfico não justifica a imposição do regime inicial fechado, mesmo porque o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/90 (redação da Lei n 11.464/2007): HC n 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, Informativo n 670.”. 5. O artigo 44 da Lei 11.343/06 foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 01.09.10, que afastou o óbice à conversão da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos na hipótese de condenação pela prática do crime de tráfico de entorpecentes e determinando ao Juízo processante que procedesse ao exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à obtenção da benesse. 6. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Ementa e Acórdão HC 114100 / MG paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Deveras, mercê de incabível o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, é juridicamente possível a concessão da ordem de ofício. 7. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual eleita e concedida a ordem de ofício, ex officio, para fixar o regime aberto para o início do cumprimento da pena e para remover o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006, determinando ao Juízo que avalie os requisitos necessários à conversão da pena privativa de liberdade por outra (s) restritiva (s) de direitos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892324. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Deveras, mercê de incabível o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, é juridicamente possível a concessão da ordem de ofício. 7. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual eleita e concedida a ordem de ofício, ex officio, para fixar o regime aberto para o início do cumprimento da pena e para remover o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006, determinando ao Juízo que avalie os requisitos necessários à conversão da pena privativa de liberdade por outra (s) restritiva (s) de direitos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.100 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIZ ALBERTO CARMO DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 210.119 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por Ministro do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao writ lá impetrado, verbis: “Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Luiz Alberto Carmo da Silva, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado como incurso no art. 33, caput, e § 4..., do Código Penal, à pena de 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, mais 193 (cento e noventa e três) dias- multa. No presente writ, a impetrante sustenta, em síntese, que a aplicação da causa de diminuição pena prevista no art. 33, § 4., da Lei n. 11.343/06 impõe o afastamento da hediondez do delito de tráfico, autorizando a concessão do regime diverso do fechado, bem como a substituição da pena privativa de liberdade, tudo nos termos dos arts 33, § 2..., alínea c, e 44, ambos do Código Penal. Busca, assim, a desconsideração do caráter hediondo do delito e a fixação do regime aberto para o desconto da reprimenda privativa de liberdade com a sua substituição por penas restritivas de direitos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.100 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIZ ALBERTO CARMO DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 210.119 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por Ministro do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao writ lá impetrado, verbis: “Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Luiz Alberto Carmo da Silva, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado como incurso no art. 33, caput, e § 4..., do Código Penal, à pena de 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, mais 193 (cento e noventa e três) dias- multa. No presente writ, a impetrante sustenta, em síntese, que a aplicação da causa de diminuição pena prevista no art. 33, § 4., da Lei n. 11.343/06 impõe o afastamento da hediondez do delito de tráfico, autorizando a concessão do regime diverso do fechado, bem como a substituição da pena privativa de liberdade, tudo nos termos dos arts 33, § 2..., alínea c, e 44, ambos do Código Penal. Busca, assim, a desconsideração do caráter hediondo do delito e a fixação do regime aberto para o desconto da reprimenda privativa de liberdade com a sua substituição por penas restritivas de direitos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório HC 114100 / MG Brevemente relatado, decido. (…) Quanto ao pleito de afastamento da hediondez do tráfico de entorpecentes, cabe ressaltar que o referido delito, nos termos do art. 5..., inc. XLIII, da Constituição Federal, é equiparado a crimes hediondos, assim definidos na Lei n 8.072/90, sujeitando-se ao tratamento dispensado a tais infrações. As circunstâncias que criam privilégios a determinado crime, da mesma forma que as qualificadoras, só constituem verdadeiros tipos penais quando contiverem preceitos primário e secundário, com novos limites mínimo e máximo para a pena em abstrato. Por sua vez, as causas de aumento ou diminuição estabelecem somente uma variação, a partir de quantidade fixas (metade, dobro, triplo) ou frações de aumento ou redução (1/6 a 2/3, por exemplo). Assim, a incidência de causa de diminuição de pena, prevista no art. 33, §4..., da Lei n 11.343/2006, interfere na quantidade de pena e não na qualificação ou natureza do delito, não sendo apta a afastar a equiparação do tráfico de drogas aos crimes hediondos. (…) No que diz respeito à fixação do regime mais brando para o início do cumprimento da pena, bem como à substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, nada obstante seja previsto o regime inicial fechado para os condenados pelo crime de tráfico de drogas cometido após a publicação da Lei n 11.464/2007, que deu nova redação ao § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90, o certo é que a partir do julgamento do HC n 97.256/RS o Supremo Tribunal Federal admitiu a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos. Assim, reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal a possibilidade de substituição da pena privativa por restritiva de direitos no crime de tráfico de entorpecentes, nas penas inferiores a 4 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG Brevemente relatado, decido. (…) Quanto ao pleito de afastamento da hediondez do tráfico de entorpecentes, cabe ressaltar que o referido delito, nos termos do art. 5..., inc. XLIII, da Constituição Federal, é equiparado a crimes hediondos, assim definidos na Lei n 8.072/90, sujeitando-se ao tratamento dispensado a tais infrações. As circunstâncias que criam privilégios a determinado crime, da mesma forma que as qualificadoras, só constituem verdadeiros tipos penais quando contiverem preceitos primário e secundário, com novos limites mínimo e máximo para a pena em abstrato. Por sua vez, as causas de aumento ou diminuição estabelecem somente uma variação, a partir de quantidade fixas (metade, dobro, triplo) ou frações de aumento ou redução (1/6 a 2/3, por exemplo). Assim, a incidência de causa de diminuição de pena, prevista no art. 33, §4..., da Lei n 11.343/2006, interfere na quantidade de pena e não na qualificação ou natureza do delito, não sendo apta a afastar a equiparação do tráfico de drogas aos crimes hediondos. (…) No que diz respeito à fixação do regime mais brando para o início do cumprimento da pena, bem como à substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, nada obstante seja previsto o regime inicial fechado para os condenados pelo crime de tráfico de drogas cometido após a publicação da Lei n 11.464/2007, que deu nova redação ao § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90, o certo é que a partir do julgamento do HC n 97.256/RS o Supremo Tribunal Federal admitiu a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos. Assim, reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal a possibilidade de substituição da pena privativa por restritiva de direitos no crime de tráfico de entorpecentes, nas penas inferiores a 4 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório HC 114100 / MG (quatro) anos de reclusão, reputo ser razoável a adequação do regime prisional, de acordo com os parâmetros estabelecidos no Código Penal, a fim de que sejam observados os princípios da proporcionalidade, da razoabilidade e da individualização da pena, na forma dos precedentes deste Tribunal. Entretanto, no caso em apreço, consoante preceituam os artigos 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal, e 42 da Lei de Tóxicos, mesmo a pena tendo sido fixada em 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, a substituição do regime prisional e também da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos não se mostram adequadas, tendo em conta a quantidade e perniciosidade de droga apreendida em poder do paciente [ 27 (vinte e sete) pedras de crack ]. (…) Diante do exposto, com fundamento no artigo 34, XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, nego seguimento ao presente habeas corpus”. Consta nos autos que o paciente foi condenado à pena de 1 (um) ano e 11 (onze) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 193 (cento e noventa e três) dias-multa pela prática do crime descrito no artigo 33, caput, da Lei 11.343/2006. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais desproveu o recurso de apelação da defesa mantendo a sentença incólume. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, pleiteando o afastamento da hediondez do crime de tráfico privilegiado, a fixação de regime inicial de cumprimento de pena diverso de fechado e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O writ teve seguimento negado pelo Ministro Relator. É contra essa decisão que se insurge a impetrante. A impetrante sustenta, em suma, que “reconhecida, na sentença, a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG (quatro) anos de reclusão, reputo ser razoável a adequação do regime prisional, de acordo com os parâmetros estabelecidos no Código Penal, a fim de que sejam observados os princípios da proporcionalidade, da razoabilidade e da individualização da pena, na forma dos precedentes deste Tribunal. Entretanto, no caso em apreço, consoante preceituam os artigos 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal, e 42 da Lei de Tóxicos, mesmo a pena tendo sido fixada em 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, a substituição do regime prisional e também da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos não se mostram adequadas, tendo em conta a quantidade e perniciosidade de droga apreendida em poder do paciente [ 27 (vinte e sete) pedras de crack ]. (…) Diante do exposto, com fundamento no artigo 34, XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, nego seguimento ao presente habeas corpus”. Consta nos autos que o paciente foi condenado à pena de 1 (um) ano e 11 (onze) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 193 (cento e noventa e três) dias-multa pela prática do crime descrito no artigo 33, caput, da Lei 11.343/2006. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais desproveu o recurso de apelação da defesa mantendo a sentença incólume. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, pleiteando o afastamento da hediondez do crime de tráfico privilegiado, a fixação de regime inicial de cumprimento de pena diverso de fechado e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O writ teve seguimento negado pelo Ministro Relator. É contra essa decisão que se insurge a impetrante. A impetrante sustenta, em suma, que “reconhecida, na sentença, a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório HC 114100 / MG primariedade do paciente, a pena aplicada, inferior a quatro anos, permite a modificação do regime de cumprimento de pena do fechado para o aberto”. Alega, ainda, que “o paciente preenche os requisitos objetivos constantes do inciso I do artigo 44 do Código Penal, pois a pena aplicada é inferior a 04 (quatro) anos e o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa”, bem como “não é reincidente e que a pena-base foi fixada no mínimo legal, sendo-lhe amplamente favoráveis as circunstâncias judiciais”, além de ter sido beneficiada com a redução de pena do artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/06, no patamar máximo. Requer, ao final, a concessão da ordem para fixar o regime inicial aberto, bem como para substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O Ministério Público Federal manifestou-se pela “pela concessão do habeas corpus para reconhecer o direito ao regime aberto e à substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG primariedade do paciente, a pena aplicada, inferior a quatro anos, permite a modificação do regime de cumprimento de pena do fechado para o aberto”. Alega, ainda, que “o paciente preenche os requisitos objetivos constantes do inciso I do artigo 44 do Código Penal, pois a pena aplicada é inferior a 04 (quatro) anos e o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa”, bem como “não é reincidente e que a pena-base foi fixada no mínimo legal, sendo-lhe amplamente favoráveis as circunstâncias judiciais”, além de ter sido beneficiada com a redução de pena do artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/06, no patamar máximo. Requer, ao final, a concessão da ordem para fixar o regime inicial aberto, bem como para substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O Ministério Público Federal manifestou-se pela “pela concessão do habeas corpus para reconhecer o direito ao regime aberto e à substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.100 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1....10.99, é elucidativa e precisa quanto a taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.100 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1....10.99, é elucidativa e precisa quanto a taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Além disso, o Supremo Tribunal Federal segue, de forma pacífica, a orientação de que não lhe cabe julgar habeas corpus impetrado em face de decisão de relator de Tribunal Superior que nega seguimento de impetração em idêntica via processual, sob pena de indevida supressão de instância e violação às regras constitucionais definidoras da competência dos tribunais superiores. Todavia, existe, no caso, excepcionalidade que justifica a concessão, ex officio, da ordem. A controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, da fixação de regime inicial aberto para o cumprimento de pena privativa de liberdade inferior a 4 (quatro) anos cominada em razão da prática do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Além disso, o Supremo Tribunal Federal segue, de forma pacífica, a orientação de que não lhe cabe julgar habeas corpus impetrado em face de decisão de relator de Tribunal Superior que nega seguimento de impetração em idêntica via processual, sob pena de indevida supressão de instância e violação às regras constitucionais definidoras da competência dos tribunais superiores. Todavia, existe, no caso, excepcionalidade que justifica a concessão, ex officio, da ordem. A controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, da fixação de regime inicial aberto para o cumprimento de pena privativa de liberdade inferior a 4 (quatro) anos cominada em razão da prática do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG crime de tráfico de entorpecentes, bem como da possibilidade da substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos. In casu, o magistrado de primeiro grau, na sentença condenatória, fixou a pena privativa de liberdade em 1 (um) ano e 11 (onze) meses, a ser cumprida em regime inicial fechado e negou a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos seguintes termos: “Verifico que o acusado, primário e de bons antecedentes, faz jus à causa de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei de Tóxicos, vez que preenche todos os seus requisitos (…). Quanto ao regime prisional, considerando a gravidade do delito cometido análogo aos hediondos – cujos resultados funestos repercutem diretamente na sociedade, verifico que o regime mais adequado para garantir que as finalidades da sanção sejam atingidas é o inicialmente fechado. (...) Por fim, indefiro a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, e também o sursis, em face do óbice legal – art. 44 da Lei 11.343/06” (grifei). A sentença condenatória está em dissonância com a jurisprudência desta Corte, porquanto o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90, afastando a obrigatoriedade da fixação do regime fechado para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade imposta em razão da prática de crimes hediondos (HC 111.840, Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão de 27 de junho de 2012). Ademais, o artigo 33, § 2..., alínea c, do Código Penal determina que “o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto”. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG crime de tráfico de entorpecentes, bem como da possibilidade da substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos. In casu, o magistrado de primeiro grau, na sentença condenatória, fixou a pena privativa de liberdade em 1 (um) ano e 11 (onze) meses, a ser cumprida em regime inicial fechado e negou a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos seguintes termos: “Verifico que o acusado, primário e de bons antecedentes, faz jus à causa de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei de Tóxicos, vez que preenche todos os seus requisitos (…). Quanto ao regime prisional, considerando a gravidade do delito cometido análogo aos hediondos – cujos resultados funestos repercutem diretamente na sociedade, verifico que o regime mais adequado para garantir que as finalidades da sanção sejam atingidas é o inicialmente fechado. (...) Por fim, indefiro a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, e também o sursis, em face do óbice legal – art. 44 da Lei 11.343/06” (grifei). A sentença condenatória está em dissonância com a jurisprudência desta Corte, porquanto o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90, afastando a obrigatoriedade da fixação do regime fechado para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade imposta em razão da prática de crimes hediondos (HC 111.840, Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão de 27 de junho de 2012). Ademais, o artigo 33, § 2..., alínea c, do Código Penal determina que “o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto”. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que “a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719). Destarte, tendo em vista a quantidade de pena aplicada, a primariedade do paciente e o reconhecimento de circunstâncias judiciais favoráveis, impõe-se a fixação do regime inicial aberto. Nesse sentido, foi o parecer da Procuradoria Geral da República: “(...) 5. A pena-base foi fixada na sentença em 5 (cinco) anos e, ausentes agravantes ou atenuantes, foi mantida no patamar mínimo. Depois, reconhecido o ‘tráfico privilegiado’, a pena foi reduzida em 2/3 (dois terços) e, em seguida, majorada em 1/6 por força da causa de aumento de pena prevista no art. 40, III, da Lei n 11.343/2006, totalizando 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, tendo em vista ‘a gravidade do delito cometido – análogo aos hediondos – cujos resultados funestos repercutem diretamente na sociedade’. 6. O Tribunal de Justiça, por sua vez, manteve a pena aplicada, bem assim o regime inicial de cumprimento da pena, sob o fundamento de que ‘independentemente da aplicação no caso da minoração prevista no § 4... da norma incriminadora, não deixa a atividade desvendada de ser tráfico ilícito de drogas, não fazendo jus o condenado, então, à concessão da substituição pretendida, ou mesmo ao 'sursis', pelos mesmos motivos acima elencados, tratando-se de benefícios não condizentes com a natureza do delito, buscando o art. 44 da lei n. 11.343 de 2006 espancar quaisquer dúvidas porventura existentes a este respeito’. 7. A referência à gravidade abstrata do delito de tráfico não justifica a imposição do regime inicial fechado, mesmo porque o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/90 (redação da Lei n 11.464/2007): HC n 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, Informativo n 670. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que “a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719). Destarte, tendo em vista a quantidade de pena aplicada, a primariedade do paciente e o reconhecimento de circunstâncias judiciais favoráveis, impõe-se a fixação do regime inicial aberto. Nesse sentido, foi o parecer da Procuradoria Geral da República: “(...) 5. A pena-base foi fixada na sentença em 5 (cinco) anos e, ausentes agravantes ou atenuantes, foi mantida no patamar mínimo. Depois, reconhecido o ‘tráfico privilegiado’, a pena foi reduzida em 2/3 (dois terços) e, em seguida, majorada em 1/6 por força da causa de aumento de pena prevista no art. 40, III, da Lei n 11.343/2006, totalizando 1 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, tendo em vista ‘a gravidade do delito cometido – análogo aos hediondos – cujos resultados funestos repercutem diretamente na sociedade’. 6. O Tribunal de Justiça, por sua vez, manteve a pena aplicada, bem assim o regime inicial de cumprimento da pena, sob o fundamento de que ‘independentemente da aplicação no caso da minoração prevista no § 4... da norma incriminadora, não deixa a atividade desvendada de ser tráfico ilícito de drogas, não fazendo jus o condenado, então, à concessão da substituição pretendida, ou mesmo ao 'sursis', pelos mesmos motivos acima elencados, tratando-se de benefícios não condizentes com a natureza do delito, buscando o art. 44 da lei n. 11.343 de 2006 espancar quaisquer dúvidas porventura existentes a este respeito’. 7. A referência à gravidade abstrata do delito de tráfico não justifica a imposição do regime inicial fechado, mesmo porque o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/90 (redação da Lei n 11.464/2007): HC n 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, Informativo n 670. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG 8. Assim, tendo sido fixada a pena-base no mínimo cominado, de nada valem os argumentos agregados pelo Superior Tribunal de Justiça, que inovou na invocação da natureza e da quantidade da droga apreendida com o paciente. Cumpre considerar que a quantidade da pena e as circunstâncias da individualização, tal como avaliadas nas instâncias ordinárias, permitem o regime inicial aberto e, também, a substituição da pena privativa da liberdade por penas restritivas de direitos, diante da inconstitucionalidade das restrições dos artigos 33, § 4..., e 44 da Lei 11.343/2006 (HC n 97.256/RS)”. Por outro lado, verifica-se que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 01.09.10, declarou a inconstitucionalidade do artigo 44 da Lei 11.343/06, afastando o óbice à conversão da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos na hipótese de condenação pela prática do crime de tráfico de entorpecentes e determinando ao Juízo processante que procedesse ao exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à obtenção da benesse. Eis o teor da ementa: “EMENTA: HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ART. 44 DA LEI 11.343/2006: IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA (INCISO XLVI DO ART. 5... DA Constituição Federal de 1988/88). ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O processo de individualização da pena é um caminhar no rumo da personalização da resposta punitiva do Estado, desenvolvendo-se em três momentos individuados e complementares: o legislativo, o judicial e o executivo. Logo, a lei comum não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder-dever de impor ao delinqüente a sanção criminal que a ele, juiz, afigurar-se como expressão de um concreto 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG 8. Assim, tendo sido fixada a pena-base no mínimo cominado, de nada valem os argumentos agregados pelo Superior Tribunal de Justiça, que inovou na invocação da natureza e da quantidade da droga apreendida com o paciente. Cumpre considerar que a quantidade da pena e as circunstâncias da individualização, tal como avaliadas nas instâncias ordinárias, permitem o regime inicial aberto e, também, a substituição da pena privativa da liberdade por penas restritivas de direitos, diante da inconstitucionalidade das restrições dos artigos 33, § 4..., e 44 da Lei 11.343/2006 (HC n 97.256/RS)”. Por outro lado, verifica-se que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 01.09.10, declarou a inconstitucionalidade do artigo 44 da Lei 11.343/06, afastando o óbice à conversão da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos na hipótese de condenação pela prática do crime de tráfico de entorpecentes e determinando ao Juízo processante que procedesse ao exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à obtenção da benesse. Eis o teor da ementa: “EMENTA: HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ART. 44 DA LEI 11.343/2006: IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA (INCISO XLVI DO ART. 5... DA Constituição Federal de 1988/88). ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O processo de individualização da pena é um caminhar no rumo da personalização da resposta punitiva do Estado, desenvolvendo-se em três momentos individuados e complementares: o legislativo, o judicial e o executivo. Logo, a lei comum não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder-dever de impor ao delinqüente a sanção criminal que a ele, juiz, afigurar-se como expressão de um concreto 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG balanceamento ou de uma empírica ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações subjetivas do fato- tipo. Implicando essa ponderação em concreto a opção jurídico- positiva pela prevalência do razoável sobre o racional; ditada pelo permanente esforço do julgador para conciliar segurança jurídica e justiça material. 2. No momento sentencial da dosimetria da pena, o juiz sentenciante se movimenta com ineliminável discricionariedade entre aplicar a pena de privação ou de restrição da liberdade do condenado e uma outra que já não tenha por objeto esse bem jurídico maior da liberdade física do sentenciado. Pelo que é vedado subtrair da instância julgadora a possibilidade de se movimentar com certa discricionariedade nos quadrantes da alternatividade sancionatória. 3. As penas restritivas de direitos são, em essência, uma alternativa aos efeitos certamente traumáticos, estigmatizantes e onerosos do cárcere. Não é à toa que todas elas são comumente chamadas de penas alternativas, pois essa é mesmo a sua natureza: constituir-se num substitutivo ao encarceramento e suas seqüelas. E o fato é que a pena privativa de liberdade corporal não é a única a cumprir a função retributivo- ressocializadora ou restritivo-preventiva da sanção penal. As demais penas também são vocacionadas para esse geminado papel da retribuição-prevenção-ressocialização, e ninguém melhor do que o juiz natural da causa para saber, no caso concreto, qual o tipo alternativo de reprimenda é suficiente para castigar e, ao mesmo tempo, recuperar socialmente o apenado, prevenindo comportamentos do gênero. 4. No plano dos tratados e convenções internacionais, aprovados e promulgados pelo Estado brasileiro, é conferido tratamento diferenciado ao tráfico ilícito de entorpecentes que se caracterize pelo seu menor potencial ofensivo. Tratamento diferenciado, esse, para possibilitar alternativas ao encarceramento. É o caso da Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, incorporada ao direito interno pelo Decreto 154, de 26 de junho de 1991. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG balanceamento ou de uma empírica ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações subjetivas do fato- tipo. Implicando essa ponderação em concreto a opção jurídico- positiva pela prevalência do razoável sobre o racional; ditada pelo permanente esforço do julgador para conciliar segurança jurídica e justiça material. 2. No momento sentencial da dosimetria da pena, o juiz sentenciante se movimenta com ineliminável discricionariedade entre aplicar a pena de privação ou de restrição da liberdade do condenado e uma outra que já não tenha por objeto esse bem jurídico maior da liberdade física do sentenciado. Pelo que é vedado subtrair da instância julgadora a possibilidade de se movimentar com certa discricionariedade nos quadrantes da alternatividade sancionatória. 3. As penas restritivas de direitos são, em essência, uma alternativa aos efeitos certamente traumáticos, estigmatizantes e onerosos do cárcere. Não é à toa que todas elas são comumente chamadas de penas alternativas, pois essa é mesmo a sua natureza: constituir-se num substitutivo ao encarceramento e suas seqüelas. E o fato é que a pena privativa de liberdade corporal não é a única a cumprir a função retributivo- ressocializadora ou restritivo-preventiva da sanção penal. As demais penas também são vocacionadas para esse geminado papel da retribuição-prevenção-ressocialização, e ninguém melhor do que o juiz natural da causa para saber, no caso concreto, qual o tipo alternativo de reprimenda é suficiente para castigar e, ao mesmo tempo, recuperar socialmente o apenado, prevenindo comportamentos do gênero. 4. No plano dos tratados e convenções internacionais, aprovados e promulgados pelo Estado brasileiro, é conferido tratamento diferenciado ao tráfico ilícito de entorpecentes que se caracterize pelo seu menor potencial ofensivo. Tratamento diferenciado, esse, para possibilitar alternativas ao encarceramento. É o caso da Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, incorporada ao direito interno pelo Decreto 154, de 26 de junho de 1991. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114100 / MG Norma supralegal de hierarquia intermediária, portanto, que autoriza cada Estado soberano a adotar norma comum interna que viabilize a aplicação da pena substitutiva (a restritiva de direitos) no aludido crime de tráfico ilícito de entorpecentes.” Ex positis, julgo o habeas corpus extinto por inadequação da via processual eleita e concedo a ordem de ofício, ex officio, para fixar o regime aberto para o início do cumprimento da pena e para remover o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006, determinando ao Juízo que avalie os requisitos necessários à conversão da pena privativa de liberdade por outra (s) restritiva (s) de direitos. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Supremo Tribunal Federal HC 114100 / MG Norma supralegal de hierarquia intermediária, portanto, que autoriza cada Estado soberano a adotar norma comum interna que viabilize a aplicação da pena substitutiva (a restritiva de direitos) no aludido crime de tráfico ilícito de entorpecentes.” Ex positis, julgo o habeas corpus extinto por inadequação da via processual eleita e concedo a ordem de ofício, ex officio, para fixar o regime aberto para o início do cumprimento da pena e para remover o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006, determinando ao Juízo que avalie os requisitos necessários à conversão da pena privativa de liberdade por outra (s) restritiva (s) de direitos. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.100 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : LUIZ ALBERTO CARMO DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 210.119 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912990 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.100 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : LUIZ ALBERTO CARMO DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 210.119 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912990 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 114 . 100", "HC n 210 . 119", "SÚMULA 719 - Supremo", "HC 111 . 840", "HC 114100 / MG", "HC n 111 . 840 / ES", "HC 97 . 256", "HC 114100 / MG", "HC n 111 . 840 / ES", "HC 97 . 256", "HC 114100 / MG", "HC 114100 / MG", "HABEAS CORPUS 114 . 100 MINAS", "HC n 210 . 119 DO", "HABEAS CORPUS 114 . 100 MINAS", "HC n 210 . 119 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE", "HC 114100 / MG", "HC n 97 . 256 / RS", "HC 114100 / MG", "HC n 97 . 256 / RS", "HC 114100 / MG", "HC 114100 / MG", "HC 114100 / MG", "HC 114100 / MG", "HABEAS CORPUS 114 . 100", "Pet 1738 - AgR", "Pet 1738 - AgR", "HC 114100 / MG", "HC 114100 / MG", "HC 114100 / MG", "HC n . 109 . 956", "HC 114100 / MG", "HC n . 109 . 956", "HC 114100 / MG", "HC 114100 / MG", "HC 114100 / MG", "HC 111 . 840", "HC 114100 / MG", "HC 111 . 840", "HC 114100 / MG", "HC n 111 . 840 / ES", "HC 114100 / MG", "HC n 111 . 840 / ES", "HC 114100", "HC n 97 . 256 / RS", "HC 97 . 256", "HC 114100 / MG", "HC n 97 . 256 / RS", "HC 97 . 256", "HC 114100 / MG", "HC 114100 / MG", "HC 114100 / MG", "HC 114100 / MG", "HABEAS CORPUS 114 . 100", "HC n 210 . 119 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 114 . 100", "HC n 210 . 119 DO SUPERIOR" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , “ D ” E “ I ”", "ART . 33 DA LEI 11 . 343 / 06", "ART . 33 , § 2 . . . , ALÍNEA C , DO Código Penal Brasileiro", "ART . 44 DA LEI 11 . 343 / 06", "artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90", "artigo 33 , § 2 . . . , alínea “ c ” , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , III , da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 44 da lei n . 11 . 343 de 2006", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90", "Lei n 11 . 464 / 2007", "artigo 44 da Lei 11 . 343 / 06", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 40 , III , da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 44 da lei n . 11 . 343 de 2006", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da", "Lei 8 . 072 / 90", "Lei n 11 . 464 / 2007", "artigo 44 da Lei 11 . 343 / 06", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , caput , e § 4 . . . , do Código Penal", "art . 33 , § 4 . , da Lei n . 11 . 343 / 06", "arts 33 , § 2 . . . , alínea c , e 44 , ambos do Código Penal", "art . 33 , caput , e § 4 . . . , do Código Penal", "art . 33 , § 4 . , da Lei n . 11 . 343 / 06", "arts 33 , § 2 . . . , alínea c , e 44 , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . 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XLIII , da Constituição Federal", "Lei n 8 . 072 / 90", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "Lei n 11 . 464", "/", "2007", "§ 1 . . . do art . 2 . . . da Lei n 8 . 072 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "artigos 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal", "42 da Lei de Tóxicos", "artigo 34 , XVIII , do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça", "artigo 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código", "Penal", "artigos 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal", "42 da Lei de Tóxicos", "artigo", "Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do artigo 44 do Código Penal", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do artigo 44 do Código Penal", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 867", "art . 867 do Código de Processo Civil", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , I , da Constituição da República", "Carta Política", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , b e c", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 867", "art . 867 do Código de Processo Civil", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , I , da Constituição da República", "Carta Política", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , b e c", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , d", "Constituição da República", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , d", "Constituição da República", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso LXVIII", "Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei de Tóxicos", "art . 44 da Lei 11 . 343 / 06", "artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90", "artigo 33 , § 2 . . . , alínea c , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "art . 44 da Lei 11 . 343 / 06", "artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90", "artigo 33 , § 2 . . . , alínea c , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , III , da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 44 da lei n . 11 . 343 de 2006", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90", "Lei n 11 . 464 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , III , da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 44 da lei n . 11 . 343 de 2006", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90", "Lei n 11 . 464 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 33 , § 4 . . . , e 44 da Lei 11 . 343 / 2006", "artigo 44 da Lei 11 . 343 / 06", "ART . 44 DA LEI 11 . 343 / 2006", "INCISO XLVI DO ART . 5 . . . 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"Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", 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Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "05", "/", "2013", "27 de junho de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "09", ".", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "09", ".", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "99", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S/A ADV.(A/S) :ANTÔNIO PINTO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805441. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S/A ADV.(A/S) :ANTÔNIO PINTO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 116, proferi a seguinte decisão: IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – AUTOLANÇAMENTO – INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL – AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO. 1. O caso versa sobre autolançamento. Houve o indeferimento de prova pericial requerida. Os precedentes desta Corte sobre o tema são reiterados, indicando que não se configura, na espécie, a transgressão do inciso LV do artigo 5º da Carta. É que se mostra desnecessária a instauração de procedimento administrativo para a inscrição e posterior cobrança do débito fiscal declarado e não pago. Nos termos da legislação tributária, o contribuinte de direito presta à autoridade administrativa informações sobre a matéria de fato, indispensáveis à efetivação do lançamento. Verificada a existência de erro na declaração, é facultado ao sujeito passivo da obrigação proceder à retificação, “antes de notificado o lançamento” (artigo 147, § 1º, do Código Tributário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805442. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S/A ADV.(A/S) :ANTÔNIO PINTO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 116, proferi a seguinte decisão: IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – AUTOLANÇAMENTO – INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL – AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO. 1. O caso versa sobre autolançamento. Houve o indeferimento de prova pericial requerida. Os precedentes desta Corte sobre o tema são reiterados, indicando que não se configura, na espécie, a transgressão do inciso LV do artigo 5º da Carta. É que se mostra desnecessária a instauração de procedimento administrativo para a inscrição e posterior cobrança do débito fiscal declarado e não pago. Nos termos da legislação tributária, o contribuinte de direito presta à autoridade administrativa informações sobre a matéria de fato, indispensáveis à efetivação do lançamento. Verificada a existência de erro na declaração, é facultado ao sujeito passivo da obrigação proceder à retificação, “antes de notificado o lançamento” (artigo 147, § 1º, do Código Tributário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AI 672021 AGR / SP Nacional). Insubsistente, por isso, a alegada vulneração ao princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório se, no momento próprio, o contribuinte não fez a correção. 2. Conheço do agravo, mas o desprovejo. 3. Publiquem. A contribuinte, na minuta de folha 132 a 142, insiste na configuração de ofensa ao artigo 5º, inciso LV, do Diploma Maior. Assevera que lhe foi frustrada a oportunidade de defesa diante da autuação pelo Fisco. Conforme ressalta, a presunção de veracidade da certidão de dívida ativa não subsiste, considerada a inobservância, no processo administrativo tributário correspondente, dos preceitos constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. A parte agravada, apresentou contraminuta às folhas 148 e 149, assentando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805442. Supremo Tribunal Federal AI 672021 AGR / SP Nacional). Insubsistente, por isso, a alegada vulneração ao princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório se, no momento próprio, o contribuinte não fez a correção. 2. Conheço do agravo, mas o desprovejo. 3. Publiquem. A contribuinte, na minuta de folha 132 a 142, insiste na configuração de ofensa ao artigo 5º, inciso LV, do Diploma Maior. Assevera que lhe foi frustrada a oportunidade de defesa diante da autuação pelo Fisco. Conforme ressalta, a presunção de veracidade da certidão de dívida ativa não subsiste, considerada a inobservância, no processo administrativo tributário correspondente, dos preceitos constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. A parte agravada, apresentou contraminuta às folhas 148 e 149, assentando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída (folhas 27), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo (folha 57): EXECUÇÃO FISCAL – Embargos do devedor – ICMS declarado e não pago. 1. Preparo - Não incidência em face da Lei nº 4.952/85. 2. Versando os embargos sobre matéria de direito e de fato, e sendo a prova exclusivamente documental, impõe-se a antecipação do julgamento (art. 17, parágrafo único, da Lei nº 6.830/80). 3. Regularidade da constituição do crédito tributário (art. 150 CTN). 4. A relação jurídica estabelecida entre as partes está sujeita à legislação tributária, o que exclui a aplicação do Código Civil, Código de Defesa do Consumidor e demais legislações específicas. 5. A multa de mora de 20% se mostra legal, correta e não possui caráter confiscatório, pois não chega a afetar substancialmente, de modo irracional, o patrimônio e os rendimentos do contribuinte. 5. É viável a cumulação de honorários advocatícios na execução (art. 20, § 4º, CPC) e nos embargos do devedor, desde que observado o limite máximo de 20% na integralidade do processo. Precedentes do STJ. Recurso não provido. A toda evidência, não se conta, no acórdão prolatado, com as balizas do montante alcançado, ante o valor inicialmente devido, relativo ao tributo. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805443. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída (folhas 27), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo (folha 57): EXECUÇÃO FISCAL – Embargos do devedor – ICMS declarado e não pago. 1. Preparo - Não incidência em face da Lei nº 4.952/85. 2. Versando os embargos sobre matéria de direito e de fato, e sendo a prova exclusivamente documental, impõe-se a antecipação do julgamento (art. 17, parágrafo único, da Lei nº 6.830/80). 3. Regularidade da constituição do crédito tributário (art. 150 CTN). 4. A relação jurídica estabelecida entre as partes está sujeita à legislação tributária, o que exclui a aplicação do Código Civil, Código de Defesa do Consumidor e demais legislações específicas. 5. A multa de mora de 20% se mostra legal, correta e não possui caráter confiscatório, pois não chega a afetar substancialmente, de modo irracional, o patrimônio e os rendimentos do contribuinte. 5. É viável a cumulação de honorários advocatícios na execução (art. 20, § 4º, CPC) e nos embargos do devedor, desde que observado o limite máximo de 20% na integralidade do processo. Precedentes do STJ. Recurso não provido. A toda evidência, não se conta, no acórdão prolatado, com as balizas do montante alcançado, ante o valor inicialmente devido, relativo ao tributo. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 672021 AGR / SP soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Acresce que o Supremo, no Recurso Extraordinário com Agravo nº 639.228/RJ, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, sublinhando a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter repercussão geral o tema concernente à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805443. Supremo Tribunal Federal AI 672021 AGR / SP soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Acresce que o Supremo, no Recurso Extraordinário com Agravo nº 639.228/RJ, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, sublinhando a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter repercussão geral o tema concernente à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 672021 AGR / SP termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805443. Supremo Tribunal Federal AI 672021 AGR / SP termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S/A ADV.(A/S) : ANTÔNIO PINTO AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813456 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S/A ADV.(A/S) : ANTÔNIO PINTO AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813456 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3848074
2013-05-07T00:00:00
2013-05-24T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur231265
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, INDEFERIMENTO, PRODUÇÃO DE PROVA) ARE 639228 RG (TP). Número de páginas: 7. Análise: 06/06/2013, TBC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
672021
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 672021 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S/A ADV.(A/S) : ANTÔNIO PINTO AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S/A ADV.(A/S) :ANTÔNIO PINTO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805441. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S/A ADV.(A/S) :ANTÔNIO PINTO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 116, proferi a seguinte decisão: IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – AUTOLANÇAMENTO – INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL – AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO. 1. O caso versa sobre autolançamento. Houve o indeferimento de prova pericial requerida. Os precedentes desta Corte sobre o tema são reiterados, indicando que não se configura, na espécie, a transgressão do inciso LV do artigo 5... da Carta. É que se mostra desnecessária a instauração de procedimento administrativo para a inscrição e posterior cobrança do débito fiscal declarado e não pago. Nos termos da legislação tributária, o contribuinte de direito presta à autoridade administrativa informações sobre a matéria de fato, indispensáveis à efetivação do lançamento. Verificada a existência de erro na declaração, é facultado ao sujeito passivo da obrigação proceder à retificação, “antes de notificado o lançamento” (artigo 147, § 1..., do Código Tributário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805442. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S/A ADV.(A/S) :ANTÔNIO PINTO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 116, proferi a seguinte decisão: IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – AUTOLANÇAMENTO – INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL – AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO. 1. O caso versa sobre autolançamento. Houve o indeferimento de prova pericial requerida. Os precedentes desta Corte sobre o tema são reiterados, indicando que não se configura, na espécie, a transgressão do inciso LV do artigo 5... da Carta. É que se mostra desnecessária a instauração de procedimento administrativo para a inscrição e posterior cobrança do débito fiscal declarado e não pago. Nos termos da legislação tributária, o contribuinte de direito presta à autoridade administrativa informações sobre a matéria de fato, indispensáveis à efetivação do lançamento. Verificada a existência de erro na declaração, é facultado ao sujeito passivo da obrigação proceder à retificação, “antes de notificado o lançamento” (artigo 147, § 1..., do Código Tributário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AI 672021 AGR / SP Nacional). Insubsistente, por isso, a alegada vulneração ao princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório se, no momento próprio, o contribuinte não fez a correção. 2. Conheço do agravo, mas o desprovejo. 3. Publiquem. A contribuinte, na minuta de folha 132 a 142, insiste na configuração de ofensa ao artigo 5..., inciso LV, do Diploma Maior. Assevera que lhe foi frustrada a oportunidade de defesa diante da autuação pelo Fisco. Conforme ressalta, a presunção de veracidade da certidão de dívida ativa não subsiste, considerada a inobservância, no processo administrativo tributário correspondente, dos preceitos constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. A parte agravada, apresentou contraminuta às folhas 148 e 149, assentando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805442. Supremo Tribunal Federal AI 672021 AGR / SP Nacional). Insubsistente, por isso, a alegada vulneração ao princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório se, no momento próprio, o contribuinte não fez a correção. 2. Conheço do agravo, mas o desprovejo. 3. Publiquem. A contribuinte, na minuta de folha 132 a 142, insiste na configuração de ofensa ao artigo 5..., inciso LV, do Diploma Maior. Assevera que lhe foi frustrada a oportunidade de defesa diante da autuação pelo Fisco. Conforme ressalta, a presunção de veracidade da certidão de dívida ativa não subsiste, considerada a inobservância, no processo administrativo tributário correspondente, dos preceitos constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. A parte agravada, apresentou contraminuta às folhas 148 e 149, assentando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída (folhas 27), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo (folha 57): EXECUÇÃO FISCAL – Embargos do devedor – ICMS declarado e não pago. 1. Preparo - Não incidência em face da Lei n 4.952/85. 2. Versando os embargos sobre matéria de direito e de fato, e sendo a prova exclusivamente documental, impõe-se a antecipação do julgamento (art. 17, parágrafo único, da Lei n 6.830/80). 3. Regularidade da constituição do crédito tributário (art. 150 CTN). 4. A relação jurídica estabelecida entre as partes está sujeita à legislação tributária, o que exclui a aplicação do Código Civil, Código de Defesa do Consumidor e demais legislações específicas. 5. A multa de mora de 20% se mostra legal, correta e não possui caráter confiscatório, pois não chega a afetar substancialmente, de modo irracional, o patrimônio e os rendimentos do contribuinte. 5. É viável a cumulação de honorários advocatícios na execução (art. 20, § 4..., Código de Processo Civil) e nos embargos do devedor, desde que observado o limite máximo de 20% na integralidade do processo. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Recurso não provido. A toda evidência, não se conta, no acórdão prolatado, com as balizas do montante alcançado, ante o valor inicialmente devido, relativo ao tributo. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805443. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída (folhas 27), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo (folha 57): EXECUÇÃO FISCAL – Embargos do devedor – ICMS declarado e não pago. 1. Preparo - Não incidência em face da Lei n 4.952/85. 2. Versando os embargos sobre matéria de direito e de fato, e sendo a prova exclusivamente documental, impõe-se a antecipação do julgamento (art. 17, parágrafo único, da Lei n 6.830/80). 3. Regularidade da constituição do crédito tributário (art. 150 CTN). 4. A relação jurídica estabelecida entre as partes está sujeita à legislação tributária, o que exclui a aplicação do Código Civil, Código de Defesa do Consumidor e demais legislações específicas. 5. A multa de mora de 20% se mostra legal, correta e não possui caráter confiscatório, pois não chega a afetar substancialmente, de modo irracional, o patrimônio e os rendimentos do contribuinte. 5. É viável a cumulação de honorários advocatícios na execução (art. 20, § 4..., Código de Processo Civil) e nos embargos do devedor, desde que observado o limite máximo de 20% na integralidade do processo. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Recurso não provido. A toda evidência, não se conta, no acórdão prolatado, com as balizas do montante alcançado, ante o valor inicialmente devido, relativo ao tributo. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 672021 AGR / SP soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Acresce que o Supremo, no Recurso Extraordinário com Agravo n 639.228/RJ, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, sublinhando a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter repercussão geral o tema concernente à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805443. Supremo Tribunal Federal AI 672021 AGR / SP soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Acresce que o Supremo, no Recurso Extraordinário com Agravo n 639.228/RJ, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, sublinhando a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter repercussão geral o tema concernente à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 672021 AGR / SP termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805443. Supremo Tribunal Federal AI 672021 AGR / SP termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3805443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S/A ADV.(A/S) : ANTÔNIO PINTO AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813456 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 672.021 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S/A ADV.(A/S) : ANTÔNIO PINTO AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813456 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 672 . 021", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 672 . 021", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 672 . 021", "AI 672021 AGR / SP Nacional", "AI 672021 AGR / SP Nacional", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 672 . 021", "AI 672021 AGR / SP", "Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal", "Recurso Extraordinário com Agravo n 639 . 228 / RJ", "AI 672021 AGR / SP", "Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal", "Recurso Extraordinário com Agravo n 639 . 228 / RJ", "AI 672021 AGR / SP", "AI 672021 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 147 , § 1 . . . , do Código Tributário", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 147 , § 1 . . . , do Código Tributário", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LV , do Diploma Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LV , do Diploma Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 4 . 952 / 85", "art . 17 , parágrafo único , da Lei n 6 . 830 / 80", "art . 150 CTN", "Código Civil", "Código de Defesa do Consumidor", "art . 20 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 4 . 952 / 85", "art . 17 , parágrafo único , da Lei n 6 . 830 / 80", "art . 150 CTN", "Código Civil", "Código de Defesa do Consumidor", "art . 20 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S / A", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S / A", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S / A", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INDÚSTRIA AUTO METALÚRGICA S / A", "ESTADO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ANTÔNIO PINTO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTÔNIO PINTO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTÔNIO PINTO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTÔNIO PINTO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ANTÔNIO PINTO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "07", "/", "05", "/", "2013", "7 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "7", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.473 TOCANTINS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :SHIRLEY SUELY ALVES DOS SANTOS IMPTE.(S) :RITHS MOREIRA AGUIAR COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 255.130 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. O fato de alcançar-se, na origem, o objetivo da impetração leva ao prejuízo do habeas. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857911. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.473 TOCANTINS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :SHIRLEY SUELY ALVES DOS SANTOS IMPTE.(S) :RITHS MOREIRA AGUIAR COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 255.130 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida: PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – LIMINAR DEFERIDA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A paciente, presa em flagrante no dia 15 de janeiro de 2012, foi condenada a cinco anos e seis meses de reclusão, no regime inicial semiaberto, pela prática do crime previsto no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), com a majorante do artigo 40, inciso III (nas imediações de estabelecimento prisional), da Lei nº 11.343, de 2006, sendo-lhe vedado o direito de recorrer em liberdade. Impetrou-se habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. A Segunda Câmara Criminal indeferiu a ordem. Assinalou a necessidade da custódia provisória para garantia da ordem pública, em virtude da gravidade em concreto da conduta – quantidade de drogas apreendidas, local e circunstância que demonstram a potencialidade lesiva da infração. Anotou haver-se mantido inalterada a situação fática, o que revelaria a propriedade da manutenção da segregação, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857912. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.473 TOCANTINS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :SHIRLEY SUELY ALVES DOS SANTOS IMPTE.(S) :RITHS MOREIRA AGUIAR COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 255.130 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida: PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – LIMINAR DEFERIDA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A paciente, presa em flagrante no dia 15 de janeiro de 2012, foi condenada a cinco anos e seis meses de reclusão, no regime inicial semiaberto, pela prática do crime previsto no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), com a majorante do artigo 40, inciso III (nas imediações de estabelecimento prisional), da Lei nº 11.343, de 2006, sendo-lhe vedado o direito de recorrer em liberdade. Impetrou-se habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. A Segunda Câmara Criminal indeferiu a ordem. Assinalou a necessidade da custódia provisória para garantia da ordem pública, em virtude da gravidade em concreto da conduta – quantidade de drogas apreendidas, local e circunstância que demonstram a potencialidade lesiva da infração. Anotou haver-se mantido inalterada a situação fática, o que revelaria a propriedade da manutenção da segregação, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório HC 115473 / TO ressaltando não ser incompatível com a fixação de regime semiaberto. No Superior Tribunal de Justiça, o ministro Og Fernandes, relator, indeferiu o pleito de liminar. Assentou não verificar manifesta ilegalidade a ensejar o deferimento da medida em sede de cognição sumária. Neste habeas, o impetrante salienta existir evidente constrangimento ilegal a justificar o afastamento do Verbete nº 691 da Súmula do Supremo, pois padeceria de fundamentação idônea a decisão em que determinada a prisão da paciente. Diz constituir-se a segregação provisória indevida antecipação de pena. Argui ofensa ao princípio da presunção de não culpabilidade. Alega a incompatibilidade do regime semiaberto com a restrição total da liberdade. Destaca a impropriedade do ato que implicou a manutenção da custódia preventiva, na medida em que impõe a paciente a situação mais gravosa do que aquela a que estaria submetida se estivesse cumprindo a reprimenda definitiva. Requer o implemento de liminar para que a paciente possa aguardar em liberdade o julgamento do recurso ou do habeas corpus formalizado no Superior Tribunal de Justiça. No mérito, pretende a confirmação da providência. A Procuradoria Geral da República opina pela concessão da ordem, a fim de que a paciente aguarde o trânsito em julgado da condenação no regime semiaberto. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou que a Sexta Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido formalizado no Habeas Corpus nº 255.130/TO e, por maioria, deferiu a ordem de ofício. Lancei visto no processo em 8 de maio de 2013, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 21 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857912. Supremo Tribunal Federal HC 115473 / TO ressaltando não ser incompatível com a fixação de regime semiaberto. No Superior Tribunal de Justiça, o ministro Og Fernandes, relator, indeferiu o pleito de liminar. Assentou não verificar manifesta ilegalidade a ensejar o deferimento da medida em sede de cognição sumária. Neste habeas, o impetrante salienta existir evidente constrangimento ilegal a justificar o afastamento do Verbete nº 691 da Súmula do Supremo, pois padeceria de fundamentação idônea a decisão em que determinada a prisão da paciente. Diz constituir-se a segregação provisória indevida antecipação de pena. Argui ofensa ao princípio da presunção de não culpabilidade. Alega a incompatibilidade do regime semiaberto com a restrição total da liberdade. Destaca a impropriedade do ato que implicou a manutenção da custódia preventiva, na medida em que impõe a paciente a situação mais gravosa do que aquela a que estaria submetida se estivesse cumprindo a reprimenda definitiva. Requer o implemento de liminar para que a paciente possa aguardar em liberdade o julgamento do recurso ou do habeas corpus formalizado no Superior Tribunal de Justiça. No mérito, pretende a confirmação da providência. A Procuradoria Geral da República opina pela concessão da ordem, a fim de que a paciente aguarde o trânsito em julgado da condenação no regime semiaberto. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou que a Sexta Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido formalizado no Habeas Corpus nº 255.130/TO e, por maioria, deferiu a ordem de ofício. Lancei visto no processo em 8 de maio de 2013, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 21 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.473 TOCANTINS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O objeto deste habeas mostrou-se único: a liberdade da paciente. Ao processo vieram informações no sentido de o Superior Tribunal de Justiça a haver implementado. Declaro prejudicada esta impetração. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857913. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.473 TOCANTINS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O objeto deste habeas mostrou-se único: a liberdade da paciente. Ao processo vieram informações no sentido de o Superior Tribunal de Justiça a haver implementado. Declaro prejudicada esta impetração. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.473 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : SHIRLEY SUELY ALVES DOS SANTOS IMPTE.(S) : RITHS MOREIRA AGUIAR COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 255.130 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913014 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.473 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : SHIRLEY SUELY ALVES DOS SANTOS IMPTE.(S) : RITHS MOREIRA AGUIAR COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 255.130 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913014 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3921181
2013-05-21T00:00:00
2013-06-05T00:00:00
A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. O fato de alcançar-se, na origem, o objetivo da impetração leva ao prejuízo do habeas.
sjur232284
Número de páginas: 5. Análise: 21/06/2013, BMB.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
115473
null
HC
acordaos
HC 115473
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PACTE.(S) : SHIRLEY SUELY ALVES DOS SANTOS IMPTE.(S) : RITHS MOREIRA AGUIAR COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 255.130 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.473 TOCANTINS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :SHIRLEY SUELY ALVES DOS SANTOS IMPTE.(S) :RITHS MOREIRA AGUIAR COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 255.130 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. O fato de alcançar-se, na origem, o objetivo da impetração leva ao prejuízo do habeas. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857911. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.473 TOCANTINS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :SHIRLEY SUELY ALVES DOS SANTOS IMPTE.(S) :RITHS MOREIRA AGUIAR COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 255.130 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida: PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – LIMINAR DEFERIDA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A paciente, presa em flagrante no dia 15 de janeiro de 2012, foi condenada a cinco anos e seis meses de reclusão, no regime inicial semiaberto, pela prática do crime previsto no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), com a majorante do artigo 40, inciso III (nas imediações de estabelecimento prisional), da Lei n 11.343, de 2006, sendo-lhe vedado o direito de recorrer em liberdade. Impetrou-se habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. A Segunda Câmara Criminal indeferiu a ordem. Assinalou a necessidade da custódia provisória para garantia da ordem pública, em virtude da gravidade em concreto da conduta – quantidade de drogas apreendidas, local e circunstância que demonstram a potencialidade lesiva da infração. Anotou haver-se mantido inalterada a situação fática, o que revelaria a propriedade da manutenção da segregação, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857912. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.473 TOCANTINS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :SHIRLEY SUELY ALVES DOS SANTOS IMPTE.(S) :RITHS MOREIRA AGUIAR COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 255.130 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida: PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – LIMINAR DEFERIDA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A paciente, presa em flagrante no dia 15 de janeiro de 2012, foi condenada a cinco anos e seis meses de reclusão, no regime inicial semiaberto, pela prática do crime previsto no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), com a majorante do artigo 40, inciso III (nas imediações de estabelecimento prisional), da Lei n 11.343, de 2006, sendo-lhe vedado o direito de recorrer em liberdade. Impetrou-se habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. A Segunda Câmara Criminal indeferiu a ordem. Assinalou a necessidade da custódia provisória para garantia da ordem pública, em virtude da gravidade em concreto da conduta – quantidade de drogas apreendidas, local e circunstância que demonstram a potencialidade lesiva da infração. Anotou haver-se mantido inalterada a situação fática, o que revelaria a propriedade da manutenção da segregação, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório HC 115473 / TO ressaltando não ser incompatível com a fixação de regime semiaberto. No Superior Tribunal de Justiça, o ministro Og Fernandes, relator, indeferiu o pleito de liminar. Assentou não verificar manifesta ilegalidade a ensejar o deferimento da medida em sede de cognição sumária. Neste habeas, o impetrante salienta existir evidente constrangimento ilegal a justificar o afastamento do Verbete n 691 da Súmula do Supremo, pois padeceria de fundamentação idônea a decisão em que determinada a prisão da paciente. Diz constituir-se a segregação provisória indevida antecipação de pena. Argui ofensa ao princípio da presunção de não culpabilidade. Alega a incompatibilidade do regime semiaberto com a restrição total da liberdade. Destaca a impropriedade do ato que implicou a manutenção da custódia preventiva, na medida em que impõe a paciente a situação mais gravosa do que aquela a que estaria submetida se estivesse cumprindo a reprimenda definitiva. Requer o implemento de liminar para que a paciente possa aguardar em liberdade o julgamento do recurso ou do habeas corpus formalizado no Superior Tribunal de Justiça. No mérito, pretende a confirmação da providência. A Procuradoria Geral da República opina pela concessão da ordem, a fim de que a paciente aguarde o trânsito em julgado da condenação no regime semiaberto. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou que a Sexta Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido formalizado no Habeas Corpus n 255.130/TO e, por maioria, deferiu a ordem de ofício. Lancei visto no processo em 8 de maio de 2013, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 21 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857912. Supremo Tribunal Federal HC 115473 / TO ressaltando não ser incompatível com a fixação de regime semiaberto. No Superior Tribunal de Justiça, o ministro Og Fernandes, relator, indeferiu o pleito de liminar. Assentou não verificar manifesta ilegalidade a ensejar o deferimento da medida em sede de cognição sumária. Neste habeas, o impetrante salienta existir evidente constrangimento ilegal a justificar o afastamento do Verbete n 691 da Súmula do Supremo, pois padeceria de fundamentação idônea a decisão em que determinada a prisão da paciente. Diz constituir-se a segregação provisória indevida antecipação de pena. Argui ofensa ao princípio da presunção de não culpabilidade. Alega a incompatibilidade do regime semiaberto com a restrição total da liberdade. Destaca a impropriedade do ato que implicou a manutenção da custódia preventiva, na medida em que impõe a paciente a situação mais gravosa do que aquela a que estaria submetida se estivesse cumprindo a reprimenda definitiva. Requer o implemento de liminar para que a paciente possa aguardar em liberdade o julgamento do recurso ou do habeas corpus formalizado no Superior Tribunal de Justiça. No mérito, pretende a confirmação da providência. A Procuradoria Geral da República opina pela concessão da ordem, a fim de que a paciente aguarde o trânsito em julgado da condenação no regime semiaberto. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou que a Sexta Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido formalizado no Habeas Corpus n 255.130/TO e, por maioria, deferiu a ordem de ofício. Lancei visto no processo em 8 de maio de 2013, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 21 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.473 TOCANTINS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O objeto deste habeas mostrou-se único: a liberdade da paciente. Ao processo vieram informações no sentido de o Superior Tribunal de Justiça a haver implementado. Declaro prejudicada esta impetração. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857913. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.473 TOCANTINS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O objeto deste habeas mostrou-se único: a liberdade da paciente. Ao processo vieram informações no sentido de o Superior Tribunal de Justiça a haver implementado. Declaro prejudicada esta impetração. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.473 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : SHIRLEY SUELY ALVES DOS SANTOS IMPTE.(S) : RITHS MOREIRA AGUIAR COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 255.130 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913014 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.473 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : SHIRLEY SUELY ALVES DOS SANTOS IMPTE.(S) : RITHS MOREIRA AGUIAR COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 255.130 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913014 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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